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02 - Torneiro Mecanico

02 - Torneiro Mecanico

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'L

'

TORNEIRO MECÂNICO
( 1 FASE)

MINISTÉRIO

DA

EDUCAÇAO
h

E CULTURA-DIRETORIA

D O ENSINO INDUSTRIAL

Coordenação de:

AGNELO CORRFA VIANNA HELI MENEGALE JOAO B. SALLES DA SILVA LUIZ GONZAGA FERREIRA

Elaboração de:

HELIO NAVES - MEC - Goiânia HERCULANO LEONARDO SOBRINti0 LEOLINO DE SOUZA MATTA S EiNAI NICOLINO TIANI - SENAI - São Paula SÉRGIO RIBEIRO - SENAI - São Paulo DEUSDEDIT CÂMARA - SENAI - Mina! 5 G SILVIO DE TOLEDO SALLES - SEhIA1 - Mii

-

SíMBOLOS DAS FERRAMENTAS

Algarismos de aco Alargadores cõnicos

Alicate Arco

universal Escala de ferreiro

-

de serra

Broca

de centrar

Contra

molde

Cossinete Tarraxa Desandador

-

-

&

Compasso de ferreiro Compasso de centrar Compasso de pontas Contra

(i!

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cEE

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- estampo

f i o 4 pL+ a tT Verificador de rosca - w Fresa escatel .SíMBOLOS DAS FERRAMENTAS Porca calibre Ferro d e soldar Gramin ho Estampo para rebites Limas Limas Macete Macho Malho Mandril para brocas Martelo Molde Morsa Mandril Punção de mão manivela de bico rnurças bastardas CI @ si4 @ * b 0 ' 3 e a d .

DESBASTAR l.) 2.I TORNEIRO MEC*NICO I TORNEAR CILÍNDRICO EXTERNO NA PLACA UNIVERSAL I FÔLHA DE OPERACÃO O torneamento cilíndrico é uma das operaçóes básicas da profissão de torneiro mecânico. b) (3 balanço b.. Para abrir uma rosca ou para ajustar um eixo num mancal. 2 3.a Fase Deixe para fora da placa um comprimento maior do que a parte a ser usinada (fig.1965 . numa polia. 1. 4) ou o paquímetro (fig. Trata-se de uma operação muito executada em quase todos os trabalhos de tornearia. usando o compasso (fig. 3). Fig. A ferramenta de- verá ficar perpendicular à superfície a ser torneada. a escala (fig. numa engrenagem.15. Para a marca- ção. 2). Para acertar essa altura. Fig. etc. 4 Fig.000 . Escala Fig. A ponta da ferramenta deverá ficar na altura do centro da peqa. toma-se como referên= cia a contraponta (fig. A maneira mais simples de ser efetua- da é quando a peça está prêsa na placa universal ou na de castanhas independentes. 3 MEC Fig. ligue o tôrno e aproxime a ferramenta até que ela faça um risco que vai servir de referência durante o torneamento. 5 .a Fase MARQUE O COMPRIMENTO a ser torneado. afaste o instrumento usado. faz-se o torneamento cilíndrico.a Fase A PRENDA verificando: FERRAMENTA de desbastar. c) A altura. 1 a ) O alinhamento (fig 1). FASES DE EXECUGÃO I -. que deverá ser o menor possível. 5).

7 Comprimento do peço Fig. com avanço manual. até que o diâmetro fique na medida Fis: 8 30 MEC - 1965 . 10). 4.15. 6). 7). mais ou menos.000I .) antes de ligar o torno. 9 Fase DÊ PASSES.m.a Fase O~SERVASÃO: Consulte a tabela de velocidade de corte e determine o numero de rotações por minuto (r.2 -. Fig. I Determine quanto pode tirar ainda e quantos passes deve dar.a Fase APROXIME A FERRAMENTA até tomar contato com o material (fig. 7. conforme figuras 8 e 9. pare o torno e tome a medida (fig. em todo o comprimento (fig.I TORNEIR0 MECÂNICO I TORNEAR CILÍNDRICO EXTERNO NA PLACA UNIVERSAL FOLHA DE OPERACÃO 1. 11). I 1 I Fig. 3 mm de comprimento. 6 1- 5.p. Fig.a Fase A FERRAMENTA para a diDESLOQUE reita e tome referência no anel graduado Ifig.a Fase DESLOQUE A FERRAMÉNTA. AVANCE 1 mm E TORNEIE. 6. Fig. marcando o ponto zero. I0 _ C h.

TORNEIR0 MECÂNICO
L

TORNEAR CILÍNDRICO EXTERNO NA PLACA UNIVERSAL

FÔLHA DE
OPERACÃO

1.3

desejada e pare o torno. No fim de cada passe, afaste a ferramenta e volte com ela ao ponto de partida para iniciar novo corte.

c) Se tiver que dar acabamento, deixe 0,5 a 1 mm a mais no diâmetro.

OBSERVA$~ES : a) Antes de parar a máquina, afaste a ferramenta da peça e desengate o avanço automático. b) Para o torneamento automático, determine o avanço, consultando a tabela.

a) Atenção para o sentido de giro da inani-

vela, quando afastar a ferramenta. b) Não abandone o torno nem desvie a atenção, enquanto êle estiver em movimento. c) Cuidado com cavacos quentes e cortantes.

d) Não use mangas compridas, pois são muito perigosas para trabalhar em torno.

I1 - DAR ACABAMENTO

1.a. Fase
SIJBSTITUA A FERRAMENTA de desbastar pela de alisar.

OBSERVA~ÃO : Verifique se a ponta está bem arredondada e a aresta cortante b,em aguçada. Se necessário. retoque a mesma com pedra de afiar.

F i g . 12

2.a Fase
LIMPEE LUBRIFIQUE as guias do barramento usando escova, estôpa e almotolia (fig. '12).

3.a Fase
REPITAA 4.a E 5.a FASES da parte I e dê um passe na ,extremidade (fig. 13).

MEC

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1965

-

15.000

31

TORNEIR8 MECÂblICO
OBSERVAÇÃO:

TORNEAR CILÍNDRICO EXTERNO NA PLACA UNIVERSAL

FOLHA DE OPERAÇÃO

1.4
I

Determine a r. p. m. e o avanço. Consulte a tabela.

c) Quando tornear latão, use óculos protetores para os olhos ou uma rêde metálica ou plástica sobre a ferramenta. d) Proteja, limpe e lubrifique as guias do torno constantemente, quando trabalhar com ferro fundido.

4.a Fase

PAREO TORNO e verifique as medidas
(fig. 10 ou 14).

5.a Fase
QUANTO DEVE TIRAR AINDA, CALCULE regule a ferramenta até atingir a medida, ligue o torno e complete o torneamento, com avanço automático.

a) Mantenha-se ligeiramente afastado do tôrno e atencioso durante o passe. b). Se usar fluido de corte, não deixe que se interrompa o jato.
Fig. 14

QUESTIONÁRIO

1) Para que se torneia cilíndrico?

2) Como pode ser marcado o comprimento a ser torneado?
3) Que se usa para medir um eixo desbastado: micrômetro, paquímetro ou compasso? Por quê?

4) Por. que não se deve usar roupa com mangas compridas, quando se está torneando? 5) Ao se prender o material na placa, quanto deve ser deixado para fora da mesma?
6) Que deve ser observado ao se prender a ferramenta?

I

I

7) No desbaste, quanto se deve deixar de. material a mais para dar acabamento?
8) Que precaução deve ser tomada em relação às guias do torno, quando se torneia ferro fundido?

1 2

MEC

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1965

-

I
15.000

. - --

- - - -- . -

.. - .

. .

TORNEIR0 MECÂNICO

TORNO MECÂNICO HORIZONT.4L (NOMENCLATURA E CARACTERÍSTICAS)

FOLHA DE INFORMAÇÁO TECNOLOGICA

1.1

O Tôrno mecânico horizontal é uma máquina que executa trabalhos de torneamento destinados a remover material da superfície de urna peça em movimento de =

rotajão, por meio de uma ferramenta de corte que se desloca continuamente, com sua aresta cortante pressionada contra a superfície da peça.

Fig. I - Tôrno mecânico horizontal. Vista de fvente.

Fig. 2 Tdrno mecânico horirontal com transmissão extel-na. Vista lateral.

Fig. 3 Tôrno mecânico horizontal com transmissão interna. Vista lateral.

NOMENCLATURA
As figs. 1 e 2 representam um rôrno mecânico harizontal do tipo clássico, com motor elétrico e transmissão dispostos externamente. A fig. 3 mostra a vista lateral de outro torno, no qual o niotor e a transmissão se acham na caixa do pé, não havendo assim polias ou .partes móveis salientes, que constituem perigo para o operador.

I

MEC

- 1965 - 15.000

33

I

4).Tôrno mecânico horizontal CARACTERíSTICAS DO T 6 R N Q HORIZONTAL São consideradas características mais importantes as seguintes: 1) Distância máxima entrepontas (D.1965 . 3) Altura da ponta em relação ao fundo da cava. 12) Potência do motor em HP. 10) Roscas módulo e diametral Pitch (caixa Norton). 9) Roscas de passos em polegadas (caixa Norton). 5) Diâmetro do furo da árvore. 4). em que diferem os tornos modernos dos antigos? Qual a vantagem principal. na fig. com a quase totalidade do mecanismo alojada no interior das estruturas do cabegote fixo e do pé corres~ ~ ~ ~ pondente (fig. r O- MnC~ctrnwnpabtM n ~ I Vista de frente Vista lateral Fig. 2) Altura das pontas em relação ao barramento (A. 3) Em que consiste a operação de tornear? - 34 MEC . QUESTIONAR10 1) No aspecto externo. 8) Roscas de passos em milímetros (caixa Norton). 11) Número de.2 J Os tornos modernos tendem a se tornar cada vez mais blindados.velocidades da árvore. 4). 6) Passo do fuso roscado ou número de fios por 1" do mesmo 7) Número de avanços automáticos do carro. Apresentam um aspecto compacto de linhas simples e de arestas mais acentuadas.15.T~RNEIRO MECÂNICO T O R N O MECÂNICO HORIZONTAL (NOMENCLATURA E CARACTERISTICAS) F6LHA DE INFORMAÇÁO TECNOLóGICA 1. 4) Altura da ponta em relação à mesa do carro. na fig. quanto ao novo aspecto externo? 2) Diga as características principais de um tôrno mecânico horizontal.000 . 4 .

são as de milímetro e 1/32 da polegada.Medição de comprimento com face de referêincia.8 mm). de grande rigor ou precisão. l).15. No indicado pela fig. Êste d e ~ ser ressalto da peça. 2. Fig. centímetro e milímetro) e graduações do sistema inglês (. Fig.Medição de didnzet~o. graduações do sistema métrico (decíme tro. deve-se coincidir o traço de 1".Medição dk comprimento sem encôsto de reférência. neste caso.DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA O mecânico usa a escala para tomar medidas lineares. I MEC . em geral.ESCALA I F6LHA .que pe~mitemclara leitura nas gradua~õesda escala. No indicado pela fig. 4. subtrai-se depois 1 cm. 2 . até encontrar a maior medida. ou régua graduada. 4 . 3. gira-se a escala nos sentidos indicados pelas flechas.000 . 3 . que se apresenta em tamanhos diversos.polegada e subdivisões). Esta face deve estar bem limpa. sòmente existem em parte da escala. Mas estas últimas. sendo mais comuns as de 6" (152. A escala (fig. coincide-se o traço de 1 cm com o extremo da dimensão a medir. é um instrumento de aço que apresenta. No caso das figs. USOS DA ESCALA As figs. Da leitura. quase sempre. Fig. quando não há exigência. Quando se faz a medição em polegada. Fig. deve-se ter o cuidado para não inclinar a escala. I As menores divisõ~s.4 mm) e 12" (304. Mede-se.1965 . 3 e 4. 3 e 4 mostram alguns exemplos. a partir do encosto da e bem ajustado na face do escala.

7 . 3) Evite arranhaduras ou entalhes que prejudiquem a graduação. CONSERVAÇÃO DA ESCALA 1) Evite quedas e o contacto da escala com ferramentas comuns de trabalho.15.Escala de dois encostos (usada pelo ferreiro). L. 6 . Fig.M'edição de profundidade de rasgo. 4) Náo flexione a escala. 6 e 7 mostram três tipos de escalas para fins especiais. de aço inoxidável. 2) Ter graduação uniforme.o* 1"lM"nJ Fig. Fig.Medição de comprimento com face interna de referência. antes de guardá-la.Medição de profund i d a h d e furo não vazado. 3) Apresentar traços bem finos.Escala de emcôsto interno.1965 . Fig. 6) Aplique ligeira camada de óleo fino na escala. V Fig. 10 . 9 .Esca2a de profundidade. Fig. após o uso. profundos e salientados em prêto. 5) Limpe. F6LHA DE INFORMAÇÃO TECNOL6GICA 1 -4 As figs. 5 .000 I . 2) Não bata com a mesma. 5.TORNEIRO MECÂNICO ESCALA . para remover o suor e as sujeiras. para que não se empene e não se quebre. 8 . As graduações de i/2 milímetro e de 1/64 da polegada na escala são de leitura mais difícil. de preferência. QUESTIONARIO 1) Quais são as graduações bem visíveis da escala do mecânico? 2) Quais são as características de uma boa escala? 3) Em que casos o mecânico usa escala? 4) Quais são os cuidados a tomar para a conservação de uma escala? 5) Quais são os comprimentos mais comuns da escala (mm e polegada)? I 36 MEC . CARACTERISTICAS DA BOA ESCALA 1) Ser.

I

TORNEIRO MECÃNICO

I

PAQUf METRO

NOMENCLATURA-LEITiiRA-CARACTERf STICAS
CONSERVAÇÃO

I

TECNOLBGICA

FGLHA DE INFOR*<*CAo

1 1
15

I

MECANICO TORNEIRO

PAQUf M E T R O
NOMENCLATURA-LEITURA-CARACTERÍSTICAS

CONSERVAÇÃO

FÔLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

1.b

I

1) O contacto dos encostos com as superfícies da peça deve ser suave. Não se deve fazer pressão exagerada no impulsor OU no parafuso de chamada. 2) Contacto cuidadoso dos encostos com a peça, mantendo 0 paquímetro em posição

bem correta. Qualquer inc1inaçã.o dêste, altera a medida. 3) Antes da medição, limpe bem as superfícies dos encostos e as faces de contacto da Peça. 4) Meça a peça na temperatura nor'mal. O calor dilata a mesma e altera a medida.

i0 COM PAÇ.UÍM1- -_ 3
Podem resultar:
1) De construção defeituosa ou má conserva$50 do paquíinetro (graduação não uniforme, traços grossos ou imprecisos, folgas do cursor, arranhaduras).

2) De quem mede (êrro devido a pressão ou
contactos inadequados, leitura desatenta, descuido na verificação da coincidência de traços, posição incorreta do paquímetro, deficiência de visão, visada incorreta do vernier e da escala).

I

UUIVI PAQU

1) Ser de aço inoxidável. 2) Ter graduação uniforme. 3) Apresentar traços bem finos, profundos e salientados em prêto. 4) Cursor bem ajustado, correndo suavemente ao longo da haste.

5) Encostos bem ajustados. Quando juntos, não deixam qualquer fresta.
Qualquer empeno do paquimetro, por menor que seja, pode prejudicar 0 rigor da medição.

1) Deve ser manejado com todo o cuidado, evitando-se quedas. 2) Evite quaisquer choques. O paquímetro não deve ficar em contacto com as ferramentas usuais de trabalho mecânico. 3) Evite arranhaduras ou entalhes, que prejudicam a graduação. 4) O paquímetro deve ser guardado em estojo próprio.

5) Dê completa limpeza após o uso, lubrifique com óleo fino. 6) Não pressione o cursor, ao fazer uma medição. 7) De vez em vez, afira o paquímetro, isto é, compare sua medida com outra medida padrão rigorosa ou precisa.

1) Cite os erros de- medição que podem resultar sòmente do paquímetro. 2).Para que serve o impulsor do paquímetro? 3) Indique as condições para que uma medida seja bem tomada. 4) Cite os erros que podem resultar sòmente da pessoa que mede. 5) Quais são as características de um bom paquímetro? 6) Quais são os cuidados na conservação de um paquímetro? 7) Que é a aferição de um paquímetro?

38

MEC

- 1965 - 15

I

TORNEIRO MECiNICO

I

RECOMENDAÇõES SOBRE O USO DO TORNO

I

..LHA DE INFORMAÇÁO TECNOL6GICA

1, 1
.7

Tratando-se de máquina de grande precisão, de mecanismo complexo, de constante emprêgo na oficina e de custo elevado, todos os cuidados devem ser adotados pelo operador a fim de manter o torno sempre em ordem e bem conservado, assim como para usá10, convenientemente, conforme as técnicas de trabalho mais adequadas e as indispensáveis normas de segurança. Algumas regras gerais, consagradas pela prática, são dadas em seguida, para orientação dos principiantes.

11) Concentre-se em seu trabalho. Uma falha de atenção pode causar sério acidente. 12) Nunca deixe a chave de apêrto encaixada na placa de castanhas. 13) Não tome desordenadamente as medidas da peça. Os detalhes dos desenhos ou dos esboços são dimensionados visando a fins determinados. Execute-os dentro dos limites especificados. 14) Não desperdice tempo trabalhando com precisão ou cuidado maiores do que os exigidos pelo desenho ou pelo esboço. 15) Não procure justificar-se quando inutilizar uma peça. Assuma a responsabilidade, e procure executar peça melhor da próxima vez. 16) Não manobre qualquer alavanca nem gire qualquer manípulo do torno, senão depois que,conheça os resultados da manobra. 17) Não deixe que os cavacos ou aparas se acumulem em tôrno da ferramenta de corte. Quebre-os com um gancho. Melhor ainda é, em certos casos, esmerilhar a ferramenta, dando-lhe um "quebra-cavaco" (rebaixo de forma adequada). 18) Não trabalhe no torno com camisa de mangas compridas. Mantenha-as enroladas acima do cotovelo. 19) Não use paletó ou avental folgados, quando trabalhar no torno. 20) Não use também gravatas longas ou anéis. 21) Não trabalhe no torno e converse ao mesmo tempo. Se você precisa falar, pare a máquina. 22) Não deixe de usar óculos de proteção, quando tornear peças cujos cavacos saltem. , 23) Não tente verificar um furo, sem antes proteger-se da ferramenta, a fim de evitar ferimentos no braço ou na mão. 24) Ao limar uma peça no torno, não o faça arqueando o braço esquerdo sobre a placa. 25) Nunca coloque a mão ou os dedos em uma pesa ou ferramenta que esteja girando.

1) Aprenda bem as funções dos seus diversos órgãos.
I

2) Mantenha-o convenientemente lubrificado.
3) Conserve-o limpo e em ordem. A máquina suja não é adequada a um trabalho.

4) Compreenda e planifique completamente a tarefa, antes de iniciá-la.
5) Observe se o torno está bem equipado e, em seguida, trabalhe com prudência, e de modo ordenado.

6) Conserve afiadas as ferramentas de corte. As ferramentas embotadas ou "cegas" atrasam a produção; dão mau acabamento e impõem ao tôrno um injustificado ou desnecessário esforço.
7) Execute um corte que possa ser bem suportado pela máquina, pela peça e pela ferramenta de corte. Várias sucessões de cortes leves desperdiçam tempo, obrigando o operador a trabalho desnecessário. 8) Tome interêsse pelo seu trabalho. Utilize a máquina como se estivesse trabalhando para si próprio, 9) Afie, na pedra com óleo, os gumes das ferramentas de corte, depois que tenham sido esmerilhados, o que aumenta a duração dos mesmos. 10) Aprenda a ter responsabilidade. Isso é um requisito indispensável para que uma pessoa possa trabalhar.
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MEC - 1965

- 15.000

Inc. TES PRECl TRABAL Um hábito que se deve adotar. . é mover o carro ao longo das guias. . 4) as guias do barramento estão lubrificadas. INICIAR O 1) a porca do carro não está engrenada no fuso. Se for obrigado a afastar-se da máquina.apertada. Não deixe também peças ou ferramentas sobre o barramento do torno. 2) as alavancas de avanço não estão ligadas. D. para assegurar-se de que : .TORNEIRO MECÂNICO RECOMENDAÇÕES SOBRE O USO DO T O R N O F6LHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA 1. Mc. Burghardt e Aaron Axebrod . 28) Não torneie com o carro transversal e a espera muito salientes em relação à corrediça da sua base. NOTA: AS recomendações e precauções. Inc. Graw Hill Book Co. antes de pôr a máquina em rotação."Machine Too1 Operation". 27) Não deixe cair ou chocar-se a placa de castanhas. quando vai trabalhar em um tôrno. 3) a trava do carro não está. de Henry D.Edit. a placa lisa ou a placa de arrasto contra as guias do barramento do torno. Wagener e Harlon R Arthur . A primeira medida que o mecânico experimentado deve tomar. quando em rotação."Machine Shop Theory and Practice". 5) a peça passará livre pelo carro.Edit. desligue-a antes. de Albert M.8 26) Não saia deixando o torno em movimento. ao aprender o manejo do torno. manualmente. enunciadas acima foram traduzidas dos livros: . . Van Nostrand Co. é o de certificar-se de que o carro se move livremente ao longo das guias do barramento.

com adaptações relativamente simples. também se podem executar no tôrno. são comuns a todos os tipos de tornos. Nos tornos dêste tipo. em operações diversas.15. inversor de marcha.um perfil na peça. das ferramentas necessárias a cada operação.). o material das peças a tornear tem movimentos de rotação e avanço de alimentação. 5) Comandos dos movimentos e das velocidades. que transmitem e transformam o movimento de rotação da árvore (polias. não sòmente porque se presta à execução de grande variedade de trabalhos. mas de grandes diâmetros. 3) Mecanismos que possibilitam o deslocamento da ferramenta ou da peça. outras máquinas-ferramentas. fuso. mas também porque a sua ferramenta de corte é relativamente simples e. até certo ponto. 1) Partes que suportam ou alojam os diferentes mecanismos (barramento. de árvore horizontal e barramento horizontal. I Os tornos mecânicos podem ser classificados nos seguintes tipos: De um modo geral. pode ser preparada na própria oficina. que possuem mudança automática de alimentação e emprêgo automático. os seguintes mecanismos e partes: ' 1 ) Tornos horizontais. 3) Tornos-revólver. a fresadora e a retifitadora. caixa de câmbio. 2) Tornos verticais. I 6) Tornos automáticos e semi-automáticos. vara. em uma ordem determinada. 4) Partes de fixação da ferramenta e da peça a tornear. pelo acionamento de certos comandos rápidos.9 0 torno mecânico é máquina-ferramenta de muita utilidade nas oficinas mecânicas. redutores). um outro semelhante tomado como modêlo. com árvore vertical. Determinadas operações. em diferentes velocidades (engrenagens. engrenagens. cabeçotes.TORNEIR0 MECÂNICO UTILIDADE DO TORNO MECÂNICO E OPERAÇõES QUE REALIZA ' FOLHA DE INFORMAÇÁO TECNOLÓGICA 1. 4) Tornos copiadores . O tôrno é uma verdadeira máquina universal. de grande produção. no qual várias ferramentas. São tornos para trabalhos em série.000 I . obrigando a ferramenta a cortar. 5) J ' ornas de platô. montadas em porta-ferramentas adequado~ atacam a Peça sucessivamente. como aros de rodas de locomotivas e vagões. etc. que acompanha.1965 . que normalmente se fazem em outras máquinas. tais como a furadeira. na maioria dos casos. porque pode substituir. Servem para tornear peças curtas. por meio de uma guia. com as variações de dispositivos ou dimensões exigidas em cada caso. que servem para a grande produção seriada. em geral de eixo horizontal. IMEC .São os que produzem uin movimento combinado. caixas). 2) Mecanismos. pés.

Fig. Desbaste cilindrico externo. QUESTIONARIO 1) Por que o torno mecânico é uma das máquinas-ferramentas de maior utilidade? 2) Cite os mecanismos e partes que. Eis alguns exemplos. em operações externas (figs. 4 Faceamento à direita. Fig. Exemplos (figs. são comuns a todos os tipos de tornos. Fig. 8). em geral. 6 Torneamento r ô ~ l i c o . Fig. Fig. 7 Tor?zeameirto de perfil. conforme a sua posição ou a sua forma. em direções diferentes (fig. em furos. 5 Sangramen to. 11 Torneamento de perfil int~rno. 3) Indique e caracterize seis tipos de tornos mecânicos. Fig. Exemplos em ooperações externas. (figs. 4) Cite os nomes de diversas operações externas e internas que o torno realiza indicando os deslocamentos da peça e da ferramenta. 7). Faceamento d esquerda.15. Fig. Fig. Pig. 2 Rôsca cilindrica externa. 1) Operações em que se dá deslocamento da ferramenta paralelamente ao eixo de rotação da peça. 3 2) Operações em que se dá deslocamento da ferramenta perpendicularmente ao eixo de rotação da peça. 4 a 6). Fig.1965 . Fig.- TORNEIR0 MECÂNICO UTILIDADE DE TORNO MECÂNICO E OPERAÇõES QUE REALIZA FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOLóGICA 1.1 0 OPERAGõES QUE O TORNO REALIZA A feramenta de corte. 9 a 12). I 42 MEC . 1 Alisamento cili~zdrico externo. 10 Torneamento conico interno.000 I . 4) Operações com deslocamentos combina dos. 1 a 3). Fig. 9 Faceamento interno. 8 3) Operações com deslocamento oblíquo em relação ao eixo de rotação da peça (fig. I Torneamento cilindrico interno. pode ataczr a peça externa ou internamente. 12 Qualquer dos quatro tipos gerais de operações citados pode ser também executado internamente.

I

TORNEIR0 MECÂNICO

FIX&ÃO

DA FERRAMENTA DE CORTE (NORMAS GERAIS)

FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

1.1 1
1

A fixação da ferramenta de corte no porta-ferramenta do torno e sua posição correta em relação à peça a tornear são de grande

importância, pois influem no rendimento e na qualidade do trabalho, assim como na duração do corte da própria ferramenta.

POSIÇÃO DA FERRAMENTA EM RELAGÃO A PEGA

A ponta da ferramenta deve ficar à Altzlra do Eixo Geométrico (ou do centro) da Peça (fig. 1). Então, os ângulos f (formado na frente), c (ângulo da cunha ou do gume da ferramenta) e s (formado na parte superior), nas ferramentas bem afiadas, terão .os valôres capazes de produzirem bom rendimento para o corte.

trabalho se torna defeituoso. Oferece, também, o perigo da ferramenta "enterrar-se" no material, quebrando-se ou arrancando a peça. Admite-se que, em operação de corte pesado (grandes cavacos), a ponta da ferramenta fique ligeiramente acima do centro (cêrca de 1/40 do diâmetro da peqa, até um

Fig. 1

Fig. 2

Para se obter a altura desejada, em cada fixação de ferramenta, é usual o emprêgo de um ou mais calços de aço, entre a parte inferior da ferramenta e a base do porta-ferramenta (fig. 2). Se a ponta da ferramenta fica abaixo do centro da peça, a aresta cortante tem maior penetração, a ferramenta fica forçada, o metal é arrancado, os cavacos têm saída difícil e o

máximo de 2 mm), para que na0 se dê flexão da ferramenta e pressão exagerada sobre O carro do torno. Quanto ao ângulo do eixo longitudinal da ferramenta com o eixo longitudinal da peça, o valor é variável, conforme o tipo de trabalho. Por exemplo, reto (900) na opera~ão de desbastar (fig. 3) e pouco inferior a 90° na operação de facear (fig. 4).

.

!

Fig. 4

MEC - 1965

- 15.000

43

TORNEIRO MECÂNICO

I

FIXAÇÃO DA FERKAMENTA DE CORTE (NORMAS GERAIS)

I

F6LHA DE INFORMAÇAO TECNOL6GlCA

I

1 12

TIPOS DE PORTA-FERRAMENTA
São usuais os indicados nas figs. 5, 6 e 7: o de poste (fig. 5), o de placa ajustável (fig. 6) e a torre quadrada (fig. 7).

1 4
Fig. 5
Fig. 8

Fig. 6

Fig. 7

Os dois primeiros se prestam à fixação da ferramenta de corte em trabalhos leves. O

último, mais reforçado, serve para trabalhos pesados, nos quais é grande o esfôrço de corte.

Para que a ferramenta conserve bem seu corte, produza trabalho de bom acabamento e não trepide, deve ser rígida, isto é, não deve flexionar, por pouco que seja, em virtude da pressão de corte.

tato superior no porta-ferramenta (figs. 9 e 10). No exemplo da fig. 9, a placa de apêrto deve estar bem nivelada, para que se dê completo contato entre sua face inferior e a face superior da ferramenta de corte.

Fig. 9

Para que uina ferramenta de corte fique rígida, são necessários:
1) ter seção proporcional ao esforço de corte. Se êste fôr grande, usa-se ferramenta robusta. Se fôr pequeno, não há inconveniente no uso de uma seção estreita;

2) ter o mínimo possível de saliência em relação ao porta-ferramenta (figs. 8 e 10), isto é, o balanço b deve ser o menor possível;
3) ser enèrgicamente apertada, com as maiores superfícies possíveis de apoio e de conFig. 10

4

MEC

- 1965 - 15.00

TORNEIRO MECÂbl.(ICO

FACEAK N O TORNO

FOLHA DE OPERACÃO

2.1

A operação de facear externo normalmente é executada antes tle se fazer outra operação na peça. Serve para preparar uma face

de referência, a fim de se poder marcar um comprimento (iig. 1 ) ou, ainda, para permitir furação sem o desvio da broca.

FASES DE EXECUÇÃO

l . a Fase
A PRENDA

PEÇA

na placa (fig. 2).

OBSERVAÇÃO: Deixe para fora da placa uni comprimento L, menor ou igual ao diâmetro 1) do material.

2.a Fase
PRENDA A quada (fig. 3).
FEKKAMENTA

de facear adc-

OBSERVAÇ~ES :
a) Deixe a aresta cortarite da ferramenta em

ângulo com a face da peça (fig. 5 ) e na altura do centro (figs. 4 e 5). I)) O balariço 6 deverá ser o menor possível.

Fig. 4
C)

Fig. 5

I

Quando, iiu taceamento de pecas não furadas, a ferramenta é prêsa aciina ou abaixo do ceiitro (figs. 6 e 7j, ela deixa um resto de corte H que provoca a rup-

tura da ponta cortante. No caso de ser ferra~nenta de carbonêto, ela quebra-se ainda com maior facilidade.

Fig. 6
MEC

Fig. 7

Fig. 8.

Fig. 9
47

- 1965 - 15.000

a FASE até que a face da peça fique completamente lisa. Fig. 16 .1 TORNEIRO MECÂNICO I FACEAR N O TORNO FOLHA DE OPERAÇÃO 2. Fig.p. 1 4. avance meio milímetro e corte do centro para fora. 15 e 16). Fig.' Fase aproxime. faceie usando o automático do torno. 11). 11 pzno 1 6. mente. Fig. OBSERVA~~ES: a) Verifique se a peGa deve ser faceada nos dois lados e divida o material excedente pelas duas faces. presa n a placa u n i versal.em placa lisa com cantoneira (fig. d) Cuidado para que a ferramenta não toque a contraponta. 15 . prêsa n a placa d e castanlzas independentes. com a contraponta rebaixada para permitir o faceamento total (fig. também feito em peças prêsas: . .' Fase TOME REFERÊNCIA no anel graduado da espera (fig. 10).15. NOTAS : a) O faceamento no torno pode ser. b) A ferramenta de facear deve ser escolhida conforme o caso (figs. use lubrificante na contraponta. MEC 8 . para obter uma superfície bem acabada. 9).Faceamento d e peça pequena. Neste caso. c) O último passe deve ser bem fino ( I a 2 décimos de milímetro). Fig.2 d - 3. Fig. cuidadosaLIGUEO TORNO.m. 14 . consulte a tabela de avanços.em mandril paralelo (fig.Faceamento de peça grande.entrepontas. 8) e fixe o carro principal. Habitue-se a trocar de mão sem parar o deslocamento da ferramenta. 14. OBSERVAÇÃO: Consulte a tabela de velocidade de corte e determine a r. 12). 12 CEAMENTO Não deixe a ferramenta avanqar além do centro da peça (face plana sem furo). a ferramenta do ponto mais saliente da peça (fig.1965 . c) Faceando entrepontas. d) Sempre que possível. b) Faça o movimento das mãos lento e uniforme. pois isto prejudica o corte e pode quebrar a ponta.Faceamento d a peça entmpontas.000 I . . 13).a Fase REPITAA 5. 10 DESLOQUE A FERRAMENTA para o centro da peça (fig.

USO DA PLACA UNIVERSAL DE MECÂNICO TRÊS CASTANHAS I INFORMACÃO TECNOLÓGICA . 3). com a mão direita.OLHA DE 1 1 2*1 I A placa universal de três castanhas é muito usada na oficina mecânica. 3) Limpe a rosca da placa com grampo próprio (fig. no barramento do torno. Nunca se deve montar a placa com o torno em movimento. 2) Coloque um calço de madeira entre uma das castanhas e (as guias posteriores do barramento (fig. 2). Quando é necessário muita precisão na centragem de uma peça na placa. da fig. e. entretanto. com a esquerda. 1. influindo -na precisão da centragem ou danificacando a placa. mas sòmente para peças cilíndricas ou hexagonais. não oferece centragem precisa. colocando antes sobre o barramento a peça de madeira Fig. 4) Ajuste a placa contra o topo da árvore. - Fig. pois permite centragem rápida da peça. até que o encosto da placa fique apertado na face do flange.1965 . 3) Gire manualmente a árvore no sentido indicado pela seta (fig. 1 2) Limpe e lubrifique cuidadosamente a rôsca da árvore e a face do flange. mas a placa de castanhas que se movem independentemente umas das outras. como mostra a fig. que impedirá qualquer choque da placa contra as guias do barramento. A ranhura não deve ser lubrificada. 3). 3) exige cuidados na lubrificação. os seguintes inconvenientes: 1) não serve para a fixação e centragem de peças de qualquer forma. devido ao desgaste no seu complicado mecanismo. não convém usar a placa universal. gire lentamente o torno.000 . 1. 2) depois de certo tempo de uso. 4) Desatarraxe a placa à mão. MONTAGEM DA PLACA UNIVERSAL NA ARVORE DO T a R N O i Cuidados a tomar: 1) Coloque a placa sôbre um calço de madeira apropriado. apresenta. DESMONTAGEM DA PLACA UNIVERSAL DA ARVORE 1) Ligue as engrenagens de redução da marcha do tôrno. para evitar que os cavacos e sujeiras a ela adiram.15. para afrouxar o apêrto. Qualquer sujeira ou rebarba nessa face pode tornar defeituosa a centragem da peça. 3 49 IMEC .

4). não deve ser fixada na placa universal. 5) De vez em quando. deite a placa apoiada sobre as castanhas.TORNEIR0 MECÃNICO USO DA PLACA IJNIVERSAL DE TRÊS CASTANHAS FQLHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGICA 2. com empenanlento ou irregularidade. 6 (Representação esquemática). 2) Não introduza canos no inanípulo da chave de manobra com a finalidade de aumentar o braço de alavanca e tornar mais enérgico o apêrto. com laininação defeituosa. por acaso caídos no inte- rior da placa. 3) Para tornar melhor o apêrto da peça. a fim de evitar a aderência de sujeira ou cavacos. 4) Lubrifique com graxa os pinhões e a coroa dentada da placa.XGt1 I!NIVEKSAI. 2) A parte saliente da peça (figs. ser superior a três vêzes o diâmetro da peça (A 1 3 d). RECOMENDAC$3ES SBIIRE A FIXACiÃO DE PECAS NA PLACA CNIVERSAL 1) No caso de peças de grandes diâmetros. Esta só é usada para a centragem de peças bem uniformes. 5 Fig. basta usar a chave de manobra nos três encaixes dos pinhões da placa. 1) Quais são os incoi-i~enientes quanto ao uso da placa universal? 2) Quais as fases da inontagein da placa universal na árvore do torno? 3) Quais as fases e os cuidados na desmontagem da placa da árvore? 4 ) Quais os cuidados para conservacão da placa universal? 5) Indique algumas regras relativas à fixacão na placa universal. em regra geral. Coii~isso se evita que os cavacos. desmonte-a e limpe cuidadosamente todas as peças do seu mecanismo. 5 e 6) não deverá. 1) Não prenda na placa peças fundidas em bruto ou barras em bruto. Fig.2 5 ) Uma vez desmoiltada. CLJTDADOS COM A PI. 3) Não fixe peças cônicas na placa. N5o convém lubrificar a ranhura espiral. pois não há possibilidade de mantê-las firmes.000 I . prenda-as nos últimos degraus. com pequeno encaixe nas ranhuras (fig. I 1 =O MEC - 1965 - 15. ou se houver alguma anormalidade no funcionamento da placa. 4) A peça bruta. evitando que as castanhas fiquem muito salientes. ou seja. possaui concorrer para eniperrar o seu mecanismo.

que pode ser inclinada a qualquer ângulo. principalmente na execução de roscas. . 1). A fim de que o trabalho se execute de modo preciso. ANEL GRADUADO PAR. O parafuso gira entre buchas fixas.4 PROFUNDIDADES DE CORTE EM VIZLCIKES MÉTRICOS Para explicar coino se controla a penetração.O) na espera. ou seja. a porca (que é prêsa à base do carro) desloca-se e arrasta o carro. em qualquer dos carros. cujo deslocamento é sempre perpendicular ao eixo da peça ou à linha de centros do torno. pois sua base é rotativa e dispõe de graduação angular. fazendo-o avanqar ou recuar. 1). o torneiro necessita fazer avançar ferramenta contra a peça. O controle dos avanços. a partir de uma referência fixa. O torno mecânico possui mecanismos que atendem a tais condições: a 1. Nas tarefas de tornearia. e junto aos volantes ou às manivelas (fig. conforme o 'sentido da rotação do parafuso (fig. que determinam e controlam as medidas de que devem avanqar os carros. os anéis graduados podem servir às seguintes finalidades: 1) Graduar a penetração da ferramenta. 3 Para remover certa espessura de material. 3) Permitir um ponto de referência para acertar novamente a posição de uma ferramenta que tenha sido deslocada durante a operação. mesmo que os avanços tenham de ser muito pequenos. 0 Fig. na operação de roscar. 1 Os dois mecanismos possibilitam o avanço da ferramenta por meio de um sistema parafuso-porca. 2. também chamados colares micrométricos.TORNEIR0 MECÃNICO OS A N É I S G R A D U A D O S D O T O R N O FOLHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA 2 . são os dispositivos circulares. se faz por meio de graduações circulares existentes ein torno de buchas oii anéis cilíndricos solidários com os eixos dos parafusos de movimento. "dar um passe". na medida determinada. admitamos que o parafuso do carro tenha o passo p = 4 mm e que o anel graduado tenha 80 divisões iguais. 2) Dar a penetração à ferramenta.4DUaDOS Os anéis graduados. pela rotação de um volante ou de manivela. OS ANÊIS GR. além de produzir o avanço. onde se situa o porta-ferramenta. O torneiro pode garantir um determinado! avanço da ferramenta.o) no carro transversal. girando o anel graduado de um certo número de divisões. a medida da espessura a remover deve ser fixada e garantida por um mecanismo que. para uma determinada medida. Com o giro do parafuso. Sobretudo nos trabalhos de acabamento e de execução de roscas (nos quais são necessários pequenos passes de espessuras precisas) o emprêgo do anel graduado evita dificuldades ou erros. conforme a figura 2. permita o exato e cuidadoso controle dêste avanço.

