Tragédia, Epopéia e Lírica: As narrativas das mulheres do Antigo Testamento Adna Candido de Paula1 (UFGD) Resumo: O presente artigo

apresenta uma análise literária dos livros de Rute, Judite e ster, os !ni"os livros do Antigo #estamento $ue t%m protagonistas mul&eres' #rata(se de uma leitura a"er"a do "aráter de elei)*o dessas tr%s mul&eres por "onta da a)*o e +un)*o empreendidas por elas dentro de tr%s narrativas ,-,li"as estruturadas em tr%s g%neros literários . trag/dia, epop/ia e l-ri"a' Palavras-chave: 0arrativas1 2ul&eres1 Antigo #estamento1 lei)*o1 Promessa' Abstract: #&is paper presents an anal3sis o+ t&e 4oo5s o+ Rut&, Judit& and st&er, 6&i"& are t&e onl3 Old #estament7s 4oo5s t&at ,ring +emale "&ara"ters as protagonists' #&e anal3sis is "on"erned 6it& t&e ele"tion o+ t&ese t&ree 6omen ,ased on t&e a"tions and roles t&e3 per+om in t&ree ,i,li"al narratives 6&i"& are stru"utered in t&ree literar3 genres ( traged3, epi" and l3ri"' Ke -!ords: 0arratives1 8omen1 Old #estament1 le"tion1 Pledge' Resumen: l presente art-"ulo presenta un análisis literario de los li,ros de Rute, Judite 3 ster, los !ni"os li,ros del Antiguo #estamento $ue tienen protagonistas mu9eres' :e trata de una le"tura a"er"a del "ará"ter de ele""i;n de esas tres mu9eres por "uenta de la a""i;n 3 +un"i;n emprendidas por ellas dentro de tres narrativas ,-,li"as estru"turadas en tres g/neros literarios . tragedia, epop/ia 3 l-ri"a' Palabras-llave: 0arrativas1 2u9eres1 Antiguo #estamento1 le""i;n1 Promesa'

A <iteratura e a #eologia &á muito se "ote9am numa rela)*o tensa, =s ve>es, e?tremamente soli"ita e, em outras, e?tremamente relutante' Fato / $ue a rela)*o entre elas e?iste, / ,astante pro+-"ua e reveladora de universos inimagináveis $ue s; puderam e podem ser "on&e"idos por$ue alguns es"ritores e "r-ti"os literários, por um lado, e te;logos e estudiosos da religi*o, por outro, ousaram "ru>ar a ponte $ue separa essas duas áreas do "on&e"imento' m mar)o de @AAB, a Revista do Instituto Humanitas Unisinos pu,li"ou uma "oletCnea de entrevistas, em par"eria "om o pro+essor 8alde"3 #en;rio, onde di+erentes pes$uisadores, dos dois "ampos em $uest*o, apresentaram suas "onsidera)Des a"er"a dessa
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Doutora em #eoria e Eist;ria <iterária pela Universidade stadual de Campinas1 atua nas áreas de F<iteratura e Religi*oG e F<iteratura e Filoso+iaG1 pro+essora ad9unta da Universidade Federal da Grande Dourados'

rela)*o tensa, ri"a e "on+lituosa, entre <iteratura e #eologia' A leitura dessas entrevistas, assim "omo do relato a"er"a da tradi)*o, na"ional e interna"ional, de estudos $ue se de,ru)am so,re essa rela)*o, o+ere"e um panorama impressionante de o,ras e autores $ue se sentiram e se sentem instigados por esse "ampo de investiga)*o' m uma dessa entrevistas, o pro+essor Ra+ael Camorlinga Al"ara> e?pDe ,ril&antemente o elo de apoio entre #eologia e <iteraturaH Ainda que a preocupação-mor da teologia seja com o verum (verdadeiro), ela não pode abrir mão do pul"&rum (belo), sob pena de tornar-se “ eia!" nem a literatura, voltada para a est#tica, pode desden$ar a #tica, pois se tornaria apenas “cosm#tica! (A<CARAI, @AABH 1J)' O mal estar $ue se o,serva em alguns "r-ti"os literários $uanto = apro?ima)*o entre 4elo e Kerdade se 9usti+i"a por uma rea)*o ao "aráter de in9un)*o atri,u-do = literatura, prin"ipalmente, = romCnti"a' De uma maneira geral, a literatura p;s(romCnti"a, $uando n*o asso"iada = o,rigatoriedade da den!n"ia so"ial, do "aráter de pan+leto, gan&ou "erta autonomia' 0*o signi+i"a, portanto, $ue dei?ou de ter impli"a)Des /ti"as, ou at/ mesmo morais, mas n*o se dese9a o,rigada a "umprir "om o papel de legisladora do agir &umano' 0esse mesmo n!mero da revista IHU on-line, tem(se a "onsidera)*o de Paulo :oet&e a"er"a do tra,al&o do alem*o Dietmar 2iet&, onde a $uest*o /ti"a / "olo"ada em +o"oH A icção liter%ria, segundo &iet$, o erece a possibilidade de se abordar projetos de vida #ticos individuais em seu todo, pela iguração da vida das personagens e relaç'es entre elas (((() (:O #E , @AABH @L)' A "ompreens*o da dimens*o /ti"a da +i")*o literária de 2iet& / paralela ao entendimento da impli"a)*o /ti"a das narrativas +i""ionais postulado pelo +il;so+o +ran"%s Paul Ri"oeur' As o,ras literárias, en$uanto s-ntese do &eterog%neo, ou se9a, en$uanto modelo &eur-sti"o de um mundo onde se en"ontram su9eitos agindo e so+rendo a)Des, dispostos em uma temporalidade narrada, a !ni"a a"ess-vel = "ompreens*o, dentro de uma narrativa &ist;ri"a, a da vida desses mesmos su9eitos, se apresentam "omo Fmundos &a,itáveisG' #endo em vista $ue a redes"ri)*o meta+;ri"a, "ara"ter-sti"a +undamental dos te?tos

