Avadhut Gita

(A Canção do Asceta)

Mahatma Dattatreya Índice
Índice...............................................................................................................................................1 ........................................................................................................................................................1 Avadhut Gita...................................................................................................................................1 Introdução.......................................................................................................................................2 Capítulo 1........................................................................................................................................2 Capítulo 2........................................................................................................................................7 Capítulo 3........................................................................................................................................9 Capítulo 4......................................................................................................................................12 Capítulo 5......................................................................................................................................13 Capítulo 6 .....................................................................................................................................15 Capítulo 7......................................................................................................................................17 Capítulo 8......................................................................................................................................18

Avadhut Gita
O Bhagavad Gita, "O cântico do Senhor", é o mais famoso texto hindu conhecido no Ocidente, porém, na índia outros Gitas são igualmente famosos e respeitados. O Avadhut é um deles.

o resto seria Maya (ilusão) ou Avidhya (ignorância). seu pai o Rei Atri e sua Mãe Anasuya. inatividade.Ele é um dos poucos livros que os Yogues preservam quando da proximidade da realização espiritual e mesmo após. Sua família era nobre. Dattatreya reinou após a morte de seu pai e seu governo foi o mais benigno que o seu país teve. Chandrama era dominado pela qualidade de Raja (brilho.. entre eles podemos citar o "Shiva Gita". Sankacharya. embora destinado àqueles que já atingiram um estado avançado na Senda. luz). sem sombra de dúvidas. Ele é. e pinçadas de realidade como O Zen e a Arte do Pastoreio do Touro. A palavra "Vedanta" quer dizer "final dos Vedas" e o expoente maior da Vedanta foi. mulher piedosa tal como o marido. O Avadhut. pode ainda assim ser de ajuda mesmo àqueles que não chegaram a um estágio tão alto de consciência. mas na índia outros Gitas são também muito conhecidos e apreciados. Na tentativa de aprofundar o conhecimento da filosofia Oriental e ao mesmo tempo de mostrar os mitos formadores do Ocidente moderno. A Rainha teve três filhos: o primeiro foi Dattatreya. Segundo esta filosofia. apresentamos ao leitor brasileiro clássicos medievais com fundo místico. O Ocidente parece finalmente estar se abrindo para uma perspectiva não-materialista. Ou seja "Tu és Aquilo". que viveu por volta de 788-820 AC. Os três Irmãos tinham características das três Gunas (qualidades da matéria. o Atma é a única realidade. "A Canção do Asceta". Termos como Holístico. Transpessoal. as palavras de um Mestre.. O Avadhut é texto clássico vedantino destinado aos yogues mais avançados. Durvasa era influenciado pela qualidade de Tamas (trevas. como o nome diz. a Vedanta é um dos seis principais Darshanas. Totalidade. força. O seu autor teria vivido na Idade do Ouro (Satyuga) e desde a mais tenra idade demonstrava pendores de asceta e reiterada tendência religiosa. e o "Devi Gita". o caminho da libertação.. transcendeu o tempo e nos traz a sabedoria da Idade do Ouro até a nossa Idade do Ferro. Dattatreya. Existem muitos Gitas na tradição indiana. que ouviu a Voz do Silêncio. Kaly Yuga. é a Sabedoria Antiga Viva. porém ele renunciou a tudo e se tomou monge errante (tal qual Buda) ensinando. a todos os que estivessem preparados. atividade). sendo no Ocidente o mais conhecido o "Bhagavad Gita". o segundo Durvasa e o terceiro Chandrama. e essa sabedoria já está presente no homem. porque os véus sobre a consciência não permitem. Ela não se manifesta. o "Rama Gita". Capítulo 1 . Somente a Vidya (sabedoria) pode levar o homem a Moksha (libertação). Ele é um clássico de Vedanta. Ele é um. dos "livros de cabeceira" da humanidade.. pontos de vista da filosofia Hindu. na filosofia hindu). A palavra "Gita" quer dizer "canção" e "Avadhut" significa "asceta. Introdução O Avadhut Gita do Mahatma Dattatreya é um daqueles livros cuja origem histórica está submersa no tempo. já fazem parte do cotidiano. A filosofia Vedanta está calcada na afirmação “Tat Vam Asi". apenas. grande alma" (mahatma). A meditação e a concentração intensa são os principais meios de remover os véus. discípulo de Govinda. lentidão) mas Dattatreya era a personificação de Satva (pureza. sabedoria. não-fragmentada do homem e da natureza. um livro imperdível para toda e qualquer pessoa que se interesse por filosofia oriental e Yoga. renunciante. esotérico e também jóias Vedantinas como o Avadhut Gita.

Liberdade e confinamento. não existo eu neste mundo. a mente não é a verdade mais elevada. bem e mal não te afetam. Tudo isto é Brahman. Assim declaram os Vedas4 para sempre. 9. Para mim não há ato da mente que seja bom ou mau. nem existência ou não-existência: o que devo dizer? A mim tudo isto parece um espanto. sem dúvida. Portanto. Tu não és nascido nem morto. infinito e uma morada de conhecimento. dentro e fora. 2. vagueias aqui e acolá como um fantasma? 15. 4. tampouco a não-diferença. incapaz de divisão. Como posso adorar o Atma 2 (que é) informe. sem dúvida. Conhece o Atma para sempre como o Um absoluto. então. fundada por Sankara. Não existe diferença. te lamentas dia e noite? 12. bom ou mau. é onipresente.Livros sagrados da tradição Hindu. Sama. ou alguém a quem eles afetem. o mundo). Eu sou o conhecimento. ou como. não existe qualquer delas para ti ou para mim. bom ou mau.1. pelo próprio eu.Escola Vedantina monista. fogo. Tampouco eles te pertencem. Tu não tens nascimento. o mesmo em tudo. Tudo isto é Atma. Por que choras. A mente é livre e sem limites como o espaço. 5. Alma Terra. e ventura imorredoura? 3. o eu sem forma. O desejo de Advaitismo1 é produzido nas mentes dos homens sábios pela graça de Deus. criança'? Nem tu. então. ó mente! Por que vagueias perplexa. nem eu. Esta é a soma total do Vedanta "Eu sou Atma. puro e sagrado por sua própria natureza. Eu próprio sou o contemplador e o mais elevado contemplado. se contém tudo isto (ou seja. Abandona o desejo e sê feliz. onipresente. Verdadeiramente tudo isto é Atma. morte ou mente. Não existes tu. Tu és a Verdade mais elevada. Por que. imortal e sempre puro além do alcance dos sentidos. Eu sou este Um onipresente. eu próprio) sempre imaculado? Este mundo é apenas a obra de cinco elementos3 e na realidade não é mais do que u'a miragem. temos qualquer nome ou forma. 2 3 4 . ato de fala. 16. como um fantasma? Entende o Atma (que é) incapaz de divisão. Não conheço prazer ou dor. Atharva. 18. indestrutível e imorredouro? Tu és sempre exaltado e indivisível. pelo tempo ilimitado como espaço. não és. odor e o mais. Eu sou imorredouro. Por que. Por que não refletes que tu és Um sozinho. Vedas . tampouco tens qualquer corpo. 14. então. te lamentas? 17. Tu és Ventura eterna onipresente. água. Som. (graça essa que é) um antídoto para todos os medos. Por que. No eu. éter. 1 Advaka . Aquilo que é o Atma sempre refulgente de tudo. presente a tudo por sua Natureza". 10. a mente é tudo e no entanto. 6. são efeitos dos cinco sentidos. Rig e laiur Veda. 8. 7. isso eu sou. O Atma se acha além da mente. Associação e separação. ilimitado pelo espaço: como posso ver o Atma (Eu) manifesto ou imanifesto? 11. puro. A quem devo oferecer os meus respeitos (quando eu sou Brahman. ar. Como pode o indivisível ser dividido? 13. ato do corpo.

