Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara de Família da Comarca de Niquelândia, Estado de Goiás

xxxxxxxxxxxxxxxx, !rasileira, concu!inada, "ortadora da C#dula de $dentidade %G n& xxxxxxxxxxxxxx de'idamente inscrita no C(F)*F so! o n &xxxxxxxxxxxxxx, residente atualmente na %ua (araná, esq c) Carlos Gomes, qd +,, lt -., Setor /elo 0orizonte, nesta cidade, "or seu ad'o1ado que ao 2inal assina, 'em 3 "resen4a de Vossa Excel5ncia, com o res"eito de'ido "ro"or o "resente6 AÇÃO DE DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL cumulada com PENSÃO ALIMENTÍCIA e BLOQUEIO DE CONTA com pedido de LIMINA ! 2ace a xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, !rasileiro, "ortador da Carteira de $dentidade n7 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, C(F n7 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx, residente e domiciliado na 8d -9, :t -;, C0C, tendo em 'ista os se1uintes 2atos ocorridos, am"arados "elos 2undamentos 3 se1uir6 I - DOS FATOS QUE MOTIVAM O PEDIDO. < %equerente e o requerido 'i'eram so! o mesmo teto, como se marido e mulher 2ossem Durante a constância desta uni=o de 2ato, ti'eram 2ilhos, construíram

nesta ur!e Deste relacionamento nasceram dois 2ilhos. im"rimindo a sociedade e ao derredor dos con'i'entes. a "recisa sensa4=o de que constituíam uma nítida 2amília conAu1al. me"ecem #e" "eco$%ecida po" &e$'e$(a a &ociedade %a#ida! o )ue &e "e)ue"* " # Di$$o%u&'o da $ociedade # (ato$ )ue a moti*am. . somente o 2azendo nesta Jltima a1ress=o.99. lo1o a"@s o nascimento do se1undo 2ilho do casal e a morte do "rimeiro. <s "artes 'i'eram como se casados 2ossem "or cerca de 9B CseisD anos. o casal amealhou !ens que constituem o "atrim>nio comum de am!os. 0á cerca de 9F CquatroD anos. mediante uma senten4a homolo1at@ria 1 . <ressa Vit@ria Gomes de Eli'eira. requerer o reconhecimento e a dissolu4=o desta sociedade.99.G con2orme atestam as certidHes em anexo <o lon1o do %elacionamento. cum"riram aqueles de'eres recí"rocos inerentes a condi4=o de casados Vi'iam. sendo que os !ens encontramIse em nome do %equeridoG con2orme e'idenciaIse "elos documentos em anexo E casal 'i'eu. a"enas que su!traída da "r#'ia 2ormalidade de sua "J!lica cele!ra4=o. o "rimeiro Fili"i Gomes de Eli'eira. am!os 'iessem ao Estado enquanto Auiz. mantendo resid5ncia. em . a requerente. "ois. de Aunho de . "ortanto. e "or este 2ato."atrim>nio ?ma extensa 1ama de 2atos 1eraram a disc@rdia dos entes. nascida em .. a requerente nunca ha'ia "rocurado a Dele1acia "ara re"resentar contra o seu com"anheiro. a so2rer a1ressHes 2ísicas Com medo da rea4=o do requerido. o relacionamento entre am!os come4ou a 2icar insu"ortá'el /ri1as e discussHes tornaramIse 2reqKentes. o . ti'eram 2ilhos. como se casados 2ossem Construíram "atrim>nio.Reconhecimento da Sociedade concubin !ia.B de no'em!ro de . 2azendo com que. "ois or1anizada nos moldes do casamento tradicional. che1ando. con2orme Lermo Circunstancial de Ecorr5ncia anexo <l#m da a1ress=o. o qual 'eio a 2alecer em 9F de 2e'ereiro de . e o se1undo. 'i'eram so! o mesmo teto.999.

