You are on page 1of 122

UIF F – P ós-Graduaç ão e m Avaliaçã o

Psicológi ca
Aval iação em C ont exto Foren se
Formadora: Mestre Sandra Fornelos
Formanda: Carla Sofia Coelho Serra

Teste da Árvore
Introdução teórica
O teste da árvore insere-se dentro dos
chamados "Testes Projectivos"
 O teste projectivo é um instrumento de
avaliação ao serviço da clínica
psicológica e uma tentativa de
compreensão do funcionamento mental
do outro.
Introdução teórica
As técnicas projectivas têm como
finalidade:
• Aceder ao funcionamento mental do sujeito;
• Aprender a realidade do outro, a
subjectividade;
• Proceder a um diagnóstico psicológico e a
um diagnóstico diferencial.
Introdução teórica
Objectividade vs Subjectividade
Objectividade:
 Psicometria;
 Provas estandardizadas, aferidas;
 Procura medir uma função.

Subjectividade:
 Com base quase exclusivamente na intuição;
 Se não houver capacidade de intuir as técnicas as teorias
não valem nada;
 A intuição permite-nos formular as hipóteses;
 Intuição tem de ser contrabalançada com elementos da
realidade.
Introdução teórica
Técnicas projectivas
Obedecem a critérios:
 Objectivam a subjectividade;
 É a realidade do outro que interessa e não a
nossa;
 Temos que ter a humildade de ter
consciência de que nem tudo sabemos.
No movimento Projectivo as pessoas
distorcem a realidade introduzindo crenças,
valores, pensamentos próprios.
Introdução teórica
Projecção nas técnicas projectivas
 Como conceito aparece sempre associada à percepção.
 Não há projecção sem percepção.
 Quando apresentado o estímulo ao sujeito, há uma
ligação das duas.
 Há uma junção do movimento perceptivo e do movimento
projectivo.
 Através da projecção a ambiguidade dos estímulos
externos, ganha estatuto de imagens bem definidas.
 Mecanismo de adaptação à realidade.
 Não confundir com os mecanismos de evacuação do que
resulta insuportável ao sujeito (psicóticos).
Introdução teórica
O processo projectivo
 Só são acolhidas , investidas pelo sujeito, as percepções ou
excitações que reactivam traços mnésicos.
 Só vemos aquilo que podemos, com os olhos que temos.
 Parimos de um determinado estímulo que vai reactivar em nós
memórias subjectivas e individualizadas.
 Nós temos coisas em comum mas temos memórias
individuais.
 Selecção logo à partida dos estímulos.
 Reparamos no estimulo em função da nossa problemática
individual, em função de nós próprios.
 Integramos os estímulos num esquema pessoal  respostas
nem certas nem erradas.
Introdução teórica

