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O Plano da Criação Divina

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GETER – Grupo de Estudos e Trabalhos Espiritualistas Ramatís
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS OBRAS DE RAMATÍS

O PLANO DA CRIAÇÃO DIVINA
Os astros, satélites, sistemas, constelações e galáxias do Universo observável não estão sujeitos a leis que variem de época para época, mas circunscritas unicamente à disciplina da Lei Perfeita e Imutável do Cosmo. Em toda a Criação, essa Lei organiza e rege, numa só pulsação harmônica e vital, todo o eterno pensar de Deus, e materializa no campo exterior o sucesso do Grande Plano Mental elaborado pelo Divino Arquiteto! É como um relógio de precisão, absolutamente certo e exclusivamente harmônico. Não há ocorrência imprevista nos eventos siderais; tudo é manifestação exata de uma causa alhures já planejada com toda exatidão.

1. COSMOGÊNESE SEGUNDO A CIÊNCIA: O UNIVERSO PULSANTE
Numa rápida visão panorâmica à luz da ciência terrena, o Universo material se apresenta constituído de milhões de galáxias formadas por miríades de estrelas de diversas espécies e idades siderais, em torno de certo percentual das quais giram orbes físicos, os planetas e seus satélites, além de outros corpos celestes característicos, como cometas, pulsares, quasares, etc., todos revelando um aspecto dinâmico de indescritível harmonia e beleza. Muito ao contrário de uma situação estática e de equilíbrio, a que uma abordagem superficial poderia induzir, o Cosmo se encontra em contínua e acelerada expansão, já detectada pelos cientistas desde meados do século XIX, que observaram o deslocamento para a cor vermelha da maior parte da intensidade resultante da fragmentação do espectro luminoso proveniente das estrelas. A teoria de cosmogênese atualmente defendida pela ciência oficial é a do “Big Bang” (a grande explosão) que assevera que, em seu início, todo o Universo esteve concentrado num único ponto diminuto, composto de um plasma, mistura de diferentes partículas subatômicas, sob temperatura e densidade incalculáveis, e que explodiu violentamente, resfriando-se paulatinamente à medida que a fabulosa expansão que sofreu foi “criando” o próprio espaço, até então inexistente.

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Nesse processo de súbita expansão, essas subpartículas se recombinaram formando átomos e moléculas em estado inicialmente gasoso, que, ao se condensarem por força do resfriamento, foram formando os corpos celestes constituintes do Cosmo. Em suma, para a Ciência a matéria surgiu no momento da criação. Atualmente, as galáxias continuam a se afastar mutuamente, tendo os cientistas formulado três hipóteses matematicamente possíveis, representadas graficamente nas figuras a seguir: 1ª) O Universo se expande tão rapidamente que a atração gravitacional entre suas galáxias não poderá jamais parar o processo de dilatação de suas fronteiras. Essa hipótese afirma que ele irá continuar a se expandir eternamente.

2ª) O Universo se expande continuamente, porém na velocidade estritamente necessária para isso. Nessa hipótese, a ação da atração gravitacional entre as galáxias é mais intensa que na anterior, porém insuficiente para impedir seu infindável afastamento mútuo.

3ª) O Universo, após a grande explosão inicial (o Big Bang), num primeiro momento se expande rapidamente, movido pelas forças que atuam nesse processo, porém a atração gravitacional entre suas galáxias é de tal modo intensa que se contrapões àquelas forças originais, vencendo-as em intensidade decorrido certo intervalo de tempo, após o qual passa a sobrepujá-las.

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As galáxias, então, começam a se mover umas em direção às outras e o Universo se contrai, até que elas se colapsem fundindo-se num único ponto concentrado e diminuto, acontecimento chamado de “Big Crunch” (a grande contração).

A quantidade de matéria presente no Universo é o fator que irá determinar para a Ciência se o seu processo de expansão continuará indefinidamente ou não.

Os cientistas especulam, baseados em argumentos teóricos, que após um “Big Crunch” seja criado um novo Universo a partir de um “Big Bang” seguinte, que poderá formar tipos de partículas completamente diferentes das do Cosmo atual. A TEORIA CÍCLICA sugere que, pelo lado da Ciência oficial, o Universo pode continuar a se expandir e contrair-se alternadamente, num processo infinito (UNIVERSO PULSANTE).

2. O GRANDE PLANO DA CRIAÇÃO DIVINA E A DESCIDA ANGÉLICA
Os velhos mestres do oriente, desde os iniciados dos Vedas há mais de 4.000 anos e dos instrutores da Dinastia de Rama na antiga Índia, vêm propugnando que o Universo é pulsante. Cada ciclo de expansão e correspondente contração é conhecido como “GRANDE PLANO” (“Manvantara” na escolástica hindu), uma pulsação ou “respiração” completa de Brahma, e que compreende 4.320.000.000 de anos do calendário terreno, divididos em duas fases de igual duração, tempo exato em que o Espírito Divino desce vibratoriamente até formar a matéria e depois a dissolve novamente, retornando à sua expressão anterior de puro espírito. Conforme os Vedas, “uma respiração ou pulsação macrocósmica de Brahma (ou Deus) corresponde a uma respiração microcósmica do homem !”

Para Deus, na eternidade da Mente Divina, esse acontecimento entre principiar e cessar a explosão formadora do Universo sideral é tão instantâneo como o explosivo que estoura no período de um segundo terrestre. Aquilo que para Deus se sucede no “tempo” simbólico de um segundo terreno, na contagem do calendário humano, abrange 4,32 bilhões de anos: • • • O Sol faz a cobertura astrológica de um signo zodiacal (atualmente no término do “signo de Piscis” e no início do signo de “Aquarius”) no prazo de 2.160 anos exatos, completando uma Era Zodiacal. Um grande ano astrológico é formado pela passagem do Sol pelos 12 signos (12 Eras Zodiacais), perfazendo 25.920 anos. Dois milhões de signos somam exatamente o total de 4.320.000.000 anos terrestres, ou seja, o tempo em que ocorre um Grande Plano da Criação Divina, chamado pelos antigos atlantes de “Supremo Giro de Ra (Sol)”.

1 GRANDE PLANO = 166.666 Grandes Anos = 2 milhões Eras Zodiacais = 4,32 bilhões anos

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Um Grande Plano da Criação Divina abrange duas fases ou etapas de igual duração, cada qual com duração exata de 2,16 bilhões de anos do calendário terrestre: o Dia de Brahma, que vai do Big Bang até o ponto de máxima expansão das galáxias, e a Noite de Brahma, que vai deste ponto até o Big Crunch.

