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pt
Director Fernando de Sousa
Nº1091 º 11 JANElRO 2001 º SEMANAL º 100$ - 0,5

Quem disse ?
Jorge CoeIho
homenageia
Forças Armadas
e de segurança
Durão Barroso
irresponsáveI
sobre Kosovo
O Becretar|ado Nac|ona| do Part|do
Boc|a||sta esteve reun|do no
passada terça-íe|ra, tendo sa|do
uma pos|ção unân|me a íavor das
dec|soes do Governo sobre a
po|em|ca em torno da a|egada
contam|nação de so|dados
portugueses com urân|o
empobrec|do em consequenc|a
dos bombardeamentos da NATO
no Kosovo.
De acordo com o secretár|o-
coordenador do part|do, camarada
Jorge Ooe|ho, o ||der soc|a||sta,
Anton|o Guterres, deu uma
exp||cação deta|hada sobre todos
os aspectos que tem conexão com
o caso do urân|o empobrec|do e
seu re|ac|onamento cos as Forças
Armadas e com as íorças de
segurança que est|veram e estão
nos Ba|cãs. ·A |de|a centra| do
Governo e garant|r sempre tudo o
que tem a ver com a v|da e com a
saúde dos portugueses que
part|c|param nas m|ssoes de paz·,
ev|denc|ou Jorge Ooe|ho. Depo|s,
destacou a |mportânc|a que a
comun|dade |nternac|ona| está a
dar ao íacto de Portuga| ser o pa|s
p|one|ro a íazer med|çoes de
rad|oact|v|dade e a proceder a
rastre|os a todos os m|||tares a
agentes de íorças de segurança
que passaram pe|a Bosn|a e pe|o
Kosovo. ·É prec|so saber toda a
verdade·, |ust|í|cou o secretár|o-
coordenador do Part|do Boc|a||sta,
que se congratu|ou com a dec|são
do Oonse|ho de Begurança e de
Deíesa Nac|ona|, assum|da na
segunda-íe|ra e aprovada por
unan|m|dade, de perm|t|r que
Portuga| cont|nue a assum|r os seus
comprom|ssos |nternac|ona|s nos
Ba|cãs.
No entanto, Jorge Ooe|ho |amentou
·as pos|çoes |rresponsáve|s toma-
das por Durão Barroso·, que deíen-
deu a |de|a de Portuga| não env|ar
ma|s so|dados para os Ba|cãs.
·Presto homenagem à seren|dade
das Forças Armadas e das íorças
de segurança, que estão da dar
uma ||ção a po||t|cos que dever|am
ter ma|s e ma|or sent|do de Estado·,
dec|arou Jorge Ooe|ho.
·Agora |á sou outra vez um
espectro, como há dez
anos, quando í|z uma
co||gação em L|sboa. Bou a
cabeça de um
entend|mento per|gos|ss|mo
(...) lsso |á acabou, meus
am|gos. N|nguem tem
medo de co|sa a|guma. Eu
sou so eu, sou o Jorge
Bampa|o·
Jorge Samµalo
Se|0oa|, 8 oe Ja|e||c
Jorge Sampaio não poupou Cavaco
Si|va e outros dirigentes
da direita portuguesa que estão a
procurar desva|orizar as e|eições
para a Presidência da Repúb|ica
no próximo domingo, tentando
fomentar a abstenção dos
portugueses. O candidato
presidencia| do Partido Socia|ista
não hesitou em apontar que, no
domingo, Cavaco Si|va e Freitas
do Amara| terão fa|ta de
comparência, mas sub|inhou a
estima pessoa| que tem pe|os seus
adversários. Continuando a fazer
uma campanha com base em
va|ores, Jorge Sampaio definiu a
|iberdade e a equidade como os
grandes desafios do sécu|o XXÌ para
a sociedade portuguesa.
Esta semana, numa sessão em que
esteve presente o secretário-gera|
do PS, António Guterres, Sampaio
apresentou a sua Comissão de
Honra, que conta com cerca de
1600 persona|idades nacionais das
mais variadas áreas profissionais.
ACÇÃO SOClALlSTA 2 11 JANElPO 2001
A SEMANA
$EMANA
MEMÓR/A$ ACÇÁO SOClALlSIA EM 1983
ED/7OR/AL A Dlrecção
Kosovo
Begundo a Organ|zação Mund|a| de Baúde (OMB), ·parece não ex|st|r· uma re|ação
entre a |eucem|a e o urân|o empobrec|do. Para M|ke Pepacho||, coordenador de
saúde amb|enta| da OMB de um ponto de v|sta c|ent|í|co, ·não parece que a |eucem|a
possa ser causada pe|a expos|ção ao urân|o empobrec|do· empregue pe|a NATO
nos Ba|cãs.
No entanto, esta organ|zação mund|a| garante não ter |níormaçoes suí|c|entes para
avançar com conc|usoes sobre os so|dados env|ados para os Ba|cãs, razão pe|a
qua| está actua|mente a íazer um estudo sobre os eíe|tos do urân|o empobrec|do na
saúde, que so estará pronto no prox|mo mes, no qua| o prob|ema e abordado de um
ponto de v|sta meramente c|ent|í|co e não centrado no seu uso m|||tar.
O íundamenta| e que se apure toda a verdade sobre a po|em|ca da eventua|
contam|nação de m|||tares portugueses (e não so) com urân|o empobrec|do na
sequenc|a dos bombardeamentos da NATO no Kosovo e nos Ba|cãs, porque o p|or
que se pode íazer e tratar com |ev|andade temas tão espec|í|cos quanto este.
·Especu|a-se mu|to, e enquanto não surg|r um re|ator|o dos espec|a||stas, tudo não
passa de especu|ação· por |sso e de uma enorme |rresponsab|||dade ·|ogar com os
sent|mentos, as preocupaçoes e o soír|mento das pessoas íazendo demagog|a
po||t|ca·.
O Oonse|ho Buper|or de Deíesa Nac|ona| (OBDN) ao aprovar por unan|m|dade, esta
segunda-íe|ra, um parecer íavoráve| ao prossegu|mento das m|ssoes de paz nos
Ba|cãs está a ag|r com um e|evado sent|do de Estado e de responsab|||dade,
cons|derou o pr|me|ro-m|n|stro, Anton|o Guterres, aprove|tando para cr|t|car a
·prec|p|tada· sugestão de Durão Barroso de parar com o env|o de tropas para a
reg|ão |embrando e bem que ·m|ssoes de paz não se abandonam·.
Anton|o Guterres íez questão de ír|sar que o Governo está extremamente empenhado
em apurar toda a verdade sobre esta po|em|ca, ate porque segundo |níormação
re|evante receb|da da NATO, o r|sco era ·g|oba|mente neg||genc|áve|·. Ooní|ando no
sent|do de responsab|||dade das Forças Armadas re|at|vamente a esta mater|a, o
cheíe do Governo cons|dera que e|as ·saberão assum|r sempre as suas m|ssoes
com a consc|enc|a com que ate agora sempre se deíenderam, de uma íorma
|mpecáve|, o prest|g|o de Portuga| e os d|re|tos dos povos am|gos·.
ENCONTRO NAClONAL
DE AUTARCAS SOClALlSTAS
O ·Acção Boc|a||sta· de 13 de Jane|ro de
1983 |nser|a um sup|emento destacáve|
sobre um encontro nac|ona| de autarcas
soc| a| | stas, que contou com a
part|c|pação de m|| camaradas.
O ||der do PB, Már|o Boares, na abertura
dos traba|hos, reaí|rmou que ·não há
verdade|ra democrac|a sem poder |oca|
democrát|co·.
Na |ntervenção em que deí|n|u as grandes
||nhas da estrateg|a autárqu|ca do PB, o
camarada Már|o Boares sub||nhou que ·o
PB está dese|oso de poder |mp|ementar,
a ser|o, em Portuga|, uma verdade|ra
descentra||zação·.
Destaque a|nda nesta ed|ção para a
pub| | cação do texto | ntegra| do
comun|cado da Oom|ssão Nac|ona| do
PB, no qua| era ex|g|da a d|sso|ução da
Assemb|e|a da Pepúb||ca e a rea||zação
de e| e| çoes antec| padas, como
|mperat|vo democrát|co íace à comp|eta
·d||aceração· e ·esgotamento· da AD.
J. C. CASTELO BRANCO
'3 oe Ja|e||c
Quem disse?
·Homenagear o 25 de Abr|| e |mperat|vo
democrát|co e et|co·
Salgado Zenha
Açores
Até 2004: Governo RegionaI investe 210 miIhões
O subsecretár|o reg|ona| ad|unto da
Pres|denc|a, Franc|sco Ooe|ho, anunc|ou,
no d| a 9, em Ponta De| gada, que a
Adm|n|stração Peg|ona| va| |nvest|r nos
prox|mos quatro anos nos Açores cerca
210 m||hoes de contos (1.050 m||hoes de
euros).
Begundo Franc| sco Ooe| ho, esse
montante consta do pro|ecto de P|ano de
Med|o Prazo (PMP) da reg|ão para 2001/
2004, debat|do no conse|ho do Governo
Peg|ona| rea||zado em Ponta De|gada.
Begundo reíer|u, o pr|me|ro p|ano anua|
|nc|u|do no PMP, respe|tante ao ano em
curso, preve |nvest|mentos nas ||has de
cerca de 52 m||hoes contos (260 m||hoes
de euros).
O Execut|vo reg|ona| aprovou, por outro
| ado, uma reso| ução que cr| a uma
com|ssão para o estudo da prob|emát|ca
da rev|são da Le| das F|nanças das
Peg|oes Autonomas.
O gab|nete do camarada Oar|os Oesar
dec| d| u t ambem at r| bu| r um
í|nanc|amento ad|c|ona| de 160 m|| contos
(800 m|| euros) para a conc|usão das
obras de construção de um Oentro
Ocupac| ona| e Lar de Apo| o da
Assoc| ação de Pa| s e Am| gos das
Or|anças Deí|c|entes do Arqu|pe|ago dos
Açores.
Desemprego em Dezembro
Número de inscritos no lEFP caiu 4,5 por cento
O número de desempregados |nscr|tos nos
centros de emprego do lnst| tuto de
Emprego e Formação Proí|ss|ona| (lEFP)
ca|u 4,5 por cento, para 327.434 pessoas,
em Dezembro, segundo |níormaçoes do
M|n|ster|o do Traba|ho.
Este e o 48` mes consecut|vo em que se
reg|sta uma d|m|nu|ção do número de
|nscr|tos nos centros de emprego do lEFP.
Face a Novembro, o número de |nscr|tos
nos centros de emprego ca|u 0,7 por cento.
O mes de Dezembro ío| caracter|zado por
uma redução de cerca de 30 por cento na
procura, provocada pe| a cr| ação de
so|uçoes espec|í|cas, em Novembro, para
os proíessores |nscr|tos nos centros de
emprego, segundo a mesma íonte.
A redução do número de |nscr|tos deve-
se, essenc|a|mente, à ba|xa de 11 por cento
no número de |ovens desempregados e à
quebra de 6,7 por cento no número de
desempregados de |onga duração.
O número de |nscr|tos ca|u em todas as
reg|oes do Pa|s.
Cooperação
Mais professores portugueses para a Guiné-Bissau
O Governo do PB prossegue a sua po||t|ca
de cooperação |unto dos pa|ses aír|canos
de ||ngua portuguesa.
Ass|m, neste âmb|to, 11 portugueses vão
part|r brevemente para a Gu|ne-B|ssau.
Os docentes ass|naram, no passado d|a
8, os contratos, no decurso de uma
cer|mon|a rea||zada no M|n|ster|o da
Educação, que ío| pres|d|da por Augusto
Bantos B||va.
Begundo o m|n|stro da Educação, o
aproíundamento do processo de
a|íabet|zação e um v|ncu|o abso|utamente
|nd|spensáve| entre Portuga| e Aír|ca.
lnternet vai controIar receitas médicas
Manue|a Arcan|o cont|nua a tomar med|das
de íorma a rac|ona||zar o Berv|ço Nac|ona|
de Baúde.
Ass|m, o M|n|ster|o da Baúde, atraves do
lníarmed, va| usar a lnternet para contro|ar
as rece|tas med|cas.
Begundo o pres|dente daque|e |nst|tuto,
será |ntroduz|da ·a prescr|ção "on-||ne", um
s| stema de suporte e| ectron| co que
proporc|onará a mon|tor|zação de toda a
prescr|ção do Pa|s e ao d|a·.
Este s|stema perm|t|rá ava||ar de íorma
s|stemát|ca o que se está a passar.
Pecorde-se que os gastos com
med|camentos preocupantes at|ngem n|ve|s
preocupantes, havendo mu|to desperd|c|o.
11 JANElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 3
POLÌTÌCA
GOVERNO QUER APURAR
TODA A VERDADE
KO$OvO E BÓ$N/A Polémlca do uránlo emµobrecldo
O primeiro-ministro fez questão de
frisar que o Governo está
empenhado em apurar toda
a verdade sobre a poIémica da
eventuaI contaminação de soIdados
portugueses com urânio
empobrecido na sequência dos
bombardeamentos da NATO no
Kosovo e nos BaIcãs. No entanto,
o chefe do Governo também
Iamentou a demagogia do
presidente do PSD, aIegando que
PortugaI tem compromissos
internacionaI nas missões de paz
nos BaIcãs. António Guterres pediu
sentido de responsabiIidade e
prometeu que o Governo dará todo
o acompanhamento aos soIdados
que estiveram nesta região. Fez
ainda questão de saIientar que tem
existido totaI articuIação entre o
primeiro-ministro e o Presidente da
RepúbIica nesta questão.
Oonse|ho Buper|or de Deíesa
Nac|ona| (OBDN) deu segunda-
íe|ra um parecer íavoráve| ao
prossegu|mento das m|ssoes
de paz nos Ba|cãs. A dec|são ío| tomada
por unan|m|dade e í|cou agendada uma
reun|ão para dentro de 10 d|as, por
proposta do cheíe de Estado, Jorge
Bampa|o. O cont|gente de m|||tares que
parte este mes para a Bosn|a |rá ser dotado
com ·equ| pamentos de detecção e
protecção nuc|ear, b|o|og|ca e qu|m|ca em
número suí|c|ente para o desempenho de
m|ssoes que h|potet|camente se rev|stam
de qua|quer r|sco· daque|a natureza.
No í|na| da reun|ão, o pr|me|ros-m|n|stro
prestou dec| araçoes, ír| sando ser
·|nte|ramente ía|so· que o Governo ocu|tou
|níormação re|evante receb|da da NATO
para a protecção da segurança dos
m| | | tares portugueses. Begundo as
| níormaçoes da NATO, o r| sco era
·g|oba|mente neg||genc|áve|·, eníat|zou
Anton|o Guterres, |adeado pe|os m|n|stros
da Deíesa e da Adm|n|stração lnterna. O
pr| me| ro-m| n| stro ad| antou que o
Par|amento está |níormado sobre aque|es
dados íornec|dos pe|a NATO.
No sábado, o pr|me|ro-m|n|stro so||dar|zou-
se com as íam|||as dos que serv|ram ou
que vão serv|r nos Ba|cãs e reaí|rmou o seu
empenhamento pessoa| no apuramento de
toda a verdade, mas cons| derou
·prec|p|tada· a sugestão de Durão Barroso
de parar com o env|o de e|ementos para a
reg|ão. Na sua op|n|ão, ·qua|quer pos|ção
prec|p|tada desse t|po, neste momento·,
não se |ust|í|ca e pod|a ser contrár|a aos
|nteresses de Portuga|, pe|o que ·e prec|so
ter um grande sent|do de Estado e de
responsab|||dade·.
·Aqu||o que eu d|sse sexta-íe|ra, em
Betúba|, e que quero repet|r, ate porque
essa írase ío| d|storc|da, ío| que chegou o
momento de não coní|armos apenas nos
re|ator|os da NATO, chegou o momento de
nos propr| os íazermos as nossas
ver|í|caçoes·, aí|rmou o secretár|o-gera| do
PB, antes de de|xar a segu|nte mensagem:
·vamos traba|har, na NATO e dentro do
pa|s, e vamos ped|r às pessoas tambem
um sent| do de responsab| | | dade, a
seren|dade poss|ve|·, d|sse a|nda, ao
mesmo tempo que re| terava o
empenhamento do Governo ·no
apuramento da verdade. Oont|nuamos o
nosso programa de acção·, aí|rmou o
pr| me| ro-m| n| stro, que respond| a a
perguntas dos reporteres pouco depo|s de
receber na Pes|denc|a de Bão Bento
grupos de Oantares das Jane|ras or|undos
de vár|as reg|oes.
Man| íestando-se conv| cto do empe-
nhamento e sent|do de responsab|||dade
das Forças Armadas re|at|vamente a esta
mater|a, o cheíe do Governo cons|derou
que e|as ·saberão assum|r sempre as suas
m|ssoes com a consc|enc|a com que ate
agora sempre deíenderam, de uma íorma
|mpecáve|, o prest|g|o de Portuga| e os
d|re|tos de povos am|gos, como e o caso
espec|a| de T|mor-Leste·.
EssenciaI
conhecer a verdade
lnterrogado sobre se t|nha conhec|mento
do re|ator|o do Oomandante da Po||c|a de
Begurança Púb||ca de Betembro ú|t|mo,
av|sando para os per|gos de contam|nação
por rad|oact|v|dade, d|sse que a pr|me|ra
vez que t|nha ouv|do ía|ar n|sso ío| nesse
mesmo d|a de sábado, atraves da |e|tura
de um |orna|. ·Pe|as |níormaçoes que tenho
do m|n|stro da Adm|n|stração lnterna, Nuno
Bever|ano Te|xe|ra, a not|c|a e |mprec|sa e
não corresponde ao eíect|vo conteúdo do
re|ator|o". Quanto à pos|ção a adoptar por
Portuga| na reun|ão da NATO, Anton|o
Guterres sustentou que ·a questão
essenc|a| e conhecer toda a verdade sobre
os bombardeamentos que íoram íe|tos,
onde íoram íe|tos e em que c|rcunstânc|as,
na med|da em que uma co|sa são os
re| ator| os que t| nhamos e outra a
necess|dade de agora os comprovar com
toda a certeza·. E |sto porque, acrescentou
o cheíe do Governo, ·quando estão em
causa v|das humanas e a poss|b|||dade,
não a certeza·, de | | gação entre os
prob|emas humanos |á dados a conhecer
pe|a comun|cação soc|a| e aqu||o que
aconteceu no Kosovo, ·há que ter a
coragem de ana||sar tudo, de ver|í|car tudo
e de, a part|r da|, se poderem tomar
dec|soes que a comun|dade |nternac|ona|
deve tomar. Estou certo que os outros
pa|ses acompanharão Portuga| no sent|do
de que todos esses esc|arec|mentos se|am
obt|dos·, d|sse a|nda Anton|o Guterres.
