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Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Singulares

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Rendimentos não sujeitos a tributação: Art. 2º - exclui da incidência do imposto importâncias ou vantagens auferidas pelo trabalhador em razão do trabalho. Ex: abonos de família, subsídios de refeição, contribuições da entidade patronal para seguros de vida, fundos de pensões, regimes complementares de segurança social, despesas suportadas pela entidade patronal com acções de formação profissional dos trabalhadores. Preocupação do legislador em evitar práticas abusivas, havendo limites aos valores excluídos de tributação, ex: art.2, nº3, b) Noutros casos, a não sujeição a imposto justifica-se por não ser um rendimento efectivo, mas um reembolso ou um adiantamento de despesas suportadas pelo trabalhador no interesse da entidade patronal: ajudas de custo, despesas de deslocação, viagens ou representação. A não sujeição é condicionada, art. 2º, nº3, d).

Indemnização por extinção de contrato: Art. 2º, nº3, e) – são rendimentos do trabalho dependente as importâncias recebidas pelo trabalhador em virtude à celebração de um contrato cujos rendimentos se insiram nesta categoria, pela alteração das condições da prestação de trabalho, mudança de local de trabalho ou incumprimento contratual da outra parte. A lei estabelece que os casos de recebimento de indemnizações por extinção do contrato de trabalho ou de contratos que originem rendimentos tributáveis nesta categoria não estão sujeitos a tributação, mas com um limite máximo, art. 2º, nº4. Este regime não se aplica a direitos vencidos durante os contratos, como salários e subsídios de Natal e férias, sempre tributados na totalidade: art. 2º, nº6. Há normas anti-abuso: art. 2, nº 5, 7 e 10. Durante a relação de trabalho podem ocorrer factos dos quais decorra o pagamento de indemnizações a outros títulos, pelo empregador ou terceiro. Ex: por acidentes de trabalho, ofensa da entidade patronal à honra do trabalhador… Estes montantes não cabem nesta norma.

Vantagens acessórias: Art. 2º, nº3, b) – são os direitos, benefícios ou regalias não incluídos na remuneração principal, auferidos devido à prestação de trabalho ou em conexão com ela, que sejam uma vantagem económica. É necessário distinguir as vantagens acessórias equiparadas à remuneração e tributadas na esfera do trabalhador das vantagens inerentes às condições de trabalho e regalias sociais atribuídas pela entidade patronal, não tributadas. As vantagens acessórias optimizam as condições de trabalho, acabando os resultados por se projectar em primeira

linha na entidade patronal. A principal diferença está na comparação das vantagens que representam para a empresa e para o trabalhador. Regalias sociais: a elas têm acesso todos os trabalhadores da empresa, ou os de certas categorias profissionais: cantinas, serviços médicos, infantários, instalações desportivas… Algumas vantagens acessórias tipificadas: A lei enumera, de forma exemplificativa, as vantagens acessórias tributáveis. As regalias sociais (subsídios de refeição, abonos de família) e as importâncias que não são rendimento efectivo (ajudas de custo) e por isso não estão sujeitas a imposto, são rendimento tributável no que excedam os limites legais ou se não se verificarem os requisitos para a não sujeição. São tributáveis os subsídios de residência ou equivalentes e o ganho decorrente da utilização da casa de habitação fornecida pela entidade patronal: art. 2º, nº3, b), 4.

Está em causa o fornecimento ou pagamento por outrem (pode não ser a entidade patronal, ao contrário da lei) da residência do trabalhador. Mas, isso não implica em todos os casos, a existência de uma vantagem acessória, ex: as casas de função – aquelas onde os trabalhadores residem devido à sua actividade – guardas florestais, magistrados; o fornecimento de habitação a custo reduzido… É tributável o ganho da contracção pelo trabalhador de empréstimos sem juros ou com taxa inferior à de referência: art. 2º, nº3, b), 5. É tributado o ganho da utilização para fins pessoais da viatura de serviço (art. 2º, nº3, b),9) e sua aquisição pelo trabalhador ou membro do órgão social a preço inferior ao do mercado (art. 2º, nº3, b), 10) Art. 2º, nº3, b), 7 e 8: planos de aquisção/subcrição de acções e de opção de aquisição ou subscrição: vantagens remuneratórias encaradas como um estímulo à produtividade dos trabalhadores: estes, como sócios da sociedade têm interesse directo nos resultados. Se o trabalhador receber acções como parte da remuneração, há uma remuneração em espécie, de montante correspondente ao do valor de mercado dos títulos.

Outras vantagens acessórias: A enumeração legal é exemplificativa. Há vantagens acessórias não tipificadas na lei, que estão sujeitos a tributação: cf. art.2º, nº3,b) (fornecimento ao trabalhador, a preço reduzido, de bens ou serviços produzidos pela entidade empregadora; possibilidade de o trabalhador adquirir bens ou serviços a terceiros em condições vantajosas através da entidade empregadora). A lei prevê que o beneficiário directo de vantagens acessórias que devem ser qualificáveis como rendimento tributável poderá não ser o trabalhador, mas alguém com ele relacionado (art.2º, nº11). Nesse caso a vantagem é tida como rendimento do trabalhador.

Quantificação das vantagens acessórias: Quantificação do seu valor: regra – art. 24º, rendimentos em espécie.

Questão da retenção na fonte: As vantagens acessórias são uma forma de remuneração do trabalho, pelo que haveria retenção na fonte. Mas a lei exclui esta obrigação relativamente a algumas vantagens acessórias e às gratificações concedidas por terceiros (art.99º, nº1). Não há norma a estipular uma obrigação de retenção na fonte para os rendimentos em espécie. A retenção não se coaduna com este tipo de remunerações: a retenção corresponde a uma subtracção de determinado montante aquando de um pagamento, implica a detenção de uma quantia em dinheiro.

Deduções específicas: Os custos do exercício da actividade profissional são integralmente suportados pela entidade patronal. Mas isto nem sempre é a realidade. Art. 25º - deduções específicas aos rendimentos da categoria A. 72% de 12 vezes o salário mínimo nacional ou montante de contribuições para a segurança social É uma dedução fixa. Só aproveita plenamente aos trabalhadores com salários pouco elevados, o efeito útil diminui à medida que a remuneração cresce porque no montante dedutível abrangem-se as contribuições para a segurança social a cargo do trabalhador. A partir de determinado montante salarial, as contribuições obrigatórias pagas para a segurança social excederão o valor da dedução. Neste caso, o trabalhador pode deduzir mais que o que foi pago a título de contribuições para a segurança social. Indemnizações pagas pelo trabalhador à entidade patronal por rescisão unilateral do contrato de trabalho sem aviso prévio: Subjacente a estas indemnizações está um ilícito contratual do trabalhador, mas o seu pagamento reduz a capacidade contributiva deste. Por isso, aceitam-se estes valores, com limites, como dedução específica do rendimento. Quotizações sindicais: São dedutíveis: art.25, nº1, c). Estímulo fiscal à sindicalização.

Muitas profissões com características semelhantes não beneficiam de deduções. os trabalhadores com profissões de desgaste rápido podem deduzir ao seu rendimento as despesas com seguros de doença. a) – aumenta para 75% de 12 vezes o salário mínimo nacional. 25. por isso. Benefícios fiscais: Profissões de desgaste rápido: Art. Há uma possibilidade de dedução extremamente limitada: o limite máximo do montante dedutível é 3% de 12 vezes o salário mínimo nacional. como bolsas e prémios obtidas em certas provas desportivas. por militares e elementos das forças de segurança em missão de paz… . As despesas suportadas pelo trabalhador com outras formas de valorização profissional (compra de livros técnicos. se a diferença resulte de despesas de valorização profissional e ou do pagamento de quotizações para ordens profissionais. Outros benefícios: Há as normas do Estatuto dos Benefícios Fiscais (EBF) que isentam de imposto alguns rendimentos do trabalho dependente.Despesas de valorização profissional: A lei parte do princípio que a entidade remuneradora suporta os custos inerentes à prestação de trabalho. pelo pessoal ao serviço de missões diplomáticas e consulares ou organizações internacionais. 27º: observadas as condições previstas. com limites. 37º EBF). se houver reciprocidade (art. nº1. Remunerações auferidas por deficientes. As profissões são só as do nº2. A lei adoptou um conceito muito estrito de valorização profissional: art 25º. Os trabalhadores cujas contribuições para a segurança social excedam esse limite (mesmo o aumentado) ficam impossibilitados de deduzir essas despesas. formação complementar) não podem ser deduzidas no cálculo do rendimento líquido desta categoria. A entidade empregadora raramente aceita suportar todos os encargos com a valorização profissional do trabalhador. 12. O art. Mas não é a realidade. Art. acidentes pessoais e seguros de vida. O limite da dedução afere-se somando às despesas com a formação profissional as quotas pagas a ordens profissionais. b). quando um trabalhador por conta de outrem estiver obrigado ao pagamento destas não pode deduzir nenhum valor a título de despesas com formação profissional: as quotas normalmente ultrapassam o limite dedutível. nº5 esclui da incidência do IRS alguns rendimentos dos desportistas de alta competição. nº4.

