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MPI—Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente

c
e
l Boletim informativo
ANO 2, N.º 6 Fevereiro de 2006

Editorial
Conforme poderão cons- CONVOCATÓRIA
tatar ao ler este bole-
tim, muitos foram os De acordo com os estatutos do MPI—Movimento Pró-Informação para a
esforços nos nossos tri- Cidadania e Ambiente, convoco a Assembleia Geral Ordinária desta Associação,
bunais no âmbito do que se realizará na sede social, sita no edifício da Junta de Freguesia do Vilar,
processo do Aterro
Largo 16 de Dezembro, n.º 2, dia 18 de Março, sábado, pelas 21.00 horas, com a
Sanitário do Oeste. Mas
seguinte ordem de trabalhos:
apesar de aparente-
mente sem resultados
queremos reafirmar a 1– Votação do Relatório e Contas do ano 2005
nossa determinação em 2– Discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2006.
lutar por um correcta 3– Deliberação sobre a adesão à “Plataforma Transgénicos Fora do Prato”.
gestão do ´”lixo” produ- 4– Outros assuntos.
zido na região .
Não havendo número legal de associados para a Assembleia funcionar,
Assim, continuamos fica desde já marcada uma segunda convocação para meia hora depois,
com a queixa na Comis- funcionando com qualquer número de associados.
são Europeia e noutras
entidades, nomeada- Vilar, 17 de Fevereiro de 2005
mente na Procuradoria
Geral da República.
O Presidente da Assembleia Geral
O ano 2006 promete não
nos dar descanso, mas Nuno Pereira Azevedo
continuamos dispostos
a “arriscar”, pois “Só
quem arrisca é livre!”

O Presidente da Direcção
Aterro Sanitário do Oeste
Processos judiciais
Humberto Pereira Ger-
mano
Divulgamos neste boletim um memorando sobre os proces-
sos judiciais no âmbito do processo do Aterro Sanitário do
Oeste. Apesar de resumido não deixa de ser extenso, dada a
Nesta edição:
grande quantidade de processos que foram interpostos.

ATERRO SANITÁRIO DO 1- PROVIDÊNCIAS CAUTELARES:


OESTE—Processos judi- 1.1- PROC. N.º 258/99 - Contra a RESIOESTE, vários representan-
ciais 1a4 tes da população do concelho do Cadaval, pediram a suspensão do processo
do ASO devidos aos danos irreversíveis e irreparáveis para o ambiente e
5º Encontro Nacional do
MUSP 5
qualidade de vida das populações envolventes da área destinada à constru-
ção, ao abrigo da Lei de acção Popular n.º 83/95, de 31 de Agosto, no Tribu-
Ptaforma “Transgénicos Fora nal Judicial da Comarca do Cadaval, em 7/12/1999, o Dr. Telmo Correia e
do Prato” 5
Drª Ana Antunes foram os advogados.
Ambiente e Cidadania: O Tribunal decidiu em 18/5/2000 suspender a providência cautelar,
Não, à queima de lixo! em face da junção aos autos pela RESIOESTE do ELASO (Estudo de Locali-
6 zação do Aterro Sanitário do Oeste), sendo assim esgotado o objecto do pro-
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cedimento cautelar.

1.2- PROC. N.º 209/2000 - Contra RESIOESTE e a Associação de Municípios do Oeste


(AMO), vários residentes no concelho de Torres Vedras, freguesias do Maxial e Outeiro da Cabeça,
pediram também a suspensão do processo do ASO ao abrigo da Lei de Acção Popular, no Tribunal
Judicial da Comarca de Torres Vedras, no ano de 2000, o advogado foi o Dr. Nuno Pinto Coelho de
Faria.
A decisão do tribunal foi o indeferimento liminar, apesar de ter considerado que não era com-
petente para a apreciação da legalidade de qualquer acto administrativo e sem ter ouvido qualquer
testemunha, tendo o juiz discordado das razões para o pedido da providência cautelar.

