INTRODUÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ – UFPA INSTITUTO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FACULDADE DE DIREITO

Fréderic Bastiat (1801-1850)
 Viveu em um período de grandes movimentações sociais e de debates socialistas.  Foi economista e jornalista.  Obra de destaque: “ Economic Harmonies”.

UTILITARISMO PURO VERSUS UTILITARISMO ECLÉTICO: OS ESCRITOS DE BASTIAT E MILL

John Stuart Mill (1807-1873)
Equipe: DIEGO MONTEIRO PINHEIRO JOÃO PAULO DE SOUZA DINIZ LEIDIEL ARAÚJO DE OLVEIRA TAÍS CRISTINA NUNES Belém - PA Novembro – 2012

 Economistas mais influentes de sua época. Economista e filósofo.  Defensor da teoria utilitarista (Jeremy Bentham).  Obra de destaque: “Principles of Political Economy”.

CONTEXTO HISTÓRICO
 Na Europa (1820-1850).
 Movimentos sociais;  Debate socialista;  Infelicidade dos trabalhadores;  Diferenças socioeconômicas da população;  Nova economia excluísse o âmbito moral da teoria;  Justificar nova realidade (utilitarista).

A Disseminação das ideias socialistas
 Economia política clássica inglesa;  Gracchus Babeuf (desigualdade significava a presença da injustiça);  Henri de Saint-Simon (valor social da produção cooperativa planejada);  Charles Fourier (trabalho socialmente útil e inúteis);  Pierre Joseph Proudhon (direitos de propriedade);  Influências radicais ou socialistas sobre as TTEPC.  Novas versões da economia política baseada no utilitarismo puro.  John Stuart Mill (perspectivas da utilidade e do trabalho).  Frédéric Bastiat (aspectos essenciais, do utilitarismo econômico puro).

Fundamentos e Escopo da economia utilitarista, de Bastiat

Fundamentos e Escopo da economia utilitarista, de Bastiat

 Influencia do social Francês.  Frederic Bastiat (lado positivo - santidade).  Estender os princípios do utilitarismo.  Capitalismo (Conflito de Classes).  Distinção: economia Política Científica x Socialismo.  Desenvolvimento da Economia utilitarista.  Interação Social (troca voluntária).  Atos de troca (interações econômicas, políticas e social ).

 Silogismo.
1- Todas as trocas são mutuamente benéficas para todas as partes. 2- Todas as interações humanas podem ser reduzidas a trocas. 3- Logo, todas as interações humanas são benéficas para todas as partes

 Teoria econômica (análise de troca).  Troca / Sociedade.  Economia / Área de negócios.  Impulsos do Homem / Interesse Próprio.