Deus embora sendo único, revela-se sob a manifestação exterior do Universo formal, fase em que o Espírito Divino desce vibratoriamente até formar a matéria, ou seja, se expande e pulsa centripetamente até atingir a compactação conhecida por “matéria”, acionado por Sua vontade a energia, sob impulso expansivo e criativo divino, para compor os mundos, as galáxias e os orbes físicos, ou seja, o próprio Cosmo. Pode-se entender, dessa forma, que o Universo sob esse aspecto está na condição de uma vestimenta transitória da Divindade, constituída por toda a criação física, pois que Deus o interpenetra e o vivifica, enquanto os espíritos se conscientizam, vibram e vivem no oceano cósmico, expandindo-se tanto mais quanto mais absorvem o conhecimento inesgotável e o Amor do Pai Eterno no comando do Cosmo monista. Esse processo de descida vibratória do princípio angélico, em que o Criador faz a criação emanar de Si formando o Universo exterior das formas, e “desce” para criar novas consciências dentro de sua própria Consciência Cósmica, é conhecido como descida angélica. Apesar de contínuo, esse processo é costumeiramente apresentado subdividido em diversos graus ou etapas da descida do espírito até a expansão da matéria: os Sete Planos da Manifestação Cósmica. A essa fase de descida vibratória às formas exteriores dos mundos materiais, segue-se a fase em que o Espírito de Deus dissolve o Universo morfológico e retorna à sua essência anterior de Espírito Virginal. O Universo é uma sucessão consecutiva de “Grandes Planos” ou “Manvantaras”, a se substituírem uns aos outros, em que se forjam os seres espirituais (as consciências individuais).

A Criação, que é produto do pensamento de Deus, nunca teve começo, assim como não terá fim; não se subordina ao tempo e ao espaço.

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A manifestação divina é eterna, contínua e ilimitada, e não apresenta em si mesma divisão abrupta em duas fases distintas, como a da descida à forma exterior-matéria e a do retorno ou dissolução da substância; há uma passagem natural de uma à outra fase, num processo infinito.

1ª fase: 2,16 bilhões de anos “DIA DE BRAHMA” do Big Bang até o ponto de expansão máxima das galáxias “SÍSTOLE CÓSMICA” Gênese e expansão do Universo Físico (Cosmo) FASE CRIATIVA DA MATÉRIA fase em que Deus cria DESCIDA ANGÉLICA descida vibratória do Espírito Divino até atingir a forma exterior “matéria”

2ª fase: 2,16 bilhões de anos “NOITE DE BRAHMA” do ponto de expansão máxima das galáxias até o Big Crunch “DIÁSTOLE CÓSMICA” Contração e desaparecimento do Universo Físico FASE DESTRUTIVA DA MATÉRIA fase em que Deus fisicamente desintegra (dissolução ou retorno da Substância) DESMATERIALIZAÇÃO libertação do Espírito Divino da forma, de volta o seu estado original (essência pura) para

3. OS PLANOS DA MANIFESTAÇÃO DIVINA
No curso de um Grande Plano, na etapa em que o Espírito Divino desce vibratoriamente até a fase exterior da expressão da matéria, há a formação de fases sucessivas intermediárias que graduam o processo de descida angélica, demarcam as pulsações rítmicas da Criação Divina e assimilam as faixas vibratórias que identificam as principais mudanças na energia do Cosmo. Embora muito aquém da Realidade Cósmica, as diversas fases da descida do espírito Divino têm sido apresentadas pelo conhecimento iniciático milenário com o “ritmo setenário”. Nele, o Universo emanado de Deus abrange sete planos ou estados energéticos sucessivos, desde o Mundo Divino até o Mundo Físico, que servem de degraus diferenciais no abaixamento vibratório e que a tradição Bíblica simboliza no trajeto ascensional da escada de Jacó. Esses planos ou mundos não se encontram em algum lugar particular do espaço e nem sobre postos entre si em camadas; são estados de consciência, perceptíveis ou penetráveis de acordo com o estado evolutivo de cada ser capaz de percebê-los. Como faixas vibratórias diferenciadas, esses planos interpenetram-se, coexistindo num mesmo espaçotempo (ou melhor, “fora” daquilo conhecido por espaço), sem interferirem entre si. São como Universos paralelos interpostos, mutuamente e simultaneamente coexistentes. Sob o ponto de vista dimensional, o Plano Físico apresenta três dimensões espaciais (todos os objetos possuem comprimento, largura e profundidade) e uma dimensão temporal (o tempo), perfazendo quatro dimensões. Entretanto, cada Plano de Manifestação Divina subseqüente ao Plano Físico, em direção ao Plano Divino, agrega mais uma dimensão física. Por exemplo, o Plano Astral (Mundo dos Desejos), imediatamente posterior ao Plano Físico (Mundo material) no diagrama a seguir, apresenta quatro dimensões espaciais e uma dimensão temporal, porém em estado vibratório muitíssimo superior à vibração letárgica da matéria densa. Nessa escala de sete planos de evolução da consciência, o Plano Divino totaliza dez dimensões. . GETER - Introdução ao estudo das obras de Ramatís

3. O Plano da Criação Divina PLANO DE MANIFESTAÇÃO CÓSMICA 7º MUNDO DE DEUS

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CARACTERÍSTICAS

A Matriz-Base, o Pensamento Original e Total

MUNDO DOS ESPÍRITOS VIRGINAIS MUNDO DO ESPÍRITO DIVINO MUNDO DO ESPÍRITO DE VIDA região do pensamento ABSTRATO região do pensamento CONCRETO

Origem dos espíritos diferenciados em Deus antes da sua peregrinação através da matéria, e origem dos veículos do homem

Origem das mais elevadas influências espirituais no homem

Origem do aspecto intuicional no espírito do homem Contém as idéias germinais da forma mineral, vegetal, animal e humana, e idéias germinais do desejo e emoção dos animais e do homem. Origem do aspecto inteligente no espírito do homem (plano dos pensamentos puros) Origem das forças arquetípicas e da mente humana; reflete o espírito na matéria e contém os arquétipos do desejo, da emoção, da vitalidade universal e da forma Poder anímico } Luz anímica } atração Vida anímica }

MUNDO DO PENSAMENTO

MUNDO DOS DESEJOS

Sentimentos Desejos Impressionabilidade Paixões e desejos inferiores ÉTER QUÍMICO – responsável por todos os fenômenos de assimilação e excreção nas relações do homem com o meio ÉTER VITAL – permite a propagação no meio físico e impregna desde o pólem até o espermatozóide ÉTER LUMINOSO – meio da percepção sensorial, capta as vibrações do ambiente exterior e transmite as emoções e sensações interiores da alma ÉTER REFLETOR – reflete toda a memória da natureza; consciência reflexiva por acumulação no simbolismo do tempo e do espaço

1º MUNDO FÍSICO

região ETÉRICA (interior)

região QUÍMICA (exterior)

região composta pela matéria física nos estados sólido, líquido e gasoso

As várias escolas iniciáticas e religiões espirituais do oriente e do ocidente fazem diferentes designações e/ou simplificações desses diversos planos vibratórios, apresentadas no quadro a seguir, para fins comparativos:

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3. O Plano da Criação Divina quadro comparativo: PLANOS DA CRIAÇÃO DIVINA EM DIFERENTES CORRENTES RELIGIOSAS
plano FILOSOFIA ROSA-CRUZ OCULTISMO ORIENTAL PLANO MAHAPARANIRVÂNICO PLANO PARANIRVÂNICO PLANO NIRVÂNICO PLANO BÚDICO TEOSOFIA PLANO ÁDICO OU DIVINO VEDAS PLANO ADI PLANO ESPIRITUAL ANTIGO EGITO