Perante esta decisão foi apresentado recurso - PROC. N.º 7873/00, no Tribunal da Relação de
Lisboa por se considerar que houve incumprimento/violação de normativos substantivos
(constitucionais) e processuais, dado que a decisão ignorou a motivação da pretensão formulada redu-
zindo-a a mera manifestação de repúdio por uma solução, tecendo mesmo considerações sobre a even-
tual justeza da mesma, fazendo uma análise que está excluída dum indeferimento liminar.
Este Tribunal mantém a decisão que indeferiu liminarmente a petição, por incompetência do
Tribunal Judicial da Comarca de Torres Vedras.

Na sequência desta decisão do Tribunal da Relação de Lisboa foi apresentado requerimento no


Supremo Tribunal Administrativo, em 22/12/2000, a fim de ser fixado o Tribunal Competente para
conhecer da causa - PROC. N.º 372.
O Procurador-Geral-Adjunto emitiu douto parecer julgando improcedente o recurso, devem
declarar-se competentes os tribunais administrativos e em 11/12/2001 o Supremo Tribunal Adminis-
trativo atribuiu a jurisdição aos tribunais administrativos.

1.3- PROC. N.º 102/00 - Contra RESIOESTE, vários residentes no concelho de Alenquer, fre-
guesia de Vila Verde dos Francos, pediram também a suspensão do processo do ASO ao abrigo da Lei
de Acção Popular, no Tribunal Judicial da Comarca de Alenquer, no ano de 2000, o advogado foi o Dr.
Nuno Pinto Coelho de Faria.
Estando pendente igual providência no Tribunal de Torres Vedras é impossível a repetição de
uma causa (n.º 1, art.º 497º do C.P.C.), de facto os pedidos são os mesmos, por outro lado, a jurisdição
competente é a administrativa, pelo que a decisão foi o indeferimento liminar.

1.4- PROC. N.º 173/00 - Contra a RESIOESTE, vários representantes da população do conce-
lho do Cadaval, vieram mais uma vez pedir a suspensão do processo do ASO, no Tribunal Judicial da
Comarca do Cadaval, no ano 2000, o advogado foi o Dr. Nuno Pinto Coelho de Faria.
Em 21/12/2000 o Tribunal Judicial da Comarca do Cadaval decidiu que era incompetente, o
Tribunal competente é o Tribunal Administrativo e absolve a RESIOESTE.

Foi apresentado recurso de agravo desta decisão - PROC. N.º 6100/01 – 8ª Secção, ao Tribu-
nal da Relação de Lisboa, que em 28/6/2001 concedeu provimento ao agravo revogando a decisão
recorrida e determina a respectiva produção de provas.

Mas a RESIOESTE apresenta um agravo desta decisão do Tribunal da Relação ao Supremo


Tribunal de Justiça - PROC. N.º 3241/01-1, tendo em 28/01/2002 deu provimento ao agravo e assim
revoga a decisão recorrida, confirmando-se o decidido em primeira instância.

2- INTIMAÇÕES PARA UM COMPORTAMENTO


2.1- PROC. N.º 958/00 da 4ª secção - Contra a RESIOESTE foi pedido por Gonçalo Rebelo de
Andrade e outros, todos residentes no Vilar – Cadaval, que a RESIOESTE se abstenha de continuar
as obras do aterro, já que o local não é adequado, e devido às ilegalidades do processo.
Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, entregue no ano 2000, o advogado foi o Dr.
Eusébio Gouveia. O Ministério Público deu razão à RESIOESTE quando defende que o meio adequa-
do é a suspensão de eficácia, assim o pedido de intimação deve ser rejeitado.
Em 22/01/2001 o Tribunal rejeita a intimação, por ilegalidade na sua interposição.
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Na sequência desta decisão foi interposto RECURSO - PROC. N.º 5378/01 no Tribunal Cen-
tral Administrativo, cuja decisão em 3/5/2001 negou provimento ao recurso, confirmando a sentença
recorrida.

