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´ Prefacio

´ ´ o mesmo das 10 aulas que foram dadas O conteudo deste livro e pelos autores a professores que atuam no Ensino M´ edio no Rio de Janeiro, em janeiro de 2001. ˜ O curso durou uma semana, com duas aulas em cada manha ` resoluc ˜ e a discuss˜ enquanto as tardes eram dedicadas a ¸ ao ao em conjunto dos exerc´ ıcios propostos. Todos os problemas aqui apresentados tˆ em respostas completas no final. A Sociedade Brasileira de Matem´ atica disp˜ oe de um conjunto ˜ gravadas, ao vivo, as aulas. As pesde 10 v´ ıdeos nos quais estao ˜ es interessadas na aquisic ˜ dos mesmos podem soas e instituic ¸o ¸ ao ` SBM nos enderec dirigir-se a ¸ os que constam no presente volume. ` disposic ˜ dos professores e estudanAo pˆ or este material a ¸ ao ´ tes universitarios que se preparam para o exerc´ ıcio do magist´ erio, ˜ dos autores e ´ a de destacar alguns temas usualmena intenc ¸ ao te estudados no Ensino M´ edio, mostrando que, ao lado de sua ˜ apropriada, eles podem ser ilustrados por meio de conceituac ¸ ao problemas simples, acess´ ıveis, por´ em desafiadores e contextuais. Evidentemente, trata-se de uma pequena amostra, indicando um f´ ertil e atraente caminho a ser trilhado. Mais uma vez, as atividades que realizamos, o livro publicado e os v´ ıdeos gravados devem sua existˆ encia em grande parte a ` SBM. A estas notaveis ´ ˜ es, o agraVITAE, ao IMPA e a instituic ¸o decimento dos autores. Rio de Janeiro, junho de 2001 Elon Lages Lima Paulo Cezar P. Carvalho Eduardo Wagner Augusto C´ esar Morgado

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Cap´ ıtulo 1

Proporcionalidade e ˜ es Afins Func ¸o
´ Em seu livro “Elementos de Algebra”, publicado em S˜ ao Petersburgo em 1770, o grande matem´ atico Leonardo Euler prop˜ oe o seguinte problema: ´ 50 pulos a ` frente de um cachorro, o qual Uma lebre esta ´ 3 pulos no tempo que ela leva para dar 4. Sabendo da que 2 pulos do cachorro valem 3 da lebre, quantos pulos ele deve dar para peg´ a-la? ´ um exemplo de questao ˜ que se refere a proporcionalidade, Este e assunto que exporemos a seguir.

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Proporcionalidade

Diz-se que duas grandezas s˜ ao proporcionais quando existe uma correspondˆ encia x → y, que associa a cada valor x de uma delas um valor y bem definido da outra, de tal modo que sejam cumpri˜ es: das as seguintes condic ¸o ´ y. Em termos matematicos: ´ 1) Quanto maior for x, maior sera ˜ x < x implica y < y . se x → y e x → y entao 2) Se dobrarmos, triplicarmos, etc. o valor de x ent˜ ao o valor ´ dobrado, triplicado, etc. Na linguacorrespondente de y sera ´ ˜ nx → ny para todo n ∈ N. gem matematica: se x → y entao ˜ es acima, a correspondˆ Nas condic ¸o encia x → y chama-se uma proporcionalidade. 3

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Temas e Problemas

˜ de um Exemplo 1. Sejam x o volume e y o peso de uma porc ¸ ao l´ ıquido homogˆ eneo. A correspondˆ encia x → y cumpre claramente ˜ es acima, logo o volume e ´ proporcional ao peso. as duas condic ¸o Exemplo 2. Sejam r e s retas paralelas. Dado qualquer retˆ angulo que tenha dois lados contidos nessas retas, chamemos de x o com´ ˆ primento de um desses lados e z a area do retangulo.

s z r
Figura 1

´ uma proporcionalidade. Ou seja: A correspondˆ encia x → z e ´ fixada, sua area ´ ´ proporcioquando a altura de um retˆ angulo e ze ` base x. nal a ˜ a area ´ Com efeito, em primeiro lugar, se x < x entao z do ˆ ´ igual a ` area ´ ˆ retangulo de base x e z do retangulo de base x mais ´ ˆ a area de um retangulo de base x − x, logo z < z . ˆ Em segundo lugar, um retangulo de base n · x pode ser expres˜ de n retangulos ˆ so como reuniao justapostos de base x (e mesma ´ ´ ´ n · z. area z) logo sua area e ˜ contida no Exemplo 2 e ´ uma conseObservac ¸ ao. ˜ A afirmac ¸ ao ¨ encia imediata da f´ ´ ˆ quˆ ormula que exprime a area de um retangulo ´ , entretanto, uma justicomo o produto da base pela altura. Esta e ´ conveniente usa-la ´ ficativa a posteriori. N˜ ao e no presente contex˜ daquela f´ to pois, na verdade, o primeiro passo da deduc ¸ao ormula ´ a verificac ˜ da proporcionalidade acima. e ¸ ao ˆ Exemplo 3. Consideremos no plano um angulo AOB e uma re˜ ´ ta r que nao e paralela ao lado OA nem a OB (Figura 2). Dado qualquer segmento de reta de comprimento x, contido em OA, as paralelas a r trac ¸ adas por suas extremidades determinam sobre o lado OB um segmento de comprimento y.

(Isto significa que a corres´ bem definida. Entao claro que se x < x ⇒ y < y e que x = n · x ⇒ y = n · y. Logo sao congruentes e da´ ı MP = M P = y. onde MN e M N sao ˜ paralelos comprimento x entao ˆ a OA. ap´ os o decurso de um mˆ es obt´ em-se um montante y. como n investimentos iguais a x.˜ Proporcionalidade e Func ¸ oes Afins 5 r y B O x Figura 2 A ´ uma proporcionaliAfirmamos que a correspondˆ encia x → y e dade. A ´ uma proporcionalidade: o que se recebe correspondˆ encia x → y e ´ proporcional ao que se aplicou. cada um. como mostra a Figura 4 (onde n = 3). Exemplo 4. compreendido entre dois angulos M=M ˜ triangulos ˆ e N = N . e ´ no fim do mˆ es e claro que aplicando-se mais recebe-se mais e investindo-se uma ˜ quantia n vezes maior do que x. os triangulos MNP e M N P tˆ em. pode-se considerar essa operac ¸ao ´ n · y. ˜ inicial.) pondˆ encia x → y esta Ora. um lado de ˆ mesmo comprimento x. ˜ devemos mostrar que o comAntes de justificar esta afirmac ¸ ao ˜ da posic ˜ primento y depende apenas do comprimento x mas nao ¸ ao do segmento tomado sobre o lado OA. sempre que tivermos x → y e A partir desta observac ¸ ao x → y . se tomarmos sobre o lado OA dois segmentos de mesmo ˜ na Figura 3. Com efeito. se quisermos comparar y com y podemos supor que x e x ˜ medidas de segmentos com origem no v´ ˜ fica sao ertice O. Investindo uma quantia x numa caderneta de poupanc ¸ a. logo o que se recebe e .

6 Temas e Problemas P’ y r y M x O x Figura 3 B M’ P x N’ N x A B y y' y O x x' A O y x x x A y B Figura 4 .

Numa proporcionalidade a propriedade 2). n ao os n meses essa mesma quantia gere o retorno n · y. ˜ mostra que a propriedade “quanto maior for x. 16.M. acima admitida ape´ nas quando n ∈ N. 2) Para todo x ∈ R· e todo n ∈ N tem-se f(nx) = n · f(x). igual a es anterior mais os juros correspondentes.: “Meu . ´ uma func ˜ f : R· → R· Uma proporcionalidade (num´ erica) e ¸ ao com as seguintes propriedades: ´ uma func ˜ crescente. mesmo que a taxa de juros permanec ¸a ´ constante. um retorno y. Assim o retorno (num per´ ıodo ´ proporcional ao capital inicial mas n˜ ´ proporcional ao fixo) e ao e tempo de investimento. onde x e ´ sua area. vale para um numero real positivo qualquer.˜ Proporcionalidade e Func ¸ oes Afins 7 Observac ¸ ao. ´ o conteudo ´ do Este e Teorema Fundamental da Proporcionalidade. ´ quadrado e y e ˜ Diante dos exemplos anteriores. que sao suas medidas.B. onde as grandezas s˜ ao substi´ ˜ tu´ ıdas por numeros reais. ˜ Se uma quantia fixa gera. ap´ os um mˆ es de investi˜ e ´ verdade que ap´ mento. publicados pela S. Outro maior sera ´ a correspondˆ ´ o lado de um exemplo disto e encia x → y. isto e ´ x < x ⇒ f(x) < f(x ) para 1) f e ¸ ao · quaisquer x. entao ˜ f(cx) = c · f(x) para quaisquer x e c em R· . podemos formular a definic ¸ ao ´ matematica de proporcionalidade. Esta observac ¸ ao ´ y ” nao ˜ assegura a proporcionalidade entre x e y. Estamos considerando apenas grandezas que tˆ em medida po´ sitiva. logo o modelo matematico da proporcionalidade leva em ˜ apenas numeros ´ considerac ¸ ao reais positivos. Ver tamb´ em os seguintes livros. ˜ do teorema acima esta ´ no Apˆ A demonstrac ¸ ao endice 1 na p´ ag. x ∈ R . Pois ao final de cada mˆ es e como se tivesse sido aplica` existente no mˆ da novamente uma quantia maior. Se f : R· → R· e ´ uma fun¸ cao ˜ crescente tal que f(nx) = n · f(x) para · todo x ∈ R e todo n ∈ N.

SuHa ˜ ponhamos dados x½ . f(x) = ax. Quando a > 0. ˜ O outro m´ etodo de resolver a regra de trˆ es chama-se “reduc ¸ ao ` unidade”. reciprocamente. o fato de que uma proporcionalidade f satisfaz esta igualdade para qualquer n´ umero real ¨ encias. Em particular. O coeproporcionalidade e ¸ ao ¸ ao ficiente a chama-se o fator de proporcionalidade. e mostrar que f(nx) = n · f(x) para n ∈ N do√ que verificar que f(cx) = c · f(x) para todo c ∈ R· .8 Temas e Problemas ´ ´ 129. pag. 1”. · · lidade f : R → R . c ∈ R· . x¾ com f(x½ ) = y½ . O nome “reduc ¸ ao . Com efeito. pag. obtemos a ˜ a = y½ /x½ e da´ ı vem o valor do termo y que falta na proporc ¸ao ˜ a ` y½ /x½ = y/x¾ : y = f(x¾ ) = ax¾ = y½ x¾ /x½ . pelo Teorema Fundamental. e “A Matematica ´ Professor de Matematica”. para quaisquer x. Esta e es. Acabamos de ver que. para todo x > 0. y½ . obtemos f(x) = a · x. (Pense em c = 2 ou c = π. tomando c = 1. y¾ . onde a = f(1). f(x¾ ) = y¾ . O quarto elemento da proporc ¸ ao ´ chamado y. Sabendo que f(x½ ) = y½ . onde a = f(1). chama-se uma fun¸ cao ˜ linear. vale f(xc) = x · f(c) = f(c) · x. Com efeito. ´ duas maneiras tradicionais de resolver esse problema. ou seja. onde a ∈ R e ´ Uma func ¸ ao uma constante. positivo c tem importantes consequˆ Corolario. am˜ iguais ao fator de proporcionalidade a. tem-se y½ /x½ = y¾ /x¾ . como veremos agora. a ˜ linear f(x) = ax transforma um numero ´ func ¸ ao real positivo x no ´ ˜ uma proporcionanumero positivo ax. ´ ˜ Esta ultima observac ¸ ao nos permite concluir que se · · ´ uma proporcionalidade ent˜ f: R → R e ao. bos esses quocientes sao A igualdade y½ /x½ = y¾ /x¾ chama-se uma propor¸ cao ˜ . do Ensino ´ 94. y½ e x¾ . Chama-se regra de trˆ es ao problema que consiste em. donde se tira sera ´ uma forma de resolver a regra de trˆ y = x¾ y½ /x½ . ´ bem mais facil ´ Na pr´ atica.) Por outro lado. vol. x¾ . ax½ = y½ . logo define. para quaisquer x½ . ´ Se f : R· → R· e ´ uma proporcionalidade entao ˜ tem-se. por restric ¸ ao. M´ edio. Entao ˜ deve ser y½ /x½ = y/x¾ . determinar o quarto. ˜ f : R → R definida por f(x) = ax. toda ´ a restric ˜ de uma func ˜ linear a R· . conhe´ cendo trˆ es dos numeros x½ .

˜ Proporcionalidade e Func ¸ oes Afins 9 ´ o valor de f(x) quando unidade” prov´ em do fato de que a = f(1) e x = 1. mais precisamente. a area A ˆ ´ proporcional a y. p´ ag. peso = densidade × volume. chamado a densidade do l´ ıquido (ou. Logo. ´ espec´ ıfico). o fator de propor´ irrelevante e/ou complicado de se obter. e Assim. ou seja. Diz-se Existe tamb´ em a noc ¸ ao que duas grandezas s˜ ao inversamente proporcionais quando existe uma correspondˆ encia x → y que associa a cada valor x de uma delas um valor bem definido y da outra. sendo y½ = f(x½ ) e y = f(x¾ ). por definic ¸ ao. de tal modo que sejam ˜ es: cumpridas as seguintes condic ¸o . Mas e ´ que vale para a base vale tamb´ em para a altura.) ´ costume escrever o fator de proporcionalidade No Exemplo 4. de um retangulo de base 1 e altura y e ´ a area ´ ˆ A = B · y. Assim A = y este e logo. Deve-se ressaltar enfaticamente que a regra de trˆ es. o fator de proporcionalidade a = peso / volume. Ora. o fator de proporcionalidade n˜ ao tem a menor ˆ ´ o quociente dos senos dos angulos ˆ importancia. O numero i chama-se o juro. onde o fator de proporcionalidade A e ´ a a ´ ˆ ´ claro que o area do retangulo de mesma altura y e base 1. mas esta informac ¸ ao uma mera curiosidade. ´ ˆ ´ dada por z = xy. ´ ˆ Quanto ao Exemplo 2.) ˜ de proporcionalidade inversa. 17. onde B e do retangulo de base 1 e altura 1. portanto tem-se y = (1 + i)x. ˜ a ser feita e ´ que. ´ o quadrado unitario ´ ˜ B = 1. cionalidade a e No Exemplo 1. o peso ´ um conceito util. e a area z do retangulo de base x e altura y e (Veja o livro “Medida e Forma em Geometria”. prove˜ y½ /x½ = y/x¾ . No Exemplo 3. tem-se ao final do n-´ esimo Ò mˆ es y = (1 + i) x. e ´ sob a forma a = 1 + i. em diversas situac ˜ es onde Outra observac ¸ ao ¸o se usa a proporcionalidade (ou a regra de trˆ es). Se o investimento inicial x for mantido durante n mˆ eses e os juros se mantiverem fixos. ele nos diz que a area z de um retangulo ´ proporcional de altura fixa y (= distˆ ancia entre as paralelas r e s) e ` base x. s´ niente da proporc ¸ ao o pode ser legitimamente empregada quando se tem uma proporcionalidade f. (Por acaso ele e ˜ e ´ que a reta r forma com os lados OA e OB. logo z = A · x.

2) Para n ∈ N e x. Segue-se entao ˜ do Teorema a dizer que y e ´ inversamente proFundamental da Proporcionalidade que se y e porcional a x ent˜ ao tem-se y = a/x. y.10 Temas e Problemas ´ y. o valor de x ent˜ ao o valor ´ dividido por dois. y. v. y. u. tem-se y inversamente proporcional a x. v. u. v. v. por trˆ correspondente de y sera es. v e w. ´ inversamente proporcional a x Analogamente. u. se x → y e x → y entao 2) Se dobrarmos. Entao cao ˜ das vari´ aveis x. altura y e area igual a 1. . y. w). Em termos matematicos: ´ 1) Quanto maior for x. a grandeza z ´ uma func ˜ decrescente de x. ´ inversamente proporcional a x equivale Portanto. w) > f(x . v. v. a desigualdade x < x e ¸ ao implica f(x. u. dizer que y e ´ proporcional a 1/x. ˜ es. u. y. w). isto e ´ . ´ 2 Grandeza proporcional a varias outras ˜ es tem-se uma grandeza z. u. w. y. w e escreve-se z = f(x. a grandeza z ´ uma func ˜ crescente de x. w). y. dade a e ˆ ´ Exemplo 5. v. v. u. Entre os retangulos de base x. com y = 1/x. diz-se que z e quando: 1’) Para quaisquer valores fixados de y. triplicarmos. isto e ´ . w. v. w) = n · f(x. etc. v. w). diz-se que z e ´ (diretamente) proporcional a x Nestas condic ¸o quando: 1) Para quaisquer valores fixados de y. a desigualdade x < x e ¸ ao implica f(x. u. y. que a cada escolha de ´ valores para estas ultimas corresponde um valor bem determina˜ z chama-se uma fun¸ do para z. w) < f(x . w quaisquer tem-se f(nx. digamos x. u. menor sera ˜ x < x ⇒ y < y. y. y. v. de tal modo relaEm muitas situac ¸o cionada com outras. para todo linguagem matematica: se x → y entao n ∈ N. u. onde o fator de proporcionali´ o valor de y que corresponde a x = 1. etc. u. Em ´ ˜ nx → y/n. u.

w) = f(x · 1. y. de Newton. y. v. w) = · f(1. tomando-se a = f(1. v. v. w) = x · f(1. f(x. v. situados a uma ˆ distancia d um do outro. w) = xy · f(1. A lei da gravitac ¸ ao dois corpos. u. O ´ um volume de um s´ olido geom´ etrico X. w) xy · f(1. 1. v. n Segue-se do Teorema Fundamental da Proporcionalidade que as propriedades 2) e 2’) acima valem para c > 0 real qualquer em ¨ encia: lugar de n ∈ N. u. ˜ de grandeza proporcional a v´ Exemplo 7. 1. x·y · u·v·w . Resulta do acima mm exposto que F = c · . u. 1. 1.˜ Proporcionalidade e Func ¸ oes Afins 11 2’) Para n ∈ N e x. y. de massas m e m respectivamente. 1. y. v. 1. w) = a · Com efeito. u. u. v e w entao. 1. w) = 1 · f(x. v. afirma que Exemplo 6. onde a constante c depende do sistema d¾ de unidades utilizado. w quaisquer tem-se f(nx. u. que se escreve vol(X). 1. v. v. u. y. 1. u. v. y. 1). 1. e ´ numero real com as seguintes propriedades: ´ contido propriamente no s´ ˜ 1) Se o s´ olido X esta olido X entao vol(X) < vol(X ). Isto tem a seguinte consequˆ ´ (diretamente) proporcional a Se z = f(x. y. se atraem segundo uma forc ¸ a cuja in´ proporcional a essas massas e inversamente proportensidade F e cional ao quadrado d¾ da distˆ ancia entre eles. u. A noc ¸ ao arias outras permite deduzir a f´ ormula do volume de um bloco retangular. tem-se f(x. y. w) e ˜ x e y e inversamente proporcional a u. w) = u xy xy = · f(1. 1. w). 1) uv uvw xy = a· · uvw ˜ universal.

por definic ¸ ao. Pergunta-se: em que temperatura as escalas Celsius e Fahrenheit assinalam o mesmo valor? ´ a metade do valor corresponQual a temperatura Celsius que e dente em graus Fahrenheit? ˜ em que se emprega a O exemplo acima ilustra uma situac ¸ ao ˜ func ¸ ao afim. as escalas ˜ estendidas para assinalarem valores de temperaturas supesao ` da ebulic ˜ da agua ´ ` da fus˜ riores a ¸ ao e inferiores a ao do gelo. ˜ f : R → R chama-se afim quando. Elas se baseiam na altura de uma coluna de ´ mercurio. o valor 0 corresponde a ratura em que o gelo comec ¸ a a fundir-se e o valor 100 assinala a ´ ˜ (a ` pressao ˜ do n´ temperatura em que a agua entra em ebulic ¸ ao ıvel do mar). Uma func ¸ ao ´ dado por uma express˜ o valor f(x) e ao do tipo f(x) = ax + b.12 Temas e Problemas ´ a reuniao ˜ de dois s´ 2) Se o s´ olido Y e olidos adjacentes X e X ˜ vol(Y ) = vol(X) + vol(X ). a qual aumenta ou diminui conforme a temperatura so` tempebe ou desce. vol(X) = xyz. Logo o cubo de aresta 1 e. conforme veremos a seguir. em 180 partes tamb´ em de comprimentos iguais. Na escala Celsius. entao ˜ de proporcioDessas duas propriedades do volume. Usando-se esses comprimentos em cada caso. 0◦ C = 32◦ F e 100◦ C = 212◦F. y e z. na escala Fahrenheit. Portanto vol(X) = a · xyz. y e z respectivamente entao ´ o volume porcional a x. Assim. e da definic ¸ao ´ um bloco retangular cujas nalidade acima dada. Isso ´ requer o uso de numeros negativos. resulta que se X e ˜ o volume de X e ´ proarestas medem x. ˜ afins 3 Func ¸ oes Exemplo 8. Na escala Fahrenheit esses valores s˜ ao 32 e 212 respectivamente. Os demais valores na escala Celsius s˜ ao marcados dividindo-se o intervalo entre aquelas duas temperaturas em 100 partes de igual comprimento e. onde ˜ constantes. para todo x ∈ R. a e b sao . onde a e ´ do bloco retangular cujas trˆ es arestas medem 1. As escalas termom´ etricas assinalam valores positivos e negativos. Mas tal bloco e ˜ seu volume e ´ igual a 1.

Com efeito se x½ < x¾ entao logo f(x¾ ) − f(x½ ) = ax¾ + b − (ax½ + b) = a(x¾ − x½ ) > 0. isto e ´. para de varia¸ cao ˜ de f.) ´ ´ Exemplo 10. tem extremos . com h = 0. Uma corrida de t´ axi custa a reais por km rodado mais uma taxa fixa de b reais. de Celsius para Fahrenheit e ¸ ao ` que associa a medida x. Evidentemente. da ´ ´ crescente. Se a diferen¸ ca f(x + h) − f(x) depender apenas de h. f(x½ ) < f(x¾ ). Ent˜ ao o ´ f(x) = ax + b reais. o numero ´ Numa func ¸ ao b = f(0) chama´ chamado a taxa se o valor inicial e o coeficiente a = f(1) − f(0) e ˜ e ´ que. segundo F. f e em ´ a medida. a func ¸ ao ˜ x¾ − x½ > 0 x½ < x¾ ⇒ f(x½ ) < f(x¾ ). a mudanc ¸a ´ uma func ˜ f: R → R de escala.) de variac ¸ ao ˜ linear f(x) = ax e ´ um caso particular de func ˜ Uma func ¸ ao ¸ ao ˜ afim e ´ o das func ˜ es consafim. Em ultima analise. Outro caso particular de func ¸ ao ¸o tantes f(x) = b. a medida f(x). Al´ mesma coluna de mercurio. ou seja. segundo C. tem-se a = [f(x + h) − f(x)]/h. (Compare com o exemplo acima. com as quais ´ se mede a altura de uma coluna de mercurio. Quando a > 0. prec ¸ o de uma corrida de x km e ˜ afim f(x) = ax + b. Seja f : R → R uma fun¸ cao ˜ crescente ou decrescente.˜ Proporcionalidade e Func ¸ oes Afins 13 Exemplo 9. e a Analogamente. entao ˜ fe ´ uma fun¸ cao ˜ afim. Retomemos o Exemplo 8. decrescente. se a < 0 entao ˜ afim f(x) = ax + b e ´ . ˜ x½ < x¾ ⇒ f(x½ ) > f(x¾ ). ˜ afim f(x) = ax + b e ´ crescente. do segmento disso. mas nao ˜ de x. segundo F. chamada a “bandeirada”. a diferenc ¸ a f(x+h)−f(x) e de reta de extremos f(x) e f(x + h) o qual. h ∈ R. O motivo para esta denominac ¸ ao quaisquer x. logo a e ¸ ao ˜ de x. neste caso. os graus C e F s˜ ao diferentes unidades de comprimento. ´ a variac ˜ de f(x) por unidade donde a = f(x + 1) − f(x). ˜ no Apˆ (Ver demonstrac ¸ ao endice 2 na p´ ag. Assim. func ¸ ao Teorema de Caracterizac ¸ ao ˜ das Func ¸ oes ˜ Afins. 17. segundo C.

seu grafico ´ Dada a func ¸ ao G ¾ ´ o conjunto dos pontos (x. Sejam e M = (x½ . Para isso. Na Figura 5 vˆ e-se como aos acr´ escimos iguais x → x + h e x → x + h dados a x e x correspondem . Portanto f(x) = 1. temos (x¾ − x½ )¾ + a¾ (x¾ − x½ )¾ = (x¾ − x½ ) 1 + a¾ . ax + b) ∈ R . Ora. √ Analogamente. Pelo Teorema de Caracterizac ¸ao. CoPortanto trˆ es pontos quaisquer do gr´ afico G sao ´ uma mo G possui pontos com quaisquer abscissa. onde x ∈ R. Assim 160 graus Celsius equivalem a 320 graus Fahrenheit.8. N)+d(N. a medida deste x e x + h. P). donde f(0) = 32 e f(100) = 212. logo seu C-comprimento e ˜ de x e o mesmo se da ´ segmento depende apenas de h mas nao ˜ com a diferenc ¸ a f(x + h) − f(x). d(N. logo d(M. ax¿ + b) trˆ es pontos quaisquer de G. Sabemos que ˜ b = 32 e 100a + 32 = 212. ´ ´ a ordenada do ponto em que o grafico ´ O numero be de f(x) = ax + b corta o eixo OY . A resposta e Fahrenheit.14 Temas e Problemas ´ igual a h. P). Mostraremos que d(M. ˜ colineares. Q) = (x¾ − x½ )¾ + (y¾ − y½ )¾ . ax½ + b).8x + 32 e ormula que permite passar da temperatura x na escala Celsius para a temperatura f(x) em graus Fahrenheit. y¾ ). P) = (x¾ −x½ +x¿ −x¾ ) 1 + a¾ = (x¿ −x½ ) 1 + a¾ = d(M. ax¾ + b) e P = (x¿ . ˜ afim f : R → R. segundo a qual se tem d(P. A primeira pergunta do Exemplo 8 era: para qual valor de x tem-se f(x) = x ? Deve-se ter 1. usaremos a f´ ormula da distˆ ancia entre dois pontos P = (x½ . N) = d(M. podemos admitir que x½ < x¾ < x¿ . segue-se que G e reta.8x + 32 = x. donde ´ : −40 graus Celsius e ´ o mesmo que −40 graus x = −40. y½ ) e Q = (x¾ . P) = (x¿ − x¾ ) 1 + a¾ .8x + 32 = 2x e da´ f(x) = 2x ? Entao ı x = 160. ˜ afim e ´ uma Provaremos a seguir que o gr´ afico de uma func ¸ ao reta. De fato. N) + d(N. N = (x¾ . Sem perda de generalidade. ´ ˜ conclu´ ımos que f e uma func ¸ ao afim: f(x) = ax + b. Entao ´ a f´ a = 1. f(x) = ax + b. P) = d(M. A segunda pergunta era: para qual valor de x tem-se ˜ 1.

Portanto.˜ Proporcionalidade e Func ¸ oes Afins 15 ˜ ¸ ao acr´ escimos iguais f(x + h) − f(x) = f(x + h) − f(x ). inclinado em relac ¸ ao G f(x’+h) – f(x’) h f(x+h) – f(x) b h x x+h x' x'+h Figura 5 . o grafico da func ¸ ao ˜ a OX. A inclinac ˜ ao eixo horizontal e ´ [f(x + h) − f(x)]/h = da reta G em relac ¸ ao [a(x + h) − ax]/h = a. para valores maiores ou meno´ ˜ afim f(x) = ax + b e ´ mais ou menos res de a.

logo f(rx) = ´ ˜ Observac ¸ ao. Entao ˜ f(cx)/f(x) < c. c · f(x) e quando c e que exista c > 0 irracional tal que f(cx) = c · f(x) para algum ˜ ou f(cx) < c · f(x) ou f(cx) > c · f(x). m f(x) = r · f(x). n ∈ Z em vez de n ∈ N. Assim. vale r · f(x) = f(rx). ¨ f(x) = ax para todo x ∈ R· . Esta ˜ mostra que nao ˜ e ´ poss´ contradic ¸ ao ıvel ter-se f(cx) < c · f(x). ˜ Um teorema analogo. Como r e Assim. com a = f(1). com a mesma demonstrac ¸ ao. a igualdade f(cx) = n ´ valida ´ ´ racional. vale para f : R → R. Suponhamos. Consequentemente. Seja f : R· → R· uma fun¸ cao ˜ com as seguintes propriedades: 1) x < x ⇒ f(x) < f(x ). f(cx) < r · f(x) < c · f(x). isso obriga f(rx) < f(cx) e n˜ ao f(cx) < f(rx). por absurdo. De ´ ´ imposs´ modo inteiramente analogo se vˆ e que f(cx) > c · f(x) e ıvel. Seja r um valor mos o primeiro caso. pela propriedade 1). por 2).16 Temas e Problemas ˆ APENDICE 1 Teorema Fundamental da Proporcionalidade. Entao ˜ f(cx) = c · f(x) para todo c ∈ R· e todo x ∈ R· . e todo x ∈ R vale n · f(rx) = f(n · rx) = f(mx) = m · f(x). Considerex ∈ R· . tem-se rx < cx e. · Portanto deve ser f(x) = c · f(x) para quaisquer c. para todo numero racional · r = m/n. logo ´ racional. de modo que f(cx)/f(x) < r < c. podemos escrever f(cx) < f(rx) < c · f(x). com m. Mas. na propriedade 2). como r < c. 2) f(nx) = n · f(x) para todo n ∈ N e todo x ∈ R· . Em particular f(cx) < f(rx). Temos entao racional aproximado de c. ´ Demonstrac ¸ ao ˜ : Em primeiro lugar. escrevendo. . n ∈ N. x ∈ R .

Segue-se que. Assim. Tem-se ainda ϕ(−h) = f(x − h) − f(x) = −[f(x) − f(x − h)] = −ϕ(h) pois x = (x − h) + h. donde f(x) = ax + b e ´ demonstrado. ϕ(ch) = c · ϕ(h) para quaisquer c. para todo h ∈ R vale ϕ(2h) = f(x + 2h) − f(x) = [f((x + h) + h) − f(x + h)] + [f(x + h) − f(x)] = ϕ(h) + ϕ(h) = 2 · ϕ(h). Pela Observac ¸ ao endice 1.˜ Proporcionalidade e Func ¸ oes Afins 17 ˆ APENDICE 2 Teorema de Caracterizac ¸ ao ˜ das Func ¸ oes ˜ Afins. Se a diferen¸ ca f(x+h)−f(x) depende apenas de h mas nao ˜ de x. vem: f(h + x) − f(h) = ax. Seja f : R → R crescente ou decrescente. h ∈ R vale f(x + h) − f(x) = a · h. Entao. esta ´ crescente. logo ϕ e pondo a = ϕ(1) = f(x + 1) − f(x). Analogamente se vˆ e que ϕ(nh) = n · ϕ(h) para todo n ∈ N. h ∈ R. a func ¸ ao ´ bem definida. h ∈ R. ´o ´ bvio que ϕ(0) = 0. dada por ϕ(h) = f(x + h) − f(x). ´ ˜ te pois o outro e Pela hip´ otese feita sobre f. Al´ Evidentemente ϕ e em disso. vemos que ϕ(nh) = n · ϕ(h) para todo Como e ˜ ao final do Apˆ n ∈ Z. conclu´ ımos que ´ linear. ´ crescenDemonstrac ¸ ao ˜ : Trataremos apenas do caso em que f e ´ analogo. tem-se ϕ(h) = a · h para todo ˜ para quaisquer x. para todo n ∈ N e todo h ∈ R vale ϕ((−n)h) = ϕ(−nh) = −ϕ(nh) = −[n · ϕ(h)] = (−n)ϕ(h). entao ˜ fe ´ uma fun¸ cao ˜ afim. ϕ : R → R. Fazendo h = 0 e escrevendo b = f(0). Trocando h por x. o teorema esta . obtemos f(x) − b = ax.

respectivamente contidos em OA. ˜ pontos distintos 2. ¸ o percorrido na unidade de tempo. Prove que o volume do paralelep´ ıpedo que tem ´ proporcional a x. O movimento de um ponto sobre um eixo chama-se uniforme quando ele percorre espac ¸ os iguais em tempos iguais. OY e OC como trˆ es das suas arestas e 5. qual o valor dessa area para x = 2 cm e y = 3 cm? ˜ coplanares e x. Para cada segmento de reta AB ˜ ortogonal sobre s. OB e OC. Qual e ˆ 3. y. OY e OZ. Prove que a area do paralelogramo que tem OX e OY ´ proporcional a x e y. Sejam OA. seja A B sua projec ¸ ao ´ o comprimento de A B e proporcional ao de AB. ´ 6. ˜ es matematicamente e obtenha a abscissa Formule estas definic ¸o ˜ de t e do f(t) do ponto no instante t explicitamente como func ¸ ao ponto de partida. para cada par de pontos X em OA e Y em OB. Por dois pontos dados no plano passa uma unica reta. z as 4. . sejam x e y as medidas dos segmentos OX e OY respec´ tivamente.18 Temas e Problemas Problemas Propostos∗ 1. Sua velo´ . Se X e Y sao ´ ´ proporcional ao compriem r. ∗ ˜ es na pagina ´ Soluc ¸o 133. Sejam r. Seja P um ponto fora da reta r. prove que a area do triˆ angulo PXY e ´ o fator de proporcionalidade? mento de XY . Dado o angulo α = AOB. Como ˜ em termos de func ˜ es afins? Prove-a se traduz esta afirmac ¸ ao ¸o algebricamente. y e z. por definic ˜ o espac cidade e ¸ ao. Qual e ´ o fator de como dois de seus lados e ´ ´ de proporcionalidade? Sabendo que a area desse paralelogramo e ´ 29 cm¾ quando x = 6 cm e y = 7 cm. Prove que contido em r. s retas coplanares. OX. OB e OC semi-retas nao medidas dos segmentos OX.

e os acolhe. um aparelho custa 3800 reais mais uma taxa men˜ de 20 reais. instante em que eles se encontram a 260 km um do outro. Passados mais 15 dias. O que partiu de A vai a v quilˆ ometros por hora e o que ˆ saiu de B roda a w quilˆ ometros por hora. ˜ es e ´ a mais vantajosa? Qual das duas opc ¸o ˜ do Exemplo 3. o mesmo aparelho custa sal de manutenc ¸ ao ˜ e ´ de 50 reais por mˆ 2500 reais por´ em a taxa de manutenc ¸ ao es. de dois pontos A e B. dois carros partem. Um fazendeiro possui rac ¸ ao 16 vacas durante 62 dias. ele vende 4 vacas. Na loja B. no total. um ´ passaro. ao mesmo tempo. Na loja A. sera encontrar um oasis? 9. a caravana encontra 3 bedu´ ınos sedentos.5 litros por dia. ˜ durou sua reserva de rac ¸ ao? 8. Dois trens de carga. A que distancia de A eles se encontram? 10. a cada ponto X da semi-reta OA 12. com d(A. Quantos dias. tal que XZ seja paralelo a . No rota de colisao. no ma´ necessario ´ ´ ximo. Na situac ¸ ao ` fac ¸ amos corresponder o ponto Z em OB. em quantos dias. Quantos quilˆ ometros voou o pobre passaro? 11. dirigindo-se no mesmo sentido. ele compra 9 vacas. Uma caravana com 7 pessoas deve atravessar o Sahara em 42 ´ dias. na mesma linha f´ errea. Pergunta-se: ´ a) Quantos litros de agua por dia caber˜ ao a cada pessoa se a caravana prosseguir sua rota como planejado? b) Se os membros da caravana (bedu´ ınos inclusive) continua´ ´ rem consumindo agua como antes. at´ e ˜ volta para o outro e continua nesse encontrar um deles e entao vai-e-vem at´ e morrer esmagado no momento em que os trens se ´ chocam. Ap´ os 12 dias. B) = d. parte de um ponto entre os dois.˜ Proporcionalidade e Func ¸ oes Afins 19 ˜ suficiente para alimentar suas 7. Seu suprimento de agua permite que cada pessoa disponha de 3. que voa a 60 km/h. v´ ıtimas de uma tempestade de areia. seguem uma ˜ Um deles vai a 46 km/h e o outro a 58 km/h. Numa estrada retil´ ınea. Ap´ os 14 dias.

mostre que a correspondˆ encia x → z e ˜ es o fator de proporcionalidade e ´ o mesmo lidade.20 Temas e Problemas reta r. Chamando de x e z os comprimentos de OX e XZ respecti´ uma proporcionavamente. Em que condic ¸o que o da correspondˆ encia x → y do Exemplo 3? .

Cap´ ıtulo 2 ˜ es Quadraticas ´ Func ¸o Um restaurante a quilo vende 100 kg de comida por dia. o restaurante perderia 10 clientes. por cada real de aumento no prec ¸ o. Se um desses ´ ´ x. b. com o consumo m´ edio de 500 gramas cada um. ˜ do segundo trar x (e. Deve-se observar entretanto que. ´ func ¸o Um dos mais antigos consiste em achar dois ´ numeros conhecendo sua soma s e seu produto p. achar os valores de x para os quais a grau x¾ − sx + p = 0. x ∈ R. tem-se f(x) = ax¾ + bx + c. ˜ x¾ − sx + p = 0 entao ˜ Note que se x for uma raiz da equac ¸ ao ´ pois s − x tamb´ em sera. portanto. (s − x)¾ − s(s − x) + p = s¾ − 2sx + x¾ − s¾ + sx + p = x¾ − sx + p = 0. o outro sera ´ s − x. onde a. logo x · (s − x) = p. Esses valores s˜ ao ˜ ˜ chamados os zeros da func ¸ao quadr´ atica ou as ra´ ızes da equac ¸ao correspondente. c ∈ R sao com a = 0. para todo ˜ constantes. Enconmultiplicac ¸ ao. a 12 reais o quilo. Uma pesquisa de opini˜ ao revelou que. Este problema recai numa equac ¸ ao ˜ quadr´ na busca dos zeros de uma func ¸ ao atica. ˜ sao ˜ os numeros ´ Portanto as duas ra´ ızes dessa equac ¸ ao procurados. 1 ˆ A forma canonica ˜ f : R → R chama-se quadratica Uma func ¸ ao ´ quando. isto e ˜ quadr´ func ¸ ao atica f(x) = x¾ − sx + p se anula. s − x) significa resolver a equac ¸ao ´ . ou seja. x¾ − sx + p = 0. dados arbitrariamente os 21 . ˜ de Diversos problemas interessantes recaem na considerac ¸ao ˜ es quadraticas. Qual deve ser o prec ¸ o do quilo de comida para que o restaurante tenha a maior receita poss´ ıvel? ˜ do segundo grau. Efetuando a numeros e ˜ vem sx − x¾ = p ou seja.

cujo produto e ˜ existem dois numeros ´ Exemplo 1. f(x) = a(x − m)¾ + k. para todo x ∈ R: k = f(m). e ¾ m = −b/2a e k = (4ac − b )/4a. E como sua soma 2 tamb´ em e positiva eles dois seriam positivos. nem sempre existem dois numeros cuja soma e ´ p. como o produto 5 e ´ ´ numeros teriam o mesmo sinal. logo ambos seriam < 2. o m´ etodo de comple˜ de que tar o quadrado se resume na observac ¸ ao ¾ p¾ p ¾ x + px = x + . e ızes da equac ¸ ao ´ ˜ quadr´ ´ o Um procedimento util para estudar a func ¸ ao atica e completamento do quadrado. Com esta notac ¸ ao. que sao ˜ (1 ± 5)/2. ˜ quadr´ Em geral. Basicamente. Verifica-se facilmente que ˜ temos. ´ a chamada forma canˆ Esta e onica do trinˆ omio f(x) = ax¾ + bx + c. escreve-se como (x − 3) = 0 ´ ´ 3. dada a func ¸ao atica f(x) = ax¾ + bx + c. Ja ´ os numeros ´ ´ 1 e cujo √ logo sua unica raiz e cuja soma e produto ´ −1 sao ˜ as ra´ ˜ x¾ − x − 1 = 0. Com efeito. − 2 4 Exemplo 2. Exemplo 3. 3x¾ + 12x + 5 = 3(x¾ + 4x) + 5 = 3[(x + 2)¾ − 4] + 5 = 3 ( x + 2 )¾ − 7 . escrevemos: ¾ ¾ b b b b¾ 4ac − b¾ ¾ f(x) = a x + x +c = a x+ · − +c = a x+ + a 2a 4a 2a 4a ´ conveniente escrever Como veremos logo em seguida. da qual eles s˜ ao ra´ ızes.22 Temas e Problemas ´ ´ ´se numeros s e p. como ´ 6 e o produto e ´ 9. Os produto entao ´ ´ numeros procurados podem tamb´ em reduzir-se a um unico. onde m = −b/2a e k = f(m). portanto diferente de 5. Nao reais cuja soma seja 2 e ´ positivo esses cujo produto seja 5. pois a equac ˜ no caso em que a soma dada e ¸ ao ¾ ¾ x − 6x + 9 = 0. x¾ + 10x = x¾ + 2 · 5 · x + 5¾ − 5¾ = (x + 5)¾ − 25. . Seu ˜ seria menor do que 4.

quando b¾ − 4ac ≥ 0. as ˜ ax¾ + bx + c = 0. para k = f(m) e. x= ± · 4 4 4 4 ˜ x = 1 e x = 3/2. Se f(x) = 2x¾ − 5x + 3. . k = −1/8. 4 8 4 8 5 1 5 1 x− =± . quando a > 0. Logo essas ra´ ızes sao 5 x− 4 ¾ = 1 . 4a √ b¾ − 4ac . 16 De um modo geral. x−m = ± 2a √ √ b¾ − 4ac −b ± b¾ − 4ac = .˜ ´ Func ¸ oes Quadraticas 23 Exemplo 4. temos m = 5/4. Escrevendo o trinˆ omio f(x) = 2x¾ − 5x + 3 na forma canˆ podemos tirar pelo menos duas conclus˜ oes: ´ −1/8. quando a < 0. o menor valor de f(x) e ´ o maior valor de f(x). x=m± 2a 2a uma f´ ormula muito bem conhecida. b¾ − 4ac (x − m)¾ = −k/a = ¾ . obtido quando 1) o menor valor de f(x) para todo x ∈ R e x = 5/4. ˜ 2x¾ − 5x + 3 = 0 se obtˆ 2) as ra´ ızes da equac ¸ ao em escrevendo sucessivamente ¾ 1 ¾ 1 5 5 2 x− − = 0. logo ´ a forma canˆ onica deste trinˆ omio e f(x) = 2 x − 5 4 ¾ − 1 · 8 onica. k = f(m) e qualquer x ∈ R. pois esta igualdade equivale ra´ ızes da equac ¸ ao sucessivamente a a(x − m)¾ = −k. 2 x − = . a forma canˆ onica f(x) = a(x − m)¾ + k ´ nos permite concluir que. A forma canˆ onica nos fornece tamb´ em.

