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SANTO AGOSTINHO

O LIVRE ARBÍTRIO
2ª edição

PAULUS

Digitalizado por HIZRAEUDJS

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“Prometi mostrar-te que há um Ser, muito mais sublime do que o nosso espírito e a nossa razão. Ei-lo: é a própria erdade!" #$$,%&,&'(

“Será a sabedoria outra )oisa a não ser a erdade, na qual se )ontempla e se possui o sumo bem*" #$$,+,,-(.

“. sabedoria! /uz sua0íssima da mente puri1i)ada." #$$,%&,&'(

INTRODUÇÃO
%. 2ados e o)asião da obra

Após sua conversão, em Milão, no ano 386, Agostinho viveu alguns meses na feliz tranqüilidade da chácara de assic!aco, com sua mãe, familiares e diminuto n"mero de disc!pulos# $edicavam%se a! aos tra&alhos campestres, ' contempla(ão e á refle)ão filosófica# olhemos os frutos de seus colóquios, nos famosos diálogos* + ontra os Acad,micos-, +A vida feliz-, +A .rdem- e nos +/olilóquios-# 0a páscoa de 381, ele rece&eu a gra(a do &atismo das mãos do &ispo de Milão, santo Am&rósio# 2ropunha%se retornar ' sua terra natal, em 3agaste, na 4frica do 0orte, para a! consagrar%se com seus amigos a uma vida de ora(ão e estudo, como monges#

5nquanto aguardavam a partida da em&arca(ão, em 6stia, porto de 7oma, no m,s de outu&ro, sua santa mãe M8nica falece, após &reve enfermidade# 2assada a como(ão do desenlace, Agostinho decide permanecer em 7oma o inverno de 381 e todo o ano de 388# 2reocupado como estava de defender%se do manique!smo e alertar a seus amigos, comp8s diversos tratados, entre outros* +$e mori&us 5cclesiae atholicae- e +$e mori&us maniquaeorum-, e a presente o&ra* +$e li&ero ar&itrio-# A reda(ão desta "ltima, por9m, iniciada em 388, não p8de ser terminada# Após o regresso a 3agaste, continuou%a, mas não havia ainda sido conclu!da, quando, em 3:;, foi constrangido a ser ordenado padre, por insist,ncia do povo de <ipona# /omente a!, como pres&!tero, Agostinho conseguiu p8r termo ao tra&alho, entre 3:= e 3:># (p. ! omo prova desta data, temos uma carta sua ao amigo 2aulino, &ispo de 0ola ?carta 3;,1@, do in!cio do ano 3:6# Aunto ' missiva, enviava um e)emplar dos tr,s livros de +. livre%ar&!trio-, rec9m%terminado#

,. E0ódio

A o&ra, em forma dialogada, 9 em grande parte o relato das conversas de Agostinho com 5vódio, seu amigo e conterrBneo# 5ra este Cá homem formado, quando conheceu Agostinho# Dora a princ!pio militar, tendo depois se dedicado 's Eetras# onvertido em Milão, rece&eu o &atismo pouco antes de Agostinho# Dicou a seu lado, após a morte de M8nica, em 7oma, e em seguida foi para 3agaste, participar da primeira comunidade de monges# Mais tarde, em 3:6, tornou%se &ispo de Fpsala, perto de Gtica, na 4frica proconsular# 0este diálogo como em outro, igualmente mantido com Agostinho, o +$e quantitate animae- ?+/o&re a grandeza da alma-@, vemo%lo sempre ser tratado com muita defer,ncia e respeito# /uas insist,ncias contri&uem a trazer aos diálogos mais vida, mais rigor nas provas e, por vezes, mais comple)idade e desenvolvimento# Acontece que no livro HH da presente o&ra, 5vódio, a partir do cap# >,;I, aparece &revemente uma "nica vez, no

9 &astante fácil demonstrar que o mal f!sico resolve% se com a 2rovid. caps# 3 e 1# 0ão podia Agostinho suportar a id9ia de que $eus fosse a causa do mal# 5nfim. 3orma4ão ideoló5i)a do li0ro 5sta importante o&ra tem como tema o pro&lema da li&erdade humana e o da origem do mal moral# $esde a sua adolesc.ncia da o&ra divina# 3ampouco poderia o mal impedir ao homem que o quisesse. 2! &.>8. consistia na e)ist. o mal não podia ter lugar entre os seres. pro&lema Cá fora por Agostinho tratado em seu diálogo +A .63# 5 do &ispo de <ipona a ele. . enquanto a eloqü. em Milão. e . e uma das causas de sua adesão ao manique!smo foi a esperan(a de a! encontrar uma solu(ão para as suas d"vidas# ontudo. não uma resposta definitiva e plena# N em dire(ão a $eus que 2lotino conduziu Agostinho.I.>:. ainda.=6# $eve%se essa aus.ncia divina# Hsso porque o mal visto no conCunto não 9 . a leitura do neoplat8nico 2lotino trou)e%lhe a luz tão deseCada# 3odavia. . deve%se acrescentar uma. nem preCudicar a e)cel.ncia pelo fato de ele não ter acompanhado seu amigo at9 <ipona# 5ntre as ep!stolas agostinianas.ncia de Am&rósio trazia%o de volta ao catolicismo.cap# .6. encontrar em $eus a paz e a felicidade# . Agostinho preocupava%se com tais questMes. conservam%se = cartas por ele dirigidas a Agostinho# A essas. .ncia.6=# Morreu 5vódio seis anos antes de seu mestre e amigo.6L. para levá%lo ' certeza de um riador &om e poderoso.s cartas* n"meros .ncia do +pecado-# om efeito. as fá&ulas her9ticas não o satisfizeram por muito tempo# 3eve que prosseguir a angustiante &usca da verdade# 5ssa fase 9 &em descrita em suas + onfissMes-# Eeia%se o l# HHH.rdem-# Mas a tem!vel dificuldade que em assic!aco ele não ousara enfrentar. desco&erta há alguns anos por $om JruKne# /ão as de n"meros* . conservaram%se apenas tr. fonte de toda realidade# $esse modo.6I e . em =I=# (p.

=Q HH. sem razão. a tese neoplat8nica o satisfazia# Mas poderia ser dito o mesmo do mal moral. cometer o mal não 9 nada mais do que su&meter sua vontade 's pai)Mes. invocarão. suas afirma(Mes para sustentar as próprias teses# 6. mais tarde. com coragem. guiado por seu g. mesmo fraca. $eus todo%poderoso e Jem supremo criou todas as coisas por meio de seu Per&o. "! 's preciosas retifica(Mes que a f9 católica lhe proporcionava. 9 preciso sa&er qual a sua ess.I.ra. mas esta 9 um &em# Hnsiste nisso com tamanha for(a que os pelagianos. que se opMe diretamente ' vontade de $eusO 2lotino dava resposta inadmiss!vel a essa questão pertur&adora# Alegava ser a mat9ria essencialmente má.I. ou preferir aos &ens propostos pela f9 eterna uma satisfa(ão pessoal# 5 isso só 9 poss!vel pela livre op(ão de nossa vontade ?livro H@# . e nada pode escapar ' ordem de sua 2rovid. livro HH 9 o cora(ão da o&ra# 0um m9todo ascensional. chega a afirmar em s!ntese* a fonte do mal moral. está no a&uso da li&erdade. ele propMe. mas sim uma contri&ui(ão ao &em comum e ' &eleza da ordem# At9 esse ponto. 7re0e síntese das idéias 1undamentais Antes de tudo.ncia# 3odas as suas o&ras são &oas# .ncia de $eus em face ao seres livres# 2ortanto.aparece assim com clareza. intento geral de +. e a responsável pelo mal# Agostinho não levou em considera(ão tal resposta# Mas. pecado não pode lhe ser imputado. o pecado. autor de todo &em# 5 ' vontade livre. desse ponto de vista# /egundo os dados da f9. livre%ar&!trio. livro HHH 9 complemento e esclarecimento dos livros anteriores# 3rata da 2rovid. para desco&rir a origem do pecado.ncia# .mais um malef!cio. não se pode recusar um lugar honroso entre os &ens criados# .nio gra(as (p.ncia de $eus. uma solu(ão racional# . nem ficar fora da ordem providencial# $iz Agostinho* +N preciso compreender aquilo em que cremos.6@# 5le procura e)plicar pela razão a origem do pecado e seu papel na o&ra de $eus# 5m conclusão. Agostinho prova a e)ist. sempre .?H.

mesmo pecadora. este diálogo foi especialmente escrito contra os erros dos maniqueus. #! de $eus# A "ltima palavra a respeito do pecado. como do mal f!sico. por9m. a si e aos amigos# 5is uma &reve s!ntese da teoria maniqu9ia* 2ara os maniqueus. sem. não consegue tornar a ordem atual indigna (p. assim como os t!tulos dados. o mal 9 metaf!sico e ontológico# A pessoa não 9 livre nem responsável pelo mal que faz# 5ste lhe 9 imposto# .louvar a $eus por ter criado a vontade livre.ncia moral. ' medida do decorrer dos temas# -. Agostinho sentia necessidade de recuperar%se. e não 9 necessário ' ordem# /ua presen(a. todavia constituir uma o&ra pol. o pecado não depende da presci. para melhor compreensão da leitura. simples e poderosa de +. como um elemento da vontade universal# 2or certo. afirmavam ter o homem duas almas# ada uma presidida por um desses dois princ!pios# Eogo. 9 de autoria da tradutora# 0as 0otas complementares encontrar%se%ão s!nteses dos assuntos tratados. : li0re-arbítrio e o maniqueísmo /em d"vida alguma. 8nálise do andamento dos tr9s li0ros 0ote%se que a divisão em cap!tulos e n"meros está conforme o original latino# 3odavia. livre%ar&!trio-# '. havia duas divindades supremas a presidir o universo* o princ!pio do Jem e o do Mal S a luz e as trevas# omo conseqü.ncia divina. será sempre* +Eouvores a $eusR3al 9 a trama essencial. as divisMes em partes e sec(Mes.mica# 3endo%se convertido e sentindo%se no caminho da verdade.

9 conseqü. como e)istem muitos &ens criados e finitos. mal moral 9 o pecado# 5sse depende de nossa má vontade# 5 a má vontade não tem +causa eficiente-. mal f!sico. desaparece# As coisas. mas a pena do primeiro .ncia do mal moral# A corrup(ão do corpo que pesa (p. $! % /e tudo prov9m de $eus. tem significado &em preciso para quem reflete na f9* 9 a conseqü. de onde prov9m o malO $epois de ter sido v!tima da e)plica(ão dualista maniqu9ia. revelam%se momentos articulados de um grande conCunto harm8nico# % &@ . su&vertendo a ordem hierárquica.s n!veis* a@ metaf!sico%ontológicoQ &@ moralQ c@ f!sico# % a@ $o ponto de vista metaf!sico%ontológico. a vontade deveria tender para o Jem supremo# Mas. visto em seu conCunto.. fato de se ter rece&ido de $eus uma vontade livre 9 para nós grande &em# .e +conversio ad creaturam-# .ncia do pecado original. na realidade. que 9 o Jem. portanto. e sim muitos &ens. graus esses que dependem da finitude do ser criado e dos diferentes n!veis dessa finitude# Mas mesmo aquilo que. poderia parecer mal@. não e)iste mal no cosmos. mas defici.. 9 +aversio a $eo. mal moral. ou seCa. preferir a criatura a $eus. portanto. os sofrimentos e a morte. em rela(ão a $eus. o mal deriva do fato de que não há um "nico &em. e sim muito mais.?e. optando por &ens inferiores. as mais !nfimas. parece +defeito. mas apenas graus inferiores de ser. como as doen(as. mal 9 o mau uso desse grande &em# % c@ . %! so&re a alma não 9 a causa. a vontade pode vir a tender a eles e. +causa deficiente-# 2or sua natureza. conseguiu Agostinho apresentar uma e)plica(ão que se tornou ponto de refer. consistindo precisamente o pecado na escolha incorreta entre esses &ens# . como vimos.ncia durante s9culos e ainda hoCe conserva a sua validade# (p.ncia e priva(ão de ser# 5 ele aprofunda ainda mais a questão# 5)amina o pro&lema do mal em tr. ele encontra em 2lotino a chave para resolver a questão* o mal não 9 um ser. 8 solu4ão do problema do mal na interpreta4ão de 85ostinho Ao grande pro&lema do mal. numa considera(ão superficial. em vez dos &ens superiores# /endo assim. na ótica do universo.

>8@# (p.3L@Q % no l# HH* n# I?. vitoriosamente. 8s “=etra)tationes" e a resposta aos pela5ianos 0o precioso livro de revisão de suas o&ras. :.ncia so&re a gra(a como medicina e .pecado ?cf# T# 7eale. constatamos que se 9 certo que Agostinho. no presente diálogo. 2elágio não hesitou em se servir do +$e li&ero ar&!trio.8. de refutar os maniqueus. +<ist# $a Dilosofia. no final de sua vida. os quais negam o livre% ar&!trio da vontade e pretendem fazer recair em $eus a responsa&ilidade pelo mal e pelo pecado# N contra eles que o tratado insiste..I. ele prefere lem&rá%las em &loco# 0o final.=1@Q % no l# HHH* n# 3I?.8. $# Antiseri.para atacar a doutrina católica do pecado original# 2retendeu at9 tirar da o&ra argumentos de certas fórmulas antimaniqu9ias de Agostinho# .I@Q 6L?. advinda anos após. não se pode argumentar do mesmo modo contra a doutrina dos maniqueus e a dos pelagianos### Eeiam%se as notas complementares desta edi(ão* % no l# H* n# I8?. tão conscienciosamente ela&orado pelo &ispo de <ipona. >I@Q =L?IL. livre%ar&!trio. 2aulus. >L@Q 3=?. não fala com insist. em vez de responder sucessivamente 's dificuldades apresentadas por essas passagens.3.8. I8@Q 33?. naquela ocasião.H.9 das mais longas e importantes# 5ncontramo%la no l# H. toma resolutamente a ofensiva para e)plicar em que sentido falou so&re a li&erdade# 5 lem&ra.=.%6# A posi(ão de Agostinho 9 muito clara# 5)plica ele que se tratava então. I6@Q 3L?. na controv9rsia pelagiana.. &! 5m conclusão. que. a not!cia a respeito de +. pp# =>># =>6@# <. valorizando grandemente o papel da li&erdade humana# A tal ponto que. pelo menos em quatro lugares. doutor de <ipona assinala .3 passagens das quais os pelagianos poderiam a&usar contra ele# Mas. fez men(ão da a(ão indispensável da gra(a de $eus# 0a verdade.

não conseguiria realizá%lo# A gra(a. virtude nem v!cio ?cf# JA HHH. 9 o grau supremo da li&erdade# Assim. Hntrodu(ão. '! est hristo servireV. 9 que o homem 9 livre para fazer o &em e que não 9 for(ado a cometer o mal por nenhuma necessidade# /e o homem peca. constitui%se o defensor de nossa li&erdade e da gra(a divina. portanto. glória nem vitup9rio. o . o homem que estiver mais completamente dominado pela gra(a de risto será tam&9m o mais livre* Uli&ertas vera (p. mas sim de torná%la &oa. uma e mil vezes.socorro do livre%ar&!trio. insinua%a várias vezes# 0uma delas. da seguinte forma* +$uas condi(Mes são e)igidas para fazer o &em* um dom de $eus que 9 a gra(a e o livre%ar&!trio# /em o livre%ar&!trio não haveria pro&lemasQ sem a gra(a. 1ilóso1o ou teólo5o* A presente o&ra 9 considerada como uma das que melhor apresenta o pensamento filosófico de Agostinho# Mas sa&emos que. +Hntroduction ' lV9tude de /aint Augustin-. responsa&ilidade nem irresponsa&ilidade. se o quisesse. p#I=6@# /anto Agostinho na verdade. para ele. por9m. a vontade e a gra(a. não tem o efeito de suprimir a vontade.%lo 9 a marca da li&erdade# 5 o fato de algu9m se encontrar confirmado na gra(a. pp# ILIss@# %>. 8 0ontade. mas o poder de não faz.?cf# Tilson. o livre%ar&!trio ?após o pecado original@ não quereria o &em ou. a ponto de não poder mais fazer o mal. ao mesmo tempo# +. pois ela se transformara em má# 5sse poder de usar &em o livre%ar&!trio 9 precisamente a li&erdade# A possi&ilidade de fazer o mal 9 inseparável do livre%ar&!trio. 85ostinho. a culpa 9 sua# Agostinho insiste fortemente na &ondade essencial e infinita de $eus# /em o livre%ar&!trio não haveria m9rito nem desm9rito. a liberdade e a 5ra4a 5tienne Tilson resumiu de modo muito eficaz o pensamento agostiniano so&re as rela(Mes entre a li&erdade.

=1 a I>. (!. origem e causa do pecado. so&retudo aquele fundamental. para ele.1. JA HHH.I=Q . como em sua &ase normal# As principais passagens em que Agostinho refere%se e)pressamente ao plano teológico. que há de mais valioso na o&ra 9 a prova da e)ist.3. nesta o&ra.&ra e)tensa.=Q l# HH* I. fundamentando%a# não seria suficiente.16# %%.3LQ .I8Q .31Q .I.>. em suas pesquisas racionais. de importBncia e)cepcional.>Q 6.ncia de $eus# ...9 e)emplo t!pico disso# 0ão o&stante. a respeito da natureza (p. teocentrismo agostiniano 9 fundante# /erá pela id9ia de $eus que se esta&elece a comunica(ão entre filosofia e teologia# Hnclusive a id9ia de $eus. so&retudo teólogo..6Q 8. contenta%se com a contri&ui(ão da f9. encontra%se necessariamente enriquecida por toda uma contri&ui(ão so&renatural# 7epousa so&re ela. pois recorre e)pressamente ' razão ?HH. a 7evela(ão não interv9m diretamente# Mostra%se apenas como um ponto de apoio indireto# . uma e)plica(ão psicológica do livre%ar&!trio# 3ampouco. são as seguintes* l# H* I. certa posse &eatificante de $eus# $essa maneira.L.=. p# I=L@# Apresenta Agostinho uma demonstra(ão racional da moral.>#6@# . profunda e decisiva. em plano natural.>=Q l# HHH* :. pelos m"ltiplos e graves pro&lemas estudados.estudo da filosofia sempre foi caminhada para $eus e não pura ocupa(ão intelectual# 5 a sa&edoria. e at9 os seus tra&alhos filosóficos são dirigidos para a teologia# +.3:Q IL. Agostinho foi. livre%ar&!trio. e quase toda a 3W 2arte* . assim como a responsa&ilidade humana por seus atos livres ?cf# 2e# 5# /eiCas. 8pre)ia4ão 5eral da obra 5ste livro 9 realmente um grande tratado de porte e dura(ão# .

ncia operada por meio deste diálogo filosófico.nios de todos os tempos# $iz J# Altaner na sua Patrolo5ia* +Agostinho 9 o mais e)!mioE0ódio filósofo dentre os 2adres da HgreCa e. no l# HHH# Aá foi dito ser esse um dos mais possantes faróis a iluminarem constantemente o pensamento do genial Agostinho# 5ssa tese que dominou toda sua vida. sem contesta(ão.>@# (p. mas ainda na vida social e caritativa. na teologia moral e m!stica.>1@. ou melhor. foi imensa a influ. dominou tam&9m toda a Hdade M9dia# %.. suas o&ras lhe granCearam numerosos admiradores# 5)erceu profunda influ. pelas id9ias eternas.?cf# op# cit#. p#=. em toda a Hdade M9dia. sem d"vida.ncia. $n1lu9n)ia e?er)ida por 85ostinho. e tam&9m na forma(ão ad cultura medieval.>=%>6Q 3. o mais insigne teólogo de toda a HgreCa# Aá em vida.utro ponto de particular valor 9 a doutrina e)posta so&re a 2rovid. os temas de&atidos na presente o&ra permanecem de real atualidade# A leitura refletida e degustada será muito enriquecedora a todos os que &uscam conhecimento mais profundo so&re as temáticas e)postas# .. prova pela via do esp!rito# /ó a razão argumenta# . que fale ou trate da questão do livre%ar&!trio e do pecado que não tenha ido &e&er nesta fonte agostiniana# 5 at9 os nossos dias. dogmática. e que perdura at9 a 9poca moderna# Hsso não só na filosofia.N ela original de Agostinho# Aá fora e)posta de modo a&reviado em +A verdadeira religião. em parti)ular atra0és desta obra Agostinho 9 considerado. no transcurso dos s9culos# 0ão há escritor.ncia na vida da HgreCa ocidental.?3L. todavia encontra%se aqui e)posta de maneira mais e)tensa# N denominada a prova pela verdade.2)! 5m particular. um dos maiores g.

se proclamamos ser ele Custo S e negá%lo seria &lasf.$FXY.EHP7. será $eus o autor do malOZ Agostinho $ir%ti%ei. tomamos o termo +mal. se antes me e)plicares a que mal te referes# 2ois.mia %. H O PE*ADO PROV+.>@ O PROBLE.A DO . ha&itualmente. $eus deve distri&uir recompensas aos &ons. assim como castigos aos maus# 5 por certo.%I. 2ois &em. visto . tais castigos parecem males 'queles que os padecem# N porque. DO LIVRE ARBÍTRIO H037. ao dizer que sofreu algum mal# E0. ?.#. $eus não pode praticar o mal# 2or outro lado. ao dizer que algu9m praticou o malQ outro. o /-0o1 do 2/34 .AL ap!tulo H + De-. 5vódio 2e(o%te que me digas. se sa&es ou acreditas que $eus 9 &om S e não nos 9 permitido pensar de outro modo %. [uero sa&er a respeito de um e de outro# 85.em dois sentidos* um.

2enso que por meio da instru(ão não se pode aprender a não ser coisas &oas# 85. <averá então algum outro autor do primeiro g. só do segundo# E0.ncia.2$! o autor. P. parece%me que 9 um &em# 85. não o poderia dizer# om efeito. $eus de modo algum será o autor daquele primeiro g.nero de mal. uma vez estar claro não ser $eusO 85. A mim. [uem se atreveria a dizer que a instru(ão 9 um malO 85. Aulgas a instru(ão ?disciplinam@ ser algo de &omO E0. 2or certoR om efeito. E0. pergunto* $e quem aprendemos a pecarO 85. Hgnoro se e)iste algu9m que chegue a pecar. se não tivessem sido praticadas de modo voluntário#\ : mal 0em por ter sido ensinado* 2. e ningu9m aprende algo se não for por meio da instru(ão# Acaso tens outra op(ãoO E0.ningu9m ser punido inCustamente S como devemos acreditar.deriva precisamente do fato de algu9m se instruir# .ncia que dirige o universo %. 9 a divina 2rovid. então. ertamente. Cá que. posto que o termo +instru(ão.%lo 9 o autor de sua má a(ão# /e duvidas. 5 caso não for nem um &em nem um malO E0. não e)iste um só e "nico autor# 2ois cada pessoa ao comet.nero de males a que nos referimos. que as coisas más não se aprendem.s. a instru(ão comunica%nos ou desperta em nós a ci. sem antes o ter aprendido# Mas caso isso seCa verdade. de acordo com a nossa f9. pois o mal não poderia ser cometido sem ter algum autor# Mas caso me perguntes quem seCa (p. reflete no que Cá dissemos acima* as más a(Mes são punidas pela Custi(a.

poderá ser ele considerado como algu9m que fica instru!doO . Eogo. a instru(ão não seria um &em# . E0. que nada veCo poder e)istir de melhor no homem# $e maneira alguma posso considerar a intelig. isto 9. o amor mesmo do &em a&sorveu% me a aten(ão de tal modo a me fazer considerar. estaria contido no ensino e.ncia para entender. com efeito. e outra a praticar o mal# Mas ao me perguntares se a instru(ão era um &em. unicamente. segue%se que todo aquele que aprende procede .%lo# $e onde se segue que. motivo pelo qual respondi que ele era sempre um &em# Mas dou%me conta.2%! como tu mesmo Cá o reconheceste# Eogo. $e onde hão de vir. visto que tal termo deriva do ver&o +instruir-# Assim. se a instru(ão falar so&re o mal. então. 2arece%me que ele não o pode de modo algum# 85. porque as pessoas se desinteressam e se afastam do verdadeiro ensino. 3alvez.ncia integralmente um &emO E0. que reconhe(o seguramente ser mau. se toda a intelig. que. A ela. o mal não se aprende# N em vão que procuras quem nos teria ensinado a praticá%lo# Eogo. o ensino relativo 's &oas a(Mes.E0. a instru(ão 9 um &em. será para nos ensinar a evitá%lo e não para nos levar a comet. (p. não seria outra coisa do que renunciar ' instru(ão# ?pois a verdadeira instru(ão só pode ser para o &em@# ". mostra%se evidente 9 que a instru(ão sempre 9 um &em. por9m. agora. Culgo que há duas esp9cies de instru(ão* uma que nos ensina a praticar o &em. se elas não são aprendidasO 85.ncia não aprende. e de cuCo autor indago# 85. será imposs!vel o mal ser o&Ceto de instru(ão# aso fosse ensinado.ra. que e)iste um outro ensino. dos meios de instru(ão# Mas isso vem a ser outra questão# .ncia 9 &oa. desse modo. considero de tal modo ser um &em. PeCamos# Admites pelo menos o seguinte* será a intelig. que te pareceO E0.ncia como um mal# 85. Mas quando algu9m for ensinado e não se servir da intelig. e quem não usa da intelig. as más a(Mes praticadas pelos homens. fazer o mal. 0ão o&stante.

atuou em mim com tanta eficácia para resolver satisfatoriamente essa questão.2'!. nós cremos em um só $eus. de pretender desco&rir (p. desde quando era ainda muito Covem# Após ter%me cansado inutilmente de resolv. e se não tivesse conseguido o au)!lio divino. so& o peso de tamanhas e tão inconsistentes fá&ulas. de quem procede tudo aquilo que e)iste# 0ão o&stante.%la. levou a precipitar%me na heresia ?dos maniqueus@. pois. . /eCa como dizes. então. pertur&a%nos o esp!rito uma considera(ão* se o pecado procede dos seres criados por $eus.&em# om efeito. não poderá ser mau# ] ap!tulo I Po1 5-/3 2o0i6o /7i2o. pois. entretanto. ele não será mestre# 5 caso seCa mestre. sem d"vida.ncia procede &em# Assim. E0.ra. AhR /uscitas precisamente uma questão que me atormentou por demais.ncia que fiquei prostrado# 3ão ferido. na verdade. com tal viol. seguirei igualmente contigo aquela mesma ordem pela qual fui li&ertado# /eCa%nos. assim. todo aquele que aprende usa da intelig.2&! não sei que mau ensinante# 2ois e. for mau. como não atri&uir a $eus os pecados. não teria podido emergir de lá nem aspirar ' primeira das li&erdades S a de poder &uscar a verdade# = Pisto que a ordem seguida. $eus prop!cio e fa(a%nos chegar a entender aquilo em que acreditamos# 5stamos. qual a causa de praticarmos o malO 85. $eus não 9 o autor do pecado# 3odavia.ncia e todo aquele que usa da intelig. Cá que tão fortemente me o&rigas a reconhecer que não aprendemos a fazer o mal# $ize%me. que se não fosse meu ardente deseCo de encontrar a verdade. &em certos de estar seguindo o caminho tra(ado pelo profeta que diz* +/e não acreditardes não entendereis-# > . procurar o autor de nossa instru(ão. 2/34 #. 9 procurar o autor de nossas &oas a(Mes# $ei)a. sendo tão imediata a rela(ão entre am&osO (p.

e que Custamente me levou a me empenhar nesta refle)ão contigo# 85. sem sentir necessidade de criar qualquer ser que seCa. não criou.?. Aca&as de formular. seguindo a ordem que se segue# (p.ntico da piedade# 6 5 ningu9m terá de $eus um alto conceito. com toda clareza e precisão. conce&er de $eus a opinião mais e)celente poss!vel 9 o come(o mais aut. aos quais 9 infinitamente superiorQ assim como ser ele aquele que governa com perfeita Custi(a tudo quanto criou. o qual 9 como professamos.ncia. procurando as e)pressMes mais acess!veis* +Dor(a de $eus e /a&edoria de $eus. or . at9 no caso de estar oculta a razão de por que isso ser assim e não de outro modo# om efeito. contando com a aCuda de $eus.s# 0ada 9 mais recomendável do que crer.2(!. . procuremos agora.I=@# 2or meio dele.. de sua própria ess. $eus fez tudo o que tirou do nada# 3udo isso tendo sido esta&elecido. como se não fosse auto%suficiente# Hsso porque tirou tudo do nada# 5ntretanto. aquele que lhe 9 igual. 3em coragem e conserva a f9 naquilo que cr. o Dilho "nico de $eus# N aquele a quem nós denominamos.Pontos 1undamentais da 1é $. E0. a d"vida que cruelmente me atormentou o pensamento. com empenho. compreender a questão por ti proposta. se não crer que ele 9 todo% poderoso e que não possui parte alguma de sua natureza su&missa a qualquer mudan(a# rer ainda que ele 9 o riador de todos os &ens. ele gerou.

mencionando algumas más a(Mes.s adult9rios.27HM5H7A 2A735 ?3. na tua opinião. 9 proi&ido pela lei por ser mal# 85. 2ois &emR Mas se algu9m insistir Cunto a nós.6%6. e)agerando os prazeres do adult9rio e perguntando%nos por que o Culgamos mau e condenávelO /eria preciso. os homic!dios e os sacril9gios. .ISSÃO DA RA:ÃO . creio ina&alavelmente e at9 (p. mas. esfor(amo%nos de . 3u me perguntas* [ual a causa de procedermos malO N preciso e)aminarmos. ao contrário.")! proclamo que todas as na(Mes e povos devem admitir ser o adult9rio um mal# Agora. o que seCa proceder mal# $ize%me o que pensas a esse respeito# . por9m. dá%me a conhecer tua opinião. primeiramente.>@ ESS8N*IA DO PE*ADO 9 SUB.. pelo menos. 2or certo que não# 5le não 9 um mal precisamente por ser proi&ido pela lei. por me faltar tempo e memória# [uem não considera aquelas a(Mes como másO 85. recorrer ' autoridade da lei. se não podes resumir todo o teu pensamento em poucas palavras. Cunto 'queles que deseCam não somente crer. os quais não posso enumerar. a respeito dessas verdades confiadas ' nossa f9.u. 1 sem falar de outros maus procedimentos. em especial# E0. primeiro. mas tam&9m entenderO 2ois eu tam&9m. $ize%me. E0.S PAI<=ES ap!tulo 3 B-.>/ d/ o1i7e2 do pe>/do %. como tu. por que consideras o adult9rio como má a(ãoO 0ão será porque a lei o pro!&e de ser cometidoO E0.

mantendo%as com certeza plena# 8 7eflete. segue%se que. . será preciso que procures outra razão que te permita me garantir que o adult9rio 9 mal# . 2arece%me ser o adult9rio ato mau. era crime crer em risto e confessar a própria f9# Mas se nem tudo o que 9 condenado pelos homens 9 mal. não faria ele mal nenhumO E0. /ei que 9 um mal porque não quisera ser eu mesmo v!tima dele." ! condena(ão por terem confessado a sua f9# $e modo que. Ao contrário. e de aceitar voluntariamente que ela fosse violentada. o&ter a mesma permissão em rela(ão ' esposa do outroO onforme tua opinião. o quanto puderes.ncia.raR 0ão se tem condenado tam&9m. na pessoa de minha esposa# . por sua vez. e Cá não te envio a outros livros profanos.s que o adult9rio 9 um mal# E0. se aceitássemos ser a condena(ão de um homem por outros o sinal certo de má a(ão# 2ois todos aqueles cristãos foram Culgados dignos de (p. mas ' história que 9 mais e)celente que todas as outras. outra razão para me convenceres de que o adult9rio 9 mal# =az@es insu1i)ientes da ori5em do mal &. a muitos homens. Mas conforme a regra proposta há pouco por ti. pois. se for mal o que os homens condenam. quem quer que fa(a um mal o qual não quer que lhe fa(am.ra. E0. 5ntãoR 5 se a pai)ão inspirasse a algu9m de entregar sua própria esposa a outro. e dize%me por quais motivos cr. esse homem não peca. porque não faz o que não gostaria de suportar# 2rocura. por gozar da autoridade divina ?os Atos dos Apóstolos@# 5ncontrarás a! o quanto dever!amos ter em má opinião os apóstolos e todos os mártires. procede mal# 85. por suas &oas a(MesO 7ecorda aquela história. deseCando ele. por conseguinte. porque muitas vezes tenho visto homens serem condenados por esse crime# 85. naquele tempo. com freqü.ter igualmente um conhecimento pela razão. ele agiria muito mal# 85.

/ei# 85.nciaO E0. Bo2i>Cdio.e2 p/iDão4 (. qual o seu intento e que o teria realizado se o pudesse."2!. 0ada 9 tão evidente# PeCo Cá não ser mais preciso longos discursos para me convenceres do mesmo a respeito do homic!dio.E0. considera um homem que está impossi&ilitado de a&usar da mulher de seu pró)imo# 3odavia.I8@# E0.L 85. 5 o que pensasO 5ntre essa concupisc. do sacril9gio e.ncia e o medo. . 85. ca!ste em impasse# 2ara te fazer compreender que a pai)ão 9 &em aquilo que 9 mal no adult9rio. E0. se for demonstrado. 2arece%me haver grande diferen(a entre eles# 85. 3alvez seCa na pai)ão que esteCa a mal!cia do adult9rio# 2ois ao procurares o mal num ato e)terior vis!vel.ncia tende para o o&Ceto e que o medo o fogeO . segue%se que ele não 9 menos culpado por a! do que se tivesse sido apanhado em flagrante delito ?Mt >. /a&es que essa pai)ão 9 tam&9m denominada concupisc. >o2e0ido. enfim. Acho que 9s dessa opinião porque a concupisc. há alguma diferen(a ou nenhumaO (p. 9 claro que em todas as esp9cies de a(Mes más 9 a pai)ão que domina# : ap!tulo = O?@eçãoA e o. . de todos os outros pecados# om efeito. 0ada encontro para te responder# : mal pro0ém da pai?ão interior '. de um modo ou de outro.

por certo.E0# N &em como dizes# 85. nele a pai)ão deve dominar# . o seria# Mas nem por isso sua a(ão dei)aria de ser dominada pela concupisc. viver sem medo# 85. somos for(ados a reconhecer que há uma esp9cie de homic!dio no qual não se pode encontrar a primazia de mau deseCo# 2ortanto.ncia# 2ois aquele que mata um homem levado pelo medo. ou &em atuam conforme a lei. 2ois &emR /e um homem matar a outro. não será e)ato dizer que todo pecado. responde agora* se algum escravo.ncia# 3odas essas pessoas não me parecem pecar ao matar um homem# (p. PeCo uma grande diferen(a entre esse "ltimo homem. sem pecado# 2ois o soldado mata o inimigoQ o Cuiz ou seu mandante e)ecuta o criminosoQ e tam&9m. oncordo# Mas comumente essas pessoas sequer são chamadas homicidas# Assim. 0ão pergunto o que pode chegar a esse homem. sem o querer ou por inadvert. 85. mas o que deseCa# 2ois. o escravo. não podemos condenar tal deseCo# aso contrário. temendo graves tormentos. pensas que ele deve ser inclu!do ou não entre aqueles que matam nessas circunstBncias que não merecem o nome de homic!dioO E0. mata o seu senhor. e os outros# 2ois estes. não pelo deseCo de conseguir alguma coisa. haveria uma esp9cie de homic!dio que poderia não ser pecado# E0. visa a um &em quem deseCa uma vida isenta de medo# 2or isso. ertamente.""!. Ao contrário. talvez. pode acontecer que isso seCa. 5 parece%te que viver sem medo 9 algum &em de somenosO E0. deseCa. $e fato# /e o homic!dio consiste no ato de matar um homem.u em outras palavras. para que seCa mal. o lan(ador de flechas. quando uma delas escapa de suas mãos. por vezes. parece%me ser um &em muito grande# Mas de modo algum esse &em deve chegar ao homicida por meio de crime# 85. ou então nada fazem . mas pelo temor de que lhe suceda algum malO 0ão seria esse homem homicidaO E0. dever!amos declarar culposos todos aqueles que deseCam algum &em# Eogo. sem d"vida.

não só 9 próprio de homens &ons. aquele escravo parece%me ser condenado inCustamente# Mas. quando aquele senhor 9 morto pelo escravo. há um instante. 5 ainda* não concedeste. isto 9. se pudesse encontrar alguma outra razão a apresentar# 85. igualmente. o que nós nos propusemos neste momento* compreender aquilo a que damos cr9dito# . por9m. quanto ' lei. por deseCo culpável# E0. . por isso mesmoO E0. na verdade. 85. deseCar vida sem temor. compreender este ponto* a lei ao punir tal ato. ainda não compreendemos qual o motivo de essa a(ão ser criminosa# 2osto que estamos concordes em que todas as a(Mes más unicamente (p. que não acontece nos outros casos supracitados# 85.ra. Eogo. mas 9 preciso tentar. se assim o faz ou não. não ousaria afirmar isso. unicamente para satisfazer as suas pai)MesO om efeito. não o mata por deseCo culpável# 2or conseqü. nós cremos nela.ncia. como razão "ltima# 0ão deves esquecer. antes de e)aminares com cuidado se acaso esse escravo não deseCava. que se algu9m deseCa viver sem medo não possui mau deseCoO E0. que a pai)ão domina em toda má a(ão e que essa se torna má.contra ela ao passo que o crime desse "ltimo não tem a aprova(ão de lei alguma# ). tu me conduzes ' autoridade. no fundo. omoO 0ão te lem&ras teres dito. sa&endo e querendo. na medida do poss!vel. 7ecordo%me perfeitamente# 85. com razão# E0. como tam&9m dos maus# om . /erá poss!vel que te tenhas convencido de se dever declarar impune crime tão grande. levado este pelo deseCo de viver sem temor. 3am&9m me recordo disso# 85. $e modo algum a lei pune sem razão neste caso# 2ois ela pune o escravo que. li&ertar%se do temor de eu senhor. Agora."#! são más por causa da pai)ão pela qual são praticadas. matou o seu senhor# .utra vez.

esta diferen(a, por9m* os &ons o deseCam renunciando ao amor daquelas coisas que não se podem possuir sem perigo de perd,%las# .s maus, ao contrário, deseCam uma vida sem temor, para gozar plena e seguramente de tais coisas, e para isso esfor(am%se de qualquer modo para afastar todos os o&stáculos que o impe(am# Eevam então vida criminosa e perversa S vida que deveria antes ser chamada de morte# E0. onfesso meu erro, e alegro%me muito de haver compreendido claramente a natureza desse deseCo culpável que se chama pai)ão# Agora, veCo com evid,ncia em que consiste esse amor desordenado por aquelas coisas terrenas que se podem perder contra a própria vontade#

ap!tulo >

O-01/ o?@eçãoA e o. Bo2i>Cdio. >o2e0ido. e2 /-0odeEe./F /d2i0ido. pe3/ 3ei >i6i34

. E0. 2rocuremos pois agora, caso te agrade, se 9 a pai)ão que tam&9m domina nos sacril9gios, os quais vemos, muitas vezes, serem cometidos por supersti(ão# (p."$!. Ag# onsidera se não 9 prematura tal questão# A mim parece%me ser preciso e)aminar, primeiramente, se acaso pode%se matar, sem nenhuma esp9cie de pai)ão, a um inimigo que violentamente nos ataca ou a um assaltante que se lan(a contra nós de modo trai(oeiro# Hsso em defesa, seCa da própria vida, seCa da li&erdade ou do pudor# E0. omo poderia pensar que esteCam sem pai)ão aqueles que lutam para salvaguardar essas coisas, as quais só poderiam via perder contra a própria vontadeO ou então, caso não as percam desse modo, qual seria a necessidade de as defender de causar a morte de um homemO 85. 0ão serão então Custas as leis que permitem a um viaCante matar a seu assaltante, para que ele mesmo não seCa mortoO .u ainda, o fato de ser permitido a um homem ou a uma mulher, cuCa virtude querem

violentar, de e)terminarem o seu agressor, antes de serem estupradosO .ra, a própria lei ordena ao soldado de matar o inimigo# 5 no caso de ele se recusar a isso, teria puni(ão por parte de seus chefes# 2orventura, ousar!amos afirmar que tais leis são inCustas e mesmo não serem leisO 2orque a mim me parece que uma lei que não seCa Custa não 9 lei# ;;

Poder matar um a5ressor não si5ni1i)a de0er matá-lo

2. E0. [uanto ' lei, eu a veCo suficientemente defendida dessa acusa(ão, pelo fato de ela permitir ao povo, ao qual rege, delitos menores para impedir que se cometam outros piores# om efeito, a morte de agressor inCusto 9 mal menor do que a de um homem que mata em leg!tima defesa# 5 que um homem seCa violentado em seu corpo contra sua vontade 9 coisa &em mais horr!vel do que o fato de o autor de tamanha viol,ncia ser morto por aquele a quem intentava agredir# [uanto ao soldado ao matar o inimigo, 9 ele mesmo o ministro da lei# 7azão pela qual lhe (p."%! 9 fácil cumprir seu dever, sem qualquer pai)ão# Al9m do mais, a própria lei que foi promulgada para a defesa do povo não merece acusa(ão alguma de ser portadora de qualquer pai)ão# 2orque se aquele que fez a lei a decretou para proteger o povo, conforme a ordem de $eus, isto 9, de acordo com as prescri(Mes da Custi(a eterna, ele a decretou sem se sentir movido pela pai)ão# Mas mesmo se tivesse sido movido por alguma pai)ão ao legislar, não se segue da! que se deva ceder ' pai)ão, ao o&servá%la# 2ois uma &oa lei pode ser dada por mau legislador# 2or e)emplo, se um tirano, tendo chegado ao poder, rece&e uma soma de dinheiro de certo cidadão, a quem isso interessa, para ser decretado que a ningu9m seCa l!cito raptar uma mulher S nem mesmo para se casar com ela %, acaso será má essa lei, pelo fato de ter sido dada por inCusto e corrompido tiranoO 2ode%se portanto, sem pai)ão, conformar%se ' lei, a qual, para proteger os cidadãos, manda repelir com for(a o assalto violento do inimigo# 5 pode%se dizer a mesma coisa acerca de todos aqueles que estão Cur!dica e hierarquicamente so& as ordens de qualquer autoridade# 5ntretanto, em rela(ão 'quelas outras pessoas de que falávamos, não veCo como, após termos Custificado a lei, possam elas mesmas serem desculpadas# Pisto que a lei não as o&riga a matar# $ei)a%lhes somente a

possi&ilidade de o fazer# Dicam elas assim livres de não matar a ningu9m, em defesa daqueles &ens que poderiam perder contra a própria vontade e que devido a isso não deveriam amar com tanto apego# Assim, quanto ' vida, algu9m se poderá perguntar, talvez, se ela 9 ou não tirada, com a morte do corpo# aso não possa ser tirada, então 9 um &em menos apreciável# aso não possas, nada há para se temer# [uanto ao pudor, quem duvida que ele reside na própria alma, visto ser uma virtudeO $e onde se segue (p."&! que não poderá ser arre&atado pela profana(ão involuntária do corpo# 2or conseguinte, não está em nosso poder conservar tudo o que aquele inCusto agressor poderia nos arre&atar, ele a quem se pode infligir a morte# Assim, não compreendo em que sentido podemos dizer que esse &em, a vida do corpo, 9 chamado +nosso-# Malgrado isso, não condeno a lei que autoriza matar os agressores# Mas não encontro como Custificar aos que de fato os matam#

8s pai?@es A des)ulpadas pela lei )i0il, )ondenadas pela lei di0ina

". 85. 5 eu encontro menos motivo ainda, por qual razão procuras defender esses homens aos quais nenhuma lei considera como culpados# E0. 3alvez, não os condene nenhuma dessas leis e)teriores que os homens podem ler# Mas não sei eles mesmos não estão suCeitos a outra lei, muito mais rigorosa, e &em secreta, Cá que a divina 2rovid,ncia nada dei)a de governar neste mundo# $iante dessa lei divina, com efeito, como poderiam estar isentos de pecado aqueles que se mancham com sangue humano, para defender coisas dignas de menos apre(oO 2arece%me, pois, que a lei escrita para governar os povos autoriza, com razão, atos que a 2rovid,ncia divina pune# Hsso porque a lei humana está encarregada de reprimir crimes, em vista de manter a paz entre homens carentes de e)peri,ncia, e o quanto estiver ao alcance do governo, constitu!do de homens mortais# [uanto 's outras faltas, 9 certos que e)istem para elas penalidades adequadas, as quais, a meu parecer, só mesmo a sa&edoria pode li&ertar# ;I

85. Eouvo e aprovo esta distin(ão que propMes, ainda que apenas es&o(ada e imperfeita# N ela, entretanto, (p."'! promissora em vista de reger a sociedade civil# 2arece tolerar e dei)ar impunes muitas a(Mes que, não o&stante, serão punidas pela 2rovid,ncia divina, com razão# Hsso 9 verdade, mas se a lei humana não faz tudo, não será por isso motivo de reprova(ão pelo que faz#

ap!tulo 6

So3-çãoA ./?e1 di.0iG7-i1 / 3ei e0e1G/ d/. 3ei. 0e2po1/i.

#. 85. /e te agrada, procuremos agora, com cuidado, at9 que ponto as más a(Mes devem ser castigadas pela lei humana que modera os povos nesta vida# 5m seguida, veCamos o que ca&e ' a(ão punitiva da 2rovid,ncia divina, de certo modo oculto, mas inevitável# E0. . meu deseCo, caso seCa poss!vel, 9 atingir os limites dessa questão# 2ois a mim parece%me que estamos ro(ando algo sem fim# 85. 2ois &em, coragemR 5nvereda nos caminhos da razão, confiando%te na piedade# 0a verdade, nada e)iste que seCa tão árduo e dif!cil que não se torne, com a aCuda divina, &em simples e fácil# 5 assim, orientados para $eus e implorando%lhe o au)!lio, havemos de investigar o tema que nos propusemos# ;= 7esponde%me, primeiramente* essa lei que se promulga nos códigos 9 ela, na verdade, "til aos homens que vivem aqui na terraO E0. 5videntemente que sim, pois os povos e as cidades são constitu!dos por homens# 85. 5 esses homens e povos pertencem eles ' categoria das coisas que não podem perecer nem mudar, por serem eternos, ou, ao contrário, são eles mutáveis e suCeitos ao flu)o do tempoO (p."(!.

E0. [uem duvida que a esp9cie humana seCa mutável e suCeita 's vicissitudes do tempoO 85. Eogo, quando um povo for de costumes moderados e dignos, guardião diligente da utilidade p"&lica, a ponto de cada um preferir o &em comum ao seu interesse particular, não seria Custo ao dito povo poder promulgar uma lei que lhe permitisse nomear para si magistrados encarregados de administrar os seus negócios, isto 9, os negócios p"&licosO E0. /eria muito Custo, sem d"vida# 85. ontudo, no caso de esse mesmo povo ir caindo aos poucos, depravando%se, e caso ponha o seu interesse p"&lico, e vier a vender o seu sufrágio livre, por dinheiroO Al9m do mais, corrompido por aqueles que am&icionam as honras, confiar o governo a homens malvados e criminosos, não seria Custo S caso ainda se encontrasse um só homem de &em, revestido de influ,ncia e)cepcional S que esse homem tirasse do povo a faculdade de poder distri&uir as honras, para depositar a decisão ;> nas mãos de alguns poucos cidadãos honestos ou mesmo de um só que fosseO ;6# E0. Hsso tam&9m seria muito Custo# 85. 5is, pois, duas leis que parecem estar em contradi(ão entre si# Fm delas confere ao povo o poder de eleger os seus magistradosQ a outra recusa%lhe essa prerrogativa# 5 a segunda lei mostra%se e)pressa em tais moldes que as duas não podem de modo algum coe)istir Cuntas, na mesma cidade# Assim sendo, haver!amos de dizer que uma delas 9 inCusta e não deveria ter sido promulgadaO E0. $e modo nenhum# 85. $enominemos, pois, se o quiseres, de temporal a essa lei que a princ!pio 9 Custa, entretanto, conforme as circunstBncias dos tempos, pode ser mudada, sem inCusti(a# E0. Assim seCa# (p.#)!.

