Comissão Nacional de Segurança Química

Seminário de Atualização em Segurança Química
Rio de Janeiro, 16 de julho de 2010

Comissão Nacional de Segurança Química: Retrospectiva

Contexto histórico
-1999: Comitê Organizador da Participação Brasileira na 3ª Reunião do Fórum Intergovernamental de Segurança Química. -Outubro/2000: Realização do FISQ-III, SalvadorBA. -Documento fundamental: “Declaração da Bahia” (Prioridades de Ação a Partir do Ano 2000). - Brasil assumiu a Presidência do FISQ ao final da 3ª Sessão, para um mandato até 2003.

Instrumentos Legais
- Portaria MMA nº 364/1999: Cria o Comitê Organizador da 3ª Reunião do Foro Internacional de Segurança Química (CO-FISQ-III) - Portaria MMA nº 319/2000: Cria a Comissão Coordenadora do Plano de Ação para a Segurança Química (COPASQ) - 2001: Aprovação do Regimento Interno da COPASQ - Portaria MMA nº 352/2003: Cria a Comissão Nacional de Segurança Química (CONASQ)

Escopo
Mecanismo de articulação intersetorial de integração para a promoção da adequada gestão das substâncias químicas, que visa criar oportunidades para o fortalecimento, a divulgação e o desenvolvimento de ações intersetoriais relacionadas à segurança química, promovendo a transversalidade.

Composição Atual
MMA MS MTE MRE MME MAPA MDIC MCT MT MI IBAMA ANVISA FIOCRUZ FUNDACENTRO USP UnB ABIQUIM ABEMA CUT ONG’s OPAS/OMS Ministério do Meio Ambiente Ministério da Saúde Ministério do Trabalho e Emprego Ministério das Relações Exteriores Ministério de Minas e Energia Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Ministério da Ciência e Tecnologia Ministério dos Transportes Ministério da Integração Nacional Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis Agência Nacional de Vigilância Sanitária Fundação Osvaldo Cruz Fundação Jorge Duprat Figueiredo, de Segurança e Medicina do Trabalho Universidade de São Paulo Universidade de Brasília Associação Brasileira da Indústria Química Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente Central Única dos Trabalhadores Organizações Não-Governamentais Organização Pan-Americana de Saúde / Organização Mundial da Saúde

Ações da COPASQ – Linhas Prioritárias
Prioridade Descrição Coordenador Técnico FUNDACENTRO Colaboradores

1

Realizar seminários anuais, visando avaliar a execução das atividades do Fórum intergovernamental de segurança química (FISQ). Implementação da Convenção de Estocolmo (POPs). Implementação e Ratificação da Convenção de Roterdã (PIC). Elaborar o Perfil Nacional de substâncias Química. Elaborar inventário de emissões/Registro de emissões e transferências (Pollution Release and Transfer Register – PRTR). Sistema de prevenção de acidentes industriais maiores e Sistema de resposta e emergência. Sistema Globalmente Harmonizado (GHS) para classificação e rotulagem de substâncias químicas. Sistema para Prevenção do tráfico ilegal de produtos tóxicos e perigosos

MMA, MS

2 2a 3

MMA MMA MMA

IBAMA, GEIPOT, ANVISA, FUNASA, FIOCRUZ, USP IBAMA, GEIPOT (parceria), ANVISA, FUNASA IBAMA, FUNASA, FUNDACENTRO, ANVISA, FIOCRUZ, ABIQUIM , OPAS MMA, ABEMA, FUNASA, FIOCRUZ, GEIPOT MTE, ABIQUIM, FUNASA, IBAMA, MCT MTE, FUNASA, ANVISA, MS

4

ABIQUIM

5

FUNDACENTRO

6

MDIC

7

IBAMA

MJ, UNB, MDIC, MF

Ações da COPASQ – Linhas Prioritárias
Prioridade
8

Descrição
Rede de intercâmbio de informações para a capacitação para o manejo saudável de substâncias químicas Elaborar documento sobre problemas de toxicidade com agrotóxicos, e formulações agrotóxicas perigosas, e providências tomadas/recomendadas. Elaborar Relatório sobre ações empreendidas para redução de riscos de substâncias químicas de maior preocupação. Estabelecer e implementar plano de ação para o manejo de estoques de pesticidas obsoletos e outras substâncias perigosas. Estabelecer metodologia para avaliação de risco do ponto de vista toxicológico. Implementar o manejo integrado de pragas e vetores. Avaliar mais 1000 substâncias com relação a riscos. Estabelecer procedimentos para assegurar informações confiáveis para o transporte de materiais perigosos (Fichas de segurança). Incentivar segurança química nas Universidades e Institutos de pesquisa (integração com outras universidades, fomento a linhas de pesquisa)