β. quando ∆ = 0.24 Temas e Problemas ´ ˜ O numero ∆ = b¾ − 4ac chama-se o discriminante da func ¸ao quadr´ atica f(x) = ax¾ + bx + c. A forma fatorada fornece imediatamente a seguinte ˜ sobre o sinal da func ˜ quadr´ informac ¸ ao ¸ao atica f(x) = ax¾ + bx + c : Se x esta ´ situado entre duas ra´ ızes da equa¸ cao ˜ f(x) = 0 entao ˜ f(x) tem sinal oposto ao sinal de a. ou seja. Logo. ´ ou x e ´ raiz ou f(x) tem o mesmo sinal de a. isto e ¸ ao ¾ ax + bx + c = 0 possui as ra´ ızes reais α. ´ . ax¾ + bx + c = a(x − α)(x − β). ˜ ax¾ + bx + c = 0 nao ˜ Logo ela nunca se anula. Vimos acima que. a equac ¸ao possui raiz real. Um calculo ´ equac ¸ ao imediato nos mostra que α + β = −b/a e α · β = (b¾ − ∆)/4a¾ = c/a. a ˜ f(x) = 0 tem duas ra´ equac ¸ ao ızes reais e quando ∆ = 0. quando a equac ˜ Vemos tamb´ em que. quando ∆ > 0. 2a ´ negativo. Caso contrario. portanto ∆ = 0 equivale a k = 0. n˜ ao se tem f(x) = 0 para valor algum de x ∈ R. quando ∆ = −4ak e em o mesmo sinal. chamada de raiz dupla. e ´ ´ o menor valor de f(x) (se a > 0) igual ao numero m tal que f(m) e ou o maior (quando a < 0). Em particular. tem-se c b ax¾ + bx + c = a x¾ + x + a a Logo = a x¾ − (α + β)x + αβ . o sinal de f(x) = a(x − m) + k para qualquer x ∈ R. tem-se f(x) = 2(x¾ − 6x) + 19 = 2(x¾ − 6x + 9) + 1 = 2(x − 3)¾ + 1. quando ∆ ≥ 0. ´ a chamada forma fatorada do trinˆ Esta e omio do segundo grau. ´ Vemos que a m´ edia aritm´ etica das ra´ ızes. a e k tˆ ´. Para a func ¸ao atica f(x) = 2x¾ − 12x + 19. a mesma ˜ ´ equac ¸ ao possui uma unica raiz. (α + β)/2 = −b/2a. ˜ a forma canˆ onica se reduz a f(x) = a(x − m)¾ . ˜ quadr´ Exemplo 5. √ √ Sejam α = (−b + ∆)/2a e β = (−b − ∆)/2a as ra´ ızes da ˜ ax¾ + bx + c = 0. Note que ∆ = −4ak. logo f(x) > 0 para todo x. . o qual e ¾ neste caso. ficando claro entao b que f(x) = 0 somente quando x = m = − · Vemos ainda que.

isto √ ´ . Mostrar que a m´ edia aritm´ etica de dois numeros po´ sempre maior do que ou igual a ` m´ sitivos e edia geom´ etrica. Seu produto e f(x) = x(b − x) = −x¾ + bx. nante ∆ = s − 4c e e ´ portanto s = 2 c. e somente se. y os numeros em questao. logo f(x) e quando x = −b/2a = −b/(−2) = b/2 e da´ ı y = b − x = b/2. seu produto e quando eles s˜ ao iguais. Logo. logo Sejam x. y sao ´ Exemplo 9. ´ Exemplo 8. ´ Sejam x. Tenho material suficiente para erguer 20 m de cerca. temos x + y = 10. para todo x = α. ˆ Quanto devem medir os lados desse retangulo? ˜ as medidas (em metros) dos lados do cercado reSe x e y sao tangular. . Mostrar que se o produto de dois numeros positivos ´ constante. (Ent˜ ao f(x) tem o mesmo sinal de a para todo ˜ possui uma x ∈ R. Mostrar que se dois numeros positivos tˆ em soma ´ maximo ´ constante. Os valores poss´ ıveis para a soma s = x + y s˜ ao aqueles para os quais a ¾ ˜ x − sx + c = 0 possui ra´ equac ¸ ao ızes reais. Isto significa s¾ ≥ 4c. (Ent˜ ao. ´ ˜ com x + y = b. ´ ˜ y = b − x. o produto (x − α)(x − β) e ´ entre α e β. Pelo exemplo anterior. x Com efeito. que torO menor valor poss´ ıvel para a soma s e ¾ ˜ x − sx + c = 0 admite a raiz dupla x = s/2.) Inclui tamb´ em o caso em que essa equac ¸ ao raiz dupla α. na ∆ = 0 e a equac ¸ ao ´ ˜ iguais. ´ Exemplo 6. y numeros positivos tais que xy = c. sua soma e ´ m´ e ınima quando eles s˜ ao iguais. o maior valor ´ ´ 5 × 5 = 25. Exemplo 7. esta ˜ acima inclui o caso em que a equac ˜ f(x) = 0 nao ˜ A afirmac ¸ ao ¸ao possui raiz real. ou seja. com 20 m de cerca nao ˜ poss´ ıvel para a area xy e ¾ ˆ ´ posso cercar um retangulo de 26 m de area. o discrimi√ ¾ ´ ≥ 0. sendo igual apenas quando eles s˜ ao iguais.˜ ´ Func ¸ oes Quadraticas 25 ´ negativo se.) Vejamos a seguir alguns problemas que envolvem o uso da ˜ quadr´ func ¸ ao atica. portanto y = s/2 e os numeros x. uma func ¸ ao ´ ´ maximo ´ quadratica de x com coeficiente a = −1 < 0. ´ Com ele pretendo fazer um cercado retangular de 26 m¾ de area. s ≥ 2 c. f(x) tem o mesmo sinal de a.

Seus lucros foram 99 − x e 99 − (100 − x) = x − 1 mil reais respectivamente. desfazem a sociedade e cada um ˜ de cada um para o recebe 99 mil reais. Um deles trabalha 3 dias por semana e o outro 2. ´ ˜ √ ´ a soma m´ ınima e 2 c . Qual foi a contribuic ¸ao capital da sociedade? Um dos s´ ocios entrou com x e o outro com 100 − x mil reais. y tais que ınima √ xy = c. Ap´ os algum tempo. O m´ ınimo de f(x) ´ atingido no ponto m = (a + b)/4 e vale f(m) = ab − (a + b)¾ /8. noua+b √ tros termos: ≥ ab. Em particular. portanto A condic ¸ ao ˜ obtida e ´ leg´ a soluc ¸ ao ıtima. Sem perda de generalidade.) Neste caso. com igualdade valendo apenas quando 2 a = b. (Vide Exemplo 8. b os numeros dados. determinar x de modo que a area do paralelogramo inscrito no retˆ angulo seja m´ ınima. Os dados do problema imp˜ oem que 0 ≤ x ≤ a. x a–x x b–x x a–x x b–x Figura 6 ´ ´ A area do paralelogramo inscrito e f(x) = ab − x(a − x) − x(b − x) = 2x¾ − (a + b)x + ab. e ˜ b ≤ 3a equivale a (a + b)/4 ≤ a. Dois comerciantes formam uma sociedade com o capital de 100 mil reais. Exemplo 11. ´ Exemplo 10. Na Figura 6. podemos supor que a .26 Temas e Problemas ´ Sejam a. a soma x + y e quando x = y. como a e b sao numeros ´ c. √ x = y = c . ou seja. Ponhamos c = ab. Entre todos ´ ´ m´ os numeros positivos x. logo m ≤ a. Sup˜ oe-se que a ≤ b ≤ 3a. conclu´ positivos cujo produto e ımos que a + b ≥ 2 c .

o lucro 99 − x x−1 = . e ¾ ´ um numero ´ pelos pontos (x. cujas ra´ o que nos levaria a ¸ ao ızes ˜ 45 e −440.˜ ´ Func ¸ oes Quadraticas 27 sociedade durou 5 dias. ˜ do problema. A ´ o conjunto dos pontos do plano parabola ´ de foco F e diretriz d e ˜ equidistantes do ponto F e da reta d (Figura 7). 2x 2(100 − x) ˜ exprime a equitatividade da sociedade. por dia de servic ¸ o. a unica raiz que serve e ocio contribuiu com o capital inicial de 55 mil reais e o outro com 45 mil. tivess´ Observac ¸ ao: ˜ Se. cuja abscissa e real ar´ ´ o valor f(x) que a func ˜ assume no bitrario x e cuja ordenada e ¸ ao ´ uma parabola. ter´ ıamos 99 − x x−1 = . Obtemos portanto a mesma resposta. que sao ˆ ´ o compriLembremos que a distancia de um ponto a uma reta e mento do segmento perpendicular baixado do ponto sobre a reta. Como a equac ¸ ao ızes sao ´ ´ x = 55. 3x 2(100 − x) ` equac ˜ x¾ + 395x − 19800 = 0. a ˜ diferente. cujas ra´ ˜ 55 e 540. um s´ 540 > 100. concluir´ sao ıamos ainda que o s´ ocio que trabalhou 3 dias por semana entrou com 45 mil reais e o outro com 55. ax + bx + c). Comec ¸ aremos mostrando que G e Isto ˜ seguinte. partir de uma equac ¸ ao 2 ´ ˜ quadratica ´ O grafico de uma func ¸ ao ´ ˜ quadr´ O grafico de uma func ¸ ao atica f : R → R. Os lucros de cada um por dia de servic ¸o foram respectivamente (99 − x)/2 e (x − 1)/3 mil reais. x ∈ R. Assim. requer a definic ¸ ao Consideremos no plano uma reta d e um ponto F fora dela. . Cada mil reais aplicados deu. Desprezando a raiz negativa. ao montar a equac ¸ ao emos chamado de x o capital inicial do s´ ocio que trabalhou 3 dias por semana. dada por ¾ ´ o subconjunto G ⊂ R¾ formado f(x) = ax + bx + c. ´ ponto x.) Da´ (Esta equac ¸ ao ı vem ˜ x¾ − 595x + 29700 = 0.

4a ´ o quadrado da distˆ onde o primeiro membro e ancia do ponto gen´ e¾ ¾ ´ rico P = (x. Chama-se v´ ertice da par´ abola ao ponto dessa ´ mais pr´ ´ o ponto m´ curva que esta oximo da diretriz. . se P = (x. logo y = ax¾ pois essa curva ˜ cont´ nao em dois pontos distintos com a mesma abscissa. d). ax ). Ele e edio do ˜ do eixo com segmento cujas extremidades s˜ ao o foco e a intersec ¸ ao a diretriz. Portanto ´ todo ponto da parabola pertence ao gr´ afico de f. tamb´ em pertence a abola. entao ˜ d(P . um eixo de simetria da par´ namos eixo e abola. y) e ´ um ponto parabola em questao. ax ) do grafico de f(x) = ax ao foco F = (0. d) = d(P. o ponto P = (x. verificamos primeiro que. ¾ qualquer dessa par´ abola. Isto significa que o que denomi´ . logo relac ¸ ao ` par´ P tamb´ em pertence a abola. F) e d(P . de fato. vale a igualdade 1 x¾ + ax¾ − 4a ¾ ¾ 1 ¾ = ax + . 1/4a) e f(x) = ax e em R cujo foco e ´ a reta horizontal y = −1/4a. F) = d(P. cuja diretriz e Para nos convencermos disso.28 Temas e Problemas P F V D Figura 7 Q d ´ perpendicular a ` diretriz chama-se A reta que cont´ em o foco e e o eixo da par´ abola. 1/4a) e o ´ o quadrado da distˆ ` reta segundo membro e ancia do mesmo ponto a ´ ` y = −1/4a. como acabamos de ` par´ ver. ˜ quadr´ Mostraremos inicialmente que o gr´ afico da func ¸ ao atica ¾ ¾ ´ a parabola ´ ´ o ponto F = (0. ` par´ ´ o seu sim´ Se o ponto P pertence a abola e P e etrico em ˜ ao eixo. Isto mostra que todo ponto do grafico de f pertence a ´ ˜ Reciprocamente. para todo x ∈ R.

cima e seu v´ ertice (0.˜ ´ Func ¸ oes Quadraticas 29 ´ Se a > 0.÷ 4a ø è Figura 8 ´ ˜ quadr´ Em seguida.0) e ´ voltada para baixo e seu a concavidade da par´ abola y = ax¾ e ´ v´ ertice (a origem) e o ponto de maior ordenada (Figura 8). 1/4a) e cuja diretriz e Y y = a ( x .m) 2 1 ö æ F = ç m. 4a .. æ 1 ö F = ç 0. ´ ´ o ponto a(x − m) . tem-se duas opc ¸o fica que. Afirmamos que ele e cujo foco e ´ a reta y = −1/4a (Figura 9). Ou se veriPara chegar a esta conclus˜ ao. examinemos o grafico da func ¸ ao atica f(x) = ¾ ´ uma parabola. para todo x ∈ R. a parabola y = ax¾ tem a concavidade voltada para ´ o ponto de menor ordenada. ÷ è 4a ø Y y= Y 1 4a X y=1 4a X 1 ö æ F = ç 0. ÷ è 4a ø m X y=1 4a F Figura 9 ˜ es. Se a < 0. vale a igualdade 1 (x − m)¾ + a(x − m)¾ − 4a ¾ ¾ 1 ¾ = a(x − m) + . F = (m.

´ O coeficiente a mede a maior ou menor abertura da parabola. k + ÷ 4a ø è y=k1 4a F m X Figura 10 ´ Com efeito. y + k).30 Temas e Problemas ˜ observa-se simplesmente que o gr´ ou entao afico de f(x) = a(x−m)¾ ¾ ˜ horizontal (x. ˜ quadr´ Ora. k + 1/4a) e cuja diretriz e ´ e abola cujo foco e a reta horizontal y = k − 1/4a (Figura 10). b. o grafico da func ¸ ao atica f(x) = a(x − m)¾ + k ´ a par´ ´ o ponto F = (m.m) 2 + k 1 ö æ F = ç m. y) → resulta daquele de g(x) = ax pela translac ¸ ao (x + m. ˜ Que significado gr´ afico tˆ em os coeficientes a. ´ ˜ quadr´ Finalmente. o grafico de y = a(x − m)¾ + k resulta daquele de ˜ vertical (x. qualquer func ¸ ao atica f(x) = ax¾ + bx + c pode ser escrita sob a forma f(x) = a(x − m)¾ + k. que leva y = a(x − m)¾ pela translac ¸ ao o eixo OX na reta y = k e a reta y = −1/4a na reta y = k − 1/4a. basta examinar o signifitical. o grafico de uma func ¸ ao atica e ´ uma parabola. que leva o eixo vertical x = 0 na reta vertical x = m. y) → (x. onde m = −b/2a e ´ ˜ quadr´ ´ sempre k = f(m). portanto sao . ´ ´ Como o grafico de f(x) = ax¾ + bx + c se obt´ em do grafico de g(x) = ˜ horizontal seguida de uma translac ˜ verax¾ por uma translac ¸ ao ¸ ao ˜ figuras congruentes. c da func ¸ ao quadr´ atica f(x) = ax¾ + bx + c? ´ bvio e ´ o significado de c: o valor c = f(0) e ´ a abscissa O mais o ¾ ´ do ponto em que a parabola y = ax + bx + c corta o eixo OY . Y y = a ( x . y). Logo.

quanto maior for ´ a a mais fechada ser´ a a par´ abola e. Agora que conhece˜ quadr´ mos a forma geom´ etrica do gr´ afico da func ¸ ao atica f(x) = . Os pontos (x. y) da par´ abola cum¾ ˜ todos no semiplano superior da prem y = ax + bx + c logo estao ˜ todos no semiplano inferior reta y = bx + c quando a > 0 ou estao ˜ b. Diz-se que essa reta e ´ ´ contida inteiramente parabola no ponto P quando a par´ abola esta num desses semiplanos. Os semiplanos por ela determinados crita pela equac ¸ ao ˜ descritos pelas desigualdades y ≥ bx + c (semiplano superior) sao e y ≤ bx+c (semiplano inferior). e ´ tangente se for a < 0. Por simplicidade. Entao abola ¾ ¾ y = a x situa-se no interior de y = ax . No caso de a e a negativos. c) (Figura 12). ´ Seja P um ponto de uma parabola. “maior” e “menor” devem ser tomados no sentido de valor absoluto (Figura 11). de inclinac ¸ ao ¾ ` par´ a abola y = ax + bx + c no ponto P = (0. Assim. ˜ be ´ desA reta que passa pelo ponto P = (0. c) e tem inclinac ¸ ao ˜ y = bx + c. y = 2x2 y = x2 y= 1 2 x 2 Y y = ax 2 + bx + c Y c O X O Figura 11 X ´ a inclinac ˜ da reta tangente a ` par´ O coeficiente b e ¸ ao abola no ˜ da par´ ponto P = (0. Portanto a reta y = bx + c. c). intersec ¸ ao abola com o eixo y.˜ ´ Func ¸ oes Quadraticas 31 cado de a no gr´ afico de g(x) = ax¾ . quanto menor e mais aberta se vˆ e a par´ abola. Exemplo 11 (completando o Exemplo 10). vice-versa. suponhamos ˜ a < a ⇒ ax¾ < a x¾ para todo x = 0. Uma reta que passe por P ´ tangente a ` determina dois semiplanos. Expliquemos ˜ e provemos esta afirmac ¸ ao. logo a par´ a > 0.

a] e. Como estamos supondo 3a < b. Assim. donde ´ a ` esquerda do a < (a + b)/4 = m.32 Temas e Problemas Y y = ax 2 + bx + c X O y = bx + c Figura 12 ˜ a ax¾ + bx + c. Trata-se de achar. entao b–a a a Figura 13 a a b–a . o intervalo [0. No e ´ Exemplo 10. se a > 0. Portanto. ´ decrescente a ` esquerda de m e crescente a ` direita de m. podemos ver claramente que. a area ´ sempre igual a f(x) = do paralelogramo inscrito no retˆ angulo e ´ 2x¾ − (a + b)x + ab. consequentemente. temos 4a < a + b. O paralelogramo de area m´ ınima e ˜ aquele hachurado na Figura 13. ınimo quando x = m = −b/2a. independentemente de ser b ≤ 3a ou b > 3a. x = a e ´ a resposta do provalor nesse intervalo e ´ ´ blema no caso em que b > 3a. Logo ´ decrescente no intervalo [0. aquele para o qual o valor f(x) e ıvel. a] esta ˜ quadr´ ponto m no qual a func ¸ ao atica assume seu m´ ınimo. entre os numeros x tais que ´ o menor poss´ 0 ≤ x ≤ a. ¨ fe seu menor ´ f(a). entao ˜ que assume seu valor m´ func ¸ ao.

y) e (x . Aqui se tem quadr´ aticas e ˜ um ponto m´ ovel. −b/2a e edio do intervalo ˜ x e x . o quociente f(t + h) − f(t) espac ¸ o percorrido = h tempo de percurso .be ´ a posi¸ cidade inicial (no instante t = 0) e c e cao ˜ inicial do ponto. ´ o ponto m´ f(x ) = f(x ) se. que se escreve usualmente sob a forma f(t ) = 1 ¾ at + bt + c. e somente se. Noutras palavras. 2a 2 Este fato pode ser verificado sem o gr´ afico. 2 ˜ a constante a chama-se a acelera¸ ´ a veloNesta expressao. que se desloca ao longo de um eixo. a partir da forma canˆ onica f(x) = (x − m)¾ + k. ˜ arbiEm qualquer movimento retil´ ıneo. f(x ) = f(x ) ⇔ (x − m)¾ + k = (x − m)¾ + k ⇔ (x − m)¾ = (x − m)¾ ⇔ x − m = ±(x − m).˜ ´ Func ¸ oes Quadraticas 33 A reta vertical x = −b/2a cont´ em o v´ ertice (−b/2a. Com efeito. ou seja. cujos extremos sao f(x ) = f(x ) ⇔ − x +x b = ⇔ x + x = −b/a. dado por uma func ¸ ao ´ traria f(t). enquanto x −m = −(x −m) equivale a m = (x + x )/2. onde m = −b/2a e k = f(m). 3 Movimento uniformemente variado ˜ es Um dos exemplos mais relevantes em que se aplicam as func ¸o ´ o movimento uniformemente variado. logo e ˜ f(x) = ax¾ + bx + c. f(−b/2a)) ´ o eixo de simetria dessa da par´ abola y = ax¾ + bx + c. Portanto dois poncurva. O que caracteriza no instante t e ´ o fato de f ser uma func ˜ o movimento uniformemente variado e ¸ ao quadr´ atica. gr´ afico da func ¸ ao tos (x . Sua posic ¸ ao ´ determinada pela abscissa f(t). cao ˜ . Ora x −m = x −m equivale a x = x . y) da par´ abola tˆ em a mesma ordenada.

sujeito apenas a ` ac ˜ da grado e ¸ ao ˜ vidade. ´ novamente t = 2. rimentalmente. isto e ´ .5 seg. e ´ simplesmente deixado cair de uma altura (que conSe o corpo e sideramos de coordenada zero num eixo vertical. ˜ quadr´ Nosso conhecimento da func ¸ ao atica permite responder ` mais diversas quest˜ as oes a respeito do movimento uniformemen´ posta em movimento te variado. a acelerac ¸ ao ´ representada por g e seu valor. Neste caso. determinado expeda gravidade e ´ g = 9. a velocidade sao 2 ah ´ igual a at + b + · Para valores cada vez m´ edia nesse intervalo e 2 ´ menores de h. entao ˜ inicial e ´ dada por c = 0. Reciprocamente. ´ obtido quando t = −5(−2) = 2. orientado para ˜ sua velocidade inicial e ´ zero e baixo) sem ser empurrado. Como v(t) = −2t + 5 isto nos da O movimento uniformemente variado pode ocorrer tamb´ em no ´ o movimento de um proj´ plano. ap´ sua posic ¸ ao os 1 ¾ ´ gt = x. Por isso dizemos que v(t) = at + b ´ a velocidade (no movimento uniformemente variado) do ponto e no instante t. para t e h quaisquer. Logo o valor m´ aximo de f e Podemos ainda dizer que o ponto comec ¸ a a voltar quando v(t) = 0.5 seg. Por isso b se chama a velocidade inicial. se uma part´ ıcula e sobre um eixo a partir de um ponto de abscissa −6 com velocida˜ constante de −2 m/seg ¾ . Um exemplo disso e etil (uma bala. desprezada a resistˆ encia do ar.81 m/seg ¾ . e 2 percorre x metros em t = 2x/g segundos.34 Temas e Problemas chama-se a velocidade m´ edia do ponto no intervalo cujos extremos 1 ˜ t e t + h. . este numero vale aproximadamente at + b. esse corpo t segundos de queda. tem-se v(0) = b. Quando t = 0. No caso em que f(t) = at¾ + bt + c. tem-se ˜ constante a e ´ a taxa de [v(t + h) − v(t)]/h = a. Por exemplo. Al´ em disso. logo a acelerac ¸ ao ˜ da velocidade. logo sua coordenada. quanto de inicial de 5 m/seg e acelerac ¸ ao tempo se passa at´ e sua trajet´ oria mude de sentido e ela comece a voltar para o ponto de partida? Resposta: temos f(t) = −t¾ + 5t − 6. variac ¸ ao Um importante exemplo de movimento uniformemente varia´ a queda livre de um corpo.

que e ´ a posic ˜ do proj´ forme. ´ o movimento. em cada instante t.) Portanto. a ` ac ˜ da gravidade. A ˜ e o sentido desse vetor indicam a direc ˜ e o sentido do direc ¸ ao ¸ ao movimento. v¾ ) cuja primeiA velocidade inicial do proj´ etil e ra coordenada v½ fornece a velocidade da componente horizontal ˜ do proj´ do movimento (deslocamento da sombra. a ve´ expressa por um numero. ou projec ¸ ao etil sobre o eixo horizontal OX). ´ locidade do m´ ovel e Mas quando o mo´ expressa por vimento ocorre no plano ou no espac ¸ o. eixo OY e ´ o vetor v = (v½ . tomemos um sistema de No plano em que se da ´ o ponto de partida do proj´ coordenadas cuja origem e etil e cujo ´ a vertical que passa por esse ponto. Assim. y) e 1 ¾ ˜ ha ´ termo constante porque y = 0 dada por y = − gt + v¾ t.) lanc ¸ ado por uma forc ¸ a instantˆ anea e. a Como a unica forc ¸ a atuando sobre o proj´ etil e ˜ possui componente horizontal. sendo desprezada a partir da´ ı. direc ¸ ao Quanto se tem um movimento retil´ ıneo (sobre um eixo). se P = (x. uma pedra. ´ ´ a gravidade. a vidade ser oposto a ¸ ao ´ um movimento uniforcomponente vertical do movimento de P e ˜ igual a −g e memente acelerado sobre o eixo OY . igual a −g. a velocidade e um vetor (segmento de reta orientado).˜ ´ Func ¸ oes Quadraticas 35 uma bola. y) e ¸ ao etil no instante t. Embora o processo ocorra ´ contida no no espac ¸ o tridimensional. a ordenada y do ponto P = (x. etc. a trajet´ oria do proj´ etil esta plano determinado pela reta vertical no ponto de partida e pela ˜ da velocidade inicial. (O sinal menos se deve ao sentido da gra` orientac ˜ do eixo vertical OY . sujeito apenas a ¸ ao ´ resistˆ encia do ar (movimento no vacuo). (Nao 2 quando t = 0. ´ Logo. nenhuma forc qual nao ¸ a atua so´ portanto um movimento unibre este movimento horizontal. tem-se x = v½ t.) Veja a Figura 14. ˜ (= forc ´ constante. . cujo comprimento se chama a velocidade escalar do m´ ovel (tantos metros por segundo). Por sua vez. com acelerac ¸ ao velocidade inicial v¾ . a acelerac ¸ ao ¸ a) da gravidade e vertical.

` Antiguidade. a trajet´ oria do proj´ etil e ˜ de x = v½ t vem t = x/v½ . ou me` proprielhor.36 Temas e Problemas Y 1 2 gt + v2t 2 v2 y= P = (x. Substituindo t por este valor na express˜ ao de y. ela vai gerar uma superf´ ıcie chamada parabol´ oide de revolu¸ cao ˜ . Entao. Se girarmos uma par´ abola em torno do seu eixo. A fama das superf´ ıcies parab´ olicas remonta a ´ uma lenda segundo a qual o extraordin´ ´ Ha ario matematico grego . tem-se x = v½ t = 0. y) O v1 x = v1t Figura 14 X ˜ para todo t. Esta superf´ ıcie possui inu˜ es interessantes. diz respeito a dade refletora dessa curva. tamb´ em ´ conhecida como superf´ ıcie parab´ olica. Suponhamos agora v½ = 0. com 1 y = − gt¾ + v¾ t . logo P = (0. Neste caso. onde a = −g/1v¾ ½ e b = v¾ /v½ . Se v½ = 0 entao. todas elas decorrentes de uma meras aplicac ¸o ˜ propriedade geom´ etrica da par´ abola. y). 2 ´ vertical. que veremos nesta sec ¸ ao. obtemos y = ax¾ + bx. da par´ abola que lhe serve de gr´ afico. ´ Isto mostra que a trajet´ oria do proj´ etil e ´ 4 A propriedade refletora da parabola ˜ bastante difundida da func ˜ quadr´ Outra aplicac ¸ ao ¸ao atica. ´ uma parabola.

deste modo tornando-os consideravelmente mais n´ ıtidos. ˜ (estaSe a antena parab´ olica estiver voltada para a posic ¸ao ´ cionaria) do sat´ elite. citamos os holofotes. em fontes luminosas a superf´ ıcie parab´ olica refletora. Embora ´ ´ isto seja teoricamente poss´ ıvel. ha s´ erias duvidas hist´ oricas so´ poca para fabricar tais espelhos.. bre a capacidade tecnol´ ogica da e Mas a lenda sobreviveu. Da lenda de Arquimedes restam hoje um interessante acen˜ dedor solar de cigarros e outros artefatos que provocam ignic ¸ao fazendo convergir os raios de sol para o foco de uma superf´ ıcie parab´ olica polida. os far´ ois de autom´ oveis e as sim˜ que tˆ ` frente de uma ples lanternas de mao. refletindo os d´ ebeis sinais provenientes de um sat´ elite sobre sua superf´ ıcie. ´ de calor. bem como no dia-a-dia dos aparelhos de televis˜ ao. empregadas na r´ adio-astronomia. assim ampliando grandemente a intensidade do sinal recebido. Outros instrumentos atuam inversamente. Como direc ¸ ao exemplos. a grande distˆ ancia far´ a com que os sinais por ei xo . de radio ou de outra qualquer natureza). quando refletidas numa superf´ ıcie parab´ olica.C. fazendo-os con´ vergir para um unico ponto. destruiu a frota que sitiava aquela cidade incendiando os navios com os raios de sol refletidos em espelhos parab´ olicos. concentram-se sobre o foco. concentrando na ˜ paralela ao eixo os raios de luz que emanam do foco. o foco. que viveu em Siracusa em torno do ano 250 A.˜ ´ Func ¸ oes Quadraticas 37 Arquimedes. F Figura 15 ´ dado pelas anUm importante uso recente destas superf´ ıcies e tenas parab´ olicas. e com ela a id´ eia de que ondas (de luz.

paginas 135 a 141. vol. logo eles se refletir˜ ao ˜ da na superf´ ıcie e convergir˜ ao para o foco. Para a demonstrac ¸ao propriedade refletora da par´ abola. . vide o livro “A Matem´ atica do ´ Ensino M´ edio”. 1.38 Temas e Problemas ele emitidos que atingem a antena sigam trajet´ orias praticamente paralelas ao eixo da superf´ ıcie da antena.

a soma ax + by assume seu valor m´ ınimo √ quando ax = by = abc. Quantas horas leva cada uma das torneiras para encher esse tanque? 5. determinar o comprimento e a profundidade do buraco a fim de que seu custo seja o menor poss´ ıvel. 4. . O primeiro diz: “Se eu tivesse vendido a meu prec ¸ o a quantidade que vocˆ e ∗ ˜ es na pagina ´ Soluc ¸o 138. mostre que x + quando x = 1. valendo a igualdade somente x ´ 2. Prove que. Em quanto tempo cada um dos guindastes descarregaria o navio? 7. No fim do dia. Deseja-se cavar um buraco retangular com 1 m de largura de modo que o volume cavado tenha 300 m¿ . Sejam a e b numeros positivos. Sabendo que cada metro ´ quadrado de area cavada custa 10 reais e cada metro de profundidade custa 30 reais. quanto tempo levariam as duas juntas para encher esse mesmo tanque? 6. Se uma torneira enche um tanque em x horas e outra em y horas. Se os dois operassem sozinhos. para x > 0 e y > 0 com xy = c (constante). O segundo vendeu 3 metros mais do que o primeiro. os dois recebem juntos o total de 35 reais pela venda daquele tecido. Usar a f´ ormula que serve de resposta ao exerc´ ıcio anterior para resolver o seguinte problema: Dois guindastes levam juntos 6 horas para descarregar um navio. Dois comerciantes vendem um certo tecido. 1 ≥ 2. Duas torneiras juntas enchem um tanque em 12 horas. Se x > 0. Uma delas sozinha levaria 10 horas mais do que a outra para enchˆ elo. 3. um deles levaria 5 horas a menos do que o outro para efetuar a descarga.˜ ´ Func ¸ oes Quadraticas 39 Problemas Propostos∗ 1.

Mostre que a equac ¸ ao soluc ¸ ao ˜ es quando −1/4 < m ≤ 0 do m > 0 ou m = −1/4. gastando 180 reais. Nas aguas paradas de um lago.) ´ 14. aluga uma van por 342 reais. determinar a profundidade de um poc ¸ o. mas estes numeros nao precisam ser usados.50 pelo tecido que vocˆ e vendeu”. cada clube jogando 11. ele percorreu 12 km a favor da corrente e 8 km . Num certo rio. Um campeonato e ´ 306. Findo o passeio. sabendo que decorreram t segundos entre o instante em que se deixou cair uma pedra e o momento em que se ouviu ´ o som do seu choque com a agua no fundo. Um grupo de amigos. O total de partidas e ˜ no campeonato? Quantos clubes estao 12. trˆ es deles estavam sem dinheiro e os outros tiveram que completar o total.40 Temas e Problemas vendeu. duas vezes com cada um dos outros. Interprete graficamente e nenhuma soluc ¸ ao este resultado. um remador rema seu barco a 12 km por hora. (Dar a resposta em ˜ da acelerac ˜ da gravidade g e da velocidade do som v. Quantos eram os amigos? 13. numa excurs˜ ao. com o mesmo barco e a mesma forc ¸ a nas remadas. Desprezando a resistˆ encia do ar. Quantos metros vendeu cada um e a que prec ¸ o? √ ˜ m + x = x tem uma unica ´ ˜ quan8. O segundo responde: “E eu teria recebido R$ 12. Quantos livros comprou e a que prec ¸ o? 10.8 m/seg ¾ e v = 340 m/seg. ´ 9. teria apurado 24 reais”. pagando cada um deles 19 reais a mais. tem duas soluc ¸o ˜ quando m < −1/4. func ¸ ao ¸ ao ´ ˜ Tem-se g = 9. Quantos lados tem um pol´ ıgono convexo que possui 405 diagonais? ´ disputado em 2 turnos. Ganhou 3 livros a ˜ e com isso cada livro ficou 3 reais mais baramais de bonificac ¸ ao to. Um professor comprou varios exemplares de um livro para presentear seus alunos.

Qual 18.˜ ´ Func ¸ oes Quadraticas 41 contra a corrente. Quais numeros: ˜ pelo menos 16% maiores do que seus quadrados? a) Sao ˜ no maximo ´ b) Sao 22% menores do que o quadrado de suas metades? . Exprima algebricamente a func ¸ao ¹½ f : [k. A soma das medidas das diagonais de um losango e ´ o maior valor poss´ ıvel da area desse losango? ˜ os valores poss´ ´ 19. Nele deve-se inscrever outro triˆ angulo is´ osceles invertido. Para qual valor de x este novo retˆ ´ tamos a angulo tem area ´ maxima? ´ 8 cm. Qual e maxima poss´ ıvel do triˆ angulo ´ ´ invertido? Qual a altura desse triˆ angulo de area maxima? ´ o valor maximo ´ ˜ es quadraticas ´ 16. quanto tempo ele levou para ir e quanto tempo para voltar? ˆ 15. Quais sao ıveis para o produto de dois numeros ´ 8 ? Ha ´ um menor valor poss´ reais cuja diferenc ¸a e ıvel? Um maior? ˜ quadr´ 20. Retiramos de um dos extremos da base b de um retangulo de altura a (com a < b) um segmento de comprimento x e o acrescen` altura. cu´ paralela a ` base do maior e cujo v´ ´ o ponto m´ ja base e ertice e edio ´ a area ´ ´ da base do primeiro. num tempo total de 2 horas. Trate explicitamente o caso particular f(x) = x¾ − 6x + 10. Um triangulo is´ osceles mede 4 cm de base e 5 cm de altura. +∞) → [m. g(x) = 3(2 − x)(5 + x)? ˆ 17. Qual e (ou m´ ınimo) das func ¸o f(x) = 2(x − 2)(x + 3). A partir de dois v´ ertices opostos de um retangulo de lados a. b marquemos quatro segmentos de comprimento x (Figura 16). Seja m o ponto onde a func ¸ ao atica f assume seu va˜ inversa lor m´ ınimo k = f(m). +∞). Para ´ ´ a maior poss´ qual valor de x a area desse paralelogramo e ıvel? ´ 22. Qual era a velocidade do rio. As extremidades desses segmentos formam um paralelogramo. ˆ 21.

42 Temas e Problemas x b x x a Figura 16 x c) Tˆ em o quadrado de sua metade 30% maior do que sua quinta parte? ˜ inteiros ´ ˜ 23. teria digitado 120 laudas. se alternam na preparac ¸ao manuscrito de 354 laudas. px¾ + qx + r = 0 nao ˜ de um 24. De um tonel de vinho. A trabalhou 3 horas a mais do que B. Dois digitadores. algu´ em retira uma certa quantidade e ´ a substitui por um volume igual de agua. prove que a equac ¸ao ˜ pode ter raiz racional. Qual e ¸ ao atica f tal que f(1) = 2. A e B. metade operac ¸ ao. f(2) = 5 e f(3) = 4 ? ˜ quadr´ ´ tal que seu grafico ´ 27. teria completado 252 laudas. Ap´ os repetida a mesma ˜ o l´ ´ metade vinho. Durante quanto tempo cada um trabalhou e quantas laudas cada um digitou? 25. b e c. q e r sao ımpares. Quanta agua foi colocada no tonel cada uma das duas vezes? ´ a func ˜ quadr´ 26. Se A tivesse trabalhado durante o mesmo tempo que B trabalhou. Se p. Sabendo que f(1) = f(3) = 2. determine a. . A func ¸ ao atica f(x) = ax¾ + bx + c e tangencia o eixo das abscissas. Se B tivesse digitado durante o mesmo tempo que A trabalhou. ıquido que restou no tonel e ´ ´ agua.

fazendo com que todo o cloro seja eliminado nestas 10 horas. Nao ˜ e ´ razoavel ´ A soluc ¸ ao acima. Uma piscina tem capacidade para 100 m¿ de agua. nao esta ˜ de cloro se dˆ admitir-se que a eliminac ¸ ao e a uma taxa constante. a) Que quantidade de cloro restar´ a na piscina 10 horas ap´ os ˜ sua colocac ¸ ao? ˜ b) E ap´ os meia hora da aplicac ¸ ao? c) E ap´ os t horas? ´ Uma resposta muitas vezes dada para a primeira pergunta e ˜ ha ´ mais cloro na piscina. o mesmo deveria ocorrer em cada uma das 10 horas seguintes. ´ colocado 1 kg de Quando a piscina est´ a completamente cheia. se na primeira hora foram eliminados 100 g de cloro. ´ muito mais razoavel ´ De fato. sendo o excesso de agua eliminado ˜ Depois de 1 hora.Cap´ ıtulo 3 ˜ es Exponenciais e Func ¸o Logar´ ıtmicas ´ Problema 1. Segundo este modelo. nao ˜ do modelo mais simples de variac ˜ de uma resulta da aplicac ¸ ao ¸ ao ˜ afim. ˜ ˜ ´ correta. e que esta taxa dependa da quantidade de cloro presente na piscina: quanto maior a quantidade de 43 . Agua pura (sem cloro) continua a ser colocada na ´ piscina a uma vaz˜ ao constante. entretanto. expresso por uma func ¸ ao ˜ sofrida em cada intervalo de 1 hora e ´ sempre a mesa variac ¸ ao ma. ap´ os 10 horas. Esta resposta que. O ´ grafico da Figura 17 ilustra este racioc´ ınio. e ´ cloro na piscina. um teste revela que ainda atrav´ es de um ladrao. grandeza. restam 900 g de cloro na piscina. Assim.

em m por hora). esta massa est´ a uniformemente distribu´ ıda em um volume V de l´ ıquido. Vejamos o que ocorre com a quantidade c(t) de cloro em cada um destes intervalos. uma quantidade ´ ´ a vazao ˜ (expressa. cujo volume representaremos por V . vamos dividir o tempo em pequenos intervalos de comprimento ∆t e imaginar que. Primeiro. mas passa a estar distribu´ ıda em um volume igual a V + v∆t. retira-se v∆t . um volume igual a v∆t e mistura.44 Temas e Problemas Cloro (g) 1000 900 Tempo (h) 1 Figura 17 10 ´ eliminado por unidade de tempo. por exemde agua pura igual a v∆t. cloro. o processo ocorra da forma descrita a seguir. utilizaremos um recurso frequentemente utilizado para analisar problemas envolvendo grandezas que variam continuamente: vamos discretizar o problema. retendo-se um volume igual a V . ingressa na piscina. esta agua e ´ ´ retirado da de cloro e agua. Ap´ os o ´ ingresso de agua pura. a quantidade de cloro n˜ ao se altera. mais cloro e parece intuitivo que a quantidade eliminada por unidade de tem` quantidade existente de cloro. Como o . onde v e ¿ ´ ´ adicionada a ` mistura existente plo. Deste volume. restaurando o volume inicial (veja a Figura 18). em cada um destes intervalos. No in´ ıcio do processo. A seguir. Na verdade. Ao inv´ es de ´ ´ dela eliminada de considerar que a agua ingressa na piscina e e modo cont´ ınuo. Para veripo seja proporcional a ¨ ficarmos esta conjetura.

Isto e ´ . ´ . Assim. a quantidade de cloro e ´ em um intervalo maior. ´ dizer que a variac ˜ Uma outra forma de expressar o mesmo fato e ¸ ao µ¹ ´Øµ Ú¡Ø . o seguinte quadro: Volume de l´ ıquido V + v∆t V Quantidade de cloro c (t ) ? Antes da sa´ ıda Depois da sa´ ıda Î . Note que o mesmo ocorrera ˜ de n intervalos de comprimento ∆t: formado pela justaposic ¸ ao ´ mula quantidade de cloro em um intervalo de tamanho n∆t e Î Ò . tepermanece na piscina e mos. o que fornece c(t + ∆t) − c(t) = c(t) V −1 V + v∆t = c (t ) − v∆t V + v∆t . constante. ˜ dado por c(t + ∆t) = c(t) Î · O valor desconhecido e Ú¡Ø Î e ´ ´ que a frac ˜ η constante O mais importante a observar e ¸ ao Ú¡Ø para cada intervalo de comprimento ∆t. por sua Ú¡Ø ´ obtida da equac ˜ acima subtraindo-se a quantidade inivez. entao. em cada um des´ multiplicada por um valor tes intervalos. a quantidade de cloro que ´ proporcional ao volume retido. A variac ˜ tiplicada por Î · ¸ ao da quantidade de cloro. Isto confirma o ´ relativa ´Ø·¡Ø e constante e igual a − ´Øµ Î ·Ú¡Ø ˜ comportamento que t´ ınhamos intu´ ıdo anteriormente: a variac ¸ ao . e ¸ ao cial c(t) em cada lado.˜ Func ¸ oes Exponenciais e Logar´ ıtmicas 45 Piscina no instante t (volume V) Água pura é acrescentada (volume V+vDt) Água pura se mistura à água da piscina Volume vDt é retirado (volume V) Figura 18 ´ distribu´ cloro esta ıdo uniformemente.