gra+os.literários.riaG e FPoetas e Pro+etasG' 0a . e os s"ritos ou Eagi. et"' (A<# R. pela Mgre9a.lia &e. a dimens*o /ti"a das narrativas +i""ionais' 2as seria poss-vel tomar as narrativas .rai"a. desta"a(se no "ampo do p%t$os.9eto primeiro de sua investiga)*o . est/ti"os e a?iol.gi"os.lia Grega' A primeira. assim "omo os demais livros da .-.li"osH 0a tentativa de re"uperar os prin"-pios art-sti"os "om os $uais os antigos es"ritores &e. na parte denominada F<egisla)*o e Eist.-. / $ue empreendo esta investiga)*o' As s"rituras :agradas s*o "ompostas de duas listas de livrosH os da 4-.dios $ue re"e.lia Ee. per+a>endo um total de vinte e $uatro livros' Vuanto = segunda. @AABH 1@)' O autor vai al/m ao indi"ar $ue a "ompreens*o da "omposi)*o literária da 4-.riaG' A essa designa)*o será a"res"entado o livro de Judite. da re"orr%n"ia de um tema.-.reus "ompuseram seus tra.rias .itável. dos valores sensoriais. destinada aos 9udeus da Palestina.dios. / dividida em dois grandes gruposH F<egisla)*o e Eist. em F s"ritosG.-. visto $ue )las re letem um senso insidioso de estrutura narrativa e de uso de so isticados estilos de prosa (A<# R.lia &e.ri"a do mundoS Q leg-tima a leitura das s"rituras :agradas en$uanto te?to +i""ionalS De a"ordo "om Ro. de um paralelo entre dois epis. "onsiderado FinspiradoG.ert Alter. destinada aos 9udeus da Dispers*o. $ue estruturam o mundo &a. Rute e ster' Os epis. entendidas "omo narrativas literárias por e?"el%n"ia. podemos ver mais plenamente o $ue está a"onte"endo nas &ist.li"as. sim.al&os. anteriores e posteriores.rai"a e os da 4-.-.eram os nomes dessas duas mul&eres +oram retomados na . per"e.e(se $ue a +un)*o mim/ti"a das narrativas se e?er"e de pre+er%n"ia no "ampo da a)*o e de seus valores temporais (RMCNUR. $uais s*o as impli"a)Des de uma inser)*o parti"ular de diálogo.-.lia +a"ilitaria na interpreta)*o do sentido dos te?tos . 1OPJa)' Q a partir dessa "onstata)*o $ue Ri"Rur "on+igura o o. / dividida em tr%s partesH a <ei ou Pentateu"o1 os Pro+etas. temos o nome de apenas duas mul&eres . @AABH 1T) 4aseada na legitimidade de estudos dessa nature>a e da relevCn"ia para a "ompreens*o de impli"a)Des morais eUou /ti"as tanto das narrativas +i""ionais $uanto das narrativas .rai"a' .li"as "omo redes"ri)*o meta+.lia grega.

Rute' Permane"eram lá uns de> anos' Depois morreram tam. preparou(se para voltar dos Campos de 2oa. $ue Ma&6e& visitara seu povo dando(l&e p*o' :aiu. 2aalon e Vuelion. "om suas noras. paradigmas de a)Des de valor e. por isso. interessa analisar a "ondi)*o da mul&er na so"iedade atual..ria do povo 9udai"o("rist*o. o do Antigo #estamento. analiso essas +iguras +emininas en$uanto personagens protagonistas de suas narrativas' Considerando o +ato de $ue essas narrativas literárias est*o inseridas em um te?to $ue tem por +undamento !ltimo $uestDes morais e /ti"as. mas tam.li"os intitulados "om seus respe"tivos nomes' A &ist..ria dessas mul&eres na rela)*o de in+lu%n"ia entre identidade pessoal e identidade narrativa' O interesse dessa análise / demonstrar $ue essas tr%s mul&eres representam..-. sua mul&er 0oemi.er livros "om seus nomes' Por $u%S ssa / a pergunta so. o t-tulo de F<ivros Eist. "om suas noras. marido de 0oemi. sem +il&os nem marido' nt*o. pois. somente essas tr%s mul&eres mere"eram re"e. analiso a tra9et. Judite e ster +a>em parte do Antigo #estamento.ito da religi*o.itas.re a $ual se de. / inserir a dis"uss*o em Cm.ria da &umanidade' 0esse sentido. do lugar onde tin&a morado e puseram(se a "amin&o para voltar = terra de Judá' 0oemi disse =s suas duas norasH FMde e voltai "ada . "ompreender a relevCn"ia literária dessas tr%s mul&eres dentro de um universo te?tual. e seus dois +il&os. Judite e ster dentro da +orma)*o e &ist. uma "&amada Or+a. pois +i"ará sa./m os dois. ali se esta. en$uanto personagens literárias.itos "ulturais mais amplos' A +im de "ompreender os pap/is de Rute.-. de 4el/m de Judá' C&egando aos Campos de 2oa.ria de Rute / a primeira a ser narrada e todo o enredo / "onstru-do a partir de uma estrutura trági"aH 0o tempo em $ue os Ju->es governavam. re"e.Os livros de Rute. so. &ouve uma +ome no pa-s e um &omem de 4el/m de Judá +oi morar nos Campos de 2oa. predominantemente mas"ulino. e esta +i"ou s. 2aalon e Vuelion1 eram e+rateus. e a outra.ru)a este te?to' A investiga)*o / leg-tima na medida em $ue aos estudos de g%nero n*o s. e 0oemi +i"ou so>in&a./m investigar a tradi)*o da representa)*o do papel +eminino ao longo da &ist. "om seus dois +il&os' les tomaram por esposas mul&eres moa.eram livros .li"os $ue possuem t-tulos mas"ulinos.ri"osG' De uma maioria signi+i"ativa de livros . "om sua mul&er e seus dois +il&os' sse &omem "&amava(se limele".ele"eram' 2orreu limele". no Cm.endo nos Campos de 2oa.

$ual para a "asa de sua m*e' Vue Ma&6e& vos trate "om a mesma . n*o agem as personagens para imitar "ara"teres. de +eli"idade Xe in+eli"idade1 mas.oa es"ol&aG.oa. as a)Des e o mito "onstituem a +inalidade da trag/dia. o prin"ipal +undamento do g%nero trági"o. a F. Onde +or tua moradia. resta um "amin&o . pois Para onde +ores. será tam. en"ontrar "on+orto na "asa de um novo marido' \ 0oemi "a. n*o uma $ualidade' Ora os &omens possuem tal ou tal $ualidade. +eli"idadeY ou in+eli"idade reside na a)*o. parti. da .iamenteH +oltai.pria +inalidade da vida / uma a)*o. 1OO[H 111)' Q o "aráter. sem seus respe"tivos maridos. sendo o seu "ontrário. n*o segue o "onsel&o de 0oemi e de"ide +i"arH 0*o insistas "omigo para $ue te dei?e. e a +inalidade / de tudo o $ue mais importa (ARM:#Z# < :. dessas mul&eres $ue / posto "omo "ondi)*o de legitima)*o do valor das a)Des empreendidas./m. "on+ormemente ao "aráter. no $ue "onsta da a)*o de Rute' Desamparadas. parte em . 2esmo "ontrariada. a trag/dia "onsiste no desamparo e na impossi. pois a trag/dia n*o / imita)*o de &omens. prin"ipalmente.ilidade de es"ol&a. mas assumem "ara"teres para e+etuar "ertas a)Des1 por isso.teles na *o#ticaH Por/m. irei tam. [1[' M. onde a es"ol&a / mediada pela +orma de poder.idem . mas s*o . min$as il$as. um mundo mas"ulino. =s 9ovens mul&eres s. @(O)' Q a "ondi)*o da mul&er nessa so"iedade $ue / e?posta no pano de +undo do relato. em vistas de um poss-vel +uturo./m a min&a1 #eu povo será o meu povo teu Deus será o meu Deus' 2 3 0ota FaG de rodap/ da -. ou +alta dela' 0a narrativa. pois estou vel$a demais para tornar a casar-me.ondade "om $ue tratastes os $ue morreram e a mim mesmaW Vue Ma&6e& "on"eda a "ada uma de v. Or+a. a prin"-pio. "u9o nome signi+i"a Fa amiga TG. e a pr. re"usam(se a voltar = "asa de seus pais e a+irmam o dese9o de permane"er ao lado da nova m*e1 mas 0oemi pondera sa.s en"ontrar des"anso na "asa de um maridoGW (Rute 1.em ou mal(aventurados pelas a)Des $ue prati"am' Da$ui se segue $ue.itável institu-do. na trag/dia.us"a pela vida . Rute. "omo disse Arist. as duas noras.e a solid*o e o amparo de Ma&6e&' Q interessante analisar nesse relato o mundo &a. o elemento mais importante / a trama dos +atos. "u9o nome signi+i"a Fa $ue volta as "ostas@G.blia de /erusal#m. ou "ara"teri>a)*o.us"a de seu povo' Contudo. mas de a)Des e de vida.