Para ti não há contemplador. A ti não pertencem as paixões ou o desejo de paixões. 36. é a palavra dos Vedas sobre a questão. tampouco a alma individual ou seu receptáculo. existe para mim. tampouco os deuses ou os sacrifícios. tais como o som e o resto. ou casta. . seu espaço interior surge para o espaço universal. 32. e que é inacessível ao pensamento e fala? 5 Samadhi . família. No eu somente e pelo eu (tu) somente se acha contido tudo isto (universo). sem forma e sem morte. não é isto. Como. Isto. então. Alguns anseiam pela Unidade. sem dúvida. como podes achar que estás presente ou ausente? 35. então. Quando abandonas as paixões e resta apenas UM. livre de todas as mudanças. sem forma e homogênea. nenhum outro senão o princípio da existência. 34. 26. similarmente. e somente o eu.aquilo que é paira ser conhecido. 31. Sabe que eu sou isso. em absoluto. nem as etapas diferentes da vida. a variedade desaparece. Não existe outro senão o Um eterno. porque de todas as maneiras o mundo é irreal mas o Atma é a própria realidade. apenas existe o Brahman. a morada da emancipação. nem o espaço ocupado por ele. nem sou alguém que escraviza (outros). em todos os tempos. te lamentas. nem o ato de matar. Conhece o Brahman apenas. em quem não existe o cognoscente ou . sem dúvida. a essência homogeneamente una. É uma Existência pura. Como podes dizer que sabes isto e não sabes aquilo sobre o Atma? 25. Não existe o vaso. Como podem eles descrever a Essência que está vazia de todas as cores como o branco e as demais. a verdade mais elevada. O mundo fenomenal não é uma realidade. Como pode haver Samadhi5 se Atma não tem forma? Como pode haver Samadhi se não ocorre assim? Como pode haver Samadhi se não existe nem isto. outros pela Dualidade. apenas o Atma imaculado permanece. Conhece o Um indiviso e informe. então. Pelo conhecimento desta verdade todo o nascimento futuro é nulificado. dominado por desejos? 20. E então nenhuma diferença. contemplas e não te envergonhas? 27. Quando estás de fato esvaziado de tudo e estás onipresente. 28. Conhece o Atma como o eternamente verdadeiro em todos os lugares. Eles não conhecem a Essência imutável destituída de toda a dualidade e unidade. 24. 23. Os sábios declaram que sem dúvida existe apenas uma entidade imutável. na mente pura. contemplação ou o órgão da contemplação. Por que. nem aquilo? Tudo isto é ilimitado. Quando um vaso se parte. como posso adorá-Lo? Eu sou O venturoso. tampouco a trilha de fumaça ou a trilha da luz. Sou livre de toda a servidão. como posso falar sobre Ele? Eu não conheço O venturoso. Verdadeiramente és a verdade. Como posso. 30. Sabe que assim existo. Não existem os Vedas nem as diferentes religiões. 33. é declarado por tais frases como (isso és tu). como a própria Liberdade.O mais alto estado de realização espiritual. ser cognoscível em minha natureza? 29.19. imorredoura. ou de todos os atributos. Apenas Atma é a verdade mais elevada. Eu não sou matéria. O eu. mas um princípio imutável e além do alcance da imaginação. livre e ilimitada como ó espaço. Sabe que tudo que existe em forma é irreal. Todos os Vedas proclamam que o Atma está livre de todas as qualidades. Tu és a essência imutável pura. Não existe um que mata. Eu não conheço O venturoso. 22. a verdade mais elevada. 21. o inabalável.

tampouco alguém sem um corpo. 44. a mim parece que o Prakriti 6 e o Purusha7 são inseparáveis um do outro. aprende. Bebe as águas da imortalidade e do Advaitismo. que o Atma seja inacessível ou acessível ao conhecimento? 42. Como pode haver um contemplador. o mais elevado de todos.37. sacrifique e dê. E então não resta dualismo em Um. verdadeiro e sem apoio. 43. que todo o universo é como uma espécie de Ventura ininterrupta. todo este mundo de matéria aparece sem base. livre como o espaço. acho-me despido de tudo que permeia e que é Permeado. então. tampouco me acho separado de Brahman. Tu és uma Essência imorredoura. Quando alguém chega a conhecer Brahman. C Mundo com seus fenômenos. não te envergonhes de dize-lo. homem ou mulher. tampouco me encontro em servidão. sem distinção. Por que choras. 40. Quando não estás manietado. é falso. ou a contemplação em quem está livre como o espaço e não tem dualidade? 39. 51 . nem liberado. Não sou um agente. 41. meio ou fim. 50. pura por tua própria natureza. Eu sou sem começo. Tu não és um animal. nem um desfrutador. ó mente? Exalta-te por teu Atma. Eu sei que teu eu supremo está livre e onipresente como o espaço visível. nem a sua sombra. como então te consideras ser com ou sem forma? 52.. coma. Tu não és um estojo de cinco elementos. Conhece o que é imaterial. agora. Assim como a água atirada em água se toma uma só. parece-me nada. Tu és sem dúvida a Essência verdadeira. Tudo isto é Brahman. Este mundo. Sou puro em natureza. 53. Tu és puro e incorpóreo. Como podem haver a terceira ou quarta etapas? 49. criança. Tudo o mais (o mundo) é ilusório como miragem. que todo o universo é como uma corporificação da pureza. e idêntico a Brahman. somente. tua mente é mais elevada que a mais elevada. Eu sou o Atma. Eu sou puro por minha própria natureza. tais como o céu. Tudo é apenas Atma. Não existe o Guru nem sua instrução. como o ar. nem livre. 46. nada é meu. embora grandioso. Como podem haver quaisquer etapas prescritas de vida? 45. 54. Ó caro! O que falas do Maya ou não Maya? Não existe a substância. Eu sou o puro. 6 matéria espírito 7 . Tudo isto é uma Existência. Não estou manietado. tampouco upadhi ou ação. te consideras cheio de venturas ou destituído delas? 47. 48. que todo o universo existe sem mudança. não pura por virtude do Sadânga Yoga ou pela eliminação da mente ou pelas instruções do Guru. 55. Esta é minha opinião definitiva. Eu sempre sei tudo. tampouco és conhecimento ou ignorância. A mim o Atma parece ser um. que mais sei eu? Como então achas. Fica sabendo que todo o universo existe sem for-ma. como. Sou eternamente um. pura e livre como o espaço. 38. etc. não gerado e imorredouro. O que quer que eu faça.

