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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA

TRABALHO DE FILOSOFIA DA CIÊNCIA

Princípio da Simpli ica!"o # Princípio da Compl#$idad# ci#n%í ica& 'ma l#i%'ra a par%ir d# Ed(ar Morin

PES)UISA ORIENTADA EM FILSOFIA III* +, SEMESTRE DE +-./ 0ONAS MURIEL BAC1ENDORF

As ciências não têm consciência da sua inscrição numa cultura.“As ciências humanas não tem consciência dos caracteres físicos e biológicos dos fenômenos humanos. bem como com as outras ci!ncias e com a sociedade em geral. o homem. conquistadora e triunfante. As ciências naturais não têm consciência da sua inscrição numa cultura. . numa sociedade. & outro paradigma a ser explorado é o paradigma da complexidade. problemas gra#es que se referem ao conhecimento que produ". possibilidades terrí#eis de sub-ugação. A ci!ncia é. sse paradigma toma como pressupostos da boa ci!ncia a especiali"ação. a #ida. enriquecedora. dissipa mistérios*. pg.. é. sem que tenham de se preocupar com prestar contas da relação de suas conclus%es com o meio onde estão inseridas. paralelo ao progresso de seus aspectos noci#os ou mortíferos. apresenta+nos. essa ci!ncia elucidati#a. 23* & cen$rio do conhecimento atual. apresenta4 “5 progresso inédito dos conhecimentos científicos. triunfante.” )(orin. a di#isão do conhecimento em apartes menores e o aprofundamento parcial das di#ersas $reas científicas. é e#idente que o conhecimento científico determinou progressos técnicos inéditos. As ciências não têm consciência de que lhes falta uma consciência.. . portanto. 5progresso dos aspectos benéficos da ci!ncia. bem como entender os mecanismos político+sociais que determinam o fa"er científico. assim. alimentando a capacidade do cientista de perceber com clare"a as #erdadeiras finalidades de seu trabalho. . tais como a domesticação da energia nuclear e os princípios da engenharia genética. ao mesmo tempo. cada #e" mais. sociedade que transforma. no entanto. As ciências não têm consciência dos princípios ocultos que comandam as suas elucidações. sse conhecimento #i#o é o mesmo que produ"iu a ameaça do aniquilamento da humanidade.” ( dgar !orin" INTRODU23O A pretensão do presente trabalho é estabelecer uma reflexão a respeito de dois paradigmas científicos. é o paradigma moderno que permeia até os dias atuais todo o trabalho científico. /001. . numa sociedade. ssa ci!ncia libertadora tra".. A proposta de (orin #ersa em tom de defesa de um sistema científico capa" de organi"ar a “bagunça” que as ci!ncias particulares criaram )e seguem criando* na tentati#a de compreender o uni#erso. “. elucidati#a )resol#e enigmas. desabrochar a ci#ili"ação*. paradoxalmente. conquistadora. numa história. enxergar as relaç%es de suas conclus%es com o todo. paralelo ao progresso m6ltiplo da ignor7ncia. enriquecedora )permite satisfa"er necessidades sociais e. As ciências não têm consciência do seu papel na sociedade. ação que determina.. ssa ideia embasa+se numa proposta de método capa" de reestabelecer os “elos perdidos” na fragmentação das ci!ncias. a que chamaremos de paradigma da simplificação. numa história. proposto pelo fil'sofo e soci'logo franc!s dgar (orin. Um deles. e -ustamente. de fato.