~ ~ se a penetra~ i çáodaferramentafôrde0.001'' = 15 divisões 2) Com parafuso de 4 fios Por polegada e um anel de 125 divisões. .05 = = 5 divisões.l mm.00 .015" + 0. o deslocamento de apenas 1/ 125 do anel . Se for feito o deslocamento de apenas uma divisão do anel. Como a penetração da ferramenta é radial. 3) Com o passo p = 6 mm e 120 divisões do anel. Calcular o avanço correspondente a 1 divisão do anel. qual o avanço a da ferramenta que corresponderá a 1 divisão? 6mm 1 mm . ~ 1) Indique três finalidades do anel graduado no torno. Aplicações 1) Com o anel e o parafuso do exemplo ariterior. o avanço a ou penetração da ferramenta terá a medida: a=---4mm 1 mm 80 . Aplicações 1) No anel da fig. Portanto. obtém-se no diâmetro uma redução de duas vêzes a penetração dada.75 mm de profundidade? i2 MEC - 1965 - 15. 2) Com um parafuso de passo p = 6 mm e um anel de 60 divisões iguais. .015". qual o número de divisões a deslocar para se ter uma profundidade de corte na ferramenta de a' = .4 Nestas condições. 2) Explique como funciona o anel graduado e como pode determinar e controlar a penetração transversal da ferramenta. calcular qual o número de divisões adeslocarparase ter uma profundidade de corte de a' = 0.2 mm.O parafuso tem 8 fios por polegada e o anel graduado apresenta 125 divisões iguais.- F~LHA DE INFORMAÇÃO TECNOL6GICA TORNEIR0 MECÂNICO OS ANÉIS GRADUADOS DO T O R N O 2.odiâmetro sofre uma redução de 0.1mm.0. calcular o avanço ou a profundidade de corte a. . 2 ANEL GRADUADO PARA PROFUNDIDADE EM FRAÇõES DECIMAIS DA POLEGADA EXEMPLO . uma volta completa do anel graduado fará com que a porca. 4) Num anel micrométrico cujas divisões correspondem a 0. Uma volta completa do anel graduado dará o avanço de 118" à ferramenta. 2. a profundidade de determinará o avanço o corte a: RESPOSTA: 1 1= 0. avance de 4 mm.25 t 0.. = 0.20 - 0. calcular a profundidade de corte correspondente a 1 divisão.05.05 mm. Resposta: a = 60 .25 mm? Resposta: n = 0.1O Fig.--. quantas divisões é preciso girar para um passe de 0. e portanto a ferramenta montada no carro.

se desloca no sentido do CABEÇOTE FIXO PARA O CABEÇOTE MÓVEL (figs. Fig. ao cortar. em ângulos determinados para melhor rendimento ao corte. de cêrca de 1 milíme- tro. FERRAMENTA DE DESBASTAR Particularmente. A ferramenta é de desbastar B direita (figs. bem como a conservação do gume cortante da ferramenta. que devem ser constantemente controlados por instrumentos de medida ou por calibradores de medida. Fig. 2 .1965 .Fermmentn curva de des- bastar B d i ~ e i t a . da peça em rotação no torno.Ferrame7zta reta de desbastar a esquerda. Fig. nos casos de cilindrar. Visa o desbaste a obter. de operar o corte de modo tal que a ponta da ferramenta se desloque respectivamente paralela ou inclinada em relação ao eixo da peça.grosso possível (o cavaco de maior seção). suas denominações e valores práticos. Os ângulos. o cavaco mais . 1 e 3) quando. tendo em conta a. Fig. FACES E ARESTAS A parte útil ou cortante da ferramenta é esmerilhada de modo a formar duas arestas de corte ou gumes e a preparar certas faces que se dispõem.5 .Fe~rainentacurva de desbasta~ ci esquerda. é usual denominar-se Ferramenta de desbastar a que produz a operação de DESENGROSSAR COM PASSES FORTES. isto é. A operação de desbastar consiste em remover. 4 . ao cortar. no caso do torno. requer passes leves da ferramenta de corte.TORN E l R 0 MECÂNICO FERRAMENTA DE DESBASTAR FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLóGICA 2. 2 e 4). 1 . depois do desbaste. ou de tornear cônico.000 .15. resistência da ferramenta de corte e da máquina.É de desbastar à esquerda quando.Ferramenta reta de desbastar à direita. com o máximo de rendimento. Essa operação final. 3 . uma medida na peça que seja ligeiramente superior. IMEC . Atinge-se aproximadamente à medida definitiva por meio de novos passes da ferramenta para acabamento. se desloca no sentido do CABEÇOTE MÓVEL PARA O CABEÇOTE FIXO. serão estudados oportunamente. FORMA DA PARTE úTIL DA FERRAMENTA DE DESBASTAR. à medida desejada como definitiva.

maior ou menor vibração. no caso da fig. 8. A seçáo da ferramenta deve ser escolhida tendo em conta a seção do cavaco a arrancar.TORNEIR0 MECÂNICO FERRAMENTA DE DESBASTAR FÕLHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA 2. 80 X 5 mm2 = 400 i1iin2. Realmente. 8 e 9). figs. g u m e o u fio: A B Aresta de corte secundária: B C Aresta frontal o u de incidência: B B ' A inclinação da aresta de corte AB tem grande influência sôbre a duração do fio cortante. a área resultante do produto a X p (avanço vêzes a profundidade do corte. devido à superfície do cavaco a arrancar. há maior extensão da aresta de corte contato. 9 se adotar a seção de 16 mm X 25 mril = 400 min2. 1) De um modo geral. Resulta aí maior pressão e a possibilidade de maior vibração. ou seja. Sobretudo.6 I Com o auxílio das figs. Face de . quando o cavaco é arrancado. eiii ROBUSTEZ DA FEKKAMEN-I'I\ DE DESRASVI'. podendo produzir maior ou menor pressão de corte.4R A seção transversal mnop da haste da ferramenta (fig. pode- Fig. 7 e 8. 5 e 6 serão aqui caracterizadas apenas as superfícies oti Faces e as arestas da parte cortante. para um cavaco a cortar de 5 mm2 de seção. a pressão que se produz sôbre a aresta cortante. vê-se que. portanto. ferramenta com aresta de corte mais inclinada. 5) Como deve ser escolhida a seção da ferramenta de desbastar? ? * MEC 4 . 7 e 8) chama-se ângulo de rendimento. 7.1965 - 15 . 7. em que consiste a operação de desbastar? 2) Para que serve a ferramenta de desbastar? Quais os seus deslocamentos? 3) Quais são os nomes das faces e arestas da parte útil da ferramenta? 4) Explique a influência da inclinação da aresta de corte da ferramenta. Por exemplo.saida o u ataque: A B C D A Face frontal: A B B V A " A Face frontal secundária: BCC"BJ'B Aresta de corte. quando no desbaste de peças de pequeno diâmetro. como na fig. Para um mesmo avanço a e uma rnesma profundidade p de corte das duas ferramentas das figs. isto é. convém. 9) deve ser tal que a barra de aço possa resistir ao esforço de flexão que resulta da pressão de corte. O ângulo r (figs. A regra usual é adotar-se uma área da seção da ferramenta 80 a 100 vêzes a área da seção do cavaco.

mas também em selni-acn1)ninento ou em acabamento (sucessivos passes leves.~ i i i ~ r reta n t a (1'0 f ( i c ~ I. Por iiieio do foceamento são feitos. 2. Nas figs. Em suma.4 operação de tacear pode ser. A OBTEN~ÃO DE SUPERFÍCIES PLASAS.r!l. com controle freqiiente das . 1 F ' r r ~ . 3 e 5 a ferramenta é de fncerr~. o faceainento é uma OPE- RA~ÃO QUE PERMI-rE. FERKAMEN?'. os planos transversais dos rebaixos ou os cantos vivos dos i-e baixos.7 A operação de facear serve para remover material da peça em rotação no torno. fazendo o bico da ferramenta avançar em direcão perpendicular ao eixo da peça.( i ~ s q ~ l e r d a .I TORNEIRO MECANICO I FERRAMENTA DE 1-ALEAR I FOLHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA 1 2. produz planos do lado do cabeçote fixo. Nas figs. ~ iti direita. 3 e 4 (ferramenta ~ e t n de facear) ou as das figuras 5 e 6 (ferramenta c u w a de facear). Fig. 2 I r r ~ ( i t i i c . 2. 4 e 6 a ferramenta é de facear à esquerda. 6 Ferramenta cilrva d e facear 6 esqz~erdn. Fig. ! ~ reta t a de ftir c. ou seja. Fig.r i t/ir. que trabalha ciliildrando .1 DE FACEAR Apresenta as formas das figuras 1. os planos dos topos das peça. NO -TORNO. /*= 1 I ~errarnr?.ritn. isto é. Existe tainbem outro tipo de ferramenta de facear. não sòmente por desbaste (passes profundos). ela produz planos do lado do cabeçote iiióvel. no torno.medidas). 1.ta reta d e 5 curva d e direita. .

6. As das figs. 9 1) Em que consiste a operação de facear? O faceamento permite desbaste e acabamento? 2) Quais os tipos mais comuns de ferramenta de facear? 3) De que depende o sentido de deslocamento da ferramenta ao se fazer o faceamento? 4) Por que náo se deve forçar a ferramenta de facear num desbaste pesado? I 56 MEC - 1965 . no sentido de deslocamento da ferramenta. Ferramenta faca lateral esqu erda. é a forma da face de ataque: se ela é inclinada FACES E ARESTAS DA PARTE CORTANTE DA FERRAMENTA DE FACEAR Por meio da fig. fio: BA Aresta de corte secundária: BC Aresta frontal o u de incidência: BB' Os ângulos. O faceamento com as ferramentas indicadas nas figs. se- - para os lados.000 I . o corte se dá do centro para o exterior. 7 e 8 mostram as duas ferramentas: faca direita e faca esquerda. então. 2.. o corte é feito do exterior para o centro. 5.15. 9. O que influi. 7 e 8 são fixadas com o eixo longitudinal perpendicular ao eixo longitudinal da peça. - -- - - -. Fig. que influem no corte. 7 Fig. o corte se dá do exterior para o centro. As ferramentas das figs. com pequeno avanço e produzindo faceamento no rebaixo que deixa na peça. 8 I em passes profundos. isto é. Quando a ferramenta tem a face de saída ou de ataque. isto é. se o gume é frontal. qualquer que seja a forma da ferramenta: reta ou curva. 1. gume. se o gume é lateral.8 lateral direita. Fig.- TORNEIR0 MECÂNICO FERRAMENTA DE FACEAR FBLHA DE INFORMAÇÁO TECNOL~GICA 2. 5 e 6. conforme indicado nas figs.---r -. se a face é inclinada para trás. As figs. de 1 a 4 é feito do centro para o exterior da peça. podem ser caracterizadas estas faces e arestas: Face de saida o u ataque: ABCDA Face lateral: ABB'A'A Face frontal: BCC'B'B Aresta de corte. 3 e 4 são montadas com pequena inclinação em relação ao eixo longitudinal da peça.

FASES DE EXECUCÃO 1. Para qualquer dos dois processos de instalação da peça é necessário fazer centro. FO 2/1). 4. Furos alinhados. Deixe aproximadamente 10 mm entre a broca e a peça (fig.Veja Ref." Fase APROXIME A BROCA da peça e fixe o cabeçote móvel. 2). do seu estado.1 muito comum no trabalho do torneiro mecânico a execução de peças prêsas entrepontas ou na placa e ponta. são indispensáveis para uma perfeita fixação de peças. Os furos de centro devem ser bem fei- tos. FACEIE 3." Fase LIMPEOS gote. pois. 2. b) Deixe fora do rnandril uma parte limitada (fig.a Fase A PRENDA dril. 4 AEC - 1965 - 15.TORNEIRO MECÂNICO É I FAZER FURO DE CENTRO NO T O R N O I FOLHA DE OPERAC~~O 1 3. ângulos e dimensões corretos. dependem a perfeição e a segurança das operações a serem executadas na peça. 1 . 4).000 . 2 L 5. com superfícies lisas. MANDRIL no mangote Fig. 4).a Fase CONES do mandril e do man- COLOQUEO (fig. apertando a porca A (fig." Fase PRENDA E CENTRE O material na placa.a Fase (fig. 3). 6. . v Fzg. BROCA DE CENTRAR no man- a) Consulte a tabela de brocas de centrar e de furos de centro.

.. constantemente. antes de iniciar a furação do centro? . ernpregue fluido de corte adequado ao material. 7). b) Afaste a broca. se necessário. 5). 7) com Paquímetro ou escala e. se necessário.4ÂNICO 1 CNtIKU FAZER FURO DE CENTRO NO TBRNO FOLHA DE OPERAÇÁO 3 . limpe-a com pincel (fig. a fim de não danificar a máquina e de não se expor a perigo.. complete o furo na dimensão desejada.m.a Fase FUREaté atingir a medida. PRECAUÇÃO: Não ultrapasse o limite de rotação indicada para a placa. 7 QUESTIONARIO 1) Para que serve o furo de centro em peça5 a serem torneadas? 2) Como é feita a escolha da broca de centrar? 3) Qual a precaução que se deve tomar em relação à rotação da placa. 6 Fig. OBSERVAÇÃO: a) Acione regular e lentamente o volante do cabeçote móvel (fig. C) Verifique 0 diâmetro D (fig.. I Fig. quando se quer fazer o furo de centro em uma peça? 4) Como se verifica se o furo de centro atingiu a medida desejada? 5) Como é feita a fixação do cabeçote móvel? 6) Que distância aproximada deve existir entre a broca e a peça.p. considerando o diâmetro D (fig. 5 Fig.. I I I I Consulte a tabela de velocidade de corte para brocas e detemine a r. 6) e. 2 8.

4. e fixe o mesmo apertando a alavanca D (fig. VERIFIQUE O ALINHAMENTO OBSERVAJÕES: 7. Fig. usa-se colocar um apoio. As peças finas e longas flexionam (fig. acertando antes o furo de centro na contraponta e girando o material. quando a "pega" é curta. no extremo da peça. 5). b) A distância da contraponta à placa deve ser igual à parte da peça que fica para fora da mesma. contudo. resultando disso a fixação na PLACA E PONTA (fig. ou seja a contraponta.1965 .3 Quando as peças não necessitam ser torneadas entrepontas e são LONGAS demais para serem torneadas sòmente na placa.a Fase APERTE AS CASTANHAS. podem escapar-se da placa sob a ação da ferramenta. 4).a Fase COLOQUE LUBRIFICANTE no furo de centro (fig. prendê-lo.000 . 3). 4 6. Fase da contraponta pelas referências B e corrija. 1) Para essa correçáo. 3 dade do material. 4). 2). Fase INTRODUZA O MATERIAL N A PLACA e feche as castanhas sem. FASES DE EXECUÇÃO Fase FAJA FURO DE CENTRO numa extremiFig.a Fase SITUE E FIXE O CABEJOTE móvel apertando a porca A (fig. 4). usase um apoio: a contraponta. deve-se soltar a porca A (fig.a Fase LIMPEOS CONES e coloqiie a contraponta no mangote. Para evitar êstes inconvenientes. girando a manivela do mangote. 4).15. 2. I IMEC . se necessário. OBSERVAÇ~ES: a) O mangote deve estar fora do cabeçote de um comprimento igual a duas vêzes o seu diâmetro (fig. girando o parafuso C (fig.a Fase AJUSTE A PRESSÃO DA CONTRAPONTA. 1) e. 3.TORNEIRO MECÂNICO TORNEAR NA PLACA E PONTA FOLHA DE OPERACÁO 3.

isto é. a partir do topo da peça. pode-se verificar o alinhamento da contraponta do modo seguinte: a) Torneia-se uma pequena extensão. m. c) Desloca-se a ferramenta para o ponto mais próximo da placa e torneia-se uma pequena parte. p. e o avanço.15. 6) ou micrômetro. 6 I 62 MEC . por conseguinte. b) Toma-se a referência do ponto máximo em que a ferramenta avançou transversalmente. pois. b) Durante o torneamento. deve-se afastá-lo do operador (fig. sem acabá-la porque será mais difícil a centragem da mesma. a peça se aquece e se dilata. Deve-se. A contraponta sòmente estará alinhada.TORNEIRO MECÃNICO TORNEAR NA PLACA E PONTA FOLHA DE OPERACÁO 3. sobre a ferramenta.000 I .a Fase PRENDA A FERRAMENTA e torneie. Quando o diâmetro da extremidade for maior que o diâmetro próximo da placa. c) Proteja e limpe as guias do torno constantemente. deve-se deslocas o cabeçote móvel no sentido de X. girando o parafuso C. d) Verifica-se com compasso externo (fig. caso contrário. 7 Fig. Fig. 7). metálica ou plástica. quando os dois diâmetros forem iguais. quando trabalhar com ferro fundido. deve-se deslocá-lo no sentido de Y. Diferença nos diâmetros indica que a contraponta não está alinhada. 9.1965 . a) Consulte a tabela e determine a r. fazer as correções necessárias no alinhamento da contraponta. do lado da contraponta. use óculos protetores para os olhos ou uma rêde. avançando a ferrainenta no sentido transversal exatamente até o ponto em que ela torneou na extremidade. b) Quando tornear latão.4 I 2) No caso de peqas cuja cilindricidade é i I - muito importante. durante o torneamento. razão pela qual a contraponta deve ser reajustada. no anel graduado. a) Verifique constantemente o ajuste da contraponta e lubrifique-a. evite retirar a peça da placa.

então. a fim de evitar que a peça flexione (fig. introduza a peça o máximo possível. 3 Fig. com o compasso de centrar e a escala (fig. por isso.a Fase A PESA. 1). Bedame de lâmina. 4 .ABRIR CANAL l.a Fase OS LIMITES DO CANAL usando MARQUE uma ferramenta de ponta e o paquímetro (fig. A ferramenta usada nessa operação é denominada FERRAMENTA DE SANGRAR OU BEDAME (fig. PRENDA. 1 Bedame comum. observando a altuPRENDA ra e o alinhamento (figs.a Fase O BEDAME.TORNEIRO MECÂNICO I SANGRAR NO TORNO I FOLHA DE OPERACÃO 1 3. tem a . OBSERVAJ~ES: a) O balanço B deverá ser o menor possível (fig. OBSERVAJÁO: A marcação pode também ser feita diretamente com o bedame a ser usado para fazer o canal. 2). 5 e 6). 5) a Pig. é necessário muito cuidado na sua utilização. 3. de forma que o canal a ser feito fique' próximo das castanhas. 3) ou. Fig. 2.5 A operação de sangrar no torno é muito executada pelo torneiro na abertura de canais e no corte de peças. 4).ponta hágil e. OBSERVA~ÃO: Se usar placa. FASES DE EXECUÇÃO I .

2 mm de cada lado do canal. 9). Fase PREPARE E . 6 7. Fig. 4.1 TORNEIRO MECÂNICO SANGRAR NO TORNO F6LHA DE OPERAÇAO 3. 5 Consulte a tabela e determine a r.6 b) Na operação de sangrar é muito conveniente o uso de suporte de mola (fig.1965 . Fig. 0. m. 7 Fig. de décimo em décimo de milímetro.LIGUE A MÁQUINA. este tipo permite executar a operação sem deslocar lateralmente o bedame. 5). 8 c MQML limita Fig.fig. a) Avance o bedame cuidadosamente.a Fase SANGRE.15. para acabamento.000 . Fase AVANCE O BEDAME até tocar de leve na peça (fig. cortando num extremo do canal próximo à marca limite (fig. p.a Fase LOCALIZE O BEDAME entre as marcas limites do canal e bloqueie o carro principal. 10). 7) e acerte o anel graduado do carro transversal na referência O (zero . 8). formando o canal.2 mm a mais no diâmetro e 0. 9 OBSERVAÇÁO: Fig. MEC ' 64 r . Caso o esforço seja muito grande. b) Desloque a ferramenta com a manivela do carro principal e repita o mesmo trabalho na outra extremidade do canal (fig. Fig. aproximadamente. 10 I Deixe. vá deslocando ligeiramente o bedame no sentido lateral de modo que o canal fique um pouco mais largo e êle possa penetrar livremente.

a Fase). 14 comprimento da peça (fig. Fig .a Fase PRENDA A PESA (Veja parte I.a Fase). 12 I1 .7 TERMINE O canal faceando os flancos primeiramente (fig. um pequeno ângulo de saída ou de ataque (fig. O bedame usado para cortar material no tôrno tem a aresta inclinada em relação ao eixo geométrico da peça (fig. Esta inclinação evita na peça que se destaca. 13). 11) e depois o fundo (fig. parte I. OBsERvA~": S>enecessário. 12).TORNEIRO MECÂNICO Fase SANGRAR NO TORNO FOLHA DE OPERAÇÁO 3. 11 Fig. 3.Corte AB). reahe o bedame. Fig. também.a Fase CORTE A I PESA (f ig. 4. 14). é comum fazer-se.000 . 5. Corte A.a Fase PRENDA O 3. 1.a Fase MARQUE O L I Fig.15.B 2. 15). I 65 MEC .a Fase SANGRE como na 7.1965 .a fase. BEDAME (Veja parte I. deixando material para facear.CORTAR l. RESTO DE CORTE Para melhorar o acabamento da face da peça cortada. 13 .

1965 . 16 O sangramento com a ferramenta voltada para baixo e a peqa girando em sentido contrário é muito aconselhável no caso de peças de grandes diâmetros e quando já há alguma folga entre a árvore e o manca1 do torno. pois. use bedame "pescojo de cisne". expondo o operador a perigo. 16). também chamado "bedame de gancho". b) Se o número de peças a cortar for grande. quando a peça gira em sentido contrário e a ferramenta se encontra voltada para baixo.000 . 18 e 19). por isso. a placa pode se desatarraxar. I 66 MEC . 1'7). NOTA: Quando se sangram peças compridas. Usase. a qual deve ser montada bem próxima ao canal ou ao corte a ser executado (figs. PRECAUJÁO: Adote êste processo sòmente se o torno tem placa de encaixe cônico e prêsa com porca. o corte é feito com mais facilidãde (fig. o esforço do bedame é muito acentuado. . OBSERVAÇÃO: Fig.15. .I TORNEIRO MECÂNICO SANGRAR N O T O R N O FOLHA DE OPERACÃO 3. Neste caso. uma luneta fixa.8 I OBSERVA~~ES: a) No caso de peça furada. nos tornos comuns. a altura do be- I dame deve ficar ligeiramente acima do centro da mesina (fig.

Para um mesmo material a tornear.500 .532 . sendo conhecidos o diâmetro da peça e um valor chaniado "velocidade de corte".m. I MEC .I ' ----TORNEIR0 MECÂNICO -.p.m.113 . no verso. Depende a sua determinação de alguns fatores.169 . O número de rotações é sempre considerado em relação ao tempo de 1 minuto.p.p.42 . . Em geral. o diâmetro da peça.158 .192 . para tornear material macio. à vontade.": 17 ." NOS TC1.700 r.319 .19 22 .m.000 .0) 16 diferentes "r.445 .p. porém. 3.p.264 .222 .p.177 . usa-se maior número de rotações que para material duro. obtido um determinado número de "r.560 900 r. isto é. o número de rotações no tempo de 1 minuto. o de tabelas.23 . o tipo de operação (desbaste. isto é.45 . acabamento.98 .28 37 . o da ferramenta e a espécie de trabalho.300 .340 . - ROTAÇÃO POR M I ~ T U T O N O TOKNO (TABELAS) F6LHA DE INFORMAÇAO VECNOLÓGICA 3.450 .354 .1 O número de rotações da árvore do torno não pode ser adotado. não há coincidência.112 . dado por tabelas. a tornear.121 . Só será apresentado aqui o terceiro caso. Nos tornos modernos. que permitem variações mais amplas. arbitràriamente. a espécie do material da ferramenta de corte.m. adota-se o igual da gama de velocidades do torno.caso de ser a ferramenta de aço ao carbono. acabamento).420 .m.48 .280 .665 . pelo torneiro.p. Existem três processos: 1. material das ferramentas de corte e tipos de operação (desbaste." significa "rotação por minuto".32 .).15. são comuns as variações de 8 a 12 rotações diferentes. OBSERVAÇÃO : A velocidade de corte dada em tabelas já considera o tipo de material a ser torneado. variações reduzidas de "r.1530 1750 r." Nos tornos antigos.260 . DEVEM SER ADOTADAS ENTÃO AS "r.O) Emprêgo de tabelas de "r.28 . Em qualquer dos processos.m. se houver.25 .580 .1335 .385 . de polias em degraus. emprega-se maior número de rotações quando a ferramenta é de aço rápido do que no .m.74 .765 895 .m.p. Por exemplo.") Uso de um gráfico.71 .200 .-- . como se mostra pos dois exemplos seguintes: 1.146 . tabelas resumidas de "rotações por minuto" para certos casos.p.1025 .": 14 . A abreviatura "r.37 ." pelo cálculo ou pelos gráficos ou tabelas.59 .0) Cálculo mediante o emprêgo de uma fórmula matemática.1965 . conhecidos tambeni os dois elementos citados."." em que diferentes diâmetros das peças são considerados em relação a diversos materiais A título de exemplo se encontram. 36 diferentes "r.128 . o cabeçote fixo contém complicados Jogos de engrenagens de mudanças.lut I Os tornos mecânicos têm.m. dentre os quais são de grande importância a espécie do material a tornear. ABELAS OU ESCALAS USUAIS DE "r.p.m. LOGO ABAIXO DAS OBTIDAS 2. em geral. Exemplo (caso de 9): 44 .m.56 -64-75-85 -98 .p.1175 . se se trata de desbaste ou de acabamento.16 .

AU ACABAMENTO C O M FERRAhENTA D E AÇO R&IDO DIÂMETROS ( 1 MATERIAL A TORNEAR - 28 205 541 250 L82 341 1 321 361 40 4 501 551 601 65 701 751 801 90 m o DE BOTAÇÕES POR (r. tomar a "r.p-m.15 nnn 68 I Ferro fundido Aço doce Aço aemi-duro "2" 179 298 219 159 298 497 159 265 195 141 265 442 .d u r o Aço d u r o Bronze L a t ã o e Aluminio - 4 D E ROTAÇÕES POR MINUTO (r.m.mn (mm) - PARA DESBASTE COM FERRIU~BNTA DE AÇO R ~ P I D O 28 N O - MATERIAL A TORNEAR F e r r o fundido Aço doca Aço semi. as r. nas. diâmetro da bastar bronze com ferramenta de aço rápido.m.p. 2 * @ TABELA DE "r.u. as r. (tabela diâmetro da peça 72 mm. para desbas1 tar ferro fundido corn ferramenta de aço 1. No caso de diâmetros que não constam 2.m 99 89 8 1 74 69 1 4 1 1 2 7 1 1 6 1 0 6 98 1 1 3 102 93 85 78 8 5 76 69 64 59 1 4 1 127 116 L06 98 283 255 231 212 196 - ) . tabelas. Restar aço duro com ferramenta de aço ráI posta: 111 r. 3). pido.TORNEIR0 MECANICO C ' ROTAÇÃO POR MINUTO NO T O R N O (TABELAS) FOLHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA 3 .p. Resposta: 106 r.p.p. (Tab. C I MEC .0) Obter. ResOBSERVA~ÃO: 1 posta: 69 r. diâmetro da peça 55 mm. para desbasrápido. p . 3). 1 I peça 90 mm.p.p.m.p. DIÂMETRos "r. (tab.m. nas tabelas.p.in.".p.p.. as r.I 06s . deve-se trabalhar 1 2).m ) 119 106 95 85 76 69 64 59 5 5 51 48 42 139 124 1 1 1 99 89 8 1 74 69 64 59 56 50 119 106 95 85 76 69 64 59 55 51 48 42 80 71 64 57 5 1 46 42 39 36 34 32 28 259 230 207 184 166 1 5 0 1 3 8 1 2 7 1 1 8 1 1 0 1 0 3 92 298 265 239 212 1 9 1 1 7 4 1 5 9 147 136 127 119 106 38 45 38 25 83 95 @ TABELA DE . nas tabelas. Exemplo: para desmenor menta de aço ao carbono.mn P.in PARA DESBASTE COM T A D E A C O A O CARBONO POR MINUTO (r.duro Aço d u r o Bronze L a t ã o e Alumínio 136 159 136 91 296 341 N~ERo D E ROTAÇ~ESPOR MINOTO ( r. para trabanas tabelas.mm PAJU ACAJL (mm) - D COM FERRBMENTA D E A Ç O A O CARBONC MATERIAL A TORNEAR Ferro fundido Aço doce Aço semi.p. diâmetro da peça 40 mm.m DIÂMETROS WTERIAL A TORNEAR F e r r o fundido Aço doce O d o Aço d u r o Bronze Latão e dlumínio 1" 1 " 182 296 159 259 D E ROTAÇÕES 4 8 95 80 48 127 207 ) 42 3% 35 32 29 85 76 69 64 59 71 64 58 53 49 42 38 35 32 29 113 102 93 8 5 78 184 1 6 6 1 5 0 1 3 8 1 2 7 27 25 55 51 45 42 27 25 73 68 118 110 @ TABELA DE DIAMETROS nr. indicada para lhos de acabamento em latão C O ~ Iferramais próximo.m.') Obter.- 1 1 159 139 124 1 227 1 9 9 1 7 7 1 5 9 182 1 5 9 1 4 1 127 136 119 106 95 227 199 1 7 7 159 455 398 354 318 - --- - - - 64 59 56 50 45 9 1 85 8 0 7 1 64 73 68 64 57 5 1 5 5 5 1 48 42 38 91 85 80 7 1 64 182 1 7 0 1 5 9 1 4 1 L27 - - - @ TBBELA D E "r.0) Obter.m.p . com 91 r.p.m ) 1 MINUTO 1 COO 143 127 1 1 5 1 0 4 95 8 8 82 76 72 64 57 239 212 1 9 1 1 7 4 1 5 9 147 136 127 1 1 9 106 95 1 7 5 156 1 4 0 1 2 7 1 1 7 1 0 8 1 0 0 93 88 78 70 127 1 1 3 102 93 8 5 78 73 68 64 57 5 1 239 212 1 9 1 1 7 4 1 5 9 147 1 3 6 1 2 7 1 1 9 1 0 6 95 1 L a t ã o e Aluminio 398 354 318 289 265 245 227 212 1 9 9 1 7 7 L59 P68 EXEMPLOS : 3.

Tanto o escareado a 120°. Os centros são furos de forma cônica. O furo cilíndrico penni~e que fique livre o extremo da ponta ou da contraponta e é. Outro tipo é o centro protegido indicado na figura 2.000 .15. cujos cones são de 600. TIPOS USUAIS DE CENTROS O 0 N Fig. têm a função de proteger a parte conica contra choques que possam produzir mossas. Além das partes cônica e cilíndri'ca. Compõe-se de uma entrada tronco-cônica de 60°. que serve à lubrificação dessas partes em contato e sujeitas a atrito devido à rotação da peça. Na parte tronco-cônica se adapta a ponta ou a contraponta. Deiiiais. Quando se precisa tornear.3 Para se tornear urna peça que deva ser ap~iada entre a ponta e a contraponta. como o rebaixo. a ponta e a contraponta se desgastam mais ràpidamente. A figura 4 mostra claramente como se ajusta a ponta do torno no interior do orifício de um centro simples. Se assim não acontecer. se a centragem não fôr correta. lia face dêsse outro topo. aos quais se adaptam os cones da ponta e da contraponta. deformações ou rebarbas capazes de prejudicarem o rigor da centragem. para adaptacão da contraponta. ao mesmo tempo. como se vê na figura 1. há um pequeno rebaixo cilíndrico. Segue-se um furo cilíndricb. prendendo a peça na placa e apoiando o outro extremo na contraponta. f MEC .1965 . para permitir a ajustagem exata da ponta ou da contraponta. também se pratica uin furo de centro. centro simples. 1 Fig.TORNEIR0 MECÃNICO BROCAS DE CENTRAR F ~ L H ADE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA 3. é necessário fazer centros nas faces dos dois topos. O cone do centro e o cone da ponta devem ter o mesmo ângulo (60°). êste centro possui uma entrada es- careada a 1200. 3 O mais comum é o. um pequeno depósito de óleo. Há tanibém o centro protegido do tipo da figura 3: em lugar da entrada escareada a 120°. a peja girará mal guiada e o torneamento será imperfeito.

deve-se operar com avanço bem lento e com a velocidade da árvore de acordo com a tabela para brocas.Fig. 7 EXECUCÃO DO CENTRO Não convém executar o centro na furadeira. o escareado (fig. 5) e broca de centrar com chanfro de proteção (fig. cujos tipos inais comuns são indicados a seguir: broca de centrar simples (fig. de aço carboilo. executam. ainda.5 2 2.4 . ' 1. O melhor processo de executar furo de centro é o mostrado na figura 8.000 . Se o avanço for rápido. o cone e. Como a broca é fraca. utilizando-se a broca de centrar. As medidas dos centros devem ser adotadas em proporção com os diâmetros das peças. e a segunda de aço rápido.TORNEIR0 MECÂNICQ BROCAS DE CENTRAR FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOL6GICA 3. resulta a quebra da ponta da broca. Devido à sua forma. 6 'DIAMETROS DAS PEÇAS MEDIDAS DAS BROCAS 'DIÂMETRO M A X I ~ (mm) d MO DO ESCAREK c D 56 8 10 12 14 C 40 45 50 55 66 78 Do IE) 4 5 6. BROCAS DE CENTRAR Para a execução dos centros nas peças. 6). numa só operação. usam-se brocas especiais. em geral. as Brocas de centrar. 6).1965 . que fica encravada no furo já iniciado. A primeira é.Fig. Fig. montada em mandril fixado no cabeçote móvel. a não ser que. 5 .s 7. QUESTIONÁRIO 1) Que são os centros da peça? Para que servem os centros? 2) Quais são os tipos usuais de centros? 3) Quais são os tipos comuns de brocas de centrar? 4) Para que serve o escareado de 1200? E o rebaixo cilíndrico? 70 MEC .5 .5 3 4 5 2 3 3.15. . pela sua forma. A tabela abaixo apresenta dados práticos.s lmn) 5 16 21 31 41 61 I a15 a 20 a 30 a 40 a 60 a 100 . a peça não possa ser fàcilmente prêsa r.5 10 12.5 4 5 6. e a peça prêsa na placa universal.a placa. o furo cilíndrico.

apresenta usualmente uma das formas indicadas nas figs. Para evitar êsse inconveniente. Fig.são é muito delgada. para o que. produz-se granMEC de vibração. 4. 4 VIBRAÇÃO DA FERRAMENTA DE SANGRAR A ferramenta de sangrar é a mais hágil de todas as ferramentas do torno. frequentemente. Quando se fixa a ferramenta normalmente (com bico para cima). Por meio desta operação se executam canais ou ranhuras na peça.]. cujo aspecto está mostrado nas três vistas da fig. o bedame é uma simples lâmina de aço.15. destinada a cortar a peça transversalmente. 3).Ferramenta d e sangra. . Sua se. Essa ferramenta é geralmente conhecida sob os nomes de bite-bedume ou bedame de lâmina. 3 Fig. (para canais).1965 .Ferramenta d e salngrur (para corte). produzindo desbaste a partir do exterior da peça para o seu centro. usa-se montar a ferramenta ao contrário. Já é encontrado no comércio com as inclinações laterais que se vêem na terceira vista da fig. também denominada Bedume. A operação de sangrar é. também.000 '1 .a fim de conseguir a completa remoção de rebarbas na parte a ser destacada da peça (fig. 3 . invertendo-se também o movimento de rota~ão da ár71 I .5 I Sangrar é a operação em que a ferramenta de corte se desloca perpendicularmente ao eixo longitudinal da peça. para montagem num porta-ferramenta (fig. GEIRA Fig. se vai aprofundando o bico da ferramenta até que êle atinja pràticamente o centro. Sob a forma de bite. quando existe qualquer folga nos mancais da árvore. 2). segundo a 'direção transversal do seu eixo geométrico. 4 e que servem para dar as folgas necessárias num e noutro plano do canal aberto na peça. I . Fig. 1 e 2 Quando se prepara o bedame para corte.TORNEIRO MECANICO I FERRAMENTA DE SANGRAR (BEDAME) F6LHA DE INFORMAÇÃO TECNOL~GICA 3. em virtude das inclinações laterais que determinam as folgas. em passes sucessivos. afia-se a aresta de corte ou gume com LIINCLINA~ÃO. porque o bico tende a penetrar e a levantar a peça. FERRAMENTA DE SANGRAR A ferramenta de sangrar.

. como mostra a fig. fixado ao contrário e ainda com inversão da rotação da árvore. 6 I Fig. Explique as particularidades do fio ou gume. Esta ferramenta turva oferece maior flexibilidade que a ferramenta reta. X desvantagem é que. 6). a fig. 7 e 8 facilitam a caracterização das faces e arestas da parte útil: Face de saida o u ataque: ABCDA Face frontal: ABB'A'A Faces laterais: AA'DA e BB'CB Aresta de corte (Única): AB. 72 MEC . Emprega-se também o bedame "pescoço de cisne" ou bedame de "gancho" (fig. 8.000 . 8 . Esta se agarra dentro da ranhura e por ser frágil.15. Se não for tomada esta precaução. com exagêro. eliminando pràticamente a vibração. Ao afiar a aresta de corte. QVESTIONA. 7 Fig. como mostra. há possibilidade de acumulação forçada de cavacos no bico da ferramenta.1965 Fig. Nos dois casas. 2). Com isso se curva e se desprende obliquamente o cavaco. conforme a pressão do corte.RJO 1) Em que consiste a operação de sangrar? Qual a direção da ferramenta? 2) Quais as formas da ferramenta de sangrar? Que é bedame? 3) Que é bite-bedame? Como se monta êste bite para o corte? 4) Como se evita a vibração da ferramenta de sangrar? 5) Indique as faces e arestas do bedame. para facilitar a remoção das rebarbas na parte a ser destacada da peça (fig. é conveniente dar-lhe um ligeiro arredondamento. j r vore do torno. pode-se romper devido à pressão. No caso do bedame de corte. convém repetir a observação da primeira página: a aresta cortante ou fio deve ter ligeira inclinação. FACES E ARESTAS DA PARTE CORTANTE DA FERRAMENTA DE SANGRAR As figs. a placa montada no extremo da árvore tende a deslocar-se. 5. a inversão da ferramenta e da rotação forçam a árvore do torno contra os seus mancais inferiores. TORNEIR0 MECÂNICO I FERRAMENTA DE SANGRAR (BEDAME) INFORMAÇAO FOLHA DE TECNOLÓGICA 3 .

e corrija. OBSERVA~ÃO Consulte a tabela de velocidade e determine a r. de modo que não interrompa o corte.1 I . se necessário. considerando o diâmetro maior do cone. c) Aperte os parafusos.a Fase TORNEIE CILÍNDRICOEXTERNO no diâmetro maior do cone. 1 e 2) do seguinte modo: * a) Solte os parafusos de fixação da base giratória.. 4. 3).TORNEAR CGNICO EXTERNO l.a Fase O TORNEAMENTO pelo extremo B INICIE da peça (fig. b) Gire a espera no ângulo desejado. Fig.a!. OBSERVA$~O Leve em conta o comprimento do cone. ( C o n e po?ico precisa). 4 e Fi). 4 Tvet. calibrado?-.i(loi. na manivela.p. I 2. 5 T'erificação com. (Cone de precisno). I MEC - 1 965 . Fig. Troque as mãos.m. Fig.ifir.ãocom trcc?zsfe~. girando a manivela da espera vagarosamente. observando a graduação angular.I TORNEIR0 MECÂtNICO I TORNEAR CONICQ USANDO A ESPERA F6LHA DE OPERAÇÃO 4. com passes finos.000 .15. I 3. quando êle estiver mais ou menos na metade (figs.a Fase VERIFIQUE O ÂNGULO do cone.a Fase FIXEA ESPERA no $ngulo de inclinação do cone (figs.

se necessário. Afaste-a bem. movimentando a ferramenta de A para B (fig.a) Para corrigir o ângulo. 6).1965 .a Fase O TORNEAMENTO pela metaRECOMECE de da parte cônica.15. 6) e.a Fase Cuidado para não machucar a mão na ferramenta. I1 . antes de atingirem a medida final.000 . desaperte os parafusos da base giratória. OBSERVAÇÃO : Leve em conta o comprimento do cone. 1 Fig. com cuidado.a Fase FIXEA ESPERA no ângulo de inclinação do cone (Veja 2. 7 76 MEC . até ficar no comprimento desejado. 6. b) Quando o cone é verificado com calibrador. gire-a levemente no sentido desejado e reaperte os parafusos.a Fase TORNEIE CILÍNDRICO INTERNO no diâmetro menor do cone. DÊ os PASSES FINAIS.a fase da parte I). 2. faça novos ajustes até que o ângulo fique na medida. afaste a ferramenta transversalmente e limpe a peqa e o calibrador.TORNEAR CBNICO INTERNO l. OBSERVAÇÃO: Os cones dever50 ser ajustados no ângulo desejado. para tirar o mínimo possível (fig. 5.

b) Para alisar.p.. I Fig. 7). . OBSERVAÇÃO : Movimente a ferramenta. Fig.1 II TORNEIRO MECÂNICO TORNEAR CGNICO USANDO A ESPERA FOLHA DE OPERACÃO 4. o verificador.a Fase a) As demais fases de execução são iguais às da parte I. 9 6. a) Sendo o cone do comprimento da.peça. 9). para acertá-la na altura (fig. posição de tornear SITUE o cone (Veja 4.a fase da parte I).a Fase O CARRO em.$ Fase O avanço E A r. para isso. quando faltar menos de 1 mm..3 3. MEC . girando-a no sentido das flechas. utilizando. sem dar profundidade de corte (fig. 5.1965 . consiDETERMINE rando o diâmetro maior do cone.a Fase A FERRAMENTA de alisar interPRENDA no. 8 4. 8). a ferramenta deverá sair do lado da placa (fig.15.m.000 . dê os passes no sentido de B para A e repasse de A para B.

