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HISTÓRIA DO PSICODIAGNÓSTICO 1 – Introdução: A palavra diagnóstico origina-se do grego diagõstikós e significa discernimento, faculdade de conhecer, de ver através de.

Este seria o sentido mais amplo, e desta forma o diagnóstico é inevitável. Em sentido mais restrito, utiliza-se o termo diagnóstico para referir-se à possibilidade de conhecimento que vai além daquela que o senso comum pode dar, ou se a, a possibilidade de significar a realidade fazendo uso de conceitos, no!"es e teorias cient#ficas. $ diagnóstico psicológico busca uma forma de compreens%o situada no &mbito da 'sicologia. Em nosso pa#s, é uma das fun!"es e(clusivas do psicólogo garantidas pela )ei n* +,,- de ./01203., que disp"e sobre a forma!%o em 'sicologia e regulamenta a profiss%o de psicólogo. 4uando nos dispomos a realizar um psicodiagnóstico, presumimos possuir conhecimentos teóricos, dominar procedimentos e técnicas psicológicas. 5evemos nos lembrar que devido ao grande n6mero de teorias e(istentes, a atua!%o do psicólogo varia consideravelmente. 7om isso o próprio uso do termo varia e muitas vezes, ao invés de 8diagnóstico psicológico9 encontra-se 8psicodiagnóstico9, 8diagnóstico da personalidade9, 8estudo de caso9 ou 8avalia!%o psicológica9. :egundo ;rinca <,-2+= na avalia!%o psicológica houve uma procura de integra!%o das diversas abordagens e quando olhamos concretamente para a 'sicologia 7l#nica, verificamos grandes varia!"es de conhecimentos e atua!"es, e, portanto, na prática do psicodiagnóstico, temos também várias formas de atua!%o, muitas das quais n%o podem ser consideradas decorrentes de e(clusivamente uma ou outra abordagem. Atualmente, todas as correntes em 'sicologia concordam, embora partindo de pressupostos e métodos diferentes, que, para se compreender o homem é necessário organizar conhecimentos que digam respeito à sua vida biológica, intraps#quica e social n%o sendo poss#vel e(cluir nenhum desses horizontes. :egundo $campo <,-2,= o processo 'sicodiagnóstico era considerado, anteriormente, como uma situa!%o em que o psicólogo aplicava um teste em alguém. Ele ent%o cumpria uma solicita!%o seguindo os passos e utilizando os instrumentos indicados por outros profissionais, quase sempre da área médica <psiquiatra, pediatra, neurologista=. Assim o psicólogo atuava como alguém que aprendeu a aplicar testes e esperava que o paciente colaborasse docilmente. $ psicólogo trabalhou durante muito tempo com um modelo similar ao do médico cl#nico que, para proceder com efici>ncia e ob etividade, toma a maior dist&ncia poss#vel em rela!%o a seu paciente a fim de estabelecer um v#nculo afetivo que n%o lhe impe!a de trabalhar com a tranq?ilidade e ob etividade necessárias. $campo <,-2,= atribui este fato à falta de uma identidade sólida por parte do psicólogo, que lhe permitisse saber quem era e qual era seu verdadeiro trabalho dentro das ocupa!"es ligadas à sa6de mental. @este momento os testes eram utilizados no psicodiagnóstico como se eles constitu#ssem em si mesmos o ob etivo do psicodiagnóstico e como escudo entre o profissional e o paciente, para evitar pensamentos e sentimentos que mobilizassem afetos.

$bservamos aqueles profissionais que buscaram uma apro(ima!%o aut>ntica com o paciente, mas para isso tiveram que abandonar o modelo médico sem estarem preparados para isso. 7om a difus%o da 'sicanálise os psicólogos optaram por aceitá-la como modelo de trabalho, o que trou(e progressos e ao mesmo tempo uma nova crise de identidade no psicólogo, uma vez que este se esqueceu que a din&mica do processo psicanal#tico era muito diferente da din&mica do processo psicodiagnóstico. Assim podemos perceber, como nos mostra $campo <,-2,=, que o psicólogo teve que percorrer as mesmas etapas que um indiv#duo percorre em seu crescimento. Auscou figuras boas para se identificar, aderiu ing>nua e dogmaticamente a certa ideologia e identificou-se com outros profissionais, até que pBde questionar-se sobre a possibilidade de n%o ser como eles. 'or fim entrou em um per#odo de maturidade ao perceber que utilizava uma 8pseudo9 - identidade que distorcia sua identidade real, conseguindo assim uma maior autonomia de pensamento e prática. A palavra diagn !ti"o origina#!$ do gr$go diag%!ti& ! $ !igni'i"a di!"$rni($nto) 'a"uldad$ d$ "on*$"$r) d$ v$r atrav+! d$ O diagn !ti"o p!i"ol gi"o ,u!"a u(a 'or(a d$ "o(pr$$n!ão !ituada no -(,ito da P!i"ologia. /( no!!o pa0!) + u(a da! 'unç%$! $1"lu!iva! do p!i" logo garantida! p$la 2$i n3 4115 d$ 6789:8;6) <u$ di!p%$ !o,r$ a 'or(ação $( P!i"ologia $ r$gula($nta a pro'i!!ão d$ p!i" logo

6 # =>NDA?/NTOS DO PSICODIAGNÓSTICO / S/> HISTÓRICO 8$s psicólogos, ho e em dia, n%o apenas administram testesC eles realizam avalia!"es9. :egundo Durema 7unha e colaboradores 8os psicólogos realizam avalia!"esC psicólogos cl#nicos, entre outras tarefas, realizam psicodiagnósticos9. A avalia!%o psicológica é um conceito muito amplo. $ psicodiagnóstico é um cap#tulo dentro da avalia!%o psicológica, realizado com propósitos cl#nicos e, portanto n%o abrange todos os modelos de avalia!%o psicológica das diferen!as individuais. ;estagem é um método de avalia!%o psicológica. 'sicodiagnóstico pressup"e a utiliza!%o de outros instrumentos, além dos testes, para abordar os dados psicológicos de forma sistemática, cient#fica, orientada para a resolu!%o de problemas. $ psicodiagnóstico nasceu <derivou= da 'sicologia 7l#nica que foi criada sob a tradi!%o da psicologia acad>mica e da tradi!%o médica e é um ramo da 'sicologia que tem por finalidade básica o desenvolvimento e a aplica!%o das técnicas de diagnóstico e psicoterap>uticas para a identifica!%o e tratamento de dist6rbios do comportamento. Entre essas técnicas E usualmente designadas pelo nome de método cl#nico E salientam-se as entrevistas, os testes, as técnicas projetivas e a observação diagnóstica. 'ode-se dizer que as primeiras sementes do psicodiagnóstico foram lan!adas no final do século FGF e no in#cio do século FF, através dos trabalhos de Halton que introduziu o estudo das diferen!as individuais, de 7attell, a quem se devem as primeiras provas, designadas como testes mentais, e de Ainet, que propBs a utiliza!%o do e(ame psicológico <através da mensura!%o intelectual= como coad uvante da avalia!%o pedagógica. 'or tais

raz"es, foi atribu#da a paternidade do psicodiagnóstico a esses tr>s autoresI Halton, 7attell e Ainet. A tradi!%o psicométrica <medida quantitativa dos fenBmenos ps#quicos= foi desta maneira fundada e ficou sedimentada pela difus%o das escalas de Ainet que em ,-1J apresenta um teste de intelig>ncia para separar crian!as com retardo mental, seguidas pela cria!%o dos testes do e(ército americano em ,-13 que foi o primeiros teste coletivos para selecionar recrutas. 'or outro lado, na medicina, após a reabilita!%o moral dos casos psiquiátricos <aboli!%o dos métodos terap>uticos brutais E eletrochoque=, iniciada por 'hilippe 'inel, a necessidade de compreender o doente mental, obrigou o meio médico a estudar a doen!a mental. 7omo seria de esperar, as causas da doen!a mental foram buscadas no organismo e, em especial, no sistema nervoso, e, como decorr>ncia disso, 8os pacientes psiquiátricos, n%o mais considerados lunáticos, se tornaram 9 nervosos 8ou9 neuróticos 8. 5esta época, data a divis%o dicotBmica dos transtornos psiquiátricos em 8org&nicos9 e 8funcionais9. Koi nessa escala pré-din&mica da psiquiatria que surgiu Emil Lrapelin, que se notabilizou por seu sistema de classifica!%o dos transtornos mentais e, especialmente, por seus estudos diferenciais entre esquizofrenia e psicose man#aco-depressiva. Em conseq?>ncia, as classifica!"es nosológicas e o diagnóstico diferencial ganharam >nfase. M importante lembrar que ao mesmo tempo Kreud publica 8A interpreta!%o dos sonhos9, que provinha da melhor tradi!%o neurofisiológica, mas que representou o primeiro elo de uma corrente de conte6do din&mico, logo em seguida com o aparecimento do teste de associa!%o de palavras, de Dung, fornecendo a base para o lan!amento, mais tarde, das técnicas pro etivas. A e(press%o psicodiagnóstico é utilizada pela primeira vez por Nermann Oorschach quando publica em ,-., seu teste de manchas de tinta. $ teste passou a ser utilizado como um passo essencial <e, às vezes, 6nico= do processo psicodiagnóstico. A grande popularidade alcan!ada nas décadas de quarenta e cinq?enta é atribu#da ao fato de que os dados gerados pelo método eram compat#veis com os princ#pios básicos da teoria psicanal#tica. Esse foi o tempo áureo das técnicas de personalidade. Embora o teste de Oorschach e o ;este de Apercep!%o ;emática <Apercep!%o E a partir da apresenta!%o de um est#mulo em forma de tema por e(emplo, leva o su eito a aperceber nele necessidades e motivos que e(istiam no seu inconsciente e que pro eta no tema, assim facilitando o diagnóstico de seus a ustamentos e desa ustamentos= fossem os instrumentos mais conhecidos, come!aram a se multiplicar rapidamente as técnicas pro etivas, como o teste da figura humana, o :zondi <protótipo do AA;I teste de fotos de profiss"es= e tantos outros. Entretanto, a partir de ent%o, as técnicas pro etivas come!aram a apresentar certo decl#nio em seu uso, por problemas metodológicos, pelo incremento de pesquisas com instrumentos alternativos, como o PP'G e outros inventários de personalidade, por sua associa!%o com alguma perspectiva teórica, novamente a psicanal#tica e pela >nfase na interpreta!%o intuitiva apesar de esfor!os para o desenvolvimento de sistemas de escores. Apesar disso, essas técnicas ainda s%o bastante utilizadas, embora com ob e!"es por parte dos psicólogos que lutam por avalia!"es de orienta!%o condutista <behaviorista= e biológica.

Atualmente, há indiscut#vel >nfase no uso de instrumentos mais ob etivos e entrevistas diagnósticas mais estruturadas, notadamente com o incremento no desenvolvimento de avalia!"es computadorizadas de personalidade que v>m oferecendo novas estratégias neste campo. ;ambém, as necessidades de manter um embasamento cient#fico para o psicodiagnóstico, compat#vel com os progressos em outros ramos da ci>ncia, t>m levado ao desenvolvimento de novos instrumentos mais precisos, especialmente após o advento do 5:P-GQ e de baterias padronizadas, que permitem nova abordagem na área diagnóstica da neuropsicologia, constitu#da pela conflu>ncia da psicologia cl#nica e da neurologia comportamental 'or outro lado, pode-se afirmar, que 8o campo da avalia!%o psicológica da personalidade tem feito contribui!"es vitais para a teoria, prática e pesquisa cl#nica9. Pas alguns autores prop"em uma quest%oI terá o psicodiagnóstico o impacto que merece? @este sentido, algumas pesquisas foram desenvolvidas, uma delas com /1 pacientes, encontrando concord&ncia entre as recomenda!"es diagnósticas do psicólogo e do psiquiatra, em -+R dos casos, mesmo quando havia ocorrido uma discord&ncia inicial. 7onsidera que o reconhecimento da qualidade do psicodiagnóstico tem que ver, em primeiro lugar, com um refinamento dos instrumentos e, em segundo lugar, com estratégias de marketing de que o psicólogo deve lan!ar m%o para aumentar a utiliza!%o dos servi!os de avalia!%o pelos receptores de laudos. ;ambém se levantou outra quest%oI observando que muitas vezes psicólogos competentes acabam por 8fornecer uma grande quantidade de informa!"es in6teis para as fontes de encaminhamento9, por falta de uma compreens%o adequada das verdadeiras raz"es que motivaram o encaminhamento ou, em outras palavras, por desconhecimento das decis"es que devem ser tomadas com base nos resultados do psicodiagnóstico. As sugest"es apontadas, de conhecer as necessidades do mercado e de desenvolver estratégias de conquistas desse mercado, parecem se fundamentar na pressuposi!%o de que o psicólogo, sobrecarregado com suas tarefas, n%o está avaliando a adequabilidade de seus dados ao p6blico consumidor. Pas que p6blico é esteS 4ue profissionais ou servi!os podem ter necessidade de solicitar psicodiagnósticosS 'rimeiramente, ve amos onde costuma trabalhar um psicólogo que lida com psicodiagnósticos. Pais comumente e(erce suas fun!"es numa institui!%o que presta servi!os psiquiátricos ou de medicina geral, num conte(to educacional ou legal ou numa cl#nica ou consultório psicológico, em que o psicólogo recebe encaminhamento principalmente de psiquiatras, de outros médicos <pediatras, neurologistas, etc.=, da comunidade escolar <de orientadores, professores, etc.=, de u#zes ou de advogados, ou atende casos que procuram espontaneamente um e(ame, ou s%o recomendados por algum familiar ou amigo. A quest%o básica com que se defronta o psicólogo é que, embora um encaminhamento se a feito, porque a pessoa necessita de subs#dios para basear uma decis%o para resolver um problema, muitas vezes ela n%o sabe claramente que perguntas levantar ou, por raz"es

