You are on page 1of 52

Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr.

Libânio Pinheiro

174





Dada a planta de forma do pavimento tipo indicada na
Figura 12.1, dimensionar o primeiro tramo dos pilares do edifício, ou seja, o
trecho compreendido entre o térreo e o primeiro pavimento.
Considere a altura do primeiro tramo igual a 4,0m e entre os
demais pisos igual a 3,0m.
As forças normais nos pilares são dadas (Tabela 12.1) e foram
calculadas através do processo de reações das vigas, considerando a carga de
cobertura equivalente a 70% da carga do pavimento tipo.
O concreto estrutural especificado é o C25 (25 MPa). Adotar aço
CA-50A e cobrimento mínimo de 2cm.

Tabela 12.1: Forças normais nos pilares
P1 422,0 kN A calcular
P2 792,0 kN A calcular
P5 1742,0 kN -
P7 422,0 kN A calcular
P8 792,0 kN A calcular
Força Normal
Primeiro tramo
PILAR
Momento Fletor
Primeiro tramo












EXEMPLO NUMÉRICO
12
Capítulo
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


175
(20x25)
P1
(20x25)
(20x25) (20x25)
(20x25) (20x25)
P2 P3
P4
P5
P6
P7 P8 P9
(20x40)
(20x40)
(30x40)
V5 (12x50)
V4 (12x50)
V3 (12x50)
V2 (12x50)
V1 (12x50)
V
8

(
2
0
x
5
5
)
V
7

(
2
0
x
5
5
)
V
6

(
2
0
x
5
5
)
1
2
1
2
1
2
1
2
1
2
3
3
8
3
3
8
3
3
8
3
3
8
417,5 417,5
20 20 20
L1
L2
L3
L4
L5
L6

Figura 12.1: Planta de forma do pavimento tipo
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


176
12.1. PILAR INTERNO P5

V
7

(
2
0
x
5
5
)
V3 (12x50)
P5
(30x40)

Figura 12.2: Detalhe do pilar interno P5

12.1.1. Solicitações iniciais

kN N
k
00 , 1742 =
k f n d
N N . .¸ ¸ =




00 , 1742 . 4 , 1 . 0 , 1 =
d
N kN N
d
80 , 2438 =

cd c
d
f A
N
.
= v
4 , 1
5 , 2
. 40 . 30
80 , 2438
= v 14 , 1 = v

12.1.2. Estimativa dos valores de
x
d' e
y
d'
Considerando o cobrimento de 2cm, o estribo com diâmetro de
6,3mm e o diâmetro máximo da armadura a ser adotada igual a 20mm,
temos:
Coeficiente adicional (¸
n
) que leva em consideração a
menor dimensão do pilar. Item 13.2.3 (NBR 6118:2003)
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


177

x
y
x
h =30
=40 h
y
2 0,63
d'
x
y
d'
Ø20
(mm)
(cm)
(cm)
(cm)

Figura 12.3: Estimativa de
x
d´ e
y
d´ .

2
´ ´
barra
estribo y x
cobrimento d d
|
| + + = =
1 63 , 0 2 ´ ´ + + = =
y x
d d cm d d
y x
63 , 3 ´ ´ = =

Logo,
12 , 0
30
63 , 3 ´
= =
x
x
h
d

09 , 0
40
63 , 3
´
= =
y
y
h
d


12.1.3. Índices de esbeltez

A
I
i =
h b
h b
i
. . 12
.
3
=
12
h
i =
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


178
h
l
e
12 .
= ì
h
l
e
. 46 , 3
= ì

Logo,
30
400 . 46 , 3
=
x
ì 13 , 46 =
x
ì
40
400 . 46 , 3
=
y
ì 60 , 34 =
y
ì

12.1.4. Cálculo da esbeltez limite:

b
h
e
o
ì
1
1
. 5 , 12 25+
=
Para pilares biapoiados ou em balanço com momentos menores
que o momento mínimo estabelecido no item 11.3.3.4.3 da
NBR 6118:2003, temos que 0 , 1 =
b
o .
Para pilares intermediários (pilares internos) 0 = =
B A
M M , logo
não existe excentricidade de primeira ordem ( 0
1
= e ).
0 , 1
0
. 5 , 12 25
1
h
+
= ì 25
1
= ì

Como 90 35
1
s s ì , logo deve se adotado 35
1
= ì .
Assim, nas direções “x” e “y” os índices de esbeltez valem:

÷ > = 35 13 , 46
x
ì Devem ser considerados os efeitos de 2ª ordem;
÷ < = 35 60 , 34
y
ì Não é necessário considerar os efeitos de 2ª ordem.

12.1.5. Cálculo do momento fletor mínimo:
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


179
O momento fletor mínimo, em cada direção, é calculado pela
seguinte expressão:
) . 03 , 0 5 , 1 .(
min , 1
h N M
d d
+ = , com “h” em “cm”.

Logo,
) 30 . 03 , 0 5 , 1 .( 8 , 2438
min , 1
+ =
x d
M cm kN M
x d
. 12 , 5853
min , 1
=
) 40 . 03 , 0 5 , 1 .( 8 , 2438
min , 1
+ =
y d
M cm kN M
y d
. 76 , 6584
min , 1
=

12.1.6. Cálculo do momento total:

¹
´
¦
> + =
min , 1
, 1
2
, 1 ,
1
.
10
. .
d
A d
e
d A d b tot d
M
M
r
l
N M M o
( ) h h r
005 , 0
5 , 0 .
005 , 0 1
s
+
=
v


Logo,
( ) 5 , 0 14 , 1 . 30
005 , 0 1
+
=
r

4
10 . 016 , 1
1
÷
=
r


Fazendo
h
005 , 0
, temos:
4
10 . 667 , 1
30
005 , 0
÷
= , logo:
4 4
10 . 667 , 1 10 . 016 , 1
÷ ÷
< Assim,
4
10 . 016 , 1
1
÷
=
r


12.1.6.1 Momento total na direção “x”:

4
2
,
10 . 016 , 1 .
10
400
. 8 , 2438 12 , 5853 . 1
÷
+ =
x tot d
M
51 , 3964 12 , 5853
,
+ =
x tot d
M cm kN M
x tot d
. 63 , 9817
,
=

12.1.6.2 Momento total na direção “y”:
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


180

y d y tot d
M M
min , 1 ,
= cm kN M
y tot d
. 76 , 6584
,
=

12.1.7. Situações de projeto e de cálculo:
Para uma melhor visualização, pode-se resumir as situações de
projeto (pilar intermediário) e as situações de cálculo como apresentado na
Figura 12.4.

Situação de cálculo Situação de projeto
(Situação II) (Situação I)
y
e
e
min,y y
e
= +
e
2,x =
e
x
e
x
min,x
x
y
e
y
x x
y
30
40
d
N
N
d
N
d
Pilar intermediário

Figura 12.4: Pilar intermediário - Situações de projeto e cálculo

12.1.8. Dimensionamento na direção “x” (Situação I):

14 , 1 = v
12 , 0
´
=
x
x
h
d

x
x
x
h
e . v
µ = , onde
d
totx d
x
N
M
e
,
= . 03 , 4
8 , 2438
63 , 9817
cm e
x
~ =
Logo,
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


181
30
03 , 4 . 14 , 1
=
x
µ 15 , 0 ~
x
µ

Pelos ábacos A-2 e A-3 (Venturini), para o par de esforços
“ 14 , 1 = v ” e “ 15 , 0 =
x
µ ”, temos os valores para a taxa mecânica de
armadura (
x
e ) dados como segue.
y
30
40
x
N
d
Nota: Atentar para a posição da armadura
na escolha do ábaco.