Equivalentemente. nao ´ a mesma. neste cloro tera ´ 349 gramas de cloro na piscina. . em cada um destes per´ ´ a e ıodos. instante havera podemos expressar a quantidade de cloro ao final de n horas (onde ´ natural) por: ne c(n) = 1000 · (0. .349. para n = 0. ao se considerar a quantidade de cloro em . De modo geral. O que e ´ constante. . ´ sido multiplicada por (0. 2.9)Ò . ´ Voltemos ao nosso problema. o mesmo ocorre em cada ˜ a quantidade de hora a seguir.9)½¼ = 0. A Figura 19 ilustra este comportamento. variac ¸ ao o mesmo ocorre em cada hora a seguir. A analise acima mostra a inade˜ da primeira tentativa de soluc ˜ e aponta a soluc ˜ corquac ¸ ao ¸ao ¸ ao ˜ reta. 1200 1000 Cloro (g) 800 600 400 200 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Tempo (h) Figura 19 Observe que estas quantidades formam uma progress˜ ao geom´ etrica. se 90% do cloro permanece ap´ os a primeira hora. 1. nos per´ ıodos consecutivos de 1 hora.46 Temas e Problemas ´ da quantidade de cloro em intervalos de mesmo comprimento e ` quantidade existente no in´ proporcional a ıcio do intervalo. A perda de cloro. Portanto. Logo. Na verdade. e ˜ relativa: se 10% do cloro foi eliminado na primeira hora. ap´ os 10 horas da aplicac ¸ ao.

De fato. De fato.948. onde k e √ Ò 1 0. seja t = p/q.9)Ò ¾ .9)Ø ¾ para todo t da forma Ò ¾ . ´k 0 ½ Figura 20 ´ 0. .9. ja constante em cada intervalo. aplicando o mesmo propressao ´ formado cesso acima. Na verdade. dade de cloro ap´ os 6 horas e se tiv´ essemos usado o modelo afim da Figura 17. 2. Assim.9 e. temos c(t) = 1000 · (0. 1. subdividindo o per´ ponder a ıodo ˜ de cloro em dois per´ de uma hora ap´ os a aplicac ¸ ao ıodos de meia ´ hora cada. a quanti´ igual a 1000 × 0. ´ obtida a partir da proilustrada na Figura 21. temos k · k = 0. Observe que. com n natural. c(0)k . . para um ½ instante da forma t = ½ ¾ n. Esta progress˜ ao e ˜ da Figura 19 “interpolando um meio geom´ gressao etrico” entre cada par de termos consecutivos. k = 0. Note que.9 1 ˜ acima e calcular a quantidade Podemos generalizar a soluc ¸ao de cloro a intervalos constantes de meia hora. Em cada um destes per´ ıodos. Como este intervalo e . temos c(t) = c ¾ n = Ò ´ a constante calculada acima. a quantidade de cloro e multiplicada por uma constante k (Figura 20). estes valores formam uma progress˜ ao geom´ etrica. obt´ em-se sempre uma progressao ´ que aquela quantidade e ´ multiplicada pela mesma geom´ etrica. ter´ ıamos obtido 950 g para a quantidade de cloro neste instante. substituindo Ò por t. Podemos usar este fato para res` segunda pergunta do problema. da´ ı. c(t) = c( n) = 1000 2 Novamente.9 = 0.˜ Func ¸ oes Exponenciais e Logar´ ıtmicas 47 ˜ instantes igualmente espac ¸ ados. Logo.9 = 1000 (0. podemos mostrar que a ex˜ acima vale para todo t racional. .948 = 948 g. para n = 0. Como ao final dos ´ multiplicada dois per´ ıodos de meia hora a quantidade de cloro e √ por 0.

9½ Ô = 1000 · 0. por uma .9. em que c(t) e Õ ½ Õ multiplicado por 0. 0. dade de cloro restante neste instante e ´ a constante pela qual a quantidade de cloro e ´ multiplionde k e cada em intervalos de tempo de comprimento 1/q.9 e k = 0.48 Temas e Problemas 1200 1000 Cloro (g) 800 600 400 200 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Tempo (h) Figura 21 ˜ de p intervalos de comprimento 1/q.9 (veja a Figura 22). Assim. com precis˜ ao arbitr´ aria. obtemos Substituindo na equac ¸ ao Ô c(t) = c(p/q) = c(0). a quantipela justaposic ¸ ao ´ dada por c(p/q) = c(0)kÔ .9 ´k 0 1/q 1 Figura 22 p/q ˜ acima. k = 0. ´ 0.9Ô Õ = 1000 · 0.9Ø . Mas q destes ´ intervalos formam um intervalo de comprimento 1. ´ que todo t irE para valores irracionais de t? A resposta e racional pode ser aproximado.

9Ø .˜ Func ¸ oes Exponenciais e Logar´ ıtmicas 49 valores racionais. real. por ˜ es para c(t). aproximac ¸o ˜ exponencial. quem tem esta propriedade e ¸ ao ´Ü· µ¹ ´Üµ ˜ es crescentes (ou decrescentes) com esta relativa . Portanto. temos o teorema abaixo. temos f(1) = b · a½ = f(0)a. Logo. Temos f(0) = b · a¼ = b. ao inv´ As situac ¸o es ˜ absoluta f(x + h) − f(x) n˜ da variac ¸ ao ao depender de x (depender. Em resumo. que e ¸ ao ˜ es em que ele se aplica sao ˜ aquelas em que. Este e ´ exatamente o mecanismo sua vez. . Os valores ˜ es afins. O grafico desta func ¸ ao 1200 1000 Cloro (g) 800 600 400 200 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Tempo (h) Figura 23 ´ ˜ O exemplo acima ilustra um modelo matematico de variac ¸ ao ´ tao ˜ importante quanto o modelo dado por uma func ˜ afim. como veremos atrav´ es do qual se define uma func ¸ ao ˜ mais adiante. Ja ` constante pela qual f e ´ multiplicada a = f(1)/f(0) e corresponde a em todo intervalo de comprimento 1. b corresponde ao valor inicial ´ no ponto x = 1. a exemplo do que ocorre nas func ¸o mente interpretado em termos dos valores de f nos pontos x = 0 e x = 1. Os valores correspondentes de c fornecem. ´ a variac ˜ portanto. 1. Assim. vol. pode ser facilde a e b. f(0). para todo t que resta no instante t e ´ ˜ e ´ dado na Figura 23. apenas de h). Func ¸o ´Üµ propriedade s˜ ao necessariamente da forma f(x) = baÜ . discutido em mais deta´ lhes em “A Matematica do Ensino M´ edio”. a func ¸ ao que fornece a quantidade de cloro ´ dada por c(t) = 1000 · 0.

´ a quantidade a) Ap´ os 12 horas da ingest˜ ao do rem´ edio. esta definic ˜ da ´ uma importante nic ¸ ao ¸ao ˜ a respeito do fenˆ informac ¸ ao omeno a que se refere: em qualquer per´ ıodo de 6 horas. basta aplicar a defiPara respondermos a ˜ de meia-vida. ao final das modelo conduziria a ˜ haveria mais droga presente no organismo (por este 12 horas. tem-se f(x) = baÜ para todo x ∈ R. equivalentemente. ` conclusao ˜ equivocada de que. Deste ½ modo. Em mais ` metade. a quantidade de droga eliminada no segundo per´ ıodo ` de seis horas seria igual a quantidade eliminada no primeiro. nao racioc´ ınio. biol´ ogica) atinja metade de seu valor inicial.50 Temas e Problemas Teorema. foi a um ras. Entao. Mas por que este modevando a ¸ ao ´ inadequado para esta situac ˜ lo e ¸ao? Na verdade. o processo de ˜ de uma droga do organismo e ´ analogo ´ eliminac ¸ ao ao processo de . passando a ser 6 horas. le` eliminac ˜ total em 12 horas). Na verdade. ap´ os as primeiras 6 horas. a razao ˜ f(x + h)/f(x)) depende apenas de h e nao ˜ de x. a varia¸ cao ˜ relativa [f(x + h)− f(x)]/f(x) (ou. crescente ou decrescente) tal que. ˜ Problema 2. ˜ se b = f(0) e a = f(1)/f(0). Seja f : R → R uma fun¸ cao ˜ mon´ otona injetiva (isto e ´. ˜ e ´ apropriado utilizarNote que. nao ˜ afim para modelar a variac ˜ da medicac ˜ Tal se uma func ¸ ao ¸ao ¸ ao. qual e do rem´ edio ainda presente no organismo? b) E ap´ os 3 horas da ingest˜ ao do rem´ edio? ˜ c) E ap´ os t horas de sua ingestao? ` primeira pergunta. Uma pessoa tomou 60 mg de uma certa medicac ¸ ao. para cada x e h. Como o paciente nao ´ ˜ dicionario e encontrou a seguinte definic ¸ ao: ´ Meia-vida: tempo necessario para que uma grandeza (f´ ısica. a quantidade da droga presente no organismo ` metade do seu valor no in´ se reduz a ıcio deste per´ ıodo. este valor se reduz novamente a ½ igual a ¾ × 30 = 15 mg. haver´ a ¾ × 60 = 30 mg. A bula do rem´ edio informava que sua meia-vida era de seis ho˜ sabia o significado da palavra. como no problema anterior.

mais uma vez. aproximadamente restante de droga e (compare com o valor que obter´ ıamos com o modelo afim. Para calcular a quantidade de droga no instante t = 3. Logo. Pode-se peneliminac ¸ ao ¨ ınea como sendo a piscina. um ano depois. na qual a droga sar na corrente sangu´ ` ´ presente. temos k · k = ½ em 6 horas a droga se reduz a ¾ e.707 = 42 g. os juros s˜ ao ½ × 100% = 8. Um banco afirma que empresta dinheiro a juros de 100% ao ano. A medida que mais agua ´ ´ ingerida. Assim. e ´ razoavel ´ presente e adotar-se. o que nos leva a um modelo expresso por uma func ¸ ao Ü forma f(x) = ba . . ap´ k = os 3 horas da ingest˜ ao. que em cada intervalo de durac ¸ao ´ multiplicada por uma constante k. sendo o excesso de l´ ıquido eliminado ´ rgaos ˜ excretores. Logo. Como no caso da piscina. a quanatrav´ es dos o ´ maior quando a quantidade de droga tidade de droga eliminada e ´ maior. de onde obtemos a = ½ ¾ = 2 . que seria igual a 45 g). a massa ¾ ¾ ´ igual a 60 × 0. A primeira igualdade fornece b = 60 e ¹½ a segunda d´ a 60a = 30. a ´ dada por quantidade de droga ap´ os t horas da ingest˜ ao e f(t) = 60 2¹ ½ Ø = 60 · 2¹ . utilizaremos os valores f(0) = 60 e f(6) = 30 para calcular os coeficientes a e b de f(x) = baÜ . Ele procura o gerente do banco que explica que. Na hora de pagar a sua d´ ıvida. para a quantida˜ de de droga no organismo. observar.707.˜ Func ¸ oes Exponenciais e Logar´ ıtmicas 51 ˜ do cloro na piscina do problema anterior. basta ˜ 3 horas. Para obter a quantidade de droga em um instante qualquer t.333% ao mˆ ` taxa de ½¾ capitalizados mensalmente. Como a quantidade de droga e ` metade. na verdade. um modelo segundo o qual a variac ¸ ao ˜ e ´ sempre a relativa em intervalos de tempo de mesma durac ¸ ao ˜ da mesma. a es. √ ½ = ¾ = 0. Ø Problema 3. portanto. um cliente observa que os juros cobrados s˜ ao mais altos. ela e ´ adicioesta e ` ¨ nada a corrente sangu´ ınea.

´ subdividido em 365 No segundo caso. Assim. onde i e ´ ˜ e ´ te ao per´ ıodo.718. Alguns dos ´ ˜ discutidos mais adiante.52 Temas e Problemas ´ a taxa anual efetivamente cobrada pelo banco? a) Qual e b) E se o banco resolve considerar que os juros s˜ ao capitalizados a cada dia? c) E se o banco considerar que os juros s˜ ao capitalizados continuamente? ˜ monetaria ´ Problemas de capitalizac ¸ ao s˜ ao modelados por fun˜ es do tipo exponencial. No pri´ dividido em 12 intervalos com meiro caso. anual ser´ a igual a 171. Na pratica. a d´ ıvida ´ multiplicada por (1 + 1/12)½ 2 = 2. em cada c ¸o a que o valor e ´ a taxa de juros correspondenper´ ıodo. a d´ ıvida e multiplicada por (1 + 1/12).714. segundo este esquema de capitalizac ¸ ao. j´ ´ multiplicado.613.3% (e n˜ juros e ao 100%). O valor ´ denotado pela letra e e e ´ um numero ´ deste limite e fundamental ´ ´ aproximadamente igual a 2. Logo. Finalmente. ao fim do ano. Assim. o per´ ıodo de um ano e ´ multiplicada por per´ ıodos de 1 dia. A resposta a ` terceira pergunte e ´ ´ multiplicado por 1 + Ò sera obtida tomando o limite quando n → +∞ desta express˜ ao. a d´ ıvida e ´ sido multiplicada por (1 + 1/365)¿ (1 + 1/365) e. Em cada um desses intervalos. Em cada per´ ıodo. o processo de capitalizac ¸ ao discreto (como descrito nas duas primeiras perguntas). a taxa anual de e ´ igual a 161. pelo fator (1 + i). Seu valor e leva a uma taxa anual de 171. ao fim dos 12 meses. o que na Matematica.8% em nosso problema. o intervalo de 1 ano e ˜ ´ um mˆ es de durac ¸ ao. Se dividirmos o per´ ıodo de 1 ano em n per´ ıodos e capitali½ . o o capital inicial zarmos a quantia em cada um deles a juros de Ò ½ Ò. por´ em. admitir que os juros s˜ ao capitalizados continuamente corresponde a tomar o valor limite dos processos descritos acima. Voltando ao Problema 1. quanto tempo deve trans` mecorrer para que a quantidade de cloro na piscina se reduza a tade? . usos do numero e serao Problema 4.4%. tera ˜ a taxa = 2.

Basta. a¼ e tidade a¼·Ò = a¼ aÒ seja v´ alida para todo n natural. . ´ a definic ˜ das potˆ Um pouco mais delicada e ¸ ao encias de expoente racional. ser demonstradas as propriedades fundamentais das potˆ encias de Ò expoente natural: aÑ·Ò = aÑ · aÒ e aÑ = aÑÒ . dado um natural q. Assim.9 = 0. se m < n. desejamos defiÕ nir a½ Õ de modo que a½ Õ = a½ = a. Logo. por´ em. Lembra˜ exponencial de base a (onde a > 0 e a = 1) mos que uma func ¸ ao ´ uma func ˜ f : R → R definida por f(x) = aÜ . a func ˜ raiz da equac ¸ao ¸ao Õ ´ cont´ g : [0. para todo q natural. al´ em disso. Em conseq¨ uˆ encia. existe exatamente um √ numero real positivo x tal Õ ½ Õ Õ ´ denotado por a ou a.5. ou seja. +∞] tal que g(x) = x e ınua. se reduz a ¸ao Ø ˜ Existe um tal valor de t? 0.9Ø . A partir desta definic ¸ao. para ´ todo a positivo. para que a identidade Ò ¹Ò Ò ¹Ò ¼ a ·a =a = a = 1 se cumpra para todo n. precisamos olhar com mais ˜ es exponenciais (para maiores cuidado as propriedades das func ¸o ´ detalhes veja “A Matematica do Ensino M´ edio”. para quaisquer ˜ aÑ < aÒ quando a > 1 naturais m e n. entao Ñ Ò e a > a quando 0 < a < 1. proceder como fizemos ao resolver o Problema 1. a½ Õ deve ser ˜ xÕ = a. +∞] → [0. Como resolver esta equac ¸ ao? Para responder a estas perguntas. Mais ´ definido recursivamente: a½ = a e precisamente. podemos definir aÜ para todo x racional: se x = p/q. que e Agora. e Ò . a quantidade de cloro no instante t e c(t) = 1000 × 0. o valor de aÒ e ˜ podem aÒ·½ = aÒ · a. vol. estritamente crescente e ilimitada (veja a Figura 24). Portanto. Mas sera ´ que a e ¸ ao Ü ´ f´ ormula a tem sentido para todo numero real? ´ ´ bem definido quando x e ´ natural: aÒ e Certamente. Inicialmente. definimos Ô aÜ = aÔ Õ = a½ Õ . que a = 1. 1). ´ definido como ½ a¹Ò .˜ Func ¸ oes Exponenciais e Logar´ ıtmicas 53 ´ dada por Como vimos. aÜ esta definido como o produto a · a · a · a · · · a (com n fatores). A seguir. de modo que a idenpoentes.9Ø . ˜ es das potˆ As definic ¸o encias de expoente real de a s˜ ao feitas de modo que estas propriedades sejam v´ alidas para quaisquer ex´ definido como sendo 1. o instante t em que esta quantidade ` metade satisfaz a equac ˜ 500 = 1000 × 0. para todo n natural. para n natural. Mas.

com precis˜ ao arbitr´ aria. Com ˜ f : R → (0. Ü ˜ es conduzem. o valor limite destas aproximac ¸o ´ como o menor numero real maior que ou igual a todas estas apro˜ es. 2 e 3 casas decimais s˜ ao 1. isso. ´ ˜ es por numeros racionais. as melhores aproximac ¸o √ por falta. serao ˜ es (definido Em qualquer caso. potˆ encias de expoente irracional. ∞) tal que f(x) = aÜ . se x < y. qual e eia basica e ´ numero irracional pode ser aproximado. √ ´ o significado de a ¾ ? A id´ ´ ´ que todo Por exemplo. Devido a ` monotoa aproximac ¸o ˜ es nicidade das potˆ encias de expoente racional. para maiores detalhes).4. no caso a > 1. 1. constru´ ımos uma func ¸ ao ˜ exponencial de base a. no caso 0 < a < 1) e ¸ ao ´ (veja “A Matematica do Ensino M´ edio”.414.41 e 1. entao Ü Ý a > 1 e a > a quando 0 < a < 1. estas aproximac ¸o ˜ por falta (quando a > 1) ou por excesso (quando 0 < a < 1). vol. √ ˜ es cada vez melhores para a ¾ . com o resultado sendo sempre um numero positivo. definimos os valores de aÜ para todos os valores reais ´ de x. ou o maior numero ´ ximac ¸o real menor que ou √ ´ tomado como definic ˜ de a ¾ igual a elas. que tem as seguintes chamada de func ¸ ao propriedades: . Os valores de a para tais aproximac ¸o por sua vez. finalmente.54 Temas e Problemas Y g(x) = xq a X a 1/q Figura 24 As potˆ encias de expoente racional assim definidas preservam as propriedades fundamentais das potˆ encias de expoente natural: Ý Ü ·Ý Ü Ý Ü ÜÝ ˜ aÜ < aÝ quando a = a ·a . Por exemplo. 1. de 2 com 1. a = a e. Consideremos. Assim.

5?”) e respondˆ e-la ˜ es exponenciais (em particular. A func ¸ ao ıtmica de base a.˜ Func ¸ oes Exponenciais e Logar´ ıtmicas 55 a) f(x + y) = f(x)f(y) para quaisquer reais x e y. para todo y > 0 existe x tal que aÜ = y). em e e ¨ encia. existe exatamente um numero real x tal que 0. ´ cont´ c) f e ınua. Y Y Ü lim f(x) = 0 ¹ ½ e Ü lim f(x) = +∞. f e ´ sempre injetiva.5 (veja a Figura 26). dado um numero y > 0. ´ crescente (isto e ´ . a afirmativamente. ´ sobrejetiva (isto e ´ . e) f e A Figura 25 mostra o gr´ afico de f(x) = aÜ nos casos a > 1 e 0 < a < 1. · ½ f(x) = ax (a >1) 1 1 f(x) = ax (0<a<1) X Figura 25 X ` pergunta que abriu esta discuss˜ Podemos voltar agora a ao Ü (“existe um valor real de x para o qual 0. ou seja. d) se a > 1.9Ü = 0. x > y ⇒ f(x) > f(y)) quando a > 1 b) f e ´ decrescente (x > y ⇒ f(x) < f(y)) quando a < 1. que associa . o unico real x tal que Ü ´ chamado de logaritmo de y na base a e rea = y (onde y > 0) e ˜ logar´ presentado por log y. f(x) = f(y) ⇒ consequˆ x = y. ´ ´ De modo geral.9) s˜ ao injetivas e tˆ em por imagem o conjunto dos reais ´ positivos. Como as func ¸o de base 0.9 = 0.

c) log (aÜ ) = x. ´ crescente quando a > 1 e decrescente quando d) log e 0 < a < 1. y > 0. a inversa da func ¸ ao decorrem das propriedades da exponencial. que eram usadas n˜ ao s´ o para . e alog Ü = x. para qualquer r e qualquer x > 0. a func ¸ ao des (veja os gr´ aficos da Figura 27): a) log (xy) = log (x) + log (y). Co´ algumas d´ mo obter este valor? Ha ecadas. lim log (x) = +∞ e Ü ·½ Ü ¼· ´ sobrejetiva. f) log e Assim. a resposta seria consultar uma tabela de logaritmos. para todo x. +∞) → R tem as seguintes propriedaAssim. e) se a > 1.56 Temas e Problemas Y 1 f(x) = 0. ˜ log : (0. para resolver o Problema 4 devemos obter log¼ 0. para todo x > 0. portana cada numero real positivo o seu logaritmo na base a. Ü ·½ Ü ¼· lim log (x) = −∞.5. b) log (xÖ ) = r log (x). para quaisquer x. lim log (x) = −∞ e lim log (x) = +∞.9x 0.5 X x Figura 26 ´ ´ . se 0 < a < 1. e ˜ exponencial de base a e suas propriedades to.

Hoje em dia. .5 e ¸ ao ¸ ao 0. nem teclas na calculadora ha para calcular tais logaritmos.9 Logo.5 x = log 0. sucessivamente log 0. na verdade. explorando o fato de que logaritmos transformam ´ mais prov´ produtos em somas.9. As bases em que valores de logarit˜ usualmente tabeladas ou dispon´ mos estao ıveis em calculadoras ˜ as bases 10 e e (a base dos logaritmos naturais ou neperianos). o ´ usuario de primeira viagem depara-se com uma dificuldade: n˜ ao ´ tabelas de logaritmos na base 0. ´ a soluc ˜ da equac ˜ De fato. mas tamb´ em para facilitar c´ alculos.5 = log 0.˜ Func ¸ oes Exponenciais e Logar´ ıtmicas 57 Y f(x) = log a x (a >1) Y f(x) = log a x (0<a<1) X 1 1 X Figura 27 obter a resposta a problemas como estes.9Ü = 0.5/ log 0. como vimos. temos. e avel que a resposta seja obtida com uma calculadora cient´ ıfica. log¼ 0.9. Em ambos os casos. Aplicando as propriedades dos logaritmos em uma base qualquer a.9 = log 0.9Ü = log 0.5/ log 0.5 x log 0. sao Mas. obtemos log¼ 0.5. qualquer base de logaritmos pode ser usada para calcular um logaritmo em qualquer outra base.

a quantia depositada ter´ a sido multiplicada Ò Ò por (1 + 0.10356 = 6.30103/0. ´ a mesma: sao ˜ necessarias ´ A resposta. O que n˜ ao e ´ que ela mostra que duas func ˜ es logar´ do e ¸o ıtmicas quaisquer s˜ ao . log 0. c (com a = 1 e b = 1).00432 e log 2 = 0. tidade de cloro se reduza a Problema 5. onde a e De modo geral log x = log x/ log b. obtemos log 1. e 6.01 . ´ Assim. ` taxa de 1% ao mˆ que a remunera a es. Em quantos meses a quantia depositada dobra? Ap´ os n meses. seria necessario esperar 70 meses para que a quantia dobre. devemos ter 1. b. naturalmente.68.01) = 1. na base 10).57881. Tomando logaritmos em uma base qualquer (por exemplo.04576 = 6.01 = 0.30103 e da´ ı n = 0.00432 = 69.30103/0.58 Temas e Problemas Se usamos logaritmos na base 10. Com aux´ ılio de uma tabela ou de uma calculadora.01Ò = 2. obtemos x = −0. temos n log 1.9.69315 / − 0. resulta x = −0.5/ log 0.5 = ´ qualquer real positivo e diferente de 1.01 = log 2.57881 horas (aproximadamente 6 horas e 35 minutos) para que a quan` metade. ´ para quaisquer numeros positivos a. ˜ do Problema 4. ´ ´ bem conhecida como a “f´ Esta ultima identidade e ormula de ´ muito destacamudanc ¸ a de base” dos logaritmos. Para que a quantia dobre.57881. Se preferimos logaritmos na base e. Uma pessoa deposita uma quantia em um banco. conclu´ No final da resoluc ¸ ao ımos que log¼ 0.

De fato. ¨ encia da discuss˜ ´ que as func ˜ es expoUma consequˆ ao acima e ¸o ˜ todas relacionadas entre si.˜ Func ¸ oes Exponenciais e Logar´ ıtmicas 59 Y log b x B log a x B = log b a A A X Figura 28 ´ sempre multiplas uma da outra. onde a constante k e ilustra este fato. caracteriza-las como sendo da forma f(x) = be Ü . ao inv´ e s de caracterizarmos as func ¸o como sendo aquelas da forma f(x) = baÜ . ˜ es do tipo exponencial tˆ vimos. quando ˜ es exponenciais podemos sempre express´ trabalhamos com func ¸o alas usando nossas bases favoritas. Logo. Portanto. temos Ü aÜ = blog = b´log µÜ . a exemplo do que ocorre com os logaritmos. preferimos trabalhar com a base e. A preferˆ encia pela base e se deve ao fato de que o coeficien˜ be Ü tem uma importante interpretac ˜ Como te k na expressao ¸ ao. Na maior parte dos casos. poder´ ıamos. A Figura 28 log x = k log x. existe uma constante k = log a tal que aÜ = b Ü . ˜ es do tipo exponencial Assim. De fato. equivalen´ temente. se a nenciais tamb´ em estao ˜ numeros ´ e b sao positivos e diferentes de 1. func ¸o em a propriedade fundamen˜ relativa em intervalos de comprimento tal de que sua variac ¸ ao . a f´ ormula nos diz que ´ igual a 1/ log b. pelas raz˜ oes explicadas a seguir.

Em particular. Mas a func ˜ rado) e ¸ao ´Üµ Ü Ü ´ derivada de f(x) = be e f (x) = bke = kf (x). No Problema 1. Logo. k = ´Üµ ´ a razao ˜ constante entre o valor da taxa de para todo x.60 Temas e Problemas ´ constante. vimos que a quantidade de cloro na ´ dada por c(t) = 1000 × 0. a) Escreva esta func ¸ao ´ a taxa instantˆ b) Qual e anea de escoamento de cloro no instante inicial? Repetindo o processo acima. tantanea nao . ˜ de cloro no instante inicial e ´ obtida multiA taxa de variac ¸ ao plicando a quantidade ent˜ ao existente (1000) multiplicada pela ´ se escoando a ` taxa constante k (−0. Ou seja. k e ˜ instantanea ˆ ˜ do tipo exponencial e o seu variac ¸ ao de uma func ¸ ao valor no ponto considerado. o cloro esta ˆ instantanea de 105 g por hora.9Ø . Portanto. Ø = eØ log ¼ = e¹¼ ½¼ ¿ Ø . piscina ap´ os t horas e ˜ na forma c(t) = be Ø .9Ø = elog ¼ Logo. c(t) = 1000 · e¹¼ ½¼ ¿ Ø .10536). temos 0. sua taxa de variac ˜ insconstante e ¸ ao ˆ ´ o valor da derivada da func ˜ no instante considetantanea (que e ¸ao ´ proporcional ao seu valor naquele instante. Note que isto n˜ ao significa que 105 g de cloro ser˜ ao eliminadas na primeira hora. Problema 6. pois a taxa insˆ ˜ e ´ constante.

ap´ os 1 hora. A lei do resfriamento de Newton estabelece que.˜ Func ¸ oes Exponenciais e Logar´ ıtmicas 61 Problemas Propostos∗ ˜ de uma cidade cresc 1. Uma pec ¸ a de metal a 120◦ e ` temperatura constante de 20◦ . haja 1000 bact´ erias ´ no recipiente e que. bancada do laborat´ orio. As bact´ erias em um recipiente se reproduzem de forma tal que o ´ aumento do seu numero em um intervalo de tempo de comprimen´ proporcional ao numero ´ to fixo e de bact´ erias presentes no in´ ıcio do intervalo. inicialmente. quando um ´ colocado em um ambiente mantido a ` temperatura conscorpo e tante. . a uma taxa proporcional a ¸ a de temperatura entre o ´ colocada sobre a corpo e o ambiente. ´ a temperatura da pec a) Qual sera ¸ a uma hora depois de ter sido colocada na bancada? b) Esboce o gr´ afico que exprime a temperatura da pec ¸ a ao longo do tempo. mantido a Dez minutos depois. ´ de 5500 4. ´ o crescimento estimado para um per´ a) Qual e ıodo de 20 anos? b) E em um per´ ıodo de t anos? 2. verificou-se que a temperatura da pec ¸ a tinha se reduzido para 80◦ . sua temperatura varia de modo a ser a mesma do ambien` diferenc te. Que percentual da massa original de C½ restara amostra ap´ os 10000 anos? ∗ ˜ es na pagina ´ Soluc ¸o 148. A meia vida do is´ otopo radioativo do carbono (C½ ) e ´ em uma anos. este numero tenha aumentado para 1500. Estima-se que a populac ¸ ao ¸ a 2% a cada 5 anos. Quantas bact´ erias haver´ a cinco horas ap´ os o in´ ıcio do experimento? 3. Suponhamos que.

1◦ .62 Temas e Problemas ´ a meia vida de um material radioativo que sofre 5. ´ a func ˜ representada pelo gr´ b) Qual e ¸ ao afico da figura? 11. Calcule a idade do carv˜ ao ´ poca em que as pinturas foram feitas.5◦ . as ordenadas no ´ ˜ grafico representam o logaritmo decimal dos valores da func ¸ao).145 vezes a radioatividade num pedac ¸ o de carv˜ ao feito hoje. A temperatura do quarto era mantida constante a 20◦ . O corpo de uma v´ ıtima de assassinato foi descoberto as ` 23:30 e imediatamente tomou ras. ´ 36. que era de 34. ´ a um terc Em quanto tempo ela se reduzira ¸ o do que era no in´ ıcio? 8. ˜ f neste tipo de represena) Mostre que o gr´ afico de uma func ¸ ao ˜ e ´ uma reta se e somente se ela e ´ do tipo exponencial tac ¸ ao (f(x) = baÜ ). O grafico da func ¸ ao uma escala logar´ ıtmica para o eixo Y (ou seja. famosa pelas pinturas feitas por homens pr´ e-hist´ oricos. Admita que a temperatura normal de uma pessoa viva e ´ ` taxa de 10% ao mˆ 7. A agua de um reservat´ orio se evapora a es. nos quais a radioatividade de C½ era 0. Use a lei do resfriamento de Newton para estimar a hora em que se deu a morte. e dˆ e uma estimativa para a e 9. Foram injetadas 20 mg de uma certa droga em um paciente. Uma hora mais tarde ele tomou a temperatura outra vez e encontrou 34. . Qual e ˜ de 20% de sua massa em um per´ desintegrac ¸ ao ıodo de 1 ano? ` 23 ho6.) do! A resposta nao ˜ e ´ ˜ da Figura 29 foi desenhado utilizando-se 10. imediatamente ap´ taxa instantˆ anea de eliminac ¸ ao os a ˜ e ´ de 5 mg por hora. foram encontrados pedac ¸ os de carv˜ ao vegetal. A ˜ da droga. Qual e ´ a meia-vida da droga? (Cuidainjec ¸ ao. igual a −c(t) · Î ˜ a agua ´ determine com que vazao pura ingressa na piscina. O m´ edico da pol´ ıcia chegou as a temperatura do cad´ aver. No problema da piscina (Problema 1). ´ 2 horas. Utilizando este fato e o resultado do Problema 6. Em uma caverna da Franc ¸ a. verifique que a taxa ˆ ˜ da quantidade de cloro no instante t e ´ instantanea de variac ¸ ao Ú .8◦ .

˜ Func ¸ oes Exponenciais e Logar´ ıtmicas 63 Y 10000 1000 100 10 1 X 0 1 2 3 4 5 Figura 29 .

pode 64 . Na verdade. Resolver um triˆ angulo significa determinar 3 desses ˜ dados (desde que nao ˜ sejam os elementos quando os outros 3 sao ˆ trˆ es angulos). ´ ´ sempre presente em todas as O problema basico. definimos sen x = sen(180◦ − x) e cos x = − cos(180◦ − x). ˆ situac ¸o ¸ ao Mas. Entretanto. Este problema b´ asico. e ´ o da resoluc ˜ de um triangulo. por exemplo. necessitaremos apenas das relac ¸o ˆ ˆ trigonom´ etricas no triangulo retangulo.Cap´ ıtulo 4 ˜ es da Trigonometria Aplicac ¸o Os livros did´ aticos para o ensino m´ edio dedicam muitas p´ aginas ˜ fica claro nem para o ao ensino da trigonometria. Para angulos agudos. cossenos e tanNestas aplicac ¸o ˆ gentes de angulos e cabe aqui um esclarecimento ao leitor. da lei dos cossenos e da lei dos senos. ˜ es estaremos calculando senos. s˜ ao muito poucas as distˆ ancias que podem ser medidas diretamente. para que serve este abundante mate˜ es em situac ˜ es reais rial. nao aluno. E isto e Desde a antiguidade e at´ e hoje. o que significa ˆ ˜ seus lados e isto? Os elementos principais de um triangulo sao ˆ seus angulos. ou seja. para resolver os problemas. Praticamente tudo que o desejamos sa´ calculado com o ber sobre distˆ ancias no mundo em que vivemos e aux´ ılio da trigonometria. estamos identificando o angulo ˆ cuja medida e com ´ pratico ´ ˆ sua medida. ´ tudo o que precisamos. queremos dizer seno do angulo ◦ ´ 30 . o homem sempre teve a necessidade de avaliar distˆ ancias inacess´ ıveis. dependendo dos dados. Vamos mostrar aqui algumas aplicac ¸o ¸o ˜ es e. com uma trena. e que estara ˜ es. nem para o professor. para qualquer ˆ ˆ angulo obtuso x (quer dizer: angulo cuja medida x est´ a entre 90◦ e 180◦ ). Isto e e natural. es˜ es trigonom´ tas func ¸o etricas s˜ ao definidas atrav´ es das tradicionais ˆ ˆ raz˜ oes entre lados de um triangulo retangulo e. Quanˆ do escrevemos por exemplo sen 30◦ .

Trata-se de uma luneta. ıvel ou pode ter mais de ˜ e vocˆ ´ verificar isto nos problemas que vamos uma soluc ¸ ao e podera discutir. Para medir uma distˆ ancia inacess´ ıvel necessitaremos de uma ´ que uma fita m´ trena. ˆ um teodolito. apoiada em um trip´ e que pode fornecer os seguintes dados: a) Se o observador T vˆ e um objeto P. Um teodolito e tanto no plano horizontal quanto no plano vertical. que nada mais e etrica comprida que possa ˆ medir distancias relativamente pequenas no plano horizontal e de ´ um instrumento que mede angulos. ele pode determinar o ˆ angulo que a reta TP faz com o plano horizontal. P T θ Figura 30 .˜ Aplicac ¸ oes da Trigonometria 65 ´ ˜ pode ser imposs´ ter uma unica soluc ¸ ao.

Nestes problemas as medidas s˜ ao todas reais. T θ A Figura 31 B ˜ instrumentos equivalentes a ` r´ A trena e o teodolito sao egua graduada e ao transferidor quando trabalhamos no papel. ele pode determinar o ˆ angulo ATB. o aterro do Flamengo e sua vista a oi do ˜ es interesoutro lado da Ba´ ıa de Guanabara forneceram situac ¸o santes de medidas inacess´ ıveis. ˜ a um plano Medir a altura de um morro distante em relac ¸ ao ´ um problema permanente em toda a hist´ horizontal pr´ oximo e oria. Hoje. o que nem . Medir a altura do P˜ ao de Ac ¸ ucar. sao ´ muito mais sofisticado que to. poˆ demos medir angulos com uma precis˜ ao muit´ ıssimo maior do que antigamente. o teodolito de hoje e ´ a diferenc o equivalente antigo. ´ Problema 1. A trena de hoje e a da antiguidade diferem apenas do material em que ˜ o mesmo instrumenforam constru´ ıdas mas essencialmente. uma razoavel ´ zontal. ´ ` cidaVarios problemas que vamos abordar fazem referˆ encia a ˜ de de do Rio de Janeiro. Ele fica facilitado se o observador puder andar neste plano hori˜ ao morro. Entretanto. E neste ponto esta ¸ a. o morro do Pao ´ ` cidade de Niter´ Ac ¸ ucar.66 Temas e Problemas b) se o observador T vˆ e um objeto A e girando a luneta vˆ e um objeto B. O morro do Corcovado. ambos no plano horizontal. em direc ¸ ao distˆ ancia.

e com seu instrumento mede os seguintes angulos: . ´ em um ponto A do aterro do FlaEnunciado: Um observador esta ˜ de Ac ´ ˆ mengo e vˆ e o Pao ¸ ucar segundo um angulo de 10◦ com o plano ˜ ao seu horizontal (medido com o teodolito). avista-se um ponto P na praia de Icara´ ı em Niter´ oi (estes ˜ em lados opostos do canal de entrada da Ba´ dois pontos estao ıa de Guanabara). ´ o de medir a distancia ˆ O segundo problema importante e de um ponto a outro inacess´ ıvel no plano horizontal. no caso do P˜ ao de Ac ¸ ucar o aterro do Flamengo fornece um plano horizontal especial para este objetivo. Qual e ao de ´ ˜ ao plano de observac ˜ Ac ¸ ucar em relac ¸ ao ¸ ao? ˆ Problema 2. O problema anterior resolveu o caso de medir uma distˆ ancia entre um ponto (acess´ ıvel) a um outro inacess´ ıvel.˜ Aplicac ¸ oes da Trigonometria 67 ´ poss´ ´ sempre e ıvel. e um ponto B no plano horizontal de onde possa tamb´ em ver P. Vamos agora tratar de medir uma distˆ ancia no plano horizontal entre dois pontos inacess´ ıveis ao observador. Medir a distancia entre dois pontos. Mas. Ele anda em direc ¸ ao ˜ objetivo at´ e um ponto B distante 650 m de A e agora vˆ e o Pao ´ ˆ ´ a altura do P˜ de Ac ¸ ucar segundo um angulo de 14◦ . De um ponto B na Praia do Flamengo. distancia de um ponto A (onde esta ´ preciso que este observador possa se locomover para inacess´ ıvel. Medir a distancia de um ponto do Rio de Janeiro a um ponto vis´ ıvel de Niter´ oi. Um observador assinala nesta praia dois pontos A e B distantes 1 km enˆ tre si. ´ poss´ Enunciado: De uma praia e ıvel ver duas ilhas X e Y . Para calcular a ˆ ´ o observador) a um ponto P. Um observador no ˆ ´ Rio de Janeiro mediu os angulos BAP = 119◦ e ABP = 52◦ . distante 1 km de A tamb´ em se avista o ponto P (Figura 32). ambos inacess´ ıveis. Qual e ˆ a distancia entre A e P? ˆ Problema 3. Enunciado: De um ponto A na praia do Flamengo no Rio de Janeiro.

68

Temas e Problemas

RIO DE JANEIRO A
Flamengo

Baía de Guanabara

P

Icaraí

NITERÓI B

Figura 32

´ a distancia ˆ XAY = 62◦ , YAB = 54◦ , ABX = 46◦ e XBY = 74◦ . Qual e entre X e Y ? Problema 4. Medir o raio da Terra. Desde a antiguidade, este problema esteve presente na cabec ¸a ´ ˜ dos matematicos. Diversas soluc ¸oes apareceram mas os resulta¨ ˜ eram bons pois se exigia a medida entre dos frequentemente nao dois pontos muito afastados, o que era muito dif´ ıcil de fazer com ˜ ou a medida de angulos ˆ precisao, muito pequenos, o que era mais ´ havia instrumentos que dif´ ıcil ainda. Em meados do s´ eculo XX ja ˆ podiam medir angulos com precis˜ ao de 1 cent´ esimo de grau, mas ˜ inimagin´ hoje os instrumentos eletrˆ onicos tˆ em precisao avel. O problema a seguir, exige apenas um instrumento relativamente antigo. ´ o Cristo Redentor no Rio de Enunciado: A montanha onde esta ´ a 703 m de altura em relac ˜ ao n´ Janeiro esta ¸ao ıvel do mar. L´ a de ˆ cima, um observador vˆ e o horizonte (no mar) segundo um angulo

˜ Aplicac ¸ oes da Trigonometria

69

de 0,85◦ com o plano horizontal. Encontre uma medida aproximada para o raio da Terra. Problema 5. Ainda o raio da Terra. Uma bela tentativa de medir o raio da Terra deve-se a Erat´ ostenes no terceiro s´ eculo antes de Cristo. Medidas foram feitas nas cidades de Assu˜ a e Alexandria, no Egito, que est˜ ao aproximadamente no mesmo meridiano terrestre, e por rara felicidade, ˜ esta ´ quase sobre o tr´ ˆ Assua opico de Cancer. Isto quer fizer que no primeiro dia do ver˜ ao, ao meio dia, os raios solares s˜ ao perfeitamente verticais. Naquele tempo, uma unidade comum para medir ˆ ´ distancias grandes era o est´ adio. O estadio era o comprimento da pista de corrida utilizada nos jogos ol´ ımpicos da antiguidade (de 776 a 394 aC.) e era equivalente a 1/10 de milha, ou seja, aproximadamente 161 m. Enunciado: No dia do solst´ ıcio de ver˜ ao, Erat´ ostenes verificou que, ao meio dia, o sol brilhava diretamente dentro de um poc ¸o ˜ e, em Alexandria, a 5000 est´ profundo em Assua adios ao norte de ˜ algu´ ˆ Assua, em mediu o angulo que os raios solares faziam com a vertical, encontrando 1/50 do c´ ırculo. Com base nestes dados, calcule o raio da Terra. Problema 6. O problema da corrida. Os dados e o objetivo deste interessante problema s˜ ao os se´ sobre uma reta r e corre sobre ela no guintes. Um corredor A esta ˜ esta ´ em r e, correndo em linha resentido AX. Um corredor B nao ta, pretende alcanc ¸ ar A (Figura 33). Sendo a partida simultˆ anea, ˜ deve tomar B se as velocidades de ambos s˜ que direc ¸ ao ao conhecidas? Enunciado: 1) Considere BAX = 110◦ , velocidade de A igual a 8 m/s e veˆ locidade de B igual a 9 m/s. Determine o angulo que a trajet´ oria de B deve fazer com a reta BA para que o encontro seja poss´ ıvel.

70

Temas e Problemas

r

A

X

? B
Figura 33

2) Considere BAX = 110◦ , velocidade de A igual a 8 m/s, velocidade de B igual a 8,1 m/s e AB = 50 m. Sendo B um corˆ redor inteligente, determine que distancia ele percorreu at´ e alcanc ¸ ar A. Problema 7. Novamente a corrida, mas um fato muito estranho acontece. Enunciado: Considerando ainda a Figura 33, seja BAX = 60◦ . O corredor A tem velocidade 15% maior que a de B. Por´ em, o ´ inteligente, planejou cuidadosamente sua trajet´ corredor B e oria, ˆ e alcanc ¸ ou o corredor A no ponto C da reta r. Calcule o angulo ABC. ˆ Observa¸ cao: ˜ vocˆ e vai encontrar dois valores para o angulo ABC. ˜ poss´ Ambos sao ıveis? Por que ocorre isto? Problemas Suplementares∗ 1. No problema da corrida, se os corredores A e B tiverem velocidades iguais, como B deve planejar sua trajet´ oria? 2. No problema da corrida, BAX = 50◦ , velocidade de A = 9 m/s e velocidade de B = v. Determine para que valores de v o encontro ´ poss´ e ıvel.