o que ganhas falando tanto? Amigo. não vejo quaisquer diferenças. irmão ou esposa. ilimitado como o espaço. tampouco a falta de conhecimento.56. 73. até mesmo a salvação. Como. se toma o Eu mais elevado de todos. tampouco amanhecer ou ocaso em tua mente. Amigo. nem plenitude. Não sou corpo. nem incorpóreo. Não existe o terceiro. amigo ou filho. Não há existências materiais ou imateriais. destituído de todas as dimensões de unidade e de separação. Não é conhecimento. Tu não tens pai ou mãe. Que maravilhosa é Maya. nem existem as instruções de um Guru. sons. Como. eles se submergirão no Brahman como o espaço ocupado por um vaso se une com o espaço exterior. 69. então. ou a lógica podem exprimir (Brahman). Tu não és afetado pela parcialidade ou imparcialidade. 57. 58. Como podem homens sábios atribuir corpo ao incorpóreo? 64. Não há dia ou noite. Eu sou o Brahman puro e sem descrições. como pode a posse ser atribuída a quem tem nenhuma? 66. Isto foi expresso de acordo com juízo intuitivo completado pelas instruções dos shastras. o que ganhas com tais contorções intelectuais? Já te disse o que é a essência verdadeira. nem alegria. tendo-se despido de todas as ligações pessoais. Não existe sabedoria ou lógica. 68. nem morto. ambição. tampouco tempo ou espaço. 65. Tu és o mais elevado Eu. nem meditação ou Yoga. Se O refulgente é difundido e preenche tudo por toda a parte. 72. Os Yogues consideram toda a virtude. 70. então. quer em casa ou em local de peregrinação. Não sou contaminado pelas paixões. 8 Mantrans . como não existe outro melhor. tampouco existência ou inexistência. 62. tampouco sofro aflições corporais. etc. Como podem haver servidão ou emancipação? 74. O asceta batizado pelo sentimento de unidade vive feliz neste mundo de vacuidade. nem deixo de desfrutar os atos que foram ou estejam sendo cometidos. preces. abandonando todo o orgulho. Conhece-me como o eu ilimitado como o espaço. eternamente livre como o espaço. Eu sou a Verdade mais elevada. permeando tudo. 71. Esta é minha crença firme.Fórmulas mágicas. caminha sozinho. 75. tampouco meus atos são bons ou maus. pode haver qualquer exterior ou interior? 60. riqueza. pelas quais este universo parece um e intacto! 61. Deixa que os Yogues morram com qualquer impressão mental e em qualquer lugar. Quem tem tal tipo de conhecimento possui um conhecimento verdadeiro. nem o quarto estado de consciência: o mais elevado de todos se realiza em si próprio. Nele não há divisão ou união. Não há virtude ou vício. Não sou nascido. nem desfrutador. Não existe vazio. nem pesar. Como pode haver servidão ou emancipação para mim? 59. O asceta imerso no sentimento de unidade e purificado de todas as suas afecções mentais declara a verdade que nem os Mantrans8. porque se realiza em seu próprio eu. Sabe que o Atma imorredouro é destituído de todo ou de parte. assim dizem os Vedas para sempre. Não desfruto. Aquele que morre. nem conhecimento e ignorância juntos. . tampouco existem quaisquer atos a me prenderem. como tão imaginárias quanto a miragem. as criaturas móveis de todas as ordens. pode existir esta perturbação em tua mente? 63. nem os versos védicos. Não sou agente. causa das noções de unidade e dualidade. 67. Existe apenas o Atma.

14. como o frio e a maciez são inseparáveis da água. não pode ser percebido de imediato. Assim como a maciez. Sua percepção vem vagarosamente. Ele (Atma) não se move no chão. invisível e sem atributos. os deuses não são diferentes de mim. Como pode estar separado de mim? 5. sobre o conhecimento do Atma. . O espaço por toda a parte está permeado por Ele. é mais sutil que o mais sutil. Sendo sutil. ou se trata de um idiota ou servidor braçal. Sendo onipresente. dentro e fora. e é Eterno e indivisível. assim como compreendemos a existência da água em . O sábio deve colher o bom que há nele. no Brahman. Alguém recusaria um diamante que estivesse incrustado de impurezas? 2. Aquilo que tem forma pode ser visto pelo olho.Fim do primeiro capitulo do Avadhuta Gita. Este é o único remédio soberano (néctar) para destruir a árvore venenosa. É o imaculado Senhor do Universo. Sou incorpóreo e adorado assim pelos deuses. Não deve importar se o Guru é ou não dotado de erudição poética. Declara-se Ele que está sentado no meio da Luz Eterna. 16. 15. livre do movimento e da inércia. Ele que não depende de alguém e está incessantemente absorto na devoção e se libertou de todos os méritos ou defeitos internos. apresenta-se inseparável do Purusha. 13. 8 e 9. É imaculado e absoluto. 4. Ele não é permeado por coisa alguma. 19. da mente e dos sentidos. amarga e criadora de ilusões deste mundo.. Acha-se além da existência e da inexistência . Ele movimenta todo o Mundo movível e imovível sem o menor esforço. 10. Por acaso o barco que não esteja pintado em vermelhão deixa de transportar passageiros ao outro lado do rio? 3. como pode haver "Eu" ou "Tu" ou este mundo n'Ele? 12. Eles surgem e se dissolvem como bolhas em um rio. Somente ele é Inteligência onisciente. sem esforço algum. Aquilo que se acha dentro desse ambiente interno merece ser compreendido. do mais sutil elemento aos objetos mais grosseiros. também o Prakriti (Natureza ou matéria) que preenche tudo. na verdade o é (pois não existe outro céu ao qual esta comparação se aplique). 11. Tudo que aparece externamente é o mundo. 7. Não há outro meio de atingir essa absorção.do mesmo modo e por isso é chamado antarat. Não creias ser eu quem impele os impulsos enganosos da mente. Sendo Ele assim por Sua natureza. Jamais deve importar se o professor é um menino ou alguém dependente do prazer sensório. duro. Capítulo 2 1. Mais sutil do que a própria Natureza. sou eterna e imutável Ventura. Todo o mundo movível e imovível está englobado pela alma imutável. tampouco é levado pelo vento ou coberto pela água.mas aquilo que não tem forma só pode ser alcançado pelo sentimento. funde-se no curso desta disciplina. 17. por Shri Dattatreya. livre do bem e do mal. O que chamamos livre e ilimitado como o céu. ou dona de casa. inteligente e livre como o espaço. doce e amargo. é o Prakriti. doçura e amargor são inseparáveis do macio. o mais interno de todos. É onipresente. Está além de qualquer distinção de nomes. como os Yogues explicaram. encontra-se além do alcance do intelecto. Está englobando tudo. 6. dureza. Esse Atma é por natureza tranqüilo. Dentro dele. 18.

Sendo assim imaculável por pecado. em que não existe conhecimento ou ignorância e no qual não se encontram músculos ou veias. Para quem a conhece. 23. Assim como o espaço ocupado por um vaso se difunde. O conhecimento das aparências externas é falso. por sua natureza. apenas os resultados da visão da pessoa. livre das paixões e animosidade. Assim como a Lua na noite do Purnamasi (último dia do mês hindu) é uma e não apresenta defeitos. também o Yogue. embora se comporte como lhe aprouver. 32. 9 Karma. 31. assim como as bolhas de um rio. 33. que não tem mãos ou pés e no qual não há espaço. O rito de escanhoar a cabeça.um coco que exteriormente parece feito de invólucro duro e além do qual há . alcança a meta suprema. mas a meta dos Yogues é inteiramente indescritível. 24. 30. 20.a camada de polpa e depois sua água. quer morra em lugar de peregrinação ou em casa de um chandal (pessoa baixa e impura) ou em qualquer outro lugar não volta a ver o nascimento. que não é globular nem de qualquer outra forma. corpo. Apenas no caso do Karmayogue 9 (o que pratica a trilha da ação) é que seu último desejo determina seu nascimento futuro. 34. O conhecimento de seu significado interno é sabedoria. porém o conhecimento do que se acha mais internamente vale a pena alcançar. estiver disposto a fazer o bem a todos os seres. ou com a instrução sagrada. O Yogue. Aquele que. ao se partir o vaso. os segredos dos Mantras e a prática das posições e gestos devocionais 10 não têm ligação com ele. também se justifica neste caso. ação e reação. no espaço onipresente. 28. desse modo. Aquele que. Esta meta dos Yogues é imorredoura e se acha além da conceituação. 25. O exemplo do coco e seu invólucro duro. apoio. O (Brahman) é decantado por milhões de nomes. ao dissolver-se seu corpo. desperta para o conhecimento da Verdade mediante os ensinamentos de um Guru não se importa com o oceano da existência. 26. Ele alcança aquele Atma Eterno e Supremo que não pode ser compreendido pela fixação do olhar na ponta do nariz. não as características do Onipresente. Ele alcança aquele Atma Eterno e Supremo de quem este universo emerge. As distinções são. Mudras. Ele atinge aquele Atma Eterno e Supremo que se acha livre de todas as enfermidades. 10 . que emergem e se fundem em suas águas. o êxito vem por si mesmo. O adquirente deste conhecimento alcança o vigor mental necessário. que não possui forma. Esta doutrina do nascimento futuro seguindo-se ao último desejo não é tida como aplicável no caso do Yogue que pratica a trilha do conhecimento. erudito ou idiota. Funde-se no Eu Supremo. 29. Ele atinge aquele Atma Eterno e Supremo que tem tão pouco a ver com os Vedas quanto com o professor e o discípulo. A meta dos que seguem a senda das ações pode ser descrita pela faculdade da fala.o Atma. além do nascimento e concepção. desejo. 35. polpa e água. isto é. assim é . se funde com o espírito supremo. e que é um poder inexaurível. animosidade e apego. se vê libertado dos cicios de migrações. é livre de paixão. Quem compreende o Atma que é. A dualidade é o resultado apenas da perversão da visão. que é a coisa mais interna de todas. 27. Ele alcança aquele Atma Supremo que não se caracteriza pelo sectarismo dos Shiva ou dos Shakti. pelo qual é mantido e no qual afinal se dissolve. 21. esse Yogue realmente nada faz que o possa prender. não se vê contaminado por qualquer impureza. não tem contornos. gestos ritualísficos. que tiver convicções firmes e decisão forte. 22.

