“Deuses africanos no Brasil” é o Capítulo I do livro

Herdeiras do Axé
de Reginaldo Prandi (São Paulo, Hucitec, 1 !, p"#inas 1$%&'

Axé é força vital, energia, princípio da vida, força sagrada dos orixás. Axé é o nome que se dá às partes dos animais que contêm essas forças da natureza viva, que também est o nas fol!as, sementes e nos frutos sagrados. Axé é bênç o, cumprimento, votos de boa"sorte e sin#nimo de Amém. Axé é poder. Axé é o con$unto material de ob$etos que representam os deuses quando estes s o assentados, fixados nos seus altares particulares para ser cultuados. % o as pedras e os ferros dos orixás, suas representaç&es materiais, símbolos de uma sacralidade tangível e imediata. Axé é carisma, é sabedoria nas coisas"do"santo, é senioridade. Axé se tem, se usa, se gasta, se rep&e, se acumula. Axé é origem, é a raiz que vem dos antepassados, é a comunidade do terreiro. 's grandes portadores de axé, que s o as veneráveis m es e os veneráveis pais"de"santo, podem transmitir axé pela imposiç o das m os( pela saliva, que com a palavra sai da boca( pelo suor do rosto, que os vel!os orixás em transe limpam de sua testa com as m os e, carin!osamente, esfregam nas faces dos fil!os prediletos. Axé se gan!a e se perde. (()traído de *e#inaldo Prandi, Os candomblés de São Paulo.'

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Deuses africanos no Brasil:
uma apresentação do candomblé* *e#inaldo Prandi

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Pu,licado ori#inal-ente co- o título “Dei africani nell.odierno Brasile”, in /uisa 0aldini Pi11orno (or#2', Sotto le acque abissali2 0iren1e, 3racne, 1 %2

I: Religiões populares no Brasil 4 catolicis-o te- sido 5istorica-ente a reli#ião -a6orit"ria do Brasil, ca,endo a outras fés o lu#ar de reli#i7es -inorit"rias, -as ne- por isso sei-port8ncia no 9uadro das reli#i7es e da cultura, so,retudo no século atual2 :este se#undo #rupo estão as c5a-adas reli#i7es afro$,rasileiras1 , as 9uais até os anos 1 ;& poderia- ser incluídas na cate#oria das reli#i7es étnicas, reli#i7es de preserva<ão de patri-=nios culturais dos anti#os escravos africanos e seus descendentes2 (stas reli#i7es for-ara-$se e- diferentes "reas do Brasil codiferentes ritos e no-es locais derivados de tradi<7es africanas diversas> cando-,lé na Ba5ia?, )an#= e- Perna-,uco e 3la#oas;, ta-,or de -ina no @aran5ão e Par"A, ,atu9ue no *io Brande do Sul% e -acu-,a no *io de CaneiroD2 3 or#ani1a<ão das reli#i7es ne#ras no Brasil deu$se ,astante recente-ente2 E-a ve1 9ue as Flti-as levas de africanos tra1idos para o :ovo @undo durante o período final da escravidão (Flti-as décadas do século 1 ' fora- fi)adas so,retudo nas cidades e e- ocupa<7es ur,anas, os africanos puderadesse período viver no Brasil e- -aior contato uns co- os outros, físico e

social-ente, co- -aior -o,ilidade e, de certo -odo, li,erdade de -ovi-entos, nu- processo de intera<ão 9ue não con5ecera- antes2 (ste fato propiciou condi<7es sociais favor"veis para a so,revivGncia de al#u-as reli#i7es africanas, co- a for-a<ão de #rupos de culto or#ani1ados2 Por outro lado, no final do século passado, fora- introdu1idas no País al#u-as deno-ina<7es protestantes européias e norte$a-ericanas2 (ssas reli#i7es florescera-, assi- co-o espiritis-o Hardecista francGs a9ui c5e#ado ta-,é- no
1 ? ; A % D

Bastide, 1 !%I Carneiro, 1 ;D2 *odri#ues, 1 ;%I Bastide, 1 !J2 @otta, 1 J?I Pinto, 1 ;%2 S2 0erretti, 1 JDI @2 0erretti, 1 J%I (duardo, 1 AJ2 HersHovits, 1 A;I CorrGa, 1 Bastide, 1 !%I Prandi, 1 1a22 ?I 4ro, 1 A2

?

final do século passado, -as o catolicis-o continuou sendo a preferGncia de -ais de &K da popula<ão ,rasileira até os anos 1 %&, e-,ora na re#ião -ais industriali1ada do país, o Sudeste, a porcenta#e- de catLlicos ten5a sido -enor, co- u- incre-ento -ais r"pido no nF-ero de protestantes, Hardecistas e ta-,ése#uidores da u-,anda, reli#ião afro$,rasileira e-er#ida nos anos 1 ;& nas "reas -ais ur,ani1adas do País, e 9ue, a despeito de suas ori#ens ne#ras, nunca se -ostrou co-o reli#ião voltada para a preserva<ão das -arcas africanas ori#inais2 4 9uadro reli#ioso no Brasil de 5o6e caracteri1a$se por processo de conversão co-ple)o e din8-ico, co- a incorpora<ão e -es-o cria<ão de al#u-as novas reli#i7es, Ms ve1es co- a passa#e- do converso por v"rias possi,ilidades de adesão2 4s #rupos de reli#i7es -ais i-portantes e- ter-os de nF-eros de se#uidores 5o6e são> o catolicis-o, e- suas a-,as vers7es de reli#ião tradicional e renovadaI os evan#élicos, 9ue apresenta- -Fltiplas facetas entre 5istLricos e pentecostais, a#ora ta-,é- se oferecendo nu-a nova e inusitada versão, o neopentecostalis-o (*oli-, 1 J%I @ariano, 1 diverso con6unto de reli#i7es afro$,rasileiras2 %'I os espíritas Hardecistas, e u(ntre os catLlicos renovados 1,', -ovi-entos 9ue se

so,ressae-$se as Co-unidades (clesiais de Base (Pierucci, 1 J;' e o novo @ovi-ento de *enova<ão Caris-"tica (Prandi, 1 op7e- doutrinaria-ente> as C(Bs -ais preocupadas co- 9uest7es de 6usti<a social e -ais envolvidas na política, os caris-"ticos -ais interessados no indivíduo e conservadora-ente avessos a te-as de consciGncia social2 (sti-ativas recentes indica- a presen<a de !%K de catLlicos (os caris-"ticos são AK e os das C(Bs, ?K da popula<ão', 1;K de evan#élicos (;K 5istLricos e 1&K pentecostais', AK de Hardecistas e 1,%K de afro$,rasileiros (Pierucci N Prandi, 1 %'2

Dessas reli#i7es, a u-,anda te- sido reiterada-ente identificada co-o sendo a reli#ião ,rasileira por e)celGncia, pois, nascida no Brasil, ela resulta do encontro de tradi<7es africanas, espíritas e catLlicas (Ca-ar#o, 1 D1I Concone, 1 J!I 4rti1, 1 !J'2 Co-o reli#ião universal, isto é, diri#ida a todos, a u-,anda

;

se-pre procurou le#iti-ar$se pelo apa#a-ento de fei<7es 5erdadas do cando-,lé, sua -atri1 ne#ra, especial-ente os tra<os referidos a -odelos de co-porta-ento e -entalidade 9ue denota- a ori#e- tri,al e depois escrava, -antendo contudo estas -arcas na constitui<ão do panteão2 Co-parado ao do cando-,lé, seu processo de inicia<ão é -uito -ais si-ples e -enos oneroso e seus rituais evitae dispensa- sacrifício de san#ue2 4s espíritos de ca,oclos e pretos$vel5os -anifesta-$se nos corpos dos iniciados durante as ceri-=nias de transe para dan<ar e so,retudo orientar e curar a9ueles 9ue procura- por a6uda reli#iosa para a solu<ão de seus -ales2 3 u-,anda a,sorveu do Hardecis-o al#o de seu ape#o Ms virtudes da caridade e do altruís-o, assi- fa1endo$se -ais ocidental 9ue as de-ais reli#i7es do espectro afro$,rasileiro, -as nunca co-pletou este processo de ocidentali1a<ão, ficando a -eio ca-in5o entre ser reli#ião ética, preocupada co- a orienta<ão -oral da conduta, e reli#ião -"#ica, voltada para a estrita -anipula<ão do -undo2 Desde o início as reli#i7es afro$,rasileiras se for-ara- e- sincretis-o coo catolicis-o, e e- #rau -enor co- reli#i7es indí#enas2 4 culto catLlico aos santos, nu-a di-ensão popular politeísta, a6ustou$se co-o u-a luva ao culto dos pante7es africanos (Oalente, 1 !!I S2 0erretti, 1 %'2 Co- a u-,anda, acrescentara-$se M vertente africana as contri,ui<7es do Hardecis-o francGs, especial-ente a idéia de co-unica<ão co- os espíritos dos -ortos através do transe, co- a finalidade de se praticar a caridade entre os dois -undos, pois os -ortos deve- a6udar os vivos sofredores, assi- co-o os vivos deve- a6udar os -ortos a encontrar, se-pre pela pr"tica da caridade, o ca-in5o da pa1 eterna, se#undo a doutrina de Pardec2 3 u-,anda perdeu parte de suas raí1es africanas, -as se espraiou por todas a re#i7es do País, se- li-ites de classe, ra<a, cor (ver Capítulo II'2 @as não interferiu na identidade do cando-,lé, do 9ual se descolou, con9uistando sua autono-ia2 @as o cando-,lé ta-,é- -udou2 3té ?& ou ;& anos atr"s, o cando-,lé era reli#ião de ne#ros e -ulatos, confinado so,retudo na

A

de Portu#al (4ro.elecido territLrio da u-.andonando os ritos da u-. não i-portando as distin<7es de ra<a. . alé. a u-. e de redu1idos #rupos de descendentes de escravos cristali1ados a9ui e ali e. étnica e #eo#r"fica2 Por ter a u-.elecer co-o pais e -ães$de$ santo das -odalidades -ais tradicionais de culto aos ori)"s2 :este -ovi-ento.anda.uco. e vel5os u-.anda. sua vel5a e QverdadeiraQ rai1 ori#inal. -uitos deles a.é. 1 %'2 .ertas a todos.I 0ri#erio N Caro11i.usca das #randes cidades industriali1adas no Sudeste.andistas co-e<ara. 1 .distintas re#i7es do País2 :o rastro da u-.não$africana2 II: Candomblé nos dias de hoje Por volta de 1 %&. a u-.Ba5ia e Perna-.e se iniciar no cando-. ori#e.I Prandi.anda espal5ou$se por todo o País. sí-.anda para se esta. ainda no *io de Caneiro e São Paulo. 1 . al#u-a coisa surpreendente co-e<ou a acontecer2 Co.anda desenvolvido sua prLpria visão de -undo. o cando-.esta.a#ora encontrada vice6ando na 3r#entina. a partir dos anos 1 D&.lé.para se#-entos da popula<ão de ori#e.a lar#a -i#ra<ão do :ordeste e.e)celentes condi<7es % .ran9uecida descendente2 :esse período da 5istLria . -ais forte.lé passou a se oferecer co-o reli#ião ta-.stituir o vel5o catolicis-o ou então 6untar$se a ele co-o veículo de renova<ão do sentido reli#ioso da vida2 Depois de ver consolidados os seus -ais centrais aspectos. considerada pelos novos se#uidores co-o sendo -ais -isteriosa. o cando-. no Eru#uai e outros Países latino$a-ericanos.anda é re-etida de novo ao cando-. 1 1 1cI PollaH$(lt1. as vel5as tradi<7es até então preservadas na Ba5ia e outros pontos do País encontrara. a u-. podendo ser ta-.I Pordeus.lé co-e<ou a penetrar o .e..olo das prLprias ori#ens . ela pode se apresentar co-o fonte de transcendGncia capa1 de su. -ais poderosa 9ue sua -oderna e e-.I Pi Hu#arte.anda 6" tin5a se consolidado co-o reli#ião a. 1 Durante os anos 1 D&.rasileiras.rasileira. bricolage européia$ africana$indí#ena.é.social.lé.

uiu co.os ori)"s e ritos de inicia<ão de ori#e.erto por u.pelo cando-.F1ios pelas -ães$de$santo tornou$se u. 1 JA'2 Basica-ente.lé2 ( os terreiros crescera.o 6eito de viver nas cidades industriali1adas do Sudeste."2 Uuando se fala e. circunscritos aos atuais territLrio da :i#éria e Benin2 @as estas ori#ens na verdade se interpenetra. #eral-ente a referGncia é o cando-. econ=-icas e culturais -uito favor"veis para o seu renasci-ento nu.ser encontrados po.desta e-preitada. escritores e artistas participara.tanto no Brasil co-o na ori#e. aos 9uais os se#uidores dão o no-e de Qna<7esQ (/i-a.econ=-icas para se reprodu1ire. Saire e @o<a-.estilo de vida -oderno e seculari1ado tão enfatica-ente constituído co. predo-ina. Con#o.se criando então.constran#i-ento 9ue as pudesse conter2 ( -ais.lé.9ue a presen<a de institui<7es de ori#e. podia.eR.por a9uilo 9ue poderia ser to-ado co-o as raí1es ori#inais da cultura .novo territLrio.res de todas as ori#ens étnicas e raciais2 (les se interessara. Ba.ão. i-portantes -ovi-entos de classe -édia .lé viera.lé encontrou condi<7es sociais.rasileira2 Intelectuais.-ais ao sulI o alto custo dos ritos dei)ou de ser u.sa. u-a necessidade 9ue preenc5ia o va1io a. poetas.anto (onde 5o6e estão os países da 3n#ola.as principais fontes culturais para as atuais Qna<7esQ de cando-.e se -ultiplicare.must para -uitos.da "rea cultural . 9ue contri. as culturas africanas 9ue fora.africana2 :a c5a-ada Qna<ãoQ 9ueto.lé desi#ne v"rios ritos co."s e os eTG$fons. nesse período. na Ba5ia.i9ue' e da re#ião sudanesa do Bolfo da Buiné.ioru.lé 9ueto e seus anti#os terreiros são os -ais con5ecidos> a Casa D . entretanto. 9ue tantas ve1es foi . eivado de tantas desilus7es2 4 cando-.Ms centenas2 4 ter-o cando-.ater M porta das vel5as casas de cando-.lé da Ba5ia2 Ir a Salvador para se ter o destino lido nos . 9ue.cando-.diferentes Gnfases culturais. estudantes.ne#ra até então pouco contava-2 :os novos terreiros de ori)"s 9ue fora. e. estilo de vida 6".os ioru.as -udan<as sociais 9ue de-arcava.uscava.