.

15. eni geral. Se necessário. -. use bucha de redução (fig. 4) não precisa de tnandril. após o desbaste externo e o faceamento (fig. . 5). basta introduzir sua haste no cone do mangote. Fig. com broca helicoidal.a Fase O MANDRIL para brocas 110 COLOQUE cone do mangote (fig.5 operação feita. corpo / /Haste cilíndrico Fig. 2) e prenda a broca pela haste cilíndrica (fig.000 79 . 1). se necessirio.1965 . Para a inontagem. os cones do mangote. Fig. 4 Fig. de preferência. HASTE cÔNICA Fig. 5 MEC . 3). a ESPIGA . da haste da broca e da bucha de redujão devem estar liiilpos e secos.L TORNEIRO MECANICO A furação no torno é uma FURAR NO TORNO FaLHA DE OPERAÇAO 4. 3 11) i'erificlue o guine da broca e. Faz-se a furação. 2 OBSEXVA~~ES: a) Se a broca tiver haste cônica (fig.. .a Fase FACEIE CONES LIMPOS --- 2. pro~:iclencie a reafiação da inesina. no início da usinagem de partes internas das peças. 1 FASES DE EXECUÇÃO l.

10 mm da peça (fig.imetro. 6). e ligue o torno. 6 Consulte a tabela de velocidade de corte para brocas e determine a r. R 7 . ' TORNEIRO YÍCINICO FUKAR NO T O R N O FGLHA DE .0t . girando o volante do cabeçote móvel.1 . a fim de facilitar o corte quando a broca é pressionada pelo calço de O MEC - 1965 . quando esta estiver prêsa entre os encostos do paq.Cdpo do oscora - INICIEO FURO. Fig.a Fase -. medindo sobre as guias (fig. ponha um calço de aço macio na espera e force-o levemente contra a mesma. Limpe e lubrifique as guias do barramento. 3. OPERAÇAO 4.a Fase O CABEÇOTE MÓVEL de modo APROXIME que a ponta da broca fique a. Fig. Não gire a mesma. tendo antes girado a manivela para que o mangote ficasse todo para dentro. 4. até que a mesma fique centrada e a sua ponta penetre lia peça. 8). até que a broca encoste na peça.6 c) Verifique o diâmetro da broca com paquímetro. Fig. I 6. sendo necessário.m. 7). repita a fase anterior. 7 5.a Fase PREPARE O TORNO. mais ou menos.a Fase FIXE O CABEÇOTE MÓVEL. à medida que a sua ponta penetra na peça (fig. Caso a broca vibre. apertando a porca.a Fase AFASTE o CALFO e verifique novamente se a broca vibra.p.15. oBsERvA~Ã02 Coloque os guines cortantes da broca em posição vertical. para a furação.

15. afastando. do furo _Abertura do wmpos6e - Com~rimrnto totol Fig. OBSERVA~~ES: a) O comprimento do furo pode ser controlado pela escala existente no mangote (fig. muito maior do que a alma da broga final (fig. também. se não houver esta escala. 12). neste caso. MANOOTL / ' 1 Fig. 9. Fig. é igual ao comprimento total que fica fora do mangote. 1l). No caso de broca de diâmetro grande. 5 Furo inicial Se o esforço para furar é muito grande. 9). para manter o alinhamento (fig.a Fase CONTINUE A FURAR. 8. às vêzes. 13).TORNEIRO MECÂNICO I FURAR NO T O R N O I FOLHA DE OPERACÁO escora e. I? IMEC 1965 . constantemente. na profundidade desejada. verifique se a broca está bem afiada. a broca da peça e limpando-a com um pincel embebido em um fluido de corte adequado ao material a ser furado. 12 r : Comp. menos o comprimento do furo (fig. 10 O uso de broca inicial. pode provocar a quebra da mesma e acidente. é necessário fazer um furo inicial de diâmetro menor (fig. A abertura do comFig." Fase TERMINE O FURO. use um compasso interno. 10). 11 passo.000 .

ou não.TORNEIRO MECÂNICO r FURAR NO T O R N O FOLHA DE O PERACÃO 4. 16). o cone da ponta da broca (figs. b) Veja se a medida da profundidade do furo inclui. a haste deve ficar apoiada na parede do mesmo (fig. c ) Ao medir coin o pacluímetro a profundidade do furo. Fig.8 O comprimento indicado pelo compasso pode ser marcado com um traço de giz ou com uin anel de cobre. quando o coiripriinento do furo não é de grande precisão.1965 .quando se fura com broca de diâmetro grande? 6) Qual a diferença no comprimento de um furo que deve ser faceado de um que não será faceado? 82 MEC . Fig. prêso na broca.000 . 14 . 15 . 14 e 15).ser f r ~ c e n d o nlitil r o117prit1ie)7to.15.Firro a . --- Fig. I 6 1) Quando é feita a furação no tôriloi 2) Quando é que se usa mandril para prender a broca? 3) Que cuidado deve-se tomar ao iiieclir a broca coin paquímetro? 4) Que se deve fazer para evitar que a broca vibre ao iniciar o furo? 5) Que se deve fazer para diminuir o esfdr~o.Furo que nfio serú farenclo.

numa peça. O fixador prende o disco graduado e a régua. ou um semi-círculo graduado (1800). 54O 31' 12" se lê: 54 graus. O grau se divide em 60 minutos de ângulo e o minuto se divide em 60 segundos de ângulo. Os símbolos usados são: grau (O). Um tipo de goniômetro muito usado na oficina é o Transferidor universal (fig. a referência "0" do arco coincide com o "90°" do disco. I I MEDIÇÃO DE UM ÂNGULO A medição ou verificação de um ângulo qualquer. é um Goniômetro o. A unidade prática de medida angular é o grau. 31 minutos e 12 segundos. ou um quadrante graduado (90°). minuto (') e o segundo ("). portanto. Pràticamente.Ingulo que se lê na figura: 500 (ou o suplenzento 1300). ou um círculo graduado (360°). Quando a base é paralela à régua. Assim.1 I O mecânico tem necessidade de medir ou verificar ângulos nas pejas que executa. pode dar aproximação de 5 minutos. No arco. que possui mais duas pejas (esquadro de centrar e esquadro com meia esquadria). Quando a base é perpendicular à borda da régua. Quando possui vernier. pode apresentar. 1). Êste instrumento possui graduações adequadas.! TORNEIR0 MECÂNICO GONIOMETRO (TRANSFERIDOR) FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA 4. a fim de usinar ou preparar determinadas superfícies com o rigor indicado pelos desenhos. que indicam a medida do ângulo formado pela régua e pela base. 1 grau é a menor divisão apresentada diretamente na graduação do goniômetro.u Transferidor. Traço de reftr6ncici ( ' 0 ' ' ) Rdguo groduo . Dividindo-se um círculo qualquer em 360 partes iguais. O alinhamento dos traços extremos do disco (900 . . Suas duas peças fazem parte de um conjunto denominado Esquadro combinado ou Esquu- dro universal. encontra-se um traço "O" de referência. do ângulo da peça.90°) fica paralelo aos bordos da régua. Em geral. O instrumento que usa: para medir ou verificar ângulos. ou instrumeilto de medida angular. o goniômetro. o ângulo central correspondente a uma parte é o ângulo de 1 grau. e. se faz ajustando-o entre a régua e a base do goniômetro. os "zeros" do disco e do arco coincidem. O goniômetro de alta precisão aproxima até 1 minuto.

3) Faça completa limpeza. além de girar na articulação. I II I I Fig. I 2) Apresentar graduação uniforme. 3) Ter as pejas componentes bem ajustadas. isto é. CONSERVAÇÃO DO GONIOMETRO OU TRANSFERIDOR '1 1 1) O goniômetro deve ser manejado com todo o cuidado.' 9 TORNEIRO (TRANSFERIDOR) GONI~METRO INFORMACAO TECNOLOGICA FOLHA DE 4. o instrumento indicado é o transferidor simples (figs. No transferidor indicado na fig. 5 a 7 apresentam alguns casos. QUESTIONARIO I 1) Quais são as características do bom goniômetro ou transferidor? 2) Que é grau? Que é minuto de ângulo? Que é segundo de ângulo? 1 3) 4) 5) 6) > Para que serve o goniômetro ou transferidor? Qual é a menor divisão angular de um transferidor ou goniômetro? Quais as condições de conservação do goniômetro ou transferidor? Como o mecânico mede um ângulo de uma peça com o goniôrnetro ou transferidor? ' 1 84 MEC . em casos de medidas angulares que não exijam extremo rigor. com traços bem rinos e profundos. 2) Evite ranhuras ou entalhes que prejudiquem a graduaqão. 5) O goniômetro deve ser aferido. a 1âmina. 7 C A U m f L i T " I m L 5 0 BOM GONIÓMETRO OU ?"BAN.15. devem ser comparadas diferentes aberturas com ângulos padrões precisos. 4. pode deslizar através da ranhura.000 . 3 e 4).1965 . . 2. evitando-se quedas e choques.?FZRI3iCIR 1) Ser de aço inoxidável.2 a Para usos comuns. 4) Guarde-o em estojo próprio. e lubrifique-o com óleo fino. após o uso. 4) O parafuso de articulação deve dar bom apêrto e boa firmeza. =&XEMPLClS DE U50B DE WNIbMETRO OU T ~ F E R J ~ D O B As figs.

formam a aresta da ponta (figs. A broca helicoidal é também chamada broca americana. As brocas de haste cilíndrica usuais têm. em geral. Para trabalhos que exijam. de aço ao carbono. no seu encontro. adaptada à máquina. porém.. f\ Artisia da oontp Fig. Estas oferecem maior resistência ao corte e ao ca- lor do atrito. ou por meio de buchas de redução de furo cônico. 1 e 2 apresentam dois tipos usuais. MEC . 7JPQ6 US. usam-se brocas de aço rápido. 2 . alta rotação.Broca helicoidal de haste cilindrica. A aresta da ponta não corta o . em conseqüência de dois movimentos que se realizam ao mesmo tempo: rotação e avanço. sendo. O nome "helicoidal" é devido ao aspec- to da broca. que se diferenciam pela haste. 1 a 3). desgastam-se menos. 3 FUNÇõES E CARACTERfSTICAS DAS PARTES DA BROCA 1) Ponta da broca constituída por duas superfícies cônicas que. As brocas de haste cônica são. as de diâmetros acima de 112".3 A broca helicoidal é a ferramenta que. em geral. cujo corpo se apresenta com arestas e canais em forma de uma curva denominada hélice. Fig.UAJ. diâmetros no máximo até 112".1965 . 3). podem trabalhar com mais rapidez. portanto.8 E NOMENCLATURA Si& c dd OEk* Fig. I É fabricada. quase sempre. produz na peça um furo cilíndrico. mais econômicas.Broca helicoidal de haste cônica.material. As figs.000 . mediante a grande pressão causada pelo movimento de avanco (fig. O ângulo destas duas superfícies cônicas é denominado ângulo da ponta. São prêsas por meio de mandris. É I A ação da aresta é a de calcar o material. I . Prendem-se por meio de adaptação em furo cônico do próprio eixo.TORNEIR0 MECÂNICO BROCA HELICOIDAL (NOMENCLATURA E CARAC'TERÍSTICAS) FoLHA DE INFORMAÇÁO TECNOLÓGICA 4.15.

As hastes cônicas'dão um apêrto mais enérgico.É a parte central da broca (fig. Devido a esta forma helicoidal e ao giro da broca.000 . 5).000. o corte é produzido por estas arestas. 5: c é o ângulo do gume. os canais vão se tornando mais rasos. As duas superfícies cônicas da ponta da broca se encontram com as superfícies dos canais.São ranhuras helicoidais (fig.TORNEIR0 MECÂNICO C BROCA HELICOIDAL -(NOMENCLATURA E CARACTERÍSTICAS) FOLHA DE INFORMAÇÁO TECNOLÓGICA 4. Isso aumenta a resistência da broca. 3) Haste da broca Destina-se à fixação da broca na máquina. c) Alma . 4). ou seja. 5) Quais sãa os materiais de que se fabricam as brocas? 6) Por que as hastes cônicas são usadas nas brocas de maiores diâmetros? 86 MEC . que é sujeita constantemente a um esforço de torção. Por isso. entre os dois canais. que produzem maior esforço no corte. O corpo da broca diminui ligeiramente de diâmetro. O DIÂMETRO DA BROCA É MEDIDO ENTRE AS DUAS GUIAS (fig.. os cavacos produzidos pelas arestas cortantes vão sendo elevados e lançados para fora do furo.1965 . b) Canais . Dessa maneira. Na furação.4 I I A fig.São estreitas superfícies helicoidais que mantêm a broca em posição correta dentro do furo. são usadas nas brocas de maiores diâmetros.15. durante o corte. 4 mostra. Pode ser cilíndrica ou cônica. como se vê na fig. sem produzir corte. quando êste fôr profundo. 4). formando as Arestas Cortantes (Fios ou Gumes da broca). A alma aumenta ligeiramente de espessura à medida que se aproxima da haste. 4 QUESTIOI . f o ângulo de folga ou de incidência e s o ângulo de saída do cavaco também conhecido por ângulo de ataque. bem ampliado.RIO 1) Quais são os tipos usuais de brocas helicoidais (tipos de haste)? 2) Para que servem as guias e os canais? Que é a alma da broca? 3) Por que o nome "helicoidal"? Qual o outro nome da broca helicoidal? 4) Explique onde e como se dá o corte. Fig. 2) Corpo da broca a) Guias . um aspecto da ponta de uma broca helicoidal. a partir da ponta até a haste na relação de 1 : 2. na broca helicoidal. a broca não se agarra à superfície do furo.

3) para a execução de furo em peça fixada na espera superior. 2). a de facear interno. com diâmetro pequeno. ou diretamente no mangote. As brocas maiores devem ser de haste cônica e se fixam. Fig. Em trabalhos comuns.uma ferraminta de torno. faz-se a fixacão no mangote por meio de um mandril (fig. devido à rotação desta. por meio de uma . que podem ser de haste cilíndrica. portanto. não exigindo grande pressão de corte. 2) para a execução de furo. monta-se a broca na árvore do torno. no inicio do furo. tende a desviar-se. Em tal caso. por vêzes. Para brocas até cêrca de 1/2". BROCA FIXADA NO CABEÇOTE MóVEL No caso mais comum do uso da broca no torno. pelo deslocamento do mangote. quando não é posslvel fazer nêlê penetrar. e deva ser posteriormente torneado no seu interior por uma das ferramentas de torno. até que suas arestas cortantes tenhain penetrado bem na peqa. é ela fixada no cabeçote móvel. a peça possui o movimento de corte e o avanço é dado manualmente no volante do cabeçote móvel. guiar a broca. definitivo. Eis alguns casos: 1) para a execução de furo. q . ou por meio da bucha de redução que for adequada (fig. podendo assim descentrar o furo. É necessário. enquanto a peça se prende geralmente numa placa de castanhas: a broca é então fixa.5 I I A broca helicoidal 6. tais como a de broquear. usa-se guiar a broca. usada em trabalhos no torno. se forem iguais os cones Morse. 2 MODO DE GUIAR A BROCA AO INICIAR O FURO A aresta da ponta da broca ao iniciar a penetração na peça.1 1 I TORNEIR0 MECÃNICO O USO DA BROCA HELICOIDAL N O TORNO FOLHA DE I N FORMAÇÁO TECNOLÓGICA 4. 1). ou a de abrir rosca interna.

ou uma broca curta. Fig. ou a broca de centrar. 5). 3 PRECAUCOES PARA EXECUT.. durante toda a duração do trabalho..v -. . depois no mandril (ou diretamente no mangote. 5 I 1 I É aconselhável usar. A broca helicoidal. FÔLHA DE INFORMAÇÃO TECNOL6G1CA TORNEIR0 MECÂNICO O USO DA BROCA HELICOIDAL NO T O R N O 4. I 1) Havendo necessidade de centragem rigorosa.6 I peça de aço doce ou de latão. sem desvios. .4R FURO CENTRADO Fig. será guiada normalmente. podendo ter. 2) De que forma trabalha mais comumente a broca no tôrno? I 3) Indique o processo de guiar a broca. de ponta aguda (fig. 4 I I Pig. no caso de execução de furos em série. montada. I QUESTIONARIO 1) Cite três casos de utilização da broca no tôrno. ou em bucha de redução). I I 1 88 MEC .- . Fixa-se esta peça no porta-ferramenta do torno. 4). ao corpo da broca. de modo a ajustar as duas faces da ranhura em "V". . uma ranhura em "V" para encosto (fig. Sem pressão. para furo no tôrno..' É aconselhável. I I I . 3).. montada no porta-ferramenta. antes da execução do furo. na iniciação do furo uma ferramenta chata de centrar. num dos topos. Êste processo não é usado com muita frequência. ou ferramenta chata de centrar. porque demanda menos tempo. afastase a broca helicoidal e aproxima-se do topo da peça a ferramenta de centrar. 2) Pode-se também usar. 4) Indique os métodos de executar furo centrado. o furo pode ser iniciado com uma broca de centrar (fig.15.1965 .01 . Para iniciar cada novo furo. visto ficar a broca helicoidal fixada no mandril ou no cabeçote móvel.

.

é conveniente aproximar bem o cabeçote móvel da peça. em certas operações de torneamento cônico. 2) possível. 2) seja a menor possível. QUESTIONARIO . após a regulagem da posição desejada da contraponta.7 TORNEIR0 MECÂNICO v CABEÇOTE M6VEL DO TORNO FOLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA 4. 3). no torneamento externo. uma graduação de um lado e de outro do traço de referência. atuase na trava. que será estudado oportunamente. Resulta o apêrto do escavado de duas buchas cilíndricas internas contra o mangote. na união do corpo com a base (fig. I 1) Quais são os cuidados no uso correto do cabeçote móvel? 2) Explique o funcionamento do mecanismo interno de deslocamento da contraponta. no próprio cabeçote móvel? MEC .8 Para firmar o mangote. O uso correto do cabeçote móvel exige os seguintes cuidados: Fig. Em trabalhos de grande precisão. Há niétodo rigoroso de verificação do alinhamento da ponta e contraponta.1965 . que fica assim imobilizado.00 . 2). há dois traços de referência. 3) Adote a menor projeção D (fig. 3) Quais são as finalidades do cabeçote móvel? 4) Como se denominam as partes mais importantes do cabeçote móvel? 5) Como se regula o alinhamento da ponta e contraponta. Tal graduação facilita a regulagem do deslocamento lateral da contraponta. na parte posterior. para regulagem da posição que coloca a contraponta no alinhamento da ponta. Na parte posterior do cabeçote. Quando se usa a contraponta (no torneamento externo).1. 4) Trave o mangote. não convém confiar apenas nesta coincidência dos traços de referência. Nesta posição. 2) Graduaçáo circular no eixo do volante. para que a projeçáo do mangote (distância D na fig.5. Os deslocamentos longitudinais do mangote podem ser regulados por um dos dois meios seguintes: 1)' Graduação retilínea na parte superior ou na lateral (fig. Há tornos em que o cabeçote apresenta. no torneamento externo. 2) Fixe o cabeçote firmemente no barramento. os traços coincidem. dando-lhe pequeno movimento angular. 2 1) Verifique o alinhamento da ponta e contraponta.

Quando o arrastador está fixado na peça. 2) . Fig. de segurança. É uma placa que protege o operador contra possíveis pancadas do arrastador em movimento. Fig. Fig. A placa arrastadora. 3 e 4. transmite a esta o movimento de rotação da placa. A fig. em contato com a haste do arrastador. a extremidade da haste se aloja na ranhura. portanto o da peça.É a que.Neste tipo se adapta uin arrastador de haste curva como o indicado na fig. Com ela se emprega um arrastador de haste reta como os indicados nas figs. que tem a forma de um cilindro raso e oco. quase sempre.Neste tipo de placa o arrastador fica alojado no seu interior. PLACA DE PINO PLACA DE S E G U R A N ~ A (fig. A haste do arrastador se encaixa numa ranhura interna. de ranhura. tem corno finali- dade transmitir o movimento de rotação da árvore à peça suportada entre a ponta e a contraponta. determina o seu giro e. 2 Placa de arrasto. firmemente prêso à peça. montada por meio de rosca na árvore do torno. funcionando como órgão intermediário. PLACADE RANHURA (fig. 1 mostra claramente a função dêstes acessórios. O arrastador. apresenta-se nos três tipos das figs. O pino da placa.1 A placa arrastadora e o arrastador são usados quando se torneia uma peça entrepontas. 2. 5 e 6. montada entre a ponta e a contraponta. isto é. 7. 3) . 3 Placa de arrasto. Fabricada geralmente em ferro fundido. de pino. 4 Placa de arrasto. . 4) .TORNEIR0 MECÂNICO PLACA ARRASTADORA E ARRASTADORES FÔLHA DE INFORMACÃO TECNOL6GICA 5. (fig. acompanha os acessórios normais do torno.

Os arrastadores de haste curva oferecem maior segurança contra acidentes. quando se dá a pressão do cbrte da ferramenta.15. 3) ao colocar a peça emrepontas com o arrastador nela adaptado. deve-se pôr o pino da placa em contato com a haste do arrastador. deve-se proteger essa parte usinada com chapa de cobre ou de outr'o material macio. 5 Fig. 4) para colocar entrepontas uma peça que já tenha superfície usinada no local de adaptação do arrastador. 1) escolher um arrastador em cujo orifício a peça tenha pequena folga. No uso dos arrastadores deve-se obedecer às seguintes normas: tal que impeça o deslizamento do arrastador.2 I MONTAGEM E DESMONTACEM DA PLACA ARRASTADORA A colocação da placa arrastadora na árvore do torno ou a sua remoção devem obe- decer a normas semelhantes às já expostas (veja Ref. 2) fixar firmemente o arrastador na superfície da peça pelo enérgico apêrto do parafuso ou dos parafusos. ARRASTADORES O tipo de arrastador mais empregado é o de haste reta (figs. 8 O arrastador de haste curva (fig. (? apêrto deve ser 1 ) Para que serve a placa arrastadora? Para que serve o arrastador? 2) Quais os tipos de placas arrastadoras? 3) Explique como trabalha cada tipo c Z e placa de arrasto. 8). É crrado encostar-se o parafuso de aperto do arrastador no pino da placa de arrasto. FIT 6. 5 e 6) que trabalha com a placa de pino ou com a placa de segurança. Há ainda o arrastador de mandíbulas reguláveis (fig. É errado o emprêgo de um arrastador que tenha diâmetro interno muito maior que o da peça a tornear. 7 Fig.1).1 TORNEIRO MECÂNICO PLACA AlIRASTADORA E ARRASTADORES FGLHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA 5.01 . Fig. 7) se usa com a placa de ranhura. 4) Quais as nornias para o uso dos arrastadores? 94 MEC .1965 . 6 Fig.

Partículas de pó. que se monta no mangote do cabeçote móvel. Com estôpa enrolada em uma haste de metal pode-se fazer a limpeza dos furos cônicos. 2). cavacos.15. 1 e 2). 4) Adapte um centro da peça na ponta.1965 . consegue-se afrouxar a contraponta. mantém-se sua extremidade.000 I 95 . girando no mesmo sentido. Com a outra mão. gira-se o volante do cabeçote móvel da direita para a esquerda. com utna das mãos. envolvida em estopa. REMOGAO DA PONTA E DA CONTRAPONTA 1) Para retirar a ponta da árvore do torno. PONTA E CONTRAPONTA Chama-se ponta o cone duplo que é montado na árvore do tôrno. protegida pela estôpa. Dêsse modo se consegue afrouxar o apêrto da haste da ponta e esta é retirada. CUIDADOS EM VIRTUDE DA DILATAÇÃO DA PESA ENTREPONTAS FÔLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA 5. temperados e retificados. Com urna ligeira pressão. até que as extremidades internas da contraponta e do parafuso de movimento do mangote se toquem. 1 MONTAGEM DA PONTA. O cone da haste dos dois (ponta e contraponta) é estandardizado pelo sistema "Morse" O cone da ponta é sempre de 60° (fig. Para afrouxar o apêrto da haste da contraponta no mangote. se chama contraponta (fig.3 As pontas do tôrno são cones duplos de aço. a contraponta e os furos cônicos de encaixe da árvore do tôrno e do mangote do cabeçote móvel.- TORNEIRO MECÂNICO PONTA E CONTRAPONTA. Lubrifique com graxa o furo de centro da peça do lado da contraponta. DA CONTRAPON'I'A E DA PEGA 1) Verifique se os cones de 60° estão em perfeitas condições para adaptação nos centros da peça. 1). aproxime cuidadosamente a contraponta do outro centro. com todo o cuidado. Qualquer mossa ou rebarba prejudicará a correção do trabalho de tornear. Êste se dá quando a peça pode girar sem folga. Fig. impedirão a perfeita adaptação e prejudicarão a correta centragem da peça a tornear. MONTAGEM DA PEÇA ENTREPONTAS. A " Limpe cuidadosamente a ponta. etc. em seguida. mas também sem estar pressionada entre a ponta e a coiltraponta. Gire o volante do cabeçote até perceber um ajustamento perfeito. MEC L . O cone duplo igual. dá-se uma pancada firme em uma haste própria que tenha sido introduzida no furo da árvore. cujos extremos se adaptam aos centros da peça a tornearl cotii o fim de apoiá-la (figs.

pela fig. deve-se manter sempre bem lubrificado o centro e a contraponta. capaz de pro- . quer. Entre a bainha e a haste da ponta rotativa se instalam três rolamentos. por suas medidas reduzidas. Sòmente nos casos de faceamento se aconselha o uso da contraponta rebaixada. . cuja parte posterior é em cone Morse. Com o emprêgo desta contraponta não deixa 'a ferramenta sobra de corte no topo faceado. gira com a peça (fig. para se adaptar no furo do mangote. pelo com a contraponta. um dos quais de encosto. a ajustagem da contraponta no centro. que é adaptado no mangote do cabeçote móvel. Que é a ponta rotativa? . de vez em quando. 4). MONTAGEM DA PEÇA ENTREPONTAS. a borda do furo do centro. no centro. mas também sem estar pressionada. O calor D r o ~ u z a dilatação da peça. corrigir. a ponta gira suavemente e suporta bem esforços radiais e axias ou longitudinais. temperada e retificada. a peça se aquece. dutambém a tçmpera das rante a operação.TORNEIRO MECÂNICO PONTA E CONTRAPONTA. QUESTIONARIO 1) Que são a ponta e a contraponta? Para que servem? 2) Indique quais as providências para a montagem e desmontagem das pontas. Estando ela sem iolga. porém. É montada dentro de uma bainha. quer pelo atrito da ponta da ferramenta. Deve-se. 3 INFLURNCIA DO CALOR DE -ATRTfCJ A peça bem montada entre a ponta e a contraponta deve girar sem folga. que a ponta da ferramenta de facear atinge. resulta pressão sobre as pontas. (2 um acessório cuja ponta. pode ser alterada portanto. 3) Explique o que é a contraponta rebaixada.comp1e~o faceamento do topo das peças montadas entrepontas. Assim. Quando 6 usada esta contraponta? 4) Explique qual a influência do calor de atrito. Fig.4 CONTRAPQNTA REBAIXADA E SEU USO Êste tipo de contraponta (fig. não há atrito. 3.DILATAÇÃO E C ~ N T R A C AfiA ~ PEGA vocar deformação na pega e danificar o tbrno. A ponta de aço pròpriamente dita. Vê-se. Ao ser desbastada. ainda. se quebraria fàcilmente em trabalhos mais pesados. PONTA RDTATNA Neste tipo de ponta. CUIDADOS EM VIRTUDE DA ' DILATAÇÃO DA PEGA ENTREPONTAS FÔLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA 5. sem embaraço. Conforme o grau de calor. 3) serve facilitar o.

5 e 6). em obediência aos desenhos orientadores da sua execução. . 6 97 . o mecânico será obrigado a utilizar modelos ou moldes exatos de partes do perfil. 5 .1965 . 1. Há curvaturas e formas especiais cujo rigor tem que ser controlado durante a execução da peça. Os da fig. antes da execução da peça. constituídos de pequenas lâminas de aço isoladas (figs. frestas correspondentes a irlrgularidades no perfil da peça. Fig. Em tais casos. está perfeita a coincidência.15. 4 Estôjo de gabaritos de curvaturas. um ou mais moldes do perfil. 4). 2 Fig. 2 e 3). Quando. por exemplo. ou em "canivetes" (figs. Os ângulos entre faces podem ser verificados por esquadros. goniômetros ou transferidores. Muitas vêzes. Escolhe-se a lâmina adequada a cada verificação. Tais moldes ou modelos são chamados gabaritos. Verifica-se se há ou não coincidência dos perfis da peça e do gabarito. Os gabaritos dos tipos mostrados nas figs. sem o que ela irá apresentar defeitos e não poderá ser utilizada. 2. terá mesmo que confeccionar. Fig. Se não passa luminosidade. Estas vão sendo corrigidas por meio de verificações e retoques sucessivos. 6 são conhecidos como verificadores de ângulos. Se pasS a ~UZ há . pela indicação (que tem gravada) do raio de curvatura ou do ângulo. de raios determinados.5 I A planeza das faces das peças verificase por meio de réguas ou planos de controle. de aberturas determinadas. 3. estará então habilitado a verificar a forma que vai dando à peça. Consiste o uso dêsses gabaritos em pô10s em contacto com a curvatura ou o ângulo que se quer verificar. não bastam os recursos citados. Com êsses ins- trumentos auxiliares de controle. encontram-se no comércio gabaritos padrões. o mecânico necessita executar uma peça com um perfil complexo como. ou para ânguOS.000 . 4 e 5 são também chamados verificadores de curvaturar ou verificadores de raios. I i Fig. já prontos. 3 MEC Fig. observandose o contacto contra a luz. entretanto. o da fig. I GABARITOS PADRGES (COMERCIAIS) Para curvaturas em arcos de circunferência. em estojo (fig.TORNEIR0 MECÂNICO GABARITOS FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA 5. Fig.

os ângulos e as cotas necessárias. usam como gabarito uma peça inteira.TORNEIR0 MECÂNICO GABARITOS F~LHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA 5. Podem ser de dois tipos: 1) chapas recortadas. Na confecção das demais peças. Fig. recortando-os e dandolhes acabamento preciso. peças curvadas. por meio de traçado. o mecânico recorre ao desenho da peça. Como se trata de um perfil de forma irregular. os contornos de contacto dos gabaritos foram mostrados em traços mais fortes na fig.1965 . Os gabaritos são placas de aço dos tipos A. 7. para confeccionarem as suas peças. Dá-lhes. B. 7. por meio de limas de diferentes tipos e também. muitas vêzes. ~ e c o r t áos contornos traqados. entretanto. para melhor esclarecimento. 1 reaparece na fig. 7. C e D da fig. executada cuidadosamente em primeiro lugar (exemplo: ornatos. deve o mecânico fazer o trabalho preliminar de execução dos gabaritos. etc.1 5 000 .). vai o operador dando-lhe formas sucessivas.6 GABARITOS ESPECIAIS (EXECUTADOS EM CADA CASO) O exemplo dado na fig. em trabalhos seriados. iguais. Para iilellior coinpreensão. em cujas vistas encontra os raios de curvatura. por fim. 3) De um modo geral. como o mecânico faz um gabarito? 4) Que são os gabaritos padrões encontrados no comércio? 98 MEC . cuidadoso acabamento. o serralheiro e o caldeireiro usam com frequência gabaritos (que não são de precisão). usando um raspador. Transporta êsses elementos para a chapa. Para obter os contornos de contacto. A maioria dêsses gabaritos é de chapa. 1) Em que se baseia o mecânico para fazer drn gabarito? 2) Para que serve um gabarito? Cite os seus tipos. 2) simples traçados sobre chapas. 7 GABARITOS DIVERSOS O ferreiro. até atingir aquela que com êle coincida. Por vêzes. cada vez mais aproximadas do gabarito.

2. Fig. é. em série. A usinageiil no torno pode ser feita. etc. 3. a ferramenta de perfil produz resultado satisfatório. 1. formado de retas e curvas.1965 .000 99 . Fig. resultando trepidação. redobrados cuidados e frequentes controles da forma por meio de moldes ou modelos chamados Gabaritos. arredondamento de arestas. cujo perfil. como está na fig. variações de formas e de medidas. Serve essa operação para tornear um Sólido de revolução perfilado. Para uma só peça ainda serve.7 I As vêzes. apesar dos cuidados. exige muita perícia. pois neste caso há i-iiuita trepidação o que prejudica o acaba~tiento podendo quebrar a ferramenta e danificar a peça. 4. difícil. 3 Fiç. No torneamento de perfis relativatnente grandes não é praticável o elnprêgo de uma única ferramenta. Para tornear perfis semi-esféricos (figa 3) ou esféricos (fig. como se vê na fig. pois um gume muito extenso produz forte pressão de corte. por movimentos combinados de avanços transversais e longituclinais da ferramenta. entretanto. 6) que não sejam de -ande raio. Essas ferramentas de forn-ia ou de perfilar permitem assim a execuç~ode sulcosmeia-cana.. 4 Fig. superfícies esféricas. precisa-se dar à peça uma forma variada mas regular.TORNEIR0 MECÂNICO L FEKRARlIENTA DE FORMA OU DE PERFILAR FOLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA 5. abaulamento de topos. Outros exemplos estão mostrados nas figs. 1 FERRAMENTAS DE FORMA OU DE PERFILAR No torneamento de sólidos de revolução de perfil variado é melhor o uso de ferramentas cujas arestas de corte tenham as mesmas formas a dar à peça. seja simétrico em relação ao eixo geométrico da peça. 5 e 6. entretanto. o que causa o mau acabamento da peça e o desgaste rápido da aresta cortante. uma operação imprópria.15. conforme o contorno que for dado A s arestas cortantes. 6 MEC . além de exigir longo tempo. Êste trabalho é. no torno. desde que a linha de corte (perinietr0) seja muito grande. Para o torneamento de várias peças. capaz de produzir.

9.TORNEIRO MECÂNICO FERRAMENTA DE FORMA OU DE PERFILAR F6LHA DE INFORMAÇÃO TECNOL6GICA 5. 9 mostra uma ferramenta de perfilar substituível.8 Para qualquer operação de perfilar. obtido por meio da ferramenta fig. A fig. I rzg. 10 e 1l). A afiação. cuja afiação se faz. antes. Pode também receber sucessivas afiações na face de saída. com a forma aproximada. na fresadora. para o esférico da fig.é usinada no torno. as Ferramentas de perfil constan. Perdido o corte. 9 FERRAMENTAS DE PERFIL CONSTANTE Na fabricação de uma série de peças iguais. 8 Fig.te. 2) ferramenta circular de perfil constante (fig. apenas na face de saída ou de ataque (figs. São montadas em porta-ferramentas próprios e se apresentam em dois tipos: $me saido ou de otoque 1) ferramenta prismática de perfil constante (fig. PorM fctiomcnta m t o circular de aloque Fig. i0 QUESTIONARIO 1) Quais são os processos de tornear perfis? Qual o mais conveniente? 2) Que são ferramentas de perfilar? Dê exemplos de usos. 3) Qual a vantagem das ferramentas de perfil constante? 100 MEC . que se vê na fig. '7.1965 . com ferramentas comuns. horizontal ou obliquamente.fabrica-se em aço rápido. Recebe têmpera e depois é retificada em retificadoras planas. que dê à peça uma forma aproximada da que se deseja obter. 10) .15. 8. Fig. servindo de porta-ferramenta e fixada por parafusos. é necessário preparar de novo o mesmo perfil e afiá-lo corretamente. pelo uso. depois temperada e retificada. na face de saída ou de ataque não altera o perfil. faz-se um desbaste. Usam-se.000 . Por exemplo. sem que o perfil fique alterado. Êste processo atrasa a produção. firmemente engastada numa base de aço. então. pois esta alteraria o perfil. é aconselhável um desbaste prévio. 11) . i 1 Fig. as ferramentas de perfilar do tipo indicado não permitem afiação direta.

Os recartilhados podem ser paralelos (fig. dependendo: a) Do material da peça. Os paralelos são geralmente usados em superfícies curtas. meilores ou iguais a largura da recartilha. 4 h) Ligue o torno. A recartilha deverá ficar na altura do centro da peça. Rddono estriado I b) Do passo e do ângulo das estrias da recartilha.TORNEIRO MECÃNICO RECARTILHAR N O T O R N O FOLHA DE OPERACÁO 6.a Fase RECARTILHE. limpa e com diâmetro ligeiramente menor. 3). a) Desloque a recartilha até próximo ao extreino da parte a ser recartilhada. OBSERVAJÃO: Consulte a tabela de recartilhados. Há casos em que são feitos para melhorar o aspecto das peças Os recartilhados se aplicam em pegas de máquinas que devam dar ao operador firmeza ao empunha-las ou. em pecas de aperto. então. b) O alinl-iamento (fig. 3. \corpo basculonte Fig. verificando: a) A altura (fig.a Fase TORNEIE a parte a ser recartilhada. Variam de formas e dimensões segundo as finalidades e proporções das pecas em que se aplicam. I FASES DE EXECUÇÃO l. MEC - 1965 - 15 000 103 . 1 ) ou cruzados (fip 2). Fig.1 Os recartilhados são feitos para evitar que a mão deslize quando se toma a peca. 3 Za Fase A PRENDA RECARTILHA. Fig. deixando-a lisa. 4). A recartilha deverá ficar perpendicular à superfície a ser recartilhada.

