Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio A Popularização dos Home Studios

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Um velho sonho de todos os músicos já é rotina para uma boa parcela deles. Ter em casa um estúdio de gravação, onde se possam gravar os próprios trabalhos, seja como fonte de renda, ou pelo menos para registrar as idéias quando elas ainda estão frescas, recémsaídas da inspiração. O antigo sonho de compositores, cantores e instrumentistas se converteu em um mercado que movimenta milhões de dólares por todos os continentes. Muitos músicos, pelo mundo afora, têm seu próprio estúdio, geralmente instalado em um quarto ou sala, em casa. Alguns são bastante sofisticados, com gravação de áudio digital em 24 pistas ou mais, mesas de som automáticas e muito poderosas, vários samplers, sintetizadores, supercomputadores, tratamento acústico, enfim, recursos compatíveis com os estúdios comerciais de médio ou até grande porte. Outros (a maioria) são bem mais simples, sem tratamento acústico, com menos equipamentos, mas com alto poder de fogo, de qualquer forma. No Brasil dos últimos anos, com a liberalização alfandegária para a importação de equipamentos eletrônicos, o mercado cresceu rapidamente. As lojas de instrumentos se modernizaram e aumentaram em quantidade e qualidade. A figura do “muambeiro” de instrumentos musicais, outrora o braço direito de todo músico profissional, vem, passo a passo, dando lugar a uma estabilização do setor. O músico brasileiro se torna consumidor, com direito a garantia e assistência técnica para seus instrumentos de trabalho, em vez do antigo e triste papel de receptador de material contrabandeado. Por sua vez, a indústria nacional começa a despertar para as novas tecnologias e custos, frente à feroz concorrência dos produtos importados. A gigantesca multiplicação do número de estúdios caseiros decorreu de alguns inventos, que surgiram com a tecnologia digital, no início dos anos 80. Esses inventos evoluíram de modelos que vinham sendo desenvolvidos nas duas décadas anteriores. O mais conhecido é o protocolo MIDI, a interface que comunica sintetizadores a computadores. A MIDI (ou ‘o’ MIDI, como dizem) foi definida em 1983 pelos principais fabricantes de instrumentos musicais do mundo. Ela evoluiu de sistemas de triggers e outros sincronizadores, que cada fábrica desenvolvia para seus instrumentos e seqüenciadores analógicos, sem muita compatibilidade entre equipamentos de fábricas diferentes. Em 83, a indústria resolveu criar um protocolo unificado, e aberto a inovações futuras. Surgia a Musical Instrument Digital Interface, ou MIDI. Mais adiante, com o grande número de usuários e produtores de MIDI files, os arquivos no padrão MIDI para computadores já não eram mais de interesse exclusivo dos músicos. Os jogos de computador, por exemplo, lançam mão desses recursos, e se dirigem a um público muito maior. Foi definido então o padrão General MIDI, um conjunto definido e limitado de timbres e outros recursos para compatibilizar diferentes equipamentos em aplicações voltadas para o mercado da informática. As placas de som e a multimídia

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tiveram aí um terreno fértil para se

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desenvolverem.

Outro grande responsável pela explosão dos home studios foi o chamado porta-estúdio, o gravador cassete de quatro (ou mais) pistas, que foi aposentando os gravadores de rolo de quatro, oito ou 16 pistas. Hoje, o porta-estúdio está sendo aos poucos substituído pela gravação digital em hard disk ou em fita de vídeo. O custo relativamente baixo e a facilidade de manuseio desta tecnologia foram os responsáveis pelo súbito aumento do número de produtores independentes. De lá pra cá, máquinas, ferramentas e software para se gravar música em casa são lançados freneticamente em um mercado que não pára de se expandir. Nos anos 90, os seqüenciadores por computador e a gravação de áudio pelo processo digital em oito ou 16 pistas são as tecnologias que mais se popularizam. A Internet, a rede mundial de computadores, é uma grande parceira desses estúdios, na medida em que fornece programas, upgrades (atualizações), gravações de músicas, arquivos MIDI, partituras e informação musical de graça, sem que o músico precise sequer sair de casa. O outro lado da moeda é a expansão do próprio mercado de trabalho do músico. Por todo canto, florescem novas produtoras de multimídia, de vídeo e animação, agências de publicidade, rádios comunitárias e outras empresas que são clientes naturais das pequenas e médias produtoras de som, caso de muitos home studios com objetivos comerciais. Aqui, o estúdio caseiro fornece meio de trabalho para um ou mais músicos, cantores, compositores e arranjadores. Por seu baixo custo operacional, o home studio chega a competir com as grandes produtoras, oferecendo produtos de alta qualidade aos clientes mais exigentes. Mesmo as emissoras de TV têm preferido contratar produtores que disponham de estúdio próprio. Para se montar e operar um home studio são necessários alguns requisitos básicos. O primeiro que vem à mente, naturalmente, é o capital necessário; o segundo é o equipamento a comprar. No entanto, um requisito fundamental muitas vezes é esquecido nessa hora: planejamento. Sem ele, possivelmente o capital será mal empregado ou o projeto não sairá do mundo das idéias. Planejar os objetivos, o mercado potencial, as condições de trabalho, o equipamento e os recursos humanos, tudo de acordo com o capital disponível, deve vir antes da aquisição de qualquer máquina, para que o sonho não se torne um pesadelo. A consulta permanente ás fontes de informação (revistas, manuais, lojas, especialistas, amigos com experiência, sites na Internet) é outro requisito importante.

O Planejamento faz a Diferença
Para se montar um home studio é preciso equilibrar uma série de fatores. De acordo com os objetivos, capital, espaço, clientela ou necessidades pessoais, surgem inúmeras opções de equipamento e de projetos de tratamento acústico para quem vai “se equipar”.

como os modelos da Fostex. devem-se ponderar todas as necessidades e possibilidades. Também conta o perfil de quem vai operar o estúdio. viável até mesmo em velhos 386 com 4 Mega de RAM rodando Windows 3. Um estúdio caseiro de gravação pode atender o mercado fonográfico. enquanto outro estúdio. Intermediário: conta com um sistema de gravação de áudio digital em oito ou 16 pistas. Este pode ser um programa de computador. Cada combinação dessas variáveis implica num set-up diferente. vídeo. E-Mu). uma mesa de som de oito ou mais canais (Mackie). e aí fazer uma lista de todos os itens. além de um bom computador.1. Os arquivos de som podem ser mil vezes maiores que os arquivos MIDI. busca-se o melhor dos dois mundos. Session 16.. o uso de microfones caros e muito sensíveis num quarto de alvenaria sem qualquer tratamento acústico pode trazer resultados decepcionantes. via computador (Session 8. processadores e um sistema de gravação multipista. L. Yamaha. cinema. são módulos de som (sintetizadores e baterias eletrônicas) e controladores MIDI. através de programas como Cakewalk Pro-Audio ou Cubase Audio e placas de som Turtle Beach ou Roland. para gravação e mixagem de grupos vocais e/ou instrumentais. trazendo contudo muitos recursos de edição. se músico. Yamaha ou Brother. terá bons microfones. um ou dois microfones Shure ou AKG. Antes de comprar. demanda uma configuração mais avançada que para aplicações MIDI (gravação de instrumentos eletrônicos). neste nível. Um estúdio voltado para produção de trilhas instrumentais com sintetizadores deverá ter bons teclados e módulos de som MIDI. Akai). como uma obra de isolamento acústico que não isola. O computador para gravar o áudio em substituição ao porta-estudio. se for de boa qualidade). e a sua experiência com o material. uma mesa de pelo menos 16 canais com conectores Canon (Mackie. TV. Primeiro vêm os objetivos do empreendimento. cantor ou instrumentista. ou um hardware sequencer da Roland. publicidade. O estúdio MIDI deste nível pode ter um sintetizador multitimbral da Roland ou da Korg com seqüenciador próprio (workstation) ou externo. com modelos e preços compatíveis. em fita de vídeo (Alesis ADAT-XT ou Tascam DA-88) ou em hard disk. como o Cakewalk ou o Cubase. um Pentium ou MacIntosh com interface MIDI/Sync. produtor etc. da MidiMan ou da J. Por exemplo. com equilíbrio de investimentos entre eles. serão necessárias uma boa mesa de som e monitoração. O segundo item é o capital disponível. ou a compra de aparelhos desnecessários ou obsoletos. Se se pretende operar simultaneamente nas áreas de áudio e MIDI. ou produzir fitas demo de um compositor. . Tascam ou Yamaha. Distinguem-se três níveis típicos de home studios: Básico: pode dispor de um porta-estúdio (gravador) cassete de quatro pistas. para que se determinem equipamentos e obras acústicas compatíveis entre si. reverberador. A gravação em HD é mais cara que os gravadores de fita. Outros investimentos. Nos dois casos. engenheiro de som. um sampler (Roland. O sistema pode ser sincronizado ao gravador multipista para expansão de canais através de uma interface para computador (MQX 32-M) ou em hardware. Cooper. Ele deve ser levado em conta para se definir o nível ou o padrão geral do estúdio. deck cassete. amplificador e caixas acústicas (às vezes a solução inicial é o aparelho de som doméstico. Studio Vision) ou hardware (Roland.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 3 Nada é pior que constatar erros de planejamento depois de realizado o investimento.

Yamaha. Studio 5 etc. distribuidores para uns 10 headphones. reverberadores (Lexicon. Um projeto de isolamento e tratamento acústico viabiliza a gravação e a mixagem. DAT ou Mini-Disk. Audio Technica 4049.) para o Pentium ou o Mac. Ensoniq TS-12. Avançado: apto a oferecer qualquer serviço de gravação profissional. Se for um estúdio pequeno ou médio. O item central de qualquer estúdio costuma ser negligenciado por aqueles que estão iniciando no universo da gravação de áudio. mais cuidado se deve ter com tratamento e isolamento. É impossível se operar um estúdio sem a mesa. Emulator). Alesis). Vocalist.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 4 Tascam). equalizador. Um arquiteto com experiência em estúdios do porte do seu evita decepções com projetos improvisados que pioram a sonoridade de sua sala. Alesis ou JBL. noise gate. Roland JV-1080. um planejamento de obras de tratamento acústico é vital para o seu perfeito desempenho. microfones para vozes e instrumentos (AKG C-3000 e Shure SM-57). console ou mixer. SM-94. Countryman) para conectar as fontes sonoras à mesa. Tascam. adiciona uma mesa de gravação (Mackie. compressores (Dbx. Vale a pena começar com um estúdio mais simples. o espaço disponível. Eletro Voice RE 20) e cabos de qualidade. Estes recursos permitem boas gravações para CDs independentes ou publicidade e demos de boa qualidade. processadores (equalizadores. Shure SM-57. Sennheiser MD 421U. dois sistemas de monitoração com amplificadores e caixas profissionais para gravação e mixagem. um sistema de gravação digital (24 pistas) em fita de vídeo (ADAT. As Mesas de Som Mesa. AKG C-414. Na terceira variável. samplers (Roland. vários microfones (Neumann U87. multi-efeitos. pode-se até gravar com headphones. amplificador e monitores de estúdio Yamaha. . Mesmo os mini-estúdios baseados num único sintetizador workstation. A bateria pode ser acústica (microfonada) e/ou trigada ao sampler. teclado controlador Roland ou Kurzweil. perfeitamente isolados. Aural Exciter etc. pesando as reais necessidades de acordo com suas condições e metas. ou só num computador com placa de som. Akai. direct boxes (Furhman. ou como um verdadeiro bicho-de-sete-cabeças por outros. compressores Dbx. sintetizadores Korg Trinity. visto como luxo por alguns que começam a adquirir seus equipamentos. O sistema MIDI se expande com uma interface de oito portas (8 Port. Alesis). Yamaha) com 32 ou mais canais de entrada/saída e oito subgrupos. dependem do mixer virtual instalado neles. DA-88) ou computador (MacIntosh com Pro Tools). Soundcraft. num único cômodo da casa. reverberadores Lexicon e Yamaha. e ela é que determina a qualidade do seu som. O mais importante é se fazer um projeto com coerência. automação e patch bay. Reserve um espaço para a técnica e outro para os músicos.). Quanto mais alto o nível. e depois ir evoluindo de acordo com a sua trajetória.

12. posição estereofônica (pan). Os canais de saída são os masters estéreo (direito e esquerdo). Yamaha.5 KHz) e altas (High: 10 ou 12 KHz). equalizador. Behringer. 24. que em diversos casos é suficiente. É útil nivelarem-se os canais pelos controles de ganho. temos os inputs auxiliares. high) até um equalizador paramétrico de várias faixas de freqüência. Mais comumente. balanceados. por exemplo). O mercado conta hoje com as mais conceituadas marcas mundiais. Alguns gravadores multipista. deixando inicialmente os faders em 50%. cassete. Prefira os plugs do formato XLR ou Canon. ou com diferentes inputs para diferentes impedâncias (microfone/linha. são do tipo “banana”. Nunca use duas entradas de um mesmo canal. controla o nível de entrada (volume) da fonte sonora ligada àquele canal. outras usam plugs RCA. Controles. 32 ou mais. oito. O fader. pan e efeitos (ou auxiliar). geralmente para entrada de efeitos externos. Soundtracs etc. instrumentos elétricos e eletrônicos) a se gravar simultaneamente. Soundcraft. Mini-Disk ou HD. as mesas apresentam controles de freqüências baixas (Low: 80 ou 100 Hz). como Mackie. O equalizador (EQ). além das saídas auxiliares para processamento e efeitos. que define o timbre de cada canal. O número de inputs. são processados um a um e finalmente misturados e enviados. um potenciômetro linear. Além desses. timbre (equalização). As impedâncias dos sinais de entrada são geralmente equilibradas pelos controles de ganho (gain ou trim). O processamento do sinal sonoro se dá através do fader. ou como canais extras para mixagem de teclados ou outros sinais ‘flat’ (não processados pela mesa). 16. Em um sistema de gravação com mais de uma fonte sonora (instrumento ou voz). Os sinais sonoros entram na mesa através dos canais de entrada (inputs).Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 5 O porte da mesa é proporcional ao do estúdio e os fatores principais para se escolher um bom equipamento são a adequação às necessidades. instrumentos eletrônicos seqüenciados). a um gravador ou um amplificador. pelos canais de saída (outputs). na maioria das mesas. facilidade de manuseio. vêm com um pequeno mixer acoplado. mais as saídas individuais ou de subgrupos de canais para gravação. controles solo e mute são exclusivos de mesas de médio e grande porte. mic/line. O endereçamento para subgrupos de canais (bus ou submasters). As maiores têm uma ou duas faixas de paramétricos nos médios. recursos auxiliares. Canais. como o reverber. médias (Mid: 1 ou 2. depende do número de fontes sonoras (microfones. para otimizar os recursos de gravação e mixagem. low. em pares de outputs para monitoração e mixagem. e agudo. todas as fontes devem ser transmitidas à mesa de som através de cabos. versatilidade e custo. pode ser desde um simples par de controles de tonalidade (grave. Os conectores. qualidade do som. Os conectores “banana” podem ser balanceados (com redução do ruído nas gravações) ou não balanceados. . Cada canal de entrada possui controles de nível (volume). e a se mixar (canais de gravação. e efeitos ou auxiliares. Conexões. mais agudo e grave.

Ainda mais. aumentando-se ou abaixando-se cada um para modificar a posição ‘espacial’. podem ser controladas por um computador. O controle da estereofonia. um todo para a esquerda e o outro todo para a direita. pode-se equalizá-los em separado e depois endereçá-los para um mesmo submaster.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 6 O pan pot. são enviados por um output auxiliar (mono ou stereo) até o processador. ou mestres. Instrumentos estéreo. pelas saídas dos submasters. Mesas digitais transmitem e recebem o sinal dos gravadores por fibra ótica. difíceis de se realizarem simultaneamente. isto é. As mesas com automação. e os controles de retorno dos auxiliares. mas principalmente a qualidade do som. pan e outros. Neste caso. Algumas mesas vêm com automação interna. e os outros controles afetam igualmente os dois lados. Vários controles da mesa são automatizados. e gravar tudo em uma ou duas pistas. retornando á mesa por um input auxiliar (mono ou stereo) e misturados aos sons originais (‘secos’). Observe os equalizadores. por não haver regras pré-estabelecidas sobre qual a melhor forma de se . podem ser preparados no computador e repetidos infinitas vezes durante o processo. pelas saídas auxiliares da mesa. Escolha a mesa de seu estúdio de acordo com as necessidades e características do mesmo. é feito com os faders. Diversos procedimentos de mixagem. em geral via MIDI. posiciona o sinal de um canal de entrada nos canais stereo de saída. a quantidade de “mandadas” e retornos auxiliares. como teclados. o que permite o uso de um único fader ou um par estéreo para toda a seção ou a bateria. e todo o processamento on board. como os faders. usa-se normalmente o pan. Algumas mesas dispõem de canais estéreo. Automação. instrumentos acústicos e elétricos é a tarefa mais delicada de um estúdio. que utilizem dois canais da mesa. Masters. são um ou dois faders que controlam o nível geral dos canais masters de saída. se as peças de uma bateria ou de uma seção de instrumentos estão entrando por vários canais. Este será o seu som. que endereçam os dois sinais para esquerda e direita. devidamente misturados. de forma que um mesmo processador possa ser usado por vários canais em intensidades diferentes. mais á esquerda ou á direita. com multiprocessadores de efeitos internos. neste caso. independente do computador. A Captação do Som Gravar vozes. encontrados nas mesas de médio e grande porte. Por exemplo. funcionam como canais coletivos que gerenciam outros canais. tal como um reverberador ou delay (eco). Os sinais de diversos canais. o número de canais. Os subgrupos ou submasters. Controles auxiliares ou de efeitos determinam quanto sinal de um canal será enviado até um processador de som. devem ter os pan ajustados. controle do panorama estéreo. tipo 8 bus. mantendo o som definitivamente no campo digital. O recurso chamado “recall” permite recuperar as posições dos controles de uma mixagem feita antes.

Se ela só possui entradas com plugs do tipo “banana”. Dinâmicos e unidirecionais (cardióides). e ainda em forma de 8. Os microfones a condensador são os mais apropriados. é ideal o uso de Direct Boxes. se teclados e baterias eletrônicas são suas únicas fontes sonoras. Os mais usados são o Neumann U87 e AKG C-414. o uso de microfones dinâmicos. ainda não é o momento apropriado para se fazer uma coleção de microfones para todas as finalidades. O microfone deve ficar sempre no pedestal. A distância varia de acordo com a potência vocal do cantor. deve-se posicioná-lo a 45 graus da boca do cantor. 10 cm. sendo chamados de unidirecionais. com suspensão própria e uma tela para filtrar o som da voz e barrar a emissão mais forte do ar. Usando-se um microfone dinâmico (no pequeno estúdio). Há ainda os omni-direcionais ou multi-direcionais. podem-se usar plugs banana estéreo (com 3 vias) para fazer a conexão. bem mais sensíveis. é necessário conhecer alguns recursos técnicos. e os microfones a condensador. O AKG C3000. diante da cápsula e a moderada distância. a condensador. Se o seu home studio opera somente via MIDI. 58) pode ser uma boa solução. Quanto à área de atuação. A mesa deve ter inputs do formato XLR ou Canon para uma melhor qualidade do som. é uma boa solução para o home studio. que são mais resistentes a ruídos de manuseio e têm uma resposta mais dura. que os alimenta com uma corrente de 48 V através do próprio cabo de áudio. Temos aqui várias opções de captação. esses modelos compensam a falta de tratamento acústico do pequeno estúdio. que causa o indesejável “puf” na gravação. os cardióides captam melhor o som numa área em forma de coração.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 7 captar o som de um instrumento. Já os microfones são plugados diretamente à mesa. para diversas finalidades. verifique no manual se essas entradas são balanceadas. casadores de impedância que mandam o sinal para a mesa por cabos Canon. Neste caso. Porém. Neste caso. Para gravar instrumentos em linha numa mesa com entradas Canon. pois os instrumentos eletrônicos são conectados diretamente à mesa de som pelos cabos de áudio. mais ou menos na altura dos olhos. como os Shure SM57 e SM58 (ou Beta 57. Vejamos aqui algumas técnicas e os microfones mais usados para a captação de vozes e dos instrumentos mais comuns: Voz. Geralmente. isto é. Neste artigo. a mesa de som tem uma chave de “phantom power”. se o estúdio dispõe de um gravador multipista (em fita. Note que esses plugs estéreo serão usados como “mono” (a terceira via é usada como terra). Violão. de menor custo. desses que se usam nos palcos. com um porta-estúdio cassete de 4 pistas e sem tratamento acústico. geralmente entre 20 e 70 cm. Outra boa solução para o pequeno estúdio com isolamento acústico é o modelo AKG C3000. Se o seu home studio é básico. Há vários tipos de microfones. Os hiper-cardióides têm essa área de captação ainda mais estreita. O violão com cordas de nylon será . Estes precisam ser alimentados por corrente elétrica. HD ou MD) e tem o objetivo de gravar vozes e instrumentos. vamos conhecer os procedimentos usuais de captação e os microfones mais usados pelos estúdios mundo afora. a uns 5. captando áreas mais largas. Os microfones para gravação se dividem em dinâmicos. não há muito com que se preocupar.

o primeiro para a gravação em si e o segundo para a mixagem. nos violões eletrificados. a gravação de um disco era feita diretamente para a fita master. todo o trabalho era refeito. via amplificador. para gravação analógica ou digital. como o AKG C-391 ou o Shure SM-81. Para o bumbo. O custo/hora do home studio costuma ser bem menor que nos estúdios de maior porte. já que o que realmente importa é o resultado. registra os sinais sonoros de fontes acústicas. Usa-se ainda. AKG D112 ou Eletro Voice RE 20. O ideal é experimentar até se alcançar a sonoridade desejada. Após se definir o timbre no amplificador da guitarra. dentro do bumbo. Os estúdios dispõem hoje de dois tipos de gravadores. captando o alto-falante do amplificador a uns 20 cm. As melhores soluções são encontradas na hora de gravar. elétricas e eletrônicas na primeira fase de uma gravação. Nunca é demais experimentar opções de captação. Contratempo. Bateria. isolado da técnica. Usam-se vários microfones diferentes. Em linha. segue os padrões da guitarra. Os pratos podem ser captados por dois microfones overall do tipo lapiseira. Baixo elétrico. Sennheiser MD 421. o som é mais nítido. como na caixa. O gravador multitrack. se usar captação ativa.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 8 captado por um microfone a condensador. o instrumento regulado e. Há modelos analógicos. AKG D112. como os citados para voz. usando Shure SM 57. multipista ou multicanais. As cordas têm que estar novas. disco . A boa execução vocal ou instrumental é o fator mais importante para uma gravação de qualidade. Para a caixa. Shure SM 94. Não deixe para recuperar a qualidade na mixagem. voltado para a pele superior. de fita magnética cassete ou de rolo. pode ser captado por um microfone que realce as altas freqüências (agudos). Se houvesse um erro por parte de qualquer um deles. como o Shure SM 81. a uns 10 cm. a uns 20 ou 30 cm da boca do instrumento. ou de várias formas combinadas. O violão com cordas de aço. busca-se reproduzi-lo nos monitores do estúdio através dos equalizadores da mesa. O amplificador deve estar em outra sala. de fita de vídeo. Apesar da polêmica entre som direto e microfonado. bateria nova. Tom tons e surdo. e os digitais. Cada tipo apresenta diversos formatos. em geral dinâmicos para as peles e condenser para os pratos. O lançamento dos gravadores multipista permitiu uma grande evolução nas técnicas de gravação. Usa-se também a gravação em linha através de um pré-amplificador. Eletro-Voice RE 20 ou Sennheiser 421. o mais comum é o Shure SM57. plugando-se o violão em um segundo canal da mesa. atuando em conjunto com outros instrumentos de harmonia. combinar o som do microfone com o som direto. Pode ser gravado diretamente na mesa. é majoritária a gravação da guitarra através de microfones dinâmicos. Guitarra. gravando-se músicos e cantores todos ao mesmo tempo. o que permite uma experimentação maior. como o Shure SM-57. com direct box. O ideal é se gravar em várias pistas para então dosar o nível dos sons. Os Gravadores Multipista Há poucas décadas. microfonado. multipista e estéreo. Microfonado.

ou 24 pistas. Os programas de computador (para Mac e PC) controlam sistemas de quatro ou oito pistas. inspirados nos gravadores. com quantidade variada de pistas de gravação ("tracks"). e o Session 8 (Digidesign) para o PC (Windows). Diferenças entre estéreo e multipista. Os gravadores multipista têm canais de entrada (inputs) correspondentes às pistas de gravação e canais . estão entre as causas da súbita popularização dos estúdios pessoais em quase todo o planeta. Comparado a um cassete multipista. Gravadores cassete de 4. por seu turno. Virando-se a fita. Gravadores digitais utilizam fitas de vídeo em 8 pistas. Utilizam fitas de 1/4. os porta-estúdios. e custam em torno de 500 dólares. Canais de entrada e de monitoração em uma gravação exigem atenção. MIDI e seqüenciadores. mas um único lado com 4 ou 8 pistas. em hardware (Roland. ambos para o MacIntosh. Os rolos de 8 pistas com fita de 1/4. numa única pista. os dois canais stereo daquele lado. Vêm com uma pequena mesa de som e um filtro de ruídos. E-Mu) ou via computador. 16. expansíveis até 128. da Digidesign (que inclui os periféricos‚ como interface de áudio etc. gravam-se ou reproduzem-se as duas pistas do outro lado. 1/2. o Digital Performer (Mac). que correspondem aos canais esquerdo e direito de cada lado ("A" ou "B") da fita. onde só então o sinal é posicionado no campo auditivo stereo (direito/esquerdo) via controle de pan. cada uma delas sendo gravada ou reproduzida independentemente.O mesmo ocorre com gravadores de HD. seja de informações MIDI sendo transmitidas ou recebidas por um instrumento ou computador. Os seqüenciadores.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 9 rígido ou Mini-Disk. 6 ou 8 pistas. que enderecemos vários canais de uma mesa direto para uma única pista do gravador. Cabe aqui uma distinção: canal ("channel") é a rota de um sinal de entrada ou saída.). das marcas Fostex e Tascam eram muito encontrados em home studios até o lançamento dos gravadores digitais em fita de vídeo. Nada impede. Gravadores analógicos. o Cubase Audio e o Logic Audio (para as 2 plataformas). seja de áudio em uma mesa de som. Os mais comuns são o Cakewalk Pro Audio (PC). a gravação em HD ou MD ganha poderosos recursos de edição. a fita cassete estéreo é gravada em duas pistas (direita e esquerda) no lado A e mais duas no lado B. O gravador multipista difere do estéreo nos modos de gravação e reprodução. Mini-Disk (MD) em 4 pistas (Tascam. Fostex e Yamaha. pista ou trilha ("track") é a faixa de uma fita onde um sinal é gravado. O cabeçote atua sobre duas pistas. 1 ou 2 polegadas. Pistas e canais são termos usados de forma genérica e confusa para gravadores. Os gravadores de rolo são o padrão original da gravação multipista. da Tascam. como o Alesis ADAT-XT (fita S-VHS) e os Tascam DA-88 e DA-38 (fita Hi-8). o deck cassete stereo tem quatro pistas de gravação. Enquanto a fita permite o livre trânsito do material gravado entre vários estúdios. pois. os seqüenciadores MIDI vêm implementando a gravação de áudio em HD através das placas ou interfaces de som. Recentemente. em geral. utiliza todas as pistas de uma só vez. o Studio Vision. têm seus setores de "gravação" igualmente denominados "pistas" . Cada pista tem seu sinal enviado a um diferente canal da mesa de som. Yamaha e Sony) ou disco rígido (HD). em 4. Os mais usados são o ProTools. ou seja. O gravador multipista. 8. que gravemos várias fontes. mesas. Por exemplo. Não há lado "A" ou "B". através de vários canais da mesa. utilizando hard disks de mais de um gigabyte de memória. o Sonic Solutions .

o Cubase Audio. não tratado acusticamente nem equalizado (timbre "flat"). em um PC multimídia. a gravação em separado das partes de um arranjo. entraram em cena os gravadores em fita de vídeo. para o Mac. gravação e mixagem eram uma coisa só. de áudio e MIDI. Mais recentemente. Filtros. Os dois sistemas de gravação. o Cakewalk Pro Audio (Windows). Os gravadores em HD e MD. o procedimento usual é gravar o sinal seco. No princípio. de volta à mesa de som. 16 e 24 pistas.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 10 de saída (outputs) para monitoração e mixagem. gravava-se toda a orquestra ou banda reunida. o micro passa a ser o próprio estúdio de gravação. Surgiu aí a técnica do playback. basta selecionar a fonte sonora (MIDI ou áudio) com o mouse. Depois. da cabeça reprodutora. instrumento elétrico ou acústico) ou um canal MIDI de instrumentos eletrônicos. usando qualquer placa de som. ambos para Mac e Windows. com o advento do áudio digital. monofonicamente (em um único canal). Para isso. para ser monitorado e processado num segundo canal. como o Pro Tools. e o mais popular de todos. Monitorando-se a "volta" (o canal da mesa onde se liga o output do gravador) com o processamento desejado na hora de gravar. Nos últimos anos. junto a um poderoso seqüenciador de teclados MIDI. Nos gravadores digitais. 8. No Cakewalk. devemos usar sempre o filtro de ruídos. e gravadores digitais de rolo. Com um programa como esses. Ou seja. ocorriam no mesmo momento. com suas peculiaridades. proveniente da fonte sonora através da mesa de som. como se . Primeiro surgiram programas dedicados exclusivamente à gravação de áudio no hard disk. esse processamento não interfere na gravação flat. serão matéria de um outro artigo. com 8 pistas. A escolha de um gravador multipista leva em conta a qualidade do som mais a vocação e o orçamento do estúdio. A nova tendência é o áudio gravado diretamente para o disco rígido de um computador. de modo que os VUs ou os LEDs de ambos atinjam o pico entre zero e +3 dB (decibéis). principalmente da guitarra. trabalham sincronizados e unidos. ambos da Digidesign. veio a gravação estéreo. Nos gravadores analógicos. em que se opta por gravar o sinal já processado. O input recebe o sinal. devendo ser refeito na mixagem e sempre que se desejar. nos gravadores analógicos de rolo. e daí em 4. um canal de áudio (voz. pode-se gravar. nivelando-se os canais de entrada da mesa e do gravador. o nível de gravação não pode ultrapassar zero dB. para Windows. na coluna apropriada do programa. O output envia o sinal. Gravação de Áudio no Computador Muito têm evoluído os sistemas de gravação de áudio. Há exceções. principalmente nos home studios: os programas que conjugam gravadores de som e seqüenciadores MIDI. tudo precisava ser regravado. o Logic Audio. por exemplo. o usuário dispõe de um estúdio de gravação com muitos recursos de edição. para otimizar a relação sinal/ruído. e o Session 8. o Studio Vision (Mac). como o Digital Performer. dbx ou Dolby. Para termos maior liberdade na mixagem. em geral com 8 pistas. desnecessários nos modelos digitais. como o ADAT. Havendo algum erro por parte de um dos músicos. Através de uma interface (placa) de som e um programa. uma nova opção ganha cada vez mais força. e o envia para o cabeçote de gravação. em cada track.

os teclados se reúnem ao áudio gravado (voz. Vantagens do seqüenciador com áudio incorporado. mais rápido que o IDE. tons. que “aprende a música” quando o instrumentista a executa ou a escreve com o mouse. samplers e bateria eletrônica. andamentos. e até processadores de efeitos. Para se reproduzir o áudio. ou se monitora diretamente nas caixas de som do kit multimídia. controlam os sintetizadores. A fonte sonora é conectada à mesa de som. copiar a voz do refrão de uma música e fazer repetir o trecho em outras partes dessa música. mesas e gravadores automáticos. Ë possível. O estúdio avançado usa a mesma versão do software. trabalham sincronizados. que vão desde o recurso de cortar. consumindo um grande espaço em disco. presentes nos instrumentos e na maioria das placas de som. tornando desnecessário o registro de seu áudio em um gravador multipista. não pelo programa. basta instalar um programa como o Cakewalk Pro Audio para ter um porta-estúdio digital e um seqüenciador MIDI sem custos adicionais.. somente na mixagem.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 11 fossem uma única tecnologia. são literalmente tocados por ele. acrescentar ou retirar notas etc. 2. como o Cakewalk Pro Audio. como equalizadores e reverberadores. e um hard disk SCSI. Conexões e recursos de edição de áudio. O estúdio de nível intermediário pode usar uma placa de som Turtle Beach ou Roland. são dois sistemas independentes: um seqüencia (registra e ordena) informações sobre a performance do músico nos teclados e baterias eletrônicas. que aceitam maior número de pistas de áudio e conferem melhor qualidade sonora. 4. geralmente usada para sonorizar jogos. Para o home studio de nível básico. ainda em 1a geração. convertendo os sinais de áudio em dados digitais. dispensam o gravador multipista externo. O seqüenciador é a função original desses programas. é limitado apenas pela placa de som. ligadas à saída Speaker. os sons são registrados no HD. instrumentos acústicos e elétricos) na mesa de som. samplers. edição de partituras etc. por exemplo. liga-se a saída Line Out da placa às entradas da mesa. como repetir trechos. com baixo consumo de memória. mudar timbres. Toda a . ou 8. Cada pista de áudio possui várias ferramentas de edição. Para se gravar o áudio. com uma placa Audiomedia III. baterias eletrônicas. sejam recursos do programa ou da placa de som. No entanto. O uso do seqüenciador sincronizado ao gravador multipista expande em muito os recursos e os canais do estúdio. porque os dois sistemas. por um cabo de áudio. O programa permite que se editem todas as partes da música com enorme liberdade. dispondo-se de um PC com uma placa Soundblaster. o outro é um gravador de som multipista que usa o HD como meio. Através da placa e do programa. esta revolução significa que. até processadores e efeitos sonoros on board. seqüenciador e gravador. Os teclados. Na ausência da mesa. seja este pequeno ou grande. pode-se ligar um microfone na entrada Mic da placa de som. como sintetizadores. e depende de hardware externo. todos eram sequencers nas suas primeiras versões. Assim. sendo gravados. copiar e colar trechos gravados. A quantização corrige automaticamente imprecisões no ritmo tocado pelo músico. O número de canais e pistas de gravação. Essas novas versões dos programas. e endereçada até a placa. Recursos do seqüenciador MIDI. Embora contem hoje com recursos de gravação de áudio. Através das conexões MIDI. usa-se a entrada Line In da placa de som. da Digidesign. por exemplo. O seqüenciador executa ‘ao vivo’ os instrumentos eletrônicos. ao invés de uma fita.

