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ALIMENTAÇÃO DA VACA LEITEIRA

TABELAS DE NECESSIDADES DO REBANHO TABELAS DE NUTRIENTES DOS ALIMENTOS EXEMPLO DE CÁLCULO DOENÇAS METABÓLICAS ALIMENTOS

ENG. AGR. BRENO KIRCHOF

ÍNDICE

INTRODUÇÃO NUTRIÇÃO ANIMAL ÁGUA MATÉRIA SECA ENERGIA NUTRIENTES DIGESTÍVEIS TOTAIS ENERGIA DIGESTÍVEL ENERGIA METABOLISÁVEL ENERGIA LÍQUIDA GORDURA PROTEGIDA PROTEÍNA PROTEÍNA BY PASS MINERAIS VITAMINAS FIBRA FIBRA BRUTA FIBRA EM DETERGENTE NEUTRO FIBRA EM DETERGENTE ÁCIDO ALIMENTOS DAS VACAS DE LEITE ABÓBORA ALFAFA ALGODÃO AMENDOIM ARROZ AVEIA RESÍDUO DE AVES BATATA DOCE BATATINHA BETERRABA BICARBONATO DE SÓDIO CALCÁRIO CALCÍTICO CALCÁRIO DOLOMÍTICO CAMA DE FRANGO CANA DE AÇÚCAR CANOLA CARBONATO DE CÁLCIO FARINHA DE CARNE

5 6 6 7 7 8 8 9 9 10 11 12 12 13 14 14 14 14 18 18 18 18 19 19 20 20 20 21 21 21 21 21 21 22 22 22 22

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CENOURA CENTEIO LEVEDURA DE CERVEJA CEVADA POLPA DE CITRUS CLORETO DE POTÁSSIO CLORETO DE SÓDIO CARBONATO DE COBALTO SULFATO DE COBRE COLZA FOLHA DE COQUEIRO RASPA DE COURO FARINHA DE CRISÁLIDA FARINHA DE OSSO AUTOCLAVADA FARINHA DE OSSO CALCINADA FEIJÃO FESTUCA FOSFATO BICÁLCICO GERGELIM GIRASSOL FARINHA DE INCUBATÓRIO IODATO E IODETO DE POTÁSSIO LEITE LESPEDEZA LEUCENA LINHAÇA RADÍCULA DE MALTE MANDIOCA MELAÇO MILHO FARINHA DE OSSO COZIDA FOSFATO PRECIPITADO DE OSSO OSTRA FARINHA DE PEIXE FARINHA DE PENAS ESTERCO DE POEDEIRAS FARINHA DE SANGUE SELENITO E SELENATO DE SÓDIO SETÁRIA SOJA SORGO TOMATE TREVO ENCARNADO

23 23 23 23 24 24 24 24 24 24 25 25 25 25 25 25 25 26 26 26 26 26 27 27 27 27 27 27 29 29 29 29 31 31 31 31 31 32 32 32 33 34 34

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TRIGO MOURISCO TRIGO TRITICALE URÉIA UVA DO JAPÃO CÁLCULO DA ALIMENTAÇÃO DESAFIO DAS VACAS EXEMPLO DE CÁLCULO PARA VACA EM PRODUÇÃO CÁLCULO DO VOLUMOSO CÁLCULO DA MATÉRIA SECA CÁLCULO DO CONCENTRADO PRODUÇÃO TOTAL DE LEITE CÁLCULO DOS MINERAIS CÁLCULO DA FIBRA BRUTA DOENÇAS DIGESTÍVEIS DA VACA DE LEITE EDEMA DO ÚBERE FEBRE DO LEITE E VACA DEITADA CETOSE ACIDOSE DESLOCAMENTO DO ABOMASO SÍNDROME DO BAIXO TEOR DE GORDURA NO LEITE NECESSIDADE DE NUTRIENTES DIÁRIOS PARA VACAS TABELA 1 MANTENÇA DE VACAS EM LACTAÇÃO TABELA 2 MANTENÇA DE VACAS SECAS TABELA 3 POR QUILO DE LEITE E PERCENTUAL DE GORDURA NECESSIDADES DE NUTRIENTES DIÁRIOS PARA BOVINOS EM CRESCIMENTO TABELA 4 FÊMEAS E MACHOS LACTANTES RAÇAS GRANDES TABELA 5 FÊMEAS E MACHOS DIETA MISTA RAÇAS GRANDES TABELA 6 FÊMEAS RAÇAS GRANDES TABELA 7 MACHOS RAÇAS GRANDES TABELA 8 FÊMEAS E MACHOS LACTANTES RAÇAS PEQUENAS TABELA 9 FÊMEAS E MACHOS DIETAS MISTAS RAÇAS PEQUENAS TABELA 10 FÊMEAS RAÇAS PEQUENAS TABELA 11 MACHOS RAÇAS PEQUENAS NECESSIDADES DE NUTRIENTES DIÁRIOS PARA MANTENÇA DE TOUROS ADULTOS TABELA 12 MANTENÇA DE TOUROS ADULTOS NUTRIENTES DOS ALIMENTOS BIBLIOGRAFIA 34 34 35 35 35 36 38 42 42 42 43 43 44 44 45 45 45 46 47 47 47 49 49 49 49 50 50 50 50 51 51 51 52 52 53 53 54 61 4 .

INTRODUÇÃO O cálculo da alimentação do rebanho leiteiro tem por finalidade combinar adequadamente os alimentos que atendam as necessidades dos animais da maneira mais econômica e de modo a se alcançar as maiores produções. Este cálculo deve ser prioritário para o produtor de leite pois dependendo de seu acerto ou não. Nosso objetivo aqui é apontar os princípios básicos da alimentação das vacas de leite para obter altas produções e dar um esquema dentro do qual os alimentos podem ser combinados para obter um melhor resultado na exploração. mas também de um potencial genético adequado das vacas. 5 . aumentará ou diminuirá os lucros de seu trabalho. Devemos lembrar que uma produção eficiente de leite não é somente conseqüência da nutrição correta.

urina. A elaboração dos produtos também requer ENERGIA que é obtida da queima dos carboidratos. fezes. manutenção e produção. água nos alimentos e água produzida pela transformação dos nutrientes orgânicos. ÁGUA A ÁGUA é um alimento essencial para a vaca. Os nutrientes irão atender as exigências dos animais em crescimento. As vacas sofrem de falta de água mais rapidamente e severamente do que a falta de qualquer outro alimento. Para que os animais utilizem os nutrientes existentes nos alimentos eles precisam ser primeiramente decompostos no aparelho digestivo em uma forma tal que possam ser absorvidos pelo organismo. isto é ele vai depender do nutriente que estiver em menor quantidade em relação a sua exigência. suor e evaporação da superfície do corpo e na respiração.NUTRIÇÃO ANIMAL A nutrição animal envolve o estudo e utilização dos alimentos necessários ao crescimento. tanto direta como indiretamente. produção e reprodução dos animais domésticos. leite. O animal é suprido de água através da água de beber. para prover o líquido que envolve o feto e para transportar os nutrientes. amido. proteínas e lipídios. para absorver e transformar os nutrientes. Os animais e seus produtos são constituídos de inúmeras substâncias químicas que podem ser classificados em:  Água  Matéria Seca carboidratos (açucares. 6 . Restringindo o consumo de água diminui o consumo de alimentos e a produção de leite. Todos os nutrientes são igualmente importantes e o desempenho dos animais segue a lei do mínimo. para eliminar os resíduos e calores do corpo. A vaca perde água do corpo na saliva. É uma ciência responsável pelo desenvolvimento de práticas de alimentação e manejo que assegurem uma produção animal eficiente. Esses componentes são chamados de NUTRIENTES. celulose) proteínas graxas (gorduras) minerais vitaminas Os alimentos contém substâncias semelhantes embora em proporções diferentes. É necessário para manter os líquidos do corpo. para a digestão.

O cálculo da matéria seca é necessário para podermos avaliar se a quantidade de alimentos que estamos fornecendo aos animais podem ser consumidos ou. ENERGIA Dentre os nutrientes exigidos pelos animais. minerais e fibras. condições corporais e principalmente o tipo. Não existem evidências que confirmem que fornecendo água à vontade para as terneiras cause diarréia ou diminua o consumo de leite. estando aí já incluído a água de limpeza. O consumo de silagem de milho pode ser aumentado com a adição de suplementos protéicos como farelo de soja. ao contrário. normalmente. número de lactações. se são suficientes. depois da água. Os carboidratos funcionam como fonte principal 7 .5 litros de água por dia. Para efeito de planejamento calcula-se 100 litros de água por vaca por dia. É muito importante sabermos a quantidade de matéria seca de um alimento pois quanto menos água tiver mais terá de matéria seca e maior será a quantidade de nutrientes. gorduras. O consumo de matéria seca dos animais diminui quando todo o alimento volumoso fornecido é fermentado (silagens). Dando água à vontade para as terneiras aumenta o consumo de alimento seco e aumenta o ganho de peso.A quantidade de água consumida pelas vacas é influenciada pelas condições climáticas. particularmente a digestibilidade das forragens. O consumo de matéria seca de uma vaca é 15% menor nas três primeiras semanas de lactação comparado ao final da lactação. vitaminas. Uma vaca toma. estágio de lactação. É na matéria seca que encontramos os nutrientes como os carboidratos. característica da água e estado de saúde do animal. Através da experiência sabe-se que uma vaca leiteira consome em torno de 3 quilos de matéria seca por dia para cada 100 quilos de seu peso vivo. qualidade e palatabilidade dos alimentos. MATÉRIA SECA Retirando-se toda a água de um alimento sobra a MATÉRIA SECA. Terneiras nos primeiros 21 dias consomem de 1 a 1. entre eles: peso do animal. proteínas. A quantidade de matéria seca consumida por uma vaca depende de muitos fatores. tipo de alimento. manejo. numa temperatura ambiente entre -17° e 27° C é de 80 litros por dia. Consumindo alimentos secos vão tomar mais água. produzindo 20 litros de leite por dia. O maior consumo ocorre normalmente entre os 50 a 98 dias após o parto (7ª a 14ª semanas). quantidade de leite que está produzindo. O requerimento de água de uma vaca de 500 quilos. de 40 a 60 litros de água por dia e dependendo da temperatura e da produção de leite esta quantia pode dobrar. a ENERGIA é aquele requerido em maiores quantidades. Vacas que tem água boa e fresca sempre a disposição produzem mais leite do que aquelas onde a água é fornecida de tempos em tempos. uréia e fenos.

os dados atualmente disponíveis não permitem a utilização da energia líquida como rotina. tendo ainda os lipídios e proteínas.5 Mj (megajoules) de energia digestível. Na prática. jaules ou NDT. O NDT é calculado da seguinte maneira: NDT = NUTRIENTES DIGESTÍVEIS TOTAIS PD = PROTEÍNA DIGESTÍVEL FD = FIBRA DIGESTÍVEL ENND = EXTRATIVOS NÃO NITROGENADOS DIGESTÍVEIS EED = EXTRATO ETÉREO DIGESTÍVEL NDT = PD% + FD% + ENND% + 2. megacalorias) são: ENERGIA DIGESTÍVEL (ED). Quando estes nutrientes são queimados liberam calor e outras formas de energia que são utilizadas pelo organismo animal. o mais usado tem sido o NDT sendo que a EM. O custo de produção ou aquisição da energia é muito maior que a soma dos custos de todos os outros nutrientes. baseados no conteúdo energético expresso em calorias e seus múltiplos (quilocalorias. apresentando valores bastante variáveis que vão de 10% a 65%. O valor energético de um alimento e as exigências dos ruminantes podem ser expressas por vários sistemas. O ENN é constituído pelos açúcares mais o amido. O NDT é usado normalmente na forma percentual e é o mais usado apesar de serem conhecidas suas limitações (tanto o NDT como a ED subestimam o valor dos alimentos concentrados em relação aos volumosos). Os carboidratos constituem de 65% a 75% da matéria seca dos alimentos e nas análises são separados em fibra bruta (FB) e extrativos não nitrogenados (ENN).25 x EED% 8 . O sistema mais próximo da realidade é o da energia líquida porque leva em consideração diferenças na eficiência de utilização da energia consumida. Os outros sistemas. devido as muitas perdas que ocorrem durante a digestão dos alimentos. A fibra bruta é constituída de hemicelulose. O mais difundido entre nós é o sistema denominado de NUTRIENTES DIGESTÍVEIS TOTAIS (NDT). Para compreendermos os vários sistemas de valorar a energia na alimentação dos ruminantes. celulose e lignina. também não apresenta maiores problemas para seu uso.409 Mcal (megacalorias) ou 18.de energia. devemos entender que somente uma parte da ENERGIA BRUTA (EB) consumida pelos animais é utilizada ou incorporada nos tecidos e produtos animais. NUTRIENTES DIGESTÍVEIS TOTAIS E ENERGIA DIGESTÍVEL Uma parte da energia bruta consumida pelo animal não é digerida e sai pelas fezes. Um quilo de NDT eqüivale a 4. ENERGIA METABOLISÁVEL (EM) e ENERGIA LÍQUIDA (EL). A diferença entre energia bruta e energia fecal chama-se ENERGIA DIGESTÍVEL e pode ser expressa em calorias. Entretanto. Esta energia das fezes representa a principal perda.

ENERGIA METABOLISÁVEL Descontando da energia digestível as perdas de energia na urina e gases. obtém-se a ENERGIA METABOLISÁVEL.Esquema da utilização da energia dos alimentos por uma vaca em lactação. Em média. Geralmente estas perdas representam cerca de 18% da energia digestível. Devese ressaltar que o aumento de calor ou incremento calórico é um parâmetro muito difícil de ser medido e portanto muito dos valores de energia líquida dos alimentos publicados em literatura foram obtidos através de cálculos por equações de regressão múltipla. nos carboidratos que são responsáveis por suprir de 50% a 60% da energia necessária a manutenção e 9 . principalmente. A energia líquida é a que efetivamente esta disponível ao animal. Cols e Church Quando nos referimos a energia estamos falando. A energia metabolisável menos o incremento calórico resulta na ENERGIA LÍQUIDA. consideramos que a energia metabolisável é igual a 82% da energia digestível. urina e gases) existe ainda uma perda denominada de incremento calórico que é o calor ou energia gasta principalmente na digestão dos alimentos e no trabalho normal do organismo para manter a vida e produzir. ENERGIA LÍQUIDA (40%) ENERGIA METABOLISÁVEL (60%) ENERGIA DIGESTÍVEL (70%) ENERGIA BRUTA DO ALIMENTO ENERENERGIA DOS GASES (100%) ENERGIA PARA PRODUÇÃO DE LEITE E TECIDO CORPORAL PRODUÇÃO (20%) ENERGIA FECAL GIA URINÁRIA INCREMENTO CALÓRICO ENERGIA PARA MANUTENÇÃO DO ANIMAL MANUTENÇÃO (20%) PERDAS DE ENERGIA (60%) Adaptado de Foley. ENERGIA LÍQUIDA Além das perdas de energia já mencionadas (fezes. Percentagens aproximadas. QUADRO 1 . Esta perda representa cerca de 30% a 60% da energia metabolisável.

pode causar problemas e isso é mais observado quando as vacas (principalmente vacas secas) são alimentadas com silagem de milho como único volumoso e à vontade. Quase a totalidade dos carboidratos encontrados no citoplasma das células dos alimentos e nas paredes celulares são. que o peso que as vacas perdem no início da lactação deve ser reposto no final da lactação. Se o fornecimento for inadequado a vaca pode apresentar problemas metabólicos (cetoses). sucrose e frutosanas. então. GORDURA PROTEGIDA Vacas de alta produção. Esses ácidos graxos voláteis suprem cerca de 60% a 70% da energia necessária aos ruminantes. 10 . A deficiência de energia em animais jovens causa atraso no crescimento e como a puberdade (início da vida sexual) depende do peso vivo. Uma vaca em lactação converte a energia do alimento em leite com uma eficiência de 64%.produção dos ruminantes. Nas vacas criadas soltas no pasto. O fornecimento de energia é importante durante todo o período de lactação da vaca. Estes problemas são agravados com deficiências de proteínas e minerais. para a busca e apreensão da pastagem. hemicelulose. Os principais carboidratos encontrados nos alimentos dos ruminantes são: celulose. resulta em declínio na produção de leite e perda de peso. no manejo da propriedade. enquanto as vacas ainda estão produzindo leite. devemos acrescentar 10% nas necessidades de energia quando temos pastagens boas e 20% quando elas são escassas. Resultados experimentais de balanço energético mostram que uma vaca seca converte a energia em tecido corporal com uma eficiência de 60% e uma vaca em lactação com 75% de eficiência. propiônico e butírico) e grande quantidade de gases. no aparelho digestivo. Quando a vaca tem de caminhar longas distâncias. devemos acrescentar 3% de energia por quilometro caminhado. Severas e prolongadas deficiências em energia diminuem a performance reprodutiva. Em vacas em lactação. Conclui-se. ou ainda se o déficit energético for prolongado a taxa de reprodução é comprometida. As vacas de 1ª cria devem receber 20% a mais de energia e as vacas de 2ª cria 10% para que continuem a crescer. desdobrados a açúcares. mas é crítico no início da lactação porque o animal não consegue comer o suficiente para atender as suas necessidades. amido. O excesso de energia. Nessas circunstâncias os animais atingem uma condição corporal acima do ideal (muito gorda) e por ocasião do parto podem apresentar um distúrbio metabólico conhecido como síndrome da vaca gorda e também deslocamento ou torção do abomaso. esses açúcares são após metabolizados havendo a formação dos ácidos graxos voláteis (acético. no início da lactação. retarda a entrada destes animais na reprodução. esta carência. Também não se pode esquecer que a energia é o único nutriente que limita a produção de leite. também. dependem da mobilização de energia proveniente do tecido gorduroso de seu corpo para a produção do leite.