Coordenador Técnico
FIOCRUZ

Colaboradores
ABIQUIM, UNB, FUNDACENTRO, OPAS, IBAMA IBAMA, UnB, MCT, FUNASA, FIOCRUZ

9

ANVISA

10

MS

11

IBAMA

UNB, ANVISA, FUNASA, FIOCRUZ IBAMA, UnB, OPAS, FIOCRUZ, FUNASA, ABIQUIM

12 13 14 15

ANVISA MAA ABIQUIM ABIQUIM

MMA, FUNASA, ANVISA, FUNDACENTRO FUNASA, ANVISA, IBAMA, FUNDACENTRO UnB, MCT, MS, FIOCRUZ e CUT

16

USP

Ações da CONASQ

Comissão Nacional de Segurança Química – CONASQ

Articulação Institucional

Implementação do Programa Nacional de Segurança Química – PRONASQ

Linhas de Ação
Implementação do Programa Nacional de Segurança Química – PRONASQ

Rede de intercâmbio e difusão de informação para a Segurança Química Áreas Contaminadas

Mecanismos de controle e fiscalização na gestão de substâncias químicas Redução das vulnerabilidades aos acidentes com produtos químicos

Segurança Química nas Universidades e Instituições de Pesquisa

Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos

Manejo integrado de pragas e vetores

Implementação de Convenções Internacionais (Estocolmo e Roterdã)

Perfil Nacional de Gestão de Substâncias Químicas

Inventário de Emissão e Transferência de Poluentes

Documento base
- Marco Conceitual - Princípios e Diretrizes - Objetivos - Linhas Temáticas - Estratégia de Implementação - Linhas de Ação

Objetivo Geral
Promover a gestão integrada e participativa de substâncias químicas com vistas à proteção do meio ambiente e da saúde humana, e contribuir para o desenvolvimento sustentável.

Linhas Temáticas
- Prevenção da Poluição - Redução de Risco - Informação e Conscientização da População - Desenvolvimento de Capacitação - Desenvolvimento e Inovações Tecnológicas

Estratégia de Implementação

- Articulação, coordenação e cooperação inter-institucional - Mecanismos Econômico-Financeiros - Fortalecimento da Base Legal de Referência - Inventário e Monitoramento de Substâncias Químicas - Sistematização e disseminação da Informação

Estratégia de Implementação

- Capacitação Institucional - Estabelecimento de Metas de Redução de Riscos por Substâncias ou Grupo de Substâncias - Realização de Seminários - Articulação com a Mídia

Linhas de Ação
LINHAS DE AÇÃO Mecanismos de controle de produtos e substâncias químicas Redução de riscos para substâncias químicas prioritárias Sistemas de informação / Banco de dados: Rede de Intercâmbio e difusão de informações para a Segurança Química Redução das vulnerabilidades aos acidentes com produtos químicos Áreas contaminadas GHS: Sistema Global Harmonizado de Classificação e Rotulagem Segurança química em Instituições de pesquisa e ensino Implementação das Convenções Internacionais Inventário de Emissão e Transferência de Poluentes Perfil Nacional de Gestão de Substâncias Químicas COORDENADORES ANVISA, IBAMA, MCT, ABEMA e MAPA MTE, MS, IBAMA, ANVISA, UnB, ABIQUIM, FUNDACENTRO e MAPA FIOCRUZ e FUNDACENTRO

MI, FUNDACENTRO, MTE FUNASA, MMA, IBAMA MDIC, MTE USP e UnB MMA e MS MMA e ABIQUIM MMA

Grupo de Trabalho Estratégico

GT Estratégico
Composição: FBOMS, MTE, MDIC, MS, ABIQUIM, MME, IBAMA, sob a coordenação do MMA.

Objetivos: Discutir e elaborar proposta quanto ao papel e objetivos da CONASQ, com preparação da agenda da Comissão para 2010.

