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Usos industriais de

Fibras Vegetais

Universidade Santa Úrsula
ICET – Engenharia
Materiais de Construção Mecânica
Introdução
Atualmente, há uma tendência de priorizar-se
o uso de matérias primas não-poluentes,
recicláveis e fornecidas de fontes renováveis
• Usos em áreas como Construção Civil,
Processos Industriais e Automobilística.
• Fibras e resinas de origem natural estão
passando por uma revolução high-tech.
Natural X Sintético
• Fibras naturais são aquelas encontradas na
natureza e usadas “in natura” ou mesmo após
certo grau de beneficiamento.
• Elas podem ser de origem mineral, vegetal ou
animal.
• Suas propriedades dependem diretamente da
origem, idade da planta, da técnica de
extração empregada, da porcentagem de
umidade presente, etc.
Natural X Sintético
• Fibras Sintéticas não são encontradas na
natureza e são produzidas a partir de
processos industriais (ex.: aglomeração,
polimerização)
Fibra de Vidro:
 É o material compósito produzido basicamente a
partir da aglomeração de finíssimos filamentos
flexíveis de vidro com resina poliéster
Polipropileno
 O Polipropileno (PP) pertence à família das
poliolefinas
 É obtido através da polimerização do monômero
propileno
Materiais
Côco

• A fibra de côco é uma fibra lignocelulósica
obtida do mesocarpo fibroso do coco, fruto do
coqueiro (Cocos nucifera) cultivado nos
trópicos.
A fibra do coco maduro já vem sendo utilizada
na agricultura e na indústria, enquanto que o
uso da fibra verde ainda é incipiente.
Num compósito de Polipropileno e fibra de coco
verde (teor de 30%), observou-se um melhor
desempenho quanto a flexão.
Materiais
Sisal

• A fibra de sisal é extraída das folhas do Agave
Sisalana, Agave Veracruz ou Agave Cantala.
• É uma fibra leve, atóxica, que apresenta alto
módulo e resistência específica.
A presença da fibra de sisal num compósito de
Polipropileno proporcionou ganhos significativos
na resistência à tração, no módulo de
elasticidade e temperatura de deflexão térmica.
Utilização Automobilística
O grande potencial para a produção de fibras
naturais colocou o Brasil no foco de atenção
de empresas como Renault e Volkswagen.
• A Renault já utiliza a fibra vegetal derivada da
juta na tampa do porta-malas do seu modelo
Clio
A empresa pretende verificar o potencial de
utilizar essa e outras fibras no maior número
possível de peças automotivas em substituição
à fibra de vidro
Utilização Automobilística
• A Volkswagen começou recentemente a
utilizar a fibra do curauá (planta da família do
abacaxi nativa da Floresta Amazônica) no
porta-malas e no teto do seu compacto Fox.
As aplicações da fibra vegetal na indústria
automobilística significam mais um passo no
sentido de eliminar o uso de materiais como a
fibra de vidro na produção das peças como:

Painel de instrumentos
Caixas de rodas
Tampa de porta-malas
Preenchimento de bancos e apoios para cabeça
Impacto Ambiental
Um dos maiores problemas de materiais
sintéticos e metálicos é como descartá-los no
final de sua vida útil.
Há produtos que não podem ser reciclados,
gerando elevados custos de armazenamento
por longos períodos
Quando é possível realizar-se a reciclagem,
diversas vezes surgem as barreiras altos
custos e técnicas trabalhosas.
Impacto Ambiental
Resinas e fibras naturais, por outro lado, podem
ser “a luz no fim do túnel”.
Materiais feitos com algumas resinas vegetais
(ex.: resinas fenólicas do tipo novalaca ) podem
ser reciclados na forma de carga e incorporados
em outros produtos como tapetes de carro e
pneus.
Materiais compostos com fibras vegetais, em
função do percentual destas na sua composição,
podem vir a tornar-se biodegradáveis
Conclusão
A maior vantagem da utilização de compósitos
de fibras vegetais é, sem dúvida, de ordem
Ambiental
Diversas empresas vêm optando pelo uso
destes materiais buscando outras vantagens:
1. melhoria nas características de seus produtos (ex.:
peças mais leves e/ou resistentes a diferentes
solicitações)
2. Possibilidade de redução de custos de produção (por
custos de material ou por reengenharia de processos)
3. Posicionamento da marca, demonstrando a
“responsabilidade ambiental” da Empresa.
Usos industriais de
Fibras Vegetais

Universidade Santa Úrsula
ICET – Engenharia
Materiais de Construção Mecânica