UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

“IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS NO PROCESSO OPERACIONAL EM UMA EMPRESA DE RECICLAGEM DE EMBALAGENS PLÁSTICAS”.

ADRIANA BORGES TAPAJÓS DA SILVA

ORIENTADOR: JOSÉ ANTÔNIO LAMBERT, DR.

CUIABÁ-MT, janeiro de 2010

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

“IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS NO PROCESSO OPERACIONAL EM UMA EMPRESA DE RECICLAGEM DE EMBALAGENS PLÁSTICAS”.

ADRIANA BORGES TAPAJÓS DA SILVA

Monografia submetida à Universidade Federal de Mato Grosso para obtenção de grau de Especialista em Engenharia de Segurança do trabalho

ORIENTADOR: JOSÉ ANTÔNIO LAMBERT, DR.

CUIABÁ-MT, janeiro de 2010

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA ESPECIALIZAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO

FOLHA DE APROVAÇÃO

Título: “IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS NO PROCESSO OPERACIONAL EM UMA EMPRESA DE RECICLAGEM DE EMBALAGENS PLÁSTICAS”.

Autor: ADRIANA BORGES TAPAJÓS DA SILVA.

Dissertação defendida e aprovada em 18 de Janeiro de 2010, pela comissão julgadora:

_________________________________ Orientador: José Antônio Lambert, Dr. Universidade Federal de Mato Grosso

______________________________ Luciane Cleonice Durante, Ms. Universidade Federal de Mato Grosso

________________________________ Marcio de Lara Pinto, Dr. Universidade Federal de Mato Grosso

carinho e compreensão. pelo apoio. ao meu filho Enzo.DEDICATÓRIA Dedico este trabalho ao meu Esposo Edilberto. . e ao pequenino Matheus pelo amor e sacrifício. e aos meus irmãos Wellington. Andréia e Amauri Jr. aos meus pais Amauri e Marilene.

Aloísio. Aos meus Pais Amauri e Marilene pelo afeto e dedicação.AGRADECIMENTOS À Deus pelo dom da vida. André. Norivaldo. em especial Lucilena. . Boulanger. pela amizade e pelos ensinamento de vida e profissional. compreensão e carinho. Maria Elisa. Aos Colegas e Amigos do curso. apoio e atenção. pela valiosa orientação e atenção. Ao Professor Dr. Tainá e Amélia. À meu Amado Edi e ao meu filho Enzo pelo amor. Waldir. Débora. Aos Amigos. A todos os Professores que compartilharam conosco seus conhecimentos e experiências. Nelson. João Virgílio. pelo apoio e incentivo. A todos que contribuíram direta ou indiretamente para realização deste trabalho. pelos conselhos. Narda. Adrianinha. pela amizade e companheirismo. Aos meus irmãos Andréia e Amauri Jr. Seror e Flávio.TCE/MT. carinho e cuidado. À amiga Heloisa. Muitíssimo obrigada. Teresina. José de Paula. José Antônio Lambert. da Coordenadoria de Controle de Obras e Serviços de Engenharia. Ao Amigo Admilton pela colaboração.

....................12 2...........ii LISTA DE QUADROS.............................PROBLEMÁTICA...........................................................................2................Tempo de Serviço na Profissão.....3 1...................COLETA DE DADOS.....26 4............................0..................................................vi 1..26 4..RISCOS AMBIENTAIS...4...........Atos e Condições Insegura...................................METODOLOGIA........5.3......................ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS (APR) .............HISTÓRICO.17 3.........6.........................0.......5 2............................19 4..........REVISÃO BIBLIOGRÁFICA..................4.......19 4........................OBJETIVOS.......Exames Médicos Admissionais e periódicos.....2.....1 1.......4 1......................27 ..Jornada de Trabalho.............................1.....1.......................................................1.............................................1..19 4.....................................18 4.......2.............................................7............................4......................................ANÁLISE DOS DADOS................................2....................DAS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS.................4 1.............................................SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO...............................................................................5......1.........................INTRODUÇÃO.................2............................................................................................................Objetivo Específico..................................................1..............................8..............................1 1...............................Idade......................4....25 4..................................EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI’S)....JUSTIFICATIVA.8 2.............Desconforto/ Incomodo..................................ACIDENTES DO TRABALHO.......................................0.........24 4........1....................7 2.............20 4...1...................................1...............1...........................1............Objetivo Geral........................................v ABSTRACT.............Tempo de Serviço na Empresa............................................................................................................................4 2...............................................1........................................... i LISTA DE FIGURAS.......................................3.....................................................Setor de Atuação....iv RESUMO........15 3........................................1....................................17 3.................................15 2.....10 2.................................................21 4..................................1.1.....................................................................3 1...............4...........PERFIL DO PROFISSIONAIS DA EMPRESA DE RECICLAGEM...........................................................................2.SUMÁRIO LISTA DE SIGLAS.........................0......5 2.................Escolaridade...........................................................................................................APRESENTAÇÃO E ANALISE DOS RESULTADOS..............3........6...

11.......................................Armazenamento das Embalagens...................51 5............................1..35 4................0.................32 4........51 5.................................28 4...................................1..........REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................2...........Quadros de Análise Preliminar de Riscos...........................................2..Acidentes de Trabalho.....................33 4........................................32 4................55 ...............................................................1.............29 4..Motivação.............................Treinamento....2..................................................2..13.............................................12...............53 ANEXO.........................................................SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS...............1..31 4.............4..................2........Vícios....1.............................0..............................................................................................10........................................9..........3................2.....................2..........................................RECOMENDAÇÕES.........1...CONCLUSÕES.......44 5..Máquinas e Equipamentos do Setor de Produção..34 4....4..............Utilização de Equipamento de Proteção Individual.........................30 4............52 6..CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE DE TRABALHO..............1...Setor de Produção..............

Policloreto de Vinila .Poliacetato de Etileno Vinil INPEV – Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazia MTE – Ministério do Trabalho e Emprego NR – Norma Regulamentadora PEAD – Polietileno de alta densidade PEDB – Polietileno de Baixa Densidade PET – Polietileno PP – Polipropileno PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais PS – Poliestireno PU – Poliuretanos PVC .LISTA DE SIGLAS APR – Análise Preliminar de Riscos CF – Constituição Federal CLT – Consolidação das Leis Trabalhistas COEX – Poliamida polietileno (PAPE) EPC – Equipamento de Proteção Coletiva EPI – Equipamento de Proteção Individual EVA .

........................24 Figura 4...................................................................13 Figura 2............................31 Figura 4........2: Gráfico de distribuição por nível de Escolaridade.................................................9: Gráfico de ocorrência de acidentes.......................1: Óculos de segurança...................18: Moinho e Lavadora com banheira..........37 Figura 4...........................................................23 Figura 4.........................4: Máscaras de Proteção.................30 Figura 4................27 Figura 4.....................................................................38 Figura 4.......................................................6: Protetores auriculares..................................39 .............14 Figura 4....22:Trabalhador esticando espaguete......................30 Figura 4...........................................................................13: Gráfico da utilização de EPI’s.........................8: Avental em PVC........................ demonstração de risco ergonômico............................3: Botas de Proteção.............................................32 Figura 4...........6: Gráfico da Jornada de Trabalho.......16: Vista aérea da indústria................14 Figura 2.............38 Figura 4......................................5: Máscara de solda....7: Conjunto de segurança.................................................13 Figura 2........34 Figura 4..28 Figura 4......................................................33 Figura 4...........................13 Figura 2...........1: Gráfico de distribuição por Idade...........................................................................................10: Gráfico do Treinamento..............7: Gráfico da realização de Exames Médicos Periódicos.....19: Silo de armazenamento...............11: Gráfico da Motivação..12 Figura 2....LISTA DE FIGURAS Figura 2..........12: Gráfico que representa os vícios.....20 Figura 4......................14: Armazenamento de matéria-prima........29 Figura 4...................................................17: Trabalhadores abastecendo a esteira.........................2: Luvas de proteção......................14 Figura 2...8: Gráfico do desconforto.5: Gráfico do tempo de serviço na profissão..................15: Armazenamento do produto acabado...............................................................................21 Figura 4.......................................26 Figura 4..........................33 Figura 4........................................36 Figura 4......................36 Figura 4...........25 Figura 4........................................................13 Figura 2.........21: Extrusora (confecção do espaguete)........................................................................................................3: Gráfico de distribuição por setor de atuação...................................................4: Gráfico do tempo de serviço na empresa..............................................................................................................20: Painél da extrusora e o cabeçote de onde sai o espaguete..................

..................................................................................................43 Figura 4......................41 Figura 4.......29: Compressores..............31: Sinalização das vias para circulação da empilhadeira..................................25: Balança para pesar os peletes para fabricação dos conduítes.....23: Corrugadora em operação......26: Processo de reciclagem................................30: Empilhadeira mecânica.................................42 Figura 4..................42 Figura 4.24: Corrugadora em operação...........................................41 Figura 4.......................................................Figura 4........................................39 Figura 4.......40 Figura 4.......................................28: Motobombas.........40 Figura 4...................27: Torre de Resfriamento.....................................43 ........... trabalhador enrolando eletroduto..