que não tem mente ou intelecto. Eu existo sempre. . caro amigo! Como posso saudar a mim mesmo no Eu. ou execute ações. Ó caro! o Atma é difícil de compreender e seu conhecimento inacessível. Eu sou o conhecimento imortal. mesmo uma aproximação a ela é difícil. tampouco sua proibição. Eu sou o conhecimento imortal. largura ou vacuidade e todas as noções de mensuração e sua capacidade. tal concepção é inatingível. Eu sou o fogo que destrói todos os corpos. Eu sou sem pecados. imutável e onipresente como o espaço. pois também ela é falsa. qualidade. 8. Nosso Atma não é material. não sendo nem luz. unidade. etc. Como posso denominar tudo isto de um. 40. 2. Eu sou sem servidões. nem ordenação de pureza. servidões e mesmo libertação. quer tenha ou não a cobiça de posses. Eu sou o conhecimento imortal. O que a mente e a fala são incapazes de explicar. ou noções de igualdade ou disparidade. e o universo é sua imagem. Ele alcança aquele Atma Eterno e Supremo. 38. como pode o ensinamento de um Guru explicar? Para o Guru que está uno com Atma e que explica este segredo (divino). nem o originador das coisas. porque sou a Verdade Suprema. Em outras palavras. tampouco os elementos. sujeito a migrações ou tendo qualquer início. é eternamente pura e destituída de os fenômenos. nada há para ele que seja prescrito ou proscrito aos homens. meio ou fim. uniforme e onipresente como o espaço. se funde no Espírito Supremo. Eu sou incorpóreo. a ou informidade. nem a quintessência dos elementos. uniforme e onipresente como o espaço. 4. Eu sou o conhecimento imortal. nem escuridão. que todas as paixões são insubstanciais como o céu. Ele alcança aquele Atma Eterno e Supremo. Eu sou destituído de todas as ações. Ó caro! o Atma é difícil de conceber. imutável e onipresente como o espaço. Eu sou o fogo que destrói todos os pecados. que é imutável a todas as mudanças e uma Ventura ilimitada? 3. está livre de todas as impurezas. 37. Como posso adorar essa Ventura (Brahman) que é ente como o espaço. uniforme e onipresente como o espaço. apenas. quer se abstenha de. despida de todas as noções de dualidade. nem etéreo. imutável e onipresente como o espaço. Eu sou o conhecimento imortal. pois eu sou (eu próprio) a Ventura Suprema Eterna que não tem distinção de cores tais como o branco. Como posso denominar O sem-desejos como desejos? Como posso denominar O desprendido como apegado? Como posso chamar O imaterial como material? Eu sou o conhecimento imortal. pequenez. Fica sabendo que todos os sentidos são insubstanciais como o céu. onipresente. nem corpo nem sentidos. Eu existo sempre. Eu existo sempre. nem isto. Estou dizendo a verdade. não há dever ou abstinências quanto ao dever. Eu sou o fogo que destrói todas as ações. Eu sou destituído de todos os sofrimentos. onipresente como o éter. 39. em que não há distinção quanto a forma ou informidade? Ela é despida de amor e ódio. nem o Ahankar (egoísmo). 10. grandeza. não sou sequer isso (pois também é falsa). que não se acha preso por causa e efeito. 6. não sou sequer essa concepção. não sendo nem a origem. nem aquilo. Capítulo 3 1. Ele alcança aquele Atma Eterno e Supremo que se acha livre de todas as noções de relatividade tais como variedade. Eu sou o fogo que engole todos os deveres. Ó. como posso chamar tudo isto de múltiplo. Estou livre de todos os deveres. como posso chamar tudo isto de eterno ou efêmero? Eu sou o conhecimento imortal. diferenciação. imutável e onipresente como o espaço. quer tenha ou não controlado seus sentidos. que Atma. nem tenebroso. eu não sou sequer esse conhecimento (pois afinal ele é falso). não sendo nem brilhante. 7. a verdade se apresenta sempre a mesma por toda a parte. Para o Yogue cuja mente. Eu sou o fogo que destrói todos os sofrimentos. 5.36. 9.

14. 19. etc. não sou redondo. Neti. Eu sou o conhecimento imortal. como pode a quarta etapa ser-lhe atribuída? Se está livre das três divisões do tempo. Eu sou o conhecimento imortal. imutável e onipresente como o espaço. Eu sou o conhecimento imortal. Sou verazmente o Ser despido de quaisquer sofrimentos humanos. Nenhum pai. nem a coisa a ser sabida. a Verdade Suprema não tem exterior ou interior: não é o que era antes. imutável e onipresente como o espaço. 25. tampouco é algo. não sou bem. Não tenho companhia. etc. nem o intelecto. nem irrefletido. imutável e onipresente como o espaço. imutável e onipresente como o espaço. nem pontudo. imutável e onipresente como o espaço. Como posso explicar-te esta verdade? Eu sou o conhecimento imortal. associo-me a tudo. o conhecimento imortal e imutável. nem perturbado. Eu sou o conhecimento imortal. 21. imutável e onipresente como o espaço. imutável e onipresente como o espaço. .11. eu sou o conhecimento mortal. 12. pois inacessível a todas as expressões. 15. onipresente como o espaço. 17. a própria forma de infinidade. 18. imutável e onipresente como o espaço. Minha mente nunca foi ou é volúvel ou firme. como pode qualquer posição ser-lhe atribuída? É a morada suprema da tranqüilidade e a própria verdade suprema. sou incapaz de extensão ou contração. estou destituído tanto dos estados de sono como de vigília. o material que produz Ahankar (egoísmo) não está em mim. ou seja. não é isto. 23. sou indivisível porém divisível. Como posso dizer que não é. imutável e onipresente como o espaço. Eu sou puro. pois se acha além de todos os argumentos e debates. imutável e onipresente como o espaço. 16. sou destituído tanto de cobiça quanto de não-cobiça. não sou refletido. Esse Alma não é o sabedor. a servidão da ignorância não é para mim. nem estou sem ela. tampouco algum deles morreu ou me pertenceu. A árvore da continuidade do Samsara 11 (mundo) não é Para mim. Não sou calmo. 24. Se o Atma é livre das três etapas de consciência. nem a deixo de ter. Ó crianças! Eu não sou dotado de sentimentos nem estou sem eles. Eu sou a Verdade Suprema. a alegria da Continuidade do contentamento não me afeta. não é isto? Como posso descrever aquilo que é o resíduo imaculado último de tudo que é? Como posso descrever aquilo que é despido de todos os símbolos? Eu sou o conhecimento imortal. imutável e onipresente como o espaço. eu sou o conhecimento imortal. a escuridão do sofrimento incessante não me afeta. nem mal. Neti. O curso das ações que produz sofrimento não me prende. impensável e tendo aspectos infinitos. Eu sou verazmente o Ser imaculado de qualquer vício advindo das paixões. etc. não tenho mente. não está ligada a qualquer coisa. 22. superlativamente puro. despido de qualquer dualidade ou não-dualidade. Eu sou o conhecimento imortal. eu sou o conhecimento imortal. não é a mente. Ele é a essência Suprema da Verdade. Sou verazmente o Ser despido de todo o sofrimento resultante do desprazer dos deuses. imutável e onipresente como o espaço. nem parado. como pode haver legião de Brahmans e outros deuses e regiões tais como os céus. A atividade do Samsara (mundo) incessante não me afeta. a mente afetada pelos efeitos do sofrimento não se acha em mim. Eu sou o conhecimento imortal. a paz advinda do desempenho do dever não me afeta. 20. Sou o conhecimento imortal. imutável e onipresente como o espaço. Eu sou o conhecimento imortal. 13. Se existe uma Verdade Suprema imaculada. Embora não associado. Sou incapaz de grandes ou pequenas divisões. Eu sou destituído tanto de apego quanto de desapego. inatingível pelo pensamento. SOU destituído tanto de alegria quanto de tristeza. nem móvel. 11 Aroda da existência. nela? Eu sou o conhecimento imortal. imutável e onipresente como o espaço. esposa ou filho jamais nasceu para mim.

