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Resumão Jurídico [l

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Segundo definição do prof. José Frederico Marques, Direito Penal "é a reunião das normas jurídicas pelas quais o Estado proíbe determinadas condutas, sob ameaça de sanção penal, estabelecendo ainda os princípios gerais do direito e os pressupostos para a aplicação das penas e das medidas de segurança, disciplinando as relações jurídicas daí derivadas para estabelecer a aplicabilidade da pena e a tutela do direito de líberdade em face do poder de punir do Estado".

dos princípios maiores e mais importantes do estado de direito, pois proíbe que normas que regulam um fato criminoso sejam modificadas posteriormente em prejuízo da situação jurídica do agente.

APLICAÇÃO DA LEI PENAL
Vigência da lei penal
Assim como as demais leis, a lei penal começa a vigorar na data nela indicada ou, na omissão, 45 dias após sua publicação dentro do país e em três meses no exterior. Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. Jamais um costume revoga a lei.

c) contra a administração ~ ...- .-'serviço; d)de genocídio,quando o 3:,"'CIHe' ""'Q, 02' ciliado no Brasil; 11- os crimes: a) que, por tratado ou convenção. v IY.I.. ~
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Fontes do Direito Penal
Fonte é o lugar de onde provém o direito. a) Materiais (de produção ou substanciais): referem-se ao órgão incumbido de sua elaboração. A União é a fonte de produção do Direito Penal (art. 22, I, CF). b)Formais (de conhecimento): referem-se ao modo pelo qual o Direito Penal se exterioriza. - Imediatas: são as próprias leis, pois não há crime sem lei anterior que o defina nem pena sem prévia cominação legal. - Mediatas: são os costumes, os princípios gerais do direito, a jurisprudência e a doutrina.
Dispõe o art. 4° da Lei de I/ltrodução ao Código Civil: "Quando a leifor omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia. os costumes e os principios gerais de direito".

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Lei penal no tempo
"Art. 2° - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando, em virtude dela, a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado."

Princípios gerais do direito
Fundamentam-se em premissas éticas extraídas do materiallegislativo. Não existindo lei análoga, recorrer-se-á, então, às fontes mediatas, que são os princípios gerais do direito, os costumes, bem como a doutrina e a jurisprudência. Alguns princípios gerais do díreito são: Princípio da insignificância - O Direito Penal não deve preocupar-se com bagatelas. Assim, os danos de pouca monta devem ser considerados como fatos atípicos - não havendo crime (ex.: furto de algo irrisório). Princípio da alteridade - Proíbe a incriminação de atitude meramente subjetiva, que não ofende a nenhum bem jurídico (ex.: a autolesão não é crime, salvo quando houver intenção de fraudar o seguro, caso em que a instituição seguradora será vítima de estelionato). Princípio da confiança - Consiste na realização da conduta de determinada forma, na confiança de que outro agente atuará de modo já esperado, isto é, de modo normal. Baseiase na confiança de que o comportamento das outras pessoas se dará de acordo com o que normalmente acontece.

Leis de vigência temporária (leis auto-revogáveis)
Diz o art. 3°: "A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o periodo de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinam, aplica-se ao fato praticado durante a sua vigência". Podem ser: a) excepcionais: feitas para vigorar em períodos anormais, como guerra, calamidade, etc.; sua duração coincide com a do período; b)temporárias: feitas para vigorar em um período de tempo prefixado pelo legislador; traz em seu bojo a data de cessação de sua vigência.

§ 1°. Nos casos do inciso I. o agente /: ~ ~ do a lei brasileira, ainda que absolvido 0 ~ ~ estrangeiro. § 2°. Nos casos do inciso 11,a aplicac;ào do. ." bo:-a:.'1leira depende do concurso das seguintes conw., 10 a) entrar o agente no território nacional. b)ser o fato punível também no país em que f~ po2Ucado; c) estar o crime incluído entre aqueles pelos ~::: ei brasileira autoriza a extradição; d)não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou. por outro motivo, não estar extinta a punibilidade. segundo a lei mais favorável. § 3°. A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil. se. reunidas as condições previstas no parágrafo anterior. a) não foi pedida ou foi negada a extradição: b) houve requisição do ministro da Justiça:'

Pena cumprida no estrangeiro
"Art. 8° - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas. Se a pena no estrangeiro for mais severa, nada lhe restará a cumprir, mas, se as penas impostas forem diferentes. a pena imposta no estrangeiro atenua a que deve ser cumprida no Brasil, a critério do juiz, uma vez que a lei não prevê critérios para a atenuação prevista neste artigo:' Eficácía da sentença estrangeira "Art. 9° - A sentença estrangeira, quando a aplica. ção da lei brasileira produz na espécie as mesmas conseqüências, pode ser homologada no Brasil para: I - obrigar o condenado à reparação do dano. a restituições e a outros efeitos civis; 11 - sujeitá.lo a medida de segurança. Parágrafo único - A homologação depende: a) para os efeitos previstos no inciso I, de pedido da parte interessada; b)para os outros efeitos, da existência de tratado de extradição com o pais de cuja autoridade judiciária emanou a sentença, ou, na falta de tratado, de requisição do ministro da Justiça." Para que a sentença estrangeira possa produzir determinados efeitos no Brasil, esta deverá ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal; a execução de pena é um ato de soberania. Contagem de prazos No Direito Penal, o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário comum (art. 10). Portanto, inclui-se o primeiro dia e exclui-se o último. Nos prazos processuais não se inclui o dia do começo (art. 798. § 1°, CPP). Frações não computáveis da pena - Com relaçào às penas privativas de liberdade e às restritivas de direitos (art. 11), deverá ojuiz desprezar as frações de dias. Nos casos de pena de multa, deverão ser desprezadas as fra. ções de real, ou seja, os centavos.

Tempo do crime
O CP adotou a teoria da atívidade. "Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que seja outro o momento do resultado" (art. 4°).

Lugar do crime O CP seguiu a teoria da ubiqüidadeou mista.
"Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir o resultado" (art. 6°).

Divisão do Código Penal a) Parte geral (arts. I° a 120): prevê todas as leis não incriminadoras, que podem ser explicativas (complementares ou finais) - esclarecem o conteúdo de outras normas (ex.: art. 1°) - e permissivas - tornam lícitas determinadas condutas tipificadas em leis incriminadoras (ex.: legítima defesa). b)Parte especial (arts. 121 a 361) -prevê todas as leis incriminadoras, que descrevem uma conduta e cominam penas.

Territorialidade

da lei penal

brasileira

PRINCíPIOS
Pri,ncípio da legalidade e da anterioridade
E princípio básico do Direito Penal. "Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal" (art. 5°, XXXIX, CF, e art. 1°,CP). Ou seja, a lei deve ser anterior ao fato praticado e não posterior a ele. Também é conhecido como princípio da reserva legal, pois diz que só a lei, em sentido formal, pode determinar o que é crime e indicar a pena cabível. Princípio in dubio pro TeU Para alguns doutrinadores, só se aplica no campo da apreciação das provas, nunca para a interpretação da lei, mas, para a maioria, esgotadas todas as atividades interpretativas sem que se tenha conseguido extrair o significado da norma, a solução é dar a interpretação mais favorável ao acusado.

O ,princípio adotado pelo art. 5° é o da territorialidade temperada: "Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de Direito Internacional, ao crime cometido no território nacional". Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras de natureza pública, mercantes ou de propriedade privada onde quer que se encontrem. Aplicase também a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras em vôo no espaço aéreo nacional ou em pouso no território brasileiro, em porto ou mar territorial do Brasil.