antes de mais nada. & pensador grego nos ensinou. 9udo indica que de nada adianta atingirmos o domínio da energia at:mica. algo como uma tentativa constante de compreender ampla e abrangentemente o universo. possibilita ao cientista escusar*se das quest+es comple. esse método contribui fortemente para que o cientista consiga dedicar a necess)ria atenção para o problema que dese(a resolver. um paradigma é um con-unto de pressupostos. /001. por um lado. impot!ncia ampliada dos cientistas a respeito desses mesmos poderes. di" <uhn. que o homem possui uma série de atributos comuns que o diferencia do animal. pg! "#$ %. possibilita uma aproximação maior daquilo que =escartes chama de #erdades que “clara e distintamente” apresentam+se ao espírito. os temas que realmente interessam . ci!ncia. o cientista simplesmente é instruído academicamente a apropriar*se tão r)pido quando do método mais efica& a que tenha acesso e reprodu&ir tal método de modo suficiente para atingir a . vemos que. pg.egundo <uhn. um posicionamento fa#or$#el a ideia exposta por (orin de que a ci!ncia atual enfrente uma séria crise causada especialmente pela incapacidade do homem da ci!ncia de compreender temas que exigem uma compreensão abrangente da realidade e que são. se considerarmos que 2i0ncia é. muito tempo depois. 28* A explanação apresentar$.as que fogem da sua finalidade imediata e específica! -esse modo.” )(orin. . esse mesmo cientista acaba por tornar*se um ignorante frente ao que merece realmente ser chamado de 2i0ncia. di#idindo o conhecimento de modo a facilitar a compreensão das coisas. afinal. ssa ideia. como se pode perceber por esta introdução. . bem como de tecnologias altamente sofisticadas.colheita dos frutos/ do trabalho científico! 1e.por que faço de tal forma/.quais as consequ0ncias do que faço para a sociedade/. em ve& de discutir . padr%es de método e linguagem compartilhados por um determinado grupo de cientistas numa determinada época. a partir nos paradigmas que os cientistas encontram a base por onde caminhar enquanto produ&em seus trabalhos! 'a medida em que o paradigma () oferece as diretri&es b)sicas do fa&er científico. =escartes. além de estabelecer a simplificação do problema. regras. se estas continuarem a ser utili"adas para fortalecer a ruína da espécie humana e dos seres #i#os em geral. não contribuem de forma significativa com o atingimento daquele ideal 2ientífico! O PARADI4MA DA SIMPLIFICA23O =e Arist'teles aprendemos a classificar. por exemplo. portanto. ordenar. que por sua #e" é diferente do #egetal. na medida em que não conseguem mais estabelecer uma adequada comunicação entre si. a vida e o homem! 3s ci0ncias especiali&adas. & cientista. contribuiu significati#amente com a ideia de separar A >i!ncia em ci!ncias menores. .eguindo uma l'gica semelhante.5 progresso ampliado dos poderes da ci!ncia. enquanto o paradigma for aceito. separar e agrupar as coisas segundo sua pr'pria nature"a e seus atributos. /003* consiste em i* “nada fa"er constar de meus -uí"os que não se apresentasse tão clara e distintamente a meu espírito que eu não ti#esse . “ao adquirir um paradigma. 199 . ao apropriar* se de tal método. adquire igualmente um critério para a escolha de problemas que. com a intenção de simplificar os problemas di#idindo+os em partes menores.para que serve o que faço/. & (étodo )=escartes. paralelo . alerta 4orin. A NO23O DE PARADI4MA5 SE4UNDO TOMAS 1UHN . poderemos considerar como dotados de uma solução possível" (Kuhn. por outro.