responsabilidade do cl#nico manter canais de comunica!%o com os diferentes tipos de conte(tos profissionais para os quais trabalha. O p!i"odiagn !ti"o + u( "ap0tulo d$ntro da avaliação p!i"ol gi"a) r$aliCado "o( prop !ito! "l0ni"o! $) portanto não a. de forma que seus resultados tenham o impacto que merecem e o psicodiagnóstico receba o crédito a que faz us. P!i"odiagn !ti"o pr$!!up%$ a utiliCação d$ outro! in!tru($nto!) al+( do! t$!t$!) para a. no caso individual.--J=. T$!tag$( + u( (+todo d$ avaliação p!i"ol gi"a.rang$ todo! o! (od$lo! d$ avaliação p!i"ol gi"a da! di'$r$nça! individuai!. Pais do que istoI deve determinar e esclarecer o que dele se espera.de sigilo profissional. alguém sofre ou está incomodado e deve indagar a verdadeira causa disso. Kazer um diagnóstico psicológico n%o significa necessariamente o mesmo que fazer um psicodiagnóstico. uma das falhas comuns do psicólogo é a aceita!%o silenciosa de tal encaminhamento.l$(a!. Tm diagnóstico psicológico t%o preciso quanto poss#vel é imprescind#vel por diversas raz"esI • • 'ara saber o que ocorre e suas causas. cu os resultados n%o s%o pertinentes às necessidades da fonte de solicita!%o. com a realiza!%o de um psicodiagnóstico. Esta é uma estratégia de apro(ima!%o. faz um encaminhamento vago para uma 8avalia!%o psicológica9. o psicodiagnóstico está recuperando-se de uma época durante a qual poder#amos dizer que havia ca#do no descrédito da maioria dos profissionais da sa6de mental. M. a certeza de que . que lhe permitirá adequar seus dados às necessidades das fontes de encaminhamento. Este termo implica automaticamente a administra!%o de testes e estes nem sempre s%o necessários ou convenientes. :e o psicólogo é consultado é porque e(iste um problema. e um bom diagnóstico cl#nico está na base da orienta!%o vocacional e profissional. para o paciente. etc. @O! p!i" logo!) *oA$ $( dia) não ap$na! ad(ini!tra( t$!t$!B $l$! r$aliCa( avaliaç%$!D. :ignifica. do trabalho com peritos forenses ou trabalhistas. pois.ordar o! dado! p!i"ol gi"o! d$ 'or(a !i!t$(Eti"a) "i$nt0'i"a) ori$ntada para a r$!olução d$ pro. de forma a responder ao pedido com o qual foi iniciada a consulta. Em conseq?>ncia. 'orque iniciar um tratamento sem o questionamento prévio do que realmente ocorre representa um risco muito alto. F # O PSICODIAGNÓSTICO C2GNICO NA AT>A2IDAD/ :egundo Arzeno <. M imprescind#vel revalorizar a etapa diagnóstica no trabalho cl#nico. familiarizando-se com a variabilidade de problemas com que se defrontam e conhecendo as diversas decis"es que os mesmos pressup"em.

!anto a psiquiatria do século %&% como a da primeira parte do século %%' era uma psiquiatria de impressões cl nicas' de impressões col#idas graças a uma situação privilegiada( a do médico capacitado para submeter o paciente a e)ame. no prefácio do livro de 5avid OapaportI Durante séculos o diagnóstico psiquiátrico dependeu fundamentalmente da observação cl nica. . em alguns pa#ses. )embremos o que diz Larl Peninger. Além do mais. E o que ocorre se logo aparecem patologias ou situa!"es complicadas com as quais o psicólogo n%o sabemos lidar. mas a e(plicar o que ocorre além do que o paciente pode descrever conscientemente. a conseq?>ncia do n%o cumprimento de um contrato terap>utico é. !odas as grandes obras mestras da nosologia psiquiátrica foram reali"adas sem a ajuda das técnicas de laboratório e de nen#um dos instrumentos de precisão que atualmente relacionamos com o desenvolvimento da ci$ncia moderna. *as esse e)ame + sua disposição não era de modo algum uniforme ou estável. que ao iniciar o tratamento contrai automaticamente um compromisso em dois sentidosI cl#nico e ético. à qual ele dedicava os primeiros meses do tratamento. Pas a entrevista pro etiva.= 5iagnóstico. Kreud á falava da import&ncia desta etapa. 5o ponto de vista cl#nico. se am quais forem os instrumentos cient#ficos utilizados na mesma. 5urante a primeira entrevista elaboramos certas hipóteses presuntivas. 'or estas raz"es e(plica-se a import&ncia da etapa diagnóstica. -om o advento dos modernos métodos de e)ame psicológico através de testes' a psiquiatria atingiu a idade . o qual terá muitas duvidas antes de tornar a solicitar a uda. 4uando se dedica muito tempo ao diagnóstico acaba-se estabelecendo uma rela!%o transferencial muito dif#cil de dissolver caso a decis%o de interromper o processo for tomada. deve proteger-se de situa!"es nas quais está implicitamente comprometendo-se a fazer algo que n%o sabe e(atamente o que é. deve estar certo de poder ser idBneo perante o caso sem cair em posturas ing>nuas nem onipotentes. E cabe esclarecer que isto n%o equivale a 8colocar um rótulo9. segundo Arzeno <. n%o é suficiente para um diagnóstico cientificamente fundamentado. 5o ponto de vista ético. que v%o além daquilo que podemos absorver. a cassa!%o da carteira profissional. @o entanto.--J= com quais finalidades pode ser utilizado o psicodiagnóstico. 7oloca que ela é vanta osa tanto para o paciente quanto para o profissional. e tampouco poderia ter sido padroni"ado de forma que fosse poss vel comparar os diferentes dados obtidos. Qe amos agora. 'ara proteger o psicólogo. através de supervis"es e análisesS Auscaremos a forma de interromper <consciente ou inconscientemente= o tratamento com a conseguinte hostilidade ou decep!%o do paciente. 7onforme o e(posto acima é óbvio que a principal finalidade de um estudo psicodiagnóstico é a de estabelecer um diagnóstico.• se pode 8curá-lo9 <usando termos clássicos=. dispomos na atualidade de muitos recursos que permitem solucionar as d6vidas em um tempo menor. que avalia assim se poderá ou n%o chegar a uma conclus%o positiva. mesmo sendo imprescind#vel.

Pas se utilizarmos ambos os instrumentos de forma complementar há uma margem de seguran!a maior para chegar a um diagnóstico correto. Ao longo de um processo que se estende entre tr>s e cinco entrevistas. Em outras ocasi"es o solicitam porque t>m d6vidas sobre o tratamento mais aconselhável. Alguns reservam a utiliza!%o do psicodiagnóstico para casos nos quais surgem d6vidas diagnósticas ou quando querem obter uma informa!%o mais precisa. 'orém. quais ser%o os momentos mais dif#ceis do tratamento. de uma suspeita de risco de suic#dio. $utro elemento importante que nos é dado pelo psicodiagnóstico refere-se à rela!%o de transfer>ncia-contratransfer>ncia. á que ele n%o pode controlar totalmente o que pro eta. copiar algo. especialmente se incluirmos testes padronizados. montar quebra cabe!as. depend>ncia de drogas. Alguns v%o mais longe.em medo de e)agerar pode/se afirmar que é o campo da ci$ncia mental que tem tido o maior progresso relativo nos 0ltimos anos. apro(imadamente. dizendo que de forma alguma é importante fazer um diagnóstico inicial. a n%o ser quando em m%os de grandes mestres. casos de surdos-mudos. sabemos que haverá uma pro e!%o. etc. etc. 'or isso. dizer o que v> em uma l&mina. etc. Kinalmente.= os testes gráficos e l6dicos facilitam a comunica!%o. diante. os riscos de deser!%o. . nem todos os psicólogos. e às vezes. desestrutura!%o psicótica. que isso chega com o tempo. Além do mais. Ele apoiou e animou a cria!%o e o desenvolvimento dos testes tanto pro etivos como ob etivos. se a psicanálise ou uma terapia individual ou vincular. Ainda mais. :e por algum motivo o dom#nio da linguagem verbal n%o foi alcan!ado <idade. desenhar. psicanalistas e psicólogos cl#nicos concordam com esse ponto de vista. A bateria de testes utilizada deve incluir instrumentos que permitam obter ao má(imo a pro e!%o de si mesmo. imaginar o que gostaria de ser. 7omo dito antes. etc. porque a entrevista cl#nica n%o é uma ferramenta infal#vel. e observando como o paciente se relaciona diante de cada proposta e o que nós sentimos em cada momento. 7ada paciente que ingressava na cl#nica era submetido a uma bateria completa de testes. doen!a. . nem mesmo nesses casos. podemos e(trair conclus"es de grande utilidade para prever como será o v#nculo terap>utico <se houver terapia futura=. é importante incluir testes padronizados porque nos d%o uma margem de seguran!a diagnóstica maior. por e(emplo. $s testes t%o pouco o s%o. Peninger foi durante muitos anos chefe da cl#nica que leva seu nome. n%o concedem valor cient#fico algum aos testes pro etivos. ao longo do tratamento. a utiliza!%o de diferentes instrumentos diagnósticos permite estudar o paciente através de todas as vias de comunica!%oI pode falar livremente. se pedirmos ao paciente que desenhe uma figura humana. e(iste outro grupo de profissionais que n%o concordam em absoluto com este ponto de vista e prescindem totalmente do psicodiagnóstico.adulta dentro do mundo cient fico. mas muito mais se lhe pedirmos que desenhe uma casa ou uma árvore. Ainda ho e esse modelo de trabalho é eficiente.

como um fotógrafo. que os testes pro etivos carecem de validade. decidem pautá-lo considerando tanto a necessidade de avaliar a efici>ncia de seus profissionais quanto a de contar com um banco de dados 6teis. . @os tratamentos particulares. outras. dependendo isto do per#odo destinado a cada paciente. talvez.. mas de realizar a tarefa dentro de um clima ideal de comunica!%o. isso pode e(igir bastante tempo. é conveniente que a entrevista de devolu!%o se a feita por aquele que realizou o estudo. nos tratamentos realizados em institui!"es p6blicas ou privadas. Algumas vezes isto é feito para apreciar os avan!os terap>uticos de forma mais ob etiva e também para plane ar uma alta. ele registrará as situa!"es para depois comentá-las. Tm deles acredita que pode dar fim ao tratamento. tendo um cuidado muito especial em mostrar uma atitude imparcial e fundamentando as afirma!"es no material dado pelo paciente. um novo contrato sobre bases atualizadas. porém devem ser fundamentadas cientificamente e. baseadas na teoria da pro e!%o e da psicologia da personalidade. e o outro de seis a oito meses após. . . M ent%o conveniente esclarecer ao paciente que o psicodiagnóstico n%o será realizado para demonstrar-lhe que estava enganado. Em outros casos ainda. é poss#vel que o primeiro psicodiagnóstico se a indicado quando o paciente entra na institui!%o. @%o se trata de cair em atitudes condescendentes. Alguns estabelecem rapport imediatamente. o seu tempo. talvez. o terapeuta é que decide o momento adequado para um novo psicodiagnóstico <ou. na medida do poss#vel. n%o foram encontradas demonstra!"es. tanto o paciente como o terapeuta possa falar sobre isso. para fins de pesquisa. por e(emplo. M o que se denomina 8re-testes9 e consiste em aplicar novamente a mesma bateria de testes aplicados na primeira ocasi%o. Navendo suspeita de que o paciente lembre perfeitamente o que fez na primeira vez e se dese e variar. Estes casos representam um trabalho dif#cil para o psicólogo. contribuir para que aquele que consulta adquira a consci>ncia de sofrimento suficiente para aceitar cooperar na consulta. ou se a. Kavorecer a comunica!%o é favorecer a tomada de insig#t. possibilitando assim um comportamento mais natural. $utra forma de utilizar o psicodiagnóstico é como meio para avaliar o andamento do tratamento. @o entanto. $bviamente. 'rocura-se também respeitar o timing do paciente.odas as posi!"es s%o respeitáveis. Em outras palavras é para descobrir o motivo de um 8impasse9 no tratamento e para que. U= -omo meio de comunicação. enquanto que para outros.= 1valiação do tratamento. Algumas dei(am isto a critério dos terapeutas.ambém provoca a perda de certas inibi!"es. estabelecendo. enquanto que o outro se op"e. s%o elas que fi(am os critérios que devem ser levados em considera!%o. E(istem pacientes com dificuldades para conversar espontaneamente sobre sua vida e seus problemas. mas. como é o caso de crian!as muito pequenas. $ mesmo esclarecimento deve ser dado ao terapeuta. para o primeiro=. pode-se criar uma bateria paralela selecionando testes equivalentes. pois passa a ocupar o papel de um árbitro que dará a raz%o a um dos dois. é porque e(iste disparidade de opini"es entre eles. $utros. até o momento. $utros emudecem e só d%o respostas lacBnicas e esporádicas. Assim. ou se a. n%o podem faz>-lo.

