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Apresentação_Educação e Aprendizagem_Inovação

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EUCAÇÃO E APRENDIZAGEM NO CONTEXTO DA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA

Gabriele Greggersen

Florianópolis, 2013

Dilema Central: Tradição ou Inovação?
“O primeiro professor da história se "A escola sempre foi o mais sentiria perfeitamente em casa na importante meio de transmitir a maioria das salas de aula do mundo de hoje. Além do quadroriqueza da tradição de uma negro e do livro impresso houve pouca mudança nos meios de geração para a seguinte. Isto é ensino e nenhuma nos métodos. ainda mais verdadeiro hoje do A única tecnologia introduzida nestes oito mil anos foi o livro que em tempos passados, pois, impresso, que poucos em decorrência do moderno professores sabem usar - se o soubessem, não continuariam desenvolvimento da vida expondo o que já está nos livros” econômica, a família foi (Peter Drucker)

enfraquecida como portadora da tradição e da educação. A continuidade e a saúde da sociedade humana, portanto, dependem da escola em grau ainda maior do que outrora."
2

Dilema Central: Tradição ou Inovação?
"As escolas estão baseadas na  suposição de que há um segredo para tudo nesta vida; de que a qualidade de vida depende do conhecimento deste segredo; de que os segredos só podem ser conhecidos em passos sucessivos e ordenados; de que apenas os professores sabem revelar corretamente esses segredos.” (I.Illich) "É preciso considerar a escolarização menos como um ensinamento que como uma aprendizagem".(Mc Luhan)
“Tem se dito, e com muita verdade, que Platão foi o inventor de nossas escolas e universidades. Não conheço melhor argumento para uma visão otimista da humanidade, nem melhor prova de seu amor indestrutível pela verdade e pela decência, de sua originalidade e de sua saúde mental, do que o fato de que essa devastadora instituição não tenha sido capaz de arruiná-la totalmente” (Karl Popper)

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Tecnológica. et. mais produtivo (1 trabalhador americano = 4 brasileiros)  Porque as exportações crescem com intensidade tecnológica dos produtos Porque as empresas inovadoras têm preço-prêmio Porque as empresas inovadoras conquistam mais mercado Porque as empresas inovadoras pagam maiores salários Porque as empresas inovadoras retém mais seus de uma nação. 2007 4     Para melhorar a competitividade internacional em tempos do Fórum Sul de Inovação sociedade do conhecimento. IPEA.Por que inovação?  Porque ela é catalisadora da geração para o crescimento sustentável das empresas Porque inovação promove novas vagas de emprego. 2 Inovação e competitividade. 2006 Fonte: Pacheco. Brasil: o estado profissionais Cap. Quanto mais inovador. 2007    . al.

5 . DOSI: Paradigmas tecnológicos. TEECE: Vantagens circulares. imitadores. FREEMAN: Estratégias tecnológicas. valor do conhecimento.INOVAÇÃO E COMPETITIVIDADE ASPECTOS TEÓRICOS DA INOVAÇÃO SCHUMPETER: Inovações radicais e incrementais. LUNDVALL: Aprendizagem das pessoas. PORTER: Competitividade entre nações e organizações.

INOVAÇÃO E COMPETITIVIDADE ADMINISTRAÇÃO INOVADORA E COMPETITIVA 6 .

Inovação e seus impactos na Competitividade Crescer Evoluir Sobreviver Afinal.. S1E1 7 . • Concorrência global • Redução de custos • Agregação de Valor pela Inovação • Diferenciação de produtos – sobrevivência • Inovação e Competitividade..

Inovação e seus impactos na Competitividade Inovação e crescimento Inovar mais para gerar mais receitas Fonte: Extraído da ANPEI – Comitê Temático “COMITÊ Inovação nas PMEs” .2008 Quando competir por meio de inovações? S2E1 8 .

