Como Elaborar um Plano de Negócios

:

O SEU GUIA PARA UM PROJECTO DE SUCESSO

Como Elaborar um Plano de Negócios
Ao pensar em procurar um parceiro de Capital de Risco, um empreendedor necessita de estruturar a sua ideia, de uma forma clara, atraente e rigorosa. Para cada potencial empreendedor, a sua ideia parece-lhe - e bem! - a melhor e a mais prioritária de todas. No entanto, é importante começar por notar que para eventuais investidores e nomeadamente para as Sociedades de Capital de Risco, ela aparecerá inicialmente como “apenas mais uma” entre centenas de ideias e sugestões que recebem. É portanto essencial que a ideia e/ou projecto seja bem definida e bem apresentada, de forma a poder ultrapassar todas as fases típicas de análise e apreciação e receber uma apreciação final baseada no seu real potencial. O processo e formato tradicional para garantir este fim passa pela elaboração do que normalmente se designa por um Plano de Negócios. Existem inúmeras fontes e análises sobre estudos de avaliação de empresas, planeamentos estratégicos, modelização financeira, etc. Não pretendemos aqui descrever um manual teórico de elaboração de Planos de Negócios, sumarizar todos eles nem defender uma aproximação específica sobre outras. Pretendemos, com este documento, providenciar a informação relevante para que um empreendedor possa estruturar um Plano de Negócios claro e eficaz, incorporando as tendências e técnicas mais usadas e mais respeitadas nos processos de avaliação mas de uma forma simples e acessível a todos. O processo é fácil, se bem organizado. Atreva-se!

O que é um Plano de Negócios?
Um Plano de Negócios é um Plano base, essencial para a estruturação e defesa de uma nova ideia de negócios. Deve ser um Plano que se foque nas linhas essenciais do projecto, que defina a alocação dos vários tipos de recursos, que esteja concebido para concretizar a ideia que se pretende implementar e para solucionar os problemas que inevitavelmente aparecerão. Infelizmente, a maioria das pessoas pensa num Plano de Negócios unicamente quando inicia um negócio ou quando se candidata a um financiamento. No entanto, eles também são vitais para gerir o negócio, quer este necessite, ou não, de algum tipo de empréstimo ou financiamento. Os negócios necessitam de planos que optimizem o seu crescimento e desenvolvimento, de acordo com as prioridades. Um Plano de Negócios deverá incluir um sumário, um objectivo, a identificação dos factores-chave para o projecto ser bem sucedido e análises de mercado e análises financeiras que sustentem devidamente a ideia que se pretende desenvolver. Descreveremos, mais à frente, a estrutura recomendada, mas começamos por salientar algumas ideias fundamentais.

O que faz um Bom Plano?
É o tamanho do mesmo? A informação que cobre? A forma como está escrito ou a excelência da sua estratégia?

1

Como elaborar um plano de negócios
Não. Um Plano de Negócios é uma parte de um processo mais vasto - a implementação da sua ideia! O ideal é ver um plano como uma parte essencial de todo um processo de criação de valor, porque mesmo o melhor dos planos é desperdiçado se ninguém o seguir e implementar. Existem algumas qualidades num plano que fazem com que seja mais provável que este possa trazer resultados:

Simples Plano Objectivo Realista Completo Acções Resultados

Afinação

Um dos primeiros erros a evitar é fazer um Plano só para apresentação de uma proposta ou candidatura. O Plano deve ser pensado, desde o início, como o documento que traduz a estratégia que queremos implementar e que será a base da vida da Empresa nos primeiros tempos da sua existência. Um Plano de Negócios será difícil de avaliar e/ou implementar a menos que seja Simples, Objectivo, Realista e Completo. Mesmo que seja todas estas coisas, um bom plano precisará sempre de alguém que o supervisione e/ou implemente. O plano depende dos empreendedores e das suas equipas, particularmente durante o processo de compromisso e lançamento, e durante a implementação que se irá seguir. O sucesso da implementação começará, assim, com um bom plano. Existem elementos que tornam mais provável que o plano seja bem sucedido. Algumas pistas essenciais para a construção de um bom plano incluem:

1. 2. 3. 4.

O plano é simples? É de fácil entendimento e execução? Transmite os seus conteúdos de forma fácil e prática? O plano é objectivo? Os seus objectivos são concretos e mensuráveis? Inclui acções específicas e actividades, cada uma delas com datas limite, pessoas responsáveis e orçamentos detalhados? Inclui um modelo financeiro sólido e bem fundamentado? O plano é realista? Inclui todos os elementos necessários?

2

Tenha presente. Só depois deverá avançar para as componentes da implementação e/ou apresentação. Estabelecer o valor do negócio em caso de venda ou para efeitos legais. anuais. “Não posso fazer planos. Avaliar uma nova linha de produto. nunca poderá encontrar o apoio de Investidores e entidades externas se não tiver desenvolvido o Plano de Negócios. Os principais tipos de Planos de Negócios Os planos de negócios são também. 3 . e a forma como o conseguir. planos de expansão. planos operacionais. É verdade que ele é vital para tudo isto. 4. estou demasiado ocupado em conseguir ter as coisas feitas”. Todos eles são planos de negócios. maior necessidade terá de um plano. mas serve para muito mais. fatal. É a melhor maneira de estruturar o seu projecto e poder controlar os seus desvios durante a execução. detalharemos estes pontos para que possa transformá-los no seu Plano de Negócios. 2. candidatar-se a um empréstimo ou para encontrar investidores. como por exemplo: 1. Esta aproximação é um erro. por vezes. a aplicação que pretende dar ao Plano. Suporte à identificação e discussão de financiamentos. o mais vulgar é que não exista qualquer plano escrito. 3. chamados de planos estratégicos. Invista o tempo necessário para o fazer e validar. normalmente. planos de investimento. Como usar um Plano de Negócios A maioria das pessoas pensa num plano de negócios como algo necessário para começar uma empresa. Preparar um Plano de Negócios é uma forma lógica e organizada de olhar para todos os aspectos mais importantes de uma ideia de negócio. desde o início. A maioria dos empreendedores só faz um Plano de Negócios quando é obrigado a fazê-lo. de crescimento. planos de produto. promoção ou crescimento.Como elaborar um plano de negócios Ao longo desta apresentação. internos. Além disso. Quanto mais ocupado estiver ou espere vir a estar. “Não tenho tempo para fazer um plano”. planos de custo e muitos outros nomes. A menos que um banco ou um potencial investidor queira olhar para um plano de negócios. Definir e fixar objectivos. Sem tempo para fazer um Plano? Um mal entendido comum e. Um plano de negócios feito agora pode poupar tempo e stress e muitos problemas mais tarde.

ou seja.. recomenda-se que o Plano seja estruturado de forma incremental.Como elaborar um plano de negócios Em cada uma das diferentes variedades de planos de negócios. poderá não conter os detalhes financeiros de toda a empresa. Dado que se trata de um Plano para suportar uma ideia ou negócio não existente. a equipa de gestão e a análise financeira. ou seja: Explicando e analisando a nova ideia/produto como um negócio autónomo. A fundamentação técnica da ideia. com as respectivas Demonstrações Financeiras. o conjunto de Demonstrações Financeiras que se fariam para um Start-up Plan . que não seja para enviar a bancos ou a investidores. o plano retrata a situação específica que pretende traduzir e terá maior ênfase em algumas das suas componentes. para demonstração da experiência concreta da Gestão da mesma e dos fundamentos operacionais de suporte ao novo projecto. Os tipos mais comuns de Planos de Negócios que encontrará são: O plano de negócios mais corrente é um Plano Inicial (“Start-up Plan” ou “Early Stage Plan”). que irá definir as linhas gerais de uma nova ideia de negócio. bem como um plano de apresentação do novo projecto/ideia para novos investidores. no mínimo. o mercado. o balanço. Estes planos podem ou não ser planos internos. um Plano de Expansão que requeira novos investimentos deverá incluir uma descrição exaustiva da empresa e o background da equipa de gestão. Um plano interno. Neste caso. Por exemplo. alguns outros quadros que ilustraremos mais à frente. A análise financeira. algumas componentes são especialmente importantes: A fundamentação da ideia/Projecto. usado para estabelecer as linhas de crescimento ou expansão com recurso à própria empresa. no caso de produtos. estratégia de implementação. mas deverá conter. Assumindo todos os proveitos e custos específicos da nova área. Um Plano de Crescimento ou Plano de Expansão ( ou ainda um plano de um novo produto “ Later Stage Plan” ) focar-se-á numa área específica de negócio ou num negócio secundário. dependendo se são ou não dirigidos para a procura de novos financiamentos. se está a desenvolver um plano apenas para uso interno. provavelmente. o produto ou serviço para o qual está vocacionado. O plano começa com o sumário executivo e termina com os anexos apresentando os vários tipos de informação que você considere necessária para sustentar adequadamente o seu projecto. orientados à nova ideia/produto. as projecções de cash-flow e. no mínimo. No entanto. sem deixar que a análise seja “contaminada” pela realidade da empresa antes do lançamento do novo produto. A fundamentação da experiência passada da Empresa e Equipa é crucial. A credibilidade e experiência da equipa ao nível técnico e de gestão. incluirá uma projecção de vendas. uma demonstração de resultados. eventuais exportações. porque acreditamos que a ideia terá sucesso. face ao mercado subjacente. Ele contemplará tópicos tais como o tipo de empresa. etc. 4 . poderá não precisar de nele incluir todos os pequenos detalhes que você mesmo já conhece.

