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O Simbolo Niceno-Constantinopolitano

O Simbolo Niceno-Constantinopolitano

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Livro Deposito de Fé Vol I
Capitulo 1 Símbolo Niceno-Constantinopolitano
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1 Símbolo Niceno-Constantinopolitano
Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso,
Criador do céu e da terra; de todas as coisas
visíveis e invisíveis.
a
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho
Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de
todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz,
Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado,
não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele
todas as coisas foram feitas. E por nós,
homens, e para nossa salvação, desceu dos céus: e se encarnou
pelo Espírito Santo, no seio da virgem Maria, e se fez homem.
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi
sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e
subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há
de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu
reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai
e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ele que
falou pelos profetas.
Creio na Ìgreja, una, santa, católica e apostólica.
Professo um só batismo para remissão dos pecados.
E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de
vir. Amém.
§195 O Símbolo denominado Niceno-Constantinopolitano tem sua
grande autoridade no fato de ter resultado dos dois primeiros
Concílios ecumênicos (325 e 381). Ainda hoje ele é comum a todas
as grandes Ìgrejas do Oriente e do Ocidente.¨
§242 Na esteira deles, seguindo a Tradição apostólica, a Ìgreja, no
ano de 325, no primeiro Concílio Ecumênico de Niceia, confessou
que o Filho é "consubstancial¨ ao Pai, isto é, um só Deus com Ele. O
segundo Concílio Ecumênico, reunido em Constantinopla em 381,
|a| O Simbolo denominado Niceno-Constantinopolitano tem a sua grande
autoridade pelo Iato de ser resultado dos dois primeiros Concilios ecumênicos
no ano de 325 e no ano de 381.
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conservou esta expressão em sua formulação do Credo de Niceia e
confessou "o Filho Único de Deus, gerado do Pai antes de todos os
séculos, luz de luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado,
não criado, consubstancial ao Pai¨.
§245 A fé apostólica no tocante ao Espírito foi confessada pelo
segundo Concílio Ecumênico, em 381, em Constantinopla: "Cremos
no Espírito Santo, que é Senhor e que dá a vida; ele procede do
Pai¨. Com isso a Ìgreja reconhece o Pai como "a fonte e a origem de
toda a divindade¨. Mas a origem eterna do Espírito Santo não deixa
de estar vinculada à do Filho: "O Espírito Santo que é a Terceira
Pessoa da Trindade, é Deus, uno e igual ao Pai e ao Filho, da
mesma substância e também da mesma natureza... Contudo, não
se diz que Ele é somente o Espírito do Pai, mas ao mesmo tempo o
Espírito do Pai e do Filho¨. O Credo da Ìgreja do Concilio de
Constantinopla, confessa: "Com o Pai e o Filho ele recebe a mesma
adoração e a mesma glória¨.
§465 As primeiras heresias, mais do que a divindade de Cristo,
negaram sua humanidade verdadeira (docetismo gnóstico). Desde
os tempos apostólicos a fé cristã insistiu na verdadeira Encarnação
do Filho de Deus, "que veio na carne¨. Mas desde o século ÌÌÌ a
Ìgreja teve de afirmar, contra Paulo de Samósata, em um concílio
reunido em Antioquia, que Jesus Cristo é Filho de Deus por natureza
e não por adoção. O Ì Concílio Ecumênico de Niceia, em 325,
confessou em seu Credo que o Filho de Deus é "gerado, não criado,
consubstancial (homousios) ao Pai¨ e condenou Ário, que afirmava
que "o Filho de Deus veio do nada¨ e que ele seria "de uma
substância diferente da do Pai¨.

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