Portaria n.º 276/2013 – cria a experiência piloto do ensino secundário vocacional (Diário da República, 1.ª série — N.

º 162 — 23 de agosto de 2013) O !etivo" A empresa e a escola devem ter um papel ativo conjunto e preponderante no desenvolvimento curricular do curso proposto que deverá estar enquadrado no Sistema Nacional de Qualificações, com referenciação ao Catálogo Nacional de Qualificações, e corresponder a uma qualificação de nível do Quadro Nacional de Qualificações! "mporta que a oferta de ensino secundário vocacional se distinga da oferta do ensino secundário profissional tendo em vista aprofundar a diversidade e coordenação das respostas educativas, tendo ainda em conta a racionali#ação dos recursos $umanos e materiais! # $ue% & apresentada a proposta de cria'(o do curso) A e%peri&ncia'piloto prevista no presente diploma deverá ser implementada em agrupamentos de escolas p()licas, escolas não agrupadas e escolas privadas ou profissionais de ensino particular ou cooperativo, doravante designados por escolas, com )ase em projetos ela)orados em articulação com empresas, a apresentar * +ireção ,-eral dos .sta)elecimentos .scolares /+-.st.0! 1s projetos mencionados no n(mero anterior são o)jeto de parecer t2cnico pedag3gico da Ag&ncia Nacional para a Qualificação e o .nsino 4rofissional, "!4! /ANQ.4, "!4!0, a su)meter ao 5inistro da .ducação e Ci&ncia /5.C0, que aprova os projetos a desenvolver, podendo esta compet&ncia ser delegada! A e%peri&ncia'piloto ora regulamentada pode ser alargada a partir do ano letivo de 678 '6789 por despac$o do mem)ro do -overno responsável pela área da educação! *estinatários 8 ' A e%peri&ncia 'piloto referida no n(mero anterior integrará alunos que concluíram o :!; ciclo do ensino )ásico ou equivalente, completaram 8< anos de idade ou que, tendo frequentado o ensino secundário, pretendem reorientar o seu percurso escolar para uma oferta educativa mais t2cnica, designadamente os que se encontrem em risco de a)andono escolar! 6 ' 1 ingresso nos cursos vocacionais de nível secundário deve ser precedido de um processo de orientação vocacional, que fundamente ser esta via adequada *s suas necessidades de formação e, simultaneamente, corresponda aos interesses vocacionais dos alunos! : ' 1 ingresso nos cursos vocacionais de nível secundário carece de autori#ação pr2via do encarregado de educação sempre que o aluno tiver menos de 8= anos de idade! Parcerias entre a escola+ e%presas e a *,-./ Serão esta)elecidas parcerias entre a +-.st. e as escolas intervenientes na e%peri&ncia 'piloto, entidades ou instituições sediadas na área geográfica da escola promotora, incluindo autarquias e associações empresariais, que permitam, por um lado, estreitar as relações com a realidade empresarial envolvente e, por outro, dar respostas formativas adequadas aos alunos! 1s protocolos a cele)rar para os fins previstos no n(mero anterior com empresas, associações empresariais e autarquias devem assegurar a reali#ação de estágios de