saiu de casa le'ando consi1o a 2ilha do casal. # ca!í'el a dissolu4=o Audicial com a "artilha do "atrim>nio adquirido "elo es2or4o comum. a di&&olu(+o de&&a &ociedade de . que re1ula o "ará1ra2o terceiro do arti1o .requerido n=o está mais aAudando com as des"esas de casa. con2orme entendimento sumulado.. leis essas que o2erecem todo o am"aro le1al a uni=o está'el e aos direitos dos com"anheiros /uscando esta se1uran4a Aurídica. deixando "ara traz utensílios dom#sticos. a pa"'e "e)ue".Que$t. que inte1ram o im@'el onde o casal 2azia sua moradia -.B.N9 do Su"remo Lri!unal Federal..B reconhece a uni=o está'el. "oderá a sociedade ser se"arada de 2orma que os "ares n=o "ossam mais discutir aquilo que 2icar resol'ido e homolo1ado "or este ínclito Auízo < Constitui4=o Federal em seu arti1o . e se desta rela4=o so!re'eio 2ilhos e 2orma4=o de "atrim>nio. de -9 9.&D. mesmo que homolo1at@ria. 2ato que 2ez com que a requerente resol'esse ">r 2im 3 sociedade at# aqui existente Se o texto constitucional "assou a identi2icar nestes "ares concu!inos uma le1ítima entidade 2amiliar Cart .e$ )ue ma!/eiam a $e. em decorr5ncia da Jltima a1ress=o. inclusi'e com des"esas m#dicas de sua 2ilha <l#m de amea4ar de morte constantemente a <utora. na Auris"rud5ncia. que. SJmula .. -OOB.+N. somente "or senten4a.M . necessitando sair da sua resid5ncia com sua 2ilha e "assar a morar de 2a'or na casa de sua ami1a. a con'i'5ncia 2oi tornada insu"ortá'el.B da Constitui4=o Federal. a qual. sendo hoAe "ací2ico.a'o e-i&'e$'e e$'"e o& doi&* + # Da $e. em decorr5ncia da im"ossi!ilidade de con'í'io so! o mesmo teto. temos ainda a :ei n& N O+-)OF que re1ula o direito dos com"anheiros 3 alimentos e at# mesmo 3 sucess=o !em como a :ei n& O . . com"ro'ada a exist5ncia de sociedade de 2ato entre os concu!inos.o$ e do$ ben$ do ca$a% < requerente. está tam!#m constran1ida de so2rer al1uma a1ress=o do %equerido %ecentemente. .a!a&'o de co!.a!a&'o. dandoIlhe todo o a!ri1o tal qual 3s uniHes le1ais e de'idamente constituídas.

CumaD casa residencial ti"o CI. e 2ez amealhar certo "atrim>nio 8uanto aos 2ilhos a quest=o da 1uarda e da "ens=o alimentícia de'em ser resol'idas Sendo que a %equerente Aá se encontra na 1uarda de 2ato da menor. "or estar dentro da "ossi!ilidade do %equerido. com a área de F+. no im"orte de .en$'o de a%imento$. do C0C S ConAunto 0a!itacional Codemin. al#m de ser tra!alhador aut>nomo. do /anco Caixa Econ>mica Federal. de que a 2ilha será cuidada "ela m=e C1uarda e res"onsa!ilidadeD. requer nesta o"ortunidade que seAa de2erido "or Vossa Excel5ncia os alimentos (%EV$S$EN<$S. necessitando ?%GELE*ENLE de "ens=o alimentícia *oti'o "elo qual. tam!#m de'erá ha'er a Austa di'is=o 0 # Da /ua!da do$ (i%ho$. a15ncia -NF.99 Cdois mil reaisD 8uanto ao "atrim>nio. desde Aá os alimentos "ro'is@rios no montante de . Es !ens que 2ormam o "atrim>nio conAunto do casal de concu!inos s=o os se1uintes6 -D :ote n7 -. com 'alor a"roximado de %P -9 999. Goiás. a rela4=o concu!inária. o qual. nesta cidade de Niquelândia. CdoisD salários mínimos. ..Como 2alado anteriormente. Do . <%ESS< V$LQ%$< GE*ES DE E:$VE$%<.. no 'alor a ser esti"ulado "elo *a1istrado no momento "r@"rio.CumaD conta "ou"an4a de n7 B. o "ai de'erá contri!uir "ara a manten4a da menor. de'erá 2icar so! 1uarda e res"onsa!ilidade da m=e. a (i%ha. com uma "ens=o mensal. (elo 2ato. no qual está edi2icado 9.ai. da quadra 9+. no Jardim <tlântico..99R Cduzentos "or centoD do salário mínimo 3 # Do$ ben$.. 999. e a ser "a1o no "razo determinadoG 2ixando.+ m.D 9. em"resta dinheiro a terceiros. Sr Eu!i%ene Pe!ei!a 1ome$ 2 # Da . trouxe ao mundo dois 2ilhos. < 2ilha do casal.O9NOIB.99 Cdez mil reaisD F . le'antando uma renda mensal de %P . estando sendo utilizado e de "osse do requeridoG .