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ESPIRITISMO

MUNDO DE DEUS

MUNDO DOS ESPIÍRITOS VIRGINAIS

PLANO MONÁDICO PLANO OU ANUPÁDICO ANUPÁDAKA

PLANO OU MUNDO DIVINO

MUNDO DO ESPÍRITO DIVINO

PLANO ÁTMICO OU NIRVÀNICO

PLANO ÁTMICO PLANO BÚDICO OU INTUICIONAL PLANO ASTRAL PLANO MENTAL

MUNDO DO ESPÍRITO DE VIDA região do pensamento ABSTRATO região do pensamento CONCRETO

PLANO BÚDICO

ARUPA PLANO MENTAL RUPA PLANO MENTAL

sem forma

MUNDO DO PENSAMENTO

com forma

PLANO OU MUNDO ESPIRITUAL

MUNDO DOS DESEJOS

PLANO ASTRAL

PLANO ASTRAL

PLANO ASTRAL

MUNDO FÍSICO

região ETÉRICA

PLANO FÍSICO

ETÉRICO

PLANO FÍSICO

ETÉRICO

PLANO FÍSICO

PLANO FÍSICO

região QUÍMICA

DENSO

DENSO

PLANO FÍSICO

Cada plano ou região de manifestação cósmica é ainda subdividido em até outros sete subplanos em graduações ascendentes.

4. OS TRÊS PRINCÍPIOS CÓSMICOS OU MANIFESTAÇÕES DA NATUREZA DIVINA NO COSMO
Na ação de criar ou destruir sucessivamente o Universo físico, a Realidade Monista divina e indissolúvel, que é Deus Único, ao mesmo tempo se manifesta de modo trifásico, sem qualquer alteração íntima. Essa subdivisão em três aspectos distintos e mutuamente complementares é apenas recurso humano para facilitar a Sua melhor compreensão. A constatação desses três aspectos da Unidade Divina pela mente humana apenas gradua os atributos divinos como fases de um mesmo fenômeno e não modifica internamente Sua natureza, sendo inegável e definitivo que o princípio é um só, uma só origem e uma só vontade central criadora de todo o Cosmo, que permanece indestrutível na sustentação eterna e sábia de tudo o que Ele criou. O próprio homem, embora seja um único ser, pode se manifestar ao mesmo tempo sob o aspecto trifásico de PENSAR, SENTIR e AGIR, sem que sofra qualquer alteração íntima na sua individualidade constitucional.

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3. O Plano da Criação Divina OS TRÊS PRINCÍPIOS CÓSMICOS DE DEUS 1º princípio: INCRIADO GERANTE     A Unidade Cósmica O Espírito Eterno O Pensamento Cósmico Original    2º princípio: CRIADO GERANTE O Cristo Cósmico O Amor que estabelece o equilíbrio entre os opostos Cimento que une o Pensamento Cósmico à forma 3º princípio: CRIADO IMANENTE

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A Mente Abstrata do Supremo CRIADOR (ATIVIDADE CRIADORA) O Pai Criador Absoluto ESFERA DO PENSAMENTO DIVINO ABSTRATO:

Agente da ação que plasma o Pensamento Divino no desejo do Cristo Cósmico (concebe com a energia virgem para a gestação na matéria)

ALENTO ANIMADOR AGENTE EXECUTOR (ATIVIDADE SUSTENTADORA) (ATIVIDADE PRESERVADORA) O pensamento abstrato fora de O pensamento divino derramado Deus, manifestado como criação na Criação como Inteligência, Vida pela ação de agentes cósmicos e Amor ESFERA DOS AGENTES ESFERA DAS MANIFESTAÇÕES CÓSMICOS CRIADORES DO ESPÍRITO DIVINO DE MUNDOS: NA CRIAÇÃO: associado aos Arcanjos, Devas associado aos Anjos ou Devas Maiores, Cristos, Logoi, O Verbo Menores ou Engenheiros Siderais

Deus em sua mais pura essência

Uma água quente, perfumada e colorida mantém intacta sua estrutura original de líquido, comparação onde a água representa Deus, seu calor “o espírito”, o perfume “a energia” e o colorido “a matéria” (forma, cor). O ASPECTO TRIFÁSICO DA MANIFESTAÇÃO DIVINA NO COSMO 1º aspecto: ESTÁTICO (de equilíbrio) “ESPÍRITO” PENSAMENTO O Pensar Divino 2º aspecto: DINÂMICO (de movimento) “ENERGIA” VONTADE O Arquétipo Divino 3º aspecto: MORFOLÓGICO (de forma) “MATÉRIA” AÇÃO O Materializar Divino

As principais religiões da maioria dos povos, sob invólucro místico e religioso, sempre proclamaram os três aspectos de Deus como derivados e não “divididos” da mesma Unidade, não podendo ser simplesmente encarados como uma união de três pessoas numa só entidade divina. OS TRÊS ASPECTOS DA MANIFESTAÇÃO DIVINA EM DIFERENTES CRENÇAS religião CATOLICISMO HINDUÍSMO BUDISMO EGÍPCIOS BABILÔNIOS GREGOS ASSÍRIOS PERSAS 1º princípio Pai Brahma Amittaba Osíres Ea Zeus Baal Orzmud 2º princípio Filho Vishnu Alavokite Shavara Ísis Ishtar Demétrio Astarté Ariman 3º princípio Espírito Santo Shiva Naudjousri Hórus Thamus Dionísio Adônis Mithra . GETER - Introdução ao estudo das obras de Ramatís

3. O Plano da Criação Divina GERMANOS e CELTAS Voltan Friga Dnar

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A pedagogia sideral ensina que há três princípios cósmicos, uníssonos, que constituem o próprio Deus, três manifestações absolutas do Ser Supremo, e que não devem ser confundidos como sendo outras entidades criativas e governantes isoladas do Cosmo. O primeiro princípio está associado ao aspecto Criador, a Mente Abstrata da própria divindade, ou seja, Deus em sua essência mais pura. O Cristo Cósmico é o segundo princípio emanado de Deus que, na forma do Amor, serve de coesão entre o seu Pensamento Original Incriado e os mundos que os Arcanjos ou Engenheiros Siderais revelam sob a Vontade Divina. Ele significa o estado absoluto do Amor no Cosmo, cimento de coesão entre os astros e a luz pura que alimenta o amor entre os seres. É o elo entre o pensar interno e o existir exterior; é o canal que, no Cosmo e no seio do próprio Absoluto, une as duas margens externas da Criação: o Deus Pai (pensamento incriado) ao Deus - Espírito Agente, sua própria emanação na configuração material, de que a matéria é apenas vestimenta de Sua Idéia Fundamental e cuja vontade é transmitida pelo Cristo Cósmico. O terceiro princípio, associado à ação plasmando-se na forma, materializa a Vontade de Deus pelo seu Pensamento Incriado, recebendo o “sustento” através do Cristo Cósmico, o segundo princípio, e desce vibratoriamente até a configuração material. Quando isso ocorre, o terceiro princípio compõe a forma física ou incorpora-se como energia acumulada, atingindo a vibração letárgica da expressão-matéria, fazendo o descenso até o existir exterior. Os espiritualistas do Oriente denominam a Força Criadora do Universo pelo termo “LOGOS UNIVERSAL” , a força ativa da Criação, em atividade criadora, sustentadora e preservadora do ciclo evolutivo de cada ser. Brahm é a inteligência, é o comando e por assim dizer, a parte intelectual dirigente da Força criadora, ao passo que o Logos Universal é a manifestação ativa dessa força; são duas maneiras de designar aspectos diversos de uma única força. É a Força Irradiante responsável pela vida, da qual tudo parte e para a qual tudo retorna, que o homem se dirige em prece, quando invoca forças para a realização de seu destino de luz, ansiando pela paz e pela harmonia, e para onde se sente irresistivelmente atraído, quando atinge o término do período básico da consciência individual, sob o clamor interior da necessidade de uma integração ao seio do Eterno. A essa Força Criadora que as escrituras Sagradas se referem quando afirmam que “no princípio era o Verbo” e, após mostrarem ao homem de onde surgiu sua essência, passam os profetas a dar recomendações que lhe permitirão voltar ao seio do Criador, assinalando a utilidade das normas de conduta que proporcionam a felicidade do retorno ao ponto de partida: Deus ou O Logos Universal. Deus, em seu aspecto transcendente, é incognoscível para a compreensão e o entendimento humano. Deus Imanifestado, o Absoluto, o Inimaginável, só pode ser cognoscível quando toma um estado relativo . GETER - Introdução ao estudo das obras de Ramatís