Bo4ão da lei eterna

$. 85. Mas quanto 'quela lei que 9 chamada a 7azão suprema de tudo, ;1 ' qual 9 preciso o&edecer sempre e em virtude da qual os &ons merecem vida feliz ;8 e os maus vida infeliz, 9 ela o fundamento da retidão e das modifica(Mes daquela outra lei que Custamente denominamos temporal, como Cá e)plicamosO 2oderá a lei eterna parecer, a quem quer que reflita a esse respeito, não ser imutável e eterna ou, em outros termos, poderá ela ser alguma vez considerada inCusta, quando os maus tornam%se desaventurados e os &ons, &em%aventuradosO .u então, que a um povo de costumes pac!ficos seCa dado o direito de eleger os seus próprios magistrados, ao passo que a um povo dissoluto e pervertido seCa%lhe retirado esse direitoO E0. 7econhe(o que tal lei 9 eterna e imutável# 85. 7econhecerás tam&9m, espero, que na lei temporal dos homens nada e)iste de Custo e leg!timo que não tenha sido tirado da lei eterna# Assim, no mencionado e)emplo do povo que, 's vezes, tem Custamente o direito de eleger seus magistrados e, 's vezes, não menos Custamente, não goza mais desse direito, a Custi(a dessas diversidades temporais procede da lei eterna, conforme a qual 9 sempre Custo que um povo sensato eleCa seus governantes e que um povo irresponsável não o possa# Acaso 9s de opinião diferenteO E0. /ou dessa mesma opinião# 85. 5ntão, para e)primir em poucas palavras, o quanto poss!vel, a no(ão impressa em nosso esp!rito dessa lei eterna, direi que ela 9 aquela lei em virtude da qual 9 Custo que todas as coisas esteCam perfeitamente ordenadas# ;: /e tens, por9m, outra opinião, apresenta%a# E0. 0ada tenho a te contradizer, pois dizes a verdade# (p.# !. 85. 5 como tal lei superior 9 a "nica so&re a qual todas as leis temporais regulam as mudan(as a serem introduzidas no governo dos homens, poderá ela, por causa disso, variar em si mesma de algum modoO E0. ompreendo que não o possa de modo algum# om efeito, nenhuma for(a, nenhum acontecimento, nenhuma catástrofe nunca

conseguirá fazer com que não seCa Custo que todas as coisas esteCam conformes a uma ordem perfeita# (p.#2!.

tal como acreditas que os animais carecem de razão# IL 0ossa refle)ão. primeiramente.. eu o ignoro# 85. haveria de passar rapidamente acima dessa dificuldade# 5ntretanto. como foi dito. 85. a lei temporal# Mas dize%me. sem estar vivo# Mas se todo ser vivo# Mas se todo ser vivo sa&e que vive. o seguinte* muitas vezes temos visto animais domados pelos homens.. /Gi2/i./5TF0$A 2A735 ?1. 2ois &emR 5 poderias distinguir o seguinte* uma coisa 9 viver. omo quisera que entendesse isso. pe3/ 1/Hão %.6%. sei que ningu9m pode sa&er que vive. isto 9. 2or certo. como afirmas ignorá%lo devemos nos estender em longo desenvolvimento# Hsso porque não se trata de assunto cuCa omissão pudesse nos permitir adiantar na o&ten(ão do o&Ceto proposto.. e outra coisa sa&er que se viveO E0. pois.-pe1io1 /o. então. 2rossigamos e veCamos agora como o homem está perfeitamente ordenado em si mesmo# 2ois Cá vimos que uma na(ão constitui%se de homens unidos entre si.#"! não somente em rela(ão . se para ti 9 certeza a&soluta o fato de viveresO E0.II@ A *AUSA DO PE*ADO 9 O ABUSO DA VONTADE LIVRE ap!tulo 1 O Bo2e2 9 . com a cone)ão de racioc!nio que sinto ser necessária# 7esponde%me. dominados. que 9. so& uma "nica lei. (p. 5 o que haveria de mais evidente do que issoO 85.

5is. o que te pareceO 2oderia acontecer Camais o caso de um animal feroz. pois. de esquarteCar o corpo de qualquer homem# E0. e por isso acham%se su&metidos a nós# . de tal forma que o&edecem ' vontade dos homens por uma esp9cie de instinto ou há&ito# . nem pouca coisa# 5 que outro nome lhe dar!amos mais correto do que o de razãoO 85. ao passo que o homem e)erce seu poder so&re muitos delesO 0ão será por aquilo que se costuma denominar razão ou intelig. ou os sentidos mais penetrantes.ncia e uma prodigiosa for(a. E0.ra.nciaO I. tivesse ele grande corpul. qual 9 pois o princ!pio que constitui a e)cel. a ponto de tentar. e)iste na nossa. o homem 9 facilmente ultrapassado por certo n"mero de animaisO Assim sendo. o que pod!amos considerar como muito (p. Muito &emR Mas dize%me ainda* 0ão 9 evidente que quanto ' for(a e outras ha&ilidades corporais. e)iste alguma coisa que. ret9m esta verdade com cuidado.ncia do homem. e eles não# Mas acontece que tam&9m eles são animados# ontudo. por sua ferocidade ou por sua ast"cia. 5stou seguro de que tal possi&ilidade 9 inteiramente imposs!vel de acontecer# 85. 9 claro para todos que essa faculdade não 9 um puro nada. dominar o homem. para continuarmos o encadeamento das id9ias# om efeito.ao corpo. Assim 9 com efeito# . por sua vez. com que facilidade o&tivemos. com a aCuda de $eus. quanto a mim. esfor(ando% se por su&Cugá%loO $igo isso porque muitos animais seriam capazes.##! dif!cil# 2ois. 0ão encontro outra coisa# 2ois 9 no esp!rito que reside a faculdade pela qual nós somos superiores aos animais# 5 se eles fossem seres inanimados.ra. eu diria que nossa superioridade vem do fato de que possu!mos uma alma. creio que Cá não ignoras* o que denominamos sa&er não vem a ser nada mais do que se perce&er pela razão# E0. mas tam&9m quanto a seu princ!pio vital. pois. eu te confesso que essa questão agora está resolvida# 5 pensara eu haver de nos reter por muito tempo nela. de modo que animal algum consiga e)ercer so&re ele sua for(a. não e)istindo na alma deles. talvez mais do que tudo o que Cá dissemos desde o in!cio de nossa refle)ão# Assim.

mas não são dotados de razão# 5v# 5vidente# Ag# 5is. senão a consci. por e)emplo.ncia# 2orque e)perimentar nem sempre 9 &em.ncia a não ser viver com mais perfei(ão e esplendor. então. ainda que todo aquele que sa&e que vive seCa necessariamente ser vivo# C melhor saber que se 0i0e do que apenas 0i0er &. mas sim uma vida melhor do que uma vida qualquer# E0. aquele que sa&e que vive. 0ão tenho mais d"vidas# 2rossegue no que tens em vista# om efeito.#$! da própria vida. a qual ningu9m pode alcan(ar a não ser que seCa dotado de intelig.ncia #s)ientia( da vidaO 85. não está privado da razãoO 5v# Hsso se segue# Ag# . uma coisa 9 viver. o que 9 ter intelig. gra(as ' luz mesma da menteO N porque.ra. se não me engano. pensas. os animais vivem. como. ompreendeste e e)puseste meu pensamento de maneira correta# Pisto que o conhecimento nunca pode ser mal# 85.u talvez queiras dizer que o conhecimento 9 uma vida mais alta e mais pura.Ag# 2or conseguinte. que agora entendes o que me respondeste ignorar* nem todo ser vivo sa&e que vive. tu não preferiste algo distinto (p.nciaO . não o pode ser de modo algum. por metáfora. . 0a minha opinião. falamos de conhecimento para significar e)peri. como Cá nos apareceu com clareza. A consci. e outra coisa sa&er que se vive# Aá o aprendi suficientemente# 85. E0.ncia da vida parece%te melhor do que a própria vidaO . a não ser quando. 5 qual dessas duas coisas te parece ser a melhorO E0. A qual.ra.

ele encontra%se perfeitamente ordenado# om efeito. 85.ncias . possu!mos natureza gen9rica comum com os animais# 5ntretanto. mas as menos importantes. rapidez e grande agilidade de movimentos corporais# 5m tudo isso. inferiores# /em d"vida. como. são e)pressMes caracter!sticas do homem. divertir%se e rir# 2or certo. e (p. porque encontramos esses dois vocá&ulos tam&9m nos Eivros /agrados S quando pois esse elemento superior domina no homem e comanda a todos os outros elementos que o constituem. tais como* ingerir alimento. por e)emplo. com mais penetra(ão do que nós# Al9m do que há neles for(a.e)perimentar supl!cios# Mas aquela ci. por meio do olfato. entender e sentir os o&Cetos corporais. iguais a outros e. gerar. 5is o que quero te e)plicar agora* o que pMe o homem acima dos animais.ncia. todavia seCam no homem as mais perfeitas. . crescer. mas tam&9m com as árvores e plantas. nós somos superiores a alguns deles. vigor. frequentemente. ou com mais propriedade um e outro indistintamente. do tato e. no Culgamento de quem Culga a natureza humana# Pem a seguir. solidez dos mem&ros.>/3/ d/ pe1Eeição do. '. entre os seres vivos# onstatamos ainda. 2erce&o tam&9m essa distin(ão# 2assa a outro ponto# ap!tulo 8 O 3-7/1 do Bo2e2 G/ e. fortificar%se# Pemos que todas essas propriedades são concedidas igualmente 's árvores. do gosto. seCa qual for o nome com que designemos tal faculdade. o amor aos elogios e ' glória e o deseCo de dominar. não somente com os animais. vemos que temos muitos elementos comuns. que os animais podem ver. as quais pertencem a um grau &em !nfimo.e1e.ncia que se denomina pura e propriamente conhecimento.#%! devemos reconhecer. a vários dentre eles. como poderia ser ela malO E0. tend. a &usca dos prazeres do corpo e a fuga dos dissa&ores constituem atividade da vida animal# <á ainda outras propriedades que não parecem convir aos animais. seCa mente ou esp!rito. tendo sido adquirida pela razão e pela intelig. sem que.

nos tornam infortunados# . ompreendo e sigo teu racioc!nio# (p. sequer simplesmente de ordem. 5ntão. em virtude daquela lei que reconhecemos como sendo a lei eterna# E0. 9 que está a dominar na verdade no homem aquilo que precisamente deve dominar. ao se revoltarem contra a razão.o J 1/Hão (. não devemos nos Culgar melhores do que eles. 85. onde as coisas melhores estão su&ordinadas 's menos &oas# Acaso não te parece ser assimO E0. se esse não o for# 85. tam&9m. quando a razão. por sua mis9ria# 2or conseguinte.-?2i. por possuirmos essas pai)Mes# 2ois tais inclina(Mes..essas que tam&9m não pertencem aos animais# ontudo. o homem deve se dizer perfeitamente ordenado# 2orque não se pode falar de ordem Custa.I?io 9 /5-e3e 5-e 6i6e . [uando um homem está assim constitu!do e ordenado. não te pareces ser ele sá&ioO E0. que a maioria dos homens 9 formada de insensatos ?stultos@O E0. só quando a razão domina a todos os movimentos da alma. a mente ou o esp!rito governa os movimentos irracionais da alma. 0ão conce&o outro tipo de homem que poderia parecer%me sá&io. /a&es.#&!# ap!tulo : O Bo2e2 .ra. ningu9m Camais se pretendeu superior a outros. Hsso 9 fato &astante comprovado# . eu o penso. N evidente que 9 dessa maneira# 85.

2ois &em. a sa&er* que os animais. reside na alma# 5 não encontramos para ela outro nome mais adequado do que o de razão# Ainda que a seguir nós nos lem&ramos de que ela tam&9m pode ser denominada mente ou esp!rito# Mas se 9 verdade que a mente 9 uma coisa e a razão outra.#'!# Assim. /eria rid!culo considerar como sá&io a todos os que comumente são chamados domadores# . conforme a id9ia que adquirimos a respeito de um sá&io# ompreendes.ra. o que seCa o insensatoO E0. que dizer então quando um homem se encontra nessa situa(ãoO N a mente que lhe falta ou. falta%lhe o dom!nio que lhe correspondeO E0. então.85. Eem&ro%me perfeitamente dessas conclusMes e as admito# 85. .)alá.u ainda. N antes o que aca&as de dizer por "ltimo# 85. apesar de ela estar presente. domados e domesticados pelos homens. te lem&rar facilmente do que dissemos há pouco ?cf# 1. 2ois &emR N a tua opinião que os domadores de animais ferozes não podem ser encontrados a não ser entre homens sá&iosO 5 denomino sá&io a quem a verdade manda assim ser chamado# Hsto 9. 2odes. aquele cuCa vida está pacificada pela total su&missão das pai)Mes ao dom!nio da mente# E0. agora. em todo caso 9 certo que somente a mente pode se servir da razão# $onde a conseqü. . o insensato 9 o oposto do homem sá&io. os pastores. essa superioridade não a desco&rimos nos corpos (p. mesmo quando não e)erce o seu dom!nioO E0. Tostaria de ouvir de ti por quais ind!cios constatas num homem a presen(a da mente. queiras tu mesmo assumir esse encargo.ncia* aquele que 9 dotado de razão não pode estar privado da mente# E0. os dominariam por sua vez S como nos demonstrou so&re eles alguma superioridade# . pelo menos. vaqueiros ou cocheiros e . porque não me 9 fácil apresentar o que propMes# 85. A quem não será evidente que o insensato 9 aquele em quem a mente não reina como autoridade supremaO 85.6#.1@. como nos pareceu..

os animais ind8mitos# 85.L N/d/ Eo1ç/ / 1/Hão / .ncia do homem de uma mente.-?2e0e1K. por sua ha&ilidade. seria a nega(ão daquela ordem muito perfeita de que o mais forte mande no menos forte# 2or isso. ap!tulo .#(!. ' qual sa&emos que por lei eterna foi%lhe dado o dom!nio so&re todas as pai)MesO [uanto a mim.todos os que vemos dominar os animais domesticados ou os que logram su&meter a si. de tal forma que quanto mais uma virtude for no&re e su&lime. que a mente seCa mais poderosa do que a pai)ão e pelo fato mesmo será totalmente Custo e correto que a mente a domine# E0. 5ntãoR <averás de hesitar em p8r toda e cada virtude acima de qualquer esp9cie de v!cio. 3am&9m sou do mesmo parecer# 85. e assim são uns insensatos# 5 9 sa&ido que o reino da mente não pertence a não ser aos sá&ios# E0. ainda que essa mente não e)er(a o seu dom!nio# . 9 necessário. p/iDLe. pois não realizariam a(Mes que e)ecutam se não a tivessem# Mas essa mente não e)erce o dom!nio so&re eles mesmos.e J. não o creio de modo algum. esse assunto Cá tendo sido refletido acima.s homens. E0. Aulgas que a pai)ão seCa mais poderosa do que a mente. a meu entender. possuem de fato a mente. pois. Agora. 2). não me tenha ocorrido nenhuma resposta conveniente ao me perguntares a esse respeito# II (p. entretanto a mente pode não e)ercer de fato esse seu senhorio# 85. mais ela será forte e invenc!velO . caso o fosse. a que te referiste. Mas passemos agora a outros aspectos# Aá demonstramos que no homem o senhorio da mente constitui a sa&edoria. N espantoso que. tens por a! um sinal cert!ssimo para reconhecer claramente a e)ist.

N &em verdade# 85. nada e)iste. ainda que a! esteCa uma das verdades que precisamos crer com f9 firm!ssima. tam&9m. [uem o poderia duvidarO 85. 0ingu9m o negará# . diligente e cautelosa. seCa ele qual for. não poderia vencer um esp!rito dotado de virtudeO (p. 85. algo mais no&re do que a mente dotada de razão e sa&edoriaO E0. ompreendeste%me &em# N porque não te resta agora senão responder a esta questão. om mais forte razão. 5vident!ssimo que não# 85. 5ssa 9 igualmente a minha opinião# Mas por ser o assunto dif!cil. E0. ficando por isso mesmo mais fraca# 2 /. por conseguinte. reservemos para esse tema uma e)posi(ão completa. 5 ainda* qualquer esp!rito há de ser mais no&re e poderoso do que qualquer ser corporal# Hsso tampouco o negarás. Eogo. sem ela mesma decair de sua Custi(a e tornar%se viciada. esperoO E0. e)ceto $eus# 85. $e modo algum# 0ão somente porque a e)cel. poderá afastar%se de sua for(a e su&meter ' pai)ão outra mente que reina com igual equidade e virtudeO E0. e a mente firme em seu direito e conservando seu dom!nio. nenhuma alma viciada pode dominar outra munida de virtudes# E0. um corpo. em outro tempo# . se puderes* 5)iste na tua opinião. mas. esp!rito Custo.ncia 9 igual em uma e outra. e o momento ainda não haver chegado para plena compreensão. a primeira mente não poderia o&rigar a outra a se tornar viciada. 5ntãoR . A meu ver. ao ver que se deve preferir um ser vivo a um ser não vivoQ e que a su&stBncia que dá vida vale mais do que aquela que a rece&e# 85. que 9 fácil verificar.$)!.E0.

. só me resta concluir* se. não há nenhuma outra realidade que torne a mente c"mplice da pai)ão a não ser a própria vontade e o livre%ar&!trio# I3 E0.e1 e. Eogo. 2 ?.-p1e2o Gão >oG.ncia a mente dotada de virtude. 0ão veCo conclusão nenhuma tão necessária quanto essa# : pe)ado porta em si muitos males 22. deve te parecer tam&9m lógico que a mente seCa punida por tão grande pecado# . 85.$ !. E0. 85.01/G7e / 2eG0e B-2/G/ / . por outro lado.ap!tulo . 0ão há ningu9m que dei)e de admitir essa afirma(ão. &aste%nos sa&er que esse /er. tudo o que 9 igual ou superior ' mente que e)erce seu natural senhorio e acha%se dotada de virtude não pode fazer dela escrava da pai)ão. como demonstram as constata(Mes precedentes# 2ortanto. tudo o que lhe 9 inferior tampouco o pode. por causa da Custi(a. ele não for(aria a mente a su&meter%se 's pai)Mes# (p.>1/6/ d/. por enquanto. capaz de ultrapassar em e)cel. de um lado. não poderia de modo algum ser um /er inCusto# 3ampouco. p/iDLe.a O Se1 . Eogo. seCa ele qual for. sem hesita(ão alguma# : responsá0el pela submissão Ds pai?@es só pode ser o li0re-arbítrio 2 >. por causa dessa mesma inferioridade. ainda que tivesse esse poder. 85. om efeito.

suspender o seu Culgamento at9 temer as razMes que a esclareceriamQ noutra. a am&i(ão o escraviza. a ociosidade o aniquila. o orgulho o incha. aprovar a falsidade em vez da verdadeQ outras vezes. pertur&a todo o esp!rito e a vida desse homem.$2! tempo. pela variedade e oposi(ão de mil tempestades. a avareza cerca esse homem. a lu)"ria o consome. a o&stina(ão o e)cita.E0. que tem de enfrentar# Hr do temor ao deseCoQ da ansiedade mortal ' vã e falsa alegriaQ dos tormentos por ter perdido um o&Ceto que amava ao ardor de adquirir outro que ainda não possuiQ das irrita(Mes de uma inC"ria rece&ida ao insaciável deseCo de vingan(a# 5 de todo lado a que se volta. quando elas e)ercem o seu reinado# 5nfim. Aulgaremos que para mente poderá ser um pequeno castigo ser dominada pela pai)ão e despoCada das riquezas da virtude.ncia. ser pu)ada por ela em todos os sentidosO ^s vezes. esfor(ar%se por a&rir% se na dire(ão da luz da intelig. quantas outras inumeráveis pertur&a(Mes são o corteCo ha&itual das pai)Mes. a inveCa o tortura. parecer mesmo defender o erroQ outras condenar o que at9 então aprovavaQ e não o&stante. tornar%se po&re e desgra(ada. 0ão o posso negar# 85. para de novo recair e)tenuada# Ao mesmo (p. o imp9rio das pai)Mes ao lhe impor sua tirania. assim como &em o perce&es# I= (p.$"!# . desesperar de Camais encontrar a verdade e mergulhar totalmente nas trevas da loucura# Amanhã. a humilha(ão o a&ate# 5 finalmente. precipitar%se em novos errosO 0uma hora. poderemos considerar como pouca coisa essas penas que necessariamente suportam todos aqueles que não aderem ' verdadeira sa&edoria.

considero que 9 de fato grande essa puni(ão.I U2/ BipO0e. eu ainda não consigo entender tudo isso muito &em# Assim. 2or certo. por enquanto. para se p8r ao servi(o das pai)Mes# Mas será poss!vel encontrar algu9m que tenha querido ou que queira realizar tal coisaO N &em incerto# 0a verdade.... no caso de ser aplicada a algu9m que.2o . mesmo guardando essas verdades com uma f9 muito firme. Cá se achando esta&elecido nas alturas da sa&edoria. se Culgas.357 5H7A 2A735 ?. cremos pela f9 que o homem foi criado por $eus e formado de modo perfeito. tu o farás. DO LIVREKARBÍTRIO ap!tulo . mas muito contra a minha vontade# I> ap!tulo . E0.6. nas mis9rias desta vida mortal# 5ntretanto.e do p3/0oGi. e muito Custa. e que foi por si mesmo e por sua própria vontade que se precipitou de lá.3>@ A ATUAÇÃO DA BOA VONTADE PROVA MUE O PE*ADO VE.& DN6id/. de E6Odio 2". resolvesse descer de lá. ser preciso retardar um e)ame s9rio acerca dessa questão.I3%.

isso seria preciso para que se diga que tais males nos afligem com Custi(a. como a sa&edoria reside na alma. 5 assim. Dalas como se tivesses convic(ão de nunca termos sido sá&ios# Hsso. (p. 5ntão. não dei)arei de modo algum que isso seCa remetido para mais tarde# 85. pergunto%te* 5)iste em nós alguma vontadeO E0. terá desfrutado antes algum tempo de posse da sa&edoria# 5is uma grande questão. 9 in"til conversar contido so&re tais questMes# 5nfim. a questão que no momento nos ocupa# : papel da boa 0ontade 2$. considera o seguinte. a não ser que queiras conhecer as respostas# Al9m do mais. antes de se unir a este corpo# 5 assim. 0ão o sei dizer# 85. E0. um profundo mist9rio.2#. aliás. o quanto poss!vel.O 85.$#! sem que nunca tenhamos sido sá&ios# . Mas eis o que me preocupa ainda mais# 2or qual motivo padecemos nós todas essas esp9cies de penas tão cru9is. se não queres chegar ' sa&edoria. não mais poderá ser meu amigo.ra. nada impede de esclarecermos. pelo fato de havermos desertados da fortaleza da virtude e termo%nos entregues ' escravidão da pai)ão# /e podes me esclarecer esse ponto por algum argumento.%loO E0. 3am&9m o ignoro# 85. 2orque não devo responder 's tuas perguntas. o qual será preciso considerarmos a seu tempo# I6 apesar disso. 5 queres sa&. nós que certamente estamos entre os insensatos. 85. nada mais me perguntes de agora em diante# E0. 2or qu. se não me quiseres &em# 2elo menos. por não levares em conta a não ser o tempo a partir do qual nascemos para esta vida# 5ntretanto. em rela(ão a ti mesmo* não tens vontade alguma de levar vida felizO . pergunto%me se acaso não terá esta vivido outra vida.

essa &oa vontadeO 5m compara(ão a ela.$$!# 85. N a vontade pela qual deseCamos viver com retidão e honestidade. dize%me ainda* tens consci. que vem a ser a &oa vontadeO I1 85. Ao contrário.u pelo menos. veCamos o que queres concluir por a!# (p. então. seria preciso Culgar dignos de desprezo todos aqueles outros &ens so&re os quais nos referimos# 0o entanto. de perigo algum# E0.ncia de possuir &oa vontadeO E0. porque admito que não somente tenho uma vontade. quero dizer. pela priva(ão de tão grande &emO E0. /er%nos%á preciso. $eus me livre de loucura tão perniciosa# 85. para atingirmos o cume da sa&edoria# onsidera agora.E0. por possuirmos a &oa vontade# 85. com as honras ou com os prazeres do corpo. ou ainda. vemos multidão de homens não recuar diante de nenhum cansa(o. antes. se ousarias negar que temos a &oa vontade. com todas essas coisas reunidasO E0. 5u o farei# Mas. mas. PeCo que não se pode negar que todos tenhamos deseCo disso# ontinua. 5 que apre(o dás a essa &oa vontadeO achas que se possa compará%la de algum modo com as riquezas. 2ois &emR 5 aqueles que não desfrutam dessa alegria. alegrar%nos só um pouco. ao querermos essas coisas# E0. seria para eles o maior de todos os danos# 8 boa 0ontade está em nossas mãos . N preciso alegrar%nos e muito. uma &oa vontade# 85. ainda. se não deseCas levar uma vida reta e honesta. para a sua posse. 0ada disso eu nego. ou se não queres ardentemente te tornar sá&io# . . por possuirmos em nosso esp!rito esse tesouro. sofrerão apenas pouco dano.

ela. se escapam a nosso poder. antes.$&!# . haveria alguma coisa (p. 5-/01o 6i10-de. muito mais infeliz.ncia 9 que o queiraR E0. pois com toda Custi(a que os homens insensatos pade(am aquela mis9ria de que falamos# 5 isso mesmo sem nunca terem sido sá&ios 9 questão pro&lemática e &em o&scura# E0. 2&. falta%lhe. N. 0ada há de mais verdadeiro# 85. 85. 2arece%me que assim 9# (p.s* depende de nossa vontade gozarmos ou sermos privados de tão grande e verdadeiro &em# om efeito. a "nica e)ig. um homem não se considerará muito infeliz se vier a perder sua &oa reputa(ão. quem quer que seCa que tenha esta &oa vontade. algo que ultrapassa em e)cel. riquezas consideráveis ou &ens corporais de toda esp9cieO Mas não o Culgarás. possui certamente um tesouro &em mais prefer!vel do que os reinos da terra e todos os prazeres do corpo# 5 ao contrário. agora. 2ortanto. sendo privado da &oa vontade S &em incomparavelmente superior %.. caso tendo em a&undBncia todos esses &ens.$%! que dependa mais de nossa vontade do que a própria vontadeO I8 . a quem não a possui.ra. a vontade sozinha. para reaver tão grande &em. venha ele a se apegar demasiadamente a tudo isso. penso que agora Cá v. se a prud.ncia não te parece o conhecimento daquelas coisas que precisam ser deseCadas e das que devem ser evitadas# I: E0. coisas essas que podem ser perdidas &em facilmente e que não são conquistadas quando se querO Ao passo que. sem d"vida. oncordo# ap!tulo ./ ?o/ 6oG0/de i2p3i>/ o eDe1>C>io d/.3 No. onsidera.ncia todos os &ens que escapam a nosso poder# Jens esses que. traria por si mesma# 2or certo. >/1de/i.2%. 85.

N a&solutamente necessário que assim seCa# 85. 9 ela a disposi(ão que reprime e ret9m o nosso apetite longe daquelas coisas que constituem uma vergonha o ser deseCadasO . ser%lhe su&tra!da. parece%me algu9m ser capaz disso. sem seu consentimento# 2oderemos duvidar de que tal pessoa se oporá a todas as coisas que seCam contrárias a esse "nico &emO E0.ncia# 85. não se . considerando%a quanto 9 e)celente e o quanto 9 imposs!vel ela lhe ser arre&atada# Hsto 9.u acaso 9s de outra opiniãoO E0. penso como dizes# 85.85. ' qual ela deve resistir. a o&riga(ão de deseCar esse &em acima de tudo e de evitar o que lhe 9 opostoO E0.ncia. Cá que tal pessoa não ama essas coisas perec!veis. uma pessoa que possua essa &oa vontade de que nossas palavras v. onsideremos. ela não poderia amar nem estimar em alto pre(o todas aquelas coisas que não estão so& o nosso poder# 2orque tais coisas só são amadas pela má vontade. ela que v. 5 finalmente so&re a Custi(a. não 9 ela aquela disposi(ão da alma pela qual nós desprezamos todos os dissa&ores e a perda das coisas que estão so& nosso poderO E0.ncia. seu prazer e sua alegria em meditar so&re ela. 2elo contrário. por serem inimigas de seu maior &em# . pois. com verdadeiro amor. senão a virtude pela qual damos a cada um o que 9 seuO E0. enfim. onforme minha opinião 9 essa a defini(ão da Custi(a e nenhuma outra# 85. o que diremos ser ela. sem a prud.ra. nada possuindo de melhor# Toza de seus encantos# 2Me. Jem# Mas por que não atri&uir!amos tam&9m a for(a a essa pessoaO om efeito. $e modo algum. Assim o penso# 85. 2odemos dei)ar de crer que essa pessoa não esteCa tam&9m dotada de prud. 2ois &emR 5 a for(a. Cá há algum tempo# 5la a&ra(a%a a ela somente. 5 quanto ' temperan(a.m proclamando a e)cel.

tudo nos convida e at9 nos o&riga a isso# (p. há pouco.$(!# . com igualdade e tranqüilidade de Bnimo.$'! que as despreza totalmente# 5 9 essa o&ra de for(a. pois. na verdade. tu Cá o provaste# Eem&ras%te disso. como dissemos. e confesso que encontramos facilmente naquela pessoa que tanto estima e ama a sua &oa vontade todas essas quatro virtudes. pessoa alguma pode praticar a Custi(a sem dar a cada um o que 9 seu# . .ra. quem ama a &oa vontade resiste por todos os modos a essas pai)Mes e opMe%se a elas# 2or isso. ao dizer o que constitui a Custi(a. 7esta a Custi(a# Mas como poderá ela faltar a essa pessoa. a virtude da for(a a essa pessoa. posto (p.entristecerá de as perder. eu o lem&ro. não pode querer mal a ningu9m# $onde se segue que ela não causa dano a ningu9m# Mas. por certo não o veCo# 2orque quem possui e ama a &oa vontade e resiste. como foi dito e aceito por nós# E0. de reconhecermos como louvável a vida dessa pessoaO E0. o que há de mais oposto ' &oa vontade do que a concupisc. certamente.ra. ao que lhe 9 contrário. $emos. /im. onsidera ainda se acaso poderás recusar%lhe a temperan(a. então. as quais. que aquela pessoa age assim 9 um fato evidente# 85. tal pessoa 9 designada com razão de temperante# E0. porque não compreendo que se possa denominar a algu9m de forte com mais acerto do que aquele que suporta. sendo essa a virtude que reprime as pai)MesO . que pode nos impedir. 0ada a&solutamente# Ao contrário. a priva(ão desses &ens cuCa aquisi(ão ou conserva(ão não estão em nosso poder# .ra. 85.nciaO ompreenderás que por ela. acho euO E0. descreveste de acordo comigo# /e0ar 0ida 1eliz ou in1eliz depende de nossa boa 0ontade 2'. 2rossegue# /ou de tua opinião# 85.

omo não aceitarmos as conclusMes a que nos levam as premissas admitidas anteriormenteO 85. onsidero. eu te pe(o* amar a sua &oa vontade e t. Eogo. Mas não achas. que a vida louvável deva ser evitadaO E0. não 9 a vida infeliz que deve ser louvadaO E0. declarar ser infeliz aquele que possui vontade contrária a essaO E0. $izes a verdade# 85.%la em tão grande pre(o. Agora. Aulgo com convic(ão que assim seCa# 5 penso que nada senão isso deve ser feito. ompreendeste muito &em# Mas dize%me. N mais do que evidente# 85. 2ortanto. Aceitemos. ainda que permane(a a vontade de ser conservado# E0. isto* 9 feliz o homem realmente amante de sua &oa vontade e que despreza. não se deveria tam&9m. como antes dissemos. tudo o que se estima como &em. que motivo e)iste para crer que devemos duvidar S mesmo se at9 o presente nunca tenhamos possu!do aquela sa&edoria S que .85. com &oa razão. com certeza. antes. portanto. N &em isso que se segue# 85. por causa dela. e com grande empenho# 85. que 9 preciso procurá%la com afinco# 85. 2ois &emR 5 podes de algum modo dei)ar de Culgar que 9 preciso evitar a vida infelizO E0. om muito &oa razão# 85. cuCa perda pode acontecer. Mas se Culgamos com razão ser feliz o homem de &oa vontade. não 9 isso Custamente a própria &oa vontadeO E0. penso que não te será nada dif!cil admitires que a vida feliz 9 precisamente aquela que não 9 infeliz# E0.

se por nossa &oa vontade amamos e a&ra(amos essa mesma &oa vontade. $igo%te. para ela.9 pela vontade que merecemos e levamos uma vida louvável e felizQ e pela mesma vontade.= . cuCa conserva(ão não depende de nosso querer. vendo de repente surgir diante de mim tão grande &em e de maneira tão fácil de ser adquirido# 3. eu me recordo# 85. preferindo%a a todas as outras coisas. realiza conquista tão grande. com toda verdade* posso dificilmente conter uma e)clama(ão de alegria.ncia será. na calma e constBncia. se quiser p8r esse &em acima de todos os &ens passageiros da vida. >oG. com tanta facilidade que. 2ortanto. onsidero%a tal como tu mesmo# ap!tulo . Ainda outra coisa# 7etiveste. a conseqü. 85. penso eu. essa mesma alegria pela aquisi(ão de tão grande &em. que levamos uma vida vergonhosa e infelizO 3L E0. 85.e7-i1e2 / de. como nos indica a razão.o0i6o de Ge2 0odo. o querer e o possuir serão um só e mesmo ato# E0. que nossa alma esteCa dotada de todas aquelas virtudes cuCa posse constitui precisamente a vida conforme a retidão e a honestidade# $e onde se segue esta conclusão* todo aquele que quer viver conforme a retidão e a honestidade. onstato que chegamos a essa conclusão fundamentando%nos em razMes certas e inegáveis# (p.e@/d/ Ee3i>id/de . constitui a vida que 9 dita feliz# A não ser que não consideres a vida feliz como gozo de &ens verdadeiros e segurosO E0. ao elevar a alma na tranqüilidade. a defini(ão dada por nós a respeito da &oa vontade# $issemos ser ela a vontade pela qual deseCamos viver Custa e honestamente# E0. 2ois &em. /im.%)!# 2(.

nada de contraditório ao racioc!nio procedente* todos querem ser felizes. pois. 3odo home a deseCa# [uem pode duvidar dissoO 85. a recompensa ou o castigo serão* a &eatitude ou a desventura# N porque. apesar de todos quererem ser felizesO /erá que isso não vem do fato de que uma coisa 9 querer viver &em ou mal e outra coisa muito distinta 9 merecer o resultado por uma &oa ou má vontadeO om efeito. como se e)plica que os homens sofram voluntariamente uma vida infeliz.%2! querem viver com retidão. não o dizemos por a! que eles queiram ser infelizes.ra.%la S o fato de viver retamente %.%lo# 2ois nem todos (p. sendo por sua própria vontade que o homem o&t9m vida feliz. mesmo contra o deseCo de felicidade# 0ão há. ao afirmarmos que os homens são voluntariamente infelizes. 0ão. 2erfeitamenteR Mas na tua opinião haverá um só homem sequer que não queira e deseCe. de todos os modos. porque os Custos o quiseram com retitude.mO 2orque. 2or qual motivo. isto 9.% !# E0. aqueles que são felizes S para isso 9 preciso que seCam tam&9m &ons S não se tornaram tais só por terem querido viver vida feliz S visto que os maus tam&9m o querem# Mas sim. decretou com firmeza irremov!vel o seguinte* o merecimento está na vontade# 33 Assim. mas sem poder s. 9 voluntariamente que os homens a merecem# 5 acontece que voluntariamente tam&9m chegam a uma vida de infort"nios# 5 assim. se de modo algum ningu9m quer viver no infort"nioO 5 como se e)plica que. nem todos eles a o&t. o que os maus não o quiseram# 0ada de estranhar. o que acompanha a felicidade e sem o que ningu9m 9 digno de o&t."). que os homens desventurados não o&tenham o que querem. então. quando acontece que tantos são infelizes. e 9 só com essa &oa vontade que t. que a desgra(a se segue necessariamente. viver vida felizO 3I (p. como nós o dissemos e concordamos. a lei eterna. mas que possuem tal vontade. rece&em o que merecem# Mas eis que surge não sei qual contradi(ão a tentar derru&ar S se não fizermos um e)ame atento e minucioso S as nossas conclusMes de há pouco. o essencial. então.m o direito ' vida feliz# A menos que tenhas alguma o&Ce(ão a fazerO E0. nada tenho a opor# . tão &em ela&oradas e tão fortemente apoiadas# om efeito. em considera(ão da qual Cá 9 tempo de voltar a nossa aten(ão. 85. vida feliz# om efeito. eles não o querem# .

amam muitas outras coisas. penso eu# 85. 2ois &emR Ao amá%la.%"!# .ncia. ertamente. mas ainda real do(ura e alegria# 5ssa pessoa não há de apreciar tam&9m so&re todas as coisas.ap!tulo . /eCa# Antes. $e modo algum. por9m. com dile(ão especial. responde%me* aquele que ama viver retamente tem certamente prazer nisso. como Custo salárioO E0. será que ama a algo variável e temporal ou a algo estável e eternoO E0.> Re3/ção d/ ?o/ 6oG0/de >o2 / 3ei e0e1G/ e / 0e2po1/3 " . essa lei em virtude da qual a vida feliz 9 atri&u!da ' &oa vontade e a vida infeliz. ' má vontadeO 3= E0. de tal modo que encontra não apenas o &em verdadeiro. sem mais demora. 5 o que dizes daqueles que perseveram em sua má vontade e deseCam apesar disso ser felizesO 2odem eles amar essa lei que lhes determina o infort"nio. 2elo contrário. ama%a. e com veem. E0. porque 9 o&servando%a que ele vive como o faz# 85. 5 a nada mais algum# E0. a algo que 9 eterno e imutável# 85. /em d"vida. PeCamos agora. que rela(ão e)iste em tudo isso com a questão das duas leis Cá colocadas anteriormente* a lei eterna e a temporal# 85. precisamente aquelas a cuCa aquisi(ão e conserva(ão sua má vontade persiste em procurar# (p.

penso eu. contanto que tenhas como certo. isto 9* os que se su&metem ' lei temporal não podem entretanto se isentar da lei terna.%#!# . quando tu os v. Eogo. penso eu. a lei eterna ordena desapegar%nos do amor das coisas temporais e voltar%nos purificados para as coisas eternasO E0. 's honras. 9 &em fácil# Aqueles a quem o amor dos &ens eternos torna felizes. ' &eleza do corpo e a todas as demais coisas que podem não ser o&tidas mesmo quando deseCadas. 9 evidente que há duas esp9cies de homens* uns. a meu ver. ao que me parece# E0. ela ordena# (p. caso tenhas o senso da Custi(a* quais desses homens devem estar colocados entre os su&missos ' lei eterna e quais ' lei temporalO E0. ou então perdidas contra a própria vontadeO E0. amigos das coisas temporais# 5 Cá concordamos que há tam&9m duas leis* uma eterna. Aulgaste &em. a não ser um loucoO 85.s suCeitos ' mo&ilidade do tempoO E0. [ueres te referir. A resposta. [uem poderia pensar assim.85. eles não t. viver so& os ditames da lei eterna# Ao passo que aos insensatos está imposto o Culgo de lei temporal# 85. amigos das coisas eternasQ e outros. outra temporal# $ize% me. devem. 85. aos prazeres.m necessidade da lei temporal# ompreendestes isso suficientemente. da qual deriva. 7efiro%me precisamente a tais coisas# 85. 5 Culgas que esses &ens seCam eternos. Eogo. o que aliás ' razão Cá demonstrou claramente. tudo o que 9 Custo e tudo o que pode ser mudado com Custi(a# [uanto 'queles cuCa &oa vontade se su&mete ' lei eterna. como dissemos. 7ealmente. ompreendi tudo o que disseste# Eaneira )omo 5o0erna a lei temporal "2. 's riquezas.

a integridade dos sentidos.85. as normas necessárias para a sociedade ser constitu!da e mantida# Hsso o quanto 9 poss!vel ser feito entre homens desse tipo# 5ntretanto. pelo (p.. os louvores e o que chamamos de glória popular# 5m "ltimo lugar. 5 por seu lado. a lei temporal. e assim do&ra e faz inclinar o Bnimo dos desafortunados. na verdade. os servos e todos os que nos estão unidos por algum la(o de conviv. modo como a lei temporal distri&ui esses &ens a cada um o que 9 seu seria dif!cil e muito longo de e)plicar# Aliás. os filhos.=@# 2ois. o corpo e os &ens denominados corporais. as honras. a for(a. pois pelo temor que ela reprime. tais como uma &oa sa"de. tratando%se dessa classe de &ens# . a fim de que a paz e a ordem na sociedade seCam salvaguardadasO Hsso o quanto for poss!vel. o que ordena ela a teu parecer senão que esses &ens que os homens deseCam e podem ter por algum tempo e considerá%los como seus. o c8nCuge.ncia# 5 tam&9m a pátria. essa lei não pune o pecado cometido por serem amados com apego demasiado esses &ens. a qual ha&itualmente apreciamos como mãe# 5 ainda. ou de uma parte deles. a &eleza e outras qualidades das quais umas são inerentes 's artes li&erais. v. elas o&servam. agora se não cumprimos o programa que tu Culgavas ser uma questão sem fim ?cf# H.6. eis quais são eles* em primeiro lugar. vem o dinheiro* compreendendo so& essa designa(ão todos os &ens dos quais somos os donos leg!timos ou de que Culgamos ter o poder de vender ou doar# . mais deseCáveis que outras de menor apre(o# 5m seguida. está o &em da li&erdade# /em d"vida. os aliados. nós nos hav!amos proposto procurar at9 onde se estende o direito da lei temporal de punir. ela que rege os povos e as na(Mes da terra# . aqueles a quem pune# N. as quais seguem a lei eterna# 0este momento.%$! fato de temerem de perder os seus &ens. e por a!. de tal forma que os possuam. eu refiro%me 'quela li&erdade dos que se Culgam livres por não ter ningu9m como senhores seusQ ou aquela que 9 deseCada por todos os que aspiram a ser li&ertados de seus senhores# onsideramos ainda como &ens* os pais. os pró)imos. 9 claro ser in"til para a finalidade a que nos propusemos# Jaste%nos constatar que o poder dessa lei temporal em aplicar seus castigos limita%se a interditar e a privar desses mesmos &ens.ra. não e)iste verdadeira li&erdade a não ser entre pessoas felizes. os irmãos. mas unicamente aquela falta que consiste em su&tra!%los inCustamente de outro# $ito isso. ao que ela manda e pro!&e# Doi Custamente para o governo dessas pessoas que ela foi feita# om efeito. os parentes.

seCa a que 9 de modo Custificável pela aplica(ão da lei %.%la ou a se passar delas# Pisto que assim 9. e assim em rela(ão a tudo maisO 5specialmente quando podes ver um m9dico fazer &om uso do fogo e um envenenador. v. muito &em# 85.E0. PeCo%o.s que seria preciso condenar o ouro e a prata por causa dos avarentosQ ou o vinho por causa dos que se em&riagamQ ou o encanto das mulheres por causa dos li&ertinos e dos ad"lteros. caso seCa preciso. uso criminoso at9 do pãoO E0. Hsso 9 &em verdade. caso eles não amassem aquelas coisas que podem lhes ser tiradas contra a própria vontade# E0. não se pode considerar as coisas por elas mesmas. pronto a perd. /im. pronto a possu!%las e governá%las. pois. caso as amasse a ponto de recear que elas. quem se serve dessas coisas de modo ordenado mostra que elas são &oas. Assim. e mais ainda. mas antes 9 ele mesmo que as torna melhores# 2or isso. lhe fossem como cru9is e dolorosos ferimentos# Mas se ele se mantiver acima dessas coisas. pois elas não o tornam nem &om nem melhor. cr. 85. vindo a lhe faltar. ele não as ama at9 se dei)ar (p. ordenando%as e fazendo delas &om uso# Assim. não para si. amando%os demasiadamente# om efeito. veCo que chegamos a nosso o&Cetivo# FonseqG9n)ia do ape5o ou desape5o dos bens deste mundo "". su&mete%se 'queles mesmos &ens que lhe deveriam estar su&missos# Daz dessas coisas &ens aos quais ele mesmo deveria ser um &em. mas sim os homens que podem fazer mau uso delas# . as mesmas coisas podem ser usadas diferentemente* de modo &om ou mal# 5 quem se serve mal 9 aquele que se apega a tais &ens de maneira a se em&ara(ar com eles.%%! prender e não faz delas como se fossem mem&ros de sua própria alma S o que seria feito.s igualmente que não e)istiria a penalidade S seCa a que 9 infligida aos homens de modo inCusto. 2ortanto.

as coisas temporais# 5sta&elecemos ainda que 9 próprio da vontade escolher o que cada um pode optar e a&ra(ar# 5 nada. 9 evidente ser preciso não censurar o o&Ceto do qual se (p. as duas esp9cies de realidades. se concordares. e aos quais não pode perder. E0. todas as más a(Mes. agora 9 o momento de e)aminarmos com cuidado se cometer o mal 9 outra coisa do que menosprezar e considerarmos os &ens eternos S &ens dos quais a alma goza por si mesma e atinge tam&9m por si mesma. a não ser a vontade.. afasta%se . e afastá%la do caminho reto# $o mesmo modo. 'quela questão proposta no come(o deste diálogo. penso eu. ao pecar. e veCamos se ela Cá está resolvida# 3!nhamo%nos proposto de procurar a defini(ão do que seCa cometer o mal ?male1a)ere@ ?cf# H. e em &usca dos &ens temporais. mas sim a pessoa que dele mas se serviu# Poltemos.ap!tulo .6 *oG>3-. uns seguindo e amando as coisas eternas e outros.6@# Doi nesse intento que dissemos tudo o que precede at9 aqui# 5m conseqü.3. agora. e que nada t. em sua repressão com castigos# $istinguimos tam&9m. nossos pecados podem estar inclu!dos nessa "nica categoria# 5spero que me d. 85. a parte menos no&re do homem.ncia. N &em como dizes e eu concordo em que todos os pecados encontrem%se nessa "nica categoria. caso os ame de verdade. como se fossem grandes e admiráveis# Jens esses. e)perimentados com o corpo. Muito &emR 3> nós Cá come(amos a compreender.01/ 5-e e3e p1o>ede do 3i61eK/1?C01io "#.m de seguro# 2ara mim.%&! usa ma. poderá destronar a alma das alturas de onde domina. qual seCa o valor de lei eterna# 5 reconhecemos tam&9m at9 onde pode ir a lei temporal.PG>i/ do pe>/do 2o. com clareza suficiente. a sa&er* cada um. isto 9.ãoA / deEiGição d/ e.s a conhecer o teu parecer a esse respeito# "$/. umas eternas e outras temporais# 5 as duas classes de homens.

o mal moral tem sua origem no livre%ar&!trio de nossa vontade ?cf# H. por ordem e direito divinos. a sa&er* +$e onde vem praticarmos o malO?cf# H.I. mas tam&9m pela su&limidade do assunto e pela espl.=@# /e não me engano tal como a nossa argumenta(ão mostrou (p. por assim dizer. certamente. e 9 para se temer que. e realizem a &eleza que lhes corresponde# ontudo. para as conduzir conforme o seu &eneplácito# Ao mesmo tempo..ncia divina nos permita perseverar at9 o fim na caminhada encetada# . so& a guia de $eus. parece%me que não pecar!amos se estiv9ssemos privados dele. E0. que 9 proceder malO-.I. tivermos come(ado a penetrar nesses segredos. 0ão tenhas receio algum a esse respeito# Mas para fazermos um e)ame mais atento. após a primeira questão* +.ndida luz da verdade# 2e(amos que a piedade seCa a nossa "nica companheira. foi a alma posta ' frente das coisas inferiores. nesse caso.a. ainda que estas se encontrem perfeitamente dispostas. Mas quanto a esse livre%ar&!trio. tu Culgarás.%'!. não somente pela penetra(ão da investiga(ão. o qual estamos convencidos de ter o poder de nos levar ao pecado.c@# Hransi4ão ao li0ro $$ "$?. a fim de que a 2rovid. reservaremos outro momento# 2ois este nosso diálogo Cá pede limite e fim# [uisera te ver persuadido de que nós. cada uma em sua ordem. 9 próprio de uma alma pervertida e desordenada escravizar%se a elas# A razão 9 que. que e)iste grande distBncia entre o atual discurso e os seguintes# 5 o quanto esses "ltimos vão se revelar mais e)celentes. estamos &atendo ' porta de grandes e profundas questMes# Mas quando. parece%me Cá termos resolvido com clareza..das coisas divinas e realmente duráveis para se apegar 's coisas mutáveis e incertas. pergunto%me se Aquele que nos criou fez &em de no%lo ter dado# 0a verdade. $eus mesmo venha a ser considerado o autor de nossas más a(Mes# 36 85. o outro pro&lema que nós nos t!nhamos proposto.

