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UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR VALE DO IGUAÇU CURSO DE FARMÁCIA DISCIPLINA: TOXICOLOGIA CLÍNICA

APOSTILA DE ANÁLISES TOXICOLÓGICAS
PROFESSORA: Elaine Anton

APRESENTAÇÃO

O presente trabalho é uma compilação de várias técnicas ministradas na disciplina de Toxicologia de outras Universidades, que também estão sendo usadas nos laboratórios de Emergências Toxicológicas dos Centros de Controle de Intoxicações, bem como de algumas análises realizadas em laboratórios da Polícia Técnico-Científica, com a finalidade de sistematizar as aulas práticas da disciplina de Toxicologia.

Profª. Elaine Anton

SUMÁRIO
PROCEDIMENTOS GERAIS NO LABORATÓRIO .................................................... 2 ANÁLISES TOXICOLÓGICAS ................................................................................... 4 DIAGNÓSTICO DAS INTOXICAÇÕES AGUDAS ...................................................... 8 MODELO DE REQUISIÇÃO PARA ANÁLISE TOXICOLÓGICA ................................ 9 MODELO DE FICHA PARA ANÁLISE TOXICOLÓGICA ......................................... 10 MODELO DE LAUDO PARA ANÁLISE TOXICOLÓGICA ........................................ 11 TESTES COLORIMÉTRICOS RÁPIDOS PARA IDENTIFICAÇÃO DE AGENTES TÓXICOS – TOXICOLOGIA DE MEDICAMENTOS ................................................. 13 TESTES RÁPIDO PARA TRIAGEM DE MEDICAMENTOS (IMUNOCROMATOPLACAS) ................................................................................... 17 MARCHA SISTEMÁTICA PARA EXTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS DE MATERIAL BIOLÓGICO ............................................................................................................. 19 DETERMINAÇÃO DE PARACETAMOL EM ESPECTROFOTÔMETRO UV-Vis ..... 26 DETERMINAÇÃO DE SALICILATOS EM ESPECTROFOTÔMETRO UV-VIS (MÉTODO DE KAYE) ............................................................................................... 31 IDENTIFICAÇÃO DE AGENTES TÓXICOS ............................................................. 36 TESTE RÁPIDO PARA TRIAGEM DE DROGAS DE ABUSO IMUNOCROMATOPLACAS ..................................................................................... 39 IDENTIFICAÇÃO DE CANABINÓIDES EM ERVA IN NATURA POR CROMATOGRAFIA EM CAMADA DELGADA – (CCD) ........................................... 42 IDENTIFICAÇÃO DE CANABINÓIDES EM URINA POR CROMATOGRAFIA EM CAMADA DELGADA DE ALTA EFICIÊNCIA – (CCDAE / HPTLC) .......................... 44 IDENTIFICAÇÃO DE COCAÍNA EM AMOSTRAS DE PRODUTO .......................... 47 TESTES COLORIMÉTRICOS RÁPIDOS PARA IDENTIFICAÇÃO DE AGENTES TÓXICOS ................................................................................................................. 51 IDENTIFICAÇÃO DE AGROTÓXICOS POR CROMATOGRAFIA EM CAMADA DELGADA (CCD) ..................................................................................................... 52 DETERMINAÇÃO DA ATIVIDADE DA COLINESTERASE PLASMÁTICA .............. 55 DETERMINAÇÃO DE METEMOGLOBINA .............................................................. 58 DETERMINAÇÃO DE CARBOXIEMOGLOBINA NO SANGUE ............................... 62

Não deixar frascos de reativos abertos. Usar luvas e pós-pipetas para manuseio do material biológico. Zelar pela conservação do material utilizado e pela ordem do laboratório. comer ou ingerir líquidos no laboratório. Conserve as bancadas livres de materiais que não estão sendo usados. Recomenda-se muito cuidado na utilização de substâncias corrosivas e inflamáveis. estamos levando ao conhecimento dos alunos as seguintes informações: A freqüência às aulas será OBRIGATÓRIA. respeitando-se os horários prédeterminados. Não fumar.). Atender às recomendações para o despejo do material utilizado. Solventes e líquidos fumegantes deverão ser manipulados dentro das capelas. Os alunos serão responsáveis pelas suas amostras. etc.1 COMUNICAÇÃO Pelo presente. deixando a vidraria usada nos locais indicados. . evite assim a contaminação do reagente e possibilitar a sua conservação por mais tempo. durante o andamento das análises. Não torne a colocar no frasco de origem o reagente dele retirado ou nele introduzir objetos estranhos (pipetas. Será OBRIGATÓRIA a utilização de guarda-pó nas aulas práticas.

1. hexano. Evitar frascos com vazamentos. é o mesmo adotado para solventes orgânicos clorados. Lembrar que frascos contendo rejeitos químicos ativos. diclorometano. etc). tolueno. deve-se ter o devido cuidado no sentido da desativação destes. acetonas. para que posteriormente sejam recuperados ou eliminados. O recolhimento dos rejeitos químicos não deve ultrapassar 2/3 da capacidade do recipiente. éteres.3 Metais pesados. Rejeitos químicos Para o recolhimento dos rejeitos químicos devem ser utilizados recipientes de vidro ou de plástico resistentes. benzeno.2 Solventes não clorados (ex: álcoois. tetracloreto de carbono. 1. zinco. adicionar excesso de soda cáustica e cal virgem. Quando o volume de rejeitos atingir 50% do volume total da bombona sobre a mistura. 1. expõem os funcionários do setor a sérios riscos. Frascos extremamente cheios criam riscos quando transportados. material.1.2 PROCEDIMENTOS GERAIS NO LABORATÓRIO 1. principalmente com relação à vedação dos mesmos. devem ser armazenados em recipiente plástico resistente com tampa. O procedimento adotado para estes solventes. ânions em meio aquoso (ex: chumbo. sem nenhuma indicação no rótulo. mercúrio. etc). responsável e data.1 Solventes orgânicos clorados (ex: clorofórmio. que estejam em perfeitas condições. Os frascos contendo rejeitos deverão ser rotulados e perfeitamente identificados com o nome do laboratório. Antes do recolhimento dos rejeitos químicos ativos. dicloroetano. cátions. Tendo em vista que esta classe de rejeitos químicos não possibilita nenhum tipo de tratamento prévio dentro do laboratório. citados no item 1. . O tratamento dos rejeitos inorgânicos compreende as seguintes etapas: O material deve ser lançado em bombonas de plástico de 50 litros no final de cada experiência. Deixar decantar o precipitado. cobre. etc).

acondicionado em saco plástico branco leitoso e encaminhado para a coleta hospitalar. Lavagem do material . Repetir o procedimento até não mais formar nenhum precipitado.4 Ácidos e bases Soluções aquosas diluídas de ácidos e bases deverão ser colocadas em recipiente tipo béquer e neutralizadas no final de cada experiência. Os frascos coletores devem ser descartados em saco plástico branco leitoso e encaminhados à coleta de lixo hospitalar. Acesso em 26/04/2006.3 Por sifonagem.Resíduos de detergentes no material utilizado podem causar alterações nos resultados e contaminar os reagentes. Depois de neutralizado. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. . etc. visto que sais do tipo cloretos. Disponível em:notes.br/smsa/biblioteca/gevis/port_017_99.. Testar se ainda ocorre precipitação com o sobrenadante.nsf/0/121 c4ea357070a400325642c005de5aa?OpenDcument.pbh. fosfatos. carbonatos. Sistema de coleta de resíduos químicos. sulfatos. Bibliografia PORTARIA SMSA-SUS/BH Nº 017 de 03 de março de 1999. na forma diluída não são prejudiciais ao meio. O sobrenadante final pode ser lançado na pia (estas etapas são realizadas por técnicos da universidade). O vasilhame deve ser lacrado. 2. 1. Descarte materiais biológicos Urina: as amostras de urina devem ser descartadas em recipiente próprio contendo hipoclorito de sódio. Certifique-se o material a ser utilizado está devidamente limpo e seco.A limpeza da vidraria deve ser feita com detergente neutro. .pdf. separar o precipitado do sobrenadante em novas bombonas. e devidamente identificados com o símbolo internacional de “Risco Biológico”.Enxaguar três vezes com água corrente. 3. . . . 4. Acesso em 25/11/2009.A seguir enxaguar duas vezes com água destilada ou deionizada.br/aplic/boletim. o material poderá ser lançado na pia.Secar a temperatura ambiente. Boletim Oficial. Disponível em: http://www. Sangue: as amostras de sangue devem ser descartadas em tubos ou frascos bem vedados e à prova de vazamentos em recipientes de paredes rígidas.gov.ufsc. Fiscalização sanitária em laboratórios de análises clínicas no município de Belo Horizonte.

poderemos abordar outros aspectos relacionados a cada sub-item mencionada qual seja: . a realização de Análises Toxicológicas dependerá da finalidade destas.4 ANÁLISES TOXICOLÓGICAS Um laboratório de análises toxicológicas tem grande importância.Avaliação da qualidade dos Alimentos . de Alimentos.Forense: toda análise com propósitos legais. Em cada uma destas áreas vamos encontrar necessidades diferentes. Com a larga utilização das substâncias químicas na atualidade. pois sua identificação já basta a esta finalidade. pouco valor tem o fato de mencionarmos que este ou aquele agente tóxico foi identificado no sangue do trabalhador. esta poderá ser: .Controle terapêutico: nível sanguíneo de fármacos. Para atender. de se quantificar tal substância e se tentar correlacionar o valor obtido com o quadro tóxico exibido. decorrendo daí. Assim sendo. tanto do ponto de vista das análises que pode oferecer. principalmente aqueles que possuem estreita margem de segurança. questões como: natureza da substância a ser pesquisada. às expectativas exigidas para a obtenção de resultados confiáveis. Exemplo: um indivíduo em controle de farmacodependência à anfetamina. da água e dos solos. . . Ambiental. Então. . sim. Para entendermos melhor o que isto significa. não precisamos quantificá-los. se encontrarmos o fármaco inalterado ou seus produtos de biotransformação.Limite de Tolerância e Limite Biológico de exposição: controle do nível de exposição e prevenção no ambiente de trabalho. podemos dividir a toxicologia em 5 áreas principais: Toxicologia Ocupacional. há necessidade. que atenda as suas características peculiares. um aumento no número de análises tem sido registrado. isto porque. Dentro do exposto. a concentração esperada.Avaliação da qualidade do ar. o método mais adequado etc. na maioria das vezes. quanto das informações que seus profissionais podem fornecer. amostra a ser utilizada. sabemos as condições de exposição. Por exemplo.Auxílio diagnóstico nas emergências toxicológicas e outras. uma vez que. Quanto a Finalidade. as análises toxicológicas necessitam de metodologia variada. na Toxicologia Ocupacional. . uma análise do tipo forense poderia estar incluída em quaisquer das áreas da Toxicologia anteriormente citadas. precisamos de profissionais treinados e capazes de lidar com diferentes instrumentos analíticos. de Medicamento e Social. Entretanto. isto não ocorre na área de Toxicologia Social. .Dose Diária Aceitável. no entanto.