6). 11). Fig. corrija-o. b. no sentido longitudinal." Fase AFASTE A RECARTILHA e limpe com uma escova de aço. repetindo os itens a. Os recartilhados paralelos formam estrias perfeitas (fig. um pouco. 10 I 104 MEC . repita a operação. 5) e desloqiie-a. 0 s recartilhados cruzados devem forniar pirâmides pontiagudas (fig.I A TORNEIRO MECÂNICO K K A R T I L H A R NO T O R N O FOLHA DE OPERACÃO 6. 9 I * ' < . Fig. 5. 7). OS recariilhatlos cruzados podem ter diferentes ângulos. 4. f ) Recartilhe toda a superfície desejada. **= Fig. 8). Os paralelos. 10). até êle ficar uniforme (fig. d) Desligue o torno e exaniiile a zona recartilhada.15. c e d desta fase. dantfo um pouco niais de pressão na recartilha.2 OBSERVA~ÃO: Consulte a tabela e deterinine o nvanco e a Avance a recartilha transversalmente até marcar a peça (fig.1965 . g) Caso o recartilhado não fique bo~ii. e) Ligue o torno e engate o carro longitudinal. 9). movinientando-a no sentitio das estrias (fig. em alguns casos podeili ser inclinados." Fase CHANFRE OS cantos. C) OBSERVA~ÃO: Caso o i-ecartilhado fique irregular (fig. a fim de eliminar as rebarbas (fig. 5 OH S E R V A ~ Ã O : Use querozene em quantidade para removeitodas as partículas de material. coi-iforme sua finalidade.000 I .

d) Verifique com lima rnurça usada se a peça está temperada (fig. sujeitas ao desgaste. FAÇAO REVENIAIEN 1 a) Limpe a parte temperada. são terilperadas e revenidas. sòmente a parte da pega que vai ser temperada (fig. O REVENIDO OU REVENIMENTO é um tratamento térmico que. 3 A têmpera é um tratamento térmico que se faz em determinados tipos de acos comuns e aços-liga. é necess5ria muita atenção durante o aquecimento da peça.feitos em fornos e forjas. b) Coloq~ie s0b1-e uiil lijolo iefrat'ii-io um bloco de ac.a Fase ' 0 . normalmente. Por êste motivo. 4 ) . 1)) até o esfriamento total. Fig. tanto as de choque como as de corte. o q ~ i c torna a operação mais difícil. c) Deve-se aquecer sòmente a parte que vai ser temperada. c) Colocl~ica peça a revenir em ciina do bloco de aCo aqiiecido (tig. acompanha a têmpera. 2). Determinadas pejas. b) Mergulhe. As ferramentas usadas por um mecânico. êste controle é feito pela prática que tem o mecânico. em água. b) O aquecimento deve ser lento.o aquecido. Tem como principal objetivo aumentar a dureza dos aços.a Fase A Q U E ~' 1 APEJA NA FORJA.o são indicadas nos catálogos. OBSERVAÇ~ES : a) As peças de pouca espessura não são cobertas a fim de permitir o coritrôle visual do aquecimento e evitar que se "queimem".TORNEIRO MECÂNICO I TEMPERAR E REVENIR FOLHA DE OPERACÃO 6 . d) As temperaturas de aquecimento do ac. a) Segure a peça com a tenaz. o controlc das temperaturas é feito pelos pirometros. FASES DE EXECUÇÃO I . de acordo com o seu fabricante. A água para o esfriamento deve ser limpa e na temperatura ambiente.TEMPERAR E M AGUA E REVENIK l. c) Esfrie toda a peça. na forja." Fase TEMPERE. I Lixa 3. Fig.000 i 105 . 3 - 1965 - 15. TEMI~ERAR E REVENZR são tratamentos que podem sei. usando uma lima coberta com lixa (iig. também o são. E 1 3 1 fornos. OBSERVAÇÃO: . pois elimina a fragilidade provocada por ela. Ferramenta Parte resfriada 2. 3).

. Neste caso. a dureza da peça com lima. movimentando-a para a saída dos gases que se formam. b) Mergullie a peça em óleo. pode. 4 NOTA: Quando o mecânico tem prática em fazer tratamento térmico. a) Lixe a peja até ficar limpa dos óxidos.4 d) Observe atentamente a peça até que a cor desejada apareça e atinja o corte e. c) Retire do banho quando a peça estiver fria (O varia de 'Om a massa da mesma). OBSERvACAO: 0 xvenido é bem feito quando as apa- recem por igual em toda a superfície da p ~ ~ a .000 ." Fase TEAIPERE. êle esfria a ponta da ferramenta. 3. 6). c) Esfrie a peqa em óleo.1965 .TEMPERAR EM BANHO DE ÓLEO E REVENIR Fase A AQUEÇA a cor indicadas. 5). espera que o calor que ficou no corpo se propague até o corte e. e) Verifique. novamente.a Fase FAÇAO REVENIMENTO. J'zg. esfria completamente na água. INFORMACAO COMPLEMENTAR: REVENIMENTO DE UM MARTELO. I1 . a) Segure a peça com a tenaz. b) Coloque a peça a revenir ein cima de um bloco de aço aquecido até cl-iegar à colorajão desejada. PEÇA até à temperatura ou 2. a seguir. em alguns casos. locarnento ~ l g 5 .a Fase COLOQUE O MARTELO a revenir no meio de dois blocos de aço quente. 6 t 106 MEC . OB~ERVAJAO: Proceda de modo que a coloração seja igual na bola e na pancada. 2. Fig. Para que a coloração fique uiliforiile. DEPOIS DE UMA TÊMPERA T O T A L EM OLEO l. TORNEIRO MECÂNICO T E M P E R A R E REVENIR FÔLHA DE OPERACÁO 6." Fase EM ÓLEO. limpa. de modo que a pancada e a bola não fiquem em contacto com os mesmos (fig. temperar em água e fazer o revenimento com o próprio calor do corpo da peça (fig.15. no momento que chega a cor desejada. esfrie o material completamente na água. mude conszantemente a peça de posição. depois que a bola e a ESFRIE pancada atingirem a coloração desejada.

2 Grosso inclinado. fixando-a como se fosse uma ferramenta usual de tornear. são seguradas entre os dedos com mais firmeza. Conforme o desenho do recartilhado que se quer dar à superfície. a superfície externa dos roletes da recartilha não é perfeitamente cilíndrica: há uma ligeira convexidade ou uma leve concavidade. transformando a superfície lisa em superfície estriada ou rugosa. REÇARTILHADO Monta-se a recartilha no porta-ferramenta do torno. Na sua superfície cilíndrica. são roletes de aço temperado. Na fig. A superfície estriada se denomina recurtilhado. 1 . 5 Grosso reto. 7 Fino reto. com a recartilha de dois roletes.15. resultam sulcos cruzados. mediante grande pressão. de uma vez.000 . 6 Médio 1-eto. RECARTILHAS As recartilhas. no material da peça. Fig. A ferramenta executa. não articulada. na qual estão montados dois roletes recartilhadores. Fig. que é também o nome da operação por meio da qual se produz tal rugbsidade. 8 se mostra um detalhe do recartilhado de um cilindro. As figuras 2 a 7 apresentam tipos usuais de roletes recartilhadores. o estriado cruzado. Pelo emprêgo de uma ferramenta especial. MEC - 1965 . que dão nome ao conjunto da ferramenta. na superfície da peça. 1 . Fig. ml~w orticui~~ Fig. extremamente duros. uma série de estrias ou sulcos.j 1 I TORNEIRO MECÂNICO RECARTILHAS FOLHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA 6. dos cabos de certos utensílios ou ferramentas e dos manípulos de alguns órgãos de máquinas. como êstes têm estrias de inclinações contrárias. em geral. obtém-se. 4 Fino inclinado. Com a recartilha de dois roletes. 3 Médio inclinado. Fig. Em geral. com maior ou menor afastamento. O recartilhado simples se faz. denominada Recartilha. Na haste de aço se articula uma cabeça. usam-se recartilhas com roletes de estrias inclinadas ou não. no tôrno. Pig. O tipo mais usado de recartilha é o da fig. paralelos ou cruzados. com recartilha de um só rolete. É o caso das cabeças dos parafusos de manobra dos instrumentos de medida.1 Se certas peças tiverem superfícies rugosas. que produz. apresentam uma série de dentes ou estrias que penetram. a superfície com rugosidade ou aspereza desejada. conforme a aplicação a dar à ferramenta. 1. ao serem utilizadas manualmente permitem melhor aderência. Fig.

Eis uma pequena tabela que especifica dimensões (ver figs. TABELA DE PROPORÇõES DOS RECARTILHADOS Levam-se em conta o material e as dimensões das peças. 8 1) para que não sejam deformadas as pecas fracas. à medida que o carro porta-ferramenta se desloca paralelamente ao eixo longitudinal da peça que está sendo trabalhada. A paltir de um dos extreinos desta. liga-se a marcha automática do carro. e como estão firmemente pressionados contra ela.Cruzado. Exige. o desenho de estrias cruzadas. Monta-se a recartilha no porta-ferramenta. 10 . QUESTIONÁRIO 1 ) Que é o recartilhado? Para que se faz? Que é a recartilha? 2) Quais são as particularidades dos roletes? Quais os tipos usuais de roletes? 3) ~ x p l i ~ u como e se faz o recartilhado. lubrifica-se bastante (exceto para bronze e ferro fundido) e executa-se o recartilhado com baixa rotação e pequeno avanço. em cêrca de 1 a 2 mm de largura.000 . 8 1 192 192 O *8 1 1*2 196 t e ( Fig. cuidados: Fiç. Quais iis cuidados a tomar? 108 MEC - 1965 - 15. Vê-se que o recartilhado é uma operacão que demanda grande pressão no contacto entre a ferramenta e a superfície da peça. 2) Ou deseentradas as Peças na pia- ca. Quando as estrias se apresentam com a profundidade desejada. para que seja menor a pressão. para dar boa aparência ao recartilliaclo. de modo que os dois roletes fiquem em contacto com a superfície da peça. 9 . lia sua superfície. pois.TORNEIRO MECÂNICO RECARTILHAS FOLHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA 6. Deve-se executar o recartilhado em mais de um passe. 6 a 14mm Acima de 64mm 14mm ~ t 66mm De 64mm 6 a 14mm a 14 a 3Omm Acima de 100mm 30min * a 1 O *8 0*8 1 192 1 O *8 0.2 Os roletes são arrastados pela rotacão da peca. 9 e 10). 3) ou estragados os centros das pejas entre pontas. imprimem. aplicam-se com forte pressão os roletes.Simples. 3T Fig.

0) A determinação precisa das temperaturas exige um aparelho de medida sensível e delicado. portanto. assim em duas fases. a temperatura de têmpera pode atingir aproximadamente os valores a seguir: Aços meio-duros (0. usa-se o aquecimento. 2) Ainda em trabalhos comuns.650° C 6500 C . 3 FASES DA OPERACÃO 1. com carvão ligeiramente umedecido e envolvendo bem a peça (fig. devido às tensões internas. De um modo geral.6 a 0. + Aços duros (0. conduz a erros até MEIOS DE AQUECIMENTO .5 Oj de carbo720° + 50° = 7700 C no) : 2. a partir daí a temperatura baixa lentamente. pirômetro de dilatação.O) Manutençno da tenzperatura de têmpera . com grande aproximação.0) Aquecimento lento e uniforme até que o aço adquira por completo a temperatura de têmpera (aproximadamente 500 acima do ponto de transformação). O resfriamento. Eis uma tabela: Castanho escuro Castanho avermelhado Vermelho escuro Vermelho cereja escuro Vermelho cereja Vermelho cereja claro 5200 C . ainda que muito usado. Êsse método de avaliação pelas côres.8 a 1.8 % de carbono) 735O + 50° = 7850 C Aços extra-duros (0.FQRNOS DE TRATAMENTO TÉRMICO 1) Para trabalhos comuns de tratamento térmico (ferramentas manuais).6 Oj de carbo750° 50° = 8000 C no) : tura do forno) mostra a temperatura da têmpera e o momento em que a peca se torna totalmente aquecida.580' C 580° C . cones fusíveis. I MEC . pirômetro ótico.Passa-se a peça o mais ràpidamente possível do fogo para o banho de resfi-iamento. realiza-se o aquecimento na forja.0) Os técnicos ou operários de grande experiência avaliam as temperaturas. Fig. por vêzes.750° C 750° C . 1).TORNEIRO MECÂNICO A TÊMPERA DO AÇO FÔLHA DE INFORMACÃO TECNOL~GICA 6 .4 a 0. 1 Aquecimento na forp.15. como exemplo. Deve-se manter a peca no forno. pois depende de apreciações pessoais pouco rigorosas.780° C 7800 C . por meio do maçarico de oxiacetileno. 2. Deixa-se que se resfrie ràpidamente até cêrca de 400° C. por meio das côres características por que passa a superfície da peça.O) Resfriamento .8300 C 150° C aproximadamente. que se denomina Pi~ômetro. mais algum tempo: cêrca de 3 minutos para peças delgadas e 10 ininutos para peças pesadas.000 109 I . diminui as possibilidades de deformação da peça e de ocorrência de fendas ou fissuras na massa do aço.Entre o momento em que o PirÔmetro (aparelho indicador da tempera- TEMPERATURAS E CORES DE AQUECIMENTO 1.1965 .800° C 80O0 C . das quais devam resultar propriedades muito especiais do aço. passam alguns minutos. 3. Não é aconselhável em têmperas de responsabilidade. Os tipos usuais são: a) b) c) d) pirôinetro termoelétrico.

1965 . ou a gás (do mesmo tipo). 4) Também em têmperas de responsabilida- de.15. 2). 3) Quais as temperaturas de têmpera? Quais os meios de resfriamento? 110 MEC .4 I Fig. durante o tempo necessário. sendo rápido o resfriamento. Produz a chamada têmpera muito sêca. um dos seguintes banhos de têmpera: TO 3) óleos vegetais e minerais.TORNEIR0 MECÂNICO A TÊMPERA DO AÇO FOLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA 6. MEIOS DE RESFRIAM Os fluidos usados na têmpera têm a finalidade de provocar o resfriamento rápido das peças. 3). 1) água. 3 Aquecimento no forno elétrico 3) Em trabalhos de responsabilidade. 5) banhos de sais químicos ou de chumbo fundido. que endurece bem o aço. 2) solução de água e soda ou cloreto de sódio. óleos minerais.000 . chumbo em fusão. com temperatura de 15 a 20° C (água fria). 4) corrente de ar frio. sendo lento o resfriamento em relação aos dois primeiros fluidos citados. ou de zinco fundido. As peças são mergulhadas totalmente nesses banhos. Produz a chamada têmpera sêca. das quais êles retiram o calor. É usada na têmpera de aços rápidos. 2 Aquecimento no forno a óleo Fig. Produz têmpera mais suave. utilizam-se os fornos a óleo (fig. usam-se líquidos em elevada temperatura: sais quíniicos (cloretos e nitratos). É usado. QUESTIONÁRIO 1) Quais são os meios de aquecimento para tratamento térmico? 2) Indique as particularidades das fases da operação de têmpera do aco. São também usados para a têmpera de aços rápidos. em geral. para fraca velocidade de têmpera. ou ainda os fornos elétricos (fig.

êsse reaquecimento apenas alivia as tensões internas. Como o controle da temperatura é visual (pelas côres d o revenimen. para as ferramentas manuais comuns. em fornos elétricos ou em banhos de óleo aquecido ou ainda em banhos de sais minerais. após a têmpera. AQUECIMENTO DO AGO PARA O REVENIMENTO Em instalações industriais importantes. MEC . a têmpera produz tensões internas. O controle da temperatura se faz por meio de pirômetros. é exposta acima do fogo da forja. na oficina mecânica. É êste o processo mais aconselhável nos trabalhos usuais da oficina.TORNEIRO MECÂNICO REVFNTL~FNTOn o ACO FOLHA DE INFORMACÃQ O revenimento do aço tem a importante finalidade de anular pràticamente a fragilidade que resulta da têmpera do metal. Assim. A ferramenta temperada. até que uma gota d'água borbulhe na superfície do aço (ou seja.000 111 . pois as fumaças de carvão. tal processo sujeita o mecânico a erros. REVENIMENTO AO CALOR DA FORJA (fig. após a têmpera. apesar de inferior à da têmpera. entre ZOO0 e 325O. faz-se cessar o aquecimento. sobretudo os destinados a ferramentas de corte (com 0. A ferramenta vai sendo progressivamente aquecida até surgir a coloração que indique o momento de revenir . A partir daí.to). ou chumbo em fusão. recebendo o calor por irradiação. Um bloco voliimoso de aço doce é aquecido ao vermelho. ao forte calor que se irradia do bloco. até cêrca de 100°). pois. Reaquecendo-se o aço. Continua entretanto m u i t o satisfatória a dureza. NOÇÃO DO FENOMENO DO REVENIMENTO Devido ao resfriamento rápido. Conforme. revenindo-se. faz-se o aquecimento em fornos a gás. isto é. que se desprendem. que tornam o aço muito frágil.7 % ou mais de carbono). e polida na parte a ser revenida. A ferramenta. prosseguindo-se no aquecimento. 2j.1965 . é exposta. pràticamente se anula a fragilidade (o aço fica com alta resiliência). 1 REVENIMENTO AO CALOR DE A ~ O AQUECIDO DE UM BLOCO (fig. dá-se gradualmente diminuição da dureza e diminuição da fragilidade. o revenimento é uiil tratamento tériiiico que só se aplica ao aço temperado. em certa temperatura da faixa acima indicada (200° a 325O). OBSERVA~ÃO: Tratando-se de peças mais espêssas. Comumente. dificultam apreciar a coloração adequada ao revenimento. Fig. nessa região. as iiistruções do fabricante do aço. 1). mergulhando-se a peça na água ou no óleo ou expondo-a naturalmente ao ar.15. usa-se um dos processos indicados nas figuras 1 e 2. deve-se apoiá-las diretamente no bloco aquecido. pois. Nos aços de boa têmpera. as experiências demonstram que reaquecendo-se após a têmpera. à cus- ta de pequena diminuição da dureza.

uma vez atingida a temperatura desejada (acusada pelo pirômetro ou pela cor). É êste um meio de resfriamento lento. As cores do revenimento são úteis para indicar as temperaturas aproximadas.1965 . em peças de responsabilidade. em geral. Deve-se. evitar o resfriamento rápido. outros nieios de resfriamento tais como a água e o óleo. se deixa a peça resfriar-se naturalmente ao ar. Alcançada a temperatura adequada. mantém-se a peça ao calor por alguns momentos. que poderá causar fissuras ou fendas.6 Se urna barra temperada for bem polida e depois submetida ao calor. Usam-se. sempre que possível. 1) Por que não convém o reveniiilento com aquecimento na forja? 2) Qual a finalidade do revenimento? Aplica-se ao aço doce? Por quê? 3) Quais os dois processos comuns de aquecimento para revenir? Explique-os. 12 MEC .6. à medida que aumenta a temperatura.O I FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA I . São as chamadas côres do revenimento. que evita a criação de tensões internas. fazse cessar a exposi~ãoao calor e. além do ar. Amarelo claro Amarelo palha Amarelo -Amarelo escuro Amarelo de ouro Castanho claro Castanho avermelhado Violeta Azul escuro Azul marinho Azul claro Azul acinzentado Como no caso da têmpera. entretanto.15. A velocidade de resfriamento não influi no revenimento. nota-se que adquire sucessivamente diversas cores. quando o operário OU O técnico adquire bastante prática.TBRNEIRO MECÂNICO I REVENIMENTO DO A(. Eis a tabela das cores. à simples vista.0 . de modo a permitir que o grau de aquecimento se torne uniforme na peGa. 4 j Como se resfria a peça no revenimento? 5 ) Quais os limites de temperatura para o revenimento? 6) Cite as cores e as respectivas temperaturas mais usuais no revenimento. Resultam das diferentes camadas de óxido que se vão forman- do em virtude do aquecimento.

ÂNGULO DE RENDIMENTO PRECAU~ÃO: Use máscara ou óculos de. 4 Fig. 1 e 2).1 A ferramenta de desbastar é a mais usada no torneamento e no aplainamento de peças. FASES DE EXECUGÃO I . 3). 2 . pois de- las depende a boa execução dos trabalhos de torno e de plaina.a Fase ESMERILHE O R (fig. Fig. 4).enta de desbastar à esquerda (figs.Fel-rnmentu de desbastar h dil-eita. As fases de execução da afiação da ferramenta de desbastar à direita são as mesmas para a afiaqão da ferram. j MEC .000 115 . Fig. 3 Fiç. 5).TORNEIRO MECÂNICO AFIAR FERRAMENTA DE DESBASTAR FOLHA DE OPERACAO 7.15. a) Segure o bite com os dedos médio e polegar e encoste o indicador (fig. proteção (fig.1965 . I -. Fig.Ferramenta de desbastar h esquerda. A preparação e a reafiação de ferramentas constituem importante operação a ser feita pelo torneiro e pelo ajustador.

8) ou com verificador fixo (fig. c) Esmerilhe. o âiigulo de incidência (folga). d) Verifique o ângnlo coin transferidor (fig. a ponta da ferramenta fique conforme indicado na figura 1. quando a porção esnierilhada é suficiente para permitir que. fazendo pressão ccjm o dedo indicador (fig. ao mesino tempo. a fim de obter. 8 b) Apóie o bite sobre o dedo médio da mão esquerda e êste sobre a mesa do esmeril (fig. ao concluir a afiação.TORNEIRO MECÂNICO AFIAR FERRAMENTA DE DESBASTAR FOLHA DE OPERACÃO 7.2 Fig. 6). 9 Consulte a tabela de ângulos. . Este lado deve ser considerado terminado. 9). Se necessário. e) Verifique o ângulo de incidência (folga) com verificador fixo. faça as correções. 10). Fig. olhando contra a luz. . 7). Incline ligeiramente o bite. estando o bite prêso no suporte e sobre o desempeno (fig. 7 Fig.

. Fig. ' ' I . esmerilhando a face de saída ou de ataque.. . .i :.3 I ?.. :. _ .. . . . . "" 3. Consulte a tabela de ângulos. .. ._ .-. . 14). formando o ângulo de ponta (figs. 11 e 12). .. repetindo as iiiesmas fases anteriores. . :. . .. .a Fase ESMERILHE O OUTRO LADO. .: ".I TORNEIR0 MECÂNICO AFIAR FERRAMENTA DE DESBASTAR FOLHA DE OPERACÃO 7..000 1 . . ' 3..a Fase FAJA O ÂNGULO DE ATAQUE (saída). . 12 Fig. . I .. . .-. b) Consulte a tabela de ângulos.. . .. . : ' I '. 1 MEC - 1965 - 15. . .. . 13) e paralela coni o rebolo (fig... .. . . 11 a) Deixe a aresta de corte na posicáo horizontal (fig.. . . .:.

uma seção para a afiação de ferramentas.000 - .a Fase AFIAR FERRAMENTA DE DESBASTAR FOLHA DE OPERACÃO 7. 16). durante a afiação de acabamento. DE CUNHA com transferidor (fig. geralmente. 18 QUESTIONÁRIO 1) Como podem ser verificados os ângulos? 2) Por que. o bite deve estar prêso no suporte? 3) Por que se usa. já as recebam afiadas. NOTAS : a) A afiação de desbaste é geralmente feita em rebolo plano.4 I VERIF~QUE O ÂNGULO (fig. que vão usá-las. 18). b) Nas grandes indústrias existe. 17).1965 . encostando-se a ferramenta à periferia do mesmo (fig. inclinada no ângulo indicado. de modo que os profissionais. ao se verificar o ângulo de folga. 15) ou verificador firo OBSERVA~~ES: a) A ferramenta de desbastar à esquerda é afiada seguindo-se as mesmas fases. à face do mesmo (fig. Fig. b) A afiação de acabamento e as reafiaçóes são feitas em rebolo cilíndrico. encostando-se a ferramenta. 17 Fig. TORNEIRO MECÂNICO 4. esmeril que corta pela face? 118 MEC .15.I .

3). além do meiior custo. 1 a) Coloque a serra no arco. . 1j. l-a . girando a borboleta com a mão.a Fase O PREPARE ARCO DE SERRA. é muito comum nas oficinas mecânicas. Fzg. LICP I ~ L C i c nnn . É uma operação simples que perrnite. a) Inicie o corte.5 Serrar material espêsso. guiando a serra com o dedo polegar (fig. b) Estique a folha de serra. 2).TORNEIR0 MECÂNICO SERRAR IMATERIAL ESPESSO (A MÃO) FOLHA DE OPERACÃO 7. considerando-se o preço das mesmas. FASES DE EXECUCÃO l. maior facilidade e ra- pidez de execução do que quando se einpregam máquinas de serrar. com os dentes voltados para a frente (fig. . Za Fase SERRE. empregando-se o arco de serra. Mantenha a serra ao lado do risco e levemente inclinada para a frente (fig. 2 OBSERVA~ÃO: Essa inclinação facilita o início do corte e evita que se quebrem os dentes da serra. em certos casos. Fig.

QUESTIONÁRIO 1) Por que não se deve exercer pressão exagerada ao serrar? 2) Para que se afrouxa a serra quando a mesina ilãc está sendo usada? 3) Por que os dentes da serra devem ficar voltados para a frente? 4 Por que não se deve girar a borboleta do arco com alicate oii morsa? para esticar a serra? 5) Como se inicia o corte? 6) Por que se deve Usar a serra em todo seu comprimento? .

1 A Esmerilhadora é a máquina na qual mecânico faz o desbaste e a afiacão das arestas cortantes de variados tipos de ferramentas. produz um corte ou desgaste por atrito.750 rpm. 6RGÃOS DA MAQUINA - mra 7 A esmerilhadora é máquina extremamente sim~les.450 e 1. que. é um mineral granulado que. Fig:l . por vêzes. nos trabalhos de desgaste por atrito. A esmerilhadora é também denominaO da f/láquina de Esmerilhar ou simplesmente Esmeril. em pequenas partículas. Este último nome não é conveniente. que sejam favoráveis ao bom rendimento do trabalho. Fig. a grande velocidade. TIPOS USUAIS DE ESMERILHADORAS O da fig. de plaina. por meios adequados. pròpriamente dito.Esmerilhadora de coluna o u pedestal. devido à sua dureza.000 . conforme se L ' vê nas figuras 1 e 2: um motor elétrico a cujo eixo se prendem.15. 1 e 2). O abrasivo é um material granulado e duro. etc. particularmente denominado a brasão. brocas. pois o Esrneril. com o fim de dar-lhes certos ângulos de corte. Todos os demais órgãos da esmerilhadora são acessórios destinados a proteger os discos (ou Rebolos). com a superfície da ferramenta. 121 . proteger o operador contra fagulhas resultantes da abrasão e para colocar a ferramenta em posi550 própria (figs.1965 . dois discos de material cortante (Abrasivo). 2 . em contato.Esmerilhadora de bancada. 1 é a Esmerilhadora de Coluna ou Esnzerilhadora de Pedestal.T~RNEIRO MECÂNICO ESMERILHADORAS DE C O L U ~ ~ A EDEBANCADA FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA 7. O motor gira a altas velocidades: os números mais usuais são de 1. MEC A potência do motor elétrico mais usual é de 1 HP. de torno. utilizada nos trabalhos comuns de preparo das arestas cortantes das ferramentas de corte manuais. se usa.

no máximo. no caso de ferramentas de torno). para trabalhos mais leves.2 O tipo da figura 2 é a Esmerilhadora de Bancada.450 e 1. necessário. ou 1/ 3 H P ou. na face de um rebolo especial (RebÔ1o Cilíndrico). 4 e 5. Nessas máquinas a afiação se faz lateralmente. de vez em vez.p. para se obterem ângulos rigorosos. QUESTIONÁRIO 1) Para que serve a esmerilhadora? 2) Explique as funções do apoio da ferramenta e do recipiente de água. é ela refrigerada. 4 RECIPIENTE PARA AGLTA Com o atrito.m. Há esmerilhadoras (Afiadoras de Ferranzentas) nas quais o apoio tem articulações diversas. os motores se apresentam com potências de 1/ 4 HP.750 r.p. mergulhá-la na água contida no recipiente próprio.nl. APOIQS DA FERRAMENTA Os apoios da ferramenta são articulados para permitir a colocação da aresta de corte em contacto com a superfície do rebolo. 3 Fig. 112 HP. na posição apropriada (exemplos nas figuras 3. peças de fixação da ferramenta e graduações de precisão.) dos dois. Com isso. 6) Quais são os órgãos principais da esmerilhadora? E os acessórios? . Os limites de velocidade são também de 1. Fig. 3) Que é abrasão? Que é abrasivo? 4) Quais são os dois tipos de esmerilhadoras mais usados nas oficinas? 5) Indique as potências dos motores (HP) e as rotações usuais (r.I C TORNEIR0 MECÂNICO ESMERILHADORAS DE COLUNA E DE BANCADA FÔLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA 7. a ferramenta se aquece. Nesta. evitando-se que se alterem as propriedades de corte do aço.

Se a talhadeira se destinasse ao corte de metal diferente. Se há contato exato entre o fio da 1âmina e o topo da ferramenta. a verificação do ângulo se faria em um dos outros entalhes.300 .1 5 ' . É o que mostra a fig. verificando se êsse contacto se faz com rigor.Verificador de d n ~ u l o de talhadeiras e bedames. São placas de aço temperado.3 No preparo das ferramentas de corte. com ranhuras ou recortes em ângulos rigorosamente talhados nas bordas. 2 . 2 contém dois jogos de lâminas: as da direita verificam ângulos de 2O 40 . o ângulo que se verifica está correto.25O 3 5 ' . nas ferramentas de corte de torno e plaina.900 . na verificação de um ângulo chamado ângulo de folga ou de incidência. tendo em conta que a experiência indica o ângulo de 65O para o aço duro. o de 70° para o bronze e o ferro fundido.450.10° . ' I I A base da ferramenta e a aresta da 1âmina devem ficar bem assentadas sobre um plano.60 .TORNEIRO MECÂNICO VERIFICADORES DE ÂNGULOS FaLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA 7. com frequência. Verificadores de Ângulos. 1: verificação do ângulo de uma talhadeira para cortar aço de baixo teor (60°). Fig. A fig.3O .80 . 1 .120 . 3 mostra o uso de uma das lâminas. Fig.Verificador de ângulos. e o de 50° para o cobre. DE LAMINAS ARTICULADAS O da fig. as da esquerda verificam ângulos de l0 . VERIFICADORES DE ÂNGULOS. I MEC -- 1965 - 1 5.14O . 3 .5O .000 1 . MODO DE USAR É simples o processo de utilizar um verificador de ângulos. Consiste apenas em colocar o ângulo padrão do verificador em contacto com o ângulo que se quer medir na ferramenta. I ( A " Fig. usa o mecânico..Verificação do i n g u l o d e uma ferramentu de plaina o u tdrno.

-------. ( A s escalas medem os números de fios poi. - Fig. 9 .Verificador de Lngulo de broca.~ = Verificador de dngu00 ou verificador de perfil sextavado. Os verificadores de 120° e de 135' se usam. 4 . 5 Verificador de ângulos de ferramentas para roscar. em geral.Verificador de ângulos universal pal-a ferramentas de tôrno.Verificadol.Vista da face posterior. - i - .de ângu10s de 1 3 5 O o u verificador de perfil oitavado. 6 . Fig. porcas sextavadas.4 TIPOS DIVERSOS DE VERIFICADOREoi DE ttNGULOS As figuras abaixo apresentam alguns verificadores para diferentes usos. polegada da rôsca). I 1 . 7 . Fig. Fig. Fig. brocas.TORNEIR0 MECÂNICO VERIFICADORES DE ÂNGULOS FOLHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA 7. É er- rado chamá-los de "esquadro de 120°" e "esquadro de 135O". Verificador de ângulos de ferranzentas de tôrno para rôscas triangulares.000 I . para ângulos de peças. MEC - 1965 .Vista da face anterior.15. Fig. S .Tyerificador de ângulos diversos de ferramentas de corte para plaina e tôrno. Eig.

apenas para trabalhos leves de acabamento e para o corte de metais macios. mesmo ligeiro. de Aço Rápido ou de um Carbonêto Metálico muito duro.TORNEIR0 MECÂNICO J FERRAMENTA DE CORTE DO T O R N O (NOÇÕES GERAIS) FGLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA 7. anula completamente a dureza adquirida pela têmpera.6 % de carbono e tem dureza variável. com a nomenclatura das suas partes.que se fêz a afiação (face frontal e flanco) e na superfície de saída do cavaco (face superior). mas resite mal ao calor do atrito desenvolvido durante o corte da peça. portanto. A fig. 1 ) Aço ao Carbono . o aGo e outros metais ou ligas. a ferramenta se apresenta sempre em uma ou mais das vistas da fig. para facilitar o conhecimento das diversas partes denominadas na fig. apresenta um grau de dureza suficiente para cortar bem o aço e outros metais e ligas.65 .5 O mecânico utiliza. uma ferramenta de corte. me a porcentagem do carbono. ao calor resultante do atrito. 2) Ser rígida e perfeitamente fixada no seu suporte. 1 apresenta um tipo comum de ferramenta de corte do torno. 1. no torno. por meio das operações de esmerilhamento e afia~ão. 4) Ser bem polida nas superfícies em. para usinar o ferro fundido. FORMA GERAL -QA FERRAMENTA E NOMENCLATURA DAS SUAS PARTES A ferramenta de corte é uma barra de aço (paralelepípedo alongado). na qual um dos extremos recebe forma própria. muito raramente o Aço ao Carbono.000 J 125 . 1 Fig. Fig. com ângulos determinados. de menor rendimento. 2 CONDIÇõES GERAIS A QUE DEVE SATISFAZER A FERRAMENTA DE CORTE 1) Ser de material muito duro e resistente ao calor. também.O aço utilizado para ferramenta de corte contém 1. de preferência. 3) Ser bem esmerilhada na parte cortante. MATERIAL DA FERRAMENTA DE CORTE Para cortar bem e resistir. O seu aquecimento. A fig.19.2 a 1. de modo a apresentar os ângulos que as ex- periências e a prática indicam como os que dão maior rendimento à ação cortante do gume da'ferramenta. Usa-se. Serve. Após temperado e revenido. Nas diversas figuras em que serão examinados os ângulos que influem no corte.15. 2. perto de 280° C. 2 mostra as três vistas do extremo cortante da ferramenta. de material muito duro. a parte cortante da ferramenta deve ser. durante muito tempo. confor- I I MEC .

que forma o corpo da ferramenta de corte. 3). 7 ) ou em suporte inclinado (fig. 3) Carbonêto Metálico .É uma liga de ferro.TORNEIR0 MECÂNICO I FERRAMENTA DE CORTE DO TOKNO (NOÇÕES GERAIS) F8LHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA 7. QUESTIONAR10 1) Quais as partes mais importantes de uma ferramenta de corte? 2) Quais as condições gerais a que deve satisfazer a mesma? 3) Quais os materiais usados na sua fabricação? 4) Quais são os tipos de ferramentas de corte. Suas marcas mais conhecidas são: Widia. 4). isto é. 8). uma vez temperado. quanto à sua constituição ou ao modo de fabricá-las? Quais os materiais da parte útil e do corpo? I 126 MEC . vanádio e molibdênio. 7 Fig. apresentando-se em pequenas pastilhas. Apresenta também. duríssimas e de diferentes formas.6 2) Aço Rápido .000 I . Carboloy e Estelite. carbono e tungstênio. 6) que se fixa convenieiitemente em suporte reto (fig. forjada e esmerilhada pelo mecânico (fig. 8 A ferramenta de corte pode ser: 1) Monobloco. 3) Com bico soldado de pastilha de carbonêto metálico (fig. 6 Fig. Estas pastilhas são soldadas numa haste de aço.É mais duro que o aço rápido. 4) Sob a forma de "bite".1965 . CONSTITUI$ÃO DA FERRAMENTA DE CORTE Fig. outros elementos como cromo. toda ela de aço carbono ou de aço rápido. por meio de solda (fig. até a temperatura de 550 a 6000 C. É êste um pequeno prisma de aço rápido (fig. O suporte é fixado no porta-ferramenta do tôrno. Fica muito duro (grau 65 da escala de dureza "Rockwell C").15. em menores porcentagens. 5). cobalto. 2) Calçada com bico de ajo rápido.

de que resultou o estabelecimento de determinados perfis. 1 se mostram as três vistas de uma ferramenta de corte do torno (Ferramenta de desbastar à direita). Na maioria das ferramentas de torno aparecem ângulos em condições semelhantes. Há poucas exceções. Fica diminuída. fl = ângulo de folga ou de incidência lateral. O ângulo de saída ou de ataque fixa a posição da face de ataque ou face de saída.7 Para a obl c iição das melhores condições técnicas e econômicas. ap = ângulo de folga da ponta. a1 = ângulo da aresta de corte lateral. menores o atrito do cavaco e o calor do atrito. ab = ângulo do bico ou de resistência. pode ser fei- ta. porquanto é êle que possibilita a penetração do bico da ferramenta. sôbre a qual desliza o cavaco. Da inclinação e curvatura desta face dependem a pressão e o atrito exercidos pelo cavaco removido da peça. de uma só vez.000 12. como na ferramenta de sangrar e nas ferramentas de alisar. em trabalhos nos metais usuais. Os ângulos f e fl (folgas frontal e lateral) são.5 mm a 3 mm. nesta série de Informações Tecnológicas. na ferramenta de desbastar. s = ângulo de saída o u de ataque frontal. serão discriminados e caracterizados em relação à ferramenta de desbastar. af = ângulo da aresta de corte frontal.TORNEIRO MECÂNICO I ÂNGULOS DAS FERRAMENTAS DE CORTE (CARACTERIZAÇÃO E VALORES USUAIS) I FOLHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA 1 7. A caracterização dos ângulos. assim como de certos ângulos nas ferramentas de corte. O conhecimento dos perfis vem sendo dado. + + A concordância das arestas frontal e lateral se faz geralmente por um arco de pequena curvatura. a resistência da ferramenta. em geral. f = ângulo de folga (frontal) ou incidência.15. porém. em cada tipo de trabalho ou de material a usinar. c = ângulo do gume ou ângulo de cunha. foram feitas numerosas experiências. na presente folha. conforme a natureza do trabalho. de 6 O a 80 para a maioria das ferramentas de torno.1965 . variando o raio r de 0. cujas denominações são: sl = ângulo de saída ou de ataque lateral. Nessas não se encontra a totalidade dos ângulos que. . em cada tipo de ferramenta que se estuda. porém. em que se apresentam todos êles. Soma c f ou c fl = ângulo de corte. I Quanto maior o ângulo de saída ou de ataque. CARACTERIZAPO DOS ÃNGULOS DAS FERRAMENTAS DE CORTE Na fig. nas quais estão indicados os seguintes ângulos. Fig. O valor do ângulo de folga é de grande influência nas condições do corte. mais facilitada será a penetração da cunha da ferramenta. IEC .

