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BIOISOSTERISMO

Cristiano Affonso

Teresina, outubro de 2013.

CONCEITO
É uma estratégia de planejamento, desenho e modificação molecular para descoberta de novos compostos candidatos a fármacos

É uma ferramenta utilizada pelos químicos medicinais para a modificação racional de um composto protótipo. Baseia-se na troca de determinado fragmento molecular por outro que apresente propriedades físico-químicas semelhantes.

EXEMPLO DE BIOISOSTERISMO

. incluindo contribuições farmacofóricas Emprego adequado planeja antecipadamente (ainda que de forma teórica) as eventuais alterações Permite melhorar o perfil de um composto-hit identificado por screeming robotizado in vitro.INTRODUÇÃO Por que empregar o bioisosterismo? Exige conhecimento minucioso das propriedades estruturais.

HISTÓRICO 1919 .Langmuir: Princípio do isosterismo “Átomos ou grupos de átomos com estrutura eletrônica e propriedades físico-químicas similares” .

” . o qual apresenta as mesmas propriedades físicas daqueles presentes na coluna imediatamente posterior da Tabela Periódica do átomo inicial.HISTÓRICO 1925 .Grimm: Regra do hidreto “A adição de um hidreto a um átomo fornece um pseudoátomo.

.HISTÓRICO Regra do hidreto de Grimm: Regra empírica que beneficiou a estratégia de modificação molecular por bioisosterismo.

HISTÓRICO 1932 . íons e moléculas nos quais a camada periférica de elétrons pode ser considerada idêntica”.Erlenmeyer: Amplia o conceito de isosterismo “Isósteros são átomos. .

ISOSTERISMO Exemplos: Tetravalentes e Divalentes .

formas.Friedman: Introduz o termo bioisosterismo “Bioisósteros são moléculas que se encaixam na definição de isósteros e que possuem o mesmo tipo de atividade biológica”. capazes de apresentar propriedades biológicas similares. distribuições eletrônicas e propriedades físico-químicas semelhantes. 2008 .HISTÓRICO 1951 . .Barreiro: subunidades estruturais de compostos bioativos que apresentem volumes moleculares.

HISTÓRICO 1970 .Burger: Classifica e subdivide os bioisósteros .

. as exigências preconizadas pelas definições de Grimm e Erlenmeyer.BIOISOSTERISMO CLÁSSICO Bioisosterismo Clássico: Atende. de maneira geral.

BIOISOSTERISMO DE ANÉIS AROMÁTICOS .

BIOISOSTERISMO DE ANÉIS .

BIOISOSTERISMO CLÁSSICO Exemplo hipotético: modificação da clindamicina .

BIOISOSTERISMO CLÁSSICO Exemplos .

BIOISOSTERISMO CLÁSSICO Exemplo: inibidores da COX .

BIOISOSTERISMO CLÁSSICO Exemplo: Bioisosterismo de anel .

BIOISOSTERISMO NÃO-CLÁSSICO Não atende as regras eletrônicas e estéricas dos bioisósteros clássicos. mas produzem atividade biológica similar: Grupos Funcionais Interconversíveis Exemplos: .

BIOISOSTERISMO NÃO-CLÁSSICO Bioisosterismo funcional: ácido carboxílico .

BIOISOSTERISMO NÃO-CLÁSSICO Não apresentam o mesmo número de átomos e as mesmas características estéricas e eletrônicas dos isósteros clássicos. mas produzem atividades biológicas similares. .

BIOISOSTERISMO NÃO-CLÁSSICO Bioisosterismo funcional: exemplo .

BIOISOSTERISMO Exemplo: Fármaco “me too” Cimetidina Ranitidina .

polarizabilidade. Grau de solubilidade lipídica e aquosa Reatividade química (biotransformação e toxicidade) Fatores conformacionais (ligações de hidrogênio intermoleculares e intramoleculares) . efeitos indutivos.PRINCIPAIS FATORES PARA SUBSTITUIÇÃO BIOISOSTÉRICA Tamanho e volume molecular. distribuição eletrônica.

útil no planejamento de novas substâncias farmacoterapêuticamente atraentes. Quando aliado a modelagem molecular e a outras ferramentas de estratégia de modificação molecular pode-se ampliar a margem de sucesso na síntese de novas substâncias bioativas. .CONCLUSÕES Não existem regras claras ou restrições básicas para determinar que substituição bioisostérica deve ser aplicada a uma molécula em um dado sistema biológico (experimentação) O bioisosterismo é uma estratégia de modificação molecular de sucesso.

EXEMPLO: LASSBIO .

PRIMACOR IV Lactato de milrinona .

EXEMPLO: LASSBIO .

EXEMPLO: LASSBIO .

Porto Alegre: Artmed. ..REFERÊNCIAS • BARREIRO. 2008. A. FRAGA. M. C. J. E. Química Medicinal: As Bases Moleculares da Ação dos Fármacos.