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Capítulo 8 - Cinemática linear

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Hamill, Joseph, 1946- - Bases biomecânicas do movimento humano. São Paulo: Editora Manole, 1999. Capítulo 8, p.

328-366. Notas prévias: Produzido pelos Serviços de Biblioteca, Informação Documental e Museologia da Universidade de Aveiro. Organização da paginação: topo da página, entre parêntesis retos. Lista de abreviaturas e respetivo desdobramento: qps - quadros por segundo SI - Sistema Internacional Km - quilómetro(s) m - metros m/s - metros por segundo m/s2 - metros por segundo ao quadrado s - segundo(s) sen - seno cos - cosseno [328]

Capítulo 8 Cinemática Linear
I. Coleta de Dados Cinemáticos A. Sistemas de Referência 1. sistemas bidimensionais 2. sistemas tridimensionais B. Fatores Temporais do Movimento C. Unidades de Medida D. Vetores e Escalares 1. escalares 2. vetores a) representação vetorial b) operações vetoriais c) vetor resultante d) componentes vetoriais II. Posição e Deslocamento A. Movimento B. Posição C. Distância D. Deslocamento III. Velocidade Vetorial e Velocidade Escalar A. Método da Primeira Diferença Central B. Exemplo Numérico C. Velocidade Instantânea 1. limite 2. secante 3. tangente

4. diferenciação D. Exemplo Gráfico 1. vértice IV. Aceleração A. Exemplo Numérico B. Exemplo Gráfico C. Aceleração e Direção do Movimento V. Diferenciação e Integração VI. Cinemática da Corrida A. Parâmetros da Passada 1. passada 2. passo 3. comprimento da passada e do passo 4. frequência da passada 5. apoio e não apoio B. Curva de Velocidade C. Variação da Velocidade Durante o Apoio VII. Movimento de Projétil A. Trajetória de um Projétil 1. parábola 2. ápice B. Fatores que Influenciam os Projéteis 1. ângulo de projeção a) ângulo positivo b) ângulo negativo 2. velocidade de projeção a) velocidade horizontal b) velocidade vertical c) amplitude 3. altura da projeção C. Aperfeiçoando as Condições de Projeção VIII. Equações de Aceleração Constante A. Exemplo Numérico IX. Resumo do Capítulo [329] Objetivos do Estudante Após ler este capítulo, o estudante será capaz de: 1. Descrever como são coletados os dados cinemáticos. 2. Distinguir entre vetores e escalares. 3. Discutir a relação entre os parâmetros cinemáticos de posição, deslocamento, velocidade e aceleração. 4. Distinguir entre quantidades médias e instantâneas.

5. Conduzir um cálculo numérico de velocidade e aceleração usando o método da primeira diferença central. 6. Conduzir um cálculo numérico da área sob uma curva parâmetro-tempo. 7. Esboçar a forma geral da derivada de uma curva. 8. Discutir diferentes estudos de pesquisa que utilizam uma abordagem cinemática linear. 9. Demonstrar conhecimento das três equações de aceleração constante. 10. Calcular a amplitude de um projétil usando as equações de aceleração constante. A parte da mecânica que lida com a descrição de componentes de movimento espaciais e temporais é chamada cinemática. A descrição envolve a posição, velocidade e aceleração de um corpo sem importar-se com as forças que causam o movimento. Uma análise cinemática do movimento pode ser qualitativa ou quantitativa. Uma análise cinemática qualitativa é uma descrição não numérica de um movimento com base na observação direta. A descrição pode variar de uma simples dicotomia do desempenho - bom ou mau - até uma identificação sofisticada das ações musculares. O essencial, contudo, é que se trata de algo não numérico e subjetivo. As análises qualitativas são conduzidas primariamente por professores e treinadores, entre outros. No campo da biomecânica, há um interesse maior na análise quantitativa. A palavra "quantitativa" implica um resultado numérico. Em uma análise quantitativa, o movimento é analisado numericamente com base em medidas de dados coletados durante o desempenho do movimento. Os movimentos podem ser descritos com precisão. As análises quantitativas são conduzidas por pesquisadores, mas raramente por treinadores e professores. O pesquisador usa esse tipo de análise para descrever detalhadamente as técnicas de movimento para partes interessadas. Por exemplo, uma análise quantitativa pode ser conduzida por um clínico em um indivíduo com paralisia cerebral para determinar o padrão de andar individual. O clínico quantifica os parâmetros do andar para o cirurgião que decide qual tipo de cirurgia é necessária para possibilitar ao paciente caminhar mais efetivamente. Uma subdivisão da cinemática particular ao movimento em linha reta é denominada cinemática linear. Translação ou movimento de transladação é considerado um movimento "em linha reta" e ocorre quando todos os pontos de um corpo ou objeto se movem pela mesma distância durante o mesmo período de tempo. Na FIGURA 8-1ª, um objeto passa por translação. Os pontos A1 e B1 movem-se para A2 e B2, respectivamente, no mesmo tempo. A distância de Al para A2 e de B1 para B2 é a mesma, por isso chama-se translação. Por exemplo, um patinador deslizando pelo gelo mantendo sua postura é um exemplo de translação. Apesar de parecer que a translação pode ocorrer somente em linha reta, há também exemplos em que o movimento linear pode ocorrer ao longo de uma via curva. Isso é denominado de movimento curvilíneo e está ilustrado na FIGURA 8-1B. Enquanto o objeto segue uma via curva, a distância de A1 para A2 e de B1 para B2 é a mesma e é percorrida na mesma quantidade de tempo. Por exemplo, quando um pára-quedista salta do avião, faz um movimento curvilíneo antes da abertura do pára-quedas. [330]

Um par ordenado de números é usado para designar qualquer ponto com referência aos eixos. y) são geralmente posicionados de modo que um fique vertical (y) e o outro horizontal (x).0). por exemplo. Esses dados foram adquiridos a partir do videoteipe por meio de digitalização. . em certas circunstâncias. Sistemas de Referência Antes de analisar o filme. embora as mesmas tarefas possam ser feitas com a cinematografia de alta velocidade. esses são chamados de componentes horizontais e verticais. Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 8-1 a mostrar os Tipos de movimentos de translação: (A) movimento em linha reta ou retilíneo. Existem muitas opções para o biomecânico com respeito a um sistema de referência. À medida que o segmento se move. Por exemplo. e (B) movimento curvilíneo. Um sistema de referência bidimensional tem dois eixos imaginários arranjados perpendicularmente um ao outro (FIGURA 8-2A). os eixos podem ser reorientados de forma que um eixo (y) fique paralelo ao eixo longo de um segmento. Esse par de números é sempre designado na ordem do valor x seguido pelo valor y.Coleta de Dados Cinemáticos Existem vários métodos para coletar dados cinemáticos para uma análise quantitativa. podem usar acelerômetros. a maioria dos laboratórios usa um sistema cartesiano coordenado. também se move. de modo que o eixo y não fica necessariamente alinhado verticalmente (FIGURA 8-2B). O método mais comum de obter dados cinemáticos. contudo. contudo. uma técnica assistida por computador que permite que o movimento seja analisado momento a momento. Esse sistema pode ser bidimensional ou tridimensional. que medem diretamente as acelerações dos segmentos do corpo. o eixo y. Tanto em (A) quanto em (B) o movimento de A 1 subscrito para A 2 subscrito e de B 1 subscrito para B 2 subscrito é o mesmo e ocorre na mesma quantidade de tempo. é a cinematografia de alta velocidade ou o vídeo de alta velocidade. O vídeo de alta velocidade é atualmente uma técnica mais popular que a cinematografia e iremos nos referir apenas a ela. determina-se um sistema de referência espacial. respectivamente. embora possam ser orientados de qualquer maneira. Os dois eixos (x. Os laboratórios de biomecânica. sendo a interseção ou origem dos eixos designada (0. O sistema cartesiano coordenado também é chamado de sistema de referência retangular. Os dados obtidos por um vídeo de alta velocidade resultam na localização de posições dos segmentos do corpo em relação ao tempo. correspondente ao eixo longo do osso.

o movimento não seria planar. Em qualquer espaço físico. e o eixo medial/lateral ou z. são necessárias três partes de informação para localizar com precisão partes do corpo ou qualquer outro ponto de interesse. um sistema de coordenadas tridimensionais precisa ser usado para descrever o movimento. As coordenadas são geralmente escritas como (x. Consequentemente. Um sistema de referência bidimensional é usado quando o movimento que está sendo descrito tem natureza planar. com a seguinte legenda: Os quadrantes e sinais das coordenadas em um sistema bidimensional. porque o conceito de profundidade (medial e lateral) precisa ser acrescentado aos componentes bidimensionais de altura (em cima e em baixo) e largura (para frente e para trás). . se o objeto ou corpo pode ser visto movendo-se para cima ou para baixo (verticalmente) e para a direita ou para a esquerda (horizontalmente) quando visto de uma direção. cada um perpendicular ao outro para descrever uma posição relativa ao eixo horizontal ou x. o movimento é planar. Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 8-3. Um sistema de referência bidimensional é usado para designar qualquer ponto sobre o plano x-y. neste caso. embora o primeiro quadrante seja geralmente empregado quando feita a digitalização porque tantos os valores de x quanto os de y são positivos (FIGURA 8-3). Se um indivíduo precisasse fletir e abduzir a coxa ao balançá-la para frente e para fora. Um sistema de referência bidimensional resulta em quatro quadrantes. mas sim de natureza tridimensional. o eixo vertical ou y. Por exemplo.[331] O valor x refere-se à distância a partir do eixo vertical e o valor y refere-se à distância a partir do eixo horizontal. Esse sistema de referência possui três eixos. y) e podem ser usadas para designar qualquer ponto sobre o plano xy.

z). Nota de revisor: A seguir apresenta-se a FIGURA 8-4. A FIGURA 8-5 mostra um sistema de coordenadas bidimensional e como um ponto é designado neste sistema.não apenas um plano como no sistema bidimensional. Nesta figura. A análise cinemática tridimensional do movimento humano é muito mais complicada que a análise bidimensional e assim não será abordada neste livro. Todos os valores coordenados são positivos no primeiro quadrante do sistema de referência. o ponto A está localizado a . y. 0. as coordenadas podem designar qualquer ponto sobre uma superfície .[332] Em um sistema tridimensional (FIGURA 8-4) as coordenadas podem ser escritas como (x. A interseção dos eixos ou sua origem é definida (0. com a seguinte legenda: Um sistema de coordenadas tridimensional. 0) no espaço tridimensional. Nesse sistema.

Esses marcadores são colocados geralmente em pontos de referência dos segmentos corporais que vão ser analisados. o sistema de coordenadas permanece constante até que todos os quadros de movimento sejam digitalizados. A FIGURA 8-6 é a fotografia de um único quadro de um vídeo de alta velocidade ilustrando uma visão sagital da perna de um corredor. Nesse caso. a mostrar um sistema de coordenadas bidimensional ilustrando o par ordenado de números definindo um ponto relativo à origem. o biomecânico projeta o videoteipe com um quadro ou chapa por vez. Em certas circunstâncias. Depois de colocado. É importante lembrar que o número designado como coordenada x determina a distância a partir do eixo y e a coordenada y determina a distância a partir do eixo x. Desse modo. A designação do ponto A é (5. r = raiz quadrada 5 ao quadrado + 4 ao quadrado =6. cada ponto de referência do segmento que é digitalizado pode ser colocado de acordo com os eixos x-y e identificado em cada quadro pela duração do movimento. O sistema de coordenadas é imposto sobre cada quadro com a origem colocada no canto esquerdo inferior do quadro. Para analisar o vídeo. se o biomecânico está interessado em uma visão sagital da perna do indivíduo.40 Antes de filmar ou gravar o movimento. Os segmentos em questão são identificados geralmente desta maneira.cinco unidades do eixo y e a quatro unidades do eixo x. o biomecânico precisa colocar marcadores na pessoa. Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 8-5. . o biomecânico precisa estimar os pontos de referência de cada segmento corporal durante o processo de digitalização. os marcadores não podem ser colocados no indivíduo. A distância desde a origem até o ponto é chamada de resultante (r) e pode ser determinada usando o Teorema de Pitágoras a seguir: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula cujo conteúdo é o seguinte: r = raiz quadrada x ao quadrado + y ao quadrado. Por exemplo. como durante uma apresentação ou competição. os marcadores devem ser colocados no côndilo lateral do joelho e no maléolo lateral do tornozelo.4).

Em uma análise de vídeo. duração do apoio ou suporte (quando o corpo está sendo suportado por um membro) e duração da fase de balanceio (quando o membro está balançando para preparar-se para o próximo contato com o solo) e o período sem apoio. câmeras de vídeo de alta velocidade usadas tipicamente em biomecânica podem operar com 60qps. podem ser investigados fatores como cadência.Fatores Temporais do Movimento A análise dos fatores temporais ou de cadência no movimento humano é uma abordagem inicial para uma análise biomecânica. Porém. [333] Nota de revisor: A seguir apresenta-se a FIGURA 8-6 com uma fotografia de um corredor marcado para uma análise cinemática sagital da perna direita. Isso forma a base para cronometrar o movimento. Por exemplo.005s) quando o vídeo foi obtido a . 180qps ou 200qps. a 60qps o tempo entre cada quadro ou chapa é de 1/60s (0. o intervalo de tempo entre cada quadro é determinado pela frequência de quadros da câmera. duração da passada. 120qps. O conhecimento dos padrões temporais de um movimento é crítico em uma análise cinemática já que as mudanças de posição ocorrem com o tempo. As câmeras de vídeo geralmente operam com 30 campos ou quadros por segundo (qps). Na locomoção humana.01667s) ou 1/200s (0.

