Continuação

PAR. 17 Sentido ordinário. O sentido ordinário às vezes contrata com o sentido técnico, segundo acCormic! e "um#erto. $ste distingue os argumentos %ingu&sticos em sintáticos e sem'nticos. O sem'ntico (ode dizer res(eito ) %inguagem ordinária ou ) técnica. *egis%ação +ue (ermite a determinadas em(resas usarem no (rocesso industria% água. A& um ,isca% vai à em(resa e v- +ue estão usando água (ura. O ,isca% a,irma +ue .água. se re,ere ao sentido técnico. *ivro em sentido técnico. /a%vez a descrição de%e no dicionário não inc%ua %ivros e%etr0nicos. $1em(%o dado (or acCormic!2 .di%ig-ncia.. 3o direito escoc-s tem, no sentido técnico, o signi,icado de .(rocesso de e1ecução.. $ntão a %eitura técnica ou ordinária da e1(ressão vai de(ender do conte1to. $m +ua% sentido devemos inter(retar a e1(ressão em sentido técnico ou ordinário. 4á mostramos +ue o sentido técnico das (a%avras t-m va%or. Princ&(io da %ega%idade. Res(eito a não sair ,azendo inter(retaç5es e1tensivas dos te1tos, +ue vão a%ém do sentido (rima ,acie. 3orma%mente, as normas da %egis%ação #rasi%eira +ue dizem res(eito a... não (odem ser inter(retadas e1tensivamente. 6nter(retação e1tensiva de .(a(e%.2 a tinta do (a(e% tam#ém está imune. A %uz (ara %igar a má+uina +ue (roduz o (a(e% tam#ém está imune. O conte1to %ingu&stico tem seu va%or, mas vamos ver o va%or dos outros argumentos, diz acCormic!. Sistemático2 mostra +ue a (a%avra .(erda. deve ser %ida no conte1to. A (arte s7 ,az sentido no todo. Os argumentos sistemáticos8sist-micos são a+ue%es +ue (retendem %er o te1to no seu conte1to. "armonização conceitua% é necessária. 9 (reciso tomar essa %ei +ue esta#e%ece a re(aração (or (erdas no te1to, re%acionando:as com outras %eis. 3ota 1; no (arágra,o 1<2 3o caso onde se (ede a re(aração (or (erdas sentimentais, o uso da (a%avra .(erda. no artigo 1;= (recisa ser entendido a (artir do artigo 1;=.;, +ue %ista as matérias a serem inc%u&das >e todas essas de%egaç5es inc%uem (erdas (ecuniárias?. O o#@etivo é mostrar +ue o sentido

Casos iso%ados não são considerados decisivos do (onto de vista doutrinário.o argumento a . o tri#una% decidiu +ue o montante da (erda deveria . Navia o (recedente de +ue a (a%avra deveria ser inter(retada no sentido (atrimonia%. Ee(ende do sistema @ur&dico. PAR.C dos atos da %ei de dicriminação se1ua%. 1A2 6sso (ode ser visto em contraste com a seção BB.avor do sr. 3a Lrança. Agora. uma .oi (arciamente #aseado na o(inião do *ord "o.orça vincu%ante. etc.ordinário8técnico deve ser o#tido à %uz destes te1tos. vamos tam#ém ana%isar em outros conte1tos. re(araç5es (or o. então.ase está na indenização @usta e e+uitativa. >= (arte do argumento sistemático? POR A3A*OP6A2 outro ti(o de argumentação do direito. Assim.. as Conte1to da %ei de discriminação se1ua% @unto com o ato I7 da %ei d disc. o sentido ordinário da (a%avra en.. em todos esses casos.ensas aos sentimentos. 3ão vJ razão (e%a +ua% e%a não (ossa inc%uir danos morais8(s&+uicos. erro de trad2 . A "ouse o. +ue as (onderaç5es do tri#una% estavam e1cedendo. destes dis(ositivos. Os (recedentes tJm. A (a%avra . 3ão eram necessárias (ara decidir a+ue%e caso. em determinados ramos do dir (ena%. racia% e dos inca(azes.6sto não co#re o. >$RRO E$ /RAEFGHO?. A -n. Como sem(re. As consideraç5es so#re o sentido da (a%avra eram %aterais. Lunciona mais ou menos assim2 se um dis(ositivo %ega% . outro ti(o de argumento im(ortante é a+ue%e +ue (arte dos (recedentes.undamento (ra @usti.. mas tam#ém (egamos em outros conte1tos. a re.icar uma argumentação +ue siga esta ana%ogia.erir a (erdas não: econ0micas. $1em(%o2 em 1A7. 3O/A 1I2 Loi dito +ue a (a%avra Muarta %inNa. mas é (reciso desco#rirmos nos (recedentes a ratio dicidente >K razão da decisão? e as +uest5es incidentais do caso.or aná%ogo do (onto de vista do seu sentido a um outro dis(ositivo simi%ar >%ei das re% se1uais com re% a %ei das re% tra#?. o +ue (ossui um (eso (articu%ar é a reiteração de várias decis5es no mesmo sentido. 3O/A 1I2 Loi dito +ue a (a%avra (erdas s7 tem sentido (ecuniário. $ntão n7s (egamos no conte1to da (r7(ria %egis%ação. A%ém disso. *ords decidiu +ue a +uestão n era o signi. +ue e1(ressamente esta#e%ecem. isso é um #om . d no sentido de inc%uir em (erda os sentidos (s&+uicos .ra+uece. tam#ém é uti%izada (e%o %egis%ador (ara se re. Perdas não econ0micas D .erOncia ao (recedente de(ende de duotrinas (articu%ares so#re +uando os (recedentes são vincu%antes.%oss.ensas aos sentimentos.man no caso anterior.(erda.. não (odiam com(or a razão essencia% da decisão.icado da (a%avra . (or e1em(%o.