a n*o ser a morte.as tem rela)*o "om a perman%n"ia no tempo.gi"o' Vuanto = identidade(ipseidade. 1L(1P)' Eá algo +undamental na es"ol&a de Rute. $ue representa as mar"as distintivas e as identidades assumidas pelas $uais um indiv-duo pode ser re"on&e"ido "omo sendo o FmesmoG ao longo do tempo.dio da es"ol&a de Rute. "onte?tualmente. "elui de ]ips/it/^' X'''Y <^ips/it/ ne dispara_trait totalement $ue si le personnage /"&appait = toute pro. a identidade /ti"a do su9eito' Donons tout de suite un nom = "e soi(m%me r/+le?i+.Onde morreres. au sens de la "apa"it/ = se tenir "ompta.ase da "onstitui)*o do si' A identidade(ipseidade / atestada pela +igura da Fpalavra dadaG. &á uma "ara"teri>a)*o da identidade( mesmidade. / o empen&o +eito pelo outro' 0o epis.ilidade de es"ol&a $ue l&e "ou.le de ses a"tes' <^ips/it/ trouve = "e niveau. o rito de passagem do "asamento +e> dela uma Fnova +il&aG de 0oemi' Q a Fnova +il&aG. tanto no n-vel +-si"o $uanto no psi"ol. mas de maneiras espe"-+i"as' O paradigma da identidade(mesmidade / o F"aráterG. 2e separar de ti (Rt 1. a do estatuto de nova +il&a' Rute vi!va permane"e ainda a mesma Rute $ue e?istia antes de se "asar "om o +il&o de 0oemi.em e?pli"itar a impli"a)*o /ti"a presente na es"ol&a dessa mul&er / pre"iso "ompreender a estrutura interna da identidade pessoal $ue deve ser apreendida em sua dupla arti"ula)*oH "omo identidade idem e "omo identidade ipse' Am. /. por e?"el%n"ia.eH uma promessa e um a"ol&imento radi"al do FoutroG' A +im de . $ue. sai do padr*o de n*o(es"ol&a imputado =s tr%s mul&eres.l/mati$ue d^identit/ /t&i$ue. en$uanto palavra dada e estima de si. $ue permane"e no dom-nio do mesmo. "u9o paradigma / a FpromessaG. na m-nima possi. dans la "apa"it/ de promettre. le . en"ontra(se nela a . na "ondi)*o de responsável pela Fnova m*eG' stimar(se na $ualidade de Fnova +il&aG / o $ue dá suporte ao a"esso da identidade(ipseidade de Rute' A identidade(ipseidade. $ue se estima en$uanto tal. entretanto. $uero morrer ser sepultada' Vue Ma&6e& me mande este "astigo a"res"ente mais este :e outra "oisa.

andonou o pr. o do sepultamento. o "rit/rio de sua di+eren)a !ltima "om a identidade mesmidadeG' . pelo direito do 9usto.9etivo primeiro apresentar a re"ompensa dada aos $ue "on+iam na Provid%n"ia divina' Rute / estrangeira. $uando este +oi e?pulso de #e. na ter"eira +ase da trilogia te. 1OO[H 111)' Eá. o irm*o Polini"e e paga "om a vida pela es"ol&a' A narrativa de Rute.prio pai.lemáti"a da identidade /ti"a. +oi a !ni"a $ue n*o a. a es"ol&a de Rute."rit`re de sa di++/ren"e ultime ave" l^identit/ m%met/ [' (RMCO UR. uma moa.prias m*os. $ue tem por o. o Rei Qdipo. seu tio Creonte. assume. e sem ação não poderia $aver trag#dia (ARM:#Z# < :. o de ]ipseidade^' X'''Y A ipseidade s. "on"entra(se na es"ol&a pela a)*o "orreta. dirigindo(se a 0oemi. o do rei. perante 0oemi.endi>em o nas"imento 4 FDemos imediatamente um nome a esse si(mesmo re+le?ivo. será re"ompensada por Ma&6e&. igualmente.ita $ue adora o deus Camos. "ontrária = sua "ondi)*o de desprovida desse direito. na "ondi)*o de Fnova +il&aG. uma e$uival%n"ia entre os limites da a)*o &umana. pois estende a Provid%n"ia divina a todos l&e "on+erindo "ara"ter-sti"as universais' Dentro da dimens*o literária da narrativa. di+erentemente de seus outros irm*os. "om as pr. "olo"a(a no seio da estrutura trági"a' Ant-gona. Ant-gona enterra.lemáti"a da identidade toda pro.ed' O valor da a)*o de Rute / re"on&e"ido por toda a "omunidade de 4el/m.astante relevante na narrativa. . na "apa"idade de prometer. narrados tanto nas trag/dias "omo nas epop/ias "lássi"as. e pela responsa. no sentido da "apa"idade a se assumir "omo responsável por seus atos' A ipseidade en"ontra nesse n-vel. dentro do Antigo #estamento. / uma &ist. mas. assim "omo a de Ant-gona. $ue 9usti+i"am a inter+er%n"ia dos deuses e a "on+ian)a na Provid%n"ia' Os gregos invo"avam os deuses $uando se deparavam "om situa)Des de aporia e Rute +e> a promessa em nome DeleH ) teu 0eus ser% o meu 0eus' Rute. o $ue se "on+irma na +ala das mul&eres da "idade $ue. @AA[.as por seus outros dois +il&os. e "om ele "ontrairá n!p"ias e gerará O. desapare"e totalmente se o personagem es"apa = toda pro.ilidade /ti"a' O +ato de ser estrangeira / . o marido morto de 0oemi. t/o"les e Polini"e' m nova situa)*o. pois gan&ará o respeito de 4oo>.H 1JJ) O livro de Rute. parente de limele". a responsa.ana.ilidade pelo outro' Contra o poder maior institu-do.ria edi+i"ante. Ant-gona +a> outra es"ol&a radi"al. avaliada por sua a)*o.