a disponibilidade de equipamentos. ou seja. Exemplos: os inseticidas organoclorados são muito lipossolúveis e deverão ser pesquisados preferencialmente no sangue e no tecido adiposo.Extração: retirada do elemento do meio onde se encontra. seja ela qual for.Identificação e /ou quantificação .). A forma de distribuição da substância no organismo também é um importante fator a ser considerado. poderíamos iniciar a análise propriamente dita que. Exemplos: na avaliação da exposição ocupacional aos compostos liberadores do íon cianeto. por exemplo. Se um indivíduo está exposto a benzeno no seu ambiente de trabalho e recebemos urina para análise. via de regra apresenta três fases: 1ª fase . No controle terapêutico a amostra biológica ideal é o sangue. 3ª fase . pouco sensíveis. pulmões etc.uma revisão bibliográfica especializada seria necessária para avaliação dos métodos utilizados. mas sim dizermos o quanto há. pois o benzeno é quase que completamente biotransformado e desta maneira excretado. por exemplo. Existem ainda outros fatores a serem considerados. redundaria noutro fato. Concentração esperada . Método mais adequado . urina. suas propriedades fisico-químicas e como se comporta. De que adiantaríamos pesquisar chumbo no soro se esse agente se encontra em torno de 99 % ligado aos eritrócitos? De posse destes dados e de outros complementares relacionados a toxicocinética e a toxicodinâmica. utilizar a cromatografia em camada delgada). Neste caso. não adiantaria colhermos a amostra e dizermos que há a presença deste íon. Uma substância poderá ser amplamente biotransformada no organismo e se a pesquisa for efetuada na urina poderemos não encontrá-la e sim. fígado. o que podemos dosar é o fenol urinário ou o ácido trans-trans mucônico. baço.5 Tipo de amostra: a finalidade da amostra está diretamente ligada à finalidade da análise e da substância a ser pesquisada. de maneira exata. na determinação de resíduos de inseticidas organoclorados (aqui necessitaríamos de um cromatógrafo a gás acoplado a um detector de captura de elétrons). sangue e a saliva. pois dependendo destes fatores. conteúdo estomacal etc. em exames anti-dopping é a urina. para um gás irritante. uma substância deverá ser pesquisada neste ou naquele local. pois isto poderia definir o destino do trabalhador exposto. como exame suplementar dosando-se tiocianato urinário. poderíamos.Separação: eliminação dos componentes indesejáveis onde se encontra a substância objeto de análise. de ação local e sem ação sistêmica a melhor amostra seria o ar do ambiente geral ou do ambiente de trabalho. para escolha do mais indicado e que se enquadre dentro da realidade do laboratório. 2ª fase . Natureza da substância: ou seja. seus produtos de biotransformação. cérebro. o sangue seria útil na avaliação do íon cianeto e também a urina. sangue. Isso tudo. na verificação de intoxicações letais são as víceras (rins. na identificação de fenobarbital em conteúdo estomacal proveniente de necrópsia de indivíduo com histórico de uso excessivo desse fármaco (neste caso.disto resultará implicações relativas à sensibilidade das técnicas empregadas: altamente sensíveis.

este paciente foi enviado ao laboratório para controle terapêutico justamente por exibir sinais de intoxicação.6 Entre uma fase e outra podemos incluir uma fase de purificação. TIPO DE AMOSTRAS 1 . unhas. . soro. . . rins. Deve estar igualmente habilitado na aplicação dos princípios básicos da Toxicologia.AMOSTRAS BIOLÓGICAS: . fígado. plasma. Entretanto. . etc. ANÁLISE DOS RESULTADOS Após execução de uma Análise toxicológica. então. Vamos supor que após determinação da digoxina sérica. pura e simplesmente.leite materno. Esse indivíduo não poderia apresentar uma massa cardíaca sadia menor? Ou. intimamente familiarizado com os modernos equipamentos e técnicas que possam supri-lo com rapidez. Como proceder diante de uma situação destas? Vemos. .fezes. .sangue. não significa muito. na interpretação de seus achados para formar suas conclusões. isto não representa tudo. O histórico do paciente é de fundamental importância para que uma análise toxicológica chegue a bom termo. intestinos. Entretanto.). .ar expirado. obtemos um resultado.2.pelo. .saliva. cérebro. . então. Há que se analisar todo um conjunto de fatores envolvidos com este resultado. antes de qualquer coisa. encontramos uma concentração de 2 ng/ml (duas nanograma de digoxina por mililitro de soro). um exímio analista.urina. esse indivíduo não estaria submetido a uma terapia associada que estivesse produzindo sinergismo? A partir daí.0 . . sensibilidade precisão e exatidão.0 ng / ml).vômitos.bile.víceras (estômago com seu conteúdo. cabelos. percebemos que deve haver uma preocupação constante quanto aos fatores que envolvem cada caso em particular e que a obtenção de um valor numérico. que há a necessidade de se pensar em outros fatores relacionados com o quadro apresentado. Essa concentração está contida dentro da faixa considerada terapêutica (1. quando estas se fizerem necessárias. Finalizando o Toxicologista Analítico deve ser. vesícula biliar.

Alimento.Ar (do ambiente de trabalho).7 . pós. . . seringas com líquidos.Ar (do ambiente geral).líquido céfalo raquidiano. 2 . . frascos com agrotóxicos.Relacionadas com a "Lei anti-tóxico": vegetais. etc.AMOSTRAS NÃO BIOLÓGICAS: (vetor que serve de meio de transporte do agente). .Relacionadas com intoxicações agudas e/ou letais: copos c/ líquidos. embalagem de medicamentos. ampolas.Água. 3 OUTRAS . . seringas com líquidos.gorduras.líquidos provenientes de lavagem estomacal ou de diálise. . . . frascos com produtos de limpeza. etc.

A Col.8 DIAGNÓSTICO DAS INTOXICAÇÕES AGUDAS Banco de referência Amostras adicionadas Amostras autênticas Salicilatos Fenotiazínicos Imipramínicos Escolha do método de análise Reações diretas Extração seletiva Carbamatos Clorados Benzodiazepínicos Escolha do método de análise Sulfas Metais Paraquat / Diquat Colinesterase Triagem Camada delgada Sistemas solventes Confirmação e quantificação HPLC Fármacos especiais Fase gasosa Col. B Paracetamol S1 Voláteis Agentes cromogênicos S2 FID / EC / NPD Resultados .

35. Basic Analytical Toxicology.9 MODELO DE REQUISIÇÃO PARA ANÁLISE TOXICOLÓGICA REQUISIÇÃO PARA ANÁLISE TOXICOLÓGICA Data/hora da admissão: Para: (preencher o nome do laboratório. . Geneva: WHO. 1995. p. endereço e número do telefone) Data/hora da ingestão ou exposição: Discutir sobre necessidades especiais ANTES de Medicamentos prescritos ou usados no enviar as amostras tratamento: Médico: Telefone/beep: Endereço do hospital para relatório (informação): Drogas/venenos reivindicados ou suspeitos: Assinatura: Paciente: Data: Outros nomes: Idade/data de nascimento: Consultante: Sexo: Responsável: Detalhes clínicos/investigação requisitada/prioridades: Número do Protocolo: Amostra Sangue (10 mL heparinizado) Urina (50 mL) Cateter: sim ( ) não( ) Data Hora Conteúdo estomacal (50 mL) Outros (fornecer detalhes) Adaptado de OMS / IPCS.

Geneva: WHO.39. CCD drogas ácidas + básicas 11. 9. Etanol 8. 12 13. Ferro 10. Clorados. Fenotiazínicos 3. Imipramínicos 4.10 MODELO DE FICHA PARA ANÁLISE TOXICOLÓGICA FICHA TOXICOLÓGICA Paciente: Hospital: Teste requisitado: Amostra Laboratório Médico: Telefone / beep: Prioridade: Data Hora Análise Qualitativa Laboratório Testes Realizados 1. 16. 15. Salicilatos 2. p. 17. etc. 1995. Compostos triclorados 5. Paraquat/diquat 7. 14. Paracetamol 6. Basic Analytical Toxicology. Responsável pela Análise: Data / Hora: Observações: Adaptado de OMS / IPCS. .

717 – Rio d’ Areia CEP 84600-600 FONE: (42)3522-6192 e-mail: prof_elaineanton@uniguaçu.br Paciente: Hospital: Médico (a): Protocolo: Suspeita Unidade: Data Coleta: Data Entrada: Tipo de análise Hora: Hora: Resultado Material: Método: Observação: Responsável: .11 MODELO DE LAUDO PARA ANÁLISE TOXICOLÓGICA UNIDADE DE ENSINO SUPERIOR VALE DO IGUAÇU UNIGUAÇU LABORATÓRIO DE TOXICOLOGIA Rua Padre Saporiti.edu.

12 TOXICOLOGIA DE MEDICAMENTOS .

Como o ácido acetilsalicílico não possui hidroxila fenólica disponível. Esses produtos apresentam uma coloração que varia do azul ao violeta. Salicilatos A presença de salicilatos pode ser identificada pela adição de solução de cloreto férrico a urina do paciente. O aquecimento elimina corpos cetônicos que podem estar interferindo na análise. Centrifugar por 5 minutos a 2000 rpm. Inicialmente forma-se um precipitado esbranquiçado que após ficará púrpura (azul-violáceo).5 mL de éter etílico e agitar por 1 minuto por inversão. vale como triagem para todos os compostos fenólicos. Os polifenóis.13 TESTES COLORIMÉTRICOS RÁPIDOS PARA IDENTIFICAÇÃO DE AGENTES TÓXICOS – TOXICOLOGIA DE MEDICAMENTOS Os testes rápidos de coloração e/ou precipitação para identificação de agentes tóxicos têm seu valor como triagem. por aproximadamente 2 min. Para concentrações maiores do que 150 mg/mL (nas intoxicações agudas) a cor violeta é inconfundível. Esta reação não é específica. b) Ferver cerca de 2 mL de urina em tudo de ensaio sem tampa. c) Em tubo de centrífuga. por terem maior número de ligas duplas conjugadas do que seu precursor. Transferir o éter decantado para outro tudo e agitar com 2.5 mL de cloreto férrico 1%. podendo-se então comparar a coloração obtida com a amostra suspeita.5 mL de água destilada e uma gota de cloreto férrico 10%. Reagentes: Cloreto férrico 1%: pesar 1 g de cloreto férrico e elevar o volume para 100 mL com água destilada em balão volumétrico. quando em presença do elemento ferro. acidificar 5 mL de urina com cerca de 2 gotas de ácido sulfúrico 6N. A partir dos resultados obtidos com tais testes. 1. podem ter os oxigênios de suas hidroxilas oxidados ou formar complexos com aquele elemento. Derivados fenólicos também dão essa reação. Esfriar (temperatura ambiente) e adicionar cloreto férrico 10% gota a gota. A camada aquosa ficará violácea. somente o ácido salicílico é capaz de formar complexos com sais de ferro. Para que seja possível a comparação de coloração. podemos direcionar um pouco mais o trabalho analítico. Procedimento: a) A 1 mL de urina adicionar 0. . são utilizados nestes testes controles positivo (adicionado de medicamentos) e negativo (isento de medicamentos). Adicionar 2.