CumD 2o1=o S 9F !ocasG cI 9.CumD D'dG AI 9.CumD 1uardaIrou"a de casal. s@ durante o "eríodo entre a!ril de . no'oG dI 9. com"ro'ando.99.CumD 1uardaI rou"aG nI 9.CumD tanquinho de la'ar rou"aG 2I 9... at# a data do . o S<:DE LEL<: /<NCV%$E. hou'e um acr#scimo 3 conta no montante de a"roximadamente %P .CumaD LV S .O9NOIB.. de1elo.99.9T iI 9. no'oG mI 9.CumD a"arelho de somG UI 9.CumaD estante tu!olarG hI 9.CumD Ao1o de mesa de mármore de 9B cadeiras.99. CdoisD 'entiladoresG lI 9. no'aG !I 9.CumD Ao1o de so2áG 1I 9.D ?tensílios dom#sticos6 aI 9. Sr <nt>nio "ossui uma conta. CdoisD criados mudo DA 4IMI5AR REQUERIDA II. assim. que os 'alores 2oram adquiridos quando da con'i'5ncia do casal Sem do que.CumaD cama de solteiroG "I 9.99 Chum mil e trezentos reaisD. na <15ncia n7 -NF. CduasD mesas de madeiraG eI 9.CumaD Geladeira sim"les. CduasD camas de casalG oI 9. so! o n7 B. con2orme extratos acostados Con2orme se 'eri2icam dos extratos. . do ti"o "ou"an4a. a Aulho de . da Caixa Econ>mica Federal..DO 64OQUEIO DA 7O5TA 6A578RIA E %equerido.

99.DO PEDIDO DE 4IMI5AR DO 64OQUEIO DA 7O5TA 6A578RIA Diante de todo o ex"osto. esta'a no im"orte de %P -9 -. somente o Sr <nt>nio tem acesso aos seus 'alores de"ositado. sen=o 'eAamos6 Fumus boni iuris %e'elaIse atra'#s do "eríodo em que 'i'eram como se marido e mulher 2ossem e "ela aquisi4=o de "atrim>nio "elo es2or4o comum. "odendo. sur1e o direito da requerente I com"anheira. con2orme "ro'a a xeroc@"ia de extrato !ancário em anexo. a requerente e com"anheira n=o tem conhecimento nem mesmo da senha da re2erida "ou"an4a Neste dia"as=o. 'eri2icaIse que o requerido tem acesso irrestrito 3 sua conta.)9+). *eritíssimo Jul1ador.. o que n=o acontece No que se re2ere 3 conta es"ecí2ica. "reAudicando o direito 3 mea4=o da requerente B . que "resentes est=o todos os requisitos "ara a concess=o da medida liminar de !loqueio de cr#dito.dia -. requer. haAa 'ista que o requerido Sr <nt>nio "ode dila"idar o montante de"ositado. "reAudicando a mea4=o dos !ens Lemendo a retirada do montante que inte1ra a conta "ou"an4a re2erida. este 'alor su"era o su"ra descrito Se "elo es2or4o comum do casal 2oram amealhados !ens. desde Aá o !loqueio da conta a 2im de ter seu direito 3 mea4=o res1uardado III . a "arte requerente. # de se reconhecer. a"@s o rece!imento desta sacar todo o 'alor ali de"ositado. sendo que at# a "resente data. Aá que desta rela4=o. 3 metade dos !ens que adquiriram conAuntamenteG dentre eles. de'eriam conAuntamente se !ene2iciar dessas aquisi4Hes.OB. o direito 3 metade do 'alor de"ositado na conta ora re2erida Periculum in mora %eside na "ossi!ilidade de les=o irre"ará'el ou de di2ícil re"ara4=o caso n=o seAa de2erido liminarmente o !loqueio da conta re2erida.9.