Um desses programas vem se tornando um verdadeiro padrão nos estúdios: o Cakewalk Pro Audio. A Audiomedia III.0 está em fase de lançamento. como volume. é muito elogiada. sendo ilimitados no programa. podem-se digitar os seus patches. outras não. A placa MIDI mais usada é a MQX-32(M) da Opcode.. Import. Além disso. Isto é possível porque o Cakewalk dispõe de uma extensa lista de teclados e outros instrumentos MIDI. Não encontrando seu teclado na lista. Instalado o hardware e o software. Define Instruments. Clique depois em Assign Instruments. da Digidesign. A versão 6. onde se associará cada canal MIDI do lado esquerdo com o instrumento preferido do lado direito. Vejamos. inexistentes nos gravadores de fita. src. como a RAP-10. selecionase a fonte sonora. a gravação é feita simplesmente acionando-se o ícone com o . e da Turtle Beach. primeiro. Midiados os instrumentos e plugadas as entradas e saídas de som (de preferência através de uma mesa).ins e o nome do seu instrumento. vermelhos. embora não ofereça grande qualidade de som. O número de canais de áudio e de portas MIDI depende de cada placa. já que sua edição terá importantes diferenças. o que facilita muito a escolha dos timbres. Também se pode habilitar o programa para mudar os patches (timbres) de cada sintetizador do seu estúdio pelos seus nomes. o programa (para Windows) conta com inúmeros e poderosos recursos. com os presets de fábrica. neste caso. como também Settings: Audio. temos 256 tracks em linhas horizontais. clicando nas colunas correspondentes. deve-se abrir o menu Settings: MIDI Devices. antes de se voltar à janela principal.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 12 gravação e o seqüenciamento são feitos no computador. o canal de áudio ou MIDI e outros parâmetros. Visto que se está trabalhando com dois sistemas diferentes ao mesmo tempo (áudio e MIDI). uma nova tendência vem se irradiando com muita intensidade: os programas de computador que conjugam seqüenciamento MIDI com gravação e edição de áudio digital. as placas ou interfaces devem atender às duas necessidades. Algumas placas controlam áudio e MIDI simultaneamente. Encontre essas listas com um duplo clique do mouse na coluna Patch da janela principal. Fácil de operar. Através de seu instrumento controlador MIDI. venha clicando OK ou Close até voltar à janela Assign Instruments. No lado direito. Os clips MIDI são rosa e os de áudio. como a Tahiti e a nova Multisound Fiji. O Cakewalk Pro Audio Embora seja fácil sincronizar qualquer gravador multipista com um seqüenciador. a configuração do programa e do computador. de acordo com a natureza da gravação. que podem servir para gravação de áudio ou MIDI. e assinalar as interfaces de entrada e saída de dados. um retângulo de comprimento proporcional à sua duração. requer o uso de mais de uma placa. pode-se tocar qualquer outro instrumento MIDI. sendo bem mais cara. cada take gravado tem a forma de um clip. Operar o Cakewalk é muito fácil: do lado esquerdo da tela. facilitando sua identificação. Depois. o que. pan. Em cada track. como o ADAT. e as placas de som preferidas pelos home studios são as da Roland. a gravação de áudio conta com os recursos de edição já citados. patches de sintetizadores etc. A Soundblaster controla os dois sistemas.

No seqüenciador. Com os recursos de edição dos seqüenciadores de computador. Além disso. a partir de uma resolução medida em pulsos por semínima. copiá-lo quantas vezes se quiser. que só serão ouvidos se o teclado estiver amplificado. Pode-se arrastá-lo com o mouse para outro momento da música (no sentido horizontal). Isto porque você pode corrigir sua performance com vários recursos automáticos. Lista de Eventos e Staff são algumas novas palavras que farão parte de seu vocabulário. se desejar. . como também acrescentar. nunca dos instrumentos MIDI. Esses comandos servem tanto para se gravar áudio quanto MIDI. marcado. Pode-se também dividir um clip com o comando Split. fade. e então o botão PLAY a executa. depois de gravado. ele se torna preto. Por outro lado. Só deve ser gravado o áudio de vozes. cada vez que você conclui a gravação de um take. primeiro. O botão REWIND (<<) volta a música ao início.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 13 botão REC. Use o metrônomo. transposição. A quantização (Edit: Quantize). Observe que. a partir de agora. e vá registrando o arranjo. A Edição no Cakewalk Pro Audio A produção musical ao alcance de todos. Você reconhecerá os clips marcados pela cor preta. para depois poder editar o que foi executado. retirar e modificar notas. O Cakewalk permite que se marque um retângulo com vários clips para edição. Os recursos de edição de áudio não ficam atrás: EQ. violão) ou a bateria. Aliás. por exemplo. como note on e off. assinalar nas colunas Source e Port qual a função desejada e sua interface correspondente. o que torna contraproducente a gravação do som dos instrumentos eletrônicos. alteração dinâmica (velocity) etc. clicando diretamente na caixa de Tempo (onde está escrito 100. Lembre-se sempre que o seqüenciador MIDI não está ‘gravando’ o som do teclado. mas seqüenciando comandos. em outro canal MIDI. Clicando-o. na coluna Key. cópia de trechos etc. Piano-roll. antes da gravação de cada track. para outra track (na vertical).00). instrumentos acústicos e elétricos etc. já que o Cakewalk sincroniza automaticamente as tracks MIDI com as de áudio. crie uma MIDI track com a harmonia (timbre de piano. mas é importante. trechos musicais e outros eventos MIDI com um clique do mouse. pronto para edição. Quantização. ou arrastando-o com a tecla Control pressionada. o áudio digital consome centenas de vezes mais memória que os eventos MIDI. se quiser. como quantização. permite ajustar o ritmo de um trecho executado. modifique-o. reverse (que toca um clip de trás para a frente) etc. você torna a sua execução totalmente profissional.. A música toca em qualquer outro andamento. o timbre em Patch etc. Selecione na Track seguinte o próximo instrumento. Esses comandos são acessados clicando-se o clip com o botão direito do mouse. não é necessário se gravar o áudio do teclado. O menu Edit tem poderosos recursos de edição de áudio e MIDI. você também pode modificar o tom das MIDI tracks. com os comandos Copy e Paste. sem alterar o tom. instrumento por instrumento. qualquer que seja o seu nível como instrumentista. Escolha um andamento confortável e. surge um novo clip no lado direito da tela.

Acrescente. encontrados na maioria dos programas. o Piano-roll é a tela de edição mais completa. a quantização poderá mover algumas notas inadequadamente. como cordas e solos. portamento e todos aqueles disponíveis nos seus instrumentos. outros. como selecionar um trecho arrastando o mouse sobre ele (highlight). Clique OK. Além de serem executáveis nos instrumentos eletrônicos. Depois. tanto quanto as palavras em um editor de texto. Tem a forma de um gráfico cartesiano "x-y". A decisão depende de cada linguagem musical. recortar. Essas mensagens aparecem na tela com algum aspecto gráfico. Como nos seqüenciadores em hardware. pitch wheel. basta selecionar o trecho com o mouse e acionar o menu Edit Quantize. visíveis nos Westerns. Cada nota é um traço horizontal. é o nome dado à edição da partitura convencional. bem como se pode retirar uma nota "esbarrada" ou acrescentar outras. Event List. Scale Velocities. XIX.0. Alguns "Instrumentos" soam melhor quantizados. No menu Edit Transpose. são aplicáveis também aqui. podem ser editados com o mouse nesta tela. Fique atento: se escolher a resolução errada ou tocar muito fora do tempo. Determine também se quer afetar o início ou a duração das notas. pan. Podem-se editar as mensagens mudandose os números. esta tela faz parte do Piano-roll. permanecendo o resto no tom original. No Cakewalk. Controllers. copiar e colar etc. montando-se a música parte por parte. indicando o tipo de evento (notas. Piano-roll. pedal sustain. As telas a seguir são rapidamente acionadas com o botão direito do mouse sobre a track (pista) a editar: Staff. Com o mouse. O menu Edit Scale Velocities modifica a expressão (mais forte ou mais piano) de um trecho marcado mantendo-se a expressão original do restante da música. ouça o resultado. como bateria e baixo. sejam notas em uma partitura. Derivado dos rolos de papel perfurado das pianolas movidas a corda do séc. que inclui notas no pentagrama. convém tocar de novo. como volume. retire e modifique notas com o mouse. semicolcheia etc. velocity (intensidade do toque). Os controladores e controles em tempo real. então. As notas que estavam adiantadas ou atrasadas agora soarão exatamente no tempo. outros comandos). letras de músicas e sinais de expressão. Transposição. diretamente na partitura. a intensidade etc. Vamos. por exemplo. não. e a posição se refere à altura e ao tempo. conhecer os principais recursos de edição do Cakewalk. números ou outras formas.) que foi tocado. Escolha a resolução equivalente ao menor valor rítmico (colcheia. pitch (altura. pedal de expressão.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 14 Todo seqüenciador registra o que o músico executa em seu instrumento eletrônico como mensagens MIDI. "afinação"). Ouça o trecho. facilmente se modifica sua duração. Podem-se copiar e colar trechos inteiros. Edição gráfica. . cujo comprimento representa sua duração. Na versão atualmente em lançamento. um trecho selecionado é transposto para o intervalo que se quer. Quantização. na lista de eventos cada mensagem MIDI é uma linha com números que a representam. usando lápis e borracha. Se o ritmo executado não foi preciso. com o tempo na horizontal e a escala musical (as alturas das notas) na vertical. Os mesmos recursos do Windows. a 6. as mensagens MIDI podem ser editadas. o tempo. Às vezes.

e seus conectores se limitavam a miniplugs estéreo (1/8" ou P2). ou Pitch Detection. O número de canais de áudio e a qualidade do som gravado nesses programas dependem das interfaces.. passo a passo. como interface MIDI. como a popular SoundBlaster. um mixer ou mesa de som controla tanto os sintetizadores MIDI quanto mesas de som automáticas. usada em áudio profissional. inúmeros recursos de processamento digital de sinal (DSP). acrescenta recursos como reverber. sons de sintetizador. As placas para multimídia congregam um grande número de funções. a mesma resolução de amostragem dos CDs. Este fascinante recurso permite que uma melodia cantada ou tocada. EQ. Várias delas têm ainda outras taxas de amostragem. delay e conversão de áudio monofônico em MIDI. seja convertida em MIDI e executada com qualquer timbre de um sintetizador. Você até já instalou um programa de gravação. ou analógicos? MIDI? Sync? Pode-se gravar áudio de qualidade com placas multimídia? As primeiras interfaces de áudio tinham um som muito ruim. as chamadas placas de som. Todas as boas placas utilizam sampling rates de 44. Placas de Som Seu computador está novinho. A relação sinal ruído. em poucos anos. . qual placa? O que ela precisa ter? Quantas entradas e saídas? I/O digitais. agora só falta a placa de som. Cada trecho pode ser cortado com uma "tesoura" e editado em separado. só esperando ser configurado para gravação de áudio. e de 48 KHz. facilitando ainda mais o uso do programa por aqueles que não dominam a técnica do teclado. permitindo-se controlar volume. A multimídia. chorus. No menu View Faders. tem placas baratas com múltiplas funções. e gravada como áudio. expandindo a dinâmica do som. para o mercado de consumo. Hoje. Entre os principais responsáveis pela qualidade do som digital. Os estúdios dispõem de interfaces de áudio internas e externas com alta qualidade de som. controlador de CD ROM e de joystick para jogos etc. simplificando a monitoração e a mixagem. fade in e fade out etc. com 32 MB de RAM e um HD grande e rápido. Algumas interfaces têm DSP (processamento interno) de 24 bits. como reverb. embora seu som lembre o de um rádio AM. passou de 60-70 dB para 80100 dB. e preços atraentes. mas não possuem recursos de sincronização (sync time code) para gravadores multipista externos. O recurso de full duplex permite gravação e audição simultâneas. em lançamento. delay. flanger. Pode-se gravar com essas placas. reverse (toca o trecho de trás para a frente). Mas. Um botão de volume em cada um desses trechos (ou clips) modifica o nível de saída do som de cada parte. Eram baratas. compressor etc. pan e outros parâmetros para mixagem.. uma verdadeira revolução acontece nesse mercado.1 KHz. com alto ruído. A nova versão do programa. os conversores AD/DA (analógico/digital e digital/analógico) de entrada e saída evoluíram de 16 bits para 18 e 20 bits. O áudio gravado no Cakewalk é editável em vários parâmetros: equalizador gráfico e paramétrico. Audio. onde os modelos evoluem muito rapidamente em recursos e qualidade de som.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 15 Faders.

sincronização a outros equipamentos. Os formatos de I/O digitais estéreo mais comuns são o S/PDIF (encontrado na maioria dos aparelhos de som digitais. entre outros. são comparados vários recursos das placas mais conhecidas do mercado. 1/8" (P2) ou RCA. os sistemas integrados. com um programa gravador de áudio multipista ou estéreo. 1/4" (banana) balanceados ou não. sync ou mais canais de áudio. o Cubase Audio. Você pode gravar o áudio em seu HD através de uma ou mais dessas placas. capacidade de expansão de entradas e saídas e um gerador de sons. conectadas a algumas dessas placas. A transferência digital do sinal de um equipamento para outro preserva a qualidade original da gravação. Não são citados. Veremos. As interfaces externas. para suprir estas necessidades. pode-se usar mais de uma placa. sem passar pelos conversores AD/DA ou por cabos de áudio analógico. são os sistemas integrados (kits) com placas. como MIDI. nem as placas para multimídia. o Session 8 ou o Yamaha CBX-D5. por limitação de espaço. interfaces externas e programas num só produto. para citar os mais usados. Algumas placas vêm com interface MIDI. em geral. o assunto de nosso próxim artigo. evitam o ruído gerado por componentes do computador. Na ausência de certos recursos. É importante verificar a compatibilidade entre a placa e o programa. tanto analógicos quanto digitais. Outra boa opção. pacotes com placa/interface/software. Os inputs e outputs analógicos podem ser do formato XLR (Canon). como o Cakewalk Pro Audio. geralmente mais cara. dependendo de suas necessidades. e o AES/EBU (para áudio profissional). Os formatos ADAT e TDIF (Tascam DA-88) permitem conexão digital multicanal com os respectivos gravadores de fita. também. e suas possibilidades de utilização no estúdio. com cabos e conectores coaxiais (RCA) ou óticos (TOS link). além de permitirem maior variedade e quantidade de ins e outs. como a SoundBlaster AWE 64. Os preços em dólares se devem à dificuldade de compararmos todos os preços em reais. o Saw Plus ou o Sound Forge. o Logic Audio. No quadro (Anexo). efeitos digitais. embora ambos também sejam utilizados para gravação de áudio em HD. recursos que interessarão aos usuários. os recursos das placas multimídia. . como DATs e CDs). pois nem todos trabalham em conjunto ou utilizam todos os recursos. o Session. como o Pro Tools. com conectores XLR.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 16 As entradas e saídas de áudio aparecem em diversos formatos.

PCI Ins/Outs Analógicos I/O Digital 24 bits Até 96 Sim KHz S/PDIF AES/EBU AES/EBU 6. LTC/VI TC PC Efeitos Opcionais Synth 1595.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Placas de Som – Comparativo (Anexo I) Marca/Modelo ADB Multi!Wav 18 Antex StudioCard Pro PC PC/Mac Configuração Recomendada 486 ISA 16 bits Pentium 16 MB.16MB.00 . PCI 2 Ins / 2 Outs RCA 998.025 S/PDIF a 48 KHz Sim Não Não EQ 795.00 S/PDIF AVM PC Apex Efeitos EQ em CreamWare PC Master Port ISA 16 bits 486/66 16 MB 2 Ins / 2 Outs S/PDIF 11.25 a 50 KHz 17 Sample Full Rates Duplex MIDI Sync Extras Preço (US$) 2 Outs DAC 18 bits 4 Ins / 4 Outs XLR Não Via S/PDIF DSP24bits 699.00 1 In Sim 1 Out MIDI.00 * * * * * * * Kurzweil 349.00 4 I/O * Sim 1 Out MIDI 1 In MTC tempo real Efeitos Digidesign AudioMedia III Mac PC PowerMac/ Pentium.

só via Sample Full Rates Duplex 11. PCI 2 Ins / RCA AD/DA 18 bits 8 Ins / 10 VMR 799. PCI 2 Ins / 8 Outs 1/4".025 a Sim MIDI Sync Extras Preço (US$) 2 Ins / 2 Outs RCA PC ISA 16 bits Não Não - 795. PC ISA 16 bits Não. Ins/Outs Analógicos I/O Digital Não. PCI Balanceados 1/4" 20 bits 999. 4 MB.16MB. 4 MB.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 18 Marca/Modelo Digital Labs CardDplus Digital Labs Digital CardD Emagic Audiowerk8 Event Electronics Layla Event Electronics Gina Only Audio Audio PC/Mac Configuração Recomendada 486.16MB. Only 48 KHz CardD 32. 44.5 a Sim Não MTC via S/PDIF SMPTE / MTC DSP24bits MIDI Interface externa DSP24bits Interface externa Sim Não Não 495.00 Dig. só via CardDplus Mac PC PowerMac/ Pentium.1 S/PDIF e 48 KHz 8 Outs S/PDIF 50 KHz Outs 24 bits Qualqu S/PDIF er Sim 1 In 1 Out 1 Thru 38.00 Mac PC PowerMac/ Pentium.00 486. AD/DA de 20 bits 24 bits S/PDIF 11 a 48 KHz Sim Não Não 499.00 .16MB.00 Mac PC PowerMac/ Pentium.

00 PC 486 ISA 16 bits Pentium.05 a Não 48 KHz S/PDIF ADAT ótica AES/EBU 44. PCI Não S/PDIF * * Não * * 499. PCI Sim 48 KHz Não - 1250. 8 MB. PCI RCA.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 19 Marca/Modelo Event Electronics Darla Frontier Designs WaveCenter Gadget Labs Wave/4 Korg PC/Mac Configuração Recomendada Ins/Outs Analógicos 2 Ins / 8 Outs I/O Digital Sample Full Rates Duplex 11 a MIDI Sync Extras Preço (US$) Mac PC PowerMac/ Pentium.16MB.1 e 1 In Sim 3 Outs 1 In Sim 1 Out WordCl ck ADAT MIDI 499.00 PowerMac NuBus Não S/PDIF * * Não * DSP24bits 399.00 PC 4 Ins / 4 Outs 1/8" 2 Ins / 2 Outs 1/4" Mac 1212 I/O Lucid Technology PCI24 Lucid Technology NB24 Mac Mac PC 8 MB.00 .00 * DSP24bits 825. ISA 16 bits PowerMac Não 8 ADAT 39 a I/O S/PDIF 51 KHz 22.00 PowerMac/ Pentium. AD/DA de 20 bits Não 48 KHz Sim Não Não DSP24bits 349.

00 PC S/PDIF opcional Sim MIDI Synth Kurzweil 429.00 (*) dados não disponíveis . 8 MB. 8 MB. Mic In 2 Ins / 2 Outs 1/8". 8 MB.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 20 Marca/Modelo MIDIMAN DMAN Turtle Beach MultiSound Fiji Turtle Beach MultiSound Pinnacle PC/Mac Configuração Recomendada 486. Mic In 2 Ins / 2 Outs 1/8". ISA 16 bits 486. ISA 16 bits Ins/Outs Analógicos 2 Ins / 2 Outs 1/8".95 PC MIDI - PC 486. ISA 16 bits S/PDIF opcional 5a 48 KHz 5a 48 KHz Sim 1 In 1 Out 1 In 1 Out MIDI 20bits AD/DA 299. Mic In I/O Digital Não Sample Full Rates Duplex * Sim MIDI 1 In 1 Out Sync Extras Preço (US$) 249.

ainda hoje o padrão mundial de gravação. Você contará com recursos de edição. edição. No terreno do áudio digital. O áudio é gravado no HD de seu computador através de uma placa de som como a SoundBlaster 16. Caso não possua a mesa. ligue o microfone direto à entrada mic in da placa. que conta com o possível para realizar suas gravações. e o software que gerencia a gravação. ou compatível. os sistemas de gravação. e o mercado oferece interfaces de áudio para todos os gostos (e gastos). compressor. Para monitorar. ótima. verdadeiras usinas de ruído. além do menor preço. entre outros fatores. MIDI. tudo controlado pelo programa. mixagem e masterização de áudio em hard disk são... Se seu estúdio tem uma mesa de som. do mais básico ao mais sofisticado. conversores etc. AWE 64. Isto se deve à economia de custos proporcionada pela escolha de conversores AD/DA de baixa qualidade. O estúdio básico. ligue a saída de linha (line out) da placa a 2 entradas da mesa. As placas de som. gravando o áudio e seqüenciando pistas MIDI de teclados. apesar da maciça propaganda. tipos de sync time code. o estado-da-arte são os sistemas integrados para gravação em hard disk. esses sistemas têm como principal vantagem. em contrapartida. além da última palavra da tecnologia musical. . foram objeto de nossa última edição. mixagem e muito mais. Às vezes. e envie o sinal dela para a entrada de linha (line in) da placa de som. como o Cakewalk Pro Audio. Essa grande variedade de modelos de interfaces de áudio traz uma enorme gama de opções: conectores analógicos e digitais de diversos formatos.). apresentam qualidade sonora inferior à das placas para estúdios. mas. extremamente versáteis (controlam CD. número de pistas de gravação. para estúdios de nível intermediário. controle o nível de sinal de entrada/saída via software e ouça o resultado nas caixinhas do kit multimídia ou outro par de caixas plugado à saída speaker out da placa. e têm um pequeno sintetizador MIDI) e práticas. Liderados pelo famoso kit Pro Tools III. uma consulta a um profissional mais experiente evita despesas inúteis com recursos que não serão usados e otimiza as escolhas. pode fazer de seu kit multimídia um verdadeiro "porta-estúdio". Placas Multimídia Home studios existem em diferentes níveis. com uma versão com áudio de qualquer software seqüenciador. e no altíssimo consumo de memória do computador. fortes concorrentes dos gravadores analógicos de rolo em 2 polegadas. que mantém conectores e conversores de áudio suficientemente distantes dos componentes elétricos do computador. recursos de edição e processamento etc. A maior vantagem sobre as placas de som é a interface externa. De um lado. Não se deve subestimar nem superestimar o poder das placas multimídia. interfaces externas com conectores. várias taxas de amostragem (sampling rates). são baratíssimas (SoundBlaster 16: R$89. joystick. As desvantagens surgem na dificuldade de transferência do material gravado (backup). Os estúdios entry level podem praticar até mesmo com as baratíssimas e versáteis placas para multimídia. processamento acústico (reverber. em várias pistas de áudio. compostos de placas. os recursos de edição e processamento do material gravado. gravam/reproduzem áudio. Típicos de estúdios de nível profissional. ligue primeiro o microfone ou instrumento na mesa. menos de R$300). AWE 32 ou 64.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 21 Sistemas de Gravação de Áudio em HD.

pode-se encontrar os sistemas que satisfaçam às mais variadas exigências. A dificuldade de se encontrar a maioria desses produtos no mercado brasileiro nos levou à escolha pelos preços dos EUA. . As diferenças se devem principalmente aos custos de transporte e aos altos impostos. Usando-se os 2 sistemas durante a mixagem na mesa de som. um disco removível de um Gigabyte. como o DA-88 e o ADAT. quando disponíveis. para garantir a comparação entre os produtos.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 22 Vários sistemas permitem gravação em um Jaz Drive. Procure contar com a opinião e orientação de quem já tem experiência com alguns desses kits de áudio. O uso de gravadores digitais de fita. o do mercado americano e brasileiro. A tabela anexa apresenta. a preço de 150 reais. tem-se boa expansão do número de pistas de gravação e dos canais de saída. e. determina a escolha da interface que disponha dos recursos necessários. Escolha o seu de acordo com as suas reais necessidades. tanto para transferência de sinal analógico ou digital. para se fazer backup dos arquivos de áudio do HD para a fita digital. taxando produtos que não possuem similar nacional. quanto para se sincronizar os 2 sistemas durante essa transferência. os 2 preços. O custo oriundo do tempo despendido em copiar e deletar esses arquivos do HD justifica a opção da gravação em um Jaz Drive. com tantas opções. Cada estúdio tem suas peculiaridades. já que o áudio profissional gasta cerca de 5 Mb por minuto por canal.

882./ót. LTC (c/AES) Kit: 1995.1 e 48 KHz MTC. 1998. word. 2495. ADAT 882: */1250. AES/EBU 32. LTC. 44. Mínima Pentium 90 16Mb 4/8-25 virtuais) (256 2/ 2 RCA Pistas Grav/Repr de Ins/Outs Analógicos I/O Digital Sample Rates 23 Sync Preço (US$) EUA/BR 1798.. word.1 e 48 KHz NuBus: MTC. 48 KHz MTC./* CreamWare tripleDAT S/PDIF coax. 8 AES/EBU 44. MIDI. LTC. 888: */3500. MIDI. word.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Placas Multimídia – Comparativo (Anexo II) Marca/ Modelo Config. LTC./8250./3000. ADAT Pro Tools 16 Mb Project Digidesign Pro Tools III PowerMac 16 Mb 44. MIDI. ADAT PCI: 7995./2300.. 882-S: */* 888: 8/8 XLR Digidesign PowerMac 8/8 882: 8/8 1/4" 882-S: 4 XLR+ 10 1/4"/8 1/4" 8-48/ 16-48 888: 8/8 XLR 882: 8/8 ¼" Conforme a interface Conforme a interface 44. Digidesign Session 8 486 DX2/66 8/8 888: 8/8 XLR 882: 8/8 1/4" 888:S/PDIF coax.1 e 48 KHz 16Mb (mais interfaces HD SCSI 888./* word. MIDI.882-S) 882-S: 4 XLR+ 882 e 882-S: S/PDIF coax 10 1/4"/8 1/4" MTC. .1./9300. 6995.

/* 5000.05.05. 48 KHz LTC.1 e 48 KHz Sync MTC.1. Preço (US$) EUA/BR 8/8 8/8 XLR 4 AES/EBU 14445./ót.1 e word. 2999. MTC. 7000. ADAT canais) 32. BB. for Audio Win 95 MicroSound Crystal 2400 Pentium 90. MMC/MTC. MIDI. 11.025. BB LTC.05. ADAT 11. 24. ADAT 48KHz 1250. 2/128 2/1 (P2 stereo) breakout:4/4XLR 2/2 1/4"stereo Breakout: S/PDIF./* ADAT canais) 11600. 22. LTC. 48 KHz BB . RS-422. S/PDIF Pentium 150.4.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 24 Marca/ Modelo DoReMi Labs Dawn-II Korg 1212 I/O Config. 16 Mb 4-8/64 stereo 1/1 1/4" stereo S/PDIF. word. 44. word./* 2-12/16-30 2/2 1/4" S/PDIF./* 44. 44. word. 29. S.025. AES/EBU 11. 16. 44.. 22. Mínima PowerMac 16 Mb PowerMac 16 Mb Pistas Grav/Repr de Ins/Outs Analógicos I/O Digital Sample Rates 32./* Digital Wings 16 Mb.1./* c/breakout:1995. RS-422./* (4 Merging Pyramix V. 44.1 KHz MIDI 1695. AES/EBU 8. 16 Mb 4-8/4-8 * coax. 22./* (c/PC) (8 Pentium Metalithic 90.025.

7999. 4895/* SonicSolutions SonicStudio 16*24 Soundscape SSHDR1 PowerMac. 16 Mb Pistas Grav/Repr de Ins/Outs Analógicos I/O Digital Sample Rates Sync Preço (US$) EUA/BR MicroSound MicroSound 4/64 stereo 4/4 XLR S/PDIF.45. 11. MIDI. MTC. MTC. 48KHz LTC.025.-6810.4540./* 422. MTC. word.1. RS. BB. MTC.9. word. BB. 48 KHz RS-422 3250. 20.05.-3890. Mínima Pentium 90.8. BB MMC. LTC.3390. LTC. BB 37. word./* 422. 16.1. 22./* Spectral Prisma 486/66 2-8/12 (96 virtuais) 16 Mb Interfaces opcionais Interfaces opcionais 30-50 KHz MMC. 48 KHz MTC. 2/8 2/4 RCA S/PDIF In/2 Outs 1 22. MIDI. 44. ADAT MMC. ADAT Spectral AudioEngine 486/66 2-16/16 16 Mb Interfaces opcionais Interfaces opcionais 30-50 KHz .1. 32. RS. 9./* 422. 32. 24.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 25 Marca/ Modelo Config. 18. LTC. 12. 44.05. 10. LTC. RS. 24 Mb 486/50 8 Mb 16/24 8/8 XLR Opcionais 44. AES/EBU 8.

1. Y2 MMC. 22./* 10995. SDIF. MTC. BB 2/10 2/4 XLR 2 outs RCA S/PDIF. 44. 32./* RS-422. LTC 7995.1. AES/EBU 1In/2Outs S/PDIF out MTC. 10000.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 26 Marca/ Modelo Config. 32. LTC. 16 Mb Pentium 75 8 Mb Pistas Grav/Repr de Ins/Outs Analógicos I/O Digital S/PDIF./* software Depende do 2/4 software 2/4 XLR S/PDIF. 48 KHz 22.1. 48 KHz 22. Mínima PowerMac.1.05. 48 KHz Depende do 1995./* software (*) dados não disponíveis . 44.05. 32. 44. AES/EBU 1In/2Outs 44. Y2./* c/PC Depende do 2/4 software 4/4 1/4" Depende do 995.05. 48 KHz Sync Preço (US$) EUA/BR Studer Editech Dyaxis II Studio A & V Sadie Yamaha CBX-D3 Yamaha CBX-D5 4-16/8-32 4/4 XLR AES/EBU. word. Sample Rates 32.