2.2- PROC. N.º 625/01 2ª Secção – Contra a RESIOESTE veio a Junta de Freguesia do Vilar
pedir ao Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa que a RESIOESTE se abstenha de iniciar a
deposição de resíduos no ASO, alegando a falta de licenciamento pela Direcção Geral do Ambiente e a
falta de avaliação de impacte ambiental nos termos da Lei 69/2000. O advogado foi o Dr. Nuno Pinto
Coelho de Faria.
O Ministério Público emite parecer de que a intimação não pode deixar de ser indeferida por
irregularidades na forma processual.
O Tribunal rejeitou a providência requerida pela Junta de Freguesia do Vilar, porque não foi
identificado o meio processual principal.

3- SUSPENÇÃO DE EFICÁCIA DO ACTO DO MINISTRO DO AMBIENTE DE 23/10/2000 e


subsidiariamente SUSPENÇÃO JUDICIAL DE EFICÁCIA DO ACTO DO PRESIDENTE DO
INR 1/8/2000 e ainda subsidiariamente PROVIDÊNCIAS CAUTELARES - PROC. N.º 47 968
A pedido do município do Cadaval, de Gonçalo Rebelo de Andrade e Humberto Pereira Ger-
mano, foi interposta no Supremo Tribunal de Justiça, em 24/7/2001. O advogado foi o Dr. Gonçalo
Guerra Tavares.
No ofício do Secretário de Estado do Ambiente ao Provedor de Justiça datado de 2003/10/15
anexo a um ofício do Provedor de Justiça dirigido ao MPI, de 15/3/2004, é referido que a decisão final
proferida em Outubro de 2001 não deu provimento ao pedido dos recorrentes tendo tal decisão sido
objecto de recurso que veio a ser considerado deserto por falta de alegações dos recorrentes.
Nas contra-alegações do proc.º 48042 é dito que a decisão deste processo foi o do pedido de sus-
pensão ter sido julgado extemporâneo (isto é, ter expirado o prazo).

4- RECURSOS CONTENCIOSOS
4.1- DE ANULAÇÃO COM EFEITOS SUSPENSIVOS DO DESPACHO N.º 3893/2000
DO SEOTCN (Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza) -
PROC. N.º 46.107
Foi interposto no Supremo Tribunal Administrativo por Gonçalo Rebelo de Andrade e Hum-
berto Germano, sendo o advogado o Dr. Nuno Pinto Coelho de Faria
Alegou-se que o despacho deveria ser conjunto com o Ministério do Equipamento Social, do
Ministério do Planeamento, criados subsequentemente à extinção do “Ministério do Equipamento,
Planeamento e da Administração do Território” e do Ministério da Economia e das Finanças.
Desconhecemos ainda a decisão final.

4.2- DO ACTO DO MINISTRO DO AMBIENTE DE 23/10/2000 - PROC. N.º 48042


Contra o Ministro do Ambiente foi interposto em 24/9/2001, no Supremo Tribunal Administra-
tivo por Gonçalo Rebelo de Andrade e Município do Cadaval. O advogado foi o Dr. Gonçalo Guerra
Tavares e, mais tarde, o Dr. Nuno Faria.
Alega-se essencialmente a nulidade do acto recorrido pela: nulidade do despacho do SEOTCN,
da subsequente ilegalidade do parecer da CMC de 31/1/2000 e a falta de avaliação de impacte ambien-
tal.
O Ministério Público emite parecer em que o recurso não merece provimento.
O Supremo Tribunal Administrativo profere um despacho em 8/5/2003 em que o recurso deve
prosseguir, uma vez que a nulidade do acto do M.A. dependerá em último caso, da declaração de nuli-
dade do acto que lhe subjaz e que constitui o objecto do recurso n.º 46107 (o despacho do SEOTCN),
assim será nulo se este também for declarado nulo, pelo que promove que se solicite informação sobre
o proc. 46107.
Em 17/2/2005 emite uma decisão final negando provimento ao recurso, porque entendeu que o
acto do Ministro não é a “autorização prévia” da operação dos resíduos, a qual foi concedida pelo INR
em 1/8/2000 (no entanto o próprio INR tinha enviado um ofício ao MPI dizendo que não tinha emitido
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6- OUTROS
Para além destes processo foram ainda interpostos outros relacionados com o processo do Ater-
ro Sanitário do Oeste:
5.1- PROC. N.º 358/01 4ª Secção - INTIMAÇÃO PARA CONSULTA E PASSAGEM DE CER-
TIDÃO, entregue no Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, pedido por Humberto Pereira Ger-
mano, contra a Direcção Regional do Ambiente de Lisboa e Vale do Tejo (DRA-LVT), devido à falta de
resposta desta entidade a um requerimento de 23/2/2001 para consulta dos relatórios dos técnicos da
DRA-LVT que têm acompanhado a obra de construção do ASO, da monitorização das águas
existentes na envolvente do local, etc
O Ministério Público emitiu parecer onde pugna pela verificação dos pressupostos de deferi-
mento do pedido e, consequentemente, pela intimação da autoridade requerida.
A decisão em 5/6/2001 deferiu o pedido e, em consequência, decide intimar a autoridade reque-
rida para em 10 dias, facultar a consulta do processo administrativo pedido pelo requerente.