Com o contato do pé do lado da câmera ocorrendo no tempo 0. No sistema SI as dimensões básicas são massa. Na cinemática linear. A subtração de vetores se consegue somando o negativo de um dos vetores. O sistema métrico baseia-se no Système International d'Unités ou sistema SI. Os vetores podem ser somados. tempo e temperatura. o primeiro evento pode ser considerado o contato do calcanhar do pé que está no lado da câmera com o solo. Por exemplo. Ou seja c é igual a. Cada dimensão tem uma unidade associada a ela. Isto está ilustrado na FIGURA 8-8C. a mais (menos b). por isso é necessária uma compreensão detalhada dos vetores. o sistema inglês ainda é empregado. Muitas das quantidades calculadas em uma análise cinemática são vetores. a distância e a direção são importantes. Por exemplo. o sistema métrico é usado extensivamente na literatura de pesquisa científica. Por exemplo. Geralmente um evento chave no início do movimento é designado como o quadro inicial para digitalização.00s. elas serão usadas exclusivamente neste texto. Como as unidades SI são usadas muito frequentemente em biomecânica. segundo (tempo) e graus Kelvin (temperatura). quando alguém corre uma corrida que tem 5 quilómetros (km) de comprimento. Unidades de Medida Para fazer uma análise quantitativa. As unidades básicas do sistema SI são o quilograma (massa). Na biomecânica. Outras quantidades. os vetores são representados por uma seta com a magnitude representada pelo comprimento de uma linha com a seta apontando na direção apropriada (FIGURA 8-7). os vetores podem ser somados colocando o fim de um vetor sobre o começo do outro vetor (FIGURA 8-8A). Todas as outras unidades usadas na biomecânica derivam dessas unidades básicas. [334] . As unidades SI e suas abreviaturas estão apresentadas no Apêndice D. Essas quantidades são chamadas quantidades escalares. Na FIGURA 8-8B. é necessário relatar os achados nas unidades de medida corretas. O sistema métrico é empregado para uso cotidiano em muitos países do mundo. Vetores e Escalares Certas quantidades como massa. contudo. Cada quantidade de um sistema de medidas tem uma dimensão associada a ela. Graficamente.200qps. comprimento. O termo dimensão representa a natureza de uma quantidade. as quantidades são chamadas vetores e são descritas quanto à magnitude e direção. os vetores não estão na mesma direção mas o fim de b pode ainda ser colocado sobre o começo de a. que é a soma de a + b ou a resultante dos dois vetores. Unindo o fim de a com o começo de b. não podem ser completamente descritas por sua magnitude apenas. em uma análise da caminhada. metro (comprimento). contudo. a distância ou a magnitude da corrida é de 5km. Nos Estados Unidos. distância e volume podem ser descritas completamente por sua quantidade ou magnitude. pode ser determinado o vetor c. Nesses casos. todos os eventos subsequentes no movimento são cronometrados a partir desse evento. Os vetores são iguais quando suas magnitudes são iguais e apontam para a mesma direção. quando um objeto é deslocado.

cujo conteúdo é o seguinte: cosseno do ângulo Δ teta = comprimento do lado adjacente a Δ teta sobre hipotenusa OU cosseno do ângulo Δ teta = x sobre r . mas não sua direção. Os vetores podem passar por formas de multiplicação que são usadas principalmente em uma análise tridimensional e não serão descritas neste livro. O seno do ângulo teta é definido como: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. Assim. Na FIGURA 8-9A. Considere um triângulo retângulo com os lados x. O vetor pode ser decomposto nesses componentes usando funções trigonométricas de seno e cosseno. Somente os vetores (A) e (B) são iguais. a. Um triângulo retângulo pode ser construído com os dois componentes e o próprio vetor.Nota de revisor: A seguir apresenta-se a FIGURA 8-7 com a seguinte legenda: Exemplos de vetores. contudo. em que a é a hipotenusa do triângulo (FIGURA 8-9B). cujo conteúdo é o seguinte: seno do ângulo Δ teta =comprimento do lado oposto a Δ teta sobre hipotenusa OU seno do ângulo Δ teta = y sobre r O cosseno do ângulo Δ teta é definido como: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. A multiplicação por um escalar. A multiplicação de um vetor por um escalar altera a magnitude do vetor. o número "3" (escalar) vezes o vetor a é o mesmo que somar a + a + a (FIGURA 8-8D). o vetor a está ilustrado com seus componentes horizontal e vertical. pois se equivalem em magnitude e direção. y. será discutida. Um vetor pode também ser decomposto ou dividido em seus componentes horizontal e vertical.

Se os componentes do vetor. seno e cosseno. (D) multiplicação por um escalar. Os componentes estão ilustrados em (A). [335] Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 8-9 com a seguinte legenda: Vetor a decomposto em seus componentes horizontal (x) e vertical (y) usando funções trigonométricas. e a resultante r formam um triângulo retângulo. x e y.com a seguinte legenda: Operações vetoriais ilustradas graficamente: (A) e (B) adição. as funções de seno e cosseno podem ser usadas para separar os .Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 8-8. Os componentes e o vetor formam um triângulo retângulo em (B). (C) subtração.

77 em que seno 43 ° é 0. Esses dois valores identificam o ponto relativo à origem do sistema coordenado. Ou seja: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula cujo conteúdo é o seguinte: cosseno 43 ° = x sobre a. Rearranjando esta equação para decompor o componente horizontal: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. Se o vetor resultante tem um comprimento de sete unidades e o vetor está formando um ângulo de 43 °. o componente horizontal pode ser encontrado usando a definição de cosseno do ângulo.6820 = 4.7314 (Apêndice D). Os comprimentos respectivos dos componentes horizontal e vertical são 5.12 e 4.componentes caso sejam conhecidos o comprimento do vetor resultante e do ângulo letra grega delta que esse vetor faz com a horizontal.6820 (Apêndice D). .77. O componente vertical é encontrado usando a definição de seno do ângulo.12 em que o cosseno 43 ° é 0. Ou seja: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. cujo conteúdo é o seguinte: seno 43 ° = y sobre a e rearranjando esta equação para decompor o componente vertical y: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula.7314 = 5. cujo conteúdo é o seguinte: x = a cosseno 43° = 7*0. cujo conteúdo é o seguinte: y = a seno 43 ° = 7 * 0.

o tempo precisa ser levado em conta ao considerar o movimento de um objeto. por outro lado. um mergulhador de plataforma em pé sobre a plataforma de 10 metros está localizado a 10 metros da superfície da água. Δ delta s pode significar uma mudança em s. O deslocamento. Deslocamento é definido como quão distante o objeto foi movido de sua posição inicial e em que direção ele foi movido. A posição do mergulhador pode ser determinada durante o mergulho com a altura medida a partir da superfície da água. Como já foi mencionado. vira para direita até o ponto B. um corredor começa a corrida. O movimento ocorre quando um objeto ou corpo muda a posição. A distância percorrida é o comprimento propriamente dito do caminho percorrido. Matematicamente. à esquerda até o ponto C. o movimento ocorre à medida que ele vai pelo ar em direção à água. Como o sistema métrico é usado quase exclusivamente em biomecânica. a unidade mais comumente usada para comprimento é o metro (m). Se s representa a posição de um ponto.Posição e Deslocamento Posição de um objeto refere-se a sua localização no espaço com respeito a uma referência. com a implicação que. desse modo. Por exemplo. então Δ delta s é o deslocamento daquele ponto. O deslocamento é medido em linha reta a partir de uma posição até e a posição seguinte. é uma quantidade escalar. assim. Os objetos não podem mudar de posição instantaneamente. respectivamente. ele é uma quantidade vetorial. Deslocamento não deve ser confundido com distância. assim. A distância. é uma linha reta entre o início e o fim da corrida. o mergulhador experimentou um deslocamento de 10 metros do trampolim até a água. A referência é a superfície da água e a posição do mergulhador é 10 metros acima da referência. o eixo x e o eixo y. o processo de digitalização determina a posição de um ponto de referência no corpo ou segmento relativo a duas referências em um sistema bidimensional. pode ser entendido como uma mudança progressiva de posição em um período de tempo. a posição final ocorreu após a posição inicial. A letra grega Δ delta refere-se a uma alteração em um parâmetro. Na FIGURA 8-10. Como o deslocamento inerentemente descreve a magnitude e a direção da mudança de posição. Quando o mergulhador deixa a plataforma. o deslocamento (Δ delta s) é para o caso geral: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. no tempo. como se refere somente a quão distante um objeto foi movido. Os subscritos f e i referem-se à posição final e à posição inicial. [336] A distância que um objeto percorre pode ser ou não em linha reta. O movimento. As unidades de comprimento são usadas para medir a posição de um objeto a partir de um eixo de referência. Nesse exemplo. cujo conteúdo é o seguinte: Δ delta s = s f -s i . à direita até o ponto D e à esquerda até o final. corre até o ponto A.

02s e na posição B (7. O deslocamento para cada componente da posição também pode ser calculado do seguinte modo: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula.para o deslocamento vertical O deslocamento resultante também pode ser calculado por: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. 1. A extensão da linha sólida representa o deslocamento do objeto.x i . cujo conteúdo é o seguinte: .para o deslocamento horizontal Δ delta y = y f .em que s f é a posição final e s i é a posição inicial.0. se um objeto estava localizado na posição A (1. cujo conteúdo é o seguinte: r = raiz quadrada Δ delta x ao quadrado + Δ delta y ao quadrado Nota de revisor: a seguir apresenta-se a figura 8-10 com a seguinte legenda: Um corredor move-se ao longo do caminho seguido pela linha tracejada. O comprimento dessa via é a distância percorrida.0) no tempo 0. o deslocamento horizontal e vertical foi: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. cujo conteúdo é o seguinte: Δ delta x = x f . [337] Por exemplo.0) no tempo 0.0.04s (FIGURA 8-1 IA). 7.y i .

0 m .Δ delta x = 7. o objeto moveu-se para a posição C (11.0 m -1. Considere a FIGURA 8-11B.0 m -7. desse modo.0 m = 6. 3. O deslocamento seria. O movimento também pode ser descrito como para a direita e para cima com respeito à origem do sistema de referência. Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 8-11.48 m O ponto. O deslocamento resultante ou o comprimento do vetor de A até B pode ser calculado como: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. Em uma posição sucessiva até B.0.0 m = 4.0 m O objeto foi deslocado 6 m horizontalmente e 6 m verticalmente.0 m Δ delta y = 7. a mostrar os deslocamentos horizontal e vertical em um sistema de coordenadas no caminho de (A) A para B e (B) B para C.0 m -1.48 m para cima e para a direita a partir da origem. cujo conteúdo é o seguinte: r = raiz quadrada 6.0 m = 6. foi deslocado por uma distância de 8.0).0 ao quadrado m+6.0 ao quadrado m = 8. então: Δ delta x = 11.

velocidade vetorial é: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. O deslocamento resultante entre os pontos B e C pode ser calculado como: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. Nesse caso. Assim: velocidade escalar = distância sobre tempo Comumente usamos apenas o termo velocidade. cujo conteúdo é o seguinte: v = posição final-posição inicial. Velocidade vetorial é uma quantidade definida como o tempo que leva uma mudança de posição. sobre tempo na posição final-tempo na posição inicial = mudança na posição sobre mudança no tempo =Δ delta s sobre Δ delta t . A velocidade vetorial pode ser determinada por: v = deslocamento sobre tempo [338] Especificamente.66metros em uma direção para a direita e para baixo em direção ao eixo x a partir do ponto B. A velocidade vetorial é geralmente designada pela letra minúscula v.Δ delta y = 3. mas você pode perceber pela definição que velocidade vetorial descreve a magnitude e direção.66 m O deslocamento do ponto B até C é uma distância de 5. enquanto velocidade escalar descreve apenas a magnitude. cujo conteúdo é o seguinte: r = raiz quadrada 4. leva-se em conta o conceito de velocidade. e a velocidade vetorial na corrida como um todo pode ser bastante pequena. a velocidade vetorial é geralmente de mais interesse que a velocidade escalar. Na biomecânica. por exemplo. Velocidade escalar seria o que no dia-a-dia consideramos como velocidade. a velocidade escalar é medida constantemente quando se vai de um local para o outro. e o tempo pela letra minúscula t.0 m ao quadrado = 5. a velocidade escalar seria um parâmetro mais importante para os participantes. a largada fica geralmente próxima à chegada. e é uma quantidade escalar.0 m = 4. A velocidade escalar é definida como a distância que um objeto percorreu dividida pelo tempo que levou para percorrê-la. contudo.0 m ao quadrado + 4. Em automóveis.0 m horizontalmente e -4. Em corridas de carro.0 m -7. Velocidade Vetorial e Velocidade Escalar Quando os conceitos de deslocamento e tempo são combinados.0 m O objeto foi deslocado 4.0 m verticalmente ou 4metros para a direita afastando-se do eixo y e 4metros para baixo em direção ao eixo x.