Dessa forma.). samplers. Vários seqüenciadores em hardware e baterias eletrônicas têm entradas e saídas “tape” ou “sync”.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Sync Time Code . inclusive regravando as pistas de áudio. apesar de geralmente o FSK só sincronizar corretamente os aparelhos quando a música é executada desde o . que são conversores MIDI/FSK e FSK/MIDI. em seguida é dado o comando “Play” ou “Record”. ou para se executar um seqüenciador e uma bateria eletrônica ao mesmo tempo. O “escravo”. não são possíveis alterações nesses parâmetros (andamento e duração). ele permite que o gravador (mestre) acione o seqüenciador (escravo) de acordo com o(s) andamento(s) da música previamente determinado(s). Serve para se copiar uma seqüência de um hardware para outro (de um teclado workstation para o Cakewalk. todos ligados à mesa de som. Os formatos mais típicos de sync são o MIDI Clock. a não ser que se refaça todo o processo desde a gravação do sync na fita. MIDI Clock.). nome dado aos vários recursos de sincronização entre os equipamentos do estúdio. soar parecido com uma gravadora profissional? Onde está o segredo que permite a gravação e mixagem de dezenas de canais com alta qualidade de som num equipamento tão simples? A chave do mistério se chama SYNC. consumindo-se poucos canais. bem como o ponto inicial e final. Isto quer dizer que os instrumentos eletrônicos MIDI (sintetizadores. O FSK age como um metrônomo: gerado pelo seqüenciador e gravado na fita. economizando canais: o seqüenciador trabalhará sincronizado ao gravador multipista (porta-estúdio. Assim. com precisão de 24 pulsos por semínima. tocados diretamente pelo seqüenciador. FSK. na fita multipista só são gravados instrumentos acústicos/elétricos e vozes. com um gravador cassete de 4 pistas. de acordo com o andamento de uma música seqüenciada.O Pulo do Gato 27 Como pode um estúdio caseiro. É útil quando o estúdio não dispõe de um computador. por exemplo. Os teclados não ocupam canais dessa fita. Quando se der o comando “Play” ou “Record”. baterias etc. O som desses instrumentos será mixado ao som das pistas de áudio gravadas. Assim. não esqueça de tirar o “escravo” do modo sync. o FSK e o SMPTE/MTC. não precisamos gravar os teclados seqüenciados na fita.) estarão funcionando ao vivo no momento da mixagem. como “Start/Stop/Continue” e “Song Position Pointer” (que indica o ponto exato da música) são enviados pela conexão MIDI Out do seqüenciador “mestre” (master) para o MIDI In do “escravo” (slave). atua entre 2 seqüenciadores MIDI. ambos atuarão juntos. p/ ex. e só serão gravados na fita mixada. ADAT etc. Comandos MIDI. Primeiro se ajusta o “escravo” para receber MIDI clock. em compasso de espera. um computador comum e um sintetizador. Através dos formatos de sync time code fazemos os diversos meios de gravação de áudio e seqüenciamento MIDI trabalharem em conjunto. Quando terminar. no andamento deste. Também chamado “MIDI sync”. Este é ajustado para transmitir os mesmos comandos. Sincroniza um seqüenciador MIDI a um gravador multipista. fica pronto para trabalhar em conjunto com o “mestre”. Cada um é usado entre diferentes meios de gravação/seqüenciamento. evitando-se as reduções e outros procedimentos que degradam a qualidade do som. Frequency Shift Key é um sinal que muda de tom rápida e constantemente. como também “Stop”. no mestre.

não devendo jamais passar por filtros de nenhuma espécie. o MTC é enviado ao computador por um cabo MIDI. Quando o gravador multipista ou o videocassete (mestre) é acionado (“Play”). Por exemplo. Sincronizados. minutos. permitindo gravar o time code sem o filtro. gravador multipista e seqüenciador MIDI trabalham lado a lado. mixados ao vivo (e. como a Opcode MQX-32(M). o sync permite que o compositor toque os teclados enquanto assiste às imagens. portanto. O sinal de áudio do sync time code é sempre um sinal de altas freqüências. os canais e a qualidade do som de qualquer estúdio. sem passar pela mesa etc. criando sua trilha em tempo real. tonalidade. ganham em nitidez e presença. é um sinal analógico de áudio (SMPTE) que também pode ser convertido em sinal MIDI (MIDI Time Code – MTC). além de permitir a edição dos eventos MIDI e do áudio em HD. que prejudicam o sincronismo. gerado automaticamente. e gravado numa pista da fita de áudio ou de vídeo. Não há problemas em se mudar o andamento nem a duração da música.. perfeitamente sincronizado. Funciona como um relógio: o SMPTE contém informações de tempo cronológico: horas. enquanto as pistas de áudio. gravados ainda em 1a geração). O contador de tempo do software seqüenciador faz o cálculo. Pode-se gravá-lo logo ao adquirir a fita (os usuários do ADAT costumam ‘syncar’ a fita durante sua formatação. em um segundo o seqüenciador estará tocando. SMPTE/MTC. só com vozes e instrumentos tradicionais. Aos teclados. aos 2 minutos. expressão etc. e checar seu sincronismo com as imagens imediatamente. conectado do MIDI Out do gravador ao MIDI In da interface. envia este mesmo sinal de volta à entrada de sync da interface do computador (escravo). o tempo total da fita). até o momento da mixagem final. segundos e frames (quadros por segundo). o MTC. do mais simples ao mais sofisticado. cada um com suas pistas. Derivado de padrões de sincronização de vídeo. Para sonorizar um vídeo. Conecte o seqüenciador ou interface diretamente ao gravador. O seqüenciador entra em funcionamento.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 28 início (nada confortável quando se precisa regravar várias vezes um vocal no meio da música). relacionando o tempo cronológico do SMPTE aos compassos e tempos da música. já que as 2 operações tomam o mesmo tempo. É gerado pela interface MIDI/sync do computador. ao contrário das demais pistas. que indicam o tempo decorrido da fita. É porque eles trabalham usando filtros de ruído dbx ou Dolby. através de um cabo de áudio e plugs banana ou RCA. Poupando uma pista de áudio e o tempo de gravar o time code na fita. é permitido mudar seu timbre. . Podemos considerar a sincronização como o verdadeiro “pulo-do-gato” do home studio. Qualquer que seja o ponto onde a fita comece a tocar. estamos no compasso 60. Alguns gravadores e conversores transformam o sinal do SMPTE ou de seus próprios contadores de tempo em mensagens MIDI. pois ela multiplica várias vezes os recursos. no andamento de 120 bpm e em 4/4. após gravado o time code na fita. desde já sincronizadas. Vários porta-estúdios têm uma chave e conectores “sync”. A chave sync desliga o filtro na última pista de gravação.

Temos. utiliza-se o “submaster”. o submaster controla o nível geral. para ser monitorado e mixado. para se gravar vários sinais (vários canais. embora continuem a precisar do mixer externo. “3-4” etc. os estúdios têm muitas opções de equipamentos para gravação de áudio. liga-se cada pista dele (output) em um canal da mesa. mas sempre se gravam os instrumentos em diversas pistas ou ‘tracks’. ao todo. o sinal irá somente para o submaster 1. Podemos endereçar o sinal da mesa até o gravador pela saída direta (“direct out”) desse canal. para gravar percussão. este assunto será dividido em várias edições. Há vários submasters. vamos nos ater ao endereçamento do sinal de áudio. um controle separado para cada pista do gravador. um de entrada. assim. portanto) em uma mesma pista. Devido ao espaço. Porém. dois canais da mesa para cada instrumento. MD ou HD. Os procedimentos descritos a seguir são as técnicas mais usuais. Para se gravar um instrumento em uma pista. onde entra o áudio já gravado. endereçando-se os sinais internamente. Ele agrupa esses canais e os envia de uma só vez. diretamente ou por microfone. aperta-se no canal 7 o botão “1-2”. por exemplo. O endereçamento é feito a um par estéreo de submasters. cada um ligado a uma dessas entradas. Depois de tudo gravado. para monitoração. pelas saídas master estéreo. para enviar o sinal do canal 7 para o submaster “1-2”. ou enviar um único canal para uma pista do gravador. como já vimos. Pode-se gravar em várias pistas simultaneamente. Uma gravação pode ser feita em fita analógica ou digital. como. . esses canais de retorno são endereçados à seção master da mesa. para gravar voz ou guitarra. como também gravar só um ou vários instrumentos (ou vozes) em cada pista. todas essas pistas são mixadas para um gravador estéreo. Para se monitorar o gravador. através dos botões “L-R”.). Assim. Nesta. Isto significa que são usados. por onde entra o sinal do instrumento para gravação. até uma entrada do gravador (input). o sinal irá para os dois submasters. de cada canal de saída (output) do gravador para os canais da mesa.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Técnicas de Gravação de Áudio I O Endereçamento do Sinal 29 Hoje. Por exemplo. Tudo depende dos recursos do equipamento e das características de cada trabalho. Sistemas de gravação em computador têm uma “mesa virtual” para controlar e mixar os sinais. Virando todo para a direita. podemos endereçar vários canais para um par de submasters e criar um efeito estéreo. como. vêm com a mesa acoplada. e outro de retorno. em disco rígido ou mini-disk. há um botão para cada par (“1-2”. No centro. Em cada canal da mesa. para vários procedimentos. Na mixagem. ou em uma de cada vez. Se virarmos o pan do canal todo para a esquerda. como também para o amplificador. que gravam em cassete. necessitamos de um mixer (mesa de som). Enquanto cada canal controla o seu próprio volume. ele é conectado a um canal da mesa. “real”. na mesa. O som gravado retorna à mesa. e dali para o gravador estéreo. As mesas de som servem tanto para endereçar os instrumentos para o gravador quanto para se ouvir os sons gravados. por exemplo. por uma única saída. Para isso. irá só para o submaster 2.. Os porta-estúdios.

tanto para entrada (“line”) quanto para monitoração do som gravado (“tape”). na primeira fase da gravação. Há dois modos: o individual e o coletivo. Em busca de qualidade. durante a gravação dos outros sons. Os canais que não quisermos gravar. são duas. a voz gravada dentro do estúdio não deve conter as reflexões sonoras (reverberação) da sala de gravação. os sons recebem um tratamento todo especial. seus usos e as formas de conectá-los aos demais equipamentos é fundamental para se gravar bem. Na mixagem. ouve-se o efeito “fantasma”. porém seco. esquerda. Dessa maneira. O som de uma voz ou instrumento pode ser gravado já processado. Assim. Se ele gravasse o som com excesso de efeitos. liga-se a chave na posição “L”.que vem do microfone ou instrumento e vai para a fita (ou HD etc. A segunda é a maneira de se fazer o endereçamento do sinal. somente o instrumento que está ligado no canal 1 será gravado na pista 1. e para a esquerda. Na monitoração. Artificialmente. ou um heavy metal. o operador se concentrará no processamento definitivo de cada sinal. . com reverberação e equalização. para gravar um instrumento na pista 1. Por isso. Por exemplo. o tratamento acústico das salas abafa as reflexões o suficiente para deixar o som natural. não tratado) na fita e ouvi-lo com os efeitos.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 30 As diferenças entre porta-estúdios e sistemas com gravador e mesa separados. a transmissão é interna. mas ele é ouvido com os efeitos. ligamos a chave na posição “R” (Right. Ou pode-se gravá-lo seco. quando os sons recebem o tratamento definitivo. 1) As ligações são: microfone > canal de entrada da mesa > saída submaster > input do gravador e output do gravador > canal de monitoração da mesa (ou “volta do gravador”). não poderia corrigir o problema. e ele ser processado somente para a monitoração. ele é plugado no canal 1 e liga-se a chave de gravação na posição “1”.) . Ligamos cada instrumento em um canal e viramos o pan de cada canal a gravar para a esquerda. No individual. quanto ao endereçamento do sinal na gravação. Exemplo: o cantor ouve sua voz reverberada no fone de ouvido. para gravarmos vários instrumentos na pista 1. que combina com pequenos ambientes. quando se regrava em outra fita estéreo tudo o que foi gravado na fita multipista. que quer dizer Left. no canal de retorno. presença. direita) e viramos o pan para a direita. mas ele não é gravado. No modo coletivo. (Fig. nitidez. típico de grandes clubes e estádios. só a voz. viramos o pan para a direita. e os outros canais serão ignorados. que nos permite usar o mesmo canal. Isto é possível porque dois canais da mesa são usados para cada som gravado: um para a entrada (input) do sinal . toda música gravada nesse estúdio teria o mesmo tipo de reverberação. Nos estúdios. e para a mixagem. os porta-estúdios têm em cada canal uma chave “line/tape”. a não ser gravando novamente. Grava-se o som seco. o operador se preocupa apenas com a captação do som. Para gravar nas pistas pares (2 ou 4). aplica-se a reverberação. de acordo com a necessidade. peso e coerência com o estilo. equalizadores etc. que retorna à mesa. Processamento “fantasma”. A primeira é óbvia: não há cabos. Como o canal de entrada fica antes do gravador e o canal de monitoração fica depois. fosse uma bossa nova. dos canais que não queremos. por exemplo. basta deixar o som entrar flat (seco. O som vai seco para a fita e é tratado na volta.e outro para a monitoração (audição) e posterior mixagem do som gravado. mas o reverber não está sendo gravado. Desta forma. Conhecer os tipos de processadores. dos canais que queremos gravar. Caso contrário. usam-se variados processadores de sinal.

Conexões. Processadores se dividem em dois grupos. Na mesa. também conhecidas como “mandadas” e “voltas” dos efeitos. (Fig. EQ etc. outros podem ser melhor tratados na mixagem. Quando se quer gravar o som já processado. em diferentes intensidades. É o caso dos equalizadores. usa-se o “insert” do canal de entrada. o delay ou eco. Certos instrumentos devem ser gravados já processados em definitivo. passa pelo processador e vai para o gravador. se necessário. e que são usados cada um por um único canal. No canal de monitoração (“volta”) da mesa. Os cabos de “insert” não são facilmente encontrados no mercado. Outras formas de se conectarem processadores individuais. como o reverber. A ponta do cabo que tem o plug estéreo não é para som estéreo: as duas vias de sinal são usadas. Nos controles auxiliares dos canais da mesa. ou banana. passa pelo processador e vai para o canal de monitoração da mesa. que tem um cabo em “Y”. junto com o sinal da voz ou instrumento. com dois cabos de ¼”. usam-se os efeitos. não se controlando a intensidade.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 31 Para se gravar o som já processado. Ou então. noise gates e compressores. Certos . 2) As ligações são: Aux Send (“mandada do efeito”) da mesa > input do efeito e output do efeito > Aux Return (“volta do efeito”) da mesa. Efeitos e processadores individuais são conectados à mesa de formas totalmente diferentes. pode-se deixar o som flat ou processá-lo novamente. O som vem da saída direta (“direct out”) do canal ou do submaster da mesa. num botão do tipo “input level”. A guitarra e o baixo elétrico costumam ser gravados com os timbres já equalizados. Os efeitos são conectados às saídas (“aux send”) e entradas (“aux return”) auxiliares da mesa. você terá de fazê-los. em cada canal. A mandada pode ser mono ou estéreo. Quando se prefere deixar o processamento para a mixagem. podem ser usados por vários canais ao mesmo tempo. 3) O som do canal sai e volta pelo mesmo plug do “insert”. dosam-se as intensidades do efeito para cada canal. Os processadores individuais são plugados na mesa ao “insert” do canal. Os efeitos (“FX”). grava-se o som flat e ele sai do gravador. do canal de entrada da mesa. como um mesmo reverber. que modificam inteiramente um sinal. Assim. pelo seu uso individual ou coletivo e pela maneira de serem plugados à mesa. O “insert” é um conector do canal da mesa que usa um único plug (banana estéreo) para o sinal sair. Já o nível de entrada no efeito é controlado no próprio efeito. embora ainda se possam ajustá-los de novo na mixagem. antes do gravador. e é controlada por um botão do tipo “aux return” na seção master da mesa. podendo ser modificado na mixagem). quando não há inserts na mesa: entre a saída da mesa e a entrada do gravador (grava-se o som processado). A intensidade de saída do efeito fica no máximo. ser processado e voltar pelo mesmo lugar. A volta costuma ser estéreo. o chorus e outros. (Fig. o processamento é gravado na pista do gravador. com as outras duas pontas (banana mono) do cabo entrando e saindo do processador. ou entre a saída do gravador e a entrada da mesa (o processamento é apenas monitorado. uma para saída da mesa e outra para entrada (retorno). usa-se o “insert” do canal de monitoração. que pode ser regulado mais forte no canal da voz e mais discreto no violão. Estas ligações trazem os mesmo resultados que o uso dos inserts. usando-se um ou dois cabos de ¼”. controla-se a intensidade do efeito para aquele canal. O outro grupo é o dos processadores individuais.

sempre ouvindo o resultado. Não exagere ao usar processadores. Esses processadores são de uso coletivo. Ou. Grava-se. Escolhe-se um canal MIDI só para ele e opera-se pelas funções “control change” e “patch change”. Há muitos tipos de efeitos. pela imensa versatilidade. Depois. Os teclados muitas vezes também são gravados e mixados sem nenhum processamento adicional. com os efeitos em série e controles de todos eles. Às vezes.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 32 efeitos da guitarra são gravados junto com ela. filtros de ruído. apenas no canal de monitoração. que abordaremos aqui. pelo mesmo seqüenciador onde se ‘gravam’ os sintetizadores. ambientando-o ou adaptando o som para ser gravado em um determinado meio. Em cada canal se controla a intensidade de cada efeito ligado à mesa. de vários CDs. um som muito seco ou sem brilho parecerá artificial. Deles. para se ambientar os diversos instrumentos e vozes. Da mesma forma. agilidade ao trabalho de processamento de sinais e efeitos. Afinal. imagine o ambiente desejado para os sons e regule os efeitos para criar esse ambiente. ouça de novo sua mixagem. deixar-se o timbre da voz intocado. os efeitos em rack dão mais estabilidade e. Ouça outras músicas. o compressor. Podem vir como recursos próprios de mesas de som e de certos teclados. que seu próprio estúdio proporciona. como os distorcedores. grave esta mixagem na fita estéreo. o reverber é . em geral. Há processadores de efeitos. Já a reverberação e o eco podem ser equilibrados na mixagem. dando-lhes novo colorido. Os processadores podem se apresentar em forma de "rack". Os Processadores de Efeitos O famoso som de estúdio. Aproveite a disponibilidade de tempo. o "flanger" e outros mais específicos. isto é. geralmente. dedicados (um só tipo de efeito) ou multi-efeitos Os multiprocessadores vêm com vários recursos diferentes. com bons microfones. Alguns têm o processamento totalmente independente à esquerda e à direita (em paralelo). São vários aparelhos que modificam os sons originais dos instrumentos. todos na mesma hora. Tire cópias: é o seu produto final. ainda. É comum. se conectados pelas mandadas estéreo de efeitos da mesa. Todos os formatos são úteis e podem soar muito bem. se bem escolhidos e dosados. os “plug ins”. Os mais usados em home studios são o reverberador ou reverber. como se fosse uma pedaleira de guitarra. o excesso de efeitos pode ser fatal para uma gravação. de que falaremos na próxima edição. Os processadores com MIDI podem ter seus controles modificados em temo real na mixagem. Efeitos. para experimentar. o flanger e outros. Quando tudo estiver bom. o que faz com que aquela voz pequenina soe tão exuberante na gravação? Usam-se nos estúdios muitos tipos de processadores. mesmo na mixagem. para programas de gravação em HD. podem aparecer como recursos adicionais. Enquanto os plug ins são um novo front na revolução do áudio gravado. o "chorus". Mexa nos processadores e nas mandadas auxiliares quanto for preciso. como o distorcedor. o delay. a voz ou instrumento com eco ou reverber “fantasma”. Ao gravar e mixar. o chorus. e processadores de sinal. as "workstations". sem usar equalizadores.

piso e teto mais ou menos reflexivos. até o timbre (graves e agudos) da reverberação. O eco é um efeito usado para dar maior profundidade a instrumentos solistas. primeiro ouvimos o som seco. Os estúdios têm suas salas de gravação revestidas de materiais absorventes para “secar” o som. Delay significa atraso. Um segundo para a sua voz chegar na montanha. reverbera (ecoa) num ângulo simétrico. trazem apenas um seletor de “salas” e controle de intensidade.. Alguns reverberadores mais simples e baratos. Isto nos permite gravar o som seco e aplicar a reverberação artificialmente. O som viaja a 340 metros por segundo. até o som perder força e cessar. e outros. O reverberador reproduz os ambientes acústicos. O eco é o reflexo do som. e outro para o eco vir até você. por permitir a correta ambientação de vozes e instrumentos. o pre-delay. com paredes. podemos experimentar o efeito do eco. direto da fonte. valorizando. quartos. Os parâmetros de um reverberador variam desde o tipo e tamanho de salas. passando pela intensidade do efeito. o tempo de decaimento (decay). Do contrário. O som se propaga em todas as direções. como uma imagem no espelho. É o estágio do reverber conhecido como “pre delay”. após bater numa superfície reflexiva. a onda sonora que volta ao ouvido do emissor. que é o atraso do efeito sobre o som seco. Ao som seco e impessoal de estúdio. As marcas mais usadas são Lexicon. “gates’ etc. usado para definir o ataque do som e dar maior nitidez. O recurso mais usado para criar este efeito é o digital delay. catedrais. .Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 33 um item obrigatório no estúdio. porém com qualidade profissional. “plates” (antigos reverberadores de metal). as ondas sonoras se refletem com características variadas. ouvimos as primeiras reflexões (“early reflections”). Um instante (mili-segundos) depois. Delay e Eco. e todas as músicas ficariam com o mesmo “clima”. e depois ouvimos as reflexões se cruzando pelas paredes. todos os sons gravados teriam a mesma reverberação. Ao atingir uma superfície reflexiva. de acordo com os timbres dos instrumentos e vozes e com as peculiaridades de cada música. Quando estamos num lugar amplo. gravadas no mesmo ambiente. com modelos dos mais simples aos mais complexos. Exatamente como a imagem de um espelho. De acordo com os materiais usados e o tamanho das salas. dando profundidade e definindo os diversos sons. Ele reproduz uma ou várias cópias digitais do som com atrasos pré-determinados. o que é suficiente para bem sonorizar o home studio de nível básico. diante de um paredão ou uma montanha. Yamaha e Alesis. Dentro de uma sala. criando um “eco”. acrescenta vida e profundidade. você ouviria o eco exatos dois segundos após o grito. múltiplas reflexões do som causam a reverberação. Quando emitimos um som dentro de uma sala. estádios. Se você estivesse a 340 metros da montanha e pudesse gritar alto o suficiente.

release e output gain. Pelas diferenças com os processadores de efeitos. em geral referentes ao uso em estéreo. Abaixo deste nível. que determina o número de repetições e outros. torna o sinal muito “achatado” e artificial. Os Processadores de Sinal Um processador de sinal afeta por completo o som de um canal. a diferença entre o threshold e o volume do pico será reduzida à . ele permite que se aumente o volume do canal. por outro lado. ou com picos excessivos ou. ao contrário. não na mesa. Quanto maior a diferença entre picos e vales. de acordo com uma certa taxa de compressão (ratio). Se a taxa de compressão for de 2:1 (dois pra um). O compressor atenua a curva dinâmica. O controle é todo feito no processador. Ao diminuir o volume dos picos da gravação. “delay time”. attack. derivado das caixas Leslie. uma pista que parecia bem gravada quanto à dinâmica. Além disso. Chamamos de curva dinâmica de uma gravação à diferença entre os picos (pontos de mais alto volume) e os vales. o tempo ou o ritmo das repetições. que acrescentam efeitos aos sons em variáveis proporções e que podem ser usados por vários canais. Os dois primeiros ajustam o nível dos picos e a taxa de compressão. maior é a curva dinâmica. ratio. Os principais parâmetros são threshold. Acima da fronteira do threshold. o rotary. Pode-se regular a intensidade. o som sai como entra. “intensity”. a velocidade (rate) da oscilação. tem efeito semelhante. O chorus faz oscilar a freqüência (afinação) de um sample (amostra sonora digital) em torno da freqüência do som original. É necessário ao estúdio para fixar a profundidade de solos instrumentais e algumas vozes. ele é feito para ser usado por um único canal. O excesso. A soma dos dois sons. Cada tipo de gravador tem uma diferente sensibilidade para a dinâmica. O flanger. sugere um efeito como o de um coro. os pontos mais suaves. e muitos outros efeitos. O threshold determina um volume de som (em dB) a partir do qual o compressor atua. Assim. dando a sensação de se aumentar o volume dos vales e diminuir o dos picos. que tinham falantes rotatórios motorizados. equilibrando a dinâmica. o som sofre uma atenuação. A compressão só atua no trecho do volume que se situa entre a linha do threshold e o volume real do pico. reduzindo a distância entre picos e vales. Muitas vezes. soa cheia de “altos e baixos” na mixagem.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 34 Seus controles mais comuns são “level”. Compressor. só faz sentido conectá-lo à mesa de modo que o sinal do canal passe inteiramente através do processador. O delay digital substituiu as antigas câmaras de eco (que consistiam numa fita magnética girando em torno de cabeçotes de gravação com distâncias variáveis) por "samples" (amostras do som gravados digitalmente). o distanciamento do "pitch" (afinação) original. que funciona de outro jeito. que dosa o volume do eco. e não dos canais auxiliares. com diferentes delays à esquerda e à direita. porém mais dramático. de tão baixos. os processadores de sinal são conectados à mesa através dos inserts. o original e a amostra com afinação oscilante. Também há o phaser. com trechos inaudíveis.

ou HPF). Os Equalizadores Para obtermos resultados satisfatórios numa gravação ou mixagem. como os filtros passa-alta (high-pass filter. Cada um tem controles de cutoff. ou simples controles de tonalidades graves e agudas. Assim. ponto de corte. gravando bem mais alto as freqüências das mesmas faixa do ruído de fundo. soar conforme o desejo dos artistas e produtores. e seus thresholds ajustados para um nível abaixo do sinal “real” e acima do sinal “vazado”. tanto na entrada do efeito quanto na saída. Os sons são novamente nivelados. e o som do bumbo também vazará para o canal da caixa. cortam os ruídos durante os momentos de silêncio. determinando as freqüências a partir das quais os sons serão cortados. paramétrico. Existe uma variedade de filtros no mercado. Os filtros de ruído mais conhecidos para gravadores analógicos são os Dolby e Dbx. Se gravamos um bumbo e uma caixa em duas pistas. ganho de saída. Mas o bumbo e a caixa. Sempre que você gravar uma fita com um desses filtros. mesmo que isso implique num som artificial. que cortam freqüências específicas. o som da caixa vazará para o canal do bumbo. é preciso que o timbre das fontes sonoras seja muito bem ajustado. serve para compensar o volume de saída que tenha sido alterado pela compressão. Ajustam-se os timbres com o equalizador (EQ). obrigatoriamente reproduza-a também com o filtro. Quanto o som “vazado” toca abaixo do volume do threshold do noise gate. para não cortar o som fora de hora. o som estará acima do nível de threshold. corta-banda. ou LPF). Nestes trechos. em seus melhores momentos. Usados em canais com vozes e instrumentos gravados com ruídos de fundo. Ou ainda. semi-paramétrico. com dois microfones. O output gain. Filtros. quase nunca tocam ao mesmo tempo. só que atenuada por uma taxa de compressão. O instrumento deve soar como soa ao vivo. passa-baixa (low-pass filter. ele é simplesmente cortado. que pode ser gráfico. Os controles de attack e release permitem que o compressor atue de forma mais rápida ou lenta. um em cada canal. mas os ruídos são reproduzidos muito abaixo do resto. Cortam ruídos das fitas analógicas. realçando mais ou menos os sons. comuns nos pequenos estúdios. em geral. Noise gate. passa-banda. O noise gate tem um threshold que funciona ao contrário do threshold do compressor: a atuação é sobre os sons com volumes abaixo da linha de threshold. e nada será cortado pelo gate.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 35 metade. Só não haverá picos de volume acima do threshold se a ratio for de infinito pra um. Isto significa que há volumes superiores à linha do threshold. Com dois compressores. Tudo depende do estilo e da linguagem musical. e este efeito é conhecido como limiter. nem o ruído. Os noise gates podem ter outros controles. Se a ratio for de 4:1 o pico será atenuado para a quarta parte do volume que excede a linha de threshold. e depois reproduzindo essas freqüências proporcionalmente mais baixo. . que são totalmente cortados. há uma dinâmica. mas não durante os trechos tocados ou cantados. os dois canais soam limpos de vazamentos. não há dinâmica. como da velocidade de atuação. se alternam.

re. intensidade. timbre e duração. sons que se agregam ao som principal. É a forma da onda que define o timbre. de acordo com as amplitudes de todas as ondas superpostas. tirando amplitude (volume) do som. Durante um ciclo da onda. com a mesma altura e intensidade. O som tem quatro parâmetros principais: altura. aumentando a amplitude da onda resultante. sem harmônicos. se anulam. alternando-se e variando seu comportamento ao longo do tempo. A faixa de freqüências varia de acordo com a extensão ou a escala do instrumento e a riqueza do seu timbre. de acordo com as freqüências que se operam. As alturas são as afinações (pitch) dos sons e notas musicais. A forma da onda é derivada da superposição das parciais do som. Cada instrumento ou voz musical tem seu próprio espectro de freqüências. Uma onda tem ciclos. soa com diferentes timbres. chamada fundamental. que se dividem em morros e vales. a amplitude pode variar. a faixa de freqüências onde o instrumento atua. mais arredondada. enquanto as “graves” são as baixas freqüências. dois movimentos iguais se somam. Os harmônicos presentes numa voz e na outra. . Nesse gráfico. ou 20 K). mas sempre fosse um acorde com muitos sons. cantada por duas pessoas. como um morro e um vale ao mesmo tempo. freqüências e timbre. Diz-se que são freqüências altas. é totalmente arredondada. ausência de energia sonora. E é isso mesmo o som. a linha reta ao centro indica silêncio. que pode ser produzida artificialmente para experimentos. Quanto mais “aguda’ (alta) uma nota. O resultado são dois timbres diferentes. mi. O equalizador atua tanto sobre a intensidade das fundamentais quanto dos harmônicos. Dois movimentos opostos. Ela se distancia mais do centro. medidas em ciclos por segundo (Hz). determinando a forma da onda. A onda sonora do primeiro é mais pontuda. A onda sonora pura. Um som estridente tem os harmônicos de altas freqüências com mais intensidade que um som mais abafado. Superpostos. Mas são as outras parciais (chamadas sons harmônicos) que dão a principal característica do som. maior a amplitude da onda. e a do segundo som.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 36 Ondas sonoras. vibra com mais energia. em geral. É como se uma nota musical nunca fosse uma só nota. como se fossem duas diferentes mixagens dos harmônicos sobre a fundamental. porque ela tem uma intensidade muito maior que as outras. Um som da natureza nunca é totalmente puro. A intensidade é o volume do som. No gráfico da curva da onda sonora. mais ciclos de onda vibram por segundo. Ouvimos a nota principal. Ele é composto de parciais. Na superposição de ondas sonoras. moldando o timbre do instrumento. estão com intensidades diferentes de uma voz para a outra. o timbre. quanto maior a intensidade do som. É a onda senóide ou senoidal. como do. Uma mesma nota. Cada harmônico é também uma onda senóide. simétricos. que são os mesmos. O ouvido humano interpreta como som as vibrações do ar emitidas entre as freqüências de 16 ciclos por segundo (16 Hertz ou 16 Hz) até cerca de 20 mil ciclos (20 KHz. fundamental e seus harmônicos resultam numa outra forma de onda.

Todos os outros parâmetros podem variar ao longo do tempo. Com moderação.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 37 A duração é o quarto parâmetro do som. 2 ou 3 faixas de freqüências com freqüência central e largura de banda pré-ajustadas. Temos. Útil quando várias freqüências precisam ser manipuladas ao mesmo tempo. o som passa como entrou. mas com precisão.5 KHz e 12 KHz. É útil quando se quer mexer em algumas bandas. O usuário escolhe exatamente a freqüência central que deseja manipular em cada banda. Os mais antigos têm as freqüências centrais pré-ajustadas em 100 Hz. formando uma curva. Qualquer que seja o seu EQ. a largura da banda. Controles de tonalidade. nunca exagere o seu uso. atuam sobre faixas ou bandas de freqüências pré-determinadas. Equalizador paramétrico e semi-paramétrico. as larguras de banda. e a amplitude dessa banda. a gravação soará irreal. cada uma reforçada ou atenuada por um controle de nível. . também são determinadas pelo fabricante. As mesas mais novas vêm com freqüências centrais em 80 Hz. na mixagem. Em cada faixa. sendo então plugado ao amplificador dos monitores. então. No centro. Um botão determina a freqüência central. graves. podem ser usados para processar um canal. A largura de banda é determinada pelo fabricante. Equalizador gráfico. 1 KHz e 10 KHz. Os equalizadores semi-paramétricos. mas tem maior número de faixas de freqüências. O usuário tem à disposição aquele leque de freqüências. ou estará criando sonoridades que não existem na gravação real. Os EQs gráficos de 20 bandas. só há controle de intensidade. Pode-se aumentar ou abaixar a intensidade de cada faixa. para manipular uma a uma. mas são os que têm mais controles. médios (Medium) e agudos (High). não dispõem do controle de largura da faixa. O equalizador gráfico tem uma quantidade variável de faixas (bandas) de freqüências. aumentando ou atenuando as intensidades dessas faixas. comuns em mesas de som de médio e grande porte. Depois. Funciona do mesmo modo que os controles de tonalidade. ou as freqüências vizinhas. Assim como as freqüências centrais de cada banda. outro controla a largura da banda e um terceiro reforça ou atenua o nível dessa faixa de freqüências. o EQ é um grande aliado do estúdio. de 4 até 20. ou quantas freqüências vizinhas. para só afetar as freqüências que realmente precisam de equalização. Seu nome vem de seu aspecto. presentes nos amplificadores e mesas simples. com vários sliders (potenciômetros lineares) lado a lado. para timbrar os canais masters estéreo na mixagem ou mesmo para compensar deficiências acústicas da sala de operação (técnica). médios e agudos. Os equalizadores paramétricos apresentam menores quantidades de faixas (em geral de uma a quatro bandas). Só apresentam controles para selecionar a freqüência central e o que reforça ou atenua o nível. 2. Os controles de graves (Low). nos estúdios.