importa a qualidade do prazer. Segundo Bastiat. mas também por outros pensadores. Hunt assinala isto como um equívoco lógico cometido não só por Bastiat.UTILITARISMO DE BASTIAT  A origem da utilidade onerosa na insaciável vontade humana. Hunt aponta tanto a nítida oposição às ideias socialistas quanto a subjetividade da teoria de Bastiat. HUNT: CRITICA À BASTIAT  A exclusão do pobre trabalhador aos elementos condicionantes do “mérito” das elites proprietárias. como preço a ser pago para gerar utilidade. para os atos  Leis da distribuição: Históricas. As elites dispunham de capital geralmente obtido por herança. bem como uma posição quase passional em defesa da classe proprietária e do sistema capitalista.‘clássico da transição’. Bastiat parece ignorar esses fatos. para que as benesses da relação de troca fossem maiores a concorrência seria imprescindível. anterior a todas as outras leis. do trabalhador aos “serviços” do proprietário da terra e dos meios de produção.  O grande diferencial apresentado por Mill: A introdução na economia de preocupações referente à ideia de justiça social . ou serviço. é uma relação de dependência onde o trabalhador não tem escolha. O autor pretende equiparar o esforço produtivo.  Leis da produção: Gerais. O trabalhador venderia sua força de trabalho e o proprietário obteria seu lucro e. . É. UTILITARISMO DE BASTIAT  Atribui à propriedade privada caráter sagrado. • além da quantidade.  Utilidade de serviços como geradora de Valor. na versão modificada de Mill: • há outras motivações individuais. O valor de um produto é atribuído de acordo com a utilidade de serviços usada neste. HUNT: CRITICA À BASTIAT  A tendência da queda da Taxa de lucro com a acumulação do capital. primordial e inviolável. Confere ao proprietário mérito pelos lucros pela propriedade e pelo capital. ou dor. UTILITARISMO DE MILL  Bentham: • todos os motivos reduzem-se à busca do próprio prazer e cada um é o único juiz de seus próprios prazeres UTILITARISMO DE MILL  Produção da riqueza não ocorre de forma arbitrária. Quando a utilidade cedida por providência natural não supre as necessidades do homem. a propriedade é uma lei necessária e divina. a sociedade seria abastecida com a produção proveniente desse processo configurando um benefício geral e harmônico.  O serviço. válidas para todas as sociedades  Utilitarismo.  Liberdade de troca entre os indivíduos da relação proprietáriotrabalhador e Harmonia social.  A “liberdade” de troca a que se refere Bastiat. na verdade.  Mill não considera a propriedade como algo instituido pela natureza ou por Deus.  Papel do governo restrito à manutenção da liberdade de troca e proteção do direito à propriedade Para Bastiat. por fim.  A troca de serviço como benefício.  Preconceito de classe. enquanto que o trabalhador com um salário de subsistência não teria como acumular capital necessário para ser proprietário. decorrendo de instituições humanas • alguns tipos de prazer são mais desejáveis e valiosos que outros (utilidade não é o critério normativo final).

Disponível em: <http://www.  Educação como necessidade. Nova econ. 1989. p.K. o utilitarismo e o antiutilitarismo. 2010. mas especialmente a ideia de que. . 2001. 205). estado..br/>. E. CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA . – Rio de Janeiro: Campus. 190 até 217.  Benefício Mútuo (troca).  Questionamento: “O que ele começou a rejeitar não era o conceito da reserva.scielo. vol. O valor de um bem importado é o valor da mercadoria exportada para pagá-lo: demanda mútua. A.CINELLI.] o lucro surge não do fenômeno da troca. MILL E OS SALÁRIOS CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS  Mill e a teoria do fundo de salários.20 n°.  A determinação dos salários: lucros totais dos capitalistas menos o que eles precisavam para manter-se.br/>. Os preços internacionais  O lucro como o preço natural do capital e não um resíduo ou excedente.  O lucro do capitalista: A justa ‘remuneração’ do capitalista  A troca internacional: Dependem da resistência e da elasticidade da demanda por cada produto no país estrangeiro. O princípio de razão./Dec. 2012.  Exceções à regra de que os custos de produção determinam os preços: O preço do trabalho.A TEORIA DO VALOR. C.HUNT.Sao Paulo: Thomson Learning.. Arthmar. p.BRUE. Acesso em: 01 nov.scielo. Acesso em: 05 nov. Brue. . 2012.L. p.  Atos e intenções (consequências de valor).  Escritos de Bastiat e Mill (utilitarismo). A TEORIA DO VALOR.. os sindicatos são incapazes de aumentar os salários” (Brue. mas da capacidade de produção do trabalho” (Mill. 16 no. (tradução Luciana Penteado Miquelino) . 10ª Ed. DE MILL  Teoria de custo de produção baseado na soma: Não concebia o trabalho como agregador de valor de troca de uma mercadoria. K. DE MILL  A perspectiva de teoria do trabalho:  A validade da teoria do valor-trabalho  A análise teórica de Mill e suas inconsistências: o lucro “A causa do lucro é que o trabalho produz mais do que é necessário para a sua manutenção [. vol. Stanley L.3 Belo Horizonte Sept. Quando o liberal e o socialista se defrontam: Bastiat.Historia do pensamento econômico / Stanley L. 1945 . Capítulo 08. p. Proudhon e a renda do capital.CAILLÉ. 416-417 apud HUNT. 141). Soc.1-2 Brasília June/Dec.  A experiência das greves  Fatores sociais e políticos. Disponível em: <http://www. R. .  Desigualdades e injustiças. determinada a reserva. História do Pensamento Econômico. 2006. .