Por falta de resposta da DRAOT – LVT, em desrespeito ao tribunal, foi feito 2º requerimento
ao Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa e o mesmo, em 28/6/2001 proferiu despacho onde
consta o seguinte: “informar as partes em como foi entregue ao Ministério Público certidão do requeri-
mento inicial, da sentença proferida, ... e do despacho que sobre ela recaiu, para efeitos de apuramen-
to de responsabilidade criminal”.

Mais nada se sabe !!

5.2- PROC. N.º 555 – A/01 3ª Secção - SUSPENÇÃO DE EFICÁCIA DA DELIBERAÇÃO DE


24/4/2001 DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO CADAVAL (AMC), entregue em 26/06/2001 no Tribu-
nal Administrativo do Círculo de Lisboa, pedido por Luís Fernando dos Santos Pina – Presidente da
AMC contra a AMC.
O Ministério Público emitiu parecer pronunciando-se no sentido do deferimento do pedido de
suspensão, mas o tribunal em 07/11/2001 indeferiu o pedido de suspensão de eficácia.

5.3- PROC. N.º 288/A/01 1ª Secção - SUSPENSÃO DE EFICÁCIA DA DELIBERAÇÃO DA


C.M.C. DE 26/3/2001 – Nulidade do parecer de 31/1/2000, entregue no Tribunal Administrativo do
Círculo de Coimbra, em 2001, pedido pelo Vice-Presidente da C.M.C. em substituição do respectivo
presidente, contra a própria C.M.C.
O tribunal indeferiu o pedido de suspensão de eficácia.

Foi interposto recurso desta decisão - PROC. N.º 6010/02, entregue no Tribunal Central
Administrativo.
O Ministério Público pronuncia-se pelo indeferimento do pedido de suspensão e manutenção
da sentença recorrida e em 31/1/2002 o tribunal indeferiu o pedido do recurso.

5.4- PROC. n.º 205/02-A, da 2ª Secção - SUSPENSÃO DE EFICÁCIA DA DELIBERAÇÃO


DA C.M.C. de 26/3/2001 – Nulidade do parecer de 31/1/2000, entregue no Tribunal Administrativo do
Círculo de Lisboa, interposta pela RESIOESTE, tendo o tribunal impugnado a referida deliberação. *

Conforme se pode constatar, foram muitos os processos a correr


em tribunal, infelizmente sem que até à data houvesse uma decisão
que nos fosse favorável. Por outro lado, daquilo que conseguimos
compreender da linguagem jurídica, parece-nos legitimo duvidar da
independência e isenção dos tribunais.
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5º Encontro Nacional do MUSP