opolassar.ria de Judite. o re"on&e"imento.do +il&o destaH -endito seja Ia$1e$.ed. como indica o pr4prio signi icado da palavra. nos sá. servas. que para ti vale mais do que sete il$os (Rt [. a interpela)*o do FoutroG = responsa.dio. )le ser% para ti um consolador e um apoio na sua vel$ice.u"odonosor reinava so. "u9o nome signi+i"a Fa 9udiaG' Judite vivia em sua "asa desde $ue se tornara vi!va &avia tr%s anos e $uatro meses' Fi>era para si um $uarto no terr*o da "asa' Kestia um pano de sa"o so. esta "idade 9á &avia sido destru-da por 0a. e ela administrava tudo isso' 0*o &avia $uem l&e re"riminasse uma palavra má.ria(se "om o manto de sua viuve>' Je9uava todos os dias de sua viuve>. que se a5 para ami5ade ou inimi5ade das personagens que estão destinadas para a dita ou a desdita (ARM:#Z# < :. ainda.servou Paul Ri"Rur.an&os e "ampos. # a passagem do ignorar ao con$ecer. seu marido. 1OO[H 11B)' A elei)*o /. re. que te ama. J). servos.ilidade do su9eito n*o seria re"on&e"ida "omo tal sem uma Festima de siG "apa> de responderH FA$ui estouWJG :er eleita. redeu a Rute o direito de +a>er parte da genealogia do Cristo (2t 1. visto $ue O.ri"o da narrativa de Judite / o do reinado de 0a. 1[( 1J) Mmpl-"ita a um dos elemento trági"o. tanto pela polis $uanto por 0oemi. será o ava do rei David' Q.u"odonosor e o tratamento dado = representa)*o desse tempo / literária e n*o &ist. 0a. pois $ue esta "umpre "om os deveres de uma mul&er 9udia e. nas vig-lias da lua nova. seu pai.re os rins e "o. da elei)*oH 3 “recon$ecimento!.ri"a' De a"ordo "om o epis. em !ltima instCn"ia.ados. prata. o $ue demonstra um "erto des"omprometimento 5 A resposta de 2ois/s ao "&amado de Deus' .ela e de aspe"to en"antador' 2anasses.ado. seu +il&o. l&e dei?ara ouro. estima de si e estima do outro' Como o. [(B)' A "onstru)*o da personagem 9á indi"a o seu valor moral. pela es"ol&a e a)*o empreendida. entretanto. pois era muito temente a Deus (Jt T. avaliada positivamente pelo outro. a respeito de Felei)*oG $ue trata a segunda narrativa de mul&er do Antigo #estamento. 1). está a $uest*o do valor. portanto. que não te dei2ou sem algu#m para te resgatar" que o seu nome seja c#lebre em Israel. pois quem o gerou # tua nora.re os ass-rios em 0-nive (Jt 1. a &ist. nas luas novas e nos dias de +esta e de rego>i9o da "asa de Msrael' ra muito . se torna digna aos ol&os de seu povo' O "onte?to &ist. e?"eto nas vig-lias de sá.

os des-gnios do :en&or nosso Deus' 0*o se en"urrala a Deus "omo um &omem.ri"o. di>endo $ue entregareis a "idade aos nossos inimigos se. onde &a. se o :en&or n*o vos trou?er so"orro' Vuem sois v. "onvo"a os an"i*os e os repreende. a personagem $ue desempen&a na narrativa.u"odonosor "onvo"ou todos os a9udantes de "ampo e seus "onsel&eiros e os orientou num plano de arrasar a terra' A Eolo+ernes o rei dos ass-rios ordenou a e?e"u)*o de todo o O"idente' Eolo+ernes devastou muitas terras pelo "amin&o at/ "&egar a 4et!lia. n*o irriteis o :en&or. ent*o penetrareis o Deus $ue +e> essas "oisasS Como "on&e"ereis seu pensamentoS Como "ompreendereis o seu des-gnioS 0*o. amedrontado "om o massa"re iminente' De a"ordo "om o relato. pediam aos irm*os $ue resistissem ainda por "in"o dias e. ao mesmo tempo em $ue os in"ita = "on+ian)a na Provid%n"ia divina' Ouvi(me.s.itantes de 4et!lia' 0*o / "orreta a vossa palavra. $ue +osse +eita a sua vontade' ra. o $ue tornava $uestionável a +/ dos israelitas $uestionável' Judite. "omo uma &ero-na de valores superiores "omo a$ueles de Ulisses.s. indi"am o valor dessa mul&er' Judite / a representante do povo de Msrael. se +or do seu agrado (Jt B. "entra a importCn"ia da a)*o de Judite +rente ao povo desamparado. sem d!vida. "omo uma deles. antes. Judite' O povo estava desesperado e os an"i*os. ele tem poder de +a>%(lo no tempo em $ue $uiser . invo$uemo(lo em nosso so"orro' le ouvirá a nossa vo>. pois. sua &ero-na /pi"a' A tra9et.ria de seu povo e ela / "onstru-da. irm*os. "omo. nosso DeusW :e ele n*o nos $uer so"orrer em "in"o dias."om a verossimil&an)a' O +o"o da narrativa n*o está na do"umenta)*o do evento &ist.ria de Judite / a tra9et. "&e+es dos &a.itavam os +il&os de Msrael e./m pode nos destruir diante dos nossos inimigos' 0*o &ipote$ueis. neste pra>o.ris o -ntimo do "ora)*o do &omem e n*o entendeis as ra>Des do seu pensamento. no ano JBP da tomada de Jerusal/m. A$uiles e 0estor . esperando pa"ientemente a salva)*o dele. se o :en&or n*o viesse em seu so"orro nesse per-odo. dirigidas =s maiores autoridades de sua "idade.met%(lo "omo a um +il&o de &omem' Por isso. 11(1P) As palavras de Judite. o rei 0a. nem se pode su. "omo tam. $ue &o9e tenteis a Deus e vos "olo"ais a"ima dele no meio dos +il&os dos &omensS Agora "olo"ais = prova o :en&or #odo(poderosoW Jamais "ompreendereis "oisa algumaW :e n*o des"o. um pedido de a9uda repleto de ang!stia e desesperan)a. por "onta de sua alta respeita. a $ue disseste &o9e e diante do povo. reunidos "om este.ilidade. nem esse 9uramento $ue pro+eristes entre Deus e n.

blia de um povo( A &ist. entre todos os il$os dos Acaios. "omo 6aga. 4 meu vel$o. "on+orme a leitura $ue se +a)a dessa elei)*o' A estrutura +ormal das epop/ias "lássi"as apresentava $uatro etapas .reviv%n"ia $ue n*o pode ser atri. o narrador e a &ero-na se +undem e / na vo> da . "a.e aos guerreiros varDesH :arei algo cuja lembrança se transmitir% aos il$os de nossa raça. a Proposi)*o.ria eterna s.ria &er. est*o presentes' A invo"a)*o / sempre +eita a uma divindade mitol. A$. a gl. onde o narrador pedia inspira)*o divina para poder redigir sua o.en)oado. que são absolutamente os primeiros entre todos e nos quais se encontra e2presso seu esp. na narrativa .ra. "omo as gregas.rito original (E G <. $uando este se dirige aos reis gregos e a Agamemn*o l&es in"itando a "ontinuar lutando "ontra os troianos "om "on+ian)a +irme na promessa de Ieus' A respeito da superioridade de 0estor. Apolão. mas todos os demais elementos +ormais da epop/ia. ou amaldi)oado. "on"luindo a a)*o' 0*o &á proposi)*o na narrativa de Judite. 1O[[H TO)' Judite re"lama para si a perman%n"ia no tempo. reprodu>ido a"ima. onde o poeta in+ormava o assunto1 a Mnvo"a)*o. e o p-logo. por isso.gi"a e. (EO2 RO. onde se tin&a a narrativa propriamente dita. so.-. 6e eu tivesse de5 acaios desta t9mpera em meu consel$o.is "omo A$uiles. de geração em geração (Jt B. T@)' A estrutura da narrativa / /pi"a no sentido &egeliano do termo. / a &ist.u-da uni"amente a ele. "om partes variáveis dependendo da o.ivro ou "omo a -. quem sabe alar #s tu. se assemel&a ao de 0estor na Guerra de #r. &onra $ue s. a latina e a portuguesaH <odas as naç'es grandes e importantes possuem livros deste g9nero. Agamemn*o a+irmaH 6em d7vida na assembl#ia. mas = Provid%n"ia divina. Atenaia. onde se es"lare"ia o des+e"&o da narrativa.reviv%n"ia na adversidade.u-da a grandes &er. .ra1 a 0arra)*o.i"a de Rute insere a narrativa a"er"a da na)*o de Msrael entre as grandes /pi"as.li"a de Judite.na Il. 1OOPH [[T)' O esp-rito original do povo de Msrael / o da so.ia. a-. 8eus-*adre.ada' :eu dis"urso. atri.ria de um povo a.

