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Seminário Teológico Evangélico Dr.

Pedro Tarsier

Louvor e Adoração
Profª. Adelei Schimitt

Levitas na Bíblia: o Ministério Levítico na prática hoje

Márcio Giovane Rosa Araujo

Sumário
Sumário ....................................................................................................................................................2 1. O conceito bíblico do Ministério Levítico .............................................................................................4 1.1 Características dos Levitas ..............................................................................................................4 1.2 Funções dos Levitas ........................................................................................................................5 1.3 Considerações sobre os Levitas .......................................................................................................5 2. O Levita: uma visão prática do Ministério Levítico ...............................................................................7 2.1 Quem é levita? ................................................................................................................................7 2.2 O que faz um levita? ........................................................................................................................8 2.3 Quando ele faz? ...............................................................................................................................8 2.4 Por que ele faz? ...............................................................................................................................8 2.5 Como eles fazem? ...........................................................................................................................8 2.6 Para quem eles fazem? ....................................................................................................................8 2.7 A vida devocional de um Levita ......................................................................................................9 2.8 A adoração do Levita ......................................................................................................................9 2.9 O verdadeiro Levita conhece a obra redentora de Cristo e a derrota de Satanás ................................9 2.9.1 Fundamentos cristãos................................................................................................................9 2.9.2 Atitude cristã para com Satanás ................................................................................................9 2.10 O Levita sábio aprende com os erros dos primeiros discípulos de Jesus Cristo ............................. 10 2.11 Como o Levita chega hoje ao Santo dos Santos?.......................................................................... 10 2.11.1 Tabernáculo x Vida Cristã .................................................................................................... 10 2.12 Podemos usar o termo Levita para quem não é da tribo de Levi? ................................................. 11 2.13 A importância da técnica para os levitas ...................................................................................... 11 2.13.1 Qualidade técnica do louvor é importante ............................................................................. 11 2.13.2 A técnica nos leva a sermos mestres...................................................................................... 12 2.13.3 Recomendação geral do uso de técnica aos Levitas da Igreja ................................................ 12 3. Os princípios para o Ministério Levítico .............................................................................................. 13 3.1 Sacrificar o Ego ............................................................................................................................. 13 3.2 Ser legitimado e ordenado ............................................................................................................. 13 3.3 Reconhecer o chamado .................................................................................................................. 13 3.4 Fazer segundo o chamamento, senão morre a visão ....................................................................... 13 3.5 Purificar a vida e as vestes ............................................................................................................. 13 3.6 Organizar a alma e o espírito ......................................................................................................... 13 3.7 Nutrir a comunhão nas bases do altar ............................................................................................. 13 3.8 Manter a transparência .................................................................................................................. 14 3.9 Não ser negligente com os dons e talentos recebidos ..................................................................... 14 3.10 Ser um Levita guerreiro ............................................................................................................... 14 Levitas na Bíblia: o Ministério Levítico na prática hoje – 2

3.11 Ter as atitudes tratadas ................................................................................................................ 14 3.12 Ter uma visão de família ............................................................................................................. 15 3.13 Viver para o altar de Deus (Dt 14:27) .......................................................................................... 15 3.14 Ser discipulado e discipular ......................................................................................................... 15 4. Levitas ................................................................................................................................................ 16 4.1 Considerações finais ...................................................................................................................... 16 4.2 Levitas dão frutos para a eternidade ............................................................................................... 16 BIBLIOGRAFIA .................................................................................................................................... 18

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Levitas na Bíblia: o Ministério Levítico na prática hoje
1. O conceito bíblico do Ministério Levítico
Levi foi o terceiro filho de Jacó e Lia (Gn 29:34: primeiro Rubem, depois Simeão [ARA93]) e sua tribo foi eleita por Deus para ocupar-se das questões de culto em Israel. Levi viveu 137 anos. Moisés e Arão eram descendentes da tribo de Levi (Ex 2:1, 4:14, 6:16-27). A tribo de Levi foi separada por Deus das outras e designada com a responsabilidade de conduzir os sacrifícios (Arão e seus filhos – Nm 3:10) e de desmanchar, transportar e erigir o Tabernáculo, durante o tempo da peregrinação (Nm 1:47-54) [SPS13].

1.1 Características dos Levitas
O serviço dos levitas começava quando atingiam a idade de vinte e cinco anos e continuava até os cinqüenta anos (Nm 8:24-26). Quando Davi estabeleceu um local permanente para a arca da aliança, a idade do serviço foi baixada para os vinte anos, visto não mais haver a necessidade de levitas maduros como carregadores (1Cr 23:24). Os levitas não possuíam herança na terra: nenhuma porção da Terra Prometida lhes coube por sorte para seu uso exclusivo (Nm 18:23-24; Dt 12:12). Eles eram sustentados pelos dízimos do povo, enquanto que os sacerdotes recebiam as porções das ofertas não consumidas pelos sacrifícios: os primogênitos do rebanho bovino e ovino, e o dízimo levítico (Nm 18:21; Dt 18:1-4). Os levitas tinham permissão para residir em quarenta e oito cidades separadas para seu uso (Nm 35:67; Js 21:1ss). Cercando cada uma destas cidades era assinalada uma área de pastagem que estava reservada para os levitas (Lv 25:32-34). O livro de Deuteronômio dá grande ênfase na responsabilidade dos israelitas para com os filhos de Levi (Dt 12:12, 18-19; 14:28-29). A referência “levitas sacerdotes” (Dt 17:9, 18; 18:1; 24:8; 27:9; Js 3:3; 8:33) registra: ainda que o ofício sacerdotal fosse desempenhado pela família de Arão, este era, antes de qualquer coisa, levita. A estes, a lei atribuía numerosos deveres em adição ao cuidado do santuário: servir como juízes (Dt 17:8-9); regular o controle dos leprosos (Dt 24:8); guardar o livro da lei (Dt 17:18). Como os levitas tinham o propósito de servir aos sacerdotes no Tabernáculo, não eram contados em censo, pois dependiam do dízimo [levítico] do povo e de outras tribos para sobreviverem. No cumprimento do chamado, os levitas passavam por uma cerimônia de consagração Nm 8:5-16. 1° Aspersão de água de expiação [ARA93]. 2° Depilação plena do corpo. 3° Lavar-se as vestes – alvas. 4° Eram tomados dois novilhos: um para oferta a Deus e outro para expiação de pecados. 5° Apresentação dos levitas à congregação. 6° Recebiam a imposição de mãos da congregação. 7° Os levitas, somente então, impunham as mãos sobre os novilhos.