Procedimento: Em tubo de ensaio adicionar 1 mL de urina. 1 mL de HCl concentrado. Reagentes: Solução aquosa de fenol 1%: colocar 1 g de fenol em balão volumétrico de 100 mL e completar o volume com água destilada. A hidrólise do conjugado glicurônico se dá por tratamento com ácido clorídrico concentrado. Solução de hidróxido de amônio 4M: colocar 10. Resultados positivos devem ser confirmados por CCD. assim dando um teste qualitativo sensível. Uma coloração rosa-vermelha indica a presença de fenotiazínicos (a coloração depende da quantidade presente). Ácido sulfúrico 6N: diluir 16. 2. Paracetamol O paracetamol é em sua maior parte metabolizado por conjugação com ácido glicurônico previamente a excreção urinária. Não agitar o tubo. 3.2 mL da urina hidrolisada e adicionar 5 mL de fenol 1% e 3 mL de NH4OH 4M. resultando em paminofenol.: quando colocar o reagente FPN colocá-lo gota a gota pelas paredes do tubo. Este se conjuga com solução de fenol e hidróxido de amônio. possui mais de 50 metabólitos em humanos. pigmentos biliares. se a coloração aparecer após alguns minutos provavelmente é interferente.4 mL de hidróxido de amônio em um balão volumétrico de 100 mL e completar o volume com água destilada. resultando numa tintura fortemente colorida. o ácido salicílico não sendo estável em meio fortemente ácido não interfere nesta reação. indica a presença de fenacetina ou paracetamol. Obs. Clorpromazina e outros fenotiazínicos Fenotiazinícos são extensamente metabolizados. Retirar 0. Prodecimento: a) Com reagente FPN A 1 mL de urina adicionar 1 mL do reagente FPN.14 Cloreto férrico 10%: pesar 10 g de cloreto férrico e elevar o volume para 100 mL com água destilada em balão volumétrico.7 mL de ácido sulfúrico concentrado em água destilada e levar para 100 mL em balão volumétrico. . Clorpromazina. Resfriar a temperatura ambiente (jamais resfriar na torneira). Submeter ao banho de água fervente por 20 minutos. A reação com FPN é rápida (5 segundos). Interferentes: constituintes endógenos da urina. por exemplo. Cor azul desenvolvida em 10 min. O teste descrito abaixo é baseado na reação de muitos destes compostos com íon férrico sob condições ácidas.

sendo metabolizada por desmetilação para desipramina.2 g K2Cr2O7 – H2O reagente q. Colorações que variam do amareloesverdeado até verde escuro ou azul sugerem a presença dos antidepressivos tricíclicos (imipramina e desipramina).s.5 mL de amostra (urina ou conteúdo estomacal). 25 mL de solução aquosa de ácido perclórico 20%.s. 25 mL de solução aquosa de ácido sulfúrico 30%.p.15 b) Com cloreto de ouro A 1 gota de urina adicionar 1 gota de cloreto de ouro.p. (Teste de Forrest). a qual também é usada como antidepressivo. 4. Procedimento: Em tubo de ensaio colocar 0. Adicionar 1 mL do Reagente de Forrest e misturar por 5 segundos. 100 mL) .p. K2Cr2O7 0.2 % (0.p.s. 25 mL de solução aquosa de ácido nítrico 50%. 100 mL) HClO4 20 % v/v (20 mL HClO4 – H2O reagente q.s. é baseado na reação destes compostos com solução de dicromato de potássio acidificada. Obs: Misturar sempre volumes iguais (ideal para uma análise é 2 mL do reagente de Forrest – 0. 100 mL) HNO3 50 % v/v (50 mL – H2O reagente q.2%. Reagente de Forrest: 25 mL da solução aquosa de dicromato de potássio 0. Observar. Solução estável se mantida em refrigeração a 4oC. O teste descrito abaixo. o surgimento de coloração. imediatamente. 100 mL) H2SO4 30 % v/v (30 mL H2SO4 – H2O reagente q. 45 mL de solução aquosa de ácido Perclórico 20% (20 mL HClO4 em 100 mL H2O) e 50 mL de solução aquosa de ácido Nítrico 50% (50 mL HNO3 em 100 mLde H2O). Antidepressivos tricíclicos (imipramina e derivados) O antidepressivo tricíclico imipramina é usado extensamente. Reagentes: FPN: misturar 5 mL de solução aquosa de cloreto Férrico 50 g/L. Uma coloração vermelha indica clorpromazina e outros fenotiazínicos. Reagente Cloreto de ouro: misturar partes iguais de ácido tricloroacético 20% e cloreto de ouro a 0.5 mL de cada reagente).25%.

Clin.16 6. . R. 2004. Toxic. 1971. B. 640. W. 59-236. MOFFAT. Farmacognosia. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 1986. Universidade de São Paulo..J. 1972. S. Cap. A. London: Pharmaceutical Press. 36: 143-144. DECKER. Padronização de spot testes para uso em laboratórios com atendimento em emergência toxicológicas. An. R. A. C. A. M. p. OMS/IPCS. Dissertação de Mestrado. (ed). III. PIVA. MORAES. Bibliografia: COSTA. 1995.. F. 4: 89-97. Clin. MEREK. 2004. Determinação da salicemia em crianças portadoras de artrite reumatóide juvenil por colorimetria e espectrofluorimetria. Monographs: analytical and toxicological data. S. ITINOSE. Spot Tests for rapid diagnosis of poisoning. Bras. Rev. Basic Analytical Toxicology. Clarke's isolation and identification of drugs.P. p. Faculdade de Ciências Farmacêuticas. Geneva: WHO. 10. L. F. v..

impedindo que o conjugado anticorpo/colorido ligue-se ao conjugado de droga/proteína retido na região (T) do dispositivo. 3. o conjugado anticorpo/colorido ligado ao conjugado droga/proteína fica na região do teste (T) do dispositivo. Outros métodos químicos de confirmação estão disponíveis. Isto produz uma faixa colorida do teste que não obstante sua intensidade indica um resultado negativo. Ela pode ser refrigerada (2º-8ºC) por 2 dias ou congelada (-20ºC) por um longo período. indicando uma amostra potencialmente positiva. Caso haja amostras com grande quantidade de partículas. Caso a urina adicionada ao dispositivo apresente níveis acima da sensibilidade de detecção do teste. Medicamentos: Benzodiazepínicos. a droga livre na amostra liga-se ao conjugado anticorpo/colorido. As amostras que forem congeladas devem ser descongeladas e misturadas antes do teste. É um dispositivo absorvente cromatográfico em que as drogas ou os metabólitos da droga em uma amostra competem com o combinado de droga/proteína retido em uma membrana porosa por um número limitado de locais obrigatórios que apresentam conjugados de anticorpos coloridos. Isto impede o desenvolvimento de uma faixa colorida. A urina que for refrigerada deve alcançar a temperatura ambiente (15º-25ºC) antes de ser testada. barbitúricos e antidepressivos tricíclicos. estas urinas devem ser clareadas por centrifugação ou deixadas em repouso para sedimentar antes de serem testadas. opióides. . O dispositivo do teste emprega uma combinação original de anticorpos monoclonal e policlonal para identificar seletivamente medicamentos e seus metabólitos na urina com um elevado grau de confiança. Fundamento analítico: TRIAGEM DE MEDICAMENTOS Estes testes fornecem somente um resultado preliminar.17 TESTES RÁPIDO PARA (IMUNOCROMATOPLACAS) 1. Caso a urina adicionada ao dispositivo apresente níveis abaixo da sensibilidade de detecção do teste. Limites de detecção: As concentrações de interrupções (cut-off) para cada classe de medicamentos no painel de Quick Screen teste são: BZD Benzodiazepínicos 200 ng/mL OPI Opióides 300 ng/mL BAR Barbitúricos 300 ng/mL TCA Antidepressivos tricíclicos 1000 ng/mL 4. Amostra: A urina deve ser coletada em um recipiente limpo de vidro ou plástico. A cromatografia gasosa com espectrometria de massa (CG/MS) é o método confirmatório preferido. Os Quick Screen testes para medicamentos são testes competitivos rápidos de imuno-análise qualitativa para detecção de medicamentos e seus metabólitos na urina. 2. Um método de teste alternativo deve ser usado a fim de obter um resultado analítico mais específico.

Quick Screen teste Benzodiazepinas. Entretanto.Abra a dobradura do cartucho no entalhe. Procedimento: . 6. . 2005. o uso de controles externos é recomendado. San Diego: Pharmatech Inc. Bula de kit. San Diego: Pharmatech Inc. Tome cuidado para não tocar na membrana exposta. Bula de kit. uma na região de controle (C) e outra na região de teste (T). Bibliografia: Quick Screen teste Barbitúricos. A intensidade da cor do controle positivo não deve ser usada como referência. 8. . Quick Screen teste Opiódes. Os controles positivos e negativos dentro de 25% da concentração cut-off devem produzir os resultados previstos. Inválido Um teste deve ser considerado inválido se nenhuma faixa aparecer na região de controle (C). Bula de kit. Resultados lidos após terem passados 15 (quinze) minutos não devem ser considerados. Quick Screen teste Tricíclico Antidepressivo. .Leia o resultado do teste imediatamente. mas não na região de teste (T). 7. Este resultado sugere que a amostra contenha medicamento em um nível igual ou superior ao da concentração cut-off para aquele medicamento. . Este resultado sugere que a amostra contenha medicamento em um nível abaixo ao da concentração cut-off para aquele medicamento. remova o aparelho de teste. Negativo Um resultado negativo é indicado quando duas (2) faixas coloridas de cor lilás aparecem. Controle de qualidade: Uma linha processual interna foi incorporada ao dispositivo do teste para ajudar a assegurar o desempenho e a confiabilidade ao Kit.Aguarde 10 (dez) minutos. 2005. Bula de kit. A presença de uma faixa de controle é necessária para confirmar o desempenho da análise. 2005. San Diego: Pharmatech Inc. San Diego: Pharmatech Inc.Segure o conta-gotas verticalmente e pingue 05 gotas de urina dentro do reservatório destinado para a amostra. Interpretação dos resultados: Positivo Um resultado positivo será indicado quando uma (1) faixa colorida de cor lilás aparecer apenas na região de controle (C).18 5. 2005.

.19 MARCHA SISTEMÁTICA PARA EXTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS DE MATERIAL BIOLÓGICO Esta metodologia é de ordem qualitativa. outros. medicamentos suspeitos. Dessa forma.Extrair com 10 mL de clorofórmio : isopropanol (9:1) agitando vigorosamente por 2 minutos. 2.5 cm da porta da capela. . estando esta semifechada e ligada (abertura deve ser de 0. a evaporação acontece em 10 minutos. aplicada em suspeitas de intoxicação por medicamentos e outras substâncias e baseia-se na comparação da amostra com um padrão do agente toxicante suspeito. extraímos as substâncias em meio ácido. . 2. . A porta da capela ao lado deve estar totalmente fechada.Deixar o funil em repouso (± 5 min) para separação das fases (orgânica/aquosa).5 N (+/. 1. Pode haver formação de água de condensação na parede do béquer e posteriormente no fundo.0 – 5. Assim. Extração: Para identificação de medicamentos através de cromatografia em camada de delgada ou outros métodos. em pH ácido e básico. os medicamentos e outras substâncias são extraídos de material biológico com solventes orgânicos.Ajustar o pH entre 4. se . Adicionar 5 gotas de diclorometano. vísceras. . Baseia-se em uma extração líquido/líquido. Os extratos obtidos são concentrados. Confirmar se é realmente água da seguinte maneira: transferir o líquido do fundo do béquer para um eppendorf com auxílio de uma micropipeta.5 cm mais alta do que a altura do béquer). devemos primeiramente extraí-los do meio em que se encontram. O béquer deve ser colocado a uma distância de aproximadamente 0. aplicados em placas cromatográficas e eluidos em sistema solvente. sangue total com anticoagulante.1 Substâncias de caráter ácido e/ou neutro: Colocar 10 mL da amostra num béquer de 20 mL e ler o pH.Na fase remanescente (aquosa – urina) repetir os itens acima recolhendo o filtrado no mesmo béquer.3gotas) e transferir a amostra para um funil de separação.0 por meio de solução de H2SO4 0. neutro e básico e depois realizamos a sua identificação. Amostras: Urina (coletada recentemente ou conservada a 4ºC). .Filtrar a fase orgânica (inferior) em papel filtro contendo sulfato de sódio anidro (o equivalente a ponta de uma espátula pequena) e recolher o extrato em béquer de 50 mL (Rác). conteúdo estomacal.Evaporar em temperatura ambiente.