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com Ele mesmo, transformando-se na Sua própria manifestação, o Universo, com sua infinidade de corpos celestes. Esse Universo, com tudo o que Nele se contém, é a expressão de Sua Vida Consciente.

Deus Imanifestado ou Transcendente = O Absoluto = O Logos Cósmico ou Universal

Deus é sempre uma Unidade, mas quando anima um Universo (passagem do Imanifestado para o Manifestado), o Uno o faz como uma trindade, com três modos fundamentais de manifestação. Quando o Logos Cósmico toma um estado relativo consigo mesmo, cria no Plano da Mente Divina a Ideação Cósmica, com todas as transformações que advirão, do princípio ao fim. Cria o arquétipo de todas as formas, forças e estágios de evolução, nos mínimos detalhes, por onde há de se desenvolver aquilo que se chama Vida, ou seja, cria o esquema evolucionário do Seu Sistema: o campo da evolução Logóica. Depois escolhe a porção do espaço destinado ao Seu Grande Plano de Evolução, onde nascerá toda a matéria diferenciada que existe no Cosmo. Nada existia ainda nesse espaço, formado de éter primordial ou raiz da matéria (Mûlaprakriti entre os orientais), mais apropriadamente chamado de Kóilon, a negação da matéria, segundo a Teosofia.

4.1 O TRABALHO DO TERCEIRO ASPECTO DO LOGOS
Começa então pelo Terceiro Aspecto do Logos, a Grande Mente Universal, a construção propriamente dita dos sete planos cósmicos, cada um com os respectivos sete subplanos, através do que se conhece como Força-Matéria ou “Fohat”. Antes da construção do Plano Físico, são construídos os planos hiperfísicos.

Depois de criados os sete planos cósmicos, o Terceiro Aspecto do Logos cria os sete subplanos de cada plano. O primeiro subplano de cada plano cósmico, o mais elevado vibratoriamente, é sempre constituído de átomos simples, enquanto os demais subplanos são formados das combinações desses átomos em moléculas. Dentro do Kóilon (o espaço primordial, vazio de matéria), o Terceiro Logos derrama sua poderosa energia e abre vários pontos luminosos ou bolhas, que vêm a constituir vários pontos de sua consciência, porquanto cada bolha ou ponto de luz só existe enquanto Ele conservar afastado o Kóilon que o envolve. A matéria no Cosmo, tal como é conhecida, nada mais é do que “buracos” no éter primordial.

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Em conseqüência, o átomo mais simples do plano físico não é constituído de matéria, mas de infinitos pontos de consciência do Terceiro Aspecto do Logos, numa disposição, numa trajetória orbital particular, para poder realizar um trabalho por Ele determinado: a construção do Plano Físico.

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Depois da formação dos estados atômicos de matéria, em cada um dos diferentes planos da natureza, o Terceiro Aspecto do Logos (ou terceiro aspecto da Trindade), o Doador da Vida, submerge no mar de matéria virgem do espaço e, em razão de sua vitalidade (Fohat, a Força – Matéria), desperta nos átomos de matéria atômica novas possibilidades ou poderes, que darão como resultado a formação das subdivisões de cada plano cósmico. No plano físico, o subplano mais elevado é formado de átomos simples de duas naturezas: átomos positivos e átomos negativos; pela combinação desses dois tipos de átomos, são construídos ou formados os subplanos restantes, além do atômico, a saber: subatômico, superetérico, etérico, gasoso, líquido e sólido.

4.2 O TRABALHO DO SEGUNDO ASPECTO DO LOGOS
Quando os sete planos cósmicos, com seus sete subplanos estão formados, após Fohat eletrificar essa matéria, e os átomos se combinarem em moléculas, começa o trabalho do Segundo Aspecto do Logos, a Segunda Emanação como Vida-Forma, através da energia conhecida como Prâna, energia ou fluido vital. Através do Prâna, a Vida do Segundo Logos anima todos os planos e subplanos cósmicos, fazendo com que toda a matéria que os constitui se torne apta para construir formas, a fim de abrigar a maravilhosa qualidade chamada Vida. Essa Vida do Segundo Aspecto do Logos modela a matéria dos diferentes planos, nas mais variadas formas, e cada forma persiste (sobrexiste), tem duração, enquanto essa Vida Divina, a Segunda Emanação, mantiver nela a matéria. Surge, então pela primeira vez nesse Universo, o fenômeno do aparecimento e do desaparecimento, porquanto uma forma nasce em razão da Vida do Segundo Logos ter um plano evolutivo para realizar por Seu intermédio. A forma de vida cresce quando esse plano prossegue até um determinado limite, e entra em decadência quando o Segundo Aspecto do Logos vai retirando Sua Vida da forma, para finalmente morrer ou desaparecer quando a Vida do Segundo Logos se retirar da forma a que animava, para ir constituir ou construir uma nova forma, mais apta para evoluir em novas experiências e novas adaptações. Essa Segunda Emanação, através de Prâna (Vida – Forma), recebe diferentes nomes nas diversas fases de sua “descida” à matéria:

• •

Em conjunto, denomina-se Essência Monádica, principalmente quando está envolta unicamente em matéria atômica dos diferentes planos. Quando anima matéria não atômica (já combinada em moléculas), denomina-se Essência Elemental, nome dado pelos ocultistas medievais, que o atribuíram à matéria constitutiva dos corpos dos Espíritos da Natureza, que por eles eram chamados de Elementais. Quando a Essência Elemental anima os três subplanos superiores do Plano Mental, denomina-se Primeiro Reino Elemental Mental Abstrato. Depois de se desenvolver ao longo de um enorme período de tempo (uma “Cadeia de Evolução”), passa a animar os quatro subplanos inferiores do Plano Mental, sendo então chamada Segundo Reino Elemental Mental Concreto; neste grau, a Essência é também conhecida como “Essência Elemental Mental”. Na etapa seguinte, passa a animar o Plano Astral, quando fica conhecida como Terceiro Reino Elemental Astral.