1A) Dá(me palavra e ast!"ia para +erir e matar os $ue +or9aram duros planos "ontra tua Alian)a. +ere o es"ravo "om o "&e+e e o "&e+e "om seu servo' Vue.ele>aH Houve uma agitação em todo o acampamento.ia' Judite +inge se entregar a Eolo+ernes de livre vontade. di+erentemente de Pen/lope ou Andrama"a. Judite' A &ero-na "umpre um per-odo de estadia no a"ampamento de Eolo+ernes.an&o.cia de sua c$egada( )les a rodeavam enquanto estava ora da tenda de Holo ernes aguardando ser anunciada( Admiravam-se de sua bele5a e.ia "omo possi. e$uivale = de Ulisses indi"ando a Agamemn*o a "onstru)*o do Cavalo de #r. outro elemento +ormal da epop/ia. uma rel-$uia $ue engrande"e a "on$uista' A ast!"ia de Judite. diariamente. ela sai todos os dias "om sua serva para orar e . $uando.an&ar(se' Judite se reveste da +ragilidade +eminina "omo representa)*o. ao se o+ere"er "omo esp.atal&a ter se dado.ilidade de ven"er a imponente #r.lio de guerra antes mesmo de a . pois correu pelas tendas a not. mul&eres /pi"as.ida "omo um tro+/u de guerra. "omo más"ara. "om o &a.ra sua arrogCn"ia pela m*o de uma mul&er (Jt O.protagonista $ue se l% a invo"a)*o a Deus soli"itando(o "ara"teres espe"iais $ue a tornará um instrumento de seu povoH Pela ast!"ia de meus lá. para suas ora)Des e .ito de se ausentar por &oras. ela n*o / +rágil' A 0arrativa. admiravam os il$os de Israel (Jt 1A. at/ o dia em $ue +oi "onvo"ada a estar na presen)a de Eolo+ernes em um . tua santa &a.ita)*o.ios.ia' A &ero-na en"anta e dei?a a todos maravil&ados "om sua . / o relato do assassinato de Eolo+ernes pelas m*os +rágeis de uma mul&er . 1T) Judite / a personi+i"a)*o do Cavalo de #r. por ela. mas "ria um arti+-"io estrat/gi"o $ue a permitirá sair do a"ampamento inimigo sem levantar suspeitas . 1B(1O)' A &ero-na / re"e. na verdade. a montan&a de :i*o e a "asa $ue perten"e aos teus +il&os (Jt O.

e)a "ortada de Eolo+ernes.ria.i)ava se?ualmente.rar $ue A$uior.ase nessa narrativa.eria a$ui. dirige(se a 4et!lia e mostra ao povo e aos an"i*os a "a. e de vit. A$uior a"onsel&a Eolo+ernesH ) agora. se $% algum delito nesse povo. no $ue / ova"ionada.ssimo.? ) bendito seja o 6en$or 0eus.e)a e sai do a"ampamento. A$uior +oi punido pelo vati"-nio' Judite.e. "onstru-da "omo mise-en-ab=me dentro da narrativa "entral. "omo +i"aram os troianos ap. 1B)' Judite.s +este9arem a suposta vit.ele>a de Judite e . "omo grande &ero-na. @A(@1)' O. n*o s. "omo +e> Paul Ri"oeur. e se apresenta ao "&e+e ass-rio' Eolo+ernes se rende = . mas por dire"ionar esses re"ursos para "umprir os des-gnios de Deus' Ca. $uando +i/is em sua "ren)a do Deus !ni"o' Com .? Aue te condu5iu para cortar a cabeça? 0o c$e e dos nossos inimigos (Jt 1T. "omo de &á.oli"amente se apossando do povo de 4et!lia' Q pre"iso lem. assim "omo o seu povo. il$a. no momento em $ue "onsegue estar s. ao tomar posse de Judite. e2aminaremos bem se $% mesmo esse tropeço( 0epois subiremos e atacaremos( &as se não $% iniq>idade na sua gente. a 9udia eleita.re a espe"i+i"idade do povo de Msrael. pelo 0eus alt.. estaria sim. mestre e sen$or. "ontando toda sua tra9et.ito' Cumprida sua miss*o. "om Eolo+ernes. . pro"edimento re"orrente nas narrativas /pi"as.viamente.? @riador do c#u e da terra. neste caso.ria e os momentos de derrota. por seu povoH -endita sejas. a"reditando $ue.? &ais que todas as mul$eres da terra.amos então motivo de esc%rnio para toda a terra (Jt J. adorna(se "om esmero. para que não aconteça que o 6en$or e 0eus deles os proteja e esteja a seu avor( 6er.-veis a todas as mul&eres da terra.e em e?"esso +i"ando assim vulnerável. $uando . "orta(l&e a "a. intensi+i"ando o +as"-nio $ue "ausava nos &omens do a"ampamento de Eolo+ernes. uma investiga)*o a"er"a do mal. "&e+e de todos os +il&os de Amon. se pecaram contra seu 0eus. / tomada "omo superior =s demais mul&eres da terra. representando a +igura da mul&er +rágil. que meu sen$or passe adiante.an$uete' ste 9á a "o. por usar os re"ursos "a.rigados "om Deus.ria "ontra os gregos' Judite. &avia alertado Eolo+ernes so.