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formação em conte%to de empresa e providenciar contri)utos para a reali#ação da lecionação da componente vocacional! 0o%o ela orar o processo de candidatura) A candidatura a apresentar deve conter, entre outros, os seguintes elementos> a) .nquadramento geral do projeto? b) 4lano de formação? c) .lenco modular? d) @ecursos $umanos e físicos? e) 4arcerias com a comunidade empresarial e outras instituições locais? f) Avaliação do impacto da implementação do projeto, com vista a aferir a sua adequa)ilidade * realidade socioecon3mica local e regional? g) 4revisão de custos -strutura curricular 8 ' A matri# curricular dos cursos vocacionais do ensino secundário consta do ane%o ao presente diploma, do qual fa# parte integrante, e integra as seguintes componentes de formação, com a seguinte carga $orária mínima> a) -eral, com <77 $oras, da qual fa#em parte as disciplinas de 4ortugu&s, Comunicar em "ngl&s e .ducação Aísica? b) Complementar, com :77 $oras, a qual integra 5atemática Aplicada e a/s0 1ferta/s0 de .scola? c) Bocacional, com C77 $oras? d) .stágio Aormativo /.A0, com 8 77 $oras! 1inancia%ento" 1 montante por turma 2 igual ao montante a atri)uir aos restantes cursos do ensino secundário! 0o%o & or2ani3ada a estrutura curricular) As disciplinas das componentes de formação geral e complementar, são organi#adas de forma articulada com a componente vocacional e por m3dulos, e devem ter como refer&ncia, sempre que possível, os programas das disciplinas das componentes de formação sociocultural e científica dos cursos profissionais, de forma a dar resposta *s e%ig&ncias de saída profissional que se pretende o)ter! ' A componente vocacional e a componente de .A são referenciadas * componente tecnol3gica de uma qualificação de nível do Quadro Nacional de Qualificações /QNQ0, constantes do Catálogo Nacional de Qualificações /CNQ0! 9 ' A componente vocacional e a componente de .A devem desenvolver 'se num quadro de fle%i)ilidade, com vista a o)edecer aos perfis profissionais e a dar cumprimento aos referenciais de formação constantes do CNQ, de modo a assegurar o cumprimento de, pelo menos, 8777 $oras organi#adas em unidades de formação de curta duração /DAC+0 do referencial da qualificação em causa! 0o%o se or2ani3a o está2io) -stá2io 4or%ativo

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8 ' 1 .stágio Aormativo /.A0 pode reali#ar'se atrav2s de um modelo de alternEncia, ao longo do processo formativo, entre formação real em conte%to de empresa e formação prática em que se desenvolve a aprendi#agem decorrente das unidades de formação de curta duração /DAC+0 que constituem o respetivo referencial de formação! 6 ' 1 .A reali#a 'se nas empresas ou noutras instituições, promotoras do curso vocacional, em articulação com as escolas 0o%o se or2ani3a a e$uipa peda252ica) .quipa pedag3gica> +a equipa pedag3gica e formativa a constituir em cada escola fa#em parte> a) 1 coordenador do curso? b) 1 diretor de turma? c) 1s professoresFformadores das diferentes componentes de formação? d) 1s responsáveis pelo curso das entidades de acol$imento? e) Dm t2cnico responsável pela orientação escolar e profissional, sempre que possível! #ssiduidade 8 ' 1s alunos t&m de assistir a pelo menos G7 H dos tempos letivos de cada m3dulo integrando as componentes geral, complementar e vocacional e participar a 877H no .A! 6 ' Caso se verifique o incumprimento do previsto no n(mero anterior, o professor de cada disciplina, ou o formador da componente vocacional em parceria com a empresa, deverá esta)elecer um plano de recuperação do aluno a su)meter a aprovação da equipa pedag3gica referida no artigo G!;! #valia'(o su%ativa interna 8 ' A avaliação sumativa interna ocorre no final de cada m3dulo de uma disciplina ou DAC+, ap3s a conclusão do conjunto de m3dulos de cada disciplina e DAC+, e 2 validada em reunião do consel$o de turma! 6 ' A avaliação sumativa interna 2 da responsa)ilidade do professorFformador, sendo os momentos de reali#ação da mesma acordados entre o professorFformador e o aluno ou grupo de alunos! : ' A avaliação sumativa interna incide ainda so)re o .A! ' A avaliação sumativa interna e%pressa'se numa escala de 7 a 67 valores! #valia'(o su%ativa externa dos alunos Nos cursos vocacionais a avaliação sumativa e%terna reali#a'se nos mesmos termos em que tem lugar para os alunos dos cursos profissionais, para os efeitos previstos no artigo 6G!; do +ecreto 'Iei n!; 8:GF6786, de 9 de jul$o, na redação que l$e foi dada pelo +ecreto 'Iei n!; G8F678:, de 87 de jul$o, sendo'l$e aplicável a regulamentação dos e%ames do nível secundário de educação! 0lassi4ica'(o 4inal do aluno

