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Escola Secundária António Arroio 12ºA, Outubro de 2011

Bárbara Constantino, Carolina Calmão Guiomar Fernandes, Leonor Gonçalves

GERAÇÃO DE ORPHEU “Orpheu representa um desafio á sociedade culta portuguesa e o desejo de elevar Portugal a dimensões do moderno e da Europa.”
• Quem são? Fernando António Nogueira Pessoa nascido em Lisboa a 13 de Junho de 1888 e faleceu a 30 de Novembro de 1935 aos 47 anos, durante os trabalhos da geração De Orpheu tinha os sei 27 anos . Foi um escritor e poeta português seguidor do movimento modernista com três heterónimos: Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro. Este juntamente com Luís Vaz de Camões foi considerado o maior poeta português. Todos os seus trabalhos foram grandes feitos para a literatura portuguesa. A sua obra mais conhecida foi ‘A Mensagem’, na qual apresenta o glorioso passado de Portugal e tenta encontrar um sentido para a antiga grandeza e a decadência existente no seu país na época em que o livro foi escrito Um livro que revisita e também cria uma mitologia do passado heroico de Portugal, repleta de símbolos. Um livro que apresenta proximidade com o que propunha o modernismo quando no seu surgimento: dar maior visibilidade e vida à história e à cultura de Portugal, evitando continuar deixando-a para trás perante o cenário europeu da época. E ‘O Livro do desassossego’.

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Foi um artista multidisciplinar. reconhecidamente. e integralmente na terceira série das "Líricas Portuguesas". escritor.Mário de Sá-Carneiro nascido em Lisboa a 19 de Maio de 1890 e faleceu em Paris a 26 de Abril de 1916 aos 25 anos. Publica "Frisos" em "Orpheu 1". durante a geração de Orpheu este tinha 25 anos. Integrou o primeiro grupo modernista português (sendo responsável pela edição da revista literária Orpheu. José Sobral de Almada Negreiros nascido na Trindade a 7 de Abril de 1893 veio a falecer em Lisboa a 15 de Junho de 1970 com 77 anos é vez parte da geração de Orpheu quando tinha apenas 22 anos. como separata da "Contemporânea" 7. poeta. 2 . contista e ficcionista português seguidor do Modernismo em Portugal tal como Fernando Pessoa. Escreve para o "Orpheu" 3 "A Cena do Ódio". responsável pela agitação do meio cultural português. que será publicada parcialmente em 1923. um dos marcos da história da literatura portuguesa. pintor. dramaturgo e romancista português ligado ao grupo modernista. bem como pela introdução do modernismo em Portugal. Foi um poeta.ainda que hoje seja. organizada por Jorge de Sena em 1958. ensaísta.

Foi um dos ilustradores da revista com 26 anos. Foi um pintor português. onde apareceu quatro reproduções de quadros seus. publicou a sua própria revista “Portugal Futurista”. 3 .Amadeo de Souza-Cardoso nascido em Amarante a 14 de Novembro de 1887 veio a falecer em Espinho a 25 de Outubro de 1918. considerado o introdutor do Futurismo em Portugal. e mais tarde em conflito com o grupo de Orpheu. precursor da arte moderna. da qual só saiu um número no final de 1977. Guilherme Augusto Cau da Costa de Santa Rita ou Guilherme de Santa-Rita mais conhecido por Santa-Rita Pintor nasceu em Lisboa em 1889 veio a falecer em Lisboa a 29 de Abril de 1918 com 29 anos. Foi um pintor e escritor português. Participou na revista orpheu com28 anos.

Foi uma pintor e poeta louco que participou na revista Orpheu devido aos seus poemas. o poema po “Narciso”. e no numero 2. versos de sentido incompreensível. Foi um poeta. mas outros com características marcadamente delirantes e surreais. alguns com laivos simbolistas. que foi um editorial que sublinhava o caracter apoiante de um projeto estético que une o grupo de Orpheu. seguidor do modernismo em Portugal. Introdução. repletos de neologismos(cria palavras a partir de outras mas com o mesmo significado). Luís Filipe de Saldanha da Gama da Silva Ramos mais conhecido por Luís de Montalvor nascido em Cabo Verde a 31 de Janeiro de 1891 veio a falecer em Lisboa. Non entanto doi também colaborador de Orpheu com 24 anos. ensaísta português. onde publica. 2 de Março de 1947 com 56 anos. 4 .Ângelo Vaz Pinto Azevedo Coutinho de Lima nasceu no Porto a 30 de Julho de 1872 e veio a falecer em Lisboa a 14 de Agosto de 1921 com 49 anos. no número 1. em 1915.

5 . Foi um poeta e político brasileiro que em conjunto com Luís Montalvor editou e direcionou a primeira edição da revista Orpheu.Ronald de Carvalho nascido no Rio de Janeiro a 16 de Maio de 1893 veio a falecer no Rio de Janeiro a 15 de Fevereiro de 1935 vítima de um acidente de viação. que comparecem todos reunidos com o titulo de “Poemas”. por essa razão. na generalidade a passagem do Simbolismo para o Decadentismo ao paulismo. constituída por cinco trabalhos: “A alma que passa”. “Lâmpada nocturna”. “ O elogio dos repuxos” e “ Reflexos (poema da Alma enferma)”. “ torre ignota”. A sua lírica. Sá ora à lírica intelectualizante de Fernando Pessoa paúlico e pessimista. ora o sensorialismo assemelhado ao de Sá-Carneiro. “Poem Nesses versos Ronald de Carvalho realiza. transita entre on lado simbolista-decadentista simbolista decadentista e.