......................................29 Quadro 4...........................46 Quadro 4.........................49 .................26 Quadro 4............................16: Quadro de APR da Máquina II Extrusora/ Corrugadora........8: Desconforto.......13: Utilização de EPI’s.......................................14: Quadro de APR da Carga e descarga (Serviços Gerais)..........29 Quadro 4.........4: Tempo de serviço na empresa...............................7: Exames Médicos Periódicos......................................15: Quadro de APR da Máquina I – Moinho..........23 Quadro 4.....28 Quadro 4.............................................6: Jornada de Trabalho..................................................24 Quadro 4........................................................................................................................30 Quadro 4............................................................10: Treinamento...............31 Quadro 4.20 Quadro 4............................................................................48 Quadro 4...........................................................................47 Quadro 4.....17: Quadro de APR da Carga e descarga (Op............LISTA DE QUADROS Quadro 2..32 Quadro 4........................3: Setor de Atuação......................................................................27 Quadro 4..........25 Quadro 4.........18: Quadro de APR da Manutenção (Eletricista Industrial).............................45 Quadro 4................................................12: Vícios.................................................................................. de Empilhadeira)..............................................1: Classificação dos Riscos Ocupacionais...............................19 Quadro 4........................11 Quadro 4................................................9: Ocorrência de acidentes..11: Motivação....2: Escolaridade...............1: Idade................................................5: Tempo de serviço na profissão...........

na utilização dos EPI’s e quanto aos riscos inerentes da atividade que desempenham.RESUMO SILVA. Os resultados mostram que mesmo com pouca instrução e experiência na profissão os trabalhadores demonstraram ser conscientes quanto à segurança na operação dos equipamentos. milho. T.APR. através da Análise Preliminar de Riscos. No decorrer da pesquisa foram realizadas inúmeras visitas técnicas na empresa de reciclagem com intuito de verificar as situações de riscos de acidentes que podem ser controladas com as medidas preventivas necessárias. Palavra-chave: Reciclagem. O destino correto das embalagens de agrotóxicos após a tríplice lavagem é a incineração ou a reciclagem. Cuiabá. Faculdade de Arquitetura. algodão e outras) e é recordista no descarte das embalagens vazias. segurança no trabalho. No entanto os agricultores responsáveis por estas embalagens estão dando a destinação final correta às mesmas. “Identificação dos Riscos no Processo Operacional em uma Empresa de Reciclagem de Embalagens Plásticas”. para manter o controle das pragas nas plantações (soja. Universidade Federal de Mato Grosso. levando-se em consideração as principais máquinas e equipamentos e as instalações do ambiente de trabalho. Neste estudo foi realizada uma avaliação de riscos do processo de produção em uma empresa de reciclagem de embalagens de defensivos agrícolas. para assegurar a segurança e saúde do trabalhador. O estado de Mato Grosso é um dos maiores consumidores de agrotóxicos no Brasil. de acordo com os dados estatísticos do INPEV. A. 2009. . O tipo de reciclagem utilizada neste estudo é a reciclagem mecânica onde transforma as embalagens em outros produtos. risco de acidentes. Engenharia e Tecnologia. Monografia do Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. tais como peletes e conduítes. B.

Keyword: Recycling. Cuiabá. However the farmers responsible for these packages are giving disposal to correct them. T. . This study was carried out a risk assessment of the production process in a company recycling packaging of pesticides. B. to ensure the safety and worker health. 2009. according to statistics of the INPEV. risk of accidents.ABSTRACT SILVA. "Risk Identification Process in Operating a Business Recycling Plastic Packaging”. the use of PPEs and the risks inherent in the activity they perform. Throughout the research took place in several technical visits recycling company in order to verify the situation risks of accidents that can be controlled with preventive measures. The state of Mato Grosso is one of the largest consumers of pesticides in Brazil. to maintain control of pests in crops (soybean. cotton and others) and is on record disposal of empty containers. School of Architecture. A. corn. The results show that even with little education and experience in professional workers have proved to be conscientious about safe operation of equipments. Monograph of the Specialization Course in Safety Engineering Work. taking into account the main machinery and equipment and facilities at the workplace through the Preliminary Analysis of Risk – PAR. The fate of the correct pesticide containers after triple washing is incineration or recycling. Federal University of Mato Grosso. safety. Engineering and Technology. The type of recycling used in this study is the mechanical recycling which makes the packaging on other products such as pellets and conduits.

esquadrias e revestimentos). lonas agrícolas. PEAD .Policloreto de Vinila (Frascos de água mineral. Os Termoplásticos são os PET – Polietileno (Frascos de refrigerantes. PEDB – Polietileno de Baixa Densidade (Embalagens de alimentos. tanques de combustível para veículos automotivos). mantas de impermeabilização e fibras têxteis).Polietileno de Alta Densidade Tereftalato (Embalagens para cosméticos. sacos para lixo.br/alfa/plasticos/historia-do-plastico-3. (www.1 INTRODUÇÃO 1. PS – Poliestireno (Copos descartáveis. EVA . produtos químicos e de limpeza. como em sua maioria não é biodegradável. produtos farmacêuticos.1. o plástico tornou-se um dos maiores fenômenos da era industrial. que crescem junto com a explosão populacional. tubos para líquidos e gás. encapamentos de cabos elétricos.2 HISTÓRICO O inglês Alexander Parkes produziu o primeiro plástico. tubos e conexões. Quando o material passou a ser recuperado em maior quantidade. os termoplásticos e termorígidos. placas isolantes. Rapidamente. fibras e fios têxteis. calçados. utilidades domésticas. aparelhos de som e tv. filmes flexíveis para embalagens e rótulos de brinquedos). em 1862.com. tornou-se alvo de críticas quanto ao seu despejo nos aterros. equipamentos médico-cirúrgicos. . interruptores. peças para banheiro. absorvendo modernas tecnologias para possibilitar a produção de artigos com percentual cada vez maior de plástico reciclado. Mas. material escolar).portalsaofrancisco. seringas descartáveis. formou-se um novo mercado.Poliacetato de Etileno Vinil (Solados de calçados. para o reaproveitamento de suas perdas de produção. acesso em 06/12/2009). PVC . autopeças (pára-choques de carro). sacos industriais. potes de margarina. Existem no mercado dois tipos de plásticos. produtos de limpeza. peças industriais elétricas. separado do lixo. cinzeiros. garantindo mais durabilidade e leveza. revestimento de geladeiras. pratos. travessas.php. embalagens de alimentos. PP – Polipropileno (Embalagens de massas e biscoitos. A reciclagem de plástico começou a ser realizada pelas próprias indústrias. telefones e etc). E os termo-rígidos PU Poliuretanos. equipamentos médico-cirúrgicos.

Da quantidade total de trabalhadores apontados. que é objeto deste estudo. órgão regulador não governamental que regula esta atividade. 22 (vinte e dois) funcionários trabalham no setor de produção. Capital do estado de Mato Grosso localiza-se a empresa apontada neste estudo. que atua no ramo de reciclagem de defensivos agrícolas e fabricação de tubos corrugados (conduítes elétricos). b) Reciclagem Química – ele é "desmontado" por aquecimento e a matéria-prima pode então ser utilizada novamente na indústria petroquímica. e atende as exigências do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazia – INPEV. Seu funcionamento é de 24horas/dia.no Brasil. .ele é queimado liberando um calor muito forte (superior ao do carvão e próximo ao produzido pelo óleo combustível) que é aproveitado na forma de energia. é a mais utilizada. O tipo de reciclagem utilizada na empresa para reaproveitamento das embalagens plásticas é a mecânica. Em Cuiabá. é mais barata e mantém uma boa qualidade do produto.Os plásticos são reaproveitados de três maneiras: a) Reciclagem Energética . c) Reciclagem Mecânica . subdivido em 3 (três) turnos de 8 horas cada e possui cerca de 35 (trinta e cinco) funcionários que trabalham sob o regime da Consolidação das Leis Trabalhistas – CLT. A empresa de reciclagem está no mercado desde 2003. a partir de peletes ou granulados.

quando não é dada a destinação correta das embalagens. no manuseio com máquinas.1. As embalagens recebidas são classificadas em PEAD (Polietileno de alta densidade) e COEX ( Poliamida polietileno. o excedente é armazenada. utilização de EPI’s e outros meios que garantam o bom desenvolvimento do trabalho com segurança. e acima de tudo pela necessidade de melhorar as condições de trabalho e a segurança do trabalhador. Apesar dos equipamentos serem todos automatizados e os trabalhadores apenas acompanharem o processo. onde evita a contaminação do solo. o processo de reciclagem tem riscos pertinentes desta atividade. tendo destinação ambientalmente correta (reciclagem ou incineração). animais e o próprio homem. 1. . avaliados para poder adotar o método de prevenção adequado. ferramentas e equipamentos. Este estudo foi realizado com o intuito de esclarecer e. conscientizar a importância da segurança do trabalhador em seu ambiente de trabalho. recebe cerca de 250t/mês de embalagens de agrotóxicos vazias. da água. tríplice lavadas. vindas das centrais de recolhimento. prensadas e embaladas.7t de janeiro a agosto deste ano.2 PROBLEMÁTICA De acordo com estatística divulgada pelo INPEV (www. E de grande relevância para a economia gerando emprego e renda. Como toda atividade laboral. sendo utilizada preferencialmente as PEAD.org.3 JUSTIFICATIVA Este trabalho foi motivado pela importância que a atividade de reciclagem tem para o meio ambiente.733. A empresa de reciclagem apontada neste estudo.PAPE). e recicla a quantia de 200t/mês. mesmo assim existem riscos que precisam ser identificados.inpev.br/acesso em 02/10/2009) o estado de Mato Grosso é o líder em recolhimento de embalagens vazias de agrotóxicos do País. cerca de 19. até mesmo.

equipamentos e ferramentas utilizados. .2 Objetivos Específicos Apresenta-se como objetivo específico: a) Traçar e identificar o perfil dos trabalhadores da empresa. e) Propor sugestões e recomendações para readaptar as máquinas existentes com instalações de dispositivos de segurança. ou quando necessário a aquisição de novos equipamentos. a freqüência da utilização e as proteções apresentadas. d) Montar um quadro de Análise Preliminar de Riscos (APR). biológicos.4 OBJETIVOS 1. b) Identificar os riscos físicos.4. a categoria e as medidas corretivas para minimizar os riscos de acidentes. a segurança na operação dos equipamentos e instalações. f) Analisar a qualificação dos operários no desempenho das atividades dentro da empresa e. ergonômicos e de acidentes no processo operacional de uma empresa de reciclagem de embalagens plásticas. ergonômicos e de acidentes presente no ambiente de trabalho e instalações.4. a causa. químicos. 1. c) Avaliar o processo produtivo identificando os tipos de máquinas. para identificar a origem. particularmente.1 Objetivo Geral O presente trabalho tem como objetivo identificar e analisar os riscos físicos químicos. biológicos.1. bem como analisar o ambiente de trabalho e instalações.