Questão da constitucionalidade das retenções na fonte relativas aos rendimentos profissionais. fundado na existência de um contrato de prestação de serviços – art. Os rendimentos obtidos por tais contribuintes são havidos como profissionais e estão sujeitos a retenção na fonte. 3º. Só uma pequena parte dos valores recebidos dos clientes é rendimento do sujeito passivo. nº1. Regra: só estão sujeitos a essa forma de pagamento do imposto os rendimentos profissionais (os que caibam no art 3º. Art. Existe uma lista de actividades cujo exercício dá origem a rendimentos profissionais (cf. . que poderão redundar numa tributação sem correspondência com a capacidade contributiva do sujeito passivo. 3º. nº1. pelo que a lei define o que são profissionais: todos os que desenvolvem trabalho independente.151º). nº1. O facto de uma actividade estar ou não prevista na lista gera uma diferente obrigação de retenção na fonte. Outros rendimentos incluídos nesta categoria: São tributados na categoria B: art. Há formas de trabalho independente. b). c): em princípio só se inserem nesta categoria se forem auferidos pelo titular originário: o pintor. actividades não constantes dessa lista. É necessário delimitar rendimentos empresariais e rendimentos empresariais. b). nomeadamente quanto às retenções na fonte. 4º: enumeração exemplificativa das actividades consideradas como geradoras de rendimentos empresariais. Há situações em que o montante retido supera o imposto devido e o rendimento tributável. o inventor. A lista não é uma enumeração exaustiva das actividades geradoras de rendimentos profissionais. calculada com base no rendimento bruto. que originam rendimentos profissionais. art.CATEGORIA B Subcategorias dos rendimentos empresariais e dos rendimentos profissionais: A inclusão numa destas subcategorias tem diferentes consequências tributárias. O exercício de muitas das actividades consideradas profissionais implica a necessidade de o sujeito passivo suportar avultados custos. o autor… A causa da remuneração considera-se o trabalho que conduziu a tal obra.

3.rendimentos de capitais: juros obtidos por um advogado pelo saldo das contas bancarias onde movimenta as quantias recebidas dos clientes . Sao diferentes as consequências do facto de um bem estalou não afecto ao património da empresa de um sujeito passivo individual.. C) Sao rendimentos desta categoria os provenientes da cessão temporária de um estabelecimento e as importâncias recebidas a título de indemnização conexas com a actividade exercida: art 3 n2 D) e e) Indemnizações: so sao tributáveis as que sejam sucedâneo de rendimentos empresarias que não se obtiveram ou que deixaram de se obter. A transferencia do activo da empresa para o património particular pode originar um rendimento tributável: art 3 n2. Rendimentos de diferente natureza atraídos à tributação nesta categoria: lucro: resultado global de uma actividade empresarial. implica a perda de autonomia dos tipos de proveitos que contribuem para a formação. Também estão abrangidos por esta norma os rendimentos obtidos pela prestação de informações respeitantes a experiência adquirida no sector industrial. n2 Exemplos: .art 3 n 2 D) . mesmo se o objecto da transmissão não estiver protegido por registo que confira ao titular direitos exclusivos. seriam inserireis noutras categorias. Art 3/1/C). Sao rendimentos desta categoria as maisvalias obtidas pelo sujeito passivo com alienação de bens do activo imobilização do passivo da empresa. quando o cedente é titular originário.. A lei considera tributáveis nesta categoria rendimentos de diferente natureza que. obtidos em conexão com o exercício de iam actividade empresarial ou profissional: art. Mais-valias imobiliárias: e considerado tributável a totalidade do valor. É relativamente às mais-valias que o facto de a tributação passar a acontecer segundo as regras da categoria B tem maiores consequências.mais-valia obtida por um advogado com a venda do seu escritório. comercial ou cientifico. design.rendimentos prediais: valor recebido por um advogado pelo arrendamento a um colega de um gabinete do seu escritório.tributação destes rendimentos na categoria B do IRS: incluídos quaisquer tipos de rendimentos com esta fonte quando auferidos pelo respectivo titular originário. se considerados autonomamente.Referencia a propriedade intelectual: rendimentos resultantes da cedência de direitos de autor e direitos conexos. marcas. . Os direitos de propriedade industrial tutelam as invenções.

A prova é . n1. cf. Regime simplificado: Os sujeitos passivos residentes que obtenham rendimentos da categoria B cujos proveitos não excedam certos limites podem ficar sujeitos ao regime simplificado: art. art. 32º . amortizações.Os rendimentos nesta categoria não sao só os resultantes do prosseguimento da actividade profissional. Determinação do rendimento tributável: Com base na contabilidade: Tributação do lucro de actividades empresariais . nº2. Ex pode ser rendimento desta categoria o montante recebido por um advogado por consentir que o seu nome esteja na firma de uma sociedade de advogados depois de ter deixado de exercer a actividade profissional. n 1. B). só são dedutíveis 25% dos encargos com ela conexos: rendas. A tributação com base no lucro apurado pela contabilidade é um convite à evasão fiscal.28. A obrigatoriedade de as pessoas colectivas possuírem contabilidade organizada implica um encargo de que muitos prescindiriam não fosse as exigências fiscais. água e telefone fixo (nº5) Não é dedutível o valor das remunerações e outras prestações ou vantagens pagas ou concedidas a membros do agregado familiar do sujeito passivo que lhe prestem serviços (nº8) Só são dedutíveis os custos relativos a um veículo por sujeito passivo e por cada trabalhador ao seu serviço  Razão das limitações: a lei supõe que em relação aos sujeitos passivos pessoas singulares há maior risco de confusão entre despesas pessoais e particulares do que relativamente às sociedades e sócios. art 29. Empresários em nome individual com contabilidade organizada: art. energia.regra: lucro e apurado com base na contabilidade. ao contrario do que poderá resultar do art 3. recai sobre a administração fiscal o ónus da prova de que não corresponde à realidade. 33º:    As despesas de deslocações e estadas do sujeito passivo ou membros do agregado familiar que com ele trabalhem só são dedutíveis no máximo de 10% (nº1) Se o sujeito exercer a actividade na habitação. Gozando o resultado contabilístico de uma presunção legal de verdade. Os sujeitos passivos pessoas singulares estão sujeitos a limitações adicionais quanto à dedutibilidade de encargos na quantificação do seu lucro fiscal. A matéria colectável do imposto é o resultado contabilístico da actividade.remete para o CIRC.

que elas poderiam obter operando em condições normais de mercado. nº2 da CRP). É obrigatoriamente excluído do regime simplificado se. nº3. o que nunca aconteceu. por os custos reais da actividade serem inferiores aos presumidos no regime simplificado. A quantificação do lucro com base em indicadores objectivos poderá conduzir a que a tributação incida sobre o rendimento normal das empresas. aceitando como reais os proveitos apurados pelo contribuinte. 28. A administração privilegia a fiscalização dos grandes contribuintes. c) Implica uma presunção dos custos: A lei só presume os custos.extremamente difícil. Se não o fizer. Inserido no regime simplificado. no último exercício não se tiverem ultrapassado os valores do art. A lei presume que os custos fiscalmente relevantes correspondem a 80% do . 28º. 28º. considerem este mais favorável. 31º. ultrapassar um dos limites do art. mesmo quando se verifiquem os pressupostos para a integração no regime simplificado (quando. nº1: a determinação do rendimento tributável segundo o regime simplificado resulta da aplicação de indicadores objectivos aprovados por portaria. O rendimento colectável resulta da aplicação de certos coeficientes aos proveitos: art. nº2). renunciando as inspecções periódicas aos demais. nº2 ou se num exercício ultrapassar em mais de 25% um dos limites (art. Os sujeitos passivos abrangidos pelo regime da contabilidade organizada podem optar por nele permanecer. o contribuinte tem de aí permanecer três anos. b). 28º. O regime em vigor é um regime provisório.nº4. b) Tem carácter provisório: Art. No fim do prazo pode optar pelo regime da contabilidade organizada (art. 39º. nº6). terá de permanecer neste regime durante mais três anos. Regime simplificado – características: a) É opcional: Os contribuintes por ele abrangidos podem escolher apurar o seu lucro segundo o regime normal da contabilidade organizada: art. em dois exercícios consecutivos. 31º.28. Regra: só não optam pelo regime da contabilidade organizada os sujeitos passivos que. 104. A administração fiscal pode corrigir os valores declarados pelos contribuintes através de métodos indirectos ou indiciários: art. O tema não é simples: há a exigência constitucional de que a tributação das empresas incida sobre o rendimento real (art. nº2 e 5.