De acordo com o pr|me|ro-m|n|stro, ·deve
haver um grande sent|do de respon-
sab|||dade, um grande comed|mento
nestas s| tuaçoes·, ate porque ·nas
s|tuaçoes d|í|ce|s e que e necessár|o ter
sent|do de Estado·, observou. Quest|o-
nado sobre qua| a mensagem que t|nha
para as íam|||as dos so|dados que vão
agora para o Kosovo, Anton|o Guterres
comentou que a sua mensagem se d|r|ge
às íam|||as dos m|||tares e e|ementos de
íorças de segurança que est|veram, estão
ou venham a estar na reg|ão, po|s ·todos
estão nas mesmas c|rcunstânc|as. É uma
mensagem de so||dar|edade de empe-
nhamento tota| no sent|do de garant|r que
toda a verdade será apurada e que todas
as pessoas serão dev|damente acompa-
nhadas·, nomeadamente atraves de
exames med|cos com a tecno|og|a ma|s
moderna, acrescentou. ·lndependente-
mente de haver ou não a ||gação entre as
doenças que agora possam surg|r e a
m|ssão que ocorr|a no Kosovo, o Estado
Portugues |rá acompanhar com todo o
empenhamento e apo|ará aos máx|mo
todos os que neste momento possam ter
doenças que os preocupem·, acentuou o
cheíe do Governo.
Estado assumirá
responsabiIidades
No dom|ngo, em nova |ntervenção sobre
este tema, o pr|me|ro-m|n|stro garant|u que
o Estado e as Forças Armadas assum|rão
as suas responsab| | | dades se íor
demonstrado que os m|||tares adqu|r|ram
doenças durante as suas m|ssoes nos
Ba|cãs. ·Espero que não ex|ste esse nexo,
mas o que nos queremos e conhecer a
verdade·, exp||cou Anton|o Guterres à
sa|da da apresentação da cand|datura de
Jorge Bampa|o à Pres|denc|a da Pepúb||ca.
lnterrogado sobre as pos|çoes que tem
v|ndo a assum|r sobre esta mater|a o ||der
do PBD, Anton|o Guterres cons|derou que
·não se pode |ogar com os sent|mentos,
as preocupaçoes e o soír|mento das
pessoas e íazer demagog|a po||t|ca·.
Quando Durão Barroso deíende que não
devem ser env|ados ma|s so|dados para o
Kosovo, o pr|me|ro-m|n|stro deíendeu uma
pos|ção de c|areza. ·Be não se pode
mandar ma|s, como e que se pode perm|t|r
que |á este|am os que |á estão? Há que
ser coerente e responsáve| nestas co|sas·,
ír| sou o secretár| o-gera| do Part| do
Boc|a||sta. Anton|o Guterres cons|derou ser
prec| so ter o sent| do das respon-
sab|||dades, chamando a atenção para a
|mportânc|a de Portuga| conservar a sua
cred|b|||dade |nternac|ona| a n|ve| das
operaçoes de paz e sa| | entando ao
carácter íundamenta| destas, nomea-
damente para a causa de T|mor-Leste.
·Ber|a para nos trág|co se amanhã a
comun|dade |nternac|ona| abandonasse
T|mor-Leste·, acentuou, |embrando que
·m|ssoes de paz não se abandonam· sem
ma|s. ·Mesmo quando há um s|na| de
a| arme, estuda-se e ana| | sa-se em
proíund|dade, com todo o deta|he, e
natura|mente |sso poderá |evar-nos a tomar
dec|soes que entendermos necessár|as·,
aí|rmou Anton|o Guterres.
O pr|me|ro-m|n|stro íez a|nda questão de
ír|sar que ·tem hav|do uma permanente
troca de pontos de v|sta, cada um dentro
das suas responsab|||dades, mas numa
s|nton|a mu|to grande·.
O
ACÇÃO SOClALlSTA 4 11 JANElPO 2001
POLÌTÌCA
JORGE FERNANDO BRANCO SAMPAlO
PRE$/DENC/A/$ BlograIla
Nasceu em L|sboa, a 18 de
Betembro de 1939.
É casado com Mar|a Jose P|tta
e pa| de do|s í||hos, vera e Andre.
L|cenc|ou-se na Facu|dade de D|re|to da
Ün|vers|dade O|áss|ca de L|sboa, tendo
íe|to os seus estudos secundár|os nos
||ceus Pedro Nunes e Passos Manue|.
Durante a sua v|da de estudante de D|re|to,
desenvo|veu |ntensa act|v|dade academ|ca,
tendo s| do sucess| vamente e| e| to
pres|dente da Assoc|ação Academ|ca da
mesma Facu| dade (1960-1961) e
pres| dente da PlA Peun| ão lnter-
Assoc|açoes Academ|cas (1961-1962). Os
estudantes un|vers|tár|os desenvo|vem
então uma |uta v|gorosa contra a d|tadura
do Estado Novo. É nessa cr|se que os
portugueses í|cam a conhecer Bampa|o:
um ||der cora|oso e sem protagon|smo
|núte|s, dec|d|do e sempre pronto a ouv|r,
d|nam|zador de energ|as e congregador de
vontades.
Não de| xando nunca de | nterv| r
po||t|camente contra a d|tadura, exerceu
advocac|a durante vár|os anos, assum|ndo
part|cu|ar re|evo as suas |ntervençoes no
Tr|buna| P|enár|o, na deíesa de presos
po||t|cos.
Em 1969, cand| data-se pe| a ODE
Oom|ssão Democrát|ca E|e|tora| às
e|e|çoes para a Assemb|e|a Nac|ona|. Em
1973 dec| de não se cand| datar, por
cons|derar que não ex|st|am cond|çoes
para |nterv|r na d|sputa e|e|tora|.
O 25 de Abr| | de 1974 encontra-o
empenhado na const|tu|ção do MEB
Mov|mento de Esquerda Boc|a||sta ,
pro| ecto que v| rá a abandonar no
congresso íundador (Dezembro de 1974).
Durante o per| odo que se segue à
Pevo|ução de Abr|| assume um pape|
|mportante no d|á|ogo com a a|a moderada
do mov|mento dos Oap|tães e, em 1975, e
um apo|ante act|vo do ·Grupo dos Nove·.
Em 1975 e nomeado secretár|o de Estado
da Oooperação Externa. A|nda em 1975, e
co-íundador do grupo de reí|exão po||t|ca
lntervenção Boc|a||sta. Em 1978 adere ao
Part|do Boc|a||sta, por cu|as ||stas ío| e|e|to
deputado à Assemb|e|a da Pepúb||ca pe|o
c| rcu| o de L| sboa, tendo s| do
poster|ormente ree|e|to em 1980, 1985,
1987 e 1991.
Em 1986 e 1987 ío| responsáve| pe|as
re| açoes | nternac| ona| s do Part| do
Boc|a||sta. Em 1987-88 ío| e|e|to pres|dente
do Grupo Par|amentar do Part|do na
Assemb|e|a da Pepúb||ca.
E, 1989 e e|e|to secretár|o-gera| do Part|do
Boc|a||sta
Assum|u, nessa qua||dade, as íunçoes de
co-pres|dente do ·Oom|te Aír|ca· da
lnternac|ona| Boc|a||sta. Em Março deste
mesmo ano, ío| e|e|to, pe|a Assemb|e|a da
Pepúb||ca, para o Oonse|ho de Estado.
A|nda em 1989, ||dera a co||gação de
esquerda ·Por L|sboa· e e e|e|to pres|dente
da Oâmara Mun|c|pa| L|sboa.
Peconhec|do o seu empenhamento de
sempre na deíesa dos d| re| tos
Oonse|ho Gera| da ANPM Assoc|ação
Nac|ona| dos Mun|c|p|os Portugueses e,
de 1992 a 1994, exerceu as íunçoes de
v|ce-pres|dente da Junta Metropo||tana de
L|sboa.
Ao | ongo destes anos, desenvo| veu
tambem uma | ntensa act| v| dade
|nternac|ona|. De 1990 a 1995 ocupou a
pres| denc| a da ÜOOLA Ün| ão da
O|dades Oap|ta|s lbero-Amer|canas. Em
1992 ío| e|e|to pres|dente do Mov|mento
das Euroc|dades e pres|dente da FMOÜ
Federação Mund|a| das O|dades Ün|das
, cargos que exerceu ate 1994 e 1995,
respect|vamente. De 1994 a 1995 ío|
membro do Oom|te das Peg|oes da Ün|ão
Europe|a, íazendo parte da respect|va
mesa de d|recção.
Em 1995 apresenta a sua cand|datura às
e|e|çoes pres|denc|a|s, recebendo, meses
ma| s tarde, o apo| o de | númeras
persona| | dades | ndependentes e do
Part| do Boc| a| | sta. Apos uma
d|sputad|ss|ma campanha e|e|tora|, a 14
de Jane|ro de 1996, vence as e|e|çoes,
|ogo na pr|me|ra vo|ta, com 54 por cento
dos votos.
A 9 de Março de 1995 toma posse como
Pres|dente da Pepúb||ca
O pr|me|ro mandato de Jorge Bampa|o
decorreu em tranqu|||dade democrát|ca.
O Pres| dente assegurou o regu| ar
íunc|onamento das |nst|tu|çoes. Exerceu
com r| gor os seus poderes
const| tuc| ona| s, de acordo com as
c|rcunstânc|as e sempre no respe|to da
vontade dos portugueses. Oo|ocou-se
ac|ma dos part|dos, respe|tando-os e
ouv| ndo-os a todos. Deíendeu as
||berdades e os d|re|tos do Homem. Não
|nteríer|u nas competenc|as propr|as dos
outros orgãos de soberan| a. vetou
numerosos d|p|omas do Governo. Qu|s
respe|tar o voto dos portugueses, íosse
e|e qua| íosse. Qu|s garant|r a estab|||dade
|nst|tuc|ona| e po||t|ca.
Para |sso, o Pres|dente soube sempre
ouv|r os portugueses e as portuguesas de
todos os estratos soc| a| s, | dades e
reg| oes. Nunca esqueceu as
comun|dades de portugueses em|grantes
nos c|nco cont|nentes.
Os pr|me|ros reíerendos nac|ona|s, sobre
o aborto e a reg|ona||zação, aproíundaram
a democrac|a. A seren|dade e í|rmeza do
Pres|dente asseguraram que e|es não
degeneravam em combate íratr|c|da e,
depo|s da votação, garant|ram o respe|to
da dec|são dos e|e|tores.
No âmb|to da sua acção |nternac|ona|, o
Pres|dente Bampa|o comp|ementou a
nossa crescente aí|rmação europe|a com
acçoes reíorçando a nossa |dent|dade
nac|ona| e a nossa presença no mundo.
Teve um pape| dec|s|vo na |uta pe|a
|ndependenc|a de T|mor Lorosae. Garant|u
a d| gn| dade do termo da presença
portuguesa em Macau. lncrementou as
re| açoes pr| v| | eg| adas com o Bras| | .
va|or|zou a Oomun|dade dos Pa|ses de
L|ngua Portuguesa.
íundamenta|s, Jorge Bampa|o Tornou-se,
entre 1979 e 1984, o pr|me|ro portugues
membro da Oom| ssão Europe| a dos
D|re|tos do Homem do Oonse|ho da
Europa.
Em 1993, ío| ree|e|to pres|dente da Oâmara
Mun|c|pa| L|sboa.
Entre 1990 e 1995, ío| e| e| to para o
N
11 JANElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 5
POLÌTÌCA
CAVACO VAl TER FALTA
DE COMPARÊNClA
PRE$/DENC/A/$ Jorge Samµalo denuncla aqueles que desvalorlzam as elelções
Jorge Sampaio não poupou Cavaco
SiIva e outros dirigentes da direita
portuguesa que estão a procurar
desvaIorizar as eIeições para a
Presidência da RepúbIica no
próximo domingo, tentando
fomentar a abstenção dos
portugueses. O candidato
presidenciaI do Partido SociaIista
não hesitou em apontar que, no
domingo, Cavaco SiIva e Freitas do
AmaraI terão faIta de comparência,
mas subIinhou a estima pessoaI
que tem peIos seus adversários.
Continuando a fazer uma campanha
com base em vaIores, Jorge
Sampaio definiu a Iiberdade e a
equidade como os grandes
desafios do sécuIo XXl para a
sociedade portuguesa. Esta
semana, numa sessão em que
esteve presente o secretário-geraI
do PS, António Guterres, Sampaio
apresentou a sua Comissão de
Honra, que conta com cerca de
1600 personaIidades nacionais das
mais variadas áreas profissionais.
cand|dato do Part|do Boc|a||sta,
Jorge Bampa|o, deíendeu em
Ave|ro que os ex-||deres do PBD
e do ODB, respect|vamente
Oavaco B||va e Fre|tas do Amara|, vão ter ía|ta
de comparenc|a nas e|e|çoes para a
Pres|denc|a da Pepúb||ca, no prox|mo
dom|ngo. Fa|ando num dos ma|ores
com|c|os da sua campanha, em Ave|ro, Jorge
Bampa|o quebrou o tabu e, pe|a pr|me|ra vez,
nomeou aque|es que tem v|ndo a cr|t|car por
·desva|or|zarem· a e|e|ção do Pres|dente da
Pepúb||ca. ·Oavaco B||va, Fre|tas do Amara|,
Franc|sco P|nto Ba|semão e Proença de
Oarva|ho, ía|ou-se ne|es, espre|taram,
vo|taram para trás, vo|taram a espre|tar,
deí|n|ram p|ataíormas, escreveram art|gos e
depo|s não apareceram·, denunc|ou o
cand|dato apo|ado pe|o Part|do Boc|a||sta.
·Mas tenho a |mpressão de que vão aparecer
em 2006, mas nessa a|tura |á cá não estou·,
acrescentou.
O cheíe de Estado |ançou tambem um
veemente ape|o ao e|e|torado portugues.
·Qua|quer que se|a a vossa or|entação,
votem·, d|sse |ns|stentemente Jorge
Bampa|o, durante a d|gressão pe|os d|str|tos
de Ave|ro e de v|seu. A |ornada |n|c|ou-se
em v|seu, onde o cand|dato apo|ado pe|o
PB teve uma das ma|ores aí|uenc|as a
com|c|os da presente campanha e|e|tora|.
O ape|o à votação no prox|mo dom|ngo
transíormou-se deí|n|t|vamente na grande
mensagem da campanha, assoc|ado a
íortes cr|t|cas aos sectores que, segundo
Jorge Bampa|o, deíendem a abstenção e a
desva|or|zação das e|e|çoes para a
Pres|denc|a da Pepúb||ca. ·Esta cand|datura
tem va|ores·, deíendeu o cheíe de Estado,
reíer|ndo-se à equ|dade e à ||berdade e
acrescentando que ·o Pres|dente da Pepú-
b||ca não pode d|st|ngu|r entre os que votam
ne|e e os que não votam·. O assum|r da
abstenção como o |n|m|go pr|nc|pa| tem s|do
segu|do da aí|rmação de que ·qua|quer
resu|tado e |eg|t|mo·. A vantagem que e atr|-
bu|da a Jorge Bampa|o re|at|vamente aos
dema|s cand|datos perm|te ate uma certa
condescendenc|a em re|ação aos adversá-
r|os pe|os qua|s, de vez em quando, asse-
gura ter ·mu|ta est|ma, mas não os ter esco-
|h|do. Quero que aos seus cont|nuemos a
ser to|erantes e que cont|nuemos a ía|ar de
co|sas ser|as e do íuturo de Portuga|·, ped|u
aos seus apo|antes que o escutavam em
Agueda.
No mesmo d|as, mas em v|seu, Jorge
Bampa|o cons|derou que o grande desaí|o
para o secu|o XXl e ·a |gua|dade para todos
os portugueses·. O cand|dato pres|denc|a|
do PB ía|ava num com|c|o com mu|ta gente,
cu|a grande aí|uenc|a serv|u para desment|r
aque|es que deíendem a desva|or|zação
das e|e|çoes para a Pres|denc|a da
Pepúb||ca. ·voces derrotam todos os d|as
aque|es que os querem ver em casa. Estão
a dar uma ||ção de c|v|smo àque|es que não
sabem que a democrac|a e traba|ho, que a
democrac|a e esíorço·, d|sse o cand|dato
à ree|e|ção para o cargo de cheíe de Estado,
numa sessão marcada pe|a pr|me|ra
|ntervenção de campanha do seu
mandatár|o nac|ona|, João Lobo Antunes.
Adversários
merecem estima
No d|scurso do seu com|c|o em v|seu,
Jorge Bampa| o vo| tou a a| ud| r às
cand|daturas r|va|s, aí|rmando que |he
merecem est|ma, ·mesmo que, às vezes,
des||zem e não d|gam em re|ação aos
seus co|egas aqu||o que dev|am d|zer·.
Jorge Bampa| o não concret| zou as
acusaçoes, mas um pouco ma|s tarde
percebeu-se que v|savam os deíensores
da po||t|ca de betão, numa reíerenc|a
|mp||c|ta a Ferre|ra do Amara|, ex-m|n|stro
das Obras Púb||cas de Oavaco B||va. ·A
lr|anda esteve-se nas t|ntas para as auto-
estradas·, ass|na|ou, |embrando que
houve uma pr|maz|a ao desenvo|v|mento
da |nte||genc|a e das capac|dades dos
c|dadãos daque|e pa|s.