CNPq) tem gerado 75% de caixa da empresa. Investimento em máquinas e em duas unidades fabris aumentou a produtividade em uma tonelada de chocolate/hora. S3E1 9 . Empresa de serviços de TV Corporativa Investimento em desenvolvimento e em telecomunicações propiciou um crescimento em média de 65% ao ano.Inovação e seus impactos na Competitividade Empresa Resultados Empresa de detecção de metais industriais Indústria de fabricação de chocolates 25% de incentivos governamentais (MCT-Sepin.

Processo de Gestão da Inovação 1 Levantamento Inovação introduzida ou implementada Propostas de Idéias FUNIL 4 Implementação 5 Aprendizagem 2 Seleção Recursos para implementar Oportunidade(s) selecionada(s) 3 Definição de Recursos 10 .

Estímulo à Inovação 11 .

QUESTÕES     Como lidar com mudanças permanentes? Quais as habilidades necessárias para o sucesso de todos? Como os indivíduos trabalharão juntos? Como promover a criatividade no trabalho? 12 .

situação. mudanças. Processo. atividade. reação. Não explicadas por:  O que aprendemos? Habilidades Conceitos Preconceitos Conhecimentos Comportamento Preferências Manias 13 .Conceitos e principais teorias para mudança de postura nas gestões organizacionais Aprendizagem e Processos Criativos Processo de apreender algo sobre o objeto observado.    Afinal. o que é aprendizagem? Tendências inatas de respostas. Maturação ou estados temporários do organismo.

Aprendizagem e Processos Criativos (Wardman) 14 .

cultura. (STANO) 15 .APRENDIZAGEM ORGANIZACIONAL  Uma forma das empresas se tornarem competitivas e se adaptarem às mudanças   Forma de organizar conhecimentos e rotinas em torno de suas atividades. Forma de melhorar e desenvolver as aptidões e habilidades de indivíduos e grupos.

adquirir e transferir conhecimentos. Apta a modificar comportamentos face às necessidades de mudanças Cria espaço para a expansão de idéias(pessoas aprendem juntas) Onde as aspirações coletivas são libertadas (STANO) 16 .ORGANIZAÇÃO DE APRENDIZAGEM     Habilitada para criar.

O aprendizado pode ser     Aprendizado autodirigido Aprendizado criativo Aprendizado expressivo Aprendizado de sentimentos    Aprendizado no fazer Aprendizado contínuo Aprendizado reflexivo 17 .

pupilo.que comanda. Educar é conduzir de um estado para outro. tendo a prática social como começo e fim (Libâneo) instructio: construção. Cultivar é cuidar. Magister .criar. dirige. transformação da natureza pelo trabalho..condutor. cultura é cuidado. conduz Ped-agogós . conduzir para fora (Píndaro: “Torna-se naquilo que tu és”).  Agri-cultura. edificação. numa interação mediada. a educação é difusa: todos educam a todos. O trabalho da terra gera necessidade de preparo e formação. dar à luz. Nas sociedades primitivas. guia de crianças       18 . Conceito do Iluminismo: ser carente de luz Educere.Origens da Educação.. Alumnus . discípulo.criança nutrida no peito. amamentar.

essencialistas ou apriorísticas (perenialistas) Naturalistas. baseados nas seguintes concepções de educação: Metafísicas. românticas. tecnicistas ou comportamentalistas (evolucionistas) Histórico-culturais.Concepções de Educação    A filosofia da educação de hoje é repleta de dualismos. marxistas (materialistas) Pós-modernas: fenomenologia e existencialismo Antropologia filosófica    19 .