Têm carácter esporádico. 3. rendimentos derivados da actividade exercida de forma independente que justifiquem o mínimo de tributação. 30º e 33º).rendimento bruto doa comerciantes e a 30% do rendimento bruto dos profissionais independentes. O regime simplificado implica uma colecta mínima. . Os actos isolados: É frequente a obtenção episódica de rendimentos nesta categoria porque os sujeitos exercem outro tipo de actividade ou porque não têm regularmente qualquer actividade remunerada (estudante que presta serviços nas férias). O rendimento líquido tributável é a diferença entre os rendimentos brutos auferidos e os encargos necessários à sua obtenção do rendimento (art. nº3: são actos isolados os que não resultem de prática reiterada ou previsível e não representem mais de 50% dos restantes rendimento do sujeito passivo. ex: como complemento de uma actividade profissional por conta de outrem. d) Presunção de um rendimento mínimo tributável: O rendimento tributável dos sujeitos passivos integrados no regime simplificado não pode ser inferior a certo valor: art. os sujeitps passivos estão dispensados do cumprimento das obrigações acessórias dos art 112º e ss. Nestas situações dispensa-se a maioria das obrigações acessórias a que estão obrigados os que têm rendimentos inseríveis nesta categoria. devendo apenas possuir alguns registos contabilísticos. de forma regular. Também não podem optar pelo regime da contabilidade organizada porque os encargos seriam desproporcionados. Estes contribuintes não obtêm. muitas vezes. Rendimentos acessórios: Contribuintes que exerçam actividade empresarial por conta própria. Art. Se só praticarem actos isolados geradores de rendimentos desta categoria. nº2 e) Dispensa de algumas obrigações acessórias: O sujeito passivo não é obrigado a dispor de contabilidade organizada (cuja elaboração tinha de ser confiada a um técnico oficial de contas). com reduzida expressão económica. 31º. art 116º. cf. para os quais os rendimentos da categoria B têm natureza de rendimentos acessórios: aconselhável sistema simplificado.

. Os rendimentos de capitais têm natureza passiva. o ganho obtido é uma mais-valia. direitos ou situações jurídicas de natureza mobiliária e a respectiva modificação. a) a g) Juros ou outras formas de remuneração devidos em razão de um contrato.5º. tributados nesta categoria. empréstimos feitos às sociedades pelos sócios. dentro dos limites da lei. periodicamente. A enumeração é exemplificativa. 5º. Incerteza jurídica quanto à existência e montante da remuneração. nº2. nº1. Suprimentos. pecuniários ou em espécie. procedentes de elementos patrimoniais. A lei considera tributáveis os juros de mora ou outros acréscimos patrimoniais devidos à mora do devedor no pagamento. qualquer que seja a natureza ou denominação.CATEGORIA E Rendimentos de capitais: Os frutos e demais vantagens económicas. resultam da titularidade de um bem mobiliário. Não há obrigação legal de pagamento de uma remuneração: a sociedade só distribuirá os lucros se a sua situação económica o permitir e. Pretendem-se tributar todos os frutos do capital. a sua obtenção não implica uma real actividade do beneficiário. remuneração que um investidor aufere pela participação no capital de uma sociedade. 5º. bens. transmissão ou cessação: art. nº2. Há rendimentos de capitais. sem prejuízo da substância. Fruto: tudo o que a coisa produz. Enumeração legal: A lei enumera os actos ou contratos geradores de rendimentos de capitais. Remuneração do investimento a crédito (art. Remuneração do investimento a risco Dividendos. Se houver alienação da fonte. art. quando uma coisa deve ser havida por capital e produz vantagens económicas sem implicar para o titular a perda dessa fonte. em regra cedido temporariamente a outrem. h).

nº2. de acordo com a regra geral do art 73º da LGT. Momento de sujeição a imposto Este tipo de rendimentos resulta da disponibilização de capital a outrem por dado período de tempo. Capitalização em seguros de vida e regimes complementares de segurança social (art. quanto à existência de rendimento. se o adquirente não os explorar no quadro de uma actividade empresarial (se isso acontecer. dos quais derivam. As presunções são elidíveis. nos termos do art. Presunções Para facilitar o ónus da prova da existência do facto tributário pela administração. A tributação tem carácter . acrescida de uma remuneração. Art. a velhice. Rendimentos de instrumentos financeiros derivados: Estes instrumentos financeiros correspondem a formas originais da utilização de instrumentos clássicos de aplicações de capitais. 6º. de know how.5º. de equipamento agrícola e industrial. nº2. nº 5. 6º + art. enquadram-se na categoria B). comercial ou científico (art. 5º. podem ser utilizados como forma de investimento capital se for permitida a devolução. a lei estabelece presunções quanto à existência do facto gerador de imposto. a incapacidade. nº1. O facto gerador de rendimento é duradouro. m) e n) Auferidos pelo titular originário (ver acima categoria B-outros rendimentos incluídos nesta categoria) Quando auferidos por outra pessoa singular são considerados rendimentos de capital. 5º. 40º. dos prémios pagos.Rendimentos provenientes da cessão ou utilização temporária de direitos de propriedade intelectual ou industrial.nº3) Muitos destes produtos têm interesse duplo: destinam-se a acautelar situações como a morte. total ou parcial. A lei distingue estas duas situações partindo do valor relativo dos prémios pagos na primeira metade de vigência desses contratos e o intervalo temporal entre a data de entrada em vigor do contrato e aquele em que decorre o reembolso. quanto ao montante do rendimento tributável no art. q): enumeração dos instrumentos financeiros derivados considerados geradores de rendimentos de capitais utilizando como critério o facto de o activo se qualificar como capital.

periódico. devida à sujeição a dois impostos. Há uma dupla tributação económica do rendimento. sujeitos a tributação em IRS. A lei prevê que os dividendos fiquem sujeitos a uma retenção na fonte. Aplica-se aos residentes em Portugal que obtenham rendimentos de sociedades sediadas em Portugal ou noutro país da União Europeia. A lei considera que o juro se obtém no momento da transmissão: fica sujeito a imposto o quantitativo que corresponder ao período entre a data do último vencimento ou da emissão. 5º. os lucros distribuídos só são considerados em 50% do seu valor. 40º-A. nº5 Deduções específicas A lei não prevê deduções específicas: a obtenção de rendimentos inseríveis nesta categoria não envolve a necessidade de o contribuinte suportar custos. Solução legal: Primeira questão: decidir se os dividendos devem ou não ser obrigatoriamente sujeitos a englobamento. A decisão cabe à assembleia geral. Dupla tributação económica dos lucros distribuídos: O lucro das sociedades está sujeito a tributação em IRC. se ainda não tiver havido vencimento. mas essa dupla tributação deve ser eliminada ou atenuada. O rendimento tributável corresponde ao rendimento bruto. Há uma autonomia entre as sociedades e os sócios que justifica a existência de dois impostos. porque assim exigem as necessidades desta ou ser distribuído aos sócios. Ex: direito dos sócios a dividendos: só existe se e na medida em que a assembleia geral decidir a distribuição de lucros. a atenuação da dupla tributação económica acontece ao nível da quantificação da matéria colectável do IRS: verificados os requisitos do art. A obrigação de imposto (no caso de a entidade pagadora proceder à retenção na fonte) ocorre com o vencimento (ou presunção de rendimento) do direito ao rendimento. há um englobamento parcial. . Deduzido o valor deste imposto terá um de dois destinos: permanecer no património da sociedade. Em certos casos não se pode falar em data de vencimento do direito ao rendimento: quando esse direito dependa de uma decisão unilateral do devedor. c) (?) Se optar pelo englobamento. nº4. com carácter liberatório. à taxa de 21. A obrigação só existe a partir do momento em que o rendimento esteja à disposição do titular. Os lucros distribuídos aos sócios são rendimentos de capital destes (dividendos).5%(?). até à data da transmissão: art. salvo opção pelo englobamento: art. 71.

Só há rendimento tributável havendo renda. 8º.CATEGORIA F Rendimentos prediais Abrangidas as rendas de prédios. Os edifícios ou construções. nº 4 CIMI: cada fracção autónoma. n1º. 8º. fracção de terreno e os edifícios ou outras construções nele implantados. exemplo: o usufrutuário tem o poder de dar de arrendamento o imóvel. de direitos reais de gozo temporário sobre um imóvel. Cedência do uso do prédio: total ou parcial. são considerados elementos integrantes do prédio em que estão assentes quando estejam em carácter de permanência. 8º. nº 2. a título oneroso. art. Art. nº 4 considera também prédio todo o bem móvel assente no mesmo local por período superior a 12 meses. podendo revestir formas que não ponham em causa a continuação do normal uso do prédio: instalação num terreno ou no telhado de painéis publicitários São rendas de imóveis importâncias recebidas pela constituição. art. O titular das rendas não e necessariamente o proprietário. 2º. recorre se a definição do CIMI CIRS. mesmo quando acompanhada da prestação de serviços ou da disponibilidade de bens móveis existentes no locado (casas mobiladas). mesmo que moveis por natureza. A exigência de afectação a fins não transitórios justifica se para efeitos de IMI. A tributação de prédios não arrendados não se da em IRS. Lei fiscal . a celebração de outros negócios de efeito económico equivalente não tipificados na lei. não para efeitos de IRS: se uma realidade deste tipo gerar renda. As rendas podem ser pagas em rendimento ou em espécie. afectos a fins não transitórios. Noção de renda: A tributação em IRS incide sobre as rendas pagas ou colocadas à disposição dos titulares. deve ser sempre tributada.noção de prédio: art. é havida como constituindo um prédio. conceito amplo de renda. E renda tudo o que for devido ao proprietário por cedência do uso do prédio. Subjacente à noção de prédio: elemento físico que pode corresponder a realidades diferentes fracção de terreno. no regime de propriedade horizontal. O CIRS não define o que é prédio. Deduções específicas: . neste imposto so se tributam rendimentos efectivos. para prevenir formas de elisão fiscal.