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1.2 Funções dos Levitas
Os levitas foram dedicados a um ministério de servir aos sacerdotes (Nm 3:5ss). Todos sacerdotes eram levitas, mas nem todo levita era um sacerdote. Cada levita substituía o primogênito de cada família das outras tribos de Israel, que Deus poupara por ocasião da primeira Páscoa no Egito (Ex 13:2, 13). Conforme Nm 3:40ss, face ao número de primogênitos de Israel ter ultrapassado em 273 ao número de levitas, acima de 22.000, foi estipulada por Deus uma taxa remidora de cinco ciclos por primogênito. Cada uma das três famílias de Levi tinha deveres especiais. A divisão de tarefas está detalhada em Nm 3 e 4 na guarda de utensílios. ► Os filhos de Coate – coatitas - (que em Nm 4:36 somavam 2.750 homens de idade entre 30 e 50 anos) estavam incumbidos de transportar os móveis, mas somente depois que os móveis fossem cuidadosamente cobertos pelos sacerdotes. ► Os filhos de Gérson – gersonitas - (2.630, segundo Nm 4:40) cuidavam das cobertas, cortinas e véus. ► Os filhos de Merari – meraritas - (3.200, segundo Nm 4:44) tinham a tarefa de transportar e erguer a armação do Tabernáculo e de seu átrio. Nos livros de Crônicas há diversos detalhes do Ministério Levítico (1Cr 6:1ss). Neste capítulo há um destaque para os cantores levíticos - Hemã, Asafe e Etã - bem como seus respectivos filhos, encarregados por Davi da música do templo (1Cr 6:31; 15:16). Há referências ao trabalho levítico também nos capítulos 9 (1Cr 9:17-18 porteiros), 15 e 23 (1Cr 23:3-4 Oficiais e Juízes) de 1 Crônicas e em 2 Crônicas os capítulos 5 a 8; 17; 23 (2Cr 23:7 guardas), 24; 29 e 34 (2Cr 34:13 escribas, governador) e 35. Encontramos relação entre o ofício levítico e o ofício profético. Jaaziel, um levita dos filhos de Asafe, profetizou a vitória de Josafá (2Cr 20:14-15). Jedutum, o levita, é chamado de vidente do rei (2Cr 35:15).

1.3 Considerações sobre os Levitas
Os profetas maiores fizeram algumas referências ao papel dos levitas. O profeta Isaías falou acerca de Deus reunir os israelitas dispersos (ou talvez gentios convertidos) para servi-lo na qualidade de sacerdotes e levitas: “Porque conheço as suas obras e os seus pensamentos e venho para ajuntar todas as nações e línguas; elas virão e contemplarão a minha glória. (...) E também deles tomarei alguns para sacerdotes e para levitas, diz o Senhor ”. (Is 66:18 e 21). O profeta Jeremias descreve uma nova aliança que o Senhor iria fazer, a partir de um “Renovo de justiça” que brotaria da descendência de Davi (Jr 33:15). No verso 18, o profeta acrescenta: “nem aos sacerdotes levitas faltará homem diante de mim, para que ofereça holocausto, queime oferta de manjares e faça sacrifício todos os dias.”. O profeta Ezequiel descreve uma aguda separação entre os sacerdotes levíticos, a quem denomina filhos de Zadoque, e os levitas infiéis (Ez 40:46; 43:19). Os filhos de Zadoque são os sacerdotes levitas que permaneceram fiéis a Deus (Ez 44:15 e 48:11). Os levitas infiéis são denunciados como idólatras e, face sua infidelidade, não poderiam mais se aproximar do altar, nem manusear as coisas sagradas (Ez 44:10-14). No livro de Esdras encontramos diversas referências aos levitas. Eles desempenharam uma parte proeminente no lançamento dos alicerces do novo templo (Ed 3:8ss) e quando da dedicação do mesmo (Ed 6:16ss). O mesmo Esdras primou por coibir o casamento com estrangeiros, engano no qual sacerdotes e levitas também vinham incorrendo (Ed 9:1ss; 10:5ss).

