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Sobre o autor: Yopanan Conrado Pereira Rebello é engenheiro civil pela Universidade Mackenzie (1971), é mestre e doutor pela FAU-USP (ano). Diretor Pedagógico da Ycon Formação Continuada Diretor Técnico da Ycon Engenharia Ltda. É professor titular das disciplinas de sistemas estruturais (curso de arquitetura), na universidade São Judas Tadeu. E autor de diversos livros, entre eles: “A Concepção Estrutural e a Arquitetura” ”Bases para Projeto Estrutural” ”Estruturas de Aço, Concreto e Madeira” ”Fundações” **títulos publicados pela Zigurate Editora - São Paulo Ficha técnica: Produção: CBCA - Centro Brasileiro da Construção em Aço Coordenação Geral: Sidnei Palatnik Projeto Gráfico: Thiago Felipe Nascimento e Sidnei Palatnik Editoração Eletrônica: Thiago Felipe Nascimento Ilustrações: Sidnei Palatnik e Caetano Sevilla São Paulo - 2009
©2009 INSTITUTO BRASILEIRO DE SIDERURGIA/CENTRO BRASILEIRO DA CONSTRUÇÃO EM AÇO Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer meio, sem a prévia autorização desta Entidade.

Ficha catalográfica preparada pelo Centro de Informações do IBS/CBCA

978-85-89819-19-0

Capa: Showroom Citroen - Paris Foto: Sidnei Palatnik
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Av. Rio Branco, 181 / 28º Andar 20040-007 - Rio de Janeiro - RJ e-mail: cbca@ibs.org.br site: www.cbca-ibs.org.br

O conteúdo desta apostila é parte integrante do curso a distância intitulado “Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura”, desenvolvido pelo Engenheiro e Professor Yopanan Conrado Pereira Rebello e pelo Arquiteto Sidnei Palatnik, para o CBCA - Centro Brasileiro da Construção em Aço - e oferecido no link www.cursoscbca.com.br. Ao prepararmos esta apostila tivemos como único fim oferecer a possibilidade de imprimir o conteúdo escrito do curso, de forma a facilitar sua leitura. Ressaltamos que inúmeros recursos multimídia disponíveis na internet não se aplicam a esta versão. Ela também não incluiu todo o conteúdo disponibilizado no curso, como exercícios, testes e vídeo, bem como o conteúdo desenvolvido pelos alunos durante os cursos. Eventuais links para sites, ou outros, apresentados ao longo do texto, só irão funcionar caso este seja aberto no seu formato eletrônico (pdf) e que aja uma conexão disponível para a internet. Os vídeos assinalados ao longo da apostila somente são disponibilizados através do ambiente de internet do curso. Recomendamos que seja feito o download dos vídeos oferecidos durante o curso para que possam ser visualizados a partir do computador do leitor.

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Sistemas estruturais em Aço na Arquitetura
Índice do Curso
Introdução Módulo 1. Cargas que atuam nas estruturas Módulo 2. Características do Aço na Construção Civil Módulo 3. As seções estruturais e suas aplicações Módulo 4. Os Sistemas Estruturais em Aço Módulo 5. Associação de Sistemas Estruturais em Aço Módulo 6. Galpões em estrutura de aço Módulo 7. Edifícios residenciais e comerciais em Aço Módulo 8. Proteção contra Corrosão em Estruturas de Aço Módulo 9. Proteção ao Fogo em Estruturas de Aço Módulo 10. As interações entre as estruturas de aço e a arquitetura

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Sistemas estruturais em Aço na Arquitetura

Cargas que atuam nas estruturas

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MÓDULO
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Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura

Índice - Módulo 1
1. Cargas que atuam nas estruturas 1.1.Visão geral de cargas nas estruturas Forças que atuam nas estruturas Conceito de direção e sentido Conceito de força 1.2. Cargas quanto à geometria Distribuição das cargas nos elementos estruturais: Geometria das cargas Cargas pontuais ou cargas concentradas Cargas lineares Cargas superficiais 1.3. Cargas quanto à direção 1.4. Cargas quanto à freqüência a. Cargas permanentes b. Cargas acidentais 1.5. Cálculo das cargas 2. Conceito de equilíbrio - equilíbrio estático das estruturas. Equilíbrio 2.1. Condições para se obter o equilíbrio estático. Condições de equilíbrio das estruturas Equilíbrio estático externo 2.2. Os vínculos estruturais Estruturas hipo, iso ou hiperestáticas 2.3. Estruturas hipostáticas, isostáticas e hiperestáticas. 3. Equilíbrio interno Equilíbrio estático interno 3.1. Conceito de tensão Tensão Regime elástico e Regime plástico Módulo de elasticidade 3.2. Tração simples ou axial 3.3. Compressão simples ou axial Compressão simples ou axial e flambagem A Flambagem 3.4. Momento - Momento Fletor Momento - momento fletor 3.5. Cálculo de momento fletor e força cortante para vigas biapoiadas sem e com balanços 3.6. Momento Torçor 4. Relação entre esforços e forma das seções A relação entre os esforços atuantes e as seções resistentes: O princípio da distribuição das massas na seção Tração simples ou axial Compressão simples ou axial Momento fletor – flexão Conceito de hierarquia dos esforços Uso de gráficos

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Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas

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PARTE

Cargas que atuam nas estruturas

INTRODUÇÃO
Ao projetar uma construção, qualquer que seja ela, nos deparamos com diversas variáveis: necessidades do cliente na forma do programa de arquitetura, condicionantes físicas, normas legais, limitações financeiras e muitas outras. Entre estas, talvez a mais importante seja a definição do sistema estrutural a ser adotado. Intimamente ligado ao material estrutural que será escolhido está a definição do sistema estrutural. A escolha do sistema construtivo não deve ser uma competição entre os diferentes tipos de estruturas, mas uma decisão com base nas necessidades da obra e nas características de cada sistema. A análise do custo global da obra pode reduzir substancialmente a diferença entre o uso do aço e do concreto, principalmente se usarmos o aço com seu melhor desempenho. Como sabemos, projetar com uma estrutura de concreto ou com uma estrutura de aço não é a mesma coisa. Cada qual tem suas respectivas limitações e vantagens características de seus componentes e modo de produção. Se esta definição é feita ainda na fase de anteprojeto, os ganhos com o sistema adotado serão mais consistentes. Ao contrário, migrar para outro material estrutural já numa fase posterior, quando muitas definições programáticas já estão prontas, não irá permitir todos os ganhos possíveis. O Professor Yopanan, engenheiro e calculista, conhecedor de diversas técnicas construtivas, como aço, concreto e madeira, será o nosso guia no aprendizado dos diversos sistemas estruturais em aço. Conheça o Professor Yopanan Vídeo 0 - Introdução

Professor Yopanan

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Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura

Parte 1 - Cargas que atuam nas estruturas
1.1 - Forças que atuam nas estruturas Video 1 - Cargas nas Estruturas Conceito de direção e sentido Quando alguém anda por uma rua reta e de repente entra numa de suas travessas, o caminho que essa pessoa percorre muda bruscamente de direção. Se por outro lado, a rua pela qual a pessoa caminha tiver uma curva, ao percorrer esta curva, a partir do seu início em cada ponto da curva a pessoa também estará mudando de direção. No caso anterior quando se entra numa travessa a mudança de direção, apesar de brusca, ocorre apenas uma vez, enquanto no caso da curva ocorrem muitas mudanças de direções. É sabido que para se garantir que um objeto esteja em movimento é necessário que esse movimento seja relacionado a um referencial, por exemplo: quando duas pessoas andam lado a lado, com mesmas velocidades, e uma delas olha para a outra, ela a verá sempre ao seu lado, como se estivesse parada. O mesmo não ocorre para uma terceira pessoa parada, que verá as duas primeiras afastando-se e, portanto, em movimento. No entanto essa terceira pessoa considerada parada não o estará para uma quarta que a visse do espaço sideral. Essa pessoa dita parada estaria em movimento junto com o planeta terra. Logo a terceira pessoa pode ser considerada parada ou não dependendo da referência que se tome. Como aquelas duas pessoas que andam lado a lado podem ser consideradas paradas uma em relação à outra, a terceira pessoa pode ser considerada parada em relação à terra, mas em movimento para um observador fora dela. Como no conceito de movimento, o conceito de direção também exige um referencial. Se não for levado em conta um referencial qualquer, direção será algo sem nexo. A direção de uma rua ou estrada tem que ser definida em relação a alguma referência, como, por exemplo, a linha do equador, a agulha de uma bússola, ou outra qualquer. Pode-se escolher qualquer referencial para se definir a direção, mas uma vez escolhido esse referencial deve ser fixo e conhecido para que todos possam ter a mesma interpretação dos acontecimentos.

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Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas

Define-se como direção de uma reta qualquer o ângulo que ela forma com outra reta bem conhecida, denominada referencial. A reta que vai do ponto de localização de uma pessoa ao pólo magnético da terra dada pela agulha de uma bússola, por exemplo, é um referencial bastante definido e que normalmente é utilizado. A direção do vôo de um avião é definida pelo ângulo que sua rota forma com a direção dada pela bússola. Uma mesma direção ou rota, por exemplo, a rota entre São Paulo e Rio de Janeiro pode ser ocupada por um avião que vai de São Paulo para o Rio e outro que vai do Rio para São Paulo. Os dois aviões estão indo na mesma direção mas em sentidos contrários. Portanto, definida uma direção, para se caracterizar corretamente o movimento deve-se informar também o sentido. É muito comum haver uma certa confusão nos conceitos de direção e sentido. É comum ocorrer o engano de se dizer que determinado veículo está indo na direção de São Paulo para o Rio de Janeiro e o outro que está na mesma estrada mais em sentido contrário, dizer-se que ele esta na direção contrária, o que é um erro grosseiro. A direção é a mesma São Paulo - Rio de Janeiro ou Rio de Janeiro São Paulo, o que muda é o sentido. Conceito de força Sempre que um corpo, com uma determinada massa, estiver em repouso e iniciar um movimento ou, ainda, quando esse mesmo corpo, já em movimento retilíneo (movendo-se sobre uma reta), com velocidade constante tiver sua velocidade e/ou sua direção alterada diz-se que a ele foi aplicada uma força. Portanto a idéia de força está liga a noção de massa, aceleração (alteração na velocidade), direção e sentido. Matematicamente força é definida como o produto da massa de um corpo pela aceleração que ele adquire numa determinada direção e sentido. F = M .σ Onde: • F = força • M = massa • σ = aceleração 1.2. Cargas quanto à geometria Distribuição das cargas nos elementos estruturais: Geometria das cargas A distribuição de cargas sobre uma estrutura pode ser diferente de um ponto para outro. As cargas que atuam sobre uma viga podem se distribuir de maneira diferente das que atua sobre uma laje. Normalmente a geometria dos carregamentos acompanha a geometria dos elementos estruturais sobre os quais eles atuam. As cargas podem atuar de maneira uniforme sobre a estrutura ou variar sua intensidade ponto a ponto. As cargas que têm a mesma intensidade ao longo do elemento estrutural são denominadas cargas uniformes, aquelas que variam são denominadas cargas variáveis. Quanto a geometria as cargas podem ser: • Cargas pontuais ou cargas concentradas • Cargas lineares • Cargas superficiais

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São exemplos de cargas superficiais o peso próprio de uma laje.3. também. serem inclinadas. oriundas da composição de cargas verticais e horizontais. Essas cargas são representadas graficamente por uma seta isolada. o peso de uma parede sobre uma viga ou placa. o peso de um líquido sobre o fundo do recipiente. sendo neste caso predominantes as cargas devidas à gravidade. 50 a 100 kgf/m². as cargas de peso. o peso próprio de um pilar. peso próprio de revestimentos de pisos. 10 . No quadro abaixo apresentamos alguns exemplos de cargas acidentais superficiais definidas pela Norma: Cargas acidentais sobre pisos residenciais (pessoas. e assim por diante. tais como as cargas de vento. como o próprio nome diz. 1.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Cargas pontuais ou cargas concentradas Cargas pontuais ou cargas concentradas são aquelas localizadas em um ponto. empuxos de água sobre paredes de piscinas e caixas d’água. Essas cargas são representadas graficamente por um conjunto de setas dispostas sobre uma linha. São exemplos de cargas lineares o peso próprio de uma viga. Cargas lineares Cargas lineares. etc. São exemplos de cargas concentradas: uma viga apoiada sobre outra. um pilar que nasce numa viga ou placa. ainda. Cargas quanto à direção Quanto à direção. podem. são aquelas distribuídas sobre uma linha. Essas cargas são representadas graficamente por um conjunto de setas dispostas sobre uma área. ocorrer na horizontal. ou seja. móveis. podem.) Cargas acidentais sobre pisos de escritórios Cargas acidentais sobre pisos de lojas Cargas acidentais devidas ao vento 150 kgf/m² 200 kgf/m². e assim por diante. Cargas superficiais Cargas superficiais são aquelas que se distribuem sobre uma superfície. 400 kgf/m². as cargas depositadas por uma laje sobre as vigas. o empuxo de um líquido sobre as paredes do recipiente que o contém e as cargas acidentais definidas pela Norma. empuxos de solos sobre arrimos. as cargas podem ocorrer na vertical.

Cargas acidentais. das dimensões verticais e horizontais da edificação. as seguintes: • O peso de pessoas. reboco. como placas de chumbo nas paredes de salas de Raio X. a.O peso dos revestimentos de pisos. podem ser determinadas com grande precisão. 11 . já considerados. Para determiná-lo basta o conhecimento das dimensões do elemento estrutural e do peso específico (peso / m³) do material do qual o elemento estrutural é feito. • O peso do mobiliário. Para determiná-lo é necessário o conhecimento das dimensões e peso específico desses revestimentos. . Obs. • O peso de veículos.O efeito da chuva como carregamento. No Brasil a norma que determina os valores das cargas acidentais é a NBR 6120 da Associação Brasileira de Normas Técnicas. pois elas são devidas exclusivamente a forças gravitacionais. . São exemplos de cargas permanentes as seguintes: . Cargas permanentes As cargas permanentes são cargas cuja intensidade. São exemplos de cargas acidentais. As cargas acidentais são mais difíceis de serem determinadas com precisão e podem variar com o tipo de edificação.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas Cargas inclinadas 1. apesar de acidental. Cargas quanto à freqüência Algumas cargas atuam na estrutura durante toda sua vida útil. ou peso. que podem variar de país para país. • A força de frenagem (freio) de veículos.O peso próprio da estrutura. entre outros.O peso das paredes. . Esta é uma força horizontal que depende do tipo de veículo. como contrapisos. Esta é uma força horizontal que depende da região. prescritas pela Norma. azulejo e outros).4. pisos cerâmicos. • A força de vento. enquanto outras ocorrem de vez em quando. Por isso essas cargas são definidas por Normas. Denominam-se cargas permanentes àquelas que ocorrem ao longo de toda vida útil da estrutura e cargas acidentais àquelas que ocorrem eventualmente. é considerado no peso das telhas e revestimentos. b. assim como do revestimento (emboço. direção e sentido.O peso de revestimentos especiais. . Para determiná-lo é necessário conhecer-se a largura e altura da parede e o peso específico do material do qual ela é feita .

Muitas vezes carregar parcialmente a estrutura pode ser mais desfavorável que carregála com toda a carga. para cada elemento. Cálculo das cargas que incidem sobre a estrutura Peso Próprio das lajes maciças Numericamente o peso por metro quadrado da laje depende apenas da altura da laje (h laje).Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura . como mostra a figura a seguir: Módulo 1 .1.5. qual a posição mais desfavorável de carregamento. para um adequado dimensionamento da estrutura deve-se pesquisar. como cofre.O peso de móveis especiais. Como a carga acidental pode ocorrer em alguns pontos da estrutura e em outros não. não é determinado pela Norma e deverá ser informado pelo fabricante do mobiliário. Pode-se então escrever: Peso Proveniente das cargas acidentais: NBR 6120 – Cargas para cálculo de estruturas de edificações (Nov/1980) 12 .

b= largura da parede h= altura da parede 13 . Seu peso é dado em tabelas fornecidas pelos fabricantes em função do vão e da sobrecarga (acidental + revestimentos) Cargas nas vigas provenientes das alvenarias Cargas nas vigas provenientes das lajes armadas em cruz Carga na viga do vão menor: Carga na viga do vão maior: onde. do Prof. l= vão menor e L= vão maior Pesos específicos (‫ ﻻ‬alve) de alvenaria mais usados: Tijolos de barro maciços revestidos Tijolos cerâmicos revestidos Blocos de concreto revestidos Blocos de concreto celular revestidos 1. isso ocorre quando o vão maior é menor ou igual ao dobro do menor.250 kgf / m³ 950 kgf / m³ onde.120 kgf / m³ 1.680 kgf / m³ 1. Cargas nas vigas provenientes das lajes Laje armada em uma só direção Para fins práticos. Laje armada em cruz Na prática. Muitas delas podem ser obtidas na apostila O Uso do Aço na Arquitetura. Cargas nas vigas provenientes das lajes armada em uma só direção onde l = vão menor da laje Obs: As lajes pré-moldadas comportam-se como lajes armadas em uma só direção (a direção das vigotas). (Capítulo 3) Clique aqui para acessar a apostila. essa situação ocorre quando o vão maior é maior que o dobro do vão menor. Aloizio Fontana Margarido.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas Cargas provenientes do peso próprio da viga O peso próprio das vigas pode ser obtido diretamente das tabelas de perfis dos fabricantes.

desde que sobre ele não seja aplicada outra força. que. o objeto permanece parado. mas existe movimento. que as dimensões de suas seções sejam corretamente determinadas. é o equilíbrio estático. o correto projeto dos vínculos não garante a estabilidade da estrutura se as dimensões das suas seções forem menores que as necessárias.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Parte 2 . Portanto uma estrutura para estar totalmente em equilíbrio estático deve manter-se nele tanto externamente. ou seja. não forem corretamente projetados. no espaço sideral. com o equilíbrio das forças que ocorrem dentro das suas seções. é que quando submetidas às mais diferentes forças possam manter-se em equilíbrio. No caso da espaçonave o equilíbrio ocorre. que não sejam o seu peso e a reação da mesa.Equilíbrio das Estruturas Equilíbrio Uma das propriedades desejadas para as estruturas. Por outro lado. 14 . Diz-se que um objeto está em equilíbrio quando não há alteração no estado das forças que atuam sobre ele. durante toda sua vida útil. a estrutura pode perder o equilíbrio se seus apoios ou as ligações entre as partes que a constituem. Nesta situação a espaçonave encontra-se em equilíbrio. e a mais importante. Uma espaçonave. devem permanecer em equilíbrio estável durante toda a sua vida útil. equilíbrio nos seus vínculos. desloca-se com velocidade constante e em uma trajetória reta. como internamente. mas não suficiente. Já um objeto sobre uma mesa. Nesta situação o objeto encontra-se também em equilíbrio.equilíbrio estático das estruturas Vídeo . Embora corretamente dimensionada.Conceito de equilíbrio . Para uma estrutura permanecer em equilíbrio estático é necessário. para existirem. Este é o equilíbrio dinâmico. denominados vínculos. É este último que interessa para as edificações. longe do efeito gravitacional dos astros. manter-se-á no lugar indefinidamente. No caso do objeto sobre a mesa não há movimento.

Para evitar esse movimento pode ser colocada.σ Uma maneira de evitar que a barra se desloque na vertical é a criação de um dispositivo que crie uma reação contrária à força peso. num dos suportes. Este raciocínio pode ser extrapolado para o espaço. Condições para se obter o equilíbrio estático. Portanto. Suponhamos que para isso se crie um suporte como mostrado na figura a seguir. Ainda assim o equilíbrio estático da barra não está garantido. equilibrando-a. Dessa maneira qualquer que seja a força que atue sobre a barra. desde que no seu plano. Uma maneira de evitar que a barra se desloque na vertical é a criação de um dispositivo que crie uma reação contrária à força peso. em equilíbrio estático. Sob a ação dessa força a barra tende a se deslocar na vertical em direção ao centro da terra. Nestas condições a barra não irá movimentar-se na vertical e nem girar.2ª parte 15 . equilibrando-a. Nestas condições o equilíbrio ainda não é alcançado já que a barra tende a continuar movimentando-se. não ande na horizontal e nem gire. já que a aplicação de uma força horizontal poderá deslocá-la nessa direção.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas Equilíbrio estático externo 2. Considere-se uma barra qualquer.2. Para evitar o giro podemos criar outro suporte. só que agora girando em torno do seu suporte. como mostrado na figura abaixo. Estas são as três condições mínimas necessárias para que ocorra o equilíbrio estático no plano.1. A ação da gravidade sobre sua massa provoca o aparecimento da força peso. para um elemento estrutural estar em equilíbrio estático no seu plano é condição necessária e suficiente que ele não ande na vertical. como mostra a figura a seguir. ela permanecerá indeslocável. ou seja. P=M. 2. uma trava. Os vínculos estruturais Vídeo – Vínculos Vídeo – Modelos de Vinculos Vídeo – Vínculos . Suponhamos que para isso se crie um suporte como mostrado na figura a seguir.

móvel porque permite o deslocamento numa direção. 16 . São vínculos: • a ligação entre uma laje e uma viga. • uma viga e um pilar. Algo semelhante acontece com os demais vínculos. conforme seja desejo de projeto. • a ligação entre as barras que formam uma malha estrutural e assim por diante.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Vínculos Os vínculos são os dispositivos de ligação entre os elementos estruturais. Na figura ao lado são apresentados os significados desses vínculos e suas representações gráficas. O vínculo que impede o giro e os deslocamentos é denominado vínculo engastado. Um vínculo que permite giro e deslocamento relativos é denominado vínculo articulado móvel. normalmente a horizontal. a figura a seguir mostra os vínculos e as reações originadas neles. O vínculo que permite apenas o giro relativo é denominado vínculo articulado fixo. portanto ele só admite reação em uma direção (normalmente vertical. Cada tipo de vínculo apresenta determinadas restrições de movimento. Os vínculos. • uma viga com outra viga. gerando assim reações. um vínculo articulado móvel apresenta possibilidade de giro e deslocamentos em uma direção (normalmente horizontal). Articulado porque permite o giro. podem ou não permitir movimentos relativos entre os elementos por eles unidos. Por exemplo.

pensado de forma que se aproxime ao máximo do comportamento real. A rigidez dos elementos ligados é sempre um fator a ser observado nessa interpretação teórica. neste caso tem-se como um bom modelo. vínculos engastados. ou um vinculo articulado se não houver essa continuidade. No segundo caso. uma análise mais profunda pode indicar se eles podem ser considerados móveis ou fixos. Na figura a seguir são mostrados exemplos reais e seus respectivos modelos.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas Nem sempre as estruturas reais apresentam vínculos perfeitos. se houver uma ligação contínua entre vigas e pilares. pode-se ter um vínculo rígido (nem totalmente articulado nem totalmente engastado). 17 . ou seja perfeitamente articulados ou móveis. A interpretação dos vínculos é sempre um modelo teórico. A interpretação será mais correta quanto mais ela se aproximar dos deslocamentos produzidos na estrutura real. Neste caso. uma viga pouco rígida apoia-se em pilares muito rígidos. pode-se interpretar os vínculos entre vigas e pilares como articulados. No primeiro caso uma estrutura bastante rígida apoia-se em pilares pouco rígidos. Reparem que uma mesma estrutura pode levar a duas ou mais interpretações. Nos demais casos têm-se vigas e pilares de mesma ordem de rigidez. dependendo do detalhamento. Neste caso.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura O desenho arquitetônico pode induzir a que o modelo estrutural se aproxime de um ou outro tipo. pois os vínculos seriam capazes de absorver as forças horizontais (empuxos) originadas pela abóbada. As mesmas questões podem ser observadas no segundo exemplo. Um vínculo mal interpretado pode gerar um acidente estrutural. fazendo com que a ligação entre a abóbada e as vigas se constituísse em um verdadeiro vínculo móvel. Se realmente a ligação entre a abóbada e as vigas fossem desse tipo. O modelo adotado foi o de dois vínculos articulados fixos. Isso fez com que sob a ação dos empuxos da abóbada a viga se deformasse. A figura mostra um caso real de uma abóbada apoiada em duas vigas periféricas. portanto com pouca rigidez lateral. a interpretação mais adequada é de um vínculo engastado. Na base devido ao grande aumento na dimensão do pilar. 18 . a estrutura se comportaria adequadamente. Ocorre que as vigas eram muito finas. No primeiro. Com isso a estrutura tornou-se hipostática ocorrendo o seu colápso. a diminuição da espessura do pilar junto a viga leva inevitavelmente à interpretação de um vínculo articulado. Na figura a seguir são mostrados exemplos em que o desenho da arquitetura gera uma interpretação de vínculo.

Assim quando se quer que as dilatações térmicas de uma viga não influenciem os pilares sobre os quais ela se apóia. como ilustrado na figura a seguir. 19 . de maneira que ela possa dilatar-se livremente sem aplicar uma força horizontal ao pilar. Obs.: o neoprene é um tipo de borracha que permite deformações de diversos tipos. projeta-se um vínculo articulado móvel num dos pilares de apoio da viga.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas A opção por um ou outro tipo de vínculo depende do modelo físico idealizado para o comportamento da estrutura.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Exemplos de vínculos reais: 20 .

Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas 21 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Exemplos de vínculos aproximados: 22 .

Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas 23 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 24 .

Quando as condições de estabilidade estiverem abaixo das mínimas a estrutura é dita hipostática (hipo.3. dizemos que a estrutura é hiperestática (hiper. radical grego que significa abaixo). Conclui-se. 25 . radical grego que significa acima). portanto. ela é dita isostática (iso. isostáticas e hiperestáticas Vídeo – Estruturas Hipo Iso Hiperestáticas Estruturas hipostáticas.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas 2. Estruturas hipostáticas. Estruturas hipostáticas são estruturas que não se encontram em equilíbrio estático e. São estruturas que tendem a cair. isostáticas e hiperestáticas Quando uma estrutura encontra-se em condições de estabilidade exatamente iguais às mínimas necessárias. radical grego que significa igual). Quando as condições de estabilidade estão acima das mínimas. que se deve trabalhar somente com estruturas isostáticas ou hiperestáticas. portanto não interessam ao universo das estruturas de edificações.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Exemplos de estruturas hiperestáticas: vigas contínuas 26 .

Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas Exemplo de estrutura isostática: viga biapoiada 27 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 2.2 Carga distribuída 28 .1 Carga concentrada 3. respectivamente. pode-se generalizar os resultados usando uma força P qualquer atuando sobre a viga de vão l qualquer e distante a e b dos apoios A e B. tem-se: 3. Vigas em balanço Uma viga em balanço é aquela em que uma das extremidades é totalmente livre de apoio e a outra apresenta um apoio engastado. 3. considerando a carga distribuída q e o vão l. Carga distribuída Generalizando.4 Cálculo das reações de apoio em vigas biapoiadas sem e com balanços Reações nos apoios em vigas biapoiadas sem balanços 1. 2. Carga concentrada Para simplificar o cálculo.

Essa pista é a forma como o elemento estrutural se deforma quando submetido às forças externas.Equilibrio interno Vídeo . 3. para que ocorra o equilíbrio interno é necessário que as secções que compõem o elemento estrutural não se desloquem na horizontal.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas Parte 3 . antes dele romper-se. rompendo-se e perdendo o equilíbrio interno. recorre-se a alguma pista externa. Conceito de tensão Vídeo – Tensão 29 . as tensões no material provocam algum deslocamento relativo entre as seções. Como não se pode ver o que acontece dentro da seção de um elemento estrutural. Existe uma relação direta entre o que ocorre dentro do elemento estrutural e as deformações externas visíveis.Equilíbrio das Estruturas O equilíbrio externo de uma estrutura é condição necessária. na vertical e não girem. como as estruturas hiperestáticas. se o material da qual é composta não for capaz de reagir às tensões internas. A ruptura de um elemento estrutural dá-se pela perda do equilíbrio interno. mas não suficiente para sua existência. Semelhante ao caso do equilíbrio externo. Mesmo uma estrutura com grande grau de estabilidade. pode perder a sua estabilidade.1. ou seja.

Quando a força aplicada for paralela. a tensão é a quantidade de força que atua em uma unidade de área do material. ou em outras palavras.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Vídeo – Tensão normal e tangencial Vídeo – Deformação elástica e plástica Tensão Ninguém duvida que o aço é um material mais resistente que. o quanto de força por unidade de área eles suportam. A resistência de um elemento estrutural depende da relação entre a força aplicada e a quantidade de material sobre a qual a força age. Desde que colocada uma quantidade suficiente de algodão. a tensão denomina-se tensão normal. por exemplo. o algodão. ou melhor. tangente à superfície resistente. Mas isso não garante que um fio de aço resista mais que um fio de algodão. o seu fio poderá resistir mais. Em outras palavras. 30 . A essa relação dá-se o nome de tensão. Quando a força é aplicada perpendicularmente à superfície resistente. Só podemos comparar a resistência de dois materiais comparando as máximas tensões que eles podem resistir. a tensão denomina-se tensão tangencial ou tensão de cisalhamento.

Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas Um pilar é um exemplo de peça estrutural submetida a tensão normal. Um tirante é outro exemplo de peça estrutural submetida a tensão normal. 31 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Parafusos são exemplos de elementos estruturais submetidos a tensões de cisalhamento 32 .

não ponham em risco a resistência da estrutura.500 kgf/cm² (tensão normal) τ = 800 kgf/cm² (tensão de cisalhamento) σ = 90 kgf/cm² (tensão normal) τ = 12 kgf/cm² (tensão de cisalhamento) σ = 250 kgf/cm² (tensão normal) τ = 6 kgf/cm² (tensão de cisalhamento) As estruturas quando submetidas a tensões devem trabalhar com uma certa folga. Quanto mais solicitado o material. A deformabilidade visível dos materiais estruturais é uma característica bastante desejável. Regime elástico e Regime plástico Entre a situação de descarregamento total e a ruptura. ou seja.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas É importante distinguir-se que tipo de tensão está ocorrendo num elemento estrutural. dependendo da maior ou menor confiabilidade no material: no aço esse coeficiente é da ordem de 1. tais como falhas de material. os materiais passam por algumas fases importantes. Os coeficientes de segurança variam de material para material e são obtidos. A determinação das tensões admissíveis é feita pela aplicação de um coeficiente de segurança às tensões limites do material. ao se triplicar a força. sua deformação triplica e assim 33 . Neste ensaio são medidas as tensões a que o corpo de prova é submetido e suas respectivas deformações. no concreto armado de 2 e em algumas madeiras chega a 9. ao se duplicar a força o material dobra sua deformação. o que é denominado deformação. O quadro abaixo apresenta alguns exemplos de materiais e suas respectivas tensões máximas de trabalho. O ensaio é levado até a ruptura do material. mas em um regime um pouco abaixo desse limite. Enquanto as deformações forem proporcionais às forças aplicadas. A maneira de se determinar o quanto um material resiste é submetendo-o a um ensaio. Todo material quando submetido a tensão apresenta uma deslocabilidade nas suas moléculas. Como as tensões são invisíveis ao olho humano. já que grandes deformações podem avisar sobre problemas na estrutura. Aço tipo A-36 Madeira (Peroba) Concreto σ = 1. pois os materiais apresentam capacidades diferentes conforme sejam solicitados a um ou outro tipo.4 . Nenhuma estrutura trabalha dentro do seu limite de resistência. uma maneira de se saber se um elemento estrutural está mais ou menos solicitado é pela verificação do quanto ele se deformou. Alguns materiais são mais deformáveis que outros apresentando deformações elevadas mesmo quando solicitados por pequenas forças. para que imprevistos. A esse regime de trabalho dá-se o nome de regime de segurança e as tensões atuantes são denominadas tensões admissíveis. estatisticamente. mais ele se deforma. impossibilidade de uma execução ideal e outros efeitos não previstos.

Dessa forma obtêm-se gráficos semelhantes àqueles mostrados na figura a seguir. A esta fase dá-se o nome de regime plástico. Se a força aplicada atingir valores acima de um determinado limite. são colocadas no gráfico. o que a princípio contraria a intuição. que é uma constante para cada tipo de material. um grande aumento na deformação sem aumento na intensidade da força. A relação entre a força aplicada e a deformação ocorrida pode ser colocada em gráfico. Quanto maior for o ângulo α. Esses valores mostram que o concreto é um material 10 vezes mais deformável que o aço. pode-se notar que o material muda de comportamento não mais apresentando deformações proporcionais ao aumento da força.000 kgf/cm². Para que o gráfico represente o comportamento do material independentemente das dimensões do elemento que serviu de base para o ensaio. proporcionalidade entre tensão e deformação. Nesta situação o material quando descarregado passa a apresentar uma deformação permanente. quanto mais inclinada for a reta menos deformável é o material. Ao final do regime plástico.000 kgf/cm².100. Esta situação caracteriza o fenômeno denominado escoamento do material. que tende a indicar o contrário. cujo valor varia com o comprimento inicial é usada a deformação específica que é a relação entre a deformação real e o comprimento inicial da barra. ou seja. Nesta fase quando se deixa de aplicar a força o material volta a ter a sua dimensão original. As peças de aço. são mais 34 . o material é considerado trabalhando no regime elástico. com o aumento de carga. devido sua resistência maior. que corresponde à região do regime elástico do material. ou seja. suas respectivas tensões e em vez da deformação total da barra. O módulo de elasticidade do aço é 2. nota-se que na parte onde o gráfico é uma reta. em vez das forças aplicadas. Alguns materiais apresentam na passagem do regime elástico para o plástico. fenômeno típico do aço. Módulo de elasticidade Observando o gráfico da figura acima. denominados gráficos tensão x deformação. o do concreto é da ordem de 210. Concluise que a inclinação dessa reta nos informa quanto deformável é o material. Isso se deve a maneira como os dois materiais são aplicados nas estruturas. sua inclinação varia de material para material. O elástico de borracha é um elemento que representa bem essa situação. Essa variação nos mostra que para uma mesma tensão existem materiais que se deformam mais que outros. temos a ruptura do material.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura por diante. A essa inclinação dá-se o nome de módulo de Young ou módulo de elasticidade.

quando submetida a forças externas.ε : Deformação específica (deformação efetiva dividida pelo comprimento inicial da barra). Tração simples ou axial Vídeo – Tração simples Tração simples ou axial Se uma barra. todas as suas fibras sofrem a mesma deformação.000 kgf/m² 90. os gráficos de tensão x deformação apresentam uma relação bastante importante que descreve a maneira como o material se relaciona com as tensões a ele aplicadas e as suas respectivas deformações.100. Essa relação é particularmente importante no regime elástico. ou seja.000 a 120. as peças metálicas tendem a ser mais deformáveis.2. Essas tensões são uniformes ao longo de toda a secção. E Aço E Concreto E Madeira 2. normal ao plano da sua secção e aplicada no seu centro de gravidade.E : Módulo de elasticidade do material . devido às suas dimensões.σ: Tensão aplicada ao material . Assim sendo. Essa relação recebe o nome de Lei de Hooke. Neste caso o equilíbrio interno é obtido quando o material é suficientemente resistente para reagir às tensões que.000 kgf/m² 180. A força de tração simples se distribui na secção da barra provocando tensões normais de tração simples.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas esbeltas e as de concreto. pois permite a solução de diversos problemas de dimensionamento de elementos estruturais.000 a 300. e se esse aumento ocorre de forma uniforme. A esta força dá-se o nome de tração simples ou axial. que pode ser obtida do gráfico a partir do conceito trigonométrico de tangente. pode-se concluir que internamente a barra está sujeita a uma força atuando de dentro para fora. no gráfico o cateto oposto mede as tensões e o adjacente as deformações específicas. já que a tração simples provoca uma solicitação uniforme de todas as fibras da secção. provocadas pelas forças de tração simples. sofre um aumento no seu tamanho na direção do seu eixo. tendem a afastar as seções. que é a relação entre o cateto oposto e o adjacente. o que resulta na expressão matemática: • σ = Exε onde . ao contrário. 3.000 kgf/m² Além do conceito de módulo de elasticidade. 35 . mais volumosas.

36 .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Exemplos: Nestes exemplos são apresentados cabos e tirantes que são peças estruturais sempre submetidas a tração simples.

normal ao plano da sua secção e aplicada no centro de gravidade dessa secção.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas 3. ou seja. Compressão simples ou axial Vídeo – Compressão simples Vídeo – Flambagem Vídeo – Fatores que influenciam a flambagem Vídeo – Momento de inércia Vídeo – A forma da seção Vídeo – Comprimento de flambagem Compressão simples ou axial e flambagem Se a barra. A esta força dá-se o nome de compressão simples ou axial. quando submetida a forças externas. todas as suas fibras sofrem a mesma deformação. e se essa diminuição ocorre de forma uniforme.3. 37 . sofre uma diminuição no seu tamanho na direção do seu eixo. pode-se concluir que internamente a barra está sujeita a uma força atuando de fora para dentro.

A este fenômeno de perda de estabilidade da barra antes da ruptura do material. menos evidentes Influenciam o comportamento da barra à flambagem. são eles a seção e comprimento da barra. há um comportamento bastante diferenciado entre uma barra sujeita à tração simples e outra sujeita à compressão simples. Se em uma barra tracionada a força de tração simples é aumentada gradativamente. ultrapassada a tensão de resistência à tração do material. Como foi visto anteriormente existem materiais mais deformáveis que outros. É imediata a conclusão de que a intensidade da força aplicada é um desses fatores. A flambagem é o fenômeno que distingue radicalmente o comportamento entre barras submetidas à tração e barras submetidas à compressão simples. sofrerão menos riscos de flambagem. bem antes que seja atingida a tensão de ruptura a compressão do material. Materiais com módulos de elasticidade altos serão menos deformáveis e. exigindo uma preocupação especial com as barras comprimidas.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Exemplos: Além do sentido em que se deformam. O tipo de material é outro fator. Quanto maior sua intensidade maior será o perigo de flambagem da barra. as tensões internas aumentam até que. dá-se o nome de flambagem. obtido no ensaio tensão x deformação. A Flambagem A flambagem é o fenômeno que distingue radicalmente o comportamento entre barras submetidas à tração e barras submetidas à compressão simples. Outros fatores. e que a deformabilidade do material é medida pelo seu módulo de elasticidade. A forma e dimensões da seção da barra são fatores de grande importância no fenômeno da flambagem. portanto. A flambagem depende de diversos fatores. No caso da compressão axial pode ocorrer a perda de estabilidade da peça. e o controle deles é que garante um comportamento adequado das barras submetidas à compressão. exigindo uma preocupação especial com as barras comprimidas. 38 . a peça se rompe.

quando ela está dobrada sua seção transversal tem a forma de um V. mais difícil será a barra flambar. de forma que ela não sofreria qualquer giro mantendo-se horizontal. Pode-se ver que as distribuições de material em relação ao centro de gravidade das secções são muito diferentes para a folha dobrada e a não dobrada. A forma como o material é distribuído na seção pode ser medido matematicamente e recebe o nome de momento de inércia da seção. poder-se-ia suspendêla.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas Apresentando a figura ao lado. Para entender melhor esse fenômeno observe a seguinte analogia física: suponha que se queira girar. É intuitivo que para que isso ocorra é necessário que as massas que compõem a figura estejam adequadamente distribuídas em todas as direções em relação ao centro de gravidade. Ou seja. daí ser possível que o centro de gravidade de uma figura plana ocorra fora dessa figura. vê-se que ao flambar. quanto mais longe estiver a massa do centro de giro mais difícil é tirá-la da inércia. as seções da barra. Quanto mais afastada essa massa estiver da mão mais difícil será impulsioná-la ao giro. Convém lembrar que o centro de gravidade de uma figura plana é o ponto em que. Naquela o material está mais longe do centro de gravidade. 39 . portanto numa maior resistência à flambagem. o que resulta numa maior resistência ao giro da seção e. Coisa semelhante ocorre com a distribuição de material na seção de uma barra. Quanto mais afastado estiver o material do centro de giro da seção da barra. ou seja. CG = Centro de gravidade da seção Qual é o fator que faz com que uma seção se torne mais ou menos resistente ao giro? A maior ou menor possibilidade de uma seção girar depende da maneira como o material está distribuído em relação ao centro de gravidade da seção. cujo centro de gravidade encontra-se na posição mostrada na figura. ou seja suas secções apresentam maior dificuldade de girar em relação ao seu centro de gravidade. uma massa qualquer amarrada a ela por um fio. Essa situação mostra que a maior ou menor possibilidade de uma barra flambar está diretamente ligada a maior ou menor facilidade de giro das suas seções. que antes eram paralelas. conseqüentemente. giram em torno dos seus eixos aproximando-se numa das faces e afastando-se em outra. ou centro de giro. No exemplo da folha de papel. como mostra a figura a seguir. Quando a folha não está dobrada a sua secção tem a forma de um retângulo cuja altura é muito pequena (a espessura da folha). se comparada a uma folha não dobrada. com a mão. apresenta uma resistência bastante superior à flambagem. mais difícil será girar a seção e. do seu centro de gravidade. se a figura tivesse peso. Nesta situação o centro de gravidade encontra-se na metade dessa altura. Uma folha de papel dobrada. O momento de inércia da seção relaciona as diversas porções de áreas que compõem a seção com suas distâncias ao centro de gravidade da seção.

