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Revisao Economia Política - DIREITO OPET - 2

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QUESTÕES PARA ESTUDO DA PROVA DE ECONOMIA POLÍTICA - 2º BIMESTRE
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ECONOMIA POLÍTICA – Questões para revisão de prova 1- Identificar nas operações entre público e o setor bancário, conforme o caso

, quando ocorre a criação de moedas e quando ocorre a destruição de moedas; R. Existe criação de moeda quando há um aumento de moeda circulante, exemplo: empréstimos ao setor privado. Já a destruição de moeda é a diminuição da moeda circulante através de sua captação, ex: pagamento de empréstimos bancários. 2- Identificar as principais funções da moeda; R. Serve como instrumento de troca para intermediar transações financeiras, padrão de medida do PIB e ser uma reserva de valor com liquidez imediata. 3- Identificar o conceito de demanda agregada. R. É o resultado da soma do total do consumo da família, com o total do consumo do governo, com o total de investimento das empresas e com a diferença entre o total exportado e o total importado. 4- Definir e comentar as principais funções do Banco Central do Brasil (BACEN). R. Executor da política monetária e cambial estabelecida pelo governo, Banco emissor de Moeda, Fiscalizador das instituições financeiras para proteção do mercado contra ações que desestabilizem a economia, Controle e regulamentação da oferta de moeda com intuito de suprimir a inflação. 5- Diferenciar o conceito de inflação de demanda da inflação de oferta. R. Inflação de demanda é causada pelo aumento da demanda em relação a capacidade de produção disponível e como esta é rígida a curto prazo, há a tendência de os preços subirem. A inflação de oferta ou inflação de custos, é aquela em que o produtor repassa aos preços o aumento de seus custos sejam na matéria prima, aumento salariais ou elevação da taxa de juros. 6- Identificar os principais instrumentos de política macroeconômica. R. Política Fiscal: Diz respeito aos instrumentos disponíveis pelo governo para a arrecadação de impostos e contribuições, e o controle de suas despesas. Ela também é utilizada para estimular ou inibir os gastos do setor privado. Assim, se o objetivo é reduzir a taxa de inflação, as medidas fiscais empregadas são a redução dos gastos da coletividade ou o aumento da carga tributária, o que inibe o consumo. Porém, se a meta é o crescimento do emprego, aumentam-se os gastos públicos e diminuem-se os tributos, elevando assim a demanda;

Política Monetária: Nesta, o governo atua sobre a quantidade de moeda e títulos públicos, sendo os recursos disponíveis a sua emissão, compra e venda de títulos, regulamentação sobre crédito e taxas de juros, entre outros. Se o objetivo é controlar a inflação, por exemplo, compra-se títulos públicos, diminuindo o estoque monetário da economia. Quando se anseia o crescimento econômico, o meio seria aumentar o estoque de moedas., Política Cambial: Diz respeito a ação do governo sobre a taxa de câmbio que fixa ou a torna flexível, através do Banco Central para regular o setor externo da economia, Política de Renda: Refere-se a interferência do governo na formação de renda, através do controle e congelamento dos preços. Esse controle sobre os preços e salários é obtido através do combate ao aumento persistente e generalizado nos preços, que é a inflação. As políticas anti-inflacionárias brasileiras são o salário mínimo, o congelamento de preços e salários etc. 7- Diferenciar a moeda fiduciária da moeda lastreada. R. Moeda lastreada é aquela que tem a garantia de troca de seu valor em ouro e a fiduciária é aquela de curso forçado, ou seja o governo estabelece o valor. 8- Diferenciar o desenvolvimento econômico do crescimento econômico; R. Desenvolvimento econômico são alterações da composição do produto e a alocação dos recursos pelos diferentes setores da economia, de forma a melhorar os indicadores de bem-estar econômico e social (pobreza, moradia, saúde). Crescimento econômico é o crescimento contínuo da renda per capita ao longo do tempo, a ampliação quantitativa da produção, através do aumento da força de trabalho, estoque de capital, melhoria da qualidade de mão de obra e eficiência organizacional. 9- Conceituar e explicar o desenvolvimento sustentável. R. É o desenvolvimento capaz de suprir as necessidade da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. É através deste tipo de desenvolvimento que procura-se com o uso da razão estabelecer políticas governamentais e implementar soluções produtivas nas empresas que levem em consideração não apenas a obtenção do lucro mas resolver questões sociais, culturais e ambientais de nossa sociedade e porque não dizer de nosso finito planeta. 10-Diferenciar o desemprego conjuntural do desemprego estrutural; R. Desemprego conjuntural é aquele causado por condições recessivas na economia e o desemprego estrutural é aquele decorrente de mudanças