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Em Neemias encontramos os levitas envolvidos na reconstrução dos muros em Jerusalém (Ne 3:17) e, após seu término, na instrução da Lei ao povo (Ne 8:7-9), tendo uma participação preponderante na vida da nação (Ne 11:3ss, 12:27ss). No Novo Testamento, Barnabé é mencionado como um levita (At 4:36) [CDL13]. Todo levita precisa conhecer o seu ministério, pois foi para isso que ele foi chamado. Quando entendemos quem somos no reino do espírito, exercemos autoridade profética. No livro de Levítico da Bíblia Sagrada, terceiro livro do Pentateuco, está a visão vétero-testamentária para o Ministério Levítico, contendo os seus costumes e afazeres antes da graça de Deus. Por fim, já no Novo Testamento, o livro de Hebreus reinterpreta o Ministério Levítico, onde é encontrado respaldo e confirmação do livro de Levítico.

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2. O Levita: uma visão prática do Ministério Levítico
2.1 Quem é levita?
É um homem separado para o serviço de Deus. Comumente nos dias de hoje, é chamado de “levita” os ministros de louvor e músicos evangélicos. Mas não se resume apenas a essas funções. A visão bíblica sobre as funções dos levitas é bem maior, tal como exposto no item 1.2 – Funções dos Levitas. No Novo Testamento não temos referência a ministros de louvor nem a instrumentistas na igreja, mas sim a uma única referência a “levita” em Atos 4:36 “José, a quem os apóstolos deram o sobrenome de Barnabé, que quer dizer filho de exortação, levita, natural de Chipre,” [ARA93]. Jesus disse que o Pai procura adoradores (João 4:24). O ensino apostólico, por sua vez, incentiva todos os cristãos a prestarem culto ao Senhor, com salmos, hinos e cânticos espirituais (Ef 5:18-20; Cl 3:16). Então, de onde então vem o conceito de “levita”? Tomamos por empréstimo de Israel e do Velho Testamento. Originalmente, “levita” significa va descendente de Levi, que era um dos 12 filhos de Jacó. Os levitas começaram a se destacar entre as 12 tribos de Israel por ocasião do episódio do bezerro de ouro, onde foram a única tribo a não adorá-lo. Quando Moisés desceu do monte e viu o povo entregue à idolatria, encheu-se de ira e cobrou um posicionamento dos israelitas [MKL12]. LEVI, do Hebraico LÊWI, ligado à raiz IÃWÂ significa JUNTAR, ou ainda HILLAWEH que significa UNIR. O nome HILLAWEH (LEVÍ) é da mesma família onomatopaica da palavra HALELUIA [MSA12]. O nome daquele de onde se originou a tribo dos levitas significa unir. Percebe-se agora que essa união referida pelo texto acima se trata da união do esposo com a esposa. Teologicamente falando, podemos concluir que os levitas têm a responsabilidade de unir a Esposa (Igreja) ao esposo (Deus) . A pergunta que surge neste momento a todos os levitas é: Eu estou usando o dom de Deus para unir o que? Sim, porque há muitos que perderam a visão e estão usando seus dons e talentos para seus próprios prazeres em vez de atraírem a presença de Deus para a Igreja. Estão se ofertando como artistas, como “showman”s. Ainda, estão querendo atrair toda a atenção dos ouvintes para si. Alguns com suas vidas deformadas estão atraindo mais maldição ao invés de bênçãos, bem como carnalmente disputando com outros levitas. O subproduto é a divisão entre músicos e cantores, por conseguinte da própria Igreja. Aí está a prova de que não entendem nada sobre o Ministério Levítico. Os filhos de Israel sabiam quando era a hora de sair para sua jornada através do deserto, pois havia uma coluna de nuvem durante o dia e uma coluna de fogo de noite para guiá-los. Os Levitas desmontavam e transportavam o Tabernáculo, montando-o novamente no lugar indicado pela nuvem. Quando o Tabernáculo era edificado no novo local, Deus indicava o lugar que cada tribo deveria ocupar ao seu redor (Nm 2:1-34). Os Levitas deveriam armar as suas tendas ao redor do Tabernáculo (Nm 1:53). Um equívoco teratológico é imaginar que o simples fato de cantar bem, com qualidade e até conseguir emocionar pessoas é o bastante, ou que esta seja a missão do levita. As responsabilidades do Levita são muito grandes e extremamente sérias. Antes, deve responder a um chamado de Deus.

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2.2 O que faz um levita?
a. O levita serve a Deus – Ele tem que ter a consciência primária de que está servindo a Deus. b. Serve no Templo ou na Casa de Deus – A casa de Deus é de responsabilidade dos levitas. c. O levita serve a seus líderes – Servir é estar pronto, dizendo: eis-me aqui. d. Serve a comunidade integralmente – O levita vai servir tanto a comunidade interna, quanto na comunidade externa. Servindo sempre com amabilidade, de coração puro e genuinamente santo.

2.3 Quando ele faz?
a. Quando é convocado por Deus - Ele sempre estará disponível para Deus! Porque toda convocação jamais atropelará os seus princípios, os seus conceitos. Deus não chama desocupados, mas àqueles que têm seus corações dispostos. b. Quando é convocado pelo líder – Notória e paciente observância a sua escala. Estar sempre pronto a servir na casa do Senhor, designado em função pela liderança da Igreja. Se ocioso, em oração e em jejum, aperfeiçoando-se no seu trabalho, como um exemplar cristão. c. Quando for convocado pela comunidade - O levita para estar entre qualquer grupo comunitário precisa de duas bênçãos específicas: a benção de Deus e a benção do seu líder . Todas as pessoas que procuram a rota do seu coração se perdem e tornam-se pessoas desorientadas (começaram sem o apoio da Igreja, mas com o apoio do mundo). E os que dançavam, cantavam e serviam na casa do Senhor, onde estão agora?