Só mexe com música instrumental. cada). mesmo de produtoras e certas gravadoras. ao custo de um estúdio caseiro. E som de sintetizadores e samplers. por uma razão muito simples: seqüenciados. . seqüenciadores têm infinitos recursos de edição. que estão a cada dia mais fantásticos e baratos. com gravadores de 4 ou 8 pistas. e um gravador multipista só para gravarmos vozes e instrumentos elétricos e acústicos. que permitem que notas erradas ou imprecisas sejam corrigidas com grande rapidez. como resolver a questão? Se um estúdio trabalha exclusivamente com seqüenciamento MIDI de teclados e instrumentos eletrônicos. com a qualidade sonora preservada. E é exatamente isto o que vamos fazer. gravando o áudio e seqüenciando os sintetizadores. Mas. Os estúdios tradicionais gravam o áudio em fitas multipista. Depois. é registrado numa diferente pista (track) da fita. como obter um som à altura de competir com os estúdios grandes? Só com o pequeno gravador multipista. este estúdio tem uma excelente qualidade sônica. que pode ter 8. ou até do baterista. caríssimos (entre 25 mil e 50 mil dólares. Além disto. de áudio. Gravando em programas de computador. o estúdio MIDI com um gravador multipista sincronizado. E. todos os instrumentos estão tocando ao vivo. num home studio. Ele “aprende” a música quando você a toca. e não gravados. num gravador DAT ou outro. acessível e que sempre traz resultados profissionais. Mas o principal front dessa tecnologia é mesmo o estúdio de gravação.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Áudio & MIDI: O Melhor dos Dois Mundos 38 Muito se fala sobre o uso dos recursos da interface MIDI como um reforço no trabalho do tecladista. tocados na hora pelo seqüenciador. podemos cuidar muito melhor de cada som na mixagem. de MIDI e de sincronização. e eletrônica. ela passa a ser o grande trunfo do pequeno estúdio na competição com as grandes salas de gravação. Este é o estúdio híbrido. Estúdios que gravam áudio. pior ainda. aumentando ainda mais a qualidade do trabalho musical. nem instrumentos acústicos ou elétricos. executando a mesma música nos seus instrumentos. som em primeira geração. para usarmos partes seqüenciadas de bateria e teclados no palco. tudo no computador. Um grande estúdio. temos um home studio com poder de fogo maior do que o de muitos estúdios comerciais. timbre por timbre. Porém. 16 ou 24 pistas. e depois vai juntando todos os sons do arranjo. com placas de som de 2 ou 4 canais. Sincronizando os dois sistemas. sendo barato. Vamos citar também os programas que fazem os dois papéis. Como se diz. para que os instrumentos eletrônicos atuem em quantidade. de uma gravadora ou particular. estúdios MIDI e o estúdio híbrido. na hora. gravando um instrumento ou voz em cada pista separada. samplers e baterias eletrônicas. Afinal. costuma ter um ou dois gravadores de 24 pistas. ele não grava voz. essas pistas têm seus sons mixados na mesa e gravados em definitivo no formato estéreo. por ser uma tecnologia barata. Então. Cada instrumento ou voz. com o som ainda inalterado pela gravação. O ideal seria unirmos os recursos dos dois estúdios: MIDI. geralmente. não dá. em vez de gravar vários sons juntos. É graças à interface MIDI que podemos expandir os canais do estúdio sem um aumento proporcional nos custos. Veremos agoara os seus três tipos de conexões. O seqüenciador MIDI age como um robô ou uma mão invisível que toca os sintetizadores. garantindo a qualidade do som.

Dali. áudio e sync. para ser mixado aos teclados e aos outros canais do gravador. sai pelo OUTPUT do gravador. Um sai do computador (placa com MIDI e SYNC) pelo SYNC OUT. Os cabos para sincronização são dois. formando uma rede. É o sistema MIDI. via placa MIDI. sendo então enviado por um submaster (saída de um grupo de canais) ou pelo DIRECT OUT (saída individual de um canal) até a entrada (INPUT) de um canal do gravador multipista. Os sintetizadores (o teclado controlador e os módulos) são midiados ao computador. O outro cabo retorna do OUTPUT do canal do gravador para o SYNC IN da placa do . do OUT da placa para o IN do primeiro sintetizador. voltando a um outro canal da mesa (ou o MIX-B). e do THRU deste para o IN do terceiro. temos as conexões de MIDI. os comandos retornam. em geral RCA ou banana. através da saída THRU. Os comandos MIDI primeiro são enviados da saída OUT do controlador para a entrada IN da placa. seqüenciados. O áudio a ser gravado na fita entra primeiro num canal da mesa por microfone ou linha. e entre si. Na ilustração. deste. para serem executados nos instrumentos. Ele se liga ao estúdio de áudio conectando-se as saídas de som de todos os sintetizadores aos canais da mesa de som. para o IN do segundo.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 39 Conexões. para gravação direta numa pista do gravador.

Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 40 computador. O Cakewalk Pro Audio. então precisará fazer backup (cópia) do áudio. continuaremos respondendo suas cartas e e-mail com dúvidas e sugestões. quando o gravador tem uma saída MIDI OUT para sincronização com o computador. HD e cassete. na mixagem final. ADAT ou hard disk. transitam por vários estúdios. Outros leitores escrevem querendo saber de porta-estúdios em MD. mesmo assim. poupando as pistas de áudio e garantindo som em primeira geração. que precisa comprar um gravador de 8 pistas. Cada caso é um caso. sincronizando automaticamente as duas coisas. Há ainda os que se mantêm fiéis à fita de rolo. Os programas com MIDI e áudio. já que ele mora distante de uma assistência técnica. Outra opção é o seqüenciamento através de MIDI Time Code (MTC). HD do computador etc. HD e Zip disk) e algumas . Ou pode ser um estúdio pessoal. gravando em um e mixando em outro. o sample playback e a qualidade do som. Com uma fita temos mais agilidade para gravar. Entre R$300 e R$3. Nas próximas edições. de um músico. alguns impraticáveis fora de um computador. a edição dos eventos MIDI e os procedimentos na mixagem “syncada” serão assunto desta série de artigos. Enquanto isso. monitoração e no processamento do sinal. E. a gravação do áudio e o seqüenciamento MIDI. com qualidade máxima. como do ADAT. Mas você não vai tirar o seu HD para remixar o material fora de casa. permitindo que os sons cheguem à mesa já processados e mixados. com uns 64 Mb de memória. A escolha do formato. os samplers. Zip Disk.) para gravarmos o áudio em nossos estúdios depende de vários fatores. Uma nova tendência é totalmente voltada para o computador. E cada caso requer uma solução. Os estúdios têm diferentes necessidades e condições. permitindo a sincronização do gravador multipista com o seqüenciador. que faz trilhas ou registra os próprios trabalhos. tanto em hardware como em software. Há produtos caros e baratos. analisaremos os prós e contras de cada opção na constituição de um estúdio híbrido. Ele gostaria de saber qual a melhor opção. MD.000 temos os porta-estúdios (cassete. O som gravado em fita ou disco e suas vantagens e desvantagens na captação. Sistemas e custos. Bom exemplo é o do leitor João Bonon Netto. A escolha do formato ideal (fita. o Logic Audio. o Digital Performer e o Cubase VST são exemplos de workstations (estações de trabalho) que atuam ao mesmo tempo como seqüenciadores e gravadores de áudio multipista. Gostou do Alesis ADAT. E fitas de gravadores comuns. mas teme que o equipamento tenha problemas de desalinhamento de cabeça. Além disto. Usará um computador possante. Podem servir para gravar discos ou demos de grupos e artistas. usando um único programa para fazer os dois trabalhos. grande parte do trabalho é transferida para lá. talvez um ADAT para as cópias. No HD há incríveis recursos de edição dos sons. Gravam as pistas de áudio lado a lado com as pistas MIDI seqüenciadas. a bateria gravada versus bateria programada. mas uma coisa é certa: acrescentando um sistema MIDI ao estúdio. contêm bons processadores de sinal e de efeitos e um mixer. Fita ou Disco? Qual é o melhor meio para gravarmos o áudio? Eis uma questão complexa e delicada. para os teclados e baterias eletrônicas.

Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 41 interfaces de áudio para o PC. de que não trataremos nesta edição. Entre R$2. Gravando pela placa de som. há o ADAT. que vão variando ao longo do tempo de acordo com as características dos sons. O ideal é ter os dois (computador e fita). MIDI. porque alguns timbres perdem colorido quando digitalizados. Escolha de acordo com o seu coração. temos que processá-las e mixá-las no computador. hard disk e outros. Vejamos aqui alguns princípios das duas tecnologias: Som analógico. durante a gravação de novas pistas. Leve em conta os custos com o computador. é o áudio analógico e o áudio digital. Prós & Contras Fita (analógica ou digital) Prós • • • Contras Disco (HD.000. memória.000 e R$50. Assim. antes de as monitorarmos pela mesa. por uma membrana. o primeiro bem superior ao segundo. se optar pela gravação em software. Um microfone as reconhece. Ondas sonoras são as oscilações do ar. HD e Zip). Em suma.000. os sons são fáceis de monitorar. Captação e monitoração do áudio.000 e R$5. O DAT e o MiniDisk. são comandos musicais para acionar sintetizadores. aqui. Com as fitas em geral e os porta-estúdios digitais (MD.000. pode estar com os dois lados. A vanguarda tecnológica apregoa as virtudes do som digital e de seus recursos. Trabalhando com muitas pistas. MD. modelos similares da Tascam e boas interfaces para o PC. Som Analógico e Digital Muito se discute sobre a proliferação de sistemas de gravação profissional verificada na década de 90. os sintetizadores continuam soando ao vivo durante a mixagem. A razão. ambos para a mixagem estéreo. poupando pistas de gravação e trazendo mais flexibilidade à produção. Os sistemas mais profissionais em HD para Macintosh ou mesmo em rack e gravadores de rolo custam entre R$5. Alguns confundem MIDI com som digital. enquanto os mais conservadores alegam que nada substitui o som da fita analógica. O que está em questão aqui. pelos canais da mesa. o número de canais de gravação/reprodução costuma ser limitado por ela e/ou pela velocidade do HD. custam em torno de R$1. e cria uma corrente elétrica que varia de forma análoga (semelhante) a elas. Zip ou Jaz Disks) Prós Edição total do áudio Freqüentes atualizações Uso dos processadores de som do software e do estúdio Masterização de CDs Contras • • • • Gravação mais lenta Difícil trânsito entre estúdios Monitoração limitada aos recursos da interface Dependente do "humor" do computador Agilidade na • gravação Trânsito entre estúdios • Fácil de monitorar • Recursos de edição • limitados ou • inexistentes Rápida obsolescência • Suporte técnico escasso • Todos os sistemas permitem a sincronização com um seqüenciador MIDI. . o melhor sistema será o que melhor se adaptar às suas necessidades e possibilidades.

mesmo virgem. O gravador digital recebe o mesmo sinal elétrico. de acordo com o maior ou menor magnetismo. o formato (ou os inúmeros formatos!) tem mostrado que veio para ficar. Tudo no Computador ? Nesta nova era das gravações multipista no PC. ocorre o inverso: quando ela passa diante do cabeçote. Do áudio em 16 bit. Num gravador digital.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 42 Essa corrente é o sinal elétrico. Para reproduzir o som. Algumas gravadoras internacionais chegam a recusar gravações em DAT. cabe uma pergunta: ainda precisamos de todos aqueles equipamentos em nossos estúdios? Ou chegou a hora de aposentar a . com modelos se substituindo freneticamente. avançou-se para 18 e 20 bit. será mesmo digital. Não é o caso do ruído original da fita. Som digital. Por outro lado. permitindo uma dinâmica dos sons cada vez maior. do áudio. com as interfaces de áudio explodindo em recursos e seus preços descendo a ladeira. o cabeçote lê a fita ou o disco e envia esses dados a um conversor digital-analógico (DA) que liga os pontos e transforma de novo essas informações em sinal elétrico. Essa imensa lista de volumes é gravada na fita ou num disco magnético ou ótico como bytes de computador (dígitos). o gravador digital fornece um som mais limpo e cristalino. As partículas metálicas que cobrem a fita vão mudando de posição. Assim. nunca é perfeito. cedo ou tarde o áudio é convertido em bytes. Esse sinal passa pela mesa e outros circuitos e entra num gravador. usuários de gravadores analógicos. É notável que o som digital está em franca evolução. analógico. no fim do processo. Cada vez mais apurado e com mais recursos. de acordo com a voltagem do sinal de entrada. recriando o sinal elétrico. O posicionamento das partículas. como o som da guitarra. o conversor de saída (DA) só transforma em sinal elétrico os dados que tiverem sido digitalizados. mas ele entra primeiro num conversor analógico-digital (AD). A primeira grande diferença é que no áudio digital não há ruído da fita. este reconhece o magnetismo das partículas a cada instante. O cabeçote recebe o sinal elétrico e vai magnetizando a fita enquanto ela passa. tem um ruído de fundo. como os Dolby e DBX. que segue pelos circuitos até ser transformado novamente em som mecânico (vibrações do ar) pelo alto-falante. Mas existem aparelhos e programas de computador com recursos para acrescentar características da gravação analógica aos sons digitais. Seja em forma de CD ou digitalizado numa emissora de TV ou de rádio. O áudio digital já transita em 24 bit de um aparelho para outro e há aparelhos de 32 bit. como os grandes estúdios que trabalham com máquinas de rolo de 2 polegadas em 24 pistas. ADAT e outros modelos digitais. O conversor “redesenha” a onda sonora. tornam-se totalmente desnecessários os filtros de ruído de fita. Para tocar a fita. As razões da polêmica. medindo a variação da amplitude em milhares de pontos por segundo. O mesmo se aplica às mesas e outros aparelhos digitais. Pode-se alegar que o som. Alegam que o gravador de rolo armazena certos timbres com melhor resultado. Ignorando o ruído. se queixam da falta de “calor” do áudio digital. Uma fita analógica. na fabricação.

para estúdios de maior porte. a velocidade dos processadores atuais nem sempre é suficiente para realizar todas as tarefas ao mesmo tempo. sem que o áudio “saia” do computador. Aproveitamos assim os recursos do estúdio para todas as fontes sonoras. mas não em quantidades comparáveis aos teclados e módulos atuais. Algumas interfaces já dispõem dessas entradas pré-amplificadas. mas para isso precisamos gravar o áudio dos teclados em novas pistas. mas usam conectores de ¼” (banana). sem dar sustos periódicos em seu dono. processadores e módulos de som quando seus programas e interfaces dispõem dos mesmos recursos. Seus clientes pretendem guardar as pistas de áudio para remixar em outro estúdio. O processamento em tempo real traz outras questões para a maioria dos sistemas: como entrar com um sinal comprimido no computador? E como usar reverberação “fantasma” para gravar uma voz seca. É um período de novidades. por que haveríamos de comprar outros sintetizadores? E se os programas de gravação de áudio e seqüenciamento MIDI têm um mixer virtual. A mixagem é um outro problema. seus usuários recorrem a diferentes soluções para suas questões. transformando o PC num poderoso sampler. já gravam áudio profissional em vários canais. que somente uma interface com um processador de sinal em separado (DSP) pode satisfazer. nem tudo mudou e ninguém sabe ao certo aonde vamos parar. Também ainda são raros os recursos para a edição de novos timbres. esta vive sua fase de transição. Os sintetizadores têm recursos que ainda não foram contemplados pelas placas multimídia. mas. Por outro lado. mas ainda é difícil encontrar um que funcione com esses recursos o tempo todo.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio parafernália? 43 Muita gente pergunta se ainda é necessário adquirir uma mesa. Entradas para microfones. você terá que . Mesmo assim. de fato. Backup. inferiores ao padrão XLR (Canon) usado nos estúdios. porém dando conforto ao cantor na hora de gravar? São necessidades típicas dos estúdios. vêm surgindo novos programas que permitem tocar e seqüenciar amostras do áudio gravado via MIDI. às vezes essas pistas só rodam num determinado sistema. para mixar em outros sistemas. Este só é encontrado em sistemas muito caros. Você pode arquivá-las em um CD-ROM. isto é. o que nos impõe o uso de uma mesa ou de pré-amplificadores para os microfones. As interfaces e os programas atuais permitem a mixagem interna. É comum misturarmos na mesa os sons dos sintetizadores MIDI seqüenciados com os das pistas gravadas. não podemos mixar tudo no micro e dispensar a mesa de som? Como toda revolução. Se as placas multimídia contêm um sintetizador multitimbral. E experimentar vários efeitos girando botões continua a ser muito mais prático que determinar valores dos parâmetros com o mouse e esperar o processamento para só então conferir o resultado. Nesse caso. Os computadores domésticos. mas também de instabilidade. Muitas placas e interfaces de áudio só têm entradas em nível de linha. Com tantas opções de interfaces e programas. Apesar das enormes inovações. Algumas contêm timbres de alta qualidade. esperança.

o “mestre”. Sincronizando um seqüenciador MIDI à gravação das pistas de áudio temos. mas especificar os detalhes. ainda por alguns anos. Ou a bateria pode mandar seu som pra mesa em um par estéreo de canais. Toda essa expansão do conceito de “canais” dos estúdios se deve à combinação dos recursos de gravação com o seqüenciamento MIDI. pela compatibilidade com os programas. precisamos de dois tipos de interface: de áudio e MIDI. em que os teclados só são mesmo gravados na mixagem final. ou um sampler ou uma bateria eletrônica com os tambores e pratos saindo cada um por um canal de áudio. como quantos canais tem sua interface MIDI. se aplica aos programas híbridos em voga. poupando as pistas do gravador. facilmente perdem a conta dos canais que têm. sua placa de som ou gravador multipista. Algumas têm o desempenho muito melhorado com a edição não-linear.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 44 converter cada pista em um arquivo . combinando recursos de gravação de áudio com o seqüenciamento MIDI de sintetizadores. Mas ainda não chegamos ao ponto de dispensar os outros equipamentos do estúdio. em princípio. temos oito canais de áudio para gravar. Continuamos a usar a mesa. em dois canais. como o Cakewalk e o Cubase. Eles são ao mesmo tempo seqüenciador e gravador. há alguns anos. Conclusões. o que leva muitos clientes a solicitarem um backup em fita. já mixados dentro do sintetizador. Se. Pelo menos. Este mesmo conceito. 16 e 24 pistas. ou placas de som. certo? Errado. e até mesmo gravadores de fita. dos maiores aos home studios. Placas de som. as pistas de gravação. “Ver” um gráfico de áudio ajuda em muito o trabalho de produção. a soma dos canais MIDI e de áudio. os processadores e módulos de som. Gravadores como o ADAT ainda são o padrão mais freqüente. Os estúdios de hoje. de MIDI e de Multimídia Os estúdios. Temos mais que isso. As interfaces de áudio. já que cada canal MIDI aciona um sintetizador estéreo ou mono. esses canais da bateria e dos sintetizadores são finalmente mixados às pistas de áudio. mas mixamos todos eles. quantos canais tem esse estúdio? A resposta é: depende de muitos fatores. se diferenciam pela qualidade dos conversores AD/DA. Isto economiza enorme espaço do HD e os recursos das placas de som. Então. Não podemos mais definir num número a dimensão de um estúdio. ao todo. neste exemplo. do sync time code. São as maiores responsáveis pela qualidade do som gravado no computador . os sons eletrônicos em geral. Recursos como recortar. Para que tudo funcione. quantos sintetizadores. uma mídia ágil e barata. que está sincronizado como “escravo” ao gravador multipista. como a Gina ou a Audiomedia. pelos conectores.wav. chegam à mesa. ou até misturada aos demais sons de um sintetizador multitimbral. quantos canais de mixagem tem a mesa e outros. Muitas funções do estúdio já podem ser transferidas para o computador. Era o tempo dos gravadores de rolo de oito. eram em geral classificados pelo número de “canais”. copiar e colar trechos do áudio são muito facilitados com o uso do computador. Com isto não gravamos os sons eletrônicos junto com a voz e outros instrumentos. Os seja. na mesa de som. por causa da sincronização. Teclados são tocados “ao vivo” pelo seqüenciador.

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e pelo número de canais simultâneos de entrada/saída de

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áudio.

Com as interfaces ou placas MIDI, como a MQX-32(M) e a MIDI Time Piece, conectamos maior ou menor número de sintetizadores e sincronizamos o seqüenciador com um gravador multipista externo, juntando assim os dois sistemas. As placas de multimídia, como a SoundBlaster ou a Fiji, fazem um pouco de tudo, mas raramente sincronizam o micro com um gravador externo. Neste caso, o áudio é gravado no HD do micro, junto com as levíssimas pistas MIDI, e tudo é sincronizado internamente. Elas têm conexões de áudio e MIDI, além do sintetizador multitimbral interno, convidando a usar seus próprios timbres e a fazer todo o trabalho no computador. Mas ainda são limitadas em cada aspecto, desde o número de canais MIDI e de áudio até a qualidade de conectores e conversores de som. O bom é usar cada interface Separadas, de áudio e de MIDI, mais simples com uma placa verdadeiras placas de som e de acordo com suas necessidades, item por item. mas trabalhando em conjunto, ou ter um sistema bem de multimídia, resumindo as principais funções das de MIDI. Este é um proveitoso tubo de ensaio.

Bateria acústica X eletrônica
Sempre vem à tona a polêmica que contrapõe instrumentos acústicos aos sons eletrônicos que os imitam. Nosso tema opõe o mais tradicional de todos às mais recentes conquistas da história da música: as percussões acústicas e eletrônicas. Será que vale a pena substituir peles e pratos por amostras digitalizadas? A programação de padrões rítmicos consegue substituir a execução do baterista? Quais os investimentos para gravar bateria no estúdio? Vamos analisar aqui os prós e contras dos dois sistemas e verificar a praticidade de uni-los, aproveitando o que cada um tem de melhor. Para gravar uma bateria tomamos cuidados especiais. Não registramos um som, e sim o de vários instrumentos. Tambores e pratos, captados por microfones específicos, podem e devem ser armazenados em diferentes pistas. Temos assim mais recursos para a mixagem final destes com os demais sons do arranjo. Se for gravada em estéreo, em apenas duas pistas, a bateria não tem como ser equalizada na finalização do trabalho. Seus vários microfones, nos canais da mesa, podem ser endereçados para duas ou várias pistas do gravador. Esses recursos são, contudo, os maiores investimentos do estúdio. Chegam a multiplicar os custos em várias vezes. A bateria, um instrumento caro, precisa de um kit de microfones especiais, cabos e pedestais, além de cerca de 8 pistas no gravador ou 8 entradas na interface de som do computador. A mesa de som e a cabine acústica completam os principais itens da lista, que ainda incluem compressores, gates e outros. Nada disso evita o vazamento dos sons pelos microfones. O resultado depende do talento de cada produtor. É óbvio que a maioria dos home studios começa usando os recursos eletrônicos. Muitos deles obtêm ótimos resultados. Disseminado na música pop a partir dos anos 80, o uso do sampler, com loops seqüenciados e timbres originais ou muito bem copiados de

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instrumentos acústicos, é hoje predominante em vários gêneros musicais, do rap americano ao nosso pagode. E a bateria eletrônica nada mais é que um seqüenciador de amostras sampleadas. Em certos estilos de execução mais livre, como o jazz, a bateria programada é menos conveniente. Em outros, seu uso é a regra. Em muitos gêneros, uma boa e detalhista programação de timbres bem escolhidos pode convencer até profissionais mais experientes. Mal feita, ridiculariza uma produção. Uma bateria eletrônica, no senso estrito, é um aparelho com um seqüenciador MIDI e botões ou pads que ativam sons digitalizados de percussões. Num sentido amplo, todos os instrumentos MIDI do estúdio que tenham sons percussivos são tocados pelo teclado (ou outro controlador) e programados num seqüenciador, de computador ou não. Podemos programar os ritmos na tela do computador, com muitos recursos, ou na própria bateria eletrônica. Em vez de gravarmos o áudio desses sons percussivos, poupamos as pistas de gravação sincronizando o seqüenciador ou a bateria eletrônica ao gravador multipista, fazendo com que atuem sempre juntos. Na mixagem, reunimos na mesa as pistas gravadas de vozes e instrumentos com o som direto dos instrumentos MIDI. O baterista pode programar seus ritmos usando pads, espécie de “tambores” eletrônicos, e triggers, pequenos microfones de contato que convertem qualquer fonte de som em controladores MIDI. Com eles, pode lançar mão de sua técnica instrumental para programar seqüências com mais conforto, sem ter que se adaptar, por exemplo, a um teclado. O músico toca até mesmo em uma bateria de estudo trigada ao sistema MIDI. Alguns estúdios chegam a combinar o uso simultâneo dos processos de gravação acústica e de seqüenciamento MIDI da bateria. Gravando os componentes que têm som mais rico em detalhes, como caixa e pratos, enquanto seqüenciam outros tambores “trigados”, aproveitam o melhor dos dois mundos com contenção de despesas.

O Sampler e os Sons “Acústicos”
Popularizados no meio musical a partir do início dos anos 80, os samplers, hoje obrigatórios em todos os estúdios profissionais, despertaram a princípio o desdém de muitos compositores, arranjadores e instrumentistas. Gravar sons dos instrumentos tradicionais para depois serem tocados por teclados eletrônicos chegou a parecer antimusical para cultores de diversos gêneros. Na verdade, ainda há quem discuta a importância do sampler. Enquanto isso, o mais versátil instrumento já inventado vem promovendo, não uma, mas várias revoluções nesta fase tão turbulenta da história da música. Capaz de reproduzir qualquer som com absoluta fidelidade e respeitando a dinâmica dos instrumentos em suas sutilezas, o sampler pode ser tocado por um instrumento controlador MIDI ou ainda por um seqüenciador. Você pode tanto imitar o som de seu instrumento acústico sampleando nota por nota quanto criar um loop ou ostinato repetindo um trecho quantas vezes quiser. Diversos gêneros musicais, como o rap e o techno se desenvolveram a partir desses loops eletrônicos. A música eletroacústica, importante tendência erudita, como também diversos jazzistas, reconheceram e adotaram o instrumento, explorando sua infinita riqueza timbrística e expressiva e elevando-o à categoria que merece.

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O sampler não é um mero imitador de instrumentos. Com ele, você pode criar as mais originais sonoridades, já que o som digitalizado (gravado) por ele pode ser editado como fazemos num sintetizador. A diferença é que o sintetizador edita sons gerados internamente e o sampler o faz com sons que gravamos. Não por acaso, a maioria dos sintetizadores do mercado usa como matéria prima amostras sonoras sampleadas. Conhecida como sample playback, essa síntese permite o acesso de uma maior quantidade de músicos e home studios ao vasto universo de sonoridades digitais. Com um sintetizador sample player, dispomos de um grande número de sons de instrumentos “reais” que foram gravados pelo fabricante, mas não podemos samplear novos sons. O sampler, um pouco mais caro que os sintetizadores, permite ao arranjador a escolha de qualquer som para seu trabalho. Os samplers vêm geralmente em rack ou teclado, podendo conter drive de disquete, HD, CD-ROM, Zip Drive, memória, igualzinho a um computador. Agora vêm surgindo os softwares que transformam seu próprio PC num sampler. Os sons utilizados podem ser obtidos por você, gravando-os no HD de seu sampler, ou através de amostras obtidas no mercado. Diversos fabricantes de CDs de áudio com loops para serem sampleados e de CD-ROM com amostras prontas nos diversos formatos (Akai, E-Mu, Roland, Wav. e outros) oferecem milhares de sons e loops para usuários de todos os gostos. É escolher o som e tocar. Os detalhes expressivos da maioria dos instrumentos acústicos e elétricos garantem vida eterna para eles. Ninguém em sã consciência pretende substituí-los. Os bons instrumentistas sempre serão requisitados nas gravações e performances. As conquistas obtidas com a entrada do sampler no mercado são as novas formas de expressão musical, o salto na qualidade do som gravado e uma maior democratização da produção musical, já que mais produtoras e home studios vêm tendo acesso a todo tipo de timbre, o que barateia o custo dos projetos. No home studio, o uso do sampler acarreta menor consumo de pistas de gravação de áudio, já que ele permanece tocado pelo seqüenciador MIDI até o momento da mixagem, sincronizado ao gravador de áudio, e causa um enorme salto na qualidade do som. Modelos profissionais em torno de 2000 dólares, como o Akai S2000, E-Mu ESI-4000, Roland S-760 e Yamaha A3000, viabilizam sua aquisição, com todo o brilho dos produtos mais caros e sofisticados. Poupe as pistas do gravador exclusivamente para as vozes e os instrumentistas mais competentes. O resto vai por MIDI, com o maior som.

A edição dos eventos MIDI
É impressionante como o tempo passa. A coluna Home Studio está completando dois anos na Backstage. Nesses 24 meses, que esperamos que se estendam por 24 anos, procuramos divulgar o emaranhado de tecnologias em que se transformaram os sistemas de gravação. A resposta dos leitores tem sido fundamental para nortear este trabalho, com suas pertinentes dúvidas e utilíssimas sugestões. Vamos em frente. Vamos entrar no penúltimo ano do milênio. E é incrível como, na era dos upgrades e

seja no pentagrama ou num gráfico onde as notas são traços. como canal MIDI. cortamos notas erradas. Cada nota é adiantada. É onde fazemos variar timbres e outros parâmetros mais gerais. mute. com as telas de edição gráfica. A MIDI não precisou ser atualizada. outra tela mostra variações nos controles MIDI na mesma hora em que vemos as notas no piano-roll. A mais antiga (e a mais complicada de operar!) é a lista de eventos: cada linha (como numa folha de caderno) contém todas as informações de um evento. por ter previsto a capacidade de evolução dos instrumentos eletrônicos. editar tudo o que tocamos num instrumento eletrônico. É verdade! Nesta década e meia o padrão se manteve inalterado. ou ficariam muito parecidos. solo. agora no terreno do áudio. é fácil editar todos eles. depois de gravado. que já passou dos 15 anos. usamos basicamente três telas. deixando espaço livre para os recursos que foram surgindo. contadores e marcadores de tempo. um controle ou uma troca de timbres. o piano-roll é uma maneira mais cartesiana de lermos a partitura. colar. Uma edição minuciosa permite grande aperfeiçoamento da performance original. note on e note off. Uma nota ocupa duas linhas. Para mexermos nas notas e controles. Com uma evolução frenética e incessante. editando glissandos. programa (timbre) do instrumento. Copiar. Para ajustar cada evento. mudar durações e alturas são alguns dos comandos do menu de edição. com as mesmas características desde o seu lançamento. O seqüenciador em software foi o maior beneficiário da interface MIDI. rec. Na partitura. compasso. Como o seqüenciador registra simples comandos musicais ao longo do tempo. os melhores modelos acabaram tendo que abrir uma nova frente. stop. atrasada. Vemos a música enquanto a ouvimos. e podemos variar o andamento sem mudar o tom. Na tela principal de cada programa. É o gráfico mais completo e preciso. onde versões de programas ficam obsoletas em três meses. quantizar (tornar os ritmos precisos). mudamos a afinação. Abaixo ou acima. pedais de sustain e muitos outros recursos. a duração. cortar. mais play. Afinal. como uma nota. Herdeiro dos rolos de papel perfurado das pianolas movidas a corda. Já não tendo muito para onde correr na disputada concorrência. continua com cara de criança. as telas da partitura (staff) e do piano-roll permitem uma visualização infinitamente melhor. Marcamos um trecho arrastando o cursor do mouse sobre um grupo de eventos. mesmo com seus 8 bits. Com o mouse desenhamos variações de volume e pan. Podemos alterar todos eles a todo instante. andamento. vemos as pistas de gravação e suas características. até hoje parece milagre. o momento do ataque ou a intensidade de cada nota. volume. Tudo é simples.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 48 updates. A briga recomeçou. editamos parâmetros das . incluíram a gravação de áudio multipista. apesar da leitura mais direta (para os que a lêem). excluída ou incluída com poucos cliques no mouse. O comprimento do traço é a duração da nota e sua altura na tela é a própria altura musical ou o pitch. Um instrumento pode ter seu timbre modificado depois de gravado. e não o som. a interface MIDI. e também alterar trechos que marcamos com o mouse. Não importa se você é um virtuose no seu instrumento ou se não domina a técnica: o mouse e as telas de edição são grandes ferramentas para todo arranjador. embora para muitos ainda seja uma grande novidade. E é.

simples como um video-game. embora por muito tempo ainda. As pistas de áudio gravadas no Cakewalk podem ser editadas nele próprio ou no Sound Forge. o Sound Forge interage eficazmente com o Cakewalk. o botão direito abre outro menu com os recursos de edição. Salvo o material. pode ser transformado numa estação de trabalho bem mais poderosa. A partir da tela de áudio. com masterização em CD. tem uma incomparável gama de recursos. . um gravador de CD e um HD grande e rápido e o micro se torna o centro do estúdio. É quase como se fosse um só programa. assumindo a maioria de suas funções. comparáveis às workstations profissionais. recortar e colar trechos.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 49 notas e alguns outros. O material editado substitui o original. Essas partituras também são editadas para impressão. após a mixagem. após confirmarmos isso numa janela. como um Pentium I ou II. Todos os recursos de processamento encontrados num estúdio estão integrados aos diversos programas de edição. temos gráficos (curvas) de andamentos. Este arquivo wave é agora aberto no Sound Forge. Marcamos o trecho de áudio clicando o botão esquerdo do mouse sobre ele. E com recursos avançados. A edição dos eventos MIDI. para edição de áudio estéreo ou mono. contamos com vários plug-ins. somando muitos recursos indispensáveis que só estariam presentes num ou noutro. a mixagem com automação e multiefeitos em tempo real. compassos. que o programa abre com o trecho original do Cakewalk. mixamos o material usando uma mesa “real” ou o console virtual do Cakewalk. Muitas vezes. Apesar de ser um programa independente. assim como a finalização do trabalho. Além destes. Adicione memória de 64 MB. O áudio estéreo é enviado para 2 pistas do próprio programa. já estão à disposição de estúdios médios e pequenos. O Cakewalk permite editarmos esse material no Sound Forge. Depois de editar cada uma no Sound Forge. para a edição final. mas com a forma deles serem tocados. Basta clicar no menu “Tools” e em “Sound Forge”. Ali mesmo acionamos com o botão direito um menu e o item “Audio”. Mas um computador médio para os padrões atuais. Com uma moderna interface de áudio e programas como o Cakewalk e o Sound Forge temos como processar multipistas e som estéreo com qualidade profissional. uma edição mais elaborada de alguma pista ou trecho se faz necessária. Depois de gravar e editar tudo. De fato. Afinal. O que simplifica tudo. tonalidades e outros. ou pré-masterização. não estamos mexendo diretamente com os sons. clicamos em “Save” e retornamos ao Cakewalk clicando na barra de tarefas do Windows. depois convertidas num arquivo wave através do comando “Export Audio” do menu “Tools”. Além de copiar. vá parecer milagre. os porta-estúdios digitais contêm diversas ferramentas de edição. A edição do áudio digital A gravação e a edição das pistas de áudio e MIDI. Com muito mais recursos de edição. ele processa as pistas do outro programa e as devolve prontas para mixar. para muita gente. programas acessórios com efeitos e mais alguns recursos. o Cakewalk encerra aqui sua atuação.