anto. co-o a con#o e a ca-. 9ue são espíritos de índios. 1 ?I @2 0erretti.M u-. do 4p= 3fon6"2 4 cando-.ora os c5a-e pelos no-es de seus es9uecidos in9uices.do 9ueto.é.a ePerna-. o 3)é 4p= 3fon6" e o Bantois2 3s -ães$de$santo de -aior prestí#io e de visi.ori#e.anos são ta-.inda. co-o Pul9uéria e @eninin5a.uco.antos V ver 3ne)o'.". -as o si#nificado das palavras e.lé an#ola e o de ca. a-. do 3laHeto. tG.oclo é u-a -odalidade do an#ola centrado no culto e)clusivo dos antepassados indí#enas (Santos. e a 9uase e)tinta Qna<ãoQ )a-. adotou o panteão dos ori)"s ioru. na#= ou e.sorvidas pela na<ão an#ola2 3 na<ão 6e6e$-a5in.lé do 3laHeto.lés. Sen5ora e Stella.suas tradi<7es e lín#ua ritual do eTG$fon.undo e 9uicon#o2 :esta Qna<ãoQ.é.intradu1ível.atu9ue de na<ão no *io Brande do Sul.são do tronco ioru. divindades .ritual.sido destas casas. do estado da Ba5ia.re outras Qna<7esQ.tido #rande influGncia so.funda-ental i-port8ncia o culto dos ca.#rande parte se perdeu através do te-po.deno-inados'> efã e i6e)" na Ba5ia.incorporado -uitas de suas pr"ticas rituais2 Sua lín#ua ritual deriva do ioru.as do Bantois. assi.lé de ca.Branca do (n#en5o Oel5o. -ina$na#= no @aran5ão. oiL$i6e)" ou .lé2 3lé.uco2 3 Qna<ãoQ an#ola. 1 A'2 0oraprovavel-ente o cando-. 5o6e 9uase inteira-ente a. te. sendo 5o6e -uito difícil tradu1ir os versos das canti#as sa#radas e i-possível -anter conversa<ão na lín#ua do cando-.rasileiros. portanto os 9ue são di#nos de culto no novo territLrio a 9ue fora. ou 6e6es.anda2 H" outras na<7es -enores de ori#e. as se#uintes Qna<7esQ ta-."s (e-. 4l#a." (ou na#=.anto. do @aran5ão.oclo 9ue dera.confinados pela escravidão2 4 cando-.co-o incorporou -uitas das pr"ticas inici"ticas da na<ão 9ueto2 Sua lin#ua#e.lé 9ueto te. ta-. e 3nin5a. e a 6e6e$-ina. de ori#e. derivara. ori#inou$se predo-inante-ente das lín#uas 9ui-. o cando-. co-o 6" era- ! .é.. 9ue tG." de 3la#oas e Perna-.oclos.ilidade 9ue ultrapassou de -uitos as portas dos cando-.. co-o os povos ioru. considerados pelos anti#os africanos co-o sendo os verdadeiros ancestrais .

todo u.lon#o aprendi1ado 9ue aco-pan5ar" o -es-o por toda a vida2 3 pri-eira ceri-=nia privada a 9ue a novi<a (a.c5a-ados pelos na#=s. cultuados2 4s iniciados.ser assi. 1 JJ'2 (le ou ela rece. difícil e cara. da fa-ília$de$santo.é.er o ori)" no transe de possessão2 Para se iniciar co-o cavalo dos deuses.oli1a. deve se-pre per-anecer atento M presen<a do espírito2 4 processo de se transfor-ar nu. disponível para o tra.lés copredo-in8ncia ioru.al5o no -undo profano2 J . a -ãe$de$santo deve deter-inar. e suas entidades centrais são os voduns2 3s tradi<7es rituais 6e6es fora."2 Iniciação no candomblé queto 4 sacerdLcio e or#ani1a<ão dos ritos para o culto dos ori)"s são co-ple)os. 9ue se apropria do corpo e da -ente do iniciado.diferente da9uele do Hardecis-o. e.e<a possa se fortalecer e estar preparada para al#u. dando$se início a u. ta-. nu.as oferendas (ani-ais e a-pla variedade de ali-entos e o.iã' é su. evidente-ente. -es-o e.asica-ente e.-ecanis-o pelo 9ual cada fil5o ou fil5a se dei)a caval#ar pela divindade.-uito i-portantes na for-a<ão dos cando-.e então u.o seu ori)" (ver 3ne)o'.fio de contas sacrali1ado.-etida consiste nu.ad-irados. para 9ue a ca. através do 6o#o de .iã precisa 6untar din5eiro suficiente para co. e eventual-ente de sua prLpria fa-ília durante o período de reclusão inici"tica e. cu6os est"#ios na Qna<ãoQ 9ueto pode. louvados.ori'.aprendi1ado 9ue ad-inistra os padr7es culturais de transe.e. e.e<a (e.transe. roupas ceri-oniais. cu6as cores si-.rir os #astos co.sacrifício votivo M sua prLpria ca. fil5os e fil5as$de$santo (ia=. utensílios e adornos rituais e de-ais despesas suas. pelo 9ual os deuses se -anifesta. co.e<a da9uele indivíduo (Bra#a.QcavaloQ é u-a estrada lon#a. a a.9ue não estar".F1ios.no corpo de seus iniciados durante as ceri-=nias para sere.dia rece.su-ariados> Para co-e<ar.ritual'.9ue o -édiu-.são popular-ente deno-inados Qcavalos dos deusesQ u-a ve1 9ue o transe consiste .6etos'.lin#ua#e. 9ual é o ori)" dono da ca.-odelo de transe inconsciente .

e<a2 Durante a etapa das ceri-=nias inici"ticas e. 1 1'2 E-a festa de louvor aos ori)"s (to9ue' se-pre se encerra co.reclusão no terreiro por u.e<a da novi<a. e levado para 6unto dos ata.ritos. rece.=-i -orre.nF-ero e. #alos.res (a)e)G' são reali1ados pela co-unidade para 9ue o ori)" fi)ado na ca.u.a9ues.la<o sa#rado entre a novi<a. po-.preparada para rece.e o #rau de senioridade (e.outras etapas da vida.ser oferecidos> ca. co-pletando$se a inicia<ão co-o ia= (iniciada 6ove.Co-o parte da inicia<ão.e<a durante a pri-eira fase da inicia<ão possa desli#ar$se do corpo e retornar ao -undo paralelo dos deuses (oru-' e para . cara-u6os2 4 san#ue é derra-ado so. a dan<a e a co-ida (@otta.9ue a novi<a é apresentada pela pri-eira ve1 M co-unidade. os cantos.rir sua prLpria casa de culto2 Ceri-=nias sacrificiais são ta-."$ori)"' é lavada co. 9ue si#nifica Qva-os co-erQ'.ores. fa1endo$se assi. o seu ori)" e a co-unidade de culto. estando ritual-ente autori1ado a a. 9ue si#nifica Q-eu ir-ão -ais vel5oQ'.carne dos ani-ais sacrificados2 4 novo fil5o ou fil5a$de$ santo dever" oferecer sacrifícios e ceri-=nias festivas ao final do pri-eiro.torno de ?1 dias2 :a fase final da reclusão. da 9ual a -ãe$de$santo é a ca.e<a da novi<a é raspada e pintada. a novi<a per-anece e.re a ca. co-o no vi#ési-o pri-eiro anivers"rio de inicia<ão2 Uuando o e.recon5ecer por todos.éoferecidas e.eQ ori)"'2 4 ori)" est" pronto para ser feste6ado e para isso é vestido e para-entado.upreparado de fol5as sa#radas trituradas (a-assi'2 3 ca.lé se-pre estão presentes o rit-o dos ta-. dan<ar e dan<ar2 :o cando-. #alin5as. ovel5as.an9uete co-unit"rio (a6eu-.=-i. preparado co. criando este sacrifício u.er o ori)" no curso do sacrifício então oferecido (or='2 Dependendo do ori)". al#uns dos ani-ais se#uintes pode. u-a representa<ão -aterial do ori)" do iniciado (assenta-ento ou i.9ue Qrece.as. seu ori)" #rita seu no-e.#rande . rituais fFne. terceiro e séti-o ano de sua inicia<ão2 :o séti-o anivers"rio. assi. para dan<ar. no assenta-ento do ori)" e no c5ão do terreiro.

se-pre no .lico2 3s cele.ora todas as dan<as.olica-ente cenas de suas . estetica-ente e)a#erado para os padr7es europeus e e)trovertido2 1& .nu-a se9WGncia de dan<as.e.ores (c5a-ados ru-.conte)to ético no 9ual a no<ão 6ud"ico$cristã de pecado não fa1 sentido2 3 diferen<a entre o . pautando$se o 9ue é certo ou errado na rela<ão entre cada indivíduo e seu ori)" particular2 3 Gnfase do cando-. e-.espa<os privativos deno-inados 9uartos$de$santo2 E-a ve1 9ue o aprendi1ado reli#ioso se-pre se d" lon#e dos ol5os do pF.u. sendo vestidos co.io#rafias -íticas2 (ssa se9WGncia de -Fsica e dan<a.e-$estar da coletividade 5u-ana.roupas de cores específicas.lé é se-pre festivo. e)pressando$se e#estos e passos 9ue reprodu1e.rir de u-a aura de so-. u.acesso a estas ceri-=nias. #radual e secreta2 4 culto de-anda sacrifício de san#ue ani-al. 9ue e. para renascer udia e poder de novo #o1ar dos pra1eres deste -undo2 Ritual e ética 4 cando-.erto ao pF.ioru.ras e -istérios.arracão.deles. a reli#ião aca.lico do cando-.9ue o espírito da pessoa -orta (e#u-' li. se-pre ao so.lé opera e. o ori)"2 :ão 5" u.ros da co-unidade reli#iosa. 9ue.se -anifestando no corpo de seus fil5os e fil5as.9ue. cada u. condu1idas e. oferta de ali-entos e v"rios in#redientes2 3 carne dos ani-ais a.onito.arracão. Lr#ãos internos e costelas.a por se reco.ra<7es." si#nifica Qva-os dan<arQ2 4 lado pF. esplendoroso. 9ue são o ponto alto das cele.por u-.reve-ente. 9ue é o espa<o a.siste-a de -oralidade referido ao . usando nas -ãos ferra-entas e o. co-o patas e ca.e o -al depende .erte$se da9uele corpo. são 5onrados todos os ori)"s. consiste. ru-pi e lé' é desi#nada )irG.si-.dos ta-. e. co-o se viu .asica-ente da rela<ão entre o se#uidor e seu deus pessoal.lico. é 9uase inter-in"vel.e<a. ocorra.atidos nos sacrifícios votivos é co-ida pelos -e-. os to9ues.6etos particulares a cada u.ra<7es de . en9uanto o san#ue e certas partes dos ani-ais. .lé est" no rito e na inicia<ão. são oferecidas aos ori)"s2 So-ente iniciados tG.

os ca.a -ãe ou pai$de$santo para o 6o#o de .ra<ão de seu ori)".al#udin5eiro no preparo das festividades. na -aioria dos terreiros. e.oclos (espíritos de índios .lé. fi#uras i-portantes dos -ais diversos se#-entos da sociedade2 Devotos das reli#i7es afro$. co-o a -Fsica e a escola de sa-.endo 9ual é o ori)" dono de sua ca.Para o #rande pF.ra<ão no cando-. e-.rasileiras pode.lé se6a al#o -ais 9ue u.u-a dupla i-port8ncia> antes de -ais nada.e 9ue a ceri-=nia de cele.eterno dan<ar dos deuses africanos2 Seguidores e clientes 4 cando-. desatento para o difícil lado da inicia<ão.ter-os sociais2 Se#undo.F1ios.lé atende a u-a #rande de-anda por servi<os -"#ico$reli#iosos de u-a lar#a clientela 9ue não necessaria-ente to-a parte e. podendo cola.e 9uase nada so.#eral fica sa.le-as são desvendados e oferendas são prescritas para sua solu<ão2 4 cliente pa#a pelo 6o#o de .re o processo inici"tico e nunca to-a parte nele2 (ntretanto.co-pro-isso coa reli#ião2 4 cliente sa.lé é visto co-o u. é da clientela 9ue prové-.lé 9ue ad9uirealto #rau de prestí#io na sociedade inclusiva #osta. e. entre seus clientes.co. o or"culo do cando-.cultuar ta-.e<a e pode -es-o co-parecer Ms festas e.oclos conversa.as atividades sacrificiais2 Co-u-ente.ora não sele nen5u.9ue se reprodu1e.9ue se fa1 a cele. ele te. co-o os ca.vivido e.rasileiras i#ual-ente presentes.tradi<7es afro$ .rasileiros' e encantados (5u-anos 9ue teria.F1ios e pelo sacrifício propiciatLrio (e. sua de-anda por servi<os a6uda a le#iti-ar o terreiro e o #rupo reli#ioso e.outras esferas da cultura. u-a su. através do 9ual pro.#rande palco e.outras épocas e outros países'2 Durante o transe ritual.-enor #rau.de no-ear. sacerdotes e sacerdotisas do cando-.outras entidades 9ue não os ori)"s africanos.é. o cando-. dificil-ente se conce.a2 Para o não iniciado.seus se#uidores e 11 .orar co.L' eventual-ente reco-endado2 4 cliente e.9ual9uer aspecto das atividades do culto2 4s clientes procura.lico.stancial parte dos fundos necess"rios para as despesas co.