solução de NH4OH a 10% até a obtenção de pH 8 a 9 (+/.20 haver formação de 2 fases. Reservar o extrato para cromatografar.Filtrar a fase orgânica (inferior) em papel filtro contendo sulfato de sódio anidro e recolher o extrato em béquer de 50 mL (Ralc). Pode haver formação de água de condensação na parede do béquer e posteriormente no fundo. Adicionar aproximadamente 2 gotas de ácido clorídrico:metanol (1:100 v/v). . . Podese desprezá-la do béquer e proceder somente com o extrato. Reservar o extrato para cromatografar. se haver formação de 2 fases. Confirmar se é realmente água da seguinte maneira: transferir o líquido do fundo do béquer para um eppendorf com auxílio de uma micropipeta.Deixar o funil em repouso (± 5 min) para separação das fases (orgânica/aquosa).Evaporar em temperatura ambiente. 4 e 5 recolhendo o filtrado no mesmo béquer. confirma-se a presença de água de condensação. 2.Extrair com 10 mL de clorofórmio : isopropanol (9:1) agitando vigorosamente por 2 minutos. estando esta semifechada e ligada (abertura deve ser de 0. Dessa forma.5 cm mais alta do que a altura do béquer). .Adicionar a camada aquosa remanescente no balão de separação. a evaporação acontece em 10 minutos.Na fase remanescente (aquosa – urina) repetir os itens 3.8 gotas). . . Podese despreza-la do béquer e proceder somente com o extrato. A porta da capela ao lado deve estar totalmente fechada. O béquer deve ser colocado a uma distância de aproximadamente 0. confirma-se a presença de água de condensação.5 cm da porta da capela. .2 Substâncias de caráter básico e/ou neutro: . Adicionar 5 gotas de diclorometano.

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3. Fluxograma simplificado da extração de agentes tóxicos de material biológico

Amostra – 10mL
urina, lavado gástrico, e outros
Acidificar (pH 4-5 com H2SO4 0,5N) Extrair c/ 10mL clorofórmio:isopropanol 9:1

Fase orgânica Filtrar sobre Na2SO4 anidro

Fase aquosa Alcalinizar c/ NH4OH 30% até pH 8-9 extrair com 10mL clorofórmio-isopropanol 9:1

Extrato ácido
no

Evaporar Fase aquosa (descartar) Resíduo Ácido Fase orgânica Filtrar sobre Na2SO4 anidro Extrato Alcalino (Rac) Evaporar

Resíduo Alcalino

Obs.: Colocar nos extratos alcalinos 1-2 gotas de HCl diluído em metanol (1 ml de HCl em 100 ml de metanol) para evitar perdas em relação aos derivados anfetamínicos

(Ralc)

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4. Identificação por cromatografia em camada delgada: Após a evaporação dos resíduos (Rácido e Ralcalino), ressuspendê-los com 5 gotas da mistura de solvente orgânico clorofórmio-isopropanol (9:1). 4.1. Aplicação: Utilizando microcapilares, transferir 3 microgotas das amostras e 3 microgotas dos padrões para as placas cromatográficas ativadas a 110° C por 1 hora. 4.2. Eluição: Sistemas Eluentes: 1. Clorofórmio- acetona ( 9:1). 2. Metanol - amônio (100:1,5 ). Após a aplicação, colocar as placas em cubas previamente saturadas contendo o sistema eluente adequado. Deixar correr até 12 cm, retirar as cromatoplacas e secar em temperatura ambiente até a evaporação total dos eluentes. 4.3. Revelação: A revelação deve ser realizada em três etapas: 1)Observar as cromatoplacas sob luz ultravioleta (UV) de ondas curtas (254 nm) e ondas longas (366 nm). 2) A seguir vaporizar com os agentes cromogênicos específicos. 3) Observar novamente as cromatoplacas sob luz ultravioleta (UV) de ondas curtas (254 nm) e ondas longas (366 nm).

5. Agentes cromogênicos: - Solução de cloreto férrico a 5 % (Salicilatos) - Solução de nitrato mercuroso a 1 % (Barbitúricos) - Reativo de Dragendorff Modificado (Alcalóides e Geral) - Reativo cloroplatínico acidificado (Geral) - Reagente de Forrest (Imipramina) 5.1 Preparação dos agentes cromogênicos: 5.1.1 Solução de cloreto férrico 5%: Pesar 5 g de cloreto férrico (FeCl3) e dissolver em quantidade de água destilada suficiente para completar 100 mL de solução.

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5.1.2 Nitrato mercuroso 1%: Pesar 1 g de nitrato mercuroso (HgNO3) e dissolver em quantidade de água destilada suficiente para completar 100 mL de solução. 5.1.3 Reativo de Dragendorff Modificado: Adicionar 1,0 g de Iodo para cada 100 mL do Reativo de Dragendorff. Reativo de Dragendorff Solução A: 2,0 g de subnitrato de bismuto 25 mL de ácido acético 100 mL de água destilada Solução B: 40 g de Iodeto de potássio 100 mL de água destilada Solução de uso: 10 mL de A + 10 mL de B + 20 mL de ácido acético + 100 mL de água destilada. 5.1.4 Reativo Cloroplatínico Acidificado: Solução ácido cloroplatínico a 10%........................ 3,0 mL Água destilada ......................................................... 97 mL Solução de iodeto de potássio a 6% ..................... 100 mL Para cada 100 mL de solução adicionar 2 mL de ácido clorídrico concentrado. 5.1.5 Reagente de Forrest: 25 mL de solução aquosa de dicromato de potássio 0,2%; 25 mL de solução aquosa de ácido sulfúrico 30%; 25 mL de solução aquosa de ácido perclórico 20%; 25 mL de solução aquosa de ácido nítrico 50%. Obs: Misturar sempre volumes iguais (ideal para uma análise é 2 mL do reagente de Forrest – 0,5 mL de cada reagente). Solução estável se mantida em refrigeração a 4oC. K2Cr2O7 0,2 % (0,2 g K2Cr2O7 – H2O reagente q.s.p. 100 mL) H2SO4 30 % v/v (30 mL H2SO4 – H2O reagente q.s.p. 100 mL) HClO4 20 % v/v (20 mL HClO4 – H2O reagente q.s.p. 100 mL) HNO3 50 % v/v (50 mL – H2O reagente q.s.p. 100 mL)

relata boa sensibilidade para concentrações de 5mg/L. 1984. Fatores interferentes: A CCD é uma técnica que envolve muitas variáveis.D. MELLO. FERNANDES. dos solventes e das placas cromatográficas utilizadas. 8. Vieira (1979). natureza do adsorvente. intensidade da reação de cor quando na aplicação dos reativos cromogênicos. Rio de Janeiro: Atheneu. FACULDADE DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS DE RIBEIRÃO PRETO/USP. Cálculo do valor de Rf: Rf = distância percorrida pela substância em cm distância percorrida pelo solvente em cm Χ 100 7. assim diversos fatores podem interferir no resultado da análise. Manual de Técnicas Analíticas.M. Bibliografia: BRITO-FILHO.24 6. 67p. juntamente com utilização de padrões de referência em todas as análises. Análises toxicológicas de urgência: apoio analítico aos centros de intoxicação. devendo estes ser bem controlados durante todo o procedimento analítico.. . MACHADO. saturação da cuba. M. R. A detecção envolve a visualização da substância à luz UV (em 254 ou 366 nm) ou ainda pela aplicação de determinado reagente ou combinação de reagentes (reativos cromogênicos) proporcionando uma reação de cor característica da substância em análise. Toxicologia Humana e Geral.P. 10. S. 676. UNICAMP: Centro de Controle de Intoxicações/Laboratório de Toxicologia. Ribeirão Preto: USP. Assim a associação destes dois parâmetros. extração eficiente. 1988. Tais fatores podem ser: experiência do analista. 2 ed. Validade do método: Os principais parâmetros envolvidos na identificação de uma substância por CCD são a detecção e os valores de Rf. p. A verificação dos valores de Rf se dá através da utilização de diferentes sistemas solventes.G. D. faz com que se tenha controle do método e segurança na identificação da substância pesquisada. 9.. Sensibilidade: Em sua dissertação de mestrado. alteração dos valores de Rf em função da temperatura ambiente.

R. London: Pharmaceutical Press. S. C. Monographs: analytical and toxicological data. p.P.25 MOFFAT. Dissertação de Mestrado. Identificação de fármacos em urina por cromatografia em camada delgada: Faculdade de Ciências Farmacêuticas. Basic Analytical Toxicology. Universidade de São Paulo.V. (ed). VIEIRA. OMS/IPCS. 1979. Geneva: WHO. 1995. . 59-236. 2004. Clarke's isolation and identification of drugs. A.

3.2 Hidróxido de sódio 8 M Dissolver 32 g NaOH em 50 mL de água destilada e completar o volume para 100 mL em balão volumétrico. Obs: Não usar como anticoagulante heparina ou outras soluções que contenham ocresol como preservativo. 4.0 mg/mL Dissolver 0.1000 g de paracetamol em pequena quantidade de etanol e transferir para um balão volumétrico de 100 mL.26 DETERMINAÇÃO DE PARACETAMOL EM ESPECTROFOTÔMETRO UV-Vis 1.0241 g de nitrito de sódio e dissolver em 5 mL de água destilada. Coletar a partir da 4a hora da ingestão do paracetamol e registrar o horário da coleta. Amostra: Soro ou plasma (soro apresenta menor interferência na metodologia). Completar o volume para 100 mL em balão volumétrico. O método se baseia na reação do acetaminofeno (N-acetil p-aminofenol) com o ácido nitroso formando assim o 2-nitro-4-acetaminofenol o qual assume uma coloração amarela em meio alcalino. Completar o volume com água destilada.07 M Pesar 0. 4. . 2. A intensidade desta coloração é proporcional à concentração de acetaminofeno e pode ser medida em espectrofotômetro UV-Visível no comprimento de onda ótimo de 430 nm. 4. Estabilidade: Armazenar em geladeira a 4°C por no máximo uma semana.4 Solução estoque de paracetamol 1. 4. Preparo das soluções: 4. Deve ser preparada sempre que uma nova curva for feita. Princípio do método: Cerca de 25 a 30% do Paracetamol (Acetaminofeno) administrado no organismo se liga às proteínas plasmáticas sendo necessário um pré-tratamento da amostra com ácido tricloroacético para precipitação das proteínas.1 Ácido tricloroacético 3% Pesar 3 g de CCl3COOH (ácido tricloroacético) e dissolver em cerca de 50 mL de água destilada. Solução instável deve ser preparada na hora do uso.3 Nitrito de sódio 0.