2.4 Por que ele faz?
a. Porque é chamado para isso. - muitos não compreenderão a dedicação que os levitas têm pela casa de Deus. Eles servem porque compreendem que são chamados para servir o tempo todo na casa do Senhor. b. Porque ele tem prazer e alegria no que faz. c. Porque ele é servo tratado para esse serviço.

2.5 Como eles fazem?
a. Com o coração inclinado para Deus. b. Com a vida correta diante do Senhor. c. Com a disposição ministrada pelo Espírito Santo. Na visão vétero-testamentária os levitas tinham a visão sobre si mesmos. Na visão neo-testamentária, o levita tem o Espírito Santo dentro dele. Quando saiam da rota, o espírito se retirava deles. Agora o Espírito santo está dentro de nós e ele se entristece quando pecamos, mas permanece em nós, porque somos nascidos de novo, filhos de uma Aliança. Então, se andarmos corretamente, Ele se alegrará conosco e nos manterá firmes.

2.6 Para quem eles fazem?
a. Para Deus sempre – Se você está trabalhando para Deus, não se importará com as críticas e nem se ensoberbecerá com os elogios.

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b. Para o seu próximo – Esteja sempre servindo as pessoas e então você terá consciência de que está servindo também a Cristo. Deseje ser servo do seu irmão. Fomos chamados para servir e não para sermos servidos, e esse exemplo encontramos em toda a vida de Jesus (Mc 10:45).

2.7 A vida devocional de um Levita
A bíblia não contém uma oração específica para os Levitas. Entretanto, como orar é conversar com Deus, é preciso estabelecer e manter esta comunicação para evitarmos a apostasia, mesmo e também para os levitas. Em tempo, o jejum não é dispensável aos Levitas. Antes, o jejum praticado com a correta motivação fortalece o levita (e também ao cristão) no guardar e aplicar a Palavra. Certamente isto agradará a Deus e fará toda a diferença no exercício do trabalho dentro do específico chamado.

2.8 A adoração do Levita
► Deve ser verdadeira e não vã (Mt 15:8). ► Deve ser como arma de guerra (2Cr 20:1ss). Passos: 1° Reconhecer quem são os nossos inimigos (satanás e suas hostes). 2° Consagrar-se ao Senhor. 3° Declarar a Palavra. 4° Cingir-se de humildade. 5° Fixar os olhos no Senhor (o diabo quer que foquemos nas circunstâncias). ► Deve-se adorar como os filhos de Zadoque (Zadoque significa “justiça”) (Ez 44:14 -15).

2.9 O verdadeiro Levita conhece a obra redentora de Cristo e a derrota de Satanás
2.9.1 Fundamentos cristãos
i. ii. iii. iv. v. vi. vii. Cristo se manifestou para destruir a obra de Satanás (1Jo 3:8). Cristo nos transmitiu autoridade sobre todo espírito maligno (Lc 10:17-18). A morte e ressurreição de Jesus já condenaram o diabo (Jo 16:11). Através da cruz, o poder que Satanás tinha sobre a morte foi anulado (Hb 2:14 e 15). A vitória dos salvos sobre Satanás é embasada no sangue do Cordeiro (Ap 12:11). Através de Jesus Cristo, o crente tem poder para resistir a Satanás (Mt 10:1 e Tg 4:7). Satanás já está julgado (Jo 16:11).

2.9.2 Atitude cristã para com Satanás
i. ii. iii. iv. v. vi. vii. viii. ix. Um filho de Deus não deve ter medo do Diabo e dos demônios (2Tm 1:7). É preciso confiar que o nosso Deus é por nós! Ele prometeu estar conosco (Mt 28:20) e se coloca como nosso intercessor (Jo 17:15). Não esqueça de que Satanás é um ser limitado: não é onipotente, onisciente e nem onipresente. Maior, infinitamente maior, é o nosso Senhor! (1Jo 4:4). Dependa de Deus em oração. Ore para que Deus o livre do Maligno (Mt 6:13 e Ef 6:18). Seja sempre vigilante e sóbrio (1Pe 5:8). Não fale do Diabo com desdém ou provocação (Jd 9). Confie que Deus é fiel em nos guardar do Maligno (2Ts 3:3). Revista-se de toda a armadura de Deus (Ef 6:10-18). Acostume-se a usar da autoridade do nome de Jesus (At 3:16 e 16:18).

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2.10 O Levita sábio aprende com os erros dos primeiros discípulos de Jesus Cristo
Mesmo os discípulos de Jesus tendo recebido poder e autoridade sobre todos os demônios e poder para curar doenças (Lc 9:1-6), eles se superestimaram, achando que estavam prontos, maduros, para saírem pelas aldeias anunciando o evangelho por toda a parte. ► Não estabelecer planos baseados em nossa lógica (Lc 9:12; 1Co 1:25). ► Jamais falar de Deus sem antes ouvi-lo (Lc 9:33-35). ► Não deixar-se dominar pelas fraquezas da carne (Lc 9:28-36; Gl 5:16ss). ► Querer ser o maior sem passar pela prova do serviço (Lc 9:46).

2.11 Como o Levita chega hoje ao Santo dos Santos?
O Tabernáculo representa hoje: 1) Jesus e seu ministério. 2) Nossa vida cristã em relação à Deus: Qual é a nossa posição diante do Eterno?

