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Literatura portuguesa contemporânea de autoria feminina

Elvira Souto dá em Vínculo de sangue três razões para que a literatura


de autoria feminina esperte interesse:
1) Que as histórias literárias canonizadas omitam as autoras.
2) Gosta duma obra duma autora.
3) Evidência dum tratamento parcial das obras de autoria feminina.

Na Literatura Portuguesa há autoras como Teresa Margarida da Silva e


Orta (que esteve num convento, que longe de ser um lugar de reclusão era um jeito
de aceder à cultura), a Marquesa de Alorna ou Teresa de Mello Breyner
(introdutoras as duas de ideias progressistas em Portugal) que devem se estudadas
dentro do seu espaço social e posta em relação com outros autores coetâneos.
Depois delas há uma interrupção na literatura de autoria feminina.

Nos anos 60 do século XX há certo movimentos sociais que contribuem


para mudar a situação da mulher na sociedade (lib´s girls). É muito significativa a
canção “Carolina” de Chico Buarque, cuja mensagem é que há para a mulher outro
mundo fora do fogar no que a mulher pode ser sujeito activo, não só uma
observadora. Em Portugal vivem-se os últimos anos do salazarismo, pelo que o
espaços social da produção literária é singular, ainda que se vão aprovando leis que
reconhecem os direitos da mulher. Alguns textos significativos são:

a) Cartas portuguesas (1971) de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e


Maria Velho da Costa:
 É uma “versão” do texto Lettres portugueses (1669) descoberto na França.
São as cartas de amor uma freira a um cavaleiro francês. Depois topa-se em
Alemanha outra versão do texto no que se faz referência ao Convento de
Beja e a Sóror Maria Alcoforado, à que se lhe atribui.
 Consta de 9 cartas muito atrevidas que lhes custa às autora um juízo (ver
fotocópia).
b) Revolução e mulheres, de Maria Velho da Costa: ensaios nos que uma voz
ficcional analisa diferentes questões do 25 de Abril, entre elas a revolução e as
mulheres (ver fotocópia).

Assim, a literatura de autoria feminina é na actualidade tão plural como a


de autoria masculina e as autoras podem profisionalilzar-se como os homens.

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Introdução à Literatura Portuguesa
2006/2007
USC