E0. .%(!# om prazer. Aceito tua vontade com gosto e &ons votos# associo a minha vontade ' tua# (p.

mas acontece ainda que 9 unicamente por ele que pecamos# . .%I. caso não o houvesse rece&ido.$FXY. . /e poss!vel. Cá que. e)plica%me agora a razão pela qual $eus concedeu ao homem o livre%ar&!trio da vontade. BE.. ?. o qual supMes não dever ter sido dado# E0. Cá 9 para ti uma certeza &em definida haver $eus concedido ao homem esse dom.. E0.6@ POR MUE NOS DEU DEUS A LIBERDADE DE PE*AR4 ap!tulo . HH A PROVA DA E<IST8N*IA DE DEUS REVELAKO *O. H037. quanto me parece ter compreendido no livro anterior. Eogo.. 9 que nós não só possu!mos o livre%ar&!trio da vontade.ALF .AS DO LIVREKARBÍTRIOF MUE + U. O 3i61eK/1?C01io 6e2 de De-.O QONTE DE TODO BE. DEUS NÃO + O AUTOR DO . o homem certamente não teria podido pecar# 85.EHP7.

a não ser porque temos Cá por certo que $eus castiga os pecados. Cá o afirmei antes. posto que ele 9 para conosco não somente cheio de &ondade. 3am&9m me recordo de termos chegado ' evid. 0a verdade. sa&es Z que foi $eus quem no% lo concedeuO E0.s de &om grado.85. ningu9m senão ele. levado pelo argumento da autoridade. 0a minha opinião. eu aceitei%o primeiramente dócil ' autoridade# Mas o que poderia haver de mais verdadeiro do que as seguintes asser(Mes* tudo o que 9 &om procede de $eus# 5 tudo o que 9 Custo 9 &om# . ao castigar%nos# Al9m de que. mas ainda Cust!ssimo. 0ada tenho a opor# Mas apresento%te esta outra questão* omo sa&es que e)istimos por virmos de $eusO Hsso de fato não 9 o que aca&a de e)plicar. eu te pergunto o seguinte* esse dom que certamente possu!mos e pelo qual pecamos. e tu o aprovaste. e)iste algo mais Custo do que o castigo advir aos pecadores.ra. todo &em procede de $eus# 2orque o próprio homem.u se. 9 certo &em. seCa o castigo. seCa a recompensa# E0. pois tem a possi&ilidade. ao pecar ou ao proceder &em# 85. de viver retamenteO . ainda que sem claro entendimento# (p. não 9 próprio da mesma Custi(a infligir castigos a quem não são devidos# 2or onde.ncia a respeito desse ponto# Mas. visto que toda Custi(a dele procede# . Mas o que eu deseCo sa&er 9 se compreendes com evid. quando o quer. devo afirmar que. cr.ra. so&re esse ponto. e a recompensa aos que procedem &emO $onde a conclusão* 9 $eus que atri&ui o infort"nio aos pecadores e a felicidade aos que praticam o &em# 2. pois 9 por ele que e)istimos# 5 9 dele que merecemos rece&er o castigo ou a recompensa. ser evidente que nós lhe pertencemos. enquanto homem. mas sim que dele nos vem o merecer.ncia esse "ltimo ponto# . no momento. visto que não por outra razão. se 9 próprio da &ondade fazer o &em a pessoas estranhas. 2arece%me ser isso igualmente evidente. concedendo% nos seus dons. 85.&"!# E0.

era preciso que a Custi(a estivesse presente no castigo e na recompensa. como poderia ser castigado. para agires com retidão# 2or outro lado. aquele que se servisse de sua vontade para o fim mesmo para o qual ela lhe fora dadaO Assim. se a vontade livre fosse dada não somente para se viver retamente.ra. Cá está claramente resolvida# 2ois. se o homem carecesse do livre%ar&!trio da vontade. 5u Cá admito que $eus nos concedeu a vontade livre# Mas não te parece. pergunto%te. pois. se o homem não fosse dotado de vontade livre# . não 9 pelo fato de uma pessoa poder se servir da vontade tam&9m para pecar. se 9 verdade que o homem em si seCa certo &em. E0. que ela tenha sido concedida para esse fim pode%se compreender logo. seria isso uma inCusti(a. seria preciso que gozasse de vontade livre. era necessário que $eus desse ao homem vontade livre# ap!tulo I O?@eçãoA @I 5-e o 3i61eK/1?C01io EoiKGo. porque a! está um dos &ens cuCa fonte 9 $eus# onclusão. com Custi(a. e se 9 essa a questão por ti proposta. a não ser querendo. caso não fosse voluntária# Hgualmente o castigo. uma razão suficiente (p. o que te parece que ele diz senão estas palavras* +5u te castigo porque não usaste de tua vontade livre para aquilo a que eu a concedi a ti-O Hsto 9. e que não poderia agir &em. que se ela nos foi dada para fazermos o &em.e 6o30/ e3e p/1/ o 2/34 #. quando $eus castiga o pecador. sem a qual não poderia proceder dessa maneira# om efeito. não .ra. 85. d/do p/1/ E/He1 o ?e2F >o2o .&#! para ter sido dada. pela "nica considera(ão que se algu9m se servir dela para pecar. recairão so&re ele os castigos da parte de $eus# . 7ealmente.ra. como poderia e)istir esse &em. mas igualmente para se pecar# 0a verdade. como a recompensa. Cá que sem ela o homem não poderia viver retamente# . que consiste em manifestar a Custi(a. condenando os pecados e premiando as &oas a(MesO Pisto que a conduta desse homem não seria pecado nem &oa a(ão. seria inCusto.". que 9 preciso supor que $eus no%la tenha concedido nessa inten(ão# <á.

igualmente. se fosse incerto que $eus nos tenha concedido a vontade livre. que consiga te responder# . quem no%lo deu foi Aquele a quem de modo algum podemos criticar com Custi(a as a(Mes# Se5unda )ondi4ão: não se limitar D 1é. a sa&er* que foi $eus que nos concedeu a vontade livre. se desco&r!ssemos que foi &om. em (p. ningu9m deveria pecar por meio de sua vontade. mas pro)urar o seu entendimento . $eus há de me conceder. se desco&r!ssemos que foi mal . reconhecer!amos o doador naquele que deu ao homem todos os &ens# Ao contrário. por aquela Perdade S Mestra so&erana e universal# ] Mas antes. poder!amos afirmar que $eus não nos deveria ter dado tal domO Hsso. Cá reconhecemos ser ele mesmo que o deu a nós# om efeito. instruindo% te interiormente. dize%me um pouco. ter!amos de compreender que o doador não 9 Aquele a quem não 9 permitido incriminar algo que seCa# Mas sendo certo que o próprio $eus nos deu essa vontade livre. devemos confessar que $eus não estava o&rigado de no%lo dar como foi dado nem de modo diferente# 0a verdade. eu te pe(o S uma vez que tens como evidente e certo o que Cá te perguntei. nós ter!amos o direito de indagar se foi &om ela nos ter sido dada# $esse modo. qualquer seCa a forma como rece&emos esse dom. como o espero. de conceder que tu mesmo te respondas.u melhor.deveria poder levar%nos a pecar# N o que acontece com a própria Custi(a dada ao homem para viver &em# Acaso algu9m poderia viver mal.&$! virtude de sua retitudeO $o mesmo modo. nesse caso. caso esta lhe tivesse sido dada para viver de modo honesto# Primeira )ondi4ão para a solu4ão do problema: )olo)ar-se no ponto de 0ista de 2eus 85.

decorre esta outra incerteza* se foi um &em ou não.@. . e assim nada haver nele de falso ou de o&stina(ão# 5ntão. isto 9.&&! lhe demonstraria o seguinte. mas sim procurar com sinceridade conhecer a verdade# E0. supMe que um desses homens n9scios. ela nos ter sido dada# 2orque. 2ois &em.$. de alguma forma. coisa muito fácil para qualquer. Hsso tam&9m considero como verdade incontestável. ele seria o primeiro a me levar a crer que se dispunha em &usca com &oa inten(ão* a de querer ser algu9m que nada esconde em seu interior. eu (p. na minha opinião* se acaso ele não fazia questão de ser acreditado por outro. a incerteza so&re a conveni. seguramente concordaria comigo que nada se deve discutir. uma coisa 9 certa para ti* $eus e)isteO E0. continuemos procurando como se tudo fosse incerto# om (p. so&re os quais está escrito* +$iz o insensato em seu cora(ão* $eus não e)isteR.ncia do dom torna incerta a origem. se 9 incerto ela nos ter sido dada. como não possuo ainda pleno entendimento.. o fato de ser Aquele a quem não nos 9 permitido crer que conceda algo que não deveria ter concedido# 85. por hipótese. que ele se recuse a crer no que tu cr. E0. 2elo menos.?/l >I. por testemunho.&%! efeito. para agirmos corretamente. que $eus e)iste S em razão dos escritos de homens tão notáveis que dei)aram testemunhado em livros haverem convivido com o Dilho de . não 9 igualmente certo que seCa $eus o doador# om efeito. todavia.s firmementeO /o&retudo. ainda que fosse ele uma pessoa muito insensata. para com ela agirmos &em S Cá que podemos tam&9m pecar %. viesse te dizer isso# /upMe. contudo deseCasse conhecer se o o&Ceto de tua cren(a 9 verdadeiro# A&andonarias esse homem ' sua incredulidade ou acharias ser teu dever lhe demonstrar. mas pela f9 e não pelo entendimento# 85. que aca&as de dizer me sugere suficientemente o que lhe deveria responder# 2ois. Apesar de crer em tudo isso com f9 ina&alável. no caso de ele pretender não discutir com o&stina(ão.s pela f9. pelo fato de ser incerto a vontade livre nos ter sido dada. quando revelasse algo so&re os sentimentos ocultos de seu esp!rito. quanto mais Custificado seria que ele tam&9m acreditasse por testemunho alheio. como algu9m de má f9 e o&stina(ão# Fma vez admitido isso. tampouco 9 certo que seCa um &em ela nos ter sido dada# 2or a!. aquilo em que cr. principalmente a respeito de assunto tão s9rio. a respeito dos quais ele unicamente conhecia# /e assim fosse.

ter presenciado coisas que nunca poderiam ter acontecido se $eus não e)istisse# 5 esse homem S o meu interlocutor S seria por demais estulto se me recriminasse por crer em tais testemunhas.?Hs 1. e se não dev. não pensas do mesmo modo. com razão. mas sim* +A vida eterna 9 esta* que eles te conhe(am a ti. pergunto%te. 85. so&re os presentes pontos que estão sendo investigados por nós. essas testemunhas atestam.&'! compreender. quando pretendia que eu acreditasse em seu testemunho pessoal# . assim como não poderia me condenar. sem temeridade alguma. seria em vão que o profeta teria dito* +/e não o crerdes não entendereis. nós o . próprio nosso /enhor. mas 9 que pretendemos sa&er e entender aquilo em que cremos# = %.ncia de $eus. e assim não mais nos cansarmos a investigar esses pro&lemasO E0. isso que decidimos no in!cio de nosso diálogo precedente. como incertos e manifestamente desconhecidos pela intelec(ão.:.3@# $epois disse 'queles que Cá eram crentes* +2rocurai e encontrareis.ssemos. /im.$eus# om efeito.?Mt 1. e não o podemos negar# om efeito. dóceis aos preceitos do /enhor. por escrito. "nico $eus verdadeiro e aquele que tu enviaste. se crer não fosse uma coisas e compreender outra >. no momento de falar so&re esse dom precioso que havia de oferecer aos fi9is. crer nas su&limes e divinas verdades que deseCamos (p.?Ao . de modo nenhum encontraria desculpa para não querer me imitar# 85. ele não disse* +A vida eterna consiste em crer-. em homens dignos de f9 S porque. seCamos constantes na &usca# 2orque aquilo que procuramos. na verdade. PeCo que tens &oa memória# Doi.ra. na E__@# 6 . tanto por suas palavras quanto por seus atos. Mas então. isto 9* que dev!amos crer firmemente na autoridade desses mesmos homens tão ilustres. primeiramente.1@# 2ois não se pode considerar como encontrado aquilo em que se acredita sem entender# 1 5 ningu9m se torna capaz de encontrar a $eus se antes não crer no que há de compreender# N porque. se a respeito do pro&lema da e)ist. primeiramente e)ortou a crer 'queles a quem chamou ' salva(ão# Mas em seguida. so& a divina e)orta(ão.1. a teu parecer Culgas &asta crer. Aesus risto.

ncia a e)ist. com mais evid. investigaremos na seguinte ordem* : .M5M ?3.pC1i0oA o eDi.&(!# 27HM5H7A 2A735 ?3. iG0-içLe.0i1F o 6i6e1F o eG0eGde1 &. enquanto &em. e as melhores pessoas.1%1.. deseCemos e amemos com todas as for(as as verdades divinas# (p.:@ INÍ*IO DA AS*ENSÃO A DEUS PARA *HEGAR.ncias e perfei(ão# [uanto a nós. podemos esperar que assim tam&9m será conosco# 0essa esperan(a. p1i2ei1/.31%6. <.=@ ap!tulo 3 A. PROVA DE SUA E<IST8N*IA A* JF/ A $..encontraremos. enquanto vivem neste mundo# 5 certamente. gra(as a ele# Hsso o quanto podem ser encontradas essas maravilhas nesta vida e por homens como somos nós# om efeito. depois desta vida. 9 preciso que creiamos S nós mesmos. do e.ncia de $eusQ IW S se na verdade tudo o que 9 &em. desprezando os &ens terrestres humanos. 85. /e o quiseres.OS . vem de $eusQ . todos os homens &ons e piedosos possuirão e contemplarão essas coisas. [F5 <4 $5 MAH/ 0.W S procuremos como provar com evid.J75 0.

ncia# 2osso afirmar. se e)istes# . ao que me parece. com efeito. temas ser v!tima de engano ao responder a essa questãoO 3odavia. eu te perguntaria. 2or serem tr. entre os &ens. Eogo.3W S enfim.u. . 's demais questMes# 85. a pedra não vive# 0em o animal entende# 5ntretanto. se será preciso contar. estou cert!ssimo de que o ser que entende possui tam&9m a e)ist. que há a! duas realidades muito verdadeirasO E0. primeiramente.ncia e a vida# N porque não hesito em dizer* o ser que possui senão uma ou duas delas# 2orque. a vontade livre do homem# Fma vez essas questMes esclarecidas. 85. se essa vontade foi dada aos homens com Custeza# Assim pois. que tu entendesO E0. N claro# 85. 9 tam&9m manifesta terceira verdade. mas não se segue da! que entenda# 3al 9. [ual dessas tr. talvez. não te poderias enganar de modo algum. o viver e o entender# N verdade que a pedra e)iste e o animal vive# ontudo. se não e)istisse# E0. o que e)iste não possui necessariamente a vida e a intelig. entender# . caso não vivesses (p. por e)emplo. ompreendo%o perfeitamente# 85.s as realidades* o ser..s realidades ?e)istir. o ser vivo por certo tam&9m e)iste. N melhor passares logo adiante. 5ntão. 2or que te parece assimO E0. a sa&er. eu o penso. como penso. aparecerá suficientemente. viver e entender@ parece a ti a mais e)celenteO E0.')! %. que . a vida dos animais# 2or outro lado. 9 tam&9m coisa clara que vives# ompreendes &em. visto ser claro que e)istes S e disso não poderias ter certeza tão manifesta. para participarmos de uma verdade evidente.L .

nós admitimos isso sem d"vida alguma# . admitimos que dessas tr. 5 admitimos.ncia. o olfato. muito menos entende# 85. isto 9. om efeito. agora. o o&Ceto próprio da vista pela sensa(ão de en)ergarO E0. N verdade# 85. o ouvido. que supMe nele o e)istir e o viver# E0. ao en)ergarO E0.I (p. dirá que vive# . o que não vive. eu os conhe(o. o gosto e o tatoO E0.' !# : )onhe)imento A ad0indo pelos sentidos e?ternos.um cadáver e)iste# 0ingu9m.s perfei(Mes faltam duas ao cadáver. por9m.ra. $ize%me. se sa&es com certeza que possuis os tão &em conhecidos sentidos corporais* a vista. 0ão# 85. pela vista. pelo sentido )omum e pela razão %& a( :s sentidos e?teriores '. a sensa(ão de dureza e de moleza dos corposO E0. uma ao animalQ e nenhuma ao homem# E0. Cuntamente com as duas outras. igualmente. onforme o teu parecer. [ual 9.. $e todos os o&Cetos corporais# 85. a intelig. 3emos tam&9m. com certeza# 85. que a melhor das tr. 5ntão. temos a sensa(ão do qu. A cor# . o que pertence ao sentido da vistaO 5m outros termos. /im.s 9 a que só o homem possui. pois. 85.

$e modo algum.s odores# 85. não temos tam&9m a sensa(ão delas pelo tato.85. por acaso. discernir por alguns desses cinco sentidos. . som# 85. como pela vista. o liso e o áspero. e muitas outras qualidades similares# 85. ompreendo tam&9m isso# b( o nosso sentido interior 85. ompreendes pois. pois 9 por meio de certo sentido interior que nós o distinguimos# . igualmente. 5 podemos.'2!# 85. quadradas ou redondas. . 5ntendo que seCa assim# (p. que cada sentido tem certos o&Cetos próprios so&re os quais nos informam. e de outras propriedades semelhantes. 5 o que pertence aos ouvidosO E0. 2ois &emR 5 a respeito das formas corporais. .s sa&ores# 85. 5 ao olfatoO E0. mas a am&osO E0. e que alguns dentre eles perce&em o&Cetos de modo comumO E0. A moleza e a dureza. 5 ao paladarO E0. 5 ao tatoO E0. enquanto grandes ou pequenas. de modo a não podermos atri&uir como próprio a um "nico desses sentidos. o que pertence a cada um em particular. e o que lhes seCa comum a todos ou a alguns dentre elesO E0.

85. 9 por meio da razão# E0. mas tam&9m pelo ouvido e pelos outros sentidos corporais.ncia# 2orque tudo o que nós sa&emos. se nós perce&emos essas distin(Mes. que governa universalmente a todos os sentidos e)teriores. só entendemos pela razão S aquilo que será considerado ci.ncia desse certo sentido interior. não podemos crer que os animais conhe(am a impossi&ilidade de sentir. nem pelos ouvidos. da qual os animais estão privadosO 2ois. e tampouco por esse sentido interior. que ele evita ou &usca aquilo que viu# om efeito. o segundo. porque está tam&9m manifestamente nos animais. nem o tato# 5le 9. nem o ouvido. 5u penso. não sei que outra faculdade diferente. evitados e reCeitados.ncia# . ao qual os cinco sentidos e)ternos transmitem todos os seus conhecimentos a respeito dos o&Cetos# 2ois por um sentido 9 que o animal v.ncia dessa faculdade. na minha opinião. entre outras coisas. no caso de isso lhes causar agradoQ ou &em. nem a vista. no caso de lhes serem nocivos# Mas esse sentido interior não se pode dizer que seCa.ra. o primeiro sentido tem sua sede nos olhos# Ao contrário. seCa os sons pelos olhosQ visto que nós mesmos só o discernimos pela o&serva(ão racional e pelo pensamento# . por9m. 0ão seria talvez pela razão. o o&Ceto transmitido pelos sentidos corporais poderá chegar a ser o&Ceto de ci. e sem hesita(ão denomino%a sentido interior# 2ois. no !ntimo mesmo da alma# Tra(as a esse sentido interior. que não se pode ter a sensa(ão das cores pela audi(ãoQ nem a sensa(ão do som pela vista# 5 esse conhecimento racional nós não o temos pelos olhos. 85. são* procurados e apossados pelos animais. Admito a e)ist. identificar essa (p. a não ser ultrapassando esse mesmo sentido interior. sa&emos. e estes não possuem a razão# )( 8 nossa razão (. e se sa&emos que tudo se passa assim. como Cá disse# 0ão posso. e por outro. todos os o&Cetos. que seria pela razão que nós compreendemos a e)ist. não somente os apreendidos pela vista. nem o olfato. do qual os animais não estão desprovidos# 2or outro lado. por igual# A razão 9 que nos faz compreender isso.'"! faculdade com a razão. antes. nem o gosto. seCa a luz pelos ouvidos. seCa ela qual for.

E0. 0ão posso dizer que tenha compreendido o que aca&as de dizer# . que se seguiria, com efeito, se mediante o sentido interior do qual os animais não estão desprovidos, conforme o admites, chegassem a perce&er tam&9m, como nós, a impossi&ilidade de sentir as cores pelo ouvido, ou os sons pela vistaO 85. Mas acaso cr,s que eles possam mesmo distinguir entre si um sentido do outro* a cor da qual t,m a sensa(ãoQ o sentido que tem sua sede nos olhosQ aquele outro, o interior, que está na almaQ e at9 a razão que define e classifica tão &em cada uma dessas coisasO E0. $e modo algum# 85. . que te parecesO 2oderia a própria razão distinguir esses quatro fatores entre si e determinada%los, definindo%os, se ela não perce&esse, por comunica(ão, a cor pelo (p.'#! sentido da vistaQ esse mesmo sentido pelo sentido interior, que o comandaQ e esse "ltimo, enfim, por si mesmo, se 9 que não haCa outros intermediáriosO E0. 0ão veCo como poderia ser de outra forma# 85. 5 o que pensarO 2erce&es que o sentido da vista perce&e a cor, sem se perce&er a si mesmoO 2orque pelo sentido que v, a cor, com efeito, não v,s o ato mesmo da visão# E0. 0ão, não o veCo de modo algum# 85. 5mpenha%te ainda em distinguir &em o seguinte* pois não o negarás, penso eu* uma coisa 9 a cor e, outra, o ato de ver a cor# .utra coisa, enfim, muito distinta, na aus,ncia da cor, a posse de um sentido capaz de a ver, caso ela lá estivesse# E0. $istingo tam&9m essas tr,s coisas e concordo que diferem entre si# 85. Agora, dessas tr,s coisas, a qual v,s pelos olhos, senão a corO E0. 0ada mais# 85. $ize%me, então, por qual faculdade v,s as duas outrasO 2ois não poderias distingui%las sem as ver#

E0. Hgnoro# /ei apenas que elas e)istem, nada mais# 85. Hgnoras, pois, se 9 a própria razão que e)erce essa fun(ão vital que chamamos de sentido interior, &em superior aos sentidos corporais, ou então algum outro princ!pioO E0. Hgnoro# 85. /a&es, pelo menos, que somente a razão pode definir essas coisas e que ela, unicamente, pode agir so&re o&Cetos su&metidos a seu e)ameO E0. N certoQ 85. Eogo, qualquer seCa outra faculdade capaz de ter o sentimento de tudo o que sa&emos, ela está ao servi(o da razão ' qual apresenta e traz tudo o que apreende# $e maneira que os o&Cetos perce&idos possam ser (p.'$! diferenciados entre si e conhecidos não somente pelos sentidos, mas ainda por conhecimento racional# E0. N &em verdade# 85. 2ois &emR Mas essa mesma razão que distingue entre um e outro, isto 9, os sentidos, seus servidores, e os o&Cetos que eles lhe apresentamQ e que reconhece ainda a diferen(a e)istente entre eles e Ea, afirmando sua preemin,ncia so&re eles, acaso essa razão compreende%se a si mesma por meio de outra faculdade que não seCa ela mesmaO /a&erias que possuis a razão, caso não perce&esses a mesma razãoO E0. Hsso 9 &em verdadeiro#

:s sentidos e?teriores não se per)ebem a si mesmos

85. 2or conseguinte, Cá que, perce&endo a cor pelo sentido da vista, nós não perce&emos a nossa própria sensa(ão S se, ouvindo um som, não ouvimos nossa própria audi(ãoQ se, cheirando uma rosa, nosso olfato não inala em si nenhum perfumeQ se degustando algo, nosso paladar não sente na &oca o próprio paladarQ se, apalpando um o&Ceto, não podemos tocar o

sentido mesmo do tato, 9 evidente que esses cinco sentidos não podem ser sentidos por si mesmos, ainda que por eles todos os o&Cetos corporais seCam sentidos por nós# E0. N evidente#

ap!tulo =

Pe1>e?eK.e o .eG0ido iG0e1io1 / .i 2e.2o4

). 85. reio ser tam&9m evidente que esse sentido interior não somente sente as impressMes que rece&e dos cinco sentidos e)ternos, mas perce&e igualmente os mesmos (p.'%! sentidos# /e assim não fosse, o animal não se moveria de seu lugar ara apodera%se de algo ou para fugir de alguma coisa# Mas não o sente, de modo a ter conhecimento ordenado ' ci,ncia, porque isso 9 próprio da razão# ontudo, perce&e%se suficientemente para se mover# .ra, at9 isso ultrapassa a simples percep(ão dos cinco sentidos e)ternos# 3odavia, se a coisa te resta o&scura, ele haverá de se esclarecer ao considerares o que se passa, por e)emplo, em um desses cinco sentidos, em particular# 2or e)emplo, o da vista# om efeito, um animal não poderia de modo algum a&rir os olhos, nem os mover, em dire(ão ao que deseCa ver, se não sentisse que não v, o tal o&Ceto, ao ter os olhos fechados, ou sem dirigir seu olhar naquela dire(ão# .ra, se ele perce&e em si a aus,ncia da visão quando não está olhando para aquele determinado o&Ceto, 9 necessário tam&9m que ele perce&a sua visão, quando está a en)ergar de fato# Aá que não 9 da mesma maneira que ele move os olhos ao ver o o&Ceto co&i(ado e os mant9m fi)os quando não o en)erga# Hsso mostra &em que o animal sente diferentemente uma coisa e outra# Mas por outro lado, essa vida interior que perce&e assim as próprias sensa(Mes de o&Cetos corporais terá ela tam&9m consci,ncia de si mesmaO A questão 9 menos clara, a não ser que se diga que cada um, ao se o&servar a fundo interiormente, constate que todo ser vivo foge da morte# .ra, sendo essa o oposto da vida, 9

preciso, ao que parece, que tam&9m a vida tome consci,ncia de si mesma, para fugir desse modo a seu oposto# 3odavia, se a questão ainda não está &astante evidente, passemos adiante, a fim de avan(armos, unicamente apoiados em provas certas e evidentes# .ra, o evidente at9 o presente 9 o seguinte* % que os sentidos corporais perce&em os o&Cetos corporaisQ (p.'&! % que esses mesmos sentidos não podem ter a sensa(ão de si mesmosQ % que o sentido interior perce&e não só os o&Cetos corporais por interm9dio dos e)teriores, mas perce&e at9 mesmo esses sentidosQ % enfim, que a razão conhece tudo isso e conhece%se a si mesmaQ % visto que todos esses conhecimentos tornam%se o&Ceto de ci,ncia# A! estão evid,ncias, não te parece assimO E0. om efeito, assim me parece# 85. 2ois &em, veCamos, agora* [ual a questão cuCa am&icionada solu(ão nos fez percorrer tão longa caminhadaO

ap!tulo >

O .eG0ido iG0e1io1F @-iH e 7-i/ do. .eG0ido. eD0e1io1e.

. E0. 2elo que me recordo, das tr,s questMes que nos propusemos no in!cio do atual diálogo ?HH,3,1@, ao tra(armos o plano desta nossa discussão, a primeira 9 Custamente esta da qual tratamos agora, a sa&er* como poder!amos chegar, sem dei)armos de aderir com muito firme e inque&rável, ' prova racional da e)ist,ncia de $eusO

seCa o de qualquer outro órgão corporal# 2orventura. conforme nossas &uscas anteriores. ele mesmoO . ou mesmo nas que e)istem. Assim. Culgas ser melhor* o sentido ou o o&Ceto que o sentido perce&eO E0. em qual das tr. 5videntemente. considera. em que categoria de realidades. será que hesitarias a antep8%lo ao sentido pelo qual perce&emos os corpos e que Cá reconheceste ser prefer!vel ao corpo. são inteligentesO E0. a qual dessas tr.s realidades podem pertencer os o&Cetos dos sentidos (p.ncia. 7ecordo%me igualmente disso# 85. vivem e. 2orque o ser que tam&9m goza da vida 9 melhor do que aquele que só e)iste# : prin)ípio de subordina4ão 2. 85. sendo. isto 9. no momento. seCa o da vista. al9m disso. 3u o relem&ras com e)atidão# Mas deseCo que te recordes tam&9m. 9 preciso classificar toda ordem de conhecimentos adquiridos pelos sentidos. está a&ai)o da razão e nos 9 tam&9m comum com os animais. o sentido# 85. pareceu%te que conhecias não apenas isso. mas ainda mais duas outras realidades ?o viver e o pensar@# E0. qual dos dois. que ao te perguntar eu se conhecias. 2ois &em.85. 2ois &emR 5 aquele sentido interior que. na categoria das coisas que unicamente e)istem.''! corporais. no teu parecerO E0. com certeza. 5 por qual motivoO E0. por conseguinte. na tua opinião.s categorias está ele. 0a categoria das coisas que somente e)istem# 85. 0a dos seres vivos# 85. 5 o próprio sentido. com dilig.ncia. a tua própria e)ist.

o sentido interior reclama os seus servi(os. pois. não pode Culgar so&re o que lhe falta ou lhe &asta# 5sse 9 o papel do sentido interior# N esse que no próprio animal adverte%o a a&rir o olho fechado. pelos quais sentimos os corposO E0. não 9 superior ' sa&edoria# onsidera. por qual motivo. conforme dissemos em nossa conversa anterior# 0a verdade. contudo. quando estes faltam em algo de suas fun(Mes. 9 preciso antepor o sentido interior aos e)teriores. com efeito. e a seguir a falta que perce&e haver# .E0. pois. mas unicamente classificá%lo entre as coisas que e)istem e vivem.ra. igualmente. o homem compreende o que seCa a sa&edoria e.ncia de sua visão# 5 porque não v.ncia 9 melhor do que o o&Ceto de sua intelec(ão-. visto que am&os pertencem (p.nero dos que possuem a intelig. deseCo sa&er por que antepMes o sentido interior aos sentidos e)teriores.'(! ao simples g. 2arece%te. dize%me por que os consideras melhor do que os sentidos e)terioresO aso respondas* 9 porque um sente os outros S creio que não terias encontrado uma norma que nos permita proclamar* +3odo ser dotado de sensa(ão 9 melhor do que o o&Ceto de sua sensa(ão-. 0ão hesitaria de forma alguma# 85. como Cunto a um servidor. N porque eu reconhe(o no sentido interior um guia e um Cuiz dos sentidos e)teriores# $e fato. que os sentidos e)teriores fazem. posto que ser!amos talvez for(ados a conceder tam&9m que* +3odo ser dotado de intelig. ningu9m duvida desta regra* +[uem Culga 9 superior 'quele so&re o que Culga-# . o que 9 falso# om efeito. não v. a presen(a ou a aus. dos que vivem.ncia. com do(ura ou . Mas quisera tam&9m ouvir de ti por qual motivo não o hesitarias# 2osto que não poderás pretender classificar esse sentido interior no g.nero. o prazer ou a dor conforme eles impressionam o corpo.= 85..ncia# Assim sendo.ncia# Hsso porque ele tam&9m encontra%se entre os animais que são carentes de intelig. em&ora privadas de intelig. certo Culgamento so&re os corposO 2orque lhes pertence. o sentido da vista. porque estes classificam%se entre as coisas que somente e)istem e os sentidos entre as que vivem# Mas como o sentido interior pertence tam&9m a esse "ltimo g. na tua opinião. antepuseste os sentidos e)teriores que atingem os corpos a esses mesmos corpos.nero de seres que vivem# 2or outro lado. por e)emplo.

se tudo não estivesse su&metido a seu Cu!zo# E0. tam&9m o próprio ouvido. por e)emplo.>eGde / 0-do 2/i. os próprios sentidos e)ternos. Culga que falta ou &asta algo do sentido da vista. se a mesma razão tam&9m Culga o sentido interior# 2ois Cá não te pergunto se o Culgas melhor do que os sentidos e)teriores. agora. quem. onsidera. 85. Culga os sons. aceitando seu contato. o que quero dizer. pois não duvido que penses assim# 3ampouco te pergunto se 9 para investigarmos se a razão Culga o sentido interior# om efeito.( ! $e nenhum modo poderia faz. caso seCa agradável. uma visão clara e perfeita# Hgualmente. para todas as realidades inferiores a ela* os corpos. pois. o sentido próprio da vista Culga ao que falta ou &asta quanto 's cores# $e modo semelhante. por sua vez. N evidente# . Go Bo2e2 ". pois Cá perce&este.> E0. ou reCeitando%o. por certo. distinguindo os que o impressionam com do(ura daqueles que ressoam com respeito# Hn"til prosseguirmos e)aminando em rela(ão aos outros sentidos e)teriores. e concordo ser tudo isso &em verdadeiro# ap!tulo 6 A 1/Hão 01/G. aprovando um &om funcionamento ou e)igindo um mau servi(o# $o mesmo modo. e o quanto ela mesma ultrapassa%os a todosO 5 quem nos informará so&re isso a não ser a mesma razãoO (p. eles mesmos Culgam os o&Cetos corporais.%lo. a não ser a mesma razão nos declara como um 9 melhor do que outro.aspereza# 5 do (p. para ter.()! mesmo modo. considerando%a deficiente ou suficientemente atenta. assim como o sentido interior Culga a nossa audi(ão. eu penso. como o sentido interior. 5u perce&o. a sa&er* que o sentido interior Culga os sentidos corporais. os sentidos e)teriores e o próprio sentido interior. caso contrário# .

2ortanto.(2! E0. cuCa e)ist. cr. 0ão.s que em nós.85. faculdade que a natureza dos animais não possui# P.ncia. tu o ..6 E0. sem viver nem compreender. manifestamente. de imediato# /e eu pudesse desco&rir algo superior ' parte mais e)celente de minha natureza. só 2eus #. mas sim aquele a quem ser algum 9 superior# 85. 85. nós possu!mos um corpo e tam&9m uma alma que anima o corpo e 9 a causa de seu desenvolvimento# $ois elementos que tam&9m vimos nos animais# 5nfim. acima da natureza S que apenas e)iste. sem contudo ter a intelig. acima dessa "ltima vem aquela natureza que ao mesmo tempo e)iste. mas que tam&9m vive. por9m* se não encontrasse nada acima de nossa razão a não ser o que 9 eterno e imutável. a mais. pois. como acontece com a alma dos animaisQ e por sua vez.ncia. como acontece com os corpos inanimados S vem a natureza que não somente e)iste. eu te pe(o.ncia não só se conhecesse. afirmar ser ela $eusO (p. isto 9. eu não a chamaria logo $eus# 2orque a mim não agrada chamar de $eus aquele a quem minha razão 9 inferior. que dirias se pud9ssemos encontrar alguma realidade. aquela que 9 a alma racional do homem# /endo assim. qualquer que fosse essa realidade. vive e entende. hesitarias chamá%lo de $eusO 2ois os corpos são mutáveis. 0ão encontro a&solutamente nada que possa ser melhor# Iltima etapa A a)ima da razão. a respeito dele# 2ergunto%te. temos um terceiro elemento. se podes encontrar na natureza do homem algo mais e)celente do que a razão# . N Custamente assim# 5 9 $eus mesmo que deu ' tua razão tão piedoso e verdadeiro sentimento. entre esses elementos constitutivos de nossa natureza humana. 2ois &emR . pode%se encontrar algum elemento mais no&re do que aquele que enumeramos em terceiro lugarO 2orque. que por assim dizer 9 como a ca&e(a ou o olho de nossa alma# A menos que se encontre um nome mais adequado para designar a nossa razão ou intelig. mas tam&9m fosse superior ' nossa razãoO <esitarias.

:@ ap!tulo 1 */1/>0e1C.. nem do tato./ ?1. desde que. 5stá entendido# 2ois &astar%me%á. será evidente que $eus e)iste. o que me prometeste# (p.>%. reconheceria como $eus esse ser do qual se teria provado que nada e)iste de superior# 85. ao mesmo tempo. [F5 N . não S mostra%se seguramente estar suCeita a muta(Mes# /e. do ouvido ou dos olhos. sem a aCuda de órgão algum corporal.MFM A 3. inferior a essa realidade e que esse /er seCa o seu $eus# . mostra com evid. ela perce&e algo de eterno e imutável. pois. pois. de >/d/ . eu tiver conseguido demonstrar. nem do olfato. $emonstra. então. mostrar a e)ist.eG0ido eD0e1io1 a( quanto ao sentido da 0ista .$.1 E0.0i>/. não S por vezes a atinge e por vezes.sa&es. caso haCa outro ser acima dela. [uanto a mim. com a aCuda desse mesmo $eus. nem por sentido algum que seCa inferior a essa dita razãoQ mas por si mesma.ncia de uma realidade superior ' razão# . como o prometi.ncia de tal realidade que. 9 necessário que a dita razão se reconhe(a.8 E0. por vezes. concordarás que esse mesmo ser 9 verdadeiramente $eus# Assim. ou &em aceitarás como $eusQ ou &em. nem do paladar. por seu lado. a e)ist. haCa ou não algum ser superior a essa realidade. em meio ' variedade de seus estados. e a vida pela qual os corpos são animados.("!# J* . [F5 N H0$HPH$FAE 5 . que por vezes se esfor(a por chegar ' verdade. certamente.ncia que essa vida está suCeita a muta(Mes# 5 at9 a própria razão.

Assim o farei# Mas. 5 quanto ' razãoO 0ão pensas que cada um de nós possui tam&9m a sua própriaO 2ois. nem escuta# 5 o mesmo acontece com todos os outros sentidos S qualquer pode perce&er o que outra pessoa não perce&e# N manifesto. quanto ' mente racional. ou outra diferenteO E0. não poderia ver com meus olhos um o&Ceto que tu não visses igualmente# E0. ao passo que eu mesmo o sei muito &em# E0. 5videntemente. entretanto cada um possui os seus próprios sentidos* o da vista. será que essa mesma resposta seria dada. os meus só pertencem a mi e os teus somente a tiO 2orque se assim não fosse. cada um de nós tam&9m possui a sua própria# . mas tam&9m ouvir o que outro não v. nenhuma outra# 2orque os meus sentidos interiores perce&em as minhas próprias sensa(Mes e os teus. se en)erguei ou não. algu9m ao ver determinado o&Ceto pergunta%me se tam&9m eu o veCo. oncordo plenamente S ainda que todos nós tenhamos sentidos da mesma natureza. pelo contrário. porque sou só eu mesmo que perce&o. /em d"vida. pode acontecer que eu compreenda alguma realidade que tu (p. 5 quanto ao sentido interior. primeiramente.(#! não tenhas compreendido# 5 nem possas sa&er se eu a compreendi. as tuas# N por isso que.$. e não o meu interlocutor# 85. que teus sentidos são só teus e os meus. 85. frequentemente. com efeito. o da audi(ão e todos os outros# 2ois qualquer homem pode não somente ver. eu te pergunto* Meus sentidos corporais são os mesmos que os teus ou. por a!. só meus# 85.: b( Juanto ao sentido da audi4ão .

2odemos de igual modo ouvir. uma mesma voz. em sua identidade e totalidade. conv9m tam&9m notar. Hsso tam&9m 9 evidente# )( Juanto aos sentidos do ol1ato e do paladar &. ainda que esse mel seCa "nico e que nossos sentidos nos perten(am a cada um em particular S o teu a ti e o meu. 2odemos. ou perce&er pelo odor a qualidade deste ar# 5 do mesmo modo. faz%se ouvir igualmente e ao mesmo tempo a cada um de nós# E0. em&ora possuindo cada um os seus próprios sentidos# 2ermitem%nos eles ver Cuntamente e ao mesmo tempo um o&Ceto "nico# Assim. ou sua própria lua. uma parte dessa voz vai a teu ouvido e outra. ainda que meus sentidos seCam uns. ainda que meu ouvido seCa um. o som tal como foi emitido. podemos. esteCa presente a nós dois. e outro o teu. 85. eu e tu. por conseguinte. pode acontecer que o o&Ceto de nossa visão não seCa distinto para ti da que 9 para mim mesmo# [ue um "nico o&Ceto. Hsso 9 &em evidente# 85. a mim# $estarte. um e outro podemos degustar um mesmo mel ou qualquer outro alimento ou &e&ida. ao mesmo tempo. encher nossas narinas com o mesmo ar. por9m. em rela(ão aos demais sentidos corporais. posto que os contemplamos cada um com os próprios sentidosO E0# $e modo algum. muitos de nós Cuntos e ao mesmo tempo ver um "nico o&Ceto. pelo contrário. contudo a voz que ouvimos não será uma para ti e outra para mim# 3ampouco.%. estrelas. e perce&er seu gosto pelo paladar. e assim. 85. e que o veCamos igualmente e ao mesmo tempo# E0. eu diria isso# 85. Acaso poderias tam&9m dizer que cada um de nós possui seu próprio sol. enquanto am&os sintamos um e mesmo odor ou . ao meu# Mas. e outros os teus. que o que se refere ' questão presente não dizemos que eles se comportam de maneira totalmente semelhante ' dos dois sentidos referidos* o da (p. ou outras coisas semelhantes.($! vista e do ouvidoQ nem de maneira totalmente diferente# om efeito. Agora.

eu inspiro uma parte de toda a massa de ar. Muito &em. da massa total de ar.um só e mesmo sa&or. 85. por9m. entretanto. contudo. outra# 5 assim. nem totalmente por tiQ da mesma maneira. o do olfato e o do paladar. Acaso não te parece que se pode comparar o sentido do tato ao dos olhos e dos ouvidos. mas tam&9m a mesma parte desse corpo que nós perce&emos am&os pelo tatoO 2orque não sucede com o sentido do tato o mesmo que acontece com o alimento que nos 9 apresentado# 2ois este não pode ser tomado todo inteiro por mim e por ti. contudo. a que tu rece&es# 3alvez não compreendas &astante tudo issoO E0. e tampouco ingiro a mesma por(ão de alimento que tu# Mas eu tomo uma e tu. eu não inspiro a mesma por(ão de ar que tu. inspiras outra parte. não 9. ou que degustemos um mesmo alimento. mas que poderás tam&9m tocar a mesma parte que eu tiver tocado# $e sorte que não seria somente o mesmo corpo. do ponto de vista que ora tratamosO 2ois não somente podemos nós dois perce&er pelo tato um mesmo corpo. ele não pode. e ao mesmo tempo# [uanto ao alimento e ' &e&ida. um "nico ar. quando o ingerimos# . ser a&sorvido totalmente por mim.(%! a parte que eu rece&o e outra. o quanto me 9 suficiente# Hgualmente tu. pelo contrário# inteiramente claro e certo# onvenho que tudo está d( Juanto ao sentido do tato '. eles diferem nisto* se &em que inspiremos um e outro. por9m. necessariamente será uma (p. ainda que um "nico em sua totalidade seCa a&sorvido por um e outro de nós. uma "nica palavra 9 ouvida inteiramente por mim e por ti ao mesmo tempo# N tal como acontece quanto a qualquer imagem visual# 5la 9 vis!vel tanto por mim quanto por ti. possuem algumas propriedades semelhantes 's que possuem os dois outros sentidos* o da vista e o da audi(ão# [uanto ao que se refere a nosso presente assunto. ao respirar. o quanto te conv9m# 5 quanto ao alimento. a tiQ ainda que nós dois sintamos um "nico odor ou sa&or# $onde se segue que esses dois sentidos. pelo nariz. nem por um órgão "nico que nos poderia pertencer em comum a cada um de nós# Mas o meu sentido pertence totalmente a mim e o teu.

uma diferen(a nisto* simultaneamente. por9m. 7espondeste com &astante tino# Mas deves ainda considerar o seguinte* como e)plicar que entre todos (p.(&! o&Cetos que nós sentimos. o que o paladar assimilou e transformou em sua própria carne não poderá de forma alguma ser devolvido para servir de alimento ' crian(a alguma# 2orque quando a &oca degusta com prazer algum alimento. o alimento e a &e&ida# 0enhuma das partes por mim a&sorvidas poderá s. isto 9. seria somente cada um em tempos diversos# Hsso porque em parte alguma onde tu tocas. apenas uma parte. aquilo que não podemos perce&er Cuntos. 9 unicamente o que se torna nosso. mas cada um toca%o em sua totalidade# E0. não podemos certamente um e outro tocar no mesmo o&Ceto por inteiro. de maneira que de minha parte não perce&o os teus. ao mesmo. entretanto. apenas em partes distintas# [uanto ' minha parte. e de modo irrevers!vel# Hsso acontece conforme as e)ig. quanto ao tato. para o tato.%lo tam&9m por ti# om efeito. num só e mesmo tempo 9 que podemos um e outro ver e ouvir totalmente uma só e mesma coisa# Ao passo que. e há outro que sentimos cada um separadamenteO 5 por outro lado. mas cada um ' parte. com igual razão. nem tu os meus# Fma vez isso esta&elecido. o o&Ceto que eu tocar tu podes tam&9m o tocar S o mesmo e todo inteiroQ de modo que nós o tocamos am&os. há alguns que sentimos ao mesmo tempo que outros. a não ser que tenhas retirado o teu# IL (. a tal ponto que podemos convert. 85. eu posso aplicar o meu tato. conv9m que advirtas ainda outro fato* entre as coisas que perce&emos pelos sentidos e)ternos. onfesso que so& esse aspecto o sentido do tato tem muita semelhan(a com os dois outros sentidos precedentes* o da vista e o da audi(ão# PeCo. como cada um de nós perce&e sozinho os seus. e não cada um. quanto a nossos sentidos. depois de os alimentos terem sido mastigados e dados a outros# 5 pode%se dizer.%lo e transformá%lo em nossa própria su&stBncia# 5stá nesse caso. ainda que seCa verdade que as amas tenham mastigado os alimentos antes de os servirem 's crian(as. não teria sa&or algum na &oca.2elo contrário. por m!nima que seCa. eles mesmos. ela reserva para si uma parte. isto 9.ncias da natureza do corpo# /e assim não fosse. quanto 's partes do ar que inspiramos pelas narinas# 2orque ainda que possas tam&9m inspirar alguma . entre os o&Cetos corpóreos. por e)emplo.

por e)emplo. seCa a mesma parte do que eu sinto# 3ais são. um depois do outro. pois. a luz. mas sem entretanto os mudar em nossa su&stBncia corporal. 2ortanto. claro que os o&Cetos perce&idos por nossos sentidos corporais. ou ao mesmo tempo. para que possas. rece&. por tua vez. porque não são convertidos nem transformados em algo próprio nosso. ompreendo# 85. e assim somente cada um perce&e em si mesmo. E0. ficam. 9 preciso entender como coisas comum e de ordem p"&lica o que. e por assim dizer. oncordo perfeitamente# 85. e que não pode ser devolvido# om efeito. eu e tu. alterando%os. sem nenhuma altera(ão nem mudan(a.por(ão do ar que eu e)pirei. ao respirar# 5 não posso devolver o mesmo ar e)pirando. de modo que podes tam&9m sentir seCa a totalidade do o&Ceto. estranhos ' natureza de nossos sentidos# 5 assim são eles um &em comum. 5stá. ou então alternadamente. como pertencente propriamente ' sua natureza# 5. entretanto. senti%los. aspirando por tuas narinas# ?p#:8@# [uanto. naquilo que 9 de nosso uso privativo# E0. sem entretanto alterá%los# E0. não poderás. o som ou os corpos que tocamos. nós podemos.%lo. por9m. Assim acontece# ?p#::@# . os m9dicos ensinam que nós tam&9m nos alimentamos. sem entretanto os transformarmos. aos outros o&Cetos sens!veis que perce&emos. inspirar tam&9m aquilo que foi convertido em algo que me 9 próprio. 9 preciso entender como sendo coisa própria e de ordem privada o que pertence a cada um de nós em particular. 9 perce&ido por todos# I. por sua vez.

=. com sua própria razão e esp!rito# Alguma coisa vis!vel a todos e que estando. J 1/Hão 2). seCa ela vista ou não# 5m tua opinião. ningu9m a transforma nem a converte em si mesmo. e dize%me. esfor(am%se para adquiri%la# Fns conseguem%no mais facilmente. (p. ))! afunda tanto mais no erro quanto menos consegue v. cada um. 3ei.-/. ela não fica desvirtuada# 2ermanece em toda sua verdade e integridade# Apenas a pessoa que se engana. entretanto não sofre altera(ão pelo uso dos que dela se servem ' vontade. GN2e1o. como se fosse alimento# 5 caso algu9m se engane a seu respeito.ncia. ' disposi(ão geral. e ./5TF0$A 2A735 ?8. outros mais dificilmenteQ outros ainda não o conseguem de modo algum# 3odavia.-pe1io1e. 85. de tal forma que aqueles que fazem cálculos. ela mostra%se igualmente a todos os que são capazes de captá%la# 5 quando algu9m a perce&e.38@ A INTUIÇÃO DE DEUS 9 A*I. Ao contrário# 5u veCo muitas coisas dessa natureza# Jasta lem&rar a razão e a verdade dos n"meros# Apresentam%se elas a todos os que raciocinam. se há alguma coisa que possa ser o&Ceto comum da visão a todos os seres capazes de raciocinar# 3odavia que a veCa. oragemR Atende agora. 9 . o que não acontece com o alimento e a &e&ida# Mas que permanecem inalteráveis em sua integridade.IL%.%la perfeitamente# II .A DA RA:ÃO ap!tulo 8 O. cada um &aseado em sua própria razão e intelig. talvez nada e)ista com tais propriedadesO E0.

mas para sempre# 5 que nunca. sei com certeza que sete mais tr. então denomina%se dez# e assim todo n"mero. de modo algum. ao contrário. 85. mas por efeito das coisas sens!veis perce&idas. como o c9u. 9 denominado pelo n"mero de vezes que cont9m a unidade# . $e modo algum penso dessa maneira# 2ois se 9 pelos sentidos que perce&o os n"meros.s são dez# e isso não somente agora. 0ada tenho a o&Cetar ás tuas respostas tão cheias de verdade e de certeza# Mas verás igualmente que os próprios n"meros não são perce&idos por meio dos sentidos corporais# 5 isso. por ser um corpo.s cessaram no passado e não cessarão no futuro de ser dez# 3al 9. ao menos uma ' direita e outra ' esquerda. sem falar de todos os corpos. como disse. se te fosse dito que esses n"meros estão impressos em nosso esp!rito. sete mais tr. um corp"sculo. ) ! /e tr. não se segue que tam&9m possa perce&er por esses mesmos sentidos a lei da divisão e da audi(ão dos ditos n"meros# N pela luz de meu esp!rito que corrigirei o indiv!duo. 85. que 9. com facilidade. seCa ele quem for. por menor que seCa possui. que numa adi(ão ou su&tra(ão me apresentar um resultado err8neo# $o mesmo modo. quando consideramos que qualquer n"mero rece&e sua designa(ão de n"mero em virtude das vezes que cont9m a unidade# 2or e)emplo. não 9 constitu!do pela unidade. sem e)ce(ão. se cont9m duas vezes a unidade 9 chamado dois# (p. /em d"vida.s# 5 caso possua dez vezes a unidade. do menor e dos menos distintos. o que responderiasO .u acaso 9s tam&9m desse parecerO E0. uma parte superior e outra inferior. sou&este encontrar pronta resposta# 5ntretanto. seCa ele qual for. esta terra e os diversos corpos que aqui se encontram. todo aquele que reflete so&re a verdadeira no(ão da unidade constata que ela não pode ser captada pelos sentidos corporais# 2orque todo o&Ceto atingido por um de nossos sentidos. sem d"vida. mas sim pela pluralidade que o forma# om efeito. como homem &em informado nessa mat9ria. isso 9 &em e)ato# PeCo que. uma anterior . possu!da em comum por mim e por qualquer ser dotado de razão# I3 22. pó a! mesmo. sendo.2 . possui in"meras partes# Assim. por e)emplo. pois uma verdade inalterável dos n"meros. eu ignoro a sua dura(ão futura# Mas. portanto como imagens dos o&Cetos vis!veis. de tudo o que perce&o pelos sentidos corporais.ra. chama%se tr.s vezes. não em virtude de alguma propriedade de sua natureza.

que não e)iste um corpo uno. e esse n"mero comparado ao precedente 9 o seu do&ro# ontudo. o que não e)iste de forma alguma# /a&endo. mas sim o tr. nos quais a unidade pura e verdadeira está ausente. quando procuro a unidade num corpo e que estou certo de não a encontrar. a metade dessas duas metades. por e)emplo.ncia# 2orque não há nenhum que e)ista a não ser por quantas vezes cont9m a unidade# . )2! deles o n"mero. essa percep(ão escapa aos sentidos corporais# 3omemos. senão quando as distinguimos pelo conceito da mesma unidade# om efeito. que 9 o do&ro de dois# 5 essa rela(ão . nem poderia encontrar# . cada uma delas possui ainda a sua metade# 5ssas duas partes estão no corpo. por meio do qual se chega ao quatro. sem serem elas mesmas simplesmente duas partes indivis!veis# Ao contrário. como Cá o provamos# 2or outro lado.ra. pois que eles me informam unicamente so&re os corpos.u melhor dito. e)tremidades e uma parte do meio# $evemos admitir que todas essas partes encontram%se na e)igüidade da menor massa corpórea que seCa# N porque não podemos admitir que corpo algum seCa pura e realmente uma unidade# /e &em que não se possa contar nele tal infinidade de partes. sua metade. por9m. 85. onde conhe(o a unidade. Al9m do mais. ou uma outra fra(ão por ser simples e realmente um ?uno e "nico@# I= 8 )onstante ordem dos nKmeros 2". porque possui duas vezes o que 9 simplesmente um. v. ou um ter(o. o do&ro de dois não vem logo depois dele.s. seguindo a s9rie dos n"meros. pois.e outra posterior. vemos que depois de um vem o dois. tampouco perce&emos por meio (p. o n"mero denominado dois. por certo nunca será por meio dos sentidos corporais. incapaz de ter ele mesmo uma metade. eu sei entretanto o que seCa a unidade# 2orque se ignorasse não poderia contar no corpo essa pluralidade e diversidade de partes# 5m todo lugar. que 9 precisamente o um puro e simples. se nós não perce&emos a unidade pelos sentidos corporais. por certo eu sei o que a! procurava e que não encontraria. pelo menos nenhum daqueles n"meros que nós intu!mos pela intelig.