2.0 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1 SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO

Conforme o Ministério do Trabalho e Emprego – MTE (2004), a saúde dos trabalhadores é condicionada por fatores sociais, econômicos, tecnológicos e

organizacionais relacionados ao perfil de produção e consumo, além de fatores de riscos de natureza físicos, químicos, biológicos, mecânicos e ergonômicos presentes nos processos de trabalho particulares. Para SCHAAB (2005), a garantia da saúde e segurança nas condições de trabalho é antes de tudo a certeza de maior e melhor produtividade no trabalho, bem como a garantia de diminuição de erros e com isso de acidentes, uma vez que o trabalhador com saúde e bem ajustado se sujeita menos ao erro. Segundo SELL apud SCHAAB (2005) 1, o conceito de condições de trabalho inclui tudo que influencia o próprio trabalho, como ambiente, tarefa, posto, meios de produção, organização do trabalho, as relações entre produção e salário, etc. Dessa forma, boas condições de trabalho significam, em termos práticos: a) Meios de produção adequados às pessoas – o que pressupõe o projeto ergonômico das máquinas, dos equipamentos, dos veículos das ferramentas, dos dispositivos auxiliares, usados no sistema de trabalho; b) Objetos de trabalho, materiais e insumos inócuos às pessoas que com elas entram em contato; c) Postos de trabalho ergonomicamente projetados, o que inclui bancadas, assentos, mesas, a disposição e a alocação de comandos, controles, dispositivos de informação e ferramentas fixas e bancadas; d) Controle sobre os fatores ambientais adversos, como por exemplo, iluminação, ruídos, vibrações, temperaturas altas ou baixas, partículas tóxicas, poeiras, gases, etc. reduzindo-se o efeito destes sobre as pessoas no sistema de trabalho;
1

SELL. I. Ergonomia e qualidade de vida no trabalho. Curso de atualização. VIII Seminário Sul Brasileiro da Associação Nacional de Medicina do Trabalho – ANAMT – Florianópolis, 1994ª, apud SCHAAB, J. R. L. “Análise dos Riscos de Acidentes: Estudo de Caso em uma Marcenaria”. Cuiabá, 2005. Monografia do Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia. Universidade Federal de Mato Grosso

e) Postos de trabalho, meios de produção, objetos de trabalho sem perigos mecânicos, físicos, químicos ou outros que representem riscos para as pessoas, isto é, sem partes móveis expostas, sem ferramentas cortantes acessíveis ao trabalhador, sem emissão de gases, vapores, poeiras nocivas, etc. f) Organização do trabalho que garanta a cada pessoa uma tarefa com conteúdo

adequado as suas capacidades físicas, psíquicas, mentais e emocionais, que seja interessante e motivante; g) Organização temporal do trabalho (regime de turnos) que permita ao trabalhador levar uma vida com ritmo sincronizado com seu ritmo circadiano, comprometendo ao mínimo a sua saúde, bem como o seu convívio familiar e social; h) Quando necessário, um regime de pausas que possibilitem a recuperação das funções fisiológicas do trabalhador, para, a longo prazo, não comprometer a sua saúde; i) Sistema de remuneração de acordo com a solicitação do trabalhador no seu

sistema de trabalho, considerando-se também sua qualificação profissional; j) Clima social sem atritos, bom relacionamento com colegas, superiores e

subalternos. Outra definição legal encontrada na Lei Orgânica da Saúde (Lei Federal 8080/90, em seu artigo 6º parágrafo 3º estabelece que: “entende-se por saúde do trabalhador, para fins desta lei, um conjunto de atividades que se destina, através das ações de vigilância epidemiológica e vigilância sanitária, à promoção e proteção da saúde dos trabalhadores, assim como visa à recuperação e reabilitação da saúde dos trabalhadores submetidos aos riscos e agravos advindos das condições de trabalho”. Segundo a MTE (2004), inclui como direito dos trabalhadores a redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança que esta amparado pela CF/88 em seu artigo 7° inciso XXII. Os trabalhadores tem direito ao trabalho em condições seguras e saudáveis não condicionado à existência de vínculo trabalhista, ao caráter e natureza do trabalho. Para LAMBERT (2009), Segurança é a garantia de um estado satisfatório de bem estar físico e mental do empregado, no trabalho para a empresa e se possível, fora do ambiente dela (em viagem de trabalho, no lar, no lazer, etc.). É a parte do planejamento, organização, controle e execução do trabalho, que objetiva reduzir permanentemente as

probabilidades de ocorrência de acidentes (parte de administração com objetivo de reduzir permanentemente os riscos). Desta forma pode-se concluir que segurança e saúde são dois conceitos que devem ser associados e dependentes para que os trabalhadores desempenhem suas funções sem prejuízos para si próprio e para a sociedade a qual esta inserida.

2.2 ACIDENTES DO TRABALHO
Segundo PINTO (2009), acidentes do trabalho são todas as ocorrências indesejáveis, que interrompem o trabalho e causam, ou tem potencial para causar ferimentos em alguém ou algum tipo de perda à empresa ou ambos ao mesmo tempo. Já para MICHEL (2008), acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução da capacidade para o trabalho permanente ou temporário. Consideram-se acidentes do trabalho as seguintes entidades: 1) Doença profissional: assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício de trabalho peculiar a determinada atividade e constante da relação de que trata o Anexo II do Decreto n. 611/92 da Previdência Social; 2) Doença do trabalho: assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relaciona diretamente, desde que constante da relação do Anexo II supra citado. Equiparam-se também ao acidente do trabalho: 3) O acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para a perda ou redução da sua capacidade para o trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação; 4) O acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho; 5) A doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade; 6) O acidente sofrido, ainda que fora do local e horário de trabalho:

e a própria segurança das instalações e dos equipamentos. no entanto a legislação de previdenciária aborda o tema em seu artigo 131 do decreto n° 2.a) na execução de ordem ou na realização de serviços sob a autoridade da empresa. Estas podem decorrer de fatores pessoais (dependentes. c) em viagem a serviço da empresa. se removido a tempo teria evitado o acidente. quando financiada por esta. dentro de seus planos para melhor capacidade da mão-de-obra. possíveis de prevenção. b) na prestação espontânea de qualquer serviço a empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito.172 de 5 de março de 1997.2. a perda ou redução da capacidade para o trabalho permanente ou temporário. inclusive veículo de propriedade do segurado. em outras palavras as falhas. Apesar de a condição insegura ser passível de neutralização ou . definindo-o como: “Art. defeitos. Os acidentes não são inevitáveis. São inúmeras as definições encontradas para acidente do trabalho. através da eliminação a tempo de suas causas. a causa de acidentes é qualquer fator que. e. carência de dispositivos de segurança e outros. são causados. não surgem por acaso. portanto. As principais causas de acidentes podem ser dividas em duas categorias: a condição insegura e o ato inseguro. condições inseguras em um local de trabalho são as falhas físicas que comprometem a segurança do trabalhador. que põem em risco a integridade física e/ou a saúde das pessoas. independentemente do meio de locomoção utilizado. irregularidades técnicas. do homem) ou materiais (decorrentes das condições existentes nos locais de trabalho). eles.1 Atos e Condições Inseguras Segundo MICHEL (2008). ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais.” 2.131. provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa. inclusive para estudo. na maioria das vezes. portanto. Para MICHEL (2008).

b) Condição defeituosa do equipamento (grosseiro.). etc. f) Ventilação inadequada ou incorreta. passagens obstruídas. Em outras palavras é um tipo de comportamento que leva ao acidente. h) i) Operação de máquinas a velocidades inseguras. Conforme MICHEL (2008). brincadeiras grosseiras. Uso de equipamento inadequado. qualidade inferior. fraturado. g) Remoção de dispositivos de proteção ou alteração em seu funcionamento. piso.. Manutenção. cortante. cerca de 84% do total dos acidentes do trabalho são oriundos do próprio trabalhador. os atos inseguros no trabalho provocam a grande maioria dos acidentes. de maneira a torná-los ineficientes. Abusos. d) Processos. . Apresentam-se os mais comuns: a) Levantamento impróprio de cargas (com o esforço desenvolvido à custa da musculatura das costas).correção. armazenagem.). escadas. operações ou disposições (arranjos) perigosos (empilhamento perigoso. Como exemplos de condições inseguras. Realização de operações para as quais não esteja devidamente autorizado e treinado. lubrificação ou limpeza de máquinas em movimento. Segundo estatísticas correntes. corroído. ato inseguro é a maneira pela qual o trabalhador se expõe. Portanto. inseguro ou de forma incorreta (não segura). escorregadio. c) Projetos ou construções inseguras. e) Iluminação inadequada ou incorreta. pisos. etc. tem-se: a) Proteção mecânica inadequada. consciente ou inconscientemente a riscos de acidentes. sobrecarga sobre o congestionamento de maquinaria e operadores. etc. b) c) d) e) f) Permanecer embaixo de cargas. Permanecer embaixo de cargas suspensas. ela tem sido considerada responsável por 16% dos acidentes. tubulações (encanamentos).

Expressa. biológicos. danos a equipamentos ou estruturas. névoas. uma probabilidade de possíveis danos dentro de um período específico de tempo ou número de ciclos operacionais. fungos. Os riscos classificam-se em: físicos. parasitas. neblinas. bem como infra-som e ultra-som). Pode ser indicado pela probabilidade de um acidente multiplicada pelo dano em dinheiro. médio e longo prazo. fumos. concentração ou intensidade e tempo de exposição. gases ou vapores. perda de material em processo. compostos ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória. temperaturas extremas. vibrações. ou que. vírus entre outros) existentes nos ambientes de trabalho que em função de sua natureza. possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão) e biológicos (as bactérias. químicos (as substâncias. uma delas é a palavra risco que pode ser definida como: Risco. consideram-se riscos ambientais os agentes físicos (ruído. ergonômico e de acidentes.PPRA. os agentes presentes nos ambientes de trabalho. ou redução da capacidade de desempenho de uma função pré-determinada. provocando acidentes com lesões imediatas e/ou doenças chamadas profissionais ou do trabalho. radiações ionizantes e não ionizantes. Para efeito da NR 09 (2008) – Norma Regulamentadora que dispõe sobre Programa de Prevenção de Riscos Ambientais . químicos. Esses danos podem ser entendidos como lesões a pessoas. 2. que se equiparam aos acidentes do trabalho. pela natureza da atividade de exposição. Havendo um risco. persistem as possibilidades de efeitos adversos. “risk” ou “hazard” . capazes de afetar o trabalhador a curto.3 RISCOS AMBIENTAIS Conforme LAMBERT (2009) e PINTO (2009) é conveniente destacar algumas definições importantes. bacilos. protozoários. usadas na Gerência de Riscos. são capazes de causar danos à saúde do trabalhador. pressões anormais. Para PINTO (2009). nas formas de poeiras. vidas ou unidades operacionais.j) Uso incorreto do equipamento de proteção individual necessário para a execução de sua tarefa. também. são riscos ambientais.uma ou mais condições de uma variável com o potencial necessário para causar danos. .