Na compressão e no uso do noise gate. arrastando o mouse sobre ele. ou editamos toda a pista. podemos seqüenciar comandos MIDI ou gravar sons acústicos e elétricos. Salve seus arquivos wave pré-masterizados e grave o CD usando o programa que vem com o gravador ou o plug-in “CD Architect”. além de ser ‘ouvido’. clique em “Get”. envelopes de volume e afinação. E o áudio é modificado no HD. filtros diversos. para coletar uma amostra. é só enviar seu som direto pra mesa. Tire ruídos de fundo com o plug-in “Noise Reduction” (comprado em separado): após marcar um pequeno trecho só de ruído. abra a tela do Noise Reduction. outras são usados mais freqüentemente. Habilite a função “Undo” (refazer) para poder experimentar os recursos sem perder o original. Algumas só numa ou noutra etapa. equalizadores (gráfico e paramétrico).Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 50 Edição. saindo do gravador ou da placa de som. habilite “Apply to all” e dê OK. noise gate). Use os comandos “Fade in” e “Fade out” sobre pequeninos trechos para o som entrar e sair sem sobressaltos. As pistas acústicas também vão pra mesa. Não é preciso gravarmos o áudio de um teclado ou módulo que permanecerá no estúdio: se ele pode ser “tocado” pelo seqüenciador sempre que dispararmos o gravador. marcamos facilmente um trecho de qualquer duração. Esses processos. usamos os processos de sincronização entre eles e os gravadores multipista. mas às vezes altera alguns timbres. conversores. Mixagem sincronizada de áudio e MIDI Desde que surgiram os seqüenciadores MIDI. Hoje. Cada uma através de uma interface apropriada. O som é ‘visto’ no gráfico. o SMPTE/MTC e o MIDI clock. mute. são úteis não apenas porque permitem rápidas e radicais modificações no material gravado durante a produção. chorus. wah-wah). analisadores de espectro. flanger. mas enviados diretamente das suas saídas de áudio para a mesa de mixagem. A chamada edição não-linear não depende da execução da música. onde se juntam aos sons das pistas gravadas. Otimize o volume com a função “Normalize”. Seu home studio virou uma pequena mas sofisticada gravadora. Reduz sensivelmente ruídos e vazamentos. dinâmicos (compressor ou Dynamics/Graphics. remoção de “clicks”. fade in/out. distorção. Na pré-masterização. restauração de vinil e muito mais. Os efeitos em geral são ótimos. o conceito permanece. traduzidos em indesejáveis “clicks”. Planeje sempre a seqüência correta dos recursos que vai usar em cada etapa. No Sound Forge há todo tipo de processadores de efeitos (reverber. Essas ferramentas do Sound Forge podem ser usadas na edição das pistas do Cakewalk e na finalização em estéreo. Mais que tudo. delay. Agora é só fazer a capa e as cópias. corte os trechos em silêncio do início e do fim de cada música. as pistas de áudio e MIDI são automaticamente sincronizadas pelo programa. Aguarde e confira. a visualização através do gráfico facilita muito o ajuste dos parâmetros. quando os seqüenciadores se tornaram também gravadores de áudio. Nas suas pistas. graças à economia que proporcionam: os sons dos instrumentos eletrônicos não são gravados. ainda no tempo em que só havia fitas analógicas. servem para expandir a quantidade de pistas do estúdio. como o FSK. . Num programa com os recursos do Sound Forge.

saídas de áudio da placa de som ou do gravador mais as saídas do sintetizador para os canais de entrada da mesa. O som das pistas de áudio sai do computador. Quando só gravamos pistas de áudio o programa pode mixar tudo pela sua mesa virtual. pode ocorrer um aparente paradoxo. As conexões de sync podem ser.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Na mesa é que misturamos todo o 51 material. Saídas de áudio estéreo da mesa (master) para entradas do gravador estéreo ou placa de som. a mesa externa é necessária para reunir os sintetizadores ao áudio gravado. mas quando sincronizamos essas pistas a outras de MIDI. tanto os sintetizadores e samplers quanto os canais de saída do gravador ou da placa de som terão. Plugados aos canais de entrada da mesa. um reforço nos graves do contrabaixo -. portanto: MIDI out do instrumento controlador para MIDI in do seqüenciador ou da interface MIDI. Se o seu sintetizador multitimbral só contém um par de saídas estéreo e você precisa dar um tratamento especial a um dos sons através da mesa – por exemplo. no caso do MTC ou MIDI clock. Se gravamos o áudio multipista no micro e depois mixamos tudo masterizando em estéreo no próprio micro. ganhamos em número de canais. Agora envie para a mesa o som da pista de áudio com o baixo.grave este som numa pista de áudio à parte e depois desabilite (mute) a pista MIDI original. no caso do SMPTE. e acrescente os graves no equalizador do canal apropriado. Seja numa mesa analógica ou numa digital. E o conceito do número de canais do estúdio fica ultrapassado: estamos atingindo a era dos infinitos canais. A grande vantagem de mantermos os sons eletrônicos como pistas MIDI durante todo o processo de gravação é que não gastamos espaço do HD ou da fita com esses sons. que devem ser em número suficiente. usando MMC. MIDI out da placa MIDI para MIDI in do gravador digital. Saídas de áudio da mesa (submasters ou direct outs) para entradas de áudio do gravador ou da placa de som. O programa pode ter uma outra mesa. Essas conexões se aplicam às mesas analógicas e digitais. Por isso precisamos mixar tudo externamente. essa economia pode representar até cem por cento do que seria consumido. podemos mixar tudo internamente pelo seqüenciador. é mixado numa mesa externa e retorna em estéreo para o micro. MIDI out da interface ou do seqüenciador para MIDI in do sintetizador. Lembre-se: os teclados e módulos MIDI ficam mesmo fora do computador. equalização e controlar o volume e pan manualmente ou automaticamente. sem afetar os outros sons do teclado. que auxilia no processo de automação da mixagem. sync out da placa MIDI para a entrada do último canal do gravador de fita e a saída deste canal para sync in da placa MIDI. MIDI out do gravador digital para MIDI in da placa MIDI ou seqüenciador. com o som estéreo já saindo pronto do instrumento para o DAT ou placa de som. Por outro lado. É claro que há exceções. virtual. As conexões são. num canal independente do teclado. o mesmo tratamento. flexibilidade na experimentação dos timbres eletrônicos (que podem ser modificados depois de seqüenciados) e economia de espaço no HD ou nas . numa produção só com sons seqüenciados de um sintetizador. podemos acrescentar efeitos. mas a mesa externa é necessária para conectarmos os sintetizadores. Com a mixagem das pistas de áudio gravadas e dos sintetizadores “ao vivo”. a partir de então. Em certas produções.

a MOTU 2408. algumas dessas baratas interfaces superam em muito suas antigas e caras concorrentes. esta barreira foi vencida. Estamos falando de interfaces como as Event Electronics Layla. especialmente se você vai sincronizar um gravador externo ou se tem vários sintetizadores. se seu computador está sobrecarregado com muitas pistas gravadas para processar. conectam e convertem múltiplos canais analógicos e digitais com qualidade profissional de som e facilidade de operação e instalação. como a Layla. caso das placas de multimídia. além de monitoração e mixagem numa mesa de som externa. para processar os canais gravados no micro. A mais usada é a barata (menos de 300 dólares) e já tradicional Opcode MQX-32(M). que fornecem efeitos e outras ferramentas de edição. Novas placas e interfaces externas. Elas são perfeitamente compatíveis com as placas de áudio. pouco mais que uma plaquinha multimídia ou um porta-estúdio cassete. como também com os plug-ins DirectX. o Cubase e o Logic. é muito interessante o uso de uma mesa de som externa. Agora. como vimos no artigo anterior. contenham conexões MIDI. de novos e antigos fabricantes. Esta nova categoria de placas profissionais abaixo de mil dólares traz ainda uma vantagem sobre as antigas e caras concorrentes. mas. todas permitem gravação simultânea de múltiplas pistas de áudio através de suas entradas. de poucas centenas de dólares. provavelmente você precisará usar uma interface em separado para ligar seus sintetizadores. Com processamento interno e conexões digitais de 24 bits e conversores AD/DA de 20 bits. onde unimos os sons dos sintetizadores seqüenciados às pistas gravadas. Gina e Darla. compartilhados pelos diversos programas. Ou seja. a Creamware TripleDAT. a Soundscape HDR1 ou a Yamaha CBX-D5 chegavam ao mercado por milhares de dólares. contra alguns bytes de uma pista MIDI). Fábricas como a Opcode. É aconselhável o uso de uma placa multi-portas (vários MIDI ins e outs). . Embora alguns modelos. o Sound Forge. As novas placas de som Até cerca de um ano atrás. uma gravação multipista no computador exigia pesados investimentos em interfaces profissionais de áudio. como o Cakewalk. Em contrapartida. a Ensoniq PARIS e a E-Mu APS. Também é possível mixar os sons internamente no computador. além das conexões digitais). A maioria dos novos modelos é compatível com os programas de gravação e edição de áudio mais usados. precisamos de uma mesa com canais em quantidade suficiente para mixar todos esses sons. MOTU e MidiMan têm modelos baratos. pelas suas diversas saídas de som. Com algumas diferenças. Com conectores profissionais ou semiprofissionais ("banana" de ¼" balanceado ou não. O pequeno estúdio agora perdeu a conta dos canais que tem. ou RCA. Modelos como a Digidesign Session 8.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 52 pistas de áudio (o áudio profissional consome pelo menos 5 MB por minuto. E todas elas custam algumas centenas de dólares. elas livram o pequeno estúdio do pesadelo que era enviar todos os sons por um único e estreito cabo estéreo com conector de 1/8" (de fone de ouvido). você ainda pode usar seu velho reverber ou compressor através da mesa. A mesa externa traz agilidade à mixagem e acrescenta os recursos dos processadores "físicos" de sinal aos recursos dos programas.

expandindo o estúdio. podemos tocar em vez de escrever. registrado num diferente setor do disco. com muito mais ferramentas de edição. Acionado o PLAY. Registrando esses dados e o momento em que cada ação se dá. Automatizamos mesas de mixagem. Mas os seqüenciadores. Com essas novas interfaces e as versões atuais dos programas. Só não grava som. todos plugados à mesa de som. A adição de um sistema MIDI ao estúdio faz essas e outras. apelidado de workstation. o seqüenciador "aprende" a tocar a música. em forma de dados digitais. só estamos registrando comandos musicais. Com MIDI. podemos modificar a cada instante o canal da placa que será usado por cada pista. Os sons desses instrumentos continuam sendo gerados por eles. Sonorizamos programas multimídia e sites da Internet. precisa de uma placa . vamos conhecer melhor esses recursos. Por isso. aqueles sons não estão no hard disk. dosando níveis de volume. os arquivos MIDI são muito mais leves do que o áudio gravado no computador. e quando. poupando a memória do computador. onde desenvolvemos os arranjos e que permitem a troca dos timbres eletrônicos mesmo depois de gravados. Ligando dois ou mais sintetizadores.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 53 Conecte sua mesa à placa de som do mesmo modo como a ligaria a um gravador de fita. mesmo quando gravamos um arranjo MIDI num seqüenciador. Pelos cabos MIDI só transitam mensagens. será capaz de gravar/reproduzir mais pistas que este. ele "toca" os sintetizadores. um único teclado. efeitos e timbre no próprio programa. um instrumento controlador e um gerador de som. através dos cabos MIDI. que dizem aos equipamentos quais notas. Sincronizamos gravadores e seqüenciadores. ao tocarmos um instrumento. Das saídas da mesa (subgrupos ou saídas diretas) para as entradas da placa e das saídas da placa para os canais de entrada da mesa. Mas um seqüenciador em software. o número de pistas gravadas não dependem mais delas. Se gravamos mais pistas que a quantidade de canais da placa. sua nova placa oferece vários canais de entrada e saída. quanto mais rápido for seu hard disk. As pistas que saem sozinhas por um canal podem ser processadas inteiramente pela mesa e seus periféricos. Afinal. como um robô ou uma mão invisível. contém os três. A velocidade de gravação e leitura do hard disk é que define quantas pistas podem ser gravadas e reproduzidas simultaneamente. A cabeça de leitura e de gravação tem que saltar pelo HD para dar conta simultaneamente de todos esses pesados arquivos de som. Assim. O Sistema MIDI O milagre da multiplicação dos canais de gravação. mas você pode gravar um número bem maior de pistas no programa. podemos fazer muitas coisas. Às vezes. Isto ocorre porque cada take de áudio gravado é um diferente arquivo. Na edição de partituras. como um ADAT. mas saindo "ao vivo" dos próprios instrumentos. Na verdade. O estúdio MIDI básico tem um seqüenciador. misturamos seus timbres em novas sonoridades. pedais ou botões são acionados pelo músico. No programa de gravação. são a mais completa tradução dessa tecnologia ainda revolucionária. bem mais rápido que um do tipo IDE. A partir deste artigo. agrupamos algumas delas pelo mesmo canal. Novos e infinitos timbres para os arranjos. Partituras que se escrevem automaticamente. Um HD Ultra Wide SCSI.

Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 54 ou interface MIDI instalada no computador para conectar os instrumentos. arquivos MIDI salvos por qualquer seqüenciador usando a extensão . o que é uma grande economia. Os instrumentos ditos multitimbrais são capazes de operar em muitos canais ao mesmo tempo. por exemplo. violão. por dois cabos. Certos sintetizadores e as placas ou interfaces MIDI profissionais para computadores são multiportas. Os instrumentos controladores MIDI e a operação dos diferentes módulos geradores de sons são o assunto do mês que vem. Os geradores de som são sintetizadores. Eles suprem as necessidades de todo tipo de instrumentista. uma a uma. aquele onde o músico executa a sua performance. Num computador. Seja qual for o seu. Daí pra frente. Até lá. Com duas portas enviamos mensagens. Essa música soa através dos sintetizadores. usamos várias portas MIDI. samplers e demais instrumentos MIDI. ele aciona os geradores de som e alimenta o seqüenciador com as partes do arranjo. conectamos a saída MIDI out do instrumento à entrada MIDI in da interface. Para termos mais de 16 canais. conectamos o MIDI thru do primeiro ao MIDI in do segundo. violino. samplers ou simples arquivos de sons pré-programados. usando um canal para cada instrumento. num total de 32 canais. um abraço. ou pode gerar sons próprios. Cada nova porta. baixo. módulos. cada parte num diferente canal. Controlador é o instrumento MIDI em que realmente tocamos. Pelo cabo MIDI as mensagens transitam codificadas em 16 canais independentes. guitarra. para tocar sons de outros aparelhos. mais 16 canais independentes. Cada porta tem um conector e 16 canais. ajuste cada um para operar num diferente canal e temos uma orquestra de sintetizadores. bateria. Tocando no controlador. sax ou outro controlador MIDI. Instrumentos Controladores MIDI "Não uso seqüenciador porque não toco teclado!" Esta é uma frase muito repetida pelos músicos que não conhecem os controladores alternativos. uma lista unificada de 128 timbres. Os programas multimídia e as home pages usam sempre os padrões General MIDI (GM). Um sintetizador MIDI de teclado. funciona ao mesmo tempo com . Podem ter forma de teclados. São totalmente compatíveis com os diversos sistemas. O controlador pode ser mudo. O MIDI thru é uma saída usada para retransmitir a outro instrumento as mensagens que entram pelo MIDI in. e Standard MIDI Files (SMF). indicando a seção Home Studio. Veremos como compensar os atrasos gerados pela guitarra MIDI e outras dicas de operação. Ligamos o MIDI out (saída) do controlador ao MIDI in (entrada) do seqüenciador ou da placa MIDI. O seqüenciador toca 16 sintetizadores numa cadeia ou rede em que cada um soa como uma diferente parte do arranjo. Agora. E o MIDI out do seqüenciador ao MIDI in do primeiro sintetizador. ligue o MIDI thru de cada gerador ao MIDI in do seguinte. como o piano e o baixo. Enviem correspondência para a Backstage. São acionados pelo controlador e pelo seqüenciador através dos canais MIDI. canal por canal.mid. Para ligar os outros geradores de som. placas multimídia ou pedaleiras. ‘gravamos’ (seqüenciamos) a música pista por pista. Tocamos num teclado.

O músico deve escolher aquele controlador que melhor se adapta à sua técnica instrumental. deve ser encarado como se fossem duas partes distintas do estúdio: o controlador e o módulo. Sem isso. vibrafones etc. violinos. Para quantizar. Facilmente desligamos a função Local (LOCAL OFF) no teclado e conectamos dois cabos MIDI entre ele e o computador: out para in e in para out. para identificar a nota tocada. o músico pode compensar esses atrasos de duas formas: quantizando ou adiantando o trecho. Yamaha e Zeta produzem diversos modelos. instrumentos de sopro. mas os pads não nos permitem tocar violino. dá certo. . sem que seu próprio som atrapalhe a execução. Além do controlador de sua preferência. porque é comum que a corda fique ligeiramente esticada quando é tocada. marque o trecho e arraste-o com o mouse um pouco para a esquerda. como de qualquer instrumentista de cordas. Este conversor tem que aguardar que se complete um ciclo da onda sonora da corda da guitarra. violoncelos. Para antecipá-lo. muitas vezes. um abraço. violões. realizar certos encadeamentos harmônicos e outras facilidades típicas desse tipo de intrumento. já que cada tecla tem um contato eletrônico. e a guitarra. Enquanto um teclado transmite a nota imediatamente ao tocarmos. procurando manter também um teclado. Fábricas como Roland. Esta configuração permite que usemos o teclado para controlar (tocar) o som de outro instrumento. a guitarra usa um conversor. Esse teclado pode ser mudo ou conter os sons que serão seqüenciados. Mês que vem. precisa tomar decisões como esta. e pior com outros. indicando a seção Home Studio. As duas operações são muito fáceis. ele fica mudo.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 55 as funções de controlador e módulo de som. Então. não tem a exatidão de uma tecla. veremos a operação dos diferentes módulos geradores de sons. em forma de guitarras. Cada controlador combina melhor com certos timbres. para só então convertê-la numa nota MIDI e transmiti-la a um sintetizador ou outro aparelho. sim. baterias de muitos formatos. violas. Até lá. um Fa é mesmo um Fa ou é um Mi que foi esticado pelo pitch bender? O conversor. por exemplo. Ao seqüenciar cada parte do arranjo numa guitarra controladora. tocados através dele e do controlador alternativo. para programar as baterias e percussões. antes de fazer a conversão do som para uma nota MIDI. É melhor tocarmos bateria eletrônica por meio de pads do que nas cordas de uma guitarra MIDI (embora seja possível). devido à dificuldade de reconhecer a afinação da nota executada. convém ao músico dispor de um. O teclado e o mouse não são os únicos meios de registrarmos a música num seqüenciador. Só que o dedo do guitarrista. Enviem correspondência para a Backstage. As guitarras MIDI podem causar um certo atraso na transmissão dos dados. existem inúmeros tipos de controladores alternativos. O teclado agora só emitirá sons quando assim determinarmos no seqüenciador. escolhendo a resolução correspondente à menor figura rítmica utilizada. Para adaptar melhor a técnica instrumental de cada um à transmissão de dados musicais via MIDI. mesmo que não toque teclado. Cada tipo de controlador tem suas próprias características. Para executar bem as duas funções. marque o trecho no seqüenciador e acione o comando <Quantize>. Na maioria das vezes. que primeiro reconhece a freqüência fundamental de cada nota tocada.

O arquivo de som MP3 se torna símbolo da liberdade de expressão. Mês passado. há uma ligação direta entre os artistas e o público. na mídia impressa e até nos parlamentos do Primeiro Mundo. as grandes gravadoras. a maioria se desestimula e o público nem chega a conhecer seus trabalhos. Cora Rónai. letrista do Grateful Dead e professor de Direito em Harvard. pouco mais de 5% do valor gerado pelas vendas. além de gravar e finalizar um trabalho musical. equivocados ou pensando mais em seu quinhão do que na liberdade de expressão. apareceu na Internet. Os músicos podem interagir diretamente com os fãs. muitos até desistindo da profissão? Sem o respaldo da indústria. Mas são justamente esses intermediários. esta indústria (. passivamente. e mudar rápido. além de diretor da Electronic Frontier Foundation  EFF  . pode ainda divulgá-lo e distribuí-lo diretamente ao público. o roubo do vinho pelos engarrafadores. Os contratos estabelecem. mas a previsível redução da influência dessas empresas sobre o mercado. e vários artistas de renome. Para um artista ou uma banda tentar o sucesso. mas um assunto muito urgente impôs um adiamento. Lutam ferozmente para garantir a própria sobrevivência. a maioria dos criadores aceita.) vem se aproveitando do natural desejo dos músicos de serem ouvidos para impor-lhes contratos que os separam da propriedade intelectual dos seus trabalhos. o MP3 é ideal para a transmissão de som pela Internet.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 56 Piratas à Vista! . Há semanas. a editora do caderno "Informática etc. Como essas entidades gigantescas controlam a única mídia disponível para uma ampla distribuição desses mesmos trabalhos. Como toda revolução. desesperadamente. que luta pela liberdade de expressão na Web. Com ele. de repente. sem intermediários. mas a maioria silenciosa já se prepara para reagir à altura. Trata-se de uma jogada de marketing que tenta desmoralizar (para poder proibir) os arquivos de som com fácil trânsito na Grande Rede. Seu poder de fogo é grande. "Pois isso está para mudar. pôr uma tampa no verdadeiro caldeirão de música líquida que. O que está em jogo aqui não é a pirataria. conservando . Cada artista é sua própria gravadora e distribuidora. alegando estímulo à pirataria. vêm brandindo a bandeira da luta contra a pirataria. Ao longo de todo o século XX este julgamento coube aos executivos de algumas gravadoras multinacionais. a indústria fonográfica está tentando. publicou uma carta-manifesto de John Perry Barlow. quantos milhares (milhões?) ficaram de fora. Em 28 de junho. O MP3 tem suscitado um feroz debate na Internet. esta também tem sua reação: a indústria." do jornal O Globo. como pagamento pelas suas obras. prometi abordar os módulos MIDI. Sempre parasítica. Abro aspas para ele: "Graças à efervescente popularidade do formato MP3. um home studio. usando um home studio e uma conexão à Internet. é preciso que um diretor artístico aprove o seu trabalho e autorize o seu lançamento em disco. Com qualidade próxima ao CD.. vem desmascarando a duvidosa ética da indústria a respeito do MP3. defendendo o seu monopólio. certo? Errado. que têm tentado todas as formas de banir o MP3. Só quem tem o direito de julgar o seu talento é você mesmo e o seu público. Com a Internet. 12 vezes menor que os arquivos WAV. Para algumas centenas de artistas de sucesso no show business brasileiro.. O MP3  ou os formatos que o sucederem  é a grande revolução democrática no universo ditatorial da indústria do disco.

para organizar artistas." Bem. Basta plugar as saídas estéreo do gravador. Finalmente. transforme o arquivo WAV em MP3. vamos direto aos próximos passos. Então. público e provedores de mídias virtuais contra as indústrias de gravação e divulgação. usando um programa encoder (conversor). de resto. adequando-a às limitações do novo formato. mixar e finalizar músicas são assuntos que já estamos debatendo há anos nesta coluna e. Caso ela ainda não esteja em seu HD. Mas precisamos da ajuda de todos para que continue assim.sonicfoundry. Para impedir este holocausto artístico. edite a música. ganhando a vida com um volume de vendas que as grandes gravadoras considerariam pequeno demais para valer a pena. a EFF deu a largada num movimento chamado CAFE (sigla. como o Sound Forge. criminalizando o que elas determinam ser violações de direitos autorais. E está mesmo. num arquivo <. Por isso. judicialmente. só me resta perguntar às gravadoras: quem é o pirata. em inglês.. Há mais informações em <www. É fácil e pode ser grátis! Primeiro. para consórcio para a liberdade de expressão audiovisual). Agora. copie-a para o seu computador. para desfazer essa impressão. Eles podem ser maiores do que nós. mas ainda há certas vantagens em se estar com a razão. Depois. em quase toda esta Edição Especial da Backstage. até mesmo a divulgação de arquivos de MP3 de domínio público. basta gravar e depois salvar o novo arquivo no formato <. nossas gravações serão apresentadas e vendidas diretamente dos produtores aos milhões de consumidores. crie. da Sonic Foundry (www.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 57 o copyright dos seus trabalhos e. para posterior redução de ruídos. Cara-Pálida? Como publicar sua música na Internet Só faltavam estes dois detalhes para cada Home Studio vir a ser a própria gravadora do músico: a divulgação e a distribuição.com). as gravadoras conseguiram passar pelo Congresso dos EUA diversos projetos de lei grotescos. Mande o som para a mesa e dali para a placa de som.wav>. (. como sempre. Depois. Parece complicado? Vejamos cada passo da operação.wav>. gravar. copie-a para lá. hospede seu arquivo num web site e divulgue-o nas ferramentas de busca da Internet. . A mesa de som é útil para ajudar a nivelar os volumes. depois disso. Usando um programa de gravação. se ainda não o tiver feito. eventualmente. a menos que a expressão em questão seja de sua própria lavra..) Pior: as empresas tentaram impedir. sem intermediários. com a fácil circulação de sons pela Grande Rede. grave. Deixe pelo menos um segundo de silêncio no início. "Algo realmente importante está acontecendo. Sua música foi mixada para uma fita ou para dentro do computador. podendo ainda estar num CD ou mesmo num disco de vinil. A EFF tem tido um sucesso fantástico no processo de impedir que diversas nações e Estados calem o ciberespaço com mordaças legislativas. "Acontece que ninguém pode ser dono da liberdade de expressão. para que todos o conheçam.eff. "No ano passado. mixe e finalize a sua música.org/cafe/>. CD player ou toca-discos nas entradas da placa de som. Criar.

Nele você encontra informações sobre como solicitar o registro. Para criar um web site você precisará conhecer um pouquinho da linguagem HTML.com). <www. ajustamos o volume e cortamos o início e o fim da música. <www. equivale à pré-masterização de um CD. Há diversas opções de qualidade sonora: 44. Há ainda a opção.5 dB. <www. Aguarde uns minutos e confira o resultado.ftpx. peça ajuda a um amigo ou ao seu provedor Internet para confeccionar seu web site.com>.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 58 A edição.altavista.tripod.com>. você vai preferir mostrar gratuitamente apenas trechos de suas músicas.1 kHz/16 bit.seunome. O gigantesco portal americano AltaVista (www. para reaproveitar mais tarde o arquivo original. deixando no ouvinte um gostinho de "quero mais". Para reduzir ruídos de fundo. aqui.com>. Além dos amigos do chat. O principal portal brasileiro é o Cadê?. Foundry.br). Escolha a passagem mais significativa. Provavelmente. Estes são alguns sites que hospedam home pages gratuitamente: <www.com.de) ou o Audioactive Production Studio (www.05 kHz/8 bit e várias outras. Um bom e claro livrinho é o "Aprenda a fazer sua home page". e o registro é automático e imediato. Se preferir fazer um site mais profissional.br). maior e mais lento o arquivo que vai navegar pelo mundo. adicionando os arquivos MP3 saídos do forno. as ferramentas de busca da Rede. É por ali que seus fãs vão entrar em contato com você. marcando os trechos e executando os respectivos comandos no programa de edição. use também o compressor. Salve novamente o arquivo <. À medida em que a Internet se acelera. marque o trecho inicial de silêncio e use um plug-in como o Noise Reduction. Converta seu arquivo editado para o formato <.mp3>. de Marcos Cabral Resende (Ediouro).com).audioactive.com) é gratuito. Envie os arquivos para a rede através do programa FTP Explorer (www.xoom. Procure no Cadê? (www.wav>.cade. seu site precisa de divulgação.com). também da S. com manual de instruções. levando os picos a -0.windac. Não esqueça de indicar o seu e-mail na home page.geocities. contrate um bom provedor brasileiro para hospedá-lo e registre seu próprio domínio (tipo www. se possível.org. a custos relativamente baixos. você pode optar por enviar arquivos MP3 online (por e-mail ou com sofisticadas ferramentas de comércio eletrônico) ou mandar os CDs pelos Correios (o CD por SEDEX).br) na FAPESP (www. se ele disponibilizar hospedagem.com>. Eles também permitem criar páginas online.winamp. Uma vez no ar. que é gratuito mas leva algumas semanas. mas há muitas páginas brasileiras que ensinam a linguagem gratuitamente. Publique o site com os arquivos no seu próprio provedor. 22. Quanto melhor o som. Depois. usando um player como o WinAmp (www. é bom que seu endereço seja visto nos portais. tiramos os ruídos de fundo. mais simples. Se der. só que em inglês. usando os recursos do próprio Sound Forge ou de um programinha como o WinDAC32 (www. após a comprovação do depósito bancário. Nessa fase. com outro nome. Caso pretenda começar a vender as cópias de suas músicas. de colocar as músicas em sites dedicados à divulgação de novos artistas e bandas.com. mas corte-a iniciando com um fade in e terminando em fade out. aumente o volume com o recurso Normalize e. você ficará cada vez mais surpreso com o alcance e o retorno desta empreitada! .angelfire.fapesp.

Primeiro marcamos o trecho inicial (1 a 2 segundos) de silêncio (na verdade.com>. podemos reduzir bastante o seu nível através do programa Noise Reduction. Outras aplicações usam outros formatos. filtros. Desenvolvido pela própria Sonic Foundry. os home studios realizam esses mesmos trabalhos em seus PCs. O Sound Forge <www. Clique na tecla <Rec>. Podemos. Contudo.cakewalk. Em seguida. 3). como o chiado de um disco de vinil ou fita cassete ou ruídos gerados pelo equipamento. compressores. monitorando-o nos LEDs e controlando o volume pela saída da mesa. Se acender a luz vermelha com a palavra "Clip". verifique o tempo de gravação disponível em seu hard disk e mãos à obra. Reduzindo ruídos. 2) ajustamos o limite dos picos em –0. Ao terminar. multimídia. o que significa que pode ser acrescido de inúmeros recursos – efeitos. Internet e outras aplicações. conversores e outros -. para que não tenhamos surpresas como distorções em certos aparelhos de som.wav". mixagem e processamento de efeitos em tempo real do Cakewalk e os recursos de edição não-linear do Sound Forge. A partir deste artigo. Além de finalizar arquivos de som para CDs de áudio.. Em <Process> <Normalize> (Fig.> definimos se o arquivo será mono ou estéreo. vamos aprender a dominar as principais técnicas da edição do áudio digital.. usando programas como o Sound Forge (Sonic Foundry) e o WaveLab (Steinberg) incrementados por fantásticos programas acessórios.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Gravação e Edição no PC 59 Masterizar um CD. clique em <Stop> (mesmo botão) e em <Close> para fechar a janela. 8 ou 16 bit e sua taxa de amostragem. 1). vamos limitar estes picos a –0. ele ainda edita as pistas registradas em um software de gravação multipista como o Cakewalk Pro Audio <www. É compatível com plug-ins Direct X. primeiro vamos normalizar os seus picos. Clicando na "tecla" <Record> abrimos a janela que configura a gravação (Fig.sonicfoundry. 16 bit. Vamos gravar. ruído puro) arrastando o mouse sobre ele.produzidos por diferentes fábricas. Gravando. comprimir a dinâmica e cortar o início e o final. Arquivos estéreo ou mono podem ser gravados diretamente no Sound Forge. Música para CD é sempre estéreo. Para que o material fique no máximo volume possível (0 dB). é o mais usado e um dos mais completos editores de áudio para Windows. Ative <Monitor> e mande o som para a entrada da placa. atualmente na versão 4. Normalizando. este plug-in é aberto no próprio Sound Forge. clicamos em <Noise Reduction> (Fig.5. O comando <Get> mostra o gráfico .>. Se a gravação contém um ruído de fundo constante.50 dB e escolhemos o modo <Peak level>. reduzir ruídos.. 44. Atua por uma análise dinâmica das freqüências do ruído. Nossas principais tarefas são nivelar o som. Agora vamos salvar o arquivo em <File> <Save as. os plug-ins. editores de CD. grave de novo mais baixo. no menu <Tools>. Com as novas interfaces e placas de áudio de 20 e 24 bit com qualidade sonora profissional e custo relativamente baixo.5 dB.. equalizadores.com>. Habilite <DC adjust>. aguarde dois segundos para começar o som (vamos precisar desse trecho de silêncio mais tarde) e observe o movimento dos LEDs. restaurar antigas gravações e editar pistas de áudio no computador já não são mais tarefas exclusivas de grandes estúdios de última geração. dando-lhe um nome como "Som1.1 kHz. portanto. usar em cada pista os recursos de gravação. Em <New. Podemos começar a edição. Em <Mode> escolha se cada take será gravado numa janela independente ou não.

o que fazer com todos esses canais? . Endereçamento dos canais de áudio Com uma interface de som e um programa de gravação multipista. ative <Real-time>. sons de baixa intensidade num CD podem sumir numa fita cassete. Para saber o ganho de saída. Depois. da Waves (Fig.5 dB. portanto devemos atuar com os ouvidos bem atentos. Sim. Cada mídia de gravação aceita uma diferente dinâmica. Faça o mesmo no final. uma excelente opção é o plug-in L1 Ultramaximizer.5). ligue o <Preview> e vá movendo o <Threshold> enquanto ouve a música até achar a atenuação ideal dos picos de volume. só falta cortar as pontas e salvar o arquivo. onde G é o ganho. Marque o trecho inicial de silêncio e aperte a tecla <Delete> no teclado do micro. Ok. Dinâmica são as variações de volume ao longo do material gravado. Há modelos fantásticos de interfaces de áudio. clicando em <Effects> <Dynamics> <Graphic> (Fig. Aliás. salve a todo instante durante a edição. Agora só falta salvar. Antes de dar OK. mas lembrando sempre de não ultrapassar o limite de zero dB (ou –0. aplique a seguinte fórmula: G = -T/R. Se não for suficiente. ele se abre no Sound Forge pelo menu <DirectX>. desfaça <Edit> <Undo> e refaça a operação. Ouça sempre o material do início ao fim após comprimir. Ouça todo o material antes de dar <OK>.5 dB.. mas de reduzir o ruído. marque outro trechinho e clique em <Process> <Fade> <Out>. 4). clicando em <Keep residue> e <Preview>. <Ratio> (taxa de compressão) e <Output gain> (ganho de saída) como num compressor tradicional em rack. as companhias de energia elétrica. tente outras regulagens. mas. em busca de distorções no áudio. desabilite o <Keep residue>. marque um trecho bem curto (centésimos de segundo) do início e acione <Process> <Fade> <In>. A segurança de nosso trabalho tem vários inimigos: os conflitos do computador. Para quem quer uma boa compressão sem ter que fazer contas. Ao final.5 dB. Quando reduzimos o ruído em mais que 10 dB. Nas setinhas à esquerda do botão <Get> escolhemos um nível maior ou menor de redução. os timbres do material gravado soam um tanto deformados. Não se trata de eliminar. T é o valor do threshold (em dB) e R é a ratio. relativamente baratas e com vários canais de entrada e saída. Ajuste os controles de <Threshold> (limiar da compressão). Comprimindo a dinâmica. num mercado que não pára de se expandir.. Durante a operação. Cortando. Ouça como ficou. o ajuste de Ratio em 4:1 e o ganho em 7. Comece experimentando com o Threshold em –10 dB. como sugerimos). instalada a interface. Agora. Para que a sua música fique bem audível é provável que você tenha que comprimí-la um pouco. já que estamos no domínio digital. Por exemplo. podemos transformar um PC num poderoso e completo sistema de gravação. Seu arquivo está editado. <Apply to all> garante a redução em todo o arquivo. Instalado no micro.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 60 com as freqüências do ruído. podemos ouvir o que vai realmente ser retirado. Ajuste apenas o <Out Ceiling> (nível máximo) em –0. Para não começar a música com um estalinho. Você pode usar o compressor do Sound Forge.