um Plano de Viabilização de uma Empresa . etc. ou seja. Um bom plano de negócios inclui 10 “partes” de implementação por cada “parte” de estratégia. definir responsabilidades e datas limite para gerir o seu negócio. Uma visão clara das razões que originam os problemas existentes .embora possa incluir o lançamento de novas ideias/produtos . que assumirão um papel importante em diferentes fases de vida ou em diferentes níveis da Empresa e que descrevemos brevemente: Um Plano Estratégico é também. Plano de Marketing. As competências e experiência da equipa de gestão envolvida no mercado em causa e em processos de viabilização anteriores. o seu propósito. um plano interno.Como elaborar um plano de negócios Um Plano de Reestruturação (ou “Turnaround-Plan”) é também um Plano de Negócio que inclui um sumário. bancos ou terceiros. No entanto. mais do que em datas detalhadas e responsabilidades específicas. e pode também ser chamado de plano interno ou plano anual. em função da especificidade de cada negócio. Plano de Qualidade. normalmente. datas. sendo no entanto. tipicamente. Um Plano de Implementação bastante mais detalhado e concreto. “deadlines” e responsabilidades das equipas e dos gerentes.deverá estar mais focado em outras componentes desse mesmo exercício: Os constrangimentos concretos da empresa na sua fase actual. Normalmente. dado que se destina a transformar activamente uma realidade existente e que se assume bem conhecida. Os Planos Internos não são dirigidos a investidores exteriores. Devem. Podem não incluir descrições detalhadas da companhia ou da equipa de gestão. Uma ideia clara quanto à forma de reformular o Plano de Financiamento da Empresa. deverá estar prevista a realização de acções de controlo periódicas de revisão e correcção de situações. incluir tópicos específicos e planos de acção dirigidos à área a que reportam . as chaves para o seu sucesso e uma estrutura muito semelhante aos anteriores e que descreveremos mais à frente. Use um plano de negócios para estabelecer objectivos concretos. Decorrerá. normalmente. será mais detalhado no que diz respeito à implementação de objectivos. Um Plano Operacional é. um plano interno. Além destes 3 tipos base de Planos de Negócios existirão variações ou sub-conjuntos dos mesmos. 5 .Exemplos: Plano de Lançamento de um Produto. deverá incluir todos os fundamentos de um Plano global. isso sim. Alguns factores-chave para elaborar melhores Planos de Negócios Os bons planos de negócios são práticos e orientados a objectivos. mais focado nas decisões de alto nível e estabelecendo as principais prioridades. Poderá incluir detalhes e definições de ordem técnica.internas ou externas. da afinação e detalhe da Visão definida e aprovada no Plano de Negócios. Como parte de qualquer plano de implementação de suporte ao Plano de Negócios. Podem também não incluir projecções financeiras detalhadas que se traduzam em previsões ou orçamentos.

Os concorrentes irão responder de forma racional à entrada do nosso produto no mercado. O distribuidor ficará orgulhoso por ter o nosso produto em stock. se for verdade. Seremos capazes de desenvolver o nosso produto / serviço dentro do prazo e orçamento estabelecido. Evite “lugares-comuns” e frases típicas. as pessoas deixavam-se impressionar favoravelmente por planos extensos. porque nós pensamos que é um bom produto. Não teremos qualquer dificuldade em contratar o pessoal que precisamos. Alguns erros fundamentais a não repetir Os planos de negócios são. nem investidores nem analistas de Sociedades de Capital de Risco. Os investidores irão avaliar o seu projecto e convém que não sejam distraídos por informação não essencial. Nem banqueiros. por norma. Apresentam-se a seguir alguns erros de raciocínio e/ou pressupostos que não devem ser assumidos. Seja conciso e objectivo. Os nossos clientes não correm qualquer risco quando compram o nossos produto / serviço. Os nossos clientes vão comprar o nosso produto / serviço porque ele é tecnicamente superior. que levam frequentemente a erros de avaliação que podem conduzir ao insucesso completo da iniciativa. Há anos atrás. sem uma devida análise e sustentação por factos: O nossos clientes vão comprar o nosso produto / serviço. o que não acontece quando o compram a outro fornecedor. O produto / serviço vende-se por ele mesmo. Nos dias de hoje. neste âmbito. mas a inclusão de análises mais detalhadas deverá estar em anexos. Existem. Toda a organização irá apoiar a nossa estratégia e vai dar-nos o apoio necessário. Apesar de o plano de negócios ser um instrumento de venda da imagem da empresa. não deve nunca ser irrealista sob o risco de se tornar ineficaz.Como elaborar um plano de negócios Os principais “senão” de um Plano de Negócios Não use um plano de negócios como forma de mostrar o quanto você sabe do seu próprio negócio. Os nossos clientes concordam connosco acerca da excelência do nosso produto / serviço. A fundamentação do conhecimento do mercado e da própria ideia deverá ser clara e concisa nos capítulos adequados do Plano. ninguém se mostra interessado se o plano de negócios tem mais de 50 páginas ou se não tem um sumário com um máximo de 4 ou 5. Vamos conseguir ter sempre o preço mais baixo. Ninguém lê “testamentos”. alguns erros básicos comuns. Isso será óbvio nas discussões detalhadas. demasiado optimistas e os seus autores tendem a ser demasiado crédulos. 6 .

algumas vezes 40. Estará escrito de forma a que suporte um escrutínio legal como parte duma proposta de investimento. um plano adequado terá entre 20 e 50 páginas. incluindo-se aí os detalhes financeiros apresentados nos apêndices. não contando com os gráficos de apresentação de localizações. e não contando também com as páginas dos apêndices das projecções financeiras mensais. não use gráficos supérfluos que não sejam relevantes para a matéria em questão. Um bom plano de negócios deve dar ao seu leitor uma boa ideia geral dos seus principais conteúdos. Alguns dos mais práticos planos para uso interno podem apenas conter 5 ou 10 páginas. Planos de negócios para grandes empresas podem conter centenas de páginas. Incluirá descrições da companhia e da equipa de gestão. porque isso não tornará o plano melhor. Deverá acrescentar também as principais demonstrações financeiras do negócio no corpo principal do plano. ilustrações úteis sobre localizações.de fácil leitura. Necessitará de um bom sumário executivo que se sustenha por si próprio. para serem apresentadas a terceiros. a maior parte dos planos iniciais e planos de expansão desenvolvidos para apresentações a nível exterior contêm normalmente entre 20 a 40 páginas de texto . texto bem espaçado. A forma deverá focar o conteúdo e não o contrário.. um plano a 30 páginas. a limitação do número de páginas conduz alguns concorrentes a opções muito negativas. Um texto denso de 20 páginas e sem gráficos é tão longo quanto um plano de 35 páginas entrecortado de pontos chave. planos. menus. etc. raramente 50. Os pontos principais devem aparecer com tanta frequência como aparecem numa apresentação oral. resumos dos chefes de equipa. etc. Diríamos que. Infelizmente. Muitos concursos ou entidades limitam. Um plano será mais ou menos extenso consoante a sua natureza e propósito. Use fotografias e desenhos para mostrar localizações. Use gráficos para ilustrar números. assim aumentará o entendimento da leitura. por norma. Concretamente. produtos. espaços em branco e ilustrações fazem uma grande diferença. desenhos. em situações normais. 7 . No entanto. Infelizmente. a maioria das pessoas continua a usar o número de páginas como unidade de medida. de grande importância. A formatação.Como elaborar um plano de negócios Que dimensão deve ter um Plano de Negócios O número de páginas não é uma boa unidade de medida. exemplos de menus. Um plano deverá ser medido pela sua facilidade de leitura e espírito de síntese. e mapas de negócio que ilustrem projecções importantes. Terá entre 20 e 30 páginas de texto. Nunca encurte um plano se isso implicar tirar gráficos que são úteis. desenhos ou plantas. Os sumários são. também. Os detalhes financeiros são normalmente apresentados em apêndices. com marcações. mesmo após uma breve leitura em diagonal de não mais de 15 minutos. ilustrado com gráficos e pequenos quadros financeiros. sublinhados. Inclui pesquisa detalhada. uma vez que procuram incluir toda a informação em páginas muito densas escritas com letras muito pequenas. acabando por fazer os planos piores e não melhores. fotos de produtos e outras ilustrações tanto quanto possível. O número de páginas importa menos do que a necessária facilidade de leitura.