Parâmetros da situação projectiva


 O material

 A instrução

 A relação Psicólogo - Sujeito


Introdução teórica
Situação projectiva
• Sujeito tem que se mobilizar
psicologicamente para ligar, ordenar o
interno e o externo.
• Assistimos a oscilações mais ou menos
subtis entre a realidade externa e a interna.
• A projecção vai acabar por colorir a realidade
externa.
• Há indivíduos que “ mergulham “ nos
fantasmas e secundarizam o discurso.
Introdução teórica
• Para outros o material é tão destrutivo que não voltam a
contactar com a realidade.
• Equilíbrio: oscilação entre a actividade perceptiva e a
projectiva.
• Boa distancia: permite ao sujeito que as respostas
expressas , tendo presente a realidade externa, mostrem
a ressonância fantasmática.
• Importante: manter presente a realidade, não a perder de
vista ( forma, cor…)
• Desaparecimento do principio da realidade:
• Quando há um investimento massivo das representações
reactivado pelo conteúdo latente dos cartões.
• Quando a projecção domina sobre a percepção.
O teste da árvore – Conceitos
associados
 Noteste da árvore todo o desenho
constitui um idioma de imagens cujo
propósito é comunicar. O indivíduo,
adulto ou criança, informa através do
desenho sobre a sua relação com o
mundo, interno e externo, no que é
desenvolvido (desenhado).
O teste da árvore – Conceitos
associados
 Toda a produção gráfica leva a marca da
vida psíquica do indivíduo, mas como
explicar isto?, como explicar que a
pessoa pode capturar o seu carácter
numa escritura ou em desígnio gráfico?
que mecanismo é?, quais são as
causas?....
O teste da árvore – Conceitos
associados
 Para
responder a estas questões
encontramos quatro elementos da mente
humana:
O teste da árvore – Conceitos
associados
 Área perceptiva (AP) – Encarregue de
perceber ou capturar os estímulos que
vêm do exterior;
 Área Pré-motora (APR) – encarregue de
enviar a mensagem para a acção
somática;
 Consciente.
 Inconsciente.
O teste da árvore – Conceitos
associados
 Encontramos uma árvore que seria o estímulo;
 Este é captado pela AP, que neste caso seria o sentido
da visão;
 Imediatamente passará ao inconsciente para ser
reconhecido e classificado, já que é naquela zona que se
encontra a memória;
 O inconsciente fará saber ao consciente para que o
estímulo seja analisado de uma forma racional e possa
extrair uma resposta para o APR;
 Uma possível resposta neste caso poderia ser: ir podar
os ramos da árvore, apanhar as frutas, ou outros.
O teste da árvore – Conceitos
associados
Contudo, existe também uma linha directa de
comunicação que vai desde o inconsciente à área pré-
motora; esta linha recorre aos actos puramente
inconscientes (impressões ou sentimentos que nos deu a
imagem da árvore ao longo de nossa vida, também
traumas, sexo, etc). Isto é verdadeiro em qualquer um
dos actos humanos (falar, escrever, pintar, gesticular,
etc...)
Todo este processo mencionado até aqui é denominado
"Processo Mental", assim todo o acto que faz o sujeito
será uma manifestação inconsciente de sua
personalidade e do seu carácter.
O teste da árvore – Conceitos
associados
 Por tudo isto é que todo o teste projectivo tem
uma vital importância ao conhecer o sujeito, já
que os seus desenhos projectam o seu
interior, carregado com toda a informação
inconsciente (às vezes semi-inconsciente) que
surge do mesmo sujeito.
 No Teste da Árvore, a árvore expressa as
relações que existem entre o Id, o Ego, e o
Super-ego.
O teste da árvore – Conceitos
associados
Id
 Chamamos Id à mais antiga das instâncias psíquicas, o
núcleo da nossa personalidade.
 Ele é constituído ou integrado pela totalidade dos
impulsos instintivos. Grande parte do Id é formado por
elementos arcaicos, quer dizer isso, aquilo que herdou, o
que o sujeito traz desde o seu nascimento.
 É importante mencionar que os sectores do Id são
inconsciente.
 Num aspecto dinâmico, o Id é composto por: Impulsos
inatos, agressivos e sexuais, e por desejos reprimidos.
O teste da árvore – Conceitos
associados
Ego
 No decurso do crescimento, o bébe vai adquirindo uma
experiência da realidade que origina que uma parte Id se
adapte a ela.
 O conteúdo do Ego é o resultado de identificações com
as características de outras pessoas que vão tendo
influência na vida da criança (especialmente as
identificações com os pais).
 Em primeiro lugar, o Ego é pré-consciente e depois
consciente.
 O Ego encontra-se numa posição de compromisso entre
as pulsões do Id, os imperativos do Super-ego e as
exigências da realidade.
O teste da árvore – Conceitos
associados
Super-ego
 No desenvolvimento da personalidade constitui-se a
terceira instância do psiquismo ao separar-se uma parte
do Ego e observa-se a si mesmo julgando e criticando,
ou seja, o Super-ego é a instância psíquica afastada do
Ego que se auto observa, critica as acções do ser
humano e apresenta a imagem ideal com a qual se
deveria parecer.
 Além da censura, o Super-ego preside também na
formação dos ideais, das funções imaginárias do eu,
julga e critica, representa as exigências da moralidade e
da sociedade.
Origens do teste
 O desenvolvimento do teste de árvore como um teste
projectivo e de psicodiagnóstico foi dado primeiramente
por Emil Jucker, um consultor vocacional suíço. Foi
continuado mais tarde por Thurner, um psicólogo suíço,
então, Vetter, um grafoanalista alemão e psicólogo foi o
primeiro que combinou as duas ciências.
 Depois, o psiquiatra suíço Karl Koch contribui com as
suas formulações no Teste de Árvore.
 Muitas das interpretações que K. Koch fez do Teste da
Árvore estão muito relacionadas com essa grafologia.
Por exemplo: As áreas; A qualidade das linhas do
desenho; O local na folha.
Origens do teste