Assim. sem a presen!a de um antropólogo e um psicólogo. dependentes de drogas ou claustrofóbicos. :uponhamos que a finalidade é descobrir se e(iste um perfil psicológico t#pico dos homosse(uais. usa-se o psicodiagnóstico como uma das ferramentas 6teis para chegar a conclus"es confiáveis e. . 3!#ematic 1pperception !est=. += 2a investigação. educacional ou forense. $s desvios dessas respostas populares eram considerados significativos tanto no aspecto enriquecedor e criativo como no sentido oposto. Tm e(emplo do primeiro caso é o que fez o próprio Nermann Oorschach quando criou as manchas e selecionou entre milhares aquelas que demonstravam ser mais estimulantes... se se pretende criar um teste que avalie a intelig>ncia em crian!as surdas-mudas. etc. @o que se refere à investiga!%o devemos distinguir dois ob etivosI um é a cria!%o de novos instrumentos de e(plora!%o da personalidade que podem ser inclu#dos na tarefa psicodiagnóstica. fóbicos. se a pesquisa tratasse de estudar o mesmo aspecto. á que. etc. Assim pBde estabelecer as respostas populares <próprias da maioria estat#stica selecionada aleatoriamente= e as diferentes 8s#ndromes9 ou perfil de respostas t#pico de cada quadro patológico.. 'ara isso o bom rapport é imprescind#vel. poderiam ser tiradas conclus"es incorretas. ou se a. 'ara dar validade a este teste mostrou as l&minas a um grupo de pacientes selecionados aleatoriamente e. como integrantes da equipe pesquisadora. algum problema trabalhista. A finalidade é conhec>-la de forma mais profunda poss#vel. $ psicodiagnóstico possui um fim em si mesmo. apoiando-se no princ#pio de que a entrevista é livre e é o cliente que deve falar. será imprescind#vel a presen!a de um especialista dessa área. A cria!%o de um teste n%o é uma tarefa fácil. @%o podem ser colhidos alguns registros e deles e(tra#das conclus"es com a pretens%o de que se am válidas para todos. a outro grupo á diagnosticado com o método da entrevista cl#nica <esquizofr>nicos. $utro ob etivo é o de plane ar a investiga!%o para o estudo de uma determinada patologia. conhecedores da matéria. por e(emplo. mas é também um meio para outro fimI conhecer esta pessoa que chega porque precisa de nós. $ primeiro passo deve ser selecionar adequadamente os instrumentos a serem utilizados.'or isso seria grotesco ficar em sil>ncio por um longo per#odo. a ordem que será . após. Em rela!%o ao segundo ob etivo. 5a mesma forma procedeu PurraV. 7omo seria também grotesco interromp>-lo enquanto está relatando algo importante para impor-lhe a tarefa de desenhar. As respostas estatisticamente mais freq?entes foram denominadas 8populares9. podendo proceder do mesmo modo que Oorschach. portanto.ambém é necessário um conhecimento abrangente e o trabalho em equipe para a correta interpreta!%o dos resultados. no aspecto patológico. trata-se em primeiro lugar de definir claramente o que se dese a pesquisar. :e a inten!%o é criar um teste para pesquisar determinados conflitos emocionais em crian!as pequenas. criador do . válidas. @este caso. n%o sendo assim. mas em crian!as suecas ou aponesas. M necessário respeitar aquilo que a psicoestat#stica indica como modelo de investiga!%o para que as suas conclus"es se am aceitáveis.=.A. é indispensável que alguém conhe!a perfeitamente como é o desenvolvimento normal da crian!a a cada idade e da crian!a do grupo étnico ao qual pertence o pesquisador.

além das entrevistas iniciais. etc..este das 5uas 'essoas. administraremos este psicodiagnóstico assim plane adoI por um lado. para poder-se assim chegar a conclus"es válidas. o material <tamanho do papel. >( diagn !ti"o p!i"ol gi"o tão pr$"i!o <uanto po!!0v$l + i(pr$!"ind0v$l por div$r!a! raC%$!: Para !a. :e cada e(aminador trabalhasse à sua maneira. =inalidad$! do p!i"odiagn !ti"o: diagn !ti"o) avaliação do trata($ntoB ($io d$ "o(uni"açãoB inv$!tigação. seria imposs#vel comparar os registros colhidos e. vinculares. A utilidade destas pesquisas varia muito e as mais importantes s%o aquelas que permitem identificar indicadores que servir%o para detectar precocemente problemas cl#nicos. Gsto é chamado de padronizar a forma de administra!%o do psicodiagnóstico.seguida. ser%o buscadas as recorr>ncias e converg>ncias em ambos os grupos. Koram usados e(emplos simples com a finalidade de transmitir claramente em que consiste essa tarefa. educacionais. com a conseq?ente economia de sofrimento. conforme o caso e o sistema do profissional. á que na amostra de controle a pessoa desenha primeiro a do seu próprio se(o. Em uma terceira etapa.= e os limites dentro dos quais podemos admitir varia!"es individuais. etc. 'orém o que tem sido feito e conversado entre todos pode ser mostrado ou assinado para e(emplificar algum conflito que os clientes minimizam ou negam. etc. por outro lado. ou com a fam#lia completa. e. )ogo após.$r o <u$ o"orr$ $ !ua! "au!a!B Por<u$ ini"iar u( trata($nto !$( o <u$!tiona($nto pr+vio do <u$ r$al($nt$ o"orr$ r$pr$!$nta u( ri!"o (uito altoB Para prot$g$r o p!i" logo) <u$ ao ini"iar o trata($nto "ontrai auto(ati"a($nt$ u( "o(pro(i!!o $( doi! !$ntido!: "l0ni"o $ +ti"o. é significativo que os homosse(uais desenhem primeiro a figura do se(o oposto. geralmente. o mesmo psicodiagnóstico. no . que n%o registra a mesma patologia do grupo em estudo. etc. O p!i"odiagn !ti"o po!!ui u( 'i( $( !i ($!(o) (a! + ta(. a hora de ogo com crian!as.. As conclus"es de todo o material obtido s%o discutidas com o interessado. problemas e até complica!"es institucionais.+( u( ($io para outro 'i(: . $ psicodiagnóstico inclui. para a entrega dos resultados. $s testes realizados individualmente s%o reservados. para a entrevista individual com essa pessoa. trabalhistas. portanto. n%o poder#amos pretender tirar deles conclus"es cientificamente válidas. n6mero do lápis. as ordens que ser%o dadas. 'or e(emplo. a outra amostra chamada de controle. com seus pais. dependentes de drogas. entrevistas familiares. a uma amostra de homosse(uais. os testes.

se a para entender problemas à luz de pressupostos teóricos. isto é. um grupo. $ plano de avalia!%o é estabelecido com base nas perguntas ou hipóteses iniciais. diagnosticar sup"e situarmo-nos no plano do processo sa6de-enfermidade e poder determinar em que medida se está ou n%o em presen!a de uma patologia ou transtorno que necessita de um determinado tipo de interven!%o. <7T@NA. que o psicólogo saiba que instrumentos s%o eficazes. é que o psicólogo deve conhecer os diferentes instrumentos de avalia!%o psicológica. que utiliza técnicas e testes psicológicos. deve estabelecer um plano de avalia!%o e. integrado por subsistemas diversosI biológico. . rodeada pelos ob etivos do psicodiagnóstico. em intera!%o permanente. quais instrumentos podem ser eficientes. limitado no tempo. está vinculado com temas de interesse cl#nicos. psicológico. para fornecer respostas a determinadas perguntas ou testar certas hipóteses. mas como e quando utilizá-los. e seu ob eto de estudo pode ser um su eito. $ psicodiagnóstico está mais vinculado com a cl#nica. 'ressup"e-se. t%o logo os dados iniciais permitam. comunicando os resultados. uma institui!%o. 'ara $campo <.-2. identificar e avaliar aspectos espec#ficos ou para classificar o caso e prever seu curso poss#vel. evidentemente.= o processo psicodiagnóstico pode ser visto como uma situa!%o com papéis bem definidos e com um contrato no qual o cliente pede uma a uda."on*$"$r $!ta p$!!oa <u$ "*$ga por<u$ pr$"i!a d$ n !. definindo-se n%o só quais os instrumentos necessários. da# a import&ncia dos trabalhos interdisciplinares á que o ob eto a avaliar é sempre um sistema comple(o. $ processo psicodiagnóstico é limitado no tempo porque ele é baseado num contrato de trabalho entre paciente ou responsável e o psicólogo. cultural. tais como nosologias psicopatólogicas. )ogo. 5epois da administra!%o de uma bateria de testes. critérios de sa6de ps#quica. e o psicólogo . 4 # CARACT/RIIAJKO DO PROC/SSO PSICODIAGNÓSTICO 'sicodiagnóstico é um processo cient#fico. se aplicados com propósitos espec#ficos. enfoques patog>nicos e saudáveis. A 'inalidad$ + "on*$"H#la d$ 'or(a (ai! pro'unda po!!0v$l. para permitir uma sele!%o e uma integra!%o. portanto. a partir do elenco das hipóteses iniciais. 'or este grande motivo. uma estimativa do tempo necessário para sua realiza!%o <n6mero apro(imado de sess"es de e(ame=.111= $ 'sicodiagnóstico é caracterizado como um processo cient#fico porque deve partir de um levantamento prévio de hipóteses que ser%o confirmadas ou anuladas através de passos predeterminados e com ob etivos precisos. nós obtemos dados que devem ser articulados com as informa!"es da história cl#nica. social. da história pessoal ou com outras. que determinam o n#vel de infer>ncias que deve ser alcan!ado. a n#vel individual ou n%o. A avalia!%o psicológica é mais ampla que o psicodiagnóstico. uma comunidade.