Já no passado sábado, em L| sboa,
Anton|o Guterres entrou na campanha
e| e| tora| de Jorge Bampa| o. Anton| o
Guterres ío| um dos part|c|pantes na
apresentação da Oom|ssão de Honra da
cand|datura para a ree|e|ção do actua|
Pres|dente da Pepúb||ca, da qua| íazem
parte cerca de 1600 part|c|pantes das
ma|s var|adas áreas proí|ss|ona|s. ·Esta
Oom|ssão de Honra não e apenas uma
coní|rmação de apo|o vasto e d|nâm|co
que tanto me penhora. Quero que tambem
se|a um testemunho re|terado do meu
comprom|sso act|vo por uma soc|edade
portuguesa ma|s d|nâm|ca e o s|na| do
meu | nteresse constante pe| o vosso
traba| ho e pe| o contr| buto que dá à
pro|ecção de Portuga|·, deíendeu. Esta
| ntervenção antecedeu um concerto
mus|ca|, no qua| part|c|param nomes
como Mar|a João P|res, Bernardo Bassett|,
Pão Kyao, Mar|a João e Már|o Lag|nha,
entre outros.
Apesar do carácter se|ect|vo da sessão,
o actua| cheíe de Estado não de|xou de
env|ar um recado aos seus adversár|os.
·Estou persuad|do que os proíetas da
desgraça, aque|as cand|daturas que tem
apostado no desencanto, são e| as
propr|as cand|daturas sem esperança e
|ncapazes de mob|||zar a esperança e a
coní|ança dos portugueses·, sustentou.
Antes, pe|a manhã, Jorge Bampa|o hav|a
percorr|do a|guns conce|hos da margem
su| do Te| o, numa acção em que
part|c|param os camaradas Jorge Ooe|ho,
Hasse Ferre|ra, Eduardo Pere|ra, Jam||a
Made|ra e Ana Oatar|na Mendes.
«Sou
um Presidente Iivre»
No com|c|o de Betúba|, o cheíe de Estado
de|xou bem c|aro ser ·um Pres|dente da
Pepúb||ca ||vre· e pronto a dec|d|r em
nome dos portugueses. O cand|dato do
PB a|ud|a então ás cr|t|cas do PBD pe|o
s|mp|es íacto de ter protagon|zado uma
co||gação com os comun|stas para a
Oâmara Mun|c|pa| de L|sboa e tambem às
ca|ún|as do d|rector de campanha de
Ferre|ra do Amara| de ser ·a cabeça do
po|vo soc|a||sta·.
·Agora |á sou outra vez um espectro, como
há dez anos quando í|z a co||gação em
L|sboa. Já sou a cabeça de uma co|sa que
não quero d|zer o nome. Já soa a cabeça
de um entend|mento per|gos|ss|mo para a
soc|edade portuguesa. lsso |á acabou, não
sou a cabeça de co|sa nenhuma. Eu so
sou eu, Jorge Bampa|o, ||vre e pronto a
dec|d|r em nome do povo portugues·,
reíer|u Jorge Bampa|o. A |ndependenc|a
do cand|dato à ree|e|ção para o cargo de
Pres| dente da Pepúb| | ca esteve em
destaque nas |ntervençoes proíer|das no
com|c|o de Betúba|, no qua| part|c|pou o
secretár|o-coordenador da Oom|ssão
Permanente do PB , Jorge Ooe|ho, que
|embrou que o PB quer a e|e|ção de um
Pres| dente da Pepúb| | ca | sento,
|ndependente e que não está ao serv|ço
do part|do. ·O que está em causa são as
e|e|çoes para o Pres|dente da Pepúb||ca,
e o PB apo|a sem nenhuma cond|ção Jorge
Bampa| o. E| e va| cont| nuar a ser o
Pres|dente de todos os portugueses e não
o Pres|dente dos soc|a||stas·, d|sse o
camarada Jorge Ooe|ho, retomando,
depo|s, as cr|t|cas ao PBD.
·Não houve í|guras da d|re|ta e do centro-
d|re|ta que não v|essem aqu| para ver
como estava a s|tuação e para ver se
t|nham h|poteses, mas ret|raram-se a
grande ve|oc|dade·, d|sse, acusando
Oavaco B||va, Fre|tas do Amara|, Proença
de Oarva|ho e P|nto Ba|semão de terem
protagon|zado cand|daturas ía|hadas.
·Ferre|ra do Amara| não mob|||za n|nguem,
mas |sso e responsab|||dade de|es e não
nossa·, acrescentou.
O
ACÇÃO SOClALlSTA 6 11 JANElPO 2001
GOVERNO
O ConseIho de Ministros aprovou:
º Üm d|p|oma que a|tera o decreto-|e| n.` 393-B/98, de 4 de Dezembro, que adopta
med|das de emergenc|a re|at|vas à enceía|opat|a espong|íorme dos bov|nos (EEB),
pro|b|ndo a ut|||zação na a||mentação an|ma| de prote|nas e gorduras obt|das a part|r
de tec|dos de mam|íeros e determ|nando a destru|ção das respect|vas ex|stenc|as,
constatadas à data da entrada em v|gor do d|p|oma,
º Üm decreto-|e| que transpoe para a ordem |ur|d|ca |nterna a d|rect|va 91/629/OEE,
do Oonse|ho de 19 de Novembro, com as a|teraçoes que |he íoram |ntroduz|das pe|a
d|rect|va 97/2/OE, do Oonse|ho, de 20 de Jane|ro, e pe|a dec|são 97/182/OE, da
Oom|ssão, de 24 de Fevere|ro, que estabe|ece as normas m|n|mas re|at|vas à protecção
dos v|te|os,
º Üma reso|ução que rat|í|ca parc|a|mente o P|ano D|rector Mun|c|pa| de Braga (rev|são),
º Üma reso|ução que rat|í|ca uma a|teração ao P|ano D|rector Mun|c|pa| de Marvão,
º Üma reso|ução que rat|í|ca uma a|teração ao P|ano D|rector Mun|c|pa| de Pen|che,
º Üma reso|ução que rat|í|ca uma a|teração ao P|ano D|rector Mun|c|pa| de va|ongo.
QUANTOS SOMOS?
DEMOGRAF/A Censos 2001
part|r do d|a 28 de Fevere|ro,
ma|s de 22 m|| pessoas sa|rão
às ruas em todo o Pa|s para a
pr|me|ra contagem da popu-
| ação res| dente do secu| o XXl, uma
operação em que serão |nvest|dos 8,8
m||hoes de contos.
A operação cens|tár|a, preparada desde o
|n|c|o de 1998, está d|v|d|da em tres íases:
entre 28 de Fevere|ro e 11 de Março
decorre a d|str|bu|ção dos quest|onár|os,
entre 12 de Março e o í|na| de Abr|| a reco|ha
dos quest| onár| os e entrev| sta ao
representante da íam|||a e ate ao í|na| de
2002 o tratamento dos dados reco|h|dos.
Em dec|araçoes lmprensa, o d|rector dos
Oensos 2001, Fernando Oas|m|ro, reve|ou
que a operação deste ano contem duas
|novaçoes na d|vu|gação dos resu|tados
obt|dos: um co-|cm com os dados re|at|vos
a todos os recenseamentos eíectuados em
Portuga| e uma base de dados de acesso
||vre na lnternet.
Oom Portuga| ·d|v|d|do· em cerca de 135
m| | pequenas áreas (denom| nadas
subsecçoes estat|st|cas), o acesso aos
dados cont|dos no co-|cm e na base de
dados não perm| te, contudo, obter
|níormaçoes cu|o resu|tado se|a |níer|or a
tres uma íorma de ·| mped| r a
|nd|v|dua||zação dos números requer|dos
e a consequente | dent| í| cação dos
c|dadãos·.
por exemp|o, ao número de res|dentes em
Portuga|.
Fernando Oas|m|ro sustentou tambem que
o ·pormenor· da operação cens|tár|a deste
ano será um ·suporte íundamenta| para
qua|quer Governo deí|n|r as suas po||t|cas·
na med|da em que o con|unto de dados
obt|dos está d|rectamente ||gado à v|da da
popu|ação.
A |níormação reco|h|da nos Oensos e, no
entanto, |nsuí|c|ente, dado que e apenas
obt|da ·de dez em dez anos·. Por |sso,
deíende Fernando Oas|m|ro, ·Portuga|
prec| sa de rea| | zar um esíorço
adm|n|strat|vo mu|to grande que perm|ta
actua||zar a |níormação reco|h|da nos anos
em que não são eíectuadas operaçoes
cens|tár|as·.
A preparação da operação Oensos 2001
|mp||cou a rea||zação de 1.200 cursos de
íormação correspondentes a cerca de 17
m|| horas de act|v|dade |ect|va com o
ob| ect| vo de preparar os 22 m| |
|nterven|entes para o traba|ho de contagem
de cerca de dez m||hoes de hab|tantes, 3,2
m| | hoes de íam| | | as, 4,5 m| | hoes de
a|o|amentos e 2,9 m||hoes de ed|í|c|os.
Entre quest| onár| os e documentos
aux|||ares, íoram |mpressos 135 m||hoes de
pág|nas A4.
CON$ELHO DE M/N/$7RO$ Reunlão de 4 de Janelro
A
O mesmo responsáve| sub||nhou que a
operação Oensos 2001 va| perm|t|r ·obter
um con|unto de |níormação estat|st|ca de
ed|í|c|os, a|o|amentos, íam|||as e |nd|v|duos
desagregada ate ao pormenor geográí|co
do quarte|rão, dados que a ma|or|a das
vezes não e poss| ve| at| ng| r com a
|níormação adm|n|strat|va·.
Pe|a pr|me|ra vez na h|stor|a das operaçoes
cens|tár|as em Portuga| cu|o |n|c|o
remonta a 1864 os resu|tados estat|st|cos
reco|h|dos na prox|ma operação perm|t|rão
saber tambem com exact|dão o número de
pessoas portadoras de deí|c|enc|a bem
como o grau de |ncapac|dade decorrente
da deí|c|enc|a que possuem.
É que, no Oensos 2001, ío| dec|d|do vo|tar
a observar o t|po de deí|c|enc|a (desde
1970 que estes dados não eram reco|h|dos
em recenseamentos), bem como o
respect|vo grau de |ncapac|dade.
Depo|s de reco|h|dos os quest|onár|os, tres
equ|pas const|tu|das por cerca de 90
pessoas cada processarão os dados
atraves de |e|tura opt|ca, num processo que
se pro|ongará ate ao í|na| de 2001.
No | n| c| o de 2002 começarão a ser
conhec|dos os dados í|na|s da operação,
mas em meados deste ano |á será poss|ve|
obter os dados prov|sor|os re|at|vamente,
11 JANElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 7
PELO PA/$ Governação Aberfa
GOVERNO
ADMlNlSTRAÇÃO lNTERNA
O secretár|o de Estado ad|unto do m|n|stro
da Adm|n|stração lnterna, Oar|os Zorr|nho,
anunc|ou, no d|a 8, em Bragança, que o
novo estatuto dos governadores c|v|s estará
pronto dentro de tres meses.
Begundo o governante, o assunto
começar|a a ser d|scut|do na passada terça-
íe|ra no conse|ho de secretár|os de Estado.
O secretár|o de Estado reíer|u que o novo
estatuto ·não dará poderes execut|vos ao
governadores c|v|s, na med|da em que a
so|ução dos prob|emas cont|nua a passar
pe|as |nst|tu|çoes competentes, mas v|rá
c|ar|í|car as suas competenc|as·.
Para Zorr|nho, o estatuto v|rá enquadrar
|ega|mente o que |á acontece um pouco na
prát|ca, porque, apesar do ·estatuto
m|n|ma||sta· actua|, que se resume à
representação do Governo nos respect|vos
d|str|tos, ·a pressão das popu|açoes |eva a
que a acção dos governadores vá mu|to
para a|em do que está deí|n|do·.
A|em de representantes do Governo, o novo
d|p|oma va| transíormar os governadores
c|v|s naqu||o a que o secretár|o de Estado
ape||dou de ·provedor|as d|str|ta|s·, ou se|a,
·um orgão que possa receber e encam|nhar
os c|dadãos quando tem prob|emas ou
pro|ectos·.
A pr|nc|pa| nov|dade e a cr|ação de um
conse|ho coordenador em cada d|str|to,
com íunçoes consu|t|vas, no qua| terão
assento todos os responsáve|s da
Adm|n|stração Oentra| de âmb|to d|str|ta|,
pres|dentes de câmara e representantes de
vár|as áreas, coníorme os prob|emas que
se coní|gurem.
AGRlCULTURA
O m|n|stro da Agr|cu|tura ass|st|u, ontem, em
L|sboa, a uma reun|ão de preparação de
·uma mega operação de í|sca||zação· sobre
a rotu|agem obr|gator|a da carne de bov|no.
Na reun|ão part|c|pam a D|recção-Gera| de
F|sca||zação e Oontro|o A||mentar, a
D|recção-Gera| de veter|nár|a e as sete
d|recçoes reg|ona|s de agr|cu|tura do Pa|s.
Begundo íonte do M|n|ster|o da Agr|cu|tura,
a operação de í|sca||zação em preparação
deverá ser desencadeada nos prox|mos
d|as com |nc|denc|a em matadouros, sa|as
de desmancho, grandes superí|c|es
comerc|a|s e ta|hos.
A part|r deste mes a rotu|agem da carne de
bov|no e obr|gator|a, de íorma a que o
consum|dor tenha uma |níormação
deta|hada sobre a carne que está a comprar.
A obr|gator|edade surge na sequenc|a de
casos de enceía|opat|a espong|íorme
bov|na (BBE) detectados um pouco por toda
a Europa.
COMUNlCAÇÃO SOClAL
O secretár|o de Estado da Oomun|cação
Boc|a| cr|t|cou, no d|a 6, a |nc|usão de
|níormaçoes sobre o ·B|g Brother· nos
not|c|ár|os te|ev|s|vos, cons|derando que
deste modo os |orna||stas se de|xaram
cond|c|onar pe|os |nteresses comerc|a|s das
estaçoes.
Arons de Oarva|ho ía|ava, em A|enquer,
durante um debate sobre Oomun|cação
Boc|a| reg|ona| em que d|sse que ·o ma|s
preocupante não e o "B|g Brother" como
produto em s|, onde a popu|ação encontra
um me|o de entreten|mento, mas por os
espaços |níormat|vos estarem d|tados por
regras comerc| a| s em vez do r| gor
|níormat|vo·.
O governante ír|sou que o prob|ema ·não
e tanto as te|ev|soes comerc|a|s darem
esses programas, mas que os |orna||stas
se de|xem cond|c|onar pe|os |nteresses
comerc|a|s das estaçoes·.
Arons de Oarva|ho deu como exemp|o de
·ía|ta de r|gor·, a|em de o te|e|orna| da Tvl
ter transm|t|do not|c|as sobre o ·B|g
Brother·, o caso das e|e|çoes do Bení|ca,
·quando passava pe|os te|e|orna|s a deíesa
de um dos cand|datos à pres|denc|a do
c|ube·.
O membro do Governo conc|u|u que ·o
|orna||smo portugues está em cr|se·, tendo
|ust|í|cado com outros exemp|os ·da ía|ta
de respe|to pe|a deonto|og|a· a ·|nvenção
de not|c|as no "lndependente"·, uma sobre
um assunto que não ío| d|scut|do em
Oonse|ho de M|n|stros e outra de uma
reun|ão com o pres|dente da PTP que,
segundo o secretár|o de Estado, tambem
não ex|st|u.
Bobre o íuturo da lmprensa e das rád|os
reg|ona|s, Arons de Oarva|ho reíer|u que a
nova |e| das rád|os |oca|s va| ·ser ma|s
combat|va· no sent|do de ter manter uma
ma|or ||gação às comun|dades |oca|s que
servem.
O secretár| o de Estado d| sse que a
concentração da propr| edade ·ío|
acompanhada pe|a perda de |dent|dade
das rád|os |oca|s·.
Pe|at|vamente à lmprensa reg|ona|, o
governante deíendeu que os |orna|s
·devem aí|rmar o que está prox|mo por
contraponto à g|oba||zação e à |níormação
que chega da outra parte do mundo·.
CULTURA
O m|n|stro da Ou|tura anunc|ou, no d|a 8,
em L|sboa, que va| propor a resc|são de
contrato aos 150 traba|hadores do Teatro
Nac|ona| D. Mar|a ll e uma estrutura que
perm|ta a renovação da companh|a de
teatro a cada tres anos.
Jose Basportes apresentou segunda-íe|ra
aos | orna| | stas um esboço da
reestruturação que o M|n|ster|o da Ou|tura
pretende para o Teatro Nac|ona| D. Mar|a
ll, dev|do à s|tuação ·bastante dramát|ca·
daque|e espaço.
Üm recente |evantamento da s|tuação do
teatro |evado a cabo pe|a com|ssão de
gestão nomeada pe|o m|n|stro em Outubro
do ano passado, para apurar ·carenc|as e
deí|c|enc|as· do D. Mar|a ll, constatou a
·ex| stenc| a de e| evado número de
|rregu|ar|dades·.
Estas s|tuaçoes, a|gumas de|as d|vu|gadas
na passada segunda-íe|ra, resu|tam, no
entender da equ|pa que íez o |evantamento,
de ·med|das de adm|n|stração pouco
eí|c|entes e desadequadas ao quadro
normat|vo v|gente·.
Dos 150 traba|hadores do teatro, 29 são
actores, e, entre estes, uma dezena estão
em s|tuação de reíorma, sendo que a |dade
med|a da companh|a de teatro e de 56 anos.
FlNANÇAS
O m|n|stro das F|nanças, P|na Moura,
eíectuou, ontem, uma v|s|ta de traba|ho à
Peg|ão Autonoma da Made|ra, |nc|u|da num
con|unto de des|ocaçoes que o governante
tem v|ndo a eíectuar desde a passada
segunda-íe|ra, d|a 8, pe|as d|recçoes
d|str|ta|s das F|nanças e A|íândegas.