 É deste modo então que na análise final a


forma, o movimento, o espaço, a cor, etc, têm
um papel importante tanto na análise do Teste
da Árvore como na escrita.
 Podemos mencionar também o psiquiatra
alemão Graf Wittgentein que contribuiu numa
valiosa descoberta para o Teste da Árvore.
Indice de Wittgentein
 Graf Wittgentein fez uma valiosa contribuição
ao teste da árvore. Deixou-nos um método de
medição baseado na teoria que o desenho de
uma árvore podia não só reflectir a situação
momentânea do sujeito, mas também poderia
descrever o tempo e ocorrência de um trauma
no seu desenvolvimento. Supondo que:
1- a altura da árvore representa a idade do
sujeito.
2- todas as medidas verticais são proporcionais
ao tempo.
Indice de Wittgentein
 De acordo com Graf Wittgentein, a altura total da árvore
desde a raiz ou solo até à ponta mais alta (a copa)
representa a idade do sujeito no momento em que ele
realiza o teste. Se medirmos esse segmento (chamamos
AB) e expressarmos em termos de milímetros, diremos
então que o mesmo é a representação da idade daquele
sujeito.
 Se realizarmos o quociente entre a medida deste
segmento (AB) expresso em milímetros e a idade do
sujeito, estaremos em condições de determinar o número
para o qual chamamos Índice de Wittgentein (IW).
Indice de Wittgentein
 De seguida medimos a distância que existe entre a raiz
ou chão da árvore e a zona do tronco no qual aparece o
nó, fenda, ramo cortado, ou qualquer outro tipo de
acidente. Este será por exemplo o segmento CD e
também expressaremos em milímetros.
 Passo final, tiramos o quociente entre a medida do
segmento CD (já expresso em milímetros) e o Índice de
Wittgentein; o número obtido desta operação dar-nos-á a
idade do sujeito quando viveu um facto traumático de
transcendência na sua vida, o qual deixou marcas.
Indice de Wittgentein
 Vejamos este processo num gráfico:
Aplicação
 Este teste pode ser aplicado tanto a crianças
como a adultos. É extremamente útil já pela
sua aplicação rápida e validade como também
pela sua informação rica.
 1º PASSO: Será dada ao sujeito uma folha em
branco, um lápis e uma borracha, e será
pedido que desenhe uma árvore (do tipo que
ele quiser, sempre que se trate de um tipo de
árvore real).
Aplicação
 2º PASSO: Será dada ao sujeito outra folha
em branco, um lápis e uma borracha, mas
neste caso pedimos-lhe para desenhar três
árvores (do tipo que ele quer, desde que seja
um tipo de árvore real).
 O sujeito deverá estar sempre numa posição
confortável e ter certeza que não tem
nenhuma árvore por perto que o leve a copiar
no seu desenho (o que resultará na falta de
espontaneidade).
Aplicação
 No Primeiro Passo o desenho de uma
única árvore representará o sujeito; a
sua vida interior, os traumas, as
recordações, a forma de se relacionar.
 No Segundo Passo a primeira árvore
representará o sujeito, a segunda árvore
representará a família e a terceira árvore
representará o mundo externo.
Aplicação
 Entrega-se a folha em posição horizontal, para
a qual devemos prestar máxima atenção já
que mudanças de posição da folha, poderão
dar-nos uma primeira indicação do
comportamento de não adaptabilidade para os
formalismos, sujeito de carácter independente,
não convencional mas inteligente.
 Este sujeito usará um tempo livre para
desenhar a árvore, embora este tempo não
deva superar os 30 minutos como máximo.
Aplicação
 É importante explicar ao sujeito que o desenho que
levará a cabo da árvore deverá ser completamente
espontâneo, natural, não precisa de estar um excelente
desenho já que não será avaliada a destreza ou
habilidade artística.
 Uma vez concluído o desenho, o avaliador poderá então
avaliar a linha do desenho (forte, fraco, rápido, lento,
curvado, direito...), o tamanho dele, o tipo de chão, a
estrutura da árvore (com ou sem algumas das partes
fundamentais: copa, tronco, raiz), etc.
Interpretação
 A análise do desenho da árvore é realizada através
de cinco partes do mesmo:o tronco, a copa, as
raízes e o solo.
 Sumariamente podemos dividir o desenho da árvore
da seguinte forma:
Tronco
O tronco tem uma importância muito
significante pois é por meio da sua
observação que poderemos avaliar:
1- O Nível de Força Yoica - permitirá que o
sujeito seja firme à realidade, preservar
os objectivos e metas do seu eu, poder
sobrepor-se ou resistir às frustrações e
pressões que resultam da sua
interacção com o meio que o circunda.
Tronco
2- O Nível de Estabilidade Emocional - é
definitiva a presença e o nível de conflitos
associado à susceptibilidade, a
vulnerabilidade, a sensibilidade, a rigidez
emocional, a adaptabilidade, etc.
 3- O Grau de Auto-evolução - que é como o
sujeito está nesse momento, o seu critério de
realidade, a força dele, a capacidade para
controlar impulsos e emoções.
Tronco
 Por conseguinte, o tronco dará conta dos aspectos
mais conscientes do psiquismo do sujeito.
 O tronco é o que sustenta, representa o eu psíquico,
consciente, as reacções afectivas. Isto simboliza a
personalidade de cada sujeito.
 Na observação do tronco contemplaremos as
seguintes variantes e a sua interpretação:Perfis,
sombras (dentro do tronco), acentuações ou
remates (nos lados do tronco), superfícies ou cascas
e contorno do tronco.
Tronco - perfis
1 - Tronco Direito Até a Base: Sujeito com
horizontes limitados, rigidez, artificialidade,
elasticidade reservada, obstinada, sistemática,
convencionalismo, habilidade para o abstracto,
rígido, infantilidade e imaturidade.

2 – Tronco Direito à esquerda e curva à direita:


Sujeito com personalidade rígida para consigo
mesmo, mas com os outros é amável, falador, mais
aberto e menos exigente.
Tronco - perfis
3 – Tronco Direito e curva à
esquerda: Sujeito que apresenta
rigidez e indiferença, certo grau de
dificuldade em comunicar.

4 – Tronco com Ambos os lados


Côncavos: Sujeito emotivo, sensível,
desejoso de comunicar com os outros,
extrovertido.
Tronco - perfis
5 – Tronco com Ambos os Lados
Convexos: Sinal de vaidade,
narcisismo de adoração do ego.