85. a não ser por uma luz interior. que 9 o do&ro dele# 2orque vem primeiramente o cinco. isto 9. o primeiro a seguir 9 o que realizará o seu duplo. depois do primeiro de todos os n"meros e prescindindo deste. que 9 o do&ro de tr. será o terceiro n"mero que realizará o do&ro# 2orque depois de tr. depois do dois. depois do quatro e prescindindo deste. e em (p.s e. depois de um. em segundo lugar o seis e em terceiro o sete e só em quarto. por serem eles inumeráveis# 5 como sa&emos ser essa rela(ão a mesma para todos elesO 2or meio de que imagina(ão ou em que imagem essa verdade tão certa S a da s9rie indefinida dos n"meros S mostra%se a nós com tanta constBncia em casos inumeráveis.s vem primeiramente o quatro. todos aqueles que raciocinam e a quem $eus concedeu o esp!rito. isto 9. o oito. o quarto n"mero. imediatamente após esse segundo n"mero e este descontado. pessoa alguma.s# 5 do mesmo modo. por nenhum de seus sentidos corporais. ignorada pelos sentidos corporaisO I6 8 lei dos nKmeros é uni0ersal e a)essí0el a todos os que ra)io)inam 2#. com o um e o dois. a totalidade o&tida 9 o seu do&ro# 2ois &em. do tr. isto 9. 2or essas provas e muitas outras semelhantes.estende%se a toda s9rie dos outros n"meros conforme uma lei a&solutamente certa e imutável# $e maneira que. e só em terceiro lugar o seis. )"! seguida o cinco. essa lei da qual constatamos a imuta&ilidade. mas igualmente a quem a teimosia não envolveu nas trevas. só será o segundo n"mero que realizará o seu do&ro# 2orque depois de dois vem primeiramente o n"mero tr. que 9 o do&ro de dois# $epois do terceiro n"mero. pois. a sa&er* acrescentando a um n"mero qualquer a s9rie de unidades que ele conta. são for(ados a reconhecer que a lei e a verdade dos n"meros escapam ao dom!nio dos sentidos corporais. o dois# 2or sua vez. e que . que vemos cumprida em toda s9rie de n"meros S por meio de qual faculdade e de onde temos seu conhecimentoO I> om efeito. sendo este descontado. que 9 o do&ro do quatro# Assim. a esta&ilidade e a inaltera&ilidade.s e só em segundo lugar o quatro. vai acontecer com todos os outros o que foi verificado com o primeiro par de n"meros. pode a&ra(ar o conhecimento de todos os n"meros.

não 9 em vão que os nossos Eivros /antos uniram intimamente o n"mero á sa&edoria. por algum motivo que eu te permiti com &oa vontade. oferecendo%se universalmente aos olhos de todos aqueles que são capazes de racioc!nio# I1 N certo que muitas outras verdades podem ser encontradas. 85. de a&ordares principalmente estas leis e esta verdade dos n"meros# 2ois. dei)am%nas invioláveis e imutáveis# Doi. de . quando ao responderes 'quela minha questão ?HH. pois.I6@# I8 ap!tulo : . igualmente. cr. quanto mais uma pessoa participa.I./GiEe.0/çLe. p"&lica e (p.?5clo 1. mais torna%se sá&iaO E0. que se apresentam. de fato.essas leis são invariáveis e puras. pe(o que me digas o que te parece precisarmos pensar a respeito da sa&edoria# Aulgas que cada um dos homens sá&ios possui uma sa&edoria particularO .@. Mas ainda não sei de que sa&edoria queres falarO 2ois veCo os homens opinarem de modo diferente so&re o que seCa agir ou falar com sa&edoria# 2or e)emplo* % Aqueles que a&ra(am o servi(o militar cr. por assim dizer. então. ao qual.em estar agindo de maneira sá&ia# . o meu próprio cora(ão para conhecer. como um &em comum. e não com os sentidos corporais.8. ao escreverem* +5)plorei./?edo1i/ G/0-1/3 2$. 3odavia.u. e)aminar e escrutar a sa&edoria e o n"mero.s que haCa uma "nica sa&edoria ' disposi(ão de todos. )#! universalmente a todos os que refletem# 5 cada um em seu esp!rito e sua razão.

será a sa&edoria outra coisas a não ser a verdade. os que menosprezam esse estado e empenham%se a tra&alhar na agricultura. antes de sa&er não só pela f9. cr.em por a! serem sá&ios# % 5m contradi(ão. tornando%se "teis aos homens e consagrando%se ' ocupa(ão de governar e organizar com Custi(a as tarefas humanas# 5sses tam&9m consideram%se como sá&ios# % Dinalmente. aplicam todos os seus esfor(os na &usca da verdade a fim de adquirir o conhecimento de $eus e de sim mesmos e Culgam que tal seCa a grande fun(ão da sa&edoria# % 5 por sua vez. Acaso.ncia essa ocupa(ão. na qual se contempla e se possui o sumo Jem. omitido aquelas inumeráveis agremia(Mes das quais não e)iste nenhuma que. ser%me%á imposs!vel responder ' tua questão. não pretenda que só elas possuem o t!tulo de sá&ios# $esse modo. e)istem aqueles que se recusam a entregar%se ao lazer da &usca da contempla(ão da verdade. os que. vivendo em parte na &usca da contempla(ão da verdade e em parte nas tarefas do servi(o que Culgam dever ' sociedade humana# 2ensam eles levar a palma da sa&edoria# Hsso. )$!# % 2or outro lado. mas conforme ao que admitimos com compreensão clara. como se trata agora entre nós de responder não conforme ao que cremos. desprezando ou repelindo todas essas coisas e qualquer esp9cie de &ens temporais. ela mesmaO 3L Sabedoria A 7em supremo e erdadeiro beati1i)ante 2%. 3. louvam de prefer. há aqueles que fazem uma coisa e outra. atri&uindo%a ' sa&edoria# (p. 85.% Ao contrário. mas tam&9m pela luz da razão* em que consiste a sa&edoria. aqueles que são há&eis em cogitar meios de se enriquecer. para dedicarem%se antes a cuidados e ocupa(Mes &em penosas. em tua opinião. ao qual todos . pondo seus seguidores acima de todos.

nós temos impressa em nossa mente a no(ão da sa&edoria# 33 5m virtude da qual cada um de nós. 9 imposs!vel o erro. porque tanto mais afasta%se da verdade. conseqüentemente. em que todos os homens deseCam a vida feliz.m do &em# . ou deseCar apenas o que devia deseCar# 0a medida. que sa&emos com firmeza. no caso de algu9m não ter deseCo algum. nessa mesma medida erra# om efeito. todos aqueles de quem aca&as de citar as opiniMes divergentes. menos ela 9 sa&ia. ao ser questionado se quer ser sá&io. )%! d"vida alguma# om efeito. sem (p. uma vez alcan(ando o sumo Jem. com efeito. cuCa contempla(ão e posse encontram%se nessa verdade que denominamos sa&edoria# $esse modo. pois. visto ser por ela. cada um torna%se feliz. na qual se contempla e se possui o Jem supremo# . há erro quando seguimos um caminho que não pode nos conduzir aonde pretendemos chegar# 5 quanto mais uma pessoa erra no caminho da vida.ra. responde sem som&ra de hesita(ão que o quer# (p. )&!# Sabedoria A bem )omum e supremo de todos . mesmo quando declara e proclama não querer senão chegar at9 ' &eatitude. deseCam o &em e fogem do mal# Mas a razão da diverg. na &usca da sa&edoria.ra. sem nenhuma hesita(ão afirmamos que queremos ser felizes# Assim tam&9m. 9 tam&9m certo que queremos possuir a sa&edoria# 2ois ningu9m 9 feliz sem a posse do sumo Jem. deseCa aquilo que não deveria deseCar.deseCamos chegar. não dei)a de estar no erro S ainda que não deseCasse a não ser o que lhe parecia como &em# 2elo contrário. quem quer que. antes de sermos sá&ios. como 9 certo que todos queremos ser felizes. não erram# Mas na medida em que algu9m a&andona o caminho da vida que leva ' &eatitude. o que sem contesta(ão todos nós queremos# 3I 2ortanto.ncia de seus sentimentos encontra%se nas diversas acep(Mes que t. assim como antes de sermos felizes possu!mos impressa em nossa mente a no(ão da felicidade.

seCa ele qual for. que e)istem tantas sa&edorias quanto se possa contar de sá&ios. a profundidade dos vales# Aquele outro. como um &em comum para todos os que gozam do uso da razão# . /im. eu o penso# 0essas condi(Mes.m e escolhem nela serem m"ltiplosO /e cr. nem tu da minha# E0. quisera que me dissesses agora se 9s da opinião que a sa&edoria oferece%se. alguma d"vida de que o Jem supremo. quisera que ningu9m tivesse d"vida so&re o Jem supremo. Mas tens. cada um escolhe a seu gosto# 2or e)emplo. deverá seguir%se da! que a própria sa&edoria não seCa a "nica e comum a todos. re"ne todas essas &elezas ou algumas delas simultaneamente. como se essas fossem o seu Jem supremo# 85. /e o Jem supremo 9 "nico e o mesmo para todos. 85. a sa&edoria# 85. suponhamos que haCa. tantos &ens supremos quantos os o&Cetos distintos procurados por pessoas diversas. )'! duvidar de que a luz do sol seCa "nica. estamos de acordo so&re a natureza da sa&edoria# 3alvez as tuas palavras não puderam e)primir essa defini(ão. com efeito. para a alegria de sua vista# . Eogo. mas se teu esp!rito não o tivesse perce&ido de algum modo. finalmente. e que tens a o&riga(ão de o querer S o que não negarás.2&. o verde das florestas# . ignorarias totalmente que queres ser sá&io.utro prefere a regularidade da plan!cie# 5ste. 0a verdade.s isso. pelo fato de os o&Cetos vistos por ela serem m"ltiplos e diversos# 5 entre essa multiplicidade de seres. 9 preciso tam&9m que a verdade o seCa# 2ois 9 nela que 9 visto e adquirido esse &em. porque veCo umas pessoas pondo o seu deleite em coisas muito diversas. como sendo o seu &em supremo# 3alvez. isto 9. porque há tantas intelig. podes tam&9m (p. a mo&ilidade da superf!cie do mar# 5 outro. venha a ser o mesmo para todos os homensO E0. seCa ele qual for. aquilo que algu9m deseCar pelo sentido da vista# Fm olha com agrado a altura de um monte.utro. e goza desse espetáculo# . para ser feliz# Mas essa 9 uma grande questão que talvez e)iCa outra longa e)posi(ão# 2ortanto.u então. ela tam&9m tal as leis e a verdade dos n"meros. assim como ningu9m tem so&re a necessidade de se possuir esse Jem supremo. acaso. tenho certas d"vidas.ncias humanas quantos homens S o que faz com que nada possa eu ver da tua mente. pelo fato de os &ens que os homens v.

N &em assim# (p.s .$essa maneira. que te pareceO [uando afirmamos com seguran(a que e)iste a sa&edoria e que e)istem homens sá&ios. 2ois &emR . /a&emos.s o pensamento que tens. o qual eu ignoro totalmente.u então. apesar da diversidade e multiplicidade dos &ens# Mas quisera sa&er se assim 9 de fato# 2ois admitir a possi&ilidade de alguma coisa ser. entre os quais escolhem para deleite de sua contempla(ão S não há.m essas verdadesO 2ois não ousarias duvidar de que sa&es isso e que 9 essa de fato a verdadeO 3> . e para fazer dele o seu real e verdadeiro Jem supremo.em ' luz do sol. a não ser que tu mo comuniquesO . como cada um possui a sua alma e a sua intelig.L *e10eH/. mas não sa&emos ainda se ela 9 "nica e comum a todos. por agora./?edo1i/ 2'. 3ei. ou se cada um dos sá&ios possui a sua sa&edoria própria. não o&stante. 9 &em poss!vel que a luz mesma da sa&edoria. mediante a qual se pode contemplar e possuir esses &ens. pois. 85. oncordo que seCa poss!vel. tu as v. entretanto.ra. que e)iste a sa&edoria. assim como S apesar da diversidade e multiplicidade dos o&Cetos que os homens v.ncia própria# E0. tu não as v.s como v. )(!# ap!tulo . e nada impede que haCa sa&edoria "nica e comum a todos. não constitui que ela o seCa na realidade# 85. d/ . i2-0I6ei. de onde v. d/. seCa ela mesma "nica e comum para todos os sá&ios# 3= E0. contemplando%o e possuindo%o. na qual o olhar atento de cada um desco&re e a&ra(a como o&Ceto de seu especial deleite# $o mesmo modo. de certa maneira. e que todos queremos ser felizes. senão uma só e mesma luz. apesar da multiplicidade e diversidade dos &ens entre os quais cada um escolhe o que prefere para dele gozar.

em&ora tu não o comuniques a ti# E0. JemR 5 se for dito* o que não 9 corrompido. 2oder!amos. que devemos aplicar%nos ao estudo da sa&edoria. cada um por sua própria intelig. 5ntão. )! que lhe 9 devido# 0ão concordarás que tudo isso 9 muito verdadeiro e apresenta%se universalmente ' minha disposi(ão como ' tua. 0ão duvido de que tu tam&9m possas ver tais verdades.ncia.ncia e não pela minha ou a tua. e a todos aqueles que o consideraremO E0. mesmo que eu não as queira comunicar a ti# 85. al9m disso. uma verdade "nica que am&os vemos. 5 se for dito. e concordarás que a! está tam&9m uma verdadeO E0. suponho eu. igualmente* 9 preciso viver conforme a Custi(a. negar que essa verdade seCa uma e ao mesmo tempo comum. finalmente. não o&stante. [uem o poderiaO . su&ordinar as coisas menos &oas 's melhoresQ comparar entre si as semelhantesQ e dar a cada um o (p. $isso não duvido de forma alguma# 85. o !ntegro 9 melhor do que o corrompidoQ o eterno vale mais do que o temporalQ o ser inviolado mais do que aquele suCeito ' viola(ão# 2oderás negar issoO E0. $e modo algum podemos negar isso# 85. 5stou de acordo# 85. aos olhos de todos aqueles que a perce&em. cada um a perce&er pela própria intelig. isto 9. ou de quem quer que seCaO 2ois. o o&Ceto dessa percep(ão apresenta%se universalmente ' disposi(ão de quantos a contemplem# E0. 5videntemente# 85. não será ela algo de comum a nós doisO E0. $o mesmo modo não negarás.compreendendo que eu tam&9m possa v.%las.

cada um pode apropriar%se. pertencem ' sa&edoria# 2ois Culgarás. que todo homem tendo alcan(ado a sa&edoria 9 sá&ioO E0. que essas má)imas são verdadeiras e imutáveis.85. Hsso 9 muito e)ato# 85.% lo se não visse quais são as coisas inferiores a serem su&ordinadas 's superioresQ e quais as iguais a serem postas no mesmo planoQ e quais as coisas particulares que devem ser evolvidas a cada umO . Eogo. $o mesmo modo. cada um por meio de sua própria intelig. urge amar. ainda.ncia e razão# Mas eu te pediria. se essa regra e luzeiro das virtudes. seCa isolada. 5 que dizerO Aquele que vive conforme ' Custi(a. seCa conCuntamente.ncias capazes de a perce&erO E0. como não compreender que ela seCa imutável. não a corrup(ão. visto serem. penso eu. como um o&Ceto comum de compreensão a (p. dizendo serem só suas. "nicas e comuns a todos. [uem o duvidariaO 2(. conforme teu Culgamento. Assim me pareces de fato# 85. mas a integridade# [uem o negaráO 5 uma vez admitida a e)ist. e possa ser entendida por todas as intelig. 0ingu9m poderia. Aá não procurarei e)emplos desse g. poderia faz. 5 se for dito* uma vida que adversidade alguma desvia do caminho certo e honesto 9 melhor do que outra vida facilmente dividida e sacudida pelas prova(Mes temporais# 2oderá algu9m duvidar disso# 36 E0. essas verdades. quando elas se apresentam de maneira imutável ' contempla(ão de todos aqueles que as podem considerarO E0.ncia dessa verdade. ! todos aqueles que as podem perce&er. igualmente. 85. declarar essas verdades serem de sua propriedade particular. 9 preciso afastar sua alma da corrup(ão e a dirigir para a pureza. prestando%se. isto 9.nero# Jasta que reconhe(as comigo e que me concedas como algo muito certo que essas verdades são como regras e esp9cie de luminares das virtudesQ 31 e ainda. sem erro. enquanto verdadeiras# 85.

2! ' sa&edoria# om efeito. Fma pessoa sem a sa&edoria não sa&eria agir assim# 85. das quais. nem por amea(as afasta%se do fim escolhido. 9 manifesto que tudo o que chamamos de regras e luminares das virtudes pertencem (p. contempla% as como sá&ioO E0. 0ão o nego# 85. 2or conseguinte. e para o qual dirige%se sa&iamente.nciaO 0ão escolhe ele a incorrupti&ilidade. tanto mais vive com sa&edoria# . sem d"vida alguma# 85. e te pareceram verdadeiras e . quando uma pessoa escolhe para dirigir o seu esp!rito aquelas coisas na opinião de todos devem escolhidas. que uma pessoa que v. Assim. aquele que nem por medo. N &em assim# 85. $essa maneira. age ele.ra. N claro# 85. quanto verdadeiras e imutáveis são aquelas leis dos n"meros. 0ão o negarei de modo algum# 85. sem d"vida. como dizias anteriormente. om efeito. quanto mais algu9m acomoda sua vida a elas e vive e age desse modo. 2or conseguinte. 2ortanto. pois. apresentam%se de modo imutável e universal a todos os que as consideramQ e tanto são igualmente verdadeiras e imutáveis as regras de sa&edoria# Algumas delas. /im. 9 indu&itável# 85. essas coisas. 5 o que dizer daquele que vive com prud. Culgando ser preciso preferi%la ' corrup(ãoO E0. nenhuma a(ão feita com sa&edoria pode%se dizer que esteCa desligada da sa&edoria# E0.E0. 9 indu&itável que está agindo com sa&edoriaO E0. uma pessoa ao dirigir seu esp!rito na dire(ão de quem escolhe sa&iamente. pois. pode%se negar que sua escolha seCa feita com sa&edoriaO E0. eu as su&meti especialmente ' tua aprecia(ão. com sa&edoriaO E0. 0egarás.

eu me sinto &em longe do mundo corpóreo# =L 5 se nessa região su&lime descu&ro alguma realidade. quando me aplico a pensar na sa&edoria. uma su&sistiria na outraO /erá que o n"mero procede da sa&edoria ou su&siste nelaO 3: om efeito. nesse caso.evidentes# oncordaste serem elas comuns a todas as intelig. A . procederia uma da outra ou. ainda. Cá que as próprias santas 5scrituras./?edo1i/ e o.u acaso. a fim de conseguir me e)primir# 5 falo de coisas que estão diante de nossos olhos como de costume# Acontece%me isso.nero. ou seCam eles designados de modo diferente. a sa&er. GN2e1o. a sa&edoria e o n"mero pertencem a um só e mesmo g. "!# 85. a sa&edoria parece%me um &em mais venerável do que o primeiro# (p. igualmente. re"nem%as num mesmo plano ao mencioná%las# 38 .. $izes algo que eu costumo estranhar# 2ois quando considero em mim a verdade imutável dos n"meros e. 0ão posso ter d"vidas acerca disso# Mas &em quisera sa&er se essas duas realidades. ou se conseguirmos encontrar qualquer outro nome mais conveniente para designar essa esp9cie de ha&ita(ão e sede dos n"meros. as moradas ou o santuário ou região su&lime onde ha&itam.-/ EoG0e G/ Ve1d/de i2-0I6e3 "). eG>oG01/2 . nada encontro que possa ser traduzido em palavras# aio então no cansa(o e volto aos o&Cetos que nos cercam. por outro lado. por assim dizer. se a sa&edoria procede do n"mero ou su&siste nela. conhecendo um grande n"mero de estudiosos de aritm9tica e calculadores.ncias capazes de as perce&er# ap!tulo . não sei como e)plicar o fato de. com toda aten(ão que posso e muito esfor(o# . na qual talvez me seCa poss!vel pensar. E0. eu não ousaria afirmá%lo# 0a verdade. conhecendo eu &em pouco sá&ios ou mesmo nenhum. como lem&raste. esses que sa&em perfeita e admiravelmente calcular e.

que +ela atinge com for(a de uma e)tremidade ' outra. estão mencionadas conCuntamente# 2ortanto. se nos dispusermos a voltar. denominaria Cá em sentido próprio a sa&edoria# Aá que uma e outra coisa pertencem a uma só e mesma sa&edoria# " . at9 mesmo aos menores e 'queles que se encontram no (p.@# 5sse poder pelo qual +ela designa talvez o n"mero# 5 aquele. como em seu trono. e a am&as atri&uem grande estima# 5m compara(ão a essa verdade. como lem&rei acima. por assim dizer. 85. são uma só e mesma realidade# 0ão o&stante. ao passo que a possi&ilidade de fazer contas 9 concedida at9 aos n9scios# N tam&9m porque os homens admiram a sa&edoria e apreciam menos os n"meros# Mas aqueles que são instru!dos e os verdadeiros estudiosos quanto mais se afastam das impurezas terrestres. tanto melhor contemplam na própria verdade o n"mero como a sa&edoria. em virtude do qual +ela dispMe tudo com suavidade-. e que neles vemos impressos n"meros. inferiores a nós. visto que essas duas realidades S a sa&edoria e o n"mero S pertencem ' verdade indu&itável. a mais secreta e certa# 5 acrescento ainda o testemunho das 5scrituras. mas somente 's almas racionais# N como se esta&elecesse nelas. para de lá dispor so&re todas as coisas. nos Eivros /agrados 9 dito tam&9m. não somente o ouro e a prata. onde essas duas coisas. e por isso serem de menor valia do que a sa&edoria# ontudo. e dispMe todas as coisas com suavidade?/& 8. as quais são certamente dotadas de n"meros# Assim como nós Culgamos facilmente os corpos como o&Cetos ordenados. at9 as mais !nfimas.. ela mesma# N por isso que &em poucas pessoas podem ser sá&ias.Dico assim muito perple)o. em dire(ão ao alto. incontestavelmente. Mas por que $eus deu o n"mero a todos os seres. $eus não deu a sa&edoria aos corpos. supomos que estes tam&9m esteCam a&ai)o de nós. ainda que esteCam no "ltimo lugar na escada dos seres# Ao contrário. muito de admiro de que o n"mero seCa tido como sem valor para a imensa multidão de homens. nem a todos os seres vivos. #! limite das coisasO 2ois os corpos tam&9m possuem seus n"meros. ao passo que a sa&edoria lhes seCa de muito apre(o# 2ois. mas todos os . desco&riremos que os mesmos n"meros ultrapassam as nossas mentes e permanecem imutáveis na verdade. so&re a sa&edoria.

e at9 a si mesmos. tam&9m se inundados pela luz dos n"meros# 3udo isso pode talvez ser o&scuro para ti. inerente ' sa&edoria. ao ouro. em qualquer caso 9 que a sa&edoria. como o n"mero. como os corpos. o que 9 evidente. como são as almas racionais# [uanto aos seres mais afastados. sem poderem ser separados um do outro. 9 verdadeira e imutavelmente verdadeira# =I ap!tulo . se 9 poss!vel ver uma mesma realidade so& nome duplo. adaptar alguma compara(ão de coisas vis!veis a algo invis!vel# . que são por assim dizer consu&stanciais. se os homens fazem pouco caso dos n"meros e apreciam a sa&edoria como muito preciosa# N precisamente porque 9 mais fácil para eles fazer contas do que ser sá&io# 0ão v. para a o&ten(ão dos quais os homens se disputam. &em poucos o possuem# [uanto ' sa&edoria. difunde%se tam&9m nos lugares mais distantes e espa(ados# $e igual maneira. entretanto.s que eles tam&9m estimam mais o ouro do que a luz de uma lBmpada. longe de mim considerá%la inferior. $! at9 um mendigo pode acender para si uma lBmpada. contudo. o poder da intelig. "2. ao passo que. 0ão te admires. olhos capazes de a contemplar# $o mesmo modo como no fogo perce&e%se a luz e o calor. são Culgados como vis# =. em compara(ão ao n"mero. visto que ela lhe 9 id. de modo adequado. se a própria sa&edoria vem do n"mero ou e)iste neleQ finalmente.outros &ens. 85.ncia. porque (p. inflama com seu calor os seres mais pró)imos a ela.I . o calor atinge somente os o&Cetos que se colocam perto dele# A luz. pois.&serva somente um ponto que aliás &astaria como conclusão para a questão em pauta# /erá ele evidente at9 para esp!ritos humildes como os nossos# /e não podemos sa&er claramente se o n"mero está contido na sa&edoria ou se procede delaQ ou ainda. em compara(ão da qual o ouro possui apenas um valor irris!velO $á%se assim mais apre(o a uma coisa &em inferior. pois não se pode. esses não são tão atingidos pelo calor da sa&edoria. por9m.ntica# 7equer.

>% .ncia de uma verdade imutável que cont9m em si todas as coisas mutáveis e verdadeiras# =3 5 não as (p. será . enquanto o&Cetos de percep(ão# Assim. nem de ningu9m# 2elo contrário. 2ortanto. tal como as cores e os sons.. não dirias so&re esses o&Cetos que nós perce&emos um e outro em comum. %! poderias considerar como sendo tua ou como e)clusivamente minha. apresenta%se ela e oferece%se universalmente a todos os que são capazes de contemplar realidades invariavelmente verdadeiras# N ela semelhante a uma luz admiravelmente secreta e p"&lica ao mesmo tempo# .A Ve1d/de i2-0I6e3 9 o p1Op1io De-. que eles constituam a natureza individual da mente de qualquer de nós# 2orque se os olhos de duas pessoas v. um o&Ceto. 85. onseqüentemente. penso eu. ao mesmo tempo. "". esses o&Cetos não pertencem ' natureza de nossos olhos ou ouvidos. mas nos são comuns. 0ada de mais claro e verdadeiro# $n1erioridade da mente diante da 0erdade: in)apaz de Lul5á-la e sus)eptí0el de )onstante mutabilidade "#. de nossas considera(Mes precedentes ?HH. tanto eu como tu# 5 contudo. poder%se%ia dizer que pertence como própria ' natureza particular de algu9mO 3u lem&ras.em Cuntos. nós os vemos ou entendemos conCuntamente. será imposs!vel esse o&Ceto ser identificado com os olhos desta ou daquela# /erá esse o&Ceto terceira coisa para a qual se dirigem os olhares de uma pessoa e outra# E0. cada um com sua própria mente. de modo algum poderias negar a e)ist. a respeito de algo que pertence assim universalmente a todos os que raciocinam e compreendem. esta verdade so&re a qual estamos falando há tanto tempo e a qual mesmo sendo uma só nos faz perce&er tantas coisas.:@ so&re os sentidos corporaisO == A respeito daqueles o&Cetos que perce&emos em comum pelos sentidos da vista ou do ouvido. 85.ra.

s são dez-. longe de se regulamentarem so&re ela. a respeito dos corpos 9 desse modo que Culgamos. não ganha nada quando a vemos mais claramente nem nada perde quando a vemos menos &em# 5la guarda sempre sua integridade e sua inaltera&ilidade# => Aqueles que matem seu olhar voltado para ela. tal (p. conforme a modalidade com que se apresenta nosso estado moral# 5 nós formamos esses Culgamentos de acordo com aquelas regras interiores da verdade que todos possu!mos em comum# 5 de modo algum ningu9m vem a Culgar essas mesmas regras# om efeito.ela. e ainda a respeito de muitas outras propriedades# /o&re nossa alma.ra. ou* +menos condescendente-. de modo algum. ou então* +sete e tr. ou* +compreende tanto quanto devia-# . no teu parecer. '! Cu!zos a respeito da verdade ela mesmaO om efeito. ningu9m diz* +isso deveria ser assim-# 2elo contrário. &! como nós Culgamos os corpos# 5 acontece isso porque estes são inferiores a mente humana# $izemos dos corpos muitas vezes não somente que são ou não assim. ela se tornaria mutável como elas são. cada um apenas constata ser assim# 0ingu9m corrige como se fosse algum censor. Cá que nosso entendimento. a medida conforme a qual a mente humana deve compreender 9 a medida mesma com que consegue aplicar%se e unir%se ' verdade imutável# . permanecendo a mesma em si mesma. sem que ningu9m possa proferir. mas registra com alegria como uma desco&erta# 2or outro lado. Culgariam a ela mesma. pois são iluminados# 5 ficam cegos os que se recusam olhar em sua dire(ão# 5 que dizer aindaO 0ão 9 tam&9m em conformidade com a verdade que emitimos Cu!zos so&re a nossa própria mente.u at9 inferiorO /e fosse inferior nossos Culgamentos. mais e)celente do que a nossa menteO Hgual a elaO . ao dizer* +este 9 menos &ranco do que deveria ser. dizemos* +ela 9 menos capaz do que deveria ser-. ou* +menos coraCosa-. menos# 5 por a! revela ser mutável# Ao passo que a verdade. que deviam ser ou não de tal modo# 5 igualmente so&re nossa alma sa&emos não apenas que ela possui tal ou tal maneira de ser. v. quando algu9m afirma* +as coisas eternas são superiores 's temporais-. (p. se a verdade fosse igual 's nossas mentes. 's vezes. de modo mais claroQ outras vezes. alegram%se.ou* +9 menos quadrado-. mas que talvez deveria possuir tal ou tal outro modo de ser# $e fato. afirmamos* +fulano compreende menos do que devia-.

5u te havia prometido. para refrescar a garganta ressequida pelo calor. 85. o&Cetos de seus ardentes deseCos. deleitam%se com os mais delicados perfumes# Mas e)iste algo mais perfumado. se te lem&ras. de haver de provar que e)iste uma realidade muito mais su&lime do que a nossa mente e nossa razão ?cf# HH.=@# 5i%la diante de ti* 9 a própria PerdadeR A&ra(a%a.u quando famintos. porque descansam em leito de rosas e flores variadas# . chegam at9 uma fonte a&undante e pura# . seCam os de suas amantes# 5 duvidar!amos nós de nossa felicidade.Assim. os homens dizem%se felizes quando a&ra(am &elos corpos. algo mais agradável do que o sopro da PerdadeO 5 duvidar!amos nós de nos dizer felizes quando a suspiramosO Muitos pMem a felicidade de sua vida em ouvir cantos de vozes humanas e o som de instrumentos musicais# /e lhes faltam tais prazeres. pois.u ainda. encontram para saciar a fome a refei(ão do meio%dia ou a da noite. nem igual a nossa mente. ouvimos a voz daqueles que se dizem felizes..3 EDo10/ção / /?1/ç/1 / Ve1d/de 9 EoG0e NGi>/ d/ Ee3i>id/de "$. quando a mesma Perdade sacia nossa sede e nossa fomeO Muitas vezes.?/l 36. seCam os de suas esposas. quando a&ra(amos a PerdadeO 2roclamam%se felizes os homens quando. se o podes# [ue ela seCa o teu gozoR +2Me tuas del!cias no /enhor e ele concederá o que teu cora(ão deseCaR. imutável e muito e)celente PerdadeO =1 2or certo. se a verdade não 9 nem inferior. segue%se que ela só pode ser superior e mais e)celente do que ela# =6 ap!tulo . (! felizes.6. . a&undante e esmerada# 5 negar!amos nós que somos (p.=@# 2ois o que deseCas senão ser felizO 5 haverá algu9m mais feliz do que aquele que goza da ina&alável.

por desgosto nem necessidade algumaQ sentem%se deveras felizes e deseCariam viver para sempre desse modo. com certeza racional.ncia mais vigorosa e forte. das estrelas. 85. venha ela do fogo da terra. da qual toda verdade rece&e sua luz# Aderindo a ela. 2)!# om efeito. depois de ter considerado. da luz ou do sol S não são afastados desse deleite. para seu gozo# . sem qualquer ru!do em nossa mente.ncia escolhem para si um só ou diversos deles.s homens cr.consideram%se infelizes# Mas caso lhes seCam devolvidos. eles como que esquecem tudo . um &om n"mero de verdades imutáveis.ra. trans&ordam de alegria# 5 nósO [uando certo sil. temer!amos p8r a felicidade de nossa vida na contempla(ão da luz da PerdadeO 8 erdade 0i0e na mente humana "%. fi)emos nela nossa mente para captarmos esse Jem e gozarmos dele# 2ois 9 feliz aquele que desfruta do sumo JemR (p. mais sadios e potentes# 5sses nada olham com maior prazer do que o próprio sol pelo qual são iluminados todos os outros o&Cetos# 5 9 Custamente nesses o&Cetos que os olhos dos mais fracos encontram o seu deleite# A mesma coisa acontece quanto a uma intelig. a fim de gozar de tais prazeres# 5 nós. em vez de gozarmos desta tão presente e segura em nósO . com o &rilho das pedras preciosas ou de outros o&Cetos coloridos ou com o esplendor e encanto da própria lua destinada a iluminar nossos olhos corporais.ncio eloqüente e harmonioso da Perdade penetra. conforme o grau de sua intelig. por assim dizer.em%se felizes quando S deleitados com o &rilho do ouro ou da prata. entre os quais os homens. essa verdade cont. e Cá que essa Perdade 9 a /a&edoria. Cá que 9 na verdade que conhecemos e possu!mos o Jem supremo.m em si todos os &ens verdadeiros. Muito pelo contrário. há homens que ' luz do sol fi)am com agrado seus olhos so&re certo o&Ceto para o contemplar com deleite# 3alvez haCa entre esses homens alguns cuCos olhos seCam mais vigorosos. haver!amos de procurar outra vida feliz. seu olhar dirige%se para a Perdade mesma.

isto 9. todos a ret.0ãoR 3odos lhe estão estreitamente unidos. que se pode entender por ficar separado da verdade e da sa&edoria será o amor dos &ens inferiores# Aliás.#3I@# =: om efeito. da condi(ão de pecado# 2ois a própria Perdade que se fez homem. ningu9m pode viver com seguran(a no meio de &ens que pode vir a perder contra a sua vontade# A verdade e a sa&edoria ningu9m as pode perder contra a própria vontade# 2ois ningu9m pode ficar separado delas por distBncias de lugar# . gozando nela só. 85. conversando com os homens.ferece%se em alimento a todos sem ter de se repartir em diversas partes# 3u nada &e&es dela sem que eu não possa tam&9m &e&er# 2ois nada que dela rece&es torna%se tua propriedade e)clusiva# 2elo contrário. ningu9m quer alguma coisa sem de fato o querer# Eogo.m ao mesmo tempo# . meus disc!pulos e conhecereis a verdade e a verdade vos li&ertará.mais. o que dela rece&es permanece tam&9m para mim em toda sua integridade# . e ao mesmo tempo de todas as outras coisas# 2ois tudo o que agrada nas verdades particulares ira evidentemente o seu encanto da própria Perdade# =8 ap!tulo . 2 !# . disse 'queles que nela acreditavam* +/e permanecerdes na minha palavra sereis. o qual nos li&erta da morte.3.= A Ve1d/de 9 EoG0e de 3i?e1d/de e .e7-1/Gç/ "&. em verdade. nossa alma de nada goza com li&erdade se não o gozar com seguran(a# (p. nós possu!mos na verdade um &em do qual todos podemos gozar igualmente e em comum# 0esse gozo não e)iste estreiteza alguma.ra. nem defeito nenhum# A qualquer inveCa# 5la dá%se a todos do mesmo modo e permanece pura em rela(ão a cada um# 0unca algu9m virá a dizer a outro que está Cunto da verdade* +7etira%te para que eu possa tam&9m me apro)imar dela# Afasta teus &ra(os. para que eu tam&9m a a&raceR. que dela .?Ao 8. 5is que consiste a nossa li&erdade* estarmos su&metidos a essa Perdade# N ela o nosso $eus mesmo.

onseqüentemente. se um cantor pudesse ter uma voz muit!ssimo melodiosa. e muitas são as dificuldades que podem nos impedir a possi&ilidade de gozar delas# 7ealmente. e prolongar indefinidamente. mas simultaneamente ela 9 toda inteira e comum a todos# >L 8 trans)end9n)ia da erdade "'. não haveriam de perce&er senão sons esparsos# $o mesmo modo.inspiras não espero que o tenhas e)alado para que venha a inspirar por minha vez# 2ois nada da verdade torna%se propriedade de um só ou apenas de alguns. 85. cada palavra. da melodia ouvida não poderiam reter nada que pudessem conservar consigo# 2elo contrário. outra só depois# $o mesmo modo. do gosto e do olfato do que com os o&Cetos atingidos pelos sentidos do ouvido e da vista# 2ois toda palavra escutada 9 ouvida ao (p. uma pessoa quanto outra. esta verdade possui menos analogia com os o&Cetos dos sentidos do tato. sem d"vida. 22! mesmo tempo totalmente por todos e cada um# 5 assim tam&9m. muitos outros o&stáculos nos fariam perder o prazer de o contemplar. seCa qual for. muito imperfeitas# $e fato. quanto aos o&Cetos postos diante dos olhos# 3anto v. ao mesmo tempo# Mas essas semelhan(as ainda. a fim de cada um poder ficar mais perto do dito cantor# Mesmo assim. os amantes do canto apressar%se% iam á porfia para escutá%lo# 5mpurrar%se%iam mutuamente e disputariam os lugares# Hsso tanto mais quanto mais numerosos fossem. devido 's nuvens# Al9m do mais. e se o pud9ssemos fazer sem interrup(ão. toda imagem visual ocupa certo campo no espa(o e não 9 vista totalmente em toda parte# Al9m do mais. mas tam&9m poderia ficar oculto ' nossa vista. não soa inteiramente ao mesmo tempo# 5la estende%se no espa(o por intervalos e prolonga%se no tempo# Fma de suas partes soa primeiro. todas essas coisas podem nos ser arre&atadas sem que o queiramos. se quis9ssemos contemplar o sol. contra nossa vontade# . ele não só nos dei)aria no momento do poente.

nem a multidão de ouvintes amontoados (p. aquela &eleza da Perdade e da /a&edoria. por9m. 2#!# . 3orna melhores todos os que a contemplam e ningu9m 9 seu Cuiz. ela está sempre pró)ima e para todos dura eternamente# 0ão está em lugar nenhum e apesar disso nunca está ausente de parte alguma# Adverte%nos do e)terior e ensina%nos interiormente# >. separadamente. mas sem ela ningu9m pode ser Culgado com retidão# A verdade 9. e o do canto para os meus ouvidos. cada uma de nossas mentes e as faz Cu!zes das outras coisas todas# Aamais.5nfim. enquanto persistir a vontade de gozar de modo perseverante. 2"! em sua volta e)clui os rec9m%chegados# 3ampouco o tempo lhe pMe um fim. sendo essas coisas comuns a mim e aos animaisO 2elo contrário. pois. em qualquer parte do mundo# 2ara todos. nem ela muda de lugar para lugar# A noite não a interrompe# 0em as trevas a podem esconder# 5 ela não está su&ordinada aos sentidos corporais# 5stá perto de todos aqueles que a amam e voltam%se para ela. o que retiraria eu de glorioso de tudo isso. ainda que eu tivesse sempre presente o encanto da luz para minha vista. a mente 9 Cuiz em rela(ão á Perdade transcendente# (p. sem contesta(ão superior e mais e)celente do que nós. porque ela 9 uma e ao mesmo tempo torna sá&ia.

ou seCa.>. 85. e)isteR 5le 9 a realidade (p. como sendo uma verdade cert!ssima. fazer tal demonstra(ão# 2ois se houvesse alguma realidade mais e)celente. recorda aquilo em que cremos conforme o ensino sagrado de risto. não poderias negar que $eus e)iste# 5 precisamente era esta a questão que nós nos t!nhamos proposto de&ater e discutir# >I Agora. imediatamente. DE DEUS ap!tulo . ?5vódio@. mas que nós chegamos a ela. essa precisamente seria $eus# 5 se não houvesse nada mais e)celente do que ela.0eR "(. E PERQEITO VE. mas somente guardarmos esse ensino com f9 ina&alável# $eus.> *oG>3-. que me &astaria. no momento.357 5H7A 2A735 ?. reconhecerias ser $eus essa realidade# Mas só no caso de nada e)istir acima dessa realidade# 5 ao aceitar essa concessão. pois. todavia.3:%IL. pela razão. .>=@ TUDO O MUE + BO. a respeito desse ponto. então. se em vista disso estás perple)o.ão de 0od/ / /17-2eG0/ção /G0e1io1A De-. acima de tudo# 5 eu Culgo que essa verdade não somente 9 o&Ceto ina&alável de nossa f9. eDi. tu admitiste que se te eu demonstrasse a e)ist. pelo conhecimento# >3 Mas &asta% nos isso para podermos e)plicar os outros aspectos de nosso assunto# A não ser que tenhas alguma o&Ce(ão a opor a essas conclusMesO . com efeito.ra.ncia de uma realidade superior ' nossa mente. ainda que sua visão não nos seCa muito profunda. disse eu. 2$! verdadeira e suma. essa mesma verdade seria $eus# 5m am&os os casos. que e)iste o 2ai da /a&edoria# Eem&ra%te desta outra doutrina pertencente tam&9m ' nossa f9* que a /a&edoria gerada pelo 2ai eterno lhe 9 perfeitamente igual# N porque nada há mais a discutir.

quando não 9 Custo. proclamando%as cert!ssimas# 5)clamo. com minha voz interior. sá&ios e felizes ou estamos ainda a caminho desse estado a ser atingidoO E0. desde agora. 2%! imprudenteO 5 quem não 9 temperante 9 intemperanteO 2ode%se duvidar de alguma dessas afirma(MesO E0. porventura. mas o sumo Jem. Agora. as conclusMes a que cheguei são certas# 5 não posso negar que elas perten(am ' sa&edoria# 85. pois. 85. ou Cá te tornaste sá&io ou então ainda 9s ignorante# E0. minhas palavras não conseguem e)primi%la# Aceito estas tuas conclusMes. por que então quando algu9m não 9 sá&io dei)ará de ser ignoranteO . 0a verdade. 2eco%te de me dizer* não concordas que aquele que não 9 Custo 9 inCustoO 5 quem não 9 prudente 9 (p. oncordo que um homem. posto que conhe(o a sa&edoria# om efeito. a qual e)prime o deseCo de ser atendido pela Perdade mesma. Muito &emR Hgualmente alegro%me profundamente# Mas dize% me* /omos nós. não somente 9 um &em. tiras a compreensão dessas verdades e certezas das quais dizes te alegrarO 2ois concedes que elas pertencem ' sa&edoriaO 2oderá um ignorante ?insipiens@ conhecer a sa&edoriaO E0. 2ortanto. 2enso que ainda tendemos a isso# 85. 9 inCusto# 5 responderia o mesmo a respeito do prudente e do temperante# 85.5v# [uanto a mim. ainda não sou sá&io# Mas tampouco me considero como ignorante. pois. fonte de &eatitude# >= : deseLo de sabedoria é inerente a nosso espírito #). eu o confesso. sinto%me inundado por uma alegria realmente incr!vel. e de unir%me a ela# 5 essa união. 5nquanto for ignorante não o poderá# 85. $e onde.

em&ora seCam como esp9cie de lampeCos em nossa viagem ainda tene&rosa. está em ti a id9ia dessas realidades o&tidas e so&re as quais respondeste muito &em. eu o constato. 5-e / p1o>-1/2F 71/ç/.0/K. 85. 2&! mas. como dissemos. [ualquer que seCa a maneira como me denominar não me atrevo ainda a me considerar sá&io# 2or outro lado.o. Eogo.ntico a si mesmo# 2ois. nem que isso seCa de fato irrecusável S caso a id9ia de sa&edoria não estivesse inerente a seu esp!rito# Assim. o&serva se não seria o que a 5scritura diz so&re a /a&edoria. que ./?edo1i/ 2/GiEe.E0. o que fazemos a não ser concentrar toda nossa alma. o ignorante conhece a sa&edoriaR om efeito. quando te propus questMes# 5ssas coisas pertencem de fato á sa&edoria cuCo conhecimento te causou tanta alegria# E0. com o maior zelo poss!vel.. /o. do mesmo modo toda vida &em%aventurada da alma 9 $eus# 5nquanto vamos e)ecutando esse tra&alho at9 o levarmos ' sua hora de perfeita realiza(ão. i2p1e. que 9 uno e sempre id. procura a&ra(ar o /er. 2ois &emR 5 tu qual dessas coisas 9sO E0. Aceito tam&9m que aquele que não 9 sá&io 9 ignorante# 85. na verdade. assim como a alma 9 toda a vida do corpo. ao que contemplamos com a mente. que não devo hesitar em me ter como ignorante# 85. (p.6 A .particular ligado 's coisas transitórias. despoCada de toda afei(ão 's coisas suCeitas ao tempo e ao espa(o. colocando%a a! de modo estávelO 5la assim não se compraz mais com seu +eu. estamos ainda a caminho# 5 Cá que nos 9 concedido gozar desses &ens verdadeiros e seguros.e1 # . N &em como dizes# ap!tulo . pelo que concordei segue%se. [uando nós nos esfor(amos para nos tornar sá&ios. referindo%se ' sua conduta em rela(ão 'queles que a amam. ele não estaria certo de deseCar ser sá&io. GN2e1o.e /o. e2 >/d/ .