“ler dentro”) O melhor exemplo do conceito acontece na alfabetização Está intimamente relacionado com aprender. etc. amestrar. e sempre envolve o risco do fracasso 20 . leccionar. lehren -Lehrer) É tornar o real inteligível (intus-legere . que significa “sinalar”. castigar. instruir. tornar destro. de uma arte. repreender.Concepção de Ensino       Vem de in-signare. Ofício do professor (teach . admoestar.teacher..“marcar dentro”/”entalhar” Ministrar os preceitos de uma ciência. doutrinar. esclarecer. corrigir.

instruir-se. denota prender. que vem de brinco ou meio de apreender algo (no caso um brinco) Está relacionado à mudança de comportamento. Está intimamente ligado ao brincar. que é sinônimo de aprender. alcançar. confiscar. Envolve a capacidade de ouvir ou observar algo novo ou esquecido no mundo circumdande. que significa adquirir conhecimento de. assimilar. Apreender. a partir de uma experiência de vida.Concepção de Aprendizagem   Vem de apprehendere.    21 . compreender. ficar sabendo.

ciência auxiliar da pedagogia que promove os métodos mais adequados para a aprendizagem. conjunto de preceitos que têm por fim tornar o ensino prático e eficiente. conjunto de regras para o ensino de uma ciência ou arte. Metodologia é subdivisão da lógica que estuda os métodos técnicos e científicos. 22 . arte de dirigir o espírito na investigação da verdade.Concepção de Didática     Vem de didaktiké que significa a “arte de ensinar e de fazer aprender”.

Ciência aplicada da educação (Durkheim) Ciência da educação aplicada desenvolvimento da tecnologia educacional e da experimentação educacional (Dewey) Ciência da e para a educação (Schmied-Kowarzik) 23 . sem necessariamente ter contato com ela.Concepções de Pedagogia      Arte de instruir .reflexão teórica a respeito da prática.busca de métodos eficientes e quantificáveis ou reproduzíveis Teoria do ensino (essencialista) .

Filosofia da Educação Tradicional 24 .

25 .. P r o b l e ma 3 . P a u l o . p . G e n e r a l iz a ç ã o 5 . H ip ó t e s e s 5 . S ã o P a u l o : B r a s i l i e n s e . A s s o c ia ç ã o 4 . 1 9 . A p l ic a ç ã o P e d a g o g ia d e Dew ey PA SSO S 1 . 1 9 9 1 (C o l .A p r es en t a ç ã o 3 .Filosofia de Educação Tradicional x Nova P e d a g o g ia d e H er bar t PA SSO S: 1 . A t iv id a d e 2 .Pr epa r a ç ã o 2 . P r i m e i r o s P a s s o s ).D a d o s 4 . O q u e é P e d a g o g i a . 6 ª e d . E x p e r ime n t a ç ã o F o n t e : G H IR A L D E L L I J R .

26 .

27 .

(John Dewey) O pensamento é desenvolvido através do estabelecimento de relações essenciais e causais. 28 . O conhecimento e o ensino estão relacionados à ação. trabalho em equipe. cooperação) e à experiência. Ela gera os valores e pessoas capazes de ter experiências diversas.Filosofia de Educação de Dewey       A ação é inerente à natureza humana e precede o conhecimento e o pensamento. O homem é um ser social com motivos morais e a serviço da sociedade. à vida prática (vida social. O saber é instrumental."Nós aprendemos o que fazemos". A escola é uma “comunidade de trabalho”e um “banco de provas” de filosofia. Ser filósofo é ser filósofo da educação. A criança aprende fazendo e vivenciando. .    O telos da educação é a democracia liberal Reintroduz a filosofia no currículo da formação de professores O diabo não pode ser bom professor porque não segue os valores e telos da educação.

a criança não pode mais.Filosofia do Construtivismo – – – "Pensar não se reduz.. acreditamos.. ela mesma." (Jean Piaget) "O construtivismo inaugura a valorização do agir de quem aprende como elemento central para se compreender algo. classificar em categorias. Pensar é agir sobre o objeto e transformá-lo. nem mesmo abstrair. isto é." (Jean Piaget) "Tudo o que a gente ensina a uma criança. em falar. (. descobrir ou inventar." (Esther Pilar Grossi) 29 . a aprendizagem resulta da interação entre estruturas do pensamento e do meio que necessita ser compreendido.) Sabe-se que para aprender se necessita possibilitar que a inteligência do aprendente aja sobre o que se quer explicar.

