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LEITURA

Germana Farias Cavalcante*

Resumo: Este texto busca levantar um pouco do que já foi escrito sobre leitura. A leitura não é alvo de controvérsias quando se trata de sua import ncia! mas o é no que concerne o seu funcionamento. "ara tal! além de um apan#ado $eral da leitura! leu%se "roust e &art#es! um $rande autor e outro $rande estudioso! ambos franceses! para ouvir deles o que se pode pensar sobre leitura e o que ainda falta pensar sobre o assunto. Palavras-chave' leitura( "roust( &art#es

Abstract' )#is text searc#es to $at#er a little of *#at #as alread+ been *ritten about readin$. ,eadin$ is not t#e tar$et of controvers+ *#en it comes to its importance! but it is re$ardin$ its functionin$. )o t#is end! in addition to an overvie* of readin$! "roust and &art#es *ere read! one is a $reat aut#or and t#e ot#er! a $reat sc#olar! bot# Frenc#! to #ear from t#em *#at one can t#in- about readin$ and *#at still remains to be t#ou$#t about it. Keywords' readin$( "roust( &art#es

*.icenciada em .etras com #abilita/ão em l0n$ua portu$uesa e respectivas literaturas e em l0n$ua in$lesa e
respectivas literaturas! cursa a$ora mestrado acad1mico em Análises )extuais e 2iscursivas na 3F,G4.

6as leitura também é aquilo que se fa8 com um romance! um livro de fic/ão! que não necessariamente se submete : interpreta/ão C é mais um deleite. 6ário 7uintana .er é ol#ar esta mesma foto$rafia e se deixar emocionar! lembrar! sentir. .er A G em O Rumor da Língua Hsto me lembra o meu professor de f0sica di8endo que o problema não era a f0sica! era o portu$u1s que estava muito ruim e os alunos não entendiam o que ele per$untava.er é ouvir &eet#oven como quem c#eira o mel#or dos perfumes.LEITURA 4e é proibido escrever nos monumentos! também deveria #aver uma lei que proibisse escrever sobre 4#a-espeare e Cam5es. . .=9 <p. >?@>A= "ara escrever sobre leitura é preciso! antes de qualquer coisa! definir o que é leitura. E mais uma ve8 se deixar emocionar. 9Estou! com rela/ão : leitura! num $rande desamparo doutrinal' doutrina sobre leitura! não ten#o( ao passo que! em contraposi/ão! uma doutrina da escritura se esbo/a pouco a pouco.er pode ser aplicado a vários contextos' leitura de ima$ens! leitura de situa/5es! leitura de textos escritos! leitura de teorias. .er está tão presente em todos os campos do con#ecimento e é também tão .til no nosso cotidiano! mesmo em momentos de la8er! que é muito dif0cil ac#ar al$uém que discorde' ler é de suprema import ncia. 6ais do que isto! ele se questiona se é poss0vel ter tal teoria. . 6as como optar por uma leitura apenasD Como se ater a um apenas desses atos se eles estão tão entrela/adosD Eeste nosso mundo diverso e plural! poucas coisas parecem ser unanimidade C e #á que se duvidar de unanimidades. . A leitura acaba parecendo ser sinBnimo de interpreta/ão. "assar os ol#os por palavras tentando decifrar o que o professor de f0sica está per$untando! saber qual das tantas fFrmulas se deve usar neste problema G.er é ol#ar uma coisa qualquer! por exemplo! uma foto$rafia! e inventar uma #istFria para aquilo que se v1.oland &art#es nos di8! em Da Leitura1! que ele não tem uma teoria de leitura.vida' nem mesmo sei se é preciso ter uma doutrina da leitura( não sei se a leitura não é! constitutivamente! um campo plural de práticas dispersas! de efeitos irredut0veis! e se! consequentemente! a leitura da leitura! a 6etaleitura! não é nada mais do que um estil#a/ar%se de ideias! de temores! de desejos! de $o8os! de opress5es! de que conven#a falar : medida que surjam! : ima$em do plural de $rupos de trabal#o <. .. . Esse desamparo vai :s ve8es até a d. Eo entanto! uma coisa fo$e deste padrão pFs%moderno! ou contempor neo! de desacordo' a leitura.er é também ler..