(p. &rilhando nas alturas ou rasteCando a teus p9s. e de sua alma a inten(ão de a ela&orar. conforme as leis dos n"merosO 5 se tiras das mãos a o&ra que o artista modela. e se não houver outra finalidade a não ser dar prazer ao movimento de seus mem&ros. com regularidade. entra em ti mesmo e compreende tua importBncia de Culgar para o &em ou para o mal os o&Cetos perce&idos por teus sentidos# 2ois não poderias aprovar ou desaprová%los. eles tra&alham at9 que o o&Ceto que modelam e)teriormente seCa relacionado com a luz interior que possuem dos seus n"meros# Hsso para que sua o&ra possa adquirir toda a perfei(ão poss!vel# /erá ela e)pressa pelos sentidos. 's quais confrontas todas as &elezas sens!veis do mundo e)terior# 8 sabedoria re5ula pelos nKmeros a harmoniosa e0olu4ão do uni0erso #2. em qualquer lugar onde olhares.. reconhe(as que está repleto de n"meros# Ao indagares de onde vem isso. está dito* +5la se mostrará a eles. nos caminhos e irá a seu encontro.6@# 5fetivamente. de modo a agradar o Cuiz interior. o qual intui os n"meros transcendentes# Hndaga depois quem move os mem&ros do próprio artista* 0ão será tam&9m pelo n"mero que eles são movidos. não . vendo tudo quanto te encanta nos corpos e te seduz. a terra.?/& 6.v. com toda a solicitude. a sa&edoria te fala pelos vest!gios que imprimiu em todas as suas o&ras# 5 quando recais de novo no amor 's coisas e)teriores. 2'! de onde v. ontempla o c9u. se não tivesses dentro de ti certas leis est9ticas. o mar e todos os seres neles contidos. Cu&ilosamente. a não ser daquele de onde procede todo n"meroO Pisto que o ser que neles está não e)iste a não ser na medida que realiza os n"meros que possui# At9 os artistas humanos possuem. porque t. 9 valendo%se da própria &eleza dos seres e)teriores que ela te chama a teu interior# 5 isso a fim de que. n"meros de todas as &elezas corporais para conformar a eles as suas o&ras# om as mãos e os instrumentos.m a seu encontro e a procuram# om efeito. em sua própria mente.m eles. atrav9s dos sentidos corporais.m seus n"meros# /uprima%os e eles nada mais serão# >> Eogo. voando ou nadando# 3odos possuem &eleza.

e do próprio santuário da Perdade# 5 se teu olhar.será isso o que se denomina dan(aO Perifica o que agrada na dan(a. pois 9 com o andar do tempo que a arte 9 aperfei(oada# Fltrapassa. agora. para que. e o n"mero responder%te%á ainda* /ou euR ontempla. agora. por assim dizer. que 9s o seu guia. para a retomares quando ficares mais ro&usto e mais vigoroso# $n1elizes os que não re)onhe)em nos seres )riados o re1le?o da sabedoria de 2eus #". e)traviam%se entre os vest!giosR Ai dos que amam teus sinais. esquecendo%se do que ensinasR 2ois tu não cessas de nos dar a entender quem 9s e quão grande 9sR /ão acenos teus todas as &elezas das criaturas# Aá que at9 o artista insinua. a! reina o n"mero# /ua mansão não está no espa(o 5nem sua dura(ão. contemplando a &eleza que ela&orou. a quem contempla a sua o&ra. a mesma alma do artista e fi)a%te at9 vislum&rar o n"mero sempiterno# A sa&edoria então resplandecerá diante de ti. a &eleza de um corpo &em formado* são os n"meros a ocupar o seu lugar# . os aprendizes. 6 sa&edoria. luz vast!ssima da mente purificadaR Hnfelizes os que te a&andonam# A ti. assim. vinda de seu trono mais secreto. ficar ofuscado ' sua vista. com o deseCo de se tornarem artistas. por9m. não se retenha totalmente nela. nos dias# ontudo.&serva a &eleza dos movimentos corporais* são os n"meros atuando no tempo# 2enetra na região de onde procedem os n"meros# 5)amina a! o tempo e o espa(o* a arte não está em nenhum lugar e em tempo algum# ontudo. apenas que dei)aste para mais tarde essa contempla(ão. (p. do&rando%se 's regras da arte. a que estão a aprender. reconduz o olhar de teu esp!rito na dire(ão daquele caminho onde ela se revelava tão amigavelmente# Eem&ra%te. em vez de amar a ti. movem seu corpo no tempo e no espa(o# Ao passo que a alma só se move no tempo. mas ao percorrer com os olhos a &eleza da o&ra criada não seCa de tal maneira que suscite apenas seu afeto e admira(ão para com aquele que a e)ecutou# . e. 2(! ainda muito fraco.

pois nada do que 9 conforme a Custi(a pode ser mal# 8 sabedoria )omuni)ada a todos os seres ##. em virtude da qual esses seres mutáveis não se desfazem. não duvides que e)iste uma forma eterna e imutável. nem pela aplica(ão do esp!rito a não ser que eles rece&am certa perfei(ão própria dos n"meros. ' medida que a&ra(a com mais gosto aquilo a que a sua fraqueza adapta%se com maior facilidade# ome(a assim a menosprezar o /er supremo. não os podes perce&er. as palavras são apenas um sinal# Hnfelizes daqueles que se afastam de tua luz e mergulham com del!cia na própria o&scuridadeR /erá como se voltassem as costas para ti. escutam%no avidamente S a suavidade de sua voz 9 a cad.ncia de seus per!odos# Hsso Atal ponto que perdem de vista o principal. em vez de te amar a tiO Assemelham%se a homens que.A quem se parecem os que amam as tuas o&ras. mas antes. nem pelos sentidos corporais. seduz sua indig.s. sem a qual recairiam no nada# Eogo. ao ouvirem um sá&io falar com eloqü.ncia. como na própria som&ra# 5ntretanto. esses sofrimentos são a Custa puni(ão por tua perversão. aCustarem%se e serem produzidas conforme os n"meros próprios.ncia ou atormenta a sua escravidão# .nero no tempo e no espa(o# >6 . compMem uma esp9cie de poemas temporais# 5sse /er eterno e imutável não está contido nem se difunde por lugares. isso mesmo que lhes causa prazer 9 apenas irradia(ão de tua luz# Mas essas som&ras que amam tornam o olhar da alma mais d9&il e incapaz de gozar de tua vista# (p. ó /a&edoriaR 5 precipitassem em sua o&ras carnais. o conte"do do pensamento do orador# . 2ortanto. seCam quais forem os seres mutáveis que v. e a não mais Culgar como mal tudo o que engana sua imprevid. de acordo com o seu g.ra.ncia. nem se prolonga e varia no correr dos tempos# Mas 9 por sua 2erfei(ão ?forma@ que puderam se formar todas as coisas que nos rodeiam.ra. Hto 9. com seus movimentos compassados e grande variedade de formas. ")! N porque o homem afunda mais e mais nas trevas.

L.ncia# Pisto que todas as realidades que e)istem recairiam completamente no nada. " ! chamamos perfect!vel o que pode rece&er uma perfei(ão# .I8@# 5sses +anos que Camais findarão.ncia se aquela /uma 2erfei(ão não e)istisse# . como dissemos# >1 5 o que direi a mais so&re a muta&ilidade da alma e do corpoO 2or certo. coisa alguma pode se aperfei(oar a si mesma.ncia nenhuma realidade pode se aperfei(oar a si mesma. ela tudo renova. do mesmo modo (p. em conseqü.?/& 1. o que afirmamos anteriormente 9 suficiente# . se todo ser que não possui a perfei(ão não pode se dar o que não tem.ncia# 5sses seres realizam%se.?/l . que Cá ficou esta&elecido. pois. porque coisa alguma pode se dar a si aquilo que não possui# 5 por certo 9 para rece&er uma perfei(ão que o ser 9 aperfei(oável# /e. pois assim como denominamos mutável o que pode ser mudado. #$. 3odo ser mutável 9 necessariamente tam&9m suscept!vel de perfei(ão ?1ormabilis est@.ap!tulo .1 O p1iG>Cpio de p/10i>ip/ção.. todo ser que Cá possui uma perfei(ão não precisa rece&er o que Cá possuiQ e pelo contrário. se impMe* a alma e o corpo devem rece&er sua perfei(ão de outro ser.I1@# Hsso 9 para que se compreenda tam&9m que todas as coisas são governadas por uma 2rovid.ra. movem%se. nessa e)pressão do profeta# Hgualmente. essas realidades não teriam e)ist. Todo ?e2 e 0od/ pe1Eeição S 1e>e?id/ de De-. a 2erfei(ão imutável e terna# Aquela da qual foi dito* +3u os mudarás e eles ficarão mudadosQ mas tu permaneces sempre o mesmo e os teus anos Camais findarão. conforme os n"meros de suas próprias perfei(Mes# 7ealmente. caso fossem privadas de sua perfei(ão própria# N porque aquela imutável 2erfei(ão pela qual todos os seres mutantes su&sistem 9 ela mesma uma 2rovid.I1. dessa 2erfei(ão ainda está dito que +permanece em si mesma. sem nada mudar. pois.estão postos por +eternidade-.

que essa sa&edoria revela%se a ele. mostram%nos &astante que elas tiram sua e)ist. então não receies afirmar que e)iste algum &em que não procede de $eus# >8 5sses tr. tais os animaisQ seCa aos que possuem a intelig.ncia# N porque o seu ardor em (p. Mas ?ó 5vódio@ se acaso encontras* % al9m dos seres que t. a vida e a mais. o que há de mais e)celente entre as criaturas do que a vida da intelig.ncia.ntica a si mesma# N porque todos os &ens.nciaO 5 o que há de mais inferior do que o corpoO . como Cá dissemos acima.ncia.nciaQ % e dos que t. e essa ao supremo grau@# .Assim. seCam quais forem as defici. sendo perfect!veis. ""! a qual estão suCeitos. a intelig. se encontras al9m desses algum outro g.ncia. no caminho# 5la vem a seu encontro.ra.ncia daquela 2erfei(ão que 9 sempre id.nero de seres. seCam eles quais forem.ncias (p.ra. esses dois princ!pios.neros de seres. seCa aos seres não tendo senão a vida sem intelig.m a e)ist. mas não a vidaQ % dos que t. como os homens# . "2! percorrer esse caminho inflama%se tanto melhor quanto mais o próprio caminho rece&e sua &eleza daquela sa&edoria Cunto a qual deseCa ardentemente chegar# Fon)lusão #%. mas esta sem a intelig. o corpo e a vida.s g. olhando e considerando as criaturas do universo. e mesmo se . a sa&er* o corpo e a vida. e podendo recair no nada pela perda total de suas perfei(Mes.ncia e a vida. do maior ao menor.ra. podem ainda ser designados simplesmente por dois nomes* corpo e vida# 2ois esse termo +vidaconv9m muito &em. todo aquele que se dirige para a sa&edoria constata.m a e)ist.ncia. com efeito. aquelas duas criaturas.nciaQ digo. plena de toda solicitude e provid. são evidentemente tomados aqui enquanto pertencentes 's criaturas ?porque o riador tam&9m possui a vida. com um sem&lante alegre. não procedem senão de $eus# om efeito.m a e)ist.

8 O 3i61eK/1?C01io S -2 ?e2 e2 .i 2e.ncia. a vida e a e)ist. "#!# . se 9 poss!vel esclarecer a terceira questão proposta. E0. resta%lhes certa perfei(ão que lhes dá de algum modo a e)ist. tudo o que se o&serva de admirável na natureza das coisas no universo. sem hesita(ão. seCa qual for. que $eus no%la deu e que convinha no%la ter dado# >: (p.ncia ou em progresso sa!rem das leis de seus respectivos n"meros# 2or essa razão. agora.nciaQ % os que somente possuem a vida e a e)ist. todavia. intensa ou fraca.nciaQ % como os que possuem somente a e)ist.tenderem muito de perto para o não%ser.m a intelig. a qual desconhece a muta&ilidade e a defici. $eclaro estar suficientemente convicto de que e)iste um modo S o quanto 9 poss!vel nesta vida para homens como nós S de tornar evidente estes dois princ!pios primários* % que $eus e)isteQ % e que todos os &ens procedem de $eus# Hsso porque todos os seres e)istentes* % os que t. e que Culgamos dignos de admira(ão. a sa&er* conv9m considerar a vontade livre do homem entre os &ensO Fma vez esse ponto demonstrado.ncia# 2ois &em. todos v. deve ser referido com incomparável e inefável louvor ao riador# A menos que tenhas alguma o&Ce(ão a fazerO ap!tulo .ncia. concederei.m de $eus# PeCamos. esse pouco de perfei(ão que so&ra ao ser. e que não permite aos próprios movimentos dos seres que estão em decad. procede daquela 2erfei(ão.2o #&.ncia.

a terceira. entre os &ens corpóreos.ra.ncia. a sua 0ontade li0re de0e ser )onsiderada )omo um bem #'. pois reconhecemos serem eles um &em# /endo assim. em uma discussão capaz de nos trazer alguma evid. 85.. encontra%se no homem alguns de que ele pode a&usar.@# 5mpenhamo%nos. sem que por isso digamos que esses &ens não lhes deveriam ter sido dados. "$! esp!rito 9 um &em maior ' do que o corpo# . com a finalidade de te provar que todos os &ens. o que há . em tão arriscada viagem# . essas duas verdades* que $eus e)iste e que todos os &ens v. 3u te lem&raste com e)atidão dos assuntos propostos# 0otaste perfeitamente que a segunda questão* [ue todo &em procede de $eus. a natureza corpórea ser de grau inferior ' natureza espiritual# 5 da! se seguir que o (p. om efeito. está resolvida# 2ois parecia a ti. os menores como os maiores.ra. então.m dele. se não tiv9ssemos antes refutado o sentimento !mpio d o insensato que diz em seu cora(ão* +$eus não e)iste?/l . so&retudo em vista desse &em# 3u me respondeste que a vontade livre devia nos ter sido dada do mesmo modo como nos foi dada a Custi(a. a sa&er* que a vontade livre deve ser contada entre os &ens rece&idos de $eus# 8inda que o homem possa usar mal da liberdade. e nós o admitimos. que o livre%ar&!trio da vontade não devia nos ter sido dado. como dizias. nós Cá admitimos com f9 ina&alável# 5ntretanto.3. certos da prote(ão do mesmo $eus. visto que as pessoas servem%se dele para pecar# 5u opunha ' tua opinião que não podemos agir com retidão a não ser pelo livre%ar&!trio da vontade# 6L 5 afirmava que $eus no%lo deu. a discussão precedente Cá demonstra. chegam%nos unicamente por meio de $eus# Mas tal conclusão não teria sido posta com clareza. nós as e)pusemos de tal forma que a terceira verdade tam&9m se torna plenamente evidente. está e)plicada# Mas deverias ter notado que tam&9m esta.85. da qual ningu9m pode se servir a não ser com retidão# 5ssa resposta lan(ou%nos a entrar em m"ltiplos rodeios neste diálogo.

ra. e. 2rimeiramente. um &em muito valioso# 5ntretanto. o dispensador de todos os &ensO 2or conseguinte. muitos se servem deles para praticarem grande n"mero de a(Mes vergonhosas e o&rigam%nos a servir 's suas pai)Mes# . deseCo que me proves que a vontade livre 9 um &em# oncederei.%lo dado a nós# (p. compreendes quão precioso &em falta ao rosto quando lhe faltam os olhos# 3odavia. quem no%los deu a não ser $eus. logo em seguida. aquele que se serve de seus p9s para preCudicar ao pró)imo ou se avilta a si mesmo.s que grande priva(ão 9 para o corpo não ter as mãos. mas que. não puderam ter sido dados a não ser por Aquele de quem procedem todos os &ensO om efeito. de igual modo deve ser quanto ' vontade livre. estão eles colocados como no ápice. porque reconhe(o que todos os &ens procedem de $eus# . em tri&uto ' sua dignidade# /eu uso contri&ui para salvaguardar o homem e trazem eles ' nossa vida muitas vantagens# 5ntretanto. se a qual ningu9m pode viver com retidão# $eves reconhecer* que ela 9 um &em e um dom de $eus. que ela 9 um dom de $eus. afirmarias que lhe falta ' integridade do corpo. louvas o doador. v. contudo acontece que há quem use mal das próprias mãos# 7ealizam com elas a(Mes cru9is ou vergonhosas# /e visses uma pessoa sem p9s. a liberdade o)upa um 5rau médio #(. sem considerar os que deles a&usam. por serem &ens. se eles e)istem. "%!# Entre os tr9s 5raus de bens. em vez de dizer que o doador não deveria t. e que 9 preciso condenar aqueles que a&usam desse &em. do mesmo modo como aprovas a presen(a desses &ens no corpo e que. estaria usando mal de seus p9s# 0egarias issoO om os olhos vemos esta luz do dia e distinguimos as diversas formas corporais# /ão eles elementos de má)ima &eleza em nosso corpo# Assim.de espantoso que e)ista no esp!rito tam&9m a&usos de alguns &ens. E0.

"&!# 85. sem encontrar%mos outro doador senão $eus. de seu poder que se estende de uma e)tremidade a outraO Eogo.F /. podes Culgar e)travagBncia considerar nossos ca&elos entre os &ens. da Perdade# 5 tu concedeste todas elas serem um &em# $e fato. contudo. não impede de se viver honestamente. 2erdoa%me. eu te rogo# /into vergonha de minha cegueira# [uem hesitaria de achar muito melhor um &em sem o qual não há vida honestaO 85. mas enfim &ens.ncia. sem ela. agora. 6i10-de. e tu reconheceste que toda &eleza e toda perfei(ão corporal decorrem da 2erfei(ão ?Dorma@ suprema de todas as coisas.85. como duvidar. >/1de/i. que um cego possa viver honestamenteO E0.: EG01e o. negarás. responde%me. Assim sendo. quando.3L@. /e. pois. ningu9m poderia viverO Agora. em nossa discussão precedente. são dados por Aquele de quem procede todo &em# 5 assim.u será que esqueceste o que dissemos so&re a su&limidade do n"mero. não sem grande esfor(o. Eonge de mim uma dem. ainda. concedes que os olhos são no corpo um &em cuCa car. . 71/Gde. at9 os nossos ca&elos são contados ?Mt . isto 9. por outro lado. dos mais desprez!veis.ncia tão grande# (p. Cá te provei. a respeito da vontade livre do homem. sem a qual. Mas. ningu9m pode viver honestamenteO ap!tulo . a vontade livre poderá te parecer não ser um &em.L. criador de todos os &ensO 2orque todos os &ens. eu te pe(o* o que te parece melhor em nós* aquilo sem a qual não se pode viver retamenteO E0. enfim. conforme o parecer daqueles mesmos que levam vida perversa. como nos diz no 5vangelho a própria Perdade# . ?eG. sem d"vida diminutos. tanto os maiores como os menores.

por todos eles. dos m9dios e dos inferiores. como na Custi(a.. mais pelos &ens m9dios do que pelos pequenos# 3odavia. mais do que pelos m9dios# $a mesma forma. sem as quais não se pode viver de modo honesto.ncia pelos grandes &ens doados. ningu9m poderá a&usar da prud. te lem&rares de que não somente os grandes &ens. a qual te referiste. da qual ningu9m pode a&usar# 5la 9 contada entre os maiores &ens que e)istem no homem# omo tam&9m o são todas as virtudes da alma. de $eus# 3al foi a conclusão da qual ficamos convencidos na discussão precedente ?cf# HH. ningu9m usa malQ todavia dos outros &ens.=>@. "'!# $as virtudes. 85. pode%se fazer seCa &om. motivo pelo qual ningu9m usa mal das virtudes 9 que a o&ra virtuosa consiste precisamente no &om uso daquelas coisas das quais podemos tam&9m a&usar# . as for(as do esp!rito. o &om uso nunca pode ser um a&uso# Assim $eus. por9m. A! estão. reina a reta razão. &ens muito e)celentes# onv9m. mas tam&9m os pequenos. só podem provir daquele por quem e)istem todos os &ens. são &ens m9dios# (p. isto 9.ncia e com alegria o teu consentimento# 2ortanto. $eus deve ser glorificado# 2ois isso 9 melhor do que se eles não nos tivessem sido concedidos# . nelas. mas tam&9m &ens m9dios e outros inferiores# 5ssa &ondade divina deve ser glorificada de prefer. nem de for(a. onsidera agora a Custi(a. isto 9. ' qual destes com freqü. as virtudes pelas quais as pessoas vivem honestamente pertencem ' categoria de grandes &ens# As diversas esp9cies de corpos sem os quais pode%se viver com honestidade. p8s ' nossa disposi(ão não somente grandes &ens. sem a qual virtude alguma pode e)istir# 2or certo pessoa alguma pode a&usar dessa reta razão# : li0re-arbítrio não é o bem mais per1eito 85. com as quais se pode levar vida &oa e honesta# 3ampouco. nem da temperan(a# om efeito.1.ra.$). na supera&undBncia e na grandeza de sua &ondade. contam%se entre os &ens m!nimos# 5 por sua vez.ncia. seCa mau uso# .

como poderemos nós contá%la entre as coisas das quais nos servimosO 85.. esqueceste issoO [uando procurávamos quais os o&Cetos que se conhecem pela razão. em nosso modo de viver. tu afirmaste que se conhece a razão por meio da mesma razão ?cf# HH.u melhor. por meio da vontade livre. assim como em não nos esquecemos que temos uma memória. a si mesma em nós# 2ois ela não se lem&ra unicamente das outras coisas. mas tam&9m de si mesma# .ncia nos são conhecidos pela razão. e não 9 privativo de ningu9m. servindo%nos dela por meio dela mesma# $e modo que. tal como a razão que conhecendo o restante conhece%se a si mesma# /ucede igualmente o mesmo com a memóriaQ que não só perce&e todos os outros o&Cetos dos quais nós nos lem&ramos# 2ois. quando a vontade S esse &em m9dio S adere ao Jem imutável. e. entretanto. "(! serve%se de si mesma. por seu interm9dio. a vontade que se serve de tudo mais (p. me preocupa ainda# om efeito. sem nada termos podido falar dignamente S quando a vontade adere ao /umo Jem. somos nós mesmos. ora mal das coisas# Assim. a própria razão está posta no n"mero dos o&Cetos conhecidos por ela mesma# 2orventura.3@# 0ão te admires. onseqüentemente. $a mesma maneira como os conhecimentos requeridos pela ci. pois.6. se usando das outras coisas. por9m.2i5ressão: a 0ontade li0re que se ser0e de tudo mais. estamos tratando agora a respeito da vontade livre# Perificamos que ela mesma pode servir%se ora &em. que nos lem&ramos das outras coisas e dela mesma# 8 0ontade li0re A entre o 7em supremo e os bens mutá0eis $2. de certa forma. então o homem possui a vida feliz# . $e acordo# Fm ponto. E0. nós possamos tam&9m usar da mesma vontade livre. esta ret9m. ser0e-se também de si mesma $ . do mesmo modo aquela Perdade da qual temos dito tantas coisas.

al9m do mais. que são comuns a todos os homens. acontece que. conformando seu esp!rito 'quelas regras imutáveis. Assim. aspira a tornar%se feliz pelos meios os quais v. que todos aqueles que aderem a ela tornam%se sá&ios e felizes# Mas não 9 gra(as ' felicidade de outrem que algu9m adquire a felicidade. a sa&er. imita o primeiro. quando ama os prazeres do corpo# . a vontade o&t9m. comum a todos# 7egras 's quais ele mesmo se conformou e uniu seu esp!rito. pois mesmo quando este. em&ora ela mesma não seCa senão um &em m9dio# 5m contraposi(ão. ou de tudo o que não lhe diz respeitoQ e volta%se para um &em inferior. para se voltar para o seu próprio &em particular. entretanto eles são S o que se compreende facilmente S privativos a cada um e não comuns a todos# om efeito. das quais não 9 poss!vel usar mal# 2or outro lado. pela (p. se todos esses &ens estão entre os maiores e principais no homem.ra. no aderir ao Jem imutável e universal. ao se afastar do Jem imutável e comum. todas as virtudes. isto 9. pois. quando se aplica a apropriar%se de coisas alheias. o principal de todos# 5le possui então. ningu9m torna%se prudente pela prud. para vir a ser feliz. essa vida feliz mesma 9 o que o esp!rito sente quando adere ao Jem imutável# 5ste torna%se para o homem como um &em privativo. seCa inferior# 5la volta%se para seu &em particular.ncia de determinada pessoa# 0em forte. ela peca. nem temperante. quando quer ser senhora de si mesmaQ para um &em e)terior. FonseqG9n)ias da a0ersão ou da )on0ersão ao sumo 7em $". no seio mesmo da Perdade e da /a&edoria. que ele assim se tornou. 9 gra(as ' mesma Perdade e /a&edoria. pela temperan(a ou pela Custi(a de outro homem# Mas sim. nem Custo. #)! verdade comum e imutável# $o mesmo modo.. pela for(a. aquelas virtudes 's quais se prop8s imitar# 6. aqueles luzeiros de virtudes que su&sistem inalterados numa vida incorrupt!vel. seCa e)terior. os primeiros e maiores &ens do homem.

9 preciso ser contada entre os &ens m9dios# Mas o mal consiste na (p. que pMe todas as coisas em seu lugar e retri&ui a cada um conforme os seus m9ritos# Acontece que aqueles &ens deseCados pelos pecadores não são maus de modo algum# 3ampouco 9 má a vontade livre do homem. de onde lhe vem esse impulsoO 2or certo. isto 9. tu me perguntas* Aá que a vontade move%se. 9 claro que sua vida continua su&missa ao governo da 2rovid. 85.$esse modo. a qual. tal movimento 9 mal. esse movimento não vem de $eus# Mas de onde vem eleO A tal questão eu te contristaria. 9 antes morte# Apesar de tudo. mas voluntárias. sem d"vida. deva ser contada entre os &ens# 5 esse movimento. o ato de vontade de afastar%se de $eus. contenta%te. se te respondesse que não o sei# ontudo. curioso e dissolutoQ e fica suCeito a um tipo de vida a qual.e d/ deEi>iPG>i/ do 3i61eK/1?C01io $#. seu /enhor. 3alvez. o infort"nio que se segue será um castigo Custo e merecido# 6I ap!tulo IL O 2/3 o1i7iG/K. constitui. designar a $eus como o autor do pecadoO 0ãoR 5 assim. em compara(ão ' vida superior anteriormente descrita. &em algum que não venha de $eus# .ncia. de conservar ina&alável esse sentimento irremov!vel de piedade. o homem torna%se orgulhoso. pecado# 2oderemos.ncia divina. talvez. por enquanto. não diria senão a verdade# 2ois não se pode conhecer o que 9 simplesmente nada# 63 [uanto a ti. # ! aversão da vontade ao Jem imutável para se converter aos &ens transitórios# 2or sua vez. essa aversão e essa conversão não sendo for(adas. por9m. afastando% se do Jem imutável para procurar um &em mutável. nem em geral a teu pensamento. sem a qual não se pode viver &em. nem ' tua intelig. de modo a professar não ser poss!vel apresentar%se a teus sentidos. ainda que a vontade livre. como averiguamos.

não pode e)istir realidade alguma que não venha de $eus# $e fato. nosso /enhor Aesus risto# 2eguemos essa mão.om efeito. a um ser ao qual tiveres retirado completamente esses tr. penso não ser de modo algum necessário %. concordo com teu deseCo de diferir para outro momento o que me preocupa ainda# Mas não concordo com que a questão esteCa. não duvides de afirmar. esperemos sua aCuda com esperan(a confiante e deseCemo%la com ardente caridade# Mas se na tua opinião ainda alguma coisa a pesquisar com mais dilig.s elementos. #"!# E0. como seu autor# Aliás. nem o n"mero. suficientemente elucidada# (p. sendo voluntário. se de fato o temeres.s elementos e)iste a perfei(ão plenamente realizada S tu deverias retirar mesmo um in!cio de perfei(ão que parecesse at9 ser apenas certa mat9ria oferecida ao art!fice para que tra&alhe com ela e a aperfei(oe# 2orque S se a perfei(ão em sua realiza(ão completa 9 um &em S o come(o dessa perfei(ão Cá 9 certo &em# Assim. está posto so& nosso poder# 2orque. desde que a! não encontres mais a medida. não hesites em atri&u!%las a $eus. pois. /eCa. por9m. mas sim um a&soluto nada# . entretanto. todo &em procede de $eus# 0ão há. isto 9. n"mero e ordem. agora. $eus nos estende sua mão direita. ele não e)istirá# <averá.ra. tão espontaneamente# 6= N porque. nem a ordem* visto que em toda parte onde se encontrarem esses tr. o que restaria não 9 uma quase nada. se Culgas o contrário. a&solutamente# 2orque. se acontecesse a supressão total do &em. ##!# . e todo defeito vindo do não%ser. nele nada restará. nós o dei)aremos para outro diálogo# (p. em todas as coisas nas quais notares que há medida. seguran(a maior do que te encontrares em uma vida onde nada pode te acontecer quando não o queirasO Mas 9 verdade que o homem que cai por si mesmo não pode igualmente se reerguer por si mesmo. 9 preciso não o quererQ e se não o quiseres. como pensas.ncia. so&re a origem do pecado S quanto a mim. que ele não procede de $eus# 3al defeito. com f9 firme. do c9u. mesmo se nele permanecesse um come(o qualquer de (p. #2! perfei(ão. sem hesita(ão. de fato. realidade alguma que não proceda de $eus# onsidera. de onde pode proceder aquele movimento de aversão que nós reconhecemos constituir o pecado S sendo ele movimento defeituoso.

%3@ ap!tulo . todos.EHP7.e /E/. aliás.0/ de De-. suCeitos a muta(Mes# 85. para se voltar em dire(ão a &ens particulares. O 2o6i2eG0o >-3pI6e3 d/ 6oG0/de 5-e . ELE. de onde procede a inclina(ão pela qual a mesma vontade afasta%se daquele Jem universal e imutável. UNIVERSALF DA MUAL O LIVREKARBÍTRIO + U. 5 o que te parece necessário sa&erO . precisamos reconhecer a vontade como dom de $eus e quanto foi conveniente ela nos ter sido dada# 0essas condi(Mes. deseCo agora sa&er de ti. ?.ENTO POSITIVOF AINDA MUE SUTEITO AO PE*ADO H037. claramente. e não dos menores# 2ortanto. HHH LOUVOR A DEUS PELA ORDE. que 9 preciso contar a vontade livre entre os &ens. 6e2 do 3i61eK/1?C01io .. E0. PeCo Cá. caso o Culgues oportuno. alheios e inferiores.$FXY..

tu o consideras agora com firmeza tão a&soluta.ra. o que ignorasO (p. e não se pode reconhecer falta alguma onde a natureza e a necessidade dominam# 5ntretanto. 0ão me impugnes com palavras# 5u disse* +Hgnoro se não e)iste alguma culpa-. então ela tem necessariamente de se voltar para tais &ens# .E0. sem d"vida.s at9 ser digno de zom&aria qualquer d"vida a respeito de coisa tão certa# 2or que. para dar a entender que. que a verdade tão certa será essa que te levou a esquecer assim rapidamente de se voltar para os &ens mutáveis e)iste. por certo declarei suficientemente rid!cula uma d"vida a respeito de coisa tão evidente# 85. não se pode desco&rir culpa alguma onde a necessidade e a natureza dominam# 85. seguinte* uma vez que a vontade nos foi dada de tal forma que essa inclina(ão aos &ens inferiores lhe seCa natural. pois. mas ignoro se não e)iste alguma culpa no fato de algu9m a&andonar o Jem imutável para se voltar para as coisas mutáveis# 85.ra. que cr. então. ele não pode de modo algum ser culpável# . 0ão condeno um movimento não culpável para a alma. Eogo. a vontade não nos foi dada dessa forma e disso não deverias duvidar de modo algum. há uma culpa# om efeito. 5ntão tu o condenasO E0. para tais &ens mutáveis. então. então volta%se ele. . pareceu a ti que era preciso afirmar ou pelo menos e)primir so& forma duvidosa o que tu mesmo estás convencido de ser manifestamente falsoO 0a realidade. #&!# E0. ondenas. 2or certo. necessariamente. vindo da natureza ou devido ' necessidade. disseste* se a vontade livre nos foi dada de tal forma que esse movimento lhe 9 natural. Acho mal# 85. eu o condeno# 85. Aulgas que esse movimento 9 &om ou nãoO E0. condenas um movimento que não 9 culpável para a almaO E0. Cá que não duvidas que tal movimento 9 culpável# . pela palavra dita* +Hgnoro-. onsidera.

por sua própria natureza# Z 2. se não hesitamos de declarar culpável esse movimento na alma. tal movimento não se assemelha 'quele que move a pedra que cai naturalmente# 85. 2ergunto* acaso teremos chegado a algo conclusivo nos dois diálogos precedentesO . 85. 2ertence a quem esse movimento que. 5u disse considerar esse mesmo movimento culpável e ser por isso que ele me desagradava# 0ão posso duvidar que não seCa repreens!vel# Mas nego que a alma. portanto. concordas certamente. 0ão nego. que o movimento pelo qual uma pedra 9 movida pertence ' mesma pedraO 2ois não falo. mesmo se ela o seguisse para sua própria perda. quando 9 lan(ada ao ar# Mas sim daquele outro movimento pelo qual ela volta para a terra em virtude de seu próprio peso e a! cai# E0. 0egas. este tam&9m lhe será natural. o fato de ela seguir um movimento próprio ' sua natureza# 2orque. que o movimento pelo qual a pedra 9 impelida. deve ser culpávelO E0. necessariamente. como. não lhe perten(aQ mas isso lhe 9 natural# /e a alma possuir dessa mesma forma seu movimento para as coisas inferiores. levada por qualquer movimento que a distancie do Jem imutável. para isso 9 preciso que neguemos a&solutamente que ele lhe seCa natural# 2or conseguinte. em dire(ão 's coisas mutáveis. PeCo que o sinto na alma. com razão.E0. por e)emplo. ser a alma movida por esse movimentoO E0. 0ão o nego# 85. porventura. e cai para &ai)o. daquele movimento pelo qual movemos uma pedra. mas não sei a quem hei de o atri&uir# (p. 0egas. seria constrangida pela necessidade da natureza# Assim. 9 verdade. e não se poderá censurar. 9 claro. evidentemente. como o dizes. possa ser culpada. #'!# 85. pois. ou daquele que ela rece&e de alguma for(a estranha. caso seCa ela impulsionada.

2enso.. pois. um agente inferior. para (p. ser!amos Culgados. a não ser a própria vontade# porque nem um agente superior nem um igual podem constrang. que tu te lem&ras como em nosso primeiro diálogo ?H. ele não 9 natural.%la a esse ve)ame. ao movimento que arrasta a pedra para &ai)o. por a!. culpável# Assim. mas indiscutivelmente uns loucos# Ao contrário. so& este aspecto que. assemelha%se. e orientar nossa vontade a escolher os &ens ternos. não digo. ao declarar esse movimento culpável ?e para ti apenas duvidar disso parecia irrisório@. assim tam&9m 9 próprio da alma# Mas diferencia%se nisto. em a&andono dos superiores# Ainda nos será necessário investigar de onde procede esse movimento que desvia a vontade do Jem imutável para os &ens mutáveis. voluntário# \ 3anto assim que.E0.. porque esse não possui poder para tal# 7esta. portanto. e ela pode não o querer# 5la não 9 arrastada ao a&andono dos &ens superiores para escolher os inferiores# Assim. se fosse dito a pedra cometer pecado porque por seu próprio peso ela tende para &ai)o. todo ensinamento a esse respeito deve ter como meta* condenar e reprimir tal movimento da queda para os &ens mutáveis.@ ficou suficientemente esta&elecido que nada pode suCeitar o esp!rito ' pai)ão. Cá que reconhecemos que ele procede da própria alma e 9 ademais voluntário e. mais est"pidos do que uma pedra. conduzindo%a ao gozo do Jem imutável# ". que seCa próprio da vontade aquele movimento pelo qual ela se afasta do riador e dirige%se 's criaturas. que a pedra não possui o poder de reter o movimento que a arrasta. #(! usufruir delas# /e. PeCo. E0. de fato. 5videntemente# 85. o movimento da pedra 9 natural e o da alma. visto que seria inCusti(a# 3ampouco. e por assim dizer. assim como tal movimento 9 próprio da pedra. mas voluntário# Aliás. toco e perce&o a verdade do que dizes# 2ois não sinto nada de mais firme e mais !ntimo do que o sentimento de . quando verificamos que claramente ela prefere os &ens inferiores. podemos acusar a alma de pecado. portanto..I. certamente.

ra.ncia merece ser e)clu!do do n"mero dos viventes# (p. se não fosse voluntário e posto em nosso poder. so&re si mesmo.possuir uma vontade própria e de ser por ela levado a gozar de alguma coisa# . a não ser a vontade. quem me fez 9 um $eus &om e. quem quer que estime não haver motivo para serem dadas aos homens essas esp9cies de advert. não encontro. como não posso praticar nenhuma &oa a(ão a não ser por minha vontade. fica. o homem não seria digno de ser louvado quando sua vontade se orienta para os &ens superiores. pois. realmente. não se deveria e)ortar a desprezar os &ens transitórios para adquirir os &ens eternosO 5 a renunciar ' má vida para viver honestamenteO . $ !# .ra. &astante claro que 9 acima de tudo para fazer o &em que a vontade me foi dada por esse $eus tão &om# [uanto ao movimento pelo qual a vontade se inclina de um lado e de outro. tampouco ser inculpado quando. pela qual quero e não quero# 5 Cá por seu interm9dio eu cometo o mal. por assim dizer. a quem atri&uir a não ser a mim mesmoO (p. inclina%se para os &ens inferiores# 0esse sentido. $)!# ertamente. girando. o que chamar!amos de meu.

ncia divina com desvairada impiedade# N porque.=%=#. e o pecado em nada pode preCudicar a $eus# Al9m do que. se assim se deu. pelo fato de $eus conhecer antecipadamente todas as coisas futuras. afirmar que qualquer acontecimento possa se realizar sem que $eus o tenha previsto seria tentar destruir a presci. salvando%o# desse modo. pode e)istir uma vontade livre onde 9 evidente uma necessidade tão inevitávelO (p./1i/2eG0e o 5-e De-. não digo que ele não devia ter criado o homem.27HM5H7A 2A735 ?I. p1e6P4 #. Assim sendo. sinto%me sumamente preocupado com uma questão* como pode ser que. punindo o pecado. E0. Cá que previra seu pecado como futuro. não venhamos nós a pecar. se $eus sa&ia que o primeiro homem havia de pecar S o que deve concordar comigo todo aquele que admite a presci.. pois o criou &om.. sem que isso seCa necessariamenteO $e fato. afirmo que isso devia inevitavelmente realizar%se# omo.ncia divina em rela(ão aos acontecimentos futuros %.@ *ON*ILIAÇÃO ENTRE O PE*ADO E A PRES*I8N*IA DE DEUS ap!tulo I O?@eçãoA Gão />oG0e>e Ge>e. $2!# . manifestou sua Custi(a. mas. pois. depois de $eus ter manifestado toda a sua &ondade criando%o. eu não digo que por isso ele não devesse ter criado o homem. e ainda sua grande misericórdia.

preferem crer. sem a&surdo. que essa 2rovid. a Custi(a e o poder de $eus são &em maiores e mais elevados do que todas as concep(Mes do (p. de &om grado. inCusta. 85.1. se os homens em sua maioria são atormentados por essa questão. sem ousar negar que a 2rovid. creio que Cá tratamos suficientemente em nosso segundo diálogo ?cf# HH.Fondi4@es para o entendimento do problema A )rer na Pro0id9n)ia e )ulti0ar sentimentos de piedade $. cr.em livra%se dos que os acusam. mesmo se ele tivesse querido lhes dar uma natureza inferior 'quela que possuem# .u.. pela qual se cr. apelando para a prote(ão da sorte# Acostumaram%se a representar essa sorte pintando%a como pessoa cega# Assim. conceder a tais pessoas que todas as suas atividades são uma seqü. a&andonando ao destino sua alma e corpo.em governados# .ncia de $eus governa a vida humana. por9m. entenderiam que deveriam render gra(as a $eus. entregam%se a toda esp9cie de v!cios que os golpeiam e despeda(am# 0egando os Culgamentos de $eus.=>@# <á outras pessoas que. então.ncia divina preside as coisas humanas# 5 assim. por erro !mpio. ao sentir e falar dessa maneira# 2oder%se%ia. $"! próprio esp!rito# aso se vissem o&rigadas a considerar%se a si mesmas. se todas essas pessoas se dei)assem persuadir. confessam partilhar sua cegueira. at9 mesmo má# Hsso ao inv9s de confessarem os seus próprios pecados com piedade suplicante# 0ão o&stante. creriam que a &ondade. entretanto. pensando no melhor dos /eres.ncia 9 importante.nciaR [ue a misericórdia de $eus nos venha em aCuda e a&ra a porta. alguns admitem. pensam ter eles mesmos mais valor do que ela. Hnsististe com veem.ncia de acasos. a nós que nela &atemos# ontudo. visto que caem em cada uma de suas a(Mes# ] ontra essa opinião. eu acreditaria facilmente que. que nenhuma 2rovid. cheia de erros loucos e insensatos. e menosprezando os dons dos homens. o mais Custo e poderoso. o "nico motivo 9 que eles não procuram a solu(ão com piedade# 5 estão mais prontos a se desculparem do que a se acusarem de seus pecados# om efeito.

não voluntária. a presci. de admitir que pecamos. portanto. este há de pecar necessariamente# . 5vódio. mas sim irrecusável e imutável necessidade# 5 desse racioc!nio. decisão voluntária no pecado. depois de me teres respondido a algumas poucas questMes# ap!tulo 3 A p1e. 85.0PG>i/ %.-/ eDi. porque pequei contra vós. se isso 9 necessário.?/l =L#>@# essas pessoas seriam então conduzidas ao tempo da sa&edoria pelos caminhos seguros da misericórdia divina# 5 sem conce&er orgulho algum por suas desco&ertas. por outro. (p. mais pacientes para tentar novas investiga(Mes# [uanto a ti. não há.ncia.ra. $#! impiamente. no mais !ntimo de sua consci. não duvido de estares persuadido de tudo isso# onsidera com quanta facilidade poderei agora te responder so&re pro&lema tão grande.5)clamariam elas. om efeito.>iPG>i/ di6iG/F 3oG7e de de. mas necessariamente# Mas haverá outro motivo de tua perple)idadeO E0. nem pertur&a(ão alguma diante do que lhes falta entender. por um lado. eis o que 9 causa de preocupa(ão e admira(ão* como não admitir contradi(ão e repugnBncia no fato de $eus. o pecado do homem.ncia* +5u dizia* /enhor. tornar%se%iam. mais aptas ' contempla(ão# 5 reconhecendo sua ignorBncia. se $eus prev. caso não possamos negá%lo. tende piedade de mimQ curai minha alma. no momento# . pela ci. nada mais.ncia de todos os acontecimentos futurosQ ou &em. prever todos os acontecimentos futuros e. receias precisamente chegarmos a uma das duas seguintes conclusMes* ou negar em $eus.01-i1 o /0o 3i61eF eDi7e / . 0ão. nós pecarmos por livre vontade e não por necessidadeO 3u dizes* realmente. por9m.

e após refletir um pouco dentro de ti.. na realidade. qual a vontade de todos os homens. quer os que virão a e)istir# om maior razão.85. que tipo de atos de vontade terás amanhã* o de pecar ou de agir corretamenteO E0. não acontecem. ertamente. Ao dizer que todos os acontecimentos previstos por $eus acontecem necessariamente. dize%me. se puderes. e não de modo voluntário ao homemO E0.ra. visto haver de acontecer tudo o que $eus prev. 0unca pensaria isso# 85. prev. Eogo. que dizesO 5 $eus mesmo. pensarás que tam&9m o ignoraO E0. tudo o que $eus prev. quer os e)istentes. . uma vez por todas. e nada dispMe com novo querer# 85. esses. pois são eternos# 85. o que fará# 85. necessariamente. 5ntão. sua própria conduta em rela(ão aos Custos e aos !mpios# E0. se ele conhece qual deve ser a tua vontade de amanha# Hgualmente prev. $$!# 5v# 5le esta&eleceu.. $esperta. 0ão sei# 85. ao teu parecer. como deve decorrer a ordem do universo que criou. acontece. N &em essa a minha opinião# 85.ncia de minhas a(Mes. enfim. Acaso não cria o riador ningu9m felizO . direi com maior seguran(a que ele tam&9m tem a presci.ncia das suas próprias e assim prev. $eus não atua so&re as suas criaturasO (p. se digo que $eus tem a presci. necessária e não livrementeO E0. 5ntão. com a&soluta certeza. acaso tu não temes dizer que $eus fará tam&9m todas as suas o&ras por necessidade e não voluntariamente. eu tinha só em mente aqueles que acontecem com os seres criados e não os que acontecem com ele mesmo# om efeito. .

eu o seria desde agora# 5 se não o sou. /im# 85. só será daqui a um ano que serás felizO E0. no momento em que essa pessoa se torna felizO E0. /e pois. encontrar nada que esteCa em nosso poder senão aquilo que fazemos quando o queremos# 5is por que nada se encontra tão plenamente em nosso poder do que a própria vontade# 2ois esta. Assim 9# 85. então. por e)emplo. $eus prev. por certo. tu deves te tornar feliz daqui a um ano. mas ele que me torna feliz# 85. /empre o previu e ainda agora o prev. 5ntão. não será voluntária. desde que . mas necessariamente que a tua felicidade realizar%se%á em ti. sem d"vida alguma. 0esse caso. serás feliz contra tua vontadeO E0. $e modo maravilhoso a verdade se manifestou por tua vozR 2ois não poderias.# 5 admito que assim deve suceder no futuro# &. ertamente o cria# 85.E0. 2or certo. 85. 2e(o%te que me digas* não 9s tu uma criatura de $eus. AhR /e estivesse em meu poder o ser feliz. eu sou não só sua criatura. 5 ele o faz. A vontade de $eus constitui para mim uma necessidade# 85. por disposi(ão de $eusO E0. e a tua felicidade não há de se realizar em tiO E0. de fato. hoCe o que farás daqui a um anoO E0. como 9 em mim mesmo que se realizará a minha felicidade# 85. 9 porque não sou eu. Mas.

$&!# $esprezo. a respeito da felicidade. podemos muito &em dizer* não envelhecemos voluntariamente. visto que. mas por necessidade# . estará disposta ' e)ecu(ão (p. a vontade culpável. mas por necessidade-# 6 insólita loucuraR 2ois como não pode acontecer nada senão o que foi previsto por $eus S a vontade da qual ele previu a e)ist.ra. ainda que $eus preveCa as nossas vontades futuras.o queiramos. por a!. com quanta cegueira dizem* +/e $eus previu minha vontade futura S visto que nada pode acontecer senão o que ele previu S 9 necessário que eu queira o que ele previu# . que não queiramos voluntariamente aquilo que queremos. se acaso estiver em ti. ao dizer.ra.ncia futura 9 vontade livreR (p. tu não o serás contra a tua vontade. não seria mais voluntariamente que eu quis S for(oso 9 reconhec. agora. disseste isso como se talvez o tivesse negado# . onsidera. ela tenta eliminar a mesma vontade livre# Aá 9 inevitável querer dessa maneira.ncia futura dela# > '. não haveria presci. 85. ousaria afirmar tal coisaO N porque. totalmente a&surda e muito afastada da verdade. mesmo em del!rio. mas sim querendo%o livremente# 2ois se $eus prev.%lo %. tua felicidade futura. eu te rogo. a vontade de ser feliz que terás. $%!# = Assim.ncia de $eus. o que eu disse foi* quando chegares a ser feliz. de onde tirará ela o seu querer. não estamos o&rigados a admitir a opinião. visto que não haverá mais o ato livre da vontadeO . que tu não te tornas feliz por ti mesmo.ra. não se segue que não queiramos algo sem vontade livre# 2ois.%lo. não dei)ará de ser vontade livre. pelo fato de ter $eus previsto a e)ist. pelo fato de essa pessoa supor a necessidade de querer de certo modo. igualmente. que Cá desde hoCe volta%se com certeza so&re tua felicidade futura# Assim tam&9m. caso contrário. quando come(ares a s. sem demora. e nada te pode acontecer senão o que ele previu. mas por necessidade# 5 outras coisas semelhantes# ontudo.ncia# 3odavia. outra afirma(ão monstruosa como a que aca&o de atri&uir 'quele mesmo opositor que diz* +N necessário que eu queira de determinado modo-# 2ois. se isso fosse necessário. quem. que tu poderás ser feliz sem o querer# .u* não morremos voluntariamente. certamente não te 9 tirada pela presci.

se tivesse tal poder. se o o&Ceto da presci. ou que não se encontra ' nossa disposi(ão# 5is por que.ncia# 5 por outro lado. quando temos ' nossa disposi(ão o que queremos# onseqüentemente. mas não a possi&ilidade. se não estivesse em nosso poder# 6 . 9 essa mesma vontade assim prevista que se realizará# <averá.5 se esse homem afirmar que não quis dizer isso. evidentemente não o querer!amos# Mas se. então poderá ele ser refutado com o que tu mesmo respondeste quando te perguntei se era contra tua vontade que havias de te tornar feliz# om efeito. Cá que $eus v. 9 que ela 9 livre para nós# 2ois 9 claro que aquilo que não 9 livre para nós 9 o que não está em nosso poder. conforme disseste# Ao que eu acrescentei que essa era a e)clama(ão mesma da verdade. se a própria vontade nos faltasse. por imposs!vel. quando aquilo que queremos não se encontra ' nossa disposi(ão# 5ntretanto. a vontade não possui mais aquele seu poder de li&erdade.ra. quando queremos. visto haver necessidade de querer. não podemos negar que algo não está em nosso poder. antes admito que tudo o que $eus previu acontece necessariamente# Mas se ele previu os nossos pecados. um ato de vontade livre.ncia (p. esse ato livre com anteced. nossa vontade sequer seria mais vontade. não seria ato de nossa vontade. quanto mais a presci. provinda de tua voz ?cf# 3. acontecer que queiramos sem o querer.1@# 7ealmente. por ela estar em nosso poder. foi de tal forma que haver!amos de guardar nossa vontade# 5 esta não dei)a de ser livre. $eus tam&9m previu esse poder# Eogo. e estar sempre posta so& nosso poder# 1 .ncia daquele que não pode se enganar previu que me pertenceria# E0.ncia não me tira o poder# 2oder que me acontecerá tanto mais seguramente. todos os acontecimentos futuros. contudo ao dizer que. $'! divina 9 a nossa vontade. entretanto nós queremos livremente aquilo que queremos# 2orque. essa presci. porque tinhas a vontade. respondeste%me que serias logo feliz. se ele não devesse estar em nosso poder# 2ortanto. pois. por isso mesmo. 5is que agora não nego mais. sem negar que $eus prev. está claro que a vontade não falta a quem quer# 5 nada mais está tanto em nosso poder.

não pecamos senão por nossa própria vontadeO E0.I#3@ e por isso negas que sem sermos for(ados por ningu9m.%lo# 5 ele prev. confesso que não veCo ainda como não se contradizem estes dois fatos* a presci. 5ntão.nciaO E0.ra. onforme teu parecer.ap!tulo = O?. 85..ncia de $eus# 85. se fosse tu a prever. nem por inferior. que algu9m haveria de pecar. nem por agente superior. $(! necessariamente.ncia divina de nossos pecados e a nossa li&erdade de pecar# 2orque.ncia ou do caráter divino dessa presci. . tudo# Mas quisera sa&er em virtude de que Custi(a ele castiga os pecados que não podem dei)ar de acontecer# . com alguma certeza. 85. enfim.. 0ão ouso negar nenhuma dessas verdades# 5ntretanto.>iPG>i/ di6iG/ e 3i?e1d/de B-2/G/ (. $eus 9 Custo# N preciso reconhec. /o&retudo por ser presci. como não se há de atri&uir ao riador o que em suas criaturas inevitavelmente aconteceO =esposta: pre0er não é 1or4ar ). não seria necessariamente que ele haveria de pecarO . de onde vem a oposi(ão a nosso livre% ar&!trio em face ' presci.>-1id/de d/ 1e3/ção eG01e p1e. como o que ele previu não pode dei)ar de acontecer (p.ncia de $eusO $a presci. nem por igual. que então te em&ara(a aindaO 3alvez esqueceste as conclusMes de nosso primeiro diálogo ?cf# HHH.

sem d"vida. não puniria ele os atos que sua presci. sem for(ar ningu9m a pecar. ao lem&rares os acontecimentos passados. não há contradi(ão a que sai&as. ser próprio de sua Custi(a Culgá%lo. por não se referir a fatos ver!dicos# 85. assim como tu. haveria presci. /e não me engano. mas somente porque há uma presci. 85. do mesmo modo $eus prev. ele não teria tampouco de recompensar os que procedem &em# Pisto que não dei)a de prever tampouco as suas &oas a(Mes# 7econhe(amos. não os for(a a se realizarem.ncia desse acontecimento futuro# Assim tam&9m. como tens lem&ran(a de certas coisas que fizeste. pois. não se segue da tua previsão que tu for(arias a pecar aquele de quem previste que haveria de pecarQ nem a tua presci. seria necessário que ele viesse a pecar# $e outra maneira. os que hão de pecar por própria vontade# . todavia não fizeste todas as coisas de que te lem&ras. prev. 0esse caso.ncia não for(ou a cometerO 2orque. por tua presci. com que Custi(a $eus pune os pecados* pois ainda que os sa&endo futuros. pois de outra forma não terias tido a presci. contudo.ncia. %)! acontecimentos futuros.ncia mesma o for(aria a pecar# Ainda que.E0. minha previsão não seria uma presci.ncia# 2orque. 2or que. ao prever os (p. tudo de ele mesmo 9 o autor. pois.ncia o fato de nada ignorar dos acontecimentos futuros# 5 tam&9m. visto o pecado ser cometido voluntariamente. ele 9 o Custo punidor# ompreende. mas aonde tudo isso nos levaráO 85. de que não 9 o autor. sem. não 9 porque a presci.ncia# E0.ncia. Ao contrário. se a coisa prevista não fosse certa. destarte. se as coisas previstas acontecem necessariamente. e não dei)ar .. o que outro realizará por sua própria vontade# Assim $eus. não os for(a# 5 assim. pertencer ' sua presci. assim $eus.ncia de $eus.# Mas dos atos maus. contudo ser o autor de tudo o que prev. $e acordo. ele houvesse de pecar. os seus pecados. como Custo Cuiz. ele não 9 quem os faz# 2orque se não tivesse de castigar os pecadores porque prev.

