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Batalha das Nações

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A MONARCA DE BRONZE #1 Os Vestes Sagrados.

Escrito por: Miguel Henrique.

SINOPSE: A cada década acontece A Batalha das Nações. O maior evento entre nações, onde várias nações enviam um grupo de cinquenta pessoas do seu povo para arquear contra outras nações em diversos cantos do mundo. As nações vivem em Aldeias protegidas por paredes gigantes, para se proteger de outras nações. Cada nação pode levar um suporte para o Campo de Batalha: Gigantes, Bruxas selvagens, Dragões, Criaturas mágicas, e Trolls. Cada nação usa um processo para escolher os Deuses da Guerra: A nação Polazy usa uma árvore que renasce á cada dez anos. Primeiro ela é incêndiada, e ao renascer, ela seleciona o candidato mais forte e altruísta para liderar o grupo, o Autocrata. O grupo de Ferro – Pessoas que treinam crianças privilegiadas – são encarregadas de selecionar pelo menos trinta crianças quando nascem para ensinar a serem fortes e altruísta. Mas esse ano as coisas não aconteceram como eles esperavam. No dia da seleção, a árvore escolhe uma simples e raquítica menina filha de cultivadores da Aldeia. Quando isso acontece, os lideres da aldeia, Maarten, e Mabelle, tratam de leva-la imediatamente para o instituto dos destemidos, o lugar onde as crianças são levadas para serem treinadas. O lugar é protegido por arame farpado para que ninguém da Aldeia ultrapasse. Cassia Ferrier está com medo. Ela sabe que terá que passar pelas provas de bravura e conhecimento. Ela poderá contar com o famoso Teseu, o jovem que todos da Aldeia esperavam ser o escolhido para ser o Dirigente da aldeia nesta jornada. E a jovem e simpática Willa Trono. A Batalha das Nações é organizada pela Monarca de Bronze, a maior nação mágica do mundo. A aldeia de Polazy é uma das maiores de todas as nações, perdendo apenas para a Monarca, e a Alcantra.

SAMUÁRIO:
O Ataque do Polazy. – Depois de mais um sinal falso dado pela árvore, Cassia vai para a floresta, e é surpreendida por um Polazy. A Escolha. – Depois do famoso Teseu ajuda-la contra o Polazy, eles brigam, e de longe veem a fumaça. A árvore está morrendo. A Dirigente. – Ainda em choque, Cassia é levada para o Instituto, onde todos os privilegiados lhes cumprimenta. Teseu. – Ainda decepcionada por não ter sido escolhido, Teseu cumprimenta Cassia e os dois vão treinar juntos. As Cinco Provas. – Cassia e os outros são enviados para as perigosas provas. O Gigante de Pedra. – O Gigante de Pedra ataca Cassia, mas ela consegue vencer. O Rio Aleivoso. – Todos estão prontos para atravessar o rio para sair da Aldeia, quando são atacados pelo Gelo e Fogo. A Celebração no Palácio. – A festa no Palácio. Maarten e Mabelle dão uma grande festa. A Monarca se encontra lá, e acaba pousando no nariz de Cassia. A Deusa da Guerra. – Depois de mais uma prova, Cassia consegue cumprila e provar a todos que é capaz. O Navio. – Eles são levados para o Campo, todos os Deuses da Guerra se divertem. Cuidado com o Gigante bebê. – Cassia e Waldrich estão no primeiro campo de batalha. Waldrich pensa que tem apenas que matar o bebê, Cassia tenta para-lo, mas é tarde de mais, os pais do bebê gigante os atacam. O Vale dos Dragões. – Eles chegam ao Vale onde irá acontecer a segunda batalha. Cassia ganha um ovo de dragão. Minha primeira conquista. – Cassia vence sua primeira batalha.

O Segredo de Teseu. – Teseu é filho dos líderes da Aldeia. A Vingança dos irmãos Trono. – Vingança entre irmãos. Dominando um Polazy. – Teseu ensina a Cassia dominar o Polazy da batalha. O empate dos Piratas. – Quando o navio dos Deuses estão perto da próxima parada, são atacados por piratas cadavéricos. Todos contra todos. A Monarquia de Fogo. – Cassia vence a batalha e ganha a Monarquia de Fogo. O campo das Bruxas. – A última batalha contra bruxas selvagens. A menina de Bronze. – Cassia vence com a ajuda da Monarca. Superando os traumas. – Pronto para outra.