2.11.1 Tabernáculo x Vida Cristã
a) ÁTRIO: parte mais externa do Tabernáculo onde o cristão está sujeito às intempéries, chuvas, ventos, sol. Quem está no átrio, ainda não experimentou plenamente a presença de Deus. Porta: Salvação, Jesus: o único caminho para chegarmos a presença de Deus em plena comunhão Jo 10:9. Altar do Holocausto: Local de morte, onde nossa carne morre (desejos, convicções, expectativas) Ex 29:18, para podermos viver uma nova vida com Deus. Bacia de Bronze: Batismo, onde todos os pecados são lavados publicamente e somos integrados a uma nova realidade. Simboliza nossa morte e ressurreição com Cristo Rm 6:4. b) SANTO LUGAR: parte um pouco mais interna do Tabernáculo. Representa nossa alma, ali adentramos na presença de Deus: todos utensílios são de ouro representando a divindade de Deus. Mesa dos pães: O pão é alimento dado por Deus, a palavra de Deus, e o próprio Jesus Jo 6:35 . Os pães em doze fileiras, as doze tribos de Israel de onde viria o verdadeiro pão que alimenta – Jesus. Candelabro (Menorá): Era de ouro e alimentado por óleo iluminando o local. Representa a presença do Espírito Santo em nossas vidas com a unção de Deus sobre nós, revelando a Palavra que ilumina nossas vidas. Altar do Incenso: Ap 5:7-8. Representa nossas orações. Quando estamos no Santo Lugar oramos segundo a vontade do Espírito e não mais para nos satisfazer e sim ao Pai. c) VÉU: Já não existe mais em nossas vidas, temos livre acesso ao Pai por meio da Oração e de Jesus Mc 15:38. d) SANTO DOS SANTOS: É o lugar mais interno do Tabernáculo, onde existe somente a Arca da Aliança e a presença de Deus. Arca da aliança: utensílio mais precioso do Tabernáculo: sobre ela Deus se manifestava, e vinha falar com o povo através do sacerdote (propiciação). Tampa: expiação dos pecados, hoje é Jesus, que redimiu nossos pecados para sempre. Thorá: palavra deixada por Deus para que nós o conhecêssemos. Maná: Alimento diário vindo dos céus. Bordão de Arão: autoridade concedida a alguém. Representa a autoridade dada a nós para que todos saibam que o nosso ministério foi dado por Deus. Nm: 1 a 5. A maturidade Cristã se dá no Santo dos Santos onde desfrutamos da presença de Deus! Como atingir essa maturidade está descrita em Rm 12:1-2.

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2.12 Podemos usar o termo Levita para quem não é da tribo de Levi?
Quando dizemos hoje que somos “levitas” alguém pode perguntar como podemos nos denominar levitas se não somos da Tribo de Levi Jz 17:7. “Havia um moço de Belém de Judá, da tribo de Judá, que era levita e se demorava ali.” (...) O levita de Mica veio de Belém e era da família de Judá. Como poderia ser ele levita sendo de Judá e não da tribo de Levi? O levita, neste texto é um exemplo da possibilidade de que indivíduos de outras tribos podiam, durante algum período, unir-se a tribo sacerdotal. Há ainda evidências de que o termo “levita” fosse um título funcional com o sentido de voto, alem de servir como designação de uma tribo. Isto posto, sim, pode-se usar o termo “levita” para quem não é da tribo de Levi. O levita do Velho testamento nada mais é do que a figura do servo do Novo Testamento, que se consagra e assume a posição então de “levita” para trabalhar e conduzir o “Tabernáculo do Senhor” hoje.

2.13 A importância da técnica para os levitas
Nas Igrejas, normalmente os levitas dedicam seu louvor e adoração ao Senhor sempre pensando que a unção do Espírito Santo por si só já é o suficiente. Total engano! A Unção realmente é necessária para que o Espírito Santo se manifeste em nós através do Louvor e Adoração a Deus. Mas, será que a nossa dedicação ao Ministério Levítico também não conta!? Será que o nosso esforço de melhorar cada vez mais através do estudo da Palavra, ao que conta no crescimento espiritual, como também no estudo técnico para um melhor conhecimento e domínio daquilo que temos em nossas mãos, não conta para darmos o melhor de nós a Deus!? Diante de tal pergunta, será mostrado um pouco da necessidade de se estudar os padrões técnicos no Ministério Levítico, em específico no Ministério de Louvor e Adoração [KED13].

2.13.1 Qualidade técnica do louvor é importante
Você já imaginou cantarem músicas de Louvor e Adoração sem ter sido feito um prévio ensaio, sem ter sido preparado uma harmonia, sempre tocando aquele “feijão com arroz” como determinados “Ministérios” de Música de algumas igrejas fazem? Será que Deus se agrada disso? Aos chamados pelo Senhor a algum Ministério Levítico, deve-se ter em mente três coisas importantes: 1. Deus nos chamou e devemos dedicar tempo ao Ministério Levítico a que fomos chamados: nesse tempo, além de orarmos para pedirmos que Deus nos dirija através do Espírito Santo, devemos também dedicarmos tempo para o estudo. Nesse período devemos ter acima de tudo disciplina que é a essência do aprendizado para depois termos decisão naquilo que faremos durante o Louvor. 2. Devemos nos dedicar cada vez mais através de treinamento para podermos levar ao Senhor o melhor que podemos dar através daquilo que cantamos ou tocamos [ou fazemos designados pela liderança da Igreja]. Os ensaios também são importantes: devemos ensaiar exaustivamente até termos a música exatamente como ela é [ou da proficiência do serviço]! 3. Deus exige que tenhamos habilidade, ou seja, toquemos bem o instrumento: em 1 Sm 16:17-18 vimos que o Rei Saul pede que tragam dia nte dele um “homem que toque bem” para afastar um espírito maligno que o possuía. Esse “homem” era Davi. Podermos ver que Deus só se agrada daqueles que aprimoram suas habilidades para levar diante do Senhor tudo o que temos. Os talentos são dados por Deus quando nascemos, não para que os enterremos, mas para que façamos crescê-los em nós para depois doá-los ao Senhor com juros. E o Senhor se agradará de nós. O Sl 33:3 nos diz: “Entoai-lhe novo cântico, tangei com arte e com júbilo. ” [ARA93].