6 – Tronco Muito Largo: forte


afirmação do eu. Actua de forma
impulsiva.
Tronco - perfis
7 – Tronco Muito Estreito ou Magro: Sujeito muito
sensível, possui um grande refinamento. É
importante mencionar que este tipo de tronco,
apresentado em conjunto com uma linha alta como
o pescoço da girafa também poderia ser indicativo
de psicose. Para este último caso é bom observar o
grupo das linhas.
8 – Tronco que se Estreita: Sujeito que se sente
oprimido, angustiado. Indicador geral de pressão
angustiosa do eu. É bom lembrar que neste ponto
em grafologia, todo o sofrimento é indicativo de
opressão, de si mesmo ou do ambiente.
Tronco - perfis
9 – Tronco em Linhas Brisados:
poderíamos estar frente a um caso de
problemas próprios da idade do sujeito, ou
de saúde como poderia ser colesterol alto
(as artérias estão estreitadas, etc). Nalguns
casos pós-operatórios é comum observar
brisados nos traços do sujeito. Em geral, o
brisado será um indicador de angústia.
10 - Tronco Largo para cima: Indicador
de masoquismo.
Tronco - perfis
11 – Tronco alargado na Base
Direita: O sujeito mantém uma atitude
opositora, quase constante e
sistematicamente. Cauteloso,
obstinado.
12 – Tronco alargado na Base
Esquerda: O sujeito carrega a
influência da figura materna e do seu
passado pessoal e individual.
Tronco - perfis
13 – Tronco alargado na Base em
Ambos os Lados: Devido a certos
traumas, o sujeito vive sentimentos de
contradição interior. Há nele uma notável
diferença entre o seu pensar e o agir.
Problemas para a aprendizagem, trôpega
forma de pensar, transtornos no
desenvolvimento.
14 - Tronco de Base Larga: Sujeito com
necessidade de apoio, falta de segurança,
temor à morte. Mais prático que teórico.
Tronco – Sombras
1 – Tronco Sombrio à direita: O sujeito é delicado
no tratamento social, mas é importante destacar
que o seu sombreado é produto de uma atitude
violenta, então indicará agressividade para o outro.

2 – Tronco Sombrio à esquerda: O sujeito tem


uma cota importante de fantasia, de sonho, de
delicadeza, mas igual ao caso anterior, o seu
sombreado é produto de uma atitude violenta, então
indicará agressividade mas para si mesmo (auto-
agressão).
Tronco – Sombras
3 – Tronco com Sombreado
Parcial ou Total: Estado de
depressão, de solidão, de
angústia. Quanto mais forte e
marcado é o sombreado, mais
nos indicará a tendência para
o suicídio.
Tronco – Acentuações ou remates
1 – Tronco com Acentuação Direita: O
sujeito vive em conflito com o meio que o
rodeia. Se há excesso de ênfase indicará
tendências obsessivas e agressivas.

2 – Tronco com Acentuação Esquerda:


O sujeito dá importância maior ao seu
mundo interior. Por tal razão a sua
aproximação para o outro e a forma de
enfrentar as situações será muito
subjectiva.
Tronco – Casca
 A casca constitui um elemento de protecção, é
a cobertura do tronco.
 Esta superfície torna-se a zona de contacto
entre o interior e o exterior, entre o eu e o
mundo que os rodeia.
 Podemos pensar que a qualidade ou tipo de
casca ou cobertura nos darão informação das
diferenças que podem existir na atitude interior
e no comportamento externo.
Tronco – casca
Casca Manchada.
Sujeito que experimentou muito
sofrimento na vida. Indicador de
traumas, angústias, falta de
claridade e de visão adiante. Visão
negativa do futuro, geralmente
baseada num passado doloroso e
traumático que não lhe permite
solidificar razões de esperança.
Tronco – casca
Casca em Linhas Angulares,
Denteadas, Rectas, Agudas.
Sujeito com uma grande
susceptibilidade. Mordacidade,
vulnerabilidade, obstinação,
agressividade, reacção, sensibilidade
à menor critica, pungente, rude.
Tronco – casca
Casca em Linhas Curvas,
arqueadas, Arredondadas.
Sujeito com facilidade para os
contactos interpessoais, simpatia,
carácter aberto, boa disposição para
adaptar-se.
Tronco – contorno
Ambos os Contornos Ondulados.

Sujeito com uma vivacidade


saudável, de fácil adaptação ao
ambiente, às circunstâncias. Se as
ondulações são complicadas, com nó
e cortes (ou outros acidentes) nos
indicará que é um sujeito que escapa
ou evita aqueles que se aproximam
dele ou estão frente a si.
Tronco – contorno
Ambos os contornos Difusos,
retocados, Soltos, Sem Unidade.
Sujeito com uma grande cota de
sensibilidade e sensitividade. Pode
entender-se intuitivamente com o exterior
ao mesmo tempo que tem boa
disposição para identificar-se. Existe no
sujeito uma confusão ou falta de
claridade quanto aos seus limites (o eu
para o outro, o eu para o objecto),
poderá existir um conflito ou falta de
claridade na identificação.
Tronco – contorno
Contorno Irregular à esquerda
ou à Direita.
Sujeito vulnerável. Existem certos
conflitos, inibição, dificuldades na
adaptação. Encontram-se este tipo
de traços, em sujeitos teimosos, de
carácter difícil, obstinado.
Tronco – contorno
Ambos os Contornos Angulares.
Sujeito com uma forte oposição ao
meio. Agressivo no contacto com os
outros. Não se deixa penetrar. Difícil no
contacto. Imposição violenta.