41 A dedução do IMI Questão da dedutibilidade do IMI pago pelo senhorio relativamente ao imóvel dado de arrendamento. B) exclui da definição de incrementos patrimoniais as indemnizações para reparação de danos não patrimoniais. doença ou morte pagas por entidades públicas.O arrendamento impõe determinados custos do senhorio. delas não resulta um acréscimo patrimonial qualificado como rendimento. . As despesas são dedutiveis se tiverem sido suportadas pelo senhorio e se encontrem documentalmente comprovadas. O IMI é uma dedução específica nesta categoria: art. G) As indemnizações têm função ressarcitória. Mantém-se a dupla tributação económica. nº 1. A não incidência abrange os respectivos juros. se o prédio está numa situação de não arrendamento. cujos custos o senhorio tentará repercutir para o inquilino com rendas mais elevadas. Saber quando é que estas indemnizações devem ser inseridas na categoria G ou noutra. nº 1. relativos a despesas de conservação e manutenção do locado. não há sujeição a este imposto. IRS só são considerados rendimentos prediais as rendas. há um fenómeno de dupla tributação: os titulares estão sujeitos a um imposto incidente sobre o valor do bem que dá origem ao rendimento (IMI) e a outro imposto (IRS) incidente sobre o valor do rendimento obtido. A lei faz estes condicionalismos para evitar que. Rendimentos da categoria G: importâncias auferidas em virtude da Assunção de uma obrigação de não concorrência. 41º. Se os imóveis estão dados de arrendamento. As restantes indemnizações são rendimento sujeito a tributação. É relevante: consoante a categoria em que forem consideradas podem resultar diferenças no valor do imposto. 12º: exclui da incidência deste imposto as indemnizações atribuídas a lesão corporal. Nos prédios correspondentes a fracções autónomas sujeitas ao regime de propriedade horizontal. a título de recebimento de uma indemnização haja a obtenção de rendimentos com diferente natureza. há despesas de condomínio. sem haver lugar a imposto. art. Penaliza-se o mercado de arrendamento. Art. nº2. 9º. A função meramente ressarcitória das indemnizações leva a que não sejam consideradas rendimento tributável. art 5º. Resulta numa excessiva penalização fiscal da obtenção de rendimentos prediais. CATEGORIA G Incrementos patrimoniais Indemnizações Art.

88º e 89º LGT: não resulta a identificação de um acréscimo patrimonial que não devesse resultar inserível noutras categorias – da referência no art. barcos. Art. 9º. Art. sempre que se deva entender que não foi intenção do legislador exclui-los da tributação. afastar-se dos valores declarados pelo contribuinte. se obtidos fora do contexto normal de uma actividade produtiva. A aquisição de imóveis. Art. Só são tributados os rendimentos de jogos e sorteios que a lei enumera e não exclui (euromilhões e Liga dos Milhões). nº 1. Foi criada na lei uma norma residual de incidência pela necessidade de enquadramento. 88º LGT densifica a hipótese de impossibilidade de comprovação e quantificação directa e exacta dos elementos indispensáveis à correcta determinação da matéria colectável. 87º e 8º da LGT e os incrementos patrimoniais do art.A LGT: manifestações de fortuna. nº 5. quando de valor superior ao da norma. Art. Art. Nova hipótese de fixação da matéria colectável por avaliação indirecta: se a declaração de rendimentos apresentada pelo contribuinte não evidenciar rendimentos capazes de justificar as manifestações de fortuna tipificadas em tal norma. determinados nos art. presume-se a existência de um rendimento mais elevado. aeronaves e suprimentos ou empréstimos em que o sujeito passivo seja o mutuante. automóveis e motociclos. que é afastada. 87º LGT hipóteses em que a administração fiscal pode recorrer à avaliação indirecta da matéria colectável. 9º não decorre a existência de outro rendimento tributável na categoria dos incrementos patrimoniais. 9º. Acréscimos patrimoniais não justificados e incrementos patrimoniais: Problema da tributação de rendimentos não enquadráveis em nenhuma das categorias. O prémio entregue ao beneficiário é o valor líquido se IRS. cuja real natureza é desconhecida. numa categoria de rendimentos presumidos. que gozam de uma presunção de verdade. O facto de em certas circunstâncias haver lugar à avaliação indirecta não resulta numa ampliação do conceito de rendimento tributável. 89-A. de sorteios e de concursos: Enquadramento nesta categoria “residual” deste tipo de rendimentos: art. d) e nº3: rendimentos da categoria G os acréscimos patrimoniais não justificados.nº 2. As condições especiais da sua obtenção levam à não sujeição ao englobamento.Prémios de jogos. são tributados separadamente. por aplicação de gravosas taxas liberatórias. 89º . fixando-a por métodos indiciários. .

corpóreos (máquinas) ou incorpóreos (marcas). 87. Art. 89º-A LGT. O sujeito passivo tentará provar que obteve rendimentos sujeitos a taxas liberatórias (dividendos e prémios de jogo). ou uma herança… O rendimento padrão. obras de arte… A presunção do valor do rendimento tributável é elidível. inclui os ganhos obtidos pelo empresário com a venda de bens que integram o activo imobilizado da empresa. Ao serem alienados há um ganho se o valor realizado for superior ao valor contabilístico. Mais-valias que integram esta categoria: As mais-valias tributáveis na categoria G são ganhos resultantes de uma valorização de bens devida a circunstâncias exteriores. independentemente de actividade produtiva do titular. Lista das mais-valias tributáveis: art. Se nalgum destes o sujeito passivo declarar rendimento inferior ao rendimento padrão fixado. podendo o contribuinte provar factos que tornam compreensíveis as manifestações de fortuna: art. se a alienação não for objecto específico de uma actividade empresarial. O valor da venda é um proveito e concorre para o cálculo do rendimento tributável. Permite-se a fixação do rendimento por presunção e não o alargamento do conceito do rendimento. f) LGT: o rendimento assim fixado. Estão em causa ganhos resultantes da alienação de um bem económico. será tributado com base neste. O legislador não quis enumerar as normas de incidência de forma esgotante. presumido em razão da verificação de manifestações de fortuna tipificadas na lei. O conceito de mais-valias tributáveis na categoria B é mais abrangente que o da categoria G. Mais-valias que constituem rendimentos empresariais: As mais-valias podem ocorrer no contexto de uma actividade empresarial. nº3). Mais-valias: São acréscimos patrimoniais significativos. vale para o ano em causa e para os três anos seguintes. 9º.O sistema é relativamente injusto e ineficaz: as grandes manifestações de riqueza consubstanciam-se noutras realidades que o legislador não tipificou pela dificuldade da sua detecção: jóias. Estão em causa ganhos obtidos na alienação de bens do activo imobilizado. 10º. é um incremento patrimonial tributável na categoria G (art. afectos à actividade da empresa e que permanecem de forma relativamente estável no seu património. no que exceda o declarado.nº1 – só são tributadas algumas mais-valias. só quis tributar as .

exceptuados os terrenos para construção. Exemplo: alguém celebra um contrato-promessa de aquisição de um andar em construção e antes de celebrar a escritura cede a um terceiro a sua posição contratual. Mas o objecto mediato desses direitos são imóveis. os sujeitos passivos tendem a não alienar os bens. A tributação de todas as mais-valias é impossível. a taxa. tendendo a concentrar-se nos estratos dos contribuintes economicamente mais favorecidos. por isso o legislador prevê para essas situações um regime de tributação semelhante ao aplicável aos ganhos resultantes da alienação de direitos reais. 10. tende a disparar: o sujeito passivo pagará mais imposto que o que pagaria se a tributação acontecesse anualmente. Realização das mais-valias: A tributação só se dá no momento da alienação do bem: só se tributam as mais-valias realizadas. implicaria a devassa do património dos sujeitos passivos.mais-valias que expressamente enumerou. contribuindo para a diminuição da igualdade na tributação: as mais-valias implicam a existência de um património. no ano da realização. Efeito de imobilização – sabendo que vão ser sujeitos a uma tributação elevada no momento da realização. Mais-valias imobiliárias: São mais-valias tributáveis os ganhos resultantes da alienação onerosa de direitos reais sobre imóveis: art. O acréscimo patrimonial ocorre no momento da valorização do bem. mesmo que não lhes sejam úteis. Abdicou de tributar todo o rendimento-acréscimo. nº1. . Não estão sujeitos os ganhos obtidos com a alienação de imóveis adquiridos antes de 01/01/1989. 10º. O princípio da realização gera efeitos perversos: Efeito de concentração – num imposto progressivo. Cessão onerosa de posições contratuais relativas a imóveis: Art. a) Norma transitória: as alienações de imóveis que antes da entrada em vigor do CIRS não estavam sujeitas a imposto de mais-valias dão origem a tributação se o alienante os tiver adquirido na vigência do actual Código. havendo lugar a imposto quando ocorresse a sua valorização. Haveria graves problemas de liquidez dos contribuintes. já que o ganho resulta da cedência onerosa de direitos de natureza obrigacional. mas exclui-se a tributação de mais-valias latentes: implicaria uma avaliação periódica dos bens dos contribuintes. d): mais-valias mobiliárias.