˜ es na pagina ´ Soluc ¸o 155.

˜ Aplicac ¸ oes da Trigonometria

71

´ sendo constru´ 3. Uma estrada que esta ıda em um plano horizon´ formada pelos trechos retos XP, PQ e QY como mostra a tal e sera ´ Figura 34. No trecho PQ ser´ a constru´ ıdo um tunel para atravessar a montanha. Os engenheiros devem saber tanto em P quanto ˜ devem tomar para construir o tunel ´ em Q, que direc ¸ ao AB de for˜ fixaram um ponto C do ma que o trecho PABQ seja reto. Eles entao plano horizontal, vis´ ıvel tanto de P quanto de Q e determinaram as seguintes medidas: CP = 1,2 km, CQ = 1,8 km e PCQ = 27◦ . ˆ Calcule os angulos CPQ e CQP.

Q B x P A y

C
Figura 34

Para calcular a altura do morro do Corcovado no Rio de Janeiro ˜ foi poss´ nao ıvel utilizar o m´ etodo utilizado no Problema 1, quando ´ ˜ ha ´ como se aproximar do medimos a altura do P˜ ao de Ac ¸ ucar. Nao ˜ em um plano horizontal. Corcovado caminhando em sua direc ¸ ao ˜ que buscar uma outra soluc ˜ Temos entao ¸ao. 4. Na Figura 35, vocˆ e vˆ e uma pequena parte do bairro do Jarˆ dim Botanico do Rio de Janeiro. Na avenida Borges de Medeiros, ` beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, e portanto quase ao n´ a ıvel do mar, fixamos dois pontos A e B de onde se avista o ponto C,

6◦ .72 Temas e Problemas ´ cume do Corcovado e p´ e da estatua do Cristo Redentor. CBP = 30. Calcule a altura do morro do Corcovado.7 . PAB = 70. considere os seguintes dados: AB = 660 m. CRISTO REDENTOR P A B LAGOA RODRIGO DE FREITAS Figura 35 . ◦ CAP = 29.5◦ . PBA = 77.9◦ . Sendo ˜ da perpendicular trac P a intersec ¸ ao ¸ ada por C ao plano horizontal que cont´ em A e B.

um de cada vez. mas na maioria dos problemas que teremos que enfren´ totalmente inutil. podemos colar em sua parede uma escala de nossa escolha e. como uma pedra de formato irregular. em um reservat´ orio contendo ´ ´ agua at´ e o bordo e comparar a quantidade de agua que transbordou. Dadas duas caixas. E qual e ˜ nos ocorre nenhuma outra frase melhor que devemos dizer? Nao a seguinte: Volume de um s´ olido e ´ a quantidade de espa¸ co por ele ocupada. outras n˜ Muitas comparac ¸o ao. pode-se encher a garrafa com agua e despejar dentro da panela. que objeto parece ter maior volume? Uma bola de futebol ou uma caixa de sapatos? ˜ es sao ˜ o ´ bvias.Cap´ ıtulo 5 ˜ ao Uma Introduc ¸ ao ´ Calculo de Volumes Para introduzir o conceito de volume. Para comparar volumes de objetos imperme´ aveis pode´ mos mergulha-los. ´ ˜ es provocativas podem ser Com esta id´ eia. ´ um elemento motivador para o estuEste tipo de experiˆ encia e do dos volumes e pode at´ e ser eventualmente de alguma utilidade ´ pratica. antes de ˜ formal. ´ tar. o professor deve. com ela medir ´ volumes de pequenos objetos impermeaveis. No caso da panela ´ e da garrafa. e Por exemplo. inumeras comparac ¸o feitas. apresentar uma id´ qualquer tentativa de uma definic ¸ao eia intuitiva e fornecer diversos exemplos para que os alunos possam ´ a primeira coisa que compreender do que vai se falar. qual delas tem maior volume? Quem tem maior volume: Maria ou Pedro? Observando uma panela pequena e uma garrafa. o mestre de obras precisa 73 . Se tivermos um reservat´ orio cil´ ındrico de vidro. por exemplo.

Por exemplo. denominado ´ de cubo unitario. seu ´ a unidade chamada de cent´ volume e ımetro cubico ´ (cm¿ ). vigas e lajes de um edif´ ıcio. a unidade de volume e cubo cuja aresta mede uma unidade de comprimento. Alguns objetos s˜ ao pequenos ˜ inacess´ demais. Sentimos entao ˜ a necessidade de te. ou grandes demais. tradicionalmente. devemos compar´ a´o la com uma unidade e. o volume de um s´ olido deve ser um numero que ex´ ´ a id´ prima quantas vezes ele cont´ em o cubo unitario. .74 Temas e Problemas ´ utilizado na construc ˜ das saber o volume de concreto que sera ¸ ao colunas. simplesmen˜ existem concretamente. A forma e as dimens˜ oes de ˜ na planta e o c´ cada um destes objetos estao alculo do volume deve ser feito antes que o edif´ ıcio exista. Por exem´ plo. nao ´ obter m´ etodos para o calculo de volumes. ou sao ıveis ou. esta id´ eia inicial vai nos permitir calcular precisamente o volume de um paraleˆ lep´ ıpedo retangulo. se um cubo tem 1 cm de aresta. Entretanto. 1 unidade de volume 1 1 1 Figura 36 ´ Assim. quantos cubos unitarios de 1 cm de aresta cabem dentro de uma panela? N˜ ao saber´ ıamos dizer. conhecendo sua forma e suas dimens˜ oes. Esta e eia que devemos ter para desenvolver o estudo dos volumes mas. um bloco retangular. Para medir esta grandeza chamada volume. convenhamos que ainda tem um significado muito vago. ou simplesmente. pelo menos de objetos simples.

seu volume e de 24 cm¿ . teudos exigidos no programa do ensino m´ edio. ` faces. Mas. 3 cm e 2 cm.6 cm de comprimento. Este chute e ˜ forem dif´ ıcil de aceitar. dividamos cada aresta do cubo ´ unitario (com 1 cm de aresta) em 10 partes iguais (Figura 39). 4. Qual e 2 3 4 Figura 37 ˜ ha ´ duvida ´ Observando o desenho.˜ ao Calculo ´ Uma Introduc ¸ ao de Volumes 75 1 O volume do bloco retangular Imaginemos inicialmente umm bloco retangular com dimens˜ oes ´ o seu volume? 4 cm. . dividiTrac ¸ ando pelos pontos de divis˜ ao planos paralelos as ´ mos esse cubo unitario em 1000 cubinhos de aresta 1/10. nao que este bloco pode ser ´ dividido em 4 × 3 × 2 = 24 cubos unit´ arios e. O que ocorre se as dimens˜ ao do bloco nao inteiras? Continua valendo o produto? Por que? ´ certo que em muitas ocasi˜ ˜ pode fazer Esta oes o professor nao ˜ completa de cada um dos conem sala de aula uma demonstrac ¸ ao ´ ˜ o fizer. se nao deve oferecer algo mais que a f´ ormula pronta ou o decreto publicado no livro did´ atico. Exemplo.7 cm de largura e 2. portanto. Vejamos um exemplo. Calcule o volume do bloco retangular de 5. A maioria dos livros did´ aticos brasileiros usa um exemplo como este para “concluir” que o volume de um paralelep´ ıpedo ˆ ´ o produto de suas dimens˜ ´ retangulo qualquer e oes.0 cm de altura (Figura 38). Para resolver este problema.

e Naturalmente que o volume de cada cubinho e ´ facil ´ e contar quantos destes cubinhos enchem o bloco retangular ˜ 54 × 47 × 20 cubinhos. ou seja.6 × 4.0. Logo.7 × 2. 1000 Este singelo exemplo confirma o produto das dimens˜ oes para ´ o calculo do volume do bloco retangular e cont´ em a essˆ encia do ´ necessario ´ ˜ no caso em que as medidas que e para a demonstrac ¸ao ´ das arestas s˜ ao numeros racionais (veja o Problema 1 proposto no . o volume do bloco retandado: sao ´ igual ao numero ´ gular e de cubinhos multiplicado pelo volume de 1 1 cubinho.76 Temas e Problemas 2 4.6 Figura 38 1 1 _ 10 Figura 39 ´ v = 1/1000. 56 × 47 × 20 × = 5.7 5.

o volume e produto dessas medidas e. y e z. esta Consideremos portanto estabelecido que o volume de um bloco ´ dado por V = xyz. usaremos o teorema ˜ fundamental da proporcionalidade. onde as medidas das arestas do bloco retan´ ´ ainda o gular s˜ ao numeros reais positivos quaisquer. para demonstrar.˜ ao Calculo ´ Uma Introduc ¸ ao de Volumes 77 final deste cap´ ıtulo). O roteiro para a demonstrac ¸ao ´ no Problema 2. retangular cujas arestas medem x. Vamos entao me de um s´ olido S qualquer utilizando os poliedros retangulares contidos em S. Para o caso geral. e 2 ˜ do volume A definic ¸ ao Chamaremos de poliedro retangular a todo s´ olido formado pela ˜ de um numero ´ reuniao finito de blocos retangulares justapostos. Figura 40 ´ a soma dos volumes dos O volume de um poliedro retangular e ˜ definir o volublocos retangulares que o constituem. .

z) e B (x . z ) sao ´ y = ky e z = kz para algum numero real positivo k.78 Temas e Problemas Seja V o volume de S e seja v(P) o volume de um poliedro re´ ˜ e ´ ainda conhecido mas tangular P contido em S. chamado ˜ razao ˜ de semelhan¸ ca (ou fator de ampliac ¸ ao). Basta acrescentar a P novos blocos retangulares que ainda estejam dentro de S. y e z. Eles estao eias neces´ ˜ Para realiz´ sarias para a demonstrac ¸ao. seu volume ficou multiplicado por k¿ (Figura 41). maior que P e ainda contido em S. e levando em conta a ˜ de volume. z) um bloco retangular de dimens˜ oes x. recolhanc ¸a e mendamos a leitura do livro “Medida e Forma em Geometria” do prof. o conceito de seme´ fundamental e para conhecer ou rever este assunto. x = kx. v(P) < v(P ) ≤ V . y. Este resultado vale naturalmente para poliedros retangulares semelhantes P e P . Para cada poliedro retangular P contido em S. e somente se. e ´ poss´ mas nao ıvel sempre obter um poliedro retangular P . y. B(x. ´ 3 Solidos semelhantes Seja B(x. . Continuando este procedimento. vale tamb´ definic ¸ ao em para dois s´ olidos semelhantes quaisquer: A razao ˜ entre os volumes de s´ olidos semelhantes e ´ o cubo da razao ˜ de semelhan¸ ca. Os blocos ˜ semelhantes se. 33 e 55). ˜ estao ˜ demonstrando este importanOs argumentos acima nao ˜ apenas mostrando as id´ t´ ıssimo resultado. Os volumes de B ¿ ˜ tais que v(B ) = kx · ky · kz = k xyz = k¿ v(B). ˜ igual a S. Portan´ uma aproximac ˜ to. O numero V nao ` condic ˜ v(P) ≤ V para todo poliedro retangudeve satisfazer a ¸ ao lar P contido em S. y . ou seja. o que quer dizer que v(P) e ¸ ao ´ uma aproximac ˜ melhor por falta para o volume de S e v(P ) e ¸ ao para este resultado. Elon Lages Lima (p. a-la. e B sao multiplicando as arestas de B por k. obteremos ˜ es cada vez melhores para o volume de S e essa id´ aproximac ¸o eia ` definic ˜ V = v(S) e conduz a ¸ ao: ´ um numero ´ real cujas aproxima¸ co ˜ es por falta sao ˜ os volumes dos poliedros retangulares contidos em S ˜ (veja o Problema 3 para coment´ arios sobre esta definic ¸ ao).

Imagine inicialmente um s´ olido qualquer S apoiado em um plano horizontal H. diferente de S. Podemos assim obter um outro s´ a que esta olido S . todas ˜ que o s´ de mesma altura. Observe entao olido S pode mudar de ˜ com forma quando deslizamos ligeiramente cada fatia em relac ¸ao ´ abaixo dela. uma vez que eles ˜ constitu´ sao ıdos das mesmas fatias (Figura 42). Imagine tamb´ em que S tenha sido cortado por planos paralelos a H em fatias muito finas.˜ ao Calculo ´ Uma Introduc ¸ ao de Volumes 79 S’ S z x y ky kx kz Figura 41 4 O Princ´ ıpio de Cavalieri ´ O calculo dos volumes dos diversos s´ olidos s´ o vai avanc ¸ ar com esta nova ferramenta. S S’ H Figura 42 . mas com o mesmo volume de S.

Figura 43 b) Duas pirˆ amides de mesma base e mesma altura possuem mesmo volume (Figura 44). fatias ˜ na mesma altura nos dois s´ ˜ congruentes. se as duas fatias que estiverem na mesma altu´ ˜ como possuem mesma espessura. ra tiverem mesma area entao. considerando dois s´ em uma situac ¸ ao olidos quaisquer A e B (Figura 45). Figura 44 ˜ es que acabamos de apresentar constituem um caso As situac ¸o bastante particular do princ´ ıpio que vamos enunciar. Sendo o volume de cada ˜ s´ olido a soma dos volumes das respectivas fatias. Mas. se deseje. conclu´ ımos que os volumes de A e B sao .80 Temas e Problemas Esta id´ eia inicial j´ a nos conduz a dois importantes resultados. Aqui. e a aproximac ¸ao entre os volumes das fatias podendo tornar-se t˜ ao precisa quanto ˜ iguais. que estao olidos sao ˜ mais geral. Tanto mais aproterao ximadamente quanto mais finas forem. ˜ muito aproximadamente volumes iguais. a) Dois prismas de mesma base e mesma altura tˆ em mesmo volume (Figura 43).

su˜ es e algumas aplicac ˜ es. ´ preciso deixar claro ao leitor que o Princ´ E ıpio de Cavalieri ˜ pode ser demonstrado com apenas os recursos da Matem´ nao atica ` teoria como um axioma. por consequˆ encia. gerem demonstrac ¸o ¸o 5 ´ Comentario final ´ apresentado. elementar. em Nos livros did´ aticos brasileiros. a teoria presente nesses livros e quase inintelig´ ıvel.˜ ao Calculo ´ Uma Introduc ¸ ao de Volumes 81 A B SA h SB Figura 45 ´ enunciado da seguinte forma: O Princ´ ıpio de Cavalieri e Sejam A e B dois s´ olidos. Muitos sequer dizem o que significa calcular um volume e v´ arios chutam. todas as f´ ormulas. Os exerc´ ıcios que se seguem. Para referˆ encias adequadas ao professor do ensino m´ edio recomendamos: . de forma bastante insatisfat´ oria. sem d´ o nem piedade. complementam o texto. Se qualquer plano horizontal secciona A e B segundo figuras planas de mesma area. e outros nem isto fazem. Alguns citam o Princ´ ıpio de Cavalie˜ o utilizam corretamente. Ele deve ser incorporado a ˜ bastante intuitivos e convinmas os argumentos anteriores sao centes. ´ entao ˜ estes s´ olidos tˆ em volumes iguais. este assunto e geral. mas nao ˜ e ´ abordado por neimportant´ ıssimo conceito de semelhanc ¸ a nao ¨ ´ nhum deles e. O ri.

2 – 4 autores – SBM . vol.82 Temas e Problemas • “Medida e Forma em Geometria” – Elon Lages Lima – SBM ´ • “A Matematica do Ensino M´ edio”.

ˆ 7. . Se as menores pesam 120 g.˜ ao Calculo ´ Uma Introduc ¸ ao de Volumes 83 Problemas Propostos∗ 1. ´ o produto 2. ˜ do vestibular da UFRJ era assim: desmanchando 4. o volume e ao. Considere entao ˜ como dicomo frac ¸o ´ mens˜ oes do bloco retangular os numeros a/d. Uma questao um brigadeiro (uma bola de massa de chocolate) de raio R. quantos brigadeiros de raio R/2 podemos formar? 5. Sugestao: ˜ Verifique que se duas dimens˜ oes do bloco ficam constan´ proporcional a ` terceira dimens˜ tes. Demonstre que o volume de um bloco retangular cujas medidas ´ ´ o produto das trˆ das arestas s˜ ao numeros racionais e es dimens˜ oes. Demonstre que o volume de um prisma qualquer e ´ da area da base pela altura. Divida um prisma triangular em trˆ es piramides triangulares de mesmo volume (Figura 46). Use o teorema fundamental da proporcionalidade (Cap´ ıtulo 1 desde livro) para concluir o resultado. ´ Sugestao: ˜ Trˆ es numeros racionais sempre podem ser expressos ˜ es de mesmo denominador. cada uma. ∗ ˜ es na pagina ´ Soluc ¸o 165. ˜ que demos para o volume V de um 3. e mos´ o produto dessas trˆ tre que o volume e es dimens˜ oes. Uma loja para turistas vende miniaturas da est´ atua do Cristo Redentor feitas em gesso. Explique melhor a definic ¸ ao s´ olido qualquer S: V = v(S) e ´ o numero ´ real cujas aproxima¸ co ˜ es por falta sao ˜ os volumes dos poliedros retangulares contidos em S. Mostre que o volume de qualquer bloco retangular e de suas dimens˜ oes. quanto pesam as maiores? ´ o produto 6. umas com 10 cm de altura e outras com 15 cm de altura. b/d e c/d.

Fac ¸ a uma pesquisa nos livros que vocˆ e disp˜ oe e mostre como se pode calcular o volume de uma esfera de raio R. Por que o volume de um cilindro de base circular com raio R e ´ πR¾ h? altura h e 10. mec ¸ a as dimens˜ oes dos copos. .84 Temas e Problemas Figura 46 ˆ ´ a terc 8. 13. Os maiores para agua ou refrigerante e os menores para o caf´ e. calcule os ˜ estava pr´ volumes e veja se a sua intuic ¸ ao oxima do resultado correto. Todos n´ os utilizamos frequentemente dois tipos de copos plas´ ticos descart´ aveis. 11. 9. Mostre que o volume de um tronco de cone de altura h cujas πh ¾ ˜ c´ ´ dado por V = bases sao ırculos de raios R e r e (R + r¾ + Rr). Calcule o volume de um cone com base circular de raio R e altura h. a) Observe os dois copos e dˆ e um chute baseado apenas na ˜ ´ maior intuic ¸ ao: quantas vezes o volume do copo grande e que o do copo pequeno? b) Com uma r´ egua. 3 ¨ ´ 12. Demonstre que o volume de qualquer piramide e ¸ a parte ´ do produto da area da base pela altura.

a partir tra. D¾ : Escolha da mulher (5 modos). as decis˜ oes D½ e D¾ e Exemplo 1. O terceiro d´ ıgito pode 85 . ´ 3 × 2 = 192. ˜ pode ser igual ao primeiro d´ pois nao ıgito. pois n˜ ao pode ser igual a 0. entao de modos de tomar sucessivamente ´ xy. Ha da´ ı. tomada a decisao ˜ D½ . Com 5 homens e 5 mulheres. A resposta e ˜ os numeros ´ Exemplo 3. h a ´ y modos de tomar mar uma decisao ˜ o numero ´ a decis˜ ao D¾ . Quantos sao de trˆ es d´ ıgitos distintos? Solu¸ cao: ˜ O primeiro d´ ıgito pode ser escolhido de 9 modos. 2 modos de escolher a cor de cada uma das outras 6 listras. Se cada listra deve ter apenas uma cor e n˜ ao podem ser usadas cores iguais em listras adjacentes. de quantos modos se pode formar um casal? Solu¸ cao: ˜ Formar um casal equivale a tomar as decis˜ oes: D½ : Escolha do homem (5 modos). ´ 5 × 5 = 25 modos de formar um casal. Uma bandeira e ser coloridas usando-se apenas as cores verde. azul e cinza.Cap´ ıtulo 6 Combinat´ oria 1 ´ Princ´ ıpios basicos O princ´ ıpio fundamental da contagem diz que se h´ a x modos de to˜ D½ e. O segundo d´ ıgito pode ser escolhido de 9 modos. Ha ´ formada por 7 listras que devem Exemplo 2. de quantos modos se pode colorir a bandeira? Solu¸ cao: ˜ Colorir a bandeira equivale a escolher a cor de cada lis´ 3 modos de escolher a cor da primeira listra e.

n´ os nos colocamos no papel da pessoa que deveria formar o casal. pois nao d´ ıgitos j´ a usados nas demais casas. ´ ´ 10 Comec ¸ ando a escolha dos d´ ıgitos pelo ultimo d´ ıgito. Um passo importante na estrat´ egia para resolver problemas ´: de Combinat´ oria e . pois nao nem ao segundo d´ ıgitos. No Exemplo 3. n´ os nos colocamos no papel da pessoa que deveria colorir a bandeira.86 Temas e Problemas ˜ pode ser igual nem ao primeiro ser escolhido de 8 modos. ˜ os numeros ´ Vamos voltar ao exemplo anterior — Quantos sao de trˆ es d´ ıgitos distintos? — para ver como algumas pessoas conseguem. ´ 9 × 9 × 8 = 648. no Exemplo 2. 2) Divisao: ˜ Devemos. Se mos escolher o primeiro d´ ıgito? A resposta e ˜ tivermos usado o 0. no Exemplo 1. Agora temos um impasse: de quantos modos podeja ´ “depende”. ´ 8 modos de escolher o primeiro d´ havera ıgito. tornar complicadas as coisas mais simples. A resposta e ´ deve ter percebido nesses exemplos qual e ´ a estrat´ Vocˆ e ja egia para resolver problemas de Combinat´ oria: 1) Postura: Devemos sempre nos colocar no papel da pessoa ˜ solicitada pelo problema e ver que deque deve fazer a ac ¸ao cis˜ oes devemos tomar. colorir a bandeira foi dividido em colorir cada listra. por erros de estrat´ egia. pois n˜ ao podemos repetir o d´ ıgito ´ usado. formar ´ um numero de trˆ es d´ ıgitos foi dividido em escolher cada um dos trˆ es d´ ıgitos. haver´ nao a 7 modos de escolher o pri˜ poderemos usar nem o 0 nem os dois meiro d´ ıgito. ha de escolher o d´ ıgito central. Formar um casal foi dividido em escolher o homem e escolher a mulher. ha ´ ´ 9 modos modos de escolher o ultimo d´ ıgito. n´ os nos colocamos ´ no papel da pessoa que deveria escrever o numero de trˆ es d´ ıgitos. sempre que poss´ ıvel. se j´ a tivermos usado o 0. dividir as decis˜ oes a serem tomadas em decis˜ oes mais simples. Em seguida.

No Exemplo 3. 2} e γ ∈ {0. 1. α deve ser 0. α n˜ ao pode ser 0. Quantos divisores inteiros e positivos possui o numero ˜ ´ 360 ? Quantos desses divisores s˜ ao pares? Quantos sao ımpares? ˜ quadrados perfeitos? Quantos sao Solu¸ cao: ˜ a) 360 = 2¿ × 3¾ × 5. os expoentes α. ´ posterga-la s´ o serve para causar problemas.´ Combinatoria 87 3) Nao ˜ adiar dificuldades. Ha ´ 24 divisores. 3}. Ha divisores ´ ımpares. Quantas sao odigo Morse? ´ 2 palavras de uma letra. pois o primeiro d´ decisao ıgito ˜ pode ser igual a 0. O c´ odigo Morse usa duas letras. conforme acabamos de ver. Exemplo 4. ponto e trac ¸ o. essa e gar. Ha ´ 3 × 3 × 2 = 18 b) Para o divisor ser par. 1}. Ha ao quadrados perfeitos. 1. Se uma das decis˜ oes a serem tomadas for mais restrita que as de´ a decisao ˜ que deve ser tomada em primeiro lumais. ´ 1×3×2 = 6 c) Para o divisor ser ´ ımpar. com α ∈ {0. ´ 4 × 3 × 2 = 24 maneiras de β ∈ {0. h´ Solu¸ cao: ˜ Ha a 2 × 2 = 4 palavras de duas letras. β e γ. 2. Essa e ´ portanto a decisao ˜ que deve nao ser tomada em primeiro lugar e. numero total de palavras e ´ Exemplo 5. e as ˜ as palavras do c´ palavras tˆ em de 1 a 4 letras. Ha divisores pares. Os divisores inteiros e positivos de 360 ˜ os numeros ´ sao da forma 2« × 3¬ × 5­ . Claro que poder´ ıamos ter achado essa resposta subtraindo (a)−(b). pois h´ a dois modos de escolher a primeira letra e dois modos de escolher a segunda letra. Pequenas dificuldades adiadas costumam se transformar em imensas dificuldades. . β e γ ´ 2 × 2 × 1 = 4 divisores que s˜ devem ser pares. analogamente. O ´ ´ 2 + 4 + 8 + 16 = 30. d) Para o divisor ser quadrado perfeito. escolher os expoentes α. a escolha do primeiro d´ ıgito era uma ˜ mais restrita do que as outras. h´ a 2×2×2 = 8 palavras de trˆ es letras e 2 × 2 × 2 × 2 = 16 palavras de 4 letras.

´ 4 modos de escolher o Para os que n˜ ao terminam em 0. De quantos modos se ´ “depende”: se nao ˜ pode escolher o primeiro d´ ıgito? A resposta e ´ 8 modos de escolher o primeiro d´ tivermos usado o 0. 9 modos de escolher ˜ podemos repetir o d´ ´ o primeiro d´ ıgito (nao ıgito usado na ultima casa — note que estamos permitindo o uso do 0 na primeira casa) ´ e 8 modos de escolher o d´ ıgito central. se j´ a tivermos usado o 0. ˜ poderemos usar nem o 0 nem o d´ ´ pois nao ıgito j´ a usado na ultima casa. vamos ao primeiro d´ ıgito. Contaremos separadamente os numeros que terminam ˜ terminam em 0. Em seguida. ´ 72 + 256 = 328. 2. H´ a 4 × 8 × 8 = 256 numeros que nao em 0. ha ´ o ultimo d´ ıgito (s´ o pode ser 0. haver´ a 9 modos de escolher o pri´ ser usado na primeira meiro d´ ıgito. A resposta e ˜ es do O segundo m´ etodo consiste em ignorar uma das restric ¸o ´ contar em demasia. 2. H´ a ´ 1 × 9 × 8 = 72 numeros terminados em 0. que e d´ ıgito s´ o pode ser 0. Depois descontareproblema. ha ´ ultimo d´ ıgito. ´ Agora vamos determinar quantos desses numeros comec ¸ am . 9 modos de escolher o primeiro e 8 modos de escolher o d´ ıgito central. Note que come´ ´ o mais restrito. 6 ou 8). Quantos sao pares de trˆ es d´ ıgitos distintos? ´ 5 modos de escolher o ultimo ´ Solu¸ cao: ˜ Ha d´ ıgito. havera ıgito. 4. Ha d´ ıgito.88 Temas e Problemas ˜ os numeros ´ Exemplo 6. o que nos fara mos o que houver sido contado indevidamente. H´ a 5 × 9 × 8 = 360 numeros. Comecemos pelos que termiem 0 e os que nao ´ 1 modo de escolher o ultimo ´ nam em 0. o ultimo ´ c ¸ amos pelo ultimo d´ ıgito. 8 modos de escolher o primeiro e 8 modos de esco´ ˜ terminam lher o d´ ıgito central. pois apenas o 0 n˜ ao podera casa. Primeiramente fazemos de conta que o 0 pode ser usado na pri´ ´ 5 modos de escolher meira casa do numero. 4. 6 ou 8. a´ ı inclusos os que comec ¸ am por 0. ´ e contar separaO primeiro m´ etodo consiste em voltar atras ´ damente. Procedendo assim. ´ comum na resoluc ˜ de problemas e ha ´ Esse tipo de impasse e ¸ ao dois m´ etodos para vencˆ e-lo.

A resposta e Problemas Propostos∗ ˜ os gabaritos poss´ 1. Quantos subconjuntos possui um conjunto que tem n elementos? 3. 4 modos ´ de escolher o ultimo (s´ o pode ser 2. ´ 648 − 320 = 328. ha ´ dos de escolher o ultimo d´ ıgito. 8 modos de escolher o primeiro e 8 modos de escolher o d´ ıgito central. Quantos sao ıveis de um teste de 10 quest˜ oes ´ de multipla-escolha. Ha comec ¸ ados por 0. ´ 5 × 8 × 8 = 320 numeros ´ ´ Ha ımpares de trˆ es d´ ıgitos. ´ 1 modo de escolher o primeiro d´ Ha ıgito (tem que ser 0). 6 ou 8 — lembre-se que os ˜ d´ ıgitos sao distintos) e 8 modos de escolher o d´ ıgito central (n˜ ao ´ 1 × 4 × 8 = 32 numeros ´ podemos repetir os d´ ıgitos j´ a usados). poder´ ıamos fazer os numeros de trˆ es d´ ıgitos me´ ´ nos os numeros ımpares de trˆ es d´ ıgitos distintos. 4.´ Combinatoria 89 ˜ esses os numeros ´ por zero. ha lher o primeiro d´ ıgito. ´ ´ ´ 5 moPara os numeros ımpares de trˆ es d´ ıgitos distintos. ´ 360 − 32 = 328. ´ ´ 9 modos de escoPara os numeros de trˆ es d´ ıgitos distintos. Para determinar quantos s˜ ao os numeros pares de trˆ es ´ d´ ıgitos distintos. De quantos modos 3 pessoas podem se sentar em 5 cadeiras em fila? ∗ ˜ es na pagina ´ Soluc ¸o 171. 9 modos de escolher o segundo e 8 modos ´ de escolher o ultimo. . sao que foram contados indevidamente. A resposta e ´ claro que este problema poderia ter sido resolvido com um E ´ truque. com 5 alternativas por quest˜ ao? 2. ´ 9 × 9 × 8 = 648 numeros ´ Ha de trˆ es d´ ıgitos distintos.

se a letra A deve figurar na palavra mas . numeradas de 1 a 900. 12. 900 pessoas. ´ b) E o numero 144? ´ 900 arm´ 10. Ao final. Em um corredor ha arios. A pessoa de numero k reverte o estado de ´ ´ ˜ multiplos ´ todos os armarios cujos numeros sao de k. O conjunto A possui 4 elementos. De quantos modos podemos colocar 8 torres iguais em um ta˜ haja duas torres na mesma linha buleiro 8×8. se em cada banco deve haver um homem e uma mulher? 5. ´ atravessam o corredor. De quantos modos podemos colocar 2 reis diferentes em casas ˜ nao-adjacentes de um tabuleiro 8×8? E se os reis fossem iguais? 6. 7 elementos. . abrindo os que encontra fechados e fechando os que encontra aber´ tos. 8. ´ ´ ´ a pessoa de numero 4 mexe nos armarios de numeros 4. Por exemplo. De quantos modos podemos colorir os quatro quadrantes de um c´ ırculo. De quantos modos 5 homens e 5 mulheres podem se sentar em 5 bancos de 2 lugares. De quantos modos isso pode ser feito e sem reposic ¸ ao se a primeira carta deve ser de copas e a segunda n˜ ao deve ser um rei? 8. sacam-se sucessivamente ˜ duas cartas. De quantos modos podemos formar uma palavra de 5 letras de um alfabeto de 26 letras. a) De quantos modos o numero 720 pode ser decomposto em um produto de dois inteiros positivos? Aqui consideramos. numerados de 1 a 900. se quadrantes cuja fronteira e receber a mesma cor? 12. naturalmente.90 Temas e Problemas 4. De um baralho comum de 52 cartas. e o conjunto B. . cada quadrante com ´ uma linha nao ˜ podem uma s´ o cor. ˜ es f : A → B existem? Quantas delas sao ˜ injetivas? Quantas func ¸o ´ 9. quais armarios ficar˜ ao abertos? 11. . inicialmente todos fechados. . 8 × 90 como sendo o mesmo que 90 × 8. de modo que nao ou na mesma coluna? E se as torres fossem diferentes? 7. Dispomos de 5 cores distintas.

Um vag˜ ao do metrˆ o tem 10 bancos individuais. Quantas res iguais da “Epoca” e 4 exemplares iguais da “Isto e ˜ es nao-vazias ˜ colec ¸o de revistas dessa banca podem ser formadas? 18. de 13h ` 14h e de 14h as ` 15h. em dias diferentes. pois ela pode ser homem ou mulher. As placas dos ve´ ıculos sao es letras (de um alfabeto de 26) seguidas por 4 algarismos. Quantos sao ıgitos nos quais o algarismo 5 figura? ´ 5 exemplares iguais da “Veja”. pois deve ser de sexo diferente do da primeira pessoa.” Ha ´ o erro? Onde esta . quartas e sextas. sendo 5 de frente e 5 de costas. Uma turma tem aulas as segundas. As mat´ ´ as erias s˜ ao Matematica. Quantas placas poder˜ ao ser formadas? 14. Esco´ ser escolhida lhida a primeira pessoa. 6 exempla17. O problema do Exemplo 1 — Com 5 homens e 5 mulheres. ´ De quantos modos pode ser feito o horario dessa turma? 19. Quantas vezes o alga´ escrito? rismo 0 e ˜ os inteiros positivos de 4 d´ 16. Em uma banca ha ´ ´ ”. 3 preferem sentar de costas e os demais nao em preferˆ encia. de quantos modos se pode formar um casal? — foi resolvido por um aluno do modo a seguir: “A primeira pessoa do casal pode ser escolhida de 10 modos. Escrevem-se os inteiros de 1 at´ e 2222. F´ ısica e Qu´ ımica.´ Combinatoria 91 ˜ pode ser a primeira letra da palavra? E se a palavra devesse nao ter letras distintas? ˜ formadas por trˆ 13. cada uma com duas aulas semanais. De quantos modos eles podem se sentar. ´ portanto 10 × 5 = 50 modos de formar um casal. respeitadas as preferˆ encias? 15. De 10 passageiros. a segunda pessoa s´ o podera de 5 modos. 4 preferem sentar de fren˜ tˆ te.

Escrevem-se numeros de 5 d´ ıgitos. 06198 e 86190). O tabuleiro de 64 casas possui 4 casas de canto (v´ ertices). b) Note que 144 = 12 × 12. Qual e m´ ınimo de cart˜ oes para ´ representar todos os numeros de 5 d´ ıgitos? Sugestoes ˜ 2. ´ uma torre em cada linha. a) 720 = 2 × 3¾ × 5 tem 30 divisores positivos. de cabec ¸ a para baixo. 24 ca˜ v´ sas laterais que n˜ ao sao ertices e 36 casas centrais. rei e em que a carta de copas n˜ ao e ˜ vocˆ 8. 9. Lembre-se que o numero de divisores ´ igual a (α + 1)(β + 1)(γ + 1) · · · . Conte separadamente os casos em que os quadrantes 1 e 3 tˆ em cores iguais e cores diferentes. positivos de 2« × 3¬ × 5­ × · · · e 11. Havera ´ um 7. Como 0. Para construir uma func ¸ ao. ´ ´ ´ mexido pelas pessoas cujos nume´ 10.92 Temas e Problemas ´ 20. Cada casa de canto possui 3 casas adjacentes. Um arm´ ros sao ario ficar´ a aberto se for mexido ´ ´ ´ um numero ımpar de vezes. e deve perguntar a cada elemento de A quem ele deseja flechar em B. cada lateral possui 5 casas adjacentes e cada central possui 8 casas adjacentes. Conte separadamente os casos em que a carta de copas e ´ um rei. Conte separadamente conforme o rei negro ocupe uma casa de canto. em cart˜ oes. Para formar um subconjunto vocˆ e deve perguntar a cada elementos do conjunto se ele deseja participar do subconjunto. 6. O armario de numero ke ˜ divisores de k. . inclusive os comec ¸ ados ˜ se alteram de cabec em 0. se transforma em 9 e ˜ ´ vice-versa. 5. um mesmo cartao pode representar dois numeros (por ´ o numero ´ exemplo. lateral ou central. 1 e 8 nao ¸ a para baixo e como 6.

pois ela pode figurar uma ´ melhor contar todas as palavras do s´ o vez.´ Combinatoria 93 ˜ permitidas repetic ˜ es. E z · 2 . ˜ permitidas repetic ˜ es. 24 para a segunda casa restante. e deve decidir quantas “Veja” ˜ parte da colec ˜ etc. z + y e x + y + z. h´ a 2 modos de escolher o ´ horario da aula de Matem´ atica da segunda e 2 modos de escolher o ´ horario da aula de Matem´ atica da quarta. Ha es tipos de cart˜ oes: os que nao cabec ¸ a para baixo. etc. H´ a 2 modos de escolher ´ ˜ os dias da F´ ısica (n˜ ao podem ser os mesmos da Matematica senao a Qu´ ımica ficaria com as aulas no mesmo dia). e poderia tamb´ em contar diretamente: ha ˜ do A. etc. pois ele pode figurar uma s´ o vez. os que virados de cabec ¸ a para baixo continuam ´ representando o mesmo numero e os que virados de cabec ¸ a para ´ ´ baixo passam a representar numeros diferentes. etc. Ha escolhidos os dias. Se ha x. ¸ a de retirar da sua con˜ vazia. No ˜ vocˆ ´ caso sem repetic ¸ ao. ´ 18. E melhor fazer todos os numeros menos aqueles em que ˜ figura. 15. ou duas. ´ trˆ ˜ podem ser virados de 20. Note que no caso em que sao ¸o ¸ ao ´ terr´ da letra A figurar na palavra e ıvel. Para formar uma colec ¸ ao. Por isso e alfabeto e diminuir as que n˜ ao tˆ em A e as que comec ¸ am por A. etc. ou ´ ´ duas. Nao ˜ se esquec farao ¸ ao. etc. respectivamente. a condic ˜ do 5 fi16. Note que como sao ¸o ¸ ao ´ ´ terr´ gurar no numero e ıvel. some com o ´ numero de vezes que ele aparece nas dezenas. tagem a colec ¸ ao ´ 3 modos de escolher os dias de Matematica. Conte quantas vezes o 0 aparece nas unidades. y e z ´ cart˜ oes de cada um desses tipos. a condic ˜ 12. digamos segundas e quartas. 25 modos de escolher a letra 4 modos de escolher a posic ¸ ao da primeira casa restante. a resposta e x+y+ ´ facil ´ calcular y. o 5 nao ˜ vocˆ 17.

ou seja. De quantos modos podemos arrumar em fila 5 li´ vros diferentes de Matematica.. Quantos sao Quantos comec ¸ am por consoante? ˜ Solu¸ cao: ˜ Cada anagrama corresponde a uma ordem de colocac ¸ao ´ ´ P = 5! = 120. as permutac ¸o simples das letras a. embora se˜ es do princ´ ¨ enjam aplicac ¸o ıpio b´ asico. por exemplo. (acb). de modo que livros de uma mesma mat´ eria permanec ¸ am juntos? . (bca). a escolha do objeto que ocupar´ a o terceiro lugar pode ser feita de n − 2 modos. arrumar ` consoante (4! = 24 modos). etc. ´ ˜ es simples de n objetos disPortanto. (cab) e (cba). as quatro letras restantes em seguida a ´ 3 × 24 = 72 anagramas comec Ha ¸ ados por consoante. O numero de anagramas e Para formar um anagrama comec ¸ ado por consoante devemos primeiramente escolher a consoante (3 modos) e. o numero de ordens em que podemos colocar n ´ PÒ = n! . Exemplo 2. 3 livros diferentes de Estat´ ıstica e 2 livros diferentes de F´ ısica. Assim. Para esses problemas. O primeiro desses problemas e Problema das permutac ¸ oes ˜ simples: De quantos modos podemos ordenar em fila n objetos distintos? A escolha do objeto que ocupar´ a o primeiro lugar pode ser feita de n modos: a escolha do objeto que ocupar´ a o segundo lugar pode ser feita de n − 1 modos. ´ n(n − 1)(n − 2) · · · 1 = n! . depois.94 Temas e Problemas ˜ e combinac ˜ 2 Permutac ¸ oes ¸ oes ´ alguns (poucos) problemas de Combinat´ Ha oria que. a escolha do objeto que ´ o ultimo ´ ocupara lugar pode ser feita de 1 modo. (bac). o numero de permutac ¸o ´ tintos. vale a pena saber de cor as suas res´ o: postas. dessas 5 letras. aparecem com muita frequˆ cia. b e c s˜ ao (abc). A resposta e ´ aos objetos e ´ chamada de uma permuCada ordem que se da ˜ es ta¸ cao ˜ simples dos objetos. objetos distintos e ˜ os anagramas da palavra “PRATO”? Exemplo 1.

b. e}. d}. d}. as combinac ¸o simples de classe 3 dos objetos a. e s˜ ao {a. d. note que filas como abc · defg e bac · gfde sao diferentes e geram a mesma divis˜ ao em grupos. d}. e}. e} e {c. {b. c. ˜ n − p objetos. De quantos modos podemos dividir 7 objetos em um grupo de 3 objetos e um de 4 objetos? ´ colocar os objetos em Solu¸ cao: ˜ Um processo de fazer a divis˜ ao e ´ fila. {a. c. ´ ˜ es simples de classe p de Representamos o numero de combinac ¸o Ò . b. {b. Cada divis˜ ao em grupos foi contada uma vez para cada ordem dos objetos dentro de cada grupo. e}. ´ 7! modos de colocar os objetos em fila. b. {a. ´ 5! modos de colocar os livros de Matem´ Feito isso. A resposta e Exemplo 3. os 3 primeiros formam o grupo de 3 e os 4 ultimos formam o grupo de 4. d. 7! ´ A resposta e = 35. ˜ es simples basta notar Para resolver o problema das combinac ¸o que selecionar p entre os n objetos equivale a dividir os n objetos ˜ os selecionados. 3! modos para os de Estat´ ıstica e 2! modos para os de F´ ısica. H´ a 3! 4! modos de arrumar os objetos em cada grupo. e}. d.´ Combinatoria 95 Solu¸ cao: ˜ Podemos escolher a ordem das mat´ erias de 3! modos. por exemplo. c. C¿ = n elementos por CÔ ou Ò Ô ¿ = 10. Cada divis˜ ao em grupos foi contada 3! 4! vezes. d. {a. c. Assim. 3! 4! ´o O segundo problema importante e Problema das combinac ¸ oes ˜ simples: De quantos modos podemos selecionar p objetos distintos entre n objetos distintos dados? ˜ de p objetos e ´ chamada de uma combinac ˜ simCada selec ¸ ao ¸ ao ˜ es ples de classe p dos n objetos. c}. {a. e}. Assim. c. b. ha atica nos lugares que lhe foram destinados. e um grupo de em um grupo de p objetos. que sao ˜ os nao-selecionados. ´ 3! 5! 3! 2! = 6 × 120 × 6 × 2 = 8640. {a. que sao n! ´ o problema do Exemplo 3 e a resposta e ´ CÔ Esse e Ò = p! (n − p)! · . Ha ˜ filas Entretanto. {b.