Se o sumário executivo não for claro. Existe um perigo real de que o sumário executivo venha a falhar a sua missão. Por isso. que será mais detalhada nos capítulos seguintes. é crucial o esforço extra de verificar que este se encontra completo e claro. não se dispõe a correr riscos potenciando situações duvidosas. existem inúmeras obras e textos disponíveis sobre a elaboração de Planos de Negócios e recomendamos a leitura de algumas destas obras para aumentar a profundidade deste exercício. 3. É normal ser preparado depois de um lento e laborioso trabalho de elaboração do restante relatório. Gestão e controlo do negócio. 8. 1. Estrutura base de um Plano de Negócios 1. pode desencorajar os analistas de rever o plano completo. A maioria dos financiadores recebe muito mais pedidos de financiamento do que aqueles em que pode investir. 9. Pode parecer que é uma coisa simples de ser escrita em uma ou duas páginas. 7. e por isso. O histórico da Companhia e/ou dos promotores. dado que ele é. O mercado subjacente.Como elaborar um plano de negócios A CRIAÇÃO DO SEU PLANO DE NEGÓCIOS Como referimos no início. não deverá assumir que os potenciais financiadores estarão dispostos a percorrer todo o relatório em busca de informações que considerem vitais. e que. 4. 6. Sumário Executivo Este é o capítulo mais importante de um plano de negócios. O sumário executivo é a primeira coisa a ser lida pelos potenciais investidores. Será de grande utilidade que ele seja revisto por alguém que seja neutro e que goze da confiança de quem o elaborou. No entanto. é possível sistematizar os passos essenciais para a sua elaboração e é esse caminho que lhe mostramos aqui. deverá estar contida a mensagem mais poderosa e persuasiva de todo o documento. Sumário executivo. Projecções Financeiras. O Projecto/ Produto/ Ideia Estratégia Comercial. Quem o escreve está confiante de que contemplou todos os aspectos mais importantes do trabalho. mesmo que alguma coisa falhe no sumário executivo. 2. No entanto. a informação se encontrará em alguma das restantes partes do plano. 8 . nas poucas páginas do sumário executivo. Acima de tudo. Investimento necessário. invariavelmente. A nova ideia e o seu posicionamento no mercado. o último capítulo a ser elaborado. pelo que é compreensível que exista a tendência de o acabar o mais rapidamente possível. Deve sumarizar em não mais de 500 palavras toda a apresentação. dever-se-á ter presente que. 5.

assim como dar aos empregados e parceiros uma noção clara do que é a empresa. se sim. melhorando os seus objectivos de longo prazo e explicitando como o seu desempenho deve ser dirigido por forma a alcançar esses mesmos objectivos. Para além do nome. O Histórico da Companhia e/ou dos seus Promotores O histórico da companhia ou a experiência empresarial do empreendedor. 9 . O principal objectivo desta declaração é dar resposta à seguinte questão: “Porque é que a companhia existe?”. bem impresso e ter um formato de fácil leitura. Deverá ainda ser dada cuidadosa atenção para evitar erros de gramática e dispensáveis erros de escrita. É o ponto de partida para a definição dos objectivos fundamentais da companhia. humanos e financeiros que são necessários? Qual o prazo previsto para começar a apresentar lucros? Quais são os pontos fortes e fracos do projecto? Quais as suas referências e a sua experiência relevante para o projecto concreto? 2. devem ser apresentados. formato legal. Só os números mais importantes deverão ser usados para tornar a situação o mais forte que seja possível. Pontos essenciais a focar no Sumário Executivo: Qual é o nome do negócio e a sua área de actividade? Qual a missão? Qual é o âmbito do negócio e o mercado potencial para os seus produtos? Porque constitui uma proposta inovadora e vencedora? Quais os recursos. expressando os propósitos fundamentais da gestão no seu conjunto. etc.Como elaborar um plano de negócios O documento deverá ser bem apresentado. fornecendo linhas gerais de desenvolvimento. porque é que se decidiu criar uma. uma companhia define-se essencialmente pela sua Missão de Negócio. É uma empresa nova ou não e. De que forma é que a experiência passada dos empresários pode contribuir para o sucesso do projecto? Têm experiência de gestão? Conhecem em profundidade a área de negócio? Quais são os pontos fortes e os pontos fracos do projecto na óptica dos seus promotores? A Missão A missão é uma declaração global que define os objectivos gerais da companhia. Os pontos mais importantes a salientar são: Como é que o projecto surgiu e como é que foi introduzido na companhia. uma vez que estes tendem a ter um efeito negativo desproporcionado.

As fases típicas podem ser sumarizadas como se segue: 1. 3. tipos de clientes e de competidores. A acrescentar ao tamanho global do mercado. Quantos clientes existem e qual a sua influência no mercado? O tamanho do mercado ou o consumo anual do produto será definido em termos do âmbito do projecto em consideração. estádio de desenvolvimento. Existe um padrão natural de evolução para a maior parte dos mercados e o estádio do ciclo em que o mercado se encontrar irá afectar significativamente a estratégia de negócio que deve ser adoptada.Como elaborar um plano de negócios 3. é importante ter claro o estádio de desenvolvimento do mesmo. alternativamente. O tamanho do mercado pode ser avaliado pelo nível do consumo do produto numa dada cidade. Embrionário Crescimento Maturidade Declínio O ciclo de vida típico de um produto vendas Desenvolvimento Crescimento Maturidade Declínio tempo 10 . O Mercado Subjacente O mercado é a “arena” onde os planos da empresa irão ser levados a cabo. grupo de países ou no mundo inteiro ou. país. 4. É muito importante definir o mercado para o novo produto em termos de dimensão. em segmentos bem definidos de clientes com determinadas características. 2.

um dos factores mais fundamentais para os potenciais investidores. Os recursos físicos e de produção necessários. A informação fornecida deverá incluir um sumário dos mais recentes resultados comerciais (para casos de expansão).Como elaborar um plano de negócios Para ter dados mais concretos. envolva Empresas de Estudos e Análise de Mercado e faça análises específicas para este caso. A análise do mercado subjacente é essencial para dois efeitos: Fundamentar a viabilidade base da ideia/produto em causa. Peça às Entidades Financeiras com que trabalha para lhe fornecerem informação pública sobre esse mercado e as Empresas que nele se movimentam. possível basear a credibilidade e solidez no histórico da empresa. A capacidade de gestão do negócio dos promotores. Se estamos a falar de um Start-up Plan não é. A Nova Ideia e o seu Posicionamento no Mercado Esta é uma apresentação sumária do negócio proposto e dos executivos que estão a fazer a candidatura ao financiamento. indique-as garantindo que obtém antecipadamente a autorização para tal. Qualquer parceiro/financiador tem de avaliar primordialmente três aspectos não financeiros da sua ideia: O produto/serviço e o seu mercado. Neste caso. 11 . fazendo-os crer que este é um negócio financeiramente sustentável e que os executivos possuem as necessárias qualificações empresariais e de gestão. na sua capacidade para assumir os riscos decorrentes daquilo a que se propõem e para a implementação dos planos definidos. sempre que possível. em dados de mercado criados por entidades credíveis. obviamente. será necessário colocar o ênfase no percurso dos seus sócios fundadores. Traduzir o conhecimento específico dos promotores sobre o mesmo. Se a dimensão do projecto o justificar. procure as associações empresariais e outras que analisam e acompanham os mercados relevantes para a sua ideia/produto. o estatuto legal do negócio previsto ou existente. Procure publicações especializadas. Garanta que a fundamentação que apresenta é sustentada em factos e. Se puder usar referências pessoais relevantes. O objectivo é dar confiança aos potenciais financiadores. um organigrama e a biografia dos executivos realçando as experiências mais relevantes para o projecto em avaliação e os objectivos da empresa. o avaliador tentará perceber se a equipa terá capacidade para transformar a nova ideia em vendas que possam gerar a margem prevista. 4. Essencialmente.

em particular. Se não lhe for dado amor nos bons e maus momentos não será possível obter o resultado desejado. e como deverá cada um agir nesse contexto. 12 . nesta secção. etc. o papel previsto. Motivação e objectivos dos intervenientes no processo O desenvolvimento de um projecto é com frequência comparado ao nascimento e crescimento de uma criança. da possibilidade de ser independente (não ter de responder a um patrão). Como exercício de reflexão. e considerado como tempo efectivo a soma dos dois. A ênfase deverá ser dada ao produto/serviço. só tem um activo: as pessoas que o promovem e a sua motivação e força de vontade. para que estes factos possam ser traduzidos nas projecções financeiras. O Projecto / Produto / Ideia Resumo do projecto e sumário das actividades a serem desenvolvidas Esta secção deve descrever duma forma curta mas completa o estádio de desenvolvimento do projecto. o tempo que deseja atribuir-lhe. deixe claros.a chamada margem de risco de implementação. bem como a uma descrição exacta do processo produtivo. com e sem constrangimentos. Normalmente. é a complementaridade das várias motivações dos empreendedores que acaba por sobressair ao longo do tempo e permitir o sucesso do mesmo. da possibilidade de ganhar mais dinheiro e de considerações pessoais de vária ordem como sejam da possibilidade de ser útil. Reserve sempre algum tempo e esforço adicional (20% do total) para problemas e desvios não previstos . e apesar de poder não ser explícito no plano de negócios. Os factores de motivação variam muito e podem resultar de afinidades com o projecto. por cada actividade. quando um projecto começa. Por outro lado. sobretudo dos principais objectivos já atingidos. todas as acções necessárias. do conhecimento de mercado. incluindo temas como patentes e/ou licenças. etc. Este último item é de crucial importância. são variáveis importantes para o sucesso do mesmo. levando a que se subestimem os custos envolvidos e/ou o tempo de desenvolvimento. Normalmente. Para minimizar problemas futuros. Todas as actividades necessárias ao lançamento do produto devem estar descritas e. os níveis de envolvimento efectivos de cada um dos promotores. definir os possíveis constrangimentos. será aconselhável para cada actividade ou acção estabelecer os intervenientes de quem estes dependem (no caso de recursos externos). uma vez que esta é uma das áreas onde os intervenientes tendem a ser demasiado optimistas.Como elaborar um plano de negócios 5. A motivação com que cada interveniente enfrenta o projecto e. deve ser considerado o tempo alocado a cada actividade. da possibilidade de criar empregos. É essencial ser realista e ter em conta todas as possíveis dificuldades. da experiência profissional.