51º. só a compensação do investimento efectuado. 51º.10º. 10º. a). nº5. a). 43º. nº5. art. construção ou melhoramento de outro imóvel com o mesmo fim.nº1. há reinvestimento parcial. Considera-se que houve reinvestimento se o novo imóvel foi adquirido nos 12 meses anteriores à alienação: art. o valor do reinvestimento é a diferença entre o preço pago e o do empréstimo bancário. Se o preço pago pelo imóvel for financiado por outras vias. mesmo que não haja lugar à tributação: nº2    Às despesas inerentes à alienação. 10º. 44º. na medida em que o montante obtido na venda da primitiva habitação (deduzido o valor utilizado para o reembolso de empréstimos com a sua aquisição) tiver sido utilizado para adquirir nova habitação. 10º. o maior valor obtido na alienação relativamente ao de aquisição não traduz um ganho.Cálculo da mais-valia imobiliária: O ganho sujeito a imposto é de 50% do saldo entre as mais-valias e as menos-valias deste tipo realizadas no ano em causa: art. nº5 exclui da tributação as mais-valias obtidas aquando da alienação de habitação própria e permanente do sujeito passivo ou do seu agregado familiar. b). Se o novo empréstimo tiver preço inferior. 10º. nº5. A nova habitação deve ser adquirida 24 meses após a alienação do primeiro imóvel: art. c) e d). a) Valor de aquisição. À correcção monetária do valor de aquisição: comparar os valores de realização e aquisição e entre estes dois momentos pode ter havido um período de tempo: atender à depreciação do valor da moeda devido à inflação. atender:  Ao valor de realização. Objectivo da lei: eliminar obstáculos fiscais à mudança de habitação. . Outros requisitos: art. a) Mais-valia= valor de realização – [(Valor aquisição x coeficiente actualização) + encargos valorização + despesas alienação + despesas aquisição] Imóveis destinados a habitação permanente: Art. Art. base da liquidação do imposto incidente sobre a transmissão do imóvel para o alienante. A não tributação é proporcional ao reinvestimento. 50º  Aos encargos com a valorização dos bens. Para o cálculo.nº 6 e obrigações acessórias: cfr. Alienação de direitos reais sobre imóveis: prevalece o valor patrimonial do prédio relevante para efeitos de IMT. Art. necessárias e praticadas: art. se houver reinvestimento ou aquisição.nº1. contraprestação recebida pelo alienante (art.

alienação onerosa da propriedade intelectual. Lei actual: prevê que a tributação do saldo positivo das mais-valias mobiliárias. c) As mais-valias resultam de um processo de formação sucessiva (no decurso do tempo). e). os ganhos enquadram-se na categoria B. 44º e ss. 10º. Mais-valias mobiliárias: As mais-valias mobiliárias sujeitas a tributação são os ganhos resultantes do art. se o transmitente não for o titular originário. 10º. O preço é o respectivo valor de mercado: art. b). A aquisição deste tipo de direitos a título oneroso acontece. industrial. de know how. São diferentes as regras de tributação das mais-valias consoante o um bem integre ou não o activo da empresa individual. c) e d) estão sujeitas a englobamento.nº1. f) e g) seja feita por aplicação de uma taxa especial de 10%: art. não é mais interessante para os sujeitos passivos. . destruindo a igualdade na distribuição do encargo tributário. na maioria. questão de como tributar os ganhos obtidos por uma pessoa singular com a alienação de bens por ela afectados ao seu património empresarial. 10. nº1. As restantes mais-valias mobiliárias (art. mas o saldo só é considerado em 50%: art. no quadro da actividade empresarial . tipificadas como rendimento tributável (art. Não há correcção monetária (art.alienação onerosa de partes sociais e outros valores mobiliários e situações equivalentes . nº2 Questão da quantificação das mais-valias mobiliárias: mais-valia é a diferença positiva entre o valor de realização e o de aquisição: art. Mas. 44º. Taxa de imposto das mais-valias tributáveis: consenso – as mais-valias mobiliárias devem estar sujeitas a regime menos gravoso que o do englobamento de todo o ganho obtido. em regra.nº4 Possibilidade de opção pelo englobamento. . 43º. Lei: faz equivaler a uma alienação a passagem de um bem do património particular para o empresarial. 72º.ganhos com operações relativas a instrumentos financeiros derivados e similares. a tributação separada destas mais-valias a taxas reduzidas ofende a justiça na tributação. b) a g): . não qualificáveis como rendimentos de capitais O cerne das mais-valias mobiliárias é constituído pelos ganhos resultantes da alienação de acções e obrigações.Transferência de bens para o património empresarial de pessoa singular: Lei: são mais-valias a afectação de bens do património particular a actividade profissional e empresarial em nome individual pelo proprietário.

Destas deduções resultará a não sujeição a imposto da maioria das pensões e a sujeição parcial das de maior valor. diminuição do rendimento. na maioria.51. outras de natureza idêntica: art. outras de idêntica natureza. a contrario). em situações de especial vulnerabilidade: a passagem a uma situação determinante da obtenção deste tipo de rendimentos implica. Esses rendimentos (líquidos) deveriam ser sujeitos a englobamento.50º. o rendimento sujeito a englobamento não é o rendimento total. porque os titulares estão. A FASE ANALÍTICA Englobamento Analisámos os rendimentos tributáveis (rendimentos brutos) enquadráveis nas várias categorias. em regra. A integração desses rendimentos numa categoria autónoma concede-lhes um tratamento mais favorável. deduzem-se os valores do art. sobrevivência. 40-A. Só em alguns casos se consideram as despesas inerentes à alienação: art. pagas por entes públicos ou privados. Dedução específica: A protecção deste tipo de rendimento consiste na existência de uma dedução específica. por aplicação de taxas liberatórias e taxas especiais. invalidez. . 53º. CATEGORIA H Pensões: Pensões de aposentação ou reforma. b). nº2. O IRS tem limitações na concretização do objectivo de ser um imposto pessoal: parte significa do rendimento está sujeita a tributação separada feita a taxas proporcionais. 43º. nº1. o que nos daria o rendimento global líquido do contribuinte. 11º. rendas temporárias ou vitalícias. Mas. auferidos por cada titular. noutros casos há englobamento de parte do rendimento: art. de alimentos. nº1. e quais as deduções específicas possíveis. Aos rendimentos brutos desta categoria (montante total anual dos rendimentos recebidos qualificados como pensões). nº1 e art. no IRS.

O rendimento negativo (prejuízo) em dada categoria devia somar-se ao rendimento positivo das restantes. Reporte de rendimentos: Situação de. b) Dedução de perdas: Se se pretende uma tributação pessoal do rendimento.lucro de sociedades sujeitas ao regime da transparência fiscal . Dentro da mesma categoria de rendimentos não há comunicabilidade total de prejuízos: as perdas do exercício de actividades agrícolas. nº1. 57º. Os contribuintes estarão sujeitos a um imposto progressivo sobre os rendimentos englobáveis e a impostos proporcionais quanto aos rendimentos sujeitos a taxas liberatórias e especiais. Princípio da comunicabilidade das perdas: art.rendimentos de heranças indivisas: cf. num dado ano. As restrições à comunicabilidade de prejuízos justificam-se com o intuito de prevenção de estratégias de planeamento fiscal. 55º. silvícolas e pecuárias só podem ser tidas em conta no apuramento futuro de rendimentos com a mesma origem. Ex: trabalhador que. Imputação de rendimentos: Aos rendimentos das categorias de que o sujeito passivo é titular acrescem. 55º: regra geral – compensação das perdas para a frente: o resultado líquido negativo de certa categoria é dedutível aos rendimentos positivos dessa categoria obtidos nos anos seguintes. rendimentos de que são titulares outras entidades ou de que o sujeito passivo é contitular. O rendimento a declarar traduzirá tanto menos a real situação económica do sujeito passivo quanto maior a capacidade económica deste.imputação de lucros de sociedades não residentes sujeitas a regime fiscal privilegiado . arts. O rendimento sujeito a englobamento deriva do trabalho e de pensões. devido a decisão judicial. Art. Mas há tantas excepções que nenhum caso existirá. nº2.O rendimento global líquido poderá não corresponder ao rendimento total do sujeito passivo. para efeitos de englobamento. A divergência entre o rendimento sujeito a englobamento e o rendimento total será tanto maior quanto mais elevados forem os rendimentos originados pelo capital (incluindo mais-valias). nº2 e 22º. serem obtidos rendimentos cujo facto gerador se deu em anos anteriores. recebe diferenças salariais que . este deveria corresponder à soma dos rendimentos líquidos das várias categorias. Situações em causa: . Questão da constitucionalidade do imposto por não cumprimento das exigências de unidade e progressividade.