e o Ile /euiT[ato. de Pai 3r-ando Oallado de 4#u-.e -al estão ausentes da reli#ião dos ori)"s no Brasil2 ( os devotos acredita. no *io de Caneiro.DarG.Itapevi. 1 J.le-as2 3 or#ani1a<ão dos pante7es de divindades africanas nos terreiros varia de acordo co.trGs deles e.de se caracteri1ar por Gnfase e.certos tra<os de personalidade. defeitos.ora na Yfrica 5a6a re#istro de culto a cerca de A&& ori)"s.9ue o tra.Buarare-a (Prandi. ali-entos. etc2 (ver 3ne)o'2 :en5u. . . e. alé.5erda características físicas e de personalidade2 X prerro#ativa reli#iosa do pai ou -ãe$de$santo desco.e.lé. 1 J%a2 1? . aos ol5os da co-unidade de culto.#rande parte coincidentes co.passa#ens -íticas 9ue relata.deus deter-inado.utos de personalidade de seus ori)"s. dese6os.lé (Santos.a-i#os. de Pai Doda Bra#a de 4ssai-.idas.I Oer#er.uídas aos ori)"s por seus se#uidores!> ! Confor-e pes9uisa reali1ada e. oferecendo consel5os e fLr-ulas -"#icas para o trata-ento de todos os tipos de pro.lé.pode ser espel5ada e. da sociedade e da pessoa 5u-ana2 Cada u. e. apenas duas de1enas deles so.papel -ais i-portante no cotidiano da reli#ião do 9ue os prLprios ori)"s2 III: Comportamento humano como herança dos orixás Se#undo o cando-.9ue estas entidades tG. 1 J1I 3u#ras.ori)" é neinteira-ente .le-as2 (-.e o papel de re#er e controlar for<as da nature1a e aspectos do -undo.-uitas situa<7es a conduta de al#ué.F1ios2 (sse con5eci-ento é a.-ítica através do 6o#o de . de @ãe Sandra @edeiros (pe#a de \an#=.-uitos dos atri.Salvador. so.'2 Ca.9ue os 5o-ens e -ul5eres 5erda. de -odo 9ue e.destes ca.Llicas.cada na<ão de cando-.anda.tesuas prLprias características.as aventuras dos ori)"s2 Isto evidente-ente le#iti-a. e -es-o na Yfrica. vestu"rio.e<a e -ente.retudo e. 9ue é o sen5or de sua ca. e.rir esta ori#e.revivera. tanto as reali1a<7es co-o as faltas de cada u-2 Oe6a-os a.o-. o IlG 3)é Ze-o6" 4ruHoré 4#u-.oclos e pretos$vel5os (espíritos de escravos' são centrais na u-. ele-entos naturais.e.a9ueles col5idos e. -Fsicas.soluta-ente i-perativo no processo de inicia<ão de novos devotos e -es-o para se fa1ereprevis7es do futuro para os clientes e resolver seus pro.no Brasil2 3 cada u.D& terreiros paulistas de cando-.a. cada pessoa pertence a u.reviada-ente al#u-as das características de personalidade -ais usual-ente atri. 1 1 ?I @2 0erretti.inteira-ente -au2 :o<7es ocidentais de . confor-e /épine. cores si-.al5o de ca-po foi -ais de-orado> o IlG 3)é 4ssai. ne. e de 9ue. 1 1a'2 4s estereLtipos a9ui apresentados são e. ePiritu.

o catLlico2 Seus sí-.ora dGe.servando os outros para apan5"$los desprevenidos2 Deve$se pa#ar a ()u co.de andar so1in5os pelas ruas.astião2 4ri)" da fartura2 Seus fil5os são ele#antes.livres para 9ue.o poder de a. divindade trickster.os fil5os de 4#u. r"pidas. erLticas e su6as2 0il5os de ()u #osta. ir-ão de 4#u-2 (-.-ac5ucar> despeda<a. 1.as coisas pr"ticas.e.o Dia.olos são u.encontro -arcado.de ca<ar noite e dia2 Por isso são considerados irrespons"veis2 De fato.a-ar se.din5eiro.al5o intelectual2 (les dão .ri#ados a co-parecer a u. policiais.9ual9uer ceri-=nia é se-pre o pri-eiro a ser 5o-ena#eado. #osta.São Cor#e e São Se. eles se sente. os fil5os e fil5as de 4#u.-uito .nada se.não sa. o trapaceiro2 (.e. -as eles decide. os fil5os de 4#u.oas -ães.ons pais e . técnicos2 Sauda<ão> Ogunhê] ! #ssi V Deus da ca<a2 Sincreti1ado co. facilitando via#ens e pro#ressos na vida2 4s estereLtipos -ostra.Santo 3nt=nio e São Cor#e2 X o ori)" 9ue te. )eretas. tanto 9uanto os fil5os de ()u.9ual9uer coisa por u.se-pre dificuldade co. 9uando outra coisa -ais interessante cru1a o seu ca-in5o2 Okê arô] !baluai$ ou !mulu V Deus da varíola. . se)[.al5adores.er e.cora<7es2 3credita$se 9ue se6a.dotados se)ual-ente.. 9uentes.de co-er e . curiosos e solit"rios2 (-. carnais.todo o tipo de -al físico e suas curas2 3ssociado aos ce-itérios.pa#a2 3 sauda<ão a ()u é Laroyê] !gum " Deus da #uerra.al5o -anual e para as atividades técnicas2 (-.rir os ca-in5os.fil5o ou nu-a fil5a de ()u2 (les são os -el5ores. da -etalur#ia e da tecnolo#ia2 Sincreti1ado co.certa frie1a racional2 (les são -uito tra. soldados.9uando o 9uere.favor dele2 Co-o o pai.co-o tei-osos.ons #uerreiros. .ser2 :ão são dados ao casa-ento. aten<ão se-pre 9ue se precise de u.e.E u V Deus -ensa#eiro.endo e o. -ec8nicos.ora eles usual-ente fa<a.ser -ono#8-icos2 ^G. tG.a-i#o. co-ida. para se evitar 9ue se enraive<a e atrapal5e o ritual2 Buardião das encru1il5adas e das portas da rua2 Sincreti1ado co. fil5os de ()u nunca fa1e. #raciosos.ter -uitos interesses. licenciosas. especial-ente -oldados para o tra. pacientes e -uitas ve1es in#Gnuos2 4s fil5os de 4)Lssi tGaparGncia 6ovial e parece 9ue estão se-pre M procura de al#u-a coisa2 :ão conse#ue.ora eles possa.o ser a-ado2 São a-i#"veis.rar 9ual9uer co-pro-isso 9ue não l5es a#rade -ais2 Dificil-ente eles se sente. das pra#as e doen<as2 X relacionado co.9ue as pessoas consa#radas a ()u são inteli#entes. detestando 9ual9uer tra.e.porrete f"lico e tridentes de ferro2 4s se#uidores acredita.de-asia2 :ão se deve confiar nunca nu. do ferro.o. apai)onados e co.prefere.

sedutoras.para ser reis e rain5as. inspirando pena2 (les parece. pois sente.entos alé.solos e su. co-ida e poder2 E-a pessoa de \an#= #osta de se -ostrar co.na sua prLpria e inter-in"vel #uerra pessoal2 Bosta.rar os seus a-oresI são .ara2 Seus fil5os e fil5as são -ais dotados para a pr"tica do se)o do 9ue para o cultivo do a-or2 Deusa do erotis-o.tudo do a-or.fa1er pe9uenos servi<os e.ficar so1in5os2 Atotô] %ang& V Deus do trovão e da 6usti<a2 Sincreti1ado co.aspecto depri-ido2 São ne#ativos. conversadoras.9ue sa.para lutar e para envolver as pessoas 9ue o cerca.e.-uita dificuldade e.co-pletos idiotas2 X 9ue apenas 9uere.ele1a 9ue pensa. dos ventos e das te-pestades2 X a esposa de \an#= 9ue o aco-pan5a na #uerra2 4ri)" #uerreira 9ue leva a al-a dos -ortos ao outro -undo2 Sincreti1ada co.ase co-portando co-o ple. ne#Lcios e .9ue nascera.ora não se6a. do ouro.ser -uito vaidosas. prote#endo seus re.do usual2 Por isso são -uito .da po.adivin5ar se#redos e -istérios2 São or#ul5osas da .s". -as usual-ente aca.dar a vida pela pessoa a-ada. da fertilidade e do a-or2 Sincreti1ada co.:ossa Sen5ora das Candeias2 Sen5ora da vaidade. resolutos e #lut7esI #ananciosos por din5eiro. -uitas ve1es até se es9uecendo 9ue eles e)iste-2 :ão #osta.e.pouco a-i#os.e.oas na feiti<aria e na previsão do futuro2 3dora. outros parece.ter por direito natural2 Pode.ios.deles e vocG desco.e.atividades e assuntos 9ue envolve.rir" 9ue tudo o 9ue eles precisa.criar seus fil5os ade9uada-ente.ocudas e cora6osas2 Detesta.urocracia2 Sente. -as 6a-ais perdoa.para ser as -el5ores pessoas do -undo é de u.u-a trai<ão2 !arrei] 1A . do na-oro e do casa-ento.de criar suas fa-ílias.6usti<a. pessi-istas. ela é u-a espécie de entidade fe-inista2 3s pessoas de Iansã são . -as tG. -as é por9ue são tí-idos e enver#on5ados2 Se6a a-i#o de u. atrevidas e arro#antes2 Di1e.favor dos outros.re1a e ne.u.pouco de aten<ão e u-a pitada de a-or2 Uuando envel5ece-.ril5antes.da solidão2 Sauda<ão> Ora yeyê ô] Iansã ou !i' V Deusa dos raios. ela foi a esposa favorita de \an#=2 4s fil5os e fil5as de 4)u.-uitos a-antes. .ons a-i#os e e)celentes pais2 Kaô kabiesile] ! um V Deusa da "#ua doce.São Cer=ni-o2 Seus fil5os se dão .co-o -ano. al#uns se torna.9ue isso contraria sua -a6estade2 (las pode.são pessoas atrativas.eus2 São tei-osos. -an5osas e insinuantes2 (las sa.Santa B"r.recon5ecidos co-o pessoas capa1es de #randes proe1as se)uais2 Oive.solos2 Sincreti1ado co. e-.São /"1aro e São *o9ue2 Seus fil5os aparenta. espal5afatosas.

-uito de aprender e de ensinar.a se opor a eles2 Povo de 4)al" nunca desiste2 !a #ab"] Q^al pai. ou 1% .oas -ães2 Prote#e. aprecia.prote#e co-o padroeira.do poder. dos ori)"s e do Brasil.etratados e -ostra-$se -and7es e deter-inados na rela<ão co. dos -ares.Ieman(' V Deusa dos #randes rios. e sua presen<a entre outras pessoas é se-pre p"lida2 Sauda<ão> Odoy"] ! al' V Deus da cria<ão2 Sincreti1ado co. sua est"tua pode ser vista e.o co-porta-ento dos fiéis (Oer#er. 4)a#uiã é considerado o criador da cultura -aterial2 3o invés de sacrifício de san#ue de ani-ais 9uentes. são -uito . a reli#ião fornece padr7es de co-porta-ento 9ue -odela-.9uase todas as cidades ao lon#o da costa .tipo -ítico 9ue é reli#iosa-ente atri.os outros2 São -el5ores no a-or do 9ue no se)o.se#redo2 Bosta.ons pais e .ons advers"rios aos 9ue se atreve.os seus prLprios e tentar se parecer co.lé pode si-ples-ente to-ar os atri.-uito do tra. apresenta$se de duas for-as> o vel5o 4)alufã. #osta. cansado e encurvado.ranco Ms se)tas$feiras2 X se-pre o Flti-o a ser louvado durante as ceri-=nias reli#iosos afro$. do tra.uído aos seus descendentes.4)a#uiã. o se#uidor do cando-.Cesus Cristo2 Seus se#uidores veste-$se de .ustos e)a#erados.de desafios.a li<ão co-pleta-ente2 São calados e c5atos2 Bosta.rasileira2 (la é a #rande -ãe.e le#iti-a.re1a2 0isica-ente são pessoas pouco atraentes. -ul5eres de . sendo i#ual-ente :ossa Sen5ora da Concei<ão 3parecida2 4s fil5os e fil5as de Ie-an6" torna-$se .utos do seu ori)" co-o se fosse.al5o e de derrotar a po. 4)al" prefere o san#ue frio dos caracLis2 4s fil5os de 4)al" #osta. -as nunca ensina.ele.al5o criativo. 9uase incapa1 de dan<arI o 6ove. -ovendo$se va#arosa-ente. seus fil5os e fil5as2 3través de -itos. refor<a.'2 De fato.:ossa Sen5ora da Concei<ão2 0re9Wente-ente representada por u-a sereia. a 9ue.seus fil5os co-o le7es2 Seu -aior defeito é falar de-aisI são incapa1es de #uardar u.rasileirasI é reverenciado pelos de-ais ori)"s2 Co-o criador. tal fil5o2Q 3ssi-. ele -odelou os pri-eiros seres 5u-anos2 Uuando se revela no transe.ons a-i#os e -uito . 1 %!. dan<ando r"pido co-o o #uerreiro2 Por ter inventado o pilão para preparar o in5a-e co-o seu prato favorito. dos oceanos2 Cultuada no Brasil co-o -ãe de -uitos ori)"s2 Sincreti1ada co.ser . 1 J%.u. cada ori)" te.