Contornos do Tronco e de Copa


Interrompida.
Sujeito irritável, explosivo, nervoso,
impulsivo, impaciente, frágil.
A Copa
 A Copa da árvore representa a fantasia do
sujeito, o tipo de actividade mental, o mundo
do pensamento, a espiritualidade, e como o
sujeito concebe a realidade.
 A copa encontra-se na parte superior do
desenho, essa 1ª zona encontra-se dentro do
espaço do super-ego.
 Então podemos dizer que toda a alteração ou
conflito que o sujeito experimente no seu
pensamento, se reflectirá nesta zona.
A Copa
A copa é constituída por dois elementos
que são:
1. A Folhagem.
2. Os ramos.
Copa – folhagem
Copa em Arcada com Cacho.
Atitude defensiva acompanhada
por diplomacia e sedução na forma
de exteriorizar. Há no sujeito
habilidade para esconder aquilo que
não quer que seja conhecido, ou por
defeito deixa as coisas a meio para
dizer.
Copa – folhagem
Copa em Arcada.
Indicador por excelência de atitude
defensiva. São sujeitos com uma
personalidade formal. Grande controlo
com tudo aquilo que tem relação com a
espontaneidade das emoções e dos
sentimentos. Estes sujeitos fazem um
grande esforço e empenham-se para
causar boa impressão antes dos outros.
Cuidam da sua imagem e filtram tudo
aquilo que vão exteriorizar.
Copa – folhagem
Copa Grande ou Muito Grande.
Em geral estas copas são desproporcionais;
nos darão indicação de um sujeito extremamente
imaginativo, narcisista, vaidoso, exibicionista.

Copa Pequena.
Este tipo de copa é geralmente observado em
crianças pequenas. Estas são normais até aos 8
a 10 anos, mas se aparecerem em jovens ou
adultos, nos indicará regressão, fraqueza mental,
infantilidade.
Copa – folhagem
Copa Aplanada na Zona Superior.
Estes sujeitos encontram-se debaixo de
grande pressão que causa efeito de complexo
nele; eles podem levar a inibições importantes
dentro de alguma área da sua personalidade.

Copa Aplanada na Zona Direita.


Indicador de que o sujeito experimenta uma
sensação de vazio a qual interfere nas suas
relações externas com o ambiente.
Normalmente são sujeitos de personalidade triste
e deprimida.
Copa – folhagem
Copa Aplanada na Zona
Esquerda.
Sentimento angustioso de vazio
interior. Não encontra (ou é difícil
fazer) significado para a sua vida. O
futuro nem não apresenta grandes
desafios nem esperanças. Não há
horizontes nos seus planos.
Copa – folhagem
Copa Equilibrada.
Este tipo de desígnios, podem dizer
que não haverá algum detalhe que nos
chame a atenção em especial. Existe
aqui desde uma boa proporção já que
não há predomínio de nenhum lado em
especial. Será então indicador de boa
relação do Eu-não Eu, evita, certo grau
de transparência entre o que o sujeito
mostra e o que é na verdade.
Copa – folhagem
Copa Comprimida nos Lados.
Aqui há uma sensação de opressão,
poderá também haver um sentimento de
culpa que oprime o sujeito, e por
conseguinte inibe a capacidade de
reacção
Copa Caída sobre o Tronco.
Existem no sujeito falhas na vontade.
Sentimentos de abandono e frustração.
Copa – folhagem
Cerca Bipolar.
Este tipo de copas indicam
ambivalência, dificuldade para
definir-se (vê-se isto na sua religião,
atitude, comportamento, ideologia,
identidade, etc...) Em muitos casos
poderia ser também uma
personalidade utópica, imaginativa.
Copa – folhagem
Copa em Rolos.
Há suavidade e cautela nestes
sujeitos. Desejo de importância,
necessidade de ver claro e concreto
com a finalidade de iludir os seus
próprios conflitos. Podem ser
indicadores de sujeitos vivazes,
evolutivos e calculadores.
Copa – folhagem
Copa em Rolos Densos.
Não é uma personalidade agressiva.
Sujeitos que dão excessiva
importância às formas externas, às
aparências.
Copa – folhagem
Copa em Espiral ou Círculos.
De movimentos concêntricos que indicam um sujeito com
sentimentos de opressão originados pelas normas sociais do
ambiente que o rodeia, sente como se estivesse dentro de
um labirinto. É importante determinar se estes traços foram
Centrífugos (movimento para fora) ou Centrípetos
(movimentos para dentro). No caso dos movimentos
Centrífugos, incluiremos a ideia que este tipo de sujeitos
procuram uma saída para aquela sensação de falta de
respiração, de prisão, de pressão ambiental ou social. No
caso dos movimentos Centrípetos, incluiremos a ideia de um
sujeito cercado em si mesmo, narcisista, concentrado no seu
próprio eu e nas suas angústias e vivências, tudo é dirigido
para si mesmo, é encapsulado e não permite que qualquer
coisa influencie isto.
Copa – folhagem
Copa em Nós.
Traços que indicarão atitude defensiva,
ocultamento (como resultado de
experiências negativas vividas no
passado que fazem com que este tipo de
sujeitos se mostrem cautelosos,
desconfiados, reprimidos). Também aqui
é reprimida a agressividade, o
pensamento, o sentimento.
Copa – folhagem
Copa em Rede.
Existe nestes sujeitos um estado
importante de confusão.
Figurativamente é como se estes
fossem emaranhados nos seus
pensamentos. É muito difícil a hora
de decidir, têm uma personalidade
muito complicada que é muito difícil
de manejar.
Copa – folhagem
Copa em Finais angulosos.
Indicador de agressividade,
desejos de ferir, tendências para o
crítico, irritabilidade.
Copa – folhagem
Copa em Forma de Trevo.
Indicador de originalidade.