Es te ano o Encontro Nacional do MUSP
a Rir é arriscar parecer parvo
(Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos) rea-
lizou-se na cidade de Vila Nova de Gaia, a 26 de Chorar é arriscar parecer sentimental
Novembro de 2005. Procurar alguém é arriscar-se a um compromisso
Participaram cerca de 50 associações/ Expressar sentimentos é arriscar-se a ser rejeitado
comissões, desde comissões de utentes de serviços
Mostrar os teus sonhos perante a multidão
de saúde, comissões de utentes de transportes
públicos, sindicatos, associações de defesa do é arriscar a fazer o ridículo
ambiente, etc. Amar é arriscar não ser correspondido
O MPI apresentou um comunicação em que Ir para a frente contra vento e marés
abordou o tema “Ambiente e saúde pública” procu- é arriscar o fracasso.
rando sensibilizar os presentes para a importância
da defesa do ambiente dadas as implicações na
nossa saúde, assim foram apresentadas algumas Mas é preciso correr riscos
estatísticas de problemas de saúde relacionadas Para evitar o maior de todos:
com o ambiente, nomeadamente aumento de can- não arriscar nada!
cros, alergias e infertilidade, e os riscos dos aterros
sanitários e duma incorrecta gestão dos resíduos.
Quem não arrisca não faz nada.
Foi ainda abordado o tema dos “Alimentos transgé-
nicos”, tendo sido incorporado no documento final Talvez evite o sofrimento e a dor,
do encontro o texto apresentado pelo MPI sobre mas não pode aprender, sentir, mudar
este tema. crescer ou amar.
Na comunicação de uma Comissão de
Utentes de Serviços de Saúde foi lido o poema que
Amarrado por estas certezas, é um escravo.
transcrevemos ao lado, por se aplicar nas mais
diversas situações da nossa vida, nomeadamente Confiscou a sua liberdade.
de quem luta pela defesa do ambiente, para além de
ser de grande beleza e profundidade. * Só quem arrisca é livre!

autorização prévia e para além disso, a decisão final estranhamente nada refere quanto ao processo n.º 46

Plataforma Transgénicos Fora do Prato


O que é gal mento do Território e
o Organização informal de o Travar a comercialização Ambiente; LPN, Liga para a
organizações não governamen- de OGM em Portugal Protecção da Natureza;
tais e colaboradores indivi- QUERCUS, Associação
duais. A Plataforma 'Transgénicos Nacional de Conservação da
o Apoiada explicitamente por Fora do Prato' é uma estrutura Natureza; e SALVA, Asso-
uma dezena de ONGs silencio- integrada por oito entidades ciação de Produtores em
sas (subscritoras do abaixo- não-governamentais da área Agricultura Biológica do
assinado). do ambiente e agricultura: Sul.
o Criada em 1999, reactivada ATTAC, Associação para a A AGROBIO (Associação
em 2003. Taxação das Transacções de Agricultura Biológica)
Financeiras para a Ajuda ao pertencia à Plataforma,
Objectivo geral Cidadão; CNA, Confederação mas retirou-se em fins de
o Impedir a libertação de Nacional da Agricultura; 2005.
OGM no ambiente, em todo o FAPAS, Fundo para a Protec- O MPI já subscreveu o abai-
mundo ção dos Animais Selvagens; xo-assinado “Transgénicos
Objectivos imediatos GAIA, Grupo de Acção e Inter- Fora do Prato”, e a direcção
o Travar a introdução de venção Ambiental; GEOTA, vai propor a adesão à Plata-
OGM cultivados em Portu- Grupo de Estudos de Ordena- forma na próxima Assem-
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Ambiente e Cidadania