11 . Na realidade o suprimento de aminoácidos do intestino é proveniente de duas fontes: a fração da proteína que não foi degradada no rúmen e proteína microbiana proveniente do rúmen. o nutriente exigido em maiores quantidades pelos ruminantes. A adição de proteína de baixa degradabilidade ruminal favorece o uso mais eficiente do suplemento de gordura. O valor protéico dos alimentos é expresso em termos de PROTEÍNA BRUTA (PB) para os bovinos. Estima-se que em torno de 60% da proteína é degradada no rúmen e 40% escapa dos microorganismos indo até o intestino delgado onde é aproveitada. solubilidade da proteína. no rúmen. Uma das estratégias utilizadas na prática é o fornecimento suplementar de gordura. Esta degradação da proteína no rúmen é dependente de uma série de fatores (tipo e tamanho da partícula.). A utilização da proteína. Dados de pesquisa mostram que a utilização da matéria seca para grãos inteiros de soja no rúmen de vacas leiteiras foi cerca de 30% enquanto para os grãos quebrados foi de 52%. soja e girassol são uma alternativa conveniente de suplemento de gordura e proteína de baixa degradabilidade ruminal. velocidade de passagem no rúmen. passar de 8%. onde o teor de proteína é relativamente constante ( 13% a 16% ). Mas não existe ainda uma clara recomendação se estas sementes devem ser fornecidas inteiras ou quebradas. como o tratamento com calor no caso de soja (soja tostada) que sabe-se melhora o aproveitamento. Ela é necessária para fornecer os aminoácidos ( os aminoácidos são as unidades formadoras das moléculas de proteína) para a promoção dos inúmeros processos de síntese que ocorrem no organismo animal. As sementes de oleaginosas como algodão. foi de 32% para grãos inteiros e 77% para os quebrados. após a energia. Entretanto quando esta suplementação não é feita através de GORDURA PROTEGIDA.25. o teor de proteína dos alimentos é extremamente variável. O modo como as sementes de oleaginosas são incluídas nas dietas tem sido bastante estudado.O fornecimento de gordura (ácidos graxos de cadeia longa) à dieta das vacas no início da lactação poderá prover a energia necessária a produção do leite e melhorar a economia de energia corporal destes animais enquanto que previne problemas decorrentes do consumo excessivo de amido em dietas ricas em grãos. Em contraste com os animais. As sementes inteiras tem uma menor utilização no rúmen do que quando quebradas. PROTEÍNA A PROTEÍNA é. processamento do alimento. poderá haver problemas para as funções do rúmen se o nível de gordura. na dieta. presença de energia. A adição de gordura a dieta não proporciona energia para a produção de proteína pelos microorganismos do rúmen. para resistir a utilização (degradação) no rúmen. A percentagem de PB é calculado multiplicando a percentagem de nitrogênio dos alimentos por 6. etc. Uma parte da proteína dos alimentos é degradada no rúmen pelos microorganismos. equivalente a quantidade produzida no leite.

manutenção da pressão osmótica. 12 . São constituintes dos ossos e dentes e responsáveis pela coagulação sangüínea.88 kcal.Ao contrário da energia. transferência de energia. deve-se procurar maximizar a quantidade de proteína alimentar que chega ao intestino. alimentos tais como: farinha de peixe. os animais. Do total de proteína consumida pela vaca. estima-se que 60% seja de proteína utilizada pelos microorganismos do rúmen e que 40% da proteína passe pelo rúmen e seja absorvida no intestino. sem diminuir a eficiência da síntese ruminal de proteína. bem como. transformado novamente em uréia para ser eliminada. PROTEÍNA BY PASS . ativadores dos sistemas enzimáticos. Visando o suprimento de proteína não degradável. contração muscular. também. Entretanto se a deficiência for prolongada e severa a produção é afetada. balanço ácido-básico. etc. farinha de pena hidrolizada além de resíduos de destilaria e de cervejarias e soja tostada ou extrudada são incluídos nas dietas de vacas de alta produção. Suplementos protéicos ricos em lisina são de particular importância nas dietas a base de milho. perdem peso mais rapidamente no início da lactação. O excesso de PB na dieta dos animais diminui a energia disponível porque este excesso deve ser transformado em amônia e a maior parte. Cada grama de nitrogênio convertido para uréia necessita de 5.PROTEÍNA NÃO DEGRADÁVEL NO RÚMEN Modernos conceitos como aproveitamento da proteína ao nível do intestino já fazem parte dos novos sistemas de cálculos de rações para o gado leiteiro. farinha de sangue. MINERAIS Os MINERAIS são nutrientes importantes tanto para as funções estruturais como para as funções metabólicas do organismo animal. Lisina e metionina são os dois aminoácidos mais citados como limitantes para a produção do leite em vacas de alta produção. farinha de carne. haverá um decréscimo no teor de sólidos não gordurosos do leite. uma deficiência de proteína não limita ou reduz a produção de leite imediatamente. Dietas com altos teores de PB na matéria seca (mais de 19%) aumentam o período de cobertura e o número de serviços por concepção. Para uma máxima eficiência da dieta.

Os minerais mais exigidos.Fósforo (P) . pelas vacas são o cálcio.Magnésio (Mg) . se houver pesquisa que comprove sua necessidade. contendo carbono. preferentemente na forma de PREMIX (mistura pré-elaborada).Iodo (I) . O conteúdo dos alimentos em minerais é expresso em percentual (%) ou gramas por quilo (g/kg) para os macrominerais e em partes por mil (ppm) ou miligramas por quilo (mg/kg) para os microminerais. oxigênio. não são suplementados por estarem presentes em quantidades adequadas nos alimentos. pertencentes a vários grupos químicos. o fósforo e o sódio. VITAMINAS As VITAMINAS são compostos orgânicos. elas possuem importantes funções como a manutenção da 13 .Manganês (Mn) .Cálcio (Ca) .Cloro (Cl) . Existem algumas áreas do território brasileiro onde a pesquisa já comprovou a carência de certos minerais. calcário calcítico ou dolomítico ou farinha de ostras e cloreto de sódio (sal). no caso dos bovinos esse fato não é levado muito em consideração.Selênio (Se)  Microminerais: Embora existam diferenças na utilização dos diferentes minerais em função de suas fontes.Cobre (Cu) .Cobalto (Co) . nitrogênio e cobalto. nestes casos deve ser feita a suplementação do mineral especificado e na quantidade indicada pela pesquisa. hidrogênio. em quantidade. Embora requeridas em pequenas quantidades.Potássio (K) .Ferro (Fe) . participam da composição dos alimentos de maneira bastante variável e só é indicado sua suplementação.Os minerais são classificados em:  macrominerais .Sódio (Na) .Zinco (Zn) . Os microminerais são exigidos em quantidades muito pequenas. Todos eles tem quantidades variáveis nos alimentos e é recomendada sua suplementação com farinha de ossos calcinada ou fosfato bicálcico. normalmente.Enxofre (S) . Os demais macrominerais.

A fibra de boa qualidade e adequada forma física é muito importante para os ruminantes e consequentemente para as vacas leiteiras. As vitaminas são classificadas em: lipossolúveis .totalmente fermentável Lignina . não havendo necessidade de suplementar. Para melhor entendermos as fibras devemos conhecer como é composta a célula de um vegetal. logo recomenda-se que a ração inicial para terneiras tenha vitamina A . A célula é composta de uma parede celular (PC) e do conteúdo celular (CC). Um adequado fornecimento de fibra propicia um máximo consumo de matéria seca e energia. etc. E e K hidrossolúveis . FIBRA A FIBRA apesar de não ser diretamente um alimento. reprodução.A. disponível em parte para a fermentação ruminal) .pectinas . A quantidade de fibras das dietas das vacas é normalmente expressa em: FIBRA BRUTA (FB) ou FIBRA EM DETERGENTE NEUTRO (FDN) e FIBRA EM DETERGENTE ÁCIDO (FDA). regulação do metabolismo de energia. seu cálculo é imprescindível para se poder fazer um adequado balanceamento da dieta das vacas. um valor normal da gordura do leite. conforme podemos ver pelo esquema a seguir: CONTEÚDO CELULAR (CC) (Disponível para as enzimas do animal e para a fermentação ruminal) Amido Açúcares Proteína Gorduras Celulose .saúde dos animais. No caso de vacas em confinamento é importante fornecer fenos verdes e folhosos que são ricos em caroteno que serão transformados pelo animal em vitamina A .C e complexo B Normalmente os alimentos fornecidos as vacas contém as quantidades adequadas de vitaminas ou elas são sintetizadas pelas bactérias do rúmen.fermentação variável .fermentação variável Hemicelulose . Durante as primeiras semanas de vida as terneiras tem uma limitada capacidade de transformar caroteno em vitamina A. crescimento. a prevenção de problemas pós-parto e principalmente uma normal fermentação ruminal. D.não fermentável 14 PAREDE CELULAR (PC) (Não disponível para as enzimas do animal.

5 36 3.1 2.2 40 3. Para a obtenção de um parâmetro razoável. A fórmula para cálculo da digestibilidade é a seguinte: 15 .8 1.14% de seu peso ou seja 10.3 38 3.5 50 2.9 1. QUADRO 1 .3 2.Fibra em detergente ácido é o resíduo que sobra após lavar o alimento em detergente ácido.7 46 2.2 2.6 48 2.0 42 2.7 FDA . O detergente lava o conteúdo celular e a hemicelulose e deixa parte da celulose e toda a lignina da parede celular. A fibra em detergente neutro apresenta uma relação direta e inversamente proporcional a capacidade que a vaca tem de consumir determinada dieta ou alimento.Estimativa de ingestão de matéria seca a partir do teor de FDN FDN IMS % do alimento % do peso vivo 30 4.Ingestão de Matéria Seca FDN % do alimento 52 54 56 58 60 62 64 66 68 70 72 IMS % do peso vivo 2.9 1.4 FDN . O detergente lava o CONTEÚDO CELULAR e deixa a parede celular.0 1. que apresenta em média FDN de 56% 120  56 = 2.0 32 3.Fibra em Detergente Neutro IMS .14% Isto quer dizer que uma vaca de 500 kg de peso só consegue comer 2. menor será a capacidade que uma vaca terá de ingeri-lo. Isto é.7 1.70 kg em matéria seca do azevém.9 44 2. existe uma fórmula que expressa muito bem o significado do FDN: Ingestão de Matéria Seca = 120  FDN Para exemplificar examinemos o azevém.FDN . quanto maior a FDN de um alimento.8 1. A FDA está inversamente relacionada com a digestibilidade dos alimentos.8 34 3.1 2.Fibra em detergente neutro é o resíduo que sobra após lavar o alimento em detergente neutro.

elevado para no mínimo 28% para prevenir a diminuição da gordura do leite e porque menos energia é requerida para a produção de leite. que uma adequada quantidade de energia possa ser consumida para atender as necessidades das vacas.Digestibilidade da matéria seca = 88. a digestibilidade da matéria seca do azevém é de 64% Fibra bruta representa a fibra que é resistente a degradação em ácidos e alcalis. O valor máximo da FDN na dieta deve ser de 38% da matéria seca. assim. Os níveis recomendados de FIBRA EM DETERGENTE NEUTRO (FDN) para vacas em lactação são: Produção de LEITE com 3. gradativamente. pelo tamanho da fibra do alimento. pelo tipo de fibra do alimento.9 . permitindo assim. Durante o período de alta produção (pico de produção) seu valor mínimo pode ser reduzido para 25%.779) No caso do azevém que apresenta um FDA médio de 32% temos: 88.(32 x 0.5% de GB até 16 kg 16 a 23 kg 23 a 32 kg 32 ou mais FDN % na matéria seca (MS) total 38 36 a 38 32 a 36 28 a 32 Um mínimo de 28% de FDN na matéria seca é recomendado para as vacas durante as primeiras três semanas de lactação.779) = 64% ou seja. Os valores mais encontrados nas análises são os de fibra bruta. o consumo total de alimentos). Mais adiante da lactação o conteúdo de FDN deve ser. Entre a FDN e FDA devemos trabalhar com a FDN e devemos evitar a FDA pois ela nos dá somente o valor de parte da hemicelulose (pectinas). A quantidade de fibra a ser incluído na dieta das vacas é influenciado pelas condições corporais da vaca. Valores da fibra na forma de FDN e FDA são medidas mais apuradas do que na forma de fibra bruta. Forragens que foram picadas em pequenas partículas (menos de 1cm) são mais rapidamente consumidas e fermentadas no rúmen. diminuindo. pela quantidade de produtos produzido (leite e carne).9 . pela quantidade de matéria seca consumida e pela freqüência da alimentação (número de refeições).(FDA x 0. Isto modifica a relação de produção de ácido acético e propiônico (relação mais estreita de 2:1) o que causa diminuição de 16 . Os valores de fibra bruta são medidos em percentual da matéria seca e devem ser de no mínimo 17% e no máximo de 21% (este valor máximo é relativo podendo ser maior o que aumentará o tempo de passagem do alimento pelo trato digestivo.

Dietas com insuficiente quantidade de fibra na matéria seca (menos de 17% de FB) causam os mesmos problemas relatados para as partículas de pequeno tamanho.produção de saliva e a conseqüente redução do PH do fluído do rúmen (acidose). diminuição da quantidade e atividade das bactérias que degradam as fibras e queda no percentual de gordura do leite. 17 .

ALIMENTOS DAS VACAS LEITEIRAS Abóbora. Não se deve usar o farelo e o caroço simultaneamente pelo perigo de aumento do gossipol. feno Excelente alimento para vacas leiteiras. quando não encontra mercado atraente. verde Excelente alimento para as vacas. Contém alto teor de proteína. Deve ser fornecido inteiro ou picado em pedaços grandes. Em touros pode reduzir a produção de espermatozóides de forma parcialmente reversível. A qualidade da proteína é baixa. 18 . Os ruminantes são relativamente tolerantes ao gossipol. Não há diferenças quando substitui o milho ou cevada. É apetecida pelos animais por seu sabor adocicado e por sua suculência. caroteno e vitamina K e médio de fósforo. porém pobre em proteína. junto com ½ a 1/3 de gramíneas. Algodão. Algodão. Contém saponinas que são glicosídeos. A abóbora é altamente digestível. Não fornecida adequadamente pode ocorrer timpanismo. graxa. rica em água e energia. casca A casca de algodão é palatável para vacas leiteiras. Pode-se evitá-lo pelo fornecimento. O farelo de algodão contém gossipol que é um pigmento amarelo que em grandes quantidades pode ser tóxico. Recomenda-se usar até 25 a 35% da mistura de grãos. quando comparado com feno de alfafa. farelo É obtido a partir dos caroços (cariópses) descascados e esmagados com rolos e após retirado a maior quantidade possível de óleo. Vacas leiteiras podem consumir em torno de 30 kg por cabeça por dia. Alfafa. fruto A abóbora é usada para alimentar as vacas leiteiras. com aquecimento ou não. cálcio. fibra e minerais. mas causa uma pequena diminuição na ingestão de matéria seca. Pode ser fornecido sem restrições. o que acontece muito raramente. Limites muito altos de fibra bruta indicam fraude (+14% ) pela adição de cotanilha (lanugem). Alfafa. de aspecto seboso. Em dietas baixas em fibra tem efeito estimulador da gordura do leite. Feno de alfafa de boa qualidade deve conter bastante folhas. Pode diminuir a fertilidade e tornar a gordura corporal dura e pegajosa. presente nas leguminosas em geral e que promovem uma redução dos níveis de colesterol nos animais. Deve ser distribuída picada e de preferência junto com outros alimentos mais grosseiros. Em vacas leiteiras pode causar decréscimo da gordura do leite e de sólidos totais. Fornecido em até 4 horas antes da ordenha dá cheiro e gosto no leite.