-pe1io1e. 9 /. será. % !# /5TF0$A 2A735 ?>. sempre mais no&re e melhor do que se fosse. .ncia não os for(ou a serem cometidos# (p. >o2o /. .I%. mesmo corrompida por pecados.. Cá que a sua presci. / De-. esta luz . será muito Custo louvá%lo por sua &ondade tão generosa.que seCa cometido impunemente. /. [uanto ' tua terceira pergunta* omo 9 poss!vel não atri&uir ao riador tudo o que em suas criaturas acontece necessariamenteO 8 3emos um esclarecimento fácil.7 357 $A$. 2. 85.PA7 A $5F/ 2. iGEe1io1e. a qual conv9m lem&rarmos* +N para nós um dever de sempre darmos gra(as a nosso riador-# ertamente.7A/ ap!tulo > Lo-6e2o. nesta regra de piedade. o?1/. por e)emplo.6. AH0$A [F5 25 A$. >1i/d/. contudo. /57 ^/ 7HA3F7A/ 7A H.=6@ RELAÇ=ES ENTRE O PE*ADO E A PROVID8N*IA DIVINA A* 75T7A DF0$AM503AE* E.0AH/. mesmo no caso de ele nos criar entre seres de alguma forma inferiores# 2ois nossa alma. po1 0od/.

$eus.%las criado em tal dignidade. em toda a sua totalidade. 5is aqui ainda outro conselho* toma cuidado para não dizeres* +/eria melhor se estas coisas não e)istissem-. se tendo visto o c9u não quisesses que a terra fosse criada# . da parte mais f9rtil e (p. mesmo sendo pecadoras. isso seria uma total iniqüidade# 3ua censura.ncia da terra# 2or sua vez. a ponto de dizeres em teu cora(ão* +/eria melhor para elas que não e)istissem-# 2ois sai&as que 9 comparando a elas mesmas que as condenas. ele te pareceria claramente produzido so& o nome de +c9u-.ra. que. neste caso a e)ist. em toda Custi(a. seria Custa. mas uma mesquinha inveCa. como sendo melhor. pensando no que seriam se não tivessem cometido pecado algum# 3odavia. mas tam&9m por t. o fato de não se querer admitir que tendo pensado que uma coisa melhor deveria ter sido produzida. que nada pode se oferecer a quem reflete so&re os elementos de sua &eleza que não seCa.L . mas de prefer. %"! apraz!vel . e não so& o de +terra-# Aulgo que tu. produzida por $eus. sai&a que $eus o fez. autor de todas as coisas# om efeito. por e)emplo. ainda manchadas pelo pecado. não 9 menos digno dos (p.s quantos louvores são atri&u!dos a $eus pela e)cel. não fiques pertur&ado.ncia* +5las poderiam ter sido constitu!das de outro modo-# 2ois tudo o que a razão apresenta. tu mesmo v. seu riador.ncia da luz. tendo sido omitido na s9rie de seres. não 9 mais uma razão verdadeira. pelo fato de serem as almas pecadoras censuradas. sem d"vida. a terra tenha sido produzida# 2ois poderias dizer que ela deveria ter sido feita conforme a id9ia que pudeste conce&er do c9u# 5ntão.%las mantido na ordem por ele esta&elecida. caso visses que o c9u. esta mesma terra apresenta em todas as suas partes tal variedade.material vis!vel# 5ntretanto. pela qual Custamente o louvamos# : ". com verdade. at9 pelos que vivem entregues aos sentidos do corpo# Eogo. elas não cedem em no&reza de modo algum ' luz material. quando tivesses visto realizado o c9u naquele grau de perfei(ão ao qual querias levar a terra. não estando privado de algo melhor. nada de menos &om seCa feito# omo. sendo ele o autor de todos os &ens# .ra. de modo algum deverias achar mal a produ(ão de outra realidade inferior. %2! mais magn!ficos louvores de que o homem 9 capaz de lhe atri&uir# 5 isso não somente por t.

mostrar que ele deveria ter feito.nde veria ela. %#!# 8 0ontade..da terra.ncia# . na medida mesma em que estão desprovidas de verdadeira realidade# (p. com efeito. não e)ista. quando afirma* +/eria melhor ter sido feito isto em vez daquilo-. que creia que $eus fez tudo o que ela. ningu9m pode conce&. por sua razão dotada de verdade. passa%se por graus tão &em dispostos que não ousarias dizer que nenhuma dessas partes 9 má. mesmo se ela não o v. a não ser nesses e)emplares conforme os quais tudo foi feitoO [uanto 's coisas que não se encontram nesses e)emplares. ela deveria crer em sua e)ist. mesmo se ela não pudesse ver o c9u com os seus olhos. interpMem%se os corpos "midos e os gasosos# 5 a partir desses quatro elementos ?terra. c9u. por seu pensamento.%lo como ver!dico. diz uma verdade. em seus lugares próprios# /eria. que só $eus pode enumerar# 2odes pois. a alma humana está em união natural com os e)emplares divinos. entre toda a terra e o c9u. que essa criatura deveria ter sido feita. mesmo pe)adora.ra. por . dos quais ela depende# Assim. . não as procura com os olhos corporais. o que diz# 5la a v. entretanto. dotado de verdadeira id9ia. at9 ' mais árida e est9ril. nesses e)emplares aos quais está ligada# Eogo. que tal coisa deveria ter sido feita. qual não 9 a distBnciaR 5ntre eles. conforme isso. a não ser comparada a outra melhor# 5 assim so&es no louvor.. água e ar@ resulta outra infinita variedade de formas e esp9cies. e. onstitui um erro comum ' maioria dos homens quando. com efeito. conclu!sse por sua razão dotada de verdade. não possas querer que ela seCa a "nica# . de maneira que ao se encontrar no ápice na melhor esp9cie de terra. isso não 9 poss!vel# 2ois tu não podes conce&er uma coisa melhor entre os seres criados que tenha escapado ao autor da cria(ão# om efeito. e a alma v. e)istir na natureza certas coisas que tua razão não consegue conce&er# Mas que algo conce&ido por tua razão. por todos os degraus# 5ntretanto. é um bem #.ncia de realidades melhores. ao conce&er em seu esp!rito a e)ist. isso. como uma realidade entre as coisas realizadas# 2orque.

ficasse sempre fi)a em $eus.ncia# .ncia de tal criatura. se te comprazes com uma criatura cuCa vontade persevera at9 o fim sem pecar. está na posse definitiva de sua felicidade# 2ois goza para sempre de seu riador. não e)istem os anCos. se irritasse por não o encontrar em uma noz. a segunda representa uma esp9cie de meio termo. perce&endo pela razão a perfeita redondeza do c!rculo. caso o quisessem# 5 por outro lado. 5ssa tão su&lime criatura.em em sua mente. %$!# $.s na e)ist. como não teria podido manifestar tam&9m sua &ondade. caso ainda não tivesse visto nenhum outro corpo redondo al9m dessa fruta# /emelhantes a esse homem são aqueles que v. produzindo aquela de quem previa igualmente não dever Camais pecarR . certamente. seu riador. mas não pode perder a possi&ilidade de a recuperar# 5ssa criatura está acima. a&ai)o dela. a qual se encontra no grau supremo dos seres e no mais alto dos c9us# 2orque. visto que lhes deu o poder de os cometer ou não. que nunca pecaram. sem Camais aceitar o pecado# [ue cessem esses elementos e não censurem ao riadorR 2ois. se o riador manifestou sua &ondade produzindo uma criatura de quem previa os pecados futuros. a mais elevada de todas. se.e)emplo. que uma criatura seria melhor. mas de que tenham sido criados em condi(ão de poder pecar# $izem* $eus deveria nos ter criado de tal modo que sempre quis9ssemos gozar de sua imutável verdade. daquela outra que permanece para sempre o&stinada em sua vontade de pecar# 5ntre esta "ltima e aquela primeira. a criatura pecadora possui o lugar que lhe compete pelo princ!pio da ordem# 5la perdeu a &em%aventuran(a pecando. se contristassem. sem nunca haver de pecar# 5 de outro lado. pois pode reco&rar sua grandeza pela humildade da penit. como se algu9m. criando%os. como o merece por sua vontade indefect!vel de se manter sempre unida ' Custi(a# Mas. certamente tens razão de a preferir 'quela que peca# Mas assim como tu a preferes em teu pensamento. a prefere na ordem das coisas# r. mesmo dotada de vontade livre. $eus não os for(ou a pecar. ao constatar os pecados dos homens. por uma id9ia verdadeira. que permanece fi)a em sua vontade de não se separar da Custi(a. não de que eles continuem a pecar. nem pecarão CamaisO 0a verdade. assim tam&9m $eus.I (p.

mas ainda que perseveraria em sua vontade de pecar. entre os corpos materiais# 2ode acontecer que certo corpo prevale(a so&re outro. naturalmente unido a uma alma. e assim afastam seu olhar da percep(ão da verdade# 5. mas devido ao que conservam da dignidade de sua natureza %. por faltar%lhe movimento e sensi&ilidade.ra. qualquer alma vale mais do que todo ser corporal. mesmo quanto 'quela criatura so&re a qual $eus previu não somente que ela pecaria. esse homem que eu censurei e que se encontra em&riagado. ela conservará sempre sua superioridade so&re o corpo# . assim uma criatura que peca por sua vontade livre 9 melhor do que aquela outra que 9 incapaz de pecar por carecer dessa mesma vontade livre# $e igual maneira. pois. contudo. simplesmente materiais# 8 e?)el9n)ia das almas espirituais %. dei)ando%a de criar# 2ois do mesmo modo que um cavalo que se e)travia 9 melhor do que uma pedra que não pode se e)traviar. conforme seu grau de perfei(ãoQ enquanto se deve censurar os que a&usam.ra.. esses seres. corrompidos e como que em estado de em&riaguez S não por motivo de (p. permanecem prefer!veis 'queles outros. entre os corpos materiais.nero S e censuraria o homem que tivesse se em&riagado com esse mesmo vinho# 5 contudo. %%! seus v!cios. seCa qual for a profundidade de sua queda. por mudan(a alguma. e nenhuma alma pecadora. a luz ocupa o lugar mais e)celente# /egue%se que a "ltima das almas deve ser colocada acima desse principal ser. torna%se Camais um corpo# 0em se pode retirar%lhe nada da perfei(ão que faz dela uma alma# 2ortanto. ficando sempre em seu lugar próprio. nem dela $eus afastou a efusão de sua &ondade. Assim. eu louvarei o vinho S coisa &oa em seu g. mas ele de modo algum pode estar acima de alma alguma# . eu o preferiria ao vinho que enalteci e com o qual ele se em&riagara# Acontece o mesmo com as criaturas materiais# ada ser com todo direito 9 digno de louvor.

as almas mesmo impenitentes são ainda mais no&res e e)celentes do que qualquer &rilho espl.3 . sem d"vida alguma. acontece que o que o homem carnal prefira ver at9 mesmo o c9u privado de diversos astros a ter o seu campo privado de um só ar&usto. nosso riador deu a vida tam&9m a outras almas que ele previu haver de pecar e mesmo perseverar em seu pecadoO Pisto que estas "ltimas almas são ainda superiores em &ondade aos seres animados que são incapazes de pecar. que 9 istoO 2ara que serve aquiloO 2orque cada ser foi criado dentro de sua ordem correspondente# /endo assim. estará sempre. conforme um Culgamento correto# Mas o interesse pessoal inclina%se mais frequentemente a Culgar conforme a vantagem que lhe proporcionam as coisas. em dignidade muito acima do que todos os corpos materiais# Mul5amentos in)orretos e o )erto. seCa por carecer do livre%ar&!trio da vontade# 5. quanto mais dará prova de ignorBncia quem perguntar o mesmo em rela(ão a qualquer alma# 2ois esta. a ponto de fazer maior caso de coisas que a razão demonstra serem de menor valor# 2or e)emplo.ndido dos corpos luminosos# 5sses que muitos homens cometem o erro grosseiro de venerar como sendo a su&stBncia própria de $eus alt!ssimo# . enquanto a razão coloca os corpos celestes &em acima dos corpos terrestres. não se há de &endizer a $eus e glorificá%lo com inefáveis louvores quando. om efeito. )on1orme a razão &. desde a harmonia das constela(Mes siderais at9 o n"mero de nossos ca&elos. no mundo dos seres corpóreos. ou o seu re&anho de uma "nica vaca# .2or que motivo. por mais que se tenha degenerado da &eleza a que chegara e tenha ca!do em algum defeito. %&! grande ignorBncia perguntar* . al9m disso. então. seCa por falta de razão. não o&stante.ra. &em diferente. um 9 o Culgamento da razão e outro. tendo criado almas destinadas a perseverar na o&servBncia das leis da Custi(a. o do próprio interesse pessoal# A razão aprecia segundo a luz da verdade e assim su&ordina as coisas inferiores 's superiores. encontra%se a &ondade e a perfei(ão de todas as coisas ordenadas de modo tão gradual e maravilhoso que seria (p.

pelo contrário. não encontro. preferem que morra qualquer homem. enquanto esperam sua corre(ão. toleram%nos e suportem%nos pacientemente# ap!tulo 6 Não /01i?-i1 / De-. ha&itualmente. mais e)celentes# 5ncontram%se tam&9m com outras certas pessoas que ousam at9 censurar a $eus e corrigi%lo. as pessoas em cuCa alma Cá surgiu a sa&edoria encontram%se. se esse tal homem lhes causa medo. pelo menos. e at9 mesmo recusam%se de crer que ele seCa o autor dos seres inferiores# $evem os sá&ios ha&ituarem%se a desprezar totalmente os Culgamentos de tais indiv!duos# Mas caso não consigam corrigi%los.m direito de atri&uir ao riador os pecados das criaturas./ do pe>/do '/. pelas criaturas superiores. e)cetuando algumas pessoas em cuCo amor se comprazem. louvam a $eus pelas criaturas !nfimas por serem estas adaptadas a seus sentidos carnais. meio de atri&uir a $eus o que em suas criaturas acontece necessariamente# Ao contrário. nem pode e)istir. e o seu passarinho for &elo e canoro# /emelhantemente.Pemos as pessoas adultas desprezarem por completo ou. não sa&endo Culgar as coisas conforme a razão. . ?ó 5vódio@. e mesmo certifico de que não e)iste. enquanto a&st9m%se (p. e portanto. ao supor que t. que tudo se realiza de tal forma que sempre fica intacta a vontade livre do pecador# . %'! de louvá%lo ou louvam pouco. as pessoas afastam%se muito da verdade. com homens que. esperarem pacientemente que o tempo corriCa os Culgamentos das crian(as# 2ois estas. mais do que um passarinho seu# 5 muito mais. dizendo que aquilo que $eus previu como futuro deva acontecer necessariamente# Eonge da verdade tam&9m estavas tu. / >/-. 0essas condi(Mes.= ao dizeres que não compreendias como atri&uir ao riador o que em sua criatura acontece necessariamente# 5u.

por te comportares sem Custi(a.5u e)plicar%lhe%ia* 2elo seguinte* caso dependa de teu próprio poder.J* .rdenador.27HA M. então não . eu haveria de responder* /e tal estado fosse inCusto. mesmo ingrato. pelo fato de que possuis os dissa&ores. mesmo sem o quereres.ra. eu louvo a &ondade do riador de que. com razão. não queres morrer.> /ou0ar a 2eus por sua bondade e Lusti4a (.735O NiG7-S2 5-e1 deiD/1 de eDi. responder%lhe%ia* MentesR 2ois neste mesmo momento 9s infeliz e. infeliz# 2ois &em. se 9s ingrato pelo que 9s voluntariamente. serás Custamente infeliz# /e ao contrário. gra(as a $eus de que e)istes. serás for(ado a ser o que não queres. $5/5A. fosse Custo. portanto. se algu9m me dissesse* +Tostaria mais de não e)istir do que de ser infeliz na vida-. S 5 .0i1 '?. (p. senão em vista de e)istires# Assim. por9m. $A 276. esse seria o teu# /e. queres ser apesar disso viver# $á. 7ealmente. entretanto. a fim de seres li&ertado daquilo que 9s contra a tua vontade# 2ois e)istes voluntariamente. ou então. e 9s infeliz contra tua própria vontade# . depois da morte-# 5ntão. louvemos Aquele cuCas leis te são impostas# 5 caso ela insistisse ainda* +5 como poderei pensar que se tal estado fosse inCusto não seria o meuO. conforme o teu querer. isto 9. não 9 precisamente por amar mais ser infeliz do que não e)istir em a&soluto# Mas 9 por recear ser mais infeliz ainda. 5 se essa mesma pessoa replicasse.JA5XY. querendo te comportar com Custi(a e não o conseguindo. %(! sem quereres ser infeliz. dizendo* +/e eu não quero morrer. tu possuis o que queresQ e louvo a Custi(a do divino . ou não serás infeliz. devido ' tua ingratidão# .

na presente condi(ão.ra.ncia. caso o quisesses# Mas se for algu9m mais forte. ainda. isso será por tua culpa. que ret9m tua fraqueza so& seu poder. assim. louvemos Aquele por cuCas leis tu te encontras nesse estado# ap!tulo 1 A eDi. porque não podes estar assim contra teu querer. que me impede de querer o que na verdade deveria pretender# 2ois. &)! tua vontade# 5ncontrarás nisso. se te comportas sem pro&idade. a não ser que esteCas vencido por alguma for(a e)terior e superior# 7a. agora. isso seria voluntariamente. confesso que prefiro a e)ist. essa situa(ão 9 tão razoável que não terias motivo algum para considerá%la inCusta# 2ortanto.ncia mesmo infeliz ao não%ser# Mas essa vontade 9 tanto mais insensata quanto mais miserávelQ .ncia infeliz# Agora. em&ora sendo infeliz.dependerias de ti mesmo# 5starias. deveria preferir o não%ser a uma e)ist. isso quer dizer que estás so& o teu próprio poder# 5ntão.-2o Se1 2). motivos para dar gra(as ' &ondade de teu riador# 5 no caso de tu não sentires so& teu próprio poder será um ser mais fraco que tu ou um mais forte. porque poderias vencer algo mais fraco. 9 efeito da minha mis9ria. teria escolhido não e)istir a viver de um modo infeliz# om efeito. por9m. fosse Custo. 9 porque acontece que atualmente eu e)isto# 5ntretanto. /e. 9 plena verdade o que te dizia* /e esse teu estado fosse inCusto não seria o teu# /e. aquele que não está so& o poder de ningu9m não pode ser vencido por for(a estranha alguma# Mas se 9 voluntariamente que não estás so& o poder de ningu9m. ou so& o poder de outra pessoa ou mesmo não dependendo de ningu9m# .ncia# /e for um ser mais fraco. e assim tua infelicidade será Custa. se tivesse podido ter sido consultado antes de e)istir. este meu receio de perder a e)ist. que te manterá so& sua depend.0PG>i/ S /2/d/ po15-e 6e2 do . apesar de ser infeliz. ou contra tua vontade. prefiro e)istir a não e)istir de modo algum. serás com razão infeliz# 5 então o que for que te aconte(a será por (p. todavia algu9m me disser* +/e.

&2! aprova e utiliza . preferes ainda e)istir.ncia. se fosses feliz. pelo fato de e)istirem. Eogo. a não e)istir em a&soluto. o&Ceto do querer dos felizes e dos infelizes# 2ois. são. apesar disso. em&ora recuando%te a ser infeliz# onsidera. mesmo infeliz. passamQ e tendo passado. são &ons# Assim.meras# 2ois as coisas temporais nada são antes de e)istiremQ ao e)istirem. gostarias certamente antes e)istir do (p.ncia tanto mais deseCarás a vida eterna e aspirarás a te transformar. de tal maneira que tuas disposi(Mes não seCam transitoriamente impressas em ti.ncia em si mesma. contudo 9s superior aos seres que não possuem sequer o deseCo da felicidade# 5ntretanto. pois ret. se prestares &astante aten(ão.ncia miserável. tu te apegas ' e)ist. se queres fugir da infelicidade. todos os seres. lá mesmo onde Culgas estar com a verdade# 2ois.e 9 tanto mais miserável quanto veCo com maior verdade que não a deveria querer-# 7esponderia a essa resposta# 3em cuidado em não te enganares. o quanto podes. voltam ao nada# Eogo. essas realidades para as quais iniciar a e)istir 9 id. & ! que não e)istir# 5 agora que e)istes. infeliz que seCas.ncia (p. desde Cá. quanto mais quiseres ser. muitos desses seres inferiores são e)altados pelos próprios desafortunados# 3odavia. mais apro)ima%te dVAquele que e)iste acima de tudo# 5 dá gra(as a $eus. com todo direito. ama em ti esse mesmo +querer%ser-# om efeito. pelo simples fato de e)istirem. pois. quando são futuras ainda não e)istemQ ao terem passado não e)istirão mais# omo. pois. verás primeiramente que 9s infeliz na medida mesma em que não te apro)ima do /er supremo# 2or outro lado. quão e)celente &em 9 a e)ist. por e)istires# 2ois mesmo sendo inferiores aos &em%aventurados. na mesma medida em que perdes de vista esse sumo /er# 5ntretanto. quanto mais amares a e)ist. dignos de serem apreciados# 2orque. como que gravadas pelo amor das realidades ef.%las a fim de que permane(am. porque rece&este o ser dVAquele que 9 o /er supremo# =esolu4ão A 8mar mais e mais a 0ida r aspirar ao amor das )oisas eternas 2 .s prefer!vel o não%ser a uma e)ist. cr.ntico a caminhar para o nadaO Mas quem ama a e)ist.

no amor ao ser.-i>id/2 p1eEe1e2 o GãoK.ncia e assim se afastará daquilo a que tem tanta aversão# 2ois logo que conseguir possuir perfeitamente aquela e)ist. o não%ser não 9 coisa alguma.e . mais e mais.2o /5-e3e.essas coisas caducas. pela qual passam ' não e)ist. pelo fato de que prefiras e)istir. por não mais e)istires# om efeito.6 Eogo. elevarás o templo de tua alma em dire(ão ao /er supremo# Assim. &"! daquilo. dei)ar de ser infeliz. mas ao contrário te alegres e muito.ra. mas dá o seu grande amor ao /er que permanece sempre# 5 se o amor daquelas realidades o tornava inconstante. quando nada há a ser escolhida# . aquele que possui maior amor ' e)ist. mesmo infeliz. enquanto e)istem. que aumente esse amor ' e)ist. não será mais infeliz# ap!tulo 8 Ne2 2e. tu te preservarás de toda queda. se a partir desse +querer%ser. 5-e . firmar%se%á amando o /er que 9 permanente# Di)ar%se%á e o&terá aquele mesmo /er que deseCava quando temia dei)ar de e)istir e não podia se fi)ar.e1 22. os quais e)istem apenas para voltar ao nada. ele não tem outra alternativa do que suportar de ser infeliz# 2elo contrário. por conseguinte. levando em sua ru!na as for(as e o ser de quem ama tais coisas# [uanto 'quele que prefere não ser para escapar da mis9ria.ncia os seres inferiores. 9 a&solutamente imposs!vel que se fa(a uma escolha conveniente. 5fetivamente.ncia que conv9m ' sua condi(ão. como isso não pode se dar. arrastado pelo amor das coisas fugazes# . fortificar%se%á por esse amor ao /er que sempre 9# 5 caso se desesperar amando coisas passageiras. mas um simples nada e.inicial cresces. não te entriste(as.ncia do que aversão a viver infeliz. escolhe%se alguma coisa# . considera o a&surdo e a contradi(ão desta declara(ão* +Tostaria de não e)istir do que de ser infeliz-# 2ois ao se dizer* gosto mais disto do que (p.

então tal havia de ser o melhor# . mesmo sendo infeliz.ncia não e)istir-. se deram ' morte# om efeito. ningu9m pode escolher de modo conveniente não mais e)istir# 0em nós devemos nos dei)ar impressionar pelo Culgamento daqueles que. ou &em menos ainda. ainda que se negue a admitir essa resposta# Bo 1undo. pode acontecer que o parecer lógico diga uma coisa e o sentimento !ntimo. em testemunhos dados# 2elo contrário./em d"vida. caso tenham acreditado em seu total desaparecimento. ou &em eles procuraram ref"gio lá onde Culgavam estar melhor S e isso não parece contrário a nosso racioc!nio %. &#! qualquer maneira possui o sentimento de que não será nada depois da morte# Ainda que isso entre um pouco em sua id9ia# om efeito.s que deverias ter querido tal coisa# Al9m disso. o parecer racional reside no erro ou na verdade. o sentimento tira seu valor da própria natureza ou do há&ito# . quando algu9m faz uma &oa escolha 9 preciso que o o&Ceto deseCado.ra. dizes ainda* +5u queria e)istir. que deverias. certamente fi)a sua op(ão so&re o nada. outra# onstata%se isso facilmente pelo fato de que em muitos casos cremos que . não 9 isso que deverias ter querido# 5 o sentimento que te leva a não querer o nada 9 mais conforme ' verdade do que o parecer pelo qual cr. seCa da maneira que for como o supuseram.ra. o&tidos por via do racioc!nio ou da f9.2ois aquele que escolhe não%ser. respondeste# /e tivesses tido de querer isso. direi* parece%me que ningu9m que se suicida ou que deseCa a morte de (p. uma vez o&tido. o nada não pode ser o melhor# Eogo.ra. essa escolha a&surda das pessoas em escolher o nada deve nos inquietar# 7ealmente. não o&stante. so& o peso da mis9ria. o sui)ídio pro)ura en)ontrar a própria tranqGilidade 2". torne melhor aquele que optou por ele# . para e)primir o meu pensamento so&re toda essa questão. 9 imposs!vel tornar%se melhor algu9m que Cá e)iste# Eogo. se eu lhe perguntasse o que escolhe ele me respondesse* +0adaR. como posso seguir um homem a quem. então. queridoO +$e prefer. mas não deveria ter querido issoO-# . se isso for poss!vel.

o que permanece na tranqüilidade não pode ser um puro nada# Jem ao contrário.ra. em seu sentimento. por9m.ncia. se (p. quando uma coisa nociva 9 Culgada &en9fica e causa prazer# <a&itualmente. mas agrada%nos. o parecer lógico e o sentimento são igualmente verdadeiros. não para cessar de e)istir pela morte. ainda que o dito doente tenha prazer de &e&. da natureza# 2or e)emplo. o sentimento !ntimo 9 mais verdadeiro do que o parecer formalizado# Hsso quando esse vem do erro e o sentimento. o parecer formalizado 9 mais verdadeiro do que o sentimento !ntimo# 2or e)emplo. no caso de o doente crer. frequentemente um doente encontra prazer em tomar água gelada e isso com proveito. na realidade. inclina%se com todo seu deseCo em dire(ão ' morte S resolva a&ra(á%la e. ainda que acreditando que lhe será nocivo# . com efeito. entretanto S levada por tristezas intoleráveis. &$! suicida# <á em seu parecer a cren(a err8nea de completo aniquilamento# 0ão o&stante. e)iste. o repouso implica a perman. posto que. possui mais insta&ilidade do que aquilo que 9 instável# 2osto que a insta&ilidade 9 causa de afetos tão opostos que mutuamente um destrói o outro# 2elo contrário.%la# 2or vezes.utras vezes. o deseCo natural do repouso# . que após a morte não mais e)istirá.1 . um parecer certo corrige um mau há&ito e um mau parecer costuma corromper uma natureza correta# Hsso por ser muito forte o dom!nio e a supremacia da razão# Assim acontece quando uma pessoa cr. mas ainda ocasiona prazer# 5nfim. a qual se tem em vista quando se diz de algo* Hsto e)iste. pelo contrário. como acontece quando uma coisa "til não somente 9 tida como tal. mas para encontrar a tranqüilidade# 5 . com efeito. 9R $esse modo. todo deseCo daquele que quer morrer 9 dirigido. conforme a recomenda(ão competente do m9dico.dever!amos fazer de que em muitos casos cremos que dever!amos fazer uma coisa. fazer outra# 2or vezes. há vezes em que o erro de um lado e doutro. que a água fria lhe será nociva. ela realmente o seCa. e que.

sua natureza está a aspirar pela tranqüilidade. pe1Eei0o. 2#. o&ter o não%ser. por engano. enquanto cr. 25 A$. /e fosse dito* +5ntretanto. ap!tulo : + iGde6ido >eG.7$5M $.. assim como não pode a&solutamente ser cr!vel que algu9m goste de não e)istir.assim. de maneira que nenhuma viesse a ser infeliz# 2ois sua onipot. pelo ser do qual frui# * . não seria dif!cil nem la&orioso para a onipot.ncia suficiente para que nada pudesse lhe ser acrescentado por ser perfeita# 5ntão. isto 9. algu9m ao afirmar* +Tostaria que esta realidade fosse como aquela .u ainda* +Aquela deveria ser de outro modo-# om efeito. caso se pretendesse que uma criatura se assemelhasse a tal outra que lhe fosse superior. 5 A .ncia não poderia ser incapaz disso nem sua &ondade haveria de ser avara desse dom-# (p.ncia de $eus proporcionar a cada uma de suas o&ras o que lhe conv9m dentro de sua ordem. &%! 7esponderia a essa o&Ce(ão* a ordem hierárquica das criaturas desde a mais elevada at9 a mais !nfima decorre em graus tão &em proporcionados que só a inveCa poderia levar a dizer* +5sta realidade não deveria e)istir assim-# . não se pode de modo algum admitir que algu9m seCa ingrato para a &ondade de seu riador. pe3/ >1i/ção de . deseCa possuir uma realidade mais perfeita# Eogo.-1/1 / De-. 2eGo. F0HP57/. essa Cá deveria e)istir e com e)cel.e1e.

contudo. mas sim* +$everia ser semelhante ao sol-.seria igualmente mau e inveCoso. pelo que diz . porque acrescentar ao mesmo tempo nova perfei(ão 's coisas que Cá são perfeitas em sua (p. mas que ele considere. ver%se%ia for(ado a considerar tal outra menos perfeita# /eria. 3alvez meu interlocutor dirá. corpos e. ainda que sendo corpos celestes. que ele não se lamentará de modo algum a respeito da lua. são. precisamente. porque o esplendor menor que ela possui não 9 de natureza a torná%la infeliz# Mas que 9 a respeito das almas que ele se contrista# 0ão devido ' o&scuridade delas. como se dissesse* +A lua não deveria e)istir-# . então. seria próprio de um doido ou de um o&stinado# omo. caso pretendesse acrescentar perfei(ão ' criatura superior Cá perfeita. mas deveria haver dois sóis-# 0isso engana%se duplamente.u ainda. meu interlocutor deve &em confessar que a referida candeia 9 digna de ser louvada em sua humilde limita(ão# 0egá%lo.nero e agradável. que se alua 9 infeliz por sua opacidade. a claridade de uma candeia que seCa. quando ao dizer* +A candeia não deveria e)istir-. atentamente. do mesmo modo o sol não 9 feliz por seu &rilho# 2ois. por e)emplo.ra. pois. a propósito desse e)emplo. se algu9m pretender suprimir a realidade mais imperfeita seria mau e in!quo# 5 aquele que dissesse* +5sta aqui não deveria e)istir. mas. ainda que &em inferior. &&! natureza 9 deseCar como que outro sol# 5 diminuir a sua perfei(ão 9 como deseCar eliminar a lua# 2eus é di5no de lou0ores pela )ria4ão da 0ariedade dos seres 2$. ao recusar%lhe a e)ist.ncia. por a!. seria e)agerado e inCusto# . ela não se daria conta de que esse deseCo reduz%se a* +A lua não deveria e)istir. essa pessoa Cá 9 digna de zom&ariaO 5 caso não afirmasse* +A lua não deveria e)istir-. por causa do seu estado de desgra(a# /eCa. ousar dizer convenientemente* +A lua não deveria e)istir entre os seres-. e assim mostra%se ela &em apropriada aos afazeres noturnos# $evido a tudo isso.outra-. visto que. quando as trevas co&rem a terra. continua &ela em seu g.

quanto mais eles diferem de &rilho entre si. o conCunto não te parece perfeito. senão porque coe)istem corpos mais no&res com outros mais humildes# onsidera. por9m. por a!. meu interlocutor apresenta ainda outra o&Ce(ão* + om efeito. sequer essas almas que tiveram de se tornar infelizes (p. segue%se que at9 os nossos próprios pecados são necessários ' perfei(ão do universo criado por $eus# . mais te 9 fácil constatar que todos eles e)istem# Aliás. ainda que possam ser corpos de seres felizes ou infelizes# Mas a compara(ão tirada desses corpos luminosos ensina%nos o seguinte* contemplando a diversidade dos corpos. mas as almas . se a alma não se torna infeliz a não ser pecando.8 omo. nem as desgra(as mesmas. argumenta ele. 5ntretanto. mas estarias no erro ao pedir a supressão dos mais o&scuros ou o nivelamento com os mais &rilhantes# 2ois. então. 9 erro afirmar que ele não seCa digno de louvor por ter dado o ser a outras criaturas ainda &em inferiores do que essas almas infortunadas# : pe)ado nada tira da ordem do uni0erso 2%. são capazes de serem perce&idos por nossos olhos corporais* nunca. que são necessários ' perfei(ão do universo.s uns mais &rilhantes do que outros. igualmente. se os consideras a todos em sua rela(ão com a perfei(ão do universo. se nossa mis9ria completa a perfei(ão do universo. pune $eus com Custi(a os pecados. &'! por terem livremente serem pecadoras# 5 não se pode dizer que $eus devia ter dado a e)ist. v.respeito ' luz. a diversidade e)istente nas almas e encontrarás como compreender que essa mis9ria da qual te lamentas tam&9m possui seu papel na perfei(ão do universo# 5ssa perfei(ão faz com que nada falte. sem os quais a sua cria(ão não teria nem a sua plenitude nem a sua perfei(ãoOA isso se responde* não são os pecados mesmos. parecendo não compreender &em o que foi dito. viria então a faltar algo a essa perfei(ão. caso todos nós sempre f8ssemos felizesO 2or conseguinte.ncia a essas almas# Hgualmente. os corpos como corpos podem sentir felicidade ou desdita.

pecado voluntário leva a um estado acidental de desordem vergonhosa. reunidas e formando agora uma só esp9cie de unidade. será punida por criaturas inferiores# 2orque ainda que estas esteCam em condi(ão &em mais &ai)a. na verdade. nem as almas a cuCas &oas o&ras segue% se a felicidade. então aparece perfeita a ordem do universo# 5 porque não faltam almas pecadoras que encontram o castigo. ou mesmo se esta precedesse qualquer pecado. ao qual se segue o estado penal. a ordem ficaria igualmente a&alada pela inCusti(a# Hnversamente. podem ser de certo modo elevadas pelas almas pecadoras# ACustam% se assim ' ordem e harmonia do universo# om efeito. precisamente para o colocar no lugar que lhe corresponde. caso se cometam pecados. a pena do pecado vem a reparar a ignom!nia do mesmo# .ncia numa ordem cheia de harmonia# ontudo. o que há numa casa de mais no&re do que a pessoa humana. o universo não dei)a de conservar a sua perfei(ão# 2orque. nem o pecado nem o castigo do pecado (p. e o que há de mais &ai)o e a&Ceto do que o esgoto da casaO ontudo. um escravo. dignifica aquele lugar por meio de sua mesma ignom!nia# 5 essas duas coisas. contri&uem para a &oa disposi(ão da casa# Hnserem%se tão &em uma na outra que concorrem ao arranCo daquela resid.: 8 penalidade so1rida pelas almas pe)adoras )ontribui para a per1ei4ão do uni0erso 2&. preso por uma falta que o faz ser encarregado de limpar o esgoto. se esse escravo não tivesse querido pecar. &(! são seres ' parte. com razão seria dito que uma &recha foi introduzida na ordem e no governo do universo# 2or outro lado. a&solvidos os seus pecados. a sua mis9ria continuasse. mas estados acidentais dos seres# .enquanto almas. . mas tendo pecado tornam%se infelizes# /e. a indignidade do escravo e o ato de limpar o esgoto. mas não e)ista a pena. as quais se não quiserem pecar não pecam. para não haver uma desordem dentro da ordem universal# Dor(a o castigo a harmonizar%se o pecado com a ordem do universo# Assim. se uma criatura superior pecar. $a! prov9m que. quando os Custos encontram a felicidade.

permanecerá sempre a &eleza deste universo. ainda que destinado 's coisas corrupt!veis. nós admitimos o fato# Eogo.nem por isso ' administra(ão dom9stica teria faltado outro meio para fazer e)ecutar as limpezas necessárias# $e modo semelhante. não o&stante conv9m%lhe ha&itar a terra. entretanto. mesmo pecadora. conserva. seCa qual for a op(ão da alma. o quanto lhe 9 poss!vel. não classificamos esse fato como castigo infligido pelas chamas. caso seCa dentro da ordem e da lei. a imagem de seres superiores e não cessa de oferecer e)emplos e sinais disso# om efeito. ')! isso. ao ha&itarem em seres de &ai)a condi(ão. haverá algo de mais !nfimo entre os seres do que um corpo formado da terraO 5. N porque nosso mundo. mas pelo &om uso que fazem dessas criaturas# 3odavia. mas como prova de for(a e paci. como castigo# Assim. se não 9 conveniente que uma alma pecadora ha&ite o c9u devido a seu pecado. esses dois tipos de . assim como o movimento vital# 2or (p. a alma. levado pelo dever e a honra. porque elas não se adaptariam a tais lugares. não podendo usar deles de modo conveniente nem lhes trazer esplendor algum# 2'.ncia# 5 nós muito o admiramos. dignifica tão &em essa carne corrupt!vel que lhe dá uma forma admiravelmente constitu!da. entretanto. do qual $eus 9 o criador e administrador e cuCa ordem consiste na harmoniosa conveni. pois não as possuem. a dei)ar que seu corpo se consuma pelas chamas. se fosse permitido 's almas pecadoras ha&itarem em lugares mais elevados. haveria por certo desordem. elas os dignificam. não por suas mis9rias.ncia de suas partes# [uanto ás almas no&res. caso uma terr!vel destrui(ão dizimar seus mem&ros corporais S mais do que se não tivesse tido de sofrer nada semelhante# 2ois reconhecemos com admira(ão que a natureza da alma 9 tal que não sofre altera(ão pela modifica(ão do corpo# 2or outro lado. se acontecer serem consumidos os mem&ros do corpo de um &andido que o&servamos pelo mesmo supl!cio. se virmos um homem &om e de caráter no&re.

enquanto se mantiver pecador. ou mesmo antes dela. que um e outro puderam dignificar os seres inferiores. por certo alegrar%nos% !amos# 2elo contrário. não querem por a! elevar%se a uma medida igual ' dos anCos. mas sim re&ai)arem os anCos ' sua própria condi(ão# N porque. inversamente o pecador. possuir um corpo mortalQ mas. os seres superiores# 8pli)ando do que 1oi dito D puni4ão do pe)ado ori5inal e D reden4ão Hsso leva%nos a o&servar que a mortalidade de nosso corpo foi danificada pelo primeiro homem. daqueles que o apóstolo diz* +0ão sa&eis que Culgaremos os mesmos anCosO. quem não ficaria chocadoO onclui%se. se após essa prova de fogo. v!ssemos aquele homem santo de que falamos em primeiro lugar tornar%se digno das moradas celestes. serão igualados ao castigo dos anCos prevaricadores. mas um demonstrando o que vale a sua virtude e outro.36@# om efeito. seCa depois. perseverando em tal pretensão.?. ' ! .3@# Mas sim daqueles de quem o /enhor diz* +5les serão semelhantes aos anCos de $eus.?Ec IL. se fosse o &andido que v!ssemos.ra. que amam o seu próprio poder mais do que o de $eus todo%poderoso# 7ealmente. pois. mas só um deles. foi o corpo humano dignificado por nosso /enhor. seCa antes de seu supl!cio. aqueles que deseCam a igualdade com os anCos. elevar%se aos c9us para ser colocado num trono de eterna glória. o que merece o seu pecado# (p. o Custo podia. tais homens encontrar%se%ão do (p. de modo que a sua a misericórdia fez dele o meio de nos li&ertar do pecado# IL 2or outro lado. permanecendo Custo.homens dignificam seus tormentos. movidos por própria vanglória. o 6. de modo que o pecado encontrou a! seu castigo proporcionado# 5 tam&9m. conservando ele a mal!cia de sua vontade. ser transportado para os c9us. não pode atingir a imortalidade dos anCos# 0ão me refiro ' imortalidade su&lime dos anCos. '2! lado .

assim como ningu9m ao pensar espontaneamente vem a pecar contra a própria vontade. a qual o /enhor Aesus risto mostrou%nos em si mesmo# Piveram eles cheios de orgulho. sem remeter em ordem os estragos dos pecadores# N porque ao homem sendo menos culpado do que o dem8nio. do mesmo modo. sem nenhuma misericórdia# 5ntão. num e noutro caso. punindo um e outro pecado ?o do dem8nio e dos homens@# 2ois foi tudo pesado na &alan(a da equidade# Assim. a persuasão de outrem# 2enso que 9 a isso que se refere a palavra do profeta* +$e meus pecados ocultos.esquerdo. ao consentir a uma má sugestão. o pecado 9 sem d"vida voluntário# Hsso porque.?/l . no Cu!zo final. pecar por si mesmo sem ser induzido a isso por ningu9m. o pensamento espontBneoQ outra.@# ap!tulo . do pe>/do o1i7iG/3 2(. se omitisse. ser% lhes%á dito* +Hde agora para o fogo eterno preparado para o dia&o e para os seus anCos. o fato de não ser recusado ao dem8nio o possuir de certa o homem so& o seu poder S posto que lhe fora su&metido por haver aceito as suas más sugestMes# om efeito. /ão duas as fontes do pecado* uma. porque não terão procurado a $eus pela porta da humildade.?Mt I>.=. 9 certamente mais grave do que ser levado ao pecado por persuasão alheia# $eus o&servou plenamente a Custi(a. e das faltas alheias preservai vosso servo. foi encontrado . /enhor. e persuadir a outrem a cometer pecado. certamente não consente sem ser por vontade própria# 5ntretanto. purificai%me. não seria Custo impedi%lo de dominar so&re aquele a quem havia capturado# 2or outro lado. '"! se estende por toda parte. a&solutamente não podia acontecer que a Custi(a perfeita de $eus so&erano e verdadeiro.8.L *oG. por inveCa e dolo..e5UPG>i/.3#. que (p.=@# 3odavia.