Ex1:raterritorialidade da lei penal brasileira
E a possibilidade de aplicação da lei penal brasileira a fatos criminosos ocorridos no exterior. Este artigo prevê as exceções ao art. 5°, aplicando-se os princípios da nacionalidade ativa, da nacionalidade passiva, da defesa real, da justiça universal e da representação. "Art. 7° - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: I - os crimes: a) contra a vida ou a liberdade do presidente da República; b)contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público;
em contrário.

INFRAÇÕESPENAIS
O Direito Penal é um ramo do Direito Público que define as infrações penais. estabelecendo as penas e as medidas de segurança. As infrações penais dividem-se em crimes ou delitos e contravenções. As contraVenções são infrações penais de menor porte elencadas na Lei das Contravenções Penais. conhecidas como"crimes anões".

Princípio da irretroatividade Segundo o art. 5°, inciso XL, da CF,"a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu". Essa regra é um
Ob.çervação: os artigos citados são do Código Penal, salvo indicação

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punindo a lei a simples omissão.O agente termina todo o processo de execução. as condutas são punidas a título de dolo. Só existirá crime culposo quando for expressamente previsto na legislação. O fato era previsível. podem ser imputados a qualquer pessoa. b)Culpa consciente: é uma forma excepcional de culpa. a criação desnecessária de um perigo (ex. Na consumação. no tocante à existência de resultado naturalístico (modificação no mundo fático). Desistência voluntária e arrependimento eficaz São espécies de tentativa abandonada. isolada ou conjuntamente com outros autores. é preciso.: matar cadáver. b)atos preparatórios . Espécies a) Culpa inconsciente: é a comum. Consumação Crime consumado é aquele em que se reúnem todos os elementos de sua definição legal (art. 13) adotou a teoria da equivalência dos antecedentes. Conduta É todo comportamento humano. a consumação se dá com a prática da ação proibida. o bem juridico começa a ser atacado.O tipo também descreve um resultado. Preterdolo No crime preterdoloso. supõe estar diante de uma causa de justificação que lhe permita praticar um fato típico licitamente. Aplica-se. CONSUMAÇÃO E TENTATIVA do crime) Trajetória do crime (íter crímínís etapas = Elementos 1. todos os crimes provocam uma modificação no mundo do direito. Dolo É a vontade e a consciência de realizar os elementos constantes do tipo legal. violação de domicílio). ou de simples atividade. o relaxamento (ex. Arrependimento posterior Ocorre nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. b) Independente: é toda condição que atua paralelamente à conduta. voluntariamente. 14. Na execução. iniciada a execução. se previsto em lei" (art. Nos crimes materiais. . com tal medida. Só será responsabilizado criminalmente aquele que praticar fato descrito em lei penal incriminadora. lógica. porque neste o agente prevê o resultado. Espécies a) Tentativa perfeita ou acabada (ou crime falho ou frustrado): o agente consegue praticar todos os atos necessários à consumação. Resultado (só nos crimes materiais). Crime impossível Pode ocorrer por: a) Ineficácia absoluta do meio: o meio empregado ou instrumento utilizado para a execução do crime jamais levará à consumação (ex. possível verificar aquela sem a qual não eclodiria o evento. Os crimes comissivos consistem em uma ação positiva (fazer) e os crimes omissivos consistem na abstenção da ação devida (não fazer). aquela para a qual basta o nexo causal. A punição ocorre somente nas fases de execução e consumação. estendendo-se aos co-autores e partícipes condenados pelo mesmo fato. 20). crime é fato típico e antijuridico (ou ilícito). b)comissivos por omissão (omissivos impróprios): são crimes de resultado e só podem ser praticados por pessoas que.: não saber dirigir carro). do fato típico Conduta dolosa ou culposa.não se pune. eventual: quando o agente não deseja diretamente o resultado. mantém relações sexuais com outra). E absolutamente vedada em nosso Direito Penal a responsabilidade objetiva. O agente não chega a esgotar sua capacidade ofensiva contra o bem jurídico visado. repara o dano ou restitui a coisa até o recebimento da denúncia ou queixa. cujo agente prevê o resultado. não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. e animais irracionais nao as realizam. b)Tentativa imperfeita ou inacabada: a ação do agente é interrompida no meio do caminho. para que se revele a causa de determinado evento. natural) que se estabelece entre a conduta do agente e o resultado naturalístico. A não-ocorrência do resultado é punida a título de tentativa. além da ação do agente. 4. coibir a própria intenção criminosa. e) Imperícia: é a falta de habilidade técnica para certas atividades (ex. é o elo físico (material. Espécies de causa a) Dependente: originando-se da conduta. hoje em dia. Tratando-se de causa objetiva de diminuição de pena.: a pessoa que. Não é punível a tentativa de contravenção (art. Tipicidade. sabendo-se portadora de doença sexualmente transmissível. em que o agente. A lei quer. Arrependimento eficaz . todos os elementos que se encontram descrítos no tipo penal foram realizados. a displicência.Resumão Jurídico CRIME/DELITO Segundo a teoria finalista da ação. a pessoa juridica pode ser sujeito ativo de crime. independentemente de dolo ou culpa. A pena será reduzida de um a dois terços (art. mas acredita que ele não ocorrerá. b)Impropriedade absoluta do objeto: a pessoa ou coisa sobre a qual recai a conduta é absolutamente inidônea à produção de algum resultado lesivo (ex. b) Imprudência: é a conduta precipitada. admite-se a tentativa. ingerir substância abortiva imaginando-se grávida). por confiar erradamente em sua pericia ou nas circunstâncias.O agente voluntariamente interrompe a execução do crime. Nexo causal (só nos crimes materiais). embora esta acabe não ocorrendo. o agente repudia essa possibilidade. consciente e voluntário. em primeiro lugar. o arrependimento posterior não se restringe à esfera pessoal de quem o realiza. Para que alguém possa ser responsabilizado criminalmente por um evento. os delitos dividem-se em três categorias: a) Crime materialPara que ocorra a consumação. Salvo disposição em contrário. LCP). Pode ser: . o agente encontra-se em permanente estado de flagrância. na culpa consciente. independentemente de qualquer resultado. por culpa. Na culpa há a não-observância do dever de cuidado pelo sujeito. .: extorsão mediante seqüestro que se consuma com o arrebatamento da vitima). sendo. Crimes comissivos e omissivos As condutas podem ser praticadas por ação ou por omissão. faltando o agente a um dever de atenção e cuidado. 