Quarto de despejo - O diário de uma favelada O livro-diário comovente e cruel, escrito por uma catadora de papel, que

apesar dos milhões de exemplares vendidos pelo mundo, morreu da mesma forma que nasceu: pobre, como quiz o destino, em um país cin ido pelo abismo das classes sociais! O diário de "aria #arolina de $esus , semi-analfabeta, ne ra, pobre e favelada, teve início a partir de cadernos e livros velhos que recolhia dos lixos da cidade e que possibilitou sua forma%&o cultural! 'ssa obra, primeira de várias que seriam produzidas, foi concluída no come%o dos anos () e foi um fen*meno de vendas, traduzida para +, lín uas, tornou-se o livro brasileiro mais vendido no exterior, s- perdendo apenas para a obra de .aulo #oelho! "esmo assim, "aria #arolina de $esus n&o teve, por estas bandas, o mesmo reconhecimeto literário que teve em outros países! /os anos 0), a 1ran%a lan%a seu se undo livro-diário 23iário de 4irita2, posteriormente publicado 4rasil! .or aqui, onde o preconceito reina absoluto, já 5 de costume n&o admitir o direito 6 al umas pessoas de conquistarem al uma proje%&o a determinadas posi%ões ou car os, principalmente se n&o forem portadoras de um currículo acad7mico ou da classe social privile iada! .or isso, a catadora de papel, apesar de ter convivido com randes escritores, jamais teve o devido reconhecimento da crítica literária, rele ando-a 6 condi%&o de escritora mar inal, impedida de pertencer a 8alta literatura8! O diário da 8catadora de papel8, 9aqui cabe um par7nteses, pois esse nome carre a em sí uma ambi :idade de caráter metaf-rico; catar papel representa n&o somente o aspecto acumulativo do produto da celulose, como tamb5m, a aquisi%&o qualitativa da sua forma%&o literária e cultural! /esta obra, "aria relata a pen<ria do dia a dia das muitas "arias e $o&os que vivem em favelas! #om uma lin ua em simples, a autora conta o que viveu e o que viu, sem artificios ou fantasias e ao mesmo tempo, com um estilo <nico que comove pela for%a de seu realismo! "aria teve vários relacionamentos amorosos, mas nunca permitiu vínculos duradouros, no intuito de n&o se submeter aos mandos e desmandos autoritários dos homens! = sua independ7ncia permitiu que ela criticasse as mulheres que se sujeitavam e se humilhavam aos seus maridos! > noite, enquanto essas mulheres sofriam nas m&os de seus esposos, "aria se fechava no sil7ncio de seu barraco para ouvir valsas vienenses!

8Os meus filhos n&o s&o sustentados com p&o de i reja! 'u enfrento qualquer esp5cie de trabalho para mant7-los! ' elas 9as mulheres casadas?, t7m de mendi ar e ainda apanhar! .arece tambor! = noite enquanto elas pede socorro, eu tranquilamente no meu barrac&o ou%o valsas vienenses! 'nquanto os esposos quebra as tábuas do barrac&o eu e meus filhos dormimos soce ados 9sic?82

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