AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Olá, amigos (as) concurseiros (as).

Em virtude da autorização para o concurso do ISS/SP, é com muita satisfação que estamos relançando em parceria com o Ponto um curso de Auditoria para o concurso de Fiscal Tributário do Município de São Paulo - Fiscal de ISS/SP. Antes, como de praxe, cabe fazer uma breve apresentação pessoal. Meu nome é Marcelo Chaves Aragão e sou formado em Administração pela Universidade Federal Fluminense, com pós-graduação em Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas e em Auditoria Interna e Controle Governamental no Instituto Serzedello Corrêa. Possuo experiência de 10 anos de trabalho no setor privado, nas áreas de administração e finanças, e de aproximadamente 19 anos no setor público, na área de controle e auditoria governamental. Durante 14 anos fui Analista de Finanças e Controle do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, onde exerci várias funções de direção na Secretaria Federal de Controle Interno e na Controladoria-Geral da União. Desde agosto de 2006 sou Auditor Federal de Controle Externo no Tribunal de Contas da União, já tendo exercido várias funções gerenciais. Sou instrutor formado pela ESAF e pelo ISC/TCU e coordenei a disciplina auditoria em cursos de formação e de progressão da carreira de finanças e controle na ESAF. Em 2006, iniciei a trajetória de professor da disciplina auditoria pública e privada em cursos preparatórios para concursos públicos. Tenho lecionado também em várias instituições de ensino, em cursos de treinamento profissional e de pós-graduação. Com relação à auditoria fiscal e contábil, destaco que já ministrei aqui no Ponto, dentre outros, cursos específicos para os concursos do ICMS Rio (FGV), ICMS São Paulo (FCC), ICMS de Santa Catarina (FEPESE), ISS Rio (ESAF) e ISS SP (FCC). Durante o ano de 2009, estive em sala de aula em vários estados da federação, contribuindo com a preparação de candidatos para o concurso de Auditor Fiscal da Receita Federal e também no Rio Grande do Sul para o concurso do ICMS/RS. Em 2010, ministrei aulas em Brasília para o concurso de Auditor

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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Tributário do DF e recentemente estive em São Paulo auxiliando candidatos para o concurso do ISS/SP. APRESENTAÇÃO DO CONTEÚDO E DA METODOLOGIA DO CURSO O curso será ministrado em 7 aulas semanais, contando-se esta aula demonstrativa, divididas por assunto, da seguinte forma: AULA Aula Demonstrativa CONTEÚDO Objetivos Gerais do Auditor Independente e Condução da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria (NBC TA 200). Auditoria Interna, Auditoria Externa e Perícia Contábil. Ética Profissional. Normas de Proficiência e Zelo Profissional, Independência, Sigilo, Honorários, Rodízio de Líderes. Responsabilidade Legal do Auditor. Controle de Qualidade. Planejamento da Auditoria. Desenvolvimento do Plano de Auditoria. Risco de Auditoria. Relevância ou Materialidade em Auditoria Contábil. Estudo e Avaliação do Sistema de Controles Internos. Amostragem Estatística. Testes de Auditoria: Substantivos, de Observância, Revisão Analítica. Procedimentos de Auditoria: Inspeção. Observação. Investigação e Confirmação. Cálculo. Procedimentos Analíticos. Evidências e Documentação de Auditoria. Auditoria dos Componentes Patrimoniais. Auditoria das Contas de Resultado. Representações da Administração. Uso do Trabalho de Outros Profissionais: outro Auditor Independente, Auditor Interno, Especialista de Outra Área. Estimativas Contábeis. Continuidade Operacional. Transações com Partes Relacionadas. Contingências. Erro e Fraude em Auditoria.

Aula 1

Aula 2

Aula 3

Aula 4

Aula 5

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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Responsabilidade do Auditor Perante Fraudes. Presunção de Omissão de Receitas: Caixa Dois. Saldo Credor da Conta Caixa. Ativos e Passivos Ocultos. Ativos a Passivos Fictícios. Diferenças em Estoques. Eventos Subsequentes. Relatório de Auditoria. Tipos de Parecer, Estrutura, Elementos.

Aula 6

Vale notar que praticamente todos os temas do último concurso para o ISS/SP são contemplados neste curso. No entanto, entendo fundamental estudarmos os conceitos gerais envolvendo a auditoria contábil, com especial ênfase para os objetivos gerais do auditor independente e os requisitos éticos e profissionais para o exercício da auditoria, incluindo a sua condução em conformidade com as normas de auditoria. Esses conceitos e requisitos estão devidamente estabelecidos na Resolução CFC nº 1.203/09, que aprovou a NBC TA 200. Esta aula demonstrativa abordará boa parte desses conceitos. A propósito, não temos dúvida alguma de que o conteúdo programático da disciplina de auditoria, do edital a ser em breve publicado, compreenderá as novas normas brasileiras de auditoria emitidas pelo CFC ao final de 2009, em função do processo de convergência ao padrão internacional da Federação Internacional de Contadores (International Federation of Accountants – IFAC). Essas normas revogam e substituem as NBC T 11 anteriores. Em 2010, diversas bancas examinadoras passaram a cobrar as novas normas, incluindo a Fundação Carlos Chagas – FCC, organizadora do último concurso do ISS/SP. Como não poderia ser diferente, neste ano de 2011, praticamente todos os concursos tiveram como foco as NBC TA. As provas recentemente aplicadas pela FCC para os concursos da Infraero, TRT da 24ª Região e TRT da 4ª RF, que serão comentadas neste curso, contiveram questões em sua grande maioria elaboradas com base nas normas vigentes a partir de 2010. Portanto, o conteúdo do curso compreenderá a doutrina especializada e os novos conceitos e definições trazidos pelas novas normas. Por falar na doutrina, como vários livros de auditoria ainda consagram conceitos e terminologias das normas anteriores, não podemos simplesmente descartá-los de nosso estudo. Nesse período de transição, precisamos considerar as novas normas, mas

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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO sabendo comparar com o que dispunham as antigas, para evitar qualquer surpresa na prova. A título de exemplificação, apresento algumas diferenças conceituais e terminológicas entre as NBC T 11 (normas anteriores) e as NBC TA (normas atuais), como segue: NBC T 11
A auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer sobre a sua adequação, consoante os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e, no que for pertinente, a legislação específica (práticas contábeis adotadas no Brasil).

NBC TA
O objetivo da auditoria das demonstrações contábeis é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável.

O auditor emite parecer demonstrações contábeis.

sobre

as O auditor emite relatório sobre as demonstrações contábeis. Ao estabelecer a estratégia global de auditoria, o auditor deve determinar a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo.

Na fase de planejamento, ao definir seu plano de auditoria, o auditor independente deve estabelecer um nível de relevância aceitável para permitir a detecção de distorções relevantes. Risco de auditoria é a possibilidade de o auditor vir a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre demonstrações contábeis significativamente incorretas. A carta de responsabilidade deve ser emitida com a mesma data do parecer do auditor sobre as demonstrações contábeis a que ela se refere.

Risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. A data das representações formais deve ser tão próxima quanto praticável, mas não posterior à data do relatório do auditor sobre as demonstrações contábeis.

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A data do parecer deve corresponder O relatório do auditor independente ao dia do encerramento dos trabalhos não pode ter data anterior à data em que ele obteve evidência de auditoria de auditoria na entidade. apropriada e suficiente para fundamentar a sua opinião sobre as demonstrações contábeis.

Ao longo do curso serão abordadas essas e outras diferenças. Por fim, informo que o curso será completo com teoria e exercícios, contendo a solução de questões de concursos anteriores, com ênfase para provas elaboradas pela FCC. Feitas as apresentações necessárias, iniciaremos o nosso curso com o tema “Conceitos e Objetivos Gerais da Auditoria Independente das DC e Condução da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria”. OBJETIVOS GERAIS DO AUDITOR INDEPENDENTE E CONDUÇÃO DA AUDITORIA EM CONFORMIDADE COM NORMAS Segundo a Resolução CFC nº 820/97 (NBCT 11 - revogada), o objetivo da auditoria das demonstrações contábeis é emitir parecer sobre a adequação ou conformidade das demonstrações contábeis, perante os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e, em circunstâncias específicas e no que for pertinente, a legislação específica. Ainda quanto ao objetivo global do auditor externo de emitir parecer sobre as demonstrações contábeis, a NBCT 11 continha as seguintes normas gerais freqüentemente cobradas pelas bancas e que ainda são destacadas pela bibliografia especializada: Na ausência de disposições específicas, prevalecem as práticas já consagradas pela profissão contábil, formalizadas ou não pelos seus organismos próprios. Reparem que o auditor utiliza as práticas contábeis consagradas pela profissão quando não existem disposições específicas na legislação e nas normas, sejam essas práticas formalizadas ou não pelos órgãos reguladores.

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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Salvo declaração expressa em contrário, constante do parecer, entendese que o auditor considera adequadas e suficientes, para o entendimento dos usuários, as informações divulgadas nas demonstrações contábeis, tanto em termos de conteúdo quanto de forma. Se não há manifestação contrária pelo auditor no seu relatório/parecer, fica entendido que o auditor considera adequadas as informações divulgadas nas demonstrações contábeis, tanto em termos de conteúdo quanto de forma. O parecer do auditor independente tem por limite os próprios objetivos da auditoria das demonstrações contábeis e não representa, pois, garantia de viabilidade futura da entidade ou algum tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios. Não é objetivo da auditoria independente avaliar o desempenho da entidade auditada. Portanto, um parecer sem ressalva não significa garantia de viabilidade futura da entidade ou algum tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios. Significa apenas que as demonstrações não contêm erros, distorções ou omissões relevantes. O parecer é de exclusiva responsabilidade de contador registrado no Conselho Regional de Contabilidade, nestas normas denominado auditor. O parecer só deve ser assinado por contador registrado no CRC. Assim, um auditor não formado em contabilidade não pode assiná-lo, assim como um contador sem registro no CRC ou um técnico em contabilidade. Nos termos da NBC TA 200 (norma atualmente em vigor), o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários e esse objetivo é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. Para deixar bem claro o que significa esse objetivo e o processo de auditoria contábil, vamos abordar alguns aspectos dessa definição: opinião profissional e independente do auditor sobre as demonstrações contábeis é que aumenta a confiança e a credibilidade sobre as mesmas. Assim, usuários de demonstrações
A

Aumentar

o

grau

de

confiança

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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO contábeis beneficiam-se da segurança, trazida pela auditoria, de que elas não contêm distorções relevantes.

Por parte dos usuários São muitos os usuários das demonstrações
acompanhadas da opinião do auditor, como, por exemplo, os acionistas investidores, o conselho de administração, o comitê de auditoria, a diretoria da empresa, o fisco e o mercado em geral. É por isso que se diz que o auditor independente assume uma responsabilidade de ordem pública.

Expressão de opinião A auditoria conduzida em conformidade com
as normas de auditoria e exigências éticas relevantes capacita o auditor a formar a opinião sobre as demonstrações. O auditor busca evidências suficientes e adequadas que lhe dê segurança razoável sobre se as demonstrações estão livres de distorções relevantes. A opinião será expressa mediante relatório de auditoria em forma de parecer, a ser publicado em conjunto com as demonstrações contábeis.

Em todos os aspectos relevantes A relevância (ou materialidade)
constitui aspecto fundamental em auditoria contábil. O conceito reconhece que algumas questões contábeis são importantes para uma apresentação adequada das demonstrações contábeis, e outras, não. Portanto, mediante julgamento profissional, o auditor define o que é relevante para as demonstrações e o que siginificaria uma distorção capaz de influenciar as decisões econômicas de um usuário das demonstrações. Nesse sentido, o auditor planeja seus exames para encontrar omissões ou distorções que, individualmente ou em conjunto, sejam materiais e capazes de prejudicar os usuários. OBSERVAÇÃO: Materialidade (relevância) é um valor mínimo de distorção estabelecido pelo auditor a partir do qual ele entende que afeta de forma relevante as demonstrações e prejudica os usuários, ou seja, a materialidade refere-se à relevância das distorções nas demonstrações contábeis. O conceito de materialidade é aplicado pelo auditor no planejamento e na execução da auditoria, e na avaliação do efeito de distorções identificadas sobre a auditoria e de distorções não corrigidas, se houver, sobre as demonstrações contábeis. A opinião do auditor considera as demonstrações contábeis como um todo e, portanto, o auditor não é responsável pela detecção de distorções que não sejam relevantes para as demonstrações contábeis como um todo.

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A expressão “estrutura de apresentação adequada” é utilizada para se referir a uma estrutura de relatório financeiro que exige conformidade com as exigências dessa estrutura e: a) reconhece explícita ou implicitamente que.com. ou b) reconhece explicitamente que pode ser necessário que a administração se desvie de uma exigência da estrutura para conseguir a apresentação adequada das demonstrações contábeis. A forma da opinião do auditor depende da estrutura de relatório financeiro aplicável e de lei ou regulamento. Em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável Estrutura de relatório financeiro aplicável é a estrutura de relatório financeiro adotada pela administração e. Quando a estrutura de apresentação adequada. em todos os Quando a estrutura de relatório financeiro é uma estrutura de conformidade (compliance). como contábeis para fins gerais. abordaremos de forma aprofundada o conceito e o processo de definição de materialidade. Marcelo Aragão www. relatório financeiro é uma estrutura de geralmente ocorre no caso de demonstrações opinião exigida pelas NBC TAs é se as apresentadas adequadamente. que é aceitável em vista da natureza da entidade e do objetivo das demonstrações contábeis ou que seja exigida por lei ou regulamento. a demonstrações contábeis foram aspectos relevantes.br 8 . em conformidade com a estrutura. em todos os aspectos relevantes. que sejam aplicáveis. para conseguir a apresentação adequada das demonstrações contábeis. a opinião exigida é se as demonstrações contábeis foram elaboradas. pelos responsáveis pela governança na elaboração das demonstrações contábeis.pontodosconcursos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Na aula 2. pode ser necessário que a administração forneça divulgações além das especificamente exigidas pela estrutura. A expressão “estrutura de conformidade” (compliance) é utilizada para se referir a uma estrutura de relatório financeiro que exija a conformidade com as Prof. quando apropriado. Espera-se que tais desvios sejam necessários apenas em circunstâncias extremamente raras.

pontodosconcursos. A auditoria das demonstrações contábeis não exime dessas responsabilidades a administração ou os responsáveis pela governança. As NBC TAs não impõem responsabilidades à administração ou responsáveis pela governança e não se sobrepõem às leis e regulamentos governam as suas responsabilidades. a organização possui liberdade para complementar ou ajustar as divulgações para torná-las mais adequadas aos usuários.br 9 . as normas de auditoria dirigidas aos auditores e não à administração e ao conselho administração.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO exigências dessa estrutura. independentemente se Prof. as demonstrações contábeis sujeitas à auditoria são as da entidade. Portanto. Entenderam a diferença entre estrutura adequada e estrutura de conformidade? Na estrutura adequada. elaboradas pela sua administração. estabelecida na lei ou norma. Responsável pela governança é a pessoa ou organização com a responsabilidade de supervisionar de forma geral a direção estratégica da entidade e obrigações relacionadas com a responsabilidade da entidade. Na estrutura de conformidade. os objetivos gerais do auditor são: a) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante. a auditoria é conduzida com base na premissa de que a administração e os responsáveis pela governança têm conhecimento de certas responsabilidades que são fundamentais para a condução da auditoria. aos que são de Contudo. a administração não tem essa liberdade. Por óbvio. O conselho de administração é o principal agente de governança corporativa das empresas. Marcelo Aragão www. mas não reconhece os aspectos contidos em (a) e (b) acima.com. com supervisão geral dos responsáveis pela governança. OBJETIVOS GERAIS DO AUDITOR Ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis. Isso inclui a supervisão geral do processo de relatório financeiro.

O auditor planeja os seus trabalhos com o intuito de detectar fraudes e erros que tenham efeito relevante sobre as demonstrações. Contribuir para a melhoria dos controles é um objetivo secundário da auditoria externa. Asseguração razoável é um nível elevado de segurança. Prof. melhorar a eficácia dos controles internos. as NBC TAs exigem que ele obtenha segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante.br 10 . Marcelo Aragão www. detectar fraudes e erros. A responsabilidade primária pela detecção de erros e de sua correção é da administração da empresa. em todos os aspectos relevantes. independentemente se causadas por fraude ou erro. e b) apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e comunicar-se como exigido pelas NBC TAs. Esse nível é conseguido quando o auditor obtém evidência de auditoria apropriada e suficiente para reduzir a um nível aceitavelmente baixo o risco de auditoria (isto é. o risco de que o auditor expresse uma opinião inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante). O que significa segurança razoável? Como base para a opinião do auditor.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO causadas por fraude ou erro. possibilitando assim que o auditor expresse sua opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. atestar a eficiência e a eficácia com que a administração conduziu os negócios da entidade.com. Cuidado em prova quanto a situações que não constituem objetivos gerais do auditor independente: elaborar demonstrações contábeis. em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável.pontodosconcursos. que decorre do objetivo global de expressar opinião sobre as demonstrações. em conformidade com as constatações do auditor. assegurar a viabilidade futura da entidade.

e. intencionalmente ou não. Portanto. Portanto. Em decorrência das limitações inerentes de uma auditoria. conluio para a falsificação de documentação que possa fazer o auditor acreditar que a evidência de auditoria é válida quando ela não é. o auditor não pode ter certeza da integridade da informação.com. resultante de Prof. portanto. Por exemplo: • Existe a possibilidade de que a administração ou outros possam não fornecer. como resultado. os procedimentos de auditoria aplicados para coletar evidências de auditoria podem ser ineficazes para a detecção de distorção relevante que envolva. por exemplo.br 11 . não pode obter segurança absoluta de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante devido à fraude ou erro. O auditor não é treinado nem obrigado a ser especialista na verificação de autenticidade de documentos. que podem ser necessários para tal investigação. • A fraude pode envolver esquemas sofisticados e cuidadosamente organizados para sua ocultação. há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes das demonstrações contábeis não sejam detectadas. a maior parte das evidências de auditoria que propiciam ao auditor obter suas conclusões e nas quais baseia a sua opinião são persuasivas (convincentes) ao invés de conclusivas. Portanto. e. as informações completas que são relevantes para a elaboração das demonstrações contábeis ou que tenham sido solicitadas pelo auditor. Marcelo Aragão www. Portanto. embora a auditoria seja adequadamente planejada e executada em conformidade com as normas de auditoria. descoberta posterior de uma distorção relevante das demonstrações contábeis. • A auditoria não é uma investigação oficial de suposto delito.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Contudo. O auditor não é obrigado e não pode reduzir o risco de auditoria a zero. embora tenha executado os procedimentos de auditoria para obter certeza de que todas as informações relevantes foram obtidas. Limitação inerente da auditoria Há limites práticos e legais à capacidade do auditor de obter evidências de auditoria. o auditor não recebe poderes legais específicos.pontodosconcursos. tais como o poder de busca. asseguração razoável não é um nível absoluto de segurança. Isso porque uma auditoria tem limitações inerentes.

mais evidência será necessária para contas que apresentam maior risco de distorções relevantes.pontodosconcursos. O que são evidências de auditoria? Evidências de auditoria são as informações utilizadas pelo auditor para fundamentar suas conclusões em que se baseia a sua opinião. No mesmo sentido. a NBC TA 200 estabelece que. Prof. Marcelo Aragão www. não indica por si só. a suficiência e adequação das evidências de auditoria obtidas como resultado desses procedimentos e a adequação do relatório do auditor com base na avaliação dessas evidências considerando os objetivos gerais do auditor. As evidências de auditoria incluem informações contidas nos registros contábeis subjacentes às demonstrações contábeis e outras informações. A quantidade necessária da evidência de auditoria é afetada pela avaliação do auditor dos riscos de distorção relevante e também pela qualidade de tal evidência.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO fraude ou erro. A suficiência das evidências de auditoria é a medida da quantidade da evidência de auditoria. Se o auditor executou ou não uma auditoria em conformidade com as normas de auditoria é determinado pelos procedimentos de auditoria executados nas circunstâncias. quando a opinião com ressalva no relatório do auditor for insuficiente nas circunstâncias para atender aos usuários previstos das demonstrações contábeis. Portanto.br 12 . quando a renúncia for possível de acordo com lei ou regulamentação aplicável.com. E quando o auditor não consegue obter segurança razoável para opinar sobre as demonstrações contábeis? Nesse caso. o auditor deve abster-se de emitir sua opinião ou renunciar ao trabalho. Contudo. mais evidência é necessária para contas que são materiais para as demonstrações contábeis do que para contas que não são. os limites inerentes de uma auditoria não são justificativas para que o auditor se satisfaça com evidências de auditoria menos que persuasivas. uma falha na condução de uma auditoria em conformidade com as normas de auditoria. as evidências constituem todos os meios de prova obtidos pelo auditor para ajudá-lo a formar uma base razoável para emissão de opinião sobre as demonstrações contábeis que estão sendo auditadas. Em geral.

Marcelo Aragão www. um erro de classificação ou uma falha na divulgação de informação em Nota Explicativa. a administração. O auditor também pode ter outras responsabilidades de comunicação e de relatório. por exemplo. NBC TA 260 – Comunicação com os Responsáveis pela Governança. as distorções também incluem os ajustes de valor. veremos mais acerca das evidências de auditoria. são necessários para que as demonstrações contábeis estejam apresentadas adequadamente. Na aula 3.br 13 . em todos os aspectos relevantes. O que é uma distorção? Distorção é a diferença entre o valor. os responsáveis pela governança ou partes fora da entidade.pontodosconcursos. por lei ou regulamento aplicável. a apresentação ou a divulgação de uma demonstração contábil relatada (divulgada nas demonstrações) e o valor. classificação. Prof. Portanto. no contexto da auditoria de demonstrações contábeis. apresentação ou divulgação que. no julgamento do auditor. a classificação. Essas outras responsabilidades podem ser estabelecidas pelas NBC TAs.com. sua relevância e confiabilidade no fornecimento de suporte às conclusões em que se baseia a opinião do auditor. a respeito dos assuntos decorrentes da auditoria. As distorções podem originar-se de erro ou fraude. em todos os aspectos relevantes. a classificação. isto é. a apresentação ou a divulgação que é exigida para que o item esteja de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. Outras responsabilidades de comunicação O relatório (parecer) do auditor sobre as demonstrações contábeis não é o único “produto” da auditoria. perante os usuários. Quando o auditor expressa uma opinião sobre se as demonstrações contábeis foram apresentadas adequadamente.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A adequação da evidência de auditoria é a medida da qualidade da evidência de auditoria. pode envolver o registro de uma operação por valor inadequado. e item 43 da NBC TA 240 que trata da responsabilidade do auditor em relação a fraude. como. por exemplo.

4. Práticas contábeis importantes. 83). Todavia. a NBC TA 200 estabelece alguns requisitos necessários para o exercício da auditoria independente: 1.com. Descobertas de fraudes. o auditor pode emitir outros relatórios. Requisitos Éticos Ceticismo Profissional Julgamento Profissional Condução da auditoria em conformidade com as NBC Tas. Dificuldades encontradas na realização da auditoria.pontodosconcursos. As exigências éticas relevantes abrangem o Código de Ética Profissional do Contabilista. relacionadas à auditoria de demonstrações contábeis. 3. Divergências com a administração. Estimativas contábeis e julgamentos realizados pela administração. OBSERVAÇÃO: Note que o principal objetivo do auditor é expressar opinião em relatório sobre a adequação das demonstrações contábeis. como por exemplo: para apresentar comunicações específicas aos responsáveis pela governança. bem como as NBC PAs (normas profissionais) aplicáveis.br 14 Prof. Requisitos éticos relacionados à auditoria O auditor está sujeito a exigências éticas relevantes. Ajustes contábeis significativos. www. para comunicar deficiências de controles internos. REQUISITOS PARA O EXERCÍCIO DA AUDITORIA Conforme ensinam Barreto e Graeff (2010. Marcelo Aragão . inclusive as relativas à independência.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Entre as questões a serem discutidas e/ou comunicadas à administração e aos responsáveis pela governança. p. Os princípios fundamentais de ética profissional para o auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis são: (a) Integridade. incluem-se: • • • • • • • Controles internos. 2. no que diz respeito a trabalhos de auditoria de demonstrações contábeis. para comunicar a ocorrência de fraudes etc.

Competência e zelo profissional. por exemplo. exigido pelo Código de Ética Profissional do Contabilista e pelas normas profissionais do CFC. Marcelo Aragão www. Prof.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (b) (c) (d) (e) Objetividade.br 15 . A independência do auditor frente à entidade salvaguarda a capacidade do auditor de formar opinião de auditoria sem ser afetado por influências que poderiam comprometer essa opinião.com. Ceticismo Profissional e Julgamento Profissional As novas normas destacam que o auditor independente deve manter atitude de ceticismo profissional e utilizar o seu julgamento profissional para a condução apropriada da auditoria. • informações que coloquem em dúvida a confiabilidade dos documentos e respostas a indagações a serem usadas como evidências de auditoria. também. Confidencialidade.pontodosconcursos. No caso de trabalho de auditoria ser de interesse público e. Ceticismo profissional é a postura que inclui uma mente questionadora e alerta para condições que possam indicar possível distorção devido a erro ou fraude e uma avaliação crítica das evidências de auditoria. ser objetivo e manter postura de ceticismo profissional. O ceticismo profissional inclui estar alerta. • condições que possam indicar possível fraude. exemplos de situações onde não há salvaguardas disponíveis para tratar as ameaças. se exige que o auditor seja independente da entidade sujeita a auditoria. Fornecem exemplos de salvaguardas que podem ser apropriadas para tratar das ameaças ao cumprimento dos princípios fundamentais e fornece. O Código de Ética Profissional do Contabilista e as normas profissionais do CFC relacionadas mostram como a estrutura conceitual deve ser aplicada em situações específicas. portanto. e Comportamento (ou conduta) profissional. • circunstâncias que sugiram a necessidade de procedimentos de auditoria além dos exigidos pelas NBC TAs. a: • evidências de auditoria que contradigam outras evidências obtidas. A independência aprimora a capacidade do auditor de atuar com integridade.

Isso porque a interpretação das exigências éticas e profissionais relevantes. pela avaliação da razoabilidade das estimativas feitas pela administração na elaboração das demonstrações contábeis. com isso. sem nenhuma ligação prévia com a auditoria. O julgamento profissional é necessário. • a natureza. das normas de auditoria e as decisões informadas requeridas ao longo de toda a auditoria não podem ser feitas sem a aplicação do conhecimento e experiência relevantes para os fatos e circunstâncias. por exemplo. • uso inadequado de premissas ao determinar a natureza. Marcelo Aragão www. Neste aspecto. por exemplo. • extração de conclusões baseadas nas evidências de auditoria obtidas. dentro do contexto fornecido pelas normas de auditoria. na tomada de decisões informadas a respeito dos cursos de ação apropriados nas circunstâncias do trabalho de auditoria.br 16 . Julgamento profissional é a aplicação do treinamento. O julgamento profissional precisa ser exercido ao longo de toda a auditoria.com. contábeis e éticas. Ele também precisa ser adequadamente documentado.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A manutenção do ceticismo profissional ao longo de toda a auditoria é necessária. conhecimento e experiência relevantes. • avaliação das opiniões da administração na aplicação da estrutura de relatório financeiro aplicável da entidade.pontodosconcursos. • generalização excessiva ao tirar conclusões das observações de auditoria. para que o auditor reduza os riscos de: • ignorar circunstâncias não usuais. O julgamento profissional é essencial para a condução apropriada da auditoria. nas decisões sobre: • materialidade e risco de auditoria. a época e a extensão dos procedimentos de auditoria e ao avaliar os resultados destes. os objetivos gerais do auditor. a época e a extensão dos procedimentos de auditoria aplicados para o cumprimento das exigências das normas de auditoria e a coleta de evidências de auditoria. entenda Prof. em particular. é exigido que o auditor elabore documentação de auditoria suficiente para possibilitar que outro auditor experiente. • avaliar se foi obtida evidência de auditoria suficiente e apropriada e se algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos os objetivos das NBC TAs e.

br 17 . Uma NBC TA é relevante para a auditoria quando ela está em vigor e as circunstâncias tratadas nela existem na situação específica. o auditor deve avaliar se isso o impede de cumprir os objetivos gerais de auditoria e se isso exige que ele. se a entidade não tem a função de auditoria interna. em conformidade com as NBC TAs. nenhum aspecto da NBC TA 610 – Utilização do Trabalho de Auditoria Interna é relevante. Marcelo Aragão www. o auditor pode julgar necessário não considerar uma exigência relevante em uma NBC TA. Portanto. Condução da auditoria em conformidade com NBC TAs A NBC TA 200 estabelece ainda que o auditor deve observar todas as NBC TAs relevantes para a auditoria. o auditor deve cumprir com cada exigência de uma NBC TA. a menos que.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO os julgamentos profissionais significativos exercidos para se atingir as conclusões sobre assuntos significativos surgidos durante a auditoria. modifique sua opinião ou renuncie ao trabalho (quando a renúncia é possível de acordo com lei ou regulamento aplicável).pontodosconcursos. O auditor não deve declarar conformidade com as normas de auditoria (brasileiras e internacionais) no seu relatório.com. Em circunstâncias excepcionais. o requisito de modificar a opinião do auditor se houver uma limitação de alcance (NBC TA 705 – Modificações na Opinião do Auditor Independente) representa uma exigência condicional explícita. ***************************************************************** Prof. o auditor deve executar procedimentos de auditoria alternativos para cumprir o objetivo dessa exigência. a menos que ele tenha cumprido com as exigências desta Norma e de todas as demais NBC TAs relevantes para a auditoria. nas circunstâncias da auditoria: a) a NBC TA inteira não seja relevante. b) a exigência não seja relevante por ser condicional e a condição não existir. Se um objetivo em uma NBC TA relevante não pode ser cumprido. Por exemplo. Por exemplo. Em tais circunstâncias.

em todos os aspectos considerados. devido à fraude ou erro. os objetivos gerais do auditor são obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante. em conformidade com a estrutura de parecer financeiro.com. em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. possibilitando assim que o auditor expresse sua opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. em conformidade com a estrutura de parecer financeiro consolidado do auditor independente.pontodosconcursos. em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável.br 18 . (E) razoável de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de distorção irrelevante. ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis. em todos os aspectos relevantes. independentemente se causadas por fraude ou erro. são objetivos gerais do auditor obter segurança (A) razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante. em todos os aspectos relevantes. possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. Prof. possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. em todos os aspectos relevantes. devido à fraude. (C) total de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de distorção relevante. devido à fraude ou erro.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Resolvam agora as seguintes questões sobre o conteúdo estudado nessa breve aula demonstrativa. (B) razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção irrelevante. (D) total de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de distorção irrelevante. possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. Conforme vimos nesta aula. 1) (TRT/24ª REGIÃO/FCC/2011) Ao conduzir uma auditoria de demonstrações contábeis. devido a erros. em todos os aspectos relevantes. devido à fraude ou erro. Marcelo Aragão www. em todos os aspectos relevantes. Elas estão ao final da aula sem os comentários.

confidencialidade e conduta profissional.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A alternativa “A” é a correta. Desde que o auditor assine declaração de independência. não é mais necessário que decline de trabalhos nos quais existam. confidencialidade. subjetividade. objetividade. competência e zelo profissional. há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes das demonstrações contábeis não sejam detectadas. que podem ser necessários para tal investigação.com. estabelecem princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor. Portanto. confidencialidade. transparência. confidencialidade. II. Em conformidade com a NBC TA 200. cujo cumprimento pelo auditor é exigido pelo Código IFAC (International Federation of Accountants). conduta profissional.br 19 . (D) integridade. conduta profissional. Tais princípios são: (A) perspicácia.pontodosconcursos. tais como o poder de busca. Portanto. Marcelo Aragão www. zelo profissional. competência e zelo profissional. quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis. A auditoria é uma investigação oficial de suposto delito. competência e zelo profissional. 3) (TRF/1ª REGIÃO/FCC/2011) Considere as assertivas a seguir: I. conduta profissional. embora a auditoria seja adequadamente Prof. que estão em linha com os princípios fundamentais. (B) perspicácia. competência e zelo profissional. III. e fornece estrutura conceitual para a aplicação desses princípios. subjetividade. Em decorrência das limitações inerentes de uma auditoria. os princípios fundamentais de ética profissional para o auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis são: integridade. objetividade. o auditor não recebe poderes legais específicos. (E) perspicácia. confidencialidade. na administração da empresa auditada. parentes em nível de segundo grau. objetividade. a alternativa “D” é o gabarito da questão. conduta profissional. 2) (TRT/24ª REGIÃO/FCC/2011) O Código de Ética Profissional do Contabilista. bem como as NBC-PAs (Normas Profissionais do Auditor Independente). competência e zelo profissional. (C) integridade.

que podem ser necessários para tal investigação. resultante de fraude ou erro. (C) I. tais como o poder de busca.com. há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes das demonstrações contábeis não sejam detectadas. A auditoria não é uma investigação oficial de suposto delito. (D) II.pontodosconcursos.br 20 . 4) (ICMS/RIO/FGV/2011) De acordo com Conselho Federal de Contabilidade. A assertiva II é incorreta. (B) I e II. Em decorrência das limitações inerentes de uma auditoria. o erro estava somente na supressão da palavra “não”. uma falha na condução de uma auditoria em conformidade com as normas de auditoria. Está correto o que se afirma SOMENTE em: (A) II e III. Vamos examinar cada uma das assertivas. Portanto. A assertiva I é incorreta. embora a auditoria seja adequadamente planejada e executada em conformidade com as normas de auditoria. (E) III. A assertiva III é correta. Perceba que a FCC também utiliza o mesmo estilo das bancas em geral de incluir ou excluir uma negação em uma assertiva. descoberta posterior de uma distorção relevante das demonstrações contábeis. Veremos na aula 1 que existem certas salvaguardas quando presentes as ameaças à independência do auditor. assinale a alternativa correta.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO planejada e executada em conformidade com as normas legais de auditoria. Marcelo Aragão www. o gabarito é a letra “E”. No caso. Portanto. dentre as quais o auditor declinar ou abster-se de participar como membro da equipe em situações de ameaças de familiaridade com a entidade auditada. consoante os Princípios Fundamentais de Contabilidade Prof. (A) A auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que têm por objetivo a emissão de parecer sobre a sua adequação. não indica por si só. Pelo exposto. o auditor não recebe poderes legais específicos. Não há exigência nas normas de auditoria de que o auditor assine declaração de independência.

emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade. emitindo sua opinião de forma isenta. no que for pertinente. O cumprimento desses princípios não é exigido dos auditores. consoante os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e. Marcelo Aragão www. O parecer do auditor independente emitido na modalidade sem ressalvas não representa garantia de viabilidade futura da entidade. prevalecem as normas emitidas pelo Corecon. atestando a eficácia da administração na gestão dos negócios. as interpretações e as orientações emitidos pelo CPC e homologados pelos órgãos reguladores. prevalecem as práticas já consagradas pela profissão contábil. desde que atendam à Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis emitidas pelo CFC e. atestando a eficácia da administração na gestão dos negócios. a auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que têm por objetivo a emissão de parecer sobre a sua adequação. os pronunciamentos. formalizadas ou não pelos seus organismos próprios. (B) O parecer do auditor independente emitido na modalidade sem ressalvas representa garantia de viabilidade futura da entidade. no que for pertinente. a legislação específica. A letra B está incorreta. a legislação específica. e práticas pelas entidades em assuntos não regulados. por algum motivo. pairarem dúvidas acerca desse atributo. a relação dos sócios da empresa de auditoria.pontodosconcursos. as Normas Brasileiras de Contabilidade. na ausência de disposições específicas. Contudo. Na ausência de disposições específicas. Prof.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO e as Normas Brasileiras de Contabilidade e. deve ela ser independente (quando externa) ou autônoma (quando interna). A letra A está incorreta.com. Isso significa que não deve ser vinculada à entidade auditada. (D) A fim de que a opinião da entidade de auditoria seja isenta. Se. em jornal de grande circulação. (E) Os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis estão implícitos no Código de Ética Profissional do Contabilista e na NBC PA 01. por conseguinte. em consonância com as normas contábeis internacionais.br 21 . que trata do controle de qualidade. Nos termos da NBC T 11. imparcial. o ideal é que se publique. (C) As "práticas contábeis adotadas no Brasil" compreendem a legislação societária brasileira.

quando apropriado. é a estrutura de relatório financeiro adotada pela administração e.com. pairarem dúvidas acerca do atributo. (C) prevê que caberá ao auditor fornecer os modelos adequados de relatórios a serem utilizados pela entidade. É utilizada para se referir a uma estrutura de relatório financeiro que exige conformidade com as exigências dessa estrutura e (A) prevê o mesmo modelo de demonstrações contábeis para qualquer tipo de entidade. Marcelo Aragão www. com vistas à harmonização de normas contábeis. as Normas Brasileiras de Contabilidade. por conseguinte.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A letra C está correta e constitui o gabarito da questão. (B) reconhece explicita ou implicitamente que. No caso do Brasil. da relação dos sócios da empresa de auditoria. Prof. Na aula 1. 5) (AUDITOR/ANGRA DOS REIS/FGV/2010) Estrutura de relatório financeiro aplicável. desde que atendam à Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis emitida pelo CFC e. Se. em consonância com as normas contábeis internacionais. as interpretações e as orientações emitidos pelo CPC e homologados pelos órgãos reguladores. Por fim. nos termos da TA 200. e práticas adotadas pelas entidades em assuntos não regulados. pode ser necessário que a administração forneça divulgações além das especificamente exigidas pela estrutura. os pronunciamentos. emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade. existem certas salvaguardas e ações a serem adotadas para eliminar ou reduzir as ameaças à independência. para conseguir a apresentação adequada das demonstrações contábeis. pelos responsáveis pela governança na elaboração das demonstrações contábeis. veremos quais são as salvaguardas.br 22 . a letra E também está incorreta. por algum motivo. que trata do controle de qualidade e o cumprimento desses princípios é exigido dos auditores.27 – Apresentação das Demonstrações Contábeis. a partir de 2010.pontodosconcursos. que é aceitável em vista da natureza da entidade e do objetivo das demonstrações contábeis ou seja exigida por lei ou regulamento. como definido no item 7 da NBC T 19. Dentre as salvaguardas não existe a publicação. Os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis estão implícitos no Código de Ética Profissional do Contabilista e na NBC PA 01. em jornal de grande circulação. “práticas contábeis adotadas no Brasil” compreendem a legislação societária brasileira. A letra D está incorreta.

Segundo a NBC TA 200.. (E) transações rotineiras desenvolvidas por controladas avaliadas pelo método da equivalência patrimonial.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (D) reconhece explicitamente que a administração não se desvie de uma exigência da estrutura para conseguir uma apresentação adequada das demonstrações contábeis. considerando o disposto na NBC TA 200 e correlatas o indicado nas alternativas a seguir. o gabarito é a letra B. (A) evidências de auditorias que contradigam outras evidências obtidas. Também inclui a consideração da suficiência e adequação das evidências de auditoria obtidas considerando as circunstâncias. a expressão “estrutura de apresentação adequada” é utilizada para se referir a uma estrutura de relatório financeiro que exige conformidade com as exigências dessa estrutura e reconhece explícita ou implicitamente que.) evidência que corrobore um valor relevante da demonstração contábil. para conseguir a apresentação adequada das demonstrações contábeis. Isso inclui questionar evidências de auditoria contraditórias e a confiabilidade dos documentos e respostas a indagações e outras informações obtidas junto à administração e aos responsáveis pela governança. Nos termos da NBC TA 200. Marcelo Aragão www. o ceticismo profissional inclui estar alerta. Portanto. (C) condições que possam indicar possível fraude. (E) reconhece que o auditor deve manter seu planejamento inicial constante até o final dos trabalhos.br 23 . (B) informações que coloquem em dúvida a confiabilidade dos documentos e respostas a indagações a serem usadas como evidências de auditoria. 6) (AUDITOR/ANGRA DOS REIS/FGV/2010) O ceticismo profissional é necessário para a avaliação crítica das evidências de auditoria.. pode ser necessário que a administração forneça divulgações além das especificamente exigidas pela estrutura. por exemplo. Assinale-a. (D) circunstâncias que sugiram a necessidade de procedimentos de auditoria além dos exigidos pelas NBC TA s. por exemplo. À EXCEÇÃO DE UMA. O ceticismo profissional inclui estar alerta. por exemplo. a: Prof. no caso de existência de fatores de risco de fraude.pontodosconcursos. for a única (.com.

conhecimento e experiência tenham ajudado no desenvolvimento das competências necessárias para estabelecer julgamentos razoáveis. os objetivos gerais do auditor. Pelo exposto. Essa situação é normal. C e D correspondem à necessidade do auditor de estar alerta mantendo o ceticismo profissional.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO a) evidências de auditoria que contradigam outras evidências obtidas. (C) avaliar se foi obtida evidência de auditoria suficiente e apropriada e se algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos os objetivos das NBC TAs e. c) condições que possam indicar possível fraude.com. Marcelo Aragão www. 7) (AUDITOR/ANGRA DOS REIS/FGV/20101) O julgamento profissional é essencial para a condução apropriada da auditoria.br 24 .pontodosconcursos. (.. d) circunstâncias que sugiram a necessidade de procedimentos de auditoria além dos exigidos pelas NBC TAs. a época e a extensão dos procedimentos de auditoria aplicados para o cumprimento das exigências das normas de auditoria e a coleta de evidências de auditoria. (E) extração de conclusões não baseadas nas evidências de auditoria obtidas. cujo treinamento. A característica que distingue o julgamento profissional esperado do auditor é que esse julgamento seja exercido por auditor. com isso. b) informações que coloquem em dúvida a confiabilidade dos documentos e respostas a indagações a serem usadas como evidências de auditoria. não sendo indicativo para questionamento por parte do auditor. (D) avaliação das opiniões da administração na aplicação da estrutura de relatório financeiro aplicável da entidade. Prof. A única alternativa em que o julgamento profissional não é necessário é a “E”. nas decisões sobre (A) materialidade e risco de auditoria.. O gabarito é a letra E. O auditor não pode utilizar o julgamento profissional para extrair conclusões não sustentadas por fatos e circunstâncias do trabalho ou por evidência de auditoria.) O julgamento profissional NÃO é necessário. as alternativas A. B. em particular. (B) a natureza. O ceticismo profissional não é necessário diante de transações rotineiras desenvolvidas por controladas avaliadas pelo método da equivalência patrimonial. A alternativa E constitui o gabarito da questão.

com. (B) razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção irrelevante. À EXCEÇÃO DE UM. (C) total de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de distorção relevante. cujo cumprimento é exigido dos auditores e encontram-se listados a seguir. possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. Assinale-o. que trata do controle de qualidade. em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. devido à fraude ou erro. Marcelo Aragão www. devido à fraude ou erro. devido a erros. são objetivos gerais do auditor obter segurança (A) razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante. QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA: 1) (TRT/24ª REGIÃO/FCC/2011) Ao conduzir uma auditoria de demonstrações contábeis. em conformidade com a estrutura de parecer financeiro. Esses princípios estão em linha com os princípios de Código de Ética do IFAC. em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. em todos os aspectos relevantes. (A) integridade (B) subjetividade (C) competência e zelo profissional (D) confidencialidade (E) comportamento (ou conduta) profissional A letra B é o gabarito da questão.pontodosconcursos. Subjetividade não é um princípio fundamental de ética profissional.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 8) (AUDITOR/ANGRA DOS REIS/FGV/2011) Os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis estão implícitos no Código de Ética Profissional do Contabilista e na NBC PA 01. possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. em todos os aspectos relevantes. em todos os aspectos relevantes.br 25 . Prof. possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. O princípio da objetividade é que deve ser cumprido.

Portanto. em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. que estão em linha com os princípios fundamentais. quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis. Desde que o auditor assine declaração de independência. subjetividade. II. em conformidade com a estrutura de parecer financeiro consolidado do auditor independente. conduta profissional. e fornece estrutura conceitual para a aplicação desses princípios. confidencialidade. não é mais necessário que decline de trabalhos nos quais existam. Em decorrência das limitações inerentes de uma auditoria. conduta profissional. (E) razoável de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de distorção irrelevante. III. objetividade. Marcelo Aragão www. bem como as NBC-PAs (Normas Profissionais do Auditor Independente).com. que podem ser necessários para tal investigação. Tais princípios são: (A) perspicácia. (D) integridade. devido à fraude ou erro. (B) perspicácia. conduta profissional. confidencialidade. confidencialidade. possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. o auditor não recebe poderes legais específicos. tais como o poder de busca. (E) perspicácia. parentes em nível de segundo grau. competência e zelo profissional.pontodosconcursos. em todos os aspectos relevantes. há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes das demonstrações contábeis não sejam detectadas. conduta profissional. confidencialidade. objetividade. possibilitando que o auditor expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. (C) integridade. 3) (TRF/1ª REGIÃO/FCC/2011) Considere as assertivas a seguir: I. competência e zelo profissional.br 26 . subjetividade. zelo profissional. embora a auditoria seja adequadamente Prof. A auditoria é uma investigação oficial de suposto delito. transparência. em todos os aspectos considerados. na administração da empresa auditada. estabelecem princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor. 2) (TRT/24ª REGIÃO/FCC/2011) O Código de Ética Profissional do Contabilista. competência e zelo profissional. competência e zelo profissional. devido à fraude. cujo cumprimento pelo auditor é exigido pelo Código IFAC (International Federation of Accountants).AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (D) total de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de distorção irrelevante.

(B) I e II. Na ausência de disposições específicas. (E) Os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis estão implícitos no Código de Ética Profissional do Contabilista e na NBC PA 01. a legislação específica. (A) A auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que têm por objetivo a emissão de parecer sobre a sua adequação. (C) As "práticas contábeis adotadas no Brasil" compreendem a legislação societária brasileira.br 27 . pairarem dúvidas acerca desse atributo. Isso significa que não deve ser vinculada à entidade auditada. por conseguinte. (D) II. consoante os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e. Prof. Se. emitindo sua opinião de forma isenta. em consonância com as normas contábeis internacionais. que trata do controle de qualidade. atestando a eficácia da administração na gestão dos negócios. as interpretações e as orientações emitidos pelo CPC e homologados pelos órgãos reguladores. as Normas Brasileiras de Contabilidade. Está correto o que se afirma SOMENTE em: (A) II e III. e práticas pelas entidades em assuntos não regulados. (D) A fim de que a opinião da entidade de auditoria seja isenta. deve ela ser independente (quando externa) ou autônoma (quando interna). em jornal de grande circulação. prevalecem as normas emitidas pelo Corecon. por algum motivo. a relação dos sócios da empresa de auditoria.com. o ideal é que se publique. imparcial. 4) (ICMS/RIO/FGV/2011) De acordo com Conselho Federal de Contabilidade. (B) O parecer do auditor independente emitido na modalidade sem ressalvas representa garantia de viabilidade futura da entidade. no que for pertinente. O cumprimento desses princípios não é exigido dos auditores. (C) I.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO planejada e executada em conformidade com as normas legais de auditoria. (E) III.pontodosconcursos. desde que atendam à Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis emitidas pelo CFC e. emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade. assinale a alternativa correta. os pronunciamentos. Marcelo Aragão www.

que é aceitável em vista da natureza da entidade e do objetivo das demonstrações contábeis ou seja exigida por lei ou regulamento. quando apropriado. evidência que corrobore um valor relevante da demonstração contábil. (E) reconhece que o auditor deve manter seu planejamento inicial constante até o final dos trabalhos. Marcelo Aragão www. É utilizada para se referir a uma estrutura de relatório financeiro que exige conformidade com as exigências dessa estrutura e (A) prevê o mesmo modelo de demonstrações contábeis para qualquer tipo de entidade. 6) (AUDITOR/ANGRA DOS REIS/FGV/2011) O ceticismo profissional é necessário para a avaliação crítica das evidências de auditoria. a partir de 2010. Também inclui a consideração da suficiência e adequação das evidências de auditoria obtidas considerando as circunstâncias. for a única. (B) informações que coloquem em dúvida a confiabilidade dos documentos e respostas a indagações a serem usadas como evidências de auditoria.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 5) (AUDITOR/ANGRA DOS REIS/FGV/2011) Estrutura de relatório financeiro aplicável. nos termos da TA 200. Prof. (C) prevê que caberá ao auditor fornecer os modelos adequados de relatórios a serem utilizados pela entidade. pode ser necessário que a administração forneça divulgações além das especificamente exigidas pela estrutura. Isso inclui questionar evidências de auditoria contraditórias e a confiabilidade dos documentos e respostas a indagações e outras informações obtidas junto à administração e aos responsáveis pela governança.pontodosconcursos. considerando o disposto na NBC TA 200 e correlatas o indicado nas alternativas a seguir. (C) condições que possam indicar possível fraude. O ceticismo profissional inclui estar alerta. por exemplo. (A) evidências de auditorias que contradigam outras evidências obtidas. no caso de existência de fatores de risco de fraude.. pelos responsáveis pela governança na elaboração das demonstrações contábeis. À EXCEÇÃO DE UMA.. é a estrutura de relatório financeiro adotada pela administração e.com. Assinale-a. (D) reconhece explicitamente que a administração não se desvie de uma exigência da estrutura para conseguir uma apresentação adequada das demonstrações contábeis.br 28 . com vistas à harmonização de normas contábeis. por exemplo. (B) reconhece explicita ou implicitamente que. para conseguir a apresentação adequada das demonstrações contábeis.

conhecimento e experiência tenham ajudado no desenvolvimento das competências necessárias para estabelecer julgamentos razoáveis.) O julgamento profissional NÃO é necessário. Marcelo Aragão www. (E) transações rotineiras desenvolvidas por controladas avaliadas pelo método da equivalência patrimonial. que trata do controle de qualidade. À EXCEÇÃO DE UM. 8) (AUDITOR/ANGRA DOS REIS/FGV/2011) Os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis estão implícitos no Código de Ética Profissional do Contabilista e na NBC PA 01.com.pontodosconcursos. (. (A) integridade (B) subjetividade (C) competência e zelo profissional (D) confidencialidade (E) comportamento (ou conduta) profissional GABARITO: 1-A 2-D 3-E 4-C Prof. (E) extração de conclusões não baseadas nas evidências de auditoria obtidas. 7) (AUDITOR/ANGRA DOS REIS/FGV/2011) O julgamento profissional é essencial para a condução apropriada da auditoria. (D) avaliação das opiniões da administração na aplicação da estrutura de relatório financeiro aplicável da entidade.br 29 .AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (D) circunstâncias que sugiram a necessidade de procedimentos de auditoria além dos exigidos pelas NBC TA s. em particular. cujo cumprimento é exigido dos auditores e encontram-se listados a seguir. os objetivos gerais do auditor. com isso. (C) avaliar se foi obtida evidência de auditoria suficiente e apropriada e se algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos os objetivos das NBC TAs e. a época e a extensão dos procedimentos de auditoria aplicados para o cumprimento das exigências das normas de auditoria e a coleta de evidências de auditoria. Esses princípios estão em linha com os princípios de Código de Ética do IFAC. cujo treinamento. (B) a natureza. nas decisões sobre (A) materialidade e risco de auditoria.. A característica que distingue o julgamento profissional esperado do auditor é que esse julgamento seja exercido por auditor. Assinale-o..

R. COSO. 4ª ed.coso. Atlas. 2007. 9ª ed. KELL. 2004. Auditoria Contábil. São Paulo: Atlas. Resoluções CFC. técnicas e procedimentos: teoria e 950 questões. Série Provas e Concursos. Davi e GRAEFF. Disponível em: <http://www. Auditoria Conceitos e Aplicações. São Paulo: Atlas. Pesquisa Operacional para decisão em Contabilidade e Administração – Contabilometria. 2002. ATTIE. 2010.). Fernando. Normas Brasileiras de Auditoria Interna e Independente das Demonstrações Contábeis. CORRAR. São Paulo. Prof. São Paulo: Atlas. Internal Control – Integrated Framework . Rio de Janeiro: Elsevier. (www. 4. São Paulo. Luiz J. 2007. Sérgio. normas. São Paulo: Atlas. Auditoria – Um Curso Moderno e Completo. 3. Auditoria. William. 2007.br 30 ..br).com. ed. FRANCO. 2009. Conselho Federal de Contabilidade. W.C. Método. Silvio Aparecido.cfc.G. Marcelo Cavalcanti. Auditoria: conceitos. W. Committee Of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (Org. Auditoria Teoria e Exercícios Comentados..org. ed.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 5-B 6-E 7-E 8-B BIBLIOGRAFIA UTILIZADA NO CURSO: ALMEIDA. e outros. Auditoria Contábil – Teoria e Prática.pontodosconcursos.htm>. Ernesto. Marcelo Aragão www. 2006. JOHNSON. BARRETO. BOYTON. United States of America: COSO. CREPALDI. JUND. Hilário e MARRA. Executive Summary. São Paulo.N. 1992. Acesso em: 15 out. CFC.org/ICIntegratedFramework-summary. 1ª ed. 6ª ed. 2001. Atlas.

com.IIA (Instituto dos Auditores Internos) foi formado em 1941 e atualmente 160 países seguem o mesmo padrão em Prof. AUDITORIA EXTERNA E PERÍCIA CONTÁBIL As auditorias nas empresas públicas ou privadas podem ser realizadas por meio de auditores que pertencem aos quadros da empresa. análises. Auditoria Interna A auditoria interna é uma atividade realizada por empregados de uma organização com o propósito de assistir à administração no cumprimento de seus objetivos. Portanto. por meio de recomendação de soluções para as não-conformidades. A auditoria interna tem por finalidade agregar valor ao resultado da organização. ou por meio intermédio de auditores independentes ou empresas de auditoria independente. realizada mais para fins administrativos internos. Responsabilidade Legal do Auditor.br 1 . eficácia. eficiência e economicidade dos processos. levantamentos e comprovações para avaliar a integridade. Ética Profissional. Iniciamos a aula pela comparação entre a auditoria interna e externa e a perícia contábil. Sigilo. O Institute of Internal Auditors . ou seja. Dando continuidade ao nosso curso de auditoria para o ISS SP. diz-se que os trabalhos e os resultados da auditoria interna são de interesse maior dos administradores da organização. Marcelo Aragão www. esta é a aula 1 que abordará os seguintes assuntos: Auditoria Interna. adequação.pontodosconcursos. AUDITORIA INTERNA. dos sistemas de informações e de controles internos interessados ao ambiente e de gerenciamento de riscos. mediante exames. Honorários. pela auditoria interna. Normas de Proficiência e Zelo Independência. da gestão e dos controles internos. Auditoria Externa e Perícia Contábil.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Pessoal. denominadas de auditoria externa. Rodízio de Líderes. avaliações. e Controle de Qualidade Profissional. apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos.

Marcelo Aragão www.significa que é realizada dentro de organizações. normalmente. (2) a pessoa ou grupo que faz a avaliação – o auditor interno. compreendem dois participantes: (1) a pessoa ou grupo que oferece a consultoria –o auditor interno. Ao Prof. de acordo com as normas e práticas publicadas pelo instituto. A auditoria auxilia a organização a alcançar seus objetivos através de uma abordagem sistemática e disciplinada para a avaliação e melhoria da eficácia dos processos de gerenciamento de risco. evitando-se conflitos de interesses. Normalmente.os serviços de consultoria são aqueles relacionados a assessoria e. A natureza e o escopo do trabalho de avaliação são determinados pelo auditor interno. controle e governança corporativa. são prestados por solicitação específica de um cliente de auditoria. Serviços de avaliação . e (3) a pessoa ou grupo que faz uso da avaliação – o usuário. Cuidado: não confundir com a realização por empregados da própria organização.os serviços de avaliação (assurance) compreendem uma avaliação objetiva da evidência por parte do auditor interno com o objetivo de apresentar uma opinião ou conclusões independentes sobre um processo ou outra matéria correlata. normalmente. Os serviços de consultoria.br 2 . A natureza e o escopo dos trabalhos de consultoria estão sujeitos a um acordo mútuo com o cliente do trabalho. O IIA apresenta o seguinte conceito para a auditoria interna: A auditoria interna é uma atividade independente e objetiva que presta serviços de avaliação e de consultoria com o objetivo adicionar valor e melhorar as operações de uma organização. sistema ou outro assunto correlato – o proprietário do processo. A atividade tem que ser independente e os auditores objetivos. uma vez que a atividade pode ser terceirizada. Interna .AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO auditoria interna. Independente e objetiva . Serviços de Consultoria .pontodosconcursos. e (2) a pessoa ou grupo que necessita e recebe a consultoria – o cliente do trabalho.atuação desvinculada das áreas auditadas e de forma imparcial e objetiva. três partes participam dos serviços de avaliação: (1) a pessoa ou grupo diretamente responsável pelo processo.com.

através do parecer. dos acionistas. responsabilidade técnico-profissional definida.com. Portanto. A NBC TA 200. Auxilia a organização a alcançar seus objetivos – ajuda toda a organização a alcançar suas metas e objetivos. que trata dos objetivos gerais do auditor independente e que revogou a NBCT 11. é indispensável que tal documento obedeça às características intrínsecas e extrínsecas estabelecidas nas normas de auditoria. controle e governança corporativa. inclusive de ordem pública. o resultado das operações e as modificações na posição patrimonial e financeira. É por isso que se diz que a auditoria externa é realizada como uma forma de prestação de contas a terceiros. define que o objetivo da auditoria externa é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Marcelo Aragão www. em todos os aspectos relevantes.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO realizar serviços de consultoria o auditor interno deve manter a objetividade e não assumir responsabilidades gerenciais. Abordagem sistemática e disciplinada – implica que o auditor interno segue normas profissionais que orientam a realização do trabalho. fisco. etc. é correto afirmar-se que o auditor externo assume uma responsabilidade de ordem pública. Agrega valor à organização e contribui para o aperfeiçoamento das operações e na eficácia dos processos de gestão de riscos. Dada a amplitude dos usuários interessados no parecer do auditor. em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. norma do Conselho Federal de Contabilidade . Cooperação entre a auditoria externa e a auditoria interna Prof. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas.br 3 . Como o auditor assume. de conformidade com princípios contábeis. credores.pontodosconcursos. Estado. os trabalhos e os resultados da auditoria externa são de interesse maior de terceiros. ou seja. Auditoria externa Já a auditoria externa ou independente tem por objetivo o exame das demonstrações contábeis e a emissão de parecer sobre a adequação com que as demonstrações apresentam a posição patrimonial e financeira.CFC. diferentemente da auditoria interna.

Marcelo Aragão www. Prof. e no âmbito de planejamento conjunto do trabalho a realizar. O principal cliente do trabalho da auditoria interna é a administração da entidade. deve manter em relação à entidade auditada. cabe ressaltar que as auditorias interna e externa. Veremos a seguir.1 – O auditor interno. geralmente. deve apresentar os seus papéis de trabalho ao auditor independente e entregar-lhe cópias.6. não significa que o auditor interno trabalhe para o auditor externo. inclusive com a obrigação do auditor interno de apresentar os seus papéis de trabalho ao auditor independente. programando em conjunto os serviços. A auditoria interna poderá deixar de executar procedimentos que ela sabe serem executados pela auditoria externa. trabalham de forma articulada e em colaboração. Segundo Franco e Marra.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Apesar da finalidade e dos objetivos da auditoria interna serem diferentes da auditoria externa. Independência Uma das características que distingue a auditoria externa da interna é o grau de independência que o auditor externo. muito utilizada em provas: 3. quando previamente estabelecido com a administração da entidade em que atua. algumas diferenças entre a auditoria interna e a auditoria externa.com. Vale lembrar a seguinte norma profissional do auditor interno (NBC P 3). que constitui uma das formas de controle interno. SAIBA MAIS: Em que pese a cooperação existente entre auditores internos e auditores externos. Essa é a característica mais abordada pela doutrina. ou independente.br 4 . A permanência de ambos na empresa é garantia de maior controle. quando este entender necessário. afirmando que a auditoria interna possui menor grau de independência e a auditoria externa maior grau de independência. as auditorias interna e externa podem se completar.pontodosconcursos.6 – COOPERAÇÃO COM O AUDITOR INDEPENDENTE 3. enquanto esta poderá determinar a profundidade de seus exames e a quantidade de seus testes segundo a confiança que lhe merecer a auditoria interna.

não obstante sua posição funcional. bem como sobre os relatórios de natureza contábil. o auditor externo realiza somente auditoria contábil (em regra) e possui responsabilidade civil e criminal. atenção na prova! Surgimento O surgimento da auditoria externa está associado à necessidade das empresas de captarem recursos de terceiros. diz-se que o auditor externo possui independência e o interno possui autonomia. por serem empregados da organização. o auditor interno examina as demonstrações financeiras mensais ou periódicas da organização. Considerando que as normas profissionais do auditor interno estabelecem que. pois esta é a finalidade específica da auditoria externa. enquanto o auditor interno realiza auditoria contábil e operacional e tem responsabilidade trabalhista. do que para prestação de contas a terceiros. a auditoria interna surgiu como decorrência da necessidade de um acompanhamento sistemático e mais aprofundado da situação da empresa. de qualquer espécie. internos. Assim. ajudando a organização a melhor o desempenho de seus processos e de sua gestão. e os auditores internos não possuem independência. sendo executada mais para fins administrativos.pontodosconcursos. o auditor interno deve preservar sua autonomia profissional. quanto a auditoria contábil ou financeira. pois. elaborados e editados pela área contábil e que tenham sido por ele examinados. constituindo-se em uma resposta à necessidade de independência do exame das transações da empresa em relação aos seus dirigentes. Portanto.br 5 . Por outro lado. emitindo uma opinião interna ou para os órgãos de controle externo. de caráter formal e institucional. sofrem algum tipo de influência. mas não tem a obrigação de emitir parecer sobre as demonstrações contábeis. pois não pertencem aos quadros da empresa auditada. Prof. Marcelo Aragão www.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO ATENÇÃO: Alguns autores afirmam que os auditores externos possuem independência. Percebam que o auditor interno realiza tanto a auditoria operacional ou de resultados. sobre as demonstrações financeiras mensais ou periódicas.com. Enfoques e responsabilidade do auditor Marcelo Cavalcanti Almeida destaca que. quando for o caso.

não existe norma ou legislação que condicione ou obrigue que o auditor interno seja formado em contabilidade. Fraudes e erros A responsabilidade primeira na prevenção e identificação de fraudes e/ou erros é da administração da entidade. a exigência de que o auditor interno seja contador vai depender mais do estatuto ou norma de auditoria interna de cada empresa. ser contador com registro no CRC. Marcelo Aragão www. Prof. Assim. tão cedo quanto possível. Assim. mesmo que o efeito potencial sobre as demonstrações contábeis seja irrelevante. Deve sempre comunicar à administração da entidade auditada descobertas factuais envolvendo fraude – dependendo das circunstâncias. de maneira reservada. A bibliografia especializada faz referência à exigência de ser contador com registro no CRC apenas para o auditor independente. O auditor externo considera a possibilidade de fraudes relevantes e planeja os exames em função dos riscos. de forma verbal ou escrita. que. verifica-se que as equipes de auditoria interna das organizações públicas e privadas possuem profissionais com várias formações acadêmicas (multidisciplinar). o auditor interno auxilia a Administração a prevenir e detectar fraudes. dentre outras condições.pontodosconcursos. no Brasil.com.br 6 . obrigando-se a informá-la. porém tem maior papel de assessoramento na prevenção. Portanto. A Auditoria Interna deve assessorar a administração da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Formação acadêmica As normas de auditoria independente estabelecem que o parecer deve ser datado e assinado pelo contador responsável pelos trabalhos e conter seu número de registro no Conselho Regional de Contabilidade. não elimina o risco de sua ocorrência. entretanto. Contudo. na prática. Para que o auditor independente obtenha registro e autorização para auditar empresas de capital aberto precisa. mediante a manutenção de adequado sistema de controle interno. sobre quaisquer indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no decorrer de seu trabalho. o exercício da auditoria externa é uma prerrogativa do contador registrado no CRC. sempre por escrito. Essa comunicação por escrito se fará por relatório parcial elaborado pelo auditor interno. Isto porque.

conforme a materialidade/relevância. Nesse caso. pode-se afirmar que o auditor interno se preocupa mais com os controles internos administrativos e gerenciais e o auditor externo tem como foco principal os controles internos contábeis. Auditores externos avaliam os controles internos contábeis. Os controles dos primeiros objetivos representam controles contábeis e os do último. caso ele evidenciasse o desvio de uma grande quantidade ou de um item de maior valor. Da mesma forma do auditor interno. SAIBA MAIS: CONTROLES INTERNOS ADMINISTRATIVOS X CONTÁBEIS: O controle interno representa em uma organização os procedimentos. Compreendidos por: Prof. os auditores externos não possuem responsabilidade de implementar e manter controles internos. já o auditor externo deve comunicar circunstâncias de fraudes. podem contribuir com recomendações para seu aprimoramento. métodos ou rotinas cujos objetivos são proteger os ativos. ele comunicaria formalmente. consequentemente. controles administrativos. a comunicação será verbal.pontodosconcursos. Essa é uma responsabilidade dos administradores e demais funcionários da entidade auditada.br 7 . para dimensionar o risco de auditoria e. Marcelo Aragão www. Controles internos Auditores internos examinam e contribuem para a eficácia do sistema de controle interno através de suas avaliações e recomendações. Entretanto. produzir os dados contábeis confiáveis e ajudar na condução ordenada dos negócios da empresa. implementação.com. mas não possuem responsabilidade primária pelo planejamento.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Conclusão: O auditor interno comunica sempre por escrito. por escrito ou verbal. manutenção e documentação do processo. Um exemplo seria o seguinte: o auditor externo está realizando a inspeção física do estoque da entidade auditada e constata o desvio de um item de baixo valor. porém. planejar os testes substantivos. Por outro lado. Os controles contábeis compreendem o plano de organização e todos os métodos e procedimentos utilizados para salvaguardar o patrimônio e a propriedade dos itens que o compõem.

de acordo com as responsabilidades e riscos envolvidos. Portanto. Em função do objetivo principal do auditor externo ou independente. em função de seu objetivo e da natureza dos trabalhos. Pelo fato de permanecerem em tempo integral na empresa.br 8 . Prof. os controles contábeis. Extensão dos trabalhos A auditora interna constitui o conjunto de procedimentos que tem por objetivo examinar a integridade. que observam práticas saudáveis aos interesses da empresa no cumprimento dos deveres e funções. a auditoria interna possui um escopo mais amplo do que a auditoria externa. a auditoria interna aplica os seus procedimentos com maior extensão e profundidade. se algum controle administrativo tiver influência nos relatórios da contabilidade. pessoal qualificado. que são. custódia dos bens patrimoniais e sua contabilização. abrangendo não só as operações financeiras e contábeis. dar ênfase à política de negócios da empresa. Além de maior abrangência.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO segregação de funções: cria independência entre as funções de execução operacional. Os controles administrativos compreendem o plano de organização e todos os métodos e procedimentos utilizados para proporcionar eficiência às operações. existência de um Plano de Contas que facilita o registro e preparação de um manual descritivo para o uso das contas. que esteja apto a desenvolver suas atividades bem instruído e supervisionado por seus responsáveis. no caso. sistema de registro: compreende a classificação dos dados dentro de uma estrutura formal de contas.pontodosconcursos. Marcelo Aragão www. ele deve somente avaliar os controles relacionados com estas demonstrações. o auditor deve considerar também a possibilidade de avaliá-lo. sistema de autorização: controla as operações através de métodos de aprovações. Compreendidos por: normas salutares. Evidentemente. contábeis. mas também as operações não-financeiras e gerenciais da entidade a qual pertence. financeiras e operacionais da entidade. os auditores internos podem realizar uma auditoria mais ampla e permanente. adequação e eficácia dos controles internos e das informações físicas. bem como a seus registros financeiros. em um processo de revisão quase que integral das operações da empresa.com.

com. de forma satisfatória. em função dos riscos identificados. o risco de auditoria é a possibilidade de o auditor emitir uma opinião inadequada sobre demonstrações contábeis significativamente incorretas. é o risco do auditor externo emitir um parecer sem ressalva sobre as demonstrações e estas conterem distorções relevantes que. Essa avaliação. o risco de auditoria auditor possa expressar uma opinião de que contêm distorção relevante quando esse não é o é insignificante. Risco de Auditoria O risco da auditoria interna é diferente da auditoria externa. Ou. tais como perda decorrente de litígio. enquanto a extensão do exame do auditor externo é determinada pelas normas usuais reconhecidas no país ou requeridas por legislação específica. Marcelo Aragão www. Por parte da auditoria interna. ele não se refere aos riscos de negócio do auditor. Esse risco geralmente Além disso. pois o auditor externo está interessado em erros que individualmente ou cumulativamente possam alterar de maneira substancial as informações das demonstrações contábeis. se fossem constatadas pelo auditor. Um aspecto muito explorado em prova é quanto ao momento ou etapa do processo de auditoria em que o auditor analisa os riscos da auditoria. Nesse sentido. o levariam a modificar a sua opinião. Na auditoria externa. o objetivo dos trabalhos. o risco de auditoria é um termo técnico relacionado ao processo de auditoria. Contudo. ocasião em que definirão a melhor estratégia a ser adotada na auditoria.pontodosconcursos. dito de outra forma. o risco está relacionado com a possibilidade de não se atingir. para fins das normas de demonstrações contábeis. auditoria independente das não inclui o risco de que o as demonstrações contábeis caso. seja por uma limitação relevante ou pela complexidade das operações auditadas.br 9 . Tanto o auditor interno quanto o auditor externo avaliam os riscos na fase de planejamento dos trabalhos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Já a auditoria externa realiza menor volume de testes. a doutrina aponta que o escopo dos trabalhos feitos pelo auditor interno normalmente é determinado pela gerência. Prof. publicidade adversa ou outros eventos surgidos em conexão com a auditoria das demonstrações contábeis.

pois ele tem domínio da cultura da empresa. tanto uma quanto a outra aplicam os procedimentos básicos para testar os controles internos. Nesse caso.br 10 . pois tanto as normas da auditoria interna como as da externa exigem a sua verificação. Qualquer auditoria realiza testes de controles e testes substantivos. os trabalhos tanto da auditoria interna quanto da auditoria externa são efetuados em geral por métodos idênticos. como por exemplo. Outro aspecto potencial para prova é quanto ao uso de trabalho de especialistas. Estaria errada. o auditor interno segue mais as rotinas de cunho interno. Portanto. denominados de testes de observância ou de controles. será revista quando da execução dos exames. ou para buscar evidências quanto à validade.com. enquanto o auditor externo observa mais o cumprimento das normas associadas às leis de forma bem ampla. da Atlas). Os trabalhos de ambos compreendem os mesmos procedimentos básicos de auditoria para obtenção de evidências. analistas de sistemas etc) para obtenção de evidência de auditoria. ou seja. cuidado com afirmações em prova do tipo: Os auditores internos aplicam testes de controles enquanto os auditores externos aplicam testes substantivos.pontodosconcursos. confirmação e revisão analítica. suficiência e exatidão das informações divulgadas pela entidade auditada. engenheiros peritos. Conforme nos ensina Crepaldi (Auditoria Contábil. cálculo. que precisam assegurar-se da experiência. Marcelo Aragão www. a verificação de contingências ativas e passivas. quais sejam: observação. Prof. inspeção. Tanto os auditores externos quanto os auditores internos podem contratar serviços de especialistas (exemplo: advogados. não obstante as diferenças já apontadas. em testes substantivos. existem procedimentos comuns. a regra geral é que a responsabilidade pelo resultado da auditoria e pela opinião é exclusiva dos auditores. Por outro lado. Metodologia de trabalho Em essência. ele tem melhor domínio dos aspectos de interesse coletivo.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO contudo. Contudo. competência profissional e independência dos especialistas e aprovar o trabalho desses profissionais. em virtude das circunstâncias. observa o cumprimento rígido das normas internas.

visando a testar o funcionamento e a eficácia de controles internos. registros circunstâncias. Note que são três os elementos a serem objeto da inspeção: a) os registros – inspeção de registros. investigação e confirmação. observação acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução. Marcelo Aragão www. Repare que são três também os objetos da observação por parte do auditor: a) os processos. transação etc endereçada a essas pessoas que transacionam com a entidade. da observação e da investigação e confirmação para aplicar testes de observância. observação e confirmação.pontodosconcursos. observação. b) os documentos – inspeção documental. Outro aspecto importante é que as normas de auditoria das demonstrações contábeis definem que o auditor independente utiliza-se das cinco técnicas de auditoria (inspeção. a depender das circunstâncias e da relação custo/benefício do trabalho. cabe lembrar que ambas as auditorias podem ser realizadas com base em testes parciais mediante amostragem estatística ou não-estatística. o auditor deve considerar os seguintes procedimentos técnicos básicos: inspeção exame de registros. Por fim. e da e exatidão aritmética de demonstrações contábeis documentos e outras Prof. Por sua vez.com. c) os bens tangíveis – inspeção física. b) os procedimentos. a norma de auditoria interna do CFC (NBC TI 01) define que o auditor interno utiliza-se da inspeção. existem procedimentos específicos por parte de ambos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Por outro lado. O uso da amostragem em auditoria – estatística ou não . investigação e confirmação obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. quando o auditor interno pretenda testar os controles internos da organização a qual pertença. Significa apenas que. que consiste na expedição de carta de confirmação de uma informação.é facultativo. SAIBA MAIS: Ao aplicar os testes de observância e substantivos. cálculo conferência comprobatórios.br 11 . Cuidado. revisão analítica e cálculo) para aplicar testes de observância e testes substantivos. a solicitação de carta de responsabilidade ao final dos trabalhos é um procedimento específico da auditoria externa. pois isso não quer dizer que a auditoria interna somente aplique esses três procedimentos básicos ou que não utilize testes substantivos. A investigação e confirmação quando de fonte externa à entidade auditada é realizada mediante a técnica da circularização. dentro ou fora da entidade. c) as pessoas. ele utilizará um ou mais desses três procedimentos básicos: inspeção. documentos e de ativos tangíveis. Por exemplo.

e que não possam aguardar o final dos exames. os objetivos da auditoria programada. O relatório intermediário não elimina a necessidade do relatório final. ou quando tiver modificado. O auditor interno não possui essa responsabilidade ou obrigação de emitir opinião. na hipótese de constatar impropriedades/irregularidades/ilegalidades que necessitem providências imediatas da administração da entidade. claros. Os relatórios do auditor interno devem ter objetivos.br 12 . quando cabível. Marcelo Aragão www. não podemos confundir com a obrigação de emitir opinião sobre as demonstrações contábeis da entidade. âmbito e resultado dos exames efetuados e. concisos. obrigando-se a informá-la. com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. mediante parecer. analítica Comunicação de resultados e relatórios de auditoria Um relatório por escrito e assinado pelo gerente da auditoria interna deve ser encaminhado aos níveis adequados da estrutura organizacional após a conclusão dos exames de cada tarefa programada para a auditoria. quocientes. ou quando desejar manter a administração informada sobre o resultado das etapas já cumpridas de um exame com longa duração prevista. de maneira reservada. Nesse caso.pontodosconcursos. construtivos e oportunos. e devem declarar a finalidade. quantidades absolutas ou outros meios. Relatórios intermediários podem ser feitos quando o auditor considerar necessário transmitir informação que requeira tratamento e atenção urgente da administração. mediante índices. ATENÇÃO: Quando mencionamos que o relatório do auditor interno deve conter a opinião acerca dos aspectos examinados. sempre por escrito. a auditoria interna deve avaliar a necessidade de emissão de relatório parcial. sobre quaisquer indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no decorrer de seu trabalho.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO revisão verificação do comportamento de valores significativos. OBSERVAÇÃO: A NBC TI 01 (norma do CFC sobre a auditoria interna) define que a auditoria interna deve assessorar a administração da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros. sobre as demonstrações. Prof.com. Essa é uma responsabilidade do auditor externo/independente. por razões imperiosas justificadas. conter a opinião do auditor acerca dos aspectos examinados.

deve informar se o exame decorreu do planejamento anual ou de solicitação específica da administração. discrepantes com normas. Marcelo Aragão www. Devem ser claramente delineados no relatório os limites do trabalho realizado. suas cópias. Se necessário. Preservada a confidencialidade que um relatório de auditoria deve observar. O gerente de Auditoria Interna deve rever o relatório antes de sua emissão. O relatório do auditor. Conclusões e opiniões. ilegais. As conclusões e opiniões resultam da capacidade de avaliação do auditor quanto ao efeito das suas constatações. que representa a falha ou problema detectado. ou o aspecto levantado pelo auditor. portanto. dar ciência do desempenho satisfatório e das providências corretivas tomadas pelo auditado. sempre que necessário. se os tópicos anteriores não forem suficientes por si sós para tal. especificadas. sejam de fatos incorretos. pelo menos: O fato em si (constatações). resumos ou partes podem ser enviadas diretamente pela Auditoria Interna: Prof.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO O relatório deve.com. em relação à atividade total da área ou do fluxo operacional. assim como decidir a quem enviá-lo. Recomendações e sugestões que auxiliem a administração no processo de tomada de decisão. irregulares. sempre que possível deve conter sugestões e recomendações para melhorias potenciais e. se necessário..br 13 . sejam de aspectos que envolvam a qualidade de gestão e controle da área auditada. conter informações básicas sobre a área e a organização examinada pelo auditor interno e a situação de pendências sobre relatórios anteriores da Auditoria Interna sobre a área ou a atividade. permitindo melhor entendimento da questão e facilitando análises para tomada de decisões.pontodosconcursos. Os pontos de auditorias incluídos no relatório deverão informar. A causa que dá origem à situação abordada. etc. Conseqüências passadas ou que possam vir a acontecer no futuro. No processo de revisão deve ser levada em conta a necessidade de enviar o relatório para a instância da estrutura organizacional com poderes para tomar as medidas corretivas necessárias. As partes não auditadas devem ser.

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO À Alta Administração. o auditor de instituição financeira tem o dever de relatar a ocorrência de fraude a autoridades de supervisão. ressaltando as deficiências e fazendo as recomendações para melhoria desses controles. pode ser acompanhado de um relatório em forma longa. As principais responsabilidades são: • Sempre que determinar que existem evidências de fraude. de seus resumos ou partes. todavia. Contudo. Aos Auditores independentes.pontodosconcursos. Quanto à auditoria externa. No Brasil. lei ou tribunais de direito (ordem judicial). Marcelo Aragão www. somente podem ser enviados para fins externos (tais como organismos de fiscalização e controle. o principal produto é o parecer sobre as demonstrações contábeis (relatório curto). contendo a descrição dos trabalhos realizados ou uma carta-comentário sobre os controles internos. o auditor externo está impedido de divulgar fraudes a partes externas ao cliente. Portanto. Com relação à descoberta de fraudes. o dever de confidencialidade pode ser passado por cima por estatuto. Qualquer fraude que envolva a alta administração e qualquer fraude perpetrada em qualquer nível que gere demonstrações contábeis que contenham distorções relevantes deve ser relatada pelo auditor diretamente ao comitê de auditoria ou ao conselho de administração. mesmo que irrelevantes. Cópias de relatórios. a quem compete a representação legal da organização. Ao Comitê de auditoria. o auditor externo tem responsabilidades pela comunicação à administração e a outras partes. Em função de obrigações éticas e legais. apresentação em juízo. em certas circunstâncias. Os auditores independentes podem apresentar relatórios formais e informações verbais aos clientes dos trabalhos da auditoria externa e aos responsáveis pela governança da empresa. ou outros que se façam por força de lei) por decisão e através da Alta Administração. a responsabilidade legal do auditor e. À Gerência da área examinada ou envolvida. que. deve levar o assunto à atenção da administração para adoção das providências de sua competência. Em outros segmentos o auditor também tem dever de • • Prof.br 14 . a principal comunicação das descobertas da auditoria está contida no parecer do auditor sobre as demonstrações contábeis.com.

tem autonomia. como segue: AUDITORIA INTERNA AUDITORIA EXTERNA O auditor interno é empregado da O auditor externo não tem vínculo empresa e sua responsabilidade é empregatício com a empresa trabalhista. A auditoria interna surgiu como O surgimento da auditoria externa decorrência da necessidade de um está associado à necessidade das acompanhamento sistemático e empresas de captarem recursos de mais aprofundado da situação da terceiros. os pareceres são encaminhados a quem tenha contratado os serviços do auditor independente.com. internos. auditada e sua responsabilidade é civil e criminal. independência do exame das do que para prestação de contas a transações da empresa em relação Prof.br 15 . Maior volume de testes (tem maior Menor volume de testes. cumulativamente possam alterar de maneira substancial as demonstrações contábeis. Marcelo Aragão www. Executa auditoria contábil e Executa apenas auditoria contábil operacional. os Por fim. empresas de porte médio e especialmente de grande porte e de maiores. o parecer do auditor independente é enviado aos acionistas. membros do conselho de administração e diretores. Menor grau de independência Total independência. bem como verificar se as normas internas estão sendo seguidas e a necessidade de aprimorar as normas. não tem independência. capital aberto. sendo executada mais resposta à necessidade de para fins administrativos. Os principais objetivos são apoiar a O principal objetivo é emitir um administração da entidade no parecer ou opinião sobre as cumprimento dos seus objetivos. A seguir. já que o tempo na empresa para executar os auditor externo está interessado em erros que individualmente ou serviços de auditoria).pontodosconcursos. demonstrações contábeis. Em condições específicas. (em regra). em condições normais. apresento um quadro resumo das principais diferenças entre a auditoria interna e auditoria externa. OBS: Para alguns.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO relatar distorções nos casos em que a administração e responsáveis pela governança deixam de adotar ações corretivas. constituindo-se em uma empresa. cabe consignar que. A auditoria interna não é A auditoria externa é obrigatória obrigatória e só se justifica em para muitas empresas.

mediante laudo pericial contábil e/ou parecer pericial contábil. O auditor interno presta apoio ao auditor externo e coordena os trabalhos e é obrigado a apresentar cópia de seus papéis de trabalho ao auditor externo. a ausência de especialistas na equipe. preservada a confidencialidade.br 16 . de forma verbal ou escrita. caso haja necessidade de comunicar imediatamente uma irregularidade. pode ser acompanhado de um relatório em forma longa.com. quando solicitado. Deve sempre comunicar à administração da entidade auditada descobertas factuais envolvendo fraude – dependendo das circunstâncias. tão cedo quanto possível. O auditor externo realiza seu trabalho com a colaboração da auditoria interna. Marcelo Aragão www. O risco da auditoria externa é o de emitir uma opinião inadequada sobre demonstrações contábeis significativamente errôneas ou com distorções relevantes. O risco da auditoria interna é o de não alcançar os objetivos do trabalho. especialmente em função de limitações e restrições. Prof.pontodosconcursos. indícios ou confirmações de irregularidades. todavia. O auditor externo considera a possibilidade de fraudes relevantes e planeja os exames em função dos riscos. porém tem maior papel de assessoramento na prevenção e é obrigado a informar. que não tenham sido detectadas pelos procedimentos de auditoria. O auditor externo emite parecer sobre as demonstrações contábeis (relatório curto). O auditor interno auxilia a Administração a prevenir e detectar fraudes. Perícia e Auditoria Contábil A perícia contábil constitui o conjunto de procedimentos técnicos e científicos destinado a levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar à justa solução do litígio. aos seus dirigentes. que.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO terceiros. em conformidade com as normas jurídicas e profissionais. como por exemplo. A perícia contábil. é de competência exclusiva de contador registrado em Conselho Regional de Contabilidade. tanto a judicial como a extrajudicial e a arbitral. e a legislação específica no que for pertinente. sempre por escrito e reservado. contendo a descrição dos trabalhos realizados e/ou de uma carta-comentário sobre os controles internos. O auditor interno comunica os resultados do seu trabalho a quem tenha solicitado ou que este autorize mediante relatório e pode ser parcial. mesmo que o efeito potencial sobre as demonstrações contábeis seja relevante.

O arbitramento é a determinação de valores ou a solução de controvérsia por critério técnico. O exame é a análise de livros. segundo a natureza e a complexidade da matéria. de forma circunstancial. Todavia. coisa ou fato. mensuração. bens. despesas e receitas. A avaliação é o ato de estabelecer o valor de coisas. exame.com. e os peritos-contadores assistentes seus pareceres periciais contábeis. indagação.br 17 . A mensuração é o ato de quantificação física de coisas. na prática. Ao compararmos os textos das NBC P1 (Normas profissionais do auditor externo) e NBC P2 (Normas profissionais do perito-contador) podemos concluir que existem mais pontos de semelhança que de diferença. o perito-contador apresentará laudo pericial contábil. cabe apontar as seguintes diferenças: Prof. conferindo-lhe caráter de autenticidade pela fé pública atribuída a este profissional. A certificação é o ato de atestar a informação trazida ao laudo pericial contábil pelo perito-contador. arbitramento. obedecendo aos respectivos prazos. avaliação e certificação. registros das transações e documentos. Marcelo Aragão www. investigação. bens. A investigação é a pesquisa que busca trazer ao laudo pericial contábil ou parecer pericial contábil o que está oculto por quaisquer circunstâncias. direitos. exigem conhecimentos e comportamentos éticos semelhantes. Concluídas as diligências. e abrangem. vistoria. total ou parcialmente. A indagação é a busca de informações mediante entrevista com conhecedores do objeto da perícia.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Os procedimentos de perícia contábil visam fundamentar as conclusões que serão levadas ao laudo pericial contábil ou parecer pericial contábil. obrigações. A vistoria é a diligência que objetiva a verificação e a constatação de situação. direitos e obrigações.pontodosconcursos. Na verdade as duas atividades são especializações profissionais do contador que.

especialmente quando judicial. salvo quando imposta por exigência de terceiros. para apurar determinado fato ou emitir certo parecer. a perícia contábil quase sempre é realizada para constatar fatos consumados. O trabalho de auditoria externa pode valer-se das técnicas estatísticas.pontodosconcursos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A perícia contábil envolve o exame de um fato ou um conjunto de fatos citados nos autos de um processo (caso de perícia judicial) ou citados no contrato ou carta-proposta para a prestação de serviços profissionais (caso de perícia extrajudicial) e cuida apenas desses fatos. com fixação de prazo para sua conclusão. por exemplo. respondidos. Pode apresentar. em geral. A auditoria externa tem por objeto toda a escrituração de um determinado período. enquanto que o trabalho do auditor.br 18 . ter um fim especial. O perito se preocupa apenas e tão-somente com o fato objeto da lide. Dele não se esperam orientações sobre procedimentos. é apresentado mediante relatório ou certificado. como. o trabalho do perito contábil é sempre por mandato temporário e eventual. As semelhanças mais relevantes são: O conhecimento do negócio: tanto o perito contador como o auditor contábil terão mais sucesso e serão mais eficazes em seu Prof. realizando um exame completo de todos os documentos e lançamentos relacionados com determinada operação. geralmente. Quanto aos fins. O trabalho pericial examina a fundo a questão debatida nos autos. uma carta contendo recomendações para alteração dos procedimentos de controles internos. decorrentes de controvérsias ou oposição de interesses. A auditoria tem sentido mais espontâneo. A auditoria externa está preocupada com os sistemas de controle interno e o funcionamento da administração da empresa. é permanente. Marcelo Aragão www. geralmente um ano. constituem seu laudo. a amostragem. os quais.com. em certos casos. Quanto à duração. o trabalho de perícia é realizado mediante quesitos que lhe são formulados. além do parecer sobre as demonstrações. ao passo que o trabalho do auditor. Quanto à forma. podendo também.

a complexidade do objeto de exame. os resumos das operações fiscais. Organização dos trabalhos: neste item também há muitas semelhanças.br 19 . auditoria externa e perícia contábil. A compreensão do sistema contábil: é fundamental para o exercício de ambas as atividades de perito e de auditor o entendimento do sistema contábil para. a necessidade de supervisionar uma equipe de colaboradores. pois o trabalho final de ambos: (1) o PARECER sobre as demonstrações contábeis pelo auditor e (2) a confecção do LAUDO PERICIAL CONTÁBIL pelo perito devem basear-se apenas nos fatos observados. Marcelo Aragão www. Além disso. as especialidades técnicas necessárias para conduzir os exames com eficácia e. não. a absoluta necessidade de revisão. adulteradas. Risco técnico/profissional: ambos os profissionais defrontam-se com a possibilidade de serem iludidos por demonstrações contábeis falsificadas. Lembro que elas estão ao final da aula sem os comentários. no final. como geralmente ocorre em concursos públicos. 1) (ISS/SP/FCC/2007) Uma das diferenças entre o auditor independente e o auditor interno é que o primeiro (A) necessita de registro no Conselho Regional de Contabilidade e o segundo. nos cálculos feitos e revisados e não em eventuais hipóteses levantadas pelos interlocutores.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO trabalho quando tiverem pleno conhecimento do tema objeto de investigação. Repare que algumas questões apresentam certa polêmica. parciais.pontodosconcursos. no final. pois ambos os profissionais organizam os trabalhos considerando o tempo necessário para terminá-lo. etc. o conhecimento do fato objeto de investigação é fundamental para que seu laudo seja merecedor de credibilidade técnica. aceitar ou refutar as demonstrações contábeis. o que requer dos candidatos muita atenção e uma adequada interpretação. Prof. *************************************************************** Vamos agora resolver algumas questões sobre a auditoria interna. etc. para o perito contador.com.

(D) não pode ficar subordinado a pessoas que possam ter seus trabalhos por ele examinados e ao segundo. pois se o auditor interno for um contador deverá possuir registro profissional no CRC. pois tanto os auditores internos quanto os auditores externos precisam ter conhecimentos sobre tecnologia da informação.br 20 . (C) precisa ter conhecimentos sobre tecnologia da informação e o segundo. deve apresentar recomendações objetivas para o aperfeiçoamento das deficiências encontradas nos controles internos da entidade auditada. Trata-se de uma afirmação que pode causar dúvidas nos candidatos. não. Apesar de sua obrigação principal ser a emissão de uma opinião profissional e independente sobre a adequação das demonstrações contábeis. O auditor interno não pode ficar subordinado a pessoas que possam ter seus trabalhos por ele examinados. Por fim. A alternativa “A” deve ser analisada com ressalva. não. perceba que a diferença entre um e outro não reside apenas na necessidade de registro no CRC. A alternativa “C” está incorreta. existe outra alternativa na questão que contém afirmação correta.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (B) está dispensado de recomendar modificações nos controles internos da entidade e o segundo. como veremos a seguir. sim. pois apesar de sabermos que o auditor independente deve ser contador registrado no CRC e que não existe obrigação legal do auditor interno ser contador com registro no CRC. Vimos que o auditor independente tem por obrigação emitir um Prof. A alternativa “D” também está incorreta. Marcelo Aragão www. Cabe ressaltar que na grande maioria das empresas os processos e controles internos são informatizados. requerendo conhecimento de TI e de técnicas de auditoria computadorizadas. (E) tem por obrigação emitir um parecer sobre as demonstrações contábeis da entidade e o segundo. pois o auditor externo não está dispensado de recomendar modificações nos controles internos da entidade. A alternativa “B” está incorreta. Contudo. não. a alternativa “E” está correta e constitui o gabarito da questão. Uma boa prática no sentido de garantir maior independência à atividade de auditoria interna é vincular o departamento ou o chefe da auditoria interna à alta administração da empresa.pontodosconcursos. geralmente ao Conselho de Administração. o que oferece maior risco para os auditores de não revelar erros e irregularidades.com.