é de extrema importância. A figura a seguir mostra como os travamentos alteram o comprimento de flambagem da barra e em conseqüência sua capacidade de carga. ou seja. de autoria de Euler. que a flambagem da barra depende do quadrado do seu comprimento. também. sintetiza bem essas relações: 40 . quando se duplica o comprimento de uma barra. a maneira como o material está distribuído em relação ao centro de gravidade da secção. portanto sujeitas a flambagem. Verifica-se. são de fundamental importância as condições de travamento lateral das barras submetidas à compressão. Ao se comprimir barras. notar-se-á que elas flambarão com forças diferentes: quanto maior o comprimento da barra menor será a força necessária para provocar a flambagem. A barra ficará quatro vezes mais instável. a força necessária para provocar sua flambagem ficará reduzida a apenas um quarto. Resumindo. Por isso. do comprimento da barra e da elasticidade do material que a compõe.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Pode-se concluir que para barras submetidas à compressão. Portanto nem sempre o comprimento de flambagem será igual ao comprimento real da barra. Em outras palavras. com as mesmas seções e de comprimentos diferentes. a rigidez de uma barra à flambagem depende da relação entre o momento de inércia da sua seção. a forma da seção. A figura mostra que o comprimento de flambagem da barra muda em função do tipo de vínculos nos seus extremos. A fórmula apresentada a seguir.

.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas * Pcr = π2.E : Módulo de elasticidade do material.L : Comprimento não travado da peça. já que a compressão simples provoca uma solicitação uniforme em todas as fibras da seção.J L2 * Onde . Essas tensões são uniformes ao longo de toda a seção. No caso da compressão simples o equilíbrio interno é obtido quando a barra é suficientemente rígida.E.J : Momento de inércia da secção da peça. . A força de compressão simples se distribui na seção da barra provocando tensões normais de compressão simples. provocadas pelas forças de compressão simples. ou quando o material é suficientemente resistente para reagir às tensões que tendem a aproximar as secções. . a ponto de não girar sob o efeito de flambagem. 41 .Pcr : Carga crítica de flambagem (aquela que provoca a flambagem).

Momento . o cabo e o centro do disco ficarem alinhados. onde ele está fixado. quando a carga. uma de ação representada pelo peso e outra de reação a esse peso aplicada no centro do disco. Se esse disco for colocado em uma posição em que o cabo que sustenta a carga não esteja alinhado com o seu centro.Momento Fletor 3. ele girará até que ocorra o equilíbrio.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Parte 4 .4. A análise das forças que atuam no disco mostra a existência de duas forças.Momento Fletor Vídeo – Introdução ao Momento fletor Vídeo – Momento Fletor Vídeo – Momento fletor na viga e a linha neutra Vídeo – Forças devidas ao momento fletor Vídeo – Momento e escorregamento Vídeo – Deformação na barra Momento Tome-se um disco fixado no seu centro e tendo na extremidade de um dos seus raios uma carga pendurada por um cabo. 42 .

Lembrar que a distância entre uma força e um ponto é a menor distância entre sua linha de ação e o ponto. no meio da qual é aplicada uma força perpendicular ao seu eixo. Matematicamente o momento pode ser expresso pelo produto da força pela sua distância ao centro de giro. de mesma direção (paralelas e verticais). que inicialmente eram paralelas. passa a ter a forma de uma parábola. Quando elas se alinham. o disco gira. 43 . A esse giro dá-se o nome de momento. Sempre que ocorrer um binário ocorrerá um giro. A figura a seguir mostra como as forças encontram-se aplicadas no disco. A um par de forças nesta situação dá-se o nome de binário.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas Enquanto as linhas de ação dessas forças não estiverem alinhadas. que antes era reto. A figura a seguir mostra que ao sofrer essa deformação todas as seções da barra. o que caracteriza a ocorrência de momento. Assim solicitada a barra deforma-se e seu eixo. giram em relação aos eixos horizontais que passam pelos seus centros de gravidade. o disco para. A figura a seguir mostra uma barra sobre dois suportes. Conclui-se dessa experiência que o giro ocorre enquanto estiver aplicado no disco um par de forças. sentidos contrários (uma para cima e outra para baixo) e enquanto não estiverem colineares.

Portanto o momento que ocorre na barra submetida a carregamentos aplicados perpendicularmente ao seu eixo. Mas os agentes causadores são diferentes. Um experimento simples mostra isso. da maior ou menor possibilidade de giro das seções. mas são conceitualmente bem diferentes. O modelo mostra também que a intensidade desse giro varia ao longo do comprimento da barra. ou seja. 44 . ou seja. flechas e giros das secções. o que se constitui no fenômeno geral de flexão. Enquanto a flambagem é provocada por uma força aplicada na direção do eixo da barra (força de compressão simples). mostrando a ocorrência de forças simultâneas de compressão e tração. Existe uma relação direta entre momento fletor e força cortante. O momento fletor provoca deformações parecidas com as causadas pela flambagem. também provoca flecha no seu eixo. Esse esforço recebe esse nome por que seu efeito é de corte entre as seções longitudinais e transversais da barra. se distribui na seção transversal da barra provocando simultaneamente tensões normais de tração e de compressão. veremos que não ocorrerão deslizamentos relativos entre as diversas folhas do maço. a resistência de uma seção ao momento fletor depende do seu momento de inércia. Um esforço sempre associado à ocorrência de momento fletor é a Força Cortante. o momento fletor é provocado por forças aplicadas perpendicularmente a esse eixo. O binário interno de tração e compressão simultâneo. portanto o momento fletor aumenta do apoio para o centro da viga. É fácil observar que ao girarem as seções se aproximam na porção localizada acima do eixo que passa pelo centro de gravidade da seção e a se afastam na porção abaixo desse eixo. Ao se tomar um maço de papéis e sustentá-lo com as mãos e aplicar simultaneamente giros iguais nas extremidades. portanto é um momento de flecha ou momento fletor. As seções próximas ao centro giram menos que aquelas próximas aos apoios. provocado pelo momento fletor.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura As deformações que ocorrem ao longo do eixo da barra tornando-o curvo são denominadas flechas. Semelhantemente ao fenômeno da flambagem. além de provocarem giros nas suas seções. Os dois fenômenos apresentam-se visualmente idênticos.

indicando a ocorrência de força cortante longitudinal. como se estivessem sendo fatiadas. pode-se dizer que sempre que houver a ocorrência de momento fletor haverá a ocorrência de força cortante. o valor da força cortante varia ao longo da viga. haverá. Na figura a seguir pode-se observar que as fatias horizontais escorregam mais nas extremidades do que próximas ao centro da viga. Dependendo do carregamento. 45 . diminuindo para o centro do vão. as diversas folhas escorregarão. a ocorrência de força cortante. Sempre que ocorrer o escorregamento longitudinal. o escorregamento das seções transversais. cortando a barra em secções longitudinais. for provocado um giro em apenas uma das extremidades.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas Se ao contrário. o que mostra que o valor da força cortante é maior nas extremidades. Sempre que o momento fletor variar de uma seção a outra do elemento estrutural ocorrerá a tendência de deslizamentos vertical e horizontal das seções da peça. Como é bastante rara a ocorrência de momento fletor constante ao longo de um trecho de uma viga. também. ou seja. São escorregamentos provocados pelas forças cortantes horizontais e verticais e que se combinam resultando em forças inclinadas de tração e compressão como mostra a figura ao lado.

A tensão de cisalhamento varia ao longo da mesma secção.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura A força cortante se distribui nas seções transversais e longitudinais da barra provocando tensões tangenciais ou de cisalhamento verticais e horizontais. No caso da força cortante o equilíbrio interno se dá quando o material é suficientemente resistente para reagir às tensões de tração e compressão inclinadas devidas às tendências de escorregamentos horizontais e verticais das seções. Exemplos de peças estruturais submetidas a flexão 46 . sendo máxima no centro de gravidade e nula nas extremidades.

QA e QB são as forças cortantes máximas que ocorrem nos apoios e são iguais às reações.5.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas 3. Cálculo de momento fletor e força cortante para vigas biapoiadas sem e com balanços Força cortante e momento fletor em vigas biapoiadas sem balanços 1. Gráficos de força cortante e momento fletor 47 . Cargas concentradas Pode-se generalizar os resultados para força cortante e para momento fletor. onde.

tem-se: Gráficos de momento fletor e força cortante 48 . Cargas distribuídas Pode-se generalizar os procedimentos para uma carga uniformemente distribuída q e um vão qualquer l. Cálculo do momento fletor e da força cortante em vigas em balanço 1.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 2. Cargas concentradas Generalizando para qualquer carga em qualquer posição sobre o balanço.

Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas 2. tem-se: Gráficos de força cortante e momento fletor: 49 . Cargas distribuídas Generalizando para qualquer valor de carga uniformemente distribuída em qualquer comprimento de balanço.

feito com uma folha de papel enrolada. significar um tipo de giro. O efeito dessas forças fica bastante evidente no modelo da figura a seguir. bastante simples. no caso do momento torçor as seções giram com o eixo da barra mantendo-se reto. um escorregamento longitudinal das seções horizontais. como vimos no vídeo.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 3. portanto momento torçor deve. quando ocorre momento torçor numa barra ocorre giro das suas seções. Momento Torçor Vídeo – Momento torçor Vídeo – quadrados em losangos Vídeo – Viga balcão Como foi visto anteriormente. mas. não apresentando as flechas características da flexão. Conclui-se. também. Ao se torcer esse canudo. O efeito simultâneo dessas tensões resulta em tensões normais inclinadas de tração e compressão.6. inclinadas a 45 graus. Esses dois efeitos. diferentemente do momento fletor. semelhantes àquelas discutidas anteriormente quando foi apresentada a força cortante. força cortante transversal e força cortante longitudinal ocorrem simultaneamente. A figura ao lado mostra o modelo de uma barra submetida a torção. momento significa giro. notar-se-á o escorregamento longitudinal entre as folhas. As forças cortantes transversais e longitudinais devidas à torção distribuemse nas seções das barras provocando tensões de cisalhamento transversais e longitudinais. As deformações que sofrem as quadrículas mostram as direções das forças resultantes da torção. Deste ensaio conclui-se que a torção provoca. que apresenta uma barra quadriculada. dando como resultado o aparecimento de forças de tração e compressão. ainda. além do giro relativo entre as seções transversais. que o giro transversal e o escorregamento longitudinal provocam forças cortantes transversais e longitudinais. pode ser realizado com um canudo. Um outro ensaio. 50 . De fato.

vêem-se as diversas possibilidades de formas de seção transversal. Se interessar. Vídeo – Relação entre esforços e forma A forma como se distribui o material na seção transversal de uma peça estrutural pode determinar o seu melhor ou pior aproveitamento. Concluise que a quantidade de material. impondo muitas vezes a escolha de uma forma que não seja. em princípio. e não a forma como ele é distribuído na seção. a de menor consumo de material. quando o material tiver resistência suficiente para reagir às tensões de tração e compressão resultantes da tendência de escorregamento transversal e longitudinal das seções. Na figura a seguir. Diminuir o espaço ocupado pelos elementos estruturais pode ser desejável. com a mesma quantidade de material. em algumas situações.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas No caso da torção o equilíbrio interno se dá. aqui. Esta seção é a circular cheia. Supondo que a barra esteja sujeita a tração axial e que seja sempre usado o mesmo material. pode ser o fator determinante. semelhantemente ao caso da força cortante. desenvolve tensões uniformes na seção de uma barra. Discutiremos. Qualquer que seja a forma da seção. o menor espaço ocupado pelos elementos estruturais. Este princípio discute as relações entre os esforços atuantes e as formas de seções mais adequadas para suportá-los. A maior ou menor facilidade de execução da secção estrutural. como já foi visto. Entretanto. Tração simples ou axial A tração simples ou axial. o que se denomina “Princípio da Distribuição das Massas na Seção”. Relação entre esforços e forma das seções. Devido a essa propriedade dos esforços de tração serem bem absorvidos por seções com massa concentrada. sempre. sua ruptura dar-se-á. 51 . como resultado. seja pela necessidade de aumento do espaço útil da edificação. a ruptura da peça sempre se dará quando é atingido o limite de resistência do material. pode-se escolher dentre todas as possíveis seções aquela que concentre material bem próximo do seu centro de gravidade. com a mesma força de tração axial. não é só a economia de material que define uma boa escolha. e em conseqüência sua quantidade e o espaço ocupado. ou seja. seja por questões estéticas. é o fator determinante na resistência de uma barra submetida à tração simples ou axial. 4. pode-se concluir que os elementos estruturais submetidos a tração simples serão aqueles que ocuparão menor espaço no ambiente e que resultarão mais leves física e visualmente. todas com a mesma área.

mas a maneira como esse material se distribui. Tanto física como visualmente. também interessa aquela que ocupa o menor espaço. ao se procurar maior economia de material deve-se escolher seções que não apresentem material junto ao centro de gravidade. optar-se-á pela seção vazada circular. é ela a única que apresenta a mesma resistência à flambagem em qualquer direção. as primeiras serão sempre mais pesadas que as segundas. Viu-se que para aumentar a resistência da seção ao efeito da flambagem é preciso que o material se distribua o mais afastado possível do centro de gravidade da seção. 52 . Ao contrário da tração simples. que ocupa 10 % a menos de espaço. Essas tensões crescem com o aumento do esforço de compressão. Na compressão simples a melhor distribuição de massa na seção é aquela que ocorre fora do centro de gravidade e igualmente espaçada em qualquer direção. Na prática as seções que respondem bem ao esforço de compressão simples são mostradas a seguir. mas ao contrário da tração simples. Como na seção circular vazada o material distribui-se uniformemente em torno do centro de gravidade. É importante notar que para uma mesma força. Ë o fenômeno da flambagem. além disso. devido ao fenômeno da flambagem.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Na prática as seções que respondem bem aos esforços de tração são: Compressão simples ou axial A compressão simples. Numa seção submetida à compressão simples o material junto ao seu centro de gravidade apresenta pouca eficiência. já discutido. fazendo-a perder a estabilidade. ou seja. as seções vazadas. na compressão simples não é a quantidade de material o fator determinante na resistência da seção. Portanto. solicita as seções das peças estruturais com tensões uniformes. podendo ser desprezado. as peças submetidas a compressão simples serão sempre mais robustas que aquelas submetidas à tração simples. Se. antes de ocorrer a ruptura da seção por compressão é bem provável que ocorra um deslocamento lateral da peça estrutural. como a tração simples.

flexão A distribuição das tensões nas seções sujeitas a momento fletor é aquela apresentada na figura abaixo. A relação entre o momento de inércia da seção e sua altura é denominada módulo de resistência da seção. 53 . variam ao longo da altura da seção de um máximo à compressão a um máximo à tração. ou seja. Essa distribuição leva a concluir que numa seção submetida a momento fletor as massas devem se concentrar em pontos mais afastados do centro de gravidade e devem diminuir próximos a ele.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas Exemplo: Perfil seção I Momento fletor . o que corresponde a uma variação no braço do binário tração-compressão. como também do momento de inércia da seção. As tensões devidas ao momento fletor não se distribuem de maneira uniforme. Ocorrem simultaneamente. A intensidade dessas tensões depende não só da altura da seção. Em outras palavras: quanto maior o módulo de resistência de uma seção menores serão as tensões devidas ao momento fletor e. portanto. ou seja. passando por zero junto ao centro de gravidade da seção. tensões de tração e compressão. a uma variação na intensidade dessas forças. mais resistente será a seção. da maior ou menor tendência de giro da seção.

comprovam essa afirmação.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Um esquema representativo dessa distribuição de massa é dado na figura ao lado. Onde • Mcr : Momento que inicia a ruptura da barra • σ : Tensão de ruptura do material da barra • W : módulo de resistência da secção. além de uma distribuição adequada. Duas barras de mesmos comprimentos. As fórmulas a seguir. que conforme o esforço aplicado há uma exigência diferente em relação a quantidade. No caso da flexão a concentração de material deve ocorrer onde se concentram os esforços de tração e compressão. ou seja. Onde • • • • Pcr : Carga que inicia a flambagem da barra E : Módulo de elasticidade do material J : Momento de inércia da secção da barra L : Comprimento não travado da barra. portanto. a forma de distribuição e qualidade de material. pois ela é independente de σ (tensão de resistência do material). maior quantidade e melhor qualidade de material. estas são as seções que respondem melhor aos esforços de flexão. o que implica em maior quantidade de material ou maior resistência do mesmo. flambarão com a mesma carga crítica. O fenômeno da flambagem exige da seção mais rigidez (distribuição adequada de material) do que quantidade de material. Na compressão simples. que dão os esforços críticos para compressão simples e momento fletor respectivamente. como mostrado na segunda fórmula. A primeira fórmula evidencia que a capacidade de uma barra ser estável à flambagem independe da resistência do material. a impossibilidade de se prever em que direção vai ocorrer a flambagem exige a necessidade de uma distribuição uniforme de material em todas as direções. a resistência do material. Já a flexão exige. mesmos módulos de elasticidade e de resistências diferentes. o que já não ocorre com a capacidade de uma seção sob flexão. Conclui-se daí que a flexão exige. Na prática. Conceito de hierarquia dos esforços Note-se que tanto o fenômeno da flambagem como o de flexão exige uma distribuição de massas longe do centro de gravidade da seção. além da rigidez. transversalmente ao plano em que ocorre o momento fletor. mesmas seções. Vê-se. 54 . As fórmulas apresentadas referem-se a barras com extremidades articuladas.

tanto física como visualmente. além de apresentarem uma distribuição adequada de material. e os de flexão menos favorável.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas Sendo que alguns esforços exigem menos. levando a peças estruturais mais pesadas. 55 . Já o esforço de compressão simples. O que resulta numa hierarquia de esforços. tanto física como visualmente. tem-se a flexão que exige seções que. Os esforços de tração simples. existem esforços mais econômicos que outros quanto ao consumo de material e espaço ocupado pelas seções. por exigir certa rigidez. conduz a seções com maior consumo de material e mais robustas que as submetidas à tração simples. em termos de dimensões das seções transversais das peças estruturais. outros mais. os esforços de tração simples são aqueles que apresentam um desempenho mais favorável. Resumindo pode-se dizer que. como se pode ver são aqueles que exigem a menor quantidade de material e resultam em seções mais esbeltas e leves. ficando a compressão simples no meio termo. ou seja. apresentem também. grande resistência e quantidade de material. Por último.

Sistemas estruturais em Aço na Arquitetura Características do Aço na Construção Civil 2 MÓDULO 1 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Índice . O uso do aço • Vantagens e Desvantagens do uso do Aço em Estruturas • A altura das Vigas • O Modelo teórico e o comportamento real • A questão do custo inicial • A questão da corrosão • As propriedades dos materiais • A clareza da concepção estrutural • Estrutura metálica: um sistema pré-fabricado • Dimensões das peças em uma estrutura em aço • A reciclagem • Reformas. O material Aço • Composição do Aço • A produção do Aço • Os tipos de aços mais comuns na construção civil 6.Módulo 2 5. ampliações e novos usos 2 .

045 % S < 0. São as denominadas impurezas. nióbio. alumínio. para aços inoxidáveis.Características do Aço na Construção Civil 5. Abaixo é mostrado o exemplo de uma liga: AÇO = Fe + C + Si + Mn + P + S (. enxofre. é adicionado cromo.. que modificam as propriedades físicas da liga. níquel.. silício. cujas quantidades não chegam a afetar o desempenho do material. cobre.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas Parte 1 . tais como resistência mecânica. 3 . ductilidade e muitas outras. níquel.4 % < Mn < 0. Alguns dos elementos que fazem parte da matéria prima utilizada permanecem na liga e sua retirada é economicamente inviável. fósforo. são encontrados outros elementos tais como: manganês. Além desses dois elementos. Para a obtenção de aços mais resistentes à corrosão são adicionadas quantidades determinadas de cobre. dependendo do tipo de aço que se quer obter. e assim por diante. entre outros.22 % P < 0. O material Aço Composição do Aço O aço é uma liga metálica constituída fundamentalmente de ferro e carbono. resistência a corrosão.) C 0. para aços resistentes a ácidos.055 % 0.6 % onde: Fe = ferro C = carbono Si = silício Mn = manganês P = fósforo S = enxofre.

temperaturas muito altas são atingidas. absorvido do coque. Na presença de calor esses materiais são fundidos. produzindo ferro e impurezas. Alto forno – ArcelorMittal – CST – ES 4 . é queimado o excesso de carbono e eliminadas as impurezas não absorvidas pelo calcário fundido. chamado nesse estágio de gusa. o qual. servindo então. O coque. Antes do início da produção do aço. O ferro gusa possui alta porcentagem de carbono (3. A carga no forno torna-se progressivamente viscosa e líquida. usa-se o seu minério. combinandose com as impurezas do minério de ferro. em presença de um ar superaquecido introduzido sob pressão na parte inferior do forno. em um recipiente denominado Carro-Torpedo. tornam-se pouco dúcteis e bastante quebradiços. permitindo a redistribuição de esforços para elementos menos solicitados. Durante esse processo. flutua sobre o ferro em fusão. como “aviso” de que a ruptura pode acontecer ou ainda. ao mesmo tempo em que funde o ferro contido no minério.br/nsite/site/acos_estruturais. A essas são adicionados o calcário. Para isso. A ductilidade é uma das características mais importantes dos materiais estruturais. forma a escória. mas aumenta a ductilidade. e conduzido a um forno em forma de barril. quantidades pré-definidas de minério. Para saber mais sobre aços carbono: http://www. Como o ferro é raramente encontrado puro na natureza. com função específica de retirar impurezas. ainda líquido.org.cbca-ibs. e não tem aplicação estrutural. Os dois componentes são separados. num fluxo com duração aproximada de 20 minutos. mas. Para isso o ferro gusa é misturado com aparas de aço (sucata) e calcário. Para transformar o minério em ferro é necessário a sua queima. denominados coque ou carvão – coque. Com menos carbono sua resistência cai. A escória. queima e forma um gás que remove os óxidos do minério de ferro. em compensação.asp A produção do Aço Como foi visto. Para transformar o gusa em aço é necessário reduzir a quantidade de carbono. as matérias primas básicas para a produção do aço são: minério de ferro e carvão coque.5% a 4%). o carvão mineral é queimado na coqueria e transformado em blocos de aproximadamente mesmas dimensões. a escória é destinada à produção de cimento e o ferro gusa é despejado. quando então. Oxigênio de alta pureza é introduzido no topo do forno a velocidade supersônica. Aços com porcentagem maior de carbono são mais resistentes. Os materiais com boa ductilidade possibilitam a visualização de grandes deformações em peças estruturais submetidas a tensões muito elevadas. O calor da combustão liquefaz o calcário. por ser mais leve. denominado “conversor”. coque e calcário são colocadas na parte superior de um forno especial denominado “alto-forno”.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura A quantidade de carbono é de suma importância nas características mais importantes do aço.

entre outros. fabricação de tubos fabricação de perfis de chapa dobrada finos.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas Finalmente o aço é despejado em moldes denominados lingoteiras.também conhecido como aço comum ASTM A-500 – GA (grau A) ASTM A-570 . o USI . Mais adiante abordaremos este tipo de aço. disponível no ambiente do curso. COS – AR – COR . Veja o Ciclo completo de produção no link. 5 .SAC 350 (Usiminas) . Os tipos de aço mais comuns na construção civil No Brasil são fabricados vários tipos de aço para fins estruturais. os aços mais comumente utilizados: Tipo de Aço ASTM A-36 . perfis de chapa dobrada e de chapas soldadas.cbca-ibs. Para saber mais sobre aços patináveis: http://www. tais como o CSN COR (CSN).apostila do Curso de Introdução ao Uso do Aço na Construção . fabricação de perfis laminados e soldados chapas planas. o aço passa pelo processo de laminação a quente onde é transformado em perfis ou chapas. Entre eles. Para saber mais sobre a história da evolução do uso do aço e seu processo de fabricação acesse o link. A partir daí. resultando em blocos de aço chamados lingotes ou tarugos. onde sofre novo aquecimento para facilitar o processo.G33 (grau 33) ASTM A-577 SAE 1020 Usos mais comuns perfis laminados. (CST). apresentamos a seguir. Panela da aciaria derrama gusa e sucata no conversor Lingotamento contínuo Aços patináveis ou de maior resistência à corrosão São ainda fabricados chapas planas de aços especiais resistentes a corrosão.org. no ambiente do curso: Módulo 1 .asp Laminador de tiras a quente Os aços ainda recebem denominações adicionais como grau.SAC 300 e USI . que o qualifica quanto a resistência mecânica e acabamento superficial. que identifica a composição química e classe.400 (COSIPA) e CST COR. que podem ser conhecidos através de consulta à Norma Brasileira NBR 8800.CBCA. o lingote passa pelo forno poço.br/nsite/site/ acos_estruturais. perfis de chapa dobrada e barras redondas. Antes da laminação.

Vantagens Grande resistência a esforços. Para uma melhor visão do quanto o aço é resistente.As Vantagens do Aço Vantagens e Desvantagens do uso do Aço em Estruturas A escolha do aço como material estrutural deve ser embasada em critérios que mostrem ser ele o material mais indicado para determinada situação. Talvez seja essa. veja-se a comparação com outros materiais convencionais: Tensão admissível à compressão σ aço σ concreto σ madeira Tensão admissível à tração σ aço σ concreto σ madeira 1500 kg/cm² 100 kg/cm² 80 kg/cm² 1500 kg/cm² 10 kg/cm² 90 kg/cm² 6 . Para ajudar a embasar adequadamente a escolha pelo aço é que são mostradas a seguir as vantagens e também as desvantagens.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Parte 2 6. No entanto. procurando-se ser o mais isento. essa vantagem pode em determinadas situações ser desfavorável. como será visto mais adiante. É bom lembrar que optar pelo aço apenas por simpatia ou até por curiosidade pelo material pode levar a soluções muito desvantajosas e que podem criar uma visão desfavorável do material. em princípio a maior vantagem. O uso do Aço Vídeo .

Como conseqüência de sua maior resistência o aço permite peças estruturais com menores dimensões.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas Vê-se pelos valores acima que o aço além de ser o mais resistente apresenta uma característica muito interessante para as estruturas: resistências iguais a tração e compressão. A figura a seguir mostra a comparação entre as dimensões finais entre uma estrutura convencional de viga em concreto armado e uma estrutura com viga de aço. Aço X concreto – Vigas A figura seguinte mostra o mesmo comparativo ente pilares de concreto e pilares de aço. Aço X concreto – Pilar 7 .

tais como menor pé direito. Em conseqüência da menor dimensão dos elementos da estrutura. que o custo da estrutura é apenas um dos componentes do custo final da edificação. Um edifício em estrutura mista de 20 andares chega a ter altura equivalente a um edifício de 19 andares em estrutura de concreto. uma estrutura de aço pesa 6 vezes menos que uma estrutura equivalente em concreto armado. maior rapidez de execução. deve-se levar em conta a questão de custo. o que pode. até 30 %. Em algumas situações o custo inicial da estrutura em aço pode ser bem mais elevado do que em concreto armado. A estrutura em aço. quando comparadas às estruturas de concreto armado. possibilita fundações mais econômicas ou adaptáveis a regiões em que o solo exija soluções mais complexas. Mesmo apresentando um custo inicial um pouco maior que a estrutura de concreto. o que pode acarretar problemas de ordem econômica ou de comportamento estrutural inadequado. de tamanhos muito diferentes. como por exemplo a ligação entre uma viga e um pilar. já que as vantagens de sua incidência em outros elementos da construção. a altura final do edifício resulta menor. A questão do custo inicial Ao se optar pelo uso do aço nas estruturas. o uso de medidas extremamente variáveis. Além disso. menores perdas nos acabamentos. Deve-se lembrar.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura A altura das Vigas Pode-se se ver que as vigas metálicas apresentam uma altura da ordem de 60% das vigas em concreto. viabilizar um edifício em termos do gabarito permitido. tais como fundações mais leves. se adotado como articulado. 8 . muitas vezes adota-se no modelo teórico um vínculo articulado que quando da execução afasta-se muito desta situação teórica. logo menor área de acabamento. Isso geralmente ocorre quando o projeto arquitetônico obriga o uso de vãos muito díspares. resultando em grandes perdas. entre outras. poderá ser executado perfeitamente articulado com relativa facilidade. No concreto armado moldado in-loco. obtém-se menor peso próprio da estrutura. sendo bem mais leve. resultando em menor carga na fundação. ainda. vai acarretar perfis muito diferentes. em determinadas situações. podem fazer com que na pior das hipóteses o custo final da obra seja igual àquele de uma estrutura de concreto armado. Isso proporciona outras grandes vantagens para o projeto. o que sem dúvida tende a deixar a estrutura de aço mais cara. Um vínculo em aço. Sendo a estrutura metálica um processo industrializado. Um projeto bem modulado proporciona soluções muito mais econômicas e vantajosas. O Modelo teórico e o comportamento real A solução estrutural em aço apresenta um resultado muito próximo entre o modelo teórico e o comportamento real. O peso próprio da estrutura Grosso modo. pode-se optar com tranqüilidade por uma estrutura de aço.

ou oxidação (Fe + O). com adição de cobre. A corrosão chega a consumir camadas que variam entre 9 μm por ano em ambientes menos agressivos e mais secos. pela maneira com que é produzido: uma mistura quase que aleatória de cimento. por ser uma estrutura pré-fabricada. e 170μm por ano em ambientes úmidos e marinhos. com componentes industrializados. claramente depois de executada e pode ser facilmente entendida. no canteiro ocorre apenas sua montagem. Para minimizar o problema são fabricados aços especiais. A questão da dimensão ou até mesmo da topografia desfavorável do canteiro de obra pode ser um fator decisivo para a opção pela estrutura metálica. mais adiante neste curso. um módulo dedicado exclusivamente a este assunto. portanto. em algumas ocasiões. em São Paulo. onde iremos conhecer as formas adequadas de proteção à corrosão. como Brasília. que. O canteiro de obra torna-se mais racional e pode ter dimensões reduzidas. resulta em um material mais confiável quanto as suas propriedades. Teremos. o aço que. logo uma análise visual não permite concluir se a ligação foi concebida como articulada ou rígida. diminuição na espessura do elemento estrutural. é obtido industrialmente. Estrutura metálica: um sistema pré-fabricado A estrutura metálica é um sistema pré-fabricado. como Praia Grande. ou seja. com alto controle de qualidade. gerando. areia. As propriedades dos materiais O concreto. O mesmo nem sempre ocorre em estruturas de concreto armado. apresentam uma camada de oxidação irremovível denominada pátina. por sua vez. o processo de corrosão do material. A estrutura metálica. permitindo ser executada em lugares exíguos. não permite acreditar numa resposta precisa quanto as suas propriedades. de espaço para locomoção de gruas ou guindastes e pequeno depósito. cromo ou níquel em sua liga. podendo ser aplicado com coeficientes de segurança mais baixos. O aço enferruja. A pátina aumenta em muito a resistência do aço à corrosão.Módulo 1 | Cargas que atuam nas estruturas A questão da corrosão Um outro aspecto que pode ser levantado como negativo para uso do aço é a possibilidade de sua deterioração em contato com o meio ambiente. constitui uma camada protetora. pedra e água. necessitando. Uma ligação entre uma viga e um pilar em concreto armado moldado “in loco” nunca é visível. o que obviamente resulta em possibilidade de economia. mas facilmente removível. Uma estrutura em aço consome aproximadamente 60% do tempo necessário para (Gráfico: Construção em Aço) (Gráfico: Construção Convencional) 9 . A clareza da concepção estrutural A concepção de uma estrutura metálica é revelada. A ferrugem. pode ser fabricada e montada muito rapidamente.

as dimensões das peças em uma estrutura em aço são muito precisas e podem ser expressas em milímetros. 10 . onde as tolerâncias são de apenas 5 mm. ou mesmo pela exigência de uma nova composição estrutural. tais como fundação. As estruturas metálicas são tão precisas que podem servir de gabarito para a execução de demais componentes da edificação. ampliações e novos usos Pela mesma razão vista no item anterior. tais como vedações e acabamentos. Através de soldagem de chapas ou perfis a vigas e pilares existentes. nivelados e aprumados. o material. muitas edificações podem ter seu uso alterado. Devido à precisão os elementos estruturais podem ser perfeitamente alinhados. Ainda que seus elementos não sejam reutilizados. permitindo um aumento nos vãos e nas cargas. o que pode resultar na necessidade de um reforço estrutural. e diversas atividades de construção. podem ser executadas simultaneamente à fabricação da estrutura. mas não em estruturas de aço. é possível reforçá-las com facilidade. o que pode levar a uma economia de até 5% na aplicação desses materiais. edifícios mudam de uso. pode ser reaproveitado na fabricação de novos produtos de aço. as estruturas em aço podem ser facilmente desmontadas.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura a execução de uma estrutura equivalente em concreto armado. Erros de até 1cm são plenamente aceitáveis em estruturas de concreto armado. Reformas. podendo ser reutilizadas em outros lugares ou reaproveitadas na execução de novas edificações. ao serem solicitadas por cargas maiores. Este aspecto também se torna de suma importância na recuperação de estruturas que foram sujeitas a sinistros. ou são demolidos para dar lugar a outras edificações. Não necessita de tempo de cura. como sucata. Com ligações parafusadas. Dimensões precisas das peças em uma estrutura de aço Devido ao sistema de industrialização. devido à infinita possibilidade de reciclagem que o aço possui. A reciclagem Sabe-se que hoje o processo de urbanização é muito rápido.

Sistemas estruturais em Aço na Arquitetura Características do Aço na Construção Civil 3 MÓDULO 1 .

5 Perfil H • 7.4 Perfis calandrados.3 Perfil de Chapas Soldadas.1.2 Cantoneiras • 7.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Índice .1 Rebites • 8.Módulo 3 7. Os principais elementos de ligação: rebites.2 Parafusos • Parafusos comuns • Parafusos de alta resistência • 8.1. parafusos e solda • 8. 7. 7.3 Solda • Controle de qualidade da solda • Tipos de soldagem • Representação gráfica das soldas 2 .4 Perfil I • 7.2 Perfil de Chapa Dobrada. 7.1 Perfil Laminado.3 Perfil U • 7.6 Perfil tubular 8.1 Perfis Estruturais 7. 7.1. • 7. As seções estruturais e suas aplicações.1.

As seções estruturais e suas aplicações. Os perfis estruturais podem ser obtidos de três maneiras básicas: laminado. que passam pelos laminadores-desbastadores. de seção quadrada ou retangular. de chapa dobrada e de chapas soldadas. onde têm suas seções transversais alteradas e a estrutura molecular do aço trabalhada para atingir características físicas apropriadas. ou tarugos. Ao final desse processo são obtidos os perfis com seções adequadas às solicitações estruturais. Vídeo – Tipos de seções estruturais 7. sob pressão. Os tarugos são processados. Os perfis estruturais são obtidos a partir dos lingotes reaquecidos.Módulo 3 | As seções estruturais e suas aplicações Parte 1 . em três fases: bruta. podem resultar em outros perfis através de seu dobramento ou soldagem com outras chapas. Corte de placa com maçaricos 3 . em máquinas denominadas laminadores. As chapas laminadas. As placas são destinadas à fabricação de chapas e os tarugos à fabricação de perfis estruturais. intermediária e de acabamento. Como resultado dessa operação são obtidas placas. por sua vez.1 Perfis Estruturais Denomina-se perfil estrutural à barra obtida por diversos processos e que apresenta forma de seção com determinadas características para absorver determinados esforços.As seções estruturais e suas aplicações 7.

mas podem. pois já vem pronto. Por serem muito esbeltos exigem cuidados especiais na sua aplicação. Neste caso são exigidos raios de curvaturas mínimos na dobragem para evitar fissuração ou alteração nas características do aço. a NB 143.2 Perfil de Chapa Dobrada. ser encontrados prontos e padronizados. tanto quanto à solicitação aos esforços como pela possibilidade de fácil deterioração. entre 1. Tem como vantagem a redução do trabalho de transformação da chapa. também. Perfiladeira contínua Perfis I laminados de abas paralelas Os perfis de chapas dobradas mais comuns são: cantoneira.1. Vídeo – Gerdau Açominas – fabricação de perfis laminados 7. Quando as chapas são finas. Em coberturas o uso de perfil de chapa dobrada é mais econômico. Os perfis leves são mais comuns e são utilizados em obras de pequeno porte ou em elementos estruturais secundários. os perfis recebem a denominação de perfis leves. 4 . Os perfis de chapas dobradas permitem grande variação de forma e dimensões das seções.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 7.5 mm a 5 mm. para isso existe norma específica. I e H.1. U. Suas dimensões são padronizadas e limitadas. Os principais perfis laminados fabricados no Brasil são: cantoneira. O perfil de chapa dobrada é obtido pelo dobramento de chapas a frio.1 Perfil Laminado É aquele obtido a partir da laminação dos tarugos. Os perfis mais pesados podem ser executados com chapas que podem chegar à espessura de 25 mm. U e U enrijecido. Normalmente é utilizado em obras de médio porte.

No entanto. ser submetidos a encurvamento em relação a ambos os eixos.4 Perfis calandrados Os perfis estruturais podem. que dependem da secção do perfil. variando entre 5 e 50 mm. Permite grande variedade na forma e dimensões das seções. devem ser respeitados os limites dos raios de curvatura. chapas. 7. quando o projeto exigir seções com formas especiais.1. estar previamente dobradas. Neste processo. quando necessário.3 Perfil de Chapas Soldadas.Módulo 3 | As seções estruturais e suas aplicações 7. e que podem ainda. o perfil soldado é utilizado em obras de médio a grande porte.1. Detalhe de uma perfiladeira contínua Estrutura de perfis conformados a frio Perfil calandrado Formas de calandragem em relação ao eixo do perfil Perfil calandrado Pilar em perfil H de chapa soldada e vigas treliçadas em chapas dobradas a frio 5 . processo que recebe o nome de calandragem. Devido ao custo de fabricação mais elevado. essa solução pode ser usada em obras de menor porte. É o perfil obtido pela soldagem de chapas entre sí. O processo de calandragem aumenta bastante o custo do perfil. quando soldadas entre si originam as mais diversas possibilidades de seções. com as mais diversas espessuras.

O primeiro é laminado e o segundo de chapa dobrada. São especificadas em projeto pela letra “L”. seguidas da sua espessura.5 mm. As dimensões das cantoneiras laminadas são expressas em polegadas e as de chapa dobrada em milímetros. ou laminadas (produto de siderúrgica).Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 7.2 Cantoneiras As cantoneiras podem ser obtidas por dobramento de chapa. seguidas das dimensões da seção especificando primeiro as larguras das abas. Os usos mais comuns para as cantoneiras são apresentados a seguir: a) Elemento de ligação entre peças 6 . Exemplo: L 4” x 4” x ½” ou L 100 x 100 x 12.

g.Módulo 3 | As seções estruturais e suas aplicações b) barras de treliças. da seção. nas quais são soldadas ou parafusadas. para que o c. c) Composição de pilares. evitando-se assim excentricidades que resultem em esforços indesejáveis. principalmente em tesouras de telhado É recomendável que as barras das treliças sejam formadas por cantoneiras duplas. A ligação entre as cantoneiras é feita através de chapas. da força passe pelo c.g. 7 .