3. mas permite a punição por crime cuJposo. pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado. A consumação se dá com a simples ação ou omissão (ex.: atirar em uma pessoa pensando tratar-se de uma estátua de cera). não se situando na linha de desdobramento causal da conduta. então. Tentativa Diz-se o crime tentado quando. pune-se a tentativa: d)consumação do crime. tendente a um fim. é a vontade manifestada pela pcssoa de realizar a conduta. natural do fato anterior. Isso porque a finalidade da legislação penal é. Para alguns doutrinadores. mas o agente não o previu. e) execução . há dolo no antecedente e culpa no conseqüente. mas um fenômeno imprevisivel. segundo a qual causa é toda ação ou omissão anterior sem a qual o resultado não teria ocorrido. comissivo ou omissivo.: usar um palito de dentes para matar um adulto). por falta da atenção devida. com culpa. Resultado Para que exista o crime e. o processo hipotético de eliminação. porém este não precisa ocorrer efetivamente para que se caracterize a consumação. têm o dever de impedir o resultado e a obrígação de proteção e vigilância em relação a alguém. bastando a ação do agente e sua vontade de alcançar o resultado (ex. Nos crimes permanentes. b)Dolo indireto ou indeterminado: aquele em que a vontade do agente não é exatamente defmida. interferindo no processo causal.O tipo não descreve nenhum resultado natural da ação.: dirigir carro em excesso de velocidade). nas modalidadesde negligência. 4°. Não há compensação de culpas no Direito Penal. insere-se na linha normal de desdobramento causal da conduta. é preciso que tenha agido (o se omitido) com dolo ou. Não é possível nos crimes de mera conduta. diminuída de um a dois terços (art.para o agente. O CP (art. é preciso que haja resultado normativo. Rompe totalmente o nexo causal e o agente só responde pelos atos até então praticados. ou seja. por meio do qual se suprime mentalmente uma a uma as situações. embora prevendo o que possa vir a acontecer. Nexo causal O terceiro elemento do fato tipico. Não há tentativa nos crimes culposos. ERRO SOBRE ELEMENTOS DO TIPO "O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo. 2. nos omissivos próprios e nos preterdolosos. Nos dois casos o agente só responde pelos atos até então praticados. mas assume o risco de produzi-I o (ex. estimular o agente a retroceder. A execução se inicia com o primeiro movimento que concretize a realização da ação descrita no tipo.605/98. mas. conhecida como teoria da condi/io sine qua non. por erro de tipo inescusável. O agente tem sua intenção voltada para a produção de determinado resultado. 1. Tipicidade É a adequação entre o fato concreto e a normajuridica. alternativo: aquele em que o objeto da ação se divide entre dois ou mais resultados (ex.: não observar a rua ao dirigir carro). Entretanto. imprudência e impericia. Pode ser: . Desistência voluntária . Tal erro pode referirse a uma situação de fato (ex. Em regra. absolutamente independente: tem origem completamente diversa da conduta. Os crimes omissivos dividem-se em: a) próprios (omissivos puros): são crimes de mera conduta. em que a execuçâo é a própria consumação. sendo tão-somente pressuposto para aplicação da pena. dado que ferem a ordem juridica e fazem nascer para o Estado o jus puniendi em concreto. no mínimo. portanto. Difere do dolo eventual. e) Crime de mera conduta (ou puramente formal) . O agente inicia a realização do núcleo do tipo e o crime já se toma punível. Mais amplamente. ~- I . a ocorrência do resultado. possa haver imposição da pena. I). 11e parágrafo único).: matar ou ferir . 15). até que o agente resolva interrompê-Ia. a consumação se dá com a ocorrência do resultado descrito no tipo. porém evita a consumação. mas não se importa que ele ocorra. 3.: ato obsceno. nos de mera conduta. 14. Nos crimes formais e de mera conduta. causando o resultado e tornando punível seu comportamento. Espécies a) Dolo direto ou determinado: aquele em que o agente quer o resultado. Modalídades a) Negligência: é a falta de atenção devida.não se pune. por lei. nexo de causalidade. ou seja. tanto faz a produção de um ou outro resultado). Situações oriundas de fatos naturais não constituem conduta. impedindo sua consumação (art. 4. a possibilidade de a pessoa juridica ser penalmente responsabilizada por crimes contra o meio ambiente é indiscutível na jurisprudência. doloso ou culposo. e) Culpa imprópria: é aquela em que o agente. Sujeito ativo da conduta típica E a pessoa humana que pratica a figura tipica descrita na lei. Em face da edição da Lei 9.interrompida nessa fase. A culpabilidade não integra a estrutura do crime. adotada pelo legislador após a reforma do Código Penal em 1984. b) Crime formal (ou de consumação antecipada) . Culpa Consiste na prática não intencional do delito. Nenhuma causa relativamente independente tem o condão de romper o nexo causal. O surgimento do resultado não é uma decorrência esperada. a consumação se prolonga no tempo. mais grave (ex. Identificam-se as seguintes fases: a) cogitação do crime . 2. como o pro( Femando Capez.: lesão corporal seguida de morte). relativamente independente: encontra sua origem na própria conduta e produz por si só o resultado. acaba ocasionando outro. 16).