Mesmo que seja o sintetizador de uma placa de multimídia. captada pelo microfone. mas sim da própria placa. juntamente com os teclados MIDI. poupamos o HD e a memória. Assim.. sintetizadores ou baterias eletrônicas. além do mais. não dá mesmo pra plugar a guitarra ou um bom microfone na entrada “mic” da placa de multimídia. para todo tipo de necessidade e orçamento. Decidido o uso da mesa de som. Existem modelos compactos de primeira linha. os masters. ligamos essas saídas aos canais de entrada. seu som. os instrumentos MIDI não serão enviados a essas saídas. é gerado ‘dentro’ do computador. Só que as fontes sonoras são endereçadas às saídas da mesa. tecnicamente. entra na placa de som do computador. que são dispositivos externos. Eles saem dos sintetizadores. dos teclados e da placa de som. Em vez disso. Só que aqui. . Programas como Cubase VST (Steinberg). sai por um subgrupo ou direct out. O áudio gravado no hard disk. na ausência destes. enviamos esses sons aos canais de saída. o computador está recebendo os sons que vêm da mesa. para a mesa (externa). Como vimos. que podem ser os subgrupos. O que causa a confusão é que as placas de multimídia usam a mesma saída (line out ou mesmo speaker out) para o áudio gravado no HD e o seu próprio sintetizador MIDI. pelas entradas da interface. não são gerados pelo computador. vejamos como mandar os sons dela para a placa (interface) e como mandar de volta os sons do computador para a mesa. para que sejam monitorados e mixados.. uma voz. Refazendo os caminhos do som. por exemplo. enquanto que esses retornos de gravação são enviados à seção máster da mesa. não ‘sai de dentro’ do computador. Só então retornam ao computador. usamos um misto de gravador multipista de som e seqüenciador MIDI de sintetizadores. Microfones. Esta maneira de trabalhar é bem semelhante à já tradicional técnica do sync time code sincronizando um gravador de fita e um seqüenciador MIDI. Aproveitamos para plugar também os teclados MIDI na mesa. conectamos as saídas da placa de som aos canais de retorno de gravação (Mix-B) da mesa. E. lado a lado com as fontes sonoras. este sim. ligamos as fontes sonoras nos canais de entrada da mesa. As pistas de áudio podem consumir milhares ou milhões de vezes mais memória do computador que as pistas MIDI. em vez de pouparmos pistas da fita. Primeiro. Agora. Os sons MIDI.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 61 Na maioria dos sistemas de gravação em PC encontrados atualmente nos estúdios. instrumentos elétricos e eletrônicos são conectados às diversas entradas. Na ausência destes. Logic (Emagic) e o popular Cakewalk Pro Audio são o que há de melhor nesta área. agora como um arquivo estéreo (wave). embora seqüenciados através do programa. apenas os microfones e demais instrumentos. mandamos todos os sons. A outra ponta dos cabos entra nos inputs da placa de som. razão pela qual evitamos gravar o áudio de samplers. Depois. O que amplia a confusão é que tanto as pistas de áudio quanto as de MIDI podem ser produzidas por um mesmo programa. A mesa é um item central e indispensável em todo sistema de gravação. entra no canal da mesa. Os objetivos são os mesmos: economia e liberdade de edição. as saídas diretas dos próprios canais de entrada ou mesmo. a partir de trezentos dólares e em todas as faixas de preço. onde serão mixados. A maior diferença é o peso de umas e de outras.

Na mesa. com o mouse. somando seus canais. O que falta é o software reconhecer essas entradas e saídas da placa de som. acessando o de número par. os diversos sons mixados em estéreo vão para dois lugares: o amplificador dos monitores e de volta para o computador. na janela <Drivers>. “Port” e “Pan”. mantemos na mesa a estereofonia definida no programa. usamos todas as entradas e saídas analógicas das placas Gina e Layla (que aqui são usadas juntas. Habilite apenas aquelas que estarão conectadas à mesa ou a outros dispositivos. para a masterização do CD. usamos só uma entrada e só uma saída. Esses valores. os canais de som são configurados pelo menu <Tools> <Audio options>. Dali. No Cakewalk. no Cakewalk. Convém arrumar a ordem das colunas. para escolher o subgrupo de número ímpar. nenhuma diferença entre estas conexões e as de um gravador multipista tradicional de rolo ou um ADAT. os sons vão pelos subgrupos. Ou vários canais por um par estéreo de subgrupos ou um canal por um subgrupo.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 62 é gravada no hard disk pelo programa. puxando-as pelo seu título. temos uma tabela que lembra o programa MS-Excel. Isto facilita o endereçamento de pistas estéreo. Em resumo. para deixar as mais usadas à esquerda. giramos o pan do canal todo para a esquerda. damos dois cliques na coluna desejada. enviando um som pelos subgrupos. Para a entrada e saída de pistas mono. No lado esquerdo da tela principal (“Track”). Assim. Repare que as conexões são tratadas como pares estéreo de canais. através das colunas “Source”. como as de vozes e instrumentos. que só atribui essa escala de valores aos controles de volume e de pan. posicionando o <Pan> daquela pista todo para a esquerda <0> ou todo para a direita <127>. que também são pares estéreo. sai pela placa de som e retorna à mesa para mixagem. na mandada da mesa para a placa. No mais popular dos programas gravadores. o pan . Esse par de saídas chega a um par de canais da mesa. em cada pista de gravação (linha horizontal da tabela). as do Voice Modem e as do driver de jogos. quando então vai para o master. se não vamos utiliza-las. uma herança do seqüenciador MIDI. abrindo assim a janela <Track Properties>. ou todo para a direita. mais à direita. Valores menores que 64 posicionam o som mais à esquerda e maiores que 64. também optamos entre um canal ímpar ou par da placa de som. Neste caso. variam de zero a 127. Podemos agrupar os sons de várias pistas num par estéreo de canais de saída da placa. Clicamos para marcar as entradas e saídas que queremos usar e desmarcar as que não queremos. Escolhemos a entrada e a saída da interface que queremos usar para gravar e monitorar cada pista. escolhemos a entrada esquerda (left) ou direita (right) que recebe o som daquele subgrupo da mesa. Até aí. Basta escolher a mesma saída em todas as pistas e definir o volume e o pan de cada uma. No exemplo. O pan 64 é o centro. Há várias maneiras de alterar os valores dessas colunas. com sua versão 9 atualmente em lançamento. que devem ter seus controles de pan virados totalmente. Na saída do computador. Com o mouse. um para cada lado. o Cakewalk Pro Audio. É ali que configuramos nossas entradas e saídas. como se fossem uma só) e desligamos as entradas e saídas S/PDIF.

Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 63 do canal vai todo para a esquerda ou todo para a direita. Por fim. Muitos acabam improvisando soluções baseadas no uso de um único processador. Gravando no computador. São os plug-ins. ao mesmo tempo. Na mandada da placa de volta para a mesa. entram por dois canais. Quanto mais avançado o computador. Agora é a vez dos processadores de áudio. posicionamos o pan à vontade. o Vegas. compressores. dependemos dos processadores para acrescentar efeitos. usar uma sala grande para a voz. Será que eles imaginam que alguém possa não querer ouvir o playback enquanto grava novas pistas? Quem souber por que a Cake Plug-ins de áudio Direct-X Cada vez mais componentes do estúdio se mudam para dentro do computador. compatíveis com todos esse programas e com vários outros. em regulagens variadas. <Advanced> e ligue a opção <Enable Simultaneous Record/Playback>. Infelizmente. rodando os botões e tudo o mais. para usar em qualquer programa de gravação ou de edição? Você abre o Cakewalk. Que tal instalar um programa que contenha um rack de efeitos completo. exatamente como no estúdio “físico”. Uma boa mixagem depende não só da qualidade. surgem como novos recursos nos menus de todos os programas de áudio. Se tivermos necessidade de trabalhar com dois ou mais . Quando gravamos num estúdio convencional. geralmente um reverber ou um multiefeitos. o Sound Forge. um gate reverber para a caixa e uma sala menor para o violão com o mesmo reverberador. vá ao menu <Tools>. em fita. mas também da quantidade desses aparelhos. Mas este milagre da multiplicação dos processadores é só o começo desta nova revolução. melhorar os timbres e ajustar os níveis dos sons. uma dica: se depois de tudo isto você não conseguir ouvir o playback do violão enquanto grava a voz. Já um grupo de pistas saindo por um par de canais da placa tem seus valores de pan ajustados no programa. Por exemplo. Escolhemos no programa a entrada correspondente da placa de som. o Logic. Na mesa. para situar os diversos instrumentos e vozes em diferentes planos dentro da imagem estéreo. Por exemplo. A diferença é que podemos usar cada tipo de processador para diversas pistas gravadas. os programas acessórios que. precisamos de vários reverberadores e compressores. maior a quantidade de efeitos simultâneos. cujos botões pan estão um para cada lado. Chegando à mesa. filtros e redutores de ruídos dos mais variados estilos e para as mais diversas aplicações estão ao alcance de um clique do mouse. Direct-X é uma tecnologia da Microsoft que permite que diversos programas do Windows aceitem os mesmos plug-ins. entre outros. uma pista cujo som vai sozinho para um canal da mesa tem o pan ajustado no programa todo para um lado só. seu custo só permite que os home studios os colecionem pequenas quantidades. equalizadores. ou mesmo o processamento em tempo real. uma vez instalados na máquina. <Audio Options>. o Cubase. Efeitos. o Cool Edit ou o Samplitude e todos aqueles fantásticos processadores estão disponíveis em todos eles! São os plug-ins Direct-X. usamos programas que permitem a edição desses efeitos.

Cakewalk. • • • DSP-FX. são várias coleções de recursos oferecidas por cada marca.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 64 programas diferentes durante uma produção. filtros. Dentre os mais badalados no momento. contendo: TrueVerb (reverberador) Q10 (equalizador) C1 Ccompressor C1 Gate S1 Stereo Imager (expansor da imagem estéreo) L1 UltraMaximizer (limitador de picos para masterização) Waves Native Power Pack Volume 2. equalizadores. muitos deles com bem mais recursos (e melhor som!) que os racks de efeitos dos estúdios. Expandindo incrivelmente as opções do produtor na execução das tarefas. DSP-FX. invertendo a fase das freqüências da letra “S”. essa compatibilidade nos permite escolher os modelos preferidos. analisadores de espectro. qualquer que seja o programa de gravação utilizado. Opcode. Sonic Foundry são algumas boas marcas de plug-ins Direct-X de sucesso. acrescentando uma infinidade de efeitos aos programas “anfitriões”. destacam-se: • Waves Native Power Pack Volume 1. com orçamentos milionários. E que modelos! Grandes fábricas têm posto no mercado coleções incríveis de processadores dinâmicos. recursos com tamanha qualidade nesta quantidade só eram vistos em estúdios de grande porte. efeitos. contendo 12 efeitos em tempo real: AcousticVerb StudioVerb Optimizer Aural Activator Pitch Shifter MultiTap Delay Tape Flanger Chorus . Hyperprism. Em geral. os mesmos processadores de sinal podem ser usados aqui e ali. que contém: Renaissance Compressor (compressão clássica) Renaissance EQ (baseado em equalizadores analógicos) MaxxBass (adiciona harmônicos para definir melhor o som do baixo) Deesser (isola e atenua a sibilância provocada pela letra “S” nas pistas de voz) SPL De-Esser Reduz a sibilância na fala ou no canto sem alterar o caráter original da voz. Até pouco tempo atrás. Waves. São muitos os pacotes de plug-ins no mercado. enhancers e vários outros.

expander. Permite especificar a escala musical e ajustar a taxa da correção da afinação. Detecta o pitch de uma voz ou instrumento em tempo real e o corrige se necessário. Sonic Foundry Noise Reduction Contém três plug-ins: Noise Reduction (reduz ruídos de fundo a partir da análise de suas freqüências) Click Removal (remove estalos de um disco de vinil. Contém gráficos para visualizar a compressão enquanto ouvimos o resultado. Hyperprism Bass Maximizer • • • • . para restauração) Vinyl Restoration (reduz o rumble e os cliques de um disco de vinil) • • Sonic Foundry XFX 1: Reverb Time Compress/Expand Multi-Tap Delay Chorus Pitch Shift Delay/Echo Sonic Foundry XFX 2: Noise Gate Graphic Dynamics (compressor gráfico) Multi-Band Dynamics Paragraphic EQ (paramétrico com gráfico das bandas de freqüências) Parametric EQ Graphic EQ Sonic Foundry XFX 3: Amplitude Modulation Flange/Wah-wha/Phaser Distortion Gapper/Snipper Smooth/Enhance Vibrato Cakewalk Audio FX 1: Um conjunto de processadores dinâmicos: compressor. limiter. gate.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Parametric EQ AutoPanner Tremolo Stereo Widener • 65 Antares Autotune Correção de afinação em tempo real.

E ainda traz consigo um removedor de cliques e um restaurador de discos de vinil. um programa “tem tempo” suficiente para analisar um trecho do material gravado e definir os melhores ajustes para o processamento. Este é exatamente o caso do Noise Reduction. estes são apenas alguns plug-ins. acrescentando efeitos ou mudando um timbre. todo o processamento (efeitos. Em seguida. arrastando o mouse sobre ele no Sound Forge. como os estalos do vinil. Marque o trecho inicial ou final de sua gravação. plug-in da Sonic Foundry. ou então usamos a edição não-linear. A música vai tocando e o processador vai trabalhando ao mesmo tempo. Uma das mais importantes foi o advento da edição não-linear. pode fazer sumir um ruído incômodo sem alterar o timbre da voz. para acrescentar o efeito desejado. Uma vez salvo esse arquivo. o Noise Reduction vem acompanhado do Click Removal. Em vez de processar o som enquanto ele toca. Como funciona o Noise Reduction? Ao gravarmos qualquer coisa. que faz exatamente isto: remove os cliques. como um chiado de uma fita cassete ou o barulho de um ar condicionado esquecido ligado. de um instrumento (como o ruído de um amplificador de guitarra) ou da música mixada.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Harmonic Exciter Tube/Tape Saturation (som de válvula ou de fita) Phaser Flanger Chorus Vibrato Tremolo Filtros de freqüências Pitch Changer Bem. entre outras novidades. quando o micro assume os papéis simultâneos de gravador e processador. Na gravação em fita. “redesenhando” a onda sonora digital. ruídos de fundo) no início e no final do material. Esses trechos de silêncio/ruído são a matéria prima com que o NR vai trabalhar. Este fica para um outro artigo. ou outro programa de edição. Ele primeiro analisa o timbre e a intensidade do ruído. Graças à edição não-linear. entre os melhores. Não deixe que o trecho marcado alcance o áudio. . também podemos processar o som em tempo real. a edição não-linear atua no arquivo desse som. O Noise Reduction. reduzir drasticamente os ruídos de fundo sem quase alterar o material gravado. Bem regulado. gravamos um pouco de silêncio (ou melhor. por exemplo. marcando só o comecinho ou o finalzinho (até 2 segundos). E o faz em alguns segundos! Para ajuda-lo a restaurar discos antigos. filtros) é feito em tempo real. ou seu espectro de freqüências. o efeito processado é definitivo. No computador. compressão. consegue fazer sumir um ruído contínuo de uma gravação. suprime essas intensidades dessas freqüências de todo o material gravado no arquivo ou de um trecho. praticamente sem mexer na música ou na locução. Instale-os e esbalde-se. 66 Redução de Ruídos A transição da gravação em fita para o computador trouxe muitas mudanças. que permite.

Para completar. o mais popular programa de gravação multipista acaba mesmo entupindo nossa unidade de disco com arquivos tão grandes quanto inúteis. em todo o arquivo. mas bem equilibrada. esquecendo de apagar uma parte do lixo ou apagando junto com ele arquivos válidos. indique o início e o fim do trecho onde quer que o NR atue. clicando em <Selection>. O nível do ruído cai consideravelmente. esses arquivos são muito difíceis de se identificar. Com um gravador de CD (CD-R ou CD-RW) podemos manter o HD (a fita dos dias de hoje) organizado e com muito espaço disponível para novas gravações e edições. Ou ainda. Manter o HD limpo melhora a performance geral do computador. Até aí. Exagerado. Este é o seu ruído de fundo. Digite a quantidade de freqüências medidas ao lado do botão <Fit>. Uma redução em torno de 10 dB costuma ser eficaz. O NR abaixa os volumes de centenas de freqüências. Eliminando arquivos inúteis do Cakewalk Ano novo. para reduzir um número maior ou menor de freqüências. clique em <OK>. Por que o Cakewalk acumula lixo no hard disk? A intenção até que é boa: qualquer trecho gravado e posto para repetir em loop é um mesmo arquivo de som acionado seguidas vezes.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 67 Acione o NR através do menu <Tools> do Sound Forge ou do menu <DirectX> deste ou de outros programas. ele vai roubar essas freqüências da gravação. tudo bem. mas de reduzi-lo. vida nova. A versão nativa é mais fácil de operar que a versão DirectX. Senão. habilite a função <Apply to all>. um trecho de um projeto (uma música) pode ser copiado e usado em outro projeto sem ocupar mais espaço em disco. sem chegar a afetar a qualidade geral dos sons do arquivo. . a redução opera verdadeiros milagres em nossas gravações e restaurações. Se quiser reduzir o nível desse ruído em todo o arquivo. permitindo gravações e mixagens estáveis. E se complica quando usamos seu dispositivo de limpeza do lixo e ele simplesmente se (nos) engana. clicando nele em seguida. HD limpo como novo. Já pensou na sensação de ter que convidar seu cliente para que grave de novo toda aquela maratona de músicas do futuro CD porque seus takes simplesmente sumiram? E que tal a sensação de seu cliente? Nada de pânico: o próprio programa. em vez de se tornar um arquivo várias vezes maior. Para “poupar” espaço no hard disk. Aberto o plug-in. A arte consiste em dosar quanto dá para abaixar o ruído em função de quanto dá para alterar a sonoridade do material gravado. traz as soluções. já que talvez estejam sendo usados em outra parte da música ou em outra música. Entenda que não se trata de eliminar o ruído. o Noise Reduction pode decepcionar. clique no botão <Get> e observe o espectro de freqüências que se forma. Para ajustar o NR. Quem grava no Cakewalk Pro Áudio sabe o que isso significa. Se exagerarmos em sua utilização. quanto maior a redução. Hora de tirar todo o lixo do disco rígido. maior a deformação do som gravado. bem usado. use as setinhas verticais ao lado do botão <Get> para incrementar ou atenuar a redução. Como estamos tratando com timbres. O problema começa quando o Cakewalk não apaga automaticamente os arquivos deletados por nós. A seguir. aguarde o fim do processamento e ouça. É assim que ele reduz o ruído.

wa~. sem possibilidade de identificação por um humano normal ou paranormal. Podemos ouvir esses arquivos nessa mesma tela. já que todos se tornaram inúteis. com a extensão . O arquivo geral do projeto. nesta hora. esvaziaremos alguns gigabytes do disco. podemos transferi-los para um CD-R. clicando em <Play>. trabalhamos salvando o projeto como Normal (. isto é. que grava um backup automático dos takes de áudio em forma de arquivos . os arquivos Bundle podem ser copiados para um CD-R. Para transferirmos um projeto com áudio gravado de uma máquina para outra. é esquecer de usar um no-break. ao final de cada sessão. Depois.wa~ não foram copiados para o disquete. mas nenhuma pista de áudio será ouvida. apaga-los todos do HD e então fazer a faxina completa. podemos deletar todos os arquivos . Se fizermos o mesmo com todos os arquivos .wa~.wa~ referentes aos trechos de áudio que foram deletados ou que pertenciam a arquivos . Quando quisermos trabalhar num desses arquivos Bundle. O programa informa ali que esta é a única maneira segura de apagarmos os arquivos inúteis. Este material já está preservado no interior do arquivo . não faz parte do arquivo que estamos salvando volta e meia. Esta opção é ativada no menu <Tools> <Áudio Options> <Advanced>.wa~ do diretório <Wavedata> usando o próprio Windows Explorer.wav. Feito isto. clicando em <Delete> ou <Delete All>. salvando como Bundle (. apenas coordena a execução desses arquivos . que é uma mídia barata e confiável.wa~. Este é um arquivo-pacote. afinal. Com isto.wrk que contêm áudio. O disco agora merece ser desfragmentado para recuperar todo o seu espaço livre.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 68 Cada take gravado no Cakewalk.wrk) e. tais como pistas MIDI.wrk dessas gravações e também apagar todo o conteúdo da pasta <Wavedata>. podemos apagar também todo o conteúdo da pasta <Take Vault>. o áudio não estará presente. Apagamos todos os arquivos wa~. todos os takes gravados e salvos como arquivos . estas atuarão normalmente. podemos copiá-los para CD-ROM e também apagalos do HD. o comando <Clean Audio Disk> abre uma janela onde podemos solicitar uma busca de todos os arquivos órfãos. chamado Normal ou .bun. O take (aquilo que acontece entre os comandos Rec e Stop) é salvo como um arquivo de áudio. por exemplo. apagando a totalidade dos arquivos . e o abrirmos em outro computador. No menu <Tools>. em um diretório chamado <Wavedata>.bun. que são. Se a luz pifasse.wrk que já foram apagados. que compacta o áudio de todos os arquivos . Se copiarmos este arquivo . Os procedimentos citados acima são um meio seguro de protegermos nossas sessões de gravação de enganos causados pela complicada operação de limpeza de disco que o Cakewalk oferece. que ele chama de clip. é só mandar o Windows desfragmentar o hard disk.wa~ (os takes gravados) e os empacota junto com os demais dados.wrk. já que o backup que faremos será do arquivo . Se houver pistas MIDI seqüenciadas. Só não podemos. arquivos . poderíamos perder todos os dados do disco.bun). Só que não é bem assim. podemos abri-los a partir do CD-ROM. Após salvarmos os arquivos Bundle.wrk para um zip disk. Se nos habituamos a sempre salvar gravações de áudio no formato Bundle. e apaga-los um a um ou todos de uma vez. as próprias pistas de áudio. O nome de cada arquivo wa~ é sempre uma sopa de letras e números. andamento etc. isto é. . já que os arquivos . Demorando alguns minutos para salvar e depois abrir e pesando muitos megabytes. caso estejamos usando a opção <Take Vault>.

isto seria uma produção de bom tamanho. Vamos. passo-a-passo Gravar um projeto no computador traz uma infinidade de vantagens em relação às velhas fitas. piano. vamos programar a bateria no seqüenciador do PC. guitarras. tocamos num teclado ou outro instrumento controlador MIDI. Seu custo pode chegar a menos de um por cento do investimento em um estúdio de áudio de grande porte. Agora. Mais tarde. o produtor. o arranjador. Este material então seria mixado em estéreo e gravado num rolo de meia polegada. Combinando o seqüenciamento dos teclados MIDI soando como as cordas. Uma produção. Podemos também gravar o som de um violão-guia ou seqüenciar um piano-guia. Usemos como exemplo uma canção pop com voz. percussão e uma orquestra de cordas ao fundo. mas com a forma e o andamento definidos. do violão e da guitarra. com espaço de sobra para gravar novos projetos. Primeiro. também. Já temos um roteiro sonoro completo. definir os passos de nosso projeto para. esta fita seria copiada no processo industrial. A partir deste monstrengo é que vamos começar a registrar os instrumentos e vozes a sério. o estúdio híbrido é usado pelos mais iniciantes e os mais profissionais.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 69 Finda a operação. guitarras e percussão. Gravamos primeiro um esqueleto. piano. Num estúdio de grande porte seriam acomodados os músicos da orquestra (20 a 30). Para isto. um bom sintetizador multitimbral e um ou dois microfones. usando os sons de bateria do sintetizador. um computador atual. Com um poder de fogo comparável. milhares de estúdios caseiros chegam a resultados competitivos. Hoje esta é apenas uma opção. quase como novo. Vamos gravar o som das vozes. violão. baixo. No processo tradicional de gravação. mas esta liberdade não pode se traduzir em mera improvisação. bateria e outros com a gravação do áudio das vozes. que é um compasso de bateria que fica se repetindo. vocais de apoio. Junto a eles. enquanto rodamos um loop (ou pattern). Podemos ainda “tocar” com o mouse na tela de edição piano-roll. Seriam usadas algumas dúzias de microfones através de uma mesa de centenas de milhares de dólares e tudo seria armazenado em um ou dois gravadores de rolo de 24 pistas. indiscutivelmente mais sofisticada. E como vamos realizar a façanha de produzir a tal canção do exemplo com um estúdio que mais parece um brinquedo? Com uma mesinha de boa marca (12 ou mais canais). então. é só vestir a canção com os instrumentos e as vozes do arranjo. Combinando pistas de áudio e MIDI podemos dispor de todos os instrumentos e vozes de que precisamos para nossas músicas. a minha ou de qualquer um que conheça bem a letra e a melodia da canção. conhecer os detalhes de sua execução. porém toda essa versatilidade nos impõe um novo planejamento da produção. Indispensável. o operador e os assistentes. quase uma caricatura da música. para a prensagem dos discos numa fábrica. os músicos da banda e os cantores. estamos com um HD limpo. para definir a harmonia. nos próximos artigos. uma placa MIDI. fáceis de . bateria. uma placa de som para gravação de duas ou quatro entradas e oito saídas. que pode ser a sua. é uma voz guia.

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captar e difíceis de seqüenciar. O baixo pode ser gravado ou seqüenciado. E vamos seqüenciar a bateria, o piano e a orquestra de cordas, que são instrumentos de captação complexa, cara e que, bem seqüenciados, podem soar muito bem em vários estilos musicais. Feito o planejamento e o esqueleto inicial, o ideal é começarmos programando a bateria. Assim, demarcamos as partes da música. Depois, acrescentamos os instrumentos de harmonia funcional, como piano, violão e guitarra. O baixo, neste caso, pode ser feito após a gravação de outro instrumento harmônico. Seqüenciar um baixo eletrônico ou gravar o áudio do baixo elétrico depende do estilo e da conveniência. Em seguida, gravamos a voz principal, os vocais de apoio e, por fim, os solos e efeitos de acabamento. É natural que, num ambiente com toda essa liberdade, o arranjador experimente à vontade novas idéias para o arranjo. Qualquer pista gravada que não agrade pode ser rapidamente apagada com a tecla delete. As pistas-guia gravadas preliminarmente com a harmonia e a voz vão sendo apagadas à medida que gravamos as versões definitivas desses instrumentos e vozes. A seguir, editamos todo esse material, tanto as pistas de áudio quanto aquelas com a programação MIDI. Assim, otimizamos as performances instrumentais e vocais, dando um grande realce às interpretações. Trabalhando geralmente num só programa, o produtor tem ali todos os recursos de gravação e processamento do áudio, bem como de seqüenciamento e edição dos eventos MIDI. A mixagem, em pleno ano dois mil, ainda é melhor realizada numa mesa externa ao computador do que dentro dele. Especialmente pelo fato de que não temos o áudio gravado dos teclados MIDI: eles tocam ao vivo junto com a gravação, sequüenciador e gravador perfeitamente sincronizados num único programa. Trazemos à mesa as saídas da placa de som e do sintetizador. Na mesa, fazemos a mixagem, que vai ser gravada em estéreo no próprio PC. Passamos à etapa de pré-masterização, com o acabamento final do material estéreo, e gravamos o(s) CD(s) no próprio computador. Com a Internet, podemos ainda divulgar e distribuir o disco. E tiramos quantas cópias quisermos: não dá para piratearmos nossa própria música. Todas essas etapas da produção musical no PC, da gravação e seqüenciamento de cada pista, passando pela edição, processamento, mixagem, pré-masterização e gravação do CD até sua distribuição com apoio na Internet serão objetos dos próximos artigos. Até lá!

Preliminares de uma produção
A mais bela das músicas precisa passar por um período em que mais parece um Frankenstein ou uma caricatura de si mesma. Como em toda arte, é preciso fazer um esboço do que pretendemos criar e registrar. No artigo anterior, vimos a necessidade de traçar um roteiro sonoro antes de começar a gravar as pistas de áudio e MIDI de nosso

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projeto. Vejamos aqui como gravar as pistas-guia, que servirão como referência rítmica, harmônica e melódica de toda a produção. No processo tradicional de gravação, ou gravaríamos de uma vez toda a base instrumental ou começaríamos pela “cozinha”, a gravação da bateria e do baixo. Acontece que gravar uma bateria acústica costuma sair mais caro que todo o resto do investimento num home studio. Mesmo com alto investimento em equipamentos, quem grava uma bateria com pouca experiência freqüentemente tem dificuldades na captação. Os problemas mais comuns são timbres pouco definidos e vazamentos de som, que tornam difícil a etapa da mixagem. Com exceção dos estúdios caseiros mais avançados e dos que pertencem a bateristas, a maioria usa sons eletrônicos seqüenciados (“bateria eletrônica”) em vez de gravar uma bateria acústica. Muitas vezes, eles obtêm excelentes resultados, desde que sejam usados bons timbres e a bateria seja programada com criatividade e conhecimento de causa. O uso de bateria programada permite gravarmos os demais sons na ordem mais conveniente. Não existindo necessidade de gravar baixo e harmonia junto com a bateria, podemos gravar as pistas na ordem que quisermos. Começamos, então, com um loop (trecho repetido em ostinato) com a levada básica da música, suficiente para definirmos o ritmo, a harmonia e a forma da canção. Muitas vezes, basta seqüenciar um compasso com bumbo, caixa e contratempo (hi hat ou “chimbal”), que será repetido ao longo da música através de comandos tão simples como “copiar” e “colar”. Podemos usar os sons de um sampler, um sintetizador ou uma bateria eletrônica, tocando em qualquer tipo de controlador MIDI, como guitarra, sopro, teclado ou uma bateria trigada, com sensores e conversores. Em nosso exemplo, estamos usando um teclado sintetizador que contém sons de bateria. Ele é ligado à placa MIDI do computador por dois cabos MIDI. Ligue a saída (out) do teclado na entrada (in) da placa e a saída da placa na entrada do teclado. Trabalhe com o teclado ajustado em MIDI Local off. Usamos um programa que contém seqüenciador MIDI e gravador multipista de áudio. O Cakewalk é o exemplo mais comum. Primeiro, defina o andamento ou tempo da música. No Cakewalk, clique em <Insert Tempo> e digite um valor. Na janela <track> escolha um canal MIDI para a bateria, digitando o seu número (geralmente é usado o canal 10) na coluna <Chn> (Channel, canal) da pista ou track 1. Escolha o seu kit de timbres de bateria (seus tambores e pratos) na coluna <patch>. Em seguida, pratique o ritmo do bumbo e da caixa tocando no seu teclado. É comum o bumbo ser acionado pela tecla C1 (do 1) e a caixa pela D1 (ré 1) ou E1 (mi 1). O aro da caixa geralmente é posto no C#1. É no mínimo curioso, mas a Roland chama a nota do 1 de “C2” e o Cakewalk de “C3”! A primeira tecla de um teclado de cinco oitavas é o C1. C3 é o do central, que o Cakewalk chama de C5. Seqüenciando um loop. Clique no botão <Record> ou na tecla de atalho <R>, ouça o metrônomo e comece a tocar o bumbo e a caixa. Bem ensaiado, basta um compasso. Depois, aperte a barra de espaço para parar. A barra serve para as funções <Play> e <Stop>.