se o fornecedor de determinado material é fundamental para a empresa garantir o prazo de entrega ao cliente. Em termos de Marketing. a invenção do polietileno). em duas classes básicas: Market pull Product push O tipo de produto “Market Pull” é definido como tendo sido concebido em resultado de uma necessidade de mercado identificada e não satisfeita. com materiais. o produto push provém de um trabalho de pesquisa da empresa ou do departamento de R&D enquanto processo de inovação (p. Esta preocupação é transversal ao Star Up Plan. A reflexão sobre os pontos críticos permitirá antecipar as acções necessárias e os recursos que deverão ser mobilizados. máquinas. a análise dos pontos críticos deve permitir que os promotores se preparem. Later Stage Plan e Turnaround Plan. 13 . Por outro lado. os aspectos que podem condicionar o desenvolvimento do mesmo. muitas vezes. mesmo que não seja por escrito. Devem ser feitos todos os esforços para explicar a tecnologia envolvida em termos simples e para explicar a Proposta Única de Valor da invenção ou ideia. para planos de contingência (ou seja. Por exemplo. ex. Tipicamente. Deve-se tentar conseguir uma parceria com o fornecedor ou tentar encontrar uma lista de fornecedores alternativa que possam garantir o cumprimento dos prazos. de uma forma rudimentar. este processo deve estar detalhado em todas as componentes essenciais para o arranque e/ou lançamento do projecto. Esta secção deve responder a questões relacionadas com “o que é o produto ou serviço”.Como elaborar um plano de negócios Pontos críticos no desenvolvimento do projecto Devem ser. A Produção No caso de produtos que implicam a existência de um processo produtivo físico. como agir se surgirem situações inesperadas). O produto “Push” nasce em resultado de uma invenção ou do desenvolvimento para o qual se procura encontrar uma aplicação. depois. um produto é criado como resultado da combinação destas duas aproximações.. mencionados os aspectos críticos do desenvolvimento do projecto ou seja. a secção em que o promotor está mais à vontade e o leitor menos familiarizado. uma extensão de um produto existente ou. provavelmente. Qualquer um destes tipos de produto pode ter sucesso mas diz a experiência que a taxa de sucesso para os produtos do tipo pull é significativamente maior do que para os produtos do tipo push. Com frequência. O Produto / Serviço Esta é. de forma a minimizar os riscos do projecto. etc. um desenvolvimento e separação de um negócio já estabelecido. os produtos podem ser divididos. isso torna-o diferente dos outros fornecedores. Este pode ser totalmente novo. num processo normalmente designado por spin-off. e “porque é que todos o vão comprar”. reduzindo o risco associado ao projecto.

Este é o valor a partir do qual devemos depois estabelecer o valor final com base em margens típicas de mercado ou análises de valor acrescentado percebido pelo Cliente. matéria prima e produto acabado. É possível reduzir o capital exigido através de sub-contratação de produção a outras empresas e através de instrumentos financeiros de aquisição/aluguer de certos tipos de equipamento e maquinaria. O desenho do processo de vendas (Marketing) deve ser iniciado assim que o desenho das componentes operacionais estiver completo e o preço definido. é normalmente possível determinar um preço com base no valor acrescentado que o produto irá oferecer ao seu consumidor. Se este é completamente novo. devem ser incluídas descrições técnicas relevantes e licenças/patentes. Em anexo ao plano de negócios e relativamente a esta secção. quando aplicável. No entanto. será ela armazenada ou comprada? Quais são os seus fornecedores? Que relações tem previstas com eles? Qual é o tempo de entrega após a ordem de compra? 6. dever-se-á demonstrar como a empresa pensa apresentá-la ao mercado. isto pode implicar riscos demasiado elevados que podem tornar o projecto não atractivo para os potenciais financiadores. marketing e distribuição do produto numa base unitária criamos o valor mínimo para o produto. e analisar se estas soluções poderão originar problemas na produção e no fornecimento de matéria prima quando a empresa começar a operar. estas estratégias devem ser ponderadas contra a necessidade de se conseguir um nível de produção suficientemente elevado e de qualidade. O plano deve identificar que mecanismos de controlo de produção estão previstos em áreas fundamentais como o nível de stocks. o que pode obrigar a financiamentos elevados. Será você a produzir o produto ou irá subcontratar esse trabalho? Qual é exactamente a maquinaria necessária e qual é o seu custo? Temos uma definição clara do processo produtivo? Quais são os custos de produção? Qual a quantidade de matéria prima que tem de ser adquirida. isto poderá causar algumas dificuldades. Todos os custos associados à produção têm de ser claramente reflectidos nas projecções do Plano de Negócios. 14 . No entanto. O primeiro passo essencial e óbvio é estabelecer um preço para o produto. Agregando todos os custos associados à produção. Estratégia Comercial Após termos definido claramente nas secções anteriores a Proposta Única de Valor do projecto. Para uma pequena empresa ou associação. de forma a produzir projecções de cash-flow fiáveis que resultam num plano sólido e adequado.Como elaborar um plano de negócios A produção pode implicar compromissos significativos com investimento de capital para espaço e equipamentos. por forma a satisfazer os clientes. Os potenciais investidores irão querer comprovar que foi conseguido um bom compromisso entre a contenção do capital necessário e as soluções escolhidas.

Recomendamos que nesta parte. descrevemos os conceitos e fundamentos base. não devem ser uma série de números caídos do céu como resultado de “boas intenções”. Projecções de Cash-flow e Rentabilidade serão o último elemento vital para a determinação da viabilidade e atractividade da sua ideia para parceiros e potenciais investidores. antecipando argumentos contra as resistências e as objecções. 15 ..Como elaborar um plano de negócios O Marketing é o processo no qual se identificam e quantificam as necessidades do cliente e se define uma estratégia clara para as satisfazer. A escolha dos canais que deverão ser explorados: directos como Vendedores.). formas de aconselhamento e a produção de meios publicitários adequados. envolvendo. Identificação das acções de Marketing relevantes. por forma a assegurar que são executadas as acções em causa. as forças de vendas a envolver. se possível. Esta é uma área que recebe sempre atenção especial dos potenciais financiadores durante a apreciação da candidatura e que será alvo de inúmeras análises e questões. A gestão e monitorização deste plano tem de ser efectiva. se possível. Montagem e Formação das Forças de Vendas. e que os resultados são devidamente alcançados. recorra ao apoio de alguém com formação nesta área. De qualquer maneira. de acordo com critérios de segmentação a definir caso a caso. As projecções têm necessariamente de ser suportadas pela informação descrita nos capítulos precedentes (dimensão do mercado. 7. Os conceitos fundamentais são os seguintes: Projecções de Vendas (Sales Forecast) As projecções de vendas são a base fundamental da componente quantitativa do seu plano de negócios. etc.. Deverá assim ser criado um plano que contemple as acções a desenvolver. A criação de segmentos de clientes alvo. Projecções Financeiras As projecções financeiras básicas: Vendas. de forma a permitir a elaboração adequada também desta componente do plano. forças e fraquezas dos concorrentes. profissionais com experiência nesta área. os distribuidores. Após definida a estratégia de Marketing. Desenvolvimento de uma Estratégia de Vendas eficaz. Os elementos essenciais deste tipo de estratégias incluem: A identificação de um leque suficientemente grande de potenciais clientes. segmentação de clientes. os agentes. Desenvolvimento dos elementos de Imagem e Comunicação. com a periodicidade certa. Canal Telefónico ou Lojas Próprias ou indirectos como alianças com parceiros de distribuição. estádio de desenvolvimento do mercado. necessidades dos clientes. deverão ser definidos e implementados os circuitos e canais de vendas que são a base do processo de comunicação com o potencial comprador.

consoante o sector de actividade. juros de empréstimos. níveis de venda para com os clientes chave. para cobrir os encargos relacionados com este ponto. É essencial contemplar no plano de negócios uma provisão de fundo de maneio suficiente. é possível calcular as projecções de cash-flow para o horizonte temporal do seu Plano de Negócios. especialmente para os casos de projectos de expansão ou viabilização. 60 ou 90 dias após a entrega da mercadoria. 16 . A projecção de cash-flow vai possibilitar o cruzamento entre entradas de fundos vindas das Vendas (Receitas) e as Despesas previsíveis: custos fixos como as rendas. ou custos variáveis como o custo de matérias primas. etc. A empresa precisa de ser capaz de financiar o custo da compra dos materiais necessários ao processo produtivo e eventuais tempos de armazenagem. como o volume de ordens de compra. ou seja.de uma forma simplificada . haverá ainda um desfasamento temporal típico entre a compra das matérias primas. a 30. Projecção de Break-Even (Break-Even Forecast) A última confirmação sobre a viabilidade de um negócio é dada pela demonstração do “break-even point”. quer em forma de capital próprio. histórico do crescimento do mercado dentro daquele sector de actividade. Alguns pontos fundamentais: O negócio tem ordens de compra confirmadas? Que pesquisa de mercado existe para suportar as projecções de vendas? Quais e quantos são os clientes que deverão fazer compras durante o primeiro ano? Preparou projecções de vendas para cada grupo principal de produtos? Preparou um sistema de actualização de projecções de vendas com intervalos regulares? Projecções de Cash Flow (Cash Flow Forecast) Uma vez preparadas as projecções de vendas. essencialmente uma estimativa da posição líquida de Tesouraria da Empresa numa base mensal. por exemplo. a venda e o recebimento dos clientes. Grande parte dos clientes espera poder pagar. Normalmente. quer em financiamentos bancários. salários. etc. criando desfasamentos entre as entradas e saídas de fundos. que ocorre . frequente acontecer que muitas empresas tenham cash-flow fortemente negativo apesar de ter um nível positivo de valor de vendas e mesmo de resultados. por isso.quando o valor das receitas é igual à soma dos custos fixos e dos custos variáveis. Alguns destes pagamentos ocorrerão numa base mensal. como as compras de materiais ou investimentos de capital nos edifícios e em equipamento. Isto acontece sobretudo no caso de empresas jovens.Como elaborar um plano de negócios Será também essencial acrescentar uma projecção consistente das actividades comerciais correntes da empresa necessárias para suportar as projecções de vendas. quando o investimento de capital e os custos associados ao início de actividade podem pesar significativamente em valores de Vendas ainda não muito elevados. enquanto outros terão intervalos mais irregulares. Estas serão. a produção. É. apesar das condições de pagamento dos seus clientes. quando começam a existir resultados operacionais positivos.