(C) deve estar subordinado ao da Controladoria da empresa. Portanto. (B) é responsável pela implantação e pelo cumprimento dos controles internos. (B) O auditor interno é empregado da empresa e o auditor externo é contratado. para assegurar a sua independência das demais áreas da empresa. (D) Na auditoria interna são realizados testes substantivos. verifica-se que a auditoria interna efetua a revisão e o aperfeiçoamento dos controles internos da organização. A alternativa C também está incorreta. que será publicado com as demonstrações contábeis. alternativa A está incorreta. Os auditores internos examinam e contribuem para a eficácia do sistema de controle interno através de suas avaliações e recomendações. O trabalho da auditoria interna tem menor independência que o de auditoria externa. e na auditoria externa. O trabalho da auditoria interna deve estar subordinado à alta administração da empresa.com. para auxiliá-la a atingir seus objetivos. 3) (Analista/Senado/FGV/2009) Assinale a afirmativa incorreta sobre a diferença entre Auditoria Interna e Auditoria Externa. Este é o papel da auditoria externa.br 21 . Marcelo Aragão www. mas não possuem responsabilidade primária pelo planejamento. (E) deve efetuar a revisão e o aperfeiçoamento dos controles internos. A alternativa D está incorreta. 2) (ICMS/SP/FCC/2009) O trabalho da auditoria interna (A) tem maior independência que o de auditoria externa. Já o auditor interno não possui essa obrigação. é emitir parecer sobre adequação das demonstrações contábeis. Prof. (D) deve emitir parecer. (A) O auditor interno possui autonomia enquanto o auditor externo possui independência.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO parecer/opinião sobre as demonstrações contábeis da entidade. testes de relevância. implantação e manutenção do processo. A alternativa B também está incorreta.pontodosconcursos. (C) Uma finalidade da auditoria interna é emitir parecer para a adequação do controle interno e da auditoria externa. A alternativa E é a correta. A auditoria interna não emite parecer sobre as demonstrações contábeis. Por fim.

na prática. de forma a expressar. mediante relatório. Por fim. Todavia. a considerou como correta. Marcelo Cavalcanti Almeida. de acordo com parte da doutrina. o auditor interno é empregado da empresa. o auditor interno avalia e emite opinião sobre a eficácia dos controles internos.pontodosconcursos. recomendações e providências a serem tomadas pela administração da entidade.com. devendo ser redigido com objetividade e imparcialidade. a alternativa “E” pode ser considerada correta. Prof. Contudo. o auditor externo também poderia ser contratado para realizar uma auditoria operacional. enquanto o auditor externo é contratado para realizar a auditoria independente das demonstrações contábeis. em função de que geralmente o auditor externo é contratado apenas para realizar a auditoria contábil. Portanto. pois. no livro Auditoria Um Curso Moderno e Completo.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (E) O auditor interno executa auditoria contábil e operacional. a afirmação trata de uma regra. Alguns autores. Poder-se-ia questionar a afirmação de que o auditor externo realiza somente auditoria contábil. como Sílvio Aparecido Crepaldi. Marcelo Aragão www. destaca que. Segundo as normas. que não existem “testes de relevância”. apontam que o auditor interno não possui independência. da Atlas. mas sim autonomia. Tanto o auditor interno quanto o externo aplicam testes de observância e testes substantivos. A alternativa “D” está incorreta e corresponde ao gabarito da questão. e a auditoria externa executa apenas auditoria contábil. enquanto o auditor externo é quem possui independência. o auditor externo realiza somente auditoria contábil e possui responsabilidade civil e criminal. em regra. a banca utilizou a palavra parecer com sentido mais amplo de opinião ou de relatório sobre a adequação dos controles internos. suas conclusões.1 da NBCT 12 assim estabelece: O relatório é o documento pelo qual a Auditoria Interna apresenta o resultado dos seus trabalhos. A alternativa “C” causa certa polêmica e poderia ter sido objeto de recurso. claramente.3. Portanto. O item 12. por outro lado.br 22 . por não ser empregado da entidade auditada. Cabe ressaltar. pois. enquanto o auditor interno realiza auditoria contábil e operacional e tem responsabilidade trabalhista. a alternativa “A” pode ser considerada correta. pois o auditor interno não emite “parecer” para adequação dos controles internos e sim relatório de auditoria. A alternativa “B” pode ser considerada como correta.

da Atlas apontam que o vínculo empregatício do auditor interno com a empresa e sua subordinação à alta administração não lhe deve retirar a independência e a autonomia necessárias ao bom desempenho de suas funções. exercendo um controle prévio. QUESTÃO 58 A alternativa “A” está incorreta. para um controle permanente. D A auditoria externa deve prescindir do concurso da auditoria interna. Franco e Marra. C A auditoria interna não tem como objetivo precípuo a emissão de parecer sobre as demonstrações contábeis. e deve. Prof. sob pena de ser induzida em seus exames e perder a desejável independência. no livro Auditoria Contábil. concomitante e conseqüente. A alternativa “D” está incorreta. que devem ser exercidas com a mais absoluta independência. manter em relação à entidade auditada. Acerca desse assunto. de forma a evitar o retrabalho e assegurar um controle mais eficiente e efetivo. assinale a opção correta. sendo executada mais para fins administrativos internos do que para prestação de contas a terceiros.br 23 . Marcelo Aragão www. sendo executada mais para fins administrativos internos do que para prestação de contas a terceiros. B As empresas. E A auditoria externa deve atuar permanentemente e continuamente. independentemente de seu porte e da relação custo-benefício. É desejável que os auditores internos e externos trabalhem em colaboração.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 4) (Analista/TCE/TO/CESPE/2009) De acordo com a relação do auditor com a entidade auditada. A alternativa “B” está também incorreta. deve sujeitar-se também ao seu controle e submeter a seu exame todos os atos por ela praticados. pois somente empresas de porte acima do médio comportam a manutenção de auditor interno. sem interferência da administração. programando em conjunto os serviços. devem dispor de auditoria interna permanente. Isso porque a auditoria interna geralmente não objetiva a emissão de parecer sobre as demonstrações contábeis. que apesar de sua função superiormente hierárquica. A O vínculo de emprego do auditor interno lhe retira a independência profissional desejável para atuar nos termos das normas vigentes. Franco e Marra assim dispõem sobre os dois tipos de auditoria: Uma das características que distingue a auditoria externa é justamente o grau de independência que o auditor pode.pontodosconcursos. de um modo geral. A alternativa “C” está correta.com. distinguem-se as auditorias interna e externa.

esta presta dois tipos de serviços para a organização a qual pertence: serviços de avaliação ou segurança objetiva (assurance) e serviços de consultoria. e) perícia extrajudicial. com enfoque sistemático e disciplinado. 5) (FISCAL/ICMS/SP/FCC/2002) “Realiza auditorias contábil e operacional. Contribui. A auditoria interna realiza tanto a auditoria contábil como a auditoria operacional. exercendo um controle prévio. Exerce atividade independente e objetiva. conforme as normas internacionais. controle e governança da organização. assumir a responsabilidade por implementar ou manter o produto ou a operação que foi objeto da consultoria. como. por exemplo. para a avaliação dos processos de gerenciamento de riscos. Os serviços de avaliação (assurance) compreendem uma avaliação objetiva da evidência por parte do auditor interno com o objetivo de apresentar uma opinião ou conclusões independentes sobre um processo ou outra matéria correlata. o auditor interno deve manter a objetividade e não assumir responsabilidades gerenciais. A questão descreve as características e objetivos da auditoria interna. Esta descrição resume as funções do profissional que executa trabalhos de: a) perícia contábil. a alternativa “E” está incorreta. ajudando-a a atingir seus objetivos”.com.pontodosconcursos. Prof. c) auditoria interna. são prestados por solicitação específica de um cliente de auditoria. De acordo com as normas internacionais de auditoria interna. Ao realizar serviços de consultoria. concomitante e conseqüente de todos os atos da administração.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Por fim.br 24 . A natureza e o escopo do trabalho de avaliação são determinados pelo auditor interno. A natureza e o escopo dos trabalhos de consultoria estão sujeitos a um acordo mútuo com o cliente do trabalho. posto que a auditoria interna é que atua permanentemente e continuamente. Marcelo Aragão www. b) auditoria externa. tendo em vista que o escopo de seu trabalho é bem amplo. normalmente. Sua finalidade é agregar valor e aperfeiçoar o funcionamento das operações. Gabarito: “c”. que provê segurança e consultoria para a organização da qual é empregado. Os serviços de consultoria são aqueles relacionados a assessoria e. d) auditoria independente.

pontodosconcursos. pois a auditoria externa é que constitui uma resposta à necessidade de independência do exame das transações da Prof. além dos objetivos de cada tipo de auditoria. A) O surgimento da auditoria externa está associado à necessidade das empresas de captarem recursos de terceiros. O item “D” está errado. B) Os sócios-gerentes e acionistas fundadores são os que têm maior necessidade de recorrer aos auditores independentes para aferir a segurança. comparados com a auditoria interna. etc.com. O item “A” está correto.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Por outro lado. liquidez e rentabilidade de seus investimentos na empresa. 6) (CGE PB/CESPE/2008) Com relação às origens da auditoria e seus tipos. controles internos e governança corporativa. O item “C” está errado. O item “B” está errado. independente dos administradores. pois foi a auditoria interna que surgiu como decorrência da necessidade de um acompanhamento sistemático e mais aprofundado da situação da empresa. surge a necessidade de uma auditoria externa. Na medida em que as empresas passam a captar recursos de terceiros.br 25 . fornecimentos. A questão obriga o candidato a distinguir os fatores que levaram ao surgimento da auditoria externa. Marcelo Aragão www. em forma de investimentos. uma vez que os acionistas mais distantes da administração das empresas são aqueles que apresentam maior necessidade de recorrer aos auditores independentes para aferir a segurança e liquidez de seus investimentos na empresa. D) A auditoria interna é uma resposta à necessidade de independência do exame das transações da empresa em relação aos seus dirigentes. para atestar a situação financeira e patrimonial dessas entidades. C) A auditoria externa surgiu como decorrência da necessidade de um acompanhamento sistemático e mais aprofundado da situação da empresa. E) Os auditores internos direcionam o foco de seu trabalho para as demonstrações contábeis que a empresa é obrigada a publicar. empréstimos. a finalidade da auditoria interna é agregar valor ao negócio e às operações da organização a qual pertence. assinale a opção correta. avaliando e melhorando a eficácia dos processos de gerenciamento de riscos. Nesse sentido. tem como objetivo principal auxiliar a organização a atingir seus objetivos.

É realizada com o propósito de oferecer segurança àqueles que não fazem parte da direção da empresa e seu propósito fundamental é emitir uma opinião ou parecer sobre as demonstrações contábeis. 8) (AUDITOR/PETROBRÁS/CESGRANRIO/2008) Com o crescimento do volume de negócios e das normas legais. b) A auditoria interna é obrigatória. de controle. A auditoria interna surge para dar uma resposta mais gerencial. e a auditoria externa deve disponibilizar seus papéis de trabalho sempre que solicitados. a revisão contínua das atividades da empresa e o atendimento das necessidades da diretoria da empresa. A auditoria externa é independente da empresa em todos os aspectos e é obrigatória para as empresas de capital aberto. As características da auditoria interna são a realização de seus exames com vistas à avaliação dos controles internos. d) A auditoria interna não avalia os controles internos e a auditoria externa os elabora. com o propósito de emitir uma opinião.br 26 .pontodosconcursos. O âmbito de trabalho ou escopo da auditoria interna compreende todas as áreas.404/76. internos. a) A auditoria interna é independente da empresa e a auditoria externa deve realizar testes nos controles internos e modificá-los quando necessário. Marcelo Aragão www. inclusive o sistema contábil e financeiro. a alternativa correta é a “e”. do que para prestação de contas a terceiros. conforme determina a Lei 6. c) A auditoria interna tem como objetivo atender à gestão da empresa e a auditoria externa atender às necessidades da diretoria da empresa. as Companhias sentiram a Prof. operações e sistemas de informação das organizações. conforme determina a Lei 6. assessoria e administração aos dirigentes das organizações. geralmente materializada em um parecer. a disponibilização de seus papéis de trabalho aos auditores externos quando solicitados por estes. e) A auditoria interna tem como objetivo a revisão das atividades da empresa continuamente e a auditoria externa é independente em todos os aspectos. haja vista que o auditor externo é quem direciona o foco do trabalho para as demonstrações contábeis.com. Portanto. o item “E” também está errado. modifica e implanta na empresa auditada.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO empresa em relação aos seus dirigentes. sobre a exatidão dessas demonstrações. 7) (AFRFB/ESAF/2003) Assinale a assertiva correta quanto às características da auditoria interna e externa.404/76. Por fim. pois é realizada mais para fins administrativos.

pontodosconcursos. podendo informar sobre o desempenho da auditoria interna. pois as normas não estabelecem que o relatório do auditor externo tem que trazer notas sobre os testes realizados pelos auditores internos com suas conclusões. já a auditoria interna executa a auditoria contábil e operacional.O relatório emitido pelos auditores externos deve conter notas sobre os testes realizados pelos auditores internos com suas conclusões.A auditoria externa está interessada em erros que possam alterar de maneira substancial as informações das demonstrações contábeis. Prof. realizando tanto a auditoria contábil como a auditoria operacional. IV . III e IV A assertiva I está correta. I . III . O auditor externo pode emitir uma carta-comentário sobre os controles internos.O principal objetivo da auditoria externa é emitir um parecer sobre as demonstrações contábeis. sua responsabilidade é civil e criminal. analise as afirmativas abaixo. II e IV E) II. revisando processos e controles internos e contribuindo para sua eficácia. II . Em regra. Marcelo Aragão www.br 27 . II e III D) I. portanto. O auditor externo não é empregado da organização.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO necessidade de dar maior ênfase aos procedimentos internos e instituir um setor de Auditoria Interna que fosse além dos testes realizados pela Auditoria Externa. A assertiva III está incorreta. a sua responsabilidade perante a empresa é a trabalhista. caso tenha agido com culpa ou dolo. como revisão de procedimentos e normas internas. sendo que o contrário não ocorre. em regra. o auditor externo tem como propósito principal emitir opinião/parecer sobre as demonstrações contábeis e o auditor interno visa a agregar valor para as operações e o negócio da organização. o auditor interno é empregado da organização e tem um vínculo empregatício e.com. e causado prejuízos a terceiros. considerando-se que. enquanto a auditoria interna realiza testes buscando possíveis falhas operacionais nos procedimentos internos. enquanto que o auditor interno é empregado da empresa auditada. Estão corretas APENAS as afirmativas: (A) II e III B) III e IV C) I.O auditor externo não possui vínculo empregatício com a empresa auditada. assim como dos demais controles. nesse sentido. Com relação às principais diferenças entre a Auditoria Interna e a Externa. A assertiva II está correta.

pontodosconcursos. o objetivo da auditoria externa é emitir parecer sobre as demonstrações contábeis e não sobre a execução contábil e financeira da entidade. dos aspectos financeiros. O objetivo da auditoria interna é apoiar a administração da entidade no cumprimento dos seus objetivos. 9) (ISS Rio/ESAF/2010) A respeito dos objetivos da auditoria interna e da auditoria independente. Por outro lado. e) o objetivo da auditoria interna é produzir relatórios demonstrando as falhas e deficiências dos processos administrativos e os da auditoria externa é emitir parecer sobre a execução contábil e financeira da entidade. b) a auditoria interna se preocupa em avaliar os métodos e as técnicas utilizadas pela contabilidade. verifica-se que a alternativa correta é a “D”. A alternativa “e” apresenta incorreção quanto ao objetivo da auditoria interna. além. mas o de aperfeiçoar a gestão e agregar valor ao negócio da entidade. A alternativa “a” é a correta. c) a atuação de ambas não difere na essência uma vez que os objetivos da avaliação é sempre a contabilidade.br 28 . enquanto a auditoria externa se preocupa com os pareceres a respeito das demonstrações contábeis. posto que o auditor externo preocupa-se com erros e fraudes com impacto relevante sobre as demonstrações contábeis e o auditor interno procura revelar falhas nos procedimentos de controles internos que possam prejudicar o alcance dos objetivos da organização. “c” e “d” contêm erros. é claro.com. Pelo exposto. sabendo-se que a auditoria interna tem um propósito mais gerencial. enquanto o da auditoria independente é a emissão de parecer sobre as demonstrações contábeis. de resultados ou de gestão. que não é o de demonstrar falhas e deficiências. As alternativas “b”.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A assertiva IV está correta. pois vinculam os objetivos e o foco da auditoria interna com os aspectos financeiros/contábeis. Prof. enquanto a auditoria externa cuida de revisar os lançamentos e demonstrações contábeis. é correto afirmar que: a) o objetivo da auditoria interna é apoiar a administração da entidade no cumprimento dos seus objetivos. enquanto o da auditoria independente é a emissão de parecer sobre as demonstrações contábeis. Marcelo Aragão www. d) a auditoria interna cuida em verificar os aspectos financeiros da entidade.

suas conclusões. ou outro órgão equivalente. de forma clara e objetiva. ou sócios. Todavia. Em circunstâncias próprias. B) o parecer do auditor independente é o documento mediante o qual o auditor expressa sua opinião.pontodosconcursos. segundo a natureza desta. suas conclusões.com. o parecer é dirigido ao contratante dos serviços. como executa auditoria contábil e operacional. entendo ser questionável. ou outro órgão equivalente. relativas à formação da opinião do auditor externo.br 29 . A alternativa “C” é correta. D) o relatório do auditor interno é confidencial e deve ser apresentado ao superior imediato ou pessoa autorizada que o tenha solicitado. Em circunstâncias próprias. ATENÇÃO: Como veremos na aula 6. Em conformidade com as normas de auditoria interna.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 10) (ICMS/RS/FUNDATEC/2009) Assinale a alternativa incorreta quanto à distinção entre a auditoria interna e externa. de acordo com as novas normas brasileiras de auditoria. sobre as demonstrações contábeis nele indicadas. A alternativa “B” é correta. recomendações e as providências a serem tomadas pela administração. ao conselho de administração ou à diretoria da entidade. ao conselho de administração ou à diretoria da entidade. pois apenas reproduz o disposto na norma de parecer do auditor. A alternativa “D” foi considerada correta pela banca organizadora do concurso para Auditor do RS. apresenta o seguinte dispositivo: Prof. A) o relatório é o instrumento técnico pelo qual o auditor interno comunica os trabalhos realizados. cotistas. deve ter total independência dentro da entidade. E) o auditor interno é funcionário da empresa. cotistas. C) o parecer do auditor independente é dirigido aos acionistas. pois a NBC T 12 (Resolução CFC 986/2003). a opinião do auditor será expressa em relatório. recomendações e as providências a serem tomadas pela administração. Marcelo Aragão www. revogada ao final de 2009: O parecer do auditor independente é dirigido aos acionistas. A alternativa “A” é correta. deixando-se de mencionar o termo parecer. mas. o parecer é dirigido ao contratante dos serviços. ou sócios. o relatório é o instrumento técnico pelo qual o auditor interno comunica os trabalhos realizados. O auditor independente expressa sua opinião mediante parecer sobre as demonstrações contábeis. segundo a natureza desta.

que foi revogada pela Resolução 986/2003.br 30 . assim. de fato. possui uma relativa independência ou menor independência do que o auditor externo. que o contrata para apreciar e emitir parecer sobre controles internos ou demonstrações contábeis. C) a auditoria opera através de um processo de amostragem e a perícia sobre um determinado ato. buscando a apresentação de uma opinião através do laudo pericial. etc. A atividade de auditoria interna é independente. 11) Assinale a opção incorreta quanto às diferenças e semelhanças entre a perícia e a auditoria. que indicava que o relatório do auditor interno é confidencial e deve ser apresentado ao superior imediato ou pessoa autorizada que o tenha solicitado. envolvendo duas partes. que exerce atividade pericial de forma pessoal.com. B) o perito contador atua sobre um caso litigioso. fiscais. A) o entendimento do sistema de controle interno é fundamental para o exercício tanto da atividade de perícia quanto de auditoria. ligado ao patrimônio das entidades físicas ou jurídicas. o auditor independente é contador regularmente registrado no CRC e exerce a profissão como membro de uma empresa de auditoria. incorreta. mas em concurso público “vale o que está escrito”. D) tanto o perito quanto o auditor sempre atuam em um ambiente onde já existem fortes suspeitas de algum tipo de fraude e de ambos os trabalhos se esperam orientações sobre procedimentos contábeis. Somente o perito atua em ambiente onde já existem suspeitas de fraude e não se espera do perito nenhuma consultoria ou recomendações para Prof. Marcelo Aragão www. que é. Reconheço que não há incompatibilidade entre uma norma e outra. Vimos que o auditor interno. concordam? Por fim. que a banca utilizou texto da Resolução CFC 780/1995. devendo ser preservada a confidencialidade do seu conteúdo. quando afirma que o auditor interno “deve ter total independência dentro da entidade”. trabalhistas. por ser empregado da empresa.3 – O relatório da Auditoria Interna deve ser apresentado a quem tenha solicitado o trabalho ou a quem este autorizar.pontodosconcursos.3.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 12. tem-se a alternativa “E”. mas o auditor possui relativa independência. Verifica-se. enquanto que o auditor desenvolve seu trabalho para uma entidade privada ou pública. E) o perito é contador regularmente registrado no CRC.

br 31 Prof. Marcelo Aragão . a alternativa “D” é a incorreta. principalmente em relação a interesses financeiros e comerciais que eventuais acionistas. de um contrato entre o profissional ou a empresa de auditoria e a entidade contratante. A pessoa do auditor deve ser a de alguém com profundo equilíbrio e probidade. possam ter. A profissão de auditoria exige assim a obediência aos princípios éticos profissionais que fundamentalmente se apóiam em: Independência: o auditor deve ser absolutamente independente e imparcial na interpretação de tudo que lhe for apresentado. que assegurem que o trabalho executado tenha e mereça toda a credibilidade possível. ÉTICA PROFISSIONAL DO AUDITOR Segundo ensina William Attie. o exercício da profissão de auditor requer a observância de postulados éticos. conflitos ou vantagens. clientes e fornecedores. proprietários. Integridade: o auditor deve manter uma atitude de integridade na sua relação com a empresa auditada.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO aperfeiçoamento de controles internos. www. o perito age em nome próprio e o auditor independente pode agir de forma individual ou como membro de uma empresa de auditoria.pontodosconcursos. a priori. O perito contador atua para atender ao juízo ou para atender a uma das partes em litígio. responsabilidade legal e normas profissionais de auditoria contábil. evitando interesses. não podendo existir dúvidas quanto à honestidade e aos padrões morais do auditor. A auditoria geralmente usa a amostragem e a perícia não a aceita. com o público em geral e pessoas interessadas na sua opinião e aparta com a entidade de classe a qual pertença. Para a eficácia de ambos os trabalhos é importante o entendimento do sistema de controle interno da empresa. uma vez que sua opinião influenciará outras pessoas. tanto o perito quanto o auditor contábil são contadores registrados no CRC. ************************************************************* Passo agora a abordar outros assuntos importantes: ética profissional.com. As demais alternativas estão corretas. dentre outros. Portanto. Já o trabalho de auditoria contábil ou de revisão de contas implica a existência. Segundo as normas.

extensão e oportunidade. Princípios éticos segundo a NBC TA 200 Integridade. Devem ser adotados procedimentos e testes que sejam suficientes e necessários para uma opinião segura. e d) confidencialidade. e e) Comportamento (ou conduta) profissional. relativas à pessoa do auditor. que trata do controle de qualidade.br 32 . Confidencialidade: o auditor somente pode usar as informações obtidas na execução do serviço para o qual foi contratado. Marcelo Aragão www. os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis estão implícitos no Código de Ética Profissional do Contador e na NBC PA 01. e Comportamento profissional. a) b) c) d) e) Além das normas profissionais. Confidencialidade. c) eficiência.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Eficiência: o serviço de auditoria independente precisa ser estabelecido mediante uma abrangência técnica adequada e uma estimativa de prazos de execução.pontodosconcursos. Objetividade. alterada pela Resolução CFC nº 1. o auditor deve cumprir os postulados éticos definidos no Código de Ética Profissional do Contador. c) Competência e zelo profissional.307/10. b) Objetividade. Princípios éticos segundo Attie a) independência. b) integridade. Deve-se ter especial atenção aos deveres definidos nos artigos 2º e 5º do Código de Ética e às vedações estabelecidas no artigo 3º. Prof. d) Confidencialidade. cujo cumprimento é exigido dos auditores. segundo a NBC TA 200. Por outro lado. Esses princípios são: a) Integridade. aprovado pela Resolução CFC nº 803/96.com. Esses princípios estão em linha com os princípios do Código de Ética do IFAC. que veremos ainda nesta aula. não devendo divulgar fatos que conheça ou utilizar essas informações em seu próprio benefício ou de terceiros. Competência e zelo profissional. Só pode divulgar a terceiros se houver determinação legal ou autorização formalmente expressa pela empresa auditada.

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Em termos de deveres.com. ao cliente ou empregador. observada a legislação vigente e resguardados os interesses de seus clientes e/ou empregadores. estendendo-se a obrigação a sócios e executores. a norma ressalva os casos previstos em lei ou quando solicitado por autoridades competentes. O contador/auditor tem o dever de guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício profissional lícito. objeto de seu trabalho. desde que a sua omissão não prejudique os usuários das demonstrações. eventual circunstância adversa que possa influir na decisão daquele que lhe formular consulta ou lhe confiar trabalho. a quem deverá notificar com trinta dias de antecedência. Por outro lado. deve abster-se de comunicar fatos sigilosos.br 33 . conteúdo que resulte na diminuição do colega. o auditor renuncia ao trabalho e notifica o cliente. para que os interesses dos mesmos não sejam prejudicados. evitando declarações públicas sobre os motivos da renúncia. destacamos as seguintes obrigações contidas no código: O contador/auditor ou perito deve exercer a profissão com zelo. Assim. Marcelo Aragão www. o auditor tem a obrigação de mencionar fatos que conheça e repute em condições de exercer efeito sobre peças contábeis. em qualquer modalidade ou veículo de comunicação. sem prejuízo da dignidade e independência profissionais. da Organização Contábil ou da Prof. Outra obrigação importante é que o contador/auditor deve comunicar. Todavia. zelando. mas deve evitar declarações públicas sobre os motivos da renúncia. destacamos as seguintes proibições: (1) anunciar. inclusive no âmbito do serviço público. Em que pese o dever de sigilo. contudo. entre estas os Conselhos Regionais de Contabilidade. respeitando-se outros princípios éticos importantes. logo que se positive falta de confiança por parte do cliente ou empregador.pontodosconcursos. diligência e honestidade. São muitas as vedações definidas no artigo 3º do Código de Ética do Contador. para não prejudicar os interesses do empregador ou contratante. Vale notar que um princípio deve ser cumprido até certo limite. por exemplo. desde logo. em documento reservado. deve renunciar às funções que exerce. Aqui. A maioria das vedações visa a coibir a prática de fraudes e de desvio de conduta. Contudo.

(2) auferir qualquer provento em função do exercício profissional que não decorra exclusivamente de sua prática lícita. serviços oferecidos. tenha tido conhecimento. em detrimento aos demais. Prof. (5) reter abusivamente livros. trabalhos realizados e relação de clientes. mediante participação desse nos honorários a receber. com quebra de sigilo profissional. assistente técnico. trabalho científico ou técnico do qual não tenha participado.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO classe. (3) manter Organização Contábil sob forma não autorizada pela legislação pertinente. em seu nome.pontodosconcursos. (11) técnica.br 34 . (10) apropriar-se indevidamente de valores confiados a sua guarda. papéis ou documentos. (4) valer-se de agenciador de serviços. comprovadamente. sendo sempre admitida a indicação de títulos. (9) executar trabalhos técnicos contábeis sem observância dos Princípios de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. auditor ou árbitro. (6) revelar negociação confidenciada pelo cliente ou empregador para acordo ou transação que. especializações. deverá ainda: (1) recusar sua indicação quando reconheça não se achar capacitado em face da especialização requerida.com. exercer a profissão demonstrando comprovada incapacidade (12) deixar de apresentar documentos e informações quando solicitado pela fiscalização dos Conselhos Regionais. salvo quando autorizado por eles. quando perito. O Contador. comprovadamente confiados à sua guarda. em publicação em que haja menção a trabalho que tenha realizado ou orientado. (7) emitir referência que identifique o cliente ou empregador. Marcelo Aragão www. (8) publicar ou distribuir.

não é destinado especificamente a desvendar fraudes e outras irregularidades. ou da justiça da causa em que estiver servindo. (7) assinalar equívocos ou divergências que encontrar no que concerne à aplicação dos Princípios Fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo CFC. (9) atender à Fiscalização dos Conselhos Regionais de Contabilidade e Conselho Federal de Contabilidade no sentido de colocar à disposição desses. (4) considerar com imparcialidade o pensamento exposto em laudo submetido à sua apreciação. o auditor deve estar alerta à possibilidade da Prof.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (2) abster-se de interpretações tendenciosas sobre a matéria que constitui objeto de perícia. mantendo absoluta independência moral e técnica na elaboração do respectivo laudo. ao efetuar seu exame e ao expressar sua opinião sobre demonstrações financeiras. Entretanto. relatórios e outros documentos que deram origem e orientaram a execução do seu trabalho. portanto. mantendo seu laudo no âmbito técnico e limitado aos quesitos propostos. (6) abster-se de dar parecer ou emitir opinião sem estar suficientemente informado e munido de documentos. (5) mencionar obrigatoriamente fatos que conheça e repute em condições de exercer efeito sobre peças contábeis objeto de seu trabalho. RESPONSABILIDADE LEGAL Vimos que o objetivo de um exame normal de auditoria sobre as demonstrações contábeis é expressar uma opinião acerca da propriedade das mesmas e. observando as restrições contidas nas Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. respeitado o sigilo profissional.com.br 35 .pontodosconcursos. papéis de trabalho. (8) considerar-se impedido para emitir parecer ou elaborar laudos sobre peças contábeis. (3) abster-se de expender argumentos ou dar a conhecer sua convicção pessoal sobre os direitos de quaisquer das partes interessadas. Marcelo Aragão www. sempre que solicitado.

br 36 . É seu dever também. mesmo que considerado de forma indireta. o auditor deverá obter conhecimento preliminar da atividade da entidade a ser auditada. por prejuízos causados a terceiros em virtude de culpa e dolo no exercício de suas funções.pontodosconcursos. NBC P 1. Antes de aceitar o trabalho. Prof. especialmente nos caso em que afetem a posição patrimonial e financeira ou o resultado das operações da empresa em exame. e comunicar quaisquer circunstâncias em desacordo com as disposições legais e regulamentares e atos que tenham ou possam ter impacto nas operações da empresa auditada. na função de auditor independente. No caso de descoberta de irregularidades. deve manter seu nível de competência profissional. Marcelo Aragão www. inclusive aquelas constantes do relatório da administração. O auditor não deve esquecer que poderá responder. NORMAS PROFISSIONAIS DO AUDITOR INDEPENDENTE Apresento a seguir uma síntese das normas profissionais do auditor independente. ou em conseqüência de não tê-las aplicado convenientemente (ato culposo). civil e criminalmente.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO existência destes. O auditor tem a incumbência de verificar se as informações e análises apresentadas nas demonstrações financeiras.1 – Competência Técnico-profissional O contador. Esta avaliação deve ficar evidenciada de modo a poder ser comprovado o grau de prudência e zelo na contratação dos serviços. cabe ao auditor estudar sua relevância e os possíveis efeitos em relação às demonstrações em exame para a determinação de seu parecer e a divulgação à administração da empresa auditada de forma sigilosa e confidencial. Todo trabalho de auditoria repousa no estabelecimento de critérios e de metodologia que lhe dêem razoável segurança sobre a totalidade das demonstrações financeiras examinadas. emitir um relatório circunstanciado que contenha observações a respeito das possíveis deficiências ou ineficácias de controles internos observadas pelo auditor no transcurso de seu trabalho. de modo a poder avaliar se está capacitado a assumir a responsabilidade pelo trabalho a ser realizado.com. destacando os aspectos mais potenciais para o concurso. refletem com clareza a situação patrimonial e financeira. O auditor pode ser responsabilizado pela não-descoberta de fraude significativa em conseqüência da negligência na execução das normas de auditoria.

advogados. papéis de trabalho. como serão cobrados os custos de viagens e estadas. engenheiros.pontodosconcursos. a complexidade. por fraude ou erro. de toda a documentação. o auditor deve ser imparcial. NBC P 1. Contudo. a qualificação técnica dos profissionais que irão participar da execução dos serviços. a partir da data de emissão do seu parecer. considerando os seguintes fatores: a relevância. o auditor independente deve considerar a possibilidade de sua ocorrência. como.3 – Responsabilidades na execução dos trabalhos O auditor deve aplicar o máximo de cuidado e zelo na realização dos trabalhos e na exposição de suas conclusões e ao opinar sobre as demonstrações contábeis. documento NBC P 1. etc. fixando. e o custo dos serviços a executar.com. pode utilizar especialistas em outras áreas. elaborados antes do início da execução do trabalho. cabe ao auditor independente. demonstrar que seus exames foram conduzidos de forma a atender às Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis e às normas profissionais. Os honorários deverão constar de carta-proposta ou equivalente. Marcelo Aragão www. o vulto. afetarem as demonstrações contábeis de forma relevante. O exame das demonstrações contábeis não tem por objetivo precípuo a descoberta de fraudes. o número de horas estimadas para a realização dos serviços. se for o caso. Todavia. Quando eventuais distorções. e o lugar em que os serviços serão prestados. pelo prazo de 5 (cinco) anos. Prof. as informações que obteve e tem conhecimento em função de seu trabalho na entidade auditada. em face da especialização requerida e dos objetivos do contratante.6 – Sigilo O Auditor Independente não deve revelar. habitual ou permanente. relatórios e pareceres relacionados com os serviços realizados. a peculiaridade de tratar-se de cliente eventual.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO O auditor deve recusar os serviços sempre que reconhecer não estar adequadamente capacitado para desenvolvê-los. salvo as situações especiais permitidas na norma e na legislação. NBC P 1.5 – Guarda da documentação O auditor. NBC P 1.4 – Honorários Profissionais O auditor deve estabelecer e documentar seus honorários mediante avaliação dos serviços. caso não tenha feito ressalva específica em seu parecer.br 37 . em nenhuma hipótese. para fins de fiscalização do exercício profissional. por exemplo. deve conservar a boa guarda.

numa mesma entidade auditada. O Auditor Independente. e na relação entre o Auditor Independente e demais terceiros.pontodosconcursos. na relação entre os Auditores Independentes. os limites das informações a serem fornecidas. das lideranças da equipe de trabalho de auditoria. NBC P 1. na função de auditor interno. Prof. verificando se o especialista tem certificação profissional. Ao planejar o uso do trabalho de um especialista. informações sobre a entidade auditada ou sobre o trabalho por ele realizado. caso seja autorizado. na relação entre o Auditor Independente e os organismos reguladores e fiscalizadores. sob pena de infringir o sigilo profissional. NBC P 1. por longo período.com. a cada intervalo menor ou igual a cinco anos consecutivos. O risco dessa perda deve ser eliminado adotando-se a rotação.7 – Utilização do trabalho do auditor interno A responsabilidade do auditor não será modificada. o auditor independente deve avaliar a competência do especialista em questão. pela administração da entidade com poderes para tanto.br 38 . de forma clara e objetiva. contribuir para a realização dos trabalhos. com a conseqüente necessidade de supervisão. engenheiros. somente deve divulgar a terceiros. deve discutir suas opiniões com a administração da entidade auditada e considerar a necessidade de aplicar procedimentos adicionais de auditoria ou buscar evidências junto a outros especialistas de sua confiança. por escrito. Se o auditor tiver dúvidas quanto à competência profissional ou objetividade do especialista. Marcelo Aragão www. estes devem ser considerados como tal e não como auxiliares do processo de auditoria. licença ou registro no órgão de classe que se lhe aplica e a experiência e reputação no assunto em que o auditor busca evidência de auditoria.9 – Manutenção dos Líderes de equipe de auditoria A utilização dos mesmos profissionais de liderança (sócio.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO O sigilo profissional do Auditor Independente deve ser observado nas seguintes circunstâncias: na relação entre o Auditor Independente e a entidade auditada. que contenha. O auditor também deve avaliar a objetividade do especialista.8 – Utilização do trabalho de especialistas Quando o auditor independente faz uso de especialistas (advogados. NBC P 1. necessários na auditoria. que somente devem retornar à referida equipe no intervalo mínimo de três anos. etc) que sejam seus empregados. diretor e gerente) na equipe de auditoria. mesmo quando o contador. pode criar a perda da objetividade e do ceticismo.

Marcelo Aragão www. concluir dentro do razoável que a integridade. administrador ou diretor da entidade auditada. auto-revisão. A independência pode ser afetada por ameaças de interesse próprio.br 39 . objetividade e ceticismo profissional. e b) aparência de independência – evitar fatos e circunstâncias significativos a ponto de um terceiro bem informado.pontodosconcursos. incluindo as salvaguardas aplicadas. Ameaça de defesa de interesses da entidade auditada ocorre quando a entidade de auditoria ou um membro da equipe de Prof. a objetividade ou o ceticismo profissional de uma entidade de auditoria ou de um membro da equipe de auditoria ficaram comprometidos. ou outro conflito de interesse próprio com essa entidade auditada. anteriormente.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Norma profissional nova: NBC PA 290 – Independência A condição de independência é fundamental e óbvia para o exercício da atividade de auditoria independente. isentos dos interesses das entidades auditadas para permitir que os serviços sejam prestados com objetividade. permitindo à pessoa agir com integridade. suficientemente. ou era um funcionário cujo cargo lhe permitia exercer influência direta e importante sobre o objeto do trabalho de auditoria. defesa de interesses da entidade auditada. tendo conhecimento de todas as informações pertinentes. familiaridade e intimidação. Entende-se como independência o estado no qual as obrigações ou os interesses do auditor ou da entidade de auditoria são.com. Ameaça de interesse próprio ocorre quando uma entidade de auditoria ou um membro da equipe de auditoria poderia auferir benefícios de um interesse financeiro na entidade auditada. Ameaça de auto-revisão ocorre quando o resultado de um trabalho anterior precisa ser reanalisado ao serem tiradas conclusões sobre o trabalho de auditoria ou quando um membro da equipe de auditoria era. A independência exige: a) independência de pensamento – postura que permite expressar uma opinião sem ser afetado por influências que comprometem o julgamento profissional.

com diretores ou com funcionários. O que o auditor deve fazer quando existe uma ameaça à independência? Quando são identificadas ameaças. com seus administradores. em virtude de um relacionamento estreito com uma entidade auditada. quando a entidade de auditoria possui interesse financeiro direto (ações) ou um interesse financeiro indireto relevante (investimento) na entidade auditada. exceto aquelas claramente insignificantes. Ameaça de familiaridade ocorre quando. Por exemplo. a ponto de poderem comprometer ou darem a impressão de comprometer a objetividade.com. devem ser definidas e aplicadas salvaguardas adequadas para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível aceitável. inclusive de parentesco. Marcelo Aragão www.br 40 . A natureza das salvaguardas a aplicar varia conforme as circunstâncias. e com ceticismo profissional devido a ameaças. diretores ou funcionários de uma entidade auditada. reais ou percebidas. uma entidade de auditoria ou membro da equipe de auditoria passam a se identificar. com os interesses da entidade auditada. Ameaça de intimidação ocorre quando um membro da equipe de auditoria encontra obstáculos para agir. em condições de exercer influência direta e significativa sobre o objeto do trabalho de auditoria. está caracterizada a perda de independência. objetivamente. Vínculos empregatícios: A independência da entidade de auditoria ou membro de sua equipe pode ser comprometida se um diretor ou um administrador ou empregado da entidade auditada. Prof.pontodosconcursos. Essa decisão deve ser documentada. Para essas situações. tiver sido um membro da equipe de auditoria ou sócio da entidade de auditoria nos últimos dois anos. demasiadamente. por parte de administradores.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO auditoria defendem ou parecem defender a posição ou a opinião da entidade auditada. Pode ser o caso da entidade de auditoria ou membro da equipe de auditoria que subordina seu julgamento ao da entidade auditada. as normas profissionais estabelecem as seguintes salvaguardas (ações a serem tomadas): alienar o interesse financeiro direto antes de a pessoa física tornar-se membro da equipe de auditoria.

do quadro de funcionários da firma e da sua estrutura administrativa. (C) realizar auditoria de demonstrações contábeis de companhia aberta. (B) auditar empresa na qual sua prima de segundo grau é diretora financeira e administrativa.com. somente podendo revelá-las nas hipóteses previstas em lei ou normas. O auditor deve guardar sigilo das informações obtidas com os seus exames. (D) conduzir os trabalhos de auditoria de forma a não repetir os procedimentos aplicados no ano anterior. Comento a seguir algumas questões sobre ética e normas profissionais. ou o auditor formalizar uma carta aberta ao mercado declarando a ameaça ou o conflito de interesses. como contador. Marcelo Aragão www. com destaque para algumas questões recentes da FCC. portanto constitui o gabarito da questão. ou afastar o membro da equipe de auditoria do trabalho da entidade auditada. para contas nas quais não foram encontradas irregularidades. ATENÇÃO: Não constituem salvaguardas: o auditor declarar por escrito a existência de um conflito de interesses para a administração da entidade auditada.br 41 .pontodosconcursos. 12) (TRF/1ª REGIÃO/FCC/2011) É prática ética do auditor (A) guardar sigilo das informações que obteve para realização da auditoria das demonstrações contábeis. pois constitui uma ameaça à independência o auditor realizar o trabalho em uma empresa que contém um parente seu ocupando cargo de direção ou outro cargo gerencial capaz de ter efeito sobre a Prof.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO alienar o interesse financeiro indireto relevante em sua totalidade ou alienar uma quantidade suficiente dele para que o interesse remanescente deixe de ser relevante antes de a pessoa tornar-se membro da equipe de auditoria. reduzindo assim o número de contas a serem auditadas. desde que tenha no mínimo o registro no CRC. A letra B não é prática ética. (E) aviltar honorários com a justificativa de manutenção do cliente. A letra A é prática ética do auditor. desde que declare no relatório de auditoria a existência dessa parte relacionada. dando divulgações dessas informações somente nas situações em que a lei ou as normas de auditoria permitam.

A letra E não é prática ética. A alternativa E é a única que corresponde a uma conduta ética do auditor. por exemplo. do quadro de funcionários da firma e da sua estrutura administrativa. mesmo que em ano anterior não tenha encontrado irregularidades. (E) manter sigilo profissional das informações a que tiver acesso. A letra D não é prática ética.com. o auditor externo deve possuir competência técnica necessária para a realização da auditoria. Marcelo Aragão www. O auditor não deve aviltar honorários com a justificativa de manutenção do cliente. somente disponibilizando mediante ordem judicial. como. para cumprir uma ordem judicial ou uma solicitação do Conselho Regional de Contabilidade. Não constitui uma salvaguarda o auditor declarar no relatório de auditoria a existência dessa parte relacionada. (D) aplicar procedimentos contábeis que melhorem os valores dos ativos e reconheça somente as exigibilidades. deixando as incertezas sem registrar. somente disponibilizando na forma da lei ou da norma. na letra D não Prof. Não existe risco zero. (C) guardar informações que sejam consideradas pela legislação societária relevantes para o mercado acionário. (B) divulgar negócios estratégicos da empresa para permitir que os acionistas e demais interessados do mercado saibam como os negócios estão sendo conduzidos.br 42 . Nas letras A e B. Por fim. Na letra C. que se omitidas. o auditor deve aplicar com maior ou menor extensão procedimentos de auditoria sobre as contas e áreas das demonstrações.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO auditoria. podem prejudicar terceiros. 13) (Câmara dos Deputados/FCC/2007) Considera-se conduta (s) ética (s) do auditor com relação a seu trabalho: (A) utilizar informações obtidas na realização do trabalho de auditoria para decidir o momento de comprar ações da empresa na bolsa de valores. pois além de ser contador com registro no CRC. Ele deve manter sigilo profissional das informações a que tiver acesso. contraria a objetividade e o dever do auditor de revelar informações relevantes em seu relatório. pois o auditor deve aplicar procedimentos de auditoria sobre as contas das demonstrações contábeis.pontodosconcursos. A letra C não é prática ética. As demais alternativas contrariam princípios éticos. há prejuízo à integridade e ao sigilo profissional.

D) O Auditor Independente deve divulgar aos usuários da contabilidade informações sobre a entidade auditada ou sobre o trabalho por ele realizado. B) O sigilo profissional do Auditor Independente deve ser observado apenas na relação entre ele e os organismos reguladores e fiscalizadores. de modo a demonstrar que o trabalho foi realizado de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. incluindo a fase de précontratação dos serviços. Entende-se por sigilo a obrigatoriedade do auditor independente não revelar. não as divulgando. em nenhuma hipótese. salvo quando houver obrigação legal de fazê-lo. sem autorização expressa da entidade. A norma estabelece que o sigilo profissional do auditor independente deve ser observado não só na relação entre o auditor e a entidade auditada. os papéis de trabalho. as alternativas “A” e “B” estão incorretas. por escrito e fundamentadamente. Outro dispositivo da norma define que o auditor independente.pontodosconcursos. salvo as contempladas na norma. Marcelo Aragão www. a documentação. é correto afirmar: A) O sigilo profissional do Auditor Independente deve ser observado apenas na relação entre ele e os organismos reguladores e fiscalizadores. pelo Conselho Federal de Contabilidade e Conselhos Regionais de Contabilidade.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO cabe aos auditores aplicar procedimentos contábeis e tampouco deixar as incertezas sem registro e divulgação. deve exibir as Prof. E) O auditor deve respeitar e assegurar o sigilo relativamente às informações obtidas durante o seu trabalho na entidade auditada.com. mesmo sem autorização por escrito da administração da entidade. C) O Auditor Independente deve exibir a todos os usuários as informações obtidas durante o seu trabalho. 14) (Auditor UFFS/FEPESE/2009) De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade Profissional (NBC P1).br 43 . as informações que obteve e tem conhecimento em função de seu trabalho na entidade auditada. da presente norma e das demais normas legais aplicáveis. relatórios e pareceres. sob nenhuma circunstância. quando solicitado. O sigilo profissional é um princípio ético-profissional muito importante para a auditoria independente. Assim. quanto ao sigilo profissional. mas ainda na relação entre os auditores independentes e com os organismos reguladores e fiscalizadores e terceiros.

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO informações obtidas durante o seu trabalho. independentemente de autorização da empresa auditada. por outra firma de auditoria. papéis de trabalho. 15) (ICMS/PB/FCC/2006) O auditor. (C) informar à nova firma de auditoria os pontos apontados e permitir acesso aos papéis de trabalho. pela entidade auditada. incluindo a fase de précontratação dos serviços. conclui-se que a alternativa “D” está incorreta e o gabarito da questão é a alternativa “E”. De acordo com as normas profissionais. da presente norma e das demais normas legais aplicáveis. CVM. quando previamente autorizado por escrito. Marcelo Aragão www. somente quando houver autorização judicial. A alternativa “C” também está incorreta. quando autorizado por escrito pela empresa auditada. o Auditor Independente. A alternativa correta é a “B”. (B))fornecer as informações necessárias para a realização da auditoria pelo novo auditor. que contenha.br 44 . relatórios e pareceres. em ano subseqüente. mediante carta emitida pela mesma. Deste modo. a documentação. de forma clara e objetiva. deve (A) fornecer as informações necessárias para a realização da auditoria pelo novo auditor. (E) fornecer todas as informações solicitadas pela nova empresa de auditoria somente quando autorizado pelo órgão fiscalizador. (D) fornecer todas as informações solicitadas pela nova firma de auditoria. por escrito. de modo a demonstrar que o trabalho foi realizado de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. Prof.pontodosconcursos. o auditor não é obrigado a exibir os seus papéis de trabalho a todos os usuários. O auditor somente deve divulgar aos demais usuários e interessados informações sobre a entidade auditada ou sobre o trabalho por ele realizado. excetuando a obrigação legal de fazê-lo. o que seria por demais absurdo. Portanto. se comprometendo a manter o mesmo nível de sigilo. as quais serviram de base para emissão do último Parecer de Auditoria por ele emitido.com. os limites das informações a serem fornecidas. caso seja autorizado. O código de ética do contabilista também prevê obrigações de sigilo para o contador/auditor. pela administração da entidade com poderes para tanto. ao ser substituído no processo de auditoria. BACEN ou CRC. deve fornecer as informações que por aquela foram julgadas necessárias ao trabalho do Auditor Independente que o suceder.

observada a legislação vigente e resguardados os interesses de seus clientes e/ou empregadores. D o local e as condições de prestação do serviço. A alternativa que satisfaz o enunciado da questão é de fato a “E”. sem prejuízo da dignidade e independência profissionais. C a peculiaridade de tratar-se de trabalho eventual ou habitual.com. E a nacionalidade do contratante. diligência e honestidade. o auditor deve fixar previamente o valor dos serviços. d) o resultado lícito favorável que para o contratante advirá com o serviço prestado. O texto abaixo apresenta um dos deveres do contabilista de acordo com o código de ética profissional. B o ganho ou a perda financeira que o cliente poderá obter com o resultado do trabalho. Exercer a profissão com _________. O artigo 6º do Código de Ética do Contador define que o profissional da contabilidade deve considerar os seguintes elementos ao fixar o valor de seus serviços: a) a relevância. Portanto. habitual ou permanente. dentre outros: I . c) a possibilidade de ficar impedido da realização de outros serviços. Prof. e f) o local em que o serviço será prestado. sem prejuízo da dignidade e independência profissionais (grifo nosso). (A) moderação – idealismo – zelo (B) zelo – diligência – honestidade (C) racionalidade – diligência – idealismo (D) moderação – zelo – honestidade (E) racionalidade – zelo – moderação O art. b) o tempo que será consumido para a realização do trabalho. por contrato escrito.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 16) (ANALISTA LEGISLATIVO/SENADO/FGV/2008). a complexidade e a dificuldade do serviço a executar. o vulto.br 45 . sendo. irrelevante A a impossibilidade de realização de outros trabalhos paralelos. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna acima. e) a peculiaridade de tratar-se de cliente eventual. observada a legislação vigente e resguardados os interesses de seus clientes e/ou empregadores. a nacionalidade do contratante não é um elemento relevante para a definição do valor dos serviços a serem prestados pelo auditor ou contador. A alternativa “B” é a correta.Exercer a profissão com zelo. Marcelo Aragão www. para tanto.pontodosconcursos. 17) (ACE/TCE/TO/CESPE/2009) De acordo com o Código de Ética. 2º do Código de Ética Profissional do Contador define que são deveres do profissional de contabilidade.

C No caso de substituição involuntária de suas funções durante a realização dos trabalhos. B Desde que regularmente designado. O item C está incorreto.com. logo que se positive falta de confiança por parte do cliente ou empregador. deverá fazer a comunicação somente quando do encerramento do referido trabalho. entre estas os Conselhos Regionais de Contabilidade. Assinale a opção correta nos termos da legislação contábil brasileira. inclusive no âmbito do serviço público. pois é dever do contador/auditor renunciar às funções que exerce. evitando declarações públicas sobre os motivos da renúncia. O item B está incorreto. D Após a sua designação e o início dos respectivos trabalhos. Uma das obrigações do contador é guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício profissional lícito. o auditor deve abster-se de prestar quaisquer informações ao seu substituto.br 46 . contudo.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 18) (AUDITOR/MG/CESPE/2009) O Código de Ética do Profissional de Contabilidade tem por objetivo fixar a forma pela qual se devem conduzir os contabilistas. E Se. a fim de habilitá-lo para o bom desempenho das funções a serem exercidas. para que os interesse dos mesmos não sejam prejudicados. ressalvados os casos previstos em lei ou quando solicitado por autoridades competentes. zelando. o auditor não está obrigado a renunciar às suas funções quando o cliente ou empregador manifestar desconfiança em relação ao seu trabalho. os auditores do serviço público devem fornecer as informações obtidas em razão do exercício profissional lícito. Marcelo Aragão www. o auditor não está mais obrigado a manifestar-se acerca de impedimento superveniente. no decorrer de seu trabalho. O item A está correto e satisfaz o enunciado da questão.pontodosconcursos. que aprovou o Código de Ética do Profissional de Contabilidade. A Quando solicitadas pelos CRCs. deve informar ao substituto sobre fatos que devam chegar ao conhecimento desse. A questão trata dos deveres do profissional contador previstos no artigo 2º da Resolução CFC 803/96. Caso o auditor seja substituído em suas funções. a quem deverá notificar com trinta dias de antecedência. Prof. o auditor identificar circunstância adversa que possa influir na decisão de quem o tiver contratado ou designado. quando no exercício profissional.

pois é dever do contador/auditor manifestar. e) não é ético. respectivamente. Marcelo Aragão www. a independência e a objetividade. O primeiro procedimento não é ético e afeta a integridade. não deve ser considerado para emissão do parecer e atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. não é procedimento de auditoria e não atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. Por fim. 19) (AFRFB/ESAF/2009) O auditor da empresa Negócios S. que a empresa emitisse a carta de responsabilidade da administração e o terceiro.com. Alerto que não é um assunto muito explorado pela Prof. a existência de impedimento para o exercício da profissão.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO O item D também está incorreto. pois a administração da entidade auditada deve emitir a carta de responsabilidade. Portanto. cuja única formação é administração de empresas.br 47 . que: a) é ético. é procedimento de auditoria e não atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. pois o parecer deve ser assinado por profissional cuja única formação é contador e com registro no CRC. que a empresa renovasse o contrato de auditoria para o próximo ano. ao cliente ou empregador. que o parecer seria assinado por sócio do escritório de contabilidade. considera-se apenas em alguns casos para emissão do parecer e não atende as normas de auditoria e pessoa do auditor. o segundo.A. com relação aos procedimentos. Esse assunto será abordado na aula 4. pois o auditor não deve condicionar o parecer à renovação do contrato de auditoria para o próximo ano. eventual circunstância adversa que possa influir na decisão daquele que lhe formular consulta ou lhe confiar trabalho. o item E também apresenta incorreção. estabeleceu três procedimentos obrigatórios para emissão do parecer. Pode-se afirmar. a alternativa correta é a “E”. em documento reservado. *************************************************************** Veremos agora o último assunto desta aula 1: controle de qualidade em auditoria independente. b) não é ético. desde logo. não é procedimento de auditoria e atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. o terceiro procedimento não atende as normas de auditoria. Por fim. O primeiro. d) é ético. c) é ético. a qualquer tempo. O segundo corresponde a um procedimento previsto em norma de auditoria. estendendose a obrigação a sócios e executores. haja vista a obrigação do auditor de comunicar.pontodosconcursos.

um sistema de verificação sobre o grau de aderência às normas técnicas e profissionais. CONTROLE DE QUALIDADE As normas de auditoria exigem a implementação de um programa de supervisão e controle de qualidade interno. portanto. pelos pronunciamentos do IBRACON – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil. REVISÃO EXTERNA PELOS PARES: O objetivo da revisão pelos pares é a avaliação dos procedimentos adotados pelo Contador que atua como Auditor Independente e Firma de Auditoria (com registro na CVM). com vistas a assegurar a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. na insuficiência destas. no mínimo uma vez. é medida pelo atendimento das normas técnicas e profissionais estabelecidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e. A sua periodicidade é anual. quando aplicável. e.br 48 . Controle de qualidade interno A NBC PA 01 (Atual norma do CFC sobre controle de qualidade interno das firmas de auditoria) estabelece que o objetivo da firma é estabelecer e Prof. Existem basicamente dois mecanismos de controle de qualidade da auditoria independente: CONTROLE DE QUALIDADE INTERNO: Trata-se das políticas e procedimentos dos auditores e firmas de auditoria independente para assegurar qualidade dos serviços prestados aos clientes e cumprimento das normas de auditoria. A qualidade.pontodosconcursos. neste contexto.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO FCC e demais bancas examinadoras. sobre a amostra de serviços prestados a clientes. das normas emitidas por órgãos reguladores. O Auditor deve submeterse à Revisão Externa de Qualidade. Um programa de verificação periódica da qualidade deve ser aplicado anualmente. Marcelo Aragão www.com. de modo a garantir que haja dentro da empresa de auditoria ou por parte do auditor autônomo. as normas também exigem um processo de revisão externa pelos pares. a cada ciclo de quatro anos. Além disso. vamos abordá-lo de forma bem resumida.

b) consegue cumprir as exigências éticas relevantes. .Aceitação e continuidade do relacionamento com clientes e de trabalhos específicos: segurança razoável de que a aceitação e continuidade do relacionamento com clientes apenas se dará nos casos em que o auditor: a) é competente para executar o trabalho e possui habilidades.br 49 . .Monitoramento: avaliação contínua de que as políticas e os procedimentos relacionados com o sistema de controle de qualidade são relevantes. objetividade. incluindo tempo e recursos.Exigências éticas relevantes: o auditor e sua equipe cumprem as exigências éticas relevantes. zelo profissional e confidencialidade. habilidade e compromisso com os princípios éticos. . e c) considerou a integridade do cliente. como independência. para isso.Recursos humanos: pessoal suficiente com competência.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO manter um sistema de controle de qualidade para obter segurança razoável que: a) a firma e seu pessoal cumprem as normas técnicas e as exigências regulatórias e legais aplicáveis. adequados e estão operando de maneira efetiva. a firma deve obter confirmação por escrito do cumprimento de suas políticas e procedimentos sobre independência de todo o pessoal da firma. Prof. . e b) os relatórios sobre demonstrações contábeis e demais relatórios emitidos pela firma e pelos sócios encarregados do trabalho são apropriados nas circunstâncias. . Pelo menos uma vez por ano. que precisa ser independente por exigências éticas relevantes. e não tem informações que o levaria a concluir que o cliente não é íntegro. Um sistema de controle de qualidade inclui políticas e procedimentos que tratam dos seguintes tópicos: .com. Marcelo Aragão www.Execução do trabalho: trabalhos são executados de acordo com normas técnicas e exigências regulatórias e legais aplicáveis.Responsabilidades da liderança pela qualidade: o sistema de controle de qualidade é responsabilidade do auditor independente ou do presidente da firma de auditoria.pontodosconcursos.

8 (já revogada) e ainda consagrada pela doutrina. Contudo. de outras pessoas sujeitas a exigências de rodízio. a diretoria executiva da firma. após o período de 5 anos A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para a retenção e arquivamento da documentação do trabalho por um período suficiente para satisfazer as necessidades da firma ou conforme requerido por lei ou regulamento. tendo de compor parceria com firma de auditoria maior. Prof.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A firma deve estabelecer políticas e procedimentos para: a) especificar critérios para determinar a necessidade de salvaguardas para reduzir a ameaça de familiaridade a um nível aceitável ao usar o mesmo pessoal sênior em trabalho de asseguração por um período de tempo prolongado.br 50 . os resultados do monitoramento de seu sistema de controle de qualidade aos sócios encarregados dos trabalhos e outras pessoas apropriadas na firma. quando aplicável. se o auditor não possuir equipe. o controle da qualidade é inerente à qualificação profissional do auditor. em trabalho desta natureza: a) não poderá aceitar o trabalho visto ser de fundamental importância à existência de estrutura técnica da equipe. A firma deve comunicar. 20) (ICMS/CE/ESAF/2006) O programa de controle de qualidade deve ser estabelecido de acordo com a estrutura da equipe técnica do auditor e a complexidade dos serviços. que já explorada em concursos: O programa de controle de qualidade deve ser estabelecido de acordo com a estrutura da equipe técnica do auditor e a complexidade dos serviços que realizar. se apropriado.com. incluindo o presidente ou. pelo menos uma vez por ano. no caso de o auditor atuar sem a colaboração de assistentes.pontodosconcursos. Vejamos duas questões bem simples sobre controle de qualidade. Marcelo Aragão www. e b) requerer o rodízio do sócio encarregado do trabalho e das pessoas responsáveis pela revisão do controle de qualidade do trabalho. e. OBSERVAÇÃO: Existia uma norma de auditoria na NBC T 11. assim. b) terá limitação na execução de parte do trabalho.

com a revisão externa pelos pares que é de quatro em quatro anos. Portanto. Marcelo Aragão www. 21) (FISCAL/ISS SP/FCC/2007) Segundo a NBC T 11. d) o auditor deverá de forma obrigatória constar de seu parecer a limitação da equipe técnica. um programa de verificação periódica da qualidade deve ser aplicado anualmente. pelo menos uma vez por ano. como. a verificação dos sistema de qualidade interno dos serviços prestados por empresa de auditoria independente deve ser efetuado a cada a) ano b) dois anos c) três anos d) quatro anos e) cinco anos Nos termos da NBC T 11. *************************************************************** Chegamos ao final da aula 1. Bons estudos e até a próxima aula. caso o auditor não possua equipe técnica. pois não correspondem a procedimentos a serem adotados no controle de qualidade.br 51 . no caso de o auditor atuar sem a colaboração de assistentes.com. que é anual. Cuidado para não confundir o controle de qualidade interno. a qual confirmará sua competência para a execução do trabalho.8.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO c) o controle de qualidade é inerente à qualificação profissional do auditor. por exemplo. A NBC PA 01 (norma em vigência) também estabelece a obrigatoriedade de anualmente a firma de auditoria aplicar procedimentos de controle interno de qualidade. Prof. Portanto. Contudo. sendo passível de punição ética pelo Conselho Federal de Contabilidade. o controle da qualidade é inerente à qualificação profissional do auditor. a alternativa correta é a “c”. a alternativa “a” é a correta. obter confirmação por escrito do cumprimento de suas políticas e procedimentos sobre independência de todo o pessoal da firma. O programa de controle de qualidade deve ser estabelecido de acordo com a estrutura da equipe técnica do auditor e a complexidade dos serviços que realizar. ficando sob sua responsabilidade os trabalhos. As demais alternativas estão incorretas.8 (já revogada).pontodosconcursos. e) a qualidade do trabalho fica sempre comprometida.

4) (Analista/TCE/TO/CESPE/2009) De acordo com a relação do auditor com a entidade auditada. Acerca desse assunto. (C) precisa ter conhecimentos sobre tecnologia da informação e o segundo. (D) não pode ficar subordinado a pessoas que possam ter seus trabalhos por ele examinados e ao segundo. distinguem-se as auditorias interna e externa.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA: 1) (ISS/SP/FCC/2007) Uma das diferenças entre o auditor independente e o auditor interno é que o primeiro (A) necessita de registro no Conselho Regional de Contabilidade e o segundo. não. (C) Uma finalidade da auditoria interna é emitir parecer para a adequação do controle interno e da auditoria externa. (B) O auditor interno é empregado da empresa e o auditor externo é contratado. e a auditoria externa executa apenas auditoria contábil. sim. não. assinale a opção correta. 2) (ICMS SP/FCC/2009) O trabalho da auditoria interna (A) tem maior independência que o de auditoria externa. testes de relevância. (E) O auditor interno executa auditoria contábil e operacional. não. (E) deve efetuar a revisão e o aperfeiçoamento dos controles internos. Prof. (B) é responsável pela implantação e pelo cumprimento dos controles internos. (B) está dispensado de recomendar modificações nos controles internos da entidade e o segundo. (E) tem por obrigação emitir um parecer sobre as demonstrações contábeis da entidade e o segundo.br 52 .pontodosconcursos. (D) Na auditoria interna são realizados testes substantivos.com. Marcelo Aragão www. (D) deve emitir parecer. não. (A) O auditor interno possui autonomia enquanto o auditor externo possui independência. e na auditoria externa. é emitir parecer sobre adequação das demonstrações contábeis. (C) deve estar subordinado ao da Controladoria da empresa. 3) (Analista/Senado/FGV/2009) Assinale a afirmativa incorreta sobre a diferença entre Auditoria Interna e Auditoria Externa. que será publicado com as demonstrações contábeis.

ajudando-a a atingir seus objetivos”. independentemente de seu porte e da relação custo-benefício. Sua finalidade é agregar valor e aperfeiçoar o funcionamento das operações. Prof. D) A auditoria interna é uma resposta à necessidade de independência do exame das transações da empresa em relação aos seus dirigentes. Contribui.pontodosconcursos. que provê segurança e consultoria para a organização da qual é empregado. A) O surgimento da auditoria externa está associado à necessidade das empresas de captarem recursos de terceiros. B) Os sócios-gerentes e acionistas fundadores são os que têm maior necessidade de recorrer aos auditores independentes para aferir a segurança. B As empresas. QUESTÃO 58 5) (FISCAL/ICMS/SP/FCC/2002) “Realiza auditorias contábil e operacional. assinale a opção correta.com.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A O vínculo de emprego do auditor interno lhe retira a independência profissional desejável para atuar nos termos das normas vigentes. Exerce atividade independente e objetiva. controle e governança da organização. e) perícia extrajudicial. C) A auditoria externa surgiu como decorrência da necessidade de um acompanhamento sistemático e mais aprofundado da situação da empresa. E) Os auditores internos direcionam o foco de seu trabalho para as demonstrações contábeis que a empresa é obrigada a publicar. E A auditoria externa deve atuar permanentemente e continuamente.br 53 . concomitante e conseqüente. devem dispor de auditoria interna permanente. D A auditoria externa deve prescindir do concurso da auditoria interna. exercendo um controle prévio. b) auditoria externa. C A auditoria interna não tem como objetivo precípuo a emissão de parecer sobre as demonstrações contábeis. liquidez e rentabilidade de seus investimentos na empresa. sendo executada mais para fins administrativos internos do que para prestação de contas a terceiros. Esta descrição resume as funções do profissional que executa trabalhos de: a) perícia contábil. sob pena de ser induzida em seus exames e perder a desejável independência. Marcelo Aragão www. c) auditoria interna. com enfoque sistemático e disciplinado. para a avaliação dos processos de gerenciamento de riscos. de um modo geral. 6) (CGE PB/CESPE/2008) Com relação às origens da auditoria e seus tipos. d) auditoria independente.

O relatório emitido pelos auditores externos deve conter notas sobre os testes realizados pelos auditores internos com suas conclusões. como revisão de procedimentos e normas internas. enquanto que o auditor interno é empregado da empresa auditada. d) A auditoria interna não avalia os controles internos e a auditoria externa os elabora. c) A auditoria interna tem como objetivo atender à gestão da empresa e a auditoria externa atender às necessidades da diretoria da empresa.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 7) (AFRFB/ESAF/2003) Assinale a assertiva correta quanto às características da auditoria interna e externa. já a auditoria interna executa a auditoria contábil e operacional. II e III D) I. III . conforme determina a Lei 6.O principal objetivo da auditoria externa é emitir um parecer sobre as demonstrações contábeis. II e IV E) II. e a auditoria externa deve disponibilizar seus papéis de trabalho sempre que solicitados.A auditoria externa está interessada em erros que possam alterar de maneira substancial as informações das demonstrações contábeis. enquanto a auditoria interna realiza testes buscando possíveis falhas operacionais nos procedimentos internos.pontodosconcursos. b) A auditoria interna é obrigatória. e) A auditoria interna tem como objetivo a revisão das atividades da empresa continuamente e a auditoria externa é independente em todos os aspectos. as Companhias sentiram a necessidade de dar maior ênfase aos procedimentos internos e instituir um setor de Auditoria Interna que fosse além dos testes realizados pela Auditoria Externa. IV . II . 8) (AUDITOR/PETROBRÁS/CESGRANRIO/2008) Com o crescimento do volume de negócios e das normas legais. I . sendo que o contrário não ocorre. a) A auditoria interna é independente da empresa e a auditoria externa deve realizar testes nos controles internos e modificá-los quando necessário. Marcelo Aragão www.br 54 . Estão corretas APENAS as afirmativas: (A) II e III B) III e IV C) I. III e IV 9) (ISS Rio/ESAF/2010) A respeito dos objetivos da auditoria interna e da auditoria independente.O auditor externo não possui vínculo empregatício com a empresa auditada.com.404/76. modifica e implanta na empresa auditada. analise as afirmativas abaixo. é correto afirmar que: Prof. Com relação às principais diferenças entre a Auditoria Interna e a Externa.

B) o perito contador atua sobre um caso litigioso. enquanto a auditoria externa se preocupa com os pareceres a respeito das demonstrações contábeis. recomendações e B) as providências a serem tomadas pela administração. c) a atuação de ambas não difere na essência uma vez que os objetivos da avaliação é sempre a contabilidade. segundo a natureza desta. ou outro órgão equivalente. b) a auditoria interna se preocupa em avaliar os métodos e as técnicas utilizadas pela contabilidade. Em circunstâncias próprias. Marcelo Aragão www. enquanto o da auditoria independente é a emissão de parecer sobre as demonstrações contábeis. 10) (ICMS/RS/FUNDATEC/2009) Assinale a alternativa incorreta quanto à distinção entre a auditoria interna e externa. ao conselho de administração ou à diretoria da entidade. o auditor interno é funcionário da empresa. e) o objetivo da auditoria interna é produzir relatórios demonstrando as falhas e deficiências dos processos administrativos e os da auditoria externa é emitir parecer sobre a execução contábil e financeira da entidade. D) o parecer do auditor independente é dirigido aos acionistas. C) o parecer do auditor independente é o documento mediante o qual o auditor expressa sua opinião. E) o relatório do auditor interno é confidencial e deve ser apresentado ao superior imediato ou pessoa autorizada que o tenha solicitado. 11) Assinale a opção incorreta quanto às diferenças e semelhanças entre a perícia e a auditoria.com. como executa auditoria contábil e operacional. de forma clara e objetiva. o parecer é dirigido ao contratante dos serviços.br 55 . ou sócios.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO a) o objetivo da auditoria interna é apoiar a administração da entidade no cumprimento dos seus objetivos. enquanto a auditoria externa cuida de revisar os lançamentos e demonstrações contábeis.pontodosconcursos. mas. A) o entendimento do sistema de controle interno é fundamental para o exercício tanto da atividade de perícia quanto de auditoria. A) o relatório é o instrumento técnico pelo qual o auditor interno comunica os trabalhos realizados. envolvendo duas partes. sobre as demonstrações contábeis nele indicadas. deve ter total independência dentro da entidade. d) a auditoria interna cuida em verificar os aspectos financeiros da entidade. enquanto que o auditor desenvolve seu trabalho para uma Prof. cotistas. suas conclusões.

do quadro de funcionários da firma e da sua estrutura administrativa. (D) conduzir os trabalhos de auditoria de forma a não repetir os procedimentos aplicados no ano anterior. (B) auditar empresa na qual sua prima de segundo grau é diretora financeira e administrativa. que exerce atividade pericial de forma pessoal. buscando a apresentação de uma opinião através do laudo pericial. D) tanto o perito quanto o auditor sempre atuam em um ambiente onde já existem fortes suspeitas de algum tipo de fraude e de ambos os trabalhos se esperam orientações sobre procedimentos contábeis. (C) realizar auditoria de demonstrações contábeis de companhia aberta. que o contrata para apreciar e emitir parecer sobre controles internos ou demonstrações contábeis. para contas nas quais não foram encontradas irregularidades. o auditor independente é contador regularmente registrado no CRC e exerce a profissão como membro de uma empresa de auditoria. etc. C) a auditoria opera através de um processo de amostragem e a perícia sobre um determinado ato. como contador. fiscais. 12) (TRF/1ª REGIÃO/FCC/2011) É prática ética do auditor (A) guardar sigilo das informações que obteve para realização da auditoria das demonstrações contábeis. ligado ao patrimônio das entidades físicas ou jurídicas. Marcelo Aragão www. reduzindo assim o número de contas a serem auditadas. Prof. E) o perito é contador regularmente registrado no CRC.br 56 . dando divulgações dessas informações somente nas situações em que a lei ou as normas de auditoria permitam. 13) (Câmara dos Deputados/FCC/2007) Considera-se conduta (s) ética (s) do auditor com relação a seu trabalho: (A) utilizar informações obtidas na realização do trabalho de auditoria para decidir o momento de comprar ações da empresa na bolsa de valores. (C) guardar informações que sejam consideradas pela legislação societária relevantes para o mercado acionário. desde que tenha no mínimo o registro no CRC. trabalhistas.pontodosconcursos. desde que declare no relatório de auditoria a existência dessa parte relacionada.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO entidade privada ou pública. (E) aviltar honorários com a justificativa de manutenção do cliente.com. (B) divulgar negócios estratégicos da empresa para permitir que os acionistas e demais interessados do mercado saibam como os negócios estão sendo conduzidos.

(C) informar à nova firma de auditoria os pontos apontados e permitir acesso aos papéis de trabalho. incluindo a fase de précontratação dos serviços. (B))fornecer as informações necessárias para a realização da auditoria pelo novo auditor. salvo quando houver obrigação legal de fazê-lo. quando autorizado por escrito pela empresa auditada. 15) (ICMS/PB/FCC/2006) O auditor. somente quando houver autorização judicial. sob nenhuma circunstância. é correto afirmar: A) O sigilo profissional do Auditor Independente deve ser observado apenas na relação entre ele e os organismos reguladores e fiscalizadores. deve (A) fornecer as informações necessárias para a realização da auditoria pelo novo auditor. B) O sigilo profissional do Auditor Independente deve ser observado apenas na relação entre ele e os organismos reguladores e fiscalizadores. ao ser substituído no processo de auditoria. mesmo sem autorização por escrito da administração da entidade. de modo a demonstrar que o trabalho foi realizado de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. deixando as incertezas sem registrar.pontodosconcursos. (E) manter sigilo profissional das informações a que tiver acesso. Marcelo Aragão www. independentemente de autorização da empresa auditada. C) O Auditor Independente deve exibir a todos os usuários as informações obtidas durante o seu trabalho. por outra firma de auditoria. sem autorização expressa da entidade. 14) (Auditor UFFS/FEPESE/2009) De acordo com a Norma Brasileira de Contabilidade Profissional (NBC P1). somente disponibilizando mediante ordem judicial.br 57 . não as divulgando. quanto ao sigilo profissional. da presente norma e das demais normas legais aplicáveis. D) O Auditor Independente deve divulgar aos usuários da contabilidade informações sobre a entidade auditada ou sobre o trabalho por ele realizado.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (D) aplicar procedimentos contábeis que melhorem os valores dos ativos e reconheça somente as exigibilidades.com. os papéis de trabalho. Prof. em ano subseqüente. E) O auditor deve respeitar e assegurar o sigilo relativamente às informações obtidas durante o seu trabalho na entidade auditada. a documentação. relatórios e pareceres.

B o ganho ou a perda financeira que o cliente poderá obter com o resultado do trabalho. Exercer a profissão com _________. Assinale a opção correta nos termos da legislação contábil brasileira. Prof. A Quando solicitadas pelos CRCs. observada a legislação vigente e resguardados os interesses de seus clientes e/ou empregadores.br 58 . o auditor deve fixar previamente o valor dos serviços. para tanto.com. o auditor deve abster-se de prestar quaisquer informações ao seu substituto. sendo. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna acima. (A) moderação – idealismo – zelo (B) zelo – diligência – honestidade (C) racionalidade – diligência – idealismo (D) moderação – zelo – honestidade (E) racionalidade – zelo – moderação 17) (ACE/TCE/TO/CESPE/2009) De acordo com o Código de Ética. por contrato escrito.pontodosconcursos. B Desde que regularmente designado. 16) (ANALISTA LEGISLATIVO/SENADO/FGV/2008) O texto abaixo apresenta um dos deveres do contabilista de acordo com o código de ética profissional. BACEN ou CRC. E a nacionalidade do contratante. mediante carta emitida pela mesma. CVM. C a peculiaridade de tratar-se de trabalho eventual ou habitual. irrelevante A a impossibilidade de realização de outros trabalhos paralelos. 18) (AUDITOR/MG/CESPE/2009) O Código de Ética do Profissional de Contabilidade tem por objetivo fixar a forma pela qual se devem conduzir os contabilistas. (E) fornecer todas as informações solicitadas pela nova empresa de auditoria somente quando autorizado pelo órgão fiscalizador. D o local e as condições de prestação do serviço. se comprometendo a manter o mesmo nível de sigilo. quando no exercício profissional. Marcelo Aragão www. C No caso de substituição involuntária de suas funções durante a realização dos trabalhos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (D) fornecer todas as informações solicitadas pela nova firma de auditoria. o auditor não está obrigado a renunciar às suas funções quando o cliente ou empregador manifestar desconfiança em relação ao seu trabalho. sem prejuízo da dignidade e independência profissionais. os auditores do serviço público devem fornecer as informações obtidas em razão do exercício profissional lícito.

o auditor não está mais obrigado a manifestar-se acerca de impedimento superveniente. c) o controle de qualidade é inerente à qualificação profissional do auditor. o auditor identificar circunstância adversa que possa influir na decisão de quem o tiver contratado ou designado.A. a qual confirmará sua competência para a execução do trabalho. o segundo.br 59 . Prof. que a empresa renovasse o contrato de auditoria para o próximo ano. d) é ético. não é procedimento de auditoria e atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. 20) (ICMS/CE/ESAF/2006) O programa de controle de qualidade deve ser estabelecido de acordo com a estrutura da equipe técnica do auditor e a complexidade dos serviços. b) não é ético. com relação aos procedimentos. no decorrer de seu trabalho. deverá fazer a comunicação somente quando do encerramento do referido trabalho. 19) (AFRFB/ESAF/2009) O auditor da empresa Negócios S. é procedimento de auditoria e não atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. respectivamente. que: a) é ético. c) é ético. d) o auditor deverá de forma obrigatória constar de seu parecer a limitação da equipe técnica. que o parecer seria assinado por sócio do escritório de contabilidade.com. Marcelo Aragão www. b) terá limitação na execução de parte do trabalho. ficando sob sua responsabilidade os trabalhos. O primeiro. que a empresa emitisse a carta de responsabilidade da administração e o terceiro. estabeleceu três procedimentos obrigatórios para emissão do parecer. e) não é ético. sendo passível de punição ética pelo Conselho Federal de Contabilidade.pontodosconcursos. e) a qualidade do trabalho fica sempre comprometida. E Se. tendo de compor parceria com firma de auditoria maior.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO D Após a sua designação e o início dos respectivos trabalhos. não é procedimento de auditoria e não atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. considera-se apenas em alguns casos para emissão do parecer e não atende as normas de auditoria e pessoa do auditor. em trabalho desta natureza: a) não poderá aceitar o trabalho visto ser de fundamental importância à existência de estrutura técnica da equipe. Pode-se afirmar. se o auditor não possuir equipe. não deve ser considerado para emissão do parecer e atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. assim. cuja única formação é administração de empresas.

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 21) (FISCAL/ISS SP/FCC/2007) Segundo a NBC T 11.br 60 . Marcelo Aragão www.com.E 15 – B 16 – B 17 – E 18 – A 19 – E 20 – C 21 .pontodosconcursos. a verificação dos sistema de qualidade interno dos serviços prestados por empresa de auditoria independente deve ser efetuado a cada a) ano b) dois anos c) três anos d) quatro anos e) cinco anos GABARITO: 1–E 2–E 3–D 4–C 5–C 6–A 7-E 8–D 9–A 10 – E 11 – D 12 – A 13 – E 14 .A Prof.8.

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Olá pessoal. Risco de Auditoria. etc. é que se pode afirmar que o plano de auditoria é mais detalhado que a estratégia global visto que inclui a natureza.pontodosconcursos. a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho. escopo do trabalho. Cabe observar que o desenvolvimento do plano de auditoria. Entende-se por planejamento da auditoria a etapa de trabalho na qual o auditor define a estratégia de execução dos trabalhos de auditoria. sem prejuízo de uma visão integrada. Os assuntos tratados nesta aula são palpitantes e muito cobrados pela FCC em provas anteriores. no menor tempo e com o menor custo possível. a avaliação de controles internos. eficaz. Contudo. Estudo e Avaliação do Sistema de Controles Internos.com. com o objetivo de garantir que a sua execução seja de alta qualidade e que os trabalhos sejam realizados de forma econômica. a equipe de profissionais e outros recursos necessários para que os trabalhos de auditoria sejam eficientes e eficazes e realizados com qualidade. Amostragem Estatística. A aula desta semana compreende os seguintes assuntos: Planejamento da Auditoria e Desenvolvimento do Plano de Auditoria. em termos de objetivos. a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho. o auditor estabelece a estratégia global de auditoria. Em verdade. a definição de materialidade e a consideração dos riscos de auditoria são processos inter-relacionados. recursos. para então definir e elaborar o plano de auditoria contendo a natureza. abordaremos cada assunto separadamente. Relevância ou Materialidade em Auditoria Contábil. efetiva e oportuna. eficiente. a oportunidade e a extensão dos exames.br 1 . Prof. PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO DO PLANO DE AUDITORIA As normas estabelecem que todos os trabalhos de auditoria devem ser devidamente planejados. Por isso. Marcelo Aragão www. estabelecendo a natureza. determinando os prazos de cada etapa.

pontodosconcursos. a legislação aplicável e as práticas operacionais da entidade e o nível geral de competência de sua administração. Marcelo Aragão www. previdenciárias. o ambiente de controle e os procedimentos de controle da entidade auditada.com.br 2 . trabalhistas. Elementos que o auditor independente considera quando planeja a auditoria das demonstrações contábeis: T ra b a lh o s d e o u tr o s a u d ito re s o u e s p e cia lis ta s C o m p le x id a d e d a s tra n s a çõ e s F iliais e p a rte s re la cio n a d a s N a tu re z a e o p o rtu n id a d e d o s re la tó rio s C o n h e cim e n t o d a s a tiv id a d e s L e g is la ç ã o a p licá v e l V o lu m e d a s tra n s a çõ e s Á re a s im p o rta n te s S is te m a co n tá b il e d e co n tro le in te rn o A sp e c to s a se re m c o n sid e r a d o s n o p la n e ja m e n to F a to re s e co n ô m ic o s P rá tica s O p e ra cio n a is d a e n tid a d e C o m p e tê n cia d a a d m in is tra çã o P rá tica s c o n tá b e is a d o ta d a s Fatores econômicos: Para identificar riscos que possam afetar a continuidade operacional da entidade.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO ELABORAÇÃO DO PLANO DE AUDITORIA Para que o auditor possa elaborar um plano de auditoria que seja eficaz e eficiente é preciso que ele obtenha um adequado nível de conhecimento sobre as atividades. dos impactos que a inobservância das normas pertinentes podem ter nas Demonstrações Contábeis. comerciais. pelo auditor. os fatores econômicos. Em outras palavras. Legislação aplicável à entidade: Para a avaliação. o auditor busca conhecer as atividades. para avaliar os riscos de auditoria e determinar os procedimentos a serem aplicados. ambientais. a existência de contingências fiscais. legais. obsolescência de estoques e imobilizações e outros aspectos do negócio com impacto potencial nas Demonstrações Contábeis. Prof.

a emissão de um parecer padrão ou sem Prof. O risco da auditoria independente consiste na possibilidade do auditor emitir uma opinião ou um parecer inadequado sobre demonstrações que apresentam distorções significativas. Complexidade das transações: Fator determinante do grau de dificuldade que o auditor independente pode encontrar para realizar seu trabalho. mas com valor individual significativo. devendo o auditor: a) ter conhecimento do sistema de contabilidade adotado pela entidade e de sua integração com os sistemas de controles internos. a extensão e a oportunidade dos procedimentos de auditoria. Marcelo Aragão www. e c) avaliar o grau de confiabilidade dos controles internos adotados pela entidade. Por exemplo. Para verificar a necessidade de planejar a execução dos trabalhos com profissionais mais experientes ou de haver uma supervisão mais direta durante sua realização. É um processo dinâmico.br 3 . Sistema contábil e de controles internos: Para determinar a natureza. tendo como conseqüência. Mencionamos anteriormente que o auditor deve considerar no planejamento os riscos de auditoria. Práticas contábeis: Para propiciar uma adequada avaliação da consistência das Demonstrações Contábeis. Competência da administração da entidade: Para que o auditor tenha uma percepção razoável da organização da entidade e dos reflexos que uma gestão não-confiável pode determinar nas Demonstrações Contábeis.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Práticas operacionais da entidade: Para a identificação dos riscos da auditoria. Os riscos são avaliados na fase de planejamento da auditoria e revistos na fase de execução. b) avaliar o grau de confiabilidade das informações geradas pelo sistema contábil. considerando os seus efeitos sobre o programa de auditoria em face das novas normas de Contabilidade que passarem a ser aplicáveis à entidade. Volume de transações: Para que o auditor independente tenha o conhecimento e o dimensionamento mais adequados dos testes a serem aplicados e dos períodos em que tais volumes são mais significativos e a definição das amostras a serem selecionadas e a noção da existência de um grande volume de transações de pequeno valor ou de um volume pequeno de transações. as demonstrações podem apresentar erros e fraudes que sejam materiais ou significativas e o auditor não conseguir detectar essas ocorrências.pontodosconcursos. mediante a aplicação de provas de procedimentos de controle.com. sua tempestividade e sua utilização pela administração.

Refere-se à seguinte pergunta: Quais procedimentos ou evidências? A oportunidade (OP) refere-se à época mais adequada para aplicação dos procedimentos. os usuários das demonstrações contábeis (administração. o que alguns autores apelidaram de “NAOPEX”. Na realidade. A natureza (NA) significa quais procedimentos que o auditor irá aplicar ou quais evidências ele irá buscar.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO ressalvas e prejudicar. Todavia. ao valor mínimo de distorção causada por erro ou fraude a partir do qual o auditor considera que esse erro é material e distorce as demonstrações de forma significativa. Refere-se à seguinte pergunta: Quando aplicar os procedimentos ou quando buscar as evidências? A extensão (EX) dos procedimentos de comprovação a serem executados corresponde à quantidade de evidência necessária ou de operações e transações a serem examinadas.com. como. alertamos que o risco de auditoria está vinculado a uma distorção relevante ou material. por exemplo. a oportunidade e a extensão dos procedimentos a serem aplicados pelos auditores. mais próximo ou não da data das demonstrações contábeis. devem ser elaborados papéis de trabalho acerca do planejamento da auditoria. optando pelas técnicas mais apropriadas em função das circunstâncias e dos riscos. financiadores. em termos de natureza. pois erros e fraudes imateriais ou irrelevantes não distorcem de forma significativa as demonstrações e nem prejudicam a tomada de decisão por parte dos usuários. detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados. Significa que o auditor pode tolerar ou aceitar distorções irrelevantes sem precisar modificar o seu parecer. etc). órgãos reguladores. acionistas. Estamos nos referindo ao nível de relevância. Marcelo Aragão www. Refere-se ao tamanho da amostra e à seguinte pergunta: Qual a quantidade de evidência necessária? As normas estabelecem que o auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programas de trabalho por escrito. fisco. credores. o que se busca com o planejamento é a elaboração do programa de auditoria e este programa irá detalhar a natureza. Outro fator citado anteriormente que precisamos esclarecer melhor é quanto à natureza. oportunidade e extensão. ou seja. ASPECTOS RELEVANTES DA NBC TA 300 Papel e época do planejamento Prof.pontodosconcursos. Ou seja. com isso. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria.br 4 .

mas um processo contínuo e iterativo. obtenção de entendimento global da estrutura jurídica e o ambiente regulatório aplicável à entidade e como a entidade cumpre com os requerimentos dessa estrutura. o planejamento inclui a necessidade de considerar. Atenção: Planejamento não é uma fase isolada da auditoria. incluindo o planejamento e a participação na discussão entre os membros da equipe de trabalho.com. Procedimentos adicionais de auditoria testes de controles e testes ou procedimentos substantivos.br 5 . Envolvimento de membros-chave da equipe de trabalho O sócio do trabalho e outros membros-chave da equipe de trabalho devem ser envolvidos no planejamento da auditoria. aspectos como: os procedimentos analíticos a serem aplicados como procedimentos de avaliação de risco.pontodosconcursos. Atividades de planejamento O processo de planejamento engloba: Prof. Entretanto. a experiência anterior da equipe de trabalho com a entidade e as mudanças nas circunstâncias que ocorrem durante o trabalho de auditoria. incorporando a sua experiência e seus pontos de vista e otimizando assim a eficácia e a eficiência do processo de planejamento. Marcelo Aragão www. a determinação da materialidade. a aplicação de outros procedimentos de avaliação de risco. Por exemplo.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO As normas atualmente em vigor sobre planejamento da auditoria independente definem que a natureza e a extensão das atividades de planejamento variam conforme o porte e a complexidade da entidade. que muitas vezes começa logo após (ou em conexão com) a conclusão da auditoria anterior. o envolvimento de especialistas. o planejamento inclui a consideração da época de certas atividades e procedimentos de auditoria que devem ser concluídos antes da realização de procedimentos adicionais de auditoria. continuando até a conclusão do trabalho de auditoria atual. antes da identificação e avaliação pelo auditor dos riscos de distorções relevantes.

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO • a definição da estratégia global (auxilia o auditor a determinar. quando esses recursos devem ser alocados. a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho. e como esses recursos são gerenciados. o auditor pode ter a necessidade de estender as atividades de planejamento: Prof. a natureza. b) o plano de auditoria. O auditor deve documentar (elaborar papéis de trabalho): a) a estratégia global de auditoria. portanto. • A definição da estratégia global de auditoria e o plano de auditoria detalhado não são necessariamente processos isolados ou sequenciais. mudanças nas condições ou na evidência de auditoria obtida na aplicação de procedimentos de auditoria. Em decorrência de imprevistos. o auditor pode ter que modificar a estratégia global e o plano de auditoria e. à medida que o plano de auditoria para o trabalho é desenvolvido. considerando a revisão dos riscos avaliados. a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados. e c) eventuais alterações significativas ocorridas na estratégia global de auditoria ou no plano de auditoria durante o trabalho de auditoria. tais como membros da equipe com experiência adequada para áreas de alto risco ou o envolvimento de especialista em temas complexos. se em etapa intermediária de auditoria ou em determinada data-base de corte. estando intimamente relacionados.br 6 . uma vez que as mudanças em um podem resultar em mudanças no outro. Entretanto. dependendo da conclusão dos procedimentos de avaliação de risco): os recursos a serem alocados em áreas de auditoria específicas. no caso de auditoria inicial.pontodosconcursos. por exemplo. Planejamento da primeira auditoria A finalidade e o objetivo do planejamento da auditoria não mudam caso a auditoria seja inicial ou em trabalho recorrente. a elaboração do plano de auditoria: que é mais detalhado que a estratégia global de auditoria visto que inclui a natureza. e as razões dessas alterações.com. Marcelo Aragão www. direcionados. O planejamento desses procedimentos de auditoria ocorre no decurso da auditoria.

quaisquer assuntos importantes (inclusive a aplicação de princípios contábeis ou de auditoria e normas de elaboração de relatórios) discutidos com a administração e relacionados à escolha do auditor. os procedimentos de auditoria necessários para obter evidência de auditoria suficiente e apropriada relativa aos saldos iniciais. Marcelo Aragão www. o auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programas de trabalho por escrito. pelo menos. e quando a emissão do mesmo resulta na elaboração de programas de auditoria. a definição de quatro fases: 1) que características ou circunstâncias devem ser levadas em conta. manter contato com o auditor antecessor. quando as idéias ou decisões relativas ao que fazer. detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados. PROGRAMAS DE AUDITORIA Segundo Sergio Jund.br 7 . oportunidade e extensão. 3) a ocasião.com. Prof. para conduzir a revisão de seus papéis de trabalho. 2) como apreender essas características e circunstancias. em termos de natureza. esse sistema pode exigir o envolvimento de outro sócio ou profissional experiente para a revisão da estratégia global de auditoria antes de iniciar procedimentos de auditoria significativos ou de revisão dos relatórios antes da sua emissão). outros procedimentos exigidos pelo sistema de controle de qualidade da firma para trabalhos de auditoria inicial (por exemplo. Os programas de trabalho devem ser detalhados. os objetivos do planejamento de auditoria podem ser atingidos de modo mais eficiente quando este planejamento é feito por escrito. na forma de programas.pontodosconcursos. como e porque fazer são convertidas em procedimentos de auditoria evidenciados por escrito. por exemplo. de forma a servirem como guia e meio de controle de sua execução. Como vimos. ou seja. a comunicação desses temas aos responsáveis pela governança e como eles afetam a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO exceto se for proibido por lei ou norma. Processo de Elaboração A preparação de um programa de auditoria exige.