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Marque o trecho clicando nele com o mouse. Para que fique ritmicamente preciso, temos que quantizá-lo. Quantizar é baixar a resolução rítmica para mover as notas MIDI no tempo com o objetivo de acertar o ritmo. A resolução escolhida é a menor figura (colcheia, semicolcheia) do trecho. Clique em <Edit>, <Quantize> e escolha a resolução. Agora ouça novamente o trecho. Se estiver errado, primeiro desfaça a operação (<Edit> <Undo>) e a refaça usando outra resolução. Se não tiver jeito, aperte a tecla <Delete> e comece novamente a gravar. Depois, enquanto ouve o bumbo e a caixa já gravados, pratique o ritmo do contratempo. Quase sempre são usadas as teclas F#1 (fechado), G#1 (pedal) e A#1 (aberto). Na pista 2 do Cakewalk indique apenas o canal 10 na coluna <Chn>. Com o mesmo canal, seu teclado vai acionar o mesmo kit de bateria da outra pista. Volte a música ao início (botão <Rewind> ou tecla <W>) e acione <Record> ou <R>. Toque o contratempo junto com o bumbo e a caixa e depois mande parar com a barra de espaço. Marque e quantize como já descrito. Quando estiver bom, marque o compasso inteiro que contém o loop arrastando o mouse sobre a faixa cinza no alto da janela <Track>, a que tem os números dos compassos. Certifique-se de marcar o compasso inteiro, e não somente o loop, caso contrário as cópias se emendarão, causando “quebras” no ritmo. Clique nos números das pistas 1 e 2 arrastando o mouse sobre a primeira coluna da janela <Track> e o trecho recém gravado estará marcado. Clique sobre este trecho com o botão direito ou use as teclas <Control> + <C> para copiar. Agora, clique com o botão direito (ou <Control> + <V>) no próximo compasso da mesma pista para colar. Digite um número para a quantidade de repetições. Por exemplo, um valor igual à quantidade de compassos da música. Ok. Temos o rascunho da bateria para servir de guia. Esta será a referência rítmica para podermos aplicar os instrumentos com a harmonia. Seqüenciando uma harmonia-guia. O ritmo seqüenciado, mesmo que provisoriamente, serve de base para a inserção de um instrumento harmônico. Este, por sua vez, será a referência para os demais, inclusive o baixo, a voz-guia e para a marcação das partes da música, que facilitará a nossa navegação pelo programa, como veremos adiante. Escolha um outro canal MIDI (por exemplo, o canal 1) para a próxima pista e um timbre de instrumento harmônico, como piano, órgão, guitarra ou violão. Para isso, use as colunas <Chn> e <Patch> da nova pista a gravar. Ponha para gravar a música do início e, enquanto ouve a bateria, toque a harmonia no teclado. Você pode gravar a música do início ao fim ou por partes. Pode também quantizar este novo instrumento e marcar as partes da música. Inserindo marcadores. Abra a janela dos marcadores clicando em <View> e <Markers>. Adicione o nome da cada parte após clicar no compasso onde ela se inicia na janela <Track>. Na janela <Markers>, clique no botão mais à esquerda e digite o nome da parte (por exemplo, “Intro”, “A”, “B”, “Refrão” etc.). Este nome também ficará escrito sobre o número do compasso em que cada parte começa. Com as partes definidas, é fácil copiá-las para outros momentos da música. Novamente, arraste o mouse na barra cinza com os compassos (ou simplesmente clique sobre o nome da parte na janela <Markers>), clique no(s) número(s) da(s) pista(s) a copiar e confira se

Todas essas etapas da produção musical no PC. para impedir excesso ou escassez de nível. é semelhante à que fizemos com os eventos MIDI. o Frankenstein está vivo. espere o desenho do áudio (as ondas sonoras) se completar na tela e salve o arquivo. Podemos. volte a música ao início. Monitoramos o nível do sinal de um microfone pré-amplificado (em geral. Se for preciso. assim.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 73 o trecho ficou marcado com a cor preta. Ajustado o volume. copie-o e. mixagem. na mesa virtual da janela <Console view>. mas fica ainda mais útil gravarmos uma voz-guia. Para isto. A operação de copiar e colar. Até lá! . pela mesa de som) através do LED que aparece no canal da voz. um monstrengo necessário para desenvolvermos nosso arranjo da melhor maneira possível. Para que os instrumentos sejam bem aplicados. precisamos agora de mais uma referência: a melodia. salve sempre o arquivo. acione <Arm> na pista da voz e grave-a do mesmo modo que antes. grave a voz-guia por partes. acione <Stop>. clicando no disquete ou digitando <Control> <S>. gravando as pistas que vão valer. Controle o volume pela saída da mesa “física” ou pela entrada da mesa virtual. passando pela edição. processamento. No item <Source> escolhemos a entrada da placa de som e no item <Port> a sua saída. aqui. pré-masterização e gravação do CD até sua distribuição com apoio na Internet serão objetos dos próximos artigos. da gravação e seqüenciamento de cada pista. cole-o. Volte e ouça. Ao terminar. Aliás. Gravando a voz-guia. Agora. Mas este é o assunto dos próximos artigos. É um esqueleto. ao lado do LED. Bem. Ela pode ser tocada no teclado. nos valemos dos marcadores. “Passe o som” da voz cantando a melodia enquanto observa o LED. Clicando duas vezes na coluna <Source> abrimos a janela <Track Properties>. Falta transforma-lo em arte. registrar a pista com a harmonia-guia usando a gravação linear (do início ao fim) ou montando-a com o recurso de copiar e colar. Tudo o que seqüenciamos até agora servirá apenas como referência para começarmos a gravar o material que realmente será aproveitado no produto final. depois de clicar no primeiro compasso da primeira pista onde vamos colar o novo trecho.

de qualquer nível. Alguns estúdios que só produzem música eletrônica têm no sistema MIDI o seu ponto forte. Áudio gravado em fita analógica ou digital? MIDI? Gravação no computador? Em meio a tantas variáveis. surgem inúmeras opções para quem vai "se equipar". tem hoje muitas opções para montar o seu estúdio caseiro de gravação. E depois de escolhido o meio de gravação. Unidos. As lojas de música e de informática oferecem diferentes tecnologias. classificamos os home studios em três níveis: básico. Cada um tem seus recursos. ainda restam muitas opções de cada item. como a compra de aparelhos desnecessários ou obsoletos. Todo estúdio. seu mercado. Muito mais importantes que o uso de máquinas e programas de última geração são o talento e a experiência de quem os opera. mas é bastante comum a presença de um sistema MIDI. espaço. estaremos mostrando as diversas tendências. capital. De acordo com os objetivos. Em todos esses níveis. mais burocrático. os recursos de gravação de áudio e de seqüenciamento MIDI expandem em muito as possibilidades de qualquer sala de gravação ou produção. Neste artigo. Esses estúdios podem gravar somente áudio. mantemos os mesmos conceitos quanto aos recursos utilizados para gravação e mixagem. o custo de uma escolha equivocada se multiplicou. Para facilitar as coisas. com sintetizadores seqüenciados. enquanto um outro. é capaz de fazer uma mega-estação de trabalho soar como uma lata. Montar um home studio implica em equilibrar uma série de fatores. buscando ajudá-lo a escolher os equipamentos e programas do seu estúdio de gravação. com a curiosidade permanente de buscar novas soluções. Existem estúdios de todos os tamanhos. com a instabilidade do real frente ao dólar. com uma infinidade de configurações. e aí fazer uma lista de todos os itens. especialmente nos grandes centros urbanos.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio EQUIPAMENTO$ PARA TODOS OS ORÇAMENTO$ 74 O músico brasileiro. sua vocação. O que varia de um nível para outro é a complexidade e a versatilidade desses recursos. o que geralmente (mas nem sempre) influencia a qualidade do som. com modelos e preços compatíveis. Nada é pior que constatar erros de planejamento depois de realizado o investimento. Um produtor talentoso. devemos colocar na balança todas as necessidades e possibilidades. todas apresentadas como sendo a última palavra. até chegar o momento de apertar as teclas PLAY e REC. intermediário e avançado. nem sempre é fácil escolher o melhor caminho. pode tirar o maior som de um pequeno estúdio. clientela ou necessidades pessoais. opera com os seguintes itens: Áudio: • • • • • • • Microfones Mesa de som Monitores Gravador multipista Gravador estéreo Processadores de efeitos (reverber e outros) Processadores de dinâmica (compressores e outros) . Agora. Antes de comprar.

. que sejam as melhores possíveis). Este pode ser um rack ou um teclado. dispensando o computador. A gravação em HD é mais cara que os gravadores de fita. um DAT e/ou gravador de CD. O estúdio MIDI deste nível usa um seqüenciador (no PC ou em hardware) e um sintetizador multitimbral. qualquer micro pode ser usado como seqüenciador MIDI. interface MIDI/Sync multiportas para ligar os teclados ao computador e para sincronizar o computador ao gravador multipista. iniciante. O sistema MIDI inclui: controlador. primeiro. uma mesa de 16 ou 24 canais com conectores XLR. pode custar cerca da metade. O estúdio intermediário usa um sistema de gravação de áudio digital em oito ou 16 pistas. programa seqüenciador (muitas vezes. trazendo contudo muitos recursos de edição. pode começar usando um ou dois microfones dinâmicos com pedestais. é o mesmo programa que grava as pistas de áudio). Se for só de áudio ou só MIDI. ou pode gravar em HD com um porta-estúdio digital. uma mesa de som de 8. Neste caso. 12 ou 16 canais. noise gate. o teclado (workstation) agrega sozinho todos os itens do sistema MIDI. Podemos compreender a utilização de todos esses itens levando em conta os 3 níveis em que classificamos os home studios. compressores. Se o áudio é gravado fora do computador. em que consistem esses três níveis. para vozes e instrumentos. alguns estúdios começam usando o sintetizador da placa multimídia. que pode conter o seqüenciador. Basta sincronizá-lo ao gravador multipista. um programa de gravação multipista e um HD de tamanho razoável. amplificador e caixas acústicas (no início. Este estúdio custa cerca de 4 mil dólares e você pode ir adquirindo os equipamentos aos poucos. sem requisitos mínimos de configuração. samplers). em forma de programas de computador. MD ou HD. Eventualmente. O gravador estéreo pode ser um deck cassete ou um MiniDisk. usando os que já possui. com um software de gravação e uma interface de áudio ou placa de som multicanais de 20 bits. amplificador e monitores de referência. Vamos definir. Um ou dois reverberadores ou multiefeitos (alguns porta-estúdios e programas de gravação já vêm com um bom kit de efeitos incluído) e os cabos apropriados completam a seção de áudio. O gravador multipista pode ser um portaestúdio (gravador de 4 ou 8 pistas com mixer) em cassete. equalizador. ou um sistema de gravação no PC. Um projeto de isolamento e tratamento acústico melhora a gravação e a mixagem. com uma placa de som. Os outros itens de áudio são: microfones a condensador e dinâmicos. reverberadores. Estes recursos permitem boas gravações para CDs independentes ou publicidade e têm um custo em torno dos 10 mil dólares. O home studio básico. pode ser via computador.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio • • 75 Processadores de timbre (equalizadores) Cabos de diversos formatos MIDI: • • • • Seqüenciador Instrumento controlador (teclado ou outro) Módulos geradores de som (sintetizadores e samplers) Cabos MIDI Diversos desses componentes de áudio e MIDI podem se apresentar como reais ("físicos") ou virtuais. Neste caso. módulos de som multitimbrais (sintetizadores. em fita (1 ou 2 ADATs) ou em hard disk.

com cerca de 45º de inclinação. utiliza. distribuidores para uns 10 headphones. Numa gravação o áudio passa por 5 etapas: captação. patch bay. desviando-o de ruídos gerados pela pressão do deslocamento do ar. captando sons pela frente e por trás. com acústica tratada. metais (trompete. Verifique a polaridade (área de captação) do microfone. se possível com vários microfones. O cardióide capta numa só direção. como equalizadores. e dali é enviado por um canal de saída até um gravador (ou placa de som/programa de gravação). através do microfone. para captar vozes. cordas em geral e madeiras (sopros). percussões leves. pelo menos: uma mesa de gravação digital ou analógica com 32 ou mais canais de entrada/saída e oito submasters. apto a oferecer qualquer serviço de gravação profissional. Nos estúdios intermediário e avançado. Para voz. o coração do sistema. saímos da categoria de home studios. enhancers e outros. multiefeitos. usamos microfones a condensador. sintetizadores e samplers profissionais com vasta coleção de sons. Os dinâmicos ficam a poucos centímetros da fonte. Compare os sons obtidos em diversas posições. para evitar vazamentos de som. O ambiente também determina a sonoridade captada. Armazenamento. e grave a melhor opção. Sonho realizado por aqueles que podem desembolsar entre 25 e 100 mil dólares para montá-lo. Cada som captado vai. o omnidirecional atua em todas as direções. mixagem e masterização. reverberadores. apropriados para os sons percussivos e potentes. O sistema MIDI acrescenta: uma interface de oito portas e sincronização com vídeo para o Pentium ou o Mac. diversos processadores (racks e plug-ins). Microfonar um cantor ou um instrumento é uma arte. para um canal de entrada da mesa. o figura-de-8 é bidirecional. Os maiores estúdios brasileiros chegam a custar mais de 10 milhões de dólares! Caminhos do som. onde será armazenado em uma pista. Daí para cima. o microfone deve estar a poucos centímetros da boca do cantor. se sua mesa tiver esses conectores. pratos. Este estúdio é o sonho de consumo de todo músico e todo produtor. Qualquer canal de . já que sua resposta mais dura disfarça um pouco a ausência do isolamento acústico. Os microfones dinâmicos. Use cabos XLR (Canon). permite uma experimentação maior. trombone) e alto-falantes de guitarra. A captação dos sons é uma das etapas mais delicadas. Vamos compreender cada fase e os recursos utilizados. sem o custo/hora do estúdio alugado. Os equipamentos usados em cada fase estão sempre conectados à mesa de som. O tratamento acústico deve ser realizado por um especialista. noise gates. da qual depende a sonoridade final da gravação. Experimente tocar e cantar em vários pontos de sua sala até encontrar o melhor som. armazenamento. enquanto os condenser podem ser colocados mais de longe. automação. Os microfones dinâmicos captam tambores. um sistema de gravação digital (24 pistas ou mais) em fita (3 ADATs) e/ou hard disk de computador. alimentados pelo phantom power da mesa. dois sistemas de monitoração com amplificadores e caixas profissionais para gravação e mixagem.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 76 O home studio avançado. Senão. compressores. diversos microfones a condensador e dinâmicos para vozes e instrumentos e cabos de qualidade. A bateria pode ser acústica (microfonada) e/ou trigada ao sampler. podem ser adotados pelo estúdio básico para uso geral. processamento. use plugues banana balanceados. segredo de um bom som. O estúdio pessoal. Aponte cada microfone para a fonte do som. instrumentos controladores.

pelo menos. têm caído bastante de preço. cada um com uma diferente finalidade. Os efeitos (reverber. abrimos muito o botão no canal da voz e pouco no canal do violão. Uma cópia do som de cada canal é enviada através da mandada. Na verdade. Se. O gravador multipista pode ser analógico ou digital. Como pode um mesmo processador de efeitos afetar diferentemente vários sons ao mesmo tempo? Entendendo o caminho do sinal sonoro. que gravam mais pistas por serem mais rápidos que os HDs do tipo IDE. Geralmente há vários auxiliares nos canais. enviando o som já processado de volta à mesa. definindo a sua profundidade no campo auditivo. as saídas do gravador ou placa de som são enviadas até outros canais de entrada da mesa (aqui chamados ‘canais de retorno do gravador’). vemos que não é mágica. definindo melhor a sua coloração. use hard disks SCSI. Esta pode conter um ou vários sons. Os gravadores digitais podem ser de fita de vídeo (ADAT. representam as três diferentes famílias de processadores: de efeitos. como reverberadores. Analógicos são os gravadores de fita de rolo ou cassete. evitando altos e baixos de volume e ajudando a fixar a posição de cada instrumento ou voz. Por isso. os mais usados. mais tarde. O reverber cria ambientes acústicos apropriados a cada som. Na hora de gravar cada pista. de dinâmica e de timbre. o mesmo processador pode ser usado por vários canais em diversas intensidades. chorus e outros) são conectados aos canais auxiliares da mesa e servem simultaneamente a todos os canais. dois canais de entrada na mesa: um (ou mais) de entrada do(s) microfone(s) ou instrumento(s) e outro de retorno da gravação. a saída auxiliar terá muito mais som de voz que de violão. mesmo que nos canais os dois sons estejam com o mesmo volume. O resultado é que . como os porta-estúdios de 4 ou 8 pistas. eco. A placa de som é conectada à mesa da mesma forma que os gravadores em hardware. para estúdios básicos. Processamento. Zip Disk ou MD) ou em software. há inúmeros outros processadores. O compressor reduz a variação da dinâmica de cada som. Para ouvi-las (monitorar e mixar). Ou seja. É até simples: a mesa tem uma saída (ou várias) chamada auxiliar send ou "mandada de efeitos" e uma entrada auxiliar (ou várias) denominada auxiliar return ou retorno dos efeitos.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 77 entrada pode ser endereçado por qualquer saída para uma pista. para monitoração. controlamos a intensidade do efeito pelo seu próprio botão auxiliar. junto com uma placa de som multicanais. Mas a tendência predominante tem sido a gravação por software. Se for sua opção. As interfaces de 8 canais. Podemos gravar os sons simultânea ou separadamente nas pistas. O som é modificado por diversos tipos de aparelhos. Em cada canal da mesa. ajustamos cada timbre. Um programa de gravação multipista em HD. DA88) ou disco. dosada pela posição do botão auxiliar. a quantidade de canais da mesa deve ser o dobro do número de pistas de gravação. mas os três citados. A escolha do formato depende do estilo e do orçamento de cada um. deixando-o mais seco. transforma seu computador num poderoso gravador e editor de áudio. Daí a necessidade de várias pistas. cada um controlando um diferente aparelho. Por exemplo. precisamos de. sendo que os sons gravados juntos não poderão mais ser tratados em separado até o final do trabalho. intermediários e avançados. Com o equalizador. Em disco temos gravadores em hardware (usando HD. Conectamos a saída auxiliar na entrada do processador de efeitos. A saída do processador é conectada ao retorno auxiliar. por exemplo. o mesmo canal que vai ser mixado aos outros. com o mesmo reverberador podemos aplicar muito efeito na voz e pouco no violão. compressores e equalizadores.

cada som tem que ser substituído pelo som processado. corta o som original. A saída master estéreo da mesa é conectada ao amplificador que alimenta os monitores. ou na mixagem. evitando excessos irreversíveis. violão e reverberação de voz (muita) e violão (pouca). Mal . Por isso. Muitos desprezam este item fundamental que orienta o produtor nas suas ações. usando um único processador. na mixagem nivelamos os instrumentos e vozes de acordo com o arranjo musical. compressão e equalização aos sons gravados. bifurcado em "Y". como um CD. Com um gravador de CDs. Esses aparelhos atuam sobre um canal de cada vez e podem acrescentar ou subtrair detalhes do som. além de ser processado individualmente. Por isso. nosso ouvido não separa os sons secos de seus efeitos. Na pré-masterização cuidamos para que as várias músicas mixadas soem com unidade quando reunidas num disco. O insert usa um cabo especial. Após gravarmos todos os sons nas diversas pistas. em vez dos canais auxiliares. As saídas estéreo da mesa são conectadas ao gravador estéreo. Mixagem. É preciso definir a ordem das músicas. o tempo entre elas. Monitoração. precisamos ouvir o que está sendo gravado. quando aplicamos efeitos. o conector estéreo plugado à mesa usa suas duas vias em mão dupla: entrada e saída. Como um equalizador reduzindo os agudos de um instrumento. uma fita DAT. Na realidade. As saídas do gravador multipista ou placa de som são enviadas aos canais de entrada da mesa. Masterização. temos que misturá-los numa gravação estéreo com a sonoridade definitiva. posicionando-os no campo auditivo estéreo e realçando timbres e efeitos. usamos os inserts. quando registramos o sinal sonoro já tratado. eventualmente. mas os programas de edição de áudio são imbatíveis nesta última etapa do trabalho. Masterizar significa simplesmente armazenar o produto final (som estéreo) num determinado meio de gravação. cortar seu início e final e. mas de modificar sua natureza. envia esse som ao processador e devolve o som processado ao mesmo canal. Os processadores de dinâmica e os equalizadores são conectados à mesa de outra maneira. Durante todas as etapas. Enquanto na gravação nos preocupamos com a qualidade da captação e do armazenamento. Esses processadores podem também se apresentar como programas de computador. comprimi-las.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 78 ouvimos três sons: voz. tirar ruídos. O processamento pode ocorrer no momento da gravação. Usamos a mesa para mixar e processar os sons e enviá-los para o gravador estéreo. com seus inúmeros recursos de edição. enquanto os outros dois se ligam à entrada e à saída do processador. Daí. A vantagem do segundo caso é que podemos comparar todos os sons ao processá-los. O plugue estéreo entra no insert de um canal. presente em cada canal. Ouvimos a voz com muito efeito e o violão quase seco. Podemos usar os mesmos processadores adotados para a gravação. em vez de ser somado a um efeito. afetando o áudio gravado no hard disk. Não se trata aqui de acrescentar um efeito ao som. é só mandar o CD para ser copiado numa fábrica. Ao ser conectado ao insert do canal. as músicas já ficam prontas dentro do computador para serem reunidas como produto final. com um conector estéreo numa ponta e dois mono nas outras. Esta é uma conexão de entrada e saída. por exemplo. um MiniDisk ou até uma fita cassete. Contudo.

Eles serão mixados normalmente às demais pistas. Mesmo nos programas que conjugam gravação de áudio e MIDI não é necessário gravar os sons dos teclados. investir num super gravador e economizar escolhendo uma mesa de poucos recursos. O estúdio cresce muito em recursos quando conjugado a um sistema MIDI. o seqüenciador "toca" os sintetizadores e samplers ao vivo. especiais para gravação e mixagem.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 79 monitorada. Procure usar amplificadores e monitores de referência. Poupamos pistas e espaço em disco mantendo os instrumentos eletrônicos seqüenciados. O que importa é fazer um projeto coerente. São muitas opções em cada item do estúdio. Os diversos itens devem ser compatíveis entre si. e todas são boas. por exemplo. cantores e instrumentistas se ouvem através de fones de ouvido. enquanto o seqüenciador se mantém sincronizado ao gravador multipista. O estúdio ganha vários novos canais. Conclusões. uma boa gravação pode ser desperdiçada. sem precisar regravar esses instrumentos. Muitos instrumentos podem ser substituídos por sons eletrônicos. dependendo só de suas necessidades e possibilidades. analisando o que é preciso adquirir a partir de suas condições e objetivos. basta que a mesa tenha canais suficientes para conectar os teclados. MIDI. O instrumento controlador MIDI (teclado ou outro) envia tudo o que tocamos até o seqüenciador em forma de dados. também ligados às saídas da mesa. Mesmo que seu gravador não tenha muitas pistas. As saídas de áudio dos instrumentos ficam conectadas aos canais da mesa. Depois. já que estão ligados à mesa lado a lado com as pistas gravadas. a edição dos eventos MIDI dos sintetizadores seqüenciados permite experimentarmos inúmeras sonoridades a qualquer momento. Fora isso. Quando microfonados. soando irreconhecível em outros equipamentos. além de expandir seus canais. enviando para eles os mesmos dados. De nada adianta. Seus sons vão direto para os canais da mesa. Vale começar com um estúdio mais simples e depois ir evoluindo de acordo com a sua trajetória. Com um seqüenciador (de preferência em software) sincronizado ao gravador multipista. . onde se juntam aos sons das pistas gravadas na monitoração e na mixagem. O sistema MIDI acrescenta versatilidade ao estúdio. através do cabo MIDI. os instrumentos eletrônicos não precisam ser gravados nas pistas de áudio.

Sincronizado ao gravador de som. alterando o volume do som captado. nivelamos as fontes entre si . Entradas e saídas de áudio. economizando muitas pistas de gravação. sem deixar distorcer.a boca do cantor ou do violão. o LED do canal chegue ao seu limite nas passagens mais fortes da música. Neste caso. Ao mesmo tempo.já como uma mixagem definitiva . Quando enviamos os sons de várias fontes para uma mesma pista de gravação. O microfone adequado é posicionado no pedestal a alguns centímetros da saída de som . o home studio já é sinônimo de estúdio. Com equipamentos cada vez melhores. na gravação e na mixagem do áudio. intermediário ou avançado. Então. Começamos pela captação de vozes e instrumentos acústicos e elétricos. observando o movimento do LED. Muitas vezes o áudio bem captado dispensa o uso do equalizador. a cada gravação.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio SOM & MENSAGEM Gravação. seqüenciamento e mixagem de áudio e MIDI 80 Um estúdio é um estúdio. Pedindo ao músico que toque exatamente o que vai gravar. Quando o gravador não tem controle de entrada. pois o timbre "já vem pronto". especialmente as passagens mais fortes e as mais suaves. Da mesma forma. por exemplo. se mostramos as conexões entre a mesa e um gravador multipista. Todos eles são enviados por um mesmo canal submaster de saída até a pista . entradas e saídas MIDI.através dos seus canais de entrada. O músico não deve se movimentar ao tocar ou cantar. ajustamos o ganho (trim) do canal de entrada da mesa de forma que. que potencializa qualquer sistema de gravação e pode integrar um estúdio de qualquer nível básico. conferimos ao mesmo tempo o seu LED e o LED do canal de entrada do gravador. É um recurso barato e muito eficaz. ao movimentarmos o seu fader. o submaster é que controla o nível de gravação. com o fader em zero dB ou na posição central. Uma das principais responsáveis por esse nivelamento é a combinação da gravação de áudio com o seqüenciamento dos sintetizadores MIDI. não fazemos distinção entre elas ao discutir conceitos comuns a todas. Cada fonte sonora deve ficar no local de melhor sonoridade dentro da sala. Não importa mais se ele cabe dentro de um quarto ou se ocupa todo um prédio comercial. Áudio . Da mesma forma. levamos o nível ao limite. Vamos discutir aqui as principais técnicas usadas na captação. menores e mais baratos. Ajustamos o nível de cada etapa dos caminhos do som.captação e armazenamento. conheceremos técnicas de seqüenciamento dos sintetizadores MIDI e sua mixagem com as pistas de áudio. o seqüenciador MIDI registra toda a performance musical nos instrumentos eletrônicos. Controlamos o nível de saída da mesa pelo canal submaster que está conectado à entrada do gravador multipista. Experimentamos a melhor posição ouvindo atentamente diversas opções. já que faria variar a distância do microfone com seus movimentos. as conexões de um seqüenciador são idênticas às de uma placa ou interface MIDI para computadores. Como há várias tecnologias para as mesmas funções. isto também se aplica a uma placa ou interface de áudio.

o nível geral (a soma) deles é que deve ficar no limite operacional do gravador (em geral. zero dB). como também para mixá-las depois. Se o pan estiver para a direita. Evitamos o desperdício. Como o submaster é um par estéreo de canais. Como essas pistas são mono e seus sons retornam à mesa para monitoração e mixagem. Podemos experimentar posicionar os instrumentos ou cantores monitorando-os provisoriamente através de um fone de ouvido. . ao girarmos o botão pan do canal de entrada todo para a esquerda. é preferível gravar cada fonte numa pista exclusiva. Só que geralmente não há submaster 3. Neste caso. Mas quando podemos gravar cada qual numa diferente pista. usamos a saída direta de cada canal. o que permite nivelarmos os sons numa outra etapa do trabalho. é bom notar que eles se organizam em pares estéreo: 1-2. cada submaster manda o som para a respectiva pista de gravação. gravando assim os sons em várias pistas. temos como nivelá-los em definitivo na mixagem e minimizamos o nível dos ruídos. Assim. 5-6. cada qual com seu volume. Podemos posicioná-los à vontade e mudar esses ajustes a todo momento. também chamados "tape returns" ou "Mix-B". Senão. já que os canais de entrada estão sendo misturados. que o despacha para o gravador. formando o campo auditivo estéreo na fase de mixagem. sem prejuízo para o armazenamento inicial dos sons. o 4) e é gravado na pista correspondente sem perdas. Quando gravamos vários sons numa mesma pista. Quando dispomos de muitas pistas de gravação. usamos as mesmas conexões de retorno. devemos registrar todos esses sons no máximo volume permitido. gravamos várias vezes o mesmo trecho com diferentes posições das fontes sonoras. Mesmo aquele instrumento que vai soar bem baixinho é gravado primeiro no máximo volume. é nos canais de retorno que definiremos a posição espacial (pan) definitiva de cada uma. como vimos. Plugados nos canais de entrada do gravador. Estes podem ser os canais comuns ou canais exclusivos para monitoração. Se o gravamos só na 3. 3-4. Como esses canais tocam o que vem do gravador. mas somente a mixagem final. 7-8. essa mixagem é feita pela distância de cada fonte em relação ao microfone. até encontrar a mistura ideal. As saídas do gravador são ligadas a outros canais de entrada da mesa. eles não influenciam o som da gravação multipista. ele deve ser primeiro enviado ao submaster 3. Se for preciso. o que existe é o submaster 3-4. Esta maneira de enviar o sinal em nada significa que o som final ficará todo para um lado só. por exemplo. caso esteja sozinho na pista do gravador. Se enviamos o som de um canal da mesa para ser gravado na pista 3. cada uma conectada a uma entrada do gravador. ao receber o sinal todo pela esquerda ele manda todo o som pela saída ímpar (no caso. desperdiçamos a metade do sinal que entra no submaster 4 e pode ser enviada para a pista 4. só o submaster é que fica no limite de volume. Se a mesa dispõe de vários canais submasters. enviamos o sinal de cada fonte (cada canal de entrada) por um diferente submaster. Para ouvirmos (monitorarmos) as pistas gravadas. mandando todo o sinal só para a pista desejada. a de número 3). o som sai pelo submaster de número par (aqui.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 81 de gravação. Quando enviamos os sons dos canais da mesa para o gravador multipista através dos submasters. O som chega igualmente nas pistas 3 e 4. Se usamos um só microfone (ou um par estéreo) para captar vários sons.

como sintetizadores.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 82 Essa prática de gravar cada som isolado numa pista exclusiva é muito salutar.. gravando pistas de áudio pela placa de som e pistas de sintetizadores pela placa MIDI. Além disso. o seqüenciador grava mensagens. podemos editar todos os comandos. toca esses mesmos comandos nos instrumentos eletrônicos. Contudo. Uma amostra é como uma nota de um determinado instrumento. timbres. depois de escolher o canal MIDI e o programa (patch) com o timbre apropriado do sintetizador. misturamos gravação coletiva e pistas adicionadas depois. São conectados aos canais de entrada ou de retorno da mesa. processamento e mixagem. De cara. mas mensagens que acionam o som de um sintetizador. É mais fácil dosarmos reverberações. embora entrando ao vivo. Em outras situações. Para seqüenciar. compressão. Esta saída do seqüenciador ou da placa MIDI funciona como out e thru ao mesmo tempo. Seqüenciamento de sintetizadores MIDI. Alguns programas até acumulam as duas funções. o seqüenciador MIDI tem a aparência de um gravador multipista: comandos de transporte (Play. em várias linguagens musicais. O seqüenciador aciona os sons dos instrumentos geradores quando conectamos sua saída MIDI out à entrada MIDI in do primeiro gerador. Havendo mais de um sintetizador. nada substitui o calor da interpretação coletiva ao vivo. em primeira geração.. como se fossem as pistas gravadas. Seqüenciamos cada pista tocando no controlador. Podemos gravar essas amostras num sampler ou usar amostras prontas contidas num sintetizador ou bateria eletrônica. temos que realizar ao mesmo tempo várias etapas do trabalho: captação. Os sons de muitos instrumentos podem ser substituídos por amostras digitalizadas (samples). E tudo isso sem usar nenhuma pista de áudio! O sistema MIDI compreende um instrumento controlador. em vez de gravar o som. A decisão caberá sempre ao nosso ouvido. Tocando num instrumento controlador (teclado ou guitarra MIDI. O seqüenciador MIDI grava o nosso toque. Registrados os sons um a um.). Podemos até mesmo tocar um som e depois ouvir as mesmas notas com outro. Em software. um seqüenciador e um ou mais geradores de som. corrigindo erros de performance sem precisar regravar. temos uma excelente economia: como não grava o som. O gravador armazena áudio. Os instrumentos eletrônicos. armazenamento. Depois. Qualquer computador com uma interface MIDI é apto para seqüenciar. tocados ao vivo pelo seqüenciador. de acordo com os limites do equipamento. conectamos a saída MIDI out do instrumento controlador à entrada MIDI in do seqüenciador ou interface MIDI. pois permite um tratamento definitivo após a gravação. ligamos a saída MIDI thru do primeiro à entrada MIDI in do segundo e . pistas e tal. como se fosse um músico ou uma orquestra invisível. Com os canais MIDI e um ou mais sintetizadores multitimbrais fazemos o arranjo com quantos "instrumentos" quisermos. por exemplo) podemos substituir ou inventar instrumentos. profundidades e posição espacial dos sons quando já estão todos gravados. podemos processá-los e mixá-los depois. mandando tanto o que estamos tocando naquele instante quanto o material que já foi registrado nas outras pistas. o seqüenciador consome pouquíssima memória. Rec. têm sua qualidade de som preservada. como comandos ou mensagens musicais. Se o fazemos na hora de gravar.

no decorrer do trabalho. esticar. Todas as notas do trecho serão deslocadas no tempo em direção a uma "grade" de subdivisões rítmicas. contudo. como a bateria. seja com um programa que efetue as duas funções. quando gravarmos vozes ou outros instrumentos. elas ajudam a construir as outras pistas de áudio e MIDI. de uma maneira ou de outra. atrasar ou adiantar as notas e desenhar variações dos controles dos sintetizadores ao longo do tempo. arranjos de cordas e outros sons em que a imprecisão rítmica é que define o sentimento. sampler ou bateria eletrônica. sincronizando-as interna e automaticamente. correspondente à resolução escolhida. o intérprete estará sempre escutando essas pistas. andamento e harmonia. onde podemos acrescentar. É costume trabalharmos com os dois sistemas . não há por que gravar o som dos sintetizadores. Quando desejamos uma precisão rítmica que não conseguimos executar no instrumento controlador. que corresponde à menor figura rítmica (semínima. o andamento e acionar o metrônomo do seqüenciador. Assim. devendo no entanto ser evitada em solos. como bateria. Toda a edição posterior do material. Desta forma. fornecendo ritmo. Para isso. tanto o controlador quanto o seqüenciador acionam todos os geradores de som. usamos a quantização. Assim. Aqui. colcheia) do trecho. Corretamente utilizada. encolher. O sistema MIDI trabalha com canais. seja usando um gravador e um seqüenciador através de SMPTE time code ou MTC. Saltam aos olhos os recursos de edição gráfica da tela conhecida como piano-roll. Podemos. Mesmo que não sejam definitivas. com simples cliques e arrastes do mouse. cada canal MIDI aciona um diferente timbre de sintetizador ou um diferente aparelho. . suprimir. Para podermos ouvir e mixar os instrumentos MIDI. baixo e piano. Qualquer mudança de andamento ou divisão deve ser indicada no seqüenciador. a quantização confere mais peso às bases rítmicas e harmônicas.sincronizados. O seqüenciador aciona os diversos canais ao mesmo tempo. Antes de começarmos a seqüenciar precisamos escolher o compasso.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 83 assim por diante. em compassos. Definimos o som de cada nota no sintetizador.áudio e MIDI . alterar todos esses ajustes a qualquer momento. Por exemplo. O seqüenciador tem incontáveis recursos de edição das mensagens MIDI geradas pelo controlador e executadas nos geradores de som. Vale a pena começar o trabalho seqüenciando pistas de ritmo e harmonia. conectamos todos eles aos canais de entrada da mesa. já que eles estarão seqüenciados e sincronizados às pistas de áudio. Os timbres percussivos. junto com as pistas de áudio do gravador. formando uma cadeia OUT ® IN ® THRU ® IN ® THRU ® IN. de modo semelhante às pistas de áudio. o material que gravamos é sempre organizado segundo o tempo musical. depende da correta configuração do projeto. como a quantização e a própria localização dos diversos trechos e mensagens. Assim. sendo cada tambor ou prato acionado por uma diferente nota MIDI. como nos trechos de bateria e baixo de música pop ou rock. podem estar num mesmo canal. escolhemos uma determinada resolução. gravar devagar e mixar mais rápido (no mesmo tom ou em qualquer outro) ou gravar num só andamento e criar um rallentando depois.