Os aspectos re|ac|onados com a reíorma
í|sca| íoram abordados nos encontros que
o m|n|stro manteve na reg|ão.
Durante o encontro que teve com o
pres|dente do Governo made|rense, A|berto
João Jard|m, P|na Moura d|scut|u prob|emas
re|at|vos à |e| das í|nanças reg|ona|s,
reg|ona||zação de a|guns serv|ços na
dependenc|a daque|e M|n|ster|o e à s|tuação
de atraso na transíerenc|a de a|gumas
verbas do Estado para a Made|ra.
Entre estes encontram-se os cerca de c|nco
m||hoes de contos correspondentes aos
custos da e|ectr|c|dade e o me|o m||hão
aíecto à |nsta|ação do novo centro |og|st|co
de combust|ve|s.
REFORMA DO ESTADO
O m|n|stro da Peíorma do Estado e
Adm|n|stração Púb||ca deíendeu, no d|a 6,
em Oo|mbra, mode|os organ|zac|ona|s ma|s
í|ex|ve|s, para um me|hor aprove|tamento
das despesas púb||cas, e a requa||í|cação
do sector.
·A|guns dos mode|os orgân|cos são
|neí|cazes, não produt|vos, provocam
despesa púb||ca desnecessár|a·, aí|rmou
A|berto Mart|ns, ao |nterv|r no o|tavo
an|versár|o do lnst|tuto Buper|or B|ssaya
Barreto.
Dos 650 m|| íunc|onár|os do Estado, cerca
de 550 m|| traba|ham na Adm|n|stração
Oentra| e apenas 3,4 por cento são
||cenc|ados, tendo em conta que dos 27 por
cento de ||cenc|ados da Adm|n|stração 16,6
por cento são de carre|ra docente e 7 por
cento são med|cos.
Desde 1996 acrescentou terão s|do
contratados pe|a Adm|n|stração cerca de 20
m|| traba|hadores, metade em reg|me de
avença e outro tanto a contrato a termo.
O conge|amento das adm|ssoes na
Adm|n|stração tem s|do ·torneado com
contratos a termo em íunção de pressoes
|med|atas dos serv|ços·, reíer|u o
governante, sub||nhando o íacto de cerca
de 70 por cento dessas contrataçoes serem
no sector da Baúde.
TRABALHO
O secretár|o de Estado do Traba|ho e
Formação, Pau|o Pedroso, anunc|ou, no d|a
8, em Matos|nhos, que será |ançado em Abr||
um novo |nquer|to nac|ona| para ava||ar a
|nc|denc|a da exp|oração do traba|ho |níant||
em Portuga|.
Begundo Pau| o Pedroso, com este
|nquer|to, cu|o resu|tado será conhec|do
antes do í|m do ano, o Governo pretende
reg|star qua| a evo|ução do íenomeno entre
1998 e 2001.
·Do |nquer|to rea||zado em 1998, apurámos,
pe|a boca dos pa|s, que ex|st|am cerca de
15 m|| cr|anças em s|tuação de exp|oração
do traba|ho |níant||, enquanto que pe|o
testemunho das propr|as cr|anças o número
aumentou para cerca de 40 m||·, d|sse.
Pau|o Pedroso adm|t|u que, em Portuga|, ·a
exp|oração do traba|ho |níant|| nas íábr|cas,
em s|tuaçoes per|gosas, está a d|m|nu|r·,
mas a|ertou para o íacto de estar a surg|r
uma nova vertente do prob|ema.
·A exp|oração do traba|ho |níant|| aparece
agora no traba|ho dom|c|||ár|o e apos o
horár|o da esco|a·, reíer|u.
O governante ía|ava, na Exponor, onde
decorreu a cer|mon|a de entrega dos
prem|os pecun|ár|os (1.500 euros) para
apo|o à execução dos 17 pro|ectos de
assoc|açoes |uven|s se|ecc|onados para o
Ooncurso Nac|ona| pe|a Prevenção da
Exp|oração do Traba|ho lníant||, denom|nado
·Há um tempo para aprender·.
ACÇÃO SOClALlSTA 8 11 JANElPO 2001
PARLAMENTO
SEM HESlTAÇÕES... DlRElTA DOS lNTERESSES
EM CAMPANHA DE lNTOXlCAÇÃO
CONTRA REFORMA FlSCAL
DEPU7ADO AN7ÓN/O MAR7/NHO Desenvolvlmenfo
O deputado soc|a||sta
Anton|o Mart|nho não
quer que o lP3 se| a
·obstru| do por um
qua|quer |obo |ber|co· ou
por ·outro t|po de |obos
dos que | á í| zeram
atrasar demas|ado esta |níra-estrutura,
reconhec|damente íundamenta| para a
reg|ão (de v||a Pea|) e para o Pa|s·.
Anton|o Mart|nho |nterv|nha, no d|a 4, na
Assemb|e|a da Pepúb||ca, no per|odo antes
da ordem do d|a, a propos|to da ass|natura
do contrato de concessão da auto-estrada
|nter|or Norte ao consorc|o Norscut.
Pecorde-se que esta concessão |nc|u| a
concepção, construção e exp|oração de
uma parte s|gn|í|cat|va do lP3, que va| da
íronte|ra de Ohaves ate v|seu, numa
extensão de 155 qu||ometros e com um
|nvest|mento que u|trapassa os 100 m||hoes
de contos.
Ass|m, segundo o par|amentar do PB, ·esta
auto-estrada const|tu| ma|s um passo para
dar resposta a do|s ob|ect|vos que o actua|
Governo deí|n|u para as |níra-estruturas
rodov|ár|as, a saber: transíormar uma rede
de auto-estradas do ||tora| numa verdade|ra
rede nac|ona| de auto-estradas e dup||car
a actua| rede ex|stente·.
A auto-estrada, para Anton|o Mart|nho,
·mostra-se de grande |mportânc|a, não so
para todo o |nter|or Norte, des|gnadamente
para a reg|ão de Trás-os-Montes e A|to
Douro e, de uma íorma a| nda ma| s
ev|dente, para o d|str|to de v||a Pea|, mas
tambem para todo o Pa|s·.
Neste sent|do, o deputado do GP/PB c|tou
como exemp|o o |mportante pape| que o
lP3 pode desempenhar no
desenvo|v|mento de toda a reg|ão, ír|sando
que esta |níra-estrutura ·const|tu|rá a
esp|nha dorsa|, em termos de rodov|as, do
d|str|to· de v||a Pea|.
·Üma correcta estrateg| a de
desenvo|v|mento |mpoe que se passe de
|med|ato à íase segu|nte que e a da
preparação da construção de uma rede
v|ár|a comp|ementar ou beneí|c|ação da
rede ex|stente que poss|b|||te uma ||gação
ráp|da e segura dos restantes conce|hos a
este lP e às c|dades e v||as que atravessa·,
cons|derou.
Anton|o Mart|nho sub||nhou a|nda a |de|a
segundo a qua| o lP3 íac|||tará o transporte
em cond| çoes ma| s vanta| osas dos
produtos da reg|ão Norte para a Europa e
|nc|us|ve para outras reg|oes de Portuga|.
É por tudo |sto que o deputado soc|a||sta
deíende um avanço deste processo sem
ma|s ·hes|taçoes· nem ·empec||hos·.
Agitações e soIuções
A preocupação do par|amentar do PB com
o Norte do Pa|s tem v|ndo a ev|denc|ar-se
cada vez ma|s.
Ass|m, numa |ntervenção rea||zada no d|a
13 de Dezembro ú|t|mo, Anton|o Mart|nho
ía|ava num debate de urgenc|a de |n|c|at|va
|aran|a sobre os prob|emas que aíectam a
Oasa do Douro e a v|t|v|n|cu|tura dur|ense.
O deputado do PB recordou, durante a
sessão p|enár|a par|amentar que ío| na
decada cavaqu|sta e não no per|odo de
adm|n|stração soc|a||sta que a reg|ão do
Douro entrou em cr|se.
·O PBD, ún| co detentor de
responsab|||dades governat|vas nessa
a|tura, ío| sempre parte do prob|ema, nunca
ío| parte da so|ução·, aí|rmou.
Mas, ho|e, segundo Anton|o Mart|nho, a
s|tuação do Douro e ·d|íerente·.
·O Douro produz ma|s e me|hor v|nho í|no,
mas produz tambem me|hor v|nho de
mesa·, sendo actua|mente ma|s do que
uma reg| ão produtora de v| nho de
qua||dade.
·O Douro, r|o, e uma v|a de navegação por
onde trans|tam tur|stas e r|quezas da
reg|ão·, observou.
Na op|n|ão de Anton|o Mart|nho, o PBD não
so ío| parte do prob|ema desde a sua gene-
se, como agora pretende tambem ser parte
de uma ag|tação desnecessár|a e |nút||.
Oontrar|amente, o Part|do Boc|a||sta tem
s|do, esse s|m, parte da so|ução.
MARY RODRlGUES
DEPU7ADO MANUEL DO$ $AN7O$ Flnanças
Numa |ntervenção no d|a
4, no Par| amento, que
causou a|gum desconíorto
e ma|-estar nas bancadas
do PBD e do PP un|das
con| untura| mente em
deíesa dos grandes
|nteresses e pr|v||eg|os -, o deputado do
PB Manue| dos Bantos a|ertou que está em
curso uma megacampanha dos sectores
que se opoem à reíorma í|sca|.
O v|ce-pres|dente da bancada do PB
deíendeu que o aumento de nove por
cento das rece|tas í|sca|s será obt|do com
uma ma|or eí|c|enc|a no combate à íuga
ao í|sco e ao cresc|mento econom|co.
A pos| ção do d| r| gente do Grupo
Par|amentar do PB surg|u na sequenc|a de
uma |ntervenção mu|to cr|t|ca do deputado
do PBD Pu| P|o sobre as consequenc|as
da reíorma í|sca| recentemente aprovada
na Assemb|e|a da Pepúb||ca.
Üma |ntervenção do deputado |aran|a que
surge no quadro de uma campanha
v| o| ent| ss| ma da d| re| ta contra uma
reíorma í|sca| que mexe com |nteresses
|nsta|ados, ou se|a, certos sectores da
soc|edade, com e|evados rend|mentos, e
que durante decadas íug| ram
|mpunemente ao í|sco.
É mu|to s|mp|esmente |sto que está em
causa e que tanto do| à d| re| ta dos
|nteresses, que não se coníorma com uma
reíorma í|sca| |usta e so||dár|a e |á está a
|ançar d|versos espanta|hos e íantasmas
para a op|n|ão púb||ca, numa g|gantesca
campanha de |ntox|cação.
Numa resposta às pseudopreocupaçoes
do deputado |aran|a, o deputado soc|a||sta
Manue| dos Bantos reíer| u que os
est|mados nove por cento de aumento das
rece|tas í|sca|s ·resu|tarão prec|samente
do cresc|mento do produto e da ap||cação
da reíorma í|sca|, que tornará mu|to ma|s
d|í|c|| a íuga ao pagamento de |mpostos·.
Na sua |ntervenção, o v|ce-pres|dente da
bancada soc|a||sta condenou os sectores
que se estão a opor à execução da
reíorma í|sca|, a|em do PBD e do ODB-PP.
·Estamos a ass|st|r a ameaças e pressoes
de grupos econom| cos, a ana| | stas
po||t|cos com dúv|das, os part|dos de
d|re|ta preocupados com os votos da
esquerda, a me|os de comun|cação soc|a|
|ncredu|os e, a ma|or parte das vezes,
negat|v|stas·, sub||nhou. J. C. CASTELO BRANCO
CONSTRUÇÃO
DE UMA SOClEDADE
MAlS lGUALlTÁRlA E PARlTÁRlA
DEPU7ADA RO$A ALBERNAZ lgualdade de oµorfunldades
·A |gua|dade de oportu-
n|dades não se encontra
p|enamente reso|v|da,
mas não podemos
escamotear os grandes
desenvo|v|mentos que o
Xlll e o Xlv Governos do
part|do Boc|a||sta tem assegurado neste
dom|n|o e de íorma transversa|·, aí|rmou no
d|a 21 de Dezembro, Posa Mar|a A|bernaz
A deputada do PB ía|ava durante a
d|scussão de um con|unto de |n|c|at|vas
sobre a |gua|dade de que |nc|dem sobre a
|gua|dade de oportun|dades entre homens
e mu|heres.
Posa Mar|a A|bernaz sa||entou que,
coníorme o prev|sto no programa do Xlv
Governo Oonst|tuc|ona|, ·o ano 2000 ío|
marcado por uma |ntens|í|cação nas
med|das de va|or|zação das po||t|cas
re|at|vas à |gua|dade de oportun|dades entre
homens e mu|heres.
Quanto a um pro|ecto de |e| apresentado
pe|o PBD che|o de cr|t|cas no seu
preâmbu|o, a deputada do PB cons|derou-
as ·|n|ustas· e carec|das de ·íundamento·,
|embrando a propos|to que no âmb|to da
regu|amentação e rev|são de d|p|omas
íundamenta|s para a área da |gua|dade,
procedeu-se à e|aboração de d|p|omas
|ega|s e de regu|amentação de |e|s da AP,
ta|s como, por exemp|o, as a|teraçoes
|ntroduz|das à Le| da Matern|dade e
Patern|dade, a preparação da
regu|amentação da Le| da Matern|dade e da
Patern|dade no âmb|to do sector pr|vado e
no sector púb||co, bem como a reso|ução
do Oonse|ho de M|n|stros que aprovou o
P|ano G|oba| para a lgua|dade de
Oportun|dades.
Posa Mar|a A|bernaz destacou a|nda a
|mportânc|a da atr|bu|ção de prem|os -
·lgua|dade e Qua||dade· - às empresas com
po||t|cas exemp|ares em mater|a de
oportun|dades entre mu|heres e homens.
·Be |sto e ser |nact|vo... então ex|ste uma
coníusão term|no|og|ca quanto a esse
conce|to e o PBD querer|a d|zer que o
Governo ío| act|vo, empreendedor e ousado
neste dom|n|o·, d|sse. J. C. CASTELO BRANCO
11 JANElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 9
UNÌÄO EUROPEÌA
PRESlDÊNClA SUECA VAl APOSTAR
NA SEGURANÇA ALlMENTAR
PORTUGAL TEM DE ESTAR
«ATENTO» E SER «lMAGlNATlVO»
NA NOVA EUROPA
AGR/CUL7URA Mlnlsfra revela
segurança a||mentar e uma das
pr|or|dades da pres|denc|a
sueca da Ün|ão Europe|a (ÜE),
com destaque para o prob|ema
da BBE, deíendendo a m|n|stra sueca da
Agr|cu|tura a desp|stagem obr|gator|a em
toda a ÜE.
Margareta W|nberg anunc|ou esta pr|or|dade
no d|a 3 em L|sboa, onde se encontrou com
o m|n|stro portugues do sector, Lu|s
Oapou|as Bantos.
A governante esco|heu Portuga| para o |n|c|o
da ronda de contactos com os responsáve|s
da Agr|cu|tura de cada pa|s membro, no
âmb|to da pres|denc|a sueca da ÜE.
Apos o encontro, W|nberg deíendeu os
testes de desp|stagem da ·doença das
vacas |oucas· para todos os an|ma|s mortos
com ma|s de 30 meses e que vão entrar na
cade|a a||mentar.
A|em d|sso, pretende que os testes se|am
a|argados a toda a ÜE, ate porque o enorme
número de carcaças a destru|r gera
prob|emas, |á que, a capac|dade de
|nc|neração e ||m|tada, nomeadamente em
Portuga| e na Buec|a, do|s dos pa|ses que
tem de exportar os seus mater|a|s de r|sco.
Em Portuga|, vão entrar em íunc|onamento
25 |aborator|os, |á em Abr||, com o ob|ect|vo
de ana||sar todos os an|ma|s abat|dos,
med|da |á anunc|ada por Oapou|as Bantos
e que |mp||ca custos de cerca de 3,7
m||hoes de contos.
De qua|quer modo, os testes estarão em
v|gor na Ün|ão durante a pr|me|ra metade
do ano, per|odo apos o qua| será e|aborado
um re|ator|o com o ponto da s|tuação em
cada pa|s.
Da agenda apresentada pe|a m|n|stra sueca
ao seu homo|ogo, baseada nas tres
pa|avras chave esco|h|das pe|a Buec|a para
a pres|denc|a (a|argamento, emprego e
amb|ente) consta a sua ap||cação à
agr|cu|tura, mas tambem a saúde e
transporte an|ma| e a reíer|da segurança
a||mentar.
A|nda acerca deste ponto, Margareta
W|nberg íez questão de ír|sar que há áreas
onde os r|scos são ·mu|to ma|ores que na
BBE·, como e o caso do tabaco,
responsáve| pe|a morte de m||hares de
pessoas.
No entanto, ·não nos |mportamos com
|sso·, e a ÜE não so não deíende a abo||ção
deste produto, como a|nda |ncent|va a sua
cu|tura, d|sse.
O a|argamento da ÜE a outros pa|ses va|
ter consequenc|as no sector agr|co|a, que
tem de ser ponderadas e o emprego
representa uma s|tuação de desaí|o, |á que,
e necessár|o encontrar a|ternat|vas para í|xar
os agr|cu|tores e íam|||as no campo, quando
a act|v|dade agr|co|a enírenta prob|emas,
acrescentou a m|n|stra.
Oapou|as Bantos reíer|u a sua ·p|ena
concordânc|a com o essenc|a| dos pontos
apresentados· e re|terou a d|spon|b|||dade
de Portuga| para apo|ar a pres|denc|a sueca
da ÜE, pa|s que pe|a pr|me|ra vez
desempenha este pape|.
O m|n|stro portugues reaí|rmou a coní|ança
no comprom|sso do Oom|te de que a
dec|são de |evantar o embargo à carne de
vaca portuguesa se|a avançada, o ma|s
tardar, ate 30 de Ju|ho.