* v a Q> rl O k a a a a a 0 0a 02 0 d (d c r i a cd a h tlD .1965 . O ângulo de obliquidade do corte na ferramenta de desbastar depende de três ângulos (fig. que se mede num plano CC' perpendicular à aresta lateral de corte (fig.15. devem ser distinguidos dois ângulos. 3 F6LHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA 1 7. por ex. 4): s (saída posterior que modernamente está sendo abandonado neste tipo de ferramenta). sl = 15O e a1 = 40°. s . Na saida lateral da ferramenta de desbastar. ao qual determina a direção de saída.TORNEIRO MECÁNICO I ÂNGULOS DAS FERRAMENTAS DE CORTE (CARACTERIZAÇÃO E VALORES USUAIS) I Fig. 4).00 . 3). Além do ângulo de saída lateral (que se mede num plano perpendicular ao eixo longitudina1 da ferramenta) há o ângulo real de saída lateral ou ângulo de obliquidade do corte. 2) e. às vêzes.. o cálculo dá um valor de 17O 42' para o ângulo de obliquidade de corte. Há casos em que convém mesmo um ângulo de saída nulo (fig. Fig. Sendo. 2 VALfiRES USUAIS DOS ÂNGULQS. Êste ângulo influi no enrolamento do cavaco. 6 QUESTIC I0 1) Qual o valor usual dos ângulos de folga nas ferramentas de torno? 2) Quais as influências: do ângulo de folga? do ângulo de saída? 1) Qual o valor dos ângulos de folga nas ferramentas .0o 0' 5' 84Oa 82' 7g0a 77' a P) a a O* a ' S 0 O - O O O 4 O O OJ a k d d 10' 74Oa 72' 20' 64Oa 62' 22Oa 30°620a 52' 0' 10' 16' 84Oa 82' 74Oa 72' 68Oa 66' m o rd cdo (B o cn '2 5 9cd 2 i <'d bD .rc 40' 44Oa 42' oOa(-E?) 84Oa 87' 6Oa 8' 15Oa 20' 6Oa 8' 20°a 35' 8 z g<g2 fi'F(Ei P) " cd W fi ~i P) wc a M O ÂNGULO P OBLIQDIDADE DO CORTE aresta lateral de corte). CORTE MATERIAL A T O R N E A R F e r r o fundido duro F e r r o fundido macio Aço ex tra-duro Aço duro Aço doce Bronze e l a t ã o duros Bronze e l a t ã o macios Cobre Alumínio e m e t a i s macios Ilásticos '*IDA s C 'OLGA f -fl 6Oa 8' 6Oa 8' 6Oa 8' 6Oa 8' 6Oa 8' 6Oa 8' 6Oa 8' 6Oa 8' S A ~ D A ARESTA ARESTA F O L G A LATERAL FRONTAI LATERAL D A PONTA s1 af a1 aP 5Oa 10' 12Oa 18' l o O a 15' 12Oa 20' 15Oa 25' oOa(-4') oOa 5' 20°a 3. sl (saída lateral) e al (ângulo da Plonb CC' perpendicular erecta lateral de corto.8 O ângulo de saída ou de ataque varia com a dureza do material a tornear: seu valor deve ser tanto menor quanto mais duro for o material.de torno? MEC 128 . um ângulo de saída negativo (fig. DA l?gR_IJAME_TTA DE.= = 10°.

na espera do torno. deixando para fora um comprimento suficiente para broquear (fig. também conhecida pelo nome de broquear.000 131 . FASES DE EXECUÇÃO I . No torneamento cilíndrico interno. furos de polia e de engrenagens.TORNEIRO MECÂNICO TORNEAR CILINDRICO INTERNO FOLHA DE OPERAÇÃO 8. torneiam-se internamente peças prêsas em cantoneiras e na placa lisa.~ES: a ) Deixe a face da peça afastada da placa. a) Coloque o porta-ferramenta apropriado em posição. 1 Fíg.15. Ern determinados casos. 3 MEC . a peça deve estar furada com broca menor do que o furo final (aproximadamente 2 mm a menos). Fig. 1 e 2). furos a serem roscados.a Fase PEJA PRENDA A e centre. é executada frequentemente pelo mecânico no torneainento de buchas. para saída da ponta da ferramenta e dos cavacos (figs.1 I Esta operação. b) Antes de tornear internamente. 3).a Fase 2. PRENDA A FERRAMENTA de broquear. OBSERVAS. a peça é geralmente prêsa na placa universal ou na de castanhas independentes. b) Coloque a ferramenta no suporte. etc.1965 .

Fig. A ferramenta deverá ficar lia posição horizontal. (1) Usando porta-ferramenta tipo americano (fig. I c ) . OBSERVA~~ES: a) O canto inferior A da ferramenta (fig. 132 MEC . tl) Aperte a porca.A ferramelita de broquear de haste redonda pode ser assentada sobre uni calço em "V" e prêsa e 1 1 1 porta-ferramenta c o ~ i I ' L A C A D E APÊRTO (fig.000 h . ela deve ticar li\.1965 .15. Use o menor níii~ieropossível de c al~os. fixando a ferramenta.TORNEIRO MECÂNICO L TORNEAR CILINDR IClO I N T E K N O FOLHA DE OPERACÃO 8. tlurante o torncamento. 5) deverá ser esmerilhado de modo a c \ i ~ a r que êle q e atrite na parede do furó.2 c) Ajuste a ferramenta ria altura e no aliiiliLimento. com a ponta na al~ut-a do centro (fig. 5 b i Use d ferrailiei~ta iilais grossa possí~el: coiitudo.re no furo a ser i orneado. 4). 6 ) . coloque a ferramenta entre dois calços "V" e regule a altura coin calços planos. . 7). 3) e o corpo paralelo ao eixo imaginário da peça (fig.

deixando 0. I e) Desligue o torno. imicro ou calibraclor tampão.LL. até que a ponta toque na peça (fig. d) Calcule quanto deve tirar e dê os passes necessários. ii ao invés de ferramentas for- . para servir de base para inedi~ão(fig. i i i ~ b é iusar. I a) Rçafie a ferramenta. metAlica ou plástica. ou. Quando tornear latão. 8). b) Ligue o tOi-no. use óculos proretores para os olhos. 9).2 inm de sobremetal para acabamento. afaste a ferramenta no sentido longitu(iiila1 e tome a medida com paquímetro (fig.3 I 3. Pode-se controlar a medida com a pec. OBSERVAJXO: Consulte a tabela e determine a r. 8 a) Aproxime a ferramenta da peça. conforme sua precisão. 11) Pari1 o Lorneamento interno. sobre a ferramenta. Os furos.INDR 1C:O INTERNO FOLHA DE OPERACÁO 8. se necessário. faça-a penetrar no furo e desloque-a transversalmente.m.a Fase Fig. iise luneta fixa.TORNEIR0 MECÂNICO T O R N E A R C. 4. uma rêde. costuma-se ~ . podem ser verificados com paquínietro. 10). a) Quando a peça é comprida e não oferece segurança ao ser prêsa. c) Pare o torno. b) Dê um passe na boca do furo. então.a Fase E PREPARE LIGUE O TORNO. e o avanGo.p. dê um passe na boca do furo e verifique a rriedida.a que entrará no furo.

12 . bites presos em suportes especiais.I . Há diversos tipos de suportes para broquear (fig.OC . QUESTIONARIO 1 ) Que deve ser observado ao prender a peja na placa para broquear? 2) Quais os tipos de porta-ferramenta mais comuns para prender a ferramenta de broquear? 3) Quais os instrumentos utilizados para verificar a medida do furo torneado? 4) Qual a precaução a ser tomada quando se broqueia uma peFa de latão? 5) Que deve ser observado ao prender a ferramenta de broquear na espera? 6) Quando deve ser usada luneta fixa no torneamento cilíndrico interno? 134 MEC . I 1 .15. TORNEIRO MECÂNICO TORNEAR CILÍNDRO INTERNO F6LHA DE OPERAÇAO 8.Suporte para furo n ã o vazado.1965 . Fig. 11 e 12) que são empregados de acordo com a forma do furo a tornear.Suporte para furo vazado. Fig.4 jadas.

por isso. 7 . de aço ao carbono ou de aço rápido forjado. 5. para furos não passantes. para ranhuras internas.1 Quando o torneiro fura uma peça no tôrno. 6 e 7. Atua. 4). com diâmetro preciso e bom estado de superfície. FERRAMENTA DE BROQUEAR Fig. 4 A ferramenta de broquear. 1 Fig. 2 e 3. em geral. Por essa operação se produzem interiormente tanto superfícies cilíndricas como superfícies cônicas. apresenta. as brocas de diâmetros grandes são muito caras e. de seqão retangular.para furos passantes. obtém geralmente uma superfície interna rugosa que nem sempre se apresenta bem centrada e perfeitamente cilíndrica. os tipos usuais de ferramentas de broquear estão mostrados nas figs. com uma broca. a forma indicada na fig. por meio de um parafuso.Cz~rua. Fig. . se chama broquear.Reta.TORNEIRO MECÂNICO FERRAMENTA DE BROQUEAR F6LHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA 8.Curva. em suas respectivas posições de usinagem: Fig. Quanto à forma geral. para o alojamento do bite. inclinada. I Fig. A operação que o torneiro executa para o desbaste e o acabamento das superfícies internas dos furos. montada no porta-ferramenta (fig. 5 . Outro tipo de ferramenta de broquear consiste em um bite de aço rápido fixado. 6 . perpendicularmente ao eixo longitudinal de uma haste própria. Nesta haste há um orifício transversal.aramente se usam nos trabalhos de tôrno. da maneira mostrada nas figs. no interior do furo. r. 3 Fig. Por outro lado. 1.

é fixada no porta-ferramenta. Em qualquer das duas posições. de acordo com o diâmetro do furo a broquear. a partir de barras de aço de segão quadrada ou redondk A porção da haste que penetra no furo recebe uma seção cilíndrica mais reduzida. A curvatura do bico deve dar uma inclina~ão lateral segundo o ângulo de 30°. 3 Fig. O ângulo de direção é também de 30° (fig. como se vê na fig. 11) ou invertida (fig. encurvado. é forjado de tal ma- Alguns técnicos aconselham para êste ângulo 450.000 . com ferramentas de broquear de aço rápido (indicadas por R) e com ferramentas de pastilhas de carbonêto metálico (CM): MONTAGEM DA FERRLZMENTA DE BROQWEAK A ferramenta. 9). Explique particularidades sobre a montagem da ferramenta de broquear.2 CARACTERÍSTZCAS DA FERRAMENTA DE BROQUEAR I São fabricadas geralmente na forja. Fig. 10 neira que a parte mais elevada da aresta de corte fica à altura do eixo da barra. MEC - 1965 - I 15. uma tabela de valores dos ângulos de folga ou incidência e de saída ou ataque para alguns materiais. 8 *'--b& Fig. Pode ser montada normalmente (fig. O bico.I TORNEIR0 MECÂNICO FERRAMENTA DE BROQUEAR FÔLHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA 8. O ângulo de folga usual é f = 6 O e o ângulo de saída mais empregado para trabalhos comuns em aço ao carbono é s = 29O (fig. 10). evita-se a trepidação. 8. que deve ter a maior grossura possível. No segundo caso. Figura. 12 1) 2) 3) 4) I 136 Em que consiste a operação de broquear? Quais são os tipos de ferramentas de broquear? Dê as características da ferramenta e os ângulos de corte usuais. 12). mantendo-se o comprimento da parte útil um pouco maior que a profundidade do furo. se houver folga na árvore do torno. o bico deve ficar ligeiramente acima do centro da peça. 11 Fig. a seguir. Fig.

produzindo mais acentuada pressão de corte. para conseguir elevada cjualidade das superfícies. A de fig. MEDINDO 1. também rigorosamente paralelo à superfície em acabamento. mais aprimorado será o alisamento da superfície. mais comum. O grau de acabamento de uma superfície alisada é relativo e depende das condições de ajustagem a que a peça deverá satisfazer quando for montada num conjunto mecânico. por menor que seja. PARALELO À SUPERFÍCIEA ACABAR. razão pela qual esta ferramenta provoca trepidação quando há folga. o alisamento. Seu gume. depois de ter sido desbastada. nos mancais da árvore. 1 . É RIGOROSAMENTE A da fig. Modernamente êste acabamento no torno é de pequena importância. . Na operação de alisar deve haver também unia refrigeração abundante. VÊZES O AVANJO POR GOLPE. por volta. 1 é a Ferramenta de alisar de bico urredondado. 2 é a Ferramenta de alisar de bico quadrado. a melhora.Ferramenta d e alisar de bico quadl-ado. pode ir até perto da metade da largura do gume. É também conveniente que as ferramentas de alisar trabalhem com profundidade de corte e avan50 reduzidos e com rotação elevada. Fig. Apresenta U M LIGEIRO ACHATAMENTO NA PONTA. Quanto mais lisa for uma superfície. 3 Os trabalhos de alisar servem para dar o acabamento final à superfície da peça. além de dar bom aspecto à superfície usinada no torno.TORNEI R 0 MECÂNICO FERRAMENTA DE ALISAR FOLHA DE INFORMACÁO TECNOLóGICA 1 8 . Fif. que conserve a aresta corcante da ferramenta. é largo. De qualquer modo. FERRAMENTA DE ALISAR A ferramenta de alisar pode ter uma das formas indicadas nas figs. 2 .5 A 2 Os dois tipos devem ser cuidadosamente afiados na pedra untada de óleo. se tiver que trabalhar sob o efeito do atrito. mais reduzida será o artito. Quanto mais caprichada for a afiação dos gumes dessas ferramentas. 1 e 2. O avanço.de bico arredondado. é melhor acabar a peça numa retificadora mecânica. pois.F e ~ ~ a m e n d ta e alisa?.

planas. 2) e curva na de bico arredondado (fig. QUESTIONÁRIO 1) Que é a operação de alisar? Quais os seus efeitos na peja? 2) Quais são os dois tipos de ferramentas de alisar? 3) Explique o efeito do ligeiro achatamento do bico. Face frontal ou de incidência frontal: plana na de bico quadrado (fig. 9. é necessário controlar sua largura. Para que. como se vê nas figs.4 h Fig. As ferramentas usadas no desbaste deixam as superfícies estriadas. como mostra a fig. 9 Fig. dando folgas laterais. 3 a 7.ABCD (figs. 2 e 10).TORNEIR0 MECÂNICO FERRAMENTA DE ALISAR FÔLHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGICA 8.15. 6 Fig. Aresta de corte . 3 Fig. 1O . de modo QUE TENHA DE 1. confornie se vê na fig. Fig. e é o que se faz na ferramenta de alisar.5 A 2 vÊz~s A MEDIDA DO AVANSO POR VOLTA.000 . 10). 7 Ferramenta de alisar de bico arredondado . ligeiramente inclinadas. A ponta deve também ser cuidadosamente polida na pedra de afiar.A forma do bico permite o alisamento em variados casos. ESMERILHANDO UM PEQUENO ACHATAMENTO NA PONTA. 38 MEC - 1965 . OU arredondando a mesma com um raio maior.Existe sòmente no bico. Consegue-se evitar a aspereza da super- fície usinada. nas duas (figs. 2 e 10). ou onduladas. se consiga um corte liso.FACES E ARESTA DE CORTE Face de saída ou de ataque . Faces laterais ou de incidência lateral. com êsse achatamento. 8.

Fig. Fig. ESMERILHE do a l.1Q A ~ - I c.1 .a Fase A PONTA (fig. 10). é mais conveniente a ferramenta feita no esmeril (fig. para trabalhos pesados. $9. 4). 1 FASES DE EXECUÇÃO I l. I i .a fases.I ! r TORNEIR0 MECÂNICO AFIAR FERRAMENTA DE FACEAR A DIREITA F6LHA DE OPERACÁO 9. Use óculos ou máscara de proteqão.a Fase O ESMERILHE (fig. Para trabalhos leves e médios. Maneje a ferramenta delicada. exigindo esta mais tempo em seu preparo. mas firmemente. repetin- 4. OBSERVAÇÃO: Consulte a tabela de ângulos de ferramentas.a e a 2. 8 I MFT I A J VERIFIQUE O ÂNGULO DE CUNHA (fig. é preferível a ferramenta forjada (fig. 5. 3. 13).a Fase A FACE DE SAÍDA OU de ataESMERILHE que ou ângulo de saída (fig. 2). a incidência ou folga (fig. SEMI-ÂNGULO da ponta b) Apóie o bite sobre o dedo médio da mão esquerda e faça leve pressão com o indicador da mão direita (fig. 8). A ferramenta de facear é muito usada pelo torneiro na usinagem de superfícies planas. Segure a ferramenta conforme está indicado na figura 11. a) Segure o bite (fig. Sua preparação pode ser feita na forja ou no esmeril. nnn . 3 2. 5). 1) e.a Fase Fig.a Fase VERIFIQUE A INCLINAÇÃO (fig. 7) e a espessura (fig. 6). 3).

esmerilhando sòmente os flancos (figs. inclinada no ângulo indicado. uma seção para a afiação de ferramentas. O :. Fig. I 0 PRECAU~ÁO: Maneje a ferramenta delicada. OB~ERVAÇ : ~ES a) As reafiações posteriores deverão ser feitas. de modo que os profissionais que vão usá-las.afiação de desbaste é geralmente feita em plano. 13 Fig. 15 I b) A. na face do mesmo (fig. geralmente.. 16). 15). Fig. encostando-se a ferramenta à periferia do mesmo (fig... : . b) A ferramenta de facear à esquerda é afiada seguindo-se as mesmas fases. 9 . 13 e 14). 14 Fig. E nnn . mas firmemente. Fig. já as recebem afiadas. 16 a) Nas grandes indústrias existe. L ~ n z r . ' . -4 Vista de lado. Fig.L TORNEI R 0 MECÂNICO I AFIAR FERRAMENTA DE FACEAR A DIREITA F ~ L H ADE OPERACAO 9. encostando-se a ferramenta. c ) A afiação de acabamento e as reafiações são feitas em rebolo cillndrico.2 . NOTAS : .

Na sua forma mais comum. por meio do qual se adapta no eixo da máquina esmerilliadora.TORNEIRO MECÂNICO REBOLO I FOLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLOGICA 9. 4 CONSTITUIÇÃO DO REBOLO Os rebolos usados modernamente se compõem de uma substância mista formada de dois elementos: 1. girando a grande velocidade. O esmeril tem dureza inferior a 9 na Escala de Mohs. 3 apresenta o caso do rebolo plano e a fig. mineral de côr preta. o rebolo é um cilindro de pequena espessura ou um disco (figs. 1 e 2). . O primeiro trabalha esmerilhando com sua periferia. O Aglomerante ou Aglutinante é o materia1 que assegura a adesão das partículas abrasivas (fig. que são vazios ou cavidades com função muito importante na ação de esmerilhar o metal (fig.~ . 1 Fig. Dêle vem a denominação comum. 5 Na massa do rebolo há ainda espaçamentos ou poros.1 Furo O rebolo é a ferramenta cortante que trabalha. com cêrca de 40 % de óxido de ferro e 60 O/. 2. de papel grosso especial. sòmente se conheciam os abrasivos naturais. extremamente duros. 5). 5). um dos mais empregados era o Esmeril.1965 . Dêstes.que são inúmeros GRÃOS DE ARESTAS VIVAS.O Os A brasivos.O Fig. de óxido de alumínio. Fig. MEC 143 . são indispensáveis na montagem do rebolo. NOTA:AS guarnições. por meio do atrito (fig.trabalha esmerilhando na face.000 ta. 2 MONTAGEM DO REBOLO A fig. enquanto o segund. que é uma escala padrão de dureza na qual o Diamante ocupa o número 10: o ma'is duro. que se aplica ainda hoje aos rebolos. nas esmerilhadoras e nas retificadoras. 4 o da montagem do rebolo cilíndrico. 5). de maneira geral: Rebolos de Esmeril. ABRASIVOS ARTIFICIAIS Até fins do-século passado. mas raramente exa. com um furo central. destinados a produzir o desgaste das peças em trabalho. Fig.15.

obtidos no forno elétrico. 1) Quais são os aglomerantes usuais dos rebolos? 2) Que é o rebolo? Como se monta no eixo? 3 ) Que influência tem o espaçamento na granulaçáo do rebôlo? 4) Quais são os abrasivos artificiais empregados nos rebolos? 5) Como é constituído o rebolo? Dê explicação completa. BORRACHA OU GOMA-LACA. sendo. constituídos de Cal-hanêto de Silicio. de argila (cal{lim) fundida. Suportam elevado calor na esmerilhaqáo. como o AÇO e O BRONZE FOSFOROSO. Dureza Mol-is: 9. de SILICATO DE sóDIO. São êles: 1. A estrutura do rebôlo pode ser: derzsa. 2. portanto. os de corte e os de acabamento. correspondentes às quantidades de inall-ias por polegada das peneiras nas quais se faz a separação dos grãos. média ou aberta.4. Permite desprendimento mais rápi- do dos grãos abrasivos e. por isso. fabricados em fornos elétricos e com dureza 9.O A brasivos Siliciosos. pois. Nomes comerciais mais comuns: Carborundzsnz (da T h e Carborundum Company) e Crystolon (da T h e Norton Company).') Aglomerarzte uitrificado. Recomendam-se para metais de fraca resistência à tração (FERRO FUNDIDO. Esta se chama grau do rebolo. chamado estrz~tzcra na especificação comercial dos rebolos influi grandemente na ação esmerilhadora. até que sejain expelidas pela força resultante do movimento giratório do rebôlo. mas de diferentes estruturas (esflaçanzentos). COBRE. Muito resistente e empregado na maioria dos rebolos. 3. mais vantajosos do que o esmeril para os usos industriais. Nomes comerciais mais comuns: Aloxite (da T h e Carborundum Company) e Alz~ndz~nz (da T h e Norton Company). Os tipos de aglomerantes são: 1.7 TORNEIR0 MECÂNICO REBOLO F~LHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGICA 9. Usado. A granwlação dos abrasivos é classificada por números. ALUM~NIO) e para MATERIAIS NÃO METÁLICOS. LATÃO. . constante renovação da eficiência do corte. a sua resistência assume grande importância.2 No ano de 189 1. São os vazios (entre os grãos) que retêm as partículas arrancadas do inetal. Recomendam-se para metais mais resistentes à tração. nos rebolos de afiação de ferramentas. De dois rebolos de igual número (çranz~lação)e igual grau (resistência do aglomerante). ESFAGAMENTO ENTRE OS GRÃí Êste espaçamento. pesciuisas técnicas levaram à descoberta de abrasivos artificiais de dureza muito próxima de 10.O) Aglomerante Silicioso. usados para os rebolos de alta velocidade. que podem ser de PESINA. uni cortará mais ràpidamente que o outro.0) A brasivos A le~nzinosos. 2.0) Aglomerantes Elásticos.Silicio e Ferro).6 (Mohs). 1 r'" Sendo os aglomerantes os retentores ou suportes dos grãos abrasivos. pela fusão da Bauxita (minério de Óxidos de Alz~minio.

1 Fig. A ferramenta deve ter sua base firmemente assentada sôbre um apoio.15. sôbre o apoio.. o que. - - TORNEIR0 MECÂNICO L CONSIDERAÇÕES TECNOLÓGICAS SOBRE A AFIAÇÃO DAS FERRARfENTAS DE T O R N O FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA 9. É êste um processo de frequente emprêgo nas nossas oficinas. a afiação se faz também em rebôlo que corta pela face.. MEC - 1965 . seguido de afiação na pedra. no bico da ferramenta. é uma coroa circular. AFIAÇÃO DA FACE DE SAÍDA OU DE ATAQUE Para ferramentas com a face de saída plana. Assim se evita a formação de canaletas ou o arredondamento das guias do rebolo.0) o rebôlo destinado à afiação de ferramentas deve ser reservado sòmente para essa operação. A ferramenta é posta em contato com a coroa plana do rebôlo. na inclinação desejada para o ângulo de saída. Dessa forma se prepara. AFIAÇAO DAS FACES DE FOLGA OU DE XNCIDÊNCIA Fig. das faces de folga ou de incidência (frontal. emprega-se. pois produz desgaste irregular do rebôlo. Na falta dos rebolos indicados nas figuras acima. para o que deve ela ser deslocada constantemente. como se vê na figura 3. Costuma-se denominar afiação da ferramenta a operação completa de preparo da cunha. a cunha com o ângulo e a posição convenientes ao corte que o torneiro vai fazer no material.000 145 . com a inclinação adequada ao ângulo de folga que se pretende obter. compreendendo o esmerilhamento para desbaste e a afiação na pedra para acabamento e aperfeiqoamento das arestas cortantes. 2 e 3). A face de folga ou de ataque deve ser sempre plana. então. Nos dois casos.O) a ferramenta deve ficar em contato com tâda a face plana do rebôlo. Para boa conservação do rebolo dois cuidados são indispensáveis: 1.3 Os ângulos adequados ao corte se obtêm pelo esmerilhamento. pode-se afiar a ferramenta na periferia de um rebôlo plano. . 1. 2 Para se preparar a face que forma o ângulo de folga ou de incidência. 2. Por isso. não é aconselhável prepará-la na periferia do rebôlo plano. de preferência. influi desfavoràvelmente nas condições de afiação da ferramenta. as duas) e da face de saída (também chamada face de ataque).. pois esta produziria uma face côncava que dificultaria ou impediria o correto controle do ângulo. Deve ser evitado. a afiação se faz na face plana do rebôlo que.. sefnpre que possível.. ou lateral. para um lado e outro. ou. além de prejudicial à sua duração. um rebôlo que corta na face (figs.

. Passando a pedra no gume da ferramenta. entretanto. removem-se as rebarbas produzidas pelo rebolo. para diminuir a duração do corte. Grande pressão determina rápido aquecimento que. com face de saída curva. 3) Empregue rebolos limpos e retificados. Quando a ferramenta é especial.15.000 I . poderá concorrer. A face de saída deve ser tão limpa e polida quanto for possível. A operação depende de paciência. QUESTIONARIO 1) Quais são as duas fases da operação completa de afiar uma ferramenta? 2) Como se afiam as faces de folga? 3) Como se afia a face de safda? 4) Quais as vantagens da afiação na pedra untada de 61eo? 5) Quais são os cuidados n? esmerilhação e afiação? E na conservação do rebôlo? I 146 MEC . 8 RECOMENDAÇõES SOBRE A OPERAÇAO DE AFIAR 1) Evite que a ferramenta se aqueça durante a esmerilhação.1965 . 6 necessário aguçar as arestas cortantes. que melhoram a qualidade do corte e concorrem para a maior conservação do gume (fig. 5. contra o rebôlo.5 mm de largura) com inclinação de cêrca da metade do valor do ângulo de saída ou de ataque (fig. 5). 5 Fig. na afiação. U sucesso depende da habilidade e da prática do operador (figs. 6 e 7). aprimoradas e resistentes. A duração do gume é aumentada quando. 8). Exige cuidado e atenção. USC DA PEDRA DE AFIAR Depois de esmerilhadas as cunhas da ferramenta no rebolo. 4 A técnica manual de afiar é pessoal e . 7 Fig.I TORNEIRO MEC*NICO I CONSIDERAÇBES TECNOLOGICAS SOBRE A AFIAÇÃO DAS FERRAMENTAS DE T 6 R N O I FBLHA DE INFoRM*CAo TECNOLÓGICA A figura 4 inostra essa posição da ferramenta. 2) Dê pressão atenuada à ferramenta. \ Fig. O rápido aquecimento produz ainda dilatações superficiais das quais resultam fendas ou fissuras no aço da ferramenta. se Prepara uma estreita faixa junto à aresta (0. se não afetar a têmpera do aço da ferramenta. Fig. o que se faz numa pedra de afiar untada de óleo. resultando arestas uniformes. 4) Utilize pedras de afiar com granulação adequada e untadas de óleo. a afiaçáo deve ser feita em pequenos rebolos que cortam na periferia e que têm granulação fina.

Para o uso.n. em seu estado normal. 1 I MEC - 1965 - 15. por causa mesmo de sua extrema finura.n. precisão de formas e arestas bem iguais e definidas. A classificação dos abrasivos se faz por meio de peneiras. por meio de ligantes especiais. a granulação é especificada por números. destinados a produzir o desgaste das peças em trabalho. 2) grossos . tais como prismas. com frequência. O desgaste se faz progressivamente. 2) aglomerado. na oficina. 46 e 60. extremamente duros. constituídas.BO 280.obtidos pela fusão da bauxita (minério de óxidos de alumínio. concorrem decisivamente para um EXTRAORDINÁRIO AUMENTO DE DURAÇÃO DA FERRAMENTA e para a obtenção. a fim de evitar que os poros desta sejam obstruídos e para permitir a remoção das partículas de metal que são arrancadas pela ação do abrasivo. as Pedras de Afiar. silício e ferro. à exceção dos mais finos.4. lentamente tôdas as rugasidades e defeitos superficiais até se obter uma superfície polida ou "espelhada".TORNEIR0 MECÂNICO ABRASIVOS EM P b E EM PEDRAS . é denominada rodagem.São denominados abrasivos os grãos de arestas vivas. para o acabamento das superfícies das peças. 500. capazes de determinar boa qualidade do estado de superfície das peças.n. isto é.n. 100. Para o preparo final das arestas de corte. por meio de movimentos constante- ménte variados. passa-se óleo na superfície da pedra. meias-canas.OV0.5 Tem grande importância o afiamento da ferramenta de corte.6. são frequentemente utilizadas. 3) médios . Consiste a rodagem em atritar a pedra oleada. Abrasivos finos . na peça. ou seja. 600. seja na afiação de ferramentas. em geral. Fig. dureza 9. 16. de superfícies de fino acabamento. 180. 400. 220 e 240. Com o afiamento. A granulação do abrasivo determina o grau de acabamento do trabalho. A prática indica que as arestas de corte perfeitamente preparadas. de ligas artificiais de Abrasivos m u i t o finos. seguindo os seguintes grupos: 1) Abrasivos muito grossos . 2) Abrasivos Alz~minosos. também para rodagem ou para afiação.000 . 14. 36. são os que se usam especialmente para operações de acabamento.Oq50. 320. São peças de abrasivo artificial muito fino que. obtém-se uma aresta de corte igual e resistente. Usamse assim os abrasivos em pó: 1) diretamente.n. 5) extra-finos . Êsses abrasivos pulverizados. cilindros.AS PEDRAS DE AFIAR - FGLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA 9." 8 e 10. b e m afiadas. Empregam-se. 20 e 24.OB30. pela operação que. depois de desbastadas as faces da ferramenta na esmerilhadora. o preparo conveniente da aresta de corte formada pela interseção da face de folga ou incidência com a face de saída do cavaco ou de ataque. misturado com óleo. por meio do atrito. Comercialmente. 4) finos . para constituir as pedras abrasivas. constituídos de carbonêto de silício de dureza Mohs 9. que exigem um processo hidráulico de separação. em pó.06 12. geralmente. I). seja na rodagem. uma vez aglomerado. recebe prensagem capaz de lhe dar formas variadas (fig. 120. 6) em pó - n. 80. para usos industriais os Abrasivos artificiais: 1) Abrasivos Siliciosos. etc. 90. contra a superfície da peça em acabamento.

em cada caso. A pressão deve ser dada ao empurrar a ferramenta. 2 QUESTIONARIO 1) Que se obtém com o afiarnento da aresta de corte? Quais as vantagens? 2) Que são abrasivos? Para que servem os abrasivos pulverizados? 3) Para que servem as pedras abrasivas? Por que se usa óleo na afiação? i 18 MEC . apresenta-se na figura 2.1965 - 1S. mas sim inclinado a cêrca de 450. um exemplo do uso da pedra de afiar na afiação da aresta cortante de u m raspador.TQRNEIRO MECÂNICO I ABRASIVOS EM PO E EM PEDRAS . pressiona-a contra a pedra e dá-lhe movimentos de cêrca de 80 milímetros. Não obstante. aliviando-a no golpe de volta. até que consiga obter a melhor aresta de corte possível. O gume não deve ficar perpendicular à direção do movimento. Pode-se dizer que. o operador segura a ferramenta na posição indicada na figura. Depois de pingadas algumas gotas de óleo na superfície da pedra.AS PEDRAS DE AFIAR - I FÔLHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGICA AFIAGÃO NA PEDRA OLEADA É uma operação de grande importância para o mecânico e que dêle exige muita habilidade e prática. o mecânico adota uma técnica manual especial. com certa inclinação. Fig.OC . resultante da sua experiência e de sua habilidade. para a frente e para trás.

Fig. os limites do côncavo (fig. 4 15 .000 .a Fase.a Fase INICIEO CORTE pelas partes que deverão ficar mais profundas. I I MEC Torneie com avanço bimanual.15.1965 . e. 4. 1 Fig. 4). seja por efeito estético. A espera deve estar fixada em posição paralela ao barramento do torno (fig. 3 . ao mesmo tempo. I 2.a Fase apropriada.Côncavo c o m face limite. girando a manivela do carro transversal. 1). Sòmente a prática pode dar ao mesmo êstes atributos. I 3. com a mão direita. 2 e 3). com a mão esquerda. 2 e 3). seja para fins de guiar ou alojar outros elementos de máquinas. conforme mostra a figura 2.1 Grande parte das peças torneadas tem superfícies côncavas. 2 .Côncavo c o m saida. com riscos de ferramenta. Trabalhe. dando passes finos de A para B e de B para A (figs. procuran- Fig. de acordo com o perfil do côncavo que vai ser torneado (figs. FASES DE EXECUCÃO l. a da espera.---I TORNEIR0 MECÂNICO TORNEAR CÔNCAVO (MOVIMENTO B1MANUAL)FGLHA DE OPERACÁO 10.a Fase DESBASTE E ALISE a peça. FERRAMENTA PRENDA A Fig. MARQUE. Tornear côncavo é uma operação difícil que exige muita habilidade manual e golpe de vista do torneiro.

6 5. verifique o diâmetro e a posição do côncavo com paquímetro. use. 6. porém não muito exagerada para evitar trepidação. 5). procure localizar o instrumento de medição no diâmetro mínimo. b) O emprêgo de ferramenta de ponta aguda dificulta a operação e prejudica o aspecto da peça. Fig. deve-se trabalhar com ferramenta de ponta bem arredondada. de preferência. e assinale os pontos de contato com a peça. c) Se o côncavo é um semi-círculo.Neste caso. I I Fig. O sentido e a velocidade de giro dessas manivelas dependem da forma do côncavo e da posição da ferramenta (figs. a-fim de não prejudicar o perfil (fig.a Fase TERMINE O CÔNCAVO nas medidas.2 Fig. 7 do executar movimentos coordenados e contínuos. 8 -m Gabarito MEC 152 - 1965 - A 15.TORNEIR0 MECÂNICO TORNEAR CONCAVO (MOVIMENTO BIMANUAL) FBLHA DE OPERAÇÁO 10. Por essa razão. 5 Fig.000 . 6 e 7). b) Verifique com gabarito. : NOTAS -. mantendo-o bem alinhado e bem centrado (fig. 8). após cada passe. c) Repita os passes até ficar na medida. verificando o perfil com gabarito. um bedame com a ponta arredondada. a) Se necessário.a Fase VERIFIQUE com gabarito. OB~ERVAÇ~ES: a) Corte sòmente o excesso de material nos pontos de contato assinalados..

nos quais a ação da ferramenta contra a pega produz calor. cloro ou outros produtos químicos. impedindo quase totalmente o confácto direto entre os mesmos (fig. ao fluido. b) água pura ou misturada com sabão comum. O calor assim produzido apresenta dois inconvenientes : 1. Função refrigerante Como o calor passa de uma substância mais quente para outra mais fria. I 2) Fluidos lubrificantes . Função lubrificante Durante o corte. mais usadas na afiação de ferramentas. 2 (ampliada).1965 - 15. l).0) aumenta a temperatura da parte temperada da ferramenta. o calor será eliminado quase imediatamente e as temperaturas da ferramenta e da peça serão mantidas em níveis razoáveis. as partículas de metal podem soldar-se à peça ou à ferramenta. como fluidos refrigerantes: a) ar insuflado ou ar comprimido. Fig. geralmente. FLUIDOS DE CORTE Os fluidos de corte geralmente empregados são: 1) Fluidos Refrigerantes. 2). Fig. Função anti-soldante Algum contacto. provocando dilatação. adicionam-se. 3 (ampliada). 3) Fluidos Refrigerantes-Lubrificantes. FZg. etc. 1 I A usinagem de qualquer metal produz sempre calor. Em vista da alta temperatura nestas áreas. de metal com metal. o óleo deve fluir constantemente sôbre o corte. erros de medidas. nas máquinas-ferramentas. de preferência. prejudicando o seu corte.0) aumenta a temperatura da peça. os Fluidos de Corte. Por esta razão. 1) Fluidos refrigerantes . o qual resulta da ruptura do material 'pela ação da ferramenta e do atrito constante-entre os cavacos arrancados e a superfície da mesma (fig. 1 (ampliada). utilizam-se. deformações. por causa da oxidação das peças. quando se deseja dar passes pesados e profundos. I MEC . o óleo forma uma película entre a ferramenta e o material. como refrigerante. êle é absorvido pelo fluido (fig. Não é recomendável o uso de água. 2) Fluidos Lubrificantes. o que pode alterar suas propriedades. enxofre.. 2. por motivo da deformação e do atrito da apara (cavaco) sôbre a ferramenta. mais usado nos trabalhos de rebolos. 3).Os mais empregados são os óleos. nas oficinas mecânicas. Se for usado em quantidade e velocidade adequadas. sempre existe em áreas reduzidas.Usam-se.TORNEIRO MECÂNICO FLUIDOS DE CORTE FOLHA DE INFORMAÇÁO TECNOL~GICA 10 . nas esmerilhadoras. Para evitar êstes inconvenientes.000 153 I . Para avitar isto. São aplicados.

TORNEIRO MECÂN ICO
i

FLUIDOS DE CORTE

FGLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA

10.2
1

3) Fluidos refrige~antes-lubrificantes - Estes fluidos são, ao mesmo tempo, lubrificantes e refrigerantes, agindo, porém, muito mais como refrigerantes, em vista de conterem grande proporção de água. São usados, de preferência, em trabalhos leves. 0 fluido mais utilizado é uma mistura, de aspecto leitoso, contendo Agua (como re-

frigerante) e 5 a 10 O/, de Oleo Solúuel (como lubrificante). O uso dos fluidos de corte, na usinagem dos metais, concorre para maior produção, melhor acabamento e maior conservação da ferramenta e da máquina. A seguir, figura uma tabela, que contém 0s fluidos de corte recomendados de do com o trabalho a ser executado.
*

TIPO

DE

IRAEALNO Retificar 10 1 O 10 12 ROSCA.

MATERIAL A TRA.BBL&AR
Aço ao carbono 0,18 a 0,30Y$C Rt= 50 kg/mm:! Aço ao carbono 0,30 a 0,60%C - A o s - l i g a Rt= 90 kg/mm - Aço ao carbono acima de 0,60%C -A o s - l i g a Rt- 90 kg/mm

Tornear F u r a r
1 2 3 3
2

Fresar
2

Aplai-

o/ponta c/machos de f e r r . ou tarraxa 2
8

2

8
8

P

3
3

3 3 3
1
-

3

3 9 3
4

B

3 3 1
7

8

Aços i n o x i d á v e i s F e r r o fundido Aluminio e s u a s l i g a s Bronze e l a t ã o Cobre

3
1 5 7 1 2

3 13 1
7

6 9
7
1 8 4

7
8

1 O
1 1
1 1

7
2 2

7

2
7

1
2

8

I

1 1

7

1
2

Aseco &ua com 5% de Óleo s o l ú v e l Kgua com 8% de Óleo solÚvel 6100 mineral com 12% de gordura animal Querosene
10

Oleo mineral, de enxofre em po com 1% bleo minera1,com 5% de enxofre em po Agua,c/l% carbonato sódio. 1% de borax e de 0.5% de o l e o de mineral a com 1% de carbonato de s ó d i o e 1 1 1 de borax h$i 12

3

4
5
6
7

hgua com 151 de carbonato de s ó d i o e 0,5% de Óleo mineral u a r r a z , 40% Enxofre, 30% AlGordura animal com 30% de a l v a i a d e 1 3 %iade, 30%

-

-

Querosene com 30% de Óleo mineral

RIO

1) Quais são as duas propriedades características do óleo de corte?

2) Cite as três classes de fluido de corte.
3) Para que servem os fluidos de corte?

4) Qual o fluido de corte recomendado pela tabela para tornear alumínio?
154
MEC

-

1965

-

15 000

-1

--

-- . .