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2.13.2 A técnica nos leva a sermos mestres
Vê-se no livro de Crônicas que os levitas representavam os músicos (1Cr 15:22; 16:4-5) [dentre outras funções] e que eram escolhidos por Deus pela sua habilidade (1Cr 15:16-19) e consagrados, isto é, viviam exclusivamente para levar o povo de Deus em adoração. Isto nos leva a termos consciência do nosso chamado como verdadeiros adoradores, sermos cheios do Espírito Santo e sermos comprometidos com a Igreja local e a sua missão. Todo este comprometimento com a obra nos leva a sermos mestres, ou seja, que tudo aquilo que aprendemos devemos passar aos futuros Ministros. Por fim, levantamos discípulos para que a obra do Senhor não pare na Igreja devido à nossa falta de conhecimento, ou por sermos relapsos com o Ministério Levítico. O Senhor mesmo disse “levantai discípulos”. Mas para isso devemos ter total consagração ao Ministério Levítico e ao Senhor. Lembrese: quando levantamos discípulos traremos unção dobrada à Igreja.

2.13.3 Recomendação geral do uso de técnica aos Levitas da Igreja
Foi apresentado aqui, de maneira prática, um pouco daquilo que os levitas das Igrejas passam. Uma pessoa certa vez disse que a técnica é como um copo d’água e a unção a água. Bem, se o copo for pequeno, a unção será pouca. Mas se o copo for maior, a unção também será maior. Assim, quanto maior for o copo, maior e mais cheia da unção ele ficará. Por isso irmão, lembre-se: Deus usará você com aquilo que você tem. Se você não procurar aumentar o que você tem, de nada adiantará. Você será substituído por outro que esteja mais preparado. Mas, o Senhor é fiel àquele que se dedica à sua obra. Por isso, seja um “levita” legítimo e seja substituído não pelo seu relapso, mas sim por ter levantado discípulos com unção dobrada dentro da Igreja a qual congrega e o seu galardão no céu será grandioso na presença do Senhor.

“Louvai ao Senhor ao som da trombeta, com o sa ltério e a harpa. Louvai ao Senhor com o adufe e a flauta, com instrumentos de cordas, com címbalos sonoros e vibrantes. Todo ser que respira, louve ao Senhor.”. Sl 150:3-6

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3. Os princípios para o Ministério Levítico
3.1 Sacrificar o Ego
Todo o levita precisa ter o ego sacrificado - Rm 12:1. Como sacrificar o ego? a. Ofertando a Deus – Hb 13:15. b. Dedicando ao Senhor a vida e os bens - Os bens dos levitas são seus dons e talentos. c. Fazendo a vontade de Deus – Abrir mão da própria vontade não é fácil, mas é preciso colocar o Reino como prioridade (Mt 6:33).

3.2 Ser legitimado e ordenado
Não é por vontade humana ou muito menos por obras que se justifica o trabalho levítico, sim pelo chamado de Deus e no específico exercício do dom recebido.

3.3 Reconhecer o chamado
Cada um sabe o talento que recebeu e, no exercício deste, claramente orientado pelo Espírito Santo, ser candidato a provação e aprovação da resposta de seu chamado no tempo de Deus, e não naquele em que o homem conhece e espera.

3.4 Fazer segundo o chamamento, senão morre a visão
Potencializar o que Deus nos deu como dom no chamado. Forçar o que não é de direção do Espírito Santo é agir na carne. Desta forma, não testificando com os frutos do Espírito (Gl 5:1ss), toda a obra da carne não é de aprovação a Deus. Logo, Deus abomina o que o homem exalta.

3.5 Purificar a vida e as vestes
O vestuário do levita precisa ser santo e não despertar a sensualidade e nem o desejo carnal.

3.6 Organizar a alma e o espírito
Estar bem consigo é se amar (Pv 17:22). O levita precisa ter uma auto estima elevada. Nossa mente deve estar em linha com as promessas de Deus. Os verdadeiros adoradores adoram ao Pai em espírito e em verdade (Jo 4:23).

3.7 Nutrir a comunhão nas bases do altar
→ Comunhão com Deus – (1Co 1:9). → Comunhão com a família – (At 2:42). → Comunhão com o próximo – (Sl 133:1). → Comunhão com o Ministério Levítico.

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3.8 Manter a transparência
Fala de uma vida irrepreensível.

3.9 Não ser negligente com os dons e talentos recebidos
Com a ansiedade pelo fazer, muitos levitas mendigam oportunidades aqui e ali. Não acreditam no seu chamado. Não fique cavando oportunidades baseadas no “eu acho”: -Aprenda a esperar em Deus!

