Colecção Formação Modular Automóvel

SISTEMAS DE INJECÇÃO MECÂNICA

COMUNIDADE EUROPEIA Fundo Social Europeu

Referências

Colecção

Formação Modular Automóvel

Título do Módulo

Sistemas de Injecção Mecânica

Coordenação Técnico-Pedagógica

CEPRA – Centro de Formação Profissional da Reparação Automóvel Departamento Técnico Pedagógico CEPRA – Direcção

Direcção Editorial

Autor

CEPRA – Desenvolvimento Curricular

Maquetagem

CEPRA – Núcleo de Apoio Gráfico

Propriedade

Instituto de Emprego e Formação Profissional Av. José Malhoa, 11 - 1000 Lisboa Portugal, Lisboa, Fevereiro de 2000

1ª Edição

Depósito Legal

148448/00

© Copyright, 2000 Todos os direitos reservados IEFP

“Produção apoiada pelo Programa Operacional Formação Profissional e Emprego, cofinanciado pelo Estado Português, e pela União Europeia, através do FSE” “Ministério de Trabalho e da Solidariedade – Secretaria de Estado do Emprego e Formação”

Sistemas de Injecção Mecânica

.

....................MISTURAS RICAS E MISTURAS POBRES 1................INJECÇÃO INDIRECTA ......A VÁLVULA DE AR ADICIONAL ..........4 2......2......2.....................23 2..............15 1......2..1 ....1.9 ........3 OBJECTIVOS ESPECÍFICOS ...............SISTEMA LUCAS ........ 2.......4. 1..7 1.....4 CORPO DO MÓDULO 0 – INTRODUÇÃO ...................O ACUMULADOR DE PRESSÃO DE COMBUSTÍVEL.................5...............PREPARAÇÃO DA MISTURA AR/GASOLINA 1..........................7 ..................19 2......3 ..........2..................2........ 1.................1 OBJECTIVOS GERAIS ... 2.1 .......ESQUEMA GERAL DE UM SISTEMA DE INJECÇÃO DE GASOLINA .....2..................1......4 2.....OS SISTEMAS DE INJECÇÃO 1...4 .3 PRÉ-REQUISITOS....INJECÇÃO DE GASOLINA............ 2....A BOMBA DE ALIMENTAÇÃO DE COMBUSTÍVEL ....O MEDIDOR DE CAUDAL DE AR...............COMPONENTES BÁSICOS DE UM SISTEMA DE INJECÇÃO 1........................3 ........8 1.............14 2....5......2....19 2.............5...SISTEMA ROBERT BOSCH ......CLASSIFICAÇÃO DO SISTEMAS DE INJECÇÃO A GASOLINA ...................16 2 .2............1 2..3 ..........................SISTEMA K-JETRONIC ..........1 1.5 ..................8 2...........2.........6 1........SISTEMAS DE INJECÇÃO 2...................................0...INJECÇÃO INDIRECTA E DIRECTA. 2.............................2.................... CONTÍNUA E DESCONTÍNUA.................2......5 ............................ E........2..............O DISPOSITIVO DE ARRANQUE A FRIO ............22 2..................................2.................. 2............MODO DE INJECÇÃO........5.....................................24 Sistemas de Injeçcão Mecânica ....................2 . 2.......................1 ......5........11 2..4.................................2.1..2 ......... 2..............1 ........................9 2......................... 2....5 .....2............................11 1................ 2...... E..............................................7 2......21 2...........................18 2..........................1 ................................4.....INJECÇÃO MECÂNICA..............................2 ..... 2.2......13 1......15 2...................1 .....................4 1... 2......6 .........1.....CONDIÇÕES DUM SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO 1. E.........................O DISTRIBUIDOR/DOSIFICADOR DE COMBUSTÍVEL ....3 ..... 2..............................1 2......................................2...................2 ............Índice ÍNDICE DOCUMENTOS DE ENTRADA ÍNDICE ...........1 1....................2 ..14 1.....................4 ........INJECÇÃO DIRECTA.... 2.VÁLVULA DE PRESSÃO DIFERENCIAL.................... E.............O FILTRO DE COMBUSTÍVEL.......SISTEMA RAMJET CHEVROLET...........1 1 ....5..........O INTERRUPTOR TÉRMICO TEMPORIZADO...........8 .......5............SISTEMAS MECÂNICOS ...... 2...............5..4 ..............2.....................2 .....5.

.3 ..................................................................... 2.2 Sistemas de Injeçcão Mecânica ........1 DOCUMENTOS DE SAÍDA PÓS -TESTE ....................................................................O CIRCUITO ELÉCTRICO.......................A. S.....................1 CORRIGENDA DO PÓS -TESTE ...................A............................................... 2............................................................5......................Índice 2................................ S...5...................C.......OS INJECTORES ..............................O REGULADOR DA PRESSÃO DE COMANDO .................2............................10 ..8 ANEXOS EXERCÍCIOS PRÁTICOS ......2...............11 .....................1 GUIA DE AVALIAÇÃO DOS EXERCÍCIOS PRÁTICOS... 2................28 BIBLIOGRAFIA..27 2.....25 2...........

.

.

Sistemas de Injecção Mecânica E. Distinguir injecção indirecta de injecção directa.1 . Distinguir os diferentes sistemas de injecção conforme a sua classificação. quanto à sua função e seu modo de funcionamento no sistema. Identificar os diversos componentes do sistema K-Jetronic. Identificar os componentes constituintes do sistema de injecção. Deve também efectuar a manutenção e reparação do sistema de injecção mecânica. OBJECTIVO GERAL DO MÓDULO OBJECTIVOS ESPECÍFICOS Identificar a função dos sistemas de injecção mecânica. Identificar os diversos modos de injecção.Objectivos Gerais e Específicos do Módulo OBJECTIVOS GERAIS E ESPECÍFICOS No final deste módulo. o formando deverá ser capaz de: Identificar os diversos componentes constituintes dos sistemas de injecção mecânica.

I nt eg r ad o s. M i cr o co nt r o l ad o r es e M i cr o p r o cessad o r es Lei t ur a e I nt er p r et ação d e E sq uemas E l éct r i co s A ut o C ar act er í st i cas e F unci o nament o d o s M o t o r es D i st r i b ui ção C ál cul o e C ur vas C ar act er í st i cas do M otor S i st emas d e A d mi ssão e E scap e S i st emas d e A r r ef eci ment o Lub r i f i cação d e M o t o r es e T r ansmi ssão A l i ment ação D i esel S i st emas d e A l i ment ação p o r C ar b ur ad o r S i st emas d e I g ni ção S i st emas d e C ar g a e A r r anq ue S i st emas d e S o b r eal i ment ação S i st emas d e I nf o r mação Lâmp ad as. e M anut enção d e F er r ament as P neumát i cas P r o cesso s d e C o r t e e D esb ast e P r o cesso s d e F ur ação .C o nd ut o r es C o mp o nent es C i r c. d e A var i as no S i st ema d e S usp ensão V ent i l ação F o r çad a e A r C o nd i ci o nad o S i st emas d e S eg ur ança A ct i va S i st emas E l ect r ó ni co s D i esel D i ag nó st i co / R ep ar ação em S i st emas M ecâni co s C o nvenci o nai s D i ag nó st i co / R ep ar ação em S i st emas co m G est ão E l ect r ó ni ca N o çõ es d e M ecâni ca A ut o mó vel p ar a GPL S i st emas d e I nj ecção M ecâni ca S i st emas d e I nj ecção G er i d as E l ect r o ni cament e E mi ssõ es P o l uent es e D i sp o si t i vo s d e C o nt r o l o d as E mi ssõ es A nál i se d e G ases d e E scap e e O p aci d ad e R o d as e P neus M anut enção P r o g r amad a T er mo d i nâmi ca G ases C ar b ur ant es e C o mb ust ão Leg i sl ação E sp ecí f i ca so b r e GPL P r o cesso s d e T r açag em e P unci o nament o R ed e d e A r C o mp . S enso r es e A ct uad o r es D i ag nó si co / R ep ar ação em S i st emas E l éct r i co s C o nvenci o nai s C o nst i t ui ção e F unci o nament o d o E q ui p ament o C o mver so r p ar a G P L D i ag nó st i co e R ep .2 Sistemas de Injecção Mecânica . R o scag em e M and r i l ag em N o çõ es B ási cas d e S o l d ad ur a M et r o l o g i a R ed e E l éct r i ca e M anut enção d e F er r ament as E l éct r i cas F er r ament as d e M o nt ag em e D esmo nt ag em LE G E N D A M ódulo em estudo Pré-Re quisito E. F ar ó i s e F ar o l i ns F o cag em d e F ar ó i s S i st emas d e A vi so A cúst i co s e Lumi no so s S i st emas d e C o muni cação S i st emas d e S eg ur ança P assi vo s S i st emas d e C o nf o r t o e S eg ur ança E mb r ai ag em e C ai xa d e V el o ci d ad es S i st emas d e T r ansmi ssão S i st emas d e T r avag em Hi d r ául i co s S i st emas d e T r avag em A nt i b l o q uei o S i st emas d e D i r ecção M ecâni ca e A ssi st i d a G eo met r i a d e D i r ecção Ó r g ão s d a S usp ensão e seu F unci o nament o U ni d ad es E l ect r ó ni cas d e C o mand o .M o t o r es e G er ad o r es T i p o s d e B at er i as e sua M anut enção T ecno l o g i a d o s S emi .Pré-Requisitos PRÉ-REQUISITOS I nt r o d ução ao A ut o mó vel D esenho T écni co M at emát i ca ( cál cul o ) F í si ca. Q uí mi ca e M at er i ai s O r g ani z ação O f i ci nal COLECÇÃO FORM AÇÃO M ODULAR AUTOM ÓVEL C o nst r ução d a I nst al ação E l éct r i ca S i st ema E l éct r i co e sua S i mb o l o g i a E l ect r i ci d ad e B ási ca M ag net i smo e E l ect r o mag net i sm o .

.

.

. BMW. concebidos originariamente para os grandes motores de aviação. combinado com ela na grande maioria dos casos. depressa mostram a eficiência que poderiam trazer aos pequenos motores a gasolina dos automóveis. logo a seguir.1 . com sistemas de injecção de gasolina. etc.. passou rapidamente para os motores dos automóveis desportivos de série e. sobretudo se tiverem alguma coisa que ver com a economia de consumo e com a diminuição atmosférica. mas seguramente. Sistemas de Injecção Mecânica 0. Lotus. foi incorporado nos veículos da gama alta de algumas marcas de automóveis como Mercedes. a primeira exigida cada vez mais pelo comprador e a segunda pela legislação dos diversos estados. Lenta. A injecção a gasolina começou a aplicar-se com excelentes resultados nos motores de competição. Desde os anos setenta assiste-se a um importante progresso quando foram incorporados no automóvel todas as técnicas. os automóveis modernos vão incorporando todos os aperfeiçoamentos conseguidos por outros sectores industriais. os quais. entre as quais a electrónica tem um papel muito destacado e da mesma forma.Introdução 0 – INTRODUÇÃO As novas Técnicas e processos vão-se impondo pouco a pouco no já complexo mundo mecânico do automóvel.

