O eu carnal e o EU divino

Quase sempre, nós pensamos que somos nossas mentes, nossos egos e nossas personalidades. E, até agora não podia ser diferente porque não estávamos despertos. Alguém nos falava de nossos Espíritos, nossas Almas, mas nada disso podia significar coisa alguma já que não éramos capazes de sentir essa presença. Alma e espírito são conceitos abstratos e sem a percepção dessa presença muito pouco pode ser feito, a não ser que se faça uso da fé. Entretanto, nosso Espíritos, Alma, Consciência, são nosso eu verdadeiro, a consciência de Deus individualizada. Essa consciência é que é feita à imagem e semelhança de Deus, não o homem humano, mortal. Nosso corpo e nossa personalidade são apenas a manifestação carnal dessa consciência na terra. O que você vê no espelho é sua mente cósmica condensada; sua história nessa vida; sua personalidade construída segundo sua cultura e educação. Nossos egos e personalidades têm agido por conta própria, sem a liderança do Espírito e nossas vidas e corpos são resultados dessa separação. Refletem o máximo que nossa mente humana foi capaz de fazer sozinha. Pobre mente! Não é função dela governar nossa vida, mas, como não havia nada mais no comando, ela foi tomando conta e não podia ter feito diferentemente. No entanto, por mais brilhante que seja essa mente humana, ela é apenas uma ferramenta do Espírito/Consciência de Deus, do Ser que realmente nós somos. Precisamos entender quem realmente somos e a quem nos referimos quando dizemos Eu Sou. Nossa mente humana, que bravamente lutou até aqui, precisa abrir espaço para que o verdadeiro Eu assuma e é a isso que chamamos de Iluminação, Salvação. Se já nascêssemos com todos os poderes do Espírito nunca teríamos adquirido a consciência do nosso Eu individual. Seríamos apenas uma única mente: a mente perfeita e divina que é Deus. Mas, penso que esse não era o plano de Deus. No meu entender, Deus cria e no ato da criação ele se expande. Entretanto, cada uma das suas crianças é autônoma, só podia ser assim, porque ela as fez imagem e semelhança de Si mesmo. Portanto, Ele espera pacientemente que cada uma desperte para aquilo que elas verdadeiramente são. Não há pressa... Tudo o que há é a eternidade. Nessa busca pela Iluminação é preciso nascer de novo. Morrer para o homem mortal e nascer para o Espírito Imortal e Divino. Nesse processo de conscientização do Eu de Deus haverá muitas vezes que você perceberá sua personalidade, seu ego, brigando pelo domínio da sua vida. Isso é muitas vezes motivado pelo medo. É natural. Não pense que sua mente humana, que tinha o controle sobre tudo, sente-se à vontade para entregar o comando a uma “existência” sobre a qual ela, a mente, pouco conhece, nunca viu e nem sabe se existe de fato. As meditações diárias são, portanto, fundamentais para esse processo de delegar a autoridade ao nosso Eu Superior. Só experimentando a presença de Deus em suas meditações é que se vai sentir a convicção do nosso verdadeiro potencial. Daí vem a confiança e a constatação da ação harmoniosa da sua consciência divina nos seus assuntos carnais: amor, saúde, trabalho, família, segurança. Deus não espera que você se entregue numa fé cega. Ele está aqui e agora disponível para que você tenha realmente a experiência da Sua presença e sabe que, no momento que você sentir essa Presença, não será capaz, jamais, de duvidar que Ele existe e terá plena convicção de que “Eu e Deus somos Um”.