Como foi anteriormente mencionado. A decisão sobre se o custo da mão de obra é um custo fixo ou variável deve se feita consoante o tipo de negócio em questão. Em termos gerais. o trabalho pode ser avaliado numa base de “freelance” ou de subcontratação. que lhe permitirá elaborar toda a componente financeira de um Plano de Negócios padrão. você disponha de toda a informação necessária para a elaboração do seu Plano de Negócios. que não são afectados por mudanças de curto prazo do nível das vendas. por forma a que no fim do exercício. Exemplos disto são custos com materiais e energia. desenvolvemos um modelo base. Consegue-se isto pela repetição dos cálculos assumindo diferentes valores de Receitas e de custos directos e variáveis. É necessário calcular um número de cenários de break-even alternativos (os melhores e os piores). Em alguns casos. Incluem-se aqui rubricas como custos administrativos. por exemplo. Em outros casos. As projecções de resultados devem ser analisadas.que poderá encontrar em inúmeros manuais de análise financeira disponíveis em qualquer livraria . mais do que se concentrar em explicações teóricas mais elaboradas . rendas. quanto mais cedo o break-even é alcançado. obviamente. Os custos variáveis incluem pagamentos que variam tipicamente em proporção com o volume de vendas. testando a sensibilidade dos resultados da Empresa a variações dos factores básicos de produção. os promotores do negócio deverão também prestar uma forte atenção ao tipo de custos estruturais em que irão incorrer. e então não será possível diminuir ou aumentar os custos laborais em linha com as flutuações dos fluxos de vendas. Estas são as chamadas Análises de Sensibilidade. Outras variações devem ser experimentadas em função das variáveis base do negócio a fim de estabelecer as fronteiras a partir das quais o negócio deixa de ser viável. Um caminho alternativo poderia ser subcontratar a linha de montagem dos componentes. Como referimos no início. pelo efeito da redução do valor das vendas em 10% acompanhadas por um aumento de 10% no valor dos custos. mas o modelo aqui indicado será suficiente para o ajudar a começar e estabelecer uma excelente base para a discussão com potenciais parceiros. mais atractivo é o negócio para os potenciais financiadores. A elaboração desta componente. a empresa pode reter um tipo de força de trabalho com um elevado nível de especialização. mas o break-even seria conseguido muito mais cedo. taxas. 17 . pagamentos de juros de empréstimos.está definida por forma a permitir um preenchimento gradual da informação necessária. usar outros modelos. situação em que o custo variável dos componentes comprados será mais elevado que os custos fixos do primeiro caso. por forma a cumprir tarefas específicas. existem inúmeras fontes e combinações e poderá.Como elaborar um plano de negócios Os custos fixos provêm dos pagamentos regulares. A instalação de uma fábrica requer um investimento de capital significativo e é possível calcular quanto tempo será necessário para cobrir este investimento com o valor das vendas. Um modelo de aplicação prática para o ajudar Por forma a facilitar o seu trabalho.

no 1° folder denominado “Regras de Utilização”. apresentamos-lhe o processo que deverá seguir para obter os resultados pretendidos. comece por ir à zona relevante no “site” e fazer o “download” do modelo financeiro que lhe propomos. os valores que daí resultarem deverão obrigatoriamente ser linkados para a respectiva zona de input. 8. Em seguida. 4. com várias folhas. 17. As folhas comportam os seguintes quadros: 1. 3. Todos os quadros foram construídos contendo uma zona de input (a branco) em que o utilizador preenche os pressupostos relativos a cada um dos quadros e uma zona de cálculos e fórmulas pré preenchidas. 13. 7. eles poderão ser elaborados em cada uma das folhas. mas não entra em linha de conta com o histórico financeiro. Regras de Utilização Pressupostos Projecções de Vendas ou Volume de Negócios Mapa de Custo de Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas Fornecimento e Serviços Externos Custos com o Pessoal Investimentos Investimento em Fundo de Maneio necessário Financiamento Demonstração de Resultados (P&B) Mapa de Cash Flows Plano Financeiro Balanços Indicadores Económico-Financeiros Avaliação do Projecto Gráficos Base Cálculos Auxiliares As regras básicas para esta utilização estão descritas na própria worksheet. Arquitectura de construção dos quadros As demonstrações financeiras previsionais foram elaboradas em Excel. onde não deverá haver introdução de valores pelo utilizador. 16. Os valores que se encontrem em azul poderão ser alterados. respeitando as fórmulas que o quadro tem pré-definidas. 5. 2. 15. passamos a descrever as regras de preenchimento de cada um dos quadros referidos. 14. 6.Como elaborar um plano de negócios Para este efeito. Sempre que exista a necessidade de quadros auxiliares. 12. Em seguida. 10. no entanto. 9. 18 . mas dentro dos mesmos parâmetros. Este modelo é adequado para simular a criação de uma nova empresa ou para simular a realização de um novo investimento numa empresa já existente. numa lógica de Workbook. 11.

as quantidades previstas e o respectivo preço de venda unitário. deverá existir o maior conservadorismo possível.Como elaborar um plano de negócios 1. as taxas de juro e de actualização. 3. Os quadros estão preparados para gerar os cálculos agregados necessários. 2. Projecções de Vendas ou Volume de Negócios Este quadro é provavelmente o mais importante e em simultâneo o mais difícil de preencher. sugerimos uma consulta com o seu Banco. no caso de se tratar de vendas de mercadorias ou produtos. estão os pressupostos base e as regras previsionais como sejam as taxas de crescimento estimadas. É pedido ao utilizador que inclua as vendas e prestação de serviços. Regras de Utilização Apresentam os elementos básicos de preenchimento do modelo na própria worksheet. Trata-se do principal objectivo da empresa. entre outros. Em caso de dúvidas no preenchimento destes valores. Deixamos aqui um exemplo dos quadros em questão: 19 . que normalmente tem os valores mais usados no mercado. é a sua razão de existir. De notar que no ano 0. No caso de se tratar de uma empresa de prestação de serviços deverão ser estimados os valores globais previstos. decorrente do facto de estarmos perante o ano de arranque do projecto. prazo médio de pagamentos. para os anos do projecto. Pressupostos Neste quadro. divididas em segmentos e que introduza.

EXPORTAÇÕES TOTAL VENDAS IVA VENDAS 21% TOTAL PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS .00% 2008 3. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS .00% 2009 3.00% 2011 3.EXPORTAÇÕES TOTAL PRESTAÇÕES SERVIÇOS IVA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS TOTAL VOLUME DE NEGÓCIOS IVA TOTAL VOLUME DE NEGÓCIOS + IVA 21% 20 . Lda (valores em euros) VENDAS . colocar o valor das vendas na linha das "Quantidades Vendidas" e o valor 1 na linha do "Preço Unitário".MERCADO NACIONAL TOTAL PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS .MERCADO NACIONAL Serviço A Taxa de crescimento Serviço A Serviço B Taxa de crescimento Serviço B Serviço C Taxa de crescimento Serviço C Serviço D Taxa de crescimento Serviço D TOTAL 2006 2007 2008 2009 2010 2011 PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS .Como elaborar um plano de negócios Empresa: s Volume de negócios 2006 Taxa de variação dos preços 2007 3.EXPORTAÇÕES Serviço A Taxa de crescimento Serviço A Serviço B Taxa de crescimento Serviço B Serviço C Taxa de crescimento Serviço C Serviço D Taxa de crescimento Serviço D TOTAL TOTAL VENDAS .MERCADO NACIONAL TOTAL VENDAS .EXPORTAÇÃO Produto A * Quantidades vendidas Taxa de crescimento das unidades vendidas Preço Unitário Produto B * Quantidades vendidas Taxa de crescimento das unidades vendidas Preço Unitário TOTAL * Produtos / Familias de Produtos / Mercadorias 2006 2007 2008 2009 2010 2011 NOTA: Caso não tenha conhecimento das quantidades.MERCADO NACIONAL Produto A * Quantidades vendidas Taxa de crescimento das unidades vendidas Preço Unitário Produto B * Quantidades vendidas Taxa de crescimento das unidades vendidas Preço Unitário Produto C * Quantidades vendidas Taxa de crescimento das unidades vendidas Preço Unitário Produto D * Quantidades vendidas Taxa de crescimento das unidades vendidas Preço Unitário TOTAL 2006 2007 2008 2009 2010 2011 VENDAS .00% 2010 3.00% XPTO.