.

desde a chegada da injecção e das normas anti-poluição. Sistemas de Injecção Mecânica 1. o carburador tradicional parece estar a ponto de desaparecer como sistema de alimentação para os automóveis de série.gasolina que se fornece na câmara de combustão.Injecção de Gasolina 1– INJECÇÃO DE GASOLINA 1. o carburador tradicional mostra-se muito limitado. Com o objectivo de aumentar o rendimento e a performance destes motores.1 . para que sejam compatíveis com uso do catalisador dos gases de escape que requer uma mistura exacta e precisa. por forma que nos vamos preocupar sobretudo com o estudo dos sistemas desenvolvidos por esta empresa. Desde essa altura até aos nossos dias.7 partes de ar para uma de gasolina.1 – ESQUEMA GERAL DE UM SISTEMA DE INJECÇÃO DE GASOLINA Temos de nos remontar ao ano de 1876 para encontrar as origens do carburador. substituídos por controlos electrónicos. verifica-se uma evolução constante nos sistemas de injecção de gasolina. Para alcançar o rendimento máximo de um catalisador é necessário um controlo muito preciso da mistura de ar . sendo todos os ajustes mecânicos de regulação de mistura e borboleta do acelerador. Tal como o carburador. e neste caso a relação tem de ser de 14. considerando que todos os outros sistemas existentes se baseiam no mesmo principio tendo algumas variantes implementadas pelas marcas que as conceberam. o objectivo fundamental de um sistema de injecção de gasolina é fornecer ao motor uma mistura de ar e gasolina em condições perfeitas para que a combustão se realize rapidamente com a queima completa de todo o combustível introduzido e por conseguinte com a libertação de toda a energia calorífica que esse combustível deve fornecer. Os carburadores mais modernos sofreram uma série de modificações. o que deu lugar à injecção electrónica como solução mais adequada. quando Eugen Langen apresentou o seu primeiro sistema de alimentação para um motor a gasolina. tentou-se empregar as técnicas de injecção de combustível nos motores de automóveis. Com base em conhecimentos adquiridos nos motores dos aviões da segunda grande guerra. Para alcançar essa precisão. A Bosch tem sido a principal responsável por esta evolução. a técnica de alimentação dos motores de combustão evoluiu de forma imparável e.

3 apresentamos os esquemas comparativos dos dois sistemas de alimentação com o intuito de mostrar as bases que os distinguem. o ar acelera ainda mais na zona estreita. quando uma das válvulas de admissão (2) se abre. Esta mistura entra em seguida no interior do cilindro (3). Nas figuras 1. do tipo tubeira convergente – divergente (fig. tais como: Regime de rotação constatada. Regime variável de rotação (aceleração e desaceleração). criando-se dentro do cilindro uma depressão.2 Sistemas de Injecção Mecânica . se bem que utilizando processos bastante diferentes. 1. Cargas parciais e carga total. por forma a garantir o máximo rendimento com o mínimo de poluição. 1. Assim. na qual se fará a combustão. provocando a reacção desta e a consequente mistura com o ar. que provoca uma corrente de ar no corpo do carburador (4). Em linhas muito gerais podemos resumir o funcionamento deste dispositivo dizendo que é capaz de elaborar uma mistura explosiva a partir dos valores de depressão que existem no interior dos tubos que alimentam cada um dos cilindros e que constituem o colector de admissão (1). Estes são factores que separadamente ou em simultâneo. Com efeito. na primeira figura. depois de comprimida e em presença de uma fonte de ignição (faísca da vela) que a iniciará. comum a todos os sistemas de carburador. A injecção de gasolina persegue os mesmos objectivos que a alimentação por meio de carburador. Desta forma.1). a pressão junto à saída da gasolina diminui. o caso da alimentação pelo sistema de carburador.2 e 1. fazem com que as condições de combustão se modifiquem devendo a mistura ser a apropriada. onde está instalado o canal de alimentação de gasolina. o sistema de alimentação deverá ajustar a qualidade e a quantidade da mistura ar/ combustível aos diferentes modos e condições de funcionamento do motor. põe o interior do cilindro em comunicação com a atmosfera. evidentemente. Por um lado temos. mas o que acontece é que os requisitos do motor de automóvel são muito variados e nem sempre o mesmo sistema pode satisfazer todos estes requisitos. Momento de arranque (a frio e a quente). Devido à forma do corpo do carburador.Injecção de Gasolina Este objectivo é.

como acontecia no esquema da figura anterior. o que permite obter uma mistura gasosa muito mais exacta .Injecção de Gasolina Neste momento convém sublinhar que. a gasolina é arrastada pelo próprio ar. A quantidade de combustível injectado deve estar. no sistema de alimentação por carburador. que por sua vez se irá reflectir no numero de rotações do motor.2 mostra-se. Isto quer dizer que a alimentação de cada cilindro se faz individualmente e não em conjunto. Há também que ter em conta que a quantidade de gasolina fornecida por cada um dos injectores não está dependente da depressão existente no colector de admissão (2). Por outro lado. portanto é o ar que entra que determina a quantidade de gasolina que o vai acompanhar dentro da câmara de combustão do cilindro. existem quatro injectores. Fig. Em primeiro lugar vemos que cada cilindro dispõe do respectivo injector (1). os injectores podem ser concebidos com suficiente precisão para conseguir uma pulverização muito mais fina em todas as condições de funcionamento do que pelo sistema que vimos da conduta nos carburadores. no motor esquematizado.3 . Assim. relacionado com o ar admitido no colector de admissão. 1. Sistemas de Injecção Mecânica 1.1 – Esquema com a disposição clássica da montagem de um carburador no motor Na figura 1. uma vez que o mecanismo que determina esta quantidade não trabalha por depressão. esquematicamente. e por sua vez com maior possibilidade de rápida oxidação. Isto facilita a rapidez de combustão. que é de quatro cilindros. um sistema de injecção de gasolina. naturalmente. precisamente pela vaporização mais acentuada do combustível.

O sistema de injecção indirecta é actualmente o mais comum. CONTÍNUA E DESCONTÍNUA Tal como acontece nos sistemas de injecção Diesel.4 Sistemas de Injecção Mecânica . a mistura ar/gasolina é produzida no colector de admissão. um controlador de fluxo (3). como mostra a figura 1.2 – Esquema com a disposição de um sistema de injecção de gasolina 1. o lançamento se efectua numa posição anterior à válvula de admissão. a injecção de gasolina também pode ser directa. Neste caso. embora só a Mitsubishi seja pioneira com o sistema de alimentação GDI. lançando o combustível onde se produz a mistura ar/gasolina. A informação do fluxo de ar a entrar na câmara de combustão passa a um distribuidor de combustível (4) através do qual se determina a quantidade que é necessário juntar ao ar para conseguir uma mistura explosiva capaz de realizar uma combustão completa em todas as solicitações do motor.2 – INJECÇÃO INDIRECTA E DIRECTA.3. se o injector estiver em contacto com a própria câmara de combustão. 1.Injecção de Gasolina Por isso. ou indirecta se. isto é. Fig. 1. ( Gasoline Direct Injection). o sistema de injecção de gasolina deve dispor sempre de um dispositivo de controle da quantidade de ar na entrada do colector. entre os sistemas de alimentação que conhecemos.

1.3 – Injecção contínua indirecta.4 – Injecção descontínua indirecta. o injector não fornece combustível Neste caso. onde é produzida a mistura ar/ Sistemas de Injecção Mecânica 1.5 – Injecção indirecta. os injectores estão situados muito perto da válvula de admissão e além disso numa posição favorável para que o jacto entre com mais facilidade pelo orifício da válvula. Quando a válvula de admissão se fecha. 1. Fig. O injector pulveriza o combustível no colector de admissão.5 . Mesmo com a válvula de admissão fechada o injector continua a fornecer combustível Fig. 1.Injecção de Gasolina Fig.

6 Sistemas de Injecção Mecânica .3. 1. ao abrir-se a válvula de admissão. Quando a válvula de admissão abre. injecta a gasolina indirectamente para a câmara de combustão.Injecção de Gasolina A passagem do ar. quando o motor trabalha em baixo regime e portanto precisa de pouco combustível. Hoje pode dizer-se que o mais normal nos sistemas de injecção de gasolina actuais é a injecção indirecta e descontínua. Este dispositivo pode receber muita informação por meio de sensores e determinar assim a mistura adequada. Assim. por aumento do número de rotações do motor ou maior carga. A quantidade de combustível fornecido com este sistema é muito precisa e está relacionada com a quantidade de ar que entrou pela admissão. tal como já foi atrás referenciado. o injector está situado estrategicamente por de trás da válvula de admissão. graças ao seu programa. que pode ser muito precisa no caso de ser dirigida por uma unidade electrónica de controlo.2.está capaz para transmitir ordens eléctricas muito precisas. Existe também a possibilidade de o combustível fluir constantemente enquanto o motor está em funcionamento. a mistura entra na câmara de combustão para posteriormente ser inflamada no momento que salta a faísca na vela. sendo este o lugar onde se efectua a mistura ar-gasolina. o injector de combustível. tal como está representado na figura 1. 1.4). Portanto é o veio de excêntricos que comandando a abertura das válvulas. Neste caso toma o nome de injecção contínua. no qual a injecção se dá no momento de abertura da válvula de admissão. o injector abre e fecha rapidamente e vai abrandando à medida que as necessidades de fornecimento de combustível são maiores.1 – INJECÇÃO INDIRECTA Nos motores com injecção indirecta. ou seja. O injector regula a quantidade de gasolina pelo tempo que permanece aberto. que indiquem exactamente o tempo de abertura do injector e o combustível a fornecer. Existe a injecção descontínua (figura 1. define a ordem de inflamação nas diversas câmaras de combustão. arrasta a fina neblina de combustível que o injector lança.

a central poderá comandar os injectores todos em simultâneo. Nos motores em que o sistema de injecção é monoponto e indirecta.6 . o combustível é pulverizado pelo injector directamente na câmara de combustão. embora sejam ainda pouco vulgares nos motores a gasolina.Motor dotado de 4 válvulas por cada cilindro onde o injector é colocado estrategicamente antes da válvula de admissão. isto é.2 – INJECÇÃO DIRECTA Nos sistemas de injecção directa. todos os outros injectores abrem ao mesmo tempo. onde cada injector trabalha independente de todos os restantes.Injecção de Gasolina Fig. quando é dado o impulso eléctrico para o injector abrir. ou então. o único injector do sistema injecta combustível para o colector de admissão sempre que existe uma válvula de admissão eminentemente aberta. 1. o sistema de injecção funcionar com uma base sequencial. sendo accionado no momento em que a válvula de admissão desse cilindro está na eminência de abrir. 1. A quantidade de ar introduzido na câmara de combustão é doseada da mesma maneira que nos sistemas vistos anteriormente e a mistura ar – gasolina é agora feita na própria câmara de combustão.7 . Por outro lado.2. nos motores com injecção multiponto contínua e indirecta. Sistemas de Injecção Mecânica 1.