(Madalena Freire) "A prática é a melhor maneira de aprender a pensar certo. mais eficiente e mais feliz". (Carlos Rodrigues Brandão)  "Tudo o que se inventa sobre educação é lastimável." (Alain) "A educação deve formar inteligências aguçadas e abertas para que o ser humano seja melhor. facilitar-lhe a aprendizagem" (Carl Rogers)     30 .Liberais x Progressistas  "O desafio de educador é dosar o nível da ansiedade que o educando é capaz de lidar no seu processo de aprendizagem". pode-se tãosomente. se não refletirmos sobre a dificuldade de pensar. (Anísio Teixeira) "Não se pode ensinar diretamente a uma outra pessoa. O pensamento que ilumina a prática é por ela iluminado." (Paulo Freire) "A educação aparece sempre que surgem formas sociais de condução e controle da aventura de ensinar-eaprender".

Ignorância. faz. A sabedoria anda solta por aí." (Millôr Fernandes) Impensáveis sem a consideração das Tecnologias de Infomrmação e comunicação (TIC)    31 . Tem também as desvantagens: não tenho uma estruturação de determinadas informações e de algumas técnicas. (Jacques Marcovitch) "Trate de aprender tudo o que puder. para a gente aprender o que quiser. ensina. Saber demais não ocupa lugar. por isso se diz que quem sabe. o caminhar mais pessoal." (Darcy Ribeiro) “Vantagens em ser autodidata: a liberdade. sim. contribuir ao desenvolvimento técnico e institucional da sociedade.Concepções de Educação Hoje  "Fazer ciência. transmitir conhecimentos. a abertura individual. o não ficar academificado. Ela está menos no livros que nos fazimentos. Eis as três dimensões da universidade". quem não sabe.

para além de uma simples colonização. envolvendo.Conceito de TIC   TIC constitui um campo fundamental para o desenvolvimento social e econômico das sociedades. p.101) 32 . um processo de apropriação cujas características e resultados dependem das circunstâncias concretas dos diversos contextos” (Fairclough. Trata-se de “um fenômeno complexo. conjuntamente com os campos da produção científica e artística e da organização da vida social. 2006.

representação das TIC no centro de qualquer proposta de “democratização” do conhecimento. a intensificação das mudanças sociais decorrentes do uso intensivo das TIC.Pressupostos ao trabalho com as TIC  o “advento”. para alguns autores. e para outros como Mattelart.  33 . traz ao mundo da educação a urgência de analisar e compreender esse fenômeno na vida social. da sociedade do conhecimento e da informação.

P.Crenças sobre as TIC “os computadores. 34 . 1986. constituem um veículo para a transformação da tradição.179). como toda tecnologia. Como projetores e usuários da tecnologia estamos sempre engajados naquela transformação” (WINOGRAD e FLORES.

Supõe-se que o desenvolvimento social e cultural depende do fato de todos os países integrarem-se na revolução digital e informacional [.. p..Consequências da radicalização   A simples presença das TIC é identificada a uma “revolução educacional”.. 234).. Atribuição de poderes milagreiros às TIC. 35 . [.] As outras dimensões virão por acréscimo. 2005.] (CANCLINI.    Fetichização das TIC TIC como referência de organismos internacionais na utilização das TIC como estratégia da EAD nos países periféricos. sem considerar suas especificidades.

principalmente em países periféricos: certificação em massa e não a formação. “monitor”. o professor como “animador”. “tutor”. simplifica a formação como “competência”.   Redução da complexidade da educação como ciência para operacionalização de estratégias de ensino Uso das TIC em detrimento da educação. “qualificação”. “capacitação”. o trabalho docente. Aligeiramento da formação – flexibilização. como “atividade” ou “tarefa”.Consequências da radicalização      Massificação e descaso das políticas públicas com a Educação. “facilitador”. 36 .

