You are on page 1of 1

Casos Práticos de Direito da União Europeia Inês Pisco Bento

Direitos Fundamentais e Cidadania da União Europeia

Caso 1 Stephan, nacional do Luxemburgo, é um pintor de reconhecido mérito. Foi contactado pela “Universidade Mundial”, instituição privada de ensino superior em Portugal, a fim de elaborar o retrato a óleo do respetivo Reitor. Seis meses após a entrega do quadro, Stephan não logrou obter o pagamento dos serviços prestados. Apresentou, por isso, uma ação declarativa de condenação junto do Tribunal da Comarca de Lisboa. Decorridos mais de três anos desde a apresentação da petição inicial, Stephan ainda não obteve qualquer efeito útil da sua ação. Indignado com a demora, pretende demandar o Estado Português. Terá fundamentos para o efeito?

Caso 2 Zélia, de nacionalidade Portuguesa, viajou para o Burundi, onde foi vítima de um assalto na sequência do qual ficou sem dinheiro, sem o seu passaporte e todos os demais documentos de identificação pessoal. O Burundi não tem representação diplomática portuguesa. Existe, no entanto, uma Embaixada da República Francesa. Zélia, sua amiga de infância que sabe que frequenta o curso de Direito, consegue contactá-lo(a). Que conselho lhe daria?

Caso 3 Juan, de nacionalidade Espanhola, é casado com Maria, de nacionalidade Mexicana, que reside em Espanha há mais de 5 anos. Juan nunca se interessou por temas politicos, contrariamente a Maria. Suponha que estão agendadas para o próximo dia 1 de junho de 2014 eleições para o Parlamento Europeu. Juan, desinteressado, não pretende exercer o seu direito de voto. Maria, que pretendia votar, foi impedida de o fazer e pretende reagir contra esse ato/decisão. Assiste-lhe razão?

Caso 4 Carlos e Vasco, ambos portugueses, licenciaram-se em Direito em Julho de 2013. Decidiram fazer um inter-rail antes de fazerem a sua inscrição na Ordem dos Advogados Portugueses. Quando atravessavam a República Checa, Carlos sofreu um acidente e fraturou o fémur direito. Recorreu de imediato a um hospital público, para obter os necessários cuidados médicos. Chegado ao serviço de “urgências”, foi-lhe recusado o necessário tratamento, pelo facto de não ser um cidadão da República Checa. Quid juris?