Este modo de injecção era usado nas primeiras injecções mecânicas.8 – Exemplo de um motor boxer com injecção indirecta comandada electronicamente 1.3 – MODO DE INJECÇÃO Dentro dos sistemas multiponto podemos distinguir alguns grupos consoante o modo de injecção: Injecção contínua Injecção simultânea Injecção semi-sequencial Injecção sequencial Na injecção contínua. 1. Com a evolução para os sistemas de comando electrónico.7 – Pormenor de um motor com quatro válvulas. os injectores encontram-se permanentemente ligados injectando sempre o combustível nos colectores desde o momento de arranque do motor. este modo foi posto de parte. 1. Fig.8 Sistemas de Injecção Mecânica . sendo depois arrastado para o interior do cilindro no tempo de admissão.Injecção de Gasolina 1. injecção indirecta com comando electrónico Fig. onde a dosificação era feita pelo distribuidor de combustível e não pelos injectores Tem a desvantagem de não haver um controlo preciso da injecção e de permitir a condensação de parte do combustível quando em contacto com os colectores.

os injectores abrem e fecham dois a dois. no entanto é mais dispendioso.9 . Cada injector abre no momento exacto calculado pelo módulo electrónico em função da posição do pistão em relação ao PMS. a maioria dos construtores opta por este sistema.Jetronic No modo de injecção simultânea. Sistemas de Injecção Mecânica 1. uma vez que permite um controlo mais adequado da mistura.10 – Injecção descontínua Na injecção semi-sequencial. Actualmente. da carga e outras informações recolhidas por sensores acoplados ao motor. Este modo. uma vez que necessita de processadores electrónicos com uma maior rapidez de resposta. num motor de 4 cilindros. caso das injecções mecânicas K e KE . Este modo de injecção evita que o combustível permaneça algum tempo nos colectores de admissão. o débito de combustível é feito por grupos de injectores. sendo depois a mistura arrastada para a câmara de combustão no tempo de admissão. com o risco de se condensar. 1. 1. Por exemplo. os injectores debitam combustível de modo descontínuo mas fazem-no todos ao mesmo tempo. O modo de injecção sequencial é o mais preciso. Fig.Injecção de Gasolina Fig. Portanto existe sempre um cilindro que recebe combustível enquanto a válvula de admissão ainda se encontra fechada.9 – Injecção contínua. da rotação. O comando dos injectores é feito independentemente para cada um.

12 – Injecção simultânea Neste caso.13). a ordem de abertura dos injectores é sempre comum. os injectores recebem a ordem de comando duma forma sequencial de tal modo que estes não actuam todos ao mesmo tempo sendo só accionados no momento que a válvula de admissão desse cilindro está na eminência de abrir.1. Fig. Fig.11 – Injecção semi-sequencial As figuras seguintes demonstram a sequência de injecção e ignição dum sistema de injecção simultâneo e dum sistema de injecção sequencial. 1.Injecção de Gasolina Fig. 1.10 Sistemas de Injecção Mecânica . 1. independentemente do cilindro que nesse instante executa a admissão de mistura. No caso da figura seguinte (fig.13 – Injecção sequencial 1. isto é todos os injectores pulverizam ao mesmo tempo. conforme a posição angular da cambota do motor.

Sistemas de Injecção Mecânica 1. Fig. com exactidão.4 – COMPONENTES BÁSICOS DE UM SISTEMA DE INJECÇÃO O conjunto dos componentes básicos que devem formar parte de um sistema de injecção de gasolina pode observar-se na figura 1.14 – Sistema básico de injecção mecânica Na figura 1. se bem que destacáveis. 1. ao passar para o interior do colector. Neste caso concreto. o mecanismo de controlo do fluxo (C) e o distribuidor (D) de combustível. o mais perto possível das válvulas de admissão.11 .Injecção de Gasolina 1. Para maior simplicidade escolhemos um sistema mecânico. com as entradas respectivas para cada um dos cilindro. o ar. do motor quando se retira o colector. se bem que ao longo deste livro estudemos com pormenor os sistemas de injecção electrónicos. encontra um disco sobre o qual vai exercer uma pressão proporcional à quantidade de ar circulante. Em 3 temos uma das peças chave do sistema. Podem ver-se os injectores (2) situados nas extremidades dos tubos do colector. o colector de admissão (1).14 temos.14. o que é um destes sistemas. em primeiro lugar. onde vemos.

12 Sistemas de Injecção Mecânica . o combustível passa para o distribuidor já referido. a lâmina bimetálica dobra-se e fecha a passagem da válvula. que. funcionam também mecanicamente. Podemos ver na figura 1. Quando isto acontece. com o que deixa de enviar a quantidade suplementar referida. Por um lado. O acumulador assegura a pressão durante a paragem do motor e evita a formação de bolhas de vapor que impediriam ou iriam dificultar o arranque com o motor quente. Outro elemento importante do sistema é formado pelo injector de arranque (8). que tem por missão assegurar o enriquecimento da mistura durante a fase de aquecimento do motor. o combustível passa para um dispositivo chamado acumulador (6) que tem a missão de manter sempre a pressão dentro de determinados limites no interior dos circuitos que se formam a partir dele.14. cujas impurezas seriam prejudiciais para a passagem dos jactos dos injectores. temos o conjunto de elementos que servem para fornecer os circuitos do sistema de combustível. Na figura 1. o combustível passa deste acumulador através de um filtro (7) que garante a limpeza da gasolina.Injecção de Gasolina Origina-se assim um movimento no disco. neste caso. por meio da qual se pode estabelecer uma proporcionalidade entre o deslocamento do disco e a quantidade de combustível aos injectores. vemos que existem outros dispositivos que também são importantes. através do qual se fornece uma quantidade suplementar de combustível quando o motor está frio e tem de arrancar. Daqui. Este elemento faz as vezes do “strarter” que os carburadores possuem para enriquecer a mistura durante o arranque a frio.14 o regulador de aquecimento. Na figura 1. A partir daqui.14 estes elementos estão assinalados com o número 10. A entrada de gasolina faz-se pelo tubo (4). Como se pode ver. sendo este aspirado pela bomba (5) de alimentação eléctrica. que será transmitido a uma válvula dosificadora. no distribuidor. proveniente do depósito de combustível. Um modelo como este trabalha por meio de uma lâmina bimetálica que acciona uma válvula mediante a qual se fornece uma quantidade suplementar de combustível enquanto o motor não atingiu ainda a sua temperatura de funcionamento. Deve destacar-se o dispositivo em by-pass do ar para o bom funcionamento do ralenti do motor ou a marcha em vazio. 1.

uma proporção de 14 unidades de peso de ar por uma unidade de peso de gasolina. a um tema importante para todos os sistemas de alimentação de gasolina. a linha vertical indica-nos a potência conseguida pelo motor com cada uma das dosagens. se dispusermos de um sistema de alimentação do motor calculado para fornecer sempre uma mistura com o valor 1:15. o facto de um motor ter um elevado número de rotações faz com que se disponha de cada menos tempo para a combustão. o que pode alterar a proporção estequiométrica. É conveniente conhecer algumas particularidades que na prática modificamos resultados teóricos. no momento do arranque. De acordo com a experiência com motores a gasolina.1 – Relação ar/gasolina com a potência Sistemas de Injecção Mecânica 1.1 – PREPARAÇÃO DA MISTURA AR/GASOLINA Considerando o ar a 15ºC. Vemos também neste gráfico como relações de dosagem de 1:22 ou 1:7 já não dão praticamente potência. isto é. Este gráfico leva-nos. Graf. por fim.4. ou seja. a primeira por excesso de ar e a segunda por defeito. também se produz uma condensação da gasolina nas paredes que dificulta o arranque por falta de combustível.na linha horizontal.Injecção de Gasolina 1. de acordo com a estrutura dos nossos motores. Da mesma maneira. relação combustível – ar. os técnicos fizeram um gráfico como o da figura 8. 1.13 .06. o que corresponde mais ou menos à realidade. O que interessa destacar agora neste gráfico é que a potência máxima deste motor só se consegue com uma mistura com uma dosagem de 1:14. Por exemplo. temos diferentes dosagens. quando as paredes do cilindro estão frias.

Assim. Dadas as condições de funcionamento dos motores de explosão. as misturas ricas são necessárias num motor a gasolina nos seguintes casos: a) no arranque b) na aceleração c) ao pedir ao motor a potência máxima Além disso. em todos os casos. trabalharia num motor com resposta muito lenta em determinados casos. etc. porque é rica em gasolina. as misturas ricas são tanto mais poluidoras quanto maior for a sua riqueza e também mais antieconómicas.14 Sistemas de Injecção Mecânica . ainda que fosse muito económico e pouco poluidor. 1:12. 1:13. sejam de carburador ou de injecção a gasolina. No entanto. Quanto às misturas pobres.4. O caso contrário. Em linhas gerais. por evitarem a sua combustão prematura nos motores a quatro tempos. etc.1:17:1:18. as misturas ricas são recentes e contribuem para um melhor funcionamento das válvulas. isto é a maior quantidade de ar com respeito à mistura estequiométrica. têm de cumprir variações da mistura de acordo com as condições de funcionamento e as solicitações pedidas ao motor pelo condutor. como 1:14. Um sistema de carburação ou de injecção que fornecesse unicamente .2 – MISTURAS RICAS E MISTURAS POBRES A toda a mistura que contenha maior proporção de gasolina em relação ao ar chama-se mistura rica. com as consequentes dificuldades de aceleração e potência máxima. origina uma mistura pobre. são desejáveis quando: a) o motor se mantém a uma velocidade estável 1. são misturas pobres as proporções 1:16. Todas as relações de dosagem que estejam abaixo de 1:15 são portanto misturas ricas. sem falar do arranque a frio ou durante o aquecimento do motor. uma mistura de 1:15. os sistemas de alimentação .Injecção de Gasolina 1.