• •

Esses três Reinos Elementais, em várias manifestações de diferentes formas de vida, juntamente com os reinos mineral, vegetal e animal, se constituem nos Reinos da Natureza. Tanto a Essência Elemental Mental, como a Astral, estão ligadas intimamente aos corpos ou veículos de consciência do homem, e logicamente à sua evolução. . GETER - Introdução ao estudo das obras de Ramatís

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A Essência Elemental se encontra no arco descendente, impropriamente conhecido como “involução”, pois seu progresso evolutivo consiste em “descer” às formas de matéria mais densas, para aprender a se expressar por intermédio delas. Para o Homem, a evolução se verifica no sentido oposto, ou seja, depois de haver se aprofundado na matéria mais densa, começa a elevar-se na direção do Grande Fonte da qual proveio. Dessa forma, lenta e gradualmente, essa corrente de Vida flui através dos diferentes planos, permanecendo em cada um deles um período de tempo correspondente a um intervalo que dura muitos milhões de anos terrestres (uma Cadeia de Evolução).

A Vida do Segundo Logos, através da Segunda Emanação (Vida – Forma), não só vivifica os diferentes planos cósmicos, trazendo à existência os diferentes reinos de vida, como também põe em atividade as mônadas que, do Plano Anupádico, esperam que os outros planos inferiores estejam preparados para poder iniciar o seu trabalho. A Segunda Emanação, a Vida do Segundo Aspecto do Logos, toma a matéria vivificada pela Primeira Emanação, do Terceiro Aspecto do Logos, modela-a e anima-a lenta e gradualmente, para formar os três reinos elementais, e finalmente os reinos mineral, vegetal e animal.

Dessa forma, a matéria vivificada por Fohat (1ª Emanação, do Terceiro Logos) recebe Prâna (2ª Emanação, do Segundo Logos), operação que resultou no dogma maior do Cristianismo: “O Filho encarna por obra e graça do Espírito Santo na Virgem Maria”.

4.3 O TRABALHO DO PRIMEIRO ASPECTO DO LOGOS
O sétimo e último reino, o hominal ou humano, é criado pela descida da Vida do Primeiro Aspecto do Logos, quando da individualização da Mônada no reino animal. Mônadas (Átomos – Vida ou “Jivas”) são unidades . GETER - Introdução ao estudo das obras de Ramatís

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de consciência geradas dentro da Vida Divina por um ato de Vontade do Primeiro Aspecto do Logos, antes que esteja formado na Ideação Cósmica um Campo de Evolução (um Grande Plano ou Universo Imanente). As Mônadas são os filhos que moram desde o princípio de ima idade criadora no seio do pai; são originárias do Primeiro Aspecto do Logos. As Mônadas são idênticas ao pai quanto à sua Divindade, mas inferiores quanto à natureza humana. Da condição estática, envolvendo todas as potencialidades divinas, chegam à condição dinâmica desenvolvendo todos os poderes divinos. A morada das Mônadas é o Plano Anupádico ou Monádico (Paranivânico), embora as raízes de sua vida estejam no Plano Ádico ou Divino (Mahaparanirvânico), pois são originárias do Primeiro Aspecto do Logos. No Plano Anupádico, a Mônada é onipresente e onisciente, porém é inconsciente nos demais planos e, através de sua involução até a matéria, chegará a ser onisciente e onipresente em todos os planos cósmicos, para que, no final de sua evolução, no decurso de idades sem conta, se torne um Logos Criador, produzindo de si mesma universos futuros.

AS TRÊS EMANAÇÕES DO LOGOS (MANIFESTAÇÃO DIVINA NO COSMO) 1º aspecto do Logos 2º aspecto do Logos VIDA - FORMA 3ª Emanação: PRINCÍPIO ESPIRITUAL OU PRINCÍPIO INTELIGENTE 2ª Emanação: PRÂNA PRINCÍPIO VITAL 3º aspecto do Logos FORÇA - MATÉRIA 1ª Emanação: FOHAT PRINCÍPIO MATERIAL

5. AS HIERARQUIAS ESPIRITUAIS, OS ENGENHEIROS SIDERAIS E O SEU PAPEL NO PLANO DA CRIAÇÃO
A consciência espiritual de Deus é o único Comando, controle e fundamento do Universo! As galáxias, constelações e sistemas planetários e os diversos reinos da Natureza, que constituem os orbes físicos, são manifestações ou materializações deste Psiquismo Cósmico em sua descida vibratória criativa. Nesse processo, Ele pode dispor de tantos centros de governo psíquico, no macro ou no microcosmo, conforme sejam as características criadoras exigidas nos campos, sistemas ou quaisquer unidades de Vida. Em verdade, Deus serve-se dos seus próprios filhos para exercer esse governo disciplinado e criativo universal, uma vez que eles são potencialmente o próprio Cosmo em miniatura. Os Espíritos são uma das Potências da Natureza e os instrumentos de que Deus se serve para a execução de seus desígnios providenciais (a Providência Divina) em todos os níveis siderais.

Toda a obra Divina só é concretizada graças à infinita e imensurável hierarquia espiritual de elevada estirpe, poder e sabedoria, que cria, disciplina e aperfeiçoa os mundos em cada “Grande Plano” ou “Manvantara” da Criação, com seu limite extremo superior situado na própria Consciência Espiritual de Deus e o extremo inferior na consciência do próprio homem.

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Deus, a Mente Criadora, faz cumprir a sua Vontade através de seus prepostos, mantendo o Cosmo em incessante atividade criadora, obra só concretizada graças à hierarquia de construtores, que se inicia nos espíritos arcangélicos e decresce até se findar no próprio homem limitado no mundo.

Esse é o motivo porque a história religiosa iniciática e esotérica do mundo terreno sempre admitiu a imagem de Deus cercado de uma corte refulgente de entidades de aparência luminosa, a cumprir-lhe a vontade augusta e única. Para a tradição católica, por exemplo, há O Senhor, sentado no “Trono Divino”, rodeado dos seus Anjos; já as religiões orientais conhecem esses seres radiantes por “Devas”. Os povos orientais antigos e os primitivos celtas mostravam-se familiarizados com a idéia da existência de “deuses” que rodeavam o “Trono do Senhor”, incumbidos das criações e providências mais avançadas e complexas do Universo. Em face de sua aparência harmoniosa e muitíssimo refulgente, que ressalta desses “deuses” tradicionais, reconhecíveis por exímios clarividentes, eles são conhecidos pela denominação de “DEVAS”, que em Sânscrito significa “seres brilhantes”. Os Devas operam na Criação como prepostos de Deus, e são espíritos que se burilaram nas lutas reencarnatórias, habitando e se aperfeiçoando nas diversas moradas do Pai. Os “Devas Maiores” correspondem aos Arcanjos da tradição religiosa ocidental, e os “Devas Menores” equivalem aos Anjos. O Arcanjo ou Deva Maior, projeta, cria, coordena e ratifica toda a atividade criadora e progressiva, por exemplo, de toda uma constelação, enquanto os Anjos ou Devas Menores, sustentam cada orbe dentro do esquema Arcangélico. Em conseqüência, a ação angélica pode ser mais íntima e sutil, ou mais periférica e indireta, tanto quanto for a natureza e o aprimoramento de cada reino ou espécie onde ela atua. As galáxias, constelações, os sistemas planetários, orbes e satélites são núcleos de vida psíquica que transitam pelo Cosmo sob o comando de entidades siderais arcangélicas e angélicas que lhes penetram a intimidade física com seu sublime psiquismo. As auras dos espíritos angélicos e arcangélicos extravasam além dos sistemas siderais (galáxias, constelações, etc.) a que dão forma.