Estratégias de prevenção
É preciso  adotar Vigilância Epistemológica (Bourdieu) ou crítica aos usos das TIC.

examiná-las a luz do conceito de recontextualização.
recontextualizá-las, o que requer a consideração histórica do bloco de poder, da correlação de forças entre as classes e do lugar do Estado na garantia dos imperativos capitalistas;


   

fazer um exame dos comprometimentos políticos e ideológicos que tal uso mediador supõe na
educação.

Articular o ensino presencial ao a distância. Restringir a EAD ao público jovem e adulto, embora as TIC já possam ser introduzidas na educação báscia. Valorização da atuação e papel do professor Valorização da criatividade, do lúdico e da liberdade.

37

Distinções Importantes
TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO TECNOLOGIA DA EDUCAÇÃO

Orienta-se para a utilização de equipamentos, dados e mensagens nas

Consiste na aplicação sistemática do conhecimento científicotecnológico à facilitação do processo ensino-aprendizagem.

atividades pedagógicas.

38

Críticas ao uso das TICs nas Escolas
 Mediações reservados à indústria; mediação educacional é humana;
 Dão resposta a perguntas que ninguém fez na escola - são meras “importações”;  Mensagens ideológicas, violentas e pervertidas subjacentes manipulação e embrutecimento de educadores e educandos;  Substituição da escola/professores, pondo em risco os bons costumes.  Inovação tecnológica não é sinônimo de “melhoria”.

39

Pedagógicas: ela é entendida e aplicada de forma tecnisista e instrumen-tal. Históricas: evolucionismo. “snobismo cronológico”. Avaliativas: mito da neutralidade e objetividade da ciência e da tecnologia.Ressalvas gerais contra a Tecnologia      Epistemológicas: Valorização do prático/ pragmático em detrimento do teórico/acadêmico. fonte de preconceitos. “primitivas”. 40 . ignorando aspectos e visões pedagógico-filosóficas e sociológicas. Culturais: as produtoras tecnologia são consideradas “desenvolvidas” e as demais. monopólio de peritos.

Falta de preparo e capacitação dos professores. Falta de apoio/comprometimento da direção. Dificuldades tecnológicas e de rede.Empecilhos às TIC nas Escolas  Convivência entre paradigmas tradicionais e novos. etc.         Falsas dicotomias. Resistência à mudança cultural organizacional e de paradigma. Inexperiência e desinteresse dos professores. Desinteresse e apoio administrativo. 41 . Professores sobrecarregados.

conjuntamente com os campos da produção científica e artística e da organização da vida social. p. 2006.101) 42 .Conceito de TIC   TIC constitui um campo fundamental para o desenvolvimento social e econômico das sociedades. para além de uma simples colonização. Trata-se de “um fenômeno complexo. envolvendo. um processo de apropriação cujas características e resultados dependem das circunstâncias concretas dos diversos contextos” (Fairclough.

 43 . a intensificação das mudanças sociais decorrentes do uso intensivo das TIC. e para outros como Mattelart.Pressupostos ao trabalho com as TIC  o “advento”. da sociedade do conhecimento e da informação. traz ao mundo da educação a urgência de analisar e compreender esse fenômeno na vida social. representação das TIC no centro de qualquer proposta de “democratização” do conhecimento. para alguns autores.

44 .Crenças sobre as TIC “os computadores. P. constituem um veículo para a transformação da tradição. como toda tecnologia. 1986. Como projetores e usuários da tecnologia estamos sempre engajados naquela transformação” (WINOGRAD e FLORES.179).