. aos anCos. por9m. 3orna%nos capazes pela f9 de participarmos com os anCos do alimento da visão &eat!fica# (p. da parte mortal e !nfima da cria(ão. +por quem tudo foi feito. a reprimir as alegrias culpáveis e. se dignava igualar%se aos homens# 5 desceu 5le at9 nós. o 2ão dos anCos. com efeito. que o Per&o de $eus. sem ainda ser igualado aos anCos. inteiramente Cunto a eles e inteiramente Cunto a nós# 0utre a eles. Cá que 5le mesmo. retida por castigo de seu pecado em liames mortais# 5la 9 reduzida. o que há de mais indigno de misericórdia do que o orgulhoso infortunadoO 8 obra da reden4ão "). Aconteceu. por fora. então. quero dizer. que tenha mais necessidade de misericórdia do que o m!seroO 5 tam&9m.e cuCo gozo constitui toda a &em%aventuran(a dos anCos. interiormente por seu ser de $eus# 5 ensina%nos a nós. tornando%se menos seguro pela consci.3#. por outro lado.=@# 2oderia assim o homem chegar a comer o pão dos anCos. a um estado de grande de&ilidade# $eve esfor(ar%se para perce&er as realidades . cuCas más sugestMes levaram%no a perder%se# 3al orgulho afasta por ele só o rem9dio preparado pela misericórdia divina# [uem há. por tudo o que somos# I. ao mesmo tempo. so&retudo a dominar o seu orgulho. a alma humana 9 racional# 5stá. ele 9 o chefe de todos os pecados e senhor da morte# .ncia de ser mortal. os mais vis e a&Cetos e at9 mesmo dos menores. contudo a&andonar os anCos# 5le está. a criatura racional nutre%se desse Per&o como de seu melhor alimento# . isto 9.um meio de restaura(ão e salva(ão. sem. assim. acha%se. incerto do futuro# <a&ituou%se. '#! 0a verdade.ncia at9 a nossa mis9ria. homem. então. estendeu sua clem. at9 na própria mortalidade de sua carne# 2ois o dem8nio 9 o pr!ncipe deste mundo. pelo fato mesmo de estar suCeito ao dem8nio.ra.e o Per&o fez%se carne e ha&itou entre nós?Ao . em meio a mil inc8modos. temendo a ferocidade da parte dos animais.

que sempre teve e sempre terá o dem8nio 's suas leis. ela reencontra%o fora dela. sem crime algum. que essa morte seCa para liquidar sua d!vidaQ e se vivem da vida eterna.ncia# Mas venceu%o pela lei da Custi(a# 2osto que o dem8nio. em seu interior. '$! propriedade# 2or conseguinte. não somente foi condenado ' morte. revestiu%se da nossa. tendo enganado a mulher e feito cair o homem por meio dela S certamente animado pelo deseCo perverso de causar dano. ^quele em quem nada podia encontrar digno de morte# 5 5le. como tam&9m nasceu sem concupisc. a fim de levar a 5le. atrav9s das realidades vis!veis# N porque o alimento da criatura racional tornou%se vis!vel# /em nada mudar em sua natureza. esse poder não deveria perdurar senão at9 o dia em que o dem8nio poria o Austo ' morte. na humildade# 5 só será imitando essa humildade vis!vel que voltará ' sua eleva(ão invis!vel# 8 submissão ao Senhor li0ra-nos do poder do demNnio " .invis!veis.ncia. pela qual o dem8nio su&Cugava a todos os seus cativos. pretendia su&meter ' lei da morte todos os descendentes do primeiro homem. su&meteu igualmente o dem8nio ao homem# 2ara isso. por conCecturas.ncia alguma. tendo se revestido de nossa humanidade. N porque o Per&o de $eus. com todo direito %. Aquele que a alma por seu orgulho a&andonara. nada lhe e)igiu com viol. se os homens morrem de morte temporal. que seCa para viver naquele que pagou por eles uma d!vida que ele próprio não tinha# .o Dilho "nico de $eus.em naquele a quem su&meteu ' morte inCustamente# $esse modo. aqueles que só procuram as coisas vis!veis# $esse modo. entretanto. 9 com toda Custi(a que o dem8nio está constrangido a li&ertar aqueles que cr. a t!tulo de pecadores# 5m conseqü. sem lhe ter faltado certo direito de (p. como frutos de sua árvore# Hsso sem d"vida levado por um deseCo muito perverso# 0ão o&stante. que 9 invis!vel.

aconteceu que o homem não foi arrancado por viol.%lo# ap!tulo . a quem o dem8nio tiver persuadido de perseverar na infidelidade. com direito ele os terá como companheiros na dana(ão eterna# Assim. o riador de todas as naturezas* não somente daquelas que haviam de perseverar na virtude e na Custi(a. o (p. mas para que acrescentassem algo ' &eleza do universo. cheia de Custi(a e de perfei(ão. foi su&metido o homem que com direito havia sido humilhado. quer não ao pecado# /e aqueles seres espirituais que ocupam o cume da ordem universal tivessem falhado e aceitado pecar./3 "2. quer consentindo.ncia do homem. $eus 9.ncia ao dem8nio. por9m. pois.pe>/do1/ >oG01i?-i p/1/ / o1de2 -Gi6e1. '%! universo ter%se%ia enfraquecido e deteriorado e algo de grande teria faltado ' cria(ão# 2ois faltaria aquilo cuCa ru!na pertur&aria o equil!&rio e a harmonia dos seres# 3ais são aquelas criaturas tão e)celentes. pois. foi li&ertado por Aquele a quem dera o consentimento para o &em# Hsso porque o homem forma menos culpado consentindo ao mal do que o dem8nio a persuadir a faz. nosso universo não su&sistiria# . potestades celestes e ou supracelestes. a ponto de se tornar escravo daquele a quem dera o consentimento para o mal# om direito.0/ o. mas por persuasão# $essa maneira.2ara aqueles. tal como este não havia se apropriado por viol. santas e su&limes. tam&9m.. Tod/ >1i/0-1/ @-. como daquelas que haveriam de pecar# 5stas $eus as criou não pra que pecassem. das quais só $eus 9 o /enhor e ao qual o mundo inteiro está su&metido# /em a fun(ão delas.

muito de considerável teria faltado# 2osto que. rece&e tam&9m a fun(ão e o grand!ssimo poder de sustentar todas as coisas na ordem# 0ão. mas igualando%os em sua natureza# 5 a&ai)o delas. aquelas outras criaturas que podem pecar ou não. entretanto. por ter sido previsto que ele seria capaz de pecar# . por quem e em quem I= todas as coisas foram feitas# 2or sua parte. mas por aderirem ' (p. por9m. e não seu pecado. há ainda muitos outros graus de ser que. diminuiria a ordem do universo# Dun(ão menos su&lime e)erce aquela outra natureza cuCa ine)ist. os seres superiores nada ganham em facilidade nas suas a(Mes. Eogo. quando não peca. possui uma fun(ão su&lime essa natureza a qual. mas em união com os primeiros seres. com efeito. se os inferiores unirem%se a eles# 3ampouco sua a(ão torna%se mais dif!cil.$o mesmo modo. no caso de não e)istirem. a ordem do universo não se alteraria# 0esse caso. não 9 por sua própria autoridade que eles mant9m todas as coisas na ordem. pecando# . a razão de sua perseveran(a na vontade do &em não vem da no&re fun(ão que rece&eram porque sua perseveran(a foi prevista por Aquele que confiou neles# Ademais.s seres espirituais podem unir%se entre si. mas ainda se pecasse. aquela segunda natureza ?a humana@. sem nada ganhar com issoQ e separarem%se tam&9m sem se diminu!rem em nada# Assim. não somente se não e)istisse. são almas racionais. por certo dessemelhantes por suas fun(Mes daqueles esp!ritos superiores. '&! autoridade e o&edecerem com total dedica(ão 's ordens dVAquele de quem. sendo o&ras do $eus supremo. permanecem dignas de louvor# I3 3un4ão dos seres an5éli)os e dos homens "". diminuiria essa perfei(ão universal# Aos primeiros seres ?os ang9licos@ foi dado o poder de suster todas as coisas como fun(ão própria# $eles. a ordem universal não se poderia passar# Aliás.ncia somente. como próprias. se os inferiores a&andonarem sua fun(ão.

esta&elecido com honra Cunto a seu senhor# Mas o próprio escravo vale muito mais do que não importa que veste preciosa. em&elezar e governar os mesmos corpos terrestres.2ois mesmo que os seres espirituais tivessem um corpo. a alma humana que desde o pecado encontra%se em seu lugar em corpos frágeis e mortais. . esse mesmo corpo que a oprime# ontudo. conforme (p. pelo fato de ser homem# 2ortanto. pode. ela influencia%os conforme sua possi&ilidade.ra. morando em corpo mortal.Ia . não 9 pelos lugares ou volumes corporais que essas criaturas espirituais podem unir%se ou separar%se. mas pela semelhan(a ou dessemelhan(a de suas disposi(Mes# 84ão dos anLos e das almas sobre os seres in1eriores "#. inferior por sua vez. aquele esp!rito ?ang9lico@ superior. interiormente. unido a $eus. não se segue que essa alma seCa inferior aos corpos celestes. por seu poder ang9lico. I> aos quais estão su&missos os corpos terrestres# 2ois at9 as roupas esfarrapadas de um escravo condenado estão longe de valer o mesmo que as vestes de um servo fiel. e num corpo celeste. ''! lhes ordena Aquele de quem compreende inefavelmente a vontade# [uanto ' alma ?humana@. ela o em&eleza o quanto pode# [uanto aos corpos e)teriores que a circundam. governa cada uma o seu corpo. mas como o permitem as leis universais# ontudo. não totalmente conforme sua própria vontade. com uma a(ão ainda que muito mais fraca# ap!tulo . governa com dificuldade.

a terra e todos os seres vis!veis com suas propor(Mes e sua ordem conforme . que aquele que pode menos possa algo mais# Assim. $onde se segue esta conclusão* a criatura corpórea S at9 a de condi(ão mais !nfima S não estaria privada de &eleza singular!ssima. pecando contra os seus mandamentos. de modo que.ncia que deve e)istir uma criatura que nunca tenha pecado e nunca houvesse de pecar CamaisQ e essa mesma razão pode mostrar tam&9m outra verdade* que essa criatura a&st9m%se de pecar por sua livre vontade. 5le não haveria de tolerar em todo seu dom!nio nada de disforme ou indecoroso# 2orque. como $eus o previu. ainda que &em a&ai)o dos espirituais# N assim que ningu9m pode contemplar com intelig. mesmo no caso de o homem não ter querido pecar# om efeito. ainda que de fato não o tenha feito.ncia o c9u. $eus governaria todas as coisas por sua a(ão cheia de &ondade e de ordem.ncia de seres espirituais# 5le. &astaria a autoridade divina cuCo poder 9 inefável (p. e isso sem ser for(ada por necessidade alguma. como seria o caso de os seres ang9licos todos eles virem a falhar. nem sequer por inveCa dei)aria de querer a e)ist. mas por si mesma# 5 mesmo se ela pecasse. necessariamente cure toda esp9cie de doen(as no homem# 0a verdade.N/d/ pode pe10-1?/1 o 7o6e1Go de De-. não se segue que aquele m9dico que trata com sucesso tais males. que tam&9m criou com muita &ondade os seres corporais. supondo que se $eus se passasse de todo poder.o "$. dando a cada um o que lhe conv9m e 9 devido.o?1e o -Gi6e1. um m9dico pode ser competente para curar eficazmente qualquer doen(a da pele# 5ntretanto. a razão pode perce&er uma id9ia certa que fa(a ver com evid. em sua suprema maCestade# 5ntretanto. quem pode governar o todo pode tam&9m governar uma parte# 0ão se segue. por e)emplo. '(! para governar todo este universo. criado para esse mesmo fim. . apesar de todo.

tal como mereciam. por palavras# 0ão o&stante. dei)emos a visão da &eleza das coisas para serem contempladas por aqueles que a podem ver.0$A$5 $A/ 7HA3F7A/ ap!tulo . pela e)cel. no maior n"mero que se suponha. 5nfim. ela encontra a $eus. 5 A J. devido a qualquer dificuldade. de qualquer lado que se diriCa a nossa refle)ão. a defec(ão de todos os anCos não teria desprovido o riador do governo de seu imp9rio# om efeito. se as criaturas espirituais fossem condenadas por seus pecados. por causa de . faltar%lhe%iam para criar outros seres ang9licos e colocá%los nos tronos a&andonados pelos prevaricadores# 5nfim. at9 na hipótese de melhor disposi(ão das coisas não poder ser o&tida sem que o poder ang9lico. e sem admitir que 9 preciso lhe tri&utar inefáveis louvores# 3odavia. pois.ncia de sua natureza e &ondade de sua vontade. isso não poderia preCudicar a ordem# 2orque se prestariam com toda equidade e conveni.seu g. não tentemos levá%los a contemplar o inefável mist9rio.I& *oG0e2p3/ção d/ ?e3eH/ d/ >1i/ção "%/. nem essa &ondade. esteCa no plano supremo da organiza(ão universal S ainda assim. ()! Assim. 25 A$. a qual leva ao castigo todos aqueles que fossem dignos de serem condenados# (p. como decorrente de qualquer desgostoQ nem seu poder. gra(as ao au)!lio de $eus# [uanto 'queles que são incapazes de a ver.nero próprio sem reconhecer que $eus somente 9 o autor de todas as coisas. o riador e)celente e o governador muito Custo de todos os seres# $* . digno de louvores inefáveis# 5le.ncia ' ordem.

3oda natureza ?natura@ que pode tornar%se menos &oa.certos homens palradores. aquilo que a corrup(ão não pode preCudicar tam&9m não pode se corromper. toda natureza ou 9 corrupt!vel ou incorrupt!vel# 2ortanto. e nesse caso ela 9 incorrupt!velQ ou &em. o que dela restará não poderá mais se corromper. O 2/3 S -2/ p1i6/ção "%?. e assim tudo o que 9 &om 9 $eus ou procede de $eus# 8 repro0a4ão de0ida aos de1eitos 0em a ser lou0or ao 2eus supremo . que toda natureza enquanto tal 9 &oa# Mas se ela for incorrupt!vel será melhor do que a corrupt!vel# 5 se ela for corrupt!vel S Cá que a corrup(ão não pode atingi%la senão tornando%a menos &oa. com a&soluta verdade.e1 S ?o2. assim. ou &em a corrup(ão não lhe 9 nociva. e assim esse ser será incorrupt!vel# 2ois eis algo totalmente a&surdo* uma natureza tornar%se incorrupt!vel por sua própria corrup(ão# 2or isso se diz. todavia. preCudicá%la# 2or outro lado. ela 9 indu&itavelmente &oa# .3 P1iG>Cpio E-Gd/2eG0/3A 0odo .ra.o que ha&itualmente se designa pela palavra +su&stBncia-# onseqüentemente. a corrup(ão atinge%a e então ela 9 corrupt!vel# Pem a perder a sua perfei(ão e torna%se menos &oa# aso a corrup(ão a privar totalmente de todo &em. 9 &oa# $e fato. posso dizer que toda su&stBncia 9 $eus ou procede de $eus. e)aminemos tão grande questão com a maior &revidade que nos seCa poss!vel# I6 ap!tulo . toda natureza 9 &oa# $enomino +natureza. ignorantes ou sofistas. ( ! corrup(ão a possa atingir e. não tendo mais &em algum cuCa (p.

tendo sido criada com o livre%ar&!trio da vontade. atende. pois. que não 9 senão criatura. não há d"vida que tam&9m deve ser louvado Aquele que a criou# 5 caso ela seCa censurada. de seu riador S 9 &em este a quem louvamos. pois a &ondade divina. sem o louvar a ele mesmo. supremos e primeiro &em# 5 donde procede tudo isso. a não ser porque essa união constitui o nosso grande. Fma vez essas verdades tendo sido firmemente esta&elecidas. 9.ncia a 5le. 9 digna de ser censurada ?0ituperanda est@."&. isto 9. como ponto de partida de nosso racioc!nio. (2! ningu9m duvida que seu riador vem a ser igualmente louvado por essa censura# om efeito. caso se mantenha fi)a no gozo do Jem supremo e imutável# A mesma coisa quanto ' natureza que se esfor(a por se fi)ar nele permanentemente deve ela igualmente ser louvada# 2elo contrário. criador de todas as coisas# Pisto que não podemos. quando não podemos condenar tais pecados. digna de louvor. em refer. 2ois &emR 0as mesmas coisas que reprovamos. (p. se o que reprovamos nessa criatura 9 precisamente o fato de não querer gozar do Jem supremo e imutável. e . sem d"vida alguma# 6 quão grande 9. ?ó 5vódio@. sem d"vida alguma. poder%se%ia encontrar em nossos pecados algo de censura. não se pode reprovar o v!cio de natureza alguma sem louvar implicitamente a essa natureza# om efeito. não 9 unicamente o defeito ou v!cio ?0itium@ que reprovamosO I1 ora. se não porque $eus 9 o inefávelO omo. na medida em que a! não estiver e não fizer o necessário para isso# Eogo. sem proclamarmos os seus louvoresO Bão se pode repro0ar o 0í)io sem lou0ar a natureza "'. se 9 digna de louvor uma natureza racional. ver dirigidos a nós louvores ou censurasR om efeito. ou &em aquele que censuras 9 conforme ' natureza do seu ser. não podemos ser reprovados por não permanecermos unidos a ele. ao que vou dizer* toda natureza racional. e de quantos inefáveis louvores todas as l!nguas e todos os pensamentos devem cele&rar e honrar o $eus. toda natureza que não esteCa fi)a naquele Jem supremo e recusar%se a tra&alhar para a! se manter.

ra.A . a não ser o fato de que ele vicia o que te agrada na natureza# ap!tulo . 9 claro ser tam&9m v!cio pelo fato de ser contrário ' natureza# (p. e)atamente daquela mesma natureza da qual vem tal v!cio# N porque se conclui que em todas as coisas não se reprova a não ser o v!cio e este não vem a ser constitu!do v!cio. 9 contrário ' natureza# 5fetivamente. uma natureza que não está viciada não possui v!cio algum# Ao passo que a natureza cuCo v!cio p8de corromper outra natureza certamente esta viciada# Eogo. para ser Custamente reprovado. então ela será censurada inCustamente# $evemos antes procurar se a outra natureza da qual o v!cio a p8de corromper não está ela mesma corrompida por seus próprios v!cios# Mas o que 9 ser viciado a não ser estar corrompido pelo v!cioO . cuCo v!cio p8de corromper as outras naturezas# $onde se segue esta conclusão* todo v!cio 9 contrário ' natureza. caso se trate de um v!cio. >o2p3e2eG0o. e 9 a ti que conv9m corrigir o Culgamento err8neo. ("! Agora. nada pode com razão te desagradar no v!cio. se não preCudicar a natureza não será tampouco v!cio# Hnversamente. tem for(osamente de ser contrário ' mesma natureza# 2orque todo v!cio.então não 9 um defeito. pelo fato mesmo de ser v!cio. se uma natureza for corrompida não por seus próprios v!cios. mas pelos de outra natureza. e assim o teor de tua reprova(ão não seCa indevido# . para que sai&as censurar a propósito. a não ser que se louve a natureza dessa mesma coisa# om efeito. a primeira está corrompida por seu próprio v!cio# 5la. se for v!cio por afetar a natureza de modo nocivo.u então. senão por sua oposi(ão ' natureza do ser onde se encontra# 5 não se pode reprovar com Custeza o v!cio de coisa alguma.= Doi.

mas como menos forte. mesmo viciada. mesmo isento de qualquer defeito# . para a corromper. a&usando deles para satisfazerem sua própria lu)"riaO 5ntretanto. ela come(a a ser corrompida por seu próprio v!cio. e que corromperam aqueles &ons frutos.ncia dos v!cios que ali encontra# 2orque. pelo fato de não se servirem &em deles os homens que Cá estão corrompidos por seus próprios v!cios. com razão. N preciso considerar igualmente este outro aspecto* será verdade dizer que uma natureza se corrompe pela influ. se uma natureza mais forte corrompe outra mais fraca. (#! não pode corromp.ncia do v!cio da mais forte. seria de louco duvidar de que a natureza humana. sem que ela mesmo não tenha v!cio algumO 7ealmente. a não ser pela influ.%la. a não ser que o queira# 5 caso queira. poderia reprovar os frutos da terra. essa corrup(ão dá%se. ou &em pelo v!cio das duas.%O( Batureza al5uma )orrompe-se sem Lá estar 0i)iada "(. mesmo viciada. pelo fato mesmo. tampouco poderá ser corrompida. ou &em pela influ. caso esta goze de tal superioridade que. se for o fruto das pai)Mes depravadas de am&as. se for uma natureza mais forte em face de outra mais fraca que a influencia.%la# 5 caso o encontre. em primeiro lugar. ela não realiza a corrup(ão de sua natureza. caso não encontre nela algo de corrupt!vel. evidentemente ela não será corrompida. no caso de se recusar a isso# 2orque desde que qualquer natureza atingida por um v!cio apro)imar%se de outra isenta de v!cio.ncia do v!cio de outra natureza. não possua e)cel. com seus próprios v!cios.ncia e for(a maior do que não importa qual fruto da terra. (p. antes de o ser por um v!cio alheio# 5m segundo lugar. guarde a prioridade so&re a natureza inferior ' qual corrompe# Assim quem. devido a Cá estar viciada# Dinalmente. caso se trate de uma natureza diante de outra de igual for(a. não se apresenta mais como igualdade. se uma natureza ao apro)imar%se de outra com inten(ão de corromp.

. e serem por isso queimados# onseqüentemente. o 3. censurar esses mesmos frutos.I@# 2or vezes. nem de um lado nem de outro# 2orque só chamamos v!cio ao que 9 digno de reprova(ão ? 0ituperatio@# (p. nem 9 mesmo costume de se falar em corrup(ão. ousaria censurar algum homem frugal que nos frutos da terra não procure nada mais do que o sustento para a sua naturezaO . que frequentemente não 9 senão para se servir em vista de satisfazer a sua própria indig. e isso sem que haCa v!cio algum. ao punir alguma falta# 3emos conforme esse princ!pio as palavras do Apóstolo* +/e algu9m destrói o templo de $eus. só a viciosa 9 reprovável com Custeza# [uanto 's outras.. segundo o grau de for(a dado a cada um# 2or e)emplo. por causa de sua pouca for(a natural.O( Bem toda )orrup4ão é di5na de ser )ensurada #). facilmente pode%se o&servar. seCa a seu dono. pelo fato de se corromperem ao serem consumidos como alimento pelo homemO 0esse caso. e por isso padecem corrup(ão pelo &rilho direto do sol. que estão suCeitas umas 's outras conforme a leis cheias de sa&edoria muito adequadas. ($! [uem. por vezes. para manter em ordem quanto ' Custi(a. $eus o destruirá.designa so&retudo v!cio# 2or outro lado.u o que faz por algum v!cio que tenha# 3ampouco seria preciso recriminar os próprios olhos por terem o&edecido. em refer.ncia que uma natureza mais forte corrompe outra mais fraca# . ou &em não devem sequer ser .u ainda. por e)emplo.ncia 's coisas comuns. as quais regem o universo. de todas as corrup(Mes. porque ha&itualmente esse termo +corrup(ão. se os olhos de algu9m. seCa ' mesma luz. a vitupera(ão 9 em vista de guardar a ordem própria das coisas mutáveis. a&rindo%se 'quela luz tão forte. 2ode ainda acontecer que uma natureza mais forte corrompa outra mais fraca.?. não seria para supor que o sol produza essa transforma(ão para suprir o que falta ' sua própria luz# . são incapazes de suportar a luz.u ainda.

(%! com Custi(a somente ao v!cio# 2or isso. foi chamada em latim* +vituperatio-. ou seCa. por estar apta e ser devida (p. o que v. estes se opondo ' natureza. eis o que chamas de +v!cio-. não podem por certo serem dignas de reprova(ão# $esse modo.s faltar ' perfei(ão de uma natureza.o0i6o. 0itio paratio# /ou0ar os seres é lou0ar a 2eus. 5 A AF/3HXA ap!tulo . não sendo viciadas. de 3o-6/1 / De-. certamente louvas a coisa da qual deseCas a integridade# 5 que integridade.u então.designadas como corrup(ão# . presume%se que a mesma palavra +reprova(ão?0ituperatio@ tirou esse nome por ser uma prepara(ão para a reprova(ão. o v!cio não 9 um mal senão por sua oposi(ão ' natureza daquela mesma coisa ' qual ele atinge# 2or isso. o mal deles cresce tanto mais quanto mais diminui a &ondade integral dessa natureza# 2ortanto. 25 A$. quando reprovas um v!cio. senão a da naturezaO Fma natureza perfeita não somente não merece nenhuma reprova(ão. declarar a&solutamente que reprovar os v!cios 9 sempre louvar a natureza. isto. omo eu dizia no come(o. pois. )riador das naturezas # . . será evidente que a natureza de alguma coisa da qual se reprova o v!cio 9 uma natureza digna de louvor# $evemos. a natureza da qual reprovamos os v!cios# om efeito. testemunhando &astante por a!. que essa natureza te agrada. visto que não acusas a sua imperfei(ão senão porque gostarias de a ver perfeita# I8 5* .> . a sa&er. mas dentro de sua condi(ão 9 digna de louvor# Eogo.

conforme a qual foram produzidas# 5 não são elas com Custeza dignas de reprova(ão. censurarias aquilo que não fosse como devia ser# . ao pere)erem. a suprema e imutável sa&edoria de $eus. isto 9. entrega%se ^quele de quem se havia rece&ido# 5 o que se devolve aos leg!timos herdeiros dos credores 9 certamente devolvido aos mesmos credores. não 1altam ao que de0em /eria. possui uma e)ist. conforme a qual foram formadas# 2oderia ele reprovar nas criaturas algo que não fosse o fato de não estarem seguindo o seu modeloO 5 se essa mesma arte pela qual todas as coisas foram feitas. ou como se queira denominar# 8s )riaturas in1eriores. pelo contrário. entretanto. senão na medida em que a pessoa que as reprova tem a visão dessa arte. isto 9. quanto mais deve $eus ser louvado como riador de todas as naturezas.ncia verdadeira e suma. não seria censurável se não fosse voluntário# 2eco%te de considerar%se. portanto. como de fato a possui. considera para onde se dirigem as naturezas que dela se desviam. aos quais os herdeiros sucederam legitimamente# $e outra forma dever%se%ia falar.#2. com o&riga(ão de devolverO 2ois aquilo mesmo que se devolve. não de restitui(ão. mas de simples entrega de dons. com razão. censurarias uma coisa que fosse tal como deve serO 2enso que não. dessa arte divina# I: 5sse defeito ?do desvio da id9ia de $eus@. pois. reprovar os v!cios 9 proclamar a &eleza e a dignidade das naturezas. /e. a&surdo dizer que nenhum ser temporal deveria desaparecer# A razão 9 porque essa ordem de seres está disposta de tal . ningu9m deve o que não rece&eu e aquele que 9 devedor a quem deve ele a não ser ^quele de quem rece&eu algo. (&! A razão 9 que dele elas rece&em essa natureza que possuem e não se tornam viciadas senão na medida que se afastam daquela +arte divina-. at9 por motivo dos v!cios dessas naturezas# (p.ra. mesmo atingidas de v!cios.

as quais concorrem de certo modo maravilhoso ' &eleza do universo. ('!. N porque. não querendo que cessasse mais. ao terminar.u ainda. porque peca at9 mesmo aquele que condena como pecado (p. supor que os pecados não devam ser reprovados. )omo uma dí0ida para )om 2eus 5ntretanto. ((! o que não 9# . houvessem de suceder a outras. que por sua vez. nessa sua alocu(ão. Cá que ele não poderia ultrapassar os limites que lhe foram assinalados# 3L 8 razão le0a-nos a repro0ar o mal e prati)ar o bem. nem.9 a&surdo. portanto. não seria ele ta)ado como um grande dementeO Pisto que a linguagem compMe%se de s!la&as e palavras.forma que. não seria menos a&surdo. o quanto tais seres inferiores rece&em. o fato de algu9m deseCar* +/eCam essas criaturas isentas de pecadoR. quando se trata de criaturas racionais. pecadoras ou não. assim e)ecutam e devolvem ^quele a quem são devedores. se não desaparecessem. se algu9m se lamenta pelo desaparecimento de tais seres. ningu9m tem motivo de censurar o seu desaparecimento# 2ois ningu9m pode afirmar* esse ser deveria permanecer na e)ist. e cedesse o lugar 's s!la&as seguintes. e e)amine se o considera Custo e inspirado pela prud. que fa(a aten(ão ' forma de se e)primir em seu próprio discurso. se viesse a preferir o som de uma "nica palavra ou s!la&a. no qual e)pressa o seu pensamento. por tudo o que são e enquanto são# 2ortanto.ncia. que se sucedem ininterruptamente# #". formando a trama de todo o discurso S no caso de algu9m assim fazer. caso ele se limitasse ao som das palavras.ncia aos seres que pertencem por não lhes ter sido dado e)istir mais longamente. as coisas futuras não poderiam suceder 's passadas (p. permitir que a &eleza dos tempos pudesse se desenvolver em sua esp9cie# om efeito. a fim de permitir a todas as coisas de se realizarem a seu tempo. em refer. porque assim se chegaria at9 a não se louvar mais as &oas .ncia# 2orque.

a(Mes, e sim as más# 0esse caso, 9 a dire(ão total do esp!rito humano que estaria pertur&ada e a vida transformada# .u supor, ainda, que uma &oa a(ão praticada devia ser, deva ser reprovada, resultaria disso uma a&ominável loucura, ou para diz,%lo em termos mais suaves* um erro muito deplorável# 2or outro lado, resta, enfim, a verdadeira razão da censura* condenar tudo o que 9 pecado, e tudo o que com Custi(a 9 censurável, por não e)istir como deveria s,%lo# 2rocura, pois, de que uma natureza pecadora está em d!vida e reconhecerás* das &oas a(Mes# 2rocura, tam&9m, em rela(ão a quem ela está em d!vida e reconhecerás* em rela(ão a $eus# 2orque dVAquele de quem ela rece&eu o poder de agir &em, querendo%o livremente, rece&eu tam&9m o poder de ser feliz, caso não o fizer# 5ntretanto, será feliz se praticar o &em#

Faso a 0ontade li0re não de0ol0er a 2eus o que lhe de0e pela práti)a da 0irtude, dará 5lória a 2eus por um Lusto )asti5o

##. omo ningu9m passa por cima das leis do riador todo%poderoso, a alma não tem outra sa!da senão pagar a sua d!vida# .ra, paga%a, seCa usando &em o dom que rece&eu, seCa perdendo aquilo que não quis empregar corretamente# N porque, se ela não devolver cumprindo a Custi(a, ela o devolverá padecendo o castigo# 0um e noutro caso, emprega%se a seguinte id9ia* devolver o que 9 devido# . que se aca&a de dizer poderia tam&9m se e)primir desta maneira* se a criatura racional não devolver o que deve, cumprindo o que deve, ela o devolverá padecendo o devido castigo# (p.2))! 5 não há nenhum intervalo de tempo entre os termos dessa alternativa, como se fosse o tempo onde o culpado não faz o que devia fazer e outro no qual padece o que merece# Hsso está assim disposto, a fim de que a &eleza do universo não seCa alterada um só instante, caso a desordem do pecado se manifestasse sem ter uma repara(ão por um Custo

castigo# Dica, por9m, reservado ao Culgamento futuro a manifesta(ão clara de tudo o que agora está sendo e)ecutado em grande segredo# 5 será, então, levado ' maior intensidade o sentimento de infort"nio do pecador# om efeito, assim como o fato de não estar desperto 9 dormir, assim tam&9m quem quer que não fa(a o que deve padece sem tardan(a o que merece# 2ois tão grande 9 a felicidade que se encontra na Custi(a que ningu9m pode se afastar dela, sem se voltar logo em dire(ão ' infelicidade# 2ortanto, em resumo, em todos os casos em que haCa defeitos na natureza, ou aconte(a de muitas coisas se e)tinguirem por não terem rece&ido o poder de e)istir por mais tempo, a! não há culpa# omo tam&9m não há culpa no ser que durante sua e)ist,ncia não rece&eu a capacidade de ser mais perfeito do que foi# 5nfim, só há culpa no caso de um ser recusar%se a ser o que tinha o poder de ser, se o quisesse# 5 porque a! se trata de recusar um &em que lhe foi dado, a alma se torna culpada#

ap!tulo ;6

De-. G/d/ Go. de6eF GO. 0-do 3Be de6e2o.

#$. .ra, $eus nada deve a ningu9m, porque tudo dá gratuitamente# 5 se algu9m afirmasse que algo lhe 9 devido por seus m9ritos, ao menos 9 certo que a própria (p.2) ! e)ist,ncia não lhe 9 devida, visto que a quem ainda não e)istia, nada lhe 9 devido# Mas em&ora supondo um pretendido m9rito, o qual haveria de ser, pelo fato de te voltares ^quele de quem rece&este a e)ist,ncia, a fim de que ele mesmo te torne melhor, após te haver dado o serO [ue vantagens tens para que possas reclamar dele, com Custi(a, sendo que, no caso de te recusares a voltar para $eus, ele nada perde com issoO Ao passo que tu perderás Aquele mesmo, sem quem nada serias, e só por quem 9s alguma

coisa# A tal ponto que se não te voltares para 5le e não lhe devolveres o que dele rece&este, virás a cair, não no nada, certamente, mas na infelicidade# Eogo, todos os seres lhe devem primeiramente tudo o que são, enquanto natureza e)istente# 5m seguida, aqueles seres que rece&eram a capacidade de querer, devem%lhe tudo o que lhes 9 poss!vel para progredir, se o quiserem# $evem assim tudo o que t,m a o&riga(ão de ser# 5m conseqü,ncia, ningu9m 9 responsável pelo que não rece&eu# ontudo, 9 culpado, com Custi(a, se não fizer o que devia# .ra, 9 dever faz,%lo quem rece&eu uma vontade livre e uma capacidade suficientemente grande para isso#

Fon)lusão: o pe)ado é )ausado pala 0ontade li0re. 2eus não é a )ausa do pe)ado. /ou0or ao Friador em todas as )ir)unstPn)ias

#%. $essa forma, quando algu9m não faz o que deve, o riador fica a tal ponto isento de culpa que 9 preciso, na verdade, louvá%lo# Hsso porque o culpado padece o que deve, e ainda porque, nessa mesma reprova(ão que merece por não ter feito o que deve, e)iste um louvor prestado ^quele a quem o pecador 9 devedor# 2osto que, se te louvam quando v,s o que deves fazer, ainda que não o (p.2)2! veCas senão naquele que 9 a Perdade imutável, quanto mais 9 preciso louvar Aquele que de antemão tam&9m determinou quereres isso, e deu%te o poder para tanto# 5 5le não dei)ará impune a tua deso&edi,ncia# ada um 9 responsável pelo que rece&eu# 2ortanto, se o homem tivesse sido criado de tal modo que pecasse inevitavelmente, seu dever seria pecar# 5 ao pecar, tanto, faria o que devia, e não faria senão seguir a lei da natureza# Mas Cá que seria crime falar dessa maneira, segue%se que ningu9m 9 o&rigado por sua natureza a pecar# 3ampouco 9 o&rigado a ser levado por uma natureza alheia, porque ningu9m peca suCeitando%se ao que

não quer, por própria vontade# om efeito, caso se suCeitar Custamente a isso, seu pecado não está em que se suCeitou contra sua vontade# Mas só peca quando age voluntariamente, de maneira a dever padecer com toda Custi(a o que não teria querido sofrer# 2ois por outro lado, se o aceitasse inCustamente, como pecariaO 5fetivamente, o pecado não consiste em suportar alguma coisa inCustamente, mas sim em praticar algo inCustamente# 2osto que ningu9m está for(ado a pecar, nem por sua própria natureza, nem pela natureza de outro, logo só vem a pecar por sua própria vontade# 5nfim, se quisesses atri&uir o pecado ao riador, desculparias o pecador, que nada teria cumprido fora dos des!gnios de seu riador# 5 então, poderias desculpá%lo com Custi(a, pois não haveria pecado algum# Eogo, se não houver pecado, nada mais e)iste que possas atri&uir ' responsa&ilidade do riador# Eouvemos, pois o riador, se o pecador puder ser desculpado# 5 caso não o possa, louvemos ainda o riador# 2ois se o pecador 9 defendido conforme a Custi(a, ele não será mais pecador# 5 caso ele não possa ser defendido, será pecador na medida em que se afasta voluntariamente de seu riador (p.2)"!# 0esse caso, tampouco há razão para não louvar o riador# onseqüentemente, na verdade, eu não encontro o meio e certifico a&solutamente não haver nenhum, que possa levar a atri&uir nossos pecados a $eus, nosso riador# 2elo contrário, encontro ocasião para louvá%lo nesses mesmos pecados, não somente porque 5le os pune, mas, ainda, porque não são cometidos senão quando algu9m se afasta de sua vontade# E0. Aceito tudo isso e o aprovo com &oa vontade# reio ser tudo a&solutamente verdadeiro e concordo contigo que não se pode de modo algum atri&uir com razão nossos pecados ao riador# (p.2)#!

E0. 0ão o&stante.1. de modo que umas nunca venham a pecar e outras persistam pecando# 5 ainda.s gruposO 0ão quero. e aquelas outras a não pecar# /em d"vida. 25 A$.11@ PROBLE.=1%I>. que me respondas simplesmente* N devido ' própria vontade. que uma . por9m.AS DIVERSOS A* A P.357 5H7A 2A735 ?.e2 3i?e1d/de Gão BI pe>/do #&. não haveria entre as criaturas racionais tal divisão. por vezes. outros seres de natureza racional fiquem de certa forma como no meio. se poss!vel. não 9 sem alguma causa que uma criatura nunca queira pecar. não creio mais que a presci. quisera sa&er. e que outra não queira Camais a&andonar o pecado# 5 enfim. convertem% se para o &em# 2or qual razão estão eles assim divididos em tr. entre os dois grupos# 2or vezes. ap!tulo .ição do p1o?3e2/A . se não houvesse alguma causa. por que aquelas criaturas que $eus previu não haverem de pecar não pecamQ e por que pecam aquelas outras que 5le previu haverem de pecarO 0a verdade. porque eu procuro a causa determinante dessa vontade# om efeito.03A$5 EHP75 % AF/A 27HM5H7A $.ncia divina for(a estas "ltimas a pecar.1 Po. cometem pecados e.

isto 9.2)$!# 5is a "nica coisa. sendo a vontade a causa do pecado. penso eu. .?.terceira por vezes o queira e por vezes não. não irias perguntar. eram feitas. como indagas a causa do mesmo ato da vontadeO aso eu pudesse encontrá%la. porque as moedas.1@. uma vez que todas elas são dotadas de uma mesma natureza racional# (p. por enquanto. qual seCa ela# ]Z 8 raiz de todos os males é a 0ontade desre5rada #'. certamente esta a salvaguardaria e não lhe seria nociva# 2or conseguinte. onde haver!amos de terminar a &uscaO . não seria desregrada# $e onde se segue que a raiz de todos os males não está na natureza# 5 isso &asta.nde estaria o final da investiga(ão e da discussãoO 0ão o&stante. encontra%se a co&i(a em tudo o que algu9m quer al9m do que lhe 9 suficiente# 3al co&i(a 9 cupidez. entre os antigos. termo deve ser entendido de todas as coisas deseCadas com imodera(ão# 5nfim. 5ntretanto. de prata pura ou de alguma mistura. isto 9. ainda. 85. a disposi(ão de querer al9m daquilo que 9 suficiente e que cada natureza e)ige conforme sua própria condi(ão a fim de se conservar# $e fato a co&i(a ?ou amor ao dinheiro@ 9 denominada em grego +filarguria-. para refutarmos todos aqueles que pretendem responsa&ilizar a natureza dos seres pelos pecados# [uanto (p. se pretendes ainda investigar qual seCa a causa dessa raiz.2)%! a ti. termo esse que não 9 dito somente a respeito desse metal. mas da moeda da qual foi tirado o seu nome. nada podes investigar al9m da mesma raiz da questão# om efeito. por9m. estar a ver claramente tal tr!plice divisão da vontade entre as criaturas racionais não pode e)istir sem alguma causa# Hgnoro. amor da prata. o mais frequentemente. e a cupidez 9 uma vontade desregrada ?improba@# Eogo. 9 a vontade desregrada a causa de todos os males# /e essa vontade estivesse em harmonia com a natureza. ' &ase da prata# . 3m 6. não penses que se possa dizer nada de mais verdadeiro do que esta má)ima* +A raiz de todos os males 9 a co&i(a. qual a causa dessa causaO 5 assim.

Mas enfim. como eu dizia acima. mas essa. uma vez tendo sido encontrada. quem quer que lhe o&ede(a o impulso não pode pecar# /e for inCusta. não se pode imputar Custamente o pecado a não ser a quem seCa dono da vontade# .8 Pode /37-S2 pe>/1 e2 >oi. anteriormente ' vontade. e a nada se pode imputar o pecado senão ao próprio pecador# Eogo. ou a vontade 9 a causa primeira do pecado. assim. que cada um resista a ela. afinal. qual poderia ser a causa determinante da vontadeO 7ealmente. a vontade não será mais a causa do pecado e. ou &em 9 a vontade ela mesma.como poderia ser a vontade a raiz de todos os malesO om efeito. 5-e Gão pVde e6i0/14 $). 85./. e então não há pecado algum# Eogo. e não mais poderá# ap!tulo . essa raiz seria causa da co&i(a. não haverá mais pecado algum# $esse modo. e não se sai dessa raiz da vontadeQ ou &em não 9 a vontade. qualquer seCa a causa da vontade. será preciso que tenhamos de repetir tantas vezes as mesmas id9iasO 7ecorda os nossos longos . não sei por que tu te empenhas tanto em procurar outra causa fora da vontade# Al9m do mais. ou ela será Custa ou inCusta# /e for Custa.u. seria preciso procurar ainda a causa dessa primeira causa e não haveria limite algum para as tuas &uscas# : que moti0a a 0ontade #(. /erá talvez que essa causa leva ao pecado a agir com tanta viol.ncia a ponto de for(ar a quem não querO .ra.

com o&riga(ão de serem reparadas# Eemos nas /agradas 5scrituras o Apóstolo dizer* +. .1@# 5)istem tam&9m a(Mes condenáveis. que tome suas precau(Mes para não se dei)ar enganarR 5ntretanto. não. ret9m ao menos esta &reve senten(a* qualquer seCa a causa que move a vontade.8@O e ainda* +A carne tem aspira(Mes contrárias ao esp!rito e o esp!rito contrárias 's da carne# ..3@# 5 o rei%profeta* +0ão recordes. enquanto suas a(Mes são derivadas da primitiva condena(ão ' morte# (p. ó /enhor.//A /H3FAXY. será que esse engano 9 tão astucioso que contra ele nada valem as cautelas tomadasO /e assim for.?/l I=.2)&!# Mas se 9 dif!cil para ti tudo conservar na memória.?..?7m 1. e então certamente não haverá pecado# 3odavia. será poss!vel ao homem evitá%lo# ]\ J* A 0. mas pratico o mal que não queroO 5 estas outras* +2ois o querer o &em está ao meu alcance. de sorte que não fazeis o que quereis.?Tl >. admito não poder haver pecado algum# [uem poderia ser culpado num ato inevitávelO 5m todo caso.&tive misericórdia porque agi por ignorBncia.7HTH0AE $ . acontecem certas a(Mes que mesmo cometidas por ignorBncia foram condenadas. caps# 3 e =@# (p.:#. se acontecer lhe ser poss!vel resistir.2)'! 2ois senão e)istisse a! . ainda que praticadas por necessidade# Hsso quando pretende agir &em e não o consegue# 2ois de onde viriam estas palavras* +0ão fa(o o &em que eu quero. o praticá%lo..ncia. A3FAE $5PH$A A.desenvolvimentos anteriores so&re a questão do pecado e da vontade livre ?cf# HHH. e vier a cair so& a viol. por9m.1@O Mas tudo isso pertence aos homens. no caso de estar algu9m desprevenidoO 5ntão.pMem% se reciprocamente. não haverá pecado# Mas cão possa resistir que não ceda. Apesar de tudo. talvez essa tenta(ão venha induzir ao erro. ningu9m pode negar que o pecado e)iste# Eogo. 25 A$. 3m .. meus desvios da Cuventude e os meus pecados por ignorBncia.

como se fosse algum adversário menos forte. se diante da viol. se o homem fosse &om.ncia de seus maus há&itos carnais tornados. que essa Custa penalidade 9 fruto da condena(ão do homem# $2. empregando amea(as ou viol. mas não querendo agir &em.ncia da ignorBncia. portanto. só um louco duvidaria da onipot.ncia. em que estado deve se colocar. não tem a for(a de se al(ar a esse estado melhor. seCa porque. 9 &em evidente que teria sido imposta ao homem por algum denominador inCusto# .ncia e da Custi(a de $eus# Eogo. e está destinada a punir algum pecado# 2osto que nenhum dominador inCusto poderia su&trair o homem ao poder de $eus. essa 9 a puni(ão muito Custa do pecado* fazer perder aquilo que não foi &em usado. sem. ao fazer essas coisas# 3odavia. não haveria nesses atos pecado algum# 0a verdade.uma puni(ão dada ao homem.%lo feito.ncia de sua natureza. contra a sua verdade. seCa privado de perce&er o que 9 &om# 5 quem não . de modo que não pode se encontrar num estado melhor.ra. sem dificuldade alguma. no qual sa&e que teria o dever de se p8r# Assim sendo. quando seria poss!vel t. aliás. ele não 9 &om nem possui o poder de se tornar &om# /eCa porque não v. não goze do livre%ar&!trio de sua vontade na escolha do &em que deve praticar# . contudo poder realizá%lo# $e fato. se o homem não se afasta nisso da condi(ão conforme ' qual foi criado naturalmente. por9m. disposi(Mes naturais por efeito do que há de &rutal na gera(ão da vida mortal. a penalidade 9 Custa. porque está nesse estado. agiria de outra forma# Agora.ra.2)(! a ser feito e o queira. que duvidaria que haCa a! uma penalidadeO]] . de certo modo. 9 muito Custo que quem. mas apenas uma conseqü. ele está e)ecutando o que deve. sem que ele o perce&esse# 3ampouco. toda penalidade se for Custa 9 a puni(ão do pecado e denomina%se castigo# /e nossa condi(ão fosse inCusta. se o homem.u ainda. caso o quisesse# 5m outras palavras. o homem veCa perfeitamente o &em (p. em conseqü. para depois vir a atormentar os homens com puni(Mes inCustas# 7esta. arre&atá%lo desse mesmo $eus. em&ora o vendo. sa&endo. visto que ningu9m hesita a ver a! uma penalidade. 0ada de espantoso.

tornando%se incapaz de se a&ster de atos li&idinosos. em conseqü. para nascermos na cegueira da ignorBncia e nos tormentos da dificuldadeO Pagamos primeiramente no erro. GO. aprovar o falso como se fosse a verdade. ignorando o que devemos fazer# 5m seguida.ncia da concupisc. quando podia. mas. sim. e assim enganar%se sem o querer. tais são as duas reais penalidades para toda alma pecadora* a ignorBncia e a dificuldade# $a ignorBncia.2 )! come(am a nos ser manifestos e querer!amos cumpri%los. o tormento que aflige# 3= . quando os preceitos da Custi(a (p.ncia carnal. prov9m o ve)ame do erroQ e da dificuldade.ncias e dos dolorosos tormentos dos v!nculos carnais S essa não 9 a natureza primitiva do homem. e)ceto a si mesmas# $eclaram elas* /e foram Adão e 5va que pecaram.4 $".%lo# 8 ne5li59n)ia é )ulpá0el .querendo agir &em. não sei por qual resist. que fizemos nós. perca o poder de praticá%lo quando o quer de novo# 0a verdade. e por qual necessidade. estão prontas a acusar seCa o que for. tornamo%nos incapazes de faz. Apresenta%se aqui aquela questão que algumas pessoas costumam comentar entre si# Ao pecar.: Se Eo1/2 Adão e E6/ 5-e pe>/1/2F 5-e >-3p/ 0e2o.ncia das resist. po&res infelizes. evidentemente falamos daquela vontade com a qual o homem foi criado# ap!tulo .ra. o seu castigo depois de ter sido condenado# Mas quando falamos da vontade livre para agir &em.

de modo semelhante.$iriCo uma &reve resposta a essas pessoas para que se tranqüilizem e dei)em de murmurar contra $eus# 2ois poderiam.não apenas o órgão que pomos em movimento na &oca ao falarmos. que $eus se acha em tudo presente e que de tantas maneiras se serve das criaturas para chamar a si S a ele. mas de negligenciares procurar sa&er o que ignoras# 3ampouco te 9 imputado como culpa não poderes curar teus mem&ros feridos. se lamentar com razão se homem algum houvesse e)istido que não tenha podido triunfar do erro e da concupisc. a fim de instru!%lo. contra tua vontade. a forma e a . a fim de o&ter para quem procura com humildade a aCuda dVAquele que não está suCeito ao erro nem ' fraqueza alguma. apesar da &oa vontade. são esses os teus verdadeiros pecados# 36 Pisto que não e)iste homem tão desprovido de intelig. isto 9. que 9 o /enhor S esse seu servo que dele se desviou. caso ameQ aCudá%lo. caso espereQ encoraCá%lo.ncia que não conhe(a a utilidade de procurar aquilo que não traz vantagem alguma de ser ignorado. como antecedente. visto tirarem sua origem daquele (p. como conseqüentes# Assim. caso implore# 0ão te recriminam pelo fato de ignorares. e o dever de confessar humildemente suas fraquezas. As más a(Mes que cometemos por ignorBncia e as &oas que não conseguimos praticar. mas penalidades pelo primeiro pe)ado $#. mereceu os outros pecados. quando vem trazer algo# 8s 1raquezas humanas não são 0erdadeiros pe)ados. por9m. caso creiaQ consolá%lo.ncia# Fma vez. caso fa(a esfor(oQ e escutá%lo. denominam%se +pecados-. mas de menosprezares Aquele que te quer curar# 5nfim. talvez. costumamos denominar +l!ngua. mas tam&9m aquilo que resulta desses movimentos. com efeito.2 ! pecado cometido por livre vontade# 5sse.

nós ?os Cudeus@ tam&9m andávamos outrora nos deseCos de nossa carne.?5f I. aprouve Custamente a $eus.ssemos daquele primeiro casal. perderam a sua felicidade.ncia.nero certo elemento de honra e ornamento para o universo# . ao pecarem. mesmo carnal e mortal. na qual o homem foi primeiramente criado no estado de inoc. ignorantes e escravos da carne. mas tam&9m o que 9 a conseqü. entendemos o termo +natureza. quanto ao termo +natureza-# 5ntendemos de um Ceito.não apenas o que em sentido próprio 9 pecado. eles foram precipitados no erro.ncia necessária do mesmo pecado. $$. como conseqü.ncia sonora das palavras# 0esse sentido. desde a sua condena(ão. na origem do homem devia se manifestar a Custi(a daquele que puneQ e no decorrer de sua vida. que governa so&eranamente todas as coisas. não perderam por a! a sua fecundidade# Eogo. quando falamos em sentido próprio. filhos da ira. após sua condena(ão.quando tratamos dessa natureza na qual. tal como disse o Apóstolo* + omo eles ?os pagãos@. poderia tornar%se em seu g. como castigo do mesmo# Hgualmente. satisfazendo as vontades da carne e os seus impulsos. a respeito da natureza espec!fica.0iç/ e ?oGd/de de De-.seqü.ncia do castigo imposto ao primeiro homem. e 9ramos por natureza como os demais.ncia# $e modo diferente. Bo2eG. se os primeiros homens. com ignorBncia e dificuldade (p. que nasc. dizemos* uma l!ngua gregaQ outra.2 2! no esfor(o e na mortalidade# Hsso porque.3@# ap!tulo IL T-. por ter sido cometido conscientemente e por livre vontade. isto 9. nascemos mortais. denominamos +pecado. a latina# $a mesma maneira. a sua descend. na dor e na morte# Assim. $essa maneira. G/ >oGdição /0-/3 de E1/5-eH/ do. a misericórdia daquele que li&erta# 2osto que.

uma a uma.. o que há de indigno para o riador se. por esse meio. riador de todas as coisas mostrava al9m do mais. possa ser o ponto de origem de outra almaO 5is por que. certamente. por9m.ncia. em conseqü. não era Custo que o primeiro homem gerasse filhos melhores do que ele mesmo era# 2or outro lado. quando a alma. 38 não se pode achar ser contra a razão. de castigo. convinha. que fosse aCudada# .ncia p8de vir a triunfar do estado em que nascera# Em qualquer hipótese a respeito da ori5em das almas A 2eus é sempre Lusto $%. cai na ignorBncia e nas dificuldades. visto que. ao pecar. não apenas antes de pecar. perfeitamente conveniente e &em conforme a ordem que os desm9ritos da primeira alma seCam conaturais ' alma seguinte. mas desde o come(o de sua vida. em sua degrada(ão. que qualquer pudesse triunfar do castigo que havia merecido ao nascer. se o quisesse. quem poderia negar não ter cada homem pecado. mas.utro sim. com quanta facilidade o primeiro homem teria podido. se supusermos que $eus criou uma só alma. da qual tiraram sua origem as almas de todos os homens que nascem. fala%se então. ao (p. se uma alma come(a por encontrar%se em estado semelhante 'quele em que outra tornou%se. após . ainda assim. ao pecar o primeiro homemO 31 0o caso. de as almas serem criadas separadamente. com razão. ela foi melhor antes de tal castigo# Eogo. no afastamento de $eus# . 5m seguida. na ocasião do nascimento de cada homem. e que o m9rito da segunda seCa conatural ' antecedente# om efeito. e que o grau de profundidade ao qual uma alma chegou.2 "! contrário. ao se converter para $eus. visto que sua descend. não convinha que essa &oa vontade de regresso a $eus fosse impedida# 2elo contrário.0a verdade. manter%se no estado no qual havia sido criado. ter ele querido demonstrar a dignidade da alma S natureza espiritual S ultrapassar de muito os seres corporais.