Para determinar a taxa. não afectando o imposto pago relativo ao rendimento situado no intervalo dos escalões inferiores. no ano em que foi recebido ou posto à disposição.taxa de 40% . sujeito a englobamento na totalidade.taxa de 20% 4º escalão – superior 800 . O único abatimento que sobrevive é o relativo às pensões de alimentos a que o sujeito passivo esteja obrigado por sentença judicial ou acordo. haverá uma tributação mais pesada do montante que exceder o limite do escalão anterior. 74º: relativamente às categorias A e H. recebe de uma vez as pensões vencidas desde que deixou de estar no activo. Diferentemente das deduções específicas. Art. por demora do processo. Abatimentos: despesas relevantes.sistema de progressividade por escalões. correspondentes. Abatimentos: Ao rendimento líquido global (à soma dos rendimentos sujeitos a englobamento). Taxas: O IRS só formalmente é um imposto único: com a tributação a taxas progressivas dos rendimentos englobáveis coexiste a tributação a taxas proporcionais de certos rendimentos.a entidade recusava pagar-lhe. Taxas gerais: Art.taxa de 10% 3º escalão – de mais de 500 até 800 . No IRS há vários tipos de taxas. reformado que. consideradas em ordem à quantificação do rendimento líquido de certas categorias. Se a obtenção de novas unidades de rendimento implicar uma mudança de escalão. cuja existência reduz a capacidade contributiva do sujeito que as suporta.taxa 0% 2º escalão – de mais de 100 até 500 . 68º . Exemplo de cálculo: 1º escalão – até 100 . no máximo de 4). deduzem-se os abatimentos. só é considerada parte desse valor (resultante da divisão do montante recebido pelo número de anos ou fracção a que respeitem. O rendimento é. à tributação em diferentes impostos. A taxa aplicável corresponde à soma desse quociente com os rendimentos produzidos no próprio ano. Poderá resultar inferior ao que aconteceria se este dispositivo não existisse. não está em causa a consideração fiscal dos custos que certas actividades económicas implicam.

quando exceder o limite do 1º escalão.A tem um rendimento tributável de 1000€. é dividido em duas partes: uma igual ao limite do maior escalão que nele couber. Quociente conjugal: Havendo casamento. Não há lugar a imposto quando nos rendimentos originados predominantemente por trabalho dependente. 200 unidades tributáveis por aplicação do 4º escalão. nº 2: isenção de imposto sobre os rendimentos sujeitos a englobamento quando o rendimento familiar for inferior a certos montantes. a matéria colectável. 70º. Exemplo: Último escalão preenchido Rendimento excedente -800 -200 Imposto a pagar: (800 x 12. outra igual ao excedente. Art. a colecta de imposto do agregado familiar é o dobro do valor assim apurado. com 3 ou mais dependentes. ou é reduzido. O rendimento colectável. 70: duas situações: a) A dos sujeitos passivos ou agregados familiares com rendimentos originados. Imposto a pagar: (100 x 0) + (400 x 10%) + (300 x 20%) + (200 x 40%) = 180 Art. 68º: método simplificado de cálculo do IRS. 400 unidades tributáveis por aplicação do 2º escalão. à qual se aplica a taxa marginal. 69º: quociente conjugal: o rendimento colectável é dividido por dois. o imposto incide sobre a soma dos rendimentos dos dois cônjuges. Então: 100 unidades tributáveis por aplicação pelo 1º escalão. Art. Os restantes não têm protecção. aplicam-se as correspondentes taxas ao resultado da divisão. 300 unidades tributáveis pelo 3º escalão. predominantemente. b) Famílias numerosas. Conduz a um resultado económico equivalente à tributação de cada um dos cônjuges por metade do rendimento total do agregado familiar: resultado tendencialmente igual ao da tributação separada se os rendimentos de cada um dos cônjuges forem de montante . para garantir a disponibilidade de um rendimento igual ao valor anual do salário mínimo mais elevado acrescido de 20%. A consagração da isenção do mínimo de existência é feita de forma muito limitada: só dela aproveitam os contribuintes cujos rendimentos tenham por fonte o trabalho dependente.5) + (200 x 40%) = 180 O mínimo de existência: Art. com a taxa média. após aplicação do quociente conjugal seja igual ou inferior a certo valor. por trabalho dependente – nº1 Não é cobrado imposto.

a) e b). Art. nº2. designadas especiais: art 72º .aproximado. A tributação da generalidade (excepto os rendimentos prediais) dos rendimentos obtidos por não residentes é feita por aplicação das taxas liberatórias. nº 6: possibilidade de opção pelo englobamento. Residentes: lei sujeita a taxas liberatórias segmentos dos rendimentos de capitais: juros de depósitos à ordem e a prazo. Se exercer essa opção o sujeito passivo tem de autorizar o fisco a averiguar se existem outros rendimentos da mesma natureza. Taxas liberatórias: Liberam das obrigações de declaração. Não são verdadeiras taxas liberatórias. 71º. 71º pode ser afastada por disposições na Convenção sobre dupla tributação que exista. Os rendimentos na maioria são meramente nominais. 71º. 71º. resultado mais favorável à família se os rendimentos dos cônjuges forem muito diferentes.gorjetas e saldo positivo entre determinadas mais-valias e menos-valias mobiliárias. Tributações autónomas: . Também estão sujeitos a taxas liberatórias os prémios de jogos e concursos ou sorteios: art. não correspondem a um real acréscimo patrimonial do respectivo titular: a taxa efectiva de tributação é superior ao que a taxa nominal aplicável deixa supor. A aplicação das taxas de retenção na fonte do art. Há uma substituição fiscal total. b) e f). A taxa especial é de 10%. As taxas incidem sobre os rendimentos brutos. mantém-se a obrigação de o sujeito passivo fazer constar estes rendimentos da declaração. As disposições da convenção podem ilegitimar a tributação por Portugal de alguns rendimentos ou determinar que a taxa de retenção na fonte não exceda certo valor. de englobamento e de pagamento pelo contribuinte – a obrigação de imposto considera-se cumprida com a retenção na fonte efectuada pela entidade pagadora. Só interessa àqueles cuja taxa média aplicável aos rendimentos englobados seja inferior às taxas liberatórias aplicáveis – leque muito reduzido de pessoas. nº 3. Taxas especiais: Residentes: há 2 tipos de rendimentos sujeitos a taxas proporcionais. rendimentos de títulos de dívida (obrigações): art.

para fins não empresariais. Custos gerados por estas despesas são fiscalmente aceites. 78º. Tributa-se a vantagem patrimonial para o próprio ou para terceiros. mesmo que devidamente documentado na contabilidade. nº 6. Se não.Forma de tributação que incide sobre certas despesas das empresas (contribuintes da categoria B cujo rendimento tributável seja apurado a partir de contabilidade organizada). 73º. Encargos referentes a ajudas de custo. nº 4. Colocou-se a questão de saber se essas deduções devem ser feitas à matéria colectável ou à colecta. Deduções à colecta: À colecta resultante da aplicação das taxas gerais aos rendimentos englobados pelos sujeitos passivos são feitas deduções previstas no art. Despesas não documentadas: art. 78º. Só em relação a eles o IRS pode ter natureza de imposto pessoal. nº 1 da CRP. ou que sejam pagas remunerações a terceiros com evasão aos impostos. no cumprimento do art. Despesas correspondentes a obrigações para com entidades sujeitas a regime fiscal mais favorável quando o contribuinte não prove que tais despesas foram realizadas e correspondem a custos necessários à sua actividade: art. A possibilidade de efectuar deduções implica colecta suficiente. nº3 a contrario Deduções que visam a pessoalização do imposto: Aplicam-se aos sujeitos passivos residentes em território português: art. Abatimentos ou deduções à colecta? É através da consideração fiscal (dedução) do mínimo de existência e da relevância fiscal de algumas despesas suportadas pelos contribuintes que se concretiza a pessoalização do imposto. 73º. não havendo lugar ao reembolso da diferença: art. Há casos em que o contribuinte tem direito a deduções mas não o pode exercitar. 78º. Inversão do ónus da prova: o custo. não se presume como correspondendo à realidade. O sujeito passivo tem que provar a sua existência e necessidade. a despesa não é considerada dedutível e o valor sofrerá incidência da tributação autónoma. Objectivo: tentar evitar que o sujeito passivo utilize. bens que geram custos dedutíveis. dando origem a tributação autónoma de 5%. mas não há documentação que permita conhecer o seu fundamento ou os beneficiários – violenta penalização fiscal de tais despesas: taxa de 50%. nº 1: registadas na contabilidade . 104º. despesas transformadas em factos tributários. . despesas de representação e viaturas ligeiras (relativamente aos contribuintes com rendimentos de categoria B apurados com base em contabilidade organizada).

