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PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: Art.

1º É vedado o funcionamento de qualquer estabelecimento financeiro onde haja guarda de valores ou movimentação de numerário, que não possua sistema de segurança com parecer favorável à sua aprovação, elaborado pelo Ministério da Justiça, na forma desta lei. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) (Vide art. 16 da Lei 9.017, de 1995) § 1o Os estabelecimentos financeiros referidos neste artigo compreendem bancos oficiais ou privados, caixas econômicas, sociedades de crédito, associações de poupança, suas agências, postos de atendimento, subagências e seções, assim como as cooperativas singulares de crédito e suas respectivas dependências. (Renumerado do parágrafo único com nova redação, pela Lei nº 11.718, de 2008) § 2o O Poder Executivo estabelecerá, considerando a reduzida circulação financeira, requisitos próprios de segurança para as cooperativas singulares de crédito e suas dependências que contemplem, entre outros, os seguintes procedimentos: (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008) I – dispensa de sistema de segurança para o estabelecimento de cooperativa singular de crédito que se situe dentro de qualquer edificação que possua estrutura de segurança instalada em conformidade com o art. 2o desta Lei; (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008) II – necessidade de elaboração e aprovação de apenas um único plano de segurança por cooperativa singular de crédito, desde que detalhadas todas as suas dependências; (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008) III – dispensa de contratação de vigilantes, caso isso inviabilize economicamente a existência do estabelecimento. (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008) § 3o Os processos administrativos em curso no âmbito do Departamento de Polícia Federal observarão os requisitos próprios de segurança para as cooperativas singulares de crédito e suas dependências. (Incluído pela Lei nº 11.718, de 2008) Art. 2º - O sistema de segurança referido no artigo anterior inclui pessoas adequadamente preparadas, assim chamadas vigilantes; alarme capaz de permitir, com segurança, comunicação entre o estabelecimento financeiro e outro da mesma instituição, empresa de vigilância ou órgão policial mais próximo; e, pelo menos, mais um dos seguintes dispositivos: I - equipamentos elétricos, eletrônicos e de filmagens que possibilitem a identificação dos assaltantes; II - artefatos que retardem a ação dos criminosos, permitindo sua perseguição, identificação ou captura; e III - cabina blindada com permanência ininterrupta de vigilante durante o expediente para o público e enquanto houver movimentação de numerário no interior do estabelecimento. Parágrafo único. (Revogado pela Lei 9.017, de 1995) Art. 3º A vigilância ostensiva e o transporte de valores serão executados: (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) I - por empresa especializada contratada; ou (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) II - pelo próprio estabelecimento financeiro, desde que organizado e preparado para tal fim, com pessoal próprio, aprovado em curso de formação de vigilante autorizado pelo Ministério da Justiça e cujo sistema de segurança tenha parecer favorável à sua aprovação emitido pelo Ministério da Justiça. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) Parágrafo único. Nos estabelecimentos financeiros estaduais, o serviço de vigilância ostensiva poderá ser desempenhado pelas Polícias Militares, a critério do Governo da respectiva Unidade da Federação. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995) Art. 4º O transporte de numerário em montante superior a vinte mil Ufir, para suprimento ou recolhimento do movimento diário dos estabelecimentos financeiros, será obrigatoriamente efetuado em veículo especial da própria instituição ou de empresa especializada. (Redação dada pela Lei 9.017, de 1995)

(Redação dada pela Lei 9. § 1º Os serviços de vigilância e de transporte de valores poderão ser executados por uma mesma empresa. o Ministério da Justiça poderá celebrar convênio com as Secretarias de Segurança Pública dos respectivos Estados e Distrito Federal. (Redação dada pela Lei 9.017. (Redação dada pela Lei 9.863. conforme a gravidade da infração e levando-se em conta a reincidência e a condição econômica do infrator: (Redação dada pela Lei 9. (Incluído pela Lei nº 8. em favor de estabelecimentos financeiros.017. industriais.interdição do estabelecimento. apólice de seguros que inclua cobertura garantindo riscos de roubo e furto qualificado de numerário e outros valores. de 1995) III .017. a estabelecimentos comerciais.017.017. outros meios de proteção previstos nesta Lei. além das hipóteses previstas nos incisos do caput deste artigo. de 1995) (Vide art. Parágrafo único. Art.multa. Art. de 1995) (Vide art. 9º . de 1995) Art 8º . pelo estabelecimento financeiro. poderão se prestar ao exercício das atividades de segurança privada a pessoas. as empresas definidas no parágrafo anterior. com a presença de dois vigilantes. bem como a segurança de pessoas físicas. previdenciária e penal. 