estruturais em certos setores da economia que eliminam empregos, sem que haja, ao mesmo tempo a criação de novos empregos em outro setores. 11- Identificar as principais exigências do mercado de trabalho do futuro; R. Capacidade de trabalhar em equipe; Domínio de idiomas; Domínio de informática; Autodidatismo; Reciclagens periódicas; Atualização permanente; Neofilia ( gosto por novidades); Cidadania e responsabilidade social; Habilidade em tomada de decisão; Capacidade de aprender a aprender; Capacidade de associação de idéias; Liderança;Visão de Conjunto 12-Explicar o papel da taxa e juros SELIC para os empresários e para os consumidores. R. A taxa definida é a de juros Selic, que ao contrário do que muitos pensam não é um nome, mas sim uma abreviatura de Serviço de Liquidação e Custódia de Títulos Públicos. Ela serve de base para toda a economia. As demais taxas, como a de poupança, de empréstimo, de financiamento, entre outras, são determinadas com base na taxa Selic. EMPRESÁRIOS - aumento ou diminuição estoque - aumento ou diminuição de capital de giro - aumento ou diminuição de novos investimentos CONSUMIDORES - aumento ou diminuição do poder compra - aumento ou diminuição no custo de financiamento 13-Identificar qual deve ser o grau de intervenção do estado na economia e em que medida ele deve ser produtor de bens e serviços; R. RESPOSTA PESSOAL. 14- Explicitar a definição de produção e de produto; R. Alguns autores classificam a Economia como ciência do valor e conceituam a produção como fenômeno de fazer aparecer o valor. Para efeito da contabilidade nacional ou social, produzir significa criar valor ou adicionar valor a alguma coisa. A produção é constituída por um bem econômico e todas as operações que lhe agreguem valor como armazenamento, propaganda, impostos, transporte etc. Também é constituída produção, toda prestação de serviço a qual pode ser avaliado economicamente e podemos agregar algum valor.