Copa Parcialmente Sombria.


Este tipo de sujeitos deseja brilhar,
destaca certas ideias mas esconde
outras. Certo grau de agressividade
que controla obedecendo às normas
estipuladas e aos princípios.
Copa – folhagem
Copa Totalmente Sombria.
Sujeito completamente bloqueado por um forte
estado angustioso.

Copa em Forma de Círculos.


Indicador importante de obsessividade e
fraqueza mental.
Nos casos de neurose obsessiva, os círculos são
localizados com precisão maior e retoque ou
revisão (devido a uma própria atitude anal nestes
casos).
Nos casos de fraqueza mental estes círculos são
mais ovais e com pressão menor.
Copa – folhagem
Copa Filiforme.
O contorno filiforme, igual nos casos
de escritas filiformes, indica
habilidade para evitar aquilo que lhe
desagrada, diplomaci, forma masi
ou menos fugidia para enfrentar os
problemas.
Copa – folhagem
Copa Retocada.
Sujeitos que tendem a esconder e
consertar aquelas faltas feitas, com o
propósito de evitar repreensões
eventuais. É de lembrar que todo o
retoque, emenda, manchado, sujidade....
podem ser indicativos de certas
intoxicações, mas isto deve ser
perfeitamente comprovado com outros
indicadores dentro das escritas e do
desenho.
Copa – folhagem
Copa em Forma de Lágrima
Invertida ou Chama.
Indicador de paixão, idealismo,
ardor.

Copa em Forma de Palmeira.


Este tipo de desenhos reflecte um
desejo forte de mudanças.
Copa – folhagem
Copa em Forma de Salgueiro
Chorão.
Caso oposto ao da copa em chama
há desânimo motivado talvez pelas
circunstâncias .
Círculos dentro da Folhagem.
Existe no sujeito uma procura de
ressegurar de sensações e
gratificantes (oralidade)
Copa – folhagem
Copa em Curvas Abertas.
Sujeitos receptivos, abertos a novas
situações e experiências. Aberto ao outro
de um modo de boas-vindas.

Copa Descendente.
Indicador de desânimo, depressão,
frustração, desejo de abandonar
qualquer esforço empreendido ou não
incluir-se num esforço novo. Motivações
curtas.
Copa – folhagem
Copa em Forma de Larva.
Certo grau de infantilidade,
imaturidade, necessidade de apoio
que reassegure o seu trabalhar.

Copa Florida.
Típico em sujeitos sentimentais,
imaginativos. Indicador também de
doçura e afecto.
Copa – folhagem
Copa em Ramadas, Péndulos e
Caído.
Sentimentos de solidão, de
abandono, de frustração.

Copa Fechada e vazia.


Indicadora da presença de
agressividade que não é
manifestada
Copa – folhagem
Copa redonda com ramos Salientes.
Este é o caso que Renee Stora denomina como
"Esférico Puro" uma redonda protuberância
(fazendo de copa) de onde partem uma
quantidade de ramos ou braços em todo a
direcção. Indica procura infantil de protecção.

Copa Infantil.
Desenho normal de meninos de 7 anos.
A partir desta idade, se este tipo de desenhos for
apresentado, será considerado como indicador
de atraso mental.
Copa – ramos
Ramos de 1 Só Linha.
Personalidade afável, morna. Sujeitos
que tendem a fugir ao desagradável e o
transformam ou embelezam. Também
denota um certo grau de infantilidade.

Ramos de 2 Linhas.
Boa discriminação da realidade.
Copa – ramos
Ramos tridimensionais.
Deseja salientar-se, originalidade.

Ramos Retorcidos.
Sinal de sofrer, psicológico ou
orgânico.
Copa – ramos
Ramos em Estereótipo.
Estes são os casos típicos que se
repetem num determinado motivo, o qual
faz om que todos os ramos sejam iguais.
Isto é normal em crianças entre 4 a 5
anos, superada esta idade pode ser
indicativa de fraqueza mental.
Se é uma árvore feita por um adulto, há
que observar outros traços, não
confirmando a debilidade mental, então
entender-se-á como personalidade
obsessiva.
Copa – ramos
Ramos em Zig-Zag.
Sujeitos de personalidade firme,
obstinada, rígida. Há grande tensão
interna.

Ramos como Ganchos opostos.

Ideias contrapostas, contradição em


áreas diferentes da vida do sujeito.
Copa – ramos
Ramos como Tubos
Disseminados.
Dificuldade para a tomada de
decisões.

Ramos abertos e Alargamento.


Nível de receptividade e de
expansão em aumento.
Copa – ramos
Ramos abertos e Fechados.
Atitude introvertida frente ao mundo
que o rodeia. Inibições, complexas.

Ramos fechados.
Desconfiança, cautela, tendência
para se esconder.
Copa – ramos
Ramos caídos.
Sentimento de falta de liberdade,
opressão, declínio e falta de
estímulo interno.

Ramos brilhantes/radiantes.
Dispersão. Sadismo (se o traço se
dirige de dentro para fora),
masoquismo (se o traço entra de
fora para dentro).
Copa – ramos
Ramos paralelos e Abertos.
Constância, expressividade,
comunicação.

Ramos para cima.


Desejos de superação, excesso de
fantasia (se toca a borda superior da
folha).
Copa – ramos
Ramos Como Antenas.
Indicador de sensibilidade,
depressão.
Ramos Como Postes de Telefone.