ao ponto de a aquisição de muitos bens e serviços ser publicitada como conferindo direito a deduções específicas. a lei estabelece limites de dedutibilidade dessas despesas: art. não é necessária prescrição médica para haver direito à dedução. despesas de saúde: aquisição de bens e serviços que estejam isentas ou sujeitas a taxa reduzida neste imposto.através de remissão para o CIVA. . apesar de não terem finalidade exclusivamente terapêutica. foram objecto de prescrição médica específica. Parece existir certo abuso.para minorar a questão da dedutibilidade das despesas incorridas na aquisição de outros bens ou serviços prescritos por prescrição médica. 82º. c).nº 1. Este tipo de encargos passou a ter natureza de deduções à colecta. O legislador fiscal sentiu necessidade de precisar a noção de despesas de saúde que dão direito à dedução neste imposto . Os ascendentes que vivam em comunhão de habitação com o sujeito passivo e não aufiram rendimentos superiores à pensão mínima do regime geral originam o direito a outras deduções à colecta deste: art. 82º. Nestes casos. nº 1. variáveis em função da composição do agregado familiar e de certas situações pessoais dos seus membros. e) e nº 3. d) Dedutíveis os juros pagos por dívidas contraídas para pagamento das despesas acima referidas: art. A possibilidade de fazer deduções só existe se tiverem sido feitas despesas. 79º: manda deduzir ao imposto apurado (à colecta) certos valores. Deduções à colecta por cada sujeito passivo. Estas despesas são dedutíveis quando são feitas no interesse do sujeito passivo e membros do agregado familiar (art. nº 1. 79º. seus descendentes e ascendentes: Art. A possibilidade do exercício de tais deduções surge de forma inversa à capacidade económica dos contribuintes e iguais despesas implicam um esforço decrescente à medida que seja maior o rendimento. 13º. Despesas de saúde: Dedutibilidade de despesas em bens ou serviços que.São deduções à colecta: ao imposto liquidado (por aplicação das taxas ao rendimento colectável total) subtrai-se um valor fixo por cada membro do agregado familiar (dedução do mínimo de existência) e os valores resultantes da aplicação de percentagens fixadas por lei ao montante de cada um desses tipos de despesa. Os abatimentos aproveitam mais aos contribuintes com rendimentos mais elevados: a poupança de imposto deles resultantes aumenta na medida em que aumenta a taxa de imposto. nº3) e relativas a ascendentes e colaterais .

d) Despesas de educação e formação: Art.nº 1. são sujeitos a tributação no país da fonte. Mas o facto de o legislador ter delimitado o que é educação ou formação por referência à acreditação oficial dos estabelecimentos que as ministram. o art. salvo de existir convenção.nº 4: só é dedutível esse tipo de despesas quando o prestador de serviços for um estabelecimento de ensino integrado no sistema nacional de educação ou reconhecido pelas autoridades competentes (mas cf. Dedução de 25%. Um dos aspectos essenciais das convenções é limitar a . 83º. em regra. 15º. Dedução de 30% com o limite de 160% do valor mensal do salário mínimo nacional mais elevado. fixando um limite superior para os agregados com 3 ou mais dependentes. Encargos com imóveis: São dedutíveis os encargos suportados pelo sujeito passivo com a resolução do seu problema habitacional. As despesas de saúde são dedutíveis à colecta em 30% do valor suportado. Não há limites para a dedução. Prémios de seguro: eram dedutíveis. foi revogado. O legislador fez uma concessão às famílias numerosas. mesmo os de fonte estrangeira: art. não afasta a dedutibilidade das despesas conexas: aquisição de livros. o montante pago reduzido de comparticipações por entidades públicas ou privadas: art. 85º. Mas os rendimentos do estrangeiro. material escolar… Só podem ser deduzidas a este título despesas não consideradas como deduções específicas nas categorias A e B. As despesas podem referir-se aos sujeitos passivos ou a ascendentes e colaterais: art. Não releva o número de familiares que origina as despesas.até ao 3º grau. nº 2. 82. 84º. 80º. Os encargos daí derivados são dedutíveis em 30%. Deduções para evitar a dupla tributação internacional: Estão sujeitos a tributação todos os rendimentos. a não ser quanto às despesas do art. art. Encargos com lares: Despesas inerentes à utilização de serviços prestados por instituições de apoio à terceira idade. quando vivam em economia comum com o sujeito passivo e não possuam rendimentos superiores ao salário mínimo nacional. Posição tradicional: Estado de residência não tem dever de eliminar ou atenuar a dupla tributação. nº 3). Art. se houver despesa de todos: art. Gerase a dupla tributação. nº 2. 83º. 83º. À primeira vista só são dedutíveis as importâncias pagas a esses estabelecimentos.

feita por terceiros. procede-se unilateralmente à eliminação da dupla tributação internacional. EBF: benefícios fiscais à poupança – dedução à colecta de certas percentagens dos valores investidos. por terceiros. consoante as categorias em que se insere cada um dos rendimentos do sujeito passivo. que se traduzem na possibilidade de dedução à colecta de certas percentagens do valor dos donativos. nº 6. Retenções na fonte: Retenção na fonte implica a prática. O que é suposto acontecer quando esta seja um sujeito passivo com contabilidade organizada (sociedades. 64º EBF. Posição dos países mais desenvolvidos: enquanto país de residência. reduz a evasão fiscal. que deixa de poder tributar os rendimentos aí auferidos por residentes de outro Estado por aplicação integral da respectiva legislação. A dedução não excederá o valor da colecta do IRS proporcional a esses rendimentos. ilíquido do imposto pago no país da fonte: art. Deduções com natureza de benefícios fiscais: Deduções à colecta são forma de concretizar a concessão de benefícios fiscais. aplicável na ausência da convenção: o rendimento obtido no exterior é englobado pelo valor total. de tarefas da administração fiscal: só pode ser exigida quando a entidade pagadora tenha condições. Rendimentos sujeito a englobamento: o Estado vai recebendo pagamentos por crédito de uma dívida de imposto que só a final será apurada. o valor de cada pagamento é menor e a sua entrega é. 2º. sendo normal concluir que o total dessas entregas excede o montante da dívida de imposto. 81º método da imputação limitada ou ordinária do imposto estrangeiro. medidas de carácter excepcional para tutela de interesses públicos extrafiscais relevantes superiores aos da tributação que impedem. só o podendo fazer dentro dos limites. em alguns casos. Possibilidade de dedução à colecta de 50% do montante dispendido na aquisição de computadores para uso individual: art. art.nº 1 do EBF. EBF: incentivos ao mecenato. devido à prioridade da aplicação das regras do direito internacional. havendo lugar a reembolso. deduz-se àquela o imposto pago no estrangeiro relativo a esse rendimento. Se se aplicar uma convenção cessa a aplicação das normas internas. Efeito de anestesia: os montantes de cada entrega correspondem a prestações do total devido. empresários em nome . Dedução por pagamentos já efectuados: O pagamento do IRS dá-se por diferentes vias. Art. 22º. Os benefícios fiscais são. Apurada a colecta por aplicação da taxa ao rendimento total englobado.pretensão tributária do país da fonte.

Se o arrendatário é uma pessoa que usa a casa para habitação. Ocorre em dois casos: . O substituído só é chamado à execução se e na medida em que tiver recebido mais que o que seria o valor dessa prestação líquida da retenção na fonte que deveria ter tido lugar (cf. a cobrança coerciva é dirigida contra o substituto. na maioria das vezes concretiza-se na técnica da retenção na fonte. que passa a constituir um crédito relativo ao imposto devido por esse contribuinte. Se os serviços do advogado não forem relacionados com a actividade profissional do arquitecto (divórcio). ao substituto. 28º LGT). o substituído tem a responsabilidade originária pelo montante não . uma vez que implica a existência de uma estrutura com capacidade para dar cumprimento a tal tipo de obrigações (tem que ser da responsabilidade de um TOC). esta deverá proceder a retenção na fonte de parte das rendas. Nestas situações tem que se ter em conta que pode haver Convenção internacional. . Ex: Advogado que presta serviços a um arquitecto relativos à actividade profissional deste: há retenção na fonte. a título originário. liberatórias).rendimentos obtidos por residentes sujeitos a taxas liberatórias (maioria dos rendimentos de capitais). Se as retenções não tiverem tido lugar ou tiverem tido montante inferior ao que resultaria da correcta aplicação da lei. art. caso em que ó haverá tributação do imposto nosso país se a convenção permitir. não há retenção. Na falta de pagamento voluntário.generalidade de rendimentos auferidos em Portugal por não residentes. Em IRS há 2 tipos de situações: Substituição tributária total (retenção na fonte a taxas liberatórias) O cumprimento das obrigações de imposto cabe. em exclusivo. sujeito passivo da relação jurídico-fiscal. Poderá ser praticada retenção na fonte até aos limites aí fixados. não há retenção na fonte. entregando a importância ao Estado.individual a partir de determinado volume de negócios). tem que haver uma tributação real (taxas proporcionais. para eles o IRC não pode ser pessoal. Se o arrendatário de um prédio é uma sociedade. O cumprimento esgota-se com a entrega do montante retido na fonte. Substituição tributária parcial: O substituto pode ter que cumprir algumas obrigações acessórias e tem o dever de proceder à retenção na fonte. Distingue-se substituição total e parcial. A substituição tributária.