Alto teor de fibra bruta (+15%) indica adulteração com casca. por esta razão quando usar colocar menos de 10% da ração concentrada. farelo integral Consiste do pericarpo e ou película que cobre o grão.Amendoim. Quando fornecer farelo de arroz integral observar que o teor de gordura da dieta não ultrapasse a 5%.5 a 2 kg por cabeça por dia ou 20 a 30% do concentrado. Tem efeito estimulador na gordura do leite. casca É relativamente palatável para vacas leiteiras. arroz fragmentado e casca. Amendoim. ocasionando diminuição na ingestão de matéria seca. 19 .4 Mcal/kg na matéria natural. Ele tem uma casca fibrosa semelhante a da aveia. principalmente celulose. por isso não é recomendável seu uso para nenhum animal. estando presente. a torta rancifica mais lentamente. A casca constitui 20% do peso total. por prejudicar o desenvolvimento das bactérias do rúmen. Rancifica em temperaturas elevadas. Pode ser um alimento para ruminantes. Arroz. Contém em torno de 14% de óleo. Pode compor até 50% da ração concentrada e seu consumo deve ser limitado a 5 kg por cabeça por dia. de vitaminas do complexo B. Arroz. o gérmen. apresenta teor de óleo inferior a 1. principalmente tianina. Recomenda-se de 0. Cuidados especiais devem ser tomados quanto aos teores de aflatoxinas. Contém altos teores de silicatos e oxalatos. farelo e torta Alimento pobre em cálcio. Provoca abrasão da maquinaria dos misturadores de alimentos. Rancifica facilmente com altas temperaturas. Arroz. Deve ser fornecido picado. também. Até esse nível a energia do farelo é de 3. triptofano e lisina. mas possui alto teor de fibra pelo que não é muito recomendado seu uso. Arroz. Possui muito alto teor de fibra bruta (+60%). casca Consiste da casca de arroz finamente moída. caroteno. Rico em fósforo.5%. farelo desengordurado Subproduto da indústria de óleo de arroz. parte aérea seca Constituído de hastes e folhas tem valor nutritivo superior as palhas de gramíneas e são melhores quanto mais folhas possuírem. Amendoim. Acima de 5% de gordura na dieta começa a ocorrer diminuição da digestibilidade das fibras. grão com casca O arroz uma vez trilhado resulta no arroz com casca. Fornecer de 2 a 5 kg por cabeça por dia de preferência misturado ao milho ou ração concentrada. A casca contém uma substância que estimula a rancificação dos alimentos. O NDT é muito baixo. riboflavina e niacina. niacina e ácido pantotênico. Possui ± 20% de cinzas com alto teor de sílica. tem baixo teor de cálcio e alto de fósforo. metionina.

É mais usado para alimentar boi de engorda. por meio de mudas. grão com e sem casca Possui valores médios em fósforo e baixos em cálcio. Com o plantio entre setembro e dezembro. Outra opção é a colheita total em maio ou junho. caroteno. Não estando beneficiado. 20 . dependendo da quantidade de casca. Recomenda-se fornecer até 10 kg por cabeça por dia de batata-doce. em grandes quantidades. Usar até 15% da ração concentrada ou no máximo 5 kg por cabeça por dia. Neste caso a colheita pode se estender até agosto ou setembro. Batata-doce. Tem melhor aproveitamento quando é picado e juntado a ração concentrada. riboflavina e niacina. capazes de matar o gado que a consome. não se presta para armazenamento porque mofa com facilidade. farinha de resíduo de abatedor É o produto resultante da prévia hidrólise das penas limpas ao qual numa segunda fase do processamento são adicionados vísceras e demais resíduos do abate de aves e após esta mistura é submetida a cocção. Aves. Não há diferença de valor nutritivo entre aveia preta e comum. O valor nutritivo é de 90% do milho. Pode ser fornecido sem restrições aos ruminantes. a partir de março seguinte as ramas já podem começar a ser utilizadas. rama A rama da batata-doce é rica em proteína (10. As raízes ficam secando ao sol de trinta minutos a três horas e em seguida são armazenadas em local com temperatura amena (13 a 16° C) e boa aeração.7%) e em vitaminas A e C. quirela São refugos do beneficiamento do arroz. um dia após a ingestão. Em lavouras onde foram usados defensivos observar os prazos de carência. A batata-doce mofada pode conter metabólicos tóxicos potentes. Batata-doce. palha Resultado da trilha do arroz é constituído da haste e do cacho e de algum grão. Arroz. Aveia.Arroz. As raízes são colhidas a partir de abril. raiz Possui as mesmas características da batatinha com vantagem de ser mais rico em caroteno. impróprios para consumo humano. vitamina D. podendo ser retiradas em pequenas quantidades para consumo imediato (normalmente fornecidas picadas e misturadas com outras forragens). Deve ser fornecido amassado ou moído.

Produto da mineração de rochas calcárias. raiz Recomenda-se fornecer. Evitar batata verde. Pode ser usado como fonte de sódio.5%. Níveis muito inferiores indicam jazida de qualidade inferior ou adulteração por areia. por uma certa quantidade de penas e ainda por uma pequena quantidade de ração. Enquanto fresca eqüivale. Recomenda-se de 150 a 250g por cabeça por dia para vacas recebendo grande quantidade de concentrado.5 a 1. alcalinizador sistêmico e repositor eletrolítico. desidratada parcialmente ou ensilada.Batatinha. parte aérea Pode ser pastejada. pelo esterco das aves. Cama de frango De maneira geral a cama de galinheiro está constituída pelo material utilizado como cama propriamente dita. Por causa do elevado teor de magnésio. Fornecer até 13 kg por cabeça por dia. entretanto seu uso mais corrente é como antiácido. tubérculo A batatinha é rica em amido e pobre em proteína. O calcítico é o calcário cujo teor de magnésio não ultrapassa 3%. Contém muito ácido oxálico. O teor de flúor não deve ultrapassar de 0. em média. Para bovinos fornecer até 18 kg por cabeça por dia cortada. sendo mais usado como corretivo e fertilizante do solo. Intoxicações podem ser evitadas adicionando-se 100 a 120g de calcário para cada 100 kg de folhas frescas. mas no caso de 21 . caroteno e vitamina D. Tem efeito laxante. Beterraba açucareira e forrageira. A cama deve ser preparada para uso como matéria prima para ração. Calcário calcítico É resultante da pedra de cal moída. até 30 kg por cabeça por dia. acidose. maiores quantidades podem causar perturbações digestivas e de metabolismo em geral. Calcário dolomítico Consiste na pedra calcária dolomítica moída. picado. Para terneiras tem sido associado a distúrbios intestinais. Experimentos utilizando bovinos alimentados com até 80% de cama de galinheiro não apresentaram efeitos indesejáveis. É alimento muito rico em amido. O dolomítico ou magnesiano é o calcário cujo teor de magnésio chega a 20% ou mais. Causa o endurecimento excessivo da gordura da manteiga. a metade do valor da silagem de milho. sendo composto quase que unicamente de carbonato de cálcio (33 a 38% de cálcio). Bicarbonato de sódio É um carbonato monossódico. assim como. Beterraba açucareira e forrageira. basicamente é composto de carbonato de cálcio e óxido de cálcio. não deve ser fornecido em níveis muito elevados. que provoca diarréia.

vacas leiteiras recomenda-se o uso até 40% da dieta. A utilização desta fonte de alimento para as vacas está em função direta do seu custo de aquisição. Dadas as características da cama é necessário a suplementação com vitamina A. Cana-de-açúcar, bagaço É o subproduto da moagem da cana-de-açúcar para extração do caldo. Possui teores altos de fibra bruta (46,7%) e extrativos não nitrogenados e baixo de proteína, gordura e NDT. O bagaço não deve ser moído muito fino, quando oferecido aos animais. Cada 100 kg de cana dá em torno de 30 kg de bagaço. A adição de melaço (15 a 20%) melhora o consumo. Usar até 20% da dieta. Cana-de-açúcar, verde Recomenda-se fornecer até 40 kg por cabeça por dia, picado. Maiores quantidades podem ocasionar acidose láctica. Cana-de-açúcar, silagem A cana é uma gramínea rica em glicídios solúveis e pode ser utilizada, principalmente como aditivo as silagens. Tem como inconveniente um alto teor de água e baixo em proteína. Recomenda-se misturar com outras forrageiras na ensilagem , utilizando em torno de 10 a 20% de cana picada. Canola, grão Canola é uma variedade de colza que contém menos de 3 mg/g de glucosinolato nas sementes. A canola moída pode substituir peso a peso cerca de 75 a 80% do farelo de soja (farelo de soja 44% de PB e grão de canola 37,9% de PB).Pode ser fornecido sem restrições de quantidade para novilhas e vacas. Carbonato de cálcio Suplemento de cálcio (40%). Praticamente insolúvel em água. Muito solúvel em ácido clorídrico dissociando-se em ácido carbônico e cálcio, sendo por isso absorvido pelo animal. Pode conter impurezas como metais pesados. Tem ação antiácida. Carne, farinha com e sem osso Resíduo de carcaça de bovinos com ou sem osso, separado por via seca, desidratado e moído. Quando contiver até 4% de fósforo é denominada de farinha de carne e quando contiver mais de 4% de fósforo, farinha de carne com ossos. É rico em aminoácidos (lisina e metionina), riboflavina e vitamina B12. É deficiente em triptofano. A relação cálcio e fósforo é em torno de 2:1. Quando o teor de gordura é muito elevado pode prejudicar a utilização de vitamina E. Não é apetecível para os bovinos e baixa a produção e a gordura do leite.

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Cenoura, raiz É um alimento muito aquoso rico em carboidratos, caroteno e vitaminas do grupo B. A ponta é riquíssima em vitamina K. É fornecida ao natural, picada. Centeio, grão A composição química é parecida com a do trigo, entretanto é menos apetecível. Em grandes quantidades pode provocar distúrbios digestíveis. Não é palatável. Pode ser atacado pelo fungo “ERGOT” (Claviceps purpurea). Utilizar até 40% da ração concentrada. Centeio, pasto verde Produz cheiro e gosto no leite. Vacas em lactação devem pastá-la após a ordenha. Cerveja, caldo de leveduras Produto xaroposo constituído de leveduras de cerveja não clarificadas e água. Rico em proteína de boa qualidade e em vitaminas do grupo B. Deteriora-se facilmente, seu aproveitamento deve ser rápido. É dejeto das indústrias. Cevada, grão É um excelente alimento para o gado leiteiro, podendo constituir de 40 a 60% da mistura de concentrados para as vacas leiteiras. Recomenda-se que o grão da cevada seja apenas triturado ou amassado, evitando-se o grão finamente moído. Ocasionalmente a cevada associada a alfafa produz timpanismo. É de palatabilidade reduzida. Cevada, resíduo de cervejaria No processo inicial de fabricação da cerveja, os grãos de cevada são maltados, isto é postos a germinar e tostados. O malte, assim obtido, é triturado e diluído em água para a liberação do mosto, que será fermentado e dará a cerveja. O resíduo que fica da separação do mosto é o bagaço de cervejaria. É de difícil conservação em dias quentes pois azeda (acidifica). Contém em torno de 7,7% de proteína. A proteína não degradável no rúmen é da ordem de 60%. É rico em vitaminas do complexo B, que favorecem a atividade dos microorganismos do rúmen. Recomenda-se para vacas em lactação até 15 kg por cabeça por dia com aumento de produção de leite. Acima desta quantidade reduz a percentagem de gordura no leite. Se adicionado a um alimento fibrosos, numa ração balanceada, a quantia pode chegar a 25 kg por cabeça por dia. Fornecer após a ordenha para evitar gosto amargo no leite. O fornecimento de cevada cervejeira pode provocar deficiência mineral e acidificação, podendo ocorrer acidose, infecundidade, problemas pos-parto e redução da produção de leite, se a dieta não estiver bem balanceada, particularmente no que se refere aos minerais. Contém de 80 a 90% de água que restringe seu uso as áreas próximas das fábricas de cerveja. Seu armazenamento exige providências especiais (tanques), para assegurar fornecimento contínuo aos animais.

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Cevada, resíduo de cervejaria, silagem A cevada cervejeira pode ser ensilada do mesmo modo como se ensila forragens verdes de alto conteúdo de umidade. Normalmente são usados bacteriostáticos ou acidificantes para melhorar a conservação. Citrus, polpa úmida e seca Consiste da casca e do resíduo da parte interna dos citrus que são utilizados para fazer suco e normalmente inclui, também, as sementes. É um alimento muito bem aceito pelas vacas leiteiras. Não há maior diferença de composição ou valor nutritivo da polpa das várias espécies de frutas cítricas, exceto que a polpa de limão é menos palatável. Trata-se de produto aquoso, perecível, devendo ser usado nas proximidades da indústria. Para facilitar a conservação pode ser ensilado ou desidratado (seca). Nesta segunda condição servirá para ser misturado a outros alimentos, como por exemplo as silagens, melhorando-lhes o aroma e o sabor. A produção de polpa de citrus tem início, normalmente, no período de outono, época em que ocorre escassez de forragem. Há uma grande variação de seu valor nutritivo, devido, principalmente, a região de produção, clima e do tipo de processamento. Na elaboração da silagem devese socar bem o material. Cloreto de potássio É um suplemento de potássio. Em alimentos com teores elevados de sódio (sem estar na forma NaCl) pode substituir o sal comum, para efeito de palatabilidade. O sabor de ambos é indistinguível. Possui alta disponibilidade. Cloreto de sódio Sal comum, sal de cozinha ou sal grosso. Por lei deve conter um mínimo de 0,007% de iodo, preferencialmente sob a forma de iodato de potássio. Como é higroscópico deve ser conservado em recipientes fechados ou então conter antiumectantes (CaCO3 por exemplo) para não empedrar. Carbonato de cobalto O carbonato de cobalto, de alta disponibilidade, é a melhor fonte de cobalto para vacas. Fornecido somente para ruminantes Sulfato de cobre Fonte de cobre possui alta disponibilidade e é considerado a melhor fonte para ruminantes. Colza, farelo É o produto obtido da semente após a extração do óleo. Deve ser fornecido as vacas misturado a outros alimentos devido ao forte cheiro. Contém bociogênicos e o ácido erúcico que é tóxico. Para os bovinos de leite pode ocasionar o aparecimento de bolhas ou escaras na pele, principalmente nas áreas brancas devido a fotossensibilização. Os

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após dessecada. Tem forte cheiro de ossos cozidos. mas são de utilização interessante porque apresentam teores elevados de proteína. No período de outono-inverno podem ser empregados como complemento de alimentos mais suculentos e de baixos teores de proteína como a silagem de milho. chifres ou pelos. folhas As folhas de palmeira constituem alimento grosseiro. Farinha de crisálidas desengorduradas é quando. recomenda-se seu fornecimento até 20% do concentrado para vaca leiteira.8% de magnésio. farinha desengordurada e estabilizada Farinha de crisálida estabilizada consiste no produto obtido pela moagem de crisálidas dessecadas. Coqueiro. Farinha de ossos autoclavada É um produto seco e moído obtido após cocção de ossos sob pressão úmida pelo menos por uma hora a 121° C. Contém no mínimo 12% de fósforo e em torno de 13% de proteína. raspas de curtume Também conhecido como farinha de pele animal. mas não pode apresentar odor putrefato nem conter cascos .farelos comercializados devem ser garantidos em níveis mínimo e máximo o ácido erúcico e os blucosinolatos. Não deve conter metais pesados. Feijão. Sua palatabilidade é menor do que as demais farinhas de ossos. O produto é quase branco e quase sem odor. Quanto mais folhas a palha possuir melhor ela é. tem valores nutritivos superiores aos das palhas de gramíneas. é retirada. sua gordura. Contém cerca de 0. parcialmente. Farinha de osso calcinada É a cinza obtida após a calcinação de ossos moídos antes ou após a calcinação. É mais palatável do que a farinha de ossos calcinada. Devem ser fornecidos triturados. 25 . com alta percentagem de fibra. Recomenda-se usar até 10% do concentrado. palha A palha de feijão constituída de hastes e folhas. Fornecer triturada em mistura com o milho ou ração concentrada na quantidade de 2 a 5 kg por cabeça por dia. na base de 2 a 3 kg por cabeça por dia. Couro. Crisálidas. Recomenda-se até 5% no concentrado. Níveis muito baixos de fósforo (menos de 15%) indicam adulteração por calcário. Possui alto teor de proteínas digestíveis.