Resultados
Papel da CONASQ: Ser o fórum de referência nacional para tratar de questões técnicas e políticas afetas à segurança química.

Resultados
Objetivos da CONASQ: Realizar e promover atividades que auxiliem o país no atendimento das obrigações definidas nos instrumentos internacionais Subsidiar tecnicamente a representação brasileira nos processos de negociação de instrumentos internacionais relacionados à segurança química. Propor a elaboração, revisão e harmonização de instrumentos normativos relacionados à segurança química e encaminhá-los às instâncias competentes

Resultados
Promover a inserção da agenda química, de forma transversal, em Políticas Públicas a ela afetas. Estimular o desenvolvimento de mecanismos financeiros voltados a atender as necessidades da segurança química. Estabelecer as necessidades financeiras para a gestão da segurança química. Avaliar as ações executadas no âmbito do Programa Nacional de Segurança Química – PRONASQ . Acompanhar o desenvolvimento do SAICM em âmbito nacional e internacional

Ações relacionadas à Segurança Química – Resultados consolidados –

Histórico
- Deliberação da 24ª R.O. da CONASQ - Objetivo: realizar revisão da agenda da segurança
química e reavaliar as prioridades da CONASQ para os próximos anos - GT Operacional (MS e MMA) criou o formato do

formulário, hospedado no site do Formsus - 25ª R.O. da CONASQ estabeleceu prazo final: 15 de março - Prorrogação do prazo: 05 de abril

Instituições e número de ações informadas
Instituição 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) Central Única dos Trabalhadores (CUT) Fórum Nacional de ONG (FBOMS)
Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro)

T 4 11 3 10 5 1 1 3 5 2 13 3 2 3 10 76

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)

Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) Ministério da Saúde (MS)

10. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) 11. Ministério do Meio Ambiente (MMA) 12. Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) 13. Ministério dos Transportes (MT) 14. Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) 15. Universidade de São Paulo (USP) Total geral

Identidade com as Linhas de Ação da PRONASQ
Linhas de ação 1. 2. 3. 4. 5. 6. Áreas Contaminada Inventário de Emissões e Transferência de Poluente Implementação de Convenções Internacionais (Estocolmo, Roterdã) Manejo Integrado de Pragas e Vetores Mecanismos de controle e fiscalização na gestão de substâncias química Total 19 7 11 1 24 4 0 14 18 9 24 132 % 14,4% 5,3% 8,3% 0,8% 18,2% 3,0% 0,0% 10,6% 13,6% 6,8% 18,2% 100,0%

Perfil Nacional da Gestão de Substâncias Químicas Segurança Química nas Universidades e Instituições de 7. Pesquisa Rede de Intercâmbio e Difusão de Informações para a 8. Segurança Química no Brasil Redução das Vulnerabilidades aos Acidentes com Produtos 9. Químico Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e 10. Rotulagem de Produtos Químico 11. Não se aplica Total

AND e Pontos Focais das Convenções

Mecanismo de comunicação
Secretariado das Convenções

MRE

MMA

CONASQ

Sociedade Civil (ONGs, setor privado, universidades, etc.)

Outros Ministérios e instituições

Convenção de Estocolmo
Objetivo: Proteger a saúde humana e o meio ambiente dos efeitos danosos dos poluentes orgânicos persistentes. Promover a utilização, a comercialização, o gerenciamento e o descarte de poluentes orgânicos persistentes (POPs) de maneira sustentável e ambientalmente correta.

Base Legal
Entrada em vigor: 17 de maio de 2004. No Brasil • DECRETO nº 5.472, de 20 de junho de 2005 Promulga o texto da Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes. • DECRETO LEGISLATIVO nº 204, de 7 de maio de 2004 Aprova o texto da Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes.

Substâncias POPs, incluindo os novos POPs (maio 2009)

• • • • • • • • • • • •

Aldrin Clordano DDT Dieldrin Endrin Heptacloro Hexaclorobenzeno (HCB) Mirex Toxafeno Bifenilas Policloradas Dioxinas Furanos

• Clordecone • Alpha e Beta hexaclorociclohexano (HCH) • Lindano • Hexabromodifenil (HBB) • Pentaclorobenzeno • C- Pentabromodifenil éter (PentaPBDE) • C-Octabromodifenil éter (Octa PBDE) Perfluorooctano sulfonato (PFOS)

Foi elaborado Plano Nacional de Implementação da Convenção?