A época mais adequada para fazer-se o programa ocorre na faze final do planejamento dos trabalhos.pontodosconcursos. Vantagens e Desvantagens do Uso dos Programas Prof. o conhecimento do ramo de atividade. Podemos dizer. quando as atividades apresentarem freqüentes alterações de objetivos.com. que os programas de auditoria constituem o produto da fase de planejamento. então.aspectos fundamentais de controles internos. a avaliação de controles internos. Todavia. após ter-se conhecimento geral das operações. . que engloba as informações contidas em trabalhos anteriores. é possível estabelecer certos conteúdos mínimos que todo programa deve conter. Estes requisitos mínimos são: . as políticas e o sistema de controle interno estabelecidos pela administração e as finalidades do exame que será efetuado. Marcelo Aragão www. Essas características e circunstâncias devem ser analisadas por intermédio de um estudo geral. Objetiva padronizar os procedimentos da auditoria de uma mesma unidade. por meio dos manuais dos serviços ou elaboração de fluxogramas. procedimentos ou controles internos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 4) por quem deve ser preparado o programa. Saiba um pouco mais: O programa de auditoria pode ser estruturado de forma a que possa ser: ESPECÍFICO: Preparado para cada trabalho de auditoria. entre outros. a natureza e o tamanho da empresa ou setor examinado.br 8 . dentre outras. com pequenas alterações. O programa deve ser preparado analisando-se. . e PADRONIZADO: Destinado à aplicação em trabalhos locais ou em épocas diferentes.objetivos do trabalho. A responsabilidade do programa pode ser do auditor sênior ou do gerente responsável pelo trabalho. .procedimentos de auditoria e momento em que serão efetuados. As características do programa de auditoria variam de caso para caso. prestando-se a atividades que não se alterem ao longo do tempo ou a situações que contenham dados e informações que contenham dados e informações similares.extensão dos trabalhos que considera necessária para que a auditor possa concluir sobre os mesmos.

A alternativa “a” é a única opção falsa. Veremos agora algumas questões de concurso sobre os temas estudados. do porque fazer. em mais de um trabalho. d) O auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programa de trabalho por escrito. à medida que pode tornar mecânico o trabalho do auditor. desde que o auditor tenha conhecimento não só do que e como fazer. a) O planejamento e os programas de trabalho não devem ser revisados mesmo que novos fatos o recomendarem. as questões sem os comentários encontram-se ao final da aula. que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos executados. 1) (AUDITOR/TCE/GO/ESAF/2007) Todas as opções abaixo são importantes recomendações acerca do planejamento da auditoria. Conforme as normas de auditoria independente. Marcelo Aragão www.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO As principais vantagens de um programa de auditoria bem preparado são: a) Permitir a fixação da importância relativa de cada trabalho.br 9 . Essa revisão pode ocorrer ainda na fase de planejamento ou quando dos exames de campo. principalmente. mas. c) Possibilitar a divisão racional do trabalho entre os elementos da equipe. b) Enfatizar o exame das áreas prioritárias. As desvantagens são em menor número e quase sempre estão ligadas à má preparação do programa. e) O planejamento da auditoria. d) Facilitar a administração do trabalho. Jund ensina que a maior parte das desvantagens pode ser eliminada. exceto uma. ocasião em que o auditor pode alterar a natureza. com adaptação. f) Poder ser empregado.com.pontodosconcursos. Existe também o risco de que algum procedimento não seja aplicado somente porque foi omitido no programa. b) O programa de auditoria deve ser detalhado de forma a servir como guia e meio de controle do progresso dos trabalhos. c) O planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre o ramo de atividade. deve prever a orientação e supervisão do auditor. Aponte a única opção falsa. quando incluir a designação de equipe técnica. detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados. o planejamento e os programas de trabalho devem ser revisados sempre que novos fatos o recomendarem. O programa pode limitar a capacidade de criação pessoal. Como de praxe. negócios e práticas operacionais da entidade. época ou extensão dos procedimentos ou incluir novos Prof. e) Antecipar a descoberta de problemas.

O auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programas de trabalho por escrito. c) certificar que todas as transações praticadas pela empresa nas demonstrações contábeis. A alternativa “c” está correta. a ser auditado. quando incluir a designação de equipe técnica. a legislação aplicável e as práticas operacionais da entidade e o nível geral de competência de sua administração. A utilização de equipe técnica deve ser prevista de maneira a fornecer razoável segurança de que o trabalho venha a ser executado por pessoa com capacitação profissional. Alguns autores preferem apontar que na fase de planejamento. Conforme a norma. 2) (Analista/SUSEP/ESAF/2006) O auditor externo ao aceitar um novo trabalho de auditoria em uma entidade que tenha tido suas demonstrações contábeis. um dos testes aplicados pelo auditor contábil tem como objetivo a obtenção de entendimento sobre o negócio e a indústria da entidade auditada. os programas de trabalho (ou programas de auditoria) devem ser detalhados de forma a servir como guia e meio de controle de sua execução. detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados.com.br 10 . auditadas por outra firma de auditoria. De acordo com a norma. que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos executados. mencionando-as em notas explicativas. As normas apresentam como condição dessa revisão que o auditor documente as alterações e as razões e motivos para tanto.pontodosconcursos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO procedimentos. o planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre as atividades. transações e práticas que podem ter efeito importante sobre as demonstrações contábeis. A alternativa “d” está correta. os fatores econômicos. oportunidade e extensão. O programa é ao mesmo tempo um orientador das ações e procedimentos a serem aplicados pelo auditor na fase dos exames de campo e um instrumento de supervisão e controle de qualidade dos trabalhos. do ano anterior. em termos de natureza. mencionando que não foram revisadas por ele. independência e treinamentos requeridos nas circunstâncias. Prof. deve prever a orientação e a supervisão do auditor. A alternativa “b” está correta. Segundo a norma. Marcelo Aragão www. o planejamento da auditoria. A alternativa “e” está correta. b) realizar procedimentos que evidenciem possíveis fraudes ou não conformidades nas demonstrações anteriores. deve a) eximir-se de qualquer responsabilidade sobre as demonstrações financeiras e saldos comparativos do período anterior. do período anterior ao Balanço. para entender os eventos.

a serem auditadas. (b) examinar a adequação dos saldos de encerramento do exercício anterior com os saldos de abertura do exercício atual. A alternativa “e” é a correta.br 11 . de alguma maneira. (c) verificar se as práticas contábeis adotadas no atual exercício são uniformes com as adotadas no exercício anterior. visto que não cabe à nova firma de auditoria avaliar os trabalhos executados no período anterior. para o risco Prof.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO estão em conformidade com os princípios contábeis geralmente aceitos. do ano anterior.pontodosconcursos.com. D) evitar que alguma tarefa de auditoria deixe de ser executada. d) limitar seus trabalhos à execução da auditoria no período para o qual ele foi contratado. 4) (Analista/SEFAZ/SP/FCC/2010) A sazonalidade. e) obter evidências suficientes de que os saldos de abertura das demonstrações. pois o tempo necessário à realização da auditoria é estimado quando da definição da estratégia global de auditoria e não quando da elaboração do programa. C) propiciar o controle e progresso a ser alcançado no decorrer da execução das tarefas de auditoria. Em conformidade com a NBC T 11 (norma revogada). A única alternativa que não corresponde a um objetivo do programa de auditoria é a “E”. não se apresentem com saldos errôneos ou inconsistentes e que os princípios contábeis estejam uniformes. emitindo parecer sobre estas demonstrações comparativas. E) estimar o tempo necessário para realização da auditoria. nas auditorias. Marcelo Aragão www. 3) (Analista/SEFAZ/SP/FCC/2010) NÃO é objetivo de um programa de auditoria: A) traçar o roteiro de execução de um ponto de auditoria. B) conduzir o auditor na aplicação dos procedimentos técnicos de auditoria. (d) identificar fatos relevantes que possam afetar as atividades da entidade e sua situação patrimonial e financeira. deve: (a) obter evidências suficientes de que os saldos de abertura do exercício não contenham representações errôneas ou inconsistentes que. auditadas por outra firma de auditoria (1ª auditoria). isentando-se da responsabilidade sobre os saldos anteriores. Este permite controlar o cumprimento dos prazos estabelecidos. revelados ou não-revelados. as condições econômicas do país e outros riscos dos produtos ou serviços são fatores que podem contribuir. o auditor externo ao aceitar um novo trabalho de auditoria em uma entidade que tenha tido suas demonstrações contábeis. a concorrência. e (e) identificar relevantes eventos subseqüentes ao exercício anterior. distorçam as Demonstrações Contábeis do exercício atual.

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A) do sistema de controle da empresa. alguns cuidados especiais de planejamento devem ser observados. é necessário que o auditor planeje a auditoria de modo que ela seja executada de maneira eficaz e dirija o esforço de auditoria às áreas com menor expectativa de distorção relevante. Quando o auditor considera a sazonalidade. Prof. considerando.com. As alternativas a seguir apresentam esses cuidados. A auditoria das demonstrações contábeis não compreende a avaliação da eficácia da gestão. independente se causada por fraude ou a erro. a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação. C) de imagem. D) Obtenção de evidência de auditoria suficiente e apropriada relativa aos saldos iniciais das demonstrações. O gabarito é a letra “D”.br 12 . C) Avaliação da eficácia da gestão dos administradores. Marcelo Aragão www. 6) Tendo em vista o que prevê o Conselho Federal de Contabilidade em norma de planejamento das auditorias. B) de integridade da gerência. estamos nos referindo ao risco operacional. A) No que tange ao planejamento. Portanto. B) Discussão de normas de elaboração de relatórios com a administração da entidade auditada. E) Aplicação de outros procedimentos exigidos pelo sistema de controle de qualidade da firma para trabalhos de auditoria inicial. A) Revisão dos papéis de trabalho do auditor antecessor. A letra C é a única alternativa incorreta ou que não corresponde aos cuidados especiais quando da auditoria inicial. ainda. a regulamentação do CFC. a concorrência e as condições econômicas do país está avaliando o impacto desses fatores nas atividades e na continuidade operacional da empresa. D) operacional. devendo verificar as medidas adotadas pela entidade contra esse risco e o impacto de uma possível descontinuidade sobre as demonstrações contábeis. E) financeiro. B) O plano de auditoria não precisa incluir a descrição de natureza. Assinale-a. QUESTÕES COM BASE NAS NOVAS NORMAS (NBC TA 200) 5) Quando da auditoria realizada pela primeira vez. com esforço correspondente maior dirigido a outras áreas.pontodosconcursos. em especial a NBC TA 300. assinale a alternativa correta. à exceção de uma.

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO C) O envolvimento do sócio do trabalho e de outros membros-chave da equipe de trabalho no planejamento da auditoria não deve resultar em incorporação de seus pontos de vista. O auditor examina a organização dos controles e também a sua execução. A avaliação de controle interno propicia que o auditor dimensione os riscos de auditoria e. Marcelo Aragão www. independente se causada por fraude ou a erro. ESTUDO E AVALIAÇÃO DO CONTROLE INTERNO A avaliação dos controles internos é parte importante do planejamento da auditoria. A letra A apresenta erro. podendo prejudicar a eficiência e independência do processo de planejamento.br 13 . para determinar a natureza. época e extensão dos procedimentos de auditoria. verifica-se que a letra E é correta e constitui o gabarito da questão. O plano de auditoria precisa incluir a descrição de natureza. assim. a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria (testes de auditoria) planejados no nível de afirmação (de conta ou divulgação). E) O auditor deve atualizar e alterar tanto a estratégia global de auditoria quanto o plano de auditoria sempre que necessário no curso da auditoria. A letra B é errada.pontodosconcursos. O auditor deve atualizar e alterar tanto a estratégia global de auditoria quanto o plano de auditoria sempre que necessário no curso da auditoria. Por fim. O envolvimento do sócio do trabalho e de outros membros-chave da equipe de trabalho no planejamento da auditoria deve resultar em incorporação de seus pontos de vista. Portanto. A letra D também apresenta erro. Essa atualização é um dever do auditor sempre que as circunstâncias exigirem. A natureza e a extensão das atividades de planejamento variam conforme o porte e a complexidade da entidade. a definição da estratégia global para a auditoria de entidade de pequeno porte não precisa ser igualmente complexa. O auditor deve avaliar o sistema de controle interno da entidade auditada.com. otimizando assim a eficácia e a eficiência do processo de planejamento. Prof. A letra C é errada. defina uma estratégia adequada e eficaz. No que tange ao planejamento. D) A definição da estratégia global para a auditoria de entidade de pequeno porte precisa ser igualmente complexa. é necessário que o auditor planeje a auditoria de modo que ela seja executada de maneira eficaz e dirija o esforço de auditoria às áreas com maior expectativa de distorção relevante.

Contribuem para a eficiência operacional a boa definição dos métodos e Prof. para proteger seu patrimônio. conjugada a um sistema de autorizações. Eficiência operacional: compreende a ação a ser posta em prática nas transações realizadas pela empresa. Segundo definição do Comitê de Auditoria do AICPA – Instituto Americano dos Contadores Públicos Certificados. verificar a exatidão e a fidedignidade de seus dados contábeis.com. mesmo que não estabelecidos formalmente.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Antes de verificarmos o processo de avaliação. normalmente executado por um departamento especializado. Métodos e medidas: estabelecem meios de comparação e julgamento para se chegar a determinado fim. possibilitam a proteção do patrimônio. promover eficiência operacional e encorajar a adesão à política traçada pela administração. controle e contabilização dos bens patrimoniais. controle interno compreende o plano de organização e o conjunto coordenado dos métodos e medidas. para que se definam. as responsabilidades e autoridades dos diversos níveis. ainda existe o equívoco no Brasil de se entender o controle interno como sinônimo de auditoria interna. Destacam-se os seguintes elementos dessa definição: Plano de organização: é o modo pelo qual se organiza um sistema. uma espécie de Conselho Federal de Contabilidade dos Estados Unidos.br 14 . pois esta equivale a um trabalho organizado de revisão de controles internos. Corresponde à estruturação das tarefas e à divisão adequada do trabalho. adotados pela empresa. e mantidos os bens e direitos da organização. Marcelo Aragão www.pontodosconcursos. para produzir os resultados esperados. Conceito de controle interno Conforme nos ensina William Attie. A adequada segregação entre as funções de custódia. Proteção ao patrimônio: compreende a forma pela qual são salvaguardados Exatidão e fidedignidade dos dados contábeis: correspondem ao adequado registro e classificação dos dados e precisão na divulgação das informações contábeis. ao passo que o controle interno se refere a procedimentos e planos permanentes da organização. veremos o que controle interno. claramente.

Assim. desenhado para fornecer segurança razoável quanto ao atingimento dos objetivos de: confiabilidade das informações financeiras.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO procedimentos. Conduzido por pessoas: Controles internos são operados por pessoas. As pessoas devem conhecer seus papéis. mas uma série de ações que permeiam as atividades da entidade. avaliação e aperfeiçoamento de controles internos. os procedimentos componentes de um sistema de controle devem ser estabelecidos em conformidade com as políticas da organização e operados por um quadro de pessoal adequadamente dimensionado. e eficácia e eficiência das operações. Marcelo Aragão www. que ficou mundialmente conhecido como Coso 1. O controle interno é diferente da perspectiva daqueles que o vêem como uma atividade adicional da entidade ou como uma obrigação necessária. mas o resultado da interação de pessoas em todos os níveis da organização. como fizemos no conceito estabelecido pelo AICPA. para determinado fim. capaz. conformidade com leis e regulamentos. o “Comittee of Sponsoring Organizations – COSO” (Comitê das Entidades Patrocinadoras . Portanto. são meramente um manual de políticas e um conjunto de formulários. Essas pessoas incluem o conselho de administração. Para o COSO. O sistema de controle interno deve ser interligado às atividades da entidade e torna-se mais efetivo quando é concebido dentro da estrutura organizacional da entidade e é parte integrante da essência da organização. todas as pessoas têm responsabilidades quanto aos controles internos e todos desempenham um papel importante na execução do controle. Políticas administrativas: compreendem o sistema de regras relativas à direção dos negócios e à prática dos princípios. normas e funções para a obtenção de determinado resultado. a participação de pessoal capacitado e treinado e a supervisão adequada das atividades. pela administração e outras pessoas. suas responsabilidades e os limites de autoridade.um comitê internacional).pontodosconcursos. Portanto. vamos verificar os principais aspectos da definição do COSO: Controles internos representam um processo: O controle não é um fim em si mesmo ou um fato ou circunstância. eficiente e motivado. propôs um padrão de entendimento.com.br 15 . controles internos são um processo operado pelo Conselho de Administração. a gerência e todos os empregados e membros do quadro de pessoal em geral. Em 1992. a observação de normas salutares. a administração. Não Prof.

são três as categorias de objetivos: a) elaboração e apresentação de relatórios financeiros. b) obediência a leis e aos regulamentos (conformidade). Esses objetivos são implementados através de numerosos objetivos específicos.pontodosconcursos. b) falhas cometidas por pessoas que não entendem instruções corretamente ou cometem erros por falta de cuidado. Pode-se dizer então que o primeiro passo para a implementação de uma estrutura de controles seria definir com clareza os objetivos para depois criar controles que assegurem o alcance desses objetivos. Limitações dos controles internos de uma entidade Vimos que controles internos podem fornecer apenas segurança razoável (cuidado: não é uma certeza ou uma segurança absoluta) para a administração e para o conselho de administração quanto à consecução dos objetivos de uma entidade. mas ao mesmo tempo integrados. Marcelo Aragão www. o controle interno não pode dar segurança absoluta à gerência. Isto se deve às seguintes limitações inerentes: a) erros de julgamento pela administração ou por outras pessoas.com. distintos.br 16 . Na consecução de objetivos: O controle interno é direcionado para o alcance de uma série de objetivos gerais. distração ou cansaço. ao tomar decisões. processos e atividades. funções. Em vez disso. e) custos versus benefícios o custo dos controles internos de uma entidade não deve superior aos benefícios que deles se esperam. controles são criados e mantidos para assegurar o alcance dos objetivos de uma organização. c) conluio indivíduos que agem conjuntamente. A segurança razoável reflete a noção sobre incerteza e os riscos futuros que não podem ser previstos com segurança absoluta e reconhece que o custo do controle interno não deve exceder os benefícios que dele derivam. as diretrizes reconhecem que apenas um nível razoável de segurança pode ser alcançado. e c) eficácia e eficiência de operações.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Fornecer segurança razoável: Não importa quão bem planejado ou executado esteja. podem praticar fraude e de forma que ela não seja detectada pelos controles internos. em razão de informações inadequadas. em relação ao alcance dos objetivos gerais. com objetivos ilegítimos. Portanto. restrições de tempo e outros motivos. Segundo o Coso. Assume- Prof. d) atropelamento pela administração que burla ou passa por cima de procedimentos ou políticas.

ele considera e avalia os riscos dos controles internos e deve emitir um relatório apontando as deficiências observadas e eventuais recomendações de melhoria.br 17 . a responsabilidade primária pela elaboração. a preocupação com os custos e a busca de benefícios e o atropelo dos controles pela administração trazem limitações aos controles internos. Importância do controle interno Controles internos são de fundamental importância para as organizações. A relação custo/benefício. Responsabilidades quanto aos controles internos A administração é responsável pelo planejamento. Todavia. Devem ser definidas com clareza as responsabilidades. apresentando recomendações para a melhoria de sua eficácia. Portanto. como Prof.com. implantação e manutenção dos controles internos é da administração da entidade. Marcelo Aragão www.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO se certos riscos. configura também uma limitação inerente. porém. Quanto maior e mais complexa se torna uma organização maior a necessidade de mecanismos de controle que permitam à administração supervisionar e monitorar as atividades e operações. para desincumbir-se de sua missão de opinar sobre as demonstrações contábeis. como já visto. ao mesmo tempo que constitui um importante princípio de controle. implementação e supervisão de um sistema de controle interno adequado. pois possibilitam a continuidade do fluxo de operações e informações e a tomada de decisões pela direção e pela gerência. O custo do controle não deve exceder aos benefícios que dele se espera obter. A auditoria tem a responsabilidade de monitorar e avaliar o desempenho dos controles internos.pontodosconcursos. Relembrando! O auditor externo não tem como objetivo primordial avaliar os controles internos e tampouco apresentar recomendações para melhoria de sua eficácia. Princípios básicos de controles internos Os princípios de controles internos serem observados pela administração são os seguintes: a) custos do controle x benefícios consiste na minimização da probabilidade de falhas e desvios quanto ao atendimento dos objetivos e metas. quando reduz-se os procedimentos de controle em função dos benefícios esperados. erros e fraudes causados por funcionários. Isso significa que controles mais onerosos devem ser estabelecidos para transações de valores relevantes. O sistema de controle interno protege o patrimônio da empresa e previne a ocorrência de desperdícios.

treinamento e rodízio de funcionários o funcionamento adequado de um sistema de controle depende não apenas de um planejamento da organização e de procedimentos e diretrizes adequadas. b) qualidade adequada. pois pequenas organizações não conseguem implantar controles. d) segregação de funções consiste em estabelecer que uma mesma pessoa não pode ter acesso aos ativos e aos registros contábeis. um mesmo indivíduo não pode ser responsável por comprar bens (execução) e ao mesmo tempo proceder ao registro administrativo ou contábil das compras (registro). Marcelo Aragão www. que considerem as funções de todos os setores do órgão/entidade. execução. se deve fazer com que os ponto de vista de controle. O indivíduo que processa recebimentos de caixa não deve também aprovar créditos em contas de clientes. por receber e guardar os bens adquiridos (custódia) e por controlar a boa guarda desses bens (controle). de operações.com. onde a definição de autoridade e responsabilidades seja clara. devido às limitações de recursos e ao custo dos controles frente aos benefícios. A estrutura de controle interno deve prever a separação entre as funções de autorização/aprovação. mas também da escolha de funcionários aptos e experientes e de pessoal capaz de cumprir os procedimentos estabelecidos. c) delegação de poderes e determinação de responsabilidades na delegação de poderes deve-se observar: i) a existência de regimento/estatuto e organograma adequados. Do funções são consideradas incompatíveis quando é cometa um erro ou fraude e esteja em posição que ou a fraude no curso normal de suas atribuições.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO já vimos no estudo do Coso.br 18 . por devoluções e baixas em contas a receber Prof. para reduzir riscos e garantir instâncias de controle.pontodosconcursos. A segregação de funções constitui um dos principais mecanismos de controle interno das organizações. de forma eficiente e econômica. A segregação de funções significa dizer que indivíduos não realizem funções incompatíveis. possível que um indivíduo lhe permita esconder o erro As funções incompatíveis ou que não devem ser exercidas por um mesmo indivíduo ou setor são: EXECUÇÃO – REGISTRO – CUSTÓDIA – CONTROLE Por exemplo. controle e conabilização das mesmas. ii) manuais de rotinas/procedimentos claramente determinados.

configurando aos altos escalões as principais decisões e responsabilidades. São exemplos desse confronto: . claros e objetivos e emitidos por autoridades competentes. confronto com os registros individuais e comparação do somatório dos saldos desses registros com o saldo da respectiva conta do razão geral. em determinada data-base. planos.inventário físico dos bens do estoque e do ativo imobilizado. do saldo da conta corrente bancária segundo o razão da contabilidade.com. g) controle de acesso e salvaguarda dos ativos A empresa deve limitar o acesso dos funcionários a seus ativos e estabelecer controles físicos sobre esses. São exemplos de controles físicos sobre ativos: .contagem física de títulos e comparação com o saldo da conta de investimentos do razão geral. . O objetivo desse procedimento é detectar desfalque de bens ou até mesmo registro contábil inadequado de ativos. . através de instrumentos eficazes.guarda de títulos em cofre. regulamentos e procedimentos administrativos internos.conciliações bancárias (reconciliação. i) limites de alçadas compreende o estabelecimento de alçadas e procurações de forma escalonada.a fábrica estar totalmente cercada e revista na saída dos funcionários ou terceiros com embrulhos e carros (poderiam estar levando indevidamente bens da empresa). f) instruções devidamente formalizadas para atingir um grau de segurança adequado. A utilização de alçadas progressivas. . com o saldo pelo extrato enviado pelo banco).local fechado para o caixa. para reduzir o risco de desvio dos bens. Marcelo Aragão www.pontodosconcursos.br 19 . ou seja. . h) aderência às diretrizes e normas legais devem existir sistemas estabelecidos para determinarem e assegurarem a observância de diretrizes.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO para evitar que o indivíduo desvie um valor recebido e cubra o furto com registro de uma devolução de vendas ou baixa de contas a receber. os procedimentos e as instruções sejam disciplinados e formalizados. é indispensável que as ações. . A segregação de responsabilidades entre aprovação de crédito e realização de vendas reduz o risco de contas a receber incobráveis (“vendas podres” para atingir metas de vendas e aumentar comissões). e) confronto dos ativos com os registros a empresa deve estabelecer procedimentos para periodicamente confrontar os ativos sob a responsabilidade de alguns funcionários com os registros da contabilidade. leis. normas.contagem de caixa e comparação com o saldo do razão social. com dupla Prof.

2) avaliação propriamente dita do sistema em termos de revelação de erros e irregularidades. entrevista com os funcionários e observação direta das operações.br 20 . o conluio entre dois ou mais integrantes da organização pode burlar o melhor sistema de controle. j) auditoria interna deve ser estruturada uma atividade de auditoria interna para verificar periodicamente se os controles estão sendo cumpridos pelos funcionários e a necessidade de novas normas internas ou a modificação das já existentes. o sistema de controle interno deve permitir detectar todas as irregularidades. a saber: 1) levantamento geral do sistema de controle interno. O seu caráter é preventivo. As informações obtidas são organizadas e documentadas pelo auditor de três formas: a) Memorandos narrativos: Consiste no registro escrito das características e dos procedimentos mais importantes dos sistemas de controle Prof. embora os controles também permitam revelar ou detectar a sua ocorrência. Quanto melhor o controle ou maior a eficácia. Em geral. Há uma relação inversa entre o nível de eficácia do controle e o volume de testes. Controles internos e fraudes Um bom controle interno não constitui garantia absoluta contra a ocorrência de fraudes ou irregularidades. no entanto. Avaliação do Controle Interno De acordo com Sergio Jund. menor o volume de testes e vice-versa.com.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO assinatura de pessoas independentes entre si. Marcelo Aragão www.pontodosconcursos. Levantamento geral do sistema de controle interno As informações sobre o sistema de controle interno são obtidas mediante leitura dos manuais. 1. o processo de avaliação do controle interno consta de três etapas. no sentido de minimizar os riscos de erros e irregularidades. fornece maior segurança à entidade. e 3) realização dos testes de cumprimento de normas internas.

b) Questionários padronizados: Consiste em elaborar com base em perguntas que devem ser respondidas pelos funcionários e pessoal responsável pelas diferentes áreas da organização sob exame. Prof. Na modalidade fechada. as questões são redigidas de modo a ensejar uma resposta descritiva dos procedimentos existentes. Poderá haver diferenças substanciais entre o que se constatou e o que é realmente aplicado. departamentos ou atividades de uma organização ou programa. Avaliação Tendo analisado e documentado o sistema de controle interno. Testes de observância de normas internas A terceira etapa do processo de revisão e avaliação do sistema de controle interno é a realização dos testes de cumprimento (de observância). Aqui o auditor constata se o sistema funciona adequadamente e se as normas estão sendo cumpridas pelos empregados. 3. setores. deve ser procedida à sua avaliação para determinar-se até que ponto é confiável para o auditor. ou seja. c) Fluxogramas: É a técnica mais detalhada e analítica. as perguntas são formuladas de tal forma que uma resposta afirmativa indica um ponto positivo no sistema de controle interno e uma resposta negativa indica uma deficiência ou um aspecto não muito confiável.br 21 . A facilidade de preenchimento e a rapidez do exame estão entre suas vantagens principais. que são aqueles que merecem a confiança do auditor. Marcelo Aragão www.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO interno nas diferentes áreas. Na forma aberta. O aspecto de maior importância envolvido nessa etapa é a identificação dos controles-chave do sistema. entre as quais: a) permite visão global do sistema. para que forme uma opinião sobre as demonstrações contábeis e outros objetos. Trata-se dos testes de observância ou de aderência. com o intuito de testar a eficácia do desenho e da operação dos controles internos. constitui fonte de comprovação que lhe permitirá reduzir a amplitude dos testes de comprovação. e b) facilita rápida visualização de terceiros familiarizados com a padronização dos símbolos. que usa um conjunto de símbolos para facilitar a visão e a avaliação sobre os controles. Ela apresenta algumas vantagens. O auditor decide confiar em um controle porque acredita que este reduz significativamente o risco de auditoria.com.pontodosconcursos. 2.

questionários padronizados e fluxogramas. A avaliação é a base final do processo utilizado para mensurar o controle e revela os pontos frágeis. verificar se o sistema é capaz de identificá-los. com respeito às quais os auditores têm a obrigação de informar. RESUMO: Como avaliar controles internos? 1º Passo: LEVANTAR .Mapear e conhecer o sistema de controles internos.br 22 . para verificar se os procedimentos previstos em normas estão sendo praticados/cumpridos. traçando diretrizes quanto aos componentes patrimoniais que mais merecem cuidado.Determinar a NAOPEX dos procedimentos de auditoria e apresentar recomendações (carta-comentário) para aprimoramento do sistema. à extensão do exame e às probabilidades de falhas no sistema. podem achar necessário modificar seus exames substantivos.com. 3º Passo: TESTAR . data e extensão dos procedimentos de auditoria e apresentar recomendações para aprimoramento do sistema. Aspectos considerados pelo auditor ao avaliar o sistema de controle interno: Prof. 2º Passo: AVALIAR .Aplicar os testes de observância. 4º Passo: PLANEJAR .Avaliar se o sistema é capaz de identificar erros e irregularidades e analisar as suas deficiências. Registro dos controles: memorandos narrativos. que conduzam a tais erros. Como resultado. podem ser situações possíveis de serem relatadas ou deficiências significativas. Os auditores podem julgar necessário reconsiderar sua avaliação de risco de controle quando seus exames substantivos detectarem erros. As deficiências nos controles internos. a fim de determinar a natureza. especialmente aqueles que parecem ser irregularidades ou resultados de atos ilícitos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Avaliação final do sistema de controle interno e determinação dos procedimentos de auditoria A avaliação dos controles internos compreende determinar os erros e irregularidades que poderiam acontecer. analisar as deficiências dos controles.pontodosconcursos. Marcelo Aragão www.

Identificação e Avaliação dos Riscos de Distorção Relevante por meio do Entendimento Prof. f) o sistema de aprovação e guarda de documentos.br 23 . a avaliação do sistema contábil e de controles auditor e. i) a limitação do acesso físico a ativos. a NBC T 11. Marcelo Aragão www. proporcionando assim uma base para o planejamento e a implementação das respostas aos riscos identificados de distorção relevante. b) o processo decisório adotado na entidade. Em conformidade com a referida norma (NBC TA 315 . Já a NBC TA 315 (norma do CFC atualmente em vigor) estabelece que o auditor identifica e avalia os riscos de distorção relevante. c) a estrutura organizacional da entidade e os métodos de delegação de autoridade e responsabilidade. h) os procedimentos de inspeções físicas periódicas em ativos da entidade. e e) o sistema de controle da administração. inclusive do controle interno da entidade.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Segundo internos pelo considerar os entidade. g) a comparação de dados internos com fontes externas de informação.pontodosconcursos. alteração. e b) entidade. d) a adoção de sistemas de informação computadorizados e os controles adotados na sua implantação. acesso a arquivos e geração de relatórios. deve seguintes aspectos: a) o ambiente de controle existente na os procedimentos de controle adotados pela administração da A avaliação dos procedimentos de controle deve considerar: a) as normas para elaboração de demonstrações contábeis. conseqüentemente. dos riscos de auditoria. e) os controles das contas que registram as principais transações da entidade. se existente.com. b) a elaboração. e j) a comparação dos dados realizados com os dados projetados. incluindo as atribuições da auditoria interna. revisão e aprovação de conciliações de contas. por meio do entendimento da entidade e do seu ambiente. A avaliação do ambiente de controle deve considerar: a) a definição de funções de toda a administração. d) as políticas de pessoal e segregação de funções. c) a sistemática revisão da exatidão aritmética dos registros.

promover a eficiência operacional e encorajar a adesão à política traçada pela administração. Vamos comentar algumas questões sobre controle interno. o Controle Interno compreende o plano de organização e todos os métodos e medidas adotados em uma empresa para A) correção dos dados contábeis. Portanto.com. relevantes para as demonstrações contábeis e sua comunicação. especialmente pela FCC. E) criação de mecanismos operacionais que visam à valorização dos ativos financeiros da empresa e implantação de planos de ação para melhoria dos processos internos. verificação dos fluxos e procedimentos internos e valorização dos ativos. elaboração de testes de conformidade e proteção dos acionistas. adotados pela empresa. b) Processo de avaliação de riscos da entidade. talvez a mais difundida até hoje. o auditor deve obter entendimento sobre os seguintes componentes do controle interno. ajuda-nos a compreender as categorias de objetivos às quais os controles internos estão associados. produção de relatórios gerenciais confiáveis e aumento da transparência no processo de divulgação dos dados contábeis ao mercado. Marcelo Aragão www. Prof. a alternativa correta é a “C”. B) verificação dos sistemas de dados internos. para proteger seu patrimônio. incluindo processos de negócio relacionados. Segundo o AICPA. A definição de controle interno. controle interno compreende o plano de organização e o conjunto dos métodos e medidas. que são aqueles estabelecidos pelo Coso: a) Ambiente de controle. d) Atividades de controle relevantes para a auditoria. verificar a exatidão e a fidedignidade de seus dados contábeis.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO da Entidade e do seu Ambiente). emitida pelo Comitê de Auditoria do American Institute of Certificied Public Accounts – AICPA (Instituto Americano de Contadores Públicos Certificados). D) detecção de fraudes operacionais e contábeis. 7) (AUDITOR/PETROBRÁS/CESGRANRIO/2008) Segundo o AICPA (American Institute of Certified Public Accountant). para que vocês percebam como esse assunto é cobrado em prova. C) proteção dos ativos. c) Sistema de informação.pontodosconcursos. e) Monitoramento dos controles.br 24 . incremento da eficiência operacional e promoção da obediência às diretrizes administrativas estabelecidas. verificação da exatidão e da fidedignidade dos dados contábeis.

(B) discrição. A empresa possui um funcionário com salário de R$ 600. (D) questionário. em virtude de em períodos anteriores ter constatado que funcionários tiravam cópias de documentos particulares. 9) (ICMS/PB/FCC/2006) Na Empresa Autocontrole S.br 25 .00 por mês corresponde ao princípio do custo x benefício. (D) supervisão e implantação de controle. A alternativa A é a correta. (C) multiplicação de tarefas e inventário físico. a entrega física das mercadorias vendidas é feita pela área de expedição que possui dois funcionários. no exemplo dado. em virtude de em períodos anteriores ter constatado que funcionários tiravam cópias de documentos particulares. (A) inventário físico e valor mínimo de venda.00 para efetuar as cópias em máquina copiadora da empresa. a relação custo/benefício é desvantajosa para a empresa. e 3) mediante a elaboração de fluxogramas.A. (E) organograma. inventário e documentação. Marcelo Aragão www. questionário e intimação. um separa a mercadoria e o outro confere a quantidade separada. É correto afirmar que estes procedimentos para a auditoria representam. com a economia obtida com as cópias particulares.00 para efetuar as cópias em máquina copiadora da empresa. Procedimento 2: A empresa possui um funcionário com salário de R$ 600.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 8) (Auditor/Pref.com. questionário e descrição.pontodosconcursos. (B) conferência e avaliação de método de custo. o que gerava um custo para a empresa de R$ 450. um separa a mercadoria e o outro confere a quantidade separada refere-se ao princípio e atividade de controle denominada de segregação de funções. Jaboatão dos Guararapes/FCC/2006) São formas de levantamento dos controles internos: (A))fluxograma.00 por mês. (C) entrevista. fluxograma e confirmação. descrição e elaboração. posto que assumiu um custo com o salário do funcionário contratado para realizar o controle superior ao benefício do controle. (E))segregação de funções e custo versus benefício Procedimento 1: A entrega física das mercadorias vendidas é feita pela área de expedição que possui dois funcionários.. 2) mediante o uso de questionários. Vale notar que. o que gerava um custo para a empresa de R$ 450. respectivamente. Prof. O primeiro passo no processo de avaliação de controles internos é o levantamento do sistema que pode ser documentado pelos auditores de três formas: 1) mediante a narração ou descrição do sistema.

A probabilidade de seu cumprimento é afetada por limitações inerentes do controle interno. para auxiliar a administração da empresa no cumprimento de seus objetivos. para em nome dos administradores fazer cumprir os controles internos e seus objetivos. eficiência e economicidade (A) somente dos controles internos referentes às áreas administrativas e financeiras da empresa. dos processos e de controles internos integrados ao ambiente e de gerenciamento de riscos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Pelo exposto.br 26 . (D) falha nos sistemas de informações tecnológicas. eficiência e economicidade dos processos. 11) (TRF/1ª REGIÃO/FCC/2011) Dentre as limitações inerentes dos controles internos. adequação. relatando ao mercado as ineficiências encontradas e garantindo ao acionista a confiabilidade nas demonstrações contábeis apresentadas pela empresa. O gabarito é a letra C. (E) dos processos existentes na companhia. o trabalho da auditoria visa avaliar a integridade. O controle interno. Nesse sentido. determinando aos representantes dos processos a implantação de novos procedimentos e punindo em caso de não-cumprimento. dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente e de gerenciamento de riscos. 10) (ICMS/PB/FCC/2006) O trabalho da auditoria visa avaliar a integridade. não importa o quão efetivo. eficácia. (E) eficácia do desenho do processo. (B) possibilidade de conluio para contornar as normas.com. Se o sistema de controle foi Prof. para permitir sua revisão e crítica. Marcelo Aragão www. com o objetivo de garantir que as demonstrações contábeis estejam adequadas.pontodosconcursos. Dentre as alternativas da questão. A questão refere-se à avaliação dos controles internos pela auditoria interna da empresa. eficácia. (C))dos processos. (D) do conjunto sistêmico de controles internos da companhia. (C) burla por administradores. EXCLUI-SE a (A) possibilidade de erros e equívocos humanos. pode fornecer à entidade apenas segurança razoável quanto ao cumprimento dos objetivos de demonstrações contábeis da entidade. o gabarito é a letra E. dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente e de gerenciamento de riscos. aquela que não constitui uma limitação inerente é a eficácia do desenho do processo. adequação. (B) dos sistemas de informações. para auxiliar a administração da empresa no cumprimento de seus objetivos.

Marcelo Aragão www. e) O auditor pode efetuar o estudo e avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade somente quando for emitir o parecer de auditoria com negativa de opinião. oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria. Esse procedimento afeta a eficácia da medida de controle interno denominada a) confirmação. c) evidenciação. O departamento de compras não deveria assumir a atribuição de pagamento das compras efetuadas. d) repartição. Afeta a segregação de funções. extinguindo-se o setor de Contas a Pagar.pontodosconcursos. b) segregação. determinou que a partir do mês de dezembro as funções de pagamento das compras efetuadas passarão a ser feitas pelo departamento de compras. o auditor deve efetuar o estudo e a avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade.com. na fase de planejamento dos trabalhos. De acordo com as normas de auditoria. A alternativa correta é a “b”. O gabarito é a letra E. 13) (Auditor/UFFS/FEPESE/2009) Quanto à avaliação dos controles internos. Prof. como base para determinar a natureza.br 27 . e) atribuição. como base para determinar a natureza. 12) (SEFAZ/CE/ESAF/2006) A empresa CompraVia Ltda. é correto afirmar: a) O auditor deve efetuar o estudo e a avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade. c) O auditor pode efetuar o estudo e avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade somente quando for emitir o parecer de auditoria sem e com ressalvas. b) O auditor pode efetuar o estudo e avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade somente quando for emitir o parecer de auditoria com ressalvas. não há risco ou limitação alguma. A letra “A” constitui o gabarito da questão.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO concebido ou desenhado de forma eficaz. oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria. d) O auditor pode efetuar o estudo e avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade somente quando for emitir o parecer de auditoria com ressalvas e adverso.

Marcelo Aragão www. avalie os riscos de existirem distorções relevantes não identificadas pelo sistema de controle interno da entidade e dimensione a natureza (quais técnicas e procedimentos de auditoria). c) permitem que todos os funcionários entendam suas responsabilidades na estrutura de controles internos. ainda que os mesmos não tenham sido informados. d) elaborados. b) estão todos documentados e disponíveis aos funcionários administrativos e da gerência. Deve haver limite e restrição.pontodosconcursos. deve avaliar se os processos a) transmitem aos funcionários da direção todas as normas da empresa. permitem que a maioria dos funcionários possua o entendimento dos processos da empresa e que suas responsabilidades estejam determinadas por escrito. 15) (ANALISTA LEGISLATIVO/SENADO/FGV/2009) Não compreende a avaliação do sistema de controle interno: A) determinar os erros ou irregularidades que poderiam acontecer.com. A alternativa correta é a “c”. ele verifica se todos os funcionários entendem suas responsabilidades perante controles e procedimentos e ainda como suas atividades se relacionam com o trabalho de outras pessoas. a oportunidade (épocas mais adequadas para aplicação dos procedimentos) e a extensão (quantidade de evidências e tamanho dos testes) da aplicação dos procedimentos de auditoria. para elaborar e consubstanciar seu relatório circunstanciado sobre os processos de informação e comunicação. que o acesso e a execução das funções seriam irrestritos. bem como a interação de suas atividades com as atividades de outros funcionários. podendo executar qualquer função nos processos e nas atividades da empresa. As demais alternativas estão incorretas. B) verificar se o atual sistema de controles internos detectaria de imediato os erros e irregularidades. 14) (Analista/SUSEP/ESAF/2006) O auditor externo.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Essa avaliação é fundamental para que o auditor compreenda o funcionamento dos sistemas. Quando o auditor busca entendimento e avalia os processos de informação e comunicação de uma entidade. dentro e fora da organização. sem restrição. e) possibilitam que todos os funcionários tenham acesso às normas da empresa. conforme as atribuições e níveis de responsabilidade. “b” e “d”) ou no caso da letra “e”. Prof. na medida em que indicam que somente parte dos funcionários deve ser comunicada (“a”.br 28 . C) elaborar o parecer da auditoria contendo o relatório-comentário com as determinações para aperfeiçoamento do sistema. permitindo a interação entre as diversas atividades de seus funcionários com funcionários de outras áreas. de forma escrita.

C) A natureza da entidade é irrelevante para a aplicação dos procedimentos de revisão analítica. posto que o parecer da auditoria (relatório curto) não é o relatório que contém as determinações para aperfeiçoamento do sistema de controles internos. é irrelevante a adoção de sistemas de informação computadorizados e os controles adotados na sua implantação. data e extensão dos procedimentos de auditoria. a única alternativa incorreta é a “C”. alteração. denominado de relatório-comentário ou carta de recomendações. denominado de relatório-comentário. a fim de determinar natureza.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO D) emitir relatório-comentário dando sugestões para o aprimoramento do sistema de controle interno da empresa. Prof. c) avalia a possibilidade de o sistema revelar/detectar de imediato erros e irregularidades. especialmente quanto a limites de autoridade e responsabilidade.com. Com esta finalidade o auditor emite um relatório longo. b) verifica se o sistema levantado é o que está sendo seguido na prática. A) Ao avaliar o ambiente de controle interno existente. B) Para a avaliação dos procedimentos de controle. Como resultado da avaliação da existência e da eficácia dos controles internos. d) determina o tipo. o auditor emite um relatório com as sugestões para aprimoramento dos controles. influenciam o auditor ao determinar o risco de auditoria.br 29 . E) analisar as fraquezas ou falta de controle que possibilitam a existência de erros ou irregularidades. Marcelo Aragão www. O mesmo não ocorre com as limitações de acesso físico a ativos e registros contábeis e (ou) administrativos. o auditor deve considerar. Assim. dentre outros aspectos. a estrutura organizacional da entidade e os métodos de delegação de autoridade e responsabilidade. data e volume dos procedimentos de auditoria. D) A estrutura organizacional e os métodos de administração adotados. 16) (TCE/TO/CESPE/2009) Acerca das responsabilidades do auditor e das especificidades de seu trabalho assinale a opção correta.pontodosconcursos. o que não dispensa a utilização do conhecimento adquirido nas auditorias anteriores como ferramenta útil ao longo desses procedimentos. acesso a arquivos e geração de relatórios. O auditor independente executa os seguintes passos na avaliação do controle interno: a) levanta o sistema de controle interno (busca conhecer e mapear os controles).

sua relevância. b) a natureza da entidade e o conhecimento adquirido nas auditorias anteriores.com. para determinar o risco da auditoria. deve planejar seu trabalho avaliando o risco de sua ocorrência. dentre outros aspectos. por meio de sugestão de implementação e manutenção de adequado sistema contábil e de controle interno das empresas. as limitações de acesso físico a ativos e registros contábeis e/ou administrativos. o auditor deve avaliar o ambiente de controle da entidade. Prof. Na aplicação dos procedimentos de revisão analítica. o auditor deve considerar. A alternativa “D” é incorreta. No entanto. dentre outros fatores. O auditor não é responsável nem pode ser responsabilizado pela prevenção de fraudes ou erros. A alternativa “C” é incorreta. não elimina o risco de sua ocorrência. Marcelo Aragão www. e c) a disponibilidade de informações. aumentando a margem de sucesso na cadeia produtiva. que.br 30 . confiabilidade e comparabilidade. compreendendo. o auditor deve considerar. alteração. de forma a ter grande probabilidade de detectar aqueles que impliquem efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. Nesse sentido. a função do controle interno é A) extinguir completamente os riscos inerentes aos processos operacionais. dentre outros fatores. ao avaliar o ambiente de controle existente. se os seus objetivos forem alcançados. A responsabilidade primeira na prevenção e identificação de fraudes e/ou erros é da administração da entidade. os procedimentos analíticos.pontodosconcursos. o auditor poderá utilizar. A alternativa “B” é incorreta. Entretanto. existem riscos relacionados aos processos que podem impedir o alcance desses objetivos. 17) (Auditor/Petrobrás/Cesgranrio/2010) Uma empresa é formada por diversos processos operacionais que irão fazê-la funcionar adequadamente. Conforme a NBC T 11 (norma já revogada). o auditor deve considerar: a) o objetivo dos procedimentos e o grau de confiabilidade dos resultados alcançáveis. Dessa forma. Para avaliar os procedimentos de controle.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO E) A responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraude e erros é do auditor independente. acesso a arquivos e geração de relatórios. a adoção de sistemas de informação computadorizados e os controles adotados na sua implantação. mediante a manutenção de adequado sistema de controle interno. A alternativa “A” é a correta. Conforme a NBCT 11. entretanto. a estrutura organizacional da entidade e os métodos de delegação de autoridade e responsabilidade. de forma mais eficaz. A alternativa “E” é incorreta.

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO B) mapear todos os processos operacionais da empresa, associando os objetivos finais de cada processo ao seu devido risco. C) mitigar os riscos existentes em um grau razoável de segurança, para que os objetivos finais dos processos operacionais sejam alcançados. D) concentrar todos os riscos da empresa em um só processo, facilitando sua investigação e possível extinção. E) avaliar o impacto e a probabilidade de ocorrência de cada risco em relação aos processos e seus objetivos finais. De acordo com a definição do AICPA e do COSO, a função do controle interno é reduzir ou mitigar os riscos existentes em um grau razoável de segurança, para que os objetivos de uma organização sejam alcançados. Portanto, a letra C é a correta. 18) (ICMS/PB/FCC/2006) A empresa Ordem S.A. estabelece, em seus controles internos de tesouraria, que todos os pagamentos deverão ser efetuados mediante a emissão de cheques, assinados por um diretor e um gerente de tesouraria. O auditor, ao entrar na sala do gerente de tesouraria, percebe que dois talões de cheques, sem preenchimento dos valores, já estão assinados pelo diretor financeiro para serem utilizados pelo tesoureiro. É correto afirmar que (A) a empresa não possui controles internos para os processos de tesouraria. (B) os controles internos de tesouraria são eficazes para qualquer tipo de desvio financeiro. (C) o tesoureiro é uma pessoa de confiança, não sendo necessário à segregação de funções. (D)) não há conformidade entre os controles internos definidos e sua ocorrência no processo. (E) o diretor financeiro delega a responsabilidade ao tesoureiro pelos pagamentos, garantindo o controle. Perceba que existe a norma de controle interno que estabelece que os cheques devem ser assinados por um diretor e um gerente de tesouraria, objetivando a segregação de funções como forma de prevenir irregularidades nos pagamentos. Porém, na prática, não há conformidade entre o que foi definido e a sua ocorrência no processo, dado que os cheques já estão assinados pelo diretor financeiro para serem utilizados pelo tesoureiro. A alternativa correta é a D.

RISCO DE AUDITORIA

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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Este é um dos assuntos mais explorados em concurso. Portanto, muita atenção, pois é possível que uma das questões de auditoria do concurso da Prefeitura Municipal de São Paulo seja sobre esse assunto. Sabemos que a auditoria é um trabalho complexo, que envolve a aplicação de variados e sofisticados procedimentos para sua consecução. Assim, é inevitável que em todos os trabalhos de auditoria haja um certo grau de risco de que erros ou irregularidades existentes nos registros e nas demonstrações contábeis possam não ser detectados durante o procedimento auditorial. Quando os erros não são significativos e conseqüentemente não invalidam as demonstrações contábeis examinadas, o risco de ser o auditor responsabilizado por sua omissão é pequeno e seus efeitos no conceito do auditor podem ser irrelevantes. Pode ocorrer, entretanto, que um erro ou irregularidade relevante não seja descoberto e isso pode macular o prestígio do auditor e envolvê-lo em processo de responsabilização seriamente prejudicial à sua carreira profissional. Portanto, tomar decisões sobre risco de auditoria representa um dos passos principais na realização de uma auditoria. O conceito de risco de auditoria é importante como forma de expressão da idéia de segurança razoável. Os conceitos de risco e de segurança razoável são o inverso um do outro. Quanto mais certo o auditor desejar estar de que está expressando uma opinião correta, mais baixo será o risco de auditoria que estará inclinado a aceitar. Por exemplo, se desejar um nível de certeza de 98%, o risco de auditoria será de 2%.

Risco de Auditoria é o risco de que o auditor possa inadvertidamente

não modificar adequadamente seu parecer sobre as demonstrações financeiras (no caso de auditoria contábil) ou sobre o objeto avaliado que contêm erros ou não–conformidades relevantes. Ou seja, é o risco do auditor contábil emitir opinião sem ressalva para uma demonstração contábil com distorções por erros ou fraudes relevantes. Atenção: Para fins das NBC TAs, o risco de auditoria não inclui o risco de que o auditor possa expressar uma opinião de que as demonstrações contábeis contêm distorção relevante quando esse não é o caso. Esse risco geralmente é insignificante. Além disso, o risco de auditoria é um termo técnico relacionado ao processo de auditoria; ele não se refere aos riscos de negócio do auditor, tais como perda decorrente de litígio, publicidade adversa ou outros eventos surgidos em conexão com a auditoria das demonstrações contábeis.

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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO O risco de auditoria é uma função dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção.

Risco de distorção relevante é o risco ou a probabilidade de ocorrência de
erro e fraude relevante e é avaliado pelo auditor considerando-se o risco inerente e o risco de controle.

Risco inerente é a probabilidade de distorções relevantes não levando em
conta os controles internos existentes. Depende da natureza da entidade ou da área ou da conta examinada, sem considerar os controles.

previnam ou detectem erros e fraudes relevantes.

Risco de controle é a probabilidade de que os controles internos não Risco de detecção se relaciona com a natureza, a época e a extensão dos

procedimentos que são determinados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável. Portanto, é uma função da eficácia do procedimento de auditoria e de sua aplicação pelo auditor. Quanto maiores são os riscos de distorção relevante que o auditor acredita existir, menor é o risco de detecção que pode ser aceito e, portanto, mais persuasivas são as evidências de auditoria exigidas. William Boynton e outros autores, no livro Auditoria, da Editora Atlas, ensinam que os riscos podem ser definidos de uma forma quantitativa (mediante percentuais, por exemplo) ou qualitativa (alto, médio ou baixo, por exemplo). Se o tratamento dado for quantitativo, o modelo do risco de auditoria segue uma expressão matemática, na qual o risco de auditoria (RA) é a resultante da multiplicação do risco inerente (RI), risco de controle (RC) e risco de detecção (RD), conforme a seguir: RA = RI x RC x RD Como exemplo, considere-se a situação descrita de um risco de auditoria desejado de 5%. Supondo-se que o auditor após a realização de testes avaliou um risco inerente de 80% e um risco de controle de 50%, o risco de detecção será de: RD = RA / (RI x RC) = 0,05 / (0,8 x 0,5) = 12,5% Como a confiança é o valor complementar do risco de detecção (1- 0,125), a confiança necessária para os testes substantivos deve ser de 87,5%, isto é o auditor deve planejar testes substantivos tais que a probabilidade de que eles não detectem erros, omissões ou irregularidades existentes seja de 12,5%. Prof. Marcelo Aragão www.pontodosconcursos.com.br 33

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO O risco inerente e de controle são assim avaliados pelo auditor, mediante a aferição da adequação e efetividade dos diversos controles internos (podem utilizar evidências obtidas através dos exames de controle efetuados em auditorias anteriores), que servirão para definir o risco de auditoria. Vê-se, portanto, que a análise de risco e de controle é uma medida importante na fase de planejamento dos trabalhos, posto que visa definir a natureza e extensão dos procedimentos e testes de auditoria. Vale notar que o risco inerente e o risco de controle são da entidade e existem antes da auditoria. O auditor os avalia conjuntamente para determinar o risco de detecção que está disposto a incorrer, em função dos procedimentos de auditoria ou testes substantivos a serem aplicados. Podemos concluir pelo que foi visto até aqui, que os testes de controle estão relacionados ao risco de controle e os testes substantivos estão relacionados ao risco de detecção. Quanto maior o risco de controle avaliado pelo auditor, menor deve ser o risco de detecção a ser aceito, devendo o auditor modificar e ampliar os testes substantivos, em função do risco maior de erros e distorções nas demonstrações. Portanto, há uma relação inversa entre os testes de controle e os testes substantivos. Poderíamos dizer ainda de outra forma Quanto menor a

confiança constatada nos controles internos, maior a extensão e profundidade na aplicação dos testes substantivos!
Para facilitar o aprendizado, apresentamos a seguir outras possíveis conclusões acerca do risco de auditoria e sua relação com os testes substantivos e as evidências. CONCLUSÕES SOBRE RISCO DE AUDITORIA:
Quanto maior o risco inerente e de controle avaliado pelo auditor, menor o

risco de detecção a ser aceito pelo auditor, para que o risco de auditoria fique em nível aceitável (relação inversa). Quanto menor o risco inerente e de controle avaliado pelo auditor, maior poderá ser o risco de detecção a ser aceito pelo auditor (relação inversa). Quanto maior a probabilidade de erros e fraudes em uma afirmação ou saldo de transação, maior será o volume de testes substantivos e de evidências e informações a serem coletadas pelo auditor (relação direta).

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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Quanto menor o nível de risco definido pelo auditor, maior será a quantidade de evidência para fundamentar seu parecer (relação inversa). EFEITO DO RISCO AVALIADO NA EXTENSÃO DOS PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA: Risco baixo procedimento aplicado a uma amostra pequena de operações ou bens. Risco médio ou moderado procedimento aplicado a uma amostra razoável de operações ou bens. Risco alto procedimento aplicado a uma amostra grande ou sobre a integralidade das operações ou bens. Procedimentos de avaliação de riscos Os procedimentos de avaliação de riscos incluem o seguinte: indagações à administração e a outros na entidade que, no julgamento do auditor, possam ter informações com probabilidade de auxiliar na identificação de riscos de distorção relevante devido a fraude ou erro; procedimentos analíticos; observação e inspeção. O auditor deve identificar e avaliar os riscos de distorção relevante: a) no nível das demonstrações contábeis; e b) no nível de afirmação para classes de transações, saldos de conta e divulgações para fornecer uma base para a concepção e a execução de procedimentos adicionais de auditoria. Respostas globais aos riscos avaliados O auditor pode reduzir o risco de não detectar um erro ou fraude relevante, adotando algumas medidas como respostas aos riscos avaliados. As respostas gerais para tratar os riscos avaliados de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis podem incluir: • enfatizar para a equipe de auditoria a necessidade de manter o ceticismo profissional;

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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO • • • • designar pessoal mais experiente ou usar especialistas; fornecer mais supervisão; incorporar elementos adicionais de imprevisibilidade na seleção dos procedimentos adicionais de auditoria a serem executados; efetuar alterações gerais na natureza, época ou extensão dos procedimentos de auditoria como, por exemplo, executar procedimentos substantivos no final do período ao invés de em data intermediária ou modificar a natureza dos procedimentos de auditoria para obter evidência de auditoria mais persuasiva.

MATERIALIDADE OU RELEVÂNCIA EM AUDITORIA
O conceito de relevância ou materialidade é muito importante em auditoria contábil e ele está vinculado às normas de auditoria de planejamento, de execução de campo e de elaboração de relatório/parecer, pois a relevância definirá quais os procedimentos que o auditor aplicará e o tipo de opinião que ele irá emitir. Pode-se definir relevância como a magnitude de uma omissão, erro ou classificação indevida de informação contábil que, dadas as circunstâncias, torna provável que o julgamento de uma pessoa razoável que tenha utilizado a informação teria sido mudado ou influenciado pela omissão, erro ou classificação indevida. Perceberam bem o conceito de relevância ou de nível de relevância? Trata-se da materialidade de um erro ou do nível mínimo agregado de erro ou classificação indevida em uma demonstração contábil, importante o suficiente para impedir que o auditor possa afirmar que a demonstração está apresentada adequadamente de acordo com os princípios e práticas contábeis geralmente aceitas. Nesse contexto, erros podem resultar de aplicação errônea de princípios, de contabilização inadequada ou de omissão de informações. De acordo com as novas normas de auditoria externa, materialidade para execução da auditoria significa o valor ou valores fixados pelo auditor, inferiores ao considerado relevante para as demonstrações contábeis como um todo, para adequadamente reduzir a um nível baixo a probabilidade de que as distorções não corrigidas e não detectadas em conjunto, excedam a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo.

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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Se aplicável, materialidade para execução da auditoria refere-se, também, ao valor ou valores fixados pelo auditor inferiores ao nível ou níveis de materialidade para classes específicas de transações, saldos contábeis e divulgações. Significa dizer que erros ou distorções que individualmente ou cumulativamente ultrapassem o valor definido de materialidade são considerados relevantes e distorcerão as demonstrações. Por outro lado, erros até esse valor limite são considerados irrelevantes e, portanto, toleráveis. A determinação de materialidade ou relevância pelo auditor é uma questão de julgamento profissional e é afetada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários das demonstrações contábeis. O conceito de materialidade ou relevância é aplicado pelo auditor: no planejamento da auditoria na execução da auditoria, e na avaliação do efeito de distorções identificadas na auditoria e de distorções não corrigidas, se houver, sobre as demonstrações contábeis e na formação da opinião no relatório do auditor independente. Ao planejar a auditoria, o auditor exerce julgamento sobre a magnitude das distorções que são consideradas relevantes. Esses julgamentos fornecem a base para: a) determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos de avaliação de risco; b) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante; e c) determinar a natureza, a época e a extensão de procedimentos adicionais de auditoria. Julgamentos preliminares sobre materialidade/relevância Ao estabelecer a estratégia global de auditoria, o auditor deve determinar a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo. Se, nas circunstâncias específicas da entidade, houver uma ou mais classes específicas de transações, saldos contábeis ou divulgação para as quais se poderia razoavelmente esperar que distorções de valores menores que a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo influenciem as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis, o auditor deve determinar, também, o nível ou níveis de materialidade a serem Prof. Marcelo Aragão www.pontodosconcursos.com.br

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isto é. Por exemplo. No nível de afirmação ou de saldo de cada conta.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO aplicados a divulgações. quanto menor for o risco de auditoria. assim como o auditor faz para os riscos. Marcelo Aragão www. a época e a extensão dos procedimentos de auditoria. pois como esse valor tolerável de erro é reduzido no contexto das demonstrações ou de uma conta específica.pontodosconcursos. Por exemplo. ele deve avaliar a materialidade/relevância nos dois seguintes níveis: No nível de demonstrações contábeis. se o risco de haver erros e fraudes nas demonstrações é alto. se na execução de procedimentos específicos de auditoria. onde praticável.com. O auditor independente deve atenuar tal ocorrência por: a) reduzir o nível de risco de controle. O auditor independente toma essa relação inversa em conta ao determinar a natureza. o auditor independente determinar que o nível de risco é maior que o previsto na fase de planejamento. ele será obrigado a aplicar maior volume de testes para revelar qualquer erro ou distorção acima daquele valor. e suportar tal redução por meio da ampliação dos testes de controles. o nível de relevância. saldos contábeis e Portanto. ou b) reduzir o risco de detecção via modificação da natureza. deve ser reduzido. maior será o valor estabelecido como nível de relevância. o auditor pode estabelecer um nível de relevância mais alto. época e extensão dos testes substantivos planejados. essas classes específicas de transações. só fará circularização de grandes credores ou clientes. Materialidade e risco de auditoria Existe uma relação inversa entre o risco de auditoria e o nível estabelecido de materialidade (relevância). preliminarmente estabelecido. e vice-versa.br 38 . Considerações quantitativas e qualitativas de relevância Prof. o auditor tem que estabelecer um nível de relevância baixo. só se preocupando em revelar erros ou distorções envolvendo valores significativos. Entenderam porque existe uma relação inversa entre risco de auditoria e nível de materialidade (relevância)? Muitos alunos demoram a entender esta relação! Ora. ao planejar a auditoria. Quando o risco é baixo.

como. COMO O CONCEITO DE RELEVÂNCIA AFETA AS REGRAS DE PARECER? AUSÊNCIA DE EVIDÊNCIA SOBRE UMA QUESTÃO: – Com efeito relevante: Parecer com ressalva ou abstenção de opinião – Sem efeito relevante: Parecer sem ressalva OBSERVAÇÃO: A ausência de evidência decorre de uma limitação na extensão do trabalho do auditor. Contudo. Um exemplo seria uma irregularidade de baixo valor. sobre o ativo total ou sobre o patrimônio líquido etc. Marcelo Aragão www. Prof.com. Um erro ou distorção irrelevante quantitativamente pode ser qualitativamente material. Na prática. Esta é a consideração quantitativa acerca da relevância. risco de auditoria e evidências de auditoria. mas que foi cometida pela administração da entidade auditada.br 39 . Uma informação é relevante se sua omissão ou distorção puder influenciar a decisão dos usuários dessa informação no contexto das demonstrações contábeis. quando o auditor não consegue inspecionar os estoques ou acompanhar o inventário físico dos bens. os auditores independentes definem o valor de materialidade aplicando um percentual sobre o lucro antes do imposto de renda. Omissões e distorções são causadas por erros ou fraudes. por exemplo.pontodosconcursos. O auditor examina a natureza e as causas. para avaliar a ocorrência. que nos ajuda a entender as inter-relações entre relevância. o auditor também faz considerações qualitativas sobre relevância.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A materialidade (relevância) depende da representatividade quantitativa ou qualitativa do item ou da distorção em relação às demonstrações contábeis como um todo ou a informação sob análise. apresento um gráfico contido no livro de Boynton e outros autores. NÃO OBEDIÊNCIA A UM PRINCÍPIO CONTÁBIL: – Efeito relevante sobre DC: Parecer com ressalva ou adverso – Efeito irrelevante sobre DC: Parecer sem ressalva Por fim.

mantendo constante o nível de relevância ou (3) fazer pequenos aumentos na evidência de auditoria e no nível de relevância. (D) na fase de planejamento dos trabalhos. Prof. A seguir.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO INTER-RELAÇÃO ENTRE RELEVÂNCIA. A figura acima ilustra as relações entre esses três conceitos. relevância e evidência de auditoria. (E) na emissão do parecer. entre relevância e evidência de auditoria e entre risco de auditoria e evidência de auditoria. o risco de auditoria irá aumentar para completar o círculo. mantendo constante a evidência de auditoria.br 40 . podemos: (1) aumentar o nível de relevância.com. Entendemos que esse gráfico. pode ajudar na hora da prova. (2) aumentar a evidência de auditoria. caso “dê algum branco” e vocês não se recordem das relações existentes entre risco. Marcelo Aragão www. RISCO E EVIDÊNCIA DE AUDITORIA EVIDÊNCIA RISCO RELEVÂNCIA Existe uma relação inversa entre relevância e risco. veremos algumas questões de concursos anteriores sobre risco e relevância em auditoria. se mantivermos constante o nível de relevância e reduzirmos evidência de auditoria. em especial aquelas mais recentes. Reparem nas questões elaboradas pela FCC. a evidência de auditoria precisa aumentar para completar o círculo. (C) no levantamento das contingências. 19) (TCE/CE/FCC/2008) A análise dos riscos de auditoria deve ser feita (A) na assinatura do contrato. (B) na emissão da carta de responsabilidade da administração. se mentalizado. Se desejarmos reduzir o risco de auditoria.pontodosconcursos. Semelhantemente. Se mantivermos o risco de auditoria constante e reduzirmos o nível de relevância.

Assinale: A) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. é denominado risco (A) de contingências.br 41 . III. 21) (ICMS/RIO/FGV/2007) Avalie as afirmativas a seguir: I. a fim de reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo. (E) de detecção. (D) substantivo. para definição da natureza. Prof. (B) operacional.com. 20) (Auditor/Infraero/FCC/2011) A circunstância de que os procedimentos executados pelo auditor. pois se refere ao risco de controle. II. O risco de que os procedimentos executados pelo auditor não acusem uma distorção existente que possa ser relevante é denominado risco de detecção. (C) inerente. D) se somente as afirmativas II e IV estiverem corretas.pontodosconcursos. não acusem uma distorção existente que possa ser relevante. Risco de auditoria é o risco de que o auditor possa inadvertidamente não modificar adequadamente seu parecer sobre demonstrações contábeis que contêm erros ou classificações indevidas materiais. A afirmativa II está incorreta. supondo que não haja controles. individualmente ou em conjunto com outras distorções. C) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. oportunidade e extensão dos procedimentos adicionais de auditoria ou dos testes de controles e substantivos. Marcelo Aragão www. A afirmativa I está correta. Risco inerente é o risco de que um erro ou classificação indevida materiais que possam constar de uma afirmação não sejam evitados ou detectados tempestivamente pelos controles internos da entidade. B) se somente as afirmativas I e IV estiverem corretas.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A análise dos riscos de auditoria deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos. IV. O gabarito é a letra E. E) se todas as afirmativas estiverem corretas. Risco de controle é a suscetibilidade de uma afirmação a um erro ou classificação indevida materiais. O gabarito é a letra D. pois o risco de auditoria é o risco do auditor não modificar o seu parecer ou opinião sobre as demonstrações contábeis. Risco de detecção é o risco de que o auditor não detecte um erro ou classificação indevida relevantes que existam em uma afirmação.

Marcelo Aragão www. Vimos que existe uma relação inversa entre risco de auditoria e relevância. De todo modo.br 42 . pois representa o risco inerente. A letra “d” é a correta. c) inerência. não registrando na contabilidade dez notas fiscais. O erro de parametrização interna no sistema representa uma falha no controle informatizado da empresa.A. não sendo permitido considerar nos limites eventuais distorções não identificadas ou projetadas. a afirmativa IV está correta. Assim. as demais alternativas apresentam erros graves. em que pese a imprecisão de sua redação. maior será o risco avaliado. é correto afirmar que: a) quanto menor for a relevância. Prof. 23) (SEFAZ/SP/ESAF/2009) Sobre os temas ‘risco de auditoria’ e ‘relevância’. ou vice-versa. d) controle.com. Por fim. é verdadeiro afirmar que: a) o processo de avaliação de relevância deve sempre considerar os níveis de risco e as distorções identificadas. O gabarito é a letra B. b) detecção. O auditor ao realizar os testes de auditoria constata o erro. corresponde ao risco de controle. d) quanto maior for a relevância. 24) (Analista/SUSEP/ESAF/2010) Com relação aos níveis de relevância determinados em um processo de auditoria externa. maior será o risco. continha um erro de parametrização interna. c) não existe relação entre risco e relevância. e) estrutura. e) quanto maior for o risco. maior será a relevância. Esse risco de auditoria é denominado risco de a) negócio.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A afirmativa III também está incorreta. pois o mais correto seria afirmar que quanto menor for a relevância. maior será o risco. maior será o risco. menor será a relevância. correspondendo ao risco de detecção dos procedimentos de auditoria. 22) (SEFAZ/CE/ESAF/2006) O sistema adquirido pela empresa Certifica S. quanto menor for a relevância. portanto. pode estabelecer nível de relevância abaixo dos determinados no planejamento. b) o auditor. em nenhuma hipótese. b) quanto menor for o risco. A única alternativa que pode ser considerada correta é a “a”.pontodosconcursos.

Marcelo Aragão www. A letra “c” está incorreta. o auditor deve considerar os efeitos no seu parecer. deve o auditor considerar os efeitos no seu parecer. Quando o efeito agregado de distorções por ele identificadas se aproxima do nível de relevância aceitável. conforme o que estabelece as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. durante a realização dos trabalhos. Vimos que a relação entre eles é inversa. possam agregadamente exceder o nível de relevância aceitável. A letra “d” está também incorreta. de forma a não permitir concluir que o montante agregado das distorções seja irrelevante. a letra “e” está correta e satisfaz o enunciado da questão. Se a administração da entidade auditada negar-se a ajustar as demonstrações contábeis. independentemente dos fatores encontrados. ao avaliar as distorções identificadas no curso da auditoria.com. quando relevantes. o auditor independente deve considerar a probabilidade da existência de distorções não-identificadas que. A letra “a” está incorreta. não lhe permitir concluir que o montante agregado das distorções seja irrelevante. e) se a administração da entidade auditada negar-se a ajustar as demonstrações contábeis e os procedimentos de auditoria adicionais.br 43 . Os níveis de relevância estabelecidos no planejamento são revistos quando da execução dos procedimentos. Por fim. previamente estabelecido e documentado. e o resultado de procedimentos de auditoria adicionais. Risco e relevância são avaliados em conjunto para definição da estratégia de auditoria. sendo sempre avaliadas individualmente. Isso pode ser feito para reduzir a probabilidade de existência de distorções não-identificadas e para propiciar ao auditor independente uma margem de segurança. no processo de planejamento da auditoria. somadas às identificadas. o auditor deve solicitar à administração da entidade auditada que efetue as correções das distorções identificadas. Ao avaliar o efeito das distorções.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO c) não se devem considerar as avaliações de risco e relevância no seu conjunto. A letra “b” está incorreta.pontodosconcursos. normalmente executados pelo auditor independente nestas circunstâncias. ter intencionalmente estabelecido nível de relevância num patamar abaixo daquele a ser utilizado para avaliar os resultados da auditoria. o auditor independente pode. O auditor independente deve considerar se o efeito agregado das distorções identificadas (quantitativas e qualitativas) é relevante. Prof. d) os níveis de relevância estabelecidos no planejamento devem ser mantidos. Por prudência.

c) somente deverá realizar testes nas áreas 2 e 3. b) deverá aplicar testes considerando grandes amostragens para todas as áreas. ele deverá efetuar testes em todas as áreas. apontando alternativas quanto à forma de aplicação de procedimentos pelo auditor. Com base nas conclusões acima. constatou a seguinte situação: Área 1: Baixo nível de risco. mesmo que o auditor avalie os riscos como baixos. Ele sempre precisará obter alguma evidência para cada área ou saldo de conta significativo. Área 2: Alto nível de risco. Por maior ou menor que seja a probabilidade.br 44 . conforme estabelece as normas Prof. para determinar qual a extensão dos testes a serem aplicados na área em questão. pode-se afirmar que o auditor: a) não deverá realizar testes para a área 1. com baixa probabilidade de ocorrência de erros e/ou fraudes. As normas de auditoria estabelecem que. os testes de auditoria poderão ser suportados por relatórios de confirmação feitos pela administração da empresa. Repare que o enunciado apresenta uma avaliação de riscos para os processos de três áreas da empresa. Por outro lado. conforme estabelece as normas de auditoria. Marcelo Aragão www. visto que o risco e a probabilidade de ocorrência de erros é baixa. ao realizar os procedimentos para avaliação de três processos da empresa a ser auditada. e) deverá efetuar testes em todas as áreas. as quais apresentam risco alto. O auditor avalia os riscos na fase de planejamento da auditoria.com. caso ocorra.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 25) (Analista/SUSEP/ESAF/2010) O auditor externo. Ressaltamos que a avaliação de riscos é feita levando-se em consideração a probabilidade de ocorrência do evento e o impacto nos objetivos da área ou conta. o nível de risco ou impacto nos objetivos da empresa sempre é mais preocupante. com média probabilidade de ocorrência de erros e/ou fraudes. ele não pode deixar de aplicar procedimentos ou testes substantivos em relação à área ou conta sob exame. Assim. Área 3: Alto nível de risco. d) em decorrência da probabilidade baixa e média nos itens 1 e 2. em relação à área 1 (baixo risco). com alta probabilidade de ocorrência de erros e/ou fraudes. Assim. com relação às áreas 2 e 3 (alto risco). deverá aplicar testes considerando grandes amostragens (maior extensão). deverá aplicar testes considerando pequenas amostragens (menor extensão). o que a banca denomina de nível de risco ou de incidência.pontodosconcursos.

a avaliação de riscos corresponde à análise da relevância dos riscos identificados com base nos seguintes aspectos. as alternativas “a” a “d” estão corretas. 26) (ISS Rio/ESAF/2010) Assinale a opção falsa a respeito dos assuntos que. se bem equacionados. 27) (Analista/CVM/ESAF/2010) No decorrer de uma auditoria. a forma como a organização gerencia os riscos. A alternativa incorreta é a “e”.com. exceto: a) a avaliação da probabilidade de sua ocorrência. se a organização dispõe de mecanismos de controle que previnam a sua ocorrência ou minimizem o seu potencial prejuízo aos objetivos e ainda as respostas adequadas aos riscos. ao verificar os passivos contingenciais da empresa auditada. ele considera a probabilidade de sua ocorrência e o impacto. terceirização. como fatos previsíveis. Portanto. b) a forma como serão gerenciados. logicamente. considerando as hipóteses de eliminação. Portanto. Marcelo Aragão www. d) Planejamento adequado dos trabalhos de auditoria. e) Diminuição do escopo de exame e redução do número de transações. realizando os procedimentos Prof. em termos de eliminação (evitar). não podem afetar a qualidade da informação contábil. c) a definição das ações a serem implementadas para prevenir sua ocorrência ou minimizar seu potencial. a alternativa falsa e que constitui o gabarito da questão é a “e”. d) a resposta ao risco. aceitação (quando os riscos estão de acordo com o apetite e a tolerância da organização) ou compartilhamento (transferir parte do risco: seguros. pois. a) Formação de equipes de trabalho com pessoal preparado.pontodosconcursos. Quando o auditor avalia os riscos. consórcio etc). a alternativa correta é a “e”.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO de auditoria.br 45 . os riscos podem afetar a qualidade da informação contábil. conforme os riscos avaliados. ajudam o auditor a reduzir o risco de detecção em uma auditoria. tornando as demonstrações inadequadas. Portanto. Quando o auditor diminui o escopo de exame e reduz o número de transações analisadas ele aumenta o risco de detecção em uma auditoria. redução. e) a presunção de que os riscos. em maior ou menor extensão. redução (ação concreta para reduzir a probabilidade e/ou a incidência). aceitação ou compartilhamento. 28) (ICMS/SP/FCC/2009) O auditor externo. c) Aplicação do ceticismo profissional. b) Revisão e supervisão dos trabalhos de auditoria realizados.

A questão poderia levar o candidato a ter a seguinte dúvida: trata-se de um risco de detecção. não constatou a existência de dois processos trabalhistas.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO necessários para avaliação dessa área. Segundo a Resolução CFC 1. (E) processo. Pelo exposto. Esse evento representa um risco de (A) controle. Marcelo Aragão www.214/09 do CFC. (D) detecção. b) designar pessoal mais experiente ou usar especialistas. c) fornecer mais supervisão. dentre as respostas gerais para tratar os riscos avaliados de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis. Prof. (C) negócio. o gabarito é a letra D. Os processos não foram provisionados pela empresa. mas apenas divulgada nas demonstrações.214/09. uma vez que o auditor não constatou a existência de dois processos trabalhistas. considerando que houve falha no sistema contábil e de controle da empresa que não permitiu que os processos fossem provisionados? A meu ver o risco é de detecção apenas. a provisão não deveria ser reconhecida. D) incorporar elementos adicionais de imprevisibilidade na seleção dos procedimentos adicionais de auditoria a serem executados. ou o risco é de controle. pois como os processos trabalhistas tinham uma possível probabilidade de perda (não provável). (B) contabilidade.com. carta declarando sua responsabilidade pelos riscos C) fornecer mais supervisão para diminuir a probabilidade do risco. E) designar pessoal mais experiente ou aqueles com habilidades especiais ou usar especialistas. 29) (Analista/TRT/4ª Região/FCC/2011) Conforme prevê a Resolução nº 1. mas tinham possível probabilidade de ocorrência de perda.br 46 . as respostas gerais para tratar os riscos avaliados de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis podem incluir: a) enfatizar para a equipe de auditoria a necessidade de manter o ceticismo profissional. não inclui A) enfatizar para a equipe de auditoria a necessidade de manter o ceticismo profissional B) solicitar ao responsável da empresa pela área.pontodosconcursos.

ainda que haja indícios de fraude. Letra A: documentos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO d) incorporar elementos adicionais de imprevisibilidade na seleção dos procedimentos adicionais de auditoria a serem executados. o auditor alcança um nível de asseguração razoável de que as demonstrações estão livres de distorção relevante e. limitando-se a revisão dos documentos selecionados por amostra estatística.pontodosconcursos. pois não reduz o risco de detecção. pode emitir seu relatório contendo opinião sobre a conformidade e/ou adequação das demonstrações.br 47 . para emissão de relatório. Há a necessidade de confirmação da fidedignidade dos Prof. deve-se obter (A) documentação mínima que suporte o processo de auditoria independente. Esse não é um procedimento apontado na norma como resposta do auditor aos riscos avaliados. carta declarando sua responsabilidade pelos riscos. independentemente do nível de risco oferecido. O que o auditor busca em auditoria de demonstrações contábeis é obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para a redução do risco de auditoria a um nível aceitável baixo. 30) (TRF/1ª REGIÃO/FCC/2011) No processo de auditoria. Ao obter evidência suficiente e apropriada. (D) confirmação de que as demonstrações contábeis não apresentam quaisquer níveis de fraude ou erro. (B) confirmação dos eventos. e e) efetuar alterações gerais na natureza. (C) evidência de auditoria apropriada e suficiente para a redução do risco de auditoria a um nível aceitável baixo. dentro do processo de revisão analítica. (E) confirmação do risco inerente da entidade. sem a necessidade de confirmação da fidedignidade dos documentos. com isso. Assim. O gabarito é a letra C. época ou extensão dos procedimentos de auditoria como. por exemplo. executar procedimentos substantivos no final do período ao invés de em data intermediária ou modificar a natureza dos procedimentos de auditoria para obter evidência de auditoria mais persuasiva. Marcelo Aragão www.com. que é igual para todas as classes relacionadas de transações apresentadas nas demonstrações contábeis. vê-se que as respostas gerais para tratar os riscos avaliados não incluem solicitar ao responsável da empresa pela área. O gabarito é a letra B.

que consiste em formular conclusões sobre um todo. Por que o auditor utiliza a amostragem em auditoria? Existem dois importantes amostragem em auditoria: argumentos favoráveis à utilização da Prof. Letra D: Em virtude da materialidade/relevância. denominado de população ou universo. não impondo a totalidade da mesma. é o de proporcionar uma base razoável para o auditor concluir quanto à população da qual a amostra é selecionada.pontodosconcursos. Segundo a norma. denominada de amostra.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Letra B: A confirmação dos eventos não é feita mediante a revisão analítica e a revisão dos documentos selecionados não é procedida apenas por amostra estatística. aprovada pela Resolução CFC nº 1. o objetivo do auditor. sobre essas demonstrações financeiras. Evidência é o conjunto de informações ou de provas que o auditor tem que obter para opinar com segurança sobre o objeto da auditoria. a amostragem é um processo ou técnica de trabalho utilizado em auditoria. ao usar a amostragem em auditoria. Nesse sentido. o auditor busca detectar fraudes e erros relevantes. As normas de auditoria em geral permitem a aplicação dos procedimentos de auditoria sobre amostras ao disporem que a evidência procurada deve ser suficiente. o auditor tem que obter evidência suficiente e apropriada que lhe ofereça uma base razoável para emitir opinião.222/09.br 48 . a partir da análise de uma parte desse todo. Letra E: O risco inerente não é igual para todas as classes relacionadas de transações apresentadas nas demonstrações contábeis. Em auditoria das demonstrações contábeis. Marcelo Aragão www. mediante relatório.com. AMOSTRAGEM EM AUDITORIA A norma do Conselho Federal de Contabilidade atualmente em vigor sobre amostragem aplicada à auditoria é a NBC TA 530.

manifestadas no parecer final emitido. pelo pequeno número de operações e pela sua relevância.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO a) A dificuldade de procurar analisar as provas relativas a todos os elementos de uma população.br 49 . Por exemplo. em função da forma mais eficiente de obter prova/evidência em auditoria nas circunstâncias particulares de cada trabalho. Por outro lado. De acordo com as normas de auditoria independente das demonstrações contábeis. pode-se afirmar que a utilização da amostragem é uma questão de julgamento profissional. de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir sobre toda a população. Nada impediria que o auditor analisasse todos os elementos de um universo. devemos agora definir concretamente o que se entende por amostragem em auditoria.pontodosconcursos. em função dos argumentos apontados anteriormente. um aspecto muito cobrado em concurso diz respeito a certos procedimentos de auditoria aplicados na base de testes que não estão dentro da definição de amostragem. tem-se o seguinte conceito para amostragem em auditoria: Amostragem em auditoria é a aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de uma população relevante para fins de auditoria. Marcelo Aragão www. Todavia. Há uma pergunta muito freqüente em sala de aula por parte dos alunos: A amostragem é obrigatória para o auditor? NÃO! As normas estabelecem que a amostragem é facultativa. Pelo exposto. em função da natureza do trabalho ou da conta e da área que está sendo auditada. e o auditor considere necessário e adequado. Prof.com. o exame das operações que afetam o patrimônio líquido deve ser integral. quando o seu universo seja tão grande que seria impossível proceder ao seu exame integral. Feitas estas considerações iniciais. na medida em que analisar todos os elementos de prova levaria a um custo de auditoria muito grande não justificado pela melhoria objetiva nas conclusões finais do trabalho. o auditor pode ser obrigado a analisar integralmente os itens da população. e b) A relação custo-benefício da auditoria. sempre que isso for possível.

Isto porque os itens não foram selecionados. por exemplo. Marcelo Aragão www. uma base adequada para a conclusão sobre a parcela restante da população. Porém. É importante destacar que qualquer dos dois métodos pode proporcionar evidência/prova suficiente para o auditor. Esses itens podem indicar uma tendência ou uma característica da parcela restante da população. mas não constituem. ele pode utilizar a amostragem estatística ou a amostragem não-estatística. isso não é amostragem em auditoria. A atenção aqui se justifica pelo fato de ser muito comum em auditoria o auditor direcionar os seus procedimentos para operações de maior materialidade. a amostragem estatística é a abordagem à amostragem que possui as seguintes características: a) seleção aleatória dos itens da amostra.br 50 . Prof. A escolha entre os dois tipos é matéria de julgamento profissional e baseiase principalmente em considerações de custo/benefício. em conformidade com os objetivos específicos do mesmo. os testes aplicados na totalidade da população (100%) não se qualificam como amostragem de auditoria. pois se o auditor direciona os seus exames para uma parcela da população.pontodosconcursos. A amostragem estatística pode ser particularmente adequada quando a população a ser auditada é grande – em confirmação de contas a receber. Portanto. mas não é considerado teste de amostragem! AMOSTRAGEM ESTATÍSTICA E AMOSTRAGEM NÃO-ESTATÍSTICA Quando o auditor define que irá utilizar a amostragem para realizar seus exames sobre uma parte da população. todos os itens acima de certo valor) não se qualifica como amostragem de auditoria com respeito à parcela da população examinada. nem com respeito à população como um todo. necessariamente. Mas afinal. a aplicação de procedimentos de auditoria a todos os itens dentro de uma população que tenham uma característica particular (por exemplo. dando chance igual de seleção a todos os itens da população.com. onde reside a diferença básica entre amostragem estatística e não-estatística? Em conformidade com as normas de auditoria independente do CFC. por exemplo.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Por óbvio. com base nos itens de maior valor. É um procedimento ou teste comum. muito cuidado em prova. incluindo a mensuração do risco de amostragem. e b) o uso da teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras.

c) facilita a avaliação dos resultados da amostra. O auditor. Estatisticamente este risco pode ser controlado e medido. entendo pertinente destacar uma norma muito explorada em concurso. a saber: Amostragem estatística é aquela em que a amostra é selecionada cientificamente com a finalidade de que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo com a teoria da probabilidade ou as regras estatísticas. na amostragem nãoestatística. e) possibilita a extrapolação dos resultados com base na amostra para a população auditada. O não domínio da amostragem estatística pode fazer com que o auditor prefira utilizar a amostra não-estatística.com. d) permite a quantificação dos riscos de amostragem. O emprego de amostragem estatística é recomendável quando os itens da população apresentam características homogêneas. Esse é o chamado risco de amostragem. b) mede a suficiência da matéria de prova. custos substanciais podem ser exigidos para treinar auditores na utilização da estatística. Ou seja. Para concluir essa parte relativa à comparação entre a amostragem estatística e a não-estatística.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A abordagem de amostragem que não tem as características acima é considerada uma amostragem não estatística. ao basear suas conclusões em amostras. Contudo. com base na amostra. serem diferentes das conclusões que se extrairiam caso ele examinasse a população como um todo.br 51 .pontodosconcursos. incorre num risco. basta para tal aumentar ou diminuir o tamanho da amostra e o risco de amostragem diminui ou aumenta respectivamente. Marcelo Aragão www. Vimos que a amostragem estatística oferece muitas vantagens para o auditor. em amostragem estatística. É possível afirmar que a utilização da amostragem estatística apresenta as seguintes vantagens sobre a alternativa de utilização da amostragem nãoestatística: a) facilita a determinação de uma amostra eficiente. que é o das conclusões extrapoladas para a população. Prof. o auditor não utiliza a teoria das probabilidades e seleciona a amostra a seu critério.

Esse tipo de amostragem será visto mais adiante.pontodosconcursos. sendo essencial que essa amostra seja selecionada aleatoriamente e. AMOSTRAGEM POR INTERVALO OU SISTEMÁTICA: Nesse caso. exclusivamente. a um estrato.com. Um processo é considerado aleatório quando o meio de seleção empregado não permite conhecer qual será o primeiro elemento escolhido bem como os elementos seguintes. a seleção depende de fatores incertos. organizando a população em estratos com características homogêneas. para isso. por exemplo. Quando uma amostra for estratificada. diminuindo-se o risco de amostragem e. cada unidade de amostragem deverá pertencer. procede-se à seleção de itens. normalmente a população apresenta características de homogeneidade. sujeitos ao acaso. o auditor tem a opção de utilizar a amostragem por estratificação. Prof. É aquela em que a seleção dos elementos a serem examinados é feita de forma aleatória simples. isso facilitará o uso da amostragem estatística. Existem os seguintes tipos de amostras probabilísticas: AMOSTRAGEM ALEATÓRIA SIMPLES: Trata-se de plano muito utilizado em auditoria para a obtenção de estimativas para a população. O estrato é homogêneo e a população é heterogênea. deve-se observar o seguinte: a) que seja o primeiro item dos “n” iniciais (tamanho do intervalo) escolhido aleatoriamente. Esses tipos de amostras são também conhecidos como randômicas ou acidentais. Quando a população é muito heterogênea. havendo a necessidade de estabelecer estratos de modo que a variância do valor do item seja a menor possível dentro de cada estrato. Marcelo Aragão www.br 52 . TIPOS DE AMOSTRAS PROBABILÍSTICAS As amostras probabilísticas são obtidas com o emprego de processos aleatórios. por consequência. Para obter amostras aleatórias pode-se utilizar de métodos tais como sorteios. Contudo. Para o seu uso.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Se há uma homogeneidade entre os elementos de uma população. tabelas de números aleatórios. bem como de programas de computador que geram números aleatórios. AMOSTRAGEM POR ESTRATIFICAÇÃO: É usada quando do exame de itens cujo valor apresenta grande variedade. Nessas condições. o tamanho da amostra a ser examinada. de maneira que haja sempre um intervalo prefixado entre cada item selecionado. com base em tabelas de números aleatórios. não permitindo que o auditor/pesquisador influencie a seleção da amostra. os estratos podem possuir número diferenciado de elementos.

o erro tolerável e o erro esperado. c) que nenhum item da população tenha sido retirado do arquivo antes de iniciada a escolha. 3 – Aplicar os .AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO b) que os itens na população não estejam ordenados de modo a prejudicar a aleatoriedade.Projetar os erros encontrados para a população. quanto às características a serem observadas ou testadas. resultados da amostra . tamanho apropriado da .Concluir a avaliação.Analisar os erros na amostra.pontodosconcursos. . . seja de natureza estatística ou nãoestatística.Reavaliar o risco de amostragem.Dimensionar a amostra.Escolher o método de seleção da amostra. FASES DO PROCESSO DE AMOSTRAGEM Em qualquer processo de amostragem. conforme quadro a seguir: FASE TAREFAS 1 Determinar o . considerando-se o risco de amostragem.Identificar a população e a unidade de amostra amostragem. AMOSTRAGEM POR CONGLOMERADO: Nesse caso. . a população apresenta maior homogeneidade (quando comparados. Marcelo Aragão www. é possível identificarmos as seguintes fases do trabalho.br 53 .Definir os objetivos da auditoria. Diferentemente da amostragem por estratificação. aos itens selecionados 4 – Avaliar os . os conglomerados são semelhantes e parecidos com a população total) e o estrato ou subconjunto é heterogêneo. . 2 – Selecionar ou Assegurar a representatividade da identificar a amostra amostra. TAMANHO DA AMOSTRA E RISCO DE AMOSTRAGEM Prof.com.Executar os procedimentos de auditoria procedimentos de julgados próprios face ao tipo de teste e à auditoria apropriados natureza das evidências em causa. a população a ser pesquisada é subdividida em regiões homogêneas.

não são. que decorre do processo amostral e do tamanho da amostra. Além do risco de amostragem. IMPORTANTE: Quanto maior for o risco de existirem distorções relevantes nas demonstrações contábeis. outros riscos não associados com a amostragem. Em outras palavras. por exemplo. o trabalho de auditoria comporta.pontodosconcursos. como o risco de erro humano. a incorreta interpretação dos resultados da amostragem etc. Esse risco existe tanto em testes de controle quanto em testes substantivos. seria considerada adequada para suportar a avaliação quando do planejamento. o auditor pode chegar à conclusão de que os controles são adequados. Marcelo Aragão www. se conhecida. na realidade. Em outras palavras. menor deverá ser o risco de amostragem a ser aceito pelo auditor e. Todavia. são.com. como. a aplicação de procedimentos de auditoria não-adequados. .O risco de avaliação do risco de controle em nível alto demais (ou risco de subavaliação da confiabilidade): é o risco da amostra não suportar o nível de risco avaliado no planejamento. O auditor está sujeito ao risco de amostragem nos testes de observância (risco de subavaliação e superavaliação da confiabilidade) e testes substantivos (risco de rejeição incorreta e aceitação incorreta).O risco de avaliação do risco de controle em nível baixo demais (ou risco de superavaliação da confiabilidade): é o risco da amostra suportar o risco avaliado no planejamento. maior deverá ser o tamanho da amostra e vice-versa. quando a realidade dos controles internos. É uma relação inversa. por consequência. na realidade. quando a realidade dos controles internos. quando. o auditor pode chegar à conclusão de que os controles não são adequados. a falha no reconhecimento de erros em documentos. ainda. se conhecida. maior será o tamanho da amostra a ser selecionada pelo auditor. Nos testes substantivos (de comprovação dos saldos e transações): Prof. quando.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO O tamanho da amostra está associado ao risco de amostragem. o risco mais preocupante no processo e que terá influência no tamanho da amostra é o risco de amostragem. Assim. não seria considerada adequada para suportar a avaliação. Nos testes de controles (de observância): . quanto menor o risco de amostragem a ser aceito pelo auditor.br 54 .

relevantemente distorcidos. os níveis de erros identificados em auditorias anteriores. embora o resultado da amostra dê suporte à conclusão de uma conta ou classe de transações registradas estejam relevantemente distorcidos.pontodosconcursos. maior deve ser o tamanho da amostra. como segue: FATOR EFEITO NO TAMANHO DA AMOSTRA Quanto mais alta a avaliação do risco de distorção relevante do auditor.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO . existem outros dois fatores que interferem de forma substancial no tamanho da amostra. está relacionado com o julgamento do auditor sobre relevância. Quanto menor o erro tolerável. para os testes substantivos. de fato. é necessário examinar uma amostra maior do que quando não se espera erro. o auditor deve considerar aspectos como. Marcelo Aragão www.br 55 . por exemplo. Tamanhos menores de amostra justificam-se quando se espera que a população esteja isenta de erros. ainda assim. maior deve ser o tamanho da amostra. Ao determinar o erro esperado em uma população. relevantemente distorcidos. concluir que o resultado da amostra atingiu o objetivo da auditoria. que são o erro tolerável e o erro esperado. não estão. Portanto.O risco de rejeição incorreta: o risco de que. de fato. Além do risco de amostragem. O erro esperado Se o auditor espera que a população contenha erro. mudança nos procedimentos da entidade e evidência obtida na aplicação de outros procedimentos de auditoria. o auditor precisa de um risco baixo de detecção e pode confiar mais em Aumento na Aumento avaliação do risco de distorção relevante do auditor Prof. estão.O risco de aceitação incorreta: o risco de que. Cabe acrescentar que a NBC TA 530 (norma atualmente em vigor do CFC) é mais abrangente que a anterior. O erro tolerável é considerado durante o estágio de planejamento e. . O erro tolerável Erro tolerável é o erro máximo na população que o auditor está disposto a aceitar e. para reduzir o risco de auditoria a um nível baixo aceitável. apresentando um Apêndice que demonstra mais fatores que possuem efeito sobre o tamanho da amostra.com. para concluir que o erro real da população não excede o erro tolerável planejado. embora o resultado da amostra dê suporte à conclusão de que o saldo de uma conta ou classe de transações registrados não estão relevantemente distorcidos.