16 da Lei 9.proceder à vigilância patrimonial das instituições financeiras e de outros estabelecimentos. de mil a vinte mil Ufirs. de 1995) II . de 1995) II . Parágrafo único .863. e órgãos e empresas públicas. das exigências previstas nesta Lei. de 1995) Art.863.863.encaminhar parecer conclusivo quanto ao prévio cumprimento desta lei. trabalhista. de 1995) III . além dos requisitos mínimos de segurança. de 1995) I . na forma de seu regulamento. de 1994) § 3º Serão regidas por esta lei.Nenhuma sociedade seguradora poderá emitir. (Redação dada pela Lei 9. (Redação dada pela Lei 9. 16 da Lei 9. de prestação de serviços e residências. 20.Nos seguros contra roubo e furto qualificado de estabelecimentos financeiros.advertência.017. públicos ou privados.017.017.017. de 1994) I .017. 5º O transporte de numerário entre sete mil e vinte mil Ufirs poderá ser efetuado em veículo comum. comercial. à autoridade que autoriza o seu funcionamento. de 1994) § 2º As empresas especializadas em prestação de serviços de segurança. sem comprovação de cumprimento. (Redação dada pela Lei 9.aplicar aos estabelecimentos financeiros as penalidades previstas nesta lei. a entidades sem fins lucrativos. pelos regulamentos dela decorrentes e pelas disposições da legislação civil. compete ao Ministério da Justiça: (Redação dada pela Lei 9. 10. vigilância e transporte de valores. de 1995) Art.Art. constituídas sob a forma de empresas privadas.As apólices com infringência do disposto neste artigo não terão cobertura de resseguros pelo Instituto de Resseguros do Brasil. de 1995) I . pelo segurado. (Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 8. (Incluído pela Lei nº 8. 6º Além das atribuições previstas no art. serão concedidos descontos sobre os prêmios aos segurados que possuírem.fiscalizar os estabelecimentos financeiros quanto ao cumprimento desta lei. II . 7º O estabelecimento financeiro que infringir disposição desta lei ficará sujeito às seguintes penalidades. Para a execução da competência prevista no inciso I. São considerados como segurança privada as atividades desenvolvidas em prestação de serviços com a finalidade de: (Redação dada pela Lei nº 8. (Redação dada pela Lei 9.realizar o transporte de valores ou garantir o transporte de qualquer outro tipo de carga.017. de 1994) .

quando em serviço.O requisito previsto no inciso III deste artigo não se aplica aos vigilantes admitidos até a publicação da presente Lei Art.Os diretores e demais empregados das empresas especializadas não poderão ter antecedentes criminais registrados. de 2001) Art. 12 . de 1995) Art. 17. que utilizem pessoal de quadro funcional próprio.ter sido aprovado em exame de saúde física. 10. ficam obrigadas ao cumprimento do disposto nesta lei e demais legislações pertinentes.comunicação à Secretaria de Segurança Pública do respectivo Estado.prisão especial por ato decorrente do serviço. Territórios e Distrito Federal: I . feito pela empresa empregadora.ter sido aprovado.863. e VII . de 1994) V .seguro de vida em grupo.uniforme especial às expensas da empresa a que se vincular. III .não ter antecedentes criminais registrados.Para o exercício da profissão. mental e psicotécnico. (Redação dada pela Lei nº 8.ter instrução correspondente à quarta série do primeiro grau. 15.É assegurado ao vigilante: I . 19 . Art. para os efeitos desta lei. O exercício da profissão de vigilante requer prévio registro no Departamento de Polícia Federal. em curso de formação de vigilante. Art. VI . para execução dessas atividades. 16. 3º e 4º do art. Art.ser brasileiro. IV .184. IV .porte de arma.autorização de funcionamento concedida conforme o art.ter idade mínima de 21 (vinte e um) anos. Território ou Distrito Federal. (Redação dada pela Lei 9. o vigilante preencherá os seguintes requisitos: I . O capital integralizado das empresas especializadas não pode ser inferior a cem mil Ufirs.017. Parágrafo único .São condições essenciais para que as empresas especializadas operem nos Estados. realizado em estabelecimento com funcionamento autorizado nos termos desta lei.O vigilante usará uniforme somente quando em efetivo serviço.863. (Incluído pela Lei nº 8.(Redação dada pela Lei nº 8. .863.§ 4º As empresas que tenham objeto econômico diverso da vigilância ostensiva e do transporte de valores. Art. 11 . 18 . 13. de 1994) Art. é o empregado contratado para a execução das atividades definidas nos incisos I e II do caput e §§ 2º. II . 20 desta Lei. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2. e II . 14 . de 1994) Art. II .A propriedade e a administração das empresas especializadas que vierem a se constituir são vedadas a estrangeiros. Vigilante. que se fará após a apresentação dos documentos comprobatórios das situações enumeradas no art. 16 . III .estar quite com as obrigações eleitorais e militares.