.aturamento >este +ue consiste no tota% das .astamento do sentido ordinário com o o#@etivo de assegurar uma simi%aridade de sentidos entre dis(osiç5es aná%ogas. (ois a receita é maior +ue o . tenNo +ue (re. $%a esco%Na a inter(retação em . . (or e1em(%o. A (risão (e%o $1ecutivo é a ant&tese do direito à %i#erdade e da segurança (essoa%. 1.initamente.(erda. diz +ue a %egis%ação tri#utária não (ode a%terar a dei. +uem dirá decidir +uem . deve ser inter(rtreado de modo a garantir o uso coerente do mesmo sentido em todo o sistema @ur&dico. /enNo +ue ter uma (rioridade em uma de%as.oi im#u&do no caso anterior. Se tenNo duas contrárias2 uma mais con..essor +uer mostrar é +ue é muito arriscado %egis%ar a (artir de (rinc&(ios. PAR.%ito. .Q da CRLT.orta%ecer uma inter(retação.(erda. o $stado deve assegurar a gestação assistida. o conteRdo e o conceito usado no direito (rivado.gostos.= e art. ter&amos +ue considerar uma dis@unção entre as duas (a%avras. se@a %evada em conta de acordo com o sentido +ue %Ne . A (a%avra deve manter o mesmo sentido em outros conte1tos @ur&dicos. (ois estas não são sin0nimas. 1. uma vez +ue estes e1istem (ara todos os . (ara a seguridade socia%.aturas emitidas?. (reciso a(ontar +ue um tem maior re%ev'ncia em re% ao outro. $ o Su(remo disse +ue é a mesma coisa.erentes te1tos. O argumento conceitua% então (rocura manter um uso constante do mesmo sentido nos di.unção de +ua% otimiza o direito à %i#erdade e à segurança (essoa%.or uti%izado na . ARPF $3/OS CO3C$6/FA6S2 se um conceito @ur gera% .icar (reso in.oi o +ue .orme. #rasi%eira. 6sso é um agrande (ro#%ema na const. ARPF $3/OS A PAR/6R E$ PR63CSP6OS P$RA6S2 Laz (arte da dignidade Numana da mu%Ner (rocriarK Se sim. as .orma ade+uada. Se tivéssemos +ue manter a coerOncia.o#servar uma certa i. diz acCormic!.car o a.nição. A(enas os tri#unais (odem decidir isso da . Art.=? (ode:se @ustti. Muando os (rinc&(ios estiverem em con. A%ém disso. (odem incidir so#re a receita ou faturamento.orme a um (rinc&(io @ur&dico +ue outra. Portanto. $sse argumento. diz +ue é (rinc&(io .izeram. >Trizo%a?. O em(resário vai ver onde (aga menos. nada mais @usto +ue a (a%avra . mas o dos advogados comerciais não. as às vezes uma inter(retação assegura um (rinc&(io e outra outro.ormação de dis(ostivios %egais.a do $1ecutivo decidir +uem deve ser (reso e (or +uanto tem(o. O conceito da Receita Ledera% é mais am(%o.. $m conte1tos a(ro(riados >PAR. Artigo 1AI.erir a mais uni. O +ue o (ro.nroma%idade no sentido da (a%avra . o artigo 11Q do C/3.I2 3ão é tare. inciso 62 determina +ue as contri#uiç5es sociais.