Na sua incessante “descida vibratória”, o Psiquismo Cósmico, que atua e interpenetra todo o Universo, possui as suas “subestações” de transformadores psíquicos, em ordem decrescente e conforme as necessidades dos departamentos da vida “psicofísica”.

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As indescritíveis consciências arcangélicas e angélicas, que lembram fabulosos transformadores vivos e receptivos à elevada voltagem divina do Criador, passam dessa forma, a ser doadores de energia sideral mais reduzida e adaptada às consciências menos capacitadas. O Psiquismo Cósmico, nessa transformação de voltagem sideral, e sem qualquer alteração em sua Unidade Eterna, atinge, dessa forma, todos os núcleos de consciência e de vida. Essas inteligências siderais absorvem e reduzem o “Potencial Virgem” do Criador para que o espírito imortal se situe na percepção consciencial humana e possa recepcionar o “quantum” exato de luz que deve alimentar-lhe o psiquismo e a noção diminuta de “ser” ou de “existir”, num fantástico processo de integração de todas as partes do Cosmo ao Criador, desde as suas mais remotas partículas componentes. Há uma intercomunicação criativa que pulsa incessantemente desde Deus e interpenetra todo o Cosmo, a unir em ordem decrescente vibratória, desde a consciência arcangélica até a consciência humana no reino hominal. O UNO ESTÁ NAS PARTES, E AS PARTES INTEGRADAS NO UNO !

Nesse descenso psíquico procedido pela Consciência Cósmica através das galáxias, constelações e orbes, vão se elaborando, pouco a pouco, numa síntese regressiva, os próprios núcleos das futuras consciências humanas.

5.1 O PAPEL DOS DEVAS MAIORES
O comando psíquico arcangélico de uma constelação, conhecido por “Deva Maior” entre os orientais, ou ainda Arcanjo ou Logos Constelatório, atua intimamente nas fímbrias de todas as atividades físicas e psíquicas se cada orbe habitado, ou em elaboração para futura moradia planetária, dessa constelação. . GETER - Introdução ao estudo das obras de Ramatís

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Os Arcanjos ou Devas Maiores são os agentes onipresentes e superfísicos da Vontade Criadora do Pai, senhores e diretores de todas as energias, leis, princípios e processos galaxiais, constelatórios, solares, interplanetários e planetários.

Embora o pensamento puro do Onipotente seja o princípio de todas as coisas e de todos os seres, existem elos intermediários entre o “pensar” e o “materializar” divino, que se constituem de leis vivas, operantes e imutáveis, que dão origem à matéria e à energia condensada. Esses conjuntos e leis vivas são Espíritos Arcangélicos, verdadeiros “Engenheiros Siderais”, que apreendem o pensamento divino e o revelam no plano denso da Criação. São entidades dotadas do poder e da força criadora, situados no Plano Anupádico, plano cósmico imediatamente abaixo do Plano Divino, os mais altos intermediários do pensamento incriado do Absoluto. Essas Inteligências Divinas, como agentes diretos de Deus, pois vibram em perfeita sintonia com a Mente Divina, corporificam e emitem ondas sucessivas de energia criadora inteligente, que se projetam nos espaços, criando os átomos, germes de vida, que potencializam energias, inteligência e amor, os quais se aglomeram e multiplicam dentro das leis divinas pré-existentes, formando os mundos materiais e seus seres. São os agentes inteligentes que animam, santificam e presidem a formação de Universos e galáxias, e que, a seu turno, delegam poderes a agentes seus: os CRISTOS ou LOGOI (“Logoi”: plural de Logos), que, como VERBOS DIVINOS, corporificam seus pensamentos, executando a criação de planetas, satélites e astros em geral (dos diferentes sistemas planetários), de que passam a ser seus governantes espirituais. Os Engenheiros Siderais são entidades espirituais de elevada hierarquia no Cosmos que interpenetram o pensamento de Deus e o plasmam na forma dos mundos e de suas humanidades ! Através da ação dinâmica do VERBO, “o pensamento fora de Deus”, aquilo que permaneceria em condições abstratas na mente Divina, revela-se na figura de mundos exteriores. Os Engenheiros Siderais são os “reveladores”, na forma tangível, daquilo que pré-existe eternamente no mundo interior, mental e virgem de Deus; são intermediários submissos e operantes dessa Vontade Absoluta e Infinita, para fazê-la pousar até nas rugas das formas dos mundículos microcósmicos. Eles sustêm em suas auras imensuráveis a consciência física dos mundos e a consciência somática espiritual de cada humanidade. Cada uma dessas Consciências Arcangélicas, que abrange um orbe, sistema planetário ou galáxia, “sabe” e “sente” quais as necessidades evolutivas das humanidades ali existentes, assim como a consciência humana, situada no cérebro físico, sente todas as carências do corpo e providencia-lhe os socorros para a sua sobrevivência. Os Arcanjos Siderais consolidam os mundos e os alimentam em suas primeiras auras constelatórias ou planetárias, e ainda condensam e avivam as centelhas espirituais descidas do seio da Divindade até o microcosmo, e ativando-lhes a dinâmica ascensional. Todas as formas de vida estão impregnadas dos princípios espirituais: tudo tem alma e tudo evolui para estados mais sublimes, desde o elétron que rodopia no seio do átomo até as galáxias que giram e se arrastam em permanente afastamento mútuo. Os Engenheiros Siderais presidem a ascensão de todas as coisas e seres para a Ventura Eterna.

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Os Arcanjos Construtores são os “Divinos Condensadores” que se interpõem entre a Luz Máxima, refulgente de Deus, cujo potencial virgem e poderoso desagregaria os espíritos a ela diretamente submetidos e ainda incapacitados de suportar energia tão elevada, e a graduam pouco a pouco, dosando-a até ajustar-se ao nível do homem, através de suas próprias Consciências hemisféricas, galáxias constelatórias, planetárias e mesmo as que operam no comando dos quatro elementos da matéria, nos reinos da natureza, nos continentes e raças humanas. A série hierárquica dessas entidades, que agrupam em si mesmas o potencial mais alto e depois o transmitem à faixa vibratória mais reduzida em suas próprias auras conscientes, é que permite logicamente o crescimento e a ascensão do espírito humano para a sublime angelitude. Através de sua vibração altíssima e impossível de qualquer receptividade humana, cuja luz e energia criativa, ao incidir diretamente, pulverizaria qualquer ser, o Arcanjo ou Deva Maior é o campo vibratório de toda vida e aperfeiçoamento do sistema planetário onde atua. Por exemplo, o Arcanjo ou Logos Solar é a consciência psíquica mais evoluída do Sistema Solar, a nossa constelação em particular, e vibra na intimidade de todos os planetas, orbes e satélites que o constituem. O Sol do nosso sistema planetário é o local exato em que atua a consciência do Arcanjo, Engenheiro, Construtor ou Logos da Constelação Solar, que é o alento e a própria Vida de todo o conjunto de seus planetas, orbes, satélites ou poeiras siderais, inclusive todos os seres e as coisas viventes em suas crostas materiais. Esse Logos não se situa num local ou latitude geográfica do Cosmo; o que o distingue principalmente é o seu estado espiritual vibratório, inacessível ao entendimento humano, e que está presente e interpenetra todo o campo constelatório solar que emanou de si mesmo, em harmoniosa conexão com as outras demais constelações e galáxias que se disseminam pelo Cosmo, e que são, por sua vez, presididas por outras consciências arcangélicas, formando progressivamente a inconcebível humanidade sideral. À imagem e semelhança do Logos Cósmico, o Logos Solar é também uma trindade quando anima, quando transforma de Si Mesmo, um sistema de evolução.