Exemplo 5. o processo de contagem usado escolhia. Carlos. com pelo menos 2 homens. quantas comiss˜ oes de 4 pessoas. outra vez quando na primeira etapa s˜ ao selecionados Arnaldo e Eduardo e. quantas comiss˜ oes de 4 pessoas. Carlos. dois homens para garantir que fosse satisfeita a ˜ exigˆ encia de pelo menos dois homens na comissao. Beatriz e Maria s´ o foi contada uma vez e a comiss˜ ao Arnaldo. uma terceira vez quando Carlos e ˜ escolhidos na primeira etapa. nao haveria grandes problemas: bastaria dividir por 3 o resultado da ´ comiss˜ ´ contagem. a primeira coisa a ser a comissao ´ escolher dois homens para a comiss˜ feita e ao. Realmente.96 Temas e Problemas Exemplo 4. a comiss˜ ao Arnaldo. 4 homens. Em seguida devemos escolher mais duas pes˜ o que pode ser feito soas. com exatamente 2 homens. a comissao vezes. Carlos. finalmente. 3 homens e ´ C¾ · C¾ + C¿ · C½ + C = 10 × 6 + 1 mulher. Eduardo e Beatriz foi contada 3 plo. Com 5 homens e 4 mulheres. podem ser formadas? ´ comiss˜ Solu¸ cao: ˜ Ha oes com: 2 homens e 2 mulheres. de C = 21 modos. Mas ha oes que foram contadas uma unica vez e outras que foram contadas 6 vezes. o que pode ser feito ¾ de C = 10 modos. Eduardo e Paulo foi contada 6 vezes. ˜ os anagramas da palavra “BANANA”? Exemplo 6. Ha oes. em uma primeira etapa. Por exem˜ Arnaldo. Eduardo sao ˜ Se todas as comiss˜ oes houvessem sido contadas 3 vezes. A resposta e 10 × 4 + 5 = 105. Por exemplo. para a comissao. podem ser formadas? Solu¸ cao: ˜ Para formar a comiss˜ ao devemos escolher 2 dos homens ´ C¾ · C¾ = 10 × 6 = 60 comiss˜ e 2 das mulheres. Quantos sao . homens ou mulheres. Um erro muito comum aparece no racioc´ ınio a seguir: Como ˜ deve ter pelo menos 2 homens. A resposta e ´ o erro? Qual e Algumas comiss˜ oes foram contadas mais de uma vez. Com 5 homens e 4 mulheres. ¾ ´ 10 × 21 = 210. Foi contada uma vez quando Arnaldo e Carlos s˜ ao os homens escolhidos na primeira etapa (e Eduardo e Beatriz s˜ ao escolhidos na segunda etapa).

Quantos sao ˜ possuem duas vogais adjacentes? MA” que nao Solu¸ cao: ˜ Vamos primeiramente arrumar as consoantes e. depois. quando as trocamos entre si obtemo as trˆ es letras A sao ˜ um anagrama distinto. ´ vamos entremear as vogais. dos De modo geral. 3! 2! ´ ˜ es de n objetos. A resposta e = 60. G. o numero de permutac ¸o quais α s˜ ao iguais a A. Arrumadas as confila as consoantes N. . Problema an´ alogo ocorre com as duas letras N. o que pode ser feito de C¿ = 20 modos. Isso faz com que na nossa contagem ´ de 6! tenhamos contado o mesmo anagrama varias vezes. Solu¸ cao ˜ 1: Para formar um anagrama de “BANANA” devemos co˜ todas diferentes) em 6 lugares.. pode ser muito eficiente. apesar de inesperado.´ Combinatoria 97 ´ 6! = 720. o que aconmos o mesmo anagrama e nao teceria se fossem diferentes. locar as seis letras (que n˜ ao sao Para isso devemos escolher 3 dos 6 lugares para colocar as letras A. etc. n! « ¬ ­ ´ PÒ e · = α! β! γ! . pois ha si. β s˜ ao iguais a B. 3! ve´ 3! modos de trocar as letras A entre zes precisamente. finalmente. O exemplo a seguir mostra um tipo de racioc´ ınio que. O numero de modos de arrumar em ´ P = 4! = 24. R e M e soantes. . A resposta e 20 × 3 × 1 = 60. em seguida devemos escolher 1 dos 3 lugares restantes para colocar a letra B. o ´ apenas um modo de que pode ser feito de 3 modos. γ s˜ ao iguais a C. devemos colocar as 4 vogais nos 5 espac ¸ os da figura: N G R M . que podem ser 6! ´ trocadas entre si de 2! modos. por exemplo na ordem NGRM. Co˜ iguais. ˜ os anagramas da palavra “ANAGRAExemplo 7. ha ´ colocar as duas letras A nos dois lugares restantes. Solu¸ cao ˜ 2: Se as letras fossem diferentes a resposta seria 6! . O fato de haver letras repetidas faz A resposta nao ˜ e ´ com que o numero de anagramas seja menor do que seria se as letras fossem diferentes.

ou toma um ponto em R e dois pontos em R. o que daria C¿ ½¿ − C − C = 286 − 56 − 10 = 220. Quantos s˜ ao os triangulos e os quadril´ ateros convexos com v´ ertices nesses pontos? Solu¸ cao: ˜ Para formar um triˆ angulo ou vocˆ e toma um ponto em R e dois pontos em R . O numero de triangulos e Tamb´ em poder´ ıamos tomar 3 dos 12 pontos e excluir dessa con¿ ¿ tagem as escolhas de pontos colineares. valete. Para formar um quadril´ atero convexo. De um baralho de pˆ oquer (7. rei e as. cada um com uma letra A. Temos C = 5 modos de escolher os quatro espac ¸ os que ser˜ ao ocupados. e um tro dos espac ¸ os serao espac ¸ o ficar´ a vazio. devemos tomar dois pontos em R e dois pontos em R . ´ ˆ ´ 5 · C¾ + 8 · C¾ = 140 + 80 = 220. ´ cada um desses grupos aparecendo em 4 naipes: copas. dama. 8. sacam-se simultaneamente 5 cartas. ouros. 9. qua˜ ocupados.98 Temas e Problemas ˜ podemos colocar duas vogais no mesmo espac Como nao ¸ o. 10. duas em outro grupo e uma em um terceiro grupo)? d) nas quais se forma uma trinca (trˆ es cartas em um grupo e as outras duas em dois outros grupos diferentes)? e) nas quais se forma um “four” (quatro cartas em um grupo e uma em outro grupo)? f) nas quais se forma um “full hand” (trˆ es cartas em um grupo e duas em outro grupo)? . Ha ˆ reta R paralela a R. Exemplo 9. Quan˜ as extrac ˜ es: tas sao ¸o a) poss´ ıveis? b) nas quais se forma um par (duas cartas em um mesmo grupo e as outras trˆ es em trˆ es outros grupos diferentes)? c) nas quais se formam dois pares (duas cartas em um grupo. ´ 24 × 5 = 120. espadas). paus. o que pode ser feito de C¾ · C¾ = 10 · 28 = 280 modos. A resposta e ´ 5 pontos sobre uma reta R e 8 pontos sobre uma Exemplo 8.

´ o seguinte: Um erro muito comum e ´ 8 modos de escolher o grupo do primeiro par. n˜ ao sendo elas de 5 grupos consecutivos)? i) nas quais se forma um “straight flush” (5 cartas de grupos consecutivos.´ Combinatoria 99 ¨ encia (5 cartas de grupos cong) nas quais se forma uma sequˆ ˜ sendo todas do mesmo naipe)? secutivos. foi contado uma vez quando os setes formam o primeiro par e os valetes. h´ a C¿ = 35 modos de escolher os grupos das outras trˆ es cartas e 4¿ = 64 modos de escolher ´ 8 × 6 × 35 × 64 = 107520. rei e as Solu¸ cao: ˜ a) C¿¾ = 201 376. todas do mesmo naipe)? j) nas quais se forma um “royal straight flush” (10. seus naipes. h´ a 6 modos de escolher o grupo da ´ outra carta e 4 modos de escolher o seu naipe. ´ 8 modos de escolher o grupo das duas cartas que forb) Ha ˜ o par propriamente dito. h´ Ha a C¾ = 6 modos de escolher os naipes do primeiro par. A resposta e 28 × 36 × 6 × 4 = 24192. A resposta e ´ C¾ = 28 modos de escolher os grupos dos dois pares (por c) Ha ´ [C¾ ]¾ = 36 modos de escolher os naiexemplo 7 e valete). h´ a C¾ = 6 modos de escolher os naipes do segundo par. o segundo e foi contado novamente quando os valetes formam o primeiro par e os setes. . ha ´ C¾ = 6 modos de escomarao lher os naipes dessas cartas. h´ a 7 modos de escolher o grupo do segundo par. da´ de um mesmo naipe)? ma. A resposta e 8 × 6 × 7 × 6 × 6 × 4 = 48384. por exemplo. ha pes dessas cartas. valete. O erro consiste em termos contado cada jogo duas vezes. o segundo. nao h) nas quais se forma um “flush” (5 cartas do mesmo naipe. h´ a 6 modos de escolher o grupo da ou´ tra carta e 4 modos de escolher seu naipe. O jogo em que os pares s˜ ao de setes e valetes.

naipe unico. A resposta e ´ 8 modos de escolher o grupo das quatro cartas que fore) Ha ˜ o “four” propriamente dito. ha es car´ 7 modos de escolher o grupo ds cartas que formar˜ tas. resposta e ´ 4 modos de escolher o naipe unico ´ h) Ha das cartas. ıcitas. do 8 a ` dama. ha ao ¾ ´ C = 6 modos de escolher os naipes dessas duas o par e ha ´ 8 × 4 × 7 × 6 = 1344. De quantos modos 5 crianc ¸ as podem formar uma roda de ciranda? . do 10 ao sequˆ ´ Se todas as escolhas de naipes fossem l´ as. Entretanto. h´ a 7 modos de escolher o grupo ´ da outra carta e 4 modos de escolher seu naipe.100 Temas e Problemas ´ 8 modos de escolher o grupo das trˆ d) Ha es cartas que formar˜ ao a trinca propriamente dita. ha ´ C = 1 modo de escomarao lher os naipes dessas cartas. A resposta e ´ 4 modos de escolher os grupos das cartas que formar˜ g) Ha ao a ¨ encia: do 7 ao valete. do 10 ao as) ´ e 4 modos de escolher o do 8 a ´ ´ 4 × 4 = 16. os naipes dessas cartas poderiam ser escolhidos de 4 = 1024 modos. A ´ 4 × 1020 = 4080. cartas. A resposta e ´ um s´ j) Ha o modo de escolher os grupos das cartas e 4 modos ´ ´ 4. de escolher o naipe unico. 4 escolhas s˜ ao ` dama. todas de espadas e todas de paus. do 10 ao as. do 8 a ´ 4 × 52 = 208. Se todas as escolhas de grupos fossem l´ ıcitas. ´ entretanto 4 escolhas il´ Ha ıcitas para os naipes: todas de outros. h´ a C¾ = 21 modos de escolher os grupos das outras duas cartas e 4¾ = 16 modos de escolher ´ 8 × 4 × 21 × 16 = 10752. do 9 ao rei. A resposta e ´ 4 modos de escolher os grupos das cartas (do 7 ao valete. seus naipes. do 9 ao rei. A resposta e 8 × 1 × 7 × 4 = 224. haveria C = 56 modos de escolher os grupos das cartas. h´ a C¿ = 4 modos de escolher os naipes dessas cartas. A resposta e Exemplo 10. ´ il´ ıcitas: do 7 ao valete. i) Ha ` dama. ´ 8 modos de escolher o grupo das cartas que formar˜ f) Ha ao a ´ C¿ = 4 modos de escolher os naipes desas trˆ trinca. todas de copas. do 9 ao rei.

Ô Para determinar o valor de CRÒ . Exemplo 12. para separar n inc´ ognitas. o que pode ser feito de CÔ onde serao Ò·Ô¹½ modos. para luc ¸ ao ¸ ao ˜ x + y + z = 5. n ˜ as soluc ˜ es inteiras e nao-negativas ˜ Exemplo 11. cada soluc ˜ seria reprePara a equac ¸ao ¸ ao sentada por uma fila com n − 1 barras (as barras s˜ ao para separar as inc´ ognitas. isto e de permutac ¸o n! ´ (PC)Ò = lares de n objetos e = (n − 1)! . vamos representar cada so˜ da equac ˜ por uma fila de sinais. o numero de modos de colocar n objetos em ˜ es que possam coincidir por rotac ˜ c´ ırculo.0) seriam reprea equac ¸ ao ¸o sentadas por ++ | ++ | + e + + + + + | |. pois na roda o que importa e ´ a posic ˜ relativa EABCD sao ¸ ao das crianc ¸ as entre si e a roda ABCDE pode ser “virada” na roda EABCD. Nessa ˜ as barras s˜ representac ¸ ao. Entretanto. usamos n − 1 barras) e p sinais +. De quantos modos podemos comprar 3 sorvetes em um bar que os oferece em 6 sabores distintos? ˜ e ´ C¿ = 20.0. para formar uma roda com Solu¸ cao: ˜ A as cinco crianc ¸ as. + e | . a nos´ sa contagem de 120 rodas contou cada roda 5 vezes e a resposta e 120/5 = 24. ao usadas para separar as inc´ ognitas e a quantidade de sinais + indica o valor de cada inc´ ognita. o numero ´ ˜ es circusejam consideradas iguais. Como cada roda pode ser “virada” de cinco modos. . ´ De modo geral. Ora.1) e (5. as rodas ABCDE e ˜ iguais. Por exemplo. C¿ seria o numero ´ Solu¸ cao: ˜ A resposta nao de modos de comprar 3 sorvetes diferentes.´ Combinatoria 101 ` primeira vista parece que. o que poderia ser feito de 5! = 120 modos. ˜ x½ + x¾ + · · · + xÒ = p. de modo que disposic ¸o ¸ao ´ . respectivamente. basta escolher uma ordem para elas. Quantas sao ¸o ˜ x½ + x¾ + · · · + xÒ = p? da equac ¸ ao ´ representada por CRÔ Solu¸ cao: ˜ A resposta deste problema e Ò. para formar uma fila com n − 1 barras e p sinais +. as soluc ˜ es (2.2. basta escolher dos n + p − 1 lugares da fila os p lugares ˜ colocados os sinais +.

A. De quantos modos e ıvel colocar 8 pessoas em fila de modo que duas dessas pessoas. devemos determinar valores inteiros e n˜ ao-negativos para x . n˜ ao fiquem juntas? ∗ ˜ es na pagina ´ Soluc ¸o 176. . Problemas Propostos∗ ´ ˜ os anagramas da palavra “CAPITULO”: 1. Vera e Paulo. 4. P juntas nessa ordem? e) que tˆ em as letras C. 3. k = 1.102 Temas e Problemas ´ Chamando de x o numero de sorvetes do k-´ esimo sabor que vamos comprar. P juntas em qualquer ordem? f) que tˆ em a letra P em primeiro lugar e a letra A em segundo? g) que tˆ em a letra P em primeiro lugar ou a letra A em segundo? h) que tˆ em P em primeiro lugar ou A em segundo ou C em terceiro? ´ uma das letras a ` esquerda de P e a i) nos quais a letra A e ´ uma da letras a ` direita de P? letra C e j) que tˆ em as vogais em ordem alfab´ etica? ´ um conjunto de n elementos. 6. Quantos sao a) poss´ ıveis? b) que comec ¸ am e terminam por vogal? c) que tˆ em as vogais e as consoantes intercaladas? d) que tˆ em as letras C. tais que x½ + x¾ + · · · + x = 3. 5. quantas sao ˜ as func ˜ es 2. Se A e ¸o f : A → A bijetoras? ´ poss´ 3. Isso pode ser feito de CR¿ = C¿ = 56 modos. 2. A.

n˜ ao fiquem juntas e duas outras. Vera e Paulo. 6. De quantos modos e ıvel colocar r rapazes e m moc ¸ as em fila de modo que as moc ¸ as permanec ¸ am juntas? ´ poss´ ´ 11. De quantos modos e ıvel dividir 15 atletas em trˆ es times de 5 atletas. Helena e Pedro. Um campeonato e ´ poss´ jogos cada. De quantos modos e ıvel colocar 8 pessoas em fila de modo que duas dessas pessoas. . c) Suponha que as faces s˜ ao iguais e que a soma dos pontos de faces opostas deva ser igual a 7. b) Suponha as faces iguais. ´ b) que numero ocupa o 66o ¯ lugar. denominados Esporte. Tupi e Minas? ´ poss´ 6. De quantos modos e ıvel dividir 15 atletas em trˆ es times de 5 atletas? ´ poss´ 7. Determine: ´ a) que lugar ocupa o numero 62 417.´ Combinatoria 103 ´ poss´ 4. De quantos modos e ıvel dividir 20 objetos em 4 grupos de 3 e 2 grupos de 4? ´ disputado por 12 clubes em rodadas de 6 8. De quantos modos e ıvel selecionar os jogos da primeira rodada? 9. c) qual o 166o ¯ algarismo escrito. 2. Permutam-se de todas as formas poss´ ıveis os algarismos 1. ´ poss´ 10. ´ 4. permanec ¸ am juntas? ´ poss´ 5. Quantos dados diferentes e ıvel formar gravando numeros de 1 a 6 sobre as faces de um cubo? a) Suponha uma face de cada cor. 7 e escrevem-se os numeros formados em ordem crescente. ´ d) a soma dos numeros assim formados.

Quantos sao ˜ os seus sub14. ˜ figura. Portuguˆ es. Quantos sao tos. Quantas diagonais possui: a) um octaedro regular? b) um icosaedro regular? c) um dodecaedro regular? d) um cubo? e) um prisma hexagonal regular? 17. . . com provas de 4 mat´ erias em cada dia. . . . . . 2. Quantos sao naturais de 7 d´ ıgitos nos quais o d´ ıgito 4 figura exatamente 3 vezes e o d´ ıgito 8 exatamente 2 vezes? ˜ os subconjuntos de {a½ . no caso b). Sejam IÑ = {1. F´ ısica e Qu´ ımica no segundo dia. b) a½ nao c) a½ e a¾ figuram. numeros de 1 a 4. . Biologia e Inglˆ es no primeiro dia e Geografia. Quan˜ as func ˜ es f : IÑ → IÒ estritamente crescentes? tas sao ¸o ˜ os numeros ´ 18. . Este ano a divis˜ ao foi: ´ Matematica. Hist´ oria. nos quais: a) a½ figura.104 Temas e Problemas 12. Uma faculdade realiza seu vestibular em 2 dias de provas. . o octaedro. n}. Quantos sao conjuntos com p elementos? 15. m} e IÒ = {1. com p elemen19. . . aÒ }. De quantos ´ modos pode ser feito o calendario de provas? 16. ˜ os anagramas da palavra “ESTRELADA”? 13. o dodecaedro e o icosaedro. 2. . de 1 a 12 e de 1 a 20 para o tetraedro. Resolva o problema anterior. de 1 a 8. O conjunto A possui n elementos. a¾ . para os outros 4 po´ liedros regulares (naturalmente. respectivamente). com m ≤ n.

n} sem selecionar dois numeros consecutivos? 25. Sabe-se que ˜ coplanares. 21. O conjunto A possui p elementos e o conjunto B possui n ele´ ˜ es f : A → B sobrejetivas mentos. De quantos modos 3 casais podem nelas se sentar de modo que nenhum marido se sente separado de sua mulher? ˜ os anagramas da palavra “PARAGUAIO” que n˜ 23. os planos s˜ ao guardados em um cofre protegido por ´ poss´ muitos cadeados de modo que s´ oe ıvel abri-los todos se houver pelo menos 5 cientistas presentes. Quantos sao em pelo menos trˆ es pontos de C? 22. e) exatamente um dos elementos a½ e a¾ figura. ´ o numero ´ a) Qual e m´ ınimo poss´ ıvel de cadeados? ˜ do item a). b) p = n + 1. Por quest˜ oes de seguranc ¸ a.´ Combinatoria 105 d) pelo menos um dos elementos a½ . Quantos sao ao possuem consoantes adjacentes? 24. 2. 20. Considere um conjunto C de 20 pontos do espac ¸ o que tem um subconjunto C½ formado por 8 pontos coplanares. c) p = n + 2. a¾ figura. De quantos modos podemos selecionar p elementos do conjun´ to {1. Onze cientistas trabalham num projeto sigiloso. . entao ˜ eles sao ˜ pontos toda vez que 4 pontos de C sao ˜ os planos que contˆ de C½ . Uma fila de cadeiras no cinema tem 10 poltronas. . . quantas chaves cada cientista deve b) Na situac ¸ao ter? . Determine o n umero de func ¸o para: a) p = n. .

e) Escolha inicialmente a ordem das letras c. 1 6 . h) Um diagrama de conjuntos ajuda. Uma industria fabrica 5 tipos de balas que s˜ ao vendidas em caixas de 20 balas. Em uma escola. n˜ ao fiquem juntas? ˜ as soluc ˜ es inteiras e positivas de x + y + z = 7? 29. de um s´ o tipo ou sortidas. os que tˆ em p em primeiro e a em segundo sao tados duas vezes. d) Tudo se passa como se cap fosse uma letra s´ o. p. Quantos tipos de caixas podem ser montados? Sugestoes ˜ 1. de modo que duas delas. De quantos modos podemos formar uma roda de ciranda com 6 crianc ¸ as. ´ em cada banca.106 Temas e Problemas 26. x professores se distribuem em 8 bancas examinadoras de modo que cada professor participa de exatamente duas bancas e cada duas bancas tˆ em exatamente um professor em comum. ´ 3! = 6 ordens poss´ ´ i) Ha ıveis para essas letras. a. a) Calcule x. A resposta e do total de anagramas. Recai-se no item anterior. Fazer um diagrama de conjuntos ajuda. b) Determine quantos professores ha 27. g) Ao somar os que tˆ em p em primeiro com os que tˆ em a em ˜ consegundo. c) Os anagramas podem comec ¸ ar por vogal ou por consoante. Vera e Isadora. Quantas sao ¸o de x + y + z ≤ 6? ´ 31. Quantas sao ¸o ˜ as soluc ˜ es inteiras e nao-negativas ˜ 30.

trocando os 6. ˜ trocando a ordem dentro de cada bloco. ´ o Esporte.´ Combinatoria 107 3. Helena e Pedro estao em estao 5. bonito mas truque. ´ grupar os 5! = 120 numeros ´ Um truque. pois agora. Determine analogamente a soma das dezenas. etc. em 61. ou trocar em uma linha a ordem dos ˜ altera a selec ˜ dos jogos. 9. elementos. mas nao muda a divis˜ ao em times. pois d) A soma das unidades dos numeros e cada um dos algarismos 1. Antecedem-no todos os n umeros comec ¸ ados em 1. Note que. depois tenho 9 modos de escolher o advers´ ario do primeiro (em ordem alfab´ etica) time que sobrou. Vocˆ e pode colocar os 12 times em uma matriz 6 × 2. ˜ ponha os 15 jogadores em fila: os 5 primeiros formam Ou entao. A resposta e ´ a mesma. os 5 ultimos o Minas. vocˆ e muda a fila. 2. depois escolher 5 dos que sobraram para o Tupi e formar o Minas com os restantes. Fac ¸ a o total menos aquelas nas quais elas ficam juntas. em 4. . a divis˜ ao e 8. a) Para descobrir o lugar do 62 417 vocˆ e tem que contar quan´ ´ tos numeros o antecedem. times entre si. 4. nao ¸ao Vocˆ e tamb´ em poderia pensar assim: Tenho 11 modos de escolher o advers´ ario do Botafogo. em 2. Fac ¸ a todas com Helena e Pedro juntos menos aquelas nas quais ˜ juntos e Vera e Paulo tamb´ ˜ juntos. . e em ´ ´ o numero ´ 60 casais do seguinte modo: o cˆ onjuge de cada numero e . 4. Vocˆ e deve escolher 5 jogadores para o Esporte. etc. ´ ´ (1 + 2 + 4 + 6 + 7) · 4!. 6. o ´ o 1o ´ c) O 166o ¯ algarismo escrito e ¯ algarismo do 34 ¯ numero. N˜ ao se esquec ¸ a que elas podem ficar juntas em 2! ordens poss´ ıveis. depois tenho 7 . os 5 seguintes o Tupi. ´ a anterior dividida por 3!. Note que trocar as linhas entre si. 7 aparece como algarismo ´ das unidades em 4! numeros.

quando mudamos o cubo de posic ¸ ao dado. ´ duas possibilidades: um elemento de B tem sua imagem c) Ha inversa formada por trˆ es elementos e os demais tˆ em imagens inversas unit´ arias ou dois elementos de B tˆ em imagens inversas formadas por dois elementos e os demais tˆ em imagens inversas unit´ arias. a) Essas func ¸o b) Um elemento de B tem sua imagem inversa formada por dois elementos e os demais tˆ em imagens inversas unit´ arias. ˜ es sao ˜ bijetoras. Teremos 60 casais e a soma em cada casal e ´ 88 888 × 60. 11.108 Temas e Problemas ˜ do 1 com o 7 e a posic ˜ do que dele se obt´ em trocando a posic ¸ ao ¸ ao ´ 88 888. resposta e ´ ´ 6!. Ignore o problema do 0 na primeira casa. Os segmentos que ligam dois v´ ertices sao ou diagonais de faces. dos 8. era diferente de colocar o 6 em cima e o ´ o mesmo dado de cabec 1 embaixo. A resposta e ˜ obtemos o mesmo b) Agora. Ha baixo e 4 modos de escolher nessa face a aresta que fica de frente. Antes. Agora n˜ ao. na face branca. e o 6 em baixo. 20. Desconte os numeros comec ¸ ados em 0. A func ¸ ao ˜ a imagem. a) Devemos colocar 6 numeros em 6 lugares. Por exemplo. ˜ diagonais. preencha as casas restantes. de IÒ que formarao 18. . colocar o 1 em cima. Escolha os lugares ´ dos 4. arestas 16. A 2 com o 6. e ¸ a para baixo. ˜ fica determinada quando se escolhem os m elementos 17. na face preta. um dado que tem o 1 e o 6 em faces opostas. ´ a anterior dividida pelo numero ´ ˜ es de A resposta e de posic ¸o ´ 6 modos de escolher a face que fica em colocar um cubo.

24. Vocˆ e tem que formar uma fila com p sinais + e n−p sinais − . Nao ` bancas 1 e 2 e ´ 26. n} com o sinal + os elementos selecionados para o subconjunto e com o sinal − os elementos n˜ ao selecionados. 2. . Arrume primeiramente apenas as vogais e depois entremeie as consoantes. 23. no conjunto {1. sem que haja dois sinais + adjacentes. Defina. ˜ tˆ B. C. Um bom nome para o professor que pertence as professor 1 − 2. A. por exatamente um cadeado. Na situac ¸ ao m´ ınimo de cadeados. e ˜ do numero ´ um cadeado. ´ barrado por pelo menos 25. . Batizemos esse cadeado de ABCD. Um grupo de 4 cientistas. uma soluc ¸ ao ¸ ao . D nao em a chave desse cadeado e todos os outros cientistas ˜ pense mais nos cadeados e sim nos seus nomes. mulher a ` esquerda ou vice-versa). vocˆ a e tem que formar uma fila com 3 casais e 4 lugares vazios. ¸ a entre o ´ valor maximo que x + y + z poderia atingir e o valor que x + y + z ˜ x = 1 y = 2. Marque. Por exemplo. a tˆ em. vocˆ e tem de ˜ es inteiras e nao-negativas ˜ determinar soluc ¸o para a + b + c = 4. Escolhida a ordem em que cada casal vai se sentar (marido ` direita. . ABCD. y de 1 + b e z de 1 + c. para cada soluc ¸ao. ˜ a folga. z = 1 tem realmente atinge. que e ´ a diferenc 30.´ Combinatoria 109 22. . 29. Chamando x de 1 + a. a soluc ¸ ao ˜ da inequac ˜ x + y + z ≤ 6 corresponde a folga 2. Cada soluc ¸ao ¸ ao ˜ da equac ˜ x + y + z + f = 6 e vice-versa.

quantias ´ pocas diferentes.00 e o moncipal. que e ´ a taxa de crescimento do capital. Ap´ os esse per´ ıodo. empresta-o a outrem por um certo per´ ıodo de tempo. A razao ´ sempre referida ao per´ ˜ e chamada de taxa de e ıodo da operac ¸ ao juros.00. por M.00 e R$140. Dois meses depois. que e ıvida inicial de Pedro. Exemplo 1.Cap´ ıtulo 7 ˜ es de Noc ¸o ´ Matematica Financeira 1 O valor do dinheiro no tempo ˜ basica ´ ´ a operac ˜ de emA operac ¸ ao da matem´ atica financeira e ¸ ao pr´ estimo. e ´ igual a tante.40 = 40% ao bimestre. Os juros pagos por Pedro s˜ ao de 40 ´ R$40. ele recebe o seu capital C de volta.00. O prin100 ´ a d´ ´ igual a R$100.00 no in´ ıcio do referido bimestre tˆ em o mesmo valor que R$140. que e ıvida de Pedro na e R$140. acrescido de uma ˜ J pelo empr´ ˜ e ´ chamada de remunerac ¸ ao estimo. referidas a e tˆ em o mesmo valor. Neste exemplo. Pedro tomou um empr´ estimo de R$100. E importante perceber que o valor de uma quantia de´ poca a ` qual ela est´ pende da e a referida. A soma C + J e ˜ i = J/C.00 no final do referido ´ bimestre. Essa remunerac ¸ ao ´ chamada de montante e sera ´ representada juro. e ´ a d´ ´ poca do pagamento. pagou R$140. Algu´ em que disp˜ oe de um capital C (chamado de principal). O leitor deve ficar atento para o fato que Pedro e quem lhe emprestou o dinheiro concordaram que R$100. 110 .00 e a taxa de juros e = 0.00.00). diferentes (R$100.

Todos n´ os preferir´ ıamos receber R$100 000.10 × 110 = 11 reais. R$100. Esses juros assim calculados s˜ ao chamados de juros compostos. dois meses depois de conde juros.43. ´ pocas diferentes. o empr´ estimo sera ˜ tra´ ıdo. por 121 reais.00. .00 colocados em uma caderneta de poupanc ¸ a. Se Pedro e seu credor concordarem em adiar ˜ da d´ a liquidac ¸ ao ıvida por mais um mˆ es. Referidos a e ´ pocas diferentes.00 tˆ em valor maior que R$100.00 daqui a um ano. que comprar em trˆ verdade.00 hoje valem mais que R$100. apesar de 50 + 50 + 50 < 31 + 31 + prestac ¸o 31 + 31 + 31.10 × 100 reais = 10 reais de juros (pois J = iC).00. ` mesR$140.5% ao mˆ ao mˆ es. sobre a d´ ıvida do in´ ıcio desse per´ ıodo. como mostrara es ˜ es de R$50. um principal C¼ transformase. ap´ os n per´ ıodos de tempo. pois os juros relativos ao segundo mˆ es serao de 0. conforme e ´ compostos os juros em cada per´ ıodo sao natural. em um montante CÒ = C¼ (1 + i)Ò . a juros de taxa 10% ao mˆ es. R$100 000.00 (veja o exemplo anterior) ou at´ e mesmo um valor inferior. em 100 000.00 · (1 + 0. a juros de 0. se referidos a ´ poca. cresceriam a es e transformarse-iam. no regime de juros ˜ calculados.00 agora do que R$140 000. R$140.˜ ´ Noc ¸ oes de Matem atica Financeira 111 ˜ exemplos de erros comuns em racioc´ Sao ınios financeiros: a) Achar que R$140. Ap´ os um mˆ es. Pedro tomou um empr´ estimo de R$100. Exemplo 2.00. b) Achar que R$100.00.00.005) ¾ = R$143 204. Na verdade.00 daqui a seis anos.00 tˆ em sempre o mesmo valor que R$100. mantida a mesma taxa ´ quitado.5% ` taxa de 0. a d´ ıvida de Pedro ser´ a acrescida de 0.00 podem ma e ter o mesmo valor que R$100.00 seja melhor que comprar em cinco prestac ¸o ˜ es de R$31. Mais precisamente. Com efeito. Pode nao ˜ ser c) Somar quantias referidas a e ´ o Exemplo 5. depois de 72 meses.00 tˆ em maior valor que R$100. No regime de juros compostos de taxa i. passando a 110 reais.

transformar-se-a. uma quantia. depois de n per´ ıodos de tempo. mais um pagamento igual a P. basta multiplicar o atual por (1 + i)Ò .00 e. sera Ò Ò multiplicada por (1 + i) . Exemplo 4. um mˆ es ap´ os.00.12)¿ = 2107.112 Temas e Problemas Para cada k. Pedro pagou R$150. ou seja. dois meses ap´ os esse pagamento. Qual o valor ´ desse ultimo pagamento? Os esquemas de pagamento abaixo s˜ ao equivalentes. Ora. ´ a f´ Essa e ormula fundamental da equivalˆ encia de capitais: • Para obter o valor futuro.00 a juros de ´ a d´ 12% ao mˆ es. basta dividir o futuro por (1 + i)Ò . a Ò F = A ( 1 + i) . Pedro liquidou seu d´ ebito. Pedro toma um empr´ estimo de R$1 500.00.00 a juros de 15% ao mˆ es. tˆ em o mesmo valor de R$150. Outro modo de ler a f´ ormula CÒ = C¼ (1 + i)Ò e ´ depois de n per´ hoje igual a C¼ . Isto e ´ A. ´ : uma quantia. na data 0. equivaler´ atual e a no futuro. ıodos de tempo. Logo. C ·½ = C + iC = (1 + i)C . Pedro tomou um empr´ estimo de R$300. cujo valor em uma quantia CÒ = C¼ (1 + i) . a cada per´ ıodo de tem˜ por 1 + i. • Para obter o valor atual. Ap´ po a d´ ıvida sofre uma multiplicac ¸ ao os n per´ ıodos ˜ ´ de tempo a d´ ıvida sofrer´ a n multiplicac ¸ oes por 1 + i. R$300. Ò ´ . seja C a d´ ıvida ap´ os k per´ ıodos de tempo. Um mˆ es ap´ os. Portanto. CÒ = C¼ (1 + i) .39. Logo. Qual sera ıvida de Pedro trˆ es meses depois? C¿ = C¼ (1 + i)¿ = 1500(1 + 0. na data 3. Exemplo 3. 0 1 3 300 Figura 47 150 P .

15¹½ ] · 1.05)¾ + 31(1 + 0. ˜ es de pagamento na compra Exemplo 5.05)¾ + 50(1 + 0. Se o dinheiro vale primeira prestac ¸ ao ´ a melhor opc ˜ que Pedro possui? 5% ao mˆ es para Pedro.63 V¾ = 31(1 + 0. sem desconto. determinaremos o valor das duas s´ eries de pa´ poca.37. Temos gamentos na mesma e V½ = 50(1 + 0. vencendo b) Em duas prestac ¸o a primeira um mˆ es ap´ os a compra.˜ ´ Noc ¸ oes de Matem atica Financeira 113 ´ poca (0.15 (1 + 0. Pedro deve preferir o pagamento em cinco prestac ¸o ˜ es de pagamento na compra de Exemplo 6. qual e ¸ ao 0 1 2 0 1 2 3 4 50 50 50 31 Figura 48 31 31 31 31 Para comparar.15¹¿ . Pedro tem trˆ es opc ¸o ´ vestuario.05) + 31 + 31/(1 + 0. 1 + 0. ou seja. com 3% de desconto. de um eletrodom´ estico: trˆ es prestac ¸o ˜ es mensais de R$31. Em qualquer caso.00 cada. P = [300 − 150 · 1. 300 = 150 · 1.00. a) A ˜ es mensais iguais. na mesma e pagamentos nos dois esquemas. obtemos: 300 = P 150 + . por exemplo).05)¾ = 155.89 reais. Pedro tem duas opc ¸o ˜ es mensais de R$50. ˜ es.15¹½ + P · 1. a ou cinco prestac ¸o ˜ e ´ paga no ato da compra.05) + 50 = 157. dos Igualando os valores.15)¿ Finalmente. . ` vista.15¹¿ = 257.05) + 31/(1 + 0. por exemplo na e ´ poca 2.

114 Temas e Problemas ˜ es mensais iguais.74 V¿ = 100 + 1. ˜ para Pedro. obtemos: Comparando os valores na e V½ = 291 150 150 + = 289. e ´ provavel ´ zo.025¾ 100 100 + = 292. tos. digamos. ele poderia faSe Joao ˜ zer render a sobra de dinheiro a. ´ pessoa de poucas posses e decide comprar a praSe Joaquim e ` vista. Qual a melhor opc ¸ ao 2. sem desconto. Entao.5% ao mˆ es? 0 1 2 0 1 2 291 150 150 Figura 49 100 100 100 Fixando o prec ¸ o do bem em 300. em uma caderneta de poupanc ¸ a que lhe ˜ para ele seria indiferente renderia.5% ao mˆ es. 1. temos os trˆ es esquemas acima. 2.025 1. digamos. tendo dinheiro para comprar a que ele invista o dinheiro que sobrou. . ˜ tiver acesso a investimentos melhores.11 V¾ = 1.5% ao mˆ es.025¾ ´ a compra em dois pagamenA melhor alternativa para Pedro e ´ a compra em trˆ ˜ es.5% ao mˆ es. e a pior e es prestac ¸o ´ interessante observar que a melhor alternativa para JoaE ˜ ser a melhor alternativa para Jo˜ quim pode nao ao.025 1. se o dinheiro vale. vencendo c) Em trˆ es prestac ¸o a primeira no ato da compra. seria atrativo para Jo˜ ao comprar a prazo com juros de 1.5% ao mˆ comprar a es. para ele. ´ poca 0. Entao. ` vista ou a prazo com juros de 1.

Uma loja oferece duas opc ¸o ` vista.5 e i = 1. ln 1. a) A ˜ es mensais iguais.˜ ´ Noc ¸ oes de Matem atica Financeira 115 Logo. a essa taxa. Investindo seu capital a juros mensais de 8%. o dinheiro tem valores diferentes para Jo˜ ao e Joaquim. a primeib) Em duas prestac ¸o ˜ sendo paga no ato da compra. e chamada de taxa m´ ınima de atratividade. .08 ´ representando o logaritmo natural. um investimento s´ O motivo do nome e o ´ atrativo se render.08Ò = 2 e n = = 9. ´ claro: para essa pessoa. ra prestac ¸ ao Qual a taxa mensal dos juros embutidos nas vendas a prazo? Fixando o valor do bem em 100. Essa taxa de juros que representa o valor do dinheiro para cada ´ . em quanto tempo vocˆ e dobrar´ a o seu capital inicial? ln 2 ∼ Temos C¼ (1 + 0. temos os esquemas de pagamento abaixo: 0 0 1 70 50 Figura 50 50 ´ poca 0. Da´ ı. 1+i Exemplo 8. a taxa a ` qual a pessoa consegue fazer pessoa e que e ´ render seu dinheiro. ˜ es de pagamento: Exemplo 7. no m´ e ınimo. obtemos 70 = 50 + Igualando os valores na e 1 + i = 2.008)Ò = 2 C¼ . em suma. 50 · Da´ ı. Aqui ln esta ´ o seu capital Em aproximadamente nove meses vocˆ e dobrara inicial. sem desconto. 1. 5 = 150%. A loja cobra juros de 150% ao mˆ es nas vendas a prazo. com 30% de desconto.

supondo o primeiro pagamento no ato da compra. Se a segunda prestac ¸ ao ˜ de 2% ao mˆ ˜ es.00 gera um montante de R$4 490. 6. Malu contraiu um empr´ estimo de R$9 000.00. Certa loja. juros sao es.00 vocˆ e retira. sem juros e sem desconto. Em que prazo um principal de R$1 400. com x% de desconto. Investindo R$450. R$600. Qual o montante produzido em 3 meses por um principal de R$2 000. depois de 6 meses um montante de R$1 480. ´ de 5% ao mˆ Se a taxa m´ ınima de atratividade de Regina e es. A que taxa mensal de juros rendeu o seu investimento? 2. sem juros. Laura quer comprar um viol˜ ao em uma loja que oferece um des` vista ou pagamento em trˆ conto de 30% nas compras a es presta˜ es mensais. Investindo a 8% ao mˆ es. no natal de 1992.00 a juros de 10% ao mˆ es? 4. para que valores de x ela preferir´ a a primeira alternativa? 8. Quanto havia sido investido? 3.00 para ser pago em ˜ es. . determine as prestac ¸o ˜ es de pagamento: 7. vocˆ e obt´ em.116 Temas e Problemas Problemas Propostos∗ 1. vencendo a b) em duas prestac ¸o primeira um mˆ es ap´ os a compra. Determine a taxa mensal c ¸o de juros embutida nas vendas a prazo. ap´ os 3 meses.00. oferecia a seus clientes duas alternativas de pagamento: ∗ ˜ es na pagina ´ Soluc ¸o 189. Regina tem duas opc ¸o ` vista.00 a juros de 6% ao mˆ es? 5. com vencimentos trˆ duas prestac ¸o es e cinco meses depois do ˜ e ´ o dobro da primeira e os empr´ estimo. a) a ˜ es mensais iguais.

a oferta era vantajosa? ´ 10. .00. A(1 + I)½ = A(1 + i)Ò e 1 + I = (1 + i)Ò . oferecendo-lhes a liquidarem suas prestac ¸o em troca um desconto. qual e ¸o a 2 Taxas de juros Os leigos costumam achar que juros de 10% ao mˆ es equivalem a juros de 20% ao bimestre. um mˆ es ap´ os a compra. todas as prestac ¸o ˜ es. se usamos a taxa I. Certa loja convidou. ˜ es mensais iguais. Basta calcular quanto valer´ a no futuro. Logo. um mˆ es ap´ os ˜ a compra.1% ao trimestre. devemos avanc ¸ ar 1 per´ ıodo de tempo. em dezembro de 1992. qual seria a sua opc ¸ao? 9. vencendo a b) pagamento em trˆ es prestac ¸o primeira no ato da compra. O desconto seria dado aos que pagassem. de 30% ao trimestre. dois meses ap´ os a compra. Mˆ es Capital 0 100 1 110 2 121 3 133.00. devemos avanc ¸ ar n per´ ıodos de tempo e. ˜ Se vocˆ e fosse cliente dessa loja. de 120% ao ano etc. Se usamos a taxa i. os seus clientes ˜ es mensais vincendas. que d´ Isso nao aa ˜ de um principal igual a 100. ˜ es a vencer em mais de 30 dias de uma s´ o vez.˜ ´ Noc ¸ oes de Matem atica Financeira 117 a) pagamento de uma s´ o vez. como mostra a tabela a seguir. Lucia comprou um exaustor. a juros de 10% ao mˆ evoluc ¸ ao es. Se os juros sao ´ o prec ` vista? de 2. a taxa de juros relativamente a n per´ ıodos de tempo e ´ I tal que 1 + I = (1 + i)Ò .5% ao mˆ es. pagando R$180. depois de n per´ ıodos de tempo. Se a taxa de juros relativamente a um determinado per´ ıodo de tempo e ´ igual a i. um principal igual a A. Supondo e seria de 40% para os que pagassem duas prestac ¸o uma taxa m´ ınima de atratividade de 27% ao mˆ es. e R$200. ˜ e ´ verdade.1 Observe que juros de 10% ao mˆ es equivalem a juros de 21% ao bimestre e de 33.