] (CANCLINI. Supõe-se que o desenvolvimento social e cultural depende do fato de todos os países integrarem-se na revolução digital e informacional [. 234). sem considerar suas especificidades.Consequências da radicalização   A simples presença das TIC é identificada a uma “revolução educacional”.    Fetichização das TIC TIC como referência de organismos internacionais na utilização das TIC como estratégia da EAD nos países periféricos..... Atribuição de poderes milagreiros às TIC. p. 2005. [. 45 .] As outras dimensões virão por acréscimo.

“tutor”. “facilitador”. como “atividade” ou “tarefa”.   Redução da complexidade da educação como ciência para operacionalização de estratégias de ensino Uso das TIC em detrimento da educação. principalmente em países periféricos: certificação em massa e não a formação. simplifica a formação como “competência”. Aligeiramento da formação – flexibilização. “capacitação”. o professor como “animador”. o trabalho docente. “monitor”.Consequências da radicalização      Massificação e descaso das políticas públicas com a Educação. “qualificação”. 46 .

Restringir a EAD ao público jovem e adulto. o que requer a consideração histórica do bloco de poder. Valorização da atuação e papel do professor Valorização da criatividade. embora as TIC já possam ser introduzidas na educação báscia.Estratégias de prevenção É preciso  adotar Vigilância Epistemológica (Bourdieu) ou crítica aos usos das TIC. 47 .      fazer um exame dos comprometimentos políticos e ideológicos que tal uso mediador supõe na educação. da correlação de forças entre as classes e do lugar do Estado na garantia dos imperativos capitalistas. recontextualizá-las. do lúdico e da liberdade. Articular o ensino presencial ao a distância.   examiná-las a luz do conceito de recontextualização.

atividades pedagógicas.Distinções Importantes TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO TECNOLOGIA DA EDUCAÇÃO Orienta-se para a utilização de equipamentos. dados e mensagens nas Consiste na aplicação sistemática do conhecimento científicotecnológico à facilitação do processo ensino-aprendizagem. 48 .

pondo em risco os bons costumes. mediação educacional é humana. violentas e pervertidas subjacentes manipulação e embrutecimento de educadores e educandos.são meras “importações”.  Mensagens ideológicas. 49 .Críticas ao uso das TICs nas Escolas  Mediações reservados à indústria.  Dão resposta a perguntas que ninguém fez na escola .  Inovação tecnológica não é sinônimo de “melhoria”.  Substituição da escola/professores.

Pedagógicas: ela é entendida e aplicada de forma tecnisista e instrumen-tal. Avaliativas: mito da neutralidade e objetividade da ciência e da tecnologia. Culturais: as produtoras tecnologia são consideradas “desenvolvidas” e as demais. 50 . fonte de preconceitos.Ressalvas gerais contra a Tecnologia      Epistemológicas: Valorização do prático/ pragmático em detrimento do teórico/acadêmico. “snobismo cronológico”. Históricas: evolucionismo. “primitivas”. ignorando aspectos e visões pedagógico-filosóficas e sociológicas. monopólio de peritos.

Falta de preparo e capacitação dos professores. Professores sobrecarregados. Resistência à mudança cultural organizacional e de paradigma. 51 .Empecilhos às TIC nas Escolas  Convivência entre paradigmas tradicionais e novos. Inexperiência e desinteresse dos professores. etc. Falta de apoio/comprometimento da direção. Desinteresse e apoio administrativo.         Falsas dicotomias. Dificuldades tecnológicas e de rede.

É a partir dela que podem existir a criatividade e a curiosidade. S3E3 52 . A criatividade nos fará ir além. acrescentar. descobrir e redescobrir.Boas Práticas de Estímulo à Inovação CRIATIVIDADE O ponto de partida para a aprendizagem é a liberdade. Porém o que move a criatividade é a curiosidade.

8. 4. S4E3 53 . Selecione as idéias de acordo com objetivos. Busque oportunidades para inovação. Defina o objetivo a atingir. Envolva seus colaboradores nas sugestões. Analise as idéias mais viáveis. 3. 6. Organize as idéias. Dê retorno aos colaboradores. Ouça as idéias que surgirem. 9.Boas Práticas de Estímulo à Inovação CRIATIVIDADE: Como implantar? 1. 5. 2. Estimule a participação. 7.