As cantoneiras se comportam como nervuras aumentando a rigidez da chapa. sendo o mais eficiente aquele que forma triângulos. mas como uma única seção formada por 4 cantoneiras. 8 .3 Perfil U Perfil U laminado O perfil U pode ser obtido por dobramento de chapa ou por laminação em siderúrgica. se evite o escorregamento relativo entre elas. É de capital importância que. 7. Sua especificação é feita pelo uso do símbolo “[“. d) Reforços de chapas de piso ou vedação. com pequena quantidade de material pode ser obtida uma coluna. na seguinte seqüência: altura. sua espessura teria que ser maior. para isso é necessário ligar as cantoneiras com travamentos adequados. resultando em maior peso e custos mais elevados. No caso de perfis laminados é fornecida a altura da alma em polegadas seguida do peso por metro linear. No caso do perfil de chapa dobrada são fornecidas todas as dimensões da seção em milímetros.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Neste caso. seguido das dimensões da seção e peso por metro linear. Caso a chapa não fosse enrijecida pelas cantoneiras. para garantir que as 4 cantoneiras não trabalhem independentes. largura e espessura. bastante rígida e com uma seção com grande momento de inércia.

aparece em primeiro lugar no catálogo. Exemplo: • [ 8” x 17. para cada altura de alma são fabricados diversos perfis com várias espessuras de alma e mesa.Módulo 3 | As seções estruturais e suas aplicações Exemplos: • [ 8” x 17. Os perfis “U” são comumente usados nas seguintes situações: a) Barras de Treliças de grande porte. Nos perfis laminados. Composição de perfis para composição de pilar 9 . mais popularmente. substituir a especificação através do peso pela posição do perfil no catálogo de fabricação.11 para perfil laminado • [ 100 x 50 x 3(mm) para perfil de chapa dobrada. Perfil U utilizado com o banzo superior e inferior b) Composição de pilares através da soldagem dos perfis entre si ou com chapas ou cantoneiras Observe-se a intenção de jogar material longe do centro de gravidade da seção com o intuito de diminuir o efeito da flambagem. dentre os perfis de 8” de altura que aparecem no catálogo.11 ou [ 8” 1a alma A denominação 1ª alma significa que foi escolhido. aquele que apresenta espessura de alma mais fina e que. portanto. Em vista disso pode-se.

predominantemente. que pode provocar corrosão. a momento fletor e. na direção normal ao eixo em torno do qual ocorre a flexão. pois devido a assimetria da seção existe a tendência de ocorrer torção. quando o melhor seria na mesa. Esta solução permite o uso em vigas com cargas e vãos maiores. como foi visto a melhor seção para esse esforço é aquela que concentra material longe do centro de gravidade. Um fator que torna a composição de perfis U menos eficiente para vigas é embasado no princípio da distribuição de massa nas seções. a fim de que não haja acúmulo de poeira ou água oriunda da condensação da umidade do ar. Para melhor desempenho da viga pode-se usar a composição de dois perfis “U”.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura c) Terças para apoio de telhas de cobertura As terças são vigas que apóiam as telhas e que por sua vez apóiam-se nas tesouras. mas tem contra si um razoável aumento de custo. de forma a tornar a seção simétrica e não sujeita à torção. d) Vigas para pequenas cargas e vãos O uso de um único perfil deve ser restrito a cargas de vãos pequenos. Recomenda-se que as abas do perfil estejam voltadas para baixo. As vigas são submetidas. e) Viga para apoio de degraus de escada 10 . a concentração de material se dá na alma. Quando dois perfis U são compostos.

onde o último número é o peso por metro linear Os perfis de chapas soldadas podem. Alguns fabricantes têm suas próprias siglas. onde o último número é o peso por metro linear W 310 x 28.6 kgf/m ou I 12” - 1ª alma VS 300 x 62.4 Perfil I O perfil “I” pode ser obtido por laminação em siderúrgica ou pela soldagem de três chapas. espessura da mesa e espessura da alma. seja padrão americano ou europeu. acompanhada da dimensão da sua altura em polegadas ou milímetros. 2ª alma. ainda.. Os perfis “I” laminados são especificados em projeto pela letra “I”. ser especificados pelas suas dimensões em milímetros na seguinte ordem: altura.Módulo 3 | As seções estruturais e suas aplicações Parte 2 .. são especificados pela sigla VS (viga soldada). Exemplo: I 12” x 60. Os perfis laminados produzidos pela Gerdau Açominas são especificados pela letra W.As seções estruturais e suas aplicações 7. seguida do seu peso por metro linear. A Usiminas ainda usa a sigla VEE para perfis I eletrosoldados que têm as mesmas seções dos perfis laminados padrão americano.04 (mm) Perfil I laminado de abas inclinadas 11 .3.: VS 300x150x6. quando fogem de padrões industriais. onde o último número é o peso por metro linear VE 250 x 19. quando não obtidos industrialmente.3x3. pode-se informalmente substituir a especificação do peso pela posição do perfil na tabela do catálogo do fabricante (1ª alma. seguida da sua altura em milímetros e do seu peso por metro linear. onde a letra E indica que são executados por eletrosoldagem.. Os perfis soldados da Usiminas pela sigla VE. No padrão americano. Ex.) Os perfis de chapas soldadas. largura.

pois os dois materiais são solicitados dentro de suas melhores características mecânicas. que permitem calcular a viga como uma viga mista de seção T. devido à força cortante. são usados elementos de “travamento”. O mais comum dos conectores é o “stud bolt”. Perfil I laminado de abas paralelas Para garantir que os dois materiais trabalhem solidariamente. têm a espessura da mesa maior que a da alma. já que suas mesas constituem elementos de grande quantidade de massa. com pouca altura. afastados do centro de gravidade da seção. Sua forma de seção é extremamente adequada para absorver os esforços de flexão. Nesse caso o concreto absorve a compressão e o aço a tração. evitando escorregamentos relativos. um elemento com forma de parafuso. soldados na mesa superior do perfil metálico. Laje steel deck com fixadores tipo “stud bolt”. Todos os perfis I sejam laminados ou soldados. compatível com o princípio de distribuição de massa na seção.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Os perfis “I” podem ser usados como: a) Viga É essa a principal e mais importante aplicação desse perfil. compondo vigas mistas de seção “T”. 12 . devidas ao momento fletor. resultando em vigas muito resistentes e. denominados conectores. Muito interessante também é o uso do perfil “I” associado ao concreto.

O uso dessa viga deve ser bem avaliado. Este tipo de viga permite a passagem de tubulações através de sua alma. pois todo seu processo de obtenção gera custos mais elevados. Sistema de corte do perfil Corte do perfil em seção circular Preparação das peças para soldagem 13 .Módulo 3 | As seções estruturais e suas aplicações b) Viga vierendeel alveolar Essa viga é obtida pelo corte conveniente da alma de um perfil “I” e posterior soldagem das partes cortadas. resultando em uma viga de maior resistência com a mesma quantidade de material.

e) Estacas de fundação O perfil “I” é utilizado para tal finalidade. de uma maneira semelhante à utilizada para perfis U. Essa característica impede o uso de perfis I para pilares mais solicitados e mais longos. esforços não absorvíveis por estacas de concreto. d) Composição de pilares Pilares podem ser compostos através da soldagem direta de dois perfis ou pela ligação de dois perfis por meio de chapas ou cantoneiras. pois a forma da seção resulta em uma maior rigidez na direção paralela à alma. Composição de pilar com perfil I 14 . portanto para pilares. o perfil de aço pode ser cravado em pequenos segmentos e emendados por solda.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura c) Pilar isolado para pequenas cargas A seção em I não apresenta a melhor forma de seção para forças de compressão. Recomenda-se também seu uso. principalmente quando se deseja menor vibração durante a cravação da estaca. em fundações onde ocorram forças horizontais ou momentos. ou ainda quando o estaqueamento precisa ser executado em local que não permita a entrada de bate-estacas de grande altura. do que na direção normal a ela.

que servirão como paredes para contenção do solo.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Perfil I utilizado como estrutura de escada Vigas com perfil I f) Estacas-prancha Utiliza-se o perfil “I” para a contenção do solo em escavações de grande profundidade. a escavação é permanente e os perfis permanecem compondo o arrimo e fazendo parte da fundação. No caso de sub-solos. os perfis podem ser recuperados por extração. Se a escavação for provisória e houver posterior re-aterro. Os perfis são cravados convenientemente espaçados e entre eles são colocadas pranchas de madeira ou até uma laje de concreto armado. 15 . As forças horizontais do empuxo do solo são transmitidas aos perfis de aço.

pelas suas características geométricas é quase que unicamente utilizado como pilar. 16 . seja perfil I ou H pela sigla PS de Perfil Soldado. As indicações em desenho são semelhantes às do perfil “I”. Os perfis laminados produzidos pela Gerdau Açominas recebem a sigla W ou HP. largura da mesa. espessura da mesa e espessura da alma. (PerfilH) Exemplos: • CS 300 x 26. Diferencia-se geometricamente do perfil “I” por apresentar largura de aba. onde o último número é o peso por metro linear • W 310 x 93. onde o último número é o peso por metro linear Os perfis soldados. quando não produzidos industrialmente. Normalmente a ordem de identificação é altura do perfil.5 Perfil H Este tipo de perfil pode ser obtido pela soldagem de 3 chapas ou por laminação. respondendo bem ao esforço de compressão axial. podem ser especificados genericamente. O perfil “H”. pois apresenta boa rigidez em ambas as direções. Os perfis eletrosoldados produzidos pela Usiminas recebem a sigla CE. onde o último número é o peso por metro linear • CE 300 x 76. também. de Coluna Eletrosoldada. Exceto que os perfis não industrializados de chapa soldada recebem a sigla CS. onde todas as dimensões sejam especificadas. iniciais de Coluna Soldada.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 7. A inércia de sua seção faz com que o perfil “H” seja indicado. Como essas seções não são tabeladas elas deverão ser identificadas na prancha de desenho em tabela própria. para pilares submetidos a flexo-compressão (flexão+compressão axial). igual a altura da alma. ou mesa.

Módulo 3 | As seções estruturais e suas aplicações Cidade do Samba – Rio de Janeiro Universal Records – São Paulo Residência – São Paulo 17 .

As seções estruturais e suas aplicações 7.6 mm. quando não apresentam costura. As seções dos tubos podem ser circulares. Tubos sem costura são obtidos com dimensões que não ultrapassam o diâmetro de 355. Não há diferença quanto às propriedades físicas de um ou outro. onde o primeiro número é sempre a altura e o segundo a largura. quadradas ou retangulares. Exemplos: • Ø 200 x 3 (tubo circular) • ì 150 x 80 x 2 (tubo retangular). mas apenas no processo de fabricação.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Parte 3 . Tipos de seção para tubos sem costura 18 . ou pela calandragem (processo para curvar chapas ou perfis) de chapas e posterior costura. onde os tubos de maiores dimensões são obtidos com costura e os de menores sem costura.6 Perfil tubular Os perfis tubulares podem ser obtidos pelo processo de extrusão. Os tubos são especificados em projeto pela dimensão externa seguida da espessura em milímetros. Os primeiro são chamados “tubos sem costura” e os últimos “tubos com costura”.

Módulo 3 | As seções estruturais e suas aplicações Perfilação a quente de tubos quadrados Perfilação de tubo quadrado – cadeira de entrada Conformação a frio de tubo sem costura circular para seção retangular Perfilação de tubo quadrado – cadeira de saída 19 .

São executados vazados ou preenchidos com concreto. 20 . pois apresentam maior eficiência contra flambagem e com menor consumo de material. tem um desempenho fraco sob a ação de torção. b) Barras submetidas a torção. c) Pilares. principalmente os cilíndricos. Talvez. quando então se obtém uma grande resistência com seções bastante esbeltas. são os que melhor absorvem esforços de torção. Apresentam certas dificuldades em relação às ligações entre as barras. como ocorre nas treliças. por possuírem massas igualmente distanciadas do centro de gravidade.br Importante! Um problema sério dos perfis tubulares é a possibilidade de sofrerem deteriorações de dentro para fora e que não podem ser detectadas visualmente. o que contraria o princípio já bastante comentado. prestam-se bem à utilização em barras submetidas tanto a tração como a compressão. d) Vigas. • Os tubos são usados em: a) Barras de treliças planas e espaciais.com. embora já existam sistemas bastante eficientes para execução de nós em treliças com tubos cilíndricos (ex: Sistema Mero para treliças espaciais). por exemplo. Os perfis tubulares retangulares podem ser usados como vigas.vmtubes. Os perfis tubulares. pois ao contrário destes apresentam maior concentração de massa na alma. do ponto de vista de comportamento frente à esforços de compressão. seja essa a mais interessante aplicação dos perfis tubulares. Os perfis I.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Para maiores informações sobre tubos sem costura: www. Os perfis tubulares. Por isso recomenda-se o uso de tubos em aços resistentes à corrosão. pois a alma concentra material próximo ao centro de gravidade. por possuírem massa igualmente distanciadas do centro de gravidade. Do ponto de vista econômico os perfis tubulares são menos eficientes que os perfis I.

Recife 21 .Módulo 3 | As seções estruturais e suas aplicações Perfil tubular – Aeroporto Santos Dumont – Rio de Janeiro Aeroporto dos Guararapes .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Pilar tubular – CEA – São Paulo Passarela – São Paulo 22 .

Fortaleza Estrutura atirantada – São Paulo 23 .Módulo 3 | As seções estruturais e suas aplicações Cobertura em passarela – São Paulo Base de treliças .

• Δ = espessura da chapa mais fina. as rebitadas no máximo 80%. de forma a permitir o aperto entre as peças através de ferramenta adequada. O comprimento do rebite deve ser superior à soma das espessuras das chapas. Rebites O rebite é um pino cilíndrico feito de material dúctil.6 t ≤ d < 3 Δ Ligação com parafusos de alta resistência Onde: • t = espessura da chapa mais grossa. outra para impedir o giro da cabeça. Para fixação do parafuso são necessárias duas ferramentas: uma para girar a porca. • Os rebites necessitam de equipes de 4 a 5 homens bastante experientes. 8. Para uma escolha prévia do diâmetro do parafuso.1 . • Perigo de incêndio. que permitem ligações mais eficientes. forme a segunda cabeça. de forma que o trecho restante. tendo em uma das extremidades. Parafusos Os parafusos são barras cilíndricas rosqueadas numa extremidade e com cabeça em outra.2. Os furos para introdução dos parafusos devem ter folga de 1/16”. • Ruído excessivo. já o inverso não é verdadeiro. Para melhor introdução do rebite é necessária uma folga de 1/16” entre seu diâmetro e o furo. Os parafusos mais empregados nas construções metálicas são os de cabeça quadrada e hexagonal. As ligações soldadas podem atingir até 100% de eficiência. quando prensado. A rebitagem é feita a alta temperatura a fim de facilitar a deformação do corpo do rebite na formação da segunda cabeça e do preenchimento total do furo. Estação da Luz – São Paulo – SP Qualquer conexão feita com rebite pode ser executada com solda. fixando as peças. uma cabeça que se apóia em uma das peças a serem ligadas. aplica-se a seguinte relação: 1. parafusos e solda 8. Atualmente. Portanto para execução de uma ligação parafusada são necessários apenas dois operários. os rebites estão em desuso nas estruturas devido às seguintes razões: • Desenvolvimento da técnica de soldagem e dos parafusos de alta resistência. 24 .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 8 : Os Principais Elementos de Ligação Os principais elementos de ligação: rebites. Apresentam porcas com a mesma dimensão e forma da cabeça. Em ligações submetidas a vibração são acrescentadas arruelas de pressão. • Ambiente de trabalho insalubre (calor e ruído).

os parafusos comuns são usados em ligações secundárias e em estruturas de pequeno porte. Esses parafusos podem fazer a ligação entre as peças de duas maneiras: a) Por atrito entre as peças ligadas Solução utilizada quando a estrutura não permite qualquer deslocamento (escorregamento) da ligação.Módulo 3 | As seções estruturais e suas aplicações Parafusos comuns Os parafusos comuns são fabricados com aço carbono. Chegam a resistir a tensões de tração iguais a 11. onde sua resistência propicia a diminuição no número de parafusos se comparados com os parafusos comuns. Os parafusos de alta resistência são bem mais caros que os parafusos comuns e. Por serem pouco resistentes. menos resistentes e são reconhecidos pela sigla ASTM A307. 25 . Parafusos de alta resistência São parafusos executados com aço de médio e baixo carbono. São fabricados dois tipos de parafusos de alta resistência: - ASTM A325 com limite de escoamento entre 5600 e 6500 kgf/cm² - e o ASTM A490 com limite de escoamento entre 8000 e 9600 kgf/cm² Os parafusos ASTM A325 são os mais usados. há sempre a possibilidade de acomodação entre as peças ligadas. portanto mais resistentes São parafusos com alta tensão de ruptura a tração e a cisalhamento. recomendáveis para obras de médio e grande portes.950 kgf/cm². b) Por resistência ao cisalhamento do corpo do parafuso Neste caso. portanto.

O material-base ao atingir a temperatura indicada. As ligações soldadas são as que apresentam a maior rigidez. 26 . funde-se propiciando a união entre as peças. fonte: O Uso do Aço na Arquitetura – Aloizio Margarido – ed. e hoje são tão difundidas e de qualidade tão boa que existem obras inteiramente soldadas. o eletrodo.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 8.3. muito importante o tipo e qualidade do material-base. portanto.000 °C. tornando a ligação frágil. Solda As ligações soldadas começaram a ser utilizadas com grande sucesso a partir da década de 40. Essa temperatura é obtida pela criação de uma arco voltaico entre o materialbase e o eletrodo. sofre modificações físico-químicas. também se funde preenchendo o vazio entre a ligação. Caso o metal base não seja soldável (por exemplo: aço com grande quantidade de manganês) a solda não se realiza adequadamente. CBCA - 2008 O material-base durante a soldagem. A soldagem se faz pelo aquecimento do material-base (elementos a serem ligados) a uma temperatura de aproximadamente 4. o que pode influenciar na resistência da junta soldada sendo. além de provocar o arco voltaico.

Emprega-se o Raio-X. as soldas devem sofrer rigoroso controle e aprovadas após exames especiais. Ao atravessarem as falhas os raios emergem com maior intensidade impressionando o filme com tonalidade mais escura. denunciando a existência da falha. Tipos de soldagem Conforme as chapas a serem soldadas sejam posicionadas podem ocorrer dois tipos de soldagem. O princípio baseia-se na reflexão das ondas acústicas ao atingirem meios de diferentes densidades. b) Controle com líquidos penetrantes Também utilizada para observação de defeitos superficiais. menor a intensidade de radiação emergente. esse retorno será captado antes pelo receptor. revelando-se as falhas. Quanto maior a espessura atravessada. Conforme aumentem as espessuras das chapas a serem unidas. d) Controle por Ultra-som Destina-se também à verificação dos defeitos internos. após a limpeza do excesso e aplicação do revelador (à base de talco ou gesso). devem ser previstos detalhes que garantam a penetração total da solda. a) Solda de topo Neste caso as chapas são posicionadas uma contra a outra e em um mesmo plano. 27 . podese observar as falhas através da ocorrência de manchas mais escuras. Consiste na magnetização da peça a ser verificada. Ao atravessar o material os raios são absorvidos progressivamente. A superfície a ser verificada é banhada com líquido penetrante colorido. Para garantir a qualidade da ligação. através da medição do campo magnético podem-se perceber as descontinuidades. Se no percurso da onda houver uma falha (vazio com densidade baixa). c) Controle Radiográfico Destina-se à verificação dos defeitos internos. haverá uma reflexão antes da onda atravessar todo o material.Módulo 3 | As seções estruturais e suas aplicações Importante! Controle de qualidade da solda O principal defeito da solda é sua descontinuidade ou falha. Após revelação da chapa de filme. tais como: a) Controle magnetoscópico Este ensaio serve para a observação de falhas superficiais. As falhas enfraquecem drasticamente a ligação. ficam à mostra as descontinuidades. Para isso as extremidades das chapas devem ser convenientemente preparadas. As falhas absorvem o líquido.

d) As ligações com parafusos são executadas no canteiro. Os furos diminuem a seção resistente da peça. As soldas são indicadas com setas. a solda ocorre do lado onde está a ponta da seta e se ao contrário. são apresentadas as formas mais comuns de representação de solda nos desenhos de estruturas metálicas. o que garante mais qualidade e rapidez à execução. c) As ligações soldadas são mais vantajosas em relação às parafusadas por não necessitarem de furos. A solda de topo é representada por dois traços paralelos sobre a seta. a solda ocorre exatamente do lado oposto ao que se encontra a extremidade da seta. Quando a solda ocorre nas duas faces indicadas pela seta o triângulo é duplo. Quando o edifício tem um uso não permanente.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura b) Solda em ângulo Quando as chapas são posicionadas em planos ortogonais. o triângulo estiver para cima. (ver próxima página) Observações gerais: a) As ligações soldadas devem ser preferencialmente executadas em fábrica. Aqui também. Caso o triangulo esteja voltado para baixo. Esta representação que a princípio pode parecer descabida é interessante para evitar concentração de informações. Sua execução no canteiro pode acontecer em condições adversas e com menor controle de qualidade. A seguir. CBCA - 2008 Mesmo para aqueles que não pretendem ser projetistas de estruturas metálicas é importante conhecer a simbologia mínima de representação de solda para que se tenha uma interpretação correta do projeto. A solda em ângulo é representada por um triângulo. suas extremidades devem ser preparadas com algum tipo de chanfro. as ligações parafusadas são uma exigência já que permitem fácil desmontagem da estrutura. Representação gráfica das soldas Fonte: O Uso do Aço na Arquitetura – Aloizio Margarido – ed. sobre as quais são especificados o tipo e espessura da solda. Essas ligações não exigem a mesma precisão das ligações parafusadas. dependendo das espessuras das chapas. Para saber mais sobre ligações: O Uso do Aço na Arquitetura – Aloizio Margarido 28 . resultando em ligações deficientes.

CBCA - 2008 29 .Módulo 3 | As seções estruturais e suas aplicações Fonte: O Uso do Aço na Arquitetura – Aloizio Margarido – ed.

Sistemas estruturais em Aço na Arquitetura Os Sistemas Estruturais em Aço 4 MÓDULO 1 .

Critérios de uso Pré-dimensionamento Vigas de alma cheia com seção especial.5.Viga Vierendeel Comportamento Critérios de uso Pré dimensionamento • 9.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Índice . Critérios de uso Os arcos em estruturas metálicas Pré-dimensionamento • 9.2.3 Treliças Treliças Planas Comportamento Tipos de treliças Critérios de uso Pré-dimensionamento • 9. Cabos O cabo Comportamento • 9. • 9. Passagem de tubulações nas vigas.1. Vigas contínuas sem balanço.4. viga de alma cheia Comportamento Vigas biapoiadas com balanços.6. pilares Comportamento Pré-dimensionamento 2 . Vigas contínuas com balanço. Arcos Comportamento Tipos de arcos A questão dos empuxos.Módulo 4 • Introdução • 9.

pode-se criar uma quantidade quase infinita de possibilidades estruturais. ainda. altura da seção do arco. usaremos o limite inferior. com a colaboração da arquiteta Luciane Amante. P. respostas do pré-dimensionamento. como flecha do cabo. Os gráficos apresentam nas abscissas valores que correspondem a uma das variáveis. mas de uma superfície contida entre duas linhas.Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço Parte 1 . O pré-dimensionamento dos sistemas estruturais é feito através do uso de gráficos que foram elaborados pelo professor Philip A. através de associações adequadas. os materiais e seções mais usuais para sua execução. Quando a estrutura é bastante carregada usamos o limite superior. Os gráficos não são apresentados na forma de uma linha. 3 . Os sistemas estruturais em Aço Vídeo – Sistemas Estruturais Vídeo – Integração arquitetura e estrutura Introdução Nos próximos itens. quando se trata de estruturas como cabos. a dimensão mínima de um dos lados da seção do pilar. ou. Se a estrutura for pouco carregada. como vãos. quando se trata de pilares. serão apresentados uma série de sistemas estruturais básicos compostos por barras. Rebello e Walter Luiz Junc. vigas e treliças. da viga e da treliça.Os Sistemas Estruturais em Aço 8. a partir dos quais. O uso do limite inferior ou superior depende de bom senso. onde serão discutidos seu comportamento estático. condições de aplicação e limites de utilização e. ou na dúvida a região intermediária. O estudo desses sistemas estruturais será dividido em alguns sub-itens. como estruturas de cobertura. Nas ordenadas estão os valores correspondentes. finalmente. ou o número de pavimentos ou altura não travada. Corkill da Universidade de Nebraska e que foram traduzidos e adaptados para o sistema métrico pelos professores Yopanan C. elementos para o pré-dimensionamento. A linha superior representa os valores máximos de pré-dimensionamento e a inferior os valores mínimos.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 9 . também. composto por um fio que tenha em seus extremos anéis que o prendam a uma barra rígida. até se juntarem na mesma vertical do peso. o cabo não apresenta qualquer resistência a esforços de compressão e flexão. também chamadas estruturas suspensas ou pênseis. portanto leves. ou seja.1. o esforço de tração simples é o mais favorável. deformando-se totalmente quando submetido a esses esforços. não apresenta rigidez nem à compressão e nem à flexão. Suponha-se. 4 . Cabos Vídeo – Cabos Vídeo – Cabos e funicular Vídeo – Empuxos Vídeo – Instabilidade dos cabos O cabo Comportamento O cabo é uma barra em que seu comprimento é tão predominante em relação à sua seção transversal que se torna flexível. que servem de apoio. que esse fio seja carregado em seu ponto médio por um peso qualquer P. resultando em elementos estruturais bastante esbeltos e. O cabo apresenta resistência apenas quando tracionado. é escorregarem sobre a barra rígida solicitados por uma força horizontal. suponha-se o modelo apresentado a seguir. são estruturas que podem vencer grandes vãos com pequeno consumo de material. tanto física como visualmente. Em outras palavras. A tendência dos anéis. por isso ele deve ser usado em situações em que ocorra esse tipo de esforço. Para se entender o comportamento de um cabo. Por isso as estruturas em cabos. Como foi visto anteriormente.

a curva será ligeiramente diferente da parábola e se chamará catenária. devido às suas condições de rigidez. Pode-se também verificar que. o caminho que as forças percorrem ao longo do cabo até chegarem aos seus apoios. quando totalmente carregado. Isso poderá ser facilmente verificável através de uma simples experiência: suponha-se que se esteja suportando com as mãos uma das extremidades de uma corda. O cabo nessa posição adquirirá uma forma triangular. Se as cargas forem iguais. Notar-se-á que se é obrigado a puxar cada vez com maior força. Se as cargas forem iguais e igualmente espaçadas em relação a horizontal. Ao se aumentar o número de cargas observar-se-á que para cada conjunto o cabo apresentará uma forma de equilíbrio diferente. pois esta só depende do peso aplicado ao cabo.Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço Para evitar esse escorregamento devemos fixar os anéis num ponto qualquer da barra rígida. em outras palavras. A palavra funicular vem do vocábulo latino funis. a solicitação no cabo depende da variação da força horizontal. a forma de uma parábola de segundo grau. 5 . com a reação vertical mantendo-se constante. que sustenta um peso aplicado no meio. Como o cabo só admite esforço de tração simples. para cada situação. aumenta com a diminuição da flecha. conclui-se que as forças ao longo do seu comprimento são sempre de tração simples e variam de intensidade toda vez que mudam de direção. a força horizontal necessária para dar o equilíbrio ao cabo. Se alterarmos a posição e/ou a quantidade de cargas o cabo apresentará. Nessas duas últimas situações a flecha do cabo será dada pela distância entre a horizontal que passa pelos apoios do cabo e seu ponto mais afastado dessa horizontal. uma forma diferente. Sem sair da posição procure-se retificar essa corda. Se nesse cabo colocarmos duas cargas iguais e simétricas. o cabo apresentará. Chamaremos de flecha do cabo a altura do triângulo assim formado. para dado carregamento e vão. como acontece com seu peso próprio. As diversas formas que o cabo adquire em função do carregamento denominam-se funiculares das forças que atuam no cabo. que significa corda e do grego gonia que significa ângulo. portanto do valor da flecha. ou seja. aplicar uma força horizontal cada vez maior. notar-se-á que o cabo se deformará e apresentará a conformação de um trapézio. Para um determinado carregamento e vão. Conclui-se desse fato que existe uma relação inversa entre a flecha do cabo e a reação horizontal nos apoios. mas igualmente espaçadas ao longo do comprimento do cabo. aumentando do meio do vão para o apoio.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Conclui-se. logo terá uma seção menor. resultando em outro volume de material. Portanto deve existir uma relação entre flecha e vão que resulte no menor volume de material. e requer uma maior seção. que quanto menor a flecha maior será a solicitação no cabo. mas em compensação um comprimento maior. Aqui surge um interessante problema: um cabo com flecha pequena é mais solicitado. Por outro lado tem um comprimento menor. Exemplos de uso Loja . daí.São Paulo Conjunto comercial – São Paulo 6 . o que corresponde a um determinado volume de material. Essa relação depende do tipo de carregamento e encontra-se entre os seguintes limites: • 1/10<f / I<1/5 onde: f : flecha do cabo I : vão do cabo. Se a flecha for grande será menos solicitado.

Nervi. 23 7 .Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço Ponte em Jacaraípe . Fonte Process n.ES Fábrica de papel .ES Ponte em Jacaraípe .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Instituto de estruturas leves de Stuttgart.Frei Otto 8 .

por não ter rigidez. Para entender essa relação será utilizado um modelo a partir de um cabo. O arco verdadeiro é resultado do empilhamento de diversos blocos. A essa forma adquirida pelo cabo dá-se o nome de funicular. Falso arco Arco de pedra 9 . Os primeiros arcos eram executados com blocos que se apoiavam com um pequeno balanço em relação ao anterior. O arco verdadeiro. de maneira que o comprimento resultante seja maior que o vão a ser vencido. É o chamado arco falso.Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço 8. Esses arcos não permitiam vencer grandes vãos. Portanto em qualquer situação de carregamento pode-se afirmar que o cabo encontra-se submetido à tração simples. provavelmente surgiu da desestabilização do arco falso que resultou numa disposição dos blocos mais adequada para vãos maiores. Isso nem sempre é verdade. e assim sucessivamente. só é capaz de absorver esforço de tração axial. Arcos Vídeo – Arcos Vídeo – Antifunicular Vídeo – Empuxo no Arco e vínculo articulado Comportamento O uso do arco remonta a épocas remotas quando os materiais estruturais restringiam-se a madeira e pedra. como vimos anteriormente. Apesar de originalmente o arco ser um sistema estrutural submetido a compressão. O cabo. Desta maneira qualquer bloco para se dirigir ao solo sob a ação da gravidade deve provocar um “apertamento” nos dois blocos vizinhos. Mantendo-se os apoios indeslocáveis. Os esforços no arco podem variar de acordo com a forma de carregamento que incide sobre ele. todo o sistema permanecerá submetido a compressão.2. mantendo os blocos unidos e o arco íntegro. Outra característica importante dos cabos é que sua forma deformada muda de acordo com a quantidade e posição das cargas. não se pode generalizar que ele constitui sempre uma estrutura onde só existem esforços de compressão.

para se ter um “arco” só comprimido. se as formas funiculares forem invertida. Viu-se que a forma ideal para conduzir uma força concentrada aos apoios é o triângulo. que para se ter apenas esforços de compressão. O arco obriga o carregamento a descrever um caminho mais longo. E como é sabido. o esforço de compressão axial é mais econômico que o de flexão. portanto. ela nos dá o arco ideal para cargas de peso próprio (cargas iguais ao longo do comprimento do arco). Isso provoca uma excentricidade entre o caminho ideal e o fornecido pelo arco. afastado da trajetória ideal. o qual para ser absorvido exige uma seção mais robusta para a peça e. portanto menos econômica. Assim. pois. Conclui-se. o funicular da força. Um arco parabólico sustentando uma carga concentrada no meio do vão. com cargas uniformemente distribuídas ao longo do seu comprimento. além de compressão axial. Ou seja. Um caso extremo é apresentado na figura a seguir. Qualquer modificação no carregamento provoca esforços de flexão. sob a ação de uma única carga concentrada. adquire uma forma funicular que é a curva denominada catenária. portanto é econômico evitar a flexão no arco. o que fará surgir esforço de flexão. que o arco torna-se uma estrutura econômica quando ele 10 . usando uma barra rígida e mantendo o mesmo carregamento. Esses arcos são chamados de arcos funiculares. que é o oposto do funicular dessa carga. Note que no último modelo o cabo. sua forma deverá ser triangular. a forma do arco deverá ser o inverso do funicular das forças a ele aplicadas. resultarão em estruturas sobre as quais pode-se garantir estarem sujeitas apenas a compressão simples.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Nos exemplos acima é sempre possível afirmar que no cabo existem apenas esforços de tração simples. Deduz-se. Invertida.

a forma ideal é a catenária. Os arcos tri-articulados são isostáticos. é menos interessante que o articulado. portanto está mais sujeito ao aparecimento de esforços de flexão indesejados. Do ponto de vista construtivo. caracterizam-se por uma boa adaptação a mudanças de forma geradas por dilatação térmica. Cada trecho entre as articulações pode vir pronto para montagem no canteiro. Pode-se dizer que para arcos bastante abatidos as curvas são praticamente iguais. ou seja. e que para arcos submetidos apenas ao seu peso próprio. principalmente pela facilidade de execução. Os arcos tri-articulados são os mais usados em estruturas metálicas. pois introduzem esforços de flexão. mas em compensação possuem seções mais robustas aumentando seu custo em relação aos outros tipos. É hiperestático. não é estável. o que facilita seu cálculo. esse tipo de arco apresenta três articulações. 11 . Normalmente os arcos são construídos com forma parabólica para facilitar a execução. duas nos apoios e uma terceira normalmente localizada no centro. Não tem a mesma versatilidade de acomodação às mudanças de forma do tri-articulado. Tipos de arcos Dependo da situação em que são usados ou do processo construtivo escolhido os arcos podem apresentar vínculos articulados ou engastados. deformações próprias. Como o próprio nome diz. É claro que para estas últimas aparecerão esforços de flexão. b) Arco bi-articulado Esse tipo de arco apresenta articulações apenas nos apoios. Vimos que no caso de arcos com carregamento uniforme ao longo da horizontal. Atenção! Não existe arco tetra-articulado. Os arcos biarticulados são mais usados em concreto armado. Um arco com mais de três articulações é hipostático. eles não chegam a influenciar as dimensões do arco.Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço é o funicular das forças aplicadas. seja para peso próprio. Além disso. entre outras. O arco tri-articulado apresenta uma grande vantagem construtiva. sua forma ideal é a parabólica. Estes últimos são usados apenas em casos especiais. seja para cargas uniformes ao longo da horizontal. mas. portanto admite menores dimensões de seção. Visualmente a diferença entre uma curva parabólica e catenária é quase imperceptível. pois as articulações permitem melhor acomodação das peças. resultando em menor consumo de material. a) Arco tri-articulado É o tipo de arco mais utilizado. felizmente.

Quando treliçados. ou seja. Esta é a solução mais utilizada. essa solução deve ter uma justificativa muito forte. Todos os arcos. pois apresenta momentos fletores devidos ao engastamento. sua execução fica bastante simplificada e com custos bem menores. Os empuxos horizontais nos arcos podem ser absorvidos por tirantes. A questão dos empuxos. por isso. o arco se transforma em uma viga parabólica. articulados fixos. com cantoneiras e perfis U. os pilares serão responsáveis pela absorção das forças horizontais e ficarão submetidos a grandes esforços de flexão. Por outro lado é muito estável e. Com isso suas dimensões serão bem maiores. resultando em pilares e fundações de menores dimensões. No entanto. Denomina-se flecha do arco à sua altura no meio do vão. em estruturas metálicas. apresentam nos apoios a tendência de se deslocarem na horizontal. quaisquer que sejam suas formas. em quadras esportivas. Um arco só é estável se seus apoios forem indeslocáveis. tornando a solução totalmente antieconômica. Se um dos apoios for móvel. Empuxos em pilares provocam grandes flexões. Os arcos biengastados são raros em estruturas de aço. 12 . é utilizado para arcos isolados. Os arcos em estruturas metálicas Os arcos. onde predomina flexão. Neste caso. H ou tubular. como.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura c) Arco biengastado Seu uso é bastante incomum e só acontece quando há necessidade expressa de ligação rígida nos apoios. Neste caso o custo da solução pode ser bastante elevado. É o tipo de arco que mais consome material. podem ser de alma cheia. Por outro lado. o tirante pode ser um elemento indesejável no espaço interno da edificação. ou em última instância compostos em pequenos trechos. Carga vertical provoca empuxos na base Sempre que possível os empuxos não devem ser transmitidos aos apoios. denominadas empuxos horizontais. encarecendo a solução. o que exigirá deles maiores dimensões. que também são transmitidas às fundações. A intensidade dos empuxos é inversamente proporcional à flecha do arco. da ordem de cinco vezes. usando perfil I. Quando essa solução for inevitável recomenda-se criatividade para absorvê-la na arquitetura ou até mesmo tirar partido das novas dimensões resultantes. descarregando nos apoios apenas forças verticais. por exemplo. pois perfis de alma cheia para serem dobrados necessitam ser calandrados. aplicando a eles forças horizontais.

Para estabilizálos é necessário prever travamentos adequados. Pré-dimensionamento Uso de fórmulas empíricas a) Foi visto que quanto maior a flecha menor é o empuxo do arco. principalmente fora de seu plano. A flecha ideal será aquela que resulte no menor volume de material. dentro e fora de seu plano. sendo muito instáveis. predominantemente. os arcos são sujeitos à flambagem. As barras das diagonais do contraventamento são executadas com barras redondas ou cantoneiras simples. elas são projetadas em X. Para maior economia. Em contrapartida um arco com grande flecha será mais longo. a compressão simples. também conhecidos por contraventamentos. e. resultado num volume grande de material. Como não é possível prever qual a direção que garantirá tração na diagonal. Para isso cria-se toda uma estrutura treliçada. Logo um arco com uma grande flecha será mais esbelto.Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço Por serem usados em grandes vãos e estarem submetidos. as diagonais do contraventamento devem ser constituídas por barras exclusivamente tracionadas. Os contraventamentos têm a função de transmitir para a fundação qualquer força que apareça fora do plano do arco. portanto. da qual o arco também faz parte. 13 . menos solicitado ele será.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Uso de gráficos Exemplos de uso Estádio Olímpico .Atenas Passarela do Sistema de Trem Urbano – São Paulo 14 .

Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço Shopping Center – Guarujá .RJ 15 .SP Estádio “Engenhão” .

que são submetidas apenas à tração simples. os esforços de tração simples e de compressão simples são esforços mais favoráveis que os de flexão por resultarem em seções estruturais mais econômicas. Se os pilares forem articulados em sua base. Dessa maneira. a colocação de um tirante entre eles. apresentam nos seus mastros de apoio compressão simples penas à tração simples.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 9. O ideal seria que as estruturas fossem submetidas apenas à tração simples. Pois mesmo as estruturas em lona ou malha de cabos. o que é impossível. A solução mais imediata é o uso de duas estruturas iguais às anteriores apoiadas entre pilares.3 TRELIÇAS Vídeo – Treliça Vídeo – Treliça de banzos paralelos Vídeo – Treliças : nomenclatura das barras Vídeo – Treliças em aço: tração nas diagonais e pontos de apoio Vídeo – Treliça de 2 águas ou tesoura Vídeo – Treliças de banzos paralelos : modelos Treliças Planas Como se sabe. têm-se as barras inclinadas submetidas a compressão simples e o tirante a tração simples. Daí deduz-se que as barras estão submetidas apenas a esforços de compressão simples e aplicam aos apoios forças horizontais (empuxos). Comportamento Para entender o comportamento da treliça tome-se o modelo a da figura a seguir. O resultado é uma estrutura estável formada por um triângulo e com barras submetidas apenas a esforços de tração e compressão axiais. 16 . Suponha em seguida que existam dois vãos a vencer. logo uma estrutura bastante econômica. tem-se como solução. Para evitar o tombamento dos pilares. tombarão sob a ação dos empuxos. Pode-se assumir o modelo como um “arco” funicular da carga concentrada. apresentam nos seus mastros de apoio compressão simples.

como será visto mais adiante. As treliças a e b são comumente usadas para coberturas em duas águas. não apresenta montantes. as barras inclinadas de diagonais e as verticais de montantes. de banzos paralelos. 17 . se retira o pilar central. denominadas de treliças de banzos paralelos. tendendo a se aproximar. Tipos de treliças As treliças podem adquirir as mais diversas formas. Portanto. Na prática. Na figura a seguir são apresentadas as treliças mais comuns. tanto para coberturas como pisos. formando triângulos e sujeitas apenas a forças de compressão e tração axiais. os nós dificilmente são executados como perfeitamente articulados. Nessa situação a barra superior ficará submetida à compressão simples. porém. Para se comportarem como treliças as barras devem formar triângulos e terem os nós articulados. A treliça f. Quando invertidas podem ser usadas como vigas de cobertura e até de piso. que para liberar o espaço interno. A estrutura ficará instável e girará sobre seus apoios extremos. pode-se definir a treliça como um sistema estrutural formado por barras que se unem em nós articulados. Para restabelecer o equilíbrio será necessária a colocação de uma barra rígida na parte superior. É necessário que as ligações entre as barras sejam projetadas de maneira a que se tornem menos rígidas possíveis. A estrutura assim originada é uma treliça. nem sempre é possível seu uso. As barras dessas treliças recebem nomes especiais: as barras superiores e inferiores recebem o nome de banzos.Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço Suponha agora. As treliças c e d. são usadas como vigas. Por ter menor quantidade de barras é sempre mais econômica.

as treliças demandam mais mão-de-obra para sua execução. Apesar de consumir menos material que as vigas de alma cheia. Do ponto de vista prático a treliça metálica se torna econômica para vãos acima de 10 m. apesar de mais cara. As treliças mais econômicas são as que apresentam a relação entre altura da treliça e do vão compreendida entre 1/7 e 1/10. Outros critérios. quando muito altas resultam num peso maior. Apesar de serem mais econômicas que as vigas de alma cheia.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura A direção de inclinação das diagonais é importante para garantir economia e um bom desempenho da treliça. material e mão de obra. a) Quanto mais alta for a treliça. pela viga de alma cheia. Por isso a ocorrência de flexão deve ser evitada. Os perfis mais usados nas barras das treliças são as cantoneiras duplas ou U. menores serão os esforços nas barras. inclusive estéticos. Isto se deve ao fato de serem as diagonais as barras mais longas da treliça e se submetidas a compressão apresentarem a tendência de flambar. as treliças são sistemas estruturais que se tornam econômicos por apresentarem apenas esforços axiais de compressão e tração. Nem sempre o fator econômico é o critério decisivo na escolha da altura conveniente. Por isso. já não tão econômicos. Como já visto. sendo o ideal 45º. Em treliças para grandes vãos e cargas podem ser usados perfis I ou H. A aplicação de cargas fora dos nós da treliça resulta no aparecimento de momento fletor nas barras. por outro lado. principalmente por sua grande esbeltez. Como o que importa é o custo total. mesmo para grandes vãos. Em casos extremos podem ser utilizados valores entre 1/5 e 1/15. pode-se optar. se forem em aço. b) Diagonais muito inclinadas aumentam o peso da treliça e ao contrário provocam um comportamento inadequado da treliça. quando o projeto exigir limitação na altura da viga. 18 . o que não é aceitável do ponto de vista econômico.0 metros. Em coberturas com estruturas metálicas o espaçamento mais econômico entre treliças é de 5. No caso de estruturas em aço. Pré-dimensionamento: Uso de fórmulas empíricas. mas. as treliças resultam em alturas bem maiores. podem se impor. podendo eventualmente ser aumentado para 6. Se submetidas à compressão deverão ser reforçadas o que aumenta o peso da treliça e em conseqüência seu custo. As treliças b e d são as mais indicadas para serem executadas em aço. não é para qualquer vão que a treliça se torna uma solução econômica.0 metros. é recomendável que as diagonais trabalhem sempre a tração. alcançando o dobro (ver critérios de prédimensionamento). O ângulo de inclinação mais adequado deverá estar entre 30º e 60º.

Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço Uso de gráficos: 19 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Exemplos de uso Passarela TRE – Salvador – BA 20 .

Recife .PE 21 .BA Aeroporto dos Guararapes .Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço TCU – Salvador .

SP Distrito Naval – São Paulo .SP 22 .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Colégio – São Paulo .

Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço Cobertura de cinema em Shopping Center Cobertura de cinema em Shopping Center 23 .

BA Hotel Cesar Park – Guarulhos .SP 24 .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Casa do Comercio – Salvador .

Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço Ambev – Diadema – SP Academia de Squash 25 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Shopping Center – Uberlândia – SP 26 .

com custos mais elevados. observe as situações mostradas nas figuras a seguir. Se assim fosse. pois teria dimensões maiores. Comportamento Apesar de visualmente parecer. 27 . Viga Vierendeel Vídeo – Viga Vierendeel Vídeo – Viga Vierendeel : quadro rígido Vídeo – Viga Viereendel : esforços e forma Vídeo – Viga Viereendel e viga alveolar Viga Vierendeel A viga vierendeel é uma viga de alma vazada. apoiada em vários pilares e uma inferior que recebe a carga desses pilares e vence o vão total. A viga vierendeel pode ser considera uma parente da treliça. mas apresenta comportamento bastante diferente. a viga vierendeel não apresentaria vantagens. uma superior.Os Sistemas Estruturais em Aço 8. Ela é composta por barras que se encontram em nós.Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço Parte 2 .4. Para entender o comportamento da viga vierendeel. uma viga vierendeel não é o conjunto de duas vigas.

logo. Dessa maneira todas as barras ficam solicitadas. pois todos os nós são articulados. Neste caso tem-se o tradicional pórtico. devida à tendência de afastamento das pernas do pórtico. Devido a resistência à deformação aplicada por eles à viga. mas apenas tração simples. sendo. Com isso os pilares passam a oferecer resistência maior ainda à deformação da viga superior. eles também ficam menos solicitados. Sendo os nós inferiores articulados. resultando num esforço máximo menor que em qualquer das situações anteriores. Desta maneira a deformação dos montantes é diminuída devido a resistência oferecida pela viga inferior. por serem os nós rígidos. nenhum esforço de flexão é transmitido à viga inferior. apenas a viga superior se deforma. não transmitindo qualquer esforço de flexão para as demais barras. Na segunda situação. que fica menos solicitada ainda.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Na primeira situação. sua deformação é menor que na primeira situação. portanto. 28 . a flexão da viga superior é transmitida aos montantes. ao se aplicar a força sobre a estrutura. Os montantes verticais recebem apenas força de compressão. Na terceira situação o nó inferior é enrijecido. menos solicitada.

da qual se subtraem as diagonais. 29 . momento fletor e força cortante. para se estabilizar. Um outro modelo para explicar o comportamento da viga vierendeel parte da treliça. resultado em um novo sistema estrutural: a viga vierendeel. Do raciocínio acima se pode concluir que. Com isso os retângulos formados pelos banzos e montantes. que formando triângulos não permitiam a deformação do retângulo. Como a viga vierendel.Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço O aumento do número de montantes faz com que as deformações sejam menores. Ao se proceder dessa maneira. ela é menos econômica que a treliça. Com a perda das diagonais uma outra forma de manter a figura retangular indeformada é enrigecendo seus nós. por terem os nós articulados. Os montantes são solicitados por compressão axial. Esse efeito. desenvolve momento fletor em suas barras (devido à rigidez nos nós). momento fletor e força cortante. era absorvido pelas diagonais. na treliça. As barras horizontais da viga vierendeel recebem o nome de membruras e as verticais de montantes. para existir uma viga vierendeel. Isso se deve ao efeito da força cortante longitudinal que tende a fazer escorregar o banzo superior em relação ao inferior. A estrutura resultante é a viga vierendeel. deixando as barras menos solicitadas. tornam-se instáveis e tendem a se transformar em losangos. momento fletor e força cortante. é necessário que as barras que a formam sejam rigidamente ligadas nos nós. As barras da membrura inferior são solicitadas por tração axial. As barras da membrura superior são solicitadas por compressão axial. os retângulos tornam-se indeformáveis e a viga como um todo se estabiliza.

ainda.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Critérios de uso A viga vierendeel é usada em situações em que se necessita de vigas com grandes aberturas em suas almas para possibilitar a passagem de tubulações ou. Em edifícios altos. 30 . Os usos mais comuns de viga vierendeel são: • Vigas de transição São vigas que transferem as cargas de pilares mais próximos para outros mais afastados. tornando mais agradável sua travessia. para permitir ventilação e iluminação do ambiente. a viga de transição pode chegar a ter a altura de um pé-direito. A viga de transição é normalmente localizada no primeiro pavimento do edifício. Passarela na Linha Amarela – Rio de Janeiro No caso da viga de passarela. por questões estéticas. seja por questão funcional seja para diminuir seu peso próprio. • Vigas que apresentam grandes alturas e precisam ser vazadas. • Vigas de passarelas Sustentam simultaneamente cobertura e piso. até mesmo. seja. a viga vierendeel permite o uso de uma viga alta capaz de vencer um grande vão e sem obstruir a passagem de iluminação e ventilação para dentro da passarela.

conforme mostra a figura abaixo. A segunda solução da figura é a viga alveolar ou castelo. inclusive circular. 31 . conforme mostra a figura a seguir.Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço A forma dos vazios pode ser qualquer. A viga vierendeel alveolar ou castelo é obtida a partir de cortes convenientemente executados em perfis “I” ou “H” e posterior soldagem.

ou seja. Pré dimensionamento Uso de fórmulas empíricas. Como foi visto pelo modelo de vierendeel criado a partir da treliça.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Uma viga assim executada pode alcançar uma resistência bem maior que a original. 32 . varia conforme varia a força cortante. As barras das vigas Vierendeel em aço são executadas com perfis “I” ou “H”. esforços predominantes nessas barras. sem alteração em seu peso próprio. a tendência de escorregamento é maior do apoio para o centro do vão. como a figura abaixo. devido a sua resistência a flexão e compressão. Com isso. deve-se aumentar as dimensões dos elementos mais próximos dos apoios. resulta que as aberturas deverão ser variáveis diminuindo do centro para os apoios da viga. Por isso os montantes e as membruras são mais solicitados junto aos apoios. Se a intenção for aliar a forma da viga ao seu melhor desempenho estático-econômico.

em caso extremo. através de um caminho geralmente horizontal. Entretanto. Porém. pois precisa apresentar condições de transmitir aos apoios forças predominantemente verticais. em termos de aproveitamento de espaço. as primeiras vigas de alma cheia utilizadas pelo homem foram troncos de árvores e devem ter sido “projetadas” na tentativa de constituir espaços totalmente aproveitáveis entre apoios e possibilitar a criação de um piso elevado. admite-se. Provavelmente. Chamam-se vigas de alma cheia aquelas que não apresentam vazios em sua alma. Uso de gráfico 8. o que acaba por gerar maiores dimensões de seção. Esse “desvio” de 90° no caminho das forças exige muito da peça. a viga vierendeel deve ter a distância entre montantes igual ou inferior a sua altura. São as vigas mais comuns. uma distância igual a 1. Viga de alma cheia Vídeo – Viga de alma cheia Vídeo – Viga de alma cheia balanço Vídeo – Relação de vãos econômicos Chama-se alma de uma viga a parte vertical de sua seção.Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço h h h h´ 10 % do vão 12 % do vão 14 % do vão h/6 a h/4 para cargas pequenas para cargas médias para cargas grandes (altura das barras) A largura das barras é de 60 % a 100% de h’.5 da altura.5. a viga é um dos elementos estruturais mais solicitados em termos de esforços. ao lado da vantagem oferecida. Para um melhor funcionamento. 33 .

Pode-se fazer uma analogia entre as linhas isostáticas e as curvas de níveis topográficas. o comportamento real de uma viga é mais complexo. Nestas encontram-se os pontos de mesmo nível. tudo se passa como se dentro da viga existissem arcos comprimidos e tirantes tracionados. usando um modelo mais simplificado e visualmente mais inteligível. O comportamento mais próximo do real pode ser imaginado como a existência de “arcos internos atirantados”. naquelas as tensões de mesmo valor. 34 . A figura abaixo mostra como se distribuem essas linhas.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Comportamento Pode-se dizer. Ao longo dessas localizam-se as tensões de intensidades iguais. Na verdade. ou seja. Elas recebem o nome de linhas isostáticas. que as vigas são barras que quando carregadas transversalmente estão sujeitas a esforços de flexão: momento fletor e força cortante. Na verdade são linhas sobre as quais estão localizadas as tensões principais de compressão e tração.

35 . aproximadamente. tais como altura estrutural ou rapidez de execução. Conforme a quantidade de vãos e posição dos apoios. uma viga bi-apoiada carregada com carga uniforme. criando um pequeno balanço. 5/7 do comprimento da viga como vão central e 2/7 como balanço. cresce o momento negativo e diminui o positivo. com ou sem balanços e vigas contínuas com ou sem balanços. No caso de dois balanços essa situação ocorre quando se tem 1/5 do comprimento da viga nos balanços e 3/5 no vão central. não se use vigas de alma cheia para vãos maiores. O que não impede que por outras razões. A situação em que se tem o menor esforço de flexão na viga é quando o momento negativo é igual ao positivo. A opção por uma ou outra solução depende do modelo adotado para o comportamento da estrutura. torna-se um aliado na diminuição dos esforços nas vigas. normalmente. as vigas podem ser classificadas em vigas bi-apoiadas. inicialmente. Em estruturas de aço as vigas de alma cheia são econômicas para vãos até 10 m. Há edifícações em que essas vigas vencem vãos de mais de 25 m. Existem relações apropriadas entre balanços e vãos centrais que tornam mínimo o esforço de flexão na viga. As ligações viga x viga são. adotadas como articuladas. quando bem dosado. aparecem momentos negativos.Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço Critérios de uso As vigas de alma cheia são mais pesadas que as treliças. Para determinar a relação ideal entre balanços e vãos centrais imagine-se. Esta viga apresenta momentos fletores variáveis ao longo do vão. Esta situação ocorre quando se tem. É óbvio que esses momentos irão aliviar os momentos positivos ao longo do vão. Se um dos apoios é empurrado na direção do centro do vão. Conforme se aumenta o balanço. mas por outro lado apresentam alturas menores. O uso de balanços. A figura a seguir mostra exemplos destes tipos de vigas. com seu máximo no meio. Nas estruturas metálicas as ligações entre vigas e pilares podem ser articuladas ou rígidas. até o ponto em que o momento negativo supera o positivo.

usar perfil U. pois como ele não é simétrico em relação ao eixo vertical. recomenda-se travar lateralmente esse perfil com outros que possam absorver a torção.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura O perfil utilizado em vigas de alma cheia é predominantemente o perfil I. Para vigas pouco solicitadas pode-se. por efeito das forças cortantes longitudinais. então. quando. por questão de economia. 36 . Atenção especial deve ser dada a esse perfil. Como não é fácil aplicar a carga no denominado centro de cisalhamento. não haveria torção. pode sofrer torção.

apresenta cargas de outras vigas apoiadas sobre ela.Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço Pré-dimensionamento Uso de fórmulas empíricas Vigas biapoiadas sem balanço. para cargas pequenas 5 % do vão. para cargas médias 6 % do vão. para cargas grandes A idéia de pequena. Grosso modo. Na dúvida usa-se o valor maior. além das lajes e alvenaria. A largura da viga deve variar entre 40 e 60 % da sua altura. Pode-se considerar grande carga aquela que. h= h= h= 4 % do vão. 37 . média ou grande carga não tem limites precisos. Carga média seria a existência de lajes nos dois lados da viga e de alvenaria. Vigas biapoiadas com balanços Neste caso. pode-se considerar como pequena carga a existência de laje apoiada apenas em um lado da viga e a inexistência de alvenaria. tanto pelo vão quanto pelo balanço. utilizando as regras anteriores para o vão e as que vêm a seguir para o balanço. Adota-se como altura da viga o maior dos dois valores. verifica-se a altura da viga.

para cargas grandes A largura da viga segue o mesmo critério das situações anteriores. apesar de economia de material. Neste caso. 38 . pode-se adotar alturas diferentes para balanço e vão central.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Caso seja interessante ou necessário. Vigas contínuas com balanço Verifica-se a altura da viga pelo vão conforme item anterior e pelo balanço. para cargas grandes Quanto à largura prevalecem os valores adotados nos itens anteriores. para cargas pequenas 10 % do balanço. para cargas médias 5.5 % do maior vão. A altura do balanço é pré-dimensionada com as seguintes relações: h= h= h= 8 % do balanço. Para largura adotam-se as relações anteriores. para cargas médias 12 % do balanço. Vigas contínuas sem balanço h= h= h= 3.5 % do maior vão. tem-se maiores dificuldades construtivas. Adota-se o maior valor.5 % do maior vão. para cargas pequenas 4.

principalmente em vigas mistas (link para modulo 3 – pág 16 – Viga Mista). Viga mista com perfil especial Para pré-dimensionamento dessas vigas. com mesas de largura e espessuras diferentes.Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço Uso de gráfico Vigas de alma cheia com seção especial. Passagem de tubulações nas vigas.8. pode-se utilizar perfis especiais. Quando necessário. usam-se os mesmos valores anteriores. a mesa superior pode ser menor para tornar o perfil mais leve e econômico. Como a laje de concreto colabora a compressão. Os furos circulares são preferíveis aos 39 . usando um fator de correção de 0. Furos adequadamente localizados e de dimensões que não afetem o comportamento da viga poderão ser efetuados.

O comprimento dos furos não deve ultrapassar a 3 vezes sua altura. Nos apoios os furos devem ser localizados do eixo longitudinal da viga para baixo. sendo ideal ser inferior a duas vezes. De maneira geral as vigas metálicas suportam furos tanto junto aos apoios como no meio do vão.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura retangulares. 40 . Desde que a altura do furo não ultrapasse a 1/3 da altura do perfil não há necessidade de reforços. no meio do vão o furo deve se localizar junto à linha neutra.

facilitando a ligação com as vigas e sua manutenção.6. mas tem contra si a maior dificuldade na concepção das ligações e o problema da deterioração ocorrer de dentro para fora. O primeiro apresenta a vantagem de ser aberto. encontra-se no fenômeno da flambagem.Os Sistemas Estruturais em Aço 8. Os perfis mais comuns utilizados em estruturas de aço são o perfil H e os tubulares. É bom lembrar ainda que os pilares. Os segundos apresentam a vantagem de grande rigidez. neste caso que o pilar está sujeito à flexão composta (flexão + compressão simples). a grande preocupação no trato com pilares. pilares Vídeo – Pilares Como é sabido. 41 . podem estar sujeitos à flexão quando solicitados por forças horizontais. Diz-se. dificultando o aspecto da manutenção.Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço Parte 3 . É também importante considerar a direção em que se coloca o pilar. para que sua direção mais rígida coincida com aquela em que o travamento é menos eficiente. Um bom projeto pensa no adequado travamento dos pilares. com vigas e contraventamentos. além de compressão simples. principalmente em estruturas de aço.

deverá ser multiplicada pelos números de pavimentos acima do pilar. sobrecargas e alvenarias. e conforme nosso bom senso recomendar. obtida por área de influência Para a determinação da carga atuante no pilar usa-se o processo da área de influência. Para determiná-la parte-se do fato de que dois pilares contíguos recebem. Para determinar a carga que incide sobre os pilares multiplicam-se suas respectivas áreas de influência por uma carga hipoteticamente distribuída sobre toda a área do edifício. uma parcela de carga proporcional a metade da distância entre eles. Área de influência é a área de carga hipoteticamente depositada em cada pilar. a carga devida a área de influência. Quando o edifício for alto. podendo ser aumentados ou diminuídos em casos especiais. Os valores dessa carga são: Para piso Para cobertura 700 kgf / m² 400 kgf / m² Os valores acima são as médias obtidas nas edificações. Portanto a área de influência é determinada pelos comprimentos correspondentes a metade das distâncias entre os pilares em ambas as direções. em cada pavimento. Resumindo a determinação da carga em um pilar qualquer é dada por: Onde: P = carga no pilar Ainf = área de influência do pilar n = número de pavimentos qpiso = 800 kgf / m² 42 .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Pré-dimensionamento Uso de fórmula empírica • A seção = P / 700 ( cm² ) Onde: • A seção: área necessária para a seção do pilar em cm² • P: carga atuante no pilar em kgf. cada um. Essa carga engloba as cargas de peso próprio.

Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço Uso de Gráfico 43 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Cidade do Samba – Rio de Janeiro Edifício Comercial – São Paulo Residência – São Paulo 44 .

Uberlândia Edifício Comercial – São Paulo Edifício Garagem – Flamboyant Shopping .Goiânia 45 .Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço Universidade .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Shopping Estação – Curitiba 46 .

criando transparência CEA – São Paulo 47 .Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço Pilares muito esbeltos.

Guarulhos 48 .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Sede da Açotubo .

Módulo 4 | Os sistemas estruturais em aço 49 .

Sistemas estruturais em Aço na Arquitetura Associação de Sistemas Estruturais em Aço 5 MÓDULO 1 .

1. Pilares vagonados • 10.Viga vagão • 10.2.Vigas de cabos • 10. Estruturas Recíprocas • 10. Pórticos • 10.4.7.3. Parabolóides hiperbólicos • 10. Malhas de cabo • 10. Tensegrity • 10.12.9.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Índice .6.cúpulas geodésicas • 10. Treliças espaciais • 10. Grelhas • 10.10. Pilares em árvore 2 .11. Cúpulas .5.Módulo 5 • 10.8.

em quantidade. dos espaços e intenções formais.Associações entre os sistemas estruturais básicos 10. que o solicite de maneira que se mantenha rígido. não ocorrem isoladamente nas estruturas. que dá sentido à estrutura e em conseqüência à arquitetura. É a associação adequada dos sistemas estruturais básicos. o cabo é um sistema básico que devido à sua grande flexibilidade adquire para cada tipo de carregamento uma determinada forma. por si só. Esses sistemas. mas é uma associação necessária para que se constitua uma estrutura completa. Essa tensão pode ser aplicada por um pré esticamento do cabo ou por um determinado carregamento. sozinhos. a viga de alma cheia.1. na verdade. Eles. é uma associação. a viga Vierendeel e o pilar. está intimamente ligada às possibilidades de associações entre os sistemas estruturais básicos.Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço Parte 1 . Associação de sistemas estruturais. previamente. forma e processo. 3 . Isso implica na grande instabilidade dos cabos. Essas associações ocorrem como resultado natural da concepção arquitetônica: das funções. É óbvio que uma viga. logo. também. que para se enrijecer o cabo é necessário aplicar-lhe. mínima. deixa de ter sentido. o cabo. não constitui uma estrutura completa. Por sua vez o pilar sozinho.Viu-se também. não constituem uma estrutura completa. Associações entre os sistemas estruturais básicos Nos itens anteriores foi analisado o que se denominou sistemas estruturais básicos: o arco. Vigas de cabos Vídeo – Cabos : estabilização com cabos Vídeo – Instabilidade nos cabos Vídeo – Viga de cabos Como já foi visto. para constituir uma estrutura. Isso. necessita de pelo menos um pilar. é verdade. treliçada ou Vierendeel. A criação de linhas e planos que se harmonizam na criação das formas arquitetônicas e que se integram ao meio em que se inserem. seja de alma cheia. uma determinada tensão. 10. a treliça.

4 . Nesta associação um dos cabos é previamente tensionado transmitindo ao outro. quando a “viga” for submetida à flexão a força de tração no cabo superior será tão grande que a compressão devida à flexão será inferior àquela. uma tensão que mantém o conjunto estável. Assim. todos colocados no mesmo plano. se ocorresse. o que.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Uma primeira maneira de se estabilizar cabos através de uma tensão inicial. inviabilizaria a estrutura. não deixando ocorrer compressão no cabo. através dos cabos ou barras rígidas. Esta associação é denominada “viga de cabos”. é feita pela associação de cabos com cabos ou barras rígidas.

essa força é transmitida ao cabo superior. e de cabo estabilizante àquele que enrijece o primeiro. 5 . no caso o cabo inferior. ainda. grande deformação. A figura a seguir mostra a forma de se obter a rigidez de um cabo utilizando a associação com outro. O cabo superior é enrijecido por um cabo inferior ao qual é aplicada uma força de tração. qualquer que seja o carregamento. Malhas de cabo Vídeo – Malha de cabos Outra forma de enrijecer cabos é o uso de associações cabo x cabo.Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço Exemplo de uso 10. Para melhorar a condição de rigidez devemos utilizar maior quantidade de estabilizantes. no caso o cabo superior. O enrijecimento dado ao cabo sustentante por um único cabo não é perfeito. São utilizadas para dar aos cabos rigidez necessária para que possam manter a configuração desejada. Assim. A aplicação de uma carga fora do ponto de cruzamento pode provocar. Denomina-se cabo sustentante àquele que recebe diretamente as cargas externas. o cabo superior passa a ser tensionado garantindo-lhe rigidez necessária.2.

Por uma questão de espaço. 6 . c. O conjunto de cabos deve manter a ortogonalidade da malha. evita-se que cada cabo estabilizante tenha seu ponto de fixação junto ao solo. de forma que este seja fixado em pontos altos. Deve haver no mínimo quatro pontos de fixação. condição fundamental. Para isso basta que um cabo estabilizante cruze ortogonalmente o cabo sustentante. e o estabilizante em pontos baixos. na direção ortogonal aos seus planos é usado um segundo conjunto de cabos que se tornam estabilizantes dos estabilizantes. Para criar rigidez nos cabos estabilizantes. utilizando-se para isso um cabo periférico que os fixará. Note-se que com isso criou-se uma superfície em forma de sela de cavalo. Da observação da figura acima se pode tirar alguns critérios para obtenção de condições mínimas de associações cabo x cabo: a. essa é uma das formas fundamentais da associação cabo x cabo que apresenta rigidez em todas as direções. Os cabos periféricos deverão ter a forma funicular. Os cabos sustentantes e estabilizantes devem ter curvaturas opostas. b.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura A próxima figura mostra uma maneira de enrijecer o cabo portante em duas direções. d.

quer seja solicitado de dentro para fora como ao contrário.Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço Exemplo de uso: 9. A palavra tensegrity é uma abreviação das palavras inglesas integer tension. Tensegrity Vídeo – Tensegrity Vídeo – Tensegrity : modelo e execução Tensegrity O tensegrity é um sistema estrutural composto por barras rígidas e cabos. 7 . o que em uma tradução mais livre pode ser tração total. pois a inversão no sentido e direção de aplicação das solicitações não provoca inversão nos esforços internos. Essa denominação expressa bem uma das propriedades desse sistema: nele. quando trabalhava com Buckminster Füller. barras comprimidas e cabos tracionados se conectam de maneira que o conjunto se comporta da mesma forma.3. O tensegrity foi inventado pelo artista plástico Kenneth Snelson.

Exemplos de uso: Tensegrity montado tendo como base um cubo 8 . Grosso modo. No tensegrity ocorre algo semelhante: quanto mais esticados estiverem os cabos. a partir de um cubo que após servir de base para a construção é eliminado. na qual as barras rígidas fazem o papel da pressão de ar e os cabos. O tensegrity pode ser usado na construção de torres e coberturas. Em uma bexiga. mais estável e resistente ela será quando submetida a um carregamento externo. o da membrana. o tensegrity pode ser assimilado a uma bexiga de ar. quanto maior for a pressão interna. ou mais esticada estiver a membrana. As torres atuais feitas com esse sistema podem alcançar até 30 m de altura. ou seja. mais tracionados.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Exemplo de um tensegrity simples formado por quatro barras rígidas e cabos A figura a seguir mostra como se pode construir um tensegrity. e as coberturas alcançam vãos de valores semelhantes. mais estável ele será.

wikipedia.org/wiki/Tensegrity 9 .Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço Needle Tower de Kenneth Snelson (1968) fonte: http://en.

resultando nos apoios apenas forças verticais. Viga vagão Vídeo – Viga vagão Vídeo – Viga vagão : exemplos Vídeo – Associação interessante : tesoura com cabos Viga vagão A viga vagão consiste na associação entre uma viga de alma cheia e um cabo. O nome viga vagão origina-se do fato de ter sido muito utilizada em vagões de trem. apóiam-se em um cabo. que vence o vão total. 10 . Recebe também o nome de viga armada. A viga vagão pode ser entendida como o inverso de uma viga pênsil. Esses esforços são absorvidos pela própria viga. apoiada entre os eixos das rodas. Comportamento Uma maneira bastante simples de explicar o comportamento da viga vagão é interpretá-la como uma viga cujo vão é diminuído pela colocação dos montantes. que em lugar de se apoiarem no piso. Sabe-se que o cabo assim solicitado aplica nos apoios cargas horizontais (empuxos). os montante são trocados por cabos que se apóiam no cabo principal. Na viga pênsil o empuxo é absorvido pelos pilares ou por cabos fixados na fundação.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 9.5. Nesta.

Errado! Certo! Utiliza-se para a viga superior. muda também a forma do cabo. este apresentará sempre a forma funicular dessas cargas.Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço A viga vagão pode ter um ou mais montantes. Uma viga vagão com três montantes cujo cabo seja um trapézio não se comporta adequadamente. principalmente o segundo devido ao seu melhor desempenho aos esforços de flexão e compressão axial. Como os montantes são cargas concentradas aplicadas ao cabo. Variações de Vigas Vagão: 11 . perfil l ou H. É importante observar que conforme mude a posição ou quantidade de montantes. O resultado será o mesmo de uma viga com dois montantes.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Pré-dimensionamento Uso de fórmula empírica Uso de gráfico 12 .

Japão Ponte Akashi Kaikyo .Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço Exemplos de uso: Vigas Pensil Ponte Hercílio Luz – Florianópolis Ponte Akashi Kaikyo .Japão 13 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Vigas Vagão 14 .

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Viga vagonada espacial

A pirâmide do Museu do Louvre - Paris

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Parte 2 - Associações entre os sistemas estruturais básicos
10.6. Cúpulas - cúpulas geodésicas Vídeo – Geodésicas Vídeo – Geodésicas : 2 modelos Uma primeira possibilidade de cúpulas em aço é aquela composta por arcos radiais que se cruzam. A cúpula de arcos cruzados necessita de um anel central de compressão para acomodar os diversos arcos. Um anel inferior ou a própria fundação deverá receber os empuxos dos arcos. Outra possibilidade de construção de cúpulas de aço são as denominadas cúpulas geodésicas. A associação geodésica parte da disposição dos arcos segundo curvas geodésicas. Denomina-se curva geodésica a curva de menor comprimento sobre uma esfera. Essas curvas, quando dispostas na vertical e horizontal, recebem os nomes de meridianos e paralelos, respectivamente. Os arcos, segundo as geodésicas, encontram-se dispostos segundo o menor caminho das forças e, portanto, menos solicitados que em outra posição qualquer, daí resultando estruturas muito leves. Na prática a associação geodésica não é formada por arcos verdadeiros, mas por segmentos de barras. Teoricamente os arcos só ocorrem quando o número de barras for infinitamente grande.

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Considerando-se o ângulo medido do topo para a base da cúpula geodésica, a transição entre os esforços de compressão e de tração nos paralelos ocorre com 52 graus. Portanto para ter-se uma cúpula totalmente comprimida ela deverá ter uma abertura angular máxima de 104 graus. A partir deste ângulo começam a ocorrer esforços de tração. Entretanto quanto maior o raio, maior a reação nos pontos de apoio da cúpula. E quanto menor o ângulo, menor a reação, até que ao se tornar perpendicular, a reação nos apoios torna-se nula. Para a construção das cúpulas geodésicas parte-se de poliedros que podem ser inscritos ou circunscritos numa esfera. O mais comum desses poliedros é o icosaédro, poliedro de 20 faces. Dividindo-se as faces do icosaédro, que formam triângulos equiláteros, em outros triângulos, e projetando-se os vértices obtidos sobre uma esfera, que circunscreva o icosaédro, são obtidos sólidos com maior número de vértices, tornado-os cada vez mais próximos da esfera. Denomina-se freqüência da geodésica ao número de vezes em que se divide as faces triangulares do icosaédro inicial. A estrutura assim formada é composta por barras que se desenvolvem segundo linhas geodésicas, organizadas segundo pentágonos e hexágonos. As barras dessa estrutura estão sujeitas a forças de tração e compressão simples.

O grande problema das estruturas geodésicas é a forma de vedá-las. Devido à sua leveza são muito sujeitas a movimentações, o que pode provocar problemas nos materiais de vedação. Os materiais mais usados para vedação são: a madeira, alumínio, lonas e tecidos sintéticos. Para a execução das barras das geodésicas são normalmente usadas barras com seções tubulares cilíndricas.

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Exemplos de cúpulas não geodésicas

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Exemplos de cúpulas não geodésicas

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10.7. Parabolóides hiperbólicos Vídeo – Parabolóide hiperbólico Parabolóides hiperbólicos O parabolóide hiperbólico é uma superfície de dupla curvatura opostas. Essa superfície é originada por duas parábolas de centros de curvaturas opostos, uma denominada diretriz e a outra geratriz.

Apesar de sua complexa curvatura, pode ser gerada por retas que deslizam sobre duas outras retas reversas. Essa propriedade faz com que uma superfície aparentemente tão livre possa ser executada com facilidade com os elementos retos metálicos. Especial atenção deve ser dada às bordas, que deverão ser mais rígidas que as barras internas para garantir estabilidade ao conjunto. Esse tipo de estrutura torna-se mais fácil de ser executada se as barras forem tubulares circulares, o que facilita os pontos de tangência. Essas estruturas podem vencer vãos de até 40 m.

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Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Exemplos de parabolóides hiperbolicos Museu de Arte de Milwaukee – EUA – Santiago Calatrava 24 .

As estruturas são calculadas a partir de modelos físicos escolhidos pelo projetista e que melhor interpretem o comportamento real. O modelo espacial é mais próximo da realidade. É o caso de uma grelha. A determinação dos esforços é feita através da tradução do modelo físico para um modelo matemático que melhor o descreva. resultando em mau comportamento da estrutura e levando a uma solução anti-econômica. Esse procedimento chama-se análise estrutural. que se apóia nas vigas V4 e V6. Na verdade todas as estruturas se desenvolvem no espaço. Treliças espaciais Vídeo – Treliça espacial Treliças espaciais Antes de tudo. e assim por diante. O melhor modelo será aquele que descreva bem o comportamento real e que resulte em um modelo matemático simples. a viga V4 como outro elemento plano que se apóia nos pilares P1 e P3. logo seriam todas espaciais. mas mais complexo. e que será estudada adiante.Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço 10. Esse modelo é muito mais simples que o que considera todo conjunto como pórtico espacial. Na figura anterior a viga V2 pode ser analisada como um elemento plano. Os “erros” de precisão não prejudicarão o comportamento da estrutura e não resultarão em maiores custos. Um conjunto de vigas e pilares em um edifício pode ser analisado como um único pórtico espacial ou como uma série de elementos planos isolados. onde só se admite o modelo espacial. 25 . Existem situações em que o uso de um modelo plano no lugar de um espacial foge muito da realidade. Nos vãos e carregamentos usuais o modelo plano é plenamente aceitável.8. é importante conceituar o que são estruturas planas e espaciais.

tração na inferior e tendência de escorregamento de suas fatias horizontais (cisalhamento). Comportamento Grosso modo. o uso de terças treliçadas. Quando. por sua vez. discretizada. Neste caso passa a ser mais interessante. a distância entre treliças aumenta. ou seja. aumentam também as dimensões das terças. então. a treliça espacial pode ser assimilada a uma placa sem vigas periféricas. do ponto de vista econômico. por alguma razão. quando apoiada em pilares em sua borda. treliças principais em outro. como um todo. as terças. Na treliça espacial. as treliças são os elementos estruturais principais recebendo a carga da cobertura. vencendo o vão principal e depositando essas cargas nos pilares. apresentando compressão na face superior. composta de barras. que apóiam as telhas e transmitem suas cargas para as treliças. as barras dispostas nos planos superiores e inferiores absorvem compressão e tração respectivamente. A possibilidade de disposição de pilares é o fator principal que leva à escolha de uma treliça plana ou espacial. 26 . Neste caso temse um modelo plano: terças num plano. Sabe-se que uma placa. As barras inclinadas. absorvem o efeito de cisalhamento. flexiona. começa a ser desvantajoso do ponto de vista econômico. por um modelo espacial: a treliça espacial. Pode-se optar. Entre as treliças existem outras vigas. A partir daí o modelo plano.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Em uma cobertura com estrutura plana.

Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço Para atender as condições acima a treliça espacial é composta de barras articuladas nos nós. o que leva aos mais simples deles: prisma triangular. Nos planos. Por isso procura-se usar o mínimo de barras diferentes. 27 . daí esse sistema estrutural ser da família das treliças. a seguir. Infelizmente são pouco exploradas. superior e inferior as barras podem ser dispostas de qualquer maneira. mostram algumas dessa maneiras. Tipos de treliças espaciais Ao se projetar uma treliça espacial uma preocupação importante é com o aspecto construtivo. os planos horizontais resultam sempre preenchidos de quadrados. No caso visto na figura anterior. no entanto existem 32 maneiras diferentes de preencher um plano com polígonos regulares. A solução mais simples é o uso de um módulo composto a partir de prismas regulares. Esta última é a mais comum. Soluções mais criativas podem ser propostas. para poderem absorver adequadamente o efeito de cisalhamento. Essas soluções fogem do comum. tetraedro e pirâmide de base quadrada. devem formar triângulos. As figuras. com resultados estéticos muito interessantes. As barras que ligam esses planos. dispostas em duas direções.

28 . que está diretamente ligada às questões construtivas. O mercado oferece algumas soluções patenteadas. sendo as mais comuns: a que usa uma esfera onde os tubos são rosqueados (Sistema Mero) e a que usa um conjunto de chapas onde os tubos são fixados após terem as pontas amassadas (Sistema Mdeck).Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Um dos problemas mais importante da treliça espacial é a concepção dos nós.

Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço Tipos de ligações: Os perfis utilizados nas barras das treliças espaciais são predominantemente tubulares de seção circular. Pré-dimensionamento Uso de fórmulas empíricas Pode-se adotar como altura da treliça espacial o seguinte valor: h = 5% L+I 2 Onde: L = espaçamento maior entre pilares I = espaçamento menor entre pilares 29 . No entanto existem algumas soluções com cantoneiras duplas usadas na tentativa de criar um nó mais simples.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Exemplos de uso: 30 .

Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço 31 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 32 .

