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Dinastia Filipina – O que mudou em Portugal?

Figura. 1 – Filipe II de Espanha

Figura. 2 – Bandeira da União Ibérica

Foi no contexto da crise de sucessão de 1580 que se iniciou aquela que viria a ser a Dinastia Filipina, com a subida de Filipe II de Espanha (Fig.1) ao trono. Com isto, claro estava que apesar de todas as promessas feitas, Portugal sofreria algumas mudanças, não tão positivas. Começando com a centralização do poder e a nomeação de um Vice-Rei Espanhol, que eventualmente não agradou aos portugueses. A Guerra dos Oitenta Anos que Espanha mantinha na altura, e desde 1568, contra a Inglaterra, Holanda e França, países com quem Portugal nutria, até ali, uma relação favorável, prejudicou, sobretudo as colónias portuguesas que sofreram diversas invasões, chegando a perder parte do seu comércio o que conduziu também à perda de riqueza. Já no Reinado de Filipe III de Espanha o desinteresse pelos assuntos portugueses aumentou visivelmente bem como os impostos e a fiscalização. Para Vice-Rei de Portugal, Filipe III de Espanha nomeia, também ele, um espanhol, o Conde de Salinas. Para o Concelho de Portugal foram igualmente nomeados espanhóis. No Governo de Filipe IV de Espanha os nobres portugueses conheceram limites ao seu poder, tendo sido obrigados a submeter os seus títulos à confirmação régia, coisa que até ali não tinha acontecido. Neste reinado o descontentamento português tomou proporções enormes com a Centralização política e a exclusão dos portugueses do governo, com um novo aumento dos impostos, com a derrota na Guerra dos Trinta Anos contra os países baixos e com as revoltas dos portugueses contra a fiscalização. Tudo isto levou, por fim, no dia 1 de Dezembro de 1640, ao restauro da independência.