Assim. como se fosse possí#el compreender de fato alguma coisa sem ter conhecimento de seu contexto. 30* Além de todos os problemas a que d$ origem. /000. “no qual o pr'prio especialista torna+se ignorante de tudo aquilo que não concerne a sua disciplina e o não+especialista renuncia prematuramente a toda possibilidade de refletir sobre o mundo. Além disso. Uma das ra"%es pelas quais a ci!ncia normal parece progredir tão rapidamente é a de que seus praticantes concentram+se em problemas que somente a sua falta de engenho pode impedir de resol#er. ?* & todo. a ci!ncia especiali"ada tende a le#ar a um crescente estado de obscurantismo. corta+se a relação de #ínculo. na ideia de separação. e perde+se. e como ser$ estudado. assim como morrem os 'rgãos quando isolados do coração. produtor de qualidades que não existiriam+se as partes esti#essem isoladas umas as outras” )(orin. con-unto organi"ado de partes diferentes.ituação paradoxal. ii* “repartir cada uma das dificuldades que eu analisasse em tantas parcelas quantas fossem possí#eis e necess$rias a fim de melhor solucion$+las. pg. deixando esse cuidado aos cientistas. =a mesma forma em que um braço humano não pode ser suficientemente entendido senão como parte de um con-unto unificado e complexo de 'rgãos. @or pautar+se. nem meios conceituais para tanto. de modo que. que não t!m nem tempo. também existem e se modificam porquanto relacionadas a outras partes. desse modo. pouco a pouco. esta metodologia. além de existirem por si pr'prias.” e. fato que é brilhantemente ilustrado por di#ersas facetas do baconismo do século BCDDD e por algumas das ci!ncias sociais contempor7neas. um paradigma pode até mesmo afastar uma comunidade daqueles problemas sociais rele#antes que não são redutí#eis . “ignora o fen:meno mais importante. assim também h$ de morrer toda e qualquer empreitada científica que se negue a comunicar+se com seu motor social. passam a ser re-eitados como metafísicos ou como sendo parte de outra disciplina. apesar de possibilitar um aprofundamento na parte estudada. é mais do que a soma de suas partes.” )<uhn. @odem ainda ser re-eitados como demasiado problem$ticos para merecerem o disp!ndio de tempo. pois não podem ser enunciados nos termos compatí#eis com os instrumentos e conceitos proporcionados pelo paradigma.”. tal como o coração é o respons$#el por centrali"ar o funcionamento dos demais 'rgãos. até o conhecimento dos mais compostos. iniciando pelos ob-etos mais simples e mais f$ceis de conhecer. pg. @orque as partes. & >ientista Aormal fecha+se de tal modo no problema que acaba por ignorar completamente o que se passa fora daquele espaço fechado. 9ais problemas podem constituir+se numa distração para os cientistas. a sociedade. para ele#ar+me. tais como a fragilidade gerada pelo enclausuramento do saber. Ao momento em que se pratica o isolamento. assim também um ob-eto de estudo não pode ser tomado como isolado de outros com os quais se relaciona e se transforma constantemente. em que o desen#ol#imento do conhecimento instaura . a #ida. como bem ressalta (orin. da pala#ra sistema. uma parte essencial da interpretação.moti#o algum de du#idar dele. a sociedade humana é respons$#el por determinar aquilo que ser$ estudado. ?* “condu"ir por ordem meus pensamentos. mesmo muitos dos que eram anteriormente aceitos. . como galgando degraus. forma de quebra+cabeça. que podemos qualificar de sist!mico. e presumindo até mesmo uma ordem entre os que não se precedem naturalmente uns aos outros. 2EE8. “&utros problemas. A ideia de >i!ncia Aormal de <uhn ilustra de modo bastante eficiente aquilo que estamos defendendo.