Desde o astro solar até a órbita do planeta mais distante de um sistema planetário, sua respectiva Consciência Arcangélica se estende em todos os sentidos e coordena todas as ações que ocorrem nesse campo de vida, sob a supervisão excelsa da Mente Divina.

Por sua vez, cada orbe físico de um sistema planetário possui o seu “Deva Menor” ou Logos Planetário, que sob a ação e comando do Arcanjo do sistema planetário global, cumpre o desígnio criador em semear a vida e incentivar o progresso de todos os reinos sob o seu governo. O Arcanjo Constelatório projeta, cria, coordena e retifica toda a atividade criadora e progressiva de toda a constelação ou sistema planetário, enquanto os “Devas Menores” sustentam cada orbe do esquema arcangélico. Há um incessante intercâmbio entre as consciências menores, situadas nos reinos inferiores, e as maiores, que interpenetram sistemas e galáxias, sob a vigilância e a coordenação da Consciência Infinita e Eterna de Deus: Não cai um só fio de cabelo ou uma só folha da árvore sem que Deus o saiba!

Muitas criaturas abandonam-se à Intuição e confiam plenamente na Providência Divina porque sabem que, através da escadaria infinita de consciências graduadas no Cosmo, a mais sutil aspiração humana consegue sua realização, de conformidade com o seu merecimento espiritual.

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Através do oceano etérico concentrado pela sua Consciência Mental e que banha e interpreta também as fímbrias dos átomos dos mundos que condensou em si mesmo, o Logos Solar também atua na consciência dos outros Arcanjos menores que corporificam os planetas e os governam em espírito, numa inconcebível operação harmônica da consciência constelatória, ao comandar instantaneamente as humanidades que palpitam em seus mundos constituintes, e que apresentam os mais variados matizes conscienciais. O Logos Solar é o condensador sideral que absorve a energia demasiadamente poderosa, proveniente da Mente Divina, e retém em si o “quantum” sideral inalcançado pelos espíritos menores. Os Logoi Solares concretizam, na forma de sistemas planetários, viveiros de almas sedentas de ventura, uma das peças componentes da engrenagem cósmica que faz parte de um Grande Plano.

No caso, em particular, de nosso Sistema Solar, o conjunto de orbes, satélites e asteróides em torno do Sol significa o “corpo astro-físico” do respectivo Arcanjo Solar, cuja consciência espiritual é independente da maior ou menor extensão desse sistema planetário, que é apenas seu prolongamento ou sua emanação, assim como o corpo físico é apenas o prolongamento, instrumento ou emanação do espírito humano encarnado na Terra. Assim como as humanidades do Sistema Solar vivem mergulhadas na Essência Imortal do Logos Solar, que interpenetra todo o cortejo de nossa constelação, também ele se situa intimamente inserido na aura de outro espírito imensurável que, por sua vez, se liga a outro maior, e assim sucessivamente, até cessar o poder conceptual em Deus, que é a última e absoluta Consciência Universal. O refulgente Arcanjo Solar de nosso sistema planetário situa o seu comando no núcleo do Sol porque este é o centro “astro-físico” da constelação, do qual emanam todas as ações e providências necessárias para o governo de seus mundos e humanidades em evolução. Sua aura abrange todo o Sistema Solar e nutre todos os seres nele pululantes que materializam a Sua Vontade na matéria; é uma entidade viva, pensante e progressiva, inconcebivelmente mais viva do que qualquer um dos mais evoluídos seres a ele afetos, e faz a conexão perfeita entre todos os liames de ação e de vida em nossa constelação. Se, numa comparação, o corpo físico do homem fosse a figura de Deus, então a consciência e a luminosidade áurica de um Arcanjo Sideral seria do tamanho da aura do núcleo de um átomo desse corpo!

Não se deve confundir o “corpo sideral” material e visível de um Espírito ou Engenheiro Sideral, centrado num sistema planetário, com sua “consciência sideral”, do qual o primeiro é apenas o seu prolongamento no plano físico, e que pode ser desintegrado sem que ele fique reduzido em sua consciência, da mesma forma que o espírito humano sobrevive à desintegração de seu corpo físico de uma dada reencarnação. Em termos alegóricos, Deus, como Espírito Criador do Cosmo, realmente deve considerar que os mundos emanados de si são como o seu próprio corpo físico no plano material.

Nesse sentido, se o Onipotente for simbolizado como sendo uma infinita esfera translúcida pejada de mundos e orbes que flutua disciplinadamente em seu seio, essa esfera pode ser subdividida mentalmente em dois hemisférios iguais, duas partes exatas. Embora Deus continue integralmente em toda a Esfera Infinita, essa simples divisão conceitual em dois hemisférios implica em se perceber a necessidade de dois comandos espirituais: duas novas consciências na figura de dois “condensadores siderais”, que devem então graduar o altíssimo potencial e a ilimitada energia de toda a esfera, a fim de situar as cotas correspondentes de cada hemisfério, que passam a ter vida à parte, nessa comparação, embora sem sair de Deus. . GETER - Introdução ao estudo das obras de Ramatís