Grelhas Vídeo – Grelhas Vídeo – Grelha entendida como placa Vídeo – Desenho de Grelhas e treliças Comportamento da grelha Imagine duas vigas que se cruzem no seu ponto médio. as deformações das vigas nesse ponto deverão ser. a viga de vão maior deformaria mais que a viga de vão menor. mas um valor intermediário. iguais: nem tão grande como a da viga de vão maior e nem tão pequena como a da viga de vão menor. como as vigas têm em comum o ponto de cruzamento. Tudo se passa como se a viga de vão maior fosse aliviada e a de vão menor fosse sobrecarregada.Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço Parte 3 . Suponha que uma carga P seja aplicada no ponto de encontro das vigas. Entretanto. Suponha que as duas vigas tenham as mesmas seções e vãos diferentes. obrigatoriamente. 33 . Se as vigas não estivessem interligadas e pudessem trabalhar independentemente.Associações entre os sistemas estruturais básicos 10. em princípio. e que.9. considere-se cada uma das vigas recebendo metade da carga aplicada.

viga mais longa cruzando com viga mais curta. o alívio e o acréscimo vão crescendo. quando ocorre cruzamento de vigas de alturas diferentes. Imagine-se uma segunda situação: as vigas. para simplificar o cálculo. no ponto de cruzamento. nenhuma delas irá receber acréscimo ou alívio de cargas. em princípio. possuem os mesmos vãos e seções diferentes. metade da carga. como no caso anterior. Portanto. normalmente feita na prática. Como na realidade no ponto de encontro as deformações são obrigatoriamente iguais. Na prática. As vigas têm os mesmos vãos e as mesmas seções. Esta é a consideração simplificadora. de tal maneira que a partir de uma determinada relação é lícito considerar-se a viga mais longa como apoiada na mais curta. Considere-se. não se pode considerar. Neste caso. tudo se passa como se a viga mais alta sofresse um acréscimo de carga e a viga mais baixa um alívio. as vigas apresentarão sempre. Imagine-se uma terceira situação. sempre que ocorre tal situação. agora. de forma que a partir de um certo ponto a viga mais baixa pode ser considerada como apoiada na viga mais alta. Neste caso a viga de menor altura teria uma deformação maior que a viga mais alta. trabalhando juntas ou não. para simplificar os cálculos. com cada viga recebendo. metade da carga. de fato. Cada uma receberá. considera-se a viga de vão maior como apoiada na viga de vão menor. Nesta terceira situação tem-se de fato um embrião de uma grelha. pois se estará muito afastado da realidade.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Esse efeito de alívio e sobrecarga vai ficando cada vez evidente conforme cresça a diferença entre os vãos. Crescendo a diferença de alturas entre as vigas. 34 . viga apoiando-se em viga. cada viga independente da outra. Neste caso. vigas que trabalham conjuntamente não havendo hierarquia entre elas. Qualquer consideração de viga apoiada em viga resultará em superdimensionar a estrutura ou criar a possibilidade do aparecimento de trincas. ou seja. as mesmas deformações. inicialmente. a aplicação de uma carga P no ponto de encontro. Suponha-se.

os empuxos dos cabos são absorvidos pelas próprias vigas. Uma solução pouco explorada. de perfis I ou H. Na verdade. geralmente. mas que resulta em uma estrutura interessante e muito leve. Normalmente. todos compostos a partir de polígonos regulares. de alma cheia. a grelha apresenta desenhos na forma de retângulos ou quadrados. A determinação dessas forças de interação é que constitui o cálculo de uma grelha. As vigas que compõem as grelhas são. outras sobrecarregadas. Há uma interação entra as vigas de sorte que nos pontos de cruzamento. sobre a qual se apóiam vigas distribuídas em duas direções. é condição necessária que as vigas se cruzem em nós rígidos.Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço Quanto mais vigas se cruzarem mais complexo torna-se o comportamento do sistema. 35 . algumas vigas são aliviadas. Observe que. outros desenhos mais interessantes podem ser utilizados. mas como ocorre nas treliças espaciais. é o uso de uma espécie de grelha de vigas vagões. esse sistema é constituído de uma malha de cabos. para que um conjunto de vigas comporte-se como uma grelha.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Exemplos de uso: 36 .

Para a construção desse sistema estrutural é necessário prever um apoio central provisório. a inclinação e o raio do círculo central são interdependentes. Em uma segunda possibilidade a viga pode ser rigidamente ligada ao pilar constituindo um pórtico. Neste caso além das cargas verticais a viga transmite também flexão ao pilar. não podendo ser alterada.11.pilar Vídeo – Pórtico: ligação viga . 37 . 10. O uso de barras tubulares circulares facilita a execução permitindo que qualquer que seja a conformação da estrutura sempre haja um ponto de tangência. de maneira que seus vínculos com os pilares são articulados. Comportamento A associação entre vigas e pilares pode se dar de duas formas: em uma primeira a viga pode estar simplesmente apoiada. que será retirado após a colocação de todas as barras. Pórticos Vídeo – Ligação viga .pilar rígida O Pórtico De modo geral pode-se denominar como pórtico todo sistema estrutural em que os vínculos entre as barras são rígidos. Neste caso a aplicação de uma carga sobre a viga vai transmitir ao pilar apenas cargas verticais. Estruturas Recíprocas Vídeo – Estruturas recíprocas e modelo Estruturas recíprocas Uma instigante solução estrutural pode ser realizada com barras que se apóiam mutuamente no centro sem a necessidade de qualquer apoio.Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço 10. é denominada estrutura recíproca. a terceira é conseqüência. Nesta estrutura a altura das barras. Uma vez definidas duas das variáveis.10.

Pode-se ver que no caso de viga simplesmente apoiada sua deformação é maior que no caso do pórtico. Os perfis usados nos pórticos são os mesmos usados para vigas e pilares. momento fletor e força cortante. Em contrapartida na segunda situação os pilares recebem além da carga vertical. Nas estruturas metálicas. opta-se normalmente por vigas simplesmente apoiadas. ou ainda como elemento de contraventamento da estrutura. Dessa observação pode-se concluir que na primeira situação a viga é mais solicitada que na segunda. o que irá exigir maior dimensionamento.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Pode-se ver que no caso de viga simplesmente apoiada sua deformação é maior que no caso do pórtico. Em contrapartida na segunda situação os pilares recebem além da carga vertical. o que irá exigir maior dimensionamento. O uso do pórtico passa a ser interessante quando por exigências arquitetônicas a viga deva ter sua seção mais reduzida. ou ainda como elemento de contraventamento da estrutura. 38 . opta-se normalmente por vigas simplesmente apoiadas. O uso do pórtico passa a ser interessante quando por exigências arquitetônicas a viga deva ter sua seção mais reduzida. momento fletor e força cortante. por economia. Nas estruturas metálicas. por economia. Dessa observação pode-se concluir que na primeira situação a viga é mais solicitada que na segunda.

Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço Exemplos de uso: Estação Largo XIII 39 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Parada de ônibus em corredor exclusivo – São Paulo 40 .

Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço 41 .

42 .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Pré dimensionamento Uso de fórmulas empíricas De modo geral pode-se denominar como pórtico todo sistema estrutural em que os vínculos entre as barras são rígidos.

Exemplos de uso: 43 .Ver figura 37.Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço 10. Pilares vagonados Vídeo – Pilar Vagonado Pode-se usar a associação entre cabo e pilar. Essa solução permite a utilização de pilares muito altos e bastante esbeltos.12. Quanto mais afastados os cabos estiverem do centro do pilar mais rígido será o conjunto. aumentando a capacidade de carga do pilar. diminuindo seu comprimento de flambagem. com isso. A tendência ao giro do pilar provocada pela flambagem é absorvida por compressão no pilar e tração no cabo. quando o cabo é utilizado para travar o pilar.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 44 .

Barcelona 45 .Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço Torre Collserola .

Para determinação das posições dos “ramos” dos pilares pode-se usar um processo proposto por Frei Otto. Essa solução visa à diminuição dos vãos da estrutura sustentada sem adensamento de pilares na base. são molhados e unidos. Esse pilares recebem o nome de pilares em “árvore” por apresentarem semelhança com as formas ramificadas de uma árvore. mais complexas. em número iguais a quantidade máxima de “ramos” do pilar. Neste processo. Fotografa-se essa posição e desenha-se o conjunto. fios molhados. deixando-os sob a ação do seu próprio peso ou de um peso suficiente para provocar uma pequena deformação no conjunto. São colocados de “ponta cabeça”. As imagens a seguir ilustram esse processo. gradativamente. Esse processo é semelhante ao do funicular. de menor esforço. em outros pilares de menores dimensões. agora na posição correta.13. Pilares em árvore Outras possibilidades. quando pilares mais robustos são subdivididos. Os fios irão se acomodar a uma posição que corresponde aos caminhos ótimos.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 9. podem ocorrer. 46 . na determinação da melhor forma dos arcos.

Módulo 5 | Associação de sistemas estruturais em aço Exemplos de uso: 47 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 48 .

Sistemas estruturais em Aço na Arquitetura

Galpões em estrutura de aço

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MÓDULO
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Índice - Módulo 6
• 11.1. Elementos estruturais e de vedação que compõem o galpão Estrutura principal • 11.1.2. Coberturas • 11.1.2.1. Coberturas em arcos • 11.1.2.2. Coberturas em treliça de duas águas • 11.1.2.3. Coberturas com lanternins • 11.1.2.4. Coberturas em shed • 11.3. Terças e correntes • 11.4. Telhas • 11.1.3. Contraventamentos Contraventamento horizontal Contraventamento vertical • 11.10. Estrutura de fechamento - longarinas – correntes • 11.11. Pontes rolantes

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Módulo 6 | Galpões em estrutura de aço

Parte 1 - Galpões em estruturas de aço
10. Galpões de estruturas de aço. Vídeo – Edifícios industriais 10.1. Elementos estruturais e de vedação que compõem o galpão Galpões É nos galpões industriais que a estrutura metálica em aço apresenta sua aplicação mais freqüente em nosso país. Tal fato deve-se a exigência de grandes vãos livres, onde a estrutura metálica torna-se solução mais econômica se comparada à estrutura de concreto armado. As primeiras estruturas das grandes coberturas foram projetadas em madeira, mas a evolução das indústrias e sua multiplicidade de atividades tornaram o risco de incêndio fator decisivo na opção pela estrutura metálica. Os componentes principais de um galpão industrial são: • Estrutura principal • Cobertura : terças e telhas • Fechamento : longarinas e elementos de vedação • Contraventamentos: horizontal e vertical. Estrutura principal A estrutura principal é formada por pórticos com diversas formas. Em função do vão a ser vencido, a estrutura principal pode ser composta por: a) Pórtico Simples. Quando a estrutura principal vence um único vão. Os pórticos simples são relativamente econômicos para vãos até 40 m. Os elementos que compõem o pórtico, vigas e pilares, podem ser de alma cheia,Vierendeel ou treliçados. A opção por uma ou outra solução depende dos vãos e resultados estéticos pretendidos. Normalmente para vãos até 10 m, a viga de alma cheia apresenta-se como solução satisfatoriamente econômica.

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Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura

b) Pórticos múltiplos Usados quando os espaços a serem cobertos são muito grandes, e não é econômico o uso de um único pórtico. São usados para vãos acima de 30m.

10.2. Coberturas em arcos As coberturas em arco são as mais freqüentes por que apresentam grande economia, principalmente para grandes vãos.Vale lembrar que o arco deve trabalhar predominantemente à compressão simples, o que dentro da hierarquia dos esforços encontra-se em segundo lugar. Para a composição do arco podemos usar perfis de alma cheia, treliçados e vierendeeel. Destes, sem dúvida, a solução em treliça é a mais econômica, como já foi discutido anteriormente.Também vale lembrar que para um arco ter um bom desempenho, sua forma deve ser a do antifunicular dos carregamentos predominantes: as cargas gravitacionais (peso próprio, telhas, forros, equipamentos, entre outras). Outra questão importante é a dos empuxos, que como já foi visto, podem ser absorvidos por tirantes ou nos pilares. Neste último caso os pilares sofrem flexão apresentando dimensões maiores.

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Outra possibilidade de cobrir vãos em edifícios industriais é o uso de treliças de duas águas, também denominadas de tesouras. Apesar de mais pesadas que os arcos, a tesoura metálica pode apresentar menor altura, resultando em edificações mais baixas. Usando treliças de duas águas em disposições diferentes da tradicional, ou invertendo-a, pode-se criar soluções de cobertura bastante interessantes. Os perfis utilizados nesta treliças são, normalmente, cantoneiras duplas ou U. Neste último caso pode-se evitar o uso de chapas de nó, fixando-se as diagonais e montantes diretamente nos abas do perfil U.

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Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura

Exemplos de Uso:

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10.4. Coberturas com lanternins Quando os espaços cobertos são muito grandes, a iluminação do ambiente, feita apenas pelas laterais, torna-se insuficiente. Neste caso, iluminações intermediárias devem ser previstas através do uso do lanternim, que é uma estrutura secundária apoiada na principal e que serve para apoio de caixilhos. O lanternim pode ser disposto longitudinalmente e contínuo ou transversalmente e descontínuo. A opção depende das necessidades de ventilação e iluminação.

A retirada do ar quente se processa pelo efeito de convecção. Sendo o ar quente mais leve, ele sobe saindo pelo lanternim. O ar frio entra por baixo por aberturas feitas na vedação.

Exemplos de uso:

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portanto devem apresentar a inclinação exigida pelo tipo de telha utilizado. pois além de permitir a diminuição dos apoios internos. O sistema de cobertura em shed apresenta dois níveis de estruturas principais portantes: as vigas primárias ou vigas mestras e as vigas secundárias. As vigas treliçadas serão sempre mais leves e econômicas. As vigas secundárias são as que recebem a estrutura de apoio das telhas. Coberturas em shed O shed é um sistema de cobertura muito usado nas indústrias. permite excelente nível de iluminação e ventilação do ambiente interno. As vigas secundárias podem ser formadas por vigas de alma cheia. É na viga mestra que se fixa o caixilho para iluminação e ventilação do ambiente.5. vierendeel ou treliçadas.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 10. treliçadas de banzos paralelos ou Vierendeel. conforme exigência do vão ou opção estética. No nosso hemisfério a face iluminada do shed (viga mestra) deve ficar voltada para o sul de forma a evitar incidência direta dos raios solares no recinto. A viga mestra é o elemento estrutural que apóia as vigas secundárias e transmite a carga de toda cobertura para os pilares. A viga mestra pode ser formada por vigas de alma cheia. 10 .

Módulo 6 | Galpões em estrutura de aço 11 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 12 .

13 . A exigência do caimento para telhas faz com que as terças sejam montadas inclinadas.Galpões em estruturas de aço 10. vigas treliçadas ou.Módulo 6 | Galpões em estrutura de aço Parte 2 . vigas armadas (viga vagão). As correntes podem ser constituídas por barras redondas de ½” de diâmetro ou por pequenas cantoneiras. Com isso as cargas que as solicitam provocam esforços de flexão na direção de menor rigidez do perfil. as terças podem ser constituídas de perfis U laminados ou de chapas dobradas. Para evitar a necessidade de aumento de seção nessa direção. Se atendidos os vãos econômicos (4 a 6 m). o vão a ser vencido pelas terças. Para vãos maiores são usados perfis l. é diminuído pela colocação de tirantes que recebem o nome de correntes. nessa direção.6. Terças e correntes Cobertura Para apoio das telhas e transmissão das cargas à estrutura principal. são usadas vigas que recebem o nome de terças. o que seria anti-econômico. ainda.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Exemplos de uso: 14 .

podem apresentar deformações indesejáveis fora dos planos dos esforços principais.7. as barras que compõem esse X estarão submetidas à tração. fazer com que trabalhe a tração axial (o mais favorável dos esforços). apresentam grande instabilidade. em um ou outro sentido. é dada pela criação de contraventamento no plano inclinado da cobertura.Módulo 6 | Galpões em estrutura de aço 10. Os contraventamentos podem ser usados temporariamente. seja por efeito de flambagem ou da própria falta de rigidez do conjunto estrutural. pois dessa forma. o contraventamento deverá garantir a imobilidade em todas as direções. durante a montagem da estrutura. Para que ele não se torne um elemento pesado. Para travar a estrutura seja pela atuação do vento. 15 . Como nunca se sabe em que direção poderá ocorrer o deslocamento do conjunto estrutural. Mesmo quando não sujeitas a esforços de vento. deve-se. e que pode provocar surpresas ao arquiteto. Contraventamentos Vídeo – Contraventamento Vídeo – Contraventamento portico nó enrijecido 1 Vídeo – Modelo de contraventamento Vídeo – Contraventamento portico com diagonal Vídeo – Posições de contraventamento horizontal Vídeo – Posições de contraventamento vertical Vídeo – Posições de contraventamento em 3 planos Vídeo – Contraventamento em estruturas verticais Vídeo – Contraventamento em estruturas verticais c diagonais Vídeo – Contraventamento em estruturas verticais c enrijecedor Vídeo – Contraventamento em estruturas 2 modelos Contraventamentos Um elemento estrutural importante e que muitas vezes não é considerado no projeto de arquitetura. ou definitivamente. é o contraventamento. as peças estruturais resultam muito esbeltas. sempre que possível. A estabilização da estrutura deverá ser garantida tanto no plano horizontal como no vertical. No caso da cobertura do galpão a estabilização horizontal. O que por um lado é uma grande vantagem. Sendo o aço um material muito resistente. Em vista disso a maneira mais simples de concebê-lo é na forma de um X. Como as estruturas metálicas são muito esbeltas. tanto do ponto de vista visual como físico. por outro pode se apresentar como um inconveniente. são usados os denominados contraventamentos.

A experiência mostra que.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Contraventamento horizontal O contraventamento horizontal é composto pelas barras em X. os contraventamentos mostram-se eficazes. as forças horizontais. Esse conjunto forma uma grande treliça de banzos paralelos que é responsável por levar qualquer força horizontal para os pilares. devidas aos deslocamentos fora do plano da estrutura principal. colocados a cada três ou quatro pórticos. são transmitidas a ele pelas terças. Longe da região do contraventamento. Em outras palavras: os contraventamentos não devem ser afastados mais que 25 m. Se a distância entre contraventamentos for muito grande a eficiência de transmissão de forças pelas terças fica muito prejudicada. 16 . pelo banzo superior das tesouras e pelas terças. Para maior eficiência os contraventamentos horizontais deverão ser previstos com afastamentos convenientes. pois elas ficam muito longas.

Módulo 6 | Galpões em estrutura de aço Exemplos de uso: 17 .

tirar proveito estético dele. Para isso são previstos contraventamentos verticais executados no plano vertical e entre pilares. As forças horizontais que chegam nos pilares devem ser transmitidas às fundações. no entanto. Exemplos de uso: 18 . será sempre mais cara que a anterior. Esta solução. se houver interesse. mas não suficientes. Quando a locação do contraventamento vertical prejudicar a circulação.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Contraventamento vertical Os contraventamentos horizontais são necessários. a forma em X poderá ser substituída por um pórtico treliçado. O arquiteto deverá estar sempre consciente da necessidade desse contraventamento para que possa.

Módulo 6 | Galpões em estrutura de aço 19 .

Atualmente as telhas de aço são as mais usadas. São fornecidas em diversas cores.9. no computo geral. em princípio. aumenta o seu custo. pois devido à sua pouca rigidez e resistência não vencem vão superior a 50 cm. hoje pouco usadas por suspeita de provocarem problemas de saúde. o que pode representar uma economia no uso de terças. Têm contra si a necessidade de grande número de terças. não é o mais indicado devido ao seu grande peso. o que.Galpões em estruturas de aço 10. Apresenta como desvantagem o alto índice de transmissão de ruídos e calor. as telhas isotérmicas tem se mostrado muito competitivas e até mais econômicas. plastificadas ou pré-pintadas. Apesar disso. • telhas de PVC. com material isolante entre elas. Esse problema pode ser minimizado com o uso de telhas “sanduíche”.Parte 3 . Entretanto. considerando-se custos indiretos de refrigeração ao longo da vida útil da edificação. soluções de coberturas em estruturas metálicas com telhas de barro resultam em soluções estética e ambientalmente agradáveis. Por serem de aço apresentam a possibilidade de deterioração. por apresentarem dimensões que agilizam a montagem do telhado. 20 . no mínimo o dobro de outros tipos de telhas. O uso de telha de barro. por outro lado. São mais leves que as de fibrocimento e com possibilidade de vencerem vãos bem maiores. o que é solucionado com o uso de telhas galvanizadas. Telhas Para cobertura do galpão poderão se previstos diversos tipos de telhas. • telhas de fibras vegetais As telhas de fibras vegetais têm desenho semelhante às telhas de fibrocimento. As telhas mais comumente usadas na cobertura de galpões são: • telhas metálicas em aço ou alumínio.

exclusivamente. comercializados como galvalume.55alzn. quando há necessidade de aumento de área de iluminação natural. por serem translúcidas são usadas.com) As telhas de PVC. revestidos de alumínio e zinco. (para saber mais: www. Novos tipos de aço. devido ao processo de corrosão eletrolítica que acontece entre os dois materiais. Quanto ao aspecto de conforto valem as observações feitas para as telhas de aço. sendo mais baratas e mais resistentes. As telhas de alumínio não devem entrar em contato direto com peças de aço. zincalume. entre outros. são alternativas às telhas de alumínio.Módulo 6 | Galpões em estrutura de aço As telhas de alumínio apresentam como grande vantagem seu baixo peso. Perfilação da telha no local 21 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Montagem do telhado Montagem com telhas isotérmicas 22 .

Módulo 6 | Galpões em estrutura de aço Telha isotérmica 23 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Montagem de telha zipada 24 .

Módulo 6 | Galpões em estrutura de aço Maquina de zipar de telhas Vista geral 25 .

instalação 26 .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Telha multi-dobra Telha multi-dobra .

O uso de uma alvenaria autoportante. com grande qualidade de acabamento e velocidade de montagem compatível com a estrutura de aço. Essa estrutura tem a função de suportar as cargas verticais do peso próprio das telhas e as cargas horizontais devidas ao vento.10. principalmente de blocos. devido ao seu baixo peso e grande resistência. Devido ao comportamento diferenciado entre a alvenaria e o aço. são normalmente utilizadas como complemento das vedações com telhas. com o uso de aços pré-pintados. blocos cerâmicos ou de concreto • telhas metálicas • painéis sanduíche metálicos • painéis pré-moldados de concreto armado. As vigas são posicionadas na horizontal visando maior resistência aos efeitos do vento. Na direção vertical os vãos são diminuídos pelo uso de correntes (tirantes) verticais. • painéis pré-moldados de argamassa armada. Entre as telhas e a alvenaria é deixado um vão para penetração do ar externo para ventilação do ambiente. Neste caso a alvenaria fecha o edifício até uma altura em torno de 2 m e o restante é fechado com telha. totalmente independente da estrutura metálica. com enchimentos em pur ou pir. é uma solução bastante promissora como elemento de vedação das estruturas metálicas. Por se constituírem de elementos industrializados. alguns cuidados especiais devem ser observados nas regiões de contato entre esses materiais.longarinas – correntes Fechamentos laterais Os fechamentos dos galpões industriais podem ser feitos com: • alvenaria de tijolos.Módulo 6 | Galpões em estrutura de aço 10. As alvenarias. quando possível. O uso de painéis de argamassa armada. Quando o fechamento lateral for constituído por telhas metálicas há a necessidade de se criar uma estrutura para apoiá-las. é a melhor solução. tem as vantagens de serem isotérmicos. Mais promissores ainda são os painéis sanduíche metálicos. Para essa função são usadas vigas constituídas de perfis “U” laminados ou de chapa dobrada. E. tem ainda grande durabilidade e não necessitam de pintura adicional. Estrutura de fechamento . 27 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Exemplos de uso 28 .

Módulo 6 | Galpões em estrutura de aço 29 .

podem introduzir esforços muito grandes nos pilares. Com isso os pilares dos pórticos passam a apresentar dimensões variáveis. Ponte rolante 30 . Pontes rolantes Ponte rolante Quando o uso do galpão exigir deslocamento de produtos dentro do seu espaço. que correspondem 1/7 a 1/10 da carga da ponte rolante. Para isso a estrutura principal do galpão (pórtico) deverá ser projetada para os grandes esforços oriundos desses equipamentos. As frenagens longitudinais e transversais. principalmente de flexão. com seção mais robusta até o nível da ponte rolante e menor daí até a cobertura. deverá ser prevista a existência de talhas ou pontes rolantes.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 10.11. respectivamente.

Para se evitar torção. são exigidas medidas especiais. e que vencem o vão entre os pilares do pórtico. as vigas de rolamento apresentam grande altura e são normalmente executadas em perfil de chapas soldadas. que irá transferir a força horizontal diretamente aos pilares do pórtico. nessas vigas.Módulo 6 | Galpões em estrutura de aço As vigas que apóiam a ponte rolante. uma viga horizontal. de alma cheia ou treliçada. Em vista disso. Exemplos de uso: 31 . Dependendo do tipo e capacidade das pontes rolantes. Devido às grandes cargas que suportam e ao vão que vencem. recomenda-se que sejam cuidadosamente consultados os catálogos dos fabricantes das pontes para obtenção dessas medidas. necessárias para o bom desempenho do equipamento e que deverão ser rigorosamente seguidas pelo projeto de arquitetura. deve ser prevista ao nível da mesa superior. devido à força de frenagem transversal. são chamadas vigas de rolamento.

Sistemas estruturais em Aço na Arquitetura Edifícios residenciais e comerciais em Aço 7 MÓDULO 1 .

Módulo 7 12.1. Edifícios residenciais e comerciais em aço 12. Contraventamentos verticais . Contraventamento horizontal .1.1. etc) • Painéis mistos de fibrocimento e madeira (wall.1.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Índice .1. etc) • Chapas metálicas .12.2. siporex.1.1.1. 14. Estrutura de apoio do piso • Critérios para uso do vigamento.1. Plano horizontal . • Soluções econômicas para estruturas de piso . Elementos estruturais e de vedação que compõem o edifício .1.1.1.12.2. Plano vertical • Critérios para locação dos pilares .12.2.12. • Detalhes de interface entre as alvenarias de vedação e a estrutura metálica.2. moldadas “in-loco” • Lajes pré-fabricadas mistas • Lajes “steel-deck” • Painéis pré-fabricados de concreto protendido • Painéis de concreto auto clavado (sical. 13.12.12. Estrutura de Aço de Edifícios Altos • Estrutura dos edifícios altos. Estrutura do piso • Critérios para uso de lajes • Lajes maciças de concreto armado.12.Vedações – interfaces • Tipos de Vedações.critérios de uso .1. Consumo Médio de Aço nas Diversas Aplicações 2 .3.1.3.

Nos países mais adiantados o uso do aço nos edifícios não industriais ocorre há décadas. se a opção urbanística for pela grande verticalização. O Brasil ainda não tem um domínio satisfatório das interfaces entre a execução de concreto armado e de aço. ainda não se acostumaram com a linguagem estética do aço e muitos tendem a transferir para o aço formas e detalhes comuns ao concreto armado. Os edifícios baixos e os altos apresentam a mesma solução estrutural quanto aos seus planos horizontais (lajes e vigas). e mesmo os profissionais da área.Módulo 7 | Edifícios residenciais e comerciais em Aço Parte 1 . possa levar a uma aplicação mais adequada e em maior escala das estruturas em aço. mesmo para as edificações de pequeno porte. edifícios com mais de 50 andares poderão ser mais econômicos em aço. apenas 1 % é executado em aço. à grande diferença de precisão entre a execução de um e outro. No Brasil ainda não chega a ser assim. tornando a solução cara. tornando esse material extremamente competitivo. principalmente. Edifícios residenciais e comerciais em aço Vídeo: edifícios comerciais e residenciais Edifícios residenciais e comerciais em aço Somente há poucos anos. ocorrendo situações em que o uso do concreto torna-se totalmente antieconômico em relação ao aço. 3 . muito ainda que se fazer neste segmento. o uso da estrutura metálica para esses tipos de edifícios. devido. vem sendo mais intensamente implementado. devido às forças horizontais do vento. sem dúvida nenhuma. Muitos são os erros de compatibilidade entre esses materiais. Espera-se que uma discussão mais ampla sobre o assunto com profissionais ligados à área. principalmente o arquiteto. onde soluções especiais devem ser previstas para os edifícios altos. É um desafio que precisa ser enfrentado. principalmente. mas. Um dado bastante sintomático dá conta de que 75 % dos edifícios executados no Brasil são residências unifamiliares. portanto. É o caso dos edifícios com mais de dez andares onde o uso do aço apresenta-se mais econômico. devido. Muito desconhecimento ronda a execução dos projetos. O usuário brasileiro. o gerador inicial da estrutura.Edifícios residenciais e comerciais em Aço 11. Destes. à falta de experiência brasileira nesse campo. Há. A diferenciação ocorre nos planos verticais.

Além disso.1. mantendo a possibilidade de soluções bastante ricas. siporex. apropriado para ser usado como base do reticulado do qual se originará o projeto em aço. O módulo é a base sobre a qual podemos. há uma infinidade de obras que apresentam soluções muito ricas e criativas. internacionalmente conhecido é de 10 cm ou 100 mm. O primeiro abrange as lajes. etc) . de 600 mm é.Lajes maciças de concreto armado. a estrutura do edifício será dividida em plano horizontal e vertical. o concreto trabalhando a compressão e o aço a tração.painéis pré-fabricados de concreto protendido . com estas. Elementos de piso Critérios para uso de lajes Em uma estrutura metálica podem ser usados os seguintes tipos de laje: . apesar dessa necessidade de modulação. A prova disso é que. moldadas “in-loco” As lajes maciças são usadas. que são obtidos pela divisão do módulo por um número inteiro qualquer. Matematicamente o número 600 é apropriado para subdivisões. a repetição de elementos estruturais é um fator de simplificação e de economia na execução da estrutura. o segundo os pilares e o contraventamento vertical.2. Essa solução permite que sob a laje possam ocorrer outros tipos de atividades enquanto ela não estiver curada. 4 . vigas e o contraventamento horizontal. peças de 10 x 600 mm = 6 m de comprimento apresentam facilidades de transporte e manuseio. introduzir jogos de planos horizontais e verticais. A partir desse módulo são criados os multimódulos de 300 e 600mm e os submódulos. O módulo fundamental. Para isso é necessário que os projetos arquitetônicos prevejam algum tipo de modulação. moldadas “in-loco” . quando puderem ser incorporadas às vigas metálicas.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Para uma análise mais organizada. Modulação nada tem a ver com pobreza de solução. Elementos estruturais e de vedação que compõem o edifício Plano horizontal Sendo a construção metálica um processo de pré-fabricação. sem receios. pois a forma da laje pode ser apoiada diretamente nos perfis metálicos. portanto admite muitos divisores. seções mistas de concreto e aço.painéis de concreto auto clavado (sical. Durante a execução da laje. aproveitando o comportamento mais adequado de cada material. 11. pois contém um número exato de vezes os números primos (600 = 2³ x 3 x 5²). elementos curvos e inclinados. O multimódulo maior.painéis mistos de fibrocimento e madeira (wall. etc) . Isso não implica na necessidade de projetos extremamente fechados.chapas metálicas .lajes de concreto com forma metálica incorporada – conhecido como “steeldeck” . as vigas metálicas podem eliminar a necessidade de cimbramento da laje enquanto não curada.lajes maciças de concreto armado. formando.lajes pré-fabricadas mistas . com vantagem econômica. 11.

O tipo de laje pré mais interessante para uso em estruturas metálicas é a denominada “pré laje”.5 e 4 m.Módulo 7 | Edifícios residenciais e comerciais em Aço aumentando a velocidade de execução da obra. pois não apresenta as vantagens de incorporação às vigas metálicas. seu uso torna-se muito artesanal. Frente ao aço. resultando que após o enchimento da capa de concreto a laje torne-se maciça. 5 . Para maiores espaçamentos a solução com laje maciça deixa de ser vantajosa. Para que se possa usufruir das vantagens da laje maciça é necessário que ela seja apoiada em um vigamento mais denso. possibilitando. Esse tipo de laje pode ser incorporado ao perfil de aço para obtenção de vigas mistas. Lajes pré-fabricadas mistas A laje pré é pouco utilizada em obras de maior porte ou em edifícios verticalizados. Essa laje é composta de vigotas semelhantes às das lajes pré-moldadas convencionais. com espaçamentos entre 1. inclusive. principalmente pela questão econômica. Isso permite que as vigotas possam ser dispostas lado a lado. havendo apenas a eliminação das lajotas de enchimento entre as vigotas. Por outro lado em obras residenciais ela tem um uso bastante corriqueiro. armação em duas direções.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Exemplo: 6 .

com forma metálica incorporada. Essa laje também pode ser incorporada à viga metálica para a composição de vigas mistas. compondo com o concreto uma laje nervurada. com capacidade de suportar o concreto ainda fresco. Para sua execução usa-se uma forma metálica trapezoidal. A forma metálica desempenha além da função de forma a função de armação da laje. Sobre a forma é lançado concreto para completar a altura final da laje. mais conhecida por “steel-deck”. é uma solução cujo uso tem sido bastante difundido. diminuindo a necessidade de cimbramentos.Módulo 7 | Edifícios residenciais e comerciais em Aço Lajes “steel-deck” A laje de concreto. 7 . A forma metálica pode vir pintada em diversas cores. em vãos de até 4m. não necessitando de acabamento posterior.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Forma de instalação: Painéis pré-fabricados de concreto protendido Os painéis de lajes pré-moldados protendidos têm um uso muito freqüente devido à sua rapidez de execução e aos grandes vãos que podem vencer. O uso dessa laje permite que aproximadamente 250 m² possam ser executados por dia. nem sempre disponível. Exigem espaço. para estacionamento do equipamento de lançamento. Essas lajes não permitem sua incorporação às vigas metálicas. 8 .

pois são leves e podem vencer vãos de até 4m. pois apresentam dimensões reduzidas e são muito leves. já que não são adequados para vencerem grandes vãos.Módulo 7 | Edifícios residenciais e comerciais em Aço Painéis de concreto auto clavado (sical. Normalmente esses painéis são aplicados em obras de pequeno porte e em locais de acesso limitado. sem qualquer cimbramento e sem capa de concreto. etc) Os painéis de fibrocimento e chapas metálicas exigem um grande número de vigas (espaçamento em torno de 1m). siporex. São usados quando se tem a necessidade de grande agilidade na execução. Painéis mistos de fibrocimento e madeira (wall. 9 . etc) Os painéis de concreto celular autoclavado são muito interessantes.

custos e até mesmo de necessidades estéticas. a escolha do tipo ideal de laje é função do processo construtivo. 10 .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Chapas metálicas As chapas metálicas não são recomendadas para locais onde o ruído seja prejudicial ao ambiente. A laje ideal Concluindo. prazos.

11 . As vigas secundárias apoiam-se nas principais e as terciárias naquelas. está também ligada à disposição dos pilares em planta. portanto. A necessidade de existência ou não de vigas secundárias e terciárias. Um critério fundamental é que a estrutura resulte em menor altura total de piso.Edifícios residenciais e comerciais em Aço 11. Estrutura do piso Critérios para uso do vigamento O lançamento do vigamento está ligado à escolha do tipo de laje. em menor despesa com materiais de acabamento e com a própria estrutura.Módulo 7 | Edifícios residenciais e comerciais em Aço Parte 2 . têm-se três tipos de vigas: as vigas principais.3. Basicamente. As vigas principais transmitem a carga do piso para os pilares. o que significa menor altura do edifício e. as vigas secundárias e as terciárias. além de estar ligada ao tipo de laje.

podem prescindir das vigas secundárias. para não aumentar o vão das lajes. Com isso tem-se uma solução mais econômica. Quando a arquitetura permitir a existência de pilares internos ao edifício. as vigas terciárias. Sempre que possível.5 e 3 m. dispensando o uso de outros elementos. Piso com o vigamento em 1 direção O espaçamento entre as vigas secundárias é definido pelo tipo de laje usado. para que o travamento do edifício se torne mais eficiente. Nem sempre essa direção é única e as vigas principais podem não necessariamente estar numa única direção. que poderá ser fixada diretamente na estrutura. o que resulta em uma menor espessura da estrutura do piso. nas vigas principais. uma terceira ordem de vigas. Piso com o vigamento em 2 direções 12 . A direção onde pode haver maior quantidade de pilares. A direção das vigas principais é definida pela possibilidade de disposição dos pilares. ou seja: vigas principais e secundárias. Para esta situação. em ambas as direções. Como as vigas secundárias são sempre menos carregadas que as principais cabe a elas vencerem os vãos maiores dos retângulos formados pelos pilares. São econômicos vãos de 6 a 12 m para as vigas principais e de 7 a 20 m para as vigas secundárias. diretamente. Nos edifícios de grande largura tornam-se econômicos espaçamentos maiores para as vigas secundárias. o que exige.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Os painéis de laje alveolar protendida. Nos edifícios. por exemplo. as vigas secundárias devem ser colocadas no mesmo nível das principais. apoiando-se. O espaçamento econômico entre estas vigas situa-se entre 1. é a direção em que se desenvolve o vigamento principal. Em edifícios onde pilares internos são arquitetonicamente indesejáveis. pode ser econômico o uso de vigas com vãos de até 20m. pode-se usar duas ordens de vigamentos. e quando. O uso de pilares mais próximos facilita a execução da caixilharia. É interessante que o eixo de algumas vigas secundárias coincidam com os eixos dos pilares. De maneira geral pode-se dizer que o vigamento será mais econômico quanto mais curto for o caminho de uma carga ao pilar.5 e 3 m. onde as tubulações de serviço são intensas e grandes. ainda. o uso de uma única ordem de vigas é mais econômico. for necessária grande distância entre pilares. liberando espaço para a passagem das tubulações. Nesse caso pode-se usar um vigamento transversal apoiado diretamente sobre os pilares de fachada. sem a necessidade de outras vigas. sendo que são também econômicos espaçamentos entre 1. pode-se optar por colocar as vigas secundárias sobre as principais.

5. Essa ligação é feita através de cantoneiras ou conectores soldados na mesa superior do perfil.Módulo 7 | Edifícios residenciais e comerciais em Aço As vigas podem ser de alma cheia. quando convenientemente ligadas ao vigamento. Como já comentado. As lajes maciças ou pré-moldadas. 13 . a laje maciça de concreto armado pode ser incorporada às vigas metálicas. os edifícios com estrutura em aço. Para garantir o comportamento conjunto entre laje e perfil da viga mista. vierendeel. Lembrar que a viga de alma cheia tem sempre menor altura que as demais. evitando deslizamento entre as duas superfícies. vierendeel alveolar ou treliçada. podese dizer que de maneira geral em um piso. independentemente de suas dimensões e devido à sua pouca rigidez. deve-se projetar lajes com vãos maiores e vigas mais espaçadas. para diminuir o consumo de aço. As três últimas são utilizadas quando há necessidade da passagem de tubulação no espaço ocupado pela sua altura. tanto no plano horizontal como vertical. deve ser prevista uma ligação adequada entre eles. devido à força cortante. Soluções econômicas para estruturas de piso 11. Piso com vigamento em 2 direções e vigas intermediárias transversais Sendo os elementos de concreto armado de menor custo que os de aço. resultando nas vigas mistas. comportam-se como placas horizontais de grande rigidez que dão conveniente travamento ao edifício em seu plano horizontal. o que proporciona uma altura do perfil menor do que aquela que se obteria se trabalhassem isoladamente. Contraventamento horizontal Plano Horizontal Como foi anteriormente comentado. necessitam ser contraventados (travados).

De modo geral. os perfis que constituem as barras do contraventamento devem ser barras redondas ou cantoneiras. Plano vertical Critérios para locação dos pilares. não permitindo que sejam concorrentes em um mesmo vértice. Por isso é necessário ser previsto na concepção do projeto arquitetônico. muitas vezes. Esses contraventamentos devem ser executados na forma de X para que qualquer que seja o sentido do deslocamento as barras funcionem a tração. inclusive. Dependendo da altura do edifício e para aumentar sua rigidez. quando se pode. Constituem-se elementos possíveis de serem usados como contraventamento vertical: • paredes de alvenaria • paredes de concreto • aporticamento entre pilares e vigas • X metálico Para um adequado enrijecimento da estrutura metálica são necessários no mínimo três planos de contraventamentos verticais. um elemento de difícil adaptação à arquitetura. Outro critério que pode determinar a locação dos pilares é a necessidade do contraventamento vertical da estrutura. pode ser necessária a execução de pilares com espaçamentos menores. os espaçamentos econômicos entre pilares estão entre 6 e 18 m. usá-lo como elemento estético. Contraventamento vertical O contraventamento vertical representa. Para diminuir o peso da estrutura.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Caso a ligação laje-viga não for adequada será necessário criar um contraventamento metálico entre as vigas. 14 .

na dependência das possibilidades arquitetônicas. econômicas e construtivas. 15 . que. principalmente em edifícios altos. não tornam a estrutura totalmente indeslocável. mais permanentes. Por outro lado. pode provocar atraso na execução da estrutura metálica. acompanha melhor a velocidade de estrutura de aço. São normalmente as mais usadas. quando não levado em conta. O aporticamento e o contraventamento em X são outras formas de enrijecer a estrutura.Módulo 7 | Edifícios residenciais e comerciais em Aço Apesar de possível. Especial atenção deve ser dada ao processo construtivo. entretanto. os pórticos são estruturas que apresentam momento fletor nos pilares. são mais usadas. Os pórticos. sempre. cria barreira formada pelo X. o uso das paredes de alvenaria como contraventamento não é recomendado em vista de sua possível eliminação quando de reformas. a decisão pelo uso do tipo mais adequado de contraventamento vertical ficará. com isso os pilares passam a apresentar um comprimento real de flambagem maior que à distância entre as vigas dos pavimentos contíguos. aumentando o custo da estrutura. Enfim. pois a diferença de velocidade de execução dos dois materiais. Este núcleo de concreto pode ser constituído das áreas de caixas de elevadores e escadas. Além disso. O aporticamento consiste em enrijecer a ligação entre vigas e pilares. As paredes de concreto. As paredes de concreto podem formar o denominado núcleo rígido. o que tende a aumentar ainda mais o seu custo. o que muitas vezes impede o seu uso. se construído com formas deslizantes. diminuindo a deslocabilidade da estrutura. O uso do contraventamento em X é bem mais econômico que o pórtico. o que se traduz na necessidade de pilares de maiores dimensões.