P 150.Adicionar 3 mL da solução de ácido tricloroacético 3 % em cada tubo e agitar em vórtex durante 30”.75 mL de solução estoque de paracetamol em balão volumétrico de 10 mL e completar o volume com soro.Agitar em vórtex e efetuar a leitura da absorbância em 430 nm dentro de no máximo 1 hora. Adicionar 0.0 mL de solução estoque de paracetamol em balão volumétrico de 10 mL e completar o volume com soro. 6.07 M e homogeneizar.5 mL de nitrito de sódio 0.27 5.5 mL de solução estoque de paracetamol em balão volumétrico de 10 mL e completar o volume com soro. preparar a curva de calibração: P 25. de cada ponto da curva de calibração.0 mg/L: Pipetar 1.0 mg/mL e soro (branco). Centrifugar por 15 minutos a 2500 rpm.0 mg/L: Pipetar 0. Transferir 2 mL do sobrenadante para um tubo de ensaio de 5 mL. P 100. P 50. Retirar do banho-maria e adicionar 2 gotas de NaOH 8M. .25 mL de solução estoque de paracetamol em balão volumétrico de 10 mL e completar o volume com soro. da amostra em duplicata e do soro controle.0 mg/L: Pipetar 0.0 mg/L: Pipetar 1.0 mg/L: Pipetar 0. . Colocar os tubos em banho-maria a 37ºC durante 10 minutos.5 mL de solução estoque de paracetamol em balão volumétrico de 10 mL e completar o volume com soro.Utilizando tubos Falcon de 15 mL. P 75. . Procedimento: . pipetar 500 µL do branco (soro isento de paracetamol). Curva de calibração: A partir da Solução Estoque de paracetamol 1.

2500 rpm por 15minutos .2 gotas de NaOH 8 M .2 mL do sobrenadante .Centrífuga.Vórtex por 30 segundos . Fluxograma analítico: Branco da Amostra 500 uL de soro ou plasma (sem paracetamol) Curva de calibração e Soro Controle 500 uL de soro ou plasma Amostras em Duplicata 500 uL de soro ou plasma .Banho-maria a 37º por 10 minutos .Vórtex por 30 segundos Realizar as leituras em espectrofotômetro λ = 430 nm .3 mL de ácido tricloroacético 3 % .0.28 7.07 M .5 mL de nitrito de sódio 0.

A. D. POLKLIS. teofilina. Interpretação do resultado: A interpretação do resultado das análises de paracetamol é realizada através do NOMOGRAMA DE RUMACK (Figura 1) pela correlação entre a concentração de paracetamol e o tempo de ingesta. 619. 10. 1988. Evalution of a modified colorimetric assay for the determination of acetaminophen in serum. 1983.29 8. Interferentes: Os medicamentos: fenilbutazona. Para tanto se deve fazer a coleta da amostra de sangue a partir de 4 horas após a ingesta do fármaco. 7: 249251. oxifenilbutazona. 2 ed. A quantificação do paracetamol é importante para avaliação do risco de dano hepático. . Uso de heparina como anticoagulante e soluções que contenham o-cresol. em casos de intoxicação aguda. onde se tem o pico de absorção. P. 4-amino salicílico e levodopa. Bibliografia: BRITO-FILHO.W. ácido salicílico. Toxicologia Humana e Geral. p. Rio de Janeiro: Atheneu. Journal Analytical Toxicology.. Figura 1: Nomograma de RumacK 9. HALE.

A. OMS/IPCS. SZNELWAR.C..F. Clarke's isolation and identification of drugs. OLSON. Basic Analytical Toxicology. São Paulo: Roca. Poisoning & drugs overdose.M. E. Determinação de paracetamol em soro por espectrofotometria na região do visível. (ed). 2004.). 1994. 1991. Farm. p.. N. 1995. MOFFAT.G. R. . FERNICOLA. p.A. East Norwalk : Appleton e Lange.. Rev. London: Pharmaceutical Press. K.30 ITINOSE. 1987. B. R. Monographs: analytical and toxicological data. 59-236. A. Geneva: WHO. 130-131.B. (Ed. 18 (2): 164-176. Bioq. p. SZNELWAR.G. 61-63. MORAES. C. Manual de Toxicologia Analítica.

Amostra: Soro. Solução padrão de salicilato – 250 ug/mL: 25 mg de ácido salicílico em q.42 g/ml e T=70. adicionar 1 g de de nitrato férrico.31 DETERMINAÇÃO DE SALICILATOS EM ESPECTROFOTÔMETRO UVVIS (MÉTODO DE KAYE) 1. 2. 2. Efetuar as leituras das absorbâncias em 540 nm usando o branco correspondente. Adicionar 1 mL da solução de nitrato férrico aos tubos “A” e “P”. .8 mL de água destilada em todos os tubos. Em seguida.07 N: diluir 4. por possuir uma hidroxila aromática.s.5%) em 1000 mL de água destilada.07 N. interage com nitrato férrico produzindo um composto colorido que é medido em espectrofotômetro a 540 nm. Homogeneizar e aguardar 5 minutos. Adicionar 0.p. 4.7 mL de ácido nítrico concentrado (d=1. Nos tubos “BA” e “BP” adicionar 1 mL da solução de ácido nítrico 0. de metanol e completar o volume para 100 mL com água destilada em balão volumétrico .07 N: diluir 0. Princípio do Método: Os salicilatos são hidrolisados com ácido nítrico formando ácido salicílico. 3. Em outros dois tubos marcados “P” (Padrão) e “BP” (Branco do Padrão) colocar alíquotas de 0. Reagentes: 1. 3.2 mL de amostra. Coletar a partir da 6a hora da ingestão e registrar o horário da coleta. Solução de ácido nítrico 0. Solução de nitrato férrico a 1% em ácido nítrico 0. Este último.47 mL de ácido nítrico concentrado em 100 mL de água destilada.2 mL da solução padrão de salicilatos. Procedimento: Colocar em dois tubos de ensaio marcado “A” (Amostra) e “BA” (Branco da Amostra) alíquotas de 0.

Fluxograma analítico: COLOCAR FLUXOGRAMA !! .32 5.

Salic. O Nomograma de Done (Figura 2) permite uma avaliação do prognóstico do paciente através da correlação da concentração plasmática de salicilato e. Amostra (mg%) = Absorbância Amostra Absorbância Padrão 7. Cálculo: Conc. Para tanto se deve fazer a coleta da amostra de sangue a partir de 6 horas após a ingesta do fármaco. Interpretação do resultado: A interpretação do resultado das análises para determinação de Salicilatos é feita através do NOMOGRAMA DE DONE. onde se tem o pico de absorção.33 6. x 25 Figura 2: Nomograma de Done . o tempo de ingesta.

Bibliografia: KAYE. p. 3 ed. 1986.P. F. S. L. . Faculdade de Ciências Farmacêuticas. Universidade de São Paulo.34 8. Handbook of Emergency Toxicology. Thomas. R. Illinois : Charles C. 1963. Dissertação de Mestrado. Determinação da salicemia em crianças portadoras de artrite reumatóide juvenil por colorimetria e espectrofluorimetria. 116-117. S. MORAES.

35 TOXICOLOGIA SOCIAL .

36 IDENTIFICAÇÃO DE AGENTES TÓXICOS Os testes rápidos de coloração e/ou precipitação para identificação de agentes tóxicos têm seu valor como triagem. Interpretação do resultado: a efedrina apresenta picos de absorbâncias em 251 nm.5% e 1 mL de hidróxido de sódio 45%. A partir dos resultados obtidos com tais testes. realizar a leitura somente com o veículo da diluição.2 Espectrofotometria Equipamento: espectrofotômetro de varredura (190 nm – 1100 nm). são utilizados nestes testes controles positivo (amostra que contém o agente tóxico) e negativo (amostra que não contém o agente tóxico). 257 nm e 263 nm. A camada etérea deve tornar-se violácea.1 Teste colorimétrico Colocar uma pequena porção do material em tubo de ensaio. podemos direcionar um pouco mais o trabalho analítico. Junte 1 mL de éter etílico e agite.5%: pesar 2. Para que seja possível a comparação de coloração.5 N. Em seguida efetuar a leitura em espectrofotômetro de varredura no intervalo de comprimentos de onda de 200 a 400 nm.5 g de sulfato de cobre e elevar o volume para 20 mL com água destilada.1 mL de sulfato de cobre 12. Efedrina 1. podendo-se então comparar a coloração obtida com a amostra suspeita. Há o aparecimento de coloração violeta. Hidróxido de sódio 45%: pesar 45 g de hidróxido de sódio e elevar o volume para 100 mL com água destilada em balão volumétrico. Para obtenção da linha base. . adicionar 0. Reagentes: Sulfato de cobre 12. indicando presença de efedrina na amostra. 1. 1. por se tratar de um agente tóxico com características básicas. Diluir a amostra suspeita (pó / drágea) em ácido sulfúrico 0.

5 mL de ácido sulfúrico concentrado em água destilada e elevar-se o volume para 100 mL em balão volumétrico. Reagentes: Reativo de Feigel-angel Solução de nitroprussiato de sódio 1%: pesar 0. Observar o desenvolvimento de coloração marron-esverdeada que indica a presença de cloridrato de benzidamina. . 2.1 Teste colorimétrico Colocar uma gota de cada solução do reativo de Feigel-angel sobre o material suspeito. Aminas secundárias (metanfetamina): 2. uma gota do reativo de Mandelin à amostra suspeita (pó / drágea) e uma gota do reativo como branco da reação.2 g de nitroprussiato de sódio e elevar o volume para 20 mL com água destilada. Há o aparecimento de coloração violeta intensa.5 N: diluir 1. em uma placa escavada de porcelana.1 Teste colorimétrico Adicionar. Solução de carbonato de sódio 15%: pesar 3 g de carbonato de sódio e elevar o volume para 20 mL com água destilada. 3. Solução de acetaldeído 50%: pesar 50 g de acetaldeído e elevar o volume para 100 mL com água destilada em balão volumétrico. Benzidamina 3.37 Figura 1: Picos de absorbâncias da efedrina Reagentes: H2SO4 0.

W. Spot Tests for rapid diagnosis of poisoning. Clin. . Bibliografia: DECKER.J.5 mL de água destilada e completar para 100 mL com ácido sulfúrico concentrado. 4.. London: Pharmaceutical Press. Toxic. 1971. (ed).38 Reagentes: Reativo de Mandelin: dissolver 1. A. 4: 89-97.0 g de vanadato de amônia em 1. C. 2004. MOFFAT. Clarke's isolation and identification of drugs.

impedindo o desenvolvimento da faixa de cor lilás. A cromatografia gasosa com espectrometria de massa (CG/MS) é o método confirmatório preferido. se o nível da droga for igual ou superior ao limite de detecção. Ao utilizar anticorpos que são específicos para as diferentes classes de drogas. Inversamente. formando um complexo antígeno-anticorpo-corante. tetrahidrocanabinol. Fundamento analítico: Estes testes fornecem somente um resultado preliminar. Se a concentração de uma certa droga for inferior ao limite de detecção do teste. cocaína. metanfetamina. o anticorpo marcado-conjugado de cor se liga ao antígeno conjugado imobilizado na membrana. indicando que os reagentes estão quimicamente ativos e que o teste foi realizado de forma correta. particularmente quando os resultados preliminares positivos são observados. A consideração clínica e o julgamento do profissional devem ser aplicados a qualquer resultado de teste de abuso de drogas. Outros métodos químicos de confirmação estão disponíveis. o anticorpo-conjugado de cor se liga a droga livre. desenvolvendo uma faixa de cor lilás na área teste (identificada de ”C” e “T”) para aquela droga. opióides. Limites de detecção: As concentrações de interrupções (cut-off) para cada classe de drogas no painel de drogas de abuso são: . a urina se mistura com o conjugado de coranticorpo marcado e migra pela membrana. Independente dos níveis da droga em uma amostra ocorre o aparecimento da faixa lilás em cada área controle (marcadas com “C”) devido a uma reação imunoquímica paralela. anfetaminas. Este complexo compete com o antígeno conjugado sobre a membrana. 3. No procedimento de ensaio. 2. Este teste é um imunoensaio de ligação competitiva onde a droga ou os metabólitos da droga em uma amostra de urina competem com os compostos da droga quimicamente marcados por um anticorpo restrito nos sítios de ligação. o ensaio permite a detecção independente e simultânea de seis drogas em uma única amostra. Um método de teste alternativo deve ser usado a fim de obter um resultado analítico mais específico. Estas faixas servem como um controle de qualidade interno e demonstram o reconhecimento do anticorpo. Substâncias: Benzodiazepínicos.39 TESTE RÁPIDO PARA TRIAGEM DE DROGAS DE ABUSO IMUNOCROMATOPLACAS 1. O tempo aproximado é de 10 minutos.