aplicar às empresas e aos cursos a que se refere o inciso I deste artigo as penalidades previstas no art. conforme a gravidade da infração.rever anualmente a autorização de funcionamento das empresas elencadas no inciso I deste artigo. Art. quando em serviço.dos estabelecimentos financeiros quando dispuserem de serviço organizado de vigilância. de 1995) Art.Será permitido ao vigilante. pelas Secretarias de Segurança Pública. II .advertência.Art. de fabricação nacional. de calibre 12. 16 ou 20. IV .As empresas especializadas e os cursos de formação de vigilantes que infringirem disposições desta Lei ficarão sujeitos às seguintes penalidades. (Redação dada pela Lei 9. Art. II . 21 . por intermédio do seu órgão competente ou mediante convênio com as Secretarias de Segurança Pública dos Estados e Distrito Federal: (Redação dada pela Lei 9. portar revólver calibre 32 ou 38 e utilizar cassetete de madeira ou de borracha. VIII .As armas destinadas ao uso dos vigilantes serão de propriedade e responsabilidade: I . VI . . 23 . VII . II .Os vigilantes. e IX . e IV . aplicáveis pelo Ministério da Justiça. Ill .multa de quinhentas até cinco mil Ufirs: (Redação dada pela Lei 9. mediante convênio. quando empenhados em transporte de valores.863.aprovar uniforme. As competências previstas nos incisos I e V deste artigo não serão objeto de convênio. de 1995) III .das empresas especializadas.autorizar a aquisição e a posse de armas e munições. X . Parágrafo único .017. 20. e c) dos cursos de formação de vigilantes.017.proibição temporária de funcionamento. poderão também utilizar espingarda de uso permitido.017. (Incluído pela Lei nº 8.cancelamento do registro para funcionar. Cabe ao Ministério da Justiça.fixar o currículo dos cursos de formação de vigilantes. V . 23 desta Lei. de 1994) Parágrafo único.fiscalizar as empresas e os cursos mencionados dos no inciso anterior.fixar o número de vigilantes das empresas especializadas em cada unidade da Federação. de 1995) I . ou. levando-se em conta a reincidência e a condição econômica do infrator: I .conceder autorização para o funcionamento: a) das empresas especializadas em serviços de vigilância.fiscalizar e controlar o armamento e a munição utilizados. b) das empresas especializadas em transporte de valores. ou mesmo quando contratarem empresas especializadas. 22 .fixar a natureza e a quantidade de armas de propriedade das empresas especializadas e dos estabelecimentos financeiros.