Para vacas de leite recomenda-se fornecer até 30% do concentrado ou até 2 kg por cabeça por dia. pintos não comercializáveis. grão O grão das novas variedades de girassol contém de 48 a 50% de óleo. sob pressão. submetido ao processo de desfluorização. possui uma substância chamada sesanol que confere resistência natural a oxidação e maior estabilidade frente a rancificação. farelo e torta É obtido das sementes após a extração do óleo. verde Gramínea de clima frio a temperado. ovos claros. muito semelhante ao ergotismo. etc. É apetecível a todos os animais. de todos os resíduos de incubatórios de aves. na forma aguda. Para vacas de leite recomenda-se até 3 kg por cabeça por dia ou até 20% do concentrado. É composto de ovos impróprios para incubação e comércio. entretanto. é o produto melhor para se adicionar iodo ao sal comum ou suplemento mineral. O iodeto de cálcio e o iodeto de potássio são de alta disponibilidade mas são facilmente destruídos por oxidação. Possui alta digestibilidade da proteína (82 a 92%). Pode tornar a gordura do leite de baixa consistência. Iodato ou iodeto de potássio São suplementos de iodo. O iodato de potássio. por gangrena seca das extremidades. A natureza da toxina não é conhecida. Consiste do produto obtido do tratamento de fontes de cálcio pelo ácido fosfórico. Não é comum seu uso para alimentação animal. farelo Obtido após a extração do óleo contém alto teor de metionina e baixo de lisina. Provoca ocasionalmente a “toxicose da festuca” ou “pé de festuca” uma doença de bovinos caracterizada. O iodo pela ação do sal e do tempo transforma-se em ácido 26 . farinha de resíduo Produto seco e moído. Girassol. Possui alto teor em ácidos graxos insaturados. cascas da eclosão. Incubatório. Quando misturados a ração ou suplemento mineral deixam facilmente evaporar o iodo. Fosfato bicálcico Suplemento de cálcio e fósforo. A proteína é alta em metionina e fenilalanina. A composição é muito variável e depende de padronização de qualidade quando o produto é comercializado. A proteína é rica em ácido glutânico e arginina e deficiente em lisina. Girassol. muito alta em arginina e histidina e baixa nos demais aminoácidos (inferior ao farelo de soja). obtido após cocção. de alta disponibilidade é estável. gorados ou não eclodidos. Gergelim. O valor protéico da semente é de 40 a 42% e não apresenta substâncias tóxicas.Festuca.

É pobre em carotenos e vitamina D. pó Também conhecido como leitelho integral em pó é obtido do creme de leite. Mandioca. verde Leguminosa arbustiva própria para formação de áreas de pastejo direto. 51% de lactose. devido aos menores teores de lisina e metionina.01% do mineral na matéria seca da mistura. É excelente para animais de exposição pôr deixar a pelagem brilhante e luzidia. podendo conter cascas e outras partes do grão. A qualidade da proteína não é tão boa quanto a do farelo de soja ou algodão. 27 . pó desnatado Este produto contém em média 33% de proteínas. proveniente do processo de industrialização para a fabricação da cerveja. O feno mofado pode provocar hemorragia nos bovinos. Soro de manteiga. após extração da manteiga. Reconstituído tem o mesmo valor do leite em pó desnatado. principalmente linolêico e liolênico. A presença do aminoácido mimosina pode tornar a leucena tóxica para os animais. São ricas em taninos. porém é boa fonte de vitamina B. torta e farelo Obtido das sementes após a extração do óleo industrial (o óleo de linhaça não é comestível). porém carente das vitaminas liposolúveis. na dose de 0. semelhante aquelas provocadas pelo trevo-de-cheiro. Recomenda-se usar em torno de 5 a 10% da ração concentrada. Linhaça. É rico em ácidos graxos insaturados. É recomendado para animais submetidos a regimes de desmame precoce. farelo de raspas É o subproduto seco e moído obtido da extração do amido (fécula) da raiz da mandioca. perdendo seu valor. ácido pantotênico e colina. Leucena. radícula É o produto obtido a partir da cevada maltada pela remoção das radículas e brotos. O sal estocado por mais de um mês deverá receber adição de iodato ou iodeto antes de ser distribuído aos animais. Leite. Lespedeza. ácido nicotínico. É um suplemento protéico de ótima palatabilidade e ligeiro efeito laxante. 8% de minerais e 1% de gordura. verde São conhecidas mais de 100 espécies.iodídrico. Tem bom valor nutritivo e alta aceitação pelos bovinos. Malte. É um produto rico em riboflavina. O teor de tanino aumenta com o desenvolvimento da planta podendo levar a sua recusa pelos animais. É o produto mais utilizado para inclusão nas rações industriais. Tem efeito laxativo para terneiros novos.

É alimento superior a maioria dos capins empregados na ensilagem. Mandioca. Pode ser incluído um percentual de até 25% na ensilagem de capins (é mais usado na ensilagem com capim elefante). Recomenda-se pica-la e usar até 50% dos volumosos. feno Para se fazer o feno da parte aérea o processo inicial é igual ao do fresco. Dessa forma. o teor de ácido cianídrico desce a níveis não tóxicos. Bovinos adultos fornecer em doses crescentes de 2 até 15 kg por dia. facilmente fermentáveis e muito pobre nos outros nutrientes. e pôr isso. principalmente. carboidratos.Mandioca. O ácido cianídrico da parte aérea da mandioca é muito tóxico. parte aérea inteira. A parte aérea fenada pode ser usada como suplementação do volumoso e transformada em farelo. silagem O processo de ensilagem tem. a parte aérea da mandioca brava passe pôr um processo de murcha durante 24 horas. Na forma de feno não apresenta perigo de toxidez para os animais. para alimentação animal. aconselha-se que. para multiplicação. pecíolo e folhas) da mandioca possui alto valor nutritivo.5 mg/kg de peso vivo ou aproximadamente 50 a 250 mg para um adulto. só que no caso ela é deixado secar ao sol até ficar com em torno de 12% de umidade. também seus problemas. Dai quando se diz que a mandioca tem ácido cianídrico. lavar. O ácido cianídrico evapora rapidamente. seu teor começa a baixar logo após a colheita. mas comparado ao feno. A silagem é feita igual como a do milho. O linamarin assim como outros glicosídeos cianogênicos são facilmente hidrolisáveis dando cianoidrina. folhas e ramos secundários A parte aérea (ramos. Mandioca. apenas do terço final da planta. geralmente em torno de 40 cm. Este manejo permite tanto o aproveitamento de maior proporção de folhas para a ração animal. proteína. 28 . deve-se entender como existência em potencial pois nunca há o ácido cianídrico livre. quanto a seleção das melhores manivas para replantio É deficiente em metionina. Pode causar intoxicações fatais no homem após a ingestão de 0. A mandioca fresca libera cerca de 38 mg/100 g. Para fornecer a raiz da mandioca fresca aos animais devem ser tomados alguns cuidados: Mandioca mansa: colher. só que deve ser picada em pedaços de 1 a 2 cm. não depende tanto dos fatores climáticos e conserva melhor os valores nutritivos pela menor perda de folhas. restando a parte mais grossa e lenhosa. Em vista disso. antes de ser fornecida aos animais. pois não se conservam em estado fresco. vitaminas e minerais. Esta por sua vez é partida em acetona e ácido cianídrico (HCN). Recomenda-se o aproveitamento. além de excelente aceitabilidade pelos animais. raiz Alimento rico em carboidratos. parte aérea. pode ser fornecida como balanceamento de rações concentradas Mandioca. O mais importante é o linamarin (as vezes chamado de manihotoxina).5 a 3. picar e fornecer imediatamente as raízes aos animais. Possui toxicidade através do glicosídeo cianogênico.

Um hectare rende em torno de 8 toneladas. raspa É obtido pela moagem grosseira das raízes. deve ser secada ou ensilada. seco A composição do pé inteiro seco é de: 46% grãos. diluído em água na proporção de 2:8 (melaço:água). que não depende de condições de clima e conserva melhor os elementos nutritivos. grão Rico em pró-vitamina A e pigmentantes. picar (pedaços de 2 cm no máximo). D e E. deprime a digestão de proteínas e de outros nutrientes. A planta estando bem seca pode ser armazenada inteira ou triturada. raiz seca. raiz seca. Antes. compactar. Pobre em proteína. niacina e ácido pantotênico e pobre em tianina. 11% sabugo. Mg. talvez. Rico em Ca. Para utilização com uréia usa-se a concentração 9:1 (melaço:uréia). induz os animais a ingerirem volumoso de baixa qualidade. Recomenda-se para vacas leiteira 1 até 2 kg por cabeça por dia. após período de adaptação (risco de acidose láctica). Tem as mesmas características nutricionais da raiz fresca. a atividade microbiana do rúmen. Melaço de cana Contém cerca de 75% de matéria seca e 50% de açúcares. desde que mantida em local seco. lavar. riboflavina e niacina. Recomenda-se até 80% da ração concentrada moído médio ou grosseiramente. Aspergido sobre a forragem. encher e fechar o silo. 8% palha da espiga. na rapidez das operações de colher. sobretudo. bem como. lisina. Mandioca. silagem A ensilagem é um processo que prolonga a conservação. se deixar risco é porque está seco. triptofano. aumenta a motilidade intestinal. após lavagem e secagem ao sol ou artificialmente.Mandioca brava: não se recomenda seu uso fresca. K. Milho pé inteiro. 29 . provoca diarréias e nefrites. Um método prático para verificar se já esta seco é tomar um pedaço de raiz e riscar o piso como se fosse giz. cuidados especiais devem ser tomados quanto a vitamina A das rações. É importante que o produto fique com no máximo 14% de umidade. 35% colmo e folhas. É rica fonte de hidratos de carbono e sais minerais. Recomenda-se utilizá-lo até 50% do concentrado Mandioca. Nunca abrir o silo antes de 30 dias. com espiga. riboflavina vitaminas A. Recomenda-se fornecer as vacas no outono-inverno no mínimo 5 kg por cabeça por dia. É. Milho. Consumido em grandes quantidades. Para fornecer aos bovinos deve ser antes triturada com peneira de furo grande. devido aos teores elevados de nitrato de potássio. a maneira mais prática e econômica de conservação da mandioca por períodos prolongados. Como não possui caroteno. vitamina D. O segredo da boa silagem está. cálcio.

casca As cascas dos grãos de milho constituem subproduto do seu beneficiamento para obtenção do óleo e do amido.5 cm). palha A produção de palha corresponde a 35% do peso total da planta seca ou seja em torno de 0. obtido após cocção de ossos em água. Como este subproduto só poderá ser obtido diretamente da indústria produtora de amido. Alto teor de fibras e baixo em proteínas. 30 . Rico em ácidos graxos insaturados.76 vezes a produção de grãos. é constituído pelo embrião. Deve ser ensilado no estádio de grão farináceo (30 a 40% de matéria seca). constituindo-se no que se chama de “palhada verde”. Osso. dependendo.Milho. As melhores silagens são quando os grãos correspondem a mais de 10% da massa total. sob pressão normal (aberto) para extração do excesso de gordura e carne. farinha cozida É o produto seco e moído. farelo Obtido da produção industrial da canjica. grão com palha e sabugo Possui alto teor de fibra. silagem Alimento muito variável em sua composição. O aproveitamento da palhada é melhorado quando junto com o milho se planta uma leguminosa. sua utilização na forma úmida torna-se restrita à área onde se localiza a indústria. Rancifica facilmente. da granação da espiga. mas somente fornecer a animais com ruminação ativa. Esse produto precipitado de osso contém 19. Fornecer após a ordenha e longe do leite porque passa cheiro e gosto ao leite. tegumento e restos de endosperma. Osso. fosfato precipitado Subproduto da produção comercial de gelatina. baixo em proteínas e médio em energia. 26% de cálcio e 28% de cloro. Deve ser fornecido picado (pedaços nunca menores de 0. Os ossos obtidos de indústrias empacotadoras de carne para venda a varejo são cortados e dissolvidos em ácido clorídrico. Não deve conter menos de 10% de fósforo e não mais de 25% de proteína.5% de fósforo. Recomenda-se até 5 kg por cabeça por dia ou até 15% da dieta. Fornecer sem limitação de quantidade. Milho. Logo após é adicionado calcário a solução e os minerais são precipitados. A proteína das cascas é de baixo valor biológico. Milho. Pobre em fósforo e proteínas. Milho. Milho.

por carbonato de magnésio. É pobre em vitaminas e é de palatabilidade reduzida.5%. Dos subprodutos de origem animal é o que contém mais proteína. baixa digestibilidade e baixo teor de aminoácidos. que não pode passar de 0. farinha hidrolizada É o produto resultante do tratamento das penas sob pressão de vapor em digestor a vácuo. amônia e o ácido úrico estão presentes no esterco das aves.Ostra. Deve conter 75% de proteína digestível pelo método da pepsina. homogeneizadas e passadas em secadores. Recomenda-se não ultrapassar 3% do concentrado ou 1. farinha Produto obtido do refugo da pesca e de resíduos da indústria pesqueira. amontoadas. É pouco palatável para os bovinos. Um dos aspectos interessantes na administração de farinha de sangue para as vacas é que a sua proteína passa pelo rúmen para o estômago sem sofrer ação intensa dos microorganismos. Ca (2% a 14%) e P (2% a 7%). Penas. principalmente do leite. farinha É o produto obtido após aquecimento do sangue sem coagular. farinha É o produto seco e moído. Recomenda-se a utilização de até 20% do concentrado. Pode ser usada para todas as categorias animais. uréia. também. a temperatura de 60° C por uma hora. Diversos produtos nitrogenados tais como as proteínas. obtido mediante a dragagem de depósitos marinhos naturais. Esta proteína é classificada como “by pass” sendo de grande valor neste aspecto. Composto quase que unicamente de carbonato de cálcio e algumas vezes. rica em fósforo e pobre em metionina. secado e moído. No processamento inadequado podem restar altas quantidades de areia e sal depreciando o produto. Não pode conter mais de 3% de sal. histidina e triptofano. esterco seco As fezes oriundas de aves em gaiolas podem ser coletadas. Contém ácidos graxos ramificados que transmitem cheiro de peixe aos produtos (carne e leite) seja pela inclusão na dieta seja pela estocagem próxima a área de manipulação dos produtos. Recomendase até 10 a 15% do concentrado. vitamina B12. Poedeiras. É lavado para retirar o excesso de sal. ácidos graxos insaturados. Possuem baixo teor de energia. desde que este nível seja alcançado gradativamente. superada apenas pelo bagaço de cervejaria seco. Muito rico em proteínas. livre de aditivos ou aceleradores. Peixe. prensado para a retirada do excesso de água. 31 . Sangue. Muito rica em proteína (80 a 85%).0 kg por cabeça dia. Modernamente é possível a obtenção de farinha de sangue de melhores características através do processo semelhante ao que se utiliza na elaboração de leite em pó ou seja o “spray”.

grão cru Alimento com alto teor em energia.3 mg de selênio por quilo de matéria seca. paralisia. vitamina D e carotenos. colina e niacina médio em vitaminas E e K. tem tendência a tornar a manteiga mole. pois rancificam. grão tostado Após submetidas ao calor (cozimento ou tostagem) o grão de soja tem seu valor alimentício aumentado. Soja. Soja. Usado para todas as categorias animais. Contém alto teor de proteínas. dando amônia. 32 . coma e morte. principalmente na presença de calor e umidade. Tem ação ligeiramente laxativa. Acima de 2 mg por quilo de matéria seca pode ser venenoso. Teores elevados de sódio e potássio no solo aumentam os níveis de oxalato na setária. muito pobre em carotenos. Ao fornecer grão de soja cru deve-se cuidar o teor de gordura da dieta dos bovinos que não deve passar de 5%.Selenito e selenato de sódio São suplementos de selênio. É inativado pelo calor. Quando se administram grãos de soja cru em grande quantidade na ração. há um decréscimo na utilização do caroteno. Vacas leiteiras em condições normais tem 70 microgramas de selênio em cada litro de sangue. Não fornecer aos animais junto com uréia. Aumenta o teor de gordura do leite. Os sintomas de intoxicação são: tremor. Pode ser tóxico pela presença de oxalatos. Princípios tóxicos possuem inibidores da tripsina. ataxia. Ambos são muito tóxicos. casca Consiste da película do grão de soja. rico em tiamina. de alta disponibilidade. ou vitamina A. verde Pode ser estabelecida em solos de drenagem deficiente pois suporta excessos de umidade. obtida em sua industrialização para extração do óleo. Setária. Os animais podem se enfastiar devido ao excesso de óleo. As sementes cruas e moídas não devem ser armazenadas por longos períodos. O alimento deve conter no mínimo 0. Acima de 6% de oxalato na matéria seca é considerado um nível elevado. Soja. médio em proteína e pobre em Ca. Menos de 40 microgramas é considerado deficiente. As normas recomendam 0.1 e no máximo 0. farelo solvente Subproduto da extração do óleo. em virtude da urease contida nas sementes desdobrar a uréia.15 mg de selênio por quilo de matéria seca. aumentando assim sua necessidade. Soja.