Nesse caso. quer quebrar a vitrine de uma loja com uma pedrada. Se a ordem não é manifestamente i]egal. 29. 29). paranóia. § 2°). Quando completa. LEP). se inevitável. b)plurissubjetivo: conhecido como crime de concurso necessário. o agente acaba atingindo pessoa diversa da que procurava atingir. de superior hierárquico. Esse crime pode ser: a) monossubjetivo: pode ser cometido por um ou mais agentes (neste último caso. Participação . a potencial consciência da ilicitude e a exigibilidade de conduta diversa.há crime e o agente é culpável. A pena tem um aspecto de retribuição ou de castigo pelo mal praticado. aplicase a regra do concurso forma] (art. nas circunstâncias. No entanto. o subordinado não tem como conhecer a ilegalidade. 21).: lesão corporal decorrente de violências desportivas). ErrO sobre a ilicitude do fato ''Ar!. é cumprida em regime fechado. 29) adotou a teoria unitária ou monista: todos aqueles que deram sua contribuição para o resultado típico devem por ele responder. Pelo resultado não desejado. tendo direito a diminuição de pena (art. classificados em: débeis mentais. ter ou atingir essa consciência. não basta que o agente ignore formalmente a lei. sendo assim. tornaria a ação legitima. o agente mata "8" pensando tratar-se de "A".. O agente." EXCLUDENTES DE ILlCITUDE Além de típico. psicopatia.: menores de 18 anos e silvicolas inadaptados à sociedad. o mandante de um crime não pode ser considerado seu autor. não a exclui. Desenvolvimento mental retardado . 75). Segundo o art. também é atingida.Família& Sucessões. por inabilidade ou acidente. semi-aberto ou aberto. o legislador determina a imputação por outro crime. O tempo de cumprimento das penas privativas de CULPABILIDADE Conforme a teoria finaljsta da ação. exclui a imputabilidade.368/76. Atua como mero partícipe. O erro de proibição afasta o potencial conhecimento da ilicitude. neste caso. fato que não altera a figura típica do homicídio. SANÇÃO PENAL A sanção pena] comporta duas espécies: pena e medida de segurança. epilepsia. para ser considerado crime. ao executar mandado de prisão. Regimes penitenciários a) Fechado: para pena igualou superior a oito anos. de banimento ou cruéis. direito próprio ou alheio. supõe situação de fato que. Se esta. Desenvolvimento mental incompleto . nas circunstâncias. se a ordem é manifestamente ilegal e o subordinado a supõe legal.DireitoAdministrativo. para realizar. c) Aberto: para pena igualou inferior a quatro anos. ~ticaProfissional I . a conduta típica. Aberratío delictí Erro que leva à lesão de um bem ou interesse diverso daquele que o agente procurava atingir. EXIGIBILlDADE DE CONDUTA DIVERSA A exigibilidade de conduta diversa. LEP). Pode ser: a) ilegal: se o subordinado sabe que a ordem é ilegal. excluise a exigibilidade de conduta diversa e ele fica isento de pena. O art.não há que se falar em crime. . familiar. § 2°). Parágrafo único . Natureza jurídica O CP (art. loucura. por erro plenamente justificado pelas circunstâncias. por essa razão. o fato deve também ser antijurídico.É aquele que se serve de outra pessoa. atingir a consciência da ilicitude do fato. Não pratica crime. como quando. o agente responde por culpa. industriais ou similares (art. 20. portanto. imbecis e idiotas. Deve ser cumprido em casa de albergado à noite e nos dias de folga (art. se incompleta. DireitoConstitucional. Integram a culpabilidade a imputabilidade. Dependência patológica de substância psicotrópica configura doença mental (Lei 6. sem condições de discernimento.penitenciárias (art.E o desenvolvimento que ainda não se concluiu (ex. merecendo sentença absolutória. Para que se opere a exclusão. Tratase de uma exceção pluralística no concurso de agentes. por exemplo.ou resistível . 2. § 1°). mas atinge também o balconista. a) Embriaguez acidental: é a decorrente de caso fortuito ou força maior. aplica-se a regra do concurso formal (art. cujas conseqüências variam de ligeira excitação até o estado de paralisia e coma. está no estrito cumprimento do dever legal. da CF. Deve ser cumprido em estabelecimento de segurança máxima . O fato. c) Prisão simples: para as contravenções penais. além de outra pessoa. sim. mas a pena será diminuída de um sexto a um terço. de caráter perpétuo.: quadrilha ou bando). uma vez que não lhe competiram os atos de execução. "Art. b)Legitima defesa: quem. repele injusta agressão. inciso XLVII. 74). de trabalhos forçados. mas passa a ser inculpado o agente. só é punível o autor da coação ou da ordem. 20. é atípico. haverá responsabilização penal. surdos-mudos que não têm qualquer capacidade de entendimento e de autodeterminação. é um pressuposto para imposição da pena. Causas excludel'!tes de imputabilidade Doença mental . quando o agente quis participar de infração menos grave (art. por ele. da possibilidade de o agente conhecer o caráter ilícito da conduta. nem podia de outro modo evitar. quando lhe era possível. por exemplo. b)Detenção: para crimes dolosos ou culposos. isentando de pena o réu. Em regra. a não ser que ocorra causa excludente de imputabilidade. caracteriza estado de necessidade. Deve ser cumprido em colônias agrícolas.E o constrangimento a alguém para que faça ou deixe de fazer alguma coisa.E o caso de oligofrênicos. realizam a conduta principal. poderá diminuí-Ia de um sexto a um terço. 73). Erro determinado por terceiro o "Responde pelo crime o terceiro que determina erro" (art. Damesma série:DireitoCivil. Autor intelectual . Ocorre quando. A "prevenção geral" visa ao desestimulo de todos da prática de crime. c) Estrito cumprimento do dever legal: consiste a excludente na existência de dever. . o fato não deixa de ser tipico. mas o agente não será culpável . que não saiba e não possa saber que seu comportamento contraria o ordenamento jurídico. Contra pessoas ou coisas. 22 . Embriaguez . cujo sacrificio. 21 . não era razoável exigir-se. Obediência hierárquica .Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem. b) Embriaguez patológica: é causa excludente de imputabilidade porque se equipara à doença mental. Se ocorre também o resultado pretendido. Direitodo Trabalho. mas tem direito a uma atenuante genérica. O executor atua sem vontade ou sem consciência e. dotados de reduzidíssima capacidade menta]. DireitoTributário.Resumiu Jurídico De~criminantes putativas "E isento de pena quem. art. 5°. não alcançando as de outro tipo (empregatícia. b) moral (emprego de grave ameaça): pode ser irresistivel . assim como um aspecto de prevenção." Trata-se do erro de tipo inevitável (invencível ou escusável) e. todo agente é imputável. se o fato for previsto como crime culposo. como causa de exclusão da culpabilidade. 20. não podendo dizer que foi utilizado como instrumento de atuação.e).O desconhecimento da lei é inescusável. o fato passa a ser atipico . a culpabilidade não é elemento do crime. 19. 93. em colaboração recíproca e visando ao mesmo fim. usando moderadamente dos meios necessários. Pode ser: a) física: exclui a conduta. Aberratío íctus Erro que ocorre na execuçâo material do crime.É a intoxicação aguda e transitória causada pelo álcool ou substâdcia de efeitos análogos. não manifestamente ilegal. Será evitável o erro quando se verificar ser possível ao agente. capuf e parágrafo único. Penas privativas de liberdade Compreendem: a) Reclusão: para crimes dolosos.Os participes apenas concorreram para que o autor ou os co-autores realizassem a conduta principal. b) legal: se o subordinado cumpre ordem legal. como psicose. 91. se evitável. diante das circunstâncias. se existisse. A pessoa é usada como instrumento de atuação. LEP). No caso. é denominado crime de concurso eventual). De acordo com esse entendimento. O erro sobre a ilicitude do fato.há crime. Embora todos os co-autores e participes devam responder pelo mesmo crime. Na falta de qualquer um desses elementos. mas. esquizofrenia. d) Exercicio regular de direito: ocorre quando o agente age dentro dos limites autoriza dores pelo ordenamento jurídico (ex. Se inevitável. liberdade não pode ser superior a 30 anos (art. Processo Civil. incorre em erro de proibição evitável. exclui a punição por dolo ou por culpa. art. funda-se no princípio de que só podem ser punidas as condutas que poderiam ser evitadas. exclui a culpabilidade. só pode ser praticado por uma pluralidade de agentes (ex. procurando fazer com que não volte a delinqüir. b)Semi-aberto: para pena superior a quatro anos e inferior a oito anos. ESPÉCIES DE PENA 1. Autor mediato . IMPUTABILlDADE PENAL É a capacidade de entender o caráter ilicito do fato e determinar-se de acordo com esse entendimento. proveniente de lei. Coação . DireitoComercial. excepcionalmente. A "prevenção especial" dirige-se à recuperação do condenado. não haverá penas de morte (salvo em caso de guerra declarada). ou seja.Todos os agentes. CONCURSODE PESSOAS Há concurso de pessoas quando dois ou mais indivíduos concorrem para a prática de um mesmo crime (art. a obrigar o agente a determinada conduta típica.realizar o núcleo do tipo. uma vez que está acobertado por causa de exclusão da ilicitude. a direito seu ou de outrem. Autoria Autor . 29) e pode levar à interdição civil (Decreto-Lei 8~1/38).É aquele que concorre para o crime sem. A obediência hierárquica refere-se a subordinação de cunho administrativo. A exigibilidade de conduta diversa pode ser excluída por duas c~usas: 1.É aquele que realiza a conduta descrita no tipo. Co-autoria . 23 do CP dispõe que não há crime quando o agente pratica o fato nos seguintes casos: a) Estado de necessidade: o agente pratica o fato para salvar de perigo atual. E que o executor (o que recebeu a ordem ou promessa de recompensa) sabe perfeitamente o que está fazendo. mas certamente a vicia de modo a tornar incabível qualquer censura ao agente. por incidência da execução. as condições ou qualidades da vitima. religiosa)." POTENCIAL CONHECIMENTO DA ILlCITUDE Trata-se do elemento intelectual da culpabilidade. mas permite a diminuição da pena de um terço a dois terços. Enquadra-se a atividade do policia]. que não provocou por sua vontade. é cumprida só nos regimes sem i-aberto ou aberto. 87. salvo posterior transferência para regime fechado. considera-se que a conduta principal foi realizada pelo autor mediato. senão as da pessoa contra quem o agente queria praticar o crime" (art. a inevitabilidade não tem a força de excluir a vontade. § 3°). como se fosse uma arma ou um animal irracional.Ordem de superior hierárquico é a manifestação de vontade do titular dI' uma função pública a um funcionário que lhe é subordinado.Considera-se evitável o erro se o agente atua ou se omite sem a consciência da ilicitude do fato. deve responder pelo crime praticado. Não se consideram. pois fica um resquício de vontade. Erro sobre a pessoa (aberratío persona) "O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. que subsiste como força propulsora da conduta. isenta de pena. "Não há isenção de pena quando o erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo" (art. E a possibilidade de declarar culpado o autor de um fato típico e ilícito.E a perturbação mental de qualquer ordem. com o fito de evitar-se a responsabilidade objetiva. atual ou iminente.