Com relação a ti não existe Samadhi ou meditação. Por que anseias por felicidade? Tu não tens esposa. Eu sou o conhecimento imortal. Eu sou o conhecimento imortal. 36. nem (qualquer outra) mudança. 38. é o próprio Nirvana. conhece(-me) como despido de tudo e destituído de todas as relações. Por que anseias pela riqueza? Tu estás acima de todas as riquezas. Ó amigo. Que devo dizer dele? (O Atma) é perpetuamente o mesmo. não me encontro isolado. Eu sou o conhecimento imortal. 30. tu não tens apego. Por que anseias por posses? Nada é teu. ó coração desavergonhado! Por que. nem sujeito. 31. 35. imutável e onipresente como o espaço. imutável e onipresente como o espaço. imutável e onipresente como o espaço. nem o criado. 34. Ó amigo. nem objeto de meditação. não tenho ligações familiares. imutável e onipresente como o espaço. etc. Eu sou o conhecimento imortal. então. Que posso dizer dele? Ele (o mundo) é prova positiva de todas as incertezas.fealdade. não tenho ansiedade. Não sou o senhor. imutável e onipresente como o espaço. Eu sou o conhecimento imortal. nem morte. livre de todos os problemas. Eu sou o conhecimento imortal. 41. Eu sou o conhecimento imortal. O Atma é perpetuamente despido de toda a prosperidade mundana. nem idade avançada. nem idade avançada. sou sem corpo.26. imutável e onipresente como o espaço. nem alguma coisa se originou dele. nem tempo. (O Atma) parece ser despido tanto das coisas sensíveis como das insensíveis. Eu sou o conhecimento mortal. imutável e onipresente como o espaço. imutável e onipresente como o espaço. por que choras? Tu não tens desejo. 27. ele não se originou de alguma coisa. imutável e onipresente como o espaço. de qualquer espécie. coração) por que choras? Tu não tens dores de parto. não me acho separado até mesmo da impureza do pensamento. tampouco qualquer elemento diferenciador existe em ti. por que choras? Tu não tens beleza ou . 32. Eu sou o conhecimento imortal. O (mundo) tem uma aparência de variedade apenas para a mente estúpida e desavergonhada. imutável e onipresente como o espaço. Não existe diferença alguma. uma Liberdade Eterna. além de todas as imposições da tirania. te lamentas? Eu sou o conhecimento imortal. Embora despido de todas as mudanças do tempo. acha-se livre do ciclo incessante de nascimentos. embora despido de todas as mudanças. . 37. Eu sou o conhecimento imortal. além de todos os fenômenos da verdade e falsidade. no entanto desempenho várias ações. 29. sou sem ligações. nem exterior (nem interior). imutável e onipresente como o espaço. 33. não sou surdo ou mudo. embora despido de consciência interna. tu não tens cobiça. A característica que produz o mundo não é tua nem minha. Tu não tens nome ou forma. Eu me acho além do espetáculo dos fenômenos ilusórios (o mundo). Eu sou o conhecimento imortal. Eu sou o conhecimento imortal. Eu sou o conhecimento imortal. imutável e onipresente como o espaço. além de toda a ostentação de arrogância. Ó amigo. no entanto me desfruto de modos vários. nem matéria. 40. despaixão. 28. imutável e onipresente como o espaço. em ti ou em mim. Verazmente tu não tens paixão. Ó amigo! (isto é. Eu sou o conhecimento imortal. imutável e onipresente corro o espaço. etc. Todas as dificuldades não me afetam. no entanto me entrego a prazeres constantes. Eu sou o conhecimento imortal. pois não possuo mente. imutável e onipresente como o espaço. tu és indivisível. nem idade avançada. O mundo é como um ermo solitário. 39. é igualmente livre do ciclo incessante das mortes. ou qualquer desejo. imutável e onipresente como o espaço. por que choras? Tu não tens mente ou sentidos. Eu sou destituído de ações.

por natureza. por natureza. nem o seu oposto. 5. 45. por natureza. 46. nem aquele a quem a devoção se oferece. Eu sou. 6. Tampouco podem folhas e flores ser-lhe oferecidas. nem a ignorância. a Liberdade Eterna além de todos os males. Eu te expliquei a verdade suprema e final. 4. Não sou o que captura. 9. Eu sou. Para mim não existe causa. tampouco qualquer dever. Encarar tudo por igual é a adoração verdadeira desse Venturoso. Eu sou não apenas livre de todas as servidões naturais e adquiridas. 2. Não sou o devoto. Se todo este (mundo) é. nem da matéria. Se é a Ventura. nem efeito. 11 . preso ou livre. Eu sou. nem cheio. 7. Não sou o impregnador. não apenas livre de toda a pureza interna e externa. nem se despedir dele. é imaculado. nem aquilo. Não se pode invocá-lo. a Liberdade Eterna além de todos os males. tampouco a variedade me afeta. ela própria. Não sou vazio. 3. Para mim não existe qualquer instrução. a Liberdade Eterna além de todos os males. me dizem respeito. onipresente como o espaço. Não existes tu. abandona tanto a renúncia quanto a não-renúncia. Nem o conhecimento. Eu sou. O Atma. Relação alguma me afeta. Não estou incrustado como o Maya 12. Eu sou o conhecimento imortal. por sua própria natureza. 12 Maya-ilusão. É o seu próprio Eu . não apenas livre de todas as relações de união ou separação. desimpedida como os céus. . a Liberdade Eterna além de todos os males. como pode haver algo mais elevado? 44. Não sou o local de repouso. por natureza. Fica sabendo que toda a verdade está despida de fogo e vento. Eu sou. nem o capturado. por natureza. como pode haver outra verdade suprema? Se é a Ventura. Não existe diferença ou não-diferença. Como Posso falar de conhecimento ou de ignorância? Eu sou. 10. Nem mesmo sou a forma de conhecimento. tampouco deixo de estar. nem a meditação ou o cântico de Mantras aplicar-se a ele. em sua própria natureza. tampouco diferença alguma existe em mim. nem o impregnado.a Verdade Suprema. coisa alguma grande (ou pequena). imutável e onipresente como o espaço. nem o sabido. Desiste do mundo. por natureza. Não é de boa ou de má forma. estes pensamentos não surgem em mim. imortal e uma certeza total. 43. Como posso ser alguém em quem se possa pensar ou deixar de pensar? Eu sou. Essa . tampouco intermédio. criado ou apenas criado como uma ilusão. como pode haver algo superior (a ela)? Se é tanto o conhecimento quanto a verdade. por natureza. onipresente como o espaço. nem pecador. a Liberdade Eterna além de todos os males. Sou. falar do passado e do futuro? Eu sou. Capítulo 4 1. como sou completamente a Liberdade Eterna. tampouco qualquer mestre ou qualquer discípulo. Para mim não existe qualquer instrução. Não é pura nem impura. tampouco tenho algo a ver com o bem ou o mal. Eu não sou a forma de conhecimento. Não sou virtuoso. nem existo eu. a Liberdade Eterna além de todos os males. despida de terra e água. por natureza. desiste até da renúncia. na verdade. Não sou o sabedor. nem relações com o amigo ou inimigo me afetam. livre e além de todos os males. a Liberdade Eterna além de todos os males. tampouco qualquer oferece. é absolutamente livre. Não sou isto. 8. ela própria. despida de todo o movimento e é onipresente como o espaço. então.42. Ó caro! Como posso. Não sou a causa de diferenças.Verdade Suprema. Não é da forma do vácuo. a Liberdade Eterna além de todos os males. por natureza.