Quando a população pode ser adequadamente estratificada.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO procedimentos substantivos.br 56 . Quanto maior o nível de segurança de que o auditor precisa de que os resultados da amostra sejam de fato indicativos do valor real de distorção na população.Aumento no uso Redução de outros procedimentos substantivos direcionados à mesma afirmação Quanto mais o auditor confia em outros procedimentos substantivos (testes de detalhes ou procedimentos analíticos substantivos) para reduzir a um nível aceitável o risco de detecção relacionado com uma população em particular. .pontodosconcursos.Estratificação da Redução população. maior o tamanho da amostra precisa ser. excedido pela distorção real na população. o tamanho real da . Quando houver uma faixa ampla (variabilidade) no tamanho monetário dos itens da população. portanto. Quanto mais evidência de auditoria for obtida com os testes de detalhes (ou seja. maior deve ser o tamanho da amostra para se fazer uma estimativa razoável do valor real de distorção na população. maior precisa ser o tamanho da amostra. . Marcelo Aragão www. quanto mais baixo for o risco de detecção). maior o tamanho da amostra precisa ser. Quanto maior for o valor da distorção que o auditor espera encontrar na população.com. menos segurança o auditor precisa da amostragem e. quando apropriado - Quantidade de Efeito Prof. Para populações grandes.Aumento no valor Aumento da distorção que o auditor espera encontrar na população . pode ser útil estratificar a população.Aumento no nível Aumento de segurança desejado pelo auditor de que uma distorção tolerável não é excedida pela distorção real na população Aumento distorção ou tolerável na Redução erro Quanto menor for a distorção tolerável. o conjunto de tamanhos de amostra dos estratos geralmente será menor do que o tamanho da amostra que seria necessário para alcançar certo nível de risco de amostragem se uma amostra tivesse sido retirada de toda a população. menor pode ser o tamanho da amostra.

Marcelo Aragão www. se houver. no tamanho da amostra. É o método de seleção a ser adotado em amostragem estatística. seja em testes de controles ou em testes substantivos.com. Prof. De qualquer forma.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO unidades amostragem população (tamanho população) de negligenciável na da população tem pouco efeito.br 57 . Embora existam diversos métodos de seleção.pontodosconcursos. tabelas de números aleatórios. as normas de auditoria definem três métodos básicos de seleção da amostra: seleção aleatória. a norma atualmente em vigor (NBC TA 530) aponta os seguintes métodos de seleção. que decorrem dos três já mencionados: a) Seleção aleatória (ou randômica) aplicada por meio de geradores de números aleatórios como. seleção sistemática e seleção casual. por exemplo. um aumento no tamanho da população proporciona um aumento no tamanho da amostra. FATORES E SEU EFEITO SOBRE O TAMANHO DA AMOSTRA (RESUMO) FATORES Risco de Distorção Relevante Risco de Amostragem Uso de Outros Testes Substantivos Nível de Segurança Erro Tolerável Erro Esperado Estratificação Tamanho da População EFEITO NO AMOSTRA Direta Inversa Inversa Direta Inversa Direta Inversa Direta (porém insignificante) TAMANHO DA SELEÇÃO DA AMOSTRA Depois de definido o plano e determinado o tamanho da amostra. ainda que insignificante. passa-se ao processo de seleção da amostra. Todavia.

para aferir o valor monetário da população (do saldo de uma conta). É um método de seleção a ser adotado em amostragem estatística aplicada a teste substantivo. deve evitar qualquer tendenciosidade ou previsibilidade consciente (por exemplo. A seleção de bloco geralmente não pode ser usada em amostragem de auditoria porque a maioria das populações está estruturada de modo que esses itens em sequência podem ter características semelhantes entre si. A seleção ao acaso não é apropriada quando se usar a amostragem estatística. Marcelo Aragão www. c) Amostragem de unidade monetária é um tipo de seleção com base em valores. de acordo com o seu julgamento e sua experiência profissional. o auditor deve: Prof. em cada item da amostra.br 58 . os procedimentos de auditoria apropriados.pontodosconcursos. por exemplo. d) Seleção ao acaso (ou por julgamento) na qual o auditor seleciona a amostra sem seguir uma técnica estruturada. e após determinar um ponto de início dentro das primeiras 50. a seleção e a avaliação da amostra resultam em uma conclusão em valores monetários. desse modo.Seleção por julgamento (ou casual) . na qual o tamanho. tendo executado. evitar itens difíceis de localizar ou escolher ou evitar sempre os primeiros ou os últimos lançamentos de uma página) e.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO b) Seleção sistemática (ou intervalar) em que a quantidade de unidades de amostragem na população é dividida pelo tamanho da amostra para dar um intervalo de amostragem como. o auditor.Seleção por bloco PROCESSO DE AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DA AMOSTRA A NBC T 11 estabelecia que. ainda assim. procurar se assegurar de que todos os itens da população têm uma mesma chance de seleção. Embora nenhuma técnica estruturada seja usada. 50. e) Seleção de bloco envolve a seleção de um ou mais blocos de itens contíguos da população. mas características diferentes de outros itens de outros lugares da população. Muito utilizada em amostragem estatística para aferir o valor monetário da população (do saldo de uma conta). A tabela a seguir demonstra os métodos de seleção de amostras em amostragem probabilística e não-probabilística: Amostragem probabilística Seleção Seleção Seleção Seleção aleatória sistemática estratificada unidade monetária Amostragem nãoprobabilística .com. toda 50ª unidade de amostragem seguinte é selecionada.

Se o auditor não puder executar procedimentos alternativos satisfatórios ou se os procedimentos executados não permitirem que o auditor obtenha evidência de auditoria suficiente e apropriada. o auditor deve. Em amostras não-estatísticas aplicadas a testes substantivos. Exemplificando: se uma confirmação positiva de contas a receber tiver sido solicitada e nenhuma resposta tiver sido recebida. inicialmente. um lançamento feito na conta do cliente errado não afeta o total das contas a receber. Existem diversos métodos aceitáveis para extrapolar os resultados de erros. considerados os objetivos específicos planejados.br 59 . Quando não for possível obter a evidência de auditoria esperada sobre um item de amostra específico. em todos os casos. Análise de erros da amostra Ao analisar os erros detectados na amostra. de fato. Entretanto. avaliação de créditos de liquidação duvidosa. como.com. o item deve ser tratado como um erro. existem dois métodos aceitáveis para projeção de erros encontrados: Prof. Extrapolação de Erros O auditor deve extrapolar os resultados dos erros da amostra para a população da qual foi selecionada. ainda que esse fato possa ter efeito sobre as outras áreas da auditoria. determinar se o item em questão é. e c) reavaliar o risco de amostragem. razão pela qual talvez seja impróprio considerar tal fato como um erro ao avaliar os resultados da amostra deste procedimento. revisando os pagamentos subseqüentes efetuados pelos clientes. b) extrapolar os erros encontrados na amostra para a população.pontodosconcursos. em particular. talvez o auditor possa obter evidência de auditoria suficiente e apropriada de que as contas a receber são válidas. Marcelo Aragão www. um erro.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO a) analisar qualquer erro detectado na amostra. por exemplo. o método de extrapolação precisa ser consistente com o método usado para selecionar a amostra. o auditor deve obter evidência de auditoria suficiente e apropriada por meio da execução de procedimentos alternativos. Exemplificando: em um teste substantivo relacionado com o registro de contas a receber.

Esse assunto é muito rico e. Reavaliação do Risco de Amostragem O auditor deve considerar se os erros projetados pela extrapolação para a população podem exceder o erro tolerável.br 60 . pessoal.o método da diferença. RESUMO DOS PRINCIPAIS CONCEITOS ENVOLVENDO AMOSTRAGEM EM AUDITORIA: Amostragem em auditoria: é a aplicação de procedimentos de auditoria em menos de 100% dos itens de uma população relevante para fins de auditoria. Quando a população tiver sido dividida em subpopulações. a extrapolação de erros é feita separadamente para cada subpopulação e os resultados combinados.com. e (b) o uso da teoria Prof. temos que limitar nosso estudo aos assuntos com maior probabilidade de cobrança pela banca examinadora. Quando o erro projetado exceder o erro tolerável. Amostragem estatística: é a abordagem à amostragem com as seguintes características: (a) seleção aleatória dos itens da amostra. da diferença projetada entre os valores auditado e contábil. Quando extrapolar resultados de erros. o auditor deve reconsiderar sua avaliação anterior do risco de amostragem e. no qual o auditor estima o valor auditado da população mediante soma algébrica. entendo que esses são os principais aspectos envolvendo as normas de auditoria sobre o uso de amostragem. no qual o auditor estima o valor auditado da população com base no quociente entre os valores de auditoria (encontrados pelo auditor) e contábil (registrados na contabilidade) da amostra. Bom. consequentemente. O erro projetado para a população deve ser considerado em conjunto com os demais erros identificados durante a auditoria.o método do quociente. se esse risco for inaceitável.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO .pontodosconcursos. Marcelo Aragão www. levando-se em conta os resultados de outros procedimentos de auditoria. o auditor deve considerar os aspectos qualitativos dos erros encontrados. ao valor contábil da população. considerar a possibilidade de ampliar o procedimento de auditoria ou executar procedimentos de auditoria alternativos. de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir sobre toda a população. .

em função de trabalhos anteriores.com. vamos exercitar um pouco a respeito de amostragem em auditoria. Unidade de amostragem: é cada um dos itens individuais que constituem uma população. 31) (TCE/AM/FCC/2008) Ao utilizar o método de amostragem estatística em substituição ao não-estatístico para a seleção de base de dados. o auditor está reduzindo a possibilidade de risco de (A) controle decorrente da utilização de critérios aleatórios. definida pelo auditor para obter um nível apropriado de segurança de que essa taxa de desvio não seja excedida pela taxa real de desvio na população. Taxa de desvio esperada: é a taxa de desvio dos procedimentos de controles internos previstos. Erro tolerável: erro ou distorção tolerável é um valor monetário definido pelo auditor para obter um nível apropriado de segurança de que esse valor monetário não seja excedido pela distorção real na população Erro esperado: é quanto o auditor espera encontrar de erro em uma população. População: é o conjunto completo de dados sobre o qual a amostra é selecionada e sobre o qual o auditor deseja concluir. cada uma sendo um grupo de unidades de amostragem com características semelhantes (geralmente valor monetário). resolvendo algumas questões de autoria da FCC. A seguir. Repare que a referida banca explora muito em prova os métodos de seleção da amostra.br 61 . Amostra: é uma parte da população objeto da auditoria. incluindo a mensuração do risco de amostragem. Anomalia: é a distorção ou o desvio que é comprovadamente não representativo de distorção ou desvio em uma população. sobre a qual serão aplicados os procedimentos de auditoria. com base em amostra. Risco de amostragem: é o risco de que a conclusão do auditor. pudesse ser diferente se toda a população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria.pontodosconcursos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO das probabilidades para avaliar os resultados das amostras. Prof. Marcelo Aragão www. Estratificação: é o processo de dividir uma população em subpopulações.

ele pode trabalhar com amostras de tamanho reduzido. (E) amostragem decorrente da não utilização das leis de probabilidades. (C) da estratificação. A alternativa “E” é a correta. 32) (Auditor/SP/FCC/2007) Quando o auditor efetua a seleção da amostra com base na sua experiência profissional.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (B) detecção por não utilizar critérios probabilísticos e nãoprobabilísticos conjuntamente.com. A seleção da amostra com base na experiência profissional do auditor é a chamada amostragem casual ou por julgamento. 33) (ICMS/PB/FCC/2006) É um método aceitável para projeção de erros em amostras não-estatísticas. mas em níveis de significância e confiabilidade adequados para assegurar a precisão desejada. A letra B é o gabarito da questão. o método (A))do quociente. Marcelo Aragão www. o tamanho da amostra é estabelecido sem nenhuma base de sustentação técnica. (D) de interpolação. (C) seleção originada do direcionamento da amostra para uma escolha conduzida. (C) por intervalos. (D) informação devido à falta de critério na seleção pelo método nãoestatístico. (B) casual. Portanto.br 62 . (B) do desvio padrão. ao utilizar o método de amostragem estatística em substituição ao não-estatístico para a seleção de base de dados. Prof. com base em uma amostra. possa ser diferente da conclusão que seria alcançada se toda a população estivesse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. baseando-se em fundamentos matemáticos. Quando o auditor utiliza a amostragem estatística. (E) randômica. está utilizando uma técnica denominada amostragem (A) por conglomerado. Já na amostragem não-estatística. (D) estratificada. O risco de amostragem surge da possibilidade de que a conclusão do auditor.pontodosconcursos. o auditor está reduzindo a possibilidade de risco de amostragem decorrente da não utilização das leis de probabilidades.

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (E) da soma. O gabarito é a letra D. (B) procedimentos que não permitam a estratificação da amostra pela empresa a ser auditada. O gabarito é a letra B. mas um estrato comparado com outro é diferente. Portanto. o auditor deve estabelecer (A) uma relação inversa ao volume de operações efetuadas pela entidade na área a ser auditada.com. o auditor deve estabelecer uma relação direta com o volume de transações realizadas pela entidade na área a ser auditada ou na transação objeto de exame.pontodosconcursos. (C) baseada no julgamento pessoal do auditor. (D) uma relação direta com o volume de transações realizadas pela entidade na área a ser auditada. Reparem que os elementos que compõem cada estrato possuem características homogêneas. Marcelo Aragão www. Ao definir a amostra. visto que o mesmo permite erro de detecção. O plano de amostragem probabilística que pressupõe a disposição dos itens de uma população em subgrupos heterogêneos representativos da população global é denominado amostragem estratificada. Prof. a letra A constitui o gabarito da questão. como também com os efeitos nas posições patrimonial e financeira da entidade e o resultado por ela obtido no período. portanto. 34) (Auditor/Jaboatão Guararapes/FCC/2006) Ao definir a amostra. (E) não randômica. 35) (AUDITOR/TCE/AL/FCC/2008) O plano de amostragem probabilística que pressupõe a disposição dos itens de uma população em subgrupos heterogêneos representativos da população global é denominado amostragem: (A) aleatória simples.br 63 . (D) casual. (E) uma paridade ao modelo estabelecido conjuntamente com a empresa a ser auditada em suas operações. Existem dois métodos aceitáveis para projeção de erros em amostras nãoestatísticas: o método do quociente e o da diferença. são heterogêneos. (B) estratificada. (C) um modelo de seleção que não permita haver erro tolerável.

pontodosconcursos. cada qual contendo um grupo de unidades de amostragem com características heterogêneas. concluir que o resultado da amostra atingiu o objetivo da auditoria. (C) O tamanho da amostra a ser determinada pelo auditor deve considerar o risco de amostragem. (D) O erro tolerável é o erro mínimo na população que o auditor está disposto a aceitar e. se esse risco for inaceitável. A letra E também apresenta incorreção. 37) (ICMS/SP/FCC/2009) O auditor. bem como os erros toleráveis e os esperados. cada qual contendo um grupo de unidades de amostragem com características homogêneas. O erro tolerável é o erro máximo na população que o auditor está disposto a aceitar e. A amostragem utilizada em auditoria não é necessariamente probabilística. O tamanho da amostra a ser determinada pelo auditor deve considerar o risco de amostragem. bem como os erros toleráveis e os esperados. ainda assim. o auditor deve reconsiderar sua avaliação anterior do risco de amostragem e. (B) A estratificação é o processo de dividir uma população em subpopulações. ao escolher as notas fiscais a serem examinadas. A letra A é incorreta. sob pena de ocorrerem riscos decorrentes da utilização do julgamento pessoal do auditor sobre os itens a serem selecionados. Nesse caso. ainda assim. A letra D é incorreta. considerar a possibilidade de ampliar o procedimento de auditoria ou executar procedimentos de auditoria alternativos. determinou que fossem separadas as notas com último Prof. A letra C é correta e constitui o gabarito da questão. se esse risco for inaceitável. concluir que o resultado da amostra atingiu o objetivo da auditoria. (E) Quando o erro projetado for inferior ao erro tolerável.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 36) (Auditor/Infraero/FCC/2011) Em relação à utilização de amostragem na auditoria. Marcelo Aragão www. O auditor deve reconsiderar sua avaliação anterior do risco de amostragem quando o erro projetado for superior ao erro tolerável. o auditor deve considerar a possibilidade de ampliar o procedimento de auditoria ou executar procedimentos de auditoria alternativos. A letra B também apresenta incorreção.com. é correto afirmar: (A) A amostragem utilizada em auditoria é necessariamente probabilística. A estratificação é o processo de dividir uma população em subpopulações ou subconjuntos.br 64 .

Prof. o gabarito oficial foi a letra B. ao selecionar as notas com último dígito sendo 5. A consideração da natureza da evidência de auditoria desejada e as eventuais condições de desvio ou distorção ou outras características relacionadas com essa evidência de auditoria ajudam o auditor a definir o que constitui desvio ou distorção e qual população usar para a amostragem.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO dígito representado pelo número cinco. as notas 5. 25. Nos termos da NBC TA 530 (item A5).pontodosconcursos. o auditor estaria selecionando os documentos em um intervalo de dez em dez. Contudo. A possibilidade de existência de fraude NÃO se refere à definição de uma amostragem de auditoria.). o auditor deve considerar os fins específicos a serem alcançados e a combinação de procedimentos de auditoria que devem alcançar esses fins. (E) geométrica. (E) a natureza da evidência da auditoria. A banca considerou o gabarito da questão como sendo a letra B. Assim. (C) a população da qual o auditor deseja extrair a amostra. 38) (TCM/CE/FCC/2010) Conforme normas técnicas de auditoria independente. De todo modo. o enunciado teria que indicar que o intervalo foi prefixado entre cada item selecionado e que o primeiro item dos “n” iniciais (tamanho do intervalo) foi escolhido aleatoriamente. (D) direcionada. Marcelo Aragão www. 15. 35. Esse procedimento representa uma seleção (A) casual. as letras B.com. NÃO se refere à definição de uma amostragem de auditoria (A) a possibilidade de existência de fraude. A omissão dessas informações pode caracterizar o processo de seleção como sendo casual ou por julgamento.. (B) sistemática. a seleção seria sistemática ou intervalar. ou seja. Portanto. ao definir uma amostra de auditoria. uma vez que. (C) aleatória. pelos motivos apontados. D e E correspondem a elementos considerados na definição de uma amostra de auditoria.br 65 . a meu ver. (D) as condições de desvio ou distorção. para que ficasse devidamente caracterizada a seleção sistemática. C. 45 (. (B) os fins específicos da auditoria. O gabarito é a letra A.. como sendo o nº 5.

(C) estratificada. exceto uma. (A) utilizar somente métodos estatísticos. (C) proibir o uso de seleção casual. aleatória ou casual. para definir o tamanho da amostra e avaliar o resultado dos exames. letra E: considera-se o erro tolerável. A seleção casual é o tipo de seleção baseada na experiência profissional do auditor. (B) efetuar seleção sistemática. letra D: não existe risco zero. pessoal.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 39) (Câmara dos Deputados/FCC/2007) Deve o auditor. 40) (Analista Auditor/TJ/PI/FCC/2009) Seleção casual da amostragem é o tipo de seleção (A) aleatória. (E) desconsiderar o erro tolerável. A única alternativa correta é a B.com. (E) com o objetivo de aprofundar riscos de fraude ou de erro nos controles internos. efetuar seleção sistemática. o risco pode ser reduzido a um nível aceitável.pontodosconcursos. Prof. O auditor deve. a ser utilizada quando os valores do componente patrimonial apresentam grande índice de dispersão. (B) randômica. (D) eliminar o risco de amostragem. mas não eliminado. (D) baseada na experiência profissional do auditor. chegamos ao final desta aula.br 66 . no Processo de amostragem. Aponte a única opção falsa. Letra A: não se utiliza somente métodos estatísticos. com o objetivo de aumentar o risco de detecção. Um abraço a todos e até a próxima aula! QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA 1) (AUDITOR/TCE/GO/ESAF/2007) Todas as opções abaixo são importantes recomendações acerca do planejamento da auditoria. Marcelo Aragão www. no processo de amostragem. portanto. O gabarito é a letra D. letra C: utiliza-se a seleção casual. Trata-se de método de seleção em amostragem não-probabilística. ***************************************************************** Bom. a ser utilizada quando os valores do componente patrimonial apresentam grande índice de dispersão.

br 67 . mencionando que não foram revisadas por ele. 4) (Analista/SEFAZ/SP/FCC/2010) A sazonalidade. D) evitar que alguma tarefa de auditoria deixe de ser executada. mencionando-as em notas explicativas. as condições econômicas do país e outros riscos dos produtos ou serviços são fatores que podem contribuir.com. a concorrência.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO a) O planejamento e os programas de trabalho não devem ser revisados mesmo que novos fatos o recomendarem. a serem auditadas. B) de integridade da gerência. do ano anterior. 2) (Analista/SUSEP/ESAF/2006) O auditor externo ao aceitar um novo trabalho de auditoria em uma entidade que tenha tido suas demonstrações contábeis. a ser auditado. deve a) eximir-se de qualquer responsabilidade sobre as demonstrações financeiras e saldos comparativos do período anterior. B) conduzir o auditor na aplicação dos procedimentos técnicos de auditoria. negócios e práticas operacionais da entidade. quando incluir a designação de equipe técnica. do período anterior ao Balanço. Prof.pontodosconcursos. b) realizar procedimentos que evidenciem possíveis fraudes ou não conformidades nas demonstrações anteriores. C) propiciar o controle e progresso a ser alcançado no decorrer da execução das tarefas de auditoria. Marcelo Aragão www. e) obter evidências suficientes de que os saldos de abertura das demonstrações. d) limitar seus trabalhos à execução da auditoria no período para o qual ele foi contratado. emitindo parecer sobre estas demonstrações comparativas. 3) (Analista/SEFAZ/SP/FCC/2010) NÃO é objetivo de um programa de auditoria: A) traçar o roteiro de execução de um ponto de auditoria. isentando-se da responsabilidade sobre os saldos anteriores. visto que não cabe à nova firma de auditoria avaliar os trabalhos executados no período anterior. não se apresentem com saldos errôneos ou inconsistentes e que os princípios contábeis estejam uniformes. E) estimar o tempo necessário para realização da auditoria. deve prever a orientação e supervisão do auditor. detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados. c) certificar que todas as transações praticadas pela empresa nas demonstrações contábeis. estão em conformidade com os princípios contábeis geralmente aceitos. para o risco A) do sistema de controle da empresa. b) O programa de auditoria deve ser detalhado de forma a servir como guia e meio de controle do progresso dos trabalhos. e) O planejamento da auditoria. que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos executados. nas auditorias. auditadas por outra firma de auditoria. c) O planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre o ramo de atividade. d) O auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programa de trabalho por escrito.

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO C) de imagem. Marcelo Aragão www. verificação dos fluxos e procedimentos internos e valorização dos ativos. B) verificação dos sistemas de dados internos. B) Discussão de normas de elaboração de relatórios com a administração da entidade auditada. E) O auditor deve atualizar e alterar tanto a estratégia global de auditoria quanto o plano de auditoria sempre que necessário no curso da auditoria. B) O plano de auditoria não precisa incluir a descrição de natureza. considerando. a época e a extensão dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação. assinale a alternativa correta. E) Aplicação de outros procedimentos exigidos pelo sistema de controle de qualidade da firma para trabalhos de auditoria inicial. o Controle Interno compreende o plano de organização e todos os métodos e medidas adotados em uma empresa para A) correção dos dados contábeis. D) operacional. produção de relatórios gerenciais confiáveis e aumento da transparência no processo de divulgação dos dados contábeis ao mercado. podendo prejudicar a eficiência e independência do processo de planejamento. As alternativas a seguir apresentam esses cuidados.br 68 . independente se causada por fraude ou a erro. a regulamentação do CFC. alguns cuidados especiais de planejamento devem ser observados. Prof. C) O envolvimento do sócio do trabalho e de outros membros-chave da equipe de trabalho no planejamento da auditoria não deve resultar em incorporação de seus pontos de vista. 6) Tendo em vista o que prevê o Conselho Federal de Contabilidade em norma de planejamento das auditorias. E) financeiro. 7) (AUDITOR/PETROBRÁS/CESGRANRIO/2008) Segundo o AICPA (American Institute of Certified Public Accountant). D) A definição da estratégia global para a auditoria de entidade de pequeno porte precisa ser igualmente complexa. ainda.pontodosconcursos. 5) Quando da auditoria realizada pela primeira vez. em especial a NBC TA 300. A) Revisão dos papéis de trabalho do auditor antecessor. Assinale-a. A) No que tange ao planejamento. com esforço correspondente maior dirigido a outras áreas. C) Avaliação da eficácia da gestão dos administradores. é necessário que o auditor planeje a auditoria de modo que ela seja executada de maneira eficaz e dirija o esforço de auditoria às áreas com menor expectativa de distorção relevante. D) Obtenção de evidência de auditoria suficiente e apropriada relativa aos saldos iniciais das demonstrações.com. à exceção de uma.

eficiência e economicidade (A) somente dos controles internos referentes às áreas administrativas e financeiras da empresa. inventário e documentação. É correto afirmar que estes procedimentos para a auditoria representam. São formas de 9) (ICMS/PB/FCC/2006) Na Empresa Autocontrole S. Jaboatão dos Guararapes/FCC/2006) levantamento dos controles internos: (A))fluxograma. adequação.pontodosconcursos. (C) entrevista. fluxograma e confirmação. (E) organograma.com. dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente e de gerenciamento de riscos. um separa a mercadoria e o outro confere a quantidade separada. (D) supervisão e implantação de controle. descrição e elaboração. Marcelo Aragão www. D) detecção de fraudes operacionais e contábeis. (B) dos sistemas de informações.br 69 . verificação da exatidão e da fidedignidade dos dados contábeis.00 por mês. (B) conferência e avaliação de método de custo. eficácia. (C) multiplicação de tarefas e inventário físico. 8) (Auditor/Pref. para auxiliar a administração da empresa no cumprimento de seus objetivos. a entrega física das mercadorias vendidas é feita pela área de expedição que possui dois funcionários. E) criação de mecanismos operacionais que visam à valorização dos ativos financeiros da empresa e implantação de planos de ação para melhoria dos processos internos. relatando ao mercado as ineficiências encontradas e garantindo ao acionista a confiabilidade nas demonstrações contábeis apresentadas pela empresa. Prof. A empresa possui um funcionário com salário de R$ 600. respectivamente.00 para efetuar as cópias em máquina copiadora da empresa. (D) do conjunto sistêmico de controles internos da companhia.A. (D) questionário. (C))dos processos.. para em nome dos administradores fazer cumprir os controles internos e seus objetivos. (E))segregação de funções e custo versus benefício 10) (ICMS/PB/FCC/2006) O trabalho da auditoria visa avaliar a integridade. dos processos e de controles internos integrados ao ambiente e de gerenciamento de riscos. incremento da eficiência operacional e promoção da obediência às diretrizes administrativas estabelecidas. elaboração de testes de conformidade e proteção dos acionistas. questionário e intimação. (B) discrição. o que gerava um custo para a empresa de R$ 450. em virtude de em períodos anteriores ter constatado que funcionários tiravam cópias de documentos particulares. (A) inventário físico e valor mínimo de venda.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO C) proteção dos ativos. questionário e descrição. com o objetivo de garantir que as demonstrações contábeis estejam adequadas.

d) O auditor pode efetuar o estudo e avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade somente quando for emitir o parecer de auditoria com ressalvas e adverso. Esse procedimento afeta a eficácia da medida de controle interno denominada a) confirmação.com. Prof. e) O auditor pode efetuar o estudo e avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade somente quando for emitir o parecer de auditoria com negativa de opinião. para elaborar e consubstanciar seu relatório circunstanciado sobre os processos de informação e comunicação. Marcelo Aragão www. 13) (Auditor/UFFS/FEPESE/2009) Quanto à avaliação dos controles internos. b) O auditor pode efetuar o estudo e avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade somente quando for emitir o parecer de auditoria com ressalvas. b) segregação. e) atribuição. 11) (TRF/1ª REGIÃO/FCC/2011) Dentre as limitações inerentes dos controles internos. EXCLUI-SE a (A) possibilidade de erros e equívocos humanos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (E) dos processos existentes na companhia. como base para determinar a natureza.pontodosconcursos. 12) (SEFAZ/CE/ESAF/2006) A empresa CompraVia Ltda. (D) falha nos sistemas de informações tecnológicas. é correto afirmar: a) O auditor deve efetuar o estudo e a avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade. de forma escrita. (E) eficácia do desenho do processo. (B) possibilidade de conluio para contornar as normas. d) repartição. determinando aos representantes dos processos a implantação de novos procedimentos e punindo em caso de não-cumprimento. extinguindo-se o setor de Contas a Pagar. (C) burla por administradores. para permitir sua revisão e crítica. deve avaliar se os processos a) transmitem aos funcionários da direção todas as normas da empresa. 14) (Analista/SUSEP/ESAF/2006) O auditor externo.br 70 . determinou que a partir do mês de dezembro as funções de pagamento das compras efetuadas passarão a ser feitas pelo departamento de compras. oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria. c) O auditor pode efetuar o estudo e avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade somente quando for emitir o parecer de auditoria sem e com ressalvas. c) evidenciação.

sem restrição. C) A natureza da entidade é irrelevante para a aplicação dos procedimentos de revisão analítica. 15) (ANALISTA LEGISLATIVO/SENADO/FGV/2009) Não compreende a avaliação do sistema de controle interno: A) determinar os erros ou irregularidades que poderiam acontecer. D) emitir relatório-comentário dando sugestões para o aprimoramento do sistema de controle interno da empresa. alteração. a estrutura organizacional da entidade e os métodos de delegação de autoridade e responsabilidade. No entanto. A) Ao avaliar o ambiente de controle interno existente.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO b) estão todos documentados e disponíveis aos funcionários administrativos e da gerência. B) verificar se o atual sistema de controles internos detectaria de imediato os erros e irregularidades. acesso a arquivos e geração de relatórios.com. Marcelo Aragão www. o auditor deve considerar. E) A responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraude e erros é do auditor independente. e) possibilitam que todos os funcionários tenham acesso às normas da empresa.pontodosconcursos. c) permitem que todos os funcionários entendam suas responsabilidades na estrutura de controles internos. D) A estrutura organizacional e os métodos de administração adotados. bem como a interação de suas atividades com as atividades de outros funcionários. a fim de determinar natureza. existem riscos relacionados Prof. influenciam o auditor ao determinar o risco de auditoria. é irrelevante a adoção de sistemas de informação computadorizados e os controles adotados na sua implantação.br 71 . dentre outros aspectos. C) elaborar o parecer da auditoria contendo o relatório-comentário com as determinações para aperfeiçoamento do sistema. ainda que os mesmos não tenham sido informados. permitem que a maioria dos funcionários possua o entendimento dos processos da empresa e que suas responsabilidades estejam determinadas por escrito. d) elaborados. especialmente quanto a limites de autoridade e responsabilidade. O mesmo não ocorre com as limitações de acesso físico a ativos e registros contábeis e (ou) administrativos. 16) (TCE/TO/CESPE/2009) Acerca das responsabilidades do auditor e das especificidades de seu trabalho assinale a opção correta. B) Para a avaliação dos procedimentos de controle. 17) (Auditor/Petrobrás/Cesgranrio/2010) Uma empresa é formada por diversos processos operacionais que irão fazê-la funcionar adequadamente. E) analisar as fraquezas ou falta de controle que possibilitam a existência de erros ou irregularidades. o que não dispensa a utilização do conhecimento adquirido nas auditorias anteriores como ferramenta útil ao longo desses procedimentos. permitindo a interação entre as diversas atividades de seus funcionários com funcionários de outras áreas. por meio de sugestão de implementação e manutenção de adequado sistema contábil e de controle interno das empresas. data e extensão dos procedimentos de auditoria. podendo executar qualquer função nos processos e nas atividades da empresa. se os seus objetivos forem alcançados.

(D)) não há conformidade entre os controles internos definidos e sua ocorrência no processo.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO aos processos que podem impedir o alcance desses objetivos. que todos os pagamentos deverão ser efetuados mediante a emissão de cheques. C) mitigar os riscos existentes em um grau razoável de segurança. é denominado risco (A) de contingências. a fim de reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo. em seus controles internos de tesouraria. associando os objetivos finais de cada processo ao seu devido risco. 19) (TCE/CE/FCC/2008) A análise dos riscos de auditoria deve ser feita (A) na assinatura do contrato. não acusem uma distorção existente que possa ser relevante. assinados por um diretor e um gerente de tesouraria. aumentando a margem de sucesso na cadeia produtiva. estabelece.com. Marcelo Aragão www. 20) (Auditor/Infraero/FCC/2011) A circunstância de que os procedimentos executados pelo auditor. a função do controle interno é A) extinguir completamente os riscos inerentes aos processos operacionais.br 72 . Nesse sentido. E) avaliar o impacto e a probabilidade de ocorrência de cada risco em relação aos processos e seus objetivos finais. (D) na fase de planejamento dos trabalhos. É correto afirmar que (A) a empresa não possui controles internos para os processos de tesouraria. (C) o tesoureiro é uma pessoa de confiança. (E) na emissão do parecer. para que os objetivos finais dos processos operacionais sejam alcançados. (C) no levantamento das contingências. (E) o diretor financeiro delega a responsabilidade ao tesoureiro pelos pagamentos.A. (B) operacional. garantindo o controle. 21) (ICMS/RIO/FGV/2007) Avalie as afirmativas a seguir: Prof. D) concentrar todos os riscos da empresa em um só processo. não sendo necessário à segregação de funções. já estão assinados pelo diretor financeiro para serem utilizados pelo tesoureiro. individualmente ou em conjunto com outras distorções. (D) substantivo. sem preenchimento dos valores. 18) (ICMS/PB/FCC/2006) A empresa Ordem S. (B) na emissão da carta de responsabilidade da administração. ao entrar na sala do gerente de tesouraria. (B) os controles internos de tesouraria são eficazes para qualquer tipo de desvio financeiro. O auditor. percebe que dois talões de cheques. B) mapear todos os processos operacionais da empresa. (C) inerente. facilitando sua investigação e possível extinção.pontodosconcursos. (E) de detecção.

23) (SEFAZ/SP/ESAF/2009) Sobre os temas ‘risco de auditoria’ e ‘relevância’. Risco inerente é o risco de que um erro ou classificação indevida materiais que possam constar de uma afirmação não sejam evitados ou detectados tempestivamente pelos controles internos da entidade. c) não se devem considerar as avaliações de risco e relevância no seu conjunto. maior será o risco. Assinale: A) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. não sendo permitido considerar nos limites eventuais distorções não identificadas ou projetadas. é correto afirmar que: a) quanto menor for a relevância.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO I. maior será o risco. c) inerência. e) estrutura. em nenhuma hipótese. Marcelo Aragão www. Risco de auditoria é o risco de que o auditor possa inadvertidamente não modificar adequadamente seu parecer sobre demonstrações contábeis que contêm erros ou classificações indevidas materiais.pontodosconcursos. continha um erro de parametrização interna. é verdadeiro afirmar que: a) o processo de avaliação de relevância deve sempre considerar os níveis de risco e as distorções identificadas. menor será a relevância. III. II. b) o auditor. não registrando na contabilidade dez notas fiscais. B) se somente as afirmativas I e IV estiverem corretas. e) quanto maior for o risco. Risco de detecção é o risco de que o auditor não detecte um erro ou classificação indevida relevantes que existam em uma afirmação. Esse risco de auditoria é denominado risco de a) negócio. sendo sempre avaliadas individualmente. pode estabelecer nível de relevância abaixo dos determinados no planejamento.A. O auditor ao realizar os testes de auditoria constata o erro. 24) (Analista/SUSEP/ESAF/2010) Com relação aos níveis de relevância determinados em um processo de auditoria externa. d) quanto maior for a relevância.com. IV. d) os níveis de relevância estabelecidos no planejamento devem ser mantidos. supondo que não haja controles. durante a realização dos trabalhos. b) quanto menor for o risco. 22) (SEFAZ/CE/ESAF/2006) O sistema adquirido pela empresa Certifica S. Risco de controle é a suscetibilidade de uma afirmação a um erro ou classificação indevida materiais. maior será a relevância. E) se todas as afirmativas estiverem corretas. C) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. c) não existe relação entre risco e relevância. b) detecção. d) controle.br 73 . independentemente dos fatores encontrados. D) se somente as afirmativas II e IV estiverem corretas. Prof.

com média probabilidade de ocorrência de erros e/ou fraudes. como fatos previsíveis. d) a resposta ao risco. não podem afetar a qualidade da informação contábil.br 74 . de forma a não permitir concluir que o montante agregado das distorções seja irrelevante. com alta probabilidade de ocorrência de erros e/ou fraudes. b) Revisão e supervisão dos trabalhos de auditoria realizados. e) Diminuição do escopo de exame e redução do número de transações. deve o auditor considerar os efeitos no seu parecer. os testes de auditoria poderão ser suportados por relatórios de confirmação feitos pela administração da empresa. se bem equacionados. ao realizar os procedimentos para avaliação de três processos da empresa a ser auditada. d) Planejamento adequado dos trabalhos de auditoria. ajudam o auditor a reduzir o risco de detecção em uma auditoria. b) a forma como serão gerenciados.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO e) se a administração da entidade auditada negar-se a ajustar as demonstrações contábeis e os procedimentos de auditoria adicionais. 26) (ISS Rio/ESAF/2010) Assinale a opção falsa a respeito dos assuntos que. conforme estabelece as normas de auditoria. e) a presunção de que os riscos. 27) (Analista/CVM/ESAF/2010) No decorrer de uma auditoria. b) deverá aplicar testes considerando grandes amostragens para todas as áreas.com. constatou a seguinte situação: Área 1: Baixo nível de risco. e) deverá efetuar testes em todas as áreas. Marcelo Aragão www. visto que o risco e a probabilidade de ocorrência de erros é baixa. Área 2: Alto nível de risco.pontodosconcursos. aceitação ou compartilhamento. a) Formação de equipes de trabalho com pessoal preparado. considerando as hipóteses de eliminação. Com base nas conclusões acima. pode-se afirmar que o auditor: a) não deverá realizar testes para a área 1. Prof. c) a definição das ações a serem implementadas para prevenir sua ocorrência ou minimizar seu potencial. Área 3: Alto nível de risco. redução. a avaliação de riscos corresponde à análise da relevância dos riscos identificados com base nos seguintes aspectos. c) Aplicação do ceticismo profissional. exceto: a) a avaliação da probabilidade de sua ocorrência. c) somente deverá realizar testes nas áreas 2 e 3. d) em decorrência da probabilidade baixa e média nos itens 1 e 2. com baixa probabilidade de ocorrência de erros e/ou fraudes. as quais apresentam risco alto. 25) (Analista/SUSEP/ESAF/2010) O auditor externo.

Prof. (E) processo. (C) evidência de auditoria apropriada e suficiente para a redução do risco de auditoria a um nível aceitável baixo. limitando-se a revisão dos documentos selecionados por amostra estatística. (C) seleção originada do direcionamento da amostra para uma escolha conduzida. não constatou a existência de dois processos trabalhistas. 29) (Analista/TRT/4ª Região/FCC/2011) Conforme prevê a Resolução nº 1. dentro do processo de revisão analítica. o auditor está reduzindo a possibilidade de risco de (A) controle decorrente da utilização de critérios aleatórios. (D) confirmação de que as demonstrações contábeis não apresentam quaisquer níveis de fraude ou erro. independentemente do nível de risco oferecido.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 28) (ICMS/SP/FCC/2009) O auditor externo. Os processos não foram provisionados pela empresa. não inclui A) enfatizar para a equipe de auditoria a necessidade de manter o ceticismo profissional B) solicitar ao responsável da empresa pela área. carta declarando sua responsabilidade pelos riscos C) fornecer mais supervisão para diminuir a probabilidade do risco. (C) negócio.pontodosconcursos. (E) confirmação do risco inerente da entidade. (B) confirmação dos eventos.214/09 do CFC. ao verificar os passivos contingenciais da empresa auditada. que é igual para todas as classes relacionadas de transações apresentadas nas demonstrações contábeis. mas tinham possível probabilidade de ocorrência de perda. (D) detecção. (B) detecção por não utilizar critérios probabilísticos e não-probabilísticos conjuntamente. ainda que haja indícios de fraude. sem a necessidade de confirmação da fidedignidade dos documentos. dentre as respostas gerais para tratar os riscos avaliados de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis. (B) contabilidade. E) designar pessoal mais experiente ou aqueles com habilidades especiais ou usar especialistas. deve-se obter (A) documentação mínima que suporte o processo de auditoria independente. Esse evento representa um risco de (A) controle. realizando os procedimentos necessários para avaliação dessa área. D) incorporar elementos adicionais de imprevisibilidade na seleção dos procedimentos adicionais de auditoria a serem executados. 30) (TRF/1ª REGIÃO/FCC/2011) No processo de auditoria. 31) (TCE/AM/FCC/2008) Ao utilizar o método de amostragem estatística em substituição ao não-estatístico para a seleção de base de dados.br 75 .com. Marcelo Aragão www. para emissão de relatório.

(E) uma paridade ao modelo estabelecido conjuntamente com a empresa a ser auditada em suas operações. (E) amostragem decorrente da não utilização das leis de probabilidades. o método (A))do quociente. Prof. (E) da soma. (D) uma relação direta com o volume de transações realizadas pela entidade na área a ser auditada. (D) casual. (C) um modelo de seleção que não permita haver erro tolerável.br 76 . Marcelo Aragão www. 35) (AUDITOR/TCE/AL/FCC/2008) O plano de amostragem probabilística que pressupõe a disposição dos itens de uma população em subgrupos heterogêneos representativos da população global é denominado amostragem: (A) aleatória simples. (E) randômica. (B) procedimentos que não permitam a estratificação da amostra pela empresa a ser auditada. (B) do desvio padrão. 33) (ICMS/PB/FCC/2006) É um método aceitável para projeção de erros em amostras não-estatísticas. (D) estratificada. está utilizando uma técnica denominada amostragem (A) por conglomerado. (B) casual. sob pena de ocorrerem riscos decorrentes da utilização do julgamento pessoal do auditor sobre os itens a serem selecionados. visto que o mesmo permite erro de detecção. 32) (Auditor/SP/FCC/2007) Quando o auditor efetua a seleção da amostra com base na sua experiência profissional.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (D) informação devido à falta de critério na seleção pelo método nãoestatístico.com.pontodosconcursos. é correto afirmar: (A) A amostragem utilizada em auditoria é necessariamente probabilística. 36) (Auditor/Infraero/FCC/2011) Em relação à utilização de amostragem na auditoria. (B) estratificada. o auditor deve estabelecer (A) uma relação inversa ao volume de operações efetuadas pela entidade na área a ser auditada. (C) por intervalos. (C) da estratificação. (E) não randômica. 34) (Auditor/Jaboatão Guararapes/FCC/2006) Ao definir a amostra. (C) baseada no julgamento pessoal do auditor. (D) de interpolação.

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (B) A estratificação é o processo de dividir uma população em subpopulações. o auditor deve reconsiderar sua avaliação anterior do risco de amostragem e. considerar a possibilidade de ampliar o procedimento de auditoria ou executar procedimentos de auditoria alternativos. (C) proibir o uso de seleção casual. a ser utilizada quando os valores do componente patrimonial apresentam grande índice de dispersão. 39) (Câmara dos Deputados/FCC/2007) Deve o auditor. cada qual contendo um grupo de unidades de amostragem com características heterogêneas.pontodosconcursos. NÃO se refere à definição de uma amostragem de auditoria (A) a possibilidade de existência de fraude. ainda assim. (E) geométrica. determinou que fossem separadas as notas com último dígito representado pelo número cinco. (B) efetuar seleção sistemática. (E) desconsiderar o erro tolerável. (E) com o objetivo de aprofundar riscos de fraude ou de erro nos controles internos.com. (C) aleatória. Marcelo Aragão www. (B) randômica. 38) (TCM/CE/FCC/2010) Conforme normas técnicas de auditoria independente. (B) sistemática. 40) (Analista Auditor/TJ/PI/FCC/2009) Seleção casual da amostragem é o tipo de seleção (A) aleatória. (D) baseada na experiência profissional do auditor. Prof. (B) os fins específicos da auditoria. (A) utilizar somente métodos estatísticos. a ser utilizada quando os valores do componente patrimonial apresentam grande índice de dispersão. (E) Quando o erro projetado for inferior ao erro tolerável. (C) O tamanho da amostra a ser determinada pelo auditor deve considerar o risco de amostragem. concluir que o resultado da amostra atingiu o objetivo da auditoria. Esse procedimento representa uma seleção (A) casual. bem como os erros toleráveis e os esperados. no Processo de amostragem. (C) a população da qual o auditor deseja extrair a amostra. (D) direcionada. 37) (ICMS/SP/FCC/2009) O auditor. (C) estratificada. (E) a natureza da evidência da auditoria.br 77 . (D) as condições de desvio ou distorção. (D) O erro tolerável é o erro mínimo na população que o auditor está disposto a aceitar e. ao escolher as notas fiscais a serem examinadas. se esse risco for inaceitável. (D) eliminar o risco de amostragem. com o objetivo de aumentar o risco de detecção.

A 38 .E 29 .B 37 .A 28 .D 33 .A 4-D 9-E 14 .B 26 .B 5-C 10 .C 22 .E 36 .D 27 .E 31 .B 40 .D Prof.D 24 .E 30 .D 39 .C 20 .D 23 .C 35 .pontodosconcursos.A 18 .AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO GABARITO: 1–A 6–E 11 – E 16 .E 25 .B 3-E 8-A 13 .com.br 78 .C 15 .B 17 .E 32 . Marcelo Aragão www.C 19 .A 21 .B 34 .C 2-E 7-C 12 .

Evidências e Documentação de Auditoria. veremos quais são os procedimentos básicos que são aplicados pelo auditor para obtenção de evidência. etapa em que o auditor contábil toma decisões sobre relevância e sobre os componentes do risco de auditoria e elabora o plano de trabalho. Observação. o auditor aplica procedimentos de auditoria para obtenção de evidência suficiente a apropriada que lhe permita a formação de opinião sobre as demonstrações contábeis. Cálculo.br 1 . Auditoria dos Componentes Patrimoniais. Auditoria das Contas de Resultado.AUDITORIA PARA ISS/SP Prezados. Testes de Auditoria: Substantivos. Investigação e Confirmação. Ao executar o plano. de Observância. serão abordados os seguintes assuntos: Procedimentos de Auditoria: Inspeção. O gráfico abaixo demonstra resumidamente o processo de execução da auditoria: DEFINIÇÃO DO PLANO DE AUDITORIA OBTENÇÃO DE EVIDÊNCIA MEDIANTE PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA ANÁLISE DA EVIDÊNCIA OBTIDA COMUNICAÇÃO DE RESULTADOS MEDIANTE RELATÓRIO/PARECER E OUTRAS COMUNICAÇÕES A seguir. www. Procedimentos Analíticos. A aula desta semana é sobre a execução da auditoria. Revisão Analítica.com. vimos o processo de planejamento da auditoria. ou seja.pontodosconcursos. Portanto. sobre os testes e procedimentos que são aplicados pelo auditor. Na aula anterior.

tomadas em conjunto. os procedimentos de auditoria são os seguintes: Inspeção envolve o exame de registros ou documentos. Assim. mediante índices. os procedimentos são ferramentas técnicas. observação – acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução. Segundo a NBCT11. registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias. das quais o auditor se utiliza para a realização de seu trabalho. quantidades absolutas ou outros meios. investigação e confirmação – obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação.pontodosconcursos. com vistas à obtenção de diferentes tipos de evidências ou ao tratamento de informações.AUDITORIA PARA ISS/SP PROCEDIMENTOS BÁSICOS DE AUDITORIA Procedimentos de auditoria são as investigações técnicas que. a observação pelo auditor da contagem do estoque pelos empregados da entidade ou da execução de atividades de controle. www. internos ou externos. ou o exame físico de um ativo. à luz das novas normas. e revisão analítica – verificação do comportamento de valores significativos.com. com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. cálculo – conferência da exatidão aritmética de documentos comprobatórios. documentos e de ativos tangíveis.br 2 . por exemplo. Já as normas atualmente em vigor do CFC (as NBC TA) acrescentam mais dois procedimentos aos cinco previstos nas normas anteriores. dentro ou fora da entidade. permitem a formação fundamentada da opinião do auditor sobre as demonstrações financeiras ou sobre o trabalho realizado. que são a reexecução e a indagação. em forma eletrônica ou em outras mídias. quocientes. em forma de papel. Observação consiste no exame de processo ou procedimento executado por outros. o auditor deveria aplicar os seguintes procedimentos básicos ou técnicas de auditoria: inspeção – exame de registros. Assim.

tendo como referência o que nos ensinam alguns autores consagrados. INSPEÇÃO OU EXAME DA DOCUMENTAÇÃO ORIGINAL O exame documental é uma das técnicas mais utilizadas em auditoria. Considerando que a banca pode elaborar questões com base na doutrina. As indagações podem incluir desde indagações escritas formais até indagações orais informais. dentro ou fora da entidade. Os procedimentos analíticos incluem também a investigação de flutuações e relações identificadas que sejam inconsistentes com outras informações relevantes ou que se desviem significativamente dos valores previstos. além de outros procedimentos de auditoria. financeiro e não financeiro. A indagação é utilizada extensamente em toda a auditoria. confundida com a própria auditoria.br 3 .AUDITORIA PARA ISS/SP Confirmação externa uma confirmação externa representa evidência de auditoria obtida pelo auditor como resposta escrita de terceiro (a parte que confirma) ao auditor. Recálculo consiste na verificação da exatidão matemática de documentos ou registros. sendo muitas vezes. Reexecução envolve a execução independente pelo auditor de procedimentos ou controles que foram originalmente realizados como parte do controle interno da entidade.pontodosconcursos. No exame documental. Procedimentos analíticos consistem em avaliação das informações feitas por meio de estudo das relações plausíveis entre dados financeiros e não financeiros. Indagação consiste na busca de informações junto a pessoas com conhecimento. A avaliação das respostas às indagações é parte integral do processo de indagação. por falta de conhecimento daqueles que executam o trabalho. se a transação e a documentação suporte foram por pessoas responsáveis e se a operação realizada é adequada em função das atividades da entidade. devemos estudar mais um pouco a respeito dos procedimentos básicos de auditoria. a equipe deverá observar se as transações realizadas estão devidamente documentadas. em forma escrita. se a documentação que suporta a operação contém indícios de inidoneidade. www. O recálculo pode ser realizado manual ou eletronicamente. como segue.com. eletrônica ou em outra mídia.

O exame físico realizado pelo auditor relativamente à existência dos estoques de uma entidade tem por objetivo a constatação visual de que estes existem nas quantidades apuradas. Esse exame deve possuir as seguintes características: existência física: comprovação visual da existência do item. autenticidade: constatar se a documentação é fidedigna e merece crédito. ou não. normalidade. A inspeção de itens individuais do estoque pode acompanhar a observação da contagem do estoque. a documentação é hábil e houve correspondência contábil.pontodosconcursos. INSPEÇÃO FÍSICA OU DE BENS TANGÍVEIS Consiste na constatação “in loco”. quantidade: apuração adequada da quantidade real física. autenticidade: discernimento da fidedignidade do item. e registro: comprovar que o registro das operações foi adequado.br 4 . fiscal etc. Tratase de um procedimento complementar que permite ao auditor verificar se há correspondência nos registros da entidade auditada.) e os bens não-circulantes (bens móveis e imóveis). e qualidade: comprovação visual ou laboratorial de que o objeto examinado permanece em perfeitas condições de uso. O exame físico não existe por si só. que deverá fornecer à equipe a certeza da existência. do objeto ou item verificado.AUDITORIA PARA ISS/SP Consiste na análise da adequação dos documentos comprobatórios dos fatos auditados.com. etc. Também podem ser objeto de inspeção física o dinheiro em caixa. normalidade: constatar que a transação refere-se à operação normal e de acordo com os objetivos da empresa. aprovação: verificação de que a operação e os documentos foram aprovados por pessoa autorizada. títulos de aplicações financeiras. devendo o auditor atentar para a autenticidade. www. títulos (ações. aprovação e registro.

por si e ao mesmo tempo. de alguma utilidade em quase todas as fases do exame e não devendo jamais ser omitida ou negligenciada. ao final. que colocada em prática possibilitará que sejam identificados quaisquer problemas no item em exame. OBSERVAÇÃO DAS ATIVIDADES É análise dos fatos durante a sua ocorrência. pois envolve o poder de constatação visual do auditor. a equipe não deve se limitar a conferir os cálculos realizados por terceiros. A observação fornece evidência de auditoria a respeito da execução de processo ou procedimento. com aqueles apresentados pelo auditado. www. São objetos de observação as pessoas. na aplicação da técnica. e d) cálculos dos juros provisionados. para certificar a correção dos registros e demonstrações. os procedimentos e os processos. conhecimentos. talvez. e é uma técnica dependente da argúcia. Esta técnica pode revelar erros. e experiências do Auditor. geralmente o cálculo é utilizado como teste substantivo. Em auditorias contábeis. As transações para as quais o auditor utiliza esse procedimento são: a) cálculos de valores de estoques. problemas ou deficiências através de exames visuais. números etc. Objetiva a conferência das operações que envolvam cálculos. o mais simples e o mais completo. mas é limitada ao ponto no tempo em que a observação ocorre e pelo fato de que o ato de ser observado pode afetar a maneira como o processo ou procedimento é executado. Consiste em olhar como um determinado processo ou procedimento está sendo executado por outros. fazendo-se necessária a efetivação de cálculos próprios.AUDITORIA PARA ISS/SP RECÁLCULO OU CONFERÊNCIA DE CÁLCULOS Este procedimento é. a mais generalizada de todas as técnicas de auditoria. b) cálculos de amortização de despesas antecipadas e diferidas. É. sendo. c) cálculos de depreciações dos bens do ativo imobilizado.com. Ela não se aplica à verificação específica de problemas. É a técnica de auditoria mais intrínseca.pontodosconcursos. Muito embora os valores auditados possam ter sido conferidos pela entidade. que serão comparados. Esta técnica é amplamente utilizada em virtude da quase totalidade das operações de uma entidade auditada envolver valores.br 5 . da forma que o fazem a circularização ou a conferência de cálculos. A observação é aplicada em todos os tipos de auditoria. ao contrário. é de grande importância que sejam reconferidos.

A circularização positiva pode ser utilizada de duas formas: . qual a situação desses negócios. execução de processos. em carta dirigida diretamente ao auditor (resposta por escrito). direitos a www. No planejamento dos trabalhos. por exemplo).pontodosconcursos. Esse procedimento só tem validade para comprovação de autoria quando o gerente ou responsável ligado ao assunto a comprovar tem participação no processo. em data determinada.br 6 .AUDITORIA PARA ISS/SP OBSERVAÇÃO: A diferença entre as técnicas de observação direta e inspeção física é que enquanto a inspeção física é aplicada para situações estáticas (equipamentos.em branco . junto a terceiros. b) negativo . ficam a remessa e a obtenção das respostas dos pedidos circularizados sob controle do auditor. e . bens de propriedade da empresa em poder de terceiros.não contém a indicação dos valores.quando a resposta somente for necessária em caso de discordância da pessoa de quem se quer obter a confirmação. instalações e infraestrutura em geral) a observação direta é indicada para situações dinâmicas (prestação de serviços. usados pela auditoria. de fatos alegados pela entidade. Em auditorias contábeis essa técnica é utilizada para confirmar. são: a) positivo – quando há necessidade de resposta da pessoa de quem se quer obter uma confirmação formal. CONFIRMAÇÃO DIRETA OU CIRCULARIZAÇÃO Consiste na confirmação. a equipe deve considerar as partes externas que podem ser circularizadas e os objetivos de auditoria que poderão ser satisfeitos pela circularização. porém. por meio de cartas.registra os valores ou quantidades para os quais se quer a confirmação da pessoa consultada ou respondente.com. Os dois tipos de pedidos de confirmação de dados. solicitando que confirmem. A circularização consiste em fazer com que o auditado expeça cartas dirigidas a empresas e a pessoas com as quais mantém relação de negócios.em preto .

as respostas às indagações fornecem uma base para que o auditor modifique ou realize procedimentos de auditoria adicionais. mas de pequeno valor individual.AUDITORIA PARA ISS/SP receber.com. ou seja. www. a informação disponível para suportar a intenção da administração pode ser limitada. obrigações. por parte do auditado. dos dados ou respostas dos itens objeto do processo da circularização.pontodosconcursos. para confirmar a existência de ativos ou a omissão de passivos. mas de valor individual relevante. no caso de indagações sobre a intenção da administração. das razões por ela alegadas para escolher determinado curso de ação. Nesses casos. A circularização de passivos sempre se revela mais eficaz do que a circularização de ativos. Em alguns casos. Esta técnica é indicada nos casos em que é desejável evitar que haja influência ou modificação. Deve-se utilizar a circularização negativa apenas em situações ou contas de baixo risco. contas do ativo com poucos itens. as respostas podem fornecer informações significativamente divergentes das informações que o auditor obteve. em apontar possíveis irregularidades. etc. Embora a corroboração da evidência obtida por meio da indagação muitas vezes seja de particular importância. pois o credor tem mais interesse em confirmar seu crédito ou. Por outro lado. ATENÇÃO: Recomenda-se utilizar a confirmação positiva para confirmar informações junto aos advogados da entidade auditada. até mesmo. e contas de passivo. o entendimento do histórico da administração na realização de intenções por ela formuladas. As respostas às indagações podem fornecer ao auditor informações não obtidas anteriormente ou evidência de auditoria comprobatória. e sua capacidade de seguir um curso de ação específico. por exemplo. recomenda-se utilizar a confirmação negativa para contas do ativo com muitos itens. informações referentes à possibilidade da administração burlar os controles.br 7 . podem fornecer informações relevantes para corroborar a evidência obtida por meio de indagação. Alternativamente. INDAGAÇÃO OU ENTREVISTA Consiste na formulação de perguntas e obtenção de respostas satisfatórias.

quantidades absolutas ou outros meios. Exemplo: recebimento de duplicatas a receber. quocientes. o auditor pode considerar necessário obter representações formais da administração (cartas da administração) e. À medida que for observado o relacionamento entre estas. com vistas à identificação de situações ou tendências atípicas. como uma verificação conclusiva para determinar se o item em questão está correto e. Em auditorias contábeis. devendo o auditor. o auditor também utiliza a revisão analítica na fase de execução e até mesmo na finalização do trabalho. mediante índices. quando apropriado. Durante os trabalhos realizados pelo auditor. CORRELAÇÃO DAS INFORMAÇÕES OBTIDAS – a correlação das informações obtidas nada mais é do que o relacionamento harmônico do sistema contábil de partidas dobradas.com. uma informação obtida.AUDITORIA PARA ISS/SP No que diz respeito a alguns assuntos. caso não esteja. para tanto. Quando essa técnica é colocada em prática. Esta técnica envolve o inter-relacionamento de contas específicas durante o período e comparação com dados de anos anteriores. entre outras. uma análise. dos responsáveis pela governança. no momento. certamente executará serviços que terão relações com outras áreas do balanço ou do resultado do exercício. realmente é fidedigno. que pode ser um documento. que www. OUTRAS TÉCNICAS ABORDADAS NA DOUTRINA: INVESTIGAÇÃO MINUCIOSA – a investigação minuciosa nada mais é que o exame em profundidade da matéria auditada. orçamentos ou outros valores esperados. para confirmar respostas a indagações verbais. Todavia.pontodosconcursos. para verificar tendências ou situações anormais. tem por objetivo certificar que o objetivo auditado. ter os conhecimentos necessários para detectar a existência de quaisquer anomalias.br 8 . que perguntas têm de ser respondidas e que informação é necessária para ter certeza de que o auditor compreende a atividade em exame. a revisão analítica é geralmente utilizada na fase de visita preliminar ou de planejamento. o auditor estará efetuando a correlação das informações obtidas. REVISÃO ANALÍTICA Objetiva verificar o comportamento de valores significativos.

com. TESTES DE AUDITORIA Os testes de auditoria constituem o processo pelo qual o auditor reúne elementos comprobatórios que lhe permitam opinar sobre as demonstrações financeiras. testes de controles ou testes substantivos. vamos estudar os testes de controles e os testes substantivos. nas seguintes categorias: Procedimentos de avaliação de riscos. Os procedimentos de auditoria vistos no tópico anterior podem ser utilizados como procedimentos de avaliação de riscos. Vamos agora estudar a classificação dos procedimentos de auditoria conforme seus objetivos: testes de controles e testes substantivos.pontodosconcursos.AUDITORIA PARA ISS/SP afetam as disponibilidades e contas a receber. Os testes de controle são também denominados de testes de procedimentos. inclusive testes de detalhes de saldos e transações e procedimentos analíticos substantivos. dependendo do contexto em que sejam aplicados pelo auditor. www. de acordo com os seus objetivos. Nesta aula. Testes de controles (ou de observância) Os testes de controles visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento. Assim. podemos classificar os procedimentos de auditoria das demonstrações contábeis. Vimos na aula anterior os procedimentos de avaliação de riscos.br 9 . divididos em: testes de controles ou de observância. e testes ou procedimentos substantivos. e Procedimentos adicionais de auditoria. testes de aderência ou testes de observância.

deve definir com clareza quais são os controles-chave da unidade auditada e quais as implicações decorrentes da ausência de efetividade desses controles. Exemplos simplificados: 1) Procedimento de compra de material – a norma estabelece a necessidade de uma prévia requisição do material. qual o padrão aceitável (critérios) e o que poderão ser considerados como desvios de controle. é desejável que. Apesar de não haver obrigação de realizar os testes de controles. Em seguida. Por exemplo.AUDITORIA PARA ISS/SP Conforme nos ensina Silvio Aparecido Crepaldi. seja obrigatória a realização dos testes de controles ou de aderência. pode ser considerada como uma falha ou desvio de controle. 2) Procedimento de recebimento de material em estoque – a norma prevê que todo o recebimento de material deve ser mediante nota fiscal devidamente atestada pelo setor de almoxarifado. A aferição da efetividade dos diversos controles internos é de grande relevância para que o auditor possa dimensionar a natureza e o escopo (extensão e profundidade) dos testes substantivos a serem realizados.pontodosconcursos.com. definindo. pelo setor ou pessoa responsável. o auditor. e não o registro correto das transações. sempre que o plano de auditoria for elaborado pressupondo confiança nos controles internos. de forma prévia.br 10 . de início. pelo setor interessado (critério). Testes substantivos www. Portanto. O teste de correção da codificação seria um teste substantivo. A ausência de tal requisição poderá ser definida como um desvio de controle. esse teste relativo à aprovação constitui um teste de observância e não se levará em conta se a codificação das faturas é uma realidade concreta. a ausência de atesto em nota fiscal. deverá planejar testes específicos para cada um desses controles. o auditor pode verificar que o empregado de contas a pagar aprovou cada fatura para codificação de contas. destinam-se a provar a credibilidade dos procedimentos de controles da empresa. Para aplicação dos testes de controles. Testes de controles são realizados para fornecer evidências sobre a eficácia do desenho e da operação das políticas e procedimentos da estrutura de controles internos.

e assim. deve haver maior volume de testes substantivos sobre determinada operação ou conta. pode ser que o risco inerente seja baixo. e www. Os testes substantivos têm como propósito as conclusões acima. que podem ou não ser realizados pela auditoria. o que representaria uma vulnerabilidade de baixa a moderada.com. direitos e obrigações – se efetivamente existentes em certa data. a vulnerabilidade será alta e. classificados e descritos de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade.AUDITORIA PARA ISS/SP Testes substantivos são procedimentos de auditoria que visam à obtenção de evidência quanto à suficiência. conseqüentemente. mas os controles internos fracos. divulgados. O objetivo dos testes substantivos é que o auditor certifique-se da correção de um ou mais dos seguintes pontos: existência – se o componente patrimonial existe em certa data.pontodosconcursos. pois constituem o núcleo da realização dos trabalhos de auditoria. aferida em função da avaliação de riscos e de controles internos. Por fim. exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade. ocorrência – se a transação de fato ocorreu. que dizem respeito aos tipos de afirmações contidas em demonstrações contábeis. cabe destacar que os testes substantivos subdividem-se em: Procedimentos de revisão analítica. por diante. Os testes substantivos são dimensionados conforme a vulnerabilidade ou probabilidade de erros e irregularidades. os testes substantivos devem sempre ser realizados.br 11 . e mensuração. Por outro lado. Por exemplo: Se o risco inerente for alto e os controles internos fracos. Ao contrário dos testes de controles. abrangência – se todas as transações estão registradas. apresentação e divulgação – se os itens estão avaliados.

durante a revisão analítica. Os procedimentos de revisão analítica envolvem o cálculo e a utilização de índices financeiros simples. Procedimentos de revisão analítica Procedimentos de revisão analítica correspondem a uma modalidade de testes substantivos de elementos econômico-financeiros por meio de análise e comparação do relacionamento entre eles. por exemplo). De acordo com Crepaldi. b) a natureza da entidade e o conhecimento adquirido nas auditorias anteriores. não obtiver informações objetivas suficientes para dirimir as questões suscitadas. ou ainda outras alterações de origem inusitada. Na aplicação dos procedimentos de revisão analítica.br 12 . aplicando novos procedimentos de auditoria. Os últimos podem contemplar a utilização tanto de dados financeiros como nãofinanceiros (quantidade de empregados. suas causas devem ser investigadas se o auditor as julgar como indícios de anormalidades com significativa influência no resultado do seu exame. a execução dos procedimentos de revisão analítica poderá indicar a necessidade de procedimentos adicionais ou a redução de outros. e c) a disponibilidade de informações. até alcançar conclusões satisfatórias. tal com análise de regressão. Se o auditor. inclusive análise vertical de demonstrações. se os procedimentos de revisão analítica acusarem variações inesperadas no relacionamento entre os elementos. confiabilidade e comparabilidade. Em outras palavras. deve efetuar verificações adicionais. ou a existência de flutuações que seriam esperadas. sua relevância.com.AUDITORIA PARA ISS/SP Testes de detalhes de saldos e transações. comparação de quantias reais com dados históricos ou orçados e utilização de modelos matemáticos e estatísticos. o auditor deve considerar: a) o objetivo dos procedimentos e o grau de confiabilidade dos resultados alcançáveis. www.pontodosconcursos.

Nesse caso. A extensão da utilização de cada tipo depende da conta em análise e de fatores tais como eficácia e custo relativos. Testes de detalhes de saldos envolvem o exame da fundamentação do saldo final diretamente – confirmando o saldo final de contas a receber diretamente com o cliente.pontodosconcursos. Testes detalhados de saldos e transações Procedimentos de revisão analítica por si só podem não ser suficientes para que o auditor chegue a uma conclusão segura sobre as afirmações contidas nas demonstrações. a técnica utilizada é a inspeção de documentos e registros.com. tipos e épocas de aplicação dos procedimentos de auditoria. de forma a ajudar o auditor no planejamento do serviço de auditoria e na determinação do volume. Os tipos de testes substantivos são complementares. no final da auditoria. passivo. como vimos. o qual se emprega antes de ter início a auditoria. o auditor pode realizar testes de transações para determinar que tanto os controles internos aplicáveis à empresa foram www. alertamos: Os procedimentos de revisão analítica possuem três funções distintas e podem ser realizados em três momentos da auditoria: 1. devendo ser complementada na visita final. Atenção! Vocês já ouviram falar em teste de dupla finalidade ou duplo propósito? Em alguns casos. receitas e despesas. Porém. é a circularização.br 13 . defendem que a revisão analítica deve ser efetuada na visita preliminar e antes dos testes nas contas de ativo. Testes de detalhes de transações envolvem o exame de documentos que suportam o lançamento de transações específicas em determinadas contas. sendo necessários testes detalhados de saldos e transações. como técnica de obtenção de evidência durante a mesma. e 3. por exemplo. como por exemplo. Como instrumento de planejamento. Como revisão final das demonstrações financeiras.AUDITORIA PARA ISS/SP Alguns autores. Marcelo Cavalcanti Almeida. A técnica utilizada. Como elemento de auditoria. 2.

São os chamados procedimentos descendentes De outro. Descendentes: avaliar evidência sobre demonstrações contábeis esperadas. b) a soma a menor dos registros ou do razão geral. Testes para superavaliação e testes para subavaliação No teste para superavaliação. agindo de forma contrária à do teste de superavaliação. o auditor parte do valor registrado no razão geral para o documento-suporte da transação. utilizam seu entendimento do negócio e combinando-o com o entendimento das vantagens competitivas do cliente.com. Testes descentes e ascendentes William Boynton e outros autores ensinam que auditores geralmente abordam uma auditoria em duas direções. b) a soma a maior dos registros. aplicando os chamados procedimentos ascendentes. Um dos desafios da auditoria é manter o equilíbrio entre as duas abordagens. a) a não inclusão do documento no registro inicial.pontodosconcursos. por exemplo. e c) o transporte a maior do valor do documento para o registro inicial e do valor de um registro para outro ou para o razão geral. desenvolvem expectativas sobre as demonstrações contábeis.br 14 . O objetivo dos testes para subavaliação é identificar subavaliação de créditos. O objetivo desses procedimentos é detectar superavaliação de débitos. verificando: a) a falta de documento ou documento não válido. No teste para subavaliação o auditor parte do documento para o razão geral.AUDITORIA PARA ISS/SP cumpridos no processamento das transações (testes de controles) como os detalhes foram lançados corretamente no diário ou no razão. verificando. Classificação dos testes conforme a direção Os procedimentos de auditoria podem ser aplicados com o propósito de verificar se o saldo de uma conta pode estar errado para mais (superavaliação) ou para menos (subavaliação). simultaneamente. c) transporte a menor do valor do documento para o registro inicial e do valor de um registro para outro ou para o razão geral. auditam os registros de transações individuais e a acumulação de tais transações. baseadas o conhecimento da entidade e de seu negócio www. conforme ilustrado na figura abaixo. De um lado. Um teste que vise a ambos os objetivos (observância e substantivo) é denominado de testes de dupla finalidade.

A alternativa correta é a letra “e”.AUDITORIA PARA ISS/SP Demonstrações financeiras Ascendentes: avaliar evidências que fundamentam transações e sua acumulação nas demonstrações contábeis Bom.br 15 . com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. Lembro que as questões estão ao final da aula sem os comentários. consiste no(a): a) exame de registros. c) obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. www. a letra “b” corresponde à observação. a letra “c” é a investigação e confirmação. d) conferência da exatidão aritmética de documentos comprobatórios.pontodosconcursos. o auditor deve considerar os seguintes procedimentos técnicos básicos. Um deles – a revisão analítica – tal como a define a NBC-T-11. a letra “d” refere-se ao cálculo. quantidades absolutas ou outros meios. A seguir. mediante índices. comentamos algumas questões interessantes sobre procedimentos básicos e testes de auditoria. documentos e de ativos tangíveis.com. pessoal. dentro e fora da entidade. A letra “a” corresponde à inspeção. dentro ou fora da entidade. o auditor deve considerar alguns procedimentos técnicos básicos. vamos exercitar um pouco. 1) (AFC/CGU/ESAF/2008) Quando da aplicação dos testes de observância e substantivos. 2) (AFTE/RS/FUNDATEC/2009) Na aplicação dos testes de observância e substantivos. quocientes. e) verificação do comportamento de valores significativos. registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias. b) acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução. exceto: A) investigação e confirmação – obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação.

De acordo com a norma. o auditor deve considerar os seguintes procedimentos técnicos básicos: a inspeção. as cartas serão enviadas apenas às empresas e pessoas selecionadas mediante amostragem. registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias. a observação. em data determinada. que consiste em fazer com que o auditado expeça cartas dirigidas a empresas e a pessoas com as quais mantém relação de negócios. na aplicação dos testes de observância e substantivos. a investigação e confirmação. A questão trata dos cinco procedimentos básicos de auditoria. entre outros fatores. 3) (AUDITOR/MG/CESPE/2008) A confirmação externa. C As divergências entre os registros do cliente e os de terceiros só serão consideradas válidas mediante reconhecimento por parte do cliente. as informações prestadas por terceiros devem ser previamente compartilhadas com o cliente e por ele reconhecidas. os valores constantes dos livros do cliente devem ser obrigatoriamente discriminados. em carta dirigida diretamente ao auditor. D Se a resposta for considerada muito relevante. A questão trata do procedimento ou técnica de auditoria denominada de confirmação externa ou circularização.br 16 . solicitando confirmação a respeito da situação desses negócios em data determinada. B As cartas são assinadas pelos auditores. www. sua falta implicará na emissão de parecer com abstenção de opinião.com. assinale a opção correta. o cálculo e a revisão analítica. A Na correspondência encaminhada.AUDITORIA PARA ISS/SP B) comparação – dados realizados com os dados projetados. Acerca da confirmação externa. considerando. E) cálculo – conferência da exatidão aritmética de documentos comprobatórios. D) observação – acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução. solicitando que confirmem. qual a situação desses negócios. as limitações de tempo. percebe-se que a letra B está incorreta. Examinando os itens da questão.pontodosconcursos. E Decidida a aplicação da confirmação. C) inspeção – exame de registros. previstos na NBC T11. ou circularização. os custos do procedimento e os riscos associados. documentos e de ativos tangíveis. consiste na expedição de cartas a empresas ou pessoas com as quais o auditado mantém relações de negócios. pois o nome da técnica é revisão analítica e não comparação.

(C) cálculo e observação / revisão confirmativa.com. A alternativa “D” está incorreta. pois as divergências são verificadas pelos auditores.AUDITORIA PARA ISS/SP A alternativa “A” está incorreta. dentro ou fora da entidade. a título de teste. A alternativa “E” está correta (gabarito da questão). mediante índices. mesmo diante da limitação inicial. As cartas são preparadas e expedidas pelo auditor.br 17 . respectivamente: (A) inspeção e investigação / inspeção dedutiva. (D) investigação e confirmação / revisão analítica. 4) (ICMS/RIO/FGV/2009) Avalie as seguintes situações: I. A alternativa “B” está incorreta. entre outros fatores. as cartas serão enviadas apenas às empresas e pessoas selecionadas mediante amostragem. sendo necessário incluir porcentagem de saldos e valores menores. as limitações de tempo. quocientes. Os procedimentos técnicos aplicáveis a essas situações são. www. (B) revisão e análise / confirmação analítica. pois decidida a aplicação da confirmação.pontodosconcursos. mas assinadas pela administração. considerando. A alternativa “C” está incorreta. As informações prestadas por terceiros são enviadas diretamente aos auditores. os custos do procedimento e os riscos associados. Hilário Franco e Ernesto Marra ensinam que. com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. dependendo das circunstâncias e do impacto sobre os objetivos do trabalho. II. ensejando. parecer com ressalva ou negativa de opinião. pois a ausência da resposta pode significar uma limitação relevante para a auditoria. não devendo ser conferidas pela administração. poderia levar o auditor a conseguir superar a limitação mediante procedimentos alternatives. pelo princípio da relevância. solicita-se a circularização para devedores e credores acima de determinada quantia. O auditor deve obter informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. o que não o obrigaria a modificar o seu parecer. pois podem ser discriminados os valores (circularização positiva em preto) ou não registrados os valores a serem confirmados pelo respondente (circularização positiva em branco). Vale notar ainda que a ausência da resposta. quantidades absolutas ou outros meios. O auditor verifica o comportamento de valores significativos. Deve-se contemplar 10% ou mais das firmas fornecedoras e pelo menos 80% do valor da conta fornecedor.

d) observação.A. A revisão analítica é um procedimento utilizado em toda auditoria contábil e compreende estudo e www.br 18 . c) cálculo.A. e) confronto. d) inspeção. possui prejuízos fiscais apurados nos últimos três anos. A situação I corresponde ao procedimento técnico da investigação e confirmação (cuidado. Mais uma questão referente à revisão analítica. A situação II refere-se à revisão analítica. Esse procedimento técnico básico corresponde a: a) inspeção. mas perceba que o auditor não pretende apenas verificar o correto cálculo do montante registrado. o cálculo do índice de rotatividade dos estoques para verificar se apresentava índice correspondente às operações praticadas pela empresa. A alternativa correta é a “d”. b) circularização. O procedimento técnico mais adequado e completo no caso seria o auditor examinar ou inspecionar os documentos e os registros que dão suporte a essas projeções. O procedimento técnico básico que aplicado pelo auditor constataria esse evento seria: a) ocorrência. a letra D é o gabarito da questão. mas assegurar-se de que as projeções estão feitas em bases razoáveis. 5) (AFRFB/ESAF/2009) A empresa Grandes Resultados S. b) revisão analítica. desta vez em concurso recente para Auditor da Receita Federal do Brasil. O candidato poderia ficar em dúvida quanto ao cálculo. 6) (AFRFB/ESAF/2009) A auditoria externa realizou na empresa Avalia S. c) investigação. A empresa estava em fase pré-operacional e agora passou a operar em plena atividade.AUDITORIA PARA ISS/SP (E) revisão e observação / análise quantitativa.pontodosconcursos. que é a confirmação direta ou circularização no caso de confirmação dieta com terceiros fora da entidade ou externa). e) inventário físico. pois constitui um único procedimento.com. Portanto. As projeções para os próximos cinco anos evidenciam lucros.

A circularização dos advogados internos e externos representa a investigação e confirmação (circularização). em www. investigação e observação. b) observação. inspeção e observação. o procedimento de auditoria a ser aplicado é: a) inspeção. c) revisão analítica. dentro ou fora da entidade. d) circularização. efetuou o acompanhamento dos inventários físicos. d) confirmação. O gabarito é a letra D. inclusive análise vertical de demonstrações.br 19 . O confronto das notas fiscais do período com os registros constitui exemplo do procedimento da inspeção. A obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. Inspeção e investigação. e) observação.com. 9) (AUDITOR/TCE/AL/FCC/2008) Os testes de observância auditoria têm como objetivo a (A) conferência dos cálculos de depreciação dos equipamentos. Quando a confirmação é externa mediante carta diz-se que o auditor está realizando uma circularização. ao realizar seus testes. comparação de quantias reais com dados históricos ou orçados e utilização de modelos matemáticos e estatísticos. envolvendo o cálculo e a utilização de índices financeiros simples. 7) (Analista/SUSEP/ESAF/2010) O auditor interno. a alternativa correta é a “e”.AUDITORIA PARA ISS/SP comparação de relações entre dados. e) solicitação de informações. confrontou as notas fiscais do período com os registros e realizou a circularização dos advogados internos e externos. tais como análise de regressão. dentro ou fora da entidade. O acompanhamento dos inventários físicos corresponde ao procedimento da observação. 8) (ISS/Rio/ESAF/2010) Para a obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. observação e inspeção. b) inspeção. c) confirmação. Assim. Esses procedimentos correspondem respectivamente a: a) investigação.pontodosconcursos. O gabarito é a letra “b”. observação e investigação. Também estaria correto afirmar-se investigação e confirmação. é o procedimento denominado de confirmação direta.

a questão poderia ser objeto de recurso. às vezes os testes de observância são chamados de testes de procedimentos. pois se destinam a provar a credibilidade dos procedimentos de controle da empresa. (E) avaliação dos controles internos da entidade. Por outro lado. já que o seu propósito é verificar se os empregados estão cumprindo as normas de procedimentos da empresa. os testes que visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela Administração estão em efetivo funcionamento e cumprimento são denominados testes de observância. O gabarito é a letra A. Em que pese a polêmica. Além das três denominações. O gabarito é a letra E. quocientes e variações absolutas. (C) confirmação sobre o valor dos créditos a receber contabilizados pela entidade. Os testes de observância ou de controles têm como objetivo a avaliação dos controles internos da entidade. (D) contagem física dos estoques.AUDITORIA PARA ISS/SP (B) avaliação do comportamento de itens significativos através de índices. ou seja. (E) formais de contingência. a aderência dos processos e procedimentos às normas estabelecidas. (D) de aderência. vê-se que a FCC ignora este último termo – testes de aderência – em virtude do que dispõe a maioria dos autores. alguns profissionais também chamam os testes de observância de testes de aderência. Assim. As atuais normas do CFC preferem denominá-los de testes de controles. segundo Crepaldi. 10) (Auditor/Infraero/FCC/2011) Os testes que visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela Administração estão em efetivo funcionamento e cumprimento são denominados testes (A) de observância. já que comporta duas respostas corretas. (C) substantivos. De acordo com a doutrina. www.br 20 . As demais alternativas tratam de procedimentos substantivos.pontodosconcursos. (B) de revisão analítica.com. seja mediante revisão analítica ou testes de detalhes.

b) os procedimentos de controle de custos adotados pela administração. (E))circularização dos devedores da companhia. c) as contas patrimoniais.AUDITORIA PARA ISS/SP 11) (ICMS/SP/FCC/2009) Para certificar-se que direitos de crédito efetivamente existem em determinada data. (B) observação de processo de controle. d) Ocorrência / avaliação / divulgação. O gabarito é a letra E. principalmente. a alternativa “d” é a correta. 12) (SEFAZ/SP/ESAF/2009) Os testes de observância têm por objeto de análise: a) as contas patrimoniais e de resultado. “c” e “e” correspondem a testes substantivos. Vale notar que as alternativas “a”. 13) (AFRE/MG/ESAF/2005/Com adaptações) Assinale a opção incorreta quanto aos objetivos do auditor na aplicação dos testes substantivos. visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento. o auditor independente utiliza. d) os procedimentos de controle interno estabelecidos pela administração. Pelo exposto. pois visam a examinar a validade do saldo de contas. b) Abrangência / avaliação / mensuração. apenas.pontodosconcursos. Os testes de observância. (D) inspeção de ativos tangíveis.com. e) as contas de resultado. (C) revisão analítica de recebíveis. o procedimento de (A) conferência do cálculo dos créditos. a) Existência / direitos e obrigações / ocorrência. também denominados de testes de controle.br 21 . A confirmação de direitos a créditos (contas a receber) é feita mediante a confirmação ou a circularização junto aos devedores da companhia. apenas. e) Apresentação e divulgação / abrangência / existência. www. c) Mensuração / direitos e obrigações / relevância.