O resultado fica logo definido e encerrado. A lei descreve um comportamento positivo. Crime doloso . Crime plurilocal- É aquele em que a conduta se dá em um local e o resultado em outro. perfazendo-se o crime com a realização de qualquer delas. Crime internacional ou mundial . continua acontecendo. Crime qualificado . vindo a falecer. Não se pune o comportamento físico negativo. A punição é cab.: art.Resumão Jurídico CLASSIFICACÃODOS CRIMES . em que se descrevem duas ou mais condutas. que só se perfaz com a associação de mais de três pessoas. .: matar ou ferir alguém. além da sançã. Remição O condenado pode remir ou resgatar. A substituição se dá: a) quando for aplicada pena privam'3 de ~ não superior a quatro anos e o ~ ~ cometido com violência ou l!f1I>e óIIIICoo. § 2°..: homicídio simples). independentemente de a reputação do ofendido ficar ou não abalada). 297 a 302"). a omissão ilegal (ex. por deixar de fazer o que estava obrigado.Costuma realizar-secom um só ato. Penas restritivas de direitos Diz o art. Crime remetido . "A". mas dentro do mesmo país. Crime complexo . após o cumprimento de um sexto da pena no regime anterior e se o comnortamento do condenado indicar a progressão (m. Crime unisubsistente . O preso provisório não está obrigado ao trabalho. Trabalho do preso O condenado à pena privativa de liberdade est. 44 do CP que as penas resttiu úe direitos são autônomas. párte do tempo de execução da pena. pois o coodelw. Crime instantâneo . mas este era previsível.: homicídio privilegiado). desde que o fato tenha relação com suas funções. Crime culposo - É praticado pelo agente por negligência. no Brasil ou no estrangeiro.Implica o concurso de agentes (ex.Apresenta um perigo como resultado. e o foro competente é o do local da consumação.. produz o resultado. Detração penal Trata-se do desconto. por tratado ou convenção. O crime será um só.: homicídio qualificado). toma todas as medidas para evitar a consumação do delito.: a obtenção de resgate é apenas o exaurimento do crime de extorsão mediante seqüestro ). Crimeprivilegiado- É aquele em que o acréscimo ao tipo básico serve para diminuir a pena (ex. Sua qualificação encontra-se na parte especial do CP. a cada três dias de trabalho.: induzimento. Na regressão. Crime preterintencional (ou preterdoloso) É aquele em que há dolo no antecedente e culpa no conseqüente (ex.Corresponde à tentativa perfeita.morte.Exige do agente determinada qualidade. . pelo trabalho. se o resultado não ocorrer. São provisórias: a prisão em flagrame: a prisão temporária. que Jewparece.É praticado pessoalmente pelo agente (ex. por ser presumido pela lei (ex. O agente não tinha a intenção de produzir o resultado. 126. crime de quadrilha ou bando.: injúria verbal).Pode ser praticado por qualquer pessoa. o lugar da pena de prisão.A prátic:: de fato previsto como crime doloso constitui fmta grave (art. porém. sem contar :1> crianças. O resultado é mero exaurimento do direito (ex. 231). LEP . cuja pena. d) direito a saída da cela por duas horas diárias para banho de sol.É aquele em que o sujeito passivo é uma coletividade sem personalidade juridica.. não são cumuIaIr 06 com a prisão. . . .Costuma realizar-se por vários atos (ex.. o público ou a sociedade (ex. não uma proibição (ex. ao mesmo tempo.~ cia é dividida. o agente será punido por tentativa de homicídio). . Crime plurissubsistente . ajuru. Crime instantâneo de efeito permanente Consuma-se um dado instante.. imprudência ou imperícia. Crime vago . .É aquele em que a lei só descreve a conduta do agente.Consuma-se antecipadamente. furtar algo).. crime de casa de prostituição). por analogia ao ano .: o crime de roubo é composto pelo furto mais ameaça ou violência à pessoa).É aqueleem que o agente. Regime Disciplinar Diferenciado . a prisão após sentença ccudenatória recorrível. Crime de mera conduta . O agente será punido pela conduta dolosa .: perigo de contágio venéreo). quadrilha ou bando. Crime comissivo por omissão . .lesão e pelo resultado a título de culpa . Crime de dano . Crime de perigo . 42). ~~_ _ ."Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados.. . a morte. Crime falho . _ ""=. não aludindo a qualquer resultado (ex. Aplica-se a teoria do resultado.: ato obsceno).aplica-se a prisão-albergue. assim com' presos suspeitos de envolvimento em organizações criminosas. será punida sua tentativa (ex. LEP .: caso de homicídio com relação às lesões corporais. . Crime funcional - É praticado por funcionário público. Crime exaurido . como crime doloso ou falta grave" ou "sofrer /) ~ denação por crime anterior. para agravar a pena (ex.: tráfico de mulheres . Não admite co-autoria. Crime comissivo . e. quando ocasionar subversão da ordem ou disciplinas internas. 53. Trata-se de crime impossivel. a ação é matar e o resultado. descontar um dia da pena (art. nacionais ou estrangeiros. Divide-se em: a)de perigo concreto: o perigo deve ser demonstrado e provado (ex.: omissão de notificação de doença).art. cai e bate a cabeça. ::. . a prisão preventiva: a prisão em virtude de pronúncia. Ou internação em hospital de custódia e tratamelYô: psiquiátrico (art. ~c e de condenada gestante com filho meIIO!'" 'ti~r Iciente físico ou mental (art. .Ocorre quando o agente é levado à ação por instigação de alguém que.. não pode ser punido pela ineficiência do Est-. Crime plurissubjetivo . 304 . LEP). penal correspondente. com duração de duas horas. Crime de ação múltipla . . substi~ a privativas de liberdade. Progressão e regressão A progressão se dá com a transferência pan regime menos rigoroso. LEP). Crime simples .Refere-seaos tipos alternativos ou mistos. Crime de flagrante provocado . . com a prisão em flagrante do agente.. -_ LEP.vel tanto ao preso provisório quanto ao condenoo. . o condenado é transferido piin regime mais rigoroso quando "praticar fato defmn. passando a ocupar_ ~ do aplicadas.: homicídio). E o direito que o condenado em regime fechado Ou sem i-aberto tem de. § 1°.: o enfermeiro que não administra ao paciente o remédio prescrito.luta entre três ou mais pessoas. soa ou. . dando causa a sua morte). . sim. . que se consuma com sua simples comunicação a outra pessoa. mas este acaba não ocorrendo.: crime de redução à condição análoga à de escravo). Crime omissivo próprio . . c) visitas semanais de duas pessoas. a partir de certo instante. Deve haver.É aquele que já está consumado nos termos da lei. . não admite tentativa (ex. sem dependência de qualquer resultado (ex. LEP). 2. em certos casos..A consumação. em que o agente pratica todos os atos necessários para o resultado. violação de domicílio). como a família.. qualquer que seja a-pena ~___ crime for culposo: I . .É aquele em que a lei acrescenta alguma circunstância ao tipo básico. Crime próprio .. . . . . torne incabivel u regime" (art. com a reiteração seguida da conduta (ex.Apresenta um dano efetivo como resultado da ação (ex. Crime comum .: crime de rixa . Crime progressivo . LEP) e.: desobediência. isto é. reunidas para o fim de cometer crimes).SomeDIe >I:ad::-_IO: o recolhimento do beneficiário do ~"1Ie aber em residência particular quando se uã~ de '"to denado maior de 70 anos acometido de doen. Inexistência de casa de albergado c_ . Somente em um caso o preso terá direito a remlf _ tempo de pena sem trabalhar: quando sofre um acidente de trabalho e fica impossibilitado de prosseguir (art. o Brasil obrigou-se a reprimir (ex.art.: crime de falso testemunho e reingresso de extrangeiro expulso . mas seus efeitos se perpetuam no tempo (ex.: crimes de furto ou homicídio). Crime de mão própria . renovando-se e prolongando-se no tempo.É aquele cujas etapas anteriores também constituem crime (ex. embora com desdobramentos posteriores. somada ao restante de pena em execução. espécie. 31. apenas participação.. mas. que são por este absorvidas). lesão corporal seguida de morte). Crime habitualExige habitualidade. Características do RDD a) duração máxima de 360 dias. . Crime materialÉ aquele em que a lei descreve a conduta do agente e o crime se consuma com o resultado e.: a calúnia. sem prejuízo de repetição da sanção por nova falta grave da mesmo.Ocorre quando sua definição se reporta a outros crimes. 117. que apresentem alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimento penal ou da sociedade. sem dependência de ocorrer ou não o resultado desejado pelo agente.É a forma básica do delito (ex. b)de perigo abstrato: o perigo não precisa ser demonstrado e provado. . . do tempo anterior de pnsàc provisória. 338 CP). Crime formal. urna troca.É aquele em que o agente tem a intenção de produzir o resultado criminoso ou assume o risco de produzi-Io.É praticado mediante o "não fazer" o que a lei manda (comportamento negativo). será passível de Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). embora já realizada. Crime permanente . . mas que não mais alteram o fato típico (ex.. .Consíste em uma ação. no entanto. sendo também um direito do preso a atribuição de trabalho e sua remuneração. . efetuado na contagem do cumprimento de pena privativa de liberdade ou de medida de segurança. como a de mãe no infanticídio ou a de funcionário público no peculato. .: no homicídio. 126.Na ausência de casa de albergado. . a que se referem os arts. LEP). que passam a integrá10(ex. 118. O RDD poderá abrigar presos provisórios ou c0ndenados.. b)recolhimento em cela individual. se a morte não ocorrer.: crime de exercício ilegal da medicina. embora praticadas duas ou mais ações (ex. Sua qualificação encontra-se na parte especial do CP.: omissão de socorro). portanto. obrigado ao trabalho na medida de suas aptidões e capacidade (art.É aquele que.Contém em si duas ou mais figuras penais (ex. instigação ou auxílio ao suicídio).: "A" dá um soco em "B" com a intenção de causar-lhe lesões corporais. . . . Prisão-albergue domiciliar .