. Incêndio. Desconforto. piso escorregadio. tais como. armazenamento Outros Outros Outros ou ou Fonte: Norma Regulamentadora NR-9 (2008) Logo os riscos ambientais decorrem das condições em que se encontram o ambiente de trabalho e a ocorrência de acidentes dependem de fatores relativo a estes ambientes. Quadro 2. Tensões emocionais Insetos.1: Classificação dos Riscos Ocupacionais Grupo I Vermelho Riscos Químicos Poeira Fumos metálicos Névoas Grupo II Verde Riscos Físicos Ruído Vibração Grupo III Marron Riscos Biológicos Vírus Bactéria Grupo IV Amarelo Riscos Ergonômicos Trabalhos físicos pesado Postura incorretas Trabalho inadequado/ inexistente Jornadas prolongadas trabalho Grupo V Azul Riscos de Acidentes Arranjo físico deficiente Máquina sem proteção Matéria-prima fora da especificação Vapores Radiação Protozoários ionizante e nãoionizante Pressões Fungos anormais Gases Temperaturas extremas Produtos químicos geral - Iluminação em Deficiente Umidade Outros Outros Equipamentos de inadequados/ defeituosos inexistentes Bacilos Trabalho noturno Ferramentas inadequadas/ defeituosas inexistentes Parasitas Responsabilidade. cobras. Estes agentes devem ser considerados em conjunto para uma análise precisa e real dos riscos ofertado ao trabalhador. etc Monotonia Edificações. aranhas. Eletricidade Conflito.Cita-se a Quadro 2. iluminação precária. equipamentos sem proteção.1 que mostra os riscos ambientais e suas classificações em código de cores de acordo com a referida norma. e aos trabalhadores quanto o seu comportamento diante o tempo de exposição a estes agentes.

sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho. de uso individual utilizado pelo trabalhador. comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso. Quanto às obrigações dos empregados. Destaca-se que os EPI’s devem proteger principalmente a cabeça. Segundo esta norma é de responsabilidade do empregador. A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. suscetíveis de ameaças a segurança e a saúde no trabalho. utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina.2. responsabilizar-se pela guarda e conservação.4. utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina. e cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI’S) De acordo com a NR 06 (2008). EPI adequado ao risco. em perfeito estado de conservação e funcionamento. responsabilizar-se pela guarda e conservação. a NR 6 (2008) dispõe que é obrigação do empregado usar. gratuitamente. A seguir são apresentados os EPI’s e as proteções a que se destinam: a) Óculos de segurança para proteção dos olhos contra respingos de produtos químicos.1. considera-se Equipamento de Proteção Individual – EPI todo dispositivo ou produto. orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado. comunicar ao empregado qualquer alteração que o torne impróprio para uso. guarda e conservação. FIGURA 2. conforme Figura 2. usar.1: Óculos de segurança . tronco e vias respiratórias. enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas. E cabe ao empregado. e cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado. membros superiores e inferiores. e para atender a situações de emergência. destinado à proteção de riscos.

4: Máscara de Proteção respiratória FIGURA 2. conforme Figura 2. conforme Figura 2.5: Máscara de solda .3: Botas de Proteção d) Máscara. para proteção dos pés e pernas contra respingos de produtos químicos.2. FIGURA 2.4.3. névoas e fumos. conforme Figura 2. Bota cano curto Bota cano longo FIGURA 2. para proteção das vias respiratórias contra poeiras.b) Luvas de látex e tricotada.2: Luvas de proteção Luva de látex c) Botas de borracha. Luva tricotada FIGURA 2. para proteção das mãos contra agentes térmicos e agentes químicos.

conforme Figura 2.7.5. conforme Figura 2. mecânica e química.6: Protetores auriculares Abafador g) Uniforme ou conjunto de segurança.8: Avental em PVC h) Avental em PVC. . formado por calça e blusão ou jaqueta ou paletó. f) Protetor auditivo de inserção para proteção do sistema auditivo contra níveis de pressão sonora.e) Máscara de solda de segurança para proteção dos olhos e face contra radiação infra-vermelha.6.8.7: Conjunto de segurança FIGURA 2. para proteção do tronco contra riscos de origem térmica. para proteção do tronco e membros superiores e inferiores contra respingos de produtos químicos. FIGURA 2. conforme Figura 2. Inserção FIGURA 2. umidade proveniente de operações com uso de água. conforme Figura 2.

não se localize na zona perigosa da máquina ou do equipamento. devem ter proteção. Segundo a mesma norma as máquinas e os equipamentos devem ter dispositivos de acionamento e parada localizados de modo que seja acionado ou desligado pelo operador na sua posição de trabalho. 2. involuntariamente. lancem partículas de material. consiste no estudo. os trabalhadores e os transportadores mecanizados possam movimenta-se com segurança.5 DAS MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS Segundo a NR 12 (2008) Máquinas e Equipamentos. as máquinas e os equipamentos que. no seu processo de trabalho. a análise Preliminar de Riscos (APR). durante a fase de concepção ou desenvolvimento prematuro de um novo sistema. As máquinas e os equipamentos de grandes dimensões devem ter escadas e passadiços que permitam acesso fácil e seguro aos locais em que seja necessária a execução de tarefas. sempre que apresentarem riscos provenientes de graxas. não possa ser acionado ou desligado. e não acarrete riscos adicionais. em local de fácil acesso e acondicionada em caixa que evite o seu acionamento acidental e proteja as suas partes energizadas. por outra pessoa que não seja o operador. devem possuir chave geral.2. estabelecem que os pisos dos locais de trabalho onde se instalam máquinas e equipamentos devem ser vistoriados e limpos. com o fim de se determinar os riscos que poderão estar presentes na fase operacional do mesmo. fornecida por fonte externa. óleos e outras substâncias. pelo operador. ou de qualquer outra forma acidental. que os tornem escorregadio. E as áreas de circulação e os espaços em torno de máquinas e equipamentos devem ser dimensionados de forma que o material. Conforme a Norma. para que essas partículas não ofereçam riscos.6 ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCOS Segundo LAMBERT (2009). Este procedimento possui especial importância nos casos em que o . As máquinas e os equipamentos que utilizarem energia elétrica. possa ser acionado ou desligado em caso de emergência.

Já para Michel (2008) é um método sistemático de análise e avaliação de todas as etapas e elementos de um determinado trabalho para: a) desenvolver e racionalizar toda a seqüência de operações que o trabalhador executa. ou pioneirismo. c) identificar e corrigir problemas de produtividade. seja pela sua característica de inovação. d) implementar a maneira correta para execução de cada etapa do trabalho com segurança. b) identificar os riscos potenciais de acidentes físicos e materiais. .sistema a ser analisado possui pouca similaridade com quaisquer outros existentes.

dissertações e legislações pertinentes e vigentes. Além do questionário utilizou-se também durante as visitas técnicas uma câmara fotográfica para registrar os trabalhadores desenvolvendo suas atividades.) e profissionais (tempo de serviço. por não haver quem acompanhasse neste turno.18% dos trabalhadores do setor de produção. E os 4 trabalhadores do período noturno. 3 deste período estavam de férias. O estudo foi realizado no período de setembro a dezembro de 2009. monografias. Dentre os 22 trabalhadores do setor de produção. como também os equipamentos e as condições do ambiente de trabalho. motivação. setor de atuação) além de outras informações relevantes sobre acidentes.COLETA DE DADOS Antes da coleta de dados foi realizada uma pesquisa bibliográfica por meio de livros.. . sendo aplicado individualmente a cada trabalhador e sem a identificação do profissional. Os dados foram obtidos através de um questionário. suas opiniões. Através da pesquisa quantitativa foi possível obter dados acerca das características pessoais (idade. aplicado na forma de entrevista com o objetivo de traçar o perfil dos profissionais.METODOLOGIA Neste estudo utilizou-se a análise quali-quantitativa das condições de instalações de máquinas e equipamentos do ambiente de trabalho de uma empresa de reciclagem onde constatou-se a existência de alguns riscos de acidentes. não puderam ser entrevistado. constante no Anexo 1. 3. e conceitos dos entrevistados sobre o problema em questão. escolaridade.3.1. bem como vários sites da internet. Esta amostra de 15 trabalhadores representa 68. foram entrevistado 15 trabalhadores no período comercial.0.. com perguntas dissertativas e com várias alternativas. para obter maior embasamento teórico ao trabalho.

ANÁLISE DOS DADOS Os dados coletados através da entrevista foram tabulados e organizados através de quadros e gráficos para melhor visualização e entendimento. .16. Ressalta-se que os dados constantes nos Quadros de Analise Preliminar de Riscos (APR) foram obtidos através do PPRA da empresa elaborado pelo SESC-MT. Estas ferramentas utilizadas auxiliaram na pesquisa como meio de identificação e analise dos riscos provenientes das atividades dos trabalhadores que é o objetivo geral deste estudo.Também foi utilizado fotos do arquivo da empresa.2. 3. tal como a vista aérea da empresa ilustrada na Figura 4. e facilitou a forma de apresentar os resultados e as recomendações para tornar o ambiente de trabalho mais seguro e saudável.