0284 = 2.005) . a tradu¸ sim a taxa mensal que lhe e cao ˜ da expressao ˜ “12% ao ano. 60% ao trimestre e 240% ao ˜ taxas proporcionais. Da´ ı. ano sao ´ ´ ´ o de anunUm (p´ essimo) habito em Matematica Financeira e ciar taxas proporcionais como se fossem equivalentes.40 = (1 + i)½¾ . o dinheiro de Verˆ onica esta. 1 + i = 1. A taxa anual de juros equivalente a 12% ao mˆ es e tal que 1 + I = (1 + 0. Da´ ı.5% ao mˆ es. A taxa (verdadeira) A (falsa) taxa de 6% ao ano e ´ dita taxa efetiva.17% ao ano e .061 7 = 6. Exemplo 3. Da´ ı.90 = 290%.12½¾ − 1 = 2.5% ao mˆ es”.4½ ½¾ e i = 1. A taxa mensal de juros equivalente a 40% ao ano e tal que 1 + 0. I = 1. Qual a taxa anual de juros a ` qual est´ com capitalizac ¸ ao a investido o capital de Verˆ onica? ´ na realidade. A taxa anual equivalente e ½¾ ½¾ tal que 1 + I = (1 + 0. com capitaliza¸ cao ˜ mensal” e ´ “1% ao mˆ es”. “24% ao ano com capitalizac ¸ ao ˜ semestral” sig“6% ao trimestre”. investido a juros Ora. de 6. ´ dita nominal.12)½¾ . ˜ trimestral” significa Exemplo 4. Portanto.005 − 1 = 0. Exemplo 5. Taxas proporcionais nao ˜ sao ˜ equivalentes. com capitalizac ˜ mensal” significa pressao ¸ ao ˜ nao ˜ e ´ a taxa de 12% anunciada e que a taxa usada na operac ¸ao ´ proporcional. ´i Exemplo 2. pois ˜ entre elas e ´ igual a ` razao ˜ dos per´ a razao ıodos aos quais elas se referem.84%.4½ ½¾ − 1 = 0. “1% ao mˆ es com capitalizac ¸ ao ˜ mensal” nifica “6% ao semestre” e “6% ao ano com capitalizac ¸ ao significa “0. Verˆ onica investe seu dinheiro a juros de 6% ao ano ˜ mensal. As taxas de 20% ao mˆ es. ´I de taxa i = 6% ÷ 12 = 0.118 Temas e Problemas ´I Exemplo 1. Uma ex˜ como “12% ao ano. ´ achar que juros de 12% ao mˆ Um erro muito comum e es equivalem a juros anuais de 12 × 12% = 144% ao ano.17% ao ano. Taxas como 12% ao mˆ es e 144% ao ano s˜ ao chamadas de taxas proporcionais. I = 1.

b) 30% ao ano. sendo i a taxa de juros. P e ´ o valor prestac ¸o de prestac ¸o ˜ eAe ´ o valor da s´ de cada prestac ¸ ao erie uma unidade de tempo antes do primeiro pagamento. semestre com capitalizac ¸ ao Da´ ı. a qual e ´ o tempo entre de juros (referida a ˜ es consecutivas). renda certa. a s´ erie diz-se uniforme.04) . e ´ . i ˜ ao significado das letras na f´ ´ a taxa Atenc ¸ ao ormula acima: i e ` unidade de tempo. a) 30% ao ano. ∗ ˜ es na pagina ´ Soluc ¸o 190. com capitalizac ¸ ao c) i ao ano. Problemas Propostos∗ 1. O valor atual (isto e ´ . A taxa efetiva semestral correspondente a 24% ao ˜ mensal e ´ I tal que 1 + I = (1 + 0. e ´ chamada de s´ termos). capitalizados k vezes ao ano. . o valor da s´ erie uma unidade de tempo antes do primeiro pagamento) de uma s´ erie uniforme de n pagamentos 1 − (1 + i)¹Ò iguais a P. referidas a e erie ou anuidade ou. igual a A = P . Determine as taxas mensais equivalentes a 100% ao ano e a 39% ao trimestre. 2. com capitalizac ¸ ao ˜ trimestral. Se esses pagamentos forem iguais e igualmente espac ¸ ados no tempo.53% ao semestre.04 − 1 = 26. Determine as taxas anuais equivalentes a 6% ao mˆ es e a 12% ao trimestre. 3. ainda. n e ´ o numero ´ ˜ es.˜ ´ Noc ¸ oes de Matem atica Financeira 119 Exemplo 6. Determine as taxas efetivas anuais equivalentes a: ˜ mensal. I = 1. 3 Anuidades Uma lista de quantias (chamadas usualmente de pagamentos ou ´ pocas diversas.

postecipadas (isto e ´ . 1 − 1. .120 Temas e Problemas Com efeito. dois tempos com o segundo. n tempos com o n-´ esimo pagamento. e ´ vendido Exemplo 1. Se os juros sao es. n = 8.82. i = 0. Aplicando a f´ ormula.08¹ . a primeira e ´ em 6 prestac ¸o paga no ato da compra).00. para determinar o valor da s´ erie um tempo antes do primeiro pagamento.82. . 0. determine ˜ es. ˜ es. A= P P P P + +···+ + ···+ · ¾ ¾ 1 + i ( 1 + i) ( 1 + i) ( 1 + i) Ò Multiplicando por (1 + i). Se os juros s˜ ao de 8% ao mˆ es. a primeira em 8 prestac ¸o ´ paga um mˆ ˜ de 8% ao mˆ e es ap´ os a compra).08 P = 1200 0.08. Logo. determine o valor das prestac ¸o Temos A = 1 200.00. . obtemos A ( 1 + i) = P + Subtraindo. cujo prec ¸o a ˜ es mensais iguais. obtemos: i 1200 = P 1 − 1. antecipadas (isto e ´ . devemos retroceder um tempo com o primeiro pagamento. obtemos A ( 1 + i) − A = P − P ( 1 + i) Ò Ai = P − P(1 + i)¹Ò 1 − (1 + i)¹Ò A=P i P P P + + ···+ · ¾ 1 + i ( 1 + i) (1 + i)Ò¹½ ` vista e ´ R$1 200. e ´ vendido Exemplo 2. Um bem. cujo prec ¸o a ˜ es mensais iguais. Um bem. . o valor das prestac ¸o .08 = 208.08¹ ˜ es sao ˜ de R$208. A = 1 − (1 + i)¹Ò P . As prestac ¸o ` vista e ´ R$1 200.

˜ ´ Noc ¸ oes de Matem atica Financeira 121 ˜ es um mˆ O valor da s´ erie de prestac ¸o es antes do pagamento da ˜ (ou seja. P =P · Esse valor e ¸o a i 0. Para isso.08 P 1200 1 − 1. Entao. F=P i 0. isto e 1 − (1 + i)¹Ò ( 1 + i) Ò − 1 F = A ( 1 + i) Ò = P ( 1 + i) Ò = P · i i O valor de uma s´ erie uniforme na e ´ poca do ultimo ´ pagamento e ´ ( 1 + i) Ò − 1 . basta avanc ¸ ar n tempos o valor A. quando se aluga um bem. cede-se a recem em locac ¸o ˜ posse do mesmo em troca de um aluguel.5% ao mˆ es. e ´ igual a · Logo. Com efeito.08 ´ igual ao prec ` vista. As prestac ¸o ` vezes necessitamos calcular o valor futuro (ou montante) As ´ .08¹ ˜ es sao ˜ de R$240.00 em um fundo de ´ o montante imediainvestimentos que rende 0. digamos. Rendas perp´ etuas apa˜ es.005 Trataremos agora de rendas perp´ etuas.08 e P= 1200 0. F=P i Exemplo 3. 1. a s´ erie dos alugu´ eis constitui uma renda perp´ etua ou perpetuidade. Para obter o valor atual de uma renda perp´ etua.005½¾¼ − 1 ( 1 + i) Ò − 1 = 150 = 24 581.08 = 240. qual e o tamente ap´ os o 120 ¯ dep´ osito? ´ O montante da s´ erie e 1.90. Investindo mensalmente R$150. 1. basta fazer n tender para infinito na f´ ormula 1 − (1 + i)¹Ò A=P · i .35.08 1 − 1. isto e erie na e ´. um mˆ es atras.08 1.35.08 1200 ´ isto e ´. pagamento. mensal. o valor da s´ ´ poca do ultimo ´ de uma s´ erie uniforme.08¹ = 0. um mˆ ´ A = primeira prestac ¸ ao es antes da compra) e Ò ¹ 1 − ( 1 + i) 1 − 1.

temos P = Ai = 40 00 × 0. na e gastos de Helena durante esses dois anos.00 por mˆ es. i Exemplo 4. j´ a que a vida econˆ o´ de 2 anos. ´ b) Compra-la por R$8 000. Exemplo 5.00? Quando vocˆ e aluga um im´ ovel. vejamos o valor.122 Temas e Problemas O valor de uma perpetuidade de termos iguais a P. Nesse caso. Helena vendera ´ a copiadora mica da copiadora e ˜ sao ˜ ap´ os 2 anos. Entao. dos Na alternativa b). por R$1 000.01 = 400. A = . sendo i a taxa de juros. vocˆ e cede a posse do im´ ovel em ˜ iguais ao valor do troca de uma renda perp´ etua cujos termos sao ˜ o valor do im´ aluguel. Temos: . um tempo antes P do primeiro pagamento. qual a melhor opc ¸ ao ´ poca da compra. P Logo.00. por quanto deve ser alugado um im´ ovel que vale R$40 00. i Deve ser alugado por R$400. As despesas de manutenc ¸ao de responsabilidade de Helena e s˜ ao de R$100.00 por mˆ es no primeiro ano e de R$150. Helena tem duas alternativas para obter uma copiadora: a) Alug´ a-la por R$480.00 por mˆ es.00. o locador se res˜ ponsabiliza pelas despesas de manutenc ¸ao. e ´ .00. no ano seguinte: ˜ para Helena? Se o dinheiro vale 1% ao mˆ es. Nesse caso. como A = . Se o dinheiro vale 1% ao mˆ es. ovel deve ser igual ao valor da s´ erie de alugu´ eis.

para trazˆ R$1 498. b) um mˆ es ap´ os a compra. 0.51 + 1 498. os gastos sao 9 836. e dividimos esse valor por ano. Para iii) o valor.01½¾ .57.˜ ´ Noc ¸ oes de Matem atica Financeira 123 i) uma parcela de R$8 000.26.00 trazidos dois anos para tr´ as. iv) o valor. Um televisor.00. ∗ ˜ es na pagina ´ Soluc ¸o 191.01¹½¾ = 1 688.19.01 ´ obtendo finalmente e-lo um ano para tras.57 = Portanto. deter˜ es.01¾ = R$1 000.51. ˜ de 8 000 + 1 125.00. 1. 1 − 1. cujo prec ¸o a ˜ es mensais iguais. da receita auferida com a venda. ´ poca da compra. Se s˜ prestac ¸o ao pagos juros de 4% ao mˆ es.25. ii) o valor atual de uma s´ erie de 12 pagamentos de R$100. na e ´ determina-lo. ´ poca da compra e ´ o Na alternativa a). A melhor alternativa e Problemas Propostos∗ ` vista e ´ R$900. calculamos o valor atual dos gastos no segundo 1 − 1. dos gastos no segundo ano. 1000 ÷ 1. isto e 787. 0.01¹½¾ igual a 100 = R$1 125.83.00. supondo a primeira prestac ˜ paga: mine o valor das prestac ¸o ¸ ao a) no ato da compra. c) dois meses ap´ os a compra.25 − 787. . 1 − 1.01 ´ a compra. e ´ vendido em dez 1. 150 0.00.01 ´ poca da compra. o valor dos gastos na e valor atual de uma s´ erie de 24 pagamentos iguais a R$480.01¹¾ 480 = R$10 196. na e ´ .

6. Conseguir´ ıamos vendˆ e-lo por R$14 000. determine o valor da renda na e pagamento. Se a taxa de juros e es. zero quilˆ ometro. supondo o aluguel mensal im´ ovel cujo prec ¸o a pago vencido? E se fosse pago adiantadamente? 3.00? 5. Supondo juros taxa constante j e cujo primeiro termo e ´ poca do primeiro de taxa i (i > j). Considere uma renda perp´ etua cujos termos crescem a uma ´ igual a P.00 quando ele estiver com dois anos de uso. mesmo levando em conta que gastar´ ıamos em consertos cerca de R$1 000.00? 4. Eu acho que seria melhor esperar quatro anos para vender o carro. quem ˜ tem razao? . Supondo juros de 1% ao mˆ es. quanto vocˆ e deve investir mensalmente durante 35 anos para obter. uma renda mensal de R$500. por 30 anos.00 no terceiro ano e de R$2 000.00 no quarto ano.124 Temas e Problemas ´ de 0.00 e comprar´ ıamos outro igual.00 na venda. caso em que s´ o conseguir´ ıamos R$10 000. Supondo que o dinheiro valha 15% ao ano. Minha mulher acha que devemos vender o carro novo que compramos por R$18 000. uma renda perp´ etua de R$1 000. Supondo juros de 1% ao mˆ es.6% ao mˆ 2. por quanto se aluga um ` vista e ´ R$80 000. ao fim desse prazo.00. quanto vocˆ e deve investir mensalmente durante 10 anos para obter ao fim desse prazo.

˜ ´ Noc ¸ oes de Matem atica Financeira 125 ˆ APENDICE Como calcular a taxa de juros utilizando o Excel Para calcular a taxa de juros em s´ eries uniformes de pagamentos. Role o cursor no quadro a como mostra a Figura 52. ˜ aparecer´ Com esta operac ¸ ao a na tela: Figura 51 ` esquerda e clique em Financeira. . ` direita procure a func ˜ TAXA (FiguEm seguida no quadro a ¸ao ra 53). deve-se clicar na tecla do menu fÜ . inicialmente. Clique OK.

126 Temas e Problemas Figura 52 Figura 53 .

ou seja. ´ a taxa de juros na compra de um ve´ Exemplo 2. Pgto = −400. Aparecer´ a TAXA (24. −400. e ´ a taxa de juros na compra de um ve´ Exemplo 1. 8000. ´ TAXA (24. o primeiro sendo efetuado um mˆ es ap´ os a compra? Preencha Nper = 24. Pgto = −400 e Vp = 8 000. . ´ Vf preencha este quadro com o valor futuro. e Tipo = 1. −400. 1) = 0. com sinal contrario ´ preenchido esta c´ ao pagamento. ´ um valor positivo. ´ o numero ´ Tipo e 0 ou 1. . ˜ O Excel trabalha com a “l´ ogica do contador”. ´ Pgto coloque nesta lacuna o numero total de termos da s´ erie uniforme. ´ a sua estimativa para a taxa. Qual e ıculo cujo ` vista e ´ de R$8 000. se o valor presente e ¸o ´ obrigatoriamente negativo. ou seja. o Excel assumir´ a 0.00.00. o valor das prestac ˜ es Logo. Se o Vp e elula deve ficar em branco.00 e e ´ pago em 24 pagamentos mensais prec ¸o a de R$400. 1.016550119. 8000) = 0. Vp = 8 000. conforme os pagamentos sejam postecipados ou antecipados. VP preencha este quadro com o valor presente (valor atual). Se for deixado em branco. Qual e ıculo cujo ` ´ ´ prec ¸ o a vista e de R$8 000. Estimativa e Observac ¸ ao. 1. na qual os pagamentos e os recebimentos devem ter sinais contr´ arios.00 e e pago em 24 pagamentos mensais de R$400.66% Aparecera ao mˆ es.015130844. Se o VF e elula deve ficar em branco. o primeiro sendo efetuado no ato da compra? Preencha Nper = 24.˜ ´ Noc ¸ oes de Matem atica Financeira 127 ´ uma caixa de di´ ´ necessario ´ Aparecera alogo e sera preencher algumas janelas: ´ Nper coloque nesta lacuna o numero total de termos da s´ erie uniforme.51% ao mˆ es. considerando os pagamentos postecipados. com ´ ´ preenchido esta c´ sinal contrario ao pagamento. Deixe em branco.

00.00. 1. Elas ficar˜ ao dentro de um retangulo com efeito de movimento ´ sozinha. Par preenchˆ e-la. Joelma comprou uma geladeira.00. cujo prec ¸o a ˜ es mensais de R$60.18% ao ano.031826856 ´ de 3. negativas. por exemplo. Manuel comprou um televisor. nas c´ elulas de B1 a B8. Procedendo como anteriormente. aparecendo: na borda e a caixa de di´ alogo se preenchera VALORES B1:B8 TIR(B1:B8) = 0. Qual e ´ pagando? esta ∗ ˜ es na pagina ´ Soluc ¸o 193. A taxa e Problemas Propostos∗ ` vista era R$800.128 Temas e Problemas Exemplo 3. as entradas de capital Os valores estao foram consideradas positivas e as sa´ ıdas. usamos os comandos fÜ . Com o botao elulas nas quais foi colocado o fluxo de caixa. cubra as c´ nada. Financeira e TIR (encontra-se imediatamente ap´ os TAXA). Qual e a pagando? ` vista era R$500.00 e seis prestac ¸o ´ a taxa mensal dos juros que ela est´ R$120. 2. nao ˜ esquerdo do mouse apertado. . cujo prec ¸o a ˜ es mensais de com uma entrada de R$200.00 cada. O Excel tamb´ em calcula taxas de juros em s´ eries ˜ nao-uniformes. ´ uma caixa de di´ ˜ digite Aparecera alogo. Vejamos como calcular a taxa de juros ao ano do financiamento a seguir: Ano Valor 0 1 2 80 50 50 3 4 5 0 −40 −40 6 7 −60 −70 ˜ em milhares de reais. vencendo a primeira em dez prestac ¸o ´ a taxa mensal dos juros que ele dois meses ap´ os a compra. Inicialmente devemos colocar os valores do fluxo em c´ elulas adjacentes de uma mesma coluna da planilha. no caso as c´ elulas de B1 a ˆ B8.

os juros ˜ ´ . isto e ´ de R$1 150.00.˜ ´ Noc ¸ oes de Matem atica Financeira 129 3.00 cada. 15% em 5 meses. para pagamento em 5 vezes. 5 prestac ˜ es de R$230. ser pago e ¸o ´ na realidade a taxa de juros com que trabalha a caixa? Qual e . Portanto. Para um empr´ estimo de R$1 000.00. ou seja. o total a sao de “3% ao mˆ es”. Uma caixa de funcion´ arios de certa empresa empresta dinheiro a seus associados e calcula os juros de modo peculiar.

Logo f(2. z) do paralelep´ 4. y) a area do paralelogramo que tem OX e OY como la´ proporcional a x e y se faz exatamendos. o exerc´ ıcio se torna uma consequˆ ´ ´ do Exemplo 2. 5. AOC = β e BOC = γ ˜ ae ´ a raiz quadrada do determinante da “matriz de Gram”: entao   1 cos α cos β cos α 1 cos γ . que e angu¨ encia (indireta) los. pag. 3. y) e ˆ te como no caso do retangulo. Caso particular do Exemplo 3. seja f(t) a abscissa do ponto m´ ovel no instante t. ´ 3. y. onde o fator de proporcionalidade a = f(1. y e z. Para todo t ≥ 0. Se AOB = α. o resultado e ´ a metade da distancia ˆ imediato. y) = (sen α)x · y. vol. Dizer que o ponto percorre espac ¸ os iguais em tempos iguais . A verificac ¸ ao ıpedo que ´ proporcional a x. Sabendo que a · 6 · 7 = 29. Nao ´ bela de senos nem calculadora para responder a ultima pergunta do exerc´ ıcio. OY e OZ como arestas e do mesmo modo que no caso do bloco retangular. 3) = (29/42) · 2 · 3 = 29/7. Portanto f(x. z) = axyz. A constante de proporcionalidade ´ a = f(1. 1) e o volume do paralelep´ ıpedo cujas arestas medem 1 e est˜ ao sobre as semi-retas OA. O fator de proporcionalidade e ´ a medida comum das alturas de todos esses triˆ de P a r.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 1 133 ˜ dos Problemas do Cap´ Soluc ¸ oes ıtulo 1 1. se faz tem OX. 1) = (area ´ ˆ e do losango de lado 1 e angulos internos α e ˜ e ´ preciso ta180 − α) = sen α. obtemos a = 29/42. Admitindo a f´ ormula da area de um triangulo. 1. Deste modo. pois a f´ ormula da area do triˆ angulo resulta da area ˆ do retangulo. Seja f(x. Tem-se portanto ´ f(x. ◦ que quando α = β = γ = 90 tem-se a = 1 e reca´ ımos no volume do bloco retangular. cos β cos γ 1 ´ ´ 152. A prova de que f(x. ´ ˆ ´ 2. y. ˜ de que o volume f(x. OB e OC.) Observe (Veja “A Matematica do Ensino M´ edio”.

y½ . ˜ pode. y½ . espac ¸ o percorrido no intervalo de ˜ de t. desde que saibamos ´ uma func ˜ es crescente (ou decrescente). 7. existe ˜ afim f(x) = ax + b. Esta proposic ¸ ao. O primeiro (e mais importante) fato a notar para resolver este ´ que o numero ´ ˜ e ´ inversamenproblema e de dias que dura a rac ¸ ao ´ te proporcional ao numero de vacas a serem alimentadas: quanto . depende apenas de h. (Veja tamb´ em o comentario a ´ livro “A Matematica do Ensino M´ edio”. e somente uma. para todo t. A constante tempo [t. dados arbitrariamente x½ . Pelo Teorema de Caracterizac ¸ ao ˜ es Afins. ˜ a e b. x¾ . vol. x¾ .) Deve-se notar que ´ dada pela func ˜ afim f(t) = vt + b a posi¸ cao ˜ do m´ ovel no eixo e ¸ ao ´ dado pela func ˜ por´ em o espa¸ co (distancia ˆ ) que ele percorreu e ¸ ao linear e = vt. espac ¸ o percorrido na unidade de tempo.134 Temas e Problemas significa dizer que f(t + h) − f(t). com x½ = x¾ . chama˜ se a velocidade do ponto m´ ovel. dados x½ . teremos. func ¸ ao ˜ afim fica determinada e f(x¾ ) = y¾ . isto significa que o ponto se move sempre no mesmo sentido. mas nao v = f(t + 1) − f(t). ser inclu´ ıda na definic ¸ ao ´ ` pag. te da sua vers˜ ao geom´ etrica acima mencionada. A contrapartida alg´ ebrica do fato de que por dois pontos dis´ a proposic ˜ tintos do plano passa uma. o sistema linear ax½ + b = y½ ax¾ + b = y¾ . pode ser provada algebricamente observando-se que. se pusermos b = f(0) = abscissa do ponto de das Func ¸o partida. Em palavras: uma func ¸ ao quando se conhecem seus valores (tomados arbitrariamente) em ˜ que resulta imediatamendois pontos distintos. sem preju´ ˜ Esta condic ¸ ao ızo algum. e somente uma. reta e ¸ ao segundo a qual. f(t) = vt + b. com x½ = x¾ . possui a soluc ˜ unica ´ cujas inc´ ognitas sao ¸ ao a = (y¾ − y½ )/(x¾ − x½ ) e b = (x¾ y½ − x½ y¾ )/(x¾ − x½ ). ´ 101 do de movimento uniforme. t + h]. Do ponto de vista que f e ¸o f´ ısico. 6. tal que f(x½ ) = y½ uma. y¾ em R. y¾ . 1.

9. enquanto o que partiu de B tem abscissa g(t) = wt + d. Tamb´ em se u < w nao ´ encontro e. a rac ¸ao ˜ e ´ suficiente vacas durante 64 − 15 = 49 dias. Este exerc´ ıcio e ao anterior. Para saber durante quantos dias esta ˜ poderia alimentar as 12 (= 16 − 4) vacas restantes. se v = w v−w ˜ e d > 0 os carros nunca se encontram.5 ÷ (10/7) = 2. Totalizando. Evidentemente. Decorridos t horas ap´ os a partida. tomaremos A como origem das abscissas. se for mantido o mesmo consumo diario de agua por pessoa. No eixo orientado AB. Essa mesma rac ¸ao para alimentar 21(= 12 + 9) vacas durante 49 ÷ (21/12) = 28 dias. mos que 12 = 16 × (3/4) logo esse numero de dias e ˜ que resta da ´ para alimentar as 12 Depois de mais 15 dias. portanto sua soluc ¸ ao gue as mesmas linhas. a tendˆ encia natural e ˆ distancias percorridas pelo p´ assaro em suas idas e vindas. observarac ¸ ao ´ ´ 48 ÷ 3/4 = 64. Ao deparar com este problema. aumenta a ´ somar as 10. Ao final de 12 dias de viagem.45 litros. a caravana ´ tem agua suficiente para servir 7 pessoas durante 42 − 12 = 30 ´ dias. donde t = . E 10(= 7 + 3) pessoas? Como 10 = 7 × (10/7). a agua durar´ a 30 ÷ (10/7) = 21 dias. nas circunstˆ ancias do problema. Como ainda faltam 30 dias para o fim da via´ ´ gem. Co´ mo 10 = 7 × (10/7). o carro que partiu de A encontra-se no ponto de abscissa f(t) = vt. Isto responde ˜ diaria ´ ´ o item b). Passados os primeiros 14 dias. tem-se vt = wt + d. a distˆ ha ancia wt + d − vt = (w − v)t + d ` medida que passa o tempo. ´ um oasis deve ser encontrado em 21 dias ou menos. Se eles se encontram no tempo d t. que dura a rac ¸ ao ˜ suficiente para alimentar 16 vacas o fazendeiro tinha ainda rac ¸ ao durante 62 − 14 = 48 dias.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 1 135 ˜ e al´ ´ mais vacas. rac ¸ ao ´ analogo ´ ˜ se8. 21 pois 21 = 12 × . Quanto ao item a). o numero de dias ˜ e ´ dividido por n. o consumo diario por pessoa numa caravana de 10 pessoas deve ser de 3. a 12 ˜ dura 14 + 15 + 28 = 57 dias. se o numero de va´ multiplicado por um numero ´ ´ cas e natural n. na verdade. menos dura a rac ¸ ao em disso. o que . a rac ¸ ao de agua por pessoa ´ inversamente proporcional ao numero ´ tamb´ em e de pessoas.

´ ˜ mais simples consiste em e A soluc ¸ ao calcular o tempo. trace uma semi-reta paralela a OA. quando z = y (para o mesmo x). ou seja. 1 para todo x ≥ 1300/30 = 43 . Tem-se g(x) − f(x) = 30x − 1300. ap´ os t = 260/104 = 2 horas e 30 minutos ´ ´ Este e exatamente o tempo em que o passaro voou. A soluc ¸ ao ıcio e a ¸ ao ´ necessidade de mostrar plo 3. e somente se. Noutras 3 palavras. Os dois trens se chocam no momento t em que 46t + 58t = 260. s´ o que mais simples porque n˜ ao ha ´ bem definida. Al´ em disso. 11. Portanto MZ = XZ. ou seja. Ap´ os x meses de uso. tem-se g(x) − f(x) ≥ 0.) Analogamente. ap´ os 43 mˆ eses e 10 dias de uso. Se X e ˜ o segmento X Z corta essa paralela num (ou seja.5 = 150 quilˆ ometros. enquanto quem comprou na loja B gastou g(x) = 2500 + 50x. x = nx ⇒ z = nz.136 Temas e Problemas ´ uma tarefa muito ardua. Logo. Isto significa ˆ ´ is´ que o triangulo OXZ e osceles. que inicialmente era mais barato. (Esta explicac ¸ ao o faz sentido se for acompanhada de uma figura. o aparelho comprado na loja B. a reta r forma angulos iguais com OA e OB. torna-se mais caro do que o comprado na loja A. ˜ deste exerc´ ´ analoga ´ ` explicac ˜ do Exem12. segue-se que z = 2z. quem comprou o aparelho na loja A gastou f(x) = 3800 + 20x reais. Portanto ele percorreu 60 × 2. Os dois fatores de proporcionalidade s˜ ao iguais quando y/x = z/x. x < x ) entao ponto M. contida no interior do ˆ ´ um ponto de OA tal que X esta ´ entre O e X angulo AOB. Portanto os fatores de proporcioˆ nalidade s˜ ao iguais se. . ˜ (vide Exemplo 3) duas proporcionalidades: x → y Temos entao e x → z. A partir do ponque a correspondˆ encia x → z esta to Z. se ˜ os triangulos ˆ ˜ congruenOX = XX = x entao OXZ e Z < Z sao tes por terem os lados OX e XX iguais compreendidos entre os ´ ˆ angulos iguais O = Z e X = M. Como e ˜ s´ claro que XZ = X M. (Fac ¸ a a figura!) Logo x < x ⇒ z < z .

a distancia percorrida pelo cachorro ´ igual aquela ` (medida em termos de pulos) e percorrida pela lebre mais a dianteira que ela levava no princ´ ıpio. (4/3) × (2/3)x = (8/9)x pulos ˆ de cachorro. Assim: x= 8 100 x+ .˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 1 137 Soluc ¸ ao ˜ do problema da lebre e do cachorro ´ igual a 2/3 de um pulo de cachorro. ou seja. 9 3 Portanto. Nesse momento. No momento em dianteira da lebre e que alcanc ¸ ar a lebre. donde 9x = 8x + 300 e x = 300. dando 300 pulos. . o cachorro ter´ a dado x pulos e a lebre ter´ a dado 4/3 pulos (de lebre). o cachorro alcanc ¸ a a lebre. Portanto a Um pulo de lebre e ´ de 100/3 pulos de cachorro.

138 Temas e Problemas ˜ dos Problemas do Cap´ Soluc ¸ oes ıtulo 2 1 1 ´ o dobro da m´ edia aritm´ etica de x e . O custo da tarefa de cavar e portanto. Trata-se. ´ maior do que ou igual ao dobro da m´ logo e edia geom´ etrica des´ ses numeros. . que e x 1 igualdade ocorre apenas quando x = . x = 30 e y = 300/30 = 10. Logo 1 1 1 + = . Logo o buraco deve ter 30 metros ´ de de comprimento e 10 metros de profundidade. Em uma hora as duas torneiras juntas enchem 1/12 ˜ es do do tanque. Se o comprimento procurado e ˜ como a largura e ´ 1 metro. logo 10x¾ = Sendo y = 300/x. lo1. x ´ o dobro da m´ 2. 4. apenas quando ax = by. x x + 10 12 Eliminando os denominadores e simplificando. ´ obtido quando 10x = 30y. Como ax = by. ou seja. A numeros. caso em que √sendo igual√ ´ . quando x = 1. x + ≥ 2 para todo x > 0. sendo 1/x e 1/(x + 10) respectivamente as frac ¸o ˜ de cada uma volume do tanque que representam a contribuic ¸ ao nesse per´ ıodo. tem-se x¾ − 14 − 120 = 0. Este e de ax + by quando xy = c . Seu custo sera 600 reais. 1 · x · y = 300 m¿ . A soma ax + by e edia aritm´ etica de ax e by. Uma das torneiras enche o tanque em x horas e a outra em x + 10 horas. ´ 10x + 30y. Note que x + e x x ´ maior do que ou igual ao dobro da m´ go e edia geom´ etrica desses 1 ´ ´ igual a 1. portanto. Pelo exerc´ ıcio anterior. de minimizar a soma 10x + 30y sabendo que xy = 300. isto nos da 9000. cada um destes dois √ ´ ´ igual a abc. Assim. o volume do buraco e ´ y metros entao. numeros e ´ x metros e a profundidade e ´ 3. o valor m´ ınimo e ´ 10x = 30 · 300/x = 9000/x. o menor valor ax + by = 2 ax · by = 2 abc.

5(x + 3) = = 35 ou x+3 x 48x 25(x + 3) + = 70. Em uma hora. As ra´ ızes desta equac ¸ ao 7. Como x nao ˜ pode ser As ra´ ızes desta equac ¸ ao negativo. deve ser x = 20. Primeira resposta: um dos comerciantes vendeu 5 metros a 24/(5 + 3) = 3 reais o metro e o outro vendeu 8 metros a 12.5/x. logo x = 10 e y = 15. cujas ra´ ˜ x½ = 5 e x¾ = 15. Sejam x e y respectivamente o numero de horas necessarias para que cada guindaste descarregue sozinho o navio. Logo p = 24/(x + 3) e q = 12. x+3 x Eliminando os denominadores e simplificando. logo o problema admite duas respostas certas. (Note que z e edia harmˆ onica de x e y. Ambas as c ¸ ao ızes sao ra´ ızes servem. Logo. x+y 2x + 5 ˜ sao ˜ 10 e −3. Seja z o numero de horas que as duas torneiras juntas levariam ˜ do tanque que as para encher o tanque.5/5 = 2.) z= x+y ´ ´ 6. O segundo vendeu x + 3 metros a q reais cada metro. Os dados do problema se traduzem por px + q(x + 3) = 35. . Segunda resposta: um dos comerciantes vendeu 15 metros a 4/3 de reais o metro e o outro vendeu 18 metros a 5/6 de real cada metro.5. Temos xy x(x + 5) = 6 e y = x + 5. logo = 6 e da´ ı x¾ − 7x − 30 = 0. a frac ¸ ao 1 1 1 1 x+y ´ . reca´ ımos na equa¾ ˜ x − 20x + 75 = 0. Logo = + = duas torneiras juntas enchem e e da´ ı z z x y xy xy ´ a metade da m´ .50 reais cada metro. O primeiro comerciante vendeu x metros ao prec ¸ o de p reais por metro.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 2 139 ˜ sao ˜ 20 e −6. ´ 5. (x + 3)p = 24 e xq = 12. Substituindo na primeira ˜ equac ¸ ao: 24x 12. uma das torneiras enche o tanque em 20 horas e a outra em 20 + 10 = 30 horas.

√ ˜ m+ x = ˜ os Geometricamente. x ≥ m. que cumpre x ≥ 0 e x ≥ m. A Figura 54 ilustra as possibilidades. logo apenas uma √ ´ maior do que m. Entao ¾ m = 0 tem duas ra´ ızes. com a reta y = x. logo nao ˜ ha ´ soluc ˜ 1o ¸ ao. a equac ¸ ao ¸o √ o ˜ ˜ es: x = 0 e x = 1. a equac ˜ do segundo grau acima 2o ¸ ao ¯ ) m = −1/4. as ra´ ızes x da equac ¸ ao √ x sao ˜ da semi-par´ pontos de intersec ¸ ao abola deitada y = m + x. Assim. logo a equac ˜ x¾ − (2m + 1)x + 3o ¸ ao ¯ ) −1/4 < m < 0. com produto m . Entao tem apenas a√ raiz x = 1/4. ¯ ) m < −1/4. ˜ do segundo grau acima e ´ ∆ = 4m + 1. ambas positivas. 4 ¯ ) m = 0. conforme os valores de m. ˜ ∆ > 0. ambas positivas (pois 2m + 1 > 0 e ¾ ´ negativo). Entao ˜ ∆ = 0. m > 0). O professor comprou x livros e cada um custou 180/x reais. Escrevendo a equac ¸ ao ´ equivalente as ` seguintes condic ˜ es a ao quadrado. x ≥ 0. . neste caso. neste caso. m + x = x tem delas e ´ ˜ uma unica soluc ¸ ao. Entao s = x tem duas soluc ¸o o ¾ ˜ a equac ˜ x −(2m+1)+m¾ = 0 tem duas ra´ 5 ¯ ) m > 0. x ≥ 0. x+3 x ˜ Eliminando os denominadores e simplificando obtemos a equac ¸ao ¾ ˜ 12 e −15. ambas maiores do √que m (pois m e ˜ m + x = x tem duas soluc ˜ es.140 Temas e Problemas √ ˜ dada sob a forma x = x − m e elevando8. bissetriz do primeiro e terceiro quadrantes. vemos que ela e ¸o ˆ simultaneas: x¾ − (2m + 1)x + m¾ = 0. Entao ¸ ao ızes ¾ distintas. Segundo o enunciado. O discriminante da equac ¸ ao Vamos separar os valores poss´ ıveis de m em cinco casos: ˜ ∆ < 0. tem-se 180 180 = − 3. logo. logo a ˜ m + x = x tem neste caso uma unica ´ ˜ equac ¸ ao soluc ¸ ao. Logo o professor x + 3x − 180 = 0. cujas ra´ ızes sao comprou 12 livros a 15 reais cada um. 9.

˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 2 141 Y y=x y = m+ x Y y=x y = m+ x X -1 4 1 -1 4 1 4 4 X (a) m < .¼ (b) m = .¼ < m < 0 Y y=x y = m+ x X (e) m > 0 Figura 54 .¼ Y y=x y = m+ x Y y=x y= x 1 X -1 X 1 (d) m = 0 4 (c) .

g v v ou v¾ gt¾ 2v (gt + v)x + = 0. 2x/g = t − x/v (∗) Elevando (∗) ao quadrado. O numero de diagonais de um pol´ ıgono convexo de n lados e ˜ igual a n(n − 3)/2. Com efeito. cuja unica raiz positiva e o pol´ ıgono tem 30 lados. Como 3 nao ¸ao passou a ser 342/(x − 3) reais. os 6 que pagaram contribu´ iram com 342/6 = 57 = 38 + 19 reais cada um. Eram portanto 9 amigos. ´ ´ a que corresMas a unica raiz adequada para o problema e ´ ponde ao sinal − antes do radical. se tomassemos o ´ absurdo pois x = vt < vt. Segundo o enunciado do problema. ´ 11. tem-se 342/(x − 3) = (342/x) + 19. Igualando-o a 405. no final. raiz positiva n = 18. Seja x a profundidade do poc ¸ o. Resolvendo esta em dois turnos e ˜ encontramos a unica ´ equac ¸ ao. vemos que x e ¸ao ¾ x − 3x − 54 = 0. 12. Portanto n¾ − 3n − 810 = 0. O numero de jogos num campeonato disputado por n clubes ´ n(n − 1). x¾ − g g ˜ do segundo grau. Logo n¾ − n = 306. ´ t = 2x/g 13. Eram x amigos. Logo t = t + t nos da ´ e t= 2x/g + x/v. ˜ ambas positivas. Se todos pagassem. a contribuic ˜ individual ria 342/x reais. pois e ´ claro que (gt + v)¾ = Estas ra´ ızes sao ¾ ¾ ¾ (gt) + 2vgt + v > 2vgt + v = v(v + 2gt). o que e .142 Temas e Problemas ´ ´ 10. sinal + ter´ ıamos x > vt. que deveriam pagar 342/9 = 38 reais cada mas. a cota de cada um se˜ pagaram. Eliminando os denomina´ a raiz positiva da equac ˜ dores e simplificando. O tempo de queda e ` altura do solo e o tempo que leva o som para ir do fundo do poc ¸o a ´ t = x/v. encontramos as ra´ Resolvendo esta equac ¸ ao ızes: x= v gt + v ± g v(v + 2gt) . obtemos a equac ¸ao ´ ´ n = 30. obtemos 2x 2tx x¾ = t¾ − + ¾. logo x = 9.