Caso haja amostras com grande quantidade de partículas. Remover um dispositivo do teste do envelope laminado e identificar a amostra. Interpretação dos resultados: Importante: São necessárias duas faixas do controle para validar os resultados do teste. 7.40 THC OPI COC AMP BZD MET Tetrahidrocanabinol Opióides Cocaína Anfetaminas Benzodiazepínicos Metanfetamina 50 ng/mL* 300 ng/mL 300 ng/mL* 1000 ng/mL* 300 ng/mL 500 ng/mL *Concentração de interrupção (cut-off) de triagem recomendada pela Substance Abuse and Mental Health Services Administration. COC. Positivo Ausência de uma faixa de cor lilás em qualquer das seis tiras (AMP. Ela pode ser refrigerada (2º-8ºC) por 2 dias ou congelada (-20ºC) por um longo período. Negativo A presença de uma faixa de cor lilás em qualquer tira indica que o nível da droga correspondente ou seu metabólito está abaixo do limite da sensibilidade. BZD. Remover o dispositivo da amostra de urina e colocar em uma superfície plana. Procedimento: Deixar as amostras dos pacientes e os componentes do kit atingirem a temperatura ambiente. Ler o resultado do teste entre 4 a 7 minutos após a adição da amostra. Mergulhar a extremidade do dispositivo na amostra da urina até a tarja onde se lê: INSERT THIS END por mais de 10 segundos. Se não aparecer a faixa de cor lilás em qualquer uma das áreas (C). A urina que for refrigerada deve alcançar a temperatura ambiente (15º-25ºC) antes de ser testada. 4. THC) indica um resultado positivo para a droga correspondente. MET. OPI. descartar o dispositivo e testar a amostra novamente com um novo dispositivo. 5. Amostra: A urina deve ser coletada em um recipiente limpo de vidro ou plástico. estas urinas devem ser clareadas por centrifugação ou deixadas em repouso para sedimentar antes de serem testadas. As amostras que forem congeladas devem ser descongeladas e misturadas antes do teste. .

Bibliografia: Multi-Drogas One Step Teste. 9. . o uso de controles externos é recomendado. Entretanto. Controle de qualidade: Uma linha processual interna foi incorporada ao dispositivo do teste para ajudar a assegurar o desempenho e a confiabilidade ao Kit. 2002. Diadema: Inlab Diagnóstica – Alamar Tecno Científica Ltda.41 Inválido Se a linha na área Controle (C) não aparecer num intervalo de 5 minutos. Bula de Kit. repetir o ensaio com um novo dispositivo. 8. Os controles positivos e negativos dentro de 25% da concentração cut-off devem produzir os resultados previstos.

.Ressuspender com 5 gotas de éter de petróleo e aplicar em placa de sílica gel 60 com auxílio de um capilar. 1. Adicionar cerca de 20 mL de éter de petróleo e macerar com o pistilo.Deixar eluindo até a linha do solvente chegar a 0. a evaporação acontece em 10 minutos. se haver formação de 2 fases. Após aplicação e eluição em cromatografia de camada delgada. Confirmar se é realmente água da seguinte maneira: transferir o líquido do fundo do béquer para um eppendorf com auxílio de uma micropipeta. . Para as cubas pequenas. A porta da capela ao lado deve estar totalmente fechada. estando esta semifechada e ligada (abertura deve ser 0. confirma-se a presença de água de condensação. Adicionar 5 gotas de éter de petróleo. Eluição: . pode-se deixar macerando por 12 a 24 horas. transferir microgotas das amostras e do padrão para as placas cromatográficas ativadas a 110º C por 1 hora. Extração de ∆9-THC (∆9-Tetra-HidroCanabinol) . 3. .5cm mais alta do que a altura do béquer). . Dessa forma. .Aplicar todo o volume em que foi feita a ressuspensão. contendo o sistema eluente Clorofórmio / Tolueno (2:1). Utilizando microcapilares.5cm do fim da placa. Amostra: erva in natura 2. colocar as placas em cubas de vidro pré-saturadas. sob um béquer com fundo afunilado. .5 cm da porta da capela.Evaporar em temperatura ambiente. 4. prepara-se aproximadamente 30mL de eluente. adicionar uma ponta de espátula de carvão ativado.Colocar aproximadamente 100 mg da amostra em um gral de porcelana. Pode haver formação de água de condensação na parede do béquer e posteriormente no fundo.Após maceração. filtrar com papel filtro.Colocar a placa na cuba de forma que o eluente não toque a linha de aplicação das amostras. esses agentes podem ser revelados pela adição de agentes cromogênicos. deixar em repouso por 10 min. Pode-se desprezá-la do béquer e proceder somente com o extrato. Aplicação: .Deixar secar naturalmente.42 IDENTIFICAÇÃO DE CANABINÓIDES EM ERVA IN NATURA POR CROMATOGRAFIA EM CAMADA DELGADA – (CCD) Os princípios ativos de plantas da espécie Cannabis sativa podem ser retirados da erva in natura através de extração com solvente orgânico. . O béquer deve ser colocado a uma distância de aproximadamente 0.Após a aplicação.

...p....... A...) 5..0 g HCl concentrado ........ 1 L Guardar em frasco escuro Solução B: Nitrito de sódio a 10 % Misturar volumes iguais das soluções A e B no momento de usar.....T.. 6......1....A................... Revelação: A revelação deve ser realizada em três etapas: 1) Observar as cromatoplacas sob luz ultravioleta (UV) de ondas curtas (254 nm) e ondas longas (366 nm).................. Bibliografia: MOFFAT... 5... (ed)....................................s.. .. 2004.......... 5..... C.... 14................43 5.. Agente cromogênico: Benzidina tetrazotada (B.........................2 Preparo do agente cromogênico: Benzidina tetrazotada Solução A: Benzidina ......... 2) A seguir vaporizar com os agentes cromogênicos específicos..... 3) Observar novamente as cromatoplacas sob luz ultravioleta (UV) de ondas curtas (254 nm) e ondas longas (366 nm)....... .... Clarke's isolation and identification of drugs.......... London: Pharmaceutical Press.0 mL H2O destilada q...............

Centrifugar por 5 min a 2000rpm.Evaporar em temperatura ambiente.Adicionar 5mL de n-hexano e colocar no agitador horizontal em baixa rotação por 25min.Colocar o tubo no banho-maria a (50 a 60°C) durante 15 min para hidrólise. estas urinas devem ser clareadas por centrifugação ou deixadas em repouso para sedimentar antes de serem testadas. . Caso haja amostras com grande quantidade de partículas.Retirar a fase orgânica (superior) com auxílio de uma pipeta Pasteur.44 IDENTIFICAÇÃO DE CANABINÓIDES EM URINA POR CROMATOGRAFIA EM CAMADA DELGADA DE ALTA EFICIÊNCIA – (CCDAE / HPTLC) A CCDAE é uma técnica mais rápida. A porta da capela ao lado deve estar totalmente fechada.20 1 mm 3 – 20 min ~ 0. Tabela I – Comparação entre cromatografia em camada delgada e cromatografia em camada delgada de alta eficiência. eficiente e sensível que a CCD convencional.2 µL 10 . Extração: . jamais utilizar água para isso. estando esta semi-fechada e ligada (abertura deve ser 0. O béquer deve ser colocado a uma distância de aproximadamente 0.5cm da porta da capela. A tabela I.Colocar aproximadamente 5mL da amostra em um tubo Falcon de 15mL. .5 ng 1. pois a formação de espuma é prejudicial. Não colocar em vórtex.10 3 – 6 mm 30 – 200 min ~ 5 ng CCDAE 10 x 10 cm 0. A urina que for refrigerada deve alcançar a temperatura ambiente (15-25ºC) antes de ser testada.5mL de NaOH 1N e homogeneizar por inversão. podendo ser dito que se trata de um aperfeiçoamento da mesma. . Ela pode ser refrigerada (2-8ºC) por 2 dias ou congelada (-20ºC) por um longo período.Resfriar a temperatura ambiente. Pode haver formação de água de condensação . As amostras que forem congeladas devem ser descongeladas e misturadas antes do teste. apresenta uma comparação entre CCD e CCDAE. .5cm mais alta do que a altura do béquer). . Parâmetro Tamanho usual da placa Volume aplicado de cada amostra Número de amostras por placa Diâmetro da mancha Tempo de corrida Limites de detecção por absorção de luz por fluorescência CCD 20 x 20 cm 1 – 5 µL 7 . Amostra: A urina deve ser coletada em um recipiente limpo de vidro ou plástico. . Adicionar 0. Dessa forma.Acidificar com 1 mL de HCl 1N para conferir ao meio um pH entre 2-3. a evaporação acontece em aproximadamente 20 minutos.1 – 0. 2. .

NaOH 1N: pesar 4 g de NaOH e dissolver em 100 mL de água destilada.1 Preparo dos reagentes: . 2. Agente cromogênico: Fast Blue Seqüência de revelação a.5cm do fim da placa. contendo o sistema eluente n-heptano / n-butanol / ácido acético ( 18:1. Nebulizar com solução de Fast Blue BB 0.1 % (preparar na hora). colocar 80 mL de água destilada. Deixar secar naturalmente. Aguardar 10 minutos e observar a placa.HCl 1N: em proveta de 100 mL com tampa. 5. Adicionar 5 gotas de n-hexano. colocar as placas em cubas de vidro pré-saturadas. 10 x 10 cm. . d.2 mL). 3. 4. - 5. c. 3) Observar novamente as cromatoplacas sob luz ultravioleta (UV) de ondas curtas (254 nm) e ondas longas (366 nm). Pode-se desprezá-la do béquer e proceder somente com o precipitado. Para as cubas pequenas.1. Secar a temperatura ambiente. b. Revelação: A revelação deve ser realizada em três etapas: 1) Observar as cromatoplacas sob luz ultravioleta (UV) de ondas curtas (254 nm) e ondas longas (366 nm).8:0. confirma-se a presença de água de condensação. 2) A seguir vaporizar com os agentes cromogênicos específicos. Eluição: Após a aplicação.3 mL de HCl concentrado e completar o volume com água. Nebulizar a placa com dietilamina. Deixar eluindo até a linha do solvente chegar a 0.Usar padrão de maconha com éter de petróleo. Aplicação: Ressuspender com 5 gotas de clorofórmio:metanol (3:1) e aplicar todo o volume em placa cromatográfica de silicagel 60.Aplicar todo o volume em que foi feita a ressuspensão. para HPTLC (CCDAE) de cromatografia de alta eficiência com auxílio de um capilar. .45 na parede do béquer e posteriormente no fundo. Confirmar se é realmente água da seguinte maneira: transferir o líquido do fundo do béquer para um eppendorf com auxílio de uma micropipeta. Colocar a placa na cuba de forma que o eluente não toque a linha de aplicação das amostras. . prepara-se aproximadamente 20mL de eluente. . adicionar 8. se haver formação de 2 fases.