Desenvolvimento do Plano Nacional de Implementação (NIP) da Convenção de Estocolmo

Artigo 7°: Plano Nacional de Implementação - NIP

• Cada Parte deverá:

• elaborar um plano para a implementação de suas obrigações decorrentes da Convenção e envidar esforços para a sua execução; • transmitir seu plano de implementação à Conferência das Partes da Convenção.

Desenvolvimento do NIP no Brasil
Projeto GEF – Assistência preparatória + Projeto completo (full size) 1a. Fase: Assistência Preparatória ( PDF- B) Objetivo: Identificar Necessidades Preliminares Desenvolvimento do NIP Período: 2005 – 2007 2) Fase Full Size Objetivo: Desenvolvimento do NIP e transmissão à COP Início: Janeiro 2010
** Projeto aprovado em agosto de 2008 pelo CEO-GEF. ** Negociação sobre os arranjos de execução do projeto até dezembro 2009.

para

o

Estrutura do Projeto
1. Descrição do Projeto; Histórico e Contexto 2. Fundamentos e Objetivos 3. Atividades do Projeto / Componentes e Resultados Esperados 4. Riscos, Sustentabilidade e Compromissos 5. Arranjos de Implementação, Monitoramento e Avaliação 6. Participação de Parceiros e Disseminação de Resultados 7. Custos Incrementais e Financiamento do Projeto 8. Orçamento do Projeto 9. Termos e Condições

O Projeto pretende:
1. Estabelecer inventários, quando possível, ou estratégias para o estabelecimento de inventários; 2. Desenvolver estratégias e planos de ação para a redução e eliminação de POPs; 3. Avaliar infraestrutura existente e propor opções de gerenciamento; 4. Construir capacidade sustentável para a realização das atividades; 5. Desenvolver e demonstrar metodologias para a realização de ações prioritárias para a implementação da Convenção.

Objetivos específicos do projeto

1. Gerenciamento do Projeto e Supervisão 2. Medidas em relação aos resíduos de POPs e áreas contaminadas com POPs 3. Medidas em relação às PCBs 4. Medidas em relação à produção não -intencional de POPs 5. Medidas em relação à infraestrutura nacional 6. Preparação e endosso do NIP

Projeto de Desenvolvimento do NIP no Brasil Projeto de Desenvolvimento do NIP no – Projeto NIP Brasil – Brasil – Projeto NIP Brasil –

Consulta Pública e Validação Nacional

Envio ao Secretariado

Arranjos de Implementação

Arranjo de implementação
Projeto de Desenvolvimento do NIP no Brasil –Projeto NIP Brasil – MMA Executor Diretor Nacional Coordenador Nacional
Mecanismo de Atuação da CONASQ

PNUMA Implementador Escritório do PNUMA no Brasil

GEF Financiador DGEF

DQAM – Equipe do Projeto

CONASQ

Grupo Nacional Coordenador –GNC –

Grupos Técnicos Interinstitucionais –GTIs –

Validar relatório final

CONASQ

Disseminar resultados e conclusões do projeto

Grupo Nacional Coordenador –GNC –

Grupos Técnicos Interinstitucionais –GTIs –

Composição
MMA Saúde Trabalho MDIC Sociedade Indústria CUT Promover articulação com os parceiros setoriais

Atribuições
Fornecer orientações para o projeto em nível-macro Apresentar resultados alcançados as reuniões ordinárias da CONASQ Validar relatórios de progresso, revisão

Composição
Instituições Identificadas –Objetivo 2 – Instituições Identificadas –Objetivo 3 – Instituições Identificadas –Objetivo 4 – Instituições Identificadas –Objetivo 5 –

Atribuições
Garantir e/ou fornecer acesso as informações no âmbito da instituição e parceiros setoriais

Assegurar inclusão de contribuições dos parceiros Disseminar resultados e conclusões do projeto

Fornecer revisão e comentários sobre os produtos
Disseminar resultados e conclusões do projeto

Obrigada pela atenção!

Ana Paula Pinho Rodrigues Leal Gerência de Segurança Química
ana.pinho@mma.gov.br