Esse ´ f(−1/2) = −25/2. o retˆ angulo de base b − x e altura a + x e realidade. ´ ˜ e ´ x = 6. Portanto a velocidade A unica raiz positiva desta equac ¸ao ´ de 6 km por hora. ´ seu valor maximo se a < 0 ou seu valor m´ ınimo se a > 0. 12 + x 12 − x x¾ − 2x − 24 = 0. O novo retangulo tem base b − x e altura a + x. g(x) = 3(2 − x)(5 + x) m´ ınimo e ´ assume seu valor maximo quando x = (1 − 5)/2 = −3/2. de area igual a (5/2) m¾ . o quadrado de lado (a + b)/2. vale (5 − x)/5 = y/4. para todo x com 0 ≤ x ≤ b. maior. ˜ as ra´ ˜ ax¾ +bx+c = 0 entao ˜ a func ˜ 16. Sejam x a altura e y a base do triˆ angulo invertido. Esse valor ´ g(−3/2) = 147/4. fica assim decomposto em 4 triangulos ˆ cuja area e con´ ´ o triangulo ˆ gruentes. e ´ expressa por xy/2 = 2x −(1/5)x¾ . Logo. Se α e β sao ızes da equac ¸ ao ¸ ao ¾ quadr´ atica f(x) = ax + bx + c atinge. Note que. na para este valor de x. ou seja. Logo a func ˜ quadr´ e b. (Fac ¸ a a figura!) Logo y = 4 ´ (5 − x). logo sua area ´ ´ maxima ´ b − x e altura a + x e e quando ele ´ um quadrado. No movimento uniforme. para x = −b/2a = (α + β)/2. em func ¸ ao ´ ´ atingido quando x = 5/2. ¾ ´ ´ 10 m . Seja x a velocidade das aguas do rio em km por hora. Por semelhanc ¸ a. o que da ´ x = (b−a)/2. tem-se tempo = espac ¸ o/velocidade. Portanto ´ m´ f(x) = 2(x − 2)(x + 3) e ınimo para x = (2 − 3)/2 = −1/2. e . ´ . ˜ somando o tempo de ida com o de volta resulta a equac ¸ ao 12 8 + = 2. quando b−x = a+x. O coeficiente de x¾ em f(x) e ¸ ao atica ´ f(x) assume seu valor maximo quando x = (b − a)/2. Segue-se que a area do triˆ angulo invertido. O triˆ Seu valor maximo e angulo maior. 15. O remador levou 40 minutos para ir e do rio e 1 hora e 20 minutos para voltar. Outro modo de resolver este problema consiste em observar ˆ que. As ra´ ˜ f(x) = 0 sao ˜ −a e ızes da equac ¸ ao ´ −1. o per´ ımetro do retangulo de base ´ constante. um dos quais e invertido inscrito.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 2 143 ´ 14. ou seja. logo sua area ´ f(x) = (a + x)(b − x). Analogamente. e ˆ ´ 17. inscrito no 5 ˜ da sua altura.

onde m = −b/2a e k = f(m). E ¾ mais conveniente. ´ ´ atingido no ponto m. ter´ func ¸ ao ıamos a > 0. Logo a func ¸ ao no pon˜ sera ´ to x = m. + ∞ ) → [ m. +∞) → [1. entretanto. A area do paralelogramo e ab ˆ ´ ´ exdo retangulo menos a soma das areas de 4 triˆ angulos. queremos achar x ≥ m tal que (x − m)¾ √ + k = y. com ˜ f(x) = 0 sao ˜ x = 0 e 0 ≤ x ≤ a ≤ b. +∞) e ´ dada por k = f(3) = 1 e ¸ao √a inversa da func ¹½ f (y) = 3 + y − 1. Entao ´ ´ igual a ` area ´ 0 ≤ x ≤ a ≤ b. Para fixar as id´ eias. ou seja. a] portanto o maximo ´ a func ¸ ao de f(x) . +∞). logo seu ´ ´ ´ uma parabola ´ grafico e com a concavidade voltada para cima. a soluc ¸ ao ¹½ ˜ m + y − k. As diagonais do losango s˜ ao x e 8 − x logo a area do mesmo e 1 ´ ´ obtido para x = 4. for m ≤ a e x = m sera ¸ ao ˜ a func ˜ f assume seu valor maximo ´ b > 3a entao ¸ ao no ponto m > a. logo os valores poss´ ıveis desse produto formam o intervalo [−16. Para todo y ≥ k. Se. tem-se m = 3. e x(8 − x)/2 = x 4 − x e seu valor maximo 2 ˜ as duas diagonais ´ um quadrado Entao s˜ ao iguais e o losango e √ cujo lado mede 2 2. Se x e entao produto f(x) = x(x + 8) assume o valor m´ ınimo f(−4) = −16. Como se deseja x ≥ m. e No caso particular em que f(x) = x¾ − 6x + 10. ˜ deve-se ter 21. Deve ser entao ˜ adequada e ´ x = m ± √ y − k. As ra´ ızes da equac ¸ ao ˜ f assume seu valor maximo ´ x = (a + b)/2. onde m = (a + b)/4. ˜ ha ´ valor m´ Nao aximo. +∞) √ ¹½ ´ dada por f (y) = m + y − k.144 Temas e Problemas ´ ´ 18. O enunciado do problema j´ a indica que. Se tivermos b ≤ 3a entao ´ a soluc ˜ do problema. que corta o eixo OX nos pontos de abscissas 0 e (a + b)/2 (esboce-o!). suponhamos a ≤ b. 20. Como seu maximo e ˜ e ´ crescente no intervalo [0. ˜ f : [3. ´ o menor dos dois numeros ´ ˜ x+8e ´ o outro e seu 19. logo x = (x − √ m)¾ = y − k. por´ em. Portanto. se escrevˆ essemos a ¾ ˜ na forma f(x) = ax + bx + c. a func ¸ ao inversa f : [ k. ´ ´ ´ O grafico de f e uma parabola com a concavidade para baixo. que esta ´ a ` direita de a. ˜ x − m = ± y − k. escrever f(x) = (x − m) + k. logo e pressa por f(x) = ab − (a − x)(b − x) − x¾ = x(a + b − 2x).

a) Os numeros x que sao ˜ es da inequac ˜ x ≥ x¾ + 0.278.16x¾ − x = 0 sao ˜ x = 0e 1.3 . para 0 ≤ x ≤ a e (Desenhe o paralelogramo obtido quando x = a. Portanto os numeros procurados sao ˜ 0 ≤ x ≤ 0. ou seja. 1. 2 5 5 ´ ˜ x = 0 e x = 0. cumprem a condic ¸ ao ´ ˜ no maximo. ou seja. logo a soma n˜ ao poderia ser igual a zero. A trabalhou um total de x + 3 horas e B.22(x/2) .961. Se fosse p(m/n)¾ + q(m/n)+ r = 0 ter´ pm¾ + qmn + rn¾ = 0.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 2 145 ´ f(a). logo a soma quer outro inteiro e ¾ ¾ ´ par. Neste caso (b > 3a).22 · x − 4x ≥ 0.) ´ ˜ pelo menos 16% maiores do que seus 22.278. pm¾ e qmn sao ˜ pares. Portanto a ´ x ≤ 0 ou x ≥ 4/1. Se fosse m ´ ımpar e n par. todos os numeros. As ra´ ızes da equac ¸ ao ´ ˜ todos aqueles que x = 0. . O numero de laudas que A digitou por hora foi 120/x enquanto que B digitou 252/(x + 3) laudas em cada hora. o argumento seria an´ alogo: a primeira parcela da soma pm¾ + qmn + rn¾ seria ´ ımpar e as duas outras pares. Entao par com ´ ´ ´´ ¨ ˜ um numero ımpar. Por outro lado r e n sao ˜ ´ pm + qmn e ımpares portanto rn¾ ¾ ¾ ´´ ˜ (pm + qmn) + rn . Contradic ¸ ao. Logo 120(x + 3) 252x + = 354. a resposta e ´ x = a. 22% menores do que o ˜ es da inequac ˜ quadrado de suas metades s˜ ao as soluc ¸o ¸ ao ¾ ¾ ¾ x ≤ (x/2) + 0. e ımpar. ou seja. ´ b) Os numeros x que sao. digamos m par e n ´ ımpar. x x+3 Eliminando os denominadores e simplificando: x¾ − 19x + 60 = 0. ´ 24. O total de laudas digitado por A foi 120(x + 3)/x e.16x¾ ou seja quadrados s˜ ao as soluc ¸o ¸ ao ˜ 1. Logo os numeros ıamos 23. procurados sao x¾ − 1. 252x/(x + 3).16x¾ − x ≤ 0. ´ resposta e ´ exceto os numeros positivos menores do que 3. Como o produto de um inteiro par por qual´ ainda par. o de B. x x x ´ c) Pedem-se os numeros x tais que = + 0. soma de um numero ´ e ımpar. x horas.862.862. Seja m/n racional.04x = 0. Podemos supor m/n irredut´ ıvel.22 = 3. consequentemente = 0.

Ap´ os a ˜ o tonel continha um volume x de agua. Portanto que este e 2x − x¾ = 1/2. Os dados f(1) = 2. restando no tonel um l´ ıquido contendo x − x¾ ´ ˜ se completa acrescentanunidades de agua. ambas as respostas s˜ ao cor´ ´ retas. Resolvendo √ ˜ obtemos esta equac ¸ ao. ´ (Do ponto de vista matematico. isto significa que A trabalhou durante 7 horas. logo s˜ ao retiradas ¾ ´ x unidades de agua. Se tomarmos x = 15. Ao todo. ˜ a segue-se que x = 1 − 2/2 = 0. √ x = 1 ± 2/2. 26. Seja x o volume de agua introduzida no tonel (igual ao volume do l´ ıquido retirado) cada vez. Tomemos o vinho contido inicialmente no tonel como unidade ´ de volume. isto significa que A trabalhou um total de 18 horas. Assim. em cada operac ¸ ao ´ agua colocada no tonel corresponde aproximadamente a 3 d´ ecimos ´ do seu conteudo.) 25. O enunciado o problema diz ´ a metade do total.146 Temas e Problemas Portanto. o volume x do l´ ıquido retirado ˜ cont´ ´ ´ no in´ ıcio da segunda operac ¸ ao em uma parte de agua que e ` agua ´ proporcional a contida no tonel inteiro. A encerrar-se a ac ¸ ao. Ambas as possibilida˜ validas: ´ des sao o problema admite duas respostas.293. a primeira resposta requer habilidade mas e ´ altamente implaus´ poss´ ıvel. ´ primeira operac ¸ ao. digitando 120/15 = 8 laudas por hora enquanto B trabalhou durante 15 horas. Ent˜ ao 0 ≤ x ≤ 1. Seja f(x) = ax¾ + bx + c a func ¸ ao f(2) = 5 e f(3) = 4 significam que a+ b+c = 2 4a + 2b + c = 5 9a + 3b + c = 4 . ˜ procurada. Se tomarmos x = 4. A digitou 144 laudas e B digitou 210. Na pratica. a qual admitiremos que se misturou imediatamente com o vinho formando um l´ ıquido homogˆ eneo. digitando 252/18 = 14 laudas por hora. devemos ter x = 15 ou x = 4. completando 252/7 = 36 laudas por hora. A segunda operac ¸ ao ´ ˜ o tonel cont´ do mais x unidades de agua. Portanto. enquanto a segunda e ıvel. em ´ portanto 2x − x¾ unidades de agua. Como deve ser 0 ≤ x ≤ 1. fazendo 120/4 = 30 laudas por hora e B trabalhou durante 4 horas.

. Como o grafico ˜ de f tangencia o eixo OX. ´ 27. b = 9 e c = −5. logo a func ¸ao procurada ´ f(x) = a(x − 2)¾ . logo f(x) = −2x¾ + 9x − 5.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 2 147 Resolvendo este sistema. encontramos a = −2. A venda di´ aria passar´ a a ser 100 − 5x quilos e a receita ser´ a de (100 − 5x)(12 + x) = −5x¾ + 40x + 1200 reais. De f(1) = f(3) resulta que m = (3 + 1)/2 = 2. Portanto. o prec ¸ o que dara receita ao restaurante ser´ a de 12 + 4 = 16 reais o quilo. A informac ˜ f(3) = 2 nos da ´ entao ˜ a = 2 e entao ˜ e ¸ ao ¾ ¾ f(x) = 2(x − 2) = 2x − 8x + 8. Soluc ¸ ao ˜ do problema do restaurante a quilo Se o quilo de comida passar de 12 para 12 + x reais. ´ ˜ ´ atingido quando O maximo dessa func ¸ ao quadr´ atica e ´ a maior x = (−40) ÷ (−10) = 4. o restaurante ´ 10x clientes e deixar´ perdera a de vender 5x quilos de comida. vemos que k = 0.

o crescimento relativo em um per´ ıodo de durac ¸ ao ´ t anos e Ø p(t) − p(0) p(0) × 1. Logo. 8. A cada per´ ıodo de 5 anos.02 − p(0) = = 1.02 e p(t) = p(0) × Ø ˜ 1.24%. da´ ı. ha ½ p(5) = p(0) × a = p(0) × 1. p(0) p(0) Ø ´ ´ da forma f(t) = baØ . pois Este e ˜ em um certo intervatraduz o fato de que o aumento da populac ¸ ao.0824. . Logo. equivalentemente. Como f(1) = 1500. por 1. 3. T − 20 = baØ ou. em 5 anos.02 = 1. ¨ encia. po. O valor de a pode ser calculado a populac ¸ ao ´ um crescimento de 2%. ela e ´ de 0.02 − 1. de durac ¸ ao ¸ ao ´ um modelo adequado para crescimento populacional. Assim. em 20 anos. onde b = p(0) e ´ por uma func ¸ ao ˜ no instante inicial. o crescimento estimado e ´ impl´ ˜ e ´ Esta ıcito no enunciado do problema.0824.02 . ou seja. a = ½ ½¼¼¼ = ¾ . Ou seja. O numero de bact´ erias no instante t e Como f(0) = 1000.148 Temas e Problemas ˜ dos Problemas do Cap´ Soluc ¸ oes ıtulo 3 ˜ da cidade e ´ multiplicada 1. a = 1. e ¸ ao ıcio deste intervalo. Temos usando o fato de que. Assim. o numero de bact´ erias ser´ a f(5) = 1000 · 3 2 ≈ 7594 bact´ erias. ´ 5 horas ap´ os o in´ ıcio do experimento. A lei do resfriamento estabelece que a diferenc ¸ a T − 20 entre as temperaturas da pec ¸ a e do ambiente varia. ao longo do tem˜ que e ´ proporcional ao seu valor. a populac ¸ ao ´ multiplicada por 1. 2. f(t) = 1000 · ¾ . Portanto. ´ proporcional a ` populac ˜ no in´ lo de tempo.02. temos ¼¼ ¿ ¿ Ø 1500 = 1000 · a½ e. temos b = 1000. a populac ˜ p(t) no instante t e ´ expressa Em consequˆ ¸ ao ˜ do tipo exponencial p(t) = baØ .02. com uma taxa de variac ¸ ao ´ dada por uma func ˜ do tipo expoIsto significa que T − 20 e ¸ ao nencial do tempo. Logo. que a populac ¸ ao multiplicada por uma constante em qualquer intervalo de tempo ˜ fixa (nao ˜ necessariamente com a durac ˜ de 5 anos).

˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 3 149 T = 20 + baØ . ½ ½ a = ¾ ¼¼ .7. ´ dada por T = Ou seja. O grafico da temperatura ao longo do tempo esta ¼ T 120 80 20 t Figura 55 ´ dada por m(t) = m¼ · aØ .6 ½¼ = 20 + 100 × 0.6 ≈ 24. usamos as temperaturas observadas nos instantes t = 0 e t = 10 (estamos escolhendo medir o tempo em minutos). a temperatura T ao longo do tempo e Ø ½¼ 20 + 100 · 0. a = ¾ e. a massa de material radioativo que resta ap´ os ´ 10000 anos e m(10000) = m¼ · a½¼¼¼¼ = m¼ · 1 2 ½¼¼¼¼ ¼¼ = m¼ · 0. Como a meia-vida e ´ 5500 anos. A massa de mat´ eria radioativa e ´ a massa no instante inicial. . onde 4.6 e. de onde obtemos a½¼ = ½¼¼ ı.6 ½¼ . da´ 20 + 100a½¼ = 80. Ap´ os 1 hora (ou seja. para t = 60 minutos). portanto. ´ ´ na Figura 55.6 . Para calcular a e b. Logo. de onde obtemos b = 100 e ¼ = 0. a = ½ 0. Temos 20 + ba¼ = 120.284. a ´ temperatura sera T (60) = 20 + 100 × 0. m¼ e ½ ½ ¼¼ ¼¼ temos m(5500) = m¼ · a = m¼ · ¾ . Assim.

Assim. ou seja. por exemplo.8 · ½ ½ Para encontrar o instante da morte.8m¼ e.5. 20 + 14.8 = log 0.1. temos T = 20 + 14. o que nos fornece b = 14. T − 20 = b · aØ . temos 20 + b · a¼ = 34. Assim. tem-se t= −0.8 Ø Ø 14. 5.10873 = −0.150 Temas e Problemas Logo. t = log ¼ . ou seja.5 = 20 + ½ Ø . Usando.24. logaritmos na base 10. seguida.30103 = 3.8 = m¼ · ½ vendo a equac ¸ ao ¾ . Como m(1) = 0. devemos resolver 36. A massa no instante t e ½ ´ o tempo temos m¼ · a = 0. portanto. Temos 14. a diferenc ¸ a T − 20 entre a tem´ dada por uma peratura do corpo e a temperatura do ambiente e ˜ do tipo exponencial.8 ½ ½ 16. A meia-vida e ´ ` metade. Adotando t = 0 como o instante em que a temperatura do corpo foi tomada pela primeira vez e medindo o tempo em horas.5 = t log 14.1.5 e.8. ´ m(t) = m¼ · aØ . Assim.8 = 0.8m¼ . devemos determinar t de modo que T = 36.8 · a½ = 34. O sinal negativo indica que o instante em que a temperatura ´ anterior ao momento da primeira medic ˜ do corpo era de 36.1 14. restam 28. Segundo a lei de resfriamento.04845t. de onde obtemos t = −2. temos T (0) = 34.1 14. E obtida. .8.5◦ e ¸ ao.4% do material radioativo original. 0. de onde tiramos a = ½ ½ ½ Ø.8 14. da´ ı. −0. resolem que a massa se reduz a Ø Ø ˜ m¼ · 0.5 = 14. temos 0.8 e T (1) = 34. portanto. Portanto. a = 0. log ¼ t log 0.5 = 14.8 14.1 log 16.8.8 × 16.8 Empregando logaritmos na base e.5.09691 6. T = func ¸ ao 20 + b · aØ .10628 anos. Em ½ . Ou seja.

t = 10. 2 ´ . ou seja.1 (com de proporcionalidade (logo o valor de k) e ˜ da quantidade de o tempo medido em meses). esta e ¸ ao ´ conveniente expressar esta func ˜ na forma q(t) = q¼ · e Ø . 8. de evaporac ¸ ao existente e e portanto. devemos resolver a equac ¸ao 1 q¼ · e¹¼ ½Ø = q¼ · .09861. assim. No problema 4. Se a radioatividade da ´ dada por m(t) = m¼ · ½ do tempo e ¾ ´ 0. ´ 7. con` do instante tinuasse a se evaporar a uma taxa constante e igual a ´ inicial. Logo. . A lei de variac ¸ ao ¹¼ ½Ø ´ ´ . No entanto. estabelecemos que a massa de C½ ao longo Ø ¼¼ . cial.145.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 3 151 Assim. decrescente ao longo do tempo. o que indica ´ que a quantidade de agua se reduz a 1/3 de seu valor em aproximadamente 11 meses. 3 Temos −0. E antes de mais nada. para a morte e ´ necessario. q(t) = q¼ · e agua e . se a agua ´ refere a anea de evaporac ¸ ao. o horario ´ horas e 14 minutos antes das 23:30. 10% da agua se evapore. a morte ocorreu aproximadamente 2. Isto e estimado ´ 21:16. interpretar corretamente ˜ es fornecidas. 10% da agua se evaporaria em um mˆ es.9861. ˜ e ´ proporcional a ` quantidade de Como a taxa de evaporac ¸ ao ´ ´ dada por uma func ˜ do tipo exponenagua no reservat´ orio. temos que o tempo t decorrido entre a e material estava vivo e os dias de hoje satisfaz m¼ · 1 2 Ø ¼¼ = m¼ · 0.24 horas. a taxa ˜ e ´ proporcional a ` quantidade de agua ´ ´. O valor dado se ` taxa instantˆ ˜ Ou seja.1t = log ½ ¿ = −1. A taxa de 10% ao mˆ ˜ implica em as informac ¸o es nao ´ que. ´ ` 1/3 Para achar o tempo necess´ ario para que a agua se reduza a ˜ de sua quantidade inicial. E ¸ ao ´ a quantidade inicial de agua ´ ´ a onde q¼ e no reservat´ orio e k e ˜ e a constante de proporcionalidade entre a taxa de evaporac ¸ao ´ ´ que esta constante quantidade de agua. O dado do problema e ´ igual a 10% = 0. ao longo de um mˆ es.45 da observada em uma amostra viva do mesmo amostra hoje e ´ poca em que o material.

Ø log ½ = log 0. . Neste caso. onde B = 10 e A = 10 . t ≈ 15322.25 hora 20 mg (note a unidade apropriada para k). f(x) = 10 Ü· = 10 · (10 )Ü = B · AÜ . Isto ocorre se e s´ (x.25t = log 0. para cada valor de x. Logo.152 Temas e Problemas Ø ¼¼ = 0. A lei de variac ¸ ao ´ a quantidade inicial da droga (20 forma q(t) = q¼ · e¹ Ø . o gr´ afico sera ˜ sobre uma reta.5 −0.772 ≈ 2 horas e 46 minutos. o par (x.25 10. Logo. Logo.145. k= 5 mg/hora = 0. Assim q(t) = 20 · e¹¼ ¾ Ø . resolvemos a equac ¸ao 1 20 · e¹¼ ¾ Ø = 20 · 2 Temos: e¹¼ ¾ Ø = 0. ½ ¾ ¼¼ ¾ Utilizando logaritmos na base e: t · (−0. log½¼ f(x)) no plano ´ uma reta se e somente se os pontos cartesiano.5 log 0. Empregar uma escala logar´ ıtmica para o eixo Y equivale a representar. ou seja. ˜ da quantidade de droga pode ser expressa na 9. as pinturas foram feitas aproximadamente 15000 anos atr´ as.93102 5500 Portanto. t= log 0.145. ˜ Para calcular a meia-vida t. log½¼ f(x)) estao o se existem constantes a e b tais que log½¼ f(x) = ax + b.69315) = −1.5 = 2. ou seja. onde q¼ e ´ a razao ˜ entre a taxa de eliminac ˜ e a quantidade de mg) e k e ¸ ao droga.

gerida uma nova quantidade igual a q. Na soluc ¸ ao omeno ˜ ∆t. Logo. a taxa instantˆ anea de variac ¸ ao Ú. log½¼ y = Ü √ ½ Ü·½ ½ x + 1. para x = 4. Ao longo do pr´ Ø ¿Õ ½ a quantidade de droga decai segundo a lei q(t) = ¾ · ¾ . Logo log½¼ 10 = 1 = a · 0 + b log½¼ 1000 = 3 = a · 4 + b Resolvendo o sistema. ¾ ˜ do problema 1. ∆t V + v∆t ˜ obtida tomando o limite Portanto. e ´ entao. a) No instante 0. Logo. temos y = 1000. onde t ´ o tempo decorrido a partir do instante h. −v∆t . ao discretizar o fenˆ 11. Entre estes instantes a quantidade gestao ` metade de seu valor segundo uma func ˜ do tipo de droga decai a ¸ ao exponencial.5 m /hora. ´ igual a −c(t) · Î quando ∆t → 0 da express˜ ao acima e ´ no problema 6. Como V = 100 m¿ e c(0) = 1000 g.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 3 153 Na parte b). vimos que. a quantidade se reduz a q/2. Logo. droga para Õ oximo per´ ıodo de durac ¸ ao ¾ + q = ¾ . Imediatamen12. Para x = 0. elevando a quantidade de ¿Õ ˜ h. vimos que a taxa de variac ˜ da quantidade Ja ¸ao Ú c (0) = ´ igual a -105 g/hora. a quantidade de e ¾ ½ ´ ¿Õ droga existente no instante ¿¾ = h + ¾ e · = ¿Õ ¾ ¾ ¾ (2). temos y = 10 e. temos − ½¼¼ ½¼¼ ×½¼ ¿ e. ˜ inte antes do instante h. y = 10 ¾ = 10 · 10 . onde os valores de a e b podem ser encontrados com o aux´ ılio de dois pontos do gr´ afico. V + v∆t c(t + ∆t) − c(t) v = −c(t) · . obtemos: segundo intervalos de durac ¸ ao c(t + ∆t) − c(t) = c(t) · Logo. ou seja. encontramos b = 1 e a = ½ ¾ . ´ ingerida uma quantidade q. . portanto. − Î de cloro no instante inicial e Ú · 1000 = −105 −105. b) Basta analisar o que ocorre imediatamente depois da in˜ de cada dose da droga. temos log½ 0y = ax + b. E. v = ½¼¼¼ = 10.

por induc ˜ que E ¸ ao. ´ simples provar. O valor limite. Assim: q(1) = q · q(2) = etc. 2q q h 2h 3h 4h 5h Figura 56 . no organismo logo ap´ os sua injec ¸ ao ´ O grafico da Figura 56 mostra o comportamento da quantidade de droga ao longo do tempo. da quantidade q(n) de droga ˜ e ´ .154 Temas e Problemas Seja q(n) a quantidade de droga imediatamente ap´ os o instante nh. Temos q(0) = q e q(n + 1) = q(n) · ½ + q . quando n → ∞. entre os instantes nh e (n + 1)h a quantidade de ` metade. 1 1 + Ò¹½ + · · · + 1 q(n) = q Ò 2 2 1 +q 2 1 1 1 1 · +q=q· +q· +q q· 2 2 4 2 Ò·½ 1− ½ ¾ = q· = 2q 1 − 1− ½ ¾ 1 2 Ò·½ . para todo q ¾ (observe que. mas e ´ acrescida de uma nova dose igual droga se reduz a a q). portanto igual a 2q.

˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 4

155

˜ dos Problemas do Cap´ Soluc ¸ oes ıtulo 4
Problema 1

h
10 14

A

B
Figura 57

x

´ ˜ ao plano horizonSeja h a altura do P˜ ao de Ac ¸ ucar em relac ¸ ao ˜ e seja x a distˆ tal de medic ¸ ao ancia de B ao p´ e da altura (Figura 57). ˆ ˆ Nos dois triangulos retangulos formados no plano vertical temos: h = tg 14◦ = 0,2493 x h = tg 10◦ = 0,1763 650 + x Resolvido este sistema, obtemos h = 391,4. Problema 2 Aplicando a lei dos senos no triˆ angulo ABP (Figura 58) temos: 1 x = ◦ sen 9 sen 52◦ donde x= 0,7880 = 5,04. 0,1564

Problema 3 ´ facil ´ calcular os seguintes angulos ˆ E (Figura 59): AXB = 18◦ e AYB = 6◦

Aplicando a lei dos senos no triˆ angulo XAB temos: XA 1 = , ◦ sen 46 sen 18◦

156

Temas e Problemas

P
9

x

A
119

1
52

B
Figura 58

Y

6

X
18

62 54 46

74

A

B
Figura 59

˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 4

157

o que fornece XA = 1,328. Sendo ABY = 120◦, novamente a lei dos senos fornece: YA 1 = , ◦ sen 120 sen 6◦ ´ YA = 8,285. No triangulo ˆ o que da AXY usamos agora a lei dos cossenos: XY ¾ = XA¾ + YA¾ − 2 · XA · YA · cos(XAY ) ´ e os calculos indicam XY = 7,48. Problema 4
plano horizontal

h
horizonte

R α O

R

Figura 60

ˆ Observando a Figura 60, vemos que o angulo α entre a horizontal e a linha de visada ao horizonte, aparece tamb´ em no centro da Terra. Da´ ı, R cos α = h+R e, portanto, h cos α . R= 1 − cos α Para h = 0,703 km e α = 0,85◦ encontra-se R = 6633 km. ´ de cerca de 6 370 km. O resultado O raio m´ edio da Terra e ´ bastante razoavel. ´ encontrado e

6 .1 8 ⇒ θ = 68. 40 250 km.86◦ . pela lei dos senos.158 Temas e Problemas Problema 5 A O S Figura 61 360◦ ˜ o comprimento da circunferˆ entao encia da Terra 50 ´ 50 vezes o comprimento do arco SA. tem-se ◦ θ = 56. Da´ ı.835 e como θ e agudo. 9k 8k = sen 110◦ sen θ ´ um angulo ˆ Encontramos sen θ = 0. um resultado muito bom. ou seja 250 000 est´ e adios ou 40250 = 6409 km. ◦ sen 110 sen 1. R = 2π Se α = Problema 6 ˜ proporcionais respectiva1) Os comprimentos de AC e BC sao mente a 8 e 9 (Figura 62). 50 BC = ⇒ BC = 1448 m. ACB = 1. 8.14◦ = ◦ sen 110 sen θ Logo. 2) Veja a Figura 63. Da´ ı.86◦ .

8◦ ou θ = 180◦ − 84.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 4 159 r A 110 8k C 9k θ B Figura 62 A 110 8k C 50 8. isto fornece θ = 84.8◦ = 95. Por que ha ´ duas respostas? ˜ Os v´ ˆ Imagine a seguinte situac ¸ ao. entao ˜ os lados Como a velocidade de A e ˆ ˜ respectivamente proporcionais a 1 e 1.99593.15 ⇒ sen θ = 0. 1 1. ertices A e B do triangulo ABC ˜ fixos e a raz˜ ´ constante (Figura 65).1k θ B Figura 63 Problema 7 ´ 15% maior que a de B. .2◦ . = ◦ sen 60 sen θ Mas. sao ao entre os lados CA e CB e ˜ es o lugar geom´ ´ Vamos mostrar que nestas condic ¸o etrico de C e uma circunferˆ encia. Da´ ı.15 BC e AC do triangulo sao (Figura 64).

CA CB B ´ o lugar geom e ´ trico do ve ´ rtice C ? = r. constante. tais que MA NA = = r. Qual e ˜ r.160 Temas e Problemas A 60 1. um interior ao segmento AB e outro exterior. entao externo C do NB CB ˆ triangulo ABC (Figura 66). NA CA ˜ CN e ´ bissetriz do angulo ˆ Como = . Como . entao interno C do MB CB ˆ triangulo ABC (recorde o teorema das bissetrizes e sua rec´ ıproca). MB NB CA MA ˜ CM e ´ bissetriz do angulo ˆ = .15k C k θ B Figura 64 C A Figura 65. Isto Dividamos o segmento AB harmonicamente na razao significa encontrar os pontos M e N da reta AB.

entao ¸ ao ¸ ao . de Apolˆ onio do segmento AB e nessa razao. Logo. os pontos M e N sao MCN e ´ sobre a circunferˆ esta encia de diˆ ametro MN (Figura 67). ˜ a soluc ˜ e ´ a intersec ˜ dessas duas figuras.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 4 161 C α β α β A M B Figura 66 N ˜ fixos e o angulo ˆ ´ reto. Voltemos entao CA ˜ fixos e ˜ C esta ´ na circunferˆ Se A e B sao = 1. C Ora. C A M B N Figura 67 Este lugar geom´ etrico chama-se “circunferˆ encia de Apolˆ onio” ˜ r. do segmento AB na razao ˜ ao problema.15 entao encia CB ˜ Como C esta ´ na reta r.

ˆ 2. os lados AC e BC s˜ ao respectivamente proporcionais a 9 e v.2◦ . v ≥ 6. nao ˜ ha ´ soluc ˜ mediatriz de AB com r. pela lei dos senos.8◦ e ABC = 95. v Da´ ı. (Figura 68). Os angulos calculados foram ABC = 84. Note que a menor ˆ ´ reto. velocidade de B ocorre quando o angulo ABX e . Se as velocidades forem iguais ent˜ ao os corredores percorrer˜ ao ˆ ´ agudo entao ˜ Ce ´ a intersec ˜ da distancias iguais. ha ıveis para o encontro: ˆ C ou C . ou seja.89m/s.162 Temas e Problemas ´ dois pontos poss´ No nosso problema. v ≥ g · sen 50◦ . 9 v = sen α sen 50◦ donde sen α = 9 · sen 50◦ ≤ 1. Da´ ı. Se α = BAC e ¸ ao ´ reto ou obtuso. r A C C’ B Figura 68 Problemas suplementares 1. Se α e ¸ ao. No triangulo ABC.

2◦ . ˆ 4. sen α sen 27◦ ˜ α = 63.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 4 163 r A α C x α B Figura 69 3. Veja a Figura 71. PA 660 = ⇒ PA = 1231. Veja a Figura 70. Como os angulos PAB e PBA foram medidos. 8 · cos 27◦ . ´ calcular a mesma altura utilizando o triˆ O leitor podera angulo PBC para verificar a exatid˜ ao das medidas. Aplicando a lei dos senos.9 sen 31.6 .6 · tg 29. consequentemente. Pela lei dos cossenos. ◦ encontramos APB = 31. 1.8 0.6 ◦ sen 77.7◦ = 702.2¾ + 1.897.911 = ⇒ sen α = 0. 2 · 1. ¨ Temos entao β = 89. PQ¾ = 1.8¾ − 2 · 1.5 m. . donde PQ = 911 m.6◦ h = PA · tg(CAP) = 1231.8◦ e.

8 1.164 Temas e Problemas Q β x P α 1.2 y 27° C Figura 70 C h P B A 660m Figura 71 .

o bloco ficar´ de divis˜ ao planos paralelos as a dividido em abc ´ entao ˜ cubinhos justapostos. z) = x · V (1. y. z · 1) = = xyz · V (1. z) o volume do bloco retangular cujas arestas medem x. V (cx. z) = xy · V (1. o ´ formado por n blocos justapostos iguais ao inicial. Quando multiplicamos apenas uma dimens˜ ao do bloco por um ´ numero natural n. Portanto. para todo numero real positivo c. y. 1. z) = V (x. d b d d 2. z) = xy · V (1. Pelo teorema fundamental da proporcionalidade ´ tem-se. z) = = x · V (1. Seja V (x. cy. b e c segmentos iguais a e trac d ` faces. novo bloco e ´ proporcional a Isto mostra que o volume do bloco retangular e qualquer uma de suas dimens˜ oes. y · 1. ˜ significa que: 3. y. z). y. ou seja. 1. Esta definic ¸ ao a) Para todo poliedro retangular P contido em S.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 5 165 ˜ dos Problemas do Cap´ Soluc ¸ oes ıtulo 5 1 1. y. O volume do bloco sera 1 a b c V = abc · ¿ = · · . z) = V (x · 1. d d d 1 ¸ ando pelos pontos mente em a. v(P) ≤ V . o volume fica multiplicado por n. z) = V (x. cz) = c · V (x. y e z. . y. y. 1. Divida o cubo unit´ ario em d¿ cubinhos de aresta · O volume d 1 ´ ¿· de cada um e d c a b e respectivaDividindo as arestas de comprimentos . V (x. 1) = xyz · 1 = xyz.

ABC) sao . 7. A razao ¸ a entre o brigadeiro grande e o pequeno e R ˜ entre os volumes e ´ k¿ = 2¿ = 8. tal que r < v(Q) ≤ V . ˜ de semelhanc ´ 4. k= 15 3 ´ proporcional ao volume. k¿ = ˜ e · Temos entao: 27 8 120 = ⇒ M = 405g. ˜ congruentes e as alV½ = V¿ pois as bases A B C e ABC sao ˆ ˆ turas (distancia de A ao plano A B C e distancia de B ao plano ˜ iguais. um bloco retangular B. ˆ ´ Sobre o plano horizontal construa um retangulo de area A e. Conclu´ ˜ area. Seja P um prisma cuja base est´ a sobre um plano horizontal H. com altura h e tendo este ˆ retangulo como base. por construc ¸ ao. o prisma ficou dividido nos tetraedros: A B C A. ACC B e ABCC . a raz˜ a massa e ao entre as massas 8 ´ igual a ` razao ˜ dos volumes. ou seja. Ora. k= = 2. congruente a ˜ mesma Como as bases dos dois s´ olidos tˆ em. A razao R/2 ˜ de semelhanc ´ ´ 5. e ıvel encontrar um poliedro retangular Q. em seguida. ´ ˜ as areas ´ ˜ es sao ˜ iguais. contido em S. ´ Sejam A a area da base e h a altura de P (Figura 72). Na Figura 73.166 Temas e Problemas ´ ´ poss´ b) Para todo numero real r < V . ACC B . M 27 6. qualquer plano paralelo a H secciona P segundo um po` sua base e secciona B segundo um retˆ l´ ıgono congruente a angulo ` sua base. entao das duas sec ¸o ımos entao pelo Princ´ ıpio de Cavalieri que v(P) = v(B) = Ah. A razao ¸ a entre a estatua pequena e a grande e 2 10 = · Supondo naturalmente que os objetos sejam macic ¸ os. Logo.

Considere o prisma triangular do exerc´ ıcio anterior. seu volume e ˆ O volume da piramide ABCB que tem a mesma base do prisma 1 e a mesma altura do prisma tem volume do volume do prisma. V½ = V¾ = V¿ . 3 . Sendo S a ´ ´ Sh.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 5 167 P B h A1 A2 A A H Figura 72. area do triˆ angulo ABC e h a altura do prisma. (distancia de B ao plano ACC A ) e Logo. 8. 3 1 ou seja. Sh. A1 = A = A2 A’ B’ C’ B’ C’ B’ A A C A B C V 1 V2 Figura 73 V3 ˜ congruentes e a altura V½ = V¾ pois as bases AA C e ACC sao ˆ ´ a mesma.

168 Temas e Problemas ˆ Uma piramide qualquer pode ser dividida em pirˆ amides triangulares de mesma altura da pirˆ amide dada. 3 3 3 3 ˜ paralela a ` base e ´ congruen9. . Dividindo a ˆ ´ base em triangulos de areas S½ . Sendo h a altura e R o raio da base. Um plano paralelo a H distando h − x de H corta os dois s´ olidos produ˜ es de areas ´ ˜ e ´ semelhante a ` respectizindo sec ¸o S½ e S¾ . Consˆ ´ trua no plano H um triangulo de area S = πR¾ e em seguida. qualquer sec ¸ ao te com a base. conclu´ ımos que o volume de qualquer ci´ o produto da area ´ lindro e da base pela altura. o volume ser´ a πR¾ h. uma ˆ piramide de altura h com base neste triˆ angulo (Figura 75). Considere a base do cone sobre um plano horizontal H. como mostra a Figura 74. Usando o mesmo argumento do exerc´ ıcio 6 e o Princ´ ıpio de Cavalieri. Cada sec ¸ ao ˜ e a base e ´ x/h. va base e a raz˜ ao de semelhanc ¸ a entre a sec ¸ ao . SÒ com S½ + · · · + SÒ = S. V= 1 1 1 1 S½ h + S¾ j + · · · + SÒ h = Sh. 10. Basta dividir a base ˆ da pirˆ amide em triangulos. . s1 s2 Figura 74 s3 ´ Seja S a area da base da pirˆ amide e h sua altura. . temos para o volume da pirˆ amide qualquer. . Em um cilindro.

o cone e a pirˆ amide ´ entao ˜ a terc tˆ em mesmo volume. ou seja.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 5 169 x h S2 S1 S S H Figura 75 ˜ entre as areas ´ ´ igual ao Como a razao de figuras semelhantes e quadrado da raz˜ ao de semelhanc ¸ a temos: S½ = S x h ¾ = S¾ S e portanto S½ = S¾ . semelhante ao primeiro. Pelo Princ´ ıpio de Cavalieri. ´ a diferenc O volume do tronco de cone e ¸ a entre os volumes desses dois cones. Considere um cone de raio R e altura x (Figura 76). Um plano ` base formou um cone menor. Seja h a distˆ ancia entre os dois planos paralelos. O volume do cone e ¸ a parte do ´ produto da area da base pela altura. V = 1 ¾ 1 πR x − πr¾ y 3 3 π ¾ = [R (h + y) − r¾ y] 3 π ¾ = (R h + R¾ y − r¾ y) 3 π ¾ = [R h + y(R¾ − r¾ )] 3 . paralelo a com raio r e altura y. 11.

4¾ + 3.4 · 1. Logo.4) = 3 π · 3.6 4. ou seja.7 ∼ = 4. y = .6 ∼ 48 cm¿ (2.7) = V¾ = 3 ˜ e ´ e a razao 205.4¾ + 1. Os copos comuns de plastico que tenho em maos seguintes dimens˜ oes em cm: 2R 6.7 cm¿ V½ = (3.8 3.3 · 2. 48 . = 3 ´ ˜ possuem as 12.0 3.7¾ + 2.4 h 8.3.8 2r 4.6 ˜ Os volumes sao: π−8 ∼ 205.3¾ + 2.170 Temas e Problemas y x h r R Figura 76 mas. x y h R−r V = π ¾ rh R h+ (R¾ − r¾ ) 3 R−r π = [R¾ h + rh(R + r)] 3 πh ¾ [R + r¾ + Rr]. r R−r rh R = = .

Cada casa de canto possui 3 casas adjacentes. a terceira. O pri˜ meiro elemento pode responder de dois modos: sim ou nao. Para formar um subconjunto vocˆ e deve perguntar a cada elemento do conjunto se ele deseja participar do subconjunto. de 4. ´ 5 × 4 × 3 = 60. havera ¸o ¸o . A da segunda. A resposta e 2. a segunda. de 8 modos. de 3.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 6 171 ˜ dos Problemas do Cap´ Soluc ¸ oes ıtulo 6 Sec ¸ ao ˜ 1 1. ´ 5½¼ . ´ 10 × 8 × 6 × 4 × 2 × 5 × 4 × 3 × 2 × 1 = 460 800. A resposta e 3. de 4 e de 2 modos. A primeira pessoa pode escolher sua cadeira de 5 modos. Vamos contar separadamente os casos que ocorrem conforme o rei negro ocupe uma casa de canto. A resposta e ˜ de 10 modos. de 2. lateral ou central. etc. de 5 modos. As outras. de dois modos. Haver´ a portanto 4 × 60 = 240 modos de dispor os reis. 24 ˜ v´ casas laterais que n˜ ao sao ertices e 36 casas centrais. de 4. ´ 2Ò . O segundo elemento. Os demais. etc. Se o rei negro ocupar uma casa lateral que n˜ ao seja de canto. A 4. A resposta e 5. ´ 24 posic ˜ es para o rei negro e 58 posic ˜ es para o rei branco. de 6. haver´ a 4 posic ¸o ˜ es para o rei branco. tamb´ em de 5 modos. de 3. O primeiro homem. A resposta da primeira quest˜ ao pode ser marcada de 5 modos diferentes. de 1. A primeira mulher pode escolher sua posic ¸ ao segunda. O tabuleiro de 64 casas possui 4 casas de canto (v´ ertices). pois das 64 casas para o rei negro e 60 posic ¸o ˜ do tabuleiro 1 estar´ a ocupada e as 3 a ela adjacentes n˜ ao poderao ser ocupadas pelo rei branco. cada lateral possui 5 casas adjacentes e cada central possui 8 casas adjacentes. ˜ es Se o rei negro ocupar uma casa de canto.

de 7 modos. A resposta e ˜ vocˆ 8. ´ uma torre em cada linha. Se os reis fossem iguais. haver´ a 36 posic ¸o ˜ es para o rei branco. o primeiro elemento de A poder´ Se a func ¸ ao a fazer ´ fazer sua sua escolha de 7 modos. etc. de 47 modos. O primeiro elemento de A pode fazer sua escolha de 7 modos. Haver´ centes nao a portanto 24 × 58 = 1 392 modos de dispor os reis. e deve perguntar a cada elemento de A quem ele deseja flechar em B. ela poder´ a ser selecionada de 12 modos e a segunda. fazer sua escolha de 7 modos etc. a segunda poder´ a ser selecionada de 48 modos. Para construir uma func ¸ ao. 1 806. a resposta e 3 612. ˜ pode ficar na mesma coluna da anterior. ˜ es Se o rei negro ocupar uma casa central. A resposta pois nao ´ 8 × 7 × 6 × 5 × 4 × 3 × 2 × 1 = 40 320. Havera pode ser colocada de 8 modos. A resposta e ˜ for injetiva. pois das 64 casas para o rei negro e 55 posic ¸o ˜ do tabuleiro 1 estar´ a ocupada e as 8 a ela adjacentes n˜ ao poderao ser ocupadas pelo rei branco. e Se a primeira carta for o rei de copas. ´ 1 × 48 + 12 × 47 = 612. Se a primeira carta for de copas sem ser o rei. posta e 7. e ˜ diferentes.172 Temas e Problemas pois das 64 casas do tabuleiro 1 estar´ a ocupada e as 5 a ela adja˜ poderao ˜ ser ocupadas pelo rei branco. Vamos contar separadamente os casos em que a carta de copas ´ um rei e em que a carta de copas nao ˜ e ´ um rei. A res´ 64 × 49 × 36 × 25 × 16 × 9 × 4 × 1 = 1 625 702 400. Portanto. H´ a 8 × 8 = 64 modos de colocar a torre da primeira linha. o segundo elemento de A pode ´ 7 × 7 × 7 × 7 = 2 401. h´ a 7 × 7 = 49 modos de colocar a torre da segunda linha etc. o segundo elemento de A podera . A torre da primeira linha 6. Haver´ a portanto 36 × 55 = 1 980 ´ 240 + 1 392 + 1 980 = modos de dispor os reis. a da segunda linha. Analogamente. devemos primeiramente escolher Se as torres sao qual a torre que ficar´ a na primeira linha (8 modos) e depois es´ colher onde coloca-la na primeira linha (8 modos). a resposta seria a metade da resposta anterior.