Sistemas de Injecção Mecânica 1. de acordo com o tempo de que se dispõe. é também necessário que a combustão se possa efectuar num tempo inferior a um milisegundo. Para que isto acontece devem ser respeitados os seguintes pontos: 1. que também a faz variar de peso. Quanto ao ar. deveria igualmente ter-se em conta a sua temperatura. que são tanto mais importantes quanto maior for o número de rotações do motor. enriquecendo ligeiramente a mistura. deveria poder medir a sua temperatura e a altitude relativamente ao nível do mar. para manter sempre a dosagem correcta que o motor requer em cada um dos seus múltiplos estados de funcionamento. 2. tempo de que dispõe um motor quando trabalha à velocidade de 5000 rpm (rotações por minuto). vemos que um sistema deste tipo deve ter uma grande flexibilidade para um bom funcionamento em qualquer regime de rotação do motor.4. tendo em conta que o tempo da combustão se dá à volta de um sexto do curso do êmbolo. no caso das misturas ricas. se conseguisse a dosagem adequada. Quanto à gasolina. para conseguir maior rapidez de combustão.3 – CONDIÇÕES DUM SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO Relativamente à carburação ou alimentação de combustível para o motor. Deveria ter em conta a velocidade de rotação do motor para determinar a dosagem mais correcta em cada caso. em qualquer condição.15 .Injecção de Gasolina b) quando se desacelera e/ou se trava c) quando se trata de consumir o menos possível A tudo isto há que acrescentar. 1. Teria que dispor de um sistema de medição do peso do ar da gasolina para que. Não basta pois que a mistura tenha todo o oxigénio necessário para uma combustão completa. fornece a sua maior potência ao motor pelo facto de ter uma combustão muito mais rápida que a mistura 1:15. Uma mistura de 1:14. teria de dispor de um sistema que lhe permitisse modificar o fornecimento de gasolina com respeito ao ar. Com estes dados.

4. está colocado imediatamente depois da válvula de admissão e com o jacto orientado para o ponto mais conveniente para a sua entrada no cilindro. para se adaptar a dosagem ao regime de funcionamento do motor. à medida que os resíduos ultrapassassem os limites autorizados. no que diz respeito à inércia do ar em relação à gasolina. Deveria dispor de um analisador de gases de escape que fornecesse permanentemente informação sobre as proporções poluidoras dos resíduos da combustão.16 Sistemas de Injecção Mecânica . Deveria ter em conta a temperatura do motor. como se vê na figura 1. para que se pudesse corrigir imediatamente a dosagem. 1.Injecção de Gasolina 3. a forma e comprimento dos tubos. 1. porque o injector.5 – OS SISTEMAS DE INJECÇÃO É de destacar a importante inovação que representa o facto de o fornecimento do combustível não ser efectuado directamente através do ar. Um motor frio requer uma mistura muito mais rica no arranque e progressivamente menor. até que consegue a temperatura mínima de funcionamento. quando a válvula de admissão se abra 1. Com este sistema ficam eliminados todos os defeitos que o carburador apresenta. mas sim injectado independentemente do fluxo de ar que entra pelo tubo de admissão. neste sistema. sendo a pressão da gasolina a responsável pela abertura dos menores injectores Também não tem influência. Este tipo de injectores não tem qualquer comando eléctrico. Fig.15 – Injecção mecânica de gasolina indirectamente para as cãmaras de combustão.15.

Sistemas como o MOTRONIC da BOSCH. Esta tendência está já a ser observada nos sistemas mais sofisticados levados a cabo pela importante pela empresa BOSCH. disposição obrigatória nos sistemas de injecção. que se pode observar em muitas montagens com carburador.17 . elimina o defeito da alimentação irregular nos cilindros.Injecção de Gasolina A presença de um injector para cada cilindro. Com o contributo das grandes possibilidades da electrónica. havendo porém outras marcas que estão a seguir o mesmo caminho. Sistemas de Injecção Mecânica 1. os sistemas de injecção de gasolina podem medir tudo o que seja necessário e obter as misturas com a precisão devida. estão a dar bons resultados no que respeito ao aumento de potência e economia de combustível dos motores. A presença da electrónica na injecção de gasolina abriu a estes sistemas a possibilidade de conseguir resultados muito satisfatórios e um caminho esperançoso para obter uma dosagem perfeita. que inclui no mesmo comando electrónico dois sistemas que comandam simultaneamente os processos de injecção e ignição. quando a injecção para cada cilindro for regulada por uma unidade electrónica equipada com todos os sensores indicados para uma dosagem tão precisa.

.

JETRONIC Sistema electrónico . Vamos analisar apenas os sistemas desenvolvidos pela empresa BOSCH por serem os mais vulgares sendo todos os outros sistemas produzidos por outras marcas. a origem de cada um dos sistemas Jetronic. Neste ponto de vista.KE .1 . o sistema utilizado para o controle do doseamento. veremos que terá de se destacar. na otabela que se segue.Sistemas de Injecção 2 – SISTEMAS DE INJECÇÃO 2.D – JETRONIC L – JETRONIC LE – JETRONIC LE1 – JETRONIC LE2 – JETRONIC LE3 – JETRONIC LH – JETRONIC É conveniente lembrar estas siglas de cada um dos sistemas para ter rapidamente uma orientação sobre a forma – mecânica ou electrónica. para clarificar ideias e conhecer as siglas que nos seus sistemas utiliza a BOSCH. mas é determinante da própria natureza do sistema a forma como se realiza o controle do doseamento. temos os sistemas de injecção mecânicos e os sistemas de injecção electrónicos. Por enquanto. vamos referir. Sistemas de Injecção Mecânica 2. Evidentemente que há uma série de elementos comuns aos dois sistemas.do seu controle. desenvolvidos através destes. que são a base da produção da empresa alemã. em primeiro lugar.K – JETRONIC Sistema misto .1 – CLASSIFICAÇÃO DOS SISTEMAS DE INJECÇÃO A GASOLINA Se fizermos uma classificação dos sistemas de injecção de gasolina que se encontram actualmente montados nos motores dos automóveis. Sistema mecânico .

Tab. mas também à produção e momento da faísca. de acordo não só com o que diz respeito à injecção de gasolina. Por exemplo temos o KE – Jetronic. Este sistema tem o nome de Motronic e engloba alta tecnologia.1 – Classificação dos diferentes sistemas de injecção Também há que referir a existência de sistemas dificilmente enquadrados numa tabela como esta. há-os de maior ou menor complexidade. Uma unidade electrónica de controlo tem a missão de distribuir ordens. 2.Sistemas de Injecção Entre os sistemas electrónicos. 2. indo além do que se costuma entender por injecção de gasolina.2 Sistemas de Injecção Mecânica . a casa BOSCH fabrica também um sistema muito completo que inclui todo o circuito de ignição. Por outro lado. que é um sistema misto no qual a electrónica introduz alguns melhoramentos no sistema clássico mecânico próprio de todos os K – Jetronic.

estando no limite entre os dois sistemas.3 . mas sim por injecção da quantidade de gasolina precisa por parte deste tubo.1 – Sistema Lucas de injecção mecânica Injector de combustível provido de válvula accionada por um solenóide comandado pela unidade de controlo Válvula de admissão Válvula de escape Válvula auxiliar de ar para o ralenti. uma vez que a mistura não é produzida pela queda de pressão do ar sobre um tubo de saída. é de referir outro sistema de alimentação de combustível designado por Mono – Jetronic.2 – Sistema Lucas de injecção BOSCH Por último.Sistemas de Injecção O distribuidordoseador regula o volume de combustível injectado Injector O tubo de retorno devolve ao depósito o excesso de combustível Depósito de gasolina O pedal do acelerador acciona as borboletas ligadas entre si A bomba eléctrica aspira a gasolina do depósito e enviaa ao distribuidor – doseador O filtro de gasolina retém as impurezas que possam existir no combustível A válvula de descarga evita as pressões excessivas da gasolina no tubo de alimentação Fig. de acordo com a passagem de ar. que engloba as características de um carburador e de um sistema de injecção. Sistemas de Injecção Mecânica 2. através da unidade de controlo a duração do período de abertura do injector Distribuidor de ignição provido de contactos que enviam o sinal à unidade de controlo para a abertura dos injectores Sistema articulado que liga o pedal do acelerador à borboleta O interruptor que comanda a posição da borboleta interrompe a injecção de gasolina Bomba eléctrica que fornece gasolina aos injectores Dispositivo sensível que envia sinais à unidade de controlo quando sobe ou desce a pressão no colector de admissão Depósito de gasolina Dispositivo que assegura uma mistura mais rica quando a borboleta está totalmente aberta Unidade de controlo electrónico eu funciona ao receber os impulsos provenientes dos diapositivos sensíveis e controla o volume de combustível injectado Filtro de gasolina Ligação à bateria O regulador de pressão da gasolina evita a formação de bolhas de ar ou de vapor de gasolina. siga a mesma filosolfia da injecção de gasolina. 2. se bem que. controlada termostaticamente pela temperatura do motor Filtro de ar Borboleta comandada pelo O dispositivo sensível à temperatura determina. 2. devolvendo para o depósito o excesso de combustível Fig.