por um piedoso empenho. de dar%lhes a e)ist. e serem elas enviadas para animar e governar os corpos de cada uma das pessoas que for nascendo S nesse caso. ela 9 superior a não importa qual ser apenas corporal. ela possui. 2or outro lado. antes mesmo de ter sido amado por elas# 5 reformá%las.2 #!# Assim. pode ser o riador de tais almas. em sua total perfei(ão# om efeito.toda uma vida de pecado. por não ter usado &em da possi&ilidade que rece&eu# 2ois. a não ser $eus onipotente. concede%lhes o poder de serem felizes# 3: $&. um &em considerável. pode ela chegar 'quela /a&edoria e repouso. no momento de nascer. do qual deve dar gra(as a seu riador# Pisto que. se &em que tenha nascido na ignorBncia e nas dificuldades. entretanto. com a aCuda do riador. não serão para elas o castigo do pecado S mas sim um est!mulo ao progresso e um in!cio de perfei(ão# 2ois não 9 pouca coisa. amando%asQ e aperfei(oá%las. suCeito ' penalidade do pecado. por meio do qual prefere a sa&edoria ao erro e o repouso ' dificuldade (p. contudo necessidade alguma a o&rigava a permanecer nesse estado em que nascera# Afinal. quando por elas amado# N 5le que dá o ser 's almas que não e)istem ainda# 5 'queles que o amam como autor de sua e)ist. isto 9. de aperfei(oar%se a si mesma e. a ignorBncia e a dificuldade dessas almas. cuCa natureza Cá ultrapassa qualquer corpo. poder adquirir e possuir as virtudes por meio das quais poderá vir a li&ertar%se dos tormentos da dificuldade e da cegueira do erro# /e assim 9. ter a alma rece&ido a capacidade de um Culgamento natural. não por seu nascimento. mas tam&9m de ser capaz. desde o seu nascimento e seu próprio come(o. não apenas o fato de ser uma alma. ningu9m de modo algum. ao admitirmos que talvez as almas Cá tenham pree)istido em algum lugar secreto disposto por $eus. antes mesmo de qualquer &oa o&ra meritória. estão elas destinadas a esse of!cio para dar uma &oa dire(ão ao corpo em que nascem. com razão será considerada culpada de pecado.ncia. mas pela constBncia nos esfor(os# 5 caso a alma recusar%se de agir.ncia. padecendo a mortalidade devida ao pecado do primeiro homem# . não 9 um &em de pouco valor.

em meio ' cegueira da ignorBncia# 5 acima de tudo. e tam&9m ensinou%lhes o caminho da f9.Dazem isso dominando o corpo por meio das virtudes. tendo%o vencido por uma p9rfida persuasão# 5 9 precisamente aceitando essa mis9rias que os homens triunfam do dem8nio pela e)cel. tampouco. devem tam&9m su&meter%se ao esquecimento da vida precedente. desse modo. seCa por convites pessoais. para vencerem a dificuldade de agir &em# Hmplorarem assim a aCuda ao riador para a o&ten(ão de au)!lio divino nos seus esfor(os# $eus mesmo ordena que se fa(am esfor(os. assim como aceitar os tra&alhos desta vida# A! (p.2 %!# . a não ser no sentido de que o corpo.%lo a uma servidão perfeitamente leg!tima e conveniente. conforme a ordem. no !ntimo do cora(ão# 5 ao mesmo tempo. nos deveres penosos. comunica 's almas que v.2 $! está a e)plica(ão daquela ignorBncia e dificuldades que foram para o primeiro homem o castigo de sua queda mortal* 9 para assim ser e)piada a mis9ria da própria alma# Mas para as outras almas. um lugar na morada incorrupt!vel do c9u# 5ssas almas. seCa de modo e)terior por interm9dio da lei. ao entrarem na vida presente. para lhe fazer adquirir assim progressivamente. acesso ' sua fun(ão de recuperar para o corpo a incorrupti&ilidade# Assim. elas encontram. que arrastou o primeiro homem a tal mis9ria. como de uma falta# 2ois $eus deu%lhes a capacidade de agir &em. são denominados pecados a ignorBncia e a fraqueza. deu%lhes esse reto Culgamento pelo qual toda alma reconhece que 9 preciso procurar tudo o que não lhe traz utilidade alguma em ignorar# $eu%lhes ainda o poder de fazer esfor(os perseverantes no cumprimento de seus deveres. em tempo oportuno.ncia de sua f9# 0ão 9 um fato de pouca glória o de vencerem o dem8nio. suCeitando%se ao encargo de reger mem&ros mortais. provindo da gera(ão de pecador.m a unir%se a elas aquela mesma ignorBncia e dificuldade# Mas nem essas almas. para su&met. tomando so&re si aquele mesmo supl!cio pelo qual o esp!rito das trevas glorificava% se de ter vencido os homens# (p. prepara a glória daquela cidade &em%aventurada para os vencedores ?do dem8nio@. nem o riador devem ser Culgados responsáveis.

a conseqü. relegado por ele ao lugar que lhe corresponde nos dom!nios do mesmo dem8nio. quem quer que negligencie esse com&ate. da vontade livre. vieram espontaneamente unir%se aos corpos. as dificuldades.ncia 9 então fácil de ser compreendida# 3udo o que elas e)perimentam de ignorBncia e dificuldades. 5le as haveria de punir com Custo castigo# =L (p. procurando e esfor(ando%se com zelo. que pretendem desculpar seus pecados por meio de suas fraquezas. sendo conseqü. uma vez que não as privou. encontravam%se em algum lugar e não forma enviadas pelo /enhor nosso $eus. at9 em meio da ignorBncia e das dificuldades. e dar%lhes%ia um meio de adquirir a coroa de glória# [uanto 's almas negligentes. o /enhor $eus não consideraria como crime essa mesma ignorBncia ou dificuldade# 5ntretanto. se admitirmos a suposi(ão de que as almas. a essas almas zelosas e de &oa vontade. em vez de chegar á verdade e ' facilidade. assim. ao contrário.. ver%se%á su&metido ao /enhor de todas as coisas. por terem preferido permanecer envoltas nelas. so& cuCas ordens aprouve militar. nem da faculdade de pedir. de modo algum. propondo%se 5le a dar 's que lhe pedissem.ncia de sua própria vontade. nada que se possa incriminar ao riador# Aliás.2 &!# ap!tulo I. poderem o&ter triunfo so&re a ignorBncia. mesmo se o próprio /enhor $eus tivesse enviado essas almas. não há a!.ra. 5le seria totalmente isento de qualquer culpa# 5le consentiria. mas. Dinalmente. tendo tra!do a sua &andeira# $'. . não terá o direito de atri&uir o castigo de sua deser(ão a uma ordem do grande 7ei# 2elo contrário. antes de sua união com o corpo. seduzido pelo amor desta vida. confessando com humildade suas faltas e orando. de procurar e de esfor(ar%se. de mostra%se 's que procurassem e de a&rir%se 's que &atessem.

transmitidas por gera(ão ?IL.o >1e1 e 5-e 0ipo. as almas Cá e)istentes em qualquer outro lugar são enviadas. não há perigo algum.m de uma só. de estarmos firmes na f9. mas em dire(ão ' vacuidade# [uanto aos seres criados. aos corpos daqueles que nascem ?>1@Q % ou. enfim. . caminhando na dire(ão de meta que não e)iste ou que. for(osamente. para não aceitar opinião falsa alguma. não para a &em%aventuran(a. caso adotemos uma opinião que não corresponda ' realidade. contanto que não o consideremos essas id9ias como algo certo e evidente# (p. ou que seCa indigna da natureza do riador# 2ois em dire(ão a 5le 9 que tendemos pelo caminho da piedade# 2ois se nossa opinião a respeito de $eus não for conforme ao que 5le 9. p1e@-di>/2 / Go./ Ee3i>id/de $(.>>@Q % ou &em. uma nova alma 9 criada ?>6@Q % ou então. nosso esfor(o nos levará.. a&usam de nossa confian(a com erro muito pernicioso# 2orque. quatro opiniMes so&re a origem da alma* % ou todas elas prov. por $eus. elas descem por sua própria vontade para os corpos dos que nascem ?>8@# $essas quatro opiniMes. o quanto e)igiriam sua o&scuridade e comple)idade# . mas sim em dire(ão ao próprio riador# Eogo. de e11o. por enquanto. <á. nenhuma deveria ser adotada afirmativamente. pois.2 '! 2ois não 9 em dire(ão aos seres criados que somos ensinados a nos dirigir para nos tornar felizes.O 5-e S p1e>i. tais o&ras ainda não nos chegaram 's mãos# ontentemo%nos. de modo temerário# 2ois essa questão ainda não foi desenvolvida e esclarecida pelos int9rpretes católicos dos Eivros /agrados.u caso Cá o tenham feito. se em rela(ão a 5le persuadem%nos de crer o que não 9 certo e conforme ' realidade. a cada nascimento humano.

como nós. como o&Cetos transitórios# 0esse dom!nio. so&retudo se constatarmos* % seCa a e)ist. al9m dos seres criados por $eusQ % seCa afirmar a e)ist. mesmo servindo%se este da máscara da autoridade divina. quanto 's coisas futuras e passadas. relacionadas 's criaturas. atrav9s da sucessão perfeitamente ordenada dos tempos# (p. na própria natureza de $eusQ % ou ainda. foi%nos proporcionando um meio vindo das coisas temporais e preparado de modo adaptado á nossa fraqueza# onsiste. em tudo o que nos afirmam so&re os seres criados. não podemos ter nenhuma esp9cie de conhecimento direto# 2or conseguinte. 9 preciso crer. uma vez sendo garantido pela autoridade do testemunho divino# Fma parte desses relatos. tal ensino de f9 possui a mais alta autoridade. Mas para podermos chegar ' contempla(ão da eterna Perdade. possuem todos eles uma grande eficácia para fortalecer nossa esperan(a e e)citar nosso amor. em rela(ão ao passado ou ao futuro.ra. em crer apenas o suficiente para aqueles que. sem hesita(ão alguma.se e)iste. será refutado. não nos torna felizes. e)ortando%nos a aten(ão so&re o quanto $eus cuida de nossa li&erta(ão. caminham em dire(ão 's realidades da eternidade# . sendo dirigido pela misericórdia de $eus# [uanto 's coisas presentes. a respeito de tudo o que escapa ' nossa e)peri.2 (! Mas seCa qual for o erro. ningu9m pode chegar ' vida &em% aventurada# %). Cá se passou sem que tenhamos podido nos dar conta# .ncia de qualquer natureza mutável.ncia. nossos sentidos perce&em%nas atrav9s da mo&ilidade e muta&ilidade do corpo e da alma. caso se pretenda que essa divina natureza 9 algo a mais ou algo a menos do que a 3rindade# . e sermos capazes de gozar dela e a ela aderirmos. na verdade.utra parte ainda não foi posta ao alcance de nossos sentidos# ontudo.ncia de uma &eleza mutável.

na medida em que para isso temos for(a e o quanto formos aCudados por $eus# (p. seCa certamente para mim# Eogo. e do que nela 9 próprio a cada uma das pessoas divinas. que não há insensatez alguma em crer tais afirma(Mes# 5m seguida. por completo. fique conquistada pela evid. seCa para qualquer homem.ncia da argumenta(ão. sem som&ra de d"vida. em primeiro lugar. so&retudo 's realidades imutáveis que 9 preciso refutar. e)iste grande loucura em não crer nelas# 3odavia. poder!amos apresentar outras considera(Mes so&re o /enhor nosso $eus. o quanto 9 poss!vel nesta vida.22)! 2rimeiramente. cheguemos a termo.2ois 9 em vista de compreender com piedade e discri(ão a 3rindade que se aplica toda a vigilBncia cristã. e desenvolver de tal modo que toda intelig. conforme nosso propósito. encontrando um "til apoio para esse intento# /eria.u então. seCa como predi(ão do futuro. creiamos tudo o que 9 nos 9 proposto em rela(ão aos seres criados.%lo# om facilidade. autor. não 9 este o lugar de faz. aprofundar tudo o que 9 relativo ' 3rindade. pelo contrário.ncia humana. e so&re as quais urge triunfar o quanto poss!vel. para lhes demonstrar o quanto poss!vel. sem d"vida 9 um empreendimento muito dif!cil e pouco acess!vel. são as falsas doutrinas concernentes não tanto ao passado e ao futuro. por demonstra(Mes evidentes# . em sua pureza. formador e ordenador de todas as coisas e so&re certas verdades que pertencem a nossa f9 muito salutar# N com elas que se nutre como de leite aquele que come(a a se elevar das coisas da terra para as do c9u. e a esse fim 9 que tendem todos os seus progressos# 5ntretanto. e)citando%nos a um amor muito sincero para com $eus e o pró)imo# 2or outro lado. na verdade. muito fácil fazer essas considera(Mes e muitos Cá o realizaram# 0ão o&stante. quer se trate de realizá% lo com palavras ou simplesmente pelo pensamento. o suficiente para esmagarmos sua infidelidade ao peso da autoridade divina# . quanto 's relativas ao presente e. que. para nos servir a melhor estimar a nossa religião. quanto a tratarmos da unidade e da igualdade das 2essoas dessa 3rindade. seCa a respeito das coisas do passado. 9 preciso nos precaver contra os incr9dulos.

ncia do frio a vir# $o mesmo modo. o fato de ter cren(as ou id9ias não conformes ' verdade. isso sim. a todo custo# 2ois 9 para temer que não me prepare o suficiente.22 !. o fato de ignorar quando comecei a e)istir. se não cresse na imin. ou como se nunca tivessem acontecido# [ue inconveniente haveria. se em rela(ão ' minha situa(ão futura e so&re Aquele Cunto a quem hei de estar. na prosperidade ou adversidade. poucos se preocupam tanto com o estado em que se encontravam anteriormente. por e)emplo. para mim. se constato que agora e)isto e não desespero de continuar a e)istir no futuroO 2orque não 9 em dire(ão ao passado que me diriCo. mas haveria um real inconveniente. não haveria inconveniente algum para minha alma o fato de ter esquecido o que talvez tenha suportado outrora# Hsso se ela considera agora. 0a verdade.ncia so&re o que esperam do futuro# 2orque. ou que não possa atingir o fim mesmo d eminhas aspira(Mes. at9 a respeito dos acontecimentos desta vida. e não será para temer como um erro pernicioso o fato de possuir uma opinião contrária ao que as coisas foram na realidade# Mas 9 em dire(ão ao meu estado futuro que diriCo o meu caminhar. fosse ele próspero ou adverso. ou ainda. são consideradas apenas como um instante de felicidade ou infort"nio. devido a não sei que sentimento !ntimo e natural. uma promessa. mas todo o ardor de suas preocupa(Mes concentra%se de prefer. seria um erro a respeito do qual devo acautelar%me. caso não me lem&rasse mais do inverno passado. so& a conduta da misericórdia do meu riador# 2ortanto. na s9rie das realidades temporais 9 preciso preferir a e)pectativa das coisas futuras ' verifica(ão das passadas# 2ois mesmo nos Eivros /agrados o relato das coisas passadas encerra em si uma prefigura(ão. como nenhum inconveniente seguir%se%ia na compra de uma veste. as coisas que nos aconteceram. por serem passadas (p.: problema de nossa ori5em é menos importante do que o de nosso destino % . caso tome uma coisa por outra# Assim. pois. o fim para o qual doravante deve se preparar# . com cuidado e mant9m &em presente. um testemunho das que devem acontecer# Al9m do mais.

que talvez por hesita(ão muito humana não opine e)atamente como ele próprio# 5 tam&9m para que. eu disse tudo o que precede. se tendo a respeito de $eus S "nica meta dos tra&alhos da alma S convic(Mes indignas dele.22"! . nessa questão a respeito da origem da alma.u então. se viesse a esquecer de que porto seu navio desatracou# ontanto que não ignorasse para onde deva dirigir a proa de sua em&arca(ão. se não me recordo mais do in!cio de minha vida. caso algu9m encontre tempo. e prefira a&ordar essas pesquisas e e)posi(Mes# 0a verdade. inconveniente algum# ontanto que sai&a onde encontrar o repouso final# $e modo semelhante.I. se tendo uma (p. não haveria utilidade nenhuma para mim eu me lem&rar ou conCecturar de que maneira minha vida de iniciou. não haveria vantagem alguma em se lem&rar de onde teve lugar sua partida. por e)emplo.. so&retudo a fim de que ningu9m. para animar e governar os corposQ ou. em cada corpo que vivificaQ ou ainda se elas são enviadas de algum lugar.ncia e certeza. por gera(ãoQ ou se são elas criadas uma a uma. a partir de onde se encontra presentemente# 2or outro lado. se irrite temerariamente contra outro. não creia que os demais tenham perdido a esperan(a dos &ens futuros. por ordem divina. por não se recordar dos in!cios de sua e)ist. não se seguirá da!. conforme as 5scrituras divinamente inspiradas. Ao falar assim. para mim. essas palavras não devem crer a ningu9m que queiramos impedir aos pesquisadores competentes de e)aminar.ncia# (p.222! falsa indica(ão so&re o porto de 7oma viesse a se chocar contra os recifes# $e igual maneira. não haveria preCu!zo algum para um navegante que se dirigisse a 7oma. em vista de resolver alguma questão muito necessária# . enfim. dei)ando outras questMes mais necessárias. se elas introduzem%se nele por própria vontade ?cf# HHH.5 ainda. eu me arremetesse contra os arrecifes do erro# %2. se algu9m tiver podido perce&er nessa questão alguma evid.>:@# Hsso caso a razão e)iCa serem considerados e discutidos tais pro&lemas. se a alma prov9m uma de outra.

mas o (p.ão /01i?-C6ei.ra. %". sem que seCa atingida em nada a integridade. ficará ela colocada num plano inferior# 0ão 9 sua ignorBncia natural. .22#! fato de sua falta de aplica(ão em rela(ão ao sa&er e seu pouco esfor(o para adquirir a facilidade de proceder &em# . nada impede constatarmos claramente esta conclusão* as almas estão suCeitas a um castigo merecido por seus próprios pecados. sendo a partir da! que ela progrida e eleve%se ao conhecimento e ao repouso.ap!tulo II O. não devem ser atri&u!dos senão ' própria vontade# 5 não 9 para se &uscar outra causa al9m dessa# Qipótese: e se o estado atual do homem 1osse )on1orme D sua natureza. será Custo que seCa relegada a uma ignorBncia mais ampla e a dificuldades mais graves. empregando os mais no&res esfor(os e piedade. quer o suspendamos por certo tempo. os meios não lhe são recusados# Mas caso ela for negligente por sua própria vontade. sem que tenha ha0ido o pe)ado ori5inal* %#. /uponhamos que a ignorBncia e as dificuldades na luta seCam naturais ' alma. a Custi(a e a irredut!vel firmeza e imuta&ilidade do riador. para esse progresso. nem sua incapacidade natural que lhe seriam imputadas como pecado. onde encontrará então sua puni(ão# 5 conforme a ordem e a harmonia reinantes no governo das coisas. /eCa como for a respeito desse pro&lema S quer o dei)emos definitivamente. em sua natureza e maCestade# 2orque os pecados. para e)aminarmos melhor mais tarde %. . pe>/do. at9 conseguir a plena realiza(ão da vida &em% aventurada# =. J p1Op1i/ 6oG0/deF Gão / De-. como Cá e)pusemos longamente.

$e modo análogo. em tudo.ncia# ontudo. riador da alma merece. vemos ser algo natural 's crian(as pequeninas# 5 essa ignorBncia e dificuldade de e)pressão não apenas estão isentas de censura dos professores. mas at9 parecem ser agradáveis e encantadoras para o cora(ão humano# om efeito. com toda razão# Fon)lusão: é pre)iso lou0ar a 2eus em qualquer hipótese %$.22$! % seCa porque 5le a aCuda a progredirQ % seCa porque dá a esses progressos cont!nuos um complemento e coroamentoQ . portanto. tivesse reca!do no defeito da infBncia e tivesse querido nele permanecer# Agora. pois. por certo não se poderia censurar a ningu9m de ter cometido pecado com seu defeito natural de pron"ncia# N fato próprio da vida infantil. sem inCusti(a. da mesma maneira* se a ignorBncia da verdade e a dificuldade de tender para o &em fossem naturais ao homem. por qualquer maldade. . como sendo o ponto de onde parte para alcan(ar a felicidade e.ncia e se fossem consideradas como crime as faltas cometidas nas a(Mes da vida. retroceder ao come(o. censurar ' alma como sendo pecado esse come(o natural# Mas caso ela não queira progredir ou se o quiser. por sua falta# N porque. após certo progresso. padeceria o castigo. ningu9m poderia. não se pode dizer que a crian(a tenha negligenciado de adquirir sua capacidade de falar. louvores* % seCa por ter posto na alma desde a sua origem um come(o de aptidão para ascender at9 o sumo JemQ (p. por e)emplo. elevar%se at9 ' posse da sa&edoria e da paz. nem mesmo ter perdido o há&ito. por sua má vontade. seria censurado como razão se algu9m. se nossa felicidade consistisse na eloqü. não sa&er nem poder falar. pois partimos dela para a aquisi(ão da eloqü.

ncia# Assim. deve 5le se tornar para ela mais amado. 9 porque isso prov9m de uma perfei(ão ainda não o&tida# 5la a o&terá. 9 mais pregui(osa e carnal e não se dei)a dirigir logo como deveria. conforme o &om Culgamento de todo aquele que Culga as coisas com sanidade# Eogo.nero dignos de louvor. quanto mais for amado Aquele que a fez. ou que retroceda após alguns progressos# 2ois 9 certo que a alma não foi criada má. porque. essa que toma a dianteira para perce&er o &em que lhe conv9m fazer# .%lo. isto 9. enfim.ra.ra. conhecendo o que deve fazer. o que lhe foi dado 9 a capacidade de procurar com cuidado e piedade. mais lhe está assegurado o repouso. caso o queira# Assim tam&9m. por uma muito Custa e merecida condena(ão. pelo fato de não ser ainda tão perfeita quanto a capacidade que rece&eu de vir a s. ele a faz entrar na ordem conforme os seus dem9ritos. e mais a&undante será a alegria que ela há de gozar em sua eternidade# 2ois. por9m.utra parte. por tal caminho# 5 essa resist. isso prov9m de uma perfei(ão ainda não adquirida# 2ois e)iste nela uma parte mais su&lime. se a alma ignora o que há de fazer. o au)!lio dVAquele que ela sa&e ser o autor de seus in!cios# Assim. uma árvore não merece de modo algum ser denominada est9ril. se só um primeiro re&ento &rota de um pequeno ar&usto. apesar da inferioridade. fica ainda incapaz de o realizar. se usar &em o que lhe foi Cá dado# . tam&9m. mas gra(as ' &ondade divina que ela tem a sua e)ist. visto não ser por suas próprias for(as. ' espera do tempo oportuno para manifestar a sua fecundidade# . a fim de conseguir seu aca&amento. ainda que tenha de atravessar muitos verMes sem fruto. quando ela peca. quando a alma.22%! . quando recusa desde os seus primeiros passos se elevar para a perfei(ão. deverá ela ' sua misericórdia o fato de ser elevada ' &eatitude# (p. ao progredir# Pisto que &em a&ai)o de sua perfei(ão inicial encontram%se todas as perfei(Mes dos corpos# 5ntretanto. esses corpos são em seu g.% ou seCa.ncia 9 para advertir a alma de implorar. de modo semelhante. por9m. que ela possuirá nele.

visto que nenhuma folha de árvore tenha sido criada sem motivo# 5ntretanto. Alguns ignorantes costumam o&Cetar a tais argumentos uma o&Ce(ão caluniosa. no momento do Culgamento final. e o . chaga%se ' conclusão da impossi&ilidade de homem algum ser criado inutilmente. por lhe ter consentido essa grande dignidade de ter em seu poder o tender. concernente ' morte das crian(as e acerca dos sofrimentos corporais pelos quais nós as vemos frequentemente serem afligidas# $izem eles* [ue necessidade tinha essa crian(a de nascer. pela aplica(ão e progresso moral.ão >oG01I1io. pois não praticou nenhuma &oa a(ão. aquele pequeno ser cuCo (p.22&! lugar não está entre os Custos. se 5le lhe deu não só um in!cio.$esse modo. se antes mesmo de ter realizado qualquer o&ra meritória. por que não havemos nós de dirigir nossos louvores como um dever de piedade ao riador da alma. nem entre os maus./3 %%. dei)a a vidaO 5 em que categoria será preciso colocar. mas o tempo de se preparar. at9 ' &eatitudeO * 27. >1i/Gç/. 9 por certo sup9rfluo interrogar so&re os m9ritos de algu9m que nada mereceu# 2orquanto não 9 para temer que não possa haver uma esp9cie de vida m9dia entre a virtuosa e a pecaminosa# . J o1de2 -Gi6e1. para chegar ao fruto da sa&edoria e da Custi(aO 5 ainda mais.JE5MA/ A 57 A $A/ 7HA0XA/ ap!tulo I3 A 2o10e p1e2/0-1/ d/. posto que não cometeu pecado algumO 7espondemos a isso* considerando o conCunto do universo e a ordem perfeita que une todas as criaturas atrav9s do espa(o e tempo. pois.oE1i2eG0o 5-e p/de>e2 Gão . caso o queira.

o que 9 de fato "til ' mesma crian(a &atizada 9 a f9 daqueles que a oferecem para ser consagrada a $eus# 5ssa opinião 9 recomendada pela autoridade muito salutar da HgreCa# 2or a!. a f9 de sua mãe lhe foi de tanta (p. cada um pode aquilatar quanta utilidade constitui para si a própria f9 pessoal. há ainda o costume. com quanta mais forte razão a f9 de uma outra pessoa pode aproveitar a uma crian(a ' qual. estão isentas de qualquer pecado# 0a suposi(ão de as almas que vivificam as crian(as não terem Cá come(ado a e)istir antes. quando muitas delas. que não a possuem ainda# 0esse sentido. piedosa e razoável. as quais. morrem antes de ser capazes de nada entender# [uanto a esse pro&lema. de indagarem para que pode servir 's criancinhas o sacramento do &atismo de risto. certamente. agora. Cá que a de uma pessoa estranha pode ser comunicada com &enef!cio a outros. devido ' sua idade. não se pode inculpar de falta de f9# =I 8s dores das )rian)inhas são )ompatí0eis )om a bondade di0ina %'..%lo rece&ido. qual o proveito que o filho daquela vi"va encontrou com sua própria f9. 7eflitamos..22'! utilidade que lhe o&teve a ressurrei(ão ?Ec 1. visto que. pode ser que ele tome uma decisão m9dia entre a recompensa e o castigo# E as )rian4as que morrem sem batismo* %&. após t. uma vez estando morto. so&re o caso dos sofrimentos corporais com os quais as crian(as pequenas são atormentadas. costumam alguns erguer lamenta(Mes maiores. como se tivessem pena. Cá não a possu!a maisO 5ntretanto.5 em refer. conforme uma cren(a sólida. entre aquelas mesmas pessoas.ss@# Eogo. 0esse sentido.ncia a um Cuiz. e dizem* +[ue mal fizeram para sofrer assimO-# .

ou eles se tornarão melhores. por qual razão não haveria de faz. e assim terem optado por viver com mais retidão. a propósito das dores e cansa(o dos animais# $izem* +[ue mal cometeram os animais. pertur&adores muito loquazes. aqueles homens caluniadores desprovidos do zelo necessário para e)aminar tais pro&lemas e na verdade. apesar das ang"stias da vida presente. ou. poderá sa&er qual será a feliz compensa(ão que $eus reserva a essas crian(as. que lhe são queridas. tentam ainda a&alar a f9 dos fi9is menos instru!dos.ncia.Dalam como se pudesse haver algum m9rito devido ' inoc.%loO 2osto que. lem&remos aquelas crian(as postas ' morte. quem 9 que pode sa&er o quanto a essas crian(as cuCos tormentos visaram a&alar a dureza do cora(ão dos mais velhos ou p8r em prova sua f9. não terão desculpa alguma diante da puni(ão no Culgamento futuro.22(! sua piedade. se elas não praticarem ainda &em algum. quando <erodes procurava o /enhor Aesus risto para o matar ?Mt I. no caso contrário. no segredo de seus CulgamentosO 2orquanto. pois. quando os prova pelas dores e morte das crian(as. com padecimentos tão e)cessivosO- . tudo será como se não tivessem e)istido. a voltarem os seus deseCos em dire(ão da vida eterna# Aliás.6@# 0ão 9 em vão que a HgreCa as apresenta ' nossa venera(ão. uma vez tendo passado esses sofrimentos. ou ainda manifestar a (p. Al9m disso. quem. reconhecendo%as no n"mero glorioso dos mártires# Eártires pro0iden)iais das doares dos animais %(. antes de algu9m poder cometer algum mal# 5 no caso de $eus pretender o&ter alguma coisa de &om para a corre(ão dos adultos. para aqueles a quem aconteceramO 5 quanto 'queles em cuCa inten(ão tais coisas terão acontecido. ou que &em esperam em troca. pois recusaram. para serem provados. para sofrerem tão grandes penas. no caso de se corrigirem por meio dessas afli(Mes temporais. foi tam&9m sem haver pecado em nada que suportaram tais sofrimentos# Assim.

na verdade. que são os corpos celestes. su&metidos 's refle)Mes do esp!rito humano.ra. ao vivificar e governar os respectivos corpos# 2ois o que 9 a dor. a não ser com penas. pelo fato de valerem menos do que os corpos celestesO 3odavia. nós não estar!amos &astante advertidos o quanto todas as coisas são feitas pela so&erania su&lime e inefável unidade do riador# Fon)lusão: toda )riatura )anta a unidade suprema de 2eus &). como se eles não fossem mortais# . quão grande 9 a aspira(ão ' unidade. aparece mais claramente do que a luz.ncia que ela reage contra o sofrimento de seu esfor(o.nero# 2or a!. esta&elecem uma linguagem apta a nos instruir# 5 esses . tu o verás. mas antes com esfor(o e resist.ncia ' divisão e ' corrup(ãoO Tra(as a isso. a dor sentida pelos animais pMe em relevo na alma desses mesmos animais um poder admirável e (p. nem indiferen(a. aparece suficientemente o quanto a alma aspira ' unidade. o quanto a alma desses animais está ávida de unidade.2")! e digno de estima em seu g. a não ser uma sensa(ão de resist. de que os corpos dos animais sofram a morte e qualquer corrup(ão. 0a verdade. 9 porque Culgam as coisas de modo muito in!quo# /ão eles incapazes de contemplar a natureza e a grandeza do sumo Jem# 2retendem que tudo seCa semelhante ao que pensam# 5les não podem conce&er o sumo Jem acima daqueles corpos colocados no plano supremo. de ver assim a sua unidade e integridade serem a&aladas# /e não fosse a dor dos animais não se poderia ver suficientemente.u consideram%nos como se fossem maus. como toda a &eleza e o movimento das criaturas. se atenderes piedosa e diligentemente. no conCunto do corpo.Mas se falam e sentem assim. at9 na ordem inferior das criaturas denominadas animais# 5 sem isso. não aceitando. eles encontram%se na !nfima categoria dos seres# . e o quanto deseCa isso# 2ois não 9 com prazer. e por essa razão menos suCeitos ' corrup(ão# 7eclamam assim de maneira totalmente contrária ' lei da ordem universal.

não ateste por a!.ra. quer os inc8modos da dor. a não ser em virtude de certa unidade# $e modo semelhante. $5Ma0H. que não chegue ' perfei(ão própria de seu g.J75 . suficientemente. <. resta que ou &em foram impostas como uma o&riga(ão ou &em infligidas como uma puni(ão# /o&re esses assuntos. a esta&ilidade devida ' sua natureza.de iG. $. pois. quer a (p.diversos movimentos e disposi(Mes são as l!nguas variadas. a não ser porque lhe falta a e)ata unidadeO Fma coisa. entre as que sentem.M5M 5 . que está a fugir da desagrega(ão e ' procura da unidade# ./0eH4 ./?edo1i/ o. de onde nos vem o mal%estar provocado por tudo o que 9 equ!voco. $. ap!tulo I= Qoi o Bo2e2 >1i/do e2 e. em a&soluto. se segue da!* todos os seres. que clamam em todos os lugares e nos conCuram ao conhecimento do riador# 0ão há coisa alguma entre as criaturas que não possua o sentimento da dor ou do prazer. 27HM5H7.0/do de . quer eles causem dano ou sofram danoQ quer causem agrado ou rece&am agrado. nenhuma criatura e)iste.2" ! satisfa(ão do prazer. Culgo que apresente argumenta(ão tenha sido suficiente# $* [F5/3`5/ /.nero ou não consiga. insinuam e proclamam a unidade do riador# Mas caso a ignorBncia pelas quais esta vida deve necessariamente ter o seu come(o não são próprias da natureza das almas.eG. que ao fugir da dor ou &uscando o prazer. 25 A$.

efetivamente. de conhecer um estado interm9dio. e não em conseqü. por não ter rece&ido a capacidade de se tornar sá&io# (p. caso não seCa negligente. nossa maneira de falar 9 frequentemente analógica. sendo sua vontade a culpada pelo defeito da insensatez# $e fato. ainda que haCa a&surdo maior chamá%la de sá&ia# 2or conseguinte. um defeito para . o qual não possa ser denominado nem uma coisa nem outra# 2ois o homem não come(a a ser insensato ou sá&io. em&ora Cá possua a natureza humana# 2or a! se v. que 9 o mal supremo dos olhos. não 9 contudo. nem a sa&edoria# Assim tam&9m.ncia de sua culpa# A insensatez 9. nem sá&ia. por e)emplo. uma crian(a não pode ser denominada nem insensata. ningu9m perde o Cu!zo a ponto de chamar insensato uma crian(a. a ignorBncia S não qualquer uma. mas a acarretada por v!cio S das coisas que devem ser deseCadas ou evitadas# $a!.ra.ncia# (p. visto estar nesse estado por natureza.ncia em adquiri%la. muitas vezes. como não há de ser $eus o autor dos defeitos dele. Mas vamos agora. e sua vontade não se torne responsável pela insensatez# Assim. e não por neglig. procurar sa&er em que estado foi criado o primeiro homem. ningu9m teria razão de o chamar de insensato. a cegueira. visto que a insensatez ? stultitia@ 9 o maior de todosO =3 omo se a criatura humana não fosse suscet!vel entre os dois e)tremos* insensatez e sa&edoria. como se e)plica ter sido ele seduzidoO 5 caso tenha sido criado insensato. não chamarmos tampouco insensato o animal desprovido de razão. alguns imaginam propor a dificuldade com ha&ilidade ao indagar* /e o primeiro homem foi criado sá&io.2""! 5ntretanto. e não tomada em sentido próprio# Assim. de maneira a ser chamado necessariamente por uma das duas denomina(Mes. a não ser no momento em que esteCa em condi(Mes de possuir a sa&edoria. mais do que indagar como se propagou a sua descend. ele poderá possuir a sa&edoria. de prefer.ncia. se algu9m estivesse alienado por um estado de esp!rito em sua constitui(ão natural. que não 9 nem a estultice. que a natureza do homem nasce em um estado interm9dio.& . semelhante ao das pessoas que carecem de sa&edoria.2"2! .

resulta que o seu riador não 9 o autor dos defeitos. por não haver o&edecido a tal preceito# 2or outro lado. assim a o&serva(ão deste pela vontade 9 como o fundamento para a recep(ão da sa&edoria# : primeiro pe)ado não pode ser imputado a 2eus.ncia de sa&edoria ainda não era um defeito para o homem. entretanto. de se ouvir dela. era capaz. se o quisesse. porque a aus. para se estranhar que pudesse ter sido seduzido# 0em 9 inCusto que tenha sido castigado. o que a natureza faz para a compreensão do preceito.ra. mas sim ao or5ulho do homem &2. de rece&er um preceito com o evidente dever de o&edecer a ele# 0ão 9. outra coisa ser sá&io# A razão torna todo homem capaz de rece&er um preceito. assim como para a natureza racional 9 como um m9rito rece&er um preceito. pois. 5m conseqü.os cachorrinhos rec9m%nascidos# 0em nesse caso pode ser chamada propriamente de +cegueira-# : primeiro pe)ado não pode ser imputado a 2eus. a vontade o faz para a o&servBncia do mesmo# 5 de modo semelhante. assim tam&9m a o&servBncia deste conduz ' sa&edoria# $essa maneira. o homem foi criado em um estado tal que. convenientemente# 5levar%se assim at9 aquela sa&edoria que ainda não desfrutava# 2ois uma coisa 9 gozar da razão. mas sim ao or5ulho do homem . o homem tinha o meio. assim como a natureza racional e capaz de perce&er um preceito. sem ainda ser sá&io.ncia. ao qual deve fidelidade na e)ecu(ão do que 9 prescrito# . uma vez que ele não tinha ainda rece&ido a capacidade de a possuir# 0ão o&stante.

9 de duas maneiras que ele peca* ou não se suCeitando a aceitar o preceito. porque a aus. em virtude de ser capaz de rece&er um preceito# 5 ele torna%se ainda melhor. pois.ncia de sa&edoria ainda não era um defeito para o homem. sem ainda ser sá&io. mas daquele que ilumina# onseqüentemente. se o quisesse.ncia. assim tam&9m a o&servBncia deste conduz ' sa&edoria# $essa maneira. ele peca ao afastar%se da sa&edoria# om efeito. a poder pecar# . come(a por a! mesmo. antes de chegar a ser sá&io. quando a luz da sa&edoria eterna o torna &em%aventurado# .2"#! 3odavia. 5m conseqü. assim como para a natureza racional 9 como um m9rito rece&er um preceito. assim como a natureza racional e capaz de perce&er um preceito. o homem foi criado em um estado tal que. no momento em que o homem come(a a ser capaz de compreender um preceito. para se estranhar que pudesse ter sido seduzido# 0em 9 inCusto que tenha sido castigado. depois de o&ter aceito# 5 muito mais ainda. mas daquele que o impMe. outra coisa ser sá&io# A razão torna todo homem capaz de rece&er um preceito. assim a o&servBncia deste pela vontade 9 como o fundamento para a recep(ão da sa&edoria# (p. por não haver o&edecido a tal preceito# 2or outro lado. era capaz. 9 ainda muit!ssimo melhor do que tudo isso. após ter o&edecido a ele# 5nfim. de rece&er um preceito com o evidente dever de o&edecer a ele# 0ão 9. de se servir dela. entretanto. resulta que o seu riador não 9 o autor dos defeitos. o que a natureza faz para a compreensão do preceito. convenientemente# 5levar%se assim at9 aquela sa&edoria que ainda não desfrutava# 2ois uma coisa 9 gozar da razão. o homem tinha o meio. uma vez que ele não tinha ainda rece&ido a capacidade de a possuir# 0ão o&stante. do mesmo modo a sa&edoria não procede daquele que 9 iluminado por ela.&2.ra. de que não deve ser louvado o riador do homemO 2ois o homem 9 um &em superior ao animal. ou então não o o&servando após o ter aceito# [uanto ao sá&io. a vontade o faz para a o&servBncia do mesmo# 5 de modo semelhante. assim como o preceito não procede daquele que o rece&e.

afasta sa&edoria e a insensatez 9 uma conseqü. como $eus o 9 para siO N porque está dito* +0o dia em que comerdes o fruto. o pecado 9 um mal que consiste em negligenciar* seCa o aceitar um preceitoQ seCa de perseverar na contempla(ão da sa&edoria# $e onde se pode compreender como o primeiro homem. seguiu%se Custamente o castigo. a não ser de que o homem. antes um estulto# .?7m . do qual $eus 9 o "nico &em. de onde vem esse o&scurecimento. a não ser porque o homem se afasta da luz da sa&edoriaO 5 de onde vem esse afastamento.2"$! próprio &em.II@# 2ois o orgulho. quer se tornar ele mesmo. com efeito. . ser seduzido# 5 como a esse pecado cometido livremente.2or outro lado. não tendo cometido pecado algum# /e foi com insensatez. agiu &em.@# .ncia dessa aversão# == A insensatez 9 uma esp9cie de cegueira.I.. pareceria que o homem tinha sido insensato Cá antes de se afastar da sa&edoria. tornaram%se n9scios.. comportou%se ele com insensatez ou com sa&edoriaO-# 2ois se foi com sa&edoria.ra.?Tn 3. no entanto. os vossos olhos vão se a&rir e sereis como deuses.>@# Fomo se dá a passa5em da insensatez D sabedoria &". ou será que foi ao se afastar que ele se tornou insensatoO-# 2ois se responderes* +Doi por insensatez que ele se afastou da sa&edoria. perguntar%se% ia* + aso ao se retirar. como diz o mesmo apóstolo* +/eu cora(ão insensato o&scureceu%se ?7m . pela qual ele se produziu o seu afastamento# 2ois nada poderia ele ter feito com insensatez sem ser. o seu (p. que pertur&a os que refletem so&re essas questMes 9 o seguinte* +/erá por insensatez que o primeiro homem afastou%se de $eus. visto essa insensatez ter sido a causa de seu afastamento# $o mesmo modo. por disposi(ão divina# Assim fala o apóstolo 2aulo* +Aactando%se de possuir a sa&edoria. se responderes* +Doi ao se retirar que ele se tornou insensato-. podia. mesmo tendo sido criado sá&io. ele Cá devia ter dentro de si essa insensatez.

do qual não se pode dizer que seCa nem uma coisa nem outra# 5 quando o primeiro homem passou do santuário da sa&edoria para a insensatez. a não ser por meio de algum o&Ceto.2"%! $e onde se v.ra. aqueles primeiros atos ?concernentes ' sa&edoria e ' insensatez@ não se realizam nunca. essa passagem faz%se n9scia ou sa&iamente# aso se realize com insensatez. por certo. . mas sim uma certa transcri(ão de um estado para outro# <á.ncia# ap!tulo I> *oGE1oG0o eG01e o o17-3Bo e / .$e onde fica claro que e)iste um certo meio termo por onde se passa da insensatez para a sa&edoria# 5 essa passagem não pode ser chamada nem um ato de insensatez. a não ser por termos opostos# om efeito./?edo1i/ &#. não 9 uma &oa a(ão o que não pode ser dito sem grande a&surdo# 5 caso se efetue com sa&edoria. por9m. que p8de mover a vontade de nossos primeiros paisO Mas a vontade não fica solicitada a um determinado ato. uma diferen(a* esses "ltimos atos ?do dormir e acordar@ acontecem o mais freqüentemente. nenhum mortal torna%se sá&io senão passando da insensatez ' sa&edoria# . esta Cá se encontra no homem antes de sua passagem para a sa&edoria S o que não 9 menos a&surdo# (p. essa passagem não pertencia nem ' sa&edoria nem ' insensatez# Acontece o mesmo no caso da passagem do sono para o estado de vig!lia# 5star prestes a pegar no sono não 9 precisamente a mesma coisa do que estar acordado. de modo involuntário# Ao contrário. a não ser voluntariamente# N porque san(Mes muito Custas são a conseqü. nem um ato de sa&edoria# Acontece que os homens enquanto vivem nesta vida presente não chegam a compreender. o qual vem a perce&er# 5 se cada pessoa tem o poder de . que e)iste realmente um termo m9dio.

se não tivesse sido impressionado pela vista de o&Ceto algum. de outro. ele não teria escolhido de fazer o que fez# 2ois. de tal modo que a vontade racional pode escolher entre os dois lados o que prefere# 5 será conforme o m9rito dessa escolha que se seguirá para ela o infort"nio ou a felicidade# (p. pois o homem tendo sido criado na sanidade da sa&edoria achava%se isento de todos os liames que dificultavam a sua escolha# 2odemos compreender isso pelo fato de os próprios insensatos chegarem a vencer%se e se elevarem at9 ' sa&edoria. o preceito divino. havia como o&Ceto perce&ido* vindo do lado superior. ningu9m possui o poder de escolher o que vai aceitar ou reCeitar# 0ingu9m pode determinar qual o o&Ceto cuCa vista o impressionará# => . nem o que a serpente ia sugerir foi dei)ado ao poder do homem# ontudo. ele estava certamente livre de resistir ' vista das sedu(Mes inferiores. Aqui pode ser colocada uma questão* uma vez que o primeiro homem encontrou%se na presen(a de dois o&Cetos perce&idos.2"&! Assim. seCam superiores. a sugestão da serpente# 2ois nem o que o /enhor ia prescrever. não teria voltado de modo algum sua inten(ão para o mal# Eogo. de onde lhe veio ao esp!rito o pensamento. seCam inferiores. de formar esse proCeto que o levou a passar do estado de anCo &om que era ao de dem8nioO =1 . e vindo do lado inferior. no para!so terrestre. o preceito vindo de $eus e. a sugestão da serpente S pergunta%se de onde teria vindo ao próprio dem8nio o des!gnio de preferir a impiedade que o precipitou do alto de seu tronoO 0a verdade. fosse qual fosse o conte"do dessa sugestão. se nada lhe tivesse ocorrido ao esp!rito. ainda que lhes seCa penoso renunciar 's do(uras envenenadas de seus há&itos funestos# =6 : que mo0eu a 0ontade do demNnio para se 0oltar para o mal* &$. de ordem oposta* de um lado.ra. 9 preciso reconhecer* a alma fica impressionada pela vista de o&Cetos.escolher o que aceita ou reCeita.

in!cio do orgulho 9 afastar%se de $eus. mas ainda ultrapassa de muito a alma# ai so& a a(ão do esp!rito. indo por assim dizer a seu próprio encontro.2"(! 5sse 9 o sentido das palavras* +. que não somente escapa ao dom!nio de nosso entendimento. tornando%se pecadorQ outra provindo das realidades que estão su&metidas ' aten(ão de nosso esp!rito.L. depois de $eus.m por o&Ceto direto o conhecimento dos seres corpóreos# : or5ulho A prin)ipal 1onte de toda má op4ão &%.2ois. isso vem de que ela. como por uma esp9cie de arremedo perverso de $eus.I@# >L . como foi o caso da tenta(ão do dem8nio. que poderia vir a cair so& o pensamento direto do esp!rito. precisamente. por certo.?5clo .3@# 5 destas outras* +. ela se compraz em si mesma. não seria a imutável 3rindade. perdendo%se de vista no amor de $eus imutável. a qual sendo imensa não 9 a própria alma. orgulho 9 o come(o de todo pecado. quando preciso# 5nfim. =8 ou ' percep(ão de nossos sentidos corporais# . ao contrário. comprazer%se de certa maneira em si mesma. podem encantá%la# /ua &eleza torna%se perfeita quando. [ue a alma mutável possa se contemplar. at9 pretender encontrar o seu gozo na própria independ. o próprio esp!rito pelo qual o esp!rito governa# N porque em cada a(ão ele move os mem&ros que devem ser postos em movimento.2"'! N preciso distinguirmos duas esp9cies de o&Ceto de conhecimento* uma provindo de uma sugestão e)terior premeditada.?5clo . ou se não tivesse sido apresentado a seu esp!rito de alguma maneira secreta# (p. por não ser igual a $eus. a quem o homem cedeu.. por certo quer alguma coisa# 5 ele não poderia querer esse intento se não lhe fosse assinalado e)teriormente pelos sentidos. na contempla(ão da suprema sa&edoria. &elezas que.L. os sentidos corporais. aquele que quer.ncia. possui entretanto.. realmente. esquece%se totalmente em sua presen(a# =: Mas se. que t. então se faz tanto menor quanto mais deseCa se engrandecer# (p.

at9 persuadir ao homem esse mesmo orgulho. nós nos un!ssemos ao nosso Ei&ertador at9 ele. em&ora repletos de del!cias e trans&ordantes de &ens temporais# 2ois o salmista não se enganou ao dizer com tanto fervor* +Fm só dia em teu santuário vale mais do que mil anos longe de ti.?/l 83. que mesmo se não nos fosse permitido gozar delas. dever!amos ser reconduzidos ao &em. da Perdade e da /a&edoria imutável.. a não ser pelo espa(o de um "nico dia. em razão do qual ele tinha consci. em troca ter% se%ia plenamente razão em menosprezar por elas inumeráveis anos desta vida. $eus quis que resgatados pelo sangue de risto. (p. que a vista de realidade inferior alguma possa nos afastar da contempla(ão do Jem supremo# . a mais odiosa.Doi esse o pecado do dem8nio que acrescentou a inveCa. se alguma sugestão procedente do apetite de &ens inferiores vier a solicitar nossa aten(ão.ncia de ter sido condenado# Mas aconteceu que a puni(ão infligida ao homem foi destinada a corrigi%lo.utrossim. mais do que a dar ao mesmo homem a morte# Pisto que o dem8nio apresentou%se ao homem como e)emplo de orgulho. pelo e)emplo da condena(ão e dos tormentos eternos do dem8nio# Fon)lusão: a e?)el9n)ia da sabedoria &&. o /enhor apresentou%se a nós como e)emplo de humildade e com a promessa de vida eterna# 5m seu amor infinito.@# >. 3ão grande 9 a &eleza da Custi(a.. por luzes tão &rilhantes. isto 9. derramado após tra&alhos e sofrimentos ine)prim!veis.2#)! Ainda que se possam interpretar essas palavras em outro sentido. compreendendo por mil dias a muta&ilidade da eternidade# Furta )on)lusão 5eral . tão grande o encanto da luz eterna.

a e)tensão deste livro o&riga%nos a finalizá%lo.ncia# ontudo. ao responder 's tuas questMes ?ó 5vódio@. suspendendo as presentes argumenta(Mes# (p.2# ! bbb . o quanto o /enhor dignou%se me conceder não haver eu omitido alguns pontos. mesmo se os encontrares.Hgnoro se. dos quais constatarás a aus.