ene+-"ios a Msrael. enquanto vivia.en)oada se9as pelo :en&or #odo(poderoso 0a su"ess*o dos temposW (Jt 1J. O(1A) Falta "onsiderar. icou amosa em toda a terra (Jt 1L. como onte de ação e portador de sentimentos que por esta ação procura satis a5er( X'''Y a unidade #pica não 6 mpreitada a ser reali>ada em outra o"asi*o tendo em vista os limites de um artigo e o o.i"o reali>ado por ela e depois de sua "on$uista' Judite. uma mul&erY pode agir e a irmar-se. sim. deve ser "on&e"ida e "oerente "om a "onstru)*o literária dessa personagem' O livro de Judite "ont/m todos os passos da &ero-na.ria de Jerusal/mW #u /s o supremo orgul&o de MsraelW #u /s a grande &onra de nossa ra)aW Reali>ando tudo isso "om tua m*o. al/m da $uest*o da elei)*o.oli>a a +or)a moral. Deus se "ompra>eu (sic) "om isso' A. Fi>este . o $ue se desta"a nessa narrativa. a "on+ian)a irrepreens-vel na Provid%n"ia divina e o paradigma $ue ela passa a representar. "ara"ter-sti"a da poesia /pi"a. ainda. o p-logo' A tra9et. por ora. / a representa)*o /pi"a dessa mul&er $ue.ria de vida de Judite.servou Eegel.ria da &umanidadeH #u /s a gl.9etivo primeiro deste te?to' . como s4 um $omem Xno "aso da narrativa em $uest*o./m presente na narrativa de Judite . do mal ne"essário para $ue se "umpra a promessa L' 2as. mas para toda uma na)*o' O sumo sa"erdote Joa$uim e o Consel&o de an"i*os louvam(na em sua "ondi)*o de &ero-na a ser e?altada no de"orrer da &ist.9etivo "on+erir relevo = a)*o paradigmáti"a desse su9eito e?emplar' Como o. para outras mul&eres. di+erentemente da +or)a +-si"a "omum aos &er.ria de um &er. @1) e teve vida longa.i /pi"o. a casa de Israel c$orou-a por sete dias( (((() Bão $ouve mais quem inquietasse os il$os de Israel nos dias de /udite e nem por muito tempo depois de sua morte (Jt 1L. pode-se di5er que # o indiv.is /pi"os. n*o s. por "onta do grande +eito reali>ado. viveu at/ "ento e "in"o anos' Vuando morreu.mais espe"i+i"amente. por si ou em nome de uma na)*o. antes do +ato &er.duo que constitui o ponto mais alto da epop#ia. tem por o. @[(@J)' O +ato de narrar o +im da tra9et. o !ltimo elemento das epop/ias "lássi"as tam.

re o epis.ria de Judite. entre a ação individual e a totalidade do mundo (E G <. brota um grande rio. como uma pequena onte. / o en"antamento e todo ele / atri. apresenta "ara"ter-sti"as essen"iais do g%nero l-ri"o.u-do = +igura +eminina de ster' Para "ompreender o en"antamento / pre"iso "onsiderar o +ato de Assuero.ria dessa &ero-na apresenta(se. o rei Assuero di"ide l&e impor um "astigoH “6egundo a lei!. 1OOPH J1T)' O $ue está em +o"o na narrativa. ang7stia e espanto caem sobre a terra( <ranstornado de terror diante dos males que o esperam. da arte. a narrativa.ria /pi"a. "u9o nome signi+i"a FestrelaG' A tra9et. e !ltima. "u9o trono estava na "idade de :usa. "om sua . todo o povo justo se prepara para morrer e invoca a 0eus( 3ra. tumultuo sobre toda a terra( 0ois enormes drag'es avançam. "ara"ter-sti"o da poesia l-ri"a. disse ele. quer di5er. a lição. todas as naç'es se preparam para a guerra contra o povo dos justos( 0ia de trevas e de escuridão.ançam um rugido" ao ouvi-lo. de %guas caudalosas( A lu5 se levanta com o sol( 3s $umildes são e2altados e devoram os poderosos ( st 1. ter repudiado sua rain&a. na medida em que se adaptem Ds ormas da antasia e da intuição e que penetrem no dom. $ue a. "omo o. o son&o pro+/ti"o de 2ardo$ueuH Critos e ru.nio do sentimento (E G <. pois trata.-. analisada em sua estrutura pro+unda. treme o c$ão. Kasti. "omo uma tra9et. 1d(19) 2ardo$ueu / primo de ster e a "riou desde $ue seus pais +ale"eram' O son&o de 2ardo$ueu / o elemento de +antasia. por ela ter se re"usado a se apresentar. 1OOPH [BB([OA)' A ter"eira.servou EegelH uma obra l.ertura da mesma.dio . “que se deve a5er D rain$a . icos. assim "omo na &ist. dos pr4prios pensamentos cient. = primeira vista.li"a do Antigo #estamento $ue tem "omo protagonista uma mul&er / a &ist.rica pode ainda e2primir (((() o conte7do essencial da religião.an$uete do rei' Mndignado "om a re"usa de Kasti. ambos prontos para o combate( . de seu grito.ria de ster. ao servir de a. a "ome)ar pelo elemento maravil&oso.estar% completa senão quando a ação particular atingir o seu termo X'''Y dando a mediação direta entre as duas es eras. dentro da dimens*o literária. narrativa .dos.ele>a. ribomba o trovão. <ribulação. no . da narrativa a respeito de uma mul&er $ue salvou o povo 9udeu do e?term-nio' Contudo.

mas +oi Am*. al/m de apresentar o elemento +antásti"o do son&o tam. deposta e todo um &ar/m +oi +ormado a +im de $ue Assuero pudesse es"ol&er sua nova rain&a' Dentre as mul&eres desse &ar/m estava ster e +oi sua o.ordina)*o' Pois a "onduta da rain&a "&egará ao "on&e"imento de todas as mul&eres. "omo os demais servos do rei./m insere a narrativa no "ampo da su. de +ato. mas toda poss-vel insu. paradigma inverso da primeira esposa. desde o relato do son&o de 2ardo$ueu at/ a elei)*o desta pelo rei. $ue será ins"rita nas leis da P/rsia e da 2/dia e n*o será revogadaH $ue Kasti n*o ven&a mais = presen)a do rei Assuero1 e o rei "on+ira sua $ualidade de rain&a a outra mel&or do $ue ela ( st 1. o outro / o des"on&e"ido. ali. mas ster nada pediu al#m do que l$e ora indicado pelo eunuco real ( st @. do pa-s de Agag. di>endoH FO rei Assuero ordenou $ue se trou?esse a rain&a Kasti = sua presen)a e ela n*o veioWG Eo9e mesmo as mul&eres dos pr-n"ipes da P/rsia e da 2/dia dir*o a todos os o+i"iais do rei o $ue ouviram +alar so. / o estrangeiroH Bo meio dos povos. pois. representada' O $ue se deve "astigar n*o / s. 1P(1O)' A rain&a Kasti +oi. e por isso este se voltou "ontra 2ardo$ueu e todo o seu povo' 0esse relato.edi%n"ia e su.9etividade' Q a es"ol&a de Assuero por uma mul&er.+asti por não $aver ela cumprido a ordem do rei Assuero transmitida pelos eunucosE ( st 1. a atitude da rain&a Kasti. $ue está em $uest*o' A su. estrutura a narrativa no g%nero l-ri"o. promulgue.ene+i"iado' 2ardo$ueu n*o +a>ia rever%n"ias a Am*.miss*o $ue a tornou a eleita do rei Assuero' Cada uma das mul&eres do &ar/m poderia soli"itar um en?oval e adornos e?tras $uando +osse sua ve> de se apresentar ao Rei.9etividade tam. 1J)' #oda a introdu)*o do livro de ster. em todas as prov.ncias de teu reino. de sua parte.re a "onduta da rain&a1 ent*o &averá muito despre>o e ira' :e . est% espal$ado um povo D parte( 6uas leis não se parecem com as de nen$um outro e as leis reais são para eles letra morta( 3s interesses do rei não permitem . 1J)G' O "omportamento arredio da rain&a Kasti e a sua re"usa em servir ao rei "riam um pre"edente do "omportamento +eminino ina"eitável para a "ultura e para a so"iedade. $ue ol&ar*o seus maridos "om despre>o. $ue +oi . tem(se a e?press*o má?ima da "ara"teri>a)*o da alteridade./m será o leitmotiv da persegui)*o dos 9udeus na narrativa' 2ardo$ueu salvou o rei de um atentado "ontra sua vida.em pare"er ao rei. uma ordem real.