Intenções de se mostrar como


modelo a imitar embora na realidade
sabe que não é já que existem nele
grandes complexos que os quais
deseja e procura esconder.
Copa – ramos
Ramos de Grossura Crescente e
Fechada.
Cóleras súbitas que podem ser mais
ou menos previsíveis.
Ramos em Forma de Cruz.
Dissociação da realidade, pode
indicar doença mental ou também
estar devido ao consumo de algum
medicamento alucinógenico.
Copa – ramos
Ramos com Redução de
Diâmetro.
Sentimentos de opressão e
autodestruição.

Ramos brotados.
Personalidade hipersensível e em
certos casos até exagerada.
Também pode indicar um estado
neurótico importante.
Copa – ramos
Ramos com Espinhos.
Atitude defensiva que o sujeito
adopta antes dos outros.
Raízes
 As Raízes contribuem com informação
importante, simbolizam os instintos, o mundo
inconsciente do sujeito, ou seja, tem relação
com os aspectos mais fundos do ser.
 As raízes encontram-se na terceira zona (ou
área inferior, igual na escrita) eles nos dará
conta do material, o físico, a vida terrestre, a
sexualidade, o critério de realidade com que
se maneja o sujeito o autor do desenho, a
área do inconsciente.
Raízes
As raízes podem ser de dois tipos:
1) Raízes de UMA única linha – dão conta de
uma atitude infantil que o sujeito adopta que
está oculto para ele.
2) Raízes de linha DUPLA – dão conta de uma
grande capacidade de discernimento na
avaliação do sujeito frente à realidade.
Também estamos frente a sujeitos
conservadores, com dificuldades para mudar
de opinião, tradicionais e com raízes muito
fortes nas suas convicções.
Raízes
Raízes com a Mesma Longitude que o
Tronco:
Para este tipo de sujeitos, a curiosidade
poderia resultar de grandes problemas.

Raízes com menor Longitude que o


tronco:
Estes sujeitos têm um grau de
curiosidade menor, embora de todas as
formas desejam ver aquilo que está
escondido para eles.
Raízes
Raízes com mais Longitude que o
tronco:
Estes sujeitos têm fortes inquietudes que
pela forte intensidade deles lhes gera
angústia. Também há preocupação
excessiva pelo contacto com a realidade.
Raízes cortadas:
Presença de repressão sexual. Certo
grau de indiferença instintiva.
Raízes
Raízes em Forma de Círculos:
Há nestes sujeitos uma acentuação
do instintivo, o qual pode leva-los ao
destravamento.
Raízes
Raízes enterradas (não se vêem
as raízes):
Estes sujeitos são mais afectivos,
mais quentes.
Põem em acção a sua parte emotiva
da personalidade antes da instintiva.
De qualquer maneira são pessoas
mais reprimidas inconscientemente,
mostram só uma parte deles
mesmos.
Solo
 No Teste da Árvore, o SOLO constitui
não só a linha base mas também a linha
de sustentação.
 Simbolicamente referimo-nos ao solo ou
linha base ao que separa a coisa
inconsciente (nós nos lembramos que as
raízes estão nesta área, e que esta área
inferior é a área da prevalência do Id) da
coisa consciente.
Solo
É necessária a sua presença no teste
da árvore? A resposta é Sim.
 A presença ou inclusão do solo no
desenho da árvore é necessária, já que
quando este não está incluído poderá
estar representada, uma mão de
sentimentos de insegurançaque
experimenta o autor dos desenhos.
Solo
Árvore sem solo:
Sujeitos inseguros, de carácter variável.
Poderá dever-se ao sentimento de perda
de um pouco de apoio afectivo
importante (este último caso é
transitório)
Árvore sobre pequena Linha recta que
Fecha o Tronco:
Sujeitos de personalidade fechada,
obstinados, teimosos. Repressão sexual.
Solo
Árvore em pequena Linha
Convexa que Fecha o Tronco:
Igual direcção à da linha de base na
escrita, o sujeito começa os
trabalhos dele, as relações, etc...
com grande entusiasmo entretanto
ele vai perder a energia, o interesse,
decadências antes do primeiro
obstáculo.
Solo
Linha de solo à distância:
Em geral tratam-se de sujeitos distantes
da realidade, o horizonte está demasiado
distante do tempo. Também, podem
encontrar-se este tipo de solos em
pacientes hospitalizados por períodos
longos, em adolescentes que
convalescem em casa têm tempo mais
que suficiente. Também é indicativo de
passividade.
Solo
Árvore sobre solo UMA única
Linha recta:
Sujeito com GRANDE apego às
normas e directiva, Aceita uma certa
ordem e não lhe ocorre modificar de
nenhuma forma.
Solo
Árvore em solo Seriado:
Indicador de espontaneidade,
comunicação. Se estas linhas
normalmente chegarem até a borda das
margens da folha, será então um
indicador de impulsividade. Nalguns
casos (deveria ser confirmado com
outros indicadores no desenho ou na
escrita) trata-se de sujeitos reservados.
Solo
Árvore sobre solo de Curvas
interrompidas:Trata-se de sujeitos
com uma personalidade definida,
eles sabem o que querem, têm as
suas próprias normas e regras. Têm
necessidade de um ideal e ao
mesmo tempo de manifestações
afectivas ao meio que os rodeia
Solo
Árvore sobre solo Superior:
sujeitos optimistas, de disposição
boa, ambicioso.