1') o juiz fixa a pena de acordo com as circunstâncias judiciais (art. Ocorre depois de parte da pena já ter sido cumprida. so pOI um res se tan col 3. os antecedentes. de um sexto a dois terços. ern E~ ticI cas da. se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. por um período de dois a quatro anos. de freqüentar determinados lugares ou a suspensão de habilitação para dirigir veiculos. b)cumprimento da pena: se não forreincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes. para informar e justificar suas atividades. En em se I J age do ou A1 qUI atit es~ se I APLICAÇÃO DA PENA O Código Penal. que novo crime sej a praticado após sentença condenatória transitada em julgado por crime anterior. desde que tenha ocorrido o decurso de dois anos da extinção da pena ou da audiência admonitória. somente uma delas. aumentada. Compreendem: a) Prestação pecuniária Pagamento em dinheiro à vítima. b)o condenado não pode ser reincidente em crime doloso. A condenação anterior à pena de multa não impede concessão do sursis (art.imes. (ari ma a~ Características a) são indeterminadas no tempo. o processo individualizador da pena desdobra-se em três etapas: . deverá ter sido cumprida mais da metade da pena. no país ou no estrangeiro. Enquanto as penas têm caráter retributivo-preventivo e se baseiam na culpabilidade. adotou o sistema trifásico de cálculo de pena. os antecedentes. se diversas. hospitais. Fernando Capez: "Beneficio que tem por finalidade restituir o condenado à situação anterior à condenação. c) comportamento satisfatório durante a execução da pena. a conduta social e a personalidade do agente. Espécies a) Intemação: consiste na internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou. Erj . tem direito. Trata-se de direito público subjetivo do sentenciado. mas aumentada. orfanatos e outros estabelecimentos. idênticos ou não. proibição de ausentar-se da comarca onde reside. Requisitos para a aplicação É necessária a coexistência de dois requisitos: 1. sem autorização do juiz. § 1°). sob certas condições. se reincidente em crime doloso. b)à integridade fisica e moral. Em regra.circunstâncias inominadas. por meio da prática de uma ou mais ações. também. d) de propriedade. b)Sursis humanitário: é aquele a que o condenado. 59) . presume-se uma ligação entre os vários crimes. desde que a pena não exceda a quatro anos. REABILITAÇÃO Como conceitua o prof. lugar e modo de execução. b)Tratamento ambulatorial: consiste na sujeição a tratamento ambulatorial. por si só. 2. b) Perda de bens e valores A perda se dará em favor do Fundo Penitenciário Nacional. denominado periodo de prova. o valor da pena de multa deve ser inscrito como divida ativa em favor da Fazenda Pública. 3°) assegura ao condenado todas as condições para a harmônica integração social. retirando as anotações de seu boletim de antecedentes". d) reparação do dano causado pela infração. a prática de dois ou mais crimes. periculosidade. não caracteriza. mas apenas aos inimputáveis e aos semiimputáveis. SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA OU SURSIS A suspensão condicional da pena é um instituto que tem por fim evitar que o condenado a uma pena de curta duração e que não tenha personalidade tendente à criminalidade seja recolhido a estabelecimento penitenciário. g)de petição aos poderes públicos em defesa de direitos ou contra abuso de poder e direitos políticos. de um sexto até a metade. comparecimento pessoal e obrígatório ajuízo. q) direitos políticos. O beneficiário pode. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e terrorismo. aplica-se aos crimes apenados com detenção. escolas. de segurança têm natureza só preventiva e se fimdamentam na periculosidade do indivíduo. prática de fato típico punível. por razões de saúde. mas sem internação. Caso o beneficiário não cumpra as condições estabeleci das. ou até de uma série de cr. p)de receber visitas. J de. I I i I c). Para amenizar a situação do acusado que praticou dois ou mais crimes da mesma espécie. São tarefas gratuitas atribuídas conforme aptidão do condenado. devem autorizar a concessão do beneficio. 38). 45.Resumão Jurídico D4I I ficl seJ de ass po~ eo b)quando o réu não for reincidente em crime doloso. no caso de sursis ou livramento condicional. do exercício de profissão. § 1°). Pena de multa A multa penal pode ser cominada como pena única. ou. e) Limitação de finais de semana Consiste na obrigação de permanecer. h) à assistência jurídica. por meio de perícia médica. ao condenado que está cumprindo pena privativa de liberdade. que são obrigatórias. para permitir a aplicação de uma pena só. onde poderão ser ministrados ao condenado cursos ou palestras ou atribuídas atividades educativas. é proibida a conversão da pena de multa em prisão (art. nos casos de condenação por crime hediondo. como pena alternativa (ou multa) e também em caráter substitutivo. f) à inviolabilidade da intimidade. 63). I JI Concurso formal Ocorre quando o agente. ou a mais grave. A pena aplicável será a mais grave se diversos. Consiste na atribuição de tarefas ao condenado em entidades assistenciais. n) à assistência social. ficar sujeito às condições judiciais: proibição de freqüentar determinados lugares. Requisitos a) condenação a pena privativa de liberdade igualou superior a dois anos. pratica dois ou mais crimes. A suspensão será fixada pelo juiz. 44). salvo efetiva impossibilidade de fazê-Io. bem como os motivos e as circunstâncias do crime. 68. Deve ser aplicado a casos de doentes terminais. o)à individualização da pena. dentro de circunstâncias semelhantes de tempo. terá direito ao beneficio quando a pena privativa de liberdade não ultrapassar quatro anos. em qualquer caso. 45. nã< cui su~ ci~ div nãl agi Crime continuado É uma figura imaginária criada para evitar pena excessiva no caso de dois ou mais crimes seguidos. em qualquer caso. E direito subjetivo do sentenciado. sendo impossível a aplicação cumulativa de pena e medida de segurança. pelo qual são dados cuidados médicos à pessoa submetida a tratamento. A LEP (art. Nessas duas espécies de sursis o período de prova será de quatro a seis anos. Transitada em julgado a sentença condenatória. ocorre a reincidência. 77. só findando ao cessar a periculosidade. a reincidência. § 3°). çonversão da pena em medida de segurança E possível quando no curso da execução da pena privativa de liberdade sobrevenha doença mental ou perturbação da saúde mental do condenado. por cinco horas diárias. 2') o juiz leva em conta as circunstâncias agravantes e atenuantes legais. Estão mantidos seus direitos: a) à vida. b). independentemente de sua idade. c) a culpabilidade. 78. Hoje. em casa de albergado ou outro estabelecimento adequado. pratica dois ou mais crimes. deverá ter cumprido mais de um terço da pena. em seu art. o tenha condenado por crime anterior (art. bom desempenho no trabalho e aptidão para trabalho honesto. j) ao trabalho remunerado. as medidas ed reg cal i . o juiz poderá revogar o beneficio ou prorrogar o período de prova. e) à liberdade de pensamento e convicção religiosa. Nesse caso. i) à educação e à cultura. mediante uma só ação ou omissão. Tecnicamente. cumprimento de mais de dois terços da pena. como pena cumulativa (e multa). k) à indenização por erro judiciário. Espécies a)Sursis etário: se o favorecido for maior de 70 anos. o condenado fica sujeito às condições legais previstas no art. da vida privada. Seu tempo de duração correspqnde ao restante da pena que estava sendo executada. § 1°. mensalmente. b)não são aplicáveis aos agentes plenamente imputáveis. c) à igualdade. a seus dependentes ou a entidade pública ou privada com destinação social (art. m) de assistência à saúde. I) a alimentação. ou seja. ressalvada a legislação especial (art. da honra e da imagem. mediante mais de uma ação ou omissão. idênticos (homogêneos) ou não (heterogêneos). LIVRAMENTO CONDICIONAL Trata-se da antecipação provisória da liberdade concedida. I agI a) I 1 REINCIDÊNCIA Quando o agente comete novo crime depois de transitar em julgado a sentença que. c) quando a culpabilidade. as penas referentes a cada crime são somadas. Requisitos a) a pena privativa de liberdade não pode ser superior a dois anos. vestuário e alojamento com instalações higiênicas. c) Prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas Será aplicada se a pena privativa de liberdade proferida na sentença for maior de seis meses (art. I DIREITOS DO PRESO O preso conserva todos os direitos não atingidos pela condenação (art. Em geral. aos sábados e domingos. Compreende: I dh I I Concurso material Ocorre quando o agente. d) Interdição temporária de direitos Pode ser a proibição do exercício de cargo. em outro estabelecimento adequado. d) não pode ser cabível a substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos (art. I . 5 I) na hipótese de o condenado solvente deixar de pagá-Ia ou frustrar sua execução. aplica-se aos crimes apenados com reclusão. se idênticas. prática de tortura. à falta dele. Nosso Código Penal adotou o sistema vicariante. Durante o período de prova. 46). O valor arrecadado com a multa será revertido em favor do Fundo Penitenciário. a conduta social e a personalidade do condenado e os motivos e as circunstãncias indicarem que a substituição é suficiente. E necessário. por meio de sua reeducação e da preservação de sua dignidade. Trata-se de causa suspensiva de alguns efeitos secundários da condenação e dos registros criminais. 3") o juiz leva em conta as causas de aumento ou de diminuição de pena. para o reconhecimento da reincidência. I I I CONCURSODE CRIMES Ocorrência de dois ou mais delitos. 96 a 99) e diferem destas por sua natureza e fundamento. se iguais. J MEDIDAS DE SEGURANÇA São sanções penais à semelhança das penas (art.

