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97699197 Heidegger Logica a Pergunta Pela Essencia Da Linguagem

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Contudo, um tal perguntar pela essência da lin
guagem não pode apreender esta na sua in-essência:
não pode deitar mão a esta aparência da essência e
interpretar tudo mal. A essência da linguagem não se
revela aí onde ela é abusada e trivializada, deturpada,
deformada e rebaixada a um meio de comunicação
e a uma mera expressão de uma designada interiori
dade. A essência da linguagem está aí, onde ela acon
tece como poder criador de mundo, isto é, onde ela
começa a modelar e estruturar o ser do ente. A lin
guagem originária é a linguagem da poesia.
Contudo, o poeta não é aquele que faz versos
sobre o respectivo agora. A poesia não é um calmante
para rapariguinhas delirantes, um estímulo para os
estetas que pensam que a arte é para desfrutar e lam
ber. A verdadeira poesia é daquele ser que já há muito
nos foi profetizado e que nós ainda não alcançámos.
Por isso, a linguagem do poeta não é nunca actual, mas
sempre sido e futuro. O poeta nunca é contempo
râneo. Os poetas contemporâneos deixam-se, na ver
dade, classificar como tal, mas permanecem, apesar

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disso, um contra-senso. A poesia, e com ela a lingua
gem em sentido próprio, acontecem só lá onde o
vigorar do ser é trazido à intangibilidade superior da
palavra originária.

Para compreender isto, os alemães que hoje tanto
falam de ordem devem aprender o que quer dizer pre
servar aquilo que já possuem.

[256]

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