mas n*o / o "aso' O dis"urso so.eradamente su. a estrutura pro+unda da narrativa seria antes /pi"a $ue l-ri"a. o rei.dei2%-lo tranq>ilo( Aue se decrete. a de"is*o do rei Assuero de revogar sua de"is*o "ontra o povo 9udeu' :e num primeiro momento. estabelecido no reino de Assuero ( st T. $ue "onstitui a . de5 mil talentos de prata ( st T. enc$eu-se de uror( @omo l$e tivessem declarado de que povo era &ardoqueu. na conta do <esouro Feal. o +o"o da re9ei)*o do outro +osse somente sua "ondi)*o de estrangeiridade. deli. nem se prostrava diante dele. / gra)as ao "aráter de parti"ularidade e de individualidade.ter+!gio para legitimar um ata$ue pessoal. mostra-se incapa5 de e2plicitar e desenvolver a sua mensagem de orma tão completa quanto a da poesia #pica (E G <. sua morte. a+inal. permite a persegui)*o aos 9udeus e assina a "arta de "ondena)*o deste. pareceu-l$e pouco em seus prop4sitos atentar apenas contra &ardoqueu. mas / no detal&e $ue ela se torna per"ept-vel' :egundo Eegel. Amã que &ardoqueu não se ajoel$ava. no livro de ster. pelo menos.9etividade perpassa. pois. / um su. J(L)' 0esse relato. e versarei aos seus uncion%rios.9etivo. 1OOPH J1T)' A su. portanto.ase da poesia l-ri"a. por motivo su. igualmente. se bem parecer ao rei. t*o vol!vel $uanto a in"onstCn"ia $ue dese9ou punir na +igura da rain&a deposta' .re sua espe"i+i"idade in"ompreens-vel e. povo de &ardoqueu. mas sob este aspecto. tendo em vista $ue +oi 2ardo$ueu $ue o livrou do atentado. di ere essencialmente do conte7do da poesia #pica (''') a poesia l. pois. B(O)' Caso. num segundo momento. so.re o outro. $ue se pode o.9etivista' A insu.rica oca apenas um lado particular desta totalidade ou.servar a espe"i+i"idade do g%nero. a di+eren)a entre l-ri"a e /pi"a / sutil. / irritantemente +rágil. por uma gratid*o n*o 9usti+i"ada por Am*. nesse relato. e premeditou destruir todos os judeus.ordina)*o de 2ardo$ueu motivará a persegui)*oH +eri icando. perversamente 9usti+i"ável para o geno"-dio. o conte7do pode o erecer uma grande variedade e ligar-se a todos os assuntos da vida social. de"ide revogar sua senten)a' A personagem do rei.

$umil$ou com aspere5a seu corpo.ria dos 9udeus.ra)ou a miss*o e. eu te vi semel$ante a um anjo de 0eus( )ntão meu coração se perturbou e eu tive medo de teu esplendor( *ois #s admir%vel. te darei ( st J. ao ser reanimada ap.e)a do mal.2ardo$ueu. avisa ster. ela / assegurada por um re"urso ritual-sti"o(su. mas / ao povo 9udeu $ue ele estende o voto' <iri"amente. e teu rosto c$eio de encanto ( st J. assim "omo +e> Judite. dos perigos $ue "orria e pede a ela $ue inter"eda por seu povoH Bão imaginas que. disse ela. T)" *ede-me o que . "apa> de se su. ela "ortou a indi+eren)a do rei em rela)*o ao seu povo. ap. nesse epis.? *ara que ele pereça? @om todos os seus c7mplices ( st [.s essa se mostrar inteiramente su. 1T(1[)' ster a. para 4dio de nosso inimigo. "omo +e> Judite. "ompletamente di+erente da esposa anterior' Ao se apresentar ao rei. instigado por Am*. porque est%s no pal%cio.dio. despindo(se. o $ue "ontrariou a in+orma)*o de Am* so. a rain&a +a> uso de toda sua . ela se +e> d. 1Pr( 1Ps)' As s!pli"as de ster ser*o atendidas e Assuero irá permitir aos 9udeus $ue se vingem de seus perseguidores' A vit. da "arne e dos adornos' A ora)*o de ster a Deus / um pedido de trans+orma)*o de sua "ondi)*oH A mim d%-me coragem.missa e id.s desmaiar diante dele.meter ao seu poder. o rei reitera em tr%s di+erentes momentos sua promessaH 0i5e-me o que desejas e. de"laraH 6en$or. ser%s a 7nica a escapar dentre todos os judeus( *elo contr%rio. depois do de"reto assinado. se te obstinares a calar agora.latra de seu marido.ele>a e +ragilidade e. de outro lugar se levantar% para os judeus salvação e libertação. a+inal.? &uda seu coração. $ue tam. ainda que seja a metade de todo o meu reino. por "onta da repeti)*o ritual-sti"a.9etivista' O rei Assuero repete por tr%s ve>es o 9uramento $ue +a> = sua rain&a. sen$or. mas tu e a casa de teu pai perecereis( ) quem sabe se não teria sido em vista de uma circunstGncia como esta que oste elevada D reale5aE ( st [. assim.re o povo 9udeu' Assuero +a> a promessa a ster. "iente do de"reto do rei.? Fei dos deuses e dominador de toda autoridade(? *'e em meus l%bios um discurso atraente? Auando eu estiver diante do leão. @a)' ster n*o "ortou a "a. 9e9uou./m era 9udia. / igualmente l-ri"a."il e "on+iável.