. tampouco casta ou família. ventura ou sofrimento. Não sou afetado pela paixão. 17. 15. Para mim não existe despertar. Tu és destituído de todas as obstruções e és universalmente um. a Liberdade Eterna além de todos os males. mágico. Como posso dizer que os desempenhos devocionais. tampouco sou incorpóreo. 25. falar de união ou separação? Eu sou. a Liberdade Eterna além de todos os males. Jamais tenho ocaso ou desapareço. mente ou sentidos. bons e maus. falar de apego ou desapego? Eu sou. nem pureza. a Liberdade Eterna além de todos os males. então. por natureza. nem seu oposto. então. por natureza. Sou sempre resplandecente. a Liberdade Eterna além de todos os males. Fica sabendo que eu estou associado a todas as meditações concentradas (Samadhis). nem impureza. por natureza. Conhece-me com certeza. Como posso. Não se acha oculto nas palavras elevadas (dos Vedas). por que lamentas. Conhece-me como livre de um e de tudo. 13. Sendo tudo um. por natureza. o princípio. a Liberdade Eterna além de todos os males. nem adormecer. Como posso. 13 . portanto. Para mim não há morte. tampouco néctar ou veneno. Assim sendo. Não há noção da realidade superior ou inferior nele. Não possuo intelecto. 24. Eu sou. O Asceta esclarecido que foi expurgado de todos os desejos maus e se acha submerso no sentimento de Unidade completa declara a verdade que ninguém consegue saber (o Brahman. quando o fato é a não-dualidade rígida). Não existe lei ou ordenação para mim. por natureza. a Liberdade Eterna além de todos os males. Não tenho corpo. tais como 'Tu és Aquilo'. (O Atma) nem mesmo em nome é diferente (do Brahman). me obrigam? Eu sou. além de tudo que pode e não pode ser o objetivo do pensamento. Eu sou. Eu sou. Conhece-me com certeza. Eu controlo e não controlo os sentidos. Como posso ser tido como tendo a ver com o Sandhya e outros a deveres devocionais prescritos? Eu sou. Como posso. por natureza. É negativo tanto para o prazer mundano como para a dor. 14. Para mim não existe o Maya (ilusão). ó amigo! Assim sendo.O maior mantran (som. 19. que nem os versos védicos nem as definições lógicas podem jamais descrever. onipresente como os céus. nem um erudito. Tu és o princípio Eterno da Alma. por natureza. nem despaixão. por natureza. 16. dizer que a discussão ou a crítica me afetam? Eu sou. o meio e o fim de todas as coisas. é indicativo do Brahman e. 21. a Liberdade Eterna além de todos os males. nascimento ou morte. 20. ou quaisquer posições devocionais. por natureza. nem dia ou noite. O som "Om"13 quando proferido. por natureza. como os observados de noite ou de manhã. por natureza. 2. Não tenho pai ou mãe. destituído de impureza. ó amigo! Como o posso chamar uniforme ou variado? Eu sou. a Liberdade Eterna além de todos os males. 23. então. nem imortalidade. 22. por natureza. sem diferença ou divisão. Eu sou. a Liberdade Eterna além de todos os males. fim ou meio. Não sou um idiota. Os sábios renunciam a todas as meditações devocionais e aos atos. Não sou loquaz. a Liberdade Eterna além de todos os males. como posso dizer que a vitória ou a derrota me afetam? Eu sou. nem reticente. Sou informe. ó coração? AUM . Eu sou. ó caro! Eles só se abeberam no néctar da renúncia. Para mim não existe luz ou trevas. Não tenho principio. Capítulo 5 1. destituído de origem. não existe imagem minha. por natureza.12. a Liberdade Eterna além de todos os males. como declaram os versos védicos. a Liberdade Eterna além de todos os males. a Liberdade Eterna além de todos os males. 18. oração) dos indianos. ó amigo! Como posso ser chamado de forte ou fraco? Eu sou. como pode uma letra com um ponto ser pronunciada? (pois isso denotaria uma dualidade.

Sendo tudo um. por que te lamentas. É tudo um vazio de número. A ele idéia alguma de unidade ou separação se aplica. se está igualmente destituído de unidade e separação. Como pode passar pelo nascimento e morte? É tudo um. É tudo um só. por que te lamentas. por que te lamentas. Está destituído de separação ou inseparação. Está destituído de todas as distinções de ser curto ou longo. ó coração? 11. Assim sendo. puro e imaculado. te lamentas. por que te lamentas. Assim sendo. uma materialização do que não pode ser conhecido. ó coração? 19. Sendo tudo um. É tudo além de toda a concepção e tudo que é concebido. Está além do alcance do Tempo. Está destituído de tudo e é universalmente um. É tudo um. por que te lamentas. Sendo tudo um. é incapaz de ser o todo ou uma parte. Não é a panela nem o espaço por ela ocupado. então. ó coração?. Não está preso pela servidão de qualidades boas ou más. pura. nenhuma idéia de interioridade ou de sua união se aplica. Está além da concentração do conhecimento. por que te lamentas. Para ele todos são como os membros de uma família. É a meta eterna de emancipação. Está verazmente destituído tanto de forma como de informidade. Tudo é verazmente Um.3. ó coração? 10. Não tem lugar de morada. e tudo é um. ó coração? 14. É vazio de todas as palavras e arranjos de palavras. (Este mundo) sendo uma mudança do que é imutável. destituído de todas as distinções quanto a amigo ou inimigo. ó coração? 17. ó coração? 13. Sendo tudo um. ó coração? 6. Está além de causa e efeito. É emancipação para sempre e mais sempre. É tudo um vazio de altura ou profundidade. por que te lamentas. É tudo um vazio de exterior ou inferior. por que te lamentas. Está destituído de desejo e ausência de desejos. por que te lamentas. Está destituído de todas as idéias de união ou separação. é a única entidade real. Sendo tudo um. É tudo um. É tudo um. ó coração? 5. Sendo tudo um. ó coração? 9. Não se sabe se a discriminação ou indiscriminação constitui a qualidade do Brahman. Não se sabe se ele se caracteriza ou não pela mudança. Se está igualmente destituído de cor e descolorido. Tudo isto é vida. Sendo tudo um. ó coração? 15. Está destituído tanto de origem como de dissolução. É a verdade . Está vazio tanto de plenitude quanto de vácuo. por que te lamentas. Está destituído de todos os pensamentos e sentimentos. Se ele é Uma Consciência Eterna. Não é discípulo nem o não-discípulo. Por que. nem a causa.a verdade Eterna. ó coração? 18. é falso. ó coração? . ó coração? 12. Está além da globalidade do espaço. 8. tampouco virtude ou vício. por que te lamentas. nem o efeito.vida eterna. É rigidamente incapaz de contato ou ausência de contato. nesse caso por que te lamentas. nesse caso sendo tudo um. inconspurcada. Sendo tudo um. Assim sendo. Não existe realmente servidão ou libertação. Se o Atma que é todo um. ó coração? 4. Sendo tudo um. por que te lamentas. Tudo isto verazmente é vida . não é o corpo nem o Jiva nele habitante. está vazio tanto de pureza como de impureza. Nele não há distinção de seres animados ou inanimados. ó coração? 16. Sendo tudo um. É verazmente o conhecimento mais elevado e a emancipação eterna. Sendo tudo um. Não está marcado por qualquer arredondamento ou angularidade. por que lamentar-te. ó coração? 20. ó coração? 7. por que te lamentas. por que te lamentas. plenitude ou vácuo. Está verazmente além de todo o conhecimento e ignorância. se está igualmente destituído de causa e efeito. por que te lamentas.