Figura 12.5: Disposição da armadura para a escolha do ábaco

10 , 0
´
=
x
x
h
d
68 , 0 ~ ÷
x
e
15 , 0
´
=
x
x
h
d
72 , 0 ~ ÷
x
e

Interpolando, temos:
12 , 0
´
=
x
x
h
d
÷ 70 , 0 ~
x
e

Assim, a armadura fica:
yd
cd
c s
f
f
A A . . e =
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


182
15 , 1
50
4 , 1
5 , 2
. 40 . 30 . 70 , 0 =
s
A
2
50 , 34 cm A
s
=
A taxa de armadura vale:
c
s
A
A
= µ
40 . 30
50 , 34
= ÷ µ % 88 , 2 = µ

Para a armadura calculada podem ser escolhidas várias bitolas
comerciais, sendo que o projetista deve optar por um arranjo que facilite a
montagem na obra e que forneça uma área efetiva mais próxima possível
da área calculada. Assim são sugeridas aqui duas possibilidades:

mm 16 | ) 18 , 36 ( 18
2
cm barras
mm 20 | ) 68 , 37 ( 12
2
cm barras

Para as duas possibilidades apresentadas, a armadura mm 16 |
fornece uma área efetiva mais próxima da calculada. J á a armadura
mm 20 | fornece um arranjo com maior facilidade de execução, sendo esse
o motivo da escolha.

12.1.9. Verificação na direção “y” (Situação II):

14 , 1 = v
09 , 0
´
=
y
y
h
d

y
y
y
h
e . v
µ = , onde
d
toty d
y
N
M
e
,
= . 70 , 2
8 , 2438
76 , 6584
cm e
y
~ =
Logo,
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


183
40
70 , 2 . 14 , 1
=
y
µ 08 , 0 ~
y
µ

Pelo ábaco A-18 (Venturini), para o par de esforços “ 14 , 1 = v ” e
“ 08 , 0 =
y
µ ”, temos a taxa mecânica de armadura (
y
e ) calculada como
segue.
N
d
x
y
30
40

Figura 12.6: Arranjo de armaduras para verificação na direção “y”

10 , 0
´
=
y
y
h
d
58 , 0 ~ ÷
y
e
Como 70 , 0 58 , 0 < =
y
e , logo a seção está verificada!

12.1.10. Armadura adotada:

O arranjo de armaduras adotado, conforme ilustra a Figura 12.7,
apresenta uma taxa mecânica efetiva (real) dada como segue:

40 . 30
68 , 37
=
real
µ % 14 , 3 =
real
µ
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


184
40
30
12 Ø20

Figura 12.7: Pilar intermediário - Arranjo adotado.

12.1.11. Método do pilar padrão com rigidez “k ” aproximada:

0 . .
,
2
,
= + + C M B M A
tot d tot d


Onde,
h A . 5 =
A d b
e d
d
M h
l N
N h B
, 1
2
2
. . . 5
320
.
. o ÷ ÷ =
A d b d
M h N C
, 1
2
. . . o ÷ = .

Substituindo valores, temos:
30 . 5 = A 150 = A
12 , 5853 . 1 . 30 . 5
320
400 . 8 , 2438
8 , 2438 . 30
2
2
÷ ÷ = B 97552 = B
12 , 5853 . 1 . 30 . 8 , 2438
2
÷ = C 4 , 0 1284713015 ÷ = C

Logo,
0 4 , 0 1284713015 . 97552 . 150
,
2
,
= ÷ +
tot d tot d
M M , ou
0 34 , 85647534 . 35 , 650
,
2
,
= ÷ +
tot d tot d
M M

Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


185
As raízes da equação do segundo grau valem:
¦
¹
¦
´
¦
÷ =
=
kN M
kN M
tot d
tot d
48 , 9585 ´´
13 , 8935 ´
,
,


Logo,
kN M
tot d
13 , 8935
,
=

12.1.12. Dimensionamento na direção “x” (Situação I):

14 , 1 = v
12 , 0
´
=
x
x
h
d

x
x
x
h
e . v
µ = , onde
d
totx d
x
N
M
e
,
= . 66 , 3
8 , 2438
13 , 8935
cm e
x
~ =
Logo,
30
66 , 3 . 14 , 1
=
x
µ 14 , 0 ~
x
µ

Pelos ábacos A-2 e A-3 (Venturini), para o par de esforços
“ 14 , 1 = v ” e “ 14 , 0 =
x
µ ”, temos os seguintes valores para a taxa
mecânica de armadura (
x
e ):
10 , 0
´
=
x
x
h
d
66 , 0 ~ ÷
x
e
15 , 0
´
=
x
x
h
d
69 , 0 ~ ÷
x
e

Interpolando, temos:
12 , 0
´
=
x
x
h
d
÷ 67 , 0 ~
x
e
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


186

Assim, a armadura fica:
yd
cd
c s
f
f
A A . . e =
15 , 1
50
4 , 1
5 , 2
. 40 . 30 . 67 , 0 =
s
A
2
02 , 33 cm A
s
=
A taxa de armadura vale:
c
s
A
A
= µ
40 . 30
02 , 33
= ÷ µ % 75 , 2 = µ

Para a armadura calculada, adotando a mesma bitola especificada
anteriormente, temos:
mm 20 | ) 68 , 37 ( 12
2
cm barras

12.1.13. Verificação na direção “y” (Situação II):

14 , 1 = v
09 , 0
´
=
y
y
h
d

y
y
y
h
e . v
µ = , onde
d
toty d
y
N
M
e
,
= . 70 , 2
8 , 2438
76 , 6584
cm e
y
~ =
Logo,
40
70 , 2 . 14 , 1
=
y
µ 08 , 0 ~
y
µ

Pelo ábaco A-18 (Venturini), para o par de esforços “ 14 , 1 = v ” e
“ 08 , 0 =
y
µ ”, temos a taxa mecânica de armadura (
y
e ) calculada como
segue.
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


187
10 , 0
´
=
y
y
h
d
58 , 0 ~ ÷
y
e
Como 67 , 0 58 , 0 < =
y
e , logo a seção está verificada!

12.1.14. Armadura adotada:

O arranjo de armaduras adotado, conforme ilustra a Figura 12.8,
apresenta a mesma taxa mecânica efetiva (real) calculada pelo método do
pilar padrão com curvatura aproximada, ou seja:
40 . 30
68 , 37
=
real
µ % 14 , 3 =
real
µ

Observe que para a bitola comercial escolhida, a seção de armadura
efetiva foi a mesma obtida pelo método da curvatura aproximada, embora o
método do pilar padrão com rigidez “k ” aproximada conduza a valores
mais econômicos.

40
30
12 Ø20

Figura 12.8: Pilar intermediário (rigidez “k ”) - Arranjo adotado.






Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


188
12.2. PILAR DE EXTREMIDADE P2 =P8

(20x40)
P2
V
7

(
2
0
x
5
5
)
V1 (12x50)
V5 (12x50)
V
7

(
2
0
x
5
5
)
(20x40)
P8

Figura 12.9: Detalhe dos pilares de extremidade P2 e P8

12.2.1. Solicitações iniciais
Para os pilares de extremidade, além da força normal de cálculo,
devem ser considerados os momentos fletores na base e no topo,
provenientes das ações atuantes no pavimento. É oportuno lembrar que
esses momentos agem na direção em que a viga é interrompida, podendo
ser calculados a partir do momento de engastamento perfeito atuante na
extremidade dessa viga. Na Figura 12.10 são apresentados os dados
necessários ao cálculo desses momentos.

kN N
k
00 , 792 =
k f n d
N N . .¸ ¸ =



00 , 792 . 4 , 1 . 0 , 1 =
d
N kN N
d
80 , 1108 =

cd c
d
f A
N
.
= v
4 , 1
5 , 2
. 40 . 20
80 , 1108
= v 78 , 0 ~ v
Coeficiente adicional (¸
n
) que leva em consideração a
menor dimensão do pilar. Item 13.2.3 (NBR 6118:2003)
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


189
P
8
V
7

(
2
0
x
5
5
)
P
5
(
3
0
x
4
0
)
P
2
3
1
,
5
5

k
N
/
m
3
1
,
5
5

k
N
/
m
V
4
=
5
8
,
4

k
N
V
2
=
5
8
,
4

k
N
3
5
0

c
m
3
5
0

c
m
3
5
0

c
m
3
5
0

c
m
M
t
o
p
o
b
a
s
e
M
M
t
o
p
o
M
b
a
s
e
4 0 0 c m 3 0 0 c m
N
k
=
7
9
2

k
N
x
y
(
2
0
x
4
0
)
(
2
0
x
4
0
)
x
=
5
7
8

k
N
k
N y
y
N
k
=
5
7
8

k
N
x
(
2
0
x
4
0
)
x
y
(
2
0
x
4
0
)
=
7
9
2

k
N
k
N
P
2
P
2
P
8
P
8
F
i
g
u
r
a

1
2
.
1
0
:

C
á
l
c
u
l
o

d
o
s

e
s
f
o
r
ç
o
s

i
n
i
c
i
a
i
s

n
o
s

p
i
l
a
r
e
s

P
2

e

P
8

Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


190

De acordo com o item 14.6.7.1 da NR 6118:2003, quando não for
realizado o cálculo exato da influência da solidariedade dos pilares com a
viga, deve ser considerado, nos apoios extremos, momento fletor igual ao
momento de engastamento perfeito multiplicado por um coeficiente de
distribuição que leva em consideração a relação entre as rigidezes das
peças em questão. Assim, temos:
8
.
12
.
2
l p l q
M
eng
+ = (carregamento distribuído +carga concentrada)
8
7 . 4 , 58
12
7 . 55 , 31
2
+ =
eng
M m kN M
eng
. 93 , 179 10 , 51 83 , 128 = + =
4
3 3
sup inf
26667
12
20 . 40
12
.
cm
h b
I I = = = =
4
3 3
277292
12
55 . 20
12
.
cm
h b
I
vig
= = =

Assim, as rigidezes relativas vale:
3
inf
inf
inf
7 , 66
400
26667
cm
l
I
r = = =
3
sup
sup
sup
9 , 88
300
26667
cm
l
I
r = = =
3
1 , 396
700
277292
cm
l
I
r
vig
vig
vig
= = =
vig
r r r r + + = ¿
sup inf

3
7 , 551 1 , 396 9 , 88 7 , 66 cm r = + + = ¿

Logo os momentos atuantes em cada extremidade valem:
¿
=
r
r
M M
eng
inf
inf
. m kN M . 75 , 21
7 , 551
7 , 66
. 93 , 179
inf
= =
¿
=
r
r
M M
eng
sup
sup
. m kN M . 00 , 29
7 , 551
9 , 88
. 93 , 179
sup
= =
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


191
Os momentos de “topo” e de “base” atuantes no pilar valem:
inf
M M
topo
= cm kN M
topo
. 2175 =
topo base
M M .
2
1
= cm kN M
base
. 1088 =
y
x
topo
M
P2
(cm)
=20 h
x
y
h =40
(cm)
=2175kN.cm
=1088kN.cm M
base
k
N
=792kN
=P8
=400cm l
e

Figura 12.11: Esforços iniciais nos pilares P2 e P8.

Assim, para o caso específico do nosso exemplo, temos:
topo f A d
M M .
, 1
¸ = ÷ 2175 . 4 , 1
, 1
=
A d
M cm kN M
A d
. 0 , 3045
, 1
=
base f B d
M M .
, 1
¸ ÷ = ÷ 1088 . 4 , 1
, 1
÷ =
B d
M cm kN M
B d
. 2 , 1523
, 1
÷ =

12.2.2. Estimativa dos valores de
x
d' e
y
d'
Considerando o cobrimento de 2cm, o estribo com diâmetro de
6,3mm e o diâmetro máximo da armadura a ser adotada igual a 20mm
(Figura 12.12), temos:
2
´ ´
barra
estribo y x
cobrimento d d
|
| + + = =
1 63 , 0 2 ´ ´ + + = =
y x
d d cm d d
y x
63 , 3 ´ ´ = =
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


192
Logo,
18 , 0
20
63 , 3 ´
= =
x
x
h
d

09 , 0
40
63 , 3
´
= =
y
y
h
d

=40 h
y
2 0,63
d'
x
y
d'
Ø20
(mm)
(cm)
(cm)
y
x
(cm)
=20 h
x

Figura 12.12: Estimativa de
x
d´ e
y
d´ .

12.2.3. Índices de esbeltez

h
l
e
12 .
= ì
h
l
e
. 46 , 3
= ì
Logo,
20
400 . 46 , 3
=
x
ì 2 , 69 =
x
ì
40
400 . 46 , 3
=
y
ì 6 , 34 =
y
ì

12.2.4. Cálculo do momento fletor mínimo:
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


193
O momento fletor mínimo, em cada direção, é calculado pela
seguinte expressão:
) . 03 , 0 5 , 1 .(
min , 1
h N M
d d
+ = , com “h” em “cm”.

Logo,
) 20 . 03 , 0 5 , 1 .( 8 , 1108
min , 1
+ =
x d
M cm kN M
x d
. 48 , 2328
min , 1
=
) 40 . 03 , 0 5 , 1 .( 8 , 1108
min , 1
+ =
y d
M cm kN M
y d
. 76 , 2993
min , 1
=

12.2.5. Cálculo da esbeltez limite:

b
h
e
o
ì
1
1
. 5 , 12 25+
=
4 , 0 40 , 0 60 , 0
1
, 1
> + =
dA
B d
b
M
M
o

Logo, na direção “x”, temos:
4 , 0
0 , 3045
2 , 1523
40 , 0 60 , 0 =
÷
+ =
b
o
4 , 0
20
. 5 , 12 25
, 1
, 1
|
|
.
|

\
|
+
=
d
A d
x
N
M
ì
4 , 0
20
8 , 1108
0 , 3045
. 5 , 12 25
, 1
|
.
|

\
|
+
=
x
ì 8 , 66
, 1
~
x
ì

Na direção “y” não ocorrem momentos e excentricidades de
1ª ordem, portanto 0
1
= e e 0 , 1 =
b
o . Assim:
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


194
25
0 , 1
40
0
. 5 , 12 25
, 1
=
+
=
y
ì
Como 90 35
1
s s ì , logo deve se adotado 35
, 1
=
y
ì .