.Como o sistema métrico de medida é o sistema recomendado em biomecânica.71 m /s Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 8-12. a mostrar a posição horizontal assinalada como uma função do tempo.5s e seja movido para o ponto B (4.5.0 s -1. cujo conteúdo é o seguinte: velocidade vetorial = deslocamento (m) sobre tempo (s) = m /s Considere a posição de um objeto que esteja no ponto A (2. A inclinação da linha de A para B é delta x sobre delta t. As unidades de velocidade podem ser determinadas usando a fórmula para velocidade e dividindo as unidades de comprimento por unidades de tempo. cujo conteúdo é o seguinte: vx = 4.5 m sobre 3.5 s = 0. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula.0s.5 s = 2. A velocidade horizontal (vx) é: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. 9) no tempo 5.5 m -2 m sobre 5.4) no tempo 1. a unidade de velocidade vetorial mais comumente usada em biomecânica é m /s (metros por segundo) embora qualquer unidade de comprimento dividida por uma unidade de tempo seja correta desde que apropriada para a situação.

. cujo conteúdo é o seguinte: inclinação = mudança na posição sobre mudança no tempo = Δ delta x sobre Δ delta t.55 = 1.43m /s A velocidade resultante ou geral pode ser calculada usando a relação de Pitágoras a seguir: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula cujo conteúdo é o seguinte: v =raiz quadrada 0. Nesse gráfico. A expressão que descreve a mudança no tempo é chamada de delta t. A inclinação de uma linha é: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula.A velocidade vertical (v y subscrito) pode ser similarmente determinada por: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula.5 s = 1.71 ao quadrado + 1.0 s -1. a expressão geométrica que descreve a mudança na posição horizontal é chamada de delta x.43 ao quadrado = raiz quadrada 2.5 s = 5 m sobre 3. cujo conteúdo é o seguinte: vy = 9 m -4 m sobre 5.60 m s A FIGURA 8-12 é uma ilustração da mudança da posição horizontal ou da posição ao longo do eixo x como uma função do tempo.

As linhas a e b têm inclinações positivas. As linhas e. sendo a velocidade grande. As inclinações c e f são negativas e d tem inclinação zero. neste caso. Assim. e f têm inclinações idênticas. não é gerada velocidade em nenhuma ponta do intervalo de tempo. quando se calcula a velocidade em um intervalo de tempo. não se pode presumir que a velocidade calculada ocorra no tempo da posição final nem no tempo da posição inicial. Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 8-13 com uma ilustração de inclinações diferentes sobre um gráfico de posição vertical versus tempo. Na FIGURA 8-13 está representada uma ilustração de inclinação positiva. Contudo. e são positivas. ou seja. a linha a tem uma inclinação mais íngreme que a linha b. mas e tem uma inclinação positiva e f tem inclinação negativa. o número é elevado e a posição está se modificando muito rapidamente. indicando que o objeto foi deslocado por uma maior distância por unidade de tempo. Se a inclinação é muito íngreme. [339] A declividade de uma inclinação dá um quadro bem claro relativo à velocidade. o deslocamento horizontal e o tempo. podem haver tanto inclinações positivas quanto negativas.A inclinação de uma linha indica a relação entre dois parâmetros. negativa e zero. b. a inclinação da linha assinalada sobre um gráfico deslocamento-tempo é a relação entre o deslocamento e o tempo e representa a velocidade vetorial média no intervalo de tempo. que implica que o objeto foi deslocado para longe da origem do sistema de referência. Isto fornece ao biomecânico todas as informações necessárias para calcular a velocidade. o objeto não mudou de posição e a velocidade é zero. como a velocidade é um vetor. A linha c ilustra uma inclinação negativa indicando que o objeto moveu-se em direção à origem. Se a inclinação é igual a zero. As inclinações a. A posição de um objeto pode mudar em um período de tempo . Método da Primeira Diferença Central Os dados cinemáticos que foram coletados em certos estudos biomecânicos baseiam-se nas posições dos pontos de referência dos segmentos gerados a partir de cada quadro do vídeo com um intervalo de tempo baseado na velocidade de quadros da câmera. Contudo. A linha d mostra uma inclinação zero significando que o objeto não deslocou-se nem para perto nem para longe da origem naquele intervalo de tempo. Contudo.

Esse é um problema que precisa ser superado e pode ser inconveniente em certos cálculos. é usada para estimar a mudança de posição em um intervalo de tempo. 0. 0. 0. a mostrar uma Ilustração da localização no tempo da velocidade calculada usando: (A) método tradicional sobre um intervalo de tempo único. o método frequentemente usado para calcular a velocidade é denominado de método da primeira diferença central. Se este é o caso. (B) método da primeira diferença central. Essa não é a velocidade no início do intervalo de tempo nem a velocidade no final do intervalo de tempo. a velocidade calculada entre dois quadros de vídeo representa uma média das velocidades em todo o intervalo de tempo entre os quadros. A melhor estimativa para a ocorrência dessa velocidade é no ponto médio do intervalo de tempo. se a velocidade é calculada usando os dados nos quadros 4 e 5. A fórmula para esse método é: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. que emprega a diferença nas posições entre dois quadros como o numerador. 4 e 5 ocorrem nos tempos Os. 3. Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 8-14. Isso significa que após usar a fórmula geral para calcular a velocidade.050 1s e 0. Para superá-lo. 2. a velocidade calculada pode ocorrer no ponto médio do intervalo de tempo entre os quadros 4 e 5 (FIGURA 8-14A). desse modo.0668s. Assim. 0. 0.menor que o intervalo de tempo entre os quadros do vídeo. Uma velocidade média. cujo conteúdo é o seguinte: v x i = x i+1-x i-1 sobre 2 Δ delta t para a componente horizontal v y i = y i+ 1-y i-1 sobre 2 Δ delta t para componente vertical . As velocidades calculadas usando esse método ocorrem nos tempos 0. [340] O denominador no cálculo de velocidade é a mudança no tempo em dois intervalos de tempo.0334s.0251s.0418s e 0.0167s. as posições nos quadros de vídeo 1.0084s.0585s. Por exemplo. deve haver algum ponto no intervalo de tempo entre os quadros em que ocorra a velocidade calculada. Se os dados são coletados em 60qps. as posições obtidas pelo vídeo e as velocidades calculadas não se combinam exatamente no tempo.

a velocidade calculada usando este método deve ocorrer no tempo 0. Isso significa que tanto a velocidade no início quanto a velocidade no final da sequência precisará ser estimada ou algum outro meio precisará ser usado para avaliar a velocidade nesses pontos.1. Usando 2 Δ delta t.0668s ou no quadro 5 (FIGURA 8-14B). pelo menos um quadro antes desse evento deveria ser digitalizado para calcular a velocidade no momento do contato do pé direto. Exemplo Numérico . a velocidade calculada ocorre no mesmo momento que no quadro i já que este é o ponto médio do intervalo de tempo. Do mesmo modo. Assume-se que os intervalos de tempo entre os quadros de dados seja constante. Na prática. Nesse caso. Um método simples é digitalizar alguns quadros antes e alguns quadros após o evento que termina o movimento. o primeiro contato do pé direito com o solo seria coletado como o evento inicial para nossa sequência de vídeo. os biomecânicos geralmente digitalizam vários quadros antes do evento inicial e vários quadros após o evento final da sequência. para calcular a velocidade no quadro 3 são usadas as posições nos quadros 2 e 4.Isto significa que a velocidade no quadro i é calculada usando a posição seguinte no quadro i + 1 e a posição anterior no quadro i .0835s. a mudança no tempo pode ser duas vezes Δ delta t. por exemplo. Ao digitalizar uma passada.0501s e no quadro 6 é 0. Para calcular a velocidade horizontal no tempo do quadro 13. O método da primeira diferença central usa os dados colocados antes e depois do ponto em que a velocidade é calculada. Usando este método de computação os dados de posição e velocidade ficam exatamente alinhados no tempo. Similarmente. Um problema que pode surgir é que ficarão faltando dados no início e no final da sequência de vídeo.t12 A localização da velocidade calculada pode ser em t 13 subscrito ou no mesmo ponto no tempo que o quadro 13. Como o intervalo de tempo entre os dois quadros é o mesmo. pelo menos um quadro além desse evento deveria ser digitalizado para calcular a velocidade no final do evento. Se o tempo no quadro 4 é 0. cujo conteúdo é o seguinte: v x13 = x14 . Como já foi salientado.x12 sobre t14 . se o evento final da sequência fosse o contato subsequente do pé direito. são usados os dados nos quadros 4 e 6. para calcular a velocidade no quadro 5. pode ser usada a seguinte equação: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. isso é o que geralmente ocorre nos estudos biomecânicos. Por exemplo.

Os dados a seguir representam o movimento vertical de um objeto em um intervalo de tempo de 0,167 segundo. Nesta série de dados, a velocidade da câmera era de 60 quadros por segundo de modo que Δ delta t era 1/60s ou 0,0167s. O objeto inicia em repouso, move-se primeiramente no sentido vertical ascendente por 0.1002s e depois descendente além da posição inicial antes de retornar a ela. A TABELA 8-1 mostra o tempo em cada quadro, a posição vertical para cada quadro e a velocidade calculada para cada quadro. Usando a fórmula do método da primeira diferença central, se a velocidade no tempo para o quadro 3 for calculada, o resultado será: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula, cujo conteúdo é o seguinte: v y3 = y4-y2 sobre t4-t2 =0,27 m -0,15 m sobre 0,0501s -0,0167s =3,59m /s

Nota de revisor: a seguir apresenta-se a figura 8-15., a mostrar o perfil posiçãotempo (A) e perfil velocidade-tempo (B) dos dados da TABELA 8-1.

[341]

Como outro exemplo, se a velocidade no tempo para o quadro 9 for calculada, o resultado será: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula, cujo conteúdo é o seguinte: V y9 = y10-y8 sobre t10-t8 = -0,22 m -(-0,26 m) sobre 0,1503s -0,1169s =1,20 m /s

A FIGURA 8-15 é um gráfico dos perfis de posição e velocidade deste movimento. Cada uma dessas velocidades calculadas representa a inclinação da linha reta representando o quanto houve de mudança de posição dentro daquele intervalo de tempo ou a velocidade média naquele intervalo de tempo. Note que quando as posições mudam rapidamente a inclinação da curva de velocidade torna-se mais acentuada, quando a posição muda menos rapidamente a inclinação é menos acentuada. Velocidade Instantânea Mesmo usando o método da primeira diferença central, a velocidade média em um intervalo de tempo é computada. Em alguns casos, é necessário calcular a velocidade em um momento particular no tempo. Quando essa velocidade é calculada, ela é chamada de velocidade instantânea. Se a mudança no tempo, Δ delta t, torna-se cada vez menor, a velocidade calculada será a velocidade média durante um intervalo de tempo muito mais breve. Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 8-16 a mostrar a inclinação da secante a é a velocidade média no intervalo de tempo t1 a t4. A inclinação da secante b é a velocidade média no intervalo de tempo t2 a t3. A inclinação da tangente é a velocidade instantânea no intervalo de tempo t1 quando o intervalo de tempo é tão pequeno que se considera como zero.

Nota de revisor: a seguir apresenta-se a tabela 8.1 constituída por 4 colunas e por 12 linhas com a seguinte informação Cálculo da velocidade a partir de um grupo de dados posição-tempo. Quadro Tempo (s) Posição Vertical Velocidade (vy) (y) (m) (m /s) 1 0,0000 0,00 0,00 2 0,0167 0,15 6,59 3 0,0334 0,22 3,59 4 0,0501 0,27 2,40 5 0,0668 0,30 -2,10 6 0,0835 0,20 -8,98 7 0,1002 0,00 -13,77 8 0,1169 -0,26 -8,98 9 0,1336 -0,30 1,20 10 0,1503 -0,22 8,98 11 0,1670 0,00 0,00 O valor calculado, então, se aproximará da velocidade em um momento particular no tempo. No processo de tornar o intervalo de tempo progressivamente menor, Δ delta t eventualmente aproxima-se de zero. Em um ramo da matemática denominado cálculo, esse resultado é chamado limite. Um limite ocorre quando a mudança no tempo aproxima-se de zero. O conceito de limite é ilustrado graficamente na FIGURA 8-16. Se a velocidade é calculada no intervalo de tempo de t1 a t2, como se faz usando o método da primeira diferença central, é calculada a inclinação de uma linha chamada secante. Uma linha secante intersecciona uma linha curva em dois pontos da curva. [342] A inclinação dessa secante é a velocidade média no intervalo de tempo t 1 a t2 Porém, quando a mudança no tempo torna-se muito pequena e aproxima-se de zero, a linha inclinada toca a curva em somente um ponto. Essa linha inclinada é uma linha tangente à curva ou uma linha que toca a curva somente em um ponto. A inclinação da tangente representa a velocidade instantânea já que o intervalo de tempo é muito pequeno, tendo efeito de zero. A velocidade instantânea, assim, é a inclinação de uma linha tangente até a curva posição-tempo. Em cálculo, a velocidade instantânea é expressa como

O denominador é chamado de dt. que são pontos nos quais a curva muda de direção.limite. Similarmente. assim a derivada da curva naquele ponto no tempo será zero (FIGURA 8-17). P2. será zero. são indicados como P1. a velocidade vertical instantânea. a velocidade no ponto de mudança de direção será instantaneamente zero. A capacidade para fazer isso é crítica para demonstrar nossa compreensão dos conceitos discutidos anteriormente. respectivamente. Na FIGURA 8-18A a posição horizontal de um objeto é assinalada como uma função do tempo. significando uma mudança muito pequena no tempo. Os vértices. as fórmulas para velocidade instantânea expressa como limite são: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. lê-se dx/dt ou o limite de vx quando dt aproxima-se de zero. é o limite de Vy na medida em que dt aproxima-se de zero ou da derivada de y com respeito a t. O ponto no qual uma curva muda de direção (quando atinge um máximo ou um mínimo) é chamado de vértice. . Nesses pontos a velocidade. dy/dt. O numerador em um limite é representado por dx ou dy. Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 8-17. Ou seja. significando uma pequena mudança nas posições horizontal ou vertical. Exemplo Gráfico É possível fazer um gráfico de uma estimativa do formato de uma curva de velocidade com base no formato do perfil posição-tempo. cujo conteúdo é o seguinte: limite vx = dx sobre dt dt ->0 limite v y = d y sobre dt dt ->0 Para a velocidade horizontal instantânea. por definição. quando a posição muda de direção. Dois desses conceitos serão usados para construir o gráfico: 1) o conceito de inclinação e 2) o conceito de vértice. Para os casos horizontal e vertical. A inclinação nesse ponto é zero. É também conhecido como derivada de x com respeito a t.coma seguinte legenda: Ilustração de vértices (inclinação = 0) em um gráfico posição-tempo. e P3.