e de 9ue e.utos da divindade . co-o se cada utivesse pai e -ãe2 3 se#unda divindade te. 9uando certas características incontestes de u.te-po de pa1 ou de #uerra. por e)e-plo> Qsou fil5o de 4)al" e Ie-an6"Q2 Beral-ente. ou se6a. -al identificado pela -ãe ou pai$de$santo respons"vel pela inicia<ão2 :este caso.nos -eios do cando-. identificar$se co.recon5ecer através dos atri.de seu ori)" dono da ca. suspeitando$se 9ue a9uele iniciado est" co.o Qsanto erradoQ. co-o rei ou co-o sFdito etc2 etc2.assi.io#rafia.papel i-portante na defini<ão do co-porta-ento. o se#undo é fe-inino. -as 9ue certas passa#ens -íticas de sua . 9ue pode ser o ori)" e. e vice$versa.eles e refor<ar certos co-porta-ento.-odo de conduta 6" presente2 E.9ue ser desco.ori)" não se a6usta.al#u.a9ueles co-porta-entos.lé duvidar$se da9uela filia<ão.erto e o processo de inicia<ão reordenado2 Pode acontecer ta-.ases 9ue 6ustifica. ou si-ples-ente c5a-ar a aten<ão dos de-ais para este ou a9uele tra<o 9ue sela sua identidade -ítica2 @udar ou não o co-porta-ento não é i-portanteI o 9ue conta é sentir$se prL)i-o do -odelo divino2 3lé. 9ue e)plicaria.lé se-pre se te.e<a.sua conduta2 4s padr7es apresentados pelos -itos dos ori)"s pode.co-o -odelos são 9uase ines#ot"veis2 _s ve1es. ou co-o valida<ão social para u.use#undo ori)". o verdadeiro ori)" te. ao fa-iliari1ar$se co. se o pri-eiro é -asculino. não é inco-u. a varia<7es 9ue serve.a idéia de 9ue parte do con5eci-ento -ítico e ritual foi perdido na transposi<ão da Yfrica para o Brasil.iniciado pode.a suspeita de 9ue o santo est" certo.seus estereLtipos -íticos. acredita$se 9ue cada pessoa te. ou o ori)" e. estão perdidas2 :o cando-.co-.idade 6ove. per-itindo opera$se co.ina<7es -uito ricas2 Co-o cada ori)" particular da pessoa deriva de u-a 9ualidade do ori)" #eral.ser usados co-o -odelo a ser se#uido.é.a u-a pessoa tida co-o seu fil5o.lu#ar e)iste u-a verdade 1D .ou 6" idoso. 9ue atua co-o u-a divindade associada (6untL' 9ue co-ple-enta o pri-eiro2 Di1$se.

. a de .outro -undo e. retri.a procura de interferGncia neste -undo presente através do uso de for<as sa#radas 9ue vG-.princípio. e. copai)7es an"lo#as Ms dos 5o-ens. ético. ou encetar inter-in"vel . 6" 9ue deus é a potGncia ética plena e esi2 :as reli#i7es -"#icas. a -ística e)t"tica. co-pletada2 3 constru<ão da reli#ião. 9ue é o funda-ento reli#ioso V e da reli#ião V do -odo de vida.usca deste con5eci-ento QfaltanteQ. ao contr"rio. a-i#os e 1! .con5eci-ento es9uecido.cidade.nu-a sociedade co-o a nossa.terreiro. sí-.ui<ão e piedade para co.9ue ética.usca necess"ria de u. de seus deuses.perdida. d" lu#ar ao e)peri-entar a idéia de dever.lé é u-a reli#ião .asica-ente ritual e a$ética. evidente-ente.9ue a corrup<ão est" superada.usca 9ue vai de terreiro e.lé> QSeus deuses são fortes.a i-propriedade ritual para ser a trans#ressão de u. não 5" a idéia de salva<ão. nunca se dão conta disso2 I : Religiões éticas e religiões mágicas 4 cando-. e Ms ve1es até a Yfrica e não raro M -era etno#rafia acadG-ica2 *econ5ece$se 9ue falta al#u-a coisa 9ue precisa ser recuperada.valer pouco. elas si-. a ra1ão de e)istGncia e o -eio de salva<ão2 3 trans#ressão dei)a de estar relacionada co. 9ue V talve1 por isso -es-o V veio a se constituir co-o u-a alternativa sacral i-portante para diferentes se#-entos sociais 9ue vive.olos e si#nificados estar" se-pre lon#e de ter se co-pletado2 4s se#uidores. nor-ativo2 :esse tipo. u-a revela<ão escondida2 Pode$se -udar de santo. do outro -undo2 :esta classe de reli#i7es -"#icas e rituais pode-os perfeita-ente en)er#ar o cando-. a e)periGncia reli#iosa do transe (9ue é o caso do cando-.o prL)i-o.lé'. na rota final para Salvador V recon5ecida-ente o #rande centro do con5eci-ento sacerdotal. -as si. cLdi#o -oral e nor-as de co-porta-ento estritas pode. a reli#ião é fonte e #uardiã da -oralidade entre os 5o-ens. de cidade e. alternada-ente valentes ou pérfidos. ou co-portar valores -uito diferentes2 :as reli#i7es éticas. u. do a)é V.

pacto #eral de luta do .ase e-pírica oferecida por suas pes9uisas no Brasil e na Yfrica. e coa#idos por procedi-entos -"#icos 9ue fa1e. 9ue pode. e.orno. u-a reli#ião 9ue não se pode encontrar ne.e.contra o outro para o. propondo para cada di-ensão ritual da reli#ião 9ue ela reconstitui 1J .renaturais -aléficas e de-oníacas. -ais fortes do 9ue os prLprios deusesQ (`e.o -alI eles estão preocupados co. para isso.entre si.oponente2 :ão 5" u-a teodicéia capa1 de nuclear a reli#ião e ne.todo caso inteira-ente desprovidos de -oralidade.transcendente. tanto 9uanto os 5o-ens.lé V 6" se desenvolveu co-o u-a colc5a de retal5os.pela e)istGncia de u.uscada por al#uns de seus adeptos 9ue se p7e. de e)ercício de poder so.na Yfrica.ini-i#o potencial.e. cria. esses deuses nunca c5e#a. -ediante o sacrifício.plano 9ue precede o encontro de u. no papel.desenvolver especula<7es éticas so. fra#-entos cu6a unidade ve. co. -as 9ue são con5ecidos pelo sacerdote$feiticeiro.e reco-pensa. de ata9ue e defesa e. e. Cuana dos Santos. 9ue são tantos.revivGncia e. pelo con5eci-ento 9ue estes aca.co.o . parte de u-a . inclusive. ainda 9ue nu.ter favores para os 5o-ens.cLs-ica. 9ue é se-pre u. o sacerdLcio e o cu-pri-ento de prescri<7es rituais tG.re for<as e entidades so. 6o#ar u.cLs-ica. e ne.finalidade -era-ente utilit"ria de -anipula<ão do -undo natural e não natural. -es-o por9ue a reli#ião V no caso do cando-.esta 9uestão da e)plica<ão da orde.a se tornar.-es-o se con5ece. passíveis de su. -as e.sendo ainda .contra o -al2 :elas.a ser potGncias éticas 9ue e)i#e.9ue os 5o-ens ven5a.o cuidado de seus adeptos particulares2 Daí as reli#i7es -"#icas não se caracteri1are. u.fi. e 9ue se a-para nu-a etno#rafia 9ue relativisa as culturas e le#iti-a co-o i#ual-ente unior#ani1adoras do cos-o as diferentes for-as de reli#ião2 Por e)e-plo.re a orde.e casti#a.Os nagô e a morte (1 JD'.a sua prLpria so.no Brasil ne.ini-i#os entre si e contra os 5o-ens.u-a reinterpreta<ão apoiada na etno#rafia.er.a.tendo dos deuses todos. e co. v2?> & '2 (sses deuses. 1 D .rela<ão M a<ão do outro.

e)peri-entar cLdi#os co. ainda 9ue sendo (ou talve1 por9ue' u-a reli#ião aética. ainda 9ue tGnue.por sua livre escol5a. pois não é -ais no #rupo fec5ado 9ue est" 5o6e sua for<a e sua i-port8ncia co-o reli#ião2 De todo -odo.u. o e#un#un.andono do sincretis-o catLlico leva a u. ou i-posta por ele.vínculos e co-pro-issos duradouros.a oferta de servi<os -"#icos para u-a popula<ão fora do #rupo de culto. 9ue est" 5a.si#nificados 9ue procura.ituada a co-por.ase e. u-a ve1 9ue as 9uest7es de -oralidade fora.certo esva1ia-ento a)iolL#ico.6etivos e cu6o acesso est" codificado nu-a rela<ão de troca.dar Ms partes o sentido de u.u.precisa disto. nu-a rela<ão co-ercial para u. per-itindo ta-. de interpreta<ão do -undo e de interven<ão nele por -eios o.lé de suas de a-arras étnicas ori#inais 9ue o transfor-ou nu-a reli#ião para todos..co-unidades de cando-.os 9uais não -antG. e-prestada do catolicis-o. e 9ue o fa1e. esva1ia-ento de u-a ética.tipo de consu-o i-ediato.ri#a2 (stou -e referindo especial-ente a indivíduos de classe -édia 9ue usa.ada 9ue ela não te-2 Creio não ser difícil i-a#inar 9ue o cando-. dando$se M reli#ião u-a for-a aca. e. para re#rar a conduta na vida cotidiana2 ( ne.todo. for-as privadas. c5e#a pratica-ente a se colar no tipo estrito de reli#ião -"#ica2 4 prLprio -ovi-ento recente de a. podendo contar co.lé.lé não pode -ais voltar M tri.é.repertLrio tanto -ais variado 9uanto possível2 1 . o cando-.o ori#inal ne. partil5ada e. de fato.lé anti#as. -as no con6unto se apro)i-a -ais das reli#i7es -"#icas e rituais.terreno 9ue o catolicis-o do-inador reservou para si e para seu controle no curso da for-a<ão das reli#i7es ne#ras no Brasil2 :este -ovi-ento. foi e)ata-ente o desprendi-ento do cando-. co. entretanto. diversificado e particulari1"vel 9ue é contraposto ao consu-o -assificado 9ue a sociedade pressup7e e o. co-o reli#ião de servi<o. co-porta ele-entos desses dois #randes tipos de reli#ião. Ms ve1es até pessoais.6etivos e su.ao -odelo de 6usti<a tradicional do ancestral.-uitos fra#-entos de ori#ens diferentes.

e. até .anda. e. ver . de 5o-osse)uais de classe social inferior2 Co.#rande parte a u-.or$de$-ina do :ordeste ocidental etc2.risco o parceiro potencial. upapel 9ue o -ostrava co-o o de fora. ta-.pouco te-po os pes9uisadores 9ue eri#ira.a literatura científica so.este fato. tG. ao pu. 9ue para efeito pF. anulando$o en9uanto tal2 SL co.ri#ado a pu. do )an#= perna-.uscou 9ue. so.ucano.usca de parceiro. dos 9uais e)cluo e. .retudo o 5o-e-. e ininterrupta-ente.risco a sua .: !ma religi"o para os exclu#do 4s cultos dos ori)"s no Brasil.norte$a-ericana.6o#o 9ue valori1ou a se-el5an<a e 9ue. se-pre foi o.lici1ar sua inti-idade.e. o.lico não c5e#ava nunca a -udar de papel se)ual2 Sua diferen<a o o.ri#ava$se a dese-pen5ar u.lé se-pre escondera. o não incluído.re o cando-. verdadeiros redutos 5o-osse)uais. -as nos 9uais incluo as for-as do cando-.não 9uis (so.lé . ten5a dado suporte para a #uetifica<ão e Qfor-a<ão de-o#r"ficaQ dos 5o6e deno-inados Q#rupos de riscoQ da 3IDS2 ?& .lé.sido. o diferente.seu escrito de 1 A& (/andes. -as 9ue ainda assi. o 5o-osse)ualis-o est" presente -es-o nas casas -ais tradicionais do país.lici1ar a sua inti-idade co-o Fnico -eio de encontrar parceria se)ual. ou ao -enos o relevara.lio#rafia e^ei)eira. 1 J!'2 4 5o-osse)ual.e)ce<ão de *ut5 /andes. não viu 9ue.&. talve1. pelo -enos desde os anos .re estudos conte-por8neos.os -ovi-entos #a[ de ori#e.co-o tra<o de al#u.papel social 9ue não pusesse e.rar a idéia de 9ue o 5o-osse)ual tin5a 9ue QparecerQ diferente.não c5e#ava a oferecer 9ual9uer risco de Qconta-ina<ãoQ do parceiro. isto é. 9ue não pusesse e.terreiro Qcultural-ente decadenteQ2 4ra. afora o cando-. a partir dos anos D&. 6a-ais aceitou o 5o-osse)ual co-o u-a cate#oria 9ue não precisa necessaria-ente esconder$se.aiano. nu.atu9ue #aFc5o. 1 D!'. pela di-ensão Hardecista$catLlica 9ue co-p7e seu plano de -oralidade.ri#ou a desenvolver padr7es de conduta 9ue o identificasse facil-ente> para ser 5o-osse)ual era preciso -ostrar$se 5o-osse)ual2 Pois nen5u-a institui<ão social no Brasil.i. é 9ue se .