Rev.2 Preparo do agente cromogênico: Fast Blue 0. 8 (2): 29-40. 8 (2). Identificação de usuários de cannabis por cromatografia em camada delgada de alta eficiência. Rev. 21-28. O.01 g de Fast Blue em 1 mL de metanol e adicionar 9 mL de água. Tox. Bras. . MÍDIO.1 % : dissolver 0. SILVA. Revisão dos métodos analíticos para a detecção de canabinóides em material biológico. V. Bibliografia: REINHARDT. 1995. E. Tox. 1995.46 5. E.. A F. SPINELLI.. A. Bras. 6.

Concentrar em lâmina de microscópio umas gotas dessa mistura mais algumas . OBS: É importante utilizar sempre as mesmas quantidades de tiocianato de cobalto glicerinado 2% e ácido clorídrico 6N. Reação colorimétrica: Os testes rápidos de coloração e/ou precipitação para identificação de agentes tóxicos têm seu valor como triagem. 3. Coloração azul indica indícios sugestivos da possível presença de cocaína.A. Adicionar glicerina na mesma proporção do reativo. Reativo de Scott: HCl 6N: mistura-se mesmo volume de ácido clorídrico concentrado com água destilada.1 N. ou placa escavada. Seqüência para identificação a) Reativo de Tiocianato de cobalto Colocar uma pequena quantidade (ponta de uma pequena espátula) do pó suspeito em um eppendorf. são utilizados nestes testes controles positivo (amostra que contém o agente tóxico) e negativo (amostra que não contém o agente tóxico). Para que seja possível a comparação de coloração. A partir dos resultados obtidos com tais testes.5 mL de HCl 0.5 g de tiocianato de sódio ou potássio e misturar em 90 mL de água destilada. b) Reação de Scott Acrescentar 2 gotas de HCl 6N no eppendorf ou placa escavada que foram utilizados para a reação do tiocianato. podemos direcionar um pouco mais o trabalho analítico. mais 1. Coloração azul indica indícios sugestivos da possível presença de cocaína.47 IDENTIFICAÇÃO DE COCAÍNA EM AMOSTRAS DE PRODUTO 1. Amostra: Pó suspeito 2. podendo-se então comparar a coloração obtida com a amostra suspeita. Reagentes: Reativo de Tiocianato de Cobalto: pesar 1 g de cloreto de cobalto. Homogeneizar bem até ficar na cor rosa clara. Adicionar algumas gotas de clorofórmio P. Reação microquímica: Em um béquer colocar uma pequena amostra de cocaína e adicionar 0. Adicionar 2 gotas de tiocianato de cobalto glicerinado.

4.Reativo Cloroplatínico Acidificado 4. Visualiza-se ao microscópio cristais em forma de folhas de palmeira.1 Reativo de Draggendorff: Solução A: 2. Ácido cloroplatínico 5%: pesar 5 g de ácido cloroplatínico e dissolver em quantidade de água destilada suficiente para completar 100 mL de solução. colocar as placas em cubas de vidro pré-saturada. . Cromatografia em camada delgada: 4. transferir microgotas das amostras e do padrão para as placas cromatográficas ativadas a 110º C por 1 hora.Preparação dos agentes cromogênicos 4. retirar as cromatoplacas e secar em temperatura ambiente até a evaporação total do eluente. 4.3 – Eluição: Após a aplicação. 4. Misturar e em seguida aplicar em placa de cromatografia recoberta com sílica gel.Reativo de Draggendorff .1N : diluem-se 1.48 gotas de ácido cloroplatínico a 5%. contendo o sistema eluente metanol-amônia (100: 1.4 – Revelação: Vaporizar as cromatoplacas com um dos agentes cromogênicos: .0 g de subnitrato de bismuto 25 mL de ácido acético 100 mL de água destilada Solução B: 40 g de Iodeto de potássio 100 mL de água destilada Solução de uso: 10 mL de A + 10 mL de B + 20 mL de ácido acético + 100 mL de água destilada. Reagentes: HCl 0.2 – Aplicação: Utilizando microcapilares.5).5.5 . 4.1 Solubilização: Colocar uma pequena amostra do pó suspeito em um béquer e adicionar 1mL etanol. Deixar correr por 12 cm.7 mL de ácido clorídrico concentrado em até 20 mL de água destilada.

.......... Clarke's isolation and identification of drugs....... ...49 4.........A..J.......P....... .................................. (ed)...... Universidade de São Paulo.. Toxicologia.............. C.......... R.. A.....5...0 mL Água destilada ................ 5...........................2 Reativo cloroplatínico acidificado Solução ácido cloroplatínico a 10% ....... E.... Identificação de fármacos em urina por cromatografia em camada delgada: Faculdade de Ciências Farmacêuticas....... 1979......... London: Pharmaceutical Press...... 1972............... Dissertação de Mestrado..... S..... 2004...... 97 mL Solução de iodeto de potássio a 6% ...............3..... Bibliografia: CALABRESE. VIEIRA.... ASTOLFI. 100 mL Para cada 100 mL de solução adicionar 2 mL de ácido clorídrico concentrado. MOFFAT....... A......V.. Buenos Aires : Kapelsuz........

50 TOXICOLOGIA OCUPACIONAL .

51 TESTES COLORIMÉTRICOS RÁPIDOS PARA IDENTIFICAÇÃO DE AGENTES TÓXICOS Os testes rápidos de coloração e/ou precipitação para identificação de agentes tóxicos têm seu valor como triagem. A partir dos resultados obtidos com tais testes. 1998. Para que seja possível a comparação de coloração. Misturar. Aguardar a efervescência desaparecer. na presença de um álcali e ditionito de sódio. e negativo (amostra que não contém o agente tóxico). são utilizados nestes testes controles positivo (amostra que contém o agente tóxico). Paraquat e Diquat A urina ou lavado/conteúdo gástrico podem ser testados quanto a presença de paraquat usando o método baseado na redução do cátion paraquat a um radical iônico azul. . 2. podemos direcionar um pouco mais o trabalho analítico. podendo-se então comparar a coloração obtida com a amostra suspeita. Bibliografia: ZENECA AGRÍCOLA. O tratamento por intoxicação por paraquat. 1. Fazer leitura em fundo branco. A 1mL de urina (lavado/conteúdo gástrico) adicionar 20 mg de bicarbonato de sódio (equivalente à ponta de espátula) e 20 mg de ditionito de sódio. São Paulo: Zeneca Agrícola.

. . 2. realizando assim a extração ácida.Colocar 10 mL da amostra em um tubo Falcon de 50 mL e medir o pH. . reunindo esses extratos em um béquer com fundo afunilado. confirma-se a presença de água de condensação. estando esta semi-fechada e ligada (abertura deve ser 0. não aspirá-la. Se houver formação de camada de emulsão.5cm da porta da capela.5 N para conferir ao meio um pH 4. Extração: . .Retirar a fase inorgânica (superior) através de aspiração com bomba de vácuo ou pipeta Pasteur. Após aplicação e eluição em cromatografia de camada delgada. com data e hora da coleta. O béquer deve ser colocado a uma distância de aproximadamente 0. .52 IDENTIFICAÇÃO DE AGROTÓXICOS POR CROMATOGRAFIA EM CAMADA DELGADA (CCD) Os agentes inibidores da enzima acetilcolinesterase podem ser retirados da urina ou lavado gástrico através de extração ácida com solvente orgânico. Acertá-lo com H2SO4 – 0. a evaporação acontece em 10 minutos. Confirmar se é realmente água da seguinte maneira: transferir o líquido do fundo do béquer para um eppendorf com auxílio de uma micropipeta. Amostra: Urina ou lavado gástrico.Centrifugar por 10 minutos na velocidade de 3000 rpm (não ultrapassar jamais). Pode haver formação de água de condensação na parede do béquer e posteriormente no fundo. 1.Filtrar os extratos sobre sulfato de sódio (Na2SO4) anidro. A porta da capela ao lado deve estar totalmente fechada. Dessa forma. devidamente coletados. Pode-se desprezá-la do béquer e proceder somente com o precipitado. .0. agitando primeiramente por 1 minuto no vórtex e depois por 30 minutos no agitador horizontal. se haver formação de 2 fases. esses agentes podem ser revelados pela adição de agentes cromogênicos.5cm mais alta do que a altura do béquer). mantida sob congelamento ou refrigeração no caso da impossibilidade da análise imediata. Adicionar 2 gotas de diclorometano.Adicionar 10 mL de diclorometano.Evaporar em temperatura ambiente.

Colocar a placa na cuba de forma que o eluente não toque a linha de aplicação das amostras. prepara-se aproximadamente 30mL de eluente (27 mL de clorofórmio : 3mL de acetona). etc Acidificar (pH 4-5 com H2SO4 10%) Extrair com 10mL de diclorometano Fase aquosa (descartar) Fase orgânica Filtrar sobre Na2SO4 anidro Extrato orgânico Evaporar Resíduo (Rácido) CCD 4. colocar as placas em cubas de vidro pré-saturada. Para as cubas pequenas. Fluxograma para extração de agrotóxicos: Amostra (10mL) urina.53 3. Aplicar todo o volume em que foi feita a ressuspensão. Eluição: . .Após a aplicação. Aplicação: . 5. Deixar secar naturalmente. lavado gástrico.Ressuspender com 5 gotas de diclorometano e aplicar em placa de sílica gel 60 com auxílio de um capilar.5cm do fim da placa. . Deixar eluindo até a linha do solvente chegar a 0. Aplicar microgotas de padrão de organofosforado e carbamato. com sistema clorofórmio / acetona (9:1).

Conservar em geladeira. completar o volume para 100mL com água destilada.54 6.Carbamatos: Tampar a região da placa usada para a revelação de organofosforados.5%. Estabilidade de 1 mês em geladeira. Deve-se primeiro dissolver 0. . Misturar volumes iguais da solução C com etanol absoluto (2mL de cada) e borrifar na placa.edu.Solução B: solução de nitrito de sódio 3%.Solução C: solução de hidróxido de sódio 80%. Bibliografia: UNIVERSIDADE NACIONAL DE LA PLATA . 6. Acesso em: 30/08/2006. .Organofosforados: Tampar a região da placa destinada a revelação de carbamatos com uma placa de vidro. Revelação: Vaporizar as cromatoplacas conforme a sequência de revelação descrita a seguir: . . Misturar volumes iguais das soluções A e B (2mL de cada) e borrifar a placa.html.5g em algumas gotas de HCl 20% após. Disponível em: http://www. Deixar secar em estufa 80°C de 5 a 10 minutos. Pesar 3g de nitrito de sódio e dissolver em 10mL de água destilada. .1 Preparação dos reagentes para revelação: . Pesar 80g de hidróxido e sódio e dissolver em 100mL de água destilada.unlp.ar/toxicologia/seminarios/parte_2/bibliografia_sem_2. Borrifar a placa com cloreto de paládio a 0.Cloreto de paládio a 0.5%: o cloreto de paládio não dissolve diretamente em água. . Pesar 1g de pnitroanilina e dissolver em 100mL de ácido clorídrico 2N. 7.biol.Solução A: solução de p-nitroanilina a 1% em HCL 2N.