Mesmo quando a velocidade é constante. Do mesmo modo. Nos . A velocidade muda continuamente pelo movimento. Além disso. Se a velocidade muda continuamente. aumentou e diminuiu a velocidade. a inclinação é negativa. A mudança de velocidade em relação ao tempo é chamada de aceleração. Aceleração No movimento humano a velocidade de um corpo ou de um segmento corporal raramente é constante. assim retornando a zero. retornando a zero em P2. a velocidade escalar do carro aumenta. contudo. 2) negativa. a frequência com que cada velocidade muda pode estar relacionada com as forças que causam o movimento. Os vértices P1 e P2. A curva de velocidade correspondente nesta seção precisa aumentar positivamente e. Por exemplo. revelará que o corredor. a velocidade escalar do carro diminui. na seção 2 a curva de velocidade correspondente inicia-se em zero. em uma corrida de longa distância. indicando uma velocidade constante em cada trecho. aceleração significa aumento de velocidade. esses pontos podem ser projetados para a linha de tempo de velo-* cidade sabendo que a velocidade nesses pontos será zero.Se a curva de velocidade precisa ser construída na mesma linha de tempo. indicando que a velocidade deve ser negativa. parece-nos que essas variações na velocidade devem ser descritas. [343] De fato tem sido mostrado que corredores diminuem sua velocidade e depois aumentam durante cada contato de cada pé com o solo (1). No uso diário. então. Assim. Em um carro quando o acelerador é pisado. As inclinações de cada seção da curva posição-tempo são 1) positiva. Quando se tira o pé do acelerador. A partir do começo do movimento até o vértice P1. mantendo constante a média durante os 300 m. ela pode ser vista assim somente quando feita uma média durante um intervalo amplo de tempo. tornar-se menos positiva. contudo. o objeto moveu-se em uma direção positiva. na verdade. o corredor pode correr distâncias consecutivas de 300 m em 65s. a forma da curva de velocidade pode ser gerada para as seções 3 e 4 sobre a curva de posição (FIGURA 818B). Uma análise detalhada. Na seção 2 da curva posição-tempo. 3) positiva e 4) negativa. indicam que a velocidade nesses pontos será zero. aumenta negativamente e torna-se menos negativa. porém no vértice P1 a velocidade era zero.

a aceleração também precisa ser um vetor. cujo conteúdo é o seguinte: a =velocidade final . A aceleração.tempo na posição inicial =mudança na velocidade sobre mudança no tempo =Δ delta v sobre Δ delta t [344] .dois exemplos a direção do carro não é levada em conta já que a velocidade é um escalar. Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 8-18 com uma ilustração gráfica da (A) curva posição-tempo e (B) curva velocidade-tempo respectiva desenhadas usando os conceitos de vértices e inclinações. contudo. pode ser determinada por: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. Aceleração. cujo conteúdo é o seguinte: a = mudança de velocidade sobre mudança no tempo De um modo geral a aceleração é: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. geralmente designada pela letra minúscula a. refere-se tanto ao aumento quanto à diminuição nas velocidades vetoriais. Como velocidade é um vetor.velocidade inicial sobre tempo na posição final .

cujo conteúdo é o seguinte: a xi=VX i+1 .para o componente horizontal a yi=Vy i+1 . A fórmula da primeira diferença central para cálculo de aceleração é análoga à do cálculo de velocidade: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula.VX i-1 sobre 2 Δ delta t . Assim.para o componente vertical . A aceleração horizontal é o limite de vx à medida que dt aproxima-se de zero e a aceleração vertical é o limite de vy à medida que dt aproxima-se de zero. a aceleração instantânea pode ser definida como um modelo que faz analogia com a velocidade instantânea. os conceitos relativos à velocidade também se aplicam à aceleração. aceleração pode ser representada como uma inclinação indicando a relação entre velocidade e tempo. Sobre um gráfico velocidade-tempo. negativa ou zero. O método da primeira diferença central também é usado para calcular a aceleração em muitos estudos biomecânicos. o declive e direção da inclinação indicam se a aceleração é positiva. A aceleração instantânea pode ser definida como a inclinação de uma linha tangente com um gráfico velocidade-tempo ou como um limite: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula.As unidades da aceleração são a unidade de velocidade (m /s) dividida pela unidade do tempo (s) resultando em m /s/s ou m /s ao quadrado. cujo conteúdo é o seguinte: limite a x=dv x sobre dt . aceleração = velocidade (m /s) sobre tempo (s) Essa é a unidade de aceleração mais comum usada em biomecânica. Além disso.Vy i-1 sobre 2 Δ delta t .para aceleração vertical dt .para aceleração horizontal dt -> 0 limite a y = dv y sobre dt . Como aceleração representa a mudança de velocidade com relação ao tempo.> 0 O termo dv refere-se a uma mudança na velocidade. O uso desse método significa que a aceleração calculada associa-se com um tempo no movimento onde uma velocidade calculada e um ponto digitalizado estão também associados.

devem ser usados os valores de velocidade nos quadros 8 e 6. Para calcular a aceleração no tempo do quadro 4. a posição vertical.0167 0.20 m /s -13. a velocidade vertical e a aceleração vertical calculada para cada quadro.20 m /s ao quadrado Nota de revisor: a seguir apresenta-se a TABELA 8-2. a conta é a seguinte: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. A TABELA 8-2 apresenta o tempo em cada quadro. para calcular a aceleração no quadro 7.Por exemplo. para calcular a aceleração no tempo do quadro 8 a conta é a seguinte: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. cujo conteúdo é o seguinte: a y4 = v5-v3 sobre t5-t3 =-2.10 m /s -3. constituída por 5 colunas e por 12 linhas.0334s = -170.59 m /s sobre 0.00 0.1336s -0.15 6.59 107.0000 2 0. Exemplo Numérico Os dados de velocidade previamente calculados a partir dos dados na TABELA 8-1 representando os dados da posição vertical (y) de um objeto serão usados para ilustrar o método da primeira diferença central em cálculos de aceleração.0000 0.0668s -0.77 m /s sobre 0. e duas vezes o intervalo de tempo entre quadros individuais. Quadro Tempo (s) Posição Vertical Velocidade Aceleração (a y) (m /s (y) (m) (v y) (m /s) ao quadrado) 1 0.00 0.49 .v7 sobre t9 -t7 =1.36 m /s ao quadrado Como outro exemplo.1002s = 448. a mostrar o Cálculo da aceleração a partir de um grupo de dados velocidade-tempo. cujo conteúdo é o seguinte: a y8 = v9 .

45 -170.00 -0. Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 8-19.0835 0. .1503 0.59 2.0501 0.20 0. É também possível colocar em um gráfico a estimativa da forma de uma curva de aceleração baseada na forma do perfil velocidade-tempo.30 -0.40 0. Exemplo Gráfico Previamente.26 -0. a inclinação fica menos acentuada.0334 0.1670 0.0688 0.36 -340.20 537. a inclinação da curva de aceleração toma-se mais acentuada. e à medida que a velocidade muda menos rapidamente.93 0.1002 0.40 -2.10 -8.72 -349.77 -8.20 8.30 0.22 0.00 3.27 0.00 448.98 1.1336 0.22 0. a mostrar o perfil velocidade-tempo (A) e perfil aceleração-tempo (B) para a TABELA 8-2.98 0.00 -125.98 -13.1169 0. Observe que na medida em que a velocidade aumenta rapidamente.00 A FIGURA 8-19 é um gráfico dos perfis de velocidade e aceleração do movimento completo. foi colocada em gráfico uma estimativa da forma da relação entre posição e velocidade usando os conceitos de inclinação e vértices.3 4 5 6 7 8 9 10 11 [345] 0.72 -35.

A FIGURA 8-20A representa a velocidade horizontal dos dados apresentados previamente na FIGURA 8-18. a direção na qual o objeto está seguindo pode não mudar. a aceleração mudem. desse modo. A curva de aceleração correspondente dessa seção (FIGURA 8-20B) é negativa. dessa vez sobre um gráfico velocidade-tempo. tem uma inclinação negativa. O termo "acelerado" é geralmente usado para indicar um aumento na velocidade e o termo "desacelerado" para descrever uma diminuição de velocidade. . negativa. A mesma lógica pode ser usada para descrever a construção do restante da curva de aceleração. Os vértices da curva de velocidade nos quais a curva muda de direção são indicados como V1 e V2.[346] Novamente são usados os dois conceitos de inclinação e vértice. As inclinações de cada seção da curva velocidade-tempo são 1) até V1. a ocorrência desses vértices a partir da linha de tempo da curva de velocidade pode ser projetada para a linha de tempo de aceleração. a mostrar uma ilustração gráfica da relação entre uma curva velocidade-tempo e uma curva aceleração-tempo usando os conceitos de vértices e inclinações. Aceleração e Direção do Movimento Um fator que complica a compreensão do significado de aceleração relaciona-se com a direção do movimento de um objeto. Construindo a curva de aceleração na mesma linha de tempo que a curva de velocidade. positiva. negativa: 2) de V1 para V2. A curva de velocidade até V1. e 3) além de V2. mas torna-se zero no vértice V1. Entre V1 e V2 a curva de velocidade tem uma inclinação positiva. Nesses pontos a aceleração é zero. Esses termos são satisfatórios quando o objeto que está sendo considerado está se movendo na mesma direção continuamente. mas a curva atinge o vértice em V1. A curva de aceleração entre esses pontos no tempo iniciará com um valor zero no tempo correspondente a V1. Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 8-20. Mesmo que a velocidade e. tornando-se mais positiva e eventualmente retornando para zero no tempo correspondente a V2.

Assim o corredor apresenta uma aceleração positiva seguida por uma aceleração negativa. ele reduz sua velocidade. precisa diminuir sua velocidade negativa de modo a ter uma aceleração positiva. . A primeira seção de 10m da corrida pode ser considerada uma corrida em direção positiva. em seguida. resultando em uma aceleração negativa. Considere um atleta completando uma corrida de ida e volta (shuttle run). A inclinação da curva de velocidade de t2 para t3 é negativa. agora correndo em direção negativa. precisa diminuir sua velocidade positiva. a mostrar o movimento para a direita é considerado positivo e para a esquerda é considerado negativo. As duas seções dessa corrida estão ilustradas na FIGURA 8-21. resultando em aceleração negativa. Após o corredor cruzar a linha de chegada. negativa ou zero com base na mudança de velocidade. indicando uma aceleração negativa. a inclinação da curva de velocidade de t0 para t1 é positiva. que consiste em correr 10m afastando-se da posição inicial e. correndo em direção positiva. Além disso. o corredor. então. tanto a aceleração positiva quanto a negativa podem ocorrer sem que o objeto mude de direção. na medida em que se aproxima do ponto de retorno. correr 10m de volta para a posição inicial. pode-se observar que a aceleração independe da direção do movimento. zero e negativas. De t2 para t4. o corredor moveu-se na mesma direção. como as acelerações negativa e positiva ocorrem em direções positiva e negativa. a velocidade é negativa porque o objeto moveu-se para trás em direção ao eixo y ou ao ponto de referência. O corredor. mas teve acelerações positivas. assim mudando sua velocidade para algum valor bem maior que no repouso e sua aceleração sendo positiva. aumenta sua velocidade negativa. enquanto a inclinação da curva de velocidade de t 1 até t2 é negativa. Após a marca de 70m.Por exemplo. o corredor vai para o repouso. Durante a corrida. aumenta sua velocidade e. Na FIGURA 8-22 estão representados o perfil de velocidade horizontal idealizado e o perfil de aceleração horizontal correspondente para a atividade descrita acima (shuttle run). A aceleração pode ser positiva. o corredor aumenta a velocidade até o ponto de 70m da corrida. Quando a corrida inicia. A velocidade positiva e negativa baseia-se na direção do movimento. [347] Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 8-21. um corredor em uma corrida de 100m larga a partir do repouso ou de uma velocidade zero. De t0 até t2 a velocidade é positiva porque a mudança na posição foi constantemente para longe do eixo y. resultando em aceleração zero. Assim. sua velocidade pode não mudar por certo período da corrida. Na medida em que se aproxima da linha de chegada. Eventualmente. Assim observa-se que a aceleração pode ser considerada como independente da direção do movimento. indicando uma aceleração positiva. No ponto de retorno. Assim. ponto no qual sua velocidade iguala-se a zero.