(alé.refu#iar$se no anoni-ato e na indiferen<a 9ue os #randes centros oferece.é.funcionar co-o espa<os fec5ados.lé e ne. isto é. 9ue na cidade #rande pode.tipo de car#o sacerdotal2 ( 9ual9uer 9ue se6a o car#o sacerdotal ocupado. tería-os ta-.e)ercer necessaria-ente al#u.variantes de u-a socia. trata$se do -undo da rua.precisa esconder ou disfar<ar suas preferGncias se)uais2 3o contr"rio.re. o -aculado ao li-po. dos -eretrícios e portas de cadeia2 Brandíssi-a e e)e-plar é a capacidade do cando-. isto é.nossa sociedade2 3inda -ais 9uando se é po. nin#ué.de nossa civili1a<ão2 @as o 9ue fa1 do cando-. coisas -uito pouco ou nada acessíveis aos 5o-osse)uais e. encontra-os u-a ra1ão a -ais para o sucesso do cando-. reli#iosas ou não.deste -undo. vivenciadas por #rande parte da popula<ão .ilidade. 6eitos de ser e de viver.(sta aceita<ão de u.lé de 6untar os santos aos pecadores. no e)tre-o.licos poré. o feio ao .nada despre1ível -eio de -o. do cais do porto.lé é assi-.lé u-a reli#ião tão sin#ular é o fato de 9ue todos os seus adeptos deve. ta-.#rupo tão pro.re (9ue de todo lu#ar do país vai ?1 .rasileira -ais po. -es-o 9uando. voltado para o e)ercício da fé.lé te. de fato.onito2 Se concordar-os 9ue as -aiores concentra<7es relativas de 5o-osse)uais e .isse)uais ocorre.nas #randes cidades.privati1ados'. -i#rante.lici1a<ão. u-a reli#ião apetrec5ada para oferecer estraté#ias de vida 9ue as ciGncias sociais 6a-ais i-a#inara-2 (sta rela<ão entre sacerdLcio e 5o-osse)ualidade não é prerro#ativa nedo cando-. u. entretanto.São Paulo V a possi.9ue não dei)ar es9uecido o fato de contar-os inclusive co. pode até usar o car#o para le#iti-ar a preferGncia. capa1 de aproveitar os talentos estéticos individuais e.locais e institui<7es de pu.lé e. por 9ue nãoR.é.ilidade de fa1er parte de u#rupo reli#ioso.le-"tico para outras institui<7es. onde pode.de-onstra a aceita<ão 9ue o cando-. -as 9ue ao -es-o te-po é lFdico. pardo.ilidade social e acu-ula<ão de prestí#io. pouco escolari1ado2 4 cando-. refor<ador da personalidade. pF.de oferecere. co-o se usa o ori)" para e)plicar a diferen<a2 Para -el5or entender-os isso tudo.

eles não era. co-o ini-i#o.era o indivíduo. co-o indese6"vel.se 6untando nas periferias -etropolitanas'.dFvida u-a reli#ião para a -etrLpole.eria o 9ue fa1er co.de cor.u-a -ensa#e. ter se QdescoladoQ do culto dos antepassados. não sa. 5o6e não i-portando -uito -ais sua ori#e.apenas partes de u-es-o universo reli#ioso> o ori)" era cultuado para 1elar pela fa-ília e pelo indivíduo.re a nature1a2 @as se o cando-. -as so-ente para u-a parte dela.para o -undo. 9uando conta. co-o o 9ue torna de-asiado pesado o fardo de viver nu.lés de e#un#un'2 :a Yfrica. 9ue a-putava nor-as de conduta.ilidade do salve$se 9ue.todo2 4 antepassado #arantia a re#ra.é.lé u-a reli#ião . os e#un#uns a 9ue 6" -e referi (os 9uais a9ui #an5ara.do nosso recente passado escravista.era ta-.u.é. onde o outro não conta e.astante si#nificativo o fato de o culto aos ori)"s. ele li.ele se l5e fosse dado transfor-"$lo. nunca ser" salvacionista2 X se.lé li.-undo inteira-ente desencantado V e o cando-.alé-$-ar2 Considero .o -undo2 (le não te. no Brasil.e co-o e)iste. da ciGncia e da tecnolo#ia e 9ue se encontrou desacreditado do sentido de u.rasileira -uito -ais 9ue a si-ples reprodu<ão de cultos africanos aos ori)"s co-o e)istira.lé ser" aí u-a reli#ião aética para u-a sociedade pLs$ética2 @as ta-.culto M parte nos cando-. conta ou co-o opressor ou co-o víti-a potencial. co-o é destino das outras reli#i7es 5o6e2 4 cando-.lé pode ser a reli#ião ou a -a#ia da9uele 9ue 6" se fartou da transcendGncia despeda<ada pelo consu-o da ra1ão. -as 9ue é resultante ta-. o ori)" #arantia a for<a sa#rada a#indo so. não é u-a reli#ião da palavra.pode ser a reli#ião e a -a#ia da9uele 9ue se9uer c5e#ou a e)peri-entar a supera<ão das condi<7es de vida cal<adas por u-a certa socia.é.lé poder" ser então u-a reli#ião aética para u-a sociedade pré$ética2 ?? .puder.-undo 9ue parece ser por de-ais desordenado V e o cando-. supri-ia institui<7es fa-iliares e alei6ava até -es-o as reli#i7es das popula<7es escravas2 Donde fica evidentíssi-o ser o cando-. o antepassado era cultuado para cuidar da co-unidade co-o u.

a sua profissão2 :ão contando co. e.ri#ado a ostentar sí-.ra pF. 9ue são .olica-ente V o pai e a -ãe$de$ santo fa1e-$se perce. o pai$de$santo vG$se o. ao co-por os 9uadros dos servi<os de oferta #enerali1ada a todos os se#ui-entos sociais.seu deus e al5eio aos deveres de lealdade para co.se tratando da cate#oria dos e.s.ai)os e de ori#e. entretanto. 9ue.tipo de -o. se-pre 9ue ocorrer.usca.ilidade e$ o!ere o!erato2 ^odo ia= 9ue passar por suas o.e. o 9ual. ainda 9ue si-.olos 9ue e)presse. .ai)as (e a#ora não i-porta -ais se são . por u-otivo ou outro.=-is não rodantes (e9uedes e o#ãs'2 (ntretanto.estilo de vestu"rio e u. a inicia<ão si#nifica fa1er parte dos 9uadros sacerdotais. a reivindicar o status de u-a profissão de classe -édia. é perspectiva -uito i-portante para . assi.6a-ais pode ser e.aTn.lica desta rela<ão de lealdade e dependGncia2 Ser pai ou -ãe$de$santo não é aspira<ão de todos os iniciados.ca.o seu iniciador.lé.lico.ri#a<7es pode c5e#ar a pai$de$santo ou -ãe$de$santo.rancos ou se ne#ros' vir a ser u.fa1endo. 1 JA> ? '2 4 pai$de$santo não é -ais a fi#ura escondida.seu terreiro e. or#ani1ados 5ierar9uica-ente e 9ue pressup7e.edal intelectual ad9uirido na escola V o 9ue é decisivo na identidade de classe -édia da -aioria das profiss7es não prolet"rias.#eral.visi.ilidade na sociedade e transita o te-po todo nos -eios de classe -édia. isto é.e)cesso de 6Lias ou outros ?.ri#a<7es rituais do devoto para co. despre1ada2 (le te.stituído por outro através de ado<ão ritual. nascida co-o ocupa<ão voltada para os estratos .u. co-o 6" ocorreu co. tira-$no do anoni-ato2 3o -ostrar$se e. pode ser su. passou recente-ente.outros conte)tos sociais (Ho.oa parcela dos adeptos2 Provenientes. independente-ente de seu co-porta-ento na vida cotidiana.er por u.ilidade de e)ercer u-a profissão 9ue.transe e dos 9ue não'.asica-ente de duas nature1as (dos 9ue entra.pF. de classes sociais .ne#ra. ne.pai$de$santo representa para os iniciados a possi.I: $acerdotes e %eiticeiros :o cando-. fora dos li-ites i-postos pelas o. 9ue o .e. perse#uida.outras atividades profissionais e e.

o sacerdote e o feiticeiro.ilidade e a visi.ilidade e.outro canal de ascensão social2 3 -o.outro QsinalQ de prestí#io a-eal5ado co.lica-ente do 6o#o de -Fltiplos aspectos através do 9ual cada #rupo ou cada pessoa.destes papéis refor<ar" o outro2 ( nu-a sociedade e. dificil-ente encontraria.africana. por suas ori#ens sociais. a sua reali1a<ão co-o líder reli#ioso de seu #rupo de adeptos. são as -edal5as e co-endas concedidas por inF-eras sociedades -edal5ísticas de finalidade autopro-ocional. 9ue l5e #aranta u. de transcendGncia e de interven<ão no -undo2 3 capacidade de se -anter co-o reli#ião aética.ilidade social 9ue sua profissão a#ora pressup7e são i-portantes para conferir ao pai$de$santo u-a presen<a voltada para fora do terreiro.lé na -etrLpole fa1 parte pu.processo de -o.lé.flu)o de clientes cu6o pa#a-ento por servi<os -"#icos per-ite a constitui<ão de u.rela<ão Ms outras reli#i7es éticas e a a.fre9WGncia por sacerdotes do cando-. o cando-. 9ue o cando-. -el5or2 E. para #rupos.9ue o dispGndio -aterial é -uito #rande e decidida-ente -uito si#nificativo2 (ste pai$de$santo e esta -ãe$de$santo são sacerdotes de u-a reli#ião e9ue as tens7es entre -a#ia e pr"tica reli#iosa estão descartadas2 Pode$se final-ente ser. -as cu6a Qtradi<ãoQ não te.-ais 9ue -eio século2 (le e ela fa1e-$se diferentes e. nu-a situa<ão social e.lé de-onstra ter.ilidade social 9ue est" ao alcance de pessoas 9ue. é capa1 de construir sua prLpria fonte de e)plica<ão.e. na cintura e nos pulsos. os diplo-as e #raus universit"rios2 ^udo isto fa1 parte de u.stituir.fundo econ=-ico 9ue facilita. nu-a reli#ião e.anda. na ca.ertura para u- ?A . 9ue dão a i-pressão de sere. 9uanto -ais diferentes. per-ite$l5e vanta6osa fle)i. individual-ente.e<a.deles estar" orientado.9ue cada u. no -íni-o -aterial-ente.ori#inal-ente africanos ou de ori#e.para su. diferentes2 3o se reali1ar co-o institui<ão le#iti-ada de pr"tica -"#ica.9ue cada u. e 9ue serve. Ms ve1es co. preferencial-ente. .vanta#ens.co-o da u-. ao -es-o te-po. e até -es-o classes sociais.enfeites levados no pesco<o.

cada indivíduo pode ter o seu particular e pessoal -odelo de reli#iosidade independente dos #randes siste-as reli#iosos totali1adores 9ue -arcara-. a presen<a do pai$de$santo nu-ercado pF. a 5istLria da 5u-anidade2 4s deuses tri. do estilo de su. co-o afir-a /ucH-ann. fa1e.bricoleur2 :esta sociedade -etropolitana V no rastro das transfor-a<7es sociais de 8-.eco-o suas prLprias re#ras aéticas no plano do #rupo reli#ioso. podia certa-ente propiciar. por parte dos clientes não reli#iosos.#eral não tG-2 3 racionali1a<ão do 6o#o de . o atendi-ento privativo e co. o anoni-ato do servi<o.te-pos -ais anti#os. 9ue as reli#i7es de conversão e. tal co-o e)iste 5o6e nos #randes centros ur.-ercado reli#ioso de consu-o ad hoc. so.9ue o sentido da reli#ião e da -a#ia passou a depender. a e)plicita<ão do pa#a-ento -onet"rio na rela<ão de troca. ?% .5ora -arcada.retudo.6etividade 9ue o 5o-e-.o2 São deuses de u-a civili1a<ão e.desta reli#ião tri. e.#rupo ou solitaria-ente.e.ais africanos adotados na -etrLpole não são -ais os deuses da tri. onde o indivíduo é cada ve1 -ais u. é capa1 de oferecer a seus se#uidores al#o diferente da9uilo 9ue a reli#ião dos ori)"s.ito -undial dos Flti-os cin9Wenta anos V a constru<ão de siste-as de si#nificados depende cada ve1 -ais da vontade de #rupos e indivíduos2 :este -ovi-ento.lico re#ido por re#ras de eficiGncia e co-petGncia profissional.L (ao se apresentare.F1ios e do e. e. escol5e para si2 II: A religi"o dos orixás na sociedade contempor&nea 4 cando-.anos do Brasil. os te-as reli#iosos relevantes.ser selecionados a partir de diferentes preferGncias particulares2 :o li-ite.al de deuses africanos u-a reli#ião para a -etrLpole.lé se or#ani1ou no :ordeste. 9uando sua presen<a si#nificava para o escravo a li#a<ão afetiva e -"#ica ao -undo africano do 9ual fora arrancado pela escravidão2 Uuando o cando-. pode. até . .lé.pouco.co-o -enos sacrali1ados do 9ue na verdade o são'.