verde Picado.0% a 2. resíduo de indústria Resíduo originário do processo de isolamento dos subprodutos do grão de soja como a lecitina. o risco de intoxicação é muito pequeno.0 metros. Sorgo. Possui teor de carotenos muito baixo. Acima de 1 metro de altura ou planta com 45 a 60 dias após o rebrote. Tem as mesmas características do grão inteiro. massa. Sorgo forrageiro. silagem A silagem feita com plantas imaturas tende a ser muito ácida e de menor valor nutritivo. cálcio e fósforo e médio em energia. contém o glicosídeo cianogênico durrina. tornando-se impalatável para pássaros. particularmente vacas leiteiras e terneiros. tendo algum aproveitamento apenas quando é triturado. que libera ácido cianídrico no rúmen e por isto são altamente tóxicas. Soja. grão Composição semelhante a do milho. com alta percentagem de fibra.Soja. Soja. palha A palha de soja é alimento grosseiro. normalmente. São. deve ser dado moído Sorgo. suco do grão É obtido moendo o grão e adicionando água na proporção de 1:9 e após aquecido por duas horas ou mais a 60° C para inativação das toxinas. Usado para todos os animais.5%. conforme o cultivar. Produto pobre em proteína. como cana de açúcar ou as silagens pode constituir-se em valioso recurso forrageiro nos períodos de escassez de pastos. 33 . resíduo de indústria É o resíduo do processo de industrialização do soja para obtenção da margarina. Este alimento associado a um volumoso suculento. A produção é de 3 a 8 t por hectare. Sorgo forrageiro. Soja. os grãos mais escuros.6 a 1. pasta. Temperaturas baixas e tempo seco aumentam o conteúdo de durrina na planta. A proteína apresenta um desbalanceamento entre isoleucina e leucina que interfere na conversão do triptofano para niacina. As plantas com altura inferior a 0. palha A palhada de sorgo ou restolho é o que sobra da cultura após a colheita dos grãos. quando verdes. Contém mais de 90% de água. é usado para todos os bovinos. Em situações de emergência a palha fragmentada pode compor até 10% da ração e pode ser fornecido até 3 kg por cabeça por dia aos animais adultos. Apresenta teores de tanino que podem chegar até 2. Para vacas leiteiras substitui o milho.

caracteriza-se por excitação cerebral. meningite. algum germe e resíduos de amido). A intoxicação aguda. quebram as moléculas protéicas parcialmente a nitrogênio não protéico (NNP) e rancificam a gordura. sendo fonte de vitaminas A. a proteína e a gordura são inferiores aos da aveia. aleurona. A intoxicação pode ser aguda ou crônica. A fibra bruta não deve ser mais alta que 10%. além da fotossensibilização. É difícil de ser fenado. A utilização de grãos. Recomenda-se para vacas até 50% do concentrado. nos animais de pele branca ou despigmentados ou pouco pigmentados. convulsões. principalmente. Trigo. além do problema do fagopirismo. gastroenterite com diarréia e morte. que são prensados e desidratados. Rico em niacina. O teor de gordura varia conforme a quantidade de gérmen que entra em sua composição. retiradas no processamento para obtenção de farinha de trigo. em geral. O trigo em grão possui alto teor de energia. entretanto. por conter mais proteína. carotenos e vitamina D. grão com casca O valor energético. Para os bovinos o seu valor nutritivo é de aproximadamente 90% da aveia. farelo Consiste. Nos ruminantes. verde Plantas novas tem efeito laxativo para bovinos não habituados a pastá-lo. Ocorre. Algumas espécies predispõem os bovinos ao timpanismo. Este problema não afeta os bovinos. O fagopirismo foi a primeira forma de fotossensibilidade conhecida e afeta principalmente animais expostos a luz solar direta.5%. Trigo. bem como de hastes verdes ou palha podem ocasionar o aparecimento de fagopirismo. Plantas mais velhas apresentam pelos finos e ásperos nas folhas e hastes. bagaço seco A polpa seca do tomate é constituído por peles. É muito usado para vacas e ovelhas. pode produzir gordura mole do leite. Trigo mourisco. B1 e B2 e rico em proteína e energia. quando descascado pode atingir 70% do valor nutritivo do milho. sementes e frutos impróprios para consumo humano. fósforo e ferro e médio em energia e proteínas. proteína e fósforo e pobre em cálcio. moído grosso. Pode compor até 15% da mistura de concentrado para as vacas em lactação.Tomate. quando fornecido em excesso pode provocar sobrecarga alimentar. Trevo encarnado. Para vacas leiteiras o trigo mourisco não deve ultrapassar 15% do concentrado por que em quantidades altas. timpanismo 34 . das camadas mais externas do grão (tegumento. Os grãos podem ser atacados por fungos do gênero Fusarium. grão O grão de trigo é um alimento bem melhor do que o milho. paralisia. geralmente em torno de 4. o milho é superior em carotenos e gordura. minerais e certas vitaminas. tianina. os quais alteram o amido. principalmente. A intoxicação mais comum é a crônica caracterizada por uma fotossensibilidade simples.

grão O triticale cruzamento do trigo com o centeio é uma alternativa atraente em relação ao milho porque possui maior rendimento por hectare.5 kg por animal por dia. Uva-do-japão. cevadilha. É muito pobre em cálcio e em outros minerais. mas reduz o teor de nitrogênio para 464 g/kg que é o equivalente protéico. Recomenda-se fornecer previamente moído. Devido ao seu alto teor de fibra não deve ser dado mais de 2 kg por animal adulto. É material inferior a palha de aveia e é pouco utilizada em razão de suas características físicas. 35 . Sintomas tóxicos ocorrem quando o nível de amônia excede a 10 mg/kg no sangue periférico. A uréia é reduzida a amônia e gás carbônico (CO2) pela ação da urease bacteriana ruminal. cevada. pode-se assumir um equivalente protéico mais real de 130% para efeitos de cálculos de rações. centeio. Recomendase usar para ruminantes até 1/3 do nitrogênio dietético. possui quase o dobro de proteínas e maior equilíbrio dos aminoácidos. Uréia técnica ou uréia alimento contém um condicionante inerte que mantém o produto seco. triguilho No processo de limpeza do trigo são separados grãos chochos e quebrados e sementes estranhas que podem ser de inços ervas daninhas. e a toxicidade do produto advém da amônia absorvida. palha É constituída. Embora se considere completa a digestibilidade da proteína bruta da uréia. Trigo. fruto Os frutos da uva do japão podem ser dados “in natura”. Triticale. além do conteúdo de ácidos nucleicos bacterianos e a eficiência de absorção dos aminoácidos da proteína bacteriana. Quando moído muito fino pode provocar empastamento da boca. aconselha-se até 2. mas também contém a espiga com alguns grãos.e perturbações digestivas. mais adaptável a solos pobres. Trigo. pela haste. quando se leva em conta a eficiência das bactérias ruminais (80%). Os animais aceitam muito bem os frutos da uva do japão. principalmente. outras gramíneas e colza. Uréia O produto puro é branco cristalino e deliqüescente.

os valores de:       MATÉRIA SECA (MS) ENERGIA na forma de NUTRIENTES DIGESTÍVEIS TOTAIS (NDT) PROTEÍNA na forma de PROTEÍNA BRUTA (PB) FIBRA na forma de FIBRA BRUTA (FB) CÁLCIO (Ca) FÓSFORO (P) O terceiro PASSO será fazermos um levantamento dos animais a serem alimentados.000m² (1 Ha). mas como esta analise é cara e demorada. No caso das vacas deverá ser feito um levantamento individual de cada animal levantando-se: 1 . O ideal seria mandarmos analisar os alimentos. no mínimo. Estas tabelas. Para as categorias. O peso medido nos dá a produção de 10m² e após por regra de três calcula-se para 10.vacas secas . Mas quando devemos calcular a disponibilidade das pastagens e forrageiras há necessidade de fazermos uma avaliação.o estado corporal por pontuação .o peso das vacas . No caso dos alimentos armazenados isto é relativamente fácil. vacas em lactação e touros. Para o cálculo da qualidade dos alimentos dos bovinos de leite devemos ter. Pesagens serão sempre necessárias quando se mudar o alimento ou a quantidade fornecida. isto se torna inviável. terneiras desaleitadas até um ano. devem ser usadas com muito cuidado. se houver. fora vacas em lactação e vacas secas. Na prática usamos tabelas que nos dão os valores médios dos alimentos. calcula-se a alimentação para um animal que represente a média da categoria. corta-se o pasto dentro do quadrado.CÁLCULO DA ALIMENTAÇÃO O primeiro PASSO para o cálculo da alimentação das vacas leiteiras é fazer um levantamento da QUANTIDADE dos alimentos disponíveis. devemos esperar diferenças por estarmos trabalhando com a média. Se nossos alimentos são de qualidade muito baixa ou muito alta. nos permitirão calibrar adequadamente as quantias a serem fornecidas. O esquema mais prático é fazer um quadrado de sarrafo com um metro de lado.o número de lactações 36 . novilhas prenhes. A pesagem periódica dos alimentos fornecidos. Este quadrado coloca-se na área a ser medida nos locais de pastagem mais abundante e mais rala. é só medir e calcular. novilhas vazias. O segundo PASSO é avaliarmos a QUALIDADE dos alimentos disponíveis. bem como das sobras no cocho. exatamente porque nos dão os valores médios. Este levantamento deverá ser feito por categorias a saber: terneiras tomando leite. vacas secas. junta-se num saco para pesagem. faz-se umas dez amostragens por hectare.

o número de lactações Estas informações nos orientarão como organizar os animais para serem adequadamente alimentados. Na suposição de que as vacas não terão prejuízo na produção e na saúde se alimentadas com 10 a 15% a menos de suas necessidades de nutrientes e que o consumo de alimentos no máximo. Em síntese o que devemos ter bem presente é que as vacas não podem ser alimentadas todas iguais. do peso. mais rapidamente. da produção de leite. dependendo dos alimentos. é recomendado. O principal fator é o CONTROLE LEITEIRO. onde é possível tratar individualmente cada vaca a outra é quando o número de vacas inviabiliza o tratamento individual. aconteceria que algumas vacas receberiam menos alimento do que o necessário e outras receberiam alimento demais e tenderiam a engordar. senão.o estado corporal por pontuação . o estado corporal dado pela pontuação e o estágio da lactação porque o feto que está sendo formado esgota o potencial de produção. para a média dos rebanhos. O PRIMEIRO será das vacas recém paridas. principalmente com uma efetiva avaliação das diferenças de qualidade dos volumosos. influenciará a mais a produção. O SEGUNDO é das vacas no pico de produção (maior produção de leite) e o TERCEIRO é o das vacas no final da lactação (menor produção de leite). do estado corporal do animal e do estágio de lactação. Animais de alta produção devem permanecer no grupo de alta produção mais tempo para poderem. no peso e na pontuação das vacas. Em principio existem duas situações básicas possíveis: uma com um rebanho com pequeno número de vacas.o estágio da lactação (dias) . Neste caso temos de dividir as vacas por grupos de alimentação. comem em média de 1 a 2 kg a menos de matéria seca por dia em relação as vacas mais velhas. principalmente homogeneidade na produção de leite. mas também é importante o peso do animal.a produção de leite (controle leiteiro) .o peso das vacas . Deve-se ter muito cuidado ao fazer a grupalização das vacas.2 . O número de grupos será dependente da homogeneidade do rebanho. Em rebanhos que não tem muita homogeneidade na produção de leite teremos mais grupos e provavelmente um grupo 37 . É muito importante observar a subalimentação das vacas no início da lactação e a sobrealimentação no fim. Todos os fatores que influem no consumo de alimentos e produção de leite. se recuperarem da perda de peso do início da lactação. três grupos de alimentação para as vacas em lactação.vacas em lactação . onde o tratamento é individual porque as estamos desafiando para produzir mais. O objetivo ao grupalizar ou calcular a dieta individualmente é atender as necessidades de todas as vacas em todos os estágios da lactação. Animais muito magros ou muito gordos devem ir para grupos que recomponham o seu estado corporal normal (perda ou ganho de peso). influem na formação dos grupos. dependendo do desenvolvimento. Adiante explicaremos como fazer o desafio das vacas que é usado tanto no método de vacas grupalizadas como no tratamento individual. O número de lactações é somente importante para as vacas de 1ª e 2ªcria porque o animal ainda esta crescendo e porque.

acrescentamos mais 20% de concentrado e calculamos de novo a produção provável. acrescentamos mais 20% de ração concentrada.6 litros.que não receberá ração concentrada. Três dias após fazemos novo controle leiteiro. basicamente de duas maneira: separação física das vacas por grupos isto é as vacas ficam sempre separados nos grupos ou as vacas permanecem todas junta e são identificadas com cordas coloridas no pescoço que identificam qual grupo elas pertencem.6 litros de leite.8 kg temos 136 g de PB. As vacas grupalizadas são manejadas.61 litros de leite (136g / 84g = 1. A partir desta produção de leite calcula-se a alimentação necessária de volumoso e concentrado. Em vacas de muito alta produção deve-se analisar a possibilidade de tratá-las individualmente. Se a vaca atingiu a produção que calculamos com o acréscimo de 20%. Para esta vaca foi calculado uma alimentação composta de aveia com azevém que manterá a vaca e ainda tem nutrientes para produzir 12 litros de leite e para completarmos sua necessidade para produzir 20 litros será fornecido 4 kg de ração concentrada ( 1 kg desta ração concentrada produz 2 litros de leite). Para desafiar a vaca acrescentamos mais 20% de ração concentrada e calculamos qual será a produção de leite provável com este aumento do concentrado. se não houve a resposta calculada. Três dias após fizemos novo controle leiteiro se ela estiver produzindo acima de 21. Como cada quilo desta ração tem 170 g de proteína bruta (PB) em 0. Não havendo resposta recalculamos a alimentação em função da produção de leite atual e a vaca sai do desafio e entra no esquema normal de controle leiteiro mensal. 38 . mantemos a alimentação igual e repetimos o controle leiteiro em três dias. Como precisamos de 84 g de PB para a produção de cada litro de leite (com 3.8 kg. Logo nossa vaca receberá alimento para produzir 21. os grupos são divididos de 5 em 5 litros de diferença de produção de leite e o grupo até 10 litros não recebe ração concentrada).8 kg. A cada três dias repetimos o controle leiteiro e examinamos se a vaca respondeu ao acréscimo de concentrado. Se houve resposta acima ou igual ao que calculamos acrescentamos mais 20% de concentrado.61). Para desafiarmos a vaca acrescentaremos 20% aos 4 kg de ração o que dá mais 0. (normalmente. DESAFIO DAS VACAS Dez dias após a vaca parir faz-se o primeiro controle leiteiro.5% de gordura) em 136g dá para produzir mais 1. total 4. O QUADRO 2 abaixo nos mostra como funciona o esquema. Como exemplo temos uma vaca com 500 kg que dez dias após o parto no controle leiteiro produziu 20 litros de leite.