E foi nessa atmosfera de emaranhadas forças estéticas. Participações pontuais também de Alfredo Pedro Guisado. Mário de Sá-Carneiro. primeiro número. Janeiro-Fevereiro-Março 1915. com a proclamação da República. Raul Leal e Armando Côrtes-Rodrigues. Guilherme de Santa-Rita. Almada-Negreiros. Apesar de em ambas as edições terem contribuído diversos intelectuais. depois dos sangrentos acontecimentos de 1908. razão do nome deste grupo. alucinadamente antimonárquico. Foi se concretizando em 1910. José Pacheco (que desenhou a capa e foi responsável pela direção gráfica). Apareceu após o ideal republicano ter engrossado por sucessivas manifestações de instabilidade. Luiz de Montalvôr e Ronald de Carvalho (diretores da revista Orpheu respectivamente de Portugal e Brasil).o Como surge? A geração de Orpheu surgiu em 1915 com a publicação da Revista Orpheu. os que mais se destacam são os seguintes: Fernando Pessoa. Ângelo de Lima (ambos também pintores). António Ferro. a que se sobrepunham a inquietação trazida pela I Grande Guerra. fundou a revista Orpheu. quando o rei D. que este grupo. Revista Orpheu. Amadeu de Souza-Cardoso (pintor). Carlos perdeu a vida nas mãos de um homem do povo. Grupo este composto pelas personalidades quer literárias quer artísticas que estavam insatisfeitos com a estagnação da cultura portuguesa e que já anteriormente foram referidas. em 1915. capa de José Pacheco 6 .

futurismo. porém. na "edificação do Portugal do séc. resumindo. em concomitância com as derradeiras manifestações simbolistas. produziu um efeito escandalizador no povo pois punha em causa algumas convenções sociais e culturais. para salvar a sua mulher Eurydice do Hades. tendo sido o inventor da Lira. desde que este não olhasse para ela antes de atingirem o mundo da luz. "O Orpheu é a soma e a síntese de todos os movimentos literários modernos. e obter o privilégio de trazer de novo ao mundo dos vivos a sua amada Eurídice. conseguiu comover os deuses infernais. uma revista de arte e literatura cuja principal função era subverter. à dimensão da Europa. procurou-a no Hades e vencendo pela música os vários obstáculos. escandalizar o burguês. Orpheu inconsolável. Com esta magia movia os homens. Orpheu era filho de uma musa e do Rei da Trácia. “Há apenas duas coisas interessantes em Portugal . no futuro. é de entender então que esta era a metáfora usada pelos Homens de Orpheu ou seja. os animais selvagens e as próprias árvores. etc. interseccionismo e outros ismos" (Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação). no próprio dia do casamento morreu ao ser picada por uma serpente. Orpheu representa um desafio à sociedade culta portuguesa e o desejo de elevar Portugal à dimensão do moderno. teria de a trazer de volta ao mundo dos vivos sem nunca olhar para trás.a paisagem e o Orpheu. Tal como seria de esperar. Era então. tomado de ansiedade. casou com a ninfa Eurídice que. do decadentismo. O fim último do Orpheu. iniciavam um estilo novo. simultaneismo. Tântalo. ‘moderno’ ou ‘modernista’. do paulismo. XX" (Almada Negreiros). em algo de superior que as transcendia. épica e dramática. com um objectivo deste tipo e tendo em conta o contexto histórico da época. Entenda-se que parte do simbolismo. esse olvidar do passado para concentrar as atenções e as forças no caminho para diante. Quando regressou da aventura dos Argonautas. Apesar de Orpheu. que ele pretendia atingir era a fusão de toda a poesia lírica. acabar por quebrar o juramento olhando para trás e perdendo Eurídice para sempre. A revista foi publicada com a finalidade de Introduzir o Modernismo em Portugal nas artes e nas letras. esse esquecer. Danaides. pôr todas as convenções sociais em causa e agitar consciências através de atitudes originais que. suspender os suplícios dos condenados como os e Sísifo. é esse não olhar para trás.” (Álvaro de Campos) 7 .O nome de “Orpheu”. Contado melhor. sensacionismo. foi o escolhido pois Orpheu era um mítico musico Grego que. Tudo isto apenas com o intuito de comunicar uma nova mensagem. que se celebrizou pela magia do seu canto e da sua música. expressionismo. cubismo.

actual e eterno . esta revista ter não só modernizado a arte portuguesa como também ter divulgado alguns artistas do mundo.a revista sensacionista Orpheu.Devido a todos estes fatores e juntado a crise que Portugal atravessava mais o decorrer da 1ª Guerra Mundial. 21 de Setembro de 1915 8 . Orpheu não pode acabar. que o meu espírito radicalmente pagão se não cansa nunca de recordar.e um exemplo de coragem moral e de indefectível liberdade de espírito" «De resto. Mas. é possível compreender que a Revista Orpheu tivesse apenas 2 publicações. ele. e continuava. «carta a Santa-Rita Pintor». Na mitologia dos antigos. porém. o mais relevante na nossa opinião foi o facto de apesar das (muito) reduzidas publicações. a certa altura do seu curso.surgia outra vez à superfície.» Fernando Pessoa. Lisboa.na pior das contingências -. Assim quero crer que seja -. de cujo nome apenas me entrelembro. com aquático escrúpulo. que.milhas para além de onde se sumira -. mais adiante -. há a história de um rio. Orpheu tornou-se um símbolo "único e diverso. numa reminiscência constelada. Aparentemente morto. se sumia na areia. Orpheu não acabou. nacional e universal. o seu leve caminho para o mar.