Deve-se observar que se a velocidade final for maior que a velocidade inicial. a aceleração será positiva. a mostrar a relação gráfica entre aceleração e direção de movimento durante a corrida de ida e volta (shuttle run) (t2 aponta quando o corredor mudou de direção). Novamente. mesmo que a direção não tenha mudado.5 m /s ao quadrado .t i =10 m /s -3 m /s sobre 3s -1s = 7 m /s sobre 2s = 3. Por exemplo: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula.Nota de revisor: a seguir apresenta-se a FIGURA 8-22. resultando em uma aceleração positiva. Contudo. a inclinação da curva de velocidade de t3 para t4 é positiva.v i sobre t f . cujo conteúdo é o seguinte: a = v f . as acelerações resultantes foram positiva e negativa.

A partir desses dados. a aceleração é negativa. A velocidade é chamada derivada de deslocamento e tempo. quando a velocidade é calculada a partir de posição e tempo. o processo matemático envolvido é chamado diferenciação. Esse processo .Se. e no segundo caso. a aceleração é a derivada de velocidade e tempo. podem ser coletados dados de aceleração. quando o objeto realmente muda de direção. seja secante ou tangente. Para evitar confusões. Uma derivada é simplesmente a inclinação de uma linha. cujo conteúdo é o seguinte: a = v f . a diferenciação é o método usado para calcular a derivada de posição. em função do tempo. contudo. Diferenciação e Integração Até aqui descrevemos uma análise cinemática com base em um processo no qual os dados de posição são reunidos primeiro. Assim.t i = 4 m /s -10 m /s sobre 5s -3s = -6 m /s sobre 2s = -3 m /s ao quadrado [348] No primeiro caso considera-se que o objeto está sendo acelerado. contudo. Também. desacelerado. contudo. é melhor que os termos "aceleração" e "desaceleração" sejam evitados e que seja encorajado o uso dos termos aceleração positiva e negativa. as velocidades e posições podem ser calculadas com base em um processo que é oposto àquele de diferenciação. Quando a velocidade é calculada a partir da combinação de deslocamento e tempo ou quando a aceleração é calculada a partir da combinação de velocidade e tempo.v i sobre t f . Em certas situações. Por exemplo: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma fórmula. A solução do processo de diferenciação é chamada derivada. a velocidade final é menor que a velocidade inicial. Esses termos tornam-se confusos.

tomar a área sob uma curva aceleração-tempo envolve multiplicar um valor de aceleração por um valor de tempo: . O resultado do processo de integração é chamado de integral. A área sob uma curva aceleração-tempo é a mudança na velocidade no intervalo de tempo. No segundo retângulo. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: t2 “s” alongado t1 A FIGURA 8-23 ilustra o conceito de área sob a curva. é a integral de tempo da aceleração. posição é a integral de velocidade e é expressa como: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte equação: s = t2 “s” alongado t1 v dt O significado de integral não é tão óbvio como o de derivada. Assim. Para fins de ilustração. contudo. Para calcular a área de um retângulo.matemático é conhecido como integração. A equação à seguir descreve a afirmação acima: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte equação: v = t2 “s” alongado t1 a dt A leitura desta expressão é que velocidade é a integral de aceleração do tempo 1 até o tempo 2. a área é 7m/s2 vezes 2s ou 14m/s. Os termos t1 e t2 definem os pontos de início e final nos quais a velocidade é avaliada. a área sob o primeiro retângulo é 3m/s2 vezes 6s ou 18m/s. Integração é geralmente chamada de anti-diferenciação. é um "s" alongado e indica a soma de áreas entre o tempo t1 e o tempo t2. foram desenhados dois retângulos representando uma aceleração constante de 3m/s2 para um período de 6s na primeira porção da curva e uma aceleração constante de 7m/s2 para um período de 2s. calcula-se o produto do comprimento vezes a largura. O processo de integração requer cálculo da área sob uma curva velocidadetempo para calcular o deslocamento médio ou a área sob uma curva aceleração-tempo para calcular a velocidade média. A área total é 32m/s. O sinal de integração. Isso pode ser demonstrado por uma análise das unidades ao calcular a área sob a curva. Do mesmo modo. então. A velocidade. Por exemplo.

As curvas velocidade-tempo ou aceleração-tempo geralmente não formam retângulos como nos exemplos anteriores e. Isso representa a mudança de velocidade em um intervalo de tempo de 0s até 6s. o cálculo integral não é tão simples. se a curva a ser integrada é uma curva . A área A equivale a 3m/s2 * 6s ou 18m/s. A técnica geralmente usada é chamada somatória de Riemann e depende do tamanho do intervalo de tempo. assim. Por exemplo. Do mesmo modo. A mudança na velocidade para a área B é 14m/s. [349] A área sob a curva deve ter unidades de velocidade.Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: Área sob a curva = aceleração * tempo = m sobre s2 * s = m sobre s*s * s = m/s Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem cuja legenda é: FIGURA 823. Essa área representa a mudança na velocidade no intervalo de tempo em questão. Assim. Uma curva aceleração-tempo imaginária. dt. a integral ou área sob a curva pode ser calculada pela soma progressiva do produto de cada ponto de dado ao longo da curva e dt. o que geralmente ocorre no estudo cinemático. uma medida de velocidade é a área sob uma curva aceleração-tempo. Se dt for pequeno o suficiente. a mudança no deslocamento é a área sob uma curva velocidade-tempo.

será usado como exemplo o estudo da locomoção humana. Por exemplo. Cinemática da Corrida A análise cinemática descreve as posições. a integral será: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: t30 “s” alongado t1 v xi dt = ds e para encontrar a área sob a curva: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: ds = soma 30 i=1 (v xi * dt) O cálculo da somatória de Riemann geralmente dá uma estimativa excelente da área sob a curva. Se a curva velocidade-tempo horizontal é constituída de pontos de 30 dados cada um separado 0. Como existem numerosos artigos de pesquisa sobre cinemática do andar. As formas de locomoção humana mais estudadas são a caminhada e a corrida. Um ciclo locomotor ou passada é definido pelos eventos nessas seqüências. uma passada poderia ser definida desde o contato do calcanhar do membro direito até o contato de calcanhar subseqüente do membro direito. então a integral iguala a mudança na posição. Essas seqüências são definidas por certos parâmetros. Geralmente um evento tal como o primeiro instante do contato do pé irá definir o início de uma passada. Parâmetros típicos como passada e passo estão representados na FIGURA 8-24. Os dados cinemáticos são geralmente coletados usando câmeras de vídeo de alta velocidade e os quadros de vídeo são digitalizados para gerar as posições dos segmentos do corpo. as ações do corpo são cíclicas. pois é usada somente para descrever o movimento sem referência às causas do movimento. um passo poderia ser definido . Para ilustrar as análises cinemáticas em biomecânica. Por exemplo. Nas duas formas locomotoras de movimento. esta discussão irá se limitar somente à cinemática da corrida. Uma passada é definida a partir de um evento sobre uma perna até o mesmo evento sobre a mesma perna no contato seguinte. velocidades e acelerações dos corpos em movimento. A passada é ainda subdividida em passos.horizontal velocidade-tempo. Um passo é uma porção da passada desde um evento que ocorre em uma perna até o mesmo evento ocorrendo na perna oposta. É um dos tipos mais básicos de análise que pode ser conduzida. envolvendo seqüências nas quais o corpo é suportado primeiro por uma perna e depois pela outra.005s.

ou aumentando os dois. então. Um corredor aumenta inicialmente sua velocidade aumentando o comprimento de sua passada. os corredores aumentam sua velocidade aumentando sua freqüência de passada mais que seu comprimento de passada. o ponto no qual o centro de massa do corredor está diretamente sobre a base de apoio é denominado de apoio médio. aumentar a freqüência de sua passada. existe um limite físico de quanto um indivíduo pode aumentar o comprimento de sua passada. a partir do ponto do contato do pé até deixar o solo. A distância coberta por uma passada é o comprimento da passada e o número de passadas por minuto é a freqüência da passada. ou seja. Durante o apoio. Isso indica que quando dão o máximo em corridas de velocidade. Para correr mais rápido. dois passos equivalem a uma passada. Isto está ilustrado na FIGURA 8-25. A passada da corrida pode ainda ser subdividida nas fases conhecidas como suporte ou apoio e não apoio ou balanceio. enquanto em velocidades mais altas ocorre um incremento menor no comprimento da passada e um incremento maior na freqüência da passada. Assim. Ilustração dos parâmetros da passada durante o andar. Contudo. Tem sido . A fase de suporte ou apoio ocorre quando o pé está em contato com o solo. desse modo. 4. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem cuja legenda é: FIGURA 824.como o contato do pé no membro direito até o contato do pé no membro esquerdo. 5). Numerosos estudos abordam essa relação à medida que a velocidade da corrida aumenta de um trote lento para alta velocidade na corrida de velocidade (2. A velocidade da corrida é o resultado da relação entre freqüência da passada e comprimento da passada. Esses estudos têm mostrado que ocorre um aumento tanto na freqüência quanto no comprimento da passada com o aumento de velocidade. A fase de não apoio ou balanceio ocorre desde o ponto em que o pé deixa o solo até o mesmo pé fazer contato com o solo novamente. Para velocidades acima de 7m/s os aumentos têm sido relatados como lineares. 3. o corredor precisa. [350] O comprimento da passada e freqüência da passada estão entre os parâmetros cinemáticos comumente estudados. Ou seja: Velocidade (escalar) da corrida = comprimento da passada * freqüência da passada Os corredores podem aumentar sua velocidade de corrida aumentando o comprimento da passada ou a freqüência da passada.

Mudanças típicas no tempo relativo variam de 68% no trote para 54% na corrida moderada e 47% na corrida rápida (curta distância).3% de sua velocidade máxima nos últimos 10m da corrida. Asmussen & K. Em vários casos. University Park Press. A. 7). O corredor velocista não pode aumentar a velocidade indefinidamente pela corrida. mas que a aceleração diminui em direção ao final da corrida.também relatado que. que mais tarde ganhou o Prêmio Nobel de Fisiologia. No início da corrida a velocidade do corredor é zero. Jorgensen. Mechanical factors influencing running speed. De fato. Mudanças no comprimento da passada e na freqüência da passada como função da velocidade da corrida. V. à medida que aumenta a velocidade da corrida. 1973. vários pesquisadores têm tentado medir a curva de velocidade de um corredor durante uma corrida de velocidade (8). & Komi.) [351] A velocidade do corredor durante a corrida também tem sido estudada pelos biomecânicos. In Biomechanics VI-B. V. o tempo para um ciclo de corrida diminui (6). P. Foi também relatado que essas corredoras perdiam em média 7. Baltimore. o tempo absoluto e o tempo relativo (uma porcentagem do tempo total da passada) gasto sem suporte diminui à medida que a rapidez da corrida aumenta (1. Isso significa que o corredor acelera rapidamente primeiro. P. (Luhtanen. o vencedor de uma corrida de velocidade é geralmente o corredor cuja velocidade diminui pelo menos no final da corrida. . Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem cuja legenda é: FIGURA 825. Hill. A maioria dos corredores se ajusta relativamente de acordo com esse modelo. mas depois cai para um valor constante. Com o passar dos anos. Em um estudo de mulheres corredoras de velocidade (9). Além disso. os corredores são considerados como pontos únicos e não é levado em consideração o movimento dos braços e pernas como unidades individuais. propôs um modelo matemático simples para representar a curva de velocidade e pesquisas subseqüentes confirmaram esse modelo (FIGURA 8-26). A velocidade aumenta rapidamente primeiro. Editado por E. foi relatado que as corredoras atingiam sua velocidade máxima entre 23 e 27m em uma corrida de 100m.