Este assunto ío| íocado na reun|ão com
Margareta W|nbergo, tendo Oapou|as
Bantos sens|b|||zado a m|n|stra para a
|n|ust|ça da s|tuação.
A a|teração das regras da organ|zação
comum do mercado do arroz poderá ser
outro assunto em c|ma da mesa, nos
prox|mos se|s meses.
Portuga| ·está aberto a mod|í|caçoes, desde
que os rend|mentos dos agr|cu|tores este|a
sa|vaguardado· e não esquecendo que
a|gumas áreas desta cu|tura
desempenham, tambem, uma íunção
amb|enta|.
O acordo de pesca com Marrocos ío| ía|ado
pe|os m|n|stros da Agr|cu|tura e Oapou|as
Bantos transm|t|u à m|n|stra as
espec|í|c|dades |nternas de Portuga|,
d|íerentes de Espanha, apesar de este ser
um processo conduz|do pe|a Oom|ssão.
Para o m|n|stro da Agr|cu|tura,
Desenvo|v|mento Pura| e Pescas, ou se
obtem um acordo ou se poe em prát|ca um
p|ano de reestruturação da írota, o qua| |á
ío| apresentado por Portuga| à Oom|ssão
Europe|a, devendo ser em breve entregue
tambem à pres|denc|a sueca.
$EM/NAR/O D/PLOMA7/CO Guferres alerfa
O camarada Anton|o Guterres d|sse no d|a
3 que Portuga| va| ter que estar ·atento· e
ser ·|mag|nat|vo· para se aí|rmar numa
Europa em proíunda mutação e que daqu|
a 10 anos será |á mu|to d|íerente do que e
ho|e.
Numa Europa ma|s a|argada e ma|s
heterogenea, com um ou vár|os núc|eos
duros, ·e abso|utamente |nd|spensáve| que
Portuga| este|a sempre em todos os
núc|eos duros que se const|tuam, e uma
questão v|ta| de aí|rmação nac|ona|·,
aí|rmou a|nda o pr|me|ro-m|n|stro, que
ía| ava no a| moço do Bem| nár| o
D|p|omát|co.
Trata-se de uma Europa onde há o r|sco
de der|va (·e a O|me|ra de N|ce ío| d|sso a
prova ev|dente·) para uma |og|ca de
aí|rmação das grandes potenc|as, ·ma|s
|ntergovernamenta| e menos comun|tár|a,
ao contrár|o do que por vezes parece·,
observou.
O pr|me|ro-m|n|stro, que t|nha a seu |ado o
m|n|stro dos Negoc|os Estrange|ros da
Be|g|ca, Lou|s M|che|, cons|derou que,
a|em da mutação em curso na Europa,
tambem a |m|gração va| contr|bu|r para a
mudança na íorma da expressão dos
|nteresses de Portuga| no mundo.
Deixámos de ser um país
de emigrantes
·De|xámos de ser um Pa|s de em|grantes
para passarmos a ser um pa| s de
|m|grantes·, sa||entou, |embrando as
consequenc|as que este íacto va| ter a n|ve|
da rede consu|ar, da evo|ução soc|a| do
Pa|s e da íorma de expr|m|r a coesão
nac|ona|.
O m|n|stro de Estado e dos Negoc|os
Estrange|ros, Ja|me Gama, e os seus
co|egas da Deíesa e da Juventude e
Desporto, Oastro Oa|das e Jose Le||o,
respect| vamente, eram a| gumas das
persona||dades presentes no a|moço, onde
estavam tambem v|ctor M|||c|as, há pouco
chegado de T| mor, e Pu| Machete,
pres|dente da Fundação Luso-Amer|cana.
O Bem| nár| o D| p| omát| co reúne
trad|c|ona|mente a segu|r ao Nata| no OOB
os emba|xadores portugueses em mu|tos
pa| ses num encontro de do| s d| as
preench|dos com d|versas coníerenc|as.
DESEMPREGO MANTÉM-SE
NOS 8,8 POR CENTO
EM NOVEMBRO
ECONOM/A Zona euro
A taxa de desemprego manteve-se estáve|
nos 8,8 por cento na zona euro, em
Novembro, íace a Outubro, anunc|ou o
Eurostat, o departamento de estat|st|cas
europeu.
No con|unto dos 15 pa|ses da Ün|ão
Europe|a (ÜE), o desemprego ba|xou 0,1
pontos percentua|s para 8,1 por cento.
Üm ano antes, em Novembro de 1999, a
taxa de desemprego era de 9,6 por cento,
na zona euro, e de 8,9 por cento, na ÜE.
As taxas ma|s ba|xas íoram reg|stadas no
Luxemburgo (2,1 por cento), na Ho|anda
(2,8, - dado de Outubro) e na Austr|a (3,2
por cento).
A taxa de desemprego em Espanha (13,6
por cento) cont|nua a ser a ma|s e|evada
da ÜE.
Em Portuga|, a taxa de desemprego
manteve-se nos 4,1 por cento, em
Novembro.
Nos ú|t|mos 12 meses, as ba|xas re|at|vas
ma|s |mportantes íoram observadas na
lr|anda (de 5,2 por cento para 4,1 por
cento), na França (de 10,7 para 8,9 por
cento) e na Buec|a (de 6,8 para 5,6 por
cento).
Por comparação, o Eurostat |nd|ca que as
taxas de desemprego íoram de 4,0 por
cento nos Estados Ün|dos da Amer|ca e
de 4,7 por cento no Japão, no per|odo em
aná||se.
No mes de Novembro de 2000, 11,5
m| | hoes de homens e mu| heres
encontravam-se desempregados na zona
euro para um tota| de 14 m||hoes na ÜE.
A
ACÇÃO SOClALlSTA 10 11 JANElPO 2001
SOCÌEDADE & PAÌS
RENOVAR PORTUGAL
ANO LUSO-MARROQUlNO
COMUN/DADE$ Novo rosfo
NEGÓC/O$ E$7RANGE/RO$ 2001
secretár| o de Estado das
Oomun|dades Portuguesas,
João Pu| Gaspar de A|me|da,
rea|çou recentemente a |mpor-
tânc|a de todos os portugueses, ·os de
dentro e de íora·, para renovar Portuga|.
Na sua pr|me|ra |ntervenção púb||ca no
encerramento do Bem|nár|o D|p|omát|co
2001, que decorreu no Oentro Ou|tura| de
Be| em, em L| sboa o secretár| o de
Estado expressou o seu apreço pe|o
t raba| ho desenvo| v| do pe| o seu
antecessor, Jose Le||o, ·que consegu|u
trazer o tema das Oomun|dades para a
pr|me|ra ||nha po||t|ca do Pa|s e coníer|r-
| he um dec| s| vo pape| na propr| a
renovação da |magem de Portuga| no
estrange|ro·.
Para João Gaspar de A|me|da, o traba|ho
desenvo|v|do pe|o Governo portugues
t em como resu| t ado o reí orço do
prest|g|o de Portuga| no mundo.
·A pr|me|ra |de|a que se íaz de um povo,
de um pa| s, e aque| a que os seus
nac|ona|s dão no estrange|ro·, dec|arou
o governant e, acrescent ando ser
í undament a| ·cont ar com os
portugueses, os de dentro e os de íora,
para renovarmos Portuga|·.
Para João Gaspar de A| me| da, os
portugueses que em|gram são cada vez
menos ·um apend| ce acessor| o da
popu| ação portuguesa·, para serem
cada vez ma|s ·um const|tu|nte orgân|co
de um todo nac|ona|, com d|re|tos c|v|cos
e const|tuc|ona|s |gua|s aos res|dentes no
Pa| s, com uma mob| | | dade tur| st| ca,
academ|ca e proí|ss|ona| |mpensáve| há
a| guns anos at rás·, com uma
part|c|pação nos beneí|c|os soc|a|s ·que
se |u|gar|a |mprat|cáve|·.
O secretár|o de Estado aprove|tou a
ocas| ão para sa| | ent ar que ·o
reconhec|mento do d|re|to de e|egerem
o Pres|dente da Pepúb||ca, o apo|o soc|a|
aos |dosos e o programa de estág|os em
Portuga| para |ovens |uso-descendentes·
são exemp| os de uma nova | de| a, e
tambem de uma nova prát|ca, da un|dade
do Pa|s.
·Mas e necessár| o encont rar um
equ|||br|o entre as ex|genc|as íe|tas pe|as
comun|dades e as poss|b|||dades da
Becretar|a de Estado·, d|sse.
Por vezes não e íác|| encontrar esse
equ|||br|o, acrescentou, |embrando, como
exemp|os, o prob|ema da segurança
pessoa| na Aír|ca do Bu|, cada d|a ma|s
dramát|co, e o apo|o às v|t|mas das
|nundaçoes na venezue|a.
·Bão s| t uaçoes em que a so| | dár| a
atenção das autor|dades portuguesas
não basta para sat|síazer as asp|raçoes
das respect|vas comun|dades. O Estado
port ugues t ent ará, na med| da de
recursos pouco avu|tados, contr|bu|r para
a sua superação·, dec|arou João Gaspar
de A|me|da.
O secretár|o de Estado acrescentou, no
entanto, que o Governo de L|sboa se ve
·conírontado com um comp||cado cenár|o
po||t|co |oca|, em que a sua boa-vontade
tem de tomar em cons|deração |nteresses
e competenc|as propr|as das autor|dades
|oca|s·, o que aconse|ha ·uma cu|dadosa
e pers|stente actuação b||atera| com v|sta
à harmon|zação da soberan|a do Pa|s de
aco|h|mento e o ob|ect|vo de apo|ar os
nossos nac|ona|s desíavorec|dos·.
João Gaspar de A| me| da anunc| ou
tambem que o Governo va| prossegu|r a
|níormat|zação consu|ar, a|argada às
| nst a| açoes d| p| omát | cas, com
|ntervençoes em d|versas emba|xadas.
s re|açoes entre Portuga| e
Marrocos vão |ntens|í|car-se
durante este ano, com vár|os
encontros e |n|c|at|vas, pe|o que
2001 será o ·ano |uso-marroqu|no·.
A aí|rmação ío| íe|ta pe|o m|n|stro dos
Negoc|os Estrange|ros portugues, Ja|me
Gama, no passado d|a 9, em Pabat.
Gama ía|ava aos |orna||stas no í|na| de um
encontro com o pres|dente da Oâmara de
Deputados marroqu|na, Abde|ouahad
Pad|, na presença da Oom|ssão dos
Negoc|os Estrange|ros do mesmo orgão.
O cheíe da d| p| omac| a portuguesa
|embrou que, para o ano em curso, está
prev|sta a v|s|ta, a|nda sem data marcada,
do re| Mohamed vl a Portuga|, onde
tambem decorrerá a sexta reun|ão da
com|ssão m|sta |uso-marroqu|na.
Mas |á este mes, a 25 e 26, o cheíe da
d| p| omac| a marroqu| na, Mohamed
Bena|ssa, v|s|tará oí|c|a|mente L|sboa,
retr|bu|ndo ass|m o conv|te íe|to ao seu
homo|ogo portugues para a v|s|ta em
curso.
Begundo Ja|me Gama, 2001 será tambem
marcado pe|a part|c|pação de Portuga|
nos traba|hos do pr|me|ro Oonse|ho do
Acordo Marrocos/Ün|ão Europe|a (ÜE),
prev| sto para Fevere| ro, na cap| ta|
marroqu|na, e a|nda uma nova des|ocação
de Gama a este pa|s muçu|mano para
representar o Estado portugues na reun|ão
m|n|ster|a| do Forum Med|terrân|co, a 30
de Ma|o.
Gama sub||nhou o |nteresse de Portuga|
no aproíundamento das re| açoes
econom|cas com Marrocos, sobretudo
nas áreas da tecno|og|a da |níormação,
cu|tura e tur|smo, ír|sando que o re|no
marroqu| no ·e uma pr| or| dade· da
| nternac| ona| | zação da econom| a
portuguesa.
Por seu |ado, Pad| congratu|ou-se com a
·exce|enc|a das re|açoes· entre os do|s
pa|ses e e|og|ou o pape| de Portuga| na
reaprox|mação entre a Europa e Aír|ca e
entre Marrocos e a ÜE e a|nda o apo|o de
L| sboa ao processo de trans| ção
democrát|ca no pa|s.
Apos o encontro, Ja|me Gama segu|u para
Marraquexe, 320 qu||ometros a su| de
Pabat, onde Mohamed vl o recebeu em
aud|enc|a.
Em dec|araçoes à Oomun|cação Boc|a|,
antes de part|r para Marraquexe, Gama
ad|antou que ana||sar|a com o monarca
a|au|ta as re|açoes b||atera|s, a parcer|a
euro-med| terrân| ca, a part| c| pação
marroqu|na na c|me|ra Aír|ca-Europa e que
a|nda acertar|a, eventua|mente, a data
para a v|s|ta de Mohamed vl a Portuga|
no ano em curso.
O cheíe da d| p| omac| a portuguesa
regressou a me|o da tarde de terça-íe|ra
a Pabat, onde se av|stou com o pr|me|ro-
m| n| stro marroqu| no, Abderrahmane
Youssouí|, num encontro onde a c|me|ra
|uso-marroqu|na esteve no centro das
atençoes.
Ja|me gama chegou no d|a 8 a Pabat para
uma v|s|ta oí|c|a| de do|s d|as a Marrocos,
a conv|te do seu homo|ogo Mohamed
Bena|ssa.
O
A
11 JANElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 11
SOCÌEDADE & PAÌS
GOVERNO CRlA CENTROS EDUCATlVOS
CRlANÇAS EM BUSCA DO OZONO PERDlDO
RE/N$ERÇÁO $OC/AL Jovens dellnquenfes
ma portar|a do M|n|ster|o da
Just|ça recentemente pub||cada
cr|a os centros educat|vos para
|ovens de||nquentes e estabe|e-
ce a sua c|ass|í|cação em íunção de tres
reg|mes: aberto, sem|aberto e íechado.
A nova c|ass|í|cação dos 13 centros
educat| vos surge na sequenc| a da
ap||cação da Le| Tute|ar Educat|va, que
pressupoe a ex|stenc|a de ·cond|çoes
adequadas à execução das med|das
tute|ares educat|vas e de outras dec|soes
|ud|c|a|s, nomeadamente das que |mp||cam
o |nternamento de menores e |ovens em
|nst|tu|çoes do s|stema da |ust|ça·.
O reg|me de íunc|onamento e grau de
abertura ao exter|or dos centros educat|vos
(nova des|gnação para os actua|s co|eg|os
de aco| h| mento do lPB/lnst| tuto de
Pe|nserção Boc|a|) e cond|c|onado pe|a
respect| va c| ass| í| cação (aberto,
sem|aberto ou íechado), de acordo com o
reg|me de execução das med|das de
|nternamento.
Todos os centros agora cr|ados d|spoem
de reg|me sem|aberto, sem pre|u|zo da
coex|stenc|a com outro reg|me ma|s brando
ou severo.
De acordo com o M|n|ster|o da Just|ça, com
a conc|usão de a|gumas obras a|nda em
curso, tornar-se-á necessár|o proceder a
uma rev|são da c|ass|í|cação dos centros
educat|vos agora estabe|ec|da, por íorma
·a a| ustar as respostas de
|nst|tuc|ona||zação às necess|dades que
íorem surg|ndo com a ap||cação do novo
reg|me |ega|·.
Os centros educat|vos repartem-se a|nda
em tres grupos consoante se dest|nem a
aco|her |ovens do sexo mascu||no, menores
do sexo íem|n|no ou de ambos os sexos.
Os centros educat|vos com reg|me ma|s
severo (sem|aberto e íechado) são o do
Mondego, em Oavadouce (d|str|to da
Guarda), dos O||va|s em Oo|mbra, Padre
Anton|o de O||ve|ra em Oax|as (Oe|ras) e
de Bão Bernard|no, em Atogu|a da Ba|e|a,
Pen|che.
A presente portar|a entrou em v|gor no
passado d|a 1 de Jane|ro.
Juntamente com esta portar|a, sa|ram ho|e
outras duas re|at|vas ao regu|amento gera|
e d|sc|p||nar os centros educat|vos e o
decreto- |e| que regu|amenta a |e| que
aprova a Le| Tute|ar Educat|va, que separa
os menores e |ovens em r|sco dos |ovens
de| | nquentes, í| cando os pr| me| ros
entregues à Begurança Boc| a| e os
segundos ao lPB, ent|dade tute|ada pe|o
M|n|ster|o da Just|ça.
Por ocas|ão da entrada em v|gor da Le|
Tute|ar Educat|va, o m|n|stro da Just|ça,
Anton|o Oosta, |naugurou a un|dade de
reg|me íechado do Oentro Educat|vo Padre
Anton|o de O||ve|ra, em Oax|as.
Anton|o Oosta pres|d|u a|nda no Oentro de
Estudos Jud|c|ár|os (OEJ) à sessão de
encerramento da acção de íormação |n|c|a|
de cerca de 120 novos tecn| cos de
re|nserção soc|a| que íoram recrutados
para reíorço das cond|çoes de ap||cação
da nova Le| Tute|ar Educat|va.
D/RECÇÁO-GERAL DE ENERG/A Projecfo de senslblllzação
m busca do ozono perd|do·
e o novo cana| do ·s|te· ABO
da Energ| a, ded| cado à
sens|b|||zação das cr|anças
para o buraco que as agressoes
amb|enta|s estão a provocar na camada de
ozono envo|vente da atmosíera terrestre.
O ut|||zador ·entra· numa h|stor|a, em
banda desenhada, que conta como ·a
camada do ozono está a ser com|da por
a|guns qu|m|cos· que se produzem na
Terra, a|ertando para o desaparec|mento do
ozono, as suas causas e eíe| tos,
apresentando a|nda a|gumas so|uçoes
amb|enta|s para a sua preservação.
Ze Mar|a, o personagem pr|nc|pa|, e um
|orna||sta que recebe ordens do seu
d|rector para ·|r ate ao íundo· desta h|stor|a.