Por isso as deformações diferenciais entre os dois materiais podem causar resultados desagradáveis. O uso de alvenarias de tijolos maciços e blocos de concreto ou cerâmico resultam em soluções muito interessantes esteticamente. O uso de rufos e/ou materiais selantes. pode apresentar bons resultados. os “dry wall” que são painéis de gesso aplicados sobre nervuras metálicas. com o uso de esperas deixadas nas peças metálicas ou se assume sua total separação. painéis de concreto reforçado com fibras de vidro (GFRC) e painéis de concreto convencional. Para minimizar esses problemas devem ser previstas algumas medidas como as que são mostradas a seguir: 16 . Vedações – interfaces Vedações As vedações utilizadas nas construções metálicas devem ter como premissa. como também na diminuição da vida útil da estrutura. O painel GFRC por ser feito de material bastante plástico e permite efeitos semelhantes aos painéis moldados de fibras de vidro e outros plásticos. entre outros. São usados principalmente para composição de fachadas. cuidados especiais deverão ser adotados para que as ligações entre os dois materiais minimizem os efeitos do comportamento diferenciado entre eles. mas de certa forma não coerente com o peso e velocidade construtiva da estrutura metálica. devido ao efeito das intempéries. apresentar fissuras. de madeira com enchimento de isopor. podem. leveza e agilidade de execução. Duas são as posturas que podem ser tomadas: ou se opta por uma ligação bastante íntima entre os dois materiais. Caso opte-se por esse tipo de alvenaria. mesmo que bem executadas. que resultam não só em prejuízos estéticos. painéis de placas cimentícias estruturados sobre grelha metálica. As alvenarias apresentam respostas bem diferentes às da estrutura metálica às questões de variação de temperatura e umidade do ambiente.7.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura 11. propriedades típicas das estruturas metálicas. Detalhes de interface entre as alvenarias de vedação e a estrutura metálica. onde as ligações entre alvenaria e aço. Atenção especial deve ser dada às vedações externas. O “dry wal” é indicado para divisões internas. de fibrocimento com enchimento de madeira. que mesmo não visíveis. como trincas e descolamentos. Para as estruturas metálicas é mais interessante a utilização de painéis leves e de rápida aplicação tais como placas de concreto celular autoclavado. são pontos de passagem de umidade.

17 . b) Ligação do topo das alvenarias com as vigas metálicas.Módulo 7 | Edifícios residenciais e comerciais em Aço a) Ligação da base da alvenaria externa com vigas metálicas.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura c) Ligação dos pilares com as alvenarias d) Perfis incorporados às alvenarias 18 .

cujo capítulo 10 trata deste assunto.Módulo 7 | Edifícios residenciais e comerciais em Aço Parte 3 .Edifícios residenciais e comerciais em Aço Estruturas de Aço em Edifícios Altos Para o estudo de edifícios altos vamos utilizar a apostila desenvolvida pelo Prof. 19 . Aloizio Fontana Margarido. O uso do Aço na Arquitetura.

É importante salientar que os valores aqui fornecidos podem ser alterados em função de características especiais de cada projeto.0 e 8.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura CONSUMO MÉDIO DE AÇO EM DIVERSAS APLICAÇÕES Este item tem como objetivo fornecer informações que possam ser úteis na previsão e avaliação do consumo de material nas estruturas metálicas.0 m Consumo médio de aço 30 a 45 kgf/m² 40 a 45 kgf/m² Supõem-se pé direito de 6 m Consumo médio de aço 10 kgf/m² 12 a 14 kgf/m² 14 a 18 kgf/m² 18 a 22 kgf/m² 20 a 25 kgf/m² arco prever de 10 % a menos de consumo Consumo médio de aço 18 kgf/m² 20 kgf/m² 25 kgf/m² 20 . Mezaninos Área qualquer área Edifícios Nº de pavimentos até 3 pavimentos de 3 a 10 pavimentos Galpão Vãos (m) 10 a 12 m 12 a 15 m 15 a 20 m 20 a 30 m 30 a 40 m * Nos galpões em Treliças espaciais Modulação Módulo de 20 x 20 m Módulo de 25 x 25 m Módulo de 30 x 30 m Supõem-se sobrecarga entre 300 e 500 Kgf/m² Consumo médio de aço 35 a 45 kgf/m² Supõem-se vãos entre 6. baseado em valores médios. mas serve de base para uma avaliação rápida de um empreendimento.

Sistemas estruturais em Aço na Arquitetura Proteção Estrutural Contra Incêndio 9 MÓDULO 1 .

Auto-proteção 8.1. Custo dos materiais 9. Concreto 8.Porque é necessário o tratamento contra fogo das estruturas de aço? Da mesma forma que o módulo 8 abordou a proteção contra a corrosão das estruturas de aço. Isenções de verificação II – NBR 14432 8. Tempo requerido de resistência ao fogo (TRRF) 5. Comportamento dos materiais estruturais em incêndio 3. convidamos novamente o Prof.2.2. Fabio Domingos Panonni. Exigências da NBR 14432 6. normalmente. em novos arranjos estruturais.2. Ao final do incêndio. reduzindo a seção de pilares e vigas e ainda fornecendo uma proteção passiva ao elemento estrutural. Phd.3.2. Gesso acartonado 8.4. Tanto o aço como concreto perdem em torno de 50% de sua resistência quando atingem 600º C. Métodos de dimensionamento de materiais de proteção 8. Tintas intumescentes 8. reconhecidamente uma das autoridades nacionais neste assunto. Materiais projetados 8. Conclusão Bibliografia 2 .2. ou na forma de sistemas mistos aço-concreto. optamos por incluir este módulo 9. Isenções de verificação I – NBR 14432 7. Devido as características de bom condutor térmico.2. Tópicos deste módulo Proteção ao Fogo 1. devido a ser um mau condutor térmico. O calor faz com que o aço tenha suas características físicas de resistência alteradas. Inclusive o concreto é uma delas.3. se levarmos em consideração que as seções dos perfis de aço são. para apresentar os diversos métodos de proteção contra incêndio utilizados atualmente.1.5. e também ao fato das peças terem maior massa. Dinâmica de Incêndio 4. dedicado a proteção das estruturas de aço contra o efeito do calor provocado por um eventual incêndio. e por isso um bom isolante. devido a importância deste tema. Apenas o concreto demora mais para atingir esta temperatura. Métodos Simplificados e métodos avançados de dimensionamento 10. Principalmente. Existem diversas formas de se proteger a estrutura de aço da ação do fogo. enquanto permanecer sob a ação desta fonte de calor. Materiais rígidos e semi-rígidos 8. bastante esbeltas e por isso com menos massa que as peças de concreto. apesar das alterações de forma que a estrutura possa ter sofrido. Introdução 2. o aço tem a capacidade de se aquecer rapidamente. Materiais usuais na proteção de estruturas 8.2.. aumentando a resistência a flambagem. Assim sendo. o aço readquire sua resistência. onde o perfil de aço trabalha associado ao concreto. seja na forma de placas de revestimento. É importante ressaltar que todos os materias sofrem alterações sob ação do fogo.

(5.(6.Proteção ao Fogo das Estruturas de Aço Da mesma forma que o módulo 8.3 Mb) Parte 10 .(19.9 Mb) Parte 7 .(12.15 Mb) Parte 3 .3 Mb) Parte 6 .(6. para descarregamento de dados.(12. que deve ser baixado para o computador do aluno.(6. dentro do vídeo em exibição. sem o vídeo.6 Mb) Parte 8 .92 Mb) Parte 11 .(6. entretanto. Partes componentes do módulo 9 Parte 1 . de onde poderá ser visualizado e salvo.61Mb) Parte 2 .(7. este pdf esta disponível como apoio complementar. este módulo. Além disso. com suas interrupções constantes.3 Mb) Parte 9 . Devido a algumas tabelas e imagens adicionais que não estão inclusas no vídeo.8 Mb) Parte 5 . em função do tamanho dos arquivos.(15. recomendamos fazer o acompanhamento em paralelo a exibição dos vídeos.(12. A tela do vídeo tem dois botões que permitem avançar ou recuar. Cada uma delas é um arquivo auto-executável.3 Mb) Parte 12 . Com este expediente evitaremos o problema de velocidade de execução de vídeos via internet.6 Mb) Parte 4 . foi dividido em 12 partes.04 Mb) 3 .(10.Módulo 9 .

Página em branco .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 9 Proteção Estrutural Contra Incêndio Prof. Objetivos da Segurança Contra Incêndio .D. Fabio Domingos Pannoni Ph.

Objetivos da SCI Objetivos da segurança contra incêndio • Possibilitar a fuga dos ocupantes da edificação em condições de segurança • Possibilitar a segurança das operações de combate ao incêndio • Promover a minimização de danos às edificações adjacentes e à infraestrutura pública 6 .

Objetivos da SCI Como atingir estes objetivos? • Prevenindo a ignição • Escolha de materiais • Gerenciamento e manutenção da edificação • Facilitando a fuga • Rotas de fuga • Educação e treinamento • Prevenindo o desenvolvimento do incêndio • Detetores de fumaça e calor • Chuveiros automáticos • Extintores • Condições de contorno da edificação • Compartimentação • Ventilação • Prevenção do colapso estrutural • Projeto estrutural • Proteção térmica 7 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 9 Proteção Estrutural Contra Incêndio Comportamento dos materiais .

Comportamento dos Materiais • Todos os materiais estruturais perdem resistência e rigidez com a elevação de temperatura 9 .

Comportamento dos Materiais 10 .

Comportamento dos Materiais 11 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 9 Proteção Estrutural Contra Incêndio Dinâmica do Incêndio .

Dinâmica do Incêndio O fogo: um fenômeno físico • Reação exotérmica Fogo = (combustível+oxigênio+ativação) 13 .

Dinâmica do Incêndio • Fases de um incêndio • A severidade de um incêndio depende de vários parâmetros: • Quantidade e localização dos combustíveis • Velocidade de combustão dos materiais • Condição de ventilação (aberturas) • Geometria do compartimento • Propriedades térmicas do envoltório 14 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 9 Proteção Estrutural Contra Incêndio O Incêndio-padrão .

16 . sob condições especificadas.O Incêndio-padrão • Resistência ao fogo é o tempo em que um elemento construtivo continuará a desenvolver suas funções.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 9 Proteção Estrutural Contra Incêndio Normas Brasileiras .

Normas Brasileiras NBR 14432 Madeira Eurocode Dimensionamento por ensaios Aço NBR 14323 Concreto NBR 15200 Método simplificado Métodos baseados em análise de risco Métodos do tempo equivalente Projeto de Engenharia de Segurança Contra Incêndio Métodos avançados 18 .

19 .Normas Brasileiras NBR 14432 Esta Norma estabelece as condições a serem atendidas pelos elementos estruturais e de compartimentação que integram os edifício para que. aço. etc. seja evitado o colapso estrutural Concreto. em situação de incêndio. madeira.

Normas Brasileiras Tabela A1 20 .

garagens com acesso de público e sem abastecimento.. 50% do perímetro) 21 . piscinas com arquibancadas. com pelo menos duas fachadas de aproximação que perfaçam. exceto as regiões de ocupação distinta Garagens sem acesso público e sem abastecimento (garagens automáticas). que atenda às condições construtivas do Anexo D (vigas principais e secundárias devem ser construídas como vigas mistas. abertas lateralmente.. ginásios. com estrutura . estações de transbordo) e construções provisórias (circos e assemelhados) com altura ≤ 23 m..500 m2 e que possuam carga de incêndio específica ≤ 1. para qualquer carga específica de incêndio. aeroportos. de incêndio ≤ 1. com altura ≤ 30 m. arenas)..000 MJ/m2 Centros esportivos (estádios. utilizando-se conectores de cisalhamento. desde que providas de chuveiros automáticos ou se tiverem área total ≤ 5.000 MJ/m2 (estarão isentos.) Edificações térreas: Galpão industrial com carga especif. estações e terminais de passageiros (estações rodoferroviárias.000 m2. no mínimo.200 MJ/m2 Depósito com carga específica de incêndio ≤ 2.Normas Brasileiras ISENÇÕES IMPORTANTES Edificações cuja área seja menor ou igual a 750m2 Edificações com até 2 pavimentos com área menor ou igual a 1.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 9 Proteção Estrutural Contra Incêndio Dimensionamento .

Dimensionamento

Dimensionamento por ensaios • Carta de cobertura

23

Dimensionamento

A espessura é especificada de tal modo que a temperatura do aço não exceda uma dada temperatura (temperatura crítica) por um dado TRRF

24

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura

Módulo 9
Proteção Estrutural Contra Incêndio

Materiais de Proteção p1

Materiais de Proteção p1

A solução frequentemente empregada para evitar o aumento excessivo da temperatura das estruturas de aço em situação de incêndio é revestí-las por meio de materiais de proteção térmica Formas de aplicação:

26

Materiais de Proteção p1

Materiais projetados: base cimentícia ou gesso contendo fibras minerais, vermiculita expandida e outros agregados leves • Custo competitivo • Resistência ao fogo de até 240 minutos • Espessuras secas de 10mm a 40mm • Aplicação é realizada em campo • Materiais são conduzidos, dentro do equipamento de aplicação, na condição seca (fibras projetadas) ou úmida (materiais de base gesso contendo vermiculita)

Materiais de Proteção p1 • Fibra projetada

Argamassas projetadas

28

Materiais de Proteção p1

Argamassa projetada

29

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura

Módulo 9
Proteção Estrutural Contra Incêndio

Materiais de Proteção p2

Materiais de Proteção p2

Materiais rígidos ou semi-rígidos

31

Materiais de Proteção p2 • Materiais rígidos ou semi-rígidos • • • • • • • • • • • Materiais rígidos ou semi-rígidos: fôrmas aplicadas a seco. tanto na forma de “caixas“ quanto de “envolventes“ O grupo inclui fibras cerâmicas. parafusos auto-perfurantes e colas especiais) Períodos de resistência maiores são obtidos por meio da utilização de múltiplas camadas As juntas devem ser cuidadosamente recobertas 32 . possuindo aparência agradável. 30. 40 e 50mm) As placas rígidas podem ser fixadas através de uma grande variedade de opções (montantes de aço galvanizado. a lã de rocha basáltica. o silicato de cálcio. 35. pinos de aço. 25. São vulneráveis ao impacto Mantas de fibras minerais (fibra cerâmica e lã de rocha basáltica) são macias ao toque e flexíveis A aparência visual variará de acordo com o sistema escolhido Os materiais flexíveis são fixados ao aço por intermédio de pinos de aço soldados à estrutura por meio de anilhas de pressão Apresentam-se em diversas espessuras (20. gesso (placas de gesso acartonado ou o próprio gesso) e a vermiculita Resistência ao fogo de até 240 minutos Placas de gesso acartonado e vermiculita são duras e lisas.

Materiais de Proteção p2 • Lã de rocha (basáltica) 33 .

o gesso atrasa o aquecimento do componente estrutural. uma rede metálica ou fibra de vidro) • Gesso acartonado (“rosa“) 34 . com absorção de grande quantidade de calor • Por outro lado. no estado seco.Materiais de Proteção p2 • Gesso • Gesso é o sulfato de cálcio que. absorve calor para se vaporizar • Ao absorver grande quantidade de calor. contém cerca de 20% de água cristalizada • Quando sujeito a altas temperaturas. funcionando. assim. a água existente em sua constituição. transforma-se em sulfato de cálcio anidro.ex.. como material de proteção térmica • O emprego do gesso exige a utilização de um suporte adequado que evite sua desagregação (p.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 9 Proteção Estrutural Contra Incêndio Materiais de Proteção p3 .

Materiais de Proteção p3 • Revestimentos intumescentes 36 .

nas últimas décadas O termo intumescente deriva do latin “tumescere“. produzindo uma expansão significativa a partir de 200oC – 250oC Esses componentes ativos expandem muitas vezes sua espessura inicial aplicada quando aquecidos (tipicamente mais do que 60x). três componentes: um primer. a tinta intumescente (a fase que reage) e um selante (a pintura de acabamento) Em algumas situações. o primer ou o acabamento podem não ser necessários • • • • • • • • • 37 . em todos os países. de modo geral. Seu uso tem crescido. produzindo uma massa carbonácea que protege qualquer substrato sobre o qual o revestimento tenha sido aplicado Os revestimentos intumescentes mais empregados na construção civil podem ser tanto de base solvente quanto água e tipicamente possuem uma espessura de película seca menor do que 3mm Revestimentos intumescentes são muito utilizados na proteção de estruturas de aço para períodos de 30 e 60 minutos e seu uso para 90 minutos tem aumentado em alguns países Pode retardar em até duas horas o instante em que se atinge a temperatura crítica do componente a proteger Um sistema intumescente possui.Materiais de Proteção p3 Tintas intumescentes: • A primeira patente é de 1938. que significa iniciar. expandir A intumescência ocorre pela reação de componentes ativos sob influência do calor.

Materiais de Proteção p3 • • Revestimentos intumescentes A maior parte dos revestimentos intumescentes é dedicada ao uso interno ou em locais abrigados. esse número já ultrapassa os 50%. em certos países. pois é feita sob condições cuidadosamente controladas e supervisionadas • Redução de interferências no canteiro de obra. sendo que 2/3 correspondem à aplicação em campo (“on-site“) e 1/3 à aplicação no fabricante (“off-site“) • • • • Alguns benefícios provenientes da aplicação “off-site“ de tintas intumescentes: • Construção mais rápida. algum revestimento intumescente pode ficar temporariamente exposto ao ambiente externo e o uso de um selante pode ser necessário Para exposições externas. a mais do que 40% do mercado de produtos de proteção térmica utilizados em edifícios de múltiplos andares No Reino Unido. pois não há necessidade de alocação de equipamento 38 . em ambientes externos Durante a fase de construção. deve-se consultar o fabricante da tinta O uso destes produtos corresponde. pois a proteção deixa de ser uma etapa crítica do processo de construção • Qualidade na aplicação.

quando necessário • Aplicação da tinta intumescente • Aplicação de selante. haverá: • Preparo de superfície • Aplicação de primer.Materiais de Proteção p3 • Revestimentos intumescentes • O revestimento intumescente é somente parte do sistema de proteção. o selante e o acabamento decorativo são combinados em um único produto 39 . Para um sistema típico. quando necessário • Aplicação de um acabamento decorativo quando especificado • Na maior parte dos sistemas intumescentes.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 9 Proteção Estrutural Contra Incêndio Materiais de Proteção p4 .

Materiais de Proteção p4 • • Concreto Concreto moldado “in loco“. 41 . concreto pré-moldado e concreto celular autoclavado tem sido utilizados como proteção térmica desde os primórdios da construção em aço.

Materiais de Proteção p4 • • Instrução Técnica 08/04 (CBESP) Anexo B – Resistência ao Fogo Para Alvenarias 42 .

Materiais de Proteção p4 43 .

Materiais de Proteção p4 44 .

Materiais de Proteção p4 45 .

Materiais de Proteção p4 46 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura

Módulo 9
Proteção Estrutural Contra Incêndio

Dimensionamento Métodos Simplificados

Dimensionamento simplificado

• Elementos de aço simples

¶q ¶ æ ¶q ö ¶ æ ¶q ö . l ÷ + Q = rc ÷+ ç çl ç ÷ ¶t ¶x è ¶x ø ¶y è ¶y ø
Onde: • l é a condutividade térmica do aço • Q é o calor gerado internamente por unidade de volume e tempo • r é a massa específica do aço • c é o calor específico do aço • q é a temperatura • t é o tempo

48

Dimensionamento simplificado

Temperatura do aço (oC) sem proteção térmica, conforme modelo do incêndio padrão (ISO 834)

49

Dimensionamento simplificado

• Elementos de aço protegidos por materiais de proteção térmica

Dq a ,t

lm u A (q g ,t - q a ,t ) = Dt - (e x / 10 - 1)Dq a ,t t m ca r a 1 + x / 3

( )

cm r m æ u m ö x= tm ç ÷ A ø ca r a è
Onde: • cm é o calor específico do material de proteção, J/kgK • lm é a condutividade térmica do material de proteção, W/mK

50

Dimensionamento simplificado • Exemplo de aplicação - 2

51

Dimensionamento simplificado

Exemplo de aplicação - 2

52

Dimensionamento

Métodos avançados • Millenium Dome • Richard Rogers – London - 1999

53

Dimensionamento

Métodos prescritivos x engenharia

Engenharia de Segurança Contra Incêndio Um conjunto de soluções em segurança contra incêndio é feito sob medida para os riscos e objetivos previamente especificados

Métodos Prescritivos Atuais Muitas vezes não é flexível

Facilita a inovação, sem comprometimento da segurança

Incapaz de prever todas as situações reais

Os custos da proteção contra incêndio podem ser minimizados sem redução da segurança Exige um grupo técnico altamente especializado

Em geral, não fornece a solução ótima

A evolução técnica é lenta – pode levar vários anos para que uma nova solução seja amplamente aceita

Consome grande capacidade computacional

Em sua forma mais simples (uso de “cartas de cobertura”), não requer nenhuma capacidade computacional.

54

Dimensionamento

Métodos avançados

55

Dimensionamento 56 .

Dimensionamento • Métodos avançados Tcompartimento <<<< tandar Tdesocupação <<<< testrutura testrutura→¥ 57 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 9 Proteção Estrutural Contra Incêndio Certificação de Produtos e Aplicadores .

Certificação de Produtos e Aplicadores • Exigência ! 59 .

de acordo com as normas técnicas nacionais ou. 60 . na ausência destas. de acordo com normas ou especificações estrangeiras internacionalmente reconhecidas.Certificação de Produtos e Aplicadores • Exigência ! Os ensaios devem ser realizados em laboratórios reconhecidos.

deflexão.1 A escolha. devem ser determinados por ensaios realizados em laboratório nacional ou estrangeiro reconhecido internacionalmente.9 Materiais de proteção térmica 5. densidade e outras propriedades necessárias para garantir o desempenho e durabilidade dos materiais.2 As propriedades térmicas e o desempenho dos materiais de proteção térmica quanto à aderência. combustibilidade. fissuras.Certificação de Produtos e Aplicadores • Exigência ! 5. 5. compressão. de acordo com norma técnica nacional ou.9. impacto. toxidade.9. 61 . na ausência desta. de acordo com norma estrangeira reconhecida internacionalmente. dimensionamento e aplicação de materiais de proteção térmica são de responsabilidade exclusiva do(s) responsável(eis) técnico(s) pelo projeto. erosão. corrosão.

será exigido controle de qualidade durante a execução e aplicação dos materiais de proteção térmica às estruturas.Certificação de Produtos e Aplicadores • Exigência ! Para as edificações com área superior a 10. 62 .000 m². realizado por empresa qualificada.

Certificação de Produtos e Aplicadores 63 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 9 Proteção Estrutural Contra Incêndio Conclusão .

. que nada mais é que utilizar os métodos avançados apresentados anteriormente. É importante que elas sejam lidas e seguidas suas recomendações. Quando avaliamos. de forma integrada. 65 . E não há maiores dificuldades em sua utilização. traremos economia ao conjunto da proteção de estruturas.Conclusão Finalizando. E o mais importante é o aumento da segurança da edificação. Tudo esta relativamente claro nas normas. a proteção da estrutura. o uso de sistemas de proteção ativa e passiva e outros sistemas que compõem a segurança contra incêndio. as rotas de desocupação. é importante esclarecer que a proteção de estruturas frente ao fogo é uma parte de um todo muito maior. Proteção de estruturas ao fogo pode custar muito menos se integrarmos as partes.

autores: Mauri Resende Vargas e Valdir Pignatta e Silva 66 . Manual de Construção em Aço . Silvio Bento da Silva. Valfrido Del Carlo. Ricardo Hallal Fakury.CBCA . Francisco Carlos Rodrigues e Fabio Domingos Pannoni 7.autores: Alexandre Itiu Seito. disponíveis para download no ambiente do curso.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Bibliografia e Leituras Adicionais do Módulo 9 Para complementar o conteúdo deste módulo. Proteção de Estruturas Metálicas Frente ao Fogo . A Segurança Contra Incêndio no Brasil . Simulation Of a Compartment Flashover Fire Using Hand Calculations.Resistencia ao Fogo das Estruturas de Aço . Valdir Pignatta e Silva 2. recomendamos a leitura dos textos adicionais. Francisco Carlos Rodrigues e Fabio Domingos Pannoni 6. Fabio Domingos Pannoni. José Carlos Lopes Ribeiro.autores: Valdir Pignatta e Silva. Edna Moura Pinto e Adilson Silva 3. Fabio Domingos Pannoni. Ricardo Hallal Fakury. clique nos links abaixo: 1.A Case Study . Estevam Barbosa de Las Casas. Fabio Domingos Pannoni 4.autores: Ricardo Hallal Fakury. Segurança das Estruturas . Rosaria Ono. Alfonso Antonio Gill.autores: Valdir Pignatta e Silva. Um Método Avançado de Cálculo para Pisos Mistos de Aço e Concreto em Situação de Incêndio . A Zone Model And a Field Model .autor: Fabio Domingos Pannoni 5. A Real Fire In Small Apartment . Para abrir ou baixar estes textos. aos que quiserem se aprofundar no tema.autores: Valdir Pignatta e Silva.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura MÓDULO Proteção Anticorrosiva de Estruturas Metálicas 1 .

na University of Leeds . Panonni formou-se em Química. é o país onde há a maior incidência de construções em estruturas de aço. O Prof. além de ter longa experiência prática em usinas siderúrgicas e no mercado da construção civil. com mais de 200 anos.Porque é necessário o tratamento anti-corrosivo das estruturas de aço? Apesar de este curso ter como foco os sistemas estruturais em aço. Se este contato não ocorre. devido a importância deste tema. reconhecidamente uma das autoridades nacionais neste assunto. Desde 2001 é Assessor Técnico do Grupo Gerdau. Fabio Domingos Panonni. pelo mesmo motivo. Foi agraciado com diversos prêmios como: “PRÊMIO JOVEM CIENTISTA” em 1998. fez ainda Especialização em Engenharia Civil na University of Sheffield e em Engenharia Química . estamos lidando com algumas características inerentes ao material aço e que podem interferir. existem diversas formas de se proteger o aço de tal forma que se possa controlar a corrosão. tanto reduzindo sua resistência mecânica. Entretanto. para apresentar este módulo. que é a forma de óxido.br). Tanto isto é verdade. Phd.org. Com Mestrado em Engenharia Metalúrgica e Doutorado em Engenharia de Materiais. formando o óxido de ferro. . chegando a 70%. uma ilha. que cada vez mais países vem utilizando estruturas de aço em volumes crescentes e temos inúmeros exemplos de estruturas longevas.S.S. Fabio Domingos Panoni O Prof. Assim sendo. normalmente usando o meio aquoso. 2 . Estas reações ocorrem pelo contato do oxigênio com o aço base. Felizmente.P. A obtenção do aço. no Instituto de Química da U. É autor de diversos trabalhos acadêmicos sobre metalurgia e corrosão. com a perda de material por corrosão. não há o processo de corrosão. Começou sua carreira profissional como trainee na Cosipa. É também autor de mais de 60 artigos técnicos publicados em Seminários. “PRÊMIO GOVERNADOR DO ESTADO” em 1999. na Gerdau Açominas.. ambas na Inglaterra. entre outros. Apresentação do Prof. É Professor da Disciplina "ES-002 . em ultima instância.pece. oferecida pelo Programa de Educação Continuada em Engenharia (PECE) da Escola Politécnica da USP (www. a partir do minério. Fabio Domingos Panonni é reconhecido como um dos grandes especialistas nacionais em proteção contra corrosão e proteção contra incêndio de estruturas de aço.P. Congressos e Periódicos nacionais e internacionais. A Inglaterra. no desenvolvimento de novas famílias de aços (especialmente aqueles resistentes à corrosão atmosférica). convidamos o Prof. Os países asiáticos também apresentam um crescimento expressivo do uso de sistemas industrializados de construção em aço. ambos na Escola Politécnica da U. a tendência natural é que ocorram reações químicas que o levem de volta ao seu estado de menor energia. na área de desenvolvimento de novos aços.Tecnologia de Materiais e Durabilidade" do Curso de Especialização intitulado "Gestão de Projetos de Sistemas Estruturais". como quanto em relação a redução do tempo de vida útil. exige que sejam incorporadas grandes quantidades de energia para a sua purificação e conformação. e tornou-se um especialista nas técnicas de controle da corrosão metálica.

1.1 .3. sem o vídeo.52 Mb) . para descarregamento de dados.(14.(18.(9.3. Escolha de um sistema de pintura I 8. Partes componentes do módulo Parte 1 Parte 2 Parte 3 Parte 4 Parte 5 Parte 6 Parte 7 Parte 8 Parte 9 Parte 10 Parte 11 Parte 12 Parte 13 Parte 14 .(30. Devido a algumas tabelas e imagens adicionais que não estão inclusas no vídeo.2. Nota: Este recurso somente esta disponível para download no ambiente do curso. Cada uma delas é um arquivo autoexecutável.51 Mb) . Definição e importância 2.75 Mb) . Formas de preparo de superfície 8. Prevenção da Corrosão Galvânica II 7.2 . Formas mais comuns de ataque 3.05 Mb) . Cuidados no projeto da estrutura de aço 6. A escolha de um sistema de proteção 6.37 Mb) .79 Mb) .(26. de onde poderá ser visualizado e salvo.1. Escolha de um sistema de pintura II 9. Tratamento de frestas 6. Além disso.(13.7.4.69 Mb) .(14.(10. Aços patináveis 8.86 Mb) .3 . Tratamento de seções fechadas ou tubulares 6. Galvanização a fogo 9.92 Mb ) 3 . Acessibilidade 6. A importância da limpeza superficial 8.6.(13.21 Mb) . A tela do vídeo tem dois botões que permitem avançar ou recuar.5.(9. que deve ser baixado para o computador do aluno.Durabilidade Bibliografia Em função do tamanho dos arquivos. dentro do vídeo em exibição. Pintura e preparo de superfície 8. Prevenção da Corrosão Galvânica I 6. com suas interrupções constantes.Proteção contra Corrosão em Estruturas de Aço Tópicos deste módulo Proteção contra Corrosão Introdução 1.(9. este pdf esta disponível como apoio complementar.21 Mb) . Introdução as tintas 8. o módulo 8 foi dividido em 14 partes. Precauções para prevenir a retenção de água e sujeira 6.89 Mb) .31 Mb) .4. entretanto. Com este expediente evitaremos o problema de velocidade de execução de vídeos via internet. Classificação de ambientes 5. Tratamento de arestas 6.04 Mb) .Módulo 8 . Fundamentos da Corrosão: O mecanismo eletroquímico 4.2.(14.Como o zinco protege o aço 9. recomendamos fazer o acompanhamento em paralelo a exibição dos vídeos.(18.Descrição do método 9.(17.5.

4 Página em branco .

D. Fabio Domingos Pannoni Ph. Definição e importância . Introdução.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 8 Proteção Anticorrosiva de Estruturas Metálicas Prof.

7 3.5 1. que produz deterioração do material e de suas propriedades.0 3.corrosioncost.com 6 .2 www.32 6. Custo da corrosão País Ano 1961 1969 Custo (USD x 10 0.55 70.0 276 2.2 3.Introdução Corrosão pode ser definida como sendo o conjunto de reações entre um material (usualmente um metal) e seu ambiente.0 Índia Alemanha Ocidental URSS Reino Unido Austrália Estados Unidos Estados Unidos 1969 1970 1973 1975 2002 6.5 4.0 9) % PIB 3.2 0.

Introdução Termodinâmica x cinética 7 .

Introdução The Ironbridge Abraham Darby III (1779) 8 .

Introdução Torre Eiffel Gustave Eiffel (1889) 9 .

Introdução Aeroporto Francisco Sá Carneiro Rem Koolhaas (2006) 10 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 8 Proteção Anticorrosiva de Estruturas Metálicas Fundamentos da Corrosão .

Fundamentos da Corrosão Existem muitas formas de ataque! 12 .

Fundamentos da Corrosão O mecanismo eletroquímico Corrosão atmosférica (corrosão uniforme) 13 .

Fundamentos da Corrosão O mecanismo eletroquímico O que afeta a velocidade de corrosão? Tempo de umedecimento Poluentes atmosféricos: Cl.e SO2 14 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 8 Proteção Anticorrosiva de Estruturas Metálicas Classificação dos Ambientes .

Classificação dos Ambientes Agressividade ambiental (ISO 9223:1992) 16 .

Classificação dos Ambientes Exemplos de ambientes típicos Agressividade Exterior Interior C1 Muito baixa - Edificações aquecidas. C5-I Muito alta (industrial) Áreas industriais com alta umidade e atmosfera agressiva Edificações ou áreas com condensação quase que permanente e com alta poluição C5-M Muito alta (marinha) Áreas costeiras e offshore com alta salinidade Edificações ou áreas com condensação quase que permanente e com alta poluição 17 . A maior parte das áreas rurais Edificações sem aquecimento. com atmosferas limpas (escritórios. etc. onde a condensação é possível (armazéns. ginásios cobertos. etc. laticínios. Áreas costeiras de baixa salinidade Ambientes industriais com alta umidade e alguma poluição atmosférica (lavanderias. cervejarias.) C4 Alta Áreas industriais e costeiras com salinidade moderada Indústrias químicas. lojas. etc.) C3 Média Atmosferas urbanas e industriais com poluição moderada por SO2. hotéis) C2 Baixa Atmosferas com baixo nível de poluição. coberturas de piscinas. escolas.

Classificação dos Ambientes Industrial Urbano Marinho 18 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 8 Proteção Anticorrosiva de Estruturas Metálicas A escolha de um sistema de proteção .

Pintura Metálicos Aços Estruturais Aços Patináveis Aços Inoxidáveis Galvanização Metalização (Imersão) 20 .ex.Cuidados no detalhamento do projeto Como a corrosão pode ser controlada? Controle da Corrosão Tratamento Revestimentos Ambiental Protetores Proteção Catódica Detalhes de Projeto Seleção de Materiais Orgânicos p.

Cuidados no detalhamento do projeto Acessibilidade 21 .

(D2).Cuidados no detalhamento do projeto Acessibilidade Compriment Distância entre o da a ferramenta e o ferramenta substrato (D1). graus Operação Jateamento abrasivo Ferramental elétrico -Pistola de pinos -Lixadeira elétrica Limpeza manual -Escovamento -Lixa manual Metalização Aplicação de tinta -spray -pincel -rolo 800 200 a 400 60 a 90 250 a 350 100 a 150 0 0 30 a 90 - 100 100 0 0 0 a 30 0 a 30 300 150 a 200 90 200 a 300 200 200 200 a 300 0 0 90 45 a 90 10 a 90 22 . mm mm Ângulo de operação (a).

Cuidados no detalhamento do projeto Dimensões mínimas para acesso em áreas confinadas 23 .

Cuidados no detalhamento do projeto Dimensões mínimas para espaços restritos 24 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 8 Proteção Anticorrosiva de Estruturas Metálicas Cuidados no Detalhamento do projeto Parte 2 .

Cuidados no Detalhamento O detalhamento deve garantir a aplicação do sistema de proteção e não promover a corrosão! 26 .

Cuidados no Detalhamento O detalhamento deve garantir a aplicação do sistema de proteção e não promover a corrosão! 27 .

Cuidados no Detalhamento Tratamento de frestas Evite a retenção de água sobre a estrutura 28 .

Cuidados no Detalhamento Evite a retenção de água sobre a estrutura 29 .

Cuidados no Detalhamento Evite a retenção de água sobre a estrutura 30 .

Cuidados no Detalhamento Evite a retenção de água sobre a estrutura 31 .

Cuidados no Detalhamento Evite a retenção de água sobre a estrutura 32 .

Cuidados no Detalhamento Evite a retenção de água sobre a estrutura 33 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 8 Proteção Anticorrosiva de Estruturas Metálicas Tratamento de frestas Tratamento de seções fechadas .

Cuidados no Detalhamento Tratamento de arestas 35 .

Cuidados no Detalhamento Tratamento de arestas 36 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 8 Proteção Anticorrosiva de Estruturas Metálicas Prevenção da Corrosão Galvânica .

Corrosão Galvânica Parafusos. porcas e consumíveis 38 .

Corrosão Galvânica 39 .

Corrosão Galvânica Imperfeições de soldagem 40 .

Corrosão Galvânica Evite a corrosão galvânica 41 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 8 Proteção Anticorrosiva de Estruturas Metálicas Os Aços Patináveis .

Pintura Metálicos Aços Estruturais Aços Patináveis Aços Inoxidáveis Galvanização Metalização (Imersão) 43 .ex.Os Aços Patináveis Controle da corrosão Como a corrosão pode ser controlada? Controle da Corrosão Tratamento Revestimentos Ambiental Protetores Proteção Catódica Detalhes de Projeto Seleção de Materiais Orgânicos p.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 8 Proteção Anticorrosiva de Estruturas Metálicas Os Aços Patináveis .

Os Aços Patináveis História: USS CorTen (1932) Eero Saarinen (1910 – 1961) 45 .

Os Aços Patináveis Aços patináveis: O que é “pátina”? Qual é o seu mecanismo de atuação? 46 .

Os Aços Patináveis Viaduto Cidade do Aço (2000) Volta Redonda .RJ Universidade Nove de Julho (2005) São Paulo .SP 47 .

Os Aços Patináveis Enquadrados em diversas normas ASTM A588 A242 A606 A709 NBR 5008 5920 5921 7007 48 .

Os Aços Patináveis Condições necessárias para a formação da pátina • Ciclos de umedecimento e secagem • Fatores geométricos • Condições ambientais • • [SO2] < 250 mg.m-2.m-3 [Cl-] < 300 mg.dia-1 • Contato com outros aços estruturais Pátina Tempo 49 .

Os Aços Patináveis Resistência é limitada! 50 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 8 Proteção Anticorrosiva de Estruturas Metálicas Preparo de Superfície e Pintura .

ex.Preparo de Superfície e Pintura Como a corrosão pode ser controlada? Controle da Corrosão Tratamento Revestimentos Ambiental Protetores Proteção Catódica Detalhes de Projeto Seleção de Materiais Orgânicos p. Pintura Metálicos Aços Estruturais Aços Patináveis Aços Inoxidáveis Galvanização Metalização (Imersão) 52 .

Preparo de Superfície e Pintura Formação da carepa de laminação 53 .

Preparo de Superfície e Pintura Formação da carepa de laminação 38x 54 .

2nd edition. Chicago.Preparo de Superfície e Pintura • “Design with Structural Steel: a Guide for Architects“. 2002 • www.org 55 .aisc. American Institute of Steel Construction (AISC).

Preparo de Superfície e Pintura Limpeza superficial : etapa fundamental 56 .

Preparo de Superfície e Pintura Limpeza superficial : etapa fundamental Tinta epóxi exposta ao ambiente industrial agressivo por um ano Chapa de aço jateada Chapa de aço lixada 57 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 8 Proteção Anticorrosiva de Estruturas Metálicas Preparo de Superfície e Pintura: Tintas .

Preparo de Superfície e Pintura • • • Proteção por barreira Proteção anódica/ catódica nas tintas de fundo Proteção catódica nas tintas ricas em zinco Poliuretânicas Epoxídicas Alquídicas 0 20 40 60 80 100 Permeabilidade.dia -1 59 .m-2. mg.

Preparo de Superfície e Pintura • • Proteção por barreira Proteção anódica/ catódica nas tintas de fundo Proteção catódica nas tintas ricas em zinco • 60 .

Preparo de Superfície e Pintura • • • Proteção por barreira Proteção anódica/ catódica nas tintas de fundo Proteção catódica nas tintas ricas em zinco 61 .

esquadrias.Preparo de Superfície e Pintura Tintas alquídicas • Interiores secos e abrigados • Exteriores não poluídos • Pintura predial: portas. janelas de madeira ou aço 62 .

Preparo de Superfície e Pintura Desempenho fraco em: • Ambientes úmidos • Ambientes alcalinos • Ambientes contendo Zn++ 63 .

intermediária e acabamento • Ponte rolante: Sistema epóxidico 64 . fibra de vidro. não-ferrosos • Primer. aço galvanizado.Preparo de Superfície e Pintura Tintas epoxídicas • Aço carbono. concreto.