CAPÍTULO UM. Os olhos dezenas de pessoas se fixam na árvore da congruidade, esperando por uma faísca, ou qualquer indício de que ela em poucos minutos vá está completamente coberta em chamas. Mas nada acontece. Apenas mais um sinal falso. É a segunda vez que todos os habitantes da aldeia são convocados a se reunirem em frente á árvore. Alguns saem rezingando, outros não se importam tanto. Eu sou um exemplo dos que não se importam. Minha mãe perguntou o que eu fari caso a árvore me me escolhesse. Eu dei de ombros. Não dou a mínima para isso, diferente da minha amiga, Kalia, que daria tudo para se infiltrar no meio daqueles previlegiados. O motivo? Teseu. Não sei o que as garotas dessa Aldeia veem naquele rapaz, fora, que ele jamais daria bola a elas. A única coisa que realmente me preocupa é que podemos perder tudo caso nossa nação perca a batalha. E se isso acontecer, estaremos todos perdidos. Assisto o por do sol em cima da árvore que fica no centro da Aldeia. Essa é minha parte preferida do dia. A aldeia é fechada por enormes parede de madeiras, mas daqui de cima consigo sentir a briza do mar, e ver a Ruina – o palácio dos líderes, e o campo dos Dominadores de Polazys –. A Jade, o nome que dei a árvore quando eu tinha oito anos de idade, é uma das maiores árvores da Aldeia. Venho sempre aqui quando não me sinto muito bem. Mesmo com as reclamações da mamãe que são ‘’Afaste-se dos Polazys, e não suba mais naquela bendita árvore.’’ Armo uma pedra no meu estilingue e miro em várias direções para acertar algum passáro, ou coisa qualquer. Miro para baixo e vejo que algumas pessoas continuam a vigiar a árvore da congruidade. Eles são Os guardiões, e os futuros Deuses da Guerra. Eles estão todos em circulo em volta da árvore. Teseu e uma garota de cabelos negros e uma flor na cabeça se retiram, a garota tem mais ou menos minha idade e está sempre ao lado dele. Miro meu estilingue sobre a cabeça dele, daqui eu poderia causar sérios danos a ele. Mas com certeza os líderes que o protegem arrancariam minha cabeça fora. Assim que ele sai, o seu bando começam a segui-ló também. Algumas das outras crianças ficam para vigiar a árvore ao lado dos guardiões. A noite chega e logo em seguida o som do sino. Este é o nosso toque de recolher. Não funciona para todos, só para quem ainda não completou sua maior idade. Eu sei, isso é uma droga, ainda mais para quem tem só treze anos de idade. De qualquer forma, é hora de voltar pra casa.

Hoje é o dia que sairei pela primeira vez da Aldeia para uma exploração fora daqui. Ao completar treze anos, os líderes convocam os Guardiões para nós levar para conhecer mais sobre o mundo que tem lá fora. Eu nunca saí da Aldeia, nem a maioria das pessoas de minha idade. Mas mamãe e papai sim. E sempre que os pergunto como foram suas experiência eles me respondem com uma careta. Papai disse que não tenho com o que me preocupar. Além dos piratas, ladinos, e outras nações que podem estar nos esperando atravessar o rio e a parede de madeira para nos matar friamente. Para Kalia isso não importa. Teseu também foi convocado para nos guiar, e ela disse que se for atacada, morrerá feliz ao lado dele. Os nossos guias serão: Os guardiões, os Dominadores, e os futuros Deuses da Guerra. Eles se aproximam montados em seus Polazys. É a primeira vez que fico próxima de um Polazy. Na verdade, vários Polazys. E não está sendo uma das melhores experiências da minha vida. Os Polazys são criaturas mágicas que protegem nossa aldeia, além das paredes de madeiras indestrutíveis. Eles vivem entre nosso povo há mais de cem anos. Quando ganhamos a batalha para a extinta nação dos heroicos. Eu não era nascida, claro, tenho apenas treze anos de idade, eu nunca presenciei nenhuma Batalha das Nações, mas fui obrigada a ler sobre elas. Os Deuses da Guerra guiam seus Polazys até o rio. O rio é tão raso que cobre apenas meus pés, mas isso não quer dizer que ele seja benevolente. Todos os anos alguém da aldeia morre queimado, ou congelado. O ano passado foi Hugo, um garoto filho de Dominadores. É por isso que o chamam de Rio Aleivoso. O Rio foi enfeitiçado pelos nossos antepassados no intuito de proteger nossa Aldeia de forasteiros que conseguissem passar da parede. Já tentaram quebrar o feitiço, mas nunca ninguém conseguiu. O Polazy pisa duas sobre a água. Ele ruge e balança sua cabeça postivamente. - Tudo bem. – Teseu dá duas palmadas sobre o pescoço do Polazy. – Não queremos ninguém morra hoje. ‘’Não queremos que ninguém morra hoje’’ ele é tão engraçado. Daqui consigo ouvir os suspiros que Kalia e as outras meninas dão ao olhar pra ele. Eu e o grupo de crianças saímos caminhando sobre as águas. Os Deuses estão na frente montados em seus Polazys para que possam ter certeza que a área estará limpa. Alguns garotos ao meu lado não estão molhando só seus sapatos ao pisar no rio, mas suas calças também. Posso ouvir alguns comentando em