como pode a diferença de exterior ou interior se aplicar a ele? . paixão e despaixão. Mora em todos os corações. É como os céus. irrealidade e todas as mudanças. ó coração? 28. proclamam muitos versos védicos. Sendo tudo um. ó coração? 23. por que te lamentas. como podem o Sol. Sendo tudo um. ó coração? 32. Acha-se muito além de pesar e alegria. Ele (Brahman) é destituído de todas as divisões de tempo. É igualmente indiferente à virtude e vício. ó coração? 25. Não é mestre. Sendo tudo um. são tão ilusórios quanto a miragem. quem pode então ser o sujeito ou objeto de comparação? 2. Acha-se destituída de todas as dimensões. ó coração? 22. Não é material nem imaterial. a Lua e o fogo afetá-lo? 5. por completo. Não está preso pelo tempo e seus períodos. Está verdadeiramente por toda a parte. grandes ou pequenas. sendo onipresente. Está igualmente destituído de prazer ou dor. etc. Por toda a parte é o mesmo ser além da realidade. Somente ela (a mente) é uma ventura universal. Sendo tudo um. Acha-se certamente além de toda a fala e descrição. são tão ilusórios quanto a miragem. por que te lamentas.21. Ele está além de todos os sentimentos. pura e simples. declara a verdade de que jamais alguém consegue conhecê-lo (Brahman). ó coração? 31. Acha-se além de causa e falta de causa. como pode ser objeto de adoração ou de austeridades? 3. 4. Acha-se além de todas as observâncias ritualistas ou não-rituatistas. por que te lamentas. por que te lamentas. Todas as atividades sensórias são falsas. Ele reside em todos os corações. Sendo tudo um. ó coração? 29. tanto da mente como da fala. ó coração? 26. imenso e uniforme. etc. isto é. Não admite união ou separação. Se (o Atma) é uma Ventura universal. dia e noite. Reside em todos os corações. etc. Acha-se igualmente destituído dos estados de sono e sono profundo. mas (o Brahman) se acha além. Nele verazmente não há embrião da realidade ou falsidão. Não está separado de tudo que existe. por que te lamentas. sempiterno e onipresente. tais como os céus. A mente é perpetuamente onipenetrante. Não pode ser alcançado por debates ou criticas. Sendo tudo um. É penetrante e interpenetrante. Todos os fenômenos. uniforme ou variado. Se é tudo uma Ventura Eterna. por que te lamentas. Não é tocado pelo fogo. ó coração? 30. pois é universalmente um. sendo uma existência imutável. É a quintessência de todos os essenciais. É Verdade. Nada tem a ver com aurora ou ocaso. Capítulo 6 1. Sendo tudo um. que nem os versos Védicos. Sendo tudo um. eterna. Se é tudo uma ventura eterna. eterna. ó coração? 27. ó coração? 24. Os versos védicos repetidamente declaram que todos os fenômenos. E supremamente puro e imutável e subjacente a tudo. Ele está além de toda a diferença ou não-diferença. Está destituído de todas as atividades e inatividades. Exprimível apenas na auto-compreensão. Sendo tudo um. por que te lamentas. aos desfrutes materiais e imateriais e às paixões despaixões. nem qualquer definição lógica poderá jamais descrever. Se é uma ventura universal eterna. sendo tudo igual. É a Verdade e a Verdade Suprema. por que te lamentas. não tendo pés. Não é movível nem imovível. por que te lamentas. Se é Um incessante e uniformemente permeia tudo. indiferente ao dia e noite. O Asceta esclarecido que foi expurgado de todos os desejos maus e está submerso no sentimento de Unidade. Sendo tudo um. tais como os céus. por que te lamentas. então por que te lamentas. nem discípulo. Não se acha preso por qualquer espécie de lia-me.

Não é agente. Está verazmente além da alegria e do pesar. Jamais é apaixonado ou desapaixonado. Assim sendo. Se é tudo uma ventura perene e incessante. Eu próprio sou a realidade e Ventura Suprema. Se é tudo uma ventura perene e incessante. como pode o prazer ou dor afetá-lo? 17. Se é tudo uma ventura incessante.matéria e espírito. como pode ser atribuída a ele a faculdade de discriminar? 22. Eu próprio sou a Ventura Suprema. Tanto a virtude como o vício desaparecem nele. Nele desaparece toda a idéia de homem ou animal. se é tudo uma ventura eterna. prestar minhas adorações? . Se é tudo uma ventura perpétua. Se é tudo uma ventura eterna. prestar minhas adorações? 25. portanto. a juventude ou a infância ser atribuídas. a quem devo render minhas adorações? 24. portanto. como podem a alegria e o pesar ser atribuídos a ele? 19. como pode alguém dizer que é ou não é o Purusha? 13. nem ação. Eu próprio sou a realidade e Ventura Suprema. Está despido de todas as relações de preceptor e discípulo. tanto a servidão como a liberdade desaparecem nele. como pode alguém atribuir movimento ou descanso a ele? 12. Se é tudo uma ventura perene e incessante. Nele não existe idéia deste corpo irreal ou do mundo. a idéia de mulher ou de eunuco. como pode o certo ou errado ser atribuído a ele? 15. como pode a destruição ou a permanência ser atribuída a ele? 16. se está acima dos deuses criados. Não é afetado nem pelo sofrimento do terceiro nem pelos prazeres do segundo período de vida. a quem devo adorar? 23. Acha-se igualmente despido de qualquer noção de ensino. Nele não existe distinção de causa e efeito. Acha-se além da vida e da morte. Nele não há sentimento como afeição ou indiferença. Se é tudo uma ventura incessante. Se é tudo uma ventura universal. como pode a noção de 'Eu' ou 'Meu' aplicar-se a ele? 18. como pode a noção do Terceiro ou Quarto estado de consciência se aplicar a ele? 8. A ele a idéia de "Eu" ou "Tu" jamais se aplica. Todo esse interesse por casta ou família é ilusório. Nem o céu nem o ar são reais. O criador e o criado são um. ou os sentidos de prazer? 9. como pode ser um objeto do intelecto. como pode a faculdade que discrimina entre o bem e o mal atingi-lo? 11. se é tudo uma ventura incessante.6. Se está além do mundo criado. Se está além do apego e do pesar. É verazmente imaculado. Se é tudo uma felicidade perene e incessante. Tudo que é ensinado e tudo que não é ensinado são igualmente falsos. nenhuma distinção da colher sacrifical. se é tudo uma ventura perpétua. Se está destituído de diferença e não-diferença. Está além da realidade e irrealidade do mesmo modo. Eu sou a realidade e a Ventura Suprema. Está verazmente acima de todas as etapas de vida e de castas. Nele não existe distinção de Prakriti e Purusha . a ele? 14. como pode a idéia de Primeiro ou Último se aplicar a ele? 7. além da ação e da inação. Se é tudo uma ventura perpétua. Se é tudo uma ventura perene e incessante. A quem devo. mente. se está destituído de dúvida e ansiedade. O devorador e o devorado são ambos irreais. Se é tudo uma ventura perpétua. como podem idade avançada. dize. imutável e puro. além da plenitude e do vazio igualmente. Se é tudo uma ventura perpétua. como pode haver alguma nuvem ou unidade nele? 10. como quaisquer frutos da ação podem ser atribuídos a ele? 20. se está vazio da idéia do sábio e do sabível igualmente. tampouco a terra ou o fogo são reais. como pode a paixão ou a apatia ser atribuída a ele? 21. está verazmente destituído de orgulho e humildade. A quem devo. Nele não há distinção de sacrificador ou sacrificado. nenhum sentimento de cobiça ou não-cobiça.