O reconhec|mento do mer|to deste ·s|te·
(www.abcdaenerg| a.com) | evou a
D|recção-Gera| da Energ|a a patroc|nar de
novo este pro|ecto, por íorma a garant|r a
sua v|ab|||zação e a qua||dade crescente.
Outro cana| novo deste ·s| te· e o
·Pec|c|apo||s·, uma ·c|dade· para v|s|tar
que mostra como os seus hab|tantes
rec|c|am, reduzem, e reut|||zam o ||xo.
Embora este|a a|nda em construção, este
cana| do ABO da Energ|a pretende ens|nar
as cr|anças a ut|||zarem a po||t|ca dos tres
P's Peduz|r, Peut|||zar e Pec|c|ar
contando como aque|a se mod|í|cou ao
|ongo dos anos.
Begundo o ·s|te·, ·Pec|c|opo||s· era
conhec|da por ·L|xopo||s·, uma vez que os
seus res| dentes a| nda ·não t| nham
pensado mu|to sobre para onde o ||xo |a
quando e|es o de|tavam íora·.
Peíere o texto que ·co|sas que íac||mente
pod|am ter s|do reut|||zadas ou rec|c|adas
eram at|radas para o ||xo, porque n|nguem
acred|tava que rec|c|ar íaz|a a d|íerença·.
Oom |ogos, passatempos, deí|n|çoes, um
íorum e um cana| ded|cado a proíessores,
o ABO da Energ|a apresenta-se como um
·s| te· que oíerece | níormação
comp|ementar à d|spon|b|||zada pe|a
D|recção-Gera| da Energ|a.
JOÃO SOARES SALVA ClNEMA S. JORGE
L/$BOA Culfura
Prometeu e cumpriu. João Soares
saIva mais uma saIa de
espectácuIos em Lisboa. Trata-se
do Cinema São Jorge, património
cuIturaI de todos os Iisboetas, que
não podem estar condenados a ver
cinema em saIas minúscuIas em
que se remoem pipocas segundo
padrões «made in USA». A Câmara
de Lisboa está de parabéns, por
não ceder aos interesses
economicistas. Governar uma
cidade segundo um programa de
esquerda é tomar este tipo de
medidas.
compra do O|nema B. Jorge
pe|a Oâmara de L|sboa va|
custar um m||hão de contos,
estando | á a decorrer os
contactos com bancos para í|nanc|ar a
aqu|s|ção, garant|u o vereador Fontão de
Oarva|ho.
Dev|do ao e|evado custo da aqu|s|ção do
B. Jorge, o vereador das F|nanças da
Oâmara Mun|c|pa| de L|sboa reve|ou que
tem estado a contactar vár|as ent|dades
bancár|as.
Bem o apo|o do M|n|ster|o da Ou|tura, a
autarqu|a avança soz|nha para a aqu|s|ção
do h|stor|co c|nema da aven|da da
L|berdade.
·Não ío| poss|ve| encontrar parce|ros. O
M|n|ster|o da Ou|tura d|z não ter d|nhe|ro e a
O|nemateca Portuguesa não tem me|os·,
d|sse o pres|dente da autarqu|a, João
Boares.
Bem apo|os governamenta|s, ·a Oâmara
está a procura de ent|dades |nteressadas
em í|nanc|ar o processo·, reíer|u Fontão de
Oarva|ho.
A dec|são da Oâmara de L|sboa v|r a exercer
o d|re|to de preíerenc|a na compra do
c|nema B. Jorge, que encerrou no d|a 30 de
Novembro, ío| anunc|ada pe|o pres|dente
da autarqu|a, João Boares.
·Assum|mos que |amos sa|var o B. Jorge e,
mesmo sem parce|ros, vamos reíazer uma
grande sa|a de espectácu|os·, d|sse na
a|tura João Boares.
O B. Jorge ío| uma das pr|me|ras sa|as do
Pa|s constru|da de ra|z expressamente para
c|nema, nos anos 50, com uma capac|dade
para 1.827 |ugares.
A|vo de obras de transíormação nos anos
80, o ed|í|c|o passar|a a ter tres sa|as que
gradua|mente v|am o número de
espectadores d|m|nu|r.
·Ate agora a|nda não de|xámos morrer
nenhuma sa|a. Pr|me|ro ío| o [c|nema] Poma,
que transíormámos no Forum L|sboa e
agora e o B. Jorge·, d|sse João Boares.
A
U
«E
ACÇÃO SOClALlSTA 12 11 JANElPO 2001
AU7ARQU/A$ lNlClAIlVAS & EVENIOS
AUTARQUÌAS
Amadora
Hab| tação Boc| a| e educação são
pr|or|dades para 2001
Hab|tação soc|a| e educação são as
pr|or|dades do p|ano de act|v|dades da
Oâmara da Amadora para 2001, em
|nvest|mentos de 14 m||hoes de contos de
um tota| de 24 m| | hoes, anunc| ou o
pres|dente Joaqu|m Paposo.
A autarqu|a va| ap||car ma|s de 10,2 m||hoes
de contos na construção de casas para o
Programa Espec|a| de Pea|o|amento (PEP)
e outras dest|nadas a casa|s |ovens durante
o prox| mo ano, segundo dados em
coníerenc|a de lmprensa.
A educação tem 3,6 m||hoes de contos
dest|nados ao ens|no pre-esco|ar e bás|co,
num pro|ecto que ate 2003 |nterv|rá em 30
esco|as e 71 sa|as de au|a. A adm|n|stração
centra| compart|c|pa com cerca de 2,5
m| | hoes de contos neste sector no
conce|ho.
No |nvest|mento nas acess|b|||dades, a
autarqu|a part|c|pa com 1,7 m||hoes de um
tota| de 19 m||hoes, assegurados tambem
pe|o poder centra| e por empre|te|ros.
A conc|usão da OPlL e um dos pro|ectos
de ma|or envergadura, no va|or de sete
m||hoes de contos, mas Joaqu|m Paposo
garante que ·não va| consent|r· o mode|o
de v|aduto e va|e, term|nando no no da
Dama|a, deíend|do pe|as cand|daturas em
aprec| ação pe| o M| n| ster| o do
Equ|pamento.
Joaqu|m Paposo d|sse aos |orna||stas que
a Oâmara da Amadora e|aborou |á um
pro|ecto a|ternat|vo que deíende o í|m do
troço í|na| da OPlL em túne|, tambem
preíer|do por L|sboa, que Paposo d|z |r
poupar quatro m||hoes de contos em
expropr| açoes, a| em de trazer ma| s
vantagens amb|enta|s.
O autarca da Amadora e João Boares estão
contra a h|potese de v|aduto porque va|
passar por c|ma do Ba|rro de Banta Oruz,
obr| gando a demo| | çoes e íazendo
demorar a|nda ma|s a conc|usão da obra.
Da parte da câmara, os terrenos
necessár|os à construção do í|m da OPlL
estarão ||bertos no pr|nc|p|o do ano que
vem.
A aposta na hab|tação começa |á no
pr|nc|p|o de Jane|ro, com a entrega de ma|s
de 700 íogos PEP e hab|tação |ovem para
íam|||as na Boba e Oasa| do B||va.
Prontas a começar estão tambem obras na
Az| nhaga dos Besouros, A| íorne| os,
Fa|ague|ra, Brandoa e Mo|nho do Gu|zo,
num tota| de ma|s de m|| íogos.
A menos de um ano de e| e| çoes
autárqu|cas, Joaqu|m Paposo adm|te que
a|guns pro|ectos não estarão prontos no
í|na| do mandato, embora devam ser
|n|c|ados em 2001, como a ||gação do
Metro à Amadora e a conc|usão da OPlL.
Faro
Autarquia oferece Iivros
a Cabo Verde
Já chegaram a Oabo verde cerca de 500
||vros oíerec|dos pe|a Oâmara de Faro à
O|dade da Pra|a.
A oíerta, íe|ta no âmb|to do protoco|o de
gem| nação ex| stente entre as duas
c|dades, v|sa íorta|ecer a re|ação entre as
mesmas e proporc|onar aos |oca|s um
ma| or conhec| mento sobre a cap| ta|
a| garv| a, atraves de contactos ma| s
regu|ares.
Fazem parte desta oíerta, para a|em de
d|versas pub||caçoes com a chance|a da
autarqu|a íaíense, outras de carácter
pedagog|co gent||mente ced|das pe|as
Be|ecçoes do Peader's D|gest.
O ob|ect|vo centra| da |n|c|at|va e que estes
||vros se|am d|str|bu|dos pe|os d|versos
estabe|ec|mentos de ens|no, b|b||otecas e
outros organ|smos.
Loulé
Autarquia aposta na meIhoria
de arruamentos
A Oâmara Mun|c|pa| de Lou|e aprovou
recentemente a ad|ud|cação da empre|tada
para a me| hor| a de arruamentos em
Quarte|ra.
Ass| m, o mun| c| p| o | rá proceder à
repav|mentação das ruas Gago Oout|nho,
Prev|denc|a, Dona Franc|sca de Aragão, G||
Eanes, lníante Banto, Largo do Poeta Parda|
e Travessa do Pontão.
O |nvest|mento tota| para esta obra e de
cerca de 16 m|| contos, prevendo-se que
tenha um prazo de concret|zação de 60
d|as.
lntegrado no P|ano de Act|v|dades para
2001, este |nvest|mento dest|na-se a
executar d| versos me| horamentos e
pequenas obras nos arruamentos de
Quarte|ra, na sequenc|a de traba|hos |á
|n|c|ados em anos transactos.
O mun|c|p|o de Lou|e pretende desta íorma
reestruturar a rede v| ár| a em todo o
conce|ho, tendo em v|sta a me|hor|a das
acess| b| | | dades, nomeadamente nos
pr|nc|pa|s centros urbanos como e o caso
de Quarte|ra.
Monfljo
ConseIho ConsuItivo
MunicipaI
A Oâmara do Mont||o aprovou a cr|ação de
um Oonse|ho Oonsu|t|vo Mun|c|pa|.
·Part| c| pação, descentra| | zação e
responsab|||zação· e o |ema que |rá reger
este novo orgão, que consubstanc|a uma
vontade ant| ga de co| ocar as vár| as
íregues|as em contacto com o Execut|vo
mun|c|pa| para debater e tentar, desta
íorma, so| uc| onar os prob| emas do
conce|ho do Mont||o.
Penha de França
Órgão de informação
A |nauguração de um Espaço Mu|t|usos e
a not|c|a em destaque na ed|ção de
Dezembro do orgão de |níormação da
Junta de Fregues|a da Penha de França,
pub||cação d|r|g|da pe|o camarada João
Joíre da Fonseca Oosta.
·A Junta de Fregues|a da Penha de França
|naugurou no d|a 9 de Outubro um Espaço
Mu|t|usos s|tuado sob o v|aduto da Av.
Genera| Poçadas -, que perm| t| rá á
autarqu|a |ncrementar a oíerta cu|tura| á
popu|ação, atraves da rea||zação de
d|versos eventos, como expos|çoes,
coníerenc|as e sessoes de poes|a e canto·,
|e-se no orgão de |níormação.
De sa||entar a|nda que íez parte |ntegrante
desta ed|ção do bo|et|m um ca|endár|o para
2001.
Povoação
Concerto na Matriz
No âmb|to do programa da Bagração da
Matr|z da v||a da Povoação, que, durante do|s
anos, ío| submet|da a grandes obras de
recuperação da estrutura í|s|ca, de a|teração
dos espaços ||túrg|cos e de beneí|c|ação dos
a|tares e outros ornamentos do cu|to re||g|oso,
rea||zou-se no passado d|a 7 um concerto
pe|o Oríeão Edmundo Machado O||ve|ra.
Promov|do pe|a Oâmara Mun|c|pa| da
Povoação, o concerto rea||zou-se na Matr|z.
Vlla Real de S. Anfónlo
Câmara investe 80 miI contos
no desenvoIvimento
desportivo
A Oâmara Mun|c|pa| de v||a Pea| de B.
Anton|o ass|nou, na terça-íe|ra, d|a 9 de
Jane|ro, contratos-programa com 18 c|ubes
e assoc|açoes do conce|ho, com base no
p|ano de desenvo|v|mento desport|vo da
autarqu|a, que preve apo|os da ordem dos
80 m|| contos a d|str|bu|r por todas as
co|ect|v|dades.
Pecorde-se que desde a adopção da actua|
estrateg|a de apo|o aos c|ubes desport|vos,
o número de pro|ectos de esco|as de
íormação desport|va passou de um
(íutebo|), para se|s (m|n|-andebo|, at|et|sno,
basquetebo|, g|nást|ca e ten|s).
11 JANElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 13
PS EM MOVÌMENTO
Espaço not|c|oso, de debate, de
reí| exão e de | níormação da
act| v| dade part| dár| a | oca| e
autárqu|ca, e ass|m o ·voz da
A|uda·, bo|et|m |níormat|vo da
Becção da A|uda.
No seu número 3, o camarada
D|as Bapt|sta ass|na um art|go,
|nt|tu|ado ·Pe|a estab|||dade·,
onde íaz ma|s uma vez uma
aná||se |úc|da e |nte||gente de
a|guns íactos da actua||dade
po||t|ca.
Hugo Lobo, por sua vez,
escreve sobre a ·Peíorma do
s|stema e|e|tora|·.
F|camos à espera de ma|s
números desta ío| ha
|níormat|va marcada pe|a
actua||dade e qua||dade,
exemp|o parad|gmát|ca do
traba| ho desenvo| v| do
pe|os m|||tantes de base,
a grande a| ma deste
part|do de m|||tantes e de
pro|ecto.
Os cand|datos autárqu|cos soc|a||stas aos o|to mun|c|p|os do va|e do Bousa e Ba|xo
Tâmega serão anunc|ados |á em Abr||, d|sse o pres|dente da Federação D|str|ta| do Porto
do PB/Porto, Narc|so M|randa.
O processo arrancará |á no prox|mo d|a 15, quando o PB/Porto reun|r para ana||sar os
resu|tados das pres|denc|a|s, marcar a convenção autárqu|ca e const|tu|r um grupo de
traba|ho para exam|nar as cand|daturas às e|e|çoes autárqu|cas, sendo os o|to mun|c|p|os
do va|e do Bousa e Ba|xo Tâmega os pr|me|ros a ser esco|h|dos.
·Depo|s da aná||se dos resu|tados das pres|denc|a|s, part|remos de |med|ato de mangas
arregaçadas para a preparação do Oongresso de Março, s|mu|taneamente, para a bata|ha
das autárqu|cas·, d|sse o pres|dente do PB/Porto.
Os o|to conce|hos do va|e do Bousa e Ba|xo Tâmega Bão Amarante, Ba|ão, Marco de
Oanavezes, Paredes, Paços de Ferre|ra, Lousada, Fe|gue|ras e Penaí|e|, devendo os
cand|datos a estes mun|c|p|os ser conhec|dos em Abr||, depo|s do Oongresso do PB.
Quanto aos nomes para as câmaras da Area Metropo||tana do Porto, ·so em Junho·,
d|sse o d|r|gente soc|a||sta.
Narc|so M|randa ía|ava à sa|da de uma reun|ão da d|str|ta| na qua| ío| eíectuado um
ba|anço da campanha pres|denc|a| em curso no d|str|to, que cons|derou como ·mu|to
pos|t|vo·.
·A campanha mob|||zou comp|etamente o PB no Porto, o que cons|deramos mu|to pos|t|vo,
pe|o que dese|amos que o esíorço resu|te numa grande part|c|pação nas e|e|çoes do d|a
14·, d|sse.
Acrescentou que ·a bata|ha contra a abstenção e o grande ob|ect|vo·.
A1UDA «Voz da Ajuda»
POR7O Candldafos anunclados em Abrll
Nasceu uma nova pub||cação. É o
bo|et|m da Becção do PB/Bobra||nho,
estrutura d|r|g|da pe|o camarada Jose
Manue| Pe|xoto.
Neste número um, e dado rea|ce ao
traba|ho desenvo|v|do pe|os autarcas
do PB desde 1997 no Bobra||nho,
que ío| responsáve| por uma nova
postura e d|nâm|ca que co|ocaram
esta |oca||dade nos cam|nhos do
progresso e da modern|dade,
respondendo aos anse|os da
popu|ação.
De sa||entar que o bo|et|m e
d|str|bu|do a toda a popu|ação.
$OBRAL/NHO Novo boleflm
REUNÌÄO
DA COMÌSSÄO NACÌONAL
20 de Jane|ro, 10.30 horas, Hote| A|t|s, L|sboa
Ordem de trabaIhos:
1 Apresentação e votação da data e |oca| do Xll Oongresso
Nac|ona|.
2 Apresentação, d|scussão e votação do regu|amento para a
e|e|ção do secretár|o-gera| e dos de|egados ao Xll Oongresso
Nac|ona|.
3 Apresentação, d|scussão e votação do reg|mento para o Xll
Oongresso Nac|ona|.
4 E|e|ção da Oom|ssão Organ|zadora do Xll Oongresso Nac|ona|.
5 Aná||se da s|tuação po||t|ca.
GONDOMAR PS crlflca deslelxo da Cámara
O PB ex|g|u à Oâmara de Gondomar a e|aboração de um p|ano de emergenc|a que
ponha cobro ao ·estado de comp|eta degradação a que se de|xou chegar a rede de
estradas mun|c|pa|s·.
Em comun|cado d|vu|gado no passado d|a 3, os soc|a||stas de Gondomar cons|deram
que a s|tuação ·at|ng|u o ||m|te do adm|ss|ve|· e aí|rmam que provocou |á |números
ac|dentes de v|ação.
Da| que ex||am que a verba prev|sta para a recuperação de ruas no Orçamento e P|ano
de Act|v|dades para 2001 pe|a Oâmara de Gondomar, ||derada pe|o PBD, se|a
d|spon|b|||zada de |med|ato.
Por outro |ado, o PB rec|ama que a autarqu|a ·assuma as suas responsab|||dades |ega|s,
ressarc|ndo todos aque|es que tenham s|do v|t|mas de ac|dentes pessoa|s ou mater|a|s
provocados pe|os buracos·.