voz baixa o que farão caso o Rio congele nossos pés. Alguns respondem que cortariam suas pernas para sobreviver, outros apenas dão de ombro ignorando a possíbilidade. Kalia ainda não abriu a boca para dizer o quanto Teseu está incrível hoje. Acho que ela está preocupada demais se perguntando o que vai acontecer caso ela morra hoje. Confesso que a cada passos que dou minha cabeça é poluída de maus pensamentos. Os mais terríveis pensamentos. Mas prefiro não absorvelos. Está tudo sobre controle. Meu olhar se encontra com o de Kalia e ela lança um sorriso nervoso para mim. Seus cabelos castanhos cinzas estão presos sobre uma fita preta, ela tem enormes olhos verdes claro, e está usando a mesma roupa que todos nós, exceto os guias e os Deuses. Todos nós costumamos usar casacos e calças de ceda verde ou azul. Os Deuses usam roupas parecidas. Camisas e calças de algodão preto. Os guardiões usam roupas de nalho e armaduras. Os Dominadores não são tão diferentes dos guardiões. Quando já estamos no meio do Rio, de modo repentino, o Polazy de um dos Guardas abre suas enormes asas e ruge espantosamente. Algumas crianças começam a entrar em pânico, enquanto alguns dos Guardiões tentam nos acalmar. - Acalmem-se. Está tudo sob controle. – O guardião desce do seu Polazy e examina a água. - Teseu, pode examinar a área pra mim? Teseu concorda com a cabeça e seu Polazy decola sobre o rio. Todos os Polazys são idênticos uns aos outros. Seus pelos e suas asas são brancos, possuem pequenos chifres em suas cabeças, enormes orelhas, e uma longa calda. Assistimos Teseu voar examinando toda a área até o perdermos de vista. O silencia toma conta do lugar. Os guardiões e os Dominadores olham uns para os outros se perguntando se algo está acontece. Os outros polazys começam a ficar espantados, Kalia segura meu braço e sibilo para ela: - Está tudo bem. Quando olhamos de novo para o céu, vemos Teseu e seu Polazy saindo de dentro dos arbustos em alta velocidade. - Corram. – Ele exclama. – O rio está congelando.

Ele e seu polazy passam tão baixo e tão rápido sobre nossas cabeças que meus cabelos loiros voar para trás. Alguns de nós demoramos um pouco para entender o que está acontecendo. Corremos de volta em direção da Aldeia, alguns caem sobre o Rio, os Guardiões voltam para apanha-los. Prometo para mim mesma que não irei olhar para trás, mas quebro a promeça quando não vejo Kalia no meio da multidão. Quando olho para trás vejo um brilho azul tomar conta lentamente de todo o rio. E próximo ao azul congelante que se espalha sobre o rio, vejo Kalia, paralisada, em pé, olhando hipnotizada para o azul da morte. Paraliso sobre o rio e penso na decisão estou prestes a tomar. Não posso deixar minha melhor amiga morrer aqui, como o idiota do Teseu disse, ninguém vai morrer hoje. Mas não há muito tempo para pensar. Retroceno todo o caminho e corro em direção de Kalia. Posso ouvir os Guardiões ordenando que eu volte. Dane-se eles. Há vidas em jogo e em nenhum momento passa pela minha cabeça em voltar e deixa-lá lá. O azul que toma o Rio agora está se tornando mais rápido. É como se o rio soubesse onde estamos.

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