Prescrição da pretensão punitiva . por não tê-Io feito dentro do prazo estipulado em lei. posteriores a ele. VI): calúnia ou difamação (art. E concedida por lei. Trata-se de causa personalíssima que não se comunica aos co-autores.Parte Especial e Processo Penal Conheça I . o prazo prescricional ocorre pela pena privativa de liberdade Serão reduzidos pela metade os prazos prescricionais quando o agente for menor de 21 anos na datA da infração ou maior de 70 anos na época da sentença (art.br .Ocorre antes u.: quando o agente pratica calúnia ou difamação contra o presidente da República). a: AÇÃO PENAL Aç~openal pública E promovida pelo Ministério Público. EXTINÇÃO DA PUNIBILlDADE Renúncia ao direito de queixa . mas não para a defesa.Fischer& AssociadosLIda. a crimes políticos. desde a instauração do inquérito policial até o término da execução da pena. à vista da certidão de óbito do agente. a prescrição volta a correr novamente por inteiro. decisão confirmatória da pronúncia. 5°. 103). abrangendo fatos e não pessoas (art.. Se estiver em grau de recurso.Ministério Público. edição reservadospara Barros. Trata-se de renúncia do Estad9 ao direito de punir. CPP). Se a pena não é imposta ou executada dentro de determinado prazo. persistindo os efeitos do crime. por meio de seu advogado. por inércia ou desinteresse de sua parte no prosseguimento da ação. Essa causa extintiva pode ocorrer em qualquer momento da persecução penal.Exclui apenas a punibilidade e não o crime. a pena pode ser afastadapela retratação do agente (art. LEP. condicionada 0l. art. pronúncia. reincidência. nesse caso. advogada. 236). abrangendo grupo de sentenciados (é coletivo e espontãneo). execução da pena. será o juiz da vara de execuções (art.art. CPP). e art. que vai da sentença até o dia li. Compete ao presidente da República (art. Aplica-se. conforme inciso Retratação do agente Em alguns casos. Interrupção da prescrição . Graça . CF). c) Personalissima: cabe apenas ao ofendido. O prazo de decadência é fatal e improrrogável.Flscher& AssociadosLIda Endereço: Rua Padre Garcia Velho. LICPP). assessora da Comissão de Prerrogativase Dir6l'os . o. condenação. 107) como em disposições esparsas na parte especial. Impressão: Eskenazllndústria Gráfica LIda. trânsito em julgado da sentença e tem como conseqtJencia o desaparecimento da pena e dos efeitos da sentença proferida. Não afasta a reincidência. O prazo interrompido ~ parece. se já houver sentença com trânsito em julgado. mas não afasta os efeitos secundários da sentença condenatória (como a incursão 0_ rol dos culpados e a reincidência). O condenado que a recebe não retoma à condição de primário. Não cabem graça. 143). As causas de extinção da punibilidade extinguem a pena aplicável. CPP). O prazo da prescrição. Acabamento: Badge Comerciai de Plásticos LIda. apaga a pena e todos e quaisquer efeitos. 114 do CP. quando houver inércia do promotor de Justiça em oferecer a denúncia (art. São Paulo. roubo).com. Cabe ao presidente da República conceder a graça. é de seis meses. O perdão judicial é direito do réu. início ou continuação da pena. não se transmite para os sucessores. Não depende de aceitação do ofendido. professora universitária. O juiz deixa de proferir a condenação.. anos quando a multa for a única cominada ou aplicada. Flscher & Associados LIda. 171..7" andar. Sua peça inicial é a queixa-crime oferecida pelo ofendido ou seu representante legal. :-.lesse cas. bem como nos crimes definidos como hediondos (art. livrando o condena. chegar a seu termo final fixado em lei ou au: que ocorra outra interrupção. Exord. Prescrição da pena de multa . apagando a infração penal. somada a pena privativa de liberdade. Pode tanto atingir o direito de oferecer queixa-crime como o de representar ou o de suprir a omissão do . impor a sanção. 61. Site: www. Exclui o efeito da reincidência (art. ~ Renúncia e perdão Ação penal privada E promovida pelo particular. Decadência É a perda do direito do ofendido de propor ação penal. etc. CPP (ex. o prazo é de um mês. Exceções ao prazo normal da decadência: no crime de adultério. 107. 26). previstos na lei. declarará extinta a punibilidade. Pode ser: a) Incondicionada: quando seu exercício não depende de manifestação de vontade de quem quer que seja. 107.Ocorre antes de proposta a ação penal. Deve ser reduzida a termo nos autos.Ocorre ap' » o efetivo trânsito em julgado da sentença condenat. 13. sedução. cessa o interesse da lei pela punição. como se nunca tivesse existido. Perdão do querelante . no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pen:: privativa de liberdade quando a multa for altemauva ou cumulativamente aplicada. Rescinde a condenação. O prazo da prescrição retroativa conta-se também pela pena efetivamente imposta. embora configurado o crime. Pode ser geral. :. VII). que é em regra um benefício individual e deve ser solicitada. Prescrição da pretensão executória .Copyrlght@2004FernandaMariaZlchiaEscobar. 120) e não depende da aceitação do réu.: homicídio. 29. 213 a 220 (estupro. 49.E-mail: exord@exord. o casamento da vítima com o agente extingue a punibilidade (art. regula-se pela pena aplica<!:: na sentença. subsistindo os demais efeitos d. nos casos permitidos em lei. acarretam a interrupção da prescrição: recebimento da denúncia ou da queixa. Pode ser: a) Propriamente dita: começa a correr da co~ do crime até o recebimento da denúncia ou da que:. difamação e injúria pela imprensa (Lei 5. XII. em regra. CEP 05421-030 Telefone/fax: 0(xx)11 3034-0950 Site: www. clemência.. 911788588 74945~ II III n também. Estão elencadas tanto na parte geral do CP (art. com o oferecimento da denúncia. e afasta a reincidência. Se forem dois ou mais querelados.Extingue apenas a punibilidade. Persistem os efeitos do crime. VIII). Esta se cristaliza em um ato que se chama representação do ofendido ou requisição do ministro da Justiça (ex. A prescrição é de ordem pública.com. a perempção traz como conseqüência a extinção da punibilidade. 