2 etc. Os processadores que mais usamos são os equalizadores dos canais da mesa. e alguns compressores para "segurar" a variação dinâmica. os volumes de cada instrumento ou voz ao longo da música. masterizamos a música em um gravador estéreo ou no computador. para ajustar os timbres. como auxílio. de ordenar as músicas como elas se sucederão no CD. pan. é hora de ouvi-los juntos. agora processado. podemos ligar mais de um processador de efeitos. também podemos aplicar efeitos. tiramos ruídos e realizamos algumas outras funções. chamada de pré-masterização. mas a mesa "física" permanece como o coração do estúdio. Uma mesa automática ou a mesa virtual do software facilitam os ajustes feitos durante a música. Processamento e mixagem. comprimir dinâmicas e equalizar timbres através dos programas de gravação e plug-ins de efeitos. cada compressor recebe no input o sinal que vem do insert e o devolve processado do output para o mesmo insert. a mesa virtual do programa seqüenciador/gravador. Em cada canal. Nesta fase. dando acabamento ao produto final. em vez de nos ocuparmos com repetidas rotinas de comandos. sobra mais tempo para a ouvirmos. é claro. é só colocar um CD virgem no gravador de CDs do próprio computador. que é a gravação estéreo em CD ou qualquer outro meio. Os reverberadores e efeitos em geral se conectam à mesa pelos canais auxiliares. Eles permanecem seqüenciados até terem os seus sons mixados junto às pistas de áudio gravadas. usamos um cabo em "Y": Insert ® Input e Output ® Insert. Para isso. cortamos as músicas. No computador. podendo ainda comprimi-las para otimizar seus volumes. Evite exagerar a reverberação. um ou mais reverberadores. equilibramos as diversas músicas de um mesmo CD. De uso individual. esperar alguns minutos e curtir o seu CD totalmente feito em casa! . para definir profundidade e ambiência. Com vários auxiliares na mesa (Aux 1. A ela retornam os sons gravados nas pistas de áudio e as saídas dos sintetizadores seqüenciados. perdeu o sentido a gravação em fita ou hard disk do áudio gerado pelos instrumentos eletrônicos.). Ao final da mixagem. Do Aux Send da mesa. Os compressores e outros processadores dinâmicos são conectados pelos inserts dos canais da mesa. Reunimos na mesa todos os sons. reverber. aqui como um arquivo de som estéreo. Podemos usar. ou seja. Agora. visando ambientar todas as partes do arranjo no espaço psicoacústico apropriado. em intensidades diferenciadas. Assim. volta pro Aux Return da mesa. ajustando os controles da mesa até encontrarmos a sonoridade ideal para registrar o produto final. compressão e fazemos ajustes para realçar os timbres e tirar ruídos. Dela saem os dois canais com o produto final em estéreo. Os efeitos podem assim ser usados ao mesmo tempo por vários canais. acionar o Rec. dosamos a intensidade do efeito girando o respectivo botão Aux. esse som. o som vai pro Input do efeito. das pistas gravadas e dos sintetizadores seqüenciados. além. do Output do efeito. Ligamos as saídas do gravador ou placa de som e também dos sintetizadores aos canais de entrada da mesa. Com um bom programa de masterização e uma boa interface de áudio. Após gravarmos e seqüenciarmos todos os instrumentos e vozes. Dosamos volumes.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio 84 Desde a entrada em cena do seqüenciador.

minimizando os ruídos. você precisa de uma mesa digital. Som estéreo profissional usa AES/EBU. para gravação multipista. digital ou híbrido. Com bons conversores AD/DA nos gravadores ou interfaces e uma mesa de som cristalino. Plugada direto na mesa. Isto enche o sistema com som. Ao ajustar processadores dinâmicos. Conectores multicanais geralmente são do tipo ADAT ou TOSLINK (Alesis) ou então TDIF (Tascam). a guitarra soa menos natural. se gravado sozinho na pista. O timbre da guitarra é melhor captado ao microfonarmos um amplificador. Use um microfone dinâmico a alguns centímetros do meio do raio do cone de um dos alto-falantes. leve-os em conta ao posicionar os microfones e monitorar a gravação. Use ambientes diferentes ao reverberar vozes. Aproveite os efeitos dos sintetizadores e também dos programas para poupar seus processadores ‘físicos’. Você pode gravar som num estúdio analógico. de preferência a válvula. e mandar o som estéreo mixado para um DAT por um cabo S/PDIF. Guarde sempre o melhor modelo para a voz ou o instrumento solista.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio Tirando Leite das Pedras ÁUDIO • 85 Grave sempre no nível máximo tolerado por seu sistema. como os compressores. seja analógica ou digital. porque elas não serão possíveis. mais a pedaleira e o amplificador. Este pode ainda ser ótico ou coaxial (RCA). se os vazamentos dos sons entre os canais são inevitáveis. instrumentos harmônicos. Mesmo um instrumento que vai ser mixado baixo. mas os home studios digitais tendem mais ao uso do S/PDIF. Por exemplo. dispensando o microfone. Esses formatos não são compatíveis entre si. ouça sempre a música do início ao fim. não importando se o nível for atingido por um instrumento gravado sozinho ou pela soma de sons gravados juntos. • • • • • • . caixa da bateria etc. leve cada LED (entrada e saída da mesa. você pode e deve começar conectando seus equipamentos digitais através de cabos analógicos. deve ser armazenado no pico de volume. Cada pista deve ser gravada no limite. Enquanto você não obtiver total estabilidade e perfeita sincronização na transferência digital do áudio. entrada do gravador) ao limite máximo de operação. Se optar pelo digital. composto dela própria. Não sonhe com correções na mixagem. Sem deixar distorcer o som. Gravando vários instrumentos acústicos. Já o baixo elétrico ganha peso quando conectado à mesa em linha. As conexões entre ela e os gravadores ou a interface de áudio devem ser do mesmo protocolo. além dos gravadores. o fato é que nem sempre dá para percebermos a diferença entre o estúdio digital e o híbrido. Encare a guitarra como se fosse um instrumento acústico. a mesa digital pode se conectar a uma interface de áudio por cabos óticos do formato ADAT (8 canais em cada cabo).

Se você grava áudio no computador. faça backup das gravações multipista em CDROM. regrave quantas vezes forem necessárias. se fossem de áudio gravado. Não é o fato do seu "baterista virtual" errar os tempos que vai torná-lo mais humano. cordas e sopros tendem a soar melhor sem quantização. Desfragmente freqüentemente o HD onde você grava o áudio. É como se fosse a fita do ADAT. O fator "humano" está presente através da variação de dinâmica ("velocity") de um toque ou nota pra outro. Entretanto. processe esses sons com efeitos e compressão. O ADAT ainda é o mais popular gravador multipista. "camas" (pads). Planeje sempre a totalidade dos itens antes de sair comprando. solos. você exigiria absoluta precisão rítmica de seus músicos. que permite que o material seja remixado em outro estúdio. Nos loops. Quantize só as pistas MIDI. com produtos compatíveis entre si. Quem usa o popular Cakewalk Pro Audio deve gravar primeiro o arquivo no HD no formato "bundle" (pacote) ou <. De nada adianta ter sempre equipamentos e programas atualizados e não ter tempo para gravar porque você está ocupado lendo manuais o tempo todo. Dá um pouquinho de trabalho para aprender a operar. Use a Internet como sua principal fonte de informação e de atualização do sistema. para não ter a mesma despesa duas vezes. Se pretende usá-lo. A quantização também ajuda a resolver o problema dos ‘atrasos’ gerados por controladores MIDI alternativos. reserve tempo e orçamento e adquira um sampler.bun> e só depois passá-lo para o CD-ROM. de preferência protegido por um no break. como também para copiar e colar trechos MIDI. o áudio no HD pode ser corrompido ou apagado erroneamente. depois de copiá-los para um CD-ROM. Procure investir em material de boa qualidade. Assim como as fitas se deterioram.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio MIDI • 86 Quantize aquelas pistas MIDI que. • • • • • . mas evite mexer nos tempos dos sons gravados. Para ter timbres diversos sempre de alta qualidade. mas sua sonoridade é definitiva. Apague antes os arquivos de áudio que não estão em uso. Grave boas performances vocais e instrumentais. para evitar dissabores e prejuízos. O bom sistema é aquele que você sabe usar. preparese para fazer manutenção preventiva periódica. ou ainda que façamos acréscimos posteriores às gravações. Use os drivers mais atuais para os periféricos do seu computador. • • MISCELÂNEA • Quantizar e mudar o tempo dos trechos de áudio é sempre temerário. É o caso da bateria e do baixo na música pop. temos muito menos trabalho quando esses trechos estão quantizados. como a guitarra.

e terá maior conforto para mixá-los. Ao criar um arranjo procure usar o seu ouvido interno para prever a mixagem dos timbres. mixagem fácil. Arranjo bom. Cuide bem de cada som em cada etapa do processo.Sérgio Izecksohn Teoria Básica para Home Studio • 87 Evite trabalhar com programas e sistemas operacionais muito novos e ainda não totalmente compatibilizados. • .

1) deixando-os no mesmo volume. Corda ou encordoamentos para Contra baixo Inglês. Sigla As letras A. Saída Auxiliar Em mesas de som serve para conectar efeitos digitais ou enviar sinal de monitor para o palco. Graves Define BAIXAS freqüências menores de 250 hz Inglês. Inglês. Cabo de força ou extensão de força. Excitar ou Amplificar 1) Aumentar ganho de sinal. S & R são as primeiras letras de:/n Attack. CD Player e sinais de áudio de telões. Inglês. Dispositivo encontrado em alguns processadores digitais. Também usados em apresentação de orquestras ao vivo. Electret Microphone Inglês. Marca Registrada pela Alesis.16. Painéis Sonoros Painéis (tipo biombo) usados em estúdios para corrigir a acústica de uma sala. Bumbo da Bateria Inglês. Atenuação Diminuir Freqüências sonoras percebida. Compreendidas entre 20 Hz a 20. Cabo do Baixo Cabo que liga o contra baixo ao amplificador ou Direct Box. Placas Pequenas peças de madeiras usadas na parte interna de caixas acústicas. Tipo de mixagem de dois ou mais canais onde o primeiro vai diminuindo e o segundo vai aumentando gradativamente. Grava em fitas de vídeo Super VHS (S-Vhs). Inglês. Aparelho eletrônico que aumenta o nível de sinais elétricos e multiplicando o volume de um sinal de áudio. Sustain e Release. Gíria. Correia do Contra Baixo Correia que mantém o contra baixo suspenso junto ao corpo do músico. Inglês. Energia elétrica de corrente alternada. Bateria Instrumento musical responsável pero ritmo e andamento das músicas Drum Drummer Inglês. Inglês. Inglês. Afinador Afinador de instrumentos que usa a escala musical chamada cromática. Microfone de eletreto Ou microfone de condensador Electrical Engineer Inglês. 2) Aumentar o ganho de freqüências especificas como um equalizador. Amplificador de Contra Baixo Inglês. O Análogo que é mais inconstante e o sistema digital a base de números (bits) é mais preciso. Dispositivo muito comum também em equipamentos domésticos. Inglês. Inglês. Partitura Musical Componente de um alto falante que produz a movimentação do ar. Automação Inglês. Abreviação de AMPÉRE Inglês. Inglês./Indica que um aparelho possui um conversor interno que faz a mudança de /sistemas analógicos para digitais. Inglês. Gíria. Pedal do Bumbo da Bateria Também chamado de Kick Drums ou simplesmente pedal. D. alumínio ou fibra de carbono. Inglês. Diminuir o volume de um sinal de áudio. Inglês. agudas. Decay. Inglês. pode-se ligar vários aparelhos juntos para conseguir um número maior de canais 8. Canal Inglês. Apelido do plugue telefônico de 1/4 de polegada. Inglês. É modular ou seja . Corrente alternada é um tipo de corrente elétrica Inglês. Inglês. instrumentos digitais e teclados. Contra baixo Instrumento musical Inglês. Chimbau de Bateria Inglês. Inglês. Atenuar os graves = Diminuir os graves Inglês.C. Uma abreviação do termo Corrente Alternada. Recurso comum em mesas de som digitais para estúdios. Protocolo de associação internacional de engenheiros de áudio para para a comunicação de canais digitais usando conectores XLR. Permite ao engenheiro deixar pré-gravado os parâmetros da mesa vão aumentar ou diminuir automaticamente. A altura de uma onda de áudio ( senóide ou waveform ) acima ou abaixo da linha ZERO. manipulado. Agudos Significa freqüências altas. (ex. Balanço Equilíbrio entre dois canais ( L e R ) ou mais (como 5. Abreviação de Equalização Também pode significar equalizador ( aparelho) EQ . Francês. Fazer Hora Equivale a gíria "Rodar a Lâmpada" Inglês. Inglês. Estes são os vários elementos para mudanças e ajustes de parâmetros em efeitos digitais.24. Cápsula Define a cápsula de microfone. Mandada ou Saída Auxiliar Inglês. Unidade de medida de uma corrente elétrica. 1) Base musical onde será introduzida a voz. Mesa de Som Um tipo de corrente elétrica Gíria. Entrada Auxiliar Entrada comum em mesas de som onde normalmente são ligados Tape deck. Inglês. Inglês. Abreviação de Amplificador Em alguns manuais é abreviação de Ampére.32 etc. AC Power AC Power Cable AD ADAT ADSR AES/EBU AFC Amp Ampére Amplificador Amplitude Atenuação Attack Attenuation Áudio Freqüência Áudio Automação Automation Aux In Aux Out Aux Send Baffles 2 Baffles Balance Banana Band Track Bass 2 Bass Amp Bass Cables Bass Drum Pedal Bass Drum Bass Straps Bass Strings Bass Boost Box 2 Box Brilho Capsule Case Channel Separation Channel Chromatic Tuner Concertino Manuscript Cone Console Corrente Alternada Cozinhar o Galo Crossfader Cymbals DDL Significado Inglês. Caixa Definição popular de Caixas Acústicas ou de Direct Box. Conhecido também como plugue P-10 ou "de guitarra". Inglês. Abreviação de Digital Delay Inglês. Estojo Embalagem especial para acondicionamento e proteção de equipamentos. sentidas pelo ouvido humano. Podem ser refletivos ou absorventes impedindo que som entre ou saia de certo espaço. Inglês. Mais brilho = Mais agudo) Inglês. Automatic Frequency Control Controle automático de freqüências. Pequena CAIXINHA que transforma o sinal de instrumento em sinal de microfone (Alta impedância para Baixa impedância).É usado em pro e home-studios. Baterista Musico que toca bateria. Engenheiro Elétrico Responsável pelo dimensionamento elétrico em shows ou eventos no exterior. Ex. Inglês. Inglês. Lançado no inicio de 1993 tornou-se quase um padrão. Base Termo usado em gravação. Abreviação da Siglas Audio Engineering Society e European Broadcasting Union. Inglês. Caixa Em iluminação significa estruturas armadas de alumínio. 2) Final da música onde não tem mais a voz cantor (a) 3) pode significar também o play back antes de mixar ou musica sem a voz. É Direct Box utilizada para ligar instrumentos direto na mesa de som. Conhecidas como labirinto. Separação Entre Canais Especifica em decibéis a separação entre os canais do estéreo (direito e esquerdo) Inglês. Ataque Ponto ou instante onde o som começa e aumenta o volume. Inglês.GLOSSÁRIO Termo A A. Abreviação de ANALÓGICO para DIGITAL. transmitido ou amplificado por meio eletrônico .000 Hz (hertz) Tudo que se refere a SOM captado. Inglês. São fabricados em madeira.

Termo Fade In Fade Out Fade Fader Feed Feedback 2 Feedback Fidelity Filter Filtrar Final Mix Flat Floor Tons Fold Back Folding Amp Stand Foot Drum Foot Pedal Foot Switch Freqüência Frequency Range Frequency Full Ranger GND Graphic EQ Ground GTR Guitar Cables Guitar Picks Guitar Straps Guitar Strings Headphone House Mix In put In Keyboard Keyboardist Kick Drum Kick Knobs Left Channel Left Lei de Omh Significado Inglês. Inglês. Inglês. Uma voz Teclados do final da década de 70 que reproduziam uma voz (nota) de cada vez. Baixas Freqüências Graves Inglês. Gíria américa Afinador de guitarra. Aumentar ou abaixar o volume. Abreviação de microfones Inglês. Inglês. metal. Terra Fio terra ou aterramento. Ex : Um sistema de caixas sem crossover Inglês.Também conhecido como profundidade ou "regeneration" (realimentação) Inglês. I = V // R . Gravador Multicanal Também conhecido como Gravador multipistas. Baixa Abreviação de Low frequency Inglês. Uma mudança gradual de um nível para outro.000. Filtro Um dispositivo que remove freqüências de uma região pré determinada. R = V // I /n Low Batery Indicator Inglês. Inglês. Inglês. Abreviação de In Put Entrada Inglês. Freqüência Inglês. Ex: Mini Moog Inglês. São botões simples pode ser de plastico. Fidelidade Qualidade de uma gravação ou reprodução sonora. Faixa Completa. Inglês. Número de vibrações (ciclos) de uma onda sonora por um segundo. Surdo da Bateria Inglês. Esquerdo Formula matemática que explica a relação de voltagem. Botão de volume Botão ou chave deslizante usada para controlar o volume de um canal de mesa ou de outro aparelho qualquer. Multi-cabo Multi-cabo para canais de microfones . Remover ou atenuar uma região de freqüências. Inglês. Sinal Padrão Enviar um sinal auditivo padrão para teste. guitarras. Abaixar o volume Inglês. Botão. Faixa de Freqüências Região de freqüências em que um falante. Inglês. suporte para amplificadores de guitarra. Inglês. Cabo de guitarra Inglês Palhetas Pequenas peças triangulares de plástico. Inglês. Por exemplo V = I x R . Central de energia Transformador central de onde sairão todos os pontos de energia elétrica para os sistemas de som. Canal esquerdo Inglês. Abreviação de GROUND. Sistema que reproduz apenas um canal.000 Gíria. Sistema ou caixa acústica que emite todas as freqüências ao mesmo tempo. Pedestal de microfone Inglês. Low Batery Low Frequency Low Machine Head Main Power Make Off Medusa MEG Mexedor de pitocos Mic Snake Cables Mic Microphone Stand Mix 2 Mix Mixer Monophonic 2 Monophonic MTC Multitrack Record Multitrack Record Multitrack Inglês. baixos etc. Ponta do multi-cabo Apelido dado a ponta do multi-cabo ou sub-snake onde ficam os plugues XLR ou P-10. Referência mitologia a deusa grega "Medusa" que era uma mulher com cabelos de cobras. Termo Europeu Significa mandar um sinal da mesa de som para os monitores de palco. microfone ou aparelho atua ou trabalha melhor. Técnico operador de mesa de som em algumas regiões do nordeste. Realimentação Microfonia. Bateria ou pilha fraca Inglês. A freqüência de uma onda é medida em hertz (hz) Ex: 100 hz significa 100 vibrações (ciclos) por segundo. Inglês. Inglês. Área da Mesa Local onde fica instalada a mesa de som e periféricos. Inglês. Inglês. Reto Em áudio significa deixar todos parâmetro dos botões de volumes ou cortes em ZERO. Teclado Inglês. Chute Abreviação de Kick drum. Pedal de volume Inglês. Correia de guitarra Inglês. Inglês. Inglês. Abreviação de guitarra Inglês. Em processadores de efeitos é o parâmetro que controla a quantidade de repetições que acontecerão depois do som original . Pedal com chave Pode ser um pedal liga e desliga ou de pedal de contato usado em "sustain" de teclados e amplificadores de instrumentos. Misturar ou somar Parâmetro encontrado em alguns Efeitos Digitais ( tipo delay ) que controla a quantidade de efeito a ser adicionado ao som original. corrente. Ex. Aumentar o volume Inglês. Abreviação de 1. Cada banda de um equalizador é um filtro. Bumbo Outro nome do Bumbo da bateria. Inglês. Inglês. Mixagem final Quando todos os canais de uma gravação são reduzidos a uma mixagem de apenas dois canais. Misturar Inglês. Fio terra ou aterramento. Indicador de bateria fraca Normalmente é um Led (lusinha) que acende para indicar que a bateria esta fraca. Bumbo de bateria Inglês. Multicanal Também chamado de multipistas . luz. e resistência em circuitos elétricos. Desligar Gíria. Abreviação de MIDI Time Code Sinal de sincronismo MIDI baseado no sinal SMPTE. Inglês. Fone de ouvido Inglês. Misturador Pode significar pequenas mesas de som Inglês. Bumbo da bateria. Inglês. etc. O termo mais usado é Kick drum Inglês. Inglês.etc. Cordas de guitarra. Tecladista Inglês. Usadas para tocar violões. Inglês. Monofônico Ou simplesmente MONO. Inglês. Inglês. Inglês. Inglês. Equalizador Gráfico. Inglês. Entrada Inglês. Inglês. Inglês. Nos EUA e Japão o termo mais usado é Talk Back.

Canal direito Rigth Channel Rigth Inglês. Ligado Funcionando . Unidade Simples Apenas uma unidade Inglês. Régua de AC Gíria. Power Inglês. Energia Ligada. Direito lado direito Gíria. Inglês. Multi-cabo Snake Cable Snare Inglês. Inglês. Gíria. milésimos de segundos ou em metros. Power On Inglês. Pode ser acionado diretamente ou programado via MIDI Inglês. Gravar em cima parâmetro usado em processadores de efeitos que grava um novo efeito sobre um já gravado . Gíria. Direcionado ao público. Sistema para pequenos lugares chama-se " Sound Reinforcement " P. Parâmetro usado em processadores de efeitos que controla o espaço de tempo entre uma repetição e outra. processadores. 52v etc Power Supply Inglês.Conhecido também como "phono plug" Recording Engineer Inglês. Bastante usada para calibrar equipamentos. Lei de Ohm Formula matemática que explica a relação de voltagem. Amplificadores. Pequeno circuito ou resistências que atenua o sinal de entrada em mesas de som . Suporte ou estantes para caixas acústicas Conhecidas popularmente como tri-pé ou "pé de galinha" SPL Inglês. Phono Plug Inglês. Inglês. Tempo para a repetição. O seja o sinal original puro. RTA Inglês.Exemplo "de -10 até +50 graus. sax. P A Speakers Inglês. Cordas Encordoamento feitos em aço ou nylon para guitarras. Mudo Chave que corta o sinal (liga/desliga). No caso do áudio refere-se ao sistema de caixas de som direcionado ao público ou apenas P. Inglês. aceso etc. Área de Operação Este parâmetro determina a área de alcance de um transmissor ou receptor. Inglês. Microfone Onidirecional Inglês. Em algumas mesas de som o MUTE pode ser programado para ligar ou desligar um ou vários canais simultaneamente em momentos pré determinados. Power Requirements Dc 9v. Energia Requisitada Determina as necessidades de energia para o bom funcionamento de um aparelho. baixos etc. Pode ser medido em segundos. Plugue RCA Conector padrão em sistemas hi-fi e vídeo desenvolvido pela RCA . corrente. Inglês. Inglês. Transformador Apelido do transformador de força ou Main Power. Mas é usado PA apenas para as grandes platéias. Inglês. Desligado Inglês. guitarra. Parafusos Screws Single Unit Inglês. Sistema de monitores de palco. Mesa monitora Mesa de som responsável pela mixagem do som dos monitores ou ear phones do palco Stage Monitors Inglês. Speakers Cables Inglês. Percussionista Inglês. Strap Botton Straps Strings 2 Strings Sub Snake Sub Woofer Time Delay Trafo Trigado Trigger Inglês Botão da Correia Pequeno pino cromado com parafuso existente em instrumentos como violões e guitarras onde é presa a correia.mixers. Tweeters Inglês.A RCA connectors Inglês. Exemplo Ac 110v ou 220v. Replacement Inglês. Esse termo no Brasil define todos sistemas de som. Multi-cabo Pequeno multi-cabo secundário usado para fazer as ligações de baterias e outros instrumentos distribuídos pelo palco trazendo até o multi-cabo principal Inglês. Unidade de medida da resistência elétrica. Ou seja graves abaixo de 125hz.Azeiro Gíria. Silenciar Pequeno circuito eletrônico que diminui os ruídos de interferências em receptores de microfone sem fio (UHF ou VHF). Neste caso servem para disparar samplers em módulos de baterias eletrônicas. Engenheiro de gravação engenheiro responsável pelas gravações em estúdios. Inglês. Power 2 Inglês Abreviação de Power Amp. Apelido dado aos estúdios móveis (caminhões) que fazem gravações de shows ao vivo. DI etc Peak Inglês. Inglês. e resistência em circuitos elétricos. Inglês. Os mais comuns são usados em baterias. Stage Mix Inglês.violões. Oscilador Circuito eletrônico que gera uma onda de áudio constante. Abreviação de "Pre Fade Listen" Dispositivo usado em mesas de som onde o técnico operador pode ouvir o sinal que entra em um PFL canal selecionado antes de passar pela equalização. Circuito eletrônico que gera uma onda de áudio com sinal constante. Pico Volume mais alto de um sinal de áudio. Inglês. Usando triggers. Fontes de energia Transformadores de energia AC para DC. Abreviação de PUBLIC ADDRESS Som direcionado ao público. Cordas Define uma orquestra de cordas ou um naipe de violinos. Energia Ou eletricidade Public Address Inglês. Caixa da bateria. Inglês. Abreviação de Sound Pressure Level Nível de pressão sonora. Conhecido popularmente como plugue RCA. Acima da capacidade Quando um sinal de áudio ultrapassa a capacidade eletrônica de um circuito eletrônico causando a saturação Overload e distorção. Extensão de força Extensão de energia elétrica com varias tomadas. Cabos de Caixas Speakers Stands Inglês. Significa que bateria ou outro instrumento usa sensores para disparar um modulo de sampler . Em alguns aparelhos como câmeras de vídeo significa regravar o áudio da fita Inglês. Temperatura de Funcionamento Especifica temperatura adequada ao funcionamento do aparelho. Abreviação de REAL TIME ANALYZER Analisador em tempo real Inglês. Falante de Grave Sistema de caixas ou falantes que reproduzem freqüências muito baixas. Conector RCA Tipo de conector padrão em áudio e home vídeo. Saída Inglês. Tem esse nome porque se parecem com os Peixeiro caminhões de venda de peixe encontrados nas feiras livres de São Paulo Percussionist Inglês. Conhecido também como speed Gíria. Fazer Hora Termo muito usado em estúdios de gravações. Correias Neste caso correia de instrumentos baixo. . Squelch Existem modelos automáticos digitais e alguns com ajuste manual . Caixas de P A Inglês. Inglês. Saída Abreviação de Out put. Reparo de Tweeters Domo para reparos de Tweeters. Disparadores Pequenos dispositivos eletrônicos de contato sensíveis a vibrações.Termo Mute Off Ohm Ohm's Law Omnidirectional Microphone On Operating Range Operating Temperature Oscilador Oscillator Out Put Out Significado Inglês.etc Inglês. Os estúdios cobram por hora de gravação então alguns "mais espertos" Rodar a Lâmpada demoram a iniciar as gravações para aumentar o numero de horas a serem pagas. Em alguns casos significa eliminadores de pilhas ou baterias. técnico Técnico de som que opera e monta sistemas de P A Pad Inglês.Efeito conhecido Overdub como "som sobre som". pianos.

SEM FIO Denomina que o aparelho é sem fio. Tube Parametric EQ Inglês. Abreviação de válvula eletrônica U. Conector de três pinos padrão AES/EBU usado em microfones e seus cabos. Pode ser microfones.M.) Conector indicado para cabos e ligações balanceadas de 600 ohm. Proteção contra escrita ou regravação. transmissores de guitarra etc. fones de ouvido. É tocado com baquetas de bolinhas de borracha na ponta. Ruído Branco Sinal de áudio que contém todas as freqüências do espectro auditivo. Instrumento de percussão constituído de tubos metálicos.Significado Inglês. Equalizador Paramétrico a Válvula Tube Inglês. Em processadores digitais significa que os parâmetros não podem ser alterados. Inglês. Uma das variações da Marimba. Microfone sem fio Microphone Inglês. Sonofletor de graves Sonofletor próprio para reproduzir baixas freqüências (graves) . Instrumento musical. Válvula eletrônica White Noise Inglês. Também chamado de plugue Canon ( Canon é uma das marcas. ( Display ) Wireless Inglês. Abreviação de Unidade Móvel Veiculo com equipamento montado usados em gravações de externas para TV ou shows Vacuun Tube Inglês. Wireless Tubaphones Woofer Write Protect XLR Y-cable split Inglês. Janela Representa a área de trabalho nos softwares e pode representar também o visor de cristal liquido no aparelhos. Gerador de Ruído Branco E um circuito eletrônico que produz o " ruído Branco" que é usado para calibrar sistemas de áudio Generator Inglês./Veja também " White noise generator" Windows Inglês. Cabo y Termo . É usado em conjunto com analisador de White Noise espectro para Análise de sistemas de som. Normalmente reproduz na faixa de 80 a 600hz Inglês. Inglês. Gíria.

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