33 0 100% . De acordo com o Quadro 4.67%. escolaridade. sendo entrevistados 15 funcionários que participam dos trabalhos do processo de reciclagem.0 – APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS Neste estudo os dados numéricos coletados referentes ao perfil do profissional. 4.67 13.1. Quadro 4. idade.1 e a Figura 4. que representa 46. em seguida a faixa de 20 a 30 anos com 40% dos entrevistados. as faixas etárias estão divididas em período de 10 anos. tempo de serviço entre outras informações.1- PERFIL DOS PROFISSIONAIS DA EMPRESA DE RECICLAGEM O estudo tem por objetivo traçar o perfil dos trabalhadores de uma empresa de reciclagem. sendo que a faixa etária com maior número de trabalhador é a de 30 a 40 anos.1. onde passa-se a analisar desta forma as seguintes variáveis.1.Idade A população entrevistada é do sexo masculino e distribuída na faixa etária de 20 a 60 anos. onde foram abordadas as questões referentes às características pessoais e profissionais. 4.4. no setor de produção. sexo. o ambiente de trabalho e os acidentes estão representados em forma de quadros e gráficos. facilitando desta forma a visualização e entendimento dos dados.1: Idade Faixa Etária menor de 20 anos 20 a 30 anos 30 a 40 anos 40 a 50 anos 50 a 60 anos Total Entrevistados 0 6 7 2 0 15 Porcentagem(%) 0 40 46.

carga e descarga. e que todos os equipamentos são automáticos e os trabalhadores ficam somente acompanhando o processo de produção sem muita interferência.67 6. tais como alimentar a esteira.2 e na Figura 4.67 26..1.67 0 0 0 6.. carregar corrugadora.2: Escolaridade Escolaridade 1º grau Incompleto 1º grau Completo 2º grau Incompleto 2º grau Completo Curso Técnico Incompleto Curso Técnico Completo Superior Incompleto Superior Completo Total Entrevistados 5 4 4 1 0 0 0 1 15 Porcentagem(%) 33. Constatou-se que há 1 trabalhador com formação em Engenharia Elétrica (superior completo).1: Gráfico da distribuição por Idade 4. conforme apontado na Quadro 4. O que se explica pelo fato de que a maior parte dos trabalhos é braçal. que equivale a 33.67 100 .33 26.Idade 47% 40% 13% 0% 0% anos anos anos anos anos e 51 e 20 a 30 a 40 a 50 d d 1 1 1 r a 2 3 4 o im ac men FIGURA 4.2. moinho. Quadro 4.33%.2.Escolaridade O nível de escolaridade com maior número de trabalhadores entrevistados é o 1° grau incompleto..

2: Distribuição por nível de Escolaridade 4. acompanhar a temperatura do material até a liberação do mesmo para a extrusora para o processo final. Controlar a temperatura indicada através do aparelho acoplado quando na máquina verificar a qualidade e peso do material produzido. deixando organizado para a próxima equipe. receber o material pela esteira os quais são despejadas no moinho. envolvendo 6 (seis) cargos distintos.1. .Setor de Atuação Na empresa de reciclagem foi avaliado um setor de atuação que é a produção. b) Operador de máquinas II (extrusora): Receber o material do já aquecido. mensurar o produto na medida correta para não forçar a máquina. acompanhar toda a moeda do material que posteriormente será despejado em caixas. utilizar equipamentos de segurança individual. que passa pela extrusora onde serão derretidos e transformados em fios que serão triturados e transformados em matéria-prima.3. realizar limpeza do moinho. que são: a) Operador de máquinas I (Moinho): Receber a escala de serviços do encarregado de produção.Escolaridade 33% 27% 27% 7% 0% 1º grau 1º grau 2º grau 2º grau Incompleto Completo Incompleto Completo 7% 0% 0% Superior Superior Curso Curso Técnico Incompleto Completo Técnico Incompleto Completo FIGURA 4.

transportar material internamente e externamente. realiza trabalho hidráulico como reparos. garantir o abastecimento da corrugadora. Utilizar equipamentos de segurança individual. Prever e programar materiais para o armazenamento (Paletes. galpão e demais instalações. a corrugadora. executar podas em plantas e gramas. carga e descarga de materiais dos caminhões. Certificar-se que o material produzido está em excelente qualidade. identificar disfunções e avarias. d) Operador de empilhadeira: Inspecionar e conferir visualmente a carga e descarga de serviços. etiquetar cada rolo produzido para melhor rastrebilidade. forração). pátio. utilizar os acessórios do equipamento de movimentação de acordo com o tipo de carga. conforme procedimentos e treinamento. utilizar equipamentos de segurança individual. fazer a manutenção dos compressores de ar e das moto-bombas. e) Serviços Gerais: Realizar limpeza do escritório. certificar-se que o material produzido está em excelente qualidade. monitorar condições de funcionamento do equipamento durante a operação. instalações. garantir o abastecimento da corrugadora. afiação das facas do moinho e picador. utilizar equipamentos de segurança individual. controlar velocidade e sentido de operação de equipamentos.Realizar limpeza da extrusora. além de requisitar manutenção quando necessário. zelar da jardinagem e conservação de cercas divisórias. anotar na planilha de produção o peso de cada rolo produzido. embalar e auxiliar no armazenamento de matéria-prima e produtos. descarregar os itens programados. c) Operador de máquinas II (corrugadora): Operar. fazer a separação do material para reciclagem conforme critérios estabelecidos. conteúdos e volumes de cargas. elaborar o cronograma de substituição das peças das máquinas visando o contínuo . carregar equipamento e carga conforme programação e capacidade. diariamente. Selecionar e separar equipamentos de acordo com a carga. ensacolar os rolos e paletizar. deixando organizado para a próxima equipe. Estocar a produção em local pré-determinado. f) Eletricista Industrial: Realizar manutenção da empilhadeira. trocas e manutenção.

33 6. reforma.33 100 Setor de Atuação Eletricista Ind.33 13.3 demonstram que o maior número de funcionários desempenha sua atividade nos serviços gerais. colocação de peças.funcionamento.3 e a Figura 4.34%. fazendo reparos.3: Setor de Atuação Setor de Atuação Operador de máquinas/ Extrusora Operador de máquinas/Corrugadora Operador de máquinas/Moinho Operador da Empilhadeira Serviços Gerais Eletricista Industrial/Manutenção Total Entrevistados 3 2 2 1 5 2 15 Porcentagem(%) 20 13. instalações.3: Gráfico da distribuição por setor de atuação . sendo esta a atividade mais demandada devido a quantidade de embalagens que chegam das centrais para descarga para serem armazenadas.67 33. zelar da parte elétrica./Manutenção 13% Serviços Gerais 34% Extrusora 20% Corrugadora 13% Moinho 13% Op. troca. Quadro 4. seguida da função do operador da extrusora com 20% dos entrevistados. com 33.34 13.Em pilhadeira 7% FIGURA 4. O Quadro 4.

4: Gráfico do tempo de serviço na empresa .4. pode-se dizer que este número considerável de trabalhadores tem pouca experiência para o desempenho de suas atividades.33 33.34 20 13.34% dos trabalhadores encontram-se na faixa de 1 a 2 anos.33 100 Tempo de Serviço na Empresa 4 a 5 anos 7% 3 a 4 anos 13% 5 a 6 anos 13% Até 1 ano 13% 2 a 3 anos 20% 1 a 2 anos 34% FIGURA 4. pode-se constatar que 33. que foi dividida em período de 1 ano. Quadro 4.Tempo de serviço na empresa O tempo de serviço variou de 4 meses a 6 anos.67 13. Através do Quadro 4.33 6.4.4: Tempo de serviço na empresa A empresa atua no mercado desde 2003 Tempo de serviço na Empresa Até 1 ano 1 a 2anos 2 a 3 anos 3 a 4 anos 4 a 5 anos 5 a 6 anos Total Entrevistados 2 5 3 2 1 2 15 Porcentagem(%) 13. que apesar da empresa ser nova no mercado com 6 anos de funcionamento.4.4 e da Figura 4. o que requer maior atenção por parte da empresa.1.

67 0 100 Tempo de Serviço na Profissão 40% 27% 20% 7% 7% 0% Até 1 ano 1 a 2 anos 2a3 anos 3a4 anos 4a5 anos 5a6 anos FIGURA 4. há trabalhadores experientes e iniciantes.5.5: Tempo de serviço na profissão Tempo de serviço na Profissão Até 1 ano 1 a 2anos 2 a 3 anos 3 a 4 anos 4 a 5 anos 5 a 6 anos Total Entrevistados 4 6 3 1 1 0 15 Porcentagem (%) 26.1. e podem ser considerados iniciantes que necessitam de orientações no uso de máquinas e equipamentos. Isto demonstra que para o tempo de funcionamento da empresa. o tempo de serviço dos trabalhadores na empresa de reciclagem varia de 4 meses a 5 anos.5. Constatou-se o maior número de trabalhadores na faixa de 1 a 2 anos que corresponde a 40% dos entrevistados.5: Gráfico do tempo de serviço na profissão .Tempo de serviço na profissão Conforme pode ser visto no Quadro 4. carga e descarga e outras atividades.67 6.5 e na Figura 4. Quadro 4.4.66 40 20 6.

Aos sábados os trabalhadores executam suas atividades normais em um período de 4 horas.67 13.6.4.67% dos trabalhadores afirmaram trabalhar 8 hora/dia. O Quadro 4.6: Jornada de Trabalho Jornada de trabalho Jornada de 8 horas Jornada de + 8 horas Total Entrevistados 13 2 15 Porcentagem (%) 86. Quadro 4.33 100% Jornada de Trabalho Jornada de + 8 horas 13% Jornada de 8 horas 87% FIGURA 4.1.6: Gráfico da Jornada de Trabalho 4.7.1. subdividido em 3 turnos de 8 horas cada.Exames Médicos Admissional e Periódicos Ficou constatado por meio da entrevista que na empresa de reciclagem todos os trabalhadores fizeram o exame médico admissional na contratação para ingressarem na empresa. . onde 86.6. jantar ou outra refeição.6 e a Figura 4.Jornada de trabalho Como já foi dito anteriormente a empresa funciona 24horas/dia. Ficou evidente que a jornada diária de trabalho é de 10 horas sendo 2 horas de intervalo para almoço. ilustram a jornada de trabalho.

Quadro 4.8. conforme estabelecido em norma (NR 7. representando 73. Ficou evidente que destes trabalhadores 3 ainda não completou um ano na empresa. .O Quadro 4.PCMSO).7: Exames Médicos Periódicos Exames Médicos Periódicos Fizeram Não Fizeram Total Entrevistados 11 4 15 Porcentagem (%) 73.8 e na Figura 4. E que estes exames periódicos são realizados uma vez por ano.7: Gráfico da realização dos Exames Médicos Periódicos 4. No entanto os trabalhadores responderam a pesquisa alegando que não sentem nenhum incomodo durante o desempenho de sua atividades.8.7 e a Figura 4.33% e 4 trabalhadores disseram não ter feito.7 ilustram que 11 trabalhadores fizeram os exames médicos periódicos.67 100% Exam es Médicos Periódicos Não fizeram 27% Fizeram 73% FIGURA 4. exceto um trabalhador com 1 ano e 3 meses. ruído.33 26. dores musculares e outros.Desconforto/Incomodo O desconforto pode ser causado por inúmeros fatores dentre eles o calor.1. tal informação foi demonstrada pelo Quadro 4.

