Crónica Nº 52 – Tratado de Tordesilhas.

Série “Orgulho português nº 3 – 2! "di#$o re%ista e &elhorada – '3.''.2('3

Por Henrique de Almeida Cayolla

1ª Edição saiu em 15.5.2012

Introdução
Para tema nº 3 desta série es!ol"i o #$ratado de $ordesil"as% &ela im&ort'n!ia que te(e a inter(enção de Portu)al na di(isão territorial do mundo a n*(el mar*timo. + ,+--+ PA.- E/A 01A 2/A,3E P+$4,C5A 1A/.$51A6 + /eino de Portu)al e o re!ém7 8ormado /eino de Es&an"a ao !"amarem a si essa di(isão do mundo &useram em al(oroço outras &ot9n!ias mar*timas euro&eias :;rança 5n)laterra Pa*ses <ai=os 5t>lia? que questionaram a e=!lusi(idade da &artil"a do mundo entre as duas naç@es iAéri!as tendo até ;ran!is!o 5 de ;rança ironi!amente dito que queria (er a !lausula do testamento de Adão que le)itima(a essa di(isão de terras6 ,+$AB ,a des!rição que mais aAai=o (ir> a&are!e a desi)nação de meridiano &elo que se torna o&ortuno relemArar a al)uns que meridianos são semi7!*r!ulos ima)in>rios (erti!ais !om&ostos &or lin"as traçadas unindo os &olos ,orte e -ul. ) e%oca#$o do Tratado de Tordesilhas* constitui assi& u&a oportuna achega* para le%antar o nosso ego* e a+udar a recuperar o orgulho português. + Tratado 8oi assinado na &o(oação !astel"ana de $ordesil"as &equena aldeia &erto do /io 3ouro em 7 de Junho de 1494. sendo rati8i!ado nesse mesmo ano a 2 de Cul"o em Castela e a 5 de -etemAro em Portu)al. ;oram &artes os /einos de Portu)al e de Castela e si)nat>rios 3.Coão 55 de Portu)al e ;ernando 55 de Ara)ão. H> e=em&lares arqui(ados em Portu)al no Arqui(o ,a!ional da $orre do $omAo e em Es&an"a no Ar!"i(o 2eneral de 5ndias.

Tal tratado, celebrado entre o Reino de Portugal e o recém-formado Reino da Espanha, te e como ob!ecti o, di idir as terras "descobertas e por descobrir", por ambos os reinos, fora da Europa, e sur)iu na
sequ9n!ia da !ontestação &ortu)uesa Ds &retens@es da Coroa es&an"ola resultantes da (ia)em de CristE(ão ColomAo que ano e meio antes !"e)ara ao !"amado ,o(o 1undo re!lamando7o o8i!ialmente &ara 5saAel a CatEli!a. + tratado de8inia como linha de demarcação o meridiano 370 léguas a oeste da ilha de Santo Antão no arquipélago de Cabo Verde. Esta lin"a esta(a situada a meio7!amin"o entre estas il"as :então &ortu)uesas? e as il"as das Cara*Aas des!oAertas &or ColomAo. +s territErios a leste deste meridiano &erten!eriam a Portu)al e os territErios a oeste D Es&an"a. Al)umas dé!adas mais tarde na sequ9n!ia da !"amada Fquestão das 1olu!asF o outro lado da $erra seria di(idido &elo #$ratado de -ara)oça% a 22 de AAril de 152G assumindo !omo lin"a de demar!ação a leste o antimeridiano !orres&ondente ao meridiano de $ordesil"as. ,o !onte=to das /elaç@es 5nterna!ionais a sua assinatura o!orreu num momento de transição entre o &oder até então uni(ersalista dos Pa&as e a a8irmação do &oder dos monar!as na!ionais.