Assim, nas direções “x” e “y” os índices de esbeltez valem:

÷ > = 8 , 66 2 , 69
x
ì Devem ser considerados os efeitos de 2ª ordem;;
÷ < = 35 6 , 34
y
ì Não é necessário considerar os efeitos de 2ª ordem.

12.2.6. Cálculo do momento total:

¹
´
¦
> + =
min , 1
, 1
2
, 1 ,
1
.
10
. .
d
A d
e
d A d b tot d
M
M
r
l
N M M o
( ) h h r
005 , 0
5 , 0 .
005 , 0 1
s
+
=
v


Logo,
( ) 5 , 0 78 , 0 . 20
005 , 0 1
+
=
r

4
10 . 953 , 1
1
÷
=
r


Fazendo
h
005 , 0
, temos:
4
10 . 5 , 2
20
005 , 0
÷
= , logo:
4 4
10 . 5 , 2 10 . 953 , 1
÷ ÷
< Assim,
4
10 . 953 , 1
1
÷
=
r


12.2.6.1 Momento total na direção “x”:

4
2
,
10 . 953 , 1 .
10
400
. 8 , 1108 0 , 3045 . 4 , 0
÷
+ =
x tot d
M
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


195
78 , 3464 1218
,
+ =
x tot d
M cm kN M
x tot d
. 78 , 4682
,
=

12.2.6.2 Momento total na direção “y”:

y d y tot d
M M
min , 1 ,
= cm kN M
y tot d
. 76 , 2993
,
=

12.2.7. Situações de projeto e de cálculo:
Para uma melhor visualização, pode-se resumir as situações de
projeto (pilar de extremidade) e as situações de cálculo como apresentado
na Figura 12.13.
40
20
y
x x
y
e
y
x
a,x
x
e
x
e
=
=
e
x a,x
e
e
y
(Situação I) (Situação II)
Situação de projeto Situação de cálculo
Seção topo
e
x
e
min,y y
e
=
Pilar de extremidade
Pilar de extremidade
=
e
y min,y
e
x
e
Seção intermediária
(Situação IV) (Situação III)
y
e
e
c,x x
e
=
=
e
x
e
x
c,x
x
y
e
y
x x
y
20
40
e
2
+
N
d
d
N
d
N
d
N
N
d
d
N

Figura 12.13: Pilar de extremidade - Situações de projeto e cálculo
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


196
Dentre as quatro situações apresentadas na Figura 12.13, pode-se
escolher as duas mais desfavoráveis para o dimensionamento e verificação
da seção. Assim, para o caso específico do nosso exemplo, pode-se
dimensionar para a maior flexão composta normal (Situação III) e verificar
a seção para a maior flexão composta oblíqua (Situação II).

12.2.8. Dimensionamento na direção “x” (Situação III):

78 , 0 = v
18 , 0
´
=
x
x
h
d

x
x
x
h
e . v
µ = , onde
d
totx d
x
N
M
e
,
= . 22 , 4
8 , 1108
78 , 4682
cm e
x
~ =
Logo,
20
22 , 4 . 78 , 0
=
x
µ 16 , 0 ~
x
µ

Pelos ábacos A-3 e A-4 (Venturini), para o par de esforços
“ 78 , 0 = v ” e “ 16 , 0 =
x
µ ”, temos os valores para a taxa mecânica de
armadura (
x
e ) dados como segue.
Nota: Atentar para a posição da armadura
na escolha do ábaco.
N
d
x
20
40
y

Figura 12.14: Disposição da armadura para a escolha do ábaco
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


197

15 , 0
´
=
x
x
h
d
42 , 0 ~ ÷
x
e
20 , 0
´
=
x
x
h
d
48 , 0 ~ ÷
x
e

Interpolando, temos:
18 , 0
´
=
x
x
h
d
÷ 46 , 0 ~
x
e

Assim, a armadura fica:
yd
cd
c s
f
f
A A . . e =
15 , 1
50
4 , 1
5 , 2
. 40 . 20 . 46 , 0 =
s
A
2
11 , 15 cm A
s
=
A taxa de armadura vale:
c
s
A
A
= µ
40 . 20
11 , 15
= ÷ µ % 89 , 1 = µ

Para a armadura calculada podem ser escolhidas várias bitolas
comerciais, sendo que o projetista deve optar por um arranjo que facilite a
montagem na obra e que forneça uma área efetiva mais próxima possível
da área calculada. Assim são sugeridas aqui duas possibilidades:

mm 16 | ) 08 , 16 ( 8
2
cm barras
mm 20 | ) 84 , 18 ( 6
2
cm barras

Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


198
Para as duas possibilidades apresentadas, a armadura mm 16 |
fornece uma área efetiva mais próxima da calculada e um arranjo de
armaduras adequado. É oportuno lembrar que a relação “ h d´/ ” muda para
a nova bitola, sendo relativamente menor que a calculada anteriormente.
Desta forma, a utilização da relação já calculada conduz a taxas de
armadura um pouco maiores, ficando assim a favor da segurança.
No caso da escolha de bitolas comerciais muito diferentes, esta
relação pode ser reavaliada, lembrando que a escolha de bitolas inferiores
às usadas para o cálculo da relação “ h d´/ ” conduzem a resultados a favor
da segurança. Caso seja escolhida uma bitola superior à calculada, a
relação “ h d´/ ” deve ser recalculada.

12.2.9. Verificação na direção “y” (Situação II):

78 , 0 = v
18 , 0
´
=
x
x
h
d

09 , 0
´
=
y
y
h
d

x
x
x
h
e . v
µ = , onde
d
A d
x
N
M
e
, 1
= . 75 , 2
1108
3045
cm e
x
~ =
y
y
y
h
e . v
µ = , onde
d
toty d
y
N
M
e
,
= . 70 , 2
1108
76 , 2993
cm e
y
~ =

Logo,
20
75 , 2 . 78 , 0
=
x
µ 11 , 0 ~
x
µ
40
70 , 2 . 78 , 0
=
y
µ 05 , 0 ~
y
µ

Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


199
Pelo ábaco A-50 (Pinheiro), para os esforços “ 78 , 0 = v ”,
“ 11 , 0 =
x
µ ” e “ 05 , 0 =
y
µ ”, temos a taxa mecânica de armadura (e )
calculada como segue.
40
20
y
x
d
N
(M )
x
y
(M )

Figura 12.15: Arranjo de armaduras para verificação na direção “y”

Como se trata de uma verificação, pode-se adotar uma relação
“ h d´/ ” um pouco superior para que não haja necessidade de interpolação.
Conforme já comentado anteriormente, o uso de uma relação “ h d´/ ”
maior conduz a uma taxa de armadura também maior que a necessária.
Assim, temos:
20 , 0 18 , 0
´
~ =
x
x
h
d

10 , 0 09 , 0
´
~ =
y
y
h
d


Para o arranjo da Figura 12.15 atentar para a posição dos momentos,
pois a nomenclatura adotada pelo ábaco pode ser diferente da adotada no
exemplo, necessitando assim de adaptações. Assim, pelo ábaco, temos:
60 , 0 = v 20 , 0 ~ ÷e
80 , 0 = v 38 , 0 ~ ÷e
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


200
Interpolando, temos:
78 , 0 = v 36 , 0 ~ ÷e

Como 46 , 0 36 , 0 < = e , logo a seção está verificada!