i#p$!!oal) d$ duração li(itada) "uAo o. Pais comumente envolve vários ob etivos. um estado emocional. <pg. Tm caso comum de e(ame com este ob etivo seria o de avalia!%o do n#vel intelectual.A$tivo! "$rta! t+"ni"a!. presentes <diagnóstico= e futuros <prognóstico= desta personalidade./= P!i"odiagn !ti"o + u( pro"$!!o "i$nt0'i"o) li(itado no t$(po) <u$ utiliCa t+"ni"a! $ t$!t$! p!i"ol gi"o!) a n0v$l individual ou não) !$Aa para $nt$nd$r pro. Enfatiza também a investiga!%o de algum aspecto em particular. 5ependendo da simplicidade ou da comple(idade das quest"es propostas.aceita o pedido e se compromete a satisfaz>-lo na medida de suas possibilidades. . Ela ainda caracteriza o processo como uma situa!%o bi-pessoal. seriamI 84uantoS9 ou 84ualS9 Aqui.+( a inv$!tigação d$ algu( a!p$"to $( parti"ular) !$gundo a !into(atologia $ a! "ara"t$r0!ti"a! da indi"ação. :%o levantados escores <valor quantitativo obtido pela soma ou total de pontos creditados a um indiv#duo em situa!%o de prova ou teste=. cu o ob etivo é conseguir uma descri!%o e compreens%o. consulta de tabelas e os resultados s%o fornecidos em dados quantitativos. dependendo das perguntas ou hipóteses inicialmente formuladas. /n'atiCa ta(. variam os ob etivos. segundo a sintomatologia e as caracter#sticas da indica!%o. $ e(aminando é submetido a testes. adequados à sua idade e n#vel de escolaridade. um tra!o. utilizando para alcan!ar tais ob etivos certas técnicas. O # OPQ/TIROS DO PSICODIAGNÓSTICO :egundo 7unha <.rang$ o! a!p$"to! pa!!ado!) pr$!$nt$! Mdiagn !ti"oN $ 'uturo! Mprogn !ti"oN d$!ta p$r!onalidad$) utiliCando para al"ançar tai! o. de dura!%o limitada.111= o processo psicodiagnóstico pode ter um ou vários ob etivos. Abrange os aspectos passados.A$tivo + "on!$guir u(a d$!"rição $ "o(pr$$n!ão) o (ai! pro'unda $ "o(pl$ta po!!0v$l) da p$r!onalidad$ total do pa"i$nt$ ou do grupo 'a(iliar.l$(a! L luC d$ pr$!!upo!to! t$ ri"o!) id$nti'i"ar $ avaliar a!p$"to! $!p$"0'i"o! ou para "la!!i'i"ar o "a!o $ pr$v$r !$u "ur!o po!!0v$l) "o(uni"ando o! r$!ultado!. • • • • • • • • 7lassifica!%o simples <descritivo=C 7lassifica!%o nosológicaC 5iagnóstico diferencialC Avalia!%o compreensivaC Entendimento din&micoC 'reven!%oC 'rognósticoC 'er#cia forense. o ob etivo seria de classificação simples. MC>NHA) 6999N Para O"a(po) o p!i"odiagn !ti"o + u(a !ituação . classificados sinteticamente <resumidamente=. da personalidade total do paciente ou do grupo familiar. As perguntas mais elementares que podem ser formuladas em rela!%o a uma capacidade.. que norteiam e delimitam o elenco das hipóteses. o mais profunda e completa poss#vel. A.

os escores dos subtestes e as respostas intratestes praticamente nunca s%o regulares e as diferen!as encontradas s%o suscept#veis de interpreta!%o. além de e(peri>ncia e de sensibilidade cl#nica. se o ob etivo é atingido através de um psicodiagnóstico. como testes e técnicas. deve ter conhecimentos avan!ados de psicopatologia e de técnicas sofisticadas de diagnóstico. mais tarde. n#veis de funcionamento mental. através de um reteste. além de facilitar a comunica!%o entre profissionais.Pas. uma vez que o e(ame pode revelar altera!"es psicopatólogicas. o e(ame do estado mental do paciente que é um tipo de recurso diagnóstico que envolve a e(plora!%o da presen!a de sinais e sintomas. A classifica!%o nosológica. para poder testar cientificamente as suas hipótese. praticamente associado ao ob etivo de classifica!%o nosológica. $utro ob etivo do psicodiagnóstico é o do diagnóstico diferencial. além desses recursos o mesmo deverá lan!ar m%o de outros instrumentos psicológicos. etc=. Ao passo que. n%o padronizadas. coerente. dizer como é o desempenho do paciente do ponto de vista intelectual. Este constituiria um e(ame sub etivo de rotina em cl#nicas psiquiátricas <o e(ame sub etivo se baseia em informa!"es dadas pelo paciente e em observa!"es de seu comportamento=. eventualmente utilizando provas muito simples. Pas. da história cl#nica e da história pessoal permitem atender ao ob etivo de classificação nosológica. ent%o. á que a determina!%o do n#vel de funcionamento <compreens%o o funcionamento ps#quico do paciente= é especialmente importante para a indica!%o terap>utica. 'odese. para indica!%o terap>utica ou. servir de par&metro para avaliar resultados terap>uticos. inclusive. uma vez que os resultados dos testes. o psicólogo. envolve algum tipo de classifica!%o. para uma estimativa sumária de algumas fun!"es. @%o chega necessariamente à classifica!%o nosológica. embora esta possa ocorrer subsidiariamente <au(iliar=. em especial quando há insig#t. pelo psicólogo quando o paciente n%o é testável. para trabalhar neste ob etivo <diagnóstico diferencial=. definindo limites da responsabilidade profissional. e(aminando fun!"es do ego <controle da percep!%o e da mobilidadeC prova da realidadeC antecipa!%o. determinando o n#vel de funcionamento da personalidade. Aasicamente. para estimativa de progressos ou resultados de tratamento. @este caso. 4uando está sob a responsabilidade do psicólogo. @aturalmente. obt>m-se evid>ncias mais ob etivas e precisas. $ ob etivo de avaliação compreensiva considera o caso numa perspectiva mais global. o ob etivo do psicodiagnóstico é descritivo. . $ psicólogo investiga irregularidades e inconsist>ncias do quadro sintomático e0ou dos resultados dos testes para diferenciar categorias nosológicas. Kreq?entemente dados resultantes desse e(ame. identificar for!as e fraquezas. psicanalistas e psicólogos de diferentes linhas de orienta!%o terap>utica. de qualquer forma. ordena!%o temporalC pensamento lógico. A avalia!%o com tal ob etivo é realizada pelo psiquiatra e. também. que podem. é raro que um e(ame psicológico se restrin a a este ob etivo. racionalC elabora!%o das representa!"es pela linguagem. ainda. M também descritivo. muitas vezes completado por um e(ame ob etivo. A n%o utiliza!%o de testes é um ob etivo e(pl#cito ou impl#cito nos contatos iniciais do paciente com psiquiatras. sempre que poss#vel. podem n%o ser utilizados testes. contribui para o levantamento de dados epidemiológicos de uma popula!%o. como a aten!%o e memória.

que pode requerer uma dimens%o mais profunda. com uma dimens%o mais profunda. :uas respostas devem ser claras. mas o psicólogo deve ainda inferir <concluir. avaliar riscos. n%o sendo um recurso privativo do psicólogo cl#nico. se procura entender a problemática de um su eito. Em sentido lato. á que enfoca a personalidade de maneira global. etc. bem como da capacidade para enfrentar situa!"es novas. como a uma integra!%o dos dados com base em pressupostos psicodin&micos. o psicodiagnóstico com o ob etivo de per cia forense. Através do e(ame. na perspectiva histórica do desenvolvimento. . os dados descrevem o que uma pessoa pode ou n%o fazer no conte(to da testagem. identificando conflitos e chegando a uma compreens%o do caso com base num referencial teórico. quando é um ob etivo do psicodiagnóstico. <Hroth-Parnat. porque. p.. em sentido lato <amplo0restrito=. conclus%o. o e(ame procura resolver quest"es relacionadas com 8insanidade9. conflitivas ou ansiog>nicas. compet>ncia para o e(erc#cio de fun!"es de cidad%o. dif#ceis. . que depende fundamentalmente da classificação nosológica e. 7onseq?entemente. .-2+. pode ser realizado por outros profissionais de uma equipe de sa6de p6blica. ulgamento cl#nico=. cu os dados nem sempre s%o consubstanciados pelos passos espec#ficos de um psicodiagnóstico. leva n%o só a uma abordagem diferenciada das entrevistas e do material de testagem. 'ortanto. se combina com os ob etivos de classifica!%o nosológica e de diagnóstico diferencial. Tm e(ame deste tipo requer entrevistas muito bem conduzidas. especialmente envolvendo uma estimativa de condi!"es do ego frente a certos riscos ou no enfrentamento de situa!"es dif#ceis. n%o é privativo do psicólogo. . fazer uma estimativa de for!as e fraquezas do ego. Kreq?entemente. o que é bastante comple(o. deduzir= o que ele acredita que ela <pessoa= poderia ou n%o fazer na vida cotidiana. ulgar. num e(ame individual.$ ob etivo do psicodiagnóstico como entendimento din4mico. Heralmente.al e(ame visa a identificar problemas precocemente. mas pressup"e um n#vel mais elevado de infer>ncia cl#nica <dedu!%o. portanto.J=. 'or fim. investigando fatores psicodin&micos. deve haver um grau satisfatório de certeza quanto aos dados dos testes.. 'orém. As respostas fornecem subs#dios para instruir decis"es de caráter vital para o indiv#duo. é colocada uma série de quesitos <interroga!"es= que o psicólogo deve responder para instruir um determinado processo. 7om esta finalidade. a necessidade de chegar a infer>ncias que tenham tais implica!"es pode se tornar até certo ponto ansiog>nica para o psicólogo. $utro ob etivo é o prognóstico. precisas e ob etivas. @%o obstante.. pode ser considerado como uma forma de avaliação compreensiva. seria indicado um psicodiagnóstico. avalia!%o de incapacidade ou de comprometimentos psicopatológicos que etiologicamente <na sua origem= possam se associar com infra!"es da lei. neste sentido. Tm psicodiagnóstico também pode ter um ob etivo de prevenção.

@%o obstante. do ponto de vista fundamentalmente cl#nico. os passos de um diagnóstico. O pro"$!!o p!i"odiagn !ti"o pod$ t$r u( ou vErio! o.= o psicodiagnóstico cl#nico é anterior e serve de base para as conclus"es necessárias nessas outras áreas. Encerramento do processoI devolu!%o oral ao paciente e aos pais.111=. muitas vezes o psicólogo é chamado para colocar com a usti!a. etc. algo assim como uma gestalt pessoalC que tem um n#vel e um tipo de intelig>ncia que pode . 4uando o ob etivo do estudo é outro <trabalhista.= afirma que a investiga!%o psicológica deve conseguir uma descri!%o e compreens%o da personalidade do paciente. Aplica!%o de testes e técnicas ordenadas e selecionadas de acordo com o caso. Dá no enfoque da $campo <. o psicodiagnóstico é um estudo profundo da personalidade. s%o os seguintesI • • • • • )evantamento de perguntas relacionadas com os motivos da consulta e defini!%o das hipóteses iniciaisC :ele!%o e utiliza!%o de instrumentos de e(ame psicológicoC )evantamento quantitativo e qualitativo dos dadosC Kormula!%o de infer>ncias pela integra!%o dos dados.= reconhecemos os seguintes passosI • • • • 'rimeiro contato e entrevista inicial com o paciente. forense. 7omo foi dito anteriormente.-2. de forma independente. A concep!%o usada da personalidade parte da base de que a esta possui um aspecto consciente e outro inconscienteC que tem uma din&mica interna que foi descrita muito bem pela psicanáliseC que e(istem ansiedades básicas que mobilizam defesas mais primitivas e outras mais evolu#das <como colocaram Pelanie Llein e Anna Kreud. # PASSOS DO PSICODIAGNÓSTICO :egundo 7unha <. Tma vez alcan!ado um panorama preciso e completo do caso. onde é importante e(plicar a din&mica do caso tal como aparece no material recolhido. utilizando um modelo psicológico de natureza cl#nica. incluindo os aspectos patológicos e os adaptativos. Gnforme escrito para o requerente. comumente o psiquiatra é nomeado como perito e solicita o e(ame psicológico para fundamentar o seu parecer. educacional. integrando-o num quadro global.@a realidade.-2. trataremos de formular recomenda!"es terap>uticas adequadas. $campo <. tendo como pontos de refer>ncias as hipóteses iniciais e os ob etivos do e(ameC e 7omunica!%o de resultados e enceramento do processo.A$tivo!: # Cla!!i'i"ação !i(pl$! Md$!"ritivoNB # Cla!!i'i"ação no!ol gi"a Diagn !ti"o di'$r$n"ialB # Avaliação "o(pr$$n!ivaB # /nt$ndi($nto din-(i"oB # Pr$v$nçãoB Progn !ti"oB # P$r0"ia 'or$n!$ . de forma bastante resumida. respectivamente=C que cada individuo possui uma configura!%o de personalidade 6nica e inconfund#vel.