Para tal. que defina para cada uma das rubricas se se trata de um custo fixo. 5. Dentro destes. deverá ser referido o número de meses a considerar. é solicitado ao utilizador. Assim. existem duas categorias: aqueles que são estruturais e que não dependem da actividade da empresa (e que designamos de custos fixos) e os que são função da actividade da empresa (que designamos de custos variáveis).Como elaborar um plano de negócios 4. após a realização dos respectivos cálculos auxiliares. introduzir o valor do custo total. 21 . c) Caso não seja possível alcançar o nível do consumo de matéria-prima por produto. deverá ser incluída a taxa de incremento anual.Custo das Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas CMVMC Produto A Produto B Produto C Produto D TOTAL CMVMC IVA TOTAL CMVMC + IVA Margem Bruta 2006 2007 2008 2009 2010 2011 21% NOTA: Mapa construído caso a caso: a) Introduzir a Margem Bruta. Fornecimentos e Serviços Externos Este quadro expressa os fornecimentos e serviços prestados por entidades externas à empresa no âmbito da sua actividade normal. NOTA 2: Está disponível uma folha para cálculos auxiliares. nas colunas aplicáveis. de um custo variável ou de um custo com componentes mistas. na zona de input. Para o ano 0. Mapa de Custo de Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas Este quadro permite definir claramente as principais componentes de Custo de Produção do Projecto. deverá defini-lo em termos de valores percentuais. b) Efectuar os cálculos auxiliares considerados necessários para alcançar a o nível de matéria-prima por unidade produzida e introduzir manualmente os valores. Para os anos seguintes. quando conhecida e passível de ser utilizada e efectuar a respectiva fórmula de cálculo. (valores em euros) CMVMC . Contém mapas para cálculo do CMVMC de projectos industriais.

dado existirem taxas diferenciadas de Segurança Social. ou colocados os valores previstos para diversos sectores (ex: Sector Produção. deverá ser incluído a taxa de incremento anual. Para os anos seguintes. Para o ano 0.Como elaborar um plano de negócios Empresa: XPTO.00% 2010 12 3. higiene e conforto Vigilância e segurança Trabalhos especializados Outros forn. etc.00% 2011 12 3.Custos Fixos FSE . Ele está dividido entre Gerência/Administração e restante Pessoal. Poderão ser individualizados os colaboradores e respectivas remunerações.00% 2009 12 3.00% 2008 12 3.00% Tx IVA Subcontratos Electricidade Combustiveis Agua Outros Fluidos Ferramentas e Utensilios Livros e doc.). e serviços TOTAL FSE 21% 21% 21% 21% 21% 21% 21% 21% 21% 21% 21% 21% 21% 21% 21% 5% 21% 21% 21% 21% 21% 21% 21% 21% CF 80% 80% CV 100% 20% 100% 20% 100% 100% Valor Mensal 2006 2007 2008 2009 2010 2011 80% 80% 20% 20% 100% 100% 100% 70% 100% 30% 100% 100% 100% 100% 100% 100% 70% 100% 100% 80% 20% 100% 30% 100% FSE . Comercial. técnica Material de escritório Artigos para oferta Rendas e alugueres Despesas de representação Comunicação Seguros Royalties Transportes de mercadorias Deslocações e estadas Comissões Honorários Contencioso e notariado Conservação e reparação Publicidade e propaganda Limpeza.Custos Variáveis TOTAL FSE IVA FSE + IVA 6. deverá ser referido o número de meses a considerar. 22 .Fornecimentos e Serviços Externos 2006 Nº Meses Taxa de crescimento 2 2007 12 3. Custos com o Pessoal Este quadro expressa os custos com o pessoal da empresa. Lda (valores em euros) FSE . Os valores a colocar serão sempre anuais.

Lda (valores em euros) Custos com Pessoal 2006 Nº Meses Incremento Anual (Vencimentos + Sub. Base Mensal 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Sub-Total Remunerações Pessoal Categorias N.75% 1% 126.00% 2009 14 3. Alimentação Formação Outros custos com pessoal TOTAL CUSTOS PESSOAL 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Retenções Colaboradores Retenção SS Colaborador Gerência / Administração Outro Pessoal Retenção IRS Colaborador TOTAL Retenções 10.00% 15. Base Média Mensal Sub-Total Remunerações TOTAL Remunerações Nº de colaboradores (Incluindo Gerência) Outros Custos Segurança Social Gerência / Administração Outro Pessoal Seguros Acidentes de Trabalho Subsídio Alimentação Formação Outros custos com pessoal TOTAL OUTROS CUSTOS 21.25% 23.00% 23 .50 2006 2007 2008 2009 2010 2011 TOTAL CUSTOS PESSOAL QUADRO RESUMO Vencimentos Gerência/Administração Pessoal Encargos Seguros Acidentes de Trabalho Sub.00% Quadro de Colaboradores Gerência / Administração (nominal) Rem.00% 11. Almoço) 2 2007 14 3.Como elaborar um plano de negócios Empresa: XPTO.00% 2010 14 3.00% 2008 14 3.º de trabalhadores Rem.00% 2011 14 3.

Direitos Trespasses Outras imobilizações incorpóreas Total Imobilizado Incorpóreo Imobilizado Corpóreo Terrrenos e recursos naturais Edificios e outras construções Equipamento básico Equipamento de transporte Ferramentas e utensílios Equipamento administrativo Taras e vasilhame Outras imobilizações corpóreas Total Imobilizado Corpóreo TOTAL IMOBILIZADO 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Amortizações do Exercício Imobilizado Incorpóreo Despesas de instalação Despesas de I&D Propriedade Industrial e O. Direitos Trespasses Outras imobilizações incorpóreas Total Imobilizado Incorpóreo Imobilizado Corpóreo Terrenos e recursos naturais Edifícios e outras construções Equipamento básico Equipamento de transporte Ferramentas e utensílios Equipamento administrativo Taras e vasilhame Outras imobilizações corpóreas Total Imobilizado Corpóreo TOTAL INVESTIMENTO *Deverão ser considerados.00% 25.Direitos Trespasses Outras imobilizações incorpóreas Total Imobilizado Incorpóreo Imobilizado Corpóreo Terrrenos e recursos naturais Edificios e outras construções Equipamento básico Equipamento de transporte Ferramentas e utensílios Equipamento administrativo Taras e vasilhame Outras imobilizações corpóreas Total Imobilizado Corpóreo TOTAL AMORTIZAÇÕES Taxa 33.Como elaborar um plano de negócios 7.00% 14.00% 25. quando aplicável investimentos de reposição Valores Acumulados Balanço Imobilizado Incorpóreo Despesas de Instalação Despesas de I&D Propriedade Industrial e O.29% 20. Investimentos Neste quadro deverão ser introduzidas todas as informações sobre os investimentos a realizar.33% 33. Lda (valores em euros) Investimento Investimento por ano* Imobilizado Incorpóreo Despesas de Instalação Despesas de I&D Propriedade Industrial e O.33% 33. valor período em que está previsto ocorrer e estando já definida a taxa de amortização a utilizar.33% 33.00% 25.33% 33. Nestas projecções está implícito o método de amortização em quotas constantes.00% 24 . Empresa: XPTO. nomeadamente a sua natureza.00% 20.33% 2006 2007 2008 2009 2010 2011 5.

é importante definir claramente as necessidades de fundo de maneio resultantes. as necessidades de médio e longo prazo. Lda (valores em euros) Investimento em Fundo Maneio Necessário 2006 Necessidades Fundo Maneio Reserva Segurança Tesouraria Clientes Existências * * TOTAL Recursos Fundo Maneio Fornecedores Estado * TOTAL Fundo Maneio Necessário Investimento em Fundo de Maneio 2007 2008 2009 2010 2011 * A considerar caso seja necessário 9. O financiamento de uma empresa ou projecto deverá sempre cumprir a regra do equilíbrio financeiro. como sejam os investimentos em capital fixo. O utilizador apenas deverá indicar qual a margem de segurança que entende adequada para a variação no investimento. mesmo que ele seja atractivo do ponto de vista de resultados. empréstimos de médio e longo prazo. Investimento necessário em Fundo de Maneio Na sequência da análise anterior. Empresa: XPTO. deverão ser financiados no médio e longo prazo. ou seja. 25 . e o financiamento de equilíbrio necessário. Um inadequado financiamento das necessidades de fundo de maneio pode inviabilizar um projecto. ou seja. suprimentos. Financiamento Nestes quadros está expressa a forma de financiamento do projecto.Como elaborar um plano de negócios 8. cumprindo a regra referida no parágrafo anterior. que resulta das necessidades de fundo de maneio do projecto. as necessidades de fundos de tesouraria que o projecto necessitará para poder progredir sem estrangulamentos do ponto de vista de Tesouraria. Este quadro contempla várias alternativas de financiamento. Os restantes valores resultam das restantes folhas. como seja através de capitais próprios. sendo as necessidades de curto prazo financiadas em igual período de tempo.