ainda somos incapa"es de lidar com os grandes problemas da humanidade. impossibilita o entendimento entre as $reas separadas. urge que se fale. passando posteriormente a ser #ista em =escartes como possibilidade de simplificar a resolução de problemas acaba. Ao mesmo tempo. @or qu!H @orque por toda parte. cha#e+mestra da certe"a do raciocínio. re#elou incerte"as na indução. busca distinguir )mas não separar* e ligar.e a situação atual da ci!ncia é problem$tica. -$ que cada uma delas toma rumos pr'prios. abrangentes. e conhecer as partes sem conhecer o todo”. os >ientistas Aormais “produ"em um poder sobre o qual não t!m poder. que di" ter como “impossí#el conhecer o todo sem conhecer as partes. em relação ao pr'prio cientista. 2I+21* Aa tentati#a fornecer ferramentas para retomar o pensamento complexo. o dogma de um determinismo uni#ersal desabou. de possibilidades para lidar de modo eficiente com tal realidade. apesar de sermos capa"es de resol#er problemas pontuais. & pensamento complexo. enquanto a l'gica. sem prestar contas “ao todoG de que fa" parte. O PARADI4MA DA COMPLE6IDADE . e se tudo isso é de fato causado em grande medida pela parciali"ação do pensamento. pg. mas que enfati"a inst7ncias -$ todo+poderosas. fechada em suas pr'prias regras. da ci!ncia especiali"ada. 9al situação acaba por produ"ir um sem n6mero de dialetos específicos e incomunic$#eis entre si. /000. este princípio busca . 2F* Aa medida em que ignoram as finalidades gerais de seu trabalho e fogem de debates político+sociais.a resignação . /000*4 2* @rincípio sist!mico ou organi"acional4 embasado na m$xima de @ascal. pgs. abandonando a ilusão das soluç%es f$ceis. /001.” )(orin. que exigem um raciocínio sist!mico. gerando a desordem e a emerg!ncia de métodos capa"es de no#amente complexificar a interpretação de uma realidade que nunca deixou de ser desordenada e complexa. impossibilidades de decisão na dedução e limites no princípio do terceiro incluído. outro problema crucial4 tratar a incerte"a. imp%e+se. como #imos acima. A linguagem. de lidar com quest%es complexas. é a incapacidade que essa ci!ncia produ". “>ompreendemos então um problema essencial4 complementar o pensamento que separa com outro que une. r$pidas e certeiras. 28* & grande problema. /001. ignor7ncia e o da ci!ncia significa o crescimento da inconsci!ncia” )(orin. capa"es de utili"ar completamente as possibilidades de manipulação e de destruição pro#enientes do pr'prio desen#ol#imento da ci!ncia. urge que aprendamos no#amente a enxergar as coisas como elas realmente são. (orin apresenta uma série de princípios ou guias para retomar o caminho do pensamento complexo )(orin. #omple$us significa originariamente o que se tece -unto. na medida em que é elaborada num paradigma fechado. A ideia que #em desde Arist'teles como método ordenador. agora.” )(orin. nas ci!ncias. portanto. então. capa" de perceber a comunicação e a ligação que necessariamente existe entre todos as ci!ncias parciais. di#ida em partes. portanto. se é #erdadeiro que.

“>ada célula é parte do todo +organismo global+ mas o pr'prio todo est$ na parte4 a totalidade do patrim:nio genético est$ presente em cada célula indi#idual.s partes consideradas isoladamente4 as emerg!ncias. aparece em cada indi#íduo. Um meio #iolento. a espécie e a sociedade. de modo que despendem energia do meio em que estão inseridos para sal#aguardar a pr'pria autonomia. para citar um exemplo. . a parte est$ no todo. atra#és da linguagem. @rincípio do anel recursi#o4 #ai além da noção anterior de regulação. pg. a necessidade de #er as partículasfísicas ao mesmo tempo como corp6sculos e como ondas. 23* 1* 3* @rincípio da auto+eco+organi"ação )autonomiaJdepend!ncia*4 estabelece que os organismos #i#os se auto+produ"em e auto+ organi"am incessantemente. pg. desse modo. esse princípio apresenta a ideia de que. os produtos também são produtores do que os produ". instaurando a ideia de auto+produção e auto+organi"ação. a organi"ação do todo produ" qualidades ou propriedades no#as em relação . “=o $tomo . sse princípio rompe com a ideia de causalidade linear.” )(orin. por exemplo. enquanto todo emergente. pg. /000. . tem+se uma autonomia insepar$#el da depend!ncia. além de os efeitos também causarem também sua causa. /000. sociedade. que por sua #e" tendem a gerar um meio ainda mais #iolento. assim também a realidade é composta por sistemas de m6tua influ!ncia. ao mesmo tempo. /000. Aesse sentido. A's mesmos somos seres separados e aut:nomos. pg. )(orin. @rincípio dial'gico4 #isa a reencontrar ideias que tendem a ser separadas. a sociedade como todo. estrela. Aiels Kohr reconheceu. &s indi#íduos humanos produ"em a sociedade nas + e atra#és de + suas interaç%es. das normas. auto+eco+organi"adores. 2F* F* @rincípio de reintrodução daquele que conhece em todo conhecimento4 #isa a re+estabelecer com clare"a a ideia de su-eito cogniti#o e abordar .egundo este princípio. da cultura. tende a gerar indi#íduos #iolentos. fa"endo parte de duas continuidades insepar$#eis.” )(orin. /000.” )(orin. e o todo est$ na parte. na medida em que dependem do meio para serem aut:nomos. ssa ideia parte do pressuposto b$sico de que “o todo é maios do que a soma de suas partes”./* clarificar a necessidade de se pensar sempre o todo e suas partes con-untamente. produ" a humanidade desses indi#íduos aportando+ lhes a linguagem e a cultura. 21* @rincípio hologram$tico4 inspirado na ideia de holograma. mas a sociedade. 21* ?* I* @rincípio do anel retroati#o4 tal qual um sistema de ar+condicionado que depende da resposta do ambiente para ati#ar seu sistema de equilíbrio de temperatura.ão. “A dial'gica permite assumir racionalmente a associação de noç%es contradit'rias para conceber um mesmo fen:meno complexo. da bactéria ao homem e .