8: Desconforto Desconforto Sentem Não Sentem Total Entrevistados 0 15 15 Porcentagem(%) 0 100 100% Desconforto 100% 0% Sentem FIGURA 4.8: Gráfico do desconforto e incomodo Não sentem 4.Acidentes de Trabalho Através do Quadro 4.Quadro 4. resultando em uma fratura no braço.9 ficou evidente que nenhum trabalhador sofreu acidente realizando suas funções. durante os seis anos de funcionamento da empresa ocorreu somente um acidente com um operador que não trabalha mais na empresa. Conforme relato a embalagem prendeu no moinho e o trabalhador tentou soltála com o equipamento (moinho) ligado.9.1. No entanto. .9 e da Figura 4. Segundo o relato feito pelo Gerente de Produção o acidente ocorreu por imprudência do trabalhador. uma vez que o mesmo iniciou a atividade antes do seu turno e estava sozinho.

1.Quadro 4.33 6. conforme demonstram o Quadro 4.10. Através da pesquisa ficou evidente que entre os entrevistados apenas 1 trabalhador alegou não ter feito treinamento. Quadro 4.9: Gráfico de ocorrência de acidentes 4.10: Treinamento Treinamentos Fizeram Não Fizeram Total Entrevistados 14 1 15 Porcentagem(%) 93.10. inerentes aos riscos existentes em suas atividades.9: Ocorrência de acidentes Ocorrência de Acidentes Acidentes com sequelas Acidentes sem sequelas Ausência de Acidentes Total Entrevistados 0 0 15 15 Ocorrência de Acidentes 100% 100% 80% 60% 40% 20% 0% Acidentes com sequelas Acidentes sem sequelas Ausência de Acidentes Porcentagem(%) 0 0 100 100% 0% 0% FIGURA 4.10 e a Figura 4.Treinamento A maioria dos trabalhadores afirmou que receberam treinamento e orientação quanto à utilização dos EPI’s e operação das máquinas e equipamentos.67 100% .

11 ilustram que 100% sentem-se motivados no trabalho que realizam.11 – Motivação A motivação é dos fatores importantes para o bom desenvolvimento do trabalho.11: Motivação Motivação Motivados Desmotivados Total Entrevistados 15 0 15 Porcentagem(%) 100 0 100% Motivação 100% 0% Motivado Desmotivado FIGURA 4. Trabalhadores motivados produzem mais e melhor.10: Gráfico do Treinamento 4.Treinam ento Não fizeram 7% Fizeram 93% FIGURA 4. O Quadro 4.11: Gráfico da Motivação . evita o desânimo e a fadiga e consequentemente acidentes no trabalho.11 e a Figura 4. Quadro 4.1.

absenteísmo.Vícios O tabagismo.12. 3 somente bebe e 5 bebe e fuma. 3 somente fuma. o abuso de álcool entre outros vícios.12: Vícios Vicios Com vícios Sem vícios Total Entrevistados 11 4 15 Porcentagem(%) 73. Dentre os trabalhadores que possuem vícios.33 26. A Tabela 4. no trabalho e na vida do trabalhador.33% dos trabalhadores possuem algum tipo de vícios (fumante. são fatores que influencia no comportamento das pessoas. No entanto os trabalhadores que afirmaram beber.67 100% Vícios Sem vícios 27% Com vícios 73% FIGURA 4.12: Gráfico que representa os vícios dos trabalhadores . e possíveis acidentes.1. causando transtornos psicológicos.12 demonstram que 73. disseram que só bebem nos finais de semanas. Quadro 4.12 e a figura 4.4. álcool).

4. principalmente com relação às máquinas e equipamentos.13: Gráfico da utilização de EPI's 0% Não Utilizam 4.Utilização de Equipamentos de Proteção Individual Ficou evidente através do Quadro 4. sob o aspecto de segurança e saúde do trabalhador.CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE DE TRABALHO As observações referentes ao ambiente de trabalho foram feitas com o intuito de avaliar a presença de riscos onde os trabalhadores desempenham suas atividades. todos em bom estado de conservação. abafador. óculos.13 e da Figura 4. .2. Quadro 4.1. E na visita à empresa foi possível verificar que todos estavam utilizando máscaras.13 que todos os trabalhadores responderam positivamente quanto a utilização dos EPI`s e quanto à orientação sobre o uso. luvas. botas.13: Utilização de EPI’s Utilização de EPI's Utilizam Não Utilizam Total Entrevistados 15 0 15 Porcentagem(%) 100 0 100 Utilização de EPI's 100% 100% 80% 60% 40% 20% 0% Utilizam FIGURA 4.13.

são estocadas em grandes quantidades.15: Armazenamento do produto acabado .2. em forma de pilhas.14: Armazenamento da matéria-prima E a Figura 4.15 demonstra o armazenamento do produto acabado (produto final). FIGURA 4. FIGURA 4. conforme ilustram as Figuras 4.4.14.1.Armazenamento das embalagens As embalagens que são trazidas das centrais de recolhimento.

2.Neste setor aparentemente não há riscos.16 a cobertura da indústria é metálica com exaustores.8ºC registrado no PPRA da empresa. Outro risco bem evidente no setor de produção é o ruído que chega a 101 dB(A). demonstrando os exaustores. bem como o risco ergonômico pelo excesso de peso e má postura. durante o empilhamento dos fardos de embalagens. . 4. devido aos equipamentos (moinho. exceto pelo fato que ocorre o levantamento e transporte de carga.16: Vista aérea da indústria. FIGURA 4. este dado foi retirado do PPRA da empresa. podendo haver queda de materiais. seja pelo levantamento manual ou pela empilhadeira. para melhorar a ventilação do ambiente.2. no entanto não tem sido suficiente para diminuir o calor de 30.Setor de Produção Conforme pode ser visto na Figura 4. Este risco físico pode causar principalmente a desidratação. com pé direito de aproximadamente 7m de altura.

Durante as visitas não verificou-se a existência de Equipamento de Proteção Coletiva . este dispositivo é de grande importância para a segurança dos trabalhadores. Hidrantes e Mangotinhos. Brigada de incêndio. corrugadora e outros) estarem todos ligados ao mesmo tempo.399/05. os quais possam se destacar alguns: • • • • • • • • • • Acesso de viatura na edificação. Este risco de explosões e incêndio. relacionadas a seguir: a) Esteira de abastecimento. 4. Controle de materiais de acabamento.3.EPC’s. que também é um risco relevante. Alarme de Incêndio. Saídas de emergência.extrusora. conforme exigidas na Lei 8. Sinalização de emergência. e pelo tamanho da área total construída de 6. E o odor proveniente da lavagem das embalagens.08m².2. Iluminação de emergência.Máquinas e Equipamentos do Setor de Produção Durante as visitas à empresa pode-se constatar a utilização diária das seguintes máquinas no processo de reciclagem de embalagens plásticas. Segurança estrutural contra incêndio. Foi possível constatar nas visitas à empresa que no ambiente de trabalho do setor de produção não foi encontrado nenhum dispositivo de prevenção e combate a incêndio. bem como para a segurança da empresa. leva as embalagens de defensivos agrícolas prensadas até o moinho.015. . deveria haver dispositivos de prevenção e combate a incêndio. pode ser causado pelo equipamento moinho. Extintores.

17 a) e b) ilustram os trabalhadores abastecendo a esteira . onde esta água e reutilizada após o seu tratamento. a) moinho b) Lavadora com banheira FIGURA 4. protetor auricular e principalmente máscaras) devido os possíveis resíduos de agrotóxicos encontrados nas embalagens. conforme as Figuras 4. estando todos de posse dos EPI’s necessários. tritura em pequenas partes as embalagens e em uma banheira com água.No começo do processo deve-se utilizar os EPI’s (luvas. As Figuras 4.17: Trabalhadores abastecendo a esteira b) Triturador (moinho) e Lavadora com banheira.18: Moinho e Lavadora com banheira . é realizada a lavagem dos fragmentos para retirada dos contaminantes. a) Trabalhadores desembalando fardos para ser levado a esteira b) Embalagens sendo levadas ao moinho FIGURA 4.18 a) e b).

c) Silo de armazenamento. através de bombas de sucção. Na manutenção do equipamento existe o risco de acidentes. Na ocasião da visita os trabalhadores não estavam utilizando os óculos de proteção . . odores. depois de moído e lavado os fragmentos das embalagens são depositados nos silos. Na saída da extrusora. o “espaguete” é picotado em um granulador e transformado em peletes (grãos plásticos) e armazenado em silos. pois o trabalhador pode se cortar na afiação das facas do moinho e triturador. conforme as Figuras 4. O silo não oferece risco ao trabalhador. para proteger os olhos dos estilhaços. lançamento de estilhaço de fragmentos de embalagens que podem atingir os trabalhadores e ergonômico pelo trabalho em pé.Este equipamento apresenta os seguintes riscos: ruídos (101. aquece e transforma os fragmentos em massa plástica tornando-a homogênea. aguardando a próxima etapa do processo de reciclagem.19: Silo de armazenamento e) Extrusoras. do qual sai um “espaguete” contínuo que é resfriado com água da torre de resfriamento. Em seguida. exceto pelo fato de ter uma bomba em funcionamento. E explosões quando o equipamento é sobre carregado. encontra-se os cabeçotes. que é a extrusão.1 dB(A)). máscaras e óculos e luvas para operação destes equipamentos. FIGURA 4. Recomendam-se a utilização de protetor auricular de inserção ou abafador.19.

A Figura 4.21 é ilustrado a confecção dos espaguete e dos peletes que é um dos produtos finais da empresa. FIGURA 4.20: Painél da Extrusora e o cabeçote de onde sai o espaguete Já na Figura 4.20 demonstra o painel de controle automático e o cabeçote da extrusora que possui um filtro que deve ser trocado sempre que necessário.21: Extrusora (Confecção do espaguete) . FIGURA 4.

que é regulado pelo trabalhador de acordo com o pedido do comprador (Linha leve. FIGURA 4. além do riscos ergonômicos pelo trabalho em pé e pela esforço físico demonstrado na Figura 4. para fabricação dos conduítes.23: Corrugadora em operação .2 dB(A) dado extraído do PPRA da empresa) e fumaça.Este equipamento oferece aos trabalhadores ruídos (87.23 ilustra a fabricação do conduítes a partir dos peletes. máscaras e luvas para fazer a troca do filtro deste equipamento.22: Trabalhador esticando espaguete. pesada e antichama). A Figura 4. f) Corrugadora.22. demonstração de riscos ergonômicos Recomenda-se a utilização de protetor auricular de inserção ou abafador. FIGURA 4. recebe o material granulado (pelete) pelo funil na quantidade de 20Kg com 300g de corante.

uma vez que o trabalhador fica em pé o tempo todo.25: Balança para pesar os peletes para fabricação do conduítes . de acordo com a Figura 4.24.O conduítes são enrolados formando rolos de 50 metros medida padrão e pesado para ser armazenados. trabalhador enrolando o Conduíte Este processo oferece o risco ergonômico. FIGURA 4. conforme Figura 4. FIGURA 4.25. e também pelo carregamento de peso de 20Kg levado em um vasilhame até o funil do equipamento.24: Corrugadora em operação.

