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O nome do Vento – Primeiro Dia

O nome do Vento tem todos os elementos básicos que uma boa literatura maravilhosa necessita. Magia, personagens envolventes, humor e um grande mistério. O protagonista da obra é Kvothe, responsável por vários dos grandes feitos de seu universo. Sobre ele, basta copiarmos um trecho logo do início da obra, em que diz: "Meu nome é Kvothe. Os nomes são importantes porque dizem muito sobre as pessoas. Já tive mais nomes do que alguém tem o direito de possuir. Já fui chamado de Kvothe, o Sem-Sangue; Kvothe, o Arcano; e Kvothe, o Matador do Rei. Mereci esses nomes. Comprei e paguei por eles. Já resgatei princesas... Incendiei a cidade de Trebon. Fui expulso da Universidade com menos idade do que a maioria das pessoas consegue ingressar nela. Conversei com deuses, amei mulheres e escrevi canções que fazem os menestréis chorar. Vocês devem ter ouvido falar de mim". A obra é, na verdade, um relato de Kvothe, nos contando como basicamente suas memórias, desde a morte dos seus pais - dizimados numa tragédia que envolveu todo o círculo social que ele convivia – até deparar-se sozinho, tendo que aprender o significado da fome, frio e solidão. Kvothe tem um quê de humano, o que nos cria certa simpatia. O autor consegue nos levar através de um mundo de fantasia, magia e criaturas míticas, porém, de forma que nos pareça comum e real, ou seja, verossímil. Mas fugindo um pouco da realidade, ou melhor, voltando aos elementos maravilhosos da obra, temos em O Nome do Vento uma entusiástica aventura, narrada por Kvothe, com direito a magias, demônios e toda espécie de seres e acontecimentos sobrenaturais. O ponto mais interessante e o âmago de todas as problemáticas abordadas na obra é o fato de o Poder, a Magia, ser exercidos pela palavra, pelo poder de contar uma história. A magia se encontra nas palavras ditas, escritas e cantadas. Os pais de Kvothe foram assassinados pelo Chandriano, grupo mitologicamente conhecido de demônios, que matou toda a trupe de artistas quando uma canção que revelaria seus segredos estava perto de ser concluída. A verdadeira magia, porém está na capacidade de descobrir o nome verdadeiro das coisas. Tudo que existe, mesmo que não possamos ver ou sentir, possui um nome primeiro, um nome verdadeiro, e sabê-lo significa conquistar seu domínio, poder influenciar e fazer com que tais coisas se submetam a sua vontade. Por exemplo: sete palavras podem fazer uma pessoa passe a amá-lo, e outras dez farão com que um homem forte (leia-se, alguém superior) se dobre a sua vontade. Após a morte de seus pais, vive um duro tempo como mendigo em uma grande cidade. Nem de longe lembra o Kvothe que fora outrora. Adormecido em uma espécie

Movido por essa sede. somos levados a ver como Kvothe vai atrás de seu maior objetivo (e daí vem o nome da obra). Na faculdade. já que foi esse grupo que assassinou seus pais. que é descobrir o nome do vento. volta a si quando. entre outros acontecimentos. onde tem a oportunidade de aperfeiçoar e adquirir novas técnicas. que já era um bom aprendiz desde pequeno. por acaso.de estado vegetativo. ouve algo que o faz despertar: uma estória. . entra na faculdade. O jovem Kvothe vai à procura de descobrir a verdade sobre a existência do Chandriano e seu combustível é a vingança. o jovem.