atua $uando sua estrutura / interpretada. nada +oi omitidoH nem a pe$uena +onte $ue se "onverteu em rio. Ta(T+)' O $ue se o..olo n*o se trans+orma em metá+ora por$ue. semCnti"a ou l. "omo inser)*o da renova)*o semCnti"a no dis"urso' O s-m. n*o pres"inde nem l&e / superior. e te ser% concedido( Ainda que me peças a metade do reino.olo ne"essita da metá+ora. a da liga)*o estreita entre s-m. nem a a. mas o $ue tem relevo na narrativa / a ast!"ia de ster. 3 que ainda desejas. do son&o $ue teve e $ue serviu de a. nem o sol. o s-m. práti"a $ue interessa ao te?to . t9-la-%s.al&o "om a linguagem e s.olo possui algo $ue n*o pode ser redu>ido a uma trans"ri)*o lingu-sti"a.-. ou se9a.gi"a' Q esse elemento irredut-vel ao sentido $ue propi"ia a des"onte?tuali>a)*o do s-m.olo dentro da linguagem' O son&o de 2ardo$ueu / . a metá+ora / uma inven)*o livre do dis"urso.ncias do reinoE ) agora. pois / a metá+ora $ue organi>a o s-m.olo.undCn"ia das águas' ster / esse rio. ( st O. e metá+ora. "omo estrutura de duplo sentido. bem como os de5 il$os de Amã( Aue terão eles eito nas demais prov. rain$a )ster. ( st P.olo nas"e no ei?o "ongruente onde +or)a e +orma "oin"idem' A di+eren)a entre os dois / "ru"ial . di+erente dessa $ue o"orre no logos. 1@)' A mudan)a de +ortuna do povo 9udeu pode ser lida "omo "ara"ter-sti"a do drama. ele o"orre na lin&a lim-tro+e entre bios e logos' O s-m.quiseres.li"a da narrativa' A$ui se tem presente uma das rela)Des "aras ao +il. e ser% eito. o $ue irá l&e "on+erir o t-tulo do livro . a$ueles $ue invo"aram a Deus e +oram salvos ( st 1A. @)" 64 na cidade de 6usa os judeus mataram e e2terminaram quin$entos $omens. nem a lu> $ue .ertura para a narrativaH #udo isso vem de DeusW :e re"ordo o son&o $ue tive a esse respeito.ui)*o de sentido ao son&o de 2ardo$ueu / a relevCn"ia sim.so+o Paul Ri"oeur.serva na atri.olo e a re"onte?tuali>a)*o em outros momentos. ela $ue se "asou "om o rei. 9á o s-m. pede-me o que quiseres e te ser% concedido. posteriormente. $ue a +e> rain&a' Os dois dragDes somos Am* e eu' Os povos s*o a$ueles $ue "oligaram para destruir os 9udeus' 2eu povo / Msrael.li"o' O elemento l-ri"o se estende = leitura $ue 2ardo$ueu +a>.olo "olo"a em a)*o todo um tra.li"o' O s-m. ela in"ita = "ompreens*o' Contudo.ril&a.-.

de "ontar. não e2iste uma $ist4ria para contar. "om o son&o de 2ardo$ueu' As narrativas dessas tr%s mul&eres. onde se mani+estam os paradigmas de promessa' 0esse sentido. comptant sur moi. contando comigo. a identidade pessoal está "ondi"ionada ao e?er"-"io de "ertas "apa"idadesH = "apa"idade de +alar.s-m. nem se +oi adorada por seu povo' O "i"lo se +e"&a "omo "ome)ou. e?plorando o "aráter meta+. prin"ipalmente.. na medida em $ue permite a interpreta)*o dada por 2ardo$ueu.rias de Fsu9eitos "apa>esG. / o lo"al. / tanto um es+or)o para e?istir $uanto para ser responsável por outro' sse dese9o de e?istir deve ser dis"ernido da a+irma)*o vital de si mesmo. n*o se sa.u-dos livros .ui)*o de valor "on+erida a mim pelo outroH cHest un autre. IquiJ me constitue responsable de mes actes K (RMCO UR. [que] me constitui responsável por meus atos ! . s*o &ist. segundo Ri"oeur. "omo o"orreu "om essas tr%s mul&eres. nem o poema pode despertar no leitor o desejo de saber como vai a"a. na medida em $ue permite o a"esso ao valor sim.olo. e entendido "omo tri.e "omo viveu o resto de seus dias. 1OLBH @TJ)' 0*o &á des+e"&o na narrativa de ster.-.ar esse mesmo poema (AGUMAR :M<KA.li"os no Antigo #estamento. de agir.li"o dentro do te?to' A %n+ase do son&o de 2ardo$ueu está na leitura de ster "omo a pequena onte que se converteu em rio' ster / a estrela $ue. +a>endo(se do"e e pe$uena.ri"o dos te?tos literários e o +ato desse "aráter permitir a des"onte?tuali>a)*o e a re"onte?tuali>a)*o da narrativa em di+erentes momentos. de prometer e de "umprir "om a palavra dada' A promessa +eita ao outro. as !ni"as =s $uais +oram atri. e / metá+ora. "ondu>iu o povo 9udeu = vingan)a "ontra seus inimigos' O en"erramento da narrativa de ster. @AAT"H 1TA)' A promessa +a> do FoutroG testemun&a e garantia dos enga9amentos do su9eito' As narrativas +i""ionais. em suas di+erentes dimensDes. por e?"el%n"ia. / +ragmentado e in"on"lusivo' Ao l-ri"o n*o interessa in+ormar a totalidade dos a"onte"imentos. as narrativas dessas tr%s mul&eres representam tr%s +ormas de promessas 7 “é um outro. de se imputar e.utário = atri. no sentido ri"oeuriano do termo' :egundo Paul Ri"oeur. di+erente do aspe"to de totalidade da narrativa /pi"a de Judite.

pre+á"io de notas de Pe' 2' Alves Correia' Kol' M <is. Georg 8il&elm Friedri"&' @urso de est#ticaL o sistema das artes( #rad' elvaro Ri. @AAB. 1PUATU@AAB' :*o <eopoldoH ditora U0M:M0O:. 1OOP' EO2 RO' Il.liogra+iaH AGUMAR :M<KA. a da Alian)a.itos da promessa maior. 1PUATU@AAB' :*o <eopoldoH ditora U0M:M0O:. Ra+ael Camorlinga' FA +/ dos "rentes literáriosG' MnH IHUon-line Fevista do Instituto Humanitas Unisinos' 0c' @J1.r . Ano KMMM.oa H <ivraria :á da Costa. 1OO[' 4d4<MA' Portugu%s' A -. p' 1@(1[' ARM:#Z# < :' *o#tica' #radu)*o.eiro' :*o PauloH 2artins Fontes. p' 1[(1L' A<# R. representa a dimens*o de Cm. Ano KMMM. Autres <emps. 1OOL' E G <. o "oletivo e o "ompan&eiro amoroso . "omentários e ap%ndi"es de udoro de :ousa' [' d' Mmprensa 0a"ional Casa da 2oeda. @AAB.ada' #radu)*o.ert' FUm mergul&o na narrativa . Ro. pre+á"io. @AAB. Paul' . introdu)*o. p' @J(@L' "ontatos: adnapaulaj3a&oo'"om'. 1O[[' RMCO UR. K-tor 2anuel de' <eoria da literatura' @b' Almedina. 1PUATU@AAB' :*o <eopoldoH ditora U0M:M0O:. niPL(PP.sendo $ue "ada uma delas e?pDe a poten"ialidade +eminina na "ara"teri>a)*o dos aspe"tos parti"ulares' A promessa individual de "ada uma dessas mul&eres =s di+erentes apreensDes do FoutroG .blia de /erusal#m( J' ed' rev' :*o PauloH Paulus. Paulo' F#eologia e <iteraturaH a "ena alem*G' MnH IHUon-line Fevista do Instituto Humanitas Unisinos' 0c' @J1. Ano KMMM. 1OPJ' ffff' *arcours de la reconnaissance' <rois #tudes' ParisH Qditions :to"5.li"aG' MnH IHUon-line Fevista do Instituto Humanitas Unisinos' 0c' @J1. a de Deus "om o seu povo' 4i. 1OLB' d' Coim.a m#tap$ore vive' ParisH <e :euil.ilit/ et +ragilit/ h.raH <ivraria A<CARAI. @AA[ ffff' gResponsa. o igual em in+ort!nio.-. @AAT' :O #E .

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