. por meio da retirada da carga térmica da água que passa pela extrusora. Dos silos são transportados por mangueiras de sucção para a extrusão onde a massa plástica é transformada em peletes ou outros produtos (conduítes). através de sucção. do silo de armazenamento para a extrusora e transporta os peletes para outro silo.27: Torre de resfriamento h) Motobombas. Matéria Prima Esteira de Abastecimento Moagem (Trituração e Lavagem) Extrusão Produto Final (Peletes ou conduítes) FIGURA 4. conforme Figura 4. e reaproveitada no processo. utilizadas no processo de resfriamento da água.26: Processo de Reciclagem Outros equipamentos que auxiliam o processo de reciclagem utilizado são: g) Torre de Resfriamento. conforme ilustra a Figura 4.26.27. FIGURA 4. É utilizado para deslocar os fragmentos. onde é triturado e lavado. Após a moagem os fragmentos são armazenados em silos para secagem. São máquinas hidráulicas capazes de realizar o deslocamento de um líquido ou fragmentos para escoamento ou enchimento de tanques ou até mesmo de vasilhames.De forma bem sucinta o processo de reciclagem mecânica consiste em levar a matéria prima da esteira para ir ao moinho.

O excesso de pressão pode causar explosão de compressor. As bombas normalmente encontradas na indústria são do tipo alternativo.29. rotativo ou centrifugo.A alta temperatura devido o desprendimento natural do calor.28: Motobombas b) Bomba centrifuga i) Compressor de ar.29: Compressor de ar . Nos diversos processos industriais. conforme Figura 4.28 a) e b). os sistemas de ar comprimido desempenham papel fundamental na produção e representam parcela expressiva do consumo energético da instalação. FIGURA 4. a) Conjunto motobomba FIGURA 4. Figura 4. é um dos riscos do bombeamento dos fluídos e fragmentos. reservatório e da própria tubulação do ar comprimido.

j) Empilhadeira mecânica. transporte do produto final (peletes ou conduítes) para serem estocadas. Figura 4. queda de materiais.30. utilizada para fazer o transporte de carga e descarga de embalagens para serem trituradas. conforme ilustra Figura 4. podendo causar ferimentos e fraturas.30: Empilhadeira mecânica. no entanto a Figura 4.31 ilustra a sinalização de vias para circulação da empilhadeira. Este equipamento apresenta o risco de atropelamento. impedindo desta forma o risco de atropelamento.31: Sinalização das vias para circulação da empilhadeira . Figura 4.

As categorias de risco classificam em ordem numérica de acordo com a gravidade da causa. as causas. entre elas estão os EPI’s. Nos quadros a seguir foram indicados os riscos. 3.4 Quadro de Análise Preliminar de Riscos – APR A identificação e avaliação dos riscos encontrados na realização das atividades da empresa de reciclagem foram demonstradas através de quadros de Análise Preliminar de Riscos (APR). a categoria de riscos e seus efeitos aos trabalhadores. 4. conforme enumerado abaixo: 1. Quanto aos Equipamentos por serem automatizados aparentemente não oferecem riscos ao trabalhador.desprezível. onde ficam mais evidente as constatações de 4 (quatro) riscos ambientais produzidos pelos principais equipamentos e pela instalação e ambiente de trabalho.2. e os mesmos apresentavam boas condições. Todos estavam devidamente uniformizados. 4. Não verificou-se a existência de EPC’s.Crítica. Os efeitos podem variar de acordo com cada risco analisado. as medidas preventivas. no caso dos operadores do moinho. os equipamentos e as instalações: Foi possível visualizar que todos os trabalhadores estavam usando o seu EPI no desempenho de suas funções. Os quadros de APR foram montados a partir da analise dos dados do PPRA da empresa de reciclagem de embalagens plásticas . 2.Durante as inúmeras visitas à empresa de reciclagem pode-se fazer algumas constatações. Não foi encontrado no setor de produção o risco biológico. exceto pelo ruído que eles produzem que pode chegar a 101.Catastrófica.1dB(A). Em algumas situações observou-se a ausência dos óculos de proteção.marginal/limítrofe.

gases.14 os riscos foram classificados em marginais e críticos. gases. Os danos neste quadro variam de menores a lesões graves e morte. Sendo o Ruído e a exposição a vapores os riscos mais graves encontrados nesta atividade.treinamento .14 identifica os riscos dos trabalhadores dos serviços gerais. Intoxicação poeiras.Treinamento para carregar carga adequadamente .Implantação de dispositivos de prevenção e combate a incêndio .15 ilustra os riscos que os trabalhadores estão expostos na utilização do moinho.O Quadro 4. por inalação névoas e resíduos de defensivos agrícolas. armazenamento e abastecimento da esteira e outras tarefas. equipamento responsável pela moagem das embalagens em pequenas partes. Quadro 4.Melhorar o sistema de ventilação natural e artificial .14 – Quadro de APR da Carga e descarga (Serviços Gerais) RISCO CAUSA EFEITO CATEGORIA DE RISCO 2 4 MEDIDAS PREVENTIVAS OU CORRETIVAS Armazenar materiais de forma adequada .Utilizar máscaras de proteção para poeiras.Intervalos de 5 a 10 minutos de descanso para cada 2 horas trabalhada Implantação de Ginástica Laboral . Fonte: PPRA da empresa No Quadro 4. O Quadro 4. responsáveis pela carga e descarga. . com danos menores e substanciais. 2 3 Químico 3 .8°C) Ruído (NPS superior PAIR – a 85 dBA) Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Exposição a vapores.Utilizar protetores auriculares de inserção e/ou abafador De Acidentes Queda de materiais Explosão/ Incêndio Ferimentos Queimaduras / Morte Ergonômico Levantamento/ Transporte de carga Fadiga muscular 2 Sobrecarga física: Dores Postura inadequada musculares e lombares 2 Físico Calor (IBUTG médio Desidratação ponderado 30.

No Quadro 4.15 – Quadro de APR da Máquina I – Moinho RISCO CAUSA EFEITO CATEGORIA DE RISCO 3 MEDIDAS PREVENTIVAS OU CORRETIVAS .Quadro 4. podendo levar o trabalhador a óbito. névoas e resíduos de defensivos agrícolas PAIR – Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Intoxicação por inalação 3 3 . responsáveis pela transformação dos fragmentos das embalagens em produto final (peletes e conduítes). quando não operado de forma correta.Melhorar o sistema de ventilação natural e artificial . Utilizar cintos de segurança. .Implantação de dispositivos de prevenção e combate a incêndio . gases.8°C) Ruído (NPS superior a 85 dBA) Desidratação 2 Químico Exposição a vapores.Utilizar protetores auriculares de inserção e/ou abafador De Acidentes Circulação de pessoas entre veículos/ equipamentos em movimento Explosão/ Incêndio Fraturas Queimaduras / morte 4 Ergonômico Projeção de partículas nos olhos e face Queda de diferença de nível Levantamento/ Transporte de carga Sobrecarga física: Postura inadequada Ferimentos Fraturas Fadiga muscular Dores musculares e lombares 2 3 2 2 Físico Calor (IBUTG médio ponderado 30.Utilizar máscaras de proteção para poeiras. gases Fonte: PPRA da empresa Como pode ser observado neste quadro.Intervalos de 5 a 10 minutos de descanso para cada 2 horas trabalhada .16 foram identificados os riscos pertinentes à operação da extrusora e corrugadora. o risco de maior gravidade é a de explosão e incêndio do moinho.Treinamento para carregar carga adequadamente . poeiras. .Sinalizar área de circulação da empilhadeira .treinamento Utilização de EPI’s (óculos e máscaras).Implantação de Ginástica Laboral .

onde pode ocorrer ferimentos leves a lesões.Utilizar máscaras de proteção para poeiras. Quadro 4.8°C) Ruído (NPS superior a 85 dBA) Desidratação 2 Químico Exposição a vapores.Armazenar materiais de forma adequada . poeiras.Implantação de dispositivos de prevenção e combate a incêndio .treinamento . ocasionando ao operador danos leves a lesões graves. névoas e resíduos de defensivos agrícolas PAIR – Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Intoxicação por inalação 3 3 .16 que os riscos críticos são maiores em quantidade que os demais.Melhorar o sistema de ventilação natural e artificial . Necessitando de mais atenção da empresa.Intervalos de 5 a 10 minutos de descanso para cada 2 horas trabalhada . .Implantação de Ginástica Laboral . gases.16 – Quadro de APR da Máquina II Extrusora/ Corrugadora RISCO CAUSA EFEITO CATEGORIA DE RISCO 3 MEDIDAS PREVENTIVAS OU CORRETIVAS . O Quadro 4. gases Fonte: PPRA da empresa Percebe-se que no Quadro 4.Treinamento para carregar carga adequadamente .Sinalizar área de circulação da empilhadeira .Utilizar protetores auriculares de inserção e/ou abafador De Acidentes Circulação de pessoas entre veículos/ equipamentos em movimento Queda de materiais Explosão/ Incêndio Fraturas Ferimentos Queimaduras / morte 3 4 Ergonômico Levantamento/ Transporte de carga Sobrecarga física: Postura inadequada Fadiga muscular Dores musculares e lombares 1 2 Físico Calor (IBUTG médio ponderado 30.17 demonstra os riscos pertinentes à operação da empilhadeira.Os danos decorrentes desta atividade variam de desprezível a crítico.

sendo a maioria classificados como críticos.Implantação de Ginástica Laboral .Implantação de dispositivos de prevenção e combate a incêndio .8°C) Ruído (NPS superior a 85 dBA) Desidratação 2 Químico Exposição a vapores.18 identifica os riscos encontrados na manutenção dos equipamentos.Melhorar o sistema de ventilação natural e artificial . e constata-se que é a atividade com maior número de risco na empresa. névoas e resíduos de defensivos agrícolas PAIR – Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Intoxicação por inalação 3 3 Fonte: PPRA da empresa O Quadro 4. gases. .treinamento .17 – Quadro de APR da Carga e descarga (Operador de Empilhadeira) RISCO CAUSA EFEITO CATEGORIA DE RISCO 2 4 MEDIDAS PREVENTIVAS OU CORRETIVAS Armazenar materiais de forma adequada . gases De Acidentes Queda de materiais Explosão/ Incêndio Ferimentos Queimaduras/ morte Ergonômico Levantamento/ Transporte de carga Sobrecarga física: Postura inadequada Fadiga muscular Dores musculares e lombares 2 2 Físico Calor (IBUTG médio ponderado 30.Utilizar máscaras de proteção para poeiras.Quadro 4.Treinamento para carregar carga adequadamente .Intervalos de 5 a 10 minutos de descanso para cada 2 hora trabalhada .Utilizar protetores auriculares de inserção e/ou abafador . poeiras.