·Be a |rresponsab|||dade da Oâmara pers|st|r, o PB oportunamente tomará as med|das e
dec|soes adequadas à s|tuação·, acrescenta o comun|cado.
ACÇÃO SOClALlSTA 14 11 JANElPO 2001
LÌBERDADE DE EXPRESSÄO
SER PORTUGUÊS...
REFLEXÁO Márlo Soares
que e ser portugues, ho|e? Tanto
para os portugueses que v|vem
em Portuga| como para os que, na
d|áspora, se encontram d|spersos
pe|os c|nco cont|nentes?
Tendo em conta que v|vem:
- em epoca de g|oba||zação das econom|as,
da |níormação e dos conhec|mentos,
- uma íase h|stor|ca que mu|tos cons|deram
de ·cr|se de c|v|||zação·, com a perda dos
va|ores human|stas, a concentração das
íortunas, o cresc|mento |nus|tado da pobreza,
tanto nos pa|ses do chamado Terce|ro Mundo
como nos pa|ses d|tos desenvo|v|dos
(soc|edades dua||stas), o consum|smo
deseníreado, a v|o|enc|a e a apo|og|a
permanente da v|o|enc|a, os í|age|os da droga
e novas ep|dem|as, como a s|da, a
cr|m|na||dade organ|zada a n|ve| |nternac|ona|,
etc.,
- quando Portuga| há qu|nze anos e membro
de p|eno d|re|to da Ün|ão Europe|a, um dos
do|s po|os de ma|or desenvo|v|mento mund|a|,
em todos os dom|n|os,
- e a econom|a portuguesa se encontra num
processo ace|erado de cresc|mento e
|ntegração no espaço pen|nsu|ar e europeu,
embora com a|gumas d|í|cu|dades recentes:
excesso de despesa púb||ca, ma| contro|ada,
pressoes |ní|ac|on|stas, perda de
compet|t|v|dade, escasso |nvest|mento
estrange|ro.
Ju|go que, tendo em v|sta as cond|c|onantes
reíer|das, pos|t|vas e negat|vas, ser portugues
ho|e e:
1. ter o sent|mento de pertença a uma terra e
a uma gente com uma íorte |dent|dade cu|tura|
e ||ngu|st|ca,
2. ter o sent|do e o conhec|mento do pape| de
Portuga| no mundo, ao |ongo de uma h|stor|a
excepc|ona| (de quase nove secu|os!) e a
conv|cção de que esse pape| não está
esgotado,
3. part|c|par, consc|entemente, no espaço da
|usoíon|a, que e mu|to ma|s amp|o do que a
Oomun|dade dos Pa|ses de L|ngua Portuguesa
(OPLP), a qua|, |níe||zmente, tem estado
demas|ado |nact|va e apagada...,
4. ter v|va uma memor|a de Portuga| da terra,
dos che|ros, dos gostos (os háb|tos
a||mentares são |mportantes), do mar, da |uz
|ncomparáve| de certos í|ns de tarde (·nas
nossas ruas ao ano|tecer...· cantou Oesár|o
verde), das reíerenc|as que nos acompanham,
das pa|sagens, das pessoas, das am|zades...
Tudo |sso e ser portugues onde quer que se
v|va. De ta| modo que me s|nto, sempre sent|,
deí|n|t|vamente, portugues, mesmo e
sobretudo quando est|ve no ex|||o ou sempre
e ma|s a|nda quando estou íora da Pátr|a.
Portuga|, para m|m, não e nunca ío|, ·questão
que eu tenho com|go propr|o·, para c|tar um
verso de A|exandre O'Ne|||. Ore|o que para a
ma|or|a dos portugueses tambem não. Mesmo
quando estava deportado e cons|derava
Portuga| ·um pa|s de pedras mortas· (Anton|o
Berg|o) num regresso ·ao re|no cadaveroso·
de que ía|ava Oava|e|ro de O||ve|ra, v|, sempre
Portuga| como ·um pa|s ocupado, a
recuperar·, como escrev| no |c||0ça|
/mc|oaçaoc (1972). Nunca um pa|s em |nho
de novo O'Ne||| - ·Nhurro pa|s que nunca se
desd|z·. Quando mu|to, ío| como escreveu
magoadamente Oar|os de O||ve|ra, ·Terra
pátr|a, mãe pobre de gente pobre·. Mas ho|e,
íe||zmente, e-o cada vez menos.
A geração dos 70 que tanto nos |ní|uenc|ou
e |ní|uenc|a manteve uma questão com
Portuga|, sobre a qua| sempre se |nterrogou,
com ma|s ou menos |uc|dez e angúst|a. Da| e
sua descrença. Portuga| para a|guns, em
comparação com a França do tempo, era a
·cho|dra·, a ·p|o|he|ra· (como |he chamava D.
Oar|os).
Paradoxa|mente, quando Portuga| ressurg|a
em Aír|ca, com a ocupação eíect|va de
terr|tor|os nas duas costas esíorço
extraord|nár|o , Eça, na ||nha de Antero e de
O||ve|ra Mart|ns, term|nava o seu pr|me|ro
grande romance, O C||me oc |ao|e /ma|c,
evocando ·o ep|co, no seu pedesta|, sob o
ír|o o|har de bronze, cercado dos cron|stas e
dos poetas hero|cos da ant|ga pátr|a·,
acrescentando, ·pátr|a para sempre passada,
memor|a quase perd|da!·. Pa|avras
desa|entadas! Guerra Junque|ro, com ma|s
razão, porque escreveu depo|s da hum||hação
do Ü|t|matum |ng|es (1890), no 5a|a|çc
|a|||o||cc, ía|a de ·um povo |mbec|||zado e
res|gnado, hum||de e macambúz|o, íata||sta e
sonâmbu|o, burro de carga, besta de nora,
aguentando pau|adas, sacos de vergonhas,
íe|xes de m|ser|as, sem uma rebe||ão...·.
Teoí||o Braga, pe|o contrár|o, procurou reag|r
ao pess|m|smo envo|vente por v|a do
·repub||can|smo·, que soube reco|ocar na
||nha ma|s aí|rmat|va da nossa h|stor|a: ·hero|s
do mar, nobre povo, nação va|ente e |morta|·,
como se canta nas estroíes de / |c||0ç0esa.
A l Pepúb||ca const|tu|u uma reacção nac|ona|
v|r||, mas ío|, |níe||zmente, eíemera. Nos anos
í|na|s, ío| uma ·repúb||ca de ep|gonos·.
Engendrou a d|tadura... ||ção a não esquecer!
Mu|to ma|s prox|mos de nos, u|trapassados
os desv|os nac|ona||stas |ncongruentes do
chamado Estado Novo, a segu|r à Pe/c|0çac
ocs C|a/cs, Eduardo Lourenço num |úc|do
ensa|o, Lao|||||c oa Sa0oaoe, escreveu em
1978: ·A nossa razão de ser e a razão de toda
a esperança e termos s|do.· Ta|vez, mas não
so. Ho|e, somos. Bomos no presente e não
temos ma|s a obsessão do passado. Embora,
obv|amente, não o devamos |gnorar. Por ma|s
sombras que sur|am, temos razoes propr|as,
actua|s, para a||mentar coní|ança no íuturo, a
med|o e a |ongo prazo, mas ma|s do que ter
coní|ança, o que |mporta e ter a determ|nação
e a |nte||genc|a das co|sas para saber constru|r
o íuturo que amb|c|onamos. Nesse sent|do,
ser portugues e tambem um combate
pers|stente que começa dentro de nos pe|a
aí|rmação de Portuga|.
Boíremos quarenta e o|to anos de |nterm|náve|
d|tadura, obso|eta e obscurant|sta, que nos
de|xaram marcas d|í|c||mente apagáve|s. Treze
anos de guerras co|on|a|s provocaram traumas
e puseram-nos à margem do progresso
europeu e da ordem po||t|ca |nternac|ona|,
cr|ada no pos-guerra. F|cámos |so|ados e
a|guns de nos ·ex||ados no propr|o pa|s· ou
no estrange|ro, como d|sse o pr|me|ro Prem|o
Nobe| portugues, Egas Mon|z.
v|vemos, depo|s, a a|egr|a |nesquec|ve| da
Pevo|ução dos Oravos. E, a segu|r, uma
·trans|ção perturbada· pe|o desvar|o tota||tár|o,
com o memet|smo do MFA como se íora um
·mov|mento de ||bertação·, a desco|on|zação
poss|ve| (depo|s de treze anos de guerra) e o
regresso traumát|co de cerca de o|tocentos
m|| ·retornados·...
E então? Buperámos tudo |sso, mantendo as
||berdades recuperadas, a democrac|a
p|ura||sta que aos poucos íomos
|nst|tuc|ona||zando, e sempre a paz e o conv|v|o
c|v|co entre portugueses, no respe|to mútuo,
|ndependentemente das suas op|n|oes e
crenças. Não e pequena co|sa! lní|uenc|ámos,
dec|s|vamente, a ·trans|ção pactuada·
espanho|a e as d|íerentes trans|çoes
democrát|cas |bero-amer|canas. lntegrámo-
nos na OEE, ho|e Ün|ão Europe|a. E res|st|mos
bem, ao contrár|o de a|gumas prev|soes
pess|m|stas, ao chamado ·choque europeu·.
Fomos e ta|vez se|amos a|nda uma ·h|stor|a
de sucesso·, um case s|0o, (c|to o conhec|do
h|stor|ador amer|cano Bamue| Hunt|ngon).
Amp|amente reconhec|do e estudado no p|ano
|nternac|ona|.
Ho|e estamos noutra íase. Passaram 26 anos!
1989 terá s|do ta|vez o ano de v|ragem do
secu|o, o |n|c|o do novo m||en|o. Oom o
co|apso h|stor|co |rremed|áve| do mundo
comun|sta, avu|ta a hegemon|zação de uma
so h|perpotenc|a, os Estados Ün|dos. A
g|oba||zação das econom|as, da |níormação
e dos conhec|mentos e um dado |nd|scut|ve|,
com aspectos a|tamente pos|t|vos e a|guns
negat|vos. Oomo a revo|ução tecno|og|ca,
|níormát|ca e b|otecn|ca. Tudo mudou! Mas há
que saber conservar os va|ores et|cos. E e íác||
prever que tudo cont|nuará a mudar,
ace|eradamente.
Portuga| tambem. Oontudo atenção , os
portugueses não estão exc|u|dos do ·mundo
novo· em gestação: bom ou mau coníorme o
soubermos constru|r. Mas os portugueses não
estão à margem, exc|u|dos, como no passado.
Pertencem, rep|to, a um dos po|os de ma|or
desenvo|v|mento mund|a|, por onde quase
tudo passa e repercute a Ün|ão Europe|a.
Os hor|zontes de progresso não estão
b|oqueados.
É certo que a Europa e ho|e trans|tor|amente,
espero um prob|ema. N|ce, no que se reíere
ao pro|ecto europeu, ío| um retrocesso. Mas
o que e a v|da senão a permanente superação
de prob|emas? Tenhamos nos portugueses
uma po||t|ca coerente em re|ação à construção
europe|a e a coragem de a propor e de nos
íazer ouv|r. Porque ho|e não há ·pequenos
pa|ses·. Os chamados ·grandes· pa|ses
europeus são uma í|cção à esca|a p|anetár|a.
É por |sso que a Ün|ão e necessár|a, para
todos.
Ass|m, não me parece razoáve| que tenhamos
comp|exos de |níer|or|dade quanto à Europa
nem quanto à nossa v|z|nha Espanha. Não
devemos ter medo do escuro, ou se|a: da
|ncerteza dos tempos que a| vem. Os desaí|os
enírentam-se e, quando há coragem e se sabe
o que se quer, encontra-se sempre íorma de
|hes dar a vo|ta e reso|ver. Temos a|gum atraso
em re|ação à med|a europe|a? Estamos um
pouco um pouco aba|xo da Espanha em
termos econom|cos? É verdade! Mas não nos
de|xemos desencora|ar por |sso.... Temos
vantagens que não são d|sp||centes: a un|dade
do nosso Estado-Nação, o un|versa||smo da
nossa mane|ra de estar, a |magem de que
beneí|c|amos no mundo, aqu||o de que sempre
íomos capazes quando t|vemos a coragem de
ousar...
Prec|samos de debater o cam|nho do íuturo,
serenamente, sem estarmos sempre
obcecados pe|o |med|ato. Aíastemos, nesta
quadra, a po||t|ca do quot|d|ano que e do
dom|n|o da con|untura e reí||ctamos sobre
Portuga|, a med|o e |ongo prazo com
ob|ect|v|dade. Que cam|nho segu|r na Europa,
em Aír|ca e no mundo?
Oomo mob|||zar me|hor as energ|as d|spersas
e ut|||zar os recursos d|spon|ve|s?
A soc|edade c|v||, em a|guns dom|n|os, e ho|e
pu|ante, ex|gente, |mag|nat|va. Nas artes, nas
|etras, na c|enc|a, na mús|ca, no c|nema, na
|nvest|gação, na moda, no desporto... Burgem
que|xas aqu| e a||, e certo, mas avança-se
|ncontestave|mente. O Estado carece de ser
deíend|do e reíormado mas não
desmante|ado. O serv|ço púb||co deve ser
reab|||tado. As un|vers|dades, com írequenc|a,
são po|os de desenvo|v|mento e começam a
estar art|cu|adas com as empresas, cu|o
d|nam|smo, em bastantes casos, e ev|dente.
Üma ma|or |níormação e preparação dos
quadros tecn|cos, proí|ss|ona|s e c|ent|í|cos e
tambem uma rea||dade. As novas geraçoes
em re|ação às anter|ores são mu|to ma|s
ex|gentes e amb|c|osas, expr|mem-se
|ncomparave|mente me|hor, estão ma|s
íam|||ar|zadas com o que se passa |á íora,
v|a|am, conhecem, estão ao corrente, recorrem
regu|armente à lnternet, estão empenhadas em
descobr|r os cam|nhos do íuturo. A|em d|sso,
tem um sent|mento de ma|or responsab|||zação
por Portuga|, a ||berdade em que sempre
v|veram aí|gura-se-|hes um dado adqu|r|do
para sempre e ta|vez por |sso, cada vez manos
se s|ntam atra|dos pe|a po||t|ca. É pena! Mas
|sso pode mudar, se íormos capazes de |hes
dar mot|vos conv|ncentes para part|c|parem na
v|da Pes Pub||ca. E|s um dos pontos de reí|exão
poss|ve|...
Be| que mu|tos não concordarão com|go. Estão
|rr|tados, descrentes. Não cre|o, no entanto, ter
traçado um quadro demas|ado opt|m|sta. Não
desconheço as manchas de pobreza, de
|||terac|a, de subdesenvo|v|mento que a|nda
tanto nos aí||gem. O des|e|xo, o |nd|íerent|smo,
o descontentamento, mesmo a |nd|gnação que
a||mentam certos sectores da soc|edade
portuguesa. ·A ma|ed|cenc|a mas às vezes
não e so ma|ed|cenc|a, reconheço e uma
ve|ha pecha nac|ona|, ho|e a||mentada pe|as
|ntr|gas da po||t|ca e da comun|cação soc|a|,
preocupadas com a d|tadura das sondagens
(os po||t|cos), das aud|enc|as (as te|ev|soes) e
das t|ragens (os |orna|s)...
É verdade que não podemos ser aut|stas.
Devemos ser |úc|dos! Ba|bamos, contudo,
sacud|r, com rea||smo, as razoes de
descrença. Há demas|adas nestes tempos
baços de í|m de secu|o. Mas e necessár|o
reag|r. Antes de at|rarmos as cu|pas para o
Estado, para o Governo, para os part|dos ou,
s|mp|esmente, para os outros, pensemos,
cada um de nos, no que podemos íazer para
me|horar a Pátr|a que nos e comum.
Encaremos o íuturo, com vontade de o tornar
me|hor, co|ect|vamente. Oada um no seu
dom|n|o, procuremos ag|r a n|ve| da
soc|edade. Porque se a po||t|ca cont|nuar
om|ssa em nos |nd|car o cam|nho (como d|z|a
De Gau||e da |ntendenc|a) a soc|edade segu|rá
necessar|amente...
|| ·D|ár|o de Not|c|as·
O
11 JANElPO 2001 ACÇÃO SOClALlSTA 15
CULTURA & DESPORTO
SUGESTÄO
POEMA DA SEMANA
Selecção de Carlos Carranca
QUE SE PASSA Mary Rodrigues
PORTO 2001
Do|s concertos de mús|ca c|áss|ca, um c|c|o de |nterpretação de obras do compos|tor
Pedro do Porto, um espectácu|o de dança de B||| T. Jones e duas expos|çoes ass|na|am
a abertura do Porto Oap|ta| Europe|a da Ou|tura.
O ponto a|to será d|a 13, d|a de |nauguração oí|c|a| do Porto 2001, para o qua| ío| reservada
a estre|a mund|a| da peça de mús|ca e c|nema ·Mãos na pedra, o|hos no ceu·.
O concerto |naugura| decorre no Oo||seu, na presença de |números conv|dados, entre os
qua|s o Pres|dente da Pepúb||ca, Jorge Bampa|o, e a ra|nha Beatr|z da Ho|anda, pa|s da
c|dade que part||ha com o Porto o t|tu|o de Oap|ta| Europe|a da Ou|tura em 2001, Poterdão.
A Orquestra Nac|ona| do Porto, d|r|g|da pe|o maestro Marc Tardue, va| |nterpretar tambem
nesse concerto vár|as ár|as de opera, com a voz da soprano E||sabete Matos, term|nando
o espectácu|o em apoteose com a íamosa ·Abertura 1812 opus 49·, de Tcha|kovsk|.
O d|a da |nauguração do Porto 2001 va| |nc|u|r a|nda mús|ca para um púb||co d|íerente,
com as actuaçoes de Pedro Abrunhosa e dos Orb|ta|, no Pav||hão Posa Mota.