-

-

- - --

-

-*7

TORNEIR0 MECÂNICO

TORNO MECÂNICO HORIZONTAL (FUNCIONAMENTO)

FÔLHA DE INFORMAÇÃO TECNOL6GICA

10.3

Sendo o tôrno a máquina na qual se remove material da superfície de uma peça em rotação, por meio de uma ferramenta de corte, que se desloca continuamente, os seus têm que permitir, ao mesmo tempo, dois movimentos principais:

2) Fazer deslocar a Ferramenta, enquanto
ataca a superfície da peça. É o movimento de avanço (Ma). Para isso, são necessárias diferentes velocidades, conforme a espécie de material a tornear, a qualidade da ferramenta de corte e a natureza do trabalho a executar. Há, também, com frequência, a necessidade de inverter o sentido das rotações, a fim de que sejam possíveis certas operações no torno.

I

I
I

1) Fazer girar a Peça, que está suportada e prêsa por meios apropriados. É o movimento de corte (Mc).

!

I

I &a e~pwnco
Po<lO Csndutorg

ESQUEMA DO MECANISMO DE FUNCIONAMENTO DO TORNO
Para fazer êsses dois movimentos, possui o torno robustas estruturas de "ferro" (barramento, pés, cabe~Otes e carro) que suportam o conjunto de órgãos e de niecanismos destinados às seguintes funções: 1) prender ou suportar a peça a tornear;
3) transmitir os movimentos, a partir do motor elétrico;

I

I

4) modificar os movimentos ou as velocidades; 5) comandar as modificações dos movimentos ou das velocidades.

A figura apresenta um esquema geral 2) fixar a ferramenta de corte; e
I
MEC

dos órgãos e mecanismos do torno.

-

1965

- 15.000

155

-

TBRNEIRO MECÂNICO

TORNO MECÂNICO HORIZONTAL (FUNCIONAMENTO)

FBLHA DE INFORMAÇÁO TECNOL6GICA

FUI

DOS bR1

WISMOS DO TORNO
locidades de rotação do fuso ou da vara, determinando a variação da velocidade de deslocamento do carro e, portanto, da ferramenta. este mecanismo constitui a chamada caixa de câmbio ou caixa Norton;

Acompanhando as indicações das letras, na figura, podem-se distinguir: A

- transmissão da rotação do motor elétrico à polia inferior de velocidades;

B - transmissão da rotação à árvore ou ao eixo principal do tôrno, entre polias que permitem mudança de velocidades;
C

G - mecanismo de movimento manual do carro;
H1 - mecanismo de movimento automático de avanço do carro transversal do tôrno, estando o carro longitudinal parado;

- mecanismo de redução da velocidade
da árvore, permitindo obter um número duplo de velocidades nesse e.ixo principal (daí dizer-se que o "tbrno está dobrado" quando se engrena êste mecanismo);

D - mecanismo de inversão da marcha do carro do torno;
E - mecanismo de ligação (engrenagens da grade); F - mecanismo de variação rápida das ve-

H2 - mecanismo de movimento automático de avanço longitudinal do carro;

I

- mecanismo de movimento automático de avanço longitudinal do carro, usado mais para abrir roscas; - mecanismo de movimento manual da espera.

QUESTIO
1) Quais são os dois movimentos principais do tôrno?

2) Por que se usam diferentes velocidades da peça e da ferramenta?
3) Quais são as funções gerais dos órgãos e mecanismos do tôrno?

156

MEC

- 1965 - 15.000

MANUAL DO CARRO .5 AVENTAL DO TORNO Fig. R3. nnn 1 . É uma A U T O M ~ T I C ODO CARRO TRANSVER3) AVANÇO SAL DA VARA . Os pinos das metades da porca aberta movem-se nos rasgos do disco D e fecham a porca. assim. assim como o mecanismo de movimento automático transversal do carro transversal. A rotação da vara determina as rotações de R2. o carro se move ao longo do barramento. R1 e P3. que. para a posição que produz o acoplamento das luvas L1. por estar desligado e. CARRO E ESPERA DO T ~ R N O I FGLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA - I 10. A rotação do pinhão P2 faz girar R1 e o pinhão P3. acopla ao mesmo tempo as luvas L2. engrenado na cremalheira. o carro do torno não se move.TORNEIRO MECÂNICO I AVENTAL. P1. de R2. desligando as luvas LI.Move-se a alavanca Al. A rotação do fuso determina o avanço longitudinal do carro.Estando a porca aberta. gira-se o volante V. R4 (roda helicoidal).Estando a porca aberta. A rotação do fuso não se transmite ao pinhão P1. P (parafuso semfim). P e R4. Através. R3. montado no topo do parafuso de deslocamento transversal da espera inferior. a rotação se transmite a R5 que engrena com o pinhão P4. 4) AVANÇO AUTOMÁTICO TRANSVERSAL DA ESPERA INFERIOR . 1 caixa de ferro fundido. adaptada na parte anterior do carro longitudinal. move-se a alavanca A2 para a posição que. Contém o mecanismo de movimento longitudinal do carro ao longo do barramento do torno. engrenando-a com o fuso.1 OXQ - I r. porém. 2) AVANÇO AUTOMÁTICO DO FUSO DO CARRO ATRAVÉS (para abertura de roscas) . Estando P3 engrenado na cremalheira. ! MFr .Estando 1) MOVIMENTO o pinhão P1 desligado (alavanca A2). A fig. move-se a alavanca A2. 1 indica todos os mecanismos do avental. produz o deslocamento longitudinal do carro.

QUESTIONARIO I) Mediante os esquemas da fig. O porta-ferramenta é o órgão superior que suporta e prende a ferramenta de corte. mediante parafusos de apêrto. explique os diversos movimentos do carro do torno. nnn I . através do mecanismo do avental. 1. 2 e 3). I). Um anel graduado. facilita a execução manual de avanços micrométricos da ferramenta de corte. CARRO E ESPERA DO TORNO F ~ L H ADE INFORMACÃO TECNOLÓGICA 10. O deslocamento da espera se faz girando o volante.6 CARRO DO TORNO forte peça de ferro fundido.TORNEIR0 MECÂNICO - AVENTAL. É uma Fig. 2 krrkwnM I do I mrm h8nçw~wI Fig. - I r. para que o movimento da ponta da ferramenta se faça sempre paralelamente ao alinhamento da ponta e da contraponta.106'. pelo volante. Um anel graduado. conforme foi explicado (fig. que move um parafuso conjugado a uma porca existente na mesma. 3) são as que servem de apoio ao carro. A base da es- graduação angular. para facilitarem o seu deslizamento longitudinal (figs. 3 A ESFERA É o órgão que serve de base ao portaferramentas. no eixo do volante. determinando o deslocamento transversal do mesmo. Todas essas guias são rigorosamente retificadas. no eixo do volante. ou automàticamente. Este deslocamento se faz manualmente. para mostrar qualquer inclinação da direção de avanço da ferramenta em relação ao eixo da peça que está sendo torneada. tendo ranhuras trapezoidais na parte inferior. A guia prismática interna e o ressalto achatado servem para o deslocamento do cabeçote móvel. que se adaptam em guias prismáticas do barramento do torno. Na parte inferior do carro está o parafuso de movimento que se conjuga a uma porca. permite deslocamentos micrométricos do carro transversal. As duas guias prismáticas externas (fig. 2) Para que servem as guias prismáticas? 3) Quais são as funções do carro transversal e da espera? I 1911 M F ~ . sendo guiado pelo encaixe em rabo de andorinha existente na parte inferior.

Fig. 1).Verifique a espessuTa d o extremo. porque o estado da superfície usinada depende do acabamento do gume de corte. Fiç 1 Fig.1 Quando a superfície a ser usinada exigir bom acabamento. 7 .TORNEIRO MECÂNICO AFIAR FERRAMENTA DE ALISAR FOLHA DE OPERACAO 11. 5 ) . Fig. I MEC Fig. 5 Fig. Ela deve ser muito bem afiada. 3 FASES DE EXECUÇÃO l. o mecânico deve usar ferramenta de alisar. A ferramenta de ponta redonda (fig. A ferralilenta de alisar tem a ponta arredondada para permitir um melhor acaba- mento da superfície. 2) deixa ondula~ões(restos de corte) nleiiores que a de desbastar (fig.000 . . b) Consulte a tabela de ângulos. 4). 8 .Verifique o bngulo de incidência ozi de folga. DOS FLANGOS e verifique Use proteção para os olhos. também conhecida como ferramenta de ponta redonda (fig. 3). 6 .1965 .15. . I 161 . Irnrn a) Movimente a ferramenta nos sentidos de A e B (fig.Verifique o ângulo da inclinação. 2 Fig.a Fase UM ESMERILHE (fig.

.'. S . C. MEC . 13) e verifique o ângulo de cunha (fig.< 3 . .... ' _ . I I I . . .. H. . a) Faça pequenos chanfros como em A. 11). L S.. . I L (fig. 11 I b) Elimine os cantos msviinentando a ferrairieilta conforrne a figura 12.00( . 162 . . .15.. . . . . 9 e 10j.2 I I I Za Fase REPITA A PRIMEIRA FASE para fazer o outro flanco (figs.a Fase F A ~O AÂNGULO DE ATAQUE OU de saída I .-: ' ' . . . . 14). . . . I 4. .. . I Fig. ." Fase ARREDONDE A PONTA..I r TORNEIRO MECÃNICO AFIAR FERRAMENTA DE ALISAR F6LHA DE OPERAÇAO 11. OBSERVA~ÃO: Consulte a tabela de ângulos.. . . (fig.. etc. . . . D. 3. .1965 . <.. _ '. ' .

indispensável que o rebolo esteja com a face absolutamente plana.a Fase A A F I A ~ Ã Oda ponta coni peCOMPLETE dra de afiar untada de óleo (fig.. 16 J MEC - 1965 - 15. encostando-se a ferramenta..3 ? 5. de modo que os profissionais que vão usálas já as recebam afiadas. 15. OBSERVAÇ~ES: a) Nas reafiaçóes nunca esmerilhe a face de saída o u de ataque. Fig. têm. geralmente. b) A afiação de acabamento e as reafiaçóes são feitas em rebolo cilíndrico. encostando-se a ferramenta à periferia do mesmo (fig. I Fig. à face do mesmo (fig. uma seção para a afiação de ferramentas. Neste rebolo as faces afiadas ficam planas.000 163 - .desbaste é geralmente feita em rebolo plano. inclinada no ângulo indicado. 15).TORNEIR0 MECÂNICO I AFIAR FERRAMENTA DF. 17). para isso. geralmente. b) Nas grandes indústrias existe. 16). ALISAR FOLHA DE OPERACÁO 11. a mesa regulável de modo que os ângulos desejados são obtidos com muita facilidade. se necessário. 15 r------- Ferramenta : NOTAS a) A afiação de . deve-se repassá-lo com retificador apropriado. As máquinas que se destinam a essa afiação.

feitas em rebolo cilíndrico? 6) Para que são feitos os pequenos chanfros antes de arredondar a ponta da ferrainentn? . 18 QUESTIONÁRIO 1) Por que a ferramenta de alisar tem a ponta arredondada? 2) Por que se movimenta a ferramenta em relação à face de corte do esmeril? 3) Por que se completa a afiação com pedra de afiar untada de óleo? 4) Por que não se deve esmerilhar a face de saída. de preferência.Fig. nas reafiações? 5) Por que a afiação de acabamento e as reafiações são.

traz a marcação A80-K5V tem abrasivo aluminoso (A) de granulação 80.000 D para os abrasivos de diamante. nas diversas figuras.Dimensões: Diâmetro X Espessura X Diâmetro do furo. 5. Fig. Por exemplo. Outro exemplo: Rebolo GA46-H6V10 da "The Carborundum Co. MEC 165 .Dimensões: Diâmetro maior X Diâmetro inenor X Altura X Diâmetro do furo X Espessuras de paredes. usados em geral para trabalhos de retificação e afiaqão.0 38 e símbolo BE) tipos especiais fabricados pela "The Norton Co.".Rebôlo de copo.Rebôlo de copo. Fig.Rehôlo plano rebaixado . por exemplo. 3 . 4 .Dimensões: Diâmetro externo X Diâmetro interno X Altura. DESIGNAÇÃQ DOS ABRASIVOS Letra A para os abrasivos aluininosos. Os elementos dessa codificação definem: tipo de abrasivo (por uma letra). As figuras 2 a 6 mostram alguns de formas especiais. inedidas e constituição-da massa. Letra C para os carbonetos de silício. Fig. resistência do aglomerante de grau K. as faces esmerilhadoras de cada tipo de rebôlo apresentado. representando ambos (n.(Em forma de anel) . Fig. para indicar a constituição da massa. aglomerante (por uma letra). .Dimensões: Diâmetro maior.Dimensões: Diâmetro X Altura X X Diâmetro do furo X Espessuras de paredes. A Fig.Rebolo plano o z ~ de disco . ESPECIFICAÇOES DE FORMAS E MEDIDAS A figura 1 apresenta o esquema do rebolo de forma usual. 6 . típica da "The Norton Co. cilíndrico . estrz~tz~ra (por um número). . ESPECIF1CACS)ES DA CONSTITUIÇAO DO REBOLO 0 s fabricantes de rebolos adotam um código universal. sendo o seu aglomerante vitrificado (V).15. 1 Fig. As setas mais fortes mostram. 5 Fig. a marcação 38A80-K5VBE. grau (por uma letra).Rebôlo de prato . Se fôr encontrada.':. o rebolo que. assim como o núinero 10 final. 1 . h Fig.1965 .L TORNEIR0 MECÂNICO ESPECIFICAÇÕES COMERCIAIS DOS REBOLOS INFORMACÃO FOLHA DE TECNOLÓGICA 1 1-1 Os rebolos são especificados comercialmente pelas formas. usados em casos especiais. no disco de papel.". 3 Fig. 2 Fig. isso indica o mesmo rebôlo anteriormente especificado.Rebôlo cilíndrico . constituído por letras e números. X Diâmetro menor X X Altura X Diâmetro do furo X Espessuras de paredes. A letra G é um prefixo particular do fabricante. Letra . granz~lação(por um núinero). com as seguintes particularidades: o abrasivo A (aluminoso) tem um núinero 38 e o aglomerante V (vitrificado) é de símbolo BE.Dimensões: Diâmetro X Altura X Diâmetro do furo X Diâmetro do rebaixo X Espessuras de paredes. cô~aico. estrutura ou espaçainento 5. 2 . Fig.

O) A46-L4S 3. A-B-C-D-E-F-G H-IJ-K L-M-N-O P-Q-R-S ' T-U-W-Z DF"'-" ' -" .r TORNEIRO MECÂNICO ESPECIFICAÇOES COMERCIAIS DOS REBOLOS F6LHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA 1 1.15 000 .SP ) D( 4GLOMERA-NT - Conforme o quadro abaixo: VITRIFICADO SILICIOSO RESINOIDE BORRACHA GOMA-LACA Letra V C Letra S Letra B Letra R Letra E 1) Como são especificados os rebolos de um modo geral.O) C36-04B 2. Classifica-se a estrutura seguindo o quadro seguinte: ESPAÇAMENTO CERRADO ESPAÇAMENTO MÉDIO ESPAÇAMENTO ABERTO - 0-1-2-3 L 4-5-6 DESIGI 7-8-9-10-11-12 .4 E S T R U I I -A estrutura não é mais do que o espaçamento entre os grãos abrasivos.2 I DESIGNAÇÃC )A GR iq Conforme o quadro que se segue: MUITO GROSSA GROSSA MÉDIA FINA EXTRA-FINA PO 280 320 400 500 600 L 8 1O 12 14 16 2O 24 3O 36 46 6O 7O 8O 9O 1O 0 120 150 180 220 240 LODC J As letras indicativas da resistência ou dureza do aglomerante seguem a ordem alfabética.O) C90-L8V. à medida do aumento da dureza: EXTRA-MACIO MACIO MÉDIO DURO EXTRA-DURO . no comércio? 2) Dê os nomes de seis tipos de rebolos. 3) Como se especifica a constituição de um rebolo? 4) Interprete as especificações: 1. 166 MEC .1965 .

FASES DE EXECUÇÃO -. 2). pois êste sistema é bastante prAtiêo e econômico. . Em cada um dêles. a ferramenta penetra no materia1 obliquamente (fig. 2.TORNEIR0 MECÃNiCO I ABRIR ROSCA TRIANGULAR DIREITA EXTERNA POR PENETRASAO OBLÍQUA FOLHA DE OPERACAO 12. 2 l. 3 I Fig.a Fase GIREO CARRO superior no ângulo conveniente (fig. -. 5) serve para alinhar bem a ferramenta para que o filête fique perpeiidicular ao eixo da peça. 3.000 .a Fase PRENDA A FERRAMENTA DE ROSCAR.1965 . 3). a ferramenta opera . 5). d MEC Fig. A penetração oblíqua é usada na execução de roscas sem grande precisão de ajuste ou.a Fase TORNEIE no diâmetro da rosca (Veja Ref. 4) e o alinhamento (fig. perpendicularmente (fig. ! Fig.de modo diferente: em um. observando a altura (fig.-. OBSERVA~ÃO: O escantilhão (fig. no outro. 5 169 .--- Fiç.15. então.1 I Há dois processos bastante usados para abrir rôscas triangulares externas. 1) e. FO 1/ 1) e chanfre. no desbaste de roscas a serem acabadas por outros processos.

feche a proteção da grade. 8 e 9) e. e tome referência no anel graduado (fig. Fig. então.p. calcule e monte engrenagens para roscar. 6). a) Ligue o torno e aproxime a Ferramenta até tomar contato com a peça. a) Disponha a alavanca da caixa NORTON na posição ou. b) Desloque a ferramenta para fora da peça.3 mm. com a manlvela do avental.a Fase DÊ UM PASSE para ensaio. 8 Fig.2 PREPARE O TORNO para roscar. 7) e deixe a ferramenta deslocar-se num comprimento igual a. 0. b) Consulte a tabela de velocidade de corte para roscar e determina a r. Em tornos de mudança de engrenagens. verifique o passo (figs. 10 filêtes. aproximadamente.m. Desligue a chave geral do torno antes de trocar as engrenagens. corrija. c) Avance a ferramenta de. e) Afaste a ferramenta. se necessário. d) Engate o carro (fig. aproximadamente. c) Ajuste as réguas da espera e do carro transversal. desligue o tbrno. 9 .TORNEIR0 MECÃNICO 4. 5.a Fase ABRIR R6SCA TRlANGITLAR DIREITA EXTERNA POR PENETRAGÃO OBLÍQUA FOLHA DE OPERACÃO 12.

000 - 1 . c) Dê a penetração correspondente ao passe." Fase DÊ os a rôsca. I 1 A porca-calibre deve-se ajustar. 10). Fig. girando a manivela (A) do carro superior.15. Caso contrário. sem folga.a Fase VERIFIQUE A ROSCA com uma porca-calibre (fig. 10). 11). Fig. Antes de verificar o ajuste com a porca-calibre.ela B (f ig. até o ponto de referência (fig. b) Avance a ferramenta. suavemente. Quando a rosca a ser executada é múltipla do fuso do tôrno.3 6.-1 : TORNEIRO MECÂNICO ABRI& RÓSCA TKIANGULAR DIREITA EXTERNA POR PENETRAÇÃO OBLfQU-4 FOLHA DE OPERACÁO 12. 12). d) Ligue o torno e deixe a ferramenta avançar até o comprimento previsto para a rosca (fig. girando a maniv. I MEC Fig. 7. para roscas curtas. 1 2 . limpe e lubrifique a rosca com pincel a fim de nãò ferir a mão.1965 . os passes sucessivos são dados sem desligar o tôrno. pois o retorno da ferramenta pode ser feito desengatando o carro. o retôrno pode ser feito desengatando-se o carro. o retôrno se faz invertendo o sentido de rotação do motor e com o carro engatado. Fase REPASSE. se necessário. até conseguir o ajuste. e) Repita os itens desta fase até chegar à medida final. 10 No caso de rôsca com número de filêtes múltiplo dos filêtes do fuso. ' PASSES necessários até terminar a) Retorne a ferramenta ao ponto inicial do corte.

4 9. 13 e 14). quando é prêsa no suporte? 3) Como se verifica o ajuste de uma rôsca? 4) Qual a operação que deve ser executada no extremo da peça. 15 I l0 passa w 30 passe ! I UULl 40 posre I 2?passe Fig. 15 e 16). Fig.TORNEIR0 MECÁNICO ABRIR ROSCA TRIANGULAR DIRE~TA EXTERNA POR PENETRAÇÃO OBLfQUA F6LHA DE OPERAÇAO 12. chanhando ou abaulando (figs. a ferramenta corta com um dos gumes.1965 .15. COMPLETE OBSERVAÇÃO: Na abertura de rosca por penetração oblíqua. I 6 QUESTIONAR10 1) Em que casos é preferível abrir rosca por penetração oblíqua? 2) Qual o instrumento utilizado para verificar a simetria da ferramenta. enquanto o outro apenas raspa um dos flancos do filête (figs. quais as funções dos gumes da ferramenta? 172 MEC .a Fase A OPERA~ÁO. desengatando-se o carro? 7) Na execução de rôsca por êste sistema. quando se termina a rôsca? 5) Como é feita a verificação do passo da rôsca? 6) Em que caso se pode retornar a ferramenta ao ponto de partida.000 .

2.15. 1) e o alinhamento (fig. ? MEC . então.5 O processo de abrir rosca triangular. I OBSERVAÇÃO: I O escantilhão (fig. calcule e monte engrenagens para roscar. 2) serve para alinhar bem a ferramenta para que o filête fique perpendicular ao eixo da peça.a Fase DÊ UM PASSE para ensaio. é muito útil o uso do suporte flexível. 4.m.000 173 . Nesta operação.1965 . OBSERVAÇÁO: A espera deve estar fixada em posição paralela ao eixo da peça (fig.p. feche a proteção da grade. é usado para execução de roscas em peças que requerem bom acabamento e bom ajuste. 2 Desligue a chave geral do torno antes de trocar as engrenagens. 3 Eni tornos de mudança de engrenagem. Fig. observando a altura (fig.4 EXTERNA POR PENETRXÇAO PEKPFNDICCTLAR F ~ L H ADE OPERAÇÁO 12. a) Disponha a alavanca da caixa NORTON na posição ou. PRECAUÇÃO: Fig.AR DIRElT. a) Ligue o torno.a Fase PRENDA A FERRAMENTA.a Fase PREPARE O TORNO para roscar. 3) e desloque a ferralilenta para fora da peça. 3.a Fase TORNEIE NO DIÂMETRO da rosca e chanfre.TORNEIR0 MECÂN ICO ABRIR ROSCA TRIANGUL. PRECAUÇÃO: '-IZ e Fig. b) Encoste a ferramenta na peça. 2). b) Consulte a tabela de velocidade de corte para roscar e determine a r. FASES DE EXECUCÃO l. É utilizado na exe- cução de roscas finas (pequeno passo e pouca profundidade) e no acabamento de roscas desbastadas pelo processo de penetração oblíqua. c) Tome referência zero no anel graduado transversal (fig. 3). em que a ferramenta penetra no material em posição perpendicular.

corrija.TORNEIR0 MECÂNICO . 4 ou 5) e. o retôrno pode ser feito desengatando-se o carro. verifique o passo (figs. 6 . 0. aproximadamente. 7). Fig.I . Fig. 10 filêtes. 5 OBSERVAÇÃO: Guarde a referência de cada passe no anel graduado.3 mm. OBSERVAÇÃO: Quando a rôsca a ser executada tem o número de filêtes múltiplo do número de filêtes do fuso. desligue o torno. Caso contrário. 7 .ABRIR ROSCA TRIANGULAR DIREITA EXTERNA POR PENETRAÇÃO PERPENDICULAR FOLHA DE OPERACÃO 12. para roscas curtas. 6). 174 MEC - 1965 .Canal de saída. f) Afaste a ferramenta. b) Dê a profundidade de passe recomendada. com a manivela do carro transversal.- d) Interrompa o avanGo da ferramenta quando ela atingir o comprimento previsto para a rosca (£ig.a Fase DÊ os a rôsca.15 000 . PASSES necessários até terminar a) Retorne a ferramenta ao ponto inicial de corte. c) Ligue o torno e observe a ferramenta cortar o material formando o filête da rosca (fig. sário. e retorne ao ponto inicial. se neces-. o retôrno se faz invertendo o sentido de rotação do motor e com o carro engatado. aproximadamente.o passe. Fig.6 I d) Avance a ferramenta transversalmente de. 5. a fim de poder controlar a profundidade nos passes subsequentes. e) Engate o carro principal e deixe a ferramenta deslocar-se num comprimento de. .

MEC 5. O passe.O.O.0. h) Dê os passes restantes. ora para a direita. a ferramenta longitudinalmente.0. O passe. 9 . 10). e dê novo passe. I f) Dê nôvo passe sòmente com avanço transversal da ferramenta (fig. 11 . o 1. Assim.15. passes são dados traiisversalmente. I Esses contínuos deslocamentos longitudinais da ferramenta têm por finalidade evitar que ela corte com toda a ponta. Fig.3 . P Fig. um pouco. e o 2. e dê nôvo passe sem aprofundar a ferramenta (figs.7 e) Desloque. . o que pode quebrá-la e dar rosca mal acabada.07 6. g) Desloque a ferramenta transversalmente. com a manivela da espera. 10 . + I? passe 20 passe 3? passe Fiç. seguindo o mesmo processo. Fig. o deslocamento da £erramenta se dá nas direções longitudinal e transversal.000 . O passe. 11). conforme esquematizado na figura 12. Fig.1 I TORNEIR0 MECÂNICO ABRIR ROSCA TRIANGULAR DIREITA EXTERNA POR PENETRAÇÃO PERPENDICULAR FOLHA DE OPERACAO 12.O. sem aprofundar a ferramenta (fig. 12 t 4 0 passe 50 passe Como se observa.1965 -. são dados longitudinalmente. 8 e 9). ora para a esquerda. etc. em sentido contrário ao do item e.4 . alternadamente. 3. 4. com a manivela da espera. etc.2 .

MEC . com uma porcaVERIFIQUE calibre (fig.-I -. 14). se necessário.15.ÃO PERPENDICULAR FBLHA DE OPERAÇÃO 12. para cada novo passe? 6) Por que se desloca frequentemente a ferramenta no sentido longitudinal? I 176 . 8.- TORNEIRO MECÂNICO ABRIR ROSCA TKIANGULAR DIREITA E S TERNA POR PENETRAS.0C . até conseguir o ajuste. 7. chanfrando ou abaulando o canto (figs.a Fase OBSERVASÃO: Não force o calibrador. i 1 ) Em que casos é preferível abrir rôsca por penetração perpeiidic.1965 .a Fase A ROSCA.8 Fig. 1 . 15 e 16). cujo número de filêtes é múltiplo do número de filêtes do fuso? 5 ) Com que manivela se faz o deslocamento longitudinal da ferramenta. COMPLETE A opwuqjio.ulAr? 2) Quando a ferramenta chega ao final da rôsca (canal de saída). 13) ou com calibrador tipo "passa não passa" (fig.a Fase REPASSE. 6. que se deve fazer? 3) Como se verifica o ajuste de uma rosca? 4) Como é feito o retorno do carro ao ponto inicial ein roscas.

I Fig. com a perpendicular. depois esmerilhadas com a parte útil ou cortante calçadas em aço rápido (fig. 1 Fig. s = 20. 2) ou com pastilhas soldadas de duríssimo carbonêto metálico (figs. rosca. l ) e as ferramentas forjadas em ajo tenaz.550) adota-se a = p t 6. cujo valor é. pois. adota-se a folga lateral de 70 à direita (face O vértice do perfil triangular recebe. os ângulos serão os varia de acordo com a medida fi do passo da 'mesmos em valor. seu valor admissível é s = 6O. 1 3 7 3 ~ ângulo de saída. A figura 5. Apresenta o aspecto que se vê em perspectiva na figura 2. variam conforrne o passo da rôsca seja à de abrir rôsca" métrica (fig. Fig. O máximo segundo as normas da rôsca Whitworth. Para abrir filêtes de rôscas em outros medo. As folgas laterais. 2 FERUMENTA DE ABRIR ROSCA TRIANGULAR POR PENETMÇÃO PERPENDICULAR A pequena superfície frontal achatada faz. Quanto menor o filête é arredondado no fundo com um raio r . tais aconsellía-se.15. em geral. em relação ao passo. um perfil curvo ao bico. 5 Fig. r = 0 . Para o passo ins deve ser nuló (s = o). 2 e 5). h Fig.para rôsca de precisão glês (rosca W . figs. na afiação. 7) e a 55O na ferdireita ou à esquerda.TORNEIR0 MECÂNICO FERRAMENTAS DE ABRIR ROSCAS TRIANGULARES FBLHA DE TECNOLÓGICA INFORMACAO 12. um ângulo de folga ou de incidência frontal f cujo valor é normalmente f = 60 (figs.1 Entre as ferramentas de abrir rôscas usadas pelo mecânico. 8). (figs. 5 e 6). 3 e 4). O bico é afiado a 600 na ferramenta 5). das faces A e B (fig. um pequeno achatamento a que Para a rôsca à esquerda. Para o passo métrico (rosca de 60°) Quanto ao ângulo de saída ou ataque pode-se adotar a = p t 16.000 1 . 5. 7 e 8). mostra detalhes característicos da ferramenta quanto aos seus perfis e ângulos. latão e ferro fundido. 8 I MEC - 1965 . em seguida. dane para rôscas em bronze. mais perfeita será a reprodução do perfil da ferramenta na peça. A) e de 3 O à esquerda (face B. Para a rôsca à direita ramenta de abrir rôsca Whitworth (fig. são usuais os bites de aço rápido montados em porta-ferramentas (fig. mas dispostos ao contrário.

10. Como o deslocamento é paralelo a ~ 1 x 1 flanco do filête.DE ABRIR ROSCA TRIANGULAR POR PENETRAÇÃO OBLÍQUA A fig. na prática. e 500 ou 51° para a rosca Whitworth. isto é. os ângulos da ponta são de 60° para o passo métrico e de 550 para o Whitworth. como mostra. 12). a ferramenta trabalha com a folga que se vê na fig. 10. se necessário (fig. em que o gume de corte é A . 9 mostra as três vistas. a fig. 13). Assim.15.000 . trabalha a ferramenta apenas numa aresta cortante. por exemplo. Os flancos A e B apresentam ângulos de folga laterais da mesma forma que a ferramenta de penetracão perpendicular. Por isso. Teòricamente. Para melhor acabamento do filête usa-se. 178 MEC . a saída ou o ataque pode ser igual à de uma ferramenta de desbastar.2 FERRAMENTA. usando calços. 12). no flanco à direita. 9 Fig. I 3 ~os~ça UAS o FERMMENTAS NA F I X A ~ A O As regras são as já conhecidas para outros tipos de ferramentas: 1) a ferramenta é fixada na posição horizontal (fig. 55O. do lado B. atacando o material segundo o gume A e produzindo bom acabamento no flanco contrário do filête.1965 . 2) o gume deve ficar na altura do eixo da peca. com os detalhes e ângulos dos perfis de um dos tipos de ferramenta usados. A figura 11 mostra uni outro tipo de ferramenta de abrir rosca triangular por penetração oblíqua.TORNEIR0 MECÂNICO FERRAMENTAS DE ABRIR ROSCAS TRIANGULARES TECNOLÓGICA FOLHA DE INFORMACÃO 12. ou 56O para a rosca métrica. 3) o eixo longitudinal da ferramenta deve ser perpendicular ao da peça (fig. R I Flg. QUESTIONARIO 1) Quais são os tipos de ferramentas de roscas triangulares? 2) Quais são as características e os ângulos da ferramenta de penetração perpendicular? 3) Quais as características da de penetracão oblíqua? 4) Cite as regras normais de posição na fixação das ferramentas.

5 e 6). não alterando a velocidade de rotação entre a árvore do torno e o eixo do inversnr . rodas dentadas. nos tornos que não possuem caixa Norton.R3 engrena c0111 R1. Não transmite. 2). podendo ser . para produzir o deslocamen i o do carro longitudinal é derivado da árvore do torno por meio da roda R1 (fig. A transmissão do movimento se faz. o conjunto funciona apenas com : ! engrenagens e. MEC. que comanda o mecanismo de avanço do Pos~jÃo 3 . I .MECANISMO DE INVERSA0 DO MOVIMENTO DO CARRO (INVERSOR DE AVANÇO) O mecanismo de rotação. 1. ' Esquema da deriva~ão de marcha. vara ou fuso. O exame destas figuras esclarece o funcionamento do dispositivo. ou entre o inversor e o fuso.Marcha ilzvertidn. Em virtude de R2. Eig. 3 . pois. então. O INVERSOR É MANOBRADO SEMPRE CCPRI O TORNO PARADO. R1 e R4 giram no mesmo sentido Como R1 e R4 têm o iilesmo diâriietro.R2 e R3 não engrenam com R1. O sistema está em ponto morto". I'ig. Esta roda R1 é. em conseqüência. 2 - PosrqÃo 2 .Mai cha dii etn. traiismitido através de eixos. rotação ao eixo do inversor. logo no início. A grade é uma peca de ferro fundido articulada em torno do eixo A. o comêço de todo o mecanismo de deslocamento automático da ferramenta de corte. A alavanca exterior manobra uma peça P. que se desloca em torno do eixo do inversor e leva o conjunto das rodas R2 e R3 a uma das posições seguintes: PosrjÃo 1 . a rotação de R4 tetil sentido contrário ao de I'ig.R2 engrena com R1. através do mecanismo inversor da rotasão (figs. o eixo do inversor gira à lilesma velocidade da árvore do torno.4NISMO DA GRADE As engrenagens da grade formam um dispositivo de ligação entre o eixo I do inversor de avanço e o eixo condutor A da caixa Norton (figs. As rodas R2 e R3 são simples transmissoras da rotação. 3 e 4). Como R3 fica desengatada.

em diferentes posições. R4 e a árvore têm a mesma velocidade de rotação. Resultado: o eixo A terá metade da rotação do eixo I.1' -. se não houver caixa Norton) duas rodas R5 e R8 com o MESMO NÚMERO DE DENTES.- .. Este dispositivo permite a montagem de variadas combinações de engrenagens. tenham números de dentes diferentes. DADE Fig..MECANISMO DA GRADE F6LHA DE 12. a redução se obtém dividindo o produto dos números de dentes das rodas condutoras pelo produto dos das conduzidas: ROTAÇÃO - I . 7.Basta montar no eixo I do inversor e no eixo A da caixa Norton (ou no fuso. há mudança de rotação. Então R8.----- - . As rodas intermediárias não alteram a rotação. Outro meio de modificar a rotação consiste em montar na grade.-.. duas rodas de números de dentes diferentes (fig. Redução = 40 X 30 30 1 60 x 4 0 6 0 2 QUESTIONARIO 1) Para que serve o inversor de avanços? 2) Para que serve o mecanismo da grade? 3) Em que caso se dá a transmissão sem alteração da velocidade de rotação? I 4) Em que caso se dá a transmissão com alteração de rotação? . Segundo a regra. por meio de parafusos com buchas e porcas. 5 DE ALTERAJÃO DA VELOCIDADE DE CASO Basta que as rodas. para se dar mudança de rotação..4 fixada.- TORNEIR0 MECÂNICO MECANISMO DE INVERSA0 DO AVANÇO DO CARRO DO T O R N O .. 8 seu rasgo longitudinal E serve para a montagem de UMA OU MAIS engrenagens intermediárias. Por exemplo: roda de 60 dentes na posição R5 e roda de 120 dentes na posição R8. devido ao rasgo F e pela porca P. Mesmo que as rodas extremas R5 e R8 tenham o mesmo número de dentes. que substituírem R5 e R8. 7).. CASO DE SIMPLES TRANSMISSÃO SEM ALTERAR A VELOCI- . R5. - - - -INFORMAÇAO TECNOLÓGICA . em um mesmo eixo. Tomemos o exemplo da fig..

. no torneamento dos cabos de desandadores para machos e no desbaste de cones a serem acabados por outros processos. FO 311). podem ser torneados desalinhando-se a contraponta.a Fase FAJA FUROS de centro (Veja Ref. a) Determine de quanto deve ser desalinhada a contraponta. 3. 4 MEC ." Fase c) Verifique o valor do desalinhamento a por um dos modos indicados nas figuras 3 I TORNEIE NO DIÂMETRO (Veja Ref.1 I Os cones longos. de pequeno ângulo de inclinação. Fig. FO 211)." Fase FACEIE a peça (Veja Ref.a Fase DESALINHE A CONTRAPONTA. 2). FO 811) e retire a peça do torno. 2. TORNEIR0 MECÂNICO TORNEAR CGNICO DESALINHANDO A CONTRAPONTA FOLHA DE OPERACÁO 13. 1). permite trabalhar com avanço automático. Esta operação é executada quando a precisão do cone não é muito importante. para tornear cônico. como.000 183 - . desde que a peça possa ser prêsa entrepontas (fig. b) Gire o parafuso C (fig. I FASES DE EXECUÇÃO 1. este processo. 4. por exemplo. Fig.15. 3 Fig.1965 .

6. Neste caso.TORNEIRO MECÂNICO L TORNEAR CÔNICO DESALINHANDO A CONTRAPONTA FGLHA D E OPERACAO 1 3 . 5.Comprimentos diferentes dão dngulos difewntes P(IIILO mes?~zodesalinharr~entoda contraporltrr. pois a variação do mesmo modifica o valor do ângulo do cone (fig. 9. usando calibrador. portanto. durante o seu torneamento? 184 MEC . O INICIE TORNEAMENTO do cone. certa $20. 8. h .se necessário. FERRAMENTA na altura do O processo de tornear cônico desalinhando a contraponta é indicado principalmente nos trabalhos em série para desbaste. quando se usam pontas ~ÔnicaS. uso de pontas esféricas? 4) Qual a precaução a ser tomada usando-se pontas esféricas? 5) Como se verifica a conicidade de uma pela.a Fase PRENDA A centro da peça. tão.a Fase VERIFIQUE A CONICIDADE.a Fase PRENDA A PEÇA 7. medindo os diâmetros e o comprimento do cone ou. O desalinhamento da contraponta Provoca. 2 . a fim de quebr:(-l.1965 -- 15. Evite.a Fase CORRIJA..ls. en. Fzg. esforços muito grandes. AS pontas esféricas são mais fracas do que as comuns. Recomenda-se.000 . por isso. de da Peça. é indispensável que as peças tenham tôdas o mesmo comprimento de sustentação.a Fase entrepontas. TERMINE O 5). 6). e CONE. usar pontas esféricas (fig. QUESTIONARIO 1) Quando é indicado o torneamento cônico desalinhando a contraponta? 2) Como se desloca a contraponta e como se verifica o seu desalinhamento? 3) Por que se recomenda o.

0) cones de pequena conicidade. com exagêro.0 torneamento de cones externos (consequência do 1. . com desvio da contraponta. sem o que haverá variação sensível nas conicdades. Êstes dois eixos passam a formar. na sua base. I 1. um pequeno ângulo (fig.1 Ao montar a peça destinada ao torneamento cônico por meio dêste processo. 2 Fig. Nos trabalhos de grande precisão. Como se realiza. com frequência. como está mostrado na fig. tendo e m conta certas medidas da peça e da parte cônica que se deseja tornear. é de interêsse o uso do avanço automático. Conforme se viu no estudo do cabeçote móvel. motivo por que é aconselhável o uso de pontas esféricas. 3 . 2. Ê s s e deslocamento não é qualquer: calcula-se. Fig. 3. Isso acontece tanto na ponta como na contraponta. Em cones de muita conicidade o processo é impraticável porque é muito limitada a medida do deslocamento lateral que se pode dar à contraponta.O) peças colocadas entrepontas. No torneamento de uma série de peças cônicas iguais. oferece a vantagem de permitir a execução do cone com o avanço automático do carro. 2. Resulta. portanto. na fig. dá-se um pequeno deslocamento transversal e à contraponta (fig. das condições de montagem da peça entrepontas. 1). é indispensável que os furos de centro sejam executados com grande cuidado e precisão. 1 ) . O torneamento cônico pelo processo de desalinhamento da contraponta sòmente é realizável nas seguintes condições: Fig. do eixo geométrico da peça. Como se mostra. em relação ao eixo do torno. para a obtenção de cones compridos (e de pouca conicidade). 3. tal defeito é prejudicial. um dispositivo de porca e parafuso que possibilita o pequeno desvio transversal do corpo do cabeçote em relação à sua base. um desalinhamento.O item). existe. o desvio lateral dá como resultado o de- feituoso contato do cone da ponta com o cone do furo de centro. O processo de torneamento cônico.TORMEIRO MECÂNICO O TORNEAMENTO CONICO PELO PROCESSO DE DESALINHAMENTO DA CONTRAPONTA FOLHA DE INFORMACAO TECNOLÕGICA 13.