existindo eternamente por toda a parte. O asceta que está despido de união ou de desunião e que é um desfrutador sem desfrutes ou nãodesfrutes. Eu próprio sou a realidade e Ventura Suprema. todas as noções de apego e desapego. despidos de todos os atos de pureza exterior e privados de tudo. que nem os versos védicos. Como vêm a idéia do corpo e do incorpóreo. 2. a idéia da existência da paixão e a despaixão quando ele (o Atma) é em si mesmo a Realidade pura. que foi expurgado de todos os desejos maus e se acha submerso no sentimento de Unidade por completo. O asceta batizado pela pureza da Verdade Eterna e Una está além de metas concebíveis e inconcebíveis. O Eu está inteiramente além de tudo. Tais ascetas estão livres dos laços todos de esperança. Como os eruditos. imutável e natural mente informe. declara a verdade de que ninguém consegue conhecê-lo (o Brahman). Somente a Ventura. nem meditação ou seu oposto. declara a verdade de que jamais alguém consegue conhecê-lo (o Brahman). . O asceta puro e imaculado que está submerso no sentimento de unidade. Tudo isto (o mundo) é exatamente como uma alucinação mágica ou miragem em deserto de areia. que veste trapos recolhidos nas ruas e evita a trilha tanto da virtude como do vício. alcança gradualmente a felicidade espontânea projetada pela mente. por completo. então. nem as definições lógicas podem descrever. 4. e ininterrupta e ilimitada como o espaço. Ele vai além de todas as verdades elementares e alcança a libertação onde não existe nascimento. lhe impõem sentimentos como o amor e o desapego? 15. Ele (o Atma) é infinito e ilimitado como o céu. Um asceta que esteja ligado ao conhecimento e ignorância da dualidade ou não-dualidade não pode alcançar a libertação. O Asceta esclarecido que foi expurgado de todos os desejos maus e que está submerso no sentimento de Unidade. prestar minhas adorações? 27. universal. ilimitado como o espaço. Como pode o contato ou separação. portanto. O vidente é perpetuamente avesso a tudo e devotado apenas à auto-compreensão. Ele é a Verdade. Que tem ele a ver com debates ou críticas? 3. e despido de contato e separação igualmente. como pode haver em relação a ele qualquer noção de verdade ou falsidade? 12. Capítulo 7 1. existe. ou incorporeidade. como pode haver alguma atividade sensorial? 6. pura e sem mácula. a cor ou uma variedade ser verdadeira em relação a ele? 9. Nele não há idéia do corpo. Como pode tal asceta ser naturalmente desapaixonado e o desfrutador do sentimento puro e sem mácula da Unidade? 11. que nem os versos Védicos. se for destituído de todas as noções de divisibilidade e indivisibilidade. Como pode haver nele qualquer noção de diferença ou não-diferença? 7. Ele está livre de qualquer servidão e liberdade. ilimitada como o espaço? 5.26. Como pode haver qualquer noção de ganho e perda nele? 8. além de todas as atividades que começam com as observâncias religiosas e culminam na libertação. nem morte. Como pode alguém adquirir qualquer conhecimento ali. nem as definições lógicas podem jamais descrever. A Realidade Eterna e Una existe por toda a parte. não reais. Como pode existir qualquer noção relativa à união ou desunião? Ele é verazmente o Mais Alto. apenas. 13. Ele é perpetuamente tão ilimitado quanto o céu. 10. como pode haver qualquer forma ou informidade? Onde é somente o Mais Alto. Ele é a realidade universal e pura. O Asceta esclarecido. São desposados com a Realidade pura e imaculada. 14. Essas são todas atividades falsas. parte para um lugar deserto e se senta por lá. É eternamente imaculado e ilimitado como o céu. A quem. devo. sozinho.

28. Qualquer cântico de louvores a ti significa que tu és acessível à palavra. O sábio que tenha. de alma livre. pelos conhecedores dos segredos dos Vedas e das castas e pelos propagadores dos Vedas e do Vedanta. paciente. portanto. hostil a ninguém. (Os Slokas 11 a 25 condenam os prazeres sexuais. cortês. 27. do meio e do fim. que se acha livre de todas as atividades que causam ansiedades e que se encontra isento das trevas (ignorância) e do egoísmo. 9. 7. abandonado ambos. A letra (va) no Avadhut implica em que ele está isento de todos os desejos. que tenha dominado as atividades sensórias. puro e pobre. e que reside perpetuamente na felicidade. é um sábio (Muni). capaz. Quando a mente se encontra enferma as partes do corpo também sofrem. 8. merece ser conservada de todos os modos. O homem vicioso que é descrito como corvo desprezível. que está livre do começo. 6. Ele é bondoso. Apenas na mente sadia todas as faculdades prosperam. que seja esclarecido. Qualquer contemplação de tua parte implica em que não és assim. Tu és declarado como estando além do pensamento. pelos seguidores das castas. corajoso. É um grande pecado beber vinho. A letra (T) em Avadhut significa que ele está obcecado com a contemplação da Realidade. ignora o Atma (espírito) imorredouro e imperecível que está isento de todas as diferenças e é (a própria) Liberdade. Aqueles que o lerem ou ouvirem se tomarão unes aos nascimentos futuros. O corpo material sofre quando a mente se acha perturbada com ansiedades. sóbrio. Aquele cuja mente esteja não-obcecada por paixões. que seja gentil. sem ostentação. As características do asceta (Avadhut) merecem ser conhecidas pelos devotos. compadecido e amistoso. seja tranqüilo e firme. 4. 3. Tu és declarado como sendo Onipresente. 5. é um vidente.Capítulo 8 1. veraz. 10. A mente. Sua tradução fiel é omitida aqui por motivos de decência). Aquele que tenha dominado todas as atividades sensórias. fazendo o bem a todos e encarando a todos do mesmo modo. 2. Este livro foi escrito Pelo Asceta venturoso Dattatreya. que viva de refeições ligeiras e não tenha desejos. e marcha para o inferno. 26. que sua fala é despida de todo o mal e que ele reside em todas as coisas existentes. estabelece-se na verdade. portanto. A letra (a) na palavra Avadhut implica em que ele está livre da esperança. A letra (dhu) em Avadhut implica em que seu corpo está coberto de pó e que sua mente foi expurgada de todos os maus pensamentos e que ele se acha livre de todas as enfermidades e que se acha acima da concentração mental e das meditações. Tu és declarado como estando além da fala. e que tenha buscado apenas meu abrigo. Uma peregrinação em tua direção significa a negação de tua Onipresença. . A prática dos prazeres sensuais é igualmente condenável.

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