(C) amostragem estatística e procedimentos de revisão analítica.br 22 . constituindo. divulgados. e e) mensuração.pontodosconcursos. (E) de aderência. apresentação e divulgação – se os itens estão avaliados. classificados e descritos de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade. exatidão e validade dos dados gerados pelo sistema de contabilidade da entidade são denominados testes (A) de controle. os testes substantivos são procedimentos de auditoria que visam à obtenção de evidência quanto à suficiência. Os testes substantivos dividem-se em procedimentos de revisão analítica e testes de detalhes de saldos e transações. repare que a alternativa “c” inclui um aspecto que não corresponde a um desses objetivos. O objetivo dos testes substantivos é que o auditor certifique-se da correção de um ou mais dos seguintes pontos: a) existência – se o componente patrimonial existe em certa data. b) direitos e obrigações – se efetivamente existentes em certa data. 14) (ICMS/SP/FCC/2009) Os testes substantivos de auditoria dividem-se em testes de (A) observância e testes de circularização de saldos. (B) de observância. 15) (ICMS/SP/FCC/2009) Os procedimentos de auditoria que têm por finalidade obter evidências quanto à suficiência. d) abrangência – se todas as transações estão registradas. portanto. O gabarito é a letra “C”. (C) substantivos. www. (E))transações e saldos e procedimentos de revisão analítica. (D) de evidência.com. que é a relevância. (B) observância e testes de amostragem estatística. Os procedimentos de auditoria que têm por finalidade obter evidências quanto à suficiência. c) ocorrência – se a transação de fato ocorreu.AUDITORIA PARA ISS/SP Em auditoria contábil. exatidão e validade dos dados gerados pelo sistema de contabilidade da entidade são denominados testes substantivos ou de comprovação. o gabarito da questão. O gabarito é a letra “E”. Na questão em análise. (D) eventos subseqüentes e testes de transações e saldos. exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade.

isto é.br 23 . De fato. mas não a avaliação patrimonial atualizada com base em sistemática de correção monetária. qual seja: “Direitos e obrigações – se efetivamente existentes em certa data”. uma vez que uma das possíveis conclusões em testes substantivos é a efetiva ocorrência de uma transação. D) avaliação patrimonial atualizada. (B) ocorrência. a avaliação ou mensuração dos itens patrimoniais constitui um objetivo dos testes substantivos. C) efetiva ocorrência de uma transação. 31 de dezembro. (E) materialidade. (C) mensuração. a alternativa “E” apresenta incorreção. A alternativa “A” está incorreta. www.AUDITORIA PARA ISS/SP 16) (AUDITOR/MG/CESPE/2008) Na aplicação dos testes substantivos. Por fim. que a abrangência A alternativa “B” corresponde a uma possível conclusão em testes de observância e não substantivos.pontodosconcursos. geralmente. se o que está registrado de fato existe e se está correto. Analisando os itens da questão. verifica-se que a alternativa mais correta e adequada aos termos da norma é a “C”. 17) (ICMS/SP/FCC/2009) Quando o auditor verifica se o valor do documento que suporta o lançamento contábil foi efetivamente o valor registrado. B) verificação da efetividade dos controles internos. A data seria a das demonstrações contábeis. pois sua redação não está totalmente aderente aos termos da norma.com. haja vista corresponde a se todas as transações estão registradas. com base na sistemática de correção monetária vigente. ele objetiva a conclusão de (A) existência. E) existência dos direitos e obrigações que integram o patrimônio em algum momento do período transcorrido. o auditor deve objetivar determinadas conclusões. A alternativa “D” está incorreta. entre as quais inclui-se a A) abrangência. (D) avaliação.

haviam sido registradas na contabilidade. no período. de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade. (E) o Custo das Mercadorias Vendidas está superavaliado. e) divulgação. Ao analisar os parâmetros do sistema de cálculo da depreciação da conta Móveis e Utensílios do Escritório Administrativo. está subavaliada. A letra “c” foi considerada a única correta. por conseqüência a conta Móveis e Utensílios está e menor (subavaliada) e a conta de Despesa de Depreciação no ano está a maior (superavaliada). Dessa forma. Portanto. A letra “b” é a correta. está superavaliada. a alternativa correta é a C.br 24 .com. pois também se refere ao valor ou a quantia adequadamente registrada e divulgada nas demonstrações contábeis. (C) a Despesa de Depreciação. na área de ativo imobilizado. www. Quando o auditor aplica testes ou procedimentos para verificar se todas as transações relativas a uma área ou conta estão registradas na contabilidade ele está procedendo à verificação de abrangência ou integridade. repare que a letra “d” também estaria correta à luz da doutrina. Esse procedimento tem como objetivo confirmar a: a) existência. (D) a Depreciação Acumulada está com o saldo acumulado correto. em função da literalidade do texto da norma do CFC.AUDITORIA PARA ISS/SP Em conformidade com a NBC T 11. está subavaliada. d) ocorrência. A questão poderia ser questionada mediante recurso. Contudo. b) abrangência. no período. a conclusão sobre a adequação do valor. Como a taxa de depreciação utilizada foi a maior do que deveria. que deveria ser de 5% ao ano. Trata-se de uma questão muito simples. no período.A. A auditoria externa realizou testes para confirmar se todas as operações de vendas. o auditor pode concluir que (A) a conta de Estoque de Produtos Acabados. (B) a conta de Depreciação Acumulada.pontodosconcursos. 18) (AFRFB/ESAF/2009) A empresa Evolution S. comprou novo sistema de faturamento para registro de suas vendas. c) mensuração. corresponde ao aspecto da mensuração. constata que a taxa de depreciação. 19) (ICMS/SP/FCC/2009) O auditor externo está realizando auditoria em uma empresa do setor industrial. foi cadastrada como 10% ao ano. efetivamente. a conta Depreciação Acumulada está a maior (superavaliada).

a classe Ativo Imobilizado terá um saldo maior. (E) Despesa de Depreciação está superavaliado. www. o saldo da conta de (A) Imobilizado está subavaliado. especialmente os testes de detalhes. contrapartida da conta depreciação acumulada. teremos as seguintes conseqüências em termos de contas contábeis: a conta depreciação acumulada terá saldo menor do que o devido – conta subavaliada. pois depreciação acumulada é conta retificadora desse ativo – conta superavaliada. tendo sido utilizado taxa menor do que a permitida. que se referem às quantias pelas quais componentes de ativos. calculados sobre o imobilizado da empresa. A questão trata de um erro no lançamento contábil. Nesse caso. Uma das categorias de afirmações em demonstrações contábeis é a “avaliação ou alocação”.br 25 . também apresentará saldo menor – conta subavaliada. As demonstrações contábeis contêm afirmações explícitas e implícitas da administração.com. a alternativa correta é a “D”. a conta despesa de depreciação.pontodosconcursos. veremos a forma como os auditores direcionam e aplicam os procedimentos em forma de testes de auditoria sobre as demonstrações contábeis. passivos. (C) Estoques de Produtos Acabados está superavaliado. confirmar a exatidão dos saldos das contas e a veracidade das transações evidenciadas nos registros e demonstrações contábeis da entidade.AUDITORIA PARA ISS/SP 20) (TCE/AM/FCC/2008) O auditor externo ao realizar procedimento de conferência dos valores de depreciação. para as quais os auditores coletam evidências com o propósito de verificar a sua exatidão e adequação. AUDITORIA DOS COMPONENTES PATRIMONIAIS Agora. que terá como conseqüência uma distorção na afirmação de avaliação/alocação das demonstrações contábeis. Como foi utilizada uma taxa menor para o cálculo da depreciação do ativo imobilizado da empresa. os quais objetivam. receitas e despesas foram registrados e incluídos nas demonstrações contábeis de forma adequada. (B) Custo das Mercadorias Vendidas está superavaliado. Portanto. principalmente. constata que o cálculo estava incorreto. (D) Depreciação Acumulada está subavaliado.

mas nem sempre o depósito efetuado pelo fornecedor é simultâneo. Nesse sentido. AUDITORIA DAS DISPONIBILIDADES De grande importância é a auditoria das disponibilidades.formado pelas contas caixa. Neste grupo. faturas/duplicatas.AUDITORIA PARA ISS/SP Em linhas gerais. bancos conta movimento e aplicações financeiras de liquidez imediata – os mais susceptíveis de sofrerem desfalques. o que irá gerar uma divergência temporária. As divergências devem ser analisadas. deve ser aplicada uma maior quantidade de testes mesmo na existência de um bom sistema de controles internos. Os documentos bancários principalmente utilizados são os extratos bancários. São confrontados então os dados constantes nos extratos bancários – créditos e débitos nas contas – com os respectivos registros nos livros contábeis. www. O registro deve ser feito no momento em que o cheque é emitido. caso o auditor tenha alguma suspeita da ocorrência de fraude deverá circularizar junto ao fornecedor para que este confirme o recebimento do cheque. mas.com.br 26 . desvios e erros. são confrontados os documentos representativos desta conta com os respectivos registros contábeis. contratos. Nesta situação. declarações de importação ou exportação. também. verificando-se (1) se tais fatos estão documentados (notas fiscais. 1. justamente por serem os bens integrantes deste subgrupo . a primeira demonstração contábil auditada é o balanço patrimonial. assegurar-se de que existem todas as que deveriam existir. e (3) se as informações constantes nas demonstrações contábeis estão de acordo com os registros analisados. geralmente na seqüência estabelecida pela Lei nº 6. Os registros contábeis são analisados principalmente no livro razão analítico. o auditor examina as contas de ativo. verificando-se se são regulares ou não. a) Conciliações bancárias Nas conciliações bancárias. a auditoria das demonstrações consiste na análise dos fatos contábeis ocorridos.404/76.pontodosconcursos. Normalmente. (2) se os dados consignados nos documentos foram corretamente transpostos para a escrituração da sociedade (confronto de documentos com registros contábeis). passivo e de patrimônio líquido. O objetivo do exame das disponibilidades é não só apurar se existem todas as disponibilidades informadas no balanço. etc) e se os valores estão corretos.

ou distorcido. pesquisando quaisquer evidências que possam ter influenciado. nessa situação. por carta dirigida e recebida pelo próprio auditor.br 27 . a contagem deve ser executada na presença do responsável pelo caixa para que este testemunhe qualquer eventual divergência constatada entre os valores físicos e os escriturados. a contagem e a verificação dos valores. para fins de contagem ou verificação de valores. Portanto. Obviamente. A falta de resposta enseja um novo pedido. as operações imediatamente posteriores à data do exame (cerca de 10 dias). e) Operações subseqüentes Consiste em examinar. as quais deverão ser respondidas diretamente ao auditor. AUDITORIA DE CONTAS A RECEBER www. Para cartas não respondidas.pontodosconcursos. É a interrupção da continuidade das operações em determinado momento. através dos extratos bancários. c) Contagem de valores do caixa Recomenda-se a contagem de surpresa dos valores em poder do caixa. A finalidade é assegurar-se de que o exame inclui tudo o que é devido e exclui o indevido. no qual o auditor solicita à entidade que envie carta ao estabelecimento bancário para que sejam prestadas informações. para evitar fraudes.com. em data próxima à do balanço. 2. d) Cut-off na data da contagem Significa anotar as últimas operações ou faturas. efetuados ou emitidos antes do exame da auditoria. Deve-se proceder à contagem simultânea de todos os caixas. estará sendo aplicado o procedimento básico de "investigação e confirmação". deve-se obter confirmação pessoalmente.AUDITORIA PARA ISS/SP b) Circularização junto às instituições financeiras para confirmação das contas e saldos bancários O auditor não deverá guiar-se unicamente pelos extratos bancários em poder do cliente. será importante que o auditor solicite no final da contagem declaração do responsável pelo caixa de que os numerários foram devolvidos. Deverá exigir a confirmação direta do banco. Neste sentido. ou cheques.

o auditor usa.AUDITORIA PARA ISS/SP Por serem de natureza intangível. desconto e abatimentos.br 28 . nos casos de falta de resposta. o auditor determinará a amostragem adequada para confirmação direta. contas canceladas e com saldos credores. há avaliação prudente do montante de contas a receber. na maior parte do tempo. nem a 80% do valor pecuniário de todas as contas a receber. Para algumas contas. como o comportamento em exercícios anteriores. o auditor examina outros aspectos. os www. cujos devedores se encontram em má situação financeira. Será conveniente que a listagem seja preparada por ordem de antiguidade de vencimentos. recomenda-se a circularização integral e reiteração dos pedidos. nem muito próxima da data do balanço (aproximadamente dois meses antes). com faturamento muito alto no fim do exercício. em primeiro lugar os títulos vencidos há mias tempo até chegar aos vencimentos futuros. e recorre a subsídios de outras fontes para assegurar-se da adequação da provisão. A verificação da antiguidade.com. a) Listagem das contas a receber O auditor deve obter listagem analítica de todas as contas (títulos) a receber em determinada data. O auditor deve antecipar seus exames. em vez de diretas. indagando o departamento de cobrança. dará uma idéia bem aproximada do montante da provisão a ser formada. Os principais objetivos da auditoria de contas a receber são: apurar se as contas são autênticas e têm origem em transação relacionada com vendas. daqueles usados na auditoria de disponibilidades. c) provisão para devedores duvidosos Terminado o exame da área. o uso corrente recomenda que a amostragem não seja inferior a 10% do volume físico dos títulos. evidências indiretas. as contas a receber requerem procedimentos de auditoria diferentes. isto é. em vários aspectos. Aqui. verificando sua conformidade com as respectivas contas do razão. b) Circularização Após testada a listagem.pontodosconcursos. aliada ao resultado das circularização. escolhendo como data-base uma que não seja muito remota. não há devoluções. o auditor terá condições de determinar qual o montante da provisão Para Devedores Duvidosos. os valores são realizáveis. Segundo Franco e Marra. Todavia.

a auditoria do estoque compreende a realização do inventário físico ou o seu acompanhamento pelo auditor. inspecionar o estoque. determinar se os estoques são apropriados para sua finalidade e se têm condições de realização. o auditor deve obter evidência de auditoria com relação a existência e as condições do estoque mediante: a) acompanhamento da contagem física dos estoques. observar a realização dos procedimentos de contagem pela administração. etc. verificar se há obsolescências. defeitos. isto é.br 29 . para poder assegurar-se de que está sendo levado corretamente. tendo em vista os princípios fundamentais de contabilidade e a correção dos cálculos. inadimplentes ou falidos. Portanto. Todavia. bem como a avaliação dos mesmos. e executar testes de contagem.pontodosconcursos. o auditor www.AUDITORIA PARA ISS/SP advogados da empresa ou contratados para tratar de casos de devedores morosos. para: avaliar as instruções e os procedimentos da administração para registrar e controlar os resultados da contagem física dos estoques da entidade . determinar a eventualidade da existência de ônus pesando sobre os estoques e qual a natureza do ônus. examinar os critérios de avaliação e a adequação desses critérios. AUDITORIA DE ESTOQUES Os principais objetivos da auditoria de estoques são: assegurar-se de que os estoques existem fisicamente e são de propriedade da empresa auditada. para observação quanto aos procedimentos adotados e para contagem e inspeção de todos os estoques existentes. e b) execução de procedimentos de auditoria nos registros finais de estoque da entidade para determinar se refletem com precisão os resultados reais da contagem de estoque. a) Inventário ou contagem física dos estoques Se o estoque for relevante para as demonstrações contábeis (valor expressivo em relação à posição patrimonial e financeira e ao resultado das operações). má conservação.com. Ao auditor cabe observar o desenvolvimento do inventário físico. a não ser que seja impraticável. 3.

b) procedimento para estoques em poder de terceiros Se o estoque custodiado e controlado por terceiros for relevante para as demonstrações contábeis. Portanto.AUDITORIA PARA ISS/SP deve inteirar-se antecipadamente do programa de realização do inventário. visando assegurar-se da sua real existência e propriedade. b) executar inspeção ou outro procedimento de auditoria apropriado nas circunstâncias. além do acompanhamento e observação das contagens. para verificar se o programa é satisfatório e para poder sugerir procedimentos que julgar necessários. de acordo com a NBC TA 705 que trata das modificações no relatório do auditor. o relatório do auditor poderá conter opinião com ressalva ou negativa de opinião. não só para comparecer. Se isso não for possível. especialmente as multiplicações das quantidades pelos preços unitários.br 30 . O auditor efetuará testes de contagens. E caso o auditor não consiga acompanhar a contagem física dos estoques? Se o acompanhamento da contagem física dos estoques for impraticável. o auditor deve obter evidência de auditoria apropriada e suficiente com relação à existência e as condições do estoque executando uma ou as duas possibilidades a seguir: a) solicitar confirmação do terceiro quanto às quantidades e condições do estoque mantido por esse terceiro em nome da entidade. o auditor verificará se os itens contados foram efetivamente incluídos nas folhas de inventário. alguns procedimentos básicos devem ser adotados. o auditor deve modificar a opinião no seu relatório de auditoria. www. mas principalmente.com. c) Verificações Nas verificações de estoques.pontodosconcursos. anotando-os em seus papéis. O auditor deve verificar os cálculos efetuados nas folhas de inventário. Nesse caso. Na última aula do nosso curso veremos os tipos de opinião do auditor independente. o auditor deve aplicar procedimentos alternativos de auditoria para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente com relação à existência e às condições do estoque.

o que vier a ser registrado depois será excluído.AUDITORIA PARA ISS/SP Nos casos em que parte dos estoques esteja armazenada junto a terceiros. É muito comum que o inventário seja realizado com antecipação à data do balanço. Isso é desejável também porque o auditor preferirá realizar o maior número possível de procedimentos antes do fechamento do balanço. defeitos ou obsolescência. de forma que não causem nenhuma confusão e quando houver um sistema de controle bastante confiável. inclusive para avaliar suas condições de conservação. A arrumação dos estoques deve ser objeto de observação cuidadosa. verificase a última anotação constante dos registros. o que estiver registrado até aquele momento deverá ser incluído no inventário.com. faz-se o exame das entradas e saídas referentes ao período intermediário. refletem o levantamento do inventário. d) Cortes (cut-off) O corte consiste em determinar o momento em que os registros contábeis auxiliares. sendo relevante o seu montante. www. Assim. a fim de diminuir-se o risco de incluir duplamente alguns lotes de materiais. a qual indicará os materiais que. É conveniente que o inventário seja feito sem interrupção. cabe verificação e contagem visual. Na data do balanço. para evitar fraudes (embalagens vazias como se estivessem completas). em quantidades adequadas e o estado de conservação que permita o seu aproveitamento em condições normais.pontodosconcursos. Escolhida a data. a simples confirmação por parte do armazenador será suficiente. se todas as etiquetas foram transcritas nas folhas de inventário.br 31 . Quando for adotado o sistema de colocar etiquetas nos lotes de materiais que estão sendo inventariados. Somente deve ser admitido o levantamento físico em datas diferentes. O auditor deve verificar ainda se os estoques são adequados às finalidades operacionais da empresa. se tais estoques não forem de valor relevante. e estando os registros rigorosamente em dia. para se determinar a razoabilidade dos valores dos estoques que irão figurar no balanço. Entretanto. ou deixar de incluí-los. ao auditor caberá verificar se todos os lotes foram convenientemente etiquetados e. posteriormente. quando os materiais permitirem fácil identificação. bem como os documentos com eles relacionados.

f) Avaliação de estoques O auditor deve verificar qual o método de avaliação de estoques aplicado pela empresa. AUDITORIA DOS INVESTIMENTOS O auditor deve verificar o comportamento dos capitais próprios da empresa aplicados ou investidos em outra empresa. como por exemplo. bem como excluiu aqueles que nele não deveriam figurar. pois são muito úteis para esse efeito. 4. mapas de custos.br 32 . e) Outros testes Para apurar a razoabilidade do resultado final do inventário.AUDITORIA PARA ISS/SP até ali. na data do corte. o auditor deve recorrer a todos os elementos que a empresa prepare a esse respeito.pontodosconcursos. pode-se destacar: a) verificação física dos títulos representativos do investimento (ações ordinárias ou preferenciais ou cotas de capital). não deverão ser inventariados. o auditor poderá cotejar o montante atual dos estoques com o montante do inventário do exercício anterior e pode comparar compras e vendas (entradas e saídas) mensalmente. em particular a segurança e lucratividade da empresa onde foi feito o investimento. Franco e Marra apontam que. O auditor deverá anotar os últimos registros efetuados. e. Lançamentos posteriores corresponderiam a materiais não registrados até o momento do corte e que.com. b) verificação da contabilização do investimento. e das variações ocorridas. Para efetuar seus testes sobre a avaliação dos estoques. para assegurar-se da adequação dos valores atuais registrados no balanço patrimonial que está sendo auditado. farão parte do inventário. para verificar se há uma linha uniforme ou variações relevantes cujas causas devem ser investigadas. examinar se é uniforme em relação ao exercício anterior e se obedece aos princípios fundamentais de contabilidade. posteriormente. por exemplo) para assegurar-se de que o inventário incluiu corretamente os materiais que deverão aparecer no balanço. www. investigar as entradas e saídas anteriores e posteriores a esse corte (5 dias. quando de sua aquisição. portanto. dentre os procedimentos de auditoria recomendados para o exame desta área.

5.com. cabe lembrar o novo conceito de coligadas estabelecido no artigo 243 da Lei 6. www. sobre os bens. (§ 5º incluído pela Lei nº 11. localização. utilização e estado de conservação. Quanto ao MEP. Assim. o auditor testa a sua existência. como determina a lei.pontodosconcursos.MEP. (incluído pela Lei nº 11. que permitam a fácil identificação. sem aprofundar o assunto da disciplina de contabilidade. fazendo suas observações e anotações. a) Inventário anual Por ocasião do inventário anual dos bens.941.AUDITORIA PARA ISS/SP c) quanto à avaliação do investimento em coligada ou controlada. o auditor deve verificar se no balanço patrimonial da companhia os investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum foram avaliados pelo método da equivalência patrimonial. desaparece o conceito de relevância para fins de aplicação do Método de Equivalência Patrimonial (MEP). de 2009). O exame será acompanhado de listagem detalhada de todos os bens ou de fichas individuais corretamente elaboradas. de 2009). Portanto. deve ser feita através do Método de Equivalência Patrimonial . bem como a existência ou não de ônus. posse e propriedade dos bens. O auditor acompanha o inventário. sem controlá-la. sem controlála. § 4º Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida.941. constatar a existência. (redação dada pela Lei nº 11.br 33 . de 2009).941. AUDITORIA DO IMOBILIZADO O objetivo básico do exame do imobilizado é assegurar-se de que o custo corrigido desses bens não representa superavaliação e de que as depreciações acumuladas não estão subavaliadas.404/76: § 1o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa. e sua natureza e extensão. Presume-se a influência significativa quando a investidora for titular de 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante da investida.

a) Listagens O auditor deve obter listagem analítica de todos os passivos da empresa em determinada data. o financiamento pode ser do próprio vendedor. os exames e verificações dos bens são extensos e profundos. AUDITORIA DO PASSIVO Além de verificar se os controles internos estão organizados de forma a assegurar a correta contabilização de todas as obrigações passivas da empresa. c) Ônus sobre os bens não-circulantes (permanentes) Deve-se examinar a possibilidade de ônus ligados a financiamentos. o contrato de compra e venda revelará o caso. figurando em primeiro lugar os vencimentos mais próximos. Pode ainda haver o caso de bens serem dados em garantia da execução de contrato.br 34 . contas a pagar. Neste caso. neste caso. a auditoria de passivos tem como objetivos assegurar-se de que todas as obrigações foram contabilizadas. impostos. verificando sua conformidade com as respectivas contas do razão. procedendo-se. Além dessa documentação. e que estão adequadamente demonstradas no Balanço. Neste caso. 6. o auditor pode recorrer ao auxílio de especialistas. quando o pagamento está sendo feito parceladamente. esclarecendo e confirmando as condições de propriedade do imóvel e eventual existência de ônus ou qualquer outra restrição a essa propriedade. conforme a política financeira da empresa. que todas as obrigações são realmente devidas. o auditor deverá concentrar suas verificações nos lançamentos de adições ao imobilizado durante o exercício. Não se tratando da primeira auditoria. Em qualquer caso. o auditor deve obter a carta do advogado da empresa. O auditor verifica a documentação dos bens (veículos – certificados de propriedade emitidos pelo departamento de trânsito e imóveis escrituras de compra e certidões do registro de imóveis). para facilitar o que deverá ser classificado no Circulante e que irá para o Exigível de Longo Prazo. às confirmações bancárias para revelar o fato. o exame do Passivo é revelador de tais fatos. etc) e por ordem de vencimentos.pontodosconcursos. A listagem deve ser preparada observando a natureza dos passivos (fornecedores. ou do parcelamento de dívida (principalmente de caráter fiscal ou previdenciário). Entretanto.AUDITORIA PARA ISS/SP b) Verificações Tratando-se de primeira auditoria. investimentos. Normalmente. deve-se verificar a existência de tais contratos.com. www. foram liquidadas.

Já o passivo fictício ocorre quando existiu uma dívida que foi registrada na contabilidade e paga. provavelmente por omissão de receita ou caixa dois. c) Passivos omitidos Para a descoberta de eventuais passivos omitidos.br 35 .pontodosconcursos. os registros fiscais. Para os fornecedores. intencional ou fortuitamente. a amostragem deve ser menos extensa. Caso seja a primeira auditoria. as listagens permitirão a efetivação da circularização. embora tenham por fulcro o exercício anterior. para verificar se estes se referem a passivos registrados no balanço ou se. 7. Deve-se circularizar não apenas os credores em aberto. mas figurem na listagem. AUDITORIA DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO O auditor concentra sua atenção na auditoria do patrimônio líquido nos formalismos legais e estatutários. além da circularização. já no exercício seguinte.com. a circularização é o meio mais indicado para detectar a omissão de passivos. OBSERVAÇÃO: Não confundir passivo omitido com passivo fictício. Franco e Marra nos ensinam que a circularização de passivos sempre se revela mais eficiente do que a de ativos. ou auxiliares. a circularização deve ser integral e minuciosa. Igualmente. o auditor poderá percorrer os pagamentos lançados. mas aqueles que tenham efetuado transações durante o exercício. A omissão de passivo é a não apropriação contábil de uma dívida. não constavam contabilizados naquele exercício. o auditor deverá organizar sua Pasta Permanente com todos os elementos necessários para demonstrar a evolução do Capital. de produtos e de matérias-primas são bons indicadores para esse efeito. dependendo da eficiência dos controles internos. Além disso. pois o credor tem mais interesse em confirmar seu crédito ou apontar irregularidades. após o balanço.AUDITORIA PARA ISS/SP b) Circularização Depois de submetidas a testes para verificar sua conformidade com os registros contábeis. de compras ou de entradas. financiamentos. Organizará quadro demonstrativo de evolução e movimentação de também que não mais ou Para os www. mas não baixada.

circularização junto ao devedor . muito importantes. pois a movimentação das contas desse grupo é precedida de deliberação em assembléia. recomenda-se censo ou exame integral das operações envolvendo o PL.inspeção de registros e documentos . complementando e confirmando o que foi referido. é recomendável que a verificação seja feita sobre todas as operações em lugar de através de testes.contagem e inspeção física de estoque . de Reuniões do Conselho de Administração e da Diretoria. (2) o Estatuto Social. (4) a Resolução de Diretoria.br 36 . o auditor deve examinar (1) a Lei.AUDITORIA PARA ISS/SP todas as contas do Patrimônio Líquido.observação do inventário físico .cut-off e conciliação contábil inspeção de registros e documentação-suporte inspeção física dos títulos circularização junto à instituição financeira cálculo dos investimentos Estoques Investimentos www. (3) a deliberação da Assembléia Geral que declarou o montante do dividendo e a forma de pagá-lo.cálculo provisão devedores duvidosos . desde o início da empresa até a data do balanço que está sendo auditado.com. RESUMO: PROCEDIMENTOS PATRIMONIAL CONTA OU CLASSE - DE AUDITORIA DO BALANÇO PROCEDIMENTOS MAIS COMUNS conciliação bancária circularização de saldo bancário contagem física de numerário cut-off de cheques Caixa e bancos Contas a receber . IMPORTANTE: Segundo Franco e Marra. porém. Como as operações relacionadas com Dividendos têm como contrapartida a conta do Patrimônio Líquido. Portanto. Deve-se verificar as atas das Assembléias Gerais de Acionistas. Normalmente as operações são em número reduzido.pontodosconcursos. quanto ao dividendo obrigatório.

Depois de levantada a demonstração. antes do fechamento dos trabalhos de auditoria. para testar a normalidade dos lançamentos.exame da conformidade dos lançamentos na conta Patrimônio Líquido capital com os estatutos .exame da concretização do aumento de capital .pontodosconcursos. Também as www.AUDITORIA PARA ISS/SP inspeção física dos bens inspeção dos registros inspeção dos documentos de propriedade cálculo depreciação Imobilizado . Franco e Marra afirmam que o exame das contas de resultado requer dedicação e paciência do auditor. sonegação.inspeção dos documentos que comprovam as contas a pagar .br 37 . Assim. gerentes. Algumas contas devem ser examinadas com maior profundidade. apropriação ou outros tipos de irregularidades praticadas contra a o patrimônio da empresa. como aquelas referentes à movimentação de valores com o pessoal interno: diretores. assim como o de comprovantes e a enorme possibilidade de erros e fraudes.relacionamento entre estoques e fornecedores pagar) . desvios. um ou dois meses antes do fechamento do exercício. faz-se o exame complementar dos meses não abrangidos.circularização de dívidas junto a fornecedores Passivo (Contas a . Nesta oportunidade. a maior parte das despesas terão sido realizadas. intencionalmente ou por falhas dos controles.com. encarregados de serviços ou da contabilidade.verificação da existência de omissão de passivos . podendo ser analisadas com mais tranqüilidade. a época mais indicada para efetuar esse trabalho é a visita anterior ao encerramento do exercício. em função do grande volume de lançamentos.determinação de que qualquer alteração do capital durante o ano foi devidamente autorizada em assembléias de acionistas AUDITORIA DAS CONTAS DE RESULTADO O objetivo maior do exame auditorial nestas contas é a busca de indícios ou a detecção de fraudes.exame das ações e da série numérica das ações e certificados .

e) teste das aquisições de matérias-primas e serviços. o auditor aplica os testes substantivos de saldos de contas relacionadas com a folha de pagamento. Pagamento de remuneração a maior a empregados que realmente existem. outras contas podem ser examinadas por testes e amostragens. Todavia.pontodosconcursos. Pagamento de horas não trabalhadas. verificando se os mesmos continuaram a receber remuneração.com. Feita a seleção. d) teste de conexão das despesas com as contas do balanço patrimonial. o auditor analisará os comprovantes. se cada empregado recebe apenas uma remuneração e se existe controle da existência e freqüência dos empregados.br 38 . Em função desses riscos o auditor geralmente aplica testes de controles voltados para empregados desligados. sua autorização. TESTE DE FOLHA DE PAGAMENTO O auditor deve obter entendimento dos componentes da estrutura de controle interno referentes a transações de folha de pagamento. g) teste das despesas com impostos. Dimensionados os riscos e testados os controles. o auditor tem consciência de que distorções em transações de folha de pagamento podem resultar tanto de erros quanto de fraude. b) teste das receitas financeiras. prêmios e outras da mesma natureza devem ser analisadas minuciosamente. Fonte especial de preocupação é o risco de que a folha de pagamento esteja superavaliada em razão de: Pagamento a empregados fictícios. www. e para acompanhamento da remuneração dos empregados. h) teste de folha de pagamento. abatimentos. c) teste de receitas não operacionais. f) teste do custo das vendas. geralmente realizados na data do balanço ou em data próxima a ela. sua aplicabilidade. verificando se existe segregação entre preparação e pagamento da folha. i) testes das outras despesas e gastos gerais de produção. Ao avaliar o risco de controle. sua autenticidade. adequação e necessidade em relação às operações e ao negócio da empresa. Os principais testes são: a) teste das receitas operacionais.AUDITORIA PARA ISS/SP contas que envolvam descontos concedidos. juros recebidos ou pagos.

não priorizamos as questões que envolvem exclusivamente aspectos contábeis. quanto à finalidade da auditoria das disponibilidades. De todo modo. C) determinar se as ações ou o título de propriedade do capital social foram adequadamente autorizados e emitidos. B) determinar se é pertencente à empresa. quais sejam: a) determinar sua existência. que é um ponto sensível na auditoria. d) determinar se foram utilizados os princípios fundamentais de contabilidade. Verificação da remuneração de executivos. que poderá estar na empresa. Auditoria de planos de benefícios e de pensão. por constituir uma forma usual de remuneração de empregados em muitas companhias. 21) (AFTE/RS/FUNDATEC/2009) Assinale a alternativa incorreta. em bancos ou terceiros. A) determinar sua existência. o auditor pode aplicar os seguintes procedimentos como testes substantivos: Recálculo de passivos relacionados com a folha de pagamento.AUDITORIA PARA ISS/SP É muito comum o auditor aplicar procedimentos de revisão analítica no início da auditoria do ciclo de serviços de pessoal que são eficazes do ponto de vista de custos. vale lembrar que a FCC costuma elaborar questões de auditoria envolvendo lançamentos e procedimentos de contabilidade.com. As alternativas A. B. em bancos ou terceiros. Auditoria de planos de opção de compra e de valorização de ações. Vamos comentar algumas questões recentes sobre auditoria de componentes patrimoniais e de contas de resultado. Lembro que o nosso foco neste curso são as normas e procedimentos de auditoria. D e E representam objetivos a serem atingidos na aplicação de procedimentos de auditoria em caixa e bancos (disponibilidades).br 39 . e) determinar se está corretamente www. b) determinar se são de propriedade da empresa em exame. em bases uniformes. E) determinar se foram utilizados os princípios fundamentais de contabilidade. c) determinar a existência de restrições de uso ou de vinculações em garantia.pontodosconcursos. razão pela qual. dados os riscos. incluindo apenas uma e outra questão desse tipo para que vocês percebam o estilo da banca. D) determinar a existência de restrições de uso ou de vinculações em garantia. Além dos procedimentos analíticos. que poderá estar na empresa.

demonstramos os ajustes nos dois controles: CONTROLE FINANCEIRO: Saldo do extrato bancário de R$ 158. o saldo da mesma conta corrente na escrituração contábil da companhia era de R$ 136.300. 22) (Auditor/São Paulo/FCC/2007) O saldo da conta corrente da entidade auditada no Banco Mineiro do Sul S/A em 31.br 40 . Abaixo.00 (-) R$ 11.pontodosconcursos. A alternativa incorreta é a C.00 (depósito não compensado) ____________________________________________ Saldo bancário disponível/real: R$ 147.000.00 (B) 147. no valor total de R$ 11.00. não havia ainda sido compensado.000. Determinar a quantidade de ações ou títulos de propriedade do capital social.00 A conciliação bancária é realizada para se fazer os ajustes nos controles ou registros auxiliares.700. o valor correto do saldo da conta corrente bancária da entidade é de.00 www.200.00. no valor de R$ 12. emitidos pela companhia.com. − Houve cobrança de despesas bancárias no valor de R$ 1.00. devedor. em R$: (A) 149.00 (E) 137. o auditor constatou que − Os cheques de nº 15 a 18.000.00.12. − Um depósito de R$ 1.2005 era de R$ 158.00. não haviam ainda sido apresentados ao banco. Efetuados os ajustes correspondentes. bem como se tais foram adequadamente autorizados e emitidos constitui um dos objetivos da auditoria das contas de Patrimônio Líquido. não contabilizada pela companhia.500.00 (C) 146. nessa mesma data. efetuado pela companhia.500.500. Na mesma data.00 (cheques não apresentados ao banco) (+) R$ 1.300. credor. sem que houvesse sido registrado o fato na escrituração contábil da entidade. bem como no razão da conta na contabilidade.00 (D) 145.00. havia sido paga pelo credor. − A duplicata nº 22.000.000.AUDITORIA PARA ISS/SP classificado nas demonstrações contábeis e se as divulgações cabíveis foram expostas por notas explicativas.500.500.000. em cobrança no banco. No procedimento de conciliação bancária.

. em função do ICMS sobre mercadorias ser um direito da empresa.00 Portanto. 24) (ICMS/PB/FCC/2006) Em relação ao Inventário Físico de Estoques a ser realizado pelas empresas. o gabarito é a letra B. O valor do ICMS na compra deve ser segregado e lançado na conta ICMS a recuperar. d) a conta deve ser ajustada. do valor referente a ICMS sobre mercadorias adquiridas. A consideração que pode ser feita sobre o processo de auditoria é que o auditor afirmará que: a) o saldo da conta encontra-se sub-avaliado em decorrência de o débito de ICMS ser um crédito de imposto da empresa. mas não contabilizada) ____________________________________________ Saldo contábil ajustado: R$ 147. o auditor externo depara-se com lançamento a débito.200. o valor a ser ativado ou a compor a entrada nos estoques compreende o valor original da operação mais os gastos com seguro e fretes. pois constitui um crédito da empresa a ser confrontado ao final do período com a conta ICMS a recolher.00 (despesas bancárias não contabilizadas) (+) R$ 12.00 (-) R$ 1. em função do ICMS sobre mercadorias ser um direito da empresa.00 (duplicata recebida.br 41 . sendo creditada pelo valor e a contrapartida levada a resultado em despesa de ICMS.com. 23) (AFRE/MG/ESAF/2005) Ao ser feita a análise da conta de Estoques da empresa Comercial de sapatos Ltda. como lançou-se inadequadamente o ICMS a débito da conta estoque.000.pontodosconcursos. b) o lançamento deveria ter sido efetuado a débito de ICMS no resultado. o saldo desta encontra-se super-avaliado (a maior). A alternativa correta é a “e”. e) o saldo da conta encontra-se super-avaliado.500. Em operações com compras de mercadorias.AUDITORIA PARA ISS/SP CONTROLE CONTÁBIL: Saldo do razão de R$ 136. nem sub-avaliado. por tratar-se de imposto sobre mercadorias.700. o auditor deve acompanhar o www. é responsabilidade do auditor: (A) sempre acompanhar e aplicar testes que confirmem a existência física dos elementos registrados nas contas contábeis da empresa auditada. dessa conta. (B))quando o valor dos estoques for expressivo em relação à posição patrimonial e financeira da empresa. c) o lançamento é devido e o saldo da conta não se encontra nem super-avaliado. Portanto.

do valor do investimento avaliado pelo MEP. quando o valor dos estoques for expressivo em relação à posição patrimonial e financeira da empresa.br 42 . (D) Registro de ágio por rentabilidade futura quando a investidora adquire ações da investida por um valor superior ao seu valor justo. (E) Exclusão do lucro da investida. sendo desobrigado de acompanhar o inventário físico em qualquer situação. aquele que deve ser considerado INCORRETO pelo auditor é: (A) Registro da participação da investidora no lucro da investida como resultado da investidora. relacionados à aplicação do método da equivalência patrimonial (MEP). As normas de auditoria independente das demonstrações contábeis definem que. 25) (Auditor/Infraero/FCC/2011) Na auditoria de investimentos (participações societárias permanentes). Os estoques constituem o principal item de ativo de muitas empresas e. quando o lucro não for considerado realizado.com. (E) confirmar que os ajustes apurados no inventário físico tenham sido contabilizados. dentre os procedimentos mencionados nas alternativas abaixo.AUDITORIA PARA ISS/SP inventário físico executando testes de confirmação das contagens físicas e procedimentos complementares necessários. quando a empresa for industrial elaborando os ajustes necessários nas demonstrações contábeis. decorrente da venda de ativos para a investidora. A letra “b” é a correta. (D) proceder ao inventário físico. quando este último for igual ao valor patrimonial das ações. apresentando as divergências para que a empresa possa realizar os ajustes e elaborar as demonstrações contábeis. nestas. (B) Recebimento de dividendos contabilizados como receita na investidora.pontodosconcursos. (C) Avaliação pelo MEP de investimentos em empresas que sejam controladas ou coligadas da investidora. (C) acompanhar e colaborar na execução do inventário físico. assim como em conferir a exatidão dos cálculos referentes ao seu valor. www. Portanto. o auditor deve acompanhar o inventário físico executando testes de confirmação das contagens físicas e procedimentos complementares necessários. dedica-se geralmente um tempo considerável à verificação dos estoques. Os auditores se preocupam em determinar quantidades e qualidades dos mesmos. só quando estoques forem relevantes no contexto das demonstrações.

Contudo. caso essa questão constasse da próxima prova do ISS SP. Vale notar que as atuais normas do CFC apontam que. Repare que a letra C está correta. o auditor poderia ter confirmado os estoques em poder de terceiros mediante a confirmação direta (circularização). Em que pese a polêmica. o auditor poderia utilizar a circularização e/ou a inspeção física. A única alternativa incorreta é a B e satisfaz o enunciado da questão. quando o valor dos estoques for expressivo em relação à posição patrimonial e financeira da empresa. O recebimento de dividendos deverá ser contabilizado na sociedade investidora como uma redução do investimento.pontodosconcursos. para estoques em poder de terceiros de valor expressivo. da Atlas. em todas as regiões do Brasil. 308.br 43 .com. o auditor deve acompanhar o inventário físico executando testes de confirmação das contagens físicas. deveria ser anulada em virtude de duas opções válidas (“a” e “c”). O procedimento de auditoria que garantiria confirmar a quantidade de produtos existentes em seus representantes seria: a) inventário físico. Vimos que não mais é considerada a regra de relevância do investimento para aplicação do MEP. à luz da doutrina. 26) (AFRFB/ESAF/2009) A empresa Agrotoxics S. c) circularização. Vimos que. d) custeio integrado. Seu processo de vendas é por consignação. recebendo somente após a venda. 4ª edição. mantemos o gabarito oficial da banca. em seu livro Auditoria Contábil. apontando que a avaliação pelo MEP será feita para investimentos em empresas que sejam controladas ou coligadas da investidora. www. com as ressalvas pertinentes. pág. b) custeio ponderado.A. e) amostragem. Portanto. conforme ensinam Franco e Marra. A ESAF apontou como gabarito da questão a letra “a”. nos termos da NBC T11 (norma então vigente). tem seus produtos espalhados por diversos representantes.AUDITORIA PARA ISS/SP Essa é uma questão sobre MEP elaborada recentemente pela FCC com base nos novos dispositivos legais e regulamentares sobre a matéria.

e entrevistar os funcionários do Financeiro e da Contabilidade.pontodosconcursos. os ativos sob a responsabilidade de empregados sejam confrontados com os registros da contabilidade. (D) Realizar inventário físico do estoque para verificar a saída do bem da empresa. (B) contagem física de títulos com o saldo da conta de investimentos. verificar a movimentação contábil do saldo das contas Estoques e Contas a Receber. O auditor pode aplicar os seguintes procedimentos acerca das contas a receber: Providenciar uma listagem analítica de todas as contas a receber. (C) Realizar entrevista com um funcionário da contabilidade e verificar o fluxo de caixa da companhia.com. 28) (ANALISTA/SENADO/FGV/2008) Na empresa é necessário que. (B) Verificar a composição analítica do saldo contábil do Contas a Receber e o extrato bancário com o correspondente crédito na data do vencimento da fatura. quais procedimentos de auditoria podem ser utilizados para verificar se as vendas realizadas foram provisionadas contabilmente como valores a receber e se a quitação ocorreu conforme os valores e os prazos envolvidos? (A) Fazer a contagem física do Caixa na data do vencimento da fatura e a revisão analítica do saldo contábil da conta Bancos. (C) saldo da conta corrente bancária com o saldo do extrato enviado pelo banco.br 44 .AUDITORIA PARA ISS/SP 27) (AUDITOR/PETROBRAS/CESGRANRIO/2008) Em um teste no processo de contas a receber de clientes. (E) inventário do ativo imobilizado com o saldo das vendas efetuadas. com o objetivo de detectar desfalques ou registro inadequado de ativos. Confirmar o crédito na conta. A alternativa correta quanto aos procedimentos em contas a receber é a “B”. Não é exemplo desse confronto: (A) contagem de caixa com o saldo do razão geral. www. Proceder à circularização (carta de confirmação) junto aos principais clientes. (E) Efetuar a circularização dos bancos para obter os extratos na data do vencimento da fatura e realizar o cálculo das provisões contábeis no Contas a Receber. periodicamente. e confrontação com os registros contábeis. (D) inventário físico dos bens em estoque com o razão geral da respectiva conta. mediante a verificação do extrato bancário.

29) (Contador/CELESC/FEPESE/2006) É o procedimento no qual o valor necessário é determinado em duas etapas: 1) numa primeira etapa deve-se identificar as perdas já conhecidas (clientes em concordata. pois não há correlação entre esses elementos patrimoniais. com base nas experiências de exercícios anteriores ou de empresas do mesmo ramo de www. estoques. clientes em dificuldades financeiras. O saldo corresponde ao somatório dos valores das duas etapas aqui mencionadas. Auditoria Um Curso Moderno e Completo. 2) na segunda etapa é realizada uma estimativa de perdas das contas a receber dos clientes restantes.br 45 . bancos. normalmente. D) Inspeção de notas de crédito emitidas. Essa estimativa. Assinale a alternativa correta para o texto acima descrito: A) Confirmação de contas a receber de clientes. com base nas experiências de exercícios anteriores ou de empresas do mesmo ramo de negócio. Em procedimento de auditoria de avaliação das contas a receber e provisão para devedores duvidosos. títulos e bens permanentes. clientes em falência. o auditor testa a provisão em duas etapas.com. Poder-se-ia até realizar uma revisão analítica comparando-se o saldo de estoque com o saldo de vendas efetuadas.pontodosconcursos. C) Teste de avaliação das contas a receber de clientes. mas não o ativo imobilizado com as vendas. para verificar a superavaliação ou subavaliação de um saldo de uma conta ou para evidenciar se o bem existe de fato. A alternativa incorreta é a “E”. consiste em segregar as contas a receber por idade de vencimento e aplicando os percentuais históricos de perda. verifica-se que não é exemplo desse confronto o inventário do ativo imobilizado com o saldo das vendas efetuadas. A primeira etapa deve-se identificar as perdas já conhecidas (clientes em concordata. dentre outros).AUDITORIA PARA ISS/SP A contagem física de valores e bens e a conciliação e o confronto entre o resultado de uma contagem física e os valores registrados na contabilidade. clientes em falência. clientes em dificuldades financeiras. bem como entre o saldo apresentado em um registro auxiliar e o saldo registrado no razão geral são procedimentos comumente utilizados em auditoria contábil. A questão foi extraída do livro de Marcelo Cavalcanti Almeida. E) Conferência de cálculos de contas a receber de clientes. Esse procedimento é muito aplicado nas áreas de caixa. Das alternativas apontadas na questão. dentre outros). B) Avaliação das contas a receber e da provisão para devedores duvidosos. Na segunda etapa é realizada uma estimativa de perdas das contas a receber dos clientes restantes.

com data-base do fim do período. que se www. consiste em segregar as contas a receber por idade de vencimento e aplicando os percentuais históricos de perda. (B) conferência dos saldos iniciais e finais.Verificar se o total dessa listagem concorda com o saldo do custo corrigido no fim do período. bens fisicamente e identificá-los na listagem. com database do fim do período.Selecionar bens para serem identificados fisicamente. Portanto. C) Teste de depreciações. e. A alternativa correta é a “B”. . (D) teste das despesas de manutenção e reparos. Essa estimativa. acima descritos: A) Teste das baixas. a alternativa correta é a “D”. 31) Indique a opção que NÃO contém um procedimento de auditoria do Ativo Imobilizado: (A) teste das aquisições.AUDITORIA PARA ISS/SP negócio. e. apresentado no papel de trabalho de movimentação das contas envolvidas. Selecionar. de forma aleatória. conferir a soma dessa listagem. Verificar se o total dessa listagem concorda com o saldo do custo corrigido no fim do período. Assinale a alternativa correta para os procedimentos de auditoria. deve-se: . A única alternativa que não corresponde a um procedimento de auditoria no Ativo Imobilizado é a confirmação de contas a receber de clientes. de forma aleatória. conferir a soma dessa listagem. normalmente. 30) (Contador/CELESC/FEPESE/2006) Procedimentos do auditor: Obter uma listagem individual dos bens do ativo imobilizado. em procedimento de verificação da existência física. . bens fisicamente e identificá-los na listagem. apresentado no papel de trabalho de movimentação das contas envolvidas.Selecionar.br 46 . D) Verificação da existência física. O saldo da provisão corresponde ao somatório dos valores das duas etapas mencionadas. Selecionar bens para uma identificação física. .com.pontodosconcursos. Segundo Almeida.Obter uma listagem individual dos bens do ativo imobilizado. B) Teste de aquisições. (E) confirmação de contas a receber de clientes. (C) verificação das existências físicas. E) Verificação das imobilizações em andamento.

O gabarito é a letra B. com o intuito de verificar alguma tendência ou anormalidade. Quanto aos testes substantivos.00. Duplicatas aceitas por uma empresa cliente no valor de R$ 30.br 47 . a alternativa E constitui o gabarito da questão. os auditores aplicam procedimentos para recálculo dos passivos. Portanto. Outro procedimento decorre do risco de fraudes em folha de pagamento. www. C) existência física de empregados. Um prêmio de seguro pago no dia 1º de julho do exercício.pontodosconcursos. o auditor pode confrontar os dados da folha com os registros e proceder à inspeção física dos empregados. Empregados que trabalham com preparação e pagamento da folha podem processar dados para empregados fictícios e desviar os correspondentes cheques para seu próprio uso.com. Assim. 32) NÃO constitui um teste de folha de pagamento A) verificação de remuneração de executivos. D) revisão analítica. II. foi lançado integralmente como despesa.AUDITORIA PARA ISS/SP refere a vendas e estoques. O auditor dispõe de outros meios mais eficazes para isso. sem perspectiva nenhuma de recebimento. O auditor avalia os gastos com folha de pagamento em função dos riscos inerente e de controle avaliados. no valor de R$ 84. Além de testes de controle. o auditor procede à revisão analítica no início da auditoria dos gastos com pessoal. foi constatado pelo auditor: I. que estão classificadas no ativo circulante da companhia auditada. E) recálculo de passivos. Por conclusão.00. o auditor aplica testes de controles no processamento da folha de pagamentos. a partir dessa data. auditoria de planos de opção de compra e de valorização de ações e para verificação da remuneração de executivos.000. com vigência de dois anos. 33) (ICMS/SP/FCC/2009) Na auditoria da Demonstração de Resultado do Exercício de uma companhia. B) confirmação direta de passivos. Nesse sentido. a única alternativa que não corresponde a um possível teste ou procedimento de auditoria em folha de pagamento é a confirmação direta de passivos com os empregados. com pagamento atrasado em mais de dez meses.000. realizam auditoria de planos de benefícios e de pensão.

000. A depreciação de um imóvel da companhia adquirido por R$ 500. o valor anual de depreciação deveria corresponder a 1/25 (um vinte cinco avos) do valor do imóvel. (E) diminuiu em R$ 29.000. Em função dos ajustes corretamente efetuados pelo auditor.AUDITORIA PARA ISS/SP III. Contudo.00.00 . com a correspondente despesa no valor de R$ 30. como o imóvel foi adquirido por R$ 500. A alternativa A é a correta.(R$ 30.00) = R$ 13. a despesa de provisão de devedores duvidosos deveria ter sido lançada ou procedida à baixa do contas a receber.00.00. R$ 20. Na condição I. já que tudo que é feito em auditoria é para obter evidência suficiente e apropriada. (D) diminuiu em R$ 9. a diferença deve ser acrescida ao resultado. no valor de R$ 21. Trata a questão de lançamentos incorretos e que ferem o princípio da competência e alteram o resultado do exercício.br 48 . o resultado do exercício aumentou R$ 13. com vida útil estimada de 25 anos.000.000.000. como a despesa foi lançada a maior. não tinha sido contabilizada. por prudência.000. evidência de auditoria não tem sido um assunto muito explorado em provas elaboradas pela FCC.00. (B) aumentou em R$ 3. veremos alguns aspectos relevantes das normas de auditoria do CFC acerca de evidência.000.00.00. Pelo exposto.000.000.00 e a sua vida útil foi estimada em 25 anos.000.000.000.000. ou seja. em lançamentos de ajustes no valor de R$ 63.pontodosconcursos. Portanto. o resultado do exercício (A) aumentou em R$ 13. www.00. (C) ficou inalterado.00.00 + R$ 20.000. somente deveria ser apropriada a despesa correspondente ao período de 1º de julho a 31 de dezembro. verifica-se que mediante os ajustes corretamente efetuados pelo auditor. EVIDÊNCIA DE AUDITORIA Evidência de auditoria talvez seja o assunto mais importante para os auditores.com. Na condição II. De qualquer forma. Na condição III.00.00: R$ 63.000.00.

informações elaboradas com a utilização do trabalho de especialista da administração.com. Contudo. ela também pode incluir: • • • • informações obtidas de outras fontes. A obtenção de mais evidência de auditoria. sua relevância e confiabilidade no fornecimento de suporte às conclusões em que se baseia a opinião do auditor. www. além da indagação. porém.pontodosconcursos. A quantidade da evidência de auditoria necessária é afetada pela avaliação do auditor dos riscos de distorção (quanto mais elevados os riscos avaliados.br 49 . A quantidade necessária da evidência de auditoria é afetada pela avaliação do auditor dos riscos de distorção relevante e também pela qualidade de tal evidência. como auditorias anteriores. Suficiência é a medida da quantidade da evidência de auditoria. maior a probabilidade de que seja exigida mais evidência de auditoria) e também pela qualidade de tal evidência de auditoria (quanto maior a qualidade. muitas vezes em combinação. A confiabilidade da evidência de auditoria é maior quando ela é obtida de fontes independentes fora da entidade. procedimentos de controle de qualidade da firma de auditoria. isto é. observação. A suficiência e adequação da evidência de auditoria estão interrelacionadas.AUDITORIA PARA ISS/SP A evidência de auditoria é necessária para fundamentar a opinião e o relatório do auditor. recálculo. confirmação. reexecução e procedimentos analíticos. Os procedimentos de auditoria para obter evidência de auditoria podem incluir a inspeção. Adequação é a medida da qualidade da evidência de auditoria. os registros contábeis. A suficiência é a medida da quantidade de evidência de auditoria. Ela tem natureza cumulativa e é obtida principalmente a partir dos procedimentos de auditoria realizados durante o curso do trabalho. menos evidência pode ser exigida). não compensa a sua má qualidade.

DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORIA (PAPÉIS DE TRABALHO) As normas e procedimentos acerca da documentação obtida pelos auditores durante a realização dos trabalhos constituem um dos assuntos mais importantes de um trabalho de auditoria e um dos mais cobrados em provas de concurso público. A evidência de auditoria obtida diretamente pelo auditor (por exemplo. indagação a respeito da aplicação de controle). Todavia.br 50 . em papel. é mais confiável do que a evidência obtida verbalmente (por exemplo. a observação da aplicação de um controle) é mais confiável do que a evidência de auditoria obtida indiretamente ou por inferência (por exemplo. fornecida pela entidade auditada ou www. incluindo os controles sobre sua elaboração e manutenção. cuja confiabilidade pode depender dos controles sobre sua elaboração e manutenção. são efetivos.com. impostos pela entidade. digitalizados ou transpostos de outra maneira para forma eletrônica.AUDITORIA PARA ISS/SP A confiabilidade da evidência de auditoria gerada internamente é maior quando os controles relacionados. Os papéis de trabalho constituem a documentação: preparada pelo auditor. A evidência de auditoria fornecida por documentos originais é mais confiável do que a evidência de auditoria fornecida por fotocópias ou facsímiles ou por documentos que foram filmados. Devemos estudar o que dispõe a doutrina sobre os conceitos e os objetivos dos papéis de trabalho e a sua organização. A evidência de auditoria em forma de documentos. também devemos considerar as normas de auditoria do CFC. O que são papéis de trabalho? DEFINIÇÃO DO CFC: Documentação de auditoria é o registro dos procedimentos de auditoria executados. mídia eletrônica ou de outro tipo.pontodosconcursos. da evidência de auditoria relevante obtida e conclusões alcançadas pelo auditor (usualmente também é utilizada a expressão “papéis de trabalho”). uma ata de reunião elaborada tempestivamente é mais confiável do que uma representação verbal subsequente dos assuntos discutidos).

planejamento. inclusive nas áreas que envolvem questões de difícil julgamento. nos papéis de trabalho. OBSERVAÇÃO: Os papéis de trabalho não são constituídos apenas de informações em papel. De acordo com as normas de auditoria independente das demonstrações contábeis. São também papéis de trabalho as informações em meios eletrônicos ou por qualquer outro meio. www. desde que contenham evidências e informações relevantes para fundamentar o trabalho e as conclusões e opiniões dos auditores. a documentação de auditoria possui os seguintes objetivos: OBJETIVOS DA DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORIA (NBC TA 230): fornecer evidência de auditoria. à oportunidade e à extensão dos procedimentos aplicados. aos resultados obtidos e às suas conclusões da evidência de auditoria. à natureza.AUDITORIA PARA ISS/SP fornecida por terceiros durante a execução da auditoria. Forma e conteúdo dos papéis de trabalho O auditor deve registrar. manter um registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras. informação relativa ao planejamento de auditoria. mas em todas as fases da auditoria: levantamentos preliminares. atenção. permitir a condução de revisões e inspeções de controle de qualidade. Portanto. juntamente com a conclusão a que chegou. execução e relatório. como o nome sugere. permitir a revisão do trabalho de auditoria. pois os papéis de trabalho não são elaborados somente na fase de execução.com. Por exemplo. disquetes. planilhas. em formatos eletrônicos ou outros. A documentação de auditoria pode ser registrada em papel. CDs e fotos podem ser considerados papéis de trabalho de auditoria. Exemplos de documentação de auditoria incluem: a) programas de auditoria. desde que contenham evidências importantes. Os papéis de trabalho devem incluir o juízo do auditor acerca de todas as questões significativas.br 51 . desde a fase de preparação e planejamento até a elaboração do relatório. assistir a equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria.pontodosconcursos. permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu trabalho.

visto que não é necessário nem prático documentar todas as questões de que o auditor trata. As normas estabelecem que a extensão dos papéis de trabalho é assunto de julgamento profissional. As normas de auditoria definem que a forma e o conteúdo dos papéis de trabalho podem ser afetados por questões como: natureza do trabalho. o auditor deve considerar o que seria necessário para proporcionar a outro auditor. qualquer matéria que. sem experiência anterior com aquela auditoria. Ao avaliar a extensão dos papéis de trabalho.pontodosconcursos. Um aspecto muito cobrado em concurso diz respeito a questões que podem afetar a forma e o conteúdo dos papéis de trabalho. memorandos de assuntos do trabalho. natureza e condição dos sistemas contábeis e de controle interno da entidade. natureza e complexidade da atividade da entidade. deve gerar papéis de trabalho que apresentem as indagações e as conclusões do auditor. direção. www. Somente as informações relevantes e que sirvam para fundamentar as opiniões da auditoria é que devem ser documentadas. listas de verificação.AUDITORIA PARA ISS/SP b) c) d) e) f) g) análises. afinal.br 52 . Entretanto. referentes a Mas. possa influir sobre o seu parecer. supervisão e revisão do trabalho executado pela equipe técnica. correspondências (inclusive correio eletrônico) assuntos significativos. sem adentrar os aspectos detalhados da auditoria.com. cartas de confirmação e representação. por ser relevante. metodologia e tecnologia utilizadas no curso dos trabalhos. resumos de assuntos significativos. o entendimento do trabalho executado e a base para as principais decisões tomadas. o auditor deve documentar tudo o que examinou? Logicamente que não. pois não seria econômico nem eficiente documentar tudo.

AUDITORIA PARA ISS/SP Os papéis de trabalho são elaborados. encontram-se. cartas de confirmação de saldos. e sua utilização facilita a delegação de tarefas. Em auditoria de demonstrações contábeis. por parte do auditor. cópias ou excertos de documentos legais.com. Conteúdo dos papéis de trabalho O auditor pode usar quaisquer documentos e demonstrações. evidências de avaliação dos riscos de auditoria. além de outros mais específicos. contratos e atas. ambiente econômico e legal em que a entidade opera. preparados ou fornecidos pela entidade. desde que avalie sua consistência e se satisfaça com sua forma e conteúdo. estruturados e organizados para atender às circunstâncias do trabalho e satisfazer às necessidades do auditor para cada auditoria. proporcionando meio adicional de controle de qualidade. análises de transações.br 53 • • • • • . do sistema contábil e do controle interno. informações sobre o setor de atividades. Papéis de trabalho padronizados Os papéis de trabalho padronizados podem melhorar a eficácia dos trabalhos. além de outros: listas de verificação de procedimentos. evidências do processo de planejamento. evidências de avaliação e conclusões do auditor e revisão sobre o trabalho da auditoria interna. incluem: • • • informações sobre a estrutura organizacional e legal da entidade. e sua concordância quanto à eficácia e adequação. entre os papéis de trabalho padronizados. www. evidências do entendimento. termos de inspeções físicas de caixa. incluindo programas de auditoria e quaisquer mudanças nesses programas. O que devem conter os papéis de trabalho? Os papéis de trabalho. de estoques e de outros ativos. movimentação e saldos de contas.pontodosconcursos.

especialistas e terceiros. registro da natureza. e suas respostas. em relação aos trabalhos. às condições de contratação e às deficiências constatadas. assinadas pela administração da entidade e pelo contabilista responsável. alguns papéis de trabalho.AUDITORIA PARA ISS/SP • análises de tendências. cópias de comunicações com outros auditores. a partir da data de emissão do seu relatório. cópias de comunicações à administração da entidade. Confidencialidade. cartas de responsabilidade da administração. coeficientes. evidências de que o trabalho executado pela equipe técnica foi supervisionado e revisado. inclusive no controle interno. conclusões do auditor acerca de aspectos significativos. incluindo o modo como foram resolvidas ou tratadas questões não-usuais. podem ser reutilizados. detalhes dos procedimentos relativos às demonstrações contábeis auditadas por outro auditor. e do parecer e dos relatórios do auditor. peritos. cópias das demonstrações contábeis. indicação de quem executou e revisou os procedimentos de auditoria e de quando o fez. • • • • • • • • • No caso de auditorias realizadas em vários períodos consecutivos.pontodosconcursos. custódia e propriedade dos papéis de trabalho As normas de auditoria independente exigem que o auditor deve adotar procedimentos apropriados para manter a custódia dos papéis de trabalho pelo prazo de pelo menos cinco anos. diferentemente daqueles que contêm informações sobre a auditoria de um único período. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria e seus resultados.br 54 .com. desde que sejam atualizados. índices e outros indicadores significativos. quocientes. Essa norma é muito cobrada em concurso e o candidato precisa www.

AUDITORIA PARA ISS/SP lembrar não só do prazo de cinco anos para guarda dos papéis de trabalho. Contudo. de forma que se entenda onde o auditor pretende chegar. completos: os papéis de trabalho devem ser completos por si só. mesmo após o encerramento da auditoria. Existe também uma regra específica para os auditores independentes que é aquela que estabelece ser os papéis de trabalho de propriedade exclusiva do auditor. objetividade: os papéis de trabalho devem ser objetivos.pontodosconcursos. de forma que todos entendam sem a necessidade de explicações da pessoa que os elaborou. contendo todos os elementos que amparem o que se mencionar no parecer e nos relatórios. os papéis de trabalho quando solicitados por terceiros somente podem ser disponibilizados após autorização formal da entidade auditada. limpeza: os papéis de trabalho devem estar limpos. após autorização formal (por escrito) da entidade auditada. A confidencialidade dos papéis de trabalho é dever permanente do auditor.br 55 . ser postos à disposição da entidade. mas este só pode disponibilizá-los a terceiros. Partes ou excertos destes podem. www. revisão: os papéis de trabalho devem ser revistos pela chefia ou auditor sênior. Percebam que os papéis de trabalho da auditoria pertencem ao auditor. Cabe ressaltar que essa regra de guarda dos PTs é da auditoria independente (norma do CFC). o auditor deve guardar sigilo das informações contidas em papéis de trabalho. Requisitos dos papéis de trabalho concisão: os papéis de trabalho devem ser concisos. mas também do início da contagem desse prazo: a data de emissão de seu parecer. em função do dever de sigilo profissional. Não existe uma regra semelhante na auditoria governamental no setor público federal brasileiro. Não confundir com a data das demonstrações contábeis ou de divulgação das mesmas. a critério do auditor. Portanto. de forma a não prejudicar o entendimento destes.com.

São exemplos: cartas de circularização. respostas aos questionamentos do auditor. quanto à natureza.com. questionário de controle interno. caixa e bancos. cartões de assinaturas e rubricas das pessoas responsáveis pela aprovação das transações. www. os papéis de trabalho são classificados em: Papéis permanentes são aqueles de importância contínua. revisão analítica. não permitindo a emissão de relatório de auditoria. São exemplos: organograma. os procedimentos de auditoria especificados para ajudar a identificar não conformidades com leis e regulamentos que possam ter efeito relevante sobre as demonstrações contábeis. (D) obter evidência de auditoria apropriada e suficiente quanto à conformidade com as disposições das leis e regulamentos. etc. ano após ano. ou seja. histórico da empresa. legislações específicas aplicáveis à empresa. uma vez que esta é a única responsável pela avaliação e cumprimento das normas e leis as quais a empresa esteja sujeita. demonstrações financeiras. manuais de procedimentos internos. Vejamos algumas questões sobre evidências e papéis de trabalho de auditoria.pontodosconcursos. de forma limitada. Papéis correntes são aqueles obtidos como evidências da auditoria de um determinado exercício e só valem para aquela auditoria. etc. Portanto. (B) manifestar a necessidade de limitação do escopo de trabalho. imediatamente. resultado da contagem física.br 56 . mas somente a geração de parecer circunstanciado da situação. servem para mais de uma auditoria.AUDITORIA PARA ISS/SP Papéis de trabalho permanentes e correntes É prática comum classificar e separar os papéis de trabalho em dois grupos: papéis permanentes e papéis correntes. cópias de contratos de assistência técnica. 34) (TRF/1ª REGIÃO/FCC/2011) Leis e regulamentos reconhecidos como tendo efeito direto na determinação dos valores e divulgações relevantes nas demonstrações contábeis requerem do auditor a responsabilidade de (A) executar. contas a receber. (C) comunicar à administração. cópias de atas de reuniões com decisões que afetem mais de um exercício. quando da constatação de não conformidades. imposto de renda. descrição do sistema contábil. estatuto.

AUDITORIA PARA ISS/SP (E) recusar a continuidade dos trabalhos, em decorrência de não ser sempre possível obter evidências suficientes das transações e dos respectivos efeitos nas demonstrações contábeis. Em relação à conformidade dos procedimentos e operações da empresa auditada perante leis e regulamentos aplicáveis, como tendo efeito direto na determinação dos valores e divulgações relevantes nas demonstrações contábeis, a responsabilidade do auditor é obter evidência de auditoria apropriada e suficiente quanto à conformidade com as disposições das leis e regulamentos. O gabarito é a letra D. Em caso de detecção de não-conformidades, o auditor deve comunicar a sua ocorrência à administração da empresa e aos responsáveis pela governança, para adoção das medidas pertinentes. 35) (Analista Auditor/TJ/PI/FCC/2009) Os papéis de trabalho devem ser conservados pelo auditor, para fins de fiscalização do exercício profissional, pelo prazo de (A) 3 (três) anos, a contar da data da emissão de seu parecer. (B) 3 (três) anos, a contar da data da publicação das demonstrações contábeis da companhia auditada. (C) 4 (quatro) anos, a contar da data da publicação das demonstrações contábeis da companhia auditada. (D) 4 (quatro) anos, a contar da data da assembléia geral dos acionistas que aprovar as demonstrações contábeis da sociedade auditada. (E) 5 (cinco) anos, a contar da data da emissão de seu parecer. Os auditores independentes devem guardar ou manter a custódia dos papéis de trabalho ou da documentação de auditoria pelo prazo de 5 (cinco) anos, a contar da data de emissão de seu parecer. O gabarito é a letra E. Lembro que as atuais normas de auditoria independente das demonstrações contábeis estabelecem que o auditor deve adotar procedimentos apropriados para manter a custódia dos papéis de trabalho pelo prazo de pelo menos cinco anos, a partir da data de emissão do seu relatório (parecer). Portanto, o auditor deve guardá-los no mínimo por cinco anos. 36) (AUDITOR/TCE/AL/FCC/2008) Analise as afirmações a seguir, relativas aos papéis de trabalho da auditoria:

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AUDITORIA PARA ISS/SP I. O auditor deve registrar nos papéis de trabalho as informações relativas ao planejamento de auditoria, a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos aplicados, os resultados obtidos e as suas conclusões da evidência da auditoria. II. O auditor deve adotar procedimentos apropriados para manter a custódia dos papéis de trabalho pelo prazo de cinco anos, a partir da data de emissão do seu parecer. III. Os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor, não devendo em hipótese alguma ser postos à disposição da entidade. IV. Os papéis de trabalho utilizados em auditoria anterior na mesma entidade não podem ser utilizados para ajudar o planejamento e a execução da auditoria atual. Está correto o que se afirma SOMENTE em (A) I e II. (B) I e III. (C) II e III. (D) II e IV. (E) III e IV. A afirmação I é correta. O auditor documenta o planejamento, a forma de aplicação dos procedimentos, os resultados e conclusões da auditoria. A afirmação II também é correta. O auditor deve manter a guarda ou custódia dos papéis de trabalho pelo prazo de cinco anos, a partir da data de emissão do seu parecer. A afirmação III é incorreta, pois parte dos papéis de trabalho podem ser postos à disposição da entidade. Por fim, a afirmação IV também possui incorreção, pois os papéis de trabalho utilizados em auditoria anterior na mesma entidade podem ser utilizados para ajudar o planejamento e a execução da auditoria atual. Portanto, o gabarito é a letra “A”. 37) (TCM/CE/FCC/2010) Quanto à natureza dos papéis de trabalho de auditoria é correto afirmar que se classifica como A) programa o detalhamento dos procedimentos a serem adotados pelo auditor durante o trabalho de auditoria; e operacional o registro dos exames de auditoria. B) evidência as observações e exceções identificadas; e ajustes as reclassificações das contas. C) corrente o papel utilizado apenas em um exercício social e permanente aquele utilizado em mais de um exercício social. www.pontodosconcursos.com.br 58

AUDITORIA PARA ISS/SP D) balanço o papel utilizado para registro dos saldos de balanço do ano anterior e do ano em exame; e administrativo aquele utilizado para registro de tarefas administrativas do trabalho, tais como: horas, despesas etc. E) convencional a formalização do trabalho de auditoria em papéis de trabalho; e eletrônico a formalização do trabalho de auditoria por meio eletrônico, denominado paperless. Quanto à natureza, os papéis de trabalho de auditoria se classificam como correntes, que são aqueles utilizados apenas em um exercício social, e permanentes aqueles utilizados em mais de um exercício social. O gabarito é a letra “C”. 38) (TCM/PA/FCC/2010) De acordo com as normas brasileiras de contabilidade, em relação aos papéis de trabalho da auditoria independente das demonstrações contábeis, é correto afirmar: A) Os papéis de trabalho do auditor independente, quando solicitados por terceiros, somente podem ser disponibilizados após autorização formal da entidade auditada. B) O auditor deve adotar procedimentos apropriados para manter a custódia dos papéis de trabalho pelo prazo de três anos, a partir da data de emissão do seu parecer. C) As normas brasileiras de contabilidade desencorajam a utilização de papéis de trabalho padronizados. D) O auditor não pode usar para fundamentar seus trabalhos quaisquer documentos e demonstrações preparados ou fornecidos pela entidade, independentemente de sua forma, conteúdo e consistência. E) As informações sobre a estrutura organizacional e legal da entidade, bem como sobre o ambiente de negócios em que ela opera, não devem constar de papéis de trabalho do auditor, já que são informações de ordem confidencial. A alternativa “A” é a correta e constitui o gabarito da questão. Os papéis de trabalho do auditor independente, quando solicitados por terceiros, somente podem ser disponibilizados após autorização formal da entidade auditada, em virtude do dever de confidencialidade. Na alternativa “B”, o prazo de guarda é de cinco anos. Na alternativa “C”, o correto seria que as normas brasileiras de contabilidade encorajam a utilização de papéis de trabalho padronizados, pois eles tornam a auditoria eficaz.

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AUDITORIA PARA ISS/SP Na alternativa “D”, o correto seria afirmar-se que o auditor pode usar para fundamentar seus trabalhos quaisquer documentos e demonstrações preparados ou fornecidos pela entidade, desde que assegurada pelo auditor a sua consistência e confiabilidade. Por fim, na alternativa “E”, o correto é que as informações sobre a estrutura organizacional e legal da entidade, bem como sobre o ambiente de negócios em que ela opera, devem constar de papéis de trabalho do auditor, pois são elementos relevantes para a avaliação de riscos e definição dos procedimentos de auditoria. 39) (Auditor/TCE/SP/FCC/2008) Em relação aos papéis de trabalho, o auditor externo deve (A) quando utilizar-se de papéis de trabalho fornecidos pela empresa auditada verificar sua exatidão. (B) utilizar somente papéis de trabalho complementares às demonstrações contábeis. (C) aceitar os documentos apresentados, visto que a empresa declara por meio da carta de conforto sua responsabilidade em relação às informações prestadas. (D) conferir a legitimidade e a legalidade de todas as atas, estatutos e contratos apresentados pela empresa. (E) elaborar todos os papéis, não podendo utilizar-se de papéis elaborados por terceiros. A letra A é correta, pois o auditor deve verificar a exatidão e a autenticidade dos papéis de trabalho que lhe sejam fornecidos pela entidade auditada ou por terceiros. A letra B é incorreta, pois logicamente que o auditor não deve utilizar somente papéis de trabalho complementares às demonstrações contábeis. A letra C é incorreta. O auditor não deve simplesmente aceitar os documentos apresentados e tampouco a empresa declara por meio da carta de conforto sua responsabilidade em relação às informações prestadas. A letra D é incorreta. Não é papel do auditor independente examinar a legitimidade e a legalidade de todas as atas, estatutos e contratos apresentados pela empresa. O auditor examina a documentação comprobatória das operações e transações da empresa, por amostragem, nas circunstâncias apresentadas. Por outro lado, verifica a autenticidade dos documentos e se as decisões adotadas pelos gestores, com base nas atas de reunião, estão em conformidade com as normas. www.pontodosconcursos.com.br 60

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A letra E é incorreta. O auditor pode utilizar-se de papéis elaborados por terceiros, desde que se assegure da exatidão e da fidedignidade dessa documentação que lhe foi fornecida. 40) (Auditor/CGE/PB/CESPE/2008) Sabe-se que os papéis de trabalho integram um processo organizado de registro de evidências da auditoria, com relação à confiabilidade, custódia e propriedade destes. Com relação aos papéis de trabalho, é correto afirmar que A) são de responsabilidade do auditor, mas de propriedade do auditado. B) devem ser disponibilizados para o auditor que assumir o trabalho quando houver rescisão de contrato. C) o auditor deve manter sua custódia até 5 anos após a emissão do parecer. D) só podem ser fornecidos quando solicitados diretamente à entidade auditada. E) o Conselho Regional de Contabilidade pode exigir, para fins de cadastramento, cópia de papéis de trabalho. Os papéis de trabalho são de responsabilidade e propriedade do auditor externo. A assertiva A está incorreta. O auditor não é obrigado a disponibilizar os papéis de trabalho a outro que assumir quando houver rescisão. Essa documentação pode ser disponibilizada a outro auditor, desde que a administração da entidade auditada autorize formalmente. A assertiva B está incorreta. O auditor deve adotar procedimentos apropriados para manter a custódia dos papéis de trabalho pelo prazo de cinco anos, a partir da data de emissão do seu parecer. A assertiva C é a que satisfaz o enunciado da questão. Os papéis de trabalho quando solicitados por terceiros, ao auditor, somente podem ser disponibilizados após autorização formal da entidade auditada. Assim, a assertiva D está incorreta. A exigência de cópia de papéis de trabalho não constitui condição para fins de cadastramento do auditor independente junto ao Conselho Regional de Contabilidade. A assertiva E está também incorreta. *************************************************************** Fim. Bons estudos e até a próxima aula. www.pontodosconcursos.com.br 61

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QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA
1) (AFC/CGU/ESAF/2008) Quando da aplicação dos testes de observância e substantivos, o auditor deve considerar alguns procedimentos técnicos básicos. Um deles – a revisão analítica – tal como a define a NBC-T-11, consiste no(a): a) exame de registros, documentos e de ativos tangíveis. b) acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução. c) obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação, dentro ou fora da entidade. d) conferência da exatidão aritmética de documentos comprobatórios, registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias. e) verificação do comportamento de valores significativos, mediante índices, quocientes, quantidades absolutas ou outros meios, com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. 2) (AFTE/RS/FUNDATEC/2009) Na aplicação dos testes de observância e substantivos, o auditor deve considerar os seguintes procedimentos técnicos básicos, exceto: A) investigação e confirmação – obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação, dentro e fora da entidade. B) comparação – dados realizados com os dados projetados. C) inspeção – exame de registros, documentos e de ativos tangíveis. D) observação – acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução. E) cálculo – conferência da exatidão aritmética de documentos comprobatórios, registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias. 3) (AUDITOR/MG/CESPE/2008) A confirmação externa, ou circularização, consiste na expedição de cartas a empresas ou pessoas com as quais o auditado mantém relações de negócios, solicitando confirmação a respeito da situação desses negócios em data determinada. Acerca da confirmação externa, assinale a opção correta. A) Na correspondência encaminhada, os valores constantes dos livros do cliente devem ser obrigatoriamente discriminados. B) As cartas são assinadas pelos auditores; as informações prestadas por terceiros devem ser previamente compartilhadas com o cliente e por ele reconhecidas. C) As divergências entre os registros do cliente e os de terceiros só serão consideradas válidas mediante reconhecimento por parte do cliente. D) Se a resposta for considerada muito relevante, sua falta implicará na emissão de parecer com abstenção de opinião. E) Decidida a aplicação da confirmação, as cartas serão enviadas apenas às empresas e pessoas selecionadas mediante amostragem, considerando, entre

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outros fatores, as limitações de tempo, os custos do procedimento e os riscos associados. 4) (ICMS/RIO/FGV/2009) Avalie as seguintes situações: I. O auditor deve obter informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação, dentro ou fora da entidade. II. O auditor verifica o comportamento de valores significativos, mediante índices, quocientes, quantidades absolutas ou outros meios, com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. Os procedimentos técnicos aplicáveis a essas situações são, respectivamente: (A) inspeção e investigação / inspeção dedutiva. (B) revisão e análise / confirmação analítica. (C) cálculo e observação / revisão confirmativa. (D) investigação e confirmação / revisão analítica. (E) revisão e observação / análise quantitativa. 5) (AFRFB/ESAF/2009) A empresa Grandes Resultados S.A. possui prejuízos fiscais apurados nos últimos três anos. A empresa estava em fase préoperacional e agora passou a operar em plena atividade. As projeções para os próximos cinco anos evidenciam lucros. O procedimento técnico básico que aplicado pelo auditor constataria esse evento seria: a) ocorrência. b) circularização. c) cálculo. d) inspeção. e) inventário físico. 6) (AFRFB/ESAF/2009) A auditoria externa realizou na empresa Avalia S.A. o cálculo do índice de rotatividade dos estoques para verificar se apresentava índice correspondente às operações praticadas pela empresa. Esse procedimento técnico básico corresponde a: a) inspeção. b) revisão analítica. c) investigação. d) observação. e) confronto. 7) (Analista/SUSEP/ESAF/2010) O auditor interno, ao realizar seus testes, efetuou o acompanhamento dos inventários físicos, confrontou as notas fiscais do período com os registros e realizou a circularização dos advogados internos e externos. Esses procedimentos correspondem respectivamente a: a) investigação, inspeção e observação. b) inspeção, observação e investigação. c) confirmação, investigação e observação. d) circularização, observação e inspeção. e) observação, Inspeção e investigação.

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(D) contagem física dos estoques. o procedimento de auditoria a ser aplicado é: a) inspeção. (E) avaliação dos controles internos da entidade. 9) (AUDITOR/TCE/AL/FCC/2008) Os testes de observância em auditoria têm como objetivo a (A) conferência dos cálculos de depreciação dos equipamentos. (D) inspeção de ativos tangíveis. d) confirmação. (C) confirmação sobre o valor dos créditos a receber contabilizados pela entidade.br 64 . quocientes e variações absolutas. o auditor independente utiliza. c) revisão analítica. e) solicitação de informações. b) observação. (C) revisão analítica de recebíveis. (B) observação de processo de controle. o procedimento de (A) conferência do cálculo dos créditos.AUDITORIA PARA ISS/SP 8) (ISS/Rio/ESAF/2010) Para a obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. (B) avaliação do comportamento de itens significativos através de índices.pontodosconcursos. dentro ou fora da entidade. www. 11) (ICMS/SP/FCC/2009) Para certificar-se que direitos de crédito efetivamente existem em determinada data. c) as contas patrimoniais. principalmente. (C) substantivos. (B) de revisão analítica. (E))circularização dos devedores da companhia. 12) (SEFAZ/SP/ESAF/2009) Os testes de observância têm por objeto de análise: a) as contas patrimoniais e de resultado. d) os procedimentos de controle interno estabelecidos pela administração. b) os procedimentos de controle de custos adotados pela administração. (D) de aderência.com. (E) formais de contingência. apenas. 10) (Auditor/Infraero/FCC/2011) Os testes que visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela Administração estão em efetivo funcionamento e cumprimento são denominados testes (A) de observância.

exatidão e validade dos dados gerados pelo sistema de contabilidade da entidade são denominados testes (A) de controle.AUDITORIA PARA ISS/SP e) as contas de resultado. (B) de observância. (C) amostragem estatística e procedimentos de revisão analítica. se o que está registrado de fato existe e se está correto. (E) de aderência. (D) avaliação. (E) materialidade. D) avaliação patrimonial atualizada. (B) ocorrência. 16) (AUDITOR/MG/CESPE/2008) Na aplicação dos testes substantivos. e) Apresentação e divulgação / abrangência / existência. E) existência dos direitos e obrigações que integram o patrimônio em algum momento do período transcorrido. entre as quais inclui-se a A) abrangência. 13) (AFRE/MG/ESAF/2005/Com adaptações) Assinale a opção incorreta quanto aos objetivos do auditor na aplicação dos testes substantivos. d) Ocorrência / avaliação / divulgação. 14) (ICMS/SP/FCC/2009) Os testes substantivos de auditoria dividem-se em testes de (A) observância e testes de circularização de saldos. apenas. B) verificação da efetividade dos controles internos.pontodosconcursos. (D) de evidência. com base na sistemática de correção monetária vigente.br 65 . (C) substantivos. 15) (ICMS/SP/FCC/2009) Os procedimentos de auditoria que têm por finalidade obter evidências quanto à suficiência. o auditor deve objetivar determinadas conclusões. c) Mensuração / direitos e obrigações / relevância. (D) eventos subseqüentes e testes de transações e saldos. a) Existência / direitos e obrigações / ocorrência. C) efetiva ocorrência de uma transação. 17) (ICMS/SP/FCC/2009) Quando o auditor verifica se o valor do documento que suporta o lançamento contábil foi efetivamente o valor registrado. (E)) transações e saldos e procedimentos de revisão analítica. b) Abrangência / avaliação / mensuração. www.com. isto é. (B) observância e testes de amostragem estatística. ele objetiva a conclusão de (A) existência. (C) mensuração.

br 66 . o saldo da conta de (A) Imobilizado está subavaliado. que poderá estar na empresa. www. Dessa forma. (E) o Custo das Mercadorias Vendidas está superavaliado. foi cadastrada como 10% ao ano. b) abrangência. d) ocorrência.com. Ao analisar os parâmetros do sistema de cálculo da depreciação da conta Móveis e Utensílios do Escritório Administrativo. efetivamente. (B) a conta de Depreciação Acumulada. A) determinar sua existência. e) divulgação. em bancos ou terceiros. o auditor pode concluir que (A) a conta de Estoque de Produtos Acabados. D) determinar a existência de restrições de uso ou de vinculações em garantia. B) determinar se é pertencente à empresa. está subavaliada.AUDITORIA PARA ISS/SP 18) (AFRFB/ESAF/2009) A empresa Evolution S. constata que a taxa de depreciação. que deveria ser de 5% ao ano.A. 19) (ICMS/SP/FCC/2009) O auditor externo está realizando auditoria em uma empresa do setor industrial. na área de ativo imobilizado. (D) a Depreciação Acumulada está com o saldo acumulado correto. Nesse caso. tendo sido utilizado taxa menor do que a permitida. haviam sido registradas na contabilidade. está subavaliada. (D) Depreciação Acumulada está subavaliado. calculados sobre o imobilizado da empresa. (C) a Despesa de Depreciação. E) determinar se foram utilizados os princípios fundamentais de contabilidade. está superavaliada. no período. Esse procedimento tem como objetivo confirmar a: a) existência. constata que o cálculo estava incorreto. determinar se as ações ou o título de propriedade do capital social C) C) foram adequadamente autorizados e emitidos. 20) (TCE/AM/FCC/2008) O auditor externo ao realizar procedimento de conferência dos valores de depreciação. quanto à finalidade da auditoria das disponibilidades. (C) Estoques de Produtos Acabados está superavaliado. (E) Despesa de Depreciação está superavaliado.pontodosconcursos. 21) (AFTE/RS/FUNDATEC/2009) Assinale a alternativa incorreta. c) mensuração. (B) Custo das Mercadorias Vendidas está superavaliado. no período. no período. A auditoria externa realizou testes para confirmar se todas as operações de vendas. comprou novo sistema de faturamento para registro de suas vendas.

por tratar-se de imposto sobre mercadorias.00. o auditor deve acompanhar o inventário físico executando testes de confirmação das contagens físicas e procedimentos complementares necessários.br 67 .500.000.. não contabilizada pela companhia.00 23) (AFRE/MG/ESAF/2005) Ao ser feita a análise da conta de Estoques da empresa Comercial de sapatos Ltda. No procedimento de conciliação bancária. emitidos pela companhia.300. o auditor externo depara-se com lançamento a débito. não havia ainda sido compensado.00. A consideração que pode ser feita sobre o processo de auditoria é que o auditor afirmará que: a) o saldo da conta encontra-se sub-avaliado em decorrência de o débito de ICMS ser um crédito de imposto da empresa.00 (C) 146.200. havia sido paga pelo credor. b) o lançamento deveria ter sido efetuado a débito de ICMS no resultado. d) a conta deve ser ajustada. o auditor constatou que − Os cheques de nº 15 a 18. − A duplicata nº 22. credor. dessa conta.00.00. sem que houvesse sido registrado o fato na escrituração contábil da entidade. sendo creditada pelo valor e a contrapartida levada a resultado em despesa de ICMS. Efetuados os ajustes correspondentes. em cobrança no banco. e) o saldo da conta encontra-se super-avaliado. no valor total de R$ 11. − Houve cobrança de despesas bancárias no valor de R$ 1.00 (E) 137. o saldo da mesma conta corrente na escrituração contábil da companhia era de R$ 136. efetuado pela companhia.AUDITORIA PARA ISS/SP 22) (Auditor/São Paulo/FCC/2007) O saldo da conta corrente da entidade auditada no Banco Mineiro do Sul S/A em 31.500. c) o lançamento é devido e o saldo da conta não se encontra nem superavaliado. no valor de R$ 12. do valor referente a ICMS sobre mercadorias adquiridas.000.000. nem sub-avaliado.000.300.12. devedor.700.00 (B) 147.00 (D) 145. 24) (ICMS/PB/FCC/2006) Em relação ao Inventário Físico de Estoques a ser realizado pelas empresas. www. não haviam ainda sido apresentados ao banco. é responsabilidade do auditor: (A) sempre acompanhar e aplicar testes que confirmem a existência física dos elementos registrados nas contas contábeis da empresa auditada.com.00. em função do ICMS sobre mercadorias ser um direito da empresa.500. Na mesma data.pontodosconcursos. o valor correto do saldo da conta corrente bancária da entidade é de.2005 era de R$ 158.00. (B))quando o valor dos estoques for expressivo em relação à posição patrimonial e financeira da empresa. nessa mesma data. em R$: (A) 149. − Um depósito de R$ 1.

pontodosconcursos. quais procedimentos de auditoria podem ser utilizados para verificar se as vendas realizadas foram provisionadas contabilmente como valores a receber e se a quitação ocorreu conforme os valores e os prazos envolvidos? (A) Fazer a contagem física do Caixa na data do vencimento da fatura e a revisão analítica do saldo contábil da conta Bancos. quando este último for igual ao valor patrimonial das ações. recebendo somente após a venda. e) amostragem. c) circularização. (E) confirmar que os ajustes apurados no inventário físico tenham sido contabilizados. quando a empresa for industrial elaborando os ajustes necessários nas demonstrações contábeis. decorrente da venda de ativos para a investidora. dentre os procedimentos mencionados nas alternativas abaixo. (E) Exclusão do lucro da investida. (B) Recebimento de dividendos contabilizados como receita na investidora. (B) Verificar a composição analítica do saldo contábil do Contas a Receber e o extrato bancário com o correspondente crédito na data do vencimento da fatura. O procedimento de auditoria que garantiria confirmar a quantidade de produtos existentes em seus representantes seria: a) inventário físico. aquele que deve ser considerado INCORRETO pelo auditor é: (A) Registro da participação da investidora no lucro da investida como resultado da investidora. sendo desobrigado de acompanhar o inventário físico em qualquer situação. (D) proceder ao inventário físico.br 68 . apresentando as divergências para que a empresa possa realizar os ajustes e elaborar as demonstrações contábeis.com. do valor do investimento avaliado pelo MEP. (C) Avaliação pelo MEP de investimentos em empresas que sejam controladas ou coligadas da investidora. (D) Registro de ágio por rentabilidade futura quando a investidora adquire ações da investida por um valor superior ao seu valor justo.AUDITORIA PARA ISS/SP (C) acompanhar e colaborar na execução do inventário físico. Seu processo de vendas é por consignação. 26) (AFRFB/ESAF/2009) A empresa Agrotoxics S. quando o lucro não for considerado realizado. tem seus produtos espalhados por diversos representantes. 25) (Auditor/Infraero/FCC/2011) Na auditoria de investimentos (participações societárias permanentes). b) custeio ponderado. 27) (AUDITOR/PETROBRAS/CESGRANRIO/2008) Em um teste no processo de contas a receber de clientes. d) custeio integrado. em todas as regiões do Brasil. www. relacionados à aplicação do método da equivalência patrimonial (MEP).A.

os ativos sob a responsabilidade de empregados sejam confrontados com os registros da contabilidade. 28) (ANALISTA/SENADO/FGV/2008) Na empresa é necessário que. com base nas experiências de exercícios anteriores ou de empresas do mesmo ramo de negócio. Assinale a alternativa correta para os procedimentos de auditoria. normalmente. 30) (Contador/CELESC/FEPESE/2006) Procedimentos do auditor: Obter uma listagem individual dos bens do ativo imobilizado. (D) inventário físico dos bens em estoque com o razão geral da respectiva conta.AUDITORIA PARA ISS/SP (C) Realizar entrevista com um funcionário da contabilidade e verificar o fluxo de caixa da companhia. Selecionar bens para uma identificação física. (E) inventário do ativo imobilizado com o saldo das vendas efetuadas.com. Selecionar. clientes em falência. Verificar se o total dessa listagem concorda com o saldo do custo corrigido no fim do período. e. dentre outros). conferir a soma dessa listagem. Não é exemplo desse confronto: (A) contagem de caixa com o saldo do razão geral. (C) saldo da conta corrente bancária com o saldo do extrato enviado pelo banco. Assinale a alternativa correta para o texto acima descrito: A) Confirmação de contas a receber de clientes. acima descritos: www. C) Teste de avaliação das contas a receber de clientes. com o objetivo de detectar desfalques ou registro inadequado de ativos.pontodosconcursos. D) Inspeção de notas de crédito emitidas. E) Conferência de cálculos de contas a receber de clientes. (D) Realizar inventário físico do estoque para verificar a saída do bem da empresa. consiste em segregar as contas a receber por idade de vencimento e aplicando os percentuais históricos de perda. 2) na segunda etapa é realizada uma estimativa de perdas das contas a receber dos clientes restantes. 29) (Contador/CELESC/FEPESE/2006) É o procedimento no qual o valor necessário é determinado em duas etapas: 1) numa primeira etapa deve-se identificar as perdas já conhecidas (clientes em concordata. O saldo corresponde ao somatório dos valores das duas etapas aqui mencionadas. periodicamente. e entrevistar os funcionários do Financeiro e da Contabilidade. (B) contagem física de títulos com o saldo da conta de investimentos. de forma aleatória. com data-base do fim do período. Essa estimativa. verificar a movimentação contábil do saldo das contas Estoques e Contas a Receber.br 69 . bens fisicamente e identificá-los na listagem. clientes em dificuldades financeiras. apresentado no papel de trabalho de movimentação das contas envolvidas. B) Avaliação das contas a receber e da provisão para devedores duvidosos. (E) Efetuar a circularização dos bancos para obter os extratos na data do vencimento da fatura e realizar o cálculo das provisões contábeis no Contas a Receber.

000.AUDITORIA PARA ISS/SP A) Teste das baixas.00.000. a partir dessa data.00. www.000. de forma limitada. B) Teste de aquisições. que estão classificadas no ativo circulante da companhia auditada.000.pontodosconcursos. foi constatado pelo auditor: I.00. C) Teste de depreciações. Duplicatas aceitas por uma empresa cliente no valor de R$ 30. D) Verificação da existência física. os procedimentos de auditoria especificados para ajudar a identificar não conformidades com leis e regulamentos que possam ter efeito relevante sobre as demonstrações contábeis.00. o resultado do exercício (A) aumentou em R$ 13.00. com vida útil estimada de 25 anos.00. E) Verificação das imobilizações em andamento. (D) diminuiu em R$ 9. A depreciação de um imóvel da companhia adquirido por R$ 500. 34) (TRF/1ª REGIÃO/FCC/2011) Leis e regulamentos reconhecidos como tendo efeito direto na determinação dos valores e divulgações relevantes nas demonstrações contábeis requerem do auditor a responsabilidade de (A) executar.br 70 .000. (C) ficou inalterado.com.000. (E) diminuiu em R$ 29. D) revisão analítica.000. com pagamento atrasado em mais de dez meses. Em função dos ajustes corretamente efetuados pelo auditor. C) existência física de empregados. (D) teste das despesas de manutenção e reparos. III. 31) Indique a opção que NÃO contém um procedimento de auditoria do Ativo Imobilizado: (A) teste das aquisições.00. (C) verificação das existências físicas. E) recálculo de passivos. com vigência de dois anos. (E) confirmação de contas a receber de clientes. II. foi lançado integralmente como despesa. não tinha sido contabilizada. B) confirmação direta de passivos. 32) NÃO constitui um teste de folha de pagamento A) verificação de remuneração de executivos. (B) aumentou em R$ 3. (B) conferência dos saldos iniciais e finais. 33) (ICMS/SP/FCC/2009) Na auditoria da Demonstração de Resultado do Exercício de uma companhia. sem perspectiva nenhuma de recebimento. Um prêmio de seguro pago no dia 1º de julho do exercício. no valor de R$ 84.

IV. a contar da data da assembléia geral dos acionistas que aprovar as demonstrações contábeis da sociedade auditada. III. 36) (AUDITOR/TCE/AL/FCC/2008) Analise as afirmações a seguir. Está correto o que se afirma SOMENTE em (A) I e II. a partir da data de emissão do seu parecer. (E) recusar a continuidade dos trabalhos. para fins de fiscalização do exercício profissional. II. (C) 4 (quatro) anos.com. 37) (TCM/CE/FCC/2010) Quanto à natureza dos papéis de trabalho de auditoria é correto afirmar que se classifica como www. a contar da data da publicação das demonstrações contábeis da companhia auditada. O auditor deve adotar procedimentos apropriados para manter a custódia dos papéis de trabalho pelo prazo de cinco anos. em decorrência de não ser sempre possível obter evidências suficientes das transações e dos respectivos efeitos nas demonstrações contábeis. a contar da data da publicação das demonstrações contábeis da companhia auditada. (C) II e III. O auditor deve registrar nos papéis de trabalho as informações relativas ao planejamento de auditoria.br 71 . Os papéis de trabalho utilizados em auditoria anterior na mesma entidade não podem ser utilizados para ajudar o planejamento e a execução da auditoria atual. (D) 4 (quatro) anos. (B) 3 (três) anos. imediatamente. quando da constatação de não conformidades. a contar da data da emissão de seu parecer. 35) (Analista Auditor/TJ/PI/FCC/2009) Os papéis de trabalho devem ser conservados pelo auditor. a contar da data da emissão de seu parecer. não permitindo a emissão de relatório de auditoria. relativas aos papéis de trabalho da auditoria: I. a natureza. (E) III e IV. pelo prazo de (A) 3 (três) anos. (B) I e III. Os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor. os resultados obtidos e as suas conclusões da evidência da auditoria. (C) comunicar à administração. mas somente a geração de parecer circunstanciado da situação. a oportunidade e a extensão dos procedimentos aplicados. (E) 5 (cinco) anos. uma vez que esta é a única responsável pela avaliação e cumprimento das normas e leis as quais a empresa esteja sujeita. (D) obter evidência de auditoria apropriada e suficiente quanto à conformidade com as disposições das leis e regulamentos.AUDITORIA PARA ISS/SP (B) manifestar a necessidade de limitação do escopo de trabalho. (D) II e IV.pontodosconcursos. não devendo em hipótese alguma ser postos à disposição da entidade.

denominado paperless. e eletrônico a formalização do trabalho de auditoria por meio eletrônico. somente podem ser disponibilizados após autorização formal da entidade auditada.com. não podendo utilizar-se de papéis elaborados por terceiros. bem como sobre o ambiente de negócios em que ela opera. conteúdo e consistência. (D) conferir a legitimidade e a legalidade de todas as atas.br 72 . tais como: horas. estatutos e contratos apresentados pela empresa. (B) utilizar somente papéis de trabalho complementares às demonstrações contábeis. E) convencional a formalização do trabalho de auditoria em papéis de trabalho. D) balanço o papel utilizado para registro dos saldos de balanço do ano anterior e do ano em exame. www. 38) (TCM/PA/FCC/2010) De acordo com as normas brasileiras de contabilidade.AUDITORIA PARA ISS/SP A) programa o detalhamento dos procedimentos a serem adotados pelo auditor durante o trabalho de auditoria. C) corrente o papel utilizado apenas em um exercício social e permanente aquele utilizado em mais de um exercício social. B) O auditor deve adotar procedimentos apropriados para manter a custódia dos papéis de trabalho pelo prazo de três anos. D) O auditor não pode usar para fundamentar seus trabalhos quaisquer documentos e demonstrações preparados ou fornecidos pela entidade. em relação aos papéis de trabalho da auditoria independente das demonstrações contábeis. 39) (Auditor/TCE/SP/FCC/2008) Em relação aos papéis de trabalho. a partir da data de emissão do seu parecer. o auditor externo deve (A) quando utilizar-se de papéis de trabalho fornecidos pela empresa auditada verificar sua exatidão. não devem constar de papéis de trabalho do auditor. E) As informações sobre a estrutura organizacional e legal da entidade. despesas etc. C) As normas brasileiras de contabilidade desencorajam a utilização de papéis de trabalho padronizados. visto que a empresa declara por meio da carta de conforto sua responsabilidade em relação às informações prestadas. e administrativo aquele utilizado para registro de tarefas administrativas do trabalho. já que são informações de ordem confidencial. quando solicitados por terceiros. (C) aceitar os documentos apresentados. e ajustes as reclassificações das contas. (E) elaborar todos os papéis. e operacional o registro dos exames de auditoria. independentemente de sua forma. B) evidência as observações e exceções identificadas.pontodosconcursos. é correto afirmar: A) Os papéis de trabalho do auditor independente.