7ualquer coisa que al$uém precise ou queira aprender está a0! dispon0vel : leitura. L leitor é! então! um analisador% construtor cooperativo que reconstrFi o texto para l#e dar si$nifica/ão.etras! #á al$uma disciplina de teoria da leitura! que foque primordialmente neste comportamento #umano. Aliás! se di8 que o maior problema é exatamente que as pessoas não sabem ler! o que si$nifica que não entendem o que leem. "ara esta autora! o leitor maduro é o que conse$ue usar estas duas inst ncias de leitura para a interpreta/ão do texto.etras. L texto e o mundo estão em rela/ão. Mato fa8 um estudo mais técnico de como a leitura ocorre.também é escreverI Escrevendo sobre ler! lembrei do meu professor de f0sica e de como eu entendia o que ele estava per$untando. L leitor dá sentido ao texto! vivendo sua leitura! que é sensorial! emocional e racional. Ela explica a leitura bottom%up! aquela que vai do texto para o mundo! ou seja! que é mais focada no material textual em si( e da top%do*n! que fa8 uso do mundo! con#ecimentos prévios! para a compreensão do texto. 4e$undo Nouve! o leitor passa por . "or isso! estudamos a leitura! nFs! das . "ara Freire! o leitor l1 o mundo! l1 os textos e fa8 conex5es. "ara "aulo Freire! em A Importância do Ato de Ler! o texto escrito e o mundo se relacionam! mas leitura do mundo precede a leitura do texto. Jincent Nouve! professor universitário franc1s! v1 o texto como um pro$rama de leitura e! portanto! o autor como al$uém com um projeto. E não se resume a isto. "ara ela! tudo é texto! o mundo é um texto. 4e$undo 6ar+ Mato! pesquisadora e professora universitária! o mundo é o universo sFcio%cultural! e o autor tem inten/ão ao escrever um texto! pressupondo con#ecimento por parte do leitor! intera$indo com ele. Eos cursos de . Claro que temos aulas! que são a transmissão oral do con#ecimento! assim como nos dias de #oje temos v0deos e a internet! que também entram neste modo oral de transmissão! mas a leitura de textos escritos parece ter culturalmente maior valor. Falando brevemente sobre estas teorias! come/o com 6aria Kelena 6artins em seu livro Leitura. Contudo! talve8! comportamento não seja a palavra exata para definir isto que é! acima de tudo! a maneira que nossas civili8a/5es mais usam para adquirir con#ecimento. A leitura também é a porta de entrada das informa/5es do nosso mundo tão $lobali8ado. Ká! portanto! várias teorias sobre leitura. Joltando ao principal! sobre a import ncia de ler e como todos concordam com isso' não consi$o pensar em al$uma área do con#ecimento #umano! seja ele prático ou teFrico! que não ten#a publicado livros ou apostilas. Eo contato com várias das teorias sobre leitura! sobre como lemos os textos que nos c#e$am :s mãos! podemos delinear um breve esbo/o! a t0tulo de informa/ão.