3o Compete ao Departamento de Polícia Federal o controle e a fiscalização dos produtos químicos a que se refere o art. transporte. reexportação. Art. da Secretaria Nacional Antidrogas ou da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.Parágrafo único . Art. de ofício ou em razão de proposta do Departamento de Polícia Federal. promoverá sua atualização. em sua fabricação.As empresas já em funcionamento deverão proceder à adaptação de suas atividades aos preceitos desta Lei no prazo de 180 (cento e oitenta) dias. reaproveitamento. 27 .Revogam-se os Decretos-leis nº 1. venda. excluindo ou incluindo produtos. em 20 de junho de 1983. 2o O Ministro de Estado da Justiça. psicotrópicas ou que determinem dependência física ou psíquica. embalagem. importação. permuta. psicotrópicas ou que determinem dependência física ou psíquica que não estejam sob controle do órgão competente do Ministério da Saúde. doação. a contar da data em que entrar em vigor o regulamento da presente Lei. transformação. transferência e utilização. Art. e dá outras providências. deverão providenciar seu recadastramento junto ao Departamento de Polícia Federal. produção. de acordo com os critérios e as formas a serem estabelecidas na portaria a que se refere o art. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. armazenamento. bem como estabelecerá os critérios e as formas de controle. os produtos químicos a serem controlados e. psicotrópicas ou que determinem dependência física ou psíquica. posse. quando necessário. na forma a ser estabelecida em regulamento. 24 . remessa. definirá. sob pena de terem suspenso seu funcionamento até que comprovem essa adaptação. Art.034. considera-se produto químico as substâncias químicas e as formulações que as contenham. em portaria. 1 o . nas concentrações estabelecidas em portaria. distribuição. Art.Incorrerão nas penas previstas neste artigo as empresas e os estabelecimentos financeiros responsáveis pelo extravio de armas e munições. de 21 de outubro de 1969. Brasília. na forma prevista nesta Lei. § 1o Aplica-se o disposto neste artigo às substâncias entorpecentes. . 4o Para exercer qualquer uma das atividades sujeitas a controle e fiscalização relacionadas no art. independentemente das demais exigências legais e regulamentares. 1o Estão sujeitos a controle e fiscalização. § 2o Para efeito de aplicação das medidas de controle e fiscalização previstas nesta Lei. Art. exportação.Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. independentemente do nome fantasia dado ao produto e do uso lícito a que se destina. 2o. empréstimo. aquisição. em qualquer estado físico. Art. reciclagem. 1o desta Lei e a aplicação das sanções administrativas decorrentes. comercialização. a pessoa física ou jurídica deverá se cadastrar e requerer licença de funcionamento ao Departamento de Polícia Federal. e nº 1.103. que estejam exercendo atividade sujeita a controle e fiscalização.O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de 90 (noventa) dias a contar da data de sua publicação. § 1o As pessoas jurídicas já cadastradas. 162º da Independência e 95º da República. JOÃO FIGUEIREDO Ibrahim Abi-Ackel Estabelece normas de controle e fiscalização sobre produtos químicos que direta ou indiretamente possam ser destinados à elaboração ilícita de substâncias entorpecentes. cessão. compra. e as demais disposições em contrário. de 6 de abril de 1970. 25 . todos os produtos químicos que possam ser utilizados como insumo na elaboração de substâncias entorpecentes. 26 .

A pessoa física ou jurídica que. 6o Todas as partes envolvidas deverão possuir licença de funcionamento. a Renovação da Licença de Funcionamento para o prosseguimento de suas atividades. Art. Art. exportar ou reexportar os produtos químicos sujeitos a controle e fiscalização. suspender o exercício de atividade sujeita a controle e fiscalização ou mudar de atividade controlada deverá comunicar a paralisação ou alteração ao Departamento de Polícia Federal. IV – deixar de apresentar ao órgão fiscalizador. III – omitir as informações a que se refere o art. VI – exercer atividade sujeita a controle e fiscalização com pessoa física ou jurídica não autorizada ou em situação irregular. quando solicitado. no prazo máximo de vinte e quatro horas. por qualquer motivo. VII – deixar de informar qualquer suspeita de desvio de produto químico controlado. Art. sem a devida Licença de Funcionamento ou Autorização Especial do órgão competente. A pessoa física ou jurídica que exerça atividade sujeita a controle e fiscalização deverá informar ao Departamento de Polícia Federal. para fins ilícitos. as informações sobre suas operações. . 4o deverá requerer. 7o Para importar. no prazo de trinta dias a partir da data da suspensão ou da mudança de atividade. nos termos desta Lei. qualquer suspeita de desvio de produto químico a que se refere esta Lei. 12. 9o Os modelos de mapas e formulários necessários à implementação das normas a que se referem os artigos anteriores serão publicados em portaria ministerial. Art. notas fiscais. nos casos previstos em portaria. Art. 5o A pessoa jurídica referida no caput do art. nos termos dos arts. 10. II – deixar de comunicar ao Departamento de Polícia Federal. 8o A pessoa jurídica que realizar qualquer uma das atividades a que se refere o art. ou prestá-las com dados incompletos ou inexatos. em caráter eventual. no prazo de trinta dias. periodicamente. 1 o desta Lei é obrigada a fornecer ao Departamento de Polícia Federal. 6o e dos procedimentos adotados pelos demais órgãos competentes. será necessária autorização prévia do Departamento de Polícia Federal. sem prejuízo do disposto no art. Parágrafo único.§ 2o A pessoa física ou jurídica que. VIII – importar. 8o desta Lei. sem prévia comunicação ao órgão competente. V – exercer qualquer das atividades sujeitas a controle e fiscalização. IX – alterar a composição de produto químico controlado. Os documentos que consubstanciam as informações a que se refere este artigo deverão ser arquivados pelo prazo de cinco anos e apresentados ao Departamento de Polícia Federal quando solicitados. anualmente. deverá providenciar o seu cadastro junto ao Departamento de Polícia Federal e requerer autorização especial para efetivar as suas operações. 11. Art. Constitui infração administrativa: I – deixar de cadastrar-se ou licenciar-se no prazo legal. sem autorização prévia. exceto quando se tratar de quantidades de produtos químicos inferiores aos limites a serem estabelecidos em portaria do Ministro de Estado da Justiça. Art. exportar ou reexportar produto químico controlado. manifestos e outros documentos de controle. qualquer alteração cadastral ou estatutária a partir da data do ato aditivo. Art. necessitar exercer qualquer uma das atividades sujeitas a controle e fiscalização. bem como a suspensão ou mudança de atividade sujeita a controle e fiscalização. 1o e 2o.