3.10 Ser um Levita guerreiro
O livro de 1Sm 16:14-18 faz referência a um grande guerreiro da Bíblia: Davi. Davi era um grande guerreiro do Senhor. Ele enfrentou Golias sendo apenas um pastor de ovelhas. Personalidade de Davi, um levita guerreiro: ► Ser um valente (diferente de valentão). ► Animoso, alegre. ► Homem de guerra. ► Firme em palavras. ► Gentil presença. ► O Senhor é com ele. Como filhos de Deus precisamos tomar posse das armas espirituais e vencer os gigantes que tentam nos derrubar. Esses gigantes podem ser na área das emoções, da vontade, na alma, no sentimento. Como guerreiros, precisamos identificar esses gigantes e vencê-los. Davi teve várias vitórias, porém o seu sucesso dependeu do sujeitar-se a Deus. Ele buscava o Senhor para tomar decisões. Todas as vezes que pedimos orientação de Deus para a nossa vida, não andamos trôpegos e mancos. A vontade de Deus sempre é a melhor para nós. Cada vez que o levita enfrenta uma batalha é a oportunidade de conquistar um novo território. O levita é um guerreiro para lutar contra as deficiências de sua alma.

Ele não pode transferir suas debilidades para a equipe. Ele deve lutar contra o inimigo da adoração, lúcifer, que vai tentar jogar na vida do levita sintomas de rebeldia, resistência e falta de arrependimento.

3.11 Ter as atitudes tratadas
Todo levita precisa de tratamento nas emoções. Por ele ser sensível, pode ser machucado com facilidade, e daí surgirem as debilidades no Ministério Levítico: a. Comparações no ministério (concorrência). b. Linguagem correta. c. Não se espelha no outdoor do mundo – roupas apertada e sensuais, cabelo, maquiagem, etc. É fácil trazer o mundo para o palco, ou melhor, transformar o altar em palco. d. Responsabilidade no serviço levítico.

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3.12 Ter uma visão de família
>>> Nm 4:2, 22, 29 <<< O que é uma família? É uma comunidade que tem o mesmo anelo, o mesmo desejo e o mesmo propósito. Toda família tem um ministério específico e devem ser envolvidos. Há três classes de levitas: 1. Levitas que servem a Deus com os dons sacerdotais. 2. Levitas que fazem parte do coro dos cantores e instrumentistas no templo. 3. Levitas que servem no: asseio, introdução, recepção, administração e segurança do templo. Portanto, todo o serviço do templo estava a cargo dos levitas. Eles foram separados por Deus para cuidar do Tabernáculo, pois foi a única tribo que não se contaminou com o bezerro de ouro (Ex 32:2529). Eles acampavam ao redor do Tabernáculo e ninguém podia se aproximar deste, pois quem o fizesse morreria. Os levitas são chamados à santidade e convocados à fidelidade. A fidelidade é um exercício, e a santidade, uma chamada. Só pode ser levita quem for fiel. Fidelidade e obediência incondicional a Deus, à sua casa e aos utensílios de sua casa. Fidelidade e obediência ao líder para fazer o melhor para Deus. Fidelidade e serviço ao povo.

3.13 Viver para o altar de Deus (Dt 14:27)
Aqueles que em espírito e em verdade vivem em adoração no altar de Deus, Deus revela a cada um o agir em que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que O amam (Rm 8:28), e que todas as coisas de que se precisa serão acrescentadas (Mt 6:33). Assim, viver para o altar de Deus implica em viver em adoração a Deus sem maiores preocupações. Outrossim, pode-se considerar como levita preocupado aquele que “vive do altar de Deus”, mais precisamente, quando este é transformado em palco, ou seja, quando o foco da servidão redunda em benefício próprio.

3.14 Ser discipulado e discipular
Aprender a Palavra com quem bem a conhece. Sabida, guardá-la e pô-la em prática durante toda a sua vida. Ser o bom exemplo. Buscar encher-se do Espírito Santo o tempo todo. Assim, as práticas vão redundar em obras tais que, não justificadas por nós após a sua aprovação, mas sim por Deus. Em oportuna a hora, transmitir o conhecimento recebido àqueles que ainda precisam aprender, fortificando-se na Palavra e favorecendo pleno agir do Espírito Santo.

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4. Levitas
4.1 Considerações finais
O levita é altamente responsável por tudo o que está ministrando. Jesus ensinava aos ortodoxos que eles deveriam saber a hora de chorar, rir e dançar. Os doutores da lei eram responsáveis em interpretar as escrituras, ou seja, fazer a hermenêutica. Se formos responsáveis em trabalhar para Deus, deveremos saber o que Deus quer. O levita é aquele que sabe interpretar corretamente o que Deus o está instruindo a fazer. Muitas vezes interpretamos situações ou pessoas erroneamente, e então pecamos. O levita é aquele com sensibilidade para musicalisar, tal como Davi foi usado para libertar Saul através da música. O levita tem um ministério completo. Ele é um guerreiro, porque somente um guerreiro saberá fazer exatamente segundo a sua guerra. Só ele sabe qual território quer conquistar. Quais territórios temos que conquistar? Quais áreas de nossa vida que precisam ser conquistadas? Hoje, a nossa maior guerra não é a externa, mas a interna. Enquanto os outros países são altamente preparados para atacar em uma guerra, Israel é o país mais bem preparado para se defender, e em todas as vezes que Israel se defendeu em um ataque, além de se defender com êxito, ainda conquistou um território novo. Todas as vezes que o levita enfrenta uma guerra, é a oportunidade que ele tem de conquistar um território novo. Devemos aprender a celebrar durante a luta já comemorando o novo território que será conquistado. E, que território é esse? O território segundo a luta que se está travando. Pode ser uma conquista financeira, familiar, pessoal, etc. Com a personalidade formada em Cristo, não segundo os conceitos humanos da Psicologia, mas segundo a palavra de Deus, é que se conquistam novos territórios e vitórias. Em Jesus nós somos mais que vencedores. Como os levitas conquistavam as suas guerras? Além de cada um ter uma personalidade formada, tinha-se uma arma essencial, que deve ser a nossa: A ADORAÇÃO A DEUS.