Boas Práticas de Estímulo à Inovação comunica ção S5E3 54 .

Estipule o “prazo de validade” da informação. 3. 5. Garanta que os receptores entenderam as mensagens. Estabeleça períodos de atualização.Defina informações importantes a serem comunicadas no processo de inovação. Avalie se os meios foram adequados. 2. 6. 4. Defina meios para divulgá-las.Boas Práticas de Estímulo à Inovação comunicação : Como implantar? 1. S6E3 55 .

Boas Práticas de Estímulo à Inovação Reconhecimento & Recompensa S7E3 56 .

3. comunicações. placas. inovação etc. viagens etc. S8E3 57 . 4. troféus. Reconheça-os de acordo com a recompensa estabelecida. 2. Defina o conjunto de indicadores/metas e prazo de execução do sistema de recompensa. 5.).). Avalie o desempenho dos colaboradores. Defina os meios para obtenção da recompensa (ex: financeira. fluxo de caixa. qualidade. alinhados ao alcance de objetivos claros (rentabilidade. Vincule metas estratégicas ao processo de recompensa para equipes e indivíduos. como implantar? 1.Boas Práticas de Estímulo à Inovação Reconhecimento & Recompensa.

pessoas. Evol ui a capacidade da empresa em desenvolver/produzir produtos e serviços com inovações em design. qualidade.). desempenho etc.Boas Práticas de Estímulo à Inovação Capacitação: Amplia a capacidade dos colaboradores a fazerem melhor uso dos recursos da empresa (infra-estrutura. S9E3 58 . sistemas de TI etc.

Envolva seus colaboradores nas escolhas de fornecedores . Desenvolva o hábito da aprendizagem. 4. Identifique capacidades técnicas e humanas a serem aprimoradas. 2. 2.Boas Práticas de Estímulo à Inovação Capacitação: Como implantar? 1. Estimule o uso dos conhecimentos na prática dos negócios. Estabeleça grupos de capacitação como parte de um programa de educação continuada. 1. Avalie se a capacitação supriu as necessidades. S10E3 59 . Estimule o compartilhamento do conhecimento. 3. 3.

Avaliação da Inovação na empresa Auto-diagnóstico e Metas 60 .

Avaliação da Empresa ? S1E4 61 .

Avaliação da Empresa Indicadores Qualitativos Quantitativos Comparação Orientação Posição S2E4 62 .

Avaliação da Empresa Esforços Resultados obtidos Fontes de informação www.pintec.gov.ibge.br Arranjos cooperativos Obstáculos S3E4 63 .

Sistema Nacional de Inovação Loe Leydesdorff Jorge de Sábato Redes tri-laterais e organizações híbridas Governo Henry Etzkowitz Conhecimento Setor Produtivo Infra-estrutura científico-tecnológica Governo Infra-estrutura de Conhecimento Economia baseada no conhecimento Inovação Triângulo de Sábato 1968 Universida de Empresas Economia Hélice Tríplice 1995 Geografia 5 2003 64 .

Sistema Nacional de Inovação A capacidade de inovação de um País depende: •De seu sistema educacional •De seu sistema de CT&I •De seu contexto macro-econômico •De seu contexto regulatório •De sua infraestrutura de comunicação •Da dinâmica de interações (redes) entre seus atores de inovação Modelo Sistêmico 65 .

uww.        Memória organizacional Aprendizagem organizacional Auditoria de conhecimento Gestão do capital intelectual Gestão por competências Gestão estratégica da inovação .PPT66 .GC e Inovação Práticas.. áreas correlatas e ferramentas da GC estão entre os principais instrumentos para que as organizações acelerem seus resultados no chamado “funil da inovação”        Portais corporativos Crowd innovation Gestão de idéias Lições aprendidas Gestão de conteúdos (Wiki) Comunidades de prática . http://road.edu/road/douganw/250738%20MANAGEMENT%20OF%20TECHNOLOGY/Lecture%201%20-%20S06....