Em toda a existência do homem, ele não foi possível criar uma coisa do nada, pois não nos é possível criar uma molécula, então podemos afirmar que em Economia a palavra produção não é a criação de coisas materiais e sim a criação de bens pelo aproveitamento da matéria ou insumos, por meio da transformação, modificação, manipulação, para satisfazer as nossas necessidades, ex: o tijolo de barro, carvão, combustível, automóvel, eletrodoméstico etc. Vamos falar agora sobre os produtos imateriais, como: os serviços dos hotéis, dentistas, médicos, mecânicos etc. A prestação desses serviços constitui produção. Classificação da produção: 1 - Produção de bens econômicos (combustível, automóveis, máquinas etc.); 2 - Produção de serviços (médicos, dentista, engenheiros etc.). Os serviços de consumo e também os bens econômicos são considerados utilidades econômicas que satisfazem as nossas necessidades. Portanto vamos conceituar a produção como um fenômeno econômico, no qual cria bens e serviços que gera troca e permuta Produto: É a expressão monetária da produtção de uma sociedade em um determinado período de tempo. 15- Comentar o conceito de PIB; R. PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos os serviços e bens produzidos num período (mês, semestre, ano) numa determinada região (país, estado, cidade, continente). O PIB é expresso em valores monetários (no caso do Brasil em Reais). Ele é um importante indicador da atividade econômica de uma região, representando o crescimento econômico. Vale dizer que no cálculo do PIB não são considerados os insumos de produção (matérias-primas, mão-de-obra, impostos e energia). - O PIB é sempre expresso em unidades monetárias, ou seja, reais, dólares, euro, etc... - Seu valor total corresponde ao valor monetário da produção de cada um dos bens e serviços finais, portanto, trata-se de um somatório de “preços” vezes “quantidades produzidas” de cada bem ou serviço; - No cálculo do PIB são contabilizados somente os bens “finais”, ou seja, bens prontos, que não serão mais “transformados”. Portanto, não se considera, no cálculo do PIB, os chamados bens “intermediários”, tais como matérias-primas e demais insumos, pois senão ocorrerá o problema da dupla contagem: afinal, o valor dos bens intermediários já está embutido no valor dos bens finais. Um exemplo ilustrativo é a produção de automóveis, nos quais já está embutida boa parte do valor da produção de aço, vidro, borracha, plástico, etc..

- Considera-se ainda, a produção ocorrida dentro geográficas de uma certa região, independentemente dos gerados por uma empresa nacional ou estrangeira. Assim, automóveis produzidos por uma empresa americana, funcionamento no território brasileiro, entram no cálculo do não dos EUA.

das fronteiras bens terem sido por exemplo, os que esteja em PIB do Brasil, e

- O PIB se refere sempre a um certo período de tempo, que pode ser um ano, um semestre, um trimestre, etc... Portanto, mede a produção de bens “novos”, naquele período considerado. Um carro produzido no ano de 2004 foi contabilizado no PIB de 2004. Se esse mesmo carro for vendido para um segundo comprador em 2008, essa transação não é contabilizada no PIB de 2008, pois o bem não foi produzido neste ano. O PIB é um indicador importante do nível de atividade econômica, pois reflete o vigor da produção do país, mostrando o volume da renda gerada pela economia durante certo período de tempo. Aumentos do PIB ao longo do tempo indicam que a economia está gerando cada vez mais renda e, portanto, em tese, ampliando o nível de bem-estar da população como um todo. Queda do PIB ao longo do tempo indica uma piora na geração de renda, fato que leva o Governo a intervir no funcionamento da economia para tentar reverter essa situação. O PIB do Brasil no ano de 2008, em valores correntes, foi de R$ 2,889 trilhões (5,1% sobre o ano de 2007). 16- Explicar a razão porque alguns economistas não aceitam o PIB como medida de bem estar da população. R. Reduzir as emissões de carbono nas atividades econômicas, preservar a biodiversidade, promover a utilização racional dos recursos e atingir um bom nível de coesão social são hoje em dia objetivos tão importantes como o crescimento econômico. Medir todos estes elementos de um modo exaustivo para quantificar o bem-estar de um país é tarefa altamente complexa, e a maioria dos indicadores econômicos hoje utilizados – tais como o PIB (Produto Interno Bruto) – não têm inteiramente em conta estas questões. O PIB indica que a produção das principais economias do mundo tem crescido de forma estável desde a década de 50 do século passado até agora. Mas, utilizando outros indicadores, verifica-se que o progresso não acompanhou esse crescimento e que, durante alguns períodos, o bem-estar econômico de alguns países até estagnou. Nas duas últimas décadas, foram concebidos alguns indicadores alternativos para complementar o PIB na medição do progresso e da saúde das economias. Esses indicadores integram aspectos que não são tidos em conta pelo PIB, tais como a acumulação de riqueza (natural, econômica e social) a longo prazo, a esperança de vida, a educação e o impacto negativo da poluição e da degradação dos recursos.