O +ue temos +ue . $1em(%o da cortesia2 a (essoa +ue não cNama seus (ais de senNor e senNora é ma%:educadaK 9 im(rescind&ve%K 9 discort-s +uando (agar a conta da namorada no restauranteK9 ... PAR. ostrar +ue determinados (rinc&(ios organizam o te1to..uturosK Muais os e. Argumento conse+uencia%ista2 +ue #uscava ana%isar as conse+u-ncia +ue ad#viriam da co#ertura @ur +ue seria dada as decis5es .uturas..rentados de uma maneira constante e etc. raramente de(ende de um Rnico . um tra#a%No so#re a Nierar+uização dos argumentos.orça. O te1to do "um#erto tem. A%ém disso. Por+ue nenNuma comunicação %ingu&stica é com(%etamente com(reens&ve% sen em um conte1to de inter(retação inteiramente (ressu(osto. . no . 6nter(retação do t&tu%o2 MF$S/HO EA PROWA.%oss. Por +ue o argumento @uris(rudencia% é mais im(ortante +ue o constituciona%K ARPF $3/OS /$*$O*UP6COS AWA*6A/6WOS2 o conse+uencia%ismo com outro nome..ARPF $3/OS A PAR/6R EA "6S/UR6A2 o +ue signi. O sistema como um todo é um idea% de coerVencia.. (or e1em(%oK O argumento a (arir da Nist7ria é a+ue%e (e%o +ua% uma inter(retação (ode ser .B2 uma %ei (ode ser inter(retada como uma com(reensão Nistoricamente desenvo%vida so#re o motivo ou (ro(7sito da %ei8(e%o seu conteRdo.. Muanto maior o su(orte. . A com(reensão do sistema (e%o sistema e (e%o conte1to tem re%ev'ncia maior +ue a+ue%es com a(e%ação à %inguagem ordinária >ARRF AR?.eitos %7gicosKKKK .azer é mostrar +ue todos os argumentos +ue estamos uti%izando a(ontam (ra uma mesma direção. O idea% de +uem o %.ica na evo%ução Nist7rica do conceito.A2 as (or +ue o conte1to @ur va%oriza os sistemáticosK 6dea% de coerJncia +ue governa nossa visão so#re o sistema @ur. PAR. maior a .ina% do artigo. /odos os seis .a%ta de cortesia usar #oné na au%a.eita a (artir de uma com(reensão Nist7rica do (ro(7sito da %ei.é #uscar trazJ:%um à %uz mais coerente (oss&ve%. o argumento de uma inter(retação (articu%ar da (a%avra . +ue os (recedentes devem ser en. Mue va%ores a ordem @ur a(onta (ara a decisão de casos .ator ou um Rnico argumento.

6sso inc%ui a (roteção à constituição .icando a (artir da regra ou da decisão tomada. (ro acCormic!. (oderemos sair inventando coisas. A CO$RJ3C6A 9 F $*$ $3/O $SS$C6A* 3O $S/AEO E$ E6R$6/O. O +ue esse ti(o de argumento mostra. as +uem estaria autorizado a .ormar o direito. as o im(ortante é +ue temos ava%iar (e%a coerJnciam. o conse+uencia%ismo é uma tentativa de ava%iar +ue coisas do . ==2 acCormic! diz2 o e1em(%o da %ei dos direitos Numanos de A< +ue incor(orou dis(osiç5es da Comissão $uro(éia de direitos Numanos à %egis%ação do FX.uturo estaremos @usti. isto mostra como os va%ores socias im(%&citos na %egis%ação (odem guiar a inter(retação da %ei.az a te%e%ogia não é ess. autoriza. não se e1tingue o contrato de %ocação. estáveis e seguros. Fm dos direitos inc%usos é a (roteção à vida (rivada. as a (ressu(osição +ue . e1tingue:se o contrato de %ocaçãoK Se não é %eg&timo desencora@ar re%acionamentos Nomosse1uais.ato.azer a investigação so#re +uais va%ores devem ser %evados em consideraçãoK S n tiver ninguém. Se morre o marido ou a es(osa. desencora@ando re%acionamentos res(onsáveis.eitas no sentido de re. O res(eito às (essoas é avançado ao tornar i%&cita a discriminação com #ase em g-nero e orientação se1ua%. tomando decis5es aná%ogas (ara casos aná%ogos.Portanto. O argumento +ue decide este caso é um argumento te%eo%7gico.ami%iar (e%os Nomosse1uaisK Lazer uma distinção entre esses casais (ode ter o o#@etivo de desencora@ar os re%acionamentos Nomosse1uais. $ o (arceiro do casa% Nomosse1ua%. Res(osta2 o ator (rinci(a% : o %egis%ador e sua comissão : deveria ser o guia ade+uado. não é %eg&timo desautorizar o (arceiro remanescente ao direito ) %ocação. as esse o#@etivo não é %eg&timo e coerente com o direito >(roteção à vida (rivada?. /em a ver com a su(osição de +ue a (rodução do direito se@a raciona% orientada a (artir de um sendo de @ustiça. *ei da %ocação. As %eis norma%mente são . A +uestão é sa#er se o re%acionamento é estáve% de . Muando morre um de%es. Mue va%ores estaremos a(ontando a (artir das conse+u-ncias %7gicas da decisãoK : Pergunta do conse+uencia%ismo +ue evidencia sua re%ação com o argumento te%eo%7gico. Portanto. é o%Nar (ra %egis%ação como uma atividade raciona% e te%eo%7gica. . segundo o autor. PAR.

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