Preparo de Superfície e Pintura • Trocadores de calor: Sistema epoxídico • Plataformas offshore: Sistema epoxídico 65 .

epóxis.Preparo de Superfície e Pintura Epóxis. epóxis… 66 .

epóxis… 67 . epóxis.Preparo de Superfície e Pintura Epóxis.

Preparo de Superfície e Pintura Tintas poliuretânicas • Aço carbono. intermediária e acabamento Atenção ! • Poliuretânica (acrílica) alifática • Poliuretânica aromática 68 . concreto e madeira • Primer.

Preparo de Superfície e Pintura Atenção ! • Poliuretânica (acrílica) alifática • Poliuretânica aromática • Vernizes poliuretânicos 69 .

Preparo de Superfície e Pintura Poliuretano. poliuretano… 70 .

Preparo de Superfície e Pintura 71 .

Preparo de Superfície e Pintura 72 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 8 Proteção Anticorrosiva de Estruturas Metálicas Galvanização a Fogo .

Galvanização a Fogo Controle da corrosão Como a corrosão pode ser controlada? Controle da Corrosão Tratamento Revestimentos Ambiental Protetores Proteção Catódica Detalhes de Projeto Seleção de Materiais Orgânicos p. Pintura Metálicos Aços Estruturais Aços Patináveis Aços Inoxidáveis Galvanização Metalização (Imersão) 74 .ex.

ou a quente… 75 .Galvanização a Fogo Galvanização a fogo.

Galvanização a Fogo Características das camadas 76 .

Galvanização a Fogo Durabilidade 77 .

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 8 Proteção Anticorrosiva de Estruturas Metálicas Conclusão .

lá eles entenderam e incorporaram os procedimentos adequados para a proteção das estruturas de aço. levam a um crescimento da vida útil da estrutura. atualmente. 70 % da área de piso das edificações de múltiplos andares são em estrutura de aço. Basta seguir o que o Anexo N da NBR 8800 prescreve 79 . que temos aqui. Esta é a primeira escolha. Qual é a diferença então? Simplesmente. desde que apliquemos de forma coerente com o que foi apresentado neste módulo teremos um grande aumento na vida útil das estruturas de aço. de forma que este deixou de ser um problema. Não há nenhum segredo.Conclusão É importante ressaltarmos que a corrosão não é um impedimento ao crescimento do uso das estruturas de aço. Na Inglaterra. pintura ou galvanização. com umidade e deposição de cloretos. Através do correto detalhamento. Especificação correta de sistema de pintura ou galvanização. Atenção ao detalhamento adequado. através do reconhecimento da agressividade do ambiente e da escolha adequada do sistema de revestimento. A Inglaterra tem os mesmos problemas ambientais.

Ph.Tratamento de Superficie e Pintura . aos que quiserem se aprofundar no tema.CBCA . História. Roberto Mariano e Fernando Fernandes 5.autor: Fabio Domingos Pannoni. Princípios da Proteção de Estruturas Metálicas em Situação de Corrosão e Incêndio .autores: Celso Gnecco.autor: Fabio Domingos Pannoni. Fundamentos da corrosão . Nota: Estes titulos estão disponíveis para download somente no ambiente do curso de Sistemas Estruturais do CBCA.D 2. cujos títulos apresentamos a seguir. Ph. Ph.D. Ph. Durabilidade de Estacas Metálicas Cravadas no Solo .Sc. 80 .D 4.Módulo 8 . 1. M.autor: Fábio Domingos Pannoni..D 3.Proteção contra Corrosão em Estruturas de Aço Bibliografia e Leituras Adicionais do Módulo 8 Para complementar o conteúdo deste módulo. recomendamos a leitura dos textos adicionais.autor: Fabio Domingos Pannoni. Manual de Construção em aço . comportamento e uso dos aços patináveis na Engenharia Estrutural Brasileira .

Sistemas estruturais em Aço na Arquitetura Criatividade na Engenharia Estrutual 10 MÓDULO .

Página em branco 1 .

e assim garantir a durabilidade da estrutura de aço. mas da utilização criativa deste conhecimento. 1 . Como diz o Prof. em soluções criativas e originais. Já no módulo 9 tratamos do fenômeno do incêndio.O importante não é ser diferente. surge a pergunta: E o que fazer com tudo isto? Esta é a questão que o Prof. não apenas do conhecimento. onde demonstra a importância.CBCA Sistemas estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural Introdução Finalmente chegamos ao último módulo deste curso. Além disso. seu impacto enquanto fenômeno destrutivo e as formas de proteção adequadas para garantir a segurança dos ocupantes. e devem. procuramos apresentar os principais sistemas estruturais utilizados atualmente. mas fazer a diferença! É sobre esta sutil diferenciação que vamos nos aprofundar neste módulo. Ao longo de 10 semanas. garantindo tanto a preservação da vida. no módulo 8 tratamos de entender porque ocorre a corrosão e as muitas maneiras de preveni-la. aumentando a qualidade estrutural e formal das estruturas. como o tema do nosso curso é de sistemas estruturais em aço. quanto do patrimônio. iniciando com as forças físicas a que estão submetidas às estruturas. Yopanan: . que trata da criatividade estrutural na arquitetura e na engenharia. E afinal. Obras grandes e pequenas podem. Yopanan se propõe a responder neste último módulo. e mesmo alguns pouco usuais. passando pelos elementos estruturais em aço e. se beneficiar desta abordagem que deve ser perseguida como postura ao nos depararmos com as inúmeras possibilidades estruturais que temos a nossa disposição para resolver as demandas de nossos projetos. podemos afirmar que os elementos e os principais sistemas para pensar as estruturas foram conhecidos e absorvidos. Portanto.

86 Mb) Parte 3 .(12. Além disso.803 Mb) Parte 5 .(3. dentro do vídeo em exibição.(11.(9.Leipzig .(10.86 Mb) Parte 8 .38 Mb) Parte 4 .44 Mb) Pavilhão de Exposições .69 Mb) Parte 6 .GMP Architectur 1 . este módulo.(10.92 Mb) Parte 11 . sem o vídeo.(11.74 Mb) Parte 2 . em função do tamanho dos arquivos.94 Mb) Parte 9 . de onde poderá ser visualizado e salvo. foi dividido em 11 partes.(12. As interações entre estruturas de aço e a arquitetura Da mesma forma que os 2 módulo anteriores.59 Mb) Parte 7 .83 Mb) Parte 10 .(10.(13. para descarregamento de dados. com suas interrupções constantes. A tela do vídeo tem dois botões que permitem avançar ou recuar. Partes componentes do módulo 10 e links para download: Parte 1 . para leitura complementar. entretanto. o conteúdo da aula também esta disponível em formato pdf. Com este expediente evitaremos o problema de velocidade de execução de vídeos via internet. Cada uma delas é um arquivo autoexecutável. que deve ser baixado para o computador do aluno.Módulo 10.(12.

por suas características construtivas. é o material que nos pode dar ensejo a grandes viagens na questão da criatividade. Vamos iniciar o assunto falando sobre os aspectos que influenciam a criatividade. Vamos falar sobre um assunto que é de fundamental importância para aqueles que se propõem a projetar algo que seja significativo. 1 . onde iremos discutir uma das questões mais importantes e infelizmente muitas vezes relegada a um plano inferior: a criatividade na arquitetura e na estrutura.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Módulo 10 CRIATIVIDADE NA ENGENHARIA ESTRUTURAL O AÇO COMO AGENTE DA CRIATIVIDADE Vamos agora apresentar o último módulo do nosso curso. O Aço.

como as resume àquilo o arquiteto faz. não só que de cargas estáticas. 2 .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA ARQUITETOS SÃO CRIATIVOS. No entanto. Comecemos por conceituar o que é criatividade.. sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma. visando rigidez suficiente para princípio pode parecer que o trabalho criativo se suportar carregamentos. um profissional que pode e deve ser criativo. Vejamos como isso pode ocorrer. ENGENHEIROS PODEM E DEVEM SER CRIATIVOS ! Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e criação de formas para estruturas tracionadas. também.. MAS. dinâmicas de vento. As melhores formas para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas através desseA tipo de modelo. o engenheiro é.

Uma primeira definição. como o ato de unir duas coisas que nunca estiveram unidas e daí tirar uma terceira que tenha um valor maior que as duas coisas. e que é bastante ilustrativa do processo de criatividade. Também se pode ver a criatividade como uma capacidade natural que pode ser bloqueada ao longo do tempo. A criatividade pode ser definida de várias maneiras. O ato de unir duas coisas que nunca haviam estado unidas e tirar daí uma terceira coisa. ou seja. Uma capacidade natural que é bloqueada por influências ambientais e culturais. é a que fala da criatividade como a capacidade de desestruturar a realidade e reestruturá-la de outras maneiras.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA O QUE É CRIATIVIDADE ? A capacidade de desestruturar a realidade e reestruturá-la de outras maneiras. Ou. um processo sinérgico. por influências ambientais e culturais. Vamos apresentar aqui algumas que identificam melhor o que é o processo de criatividade. 3 . ainda.

em lugar de estimular tende a bloquear nossa liberdade criativa. através de diversos exercícios. da ordem de 2%. nos dá naturalmente essa capacidade. das quais algumas são obviamente impossíveis como aquela de usar a meia sobre o sapato. Nessa idade o grupo atinge 98 % de resultados criativos. tivéssemos à disposição 11 peças de roupas para nos vestirmos. voltarmos a ser ingênuos. Ele mostra o resultado de um estudo feito com um grupo ao longo de vários anos. 4 . Por outro lado. correndo o risco de sermos ridicularizados por propor coisas aparentemente insensatas. nós teríamos mais de trinta milhões de possibilidades para usar essas roupas. Ou seja. Quando nós somos crianças. o que é natural pode ser desestimulado ao longo de nossa vida. umas cinco mil. somos extremamente criativos. no bom sentido da palavra. Imagine se toda manhã. onde as propostas são sempre embasadas em experiências que deram certo. acabemos criando. não foi desenvolvida para ser automaticamente criativa. eliminarmos censuras e vergonhas. poderia nos trazer grandes transtornos.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA RELAÇÃO ENTRE POTENCIAL CRIATIVO E A IDADE CRONOLÓGICA A mente humana. Felizmente temos autonomia para escolher quando ser criativos e a nossa mente. pelos números apresentados. Se nossa mente fosse automaticamente criativa. Mas daquelas que são realmente factíveis restariam. que com a idade a criatividade vai diminuindo. Quando somos adultos nosso eficiência criativa cai de uma maneira vertiginosa e as respostas são muito baixas. Temos medo de extrapolar seus limites. O quadro que aparece nesse slide mostra bem essa situação. Perdermos preconceitos. Repare que esse comportamento vai diminuindo muito ao longo dos anos. pelo menos. para sair para o trabalho. normalmente. Pois se assim fosse. Isso porque não temos qualquer tipo de auto-censura. por sua vez. fantasiar e assim por diante. por uma questão de sobrevivência. O estudo tinha como objetivo verificar como o grupo se comportava quando solicitado a ser criativo. enfim. ao longo do tempo. uma zona de conforto. Podemos observar. Podemos e devemos recuperar. sermos novamente criativos como éramos quando crianças. em torno de nós. esse potencial que tínhamos quando crianças. o que mostra que somos muito influenciados pelo meio que. Ingênuos no sentido de não termos restrições a imaginar. Mas é justamente a superação dessa zona de conforto que faz parte do processo de criação. Os bloqueios fazem com que. Seria praticamente impossível sair de casa.

Quando essas matrizes de alguma maneira se cruzam elas criam uma certa tensão que pode provocar tanto o riso como uma nova idéia. além de criativo. quando se pensa em depressão na pista. uma matriz de ocorrências que garante a sua existência. Eles tiram uma foto junto à uma placa comum de estrada alertando sobre o perigo de uma depressão na pista. A primeira matriz. agora a da depressão psicológica. Quando essas duas matrizes se cruzam acontece algo que. é bastante divertido: é o humor. etc. 5 . Neste slide estamos vendo uma brincadeira feita por alguns cidadãos em uma estrada. escritor e jornalista.. subjacentes a eles.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA O PROCESSO DE CRIATIVIDADE É SEMELHANTE AO DO HUMOR BISSOCIAÇÃO (Arthur Koestler) É interessante notar que a cratividade assemelha-se muito ao processo de humor. uma idéia criativa. também nos lembra da tristeza. inventou o termo bissociação que ilustra bem essa questão que envolve o processo de criatividade e o processo de humor. Arthur Koestler. Outra matriz. Kostler coloca que todos os evento apresentam. nos reporta ao aspecto físico de um defeito na pista. da falta de ânimo.

elas não se fundem nem colidem.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Resultado da interação de duas ou mais matrizes segundo Koestler Outras formas de interação entre duas ou mais matrizes podem resultar em criações em outras áreas. mas ficam justapostas. Há uma transposição dos sistemas de referências. Trata-se de uma convergência de pensamentos em direção a um objetivo previamente estipulado “ as matrizes fundem-se em uma nova síntese. porém em conflito com a outra.” As matrizes não se fundem nem colidem. e vice-versa. mas ficam justapostas. Os padrões fundamentais de experiência são expressos novamente a cada novo olhar. Esse conflito causa uma tensão emocional e resolve-se em riso. Quando existe uma fusão de matrizes temos resultados criativos na ciência. Mas essas situações não são ilhas isoladas. Tipo de interação Resultado Explicação É a interseção de duas matrizes. cada qual consistente por si mesma. ou seja. Quando existe uma confrontação. ou melhor. emoção e pensamento separam-se abruptamente. No decorrer da bissociação. na arte. Colisão Humor Fusão Ciência Confrontação Arte 6 . são situações de interação que propiciam criatividade em áreas específicas. O humor pode criar situações criativas na ciência. A criação surge do encontro de duas matrizes até então desprovidas de relação. temos como resultado criações na área da arte. em cada época ou cultura.

apresentar algumas questões que envolvem a criatividade nestas áreas. Uma primeira situação é o reconhecimento de padrões. Transformar o que muito familiar em coisas novas. suportar carregamentos. Entenda-se.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA QUESTÕES QUE ENVOLVEM A CRIATIVIDADE: Usando exemplos da arquitetura e estrutura do aço. podemos reconhecer nele a união de vários padrões simples. Fazer delas fontes de inspiração para nosso objeto de estudo. sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma. para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas através desse tipo de modelo. 7 . No primeiro. mas como junção adequada de vários padrões. Essa é uma ferramenta extremamente poderosa na criatividade. com cuidado. um resultado complexo. aqui. Pois nessa fase permite-se vagar por novos caminhos. É óbvio queformas criação de formas para estruturas As melhores essa separação exigirá. Neste caso o raciocínio é chamado de “raciocínio divergente” ou pensamento lateral. diferentes daqueles rotineiros. como as De uma maneira geral o processo criativo passa por duas fases: os processos dinâmicas de vento. A capacidade de saber separar o que é menos importante do que realmente importatracionadas. o nosso raciocínio e pensamento são deixados fluir por várias searas. Neste trabalho abstração Neste tem slide aparece um modelo bastante comum na procura e o sentido de separação. vamos. Para facilitar esse devaneio pode-se usar o processo de construir analogias e metáforas. de síntese e de análise. para o nosso objetivo. Isso mostra que a partir de eventos extremamente simples é possível criar coisas complexas. Abstrair é um termo com diferentes conotações. agora. não sóéde cargas estáticas. visando rigidez suficiente para Outra questão que também propicia um ambiente criativo é a capacidade de transformar. não só inspiração. Nesta fase é possível visitar outras áreas do conhecimento humano. das coisas que se reproduzem. complexo não como difícil. Analisando. Outra questão que envolve a criatividade é a capacidade de abstração. mas bastante transpiração.

como. etc. propondo idéias que mesmo aparentemente pareçam não fazer sentido. econômicas.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA QUESTÕES QUE ENVOLVEM A CRIATIVIDADE: Uma maneira freqüentemente desprezada. Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e Daí a importância da fase de análise. as formais. Quantas vezes ao passar as mãos sobre uma superfície. construtivas. No carregamentos. 8 . que é mais lógico. Modelo pode ser definido como a representação aproximada de uma verdade. mas que nos ajuda nas analogias e metáforas criativas. ferramentas. a vergonha. Sendo temporária. por exemplo. a sensação obtida não nos traz à lembrança uma série de fatos adormecidos e que podem enriquecer o processo de criação? Na síntese temos que nos dar o direito de perder o medo. É preciso ousar. Asseparar melhores formas aquelas situações que realmente permitam resultados adequados para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas daquelas realmente inviáveis. mas uma verdade que também é temporária. de recordar com o tato e assim por diante. a verdade é sempre válida para uma determinada situação espacial e temporal. mas ser capaz de extrapolar os limites dos nossos sentidos. Destacaremos aqui o usoenrugamentos de modelos. ser capaz de ouvir com a mente. são usadas algumascomo as suportar não só de cargas estáticas. processo de análise. sem sofrerem e perdas de forma. dinâmicas de vento. de ver com as mãos. quando poderemos criação de formas para estruturas tracionadas. Vamos aqui nos ater a modelos que estão mais ligados à nossa área de criação: os modelos qualitativos e os modelos quantitativos. é não prestar atenção só naquilo que a gente enxerga ou ouve. Na análise são enfocadas as questões através desse tipotais decomo modelo. Os modelo podem ser de vários tipos. visando rigidez suficiente para mais objetivas.

visando rigidez suficiente para suportar carregamentos. ou seja. porque ao fazer a diferença produz-se algo que vai gerar proveito para outras pessoas. sem sofrerem e perdas de forma. é importante que fique claro que ser criativo não é apenas ser diferente. não só de cargas estáticas. É FAZER A DIFERENÇA! Antes de mais nada. principalmente. na produção de novos conhecimentos.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA RECONHECER PADRÕES . As melhores formas USO DE MODELOS para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas através desse tipo de modelo. Fazer a diferença é realmente criar. MODELOS QUANTITATIVOS 9 . uma roupa do outro jeito.VER SIMPLICIDADE NO COMPLEXO ABSTRAIR (INSPIRAÇÃO – TRANSPIRAÇÃO ) TRANSFORMAR FAZER ANALOGIAS PROCESSO DE SÍNTESE: . SER CRIATIVO NÃOenrugamentos É SER DIFERENTE.PENSAMENTO LATERAL PENSAR COM O CORPO CORAGEM DE OUSAR MODELOS QUALITATIVOS NestePROCESSO slide aparece um: modelo bastante comum na procura e DE ANÁLISE MODELOS DE APRENDIZADO criação de formas para estruturas tracionadas. É sutil o que há de diferente entre uma coisa e outra. Ser criativo é fazer a diferença.RACIOCÍNIO DIVERGENTE . usar um cabelo de um jeito. como as dinâmicas de vento.

Se todas essas pessoas tocarem ao mesmo tempo os sons são combinados e vai ocorrer um determinado resultado. O complexo Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e é a soma de elementos simples. ele nada mais é que a junção de padrões extremamente simples. A tela moiré apresenta um padrão bastante simples. Em última análise. Mas quando justaposta em várias camadas e em diversos ângulos começa a apresentar resultados variados e bastante complexos. como as a segunda batidas ao longonão de toda contagem. visando rigidez suficiente para primeira uma batida toda vez que se contar cinco. a terceira. O resultado vai parecer extremamente caótico e sem organização alguma. Usemos o exemplo de criação de formas para estruturas tracionadas.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA RECONHECER PADRÕES . só ade cargas estáticas. sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma. mas. As melhores formas uma batucada. reconhecer padrões é ver a simplicidade no complexo. Por exemplo: para a através desse tipo de modelo. Uma primeira ferramenta.VER SIMPLICIDADE NO COMPLEXO Ò Ò COMPLEXO = SOMA DE ELEMENTOS SIMPLES EXEMPLOS: × BATUCADA × TELA MOIRÉ Vamos. é a de reconhecer padrões. Suponha quatro pessoas e que sejapodem propostoser parainicialmente obtidas para estruturas em membrana cada uma delas um padrão. para dinâmicas deduas vento. batidas cada vez que o número for par. como vimos. e para a quarta três batidas quando o número for impar. Outro exemplo da associação de padrões simples é a tela moiré. ilustrar tudo aquilo que colocamos sobre as questões que envolvem as ferramentas da criatividade. 10 . agora. já comentada. para suportar carregamentos.

C. M. que justaposta de diversas maneiras resulta em uma malha aparentemente muito complexa. Se nos detivermos mais tempo veremos que na verdade existe um módulo simples. não só de cargas estáticas. Neste slide estamos vendo uma obra de Escher. sem sofrerem enrugamentos eEscher perdas de forma. como as dinâmicas de vento. As melhores formas para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas através desse tipo de modelo.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e criação de formas para estruturas tracionadas. visando rigidez suficiente para suportar carregamentos. a figura de um peixe. Escher. e que a primeira vista mostra um desenho extremamente complexo.C. Um artista plástico que fez um trabalho belíssimo e que usava muito a associação de padrões era M. 11 .

resultado de um padrão razoavelmente simples. existe um módulo formado por uma espécie de pilar multiplanar. apelidado de “Ninho do Pássaro” e construído para as olimpíadas de 2008.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e criação de formas para estruturas tracionadas. como as dinâmicas de vento. Este slide ilustra bem um resultado complexo obtido a partir de um modulo razoavelmente simples. sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma. visando rigidez suficiente para suportar carregamentos. mas que é. Ë o estádio de Beijin. pelas figuras da construção. 12 . seria praticamente impossível executar essa obra. o que faz com que o conjunto resulte bastante complexo. Como pode ser visto. não só de cargas estáticas. Neste módulo encontram-se previamente locadas as saídas para as barras que vão desenhar outros módulos. barras distribuídas de forma aparentemente aleatória formam uma estrutura complexa. É claro que se fosse realmente uma distribuição aleatória. Nele. As melhores formas para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas através desse tipo de modelo. no fundo.

As melhores formas para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas Aqui temos parabolóide hiperbólico construído em aço. Ou seja. não só de cargas estáticas. No entanto superfícies como esta podem ser construídas a partir de segmentos retos. é mais um exemplo do complexo como resultado da repetição de padrões simples.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e criação de formas para estruturas tracionadas. Observando a figura. através desse tipo de um modelo. como as curvatura opostas. sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma. são barras retas reversas que unidas por outras barras retas permitem a criação de uma superfície de dupla curvatura. complexa. 13 . o que em principio é uma superfície dinâmicas de vento. visando rigidez suficiente para O parabolóide hiperbólico é uma superfície de dupla suportar carregamentos.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. Como se pode observar pela foto. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. 14 . sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. Esta obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. conhecido por sua forma extremamente complexa. Trata-se do Museu Guggenheim. de Bilbao. de Bilbao. conhecido por sua forma extremamente complexa. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. Como se pode observar pela foto. Trata-se do Museu Guggenheim. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras.

Como se pode observar foto. ferramenta da criatividade. E a persistência é uma outra questão que tem muito a ver com a criatividade. requer persistência. 15 .importa. que é a abstração. O processo de abstração.ABSTRAÇÃO : VER A ESSÊNCIA DAS COISAS PERSISTÊNCIA : INSPIRAÇÃO + TRANSPIRAÇÃO Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. a módulo abstração é justaposto a capacidade ver a essência das coisas. Persistir na busca de uma solução requer um tanto de inspiração e de muita transpiração. já Estas treliças apresentam um que dede uma maneira comentamos. por sua vez. Ou seja: ver que realmente conveniente resulta na possibilidade de aquilo uma superfície bastante complexa. Trata-se do Museu Guggenheim. sua estrutura nada mais é de dooutra que a junção Vamospela apresentar agora exemplos de aplicação de diversas treliças feitas com apenas três tipos de Como barras. conhecido por sua forma extremamente complexa. de Bilbao.

Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira Décimo primeiro estudo oitavo estudo conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. no quarto estudo. No décimo primeiro estudo Picasso alcança o que é. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. Como se pode observar pela foto. a cabeça é pouco importante para representação do touro. de Bilbao.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA PICASSO . A seguir. Ele produziu mais de dez estudos para chegar à essência da imagem de um touro. para ele. Note que nesse ultimo estudo. São o corpo. facilmente identificaríamos a figura de um touro. a essência do touro. o sexo e o chifre. Picasso vai eliminando algumas linhas na procura daquelas essenciais.TOURO Segundo estudo Quarto estudo Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. No oitavo estudo vemos uma figura que representa a quase essência do que é um touro. Aqui vemos os estudos de um touro feito por Picasso. 16 . Note que nesta imagem final. conhecido por sua forma extremamente complexa. onde aparece a figura típica de um touro. mesmo que não soubéssemos sua origem. os elementos essenciais na representação do animal. Trata-se do Museu Guggenheim. Em primeiro lugar vemos o resultado do segundo estudo.

complexa. Trata-se Vemos a primeira proposta de projeto do Museu Guggenheim. quando da elaboração do projeto de arquitetura e estrutura para a cobertura de uma quadra) Gosto de mostrar esse evento porque ele ilustra bem o processo de diálogo entre a arquitetura e estrutura. via fax. As tentativas poderiam parar nesse estudo que parece ser a solução final. Yopanan e o arquiteto Newton Massafumi. No terceiro estudo há a sugestão de uma solução ainda mais leve. sua estrutura nada mais é do que a junção de Vemos diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. de era deconhecido uma cobertura em sua treliça como oextremamente complexa. ocorrida entre o Prof. por forma desenho mostrado acima. de uma superfície bastante conveniente resulta na estrutura possibilidade visualmente. Estas no segundo desenho uma alteração treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira do primeiro desenho: ocorre uma limpeza. pois a primeira estava. necessária. Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir deque módulos simples. pode observar pela foto. Como se Bilbao. 17 .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA ( Os desenhos ao lado são o resultado de uma troca de desenhos. um pouco pesada.

conhecido por sua forma extremamente complexa. Trata-se do Museu Guggenheim. mas. bem mais limpa e leve. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Mas a persistência fez com que prosseguíssemos no estudo. Com isso. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. chegamos a uma solução que tem muito a ver com a primeira. 18 . o que agradou tanto ao arquiteto como ao engenheiro. de Bilbao. Como se pode observar pela foto.

limpando a estrutura. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. Trata-se do Museu Guggenheim. sem fronteiras.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. Percebe-se que ao eliminar barras. conhecido por sua forma extremamente complexa. sem medo de propor coisas que não sejam adequadas. Neste último slide fazemos a comparação da primeira proposta com a adotada. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. Esse processo de abstração e persistência seria muito produtivo se fosse freqüente entre arquitetos e engenheiros. 19 . sem preconceitos. estavam engenheiro e arquiteto procurando a essência da solução. de Bilbao. O diálogo é muito rico para a criatividade porque é quando as idéias vagueiam. Como se pode observar pela foto. Pode ser um processo extremamente gratificante.

e que resultou em uma solução mais leve. mas treliçado. é submetida a novos estudos buscando abstrair dela os elementos essenciais para vencer o vão. Em seguida. em perfil de alma cheia. Com isso chegou-se a uma solução diferenciada. Uma solução estrutural inicialmente aceita para execução. já não mais de alma cheia.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Aqui vemos uma outra manifestação de criação através da abstração. tais como um pórtico. E. Depois insistiu-se em procurar novas soluções. mas com cabos curvos. 20 . uma solução semelhante a anterior. chega-se a uma estrutura pênsil ancorada nos extremos. Trata-se da cobertura de um ginásio de esportes. e que foi a solução construída. pela persistência de alguém. O processo começou com um pórtico. após novas alterações. inicialmente aceito. com 50m de vão. Depois um pórtico de vigas e cabos. O slide mostra as diversas soluções estudadas.

quando podemos dar partir de módulos simples. conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. ela torna-se um sucesso. Vai. Para ilustra melhor. Essa música em uma primeira interpretação poderia resultar no seguinte (em tom monocórdio): só danço o samba. Vai.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA TRANSFORMAR: DAR NOVA INTERPRETAÇÃO ÀS SOLUÇÕES ROTINEIRAS . ou seja. principalmente na fase de Esta outra Outra obraferramenta ilustra bem o aparentemente complexo obtido a síntese. vai. só danço o samba. VAI. Estas A transformação é um processo típico de raciocínio divergente ou treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira de pensamento lateral. procurando.” útil à criatividade. é o processo de transformação. será que alguém acharia alguma graça nessa letra? Dificilmente. da época da bossa nova.aTrata-se do Museu Guggenheim. soluções mais elegantes e com um resultado formal Como se melhor. Ora. de novas interpretações soluções rotineiras. 21 . Agora apresentada de outra maneira com uma nova interpretação.A ELEGÂNCIA DA SOLUÇÃO “ SÓ DANÇO O SAMBA. VAI. Vai. conhecido por sua forma extremamente complexa. Só danço o samba. pode observar pela foto.. no Bilbao..com uma transformação mais elegante. vamos usar como exemplo uma musica que muita gente conhece. SÓ DANÇO O SAMBA. VAI. processo.

De repente alguém imagina um projeto diferenciado. de enorme elegância. de Bilbao. Estamos bastante acostumados à imagem de uma torre de transmissão tradicional. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. Como se pode observar pela foto. Trata-se do Museu Guggenheim. 22 . conhecido por sua forma extremamente complexa. Aqui vemos um exemplo de transformação da idéia de uma torre de transmissão. provoca uma transformação.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. que é reproduzida à exaustão. obtendo com isso uma solução diferenciada. dando uma interpretação nova para a arquitetura e estrutura das torres de transmissão. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa.

e muito mais elegante. Aqui são apresentados dois projetos em que a mesma solução foi utilizada: aumento da altura estrutural usando cabos. que vão absorver a tração produzida pelo momento fletor. Estas treliças apresentam um criativa módulo que justaposto de uma maneira Aqui vemos uma solução para arcos não funiculares. ou seja. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. Isso resulta em uma estrutura mais leve. pois tende a aumentar as dimensões do arco. conveniente resulta na possibilidade deaqueles uma superfície bastante É bom lembrar que arcos não funiculares são em que a forma não é coerente com o carregamento. 23 . isso provoca o aparecimento de momentos fletores. em vez do autor do projeto aumentar a altura estrutural aumentando a espessura do arco. No segundo a forma não funicular apresenta momentos fletores que provocam tração nas faces externas das laterais do arco. conhecido por sua forma extremamente complexa. de Bilbao. não tem a forma antifunicular do complexa.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. Neste caso. Como se pode observar pela foto. ele a aumenta através do uso de cabos. carregamento. o que seria uma solução rotineira. o que em princípio não é desejável. Como sabemos. mais transparente. O primeiro o arco tem uma forma não funicular que resulta em momentos fletores que provocam tração na face superior a esquerda e na na face inferior a direita. Trata-se do Museu Guggenheim. e tração na face inferior no vão central.

cada uma com seu toque de originalidade. Aqui vemos a comparação das soluções propostas para os dois arcos. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. conhecido por sua forma extremamente complexa. observamos que as soluções são diferenciadas. 24 .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. de Bilbao. Trata-se do Museu Guggenheim. Apesar do problema ser o mesmo. Como se pode observar pela foto.

Trata-se do Museu Guggenheim. podem resultar em soluções novas para treliças espaciais. Como se pode observar pela foto. Isso faz com os planos superiores e inferiores da treliça sejam preenchidos por quadrados ou retângulos.. O padrão que normalmente se utiliza para compor uma treliça espacial é o de uma pirâmide de base quadrada ou retangular . O que irá acrescentar um ganho na forma e na elegância da já tradicional treliça espacial. hexágonos e octógonos. que podem preencher planos. conhecido por sua forma extremamente complexa. alem do quadrado e do retângulo. de Bilbao. 25 .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. Outra solução estrutural que merece uma transformação é a treliça espacial. Vale a pena lembrar que existe uma grande quantidade de variação nas figuras geométricas regulares. que associados. Nesse slide vemos algumas possibilidade de composição de figuras geométricas regulares . como triangulo.

de Bilbao. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. É o processo de transformação. Além disso.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. conhecido por sua forma extremamente complexa. Nessa proposta o corpo do museu é constituído de uma grande caixa composta por treliças espaciais. como piso e paredes laterais. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. Acima vemos uma forma diferenciada para treliças espaciais. dando uma interpretação mais elegante para as treliças espaciais. tanto na cobertura. é proposta uma nova composição de barras. Neste caso a composição é feita com octógonos e quadrados. Trata-se do Museu Guggenheim. o que se traduz em uma nova estética para as treliças espaciais. Como se pode observar pela foto. É o projeto do concurso de um museu. usando outras figuras geométricas que não o quadrado e o retângulo. 26 .

conhecido por sua forma extremamente complexa. Como se pode observar pela foto. suportando simultaneamente cobertura e piso. 27 .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. É uma interpretação diferenciada e elegante do uso de vigas vagonadas. Trata-se do Museu Guggenheim. de Bilbao. Acima podemos ver uma aplicação bastante interessante da viga vagonada. O projeto propõe uma grande viga vagonada que se agrega à fachada. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. Uma pequena modificação na posição de dobra da porta. faz com que essa portão ao se abrir adquira a forma de uma superfície em parabolóide hiperbólico. Como se pode observar pela foto. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. conhecido por sua forma extremamente complexa. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. Aqui vemos uma obra bastante simples: um portão. Uma interpretação bastante elegante para uma porta de galpão: uma porta que se transforma em cobertura e que. apresenta uma grande resistência dada pela geração de uma superfície em casca. 28 . Trata-se do Museu Guggenheim. além disso. de Bilbao.

para obter um resultado criativo. nada mais é do que a junção o raciocínio divergente e o pensamento de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. perpassar outras áreas do conhecimento complexa. Trata-se do Museu Guggenheim. inclusive. buscando associar idéias que. Como se Vamos agora discutir outras ferramentas da criatividade: pode observar pela foto. de Bilbao. conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante Esse desvio pode. humano. sua estruturalateral. Estas São ferramentas que objetivam desviar nosso raciocínio da simples treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira reprodução de obras habitualmente projetadas. conhecido por sua forma extremamente complexa. aparentemente não se encaixam ou não se juntam. 29 .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA O RACICIOCÍNIO DIVERGENTE O PENSAMENTO LATERAL ( Edward de Bono) Unir duas idéias que nunca haviam estado unidas e tirar daí uma terceira Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples.

Renzo Piano. de Bilbao. Neste projeto. colaborando na resistência da peça. conhecido por sua forma extremamente complexa. ampliando as possibilidades de vedações estruturais além da já bastante conhecida alvenaria estrutural. Como se pode observar pela foto. Essa solução nos chama a atenção para a possibilidade de se usar elementos de vedação como participantes da estrutura. Nessa obra de Renzo Piano. 30 . Trata-se do Museu Guggenheim. exceto em situações em que a telha isoladamente tem secção capaz de fazê-la vencer vãos consideráveis. Normalmente as telhas são vistas apenas como elementos de vedação.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples.. vemos uma aplicação diferenciada da viga vagonada. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. Neste caso Piano propõe uma viga em que a telha constituise na membrura superior da viga vagão. inova ao juntar em uma só estrutura dois elementos que comumente são pensados separadamente: a vedação em telha e a viga vagonada. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras.

É um brise projetado por Nicholas Grimshaw para um pavilhão de exposições.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. Repare como ele vai buscar a idéia do brise em uma outra área. Neste caso . conhecido por sua forma extremamente complexa. Vemos ao lado direito a imagem de um brise feito com lonas. Trata-se do Museu Guggenheim. não querendo inventar a roda de novo. a construção naval. Grimshaw vai buscar na industria naval a solução para os detalhes de cabos e ligações. transferindo-os para seu projeto de edificação. Vale ressaltar que. entre outros. aparentemente diferente da área das edificações. 31 . sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. Como se pode observar pela foto. de Bilbao. o raciocínio divergente é outro. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. Ele usa algo como pequenas velas para compor o brise.

Isso faz com que o efeito sinérgico dessa união resulte em uma solução diferenciada e inovadora. Trata-se do Museu Guggenheim. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante Aqui temos uma solução bastante inovadora. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. para apoio desta. a idéia que uma malha de cabos é uma solução estrutural apropriada. conhecido por sua forma extremamente complexa. No entanto neste projeto. Como se pode observar pela foto. 32 . complexa. apenas. o autor associa uma malha de cabos à estrutura de uma passarela. de Bilbao.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. em princípio. para coberturas. Tem-se. resultado da associação de idéias que aparentemente estão distantes.

o projetista aumenta sua altura estrutural usando uma malha de barras metálicas associada à laje. Trata-se do Museu Guggenheim. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. É realmente uma solução inesperada. Para não aumentar a espessura da laje. conhecido por sua forma extremamente complexa. porque aqui além de se unirem soluções estruturais diferentes. Neste caso temos a associação de uma laje de concreto armado com uma estrutura metálica. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. que podemos ter como resultado propostas estruturais extremamente criativas. 33 . de Bilbao. um procedimento que só pode enriquecer as possibilidades criativas. resultando numa espécie de vagonamento da laje em duas direções. Como se pode observar pela foto. unem-se também materiais diferentes. É na associação de soluções que aparentemente não se aproximam.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples.

como também para facilitação do aprendizado. a engenharia e o reino animal.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA ANALOGIAS E METÁFORAS Agora vamos apresentar ainda dentro do raciocínio divergente. e assim por diante. Com essa ferramentas podemos unir áreas aparentemente muito distantes como a engenharia e a biologia. O ARCO O PÓRTICO Neste slide são apresentados dois exemplos muito simples que mostram como as analogias e metáforas podem ocorrer. Trata-se do Museu Guggenheim. Como se pode observar pela foto. de Bilbao. O corpo de um animal. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. outra ferramenta bastante poderosa para a criatividade: o pensar através de analogias e metáforas. Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. 34 . A simples observação dos ossos de um pé podem inspirar para soluções diferenciadas em estruturas em arcos e similares. conhecido por sua forma extremamente complexa. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. Analogias e metáforas servem não só para inspirar propostas de novas soluções estruturais. como mostra a figura ao lado. Analogias são feitas quando as idéias próximas. também pode nos inspirar a tratar estruturas em pórticos de outra maneira. e metáforas com idéias muito afastadas.

Trata-se do Museu Guggenheim. É óbvio que para ser coerente com a leveza de uma nuvem. Esse edifício é o Blür Building . sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. conhecido por sua forma extremamente complexa. 35 . O vapor permanece durante algum tempo em volta da estrutura simulando uma nuvem pairada sobre o lago. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. A nuvem em volta da estrutura é criada por mais de trinta mil aspersores de vapor. a proposta estrutural deveria ser também muito leve e transparente. Essa metáfora leva à concepção de uma nova possibilidade estrutural para um edifício. cuja proposta é de imitar um nuvem que pairasse sobre um lago. Como se pode observar pela foto. de Bilbao. Blur building Neste slide vemos o uso da metáfora da nuvem.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. Para isso optou-se por uma estrutura em tensegrity.

Como se pode observar pela foto. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. Trata-se do Museu Guggenheim. 36 . Essa metáfora serviu de fonte de inspiração para a inusitada estrutura do estádio de Beijin para a olimpíadas da China. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. conhecido por sua forma extremamente complexa. de Bilbao. Neste slide vemos o uso da metáfora do ninho.

Trata-se do Museu Guggenheim. A natureza dotou a seção do bambu com nós que se comportam como esses diafragmas. Para evitar esse achatamento devemos projetar os chamados diafragmas de enrijecimento.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. para enrijecer as paredes desse grande pilar em tubo. 37 . Dessa maneira ao ser fletido a seção do tubo não se modifica garantindo a resistência do pilar. Nervi usa anéis. o que causa diminuição na sua resistência. de Bilbao. Usando a analogia estrutural do bambu. Aqui a analogia do Bambu inspira Pier Luigi Nervi na proposta de uma torre para uma ponte pênsil para o estreito de Messina. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. como diafragmas. A estrutura da torre é em argamassa armada com seção tubular de parede muito fina. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras.. Uma seção tubular quando submetida a flexão pode apresentar um achatamento. no que se refere aos nós. Como se pode observar pela foto. conhecido por sua forma extremamente complexa.