03 X 120 = 3.08. às vêzes. Fica então uma superfície cônica (fig.2 X 1 2 0 120 . 164 = 0.06. montada entrepontas e prêsa pelo arrastador. Sendo C o comprimento total Fig. tem-se: e= 6 X 130 . C = 160 mm e c = I20 mm.60 aproximadamente. 4). e = 2. resulta: e= ( 4 2 . c o comprimento do cone.0 exemplo .TORNEIR0 MECÂNICO C O TORNEAMENTO CONICO PELO PROCESSO DE DESALINHAMENTO DA CONTRAPONTA FOLHA DE TECNOL6GICA INFORMACÁO 13 . d = 38 mm. QUESTIONARIO 1) Calcule e sendo C = 140 mm e a conicidade de 8 %. 5) Calcule e sendo: D = 38 mm.L = 120 mm e a conicidade de 6 %. ter apenas. 2) Quais são as condiqões em que é realizável o torneamento cônico com o desalinhamento da contraponta? 3) Como se evita o contato defeituoso das pontas com os furos de centro das peqas? Qual o tipo de ponta que pode ser utilizado? 4) Indique as duas fórmulas para cálculo do desalinhamento do cabeçote móvel. com o desalinhamento e da contraponta. Aplica-se. d = 34 mm.3 X 130 390 (46 . pode-se. o comprimento total da peça (C) e a conicidade dada em percentagem. .0 exemplo: Sendo D = 42 mm. D o diâmetro maior e d o diârnelro rrienor do cone.d) X C 2Xc 1. então. gira em torno do seu eixo geométrico XX' que.40) X 130 --= 3. tem-se 8 % = 0. 4 da peqa.0 exemplo . não é paralelo à diresão do deslocamento da ferramenta. C = 140 mm e c = 100 mm. a fórmula: e= conicidade xC 2 1.Sendo L = 164 mm e a conicidade de 8 %. 2x100 -2x100100 -100 Em lugar de todas as medidas indicadas.9 mm. d = 40 mm. 2 I CÁLCULO DO DESALINHAMENTO DA CONTRAPONTA A peça.6 mm.04 X 164 = 6. Sendo 6 0/1.56 mm 2 2.7 m m 2 O exemplo: Sendo D = 46 mm. = 0.-- .2. resulta: e = X --2 Então e = X 120 = 0. calcula-se o desalinhamento e da contraponta pela fórmula: e= (D . C = 130 mm e c = 100 mm.3 8 ) X 1 6 0 -4x 160 2x160 160 . como elementos de cálculo.66 mm ou 2 X 120 .

à mão ou com dispositivo apropriado. 3. Use óculos ou máscara de proteção (figs.a Fase A TABELA. o furo pode desviar-se e o tempo necessário para a furação é aumentado. 1 Fig. 5 I MEC . A afiação manual é uma operação difícil que exige muita habilidade por parte do mecânico. pois.000 189 I . 4 Fig. orientando-a convenientemente (figs. É. 2 Resfrie a broca em uma vasilha com água para evitar que ela se destempere.AFIAR l.15.a Fase A INICIE e 5) AFIAJÃO da broca. 4 2. TORNEIRO MECÃNICO AFIAR BROCA HELICOIDAL FGLHA DE OPERAÇÃO 14.n . A afiação desta ferramenta é feita em rebolo abrasivo. A MA0 b) Movimente-a.1965 . conforme indicado na fig. que não está bem afiada. Fig. Fig.1 Uma broca helicoidal. a) Eiicoste a broca no rebolo. a fim de determiCONSULTE nar o ângulo da broca. não permite furar bem. FASES DE EXECUÇÃO I . indispensável ao mecânico saber afiar bem a broca helicoidal. 1 e 2).

a Fase as vêzes que forem necessárias. VERIFIQUE O ÂNGULO DA BROCA usando verificadores fixos (fig. SEGUNDA FASE REPITAA Se necessário.í-lo? 90 MEC - 1965 1 .Usando 1~un. 9).ão? 4) Há perigo de "queirnar" a broca durante a afiação? Coiiio se pode evit.ig.HO O aparelho.. 6 .15nnn .2 5. 6) ou transferidor (fig. corrija a posição.' Fase * ~ F OI OUI-RO ~ GUME. 1. até afiar o primeiro gume. 7). 8). fig. montado na espera do i-cbolo. o operador executa urii niovimento siinpies e avança a broca contra o rebolo.Usrcltdo verificadores fixos. 4. por ineio de -u-uiiiparafuso de apoio (fig. permite a regulagem precisa da posição da broca. 1) Quais os inconveiiientes de unia broca iiial afiada? 2) Quais as ferraii~eiitasde controle usadas lia afiação de broca? 3) Para que se usam óculos ou ináscara de protec. Para a afiayão. I1 - AFIAR COkl APXREL. 7 .a Fase AFIAR BROCA HELICOIDAL FdLHA DE OPERACÁO 14.1 I TORNEIRO MECÂNICO 3.rferidor. para obter os ângulos desejados.ão e a correyão finais (lig. I faça a veriiicac.

ELEMENTOS DE EXECUÇÃO E VERIFICACÃO DO CONE São os seguintes (figs. será um Calibrador tampão cônico retificado (Fig. Ao retirar.TORNEIR0 MECÂNICO I CALIBRADORES CGNICOS . 1 X 100. de dimensões e proporções normalizadas.. comprimento (C) e ângulo (a) da geratriz do cone com o seu eixo geométrico. 2.O) verificação de medidas. 4) ou uma Bucha de furo cônico retificado (Fig. 14078/& Emprega-se.(CONE VERIFICAÇÃO . Para isso. respectivamente. Os cones são utilizados. o contato dos cones está correto. /uro dümrro & i MEC . conforme o caso. nas fixações de ferramentas rotativas (exemplos: cones Morse. A conicidade é então e % = . também. diâmetro menor (d).. Permite o cone um tipo de ajustagem com a característica especial de poder proporcionar enérgico apêrto entre peças que devam ser montadas ou desmontadas com certa frequência. dada em porcentagem pela fórmula Fig.1 A superfície cônica desempenha função de grande importância nos conjuntos ou dispositivos mecânicos.28 1 1 X 100=-X 100=-=5 yo. . Introduz-se êste no cone interior e gira-se suavemente um contra o outro. ou uma peça macho. no cone exterior. . numa peça. ou uma peça fêmea. na prática. 2 R-r i%=--X 100. 3). "standard" americano e Brown & Sharpe) e em conjuntos desmontáveis (tais como polias ou engrenagens montadas em eixos) nos quais seja indispensável a rigorosa concentricidade.. utilizam-se Calibradores cônicos que. métrico. para servir de Calibrador. dão-se quatro traços equidistantes (a giz ou a lápis especial.1965 - 15. 3. A verificação da ajustagem dos cones interno e externo se faz por contato.O) verificação de regularidade da forma. se os traços estiverem apagados em toda a sua extensão. . para a peça fêmea (Fig. D-d dada pela fórmula e % = Fig. C Exemplo: D=34mm. Ora. à vista do exposto: 1. Por isso. o 2) ou pela porcentagem de conicidade. oleoso) segundo as geratrizes. principalmente. 120 2o 20 3) ou pela inclinação da geratriz do cone. A conicidade pode ser fixada: 1) ou pelo ângulo a em graus.CALIBRADORES CONICOS O correto controle da execução de um cone exige.0) verificação da conicidade. 34 . 5) ou para a peça macho que está sendo torneada.. os diâmetros e o ângulo do cone não podem ser medidos com grande precisão usando os instrumentos comuns de medição. C VERIFICASAO DOS CONES .000 191 I .CONES NORMALIZADOS) FaLHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA 14. = 120 mm. d = 2 8 m m e C = . já usinada. 1 e 2): Diâmetro maior (D).

buchas de redução. centros. Todos estes cones são normalizados. sobretudo em fresadoras. etc. I ' MEC .1965 . são: Brown . machos. 8< Sharpe (coniridade aproximada de 1 : 24).MEDIDAS EM mm TABELA DE DIMENSõES DOS CONES MOKSE MEDIDAS EM mm (Figs. alargadores.000 1 . de 1 : 24). as máquinas-ferramentas possuem árvores ou eixos com furos cônicos destinados à fixação das hastes cônicas das ferramentas rotativas ou de acessórios (brocas.15. sendo mais comuns os dos sistemas métrico e mo?-se.2 MECÂNICO TORNEIRO I CALIBRADORES CONICOS .CONES NORMALIZADOS) F~LHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA CONES NORMALIZADOS Em geral. TABELA DE DIMENSÚES DOS CONES MdTRICOS (CONICIDADE 1 : 20) .).(CONE VERIFICAÇÃO . 6 e 7) Standard Americano (conicidade aproxiinada Os outros sistemas de cones mais comuns. escareadores. e Jarno (conicidade de 1 : 20).-I - - -- --- 14.

dá-se melhor penetração da broca. 3). 900. 3. para isso. 2 Fig. Rte desbaste. Nestas condições. 2 necessário. 2. dificulta a centragem da broca e também a sua penetração no metal. tem que ser muito cuidadoso.a) O ângulo de folga ou de incidência deve ter de 90 a 15O (fig.- 4. Desbastam-se. Fig.3 Devido à forma especial da broca helicoidal. 5 e 7). que influem nas condições do corte com a broca helicoidal (fig. f (ângulo de folga ou de incidência) e s (ângulo de saída ou de ataque).a) No caso de brocas de maiores diâmetros. para os trabalhos mais comuns (fig. para o ferro fundido macio e ligas leves.a) As arestas cortantes devem ter. é pràticamente impossível medir. para baquelite.I TORNEIR0 MECANICO BROCA HELICOIDAL (ÂNGULOS E AFIAÇÃO) I FOLHA DE INFORMAGAO TECNOLÓGICA 1 1 14. fibra e madeira. o ângulo de folO e 150. 100°. Quando isto acontece. dão-lhe as melhores condições de corte. para aços tratados ou forjados. feito na esmerilhadora. Estando a broca corretamente afiada. A prática indica. algumas regras que. comprimentos iguais. para aços duros. para o cobre e o alumínio. diretamente e com exatidáo. se observadas na afiação da broca. 1250. a aresta da ponta faz um ângulo de 1300 com uma reta que passe pelo centro das guias (fiq. 4). devido ao seu tamanho. 6). reduzir sua largura. 5 Fig. Valores especiais que a prática já consagrou : 1500. entre 9 o W I Fig. 6 Fig. entretanto. 600. A = = A' (fig. ga tem o valor mais adequado. rigorosamente. a aresta da ponta. 2 ) . 3 I: . I CONDIçaES PARA QUE UMA BROCA FAÇA BOM CORTE l. Fig.a) O ângulo da ponta da broca deve ser de 118O. então. nas proximidades da ponta (fig. 4 Fig. os canais da broca. devendo-se retirar rigorosamente a mesma espessura. os ângulos c (ângulo cortante). 7 . isto é. 1). num e noutro canal.

b) cobre. para o que concorre também o uso do verificador (fig.1965 . a fim de reduzir a aresta da ponta da broca. A amplitude dêsse giro é limitada a um ângulo de cêrca de 65O.15. usase o tipo de verificador da fig. impulsionado a mão. 7) Quais os melhores valores do ângulo de incidência ou de folga? Por quê? 8) Qual a inclinação normal das arestas de corte em relação ao eixo? 9) Qual o ângulo da aresta da ponta com o diâmetro que passa pelas guias? J TaA MEC . O suporte da broca gira. O rebolo biselado (fig. resulta uma afiação correta. c) fibra. para os trabalhos comuns? 4) Em que máquina se afia a broca? 5) Com que se verifica a afiação da broca? 6) Indique os ângulos da ponta da broca para furar: a) aço duro. h medida do desenvolvimento do trabalho. para ângulo de ponta de l 180. por meio do eixo E. Fig. 8. d) ferro fundido macio. como se vê na figura. baquelite e madeira.TORNEIR0 MECÂNICO BROCA HELICOIDAL (ÂNGULOS E AFIAÇÃO) FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA 14.4 I VERIFICADOR DE ÂNGULOS DA BROCA Para a verificação do ângulo da ponta. como mostra a fig.000 . 9 AFIAGÃO DA BROCA A afiação se faz numa esmerilhadora. 8). 'QUESTIONARIO 1) Quais são os três ângulos do corte?2) As arestas cortantes devem ter medidas iguais ou desiguais? 3) Qual o melhor ângulo da ponta da broca. TIVO DE SUPORTE Como o ângulo de inclinação do suporte é 590. e) aço forjado. 9) serve para o desbaste dos canais. e dos comprimentos das arestas cortantes. SENDO RECOMENDÁVEL O USO DE UM DISPOSI- ANGULAR. A broca fica em contacto com a face do rebolo cilíndrico. 9.

2. I .5 A operação de facenr interno ou a de rebaixar interno serve para terminar o torneamento com uma ferramenta apropriada. a posição em que a ferramenta faceia o fundo do orifício. pode-se usar um bite de aço rápido. ainda. Sua ponta é bem aguda (figs. passam ainda pelos processos de têmpera e revenimento. Sua aresta cortante deve fazer u1i1 ângulo de 80 a 120 com o plano transversal que por ela está sendo executado. facear interno. ataca a superfície do material. afiado no extremo cortante e montado etn suporte pró- . na fig. ou nos rebaixos internos de qualquer tipo. 2 e 3) para a obtenção de cantos vivos na interseção da superfície cilíndrica interna do furo com os planos transversais do fundo ou do rebaixo. 3 FERRAMENTA DE BITE DE FACEAR INTERNO Para evitar o trabalhoso processo de forjamento da ferramenta. As ferramentas de usinagem interna (broquear. abrir rosca interna) são de confecção mais difícil que as de torneamento externo. Vê-se. 2. Após essa preparação. FERRAMENTA DE FACEAR INTERNO A mesma ferramenta pode tanto facear como rebaixar. devido às suas formas especiais. Fig. a ferramenta de facear interno não deve ser utilizada em trabalho de desbaste grosso mas apenas em operações de acabamento. e devido à a de facear interno é forjada em aço ao carbono ou em aço rápido. 3. os ângulos e as arestas de corte. Fzg. na fig. como está na fig. Como as demais ferramentas de torno. bem esmerilhado.Ferramenta de jacear interno (vistn d e lado). Por ter ponta bem aguda. (vista de cima).TORNEIRO MECÂNICO I FERRAMENTA DE FACEAR INTERNO I FBLHA DE INFORMACAO TECNOLÓGICA I 14. nos fundos dos furos não passantes. posição do seu gume em relação à face em usinagem. próxima ao bico. que apenas uma pequena parte da aresta cortante. Observase. esmerilhada e afiada para formar as faces. 1.

Quanto à altura. 5 .TORNEIRO MECÂNICO FERRAMENTA DE FACEAR INTERNO FÔLHA DE INFORMACAO TECNOLOGICA 14. 5. ou pela pressão de uma haste que força o bite contra a parede do furo quadrado. com o bite faceando o fundo do orifício.1965 - 15. Com a pressão do corte. monta-se a ferramenta no porta-ferramenta de forma tal que. 196 MEC . I P( : . fique o bico cortante no mesmo nível do centro da peça (fig.000 .Ferramenta de facear vista de cirna. b) quais os sentidos dos deslocamentos da ferramenta. Possui êste um rasgo interno. a haste sofre pequena flexão e o gume se coloca pràticamente à altura do centro. Sua fixação se faz por meio de um parafuso de apêrto. 6). no qual se aloja o bite. 4) Indique: a) qual a posição da ferramenta de facear interno (altura e direção. convém dispor o bico ligeiramente acima do centro. 5). Fig. em posição inclinada. deve ser disposto paralelamente ao eixo geométrico da peça (fig. 1) Quais as finalidades das operações de facear interno e de rebaixar interno? 2) Quais as particularidades da ferramenta forjada de facear ou de rebaixar interno? 3) Dê explicação sobre outro tipo de ferramenta de facear interno. Algumas vêzes. de seção quadrada ou retangular.6 prio. 4 mostra uma ferramenta de tal tipo. A fig. na fixação desta. nor- Fig. O eixo longitudinal do corpo da ferramenta. quando for fina a haste da ferramenta. Os deslocamentos da ferramenta de facear interno estáo indicados na fig. O DA F LRAMENTA DE FACEAR INTERNO malmente.

15. Fig. válvulas.1965 . c ) Verifique se o compriinento da parte afiada da ferramenta é suficiente para perniitir atingir a profundidade do filête da rosca a ser executada.h TORNEIRO MECÂNICO ABRIR ROSCA QUADRADA EXTERNA FOLHA DE OPERACÁO 15. 5 MEC . 2 e 3). 2 . 1). a) Use ferramenta com ângulo de inclinação conveniente.Para rôsca direita. de preferência. A largura do canal deve ser maior que a metade do passo da rosca. suporte flexível (fig.a Fase TORNEIE NO DIÂMETRO e faça o canal de saída (fig. b) Use. aplicamse ainda em peças cujo funcionamento é repetidb muitas vêzes. 2. Pig. Por esta razão. esta rosca está sendo menos usada e vem sendo substituída pelas roscas trapezoidal e semitrapezoidal. etc.a Fase ESCOLHA A FERRAMENTA E O SUPORTE.ÃO I l. Exenlplos: parafusos de morsas. Em ajustes de rosca quadrada. para haver folga ou incidência lateral entre ela e os flancos dos filêtes da rôsca a ser executada (figs. o qual é melhor do que o fixo. 5 ) e o alinhamento.Para rôsca esquerda. torneiras. observando a altura (fig.000 199 . Fig. 3 . sem ser exageradamente grande. 4 I i Fase PRENDA A FERRAMENTA. Devido à sua grande duração. o que a enfraquece muito. Fig. é muito difícil evitar a folga axial.1 As roscas quadradas são aplicadas quando se deseja funcionamento suave nos dois sentidos. FASES DE EXECUC. 4).

engate o fuso.p. cujo número de filêtes é librador ou com a peça fêmea. ou disponha as alavancas na posição." Fase OBSERVAÇÃO: VERIFIQUE O AJUSTE DA ROSCA com caNo caso de.$rôsca. Fig.I TORNEIRO MECÂNICO ABRIR ROSCA QUADRADA EXTERNA FaLHA DE OPERA~AO 1 1 15. I 9." Fase DÊ UM PASSE para ensaio.a Fase REPITA A FASE ANTERIOR até chegar pr6ximo à medida.Ktbca esquerda. até conseguir o ajuste.m. c ) Consulte a tabela e determine a r.a Fase REPASSE. I 1 . 7. . 10) ou fora da peça (fig. ligue a máquina eni sentido contrário para voltar ao ponto Fig.Para rosca esquerda. 6). medindo o deslocamento (Veja Ref. b) Engate o carro e ligue o torno para dar o primeiro passe. FO 1812 .2 OBSERVAÇÃO: Verifique se a aresta cortante fica paralela à peça (fig. Tome referência. 5. PRECAUÇÃO: Caso seja torno de mudança de engrenagens. 8.a fase). volta-se ao ponto inicial. Fig.15.a Fase O TORNO para roscar. 9). A profundidade de corte varia de 0.Para rôsca direita.1965 . c) Desligue o torno quando estiver no canal de saída (fig. 11). Fig. dê certo número de voltas na placa e verifique o passo. PREPARE a) Calcule e monte as engrenagens para roscar. 10 . desligue a chave geral do mesmo.Kosrn direitci. "inicial e dê novo passe. 7 e 8). 7 . b) Localize a alavanca de inversão de modo que o fuso gire no sentido desejado (figs. 8 . maíltiplo do fuso. 6.05 a 0. 4.000 200 MEC . d) Afaste a ferramenta. no caso de tornos com caixa de mudanças. OBSERVAÇÃO : desengatando o carro e girando-se manualmente a manivela do mesmo." Fase a) Avance a ferramenta transversalmente (fig.l mm. antes de trocá-las. 6 Fig. se necessário. Não force o calibrador.5.

I Fig. 4 - c) Coloque a alavanca de inversáo em posição para rôsca esquerda (fig.a Fase TORNEIE no diâmetro da rosca e chanfre. Processo de abrir rôsca esquerda com a ferramenta virada para baixo é geralmente empregado quando a peça não pode ter canal de entrada' para a ferramenta. a) Calcule e monte as engrenagens ou tlisponha as alavancas para roscar. 1). eixos de esmeris cluplos. antes de trocá-las." Fase PRENDA A FERRAMENTA (figs. 2. porém com o corte para baixo (fig. 6 e 7). em esticadores. danificando o torno e expondo o operador a perigo. 4. feche a tampa de proteção. 3 e 4). ern seguida. etc. desligue o torno e verifique o passo.I TORNEIR0 MECÂNICO ABRIR ROSCA TRIANGUL-\R ESQUERDA EXTEKXA FOLHA DE OPERACÃO 15. Pode-se executar rhsca esquerda por doi3 processos: 1. 5). é importante verificar se a placa está bem prêsa.p. FASES DE EXECUGÃO l.')) 4 peça gira em sentido contrário e a ferramenta se desloca da direita para a esquerda. por exemplo. a fim de evitar que ela se solte. PRECAU~ÃO: N o caso de trocar en'grenagens. 3. e. PRECAUGO: Neste caso. desligue a chave geral do torno. Hrí casos.3 As roscas esquerdas são pouco usadas. bj Consulte a tabela de velocidade de corte para roscar e deteriniiie a r.a Fase DE UM PASSE para ensaio (figs. 2.a Fase PREPARE O TORNO para roscar. 2). . cai-ros de tornos. porém.O) A peça gira em sentido normal e a ferramenta se desloca da esquerda para a direita cio operador (fig.m. eni que elas são necessárias como.

usando porca-cali- bre ou calibrador tipo "passa e não passa".4 r Conol de entrodo Fig.a Fase REPASSE. b) Não force o calibrador. se necessário.a Fase DÊ OS PASSES necessários até próximo AS medidas da rosca. a fim de completar a operação. deve-se afastá-la suavemente da peça com o TORNO AINDA GIRANDO e o CARRO ENGATADO (fig. até conseguir o ajuste desejado. 8. 7 5. O afastamento da mesma com o torno parado quebra a sua ponta.a Fase VERIFIQUE A 7.a Fase CHANFRE OU FAÇA O ABAULADO da extremidade. 6 Fig. 8). . OBSERVAÇÃO: OBSERVAÇ~ES: do ajuste da a) Comece a sòmente depois que a penetração da ferramenta tiver atingido. aproximadamente. 6.TORNEIR0 MECÂNICO ABRIR ROSCA TRIANGULAR ESQUERDA EXTERNA FOLHA DE OPERACÃO 15. 314 da altura do filête. Usando a ferramenta virada para baixo. ROSCA.

80 na face BB' e Z0 na face AA'. A inclinação desta ranhura helicoidal varia com o passo da rôsca e com o diâmetro da peça. 4. 1 Fig. 20d t MEC . dos valores dos ângulos a e b: Quando o passo for inferior ou. igual a 114 do diâmetro da peça no fundo da rosca.da inclinação do filête da rôsca quadrada. uma das faces laterais deverá ter a folga de 8 O e a outra face a folga de Z0 (fig.15. conforme a rosca for num sentidq ou no contrário: 1) Para ferramenta de roscar externo e passo à direita. 1). a que permite ataque mais desembaraçado da ferramenta de corte.0) os ângulos das folgas laterais (£1) são diferentes e dependem . BB' deve ter menor ângulo de folga lateral que AA'. 2. ainda. A fim de que a ferramenta possa atacar bem até o fundo da rôsca. é necessário que as folgas laterais sejam bem preparadas de acôrdo com a inclinação do filête (figs.1 A ferramenta de abrir rosca quadrada é feita de barras de aço ao carbono ou de bites de aço rápido e ataca o material segundo a aresta frontal AB. Fig. Pelo exame da fig. pela experiência.1965 . da qual se distingue pelas duas características seguintes: 1. no máximo. iildicados na tabela geral de ângulos das ferramentas de corte. 2) Para ferramenta de roscar interno e passo à direita. Quando o passo for à esquerda. 3 e 4). É semelhante à ferramenta de sangrar (bedame). 2 Os ângulos de folga frontal (f) e de saída (s) devem ter os valores usuais. de cêrca de 10. 80 na face AA' e 2 O na face BB'. Quando o passo da rosca for à direita. 1 e 2). igual à metade do passo da rosca (p 5 2). Fig. sendo i o ângulo de inclinação do filête e f i = 40. As faces laterais apresentam ligeira inclinação para trás. A folga f i = 40 (ou 4 Oa6 O . 3) é.TORNEIRO I FERRAMENTA DE ABRIR ROSCA QUADRADA . 5).0) a parte útil é mais curta. 3 A execução de um filête de rosca quadrada consiste na abertura de uma ranhura helicoidal cuja profundidade deve ser aproximadamente igual à largura e. retilínea e horizontal (figs. a face BB' deve ter maior folga lateral (£1)que a face AA' (fig.SUPORTES FLEXÍVEIS - I FaLHA DE INFORMA~AO TECNOLÓGICA 1 1 15. se estabelecem as fórmulas seguintes.000 .fig.

o que evita quebrá-la e diminui a vibração. invertem-se as posições dos ângulos acima indicados. 1 Quando o passo da . São porta-ferramentas especiais (exemplo. pois a flexibilidade da haste curva do suporte alivia as fortes pressões ocasionais de.EXÍVEIS - FÕLHA DE INFORMASAO TECNOL~GICA .a aresta da ferramenta se agarre à ranhura. Oferece êste as seguintes vantagens: 1) Evita a ruptura da ferramenta.15. A largura da aresta AB é.05 mm a mais que a medida da metade do passo da rosca. montadas em suportes flexíveis. Por causa da larga extensão de contacto da aresta cortante da ferramenta. devern trabalhar. pois dispensa certos cuidados que.rosca for à esquerda. dá-se-lhe um ligeiro aumento: 0. 6 SUPORTES FLEXÍVEIS As ferramentas de roscar. 8 QUESTIONÁRIO 1) Quais são as características da ferramenta de abrir rosca quadrada? 2) Explique as particularidades dos ângulos de folga laterais. horizontal. 8). corte e não permite que . 7).1965 . Fig.04 a 0.000 .TORNEIRO MECÂNICO FERRAMENTA DE ABRIR ROSCA QUADRADA . POSIÇbES DA FERRAMENTA O movimento de penetração é perpendicular ao eixo da peça (fig. Na prática. 3) De que dependem os ângulos de folga laterais? -1) Por que se usam os suportes flexíveis? Quais as suas vantagens? 1 204 MEC 1 . assim como a de sangrar. teòricamente. 2) Produz melhores condições de corte. poréin. de preferência. nas operações de sangrar e de abrir rosca (sobretudo a quadrada) é que convém o uso do suporte flexível. fica à altura do centro da peça (fig. o tipo da fig.SLTPORTES F1. são imprescindíveis. Fig. construídos de tal forma que se flexionarn ligeiramente qiiando a ferramenta recebe grande pressão de corte. igual à metade do passo (p -+ 2). no caso de um suporte comum. A aresta. 3) Aumenta o rendimento da operação. pode ser montada corn o gume para baixo. do que resulta bom acabamento. Como a ferramenta é frágil e tem aresta de corte larga. 6).

2) Para ferramenta de roscar interno e passo à direita.1 A ferramenta de abrir rosca quadrada é feita de barras de aço ao carbono ou de bites de ajo rápido e ataca o material segundo a aresta frontal AB.0) os ângulos das folgas laterais (fl) são diferentes e dependem da inclinação do filête da rôsca quadrada. Pelo exame da fig. 2. Fig. 1).1965 .0) a parte útil é mais curta. 5). 1 e 2). a face BB' deve ter maior folga lateral (£1)que a face AA' (fig. no liláQuando o passo f Ô ximo. A folga f~ = 40 (ou 4O a 6 O . conforme a rosca for num sentidq ou no contrário: 1) Para ferramenta de roscar externo e passo à direita. é necessário que as folgas laterais sejam bem preparadas de acôrdo com a inclinação do filête (figs. 80 na face BB' e 2 O na face AA'. Quando o passo for à esquerda. A fim de que a ferramenta possa atacar bem até o fundo da rôsca. uma das faces laterais deverá ter a folga de 8 O e a outra face a folga de 2 O (fig. 8 O na face AA' e Z0 na face BB'. iiidicados na tabela geral de ângulos das ferramentas de corte.000 . Fig. 2 Os ângulos de folga frontal (f) e de saída (s) devem ter os valores usuais. se estabelecem as fórmulas seguintes.TORNEIR0 MECÂNICO FERRAMENTA DE ABRIR ROSCA QUADRADA . da qual se distingue pelas duas características seguintes: 1. igual a 1/4 do diâmetro da peça no fundo da rosca. 4. 20d I MEC . 3) é. Quando o passo da rosca for à direita. É semelhante à ferramenta de sangrar (bedame).fig. BB' deve ter menor ângulo de folga lateral que AA'. As faces laterais apresentam ligeira inclinação para trás.15. 1 Fig. A inclinação desta ranhura helicoidal varia com o passo da rôsca e com o diâmetro da peça. a que permite ataque mais desembaraçado da ferramenta de corte. retilínea e horizontal (figs. ainda. pela experiência.SUPORTES FLEXÍVEIS - F6LHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGICA 15. 3 A execução de um filête de rosca quadrada consiste na abertura de uma ranhura helicoidal cuja profundidade deve ser aproximadamente igual à largura e. igual à metade do passo da rôsca (p + 2). dos valores dos ângulos a e b: r inferior ou. de cêrca de 1°. sendo i o ângulo de inclinaqão do filête e £1 = 40. 3 e 4).

e as engrenagens de transmissão necessárias.Mecnnisrno do cabeçote fixo. combinados por acionamento de alavancas exteriores. Assenta a árvore em mancais de bronze fosforoso. Neste último caso. estão montadas externamente (fig.1965 .000 205 . fica em contacto com um manca1 de encôsto. ou há um me- canismo de mudança de velocidade da árvore na caixa do pé do torno. 2). Na árvore. e.1) a polia. na parte interior. endurecido. contém o cabeçote fixo diversos pares distintos de engrenagens clue. Fig. que recebe a pressão longitudinal resultante do esforço de corte exercido pela ferramenta. ou eixo principal de rotação. de aço especial (por exemplo aço-cromo-níquel). É um eixo Ôco. como mostra a fig. capaz de permitir a marcha direta (acoplamento fechado) ou a marcha reduzida (aco~lamentoaberto). em geral.TORNEIR0 MECÂNICO CABEÇOTE FIXO DO TORNO . os i-riecanismos de redução e de inversão de murcha (fig. de modo a apresentar superfícies finamente polidas nos contactos dos mancais (fig. Junto ao rebaixo posterior. 1). 1 . 1 (modernamente o usado). No caso de monopolia. 1. 7 .Aruol-e d o tôl-no. permitem rápidas e fáceis mudanças de velocidade da árvore do torno. há ainda o mecanismo de acoplamento.3 O cabeçote fixo do torno contém a Árvore. do fui0 Fig. retificado e superacabado. A conicidade do furo.ARVORE REDUTOR DE VELOCIDADE DA ARVORE FOLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA 15. Quando o dispositivo de redução ou "de dobrar" é do tipo da fig. MEC .15. se destina ao alojamento da ponta de aço. Corh &ia. Muitos clos torilos modernos possuem árvore com monopolia (uma só polia) e não com polia ern degraus. que recebe a rotação do motor elétrico. ou então o cabeçote fixo é uma caixa de câmbio de velocidade.

sengrenam de A e D. forma um conjunto que gira livre na árvore ("polia louca"): Um pino de engate liga a roda dentada D à polia em degraus ou as desliga. suficiente para que.ARVORE REDUTOR DE VELOCIDADE DA ARVORE FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOL6GICA 15. REDUTOR DE VELOCIDADE DA ARVORE MANOBRADO POR EXCÊNTRICO Nos tornos antigos. Na posição indicada na fig. A polia em degraus. 4) Explique. por meio de rasgos de chavêta ou de estrias. ao mesmo tempo que a luva de acoplamento se abre (posição da fig. o que faz o conjunto das rodas B e C engrenar nas rodas A e D ou. I1 1. por cima. Pela alavanca E se gira uma bucha de furo excêntrico. ela se una à parte esquerda ou dela se afaste. à roda dentada D.15:000 . T B R N O . Move-se o pino de engate.TORNEIcRO MECÃNICO 4 CABEÇOTE FIXO D 0 . Acionando-se a alavanca do excêntrico E em sentido contrário. A roda D é prêsa à árvore. 206 MEC . As duas rodas dentadas inferiores B e C (l. com pequeno deslocamento. resumidamente. o funcionamento do redutor de excêntrico. ligada solidàriamente à roda dentada A. tendo então a árvore a mesma rotação da polia em degraus. 1 mostra a luva aberta. Neste caso produz-se marcha direta. resumidamente. e a marcha será direta. 3 . resultando marcha reduzida da árvore.A polia P gira livremente na árvore do torno ("polia louca") e constitui um só conjunto com a roda de engrenagem A e a parte esquerda da luva L de acoplamento. A parte direita desta luva desliza longitudinalmente na árvore. as quatro rodas estão engrenadas e o pino de engate sôlto. as rodas B e C se de- # . desengrenar. ao contrário. o acionamento da alavanca exterior engrena as rodas B e C com as rodas A e D (deslocamento para a direita).4 MECANISMO DE REDUÇAO DA VELOCIDADE DA ARVORE Fig. 3 faz compreender o funcionamento. resultando a marcha reduzida. l). A rotação da polia em degraus se transmite por A. 3. O exame da fig. ao acionar-se uma alavanca exterior. Fig. QUESTIONARIO 1) Quais são os órgãos e mecanismos do cabeçote fixo? 2) Quais são as características da ârvore e como é ela apoiada? 3) Explique.1965 .Vista do cabeçote. o funcionamento do redutor de marcha do sistema de luva de acoplamento. através das rodas B e C. que prende a roda D à polia em degraus. é êste o tipo de mecanismo redutor mais comum. Na marcha com velocidade reduzida.igadas por uma bucha e deslizantes no seu eixo E) se desengrenam das rodas dentadas superiores A e D (deslocamento para a esquerda) quando a luva de acoplamento se fecha. A fie. 1 .

1. como mostra a fig. na parte interior. É Na árvore. Assenta a árvore em mancais & bronze fosforoso. Fig. ou eixo principal de rotação. estão montadas externamente (fig. contém o cabeçote fixo diversos pares distintos de engrenagens que. Neste último caso. em geral.) I O cabeçote fixo do torno contém a Árvore. se destina ao alojamento da ponta de aço.TORNEIRO MECÂNICO I CABEÇOTE: FIXO DO TORNO . ARVORE um eixo Ôco. e. de aço especial (por exemplo aço-cromo-níquel). que recebe a rotação do motor elétrico. os mecatiismos de reduçio e de inversão de murcha (fig. ou então o cabeçote fixo é uma caixa de câmbio de velocidade.000 I 205 I . capaz de permitir a marcha direta (acoplamento fechado) ou a marcha reduzida (acoplamento aberto). ou há um me- canismo de mudança de velocidade da árvore na caixa do pé do torno. endurecido. permitem rápidas e fáceis mudanças de velocidade da árvore do torno. No caso de monopolia. há ainda o mecanismo de acoplamento. Quando o dispositivo de redução ou "de dobrar'' é do tipo da fig.ÁRVORE REDUTOR DE VELOCIDADE DA ARVORE I FÔLHA DE iNFOIYA510 TECNOLÓGICA 1*15. 1 . e as engrenagens de transmissão necessárias. combinados por acionamento de alavancas exteriores. 1). 2 I - Arvore do tôl-no. retificado e superacabado. A conicidade do furo. & i 0 do tum Fig. mt. 1) a polia. de modo a apresentar superfícies finamente polidas nos contactos dos mancais (fig. Junto ao rebaixo posterior. fica em contacto com um manca1 de encôsto.15. MEC .1965 . Muitos dos tornos modernos possuem árvore com monopolia (uma só pulia) e não com polia em degraus. 1 (modernamente o mais usado).1Mecnnisrno do cabeçote fixo. 2). que recebe a pressão longitudinal resultante do esforço de corte exercido pela ferramenta.

as quais se acham firmemente ligadas por uma bucha que gira no eixo E. as 400 rotações da polia. por exemplo: A. a velocidade da árvore (400 r. Vê-se. com 80 dentes. ficam reduzidas apenas a 50 r.p. 70) realiza apenas a metade das voltas. Realmente.). C: (ligada a B pela luva). ficou 8 vêzes menor que a velocidade da polia que gira livre sobre a árvore (50 r. Pela abertura da luva.m.1965 - 15. a roda A (de 35 dentes) executa também 8 voltas e a roda B (com o dobro do número de dentes.p. isto é. engrenando o redutor). Para se fazer o cálculo de uma redução de velocidade por engrenagens.p. pois está ligada à roda .C D= ~ =1 T A redução de velocidade se obtém multiplicando as duas relações: 2xT=s. pois.TORb(EIR0 MECÂNICO PRINCÍPIO DOS MECANISMOS DE REDUÇAO DA VELOCIDADE DA ARVORE DO TORNO FGLHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA 15.). A roda C (20 dentes) também dá 4 voltas. e roda conduzida. na árvore (400 + 8 = 50). com 70 dentes. 1 1 1 c MEC . O que produz a MARCHA REDUZIDA é essa combinação das engrenagens A-B e C-D. 4. com 20 dentes. roda condutora. Os números de dentes das rodas de uma engrenagem têm uma relação determinada. B.5 1 Fig. Sejam. 1 volta. no exemplo dado.m. que "dobrando o torno" (isto é. 1). tem-se: Redução A 35 1 ----B-702 e 20 . No exemplo dado. através do sistema redutor. com 35 dentes. então duas relações: Então. dá-se o desvio ou a derivação do movimento de rotação através do sistema redutor constituído pelas rodas B e C. roda conduzida. 1 Observe a alavanca exterior na posição 1. abrindo a luva de acoplamento e engrenando as rodas dentadas A-B e C-D (fig.p.enquanto a roda D (com 4 X 20 dentes = 80 dentes) efetua a quarta parte das rotações de C. basta dividir o produto dos números de dentes das rodas condutoras pelo dos números de dentes das rodas conduzidas.m. Suponhamos que a polia P (ligada sempre à roda dentada A) gire com 400 r.006 . quando a polia P dá 8 voltas. roda condutora. Têm-se.m.