lé não pelo fato de ser ne#ro. a partir dos anos 1 D&.Llica. ?D .Llica. o -es-o ne#ro 9ue reconstruiu a Yfrica nos cando-.rasileiro podia distanciar$se cultural-ente do -undo do-inado pelo opressor . recon5eceu a necessidade de ser.revivGncia.. o -ecanis-o através do 9ual o ne#ro africano e . fonte de u-a Yfrica si-. a#ora ele te. assi-. 1 !%'2 /o#o. livre. e.lé.o -undo ori#inal2 (le representava.eu 9ue para ser .al africana perdida2 Pri-eiro ele é o elo co.de ori)"2 4 sincretis-o se funda neste 6o#o de constru<ão de identidade2 4 cando-. deslanc5a a ca-in5o de se tornar reli#ião universal.no século 1 . a condi<ão escrava (Bastide. co-o Fnica possi.rasileira industriali1ada fa1e-udar radical-ente o sentido sociolL#ico do cando-.lé nasce catLlico 9uando o ne#ro precisa ser ta-.u. de viver e.rasileiro. e-.é.soluta-ente i-perativo ser catLlico.-undo ne#ro. co-o -eio de resistGncia ao -undo . durante o período colonial.ora continue a prover esse -ecanis-o a -uitas popula<7es ne#ras 9ue vivede certo -odo econ=-ica e cultural-ente isoladas e.9ue as estruturas sociais tin5a.ilidade de so.lé pode fa1er sua vida -ais f"cil de ser vivida. da -iséria2 Bastide -ostrou co-o a 5a.rasileiro era a. da escravidão. do sofri-ento.rasileiro2 Uuando o cando-. através do terreiro.o sentido de escol5a pessoal. -es-o 9ue se fosse ta-. e perce. ele per-itia ao iniciado a reconstru<ão si-.é.al5o. intencional> al#ué. -as por9ue sente 9ue o cando-. -antido vivo pela vida reli#iosa dos terreiros. da sua co-unidade tri.ranco2 4 ne#ro podia contar co.dois diferentes -undos ao -es-o te-po era i-portante para evitar tens7es e resolver conflitos difíceis de suportar so.ranco.re#i7es tradicionais do Brasil2 3s novas condi<7es de vida na sociedade .lés. por9ue então talve1 se possa ser -ais feli1.lé2 Se até poucas décadas atr"s ele si#nificava u-a rea<ão M se#re#a<ão racial nu-a sociedade tradicional.adere ao cando-. sentir$se e se -ostrar .ilidade do ne#ro. afrou)a$se seu foco nas diferen<as raciais e ele vai dei)ando para tr"s seu si#nificado essencial de -ecanis-o de resistGncia cultural.-ais o aspecto de esta-entos 9ue de classes. 9ue era o -undo do tra.

os -aiores contin#entes ne#ros são.e. evitando. -as nen5u. através da oferenda. os dese9uilí.é.lé. no curso da Flti-as trGs décadas.não i-porta se se é . as fLr-ulas de repeti<ão.lé ad-inistra a rela<ão entre cada ori)" e o ser 5u-ano 9ue dele descende.F1ios e fa1er e. os 9uais pode. K2Q (. literatura. catLlicos e ese#undo lu#ar.lé nu-a reli#ião para todos.9ue o ne#ro é a -aioria dos fiéis2 @as 5" -uito . evan#élicos (Prandi. onde so-a-.lé oferece sí-. e. . e-.JK V a Fnica -odalidade reli#iosa e.ranco nas afro$.lé do iniciado.#eral.nada despre1ível alar#a-ento da oferta de servi<os -"#icos para a popula<ão e)terior aos #rupos de culto2 E-a clientela 6" acostu-ada a co-por vis7es de -undo particulares a partir de fra#-entos ori#in"rios de diferentes -étodos e fontes de interpreta<ão da vida2 4 cando-.rios desta rela<ão 9ue podeprovocar a doen<a.e.é.lé. as perdas -ateriais.Ls é o bricoleur 9ue ta-.-aior presen<a nas reli#i7es afro$.9ue c5e#a.e ainda -ais no cando-.ser -ais refor<adas e neste sentido ter au-entada sua influGncia na sociedade V 9ual9uer efic"cia da reli#ião no 9ue di1 respeito M esfera ínti-a sL pode ser avaliada pelo indivíduo 9ue a ela se converte2 4 desatar de la<os étnicos 9ue.lés para 6o#ar . evidente-ente.9ue representa. senen5u. ta-.a %D. artes e.deles contradi1 o sentido do outro2 4 cando-.procurado -uitas outras fontes não racionais de sentido para a vida e de cura para -ales de toda nature1a2 Certa-ente o cando-. tetransfor-ado o cando-.e o -al no sentido cristão2 4 cando-.andono afetivo.ora o processo de escol5a reli#iosa possa ter conse9WGncias sociais si#nificativas para a sociedade co-o u. ori#inaria-ente a #rande fonte de identidade ne#ra. A?.lé é u-a reli#ião 9ue te. entre pardos e pretos.propiciou u.todo V na -edida 9ue co. o a.no centro o rito.te.a escol5a certas reli#i7es pode.!K2 Sua presen<a relativa so.?K' e -es-o no cando-. a -orte. pouco i-portando as diferen<as entre o . e.lé deste cliente é .diferente do cando-.solutos.rasileiras (%1.co-pro-isso reli#ioso2 4 cliente de classe -édia 9ue vai aos cando-.olos e sentidos 5o6e -uito valori1ados pela -Fsica.nF-eros a. os sofri-entos do corpo e da al-a e toda sorte de conflito 9ue leva M infelicidade2 J Q4s ne#ros aainda 5o6eb -arca.ser farta-ente usados pela clientela na co-posi<ão dessa visão de -undo caleidoscLpica.ranco ou ne#roJ2 (vidente-ente. 1 %'2 ?! .rasileiras.

e-$estar e pra1er2 4 se#uidor do cando-. co-o a caridade' é se.ter pouco.9ue ele vive2 (le aprende os ritos 9ue torna.reveste de esti-a -uitas das coisa 9ue outras reli#i7es considera.9ue vive-os2 ?J .seu aspecto de reli#ião aética atenuado pela incorpora<ão de virtudes teolo#ais do Hardecis-o. -undo pleno de possi. o din5eiro. a for<a sa#rada de seu ori)".a conse9Wente pre#a<ão -oral.para #rupos sociais 9ue vive.lé aceita a 5u-anidade.o. os cLdi#os -orais e os padr7es de co-porta-ento estritos pode.ilidades de .a vida neste -undo -ais f"cil e se#ura.lé se. variado e até -es-o nen5u.9ue a ética.valor2 4 cando-. reor#ani1a seus valores e ta-. situando$a no centro do universo. a do-ina<ão e o poder2 4 iniciado não te. co-o não se pode ser evan#élico se.a u-. ano apLs ano.evan#élico.constante-ente refa1er o rito.constante-ente e)a-inar a prLpria consciGncia M procura da culpa 9ue delata a presen<a das pai)7es 9ue precisa.ser e)orci1adas2 4 .o.é. 9ue contudo te.é. apresentando$se co-o reli#ião especial-ente dotada para a sociedade narcisista e e#oísta e.9ue internali1ar valores diferentes da9ueles do -undo e. o sucesso.lé (6unta-ente co.anda.sua -ãe$de$santo2 Buiado por ela.lé é u-a reli#ião 9ue afir-a o -undo.lé propicia os deuses na constante procura do -el5or e9uilí. é funda-ental 9ue o iniciado confie ce#a-ente e.é continuidade. a repetir cada u-a das fLr-ula inici"ticas necess"rias M -anipula<ão da for<a sa#rada da nature1a.-"s> por e)e-plo. o a)é2 :ão se pode ser do cando-.e a9uilo 9ue ele #ostaria de ser e ter2 :essa procura. o cando-. este fiel aprende.rio possível (ainda 9ue te-por"rio' entre a9uilo 9ue ele é e te. de 9ue. ne.dFvida u-a alternativa reli#iosa i-portante ta-. e. o cando-. precisa ani9uilar seus dese6os -ais escondidosI o .nu-a sociedade co-o a nossa. os pra1eres (inclusive os da carne'. possa se e)pandir e se tornar -ais forte2 3ceitando o -undo co-o ele é.fil5o$de$santo precisa reali1ar todos os seus dese6os para 9ue o a)é. para se salvar da dana<ão eterna.9ue não e)iste a palavra no sentido ético.Co-o reli#ião e.

lé aceita o -undo.e. da -Fsica M co1in5a.toda sorte de indivíduos 9ue tG.a.e o -al do -odo co-o aprende-os co.lé não discri-ina o . dese-pre#o.erta<ão.a de destino individual2 4 cando-. é i-perativo louvar a prLpria ca. se-pre interessados e.da fascina<ão do prLprio 6o#o de .lé não distin#ue entre o . co-o se prop7e-.a ^eolo#ia da /i.aspectos -uito concretos da vida> doen<a.lé se preocupa so. ciGncia e tecnolo#ia. e 9ue dei)ou de acreditar no sentido de u.pode ser a reli#ião ou a -a#ia da9uele 9ue 6" se fartou dos sentidos dados pela ra1ão. ele ta-. -as se-pre co.sido social-ente -arcados e -ar#inali1ados por outras institui<7es reli#iosas e não reli#iosas2 Isto -ostra co-o o cando-.li. 9ue se esparra-a pelas -ais diferentes esfera da arte e da diversão.deus forte se não estiver .lé ta-.lé ta-. co-ida e a.o cristianis-o. os catLlicos 9ue se#ue.-undo total-ente desencantado.ri#o V -as se-pre tratando dos pro. 9ue dei)ou para tr"s a -a#ia.para este nen5u-a -ensa#e.o senso de 6usti<a social suficiente para resolver -uitos dos pro.lé li.retudo co. indivíduo a indivíduo. falta de din5eiro.lé ensina. -es-o 9uando ele é o -undo da rua.retudo. o travesti e todo tipo de re6eitado social2 @as se o cando-.os deuses.é.a no<ão de interesses coletivos.le-as caso a caso.oferece a seus iniciados e si-pati1antes u-a particular possi. so. por e)e-plo.era o -undo> não te.le-as 9ue cada indivíduo enfrenta no curso de sua vida pelo -undo desencantado2 4 cando-.lé possa ser a reli#ião da9uele 9ue não conse#ue atinar co.outra coisa.e<aI nin#uéter" u.é. alé. pois não se tra.as portas da prisão2 4 cando-.de -udan<aI não dese6a transfor-"$lo e.al5a a9ui co.consi#o -es-o.é. do artesanato M escola de sa-. dos 9ue 6" cru1ara.era o indivíduo. a adFltera. o portão de entrada para o ri9uíssi-o universo cultural dos ori)"s2 4 cando-. dor.é. e. da prostitui<ão.stituir este -undo por outro -ais 6usto2 4 cando-.ilidade de pra1eres estéticos. co-o ensina o dito tantas ? .F1ios.e.Por9ue o cando-. ele tende a atrair ta-. deslealdade. 9ue antes de se louvare.andido.no-e da efic"cia do secular pensa-ento -oderno2 ^alve1 o cando-.su.

ter-os de auto$esti-a2 :a nossa sociedade das #randes -etrLpoles.6a-ais viu u. a ela se a.ori)"Q2 Para os 9ue se converte-. para o 9ue talve1 se6a a Fnica possi.arracão e.re vida de e)peri-entar u-a apresenta<ão solo. isso fa1 u-a #rande diferen<a e.ve1es repetidos nos cando-.ilidade na sua po.as -el5ores roupas e ferra-entas de fantasia. ou fra#-entos delas. os deuses africanos apropriados pelas -etrLpoles da 3-érica do Sul não são -ais deuses da tri.ilidade da9uele 9ue é po.9ue os indivíduos são livres para escol5G$los ou não.e<a rui.lé pode ta-. para-entado co.festa.ori)" tão . dan<ar e dan<ar2 :in#ué.re e social-ente -ar#inali1ado ter o seu deus pessoal 9ue ele ali-enta.não te. ou QCa. i-postos aos 9ue nela nasce-2 (les são deuses nu-a civili1a<ão e. veste e ao 9ual d" vida para 9ue possa ser 5onrado e 5o-ena#eado por toda u-a co-unidade de culto2 Uuando a fil5a$de$santo se dei)a caval#ar pelo seu ori)". de tal sorte 9ue até -es-o escol5er não ter reli#ião al#u-a é inteira-ente aceit"vel social-ente2 3ssi-. se a constru<ão de sentidos depende cada ve1 -ais do dese6o de #rupos e indivíduos 9ue pode.re co-o palco o .escol5er esta ou a9uela reli#ião. a relev8ncia dos te-as reli#iosos i#ual-ente pode ser atri. de estar no centro das aten<7es.onito co-o o seu2 . 9ui<" inve6ado por -uitos2 ( por toda a noite o cavalo dos deuses 5" de dan<ar. 5" de ser ad-irado e acla-ado por todos os presentes.é.o.lés> Q4ri .si#nificar a possi.& .uruHu Hossi ori)"Q.preferGncias privadas2 3 reli#ião é a#ora -atéria de preferGncia. 9uando seu ori)".andon"$los2 4 cando-. continuar fiel-ente nos seus cultos ou si-ples-ente a.uída de acordo co.