A|nda no d|a 13, será |naugurada, no Museu de Arte Oontemporânea de Berra|ves, a
expos|ção ·ln The Pough·, |magens da natureza atraves dos tempos na co|ecção do
Museu Bo||mans van Beun|ngen, de Poterdão.
lnc|u|da no mesmo c|c|o ·Bobre, em vo|ta, Dentro da Pa|sagem·, va| estar patente tambem
no Museu de Berra|ves a part|r do d|a 13 uma mostra de arte, arqu|tectura e cu|tura
popu|ar do norte-amer|cano Dan Graham.
O pr|me|ro grande evento de dança será a apresentação, ho|e e amanhã, do espectácu|o
·You Wa|k?·, de B||| T. Jones, com a Arn|e Zane Dance Oompany e em que part|c|pará a
cantora M|s|a.
Exposição em AIbufeira
He|tor Pa|s e o novo ta|ento art|st|co que a
Ga|er|a Mun|c|pa| apresenta, a part|r deste
sábado, d|a 13, com a expos|ção ·Br|ght
Oo|ors and B|ue·.
A mostra poderá ser v|s|tada ate ao prox|mo
d|a 3 de Fevere|ro.
Fotografias em Coimbra
Ho|e, a part|r das18 horas, a Oasa Mun|c|pa|
da Ou|tura será pa|co de uma coníerenc|a
subord|nada ao tema ·A cr|se das novas
geraçoes na íormação do Estado Novo·,
que contará com a part|c|pação de Lu|s
Pe|s Torga|.
Ass|sta, na prox|ma quarta-íe|ra, d|a 17, às
18 e 30, na Oasa da Ou|tura, ao |ançamento
do ||vro ·Fotograí|a de M|gue| Torga·, uma
obra ass|nada por O|ara Pocha e ed|tada
pe|as Pub||caçoes D. Qu|xote.
A Ba|a da O|dade da Oasa da Ou|tura
a|berga, ate ao d|a 4 de Fevere|ro, a
expos|ção ·D|as de Oo|mbra·.
A mostra |nc|u| íotograí|as de D|n|s A|ves e
Oosta P|nto que perpetuam aspectos
quot|d|anos da c|dade, entre os qua|s o
traba|ho, o remanso, a ío||a, a dor e o amor.
Cantares em Fafe
Ta| como no ano passado, rea||zam-se
amanhã os cantares de Pe|s ded|cados ao
pres|dente da autarqu|a, o camarada Jose
P|be|ro, pe|as esco|as do pr|me|ro c|c|o do
ens|no bás|co e |ard|ns de |níânc|a do
conce|ho.
Os cantares |n|c|am-se pe|as 10 horas, no
Pav||hão Mun|c|pa|, pro|ongando-se ate ao
me|o-d|a.
Ate ao í|m do mes, encontra-se patente ao
púb||co, na B|b||oteca Mun|c|pa|, a mostra
b|b||ográí|ca |t|nerante ·Jose Peg|o e os
mundos em que v|veu·
Fantoches em Guimarães
Ho| e, às 21 e 45, o Aud| tor| o da
Ün|vers|dade do M|nho ex|be a pe||cu|a de
George Oukor, ·Oasamento Escanda|oso·.
A part|r de amanhã e ate ao d|a 18 poderá
ver, no O|nema Bão Mamede ·L|m|te
vert|ca|·, um í||me rea||zado por Mart|n
Oampbe||.
Tambem amanhã poderá |evar os seus
í||hos ou netos à B|b||oteca Mun|c|pa| Paú|
Brandão para ma|s uma ·Hora do Oonto·,
às 10 e 30, desta íe|ta com a obra de
Eugen|o de Andrade, ·H|stor|as de Égua
Branca·.
Na quarta-íe|ra, d|a 17, às 10 e 30, haverá
teatro de íantoches neste mesmo espaço
cu|tura|. Trata-se da encenação de ·João
e Gu|da·, de l|se Losa.
Marionetas em Lisboa
Ho|e, pe|as 15 horas, começa o c|c|o de
coníerenc| as ·Jovens do M| | en| o·,
promov|do pe|a De|egação Peg|ona| de
L|sboa do lPJ (Pua de Moscav|de).
Nesta ocas|ão ía|ar-se-á de ·Aborto e
Eutanás|a·, do|s temas po|em|cos que
|nqu|etam a nossa |uventude.
Amanhã as sa| as de espectácu| os
||sboetas estre|am as pe||cu|as ·A ra|z do
coração·, de Pau|o Pocha, e ·L|m|te
vert|ca|·, de Mart|n Oampbe||.
A part|r de sábado, d|a 13, e ate ao d|a 28,
a Ba|a de Ensa|o do Oentro Ou|tura| de
Be| em aco| he um espectácu| o de
mar|onetas sem pa|avras com duração de
60 m| nutos mág| cos. Trata-se de ·A
Oabana·, uma peça a cargo do Toí Theâtre
(Be|g|ca).
·As Mu|heres de G|| v|cente· e a peça que
está a ser apresentada, na Oasa da
Oomed|a, a part|r de textos de G|| v|cente
e com encenação de F|||pe Orawíord. Para
ass|st|r, às qu|ntas-íe|ras, às 21 horas, e aos
sábados, pe|as 17 horas.
Artes na Lousã
Amanhã, às 21 e 30, o O|ne-Teatro ex|be o
í||me de an|mação para cr|anças ma|ores
de quatro anos ·D|nossauro·.
A mostra co|ect|va de escu|tura e íotograí|a
de L|z, Boph|e e Jose Manue| Prata será
Cinematografia
Oego, o combo|o corre |eguas,
Oom íur|oso e soturno marte|ar:
Dum cava|e|ro med|evo,
Que so sabe vencer,
Lembra-me o ga|opar...
Tem pressa de |evar-me
A O|dade do Prazer.
Lá íora, os veus do |uar ondu|am
Bobre os prados,
Passam tapetes |mensos,
Amare|os e arroxeados,
Que parecem suspensos...
Ohego, e o meu dese|o se persuade
Do coquet|smo da c|dade.
Há ruas |ongas, ||sas como braços,
Oom vest|dos de mosa|cos,
Onde mu|heres de perí|| |endár|o,
E o|hos arca|cos,
Be cruzam como pe|xes
num aquár|o...
Quando esta perspect|va
No meu Pa|s dos Bonhos
se a|ongava,
Já o Ted|o, a meu |ado,
O sangue me ge|ava:
Oomo e|e v|nha d|síarçado!
E|s meu corpo, í||has das Luxúr|as,
Trata|-o qua| |n|m|go
Não esqueça|s que o saber
E a |ent|dão dum r|tua| ant|go
Bão a chave do prazer...
Alexandre de Aragão
ln ·||ese|ça-
|naugurada, no sábado, d|a 13, na sa|a de
expos| çoes temporár| as do Museu
Mun|c|pa| A|varo v|ana de Lemos.
A ex|b|ção permanecerá patente ao púb||co
ate ao prox|mo d|a 9 de Fevere|ro.
Cinema em Paredes de Coura
·Üma Mão-Ohe|a de Burpresa·, de A|íonso
Arau, com Woody A||en, Bharon Btone e
Dav|d Bchw|mmer, e a |onga-metragem a
ver na sa|a de c|nema |oca|, no sábado, às
21 e 30, ou no dom|ngo, às 15 horas e 21
e 30.
Ate ao d|a 18 de Fevere|ro encontram-se
expostos, no Oentro Ou|tura|, os presep|os
constru|dos pe|as esco|as do conce|ho. A
mostra |nt|tu|a-se ·Nat|v|dade 2000·.
Torneio em Rio Maior
No prox|mo sábado, d|a 13, poderá ass|st|r
ao Torne|o de P|sta de lnverno, um evento
que promete cat|var.
Pintura em VaIença
O p|ntor Anton|o Pessoa tem patente ao
púb||co, ate meados deste mes, na Ba|a
de Expos|çoes Mun|c|pa|, uma mostra de
p|ntura |nt|tu|ada ·Desenhos Puros·.
Dança
em ViIa ReaI de Santo António
Os Berv|ços Ou|tura|s da autarqu|a |oca|
apresentam, amanhã, sexta-íe|ra 12, às 22
horas, no Oentro Ou|tura| Anton|o A|e|xo, um
espectácu|o de danças coreograíadas e
|nterpretadas por João F|ade|ro.
Magnet|c
F|e|ds
·69 Love Bongs·
Oentro Ou|tura| de Be|em, 12 de Jane|ro
Grande Aud|tor|o
l Parte Pád|o Macau
Ba||ado
O Lago
dos Cisnes
de Tcha|kovsk|
Puss|an Theatre Ba||et
D|as 11 e 12 21h30
D|a 13 16h30 e 21h30
D|a 14 16h30
Oo||seu dos Pecre|os
L|sboa
O Lago
dos Cisnes
ACÇÃO SOClALlSTA 16 11 JANElPO 2001
OPÌNÌÄO DlXlT
Ficha Técnica
Acção Socia|ista
Órgão Oí|c|a| do Part|do Boc|a||sta
Propr|edade do Part|do Boc|a||sta
D|rector
Fernando de Sousa
Pedacção
J.C. Caste|o Branco
Mary Rodrigues
Oo|aboração
Rui Perdigão
Becretar|ado
Sandra An[os
Pag|nação e|ectron|ca
Francisco Sandova|
Ed|ção e|ectron|ca
Joaquim Soares
José Raimundo
Francisco Sandova|
Redacção
Aven|da das Descobertas 17
Peste|o
1400 L|sboa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Administração e Expedição
Aven|da das Descobertas 17
Peste|o
1400 L|sboa
Te|eíone 3021243 Fax 3021240
Toda a co|aboração deve ser enviada para o
endereço referido
Depos|to |ega| N` 21339/88, lBBN: 0871-102X
Ìmpressão M|rande|a, Artes Gráí|cas BA
Pua Podr|gues Far|a 103, 1300-501 L|sboa
Distribuição vasp, Boc|edade de Transportes e
D|str|bu|çoes, Lda., Oomp|exo OPEL, Be|a v|sta,
Pua Táscoa 4`, Massamá, 2745 Que|uz
ÚL7/MA COLUNA Joel Hasse Ferrelra
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
1.650$
2.400$
4.600$
5.500$
8.500$
3.250$
4.600$
9.100$
10.800$
16.600$
6 MEBEB 26 NÚMEROS 12 MEBEB 52 NÚMEROS ASSÌNATURAS
O va|or das assinaturas de apoio é |ivremente fixado pe|os
assinantes a partir dos va|ores indicados
Nome
Morada
Loca||dade
Ood|go Posta|
Oont|nente
Peg|oes Autonomas
Macau
Europa
Pesto do Mundo
500$
700$
1.300$
1.500$
2.300$
800$
1.200$
2.400$
2.900$
4.400$
6 MEBEB 2 NÚMEROS 12 MEBEB 4 NÚMEROS ASSÌNATURAS
O va|or das assinaturas de apoio é |ivremente fixado pe|os
assinantes a partir dos va|ores indicados.
Por íavor remeter
este cupão para:
Portuga| Boc|a||sta
Aven|da das Descobertas 17
Peste|o
1400 L|sboa
Por íavor remeter
este cupão para:
Acção Boc|a||sta
Aven|da das Descobertas 17
Peste|o
1400 L|sboa
Quero ser ass|nante do Portuga|
Boc|a||sta na moda||dade que |nd|co.
Env|o |unto o va|or da ass|natura.
Quero renovar a ass|natura
Oheque va|e de corre|o
6 meses 12 meses
va|or $
Quero ser ass|nante do Acção
Boc|a||sta na moda||dade que |nd|co.
Env|o |unto o va|or da ass|natura.
Quero renovar a ass|natura
Oheque va|e de corre|o
6 meses 12 meses
va|or $
1
·Por este andar, Bubt|| acaba
gravando um OD e a dar autograíos.
A m|ser|a a que chegámos, com
cada vez ma|s gente adormec|da,
|ncapaz de votar mas d|z que ter|a
íe|to o que e|e íez, |ncapaz de
protestar e mob|||zar-se, mas
d|sposta a passar horas a o|har o
pa|ác|o da Tv à espera de ap|aud|r
o ú|t|mo a sa|r da cas|nha·
Molfa Flores
D|a||c oe Nc||c|as, 8 oe Ja|e||c
·(Bubt||) tornou-se íamoso por estar
íechado numa |atr|na. Não adm|ra. É
exactamente a ún|ca co|sa que e
necessár|o íazer para ho|e se ser
íamoso em Portuga|·
ldem, lbldem
·Be não í|zesse o que íaço, a ún|ca
proí|ssão que gostar|a de ter era ser
guarda pr|s|ona| numa cade|a de
mu|heres·
Woody Allen
F·o|essc-v|oas, ô oe Ja|e||c
·Fu| bastante amb|c|oso naqu||o que
sonhe|. Bempre qu|s rea||zar í||mes,
escrever comed|as e ser mús|co de
|azz. Não me posso que|xar·
ldem, lbldem
·As organ|zaçoes s|nd|ca|s, com o
seu constante e pers|stente traba|ho
|unto do poder po||t|co, são cada
vez ma|s íundamenta|s para a
sat|síação dos anse|os dos
traba|hadores e para a reso|ução
dos seus coní||tos·
Cusfódla Fernandes
Nc||c|as S||ese
AS ELElÇÕES EM CABO VERDE
O PAlOv pode ter a v|tor|a ao seu
a|cance nas e|e|çoes |eg|s|at|vas
de 14 de Jane|ro, o que por|a í|m
a uma decada de governo do
MPD, íormado por d|ss|dentes do PAlOv e que
tem |evado a cabo uma po||t|ca de ||bera||zação
econom|ca. Neste contexto, as cr|t|cas do
PAlOv assentam bastante na ausenc|a de
po||t|cas soc|a|s |ustas, com menos peso
nomeadamente do s|stema de saúde e de um
acresc|do contro|o da comun|cação soc|a|
estata|, para a|em de cr|t|cas íundas nas áreas
da chamada econom|a rea|.
2.- Portuga| tem um extremo |nteresse no
progresso de Oabo verde. Não so por razoes
de so||dar|edade soc|a| e po||t|ca, como por
ta| ser tambem vanta|oso para as
comun|dades cabo-verd|anas res|dentes em
Portuga|. Por outro |ado, o Acordo Monetár|o
e Oamb|a| que Anton|o Guterres e Bousa
Franco subscreveram com a Pepúb||ca de
Oabo verde, cr|a-nos espec|a|s
responsab|||dades |á que de certa íorma as
F|nanças portuguesas e o Banco de Portuga|
íunc|onam como |nteríace com a zona euro e
o B|stema Europeu de Bancos Oentra|s. Para
um Estado que procura contraba|ançar o
desequ|||br|o da ba|ança comerc|a| em boa
parte com remessas de em|grantes e
í|nanc|amentos |nternac|ona|s, a assoc|ação
a uma zona como a do euro pode ser
íundamenta|. De menc|onar a|nda os íortes
|nvest|mentos portugueses nos sectores
í|nance|ro, energet|co, das te|ecomun|caçoes,
do abastec|mento de água e no saneamento,
bem como a presença s|gn|í|cat|va no tur|smo.
3.- As prev|soes de resu|tados e|e|tora|s
ganharam um novo ·suspense·, a||cerçado
tambem no progresso c|aro do PAlOv nas
recentes autárqu|cas nas qua|s a|cançou, no
p|ano nac|ona|, ma|s 5000 votos que o MPD
num con|unto de ma|s de 250 m|| votos
expressos, tendo conqu|stado vár|as Oâmaras,
nomeadamente a da Pra|a ganha por
Fe||sberto v|e|ra e a de Banta Oatar|na, ganha
por Jose Mar|a Neves (cand|dato do PAlOv a
pr|me|ro-m|n|stro).
Por outro |ado, a subst|tu|ção como pr|me|ro-
m|n|stro de Oar|os ve|ga, actua| cand|dato
pres|denc|a| apo|ado pe|o MPD (que se bate
contra o h|stor|co d|r|gente cabo-verd|ano Pedro
P|res, apo|ado pe|o PAlOv) por Gua|berto do
Posár|o abr|u espaço a d|ss|denc|as no MPD e
ta|vez tenha a|udado a abr|r cam|nho a terce|ras
íorças. Neste contexto, o ant|go pres|dente da
Oâmara da O|dade da Pra|a procura abr|r
cam|nho para a Pres|denc|a, com uma
cand|datura votada ao íracasso.
4.- No seu con|unto, embora n|nguem acred|te
na v|tor|a dos seus cand|datos nas
pres|denc|a|s, outros part|dos concorrentes às
|eg|s|at|vas podem desta vez obter uma
representação na Assemb|e|a Nac|ona|
super|or à do ún|co deputado que nas e|e|çoes
anter|ores íurou o b|part|dar|smo MPD-PAlOv.
A a||ança ||derada por Ones|mo da B||ve|ra
aposta no prest|g|o do ant|go pres|dente da
Oâmara do M|nde|o e procura e|eger um b|oco
par|amentar que potenc|e a propr|a
cand|datura de Ones|mo à Pres|denc|a da
Pepúb||ca.
5.- A democrac|a cabo-verd|ana conso||da-
se. A perspect|va de a|ternânc|a e c|ara, como
o ío| há dez anos (em sent|do contrár|o). E ter|a
obv|amente um espec|a| s|gn|í|cado para Oabo
verde e para Portuga| que um part|do-
mov|mento de ||bertação (ramo cabo-
verd|ano), ho|e membro da lnternac|ona|
Boc|a||sta, reassum|sse democrat|camente o
poder, como o perdeu nas urnas, há uma
decada. E a|terar|a parc|a|mente o quadro para
o embate pres|denc|a| de Fevere|ro, embora
sa|bamos que neste t|po de e|e|ção as
persona||dades em |ogo contam mu|to.
Estarão em coníronto as persona||dades, o
car|sma, o percurso h|stor|co e a |magem de
Pedro P|res e de Oar|os ve|ga, sem nos
esquecermos da votação que Ones|mo
poderá obter.