4. forma o 5-mercaptano-2-nitrobenzóico de coloração amarela (Figura 4). quando estocado a temperaturas entre 2 e 8°C. Pode ser conservada até 07 dias sob refrigeração. Reagentes: • Solução de tampão fosfato pH 7. Iodeto de 5-butiriltiocolina + H2O colinesterase Iodeto de tiocolina + Butirato Iodeto de Tiocolina + Ácido 5. Ácido 5. fluoreto ou oxalato produzem inibição enzimática leve e por isso não devem ser utilizados.7 – 50 mmol/L – Diluente 100 mL Estável até data indicada no frasco. Equipamento: . A intensidade da cor é diretamente proporcional a atividade da colinesterase. Amostra: Soro ou plasma – 0. Se necessário transportar a amostra recomenda-se o congelamento e analisar a amostra imediatamente após o degelo.25 mmol/L.5-ditio bis-2-nitrobenzóico 5-Mercaptano-2-nitrobenzóico + 2-Nitrobenzóico-5-mercaptanotiocolina Figura 4: Reação de catálise da colinesterase 2. Estabilidade: a amostra deve ser preferencialmente fresca. sem conservantes.5-ditio bis-2-nitrobenzóico (DTNB). Estável até a data indicada no frasco.5 mL. 3. . Os anticoagulantes a base de citrato. Princípio do método: A colinesterase catalisa a hidrólise do iodeto de butiriltiocolina com formação de tiocolina que em uma reação secundária com o ácido 5.5’– ditiobis – 2 – nitrobenzóico – 0. O plasma pode ser utilizado desde que colhido com heparina ou EDTA. a qual pode ser determinada em espectrofotômetro na região do visível a 405 nm. quando estocado a temperaturas entre 2 e 8°C.55 DETERMINAÇÃO DA ATIVIDADE DA COLINESTERASE PLASMÁTICA 1.Espectrofotômetro UV-Vis. • Substrato 30x3 mL (Reagente de cor): Iodeto de butiriltiocolina – 7 mmol/L.

Tampar e agitar suavemente. 30 ou 37°C. Reconstituir somente no momento do uso. 6. 8. disparando simultaneamente o cronômetro. Preparo das soluções: Solução de Reação: adicionar 3 mL de tampão fosfato em um frasco de substrato. 30 ou 37°C. Temperatura de leitura (ambiente e reagentes): 25. Transferir 3. Parâmetros: Temperatura dos reagentes: 25. Comprimento de onda: 405 nm. por inversão. Método: • • Zerar o espectrofotômetro com ar. Determinar a diferença média da absorbância a cada 30 segundos (∆A/30 seg) subtraindo cada leitura da anterior e fazendo a média dos valores. Voltar a ler depois de 30. até dissolução completa. Fenda: 1 cm. • OBS: a 37°C utilizar amostra diluída 1:2 com solução de cloreto de sódio a 0. 90 e 120 segundos. Cálculo: Atividade da enzima (U/L) = ∆A/30seg x 22. OBS: Os valores de referência devem ser interpretados em função da temperatura de reação.710 .9% e continuar o procedimento conforme descrito acima. 60. Estável por 1 hora quando mantido a temperaturas entre 15 e 25°C. Misturar imediatamente e ler a absorbância.56 • Cloreto de sódio a 0. 7.9% (que não acompanha o Kit) 5. Utilizar a média para os cálculos.0 mL da solução de reação para a cubeta de leitura (faces paralelas devido volume) e adicionar 20 µL do soro (amostra). Multiplicar o resultado obtido por 2.

Bibliografia: BRASIL. indica exposição excessiva. 11. 2000. Portaria n. devendo o trabalhador ser afastado da exposição.C. Brasília. Índice Biológico Máximo Permitido (IBMP) Depressão da atividade da colinesterase plasmática em 50%. em relação à medida realizada pré-ocupacionalmente. Zaccara.I. Seção 1. o horário da coleta não é crítica. Francisco A. 24 de 29 de dezembro de 1994. . Rosário: Wiener Laboratórios S. p. Bula de kit.A. Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho.57 9. Com a finalidade de realização de monitorização biológica. desde que realizada a avaliação préocupacional. 21278-21282 [ NR7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional]. Valores de referência: 25°C 3200 – 9000 U/L 30°C 3962 – 11142 U/L 37°C 4970 – 13977 U/L 10. Colinesterasa.

Princípio do teste: O princípio considera a determinação de metemoglobina presente na amostra em relação à hemoglobina total. sendo a leitura obtida considerada como a dos interferentes na amostra.9mL da solução B). o que possibilita a leitura da hemoglobina total convertida. .Triton X – 100 1%: transferir 1mL de Triton X –100 para um balão volumétrico de 100mL e completar o volume com água destilada. A determinação deve ser feita em no máximo 2 horas após a coleta. . mantida sob refrigeração no caso da impossibilidade da análise imediata.16g de fosfato monobásico de sódio anidro em 100mL de água destilada. Amostra: Sangue total.8 (Solução A: dissolver 2. A quantidade de metemoglobina na amostra é medida no comprimento de onda de 632 nm (D1). no comprimento de onda de 632 nm (D3). complexo não mensurável no comprimento de onda de 632 nm.58 DETERMINAÇÃO DE METEMOGLOBINA 1. Após a adição de ferricianeto de potássio ocorre a oxidação do Fe+2 da hemoglobina a Fe+3 (com conseqüente formação de metemoglobina). 2. Reagentes e outros insumos: .Cianeto de potássio 5%: colocar 5g de cianeto de potássio em um balão volumétrico de 100mL e completar o volume com água destilada.1mL da solução A com 50. Solução B: dissolver 1. .8g de fosfato dissódico 7H2O em 100mL de água destilada e ajustar o pH em 6. Solução de uso: misturar 49. O íon cianeto é utilizado para produção de cianometahemoglobina (D2 e D4). Amostras hemolisadas devem ser desprezadas. Controles. . 3. com data e hora da coleta. devidamente coletado com anticoagulante EDTA ou Heparina. Padrões.Ferrocianeto de potássio 5%: colocar 5g de ferrocianeto de potássio em um balão volumétrico de 100mL e completar o volume com água destilada.8 com HCl ou NaOH diluídos.Tampão Fosfato pH 6.

Pipetar 3mL dessa solução em duas cubetas de espectrofotômetro (marcar como cubeta “A” e cubeta “B”). . esperar 5 minutos.0mL de tampão fosfato e 6.Adicionar 30µL da solução de KCN 5% a cubeta ”A”. .Adicionar 30µL de KCN a cubeta “B”.2 mL de sangue em um tubo de Falcon de 15mL contendo 4.Ler a absorbância da cubeta “A” em 632nm (D1). e medir a absorbância a 632nm (D3). .Pipetar 0.59 4. Procedimento detalhado: . . homogeneizar e medir novamente a absorbância em 632nm (D2).A cubeta “B”. O lisado tamponado pode ser guardado por 24h a 4ºC sem alteração significante. homogeneizar e ler novamente no mesmo comprimento de onda (D4). adicionar 30µL de K3FeCN6.0mL de solução detergente Triton X-100 1%. . .

60 5.2 mL de sangue + 4.0 mL de tampão fosfato + 6.0 mL de solução Triton 1% Colocar 3 mL dessa solução em cada cubeta CUBETA A CUBETA B Leitura em λ = 632 nm D1 30 µL de K3FeCN6. Fluxograma analítico Amostra (em duplicata) 0. esperar 5 min. homogeneizar 30 µL de KCN 5% repouso de 1 min Leitura em λ = 632 nm D3 Leitura em λ = 632 nm 30 µL de KCN 5% repouso de 1 min D2 Leitura em λ = 632 nm D4 .

8. Controle da qualidade: Amostras controle para determinação de metemoglobina não podem ser encontradas comercialmente. Portaria n. Com a finalidade de realização de monitorização biológica. Clin. A sensitive kicromethod for the determination of methemoglobin in blood. S. R. SHUVAL H. recomenda-se a coleta pré e pós jornada de trabalho. E. 1991. Valores de referência: Valores menores ou iguais a 2% são tidos como normais. Bibliografia: BRASIL. MORAES. 30: 679-682. indicam exposição excessiva.. Seção 1. 9. N.Acta. em paralelo. Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho. SZNELWAR. Cálculos: % Metemoglobina = (D1 – D2 / D3 – D4) x 100 7. HEGESH. . 24 de 29 de dezembro de 1994.C.Chim.I. GRENER. Índice Biológico Máximo Permitido (IBMP) Valores de metemoglobinemia superiores a 5%. BOCHKOUSKY. R.. Manual de Toxicologia Analítica. Pode-se determinar. FERNICOLA.. devendo o trabalhador ser afastado da exposição.G. N.A. Brasília. B.. 10. OBS: Quando o comprimento de onda de D2 for maior do que D1 o resultado da determinação é menor que 2%.F. E. 1970..61 6. a concentração de metemoglobina de uma amostra de recente de doador saudável como controle normal. São Paulo: Roca. p.G. 21278-21282 [ NR7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional].. COHEN.

4787 Abs Hb 420 F1 = Abs Hb 432 = 1. F1) AR (F2 – F1) – F3 + 1 . Material: sol. usando como branco a sol. As razões das absorbâncias nestes comprimentos de onda são particularmente sensíveis a quantidade de CoHb presente na amostra. hemolisante. Preparar antes do uso. Tampar. 2. hemolisante: dilluir o tampão com água 1:10. 2. Técnica: 1. colocar 0. 3. diluente. tampão. diluente: dissolver 25 mg de ditionito de sódio em 20 mL de sol.62 DETERMINAÇÃO DE CARBOXIEMOGLOBINA NO SANGUE 1. 3.3 mL de sol.3330 Abs Hb 420 F3 = Abs HbCO 420 = 1. 5. Ler as absorbâncias a 420 e 432 nm.9939 Abs Hb 420 x 100 1 – (AR. Em tubo de ensaio com tampa. tampão pH= 6. 420 Abs.2 mL do hemolizado com 2. 3. determinado através das absorbâncias em 420nm e 432nm. 432 F2 = Abs HbCO 432 = 0. Agitar. antes e após a jornada de trabalho. Amostra: A amostra de sangue deve ser colhida no final da jornada de trabalho em vaccuntainer heparinizado e conservada a 4 °C por no máximo uma semana. composto por Hbred e COHb. Preparar semanalmente sol. Cálculo da % da carboxiemoglobina: % COHb = Sendo: AR = Abs. Diluir 0. Princípio do método: O princípio do método compara os níveis de hemoglobina reduzida e carboxihemoglobina. Para os fumantes devem ser colhidas duas amostras. diluente. A hemoglobina é reduzida utilizando ditionito de sódio para se obter um sistema bicomponente.85: KH2PO4 /K2HPO2 0.1 M sol. deixar em repouso por 10 minutos. A porcentagem de COHb é calculada correlacionando-se as absorbâncias das amostras com os coeficientes de absortividade molar da Hbred e da COHb nos comprimentos de onda apropriados. Deixar a temperatura ambiente por 10 minutos.1 mL de sangue e 12 mL de sol.

recomenda-se a coleta pré e pós jornada de trabalho. C. . Chem. 7. Clin. Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho. 30(6):871-4. BRASIL. 24 de 29 de dezembro de 1994. Brasília.63 6. Seção 1. p. Índice Biológico Máximo Permitido (IBMP) Valores de carboxihemoglobinemia superiores a 3..5% para indivíduos não fumantes indicam exposições excessivas. 8. 21278-21282 [ NR7 – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional]. – Simplified determination of carboxihemoglobin. Bibliografia: BEUTLER. Portaria n. Valores de referência: Valores menores ou iguais a 1% para não fumantes são tidos como normais. 1984. E. Com a finalidade de realização de monitorização biológica. & WEST. devendo o trabalhador ser afastado da exposição.