9 0 136 163 196 234 280 280 280 0 1. por ainda estarem crescendo.76 6.96 1.L.38 1. .A dieta não deve ter mais de 60% de concentrados .8 5.25 8.65 1.LEITE RAÇÃO DESAFIO RAÇÃO DADA +20% KG KG RAÇÃO TOTAL KG PROTEÍNA A PRODUÇÃO MAIS G L.33 3.25 8. para evitar serem molestadas pelas mais velhas .61 1. durante a lactação. devem receber.5 4.As vacas devem atingir o pico de produção de leite da 3ª a 8ª semana após o parto .QUADRO 2 .0 4.Nos meses mais quentes oferecer no mínimo 60% dos alimentos à noite.8 5.65 1.7 3.5 25.55 13.LEITE DESAFIO 10° 13° 16° 19° 21° 24° 27° 30° 20 21.76 6.Nas três primeiras semanas após o parto a vaca come 15% a menos de matéria seca quando comparado ao resto da lactação .9 8.A matéria seca da dieta deve estar entre 50 a 75%.As vacas devem atingir o pico de consumo de alimentos da 7ª a 14ª semana após o parto .As vacas boas produtoras só devem sair do grupo de alta produção quando tiverem recuperado a condição corporal de antes do parto (normal).3 2.Exemplo de desafio para vacas leiteiras CONTROLE LEITEIRO DIAS L. oferecer o volumoso primeiro.6 23.94 2.25 0.As vacas de 1ª cria.924 8.8 0.33 3.5 29 29 29 12 12 12 12 12 12 12 12 8 9.33 0 ALGUNS CUIDADOS DEVEM SER TOMADOS DURANTE E APÓS O DESAFIO: .As vacas de 1ª cria devem ser alimentadas.8 28. para ser corrigido.Se as vacas apresentarem no controle leiteiro mensal uma produção de leite menor do que a do QUADRO 3.9 9. 39 .5 16. .LEITE DUZIDO VOLUMOSO L.Manter sempre os alimentos disponíveis no cocho . sempre a mesma alimentação das vacas de alta produção . . não sendo possível. deve-se procurar qual é a causa (falta de alimento. Teores de umidade acima de 50% da dieta diminuem o consumo dos alimentos .9 9. separadas das vacas mais velhas (demoram normalmente 15% a mais de tempo no cocho).5 16.6 11. doença ou manejo).De preferência oferecer o volumoso misturado ao concentrado.8 16. de preferência.28 9.154 1.5 16.No pico de consumo as vacas devem estar comendo cerca de 4% do peso vivo em matéria seca .25 8.65 0 4.Não fornecer mais de 3 kg de ração concentrada de cada vez para cada vaca para evitar problemas de acidose .LEITE PRO.

5 8.3 15.2 11.0 17.8 3.8 5.7 4.3 36.8 17.5 23.3 16.6 24.9 33.8 38.7 48.5 42.0 15.9 3º 5.1 13.6 5.5 13.7 20.2 28.4 30.4 38.9 17.2 11.1 24.6 11.7 12.3 8.0 19.6 19.3 10.7 16.5 20.5 12.0 15.2 17.5 32.6 34.8 9.1 15.5 16.3 23.4 11. 10 DIAS 5.0 23.6 35.3 50.8 10º 2.2 12.4 33.8 6.8 30.0 29.3 27.9 15.5 20.4 31.6 8.0 36.4 9.6 17.1 22.1 16.4 14.4 24.8 22.3 9.2 17.7 7.4 22.4 23.2 15.0 36.9 10.7 17.4 8.0 8.6 27.0 6.0 20.9 33.2 21.0 23.0 27.9 10.0 18.9 26.8 8.9 9.9 4.5 21.3 13.0 30.0 16.1 23.6 9º 3.3 10.9 40.7 22.7 26.2 19.4 24.5 15.8 34.5 29.0 22.0 24.9 18.2 2º 6.0 11.8 46.0 39.2 6.7 36.3 14.9 27.7 31.5 26.9 9.2 19.3 9.3 20.6 8º 3.4 19.0 27.2 28.8 13.3 26.6 37.0 10.8 25.3 7.7 26.9 37.6 10.0 32.4 29.0 9.6 24.5 7.0 35.0 14.2 6.6 33.0 10.0 5.7 15.2 28.5 43.8 34.8 14.3 11º 12º SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR SECAR Para se executar os PASSOS para calcular a alimentação das vacas em produção deve-se seguir o seguinte esquema: 40 .7 9.0 5.9 21.0 31.2 6.8 37.6 10.0 20.5 27.1 8.4 8.2 24.2 9.5 28.2 3.5 10.0 21.0 34.8 5.0 5.7 40.7 4º 5.3 19.5 15.6 14.6 11.2 24.0 49.0 16.9 17.1 24.6 13.3 11.1 8.5 17.2 28.8 18.3 24.5 25.3 5.9 28.1 29.2 26.4 18.0 27.8 38.7 21.4 13.3 32.0 21.0 17.5 24.8 21.0 34.2 41.4 8.1 41.9 40.6 12.5 39.8 11.5 10.0 33.9 7.0 25.4 4.9 42.9 35.4 45.9 13.0 14.1 45.3 42.3 37.5 46.0 30.2 9.9 7.7 35.0 13.2 12.4 36.8 31.0 11.0 38.4 7.0 43.8 18.9 16.7 33.2 37.1 20.0 41.7 12.4 9.8 26.9 18.0 47.7 26.8 12.7 18.7 35.1 20.3 29.0 18.5 18.5 23.0 20.0 14.0 19.5 18.0 37.8 21.5 31.0 26.5 11.0 33.9 20.1 6.0 31.2 16.1 24.4 13.2 12.2 14.7 13.6 51.1 9.7 6.2 44.1 20.8 13.0 MESES 5º 6º 7º LITROS DE LEITE 4.8 7.0 28.0 30.6 6.8 23.0 12.2 11.9 20.1 15.6 21.3 3.0 29.3 11.5 23.4 25.5 7.6 6.6 16.1 36.1 21.9 18.1 22.1 13.6 22.8 44.5 32.6 16.0 9.2 25.3 27.0 7.7 22.4 23.0 14.7 19.7 4.5 30.1 32.2 35.0 25.8 14.4 23.0 36.3 19.1 10.4 5.0 1º 5.7 12.0 42.1 23.1 4.9 40.6 38.4 11.3 28.7 14.8 19.0 22.1 25.6 6.8 22.9 18.5 11.5 31.5 17.6 19.0 40.2 23.5 15.5 11.2 26.9 16.5 6.0 8.0 32.7 44.2 30.6 6.3 17.QUADRO 3 .1 14.9 20.6 22.5 6.4 46.8 16.1 8.5 7.7 14.0 13.8 17.2 9.7 21.1 4.8 26.3 7.0 15.0 21.2 16.4 29.4 18.2 29.8 7.0 22.1 3.Produção provável de leite durante a lactação em função do 1° controle leiteiro aos 10 dias.0 15.4 10.3 16.0 29.1 28.

calcula-se a fibra bruta Para executar os PASSOS para as outras categorias animais existentes no rebanho deve-se seguir o seguinte esquema: 41 . Segundo pesquisadores da Universidade de Virginia Tech . na TABELA 1 ver as necessidades nutritivas para manter esta vaca que representa o grupo 6. do grupo de vacas 11. QUADRO 4 . a seguir calcula-se a ração concentrada.EUA as vacas devem ser sempre desafiadas na alimentação para aumentar a produção de leite. O QUADRO 4 nos mostra que dependendo do número de grupos de vacas. Grupos de vacas Percentual de acréscimo à média de produção de leite Grupo de produção de leite Alto Médio Baixo UM 30% DOIS 23% 17% TRÊS 22% 10% 14% Adaptado de Stallings (1985) 3. diminui-se o total da MS dos volumosos e temos a quantidade de MS disponível para ser complementada com os concentrados 10. na TABELA 3 ver os valores de nutrientes necessários para produzir um litro de leite 8. cuja MS deve ficar no limite calculado anteriormente. na TABELA 13 ver os valores nutritivos dos alimentos por quilo e calcular o total dos nutrientes que serão fornecidos 5. diminui-se os valores nutritivos para manter a vaca dos valores nutritivos disponíveis nos alimentos volumosos 7. calcula-se o peso médio do grupo de vacas que será calculado a ração 2. procurando-se nivelar a produção de leite referente ao NDT e a PB para a produção de leite média.Percentual de acréscimo à média de produção de leite de diferentes grupos de vacas. utiliza-se a média de produção de leite do grupo para o cálculo. dos valores de energia (NDT) e proteína (PB) que sobraram da manutenção dividese pelos valores de NDT e PB para produzir um litro de leite o que dará a produção provável em quilos de leite para NDT e PB dos alimentos volumosos 9.1. a média de suas produções são aumentadas para efeito do cálculo da alimentação. Para isto desenvolveram índices de desafio a produção (lead factors) cujo objetivo é aumentar a produção acima da média do grupo. calcula-se os valores de cálcio e fósforo 12. relaciona-se os alimentos volumosos que serão fornecidos em quilos por dia e por vaca 4. a seguir na TABELA 1 vê-se a capacidade de consumo de matéria seca (MS) desta vaca.

Esta diferença de produção de leite deverá ser acertada com o concentrado.77 kg de leite e proteína (PB) para 10 Kg de leite.6 6000 1560 10. nas TABELAS 4 a 11 de acordo com o sexo.77 Kg de leite) em relação a PB (10 Kg de leite) usaremos como concentrado grão de milho que é rico em energia (NDT).83 0. peso e categoria acham-se as necessidades nutritivas para a mantença e o ganho de peso 3. comparam-se os nutrientes fornecidos nos alimentos às necessidades dos animais e fazem-se os ajustes necessários EXEMPLO DE CÁLCULO DA DIETA PARA VACA EM PRODUÇÃO A produção de leite do grupo que vai se calcular a alimentação ficou entre 19 a 23 litros que na média dá 21 litros de leite por dia. feno 20 4 300 887 78 243 215 527 25 176 Valor nutritivo do total MS FB NDT PB Ca g g g g g 4300 2108 6408 4070 2338 301 7.9 0.Capacidade média de consumo de matéria seca (vaca 500 kg) 2 . Nos volumosos já estamos fornecendo 9548 gramas.5% de gordura necessitamos Produção de leite do volumoso Examinando o resultado da alimentação volumosa vemos que ela fornece os nutrientes necessários para a manutenção da vaca e sobra energia (NDT) para a produção de 7.CÁLCULO DA MATÉRIA SECA 1 .Sobra para ser complementado com a matéria seca do concentrado MS em gramas 15000 9548 5452 A TABELA 1 nos mostra que uma vaca de 500 quilos de peso tem condições de comer 15000 gramas de matéria seca. 42 . O peso médio das vacas do grupo deu 500 quilos.6 2.Cálculo do volumoso Valor nutritivo de 1 Kg Alimento dispoKg MS FB NDT PB Ca P nível por dia g g g g g g Milho.2 1.4 14 9. Como nos volumosos há uma deficiência de NDT (7.Disponibilidade de matéria seca no volumoso 3 .4 20 40.1. Para a alimentação da vaca temos disponível 20 quilos de silagem de milho (30% de MS).4 2.2 23.97 P g 12 11. silagem Alfafa. 4 quilos de feno de alfafa médio.77 500 704 1204 364 840 84 10 18 42. Na TABELA 13 temos os valores de NDT e PB de 1 Kg de grão de milho.8 3548 972 TOTAL 9548 2532 Necessitamos para mantença da vaca Sobra para a produção de leite Para cada Kg de leite com 3. relaciona-se os alimentos a serem fornecidos (volumosos e concentrados) em quilos por dia e por animal (este animal deve ser representativo da categoria) ver seus valores nutritivos na TABELA 13 e calcular o total 2. A . B . logo sobram 5452 gramas para ser utilizado com a matéria seca do concentrado. milho em grão e farelo de soja.4 60.

16 21.33 PB gramas 88 84 1. também.3 Kg do concentrado temos um total de 16. grão Soja. Se dermos 6 Kg de grão de milho ( 5.2(20%) 870 885 26 67 701 704 88 428 0. um concentrado protéico para equilibrar a produção de leite.16 Esta vaca estará recebendo nutrientes suficientes nos volumosos e concentrados para produção de 21 Kg de leite. 43 .05). Somando os 7. Se colocarmos 20% de farelo de soja iremos equilibrá-la.6 936 84 11.2 g de P.99 g g g g g g PB g 422.05 Isto quer dizer que 1 Kg de grão de milho tem energia (NDT) para a produção de 2.3 Kg de leite na proteína.68 P g 12 6.CÁLCULO DO CONCENTRADO Grão de milho Para 1 Kg de leite necessitamos Produção de leite de 1 Kg de milho NDT gramas 701 301 2.77 Kg de leite produzido pela energia do volumoso com os 13.4 513.PRODUÇÃO TOTAL DE LEITE no volumoso no concentrado PRODUÇÃO TOTAL DE LEITE Kg de leite no NDT 7.8 4209.98 Kg do concentrado temos um total de 21.78 13.C .33) e proteína suficiente para produzir mais 6.6 301 13.7 1062 80.14 Ca g 1. C .84 4.8 844.98 Kg de leite (6 x 2.24 4.0 11.44 3. Como vemos a ração concentrada deverá incluir.05 Kg o que pretende-se vai equilibrar a alimentação volumosa oferecida.3 Kg de leite (6 x 1.8(80%) 1.84 18. farelo Valor nutritivo do total MS g FB g NDT g 3364.4 TOTAL 5238 205.CÁLCULO DO CONCENTRADO Valor nutritivo de 1 Kg Alimento MS FB NDT PB Ca P Kg concentrado por dia Milho. sobrando 40.7 5.33 Kg de leite e proteína (PB) para 1.2 Necessitamos para 1 Kg de leite Produção de leite do concentrado D . O cálculo do cálcio (Ca) e fósforo (P) deve ser feito em função da produção de leite já que na parte de manutenção da vaca os valores foram atendidos pelos volumosos.75 Kg de leite na energia e somando 10 Kg de leite produzido pela proteína do volumoso com os 6.99 21.3 2.4 g de Ca e 9.4 Kg de matéria seca) para esta vaca ela receberá energia suficiente para produzir mais 13.5 4176 124.8 2.77 Kg de leite na PB 10.

minerais por Kg 7 . O teor conseguido 18.9% farelo de soja 1.90 38. também.68 18. Dividindo 2737 por 14768 e multiplicando por 100 temos o percentual de fibra bruta na matéria seca. Devemos acrescentar.2 4.Cada quilo contém 330 gramas de Ca e 150 gramas de P) atenderemos as exigências.43 40.4 9.08 28.04 -15.Necessidade para produção de 21 Kg de leite 2 .9% grão de milho quebrado 18.Total (1 + 2) 14786 Percentagem de fibra bruta na matéria seca 2737 x 100 = 18.Sobra de minerais dos volumosos 3 . F . 1% de sal grosso à ração que ficará com a seguinte composição: 78.Total nos volumosos 9548 2 .Disponibilidade nos alimentos (2 + 3) 5 .Sobra ou falta de minerais (1 .52% está dentro dos limites.Total no concentrado 5238 3 .Quantidade de farinha de osso necessária Ca gramas P gramas 60.CÁLCULO DOS MINERAIS 1.84 45. 44 .2% farinha de osso calcinada 1.82 gramas de Ca e 10.4) 6 .0% sal grosso O último cálculo a ser feito é da fibra bruta (FB) na matéria seca (MS) para ver se está dentro dos limites recomendados (mínimo de 17% e máximo de 22%).52% 14786 FB gramas 2532 205 2737 Os 6 Kg de ração concentrada contém 205 gramas de fibra bruta. que somados com 2532 gramas dos volumosos dá um total de 2737 gramas de fibra bruta sendo fornecido a esta vaca por dia.82 -10.E . Esta quantia corresponde a ± 1.Farinha de osso calcinada .39 gramas de P. Se acrescentarmos 69 gramas de farinha de osso calcinada (TABELA 13 .39 330 150 69 gramas por vaca/dia Como vemos no item 5 faltam 15.2% do total (6 Kg) da ração concentrada.CÁLCULO DA FIBRA BRUTA NA MATÉRIA SECA MS gramas 1 .Minerais no concentrado 4 . A ração concentrada tem 5238 gramas de matéria seca que somados aos 9540 gramas de matéria seca dos volumosos dá 14778 gramas.