Consequ ncias do tratado
Em &rin!*&io o tratado resol(ia os !on8litos que se se)uiram D des!oAerta do ,o(o 1undo &or

CristE(ão ColomAo. 3e imediato era )arantido a Portu)al o dom*nio das >)uas do Atl'nti!o -ul essen!ial &ara a manoAra n>uti!a então !on"e!ida !omo volta do mar em&re)ada &ara e(itar as !orrentes mar*timas que em&urra(am &ara o norte as emAar!aç@es que na(e)assem Hunto D !osta sudoeste a8ri!ana e &ermitindo a ultra&assa)em do !aAo da <oa Es&erança. ,os anos que se se)uiram Portu)al &rosse)uiu no seu &roHe!to de al!ançar a .ndia o que 8oi 8inalmente !onse)uido &ela 8rota de Ias!o da 2ama na sua &rimeira (ia)em de 1JGK71JGG. Com a e=&edição de Pedro Ll(ares CaAral D .ndia a !osta do <rasil 8oi atin)ida :AAril de 1500? &elos Portu)ueses o que sé!ulos mais tarde (iria a aArir uma &olémi!a "istorio)r>8i!a a!er!a do Fa!asoF ou da Finten!ionalidadeF da des!oAerta. Entretanto outras pot#ncias mar$timas europeias, %&ran'a, (nglaterra, Pa$ses )ai*os+ passaram a ,uestionar a e*clusi idade da partilha do mundo entre as na'-es ibéricas. &rancisco ( de &ran'a, ironicamente, pediu para er a cl/usula no testamento de 0d1o, ,ue legitima a essa di is1o de terras. Por essa raMão desde !edo a&are!eram na !osta do <rasil emAar!aç@es que &romo(iam o !omér!io !landestino estaAele!endo !onta!to !om os ind*)enas e aliando7se a eles !ontra os &ortu)ueses. ;lores!eram o !orso a &irataria e o !ontraAando.

) ,-uest$o das .olucas, /actual 0ndonésia1 2'5232 '524
5ni!ialmente o meridiano de $ordesil"as não !ontorna(a o )loAo terrestre. Assim Es&an"a e Portu)al &odiam !onquistar quaisquer terrasB Es&an"a &ara +este do meridiano de $ordesil"as e Portu)al &ara Neste desta lin"a mesmo en!ontrando7se no outro lado do )loAo. 1as a des!oAerta &elos &ortu)ueses em 1512 das (aliosas Fil"as das Es&e!iariasF as 1olu!as desen!adeou a !ontestação es&an"ola ar)umentando que o $ratado de $ordesil"as di(idia o mundo em dois "emis8érios equi(alentes. Em 1520 as il"as 1olu!as (aloriMadas !omo o FAerço de todas as es&e!iariasF 8oram (isitadas &or ;ernão de 1a)al"ães na(e)ador &ortu)u9s ao ser(iço da Coroa Es&an"ola. 0ma no(a dis&uta entre as naç@es iAéri!as se estaAele!eu en(ol(endo a demar!ação do meridiano &elo outro lado do &laneta e a &osse das il"as 1olu!as. Ale)ando que se en!ontra(am na sua Mona de demar!ação !on8orme o meridiano de $ordesil"as os es&an"Eis o!u&aram militarmente as il"as aArindo quase uma dé!ada de es!aramuças &ela sua &osse !om a Coroa Portu)uesa. + $ratado de $ordesil"as ser(iu !omo Aase &ara as ne)o!iaç@es da Cunta de <adaHoM7 El(as :152J? quando Portu)al e Es&an"a ne)o!iaram soAre as 1olu!as e as ;ili&inas ori)inalmente situadas na ErAita &ortu)uesa !onsideradas !astel"anas em tro!a das &retens@es &ortu)uesas soAre a Aa!ia do rio da Prata no <rasil. Para solu!ionar esta no(a dis&uta !eleArou7se o Tratado de 2arago'a a 22 de AAril de 152G. Este de8iniu a !ontinuação do meridiano de $ordesil"as no "emis8ério o&osto a 2GK 5 lé)uas do leste das il"as 1olu!as !edidas &ela Es&an"a mediante o &a)amento &or Portu)al de 350.000 du!ados de ouro &ois o im&erador

Carlos 5 de Es&an"a ne!essita(a do din"eiro &ortu)u9s &ara 8inan!iar a luta !ontra ;ran!is!o 5 de ;rança.

EP34565

5ortugal deu no%os &undos ao &undo* a6riu ca&inho a no%os &ercados* a no%os produtos* e a outras culturas. 7o&os u& 8&par &ensageiro da Cru9 de Cristo. : altura do nosso pa8s se rea;ir&ar* recuperando o prest8gio -ue t$o dura e es;or#ada&ente ;o&os capa9es de alcan#ar. <ON="2S" ) NOSS) <0ST>=0).