8°C) Ruído (NPS superior a 85 dBA) Desidratação 2 Químico Radiação ionizante Exposição a vapores. .Implantação de Ginástica Laboral . névoas e resíduos de defensivos agrícolas Eventual exposição das mãos a graxas e óleos lubrificantes Fumos metálicos PAIR – Perda Auditiva Induzida pelo Ruído não Cegueira Intoxicação por inalação 3 3 3 Alergias dermatites e 2 Doenças do sistema Respiratório 3 Fonte: PPRA da empresa . -Sinalização conforme NR-26. óculos e máscara apropriada para solda Armazenar materiais de forma adequada Utilizar luvas e botas.Implantação de dispositivos de prevenção e combate a incêndio . De Acidentes Choque elétrico Queimaduras Projeção de Queimaduras partículas e respingo nos olhos Queda de materiais Ferimentos Trabalho com Corte e/ ou ferramentas cortantes perfuração Explosão/ Incêndio Queimaduras/ morte 3 2 3 4 Ergonômico Sobrecarga física: Postura inadequada Dores musculares lombares 2 e Físico Calor (IBUTG médio ponderado 30. fumos.Utilizar máscaras de proteção para poeiras.treinamento .Utilizar máscaras de proteção respiratória para poeiras. -Aterramento provisório Utilizar EPI's. . poeiras.Utilizar protetores auriculares de inserção e/ou abafador Utilizar máscara apropriada para solda . -Isolamento físico.18 – Quadro de APR da Manutenção (Eletricista Industrial) RISCO CAUSA EFEITO CATEGORIA DE RISCO 3 MEDIDAS PREVENTIVAS OU CORRETIVAS -Utilizar ferramentas eletricamente isoladas.Melhorar o sistema de ventilação natural e artificial .Intervalos de 5 a 10 minutos de descanso para cada hora trabalhada . gases. gases. gases Utilizar luvas. lavar as mãos após a utilização destes produtos.Quadro 4.

levantamento de carga.18 há riscos comuns na operação de quase todos os equipamentos.17 e 4.14. ruído (físico) e exposição a vapores. névoas e resíduos de defensivos agrícolas (químico). 4. 4. postura inadequada (ergonômico). 4. . E seus danos podem variar de pequenos ferimentos até a morte.16.15. gases.Como pode ser visto nos Quadros 4. poeiras. calor. tais como quedas de materiais. explosões/incêndio (risco de acidentes).

1 Recomendações Recomendam-se à empresa as seguintes sugestões: a) Uma solução mais eficiente para ventilar a área de produção da empresa. ergonômicos e de acidentes e também as condições no desempenho do trabalho.0 CONCLUSÃO Através da análise do perfil dos trabalhadores da empresa foi possível constatar a qualificação dos operários no desempenho das atividades dentro da empresa e particularmente consciência quanto a segurança na operação dos equipamentos e instalações. o que requer maior atenção e cuidados com os trabalhadores responsáveis por esta atividade. 5. seja por sistemas de ventilação natural ou artificial. são os mais evidentes no ambiente de trabalho e a forma de prevenção são os EPI’s já que não há como implantar o EPC pelo motivo dos equipamentos serem grandes e seguirem o lay-out da produção. c) Implantar Ginástica Laboral para diminuir as dores lombares e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. onde o número de riscos é maior. pode-se identificar claramente os riscos físicos.5. o processo produtivo é composto por diversos tipos de máquinas. de acordo com a situação da empresa financeira da empresa. No entanto os riscos físicos. e ferramentas manuais são utilizadas nas manutenções. equipamentos automatizados diminuindo desta forma o contato do trabalhador com os equipamentos. . d) Elaborar e implantar uma Análise Ergonômica do Trabalho na empresa. que trata das máquinas e equipamentos. b) Elaborar e implantar projetos de prevenção e combate a incêndio. químicos. Implantar e formar brigada de incêndio e treinamento dos trabalhadores para uma situação de risco de incêndio. Por meio dos quadros de Análise Preliminar de Riscos (APR). Como pode ser visto nas figuras mostradas no item 2.5. ruído e calor.

5. Estudo de Detalhamento dos Riscos .2 Sugestões para trabalhos futuros Implementação de Projetos de Incêndio e Pânico. Estudo sobre Analise Ergonômica do Trabalho.

preservação ambiental e desenvolvimento de pessoas. Equipamentos e Instalações.br/seg_sau/proposta_consultapublica. Oswaldo.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CARDELLA. 2008. Faculdade de Arquitetura.mte. 3ª ed.pdf 15/09/2009. – São Paulo: Edgard Blücher. Engenharia e Tecnologia – Universidade Federal de Mato Grosso.Gerência de Risco. Apostila do Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. Benedito. Itiro. Faculdade de Arquitetura. Engenharia e Tecnologia – Universidade Federal de Mato Grosso.gov. Marcio de Lara . Ministério do Trabalho e Emprego – MTE – Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador: Manual de Legislação. E ampl. Marcio de Lara. 2009. Engenharia e Tecnologia – Universidade Federal de Mato Grosso. 2009. LAMBERT. 254 fls. qualidade. Apostila do Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. Introdução à Engenharia de Segurança no Trabalho. 2005. 2ª edição ver. 1. Segurança no Trabalho e Prevenção de Acidentes: Uma abordagem Holística: segurança integrada à missão organizacional com produtividade. Disponível em em http://www. – São Paulo: Atlas. 614 p. IIDA. Apostila do Curso de Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho. reimp. MICHEL. Faculdade de Arquitetura. – São Paulo: LTr. Acidentes do Trabalho e Doenças Ocupacionais. Brasília.6. PINTO. . 2008.. – 6. LAMBERT. 2009. José Antônio. Capturado PINTO. José Antônio – Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas. Ergonomia: projeto e produções. ed. 2004. 424 p.

Avaliação do Perfil de Trabalhadores e das Condições de Trabalho em Marcenarias no Município de Viçosa-MG. Desenvolvimento de Projeto. Cuiabá.br/destino_embalagens/estatisticas/br/teEstatisticas. SOUZA.portalsaofrancisco. Disponível em http://www. Análise dos Riscos de Acidentes: estudo de caso em uma marcenaria 2005. 2002.com.br/site. SILVA. MINETTI.org. Juliano Ricardo Lenzi. 86 fls.br/alfa/plasticos/historia-do-plastico-3. Reciclar na Prática. capturado em 15/11/2009.bombeiros. 769-775. Amaury Paulo. capturado em 06/12/2009.asp. Disponível em http://www.pdf Capturado em 18/05/09.sacolinhasplasticas. Admilton de Lima. Historia do Plástico. n.com. Sociedade de Investigação Florestal.399/05 Lei de Segurança Contra Incêndio e Pânico de Mato Grosso. Luciano José.26. p. Universidade Federal de Mato Grosso.inpev. Dados Estatísticos sobre a “Destinação Final – Setembro de 2009”.br/#/reciclar-na-pratica. Reciclagem Mecânica.br/pdf/rarv/v26n6/a13v26n6. Disponível em http://www. Apresentação de Monografia (Pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho) . 2005. Kátia Regina.php.Faculdade de Arquitetura. . PPRA da Empresa de Reciclagem elaborado pelo SESC-MT.scielo. capturado em 02/10/2009.gov. Disponível em: http://www. Portal São Francisco. capturado em 02/10/2009. Engenharia e Tecnologia. Lei Estadual n° 8.6. v.SCHAAB.mt. Disponível em http://www. SILVA.

ANEXOS ANEXO 1 .Questionário Informações pessoais Idade:_____________ ( ) Menor de 20 anos ( ) 30 a 40 anos ( ) acima de 50 anos ( ) 20 a 30 anos ( ) 40 a 50 anos Sexo: ( )M ( )F Escolaridade:___________________ 1º grau ( ) incompleto ( ) completo 2° grau ( ) incompleto ( ) completo Curso técnico ( ) incompleto ( ) completo Curso superior ( ) incompleto ( ) completo Profissão:____________________________________________________ Setor de atuação:________________________________________________ Tempo de serviço na empresa:________________ Tempo de serviço na profissão:__________________ Características do Trabalho 1) Qual sua jornada de trabalho diária e semanal? 2) Quais as tarefas que desempenham? .

jogos de azar)? ( ) Sim ( ) Não 11 a) Quais?___________________________________________________________ 12)Utilizam equipamentos de proteção individual? ( ) Sim ( ) Não 12 a) Quais?__________________________________________________________ .3) Foi realizado exame médico admissional na sua contratação? ( ) Sim ( ) Não 4) Tem feito exames periódicos? ( ) Sim ( ) Não 5) Na execução da atividade há algum desconforto ou incomodo? ( ) Sim ( ) Não 5-a) Quais são?________________________________________________________ 6) Já sofreu algum incidente/acidente de trabalho? ( ) Sim ( ) Não 6 a) Qual/ como foi o acidente. e houve afastamento da atividade? _____________________________________________________________________ 7) Já recebeu algum treinamento referente à sua atividade? ( ) Sim ( ) Não 8) Recebeu alguma orientação sobre os riscos decorrentes da atividade desempenhada? ( ) Sim ( ) Não 9) Tem algum conhecimento básico sobre eletricidade e seus perigos? ( ) Sim ( ) Não 10) É motivado para o trabalho que realiza? ( ) Sim ( ) Não 11)Possui algum vício (fumo. bebidas alcoólicas.

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