A doença ocorre mais em vacas que receberam altas doses de cálcio no período antes do parto (mais de 100g por dia). sem razão aparente. Outros autores sugerem que uma alimentação com grandes quantidades de grãos e ou rica em proteína. principalmente em vacas de 1ª lactação. As causas ou causa do edema do úbere não estão bem determinadas. O problema normalmente aparece 48 horas após a parição. Nesta parte enfocaremos as principais doenças metabólicas da vaca de leite que ocorrem antes ou depois do parto. Deve-se ser muito cuidadoso com este animal porque ele fica muito suscetível a mastite e a machucaduras. durante o período de vaca seca predisponha a vaca ao edema do úbere O edema causa redução da produção de leite e pode ser uma das causadoras dos problemas de ligamentos do úbere.5 kg de concentrado neste período e manter o teor de proteína bruta do concentrado em torno de 16% da matéria seca. não necessitando de nenhum tratamento específico. As vacas atacadas se não forem socorridas com um tratamento específico (injeção de sais de cálcio) podem vir até a morrer em conseqüência destes problemas neuro-motores. 45 . O tratamento é feito com diuréticos. causando um aumento de volume do órgão e conseqüente desconforto para o animal. Sugere-se que altas doses de sal (Cloreto de sódio) aumentam a probabilidade de ocorrência e que a restrição no consumo pode reduzir esta probabilidade. Para evitar o problema indica-se não fornecer mais de 1% de sal na mistura de grãos para a vaca seca. O sintoma é a paralisia como por exemplo vacas que antes ou após o parto permanecem deitadas. vai gradualmente desaparecendo. O edema ocorre com mais severidade nas novilhas. Caracteriza-se por uma baixa concentração de cálcio no sangue e conseqüente paralisia.DOENÇAS DIGESTÍVEIS DA VACA DE LEITE O aumento constante de produção de nossas vacas leiteiras com a conseqüente necessidade de cada vez fornecer mais alimentos para elas. Com a ordenha este problema. está fazendo com que apareçam desordens metabólicas ou desarranjos digestivos. geralmente. FEBRE DO LEITE ou VACA DEITADA A febre do leite é um dos problemas mais comuns no período do parto das vacas leiteiras. EDEMA DO ÚBERE O edema é caracterizado pela excessiva acumulação de líquido nos espaços intercelulares do úbere e áreas próximas. não fornecer mais de 2. por pelo menos 24 horas.

normalmente. diminuição da produção de leite e rápida perda da condição corporal.  cetose alimentar . Os sintomas mais característicos da doença são: odor de acetona na urina e no hálito. 46 . podendo ocorrer até a 7ª semana. no início da lactação. A maior incidência se dá na 4ª semana. CETOSE A cetose é uma doença associada a deficiência de energia.quando a vaca diminui o consumo de alimentos em função de outra doença. principalmente por glicose. Como medida preventiva sugere-se evitar rações com alta concentração de proteína (antes e após o parto) e fazer um rigoroso balanceamento alimentar no início da lactação.quando a vaca não recebe a quantidade de nutrientes necessários  cetose secundária . levam a uma hipoglicemia (altas doses de glicose no sangue) e uma diminuição de produção de insulina que por sua vez favorece o aumento da mobilização dos lipídios e a cetogênese hepática.2 vezes a mantença e após o parto oferecer cálcio imediatamente e em quantidades suficientes (recomenda-se 2. na 7ª semana. A cetose pode ser classificada em quatro tipos:  cetose primária .4g de cálcio por litro de leite produzido).quando a vaca apresenta corpos cetônicos no sangue mesmo quando consome alimentos aparentemente adequados. perda de apetite principalmente de concentrados. O apetite restringido e a alta necessidade de alimentos da glândula mamaria. O tratamento mais imediato consiste em injetar glicose na veia.Para se evitar a doença deve-se antes do parto limitar a consumo de cálcio (máximo de 25 a 50g por dia na dieta). Nas vacas de leite o pico de produção ocorre.quando a vaca é alimentada com alimentos que levam ao aparecimento de cetose. Algumas vacas tornam-se nervosas embora a maioria fique apática.  cetose espontânea . por volta da 3ª semana após o parto. enquanto que o máximo consumo de alimentos ocorre. Ocorre mais comumente nas 4 primeiras semanas após o parto. normalmente. em vacas de alta produção.7 a 3. limitar a quantidade do alimento a 1.

resultante de uma alimentação com grandes quantidades de concentrado rico em amido. para dietas com altos percentuais de concentrado. O deslocamento do abomaso pode levar a que outros órgãos também sejam deslocados dificultando a passagem dos alimentos o que leva a vaca lentamente ao enfraquecimento. diminuem a produção de saliva que neutraliza a acides. apatia. normalmente. As vacas com hipocalcemia (falta de cálcio no sangue) são. Para evitar este problema recomenda-se manter um mínimo de pastagem ou feno de boa qualidade na dieta da vaca e evitar mudanças bruscas de alimentos. 47 . fezes aquosas. DESLOCAMENTO DO ABOMASO O abomaso é sustentado por um tecido frouxo que possibilita seu deslocamento para a direita ou esquerda num tempo relativamente curto. tremores musculares. O tratamento é feito com antiácidos (bicarbonato de sódio). Este carboidrato ao fermentar no rúmen produz grande quantidade de ácido láctico. SÍNDROME DO BAIXO TEOR DE GORDURA NO LEITE O fornecimento as vacas de dietas com altos percentuais de concentrado podem provocar a queda do teor de gordura do leite. As altas quantidades de concentrado. também.ACIDOSE A acidose é. parada do rúmen e anorexia. É um problema freqüentemente observado pelos produtores. O sintoma mais característico é um sibilo percebido ouvindo-se o abdômen. quando alimentam suas vacas com altos níveis de energia no início da lactação. Os sintomas são falta de apetite por grãos (concentrados). diminuição na produção de leite e as fezes são mais fluídas e diminuem de quantidade. também. consumo normal ou pequena diminuição no consumo de forragens. É problema característico de vacas de alta produção e alimentadas com altos níveis de concentrado. mantendo um nível de fibra adequado na dieta e evitando mudanças. sem adaptação. deslocamento do abomaso e paraqueratose do rúmen. Acidoses prolongadas podem evoluir para problemas como baixo teor de gordura no leite. A maioria dos deslocamentos são para o lado esquerdo e normalmente acontece do 5 ao 14º dia após o parto. mais suscetíveis a ter o deslocamento do abomaso. Os sintomas de acidose aguda são: rangimento dos dentes. Acontece mais com vacas mais pesadas e quando são alimentadas com grandes quantidades de grãos e silagem de milho. problemas nos cascos das vacas. A prevenção para o deslocamento do abomaso pode ser conseguida fornecendo rações completas (volumoso. concentrado e minerais tudo misturado) em vez de grãos separados. que torna o pH do rúmen muito baixo (ácido).

sendo utilizadas como fonte econômica de gordura.2% da gordura do leite. também. já a gordura protegida (By Pass). Para prevenir a queda de gordura do leite deve ser controlado o fornecimento de concentrados ricos em energia. Passado o pico. o percentual desse elemento tende a diminuir rapidamente até o pico da lactação. para evitar problemas metabólicos. O aumento da idade das vacas até a quinta lactação. também controlar o fornecimento de suficiente fibras de comprimento longo.5% até o final da lactação. é relacionado a uma queda de 0. o percentual de gordura.Imediatamente após o parto o leite é rico em gordura. Doenças como a mastite podem provocar uma diminuição da gordura do leite. A adição de gordura na dieta das vacas pode ter efeito positivo ou negativo no percentual de gordura do leite e na produção de leite. deve-se. diminuindo a gordura do leite. tende a aumentar em 0. A soja crua ou tostada. Clima muito quente e úmido pode levar a modificação na composição do leite pois nestas condições os animais tendem a reduzir mais o consumo de volumosos em relação aos concentrados. 48 . o caroço de algodão e o de girassol podem ser adicionados em até 20% da matéria seca da dieta sem provocar problemas no consumo ou na digestibilidade da dieta. Junto a esta recomendação acrescenta-se a necessidade desta fibra ser longa para aumentar o período de mastigação e consequentemente a produção de saliva que neutraliza a acidez do rúmen e aumenta a produção dos ácidos precursores da gordura. atualmente. dentro de certo limites beneficiará o percentual de gordura. A pesquisa sugere uma percentagem mínima de 28% de FDN (Fibra em Detergente Neutro) na dieta das vacas no início da lactação. Outra saída para evitar a queda de gordura seria oferecer as vacas seis ou mais refeições diárias. A gordura não protegida vai prejudicar o desenvolvimento dos microorganismos do rúmen. Sementes de oleaginosas estão.

31 1131 36 22 600 14400 6180 22.73 301 1.91 406 24 17 650 19500 4961 19.43 49 .43 341 18 13 500 15000 4070 15.62 364 20 14 550 16500 4370 16.28 2.83 1.32 96 3.75 1207 39 24 650 15600 6567 24.21 318 16 11 450 13500 3760 14.0 4.84 1053 33 20 550 13200 5800 21.97 322 1.79 890 26 16 450 10800 4980 18.1989) TABELA 1 Mantença de vacas em lactação Peso vivo MS NDT EM PB Ca P kg g g Mcal g g g 350 10500 3110 11.95 295 14 10 400 12000 3440 13.25 897 22 14 400 9600 4570 16.48 107 3.16 1281 43 26 700 16800 6941 25.68 1.07 78 2.69 385 1.40 101 3.0 3.45 364 1.15 84 2.13 2.0 5.10 449 28 20 Aumentar as exigências em 20% na 1ª lactação e 10% na 2ª. Na tabela foi acrescentado 10% para as necessidades de energia para locomoção TABELA 2 Mantença de vacas secas com 8 e 9 meses de gestação Peso vivo MS NDT EM PB Ca P kg g g Mcal g g g 350 8400 4150 15.98 2.93 P g 1.02 428 26 19 700 21000 5236 23.53 1355 46 28 Na tabela foi acrescentado 10% para as necessidades de energia para locomoção TABELA 3 Gordura % 3.5 4.NECESSIDADES DE NUTRIENTES DIÁRIOS PARA VACAS LEITEIRAS (adaptado do NRC .33 973 30 18 500 12000 5390 19.78 386 22 16 600 18000 4660 17.21 343 1.5 Por quilo de leite e percentual de gordura NDT EM PB Ca g Mcal g g 280 1.5 5.24 90 3.

23 1070 26 20 22.90 290 9 6 500 2220 8.76 600 19 12 11.raças grandes NDT EM PB Ca P Ganho de peso g Mcal g g g g/dia 620 2.54 105 7 4 200 700 2.46 1224 28 20 24.raças grandes EM PB Ca P Mcal g g g 7.54 452 18 9 9.lactantes .86 120 8 5 300 TABELA 5 Peso vivo kg 50 75 MS g 1300 1980 Fêmeas e machos .09 930 25 19 20.1989) TABELA 4 Peso vivo kg 40 45 MS g 480 540 Fêmeas e machos .00 799 24 18 18.33 1587 28 20 Ganho de peso g/dia 700 700 700 700 700 700 700 700 600 600 50 .dieta mista .raças grandes NDT EM PB Ca P Ganho de peso g Mcal g g g g/dia 1460 5.81 1395 28 20 27.98 435 16 8 800 TABELA 6 Peso vivo kg 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 MS g 2820 3750 4680 5050 6660 7750 8920 10200 11630 13220 NDT g 1980 2570 3140 3700 4270 4840 5440 6070 6750 7470 Fêmeas .87 686 21 14 13.94 678 23 17 16.NECESSIDADES DE NUTRIENTES DIÁRIOS PARA BOVINOS LEITEIROS EM CRESCIMENTO (adaptado do NRC .

98 387 14 8 600 51 .raças pequenas MS NDT EM PB Ca P Ganho de peso g g Mcal g g g g/dia 1430 1600 6.70 884 27 21 18.55 639 22 13 12.70 897 26 18 16.84 1314 29 23 Ganho de peso g/dia 800 1000 1000 1000 1000 1000 1000 1000 900 TABELA 8 Peso vivo kg 25 30 MS g 380 510 Fêmeas e machos .raças pequenas NDT EM PB Ca P Ganho de peso g Mcal g g g g/dia 490 2.76 1176 29 23 24.49 315 10 6 500 1760 1970 7.71 1046 28 22 22.48 448 18 10 10.lactantes .raças grandes EM PB Ca P Mcal g g g 7.66 782 24 16 14.70 924 27 21 20.TABELA 7 Peso vivo kg 100 150 200 250 300 350 400 450 500 MS g 2800 3990 4890 5800 6730 7700 8720 9800 10950 NDT g 1960 2770 3340 3890 4430 4980 5530 6100 6680 Machos .70 112 7 4 300 TABELA 9 Peso vivo kg 50 75 Fêmeas e machos .dietas mistas .01 84 6 4 200 660 2.

43 735 22 16 16.06 877 24 18 19.16 563 19 11 11.04 422 17 9 9.98 1263 25 19 25.TABELA 10 Peso vivo kg 100 150 200 250 300 350 400 450 MS g 2640 3890 4960 6120 7400 8850 10520 12500 NDT g 1820 2610 3230 3860 4520 5220 6000 6880 Fêmeas .14 611 20 14 14.92 422 16 8 9.09 754 23 17 17.18 1155 28 19 Ganho de peso g/dia 600 600 600 600 600 600 600 600 52 .75 888 23 17 19.raças pequenas EM PB Ca P Mcal g g g 7.raças pequenas EM PB Ca P Mcal g g g 6.14 638 22 16 15.01 1500 28 19 Ganho de peso g/dia 500 600 600 600 600 600 600 600 TABELA 11 Peso vivo kg 100 150 200 250 300 350 400 450 MS g 2640 3520 4400 5320 6280 7310 8410 9620 NDT g 1850 2410 2950 3490 4020 4570 5140 5730 Machos .36 622 19 11 12.08 1010 25 19 21.28 1062 24 18 21.17 629 20 14 13.

1989) TABELA 12 Peso vivo kg 500 600 700 800 900 1000 1100 1200 1300 1400 MS g 7890 9050 10160 11230 12270 13280 14260 15220 16160 17090 NDT g 4340 4980 5590 6180 6750 7300 7850 8370 8890 9400 Touros adultos EM PB Mcal g 15.79 789 18.NECESSIDADE DE NUTRIENTES DIÁRIOS PARA MANTENÇA DE TOUROS ADULTOS (adaptado do NRC .53 1227 26.55 1328 28.46 1123 24.32 1616 34.52 1426 3044 1522 32.17 1709 Ca g 20 24 28 32 36 41 45 49 53 57 P g 12 15 18 20 22 25 28 30 32 35 53 .32 1016 22.10 905 20.

157 1.4 1.9 6.8 0.9 0.622 0. planta inteira Alfafa. grão com casca Aveia.329 PB g 17 10 176 60 56 57 37 410 86 474 285 72 80 308 42 140 118 83 39 107 183 59 124 119 131 42 32 16 Ca g 0.231 1.5 14. inverno Aveia.0 0. outono Alfafa.5 1.357 2.555 0.871 2.988 2.8 0.5 4.9 4. verde.6 2.382 1. farelo integral Arroz. grão com casca Arroz.197 2.0 6. média Aveia.7 0.0 2.500 2. quirela Aveia preta.470 0. início florescimento Alfafa.7 11. grão Aveia. verde. feno.6 2.0 0. pastagem verde. pé inteiro sem vagem Amendoim. nova 54 . verde.784 3. farelo Amendoim.636 1.0 0.2 4. torta Arroz. farelo desengordurado Arroz.3 0.325 2.3 4. verde.557 0. palha Arroz.3 0.7 1.0 1.198 2.0 2.6 6.6 19.6 1. feno. grão Amendoim.458 1. casca Amendoim.9 12. fruto Aguapé.9 GB g 6 1 27 7 9 7 4 14 29 12 484 28 26 110 4 15 142 19 109 35 23 51 49 47 8 9 4 Abóbora.383 0.8 0. grão com casca Aveia. parte aérea seca Amendoim.847 2.NUTRIENTES DOS ALIMENTOS TABELA 13 Nome do alimento MS g 110 80 887 276 245 297 175 925 918 920 953 892 923 902 878 910 897 841 925 883 868 881 899 896 892 193 254 162 cada quilo do alimento contém: FB FDN NDT EM g g g Mcal 16 17 243 75 69 93 55 120 561 130 26 283 246 247 374 130 146 37 257 67 108 292 91 117 20 38 75 43 106 44 527 172 149 153 99 680 331 770 990 453 511 778 370 550 643 617 415 777 659 331 794 663 734 130 154 91 0. pastagem verde.9 0.396 2.813 1.906 0.9 1.2 0.9 4. pré-floração Algodão.539 0.6 2.8 15.5 1.6 1. média Aveia.6 0.4 2.4 0.0 3.6 4.654 0.6 0.0 0. grão sem casca Aveia.579 1. pastagem verde.1 0. farelo Amendoim.6 0. média Alfafa. depois da floração Alfafa.0 P g 0.336 1.8 1.2 0. casca Arroz.1 10.6 1.2 0.810 2.0 1.8 1.