12.2.10. Armadura adotada:

O arranjo de armaduras adotado, conforme ilustra a Figura 12.16,
apresenta uma taxa mecânica efetiva (real) dada como segue:

40 . 20
08 , 16
=
real
µ % 01 , 2 =
real
µ
8 Ø16
20
40

Figura 12.16: Pilar de extremidade - Arranjo adotado.

12.2.11. Método do pilar padrão com rigidez “k ” aproximada:

0 . .
,
2
,
= + + C M B M A
tot d tot d


Onde,
h A . 5 =
A d b
e d
d
M h
l N
N h B
, 1
2
2
. . . 5
320
.
. o ÷ ÷ =
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


201
A d b d
M h N C
, 1
2
. . . o ÷ = .

Substituindo valores, temos:
20 . 5 = A 100 = A
0 , 3045 . 4 , 0 . 20 . 5
320
400 . 8 , 1108
8 , 1108 . 20
2
2
÷ ÷ = B 232680 ÷ = B
0 , 3045 . 4 , 0 . 20 . 8 , 1108
2
÷ = C 540207360 ÷ = C

Logo,
0 540207360 . 232680 . 100
,
2
,
= ÷ ÷
tot d tot d
M M , ou
0 60 , 5402073 . 80 , 2326
,
2
,
= ÷ ÷
tot d tot d
M M

As raízes da equação do segundo grau valem:
¦
¹
¦
´
¦
=
÷ =
kN M
kN M
tot d
tot d
55 , 3762 ´´
75 , 1435 ´
,
,


Logo,
kN M
tot d
55 , 3762
,
=

12.2.12. Dimensionamento na direção “x” (Situação III):

78 , 0 = v
18 , 0
´
=
x
x
h
d

x
x
x
h
e . v
µ = , onde
d
totx d
x
N
M
e
,
= . 39 , 3
8 , 1108
55 , 3762
cm e
x
~ =
Logo,
20
39 , 3 . 78 , 0
=
x
µ 13 , 0 ~
x
µ

Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


202
Pelos ábacos A-3 e A-4 (Venturini), para o par de esforços
“ 78 , 0 = v ” e “ 13 , 0 =
x
µ ”, temos os valores para a taxa mecânica de
armadura (
x
e ) dados como segue.
15 , 0
´
=
x
x
h
d
32 , 0 ~ ÷
x
e
20 , 0
´
=
x
x
h
d
36 , 0 ~ ÷
x
e

Interpolando, temos:
18 , 0
´
=
x
x
h
d
÷ 34 , 0 ~
x
e

Assim, a armadura fica:
yd
cd
c s
f
f
A A . . e =
15 , 1
50
4 , 1
5 , 2
. 40 . 20 . 34 , 0 =
s
A
2
17 , 11 cm A
s
=
A taxa de armadura vale:
c
s
A
A
= µ
40 . 20
17 , 11
= ÷ µ % 40 , 1 = µ

Para a armadura calculada, adotando a mesma bitola especificada
anteriormente, temos:
mm 16 | ) 06 , 12 ( 6
2
cm barras

12.2.13. Verificação na direção “y” (Situação II):

78 , 0 = v
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


203
18 , 0
´
=
x
x
h
d

09 , 0
´
=
y
y
h
d

x
x
x
h
e . v
µ = , onde
d
A d
x
N
M
e
, 1
= . 75 , 2
1108
3045
cm e
x
~ =
y
y
y
h
e . v
µ = , onde
d
toty d
y
N
M
e
,
= . 70 , 2
1108
76 , 2993
cm e
y
~ =

Logo,
20
75 , 2 . 78 , 0
=
x
µ 11 , 0 ~
x
µ
40
70 , 2 . 78 , 0
=
y
µ 05 , 0 ~
y
µ
Pelo ábaco A-51 (Pinheiro), para os esforços “ 78 , 0 = v ”,
“ 11 , 0 =
x
µ ” e “ 05 , 0 =
y
µ ”, temos a taxa mecânica de armadura (e )
calculada como segue.
40
20
y
x
d
N
(M )
x
y
(M )

Figura 12.17: Arranjo de armaduras para verificação na direção “y”
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


204

Seguindo o mesmo procedimento apresentado no item 12.2.9 deste
exemplo, temos:
20 , 0 18 , 0
´
~ =
x
x
h
d

10 , 0 09 , 0
´
~ =
y
y
h
d


Logo,
60 , 0 = v 20 , 0 ~ ÷e
80 , 0 = v 36 , 0 ~ ÷e

Interpolando, temos:
78 , 0 = v 34 , 0 ~ ÷e

Como 34 , 0 = e , logo a seção está verificada!

Observe que o dimensionamento pelo método do pilar padrão com
rigidez “k ” aproximada realmente conduz a resultados inferiores aos
obtidos pelo método do pilar padrão com curvatura aproximada. No caso
específico do nosso exemplo, a taxa mecânica de armadura para a seção
intermediária (Situação III), que leva em consideração os efeitos de
segunda ordem, foi igual à calculada para a seção de topo (Situação II),
justificando assim a necessidade de verificar as seções para as mais
variadas situações de cálculo.

12.2.14. Armadura adotada:

O arranjo de armaduras adotado, conforme ilustra a Figura 12.18,
apresenta uma taxa mecânica efetiva (real) dada como segue:

40 . 20
06 , 12
=
real
µ % 51 , 1 =
real
µ
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


205
20
40
6 Ø16

Figura 12.18: Pilar de extremidade (rigidez “k ”) - Arranjo adotado.
























Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


206
12.3. PILAR DE CANTO P1 =P7

V
6

(
2
0
x
5
5
)
P1
(20x25)
V1 (12x50)
V5 (12x50)
V
6

(
2
0
x
5
5
)
P7
(20x25)

Figura 12.19: Detalhe dos pilares de canto P1 e P7

12.3.1. Solicitações iniciais
Para os pilares de canto, além da força normal de cálculo, devem ser
considerados os momentos fletores na base e no topo, provenientes das
ações atuantes no pavimento separadamente em cada direção. Assim,
aplicando procedimento análogo ao utilizado no item 12.2.1 para os pilares
de extremidade P2 e P8, obtém-se os esforços solicitantes iniciais para os
pilares de canto P1 e P7, indicados na Figura 12.20

kN N
k
00 , 422 =
k f n d
N N . .¸ ¸ =



00 , 422 . 4 , 1 . 0 , 1 =
d
N kN N
d
80 , 590 =

cd c
d
f A
N
.
= v
4 , 1
5 , 2
. 25 . 20
80 , 590
= v 66 , 0 ~ v
Coeficiente adicional (¸
n
) que leva em consideração a
menor dimensão do pilar. Item 13.2.3 (NBR 6118:2003)
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


207
e
l =400cm
=P7
=422kN N
k
base,x
M =640kN.cm
=1270kN.cm
(cm)
=25 h
y
x
h =20
(cm)
P1
M
topo,x
x
y
M
to
p
o
,y
b
a
s
e
,y
M
to
p
o
,x
M
M
b
a
s
e
,x
x
y
=590kN.cm
topo,y
M
=300kN.cm M
base,y
(Direção "x") (Direção "y")
Figura 12.20: Esforços solicitantes iniciais nos pilares P1 e P7