Não, à queima de lixo !! cancros, por exemplo, dos tes-


tículos.
“Na natureza nada se perde,
nada se cria, tudo se transfor-
4- Aumento de malfor- ma.”
É uma prática muito vul- mações congénitas. É por estes motivos que
gar fazer fogueiras para quei- - Furanos os ambientalistas não concor-
mar lixos, pensando-se que Provocam o cancro. dam com as centrais de incine-
com isso se consegue fazer - Metais Pesados ração e defendem que o lixo
“desaparecer” aquilo que nos (Chumbo, cádmio) deve ser o mais aproveitado
incomoda, o certo é que não Estão contidos nas tin- possível para reciclagem.
se devem queimar lixos, prin- tas de impressão. O cádmio Existem neste momento
cipalmente, plásticos, porque acumula-se nos rins e pul- duas incineradoras em Portu-
são libertados produtos alta- mões, o chumbo, nos ossos. gal Continental, uma em S.
mente tóxicos para a atmosfe- Causam, por exemplo, can- João da Talha (Lisboa) e outra
ra. cros, alterações no comporta- no Porto, e uma na ilha da
Para melhor compreen- mento, dificuldades de aprendi- Madeira, que foram fortemente
são desta questão, convém zagem (particularmente nas contestadas pelas populações
apresentar alguns dos produtos crianças), etc., devido a lesões envolventes e por associações
tóxicos libertados e quais os no sistema nervoso. ambientalistas e merecem uma
seus efeitos no Ambiente e permanente contestação até
saúde pública. Todos estes tóxicos são que um dia venham a ser proi-
- Dioxinas extremamente venenosos e bidas, tal como já aconteceu
São dos mais tóxicos persistentes, acumulando-se nalguns estados dos Estados
compostos químicos conheci- nos seres vivos, dado que são Unidos da América.
dos, são cerca de 30.000 eliminados muito lentamente, A queima dos resí-
vezes mais venenosos que a podendo ultrapassar dezenas duos das podas também
estricnina, basta um grama de anos e espalham-se por deve ser evitada, pois ao quei-
para que 100 milhões de pes- todo o planeta! mar estes resíduos estamos a
soas tenham absorvido a quan- desperdiçar matéria orgânica,
tidade máxima de dioxinas - Outros indispensável à fertilização do
para toda a sua vida. São ainda libertadas solo, assim em alternativa
Acumulam-se no líquido outras substâncias, tais como devem ser triturados e espa-
amniótico, glândula mamária ácido clorídrico, dióxido de car- lhados no solo para facilitar a
(e, consequentemente, saindo bono, dióxido de enxofre, etc., sua decomposição ou utiliza-
pelo leite materno), no cérebro, responsáveis pelo efeito de dos para compostagem (isto
na gordura de peixes de águas estufa e pelas chuvas ácidas. é, produção de composto ou
frias (exemplo: salmão), etc. adubo natural).
Os seus efeitos são inú- Para além disto, quei-
meros, dos quais se destacam mar lixo é um desperdício de Mª Alexandra Azevedo
os seguintes: matérias-primas e de energia.
1- Infertilidade masculi- Reciclar papel poupa 3 vezes
Bibliografia:
1- “O tratamento dos lixos”, Teixo
na, devido a anormalidades no mais energia do que a que se n.º 1 Verão de 1994, p. 21
desenvolvimento dos testícu- obtém queimando esse mesmo 2- “Ambiente em números”, ABC
los, produção de espermatozói- Ambiente, 24 de Fevereiro de 1995, p. 24
papel e no caso dos plásticos 3- “Espermatozóides em queda”,
des com defeitos e diminuição poupa-se 5 vezes mais. De fac- ABC Ambiente, Agosto 1999, p. 12
da concentração de esperma- to, a reciclagem permite poupar 4-- “Poluentes orgânicos persis-
tentes (POP’s)”, ABC Ambiente, Maio
tozóides no esperma. matérias-primas e energia, 2000, p. 7.
2- Aumento da concep- reduzir a poluição (do ar, água 5- “O “Livro Verde” sobre o
ção de crianças do sexo femini- e solos), criar postos de traba-
PVC”, ABC Ambiente, Outubro 2000, p. 20.
6- “Saúde ameaçada”, ABC
no. lho, etc., porque respeita uma Ambiente, Fevereiro 2001, p. 21.
3- Aumento da taxa de lei básica da natureza que é: 7- “Parecer sobre gestão dos
Resíduos Urbanos da ERSUC”, Quercus,
A N O 2 , N. º 6 B O L E TI M I N F O R M A T I V O PÁGINA 7