2epois desta introdu/ão rom ntica! "roust parte para uma análise da leitura feita a partir de uma perspectiva mais sensata. 6arcel "roust e . GP=. O este sujeito dividido que l1 uma descoberta! um mundo! tra8endo seu prFprio mundo para a leitura! uma ética. "ara ele! a leitura é uma forma de aprimoramento da sensibilidade! feita por um sujeito social! #istFrico e pol0tico. "orém! não menos bril#ante. Esse passeio por teorias! cujo intuito foi apenas o de mostrar que não #á! realmente! acordo e que! assim como a língua! a leitura se presta a ser tomada por vários pontos de vista! teve como intuito apenas introdu8ir este assunto tão complexo e fascinante. "roust foi um dos $randes autores de todos os tempos. Essa introdu/ão foi posteriormente publicada como livro! Sobre a Leitura. E o autor! fonte de revela/ão! é provocante! desconcertante. Eela! "roust nos oferece uma ode : leitura! um depoimento sobre o pra8er de ler na inf ncia! que remete! mais especificamente! : vida a sua volta! a como a leitura! na verdade! serve para prestar aten/ão e reter na memFria a prFpria inf ncia. Eo entanto! "h uma sociedade !ue nos é sempre aberta" pessoas !ue nos #alariam o !uanto !uiséssemos" se$a !ual #or a nossa posi%&o'" <p. Lu seja! essas ideias! as ideias desses #omens! essa QsociedadeQ! estariam sempre dispon0veis para quem as quisesse ler.us-in. "ara "roust! falar com #omens $eniais na vida real se resume a momentos C e momentos dependem ou de sorte ou de lon$a espera. Aqui! porém! vou tratar de dois autores que escreveram sobre a leitura. "or fim! lemos Noel &irman! com sua leitura psicanal0tica da leitura! interessante e pertinente. Jamos a eles. Ele come/a comparando a leitura a uma conversa. Franc1s! sua vasta obra é refer1ncia literária obri$atFria para quem se interessa pela literatura. Além desse le$ado! ele deixou também uma pequena introdu/ão escrita para um livro que ele tradu8iu! o Sésame et les Lys! de No#n .vários processos <processos neurofisiolF$ico! co$nitivo! afetivo! ar$umentativo! simbFlico e c#e$a : corre/ão na leitura=! exatamente por ele ser um leitor real! que tem um contexto cultural! submetido a valores de sua época. L leitor! não menos indiv0duo de subjetividade e desejo! sofre de ra8ão e emo/ão na sua experi1ncia de leitura. Ainda mais importante que esta disponibilidade! #á o fato de que .oland &art#es publicaram al$o de muito interessante sobre o assunto. OUTRA LEITURA Assunto muito discutido! muito se escreveu sobre a leitura.

Afinal! o livro não deixa de ser apenas +uma coisa material+ <p. "Sentimos muito bem !ue nossa sabedoria come%a onde a do autor termina" e gostaríamos !ue ele nos desse respostas !uando tudo o !ue ele pode #a(er é dar) nos dese$os'" <p. 2e forma diversa! ambos esclarecem ideias e pensamentos. .vida! une as pessoas e parece ser a forma mais natural! primeira! do uso da lin$ua$em. E é esta insufici1ncia da leitura! esta falta! que nos introdu8 na Qvida espiritualQ! como c#ama "roust! sem! no entanto! a constituir. Contudo! a parte mais inspiradora do pequeno livro é a que ele fala do papel dos livros frente a nossos desejos. R?= e seria preciso cuidar para não cair no +respeito #etichista pelos li. Ea conversa! é preciso participar de jo$os sociais! ouvir o outro e responder :quele pensamento do outro que se intromete no nosso prFprio! que tra8 suas prFprias considera/5es. Eão sei se #á completude.ida pessoal do espírito+. Esse querer mais é prof0cuo! é o que nos move! nos fa8 ir em frente. 4e$undo este autor! #á peri$o em deixar que a leitura substitua a +. A conversa! sem d. Entretanto! para isto! é preciso camin#ar nas leituras! deixar esta falta se manifestar! se deixar atravessar pelo desejo de querer mais.idade pessoal+. 6as é no sil1ncio e na solidão da leitura que muitos trabal#os intelectuais acontecem.9 <p. >>=. >R=. 4empre #á espa/o para mais! sempre dá para saber mais. L que nos dá o livro! muitas ve8es! é a no/ão de que falta! de que é poss0vel ter mais. Lu seja! a passividade que a leitura pode su$erir não teria lu$ar aqui.9a leitura não poderia ser assimilada a uma conversa/ão! mesmo com o mais sábio dos #omens' que a diferen/a essencial entre um livro e um ami$o! não é a sua maior ou menor sabedoria! mas a maneira pela qual a $ente se comunica com eles! a leitura! ao contrário da conversa/ão! consistindo para cada um de nFs receber a comunica/ão de um outro pensamento! mas permanecendo so8in#o! isto é! continuando a desfrutar do poder intelectual que se tem na solidão e que a conversa/ão dissipa imediatamente! continuando a poder ser inspirado! a permanecer em pleno trabal#o fecundo do esp0rito sobre si mesmo. 4empre se pode ler mais! saber mais. "''' o !ue é o #im de sua sabedoria n&o nos aparece sen&o como come%o da nossa" de sorte !ue é no momento em !ue eles nos disseram tudo !ue podiam nos di(er !ue #a(em nascer em n*s o sentimento de !ue ainda nada nos disseram'" <p. >?= A leitura é um trabal#o solitário! feito nessa plena pot1ncia da solidão! consi$o mesmo. "arece que a falta é a re$ra. R>=.ros+ <p. Ao nos depararmos com o que os livros nos dão! vemos que #á mais. "roust frisa! todavia! que nada substitui a +nossa ati. 6as sF a leitura nos dá acesso a esses outros #omens! a esses outros mundos! que estariam tão distantes! inatin$0veis! se depend1ssemos exclusivamente da presen/a! da conversa. E são estes desejos que! indubitavelmente! nos permitem pensar! aprender! querer mais e ir mais fundo.