II – apreensão do produto químico encontrado em situação irregular. A pessoa física ou jurídica que cometer qualquer uma das infrações previstas nesta Lei terá prazo de trinta dias. a reincidência. São sujeitos passivos da Taxa de Controle e Fiscalização de Produtos Químicos as pessoas físicas e jurídicas que exerçam qualquer uma das atividades sujeitas a controle e fiscalização de que trata o art.20 (dois mil. roubo ou extravio de produto químico controlado e documento de controle. § 1o Na dosimetria da medida administrativa. Art. notas fiscais.064. no prazo de quarenta e oito horas. 1o desta Lei. rótulos e embalagens de produtos químicos controlados visando a burlar o controle e a fiscalização. § 3o Em caso de risco iminente à saúde pública ou ao meio ambiente. O descumprimento das normas estabelecidas nesta Lei. 16. ou nota fiscal. na forma e prazo estabelecidos em regulamento. a natureza da infração. § 2o A critério da autoridade competente. III – suspensão ou cancelamento de licença de funcionamento. os produtos químicos eventualmente apreendidos serão devolvidos ao seu legítimo proprietário ou representante legal. aplicadas cumulativa ou isoladamente: I – advertência formal. de qualquer maneira. o recolhimento do valor total da multa arbitrada poderá ser feito em até cinco parcelas mensais e consecutivas. a conduta do infrator. § 3o Das sanções aplicadas caberá recurso ao Diretor-Geral do Departamento de Polícia Federal. 1o desta Lei. após trânsito em julgado da decisão proferida no respectivo processo administrativo. IV – revogação da autorização especial. XI – deixar de informar no laudo técnico. a contar da data da fiscalização. . § 1o Sanadas as irregularidades. Art. cento e vinte e oito reais e vinte centavos) a R$ 1. independentemente de responsabilidade penal. para sanar as irregularidades verificadas. cujo fato gerador é o exercício do poder de polícia conferido ao Departamento de Polícia Federal para controle e fiscalização das atividades relacionadas no art. Os procedimentos realizados no exercício da fiscalização deverão ser formalizados mediante a elaboração de documento próprio. o órgão fiscalizador poderá dar destinação imediata aos produtos químicos apreendidos. serão consideradas a situação econômica. 14. a quantidade dos produtos químicos encontrados em situação irregular e as circunstâncias em que ocorreram os fatos. e XIII – dificultar. 14. Art. quando for o caso. 13. em local visível da embalagem e do rótulo.128. XII – deixar de comunicar ao Departamento de Polícia Federal furto. Art. a concentração do produto químico controlado. alienados ou doados pelo Departamento de Polícia Federal a instituições de ensino. 17. a ação do órgão de controle e fiscalização. Fica instituída a Taxa de Controle e Fiscalização de Produtos Químicos.00 (um milhão.100. pesquisa ou saúde pública. sem prejuízo da aplicação de medidas administrativas previstas no art. sessenta e quatro mil e cem reais). Art. e V – multa de R$ 2. § 2o Os produtos químicos que não forem regularizados e restituídos no prazo e nas condições estabelecidas neste artigo serão destruídos. sujeitará os infratores às seguintes medidas administrativas.X – adulterar laudos técnicos. 15.