B (48 dentes) .C (15 dentes) . é dependente do número de degraus da polia.000 . no total. e D. basta mover a alavanca exterior para a esquerda (posição 2 da fig.ni. e a roda D (60 dentes) dá 1 volta. ao mesmo tempo. porque o fechamento da luva torna a polia em degraus solidária com a árvore do torno.) para a rotação da peqa a tornear. Observe a fig. 8 velocidades da árvore: 4 velocidades por acionamento direto e 4 velocidades reduzidas. Aplicando-se a regra resulta: I I I I De fato. ou com o "torno dobrado". resultam. Fzç. C. com os mecanismos indicados. 1). condutora (20 dentes).15.Y I 1 . Para os exemplos apresentados. ligada à árvore.b (60 dentes). as 400 r. I I I I i i 1 208 MEC . II I I EXEMPLO DO CALCULO DE REDUÇÃO N O CASO DO REDUTOR DE EXCÊNTRICO Procede-se de modo parecido: Sejam: Roda A. por deslizamento.-4 TORNEIRO MECÁNICO PRINCÍPIO DOS MECANISMOS DE REDUÇÃO DA VELOCIDADE DA ARVORE DO T O R N O FOLHA DE INFORMAÇÃO TECNOLÓGICA 15. I 3) Qual a regra para calcular uma redução por engrenagens? . a roda B (50 dentes) executa 3 voltas: a roda C (20 dentes) realiza também 3 voltas. 2. conduzida (60 dentes). B.p. enquanto a polia em degraus dá 6 voltas. se transmitem diretamente da polia à árvore. a roda A (25 dentes) efetua também 6 voltas. as rodas B e C das rodas A e D e. O mecanismo da alavanca é tal que desengrei-ia. fecha a luva de acoplan~ento.Nes~ascondições. QUESTIONARIO 1) Como se produz a marcha da árvore do torno com redução? 2) Explique o princípio da redução de velocidade empregando as rodas: A (16 dentes) .p. condutora (25 dentes).1965 .-1 :r .6 MARCHA DIRETA Para se obter a mesma velocidade da polia (400 r. 2 I I NUMERO DE VELOCIDADES O número de velocidades da árvore do torno. conduzida (50 dentes).m.

CALIBRADORES DE ROSCAS FaLHA DE INFORMAÇAO TECNOLóGICA 15. 1 é um tipo usual de Calibrador de anel e controla rosca externa. obedecendo às dimensões e condições de execução de cada tipo de rdsca (figs. Nos conjuntos sujeitos a ajustes é frequente a existência de peças roscadas. Isso significa qiie qualquer parte "fêmea" pode ser trocada por outra "fêmea" das mesmas especificações. sem o que não poderão ser aproveitadas. servem para coletar os cavacos ou sujeiras que estejam aderidos aos filêtes das rôscas. 2). A extremidade de rosca mais longa do calibrador tampão (fig. 2) verifica o limite mínimo: ela deve penetrar suavemente. Um dos processos usuais e rápidos de verificar roscas consiste no uso dos Calibradores padrões de rôscas. tempo. 2 O ajuste de partes roscadas. pois. 2 é o modêlo comum do Calibrador tampão de rôsca. na rosca interna da peça que está sendo controlada. perdendo-se. dinheiro e material. mas ainda outros aspectos da execução que possam influir no'ajuste. Além disso.000 209 . MEC . na fig. 1 e 2). quando as peças tiverei11 de ser montadas no conjunto mecânico no qual irão funcionar. servindo ao controle de rosca interna. isto é. A extremidade de rosca mais curta (à direita. obedecendo a certas normas padronizadas. é conveniente limpar cuidadosamente as rôscas. assim como qualquer "macho" poderá ser empregado em lugar de outro. O verificador de rosca mostrado na fig. Quanto aos calibradores de anel. à medida que se dá a penetração durante a operação de controle. as primeiras devem penetrar. sem ser forçada. com um dos tipos se faz rigorosamente o controle de um dos limites da rôsca externa executada na peça: êle passa. Quando o calibrador já estiver adaptado na peça. não passa na rosca que se estiver verificando. ou o furo está com o eixo inclinado ou foi executado incorretamente. as peças estão dentro da tolerância. De qualquer forma. cuja confecção deve ser verificada com todo o cui(lado. como a de partes lisas. O outro calibrador de anel verifica o outro limite: não passa. antes de iniciar o trabalho de verificação. resultará a possibilidade do uso de qualquer das peças "machos" com qualquer das peças "fêmeas".TORNEIR0 MECÃNICO r . deve-se sempre verificar se há esquadro entre um e outro.1965 - 15. se as roscas (tanto internas como externas) têm dimensões e acabamento que as situam dentro dos limites máximo e minimo. 1 Fig. temperadas e retificadas. quer nas peças. Diz-se que ela passa. ela verifica o limite máximo. CALIBRADORES DE ROSCAS Fig.7 A produção em série exige que todas as peças fabricadas sejam verificadas com o máximo rigor. Então. As canaletas ou ranhuras que existem em ambos os tipos de calibradores. que prevêem uma folga máxima e uma folga mínima para que o conjunto possa funcionar bem. as peças em tais condições são intercam biáueis. Se isso não acontecer. Nestas últimas. entre o limite máximo e o limite minimo especificados para a ajustagem. quer nos calibradores. Essa verificação abrange não sòmente as dimensões e o acabamento. sem que o funcionamento do conjunto mecânico sofra qualquer alteração. de tampão e de anel. São peças de aço. O verificador da fig. compreende peças "machosJJ(as de roscas externas) e peças "fêmeasJJ(as de roscas internas). por meio de giro. Quando isso aeontece.

I Fig. se isso se der.TORNEIRO MECÂNICO CALIBRADORES DE ROSCAS FBLHA DE INFORMAÇAO TECNOLÓGICA 15. - n 2) não há desgaste. Por exemplo.8 O calibrador não pode oscilar ou apresentar-se frouxo durante o controle.000 . a rosca dentro dos limites de tolerância desejados. a porca será o calibrador. Outro verificador adequado. As vantagens dêste calibrador sobre o calibrador de anel são: 1) permite uma verificação mais rápida.1965 . não estando. uma vez que o instrumento é ajustável.15. O mecânico abre as roscas correspondentes em diversos parafusos e controla a ajustagem usando a porca. é o Calibrador de bôca de roletes (figs. pois os roletes giram suavemente contra a rôsca . 3) permite a regulagem exata conforme a tolerância. QUESTIONARIO 1) Que são peças intercambiáveis? Quando estão as peças dentro da tolerância? 2) Que são os calibradores tampão de rosca? Quais as suas particularidades? 3) Que são os calibradores de rosca de anel? Um s6 verifica o máximo e o mínimo? 4) Que são os calibradores de rosca de roletes? Quais as suas vantagens3 210 MEC . preparada cuidadosamente a rosca de uma porca. a folga é exagerada. 4) uso de um só calibrador para vários diâmetros. pois. e de muito uso. 3 e 4). 4 CALIBRADORES COMUNS Quando não se exige que as rôscas sejam executadas com grande precisão e não se trata de produção em grande série. dentro das especificações e medidas do desenho. mas sòmente para rôscas externas. o processo comum é calibrar uma das peças por meio de outra ("macho" com "fêmea" ou vice-versa). pois. 3 Fig.

tomar como referência as circunferências concêntricas que são marcadas geralmente na face da placa.") As castanhas devem ficar. . aperte ligeiramente as castanhas e verifique a centragem com graminho (fig. podendo-se. pois. do seguinte modo: 1) . a) Abra as castanhas da placa em uma dimen- são ligeiramente maior que o diâmetro da peça. o que permite o fechamento independente das mesmas. maior firmeza na peça. poderá danificar-se.15. uma vez que o fechamento simultâneo e concêntrico das castanhas se fará sobre um material irregular e.a Fase E PRENDA CENTRE a peça na placa. dessa forma. 1 Fig.1 No torneamento de peças pesadas ou irregulares.a) Pode-se tomar o diâmetro da peça com compasso e.1965 . para isso. 2. controlar a abertura das castanhas (fig. MEC .TORNEIR0 MECÂNICO TORNEAR CILÍNDRLCO EXTERNO (NA PLACA DE CASTANHAS INDEPENDENTES) FOLHA DE OPERACÃO 16.Gire a peça e observe o espaço entre a mesma e a agulha do graminho. 7 Fig. após sua fixação. b) Introduza a peça na placa. costuma-se prendê-las na placa de castanhas independentes.< 1. possibilitando. forjadas ou fundidas. não é indicado. à mesma distância do centro. 2). aproximadamente.000 213 . em conseqüência. neste caso. 1). com êste. 2 Nunca deixe mais de uma castanha desaper tada. além de não permitir boa fixação da peça. 2) Solte ligeiramente a castanha do lado em que a peça mais se afaste da agulha e aperte a castanha oposta (fig. O uso de placa universal. Este tipo de placa possui as castanhas comandadas. 2). perdendo sua precisão. cada qual por um parafuso. umas serão mais forçadas que outras. FASES DE EXECU(2ÃO l.

3 Fig.2 I I 1 3) Repita êstes dois últimos itens. daí por diante. c) Quando a peça é muito comprida. 5) antes do apêrto final. faz-se a centragem próximo à placa. I * Fig. 4 NAS MEDIDAS. batendo com martelo (fig. quando se faz a centragem da peça? 3) Qual o instrumento que deve ser utilizado. b) No caso de peças brutas. deve-se. 4) Faça nova verificação e corrija. por um dos processos já indicados. Fig. Fase FACEIE A 3. centra-se a extremidade. 4). até que a peça fique centrada. usar um comparador (fig. 3). I a) No caso de peças usinadas. procede-se como foi explicado na centragem com o graminho.a Fase TORNEIE PEÇA. prendese a peça. ao invés do graminho. se necessário. depois. o qual marca a região da peça que fica mais afastada do centro (fig.TORNEIR0 MECÂNICO I TORNEAR CILÍNDRICO EXTERNO (NA PLACA DE CASTANHAS INDEPENDENTES) FOLHA DE OPERACÁO 16. e aperte todas as castanhas. cuja centragem deve ser rigorosa. pode-se fazer a centragem usando giz Para isto. 5 1) Quando se recomenda o uso de placa de castanhas independentes? 2) Qual a precaução a ser tomada em relação ao desapêrto das castanhas. exigir precisão? 4) Como se faz a centragem de pesas brutas? 5) Como se faz a centragem de peças compridas? . liga-se o torno a baixa rotação e aproxima-se o giz. e. já usinada. quando a centragem de uma peça.

a) Pode-se tomar o diâmetro da peça com compasso e. 2). 2). Este tipo de placa possui as castanhas comandadas. após sua fixação. O uso de placa universal. forjadas ou fundidas. 1 1) . tomar como referência as circunferências concêntricas que são marcadas geralmente na face da placa. em conseqüência. aperte ligeiramente as castanhas e verifique a centragem com graminho (fig. maior firmeza na peça. 2.") As castanhas devem ficar. pois.TORNEIR0 MECÂNICO TORNEAR CILíNDRICO EXTERNO (NA PLACA DE CASTANHAS INDEPENDENTES) FOLHA DE OPERAC~O 16. neste caso. controlar a abertura das castanhas (fig. Fig. 2 Nunca deixe mais de uma castanha desaper tada. 2) Solte ligeiramente a castanha do lado em que a peça mais se afaste da agulha e aperte a castanha oposta (fig. umas serão mais forçadas que outras. do seguinte modo : 7 Fig.1 No torneamento de peças pesadas ou irregulares. 1. perdendo sua precisão. poderá danificar-se. à mesma distância do centro.Gire a peça e observe o espaço entre a mesma e a agulha do graminho. uma vez que o fechamento simultâneo e concêntrico das castanhas se fará sobre um material irregular e.a Fase E PRENDA CENTRE a peça na placa. cada qual por um parafuso. b) Introduza a peça na placa. . podendo-se. costuma-se prendê-las na placa de castanhas independentes. dessa forma. o que permite o fechamento independente das mesmas. possibilitando. com êste. para isso. aproximadamente. não é indicado. além de não permitir boa fixação da peça. FASES DE EXECUÇÃO l. 1). a) Abra as castanhas da placa em uma dimensão ligeiramente maior que o diâmetro da peça.

" Fase .a Fase PREPARE E LIGUE O TORNO. para evitar vibrações. 1) torna-se inais difícil a operajão. Consulte a tabela e determine a r. Os alojamentos de rolamentos.I A TORNEIRO MECANICO TORNEAR REBAIXO INTERNO FOLHA DE OPERACÃO 16. no faceainento de pejas não fu. 3 FASES DE EXECUÇÃO 1. que pode tornear em dois sentidos (C e D). FACEIE A PESA 2. radas. No caso de ser ferramenta de carbonêto. deve-se habituar a utilizar a ferramenta mais grossa possível e a colocá-la." Fase PRENDA A FERRAMENTA de facear interno Quando.m. 2) e a sua colocação exige maior rigor no que se refere à altura.a Fase APROXIME A FERRAMENTA da peça e fixe o carro longitudinal. 4. diferenciando-se dêste por ser mais curto e teriniiiar em uma face interna plana. são rebaixos internos. que provoca a rutura da ponta cortailte.. 3. 2 I Fig.15. como se vê na figura 1.3 * O torneainento de rebaixo interno é muito semelhante ao torneainento interno. ela quebra-se ainda coin maior facilidade. a ferrainenta é prêsa acima ou abaixo do centro (figs. para fora dos calços. sòmente o que for absolutamente necessário (fig. No caso de não existir o furo central "A" (fig. pois a ferramenta deve ter espajo para se movimentar transversalmente (fig. A operação de REBAIXAR INTERNO é feita coin ferramenta de FACEAR INTERNO. 3).000 215 .p. MEC - 1965 . ela deixa um resto de corte B. etc. 1 Fig. Em qualquer caso. 4 e 5). considerando o maior diâmetro do rebaixo. I ' Fig. de certas buchas.

8 5. I Fig. 7.00' . b) Desloque a ferramenta girando a manivela do carro transversal. inicie o torneamento pelo diâmetro. O furo deve ser mais raso do que o rebaixo (fig. DESBASTE a) Encoste a ferramenta na face da peça. faça um pequeno furo antes de iniciar o torneamento do rebaixo. torneando primeiro o . a) Use fluido de corte adequado ao material. c) Deixe de 0.a Fase O REBAIXO. a furação é dispensável. OBSFRVA~ÁO: Sempre que possível.s mm. b) Tome as medidas com paquímetro.1966 .a Fase A FERRAMENTA transversalmente até DESLOQUE que sua ponta coincida com o centro da peça (fig.4 1 Fig.diâmetro. Não deixe que o paquímetro toque o canto interno da peça e retire as rebarbas antes de medir. até próximo-da medida. faceando na profundidade desejada. conforme as figmas 9 e 10. 8). girando a manivela da espera. 6. para terminar a parede e o fundo do rebaixo. Para rebaixos muito rasos. em seguida. e.a Fase TERMINE O REBAIXO. b) No caso de peça furada. reafie a ferramenta com pedra de afiar. tome a referência no anel graduado e avance a ferramenta contra o material. 7 Fig. aproximadamente 0. a) Se necessário. para depois passar ao faceamento do fundo. 7). 6).TORNEIRO MECÂNICO TORNEAR REBAIXO INTERNO FOLHA DE OPERACÁO 16. até que se aproxime da medida do diâmetro (fig.5 a 1 mm de sobremetal para acabamento. 10 216 MEC .15.

limitações. Para facilitar. apresentando. OBSERVA~ÃO: Toriic a referência e controle a profiindida- Fig.a Fase DÊ UM PASSE para ensaio do passo. 3. 3).000 217 . FASES DE EXECUÇÃO I . 5. v á também muita dificuldade na movimentação da ferramenta.5 Grande número de roscas internas são executadas no torno com ferramentas de roscar.TORNEIR0 MECÂNICO ABRIR ROSCA TRIANGULAR DIREITA INTERNA F ~ L H ADE OPERACÃO 16. muito reduzido. executar primeiro o parafuso e com êle verificar a rosca interna. é sempre recomendável. l). porque não se pode ver o perfil do filete.a Fase PREPARE O TORNO para roscar. porque quase todo o trabalho se desenvolve sem que o torneiro veja a ferramenta cortando. Za Fase FAÇAO CANAL DE SAÍDA para ferramenta de roscar (fig. MEC . assim. caso não se trate de rôsca total em furo passante. 4.15. geralmente. aproxime e fixe o cabeçote móvel para servir de referência de partida. no caso de ajustes. 2 de do canal com auxílio do anel graduado do carro transversal. a verificasão da rosca também é difícil.a Fase FUREe torneie na medida. até o canal de saída. além disso. a) Engate o carro. observando a altura (fig. 4). I I Fig. pois o espaco é. 2) e 0 alinhamento (fig. b) Encoste um calço no carro longitudinal (fig.a Fase de roscar.1965 . A rôsca interna é de difícil execução. PRENDA A FERRAMENTA OBSERVAÇÃO : Verifique se o corpo da ferramenta passa com folga no furo.

neste caso. ou uma marca de giz. I 1 ! i 21 8 MEC . b) A distância entre o carro e O calço deve ser. 8). por exemplo). c) Desengate o carro ou desligue o torno quando a ferramenta chegar no final da rosca (canal de saída). OBSERVAÇÃO: O avanço é feito no sentido da flecha (fig. 7). 8. 11) ou com a peça macho (parafuso. Os passes devem ser mais finos que para rôsca externa.a Fase LIGUE O TORNO e tome a referência (fig. 6.1965 . 10.a Fase O AJUSTE com calibrador tipo "passa não VERIFIQUE passa" (fig. 9 Fig. OBSERVAJ. 5).6 c) Gire o torno com a mão 10 voltas. a) Avance transversalmente a ferramenta. Fig. segundo a ordem da figura 10.000 ." Fase REPASSE até conseguir o ajuste desejado. 8 9. a) O número de voltas pode ser qualquer. de 10 vêzes o passo da rôsca OBSERVACÃO: Use um anel de arame para referência (fig. Fiç. 7.15. 9). b) Engate o carro principal.TORNEIR0 MECÂNICO ABRIR ROSCA TRIANGULAR DIREITA INTERNA FOLHA DE OPERACAO 16.a Fase CHANFRE e inicie a rosca. por exemplo (fig.L\O: Não force o calibrador ou a peça macho." Fase REPITA OS PASSES até próximo à medida final.

2) faz com que o eixo geométrico da peça fique paralelo ao plano de referência do traçado (por onde desliza a base do graminho) ou à face superior da mesa da máquina (furadeira. denominado Bloco prisrnático.1 Qualquer peça cilíndrica necessita de um apoio especial. um desbaste ou uma ranhura. Fig. plaina. 1 . Tal apoio ou suporte.TORNEIRO MECÂNICO L BLOCO PRISMATICO PARA APOIO DE PESAS FOLHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGICA 16. preenche duas condições: 1) Dá uma posição estável à peqa. Bloco am Tr ou Paralelo e m V. fresadora). quando deve ser trajada com o graminho ou quando se precisa executar nela um furo.

15. A fig.- TORNEIR0 MECÃN ICO BI.1965 . 9 I QUESTIONAIIIO 1) Para que serve o bloco prismático? De que materiais pode ser fabricado? 2) Quais as condições a que um bloco prismático deve satisfazer? 3) Faça esboços de três tipos de blocos prisniáticos. 220 MEC I . 6 uma determinação de centro num topo de cilindro. FOLHA DE EXEMPLOS DIVERSOS DO USO As figs. 5 e 7 mostram trabalhos de traçagem em superfícies cilíndricas e a fig.000 . 9 apresenta o exemplo de um trabalho de furação no cilindro. 7 Fig. sôbre uma geratriz traçada num cilindro.2 g$~ . perpendicularmente ao seu eixo I I I 1 I 1 I I I I i I I I 1 I 1 I Fig. R I I I Fig. A fig. 8 dá um exemplo de marcacão com pun- nos BLOCOS PRISMÁTICOS I I cão.OCO PRISMATICO PARA APOIO DE PEGAS ~ ~ : ~ '16.I I -.

que servem de guia ao seu deslocamento. Seu corpo é. Presta-se bem i fixacão de pecas fundidas em bruto. no sentido radial. Movendo-se a chave num sentido. PLACA DE QUATRO CASTANHAS INDEPENDENTES um acessório destinado à fixação de peças nos casos em que material é irregular. As castanhas para o apêrto das peças são de aço e endurecidas por têmpera. ao contrário. ainda. fundido. a castanha se desloca afastandose do centro da placa (movimento de desapêrto). A placa se atarraxa no extremo da árvore do torno por meio de uma rosca interna situada na sua parte posterior. 1 e 2). aproximando-se ou afastando-se do centro. nos casos em que se pretende fazer uma centragem rigorosa com o auxílio do comparador. Além disso. encaixando-a no orifício quadrado dos parafusos: que se alojam em cada uma das quatro ranhuras da placa. um furo cilíndrico que fica alinhado com o da árvore do torno. ficando todos os degraus voltados para o centro (fig. 3 Virias operações de tornearia tnecânica exigem que a peça seja prêsa. A placa de quatro castanhas apresenta. Fig.TORNEIR0 MECÂNICO PLACA DE QUATRO CASTANHAS INDEPENDENTES FÔLHA DE INFBRMACAO TECNOLÓGICA 1 6 . devido ao moviineiito independente das castanhas. isto é. no prolongamento do furo cilíndrico central (fig. Além disso. 2). A placa de quatro castanhas independentes é muito utilizada. o parafuso gira e sua rosca determina o deslocamento radial da castanha.000 22 1 . cada castanha canaletas laterais. Movimentando a chave no sentido contrário. É O nome desta placa se deve ao fato de que cada uma das castanhas é separadamente deslocada. que se comporta como se fora uma porca. 2 E'ig. Para isso. na direjão do centro da placa (movimento do apêrto). ou. A placa de quatro castanhas independentes é uin dos tipos utilizados para êsse fim. por trás da castanha (£igs. geralmeqte. peças de variadas formas. Essa disposição permite a passagem de peças longas que devam ser torneadas. I As castanhas são reversíveis. 1) ou. perrnite centragem pràticamente exata da peja. em geral. a parte inferior da castanha que se ajusta ao parafuso é roscada. Como mostra a fig. 1. de ferro fundido ou aço fundido. em geral. porque pode prender. podem ser encaixadas nas ranhuras respectivas. 2. no centro. de peças de forinas irregulares e de peças que já tenham uma parte F MEC - 1965 - 15. nos casos de peças muito pesadas. em uma placa que possa mantê-la firmemente durante a usinagem. apenas por uma das partes. para a periferia (fig. usa-se a chave mostrada na fig. forjado ou com laminação defeituosa. 3).

2) de peças não cilíndricas. MONTAGEM E DESMONTAGEM DA PLACA NA ARVORE DO TBRNO Devem ser observados os mesmos cuidados e regras que já foram indicados a respeito da colocação e remoção da placa universal QUESTIONARIO 1) 2) 8) 4) 5) Para que serve a placa de quatro castanhas independentes? Em que casos convém mais o seu eniprêgo? Por quê? Explique o funcionamento da placa. tomando como referência as circunferências da face.-TORNEIR0 MECÂNICO PLACA DE QUATRO CASTANHAS INDEPENDENTES T . entretanto. se necessário.O) encostar a peça nas castanhas 2 e 3 e £echar as castanhas 1 e 4 até o apêrto completo da peça. Para a fixação. No caso de peças não cilíndricas. 5) : 1. facilitam a centragem aproximada de peças cilíndricas.O) abrir as castanhas 2 e 3 de modo que fiquem distantes do centro aproximadamente das medidas a e b indicadas na peça. depois de prêsa a peça e. gravadas na face anterior da placa. contrapesos e outros acessórios necessários à colocação do trabalho numa determinada posição. que poss-b'l' i itam a montagem de grampos. corrigir a posição da mesma. . 4) : 4 3 Fig.4 I torneada.O) abrem-se as castanhas concêntricamente. não dão a centragein definitiva. num diâmetro pouco maior que o da peça (por exemplo: 147 mil1 > > 145 mm). geralmente. assim se procede (fig. Dispõe. de peças cilíndricas. 4 1. e centragem aproximada. êles apenas simplificam o trabalho. Para que servem as circunferências concêntricas da face da placa? Explique a centragem aproximada: 1) de peças cilíndricas. devese observar as duas regras seguintes (exemplo na fig. 2. 2.O) encaixa-se a peça e fecham-se as castaril-ias. pois deve-se sempre proceder a uma verificação. As circunferências concêntricas. a distâncias determinadas. a Êstes processos. FBLHA DE INFORMACÃO TECNOL6GICA 16. apertando-as na ordem 1-2-3-4. de diversos rasgos radiais e furos.

etc. 5) para localizar centros em peças brutas ou desbastadas. uma ranhura em "V" (exemplo da fig. MODO DE USAR O GRAMINHO Quando possui. 3) para alinhar peças ou partes de um conjunto mecânico. na base. o graminho opera apoiado. 2). como a plaina. orifícios.15. MEC 223 . Em outros trabalha-se deslizando-o sobre a superfície plana e horizontal de apoio. Neste graminho. ranhuras. Na maioria dos seus usos. Ponto 'reta Fig.5 Ao tratar da centragem de uma peja na placa de castanhas independentes inostrouse que em um dos processos utiliza-se o Graminho.- TORNEIRO MECÂNICO O GRAMINHO E SEUS USOS FGLHA DE INFORMACÁO TECNOLÓGIGA 16. as alturas da ponta da agulha são medidas e aproximadas rio próprio iiistrumeiito. Em certos casos. se necessário. ou a própria Mesa de uma das m5quinas-ferramentas. As figs. pela base. 3 possui uma graduação na haste suporte e um ve~flierjunto a esta. em casos especiais. O graminho da fig. partes de um conjunto mecânico. sôbre uma face plana de um dos carros ou do barramento do torno. 3 USOS DO GRAMINHO O graminho pode ser utilizado: 1) para executar traços ou riscos nas faces das peças. que devam ser depois usinados. produz deslocamentos de precisão. um parafuso micrométrico de re- gulagem permite deslocamentos precisos da ponta da agulha. 2). a fresadora. pode o graminho apoiar-se. sôbre um cilindro ou uma guia prismática. 4) para verificar o paralelismo de planos. 2 Fiç. O da fig. etc. ou a face superior de uma Placa nivelada e plana. 1 é o comuin. rebaixos. coloca. fresadora. com a finalidade de localizar planos. 2 e 3 apresentam tipos usuais de grami1111os. tôrno. a furadeira. Um parafuso de chamada. porém. em uma SUPERFÍCIE RIGOROSAMENTE PLANA E NIVELADA: a face superior de uma Mesa de traçar. 2) para nivelar peças ou. 1. usa-se o graminho mantendo-o parado. micrométrico. plaina.1965 . No de precisão (fig.000 da sôbre o barramento do tôrno. instrumento de frequente emprêgo pelo mecânico em variados trabalhos de ajustagem.

Se o graminho é estacionário. Fig.6 A base do graminho tem sua FACE INFE- RIOR PLANA. A ponta da âgu- O lha do graminho. na face da peca. 2) Quaiis os tipos usuais de graminhos? 3) Dê a nomenclatura das partes de um graminho. 6 . Fig. risca a face da peça. sua ponta traGa sempre.Centragem por traçado feito n a face. 1) Quais as finalidades do graminho? Indique cinco usos. logo. Pode servir também para um traçado de referência no topo da peça (caso de peca que está sendo centrada na placa). 5 . uma linha pa- ralela ao plano de apoio sobre o qual desliza graminho. qualquer que seja a inclinação da agulha. 4 . 4) Como trabalha o graminho? Quais as características da superficie sobre a qual assenta o graminho? 224 MEC - 1965 .Verificação d e perpendicularidade da face. enquanto se dá o deslocamento. para serem percebidos os desvios da peça. a ponta da agulha deve ficar em posicão tal que favoreça a boa.Centragenz de biicha e m dtrns inetcrdes.15.Centragern de superficies cilindricas. a ponta do riscador serve como ponto fixo de referência. A haste do graminho é PERPENDICULAR AO PLANO DA BASE. Fig. Fig.00( .i r TORNEIR0 MECÂNICO O GRANIINHO E SEUS USOS FGLHA DE INFORMACÃO TECNOLÓGICA 16. visibilidade. 7 . EXEMPLOS DOS USOS DO GRAMíNHiQ EM TRABALHOS N O TORNO Para que a verificação seja facilitada.

desloca-se a peça convenientemente e repete-se a verificação (fig. 3 Fig. chega-se à centragem êorreta e a ponta da agulha do graminho coincidirá então com o centro marcado. 2) PROCESSO DO GRAMINHO I 1. 1). 4 b). o traço de giz aparecerá un'f :ormemente em torno da peça. 4 e) Coin tentativas.O caso . boiromenlo Fig. 3).Centro da peça já marcado com punção. por meio de golpes de martelo ou macête. 4). durante todo o giro (fig. a) Passa-se verniz ou giz na face da peça prèviamente usinada.I TORNEIRO MECANICO I NOÇÓES SOBRE CENTRAGEM DE PEÇAS NA PLACA DE QUATRO CASTANHAS INDEPENDENTES I FOLHA DE INFORMAFilo TECNOLÓGICA 1 16. Serão a seguir indicados três dêles. 4 a). O graminho poderá. 4 c). Quanto mais curto for o traço de giz. a centragem a giz é satisfatória. Faz-se nova tentativa e procede-se de modo idêntico até que a peça fique centrada. deve-se centrar a extremidade da mesma. c ) Se a peça estiver descentrada ou excêntrica. encostando a ponta da agulha do graminho na marca do centro e girando lentamente a placa (fig. uma circunferência nas proximidades do centro marcado (fig. ser apoiado sobre o barramento ou sobre a face plana de um dos carros do torno. mais descentrada estará a peça e. Quando estiver centrada. 2 .65 . portanto.7 Pela centragem procura-se conseguir a coincidência de um determinado ponto da peça com a linha dos centros do torno. próximo às castanhas. Procede-se da seguinte maneira (figs. maior o deslocamento necessário para se conseguir a centragem desejada. centra-se aproximadamente e aperta-se. É êste um processo sim- Fig.15. Quanto mais descentrada a peça maior será essa circunferência (fig. 1) PROCESSO DO GIZ No caso de peça em bruto ou apenas desbastada.centro 1) de modo que a peça se desloque na direção oposta às marcas de giz. As partes salientes ficarão marcadas pelo giz. d) Desaperta-se a castanha A e aperta-se a castanha B (fig. durante o giro. Uma vez feita a centragem da peça próximo à placa. Há vá- rios processos de centragem de peças na placa de quatro castanhas independentes. seguPando-o firmemente numa só posição (fig. b) Verifica-se se a centragem já está certa. Se estiver exata a centragem. 2 ples e o menos preciso de todos. b) Põe-se o tôrno em marcha lenta. c) Aproxima-se um pedaço de giz da superfície da peça. também. I MEC - 19.000 225 . a ponta da agulha permanece na marca do centro durante todo o giro. a ponta da agulha descreverá. d) Desapertando as castanhas. 1 e 2): II a) Monta-se a peça.

são claramente acusados no mostrador. f) Centra-se a extremidade da peça batendo corn o martelo ou c0111 macête. durante o giro da mesma. O deslocamento corretivo da peça deve ser de metade do maior desvio que se tenha observado. permanecer parado. 6) na super. c ) Gira-se lentamente . A peça estará centrada quando o poiiteiro.a placa. e) Pára-se o giro. de modo a levar o "zero" em coincidência com o ponteiro.1965 . 1 I 226 MEC . o que indica que a peqa está centrada. Os desvios da peça excêntrica. mas não apresenta grande rigor. b) Regula-se a ponta da agulha do graminho na altura da peça. Por êsse motivo deve ser usado quando se trate da centragem de peças ainda sujeitas a outra operação de acabamento. lj) Ajusta-se o apalpador (fig. O caso . por mínimos que sejam. fkie da peça.coino foi indicado nos casos anteriores e :! I i I faz-se nova verificação. d) Gira-se a placa do torno. desaperta-se a castanha dêsse lado e aperta-se a que lhe fica oposta. . c) Gira-se o mostrador do comparador. próximo à placa. 5) ou a ponta de comacto da alavanca (fig. Fases: a) Monta-se o comparador sobre o barramento ou sobre a face do carro do torno. a ponta da agulha. O processo da centragem com graminho é aceitável. com pressão tal que o ponteiro se desloque até uma volta completa. A figura 5 apresenta o exemplo de uma verificação de centragem pela superfície externa da peça.desvio máximo. a mão. d) Marca-se a posição em que a peça mais se afasta da agulha.TORNEIR0 MECÃNICO NOÇBES SOBRE CENTRAGEM DE PEÇAS NA PLACA DE QUATRO CASTANHAS INDEPENDENTES INSOIMAFAo FBLHA DE TECNOLÓGICA . conforme a posição da peça durante o giro da placa. Se a peça não estiver centrada. f) Desapertam-se e apertam-se as castanhas. fique sempre à mesma . durante o giro da placa. I .8 I Êste processo de centragem é indicado de preferência para peças curtas.15. A figura 6 o de uma verificação pela superfície interna.distância da agulha. quando o ponteiro acusar o .Não há marca de centro na face da peça.000 I -. se aproxima ou se afasta da periferia da mesma. a fim de verificar a variação da excentricidade. i ó. ao mesmo tempo que se observa a oscilação do ponteiro. em posição conveniente. 3) PROCESSO DO C O M P A R A O O ~ O ernprêgo do comparador tipo relógio permite a centragem mais precisa. a) Centra-se aproximadamente a peça. e) Repetem-se as fases c e d até que a periferia da peça. 2 . QUESTIONÁRIO 1) Quais as linhas da peça e do torno que ficam em coincidência quando uma peça está corretamente centrada? 2) Como se centra por meio do giz? 3) Como se faz a centragem usando o graminho? 4) Explique como se verifica a centragem com o comparador.

Seu aspecto é o indicado. A ferramenta da fig. Destina-se ela ao corte de tilête triangular interno. conforme o caso. Ao montar a ferramenta de roscar interno. recomenda-se.000 227 I . Além disso. 1 é apresentada novamente. 3 Fig. em perspectiva. A extremidade útil é forjada. Para isso emprega-se o escantilhão.9 As ferramentas de abrir roscas internas. As ferramentas forjadas devem ser usadas de preferência na abertura de roscas em furos de pequena profundidade. nas figs. um ângulo de folga ou incidência frontal mais acentuado. em urri furo já praticado na peça. 4 Fig. está sujeito a quebrar-se e. devendo ser ela comprida. 1 e 3. na posição em que está abrindo o filête na parede interna do furo de uma peça..' fabricada a partir de uma barra de aço carbono ou de aço rápido. flexiona-se fàcilmente devido à pressão de corte. De um modo geral. da maneira indicada na fig. A fig. 5 mostra uma ferramenta de roscar triangular interno. em suas três vistas. para evitar que a aresta frontal ou a face frontal da ferramenta venha atritar contra a superfície que está sendo atacada ou contra a superfície do filête.15. na fig. Entretanto. Em todo o caso. não permite bom acabamento da rosca. o gume vem colocar-se na altura conveniente. podem apresentar-se segundo do& tipos: ferramenta forjada e bite. torna-se necesshrio diminuir sensivelmente o diâmetro da haste redonda.1965 . sendo indispensivel o uso de uma ferramenta de haste fina e coinprida deve-se fixá-la de modo tal que o bico fique um pouco acima do centro da peça: com a ligeira flexão. 4. por outro lado. É Fig. I FERRAMENTA FORJADA DE ABRIR ROSCAS INTERNAS . 2. recomenda-se o cuidado de dar-lhe posição correta em relação à superfície a atacar.ofundo e estreito.TORNEIRO MECÂNICO FERRAMENTAS DE ABRIR ROSCAS INTERNAS FOLHA DE INFORMAÇÁO TECNOLÓGICA 16. os ângulos de afiação da ferramenta de roscar interno são idênticos ao da ferramenta de roscar externo. 2 Fig. 5 MEC I . 1 1 1 Fig. na sua forma geral. Em furo p1. esmerilhada e afiada de acordo com a forma do filête que se deseja abrir internamente. 3 serve para a abertura de filête trapezoidal. A ferramenta mostrada na fig.

conforme ilustra a fig. no qual é apertado por meio de um parafuso de pressão. preparada antes no fundo. 4) É preferível o uso do porta-ferramenta com bite ao emprêgo da ferramenta forjada. 7). Fig.C. não executa acabamento tão bom quanto o do bite. 6 Fig. reforçado. Z uma pequena peça de aço rápido. Aí se aloja num orifício transversal. ein cuja extremidade útil se esmerilham e se afiam os ângulos e o perfil do tipo de rosca que deve ser aberta. uma vez que o parafuso no topo de ataque impediria o acabamento da rosca no fundo. 3) A altura do gume deve coincidir com a altura do eixo da peça.t&!Z.10 BITÉ DÉ ABRIR R~SCA INTERNA Quando o furo a roscar não é vazado. 16. em certos casos. de forma cilíndrica. qual a particularidade da ferramenta de abrir rosca interna? 5) Explique como trabalha o bite na abertura de rôsca interna.m furo profundo e estreito? 3) Quando a ferramenta é fina e comprida. de seção quadrada ou retangular. qual o cuidado na sua montagem? 4) Quanto aos ângulos.!. de acordo com a profundidade do furo. a rôsca é terminada numa ranhura cilíndrica (rebaixo de saída). QUESTIONARIO 1) Quais são os' dois tipos de ferramentas de abrir roscas internas? 2) Por que não convém a ferramenta forjada e. 6. O parafuso é disposto no topo contrário e o apêrto é transmitido através de uma haste alojada num furo central. que apresenta dificuldade em sua confecção e. 7 OBSERYA~~ES: 1) A parte livre da ferramenta forjada deve ter o comprimento estritamente necessário a cada operação.. Neste caso adota-se um sistema de apêrto diferente (fig.TORNEI~O MECÂNICO FaLHA DE FERRAMENTAS DE ABRIR ROSCAS INTERNAS . O bite é montado num suporte próprio. . 2) O bite deve ter também o comprimento estritamente necessário para não embaraçar a manobra do porta-ferramenta no interior do furo.

1965 . pois a flexibilidade da haste curva do suporte alivia as fortes pressões ocasionais de. I Quando o passo da . de preferência. devem trabalhar. POSIÇõES DA FERRAMENTA O movimento de penetração é perpendicular ao eixo da peça (fig. pode ser montada corn o gume para baixo. dá-se-lhe um ligeiro aumento: 0. pois dispensa certos cuidados que. Oferece êste as seguintes vantagens: 1) Evita a ruptura da ferramenta. fica à altura do centro da peça (fig. A aresta. 2) Prodiiz melhores condições de corte. do que resulta bom acabamento. 6). teòricamente. assim como a de sangrar. igual à metade do passo (p + 2). no caso de um suporte comum. Como a ferramenta é frágil e tem aresta de corte larga.15. A largura da aresta AB é. nas operações de sangrar e de abrir rosca (sobretudo a quadrada) é que convém o uso do suporte flexível. Fig.EXÍVEIS - FÔLHA DE TECNOL~GICA .SLJPORTES FL.04 a 0. 6 QUESTIONÁRIO 1) Quais são as características da ferramenta de abrir rosca quadrada? 2) Explique as particularidades dos ângulos de folga laterais. o tipo da fig.rosca for à esquerda. 3 ) De que dependem os ângulos de folga laterais? 3) Por que se usam os suportes flexíveis? Quais as suas vantagens? 1 204 MEC 1 . o que evita quebrá-la e diminui a vibração. 7). Por causa da larga extensão de contacto da aresta cortante da ferramenta. 7 SUPORTES FLEXÍVEIS As ferramentas de roscar. São porta-ferramentas especiais (exemplo. 8). horizontal. Na prática. 6 Fig. 3) Aumenta o rendimento da operação.000- . montadas eni suportes flexíveis. construídos de tal forma que se flexionam ligeiramente quando a ferramenta recebe grande pressão de corte. porém. Fig. são imprescindíveis. invertem-se as posições dos âng'ulos acima indicados.05 mm a mais que a medida da metade do passo da rosca.corte e não permite que a aresta da ferramenta se agarre à ranhura.TORNEIR0 MECÂNICO FERRAMENTA DE ABRIR ROSCA QUADRADA .

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