2.2 – SISTEMAS MECÂNICOS Vamos começar por analisar os sistemas de injecção a gasolina mecânicos.Sistemas de Injecção Este sistema é difícil de incluir na tabela anterior. junta a popularidade que o seu preço. focando desde já no sistema K – Jetronic por ser o mais simples e por constituir um exemplo muito compreensível. são muitos os automóveis que levam ( i ) entre as suas letras de identificação (letra que se refere aos motores equipados com injecção) e que possuem este sistema. apresenta-se de seguida. um pouco antigo.1 – INJECÇÂO MECÂNICA A princípio. 2. lhe proporcionou. um quadro com alguns sistemas de injecção da BOSCH e de outras marcas. a firma Mercedes equipa o seu famoso automóvel grande turismo 300SL com um sistema de injecção. 2. Fig. 2.4 Sistemas de Injecção Mecânica .3 – Motor de oito cilindros em V utilizado num Brabham F1 Entre os construtores europeus.2. muito acessível.3 mostra um motor de um carro de corrida de formula 1. A título de curiosidade. mesmo quando a electrónica facilita o seu funcionamento. depois de ter sido implementado nos aviões de combate da segunda grande guerra. o mesmo se podendo dizer da firma inglesa Jaguar. A figura 2. que equipa o seu Corvette – Chevrolet com este sistema. Desta forma. mas gerido por um sistema de alimentação por injecção de gasolina. assim como a GM (General Motors). a injecção de gasolina foi aplicada somente em motores de corrida de automóveis de competição.

etc. A aceleração da bomba consegue-se por meio do pedal do acelerador. 2. mistura-se com o ar na conduta de admissão. menos exigências nas características de pureza do combustível. sensibilidade das acelerações para o seu bom funcionamento. Sistemas de Injecção Mecânica 2.5 .Sistemas de Injecção As vantagens principais da injecção de gasolina sobre o sistema de carburador são: A economia de combustível. com o que o funcionamento do motor pode realizar-se sempre nas condições mais favoráveis. que actua simultaneamente sobre a quantidade de líquido combustível injectado e a entrada de ar. Com efeito. Como pode ver-se na figura 2. Desta forma pode conseguir-se uma mistura de proporção variável para cada número de rotações e portanto produzi-la com a riqueza e dosagem óptimas em cada momento determinado. precisa-se de uma mistura mais rica. menor sensibilidade nas variações de temperatura e nos climas de grande altitude..4 – Circuito elementar da injecção de gasolina Esta gasolina. Na figura 2.4. perfeitamente pulverizada. o sistema de injecção consiste em mandar a gasolina para um injector. pelo que a bomba injectora possui uma abertura maior em relação à entrada de ar. por meio de uma bomba injectora. Fig. a alto regime de rotação do motor. tal como acontece com a alimentação Diesel. razão pela qual há uma regulação perfeita da mistura.5 pode observar-se o esquema de um sistema de injecção de gasolina cujo funcionamento é totalmente mecânico.

Pelo ponto (6). a cujo tubo está encostado produz alterações num excêntrico que regula a entrada de ar. encontra uma passagem que o conduz à bomba injectora (4). No ponto 7 encontram-se os elementos de dosagem. Desta bomba de injecção.6 Sistemas de Injecção Mecânica . o combustível passa para o injector (5). os que produzem a regulação da mistura. de acordo com a temperatura do escape. ou seja. Em 11 pode ver-se o tubo do regulador de dosagem. Fig. Estes elementos são accionados pelo pedal acelerador (8). do qual nos ocuparemos de seguida. é accionado pela bomba de combustível eléctrica (2) e depois de passar pelo filtro (3). 2. o qual.Sistemas de Injecção Fig. muito perto da válvula de admissão.6 – Accionamento da bomba do injector de gasolina do sistema American Bosch 2. o combustível em excesso retorna ao depósito (1).5 – Sistema de injecção American Bosch No ponto 1 pode observar-se o depósito de combustível. No ponto 9 observa-se o regulador de ralenti e em 10 um termóstato que. 2.

O resto dos mecanismos que apreciamos na figura 2.Sistemas de Injecção O funcionamento da bomba injectora pode compreender-se observando a figura 2. que inunda toda a câmara. desde à muito tempo que se especializa no fabrico de sistemas de alimentação por injecção. conseguindo-se assim.6. trata-se de um sistema bastante semelhante às bombas injectoras dos motores Diesel. em virtude dos quais a câmara de contenção do carburante aumenta ou diminui. O êmbolo (8) está animado de um movimento oscilatório constante. por onde penetra até 12 cuja conduta irá parar ao motor.6 correspondem ao sistema de dosagem.7 pode observar-se os movimentos do êmbolo para a recolha e expulsão do combustível. Na figura 2.7 .6. Aplicando tecnologias semelhantes ao motor Diesel. Por A penetra o líquido no interior da pequena câmara formada dentro do cilindro B. a Bosch criou um sistema de injecção a gasolina inspirado directamente no processo utilizado para estes motores.7 – Esquema da bomba Robert Bosch para injecção a gasolina Sistemas de Injecção Mecânica 2.2 – SISTEMA ROBERT BOSCH A empresa Bosch. Como se pode constatar. especialmente no fabrico de bombas injectoras para motores Diesel. Estas depressões provocam o movimento da biela (4). 2.produzindo-lhe ligeiros deslocamentos. 2. de acordo com as necessidades sempre diferentes do motor. onde representamos um esquema do seu funcionamento.2. Fig. Pela conduta (1) tornam-se sensíveis às depressões do motor que fazem oscilar o êmbolo (3). Por 9 dá-se a entrada do carburador na bomba.7. passando antes pelo injector. devidamente protegido pela mola (2). dosear a mistura constantemente. A força com que é impulsionado o combustível faz a válvula (10). que actua sobre o cilindro B por meio de 5.

o qual é ligado mecanicamente à cambota que sincronamente. 2. Este distribuidor alimenta os injectores e a quantidade de carburante é regulada em função da quantidade de ar aspirado. uma bomba de alimentação movida por um motor eléctrico aspira a gasolina de uma cuba e lança-a sob pressão para um distribuidor rotativo. esta bomba possui tantos pequenos impulsores ou pistões quantos os cilindros que terá de alimentar no motor. Fig.8 – Esquema do sistema Robert Bosch aplicado a um motor Mercedes Um dos grandes inconvenientes deste sistema consiste no preço da bomba de injecção e de todos os órgãos das bombas Diesel e ainda um sistema de lubrificação especial uma vez que o funcionamento da bomba com gasolina não é o mesmo que com o Diesel. favorece o desgaste rápido das peças da bomba levando à gripagem dos pequenos pistões. o gasóleo possui. Nele. Estes impulsores são accionados por um excêntrico. o que não acontece com a gasolina.8 Sistemas de Injecção Mecânica . 2. A figura 2.2.Sistemas de Injecção À semelhança dos sistemas diesel. Com efeito. 2. dado o seu poder deslubrificante.8 representa um sistema de injecção destes aplicado a um motor de competição. Por este motivo as injecções caíram facilmente em desuso. por si mesmo. que. propriedades lubrificantes. injecta combustível para o cilindro certo. pelo contrário.3 – SISTEMA LUCAS Este sistema é de origem inglesa e foi criado pela Lucas. equipado em alguns modelos Jaguar. accionado também pelo motor.

uma válvula de mola calibrada produz uma pressão de 7kg/cm2. que desloca o pistão móvel (32) até ao amortecedor (26). ao ficar reduzido.10 mostra todo o funcionamento do sistema.9 . Conforme a altura do cone. o qual comanda o cone (29). Um dos mecanismos mais curiosos deste sistema é o regulador de mistura. o qual.Sistemas de Injecção Também existe um dispositivo de regulação manual que permite regular a pressão e portanto a saída da gasolina em função da temperatura exterior e da altitude. 2. que. A figura 2. O excesso de gasolina é repelido pela bomba injectora e não é utilizado pelo distribuidor regressando de novo ao depósito de gasolina. Em (44) observamos a conduta de depressão do tubo de admissão. assim é maior ou menor a quantidade de gasolina injectada.9 representa um esquema de funcionamento desta válvula. como no caso da injecção American Bosch. Através do ponto 33 penetra à pressão o carburante.9 – Sistema Lucas de injecção de gasolina A figura 2.4 – SISTEMA RAMJET CHEVROLET Este sistema foi criado pela Rochester Products Division. Sistemas de Injecção Mecânica 2. Com o movimento do pistão (32) descobrem-se uns orifícios que deixam passagem livre à gasolina até à conduta (34) e dali ao injector (7). deixa a descoberto menor quantidade de orifícios. e constitui um sistema original e simples de injecção contínua.2. põe em movimento o êmbolo (30). Fig. À saída da bomba. que na sua maior ou menor altura rectifica a posição do amortecedor (26) e com isto reduz o curso do êmbolo. 2. da GM (General Motors).

chegando por A ao interior de uma cuba onde a bóia (B) mantém um nível constante por um sistema semelhante ao da cuba do carburador.Sistemas de Injecção Fig. 2. 2.10 Sistemas de Injecção Mecânica . A maior ou menor obstrução do Êmbolo (F). segue a conduta (G). Uma vez chegado ao depósito (F. eleva a agulha (J). Então o carburante vê-se obrigado a voltar por L à entrada (A). A citada agulha tende a deslocar-se pela alavanca (I). que o transporta ao distribuidor e dali ao injector correspondente.10 – Sistema de injecção de gasolina Ramjet A alimentação de combustível faz-se por um sistema normal de bomba eléctrica. que lançam a gasolina a grande pressão pelo interior da conduta (D) para uma mola de bola (E). onde um diafragma (K). cuja pressão o carburante tem de vencer. actuando sobre o êmbolo (F) e produzindo um deslocamento para baixo que fecha a entrada da conduta (G). ao produzir-se o vácuo. Dentro do nível da gasolina podem apreciar-se as duas engrenagens rotativas da bomba (C). serve para regular a mistura de combustível – ar que há-de penetrar no interior dos cilindros. em virtude da membrana (K). A regulação da mistura produz-se quando o motor tem uma depressão e esta transmite-se por meio de H até à parte superior do dispositivo.

um filtro impede a passagem das impurezas que a gasolina possa ter. e por outro o fluxo de gasolina.Sistemas de Injecção Fig. pelo qual os injectores injectam constantemente. e de uma forma muito esquemática o seu funcionamento é o seguinte: Começando por controlar por um lado o caudal de ar. uma vez filtrada e depois de ter sofrido uma importante elevação de pressão. até chegar à passagem intermédia de regulação da mistura.11 . passe a um acumulador ou válvula capaz de manter a pressão no circuito. para que de imediato e com uma pressão constante. passa para as condutas do regulador da mistura. O sistema K – Jetronic é um sistema de injecção mecânico.11 – Sistema de injecção mecânica Kuglefischer 2.2. o sistema K retira o combustível do depósito por meio de uma bomba eléctrica a gasolina rotativa e de funcionamento continuo.JETRONIC O sistema K-Jetronic tem comando de controlo que actua por procedimentos mecânicos e hidráulicos. Sistemas de Injecção Mecânica 2. e esta . sendo portanto um sistema de injecção contínua onde os injectores pulverizam constantemente o combustível para os cilindros. De seguida .5 – SISTEMA K . 2. inclusive com o motor parado.