Trata-se do Museu Guggenheim. criando para a época uma solução muito inovadora e que carrega consigo o conceito de diferenciado.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. conhecido por sua forma extremamente complexa. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. Essa solução produz um conhecimento novo que passa a ser aplicado de forma mais corriqueira por outros arquitetos e engenheiros. Como se pode observar pela foto. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. Aqui a analogia ou metáfora da teia de aranha inspira Frei Otto na proposta de cobertura para o estádio Olímpico de Munique. 38 . de Bilbao.

o que faz com que a quantidade de pseudo-tubos diminua. Khan denomina-o de pseudo-tubo. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira Um dos resulta grandes problemas dos edifícios muito superfície altos é a questão de conveniente na possibilidade de uma bastante contraventamento. O custo dos contraventamentos convencionais em edifício complexa. Essa solução estrutural inovadora reflete-se na forma do edifício. Devido à impossibilidade arquitetônica de se usarem tubos de paredes contínuas. e vigas que. Como o tubo tem uma secção muito rígida eles tornam-se solução muito eficiente para travamento desses edifícios. conhecido por sua forma extremamente complexa. O engenheiro Farluz Khan propõe uma solução que .a partir daí. formam um sistema estrutural muito próximo ao comportamento de um verdadeiro tubo. muito próximos. muito altos pode a chegar a 30 % do peso total da estrutura. Reparem que nos andares mais altos a necessidade de travamento é menor. Como se pode observar pela foto. o que a encarece muito. Khan propõe falsos tubos criados a partir de pilares. juntos. Khan utilizou para contraventamento a analogia com os tubos. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. criando também uma solução arquitetônica diferenciada. Trata-se do Museu Guggenheim. 39 . A quantidade de tubos varia de acordo com a altura a ser travada.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. serviu de referência para novos projetos similares. de Bilbao.

treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira Constantemente. reciprocamente. onde barras apóia-se umas nas outras. nos banzos superiores e inferiores das treliças. conhecido por sua forma extremamente complexa. Essa situação. como numa espécie de shed. É um brinquedo bastante conhecido. Estas Aqui temos uma analogia oriunda de um brinquedo. alternadamente. Dessa maneira.Essa estrutura pode ser usada para outras formas que não sejam necessariamente circulares. através de conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante analogias. sem haver uma hierarquia. temos contato com brinquedos que poderiam. Este brinquedo chama-se pega-varetas.por analogia. onde as varetas se apóiam. inspirar novas soluções estruturais. complexa. Neste exemplo .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. umas nas outras. 40 . Nele as varetas criam um certo emaranhado. fazendo com que surjam faixas abertas. Trata-se do Museu Guggenheim. sugere uma estrutura muito interessante denominada estrutura recíproca. Os elementos de vedação da cobertura são apoiados.da estrutura de uma cobertura. Como se pode observar pela foto. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. as barras são treliçadas. de Bilbao. obtém-se uma estrutura extremamente instigante e curiosa que pode ser facilmente aplicada a várias situações arquitetônicas e estruturais. permitindo a entrada de iluminação e ventilação e propiciando ao ambiente interno um efeito visual muito interessante.

Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira Uma resulta outra analogia natural. A bolha de sabão quando isolada adquire a forma esférica complexa. portanto. Trata-se do Museu Guggenheim. são estruturas muito leves e econômicas. se equilibram em uma formação também de menor estado energético. . Quando associada a outras. Isso leva à formação típica de três faces adjacentes. Como se pode observar pela foto. de Bilbao. muito interessante. que é a de menor estado de energia. é dada pelas bolhas conveniente na possibilidade de uma superfície bastante de sabão. Estruturas que seguem essa formação são estruturas que apresentam um estado energético mínimo e. como mostra a figura. conhecido por sua forma extremamente complexa. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples.

de Bilbao. tendem a manter forma idêntica às da bolha de sabão. Como se pode observar pela foto. Devido ao equilíbrio atômico os cristais. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. conhecido por sua forma extremamente complexa. O mesmo fenômeno pode ser observado nas maclas dos cristais. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. Essa é outra analogia que pode ser extrapolada para soluções arquitetônicas e estruturais. Trata-se do Museu Guggenheim.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. 42 . quando se agrupam.

sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples.a seguir. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. 43 . uma série de imagens que ilustram a utilização da metáfora das bolhas e dos cristais na composição de sistemas estruturais leves. Como se pode observar pela foto. de Bilbao. Trata-se do Museu Guggenheim. conhecido por sua forma extremamente complexa.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Apresentamos .

Como se pode observar pela foto.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. 44 . Trata-se do Museu Guggenheim. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. de Bilbao. conhecido por sua forma extremamente complexa.

45 . Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. Como se pode observar pela foto. de Bilbao. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. Trata-se do Museu Guggenheim. conhecido por sua forma extremamente complexa.

e assim por diante.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA PENSAR COM O CORPO Na hora de projetar e criar. O que diferencia esse fotógrafo dos demais é que ele é cego. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. Esse ambiente despercebido pode estar rico de analogias e metáforas que podem nos inspirar coisas novas e diferenciadas. conhecido por sua forma extremamente complexa. criar imagens mentais. São belas fotos obtidas por um fotógrafo chamado Eugen Bauscher. No entanto a cegueira não o impede de “ver” imagens através de outros sentidos. usando todos os nossos sentidos. podem ser fonte de geração dessas idéias. ou seja desenvolver habilidades que permitam ver com todos os sentidos e não só com os olhos. de Bilbao. através do cheiro. a ponto de conseguir captá-las através de uma máquina fotográfica. É preciso ver com os olhos da mente. Ou seja. Pensar com o corpo de maneira sinestésica. 46 . Trata-se do Museu Guggenheim. fotos de Evgen Bavcar Ver com os olhos da mente : Imaginar Aqui temos um exemplo bastante interessante de como o processo sinestésico é bastante poderoso na criatividade. Uma forma de sentir esse ambiente é usar de todas as possibilidades de sentido que o nosso corpo pode permitir. apoiar-se sobre uma mesa. Como se pode observar pela foto. ou seja imaginar. do som e do tato. é também importante pensar com todo corpo. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. Os gestos mais simples como sentar numa cadeira. Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a · Sinestesia – "ver" com as mãos ."ouvir" com a visão e assim por diante partir de módulos simples. É possível lembrar ou imaginar. do gosto. Para ter idéias criativas é importante desenvolver essa habilidade de pensar com o corpo. muitas vezes não prestamos atenção ao ambiente que nos cerca.

sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. assim como os efeitos dos empuxos. o aprendiz pode perceber no seu corpo a sensação da compressão que ocorre nos arcos. conhecido por sua forma extremamente complexa. Como se pode observar pela foto. Ou seja. 47 . Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. Acima vemos uma forma de aprendizado que utiliza as sensações do corpo para perceber como as estruturas se comportam. sentir o que elas também sentem quando sujeitas a essas situações. Trata-se do Museu Guggenheim. Neste caso. de Bilbao.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA PENSAR COM O CORPO Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples.

Uma maneira de diminuir esse comprimento é o travamento da barra em determinados pontos. Usando esse conhecimento o arquiteto Foster. Sabemos que uma barra submetida a compressão sofre a possibilidade de flambagem. No nosso caso. Trata-se do Museu Guggenheim. alia as necessidades estruturais às necessidades arquitetônicas de espaço. Como se pode observar pela foto. conhecido por sua forma extremamente complexa. Um belo exemplo de como o conhecimento do comportamento das estruturas pelo arquiteto pode gerar idéias criativas é o projeto de Norman Foster para a torre de Colserolla. Esse travamento pode ser feito através de cabos. e que um dos fatores que mais influenciam na estabilidade da barra é o seu comprimento.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA CONHECIMENTO VALORIZAR A ARQUITETURA A PARTIR DA ESTRUTURA E VICE VERSA De nada adianta todas as ferramentas de incentivo à criatividade se a pessoa que se propõe a criar não conheça bem o assunto sobre o qual está trabalhando. um bom conhecimento estrutural pelos arquitetos. principalmente na geração de novas idéias. Essa troca de conhecimentos sempre resulta na valorização tanto da arquitetura como da estrutura. 48 . introduzindo no espaço deixado pelos cabos a área da edificação que vai dar apoio ao funcionamento da torre. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. de Bilbao. assim como um bom conhecimento de arquitetura pelos engenheiros é um pré-requisito fundamental. Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras.

inovadora e criativa. 49 . Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. explorando-o esteticamente para criar a forma externa do edifício. gera um novo resultado formal para os edifícios altos. Nessa obra do arquiteto M. Trata-se do Museu Guggenheim. sem dúvida.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. conhecido por sua forma extremamente complexa. Pei há também uma demonstração de como tirar partido do conhecimento das necessidades estruturais e constituir uma arquitetura com uma forma bastante interessante. em triâgulos. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. Para contraventamento do edifício Pei propõe um treliçamento espacial. de Bilbao. Como se pode observar pela foto. o que. Uma forma toda facetada.

Uma barra bi-engastada vai apresentar um comprimento de flambagem igual à metade daquele que tem uma barra biarticulada.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. que na figura pode ser observado no canto esquerdo. Como o comprimento de flambagem influencia ao quadrado a capacidade da barra a compressão. Para obter este engastamento.para efeito de flambagem . diminuindo pela metade o seu comprimento obtém-se. Ban trava a cobertura em um maciço muito rígido de concreto. vínculos extremos das barras. Sabemos que a esbeltez dos conveniente resulta na de possibilidade de uma superfície bastante pilares . Trata-se do Museu Guggenheim. É isso que faz Shigeru Ban para obter um pilar tão esbelto: Engasta seus extremos. módulooque justaposto deleva uma maneira Neste projeto de uma arquiteto Shigeru Ban ao extremo a esbeltez dos pilares apoio da cobertura. 50 . também está ligada às questões dos complexa. de Bilbao. conhecido por sua forma extremamente complexa. garantindo a indeslocabilidade do nó. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras. com a mesma seção. Como se pode observar pela foto. uma barra quatro vezes mais estável. O comprimento de flambagem vai depender de como esses vínculos se apresentam. Estas treliças apresentam umresidência. um muro de arrimo.

neste caso . Trata-se do Museu Guggenheim. conveniente resulta na possibilidade deseria uma superfície bastante Neste caso um travamento muito rígido não conveniente. portanto. os esforços nas barras da estrutura. 51 . que possa dissipar parte da energia . pois a complexa. Estas tira partido das necessidades de travamento do edifício. não seria adequado. sua estrutura nada mais é do que a junção Neste edifício de fachada o arquiteto Norman Foster também de diversas treliças feitasdiferenciada. O uso de treliçamento. Neste caso o arquiteto aproveita esse novo desenho de contraventamento. criando com isso um novo e interessante desenho de fachada. Como se pode observar pela foto. grandes esforços. de Bilbao. conhecido por sua forma extremamente complexa. devido sua grande rigidez. permite uma estrutura mais deformável. estrutura passa a absorver grande energia e. diminuindo. expondo-o. com isto.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples.de uma maneira treliças apresentam um módulo que justaposto O local onde o edifício é implantado apresenta possibilidade de terremotos. Uma nova proposta de contraventamento. como a mostrada na figura. com apenas três tipos de barras.

Trata-se do Museu Guggenheim. de Bilbao. Neste projeto de Mies Van der Rohe. conhecido por sua forma extremamente complexa.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples. Estas treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira conveniente resulta na possibilidade de uma superfície bastante complexa. Como se pode observar pela foto. há uma genialidade na forma como ele trata os pilares. 52 . Ao mesmo tempo em que se cria uma seção com uma solução estética muito interessante. aumentando sua inércia. pois joga-se material para longe do centro de gravidade da seção. cujas secções são compostas de perfis I. Com isso cria-se uma seção bastante rígida. de solução estrutural bastante simples. sua estrutura nada mais é do que a junção de diversas treliças feitas com apenas três tipos de barras.

conhecido por sua forma extremamente complexa. permanecer partir de módulos simples. bom e criativo engenheiro de estruturas jamais deve dormir tranqüilo. dizia que um bastante complexa.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA A CORAGEM DE OUSAR Outra fator muito útil na criatividade. Como se consagradas e nada criativas. Estas por conhecimentos profundos do assunto relacionado à treliças apresentam um módulo que justaposto uma maneira nossa proposta. Trata-se do Museu Guggenheim. No entanto. mas ao mesmo tempo polêmico. muitas vezes. Muitas vezes deixase de procurar uma solução nova. Para criar. que nos garante a obtido a Esta outra obra ilustra ligado bemàozona aparentemente complexo segurança dos resultados. 53 . pelo receio. é o ato de arriscar. de nessa zona de conforto só nos faz reproduzir soluções Bilbao. sua estrutura É óbvio que essa com ousadia deverá ser sempre amparada de diversas treliças feitas apenas três tipos de barras. sentimento de conforto. nada mais é do que a junção pode observar pela foto. de Peter conveniente resulta na possibilidade de uma superfície Rice. devemos ter a coragem de ousar. um grande engenheiro de estruturas. Sobre essa coragem de ousar.

muitas das restrições impostas pelas Normas Bilbao. conhecido sua forma extremamente complexa. Como se Técnicas por tornam-se fontes de cerceamento ao ato criativo. 54 . Ele diz : “As normas existem para obediência dos tolos e orientação dos sábios”. complexa. treliças apresentam um módulo que justaposto de uma maneira convenienteUm resulta na possibilidade de uma superfície bastante publicitário inglês. tem muito de verdade. que nunca deixarão de ser teorias e que sem as quais poderemos passar muito bem na nossa lida diária.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA A CORAGEM DE OUSAR O RISCO DE INOVAR . que apesar de poder ser considerada um pouco extrema. estrutura nadacomprovados mais é doeque darão certo. sabendo separar o que é realmente fundamental do que é apenas aplicação de novas teorias. tem uma frase. Trata-se do Museu Guggenheim.apenas As restrições e tipos procedimentos de diversas seguramente treliças feitas com três de barras. Essa frase chama a atenção para que olhemos as Normas com bastante crítica. chamado David Olgivy. de Infelizmente. Estas impostos pelas normas devem ser sempre vistos criticamente. A Norma a sua se basear em resultados que a junção pode observar pelatende foto.AS NORMAS TÉCNICAS - DAVID OLGIVY: " AS NORMAS EXISTEM PARA OBEDIÊNCIA DOS TOLOS E ORIENTAÇÃO DOS SÁBIOS " Esta outra obra ilustra bem o aparentemente complexo obtido a partir de módulos simples.

Muito pelo contrário. o que permitiu que ele produzisse um grande número de coberturas desse tipo muito bem sucedidas e que lhe carreou seguidores pelo mundo todo. sob os olhares de alunos e professores. lhe carreou seguidores pelo mundo todo. o que permitiu que ele produzisse um Como se pode observar. elas flambaram. possibilitandolhe evoluir na pesquisa. Por uma grande número de coberturas desse tipo muito bem sucedidas e que avaliação equivocada da capacidade das barras.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Neste slide aparece o resultado de uma primeira experiência feita por Buckminster Fuller. possibilitandoNeste usou slide aparece o resultado de uma primeira experiência por Buckminster Fuller. No entanto este insucesso não desanimou Fuller. 55 . lhe evoluir feita na pesquisa. com cúpulas geodésicas. Esse primeiro ensaio foi feito em uma escola americana. não foi bem sucedida. o que sem dúvida constituiu-se em uma grande ousadia. usou o insucesso como aprendizado. Muito pelo contrário. o que sem dúvida constituiu-se em uma grande ousadia. Como se pode observar. Por uma avaliação equivocada da capacidade das barras. não foi bem sucedida. com cúpulas geodésicas. o insucesso como aprendizado. sob os olhares de alunos e professores. No entanto este insucesso não desanimou Fuller. elas flambaram. Esse primeiro ensaio foi feito em uma escola americana.

como pode ser visto nessa obra do próprio Fuller. A O uso da geodésica devido suas características estruturais. se tornou solução freqüente para grandes vãos. como esta apresentada acima. 56 .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA A insistência de Fuller fez com que o uso de coberturas em cúpulas geodésicas se impusesse como solução extremamente leve e econômica. o pavilhão dos Estados Unidos na feira internacional de Montreal.

57 . que mais uma vez não se deixou abater. Mais um revés para Buckiminster Fuller. Não se deve esquecer que toda obra por mais perfeita que possa parecer sempre apresentará algum defeito. porque ele viu a falha como mais uma fonte de aprendizado.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA A insistência de Fuller fez com que o uso de coberturas em cúpulas geodésicas se impusesse como solução extremamente leve e econômica. pois ela é feita por seres humanos. naturalmente imperfeitos. Uma falha que não permitiu que o mundo deixasse de aplaudi-lo e de usar suas soluções estruturais. como esta apresentada neste slide. aparentemente perfeita. apresentou uma falha: os materiais de vedação eram altamente inflamáveis e foram rapidamente consumidos por um incêndio. Este slide mostra que aquela geodésica de Montreal.

As flechas para os cabos. essa inesperada falha serviu de base para o aprendizado. uma estrutura mista. Foster propõe 1/68. Ousadia também aparece nessa proposta de passarela: a ponte do milênio de Normann Foster. o que fez com que no dia de sua inauguração ela sofresse grandes vibrações com a circulação de pessoas. Os estudos feitos revelaram comportamentos inesperados no caminhar das pessoas. normalmente usadas nessas estruturas são de 1/15 a 1/10 do vão. 58 . como esta apresentada neste slide. ou seja. resultados que servirão de base para projetos de novas passarelas. um cabo muito pouco abatido.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA A insistência de Fuller fez com que o uso de coberturas em cúpulas geodésicas se impusesse como solução extremamente leve e econômica. Uma grande ousadia. Ao contrário de se tornar um fracasso. Isso resultou em uma ponte com freqüência muito alta. vagonada e pênsil.

Talvez hoje tivéssemos uma outra relação com as edificações metálicas no Brasil. concurso este vencido por Oscar Niemeyer. principalmente sob a ação dos ventos. inclusive uma prancha de desenho da estrutura onde as dimensões das peças já eram estabelecidas. 59 . que assessorou o arquiteto durante o desenvolvimento da proposta. Paulo Fragoso. até. neste É o projeto proposto por Rino Levi econômica. Como não foi executado. como esta apresentada slide. A grande ousadia desse projeto está na proposta de edifícios laminares com mais de oitenta pavimentos. para Brasília quando da realização do concurso para a nova capital. que teriam como desafio as questões de estabilidade e rigidez. Paulo Fragoso. Poder-se-ia. que com certeza existiriam e que poderiam servir de fonte de aprendizado para novos projetos. Claro que estas questões foram previstas pelo engenheiro de estruturas. O projeto de Rino Levi obteve o segundo lugar. nunca saberemos das falhas. apresentou. especular o que seria do desenvolvimento das estruturas metálicas no Brasil se esse fosse o projeto vencedor do concurso.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA A insistência de Fuller fez com que o uso de coberturas em cúpulas geodésicas se impusesse como solução extremamente leve e Temos aqui um outro exemplo de ousadia.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA 0 A insistência de Fuller fez com que o uso de coberturas em cúpulas geodésicas se impusesse como solução extremamente leve e econômica. apresentada no concurso. Aqui vemos uma prancha do projeto com a estrutura metálica prevista por Paulo Fragoso. como esta apresentada neste slide. 60 .

a fase que permite grandes viagens A insistência de Fuller fez com que omedos uso de coberturas em cúpulas intelectuais. a gente vai econômica. quando se buscam inspirações criativas nas mais dispersas fontes. o uso de modelos. com um raciocínio formal e maisneste lógico. como estamais apresentada slide. ou mesmo geodésicas se impusesse solução extremamente leve e vergonha. que consideramos das mais importantes.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA ANÁLISE: O MODELO COMO FERRAMENTA PARA CRIAÇÃO E APRENDIZADO Depois de todo o processo de síntese. Os modelos servem tanto para a criação de novas propostas pelos profissionais. 61 . tanto para experientes profissionais como para estudantes. vem como a fase de análise. Aqui vamos destacar uma. ou seja. verificar a validade das idéias sob vários aspectos. sem restrições. quando. como também como fonte de aprendizado. Para isso existem várias ferramentas.

já é usado há muitos anos. o que só viria acontecer depois de quase cem anos. Na verdade Galileu não chega a um resultado correto. Os modelos.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA MODELOS NA CIÊNCIA DAS ESTRUTURAS GALILEU COMO PRECURSOR DO ENSAIO DE ESTRUTURAS A insistência de Fuller fez com que o uso de coberturas em cúpulas geodésicas se impusesse como solução extremamente leve e econômica. Na folha seguinte vemos o desenho do ensaio de uma viga em balanço carregada no seu extremo. Nesse slide vemos a capa do seu famoso discurso e demonstrações matemáticas sobre o comportamento de estruturas. como esta apresentada neste slide. Podemos dizer que desde o tempo de Leonardo da Vinci. Galileu mesmo errando abre uma porta para que outros venham se interessar pelo assunto de maneira mais cientifica. De qualquer forma. 62 . Mas é Galileu que de fato se constitui no precursor da análise mais cientifica e formal do comportamento das estruturas. na ciência das estruturas.

Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA MODELOS QUALITATIVOS A BUSCA DA FORMA MAIS ADEQUADA A insistência de Fuller fez com que o uso de coberturas em cúpulas Vamos iniciar abordando os modelos qualitativos. econômica. 63 . como também de otimizá-la tanto sob o aspecto de melhor desempenho como também do ponto de vista estético. O impusesse uso desses modelos tem não só a função de fazer geodésicas se como solução extremamente leve e entender o comportamento de uma determinada estrutura. como esta apresentada neste slide.

Para determinar a forma estrutural mais adequada para os esforços de compressão ele usava o processo do funicular. Portanto. sabia Gaudi que se invertesse aquela forma obteria uma estrutura totalmente comprimida na qual pudesse usar pedras como elemento de construção. Gaudi lançava-as nos cabos.fundamentalmente . suas criações a partir Vemos aqui comoesta o arquiteto Antonio Gaudi desenvolvia de modelos. o funicular é a forma que os cabos adquirem sob a ação de forças. o cabo na forma funicular apresenta somente tração e isto leva a concluir que invertendo a forma funicular de um determinado conjunto de forças obtém-se uma forma que só desenvolve compressão. Dessa maneira. Usando modelos elaborados com cabos em escala. como apresentada neste slide. Como sabemos. 64 . inclusive de forças.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA A insistência de Fuller fez com que o uso de coberturas em cúpulas geodésicas se impusesse como solução extremamente leve e econômica. Sabemos também que o cabo só reage a tração. Como seus projetos eram baseados . em materiais pétreos. bastante adequados àqueles materiais. que no caso era de 1 para dez mil. Estes adquiriam uma determinada forma funicular. Para cada conjunto de forças sobre o cabo existe um funicular. interessava a Gaudi desenvolver estruturas que apresentassem predominância de esforço de compressão.

são modeladas por um fio de arame. portanto. Esse modelo é fotografado e transferido para o computador para que se procedam aos ajustes e cálculos definitivos. geodésicas se para impusesse como solução extremamente leve e Como ele trabalha frequentemente econômica. com estruturas em lonas. O contorno das superfícies. como esta apresentada neste slide. Frei Otto cria modelos muito interessantes feitos com bolhas de sabão. como também modelos da natureza. As superfícies geradas são sempre superfícies mínimas. Mergulhando o contorno feito com arame em uma tina com detergente. onde o mais importante é o estabelecimento das superfícies mínimas estáveis. estabelecidas pelo projeto.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA MODELOS PARA DETERMINAÇÃO DE FORMAS Frei Otto é outro arquiteto e pesquisador que usa modelos não só elaborados. Perceba como esse procedimento é altamente positivo para o desenvolvimento de novas possibilidades formais: mudando a forma do arame ou sua posição podem ser obtidas as mais diversas formas estruturais e arquitetônicas. 65 . A insistência Fuller com que o uso de coberturas em cúpulas Usa-os nade procura dasfez formas mais adequadas suas estruturas. a ideal para a lona. forma-se ao longo da borda de arame uma membrana de sabão que desenha uma superfície que é mínima e.

quando invertidos. 66 . agora inspirado em Gaudi. São modelos funiculares que trabalham a tração e que.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA MODELOS PARA DETERMINAÇÃO DE FORMAS A fez com que o uso de coberturas em cúpulas geodésicas se impusesse como solução extremamente leve e econômica. trabalham apenas a compressão. como esta apresentada neste slide. Aqui vemos outro modelo de Frei Otto.

devido a sua permanência ao tempo. 67 . em visita a uma obra. fazer analogia e metáforas pode ser uma grande ferramenta para a criatividade.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA A fez com que o uso de coberturas em cúpulas geodésicas se impusesse como solução extremamente leve e econômica. Este é mais um exemplo de como observar. apresentava uma superfície rígida. que é o importante para suas cascas de concreto. observou a forma adquirida por um pano que pendia de algumas barras de aço. Usando essa analogia. Esse pano. Isler interessou-se em usar esse tipo de modelo quando. Heins Isler é um engenheiro que usa a forma funicular para estudo de suas cascas em concreto armado. Isler cria um processo para determinação de superfícies predominantemente comprimidas . como esta apresentada neste slide.

não só de cargas estáticas. como as dinâmicas de vento. sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma. visando rigidez suficiente para suportar carregamentos. As melhores formas para estruturas em membrana podem ser . Aqui vemos um modelo bastante comum na procura e criação de formas para estruturas tracionadas. não só de cargas estáticas. As melhores formas para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas através desse tipo de modelo. visando rigidez suficiente para suportar carregamentos.inicialmente.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e criação de formas para estruturas tracionadas. obtidas através desse tipo de modelo. 68 . sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma. como as dinâmicas de vento.

como as dinâmicas de vento. Aqui temos a cobertura do aeroporto de Stuttgart.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e criação de formas para estruturas tracionadas. As melhores formas para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas através desse tipo de modelo. não só de cargas estáticas. visando rigidez suficiente para suportar carregamentos. Esse tipo de estrutura é muito interessante porque permite que os pilares junto ao piso fiquem bastante afastados e os vãos da estrutura sejam diminuídos pelas ramificações. 69 . No caso desta obra os pilares estão distanciados de 40 m. enquanto a estrutura da cobertura não vence vão maior que 5 m. sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma. que é uma estrutura composta de pilares em árvore.

como as posição para os galhos. rigidez para feito de barbantes. As melhores formas para estruturas membrana podem ser inicialmente No aeroportoem de Stuttgart . também. dinâmicas vento. 70 . não só de cargas estáticas.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e criação de formas para estruturas tracionadas. a posição dos galhos não é aleatória. cria-se suficiente um modelo de estudo através desse tipo de modelo. Esse modelo é. A ramificação obtida fornece o caminho mais curto para as cargas transitarem. Esses modelos servem para determinação da melhor suportar carregamentos. Depoisde se deixam abrir emsofrerem ramificações sob a ação de seu próprio peso de ou de qualquer outro elemento. sem enrugamentos e perdas forma. uma espécie de funicular. Os barbantes são inicialmente molhados e unidos. obtidas Baseado também numa propostavisando de Frei Otto.

onde se pode determinar deformações esforços. visando rigidez suficiente para suportar carregamentos. Muitas vezes os modelos qualitativos são complementados 71 . não só de cargas estáticas. sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA MODELOS QUANTITATIVOS Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e por modelos quantitativos. tipo de modelo é. cujo comportamento não é bem para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas conhecido. como as dinâmicas de vento. criação de formas paraeestruturas As melhores formas para estruturas complexas. através desse tipo de modelo. Este tracionadas. geralmente.

A passagem de luz polarizada através de um modelo transparente submetido a um carregamento provoca o aparecimento de franjas coloridas que vão mostrar a intensidade das tensões e como elas se distribuem ao longo da peça. como as dinâmicas de vento. Este modelo representa o ensaio da estrutura de uma catedral gótica.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA MODELOS PARA DETERMINAÇÃO DE ESFORÇOS Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e criação de formas para estruturas tracionadas. sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma. As melhores formas para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas através desse tipo de modelo. onde podem ser usados os mais diversos aparatos mecânicos ou eletrônicos. O modelo da direita é especialmente interessante para verificar como as tensões se distribuem ao longo dos elementos estruturais. O processo é chamado de foto-elasticidade. não só de cargas estáticas. 72 . visando rigidez suficiente para suportar carregamentos. Aqui vemos dois exemplos de modelos quantitativos.

sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma. não só de cargas estáticas. fissurações e outros sinais. em relação ao comportamento real. criação deAtravés formas estruturas tracionadas. como as dinâmicas de vento. suportar carregamentos. de para suas deformações. para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas ou preciso. As melhores formas é possível verificar se o modelo teórico adotado foi adequado. Outras vezes a resposta à nossa pesquisa só é alcançada pelo 73 . através desse tipo de executada modelo. a obra pode ser umsuficiente modelo de para aprendizagem.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA O MODELO REAL ENSINANDO Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e modelo real já executado ou por um protótipo.também visando rigidez Ou seja.

não só de cargas estáticas. Aqui temos um exemplo bastante interessante dessa questão da obra executada como modelo de aprendizado. As melhores formas para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas através desse tipo de modelo. a Tavanasa Bridge.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e criação de formas para estruturas tracionadas. com uma forma mais leve e muito mais estética. Essa ponte. Maillart acompanhou o comportamento da ponte e verificou que essas trincas em nada prejudicavam a estabilidade da estrutura. Esse aprendizado serviu para que Maillart projetasse uma nova ponte. sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma. Daí concluiu que aquela porção de massa não era necessária na estrutura. Paul Maillart. do eng. como as dinâmicas de vento. Vemos acima a Zuoz Bridge. após sua execução. visando rigidez suficiente para suportar carregamentos. começou a apresentar trincas nos extremos. 74 .

Aqui vemos duas pontes projetadas por Maillar. não só de cargas estáticas. Percebe-se facilmente o ganho estrutural e arquitetônico obtido na solução da Tavanasa Bridge. É a realidade ensinando a criar novas formas. sem sofrerem enrugamentos perdas de forma. As melhores formas para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas através desse tipo de modelo. 75 . a partire da experiência anterior. como as dinâmicas de vento. visando rigidez suficiente para suportar carregamentos.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e criação de formas para estruturas tracionadas.

também muito simples. mostra o comportamento de uma grelha. o comportamento de barras tracionadas. o modelo. Aqui. sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma. aparecem alguns exemplos de modelos didáticos. Na quarta. Na segunda. Na primeira foto aparece um modelo que mostra. o que ocorre em barras fletidas. Na terceira.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA MODELOS DE APRENDIZADO Além do modelo real existem outros que podem ser utilizados na aprendizagem e ensino. como as dinâmicas de vento. Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e criação de formas para estruturas tracionadas. 76 . temos um modelo que mostra como se distribuem as armaduras em uma estrutura de concreto. de maneira simples. visando rigidez suficiente para suportar carregamentos. e que contribuem para o desenvolvimento da criatividade. não só de cargas estáticas. As melhores formas para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas através desse tipo de modelo. São modelos qualitativos simples que permitem que o aprendiz perceba de maneira muito fácil o comportamento de sistemas estruturais.

Perceba como o aprendizado obtido do modelo da bacia de plástico pode ajudar na criação de uma estrutura inovadora para estádios. As melhores formas para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas através desse tipo de modelo. o que mostra a ocorrência de tração horizontal no contorno da estrutura. essa vasilha quando carregada abre-se em fatias. 77 . É composto por uma vasilha de plástico. sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma. não só de cargas estáticas. Aqui vemos outro modelo muito simples. visando rigidez suficiente para suportar carregamentos. temos a imagem de um estádio projetado por Renzo Piano.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e criação de formas para estruturas tracionadas. como as dinâmicas de vento. Acima. Como se pode ver. Esse modelo mostra o comportamento da estrutura das arquibancadas de um estádio.

porestruturas exemplo. o que é através desse tipo de se modelo. como houvessevisando muitos melhores. é formas comum ouvir-se que determinado jogador é um dos melhores da para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas atualidade. como. frequentemente. bom para o ser humano. As melhores.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA QUAL A MELHOR SOLUÇÃO ESTRUTURAL ? ESTRUTURA = CAMINHO DAS FORÇAS QUAL O MELHOR CAMINHO PARA AS FORÇAS ? Para podermos vencer a inércia da reprodução e enfrentarmos a procura por soluções diferenciadas devemos vencer uma barreira própria do ser humano que é a procura pelo “melhor”. sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma. Kant dizia que o belo é bom para o ser humano porque sua mente tem condições de controlar bem o que envolve o belo. causando pavor e pânico. suportar carregamentos. Portanto. O ser humano almeja 78 . o sublime não é. no caso de um jogador demelhores futebol. rigidez suficiente para filosoficamente impossível. em última análise. não só de cargas estáticas. Extrapolando essa idéia podemos dizer que talvez o melhor não agrade tanto ao ser humano quanto o bom. classifica muitas coisas como criação de formas para tracionadas. Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e tanto o melhor que. como as dinâmicas de vento. Já o sublime foge do seu controle. Essa questão do “melhor” é muito discutível.

pode-se ter como a melhor solução a barra vertical colocada sob a estátua. desviadas abruptamente da vertical a horizontal. 79 . que apesar de não representarem o menor caminho para as forças é uma solução que desvia as forças de maneira suave. suportar carregamentos. basta que a estrutura seja bela e possível de ser executada. Na verdade nós trabalhamos no dia-dia com as piores soluções estruturais porque na verdade são as que dão os melhores espaços. ela é a que melhor resolve a questão de espaço. Partindo do raciocínio de que estrutura é o caminho das forças. Dessa forma. não só de como as é a pior solução pois as cargas forças são estáticas. O que é importante é satisfazer adequadamente esses requisitos e fazer com que as distâncias entre essas hierarquias sejam as menores possíveis. o que. A boa solução deve satisfazer determinados pré requisitos. ponto de vista estrutural.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA Para discutirmos a questão da procura pela melhor solução estrutural vamos usar uma analogia: suponha que se queira projetar um pedestal de apoio para uma estátua em uma praça. sempara sofrerem enrugamentos e perdas dedo forma. Portanto essa questão da melhor solução estrutural é muito relativa. Ou dependendo de outras necessidades uma outra hierarquia. do ponto de vista estrutural . Não interessa uma estrutura que seja a mais bela. em segundo a mais leve. ser em primeiro lugar a solução mais bonita. que é o caminho mais curto para a carga da estátua. Por isso em vez de procurarmos a melhor devemos procurar a boa solução. visando rigidez suficiente para extremos em duas verticais.. Por exemplo. Apesar dessa solução não ser boa. que devem estar colocados de forma hierárquica. dinâmicas de vento. a melhor solução deixa de ser a primeira e passa a ser a de duas barras inclinadas. em terceiro a mais econômica e assim por diante. mas de custo inviável. As melhores No entanto se for colocada mais uma questão: a de que asformas ao circularem não sofram restrições de altura. No entanto poderia ser colocada outra necessidade para essa estrutura: que ela permitisse que as pessoas circulassem sob a estátua. a melhor para estruturas em pessoas membrana podem ser inicialmente obtidas solução passa a ser a da barra horizontal apoiada em seus através desse tipo de modelo. Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e criação de formas para estruturas tracionadas.

a solução estrutural mais adequada seria a de um arco na forma trapezoidal. Não há dúvida de que essa solução.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA A PIOR SOLUÇÃO: A FALTA DE ENCONTRO ENTRE A ARQUITETURA E ESTRUTURA Talvez jamais consigamos dizer qual a melhor solução estrutural porque. ou se o passadiço tocasse o arco no seu ápice. ela não existe. Mas a pior solução fica mais fácil de identificar: será aquela que cria um grande distanciamento entre a qualidade da solução estrutural e a da arquitetura. Isso se deve ao fato dela apresentar um grande distanciamento entre as qualidades arquitetônicas e as estruturais. pela literatura. O que ocorre é que a solução apresenta um arco com duas cargas concentradas devidas aos pilares de apoio do passadiço. e aproximando a forma do arco ao funicular das forças. provavelmente. Ela é considerada. Com isso não perderíamos na qualidade arquitetônica e ainda ganharíamos. não só de cargas estáticas. e muito. Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e criação de formas para estruturas tracionadas. As melhores formas para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas através desse tipo de modelo. Como um bom arco é aquele que tem a forma antifunicular das forças. sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma. Aqui temos uma passarela construída sobre uma estrada na Alemanha. A aproximação entre a qualidade arquitetônica e estrutural poderia ser obtida se fossem previstos mais apoios. seria desagradável. 80 . aumentando os pontos de transmissão de cargas sobre o arco. na qualidade estrutural. do ponto de vista arquitetônico. como a pior solução estrutural. como as dinâmicas de vento. visando rigidez suficiente para suportar carregamentos.

através de tirantes metálicos. feita por gente simples sem conhecimento sistematizado do comportamento estrutural e arquitetônico. 81 .Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA QUAL A MELHOR SOLUÇÃO ESTRUTURAL ? Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e criação de formas para estruturas tracionadas. coloca uma travessa. em lugar de colocar apoios intermediários sobre o leito do rio. As melhores formas para estruturas em membrana podem ser inicialmente obtidas através desse tipo de modelo. no vértice do triangulo de madeira. Temos aí uma solução que resulta muito boa tanto do ponto de vista estrutural como arquitetônico. tem-se uma solução brilhante tanto estética como estrutural. não de cargas estáticas. ESTRUTURA =só CAMINHO DAS FORÇAS como as dinâmicas de vento. Desta maneira tem-se uma carga concentrada cujo funicular é um triângulo. Essa travessa é apoiada. o autor da obra. Já no caso dessa simples ponte de madeira. Necessitando diminuir o vão das vigas do passadiço. a forma triangular da estrutura da ponte é perfeitamente adequada ao carregamento. visando rigidez suficiente para suportar carregamentos. com uma enorme coerência entre as duas áreas. Portanto. sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma.

pequena ou grande. P. gostaríamos de deixar uma mensagem: Neste slide aparece um modelo bastante comum na procura e criação de formas para estruturas tracionadas. tanto pelo uso. como também para que outras pessoas possam nela se inspirar avançando com novas idéias.Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura Módulo 10 – Criatividade Estrutural CBCA A Criatividade é um fator que pode ser utilizado em qualquer tipo de obra. produzir conhecimento. mesmo nas obras mais simples e para estruturas em membrana ser inicialmente obtidas mais corriqueiras. mas obras que sejam úteis. Para finalizar. Bons projetos. visando rigidez suficiente para isso é necessário não que exercitemos os processos de criatividade suportar Para carregamentos. As melhores formas Devemos sempre procurar colocar. sem sofrerem enrugamentos e perdas de forma. só de cargas estáticas. Rebello 82 . de verdade. é de fundamental importância que nos preocupemos em não fazer coisas diferentes. como as através da síntese e da análise. Uma pitada de criatividade é o tempero ideal. mas sim projetos diferenciados. Portanto. uma pitada podem de criatividade. Não precisamos necessariamente criar obras monumentais. mas coisas diferenciadas que possam. que fiquem marcadas na história da humanidade. Prof. Yopanan C. através desse tipo de modelo. Não é importante fazer projetos diferentes. dinâmicas de vento.

pense em aço! Até breve.cbca-ibs.GMP Architectur CCTV . é um órgão de divulgação de conhecimentos técnicos e continuará ampliando o repertório de publicações e informações a respeito de estruturas de aço e outros produtos de aço para a construção. O CBCA – Centro Brasileiro de Construção em Aço.Arqtº Marc Mimram O intuito deste curso. Esperamos que tenha sido um esforço proveitoso. colocando a URL http://www. "Introdução ao Uso do Aço na Construção".China . Visite regularmente o site do CBCA. Gostaríamos de agradecer a sua participação. não esqueça.br na lista dos seus sites favoritos e acompanhe o que acontece no mundo das construções em aço.Sistemas estruturais em Aço na Arquitetura Mensagem Final E assim chegamos ao final do nosso curso de "Sistemas Estruturais em Aço na Arquitetura". complementando o que já foi estudado no curso anterior. pois sabemos que o estudo via internet exige uma grande dedicação e disciplina do aluno.Arqtº Rem Koolhas 1 .org. CBCA França . Arqtº Sidnei Palatnik e equipe do CBCA Aeroporto de Hamburgo . E em seu próximo projeto. é de avançarmos ainda mais na estrada do conhecimento das estruturas de aço e colocando-a como real opção na concretização de seus projetos.

cbca-ibs.Rio de Janeiro .cursoscbca.org.com. Rio Branco.org.Sistemas estruturais em Aço na Arquitetura Av.RJ e-mail: cbca@ibs.br site: www.br . 181 / 28º Andar 20040-007 .br www.