O PIB é um instrumento dos anos 30, que não considera o consumo sustentável dos recursos. O PIB quantifica os valores finais de mercado para bens e serviço. No entanto, a qualidade de vida depende do grau de consumo de determinados bens, capacidade de acesso a bons serviços de saúde, a qualidade de educação, relações familiares, a integridade dos funcionários públicos e o estado do ambiente. Deste modo, devemos ser capazes de medir todos estes objetivos. O PIB não é um indicador que mede o bem-estar ou a prosperidade. 17-Explicar as principais conseqüências da inflação. R. - Sobre balança internacional de pagamentos: Caso ocorra uma expansão dos preços de outros países que se mantenham relações comerciais sem desvalorizar a taxa de câmbio, poderá ocorrer o encorajamento as importações e desestímulo das exportações; - Sobre a distribuição de renda: Sobre o poder aquisitivo: Quando ocorre um processo inflacionário vai ocorrer uma diminuição do poder de compra principalmente de assalariados. Imposto sobre os pobres. Desvalorização da moeda; - Sobre as expectativas: Imprevisibilidade empresarial. - Sobre os mercados de capitais: quando recursos que poderiam ser direcionados para o processo produtivo, são direcionados para outros setores como especulação. 18- Identificar as principais medidas que podem ser adotadas para controlar a inflação de demanda. R. Demanda mais sensível a politica econômica, elevação de juros (Juros altos tornam o crédito mais difícil o que por sua vez faz com que menos pessoas sejam capazes de realizar suas compras a prazo, ou seja, cai a demanda assim como as pressões inflacionárias por ela causada).; restrições do créditos; aumento de imposto; redução dos gastos públicos 19- Explicar as principais causas da inflação de oferta/custo? R. Este tipo de inflação é um tipo de inflação de oferta, caracteriza-se basicamente por uma aumento de determinados componentes do produto, tais como matéria prima, salários, impostos, combustível, etc. e o nível de demanda continua o mesmo. Sendo estes aumentos repassados para os preços dos produtos. Uma razão freqüente para a elevação dos custos de produção é o aumento salarial, porém, aumento das taxas de salários não necessariamente significará que os custos unitários de produção de um bem subam. Se a produtividade da mão-de-obra empregada aumenta na mesma proporção dos

salários, os custos por unidade de produto não são alterados. Por exemplo: se os salários aumentam em 10% e a produção por trabalhador cresce na mesma proporção, não há razão para se elevarem os preços, pois os custos salariais, por unidade de produto, permaneceram os mesmos. Geralmente a inflação de custos está bastante associada a estruturas de mercado oligopolizadas, onde a disputa por segmentos de mercado não é feita através dos preços. Com uma significativa elevação dos custos de produção, os preços finais da mercadoria, conseqüentemente ficarão fixados num patamar mais elevado, independentemente do nível de demanda no segmento de mercado. Um ótimo exemplo deste tipo de inflação pode ser verificado no setor automobilístico, que é fortemente oligopolizado e formado por cartéis. Neste setor mesmo em períodos nos quais as vendas baixem significativamente, os preços não seguirão essa tendência. O que muitas empresas ou particularmente revendedoras fazem para sobreviver durante determinadas crises é promover certas ofertas ou promoções, entretanto sem baixar os preços, que são conseqüência direta dos custos de fabricação, montagem, distribuição e comercialização. Todo empresário trabalha com uma certa margem de lucro ou como também é denominada mark-up (margem de receita de vendas (faturamento) sobre os custos diretos de produção). Esta margem de lucro pode representar nesses momentos de esfriamento do mercado uma importante "arma estratégica" para se manter no mercado. Dessa forma a capacidade do empresário em absorver a crise em seu setor está bastante associada à sua capacidade de reduzir sua margem de lucro sem comprometer sua sobrevivência empresarial. Tanto a determinação do percentual da margem de lucro como o quanto e quando reduzir, não devem ser arbitrados empiricamente.

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