342. O perdão é um ato bilateral. Nas ações penais públicas condicionadas. 115). Anistia. por qualquer uma das pessoas citadas no art. do artigo mencionado. terrorismo. devendo ser decretada de ofício ou a requerimento do interessado. - ~ a: a: 11 .Parte geral é uma PLO~ da Barros. fazendo o prazo correr D<JL1Imente por inteiro.). de modo expresso ou tácito. 11 C Perdão judicial Extingue a punibilidade. Punibilidade é a possibilidade de o Estado. 66.br Exord: Av. § 2°) e crime de induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento (art. extingue-se a punibilidade do agente. c) Retroativa: trata-se da mesma prescrição superveniente. em regra.com.bafisa. b)Superveniente: a sentença condenatória recorri'e. Distribuição e vendas: Bafisa. OAB/SP. XLIII.: 0(xx)11 3372-25(). por quem legalmente a represente e. CF). podendo ser expressa por meio de declaração assinada ou de forma tácita. Extingue a punibilidade. havendo nos autos sentença condenatória COl!' trânsito em julgado para a acusação. de três meses. Uma vez declarada em juízo. 25. não ficando sujeito a interrupções ou suspensões. interrompe a prescrição. pós-graduaOã emDireito Penal e Processo Penal. em face do princípio da indivisibilidade da ação penal (art. trânsito em julgado definitivo ou do trânsito emjuJgado do recurso improvido da acusação.Resumão Jurídico ~ a: . O prazo que começa a correr aP<J~ a sentença condenatória recorrível é o prazo da prescrição superveniente. o perdão concedido a um deles aproveita a todos. A graça e o indulto podem ser dados na forma de comutação da pena. § 2°).br E-mail: baflsa@uol. Pr~scrição E a perda do direito do Estado de punir ou executar a pena pelo decurso de tempo. 240. o casamento da vítima com terceiro também extingue a punibilidade.. Fica extinta a punibilidade. . Extingue a pena imposta.. definidos nos arts. Salvo disposição expressa em contrário. Pressupõe condenação com trânsito em julgado. A lei não leva em conta a vontade da vitima em propor ou não a ação .. no caso de morte.. não produzindo efeito em relação ao que o recusou. Paulista. Nos casos de pena de mul".. b)Snbsidiária da pública: é promovida por meio de queixa.exord.Direiiosoe. furto. alcançando a própria pretensão punitiva (retroativa benéfica). tráfico de entorpecentes e drogas afins. conforme dispõe o inciso I do art. mestranda emDireitos [)'<JSOo e Coletivos. 24. do dia da interrupção até Resumão Jurídico A coleção Resumão Jurldico é um projeto editorial da Barros.: 0(xx)11 3034-095C Atenção É expressamente proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo desta publicação sem a prévia autorização do editor. 11. Se o processo estiver em andamento. 107. VIII. Pode ser dado até o trânsito em julgado da sentença condenatória. O querelante pode perdoar o querelado... Não se comunica aos co- Extinção se refere a fatos ou atos que impedem o Estado de punir.250/67.Prescreve em doi". da sentença condenatória. falso testemunho ou falsa perícia (art. professora do Instituto b:ord Arte: Mauricio Cioffi Revisão: Márcia Menin Resumão Juridico DireitoPenal. Uma vez interrompida. deve ser decretada pelo próprio juiz (art. CF).. Exclui o crime. b)Condicionada: quando a propositura da ação penal depende de uma manifestação de vontade. principais o. Pode ser: a) Propriamente dita: só pode ser exercida pela vítima. E exclusiva da União e privativa do Congresso Nacional. que é a petição inicial desta ação penal. novamente. nos crimes de imprensa.Certos fatos.!incondicionada.bI. damesma autora:DireitoPenal. 48. tel. aborto.. 22 Pinheiros. autores. Com a morte da vítima. graça e indulto São formas de dispensa de aplicação da lei penal espécies de indulgência. 84. em parceria com o Exord Instituto de Orientação para Reciclagem em Direito. Indulto .E o esquecimento de certas intrações penais. restrita. desde que não requerido o prosseguimento do inquérito policial ou da ação penal no prazo de 60 dias a contar do casamento (art. secundários. 51).w_ ou a partir deste momento até a sentença. Morte do agente O juiz. A renúncia ao exercício do direito de queixa em relação a um dos autores do crime se estenderá a todos (art. 1111 DIREITO PENAL 2' edição ~~~~ Setembro 200C Autora: Fernanda Maria Zichia Escobar. começando-se a contar n. ainda que transitada em julgado. Apaga-se apenas. perdoando o fato. calúnia... . que é a substituição de uma pena por outra mais leve.com. Perempção E a perda do direito do querelante de prosseguir na ação penal privada. ISBN 85-88749-45-9 C ~ Retroatividade da lei A lei penal posterior que deixa de considerar a conduta como criminosa (aboliria criminis) retroage em favor do agente e extingue a punibilidade do fato. diante de violação da lei penal. desistindo da ação penal privada proposta. Casamento da vítima com o agente Nos crimes contra os costumes. 73. contados do dia em que o ofendido ou seu representante legal veio a saber quem é o autor do crime (art.sob licençaeditorialdo Ins. a representação deve ser feita até o oferecimento da denúncia (art. só podendo ser concedida por lei federal. podendo ser recusado pelo querelado e dando prosseguimento à ação penal."ria. de seu cumprimento. Após o trânsito em julgado da sentença condenatória. Só existe em dois casos: crime de adultério (art. São exteriores ao crime e também. anistia e indulto em crimes de tortura. sentença condenatória recorrivel. CPP). Casamento da vítima com terceiro Não tendo havido violência real ou grave ameaça. zera o relógio do Estado.. Sendo uma modalidade da prescrição da pretensão punitiva.Tel. ouvido o Ministério Público. será o próprio tribunal que concederá.Ocorre depois de iniciada a ação penal. A retratação deve ser clara e incondicíonal. cj. 31 do CPP. Anistia .