Direção “x”:
x topo f Ax d
M M
, , 1
. ¸ = ÷ 1270 . 4 , 1
, 1
=
Ax d
M cm kN M
Ax d
. 0 , 1778
, 1
=
x base f Bx d
M M
, , 1
. ¸ ÷ = ÷ 640 . 4 , 1
, 1
÷ =
Bx d
M cm kN M
Bx d
. 0 , 896
, 1
÷ =

Direção “y”:
y topo f Ay d
M M
, , 1
. ¸ = ÷ 590 . 4 , 1
, 1
=
Ay d
M cm kN M
Ay d
. 0 , 826
, 1
=
y base f By d
M M
, , 1
. ¸ ÷ = ÷ 300 . 4 , 1
, 1
÷ =
By d
M cm kN M
By d
. 0 , 420
, 1
÷ =

12.3.2. Estimativa dos valores de
x
d' e
y
d'
Considerando o cobrimento de 2cm, o estribo com diâmetro de
6,3mm e o diâmetro máximo da armadura a ser adotada igual a 20mm
(Figura 12.21), temos:
2
´ ´
barra
estribo y x
cobrimento d d
|
| + + = =
1 63 , 0 2 ´ ´ + + = =
y x
d d cm d d
y x
63 , 3 ´ ´ = =
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


208
Logo,
18 , 0
20
63 , 3 ´
= =
x
x
h
d

15 , 0
25
63 , 3
´
= =
y
y
h
d

x
y
x
h =20
=25 h
y
2 0,63
d'
x
y
d'
Ø20
(mm)
(cm)
(cm)
(cm)
Figura 12.21: Estimativa de
x
d´ e
y
d´ .

12.3.3. Índices de esbeltez

h
l
e
12 .
= ì
h
l
e
. 46 , 3
= ì
Logo,
20
400 . 46 , 3
=
x
ì 2 , 69 =
x
ì
25
400 . 46 , 3
=
y
ì 4 , 55 =
y
ì

12.3.4. Cálculo do momento fletor mínimo:
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


209
O momento fletor mínimo, em cada direção, é calculado pela
seguinte expressão:
) . 03 , 0 5 , 1 .(
min , 1
h N M
d d
+ = , com “h” em “cm”.

Logo,
) 20 . 03 , 0 5 , 1 .( 8 , 590
min , 1
+ =
x d
M cm kN M
x d
. 68 , 1240
min , 1
=
) 25 . 03 , 0 5 , 1 .( 8 , 590
min , 1
+ =
y d
M cm kN M
y d
. 30 , 1329
min , 1
=

12.3.5. Cálculo da esbeltez limite:

b
h
e
o
ì
1
1
. 5 , 12 25+
=
4 , 0 40 , 0 60 , 0
1
, 1
> + =
dA
B d
b
M
M
o

Logo, na direção “x”, temos:
4 , 0
1778
896
40 , 0 60 , 0 ~
÷
+ =
b
o
4 , 0
20
. 5 , 12 25
, 1
, 1
|
|
.
|

\
|
+
=
d
A d
x
N
M
ì
4 , 0
20
8 , 590
0 , 1778
. 5 , 12 25
, 1
|
.
|

\
|
+
=
x
ì 2 , 67
, 1
~
x
ì

Na direção “y”, temos:
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


210
4 , 0
826
420
40 , 0 60 , 0 ~
÷
+ =
b
o
4 , 0
25
. 5 , 12 25
, 1
, 1
|
|
.
|

\
|
+
=
d
A d
y
N
M
ì
4 , 0
25
8 , 590
0 , 826
. 5 , 12 25
, 1
|
.
|

\
|
+
=
y
ì 2 , 64
, 1
~
y
ì

Assim, nas direções “x” e “y” os índices de esbeltez valem:

÷ > = 2 , 67 2 , 69
x
ì Devem ser considerados os efeitos de 2ª ordem;;
÷ < = 2 , 64 4 , 55
y
ì Não é necessário considerar os efeitos de 2ª ordem.

12.3.6. Cálculo do momento total:

¹
´
¦
> + =
min , 1
, 1
2
, 1 ,
1
.
10
. .
d
A d
e
d A d b tot d
M
M
r
l
N M M o
( ) h h r
005 , 0
5 , 0 .
005 , 0 1
s
+
=
v


Logo,
( ) 5 , 0 66 , 0 . 20
005 , 0 1
+
=
r

4
10 . 1552 , 2
1
÷
=
r


Fazendo
h
005 , 0
, temos:
4
10 . 5 , 2
20
005 , 0
÷
= , logo:
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


211
4 4
10 . 5 , 2 10 . 1552 , 2
÷ ÷
< Assim,
4
10 . 1552 , 2
1
÷
=
r


12.3.6.1 Momento total na direção “x”:

4
2
,
10 . 1552 , 2 .
10
400
. 8 , 590 1778 . 4 , 0
÷
+ =
x tot d
M
27 , 2037 20 , 711
,
+ =
x tot d
M cm kN M
x tot d
. 47 , 2748
,
=

12.3.6.2 Momento total na direção “y”:

y d y tot d
M M
min , 1 ,
= cm kN M
y tot d
. 30 , 1329
,
=

12.3.7. Situações de projeto e de cálculo:
Para uma melhor visualização, pode-se resumir as situações de
projeto (pilar de canto) e as situações de cálculo como apresentado na
Figura 12.22.
Dentre as quatro situações apresentadas na Figura 12.22, pode-se
escolher as duas mais desfavoráveis para o dimensionamento e verificação
da seção. Assim, para o caso específico do nosso exemplo, pode-se
dimensionar para a maior flexão composta oblíqua na seção intermediária
(Situação III) e verificar a seção para a maior flexão composta oblíqua na
seção de topo (Situação II).

12.3.8. Dimensionamento na direção “x” (Situação III):

66 , 0 = v
18 , 0
´
=
x
x
h
d

15 , 0
´
=
y
y
h
d


Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


212
x
x
x
h
e . v
µ = , onde
d
totx d
x
N
M
e
,
= . 65 , 4
8 , 590
47 , 2748
cm e
x
~ =
y
y
y
h
e . v
µ = , onde
d
Cy d
y
N
M
e
, 1
= ÷
d
Ay d b
y
N
M
e
, 1
. o
=
. 56 , 0
8 , 590
00 , 826 . 4 , 0
cm e
y
~ =

20
y
x x
y y
x
x
e
=
e
x
e
y
(Situação I) (Situação II)
Situação de projeto Situação de cálculo
Seção topo
e
x
e
min,y y
e
=
Pilar de extremidade
Pilar de extremidade
=
e
y min,y
e
x
e
Seção intermediária
(Situação IV) (Situação III)
y
e
e
x
e
=
e
x
x
y y
x
25
d
N
d
N
x
y
20
25
=
e
y
e
e
x
e
=
e
a,x
a,y
a,x
e
y
=
e
x
e
e
y
e
= c,y
c,x
+
2
e c,x
y
e
d
N
N
d
N
d
N
d

Figura 12.22: Pilar de canto - Situações de projeto e cálculo
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


213

Logo,
20
65 , 4 . 66 , 0
=
x
µ 15 , 0 ~
x
µ
25
56 , 0 . 66 , 0
=
y
µ 015 , 0 ~
y
µ