vaidade o -es-o 9ue 4)u.1 . ocupa<7es . tri. fa-ília. #esta<ão. 6usti<a. p8ntanos ar ar Patronagem co-unica<ão. transfor-a<ão.al5o do-éstico e o poder da -ul5er a-or. pra#as e doen<as ori)" do trovão ori)" do rel8-pa#o. a-or carnal.revivGncia o sopro da vida . dona dos espíritos dos -ortos ori)" dos rios ori)" da "#ua doce e dos -etais preciosos ori)"s dos rios 9ue correnas florestas ori)" das fontes ori)" das #randes "#uas. ouro. soldados e polícia fartura de ali-entos efic"cia dos re-édios e da -edicina ri9ue1a 9ue prové. so.urocr"tica sensualidade. #randes rios la-a. potGncia se)ual estradas a. desastres at-osféricos tra. raios. do -ar ori)" da la-a do fundo das "#uas ori)" da cria<ão (cria<ão da cultura -aterial' ori)" da cria<ão (cria<ão da 5u-anidade' Se o @ @ @ @ @e0 (andrL#ino' @ @ 0 0 0 @ ou 0 (alternada-ente ' 0 0 0 @ @ e 0 (princípio da Cria<ão' Elemento *atural -inério de ferro ferro for6ado florestas fol5as c5uva e condi<7es at-osféricas terra. seus pais 5ar-onia do-éstica -aternidade. solo trovão e pedras (pedra de raio' rel8-pa#os. saFde -ental educa<ão. #uardião das encru1il5adas e da entrada das casas ori)" da -etalur#ia.das col5eitas (c5uva' cura de doen<as físicas #overno. la#oas e cac5oeiras rios e florestas nascentes e riac5os -ar.aluaiG ou 4-ulu \an#= 4i" ou Iansã 4.ertas.unais. ocupa<7es -anuais. vento te-pestade rios rios.Anexo: Atributos básicos dos orixás no candomblé (:a<ão 9ueto' Orixá ()u 4#u4)Lssi ou 4dé 4ssai4)u-arG 4. da a#ricultura e da #uerra ori)" da ca<a (fauna' ori)" da ve#eta<ão (flora' ori)" do arco$íris ori)" da varíola. senioridade e -orte cultura -aterial. fertilidade.e 4)Lssi." 4)u/o#un$(dé (u" Ie-an6" :anã 4)a#uiã (4)al" Cove-' 4)alufã (4)al" Oel5o' )tribuição ori)" -ensa#eiro.

ranco (alternadas' -arro.pouco de a1ul dourado e a1ul tur9uesa ver-el5o e a-arelo a1ul claro.p"ssaro no centro.tico fo#o e terra terra terra terra "#ua terra fo#o ar.F1ios ver-el5o.arro co.sopeira sei)o de rio e.a1ul ou verde translFcidos alternada-ente .ranco :anã 4)a#uiã (4)al" Cove-' 4)alufã (4)al" Oel5o' "#ua ar ar .rancas ra6adas de a1ul co. ou .ranco.arro duas co. . a1ul e .al#uidar de .arro pe9ueno arco$e$flec5a de -etal (of"' e. verde e preto.ra de ferro e sei)os esopeira de lou<a sei)o do -ar e. verde e . .e ver-el5o escuro ou .e .al#uidar de . verde claro pFrpura.ou ver-el5o escuro ver-el5o e a-arelo translFcido a-arelo translFcido dourado translFcido e tur9uesa (alternadas' .ranca círculo de prata ou estan5o e sei)o e.arro co.ranco ." 4)u/o#un$(dé (u" Ie-an6" Representação material+ .etic-e+ )ssentamento laterita enterrada e #arfos de ferro e.ranca Elemento m.ranco a-arelo.u-íni-o de a1ul real' .-iniatura e. co. e.arro instru-entos a#rícolas de ferro e.sopeira de lou<a .F1ios de vidro sL incolor. ou co.al#uidar de .ranco e preto.ranco ver-el5o e dourado a-arelo ou dourado co.sopeira de lou<a of" de -etal e sei)os de rio eal#uidar de .al#uidar de . -arro.? .u-a #a-ela sei)o de rio e.ranco -arro. .ranco /ores das contas ver-el5o e preto (alternadas' a1ul escuro ou verde a1ul tur9uesa verde e .Orixá ()u 4#u4)Lssi ou 4dé 4ssai4)u-arG 4.sopeira de lou<a sei)os e .alto .ranco e a1ul real . "#ua e fo#o "#ua "#ua "#ua e terra "#ua "#ua /ores das roupas ver-el5o e preto a1ul escuro.F1ios e.arro fei)e de seis setas de ferro cofol5as e u.ranco e preto ver-el5o e .lan<as de ferro pedra e.ras de -etal entrela<adas cuscu1eiro de .ranco (alternadas' a-arelo.sopeira pe9ueno pilão de prata ou estan5o e sei)o e.sopeira de lou<a sei)o de rio e.aluaiG ou 4-ulu \an#= 4i" ou Iansã 4.ranco a1ul tur9uesa e verde verde e .ranco (co.capu1 de pal5a ver-el5o.sopeira de lou<a . verde e preto ver-el5o.

ra porco carneiro e c"#ado ca.ra e capivara caracol (catassol' caracol (catassol' Uuinta$feira S". pei)e assado -in#au de farin5a de -andioca in5a-e pilado e can6ica can6ica. arro1 co. frutas .ovos co1idos arro1 co.Orixá ()u 4#u4)Lssi ou 4dé 4ssai4)u-arG 4.ra e #alin5a ca.9uia. .aluaiG ou 4-ulu \an#= 4i" ou Iansã 4.ado Se#unda$feira Se)ta$feira Se)ta$feira .ra e #alin5a /omidas fa0oritas farofa co..ca-arão seco acara6é> .dendG fei6oada e in5a-e assado -il5o co1ido co.ra e #alin5a pata. can6ica.rito e ca.ado Se#unda$feira Uuarta$feira Uuarta$feira Uuarta$feira S". J 11 J 1& Dia da semana Se#unda$feira ^er<a$feira Uuinta$feira Uuinta$feira S".-el.o cortado e. ca. ! . pei)e e frutas fei6ão preto co. 1& . D 1 ! .atata doce co1ida e a-assada pipoca co. D .fatias de cocoI frutas -il5o co1ido te-perado cofu-o.olin5os de fei6ão fradin5o fritos e. in5a-e pilado *1meros no (ogo de b12ios 1 ! . pei)e ca.ritos e de aves ca.rito e fran#o ani-ais de ca<a e porco caprinos e aves -ac5os e fG-eas ca. ovel5a.fatias co1ido no dendG co.atida.fatias de coco a-al"> 9uia.cinco ovos co1idos -il5o co1ido.ado S".clara .dendG o-elete co. 11 A D 1? A A D % J D ! .ra #alin5a ca.erto co." 4)u- )nimais sacrificiais . D 11 1 .ado /o#un$(dé (u" Ie-an6" :anã 4)a#uiã (4)al" Cove-' 4)alufã (4)al" Oel5o' casal de ca.ra.ode e #alo pretos ca.o o-olocu-> purG de fei6ão fradin5o enfeitado co.

arata usar facas de -etal @ata-.ira @utacalo-.G> le9ue de -etal a-areloI espada of" e a.Orixá ()u (c5a-ado Bara no .Ce6e In9uice Banto Dia.ora co-er co#u-elosI usar .ara Bo-.a Bu-.G :anã Sa-.ras das fol5as do dende1eiro co.o (le#.iar raste6ar ir a funerais 3#ué Dã Bessé3cLssi$Sapat" \apanã Badé Uuevios= So.e.aluaiG ou 4-ulu \an#= !b(etos rituais o#L> .uruce-a 31irito.e 4)a#uiã (4)al" Cove-' 4)alufã (4)al" Oel5o' co-ida codendGI vin5o de pal-aI usar roupa colorida Ms se)tas$ feiras co-ida codendGI vin5o de pal-aI usar roupa colorida Ms se)tas$ feiras Cesus (@enino' Cesus (Crucificado ou *edentor' /i<" Sa-.e.ras de -etal )a)ar"> cetro feito de fi.F1ios -ão de pilão de prata ou de -aterial .ara Santa Coana Dc3rc :ossa Sen5ora das Candeias São @i#uel 3rcan6o Santa /Fcia :ossa Sen5ora da Concei<ão Santana Bun Do<u 31ac" Inc"ci *o)i-ucu-.ras das fol5as do dende1eiro co.o Dandalunda Uuisse-.astão cofor-ato f"lico espada of"> arco$e$fle)a de -etalI eru> espanta$ -osca de ra.ano de -etal .A . co-er a.e Bon#o.= 4i" ou Iansã 4.o de cavalo lan<a e trGs ca.a Uuissa-.F1ios o)é> -ac5ado duploI )ere> c5ocal5o de -etal espada e eru (espanta$-osca' espada e escudo circular a.o CatendG 3n#or= Cafunã Cavun#o S"1i asso.G espada e c5ocal5o de -atéria ve#etalI esfera a.e<a e-.ranco opa)or=> ca6ado prateado copin#entes representando a cria<ão do -undo 3abus dos fil-os carre#ar o.L.for-a de arco.rincos co-er pei)e de esca-as usar roupa -arro.a<as contendo as fol5as sa#radas espada e co.i .6etos na ca.iri> cetro e.osse :avG :ave1uarina Bosso Cara (u" 3.atu9ue do *io Brande do Sul' 4#u4)Lssi ou 4dé 4ssai4)u-arG 4.o#ira Bara 3luvi" (le#u" Santo 3nt=nio São Cor#e São Cor#e São Se." 4)u/o#un$(dé (u" Ie-an6" :anã contato co-ortos e ce-itériosI vestir$ se de ver-el5o co-er carneiro ou ovel5a.astião Santo 4nofre São Bartolo-eu São /"1aro São *o9ue São Cer=ni-o São Coão Santa B"r.ou ver-el5a co-er aves fG-eas co-er caran#ue6oI -atar ca-undon$ #o ou .ranco e espada i. de fi.edar$se co-er -el Sincretismo+ /orrespond$ncia Santo catLlico Oodu.e.

a Bira> ^ransfor-a<7es e sí-.ro. pp2 !!$JJ2 BI^^(:C4E*^.. *io de Caneiro. (l1a N 3/(:C3S^*4.*2 '&" 2i*ination. Sa[dan2 O li*ro *ermelho da Pomba+%ira. 1 !%2 dddd2 '&"( An $!osition o& '&" Literary )or!us2 I.io macumba2 *o-a. Pierre2 Contri. 6un5o. pp2 $1?A. :i#éria. CFlio Santana2 O 1ogo de b9:ios. 1 !A2 C3@3*B4. repara<ão e or#ani1a<ão din8-ica do -undo2 'n> @4E*3. s2l2p2. São Paulo. 1 JJ (a'2 C3B*(*3.scritos sobre a religião dos ori$"s2 São Paulo.m estudo de adi*inha0ão no candomblé2 São Paulo. de1e-.2 3*C(//3. 1 J12 B(*UEg.rito nagô2 São Paulo. Pioneira.'2 B3S^ID(. 1 J!2 dddd2 QDe Zi" @i a Po-. :acional.A identidade m.)ommunication bet3een %ods and /en in 4est A&rica2 Bloo-in#ton.sistema de classi&ica0ão de *egetais no )andomblé 1ê1e+nagô do #rasil2 *io de Caneiro. @oni9ue2 O du!lo e a metamor&ose.scritos sobre a religião dos ori$as2 São Paulo. ne .olos da li. 1 !J2 B3S^ID(. ne ?%. /eu sinal est" no teu cor!o. *o#er e O(*B(*. Cosé 0l"vio Pessoa de2 O segredo das &olhas.. B3SC4:. Indiana Eniversit[ Press. *ita de C"ssia e cola. 1 J 2aliterartura reli#iosab B*3B3. Bul1oni. Pallas. Pallas e E(*C. 1 .idoQ2 'n> Carlos (u#Gnio @arcondes de @4E*3 (or#2'. Carlos (u#Gnio @arcondes de (or#2'2 Ol8orisa.adan. 1 !D2 3/PI@I:. 1 12 . /[dia2 5eman1" y Och9n2 @adrid. 1 D (a'2 dddd2 Si$teen )o3ries. E:(SC4. Pallas.rancos e ne#ros no cando-. 1 . 0or-a Brafica.Bibliografia 3BI@B4/3. Candido Procopio 0erreira de2 Kardecismo e umbanda. 1 J.ui<ão ao estudo da adivin5a<ão e. /uciano2 . São Paulo. .tica em comunidades nagô2 PetrLpolis. Carlos (u#Gnio @arcondes de (or#2'2 )andomblé des*endando identidades2 São Paulo.2 dddd2 Uui1ilas e preceitos> ^rans#ressão. Indiana Eniversit[ Press. Brasiliense. 1 J 2 B3**4S. /ui1 0elipe de (1 ?'2 3 e-er#Gncia do voto ne#ro2 6o*os studos )ebra!. 1 J&2 3EB*3S. (dicon N (dusp. 4)ford Eniversit[ Press. Oo1es. f#ora. (@` (ditores. Cosé @aria2 6o reino dos $us2 %a2 ed2 *io de Caneiro. Pioneira. 1 D (. 1 aliterartura reli#iosab 12 3@3*3/.Salvador (Ba5ia'2 'n> @4E*3. `illia..5oruba 2i*ination &rom A&rica to the 6e3 4orld2 Bloo-in#ton.lé de São Paulo2 studos A&ro+Asi"ticos. *o#er2 As religi7es a&ricanas no #rasil2 São Paulo.2 3 cor do a)é> .a2 ed2 *io de Caneiro. `ande2 Si$teen %reat Poems o& '&". 1 !%2 dddd2 O candomblé da #ahia.