'ortanto. $ segundo passo ocorre na ou nas primeiras entrevistas nas quais tenta-se esclarecer o motivo latente e o motivo manifesto da consulta. adequado ou e(cessivamente alto. 5e forma que. o estudo da personalidade é.. a motiva!%o é muito inconsciente e n%o a percebe. fóbico ou histéricoC que os fatores hereditários e constitutivos desempenham um papel muito importante. raz%o pela qual n%o é recomendável trabalhar e(clusivamente com a história do indiv#duo e o fato desencadeante da consulta.. endocrinológicos. Em algum recanto de si mesmo e(iste o dese o de fazer a consulta. que se desenvolveram em um determinado conte(to étnico-sócio-cultural. que há emo!"es e impulsos mais intensos ou mais moderados que o indiv#duo pode controlar adequada ou inadequadamenteC que e(istem dese os.=. M importante dedicar a isto todo o tempo que for necessário e n%o iniciar a tarefa se o cliente insistir na idéia de que o faz por mera curiosidade. maturidade ou onipot>ncia que demonstreC E ainda.--J= e 7unha <. pois ninguém consulta e(clusivamente por esse motivo. o conte(to sócio-cultural e familiar deve ocupar um lugar importante no estudo da personalidade de um indiv#duo. conforme as 6ltimas pesquisas. etc. Além do mais. e isto incide no grau de submiss%o. á que é de onde ele provém.111=. é muito importante saber claramente qual é o ob etivo do psicodiagnóstico que vamos realizar. neurológicos. um estudo de pelo menos tr>s gera!"es. podem ser razoáveis ou sofrer um aumento até transformarem-se em um conflito que atrapalha ou altera o desenvolvimento do indiv#duoC que as defesas que o mesmo tem usado ao longo da vida podem ou n%o ser benéficas dependendo do conte(to. por isso a coloca!%o soa muito superficial.manifestar-se segundo e(istam ou n%o interfer>ncias emocionais. 'or isso. que as qualidades depressivas ou esquizóides que predominarem como base da personalidade. Qe amos mais algumas informa!"es sobre as etapas do processo psicodiagnóstico apontadas por Arzeno <. as ansiedades e defesas que a pessoa que . Gsto significa levar em considera!%o a hipótese das séries complementares de Kreud. inve a e ci6mes entrela!ados constantemente com todo o resto da personalidadeC que impulsos libidinosos e tanáticos lutam para ganhar a primazia ao longo da vidaC que o sadismo e o masoquismo est%o sempre presentes em maior ou menor escalaC que o n#vel de narcisismo pode ser bai(o demais. á que se refletira negativamente no momento da devolu!%o de informa!%o. $ primeiro passo ocorre desde o momento em que o cliente ou seus responsáveis fazem a solicita!%o da consulta até o encontro pessoal com o profissional. o psicólogo deve esclarecer com o cliente qual é o motivo manifesto e mais consciente do estudo e intuir qual seria o motivo latente e inconsciente do mesmo. Em segundo lugar. mas estar aberto à possibilidade de incluir outros estudos complementares <médico-cl#nicos. antes de iniciar a tarefa. 4uando o cliente chega dizendoI 8Pe mandaram. na realidade.9 sabemos em primeiro lugar que o que está sendo dito n%o é verdade. sem que o se am em si mesmasC que sobre a estrutura de base de predom#nio esquizóide ou depressivo instalam-se outras estruturas defensivas de tipo obsessivo.

a fantasia de doen!a. que ser%o testadas através do psicodiagnóstico. tanto para o profissional como para os clientes. consiste em programar a administra!%o de uma série de instrumentos adequados ao su eito espec#fico e especialmente selecionados para fornecer subs#dios para que se possa chegar às respostas para as perguntas iniciais. o . $ esclarecimento e a organiza!%o das quest"es pressupostas num encaminhamento s%o tarefas da responsabilidade do psicólogo.111=. se a por ficar obstaculizado por defesas do próprio paciente. 5 terceiro momento é o que dedicamos a refletir sobre o material colhido anteriormente e sobre nossas hipóteses iniciais para plane ar os passos a serem seguidos e os instrumentos diagnósticos a serem utilizados. temos um ponto de partida que é o encaminhamento. devem possibilitar confirmar ou infirmar as hipóteses. parte de perguntas espec#ficas. Esse contrato deve envolver certo grau de fle(ibilidade. que envolve um comprometimento de ambas as partes em cumprir certas obriga!"es formais. deve-se distribui-los conforme as recomenda!"es inerentes à natureza e ao tipo de cada um. Ainda segundo a mesma autora.consulta mostra <e seus pais ou o resto da fam#lia=. procuramos identificar recursos que permitam estabelecer uma rela!%o entre as perguntas iniciais e suas poss#veis respostas. Gsto significa que nem todas as hipóteses levantadas devem necessariamente testadas. $ psicólogo compromete-se a realizar um e(ame. se a porque novas hipóteses precisam ser investigadas. o processo psicodiagnóstico é um processo cient#fico e. ainda. $s dados resultantes. Koi dei(ado totalmente de lado o tipo de inquérito e(austivo e entediante. cu as respostas prováveis se estruturam na forma de hipóteses que ser%o confirmadas ou n%o através dos passos seguintes do processo. :egundo 7unha <. considerando. 'ara 7unha <. cura e análise que cada um traz e a constru!%o da história do indiv#duo e da fam#lia em quest%o. 4ualquer pessoa que encaminha um paciente o faz sob a pressuposi!%o de que ele apresenta problemas que t>m uma e(plica!%o psicológica e todas as alternativas de e(plica!%o s%o hipóteses. $ elenco de hipóteses deve ser norteado e delimitado pelo ob etivo do psicodiagnóstico. portanto.111=. com um grau satisfatório de certeza. é nesse momento que devemos fazer o contrato de trabalho. $ plano de avalia!%o consiste em traduzir as perguntas em termos de técnicas e teste. devendo ser revisto sempre que o desenvolvimento do processo tiver de sofrer modifica!"es. Heralmente. durante certo n6mero de sess"es. cada uma com dura!%o prevista. e vamos nos guiamos na entrevista mais pelo que vai surgindo conforme o motivo central da consulta. sob pena de o processo se tornar inusitadamente longo ou interminável. nos dias previstos e implicitamente a colaborar para que o plano de avalia!%o se a realizado sem problemas. em horários predeterminados. como tal. $ paciente ou seus responsáveis. por sua vez. os ob etivos do psicodiagnóstico dependem das perguntas iniciais. definindo com o paciente ou responsável os tipos de informes necessários e quem terá acesso aos dados do e(ame. 7om o plano de avalia!%o pronto. isto é. 7onseguindo selecionar as técnicas e os testes adequados. se comprometem a comparecer nas horas marcadas.

a n%o ser quando se trata de bateria padronizada especializada. o emprego de uma série de testes envolve a tentativa de uma valida!%o intertestes dos dados obtidos. qualidade ansiog>nica e caracter#sticas do paciente individual. o plano de avalia!%o envolve a organiza!%o de uma bateria de testes. 7omo se pode pressupor. levando em conta o tempo necessário para a administra!%o. propriedades psicométricas. pode proporcionar uma avalia!%o abrangente da pessoa como um todo. considera-se que nenhum teste. ent%o. a bateria de testes n%o resulta de uma sele!%o de instrumentos de acordo com as quest"es levantadas num caso individual. Aateria de testes é a e(press%o utilizada para designar um con unto de testes ou de técnicas. na bateria de testes. @o primeiro caso. A bateria de testes é utilizada por duas raz"es principais. . no entanto. 5essa maneira recomenda prioridade para instrumentos n%o-ansiog>nicos. @este caso. sendo que a melhor orienta!%o para cada caso virá da e(peri>ncia cl#nica e n#vel de análise pessoal do profissional. tempo de administra!%o. diminuindo. devem ser cuidadosamente consideradas. o grau de dificuldades das mesmas. Em raz%o da variedade de quest"es propostas inicialmente e adequadas aos ob etivos do psicodiagnóstico.= d%o primordial import&ncia à quest%o da mobiliza!%o ou n%o da ansiedade na distribui!%o seq?encial das técnicas. em outras. Puitas vezes age-se de acordo com este plano. que s%o inclu#dos no processo psicodiagnóstico para fornecer subs#dios que permitam confirmar ou infirmar as hipóteses iniciais. freq?entemente a bateria de testes inclui testes psicométricos e técnicas pro etivas. tipo. ela é organizada de acordo com critérios mais fle(#veis do que a bateria padronizada. s%o necessárias modifica!"es durante o percurso.tempo de administra!%o e as caracter#sticas espec#ficas do paciente. dessa maneira. 5 quarto momento consiste na realiza!%o da estratégia diagnóstica plane ada. sua seq?>ncia e distribui!%o relativa. a partir de cada instrumento em particular. pelo psicólogo responsável pelo psicodiagnóstico. 'rimeiramente. conforme sua natureza. Embora a bateria n%o-padronizada deva atender. a vários requisitos. grau de dificuldade. $s n6meros de testes eventualmente podem ser modificados para mais ou para menos. sua qualidade ansiog>nica e as caracter#sticas espec#ficas do paciente. a margem de erro e fornecendo melhor fundamento para se chegar a infer>ncias cl#nicas. @a prática cl#nica. s%o determinadas as especificidades e o n6mero de testes que s%o programados seq?encialmente. isoladamente. atendendo o ob etivo da avalia!%o. que podem variar entre dois e cinco ou mais instrumentos. é tradicional o uso da bateria n%o-padronizada. Em segundo lugar. 'or isso. que s%o organizadas a partir de um plano de avalia!%o.-2. $campo e colegas <. @o plano de avalia!%o. Ná dois tipos principais de baterias de testesI as baterias padronizadas para avalia!"es espec#ficas e as n%o padronizadas. insistimos em que n%o pode haver um modelo r#gido de psicodiagnóstico que possa ser usado em todos os casos.

$rganizar todo o material que pretende utilizar antes da chegado do cliente. no decorrer do tratamento. Em resumo. 5 quinto momento é aquele dedicado ao estudo do material para obter um quadro o mais claro poss#vel sobre o caso em quest%o. M mais uma busca semelhante à do antropólogo e do arqueólogo ou à de um interprete de uma l#ngua desconhecida pelo paciente e sua fam#lia cu a tradu!%o a uda a desvendar um mistério e reconstruir uma parte da história que desconhecem a n#vel consciente. desde o contato inicial até a 6ltima técnica utilizada.7unha <. M ustamente a presen!a de elementos inintelig#veis que vai nos alertar acerca de algo que será entendido muito mais adiante. :e a consulta foi iniciada como familiar. pelo contrário. pode ser imprudente inclu#-los na devolu!%o ao paciente. encontrar o significado de pontos obscuros ou produ!"es estranhas. um ataque ao psicólogo ou uma deser!%o. nesse momento. renunciar a onipot>ncia de poder entender tudo. mesmo tendo alguma semelhan!a com essa tarefa. a devolu!%o e nossas conclus"es também ser%o feitas a toda a fam#lia. M necessário buscar recorr$ncias e converg$ncias dentro do material.. ent%o. $ mais dif#cil nesse momento do estudo é compreender o sentido da presen!a de algumas incongru>ncias ou contradi!"es e aceitá-las como tais. entre si e com a história do indiv#duo e de sua fam#lia. eles devem ser tabulados corretamente e deve-se interpretar estes resultados para integrá-los ao restante do material. mesmo em profissionais de boa forma!%o e que trabalham com seriedade. M um trabalho árduo que freq?entemente desperta resist>ncias. Esses elementos n%o dever%o ser desprezados. :e forem aplicados testes. . @o entanto. 7hegamos assim ao se)to momento do processo psicodiagnósticoI a entrevista de devolu!%o de informa!%o. correlacionar os diferentes instrumentos utilizados. em melhores condi!"es para suportar os conte6dos que vierem à tona. . pois isso poderá angustiá-lo muito e provocar uma crise. é capaz de descrever o paciente. . +.111= prop"e algumas quest"es básicas relacionadas a administra!%o de testes e técnicas assim como as particularidades da situa!%o da intera!%o com o e(aminando e do mane o cl#nico que devem ser consideradasI . ou se a.. Oevisar particularidades referentes aos instrumentos e as caracter#sticas do paciente. 'ode ser somente uma ou várias.er em mente os ob etivos para a inclus%o de cada técnica da bateria. mas que se refere a quando foi gerada a patologia. @%o se trata de um tratado mec&nico de montar um quebra-cabe!a. o psicólogo á possui um acervo de observa!"es que constitui uma amostra do comportamento do paciente durante as várias sess"es que transcorreu o processo diagnóstico. Gndependente das informa!"es dos testes. dever%o ser colocados no laudo que enviarmos a quem solicitou o estudo para dei(á-lo de sobreaviso. Estar suficientemente familiarizado com o instrumento U. quando a comunica!%o entre o sistema consciente e inconsciente tenha-se tornado mais porosa e o indiv#duo estiver. Heralmente é feita de forma separadaI uma com o indiv#duo que foi trazido como protagonista da consulta e outra com os pais e o restante da fam#lia.