β ∈ {0. a resposta e ´ 8. Um arm´ sao ario ficar´ a aberto se for mexido um ´ ´ ´ numero ımpar de vezes. pois nos quadrantes 1 e 3. 900. . se e somente se k for quadrado perfeito. 1}. Ha ˜ de 720 em um 30 divisores positivos de 720. . 1. com α ∈ {0. 4. . positivos de k = 2 × 3 × 5 × . . 11. . Pondo cores diferentes ´ 5 × 4 × 3 × 3 = 180 possibilidades. que deve ser divisor de 720. A resposta e 9. 720 × 1. 3. Como 30 decomposic ¸o ˜ es 1 × 720 e o enunciado manda considerar iguais as decomposic ¸o ´ 15. e ´´ que e ımpar se e somente se α. a resposta e b) Analogamente.. etc. ´ ´ Os armarios que ficam abertos s˜ ao os de numeros 1. h´ a 4 modos de escolher a cor do quadrante 2 e h´ a 4 modos de escolher a cor do quadrante 4. 720 × 1. etc. Ha ¸o ˜ es podem ser agrupadas em 7 pares: 1 × 144 outras 14 decomposic ¸o e 144 × 1. . . O armario de numero ke ˜ divisores de k. Lembre-se que o numero de divisores « ¬ ­ ´ igual a (α + 1)(β + 1)(γ + 1) . a) 720 = 2 × 3¾ × 5. 2. fica determinada quando se escolhe x.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 6 173 ˜ podera ´ escolher o mesmo elemento escolha de 6 modos (pois nao ´ 7 × 6 × 5 × 4 = 840. pois h´ a 5 modos de escolher a cor unica para os quadrantes 1 e 3. 1. . A resposta e . . h´ a 3 modos de escolher a cor do ´ 3 modos de escolher a cor do quadrante 4. . 3 × 120. . . 9. quadrante 2 e ha ´ 80 + 180 = 260. 144 = 2 · 3¾ admite 5 × 3 = 15 divisores ´ 15 decomposic ˜ es. Vamos contar separadamente os casos em que os quadrantes 1 e 3 tˆ em cores iguais e cores diferentes. iguais as duas decomposic ¸o ´ ´ ´ mexido pelas pessoas cujos numeros ´ 10. . 2 × 360. ˜ es: 1 × 720. As positivos. etc. portanto. forem todos pars. ha ´ 5 modos de escolher a cor para o quadrante 1. 16. Os divisores positivos de 720 s˜ ao da forma « ¬ ­ ´ 5×3×2 = a ·3 ·5 . h´ ha a 4 modos de escolher a cor do quadrante 3. γ. . uma das quais e ´ 12 × 12. . Uma decomposic ¸ao produto de dois inteiros positivos. 4}. 720 = x · y. Pondo cores iguais nos quadrantes 1 e 3. 2 × 360 e 360 × 2. H´ a. 2 × 72 e 72 × 2. . selecionado pelo primeiro). 2} e γ ∈ {0. Como o enunciado manda considerar ˜ es de cada par. β. temos 5 × 4 × 4 = 80 ´ possibilidades. ou seja.

E melhor fazer todos os numeros menos aqueles em ˜ figura. Note que no caso em que sao ¸o ¸ ao ´ terr´ da letra A figurar na palavra e ıvel.174 Temas e Problemas ˜ permitidas repetic ˜ es. . A resposta e 14. Pode-se tamb´ resposta e em repetir ˜ o racioc´ ınio do caso com repetic ¸ ao: 26 × 25 × 24 × 23 × 22 − 25 × 24 × 23 × 22 × 21 − 1 × 25 × 24 × 23 × 22 = 1 214 400. . . ou ´ ´ duas. ´ 30. Aparece nas centenas 200 vezes. nos numeros 10x. A resposta e ˜ permitidas repetic ˜ es. 20. ˜ do A. nos numeros 10xy e 20xy. a condic ˜ 12. . . A resposta e ˜ pode-se contar diretamente: ha ´ 4 moNo caso sem repetic ¸ ao. Note que como sao ¸o ¸ ao ´ ´ terr´ gurar no numero e ıvel. Para formar uma colec ¸ ao. a condic ˜ do 5 fi16. pois ele pode figurar uma s´ o vez. . os demais podem se colocar nos lugares restantes de 3 × 2 × 1 = 6 modos. 2200. e deve decidir quantas “Veja” ˜ parte da colec ˜ etc. ´ 26¿ × 10 = 175 760 000. 24 para a segunda casa restante. ´ 222 + 220 + 200 = 642. O 0 aparece nas unidades 222 vezes. etc. Ha cada algarismo. A resposta e ´ 15. . pois ela pode figurar uma ´ melhor contar todas as palavras s´ o vez. . nos numeros 10. farao ¸ ao.. Os 4 que preferem sentar de frente podem fazˆ e-lo de 5 × 4 × 3 × 2 = 120 modos. ou duas. ´ 20x. 220x. etc . Por isso e do alfabeto e diminuir as que n˜ ao tˆ em A e as que comec ¸ am por A.. . A resposta e ˜ vocˆ 17. 25 modos de escolher a letra da dos de escolher a posic ¸ ao primeira casa restante. ´ 26 modos de escolher cada letra e 10 modos de escolher 13. que o 5 nao ´ 9 × 10 × 10 × 10 − 8 × 9 × 9 × 9 = 3 168. os que preferem sentar de costas podem fazˆ e-lo de 5 × 4 × 3 = 60 modos. . A ´ 4 × 25 × 24 × 23 × 22 = 1 214 400. Aparece nas dezenas 220 vezes. ´ 120 × 60 × 6 = 43 200. . etc. ´ 26 − 25 − 26 = 1 658 775.

Ha Escolhidos os dias. O numero de colec ¸o e ´ 3 modos de escolher os dias de Matematica. A de “Isto E”. 00. pois os cart˜ oes que virados de cabec ¸ a para baixo ´ ˜ os formados apenas com continuam representando numeros sao 0. pois os cart˜ oes que virados de cabec ¸ a para bai´ xo continuam representando o mesmo numero devem ter nas casas extremas um dos pares 11. ´ ˜ es e ´ 6 × 7 × 5 = 210. a ´ ´ Qu´ ımica s´ o pode ser posta no horario de um unico modo – nos tempos restantes. Se ha ´ cart˜ oes de cada um desses tipos. Finalmente. pode ser posta de 2 modos. z + y e x + y + z: x + y + . E facil 2 z + y = 5 . y = 5 × 5 × 3. 69 ou 96. 1. y e z baixo passam a representar numeros diferentes. Nas segunda . 4. 6. senao ımica ficaria com as aulas no mesmo dia). respectivamente. O numero de colec ¸o ´ ˜ es nao-vazias ˜ ´ 209. O casal Jo˜ ao-Maria foi considerado diferente do casal Maria˜ ´ Joao. 2. Isso e devido a termos trabalhado com o conceito de primei´ o dobro da ra pessoa do casal. ´ 2 modos de escolher os dias da F´ Ha ısica (n˜ ao podem ser os ´ ˜ a Qu´ mesmos da Matematica. 1. 5). de 7 modos. Por isso a resposta encontrada e resposta real. ´ 3 × 2 × 2 × 2 × 1 × 2 × 1 = 48. 8 e 9. ´ 18. 88.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 6 175 A quantidade de revistas “Veja” pode ser escolhida de 6 modos ´ ´ de 5 (0. 3. ´ trˆ ˜ podem ser virados de 20. os que virados de cabec ¸ a para baixo continuam ´ representando o mesmo numero e os que virados de cabec ¸ a para ´ ´ x. A resposta e 19. modos. a resposta e z ´ ´ calcular y. no outro. x + y + z = 10 . Ha es tipos de cart˜ oes: os que nao cabec ¸ a para baixo. A de “Epoca”. digamos segundas e quartas. h´ a 2 modos de escolher o ´ horario da aula de Matem´ atica da segunda e 2 modos de escolher ´ o horario da aula de Matem´ atica da quarta. em um desses dias. a aula de F´ ısica s´ o pode ser posta ´ ´ ´ no horario de um unico modo (pois a Matematica j´ a ocupou o outro tempo) e.

A resposta e d) Tudo se passa como se CAP fosse uma letra s´ o.176 Temas e Problemas ´ e penultima casas. na casa central deve estar 0. O segundo caso e ´ analogo. ITULO. encontra-se z = 3 050 e x+y+ z = 100 000 − 1 525 = 98 475. ´ uma permutac ˜ simples das letras C. T. A res´ 6 × 720 = 4 320. A. 2 Sec ¸ ao ˜ 2 1. U. O numero de anagramas e b) A escolha da vogal inicial pode ser feita de 4 modos e. ´ 4 × 3 × 720 = 8 640. o bloco CAP e as 5 letras de ´ 6! = 720. Finalmente. P. ´ 576 + 576 = 1 152. depois disso. ap´ os o PA. Portanto devemos arrumar 6 objetos. I. o que pode ser feito de 3! = 6 modos. a) Cada anagrama e ¸ ao ´ ´ P = 8! = 40 320. Resolvendo o sistema. Recai-se no item anterior. A. O. L. No primeiro caso. posta e ´ arrumar as 6 letras de CITULO f) Tudo que se tem a fazer e ´ 6! = 720. P. A resposta e . As restantes seis letras podem ser arrumadas entre essas vogais selecionadas de P = 6! = 720 modos. A resposta e c) Os anagramas podem comec ¸ ar por vogal ou por consoante. A resposta e e) Escolha inicialmente a ordem das letras C. devemos arrumar as 4 vogais nos lugares ´ ımpares e as 4 consoantes nos lugares pares. a mesma coisa. a vogal final pode ser escolhida de 3 modos. o que pode ser ´ feito de 4! × 4! = 24 × 21 = 576 modos. 1 ou 8.

Pode-se tamb´ em fazer um diagrama de conjuntos. desconta-los ´ sao uma vez. Figura 77 ˆ O retangulo de contorno mais claro representa o conjunto ˆ dos anagramas que tˆ em p em primeiro lugar e o retangulo de contorno mais escuro representa o conjunto dos anagramas ˜ possui 6! = 720 que tˆ em a em segundo lugar. A resposa em segundo (6! = 720) sao ´ ta e 5 040 + 5 040 − 720 = 9 360. A resposta e Poder´ ıamos ter feito um diagrama de trˆ es conjuntos: os que tˆ em p em primeiro. 720 e 4 320 elementos. Portanto. os que tˆ em a em segundo e os que tˆ em c em terceiro lugar. A resposta e h) Ao somar os que tˆ em p em primeiro (7! = 5 040) com os que tˆ em a em segundo (7! = 5 040) e os que tˆ em c em terceiro (7! = 5 040). ˜ contados duas vezes. os que tˆ em p em primeiro e a em segundo (6! = 720). os que tˆ em p em primeiro e ˜ sido contados a em segundo e c em terceiro (5! = 120) terao ´ trˆ es vezes e descontados trˆ es vezes. bem como os que tˆ em a em segundo e c em terceiro (6! = 720) e os que tˆ em p em primeiro e c em terceiro (6! = 720). Mas. as regi˜ oes do diagrama tˆ em 5 040 − 720 = 4 320. A intersec ¸ ao ˆ elementos e cada retangulo possui 7! = 5 040 elementos. as intersec ¸o em 6! = 720 elementos . os que tˆ em p em primeiro e ˜ contados duas vezes.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 6 177 g) Ao somar os que tˆ em p em primeiro (7! = 5 040) com os que tˆ em a em segundo (7! = 5 040). ´ 5 040 + 5 040 + 5 040 − 720 − 720 − 720 + 120 = 13 080. Cada um desses conjuntos tem 7! = 5 040 ˜ es dois a dois tˆ elementos. Devemos conta-los uma vez. Devemos. ´ 4 320 + 720 + 4 320 = 9 360. portanto. ao fazermos isso.

do total de anagramas. etc. 2 880). A resposta e 10 080 = 30 240. 1 = n! A resposta e ˜ es (8! = 40 320). A imagem do primeiro elemento de A pode ser selecionada de n modos. A resposta e 24 1 ´ igual a 1 680. de n − 1 modos. A resposta e 1 ´ 3! = 6 ordens poss´ ´ i) Ha ıveis para essas letras. A resposta e . 600. coloca-las na ordem apc (1 modo) e arrumar as 5 outras letras nos 5 ´ 56 ×1 ×120 = lugares restantes (5! = 120 modos). colocar as vogais nos lugares escolhidos (1 modo. que e do total de anagramas. Do total de arrumac ¸o aquelas nas quais elas ficam juntas (2! × 7! = 10 080. ˜ es com Helena e Pedro juntos (2! × 7! = 4. restantes (4! = 24 modos). ´ 3 720 + 3 720 + 3 720 + 600 + 600 + 120 = 13 080. 3 720. As sete regi˜ oes internas do diagrama ter˜ ao 3 720. 3 720. A resposta e 6 1 ´ igual a 6 720. pois elas devem entrar em ordem alfab´ etica) e arrumar as 4 consoantes nos 4 lugares ´ 70 × 1 × 24 = 1 680. de 8!.178 Temas e Problemas ˜ dos trˆ e a intersec ¸ ao es conjuntos tem 5! = 120 elementos. 600 e 120 elementos. . devem ser descontadas 3. ´ n · (n − 1) . devem ser descontadas aquelas nas quais Helena e Pedro ˜ juntos e Vera e Paulo tamb´ ˜ juntos (2! × 2! × 6! = estao em estao ´ 10 080 − 2 880 = 7 200. A resposta e 6 720. que e 6 ˜ es do anagrama Tamb´ em poder´ ıamos escolher 3 das 8 posic ¸o ¿ ´ para colocar essas trˆ es letras (C = 56 modos). de 8!. A resposta e 2. a do segundo. Do total de arrumac ¸o 10 080). pois elas ´ 40 320 − podem ficar juntas em 2! ordens poss´ ıveis). 600. 1 ´ 4! = 24 ordens poss´ ´ j) Ha ıveis para as vogais. . 24 ˜ es do anagrama Tamb´ em poder´ ıamos escolher 4 das 8 posic ¸o para colocar as vogais (C = 70 modos).

Ponha os 20 objetos em fila. trocando a oredem dentro de cada bloco. 20! ´ A resposta e = 67 897 830 000. a divisao 756 756 = 126 136. A resposta e = 756 756. nao ¸ao 12! ´ A resposta e = 10 395. os 3 seguintes formam o “segundo” grupo de 3. trocando a ordem dos elementos dentro de cada gru˜ muda a divis˜ po. trocan6. A resposta e ˜ e ´ a mesma. os 5 ultimos o Minas. o que pode ser feito de 20! modos: os 3 primeiros formam o “primeiro” grupo de 3. 6!(2!) Vocˆ e tamb´ em poderia pensar assim: Tenho 11 modos de escolher o advers´ ario do Botafogo. os 5 seguintes o Tupi. a resposta e ´ do os times entre si. ˜ muda a divis˜ vocˆ e muda a fila mas nao ao em grupos. ou seja. C½ modos de escolher o “segundo” grupo de 3. ¿ C¿ C¿ C C C¿ C ´ ¾¼ ½ ½ ½½ A resposta e = 67 897 830 000.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 6 179 5. A resposta e ˜ Ou. vocˆ e muda a fila. Note que. Note tamb´ em que trocando os grupos de 3 entre si (o que pode ser feito de 4! modos) e os de 4 entre si (o que pode ser feito de 2! modos). pois agora. 5! 5! 5! ´ a anterior dividida por 3! = 6. ´ C½ · C½¼ · C = 3 003 × 252 × 1 = 756 756. vocˆ e muda a fila mas nao ao em grupos. 4!2! 8. Note que trocar as linhas entre si. depois tenho 9 modos de escolher . Note que trocando os grupos de 3 entre si (o que pode ser feito de 4! modos) e os de 4 entre si (o que pode ser feito de 2! ˜ muda a divis˜ modos). Note que. vocˆ e nao ao em grupos. entao. a ordem dos elementos. (3!) (4!)¾ 4!2! Vocˆ e tamb´ em poderia pensar assim: H´ a C¿ ¾¼ modos de escolher ¿ o “primeiro” grupo de 3. ponha os 15 jogadores em fila: os 5 primeiros for´ mam o Esporte. 15! ˜ muda a divis˜ ´ mas nao ao em times. 6 7. depois escolher 5 dos que sobraram para o Tupi e formar o Minas com os restantes. Devemos colocar os 12 times nos 12 lugares de uma matriz 6 × 2. etc. etc. Vocˆ e deve escolher 5 jogadores para o Esporte. ou trocar em uma linha ˜ altera a selec ˜ dos jogos.

Antecedem-no todos os n umeros comec ¸ ados em 1 (4! = 24). Analogamente. 2. das dezenas e 480 dezenas. Antecedem-no 24 + 24 + 24 + 6 + 2 = 80 numeros. em 4 (4! = 24). depois tenho 7 . a soma ´ ´ 48 000. ´ 11 × 9 × 7 × 5 × 3 × 1 = 10 395. 4.180 Temas e Problemas ´ o adversario do primeiro (em ordem alfab´ etica) time que sobrou. A resposta e . o maior) dos comec ¸ ados ¯ numero por 46. . ´ Os 4! = 24 primeiros numeros comec ¸ am em 1 e os 23 seguintes ´ comec ¸ am em 2. devemos escrever 33 ´ numeros completos e mais um algarismo. o ´ o 1o ´ O 166o ¯ algarismo escrito e ¯ algarismo do 34 ¯ numero. Ele o ocupa o 81 ¯ lugar. A resposta e ´ ´ (1 + 2 + 4 + 6 + 7) · d) A soma das unidades dos numeros e 4! = 480. ´ 480 + 4 800 + 48 000 + 480 000 + 4 800 000 = 5 333 280. pois cada um dos algarismos 1. O 34o n umero comec ¸ a em 2. para escrever 166 algarismos. em 2 (4! = 24). a) Para descobrir o lugar do 62 417 vocˆ e tem que contar quantos ´ ´ numeros o antecedem. em 61 (3! = 6) e em ´ 621 (2! = 2). ´ 46 721. A das centenas e ´ 480 000 e a das dezenas de milhar e ´ a das unidades de milhar e 4 800 000. naturalmente) b) Vamos contar os numeros (mas nao Comec ¸ ados por 1 2 41 42 46 Quantidade 4!=24 4!=24 3!=6 3!=6 3!=6 Acumulado 24 48 54 60 66 ´ ´ o ultimo ´ 0 66o escrito e (ou seja. 4 800. 7 aparece como ´ algarismo das unidades em 4! numeros. Portanto. ou seja. ¯ ´ 2. A resposta e 9. 6. . A resposta e c) 166 = 5 × 33 + 1. ´ ˜ um a um.

´ virar o dado para que o 1 fique em baixo. Antes. resposta e ´ m! modos de escolher a ordem das moc 10. A resposta e = 30. Agora nao. Ha que ficara ou seja. na face de tr´ as. ´ 3 modos de escolher o numero ´ ´ na face oposta a 2. Ha ¸ as. considere um dado com o 1 e o 6 em faces opostas. O numero de posic ¸o 720 ´ 6 × 4 = 24. ou seja. devemos arrumar em fila r + 1 objetos. digamos que tenhamos escolhido o 4 para ´ Note que agora n˜ ´ mais movimentos poss´ a face de tras. 3. era diferente de colocar o 6 em cima e o 1 embai˜ e ´ o mesmo dado de cabec xo.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 6 181 ´ grupar os 5! = 120 numeros ´ Um truque. O 2 ´ ser imaginado na face da frente. o que pode ser feito de (r + 1)! modos. a) Devemos colocar 6 numeros em 6 lugares. traseira. na face preta. Por exemplo. ˜ obtemos o mesb) Agora. Teremos 60 casais e a soma em cada casas e 88 888. A ´ 88 888 × 60 = 5 333 280. direita e esquerda. sempre se podera ´ 5 modos de escolher o numero ´ ´ na face oposta Ha que ficara ao 1. Agora devemos colocar os numeros 2. bonito mas truque. quando mudamos o cubo de posic ¸ ao mo dado. ¸ a para baixo. na face de cima. A resposta e ´ ´ 11. colocar o 1 em cima. e ´ ´ o numero ´ em 60 casais do seguin modo: o cˆ onjuge de cada numero e ˜ do 1 com o 7 e a posic ˜ do que dele se obt´ em trocando a posic ¸ ao ¸ ao ´ 2 com o 6. A resposta e 6! = 720. e de posic ¸o ´ ´ 6 modos de escolher Para determinar esse numero. se o 1 estiver em outro lugar. os r rapazes e o bloco das moc ¸ as. Feito isso. 24 Podemos tamb´ em pensar diretamente: Todo dado pode ser imaginado com o 1 na face de baixo. ao ha ıveis para o dado: qualquer movimento ou tirar´ a o 1 de baixo ou tirar´ a o 2 da frente. A resposta ´ anterior dividida pelo numero ´ ˜ es de colocar um cubo. digamos que se tenha escolhido o 6 ´ para a face de cima. e o 6 em baixo. 4 e 5 nas 4 faces restantes: frontal. . se o 2 estiver em sempre podera outra face. basta rodar o dado para que o 2 fique na face da frente. repare que ha a face que fica em baixo e 4 modos de escolher nessa face a ares´ ˜ es de colocar um cubo e ´ ta que fica de frente. na face branca. ´ m!(r + 1)!.

CÔ Ò. O ´ ˜ es de colocar um icosaedro e ´ 20 × 3 = 60. O 2 sempre pode ser posto na face da a colocac ¸ ao ˜ do 5 na face de tr´ frente. P¾ ¾ ½ ½ ½ ½ ½ = 14. o que pode ser feito de 2 modos distintos. o que obriga ˜ do 6 em cima. O numero ˜ ´ de posic ¸ oes de colocar um octaedro e 8 × 3 = 24. O ´ ˜ es de colocar um dodecaedro e ´ 12 × 5 = 60.182 Temas e Problemas Agora temos que colocar o 3 e o 5 nas faces direita e esquerda. Agora temos que colocar o 3 e o 5 nas faces direita e esquerda. Vocˆ e tamb´ em poderia imaginar o octaedro com um v´ ertice em baixo. H´ a 6 modos de escolher o v´ ertice que fica em baixo e 4 modos de escolher. 8! ´ A resposta e = 1 680. 2!2!1!1!1!1!1! . dentre as arestas que o contˆ em. a aresta que ´ ˜ es de colocar um octaedro e ´ fica de frente. Tetraedro: Ha e 3 modos de escolher nessa face a aresta que fica de frente. 9! = 90 720. feito de 2 modos distintos. 12 ´ 8 modos de escolher a face que fica em baixo e 3 Octaedro: Ha ´ modos de escolher nessa face a aresta que fica de frente. numero de posic ¸o 20! ´ A resposta e · 60 13. o que obriga a colocac ¸ ao as. A resposta e ´ 4 modos de escolher a face que fica em baixo 12. ´ 5 × 3 × 2 = 30. 24 ´ 12 modos de escolher a face que fica em baixo Dodecaedro: Ha e 5 modos de escolher nessa face a aresta que fica de frente. A resposta e 60 ´ 20 modos de escolher a face que fica em baixo Icosaedro: Ha e 3 modos de escolher nessa face a aresta que fica de frente. O ´ ˜ es de colocar um tetraedro e ´ 4 × 3 = 12. numero de posic ¸o 12! ´ = 7 983 360. o que pode ser ´ 2. O numero de posic ¸o 6 × 4 = 24. numero de posic ¸o 4! ´ A resposta e = 2. A resposta e c) Todo dado pode ser imaginado com o 1 em baixo.

depois disso. Como nao ¾ ´ C½¾ − 30 = 66 − 30 = 36. a resposta e ´ formado por 20 faces triangulares e b) O icosaedro regular e ˜ ha ´ diagonais de possui 12 v´ ertices e 30 arestas. A ´ 70 × 1 = 70. a resposta e ´ formado por 12 faces pentagonais c) O dodecaedro regular e e possui 20 v´ ertices e 30 arestas. Ha ertice de A e. ´ formado por 8 faces triangulares e posa) O octaedro regular e ˜ ha ´ diagonais de faces. um s´ o modo de escolher as do segundo dia. ´ formado por 6 faces quadradas e possui 8 v´ d) O cubo e ertices e 12 arestas. de´ pois disso. A resposta e ¾¼ − 30 − 60 = 190 − 90 = 100. Tamb´ em se poderia pensar assim: Chamando as faces hexagonais de A e B. Os segmentos que ligam dois v´ ertices sao ´ ´ o numero ´ ou diagonais de faces. 3 modos de escolher o v´ ertice de B. Ha dia e. Portanto o numero de diagonais e ˜ es de classe 2 dos v´ de combinac ¸o ertices menos as arestas menos as diagonais das faces. sui 6 v´ ertices e 12 arestas. Como cada face possui 2 diagonais e s˜ ao 6 faces. Como cada face quadrangular possui 2 diagonais e cada face 6(6 − 3) hexagonal possui = 9 diagonais. Como nao ¾ ´ C − 12 = 15 − 12 = 3. faces. as diagonais ligam um v´ ertice de A a um ´ 6 modos de escolher o v´ v´ ertice de B. A resposta e ´ C¾ − 12 − 12 = ha 28 − 24 = 4. arestas 16. A resposta e ½¾ − 18 − 30 = 66 − 48 = 18. ´ formado por 6 faces quadrangulares e) O prisma hexagonal e e duas faces hexagonais e possui 12 v´ ertices e 18 arestas. h´ a 5 × 12 = 60 diagonais 2 ´ C¾ de faces. ´ 6 × 2 = 12 diagonais de faces. resposta e ˜ diagonais. h´ a 6 × 2 + 2 × 9 = 30 2 ´ C¾ diagonais de faces. A resposta e 6 × 3 = 1. .˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 6 183 ´ C = 70 modos de escolher as mat´ erias para o primeiro 15. Como cada face possui 5(5 − 3) = 5 diagonais e s˜ ao 12 faces.

A resposta e Ò¹½ . ˜ es e delas Tamb´ em se poderia fazer o total das combinac ¸o subtrair aquelas das quais o elemento a½ participa. a) Basta escolher os p − 1 companheiros de a½ dentre os n − 1 ¹½ ´ CÔ demais elementos. c) Basta escolher os p − 2 companheiros de a½ e a¾ dentre os ¹¾ ´ CÔ n − 2 demais elementos. escolhidos os elementos que formarao ˜ ´ func ¸ ao esta determinada pois f(1) deve ser igual ao menor dos elementos escolhidos. ˜ a imagem. f(2) deve ser igual ao menor dos elementos restantes. Somando. A resposta e Ò− Ô CÒ¹¾ . a escolha dos lugares para os 8 pode ser feita de C¾ = 6 modos. A escolha dos lugares para os 4 pode ser feita de C¿ = 35 modos. depois disso. A resposta e ˜ es CÔ Tamb´ em se poderia fazer o total de combinac ¸o Ò e excluir Ô ˜ contˆ ´ CÔ as CÒ¹¾ que nao em nem a½ nem a¾ . Ò¹¾ combinac Ô ¹½ Ô ¹¾ ´ 2CÒ¹½ − CÒ¹¾ . etc. Ignore o problema do 0 na primeira casa. A func ¸ ao ˜ a imagem. a Com efeito. Ha ´ ´ 13 440 − 480 = 12 960. numeros comec ¸ ados em 0. o que daria ´ para resultado 35 × 6 × 64 = 13 440. A resposta e Ò¹½ . teremos combinac ¸o ¹¾ ˜ es que contˆ contado duas vezes as CÔ ¸o em a½ e a¾ . b) Basta escolher os p elementos dentre os n − 1 elementos di´ CÔ ferentes de a½ . devemos escolher os lugares para os 4 (C¿ = 20 modos). A resposta e Ò¹¾ . . Para formar um numero comec ¸ ado em 0. 18. A resposta e 19. Devemos descontar os numeros ´ comec ¸ ado em 0. para os 8 (C¾ = 3 ´ 20 × 3 × 8 = 480 modos) e preencher a casa restante (8 modos). ¹½ ¹½ ´ CÓ ˜ es em que o elemento a½ figura e CÔ d) Ha ¸o Ò¹½ combinac Ò¹½ ˜ es em que o elemento a¾ figura. o que pode ser feito de CÑ de IÒ que formarao Ò modos. ´ CÑ A resposta e Ò. obtendo Ô¹½ a resposta CÔ Ò − CÒ¹½ . as casas restantes podem ser preenchidas de 8 × 8 = 64 modos.184 Temas e Problemas ˜ fica determinada quando se escolhem os m elementos 17.

´ n modos de escolher o elemento de B e No primeiro caso ha ¿ CÒ·¾ modos de escolher sua imagem inversa. a) Essas func ¸o b) Um elemento de B tem sua imagem inversa formada por dois elementos e os demais tˆ em imagens inversas unit´ arias. ˜ es sao ˜ bijetoras. pode ser feita de (n − 1)! modos. A resposta e ¹½ ¹½ ˜ es que contˆ ˜ a¾ e CÔ ´ CÔ ¸o em a½ mas nao e) Ha Ò¹¾ combinac Ò¹¾ com¹½ ˜ es que contˆ ˜ a½ . A resposta e ´ 2CÔ binac ¸o em a¾ mas nao Ò¹¾ . A resposta e ´ n!. Agora sobram n − 2 elementos em cada conjunto e a correspondˆ encia entre eles. que deve ´ ser um-a-um. 20. . com as que contˆ e m a mas n ao a ¾ ½ . ´ C¾ No segundo caso ha Ò modos de escolher os dois elementos de B e ¾ ¾ CÒ·¾ · CÒ modos de escolher suas imagens inversas. as que contˆ em ambos (CÒ¹¾ ). que deve ser um-a-um. com Ò¹¾ Ô ¹¾ Ô ¹½ Ô ¹¾ ´ 2CÒ¹¾ + CÒ¹¾ . ˜ es que contˆ Tamb´ em se poderia contar as combinac ¸o em pelo menos um dos dois elementos e descontar as que contˆ em amÔ ¹½ Ô ¹¾ Ô ¹¾ Ô bos. obtendo a resposta 2CÒ¹½ − 2CÒ¹¾ ou CÒ − CÒ¹¾ − CÔ Ò¹¾ ou ¹½ 2CÔ Ò¹¾ . A resposta e n · ( n + 1 )! n · C¾ · Ò·½ · (n − 1)! = 2 ´ duas possibilidades: um elemento de B tem sua imagem c) Ha inversa formada por trˆ es elementos e os demais tˆ em imagens inversas unit´ arias ou dois elementos de B tˆ em imagens inversas formadas por dois elementos e os demais tˆ em imagens inversas unit´ arias.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 6 185 ˜ es que contˆ Tamb´ em se poderia somar as combinac ¸o em a½ ¹½ ˜ a¾ (CÔ ˜ mas nao ) . Agora sobram n − 1 elementos em cada conjunto e a correspondˆ encia entre eles. H´ a ¾ n modos de escolher aquele elemento de B e CÒ·½ modos de escolher sua imagem inversa. pode ser feita de (n − 1)! modos. Agora sobram n − 1 elementos em cada conjunto e a correspondˆ encia entre eles.

e 23. Marque. Escolhida a ordem em que cada casal vai se sentar (marido a ` esquerda ou vice-versa). no conjunto {1. havera ¸ao para o R e 5 para o G. O numero de modos de escolher 3 dos 20 pontos e ¾¼ = 1 140. . A resposta e Poder-se-ia tamb´ em contar separadamente os planos determinados por trˆ es dentre os doze pontos (C¿ ½¾ = 220). zes. 6 de colocar o segundo e 5 de colocar o terceiro.186 Temas e Problemas que deve ser um-a-um. ´ 120 × 7 × 6 × 5 = 25 200. na ordem A A U ´ 7 possibilidades para a colocac ˜ do P. por dois dentre os doze e um dentre os oito (C¾ · 8 = 528 ) . 6 A I O . H´ a 7 modos de colocar o primeiro casal. por um dentre os doze e ½¾ ¾ dois dentre os oito (12 · C = 336) e por trˆ es dentre os oito (1 plano ´ 220 + 528 + 336 + 1 = 1 085. n}. . A resposta e ` 22. Se as vogais estiverem. por exemplo. Vocˆ nao e tem que formar uma fila com p sinais + . 2. pode ser feita de (n − 2)! modos. Vamos arrumar primeiramente apenas as vogais. A resposta e 24. . e depois entremear as consoan3! 1! 1! 1! tes. vocˆ e tem que formar uma fila (de 7 lugares) com 3 casais e 4 lugares vazios. A resposta ´ 8 × 7 × 6 × 5 = 1 680. . o que pode ser feito de direita. o que pode 6! ser feito de = 120 modos. o plano determinado pelos 8 pontos e ´ 1 140 − 55 = 1 085. A resposta ´ e ¾ ¾ ¾ n· C¿ Ò·¾ · (n − 1)! + CÒ · CÒ·¾ · CÒ · (n − 2)! = n · (n + 2)! n · (n − 1) · (n + 2)! + = = 6 8 n · (3n + 1) · (n + 2)! = · 24 ´ ´ C¿ 21. com o sinal + os elementos selecionados para o subconjunto e com o sinal − os elementos ˜ selecionados. apenas). ´ contado C¿ = 56 veAssim. mulher a 2 × 2 × 2 = 8 modos.

por exatamente um cadeado. y de 1 + b e z de 1 + c. ´ barrado por pelo menos 25. A resposta e . cadeado ha opias de chaves. Ha primeiro menino pode ser posto na roda de 5 modos. vocˆ e tem de ˜ es inteiras e nao-negativas ˜ determinar soluc ¸o para a + b + c = 4. Na situac ¸ ao m´ ınimo de cadeados. basta contar quantos s˜ ao os nomes dos cadeados. Batizemos esse cadeado de ABCD. etc. C e D nao em a chave desse cadeado e todos os outros cientistas ´ a tˆ em. ´ CR¿ = C = 15. ` bancas 1 e 2 26. ABCD. O total de chaves e Cada cientista possui 2 310 ÷ 11 = 210 chaves. A resposta de Vera e ´ 24 × 3 = 72. A resposta e ´ ˜ 28. ´ 4! = 24 modos de formar uma roda com as meninas. C½½ = 330. Um bom nome para o professor que pertence as ´ professor 1 − 2. Como a correspondˆ encia entre os cadeados e seus nomes e um-a-um. ´ 330 cadeados e de cada Vocˆ e tamb´ em poderia pensar que ha ´ 7 c´ ´ 330 × 7 = 2 310. e 29. Em cada e de professores e banca h´ a 7 professores. Observe que neste racioc´ ınio partimos do fato de que todos os cientistas tˆ em o mesmo ´ numero de chaves. O numero ´ ´ C¾ = 28. Ha ¸ os entre os sinais − (e antes do primeiro ´ e depois do ultimo) dos quais devemos selecionar p para colocar ´ os sinais + . de ´ 24 × 5 × 4 × 3 × 2 × 1 = 2 880.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 6 187 e n − p sinais − . O numero de rodas que podem ser formadas sem a participac ¸ ao ´ 4! = 24. b) Cada cientista possui as chaves dos cadeados que n˜ ao o contˆ em no nome. A. sem que haja dois sinais + adjacentes. e ˜ do numero ´ um cadeado. Chamando x de 1 + a. o que pode ser feito de CÔ Ò¹Ô·½ modos. 4. O 27. C½¼ = 210. Fac ¸a ´ uma fila com os sinais − (um unico modo) e entremeie os sinais ´ n − p + 1 espac + . ˜ tˆ B. a) Um grupo de 4 cientistas. A resposta e Ô CÒ¹Ô·½ . o segundo. Ha ´ 3 modos de colocar Vera na roda.

z = 1 tem realmente atinge.188 Temas e Problemas ˜ a folga. e 31. A resposta uma soluc ¸ ao ¸ ao ´ CR = C = 84. . ¸ a entre o ´ valor maximo que x + y + z poderia atingir e o valor que x + y + z ˜ x = 1. Por exemplo. Cada soluc ¸ao da inequac ¸ ao x + y + z ≤ 6 corresponde a ˜ da equac ˜ x + y + z + f = 6 e vice-versa. CR¾¼ = C¾¼ ¾ = 10 626. a soluc ¸ ao ˜ ˜ folga 2. Defina. y = 2. que e ´ a diferenc 30. para cada soluc ¸ao.

˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 7

189

˜ dos Problemas do Cap´ Soluc ¸ oes ıtulo 7
Sec ¸ ao ˜ 1 1. 600 = 450(1 + i)¿ , donde i = 600 450

½¿

− 1 = 0,1006.

2. 1480 = A · 1,08 , donde A = 1480 · 1,08¹ = 932,65. 3. 2000 · 1,1¿ = 2 662,00 4. 4490 = 1400 · 1,06Ò , donde n = log(4490/1400) = 20 meses. log 1,06

` vista pagam-se 70% de 90, ou seja, 5. Fixando o prec ¸ o em 90, a ˜ es mensais de 30. 63. A prazo, pagam-se trˆ es prestac ¸o 63 = 30 + Pondo x = 30 30 + . 1 + i ( 1 + i) ¾

1 ˜ do segundo grau 30x¾ + 30x − , obt´ em-se a equac ¸ ao 1+i 33 = 0. √ −5 + 135 ˜ e ´ x= A raiz positiva dessa equac ¸ao = 0,66190. 20 1 Logo, i = − 1 = 0,5108. x 2P P + , donde P = 9000/[1,02¹¿ + 2.1,02¹ ] = 6. 9000 = ¿ 1,02 1,02 3268,23. ˜ es sao ˜ P e 2P, ou seja, R$ 3 268,23 e R$ 6 536,46, As prestac ¸o 7. Fixando o prec ¸ o em 100, devemos ter 100 − x < Da´ ı, x > 7,03. 50 50 + · 1,05 1,05¾

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Temas e Problemas

8. Fixemos o prec ¸ o em 90 e tomemos a data focal um mˆ es ap´ os a compra. ˜ a) e ´ A = 90 e o valor da opc ˜ b) Na data focal, o valor da opc ¸ao ¸ ao 30 ´ B = 30(1 + i) + 30 + e · 1+i i¾ ˜ a) deve ser preferi> 0. Logo, B > A e a opc ¸ ao B − A = 30 1+i da. ˜ es, cada uma no 9. Suponhamos um cliente com duas prestac ¸o valor de 100, a vencer em 30 e 60 dias. O valor atual a pagar aceitando a oferta seria de 60% de 200, ou seja, 120. N˜ ao aceitando, 100 100 seria de + = 140,74. A oferta era vantajosa. 1,27 1,27¾ 10. 200 180 + = 365,97. 1,025 1,025¾

Sec ¸ ao ˜ 2 ı, i = 2½ ½¾ − 1 = 0,0595 = 5,95%. 1. a) 1 + 1 = (1 + i)½¾ . Da´ ı, i = 1,39½ ¿ − 1 = 0,1160 = 11,60%. b) 1 + 0,39 = (1 + i)¿ . Da´ ı, I = 1,06½¾ − 1 = 1,0122 = 101,22%. 2. a) 1 + I = (1 + 0,06)½¾ . Da´ ı, I = 1,12 − 1 = 0,5735 = 57,35%. b) 1 + I = (1 + 0,12) . Da´ ˜ mensal significa 30%/12 = 3. a) 30% ao ano com capitalizac ¸ ao 2,5% ao mˆ es. ı, I = 1,025½¾ − 1 = 0,3449 = 34,49%. 1 + I = (1 + 0,025)½¾ . Da´ ˜ trimestral significa 30%/4 = b) 30% ao ano com capitalizac ¸ ao 7,5% ao mˆ es. ı, I = 1,075 − 1 = 0,3355 = 33,55%. 1 + I = (1 + 0,075) . Da´ c) i ao ano capitalizados k vezes ao ano significa i/k por per´ ıodo ˜ de capitalizac ¸ ao. i i 1+I= 1+ . Da´ ı, I = 1 + − 1. k k

˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 7

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Sec ¸ ao ˜ 3 1. a) Pondo a data focal um mˆ es antes da compra, 1 − 1,04¹½¼ 900 =P · Da´ ı, P = 106,69. 1,04 0,04 b) Pondo a data focal no ato da compra, 1 − 1,04¹½¼ · Da´ ı, P = 110,96. 900 = P 0,04 c) Pondo a data focal um mˆ es depois da compra, 900 × 1,04 = 1 − 1,04¹½¼ · Da´ ı, P = 115,40. P 0,04 2. a) P · Da´ ı, P = 480,00. 80 000 = 0,006 80000 P b) = · Da´ ı, P = 477,14. 1,006 1,006

´ poca do 3. Igualando o valor dos dep´ ositos ao das retiradas, na e ´ ultimo dep´ osito, obtemos 1 − 1,01¹¿ ¼ 1,01½¾¼ − 1 = 500 · Da´ ı, P = 211,31. P 0,01 0,01 ´ poca do 4. Igualando o valor dos dep´ ositos ao das retiradas, na e ´ ultimo dep´ osito, obtemos 1,01 ¾¼ − 1 1000 P = · Da´ ı, P = 15,55. 0,01 0,01 P(1 + j) P(1 + j)¾ P 1+i 5. P + + · +··· = =P ¾ 1+i 1+i ( 1 + i) i−j 1− 1+i ˜ Vamos comparar os gastos em 4 anos: O fluxo 6. Primeira soluc ¸ ao: ´ (em milhares de de caixa trocando o carro de dois em dois anos e reais): −18 0 − 4 0 14 Observe que no segundo ano gastamos 18 na compra de um carro novo, mas recebemos 14 na venda do velho. 4 14 ´ −18 − O valor atual desse fluxo e + = −10,44. ¾ 1,15 1,15

15 e C = −4. ´ melhor trocar de carro de dois em dois anos.15 ´ melhor trocar de carro de dois em dois anos. ˜ equivaOs fluxos −18 0 0 − 1 8 e 0 C C C C sao lentes. Logo.192 Temas e Problemas ´ (em O fluxo de caixa trocando o carro somente no quarto ano e milhares de reais): −18 0 0 − 1 8. = C 1.56. O fluxo de caixa trocando o carro de dois em dois anos e milhares de reais): −18 0 14 Vamos determinar o custo anual equivalente C. 1. ˜ equivalentes.93.15 ´ (em O fluxo de caixa trocando o carro somente no quarto ano e milhares de reais): −18 0 0 −1 8 Vamos determinar o custo anual equivalente C. O valor atual desse fluxo e −18 − 1 8 + = −14.15 0. e .08.15¹¾ e C = −4. Os fluxos −18 0 14 e 0 C sao −18 + 14 1 − 1.15¿ 1.15¹ + = C 1.15¾ 0. e ˜ Vamos comparar os custos por ano: Segunda soluc ¸ ao: ´ (em. Logo.15¿ 1. Observe que no quarto ano gastamos 2 em consertos. Logo. Logo. −18 − 1 8 1 − 1. mas re´ cebemos 10 na venda do carro.

O fluxo de caixa. surge uma caixa de di´ alogo que deve ser preenchida do modo seguinte: Nper: 6 Pgto: −120 VP: 600 Vf: Tipo: Estimativa: ´ a taxa. 3. Aparecera 2. ap´ os os comandos fÜ . marcando com o botao surge a taxa 0.0485=4.85% ao mˆ Aparecera es. Financeira e Taxa. dialogo. . surge uma caixa de di´ alogo que deve ser preenchida do modo seguinte: Nper: 5 Pgto: −230 VP: 1000 Vf: Tipo: Estimativa: ´ a taxa.90%. surge uma caixa de ´ ˜ esquerdo do mouse o fluxo de caixa. No Excel. 0.˜ Soluc ¸ oes do Cap´ ıtulo 7 193 Apendice ˆ 1. que deve ser posto em c´ elulas adjacentes em ´: uma mesma coluna da planilha e 500 0 − 60 − 60 − 60 − 60 − 60 − 60 − 60 − 60 − 60 − 60 (12 valores). Financeira e TIR.0290=2. ap´ os os comandos fÜ . Ap´ os os comandos fÜ . 0. Financeira e Taxa.0547=5. No Excel.47%.