Malden: Blackwell. Marjorie (eds). LYLES. In: EASTERBY-SMITH..1995 Prática 1998 Conhecimento organizacional Como é o conhecimento nas organizações? Gestão do conhecimento Como disseminar e incrementar o conhecimento nas organizações? Conteúdo EASTERBY-SMITH.. Introduction: Watersheds of organizational learning and knowledge management... Processo 1960’s 1988 Aprendizagem organizacional Como uma organização aprende? Organizações de aprendizagem Como uma organização deve aprender? Teoria .1-15. Mark. Handbook of Organizational Learning and Knowledge Management . p. 2005.Por que há uma ampla gama de alternativas? Olhe para as perguntas. Marjorie. LYLES. 67 .

Três Abordagens da Gestão da Inovação 68 .

Rumo à Inovação 69 .

.. Parcerias Daqui a cinco anos você pretende estar no estágio de..... Acompanhamento 70 .Rumo à Empresa Inovadora Sua empresa hoje está no estágio de. Disseminação Daqui a dois anos você pretende estar no estágio de.

Rumo à Empresa Inovadora Acompanhamento Capacidade de inovar Processo de gestão da inovação Estruturação Parcerias Inovação como estratégia Gestão da Inovação Estratégia Apoio da Alta Gestão Disseminação Conscientização Consciência S5E4 71 .

Rumo à Empresa Inovadora Acompanhamento Capacidade de inovar Processo de gestão da inovação Estruturação Parcerias Inovação como estratégia Onde pretendo estar? Disseminação Conscientização S1E5 Em que estágio estou? 72 .

GC e inovação: instigante • à forma com que empresas concebem e usam TICs para GC • à forma com que governo e sociedade se relacionam Educação Aprendizagem e Tecnologias da inovação: desafiador • Uso das TIC com equilíbrio e discernimento   73 .Conclusões  Conhecimento e inovação: insumos preciosos • à competitividade e à sustentabilidade empresarial • ao desenvolvimento sócio-econômico  GC e inovação: complementares • nos processos de criação de conhecimento EC.

S. n.-ago. Inteligência Competitiva e Gestão do Conhecimento: Instrumentos para a Gestão da Inovação. In Gestão & Produção.gstatic. Salvador. 2004.231-238.com/images?q=tbn:ANd9GcRxWBzXV7L1CdGySFv5OlrnSQ4lzR_0UeOONGavjL8YwARjUgwr6n3EoubS 74 . Claudia et. v. S. al.br Auditório do CIMATEC 1 .18h30 às 20h CIRCUITO UNIVERSIDADES Imagem: http://t2.11. • Roberto C. BA 19/10/2011 . Pacheco pacheco@egc. mai.Referências T. − Foresight. p.ufsc. Eliot CANONGIA.2.

o não ficar academificado. mas aquele que. aprende" (João Guimarães Rosa) “Vantagens em ser autodidata: a liberdade. de repente.Em Busca da Vida    "Vivendo se aprende. Tem também as desvantagens: não tenho uma estruturação de determinadas informações e de algumas técnicas." (Millôr Fernandes) 75 . o caminhar mais pessoal. a abertura individual. mas o que se aprende mais. é só a fazer maiores perguntas" (João Guimarães Rosa) "Mestre não é aquele que ensina.

T. Eliot Where is the life we have lost in living? Where is the wisdom we have lost in knowledge? Where is the knowledge we have lost in information? Where is the information we have lost in data? Muito Obrigada! Imagem: http://t2. S.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRxWBzXV7L1CdGySFv5OlrnSQ4lzR_0UeOONGavjL8YwARjUgwr6n3EoubS 76 .

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