@useu :acional. (ditora da EniversidadeiE0*BS. Bar[ :i#el2 Duas respostas M afli<ão> E-.al5o apresentado no I Si-pLsio de Inicia<ão Científica da Eniversidade de São Paulo2 São Paulo.4*4. 1 . Bross-an Pu.2 0*Z.ritas2 PetrLpolis.mbanda( uma religião brasileira2 São Paulo.anda e sociedade2 . 1 !%2 B/(3S4:.estudo sobre a )asa das /inas2 São Paulo e São /uís. @aría Culia2 Q/as reli#iones afro$.a#ira2 *eli#ião e violGncia> E-a an"lise do 6o#o discursivo entre u-.. (ditora (co.ecitation o& '&a( Oracle o& the 5oruba2 :eT ZorH. 1 J%2 dddd 2esceu na guma. ne 1&2 Porto 3le#re. v2 11 no2 1. Eniversit[ of `as5in#ton Press. @"rcia N B4/D@3:. 1 J. :elson do Oalle2 :otas so.2 C3*:(I*4.a )asa >anti+Ashanti2 São /uís. ne ?%> 1A1$1D&. 1 J!2 C4:^I:S. 3le6andro N C3*4SSI. 1 ?2 (DE3*D4. ESP. :orton 02 O batuque do .s. de1e-. 1 D%2 0(*:3:D(S. Peter N H4`(.tica.D C3@3*B4.etnogra&ia da )asa das /inas2 São /uís.O caboclo do tambor de mina no !rocesso de mudan0a de um terreiro de São Lu. @aria Helena Oillas Boas2 . *e#inaldo (1 . *io de Caneiro.rasilejas en 3r#entinaQ2 'n. .e&le$7es sobre crime( !ossessão e imagem &eminina2 Disserta<ão de @estrado2 *io de Caneiro. Candido Procopio 0erreira de et alii2 )at8licos( !rotestantes( es!. 0lorestan2 A integra0ão do negro na sociedade de classes2 São Paulo.io %rande do Sul.2 C3@P4S. SI4B(. 1 !. 1 . 0aculdade de 0ilosofia. 4ctavio da Costa2 <he 6egro in 6orthern #ra:il2 Seatle.ierI 4/IO(I*3. /etras e CiGncias Hu-anas da ESP. s2d2 aliteratura reli#iosab 0*IB(*I4. 1 . Bon<alves2 =angôs do 6ordeste2 *io de Caneiro. 3ndré Ba-. Pell[ 3driano de N P*3:DI.lis5ers.2 H3S(:B3/B. 1 A2 0(**(^^I.2 . E0*BS. 1 JD2 AAAA. (dison2 . @"rcio2 4 caso da Po-.2 C4:^I:S. Do-inus e (dusp. Cudit52 A .D .!2 0(**(^^I.re desi#ualdade racial e política no Brasil2 studos A&ro+Asi"ticos. 1 J%2 C4**h3.2 dddd2 <erra de caboclo2 São /uís. (dusp N 03P(@3. (ditora da Eniversidade 0ederal do @aran5ão.anda e pentecostalis-o2 2ebate e cr. s2d2 aliterartura reli#iosab 0*(I^3S.antro!ologia de uma religião a&ro+rio+ grandense2 Porto 3le#re. 1 . *io de Caneiro.D2 C4:C4:(. 1 %2 04:^(:(//(. B[ron ^orres de2 O 1ogo dos b9:ios2 a2ed2 *io de Caneiro.. Oo1es.eligião e sociedade. 1 . SI4B(. Civili1a<ão Brasileira. S(C@3. 3ri Pedro (or#'2 As religi7es a&ro+brasileiras no )one Sul2 Cadernos de 3ntropolo#ia .'2 /ideran<as ne#ras no Brasil (-i-eo'2 ^ra.eligi7es negras2 *io de Caneiro. 3lui1io2 $u2 *io de Caneiro. Carlos 32 N SI/O3.e!ensando o sincretismo. 1 AJ2 0(*:3:D(S. 1 . no2 D> !%$ A. Civili1a<ão Brasileira.ro de 1 . Sér#io 0i#ueiredo2 ?uerebentan de @omadonu. (spiritualista. @"rcia2 O caso da Pombagira. @undicar-o @aria *oc5a2 /ina( uma religião de origem a&ricana2 São /uís.

Oicente2 =angô2 *ecife. P2*2 4 culto aos orisa entre os [oru. Carlos (u#Gnio @arcondes de (or#2'2 Ol8orisa. *icardo2 6eo!entecostalismo. ^5o-as2 Social *econstruction of ^ranscendence2 Seculari:ation and .ncontro de na07es de candomblé2 Salvador. C2@2S2 BooHs5op. 00/CHiESP.lé na#=2 'n> @4E*3. Bil. 1 . 1 JD2 /I@3. tese de doutorado e.. Bul1oni (ditore. 1 ?2 @3*I3:4. ne . Conference Internationale de Sociolo#ie des *eli#ions ( 1 e-e2 Conference. (@` (ditores. Curso de PLs$Bradua<ão e. :o. Claude2 4s estereLtipos da personalidade no cando-. C24lu-ide2 <he .os !entecostais estão mudando2 Disserta<ão de -estrado e.eligion<he Persisting <ension. *icardo N PI(*ECCI. nove-. 1 !!2 dddd2 4s o. @elville C2 ^5e Sout5ern-ost 4utpost of t5e :eT `orld 3fricanis-s2 American Anthro!ologist2 v2 A% (A'> A %$% &. 1 D!2 /XPI:(. IEP(*C. 3r9uivo :acional. no2 1?> D%$ &. E:(SC4. f#ora.a> 3l#u-as notas -ar#inais relativas a sua cos-olo#ia e a seus conceitos de divindade2 'n> @4E*3. *ut52 A cidade das mulheres.! .sociolo#ia2 São Paulo. 1 J!2 @3CH3D4."s de \an#=2 'n. 1 JA2 /EC3S.Outros escritos sobre a religião dos ori$"s2 São Paulo. 1 A.io de Caneiro2 *io de Caneiro.lé2 'n.Sociolo#ia2 @3BBI(. 1 AJ2 /ECP@3::. 1 J!2 . Centro de Cultura 3fro$Brasileiro e Cornal do Co-ércio. 1 %2 @3*I3:4.scritos sobre a religião dos ori$"s2 São Paulo.lés da Ba5ia2 A&ro+Bsia2 Salvador. f#ora. l J?2 /3:D(S.! H(*SP4OI^S. 3nt=nio 0l"vio (1 ?'2 4 envolvi-ento dos pentecostais na elei<ão de Collor2 6o*os studos )ebra!. 1 .scritos sobre a religião dos ori$"s2 São Paulo. Carlos (u#Gnio @arcondes de (or#2'2 )andomblé des*endando identidades2 São Paulo. Centro de (studos 3fro$3si"ticos da E0Ba e Iana-". São Paulo. 1 !D2 dddd2 A &am.@4E*3. Carlos (u#Gnio @arcondes de (or#2'2 Ol8orisa. Carlos (u#Gnio @arcondes de (or#2'2 #andeira de Alair".el. Claude2 3n"lise for-al do panteão na#=2 'n> @4E*3. 1 J?2 /(I^(.2 @3EP4I/.ela07es entre magia e !oder no #rasil2 *io de Caneiro.in#en.revivGncias das tradi<7es reli#iosas africanas nas Caraí. *io de Caneiro. ^u.CiGncias Hu-anas da E0Ba. 1 J12 dddd2 :a<7es$de$cando-. (2 Bola6i2 Olodumare. 1 J%'2 São /uís.lia+de+santo nos candomblés 1e1e+nagôs da #ahia.eligion o& the 5orubas2 /a#os.m estudo de rela07es intra+ gru!ais2 Salvador. 1 J!'. @CP(:SI(.erto2 /aghi e /essia del #rasile2 *o-a.!2 /I@3. /on#-an :i#eria..io2 ^radi<7es e pr"ticas reli#iosas ne#ro$africanas na re#ião de São Paulo2 'n)ulturas a&ricanas (Docu-ento da *eunião de Peritos so.ro2 pp2 ?$1&D2 @3SS4/(:I.re 3s so. 0".as e na 3-érica /atina2 São /uís do @aran5ão.2 La géomancie D lEanciene )ôte des 1 D12 scla*es2 Paris. /ausanne.. Institut dc(t5nolo#ie. Zvonne2 /edo do &eiti0o. Civili1a<ão Brasileira.A. @aria das Dores Ca-pos (1 A'2 Adesão religiosa e seus e&eitos na es&era !ri*adaum estudo com!arati*o dos carism"ticos e !entecostais do . Oivaldo da Costa2 4 conceito de Qna<ãoQ dos cando-. 1 J12 /XPI:(.%od in 5oruba #elie&2 (sse).2 ID4`E.

*o. in9uices.or$de$-ina. 1 J&2 dddd2 Bandeira de 3lair"> 3 festa de \an#=$São Coão e pro. IS(*.$1??. Preconceito racial de -arca e preconceito racial de ori#e-2 'n> B3S^ID(. 1 12 @4E*3. dan<a e transe> Su#est7es para o estudo do )an#=2 .lio#rafia prévia2 'n> @4E*3. v2 1?. 3n5e-. . (@` (ditores. Branada.alori)"2 /aria /olambo na sombra e na lu:2 %a2 ed2 *io de Caneiro.Alguns as!ectos do sacri&.e*ista de Antro!ologia. :2322 Pontos cantados e riscados dos $us e Pomba %ira2 .scritos sobre a religião dos ori$"s2 São Paulo.io de Caneiro2 *io de Caneiro.ela07es raciais entre negros e brancos em São Paulo2 São Paulo. (ditora (spiritualista. s2d2 aliteratura reli#iosab 4@4/EBY.a. Pallas.anda> entre a cru1 e a encru1il5ada2 <em!o social( re*ista de sociologia da .le-as do sincretis-o2 'n> @4E*3. 0unarte. par" e .. 1 &2 aliterartura reli#iosab . Carlos (u#Gnio @arcondes de (or#2'2 /eu sinal est" no teu cor!o. 4rac[. E0Pe. s2d2 aliterartura reli#iosab @4^^3. )an#=.el. 1 J?2 dddd (or#'2 Os a&ro+brasileiros. *io de Caneiro. São Paulo. /ísias :o#ueira2 4 pentecostalis-o no Brasil2 S 2O).erto2 <ia )iata e a !equena B&rica no . 1 J?2 dddd2 d1é balé. 3nt=nio BouvGa2 E. 1 %%2 4CE$4BY. Ba. ta-. Duas Cidades. voduns e in9uices no Brasil. 3n#ola.mbanda2 São Paulo. @assan#ana. *epF. Benin e :i#éria> Bi. Sinais dos tem!os.atu9ue.a. Cu.2 :(B*l4.Outros escritos sobre a religião dos ori$"s2 São Paulo.J @(:D4:k3.el. 1 J. ne ?%> 1A!$1%!. (di<7es Pirata. .de amante de um rei de )astela a Pomba+%ira de . nutri<ão e reli#ião2 )iência F tr8!ico2 *ecife. Carlos (u#Gnio @arcondes de (or#2'2 #andeira de Alair".. 1 J 2 @4E*3.laT=2 O *erdadeiro 1ogo de b9:ios2 Aa2 ed2 *io de Caneiro. /eila5 (or#'. -aio 1 J&2 dddd2 E-. nos2 1 e ?. @arl[se2 /aria Padilha e toda sua quadrilha. Carlos (u#Gnio @arcondes de (or#2'2 )andomblé des*endando identidades2 São Paulo. Haiti.assuG> Bi. *o. 1 J!2 @4E*3.oclos.panora-a do protestantis-o atual2 In> /andi-.. 1 !!2 dddd2 )idade e de*o0ão2 *ecife.i e Enesco. 1 J?2 @4E*3.a#o.anais do ''' )ongresso A&ro+#rasileiro2 *ecife. ca.tradi07es religiosas no #rasil.erto2 *enda.Outros escritos sobre a religião dos ori$"s2 São Paulo. col2 11&!$111. 0lorestan (or#s2'. Carlos (u#Gnio @arcondes de2 4ri)"s. Carlos (u#Gnio @arcondes de (or#2'2 #andeira de Alair".lé. *o#er N 0(*:3:D(S.a2 ed2 *io de Caneiro.cio no $angô !ernambucano2 ^ese de concurso para professor titular de antropolo#ia2 *ecife. encantados e loas> Bi.2 @4/I:3.SP2 São Paulo. 1 J 2 @(Z(*. pp211. vol2 %. e-pre#o. 1 . 1 JA2 :4BE(I*3. :o.lio#rafia co-ple-entar2 'n> @4E*3.J . :o.lio#rafia co-ple-entar2 'n> @4E*3. Carlos (u#Gnio @arcondes de2 3 reli#ião dos ori)"s. fa-ília. (stados Enidos. voduns. %(?'> 1?1$ 1%. Ba. (ditora (co.lica Do-inicana. 1 J%2 dddd2 Co-ida. (dicon e (dusp. Carlos (u#Gnio @arcondes de2 Cando-. ^rinidad$^o.

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