Os injectores com apoios em borracha estão situados na junção no colector de admissão e injectam continuamente a gasolina na proximidade das válvulas de admissão. sendo então distribuído aos diversos cilindros. O ar pelo motor é purificado pelo filtro de ar. para o distribuidor de débito. O distribuidor de débito de combustível. ligado ao medidor de caudal de ar. sem função do volume de ar aspirado. 2.12 Sistemas de Injecção Mecânica .Sistemas de Injecção Fig. passando depois pelo medidor de caudal. A passagem de ar pelo medidor faz levantar um disco deflector que permite a admissão de ar para o colector. 2. a qual é conduzida para os injectores através de tubos de injecção. Durante a fase de aquecimento. Uma bomba accionada electricamente aspira o combustível do depósito através de um filtro primário instalado na tubagem e impulsiona-o através de um acumulador e filtro. Aqui é determinada a quantidade de combustível necessária. Com o motor no regime de ralenti e à temperatura normal de serviço. a quantidade de gasolina de que o motor necessita para o regime de funcionamento respectivo. o ar adicional necessário passa por uma válvula de ar adicional que promove uma derivação em relação à borboleta. instalada no colector de admissão. na falange de montagem da borboleta. distribui aos injectores.12 – Componentes que constituem o sistema de injecção K-Jetronic Este sistema de injecção não necessita de qualquer accionamento por parte do motor. o ar passa pela secção de derivação de ralenti “BY-PASS”. Em todos os outros regimes de funcionamento o ar passa pela borboleta mais ou menos aberta. O volume de ar aspirado pelo motor é medido num regulador de mistura constituido por um medidor de caudal de ar e um distribuidor de débito de combustível passando depois pelo colector de admissão e consequentemente para o motor.

5. 14. 10. Filtro de combustível. Distribuidor de ignição.Sistemas de Injecção Os injectores pulverizam o combustível por acção mecânica de pressão não existindo qualquer outra ordem exterior. 11. Electrobomba de combustível. Regulador de pressão de comando. 17. Sonda volumétrica de ar com prato. 2.13 – Sistema de injecção K-Jetronic A gasolina encontra em primeiro lugar um regulador de pressão de alimentação que se encarrega de manter a pressão num valor regular que se situa nas 5 atmosferas. Bateria Fig. 6. Dentro das condutas do regulador da mistura está o dosificador/distribuidor que cumpre a função de regular a quantidade de combustível que vão introduzir os injectores nas condutas de admissão. 9. Depósito de combustível. Regulador de pressão do sistema. Sistemas de Injecção Mecânica 2. O ar chega ao regulador de mistura através de um filtro.13 . 3. 13. cuja passagem está regida por uma válvula (borboleta) que controla a depressão que se forma no colector de admissão. 2. Interruptor de ignição e arranque. Injector. 15. 1. 8. 12. 16. 4. 18. Injector de arranque a frio. sempre de acordo com o medidor de caudal de ar. de modo parecido ao que acontece nos carburadores. 7. Relé de comando. Acumulador de combustível. Borboleta do acelerador. Colector de admissão. Válvula de ar adicional. Interruptor térmico de tempo. Distribuidordosificador.

Uma mola assegura o posicionamento correcto do disco deflector quando o motor está parado. É composto pelo difusor de ar. a quantidade necessária de gasolina a injectar nos colectores de admissão. ordene ao dosificador/ distribuidor. A secção de abertura de alivio tem como função permitir a passagem (retorno) do ar no caso de explosão (ratés) no colector de admissão. enquanto que o medidor do caudal o quantifica para dar a informação ao regulador da mistura de modo que este. Contrapeso 6. Mola Fig.2.14 – Medidor de caudal de ar do sistema K-Jetronic O volume de ar aspirado pelo motor. disco deflector fixo a uma alavanca. levanta o disco sendo a folga anelar entre este e o difusor directamente proporcional à quantidade de ar admitida. 2. Fulcro 7. Alavanca 8. a quantidade de ar terá de ser transmitida ao distribuidor de débito para que este possa dosear a quantidade exacta de gasolina em função do volume de ar determinado. Parafuso de afinação de CO 5. 2. O próprio peso do disco deflector e da alavanca são compensados por meio de um contrapeso. Esta alavanca gira em torno de um ponto de apoio ou fulcro. Difusor de ar 2. O medidor de caudal de ar encontra-se na “corrente” de ar aspirado logo após o filtro.Sistemas de Injecção A borboleta regula a passagem do ar.O MEDIDOR DE CAUDAL DE AR O medidor de caudal de ar faz parte do regulador de mistura.1 .14 Sistemas de Injecção Mecânica .5. Disco deflector 3. Para a dosificação correcta do combustível . 1. por sua vez. Secção de abertura de alívio 4. Neste sistema os injectores pulverizam o combustível continuamente estando sempre abertos deste o momento que o motor dá início ao seu funcionamento. Este sistema não necessita de qualquer accionamento por parte do motor. 2.

O disco deflector levanta mais Fig. 2.2 – A BOMBA DE ALIMENTAÇÃO DE COMBUSTÍVEL A bomba de gasolina é uma bomba de rolos com um débito de cerca de 120 litros por hora.5.15 . e opõe-se à força exercida pela alavanca. Fig. Sistemas de Injecção Mecânica 2.Sistemas de Injecção Este processo é realizado pelo êmbolo de comando. convencional. onde o fluido combustível atravessa todo o corpo do motor até sair da bomba.16 2.2. A – Pequena quantidade de ar admitido.15 – Variação da quantidade de ar admitido em função A força hidráulica que actua sobre o êmbolo por pressão de comando. directamente ligada ao disco deflector. accionada por um motor eléctrico com rotor bobinado. o disco deflector levanta um pouco B – grande quantidade de ar admitido. que. 2. por um lado sob a força de impulsão da alavanca e por outro lado mediante a força exercida pela pressão da gasolina sobre o topo do êmbolo. O curso de deslocamento do disco regula o curso do êmbolo determinando assim o débito de combustível para os injectores. é correctamente doseada a quantidade de gasolina a injectar.

Devido à excentricidade entre a câmara da bomba e o disco rotor verifica-se o aumento do volume na entrada e a consequente redução na saída obtendo-se o efeito de bombagem desejado. não há qualquer perigo de explosão. bem como as escovas e o comutador é banhado por gasolina sem o risco de uma faísca. Todo o conteúdo interno da bomba. Na periferia do disco rotor há cinco entalhes em forma de bolsa. no seu interior. os rolos são empurrados para fora.Sistemas de Injecção Fig. válvulas que permitem que o circuito de combustível se encontre devidamente isolado do ar. 2. é banhado pelo combustível.18 – Bomba de combustível em corte onde se pode observar o fluxo de gasolina através do corpo da bomba Sob a acção da força centrífuga. 2. em cada um dos quais se encontra um rolo. Fig. 2. como as peças do motor eléctrico. Graças à falta de oxigénio e aos espaços relativamente pequenos da bomba.17 – Bomba de combustível Tanto o induzido como o indutor do motor eléctrico.16 Sistemas de Injecção Mecânica . poder inflamar o fluido combustível uma vez que a bomba contém na entrada e na saída.

21 – Pormenor alargado do regulador de pressão Sistemas de Injecção Mecânica 2.Sistemas de Injecção Duas válvulas de sobrepressão. por exemplo. em caso de avaria do regulador de pressão. 1. quando a pressão. Entrada de gasolina à pressão da bomba 2. Rolo 3. Saída de gasolina Fig. Uma válvula de retenção permite manter uma certa pressão residual no sistema ao ser desligado o motor.17 . sobe excessivamente. interrompem o circuito entre os lados de aspiração e de pressão. Retorno ao depósito 4.19 – Bomba centrifuga de combustível 1. Entrada de gasolina 2. 2. uma na entrada e outra na saída.20 – Regulador de pressão Fig. Mola Fig. Êmbolo 5. 2. 2. Anel de vedação do êmbolo 3. Disco rotor 4.

garantindo um bom comportamento do arranque em quente.5. por um curto espaço de tempo. a acumulação da pressão no sistema. A partir do momento em que a bomba de alimentação começa a funcionar. Entrada de combustível 8. pressionando-o no sentido descendente. a câmara de acumulação enche-se.18 Sistemas de Injecção Mecânica . Haste amortecedores 7. 2. a mola do diafragma fica sob tensão. 2. É uma cápsula constituída por duas câmaras separadas por um diafragma. Câmara de acumulação 6. A câmara da mola e a câmara de acumulação têm três funções a desempenhar: 1. Este atraso vai permitir que a pressão se manifeste primeiramente na parte superior do êmbolo de comando do distribuidor / dosificador de combustível. Mola 3. por meio de uma haste amortecedora incorporada.23 – Acumulador em funcionamento normal não acumulando combustível 2. Tem como segunda função neutralizar (amortecedor) os impulsos de bombagem de gasolina.22 – Acumulador de pressão de gasolina 1. após a paragem do motor. Permite manter o sistema sob pressão durante algum tempo. o que atrasa.2. se não se encontrar já na posição inicial. 2. Saída de combustível Fig.Sistemas de Injecção 2. Diafragma 5. Fig. Encosto do diafragma 4. Câmara da mola 2.3 – O ACUMULADOR DE PRESSÃO DE COMBUSTÍVEL O acumulador de pressão está montado na tubagem de pressão à saida da bomba de alimentação. o que reduz a formação de bolhas de ar. 3.

Sistemas de Injecção Mecânica 2. que retém quaisquer partículas de papel que tenham podido desprender-se.19 .25 – Filtro de combustível 2. forma o já conhecido regulador de mistura. Ao proceder-se à sua substituição há que atender ao sentido de circulação do combustível. É composto por um filtro de papel e um filtro de rede muito fina. impresso na caixa do próprio filtro. Fig. 2. enchimento máximo da câmara de combustão 2.24 – Acumulador em posição de percurso máximo. separadas por um diafragma de aço.5.5 – O DISTRIBUIDOR / DOSIFICADOR DE COMBUSTÍVEL O distribuidor / dosificador é outro elemento que juntamente com medidor de caudal.4 – O FILTRO DE COMBUSTÍVEL É uma peça de consumo (não recuperável) montada entre o acumulador de pressão e o distribuidor de gasolina. Ambos os elementos se encontram alojados num invólucro único. 2.2.5. O distribuidor / dosificador compõe-se de uma carcaça dividida em duas metades.2.Sistemas de Injecção Fig.

2.26 – Funcionamento do distribuidor/dosificador de combustível Fig. As câmaras inferiores e superiores. o diafragma em aço e a mola constituem as válvulas de pressão diferencial.Sistemas de Injecção Fig.20 Sistemas de Injecção Mecânica . 2. Fig.28 – Diferentes estados de funcionamento da válvula de doseamento de combustível injectado 2.27 – circuito de pressão de comando do sistema de injeçcão O combustível entra primeiro nas câmaras inferiores fluindo em seguida ao longo do êmbolo de comando segundo a posição do mesmo e consequente secção das fendas de estrangulamento para as câmaras superiores. 2.