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Surgem, portanto, os dois Arcanjos Hemisféricos Siderais, que a vontade de Deus situa em termos conscienciais imediatamente abaixo de sua Vontade Infinita, e que atenderão a todas as necessidades da nova vida em agitação nesses hemisférios da hipotética Esfera Divina. Ao se continuar mentalmente subdividindo esses hemisférios, cada Arcanjo correspondente subdividir-se-á em outras duas consciências menores às quais eles também transmitirão sua vontade e poder criador, mas sempre as abrangendo, pois serão criações conscienciais de si mesmos. Nessa suposta ordem decrescente e redutora, a Fonte Máxima de Energia, que é Deus, desce vibratoriamente e vai compondo novas consciências cada vez menores, sem que por isso fique fora delas, terminando por compor as galáxias, os sistemas estelares, os orbes, os satélites, asteróides e poeiras siderais, onde se reconhece a respectiva graduação de subseqüentes consciências espirituais, que comandam, em ordem decrescente, mas sempre obedecem hierarquicamente à imediata vontade mais alta. Todas as galáxias possíveis de serem evocadas mentalmente formam o corpo de um Arcanjo Cósmico, que por sua vez coordena harmoniosamente os Arcanjos de cada galáxia; em cada uma delas, o seu Arcanjo Galaxial controla os respectivos sistemas solares e seus orbes, cujos Arcanjos Solares ou Logoi Solares disciplinam e provêm cada sistema sob a sua direção mental e espiritual, materializam e alimentam a substância e os orbes de seus sistemas. Cada orbe, por sua vez, possui seu Arcanjo Planetário, do qual é o corpo visível, o verdadeiro coordenador das necessidades dos reinos, seres e coisas ali existentes, e que constitui apenas a materialização exterior de sua “vontade espiritual”, ligada ao rosário infinito de outras vontades maiores, que se fundem na Vontade Última, que é Deus. A Terra, em particular, é a forma visível de uma vontade espiritual que a comanda no seu campo interior e que a criou sob o ritmo da Vontade Maior, descida do Pai, através dos seus prepostos que afloram cada vez mais à forma exterior, vontade essa conhecida como Logos ou Cristo Planetário. O Anjo ou “Deva Menor” é ainda capaz de atuar no mundo material, cuja possibilidade a própria Bíblia simboliza pelos sete degraus da escada de Jacó, mas o Arcanjo não pode mais deixar o seu mundo divino e efetuar qualquer ligação direta com a matéria, pois já abandonou, em definitivo, todos os veículos intermediários (corpos sutis de evolução) que lhe facultariam tal possibilidade. A fim de poder encarnar-se na Terra, Jesus de Nazaré, espírito angélico ainda passível de atuar nas formas físicas, teve de reconstituir as matrizes perispirituais usadas noutros mundos materiais extintos. Jesus de Nazaré, como agente da Entidade sob cuja jurisdição e dependência a Terra se encontra (o Logos Planetário da Terra), como mundo formado em um sistema planetário, concorreu à formação de nosso globo e de todos os seres que o habitam, passando a ser Governador Planetário. O Cristo Planetário é uma entidade arcangélica, enquanto Jesus de Nazaré, espírito sublime e angélico, foi seu médium mais perfeito na Terra. Cristo é um Arcanjo Planetário, enquanto Jesus é o Anjo governador da humanidade terrícola.

Jesus é a mais Alta Consciência Diretora da humanidade terrena, mas não do Planeta Terra, porque ainda permanece diretamente em contato psicofísico com as consciências terrícolas encarnadas ou não. Ele é o Elo Divino e o mais lídimo representante de aspecto humano que se liga diretamente à Sublime Consciência do Arcanjo Planetário da Terra. O Comando Sideral do Sistema Solar (o Logos Solar) atua no Arcanjo do Planeta Terra, e este na imediata consciência espiritual abaixo de si e em condições receptivas de sentí-lo e cumprir-lhe a vontade no mundo físico: o insigne Jesus. O mestre angélico, além de ser o Governador Espiritual de nossa humanidade, participou da Assembléia Sideral em que o Arcanjo Espírito do Planeta Terra mentalizou os planos preliminares para a formação de nosso orbe, em perfeita conexão com os projetos maiores do Arcanjo ou Logos Solar do Sistema Solar.

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A jurisdição de Jesus assemelha-se a sublime janela viva que se abre na forma material para que o Arcanjo Planetário “veja” e “sinta” o que deve providenciar em seu interior espiritual para atender à progressiva eclosão das consciências humanas delineadas na matéria terráquea. Ante a incessante ascensão espiritual de Jesus e o seu conhecimento cada vez mais extenso sobre a consciência coletiva de nossa humanidade, acredita-se que no próximo Grande Plano ele provavelmente se torne um Arcanjo coordenador na criação dos mundos, sob a jurisdição direta de outro Logos Solar. Um Arcanjo, Logos Planetário ou Solar, representa a miniatura de todos os atributos de Deus, como seja a Sabedoria, o Poder, a Vontade, a Justiça e, obviamente, o Amor, que é o princípio crístico. Durante o período sob cada signo da tradição astrológica relacionada ao planeta Terra, que dura exatos 2.160 anos, é destacado um dos aspectos do Logos Planetário, condizente com o atributo que deve ser desenvolvido e cultuado pela humanidade terrena em evolução durante o período de vigência desse signo. Como o Amor foi o principal motivo destacado nos atributos do Logos do Planeta Terra para ser cultuado pelo homem, sob a vibração amorosa do signo de Piscis, todas as atividades missionárias e incentivadoras de nosso mundo atual giram em torno do aspecto CRISTO, ou seja, em torno da manifestação absoluta do Amor, um dos aspectos sublimes desse Arcanjo Planetário, a ser cultuado à parte, em correspondência com o favorecimento do magnetismo astrológico em vigor. O Cristo Cósmico, em sua generalidade, é o Segundo Princípio emanado de Deus que, na forma do Amor, serve de coesão entre o seu Pensamento Original Incriado e os mundos que os Arcanjos ou Engenheiros Siderais revelam sob a vontade divina; significa, portanto, o estado absoluto do Amor no Cosmo, cimento de coesão entre os astros, e luz pura que alimenta o amor entre os seres. O Cristo revela-se em Deus na plenitude do Amor Eterno; o Cristo Galaxial é o próprio Logos ou Arcanjo das galáxias, mas destacado na sua expressão de Amor sobre os seus demais princípios de Poder, Sabedoria e da Vontade criadora. O Cristo Solar também é o mesmo Logos Solar, porém acentuado sideralmente no princípio do Amor e distinguido do Poder, da Vontade e da Sabedoria Solar. O Cristo da Terra, conseqüentemente, é a expressão absoluta do Amor do próprio Arcanjo de nosso planeta.

A ação angélica pode ser mais íntima e sutil, ou mais periférica e indireta, tanto quanto for a natureza e o aprimoramento de cada reino ou espécie onde ele atua.

5.2 A AÇÃO DOS DEVAS MENORES
Os Devas Menores ainda representam um elevado estado do psiquismo Cósmico, mas já se constituem nas consciências psíquicas que comandam os diversos reinos da natureza (chamados nesse caso de “Psiquismo Diretor”), e ainda se subdividem em novos sub-comandos instintivos e responsáveis por cada espécie diferente de mineral, vegetal e animal de cada reino: as “Almas-Grupo” ou “Espíritos-Grupo”. Os Devas Menores atuam nos diversos reinos da natureza operando intimamente desde o reino mineral, vegetal e animal e principalmente hominal. Senhores do psiquismo, pródigos de sabedoria e poder criativo, eles criam, disciplinam, orientam, aperfeiçoam e sublimam todas as manifestações de Vida nos mais diversos planos e regiões dos orbes físicos.

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Fontes bibliográficas:
1. Maes, Hercílio. O Evangelho à Luz do Cosmo – Obra mediúnica ditada pelo espírito Ramatís. 3 ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1987. 2. Maes, Hercílio. O Sublime Peregrino – Obra mediúnica ditada pelo espírito Ramatís. 7 ed. Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 1990. 3. Maes, Hercílio. Mensagens do Astral – Obra mediúnica ditada pelo espírito Ramatís. 9 ed. São Paulo: Freitas Bastos, 1989. 4. Feraudy, Roger. Umbanda, essa desconhecida – 1 ed. Porto Alegre: FEEU, 1984.

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