B. A velocidade horizontal de um corredor durante a fase de apoio da passada da corrida está representada na FIGURA 8-27 com base em um estudo de Bates et al. P.R. 1984. (Brancazio. & Mason. Mudanças na (A) velocidade e (B) aceleração durante a fase de apoio de uma passada na corrida. B. In J. contudo.85s com uma velocidade média de 10. Osternig. Variations of velocity within the support phase of running. Isso resulta na diminuição da rapidez do corredor durante a primeira porção do apoio e aumento da rapidez na porção final. Science in Athletics. durante seu desempenho para a medalha de ouro no Campeonato Mundial em Roma em 1991. pode ser prontamente calculada. Uma análise de corredores nesse estudo indicou que a velocidade horizontal diminuiu imediatamente no contato com o solo e continuou a diminuir durante a primeira porção do período de apoio. o corredor precisa ganhar o máximo de rapidez na porção final da fase de apoio para contrapor o que foi perdido na primeira porção. New York.Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem cuja legenda é: FIGURA 826. a velocidade aumenta.7 milhas/hora. representando a transição de uma aceleração negativa para uma aceleração positiva. é importante lembrar que essa não foi a velocidade do corredor em cada momento da corrida. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem cuja legenda é: FIGURA 827. um corredor toca o solo numerosas vezes e é importante observar o que ocorre com a velocidade horizontal durante esses contatos com o solo. Pode ser visto que o corredor instantaneamente tem uma aceleração zero durante a fase de apoio. 1979.) A velocidade instantânea mais rápida de um corredor durante uma corrida ainda não foi medida durante competições. cobriu 100m em 9. A medida que a perna do corredor está se estendendo na porção final do período de apoio. Del Mar.T. Dales (eds. Durante uma corrida. O gráfico correspondente aceleração-tempo de um corredor durante a fase de apoio (FIGURA 8-27B) mostra acelerações negativas e positivas distintas. R. (Bates. A velocidade média. Terauds & G. J. Ao calcular a velocidade média em uma corrida. Academic Publishers. Representação gráfica do modelo matemático proposto por Hill de uma curva de velocidade em uma corrida de velocidade. Simon and Schuster. Carl Lewis. Sport Science. L.15m/s ou uma velocidade equivalente a 22. Para manter uma velocidade média constante.).. (1).) .

contudo. a força da gravidade sobre um projétil resulta em aceleração constante. Deve ser observado. a inclinação e. a aceleração. patinação artística. Se a mudança na velocidade permanece a mesma. Objetos nessa situação são chamados projéteis. treinadores e atletas que fazem essas atividades devem ter algum conhecimento dos fatores que influem no movimento de projéteis. foram discutidas situações que surgem quando objetos sofrem uma mudança na velocidade. A gravidade acelera uniformemente um projétil em direção à superfície da Terra e a resistência do ar retarda seu progresso. no salto à distância ou arremesso de peso. contudo.Movimento de Projétil Previamente. assim. [352] Essa situação ocorre no movimento de projétil. Objetos como aviões não são projéteis. é importante compreender a natureza do movimento de projétil. a resistência do ar pode ser desconsiderada já que é relativamente pequena quando comparada à gravidade. . o deslocamento vertical precisa ser maximizado.81m/s2 no nível do mar e resulta da atração de duas massas . Para a discussão a seguir. circunstâncias especiais quando a freqüência de mudança na velocidade é constante. golfe e vôlei.a Terra e o objeto. Professores. A aceleração devido à gravidade é de aproximadamente 9. basquete. que nem todos os objetos que voam pelo ar são projéteis. podem ser levantadas diferentes questões cinemáticas. Esse tipo de movimento ocorre em muitas atividades como beisebol. o deslocamento horizontal é crítico. é zero. No salto em altura ou salto com vara. Somente a gravidade e a resistência do ar agem sobre um objeto quando este está se movendo no ar sem assistência. Em biomecânica. contudo. saltos ornamentais. Dependendo do projétil. Quando não existem outras forças agindo sobre um corpo. Por exemplo. contudo. Movimento de projétil refere-se ao movimento de corpos que foram projetados no ar. pois são também influenciados pelas forças de seus motores. Existem.

Uma parábola é uma forma curva que é . A via b forma uma trajetória parabólica. No espaço. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem cuja legenda é: FIGURA 828. um pequeno impulso do motor da nave resulta em mudança na velocidade. resultando em aceleração zero. [353] Quando o motor pára de trabalhar. Se a gravidade não agisse sobre o projétil. A gravidade age continuamente para mudar o movimento de um objeto assim que ele é liberado.é conhecido como instante de liberação. ele continuaria seu percurso indefinidamente com a mesma velocidade que tinha quando foi liberado (FIGURA 8-28B). Como não há gravidade.Trajetória de um Projétil O percurso que um projétil descreve no ar é chamado de trajetória (FIGURA 8-28A). (B) a via a representa a trajetória de um projétil sem a influência da gravidade enquanto que a via b é a trajetória com a ação da gravidade. a nave continua seu percurso nesse caminho até que o motor seja ativado novamente. (A) Trajetória parabólica de um projétil.como quando um lançador solta a bola de beisebol . A trajetória que um projétil segue na ausência de resistência do ar é em forma de parábola (FIGURA 8-28A). a velocidade naquele instante permanece constante. quando uma nave espacial está fora da tração gravitacional da Terra. O instante no qual um objeto se torna um projétil .

Ângulo de Projeção: O ângulo no qual o objeto é liberado determina a forma da trajetória do projétil. Por outro lado. como saltos com esqui. se o ângulo de projeção for 90°. a trajetória terá uma forma verdadeiramente parabólica. a parábola pode ser tão estreita que forma uma linha reta. o objeto é projetado direto para cima no ar com velocidade horizontal zero. a velocidade de projeção e a altura de projeção (FIGURA 8-29). e 3) altura da projeção. Os ângulos de projeção geralmente variam de 0° (paralelo ao solo) a 90° (perpendicular ao solo). a trajetória toma-se essencialmente a metade final de uma parábola. Se o ângulo de projeção for 0° (paralelo à horizontal).simétrica sobre um eixo pelo seu ponto mais alto. O ponto mais alto de uma parábola é chamado de ápice. Nesse caso. [354] Se o ângulo de projeção estiver entre 0° e 90°. o ângulo de projeção seja negativo. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem cuja legenda é: FIGURA 830. Os fatores que influenciam na trajetória de um projétil são: 1) velocidade de projeção. A FIGURA 8-30 mostra trajetórias teóricas para um objeto projetado em ângulos de projeção diferentes com a mesma velocidade e altura de projeção. Trajetórias teóricas de um projétil em ângulos diferentes de projeção mantendo constante a velocidade de projeção (15. 2) ângulo de projeção. embora em algumas atividades esportivas. e é imediatamente influenciado pela gravidade que o puxa para a superfície da Terra. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem cuja legenda é: FIGURA 829. Fatores que Influenciam os Projéteis Existem três fatores primários que influenciam a trajetória de um projétil: o ângulo de projeção.2m/s) e a altura de projeção . pois possui velocidade vertical zero.

projetado para baixo a partir do ponto de impacto.4m). no saque de tênis. Porém. na verdade. No salto a distância ocorrem ângulos de projeção de 18 a 27° (13). A velocidade resultante da projeção é geralmente calculada e dada ao discutir os fatores que influem no projétil.81m/s para cada segundo de vôo para cima). Isso foi comprovado já que saltadores em altura têm um ângulo de projeção de 40 a 48° usando a técnica Flop de salto em altura (12). 15 salto com esqui -4° saque no tênis -3o -15° Owens & Lee 16 disco -35° -15° Terauds 17 salto em altura (queda) 40° -48° Dapena 12 Velocidade de Projeção: A velocidade do projétil no instante de liberação determinará a altura e a extensão da trajetória enquanto todos os outros fatores forem mantidos constantes. Intuitivamente. contudo. A velocidade resultante de projeção é a soma vetorial das velocidades horizontal e vertical.(2. quando se tenta saltar na distância horizontal máxima como no salto à distância. A gravidade reduz a velocidade vertical do projétil até que a velocidade se iguale a zero. 1979. Atividade Ângulo Referência mergulho de saída 5° -22° Heusner 14 Komi et al. A TABELA 8-3 ilustra os ângulos de projeção relatados na literatura para várias atividades. Saunders College. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma tabela constituída por 3 colunas e 6 linhas cuja legenda é: TABELA 8-3. É necessário. R. 4.) O ângulo de projeção ideal para uma dada atividade baseia-se no propósito da atividade. ed. Ângulos negativos de projeção referem-se àqueles menores que zero grau ou abaixo da horizontal. Como outros vetores. Ângulos de projeção usados em atividades selecionadas. R. enfocar os componentes do vetor velocidade já que estes irão ditar a altura da trajetória e a distância que o projétil irá percorrer. parece que se alguém tentar saltar sobre um objeto relativamente alto como uma barra de salto em altura. o ângulo de projeção torna-se bastante pequeno. Efficiency of Human Movement. Ângulos positivos de projeção indicam ângulos maiores que zero grau. Nesse . (Broer. A magnitude da velocidade vertical é reduzida pelo efeito da gravidade (9. em que o objeto é projetado acima da horizontal. M. seu ângulo de projeção será bastante acentuado. Por exemplo. o objeto é. a velocidade de projeção tem um componente vertical (v y) e um componente horizontal (v x). & Zernike. Philadelphia. F.

2s. determina a altura do ápice da trajetória.ponto. o alcance do arremesso será: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: . 27. desse modo. Componentes da velocidade de projeção durante o vôo de um projétil. dx é. [355] Por exemplo. se um projétil é liberado com uma velocidade horizontal de 13.7m no primeiro segundo. O componente vertical de velocidade. o projétil terá percorrido 13. A magnitude de dx é a distância que o projétil percorre e é chamada de amplitude do projétil. então. Sabe-se que: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte equação: v x = dx sobre dt e rearranjando esta equação: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte equação: dx = v x * dt Lembrando que dx representa a mudança na posição do projétil durante seu vôo. a velocidade vertical afeta a altura que o projétil alcança.5m/s e percorre o ar durante 2. Assim. o projétil atinge seu ponto de vôo mais alto. determinado pelo produto da velocidade horizontal e o tempo de vôo para aquela posição. 40. se um arremessador de peso libera o peso com uma velocidade horizontal de 10. A velocidade vertical é provavelmente aumentada pelo efeito da gravidade na trajetória para baixo. o tempo que o projétil leva para atingir aquela altura e. o tempo de retorno para a superfície da Terra (FIGURA 8-31).1m após 3 segundos e assim por diante.7m/s. O componente horizontal da velocidade de projeção é constante durante a trajetória do projétil.4m após 2 segundos. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem cuja legenda é: FIGURA 831. conseqüentemente. Em outro exemplo.

então a velocidade vertical aumenta à medida que o ângulo .5m/s * 2. Também.Alcance = 10.86m/s Para compreender no geral como o ângulo de projeção afeta os componentes de velocidade.1m O ângulo de projeção afetará a magnitude relativa dos componentes de velocidade horizontal e vertical. se o seno do ângulo é usado para representar a velocidade vertical.7m/s * sen 35° = 7. então a velocidade horizontal diminui à medida que o ângulo de projeção aumenta de 0 para 90° (FIGURA 8-32).7m/s * sen 40° = 8. Conseqüentemente. considere que o cosseno de 0° é 1 e diminui para zero à medida que o ângulo aumenta.81m/s Se o ângulo é alterado para 35°. Se o cosseno do ângulo é usado para representar a velocidade horizontal.49m/s e o componente vertical é: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: v y = velocidade de projeção * seno do ângulo de projeção = 13.7m/s * cos 35° = 11.7m/s * cos 40° = 10.22m/s e o componente vertical torna-se: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: v y = 13. o componente horizontal torna-se: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: v x = 13. o componente horizontal da velocidade de projeção será: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: v x = velocidade de projeção * cosseno do ângulo de projeção = 13.7 m/s.2s = 23. Se o ângulo de projeção é 40° e a velocidade de projeção é 13. o seno de 0° é zero e aumenta para 1 à medida que o ângulo aumenta.

deve ser escolhido um ângulo maior que 45°. Pode parecer que 45° seja o ângulo ideal de projeção já que. o ângulo ideal de projeção é menor que 45°. o projétil é liberado e aterrissa na mesma altura. seria apropriado um ângulo para otimizar a velocidade horizontal ou um ângulo menor que 45°. o tempo para o projétil alcançar o ápice é menor que o tempo para alcançar o solo a partir do ápice. contudo. a trajetória é parabólica mas o formato da parábola pode não ser completamente simétrico. a altura relativa da projeção é zero e. Se a altura do projétil é importante. Desse modo. À medida que o ângulo aproxima-se de 0°. Existem três situações que podem ocorrer afetando grandemente a forma da trajetória. as velocidades horizontal e vertical equivalem. No primeiro caso. a velocidade horizontal equivale à velocidade vertical. se a amplitude máxima do projétil é crítica.aumenta de 0 para 90° (FIGURA 8-32). Na segunda situação. Observe que seno 45° = cosseno 45°. A parábola é assimétrica com a porção inicial até o ápice menor que a porção final. o projétil é liberado a partir de um ponto mais alto que a superfície sobre a qual ele aterrissa. o seno do ângulo equivale ao cosseno do ângulo. a velocidade horizontal torna-se menor e a velocidade vertical toma-se maior. assim. Se uma bola é chutada a partir da superfície de um campo e aterrissa sobre a superfície do campo. o tempo subindo até o ápice é igual ao tempo descendo do ápice. ou seja. a velocidade horizontal fica maior e a velocidade vertical fica menor. Em 45°. Gráfico dos valores de seno e cosseno em ângulos de 0 a 90°. Geralmente. então. Isso é válido para certas circunstâncias que serão discutidas em relação à altura da projeção. Em cada caso. Para qualquer velocidade dada. Isso é o que ocorre em atividades como salto em altura. Pode-se ver prontamente que à medida que o ângulo aproxima-se de 90°. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem cuja legenda é: FIGURA 832. a metade inicial da parábola pode não ter tamanho igual ao da metade final da parábola. em atividades como salto à distância ou arremesso de peso. para qualquer velocidade. Altura da Projeção: A altura da projeção de um projétil é a diferença entre a posição de largada vertical e a posição de aterrissagem vertical. A forma da trajetória é simétrica e assim o tempo que o projétil leva para atingir o ápice a partir do ponto de liberação equivale ao tempo que o projétil leva para chegar ao solo a partir do ápice. [356] . Nesse caso.

mais longo o tempo de vôo. o projétil é liberado de um ponto abaixo da superfície em que ele aterrissa.Por exemplo. se um arremessador de peso libera o peso a partir de uma altura de 2. Novamente a trajetória é assimétrica. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem cuja legenda é: FIGURA 833. o ângulo . a amplitude é maior. quando a velocidade de projeção e o ângulo de projeção são mantidos constantes. Geralmente.2m e pára em uma árvore em uma altura de 4m. Na terceira situação. mas agora a porção inicial do ápice da trajetória é maior que a porção final. se uma bola é lançada a partir de uma altura de 2. quando a altura relativa da projeção é zero. Assim.2m acima do solo e o peso aterrissa no solo. a altura da projeção é 2. Por exemplo. quanto mais elevada a altura da liberação. Se o tempo de vôo é mais longo.2m. o tempo que o projétil leva para atingir o ápice é maior que o tempo para o projétil atingir o solo a partir do ápice.8m (FIGURA 8-33). Influência da altura de projeção na forma da trajetória de um projétil. a altura da projeção é 1. Também para máxima amplitude.