C 18 .br 73 .B 30 .AUDITORIA PARA ISS/SP 40) (Auditor/CGE/PB/CESPE/2008) Sabe-se que os papéis de trabalho integram um processo organizado de registro de evidências da auditoria.D 25 . cópia de papéis de trabalho.D 35 .E 36 .E 33 . Com relação aos papéis de trabalho.C 26 .E 28 .B 32 .C 20 . com relação à confiabilidade.B 29 . para fins de cadastramento.C 21 .C 3-E 8-D 13 . D) só podem ser fornecidos quando solicitados diretamente à entidade auditada. E) o Conselho Regional de Contabilidade pode exigir.D 17 .A 31 . mas de propriedade do auditado. C) o auditor deve manter sua custódia até 5 anos após a emissão do parecer.E 40 .C 22 .B 23 . GABARITO: 1–E 6–B 11 – E 16 .C 24 .E 19 . é correto afirmar que A) são de responsabilidade do auditor. custódia e propriedade destes.A 2-B 7-E 12 .A 38 .B 27 .A 5-D 10 .C www.com.A 4-D 9-E 14 .D 39 .pontodosconcursos. B) devem ser disponibilizados para o auditor que assumir o trabalho quando houver rescisão de contrato.A 15 .B 37 .B 34 .

A apresentação da carta de responsabilidade da administração é uma forma do auditor obter evidência de que a administração reconhece sua responsabilidade pela preparação e apresentação adequada das Demonstrações Contábeis.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Olá pessoal. e quando apropriado. Essa carta é endereçada ao auditor independente. Transações com Partes Relacionadas. Continuidade Operacional. assim como as bases de preparação. dos responsáveis pela governança. A aula desta semana compreende os seguintes assuntos: Representações da Administração. confirmando as informações e os dados a ele fornecidos. REPRESENTAÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO Um dos procedimentos que o auditor independente das demonstrações contábeis adota na conclusão do trabalho de campo é solicitar uma carta de representação por parte da administração da entidade auditada. onde esta declara diretamente ao auditor que nada omitiu que pudesse afetar as demonstrações contábeis e que as mesmas foram preparadas em consonância com os princípios fundamentais de contabilidade.pontodosconcursos. apresentação e divulgação das Demonstrações Contábeis submetidas para exame de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. Portanto. Contingências. A norma do CFC atualmente em vigor (NBC TA 580) define que o objetivo do auditor é obter representações formais da administração. cujas Demonstrações Contábeis estão sendo auditadas. de que eles cumpriram com suas responsabilidades pela elaboração das demonstrações contábeis e pela integridade das informações fornecidas ao auditor.br 1 . Uso do Trabalho de Outros Profissionais Estimativas Contábeis. COMPARANDO: Prof. Esta é a 4ª aula do nosso curso de auditoria para o ISS SP. a carta de responsabilidade da administração é o documento que deve ser emitido pelos administradores da entidade. Marcelo Aragão www.com.

se o auditor não consegue obter evidência suficiente sobre os critérios para reconhecimento de vendas e correspondentes custos em base de percentagem de conclusão de obra ou de contrato quando afetam de maneira significativa a apuração dos resultados. A possibilidade de mal-entendidos entre o auditor e a administração é reduzida quando declarações verbais são confirmadas por escrito pela administração. confirmando as informações e os dados a ele fornecidos. individualmente ou em conjunto.pontodosconcursos. Resumo de tais itens deve www.com. apresentação e divulgação das Demonstrações Contábeis submetidas para exame de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. fornecida ao auditor. Declarações da administração como evidência de auditoria As normas exigem que o auditor obtenha declarações por escrito da administração sobre assuntos significativos para as Demonstrações Contábeis sempre que não se possa ter expectativa razoável quanto à existência de outra evidência de auditoria pertinente. O auditor deve obter declaração por escrito da administração que: reconhece sua responsabilidade pela elaboração e implementação de controles internos para prevenir e identificar erros. Representações formais. Por exemplo. as afirmações nelas contidas ou livros e registros comprobatórios.br 2 Prof. não incluem as demonstrações contábeis. individual ou coletivamente. NBC TA 580 (norma atual) Representação formal é uma declaração escrita pela administração.17 (norma anterior) Carta de responsabilidade da administração é o documento que deve ser emitido pelos administradores da entidade. As declarações por escrito solicitadas da administração podem estar limitadas a assuntos considerados. Essa carta é endereçada ao auditor independente. e acredita que os efeitos agregados de distorções não-ajustadas são irrelevantes. assim como as bases de preparação.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO NBC T 11. cujas Demonstrações Contábeis estão sendo auditadas. para as Demonstrações Contábeis como um todo. neste contexto. para confirmar certos assuntos ou suportar outra evidência de auditoria. Marcelo Aragão . deve indagar a administração sobre o assunto e obter uma explicação formal quanto aos princípios usados para o reconhecimento de receitas e despesas. como significativos para as Demonstrações Contábeis.

e analisar se as pessoas que fazem as declarações podem ser consideradas bem informadas sobre assuntos específicos sob os quais emitiram suas declarações. o auditor deve: buscar evidência comprobatória de auditoria com base em fontes dentro e fora da entidade. incluindo outras declarações. o auditor deve obter declarações formais da Administração de que ela reconhece sua responsabilidade na elaboração e na implementação de controles para prevenir e detectar fraudes e que não tem conhecimento de Prof. a administração da entidade auditada faz declarações ao auditor. como por exemplo. avaliar se as declarações feitas pela administração são razoáveis e consistentes com outras evidências de auditoria obtidas. Por exemplo. que o auditor. Devido à natureza das fraudes e das dificuldades inerentes em detectálas.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO ser incluído ou anexado à Carta de Responsabilidade Administração. Uma limitação de escopo pode significar uma ressalva no relatório/parecer de auditoria ou até mesmo uma negativa de opinião. esperaria obter. espontaneamente ou em resposta a indagações específicas. Quando essas declarações estão relacionadas com assuntos que sejam significativos para as Demonstrações Contábeis. uma declaração da administração pode ser a única evidência de auditoria que. cuidado em prova! As declarações da administração não substituem outras evidências de auditoria que o auditor independente deve obter. mesmo que uma declaração da administração sobre esse assunto tenha sido recebida. Todavia. para corroborar a intenção da administração de manter um investimento específico a longo prazo. ou possa ter um efeito significativo sobre as Demonstrações Contábeis e seja esperado que essa evidência esteja disponível. isso constituirá uma limitação de escopo da auditoria.com. Se não for praticável ao auditor obter evidência de auditoria adequada e suficiente com relação a um assunto que tenha.pontodosconcursos. em certos casos. da No decorrer da auditoria. normalmente. uma declaração da administração sobre o custo de um ativo não deve substituir a evidência de auditoria desse custo. normalmente. Marcelo Aragão www.br 3 . está disponível. Porém.

que é mais consistente que a evidência verbal. O auditor solicita a Carta de Responsabilidade da Administração para: cumprir a norma de auditoria independente. Documentação das declarações da administração Uma declaração por escrito é uma evidência de auditoria melhor do que uma declaração verbal e pode assumir. Essa declaração constitui uma salvaguarda importante para o auditor. dos sócios ou de órgão da administração com função semelhante. confirmar as informações verbais transmitidas pela administração ao auditor durante os trabalhos.pontodosconcursos. Data de emissão da carta de responsabilidade Prof. reconsiderar a confiabilidade de outras declarações feitas pela administração.br 4 . RESUMINDO: A carta de responsabilidade da administração é o documento que deve ser emitido pelos administradores da entidade.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO qualquer fraude ou suspeita de fraude que pudesse ter efeito relevante nas Demonstrações Contábeis. e é endereçada ao auditor independente. caso a declaração da administração seja conflitante com outra evidência de auditoria.com. mediante a manutenção de um adequado e efetivo sistema de controles internos. por exemplo. se necessário. ou c) atas de reuniões do conselho de administração. Marcelo Aragão www. resumidamente. obter evidência por escrito. o auditor deve investigar as circunstâncias e. cujas Demonstrações Contábeis estão sendo auditadas. e reduzir a possibilidade de mal-entendidos sobre representações da administração. as seguintes formas: a) carta com as declarações de responsabilidade da administração. b) carta do auditor descrevendo. Logicamente que. devidamente reconhecidas e confirmadas pela administração. seu entendimento das declarações da administração. considerando que a responsabilidade primária quanto à prevenção e detecção de fraudes é da administração.

que é a mesma do encerramento dos trabalhos de campo. No entanto. por exemplo. A atual norma prevê. Com o advento da NBC TA 580 – Representações Formais (norma em vigência). uma carta com as declarações de responsabilidade da administração da entidade. cujas Demonstrações Contábeis estão sendo auditadas deve ter a mesma data do parecer dos auditores independentes sobre essas Demonstrações Contábeis. Admite representação com data anterior (durante o curso da auditoria). Marcelo Aragão www. Admite carta com data anterior (durante o curso da auditoria) e posterior (exceção). à data do relatório do auditor sobre as demonstrações contábeis. à data do relatório do auditor sobre as demonstrações contábeis. mas não posterior. pode ser necessário solicitar uma representação formal atualizada. uma vez que um dos itens cobertos nessa carta diz respeito aos eventos subseqüentes ocorridos entre a data das Demonstrações Contábeis e a data do parecer dos auditores independentes. na data de uma oferta pública. COMPARANDO: NBCT 11.br 5 . a carta de responsabilidade deve ter a mesma data do parecer do auditor. NBC TA 580 (norma atual): A data das representações da administração deve ser tão próxima quanto praticável. uma carta contendo declarações sobre certas transações ou outros eventos específicos também pode ser obtida no decorrer da auditoria ou em data posterior àquela do parecer dos auditores. Quando for este o caso. no entanto.17 (norma anterior): Em regra.17 – Carta de Responsabilidade da Administração (revogada).AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Um aspecto muito cobrado em concurso diz respeito à data de emissão da carta de responsabilidade da administração! De acordo com a NBCT 11. Prof. justamente para delimitar até que data o auditor se responsabiliza em revelar eventos subseqüentes relevantes. mas não posterior.com.pontodosconcursos. que em algumas circunstâncias pode ser apropriado que o auditor obtenha representação formal sobre afirmação específica das demonstrações contábeis durante o curso da auditoria. em determinadas circunstâncias. a data das representações formais deve ser tão próxima quanto praticável.

o auditor pode requerer uma declaração por escrito de que todas as atas das assembléias dos acionistas. Ação a ser adotada caso a administração se recuse a prestar declarações: A NBC T 11.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A carta de responsabilidade da administração deve ser assinada pelos membros da administração que sejam os principais responsáveis pela entidade e sua movimentação financeira (geralmente. considerando a possibilidade de abster-se de emitir opinião. e o auditor deveria expressar parecer com ressalva ou com abstenção de opinião. em caso de recusa. estabelece que. A recusa da administração em fornecer a carta de responsabilidade pode constituir motivo para que o auditor rescinda a seu juízo o contrato de auditoria. Em determinadas circunstâncias. Já a NBC TA 580. b) reavaliar a integridade da administração e avaliar o efeito que isso pode ter sobre a confiabilidade das representações (verbais ou escritas) e da evidência de auditoria em geral. dependendo da generalização ou extensão da limitação (ausência de evidência).com. do conselho de administração e dos comitês relevantes lhe foram disponibilizadas. o auditor pode considerar necessário obter cartas com declarações de responsabilidade de outros membros da administração. a opinião do auditor poderá ser com ressalva ou o auditor poderá absterse de emitir opinião.17 definia que a recusa da administração em fornecer parcial ou totalmente a carta de responsabilidade constitui-se numa limitação de escopo. de forma a cobrir os aspectos contábeis com base no melhor entendimento e juízo desses executivos. Por exemplo. o principal diretor executivo e o principal executivo financeiro). No caso de declaração parcial. POR CONCLUSÃO: De acordo com as duas normas.br 6 .pontodosconcursos. assim como pelo contabilista responsável pelas Demonstrações Contábeis. Marcelo Aragão www. o auditor deve: a) discutir o assunto com a administração. o auditor deveria reavaliar a confiança depositada em outras declarações feitas pela administração no decorrer da auditoria. e c) tomar ações apropriadas. inclusive determinar o possível efeito sobre a sua opinião no relatório de auditoria. Prof.

como de praxe. incluindo outras declarações.com. 1) (SEFAZ/SP/ESAF/2009) Sempre que não possa ter expectativa razoável quanto à existência de outra evidência de auditoria pertinente. estava em vigor a NBC T 11. D) substituir uma evidência de auditoria por uma declaração da administração. Marcelo Aragão www. a administração da entidade auditada faz declarações ao auditor. c) Carta de Responsabilidade da Administração. Por conclusão. aprovada pela Resolução CFC nº 1. de 2005.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Visto o conteúdo sobre as Representações Formais. Como a atual norma do CFC (NBC TA 580). Segundo esta norma. cujas demonstrações contábeis estão sendo auditadas. vamos comentar algumas questões sobre o assunto estudado. o auditor deve cumprir determinados procedimentos. sobre os assuntos significativos para as Demonstrações Contábeis. a carta de responsabilidade da administração é o documento que deve ser emitido pelos administradores da entidade. b) Circularização dos Consultores Jurídicos.br 7 . Prof. Quando essas declarações estão relacionadas com assuntos que sejam significativos para as Demonstrações Contábeis. por meio da(o) chamada(o): a) Carta de Representação da Administração. Quando do concurso para a Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo.pontodosconcursos. Assinale a alternativa que NÃO constitui um desses procedimentos. 2) No decorrer da auditoria. B) avaliar se as declarações feitas pela administração são razoáveis e consistentes com outras evidências de auditoria obtidas. e) Carta de Conforto.17. a letra “a” também estaria correta. no atual contexto. d) Termo de Diligência. estabelece que as representações formais devem ter a forma de carta de representação dirigida ao auditor. a letra “c” é a correta.037. deve o auditor obter declarações por escrito da administração. A) buscar evidência comprobatória de auditoria com base em fontes dentro da entidade. espontaneamente ou em resposta a indagações específicas. C) buscar evidência comprobatória de auditoria com base em fontes fora da entidade.

Marcelo Aragão www. incluindo outras declarações. o auditor deve analisar se as pessoas que fazem as declarações podem ser consideradas bem informadas sobre assuntos específicos sob os quais emitiram suas declarações.br 8 . d) de emissão do parecer dos auditores. De acordo com a então vigente NBC T 11.. aplicou todos os procedimentos de auditoria necessários ao trabalho. ao realizar auditoria na empresa Construção S.pontodosconcursos. c) da publicação das demonstrações contábeis. o auditor deve reavaliar a confiança depositada nas declarações da administração.17. Quanto às demais alternativas. todas representam medidas a serem adotadas pelo auditor. e) em que o auditor finalizar os trabalhos em campo. Caso haja alguma inconsistência ou incoerência. o auditor deve avaliar se as declarações feitas pela administração são razoáveis e consistentes com outras evidências de auditoria obtidas.A.com. Ao solicitar a carta de responsabilidade da administração da empresa. realizando os trabalhos em conformidade com as normas de auditoria. A única alternativa que não constitui um procedimento a ser adotado pelo auditor diante de declarações relacionadas com assuntos significativos ou relevantes para as demonstrações é a “D”. pois as declarações da administração não substituem outras evidências de auditoria que o auditor independente deve obter. b) do término dos relatórios de revisão. quais sejam: o auditor deve buscar evidência comprobatória de auditoria com base em fontes dentro e fora da entidade. esta deve ser emitida na data a) de encerramento das demonstrações contábeis. uma carta com as declarações de responsabilidade da administração da entidade deve ter a mesma data do parecer dos auditores independentes sobre essas Demonstrações Contábeis. 3) (AFRFB/ESAF/2009) O auditor.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO E) analisar se as pessoas que fazem as declarações podem ser consideradas bem informadas sobre assuntos específicos sob os quais emitiram suas declarações. uma vez que um dos itens cobertos nessa carta diz respeito aos eventos subseqüentes ocorridos entre a data das Demonstrações Prof.

4) (AFRE/MG/ESAF/2005) O não fornecimento. a letra “d” é a correta. Ela deve ter a mesma data do parecer dos auditores. pela administração da empresa auditada. 5) (ICMS/SP/FCC/2009) A carta de responsabilidade da administração é um documento que compõe os papéis de auditoria. (E) atender as normas de auditoria independente. No caso de declaração parcial. Prof. c) suspensão da auditoria. Portanto. antes da data das representações formais. a opinião do auditor não pode ser expressa e o relatório não pode ser datado.pontodosconcursos. da Carta de Responsabilidade ao auditor independente caracteriza a) limitação de escopo. após a publicação das demonstrações. Dessa forma.com. e) a renúncia ao trabalho. o auditor deve reavaliar a confiança depositada em outras declarações feitas pela administração no decorrer da auditoria. A letra “a” é a opção correta.br 9 . como o auditor está interessado em eventos que ocorram até a data do seu relatório e que possam exigir ajuste ou divulgação nas demonstrações contábeis. (D) dar garantia ao auditor independente quanto às suas responsabilidades. OBSERVAÇÃO QUANTO ÀS NOVAS NORMAS DO CFC: De acordo com a NBC TA 580. Além disso. as representações formais são datadas o mais próximo possível da data do seu relatório sobre as demonstrações contábeis. como as representações formais são evidências de auditoria necessárias. A recusa da administração em fornecer parcial ou totalmente a carta de responsabilidade constitui-se numa limitação de escopo. Marcelo Aragão www. (C) dar maior credibilidade às informações verbais recebidas durante a auditoria. e o auditor deve expressar parecer com ressalva ou com abstenção de opinião. b) impossibilidade de auditoria. mas não após a data do relatório. d) fraude em auditoria.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Contábeis e a data do parecer dos auditores independentes. NÃO seria seu objetivo (A) impedir que o auditor possa ser processado societária ou criminalmente. (B) delimitar as responsabilidades do auditor independente e da administração.

Para os eventos apontados nas demais alternativas. 6) (AUDITOR FISCAL/PB/FCC/2006) Identifique entre os eventos abaixo aquele que a única evidência de auditoria é a carta de responsabilidade da administração. (A))Manutenção de um investimento específico como investimento de Longo Prazo. etc.br 10 . A confirmação da existência física de bens do ativo imobilizado é realizada mediante a inspeção física do bem pelo auditor. Dessa forma. Por exemplo.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A carta de responsabilidade da administração não possui o objetivo de impedir que o auditor possa ser processado societária ou criminalmente. Marcelo Aragão www. a comprovação das responsabilidades e alçadas de cada Diretor é obtida mediante o exame dos documentos que estabelecem os limites e alçadas e ao que autorizados pelos diretores. o auditor pode obter evidências mediante outros procedimentos. trabalhistas e tributários contra a empresa. As declarações e responsabilidades assumidas pela administração oferecem garantia quanto às suas responsabilidades. 7) (ICMS/RIO/FGV/2008) De acordo com José Carlos Carvalho (Auditoria Geral e Pública). (E) Saldo das Contas relativas a Tributos da empresa Ativos e Passivos de Curto e Longo Prazo. (D) Confirmação da existência física de bens do Ativo Imobilizado. destacando a responsabilidade pelas transações efetuadas. O saldo nas contas é confirmado mediante exame de registros e análise de saldos contábeis. que não a obtenção de carta de responsabilidade. poderá ser processado. pela elaboração das demonstrações. imperícia e/ou imprudência e ocasionar prejuízos a terceiros. mas se o auditor agir com negligência.com. por ocasião do encerramento dos trabalhos (com a conseqüente emissão do parecer).pontodosconcursos. acerca dos critérios adotados para a classificação. A manutenção de um evento específico como investimento de longo prazo constitui um evento para o qual o auditor precisa obter esclarecimentos formais da administração. O gabarito é a letra “a”. A esse Prof. (B) Comprovação das responsabilidades e alçadas de cada Diretor. a administração da auditada precisa ratificar ao auditor todas as informações repassadas durante os trabalhos. pelo cálculo dos tributos. muitas das informações obtidas pelo auditor durante a aplicação dos procedimentos são verbais. O gabarito é a letra “A”. (C) Existência de processos cíveis.

influindo significativamente na sua avaliação (D) confirmar que foram adequadamente contabilizados e divulgados nas demonstrações contábeis os saldos e transações com “partes relacionadas” e os prejuízos decorrentes de compromissos de compra e venda (E) mencionar que há ônus ou gravames sobre os ativos além dos relatados em documentos apropriados (notas explicativas. além dos relatados em documentos apropriados (notas explicativas. adequadamente. a carta de responsabilidade menciona as responsabilidades da administração e confirma os critérios e afirmações contidas nas demonstrações contábeis. divulgados. mas não constitui propósito do referido documento mencionar que há ônus ou gravames sobre os ativos. (A) mencionar que o sistema contábil e os controles internos adotados pela entidade são de responsabilidade da administração e adequados ao seu tipo de atividade e volume de transações (B) confirmar que as estimativas contábeis foram efetuadas com base em dados consistentes (C) confirmar que não há contingências fiscais. Prof. cujas Demonstrações Contábeis estão sendo auditadas. Assinale-o. assim como as bases de preparação. posto que uma das confirmações da carta é que as garantias prestadas a terceiros. a carta deverá realizar os atos enunciados nas alternativas a seguir. Essa carta é endereçada ao auditor independente.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO documento dá-se o nome de carta de responsabilidade da administração. apresentação e divulgação das Demonstrações Contábeis submetidas para exame de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis.com. confirmando as informações e os dados a ele fornecidos. à exceção de um. Considerando o disposto pelo CFC.br 11 . os ônus ou outros gravames existentes sobre os ativos foram. A alternativa “E” é a incorreta e satisfaz o enunciado da questão.pontodosconcursos. Portanto. Marcelo Aragão www. Cuidado em prova! A carta apenas confirma a exatidão das demonstrações e assegura que não existem outros aspectos relevantes (como. por exemplo). previdenciárias e legais que possam afetar substancialmente a situação financeira e patrimonial da entidade. trabalhistas. por exemplo) A carta de responsabilidade da administração é o documento que deve ser emitido pelos administradores da entidade.

USO DO TRABALHO DE OUTROS PROFISSIONAIS UTILIZAÇÃO DO TRABALHO DOS AUDITORES INTERNOS O auditor externo pode utilizar o trabalho dos auditores internos como evidência de auditoria para ajudar a formar sua opinião sobre as demonstrações contábeis. o efeito planejado do trabalho dos auditores internos na natureza.pontodosconcursos. Para determinar o efeito planejado do trabalho dos auditores internos na natureza.br 12 . quando a entidade auditada tiver auditoria interna e o auditor independente determinar como tendo a probabilidade de ser relevante para a auditoria.com. Marcelo Aragão www. Para determinar se é provável que o trabalho dos auditores internos seja adequado para os fins da auditoria. o auditor independente deve determinar: a) se é provável que o trabalho dos auditores internos seja adequado para os fins da auditoria. ônus sobre os ativos. c) se é provável que o trabalho dos auditores internos seja realizado com o devido zelo profissional. Em conformidade com a NBC TA 610. o auditor independente deve determinar em que extensão utilizará um trabalho específico dos auditores internos. fraudes. o auditor independente deve considerar: a) a natureza e o alcance do trabalho específico executado. eventos subsequentes. época ou extensão dos procedimentos do auditor independente. época ou extensão dos procedimentos do auditor independente. ou a ser executado.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO por exemplo. e b) em caso positivo. o auditor independente deve avaliar: a) a objetividade da função de auditoria interna. b) a competência técnica dos auditores internos. Prof. e d) se é provável que haja comunicação eficaz entre os auditores internos e o auditor independente. contingências etc) além daqueles já divulgados nas demonstrações financeiras. pelos auditores internos. Para tal.

as conclusões são apropriadas nas circunstâncias e quaisquer relatórios elaborados pelos auditores internos são consistentes com os resultados do trabalho executado. o auditor independente deve avaliar e executar os procedimentos de auditoria nesse trabalho para determinar a sua adequação para atender aos seus objetivos como auditor independente. o auditor independente deve avaliar se: a) b) c) d) o trabalho foi executado por auditores internos que tenham competência e treinamento técnicos adequados. foi obtida evidência de auditoria apropriada para permitir que os auditores internos atinjam conclusões razoáveis. USO DE ESPECIALISTAS Prof.pontodosconcursos. Marcelo Aragão www. revisado e documentado. Isso obriga que o auditor externo avalie e execute procedimentos de auditoria necessários sobre os trabalhos da auditoria interna a fim de determinar a sua adequação para atender os objetivos da auditoria.br 13 . Condições para que o auditor externo utilize um trabalho dos auditores internos Para que o auditor independente possa utilizar um trabalho específico dos auditores internos. Assim. Além disso.com. o auditor externo tem que avaliar a objetividade. e quaisquer exceções ou assuntos não usuais divulgados pelos auditores internos estão resolvidos adequadamente. saldos contábeis e divulgações.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO b) os riscos avaliados de distorção relevante no nível de afirmações para classes específicas de transações. e c) o grau de subjetividade envolvido na avaliação da evidência de auditoria coletada pelos auditores internos como suporte para as afirmações relevantes. e) OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: O auditor independente assume integral responsabilidade pela opinião de auditoria expressa e essa responsabilidade não é reduzida pela utilização do trabalho feito pelos auditores internos. a competência técnica e o zelo profissional dos auditores internos. o trabalho foi adequadamente supervisionado.

Além disso. deve concluir sobre: a) b) a fonte de dados utilizada pelo especialista. o auditor externo tem que cumprir as normas específicas sobre o uso de especialistas em auditoria. por exemplo: advogado. as premissas e métodos utilizados e sua consistência com períodos anteriores. c) Prof.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO O auditor pode necessitar contratar especialista para auxiliar na auditoria. economista. contratado pelo auditor. especialista em legislação tributária etc.pontodosconcursos. Contudo. como. Quando isso acontecer. pode aceitar que as constatações ou conclusões desse especialista em sua área de especialização constituem evidência de auditoria apropriada. Marcelo Aragão www. OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: O auditor é o único responsável por expressar opinião de auditoria e essa responsabilidade não é reduzida pela utilização do trabalho de especialista contratado pelo auditor. ou uma pessoa que faz parte da equipe de auditoria) ou externo.com. Segundo a NBC TA 620. os resultados do trabalho do especialista à luz de seu conhecimento geral sobre os negócios e dos resultados e outros procedimentos de auditoria que tenha aplicado. tendo utilizado o trabalho desse especialista e concluir que o trabalho desse especialista é adequado para fins da auditoria. O especialista do auditor pode ser interno (um sócio. engenheiro.br 14 . cujo trabalho nessa área é utilizado pelo auditor para ajudá-lo a obter evidência de auditoria suficiente e apropriada. O auditor independente deve avaliar a qualidade e suficiência do trabalho do especialista como parte da evidência de auditoria relacionada ao item da demonstração contábil sob análise. especialista do auditor é uma pessoa ou organização com especialização em área que não contabilidade ou auditoria. No entanto. se o auditor. a especialização contábil e em auditoria não são consideradas para fins das normas de utilização de especialistas em auditoria independente. Isso envolve uma avaliação sobre se a substância das conclusões do especialista foi adequadamente refletida nas demonstrações contábeis ou fornece suporte adequado para as mesmas. ou equivalente no setor público quando relevante.

pontodosconcursos. Se os resultados do trabalho do especialista não fornecerem suficiente evidência de auditoria ou se não forem consistentes com outras evidências possuídas pelo auditor independente. nem sempre estará em posição para questioná-lo quanto ao trabalho efetuado.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Ao analisar se a fonte de dados utilizada pelo especialista é a mais apropriada nas circunstâncias. no seu julgamento. contratação de um outro especialista.com. Referência ao especialista no parecer do auditor A responsabilidade profissional. do auditor fica restrita à sua competência Em se tratando de um parecer sem ressalva. aplicação de procedimentos de auditoria adicionais. Entretanto. baseado no seu conhecimento da entidade auditada e nos resultados de outros procedimentos de auditoria. e revisar ou testar na extensão necessária a fonte de dados utilizada pelo especialista. são adequados às circunstâncias. o auditor independente deve compreender as premissas e métodos utilizados para poder avaliar se. b) Atenção: A responsabilidade quanto à qualidade e propriedade das premissas e métodos utilizados é do especialista e não do auditor. ou modificação de seu parecer. o auditor independente deve utilizar os seguintes procedimentos: a) indagar ao especialista se os procedimentos aplicados por este último são. Isto porque o auditor independente não tem a mesma capacitação que o especialista e assim. Tais providências podem incluir: discussão com a administração da entidade auditada e com o especialista.br 15 . Prof. o auditor independente não pode fazer referência do trabalho de especialista no seu parecer. suficientes para garantir que a fonte de dados é confiável e relevante. Marcelo Aragão www. este último deve tomar devidas providências.

sem vínculo empregatício. Portanto. ao determinar a Prof. (B) o risco de distorção ou erro. quando decide utilizar o trabalho de especialistas (advogados. (D) a quantidade e qualidade de outras evidências de auditoria disponíveis para sua análise. ao emitir o parecer de forma diferente ao mencionado acima.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Em situações onde um especialista legalmente habilitado for contratado pela entidade auditada. 8) (CONSULTOR LEGISLATIVO/SENADO/FGV/2008) No processo do planejamento da auditoria deve ser considerada a participação de auditores internos e de especialistas na execução do trabalho na entidade auditada. se for relevante para o entendimento da modificação na sua opinião. Em conformidade com a norma. já que esta banca não tem elaborado questões sobre esse tema em provas de auditoria recentes. cuidado em prova: Um parecer sem ressalva não pode conter referência ao trabalho de especialistas. o auditor independente não deve considerar: (A) a relevância do item da demonstração contábil que está sendo analisada. A seguir. para executar serviços que tenham efeitos relevantes nas demonstrações contábeis.com. (C) o conhecimento da equipe de trabalho e a experiência prévia dos aspectos que estão sendo considerados. perceba que as questões não são da FCC. adverso ou com abstenção de opinião. e a possibilidade de as controladas e coligadas serem examinadas por outros auditores independentes. o auditor pode fazer referência ao trabalho de um especialista. A questão foi elaborada com base nas normas do CFC vigentes à época do concurso (NBC T 11) e trata dos aspectos a serem considerados pelo auditor. apresento algumas questões interessantes sobre a utilização do trabalho de especialistas pelo auditor independente. pode fazer referência ao trabalho do especialista.br 16 . Marcelo Aragão www. Porém. Já em um parecer com ressalva. Ao determinar a necessidade de utilizar-se do trabalho de especialistas. este fato deve ser divulgado nas demonstrações contábeis e o auditor. não podemos negligenciá-lo. etc). De todo modo. engenheiros. se o assunto constar do próximo edital para o ISS SP.pontodosconcursos. (E) a medição do estágio de trabalhos completados ou a completar em contratos em andamento. levando em conta a natureza e a complexidade do assunto que está sendo analisado.

desde que habilitado. d) se o especialista for independente e não possuir vínculo com a empresa. integridade e precisão desses dados-fonte. b) o risco de distorção ou erro levando em conta a natureza e a complexidade do assunto sendo analisado. Portanto. não há responsabilidade do auditor a) em confirmar se o especialista é habilitado. se a especialização em área que não contabilidade ou auditoria é necessária para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente. e d) a quantidade e qualidade de outras evidências de auditoria disponíveis para sua análise. O auditor deve avaliar a adequação do trabalho do especialista para fins da auditoria. a relevância. c) conhecimento da equipe de trabalho e a experiência prévia dos aspectos que estão sendo considerados. (b) se o trabalho do especialista envolve o uso de premissas e métodos significativos. e sua consistência com outras evidências de auditoria. sobre o uso do trabalho de especialistas. 9) (SEFAZ/CE/ESAF/2006) Quando da utilização de serviços de especialista. a alternativa incorreta é a “E”. a relevância e a razoabilidade dessas premissas e desses métodos nas circunstâncias.pontodosconcursos. Prof. e (c) se o trabalho do especialista envolve o uso de dados-fonte significativos para o seu trabalho. Marcelo Aragão www. b) em questionar a capacidade do especialista.230/09. o auditor independente deve considerar: a) a relevância do item da demonstração contábil que está sendo analisada. c) quando o especialista for funcionário da empresa auditada.br 17 . Segundo esta norma. A medição do estágio de trabalhos completados ou a completar em contratos em andamento não é um elemento decisivo e/ou indicado na norma na determinação do uso de especialistas. incluindo: (a) a relevância e razoabilidade das constatações ou conclusões desse especialista. OBSERVAÇÃO QUANTO ÀS NOVAS NORMAS DO CFC: Atualmente está em vigor a NBC TA 620. aprovada pela Resolução CFC 1. o auditor deve determinar a necessidade de utilizar o trabalho de especialista.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO necessidade de utilizar-se do trabalho de especialistas.com.

opinião adversa e abstenção de opinião. Cabe apenas alertar que é possível o auditor fazer referência ao uso de especialista em seu relatório/parecer quando relevante para o entendimento de ressalva. pois na avaliação do trabalho do especialista. Vejam que as letras “a” e “b” referem-se à capacidade profissional do especialista e as letras “c” e “d” correspondem à necessária independência e objetividade do especialista. Se o auditor fizer referência ao trabalho de especialista do auditor em seu relatório porque essa referência é relevante para o entendimento de ressalva ou outra modificação na sua opinião.com. b) na emissão de parecer sem ressalva.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO e) em divulgar o fato em parecer sem ressalva. A letra “b” está correta. Assim. quando decide utilizar o trabalho do especialista. licença ou registro em órgão de classe é um dos elementos de verificação da competência do especialista. Todos esses aspectos o auditor verifica. é correto afirmar. o auditor deve indicar no relatório que essa referência não reduz a sua responsabilidade por essa opinião. VEJA O QUE DISPÕE A NBC TA 620 A ESSE RESPEITO: O auditor não deve fazer referência ao trabalho do especialista do auditor em seu relatório que contenha opinião não modificada (sem ressalva). pois não cabe referência ao trabalho do especialista em um Prof. e) É atribuição do auditor obter evidência adequada de que o alcance do trabalho do especialista é suficiente para os fins da auditoria. tendo em vista que a responsabilidade pelo trabalho é sempre do auditor. cabe sim ao auditor revisar ou testar a fonte de dados utilizada.pontodosconcursos. particularmente se o parecer ou relatório é sem ressalva (ou opinião não-modificada). o gabarito é a letra “e”. d) a responsabilidade. o auditor não pode fazer referência ao trabalho de especialista no seu parecer. 10) (ISS Rio/ESAF/2010) A respeito do uso de especialista de outra área em auditoria. exceto: a) na avaliação do trabalho do especialista. é do especialista e não do auditor. A letra “a” está incorreta. c) a certificação profissional. quanto à qualidade e propriedade das premissas e métodos utilizados.br 18 . Por outro lado. Marcelo Aragão www. não cabe ao auditor revisar ou testar a fonte de dados utilizada. não há responsabilidade do auditor em divulgar o uso de especialista em parecer de auditoria.

Prof. a entidade é vista como continuando em operação em futuro previsível. a menos que a administração pretenda liquidar a entidade ou interromper as operações.27 – Apresentação das Demonstrações Contábeis exige que a administração faça uma avaliação da capacidade de continuidade da entidade. Na ausência de informações em contrário. Marcelo Aragão www. é do especialista e não do auditor. a preparação das demonstrações contábeis presume a continuidade da entidade em regime operacional por um período não menor do que 12 meses. Responsabilidade pela avaliação da capacidade da entidade de manter sua continuidade operacional Algumas estruturas de relatórios financeiros contêm uma exigência explícita para que a administração faça uma avaliação específica da capacidade de continuidade operacional. A letra “c” está correta. a letra “e” também está correta. pois a certificação profissional. e normas referentes a assuntos a serem considerados e divulgações a serem feitas em relação à continuidade operacional. Quando o uso do pressuposto de continuidade operacional é apropriado. ou não tenha nenhuma alternativa realista além dessas. as demonstrações contábeis são elaboradas com base na continuidade operacional. pois o auditor tem que obter evidência adequada de que o trabalho do especialista atende os objetivos da auditoria. A letra “d” está correta. Dessa forma. a partir da data das demonstrações contábeis. pois a responsabilidade. Por fim. Por exemplo. pressupõese que as atividades e os negócios da entidade não serão interrompidos de uma hora para outra. Portanto.br 19 .pontodosconcursos. a NBC T 19. ativos e passivos são registrados considerando que a entidade será capaz de realizar seus ativos e liquidar seus passivos no curso normal dos negócios.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO parecer sem ressalva. licença ou registro em órgão de classe é um dos elementos de verificação da competência do especialista por parte do auditor para se assegurar de sua experiência e competência. quanto à qualidade e propriedade das premissas e métodos utilizados. ou seja. o gabarito é a letra “a”.com. CONTINUIDADE NORMAL DOS NEGÓCIOS DA ENTIDADE De acordo com o pressuposto de continuidade operacional.

ou o correspondente resultado. Por essa razão. a natureza e a condição de seu negócio e o grau em que ela é afetada por fatores externos afetam o julgamento em relação ao resultado de eventos ou condições. pela administração. a muitas das estruturas de relatórios financeiros que exigem uma avaliação explícita da administração.com. Marcelo Aragão www. pela administração. especifica para qual período a administração deve levar em consideração todas as informações disponíveis. Os seguintes fatores são relevantes para esse julgamento: • o grau de incerteza associado ao resultado de um evento ou condição aumenta significativamente quanto mais distante no futuro ocorrer o evento ou condição. • qualquer julgamento sobre o futuro é baseado em informações disponíveis na época em que o julgamento é feito. Essa responsabilidade existe mesmo se a estrutura de relatório financeiro usada na elaboração das demonstrações contábeis não incluir uma exigência Prof. E qual é a responsabilidade do auditor? A responsabilidade do auditor é obter evidência de auditoria suficiente sobre a adequação do uso. Porém. em determinado momento. Eventos subsequentes podem produzir resultados inconsistentes com julgamentos que eram razoáveis na época em que foram feitos. a elaboração das demonstrações contábeis requer que administração avalie a capacidade de continuidade operacional da entidade mesmo se a estrutura de relatório financeiro não incluir uma exigência explícita para isso. considerando que o pressuposto de continuidade operacional é um princípio fundamental na elaboração de demonstrações contábeis. A avaliação. da capacidade de continuidade operacional. • o tamanho e a complexidade da entidade. sobre resultados futuros inerentemente incertos de eventos ou condições. do pressuposto de continuidade operacional na elaboração e apresentação das demonstrações contábeis e expressar uma conclusão sobre se existe incerteza significativa sobre a capacidade de continuidade operacional.pontodosconcursos. envolve exercer um julgamento.br 20 .AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Em outras estruturas de relatórios financeiros pode não haver exigência explícita para que a administração faça uma avaliação específica da capacidade de continuidade operacional.

à evidência de eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional. próximos do vencimento. Eventos ou indicadores financeiros: • patrimônio líquido negativo (passivo a descoberto). Marcelo Aragão www. a ausência de qualquer referência à incerteza de continuidade operacional. • fluxos de caixa operacionais negativos indicados por demonstrações contábeis históricas ou prospectivas. • empréstimos com prazo fixo. no relatório do auditor independente. sem previsões realistas de renovação ou liquidação.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO explícita para que a administração faça uma avaliação específica da capacidade de continuidade operacional. podem levantar dúvida significativa quanto ao pressuposto de continuidade operacional. individual ou coletivamente. Consequentemente. • indicações de retirada de suporte financeiro por credores. Esta listagem não inclui todos os eventos e condições e a existência de um ou mais itens nem sempre significa que existe incerteza significativa. • atraso ou suspensão de dividendos. • mudança nas condições de pagamento a fornecedores. Seguem exemplos de eventos ou condições que.br 21 . • incapacidade de pagar credores nas datas de vencimento.pontodosconcursos. sabe-se que a auditoria traz apenas uma garantia razoável e o auditor não pode prever esses eventos ou condições futuras. pois as bancas costumam elaborar questões sobre esses indicadores. Procedimentos de avaliação de risco e atividades relacionadas O auditor deve permanecer atento. como veremos mais adiante quando comentarmos algumas questões sobre esse tema.com. não pode ser considerada uma garantia da capacidade de continuidade operacional. • incapacidade de cumprir com os termos contratuais de empréstimo. • prejuízos operacionais significativos ou deterioração significativa do valor dos ativos usados para gerar fluxos de caixa. Além disso. durante toda a auditoria. Cuidado. • principais índices financeiros adversos. ou utilização excessiva de empréstimos de curto prazo para financiar ativos de longo prazo. Prof. de compras a prazo para pagamento à vista.

Marcelo Aragão www. regulamentação ou política governamental. resultar em indenização que a entidade provavelmente não terá capacidade de saldar. caso esta determine um período mais longo. Período posterior à avaliação elaborada pela administração O auditor deve indagar à administração sobre seu conhecimento de eventos ou condições posteriores ao período em que foi elaborada a avaliação Prof. Se a avaliação elaborada pela administração. o auditor deve cobrir o mesmo período utilizado pela administração para fazer sua avaliação. por legislação ou regulamentação específica. cobrir menos de doze meses.br 22 . incluindo outras exigências legais. Outros eventos: • descumprimento de exigências de capital.pontodosconcursos. franquia. • perda de mercado importante. sobre a capacidade de continuidade operacional. Eventos ou indicadores operacionais: • intenções da administração de liquidar a entidade ou interromper as operações. a partir da data das demonstrações contábeis. conforme exigido pela estrutura de relatório financeiro. • surgimento de concorrente altamente competitivo. licença. o auditor deve solicitar que a administração estenda o período de avaliação para pelo menos doze meses. Revisão da avaliação da administração Ao revisar a avaliação da administração sobre a capacidade de continuidade operacional. • dificuldades na manutenção de mão-de-obra.com. • catástrofe não segurada ou segurada por valor inferior. clientes importantes. • perda de pessoal chave da administração sem reposição. • mudanças de legislação. • falta de suprimentos importantes.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO • incapacidade de obter financiamento para o desenvolvimento de novos produtos essenciais ou outros investimentos essenciais. quando de sua ocorrência. • processos legais ou regulatórios pendentes contra a entidade que podem. que supostamente afetam a entidade de maneira adversa. ou principais fornecedores. no caso de perda. a partir daquela data.

e Prof. Procedimentos adicionais de auditoria Se forem identificados eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional. como.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO da administração relacionada com dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional. o auditor deve obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para determinar se existe ou não incerteza significativa. incluindo a consideração de fatores atenuantes.com. o auditor deve expressar uma conclusão se. ou (b) no caso de uma estrutura de conformidade (compliance). Marcelo Aragão www. ele deve determinar se as demonstrações contábeis: (a) descrevem adequadamente os principais eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional e os planos da administração para tratar desses eventos ou condições. porém com a existência de incerteza significativa Quando o auditor independente conclui que o uso do pressuposto de continuidade operacional é apropriado nas circunstâncias. Uma incerteza significativa existe quando a magnitude potencial de seu impacto e a probabilidade de sua ocorrência são tais que. Uso apropriado do pressuposto de continuidade operacional. Conclusão e relatório de auditoria Com base na evidência de auditoria obtida. por meio de procedimentos adicionais de auditoria. no julgamento do auditor independente.br 23 . para que as demonstrações contábeis não sejam enganosas. porém existe incerteza significativa. avaliar os planos da administração para ações futuras em relação à avaliação da continuidade operacional. a adequada divulgação da natureza e das implicações da incerteza é necessária para: (a) no caso em que seja aplicável uma estrutura de relatório financeiro para apresentação adequada das demonstrações contábeis. existe incerteza significativa sobre a capacidade de continuidade operacional relacionada a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa sobre essa capacidade de continuidade operacional.pontodosconcursos. no seu julgamento. por exemplo.

Relutância da administração em elaborar ou estender sua avaliação Prof. Se não for feita divulgação adequada nas demonstrações contábeis.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (b) divulgar claramente que existe incerteza significativa relacionada a eventos ou condições que podem levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional e. o auditor deve expressar uma opinião sem ressalvas e incluir um parágrafo de ênfase em seu relatório para: (a) destacar a existência de incerteza significativa relacionada ao evento ou à condição que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional. o auditor deve expressar uma opinião com ressalva ou adversa. O auditor deve declarar.br 24 . o auditor deve expressar uma opinião adversa independentemente das contábeis demonstrações incluírem ou não a divulgação da Se não for feita divulgação adequada inadequação do uso. o uso do pressuposto da continuidade operacional pela administração nas demonstrações contábeis é inapropriado. USO INAPROPRIADO DO PRESSUPOSTO DE CONTINUIDADE OPERACIONAL Nesse caso. que há uma incerteza significativa que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da entidade.com. Uso inapropriado do pressuposto de continuidade operacional Se no julgamento do auditor.pontodosconcursos. que pode não ser capaz de realizar seus ativos e saldar seus passivos no curso normal do negócio. continuidade operacional. do pressuposto de opinião com ressalva ou adversa. Marcelo Aragão www. no seu relatório de auditoria independente. e (b) chamar a atenção para a nota explicativa às demonstrações contábeis. do pressuposto de continuidade operacional. portanto. PORÉM COM A EXISTÊNCIA DE INCERTEZA SIGNIFICATIVA Se for feita divulgação adequada nas demonstrações contábeis: opinião sem ressalvas e incluir um parágrafo de ênfase. Se for feita divulgação adequada nas demonstrações contábeis. pela nas demonstrações contábeis: administração. pela administração. o auditor deve expressar uma opinião adversa independentemente das demonstrações contábeis incluírem ou não a divulgação da inadequação do uso. USO APROPRIADO DO PRESSUPOSTO.

A seguir. pela administração. (b) se o uso do pressuposto de continuidade operacional é apropriado na elaboração e apresentação das demonstrações contábeis.pontodosconcursos. Marcelo Aragão www. o uso do pressuposto da continuidade operacional pela administração nas demonstrações contábeis é inapropriado. E) abster-se de emitir opinião. o auditor deve considerar as implicações no seu relatório de auditoria independente. pela administração. o auditor deve comunicar a esses responsáveis os eventos ou condições identificados que possam levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional.com. Como o auditor considerou o uso do pressuposto da continuidade operacional pela administração nas demonstrações contábeis inapropriado. do pressuposto de continuidade operacional. o auditor deve emitir opinião adversa independentemente das demonstrações contábeis incluírem ou não a divulgação da inadequação do uso. Comunicação com os responsáveis pela governança A menos que todos os responsáveis pela governança estejam envolvidos na administração da entidade. o auditor deve A) expressar opinião sem ressalva com parágrafo de ênfase. e (c) a adequação da respectiva divulgação nas demonstrações contábeis. D) expressar opinião adversa independentemente das demonstrações contábeis incluírem ou não a divulgação da inadequação do uso. do pressuposto de continuidade operacional. B) expressar uma opinião adversa desde que as demonstrações contábeis incluam a divulgação da inadequação do uso. do pressuposto de continuidade operacional. Prof. Essa comunicação com os responsáveis pela governança deve incluir o seguinte: (a) se os eventos ou condições constituem incerteza significativa.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Se houver relutância da administração em elaborar ou estender sua avaliação.br 25 . quando solicitada pelo auditor. pela administração. apresento algumas questões sobre as normas de continuidade operacional 11) Se as demonstrações contábeis foram elaboradas com base na continuidade operacional. O gabarito é a letra D. mas no julgamento do auditor. C) expressar opinião com ressalva.

a mesma entrará em processo de descontinuidade. com introdução de parágrafo de ênfase fazendo referência à nota explicativa que deve descrever detalhadamente o evento e os aspectos relacionados ao assunto. Caso a decisão vier a ser contrária à empresa.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 12) (ANALISTA TÉCNICO/SUSEP/ESAF/2010) O auditor externo. Dessa forma deve o auditor emitir parecer: a) negativa de opinião. 13) (AFRFB/ESAF/2009) No processo de análise da continuidade dos negócios da empresa Extensão S. por não poder firmar opinião sobre as demonstrações contábeis.. A alternativa “e” é a correta. de operação e de outras indicações. d) sem ressalva. b) financeiro. financeiro e financeiro. de operação e financeiro. o auditor constatou que a empresa estava com passivo a descoberto. com introdução de parágrafo de ênfase fazendo referência à nota explicativa que deve descrever detalhadamente o evento.. A decisão deve ter seu mérito julgado em quatro anos.A. financeiro e de operação.com. visto que há incerteza no desdobramento da causa. o parecer seria sem ressalva. estando a empresa com dificuldades para substituí-los. b) com ressalva. Esses fatos representam respectivamente indicadores: a) de operação. sem grandes chances de sucesso em sua defesa. A entidade foi autuada por impostos não recolhidos. por não permitir avaliar as demonstrações contábeis.pontodosconcursos. identificou que a empresa está discutindo a similaridade de seus produtos com produtos de concorrentes que possuem isenção de tributação. evidenciando o fato como restritivo às demonstrações contábeis.br 26 . e) sem ressalva. d) financeiro. Já a perda de pessoal chave da administração (diretores) sem reposição constitui um indicador Prof. Marcelo Aragão www. c) adverso.A. e) financeiro. Considerando tratar-se de evidência de situação que coloque em risco a continuidade operacional da entidade. A empresa não vem recolhendo o referido tributo há mais de 5 anos e o valor relativo a essa contingência é significativo. sem maiores detalhes no enunciado quanto a alguma omissão ou falha na divulgação das demonstrações contábeis. de operação e financeiro. ao avaliar as demonstrações contábeis da empresa Evolution S. Passivo a descoberto é um indicador financeiro. Os diretores financeiro e de produção pediram demissão. c) de outras indicações.

a regra geral é a inclusão de parágrafo de ênfase no parecer. nos próximos 6 meses. b) emitir parecer com ressalva. mencionar. 14) (AFRFB/ESAF/2009) O auditor da empresa Encerramento S. obteve evidências da incapacidade de continuidade da entidade. fazendo-se menção aos efeitos de tal situação. adicionando um parágrafo de ênfase que destacasse o problema da continuidade operacional da entidade. limitando o escopo dos trabalhos pelas restrições financeiras apresentadas pela atividade. A alternativa “e” constitui o gabarito da questão. a alternativa “a” é a correta. em seu parecer. deve. sem grandes chances de sucesso em sua defesa. fazendo referência à nota explicativa nas Demonstrações Contábeis que divulgue os aspectos relacionados ao assunto. Caso o enunciado indicasse que foi feita divulgação adequada nas Demonstrações Contábeis. a valor de realização. sem mencionar se foi ou não feita divulgação adequada nas Demonstrações Contábeis.pontodosconcursos. de modo que os usuários tenham adequada informação sobre a mesma. ao constatar que há evidências de riscos na continuidade normal das atividades da entidade. correspondem a outras indicações. e) relatar em parecer adverso os efeitos no patrimônio que o processo de descontinuidade ocasiona. em parágrafo de ênfase. trazendo os valores dos ativos e passivos. Assim. Prof.com. mas estabelecendo que a empresa apresente as demonstrações contábeis. como a autuação da entidade por impostos não recolhidos. Marcelo Aragão www. o auditor deveria emitir um parecer sem ressalva.br 27 . d) emitir parecer sem ressalva. os efeitos da situação na continuidade operacional da empresa de forma que os usuários tenham adequada informação sobre a situação. Dessa forma. Por fim. os efeitos que tal situação pode determinar na continuidade operacional da entidade.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO operacional. As normas de auditoria estabelecem que o auditor. Vale notar que o enunciado somente afirma que o auditor obteve evidências da incapacidade de continuidade da entidade. deve o auditor: a) informar.A. em parágrafo de ênfase no parecer. Portanto. processos legais ou regulatórios pendentes contra a entidade. de forma a divulgar os valores dos ativos e passivos por valor de realização. c) emitir parecer com abstenção de opinião por não conseguir determinar a posição econômica e financeira da empresa.

O grau de incerteza de estimativa. ESTIMATIVAS CONTÁBEIS Estimativa contábil é a aproximação de um valor monetário na ausência de um meio de mensuração preciso. pois qualquer desfecho observado é invariavelmente afetado por eventos ou condições posteriores à data em que a mensuração é estimada para fins das demonstrações contábeis. afeta os riscos de distorção relevante de estimativas contábeis. O gabarito é a letra B.com. (C) bancário e de operação. Uma diferença entre o desfecho da estimativa contábil e o valor originalmente reconhecido ou divulgado nas demonstrações contábeis não representa necessariamente uma distorção nas demonstrações contábeis. A perda de financiador estratégico é indicador de operação e o patrimônio líquido negativo é um indicador financeiro. a avaliação da perda de financiador estratégico. (E) comercial e relevância. (B) de operação e financeiro. Marcelo Aragão www. indicadores (A) de operação e de operação. Estimativas rotineiras estimativas simples Estimativas não-rotineiras estimativas complexas Prof. (D) financeiro e financeiro. como for apropriado. e se a empresa está com patrimônio líquido negativo representam. mas podem ser apenas estimados. Este termo é usado para um valor mensurado do valor justo quando existe incerteza de estimativa. 15) (Auditor/Jaboatão dos Guararapes/FCC/2006) Na análise de continuidade da empresa pelo auditor. o auditor deveria emitir um parecer com ressalva ou com opinião adversa. Este é especialmente o caso para estimativas contábeis ao valor justo. respectivamente.pontodosconcursos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Por outro lado. bem como para outros valores que requerem estimativas. Alguns itens das demonstrações contábeis não podem ser mensurados com precisão.br 28 . incluindo sua suscetibilidade à tendenciosidade da administração intencional ou não. por sua vez. se não fosse feita divulgação adequada nas Demonstrações Contábeis.

Caso a administração se recuse a proceder à revisão. usar estimativa independente e comparar com a estimativa feita pela administração. dos responsáveis pela governança se a Prof. registradas ou divulgadas nas demonstrações contábeis. a coerência destes com os itens estimados em períodos anteriores. e (b) se as respectivas divulgações nas demonstrações contábeis são adequadas. incluindo as de valor justo. o auditor deve solicitar uma revisão à administração.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Atenção! As bancas exploram muito em prova de quem é a responsabilidade pelas estimativas contábeis. no contexto da estrutura de relatório financeiro aplicável. o auditor deve verificar o tipo de opinião a ser emitida sobre as DC: com ressalva ou adversa. comparação com as práticas correntes em entidades semelhantes. quando apropriado. são razoáveis.pontodosconcursos. análise da conjuntura econômica. Marcelo Aragão www. mediante: das estimativas análise do fundamento matemático-estatístico para quantificação das estimativas. muitas vezes.com.br 29 . O auditor deve obter representações formais (por escrito) da administração e. revisar eventos subseqüentes que confirmem a estimativa. O auditor deve assegurar-se da razoabilidade individualmente quando relevantes. Cabe ao auditor aplicar procedimentos de auditoria para: revisar e testar o processo de uma estimativa. O objetivo do auditor é obter evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre: (a) se as estimativas contábeis. Quando existe diferença relevante entre a estimativa do auditor e a das demonstrações contábeis. são feitas em condições de incerteza com relação ao resultado de eventos que ocorreram ou têm probabilidade de ocorrer e envolvem o uso de julgamento. A responsabilidade pelas estimativas é da administração da entidade auditada! Essas estimativas.

A letra A está incorreta. As estimativas contábeis (A) são de responsabilidade exclusiva do auditor independente. devendo assegurar-se da razoabilidade das estimativas. utilizadas nas Vejamos algumas questões interessantes sobre estimativas contábeis: 16) (ANALISTA/SUSEP/ESAF/2010) As estimativas contábeis reconhecidas nas demonstrações contábeis da empresa são de responsabilidade: a) dos auditores externos. A Prof. porque todas as incertezas são quantificáveis estatisticamente. (E) que tenham por objeto provisionar valores de ocorrência nãorotineira são denominadas estimativas simples. A letra C está incorreta. b) dos advogados.com. com o objetivo de efetuar ajustes. pois as estimativas são classificadas em simples e complexas. Marcelo Aragão www.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO administração acredita que as premissas significativas estimativas contábeis são razoáveis. A letra B está incorreta. (B) sempre podem ser determinadas com segurança. d) do conselho de administração. (C) que tenham por objeto provisionar valores de ocorrência rotineira são denominadas estimativas diretas. O auditor deve ter conhecimentos suficientes sobre os controles. c) da auditoria interna. pois estimativas contábeis por vezes não podem ser determinadas com segurança. 17) (Fiscal ISS/São Paulo/FCC/2007) Estimativa contábil é uma previsão quanto ao valor de um item que considera as melhores evidências disponíveis quando não há forma precisa de quantificação e deve ser objeto de atenção do auditor para se certificar quanto à sua razoabilidade. A alternativa correta é a “e”. (D) baseadas em fórmulas ditadas pela experiência devem ser revisadas regularmente.pontodosconcursos. os procedimentos e os métodos utilizados pela entidade no estabelecimento de estimativas que resultem em provisões. individualmente consideradas. As estimativas contábeis são de responsabilidade da administração da entidade. embora ele possa utilizar informações dos controles contábeis da entidade auditada. quando estas forem relevantes. e) da administração da empresa.br 30 . As estimativas contábeis são de responsabilidade da administração.

para permitir estimativas mais apropriadas no período. individualmente consideradas. os valores provisionados ficaram distantes dos valores reais.br 31 . o auditor deve assegurarse da razoabilidade das estimativas. II. Dessa forma. b) determinar que a administração apresente novos procedimentos de cálculos que garantam os valores registrados.. Marcelo Aragão www. a coerência destas com o comportamento dos itens estimados em períodos anteriores. Estimativas baseadas em fórmulas ditadas pela experiência devem ser revisadas regularmente pela administração.com. ao avaliar as provisões para processos trabalhistas elaboradas pela Empresa Projeções S. a conjuntura econômica e as suas projeções. as práticas correntes em entidades semelhantes. Quando a comparação entre as estimativas feitas em períodos anteriores e os valores reais destas evidenciar variações significativas. fundamentar matemática e estatisticamente os procedimentos utilizados pela entidade na quantificação das estimativas. 19) (Auditor/TCE/SP/FCC/2008) Os exames realizados pelo auditor externo na avaliação das estimativas contábeis devem I. por inadequação dos procedimentos. a alternativa “e” é a correta. para estabelecer o valor da provisão. Portanto. Em conformidade com as normas de auditoria. c) ressalvar o parecer. com o objetivo de efetuar ajustes. verificar a coerência das estimativas com o comportamento da entidade em períodos passados. no período.pontodosconcursos. quando estas forem relevantes. de forma a permitir estimativas mais apropriadas no período em exame. deve o auditor: a) estabelecer novos critérios para realização das estimativas pela empresa.A. d) exigir que seja feita uma média ponderada das perdas dos últimos três anos. 18) (AFRFB/ESAF/2009) O auditor. Prof. os planos futuros da entidade. e) avaliar se houve o ajuste dos procedimentos. a letra E está incorreta.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO letra D está correta. percebeu que nos últimos três anos. Por fim. pois nesse caso a ocorrência não rotineira representa uma estimativa complexa. além da análise da fundamentação matemático-estatística dos procedimentos utilizados pela entidade na quantificação das estimativas. dimensionando os reflexos nas demonstrações contábeis. o auditor deve verificar se houve o competente ajuste nos procedimentos. Tal procedimento inclui.

Influência significativa (que pode ser conseguida por meio de propriedade de ações. (d) se for membro do pessoal-chave da administração da entidade ou de sua controladora. apenas. Prof. Está correto o que se afirma em (A) III. estatuto ou acordo) é o poder de participar das decisões de política financeira e operacional de uma entidade. (B) II. O gabarito é a letra D. mas não tem controle sobre essas políticas.pontodosconcursos. apenas. ou estiver sob o controle comum da entidade (isso inclui controladoras ou controladas). apenas. (D) I e II. (b) se for coligada da entidade.br 32 .AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO III. II e III.com. (c) se for joint venture (empreendimento conjunto) em que a entidade seja um investidor. (E) I. Marcelo Aragão www. (ii) tiver interesse na entidade que lhe confira influência significativa sobre a entidade. (e) se for membro próximo da família ou de qualquer pessoa referido nas alíneas (a) ou (d). (C) I. quando a parte: (i) controlar. Todas as alternativas referem-se a procedimentos adotados pelo auditor para avaliação das estimativas contábeis. apenas. ou (iii) tiver controle conjunto sobre a entidade. TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS Parte relacionada é a parte que está relacionada com a entidade: (a) direta ou indiretamente por meio de um ou mais intermediários. avaliar a conjuntura econômica existente no momento e suas projeções para períodos futuros. for controlada por. Controle é o poder de governar as políticas financeiras e operacionais de uma entidade de modo a obter benefícios de suas atividades.

direta ou indiretamente.pontodosconcursos. ou em que o poder de voto significativo nessa entidade reside em. Divulgação Os relacionamentos entre controladora e controladas ou coligadas devem ser divulgados independentemente de ter havido ou não transações entre essas partes relacionadas. Por exemplo: • partes relacionadas podem operar por meio de uma série extensa e complexa de relacionamentos e estruturas. controlada em conjunto ou significativamente influenciada por. Prof. tendo havido ou não transações entre as partes relacionadas. a natureza do relacionamento e transações com partes relacionadas em algumas circunstâncias pode dar origem a riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis maiores do que os de transações com partes não relacionadas. Em tais circunstâncias. ou de qualquer entidade que seja parte relacionada dessa entidade. Para quaisquer transações entre partes relacionadas. Contudo. é apropriado divulgar o relacionamento com partes relacionadas onde exista controle. Transações atípicas com partes relacionadas após o encerramento do exercício ou período também devem ser divulgadas.com. Marcelo Aragão www. ou (g) se for plano de benefícios pós-emprego para benefício dos empregados da entidade. faz-se necessária a divulgação das condições em que as mesmas transações foram efetuadas.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (f) se for entidade controlada. elas podem não representar um risco de distorção relevante maior do que o de transações similares com partes não relacionadas.br 33 . qualquer pessoa referida nas alíneas (d) ou (e). Para permitir aos usuários de demonstrações contábeis uma visão acerca dos efeitos dos relacionamentos com partes relacionadas na entidade. com um aumento correspondente na complexidade das transações com partes relacionadas. Natureza do relacionamento e das transações com partes relacionadas Muitas transações com partes relacionadas são efetuadas no curso normal dos negócios.

algumas transações com partes relacionadas podem ser conduzidas sem o pagamento de contraprestação. transações e saldos de partes relacionadas para possibilitar aos usuários das demonstrações contábeis a compreensão de sua natureza e efeitos concretos ou potenciais sobre as demonstrações contábeis.com. o entendimento dos relacionamentos e das transações com partes relacionadas é relevante para que o auditor avalie se estão presentes um ou mais fatores de risco de fraude. Além disso. não obstante. No contexto das partes relacionadas. Responsabilidades do auditor Como as partes relacionadas não são independentes uma da outra. o auditor tem a responsabilidade de executar procedimentos de auditoria para identificar. Marcelo Aragão www.pontodosconcursos. porque a fraude pode ser cometida mais facilmente por meio das partes relacionadas. Quando a estrutura de relatório financeiro aplicável estabelece tais exigências. afetadas por esses relacionamentos e transações.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO • os sistemas de informação podem ser ineficazes na identificação e resumo de transações e saldos em aberto entre a entidade e as suas partes relacionadas. o auditor. transações ou saldos com partes relacionadas em conformidade com os requisitos da estrutura. o risco do auditor não detectar distorções relevantes são maiores pelas seguintes razões: Prof. Mesmo que a estrutura de relatório financeiro aplicável não estabeleça nenhuma exigência ou estabeleça exigências mínimas para partes relacionadas. precisa obter o entendimento dos relacionamentos e transações com as partes relacionadas à entidade que seja suficiente para que ele possa concluir se as demonstrações contábeis.br 34 . muitas estruturas de relatório financeiro estabelecem exigências de contabilização e divulgação específicas para relacionamentos. avaliar e responder aos riscos de distorção relevante decorrentes da não contabilização ou da não divulgação apropriada do relacionamento. Por exemplo. atingem apresentação adequada (como no caso da Estrutura Conceitual para a Elaboração e Apresentação das Demonstrações Contábeis aprovada pelo CFC) ou não são enganosas (para estar de acordo com a estrutura de conformidade (compliance). • as transações com partes relacionadas podem não ser conduzidas nos termos e condições normais de mercado.

divulgadas nas Demonstrações Contábeis. que não é determinado. Vejamos uma questão sobre esse assunto. A) As normas contábeis sobre partes relacionadas exigem que as relações e as transações com essas partes sejam.br 35 . 20) (AUDITOR/RS/FAURGS/2006) Com relação à norma sobre Transações com Partes Relacionadas. Pode-se depositar um grau de confiança na evidência de auditoria obtida de terceiros que não forem partes relacionadas. Por exemplo. mas que se acontecer pode ter grande relevância Prof. D) As evidências suficientes para identificar as partes relacionadas podem ser obtidas pelo auditor no decorrer do exercício social subseqüente. O gabarito é a letra D. E) Uma transação com partes relacionadas pode ser motivada por condições diferentes das condições normais do negócio. CONTINGÊNCIAS Conforme ensinam Barreto e Graeff. Marcelo Aragão www. A única alternativa incorreta é a que afirma que as evidências suficientes para identificar as partes relacionadas podem ser obtidas pelo auditor no decorrer do exercício social subseqüente. B) A existência de partes relacionadas ou transações com tais partes pode afetar as Demonstrações Contábeis. a nãoapropriação de forma correta dos valores de rateio de despesas administrativas afeta o resultado de uma entidade relacionada. contingência é algo que não é certo. adequadamente. • relacionamentos com partes relacionadas podem oferecer maior oportunidade para conluio.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO • a administração pode não ter conhecimento da existência de todas as partes relacionadas e das transações com elas. O auditor considera no planejamento da auditoria a existência de partes relacionadas e aplica procedimentos para avaliar os riscos de distorções relevantes envolvendo partes relacionadas no decorrer do exercício social auditado. ocultação ou manipulação por parte da administração.com.pontodosconcursos. particularmente se a estrutura de relatório financeiro aplicável não estabelecer exigências para partes relacionadas. C) A fonte de evidência de auditoria afeta a avaliação de sua confiabilidade por parte do auditor. assinale a alternativa INCORRETA.

uma obrigação presente que surge de eventos passados. Prof.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO quanto a real situação ou mesmo quanto à continuidade normal das atividades de uma entidade. de um ou mais eventos futuros. que não estejam totalmente sob o controle da entidade. avaliar. os passivos não-registrados e as contingências. Contingência passiva é uma possível obrigação presente cuja existência será confirmada somente pela ocorrência. de um ou mais eventos futuros. O auditor deve avaliar se a administração tomou as medidas adequadas no que se refere aos reflexos das contingências ativas e passivas nas demonstrações contábeis. divulgada. (possível) saída de de saída de recursos. ou o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente segurança. decorrente de eventos passados. divulgada. cuja existência será confirmada somente pela ocorrência. pedidos de indenização ou questões tributárias.com. contabilizar e/ou divulgar. Esses fatos incertos podem ser tanto positivos (contingências ativas ou ativos contingentes) quanto negativos (contingências passivas ou passivos contingentes).br 36 . recursos. ATIVO CONTINGENTE Tipo de Entrada contingência benefícios econômicos de Entrada benefícios é econômicos de Entrada de benefícios econômicos é não é provável (possível). Define-se contingência ativa como um possível ativo. que não estejam totalmente sob o controle da entidade. A administração da entidade é a responsável pela adoção de políticas e procedimentos para identificar. O que fazer? A provisão é Provisão apenas Provisão não é reconhecida nem reconhecida e divulgada. ou não. ou. mas que não é reconhecida porque é improvável que a entidade tenha de liquidá-la.pontodosconcursos. PASSIVO CONTINGENTE Tipo de Obrigação presente Obrigação presente Obrigação com contingência com provável saída com não provável probabilidade remota de recursos. Os quadros a seguir resumem as ações que a administração deve tomar de acordo com cada tipo de contingência. Marcelo Aragão www. adequadamente. As contingências geralmente estão relacionadas a litígios. ou não.

b) obter. portanto. deve ser reconhecido. os seguintes procedimentos devem ser executados pelo Auditor Independente com respeito aos passivos não-registrados e às contingências: a) indagar e discutir com a administração a respeito das políticas e dos procedimentos adotados para identificar. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA Os eventos ou as condições que devem ser considerados na identificação da existência de passivos não-registrados e de contingências para a avaliação de sua adequada apresentação nas Demonstrações Contábeis são questões de direto conhecimento e. c) o grau de probabilidade de um resultado favorável ou desfavorável. desde que relevantes: a) a existência de uma condição ou uma situação circunstancial ocorrida.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO praticamente certa. mas não praticamente certa. indicando uma incerteza com possibilidade de perdas ou ganhos para a entidade. b) o período em que foram gerados. O que fazer? provável.com. Não se trata de um O ativo contingente O ativo contingente ativo contingente. o Auditor Independente deve obter evidências para os seguintes assuntos. e d) o valor ou a extensão de perda ou ganho potencial. Quando da execução de procedimentos de auditoria para a identificação de passivos não-registrados e contingências.br 37 . formalmente. deve ser não é divulgado. da administração uma descrição das contingências na data de encerramento das Demonstrações Contábeis e para o período que abrange essa data e a data de emissão do parecer de auditoria Prof. Dessa forma. mas de um ativo que divulgado. Marcelo Aragão www. freqüentemente. objeto de controle da administração da entidade e. avaliar e contabilizar e/ou divulgar os passivos não-registrados e as contingências. seus administradores constituem-se em fonte primária de informação sobre esses eventos ou essas condições.pontodosconcursos.

contendo a lista de consultores ou assessores jurídicos que cuidam do assunto e representação de que todas as contingências potenciais ou ainda não formalizadas. Em circunstâncias especiais. baseado nas informações obtidas dos consultores jurídicos. c) examinar os documentos em poder do cliente vinculados aos passivos não-registrados e às contingências.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO sobre essas demonstrações. Marcelo Aragão www.pontodosconcursos. de natureza similar e de pequeno valor individual. o Auditor pode complementar a resposta para assuntos cobertos na carta de circularização em uma reunião que ofereça oportunidade para discussões e explicações mais detalhadas que uma resposta escrita. Caso considere necessário. o Auditor pode aplicar técnicas de amostragem (incluindo estratificação) na seleção dos consultores a serem circularizados que estejam envolvidos com grande volume de questões. A extensão da seleção dos consultores jurídicos a serem circularizados depende do julgamento do Auditor. avaliar.br 38 . O Auditor deve pedir à administração do cliente para preparar carta de solicitação de confirmação de dados (circularização) aos consultores jurídicos encarregados dos processos e litígios em andamento.com. foram divulgadas nas Demonstrações Contábeis. d) obter representação formal da administração. pedidos de indenização ou questões tributárias. relevantes. bem como a natureza e a relevância dos assuntos envolvidos. deve solicitar à administração a opinião de outro consultor jurídico independente. Prof. Por exemplo. incluindo correspondências e faturas de consultores jurídicos. tendo em vista eventuais incertezas e relevância do assunto. o Auditor. que deve levar em consideração sua avaliação da estrutura de controles internos mantida pela entidade auditada para identificar. incluindo a identificação dos assuntos sob os cuidados profissionais de consultores jurídicos. A circularização dos consultores jurídicos é uma forma de o auditor obter confirmação independente das informações fornecidas pela administração referentes a situações relacionadas a litígios. contabilizar e\ou divulgar questões relativas a contingências. para obter e evidenciar o julgamento desses profissionais acerca do grau da probabilidade de um resultado favorável ou desfavorável e do montante envolvido.

Portanto.com. Vale ressaltar que a recusa de um consultor jurídico em fornecer a informação solicitada.700. 21) (Analista/SEFAZ/RJ/FGV/2011) Em resposta a uma circularização. Julgamento do auditor O Auditor deve avaliar todas as circunstâncias e as evidências obtidas durante a aplicação de seus procedimentos de auditoria para passivos nãoregistrados e contingências para formar o seu julgamento quanto à adequação às práticas contábeis adotadas na elaboração e na apresentação das Demonstrações Contábeis sob exame.00 Risco Remota Provável Possível Prof.pontodosconcursos.00 R$ 300. da conclusão do trabalho de campo. os advogados da entidade auditada assim classificaram as chances de perda nos processos judiciais em que aquela (auditada) era ré: Natureza Trabalhista Trabalhista Fiscal Valor R$ 3.000. limitação relevante na execução dos procedimentos (recusa dos consultores jurídicos) opinião com ressalva ou abstenção de opinião. ao máximo possível. incerteza relevante quanto à estimativa de uma contingência sem ressalva com parágrafo de ênfase.br 39 . conforme definido na norma sobre Parecer dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Contábeis.000.00 R$ 6.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO O Auditor revisa eventos passíveis de potencial ajuste ou divulgação nas Demonstrações Contábeis ocorridas até a data de seu relatório. Repercussões na opinião/parecer do auditor inadequação relevante no reconhecimento e/ou divulgação de contingências opinião com ressalva ou adversa. por meio de circularização é uma limitação na extensão da auditoria suficiente para impedir a emissão de um parecer ou opinião sem ressalvas. a última data do período coberto pela resposta do advogado (data da carta) deve se aproximar.000. Eis uma questão interessante sobre contingências. Marcelo Aragão www.000.

(C) I. Está correto o que se afirma APENAS em (A) II e III.com. E) a contingência trabalhista classificada como provável não deve ser contabilizada. não deve ser reconhecida e registrada no balanço patrimonial nem ser mencionada em notas explicativas (divulgada). consoante a regulamentação do CFC para estimativas e contingências. A alternativa correta e que satisfaz o enunciado da questão é a D. B) apenas as contingências fiscais devem ser contabilizadas. veremos duas questões da FCC que versam sobre vários assuntos estudados e outros que ainda veremos em nosso curso. C) todas as contingências acima devem ser contabilizadas. II.pontodosconcursos. As transações com partes relacionadas são normalmente irrelevantes para determinação da extensão dos procedimentos de auditoria uma vez que são efetuadas sob condições comutativas. pois a contingência trabalhista enquadrada como remota. IV. (D) II. (E) I. II e III.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Considerando a situação acima e sabendo que o contador adotou os procedimentos corretos. O auditor deve aplicar procedimentos específicos em relação a eventos ocorridos entre a data do balanço e a de seu parecer que possam demandar ajustes específicos nas demonstrações ou a divulgação em notas explicativas. (B) II. Por fim. A carta de responsabilidade da administração deve ser emitida com a mesma data do parecer dos auditores sobre as demonstrações contábeis a que ela se refere.br 40 . uma vez que ainda não houve decisão judicial definitiva. O auditor deve obter carta de advogados da entidade quanto à existência de passivos contingentes da entidade na época da execução dos trabalhos finais de auditoria. D) em relação à contingência trabalhista enquadrada como remota. 22) (ICMS/SP/FCC/2009) Analise as seguintes proposições: I. Prof. III. Marcelo Aragão www. o auditor deverá certificar-se de que (sabendo que os saldos são relevantes) A) não foram mencionados quaisquer dos valores acima. III e IV. não deve ser feito registro no balanço patrimonial nem ser mencionada em notas explicativas.

da conclusão do trabalho de campo.pontodosconcursos. Marcelo Aragão www. Proposição II: O auditor deve aplicar procedimentos específicos em relação a eventos ocorridos entre a data do balanço e a de seu parecer que possam demandar ajustes específicos nas demonstrações ou a divulgação em notas explicativas. a carta de responsabilidade da administração (representação da administração) deve ser emitida com a mesma data do parecer dos auditores sobre as demonstrações contábeis a que ela se refere.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Proposição I: As transações com partes relacionadas são normalmente relevantes para determinação da extensão dos procedimentos de auditoria uma vez que são efetuadas sob condições comutativas. O Auditor revisa eventos passíveis de potencial ajuste ou divulgação nas Demonstrações Contábeis ocorridas até a data de seu relatório. tornando desnecessária a análise de fatores de risco que possam comprometer essa premissa. (B) As estimativas contábeis são de responsabilidade exclusiva do auditor e baseiam-se em fatores objetivos e subjetivos. que trata das normas da auditoria independente das demonstrações contábeis. Portanto. 23) (Analista Auditor/TJ/PI/FCC/2009) De acordo com a NBC T 11 do Conselho Federal de Contabilidade. em notas explicativas. sob pena deste emitir parecer com abstenção de opinião ou adverso. (C) A carta de responsabilidade da administração quanto às informações e dados e à preparação e apresentação das demonstrações contábeis submetidas aos exames de auditoria deve Prof. Esse período é chamado de período subsequente. Correta.br 41 . Proposição III: De acordo com as normas vigentes à época do concurso. Proposição IV: O auditor deve obter carta de advogados da entidade quanto à existência de passivos contingentes da entidade na época da execução dos trabalhos finais de auditoria. ao máximo possível. o gabarito é a letra B. é correto afirmar: (A) A continuidade normal das atividades da entidade deve ser pressuposta pelo auditor em função do princípio contábil da continuidade. devendo a administração da entidade acatar integralmente o julgamento do auditor. Portanto. Correta.com. Correta. Incorreta. a última data do período coberto pela resposta do advogado (data da carta) deve se aproximar. em que o auditor aplica procedimentos para revelar eventos negativos ou positivos que se refiram ao ano anterior (requerem ajustes nas demonstrações) ou apenas divulgação nas demonstrações.

não pode ter data posterior à data do relatório do auditor. sendo desnecessário o mesmo procedimento em relação às contingências ativas. Concluímos mais uma aula do nosso curso. o erro está na afirmação de que é desnecessária a análise de fatores de risco que possam comprometer a premissa. A alternativa correta é a C.com. na letra E. Bons estudos e até a próxima aula. (D) O auditor deve adotar procedimentos para assegurar-se que todas as contingências passivas foram identificadas e adequadamente mensuradas pela administração da entidade na elaboração das demonstrações contábeis. Na letra B.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO ser emitida com a mesma data do parecer do auditor sobre as referidas demonstrações. Pelas atuais normas.br 42 .pontodosconcursos. baseiamse em fatores subjetivos e que a administração da entidade deve acatar integralmente o julgamento do auditor. em especial nas afirmações de que as estimativas contábeis são de responsabilidade exclusiva do auditor. A carta de responsabilidade da administração quanto às informações e dados e à preparação e apresentação das demonstrações contábeis submetidas aos exames de auditoria deve ser emitida com a mesma data do parecer do auditor sobre as referidas demonstrações. não há necessidade de o auditor incluir o exame da segurança dos sistemas adotados pela entidade. existem vários erros. o erro está na firmação de que é desnecessário o mesmo procedimento em relação às contingências ativas. Por fim. QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA Prof. já que estes são de exclusiva responsabilidade da administração. Na letra D. Na letra A. o erro está na afirmação de que não há necessidade de o auditor incluir o exame da segurança dos sistemas adotados pela entidade. Marcelo Aragão www. (E) No programa de trabalho para exame dos sistemas de processamento eletrônico de dados (PED).

por meio da(o) chamada(o): a) Carta de Representação da Administração. C) buscar evidência comprobatória de auditoria com base em fontes fora da entidade. a administração da entidade auditada faz declarações ao auditor.. b) Circularização dos Consultores Jurídicos. E) analisar se as pessoas que fazem as declarações podem ser consideradas bem informadas sobre assuntos específicos sob os quais emitiram suas declarações. deve o auditor obter declarações por escrito da administração. esta deve ser emitida na data a) de encerramento das demonstrações contábeis. ao realizar auditoria na empresa Construção S. e) Carta de Conforto. Marcelo Aragão www. b) do término dos relatórios de revisão.pontodosconcursos. realizando os trabalhos em conformidade com as normas de auditoria.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 1) (SEFAZ/SP/ESAF/2009) Sempre que não possa ter expectativa razoável quanto à existência de outra evidência de auditoria pertinente. o auditor deve cumprir determinados procedimentos. 3) (AFRFB/ESAF/2009) O auditor. Assinale a alternativa que NÃO constitui um desses procedimentos. Prof. e) em que o auditor finalizar os trabalhos em campo. D) substituir uma evidência de auditoria por uma declaração da administração. c) da publicação das demonstrações contábeis. espontaneamente ou em resposta a indagações específicas. Ao solicitar a carta de responsabilidade da administração da empresa. d) Termo de Diligência. sobre os assuntos significativos para as Demonstrações Contábeis. incluindo outras declarações. c) Carta de Responsabilidade da Administração.com. d) de emissão do parecer dos auditores. A) buscar evidência comprobatória de auditoria com base em fontes dentro da entidade. B) avaliar se as declarações feitas pela administração são razoáveis e consistentes com outras evidências de auditoria obtidas. 2) No decorrer da auditoria.br 43 . Quando essas declarações estão relacionadas com assuntos que sejam significativos para as Demonstrações Contábeis.A. aplicou todos os procedimentos de auditoria necessários ao trabalho.

(E) Saldo das Contas relativas a Tributos da empresa Ativos e Passivos de Curto e Longo Prazo. trabalhistas e tributários contra a empresa. c) suspensão da auditoria. 6) (AUDITOR FISCAL/PB/FCC/2006) Identifique entre os eventos abaixo aquele que a única evidência de auditoria é a carta de responsabilidade da administração. (D) Confirmação da existência física de bens do Ativo Imobilizado. pelo cálculo dos tributos. por ocasião do encerramento dos trabalhos (com a conseqüente emissão do parecer). pela administração da empresa auditada.com. b) impossibilidade de auditoria. a administração da auditada precisa ratificar ao auditor todas as informações repassadas durante os trabalhos. (D) dar garantia ao auditor independente quanto às suas responsabilidades. (E) atender as normas de auditoria independente. etc. (C) Existência de processos cíveis.pontodosconcursos. 7) (ICMS/RIO/FGV/2008) De acordo com José Carlos Carvalho (Auditoria Geral e Pública). A esse Prof.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 4) (AFRE/MG/ESAF/2005) O não fornecimento. (B) delimitar as responsabilidades do auditor independente e da administração. destacando a responsabilidade pelas transações efetuadas. da Carta de Responsabilidade ao auditor independente caracteriza a) limitação de escopo. NÃO seria seu objetivo (A) impedir que o auditor possa ser processado societária ou criminalmente. Dessa forma. Marcelo Aragão www. Dessa forma. muitas das informações obtidas pelo auditor durante a aplicação dos procedimentos são verbais. 5) (ICMS/SP/FCC/2009) A carta de responsabilidade da administração é um documento que compõe os papéis de auditoria. e) a renúncia ao trabalho. após a publicação das demonstrações.br 44 . (C) dar maior credibilidade às informações verbais recebidas durante a auditoria. (B) Comprovação das responsabilidades e alçadas de cada Diretor. (A))Manutenção de um investimento específico como investimento de Longo Prazo. pela elaboração das demonstrações. d) fraude em auditoria.

(D) a quantidade e qualidade de outras evidências de auditoria disponíveis para sua análise. (A) mencionar que o sistema contábil e os controles internos adotados pela entidade são de responsabilidade da administração e adequados ao seu tipo de atividade e volume de transações (B) confirmar que as estimativas contábeis foram efetuadas com base em dados consistentes (C) confirmar que não há contingências fiscais. Marcelo Aragão www. 9) (SEFAZ/CE/ESAF/2006) Quando da utilização de serviços de especialista. (B) o risco de distorção ou erro. não há responsabilidade do auditor a) em confirmar se o especialista é habilitado. influindo significativamente na sua avaliação (D) confirmar que foram adequadamente contabilizados e divulgados nas demonstrações contábeis os saldos e transações com “partes relacionadas” e os prejuízos decorrentes de compromissos de compra e venda (E) mencionar que há ônus ou gravames sobre os ativos além dos relatados em documentos apropriados (notas explicativas. o auditor independente não deve considerar: (A) a relevância do item da demonstração contábil que está sendo analisada. à exceção de um. Considerando o disposto pelo CFC. previdenciárias e legais que possam afetar substancialmente a situação financeira e patrimonial da entidade. por exemplo) 8) (CONSULTOR LEGISLATIVO/SENADO/FGV/2008) No processo do planejamento da auditoria deve ser considerada a participação de auditores internos e de especialistas na execução do trabalho na entidade auditada.pontodosconcursos. b) em questionar a capacidade do especialista. trabalhistas. (C) o conhecimento da equipe de trabalho e a experiência prévia dos aspectos que estão sendo considerados. (E) a medição do estágio de trabalhos completados ou a completar em contratos em andamento.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO documento dá-se o nome de carta de responsabilidade da administração. Ao determinar a necessidade de utilizar-se do trabalho de especialistas.com. levando em conta a natureza e a complexidade do assunto que está sendo analisado. Assinale-o. Prof. a carta deverá realizar os atos enunciados nas alternativas a seguir.br 45 . desde que habilitado. e a possibilidade de as controladas e coligadas serem examinadas por outros auditores independentes.

C) expressar opinião com ressalva. o auditor deve A) expressar opinião sem ressalva com parágrafo de ênfase. A decisão deve ter seu mérito julgado em quatro anos. Caso a decisão vier a ser contrária à empresa. B) expressar uma opinião adversa desde que as demonstrações contábeis incluam a divulgação da inadequação do uso. 12) (ANALISTA TÉCNICO/SUSEP/ESAF/2010) O auditor externo. a mesma entrará em processo de descontinuidade.com. pela administração. do pressuposto de continuidade operacional. d) a responsabilidade. 10) (ISS Rio/ESAF/2010) A respeito do uso de especialista de outra área em auditoria. E) abster-se de emitir opinião. é do especialista e não do auditor. d) se o especialista for independente e não possuir vínculo com a empresa. por não poder firmar opinião sobre as demonstrações contábeis. Marcelo Aragão www.A. Prof.br 46 . é correto afirmar. Dessa forma deve o auditor emitir parecer: a) negativa de opinião. identificou que a empresa está discutindo a similaridade de seus produtos com produtos de concorrentes que possuem isenção de tributação. e) em divulgar o fato em parecer sem ressalva. do pressuposto de continuidade operacional. mas no julgamento do auditor. A empresa não vem recolhendo o referido tributo há mais de 5 anos e o valor relativo a essa contingência é significativo. 11) Se as demonstrações contábeis foram elaboradas com base na continuidade operacional. o auditor não pode fazer referência ao trabalho de especialista no seu parecer. exceto: a) na avaliação do trabalho do especialista. pela administração. licença ou registro em órgão de classe é um dos elementos de verificação da competência do especialista. c) a certificação profissional. o uso do pressuposto da continuidade operacional pela administração nas demonstrações contábeis é inapropriado. D) expressar opinião adversa independentemente das demonstrações contábeis incluírem ou não a divulgação da inadequação do uso.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO c) quando o especialista for funcionário da empresa auditada.. não cabe ao auditor revisar ou testar a fonte de dados utilizada.pontodosconcursos. quanto à qualidade e propriedade das premissas e métodos utilizados. b) na emissão de parecer sem ressalva. ao avaliar as demonstrações contábeis da empresa Evolution S. e) É atribuição do auditor obter evidência adequada de que o alcance do trabalho do especialista é suficiente para os fins da auditoria.

visto que há incerteza no desdobramento da causa. e) financeiro. de forma a divulgar os valores dos ativos e passivos por valor de realização. trazendo os valores dos ativos e passivos. em parágrafo de ênfase no parecer. 13) (AFRFB/ESAF/2009) No processo de análise da continuidade dos negócios da empresa Extensão S. d) sem ressalva.br 47 . e) sem ressalva. c) adverso. Os diretores financeiro e de produção pediram demissão. nos próximos 6 meses. e) relatar em parecer adverso os efeitos no patrimônio que o processo de descontinuidade ocasiona. 14) (AFRFB/ESAF/2009) O auditor da empresa Encerramento S. Marcelo Aragão www. A entidade foi autuada por impostos não recolhidos. a avaliação da perda de financiador estratégico. obteve evidências da incapacidade de continuidade da entidade.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO b) com ressalva. d) financeiro. deve o auditor: a) informar. por não permitir avaliar as demonstrações contábeis. financeiro e financeiro. b) financeiro.A. respectivamente. Esses fatos representam respectivamente indicadores: a) de operação.A. estando a empresa com dificuldades para substituí-los. evidenciando o fato como restritivo às demonstrações contábeis. c) de outras indicações. o auditor constatou que a empresa estava com passivo a descoberto. financeiro e de operação. de operação e de outras indicações. e se a empresa está com patrimônio líquido negativo representam. de operação e financeiro.. limitando o escopo dos trabalhos pelas restrições financeiras apresentadas pela atividade. Prof. de operação e financeiro. a valor de realização. os efeitos da situação na continuidade operacional da empresa de forma que os usuários tenham adequada informação sobre a situação. b) emitir parecer com ressalva. mas estabelecendo que a empresa apresente as demonstrações contábeis. com introdução de parágrafo de ênfase fazendo referência à nota explicativa que deve descrever detalhadamente o evento. Dessa forma.pontodosconcursos. c) emitir parecer com abstenção de opinião por não conseguir determinar a posição econômica e financeira da empresa. 15) (Auditor/Jaboatão dos Guararapes/FCC/2006) Na análise de continuidade da empresa pelo auditor. indicadores (A) de operação e de operação. sem grandes chances de sucesso em sua defesa. d) emitir parecer sem ressalva.com.

ao avaliar as provisões para processos trabalhistas elaboradas pela Empresa Projeções S. c) da auditoria interna.br 48 . d) do conselho de administração.com. (E) comercial e relevância. por inadequação dos procedimentos. deve o auditor: a) estabelecer novos critérios para realização das estimativas pela empresa. (E) que tenham por objeto provisionar valores de ocorrência nãorotineira são denominadas estimativas simples. (B) sempre podem ser determinadas com segurança. As estimativas contábeis (A) são de responsabilidade exclusiva do auditor independente. (D) financeiro e financeiro. 18) (AFRFB/ESAF/2009) O auditor. (C) bancário e de operação. 16) (ANALISTA/SUSEP/ESAF/2010) As estimativas contábeis reconhecidas nas demonstrações contábeis da empresa são de responsabilidade: a) dos auditores externos.A. no período. porque todas as incertezas são quantificáveis estatisticamente. d) exigir que seja feita uma média ponderada das perdas dos últimos três anos.. para estabelecer o valor da provisão. os valores provisionados ficaram distantes dos valores reais. dimensionando os reflexos nas demonstrações contábeis. c) ressalvar o parecer. percebeu que nos últimos três anos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (B) de operação e financeiro. (C) que tenham por objeto provisionar valores de ocorrência rotineira são denominadas estimativas diretas. Dessa forma. embora ele possa utilizar informações dos controles contábeis da entidade auditada. 17) (Fiscal ISS/São Paulo/FCC/2007) Estimativa contábil é uma previsão quanto ao valor de um item que considera as melhores evidências disponíveis quando não há forma precisa de quantificação e deve ser objeto de atenção do auditor para se certificar quanto à sua razoabilidade. Prof. b) dos advogados. b) determinar que a administração apresente novos procedimentos de cálculos que garantam os valores registrados. Marcelo Aragão www. (D) baseadas em fórmulas ditadas pela experiência devem ser revisadas regularmente. com o objetivo de efetuar ajustes. e) da administração da empresa.pontodosconcursos.