T>=.ola" e a leitura é uma ami(ade' . >A=. )alve8 não de extensão desejada! mas uma teoria assim mesmo. E "ropp! ol#ando as formas! pode fundar a análise estrutural da narrativa. Eo entanto! ele fa8! sim! uma teoria da leitura. Hsto foi feito por 4aussure ao! se$undo &art#es! optar pelo viés do sentido.ia$ar" !uando se l/'" <p. )ambém )roubets-oi e Na-obson! ol#ando o sentido nos sons! puderam desenvolver a fonolo$ia.ida" a ami(ade" a ami(ade !ue di( respeito aos indi. "ara a leitura! entretanto! não se pode ainda escol#er o que seria! ou qual seria! o ol#ar ideal. 4em . A conversa ao vivo! com um ami$o C conversa interessada! atravessada por necessidades sociais! por quest5es de interesses C oposta :quela conversa lida! com +um morto+ ou +ausente+! que acaba sendo mais #onesta! pois nos permite falar@pensar C expressar C qualquer coisa que nos ocorra.íduos" é uma coisa #rí. "ara &art#es! a pertin1ncia é exatamente o ponto de vista que se escol#e para ol#ar o objeto <p. Conforme trec#o citado no in0cio do cap0tulo! ele come/a este texto reclamando que está "em grande desamparo doutrinal2 doutrina sobre a leitura" n&o tenho1 3'''4 2 nem mesmo sei se é preciso ter doutrina da leitura" <p. )anto é assim que ele fala da ami8ade' "Sem d-. RS=. Come/a falando da pertin1ncia! que foi o que deu : lin$u0stica! se$undo este autor! a possibilidade de se desenvolver. &art#es escreveu bastante sobre leitura e parece ter se sentido! por toda a vida! em d0vida por não ter escrito uma teoria da leitura. >A=! &art#es duvida que seja poss0vel al$um tipo de unidade nesse campo. >G=."arece ser bem claro para "roust que na leitura #á realmente intera/ão entre pessoas. "roust finali8a sua exposi/ão sobre a leitura c#amando a nossa aten/ão para o fato de que os escritores preferem C eles mesmos leem C autores anti$os.io de cientista" n*s n&o a descobrimos" <p.eis" <p. Jendo a no/ão de ami8ade e conversa já tra8ida anteriormente! conclui%se que são dois os tipos de ami8ades! os tipos de conversas. "or sua nature8a "plural de pr tica dispersas" de e#eitos irredutí. Contudo! ele tenta. Ele! comparando as duas formas de ami8ade! mostra a superioridade da leitura por ser esta mais #onesta! sem as necessidades que o contato social nos imp5e. 4omente no anti$o está aquilo que não existe mais! aquilo que sF pode existir numa dada época! o pitoresco que se visita quando se quer viajar. 4e$undo ele! isto se deve ao fato de que "ama)se sempre sair um pouco de si" . Ele di8 em "Da Leitura" que "a leitura ainda n&o encontrou o seu 0ropp ou o seu Saussure1 essa pertin/ncia dese$ada" imagem de um alí. >?%>A=.as ao menos é uma ami(ade sincera" e o #ato de dirigir)se a um morto" a um ausente" lhe d !ual!uer coisa de desinteressada" !uase tocante'" <p.