Adotando um arranjo de armaduras pré-fixado, conforme ilustra a
Figura 12.23, basta escolher o ábaco adequado para o cálculo.
Pelo ábaco A-65 (Pinheiro), para os esforços “ 66 , 0 = v ”,
“ 15 , 0 =
x
µ ” e “ 015 , 0 =
y
µ ”, temos a taxa mecânica de armadura (e )
calculada como segue.
(M )
y
y
N
d
x
(M )
x
25
20

Figura 12.23: Arranjo de armaduras adotado para o cálculo

20 , 0 18 , 0
´
~ =
x
x
h
d

15 , 0
´
=
y
y
h
d


Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


214
Para o arranjo da Figura 12.23 atentar para a posição dos momentos,
pois a nomenclatura adotada pelo ábaco pode ser diferente da adotada no
exemplo, necessitando assim de adaptações. Assim, pelo ábaco, temos:
60 , 0 = v 36 , 0 ~ ÷e
80 , 0 = v 53 , 0 ~ ÷e

Interpolando, temos:
66 , 0 = v 41 , 0 ~ ÷e

Assim, a armadura fica:
yd
cd
c s
f
f
A A . . e =
15 , 1
50
4 , 1
5 , 2
. 25 . 20 . 41 , 0 =
s
A
2
42 , 8 cm A
s
=
A taxa de armadura vale:
c
s
A
A
= µ
25 . 20
42 , 8
= ÷ µ % 68 , 1 = µ

Para a armadura calculada podem ser escolhidas várias bitolas
comerciais, sendo que a quantidade de barras já foi pré-fixada (8 unidades)
e deverá ser atendida. Face a essa limitação, são sugeridas aqui duas
possibilidades:

mm 5 , 12 | ) 82 , 9 ( 8
2
cm barras
mm 16 | ) 08 , 16 ( 8
2
cm barras

Para as duas possibilidades apresentadas, a armadura mm 5 , 12 |
fornece uma área efetiva mais próxima da calculada. É oportuno lembrar
que a relação “ h d´/ ” muda para a nova bitola, sendo menor que a
calculada anteriormente. Desta forma, a utilização da relação já calculada
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


215
conduz a taxas de armadura um pouco maiores, ficando assim a favor da
segurança.
Conforme já comentado anteriormente, no caso da escolha de bitolas
comerciais muito diferentes, esta relação pode ser reavaliada, lembrando
que a escolha de bitolas inferiores às usadas para o cálculo da relação
“ h d´/ ” conduzem a resultados a favor da segurança. Caso seja escolhida
uma bitola superior à calculada, a relação “ h d´/ ” deve ser recalculada.
Uma outra alternativa pode ser a escolha de um novo arranjo de
armaduras. Assim, adotando um novo arranjo de armaduras pré-fixado,
conforme ilustra a Figura 12.24, segue-se o mesmo procedimento já
descrito.
Pelo ábaco A-66 (Pinheiro), para os esforços “ 66 , 0 = v ”,
“ 15 , 0 =
x
µ ” e “ 015 , 0 =
y
µ ”, temos a taxa mecânica de armadura (e )
calculada como segue.
25
20
y
x
d
N
(M )
x
y
(M )

Figura 12.24: Opção de arranjo de armaduras com 6 barras.

20 , 0 18 , 0
´
~ =
x
x
h
d

Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


216
15 , 0
´
=
y
y
h
d


Para o arranjo da Figura 12.24 atentar para a posição dos momentos,
pois a nomenclatura adotada pelo ábaco pode ser diferente da adotada no
exemplo, necessitando assim de adaptações. Assim, pelo ábaco, temos:
60 , 0 = v 32 , 0 ~ ÷e
80 , 0 = v 49 , 0 ~ ÷e

Interpolando, temos:
66 , 0 = v 37 , 0 ~ ÷e

Assim, a armadura fica:
yd
cd
c s
f
f
A A . . e =
15 , 1
50
4 , 1
5 , 2
. 25 . 20 . 37 , 0 =
s
A
2
60 , 7 cm A
s
=
A taxa de armadura vale:
c
s
A
A
= µ
25 . 20
60 , 7
= ÷ µ % 52 , 1 = µ

Para a armadura calculada podem ser escolhidas várias bitolas
comerciais, sendo que a quantidade de barras já foi pré-fixada e agora deve
ser de 6 unidades. Face a essa limitação, são sugeridas aqui duas
possibilidades:

mm 16 | ) 06 , 12 ( 6
2
cm barras
mm 20 | ) 84 , 18 ( 6
2
cm barras

Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


217
Para as duas possibilidades apresentadas, a armadura efetiva é bem
maior que a armadura necessária, logo o arranjo escolhido não é
recomendado.
Adotando outro arranjo de armaduras pré-fixado, conforme ilustra a
Figura 12.25, segue-se novamente mesmo procedimento já descrito.
Pelo ábaco A-67 (Pinheiro), para os esforços “ 66 , 0 = v ”,
“ 15 , 0 =
x
µ ” e “ 015 , 0 =
y
µ ”, temos a taxa mecânica de armadura (e )
calculada como segue.
25
20
y
x
d
N
(M )
x
y
(M )

Figura 12.25: Opção de arranjo de armaduras com 4 barras.

20 , 0 18 , 0
´
~ =
x
x
h
d

15 , 0
´
=
y
y
h
d


Para o arranjo da Figura 12.25 atentar para a posição dos momentos,
pois a nomenclatura adotada pelo ábaco pode ser diferente da adotada no
exemplo, necessitando assim de adaptações. Assim, pelo ábaco, temos:
60 , 0 = v 25 , 0 ~ ÷e
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


218
80 , 0 = v 42 , 0 ~ ÷e

Interpolando, temos:
66 , 0 = v 30 , 0 ~ ÷e

Assim, a armadura fica:
yd
cd
c s
f
f
A A . . e =
15 , 1
50
4 , 1
5 , 2
. 25 . 20 . 30 , 0 =
s
A
2
16 , 6 cm A
s
=
A taxa de armadura vale:
c
s
A
A
= µ
25 . 20
16 , 6
= ÷ µ % 23 , 1 = µ

Para a armadura calculada podem ser escolhidas várias bitolas
comerciais, sendo que a quantidade de barras pré-fixadas é de 4 unidades.
Face a essa limitação, são sugeridas aqui duas possibilidades:

mm 16 | ) 04 , 8 ( 4
2
cm barras
mm 20 | ) 56 , 12 ( 4
2
cm barras

Dentre todas as alternativas analisadas, a mais econômica foi a
apresentada na Figura 12.25 (arranjo de 4 barras), sendo também a de
maior facilidade de execução. Assim, torna-se necessária também a
verificação da seção na direção “y”.

12.3.9. Verificação na direção “y” (Situação II):

66 , 0 = v
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


219
20 , 0 18 , 0
´
~ =
x
x
h
d

15 , 0
´
=
y
y
h
d

x
x
x
h
e . v
µ = , onde
d
Ax d
x
N
M
e
, 1
= . 01 , 3
8 , 590
00 , 1778
cm e
x
~ =
y
y
y
h
e . v
µ = , onde
d
toty d
y
N
M
e
,
= . 25 , 2
8 , 590
30 , 1329
cm e
y
~ =

Logo,
20
01 , 3 . 66 , 0
=
x
µ 10 , 0 ~
x
µ
25
25 , 2 . 66 , 0
=
y
µ 06 , 0 ~
y
µ

Pelo ábaco A-67 (Pinheiro), para os esforços “ 66 , 0 = v ”,
“ 10 , 0 =
x
µ ” e “ 06 , 0 =
y
µ ”, temos a taxa mecânica de armadura (e )
para o arranjo da Figura 12.25, calculada como segue.