III. 19) (Auditor/TCE/SP/FCC/2008) Os exames realizados pelo auditor externo na avaliação das estimativas contábeis devem I. (E) I. (C) I. 21) (Analista/SEFAZ/RJ/FGV/2011) Em resposta a uma circularização.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO e) avaliar se houve o ajuste dos procedimentos. Está correto o que se afirma em (A) III.pontodosconcursos. C) A fonte de evidência de auditoria afeta a avaliação de sua confiabilidade por parte do auditor. II. adequadamente.br 49 . E) Uma transação com partes relacionadas pode ser motivada por condições diferentes das condições normais do negócio. apenas. (B) II. A) As normas contábeis sobre partes relacionadas exigem que as relações e as transações com essas partes sejam. avaliar a conjuntura econômica existente no momento e suas projeções para períodos futuros. para permitir estimativas mais apropriadas no período.com. Marcelo Aragão www. apenas. assinale a alternativa INCORRETA. os advogados da entidade auditada assim classificaram as chances de perda nos processos judiciais em que aquela (auditada) era ré: Prof. verificar a coerência das estimativas com o comportamento da entidade em períodos passados. a nãoapropriação de forma correta dos valores de rateio de despesas administrativas afeta o resultado de uma entidade relacionada. fundamentar matemática e estatisticamente os procedimentos utilizados pela entidade na quantificação das estimativas. Pode-se depositar um grau de confiança na evidência de auditoria obtida de terceiros que não forem partes relacionadas. II e III. divulgadas nas Demonstrações Contábeis. D) As evidências suficientes para identificar as partes relacionadas podem ser obtidas pelo auditor no decorrer do exercício social subseqüente. Por exemplo. apenas. apenas. (D) I e II. B) A existência de partes relacionadas ou transações com tais partes pode afetar as Demonstrações Contábeis. 20) (AUDITOR/RS/FAURGS/2006) Com relação à norma sobre Transações com Partes Relacionadas.

D) II. C) todas as contingências acima devem ser contabilizadas. B) II.700. E) a contingência trabalhista classificada como provável não deve ser contabilizada.000. o auditor deverá certificar-se de que (sabendo que os saldos são relevantes) A) não foram mencionados quaisquer dos valores acima. Marcelo Aragão www. III.00 R$ 300. E) I.00 Provável Possível Considerando a situação acima e sabendo que o contador adotou os procedimentos corretos.Natureza Trabalhista Trabalhista Fiscal AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Valor Risco R$ 3. As transações com partes relacionadas são normalmente irrelevantes para determinação da extensão dos procedimentos de auditoria uma vez que são efetuadas sob condições comutativas.000. D) em relação à contingência trabalhista enquadrada como remota. C) I.000. III e IV. B) apenas as contingências fiscais devem ser contabilizadas. II.pontodosconcursos. Está correto o que se afirma APENAS em A) II e III.000. IV. uma vez que ainda não houve decisão judicial definitiva. O auditor deve aplicar procedimentos específicos em relação a eventos ocorridos entre a data do balanço e a de seu parecer que possam demandar ajustes específicos nas demonstrações ou a divulgação em notas explicativas.br 50 . não deve ser feito registro no balanço patrimonial nem ser mencionada em notas explicativas.com. O auditor deve obter carta de advogados da entidade quanto à existência de passivos contingentes da entidade na época da execução dos trabalhos finais de auditoria. consoante a regulamentação do CFC para estimativas e contingências. Prof. II e III. A carta de responsabilidade da administração deve ser emitida com a mesma data do parecer dos auditores sobre as demonstrações contábeis a que ela se refere.00 Remota R$ 6. 22) (ICMS/SP/FCC/2009) Analise as seguintes proposições: I.

(D) O auditor deve adotar procedimentos para assegurar-se que todas as contingências passivas foram identificadas e adequadamente mensuradas pela administração da entidade na elaboração das demonstrações contábeis. (E) No programa de trabalho para exame dos sistemas de processamento eletrônico de dados (PED).D Prof.br 51 .A 19 . não há necessidade de o auditor incluir o exame da segurança dos sistemas adotados pela entidade.B 20 . que trata das normas da auditoria independente das demonstrações contábeis.D 22 .D 5-A 10 . Marcelo Aragão www. GABARITO: 1-A 6-A 11 .E 17 . é correto afirmar: (A) A continuidade normal das atividades da entidade deve ser pressuposta pelo auditor em função do princípio contábil da continuidade.E 18 .com.D 2-D 7-E 12 .E 23 . (C) A carta de responsabilidade da administração quanto às informações e dados e à preparação e apresentação das demonstrações contábeis submetidas aos exames de auditoria deve ser emitida com a mesma data do parecer do auditor sobre as referidas demonstrações.E 21 . já que estes são de exclusiva responsabilidade da administração. sendo desnecessário o mesmo procedimento em relação às contingências ativas.C 4-A 9-E 14 .A 15 . devendo a administração da entidade acatar integralmente o julgamento do auditor.B 3-D 8-E 13 . (B) As estimativas contábeis são de responsabilidade exclusiva do auditor e baseiam-se em fatores objetivos e subjetivos. sob pena deste emitir parecer com abstenção de opinião ou adverso.D 16 .AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 23) (Analista Auditor/TJ/PI/FCC/2009) De acordo com a NBC T 11 do Conselho Federal de Contabilidade.pontodosconcursos. tornando desnecessária a análise de fatores de risco que possam comprometer essa premissa.

inspeções e obtenção de informações e confirmações. em especial as situações em que o auditor tributário presume a omissão de receita por parte da entidade fiscalizada.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Olá pessoal. Havendo intenção de cometer o ato ou omiti-lo. trata-se de erro.br 1 . A aula desta semana abordará a responsabilidade do auditor perante riscos de ocorrência de fraudes. está caracterizada a fraude. Veremos ainda as fraudes fiscais. declarações. Se aquele item não estiver presente. para obter elementos de convicção. O Conselho Federal de Contabilidade trata do assunto da seguinte maneira: Prof. com o objetivo de comprovar se os valores dos tributos e os registros contábeis foram executados de acordo com a legislação fiscal e os princípios fundamentais de contabilidade e se as demonstrações contábeis refletem adequadamente a situação econômico-financeira do patrimônio. veremos a diferença entre fraude e erro. ativos ocultos e fictícios. passivos ocultos e fictícios e demais fraudes fiscais que podem ser cobradas em concurso para a área tributária. os resultados do período administrativo examinado e outras situações nelas apresentadas.com. internas e externas. FRAUDE E ERRO A diferença fundamental entre fraudes e erros reside na intenção. constituindo. em cada circunstância. complemento indispensável para que a contabilidade atinja plenamente essa finalidade. livros e registros. a auditoria fiscal é a técnica contábil utilizada para avaliar essas informações. Marcelo Aragão www. como o do ISS SP.pontodosconcursos. Inicialmente. por ser um assunto muito cobrado em concurso. assim. tais como o saldo credor da conta caixa. Esses exames são realizados de acordo com as normas de auditoria usualmente aceitas e incluem os procedimentos que os auditores julgam necessários. relacionadas com o controle do patrimônio. A auditoria tributária compreende a revisão dos procedimentos fiscais adotados pela empresa. Além disso. objetivando mensurar a exatidão dos valores dos tributos e o registro nas demonstrações contábeis. mediante o exame de documentos.

mediante a implantação e a manutenção de adequado sistema contábil e de controle interno. logicamente que o risco de o auditor não detectar uma fraude relevante é maior que o risco de o auditor não detectar erros. c) interpretação errada das c) supressão ou omissão de variações patrimoniais. documentos. passivos e resultados. falsificação ou a) erros aritméticos na alteração de registros ou escrituração contábil ou nas demonstrações contábeis. Cabe destacar. causam prejuízos ä entidade e produzem distorções nas demonstrações. de modo a modificar os registros de ativos. e b) apropriação indébita de ativos. Prof. Marcelo Aragão www. d) registro de transações comprovação.com. ATENÇÃO: Tanto o erro quanto a fraude. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. que a responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraudes e erros é da administração da entidade. registros e demonstrações contábeis. b) aplicação incorreta das normas contábeis. transações nos registros contábeis (omissão de receitas – caixa dois). Exemplos de fraudes Exemplos de erros a) manipulação. e sem e) aplicação de práticas contábeis indevidas. Todavia. do ponto de vista contábil. adulteração de documentos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO a) fraude refere-se a ato intencional de omissão ou manipulação de transações. A ocorrência tanto de um quanto de outro requerem responsabilização. ainda.br 2 .pontodosconcursos. e b) erro refere-se a ato não-intencional resultante de omissão.

b) distorções decorrentes da apropriação indébita de ativos. Características da fraude Segundo a NBC TA 240. cuidado. embora a fraude constitua um conceito jurídico amplo. por escrito e em caráter reservado. pois apesar de o auditor poder suspeitar ou.pontodosconcursos.br 3 . detalha a forma como a NBC TA 315 – Identificação e Avaliação dos Riscos de Distorção Relevante por meio do Entendimento da Entidade e de seu Ambiente e a NBC TA 330 – Resposta do Auditor aos Riscos Avaliados devem ser aplicadas em relação aos riscos de distorção relevante decorrente de fraude. O auditor interno auxilia a organização a prevenir a ocorrência de fraudes nas operações. o auditor está preocupado com a fraude que causa distorção relevante nas demonstrações contábeis. identificar a ocorrência de fraude. Porém. O auditor fiscal realiza verificações nos livros e documentos fiscais visando a apurar possíveis fraudes e irregularidades que possam caracterizar a omissão de receitas na escrituração da empresa e na utilização de impressos fiscais pelos contribuintes. comunicando a administração superior. indícios ou confirmações de fraudes.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO O auditor contábil considera o risco de ocorrência de fraudes nas demonstrações contábeis e planeja seus trabalhos no sentido de identificar as fraudes que tenham efeitos relevantes sobre as demonstrações. ele não estabelece juridicamente se Prof. RESPONSABILIDADE DO AUDITOR EXTERNO PERANTE FRAUDES A NBC TA 240 é a norma atualmente em vigor que trata da responsabilidade do auditor no que se refere à fraude na auditoria de demonstrações contábeis.com. Especificamente. Dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor: a) distorções decorrentes de informações contábeis fraudulentas. em raros casos. para efeitos das normas de auditoria. Marcelo Aragão www.

de forma a ter grande probabilidade de detectar aqueles que impliquem efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. Portanto. Entretanto. O auditor é responsável por obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis. há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes das demonstrações contábeis possam não ser detectadas. Marcelo Aragão www. o que pode reduzir as oportunidades de sua ocorrência e persuadir os indivíduos a não perpetrar fraude por causa da probabilidade de detecção e punição. que pode ser reforçado por supervisão ativa dos responsáveis pela governança. É importante que a administração. E qual é a responsabilidade do auditor independente perante fraudes e erros? O auditor não é responsável nem pode ser responsabilizado pela prevenção de fraudes ou erros. a responsabilidade primeira na prevenção e identificação de fraudes e/ou erros é da administração da entidade. O risco de não ser Prof.pontodosconcursos. Responsabilidade perante fraudes e erros Outro aspecto muito explorado pelas bancas responsabilidades quanto à prevenção e detecção de fraude. Devido às limitações inerentes da auditoria. enfatize a prevenção da fraude. não contêm distorções relevantes. mediante a manutenção de adequado sistema de controle interno. Isso envolve um compromisso de criar uma cultura de honestidade e comportamento ético. que. como um todo. Essa investigação não compete independente. diz ao auditor respeito às Os administradores da entidade e os responsáveis pela governança são os principais responsáveis pela prevenção e detecção da fraude.br 4 . deve planejar seu trabalho avaliando o risco de sua ocorrência. não elimina o risco de sua ocorrência. Os efeitos potenciais das limitações inerentes são particularmente significativos no caso da distorção resultar de fraude.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO realmente ocorreu fraude. causadas por fraude ou erro. apesar de a auditoria ser devidamente planejada e realizada de acordo com as normas de auditoria. entretanto.com. com a supervisão geral dos responsáveis pela governança.

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO detectada uma distorção relevante decorrente de fraude é mais alto do que o risco de não ser detectada uma distorção decorrente de erro. Isso porque a fraude pode envolver esquemas sofisticados e cuidadosamente organizados, destinados a ocultá-la, tais como falsificação, omissão deliberada no registro de operações ou prestação intencional de falsas representações ao auditor. Tais tentativas de ocultação podem ser ainda mais difíceis de detectar quando associadas a um conluio. Embora o auditor possa ser capaz de identificar oportunidades potenciais de perpetração de fraude, é difícil para ele determinar se as distorções em áreas de julgamento como estimativas contábeis foram causadas por fraude ou erro. Além disso, o risco do auditor não detectar uma distorção relevante decorrente de fraude da administração é maior do que no caso de fraude cometida por empregados, porque a administração tem condições de manipular, direta ou indiretamente, os registros contábeis, apresentar informações contábeis fraudulentas ou burlar procedimentos de controle destinados a prevenir fraudes semelhantes, cometidas por outros empregados. Na obtenção de segurança razoável, o auditor tem a responsabilidade de manter atitude de ceticismo profissional durante a auditoria, considerando o potencial de burlar os controles pela administração, e de reconhecer o fato de que procedimentos de auditoria eficazes na detecção de erros podem não ser eficazes na detecção de fraude. Em síntese, os objetivos do auditor perante fraudes são: a) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis decorrente de fraude; b) obter evidências de auditoria suficientes e apropriadas sobre os riscos identificados de distorção relevante decorrente de fraude, por meio da definição e implantação de respostas apropriadas; e c) responder adequadamente face à fraude ou à suspeita de fraudes identificada durante a auditoria. Procedimentos de avaliação de risco

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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Ao aplicar os procedimentos de avaliação de risco para conhecer a entidade e o seu ambiente, inclusive o seu controle interno, o auditor deve aplicar os procedimentos indicados abaixo para obter as informações a serem usadas na identificação de riscos de distorção relevante decorrente de fraude: O auditor dever fazer indagações à administração relacionadas com a avaliação do risco de que as demonstrações contábeis contenham distorções relevantes decorrente de fraudes, inclusive a natureza, extensão e freqüência de tais avaliações e o processo da administração para identificar e responder aos riscos de fraude na entidade, inclusive quaisquer riscos de fraude específicos identificados pela administração ou que foram levados ao seu conhecimento, ou tipos de operações, saldos contábeis ou divulgações para os quais é provável existir risco de fraude. O auditor deve fazer indagações à administração e outros responsáveis da entidade, conforme apropriado, para determinar se eles têm conhecimento de quaisquer casos reais, suspeitas ou indícios de fraude, que afetem a entidade. Em relação às entidades que têm uma função de auditoria interna, o auditor independente deve fazer indagações aos seus responsáveis para determinar se eles têm conhecimento de quaisquer casos reais, suspeitas ou indícios de fraude, que afetem a entidade, e obter o ponto de vista deles (auditores internos) sobre os riscos de fraude. O auditor deve obter entendimento de como os responsáveis pela governança fazem a supervisão geral dos processos da administração para identificar e responder aos riscos de fraudes na entidade e do controle interno que a administração implantou para mitigar esses riscos e se eles têm conhecimento de quaisquer casos reais, suspeitas ou indícios de fraude, que afetem a entidade. Essas indagações servem, em parte, para corroborar as respostas às indagações da administração. O auditor deve avaliar se variações inesperadas ou não usuais que foram identificadas durante a aplicação dos procedimentos de revisão analítica, inclusive aqueles relacionados com as receitas, podem indicar riscos de distorção relevante decorrente de fraude.

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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Identificação e avaliação dos riscos de distorção relevante decorrente de fraude O auditor deve identificar e avaliar os riscos de distorção relevante decorrente de fraude no nível das demonstrações contábeis e no nível das afirmações por tipo de operação, saldo contábil e divulgação. Alguns exemplos de fatores de risco de fraude: Incentivos e pressões: • A estabilidade financeira ou lucratividade é ameaçada por condições operacionais, econômicas, ramo de negócio ou das condições de operação da entidade como, por exemplo, alto nível de competição ou saturação do mercado, acompanhada por declínio da margem de retorno; declínios significativos na demanda dos clientes; e fracassos crescentes dos negócios e prejuízos operacionais que tornam iminente a ameaça de falência. Existência de pressão excessiva para que a administração cumpra as exigências ou expectativas de terceiros, como expectativas de lucratividade ou nível de tendência de analistas de investimentos, investidores institucionais, credores significativos ou outras partes externas (particularmente expectativas indevidamente agressivas ou irrealistas), inclusive expectativas criadas pela administração, por exemplo, em informes de imprensa ou mensagens excessivamente otimistas dos relatórios anuais. As informações disponíveis indicam que a situação financeira pessoal da administração ou dos responsáveis pela governança é ameaçada pelo desempenho da entidade. Há pressão excessiva sobre a administração ou pessoal operacional para cumprir as metas financeiras estabelecidas pelos responsáveis pela governança, incluindo metas de incentivo para vendas ou lucratividade. Obrigações financeiras pessoais podem criar pressão sobre a administração ou empregados com acesso a dinheiro ou outros ativos suscetíveis de roubo para que se apropriem indevidamente de tais ativos.

Oportunidades:
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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO • A natureza da indústria ou das operações da identidade oferece oportunidades de envolvimento em informações contábeis fraudulentas que podem ter origem em: a) operações significativas entre partes relacionadas fora do curso normal de negócios; b) ativos, passivos, receitas ou gastos baseados em estimativas significativas que envolvam julgamentos subjetivos ou incertezas difíceis de serem corroboradas; c) transações significativas, não usuais ou altamente complexas, especialmente as próximas do fim do período, que colocam questões difíceis de “substância sobre forma”; e d) contas bancárias ou operações significativas com subsidiárias ou filiais em paraísos fiscais para as quais parece não haver nenhuma justificativa clara de negócio. O monitoramento da administração não é eficaz devido à concentração de poder da administração em uma única pessoa ou pequeno grupo sem controles compensatórios e supervisão geral do processo de informação contábil e controle interno pelos responsáveis pela governança ineficaz. Há uma estrutura organizacional complexa ou instável, como evidenciado pelo seguinte: a) dificuldade para determinar a organização ou indivíduos que têm participação de controle na entidade; b) estrutura organizacional excessivamente complexa envolvendo entidades jurídicas ou linhas de autoridade gerenciais não usuais; c) alta rotatividade da alta administração, departamento jurídico ou dos responsáveis pela governança. Os componentes do controle interno são deficientes como resultado do monitoramento inadequado dos controles, altas taxas de rotatividade de empregados de contabilidade e auditoria interna e sistemas de contabilidade e informações que não são eficazes, inclusive situações que envolvam deficiências significativas no controle interno. Certas características ou circunstâncias podem aumentar a suscetibilidade dos ativos à apropriação indevida, como, por exemplo, grandes quantias de dinheiro em mão ou processadas; itens de estoque com tamanho pequeno, com alto valor ou em alta procura; c) ativos facilmente conversíveis, tais como títulos ao portador, diamantes ou chips de computador; e d) ativos fixos de tamanho pequeno, comercializáveis ou sem identificação clara de propriedade.

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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO O controle interno inadequado sobre os ativos pode aumentar a suscetibilidade de apropriação indevida dos ativos, como, por exemplo, segregação inadequada de funções ou de verificações independentes; supervisão geral inadequada dos gastos da alta administração e dos empregados responsáveis por ativos e controles inadequados para o acesso a registros automatizados, incluindo os controles e o exame dos registros de eventos dos sistemas computadorizados.

Atitudes/racionalizações • Comunicação, implementação, suporte ou aplicação dos valores ou padrões éticos da entidade pela administração, ou a comunicação de valores ou padrões éticos inadequados, que não são eficazes. Participação ou preocupação excessiva da administração não financeira com a seleção de políticas contábeis ou com a determinação de estimativas significativas. Histórico conhecido de violação das leis de títulos e valores mobiliários ou de outras leis e regulamentações, ou ações contra a entidade, sua alta administração ou os responsáveis pela governança, alegando fraude ou violação de leis e regulamentos. Interesse excessivo da administração por manter ou aumentar o preço das ações ou tendência de ganhos da entidade. Prática, pela administração, de se comprometer com analistas, credores e outras partes no cumprimento de projeções agressivas ou irrealistas. Omissão da administração em remediar, de forma tempestiva, deficiências relevantes conhecidas nos controles internos. Relacionamento entre a administração e o auditor atual ou seu predecessor é tensa. Falta de consideração em relação à necessidade de monitorar ou reduzir riscos relacionados com apropriações indevidas de ativos.

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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Falta de consideração em relação ao controle interno sobre apropriação indevida de ativos por burlar os controles existentes ou por omissão em tomar medidas corretivas sobre deficiências no controle interno. Conduta que indique desagrado ou insatisfação com a entidade ou o tratamento de seus empregados. Mudanças na conduta ou estilo de vida que possam indicar que ativos foram indevidamente apropriados. Tolerância de pequenos roubos.

Respostas aos riscos avaliados de distorção relevante decorrente de fraude Após avaliar os riscos de distorções de fraudes, o auditor deve determinar respostas globais para tratar os riscos avaliados. No nível de demonstrações contábeis, as respostas globais são as seguintes: alocar e supervisionar o pessoal, levando em conta o conhecimento, a aptidão e a capacidade dos indivíduos que assumirão responsabilidades significativas pelo trabalho, e avaliar os riscos de distorção relevante decorrente de fraude; avaliar se a seleção e a aplicação de políticas contábeis pela entidade, em especial as relacionadas com medições subjetivas e transações complexas, podem ser indicadores de informação financeira fraudulenta decorrente de tentativa da administração de manipular os resultados; e incorporar elemento de imprevisibilidade na seleção da natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria. Além de respostas globais, o auditor deve considerar respostas para enfrentar os riscos avaliados de distorção relevante decorrente de fraude no nível das afirmações, o que inclui mudar a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria das seguintes maneiras: A natureza dos procedimentos de auditoria a executar pode precisar ser modificada para obter evidências de auditoria que sejam mais confiáveis e relevantes ou para obter informações comprobatórias adicionais. Isso
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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO pode afetar o tipo dos procedimentos de auditoria a serem executados e a sua combinação. Por exemplo: a observação ou inspeção física de certos ativos pode tornar-se mais importante ou o auditor pode escolher usar técnicas de auditoria assistidas por computador para obter mais evidências a respeito de dados contidos em contas significativas ou arquivos eletrônicos de operações. A época dos procedimentos pode ter que ser modificada. O auditor pode concluir que executar testes substantivos no fim ou perto do fim do período é o melhor enfoque para um risco avaliado de distorção relevante decorrente de fraude. A extensão dos procedimentos aplicados reflete a avaliação dos riscos de distorção relevante decorrente de fraude. Por exemplo, pode ser apropriado aumentar o tamanho das amostras ou executar procedimentos analíticos em nível mais detalhado. Auditor sem condições de continuar o trabalho Como resultado de uma distorção decorrente de fraude ou suspeita de fraude, pode ser que o auditor encontre circunstâncias excepcionais que coloquem em dúvida sua capacidade de continuar a realizar a auditoria. Nesse caso, o auditor deve considerar se seria apropriado retirar-se do trabalho, quando essa saída for possível conforme a lei ou regulamentação aplicável. Caso se retire, deve determinar as responsabilidades profissionais e legais aplicáveis à situação, inclusive se é necessário informar às pessoas que aprovaram a contratação da auditoria ou, em alguns casos, às autoridades reguladoras. Representações da administração O auditor deve obter representações da administração apropriado, dos responsáveis pela governança, de que: e, quando

a) eles reconhecem sua responsabilidade pelo desenho, implementação e manutenção do controle interno de prevenção e detecção de fraude; b) eles revelaram ao auditor os resultados da avaliação do risco da administração de que as demonstrações contábeis podem ter distorções relevantes decorrentes de fraude;
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Marcelo Aragão www.br 12 .AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO c) eles revelaram ao auditor seu conhecimento sobre a suspeita ou ocorrência de fraude afetando a entidade. a comunicação pode ser feita verbalmente ou por escrito. o auditor pode considerar apropriado obter assistência jurídica para ajudar a determinar o curso de ação apropriado. Nas circunstâncias excepcionais em que o auditor tem dúvidas a respeito da integridade ou honestidade da administração ou dos responsáveis pela governança. Dependendo da natureza e das circunstâncias envolvendo a fraude. deve determinar se há responsabilidade de comunicar a ocorrência ou suspeita a um terceiro fora da entidade. Comunicação à administração da entidade e aos responsáveis pela governança Quando o auditor obteve evidências de que existe ou pode existir fraude. Comunicações às autoridades reguladoras e de controle Caso o auditor tenha identificado ou suspeite de fraude. Prof. No Brasil. Em outros segmentos.pontodosconcursos. Embora o dever profissional do auditor de manter a confidencialidade/sigilo da informação do cliente possa impedir que tais informações sejam dadas. mesmo que o assunto possa ser considerado não importante (por exemplo. O auditor deve comunicar a possibilidade ou a ocorrência de fraude aos responsáveis pela governança.com. as responsabilidades legais do auditor podem sobrepor-se ao dever de confidencialidade em algumas situações. o auditor de instituição financeira tem o dever de relatar a ocorrência de fraude a autoridades de supervisão. Vejam algumas questões sobre o tema estudado até aqui. um desfalque mínimo cometido por empregado em um nível inferior na organização da entidade). Alerto que elas estão ao final da aula sem os comentários. o auditor também tem dever de relatar distorções nos casos em que a administração e os responsáveis pela governança deixem de adotar ações corretivas. é importante que o assunto seja levado ao conhecimento de pessoa no nível apropriado da administração tão logo seja praticável.

com. desde que relevantes. ele só modifica o seu parecer. (B) não tem o auditor independente a obrigação de comunicá-los à entidade da auditada. expressando uma opinião com ressalvas ou adverso. o ato intencional de omissão ou manipulação de transações. adulteração de documentos. fraude. em especial a Resolução 836. Alertamos os candidatos para não confundirem o processo de comunicação de uma fraude ou erro com a opinião que o auditor emite quando revela fraude e/ou o erro. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. (E) como a auditoria de demonstrações contábeis não objetiva a descoberta de fraudes. independentemente de sua relevância. inclusive na fase do planejamento dos trabalhos. erro.br 13 . mesmo que efeito da fraude sobre as demonstrações contábeis seja irrelevante. A alternativa “B” apresenta erro. Marcelo Aragão www. Analisando os itens da questão.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 1) (ICMS/RIO/FGV/2008) O Conselho Federal de Contabilidade – CFC conceitua fraude e erro da seguinte forma: I. registros e demonstrações contábeis. pois o auditor é obrigado a comunicar à administração os erros e as fraudes revelados. uma vez que é contratado para garantir que os dados constantes nas demonstrações reflitam a real situação econômico-financeira da entidade auditada. verificamos que a alternativa “A” está incorreta. Considerando a regulamentação do assunto pelo CFC. Todavia.pontodosconcursos. o auditor não deve considerar a possibilidade de sua ocorrência. Prof. (C) a auditoria de demonstrações contábeis tem como objetivo a descoberta de fraudes. resultante de omissão. quando a fraude tem efeito relevante sobre as demonstrações e não foram devidamente corrigidos pela administração ou revelados nas demonstrações. posto que a responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraudes e erros é da administração da entidade auditada e não do auditor independente. O auditor deve comunicar à entidade sempre. (D) o auditor independente deverá considerar a possibilidade de ocorrência. e II. é possível afirmar que: (A) a responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraudes e erros é do auditor independente. o ato não-intencional. sequer no planejamento.

Pelo exposto. erro e fraude. recebidos em dinheiro. de forma a ter grande probabilidade de detectar aqueles que impliquem efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. A empresa programa seu sistema para. o auditor deve planejar seu trabalho avaliando o risco de sua ocorrência. considere as afirmações abaixo. fraude e erro.br 14 . (C) erro. Marcelo Aragão www.com. pois o auditor deve considerar a possibilidade de ocorrência de fraudes relevantes. A alternativa “E” apresenta também incorreção. no caixa da empresa e sem emissão de notas fiscais. desconsiderar notas fiscais de prestação de serviços de valores superiores a R$ 5.00. (B) erro. ficam em uma conta em nome do sócio. erro e erro.000. sendo que os serviços de pequeno valor. erro e fraude. na apuração da base de cálculo do ISS. 2) (Auditor/PM Jaboatão/FCC/2006) Quanto à conceituação de fraude e erro. II e III constituem-se.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A alternativa “C” é incorreta. I. Vamos examinar cada uma das afirmações: I .A empresa programa seu sistema para. há fraude. o gabarito é a letra “D”. Nesse caso. A alternativa “D” é correta. O fiscal de tributos ao examinar o livro de registro de notas fiscais de serviços e apuração do ISS percebe que a empresa não escriturou a nota de número 111.00. O auditor contábil tem como objetivo emitir uma opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis. A empresa registra os serviços efetivamente formalizados através de contrato. II. respectivamente: (A) fraude. Prof. (D) fraude. mas o valor do tributo foi recolhido corretamente. na apuração da base de cálculo do ISS. pois a empresa teve a intenção de cometer a irregularidade. planejando seus trabalhos de forma que descubra fraudes que tenham efeito relevante sobre as demonstrações. (E) erro.pontodosconcursos. III. pois não é objetivo da auditoria contábil revelar fraudes. As situações I. Como visto.000. fraude e fraude. desconsiderar notas fiscais de prestação de serviços de valores superiores a R$ 5.

ficam em uma conta em nome do sócio. que posteriormente foram descobertos. mas o valor do tributo foi recolhido corretamente. no caixa da empresa e sem emissão de notas fiscais.pontodosconcursos. Assim. adulteração de documentos. (C) fraude é o ato não-intencional resultante de omissão. não só haveria omissão na escrituração como no recolhimento do tributo. A responsabilidade primária pela prevenção e detecção de erros e fraudes é da administração da entidade e não do auditor. desatenção ou má interpretação dos fatos na elaboração dos registros contábeis. registros e demonstrações contábeis. sendo que os serviços de pequeno valor. se agir com negligência ou imprudência. deixar de cumprir as normas de auditoria.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO II. já que essa é uma responsabilidade primária da entidade auditada. Portanto. O fiscal de tributos ao examinar o livro de registro de notas fiscais de serviços e apuração do ISS percebe que a empresa não escriturou a nota de número 111. recebidos em dinheiro. Segundo a norma. ele será pessoalmente responsável por todas as conseqüências deles recorrentes. Se houvesse um ato intencional. A letra A é incorreta. inclusive sugerindo medidas corretivas. como. Marcelo Aragão www. (B) erro é o ato intencional de omissão ou manipulação de transações. a alternativa correta é a D. é uma fraude. A empresa registra os serviços efetivamente formalizados através de contrato. 3) (ICMS/SP/FCC/2009) Sobre fraude e erro. portanto. (E) o auditor. o auditor não será pessoalmente responsável por todas as conseqüências deles recorrentes. III. não precisa estar preocupado em detectar fraudes e erros. Por outro lado. por exemplo. É caso de erro. ao planejar o seu trabalho. é correto afirmar que (A) se o auditor não detectou fraudes e erros em seu trabalho. vale ressaltar o que dispõe a NBC TA 200 quanto à limitação inerente de uma auditoria.com. Trata-se de um ato intencional de cometimento de um ilícito contábil e fiscal.br 15 . (D) é responsabilidade do auditor a comunicação de erros e fraudes que tenha encontrado em seu trabalho à administração da entidade. o auditor somente poderá ser responsabilizado pela não detecção de fraudes e erros em seu trabalho. Ainda quanto à letra A. o auditor não é obrigado Prof.

atestando que as mesmas estão livres de distorções relevantes causadas por erros e fraudes. (B) Somente a auditoria independente tem condições de detectar erros e fraudes. A letra D é correta e constitui o gabarito da questão. deve planejar seus trabalhos de forma que descubra fraudes que tenham efeito relevante sobre as demonstrações. e. ao comunicar riscos ou ocorrência de fraudes à administração da entidade auditada. As letras B e C são incorretas. há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes das demonstrações contábeis não sejam detectadas. adulteração de documentos. e. 4) (Auditor/TJ/PI/FCC/2009) Sobre fraude e erro.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO e não pode reduzir o risco de auditoria a zero. Cabe apenas ressaltar que as atuais normas de auditoria do CFC não estabelecem explicitamente que. embora a auditoria seja adequadamente planejada e executada em conformidade com as normas de auditoria. descoberta posterior de uma distorção relevante das demonstrações contábeis. a maior parte das evidências de auditoria que propiciam ao auditor obter suas conclusões e nas quais baseia a sua opinião são persuasivas ao invés de conclusivas. Por fim. Em decorrência das limitações inerentes de uma auditoria. não pode obter segurança absoluta de que as demonstrações contábeis estão livres de distorção relevante devido a fraude ou erro. Portanto. adulteração de documentos. registros e demonstrações contábeis e erro é o ato nãointencional resultante de omissão. uma falha na condução de uma auditoria em conformidade com as normas de auditoria.pontodosconcursos. desatenção ou má interpretação dos fatos na elaboração dos registros contábeis. Prof. portanto. já que o auditor interno não pode questionar a conduta de funcionários da companhia. é correto afirmar: (A) A fraude é um ato não intencional de omissão ou manipulação de transações. o auditor deva sugerir medidas corretivas. Marcelo Aragão www. resultante de fraude ou erro. como resultado. Portanto. Fraude é o ato intencional de omissão ou manipulação de transações. O auditor contábil tem como objetivo emitir uma opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis.com.br 16 . pois trocaram os conceitos de erro e fraude. registros e demonstrações contábeis. Isso porque uma auditoria tem limitações inerentes. a letra E é incorreta. não indica por si só.

Na letra D.pontodosconcursos. pois o auditor Prof. tão logo tenha conhecimento. o auditor tem a obrigação de comunicálos à administração da entidade e sugerir medidas corretivas. (D) O número de erros ou fraudes na companhia auditada guarda correlação positiva com a quantidade e qualidade dos controles internos. (B) desconsiderar as fraudes e se ater às demonstrações contábeis que são o objeto de seu trabalho. De todo modo. (C) emitir relatório parcial e encaminhá-lo à administração da empresa. independentemente da relevância. Por fim. isso não torna a afirmação incorreta. 5) (Auditor/TCE/SP/FCC/2008) O auditor. suspendendo a auditoria e encerrando os trabalhos. O auditor externo comunica por escrito. não divulgando-os nas notas explicativas nem no parecer. Marcelo Aragão www. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. Tanto o auditor interno quanto o auditor externo devem comunicar imediatamente à administração da empresa a descoberta de fraudes.com. o auditor tem a obrigação de comunicá-los à administração da entidade e sugerir medidas corretivas. Ressalto apenas que o relatório parcial é um instrumento indicado pelas normas para o auditor interno comunicar por escrito e tempestivamente a ocorrência de indícios ou a confirmação de fraudes à administração da empresa.br 17 . Ao detectar erros relevantes ou fraudes no decorrer dos seus trabalhos. Na letra A. ao constatar a existência de fraudes deve (A) concluir os trabalhos e apresentar no relatório final as fraudes constatadas. o certo seria fraude. A alternativa correta é a letra C. (E) O erro é um ato intencional resultante de omissão. apenas quando a comunicação verbal não é adequada às circunstâncias. (E) recusar o trabalho. para que sejam adotadas as medidas cabíveis. pois a relação é inversa. na letra E.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (C) Ao detectar erros relevantes ou fraudes no decorrer dos seus trabalhos. tanto a auditoria independente como a auditoria interna podem detectar erros e fraudes. Na letra B. (D) exigir que a administração da empresa se responsabilize pelos fatos constatados. a correlação é negativa. A única alternativa correta é a letra C. no decorrer dos trabalhos. o conceito refere-se ao erro.

implementação e manutenção do controle interno de prevenção e detecção de fraude.br 18 .AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO externo também poderia comunicar por escrito.com. Marcelo Aragão www. as outras alternativas apresentam incorreções. E) o auditor deve comunicar a possibilidade ou a ocorrência de fraude aos responsáveis pela governança sempre por escrito. apresentamos as normas relativas à presunção de omissão de receitas e as principais ocorrências de fraudes fiscais nas empresas. D) o auditor deve obter representações da administração de que ela reconhece sua responsabilidade pelo desenho. C) não constitui obrigação do auditor. a comunicação do auditor independente das demonstrações contábeis à administração e aos responsáveis pela governança poderá ser feita verbalmente ou por escrito. Considerando a referida norma do CFC. B) dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor: distorções decorrentes de informações contábeis fraudulentas e distorções decorrentes da apropriação indébita de ativos. A única alternativa incorreta é a E. no contexto da auditoria de Demonstrações Contábeis. há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes das demonstrações contábeis possam não ser detectadas. pois dependendo da natureza e da sensibilidade em relação ao cometimento da fraude. Ademais. A) mesmo que a auditoria seja devidamente planejada e realizada de acordo com as normas de auditoria. PRESUNÇÃO DE OMISSÃO DE RECEITAS Prof. assinale a alternativa INCORRETA. estabelecer juridicamente se realmente ocorreu fraude.pontodosconcursos. ATENÇÃO: Não confundir com a auditoria interna que tem a obrigação de comunicar indícios ou confirmações de fraudes à administração da entidade auditada sempre por escrito. ***************************************************************** A seguir. 6) A NBC TA 240 define as normas quanto à responsabilidade do auditor em relação a fraude.

§ 2º. Caracteriza-se como omissão no registro de receita. 281. pois tal situação indica a realização de pagamentos em dinheiro em montante superior ao disponível para tanto e. nunca haverá saldo negativo (ou credor) da conta caixa. Esse dinheiro dará origem ao vulgarmente denominado “Caixa Dois”. reflexo no patrimônio da empresa. Técnicas e Procedimentos) ensina que a omissão total ou parcial de receitas provoca. A última situação é a de manter-se no passivo obrigações já pagas ou cuja exigibilidade não seja comprovada.br 19 . III – a manutenção no passivo de obrigações já pagas ou cuja exigibilidade não seja comprovada. quando se promove uma venda de bens ou serviços sem emissão de documento fiscal ou fazendo constar como valor da operação um montante inferior ao real. cuja situação de fraude veremos com mais detalhes ainda nesta aula. a ocorrência das seguintes hipóteses (Decreto-Lei 1. O instituto da presunção de omissão de receitas encontra-se positivado no Regulamento do Imposto de Renda (RIR). Logo. e Lei 9. estará caracterizada a utilização de numerário do chamado “Caixa Dois”. se o auditor detectar a omissão de lançamento das despesas à vista.Conceitos.com. de 1996. 40): I – a indicação na escrituração de saldo credor de caixa. de imediato. Quando a empresa omite o registro de receitas (Caixa Dois). o denominado “passivo Prof. se deixar de escriturar também as despesas. art. 12. ou seja. há um ingresso de numerário no Caixa que ficará à margem da contabilidade oficial. A primeira diz respeito à existência de saldo credor de caixa. ressalvada ao contribuinte a prova da improcedência da presunção. Assim. Outra situação é a falta de escrituração de pagamentos efetuados. o regulamento do imposto de renda estabelece que são três as situações que caracterizam omissão no registro de receita.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Sergio Jund (Auditoria . com o objetivo de ocultar as receitas sem que ocorresse o “estouro de caixa”.598. art. como segue: Art. ele pode concluir que o contribuinte fez isso propositalmente. Marcelo Aragão www. sem que haja uma falha contábil que justifique tal procedimento. II – a falta de escrituração de pagamentos efetuados. caso isso ocorra.430.pontodosconcursos. Normas. Portanto. de 1977.

Marcelo Aragão www. da prestação de serviços e de quaisquer outras operações (Lei 8. Ao manter no passivo uma obrigação que não existe. 6º.br 20 . podendo ser utilizada. serão identificados pela autoridade tributária os valores efetivos das receitas auferidas pelo contribuinte em três dias alternados desse mesmo mês. § 4º). arbitrar a receita do contribuinte. de 1994. 6º). de 1994. o contribuinte evita o aparecimento de saldo credor na conta “caixa”. § 2º A renda mensal arbitrada corresponderá à multiplicação do valor correspondente à média das receitas apuradas na forma do § 1º pelo número de dias de funcionamento do estabelecimento naquele mês (Lei 8. de 1994. art. da prestação de serviços e de outras operações correspondentes aos meses arbitrados será considerada suficientemente representativa das receitas auferidas pelo contribuinte naquele estabelecimento. para efeito de determinação da base de cálculo sujeita à incidência do imposto. apuradas em procedimento fiscal. de 1994. art. tomando por base as receitas. Verificada por indícios a omissão de receita. de 1994. § 6º).com. necessariamente representativos das variações de funcionamento do estabelecimento ou da atividade (Lei 8.pontodosconcursos. pelo menos. § 3º). 6º. art. art.846.846.846. a autoridade tributária poderá.846.846. para efeitos fiscais.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO fictício”. conforme a seguir: Art. a receita média mensal das vendas. § 1º). 6º. § 3º O critério estabelecido no § 1º poderá ser aplicado a. três meses do mesmo ano-calendário (Lei 8. § 5º A diferença positiva entre a receita arbitrada e a escriturada no mês será considerada na determinação da base de cálculo do imposto (Lei 8. de 1994. § 6º O disposto neste artigo não dispensa o contribuinte da emissão de documentário fiscal. correspondentes ao movimento diário das vendas.846. § 4º No caso do parágrafo anterior. bem como da escrituração a que Prof. 6º. art. art. prescreve o RIR o arbitramento. § 2º). 6º. por até doze meses contados a partir do último mês submetido às disposições previstas no § 1º (Lei 8. § 1º Para efeito de arbitramento da receita mínima do mês. 284. Na hipótese de indício de omissão de receitas.

6º. Aí. o que acaba acontecendo.com. prática comum no Brasil de sonegação fiscal. em especial o Balanço Patrimonial e a Demonstração de Resultado do Exercício. veremos as principais fraudes praticadas pelas empresas. Para caracterizar a sonegação fiscal. 6º.846.846. Modernamente. A seguir. recomenda-se solicitar: cópia das demonstrações contábeis. cópia dos extratos bancários e conciliações bancárias de todas as contas da Pessoa Jurídica. art. Prof. Marcelo Aragão www. de 1994. § 8º). até que a liquidação se registre oficialmente. impedido a baixa contábil de obrigações. art. O estouro do caixa ocorre quando a conta caixa apresenta saldo credor ou negativo. mas que não foram contabilizados. de 1994. CAIXA DOIS E SALDO CREDOR NA CONTA CAIXA As receitas não são contabilizadas e os recursos usados para pagar dívidas José Carlos Oliveira de Carvalho ensina no livro Por Dentro das Fraudes que o chamado caixa dois compreende valores que transitaram pela empresa. torna a considerar o novo saldo de caixa (real) para pagamento de contas. Caso concreto: determinado contador (desatento) examina o saldo inicial da conta caixa ara fins de planejamento dos valores a serem pagos durante o mês. § 7º). No final do mês. é chamado de “Recursos nãocontabilizados”. um passivo fictício. temporariamente. A diferença de datas entre o pagamento real e o registro contábil cria. percebe que o saldo da conta caixa tornou-se negativo durante o mês. depois de ter escriturado diversas outras operações no livro diário.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO estiver obrigado pela legislação comercial e fiscal (Lei 8.br 21 . considerando uma operação de venda recebida mas não-contabilizada. dos últimos cinco exercícios. sabendo-se que a maior parte ocorre no movimento de caixa. § 7º A diferença positiva a que se refere o § 5º não integrará a base de cálculo de quaisquer incentivos fiscais previstos na legislação tributária (Lei 8. cópia dos livros comerciais e fiscais.pontodosconcursos. mediante caixa dois.

como se houvesse o ingresso de numerário no Caixa. Sergio Jund lembra que são utilizadas algumas situações visando à ocultação de tal procedimento. Caso real: Determinado empresário paga compromissos pessoais com recursos financeiros da empresa e ordena ao contador que os valores sejam registrados como “Duplicatas a receber” de determinado cliente.br 22 . se ocorrer.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO cópia dos extratos enviados pelas administradoras de cartões de crédito evidenciando o valor repassado à pessoa jurídica. retardando a baixa de duplicatas já pagas. não corresponde a um crédito efetivo da companhia perante terceiros e foi lançado somente para “fechar” a contabilidade (compensando a saída do caixa). mas somente sacando o numerário quando a conta tiver saldo suficiente. por exemplo. ATIVO FICTÍCIO O bem ou direito é contabilizado. um ingresso de numerário que ocorrerá somente no futuro. Pode-se emitir. de imediato. um cheque contra a conta bancária da empresa. c) Simulação de recebimentos: Nesta situação efetua-se o lançamento de operação fictícia. dentre as quais podem ser destacadas as seguintes: a) Postergação ou omissão do registro de pagamento: Deixa-se de escriturar pagamentos em montante superior ao saldo credor que ingressaria no caixa. ainda não recebida. Prof. mas não existe Ativos fictícios correspondem a bens e direitos registrados no patrimônio.pontodosconcursos. O direito registrado não tem respaldo. Marcelo Aragão www. caso tivessem sido contabilizados. Exemplo: omissão do lançamento de despesas. registrando-se a operação de imediato. A regularização. ou o registro de vendas a prazo como se fossem à vista. será efetuada quando a conta Caixa apresentar-se com saldo financeiro insuficiente. mas que simplesmente inexistem. b) Antecipação do registro de recebimentos: Neste caso. registra-se.com. Exemplo: recebimento de duplicata de cliente.

ATIVO OCULTO O bem ou direito existe. de fato. o passivo oculto decorre. Exemplificando: determinado funcionário dispensado pela entidade impetrou uma reclamação trabalhista. mas não é contabilizado Caracteriza-se a ocorrência do ativo oculto pela falta de registro contábil de um bem ou direito que efetivamente existe. provavelmente porque se trata de despesa ilegal). Na verdade. Esse item representa um dos principais riscos para quem pretende adquirir uma empresa em funcionamento. b) c) d) PASSIVO OCULTO A dívida existe. móveis e utensílios dentre outros) ou da existência de operações de empréstimos bancários não registrados oficialmente na contabilidade. de forma a suprir o Caixa com recursos financeiros omitidos em data anterior. subavaliação ou omissão dos registros envolvendo as operações de compra. sem a emissão e registro de documentação fiscal.com. Marcelo Aragão www. mas não é contabilizada Passivo oculto compreende dívidas (obrigações) não registradas ou registradas a menor. portanto. mas existe. utilizando o “Caixa Dois”.br 23 . Tendo havido a saída efetiva do caixa para finalidades diversas (cujo destino não se deseja que fique registrado na contabilidade.pontodosconcursos. portanto. simula-se um desconto de cheque com a finalidade de manter um caixinha para despesas imediatas ou miúdas. É. da omissão de operações de aquisição de ativos a prazo (mercadorias. os recursos já foram aplicados em outro objeto.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Um outro exemplo é o suprimento fictício de caixa. Prof. oculto para a contabilidade. alienação fictícia de valor do Ativo. que não foi registrada. manutenção de caixa ou depósitos bancários sem o registro na contabilidade oficial. Contudo. como por exemplo: a) aquisição de mercadorias para revenda com recursos do caixa dois e. geralmente.

br 24 . presume-se que a origem do passivo fictício serve para ocultar a insuficiência de caixa. as duplicatas quitadas antes do balanço. cuja direção varia em função da natureza de cada conta. neste caso. baixando-o quando o caixa contábil apresenta condições. por exemplo. mas não baixada Como já apontamos nesta aula. Também caracteriza o passivo fictício o registro de operações simuladas. simula-se um suprimento do caixa. suprido por receita omitida da contabilidade. Quanto às contas de passivo. mantém-se o passivo pendente de registro.com. quando este necessita de recursos. PASSIVO FICTÍCIO A dívida foi registrada na contabilidade. existente na data do balanço. a preocupação é se são fictícios. é importante que estes recursos sejam perfeitamente identificáveis. os testes buscam identificar se há dívidas ocultas ou se estão subavaliadas. tais como. porém já paga. duplicatas a fornecedores com dinheiro do "caixa dois". Recomenda-se Prof. tem seu fundamento na idéia de que o “caixa dois”. Pela análise da data da quitação verifica-se a ocorrência ou não de passivo fictício. cuja origem estaria na pessoa do sócio. com as duplicatas representativas deste saldo. não se procede a baixa porque ocorreria o “estouro do caixa” contábil (saldo credor de caixa).AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A apuração tanto de ativos fictícios quanto de passivos ocultos é feita por meio de testes. vem abastecer o caixa contábil. Como não há saldo de caixa (contábil) suficiente. SUPRIMENTOS NÃO COMPROVADOS A presunção de omissão de receita. Em relação aos ativos. ainda pendentes contabilmente. Desta forma. Assim. Na ocorrência desses casos. o chamado "passivo fictício" tem seu fundamento na seguinte lógica: pagam-se.pontodosconcursos. A forma de identificar o passivo fictício mais comumente encontrado nas empresas é comparar o saldo da conta fornecedores. ou seja. Marcelo Aragão www. embora pago. empréstimos de sócios ou de terceiros. representam passivo fictício. especialmente quanto à origem. Quando algum sócio assim proceder. decorrente da utilização de receitas omitidas.

1º. em carteira ou em cobrança bancária sem respaldo equivalente em notas fiscais. Marcelo Aragão www.pontodosconcursos. sócios da sociedade não anônima. 2º).AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO repassar o dinheiro emprestado para a empresa por cheque ou transferência eletrônica de fundos. art. via operação bancária. Assim. locação de bens móveis e imóveis ou quaisquer outras transações realizadas com bens ou serviços. O RIR dispõe da seguinte forma sobre a falta de emissão de nota fiscal: Art. § 3º.598. Caracteriza omissão de receita ou de rendimentos.648. fica inquestionável a origem e a efetividade do suprimento de caixa.br 25 . inclusive ganhos de capital. titular da empresa individual. ou pelo acionista controlador da companhia. recibo ou documento equivalente. 12. O RIR contém o seguinte artigo quanto aos suprimentos de caixa: Art. Evidentemente. de 1994. e Decreto-Lei nº 1. por indícios na escrituração do contribuinte ou qualquer outro elemento de prova. de 18 de dezembro de 1978. art. identificando. prestação de serviços. operações de alienação de bens móveis. assim a falta de emissão destes. cheques ou depósitos efetuados no dia.com. 283. a falta de emissão de nota fiscal. bem como a sua emissão com valor inferior ao da operação (Lei nº 8.846. FALTA DE EMISSÃO DE NOTA FISCAL Pode-se identificar a falta de emissão de documentos fiscais através do seguinte procedimento: contagem dos valores disponíveis no caixa. se a efetividade da entrega e a origem dos recursos não forem comprovadamente demonstradas (DecretoLei 1. na seqüência comparam-se tais valores com as Notas Fiscais ou documentos equivalentes emitidos no dia. 282. em moeda. devem ser considerados os saldos de caixa de dias anteriores. no momento da efetivação das operações de venda de mercadorias. Provada a omissão de receita. inciso II). de 1977. a autoridade tributária poderá arbitrá-la com base no valor dos recursos de caixa fornecidos à empresa por administradores. Outra forma de comprovar é mediante o exame de duplicatas cobradas. art. DIFERENÇAS EM LEVANTAMENTOS QUANTITATIVOS POR ESPÉCIE Prof.

Por exemplo: comprou-se 100 unidades da mercadoria Y. Prof. o auditor apura a receita omitida mediante a multiplicação da diferença encontrada no estoque pelos respectivos preços médios de venda ou de compra. NOTAS FISCAIS CALÇADAS Vias de notas fiscais com valores distintos A fim de reduzir a carga tributária. Quando isso não é possível. em cada período de apuração abrangido pelo levantamento. pagamentos pela aquisição de bens permanentes ou de direitos de qualquer natureza.pontodosconcursos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Fica caracterizada a omissão de receita. É muito freqüente a omissão temporária do lançamento de pagamentos efetuados até que haja disponibilidade no caixa oficial. vendeu-se 40.10 = 50. conforme o caso. que será fiscalizada. pois a ausência do registro faz pressupor que este foi efetuado com dinheiro à margem da contabilidade. A diferença tributável é de 100 .com. A diferença de controle quantitativo ocorre quando o controle de estoques (se houver) acusa diferenças. quando o auditor fiscal revela alguma diferença. É uma fraude vinculada ao caixa dois. despesas. sendo que a via entregue ao contratante fica com valor total e a via que fica no talonário. constantes do Livro de Inventário. Marcelo Aragão www. positiva ou negativa. mas no estoque estão apenas 10. admite a presunção de omissão de receitas.40 . vendedor e comprador às vezes ajustam um valor a menor a ser registrado no documento fiscal. no final do período de apuração.br 26 . entre a soma das quantidades de produtos em estoque no início do período com a quantidade de produtos fabricados com as matérias-primas e produtos intermediários utilizados e a soma das quantidades de produtos cuja venda houver sido registrada na escrituração contábil da empresa com as quantidades em estoque. fica com valor menor. OMISSÃO DO REGISTRO DE PAGAMENTOS EFETUADOS A falta do registro de custos. o vendedor acaba preenchendo a nota com montantes diferentes. Neste caso.

em que as vias ficam com valores distintos. Para detectar a fraude.br 27 . o auditor deve ter atenção a todos os detalhes descritos nos documentos fiscais. Um procedimento recomendável é conferir se a AIDF (Autorização para Impressão de Documentos Fiscais) foi expedida pelo órgão fazendário. triangulação ou rastreamento. logotipos.pontodosconcursos. as datas. Outras formas de investigar a existência de notas fiscais calçadas consiste em: verificar o valor de mercado do item ou serviço similares praticados por outras entidades. valores. A inexistência do CNPJ da gráfica nas bases da SRF ou da Sefaz. em especial. Uma maneira é o chamado talonário duplo. assim.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Na maioria dos casos. com dados inventados ou copiados de alguma outra empresa. verificar se o custo da mercadoria vendida é maior que o valor registrado no documento fiscal.com. endereços. NOTAS FISCAIS FRIAS Notas fiscais falsas ou de empresas fantasmas Uma das maneiras encontradas para efetivar a burla ao sistema tributário é a “compra” de notas fiscais frias para aumentar suas despesas e. etc. As notas fiscais frias podem ser de empresas que não existam física ou juridicamente ou de empresas que funcionam normalmente e emitem notas com itens superfaturados ou baseados em sobrepreço. essa fraude só é revelada quando uma das empresas é auditada e parte-se para a confrontação com as quais mantém negócios. Esses elementos podem fornecer indícios de fraude que serão investigados mediante as técnicas de circularização. de empresas que não existem. pagar menos impostos. também revela a “face fria” de uma nota fiscal. A outra forma mais comum é a emissão de notas completamente falsas. numeração. Marcelo Aragão www. Prof.

pelo menos. Dessa forma. completa sua via com uma quantia menor. assinale o procedimento que menos contribui para detectar esse tipo de operação. uma vez que. esses controles inexistirem ou falharem (risco inerente ou de controle). como evitá-las”. Marcelo Aragão www. a que será fiscalizada. preenche a nota com montantes diferentes: a via entregue ao contratante com o valor total.br 28 . o vendedor. 7) (ICMS/RIO/FGV/2008) O controle interno é muito importante para a auditoria. vendedor e comprador às vezes ajustam um valor menor a ser registrado no documento fiscal.pontodosconcursos. será determinada a quantidade de testes (substantivos) a serem aplicados. porventura. com base nele. coloca-se algo entre a primeira e as demais vias (uma prancheta de madeira. dependendo dos tributos e da esfera de governo. Se a gráfica é fictícia. unilateralmente. Quando isso não é possível. Se. ficando as demais vias no talonário para fins de registro e fiscalização por parte do governo. são extraídos documentos fiscais a serem entregues ao comprador/tomador. o contratante recebe sua via com o valor correto. o autor comenta um caso de fraude conhecido como emissão de “notas fiscais cauçadas”. como denunciá-las.com. A fim de reduzir a carga tributária. por exemplo). Como de praxe. obviamente os talões são ilegais.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Por fim. em um segundo momento. “Por ocasião do faturamento de bens e serviços. (A) confrontar (correlacionar) a documentação do tomador do serviço/comprador com a documentação do prestador de serviço/vendedor (B) somar atentamente as notas fiscais emitidas pelo prestador de serviço/vendedor (C) verificar se valor faturado (emitido) é suficiente. a possibilidade de ocorrerem fraudes é maior. com valor menor.” Considerando a situação exposta. e o fraudador. Na obra “Por Dentro das Fraudes: como são feitas. para cobrir os custos da operação e manter o prestador de serviço/vendedor em condições de funcionamento (D) confrontar o valor praticado pelo prestador de serviço/vendedor na operação analisada com os valores praticados em outras operações similares Prof. outro procedimento seria verificar se a gráfica que imprimiu os talões existe legalmente. Como o preenchimento costuma ser simultâneo (com folhas carbonadas). vamos comentar algumas questões sobre o assunto estudado.

No primeiro caso. etc. quanto ao destinatário da mercadoria (também conhecida como nota fiscal desdobrada). separadamente. sobretudo. a alteração visa a enquadrar a operação em instituto tributário menos oneroso (diferimento. o fato de que eles não têm obrigação acessória de escriturar registros de entradas e manter a documentação fiscal arquivada. o objetivo é reduzir a carga fiscal. Acrescente-se. verifica-se que a única alternativa que não corresponde a um procedimento adequado para detectar esse tipo de fraude é a “B”. isenção. fraudar a própria empresa. Analisando a questão. 2a. pois realizar a soma das notas fiscais emitidas pelo vendedor não detectaria se o valor constante das vias que ficaram no talonário em poder do vendedor estaria diferente daquele registrado na via destinada ao comprador. esta prática se proliferou nas operações comerciais envolvendo órgãos públicos e entidades sociais [ONG.br 29 . Calçamento complexo: quando apresenta divergências em todos os seus elementos. Diz-se que a nota fiscal é calçada quando a via fixa (2a. o que dificulta sobremaneira as ações de fiscalização. suspensão. na ordem da escrituração. e 3a). ainda. No segundo caso. tornando-os inidôneos. formar caixa 2. Muitas são as fraudes praticadas por meio desse expediente. base de cálculo reduzida). alíquota menor. Calçamento simples: quando apresenta divergências apenas em relação às quantidades e valores (normalmente valores menores na via fixa).AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (E) confrontar o valor praticado pelo prestador de serviço/vendedor na operação analisada com os valores praticados por concorrentes Uma das diversas formas de fraudes em documentos fiscais. Segundo a Controladoria-Geral do Município do Rio de Janeiro. OS e OSCIP] pelo fato deles não estarem sujeitas à fiscalização. é a chamada “nota fiscal calçada”. Todas as demais alternativas correspondem a procedimentos válidos para detectar a fraude. via. por não estarem obrigadas a cumprir as obrigações principais e por não apresentarem a chancela de contribuintes. destinada ao Fisco) é preenchida com elementos diferentes dos lançados nas demais vias (1a.com. Marcelo Aragão www.pontodosconcursos. nãoincidência. mediante comparação e confrontação das vias das notas Prof.

(C) Corresponde a “estouro de caixa”.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO fiscais.com. consoante a Resolução 836: Prof. com o caixa dois e esperam o saldo no caixa contábil. Alguns fraudadores pagam as dívidas. acaba faltando dinheiro no Caixa Oficial para pagar as dívidas. assinale a melhor explicação. decorrente. que em determinado dia a conta “caixa” da entidade apresentava saldo contábil credor. de receitas recebidas. (B) Trata-se de passivo oculto. até que a liquidação se registre oficialmente. (A) Trata-se de ativo fictício. pode ser o passivo fictício. um passivo fictício. para dar a baixa. temporariamente. tendo em vista que dívidas contratadas foram registradas erroneamente no passível exigível a longo prazo. uma vez que há valores registrados que. criando-se um “caixa extra” ou “caixa paralelo”. o auditor detectou. no livro Corrupção.pontodosconcursos. Em relação a esse fato. 8) (AUDITOR/TCM/RIO/FGV/2008) Durante a aplicação dos procedimentos atinentes à espécie. com base nos documentos contábeis. mediante a sonegação de vendas. (D) Corresponde ao que culturalmente chamamos de “caixa 2”. da Juruá Editora. 9) (AUDITOR/TCM/PA/FGV/2008) A diferença fundamental entre fraude e erro reside na intenção. O gabarito é a letra E. inexistem. a causa é a omissão no registro da receita e a conseqüência. A Lei 11. por exemplo. além da sonegação fiscal. (E) Corresponde a “estouro de caixa”. Quando tal sonegação é elevada. Hoog. prática sabidamente conhecida e permitida pela legislação. Marcelo Aragão www.101/05 caracteriza-a como contabilidade paralela. Portanto. Segundo Antônio Lopes de Sá e Wilson Alberto Z. o “caixa dois” é uma fraude comum contra a Fazenda. a dívida já foi paga. então. mas não contabilizadas. O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) trata do assunto da seguinte forma. ou seja. Esta diferença de datas entre o pagamento real e o registro contábil cria. por exemplo. ou do valor da transação com aquele praticado em outras operações similares ou com o custo da operação. mas não contabilizadas. de mercadorias adquiridas e pagas. Fraude e Contabilidade.br 30 . mas não houve baixa ou registro. de fato. situação decorrente. O “estouro de caixa” ou saldo credor da conta caixa tem como causa o “caixa dois” ou a omissão no registro contábil das receitas.

II. (C) O lançamento contábil da saída (baixa) de mercadorias sem documento fiscal correspondente. tornando o saldo da conta caixa negativo durante o mês. em função da entrada de recursos não contabilizados. mas que não foram contabilizados (ou foram. o “estouro de caixa” é uma evidência de “caixa dois” (omissão de receitas. como evitá-las. erro. (E) O pagamento de despesas não dedutíveis para fins de imposto de renda adequadamente contabilizado. por um lado. o chamado “caixa dois” compreende valores que transitaram pela empresa. adulteração de documentos. O “estouro do caixa” ou saldo credor da conta caixa acaba ocorrendo. Prof.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO I. Marcelo Aragão www. em função da omissão do registro da receita e. Nesse diapasão. o ato intencional de omissão ou manipulação de transações. é chamado de “Recursos não-contabilizados”. Analisando os itens da questão. como denunciá-las. O saldo credor da conta caixa pode ser gerado pela prestação de serviços a vista não contabilizada. verifica-se que a alternativa “A” é a única que corresponde a uma causa do “estouro do caixa”. pode-se afirmar que uma de suas causas (“estouro”). Segundo o livro citado no enunciado da questão. fraude. que tem como conseqüência o saldo credor da conta contábil “caixa”. o responsável pelo caixa utiliza os recursos do caixa dois para pagar despesas sem se dar conta de que oficialmente não existe saldo registrado na contabilidade suficiente para esses pagamentos. havendo a omissão da receita e. em contrapartida.com. do caixa. (B) A entrada de mercadorias sem documento fiscal correspondente. é: (A) A prestação de serviços à vista (com conseqüente entrada de recursos) não contabilizada. por outro. o ato não-intencional resultante de omissão. cuja entrada também tem ocorrido “sem nota”. (D) O recebimento de receitas antecipadas (adiantamento de clientes) contabilizado com observância do princípio da oportunidade. até que o caixa seja recomposto. a menor). registros e demonstrações contábeis. de autoria de José Carlos de Oliveira de Carvalho. Na obra Por Dentro das Fraudes: como são feitas. existência de recursos não-contabilizados). Modernamente.br 31 .pontodosconcursos. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis.

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 10) (ISS/SP/FCC/2007) Nos trabalhos de auditoria externa. mas seu valor ainda constava do balanço patrimonial da entidade. Madeirense verificou a existência de várias duplicatas quitadas. (D) Ativo Nominal. mas cuja baixa não tinha sido registrada na escrituração contábil. (D) as receitas de vendas forem menores do que o custo das mercadorias ou produtos vendidos.com. (E) passivo oculto Como as duplicatas foram pagas pela companhia. que tem origem em receitas já recebidas. (E) Passivo Fictício. Esse fato constitui um indício de: (A) falta de origem para suprimentos de caixa. O gabarito é a letra B. pois a dívida não mais existe de fato. no decurso de seus trabalhos.br 32 . porém. 12) (Auditor/TJ/PI/FCC/2009) Um auditor constatou. (C) passivo fictício. Esse tipo de erro ou fraude é denominado (A) Passivo a descoberto. sem documentação fiscal de venda emitida pela empresa ou sem a devida contabilização. o profissional encarregado de revisar as contas a pagar da Cia. (B) Ativo Oculto. (C) o volume de compras for maior que o volume de vendas a prazo. emitidas por fornecedores da companhia. há um indício de passivo fictício. mas a baixa ou o registro contábil do pagamento não tinha sido procedido. (E) ocorreu omissão do registro de vendas ainda não recebidas. (B) subestimação de passivos. que várias obrigações com terceiros da companhia auditada já tinham sido quitadas. (D) passivo real a descoberto. 11) (Auditor/TJ/PI/FCC/2009) Pode ocorrer saldo credor das disponibilidades de uma pessoa jurídica se (A) o volume de compras for maior que o volume de vendas à vista. Marcelo Aragão www.pontodosconcursos. (C) Passivo Real. O saldo credor das disponibilidades ou o “estouro do caixa” pode ocorrer em virtude do chamado “caixa dois”. O gabarito é a letra C. Prof. (B) ocorreu omissão de registro de vendas já recebidas.

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Mais uma questão da FCC sobre a ocorrência do passivo fictício. erro. Prof. concluímos esta aula nº 5. Até a próxima aula e bons estudos! QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA 1) (ICMS/RIO/FGV/2008) O Conselho Federal de Contabilidade – CFC conceitua fraude e erro da seguinte forma: I. desde que relevantes. mas seu valor ainda constava do balanço patrimonial da entidade. ***************************************************************** Bom pessoal. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis.com. inclusive na fase do planejamento dos trabalhos. (E) como a auditoria de demonstrações contábeis não objetiva a descoberta de fraudes. resultante de omissão. e II. esse tipo de erro ou fraude é denominado Passivo Fictício. registros e demonstrações contábeis. sequer no planejamento.br 33 . o ato intencional de omissão ou manipulação de transações. O gabarito é a letra E. fraude. que várias obrigações com terceiros da companhia auditada já tinham sido quitadas. o ato não-intencional. adulteração de documentos. 2) (Auditor/PM Jaboatão/FCC/2006) Quanto à conceituação de fraude e erro. (B) não tem o auditor independente a obrigação de comunicá-los à entidade da auditada. uma vez que é contratado para garantir que os dados constantes nas demonstrações reflitam a real situação econômico-financeira da entidade auditada. em especial a Resolução 836. Se um auditor constatou. considere as afirmações abaixo. (D) o auditor independente deverá considerar a possibilidade de ocorrência. é possível afirmar que: (A) a responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraudes e erros é do auditor independente. Marcelo Aragão www. no decurso de seus trabalhos. o auditor não deve considerar a possibilidade de sua ocorrência. Considerando a regulamentação do assunto pelo CFC. (C) a auditoria de demonstrações contábeis tem como objetivo a descoberta de fraudes.pontodosconcursos.

A empresa registra os serviços efetivamente formalizados através de contrato. respectivamente: (A) fraude. 4) (Auditor/TJ/PI/FCC/2009) Sobre fraude e erro. Marcelo Aragão www. desconsiderar notas fiscais de prestação de serviços de valores superiores a R$ 5. (E) o auditor. ficam em uma conta em nome do sócio. II e III constituem-se. desatenção ou má interpretação dos fatos na elaboração dos registros contábeis. II. (C) fraude é o ato não-intencional resultante de omissão.pontodosconcursos. adulteração de documentos. (E) erro. (B) erro é o ato intencional de omissão ou manipulação de transações. na apuração da base de cálculo do ISS. 3) (ICMS/SP/FCC/2009) Sobre fraude e erro. registros e demonstrações contábeis. III. As situações I. ao planejar o seu trabalho. inclusive sugerindo medidas corretivas. A empresa programa seu sistema para. O fiscal de tributos ao examinar o livro de registro de notas fiscais de serviços e apuração do ISS percebe que a empresa não escriturou a nota de número 111.00.000. fraude e erro. sendo que os serviços de pequeno valor.com.br 34 . que posteriormente foram descobertos. fraude e fraude. recebidos em dinheiro. adulteração de documentos. no caixa da empresa e sem emissão de notas fiscais. já que o auditor interno não pode questionar a conduta de funcionários da companhia. já que essa é uma responsabilidade primária da entidade auditada. (D) é responsabilidade do auditor a comunicação de erros e fraudes que tenha encontrado em seu trabalho à administração da entidade. (D) fraude. ele será pessoalmente responsável por todas as conseqüências deles recorrentes. erro e fraude. não precisa estar preocupado em detectar fraudes e erros. (B) erro. é correto afirmar: (A) A fraude é um ato não intencional de omissão ou manipulação de transações. registros e demonstrações contábeis. (C) erro.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO I. (B) Somente a auditoria independente tem condições de detectar erros e fraudes. é correto afirmar que (A) se o auditor não detectou fraudes e erros em seu trabalho. erro e fraude. Prof. erro e erro. mas o valor do tributo foi recolhido corretamente.

(D) O número de erros ou fraudes na companhia auditada guarda correlação positiva com a quantidade e qualidade dos controles internos. suspendendo a auditoria e encerrando os trabalhos.com. estabelecer juridicamente se realmente ocorreu fraude. 6) A NBC TA 240 define as normas quanto à responsabilidade do auditor em relação a fraude. implementação e manutenção do controle interno de prevenção e detecção de fraude. há um risco inevitável de que algumas distorções relevantes das demonstrações contábeis possam não ser detectadas. independentemente da relevância. A) mesmo que a auditoria seja devidamente planejada e realizada de acordo com as normas de auditoria. (B) desconsiderar as fraudes e se ater às demonstrações contábeis que são o objeto de seu trabalho. Considerando a referida norma do CFC. o auditor tem a obrigação de comunicá-los à administração da entidade e sugerir medidas corretivas. (E) recusar o trabalho. C) não constitui obrigação do auditor. B) dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor: distorções decorrentes de informações contábeis fraudulentas e distorções decorrentes da apropriação indébita de ativos. E) o auditor deve comunicar a possibilidade ou a ocorrência de fraude aos responsáveis pela governança sempre por escrito. (E) O erro é um ato intencional resultante de omissão. ao constatar a existência de fraudes deve (A) concluir os trabalhos e apresentar no relatório final as fraudes constatadas. (D) exigir que a administração da empresa se responsabilize pelos fatos constatados.br 35 .AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (C) Ao detectar erros relevantes ou fraudes no decorrer dos seus trabalhos. (C) emitir relatório parcial e encaminhá-lo à administração da empresa. 5) (Auditor/TCE/SP/FCC/2008) O auditor. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. não divulgando-os nas notas explicativas nem no parecer. Marcelo Aragão www. assinale a alternativa INCORRETA. no decorrer dos trabalhos.pontodosconcursos. no contexto da auditoria de Demonstrações Contábeis. D) o auditor deve obter representações da administração de que ela reconhece sua responsabilidade pelo desenho. tão logo tenha conhecimento. Prof.

porventura. e o fraudador. Como o preenchimento costuma ser simultâneo (com folhas carbonadas). são extraídos documentos fiscais a serem entregues ao comprador/tomador. A fim de reduzir a carga tributária. coloca-se algo entre a primeira e as demais vias (uma prancheta de madeira. esses controles inexistirem ou falharem (risco inerente ou de controle). para cobrir os custos da operação e manter o prestador de serviço/vendedor em condições de funcionamento (D) confrontar o valor praticado pelo prestador de serviço/vendedor na operação analisada com os valores praticados em outras operações similares (E) confrontar o valor praticado pelo prestador de serviço/vendedor na operação analisada com os valores praticados por concorrentes 8) (AUDITOR/TCM/RIO/FGV/2008) Durante a aplicação dos procedimentos atinentes à espécie.br 36 .AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 7) (ICMS/RIO/FGV/2008) O controle interno é muito importante para a auditoria. assinale o procedimento que menos contribui para detectar esse tipo de operação. a possibilidade de ocorrerem fraudes é maior. unilateralmente. o vendedor. em um segundo momento. dependendo dos tributos e da esfera de governo. o auditor detectou.” Considerando a situação exposta. por exemplo). o autor comenta um caso de fraude conhecido como emissão de “notas fiscais cauçadas”. o contratante recebe sua via com o valor correto. a que será fiscalizada. com base nos Prof. com valor menor. Quando isso não é possível. como denunciá-las. completa sua via com uma quantia menor.com. uma vez que. pelo menos. será determinada a quantidade de testes (substantivos) a serem aplicados. Se. como evitá-las”. “Por ocasião do faturamento de bens e serviços. Dessa forma.pontodosconcursos. vendedor e comprador às vezes ajustam um valor menor a ser registrado no documento fiscal. Na obra “Por Dentro das Fraudes: como são feitas. (A) confrontar (correlacionar) a documentação do tomador do serviço/comprador com a documentação do prestador de serviço/vendedor (B) somar atentamente as notas fiscais emitidas pelo prestador de serviço/vendedor (C) verificar se valor faturado (emitido) é suficiente. preenche a nota com montantes diferentes: a via entregue ao contratante com o valor total. Marcelo Aragão www. com base nele. ficando as demais vias no talonário para fins de registro e fiscalização por parte do governo.

II. por exemplo. como evitá-las.com.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO documentos contábeis. o profissional encarregado de revisar as contas a pagar da Cia. o ato intencional de omissão ou manipulação de transações. (D) O recebimento de receitas antecipadas (adiantamento de clientes) contabilizado com observância do princípio da oportunidade. que em determinado dia a conta “caixa” da entidade apresentava saldo contábil credor. prática sabidamente conhecida e permitida pela legislação. (E) O pagamento de despesas não dedutíveis para fins de imposto de renda adequadamente contabilizado. (C) Corresponde a “estouro de caixa”. mas não contabilizadas. de receitas recebidas. Madeirense Prof. 9) (AUDITOR/TCM/PA/FGV/2008) A diferença fundamental entre fraude e erro reside na intenção.pontodosconcursos. Em relação a esse fato. assinale a melhor explicação. tendo em vista que dívidas contratadas foram registradas erroneamente no passível exigível a longo prazo. (B) Trata-se de passivo oculto. o “estouro de caixa” é uma evidência de “caixa dois” (omissão de receitas. registros e demonstrações contábeis. fraude. O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) trata do assunto da seguinte forma. o ato não-intencional resultante de omissão. situação decorrente. uma vez que há valores registrados que. (D) Corresponde ao que culturalmente chamamos de “caixa 2”. que tem como conseqüência o saldo credor da conta contábil “caixa”. mas não contabilizadas. decorrente. como denunciá-las. Na obra Por Dentro das Fraudes: como são feitas. (E) Corresponde a “estouro de caixa”. (B) A entrada de mercadorias sem documento fiscal correspondente. inexistem. existência de recursos não-contabilizados). de mercadorias adquiridas e pagas.br 37 . Nesse diapasão. pode-se afirmar que uma de suas causas (“estouro”). Marcelo Aragão www. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. adulteração de documentos. erro. de fato. cuja entrada também tem ocorrido “sem nota”. por exemplo. é: (A) A prestação de serviços à vista (com conseqüente entrada de recursos) não contabilizada. consoante a Resolução 836: I. (C) O lançamento contábil da saída (baixa) de mercadorias sem documento fiscal correspondente. (A) Trata-se de ativo fictício. 10) (ISS/SP/FCC/2007) Nos trabalhos de auditoria externa.

(C) passivo fictício. que várias obrigações com terceiros da companhia auditada já tinham sido quitadas.E Prof. no decurso de seus trabalhos. GABARITO: 1-D 7-B 2-D 8-E 3-D 9-A 4-C 10 – C 5-C 11 .B 6-E 12 . (D) as receitas de vendas forem menores do que o custo das mercadorias ou produtos vendidos. (C) Passivo Real.pontodosconcursos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO verificou a existência de várias duplicatas quitadas. 12) (Auditor/TJ/PI/FCC/2009) Um auditor constatou. Esse tipo de erro ou fraude é denominado (A) Passivo a descoberto. mas cuja baixa não tinha sido registrada na escrituração contábil. (C) o volume de compras for maior que o volume de vendas a prazo.br 38 . (E) passivo oculto 11) (Auditor/TJ/PI/FCC/2009) Pode ocorrer saldo credor das disponibilidades de uma pessoa jurídica se (A) o volume de compras for maior que o volume de vendas à vista. (B) subestimação de passivos. Marcelo Aragão www.com. (D) Ativo Nominal. mas seu valor ainda constava do balanço patrimonial da entidade. (B) Ativo Oculto. (E) ocorreu omissão do registro de vendas ainda não recebidas. (B) ocorreu omissão de registro de vendas já recebidas. (E) Passivo Fictício. Esse fato constitui um indício de: (A) falta de origem para suprimentos de caixa. emitidas por fornecedores da companhia. (D) passivo real a descoberto.

geralmente 31 de dezembro. e antes da data na qual é autorizada a emissão dessas demonstrações. favorável (positivo) ou desfavorável (negativo). amigos. Assim.com. pela primeira vez. Portanto.pontodosconcursos. a algum órgão onde pessoas externas à diretoria e ao corpo funcional da entidade participam. Dois tipos de eventos podem ser identificados: os que evidenciam condições que já existiam na data do balanço eventos subsequentes que originam ajustes Prof.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Olá. nas sociedades por ações. é um evento que ocorre após a data das demonstrações. Esta é a última aula do nosso curso de auditoria para o concurso do ISS SP e vamos abordar dois assuntos muito cobrados em concurso que são eventos subsequentes e relatório de auditoria. A data na qual é autorizada a emissão das demonstrações contábeis é aquela na qual as demonstrações são apresentadas. por exemplo. Iniciaremos nossa aula pelos eventos subsequentes. Vamos direto ao que interessa. EVENTOS SUBSEQUENTES Do ponto de vista contábil. que ocorre entre a data final do período a que se referem as demonstrações contábeis e a data na qual é autorizada a emissão dessas demonstrações. Atenção: A data na qual é autorizada a emissão das demonstrações contábeis não é a data da divulgação ao público. da publicação em jornal etc. evento subsequente é aquele evento. a apresentação das demonstrações ao conselho de administração. Marcelo Aragão www.br 1 . caracteriza a data da autorização para sua emissão.

na data do balanço. só que isso só foi percebido quando o volume desse estoque baixou.com. Passivos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO os que são indicadores de condições que surgiram subseqüentemente à data do balanço eventos subsequentes que não originam ajustes Evento subsequente com efeito retroativo ao balanço A entidade deve ajustar os valores reconhecidos em suas demonstrações contábeis para que reflitam eventos subseqüentes à data do balanço que venham a confirmar as condições existentes até aquela data. no caso de a entidade ter. são apresentados a seguir. que grande parte do estoque de um produto estava deteriorado há mais de 60 dias.pontodosconcursos. Contingências Passivas e Contingências Ativas. Para exemplificar.br 2 . a determinação do valor referente ao pagamento de participação nos lucros ou referente a gratificações. a falência ou a concordata de um cliente normalmente confirma que já existia potencialmente um prejuízo em uma conta a receber na data do balanço. e que a entidade precisa ajustar o valor contábil da conta a receber. uma obrigação presente legal não formalizada de fazer tais pagamentos em decorrência de eventos ocorridos antes daquela data. a empresa descobre 40 dias após o balanço. confirmando que a entidade já tinha uma obrigação presente na data do balanço. alguns tipos de eventos subsequentes à data do balanço que exigem que a entidade ajuste os valores reconhecidos em suas demonstrações contábeis ou reconheça itens que não tenham sido previamente reconhecidos: • o pagamento ou a divulgação de uma decisão definitiva relacionado a um processo judicial. A entidade deve ajustar qualquer provisão relacionada ao processo ou registrar uma nova provisão. Marcelo Aragão www. de acordo com as disposições contidas na norma sobre Provisões. Pode ter sido necessário esperar o resultado da empresa para • • • Prof.

Portanto. Por exemplo. esses fatos devem também ser divulgados.pontodosconcursos. como é o caso de uma decisão judicial relativa a uma situação que já existia na data do balanço ou de uma nova norma do órgão regulador. Prof. Apesar de não exigir reconhecimento e ajuste nas demonstrações. embora possa precisar efetuar uma divulgação adicional.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO definição da gratificação. o balanço não pode ser divulgado sob o pressuposto da continuidade. a entidade não atualiza os valores divulgados para os investimentos na data do balanço. esses eventos podem exigir divulgação em notas explicativas sobre a matéria. que não permitem a retroação. 30 dias após a data do balanço. uma enorme deterioração do estoque aconteceu durante uma enorme tempestade ocorrida 15 dias após a data do balanço. mas reflete circunstâncias que surgiram no período seguinte. Eventos Subsequentes sem efeito retroativo ao balanço A entidade não deve ajustar os valores reconhecidos em suas demonstrações contábeis por eventos subsequentes ocorridos após a data do balanço. Outro exemplo. Nesse caso.br 3 . o balanço precisará já adotar essa condição de descontinuidade com todos os ativos reconhecidos ao valor líquido de realização. Outro exemplo de evento subsequente que não origina ajuste é o declínio do valor de mercado de investimentos ocorrido no período entre a data do balanço e a data de autorização de conclusão da elaboração das demonstrações contábeis. bem como devem ser provisionados todos os gastos relativos à desativação da empresa. assim. uma entidade não ajusta os valores reconhecidos para o investimento em suas demonstrações contábeis. a entidade adquire o controle acionário de outra empresa. Divulgação de eventos subsequentes No caso de eventos subsequentes que levem a ajuste relevante no balanço. Marcelo Aragão www.com. mas a obrigação já existia à data do balanço. O declínio do valor de mercado não se relaciona normalmente à condição do investimento na data do balanço. IMPORTANTE: A única exceção admitida é o caso de um evento subseqüente que leve à descontinuidade da entidade. Igualmente. inclusive com quantificação.

A entidade é obrigada a divulgar em nota explicativa fatos envolvendo eventos subsequentes que possam melhor esclarecer situações de ativos e passivos da entidade na data do balanço. independentemente de efeito retroativo. Bom. notaram que existem diferentes possibilidades quanto aos eventos em relação à necessidade ou não de ajustes no balanço e/ou divulgação em notas explicativas. devem ser divulgados com relação à sua natureza a aos seus efeitos financeiros. que. mas com efeitos relevantes para a entidade. mas quando relevante precisa ser divulgado em nota explicativa. Em síntese. poderiam ter levado o auditor a alterar seu relatório. A NBC TA 560. Marcelo Aragão www. e (b) responder adequadamente aos fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data de seu relatório. estão adequadamente refletidos nessas demonstrações contábeis.pontodosconcursos.br 4 . norma do CFC atualmente em vigor sobre auditoria de eventos subsequentes.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO No caso de eventos que não levem a ajustes no balanço. pessoal. podendo haver ou não divulgação em nota explicativa. se fossem do seu conhecimento naquela data (do relatório).com. Se um evento subsequente não tem efeito retroativo ao balanço ele não requer ajuste. NORMAS E PROCEDIMENTOS SUBSEQUENTES DE AUDITORIA DE EVENTOS O auditor deve aplicar procedimentos após a elaboração das demonstrações contábeis e ao final dos trabalhos de campo para verificar a ocorrência de eventos subsequentes relevantes à data das demonstrações contábeis. Prof. estabelece que os objetivos do auditor são: (a) obter evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre se os eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações contábeis. podemos tirar as seguintes conclusões: Se um evento subsequente tem efeito retroativo ao balanço ele requer ajuste.

2. subseqüentes: 1. os conhecidos depois do término do trabalho de campo e da emissão de seu relatório ou parecer. O auditor independente deve executar procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente de que Prof.pontodosconcursos. Veremos. e o auditor deve considerá-lo parte normal da auditoria. que atitudes são essas: 1º PERÍODO: Eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente (No exemplo apresentado.com.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Guarde bem: Para efeito da auditoria. a seguir.br 5 . é o denominado período subsequente. de 31/12/X1 a 30/3/X2). O Gráfico abaixo procura demonstrar as três situações ou os três períodos considerados pelo auditor: 1º Período 2º Período 3º período _________I_________________I______________I______________ 31/12/X1 30/03/X2 30/04/X2 Data das DC Data do Parecer Divulgação das DC Em cada período indicado anteriormente o auditor adota determinadas atitudes e medidas para com eventos subsequentes relevantes. e os conhecidos após a divulgação das Demonstrações Contábeis. Portanto. o auditor deve considerar três situações de eventos os ocorridos entre a data do término do exercício social e a data da emissão do relatório ou parecer (denominado período subsequente). que vai da data do encerramento do exercício sob exame até a data do relatório/parecer do auditor. eventos subsequentes são eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente e fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório. e antes da divulgação das Demonstrações Contábeis. Marcelo Aragão www. O 1º período. 3.

ou o mais próximo possível dessa data. (d) leitura das últimas demonstrações contábeis intermediárias da entidade. das reuniões dos proprietários (dos acionistas em sociedade anônima). quando apropriado. requerem ajuste ou divulgação. foram ajustados ou divulgados. e indagação sobre assuntos discutidos nas reuniões para as quais as atas ainda não estão disponíveis.pontodosconcursos. de 30/3/X2 a 30/4/X2). segundo a estrutura de relatório financeiro aplicável. aos responsáveis pela governança. aos responsáveis pela governança sobre a ocorrência de eventos subsequentes que poderiam afetar as demonstrações contábeis. em decorrência dos procedimentos aplicados. Se. O auditor independente deve executar os procedimentos de forma a cobrir o período entre a data das demonstrações contábeis e a data do seu relatório. Prof. o auditor identificar eventos que requerem ajuste ou divulgação nas demonstrações contábeis.com.br 6 . da administração e dos responsáveis pela governança da entidade. Os procedimentos usuais são os seguintes: (a) obtenção de entendimento dos procedimentos estabelecidos pela administração para assegurar que os eventos subsequentes são identificados. Representação formal O auditor independente deve solicitar à administração e. (c) leitura das atas. Marcelo Aragão www.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO todos os eventos ocorridos neste período que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações contábeis foram identificados. 2º PERÍODO: Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório. mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis (No exemplo dado. uma representação formal de que todos os eventos subsequentes à data das demonstrações contábeis e que. se houver. o auditor independente deve determinar se cada um desses eventos está refletido de maneira apropriada nas referidas demonstrações contábeis de acordo com a estrutura conceitual aplicável. quando apropriado. realizadas após a data das demonstrações contábeis. se houver. (b) indagação à administração e.

Entretanto. Caso a administração altere as demonstrações contábeis. o auditor independente deve modificá-lo. quando apropriado. após a data do seu relatório. para que não divulguem as Prof. mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis. o auditor independente deve aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração. o auditor não precisa fornecer novo relatório de auditoria ou alterar o relatório. o que deve fazer o auditor? se o relatório do auditor independente já tiver sido fornecido à entidade.com. Pode ser que não haja exigência da legislação ou. poderia ter levado o auditor a alterar seu relatório. o auditor tomar conhecimento de fato que. caso afirmativo. e depois fornecê-lo. o auditor independente deve notificar a administração e os responsáveis pela governança. O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. portanto. se a administração não alterar as demonstrações contábeis nas circunstâncias em que o auditor considerar necessário: se o relatório do auditor independente ainda não tiver sido fornecido à entidade. se.br 7 . e fornecer novo relatório de auditoria sobre as demonstrações contábeis alteradas. Entretanto. ou E se o relatório do auditor já tiver sido entregue à administração. com os responsáveis pela governança. conforme exigido pela NBC TA 705 – Modificações na Opinião do Auditor Independente. regulamentação para que a administração reapresente demonstrações contábeis e. c) indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis. estender os procedimentos de auditoria até a data do novo relatório do auditor independente. b) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e. ele deve: a) discutir o assunto com a administração e.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO O auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório. Marcelo Aragão www.pontodosconcursos. se fosse do seu conhecimento na data do relatório.

o auditor independente deve: a) discutir o assunto com a administração e. caso afirmativo. o auditor independente tomar conhecimento de fato que. Marcelo Aragão www. Parágrafo de Ênfase com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor independente. com os responsáveis pela governança. Entretanto. após a divulgação das demonstrações contábeis. as demonstrações contábeis forem divulgadas posteriormente sem as modificações necessárias. quando apropriado. poderia tê-lo levado a alterar seu relatório. Após a divulgação das demonstrações contábeis. 3º PERÍODO: Fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a divulgação das demonstrações contábeis (No exemplo dado. o auditor independente deve aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações. se fosse do seu conhecimento na data do relatório do auditor independente. determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e. se.pontodosconcursos. novo ou reemitido. e fornecer novo relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis reapresentadas. Prof. Se mesmo assim.br 8 . o auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis. revisar as providências tomadas pela administração para garantir que todos os que receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo relatório do auditor independente sejam informados da situação.com. após a data de 30/4/X2).AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO demonstrações contábeis para terceiros antes de serem feitas as alterações necessárias. O auditor independente deve incluir no seu relatório. o auditor independente deve tomar medidas para procurar evitar o uso por terceiros daquele relatório de auditoria. b) c) Caso a administração altere as demonstrações contábeis. indagar como a administração pretende tratar do assunto nas demonstrações contábeis.

a data do relatório do auditor independente não pode ser anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis. Se. foram elaboradas e que as pessoas com autoridade reconhecida afirmaram que assumiram responsabilidade por essas demonstrações contábeis. Data do relatório do auditor independente A NBC T 11 (norma já revogada) estabelecia que a data do parecer do auditor deve corresponder ao dia de encerramento dos trabalhos de campo de auditoria. Prof. entre a data do relatório do auditor independente e a data em que o relatório do auditor independente é fornecido à entidade. Relatório com dupla data Quando o auditor independente alterar seu relatório para incluir data adicional restrita a essa alteração. devido a questões administrativas. Consequentemente. o auditor independente deve notificar a administração e os responsáveis pela governança. o auditor independente deve tomar as medidas apropriadas para tentar evitar o uso por terceiros daquele relatório de auditoria. incluindo evidência de que todos os quadros que compõem as demonstrações contábeis. a data do relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis anterior à alteração subsequente feita pela administração permanece inalterada.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Caso a administração não tome as providências necessárias para garantir que todos os que receberam as demonstrações contábeis emitidas anteriormente sejam informados da situação e não altere as demonstrações contábeis. pois essa data informa ao leitor quando o trabalho de auditoria para essas demonstrações contábeis foi concluído. de que procurará evitar o uso por terceiros daquele relatório no futuro.com. inclusive as notas explicativas. apesar dessa notificação.pontodosconcursos. O auditor independente pode considerar apropriado buscar assessoria legal. a administração ou os responsáveis pela governança não tomarem as referidas providências necessárias. Um período de tempo pode decorrer.br 9 . Marcelo Aragão www. Já a NBC TA 560 define que o relatório do auditor independente não pode ter data anterior à data em que o auditor independente obteve evidência de auditoria apropriada e suficiente para servir de base para sua opinião sobre as demonstrações contábeis.