Aperfeiçoando as Condições de Projeção Para aperfeiçoar as condições para liberação de um projétil. contudo. Essas expressões são geralmente chamadas de equações de aceleração constante. [357] Usando os conceitos da seção anterior. posição. a importância relativa de cada fator pode ser calculada. podem ser determinadas equações de movimentos com aceleração constante ou movimentos de projétil. Além disso. os efeitos da resistência do ar forem ignorados.2m. a distância resultante do arremesso é 22. e o aumento da altura de projeção para 2. Se um atleta arremessa o peso com uma velocidade de 14m/s em um ângulo de 40° a partir de uma altura de 2. e quando a altura da projeção fica abaixo da altura de aterrissagem. Deve ser enfatizado. assim. como já foi colocado.2m. o ângulo ideal é menor que 45°. enquanto os outros dois fatores são mantidos constantes.2m. A aceleração devido à gravidade é constante e. A importância relativa desses fatores está ilustrada no exemplo seguinte. o aumento do ângulo para 44° resulta em um arremesso de 22. quando a altura da projeção fica acima da altura de aterrissagem. essa percepção comum é incorreta. Intuitivamente parece que tanto a altura até o ápice como a extensão da trajetória são afetadas pela velocidade de projeção. aumentando-se a velocidade de projeção pode-se aumentar esses dois parâmetros.0m. A escolha de um ângulo de projeção adequado é o que irá ditar se a velocidade vertical ou horizontal será aumentada com o aumento na velocidade de projeção. Se cada um dos fatores é aumentado por uma determinada porcentagem (10% neste caso). o ângulo de projeção pode ser afetado pela altura da projeção. somente a gravidade atuará sobre o projétil. com base nas definições de velocidade e aceleração. velocidade e aceleração. A primeira equação expressa a velocidade final como uma função da velocidade inicial. é preciso considerar o propósito do projétil. o projétil passa por uma aceleração constante. os três fatores primários que afetam o vôo de um projétil estão relacionados e afetam tanto a altura da trajetória quanto a distância percorrida pelo projétil. aceleração e tempo.4m resulta em um arremesso de 22. Como já foi discutido.0m. Equações de Aceleração Constante Quando um projétil está passando pelo ar. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: V f = V i + at .ideal é 45°. que os três fatores estão relacionados e que qualquer mudança em um resulta em alteração nos outros. Fica prontamente evidente que o aumento da velocidade de projeção aumenta a amplitude do arremesso mais substancialmente que o aumento do ângulo ou da altura de projeção. Existem três expressões que envolvem as relações entre os parâmetros cinemáticos de tempo.4m/s resulta em um arremesso de 26. somente a gravidade e a resistência do ar atuam sobre ele. O aumento da velocidade para 15. Contudo. Se. o ângulo ideal é maior que 45°.

a aceleração devido à gravidade precisa ser negativa. essa equação fica assim: . a aceleração para baixo precisará ser negativa. Na segunda equação. Se a aceleração horizontal é zero. se a = 0 for substituído nesta equação poderá ser visto que: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: VX f = VX i A velocidade final vx f equivale à velocidade inicial ou a velocidade horizontal de projeção é constante durante o período de vôo.81t Isto simplesmente reafirma que a velocidade vertical em qualquer instante é igual à velocidade vertical inicial de liberação subtraída por um valor de 9. a primeira equação de aceleração constante é: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: vy f = vy i -9. foi sugerido que a gravidade agia imediatamente para diminuir a magnitude de v y após a liberação do projétil.81m/s2. Neste ponto na trajetória em que a velocidade é zero. a posição é expressa em função da velocidade inicial. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: s = v i t + 1 sobre 2 at2 A variável "s" nesta expressão pode referir-se ao caso horizontal ou vertical e é a mudança na posição ou a distância que o objeto percorre de uma posição para outra. Assim.81 m/s para cada segundo de vôo até que a velocidade final seja zero. Se o sistema de coordenadas que está sendo usado é orientado de modo que seja positivo para cima e negativo para baixo. Na discussão anterior sobre o componente de velocidade vertical. pode ser visto que muitos dos pontos previamente discutidos são descritos por essa equação. o projétil se acha no ápice de sua trajetória. Essa equação é derivada pela integração da primeira equação. aceleração e tempo. respectivamente. Como já foi descrito. a aceleração devido à gravidade será -9. Como a gravidade acelera um projétil em direção ao solo. v x. À medida que os componentes de velocidade são considerados individualmente. v y. Para o componente vertical. o componente horizontal de velocidade. é constante durante o vôo de um projétil e a aceleração horizontal é zero.As variáveis v f e v i referem-se à velocidade final e à velocidade inicial. Assim.

A expressão. A última equação expressa a velocidade final como uma função da velocidade inicial. assim. iniciando com uma velocidade vertical zero. Esta expressão indica que a altura pode ser calculada simplesmente conhecendo a extensão de tempo que levou para o objeto fazer contato com o solo após ter sido liberado. a velocidade vertical inicial é zero. Essa expressão. dado que a aceleração devido à gravidade é constante.a amplitude . A expressão fica assim: . Ao considerar o caso vertical desta equação. aceleração e posição. não é tão simples como no caso do componente horizontal.81 * t2 A variável "t" representa o tempo que leva para o projétil alcançar o solo a partir do ponto onde foi derrubado.Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: X = VX i t Esta expressão reafirma que a distância horizontal que um objeto percorre . fica assim: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: y = 1 sobre 2 at2 y = 1 sobre 2 * 9. observe que a variável "a" representando a aceleração devido à gravidade equivale a -9. um objeto começa em repouso e é derrubado de certa altura. pode ser usado o exemplo de um objeto derrubado de alguma altura. reafirma-se novamente que a velocidade horizontal é constante durante o vôo do projétil.81m/s2. Simplificando esta expressão para o caso horizontal (que é a x = 0). então. por exemplo. Se.é o produto da velocidade horizontal e do tempo de vôo. Ou seja: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: vx f 2 = vx i 2 Para o caso vertical. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: V f 2 = v i 2 + 2as Cada uma das variáveis cinemáticas nesta expressão aparece em uma ou ambas das questões anteriores.

. um arremessador de peso libera o peso em um ângulo de 40° a partir de uma altura de 2.81 * y A velocidade vertical final é.2m. Condições durante o vôo do peso. Ao calcular a amplitude de um projétil. h = altura da projeção e g = aceleração devido à gravidade. as equações de aceleração constante podem ser usadas para trabalhar com lógica em um problema de cálculo da amplitude de um projétil. desse modo.81m/s2) vy f 2 = 2 * 9. As condições iniciais são: v = 13. e altura de projeção = 2.2m com uma velocidade de 13. θ teta = ângulo de projeção. todas elas. Exemplo Numérico As equações de aceleração constante empregam. [358] As três equações de aceleração constante proporcionam. Esta expressão é complicada. pode ser usada a seguinte expressão: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: Amplitude = v 2 * sen θ teta * cos θ teta + v x * raiz quadrada (v y)2 = 2gh sobre g em que v = velocidade de projeção. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem cuja legenda é: FIGURA 834. contudo. ângulo de projeção = 40°. Em vez disso.3m/s.3m/s. por exemplo. assim. parâmetros que são básicos para a cinemática linear. No exemplo seguinte. um método útil para analisar movimento de projéteis. A FIGURA 8-34 ilustra o que é conhecido sobre as condições do projétil no momento de projeção e a forma da trajetória com base em nossa discussão anterior.Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: vy f 2 = 2ay (em que a = 9. uma função da aceleração devido à gravidade e à altura y de onde o objeto foi derrubado.

.766 = 10. Calcule as velocidades iniciais vertical e horizontal. é preciso usar a equação usando a velocidade vertical. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: v x = v * cos θ teta = 13. Use a primeira equação de aceleração constante para calcular o tempo necessário para o projétil alcançar o ápice de sua trajetória. O problema pode ser resolvido em sete passos.55m/s Passo 2. para encontrar a amplitude de um projétil.3m/s * cos 40° = 13.Lembre-se que. (Use o Apêndice E para os valores de seno e cosseno).643 = 8. é preciso conhecer a velocidade horizontal e a extensão de tempo que o peso ficou no ar. Como é necessário calcular o tempo até o ápice.3m/s * sem 40° = 13.19m/s v y = v * sen θ teta = 13. Passo 1.3m/s * 0. utilizando equações de aceleração constante.3m/s * 0.

irá agir.55m/s)2 -2 * 9. Calcule o tempo para o projétil atingir o solo a partir do ápice da trajetória. levando a velocidade vertical até zero no ápice. Como o projétil irá aterrissar em um nível mais baixo que o ponto de .55m/s sobre 9.92m Passo 5.2m + 3.55m/s -9.81m/s2 y subida = 3.[359] Assim. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: v y = v yi + at subida 0 = 8.87s Passo 3.72m Passo 4.81m/s2 y subida y subida = (8. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: v yf2 = v fi2 + 2ay 0 = (8.81m/s2 e a velocidade vertical no ápice é zero.81m/s2 t subida = 0. a aceleração da gravidade é 9.81m/s2 * t subida t subida = 8.55m/s)2 sobre 2 * 9. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: H = altura da projeção + y subida = 2. Lembre-se que a altura da trajetória depende da velocidade vertical. Calcule a altura total até o ápice da trajetória.72m = 5. a. Use a terceira equação de aceleração constante para calcular a altura do ápice da trajetória acima da altura liberada. a aceleração devido à gravidade.

já que mede a distância do ápice descendo até o solo. O tempo de descida. Calcule o alcance do projétil. Além disso. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: Alcance = v x * T total = 10.97s Passo 7. cada lado desta equação precisa ser multiplicado por -1 resultando no seguinte: t descida = 1. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: y = v i t + 1 sobre 2 at2 -5.liberação. pode ser calculado usando a segunda equação de aceleração constante.81m/s2 Como o tempo não pode ser negativo.87s + 1. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: T total = t subida + t descida = 0. então o tempo para o projétil alcançar o ápice da trajetória precisará ser menor que o tempo para o projétil alcançar o solo a partir do ápice. Nessa equação.10s Passo 6.92m sobre -9. t descida.10s = 1.81m/s2 * t descida2 -t descida = raiz quadrada 2 * 5. observe que o deslocamento é negativo.92m = 0 + 1 sobre 2 * -9.19m/s * 1. a velocidade vertical inicial do vôo para baixo é zero.97s = 20. Calcule o tempo total que o projétil fica no ar somando o tempo que o projétil leva para atingir o ápice da trajetória com o tempo que o projétil leva para atingir o solo a partir do ápice.07m .

Calcular a derivada pela diferenciação implica encontrar a inclinação de uma linha tangente com a curva parâmetro-tempo. O movimento de um projétil envolve um objeto que sofre uma aceleração constante por ser uniformemente acelerado pela gravidade. a resistência do ar foi desconsiderada. Resumo do Capítulo A biomecânica é uma disciplina quantitativa. Contudo. [360] Integração implica o cálculo da área sob a curva parâmetro-tempo. já que requer a resolução de equações diferenciais. ou um total de 19. Considerando a resistência do ar. A velocidade vetorial é definida como tempo decorrido para mudança de posição e é calculada em biomecânica usando o método da primeira diferença central que se segue: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: v = s i+1 -s i -1 sobre 2 Δ delta t A aceleração é definida como a freqüência de mudança da velocidade no tempo e é calculada como: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: a = v i+1 -v i -1 sobre 2 Δ delta t O processo para calcular a velocidade vetorial a partir de posição e tempo ou calcular aceleração a partir de velocidade e tempo é chamado diferenciação. Em nossa discussão inicial de projéteis e equações de aceleração constante.46% no alcance do arremesso. A matemática para considerar a resistência do ar sai fora do escopo deste livro.A distância que o peso percorreu nessas condições é de 20.8m. O vôo de um projétil. são afetadas pelas condições no ponto de liberação: o ângulo de projeção. a velocidade de projeção e a altura relativa da . pode ser interessante saber que se estas condições iniciais tivessem sido usadas para resolver este problema levando em conta a resistência do ar. assim como as quantidades escalares de deslocamento e velocidade. Cinemática linear é o estudo do movimento linear com respeito ao tempo. O método para calcular a área sob uma curva parâmetro-tempo é chamado de somatória de Riemann.3m a menos. o arremesso teria 0. e envolve as quantidades vetoriais de posição. O processo oposto de diferenciação é chamado de integração.1m. A velocidade pode ser calculada como a integral de aceleração e a posição como integral de velocidade. sua altura e distância. Um tipo de análise quantitativa envolve a cinemática linear. velocidade e aceleração. seria encontrada uma redução de 1.