60 , 0 = v 19 , 0 ~ ÷e
80 , 0 = v 33 , 0 ~ ÷e
Interpolando, temos:
66 , 0 = v 23 , 0 ~ ÷e

Como 30 , 0 23 , 0 < = e , logo a seção está verificada!

12.3.10. Armadura adotada:

O arranjo de armaduras adotado, conforme ilustra a Figura 12.26,
apresenta uma taxa mecânica efetiva (real) dada como segue:

Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


220
25 . 20
04 , 8
=
real
µ % 61 , 1 =
real
µ

20
25
4 Ø16

Figura 12.26: Pilar de canto - Arranjo adotado.

12.3.11. Método do pilar padrão com rigidez “k ” aproximada:

0 . .
,
2
,
= + + C M B M A
tot d tot d


Onde,
h A . 5 =
A d b
e d
d
M h
l N
N h B
, 1
2
2
. . . 5
320
.
. o ÷ ÷ =
A d b d
M h N C
, 1
2
. . . o ÷ = .

Substituindo valores, temos:
20 . 5 = A 100 = A
00 , 1778 . 4 , 0 . 20 . 5
320
400 . 8 , 590
8 , 590 . 20
2
2
÷ ÷ = B 130200 ÷ = B
00 , 1778 . 4 , 0 . 20 . 8 , 590
2
÷ = C 168070784 ÷ = C

Logo,
0 168070784 . 130200 . 100
,
2
,
= ÷ ÷
tot d tot d
M M , ou
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


221
0 84 , 1680707 . 1302
,
2
,
= ÷ ÷
tot d tot d
M M

As raízes da equação do segundo grau valem:
¦
¹
¦
´
¦
=
÷ =
kN M
kN M
tot d
tot d
69 , 2101 ´´
69 , 799 ´
,
,


Logo,
kN M
tot d
69 , 2101
,
=

12.2.12. Dimensionamento na direção “x” (Situação III):

66 , 0 = v
18 , 0
´
=
x
x
h
d

15 , 0
´
=
y
y
h
d

x
x
x
h
e . v
µ = , onde
d
totx d
x
N
M
e
,
= . 56 , 3
8 , 590
69 , 2101
cm e
x
~ =
y
y
y
h
e . v
µ = , onde
d
Cy d
y
N
M
e
, 1
= ÷
d
Ay d b
y
N
M
e
, 1
. o
=
. 56 , 0
8 , 590
00 , 826 . 4 , 0
cm e
y
~ =
Logo,
20
56 , 3 . 66 , 0
=
x
µ 12 , 0 ~
x
µ
25
56 , 0 . 66 , 0
=
y
µ 015 , 0 ~
y
µ

Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


222
Adotando o arranjo de armaduras pré-fixado da Figura 12.25 e
usando o ábaco A-67 (Pinheiro), para os esforços “ 66 , 0 = v ”,
“ 12 , 0 =
x
µ ” e “ 015 , 0 =
y
µ ”, temos a taxa mecânica de armadura (e )
calculada como segue.
20 , 0 18 , 0
´
~ =
x
x
h
d

15 , 0
´
=
y
y
h
d


Para o arranjo da Figura 12.25, novamente atentar para a posição dos
momentos. Assim, pelo ábaco, temos:
60 , 0 = v 14 , 0 ~ ÷e
80 , 0 = v 33 , 0 ~ ÷e

Interpolando, temos:
66 , 0 = v 20 , 0 ~ ÷e

Assim, a armadura fica:
yd
cd
c s
f
f
A A . . e =
15 , 1
50
4 , 1
5 , 2
. 25 . 20 . 20 , 0 =
s
A
2
11 , 4 cm A
s
=
A taxa de armadura vale:
c
s
A
A
= µ
25 . 20
11 , 4
= ÷ µ % 82 , 0 = µ

Para a armadura calculada podem ser escolhidas várias bitolas
comerciais, sendo que a quantidade de barras já foi pré-fixada (4 unidades)
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


223
e deverá ser atendida. Face a essa limitação, são sugeridas aqui duas
possibilidades:
mm 5 , 12 | ) 91 , 4 ( 4
2
cm barras
mm 16 | ) 04 , 8 ( 4
2
cm barras

12.3.13. Verificação na direção “y” (Situação II):

66 , 0 = v
20 , 0 18 , 0
´
~ =
x
x
h
d

15 , 0
´
=
y
y
h
d

x
x
x
h
e . v
µ = , onde
d
Ax d
x
N
M
e
, 1
= . 01 , 3
8 , 590
00 , 1778
cm e
x
~ =
y
y
y
h
e . v
µ = , onde
d
toty d
y
N
M
e
,
= . 25 , 2
8 , 590
30 , 1329
cm e
y
~ =

Logo,
20
01 , 3 . 66 , 0
=
x
µ 10 , 0 ~
x
µ
25
25 , 2 . 66 , 0
=
y
µ 06 , 0 ~
y
µ

Pelo ábaco A-67 (Pinheiro), para os esforços “ 66 , 0 = v ”,
“ 10 , 0 =
x
µ ” e “ 06 , 0 =
y
µ ”, temos a taxa mecânica de armadura (e )
para o arranjo da Figura 12.25, calculada como segue.
60 , 0 = v 19 , 0 ~ ÷e
80 , 0 = v 33 , 0 ~ ÷e

Interpolando, temos:
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


224
66 , 0 = v 23 , 0 ~ ÷e

Como 20 , 0 23 , 0 > = e , logo deve ser adotada a maior taxa mecânica, ou
seja 23 , 0 = e (situação II).

Assim, a armadura fica:
yd
cd
c s
f
f
A A . . e =
15 , 1
50
4 , 1
5 , 2
. 25 . 20 . 23 , 0 =
s
A
2
73 , 4 cm A
s
=
A taxa de armadura vale:
c
s
A
A
= µ
25 . 20
73 , 4
= ÷ µ % 95 , 0 = µ

Para a armadura calculada, adotando a bitola mm 5 , 12 | , temos:
mm 5 , 12 | ) 91 , 4 ( 4
2
cm barras

Observe novamente que o dimensionamento pelo método do pilar
padrão com rigidez “k ” aproximada conduz a resultados inferiores aos
obtidos pelo método do pilar padrão com curvatura aproximada. No caso
específico do nosso exemplo, a taxa mecânica de armadura para a seção
intermediária (Situação III), que leva em consideração os efeitos de
segunda ordem, foi inferior à calculada para a seção de topo (Situação II),
justificando novamente a necessidade de verificar as seções para as mais
variadas situações de cálculo.

12.3.14. Armadura adotada:

O arranjo de armaduras adotado, conforme ilustra a Figura 12.27,
apresenta uma taxa mecânica efetiva (real) dada como segue:
Prof. Dr. Eduardo Aguiar & Prof. Dr. Libânio Pinheiro


225

25 . 20
91 , 4
=
real
µ % 98 , 0 =
real
µ

4 Ø12,5
20
25

Figura 12.27: Pilar de canto (rigidez “k ”) - Arranjo adotado.