088 do CFC. Bom pessoal.com. quando não-ajustadas ou reveladas adequadamente. Nos termos da NBC T 11. Portanto. mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase. o auditor independente deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos subseqüentes relevantes ao exame das Demonstrações Contábeis. que é de (data da conclusão dos procedimentos de auditoria restritos à alteração descrita na Nota Y). A entidade deve ajustar qualquer provisão relacionada ao processo ou registrar uma Prof. exceto para a Nota Y.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Entretanto.pontodosconcursos. confirmando que a entidade já tinha uma obrigação presente na data do balanço. eventos subseqüentes à data do balanço são aqueles. ou em parágrafo intermediário. Abaixo. Observação final Um aspecto envolvendo eventos subseqüentes muito explorado em prova até a edição da NBC TA 560 e ainda descrito na bibliografia especializada é quanto à forma que o auditor deve revelar eventos subseqüentes em seu parecer. o auditor deve revelar em seu relatório/parecer os efeitos que decorram de eventos subseqüentes.br 10 . sendo em um parágrafo de ênfase. (A) O pagamento ou a divulgação de uma decisão definitiva relacionados a um processo judicial. considerando o disposto na Resolução 1. vamos analisar algumas questões sobre Eventos Subseqüentes: 1) (ICMS/RIO/FGV/2008) De acordo com o CFC. São apresentados. nas alternativas a seguir. exemplos de eventos que requerem ajustes nas demonstrações contábeis. é incluída data adicional no relatório do auditor independente para informar os usuários que os procedimentos do auditor independente posteriores àquela data restringiram-se à alteração subsequente das demonstrações contábeis. no caso de parecer com ressalva. vistos os principais aspectos normativos sobre eventos subseqüentes e que podem ser explorados na prova para o concurso do ISS SP. caso a opção seja por um parecer sem ressalva. Assinale-a. segue exemplo desse tipo de data adicional: (Data do relatório do auditor independente). que ocorrem entre a data do balanço e a data na qual é autorizada a conclusão da elaboração das demonstrações contábeis. à exceção de uma. Marcelo Aragão www. sejam eles favoráveis ou desfavoráveis.

A questão refere-se a aspectos contábeis específicos sobre eventos subsequentes à data das demonstrações contábeis. embora possa precisar efetuar uma divulgação adicional.12. relativas a transações e eventos subseqüentes ao término do exercício social a que se referem as demonstrações contábeis auditadas: Prof.12 apresenta exemplos de situações que requerem ajuste das demonstrações. de 24 de janeiro de 2007.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO nova provisão. que aprovou a NBC T 19.088. uma entidade não ajusta os valores reconhecidos para o investimento em suas demonstrações contábeis.pontodosconcursos. (D) A determinação do valor referente ao pagamento de participação nos lucros ou referente a gratificações. mas reflete circunstâncias que surgiram no período seguinte ou subsequente. (B) A obtenção de informação indicando que um ativo estava deteriorado na data do balanço ou que o montante de um prejuízo por deterioração previamente reconhecido em relação àquele ativo precisa ser ajustado. de acordo com as disposições contidas na norma sobre Provisões. (C) A determinação do custo de ativos comprados ou do valor de ativos recebidos em troca de ativos vendidos antes da data do balanço. Portanto. A referida norma determina quando uma entidade deve ajustar suas demonstrações contábeis com respeito a eventos subseqüentes à data do balanço e as informações que uma entidade deve divulgar sobre a data em que é concedida a autorização para conclusão da elaboração das demonstrações contábeis e sobre os eventos subsequentes à data do balanço. Igualmente. que não requerem ajustes ou que simplesmente requerem divulgação em notas explicativas. por ser a única que não representa exemplo de condição que requer ajuste das demonstrações é a “E”. uma obrigação presente legal não formalizada de fazer tais pagamentos em decorrência de eventos ocorridos antes daquela data. a NBC T 19. na data do balanço. a entidade não atualiza os valores divulgados para os investimentos na data do balanço. Passivos. tratados na Resolução CFC nº 1. Contingências Passivas e Contingências Ativas. Segundo a norma. Marcelo Aragão www. Portanto. 2) (Auditor/São Paulo/FCC/2007) Considere as afirmações a seguir.br 11 .com. no caso de a entidade ter. A alternativa que satisfaz o enunciado da questão. (E) O declínio do valor de mercado de investimentos ocorrido no período entre a data do balanço e a data de autorização de conclusão da elaboração das demonstrações contábeis. o declínio do valor de mercado não se relaciona normalmente à condição do investimento na data do balanço.

Caso os eventos subseqüentes não sejam revelados adequadamente pela companhia. uma vez que ele não pode emitir um novo parecer. A afirmação I está incorreta. Portanto. pois o auditor ao tomar conhecimento de eventos subsequentes após a divulgação das demonstrações contábeis deve considerá-los. pois o auditor deve indagar a administração quanto à emissão de debêntures e ações como evento subsequente relevante. o auditor deve mencioná-los. Prof. como ressalva ou em parágrafo de ênfase. A desapropriação de bens da companhia pelo Poder Público é considerada um evento subseqüente relevante. discutindo com a administração e verificando se são cabíveis ajustes e/ou divulgação nas DC. Eventos subseqüentes. Nos termos da então vigente NBC T 11.pontodosconcursos. A desapropriação de bens da companhia pelo Poder Público é considerada um evento subsequente relevante que deve ser objeto de divulgação em nota explicativa. IV. a alternativa correta é a E.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO I. b) alteração do controle societário. (E) III e IV. (D) II e IV. A afirmação IV está correta.com. III. quando não-ajustadas ou reveladas adequadamente. o auditor independente deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos subsequentes relevantes ao exame das Demonstrações Contábeis. (B) I e III. c) aporte de recursos. após a divulgação das demonstrações contábeis. d) variação sazonal dos custos com insumos. II. mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase. não devem ser considerados pelo auditor. A afirmação III está correta. (C) II e III. em seu parecer. exceto: a) perda em contas a receber decorrente de falência do devedor. A afirmação II está incorreta. 3) (SEFAZ/SP/ESAF/2009) As seguintes opções constituem exemplos de transações e eventos subsequentes. A emissão de debêntures e ações não é considerada evento subseqüente relevante. inclusive como aumento de capital. Marcelo Aragão www.br 12 . Está correto o que se afirma APENAS em (A) I e II.

Analisando os itens da questão. as demonstrações foram ajustadas e estão refletindo adequadamente esses fatos. não constituem eventos subsequentes. A variação sazonal dos custos com insumos é um aspecto normal.pontodosconcursos. verifica-se que as letras A. a condição falimentar já existia e. (C))durante o exercício social. (B) após o término do trabalho de campo. mas contabilizados após o término do exercício social. Na questão em comento.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO e) destruição de estoques em decorrência de sinistro. aqueles ocorridos (A) entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer. em princípio. Prof. ou seja. D e E). B.br 13 . 4) (Auditor/Pref. mas compreendem assuntos importantíssimos que devem ser divulgados em notas explicativas para que os usuários das demonstrações possam tomar decisões acertadas com base nas demonstrações. pois como o evento foi contabilizado após o término do exercício social. (E) após a emissão do parecer pela firma de auditoria. verifica-se que a alternativa “a” refere-se a um evento subsequente que requer ajuste nas demonstrações contábeis. A única alternativa que não corresponde a um evento subsequente e constitui o gabarito da questão é a “d”. como ajuste das demonstrações contábeis. antes da publicação das demonstrações contábeis. obriga a empresa a reconhecer os efeitos dessa falência no balanço. “c” e “e” referem-se a eventos relevantes que não dizem respeito às demonstrações contábeis que estão sendo examinadas. pois se a falência ocorreu logo após a data das demonstrações. como ajuste das demonstrações contábeis. D e E correspondem a eventos subsequentes ocorridos e que devem ser identificados pelo auditor (letra A) ou levados em consideração pelo auditor. quando chegarem ao seu conhecimento (letras B. Jaboatão dos Guararapes/FCC/2006) NÃO se caracterizam como eventos subseqüentes. O gabarito da questão é a letra C.com. mesmo que o fato seja conhecido depois. As alternativas “b”. com a emissão do parecer. o que não enseja medida alguma por parte do auditor. (D) após a publicação das demonstrações contábeis pela empresa auditada. que não requer divulgação e tampouco ajuste. e a data da divulgação das demonstrações contábeis. Marcelo Aragão www.

dependendo da natureza e da materialidade dos eventos. Contudo.com.e que. o auditor deve ignorar essas alterações. que. o auditor tomar conhecimento de fato anterior à data do seu parecer . se após a divulgação das demonstrações contábeis. e o auditor de considerá-lo parte normal da auditoria. se fosse conhecido. após a divulgação das demonstrações contábeis. se fosse conhecido naquela data.pontodosconcursos. Especificamente em relação aos eventos e transações ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis. quando aprovou a NBC T 11.040/05. Como exemplo disso. Segundo a norma citada. consoante a Resolução CFC 839. Cabe ressaltar inicialmente que a Banca utilizou como referência para solução da questão a NBC T 11 – IT 04. após a divulgação das demonstrações contábeis. ele deve decidir se as demonstrações contábeis precisam de revisão. estava revogada pela Resolução CFC nº 1. discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. Prof. uma vez que já concluiu seu parecer sobre elas.16 – Transações e Eventos Subsequentes. poderia tê-lo levado a emitir o documento com conteúdo diverso do que foi -. na época. o auditor não tem responsabilidade de fazer qualquer indagação sobre essas demonstrações. D) o parecer a ser emitido deverá estar obrigatoriamente enquadrado na modalidade “sem ressalvas”.br 14 . ajustes contábeis nas demonstrações contábeis podem ser requeridos. de fato anterior à data de seu parecer que. deverá decidir se as demonstrações contábeis precisarão de revisão. na NBCT 11-lT 04: A) o auditor tem responsabilidade e deve fazer indagações sobre as demonstrações contábeis. E) quando a administração alterar as demonstrações contábeis divulgadas. B) ao tomar conhecimento. Isto ocorre porque. é possível citar perdas significativas em contas a receber e sentenças judiciais.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 5) (AUDITOR/TCM/PA/FGV/2008) O período compreendido entre o término do exercício social e a emissão do parecer é denominado período subseqüente. C) o auditor ficará impedido de emitir um parecer “sem ressalvas”. o CFC dispõe o seguinte. poderia tê-lo levado a emitir documento com conteúdo diverso do que foi. As condições para contabilização e divulgação dos eventos subseqüentes são regulamentadas por meio da Resolução CFC 1088. Marcelo Aragão www.

(B) exigir que a empresa faça carta aberta ao mercado relatando os fatos. de fato anterior à data de seu parecer que. a regra geral é a de que o auditor independente considere em seu parecer os efeitos Prof. quando não ajustadas ou reveladas pela empresa. (E) acordar com a empresa para que o fato relevante não seja divulgado ao mercado. Nesse sentido. mantendo seu parecer por já ter encerrado os trabalhos. Portanto. cancelando o parecer anterior. deverá. após a data do parecer. resguardando. quando a administração não alterar as demonstrações contábeis nas circunstâncias em que o auditor considera necessária sua alteração. discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. se fosse conhecido. Em que pese o auditor não ser obrigado a aplicar procedimentos nesse sentido após a emissão de seu parecer. ele deve decidir se elas devem ser ajustadas. se tomar conhecimento de evento após a data de emissão de seu parecer que possa afetar de maneira relevante as Demonstrações Contábeis. Neste caso.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Quando a administração não tomar as medidas necessárias para assegurar que qualquer pessoa que tenha recebido as demonstrações contábeis anteriormente divulgadas. tendo em vista o fato ter ocorrido após o encerramento dos seus trabalhos e a respectiva emissão do parecer. mantendo a divulgação das demonstrações contábeis na forma anterior. Portanto.br 15 . toma conhecimento de fato relevante em que a empresa perdeu seu principal cliente após o encerramento das demonstrações contábeis e emissão de seu parecer. em uma primeira medida. (C) manter o seu parecer. assim.A.com. ele deve informar à administração que poderá tomar medidas para impedir que seu parecer seja utilizado por terceiros. Todavia. o examinador aponta diretamente para as medidas a serem adotadas em termos de parecer ou relatório do auditor. o mais correto seria uma alternativa que apontasse essas medidas. caso ele tome conhecimento. juntamente com o correspondente parecer do auditor. 6) (ANALISTA/TRE/SE/FCC/2007) O auditor da Empresa Confim S. Vimos que. seus direitos e obrigações legais.pontodosconcursos. o auditor deve (A) considerar o fato em seu parecer por meio de parágrafo de ênfase ou ressalva. seja informada da situação e. decidir se as demonstrações contábeis precisarão de revisão. o auditor não tem responsabilidade de fazer qualquer indagação sobre essas demonstrações. (D) sempre emitir parecer adverso após o conhecimento dos fatos. a alternativa que satisfaz o enunciado da questão é a “B”. Marcelo Aragão www. Todavia. poderia tê-lo levado a emitir documento com conteúdo diverso do que foi.

pontodosconcursos. Marcelo Aragão www. quando não-ajustadas ou reveladas adequadamente. havia sido julgada improcedente em sua totalidade.com. após o encerramento do balanço e a conclusão da elaboração das demonstrações contábeis. A questão refere-se à existência de uma contingência passiva não registrada em função de um litígio envolvendo questão tributária. com impacto relevante nas demonstrações. Quanto ao parágrafo de ênfase. Esta causa representa um ajuste relevante nas provisões constituídas. 7) (TCE/AM/FCC/2008) A empresa Contesta S. em virtude do atraso de sua Assembléia Geral.A. Portanto. (B) determinar a inclusão de nota explicativa apresentando nas demonstrações contábeis os efeitos do evento. estas devem ser ajustadas (deve-se refazer o Balanço). mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase. (D) estabelecer que a auditoria complemente os trabalhos e ressalve o parecer. As demais alternativas apresentam medidas e procedimentos inadequados e não previstos na norma. com referência à nota explicativa que esclarece mais detalhadamente a razão da alteração das demonstrações contábeis emitidas anteriormente. cabe alertar que esse é cabível também quando o auditor emite um novo parecer. Desta forma. foi informada pelos seus advogados que uma causa tributária. sendo que alguns são bem absurdos. (E) manter as demonstrações e publicá-las. Como o evento subsequente foi conhecido pela administração e refere-se a uma condição que já existia na data das demonstrações contábeis (31 de dezembro). a administração deve (A) atualizar as demonstrações contábeis para que reflitam a posição adequada reconhecendo o evento. A divulgação das demonstrações demorou mais de um mês. que não havia considerado a possibilidade de perda. como o que se aponta nas letras “B” e “E”. o auditor enfatiza em seu relatório/parecer o evento e os seus efeitos nas DC. (C) desconsiderar toda a provisão efetuada e contratar novo consultor jurídico para fornecer parecer sobre as causas e os processos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO decorrentes de transações e eventos subsequentes relevantes ao exame das Demonstrações Contábeis. por já ter ocorrido a autorização para a conclusão da elaboração das demonstrações contábeis. Portanto. questionando a cobrança da COFINS. Prof. mesmo que a empresa auditada resolva divulgar adequadamente o evento relevante. verifica-se que a alternativa correta é a “A”.br 16 . Assim. a alternativa correta é a “A”..

Essa questão poderia levar o candidato a escolher a opção “c”. Ao identificar eventos subsequentes. o auditor não estabelece. c) estabelecer que a empresa inclua o evento relevante nas notas explicativas. b) eventos que demandem de ajustes nas demonstrações contábeis e no parecer de auditoria. e) exclusivamente.com. pois não se referem ao exercício auditado ou a condições que existiam na data das demonstrações. a firma de auditoria deve: a) manter o parecer com data anterior ao evento. d) fato não objeto da auditoria por ocorrer após o fechamento dos trabalhos de auditoria. pois a compra da empresa é um evento subsequente que requer divulgação em nota explicativa. Marcelo Aragão www. e) decidir se as demonstrações devem ser ajustadas. o auditor deve considerar eventos que demandem ajustes nas demonstrações contábeis (correção de balanço) e/ou a divulgação de informações em notas explicativas. discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias.A. b) obrigatoriamente. 9) (AFRFB/ESAF/2009) A empresa Grandes Negócios S. No entanto. 8) (Analista Técnico/SUSEP/ESAF/2006) O auditor ao identificar eventos subseqüentes deve considerar a) somente eventos que gerem ajustes nas demonstrações contábeis. a norma define como primeira medida por parte Prof. caberia ao auditor emitir parecer com ressalva ou adverso. Por outro lado. a alternativa “c” é a correta. rever o parecer considerando o fato relevante. ajustes que modifiquem o parecer de auditoria.br 17 . Alguns eventos subsequentes podem ser objeto apenas de divulgação. após o encerramento do balanço e a emissão do parecer pelos auditores. Contudo. a empresa ainda não havia publicado suas demonstrações com o parecer. adquiriu a principal concorrente.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Caso a administração se recusasse a ajustar as demonstrações. dando encerramento aos trabalhos. d) refazer o parecer considerando as novas informações. Nessa situação.pontodosconcursos. determinando nova data para publicação das demonstrações contábeis. Pelo exposto. determina ou obriga a administração. c) eventos que demandem de ajustes nas demonstrações contábeis ou a divulgação de informações nas notas explicativas.

foram ajustados ou divulgados. D) se eventos subsequentes não forem contabilizados ou adequadamente divulgados em notas explicativas. Não se pode afirmar que o chamado período subsequente é aquele que vai da data do balanço até a data de divulgação das demonstrações contábeis. RELATÓRIO DE AUDITORIA A etapa final do trabalho de auditoria refere-se ao relato das descobertas. o auditor informa aos usuários o escopo do trabalho. segundo a estrutura de relatório financeiro aplicável. 10) Quanto às obrigações do auditor perante eventos subsequentes. sua opinião e eventuais recomendações para as não-conformidades evidenciadas. Marcelo Aragão www.pontodosconcursos. discuta o assunto com a administração e tome as medidas apropriadas às circunstâncias. O produto final desse trabalho é o relatório de auditoria e. Prof. os fatos relevantes constatados. eventuais limitações. B) o auditor deve discutir com a administração a possibilidade de alteração das demonstrações contábeis. por meio dele. O gabarito é a letra C.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO do auditor. ocasião em que o auditor analisa as evidências obtidas e formula suas conclusões e opiniões sobre o objeto auditado. os procedimentos realizados. quando toma conhecimento de evento subsequente relevante após a data da divulgação das demonstrações contábeis. Portanto. C) o chamado período subsequente é aquele que vai da data do balanço até a data de divulgação das demonstrações contábeis. que ele decida se as demonstrações devem ser ajustadas. Período subsequente é aquele em que o auditor possui responsabilidade por revelar eventos subsequentes e vai da data do balanço até a data do relatório de auditoria. o auditor não poderá emitir opinião sem ressalva. requerem ajuste ou divulgação. NÃO se pode afirmar que A) o auditor não tem responsabilidade em fazer indagações sobre eventos subsequentes entre a data de conclusão do trabalho de campo e a efetiva emissão do relatório de auditoria. As demais alternativas estão corretas.br 18 . quando ele já emitiu o parecer e toma conhecimento de evento subsequente relevante por terceiro. E) dentre os procedimentos de auditoria para obter evidências sobre eventos subsequentes inclui-se a obtenção de uma representação formal do cliente de que todos os eventos subsequentes que. a alternativa mais correta é a “e”.com.

objetiva e imparcial. o estado patrimonial e os resultados da entidade auditada.br 19 . como veremos a seguir. . de gestão ou financeira. Verbal: aplicável em casos especiais ou de urgência. em geral. o relatório constitui o meio através do qual o auditor comunica ao seu cliente ou demais usuários das demonstrações contábeis auditadas (administradores. poderes públicos ou outros interessados na empresa auditada e em seus resultados). banqueiros. Como o propósito da auditoria independente das demonstrações contábeis é a emissão de uma opinião sobre a adequação das demonstrações. Formas de Relatório Quanto à extensão: sintético e analítico Sintético: também chamado de forma curta. quando o auditor. O relatório deve ser fiel e completo. é utilizado.pontodosconcursos.conclusões.síntese ou sumário dos assuntos tratados e recomendações. cuja omissão possa trazer prejuízos a terceiros e pelos quais o auditor venha a ser responsabilizado. se caracteriza pelo fato de não conter todos os tópicos recomendados para o relatório formal do auditor.com. de acordo com as normas e tipos estabelecidos. Quanto à forma de apresentação: escrita e verbal Escrita: formal e por escrito. bem como isento de erros de redação que possam macular o bom conceito do profissional que o emite. mas apenas alguns. ou seja. Analítico: Também chamado de forma longa. acionistas. não podendo omitir fatos relevantes. como por exemplo: . . para relatar o resultado da execução da auditoria operacional. concisa. em reunião com a alta direção utiliza-se deste meio para expor situações de riscos especiais ainda em apuração e cuja Prof. Marcelo Aragão www. existem outros tipos de relatórios que podem ser emitidos pelo auditor. o principal produto é o relatório em forma curta. sistêmica. opinião e situação final acompanhada. Todavia.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Em se tratando de uma auditoria independente das demonstrações contábeis.introdução (escopo e objetivos do trabalho). O relatório deve ser redigido de forma clara. o chamado Parecer do Auditor.

e declara se foi observado. mas poderão não conter uma opinião final e formal do auditor. exames específicos para apuração de irregularidades.elaborados de forma escrita e sujeitos a determinadas normas –. que não propriamente trabalhos de auditoria.br 20 . trabalhos Limitada elaborados pelo auditor. que poderão ser bastante analíticos quanto à descrição dos trabalhos realizados. sem aplicação de todas as normas de auditoria geralmente aceitas. mas apenas descreve os trabalhos que executou. tais como levantamentos de valores do ativo ou do passivo. podemos distinguir os seguintes tipos principais.com.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO natureza e dados o auditor não deseja colocar por escrito. Relatórios sobre Revisão que descrevem. Relatórios especiais que poderão decorrer de trabalhos diversos executados pelo auditor. por segurança ou cautela. Neste tipo de relatório o auditor não expressa opinião sobre as demonstrações contábeis examinadas. além de inúmeros outros. Orientação para emissão de relatórios em forma longa e curta ao mesmo tempo Prof. ressaltando sua fazendo sugestões e deficiências e recomendações construtivas. Marcelo Aragão www. a saber: RELATÓRIOS Relatórios em forma curta Relatórios em forma longa DESCRIÇÃO chamados de “Parecer do Auditor”. Tipos de Relatórios Franco e Marra ensinam que. Relatórios sobre controle que representam cartas-comentários sobre os interno controles internos da empresa. algum desvio significativo na aplicação dos princípios fundamentais de contabilidade quando na elaboração das demonstrações contábeis examinadas.pontodosconcursos. analiticamente. para melhoria desses controles. ou não. dentre os relatórios formais . conciliações de contas.

Com relação ao relatório/parecer do auditor independente. demonstração das mutações do patrimônio liquido. o Parecer dos Auditores Independentes (se houver). RELATÓRIO OU PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES O conjunto de informações que deve ser divulgado por uma sociedade por ações representando sua “prestação de contas” abrange o Relatório de Administração. o auditor deve decidir se os outros dados do relatório em forma longa estão apresentados de maneira que possam ser interpretados como opinião sobre as demonstrações contábeis e não apenas como exposição de fatos.com. demonstração do resultado. No Brasil. à Agência Nacional de Energia Elétrica e outras também tenham suas demonstrações contábeis auditadas. Além disso. indicasse ser este deficiente. normas específicas exigem que as instituições subordinadas ao Banco Central do Brasil. desempenho e fluxos de caixa da entidade. o parecer do Conselho Fiscal e o relatório do Comitê de Auditoria (se existirem). as normas mais importantes são a NBC TA 700 – Formação da opinião e emissão do relatório do auditor independente sobre as Prof. o conjunto completo de demonstrações contábeis inclui balanço patrimonial.pontodosconcursos. à Superintendência de Seguros Privados.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Franco e Marra apresentam as seguintes observações caso sejam emitidos dois relatórios. várias são as normas que foram recentemente publicadas pelo CFC. O parecer de auditores independentes sobre as demonstrações contábeis é de fundamental importância e obrigatório no caso de companhias abertas (Lei das Sociedades Anônimas) e sociedades de grande porte (Lei 11.br 21 . para o concurso. por sua ausência no relatório em forma breve. demonstração dos fluxos de caixa e respectivas notas explicativas. nenhum dos comentários do relatório em forma longa deve prestar-se a ser interpretado como ressalva. Para as companhias abertas.638/07). Marcelo Aragão www. Para tais estruturas. um em forma curta e outro em forma longa: o auditor deve certificar-se de que o relatório em forma longa não contenha informações adicionais que. as demonstrações contábeis destinam-se a fornecer informações a respeito da posição patrimonial e financeira. Contudo. as Demonstrações Contábeis e as Notas Explicativas que as acompanham. inclui-se a demonstração do valor adicionado.

com. A responsabilidade do auditor é emitir opinião sobre essas demonstrações e sugerir ajustes.opinião modificada: com ressalva. NBC TA 700: A data do relatório do auditor não pode ser anterior à data em que ele obteve evidência de auditoria suficiente e apropriada para opinar sobre as demonstrações. Vale destacar que as atuais normas não utilizam mais o termo “parecer” de auditoria. Inicialmente.pontodosconcursos. para delimitar a responsabilidade do auditor perante transações e eventos subsequentes e seu efeito sobre as DC e sobre o parecer. Marcelo Aragão www. ou seja. Em decorrência de transações e eventos subsequentes relevantes à conclusão dos trabalhos. adversa e abstenção de opinião. Quanto aos tipos de opinião. A data do parecer deve coincidir com o dia de conclusão dos trabalhos de campo na entidade auditada. frequentemente para os acionistas ou para os responsáveis pela Prof. e anteriores à emissão do parecer. garantia de viabilidade futura da entidade ou algum tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios. pois.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO demonstrações contábeis e a NBC TA 705 – Modificações na opinião do auditor independente. preferindo mencionar “relatório”.br 22 . Mesmo que este atue com o apoio de equipe de assistentes.opinião não modificada: sem ressalva e . quando necessário. não há compartilhamento de responsabilidades. Quem assina o parecer é o auditor responsável com registro no CRC. são os seguintes: . O parecer do auditor independente tem por limite os próprios objetivos da auditoria das demonstrações contábeis e não representa. O relatório do auditor independente é normalmente endereçado às pessoas para quem o relatório de auditoria é elaborado. vamos lembrar alguns aspectos do relatório ou parecer do auditor independente das demonstrações que são muito explorados em provas de concursos públicos: Não compete ao auditor preparar as demonstrações contábeis e nem a responsabilidade pelo seu conteúdo. os membros da equipe não assinam o parecer e não assumem responsabilidades. poderá haver necessidade de menção de mais de uma data no parecer (parecer dupla data) ou atualização da data original.

pontodosconcursos. em todos os aspectos relevantes.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO governança da entidade. que o auditor está atestando que não há distorções relevantes. também denominada de opinião sem ressalvas. Exemplos: discordância junto à administração quanto a procedimentos contábeis de efeitos relevantes nas demonstrações. Para formar essa opinião. que as demonstrações contábeis tomadas em conjunto apresentam distorções relevantes (opinião com ressalva ou adversa). as seguintes situações exigem que o auditor modifique a opinião no seu relatório de auditoria: a) se concluir. em todos os aspectos relevantes. ele pode expressar uma opinião não modificada. descumprimento de princípio contábil. o auditor deve concluir se as demonstrações contábeis tomadas em conjunto não apresentam distorções relevantes. Quando o auditor está satisfeito quanto à apresentação das demonstrações contábeis e que foram atendidos todos os requisitos apontados anteriormente. cuja conclusão é que as demonstrações contábeis foram elaboradas. em verdade. erros e fraudes relevantes etc.com. Significa. Prof. de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. com base em evidência de auditoria obtida. Formação da opinião sobre as demonstrações contábeis O auditor deve formar sua opinião sobre se as demonstrações contábeis são elaboradas. b) caso não consiga obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para concluir se as demonstrações contábeis tomadas em conjunto não apresentam distorções relevantes (opinião com ressalva ou abstenção de opinião). IMPORTANTE: A emissão de um relatório de auditoria sem ressalvas não significa que as demonstrações contábeis não contenham distorções causadas por erro e/ou fraude. independentemente se causadas por fraude ou erro. de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. cujas demonstrações contábeis estão sendo auditadas. Marcelo Aragão www.br 23 . E quais situações ensejariam uma modificação na opinião do auditor? De uma forma geral.

no caso de impossibilidade de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente. ou seja. Natureza do assunto Julgamento do auditor sobre a disseminação de que gerou a forma generalizada dos efeitos ou possíveis modificação efeitos sobre as demonstrações contábeis Relevante. A tabela a seguir mostra como a opinião do auditor sobre a natureza do assunto que gerou a modificação.br 24 . se as demonstrações contábeis apresentam distorção relevante ou. A decisão sobre que tipo de opinião modificada é apropriado depende da: (a) natureza do assunto que deu origem à modificação. a saber.pontodosconcursos. podem apresentar distorção relevante. Tipos de opinião modificada A NBC TA 705 estabelece três tipos de opinião modificada. opinião adversa e abstenção de opinião.com. opinião com ressalva.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Exemplo: limitação no escopo e na extensão dos trabalhos. afeta o tipo de opinião a ser expressa. e (b) opinião do auditor sobre a disseminação dos efeitos ou possíveis efeitos do assunto sobre as demonstrações contábeis. Marcelo Aragão www. mas não generalizado As demonstrações contábeis apresentam distorções relevantes Impossibilidade de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente Relevante e generalizado OPINIÃO COM RESSALVA OPINIÃO ADVERSA OPINIÃO COM RESSALVA ABSTENÇÃO DE OPINIÃO Opinião com ressalva O auditor deve expressar uma opinião com ressalva quando: Prof. e a disseminação de forma generalizada dos seus efeitos ou possíveis efeitos sobre as demonstrações contábeis.

sobre as demonstrações contábeis poderiam ser relevantes. em circunstâncias extremamente raras envolvendo diversas incertezas. o auditor conclui que. o auditor deve solicitar que a administração retire a limitação. individualmente ou em conjunto. probabilidade de resultar na necessidade de expressar uma opinião com ressalva ou abster-se de expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis. Marcelo Aragão www. são relevantes. O auditor deve abster-se de expressar uma opinião quando. mas não generalizadas nas demonstrações contábeis. individualmente ou em conjunto. conclui que as distorções.br 25 . mas não generalizados.com. tendo obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente. depois de aceitar o trabalho. mas ele conclui que os possíveis efeitos de distorções não detectadas. Prof. Atenção: Consequência da impossibilidade de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente devido a uma limitação imposta pela administração depois da aceitação do trabalho pelo auditor: Se. se houver.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO a) obtém evidência e conclui que as distorções. Opinião adversa O auditor deve expressar uma opinião adversa quando. ou b) não consegue obter evidência de auditoria para suportar sua opinião. Abstenção de opinião O auditor deve abster-se de expressar uma opinião quando não consegue obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para suportar sua opinião e ele conclui que os possíveis efeitos de distorções não detectadas. se houver. independentemente de ter obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre cada uma das incertezas. o auditor tomar conhecimento que a administração impôs uma limitação ao alcance da auditoria que tem. são relevantes e generalizadas para as demonstrações contábeis. segundo ele. sobre as demonstrações contábeis poderiam ser relevantes e generalizadas. não é possível expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis devido à possível interação das incertezas e seu possível efeito cumulativo sobre essas demonstrações contábeis.pontodosconcursos.

com. Se persistir a limitação e o auditor não conseguir obter evidência apropriada e suficiente de auditoria. Incertezas Incertezas são ocorrências que podem influenciar as demonstrações contábeis ou as revelações nelas contidas. Marcelo Aragão www.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO No caso de a administração se recusar a retirar a limitação. sobre as demonstrações contábeis poderiam ser relevantes. Podem estar relacionadas a fatos específicos. nas demonstrações contábeis. assim como determinar se é possível executar procedimentos alternativos para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente. o auditor emite opinião sem ressalva! Prof. o auditor deve determinar as implicações como segue: (a) se ele concluir que os possíveis efeitos de distorções não detectadas. o auditor deve emitir uma opinião com ressalva.pontodosconcursos. com impacto. ou (ii) se a renúncia ao trabalho de auditoria antes da emissão do seu relatório de auditoria independente não for viável ou possível. o auditor deve comunicar o assunto aos responsáveis pela governança. Se o auditor renunciar ao trabalho. se houver. difícil de avaliar. ou (b) se ele concluir que os possíveis efeitos de distorções não detectadas. se houver. Atenção! Diante de incertezas relevantes devidamente divulgadas nas demonstrações. de acordo com as leis ou regulamentos aplicáveis. sobre as demonstrações contábeis poderiam ser relevantes e generalizados de modo que uma ressalva na opinião seria não adequada para comunicar a gravidade da situação. mas que não se prestam a estimativas razoáveis. quando praticável e possível. ele deve comunicar aos responsáveis pela governança quaisquer assuntos relativos a distorções identificadas durante a auditoria que dariam origem a uma opinião modificada. antes da renúncia. abster-se de expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis. cujos possíveis efeitos podem ser isolados.br 26 . mas não generalizados. ou a fatos complexos. o auditor deve: (i) renunciar ao trabalho de auditoria.

Por outro lado. devendo o auditor incluir no parágrafo uma referência clara ao assunto enfatizado e à nota explicativa que descreve de forma completa o assunto nas demonstrações contábeis e indicar que a opinião não se modifica no que diz respeito ao assunto enfatizado.com. que.br 27 . no parágrafo de opinião. no relatório. a natureza e. É o caso. Importante: A abstenção de opinião não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar. não está em condições de emitir opinião sobre as demonstrações contábeis. uma ênfase no relatório não é uma ressalva.pontodosconcursos. segundo o julgamento do auditor. se o auditor concluir que a matéria envolvendo incerteza relevante não está adequadamente divulgada nas demonstrações contábeis. Neste caso. Ênfase de assunto no Relatório/parecer do auditor O parágrafo de ênfase é utilizado no relatório de auditoria para chamar a atenção para um assunto apresentado ou divulgado nas demonstrações contábeis que. e não modificar a opinião do auditor. cujo desfecho poderá afetar significativamente a posição patrimonial e financeira da entidade. pela omissão ou inadequação da divulgação. os desvios relevantes que normalmente seriam incluídos como ressalvas. que deve descrever de forma mais extensa.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Por exemplo. fazendo referência à nota explicativa da administração. de uma incerteza com possíveis efeitos relevantes sobre as Prof. quando ocorrer incerteza em relação a fato relevante. por exemplo. deve o auditor adicionar um parágrafo de ênfase em seu parecer. Portanto. Na hipótese do emprego de parágrafo de ênfase. o efeito da incerteza. após o parágrafo de opinião. é fundamental para o entendimento dos usuários das demonstrações contábeis. o auditor deve expressar. CUIDADO: O parágrafo de ênfase tem como objetivo alertar o usuário do relatório para uma situação. O parágrafo de ênfase é incluído imediatamente após o parágrafo de opinião no relatório do auditor sob o título “Ênfase”. quando possível. Marcelo Aragão www. o seu relatório deve conter ressalva ou opinião adversa. devido à relevância das incertezas descritas em parágrafos intermediários específicos. o relatório permanece na condição de opinião ou parecer sem ressalva. bem como o resultado das suas operações. Existe ainda a hipótese de abstenção de opinião decorrente de incertezas relevantes.

as instituições financeiras e demais entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Entidades específica de atividade regulamentada ou sujeitas à legislação Há inúmeros setores de atividade que têm legislação. A prestação de contas a tais usuários é feita. devendo emitir sua Prof. as empresas de seguros. Marcelo Aragão www.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO DC. “f” e “g”. como as demais. critérios contábeis. como as de energia elétrica e telefonia. Exemplos de itens que os auditores podem querer enfatizar em seu relatório (os dois últimos. d) assunto contábil que afeta a comparabilidade. as empresas de transporte aéreo e outras. normas ou regulamentos específicos. exigem o parágrafo de ênfase): a) existência de incerteza relativa ao desfecho futuro de litígio excepcional ou ação regulatória. por meio de demonstrações contábeis exigidas pela legislação societária ou específica. Tais entidades têm. responsabilidades com seus acionistas. instituições financeiras e outros credores.br 28 . Além dessa responsabilidade. A responsabilidade do auditor está voltada aos usuários em geral. tais entidades devem reportarse aos órgãos governamentais reguladores correspondentes. b) a entidade é componente de um empreendimento maior. também. que abrangem.com. funcionários e público em geral. principalmente. c) transações importantes efetuadas com partes relacionadas. atendidos pelas demonstrações contábeis divulgadas. quotistas. pois esta só é utilizada caso o auditor discorde de como as DC divulgam a incerteza. debenturistas. cuja ênfase pelo auditor não constitui uma ressalva.pontodosconcursos. que devem atender a seus critérios e ser elaboradas segundo os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade. f) dúvida quanto à continuidade operacional da entidade. g) evento subseqüente relevante. Algumas dessas entidades prestam serviços públicos. ditados por órgãos governamentais. e) grande catástrofe com efeito significativo sobre a posição patrimonial e financeira da entidade.

este fato deve ser revelado no relatório dos auditores das atuais demonstrações. se tivermos duas opções: parecer com ressalva ou parecer adverso. a saber: Demonstrações Contábeis Comparativas A Lei das Sociedades por Ações obriga à comparação das demonstrações contábeis de dois exercícios. sempre que relevante.com. Em face da especificidade dos órgãos reguladores. Se o ano anterior foi auditado por outros auditores. OUTRAS SITUAÇÕES QUE ENVOLVEM O RELATÓRIO Além do que estudamos até aqui sobre o relatório do auditor independente.pontodosconcursos. Conforme nos ensinam Franco e Marra. podem ser admitidos pelo auditor na Fundamentação de seu parecer.br 29 . CUIDADO: Vimos que para essas entidades. existem algumas situações específicas que podem ser exploradas pela banca. cujo teor ainda não conste das Normas Brasileiras de Contabilidade e que não conflitem com os Princípios Fundamentais de Contabilidade. apenas de informação. sobretudo com base na doutrina. em prova. sempre que relevante. Contudo. a disseminação das distorções. o enunciado tem que apontar além da relevância. se o relatório do auditor independente no período anterior incluiu uma opinião com ressalva. Entretanto. para ser adverso. Cuidado em prova. pois não é caso de ressalva. ou não foi auditado. em um parágrafo de “outros assuntos”. Assim. se o auditor examinou os dois anos. os desvios dos Princípios Fundamentais de Contabilidade originados na legislação ou nas normas regulamentares específicas devem ser tratados de maneira idêntica à observada nas demais entidades. Marcelo Aragão www. A simples divergência entre uma prática e um princípio decorrente de uma orientação/norma específica de um órgão regulador seria objeto de ressalva. adversa ou abstenção de opinião e o assunto Prof. os desvios dos Princípios Fundamentais de Contabilidade originados na legislação ou nas normas regulamentares específicas ensejam parecer com ressalva ou opinião adversa.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO opinião com base nos Princípios Fundamentais de Contabilidade. O modelo de parecer também é aplicável a essas entidades regulamentadas. contendo ressalva ou opinião adversa. ele deve opinar sobre ambos.

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO que gerou a modificação não está resolvido, o auditor deve manter a modificação de opinião, conforme apropriado, sobre as demonstrações contábeis do período corrente. Parecer quando demonstrações contábeis de controladas e coligadas são auditadas por outros auditores O auditor deve assegurar-se de que as demonstrações contábeis das controladas e coligadas, relevantes, utilizadas para fins de consolidação ou contabilização dos investimentos pelo valor do patrimônio líquido na controladora e/ou investidora foram auditadas e estão adequadas. Quando as demonstrações das entidades controladas/coligadas forem auditadas por outros auditores independentes e o auditor aceita o relatório/parecer de outros auditores, por não ter evidências que indiquem restrições aos seus trabalhos e conclusões, deve destacar em seu relatório a divisão de responsabilidade. A referência ao relatório dos outros auditores, mesmo sem a indicação do conteúdo de sua opinião, significa que: a) o relatório dos outros auditores não teve ressalvas ou teve ressalvas que não afetam a posição patrimonial e financeira e os resultados da investidora; e b) não há nenhuma restrição aos seus trabalhos e conclusões. Quando, todavia, o outro auditor expressou opinião com ressalva, adversa ou com abstenção de opinião, o auditor deve analisar se o motivo é de tal relevância que afete a sua própria opinião, em relação às demonstrações contábeis da investidora. Quando os efeitos não forem relevantes, não é necessário mencioná-los no relatório do auditor da investidora. Reflexo quando o auditor não puder utilizar o trabalho dos outros auditores: O auditor deve emitir opinião com ressalva ou abstenção de opinião quando concluir, baseado nos procedimentos recomendados, que o trabalho dos outros auditores não pode ser utilizado, e que não pode aplicar procedimentos adicionais suficientes com relação às demonstrações contábeis da controlada e/ou coligada, ou ao item sobre o qual os outros auditores emitiram opinião.

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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO QUADRO RESUMO SOBRE OS TIPOS DE OPINIÃO
CARACTERÍSTICA APRESENTADA TIPO DE OPINIÃO - Quando o auditor conclui que as demonstrações contábeis são elaboradas, em todos os aspectos Não modificada (Sem ressalva) relevantes, de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. - Quando as demonstrações contábeis apresentam distorções irrelevantes. - Quando as demonstrações contábeis apresentam distorções relevantes, mas o efeito não é generalizado. - Quando as demonstrações contábeis apresentam distorções relevantes e o efeito é generalizado. - Diante de impossibilidade de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente, mas o efeito não é generalizado. - Diante de impossibilidade de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente e o efeito poderia ser relevante e generalizado. - Quando o auditor, em circunstâncias extremamente raras envolvendo diversas incertezas, conclui que, independentemente de ter obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre cada uma das incertezas, não é possível expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis devido à possível interação das incertezas e seu possível efeito cumulativo sobre essas demonstrações contábeis. - Auditoria de entidades públicas ou privadas, sujeitas à regulamentação específica, quanto à adoção de normas contábeis próprias ao segmento econômico, quando elas forem significativamente conflitantes com a estrutura de relatório financeiro aplicável ou lei e regulamento aplicáveis. - Quando o auditor conclui que o efeito de qualquer discordância ou restrição na extensão de um trabalho não é de tal magnitude que requeira opinião adversa. Quando as demonstrações contábeis foram

Não modificada

Ressalva

Adversa

Ressalva

Abstenção de opinião

Abstenção de opinião

Ressalva

Ressalva

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elaboradas com base na continuidade operacional, mas no julgamento do auditor, o uso do pressuposto da continuidade operacional pela administração nas demonstrações contábeis é inapropriado. - Quando ocorrer incerteza em relação a fato relevante, cujo desfecho poderá afetar significativamente a posição patrimonial e financeira da entidade, bem como o resultado das suas operações. Adversa

Adicionar Parágrafo de Ênfase

Vejam algumas questões sobre relatórios e pareceres de auditoria, acompanhadas de nossos comentários: 11) (ACE/TCE/TO/CESPE/2009) O relatório em forma longa normalmente inclui detalhes de itens das demonstrações, dados estatísticos, comentários explicativos e, às vezes, uma descrição da extensão do exame do auditor. Pode coexistir com o relatório em forma breve. Nesse caso, A) o relatório em forma breve não pode omitir informações consideradas relevantes contidas no relatório em forma longa. B) os dois relatórios devem conter o mesmo tipo de informação, diferindo apenas no detalhamento. C) o relatório em forma longa deve incluir informações que constituam ressalvas. D) recomendações e sugestões constam apenas do relatório em forma longa. E) providências que devam ser adotadas, em caso de irregularidades, só devem constar do relatório em forma breve. O auditor independente, quando realiza a auditoria das demonstrações contábeis, emite obrigatoriamente um relatório curto ou parecer de auditoria, mas pode também elaborar relatório em forma longa ou carta-comentário sobre os controles internos. A alternativa “A” é a correta. O relatório em forma breve não pode omitir informações consideradas relevantes contidas no relatório em forma longa, pois essa omissão significaria ser aquele deficiente. Cabe alertar que a alternativa “D” pode ter causado certa confusão nos candidatos, pois como Franco e Marra consideram que o relatório curto seria o parecer, então, estaria correto afirmar que recomendações e sugestões constam apenas do relatório em forma longa.
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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Todavia, Sergio Jund, ao classificar os relatórios quanto à extensão em sintéticos e analíticos, caracteriza o relatório de forma curta como um relatório sintético que não contém todos os tópicos recomendados para o relatório formal do auditor, mas apenas alguns, como por exemplo: introdução, síntese dos assuntos tratados e recomendações apresentadas, conclusões e opinião. 12) (TCE/TO/CESPE/2009) O parecer dos auditores independentes é o documento mediante o qual os mesmos expressam sua opinião acerca das demonstrações contábeis nele indicadas. Acerca desse assunto, assinale a opção correta. A) Por meio do parecer, o auditor assume responsabilidade de ordem privada, de natureza estritamente contratual. B) O parecer deve ser assinado por contador ou técnico de contabilidade regularmente registrado em CRC. C) A data do parecer deve corresponder a das demonstrações que tenham sido auditadas. D) O auditor, mesmo abstendo-se de emitir opinião a respeito das demonstrações, é responsável por mencionar qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário das informações. E) Em caso de incerteza acerca de fato relevante, o auditor deve abster-se de opinar, desde que haja nota explicativa da administração relacionada ao fato. A alternativa “A” está incorreta, pois além da responsabilidade de ordem privada e contratual, o auditor assume também uma responsabilidade profissional e coletiva. Cabe lembrar que existem muitos usuários interessados no parecer do auditor. A alternativa “B” está incorreta, pois somente o contador com registro no CRC pode assinar o parecer. A alternativa “C” está incorreta, pois a data do corresponder ao dia de encerramento dos trabalhos de campo. parecer deve

A alternativa “D” está correta, pois a abstenção de opinião não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar qualquer desvio relevante que normalmente seria incluído como ressalva no seu parecer e que, portanto, possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. O gabarito é a letra D. A alternativa “E” está incorreta, pois a abstenção de opinião não está relacionada à divulgação do fato em Nota Explicativa da Administração. Diante
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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO de uma incerteza relevante, cujos fatos estejam devidamente divulgados em Notas Explicativas, o auditor pode deixar de ressalvar o seu parecer, optando por um parágrafo de ênfase. A abstenção de opinião ocorre se o auditor não conseguir reunir evidências suficientes para fundamentar sua opinião e, nesse caso, independe se os fatos estejam devidamente divulgados em Notas Explicativas. 13) (ICMS/SP/FCC/2009) O auditor externo, ao se deparar com algum passivo que represente para a empresa uma incerteza relevante, deve emitir parecer (A) com ressalva e limitação de escopo do trabalho. (B) sem ressalva e com limitação de escopo do trabalho. (C) adverso, evidenciando a incerteza constatada. (D) sem ressalva e com parágrafo adicional de ênfase. (E) com negativa de opinião e limitação de escopo. Conforme os ensinamentos de Franco e Marra, incertezas são ocorrências que podem influenciar as demonstrações contábeis ou as revelações nelas contidas, mas que não se prestam a estimativas razoáveis. Podem estar relacionadas a fatos específicos, cujos possíveis efeitos podem ser isolados, ou a fatos complexos, com impacto, nas demonstrações contábeis, difícil de avaliar. Muitos candidatos confundem incerteza relevante com uma distorção relevante, concluindo que o parecer do auditor, nesse caso, seria com ressalva ou até mesmo abstenção de opinião. Isso é um engano! Se o enunciado mencionar apenas incerteza relevante, o parecer a ser emitido pelo auditor é sem ressalvas, acrescentando um parágrafo de ênfase ao final, fazendo referência à nota explicativa da administração, que deve descrever de forma mais extensa, a natureza e, quando possível, o efeito da incerteza. A letra D é a correta. 14) (Questão extraída do livro “Auditoria Contábil” - Crepaldi, Atlas) Dadas as situações a seguir, identifique, na respectiva ordem, quais os tipos de parecer de auditoria mais adequados a cada situação: I - O auditor constatou que a empresa Alpha S.A somente faturava parte de suas mercadorias vendidas e que boa parte das mercadorias compradas entravam sem documentação hábil. II - O auditor constatou que a empresa Beta S.A não estava reconhecendo os juros e as variações monetárias de seus contratos de financiamento junto ao Banco Empresa Tudo S.A, efetuando a contabilização somente no pagamento do empréstimo.

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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO III - O auditor, ao executar os trabalhos na empresa Gama S.A encontrou divergências no cálculo da provisão para contigências trabalhistas. Ao analisar a relevância dos números, percebeu que os mesmos não afetavam as demonstrações contábeis. IV - O auditor, ao avaliar as demonstrações financeiras da empresa Omega S.A, não conseguiu compor o saldo das contas de financiamento concedidos, nem das contas de investimentos. A) com ressalva, adverso, abstenção de opinião e sem ressalva. B) adverso, abstenção de opinião, sem ressalva e com ressalva. C) adverso, com ressalva, sem ressalva e abstenção de opinião. D) abstenção de opinião, sem ressalva, com ressalva e adverso. E) com ressalva, com ressalva, sem ressalva e adverso. Vamos analisar cada afirmativa da questão: Item I - O auditor constatou que a empresa Alpha S.A somente faturava parte de suas mercadorias vendidas e que boa parte das mercadorias compradas entravam sem documentação hábil: o enunciado dá a entender que a irregularidade correspondia a um ato fraudulento e a afirmação de que não havia documentação hábil para boa parte das mercadorias compradas pela empresa é forte e, obviamente, com impacto relevante e extenso nas demonstrações, razão pela qual, o parecer do auditor mais adequado ao caso seria o adverso. Item II - O auditor constatou que a empresa Beta S.A não estava reconhecendo os juros e as variações monetárias de seus contratos de financiamento junto ao Banco Empresa Tudo S.A, efetuando a contabilização somente no pagamento do empréstimo. perceba que a empresa está descumprindo o princípio contábil fundamental da competência, deixando de reconhecer as despesas com juros e encargos financeiros no momento de sua incorrência. Portanto, o parecer do auditor poderia ser com ressalva ou adverso, dependendo da extensão e impacto nas demonstrações contábeis. Item III - O auditor, ao executar os trabalhos na empresa Gama S.A encontrou divergências no cálculo da provisão para contingências trabalhistas. Ao analisar a relevância dos números, percebeu que os mesmos não afetavam as demonstrações contábeis.

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AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO considerando que as divergências encontradas pelo auditor não afetavam as demonstrações, ou seja, estavam compatíveis com o nível de relevância estabelecido e, portanto, não distorciam significativamente as demonstrações a ponto de prejudicar os usuários, o parecer deveria ser sem ressalva. Item IV - O auditor, ao avaliar as demonstrações financeiras da empresa Omega S.A, não conseguiu compor o saldo das contas de financiamento concedidos, nem das contas de investimentos. significa que o auditor, em função de uma limitação em seus procedimentos, não conseguiu coletar evidências sobre o saldo das contas de financiamento e de investimentos. Em função da relevância desta restrição e de sua extensão, o parecer seria com abstenção de opinião. Assim, a única alternativa que expressa corretamente os possíveis tipos de parecer em função das circunstâncias informadas nos itens da questão é a letra “C”. 15) Sobre as normas relativas ao parecer de auditoria independente, podemos afirmar: A) a data do parecer deve corresponder ao dia do encerramento do exercício da entidade. B) a discordância com a administração da entidade a respeito do conteúdo e forma de apresentação das demonstrações contábeis deve conduzir à opinião com ressalva ou à abstenção de opinião, com os esclarecimentos que permitam a correta interpretação dessas demonstrações. C) a limitação na extensão do trabalho deve conduzir à opinião com ressalva ou a parecer adverso. D) o auditor deve emitir parecer adverso quando verificar que as demonstrações contábeis estão corretas, em tal magnitude, que impossibilite a emissão do parecer com ressalva. E) o parecer sem ressalva indica que o auditor está convencido de que as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, consoante os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e, no que for pertinente, à legislação específica. Na letra A, o correto seria: a data do parecer deve corresponder à data de conclusão dos trabalhos de auditoria na entidade.

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pontodosconcursos. 16) (Auditor/São Paulo/FCC/2007) Um auditor independente foi contratado pela Cia. A letra E é a única alternativa correta. uma indústria. Vale notar. ou seja. a limitação na extensão deve conduzir à opinião com ressalva ou a parecer com abstenção de opinião.01. para examinar as demonstrações contábeis da sociedade relativas ao exercício findo em 31. caso o auditor não possa acompanhar o inventário físico dos estoques de matérias-primas. Na letra C. Em virtude do atraso de sua contratação. (D) com ressalva. que as atuais normas do CFC sobre emissão de relatório indicam que a opinião pela ressalva ou pela abstenção. ele não pôde acompanhar o inventário físico dos estoques de matérias-primas.br 37 .com. Marcelo Aragão www. de produtos em elaboração e dos produtos acabados da companhia. e b) há apropriada divulgação de todos os assuntos relevantes às demonstrações contábeis. em 10. que ele considerou bastante relevante. de produtos em elaboração e dos produtos acabados da companhia. que: a) as demonstrações contábeis foram preparadas de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade. (E) com parágrafo de ênfase. e. no entanto. Considerando a natureza da empresa. dependerá da generalização da distorção Prof.2006. da relevância e materialidade da conta estoques. o auditor deve emitir parecer adverso quando verificar que as demonstrações contábeis estão incorretas. (C) com abstenção de opinião. (B) adverso. que impossibilite a emissão do parecer com ressalva.12. essa limitação na extensão de seu trabalho (que ele considerou bastante relevante) deve conduzir à emissão de um parecer com abstenção de opinião. Essa limitação na extensão de seu trabalho. em caso de limitação ou ausência de evidência. O gabarito é a letra C. O parecer sem ressalva é emitido quando o auditor conclui.2005.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Na letra B. em tal magnitude. a discordância com a administração da entidade a respeito do conteúdo e forma de apresentação das demonstrações contábeis deve conduzir à opinião com ressalva ou adversa. sobre todos os aspectos relevantes. portanto. Na letra D. deve conduzir à emissão de um parecer (A) sem ressalva. Metalúrgica ABC.

pois deve haver uma coordenação entre os auditores Prof. somente fazendo menção que foram auditadas por outra firma de auditoria. auditar todas as empresas objeto da consolidação. o candidato seria obrigado a optar por um tipo de opinião e a mais adequada à situação hipotética colocada no enunciado da questão continuaria sendo. sempre que as demonstrações forem auditadas por outros auditores independentes. Nestas circunstâncias. este aspecto é muito importante. (C) por questões éticas. o parecer (relatório) com abstenção de opinião. 17) (ICMS/PB/FCC/2006) No processo de consolidação de demonstrações contábeis. ter a necessidade de revisar os papéis de trabalho das empresas coligadas e controladas a serem consolidadas e que foram objeto de auditoria por outro auditor independente. em especial quando os investimentos da entidade são relevantes. Marcelo Aragão www. No planejamento de auditoria.com. (D) poderá. em nenhuma hipótese poderá reavaliar ou questionar demonstrações contábeis que foram auditadas por auditores regularmente registrados nos órgãos competentes. Caso essa mesma questão constasse da prova para o ISS SP de 2011. dada a relevância e magnitude da limitação.br 38 . é correto afirmar que o auditor da controladora (A) deverá aceitar as demonstrações contábeis apresentadas. uma vez a cada cinco anos. A NBC T 11. e a possibilidade de as controladas e coligadas serem examinadas por outros auditores independentes. (E) sempre deverá auditar as empresas controladas e coligadas. regularmente habilitados. (B) deverá. em que o auditor da controladora não é o mesmo das empresas coligadas e controladas a serem consolidadas. em algumas situações. o auditor independente deve levar em conta as seguintes questões: a) a necessidade do uso do trabalho de outros auditores ocorre quando estes realizam trabalhos para partes relacionadas.pontodosconcursos. a meu ver. não podendo auditar a empresa controladora. caso a mesma não aceite a condição.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO para as DC como um todo. a fim de garantir a uniformidade dos procedimentos de auditoria aplicados sobre as demonstrações.4 (antiga norma de planejamento da auditoria) definia que o planejamento deve considerar a participação de auditores internos e de especialistas na execução do trabalho na entidade auditada. ou se faz necessário consolidar as Demonstrações Contábeis.

(D) adverso e parágrafo de ênfase. (C) sem ressalva. 18) (ICMS/PB/FCC/2006) O emprego de parágrafo de ênfase no parecer para ressaltar uma incerteza quanto ao sucesso da empresa. ter a necessidade de revisar os papéis de trabalho dos auditores das empresas coligadas e controladas. c) quando o auditor de uma entidade investidora não examinar as Demonstrações Contábeis das entidades investidas e se os ativos destas representam parte relevante dos ativos totais daquela. Portanto. mas com um parágrafo intermediário indicando como a limitação pode ter distorcido as demonstrações contábeis da entidade auditada. deve considerar se pode assumir a incumbência. pois o auditor poderá.com. aprovada pelo Conselho Federal de Contabilidade pela Resolução 830.br 39 . b) dependendo das circunstâncias. (E) com abstenção de opinião e parágrafo de ênfase. (B) com limitação de escopo e parágrafo de ênfase. pode ocorrer a necessidade de revisão dos papéis de trabalho do outro auditor independente. O gabarito é a letra C. de forma que sejam cumpridos as normas profissionais e os prazos estabelecidos com as entidades auditadas. quando houver limitação na extensão do trabalho do auditor. leva o auditor a emitir o parecer (A) com ressalva e parágrafo de ênfase.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO independentes. com opinião sem ressalva. de 1998. 19) (AUDITOR INFRAERO/FCC/2009) De acordo com a Interpretação Técnica 5 da NBC T 11. seja ela imposta pela administração da entidade ou circunstancial. (C) sem ressalva e parágrafo de ênfase. mas apenas uma dúvida quanto ao deslinde de um litígio. qualquer que seja a extensão da limitação. o profissional pode ser obrigado a emitir um parecer (A) com ressalva ou abstenção de opinião. Diante de incerteza com possível efeito relevante sobre as DC. pois não se trata de uma distorção causada por erro ou fraude. dependendo da extensão da limitação. em algumas situações. a alternativa correta é a letra D.pontodosconcursos. (B) adverso. Prof. Marcelo Aragão www. o auditor deve enfatizar a situação em seu parecer/relatório. que questiona a inconstitucionalidade de um tributo que afeta relevantemente as demonstrações contábeis da empresa auditada.

Marcelo Aragão www. emitindo opinião com ressalva ou adversa. A alternativa A é a correta. (E) com abstenção de opinião. seja ela imposta pela administração da entidade ou circunstancial. representa mais de 10% do total deste grupo. (C) emitir parecer com negativa de opinião. por haver discordância com a administração da entidade a respeito de conteúdo e forma de apresentação. pois não passa de uma formalidade. De acordo com a norma de auditoria.A. O gabarito é a letra E. restaria ao auditor modificar os eu parecer.com.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (D) sem ressalva. (D) emitir parecer adverso por evidenciar que as demonstrações contábeis não representam a situação econômico-financeira da empresa. constatou um desvio no processo de pagamento de funcionários. em um grupo das demonstrações contábeis. o parecer deveria ser com ressalva. desde que baseado nas informações do auditor interno. 20) (AUDITOR/Jaboatão dos Guararapes/FCC/2006) Ao auditar as demonstrações contábeis de uma empresa. dependendo da extensão da limitação.pontodosconcursos. Repare que se trata de uma discordância do auditor em relação a uma prática contábil e a respeito de conteúdo e forma de apresentação da demonstração contábil. (B) emitir parecer sem ressalva. quando houver limitação na extensão do trabalho do auditor. que lhe afirma que a limitação não terá efeito relevante nas demonstrações contábeis. mesmo que a limitação tenha ocorrido em item das demonstrações contábeis de pouca relevância. 21) (Defensoria Pública/SP/FCC/2009) O auditor externo que estava realizando o processo de auditoria na empresa Erfra S. Como a administração se recusou a proceder aos ajustes e correções. (E) emitir parecer com ressalva. o profissional pode ser obrigado a emitir um parecer com ressalva ou abstenção de opinião. Funcionários Prof. o auditor constata que o saldo da conta outros créditos. Ao discutir o ponto relevante com a administração da empresa.br 40 .. como a distorção é específica. Contudo. Desta forma a auditoria deverá (A) recusar-se a emitir parecer pois evidencia uma limitação de escopo. seus diretores afirmam que é prática da empresa divulgar desta forma e que não realizará as modificações solicitadas pela auditoria. no ativo circulante. por não conseguir concluir seus trabalhos.

com. (D) informar os responsáveis pela área para avaliação e verificação do processo.br 41 . 22) (TCE/AM/FCC/2009) A empresa de Auditoria Garantia solicitou a seu cliente que realizasse. (C) determinar que sejam evidenciados em notas explicativas os reflexos que a demonstração sofreria. com seu consultor jurídico. A situação constatada pelo auditor caracteriza uma fraude. Neste caso. não se sentindo seguro em relação à posição por este apresentada. (D) estabelecer a relevância do fato e. de forma a identificar os responsáveis pelo desvio. o auditor deve (A) expedir o parecer sem ressalva respaldando-se na posição do primeiro consultor jurídico. (B) suspender os trabalhos por tratar-se de ponto de auditoria que limita a conclusão dos trabalhos. o qual se recusou a emitir opinião. caso não tenha representatividade. recomendou à empresa uma segunda opinião de consultor jurídico independente. deve o auditor (A) relatar em seus papéis de trabalho. Prof. O gabarito é a letra C. para as quais eram efetuados os créditos. incluindo parágrafo no parecer identificando os desvios e o montante estimado. Marcelo Aragão www. a circularização de seus processos e litígios em andamento. informando sobre os possíveis efeitos no seu parecer. (E) encerrar os trabalhos. (C) comunicar a administração da entidade e sugerir medidas corretivas. O auditor. informando a administração no encerramento do processo de auditoria e dependendo da relevância do desvio emitir parecer com ressalva ou adverso. emitindo parecer com abstenção de opinião fundamentada no desvio. sendo providenciado os procedimentos legais. independentemente da relevância do fato.pontodosconcursos. obrigando o auditor à imediatamente comunicar à administração da entidade e sugerir medidas corretivas. (B) emitir o parecer com ressalva porque representa uma limitação na extensão da auditoria.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO demitidos continuavam na folha de pagamentos com contas bancárias de outras pessoas. desconsiderá-lo. que deverão constar dos papéis de trabalho. Desta forma. (E) emitir parecer com abstenção de opinião. impedindo que o auditor externo possa emitir parecer ou opinião. informando sobre os possíveis efeitos no seu parecer. caso elas não sejam adotadas. caso elas não sejam adotadas.

por conseqüência. deve solicitar à administração a opinião de outro consultor jurídico independente. tendo em vista eventuais incertezas e relevância do assunto. de possível efeito generalizado. Caso considere necessário. além de critério de definição dos testes a serem aplicados e da quantidade de evidência necessária. como forma de obter e evidenciar o julgamento desses profissionais acerca do grau da probabilidade de um resultado favorável ou desfavorável e do montante envolvido. a única alternativa correta seria a “B”. baseado nas informações obtidas dos consultores jurídicos. ainda. pedidos de indenização ou questões tributárias. de acordo com as normas de auditoria para identificar passivos não-registrados e contingências ativas ou passivas relacionados a litígios. pois o auditor pode emitir o parecer com ressalva em função da limitação na extensão da auditoria. emitir parecer com abstenção de opinião sobre as Demonstrações Contábeis tomadas em conjunto. por meio de circularização ou em reunião ou a ausência de opinião de outro consultor jurídico independente nas condições consideradas necessárias é uma limitação na extensão da auditoria suficiente para impedir a emissão de uma opinião sem ressalvas. a alternativa “E” está incorreta. pois a limitação teria que ser relevante e. o auditor deve enviar carta de circularização aos consultores jurídicos encarregados dos processos e litígios em andamento. para definição do tipo de opinião a ser expressa pelo auditor. seria o com abstenção de opinião. o auditor. 23) Assinale a alternativa INCORRETA quanto às normas relativas à opinião do auditor sobre as demonstrações contábeis. Essa limitação relevante na execução dos procedimentos deve levar o Auditor a avaliar a necessidade de emitir uma opinião com ressalva relacionada a essa limitação ou. Marcelo Aragão www. e assegurar-se de sua adequada contabilização e/ou divulgação nas Demonstrações Contábeis examinadas. segundo as atuais normas de auditoria. A recusa de um consultor jurídico em fornecer a informação solicitada. lembramos que a relevância (materialidade). Portanto.br 42 . no caso.com. A propósito.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO A questão trata dos procedimentos que o Auditor Independente deve considerar na realização de um exame. O outro tipo de parecer. os impactos sobre os objetivos da auditoria e demonstrações contábeis e. A) O relatório do auditor independente não pode ter data anterior à Prof. De acordo com as normas. Todavia. é critério fundamental para avaliar os resultados obtidos.pontodosconcursos.

porém. quando a renúncia for possível de acordo com lei ou regulamentação aplicável. dependendo das medidas a serem tomadas. o auditor deve abster-se de emitir sua opinião ou renunciar ao trabalho.pontodosconcursos. 24) (Analista de Controle Interno/SEFAZ/RJ/FGV/2011) Qual das situações abaixo impede que o auditor emita um parecer sem ressalva? A) O auditado efetuar os ajustes recomendados pelo auditor. B) Chance remota de determinado ativo não ser realizado. o auditor deve discutir o assunto com a administração e. o auditor deve emitir necessariamente uma opinião adversa. a única situação que impediria o auditor de emitir uma opinião não modificada ou sem ressalva seria a discordância junto à administração quanto a procedimentos contábeis de efeitos relevantes nas demonstrações. Prof. O gabarito é a letra D. Marcelo Aragão www. são relevantes.com. E) O auditor deve expressar uma opinião com ressalva quando. D) A decisão sobre que tipo de opinião modificada é apropriado depende da relevância da distorção e da opinião do auditor sobre a disseminação dos efeitos do assunto sobre as demonstrações contábeis. com ressalva ou adversa. A alternativa incorreta é a B. a opinião poderia ser com ressalva ou adversa.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO data em que ele obteve evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar a sua opinião sobre as demonstrações contábeis. individualmente ou em conjunto. B) Se as demonstrações contábeis elaboradas de acordo com os requisitos de uma estrutura de apresentação adequada não atingem uma apresentação adequada. pois se as demonstrações contábeis elaboradas de acordo com os requisitos de uma estrutura de apresentação adequada não atingem uma apresentação adequada. Nesse caso. C) Em todos os casos em que não for possível obter segurança razoável e a opinião com ressalva no relatório do auditor for insuficiente nas circunstâncias para atender aos usuários das demonstrações contábeis. não generalizadas para as demonstrações contábeis. E) Ausência de limitação da extensão do seu trabalho. Das alternativas. pode emitir opinião sem ressalva. tendo obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente. D) Discordância junto à administração quanto a procedimentos contábeis de efeitos relevantes nas demonstrações. C) Incapacidade de a entidade auditada continuar suas operações.br 43 . conclui que as distorções.

durante a aplicação dos testes. por outros auditores independentes. Nesse caso. E) destacar esse fato em seu parecer. C) emitir um parecer com ressalvas. recebeu as demonstrações contábeis devidamente ajustadas. tendo sido acatadas todas as recomendações que havia feito. D) adverso ou com ressalva. em virtude dessa situação. Como os gestores corrigiram e ajustaram as demonstrações. Prof. E) com ressalva ou com abstenção de opinião. o parecer a ser emitido é A) sem ressalva. D) desconsiderar essa situação em seu relatório. o parecer a ser emitido é sem ressalva. se não fosse ajustada. B) com ressalva ou com parágrafo de ênfase. implica a seguinte obrigação para o auditor da sociedade controladora: A) emitir parecer com abstenção de opinião ou adverso. o parecer deverá ser emitido na(s) modalidade(s) com ressalva ou com abstenção de opinião.br 44 . Quando houver uma limitação no escopo do trabalho do auditor provocado pela entidade auditada. identificou a existência de fraudes envolvendo montante significativo. avaliadas pelo método de equivalência patrimonial. demandaria a emissão de parecer adverso. 26) (Analista de Controle Interno/SEFAZ/RJ/FGV/2011) O auditor. B) sem ressalvas. C) com parágrafo de ênfase.com.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 25) (Analista de Controle Interno/SEFAZ/RJ/FGV/2011) Quando houver uma limitação no escopo do trabalho do auditor provocado pela entidade auditada. E) com limitação de opinião ou adverso. O gabarito é a letra E. situação que. B) emitir parecer com parágrafo de ênfase. o parecer deverá ser emitido na(s) modalidade(s) A) adverso ou com abstenção de opinião. Após reunião com os gestores. C) adverso ou com ressalva. 27) (Analista de Controle Interno/SEFAZ/RJ/FGV/2011) A auditoria das demonstrações financeiras de sociedades controladas. O gabarito é a letra A. D) com abstenção de opinião ou com ressalva. Marcelo Aragão www. em virtude dessa incerteza.pontodosconcursos.

(E) O declínio do valor de mercado de investimentos ocorrido no período entre a data do balanço e a data de autorização de conclusão da elaboração das demonstrações contábeis.br 45 . relevantes. encerramos aqui o nosso curso. *************************************************************** Prezados.pontodosconcursos. Marcelo Aragão www. que ocorrem entre a data do balanço e a data na qual é autorizada a conclusão da elaboração das demonstrações contábeis. na data do balanço. de acordo com as disposições contidas na norma sobre Provisões. nas alternativas a seguir. exemplos de eventos que requerem ajustes nas demonstrações contábeis. (B) A obtenção de informação indicando que um ativo estava deteriorado na data do balanço ou que o montante de um prejuízo por deterioração previamente reconhecido em relação àquele ativo precisa ser ajustado. A alternativa correta é a E.com. (A) O pagamento ou a divulgação de uma decisão definitiva relacionados a um processo judicial. eventos subseqüentes à data do balanço são aqueles. considerando o disposto na Resolução 1. Desejo a todos uma boa sorte na prova e muito sucesso. no caso de a entidade ter. São apresentados. o auditor da controladora e/ou investidora deve destacar esse fato em seu parecer ou relatório. (C) A determinação do custo de ativos comprados ou do valor de ativos recebidos em troca de ativos vendidos antes da data do balanço. uma obrigação presente legal não formalizada de fazer tais pagamentos em decorrência de eventos ocorridos antes daquela data. Contingências Passivas e Contingências Ativas. A entidade deve ajustar qualquer provisão relacionada ao processo ou registrar uma nova provisão. sejam eles favoráveis ou desfavoráveis. confirmando que a entidade já tinha uma obrigação presente na data do balanço. Assinale-a. QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA 1) (ICMS/RIO/FGV/2008) De acordo com o CFC. Prof. Passivos.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO Quando houver participação de outros auditores independentes no exame das demonstrações contábeis de controladas e/ou coligadas.088 do CFC. à exceção de uma. (D) A determinação do valor referente ao pagamento de participação nos lucros ou referente a gratificações.

aqueles ocorridos (A) entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer. Marcelo Aragão www. em seu parecer.com. (C) II e III.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO 2) (Auditor/São Paulo/FCC/2007) Considere as afirmações a seguir. (E) após a emissão do parecer pela firma de auditoria. relativas a transações e eventos subseqüentes ao término do exercício social a que se referem as demonstrações contábeis auditadas: I. A emissão de debêntures e ações não é considerada evento subseqüente relevante. e) destruição de estoques em decorrência de sinistro. como ressalva ou em parágrafo de ênfase. (B) após o término do trabalho de campo. não devem ser considerados pelo auditor. mas contabilizados após o término do exercício social. (E) III e IV. (D) após a publicação das demonstrações contábeis pela empresa auditada. IV. II. antes da publicação das demonstrações contábeis. e a data da divulgação das demonstrações contábeis. (B) I e III. o auditor deve mencioná-los. A desapropriação de bens da companhia pelo Poder Público é considerada um evento subseqüente relevante. 5) (AUDITOR/TCM/PA/FGV/2008) O período compreendido entre o término do exercício social e a emissão do parecer é denominado Prof. Caso os eventos subseqüentes não sejam revelados adequadamente pela companhia. como ajuste das demonstrações contábeis. III.br 46 . Eventos subseqüentes. (D) II e IV. com a emissão do parecer. 3) (SEFAZ/SP/ESAF/2009) As seguintes opções constituem exemplos de transações e eventos subsequentes. 4) (Auditor/Pref. (C))durante o exercício social. exceto: a) perda em contas a receber decorrente de falência do devedor. b) alteração do controle societário. após a divulgação das demonstrações contábeis.pontodosconcursos. inclusive como aumento de capital. uma vez que ele não pode emitir um novo parecer. Jaboatão dos Guararapes/FCC/2006) NÃO se caracterizam como eventos subseqüentes. Está correto o que se afirma APENAS em (A) I e II. c) aporte de recursos. d) variação sazonal dos custos com insumos.

dependendo da natureza e da materialidade dos eventos. mantendo a divulgação das demonstrações contábeis na forma anterior.com. B) ao tomar conhecimento. se fosse conhecido. o auditor deve ignorar essas alterações. uma vez que já concluiu seu parecer sobre elas. As condições para contabilização e divulgação dos eventos subseqüentes são regulamentadas por meio da Resolução CFC 1088. D) o parecer a ser emitido deverá estar obrigatoriamente enquadrado na modalidade “sem ressalvas”. (C) manter o seu parecer.A. tendo em vista o fato ter ocorrido após o encerramento dos seus trabalhos e a respectiva emissão do parecer. Marcelo Aragão www. quando não ajustadas ou reveladas pela empresa. o CFC dispõe o seguinte. E) quando a administração alterar as demonstrações contábeis divulgadas. ajustes contábeis nas demonstrações contábeis podem ser requeridos.. 6) (ANALISTA/TRE/SE/FCC/2007) O auditor da Empresa Confim S. Especificamente em relação aos eventos e transações ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis. Como exemplo disso. Isto ocorre porque. na NBCT 11-lT 04: A) o auditor tem responsabilidade e deve fazer indagações sobre as demonstrações contábeis. C) o auditor ficará impedido de emitir um parecer “sem ressalvas”. deverá decidir se as demonstrações contábeis precisarão de revisão. toma conhecimento de fato relevante em que a empresa perdeu seu principal cliente após o encerramento das demonstrações contábeis e emissão de seu parecer.pontodosconcursos. e o auditor de considerá-lo parte normal da auditoria. Neste caso. (B) exigir que a empresa faça carta aberta ao mercado relatando os fatos. cancelando o parecer anterior. mantendo seu parecer por já ter encerrado os trabalhos.A. é possível citar perdas significativas em contas a receber e sentenças judiciais. de fato anterior à data de seu parecer que. após o elaboração das 47 .AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO período subseqüente. consoante a Resolução CFC 839. o auditor deve (A) considerar o fato em seu parecer por meio de parágrafo de ênfase ou ressalva. poderia tê-lo levado a emitir documento com conteúdo diverso do que foi. após a divulgação das demonstrações contábeis. (D) sempre emitir parecer adverso após o conhecimento dos fatos. 7) (TCE/AM/FCC/2008) A empresa Contesta encerramento do balanço e a conclusão da Prof. (E) acordar com a empresa para que o fato relevante não seja divulgado ao mercado.br S.

que não havia considerado a possibilidade de perda.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO demonstrações contábeis. a empresa ainda não havia publicado suas demonstrações com o parecer. dando encerramento aos trabalhos. após o encerramento do balanço e a emissão do parecer pelos auditores. b) obrigatoriamente. questionando a cobrança da COFINS. No entanto. por já ter ocorrido a autorização para a conclusão da elaboração das demonstrações contábeis. Prof. Marcelo Aragão www. ajustes que modifiquem o parecer de auditoria. Esta causa representa um ajuste relevante nas provisões constituídas. (E) manter as demonstrações e publicá-las. determinando nova data para publicação das demonstrações contábeis.A. (C) desconsiderar toda a provisão efetuada e contratar novo consultor jurídico para fornecer parecer sobre as causas e os processos. a firma de auditoria deve: a) manter o parecer com data anterior ao evento.pontodosconcursos. 9) (AFRFB/ESAF/2009) A empresa Grandes Negócios S.br 48 . (B) determinar a inclusão de nota explicativa apresentando nas demonstrações contábeis os efeitos do evento. 8) (Analista Técnico/SUSEP/ESAF/2006) O auditor ao identificar eventos subseqüentes deve considerar a) somente eventos que gerem ajustes nas demonstrações contábeis. foi informada pelos seus advogados que uma causa tributária. b) eventos que demandem de ajustes nas demonstrações contábeis e no parecer de auditoria. Desta forma. e) exclusivamente. a administração deve (A) atualizar as demonstrações contábeis para que reflitam a posição adequada reconhecendo o evento. rever o parecer considerando o fato relevante. (D) estabelecer que a auditoria complemente os trabalhos e ressalve o parecer. c) eventos que demandem de ajustes nas demonstrações contábeis ou a divulgação de informações nas notas explicativas. adquiriu a principal concorrente. d) fato não objeto da auditoria por ocorrer após o fechamento dos trabalhos de auditoria. c) estabelecer que a empresa inclua o evento relevante nas notas explicativas. em virtude do atraso de sua Assembléia Geral. havia sido julgada improcedente em sua totalidade. Nessa situação. d) refazer o parecer considerando as novas informações.com. A divulgação das demonstrações demorou mais de um mês.

AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO e) decidir se as demonstrações devem ser ajustadas. quando toma conhecimento de evento subsequente relevante após a data da divulgação das demonstrações contábeis. discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. NÃO se pode afirmar que A) o auditor não tem responsabilidade em fazer indagações sobre eventos subsequentes entre a data de conclusão do trabalho de campo e a efetiva emissão do relatório de auditoria. B) o auditor deve discutir com a administração a possibilidade de alteração das demonstrações contábeis. dados estatísticos. requerem ajuste ou divulgação. uma descrição da extensão do exame do auditor. Pode coexistir com o relatório em forma breve. E) dentre os procedimentos de auditoria para obter evidências sobre eventos subsequentes inclui-se a obtenção de uma representação formal do cliente de que todos os eventos subsequentes que.com. às vezes.pontodosconcursos. comentários explicativos e. diferindo apenas no detalhamento.br 49 . Marcelo Aragão www. o auditor não poderá emitir opinião sem ressalva. B) os dois relatórios devem conter o mesmo tipo de informação. foram ajustados ou divulgados. 12) (TCE/TO/CESPE/2009) O parecer dos auditores independentes é o documento mediante o qual os mesmos expressam sua opinião acerca Prof. D) se eventos subsequentes não forem contabilizados ou adequadamente divulgados em notas explicativas. segundo a estrutura de relatório financeiro aplicável. 10) Quanto às obrigações do auditor perante eventos subsequentes. E) providências que devam ser adotadas. só devem constar do relatório em forma breve. C) o chamado período subsequente é aquele que vai da data do balanço até a data de divulgação das demonstrações contábeis. D) recomendações e sugestões constam apenas do relatório em forma longa. A) o relatório em forma breve não pode omitir informações consideradas relevantes contidas no relatório em forma longa. em caso de irregularidades. Nesse caso. C) o relatório em forma longa deve incluir informações que constituam ressalvas. 11) (ACE/TCE/TO/CESPE/2009) O relatório em forma longa normalmente inclui detalhes de itens das demonstrações.

A.A não estava reconhecendo os juros e as variações monetárias de seus contratos de financiamento junto ao Banco Empresa Tudo S. é responsável por mencionar qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário das informações. evidenciando a incerteza constatada. A) Por meio do parecer. E) Em caso de incerteza acerca de fato relevante. 13) (ICMS/SP/FCC/2009) O auditor externo. assinale a opção correta.com. 14) (Questão extraída do livro “Auditoria Contábil” . A) com ressalva. ao executar os trabalhos na empresa Gama S. sem ressalva e com ressalva.A somente faturava parte de suas mercadorias vendidas e que boa parte das mercadorias compradas entravam sem documentação hábil. (E) com negativa de opinião e limitação de escopo. percebeu que os mesmos não afetavam as demonstrações contábeis.O auditor constatou que a empresa Beta S. quais os tipos de parecer de auditoria mais adequados a cada situação: I . de natureza estritamente contratual. III .AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO das demonstrações contábeis nele indicadas.O auditor. na respectiva ordem. ao avaliar as demonstrações financeiras da empresa Omega S. (D) sem ressalva e com parágrafo adicional de ênfase. abstenção de opinião e sem ressalva. o auditor assume responsabilidade de ordem privada. o auditor deve abster-se de opinar.O auditor constatou que a empresa Alpha S. mesmo abstendo-se de emitir opinião a respeito das demonstrações. C) A data do parecer deve corresponder a das demonstrações que tenham sido auditadas.br 50 . Acerca desse assunto. (C) adverso. (B) sem ressalva e com limitação de escopo do trabalho. B) adverso. II . ao se deparar com algum passivo que represente para a empresa uma incerteza relevante. D) O auditor.A. deve emitir parecer (A) com ressalva e limitação de escopo do trabalho. desde que haja nota explicativa da administração relacionada ao fato.pontodosconcursos. nem das contas de investimentos. Atlas) Dadas as situações a seguir.A encontrou divergências no cálculo da provisão para contigências trabalhistas. efetuando a contabilização somente no pagamento do empréstimo. B) O parecer deve ser assinado por contador ou técnico de contabilidade regularmente registrado em CRC. abstenção de opinião. não conseguiu compor o saldo das contas de financiamento concedidos. IV . Ao analisar a relevância dos números.O auditor. adverso. Marcelo Aragão www. identifique.Crepaldi. Prof.

pontodosconcursos.br 51 .AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO C) adverso. em todos os aspectos relevantes. 16) (Auditor/São Paulo/FCC/2007) Um auditor independente foi contratado pela Cia. com ressalva. ele não pôde acompanhar o inventário físico dos estoques de matérias-primas. Marcelo Aragão www.01. (B) adverso. (D) com ressalva. sem ressalva e adverso. para examinar as demonstrações contábeis da sociedade relativas ao exercício findo em 31. (C) com abstenção de opinião. B) a discordância com a administração da entidade a respeito do conteúdo e forma de apresentação das demonstrações contábeis deve conduzir à opinião com ressalva ou à abstenção de opinião.com. (E) com parágrafo de ênfase. com ressalva e adverso. Em virtude do atraso de sua contratação. Metalúrgica ABC. em 10. Essa limitação na extensão de seu trabalho. E) o parecer sem ressalva indica que o auditor está convencido de que as demonstrações contábeis foram elaboradas. 17) (ICMS/PB/FCC/2006) No processo de consolidação de demonstrações contábeis. em que o auditor da controladora não é o mesmo das empresas coligadas e controladas a serem consolidadas.2006. sem ressalva. podemos afirmar: A) a data do parecer deve corresponder ao dia do encerramento do exercício da entidade. D) o auditor deve emitir parecer adverso quando verificar que as demonstrações contábeis estão corretas. no que for pertinente. 15) Sobre as normas relativas ao parecer de auditoria independente. com os esclarecimentos que permitam a correta interpretação dessas demonstrações.12. E) com ressalva. em tal magnitude. D) abstenção de opinião. deve conduzir à emissão de um parecer (A) sem ressalva. à legislação específica. sem ressalva e abstenção de opinião. é correto afirmar que o auditor da controladora Prof. com ressalva. consoante os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e.2005. de produtos em elaboração e dos produtos acabados da companhia. C) a limitação na extensão do trabalho deve conduzir à opinião com ressalva ou a parecer adverso. que ele considerou bastante relevante. que impossibilite a emissão do parecer com ressalva.

leva o auditor a emitir o parecer (A) com ressalva e parágrafo de ênfase. seja ela imposta pela administração da entidade ou circunstancial. 18) (ICMS/PB/FCC/2006) O emprego de parágrafo de ênfase no parecer para ressaltar uma incerteza quanto ao sucesso da empresa. 19) (AUDITOR INFRAERO/FCC/2009) De acordo com a Interpretação Técnica 5 da NBC T 11. (C) por questões éticas. sempre que as demonstrações forem auditadas por outros auditores independentes. em algumas situações. uma vez a cada cinco anos. (B) com limitação de escopo e parágrafo de ênfase. (C) sem ressalva. ter a necessidade de revisar os papéis de trabalho das empresas coligadas e controladas a serem consolidadas e que foram objeto de auditoria por outro auditor independente. aprovada pelo Conselho Federal de Contabilidade pela Resolução 830. (E) com abstenção de opinião e parágrafo de ênfase. que questiona a inconstitucionalidade de um tributo que afeta relevantemente as demonstrações contábeis da empresa auditada. caso a mesma não aceite a condição.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (A) deverá aceitar as demonstrações contábeis apresentadas. (D) poderá. (D) adverso e parágrafo de ênfase. não podendo auditar a empresa controladora. Marcelo Aragão www.com. o profissional pode ser obrigado a emitir um parecer (A) com ressalva ou abstenção de opinião.br 52 . auditar todas as empresas objeto da consolidação. mas com um parágrafo intermediário indicando como a limitação pode ter distorcido as demonstrações contábeis da entidade auditada.pontodosconcursos. regularmente habilitados. (E) sempre deverá auditar as empresas controladas e coligadas. (B) adverso. qualquer que seja a extensão da limitação. dependendo da extensão da limitação. somente fazendo menção que foram auditadas por outra firma de auditoria. (B) deverá. de 1998. (C) sem ressalva e parágrafo de ênfase. Prof. quando houver limitação na extensão do trabalho do auditor. a fim de garantir a uniformidade dos procedimentos de auditoria aplicados sobre as demonstrações. em nenhuma hipótese poderá reavaliar ou questionar demonstrações contábeis que foram auditadas por auditores regularmente registrados nos órgãos competentes.

(B) suspender os trabalhos por tratar-se de ponto de auditoria que limita a conclusão dos trabalhos. que lhe afirma que a limitação não terá efeito relevante nas demonstrações contábeis. informando sobre os possíveis efeitos no seu parecer. 21) (Defensoria Pública/SP/FCC/2009) O auditor externo que estava realizando o processo de auditoria na empresa Erfra S. Desta forma a auditoria deverá (A) recusar-se a emitir parecer pois evidencia uma limitação de escopo. (B) emitir parecer sem ressalva. informando a administração no encerramento do processo de auditoria e dependendo da relevância do desvio emitir parecer com ressalva ou adverso. deve o auditor (A) relatar em seus papéis de trabalho. (D) emitir parecer adverso por evidenciar que as demonstrações contábeis não representam a situação econômico-financeira da empresa. no ativo circulante. por não conseguir concluir seus trabalhos.br 53 . Neste caso. 20) (AUDITOR/Jaboatão dos Guararapes/FCC/2006) Ao auditar as demonstrações contábeis de uma empresa. mesmo que a limitação tenha ocorrido em item das demonstrações contábeis de pouca relevância. caso elas não sejam adotadas.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO (D) sem ressalva. de forma a identificar os responsáveis pelo desvio. o auditor constata que o saldo da conta outros créditos. constatou um desvio no processo de pagamento de funcionários. (C) emitir parecer com negativa de opinião.com. (D) informar os responsáveis pela área para avaliação e verificação do processo. seus diretores afirmam que é prática da empresa divulgar desta forma e que não realizará as modificações solicitadas pela auditoria. Ao discutir o ponto relevante com a administração da empresa. (C) comunicar a administração da entidade e sugerir medidas corretivas. impedindo que o auditor externo possa emitir parecer ou opinião.pontodosconcursos. (E) com abstenção de opinião. pois não passa de uma formalidade.. para as quais eram efetuados os créditos. por haver discordância com a administração da entidade a respeito de conteúdo e forma de apresentação.A. que Prof. desde que baseado nas informações do auditor interno. representa mais de 10% do total deste grupo. Funcionários demitidos continuavam na folha de pagamentos com contas bancárias de outras pessoas. Marcelo Aragão www. (E) emitir parecer com ressalva.

C) Em todos os casos em que não for possível obter segurança razoável e a opinião com ressalva no relatório do auditor for insuficiente nas circunstâncias para atender aos usuários das demonstrações contábeis. o auditor deve emitir necessariamente uma opinião adversa. desconsiderá-lo. (B) emitir o parecer com ressalva porque representa uma limitação na extensão da auditoria. O auditor. B) Se as demonstrações contábeis elaboradas de acordo com os requisitos de uma estrutura de apresentação adequada não atingem uma apresentação adequada. recomendou à empresa uma segunda opinião de consultor jurídico independente.pontodosconcursos. o qual se recusou a emitir opinião. incluindo parágrafo no parecer identificando os desvios e o montante estimado. com seu consultor jurídico.com.br 54 . (C) determinar que sejam evidenciados em notas explicativas os reflexos que a demonstração sofreria. A) O relatório do auditor independente não pode ter data anterior à data em que ele obteve evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar a sua opinião sobre as demonstrações contábeis. 22) (TCE/AM/FCC/2009) A empresa de Auditoria Garantia solicitou a seu cliente que realizasse. não se sentindo seguro em relação à posição por este apresentada. o auditor deve abster-se de emitir sua opinião ou renunciar ao trabalho. emitindo parecer com abstenção de opinião fundamentada no desvio. D) A decisão sobre que tipo de opinião modificada é apropriado depende da relevância da distorção e da opinião do auditor sobre a disseminação dos efeitos do assunto sobre as demonstrações contábeis. caso não tenha representatividade. a circularização de seus processos e litígios em andamento. 23) Assinale a alternativa INCORRETA quanto às normas relativas à opinião do auditor sobre as demonstrações contábeis. (E) encerrar os trabalhos. Prof. quando a renúncia for possível de acordo com lei ou regulamentação aplicável. independentemente da relevância do fato. sendo providenciado os procedimentos legais. o auditor deve (A) expedir o parecer sem ressalva respaldando-se na posição do primeiro consultor jurídico.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO deverão constar dos papéis de trabalho. Desta forma. (D) estabelecer a relevância do fato e. Marcelo Aragão www. (E) emitir parecer com abstenção de opinião.

C) com parágrafo de ênfase. Prof. recebeu as demonstrações contábeis devidamente ajustadas. o parecer a ser emitido é A) sem ressalva. não generalizadas para as demonstrações contábeis. tendo sido acatadas todas as recomendações que havia feito. E) Ausência de limitação da extensão do seu trabalho. Marcelo Aragão www. porém. situação que. Nesse caso. E) com limitação de opinião ou adverso. tendo obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente. 26) (Analista de Controle Interno/SEFAZ/RJ/FGV/2011) O auditor.pontodosconcursos. 27) (Analista de Controle Interno/SEFAZ/RJ/FGV/2011) A auditoria das demonstrações financeiras de sociedades controladas. avaliadas pelo método de equivalência patrimonial. demandaria a emissão de parecer adverso. 24) (Analista de Controle Interno/SEFAZ/RJ/FGV/2011) Qual das situações abaixo impede que o auditor emita um parecer sem ressalva? A) O auditado efetuar os ajustes recomendados pelo auditor. C) Incapacidade de a entidade auditada continuar suas operações. B) Chance remota de determinado ativo não ser realizado. Após reunião com os gestores. D) adverso ou com ressalva. são relevantes. D) Discordância junto à administração quanto a procedimentos contábeis de efeitos relevantes nas demonstrações. 25) (Analista de Controle Interno/SEFAZ/RJ/FGV/2011) Quando houver uma limitação no escopo do trabalho do auditor provocado pela entidade auditada. durante a aplicação dos testes. individualmente ou em conjunto.br 55 . o parecer deverá ser emitido na(s) modalidade(s) A) adverso ou com abstenção de opinião.AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO E) O auditor deve expressar uma opinião com ressalva quando. conclui que as distorções. B) sem ressalvas. identificou a existência de fraudes envolvendo montante significativo. C) adverso ou com ressalva. se não fosse ajustada. E) com ressalva ou com abstenção de opinião. por outros auditores independentes.com. B) com ressalva ou com parágrafo de ênfase. D) com abstenção de opinião ou com ressalva. implica a seguinte obrigação para o auditor da sociedade controladora: A) emitir parecer com abstenção de opinião ou adverso.

Marcelo Aragão www.C 14 .B 26 .E 19 .pontodosconcursos.C 22 .A 23 .C 18 . GABARITO: 1-E 5-B 9-E 13 .AUDITORIA P/ ISS-SP PROFESSOR: MARCELO ARAGÃO B) emitir parecer com parágrafo de ênfase.A 15 .D 21 .B 27 .D Prof.br 56 .com.D 16 . D) desconsiderar essa situação em seu relatório.E 24 .C 20 . E) destacar esse fato em seu parecer.E 4-C 8-C 12 . em virtude dessa situação. em virtude dessa incerteza. C) emitir um parecer com ressalvas.E 2-E 6-A 10 .C 25 .A 3-D 7-A 11 .D 17 .