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8 ' A classificação das disciplinas, das DAC+ e do .A e%pressa'se na escala de 7 a 67 valores! 6 ' A classificação final de cada disciplina o)t2m'se pela m2dia aritm2tica simples, arredondada * unidade, das classificações o)tidas em cada m3dulo! #prova'(o e pro2ress(o 8 ' A aprovação em cada disciplina depende da o)tenção em cada um dos respetivos m3dulos e em cada uma das DAC+ da componente de formação vocacional de uma classificação igual ou superior a 87 valores! 6 ' A aprovação no .A depende da o)tenção de uma classificação final igual ou superior a 87 valores! 0onclus(o e certi4ica'(o 8 ' A conclusão de um curso vocacional do ensino secundário confere direito * emissão de> a) Dm diploma que certifique a conclusão do nível secundário de educação e indique o curso concluído, respetiva classificação final e o nível de qualificação do QNQ? b) Dm certificado de qualificações, que indique o nível de qualificação do QNQ, a m2dia final do curso e a classificação do .A! 6 ' A requerimento dos interessados, podem ainda ser emitidos, em qualquer momento do percurso escolar do aluno, os correspondentes documentos comprovativos da conclusão de disciplinas, m3dulos, DAC+ e do .A, )em como os respetivos resultados de avaliação! : ' Aos alunos dos cursos vocacionais do ensino secundário são creditadas as disciplinas que concluírem com aproveitamento nestes cursos para efeitos de conclusão do ensino secundário, de acordo com plano especial de conclusão de estudos a ser proposto pela escola e aprovado pelos serviços competentes do 5inist2rio de .ducação e Ci&ncia! 0o%o se calcula a classi4ica'(o 4inal) 8 ' A classificação final do curso o)t2m 'se mediante a aplicação da seguinte f3rmula> CA J /5CA+K5DAC+K.A0F: 6 ' Na f3rmula prevista no n(mero anterior, CF 2 a classificação final do curso, arredondada *s unidades, MCFD 2 a m2dia aritm2tica simples das classificações finais de todas as disciplinas que integram o plano de estudos do curso, arredondada *s d2cimas, MUFCD 2 a m2dia aritm2tica simples das classificações finais de todas as DAC+ que integram o plano de estudos do curso, arredondada *s d2cimas e EF 2 a classificação do estágio formativo, arredondada *s unidades! #cesso aos cursos superiores especiali3ados dos institutos polit&cnicos 1s alunos que concluam os cursos vocacionais do ensino secundário podem ainda ter acesso a outras vias de estudo, designadamente a ofertas educativas das instituições polit2cnicas que confiram uma qualificação profissional de nível 9, nos termos e condições a definir por despac$o do mem)ro do -overno responsável pela área da educação!

6n4or%a'7es co%ple%entares" O $ue & a #89-P) L a Ag&ncia Nacional para a Qualificação e o .nsino 4rofissional! O $ue & o 0atálo2o 8acional das 9uali4ica'7es) L uma lista de profissões que, at2 ao momento, soma 6=7! A entidade que certifica 2 a ANQ.4! O $ue s(o as :nidades de 1or%a'(o de 0urta *ura'(o (:10*;) São cursos de curta duração certificados pela ANQ.4 e incluídos no Catálogo Nacional das Qualificações! Má 6<<3 :10*. 9ual & a estrutura curricular dos cursos vocacionais secundários) =atri3 0urricular – 0ursos >ocacionais de n?vel secundário Componentes de formação Moras efetivas Aormação -eral ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! <77 $oras ' 4ortugu&s ' Comunicar em "ngl&s ' .ducação Aísica Aormação Complementar! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! :77 $oras ' 5atemática aplicada ' 1ferta/s0 de escola Aormação Bocacional! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! C77 $oras ' DAC+ /formação tecnol3gica do CNQ0 .stágio Aormativo ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! 8 77 $oras ' .stágio Aormativo em conte%to real de empresa e ou ' DAC+ /formação tecnol3gica do CNQ0

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