Um nadador completa quatro vezes uma piscina de 50m. Qual sua aceleração média do repouso até a velocidade máxima? (Resposta: 1. v i. como uma função da velocidade inicial. Um indivíduo dirige de um ponto A até um ponto B uma distância de 33km em 55 minutos. e tempo. Use uma análise dimensional para determinar as unidades dos seguintes parâmetros cinemáticos. b) vertical e c) resultante? (Resposta: a) 3 unidades. terminando no ponto em que iniciou. t. como você pode descrever a aceleração correspondente? 7. 5) até um ponto s2 (6. Existem três equações que governam a aceleração constante. a. como uma função da velocidade inicial. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: v f 2 = v i 2 + 2as Essas equações podem ser usadas para calcular a amplitude de um projétil. c) 4. como uma função da velocidade inicial. a) Qual a distância linear percorrida? b) Qual o deslocamento linear? (Resposta: a) 200m.projeção. Um corredor inicia o repouso e atinge a velocidade máxima de 4. e posição. Suponha que um indivíduo se move de um ponto s1 (3. a. t. aceleração. s. aceleração. Ou seja: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: s = v i t + 1 sobre 2 at2 A terceira equação expressa a velocidade final.24 unidades.) .7m/s em 3. aceleração.2s. v i. A primeira expressa a velocidade final. e tempo. s. Quando a velocidade é máxima. Relacione as dimensões e unidades associadas com as dimensões do sistema SI comumente usadas em biomecânica. Ou seja: Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem com a seguinte fórmula: v f = v i + at A segunda equação expressa posição. Quais os deslocamentos: a) horizontal. a. 8). c) velocidade vetorial. b) posição. a) velocidade escalar.) 4. d) aceleração 3. Qual a velocidade escalar média dirigida em m/s? (Resposta: 10m/s.) 5. [361] Questões para Revisão 1. b) 3 unidades. v f. v i.) 6.47m/s2. v f. b) 0m. 2.

70m/s2. 6 e 7. Calcule a integral da curva velocidade-tempo no período de tempo do quadro 5 até o quadro 7. Um objeto começa em repouso e linearmente muda sua posição horizontal por um período de 5s para uma posição a 4m da posição de repouso. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma tabela constituída por 3 colunas e 6 linhas e que contém os dados referidos na questão 2. Qual o sinal do vetor de aceleração se o objeto estiver se movendo em direção positiva? 9. quais são os componentes: a) vertical e b) horizontal do vetor velocidade? (Resposta: a) 11.034 5 0.020 1. Faça um esboço de um gráfico posição-tempo.01m. quadro 6: 0. usando seus cálculos a partir da questão 2.) 6.) 7.51m/s2 e a aceleração vertical é -7. Uma bola de golfe é golpeada de um ponto elevado (T box) que fica 2m acima da área livre (fairway).041 8 0.54 m/s.025 1.7m/s e é direcionada a um ângulo de 22°. Se a velocidade resultante é 29.035 1. Quadro Tempo (s) Posição (m) 4 0. 10.041 6 0.050 7 0. usando os dados calculados na questão 2.13m/s.) 4. velocidade e aceleração-tempo correspondentes ao movimento. baseando-se nos seguintes dados.0m/s: quadro 7: -0. (Resposta: -220.) 3. Qual bola fará contato com o solo primeiro? Por quê? [362] Questões Adicionais 1.683m/s2.030 1. Calcule a velocidade nos quadros 5. .0m/s2. (Resposta: 0.044 (Resposta: quadro 5: 1. Se a aceleração horizontal é -0.8. Calcule a aceleração no quadro 6. outro jogador deixa cair uma bola de golfe de uma altura de 2m.040 1. Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem que retrata o perfil velocidade-tempo referido na questão 7. No instante em que o taco faz contato com a bola. b) 27.60m/s. 2. ilustrando pontos sobre o gráfico em que a velocidade seja positiva.60m/s. Faça gráficos da posição. qual é a aceleração resultante? (Resposta: 7. negativa e zero. Faça o perfil aceleração-tempo correspondente ao seguinte perfil velocidadetempo.) 5.

7m. g) 48.R. 389-441. 193-218. c) 17.94m. body dimensions.65m/s.8. pp. 4. New York: MacMillan Publishing Company. 1985. C.).R. campo menor e bola maior) é lançada com uma velocidade de 22. IL : Human Kinetics Publishers. The Physics of Ball Games.B. Williams. b) 1.43m.58m/s. In P.J. Biomechanics of Running. New York : MacMillan Publishing Company.R. Referências . 35-63. d) 19. R. Uma bola de softball (jogo semelhante ao beisebol. K. Cavanagh (ed. Calcule: a) os componentes de velocidade vertical e horizontal b) o tempo para o pico da trajetória c) a altura da trajetória a partir do ponto de liberação d) a altura total da parábola e) o tempo do ápice até o solo f) o tempo total de vôo g) o alcance do lançamento Resposta: a) 18. 1974. e) 1. 1990. pp. Biomechanics of Distance Running. In Exercise and Sports Science Review. In Exercise and Sports Science Review. and added mass effects.5m/s com um ângulo de 56° de uma altura de 1. 2. Daish. P. pp. 9.99s.73m. 3. com sete jogadores. Kram. 1972. [363] Leituras Adicionais 1..90s. Dillman. 12. Kinematic Analysis of Running. C.89s. f) 3. Cavanagh. London: The English Universities Press Ltd. Champaign. Qual a mudança na posição baseada no seguinte gráfico velocidade-tempo? Nota de revisor: a seguir apresenta-se uma imagem que contém o gráfico velocidade-tempo referido na questão 8. Stride length in distance running: Velocity.

H. Dales (eds. 23-29. Matsui. Altura de Projeção: Diferença entre a altura da qual um projétil é liberado e aquela em que ele aterrissa. Heusner. Pulli. pp.). J.L.. Chow. T. Basel: Karger.C. Research Quarterly 30:25-37. [364] Glossário Aceleração Linear: Tempo decorrido para mudança na velocidade linear. Journal of Human Movement Studies 5:42-51. 1974.). Henry. pp. 25-29.. W. L. pp. pp. J. 6. In Medicine and Sport Vol. I. 15.1. Alcance: Distância que um projétil percorre.E. P. Biomechanics IV. A biomechanical analysis of the male jogging action.). and Forsyth. Efficiency of Human Movement (4th edition). 12.A. 13... P. B.M. P.R. Jorgensen (eds. Brancazio. Kobayashi. B.. 1951. 1986.A. 1979. Baltimore: University Park Press. In J. H. B. 1959. In R. 7. and Trafton.T. Sinning. 1974. Medicine and Science in Sports 2:28-34. . Some release characteristics of intemational discus throwing. In R. 8. Bates. International Journal of Sports Biomechanics 3:110-127. P. 8: Biomechanics III. R. Track and Field Review 75:54-57. Del Mar: Academic Publishers. Miyashita. Jyvaskyla: University of Jyvaskyla. J. Biomechanics VI-B. and Haven. Terauds. 1973. The biomechanics of the long jump. K. 1974. 1979. Biomechanics of ski-jumping. 10.. 16. 9.T. H. 1969. New York: Simon and Schuster. W. Biomechanics IV.W. M.. Nelson.Y. 3. Theoretical specifications for the racing dive : optimum angle for take-off. Morehouse (eds.V. Mason. 106111.C. In E. Hoshikawa. Effects of fatigue on the mechanical characteristics of highly skilled female runners. Owens. Research Quarterly 23: 409-422. Baltimore: University Park Press. and Lee.S.. Philadelphia: Saunders College.R. W. Elliott. Science in Athletics. Mechanics of translation in the Fosbury flop. Bates. Lower limb actions while running at different velocities. 1973. 401-446. 51-59. 1975. and Zernike. Luhtanen. Nelson and C. Analysis of running patterns in relation to speed. 1979. and Blanksby.). Variations of velocity within the support phase of running. Komi. Research Quarterly 40:750-754.F. pp.. 1984. Osternig.R. 1970. Nelson and C. R. J. pp. Miyashita.G. T.C. pp. Temporal patterns in running. Morehouse (eds. The velocity curve of sprint running. H. Hay. 1987. 11. Hoshikawa. 119-125. 342-348. Baltimore: University Park Press.C. A determination of velocities and angles of projection for the tennis serve. Aceleração Linear Instantânea: Inclinação de uma linha tangente para uma curva velocidade-tempo. B. B. Maximum speed of female high school runners. 4. Mechanical factors influencing running speed. Exercise and Sport Science Review. F. B. 5. M. and Komi. Broer. M. 1980.J. Sport Science. Asmussen and K. Dapena. Terauds and G. 17.V.A. Saito. M. M. Medicine and Science in Sports and Exercise 12:37-44. M. 14. 2.

Limite: Derivada de uma função quando a mudança no tempo se aproxima de zero. .Análise Qualitativa: Descrição não numérica ou avaliação de movimento baseada na observação direta. Cálculo: Método para calcular a derivada ou a integral de uma função. Análise Quantitativa: Descrição numérica ou avaliação de movimento baseada em dados coletados durante a realização do movimento. Movimento Linear: Ver translação.a área sob uma curva parâmetro-tempo. Deslocamento Linear: Vetor que representa a distância e direção em linha reta de uma posição para outra. Inclinação: Relação entre mudança de posição e tempo. Ápice: Ponto mais alto de uma parábola. Apoio: Fase do ciclo do andar quando o pé fica em contato com o solo. Diferenciação: Processo matemático de calcular uma derivada. Dimensão: Termo que denota a natureza de uma quantidade mensurável. Derivada: Resultado do processo de diferenciação . Ângulo do Projétil: Ângulo no qual um projétil é liberado. Cinemática Linear: Descrição do movimento linear envolvendo posição. a relação entre o lado adjacente ao ângulo e a hipotenusa. Balanceio: Fase do ciclo do andar em que a perna não fica apoiada sobre o solo. Freqüência de Passadas: Número de passadas por minuto. O ponto mais alto que um projétil alcança em sua trajetória. Escalar: Quantidade que é definida por sua magnitude apenas. Não Apoio: Ver balanceio. Movimento: Mudança progressiva na posição de um objeto. Parábola: Curva que descreve a forma da trajetória de um projétil. [365] Integração: Processo matemático de calcular uma integral. Cosseno de um Ângulo: Em um triângulo retângulo. como para obter velocidade a partir de dados posição-tempo ou obter aceleração a partir de dados velocidade-tempo. Integral: Resultado do processo de integração . Cinemática: Área de estudo que examina os componentes espaciais e temporais do movimento. Distância Linear: Própria extensão do caminho percorrido. Digitalização: Processo de aplicar coordenadas x-y em pontos sobre um quadro de vídeo. sobre uma curva parâmetro-tempo. Movimento do Projétil: Movimento característico dos projéteis. velocidade e aceleração. Comprimento da Passada: Distância percorrida durante uma passada. Apoio Médio: Ponto durante o apoio locomotor quando o centro de massa do indivíduo está diretamente sobre o pé. Movimento Curvilíneo: Movimento linear ao longo de uma via curva.a inclinação de uma linha – seja uma secante ou uma tangente. Método da Primeira Diferença Central: Método para calcular a inclinação média sobre dois intervalos de tempo.

a relação do lado oposto do ângulo e a hipotenusa. Secante: Linha que intersecciona uma curva em dois locais sobre a curva. Velocidade Escalar: Magnitude da velocidade vetorial. Ou seja: a2 = b2 + c2 em que a é a hipotenusa e b e c são os outros lados do triângulo. Δ delta t: Mudança no tempo entre duas localizações sucessivas de parâmetro. Vetor: Quantidade definida tanto pela magnitude quanto pela direção. em que um ponto Coordenadas: pode ser localizado como uma distância de cada um dos eixos. Resultante: Soma de dois vetores. . Sistema Cartesiano de Sistema de referência x. Passo: Parte de uma passada que vai de um evento ocorrendo com uma perna até o mesmo evento ocorrendo na perna oposta. Seno de um Ângulo: Em um triângulo retângulo. dado que o intervalo de tempo. Somatória de Riemann: Processo matemático pelo qual a área sob uma curva parâmetro-tempo pode ser calculada. z. y. com dois ou três eixos. [366] Velocidade de Projeção: Velocidade com que um projétil é liberado. Velocidade Linear Instantânea: Inclinação de uma linha tangente para uma curva posição-tempo. seja pequeno. dt. Trajetória: Caminho de vôo de um projétil. Δ delta x: Mudança em um parâmetro entre dois intervalos de tempo sucessivos. Tangente: Linha que toca uma curva somente em um lugar.Passada: Ciclo que vai de um evento durante o movimento de um membro até a próxima ocorrência daquele mesmo evento no mesmo membro. Translação: Movimento em uma via reta ou curva em que diferentes regiões de um objeto se movem na mesma distância no mesmo intervalo de tempo. Teorema de Pitágoras: Relação matemática que descreve a relação entre os lados de um triângulo retângulo. Suporte: Ver apoio. Projétil: Objeto que foi projetado no ar. Velocidade Linear: Tempo decorrido para mudança na posição linear.

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