Breves
MPI aderiu ao MUSP tuguesa das Associações de se aos insistentes pedidos por
Defesa do Ambiente), a que o parte da Comissão de Acompa-
Na reunião de direcção realiza- MPI já se associou, organiza nhamento.
da no dia 20 de Outubro de anualmente um encontro nacio-
2005, foi deliberado aderir ao nal. Nos dias 16 e 17 de Deliberação da Câmara
MUSP (Movimento dos Uten- Dezembro de 2005 realizou-se Municipal de Alenquer con-
tes dos Serviços Públicos). A o 16ª encontro, em Lisboa, cujo tra os ensaios com milho
assembleia-geral realizada em tema foi “Seca—um desafio transgénico
30 de Março mandatou a direc- nacional”.
ção para deliberar sobre esta No dia 27 de Janeiro da Câmara
questão depois de procurar mais Municipal de Alenquer delibe-
informações sobre as condições Monitorização da qualidade rou por unanimidade a proposta
de adesão a este movimento. do ar na envolvência do Ater- de deliberação da Coligação
Uma vez que o MUSP ainda ro Sanitário do Oeste “Pela nossa Terra” que consta
está em processo de legalização na aplicação do Princípio da
não serão cobradas quotas. Durante o mês de Janeiro foram Precaução incluindo nas cultu-
efectuadas análises à qualidade ras experimentais e em propor à
do ar em 3 locais próximos do Assembleia Municipal a decla-
Encontro Nacional das Asso- Aterro Sanitário, junto à veda- ração da área do concelho de
ciações de Defesa do Ambien- ção, no Olho Polido e no Vilar, Alenquer como “Zona Livre de
te durante um período mínimo de cultivo de variedades genetica-
1 semana por local. Esta moni- mente modificadas”. *
A CPADA (Confederação Por- torização agora realizada deve-

A preencher pelo MPI


MPI - Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente N.º de sócio
__|__|__|__|__
Morada: Edifício da Junta de Freguesia do Vilar, Largo 16 de Dezem-
bro, n.º 2, 2550-069 VILAR CDV Data
___/___/___
Tel./fax: 262 771 060 e.mail: mpi.cidadania.ambiente@clix.pt

PROPOSTA PARA ADMISSÃO DE SÓCIO

Nome_________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
Morada ________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________
Telefone: ________________, fax: __________________, e.mail _________________________________
B.I. N.º ______________________, data de nascimento ___/___/___ , estado civil ___________________
N.º de contribuinte: _____________________ , profissão _______________________________________

Data ____/____/____ Assinatura do candidato a sócio __________________________________________


Quota mínima anual: € 2 , quantia paga _______________________________________,
PRECISA-SE
M P I — M O V I M E N T O P R Ó - I N F O R M AÇ Ã O P AR A A
C I D AD AN I A E AM B I E N T E

Morada: Edifício da Junta de Freguesia


do Vilar, Largo 16 de Dezembro, n.º 2
2550-069 VILAR CDV Voluntário(a) para colaborar
Tel./fax: (+351) 262 771 060 na edição do boletim infor-
e.mail: mpi.cidadania.ambiente@clix.pt mativo.

Denúncias - Ambiente
Sempre que testemunhe uma agressão
ambiental deve denunciá-la do seguinte
modo:

• Telefonar para a linha SOS Ambiente


Pela Defesa do AMBIENTE e da
808 200 520
QUALIDADE DE VIDA!!
• Aceder ao site:
www.gnr.pt/portal/internet/sepna
Papel 100% reciclado • Por escrito, através de fax 213 432

AVISO
PEDE-SE A TODAS AS PESSOAS COM QUEIXAS
SOBRE O
MAU FUNCIONAMENTO DO ATERRO SANITÁ-
RIO DO OESTE A FAZÊ-LAS POR ESCRITO, ENTRE-
GANDO-NOS UMA CÓPIA, COMO FORMA DE CONSEGUIRMOS
PROVA DESTA QUEIXA, UMA VEZ QUE A INSPECÇÃO GERAL DO
AMBIENTE RECUSA-SE A FORNECER UM RELATÓRIO COM
TODAS AS QUEIXAS RECEBIDAS:
- ATRAVÉS DO FAX N.º 213 432 777, QUEM NÃO
POSSUIR APARELHO DE FAX, PODE DIRIGIR-SE À JUNTA DE FRE-
GUESIA DO VILAR PARA O SEU ENVIO.
OU
- POR CARTA PARA A MORADA: Rua de O Século,
n.º 63 1249-033 LISBOA