2. Filtro 4.21 . Sistemas de Injecção Mecânica 2. em cada válvula. Distribuidor 3. rigorosamente calibrada. fluir mais combustível através dos canais doseadores para as câmaras superiores. Se ao acelerar. Assim o doseamento de combustível fica dependente apenas da secção de abertura dos estranguladores de comando. independentemente da pressão do sistema e do volume de débito de combustível. Filtro com separador Fig.1 bar Se a pressão for igual nas câmaras superiores e inferiores as válvulas são fechadas pelo diafragma. aumenta momentaneamente. a pressão ali. É por esta razão que se torna necessário existir sempre uma certa quebra de pressão de forma a afastar o diafragma das sedes plana. 1.5. Por isso é montada uma mola helicoidal.Sistemas de Injecção Estas válvulas de sede plana são introduzidas à pressão na parte superior do dosificador e têm como função manter uma diferença de pressão constante nos estrangulamentos de comando. 2.6 – VÁLVULA DE PRESSÃO DIFERENCIAL Posição do diafragma com grande quantidade de combustível a ser injectada. Esta quebra de pressão é de 0. Corpo do doseador 2.29 – Peças do doseador – distribuidor de um sisterma K-Jetronic 2.

até que. e pelo injector de arranque a frio. que é determinada pela mola (0.Sistemas de Injecção Fig. diminuindo a secção de abertura das válvulas. aumentando também a superfície de abertura das válvulas de pressão diferencial. a pressão diferencial determinada pela tensão da mola seja 0. de novo. 2. o diafragma retoma a sua posição. até que a diferença de pressão.2.5. é necessário uma mistura de ar/ gasolina mais rica.1 bar) permaneça constante. Fig. Durante o processo de arranque a baixas temperaturas é activado o dispositivo de arranque a frio que é constituído pelo interruptor térmico temporizado. Se fluir menos combustível.7 – O DISPOSITIVO DE ARRANQUE A FRIO Ao arrancar em frio e por forma a ultrapassar o maior valor de atrito presente num motor que ainda não atingiu a sua temperatura normal de funcionamento.31 – Circulação de combustível na situação de arranque a frio 2. Todo este processo determina um equilíbrio de forças no diafragma e que mantém. 2. NOTA: O curso do diafragma é de apenas alguns centésimos de milímetro. qualquer que seja a carga no motor.1 bar. 230 – Válvula de pressão diferencial O diafragma adopta uma posição mais côncava.22 Sistemas de Injecção Mecânica .

o combustível é posto em rotação por dois furos de entrada tangenciais. através de dois orifícios. Ligação eléctrica 2. deixando o combustível perfeitamente atomizado sob a forma de um cone de 90º. Ligação eléctrica 2. O que interessa principalmente é haver uma pulverização muito fina e esta obtém-se fazendo passar o combustível pela sede da válvula. 2. Filamento 5. Entrada de combustível 3.32 – Injector de arranque a frio Do injector a arranque a frio não é exigida uma grande precisão relativamente aos períodos de abertura e fecho. Armadura electromagnética 4.23 .33 – Interruptor térmico temporizado Sistemas de Injecção Mecânica 2. dado ser comandada pelo interruptor térmico temporizado. fornecese tensão ao injector de arranque a frio e ao interruptor térmico temporizado através do interruptor da chave de ignição. Solenoíde 5. 1. Lâmina do bi-metálico 4. 2. através do relé durante o processo de arranque.2.Sistemas de Injecção 1. 2. Contacto Fig. Cabeça sextavada 3.5. No pulverizador.8 – O INTERRUPTOR TÉRMICO TEMPORIZADO Quando se arranca um motor frio. Pulverizador Fig. um transversal e um longitudinal para o pulverizador rotativo. ao longo do induzido.

2. Neste caso o interruptor térmico temporizado desempenha a função de comando do injector de arranque a frio. Em frio está aberta a secção de passagem máxima que vai fechando gradualmente à medida que o motor aquece.5. Lâmina bimetálica 4 2. Resistência eléctrica 2. Conduta de ar Fig.Sistemas de Injecção Se o processo de arranque demorar mais de 8 a 15s. 2. na altura de arranque o interruptor térmico temporizado já terá aberto a ligação para o injector de arranque a frio deixando este de injectar combustível extra.35 – Esquema do interior de uma caixa de ar adicional 2. Obturador 4. Quando a temperatura do motor estiver acima dos 35ºC. Está montada num ponto do motor característico quanto ao processamento da temperatura. o interruptor térmico de tempo desliga o injector de arranque a frio evitando-se assim que o motor se “afogue” em combustível.34 – Válvula de ar adicional 2 1 3 1.9 – A VÁLVULA DE AR ADICIONAL Esta válvula permite a passagem de ar em derivação à borboleta durante o arranque a frio e na fase de aquecimento. Fig.24 Sistemas de Injecção Mecânica .2. A secção de passagem é comandada por um disco em contacto com uma mola bimetálica que é aquecida electricamente. 2.

Sistemas de Injecção Mecânica 2.10 – O REGULADOR DA PRESSÃO DE COMANDO O regulador da pressão de comando regula a pressão de comando que actua no topo do êmbolo do dosificador. Cavilha 8. um deslocamento maior do êmbolo do dosificador com o subsequente enriquecimento da relação ar/gasolina. A mola exterior está apoiada na base da caixa e a mola interior apoia-se num segundo diafragma que está exposto de um lado à pressão atmosférica e do outro lado à pressão ou vácuo do colector de admissão. 2. A caixa deste regulador contém um diafragma que está posicionado entre o canal de pressão de gasolina vindo do dosificador e o canal de retorno de combustível ao depósito.25 . FUNCIONAMENTO EM FRIO Com o motor frio. Retorno ao depósito 5. Tomada de pressão do colector de admissão 4. Diafragma Fig. em função da temperatura e da pressão no colector de admissão.5. Esta redução de pressão na parte superior de êmbolo implica. Lâmina bi-metálica 2.2. Ligação eléctrica 3. Tomada de ar 11. O diafragma está sob tensão de duas molas.36 – Regulador de pressão de comando O combustível à pressão normal da bomba desviado através de um orifício de estrangulamento existente no diafragma de aço do dosificador é dirigido por meio de um canal para a parte superior deste. através de uma cavilha. Mola exterior 9.Sistemas de Injecção 2. O regulador inclui ainda uma lâmina bimetálica aquecida electricamente apoiada no prato das duas molas. a lâmina bi-metálica pressiona o prato das molas permitindo a distenção do diafragma do regulador e por consequência o retorno de combustível ao depósito o que se traduz numa redução de pressão de comando. Ao mesmo tempo a pressão que actua no topo do êmbolo é comunicada também ao regulador de pressão de comando. para um mesmo volume de ar aspirado. Entrada de combustível 7. 1. Mola interior 10. Diafragma 6.

A pressão de comando aumenta e com ela a força contrária exercida sobre a alavanca do disco deflector. empobrecendo a mistura. pressiona o diafragma no sentido de bloqueio. Fig.38 – Regulador de pressão de comando com o motor frio 2.26 Sistemas de Injecção Mecânica . a cavilha sob tensão das molas. 2. 2.Sistemas de Injecção Fig.37 – Regulador de pressão de comando com o motor quente FASE DE AQUECIMENTO À medida que a lâmina bi-metálica vai aquecendo electricamente. Assim o retorno de combustível ao depósito diminui.

simplesmente. Filtro 3.5. 2. Pulverizador 4.3 bar de sobrepressão.2. 2. qualquer função de doseamento abrindo. Cápsula do injector 2. Como já foi dito.27 . 1.11 – OS INJECTORES Abrem automaticamente a cerca de 3. penetrando a gasolina nas câmaras de combustão quando a respectiva válvula de admissão abre.39 – O regulador corta o fluxo de combustível fazendo aumentar o valor da pressão de comando no distribuidor/doseador 2.Sistemas de Injecção Fig. quando a pressão chega à pressão referida. não tendo.40 – Injector mecânico do sistema K-Jetronic Sistemas de Injecção Mecânica 2. Sede do injector Fig. os injectores pulverizam o combustível continuamente.

por exemplo. o relé de comando desliga aproximadamente 1 segundo após a recepção do último impulso. Se a temperatura do motor estiver acima dos 35º C. O sistema K – Jetronic está equipado com um número de componentes eléctricos. interruptor térmico de tempo. O relé de comando mantém-se ligado enquanto a ignição estiver ligada e o motor estiver em andamento. válvula de ar adicional. o interruptor de ignição de arranque fornece tensão ao relé de comando que liga mal o motor começa a rodar. injector de arranque a frio. por razões de segurança. Neste caso. Quando se arranca um motor frio. regulador de aquecimento.3 – O CIRCUITO ELÉCTRICO Se o motor pára e a ignição continuar ligada. tais como bomba eléctrica. o interruptor térmico de tempo desempenha a função de interruptor térmico. em caso de acidente. Por outro lado. Este circuito de segurança evita que a bomba de combustível debite combustível quando a ignição 2. a bomba eléctrica de combustível desliga-se. fornece-se tensão ao injector de arranque a frio e ao interruptor térmico de tempo de tempo através do borne 50 do interruptor da ignição.Sistemas de Injecção 2. O accionamento destes componentes é comandado por um relé de comando que por sua vez é ligado pelo interruptor de ignição. Se os impulsos do terminal 1 da bobina de ignição pararem devido ao motor ter parado. o interruptor térmico de tempo desliga o injector de arranque a frio evitando-se assim que o motor encharque. o interruptor térmico de tempo já terá aberto a ligação para o injector de arranque a frio que como resultado não injecta combustível. Para além das suas funções de comutação o relé de comando possui também uma função de segurança. à válvula de ar adicional e ao regulador de aquecimento. através do terminal fornece impulsos ao relé.28 Sistemas de Injecção Mecânica . Se o processo de arranque demorar mais de 8 a 15 segundos. A rotação aplicada ao motor através do motor de arranque é suficiente para accionar o relé uma vez que a bobine de ignição. Estes impulsos são processados por um circuito electrónico situado no relé de comando que liga após o primeiro impulso e aplica tensão à bomba de combustível. na altura do arranque. Neste caso o interruptor térmico de tempo desempenha uma função de temporizador.

acima desta temperatura. Partindo de uma temperatura de 20º o injector deve injectar durante 12 segundos. Fig. a válvula de ar adicional e o regulador de aquecimento estão ligados. Arrancando com o motor frio. com a consequente abertura dos contactos do interruptor térmico temporizado. O motor gira (os impulsos são captados do terminal 1 da bobina de ignição).Sistemas de Injecção está ligada mas o motor não está em andamento. (longo período de arranque). a injecção adicional cessa. ou depois de ultrapassada uma determinada temperatura durante o processo de arranque. 2. O relé de comando. o injector de arranque a frio e o interruptor térmico de tempo estão ligados. a bomba eléctrica de combustível.41 – Circuito eléctrico do sistema de injecção K-Jetronic O interruptor térmico temporizado comanda a ligação do injector de arranque a frio em função da temperatura do líquido refrigerante. O período de injecção decresce linearmente até +35ºC. Sistemas de Injecção Mecânica 2.29 .