4%) Serviço da dívida Valor em dívida Ano 2 Capital em dívida (início período) Taxa de Juro Juro Anual Reembolso Anual Imposto Selo (0. Crédito TOTAL 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Ano 0 Capital em dívida (início período) Taxa de Juro Juro Anual Reembolso Anual Imposto Selo (0.Como elaborar um plano de negócios Empresa: XPTO.4%) Serviço da dívida Valor em dívida 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% 5% Capital em dívida Juros pagos com Imposto Selo incluído Reembolso 26 .4%) Serviço da dívida Valor em dívida Ano 1 Capital em dívida (início período) Taxa de Juro Juro Anual Reembolso Anual Imposto Selo (0.4%) Serviço da dívida Valor em divida Ano 3 Capital em dívida (início período) Taxa de Juro Juro Anual Reembolso Anual Imposto Selo (0. Lda (valores em euros) Financiamento 2006 Investimento = Capital Fixo + FMN Margem de segurança Necessidades de financiamento 2% 2007 2% 2008 2% 2009 2% 2010 2% 2011 2% Fontes de Financiamento Meios Libertos Capitais Próprios Empréstimos de Sócios / Suprimentos Financiamento bancário e outras Inst.4%) Serviço da dívida Valor em dívida Ano 4 Capital em dívida (início período) Taxa de Juro Juro Anual Reembolso Anual Imposto Selo (0.4%) Serviço da dívida Valor em dívida Ano 5 Capital em dívida (início período) Taxa de Juro Juro Anual Reembolso Anual Imposto Selo (0.

que nos permite determinar o potencial de libertação de resultados do Projecto. Através da Demonstração de Resultados. como é sabido. Trata-se. e constitui-se como a primeira abordagem à viabilidade do projecto. Demonstração de Resultados Este mapa compara os proveitos e custos resultantes da actividade da empresa. consegue-se apreender se a empresa ou projecto apresentam rentabilidade líquida positiva ou se ao contrário dão prejuízo. de um dos Relatórios fundamentais. Não é necessário introduzir qualquer dado neste mapa. Lda (valores em euros) Demonstração de Resultados Previsional 2006 Vendas Prestações de Serviços Volume de Negócios (-) Variação da Produção CMVMC Outros custos variáveis (FSE) Margem Bruta de Contribuição #DIV/0! FSE. Empresa: XPTO. uma vez que os valores que apresenta resultam dos pressupostos introduzidos anteriormente.Como elaborar um plano de negócios 10.Custos Fixos Resultado Económico Impostos Custos com o Pessoal % de Vendas Outros Custos Operacionais Outros Proveitos Operacionais EBITDA Amortizações Provisões EBIT Custos Financeiros Proveitos Financeiros RESULTADO FINANCEIRO Custos Extraordinários Proveitos Extraordinários RAI Impostos sobre os lucros RESULTADO LÍQUIDO % DOS CUSTOS DE ESTRUTURA S/VN % DO RESULTADO LÍQUIDO S/VN #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2007 2008 2009 2010 2011 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 0 -0 0 -0 0 -0 -0 -0 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! -0 -0 0 #DIV/0! #DIV/0! -0 -0 0 Este constitui a componente base para a análise de break-even do projecto referida no início como fundamental. Exemplos da análise a realizar: Margem Bruta vs Custos Fixos 1 Valores em Euros 1 1 0 0 0 1 2 3 4 5 6 Anos do projecto Volume Negócios Margem Bruta Custos Fixos 27 .

Negócios vs Cash flow 1 Valores em Euros 1 1 1 0 0 0 1 2 3 Anos 4 5 6 Volume Negócios Cash Flow Exploração 28 .Negócios vs EBITDA 1 Valores em Euros 1 1 0 0 0 1 2 3 Anos 4 5 6 Volume Negócios EBITDA 11. em Capital Fixo Capital Fixo Free cash-flow CASH FLOW acumulado 2007 2008 2009 2010 2011 V. Lda (valores em euros) Mapa de Cash Flows Operacionais 2006 Meios Libertos do Projecto Resultados Operacionais (EBIT) x (1-IRC) Amortizações do exercício Provisões do exercício Investim. em Fundo Maneio Fundo de Maneio CASH FLOW de Exploração Investim. nomeadamente os valores libertados pela actividade e as suas necessidades de financiamento. Empresa: XPTO./Desinvest. Mapa de Cash Flow Este mapa evidencia a tradução monetária da actividade da empresa.Como elaborar um plano de negócios V./Desinvest. Não é necessária a introdução de qualquer valor.

Plano Financeiro Da análise até agora construída. é possível extrair o chamado Plano Financeiro.Como elaborar um plano de negócios 12. Capital Fixo Inv Fundo de Maneio Imposto sobre os Lucros Pagamento de Dividendos Reembolso de Empréstimos Encargos Financeiros Total das Aplicações Saldo de Tesouraria Anual Saldo de Tesouraria Acumulado Aplicações / Empréstimo Curto Prazo Soma Controlo 2007 2008 2009 2010 2011 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 29 . em Capital Fixo Desinvest. em FMN Empréstimos de sócios / suprimentos Proveitos Financeiros Total das Origens APLICAÇÕES DE FUNDOS Inv. um mapa que define claramente as Origens e Aplicações de Fundos do projecto e que constitui normalmente uma componente importante na análise do mesmo. Empresa: XPTO. ou seja. Lda (valores em euros) Plano de Financiamento 2006 ORIGENS DE FUNDOS Meios Libertos Brutos Capital Social (entrada de fundos) Empréstimos Obtidos Desinvest.

uma componente fundamental na análise do projecto.M/L Prazo Dívidas a Instituições de Crédito Dívidas a Fornecedores de Imob Suprimentos Outros credores Dívidas a 3º . este mapa resulta da introdução dos pressupostos anteriores. Lda (valores em euros) Balanço Previsional 2006 ACTIVO Imobilizado Imobilizado Incorpóreo Imobilizado Corpóreo Amortizações Acumuladas Existências Matérias Primas e Subsidiárias Produtos Acabados e em Curso Mercadorias Créditos de curto prazo Dívidas de Clientes Estado e Outros Entes Públicos Outros devedores Disponibilidades Aplicações Financeiras Acréscimos e Diferimentos TOTAL ACTIVO CAPITAL PRÓPRIO Capital Social Suprimentos Prestações Suplementares Reservas de reavaliação Reservas e Resultados Transitados Resultados Líquidos TOTAL CAPITAIS PRÓPRIOS PASSIVO Provisão para impostos Dívidas a 3º . Balanço Tal como a Demonstração de Resultados. Empresa: XPTO.Como elaborar um plano de negócios 13.Curto Prazo Dívidas a Instituições de Crédito Dívidas a Fornecedores Estado e Outros Entes Públicos Outros credores Acréscimos e Diferimentos TOTAL PASSIVO TOTAL PASSIVO + CAPITAIS PRÓPRIOS 2007 2008 2009 2010 2011 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 30 . Ele expressa a situação patrimonial da empresa ou projecto e será. também.

amplamente difundidos e aceites e que pretende complementar a análise do projecto. Este constituirá um critério fundamental na análise que será feita. tente obter junto de fontes credíveis (por exemplo. a banca) os valores médios do mercado em que se irá inserir.NFM Variação do FML Variação das NFM Variação da TRL INDICADORES DE RISCO NEGÓCIO Margem Bruta Grau de Alavanca Operacional Ponto Crítico Margem de Segurança 2006 2007 0 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2008 0 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2006 2007 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2006 2007 #DIV/0! #DIV/0! 2008 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2009 0 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2006 2007 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2008 #DIV/0! #DIV/0! 2009 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2010 0 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2006 2007 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2008 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2009 0% 0% 2010 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2011 0 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2008 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2009 #DIV/0! -5% #DIV/0! #DIV/0! 2010 0% 0% 2011 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 2006 2007 2008 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2009 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 100% 0% 2010 #DIV/0! -8% #DIV/0! #DIV/0! 2011 0% 0% 2009 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2010 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 67% 0% 2011 #DIV/0! -13% #DIV/0! #DIV/0! 2010 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2011 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 40% 0% 2011 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! Estes indicadores são calculados automaticamente. negócio. Empresa: XPTO. Lda Principais Indicadores INDICADORES ECONÓMICOS Taxa de Crescimento do Negócio Eficiência Operacional Margem Operacional das Vendas Rentabilidade Líquida das Vendas Peso dos Custos c/Pessoal nos PO INDICADORES ECONÓMICOS . etc.FINANCEIROS Return On Investment (ROI) Rendibilidade do Activo Rotação do Activo Rotação do Imobilizado Rendibilidade dos Capitais Próprios (ROE) Rotação dos Capitais Próprios INDICADORES FINANCEIROS Autonomia Financeira Solvabilidade Total Endividamento Total Endividamento ML Prazo INDICADORES DE LIQUIDEZ Liquidez Geral Liquidez Reduzida ANÁLISE DO EQUILÍBRIO FINANCEIRO Capitais Permanentes Activo Fixo FUNDO DE MANEIO LÍQUIDO Necessidades Cíclicas Recursos Cíclicos NECESSIDADES FUNDO DE MANEIO Tesouraria Activa Tesouraria Passiva TESOURARIA LÍQUIDA CONTROLO : TRL = FML . Se estiver a desenvolver produtos para mercados já existentes. Os analistas e as entidades financeiras têm normalmente valores médios de mercado em função do tipo de mercado. 31 .Como elaborar um plano de negócios 14. fase. Representam os indicadores mais usados e que os analistas tipicamente irão analisar. Indicadores Económico-Financeiros Este mapa representa um conjunto de indicadores económicos e financeiros.

na perspectiva de que o seu valor é o que resultar do somatório dos cash flows líquidos actualizados a uma taxa que: .seja a resultante do custo médio ponderado do capital ao ano 0 (ano onde ocorre o maior volume de investimento). existem conceitos base que normalmente são utilizados e que são aqui implementados. .na perspectiva do investidor. poderá/deverá discutir este ponto directamente com a entidade que está a avaliar o seu projecto. Avaliação do Projecto A valorização é um tema complexo e que depende de modelos que diferem em função dos analistas que irão realizar o trabalho. 32 . No entanto.Como elaborar um plano de negócios 15.seja a resultante do somatório da taxa de remuneração de uma aplicação sem risco com um prémio de risco que o investidor entenda como a sua remuneração mínima.na perspectiva do projecto. Em função do processo concreto. ou seja. A avaliação da empresa ou projecto é aqui apresentada em 3 formas fundamentais: Taxa Interna de Rentabilidade Payback Period Valor actual líquido.