cinqüenta por cento. Art. emissão de Certificado de Licença de Funcionamento. emissão de segunda via de Autorização Especial. estadual e municipal. e c. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 180o da Independência e 113o da República. b. sem prejuízo das demais obrigações previstas nesta Lei: I – os órgãos da Administração Pública direta federal. emissão de segunda via de Certificado de Licença de Funcionamento.quarenta por cento. b. Parágrafo único. 22. Art. 21. 27 de dezembro de 2001. III – as entidades particulares de caráter assistencial. quando se tratar de filial de empresa já cadastrada.00 (quinhentos reais) para: a. e b. 1o a 13 e 18 da Lei no 9. Brasília. emissão de Certificado de Registro Cadastral.setenta por cento. Os valores constantes dos incisos I e II deste artigo serão reduzidos de: I . São isentos do pagamento da Taxa de Controle e Fiscalização de Produtos Químicos. . Ficam revogados os arts. 18. Os recursos relativos à cobrança da Taxa de Controle e Fiscalização de Produtos Químicos. Art. A Taxa de Controle e Fiscalização de Produtos Químicos será recolhida nos prazos e nas condições estabelecidas em ato do Departamento de Polícia Federal. referidos no caput deste artigo. pesquisa e saúde. Art.000. 19. II . Parágrafo único. à aplicação de multa e à alienação de produtos químicos. e c. de 30 de março de 1995. filantrópico e sem fins lucrativos que comprovem essa condição na forma da lei específica em vigor. alteração de Registro Cadastral. A Taxa de Controle e Fiscalização de Produtos Químicos é devida pela prática dos seguintes atos de controle e fiscalização: I – no valor de R$ 500. III . quando se tratar de microempresa.017. ao Departamento de Polícia Federal.Art. II – no valor de R$ 1. II – as instituições públicas de ensino. emissão de Autorização Especial. III – no valor de R$ 50. emissão de segunda via de Certificado de Registro Cadastral. Art. renovação de Licença de Funcionamento. à aplicação de multa e à alienação de produtos químicos previstas nesta Lei constituem receita do Fundo Nacional Antidrogas – FUNAD.00 (um mil reais) para: a. 23. O Fundo Nacional Antidrogas destinará oitenta por cento dos recursos relativos à cobrança da Taxa. 20. quando se tratar de empresa de pequeno porte. para o reaparelhamento e custeio das atividades de controle e fiscalização de produtos químicos e de repressão ao tráfico ilícito de drogas.00 (cinqüenta reais) para: a.

§ 4o O inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei em curso somente poderá ser avocado ou redistribuído por superior hierárquico. devendo-lhe ser dispensado o mesmo tratamento protocolar que recebem os magistrados. 4o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. os membros da Defensoria Pública e do Ministério Público e os advogados. mediante análise técnico-jurídica do fato. que tem como objetivo a apuração das circunstâncias. Art. § 1o Ao delegado de polícia. documentos e dados que interessem à apuração dos fatos. 20 de junho de 2013. DILMA José Miriam Luís Inácio Lucena Adams ROUSSEFF Cardozo Belchior Eduardo Este texto não substitui o publicado no DOU de 21. cabe a condução da investigação criminal por meio de inquérito policial ou outro procedimento previsto em lei. Art. § 3o (VETADO). § 6o O indiciamento. da materialidade e da autoria das infrações penais. materialidade e suas circunstâncias. dar-se-á por ato fundamentado. essenciais e exclusivas de Estado. Art.6. 3o O cargo de delegado de polícia é privativo de bacharel em Direito. privativo do delegado de polícia. mediante despacho fundamentado. cabe ao delegado de polícia a requisição de perícia. 192o da Independência e 125o da República.2013 . § 2o Durante a investigação criminal. por motivo de interesse público ou nas hipóteses de inobservância dos procedimentos previstos em regulamento da corporação que prejudique a eficácia da investigação. que deverá indicar a autoria. informações. na qualidade de autoridade policial. 1o Esta Lei dispõe sobre a investigação criminal conduzida pelo delegado de polícia. Brasília. § 5o A remoção do delegado de polícia dar-se-á somente por ato fundamentado. 2o As funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais exercidas pelo delegado de polícia são de natureza jurídica.A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art.