Árvore sobre solo Descendente:


Indicador de declínio, pesar,
abatimento, depressão, relutância,.
Solo
Árvore sobre solo em Forma de
Ilha:
Indicador de Desejos de solidão,
independência, vaidade, auto-
admiração, auto-protecção.
Árvore sobre solo junto ao
Tronco e Raízes:
Falta de consciência, Pobre sentido
de objectividade, Carácter primitivo.
Solo
Árvore sobre solo Sinuoso:
Existe um sentimento e atitude de
ambivalência entre a auto-protecção (ou
defesa) e a receptibilidade (ou abertura)

Árvore sobre solo de UM Monte:


Desejos de ser idolatrado, adorado.
Atitude Narcisista, se sobrevaloriza,
Desejo de captar a atenção, os olhares
dos que o rodeiam.
Grama
 Conceito de grama: Simbolicamente e pelo seu local,
cobre, esconde, oculta esses sentimentos que estão
guardados na intimidade do sujeito, mas ao mesmo
tempo salientam os mesmos.
 Debaixo da grama estão essas experiências,
sentimentos, afectos, etc... que marcaram e eles marcam
o nosso trabalhar, o nosso comportamento, a nossa
personalidade.
 De acordo com as linhas que nós usamos ao elaborar a
grama, isto terá um simbolismo particular.
Grama
Grama Sombria:
Indicador de Ansiedade, Angústias,
Depressão.

Grama Sombria Muito Alto:


Indicador de Medo da Morte,
Ansiedade.
Grama
Grama com Numerosas Linhas a
Direito:
Indicador de Inquietude profissional,
Ansiedade de Superação.
Grama em Forma de Ângulos:
Indicador de Sofrimento consciente,
Agressividade.
Grama
Gramas misturadas:
Indicador de Desconformidade, sujeitos
que protestam contra tudo com
verdadeira facilidade. Incerteza (mudam
de trabalho facilmente, não podem
estabelecer laços estáveis).
Gramas desordenadas, Entrelaçadas:

Indicador de Descontentamento,
inconformidade.
Locais
O que se entende por LOCAL? A
posição do desenho na folha. Isto está
relacionado com o lugar ou sitio onde o
sujeito coloca o desenho dele. Este
conceito também pode ser aplicado a
outros testes gráfico.
Locais
 Divide-se a folha onde o sujeito já desenhou a sua a
árvore, em 4 (quatro) partes iguais, tanto na altura
como na largura, ficando marcada da seguinte
forma:
Locais
 Dá-se um número a cada quadrante, e a
interpretação será:
Locais
 QUADRANTE 1 - POSIÇÃO TOTALMENTE À
ESQUERDA: Neste caso, a árvore está
posicionada na sua totalidade, na casa do lado
esquerdo da folha, quer dizer, ocupando parte
ou todo o sector demarcado com o número 1.

 Interpretação: Estes sujeitos são agarrados,


sujeitados ao seu passado, para a mãe e a
tudo aquilo que representa a imagem desta.
Locais
 QUADRANTE 2 - POSIÇÃO À ESQUERDA
COM TENDÊNCIA AO CENTRO: Aqui a
árvore ocupará parte ou todo o sector
demarcados com os números 1 e 2.
 Interpretação: Estes sujeitos apresentam um
desejo de protecção a dobrar. Também existe
uma necessidade de independência mas
dentro de um ambiente ou meio nos quais
estão protegidos
Locais
 QUADRANTE 3 - POSIÇÃO CENTRAL
COM TENDÊNCIA À DIREITA: Neste
caso a árvore, é posicionada no centro e
com certa tendência ao lado direito da
folha.
 Interpretação: Isto indica o desejo que
o sujeito tem numa reconciliação, um
equilíbrio entre ele e o mundo que o
rodeia.
Locais
 QUADRANTE 4 - POSIÇÃO ESTRITAMENTE
CENTRAL: Aqui a árvore está perfeitamente
no centro da folha.
 Interpretação: Uma necessidade forte existe
no sujeito de sistematizar, com certo rigor ou
rigidez, as expressões da sua personalidade.
Há um apego importante aos hábitos e
costumes. Também há ausência de
espontaneidade, de originalidade.
Locais
 QUADRANTE 5 - POSIÇÃO TOTALMENTE À
DIREITA: árvore posicionada nos quadrantes
demarcados com o número 5.
 Interpretação: Estes sujeitos desejam
descansar na figura de autoridade. São
também aqueles casos de mulheres, mães
que infundem insegurança em seu torno.
Outro indicador também de procura,
actividade, iniciativa
Locais
 QUADRANTE 6 - POSIÇÃO ALTA: Aqui a
árvore está totalmente na área superior da
folha.
 Interpretação: Estes sujeitos estão
compensando a depressão com a excitação.
Estão na procura do auto-controle, existe um
desejo forte e ambição de se impor sobre o
outro. Outro indicador seria também a
instabilidade.
Locais
 QUADRANTE 7 - POSIÇÃO BAIXA:
Aqui a árvore é desenvolvida
completamente na área inferior da folha.

 Interpretação:
Há nestes sujeitos uma
sensação de depressão importante, de
abandono, de auto-censura, de
incapacidade.