.

CASTRO VICENTE. Miguel – INJECÇÃO A GASOLINA. Jean – L´injection Eléctronique Tome1 ETAI. PHILIPPE BROTHIER. 2nd Edition. Miguel – Transformações em motores de 4 tempos.Bibliografia BIBLIOGRAFIA CASTRO. M – Les Moteurs a Injection. ETAI. CEPRA – Plano de verificações para o sistema de injecção de gasolina K.1 . BOSCH – Automotive Electric/Electronic Systems. Plátano Edições Técnicas.Jetronic. CEPRA – Principio de funcionamento da injecção K – Jetronic. Edições Cetop – Colecção AUTOMÒVEIS E MOTORES. Sistemas de Injecção Mecânica C. DLANETTE.

.

.

.

................................. Sistemas de Injecção Mecânica S........................................................................................... d) Não existe este tipo de injecção ......... Para cada exercício indique a resposta que considera correcta....................................... d) Pela caixa de velocidade ........ à semelhança dos sistemas Diesel......................................... são apresentadas 4 (quatro) respostas das quais apenas 1 (uma) está correcta........................................................................................................ b) Mecânica.................................................................................................. colocando uma cruz (X) no respectivo quadrado...........................................................................................................1 .............................. b) Pela cambota ......................................... c) Situam-se junto à cambota ........................ c) Pela correia de distribuição...................................................................................... qual o tipo da injecção K-Jetronic? a) Eléctrica ......................................................................................................................... Os primeiros sistemas de injecção mecânica................................ b) Possuem a mesma situação que as velas de ignição ........ 3.. Segundo a sua classificação...... tinham uma bomba de injecção accionada por que componente? a) Pela árvore de cames ...................... d) Electromecânica. Onde estão situados os injectores num sistema de injecção directa? a) No colector de admissão............................................................... 1.....................Pós -Teste PÓS -TESTE Em relação a cada um dos exercícios seguintes................................... c) Electrónica........... junto à válvula de admissão................................... 2.....

........................................................................ d) Os injectores injectam um a um................................. junto à válvula de admissão.... d) Os injectores injectam um a um independentemente uns dos outros....................................................................................................................................................................................................................................... c) Os injectores injectam sequencialmente dois a dois ............................................................................ b) Os injectores injectam combustível só no momento antes da válvula de admissão abrir ................... d) Não existe este tipo de injecção .......................................... c) Os injectores injectam sequencialmente dois a dois .......................... S....................................................Pós -Teste 4................ b) Os injectores injectam combustível só no momento antes da válvula de admissão abrir .......................................... independentemente uns dos outros... 5....... Onde estão situados os injectores num sistema de injecção indirecta? a) No colector de admissão..........................2 Sistemas de Injecção Mecânica ...................................................... Num motor com injecção indirecta contínua: a) Os injectores estão sempre a injectar combustível para os colectores de admissão............................................ c) Situam-se junto à cambota ...................... Num motor com injecção indirecta semi – sequencial: a) Os injectores estão sempre a injectar combustível para os colectores de admissão ...................................................................... 6.. b) Possuem a mesma situação que as velas de ignição ................................

....... .................................... 9....... d) Nenhuma das anteriores ................................................ d) Os injectores injectam um a um. c) A gasolina não tendo o poder lubrificante do gasóleo gripava a bomba de injecção........ Num motor com injecção indirecta sequencial: a) Os injectores estão sempre a injectar combustível para os colectores de ad..................................3 .......... b) A gasolina não tendo o poder lubrificante do gasóleo gripava os injectores....................Pós -Teste 7........................................................................................................................................................................................................................................ a) Depois de desligar o motor ..................... O acumulador de gasolina do sistema de injecção K-Jetronic........................................................... a) Durante o arranque do motor........... a) Em aceleração pura ............................................... mantém a pressão no circuito de alimentação principal: a) Durante o funcionamento do motor ......................................................................................................................................................................... c) Os injectores injectam sequencialmente dois a dois .. Qual o grande inconveniente das injecções mecânicas semelhantes aos sistemas Diesel? a) A injecção de gasolina é sempre comandada electronicamente...... 8.. b) Os injectores injectam combustível só no momento antes da válvula de admissão abrir ................................................................................................................................................. Sistemas de Injecção Mecânica S..........xxmissão . independentemente uns dos outros....................................

..... d) A temperatura............................................. b) As válvulas de pressão diferencial........... na injecção K-Jetronic..................................... o medidor de caudal de ar mede: a) A proporção de ar .........................4 Sistemas de Injecção Mecânica ...................................................................................................................................................................................................... a) Pelo interruptor térmico temporizado ........................ actua sobre: a) O pistão de comando ou o êmbolo do distribuidor – dosificador............................... No sistema de injecção de combustível K-Jetronic.................. Por que componente é comandado o injector de arranque a frio? a) Pelo distribuidor – dosificador .......................................... a) Pelo regulador de pressão de comando ............................... a) Pela válvula de ar adicional ........................................... S................... a humidade do ar aspirado pelo motor ............................................................ A pressão de alimentação...................................................................................... c) Os injectores ...................................................... c) A velocidade de ar aspirado pelo motor .......................... b) A quantidade de ar aspirado pelo motor.......................................... 12......... d) Todo o sistema................. 11..............................................................Pós -Teste 10........

.....................5 ................................................................................................................................... em que posição é que se encontra quando o motor se encontra quente? a) Totalmente fechada................................................................... em que posição é que se encontra? a) Totalmente fechada .................... a) Por cada tempo do motor....... c) Meia aberta .. A válvula de ar adicional momento de arranque do motor.... A válvula de ar adicional.......................................... Sistemas de Injecção Mecânica S... c) Meia aberta ................................. a) Só no final do tempo de compressão.................. Na injecção K-Jetronic................................................................................................... b) Totalmente aberta ................................................................................... d) A válvula de ar adicional nada tem a ver com o arranque do motor ............ 15.................................................................................................................................................................................................................Pós -Teste 13................... a) Directamente nas câmaras de combustão................................................................ d) A válvula de ar adicional nada tem a ver com o arranque do motor ......... b) Totalmente aberta ...................................................... 14... os injectores pulverizam o combustível: a) Directamente nos colectores de admissão ..........................................

.....................................................................................Pós -Teste 16................................ d) Indirecta e sequencial .............................. Qual o tipo de injectores de arranque a frio do sistema K-Jetronic? a) Mecânicos ..................................................................................6 Sistemas de Injecção Mecânica ....... S...................................... 17............................................... c) Electromecânicos ....................................................................................................................................................................................................... b) Eléctricos................................................................................................................... a) Eléctricos............................ 18............................ a) Nenhuma das anteriores ... Qual o tipo da injecção K-Jetronic? a) Indirecta e contínua.................................. b) Indirecta e descontínua simultânea ............................ Qual o tipo de injectores do sistema K-Jetronic? a) Mecânicos ................................................................................... a) Electromecânicos .................................... d) Nenhuma das anteriores..................................................................................................................................................................................................................... c) Indirecta e semi-sequencial ........................................................................................

Pós -Teste 19. Na injecção K-Jetronic, o regulador da pressão de comando é aquecido: a) Somente pelo motor................................................................................................ b) Pelo motor e por uma resistência eléctrica interna................................................. c) Por um botão accionado pelo condutor .................................................................. d) Pelo liquido refrigerante que circula nos seus canais internos...............................

20. O que é que altera o regulador de pressão de comando, na injecção K-Jetronic? a) A pressão de alimentação....................................................................................... b) A pressão de comando e a mobilidade do prato-sonda ......................................... c) Pressão de comando do injector de arranque a frio ............................................... d) Nenhuma das anteriores.........................................................................................

Sistemas de Injecção Mecânica

S.7

Corrigenda e Tabela de Cotação do Pós-Teste

CORRIGENDA E TABELA DE COTAÇÃO DO PÓS-TESTE

Nº das Perguntas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20

Resposta Certa C C B A A C D C B B D D B A A A A B B B

S.8

Sistemas de Injecção Mecânica

.

TENDO EM CONTA OS CUIDADOS DE HIGIENE E SEGURANÇA. 2 – SIMULAÇÃO DE AVARIAS NO SISTEMA K-JECTRONIC EM VEÍCULO. REALIZANDO AS TAREFAS INDICADAS EM SEGUIDA. 3 – DESMONTAR CIRCUITO DE COMANDO E LIGAR MANÓMETRO. Sistemas de injecção Mecânica A. 6 – REGULAÇÃO DO PRATO –SONDA COM APALPA – FOLGA. EQUIPAMENTO NECESSÁRIO 1 VEÍCULO AUTOMÓVEL COM INJECÇÃO K – JETRONIC FERRAMENTAS SIMULADORES DE INJECÇÃO DO SISTEMA K – JETRONIC PISTOLA E MANÓMETRO DE PRESSÃO TAREFAS A EXECUTAR 1 – MONTAGEM DO SISTEMA K-JECTRONIC EM SIMULADOR. REPARAÇÃO E SIMULAÇÃO DE AVARIAS DE UM SISTEMA K – JETRONIC .DIAGNÓSTICO. 4 – RETIRAR MANÓMETRO E MONTAR CIRCUITO DE COMANDO.Exercícios Práticos EXERCÍCIOS PRÁTICOS EXERCÍCIO Nº 1 . REPARAÇÃO E SIMULAÇÃO DE AVARIAS DE UM SISTEMA DE INJECÇÃO K – JETRONIC DIAGNÓSTICO. 5 – DESMONTAR CIRCUITO DE ALIMENTAÇÃO E LIGAR MANÓMETRO.1 .

REPARAÇAÕ DE AVARIAS DE UM SISTEMA DE INJECÇÃO K-JETRONIC TAREFAS A EXECUTAR NÍVEL DE EXECUÇÃO GUIA DE AVALIAÇÃO (PESOS) 1 – Montagem do sistema K – Jetronic em simulador 2 – Simulação de avarias no sistema K – Jetronic em veículo 3 – Desmontar circuito de comando e ligar manómetro 4 – Retirar manómetro e montar circuito de comando 5 – Desmontar circuito de alimentação e ligar manómetro 6 – Regulação do prato sonda com apalpa folgas CLASSIFICAÇÃO 4 4 3 2 3 4 20 A.2 Sistemas de Injecção Mecânica .Guia de Avaliação dos Exercícios Práticos GUIA DE AVALIAÇÃO DOS EXERCÍCIOS PRÁTICOS EXERCÍCIO PRÁTICO Nº1: DIAGNÓSTICO.