O montante a reter resulta da aplicação de várias tabelas. Os montantes retidos na fonte devem ser entregues aos Estado pelo substituto até ao dia 20 do mês seguinte (art. ao rendimento bruto. não será prejudicado. Cf.retido e o substituto responsabilidade subsidiária. Para minimizar a desigualdade em relação aos que têm rendimentos sujeitos a retenção na fonte e nunca entram na posse da totalidade do rendimento auferido. 101. Rendimentos de outras categorias: a retenção é feita por aplicação de taxas fixas no art. 98º. 102º. É calculado com base nos últimos dados disponíveis sobre a actividade do contribuinte. Retenção dispensada nos rendimentos de baixo valor. entregue em três prestações iguais. A injustiça acontece na situação contrária: se o valor dos rendimentos na categoria B no ano em curso for bastante inferior aos do penúltimo ano. Se os rendimentos integráveis na categoria B forem mais elevados que no penúltimo ano. ele é responsável pelos juros compensatórios. os do penúltimo ano. O sistema é justo se os valores que serviram de base a tal cálculo e os relativos ao ano em curso não apresentarem divergências significativas. nº3). Como a infracção fiscal não foi cometida pelo substituto. nº 1. O total dos pagamentos por conta corresponderá a 75% do valor que lhe serviu de referência. Os pagamentos por conta que o contribuinte efectuar corresponderão ao pagamento de uma dívida que se confirmará existir. b) Pagamentos por conta: A retenção na fonte não se pode aplicar a todos os rendimentos: não se aplica aos de natureza empresarial. . entrega por conta de um imposto indevido. art 119º. há pagamentos por conta. O objectivo é conseguir que o montante retido se aproxime do valor total do imposto a pagar. 102º. Acontece aquando da obtenção de rendimentos inseríveis em várias categorias. 99º – legislador assume que corresponderão à totalidade/quase totalidade dos rendimentos sujeitos a englobamento. permite que o sujeito passivo suspenda os pagamentos por conta ou reduza o valor das prestações se constatar que o montante das retenções na fonte feitas e as importâncias entregues como pagamento por conta excedem o imposto total ou devido. Art. A administração fiscal calcula o valor dos pagamentos por conta a serem efectuados. Rendimentos das categorias A e H – art. Art. obrigação de os sujeitos passivos com rendimentos de categoria B efectuarem 3 pagamentos por conta do imposto devido nesse ano. Os pagamentos por conta seriam excessivos. nº 4 e 5. para evitar que o contribuinte seja onerado com novo pagamento significativo e não haja lugar a reembolsos.

Art. procedendo a uma liquidação adicional de imposto e notificará o sujeito passivo para proceder ao pagamento em falta. 102º. As declarações não são acompanhadas de quaisquer outros documentos. . Se não for a administração dá início ao processo executivo. oficiosamente. se o valor exceder o máximo do imposto devido pelos rendimentos englobados. Reembolso oficioso: Da liquidação pode resultar um remanescente em dívida ou um reembolso do montante já pago. notificando o contribuinte do resultado. a administração liquida o imposto. até ao fim do 3º mês seguinte ao termo do prazo em que o imposto deve ser pago. sendo feita com base na declaração dos sujeitos passivos. Pagamento final: Em resultado da liquidação. O valor ainda em dívida deve ser pago no prazo indicado na notificação. se constatar que a declaração não deve ser aceite. a Administração fiscal notificará o sujeito passivo do valor remanescente a pagar. deverá ser efectuado. Ao reembolso do montante pago em excesso acrescerá uma remuneração (juros). calculada sobre a diferença. fixará o rendimento colectável.A decisão de suspender ou reduzir os pagamentos por conta é tomada quando o período tributário está a decorrer. foi apurado o remanescente em dívida. A administração. ou do valor do reembolso a que tiver direito. A mora da administração no cumprimento da obrigação de reembolso gera dever de pagamento de juros indemnizatórios. Obrigações declarativas e liquidação do imposto: A liquidação do imposto é da competência da administração fiscal. resultante de deduções à colecta por despesas de saúde ou por aproveitamento de benefícios fiscais. nº 6 e 7 – há pagamento de juros compensatórios pelo período entre o momento em que os pagamentos por conta deveriam ter sido efectuados e o momento em que. há que responsabilizar os sujeitos passivos por tal decisão: art. em resultado da liquidação. 60º: dois prazos para o cumprimento do dever de apresentar a declaração anual – um para os contribuintes que aufiram apenas rendimentos das categorias A e H e outro para os restantes. sempre que se verifique que. Se houver lugar a reembolso. se deixou de entregar uma importância superior a 20% da que devia ter sido entregue. devido à cessação ou redução daqueles. Com base nos dados das declarações.

tributáveis em IRS na pessoa dos sócios. Art. normalmente obtidos em outros países que não o da sede. Residentes em países com elevados níveis de tributação constituem sociedades sujeitas a regimes fiscais privilegiados. onde estão sedeadas. Todos os sócios têm que exercer (mesmo que não em exclusivo) actividade profissional na sociedade e a actividade . consagrando-se a transparência fiscal. A este fenómeno querem os estados responder com legislação com o objectivo de tributar os sócios residentes pela quota-parte dos lucros nas sociedades não-residentes. 151º CIRS. A distribuição de lucros para os sócios acontecerá por formas que evitem ou minorem a tributação em IRS. art. Cf.Transparência fiscal: A existência de imposto sobre as sociedades leva a que. independentemente da sua distribuição efectiva (transparência fiscal internacional). nº 2. A dupla tributação dos lucros distribuídos deve ser eliminada. Como forma de evitar a dupla tributação económica: Sociedades de profissionais: O elemento pessoal é determinante nestas sociedades. 20º. nº 4. a) CIRC: sociedades de profissionais são as constituídas para exercício de uma das actividades previstas na lista de actividades do art. não a sua forma jurídica. ou não estão sujeitas a imposto ou este é muito reduzido. haja uma dupla tributação económica: os dividendos são considerados rendimentos de capitais. Porque essas sociedades. 6º. que passam a titular rendimentos passivos. relativamente aos lucros distribuídos aos sócios. O elemento capital não tem relevância em termos de mercado. Como meio de prevenir a elisão fiscal: O fenómeno de interposição de sociedades para lograr uma economia de imposto acontece a nível internacional. As motivações de justiça fiscal e de prevenção de certas formas de elisão fiscal podem ditar que se ignorem as consequências normais que decorrem da personalidade jurídica das sociedades. Só estão sujeitas ao regime da transparência fiscal as sociedades em que todos os sócios sejam profissionais de uma das actividades constantes na lista. Plano interno – sociedades de simples administração de bens. evita-se a tributação dos lucros no país de residência dos sócios. A sociedade tem que ser constituída para o exercício de uma determinada actividade profissional e todos os sócios têm que ser profissionais dessa actividade. Não realizam actividades económicas. titulam bens geradores de rendimentos. O que releva é a actividade da sociedade.

nº 3 CIRC.da sociedade tem que se circunscrever ao exercício de determinada actividade profissional. A imputação é feita na categoria B: Os rendimentos imputados na categoria B (art. Regras de tributação: As sociedades sujeitas ao regime de transparência fiscal são sujeitos passivos de IRC. a) CIRC. Se a assembleia geral decidir atribuir só um sócio uma participação nos lucros superior àquela a que teria direito. 88º do CIRC. 6º. gratificação). esse valor não está abrangido no regime de transparência fiscal: tem natureza diferente da do lucro (remuneração de gerência. desde logo montantes pagos pela prestação de serviços profissionais. Momento para determinar se se verificam ou não os requisitos de sujeição ao regime da transparência fiscal: último dia do período de tributação. Pagamento do imposto: A obrigação recai sobre os sócios. salvo se meramente acessórios. 6º. nº 1. O pagamento de IRS tem diferentes modalidades: Retenções na fonte: As sociedades e outras entidades sujeitas a este regime são as titulares dos proveitos imputáveis à respectiva actividade. não podendo ter outros lucros que não os resultantes dessa actividade. Regras de imputação: Art. independentemente da distribuição efectiva de dividendos. Tais proveitos só estão sujeitos a retenção na fonte nos casos do art. Os lucros são imputáveis aos sócios na proporção a que. cada um deles tem direito. Os sujeitos passivos desta obrigação são os sócios. Vantagem relativamente ao exercício de uma actividade profissional a título individual: nesse caso o . nº 2) são rendimentos líquidos (não objecto de dedução específica): os custos necessários à sua obtenção já foram considerados em sede de apuramento do lucro tributável pela sociedade. 20º. mas não estão obrigadas ao pagamento deste imposto. a imputação é feita aos sócios ou membros nos termos do acto constitutivo das entidades em questão ou em partes iguais. segundo o contrato de sociedade. Outros casos: A lei sujeita a transparência fiscal as sociedades civis não constituídas sob forma comercial (art.

As retenções na fonte são suportadas pela sociedade. Regras gerais: haverá ou não retenção na fonte consoante a natureza do rendimento – estão sujeitos a retenção os rendimentos pagos pela sociedade aos sócios a título de salários. Distribuição de lucros: não há retenção na fonte. em resultado do englobamento do rendimento na matéria colectável do respectivo IRS. . Pagamentos por conta: A sociedade não procede a pagamentos por conta: não está sujeita a imposto. Tudo se passa como se os titulares desses lucros fossem originalmente os sócios. como previsto na categoria A. 78º. nº3. não a sociedade: art. O pagamento final será dos sócios. Se o montante retido à sociedade exceder a dívida de imposto dos sócios. estes terão direito ao reembolso. está sujeito a retenção na fonte. A obrigação de pagamento cabe a cada um dos sócios: são titulares de rendimentos da categoria B em resultado da imputação da quota-parte dos lucros da sociedade. sempre que a entidade devedora for uma sociedade ou outra entidade com contabilidade organizada.pagamento dos respectivos serviços. mas o montante retido é um crédito de cada um dos sócios relativo ao IRS devido pelos rendimentos imputados. Saber se há essa obrigação relativamente aos rendimentos pagos ou disponibilizados pela sociedade aos sócios.