pode ser adequado realizar a entrevista de devolu!%o com uma técnica l6dica que se alterne com a verbal. porque essa posi!%o contém muita onipot>ncia e dá lugar a rea!"es que atrapalham o trabalho. como se o profissional tivesse uma 8bola de cristal9. $ profissional irá gradualmente aventando suas conclus"es e observando as rea!"es que estas produzem nele ou nos entrevistados. M insustentável afirmar que em umas quantas entrevistas tenhamos esgotado o conhecimento de um indiv#duo e. Além do mais. @esse caso é necessário reformular os respectivos papéis. 'rimeiro. A! $tapa! do pro"$!!o p!i"odiagn !ti"o apontada! por ArC$no M155ON $ Cun*a M6999N: O pri($iro pa!!o o"orr$ d$!d$ o (o($nto $( <u$ o "li$nt$ ou !$u! r$!pon!Ev$i! 'aC$( a !oli"itação da "on!ulta at+ o $n"ontro p$!!oal "o( o pro'i!!ional. especialmente em uma fam#lia com crian!as. :egundo. especialmente naqueles casos nos quais o indiv#duo ou a fam#lia s%o movidos mais por códigos de a!%o que de verbaliza!%o. Ws vezes o próprio indiv#duo ou seus pais podem assumir o papel daquele que pergunta e esperar que todas as suas d6vidas se am respondidas. com a maior certeza poss#vel. dependendo do que tenhamos percebido na ou nas entrevistas familiares diagnósticas. Pas é poss#vel dizer que conseguimos desvendar. .A$tivo! do $1a($B $ Co(uni"ação d$ r$!ultado! $ $n"$ra($nto do pro"$!!o. evitaremos também agora transformar a transmiss%o de nossas conclus"es em um discurso que n%o d> espa!o para que o interlocutor inclua suas rea!"es. em alguns casos espec#ficos. Kinalmente. da sua fam#lia e. Puitas vezes esta informa!%o pode mudar radicalmente as hipóteses levantadas pelo profissional. S$gundo Cun*a M6999N) d$ 'or(a . e sua presen!a é um bom sinal porque aumenta o grau de sinceridade e confian!a do cliente. se solicitado. porque isso n%o é verdade.a!tant$ r$!u(ida) o! pa!!o! d$ u( diagn !ti"o) utiliCando u( (od$lo p!i"ol gi"o d$ natur$Ca "l0ni"a) !ão o! !$guint$!: 2$vanta($nto d$ p$rgunta! r$la"ionada! "o( o! (otivo! da "on!ulta $ d$'inição da! *ip t$!$! ini"iai!B S$l$ção $ utiliCação d$ in!tru($nto! d$ $1a($ p!i"ol gi"oB 2$vanta($nto <uantitativo $ <ualitativo do! dado!B =or(ulação d$ in'$rHn"ia! p$la int$gração do! dado!) t$ndo "o(o ponto! d$ r$'$rHn"ia! a! *ip t$!$! ini"iai! $ o! o. o sétimo passo do processo consiste na elabora!%o do informe psicológico. de um casal ou fam#lia. especialmente nos casos mais comple(os. o motivo que provoca o sintoma que dá origem à consulta. especialmente o do profissional. as mesmas ser%o de grande utilidade para validar ou n%o nossas conclus"es diagnósticas. muitas vezes também pela do psicólogo. ainda mais. Assim como evitamos o tédio no inquérito da primeira entrevista. Ao contrário.Esta 6ltima entrevista está impregnada pela ansiedade do paciente. $s su eitos ou seus pais podem n%o ter mencionado algo que surge no material registrado. e aproveitaremos essa entrevista para perguntar. por que n%o diz>-lo. $ psicólogo n%o deve assumir a posi!%o daquele que 8sabe9 diante dos que n%o 8sabem9. A din&mica usada deve favorecer o surgimento de novos materiais. que n%o é propriamente um vidente.

'ara plane ar uma bateria é necessário pensar em testes que captem o maior n6mero poss#vel de condutas <verbais.oração do in'or($ p!i"ol gi"o) !$ !oli"itado.-2. ou se a é uma tarefa fácil. o teste psicológico pode ser definido como uma situa!%o padronizada que serve de est#mulo a um comportamento por parte do e(aminandoC esse comportamento é avaliado. verbais e l6dicos. O t$r"$iro (o($nto + o <u$ d$di"a(o! a r$'l$tir !o. sua inclus%o na . gráficas e l6dicas=.O !$gundo pa!!o o"orr$ na ou na! pri($ira! $ntr$vi!ta! na! <uai! t$nta#!$ $!"lar$"$r o (otivo lat$nt$ $ o (otivo (ani'$!to da "on!ulta.=. além de serem econBmicos quanto ao tempo gasto em sua aplica!%o. =inal($nt$) o !+ti(o pa!!o do pro"$!!o "on!i!t$ na $la. 'ortanto. $campo <. @uma bateria . come!ando pelos de temas mais amb#guos até chegar aos mais espec#ficos. Oecomendamos como regra geral reservar os testes mais ansiógenos para as 6ltimas entrevistas. Ttilizar estes testes em primeiro lugar sup"e colocar o paciente na situa!%o mais ansiógena ou deficitária sem o prévio estabelecimento de uma rela!%o adequada.t$r u( <uadro o (ai! "laro po!!0v$l !o.r$ o (at$rial "ol*ido ant$rior($nt$ $ !o. Ela deve ser estabelecida em fun!%o de dois fatoresI a natureza do teste e a do caso em quest%o. devem ser inclu#dos. 7 # T/ST/S / TSCNICAS PSICO2ÓGICAS :egundo :cheeffer <. O !$1to (o($nto do pro"$!!o p!i"odiagn !ti"o: a $ntr$vi!ta d$ d$volução d$ in'or(ação. e permitirem que o paciente trabalhe mais aliviado. 4uanto aos testes de intelig>ncia. diferentes conte6dos em rela!%o ao tema solicitado. entre elas por abarcarem os aspectos mais dissociados. provocada por diferentes est#mulos ou instrumentos e diferentes tipos de conduta entre si. mas ao mesmo tempo.= nos chama aten!%oI no plane amento da bateria temos que pensar que o processo psicodiagnóstico deve ser suficientemente amplo para compreender bem o paciente. O <uarto (o($nto "on!i!t$ na r$aliCação da $!trat+gia diagn !ti"a plan$Aada. permitindo assim sua classifica!%o quantitativa e qualitativa. menos sentidos como próprios. $ teste que mobiliza uma conduta que corresponde ao sintoma nunca deve ser aplicado primeiro. entre os testes gráficos.-2. de maneira a possibilitar a compara!%o de um mesmo tipo de conduta. segundo $campo <. $s testes gráficos s%o os mais adequados para come!ar um e(ame psicológico. M muito importante discriminar a seq?>ncia em que ser%o aplicados os testes escolhidos.r$ o "a!o $( <u$!tão. por diversas raz"es. 7onsideramos necessário incluir. a bateria pro etiva deve incluir testes gráficos. aqueles que promovam condutas diferentes.-32=.padr%o. por compara!%o estat#stica com o de outros indiv#duos submetidos à mesma situa!%o. n%o se deve e(ceder porque isto implica uma altera!%o no v#nculo psicólogo . O <uinto (o($nto + a<u$l$ d$di"ado ao $!tudo do (at$rial para o.paciente.r$ no!!a! *ip t$!$! ini"iai! para plan$Aar o! pa!!o! a !$r$( !$guido! $ o! in!tru($nto! diagn !ti"o! a !$r$( utiliCado! . entre os testes pro etivos.

rede social= do entrevistado. com o ob etivo de descrever e avaliar os aspectos pessoais.. Gnventários de personalidade. U. A investigação possibilita alcan!ar os ob etivos primordiais da entrevista. em um processo que visa a fazer recomenda!"es. técnicas de ordena!%o. relacionais ou sist>micos <indiv#duo. diretamente ou com a utiliza!%o de recursos técnicos.. fam#lia.ai! $ lTdi"o!. inventários de sintomas espec#ficos. casal. 4uanto ao método organizacionalI observa!%o livre ou sistemática de várias situa!"es. Escala de maturidade Qiso-Potora. comoI testes de intelig>ncia. Nu(a .at$ria não pod$ !$r ar. 4uanto ao método cl#nico propriamente ditoI entrevistas de vários tipos.1 – A2G>?AS S>G/TW/S D/ ?STODOS / TSCNICAS >TI2IIADAS . estabelecer . 4uanto ao método quantitativoI s%o utilizados testes psicométricos <tabelas padronizadas para uma dada popula!%o=. o momento e(ato de sua inclus%o deve ser decidido de acordo com o caso. 7. técnicas de constru!%o. E(aminando os elementos dessa defini!%o podemos dizer que técnica é entendida como uma série de procedimentos que possibilitam investigar os temas em quest%o. técnica e(pressivo-gráficas. o que pressup"em o levantamento de informa!"es. Uuanto ao! t$!t$! d$ int$ligHn"ia) !ua in"lu!ão na !$<VHn"ia da .$( o pa"i$nt$) (a! ao ($!(o t$(po) não !$ d$v$ $1"$d$r por<u$ i!to i(pli"a u(a alt$ração no v0n"ulo p!i" logo # pa"i$nt$. técnicas de associa!%o.itrEria) o (o($nto $1ato d$ !ua in"lu!ão d$v$ !$r d$"idido d$ a"ordo "o( o "a!o. a entrevista cl#nica pode ser entendida como um con unto de técnicas de investigação. : # AS /NTR/RISTAS :. etc. fazer infer>ncias.seq?>ncia da bateria n%o pode ser arbitrária. que tem o seu tempo delimitado e é direcionada por uma profissional treinado. que vai utilizar conhecimentos psicológicos. técnicas e(pressivo-gráficas psicométricas. técnicas de complemento.at$ria t$(o! <u$ p$n!ar <u$ o pro"$!!o p!i"odiagn !ti"o d$v$ !$r !u'i"i$nt$($nt$ a(plo para "o(pr$$nd$r .1 # D/=INIJKO / TIPOS D/ /NTR/RISTAS Em psicologia. inventário de tra!os ou estados afetivos.at$ria proA$tiva d$v$ in"luir t$!t$! grE'i"o!) v$r. técnicas e(pressivo-l6dicas.at$ria # padrão) !$gundo O"a(po M15:1N) d$v$( !$r in"lu0do!) $ntr$ o! t$!t$! proA$tivo!) a<u$l$! <u$ pro(ova( "onduta! di'$r$nt$!. a partir das quais se torna poss#vel relacionar eventos e e(peri>ncias. Portanto) a . . que s%o descrever e avaliar. encaminhamentos ou propor algum tipo de interven!%o em benef#cio das pessoas entrevistadas. No plan$Aa($nto da .