4.2 Levitas dão frutos para a eternidade
“HOJE, LEVITA NÃO É UM MÚSICO, MAS TODO AQUELE DISPOSTO A SERVIR.”
No tempo da Lei de Moisés, os levitas não eram responsáveis pela música no Tabernáculo. Afinal, não havia uma parte musical no culto estabelecido pela Lei, embora as orações e sacrifícios incluíssem o sentido de louvor, adoração e ações de graça. Muito tempo depois, Davi inseriu a música como parte integrante do culto. Afinal, ele era músico e compositor desde a sua juventude (1Sm 16:23), então, atribuiu a alguns levitas essa responsabilidade musical. É importante salientar que “levita” não é o músico, mas todo aquele disposto a servir. Não existe uma importância maior para o músico no Reino de Deus. Tanto o que toca, quanto o que abre a porta ou limpa o chão, quem traz um copo d’água ao ministrante servindo ao Senhor, é levita. Importante lembrar também que a glória da presença de Deus é trazida no ambiente pelos “levitas” – inclui-se o pastor e o diácono – que “servem” a Deus. A presença de Deus em nosso meio não se dá por nenhuma das nossas programações, liturgias, idéias, enfeites ou recursos materiais, mas pela vida de “levita”. Se eu decido viver para servir ao Senhor e aos irmãos, então o Espírito de Deus começa a se manifestar de uma forma tão intensa que a glória de Deus vem cada vez mais intensa e poderosa. Os levitas podem dar muitos frutos, cada um de acordo com o talento que recebeu de Deus. As igrejas podem desenvolver maravilhosos projetos e idéias. Podemos até construir muitas coisas, mas tudo o que produzirmos nesta terra ficará aqui mesmo, não durará para sempre.

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Só há um fruto que os levitas devem produzir para a eternidade. Só há uma missão ou projeto da Igreja local que permanecerá para sempre. Só há um trabalho que vale a pena investirmos – vidas. Se nós, tais como levitas do Senhor, usarmos os talentos para alcançarmos vidas e caminharmos com elas ensinando a Palavra, edificando o Corpo de Cristo, então estaremos produzindo frutos eternos. Todos os recursos físicos que precisamos virão do Senhor para nós. Não precisamos nos ocupar em ajuntar, construir, fazer, realizar... Muitas igrejas, inclusive uma bem perto de nós, se ocupam demais em construir e ampliar o patrimônio. Essas são igrejas e ministérios que não “armazenam” frutos na eternidade. Entretanto, há muitas igrejas que estão crescendo e sendo tremendamente usadas por Deus para o resgate de milhares de vidas. Elas também constroem, pois a cada dia precisam de mais espaço para comportar as vidas, mas a prioridade continua sempre sendo as vidas e não os bens materiais. Precisamos estar na presença do Senhor para recebermos mais e mais unção e poder, a fim de sermos autoridades espirituais, resgatando e instruindo muita gente, no caminho santo da vida cristã. Parece que estes objetivos de vida não têm muito haver com os músicos. Vemos sempre os músicos envolvidos em gravações, shows, projetos e projetos... Meus irmãos, todos os frutos que podemos produzir com nossas mãos, se não forem simples instrumentos para abençoar vidas, então serão queimados como palha no fogo. Somente as vidas transformadas pelo Espírito Santo através de nós, serão frutos eternos. De que me importa produzir tanto nesta Terra e não poder apresentar meus frutos na eternidade? Quero usar os talentos que recebi do Senhor, para que Ele possa realizar Seu maior desejo: salvar vidas. Quero ser alguém que quando toca ou canta, gerando o mover de Deus para transformação de vidas. Quero ser um canal de salvação e edificação. Não quero passar minha vida “realizando coisas” . Não quero me gastar em meros projetos. Sim, nas mãos do Senhor para edificação de vidas em frutos eternos. Como levita do Senhor, o que você tem produzido para o Reino? Os frutos que brotam na nossa vida são frutos eternos ou passageiros? É claro que executaremos muitos projetos terrenos, dirigidos pelo Senhor. Porém todos os projetos precisam ter um só objetivo: alcançar e discipular vidas! Os ministérios de música das igrejas precisam entender cada dia mais a função espiritual dos levitas e da própria música. Enquanto servimos ao Senhor com nossos talentos musicais, gerando louvor e adoração, não produzimos apenas arte, mas produzimos palavras e sons proféticos que geram o mover da Palavra, o mover do próprio Senhor Jesus - único e suficiente salvador. É mister desafiar a cada um reunir-se com o respectivo Ministério Levítico ao qual pertence em sua Igreja, e ter um tempo de oração e de busca diante do Senhor. Deve ser clamado ao Senhor pedindo mais e mais sabedoria, tanto quanto às atividades que lhes tomam o tempo. Declaremos juntos ao Pai: Senhor, queremos ocupar toda a nossa vida em projetos vindos do céu para salvação e edificação de vidas. -Queremos ser levitas de verdade. -Queremos produzir frutos para a eternidade!

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