M. essa mesma integração precisa. a mesma integração que se exige para uma con#i#!ncia saud$#el com a nature"a. teoria científica. Assim como na escola as crianças precisam aprender a associar os conhecimentos da biologia. a ci!ncia é o =eus dos nossos tempos4 é nela que depositamos todas as nossas esperanças de encontrar uma explicação suficiente para o aparente caos. e estamos falando de algo urgente.s sombrias consequ!ncias dos princípios do produti#ismo desenfreado. a mesma integração que se exige para uma sociedade para ser pacífica. é nela que depositamos a esperança de encontrar um sentido significati#o para a nossa exist!ncia. @orque. sob pena de permanecermos presos a incompreensão da “#erdadeira realidade” que nos cerca. so"inha. /000. todo conhecimento é uma reconstruçãoJtradução por um espíritoJcérebro numa certa cultura e num determinado tempo. >i!ncia com >onsci!ncia. se submete . acima de tudo. . produtorJproduto. '.a problem$tica estabelecida entre su-eito e ob-eto de conhecimento. um car$ter cada #e" mais especialista. F. J. & esforço do autor é direcionado em grande medida para e#idenciar o car$ter naturalmente impreciso de cada um deles. e o erro cometido pela ci!ncia ob-eti#a )esta embasada na l'gica aristotélica* ao organi"ar o mundo sob esses falsos pilares que acabaram por gerar um massi#o abandono pelas quest%es “imprecisas”. de modo crescente e alarmante. (o"to Ale#"e: Sulina. SILVA. (orin. parcial e fechado. In: MARTINS. com seu impacto ambiental. A strutura das Me#oluç%es >ientíficas. na medida em que. indi#íduoJsociedade. pg. seu conte6do político. mas antes manter sempre #i#a a noção de que h$ entre as partes um elo que -amais pode ser quebrado. =iscurso do (étodo. Luiar o conhecimento por esses princípios não significa negar o aprofundamento em partes menores. & pensamento complexo surge. não consegue penetrar eficientemente nos meandros da #ida pr$tica e. M. . ed. Para navegar no século XXI: tecnolo#ias do ima#in%"io e ci&e"cultu"a. portanto. !"#. a derrubada dos muros que supostamente separam conceitos como causaJefeito. <uhn. “=a percepção .e se tinha a pretensão de colocar a filosofia como respons$#el por “unificar” os conhecimentos esparsos.. A mesma integração que se exige para um raciocínio para ser coerente. . academicamente.. 9homas. etc. Mio de Naneiro4 Kertrand Krasil. assim também na academia o estudante matriculado em cadeiras de engenharia de#em saber relacionar o produto de uma gigantesca construção ci#il com seu papel social. /003. etc. da física e da matem$tica e relacion$+ los entre si. 28* & que se percebe nesses princípios é.$. '))). . h$ que se assumir que essa ideia é falha. moral. Da necessidade de um pensamento complexo. dgar. de certo modo.” )(orin. OOOOOOOOOOO. /001. REFERÊNCIAS =escartes.ão @aulo4 @erspecti#a. como modelo integração. mesmo quando bem trabalhada. ii* a pr'pria filosofia #em ganhando. 2EE8. acima de tudo. aparecer na ci!ncia.ão @aulo4 scala ducacional. é dela que esperamos uma solução para as barb$ries da #ida e. por dois principais moti#os4 i* a filosofia. Mené.