a psicodin&mica. ou a definir os ob etivos de um processo psicoterap>utico. Pesmo nas chamadas entrevistas 8livres9. as teorias sist>micas. atribui!"es diferenciadas de papéis. pelas suas caracter#sticas. M responsabilidade dele dominar as especificidades da técnica e a comple(idade do conhecimento utilizado. sinais e sintomas psicopatológicos. a necessidade de dar destaque à entrevista cl#nica no &mbito da avalia!%o psicológica. Essa posi!%o lhe confere poder e. como. a psicopatologia. além da entrevista. o processo de avalia!%o é comple(o e e(ige um con unto diferenciado de técnicas de entrevistas e de instrumentos e procedimentos de avalia!%o. A fun!%o espec#fica do entrevistador coloca a entrevista cl#nica no dom#nio de uma rela!%o profissional. devido ao aspecto terap>utico intr#nseco a um processo de avalia!%o e ao aspecto avaliativo intr#nseco à psicoterapia. pelo entrevistador. Essa investiga!%o se dá dentro de dom#nios espec#ficos da psicologia cl#nica e leva em considera!%o conceitos e conhecimentos amplos e profundos nessas áreas. conclu#mos que todos os tipos de entrevista t>m alguma forma de estrutura!%o na medida em que a atividade do entrevistador direciona a entrevista no sentido de alcan!ar seus ob etivos.conclus"es e tomar decis"es. rela!%o con ugal. portanto. a responsabilidade de zelar pelo interesse e bem-estar do outro. os instrumentos pro etivos ou cognitivos. Puitas vezes. 5efinimos ainda a entrevista cl#nica como tendo caracter#sticas de ser dirigida. por e(emplo. M no intuito de alcan!ar os ob etivos da entrevista que o entrevistador estrutura suas interven!%o. dando a eles validade cl#nica. 7omo afirmamos antes. de seus ob etivos. nesse processo. o desenvolvimento psicosse(ual. os ob etivos de cada tipo de entrevista definem as estratégias utilizadas e seus limites. etc. o aspecto avaliativo de uma entrevista inicial confunde-se com a psicoterapia que se inicia. principalmente aos padronizados. $ entrevistador precisa estar preparado para lidar com o direcionamento que o su eito parece querer dar à entrevista. as técnicas de observa!%o. Este deve ser concebido. Afirmar que a entrevista é um procedimento pode suscitar alguns questionamentos. basicamente como um processo de avalia!%o. de forma a otimizar o encontro entre a demanda do su eito e os ob etivos da tarefa. significa reconhecer a desigualdade intr#nseca na rela!%o que dá uma posi!%o privilegiada ao entrevistador. que pode ocorrer em apenas uma sess%o e ser dirigido a fazer um encaminhamento. A entrevista é a 6nica técnica capaz de testar os limites de aparentes contradi!"es e de tornar e(pl#citas caracter#sticas indicadas pelos instrumentos padronizados. Assumir essas responsabilidades profissionais pelo outro tem aspectos éticos fundamentais. por isso. por e(emplo. é o 6nico capaz de adaptar-se à diversidade de situa!"es cl#nicas relevantes e de fazer e(plicitar particularidades que escapam a outros procedimentos. Essa responsabilidade delimita <estrutura= o processo em seus aspectos cl#nicos. Em s#ntese. a psicologia do desenvolvimento. $utras vezes. etc.ambém é do entrevistador a responsabilidade de . é necessário o reconhecimento. Aspectos espec#ficos em cada uma dessas áreas podem ser priorizados como. Entrevistador e entrevistado t>m. . Esses dom#nios incluem. por e(emplo. A import&ncia de enfatizar a entrevista como parte de um processo é poder vislumbrar o seu papel e o seu conte(to ao lado de uma grande quantidade poss#vel de procedimentos em psicologia. conflitos de identidade. Afirmamos ainda que a entrevista é parte de um processo. M dele a responsabilidade pela condu!%o do processo e pela aplica!%o de conhecimentos psicológicos em benef#cio das pessoas envolvidas. A entrevista cl#nica é um procedimento poderoso e.

etc. freq?entemente. :up"e-se que a entrevista cl#nica deve ter como beneficiário direto as pessoas entrevistadas. cada vez mais. embora. por e(. Adrados <.reconhecer a necessidade de treinamento especializado e atualiza!"es constantes ou periódicas. segundo os ob etivos e segundo a estrutura!%o. :ua utiliza!%o raramente considera as necessidades ou demandas do su eito avaliado X usualmente ela se destina ao levantamento de informa!"es definidas pelas necessidades de um pro eto. necessário para sustentar uma rela!%o interpessoal de investiga!%o cl#nica. Essa delimita!%o define o setting e fortalece o contrato terap>utico. Pesmo quando o processo requer mais de uma ocasi%o. que pode ser consolidado como conclus"es das entrevistas iniciais. necessariamente. A delimita!%o temporal tem a fun!%o de e(plicitar as diferen!as de ob etivos dos dois procedimentos e dos papéis diferenciados do profissional nas duas situa!"es. como u#zes. 'ara cada processo há um tipo de entrevista. 4uanto ao aspecto formal. Essas recomenda!"es. de maneira mais precisa. o encaminhamento ou a defini!%o de um setting e contrato terap>utico podem ocorrer integrados como parte de uma 6nica sess%o de entrevista ou podem se reservados para uma entrevista designada e(clusivamente para este fim <entrevista de devolu!%o=. semiestruturadas e de livre estrutura!%o. dos conhecimentos psicológicos envolvidos e dos aspectos relativos à compet>ncia do entrevistador. além do dom#nio da técnica. 'rivilegiam a ob etividade X as perguntas s%o quase sempre fechadas ou delimitadas por op!"es previamente determinadas e buscam respostas espec#ficas a quest"es espec#ficas. requerem treinamento especializado. @esse sentido é necessário o psicólogo definir em que sentido quem é o cliente <empresa ou empregado. @esse tipo de entrevista. A comple(idade dos procedimentos espec#ficos de cada tipo de entrevista cl#nica. $ resultado de uma entrevista depende largamente da e(peri>ncia e da habilidade do entrevistador. n%o há um contrato de continuidade como em um processo terap>utico. As entrevistas estruturadas s%o de pouca utilidade cl#nica. que podem ser classificadas de várias maneirasI segundo o seu aspecto formal. o término do processo de avalia!%o.-2. principalmente porque sube(iste ao dia-a-dia tornando-se cada vez mais eficiente e imprescind#vel. empregados.= e que demandas s%o apropriadas ou n%o. isso nem sempre é claro nos dias de ho e. constituindo-se como ponto fundamental para o alcance de uma vis%o global e conseq?entemente de uma conclus%o diagnóstica. quando os psicólogos t>m que se haver. E(istem diversos tipos de entrevistas. As necessidades de delimita!%o temporal s%o claras e essa delimita!%o n%o requer. um 6nico encontro. 'or outro lado.= afirma que a entrevista é tida como uma técnica. a respeito do cliente. que ir%o se diferenciar de acordo com seu ob etivo principal e com o trabalho que está sendo realizado. as entrevistas podem ser divididas em estruturadas. empresas de seguros. A aplica!%o desse tipo de entrevista é mais freq?ente em pesquisas. M tradi!%o se referir à entrevista de livre estrutura!%o com entrevista livre ou n%o estruturada ou ainda. aberta. demarcando. com terceiros envolvidos. a entrevista cl#nica resulte em um contrato terap>utico. o paciente é convidado a falar . dentre outras de e(trema relev&ncia. no processo de entrevista.

Além de modo padronizado. onde e(iste a procura cont#nua por uma diversidade de servi!os psicológicos. é 6til destacar a entrevista de devolu!%o do restante do processo. Entrevistas diagnósticasI 'ode priorizar os aspectos sindrBmicos ou psicodin&micos. As entrevistas semi-estruturadas s%o assim denominadas porque o entrevistador tem clareza de seus ob etivos. principalmente quando as atividades de avalia!%o se estendem por mais de uma sess%o. +. . de como essa informa!%o deve ser obtida. /( p!i"ologia) a $ntr$vi!ta "l0ni"a pod$ !$r $nt$ndida "o(o u( "onAunto d$ t+"ni"a! d$ inv$!tigação) <u$ t$( o !$u t$(po d$li(itado $ + dir$"ionada por u(a pro'i!!ional tr$inado) <u$ vai utiliCar "on*$"i($nto! p!i"ol gi"o!) "o( o o. 4uanto a classifica!%o das entrevistas a partir dos seus ob etivos podemos dizer que há uma grande variedade.A$tivo d$ d$!"r$v$r $ avaliar o! a!p$"to! p$!!oai!) r$la"ionai! ou !i!tH(i"o! Mindiv0duo) "a!al) 'a(0lia) r$d$ !o"ialN do $ntr$vi!tado) $( u( pro"$!!o <u$ vi!a a 'aC$r r$"o($ndaç%$!) $n"a(in*a($nto! ou propor algu( tipo d$ int$rv$nção $( . a entrevista tem alguma estrutura!%o.ito da avaliação p!i"ol gi"a. Em muitos casos. tendo em vista uma abordagem teórica. 5entre as mais estudadas vamos citarI .111= argumenta que mesmo assim. em que condi!"es deve ser investigada e como deve ser considerada. 7unha <. ela aumenta a confiabilidade ou fidedignidade da informa!%o obtida. principalmente na inf&ncia. e torna-se necessário a adequa!%o da demanda em rela!%o ao encaminhamento pretendido. . Em outras situa!"es. quando ou em que seq?>ncia.$n$'0"io da! p$!!oa! $ntr$vi!tada!. $ primeiro visa a descri!%o de sinais e sintomas para a classifica!%o de um quadro ou s#ndrome. A anamnese é uma técnica de entrevista que pode ser facilmente estruturada cronologicamente. A $ntr$vi!ta + a Tni"a t+"ni"a "apaC d$ t$!tar o! li(it$! d$ apar$nt$! "ontradiç%$! $ d$ tornar $1pl0"ita! "ara"t$r0!ti"a! indi"ada! p$lo! in!tru($nto! padroniCado!) dando a $l$! validad$ "l0ni"a) por i!!o) a n$"$!!idad$ d$ dar d$!ta<u$ L $ntr$vi!ta "l0ni"a no -(. de que tipo de informa!%o é necessária para atingi-los..livremente sobre aquilo que quiser. Heralmente. 'odem também avaliar aspectos importantes da rede social de pessoas e fam#lias. Entrevista de devolu!%oI tem por finalidade comunicar ao su eGto o resultado da avalia!%o. J. M um tipo de entrevista que visa a modifica!%o de um quadro apresentado em benef#cio do su eito.. Entrevistas sist>micasI focalizam a avalia!%o da estrutura ou da história relacional ou familiar. Entrevista de anamneseI tem por ob etivo o levantamento detalhado da história de desenvolvimento da pessoa. essa atividade é integrada em uma mesma sess%o. Entrevista de triagemI tem por ob etivo principal avaliar a demanda do su eito e fazer um encaminhamento. U. ao final da entrevista. é utilizada em servi!os de sa6de p6blica ou em cl#nicas sociais. $ diagnóstico psicodin&mico visa à descri!%o e a compreens%o da e(peri>ncia ou do modo particular de funcionamento do su eito.

. de forma que possibilite a investiga!%o do papel que cada um dos pais desempenha. A udar o paciente a se sentir à vontade e a desenvolver uma alian!a de trabalhoC U. Auscar esclarecimentos para coloca!"es vagas ou incompletasC J. :..F # O.1. Assumir a iniciativa em momentos de impasseC . /. e poder ouvi-lo sem a interfer>ncia de quest"es pessoaisC . 7onfrontar esquivas e contradi!"es. de como essa informa!%o deve ser obtida.r$ a<uilo <u$ <ui!$r./1i!t$( div$r!o! tipo! d$ $ntr$vi!ta!) <u$ irão !$ di'$r$n"iar d$ a"ordo "o( !$u o. tais comoI no come!o ser muito livre. Oeconhecer defesas e modos de estrutura!%o do paciente. em que condi!"es deve ser investigada e como deve ser considerada. 5ominar as técnicas que utiliza. de que tipo de informa!%o é necessária para atingi-los.A$tivo prin"ipal $ "o( o tra. mas de forma gentilC 3. 'ara levar uma entrevista a termo de modo adequado. Estar presente. especialmente quando elas atuam diretamente na rela!%o com o entrevistador <transfer>ncia=C 2. . no sentido de estar inteiramente dispon#vel para o outro naquele momento. n%o direcionada.6 # Co(p$tHn"ia! do avaliador para a! $ntr$vi!ta! $ a <ualidad$ da r$lação: $ bom uso da técnica deve ampliar o alcance das habilidades interpessoais do entrevistado e vice-versa.al*o <u$ $!tE !$ndo r$aliCado. N$!!$ tipo d$ $ntr$vi!ta) o pa"i$nt$ + "onvidado a 'alar livr$($nt$ !o. 5entre as mais estudadas vamos citarI triagem.$rta. quando ou em que seq?>ncia.A$tivo! $ !$gundo a $!truturação. a primeira entrevista é o primeiro passo do processo psicodiagnóstico e deve reunir certos requisitos para cobrir seus ob etivos. sist>micas e devolu!%o. As entrevistas semi-estruturadas s%o assim denominadas porque o entrevistador tem clareza de seus ob etivos. diagnóstica.A$tivo! $ r$<ui!ito! da pri($ira $ntr$vi!ta $( avaliação @o caso de ser a primeira consulta que os pais <ou paciente adulto= fazem. anamnese. entre . 7ompreender seus processos contratransfer>nciaisC -. Uuanto ao a!p$"to 'or(al) a! $ntr$vi!ta! pod$( !$r dividida! $( $!truturada!) !$(i#$!truturada! $ d$ livr$ $!truturação S tradição !$ r$'$rir L $ntr$vi!ta d$ livr$ $!truturação "o( $ntr$vi!ta livr$ ou não $!truturada ou ainda) a. Para "ada pro"$!!o *E u( tipo d$ $ntr$vi!ta) <u$ pod$( !$r "la!!i'i"ada! d$ vEria! (an$ira!: !$gundo o !$u a!p$"to 'or(al) !$gundo o! o. o entrevistador deve ser capaz deI . :. Kacilitar a e(press%o dos motivos que levaram a pessoa a ser encaminhada ou a buscar a udaC +.olerar a ansiedade relacionada aos temas evocados na entrevista. 4uanto a classifica!%o das entrevistas a partir dos seus ob etivos podemos dizer que há uma grande variedade.