"ara ele! o sujeito que l1 é o sujeito desejado pelo escritor. 9<.= o leitor é o sujeito inteiro! que o campo da leitura é o da subjetividade absoluta <. >G% >>=' A. R?=! sendo ela! então! um trabal#o! uma promessa! desejo de produ/ão.=' toda leitura procede de um sujeito e desse sujeito se separa apenas por media/5es raras e t1nues! o aprendi8ado das letras! al$uns protocolos retFricos! para além dos quais é o sujeito que depressa se encontra na sua estrutura prFpria! individual' ou desejante! ou perversa! ou paranFica! ou ima$inária! ou neurFtica C e! bem entendido! também na sua estrutura #istFrica' alienado pela ideolo$ia! por rotinas de cFdi$os... RA%RG= . Eão se pode falar de n0vel de leitura por não sabermos quão profundamente se pode ir nesta a/ão.er" <p.esta pertin1ncia! não se pode interro$ar a leitura nem de maneira adequada! nem sequer questioná%la. Aceitando! então! esta impossibilidade "por #alta de g/nio" ou pela prFpria nature8a da leitura! &art#es prop5e que é o Q2esejoQ que atrapal#a esta tarefa. A questão aqui é de que o 2esejo não se permite con#ecer! ele não está dispon0vel para a consci1ncia sab1%lo. L verbo ler tem m.9 <p. >S=. >V=. &art#es nos dá como exemplo "roust! em La Recherche du 5emps 0erdu! quando o narrador fala que ia se isolar para poder ficar na solidão! que era do que ele precisava para "a leitura" o de.ltiplos usos pois lemos m. >U=. 2a0! &art#es nos fala do tr1s tipos de Qpra8er de lerQ' o pra8er das palavras! do modo que elas são arranjadas no texto( o pra8er da narrativa! do saber o que vai acontecer! de acompan#ar a #istFria( e! finalmente! o pra8er da leitura como "condutora do Dese$o de escre.aneio" as l grimas e a .ol-pia" <p. Ká! para &art#es! dois tra/os fundadores da leitura desejante' um estado de isolamento! quando o mundo inteiro desaparece do nosso escopo de desejo( e a participa/ão das emo/5es! sensa/5es! do corpo inteiro! pois "a leitura produ( um corpo transtornado" mas n&o despeda%ado" <p. Hsso acontece porque "O Dese$o n&o pode nomear)se" nem mesmo 3ao contr rio da Demanda4 di(er)se'" <p. A partir da0! &art#es nos dá duas ra85es porque é tão dif0cil questionar a leitura <p.ltiplos objetos( G. Como tal! ele fa8 parte da narrativa! ele é uma persona$em do livro. 4obra! então! apenas o recon#ecimento desse 2esejo! desse erotismo que acompan#a a leitura.. 2o Q2esejoQ não se pode falar sem também tratar do Q4ujeitoQ! que é o prFximo tema de &art#es..

Essa ci1ncia! então! ainda está para ser escrita posto que depende de conceitos ainda não definidos.)ermina! então! concluindo que uma ci1ncia da leitura teria que ser a ci1ncia do "Inesgotamento" do Deslocamento in#inito" <p. &art#es falou de pluralidade e ele se refere ao que vem do que aquele que l1 p5e na leitura! no texto! que o leitor relativi8a de acordo com a sua prFpria subjetividade.RG=. RG=! fec#ando com a bela ima$em de que "a leitura seria o lugar onde a estrutura se descontrola'" <p. . Eão #á controle! não #á fim! não #á perman1ncia. A leitura fomenta mais leituras! como numa sequ1ncia sem fim! e essas leituras são deslocadas por outras leituras de modo que o sentido não ocupa um lu$ar estável! permanente! mas! antes! se transforma a cada novo passo.

3EE4"! G??G. ". Editora >R! APPU. 0or uma estilística da e6ist/ncia. A importância do ato de ler. O rumor da língua.L34)! 6arcel. 6artins Fontes! 4ão "aulo! G??R &H. 6artins Fontes! APVT. O !ue é leitura' 4ão "aulo! Ed. MA)L! 6ar+. NL3JE! Jincent. Corte8! RPW edi/ão! G??V.E! "aulo.)KE4! . A leitura. "ontes Editores! Campinas! 4"! G?AA . &rasiliense! APW edi/ão! APPR. 4ão "aulo! Ed. 4ão "aulo! Ed. Sobre a leitura.6AE! Noel.Referê c!as &A. F. 4ão "aulo! Ed.)HE4! 6aria Kelena.oland. 6A. O aprendi(ado da leitura.EH.