silagem.4 0.1 0.408 58 46 113 22 20 37 PB g 53 22 26 32 32 80 95 39 30 35 104 18 23 22 49 24 14 12 106 0.990 1.6 9.2 21.886 1. pastagem verde. média Azevém. grão leitoso Aveia+azevém verde.5 20.1 2.4 0.feno Batata doce.407 0. raiz Bolachas. espigamento Aveia.7 1.4 0. seco Cana-de-açúcar verde. pastagem verde.7 2.4 1.4 12. pastagem verde.0 0.510 1.9 2. tubérculo Batatinha. outono Aveia. verde Azevém.889 0.542 0.487 0. primavera Aveia+azevém+ervilhaca.194 0.6 0.3 14.8 1.902 0. raiz Batata doce.3 0.120 Aveia+azevém verde. tubérculo desidratado Beterraba açucareira.4 1.6 0.736 1. pastagem verde.356 0.2 1.560 0.silagem Aveia+ervilhaca (70% x 30%).4 1. parte aérea Beterraba açucareira. raiz Beterraba forrageira. bagaço.320 1.557 0.3 360.646 1.518 0.5 3.1 0.7 0.1 0.4 0.5 2. base maravalha Cama frango.520 0.1 2.348 1. bagaço Cana-de-açúcar. base casca arroz Cama frango.8 1.466 2. inverno Aveia+azevém+ervilhaca. outono Cana-de-açúcar verde.223 0. planta inteira.3 2.0 200.0 2.8 0.4 0.150 0.4 9 9 26 9 10 8 GB g 9 8 9 10 9 23 14 10 9 10 21 3 7 1 12 3 2 1 40 FB FDN NDT EM g g g Mcal 221 99 150 156 141 524 711 113 155 140 420 249 129 174 830 62 42 129 586 0.2 0. feno.4 0. base palha milho Cama frango.4 2.569 0.4 1.8 5.0 0.6 13.Aveia.797 0.6 0. grão Azevém.722 1.564 0.894 2.1 1.510 101 166 182 170 192 11 12 7 16 10 41.vermelho+cornichão.1 0.405 0. inverno Cana-de-açúcar verde.6 0.542 0.4 2 13 12 18 15 4 7 6 7 6 55 . base sabugo milho Cama frango.8 1.508 1.002 0. pé inteiro 41 97 64 331 119 34 67 358 11 39 4 51 28 14 11 67 315 208 186 160 180 467 409 772 68 373 480 550 476 522 365 330 144 135 141 1.466 0.3 0.5 P g 0.1 0.629 3. primavera Aveia+ervilhaca (70 x 30%). farinha restos Calcário calcítico Calcário dolomítico Cama frango.1 0.1 11. média Azevém.7 1.6 0.6 0. silagem Azevém+t.3 4. primavera Aveia.7 0. peneirada Cana-de-açúcar.9 1.6 Ca g 1.7 1. inverno Azevém. silagem. inverno Nome do alimento 222 41 272 58 910 272 200 65 283 101 166 29 MS g 327 156 213 276 227 881 882 169 266 246 911 324 158 212 955 172 110 159 877 990 990 830 837 870 758 844 955 942 244 285 232 150 179 522 112 154 113 0. ramas Batatinha. seca Aveia.6 0.

autoclavada Farinha ossos.774 2. farinha sem osso Cenoura.586 2.8 0.8 2.5 5 4.7 0.4 29 3. silagem Cap.de açúcar.674 2.4 4.4 1.961 1.5 0.5 1.3 16 4.0 0.518 0.7 1.9 0.4 300. grão Centeio verde.7 8 4. média Capim elefante verde.337 0.7 1.8 0.5 0. grão Ervilhaca verde Ervilhaca.926 0.5 6.809 0.011 2.7 Ca g 1.0 330.403 1.2 0. desidratada Ervilhaca.534 Capim elefante verde.7 400.6 1.432 4. grão Farinha ossos.6 0. resíduo cervejaria Coqueiro.6 0.2 0.8 0.9 0. média Cevada.4 2. calcinada 51.956 0.311 1.6 0.0 150. grão Capim elefante verde.6 0.0 0.8 0.5 0.2 2.484 0.718 2.5 3.731 0.5 10 204 2.0 226 0.9 140.elefante+c.9 0. primavera Capim elefante.362 0. feno Capim pangola verde.436 9 10 86 19 76 27 PB g 12 19 19 14 17 66 89 17 134 49 473 576 12 126 29 125 127 77 150 56 383 181 252 398 32 242 159 286 0. média Capim quicúio.600 0.0 119.589 1. silagem Capim arroz.466 3.354 1.0 0. raspas Crotalária Ervilha.375 0.8 2.4 146 10.9 0. grão Ervilha-de-cheiro.2 0.6 1. feno Ervilhaca.8 0. farelo Cevada.2 7 27 0.735 1. silagem Capim pangola.366 0.453 2.0 56 .6 1.766 0.302 0.6 P g 0.542 2.2 6 6 21 6 39 6 GB g 6 6 6 6 7 6 15 4 31 9 FB FDN NDT EM g g g Mcal 102 65 64 102 63 322 55 244 41 21 34 11 24 73 54 31 285 26 3 227 28 76 38 213 345 57 134 100 93 104 101 112 420 163 541 129 949 1190 3 765 162 767 777 203 479 150 679 589 740 738 109 543 475 701 0. outono Capim elefante verde. média Carbonato de cálcio Carne.2 2. grão Cevada. farinha com osso Carne. feno Capim elefante verde.3 10.730 0. silagem Capim elefante verde.4 4.3 17 0. verão Capim elefante+uréia. raiz Centeio.8 10 0. inverno Nome do alimento 219 86 189 871 86 192 59 898 279 233 70 MS g 255 191 172 247 203 265 899 200 902 191 990 929 961 119 895 223 883 894 209 900 200 881 929 854 886 163 875 905 887 990 990 256 86 479 98 443 121 0.2 0.394 1. folhas Cornichão verde Couro.4 12. feno Capim quicúio verde.1 25 4. 1m altura Capim elefante.0 19 4.Cana-de-açúcar.669 0.128 2.4 2 3.

6 5 3. inverno Hermártria verde. grão Feijão cavalo.5 0.1 5. inverno Gorga verde.1 61 P g GB g FB FDN NDT EM g g g Mcal 381 377 1. bagaço e casca Laranja.0 7. outono Hermártria verde.0 1. pó integral Leite.7 5.703 29 130 0.2 29 1.507 35 74 0.7 0.9 5 4.469 142 780 2.8 10.4 0.4 58 15.3 4 1. grão Feijão guandu.429 15 99 0. feno Hermártria.587 19 146 0.5 1.7 0.0 180. desidratado Linho.8 1.7 0.2 11 9. grão sem casca Girassol. grão Nome do alimento 897 85 733 43 895 92 940 233 189 51 887 86 MS g 805 990 916 944 943 232 128 250 239 820 888 348 329 271 247 292 183 186 900 939 968 940 907 165 939 910 912 136 135 113 804 774 666 789 829 115 724 2.885 2 1187 4.1 6 5 0.1 7.763 250 169 0. grão Feijão guandu.0 10. bagaço. pó Leite.4 2. média Feijão mucuna.915 299 658 488 1. pó Levedo de cerveja Limão. bagaço.446 50 710 2. primavera Grama forquilha verde Grama missioneira verde Guandu.5 2. planta seca Feijão miúdo verde.2 439 2. silagem Hermártria verde.9 5.9 15 2.1 0.527 23 160 0. palha Fosfato bicálcico Girassol.3 10 4.Fava.409 2.613 80 176 164 0.291 2 452 1.7 5. raiz Laranja.5 0.4 12 9.2 259 1.499 345 253 0.362 Feijão.4 21 20 1.820 90 700 2. soro manteiga.1 1.759 149 1230 4.1 1.634 254 471 1. torta Gorga verde.3 4 0.2 34 21. feno Hermártria verde. polpa (resíduo do suco) Macarrão. silagem Maçã.1 8. soro queijo.753 6.359 4 761 2.3 46 12.577 144 770 2.1 144 0.4 0.6 57 .3 17 3.531 92 693 2.416 2.3 1.1 1 1.2 0.3 1. polpa desidratada Leite.996 0.5 0.6 11 4. bagaço+semente+casca Maçã.0 1.0 24 1.7 8 230. farelo Linho.6 260 13. primavera Hermártria.463 54 138 0.617 241 239 189 235 35 227 PB g 66 165 153 495 34 17 21 21 129 84 33 27 30 20 22 17 16 73 331 248 320 153 43 49 351 270 9 6 3 118 1.0 8.3 Ca g 5.594 109 0. verão Inhame.7 0. torta Maçã.4 0. grão com casca Girassol.8 0.567 52 129 0.851 2.258 98 128 0.0 2. pó desnatado Leite.8 0.5 82 10 0.4 9.4 5 0.394 99 196 162 0.6 12. resíduo 237 763 2.266 17 119 0.611 107 215 170 0.797 2.8 31 4.466 34 71 0.784 60 798 2.

silagem Nome do alimento 873 200 868 45 875 188 893 235 203 71 303 84 MS g 396 860 883 734 43 234 835 250 220 834 845 883 828 877 805 854 223 763 900 869 803 904 255 300 350 288 262 254 344 337 93 428 764 578 424 92 201 1.138 1.533 0. sabugo Milho. silagem. silagem. fruto Milheto verde Milheto.809 0.4 0.9 1.0 1.484 2.5 2.719 0. grão+palha+sabugo MDPS Milho verde.2 0. silagem Milho+uréia. silagem.495 2.8 0.6 0.6 0. Mandioca.334 0. farinha Mandioca.5 0. média Milho+cana-de-açúcar.510 0.2 0. 35% MS Milho.7 2.6 1.451 0.6 0.5 0.7 0.Mamão. raspa Mandioca. fruta seca Mandioca. palha Milho. (70% x 30%) Milho pé inteiro. farelo Milho. grão Milheto.5 1. silagem Nabo forrageiro.2 0. farinha Milho.1 0.762 2.7 0.941 0.504 0. parte aérea inteira.4 0.4 6 7 40 32 9 5 GB g 2 5 3 4 39 FB FDN NDT EM g g g Mcal 10 42 40 9 60 20 57 192 86 65 12 25 66 96 66 263 301 728 182 308 321 74 78 91 81 174 75 366 605 591 537 24 146 777 141 137 641 604 687 661 795 715 679 130 455 349 539 483 394 163 215 250 162 140 125 189 199 78 1.585 2.5 0.3 0.8 0.6 0.6 0.4 P g 0.sem espiga Milho.7 1. com espiga. desidratado Melancia de porco.9 2.parte aérea seca.5 0.183 2. seco Milho. feno Mandioca. silagem Milheto+feijão miúdo v.0 0. silagem Melaço de cana. planta inteira.3 3.949 1.5 0. parte aérea 1.4 0.317 2.1 3.585 0. grão Milho.873 2.089 1.728 83 9 163 151 25 20 PB g 16 23 35 30 7 19 106 22 24 56 95 88 80 97 89 87 16 25 48 66 58 23 23 25 29 19 16 19 20 38 13 16.6 0.8 0.528 2.470 1. seco Milho. média Milho. folha. silagem Milho+capim-elefante.589 0.645 1.6 0.777 0.323 2.8 2.548 2.3 1. 25% MS Milho.2 9. pé inteiro.746 1.455 0.2 2.6 3.188 2.7 2.7 0.3 0. raiz seca.9 1.682 0.6 0.4 0.904 0.9 0.2 0.9 1. grão com sabugo Milho.2 13 28 17 28 36 31 31 5 9 9 16 4 6 8 10 8 7 6 6 8 2 85 11 58 . silagem Milho+feijão miúdo.0 6. parte aérea.282 Mandioca.3 0.262 1.0 0.8 0. restolho Milho.7 Ca g 0. raiz Mandioca. 30% MS Milho. silagem.4 3.388 2. silagem Mandioca.2 1. casca Milho.6 2.ramos secundários f. raiz seca.087 0.424 0.6 0.0 11.4 1.

cama (chão) Poedeiras.5 97 3. massa. grão Soja. grão Soja verde.4 2.2 25. casca Soja.9 8 0.7 10 1. média Sorgo forrageiro.309 1.7 2. grão+casca Soja.5 5 0. silagem 824 19. resíduo.911 2.7 1.530 2.2 17 0.0 179 114.392 2.544 1. vagem seca vazia Sorgo forrageiro verde.2 613 54.7 327.598 2. seco Quicúio verde.7 1.0 71 9.495 1.4 13 0.2 10 1.1 8. panícula Sorgo. grão Sorgo. quebradinho Soja.521 1.492 0. farinha Nome do alimento 760 97 990 897 60 914 343 560 165 920 10 MS g 909 828 933 922 228 308 831 880 244 245 898 891 885 882 911 921 67 822 875 877 908 889 913 875 215 276 873 892 572 854 297 581 2.0 111 0. farinha Painço.4 255 5.645 0.4 51 1.8 55 0.812 1.0 15 0.3 6 2. cama (gaiolas) Poedeiras.4 27 4.1 428 2. farelo solvente Soja.0 47 3.2 21 5.592 1.3 41 1.179 0. palha Soja.166 2.Nabo forrageiro.0 36 1.278 2.314 1. pé com grãos Soja perene verde Soja.9 PB g Ca g 88 3.5 3 3. pé integral.428 1.0 8 19 10 9 44 GB g 20 5 19 14 4 9 FB FDN NDT EM g g g Mcal 6 164 97 82 59 136 88 200 341 75 54 81 324 206 67 379 46 48 9 454 16 331 89 412 103 301 70 87 23 69 88 28 84 640 362 411 584 125 164 343 551 151 144 477 442 704 387 921 966 49 240 778 323 588 385 716 455 129 147 805 690 414 568 169 2.0 68 5.5 31 2.485 2.3 1 0.9 39 3.867 2.7 209 5.7 190 11.0 3. farinha Poedeiras.053 0. seco Soja.329 3.638 1. feno. primavera Quicúio verde.3 73 54 2.991 0.7 356 2.466 0. grão tostado Soja.611 Penas.2 17.126 1.6 151 5.9 26 0.6 23 2.4 41 3.399 3. pré-florescimento Soja. casca+vagens+talos Soja.3 1.5 136 75.1 21 0.590 1.451 0. feno Sincho.097 6.8 78 0.7 19 2.9 69 0.1 P g 10.546 0.2 212 2.725 1. raiz Ostra.5 100 0.0 0.3 37 3.2 137 9.5 10 59 .9 13 0. resíduo de indústria Soja.111 0.1 209 0. resíduo de limpeza Sorgo.4 47 259 1. resíduo de indústria Soja.0 127 5.1 266 25. esterco.7 28.497 2.241 1.5 15 0. feno Papuã+feijão miúdo.1 0. feno Peixe. silagem Sorgo. verão Setária. pasta. grão com espiga Sorgo.1 378 1. resíduo da cultura Soja.102 672 453 353 580 2.7 180 0. grão Papuã.

0 1.1 3.468 2.1 2.448 17 97 10 52 55 41 PB g 30 36 140 25 41 121 122 181 121 13 39 160 46 119 25 2632 47 49 103 81 0.4 1.3 5 25 29 8 8 GB g 8 8 20 FB FDN NDT EM g g g Mcal 49 33 225 40 22 270 85 100 3 38 370 55 55 25 186 101 162 395 31 112 254 437 90 77 532 671 617 808 787 406 682 161 786 10 185 256 187 282 0.5 0.622 0.020 Trevo encarnado verde Trevo vermelho verde Trevo vermelho.6 0.3 0.655 0.0 2. grão Trigo.8 7.5 0. farinha Trigo.1 0.4 4.427 2.845 1.278 1.464 0. bagaço Trevo branco verde Trevo branco (Ladino) verde Nome do alimento 213 67 875 184 184 74 211 70 263 100 166 25 MS g 176 280 776 200 160 889 810 897 877 895 926 880 220 879 301 940 376 459 881 385 135 693 80 172 181 124 0.1 0.923 2.7 0.677 1.581 0.3 0.5 1.923 2. palha Trigo.7 P g 0.325 0.4 0. farelo Trigo.4 0. silagem Tomate. grãos com casca Trigo.2 11.504 0.582 2.4 1.291 0.924 0.7 1.9 0.8 4.842 4478 0.8 3.3 1.918 1. triguilho. bagaço Uva.3 2.4 2. feno. grãos leitosos Uréia Uva. silagem.8 9.2 0.7 22 33 77 38 60 .8 2.3 4.1 Ca g 2. floração Trevo vesiculoso verde.488 2.6 0.9 0. vegetativo Trevo. feno Trevo vesiculoso verde.7 4. grão Teosinto.232 2. bagaço.1 1. grão Triticale. semente Uva-do-japão.667 0.7 0.5 1.Teosinto verde Teosinto.4 1.3 3. média Trigo mourisco. grãos Triticale verde Triticale. fruto 21 27 42 19 19 15 27 16 3.4 1.405 0. ensilado Uva.0 0.

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