00% 13.00% 13.156 0 0 Valor Actual Líquido (VAL) 0 #NUM! #NUM! #NUM! #NUM! #NUM! #NUM! #NUM! Taxa Interna de Rentibilidade Pay Back period #NUM! 0 Anos 33 .50% 1.18% 10.28% #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2010 0 13.30% 1 0 0 2007 0 3.28% 10. Lda Avaliação do Projecto / Empresa Na perspectiva do Projecto Free Cash Flow to Firm WACC Factor de actualização Fluxos actualizados 2006 0 #DIV/0! 1 0 0 2007 0 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2008 0 #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2009 0 13.48% 10.134 0 0 2008 0 3.4% 13.38% #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2011 0 13.58% 10.4% Na perspectiva do Investidor Free Cash Flow do Equity Taxa de juro de activos sem risco Prémio de risco de mercado Taxa de Actualização Factor actualização Fluxos Actualizados 2006 0 3.287 0 0 2009 0 3.Como elaborar um plano de negócios Empresa: XPTO.00% 13.61% 1.71% 1.40% 1.4% 13.0% 13.663 0 0 2011 0 3.00% 13.00% 13.3% 13.3% Custo ponderado 0.38% #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! 2012 0 13.09% 10.38% #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! Valor Actual Líquido (VAL) #DIV/0! #NUM! #VALUE! #VALUE! #VALUE! #VALUE! #VALUE! #VALUE! Taxa Interna de Rentibilidade Pay Back period #VALUE! 0 Anos WACC Peso Ano 0 Passivo Médio e Longo Prazo Capital Próprio Ano 0 0 0 0 Ano 1 Passivo Médio e Longo Prazo Capital Próprio Ano 1 0 0 0 Ano 2 Passivo Médio e Longo Prazo Capital Próprio Ano 1 0 0 0 Ano 3 Passivo Médio e Longo Prazo Capital Próprio Ano 1 0 0 0 Ano 4 Passivo Médio e Longo Prazo Capital Próprio Ano 1 0 0 0 Ano 5 Passivo Médio e Longo Prazo Capital Próprio Ano 1 0 0 0 0% 100% 100% 0% 100% 100% Custo 5% 13% 0% 100% 100% Custo 5% 13% #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! Custo 5% 13% #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! Custo 5% 13% #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! Custo 5% 13% Custo 5% 13% Custo ponderado #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! Custo ponderado #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! Custo ponderado #DIV/0! #DIV/0! #DIV/0! Custo ponderado 0.83% 1.4% Custo ponderado 0.893 0 0 2012 0 3.0% 13.94% 2.38% 10.00% 13.462 0 0 2010 0 3.00% 13.00% 10.0% 13.

é uma componente essencial do valor da referida empresa e/ou projecto. As três áreas fundamentais onde o controlo é imprescindível desde o início e onde deve incidir a maior atenção são: Vendas Produção Informação Financeira As informações sobre as vendas devem ser convenientemente recolhidas e processadas pelo responsável da equipa de vendas ou por sistemas automatizados. são apresentados alguns gráficos que reflectem a evolução de algumas das variáveis críticas do negócio e que você tipicamente deverá aproveitar para incorporar directamente no seu Plano de Negócios.ajustado à dimensão de cada empresa . Gestão e Controlo do Negócio Um dos papéis essenciais do Plano de Negócios é também demonstrar aos potenciais financiadores que o negócio será devidamente controlado a partir do momento que seja iniciado. inspecção fiscal e bancos. Cálculos Auxiliares Para facilitação de alguns cálculos é disponibilizada uma folha no último folder do modelo. 8. Os departamentos devem ser instruídos a recolher com a periodicidade adequada a informação relevante e a apresentar as conclusões de forma simples mas relevante para a compreensão do que se passa a cada momento. 17.Como elaborar um plano de negócios 16. Será necessário produzir relatórios regulares.constante dos referidos gráficos . deve permitir que se possam tomar acções em tempo útil no sentido de corrigir situações que o exijam. Existe a tendência para as pequenas empresas considerarem que uma documentação adequada e mesmo a contabilidade são uma perda de tempo que tem de ser feita apenas para obedecer a requisitos legais. clara e facilmente utilizável. no caso de projectos mais complexos. hoje é reconhecido em todos os mercados avançados que um adequado sistema de governo e controlo . Gráficos Neste folder do Modelo. Os gestores da nova empresa precisam de saber/poder determinar quais são os indicadores do sucesso da actuação em cada um dos sectores da empresa. a informação mais relevante . Uma vez estabilizado o modelo. que são úteis tanto para a gestão da empresa como para entidades terceiras como auditores. Ao contrário. A informação 34 .deverá ser incorporada no Plano de Negócios e o modelo completo num anexo específico desse mesmo Plano de Negócios. A informação.

empréstimos a curto e longo prazo. A opção interna é a mais desejável para uma empresa que planeie atingir uma dimensão razoável. e usar depois uma firma de Contabilidade que processará a informação numa base regular. etc. rapidez e qualidade de produção. Alguns elementos fundamentais do ponto de vista Financeiro Que tipo de contabilista e forma de contabilidade é que foi escolhido? Que tipo de controlo de informação será produzido e com que frequência? Que outros tipos de controlo do negócio vão ser implementados (produção. No entanto. pessoal. É. que pode revestir várias formas de divida: emissões obrigacionistas. pelo menos. Na área do Controlo Financeiro. as vendas por cada cliente. papel comercial. para projectos muito dependentes de forças de vendas numerosas ou com razoável dispersão geográfica. e a taxa de produção de cada uma das máquinas. podem considerar-se outros tipos adicionais de relatório. se os recursos são escassos no início. as principais opções disponíveis são as participações no Capital da Empresa (pelos promotores ou entidades terceiras como as entidades de Capital de Risco) ou o financiamento com Capital Alheio. e vendas realizadas por contacto telefónico. dentro da companhia (como o Departamento Financeiro). Actualmente. no entanto. as vendas realizadas e opiniões manifestadas. mas também têm de ser facilmente perceptíveis para aqueles que. 35 . normalmente. O aumento do negócio e da sua complexidade deverá implicar a criação de um Departamento Financeiro que terá por missão assegurar todos os circuitos e a produção de toda a informação relevante para uma adequada gestão a este nível. a que haja informação suficiente para permitir aos potenciais investidores uma tomada de decisão. a alternativa poderá ser o de aproveitar alguém dentro da empresa que possa realizar as funções contabilísticas essenciais numa base diária. qualidade. vendas por delegado/vendedor. comum recorrer também a um aconselhamento sobre quais as potenciais estruturas de financiamento. Em termos gerais. Investimento necessário Os passos anteriormente dados conduzem. o tempo necessário para produzir componentes individuais.Como elaborar um plano de negócios necessária pode incluir relatórios sobre as vendas por tipo de produto. taxas de desperdícios. será necessário decidir se o negócio terá dimensão suficiente para que seja necessário criar um Departamento Financeiro ou de Contabilidade próprio ou se estas actividades podem ser efectuadas por especialistas externos. os devem analisar dentro do contexto total dos custos do negócio e da informação de gestão. Se relevantes. eficiência. vendas originadas por visitas. Estes serão tendencialmente analisados pelo Departamento de Produção. ambiental…)? Que sistemas de informação se vão usar? Quem serão os auditores? 9. existem soluções de software que asseguram uma adequada gestão de todo este ciclo (CRM) a custos muito acessíveis e recomenda-se a sua avaliação e instalação. Fichas de cliente serão necessárias para indicar as visitas e telefonemas efectuados. custos com materiais e de energia. Devem também ser criados relatórios para analisar os custos.

A componente de financiamento assegurada pelos promotores tem de ser especificada. será necessário especificar qual a necessidade de capital de base e os fundos necessários para a compra das instalações. 36 . normalmente. Cópia das licenças. Quanto capital irá investir ? Onde espera você ir arranjar os outros fundos? Empréstimos? Aumentos de capital? Que acções ou outros bens estão eventualmente disponíveis como caução? Como pode o negócio falhar e qual o nível de risco? Como é que tenciona gerir ou minimizar esses riscos e quais as suas consequências? O que está a oferecer a um investidor externo? Que saídas/possibilidades de venda estão disponíveis para um investidor e ao fim de quantos anos? Documentos de Suporte que deverão ser incluídos No mínimo. deverão ser incluídos os seguintes anexos: Modelo Financeiro preenchido e adequadamente justificado. fundamente quando necessitará das várias entradas de fundos previstas. descrições e especificações técnicas. O período de financiamento deve ser especificado e também se este investimento pode ser faseado ou se deverá ser feito de uma única vez. que fundos necessitará para iniciar o seu negócio e quando prevê que comece a ter Receitas da sua actividade. uma cópia do contrato de franchise e todos os documentos de suporte fornecidos pelo franchisador. Acordos de parcerias existentes. CV's dos promotores. Declarações de impostos dos últimos 3 anos (para projectos sobre empresas já existentes). Deverão ser criados anexos com informação de mercado relevante para fundamentar os vários pressupostos citados para elaboração das projecções de Vendas e Custos. patentes e outros documentos legais. Para negócios de franchising. No caso de produtos. do equipamento e de todo o tipo de investimento inicial necessário. uma vez que esse é. Baseado no seu cash-flow forecast. em caso aplicável. um pré-requisito assumido pelos potenciais financiadores: que os promotores possuam um nível de compromisso satisfatório dos seus próprios recursos antes que os financiadores estejam dispostos a avançar com mais fundos. Cópia da proposta de aluguer ou acordo de compra para construção do(s) espaço(s). Noções fundamentais a assegurar: Baseado nas suas projecções financeiras.Como elaborar um plano de negócios Na altura da escolha das potenciais formas de financiamento.