Des. Aá que a concess=o da liminar "reAuízo al1um acarretará. !e. $e. "orque "oderá ser re'ista a qualquer tem"o.$0.ou. 420.!e$$u. *erreita.$/+012. con!ecido e improvido.-. como se 'eri2icou. Agravo de Instrumento +.) og)rio Ar)dio < liminar n=o # uma li!eralidade da Austi4a. meio am!iente e a4=o coleti'a am!ientalT "u!licado na Re*i$ta Dano Ambienta% # P!e*en&'o.a concedida a medida %imina!. "resentes os "ressu"ostos necessários "ara a concess=o da medida anteci"at@ria “in limine litis” Neste dia"as=o. Decisão de indeferimento de liminar.an&a< 7AI=A. os quais deverão preencher os requisitos indispensáveis como a plausibilidade do direito firmado ('Fumus Boni Iuris') e a possibilidade de risco de irreparação de dif cil reparação desse direito! Caso ha"a demora na prestação ecurso "urisdicional ('#ericulum In $ora').o$itado$ na conta .!e$ente o$ ..umu& .(ortanto. # medida acauteladora do im"etrante. est=o." #$% &'mara &(vel. inaudita altera parte. el. Ação de Bloqueio de Contas . " .!e$$'o.9. S %LD Se1ue entendimento do Lri!unal de Justi4a do Estado de Goiás6 Agravo de Instrumento.a!a&'o e !e.!o*i$C!io$ e concedendo %imina!mente o !loqueio da contaG !D O !econhecimento da uni=o concu!inária existente entre am!os + . aD SeAa rece!ida a "resente a4=o.o$to$ do pe"iculum i$ mo"a e . 2ixandoIse os alimentos . b%o)ueando o$ *a%o!e$ de.o$i iu"i&:Carti1o Y%es"onsa!ilidade Ci'il. que n=o "ode ser ne1ada quando ocorrem os seus "ressu"ostos. sem que nenhum "reAuízo seAa causado as "artes Desta 2orma. a/>ncia 1?-0. A concessão ou não de liminar está adstrita ao livre convencimento do Magistrado que toma por base os elementos trazidos aos autos pela parte. D3 1++2.. desde Aá !e)ue!. conta n@ 2+AB?A-2 com o 2ito de 'er "reser'ado o direito 3 mea4=o da requerida so!re o montante de"ositado Es"era a requerente. Devendo somente ser revista a decisão no caso de manifesta ilegalidade ou abuso de Poder. assinalam Nelson NE%W JXN$E% e %osa *aria de <ndrade NE%W quando ensinam que o "edido de liminar 9$e! concedido $e .-.

notadamente os documentos inclusos. 'isando o !loqueio dos 'alores de"ositados na conta "ou"an4a n7 B. "or estar a %equerente em "#ssima condi4Hes 2inanceira. encontraIse me "oder do %equerido..9 999.a (eita a . 9B de a!ril de .a!ti%ha dos !ens eD Se.cD A di$$o%u&'o da $ociedade de (ato dD Se. %E: DE LESLE*?N0<S N .edido o(Ecio ao 6anco 7aiDa EconFmica Fede!a%. %E8?E% os !ene2ícios da Justi4a Gratuita. a15ncia -NF. e in2ormado 3 este Juízo os 'alores constantes nesta conta at# a "resente data In fine.a intimado o $lustre %e"resentante do *inist#rio (J!lico. todo o seu direito 2inanceiro.O9NOIB.a con(e!ida$ a /ua!da e !e$. im"ossi!ilitandoIse os "a1amentos das custas "rocessuais e honorários ad'ocatícios (rotesta "ro'ar o ale1ado. testemunhal e demais que Aul1ar necessário no decorrer do "rocesso DáIse a "resente o 'alor de %P .99 CLrinta mil reaisD Lermos em que (ede e es"era de2erimento Niquelândia.99B Nilson %i!eiro S"índola E</)GE -N N.a eD. "ara que se mani2este no 2eito hD Se.on$abi%idade da (i%ha 3 %equerente 1D Se.a (iDado o 'alor da "ens=o alimentícia de'ida a 2ilha "elo "ai 2D Se. "or todos os meios admitidos em direito. de"oimento "essoal.

• Edinama! A%*e$ Ro$a %ua %io de Janeiro. Jardim <tlântico.99B Nilson %i!eiro S"índola E</)GE -N N. /airro /elo 0orizonte. nesta cidade Niquelândia.. O . $$$ eta"a. n7 O-.. qd 9. lt. -+. 9. Niquelândia • Renata 6ati$ta 6a!bo$a <'enida /andeirantes. de a!ril de .

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