a gesticula!%o dos pais. 'or e(emplo. a imagem que eles nos transmitiram. a fantasia que cada um traz sobre o filho. colher informa!%o e(austiva sobre a história do sintoma e também dei(ar estabelecido um contrato para esta etapa do trabalho diagnóstico. pois se n%o for assim pode predominar um clima de nega!%o parcial da verdadeira import&ncia do conflito. se a bastante dirigida de forma a poder elaborar uma história cl#nica completa do paciente. ou além deles ao pediatra. em que vamos centrá-lo. 5eve-se solicitar dados. segurar uma bolsa ou pasta o tempo todo. notar que sur a neles algum ind#cio de tais sentimentos. etc. em que horário. como por e(emplo. como quando tudo parece ser preocupa!%o da professora ou do pediatra. M necessário e saudável que se produza num momento determinado da entrevista. mas n%o dos pais. esquecer algo ao partir. 7ontratransferencialmente. ficaremos com uma imagem desse filho. ou se a. a fantasia de doen!a e cura que cada um tem. 'ara isso. quantas entrevistas ser%o feitas. o passo seguinte do processo. que nem sempre é o refle(o fiel do que os pais t>m tentado nos passar. quais ser%o os honorários. etc. que destino terá a informa!%o que obtivermos <se será transmitida a eles ou ao filho. @%o tem o mesmo significado que os pais de uma crian!a entrem numa crise da qual nós dificilmente poderemos tirá-los. fazer alguma quei(a <mesmo parecendo ustificada pode estar encobrindo uma quei(a de outra natureza=. Assim. trazer uma lista escrita com dados e(cessivamente detalhados. segundo o ulgamento do profissional que está fazendo o trabalho. o grau de colabora!%o ou de resist>ncia com o profissional. quando o paciente ou seus pais tenham insig#t de que o que ocorre é triste. trocar o horário por engano. se a com os pais. qual o ob etivo de todo o estudo. quem deve participar. que ordem será dada ao filho. com o adolescente ou com o adulto que chegam pela primeira vez. deveremos escutar de maneira constante aquilo que sentimos e as associa!"es que fazemos à medida que eles v%o relatando a sua vers%o do que ocorre. ser%o levados em considera!%o tanto elementos verbais como n%o verbais da entrevista. M importante detectar na primeira entrevista. à professora.=. os pais e a fam#lia para cont>-la ou mane á-la é um dado diagnóstico e prognóstico muito significativo. desencontro do casal ao chegar para a primeira entrevista. Tm segundo requisito é que em um outro momento. cada um a sua. M importante ainda ressaltar que em um processo diagnóstico é fundamental trabalhar com um n#vel de ansiedade instrumental. com o filho. á poderemos comparar essa imagem que temos dele com a que realmente estamos recebendo. olhar o teto o tempo todo. o n#vel de preocupa!%o que provoca isso que está ocorrendo com eles. a um uiz. pedir um conselho rapidamente. saudável. ou um clima man#aco de nega!%o total e pro e!%o. fazer comentários profissionais. que se vemos que eles mesmos s%o capazes de conter a . seus lapsos. etc. ir ao banheiro.eles e conoscoC o papel que cada um parece desempenhar com o filho. qual é o motivo mais profundo. 4uando conhecermos o filho. o n#vel de ang6stia. a dist&ncia entre o motivo manifesto e o latente da consulta. Gsto é importante porque o n#vel de ansiedade e o modo como regem o paciente. e a que fica conosco. Koi dito antes que o primeiro requisito da entrevista pro etiva é de que se a livre. quando for mais oportuno. suas a!"es. preocupa ou assusta.

um papel de n%o interven!%o ativa. n%o vindo à entrevista. uma conten!%o muito mais forte que aquela que os pais negadores oferecem. ou diante de determinada l&mina de algum teste que o paciente as associa automaticamente com alguma morte ou com algum acontecimento que desencadeou o seu conflito. essa crian!a tem um respaldo. A posteriori e gradualmente. tal como intervir. mas e(acerba!%o é negativa. e também <mesmo se n%o as verbalizamos= contratransferenciais. iremos intercalando perguntas ou tentando dirigir o diálogo. seguindo a teoria da Hestalt. uma conduta pouco humana. também o é se eles reagem positivamente à a!%o moderadora do psicólogo. escutar o que ele precisa nos contar. olhando para o teto o tempo todo=. também eles dever%o receber uma a uda pertinente. A diferen!a entre uma entrevista cl#nica habitual e aquela que é o ponto de partida para um estudo psicodiagnóstico com os testes pro etivos é que nesta deveremos manter um duplo papelI no in#cio. devemos aceitar esta situa!%o. M provável que nesses casos tenhamos que suspender a tarefa. investigar. @estes casos. talvez se negando a realizar a tarefa. 'arecem consultar com a finalidade de desqualificá-lo repetidamente e n%o buscando a sua a uda. limitando-nos a sermos um observador da situa!%o que está se desenvolvendo no campo do qual estamos participando. e inclusive enfrentar os pais com suas próprias contradi!"es. sendo que nesse momento teremos ent%o uma nova etapa de entrevista aberta. os sentiremos unidos e haverá uma dist&ncia ideal entre eles e nós. E(iste um n#vel de ang6stia ou ansiedade cu o aparecimento é saudável. .odas estas rea!"es t>m import&ncia diagnóstica. pois trata-se de compreender o que está acontecendo com o filho e decidir o seu futuro. mesmo á estando na fase de aplica!%o de algum teste.própria ang6stia ou um deles é capaz de conter a ang6stia do outro. adotar em papel mais ativo. pois o paciente entra numa crise de ang6stia da qual n%o consegue se afastar. porque indicam quais s%o as rea!"es do paciente quando tocamos seus pontos mais vulneráveis e dolorosos. @%o devemos esquecer também que aquilo que se reestrutura. :e o casal n%o estiver bem unido poderemos notar que um deles quer e(cluir o outro e fazer uma alian!a conosco. de tal modo que o que vier a ocorrer é algo além do mero somatório de condutas individuais. @%o devemos esquecer que estamos desde o in#cio incluindo aspectos transferenciais da rela!%o do paciente ou dois pais conosco. porque n%o há alguém capaz de resgatar o grupo familiar da situa!%o angustiante. 7abe aqui uma recomenda!%o. uma crise de choro ou uma re ei!%o violenta. o que lembrou ou associou. falta de . inclusive. e n%o podemos de maneira alguma pensar em aplicar algum testeC podendo isto ser. absurda e iatrog>nica. ou aqueles que est%o atravessando sua própria crise de ang6stia. @o caso de á e(istir a separa!%o.entaremos manter o nosso papel de observador que escuta e registra <através do material do paciente e dos efeitos contratransferenciais=. mas deveremos tentar de todas as formas poss#veis que assistam untos à entrevista final para que tomem uma decis%o con unta. . $u ent%o. 'ode ocorrer também que n%o queiram vir untos. @estes casos pode ocorrer um bloqueio total. 5evemos considerar o momento mais oportuno. $corre frequentemente sob algum comando. 4uando isso ocorre. ou tentando ser uma presen!a ausente <por e(emplo. que um deles se e(clui desce o in#cio. :e os pais forem um casal bem estruturado. fazendo que o outro n%o tenha outra solu!%o que falar conosco constantemente. é um campo no qual cada um dos integrantes <no qual nós inclu#dos= terá uma constante mobilidade din&mica.

Kicarmos com uma resposta amb#gua significa n%o podermos chegar às conclus"es necessárias para realizar o diagnóstico ou prognóstico. porque cada caso é um psicodiagnóstico 6nico e que n%o se repete. aberta. mostrando-lhes situa!"es que observamos muito negadas. e na maioria dos casos teremos que fazer os respectivos inquéritos. sem fazer interpreta!"es. mas isso n%o significa que dei(aremos de faz>-lo mais adiante. 'odemos encontrar outro teste paralelo ou propor-lhe uma outra atividade. nem tomar uma decis%o ou dar sugest"es quanto à estratégia terap>utica confeccionando um bom informe. Pas logo. n%o é o usual. deslocadas ou dissociadas. permeável e concretamente precisa e centralizada em um ob etivo que n%o podemos ignorar ou perder de vista em momento algum. nem tampouco uma atitude absolutamente fechada ou de dirigismo r#gido. etc. A atitude do psicólogo deve ser ao mesmo tempo plástica. Espera-se que o mesmo modelo se repitaI no in#cio colheremos a produ!%o espont&nea do paciente e logo faremos um inquérito para especificar detalhar das respostas <solucionar ambig?idades ou contradi!"es. Gsso. . 'odemos. o equivalente á entrevista pro etiva inicial é a hora do ogo diagnóstico. @a entrevista com um adulto ocorreria o mesmo. n%o há uma primeira entrevista inicial individual ou. no momento mais oportuno. simplesmente dedicar horas de ogo com uma crian!a. se ela e(iste. @estes casos. inclusive. completar. isto pode ser feito simplesmente assinalado alguns pontos. devido a que. E é bastante dif#cil esgotar todas as possibilidades. o que n%o é recomendável na primeira entrevista. 7om crian!as. entre todos. n%o aplicar nenhum teste no momento. essa deve ser dirigida para colher todos os dados necessários ou enfrentar os pais. @o caso em que estivermos fazendo um psicodiagnóstico grupal. . .anto com eles quanto com adolescentes e adultos. n%o pode e(istir um modelo 6nico e r#gido. como á se disse. fundamentalmente no in#cio. mas n%o omiti-la. v%o elaborar uma resposta a uma solicita!%o nossa=. a informa!%o que viermos a obter será algo como uma mera discrimina!%o entre os que possuem e os que n%o possuem um requisito determinado. se um paciente resiste a realizar uma tarefa determinada. @esses casos. é muito breve. Alguns pais <ou adolescentes ou adultos= v>m com muito insig#t e possibilitam-nos trabalhar desde o primeiro contato. de uma maneira muito mais ágil e terap>utica. M por isso que dizemos que a atitude do profissional que realiza o estudo da personalidade com testes pro etivos. é compostaI n%o é totalmente de laisse" faire. continuaremos logo com os testes. deve-se iniciar convocando o grupo para a aplica!%o de uma série de provas coletivas <ou se a. e às vezes ocorre totalmente o contrário. ou realizar entrevistas com um adolescente ou adulto. @essa entrevista inicial. podemos trocá-la por outra equivalente. Pas o grau de permeabilidade é muito variável. no entanto. 'or essa raz%o.recorda!"es ou falta de sensibilidade para registrar a seriedade da sintomatologia e os riscos que o filho está correndo. cada um fará o seu trabalho simultaneamente ao trabalho dos outros= ou grupais <nas quais. esclarecer.= e isso e(ige de nós ma atitude abertamente dirigida. usa-se o enquadre de uma entrevista aberta pro etiva.ecnicamente.

:e quem nos solicita o estudo é o terapeuta que vai se encarregar do tratamento. seriam convocados os indiv#duos cu o material apresenta o que é chamamdo de indicadores de conflito ou de patologia.udo isso é e(clu#do para poder-se obter informa!"es sobre um grupo muito maior no menor tempo poss#vel. Esses diferentes passos á foram anteriormente abordados. o campo din&mico que é criado em uma entrevista individual. ou se a. terminaremos a mesma comI • • • • Tma imagem do conflito central e seus derivadosC Tma história da vida do paciente e da situa!%o desencadeadoraC Alguma hipótese inicial sobre o motivo profundo do conflito. motivo da consulta. e somente seria feita pelo profissional que realizou o psicodiagnóstico se aquele o considera mais conveniente. fi(a e estática. 5evemos ent%o realiza-lo com dedica!%o especial para poder cumprir com a finalidade a que se destina o estudo. @%o podemos esquecer que ob etivo de uma pesquisa assim realizada é a udar um n6mero grande de pessoas. de modo que sirvam para ratificar e ampliar as nossas hipóteses prévias ou para retificá-las. a qual será ratificada ou modificada. nunca se pode afirmar que um vem antes e o outro vem depois de uma forma mec&nica. por e(emplo. pois ali deve estar contida toda a informa!%o que ele necessita. $ informe que enviaremos a esse profissional tem uma relev&ncia especial. @estes casos é necessário tomar cuidado para n%o interferir demais na rela!%o transferencial que o paciente á tenha estabelecido com seu terapeuta. :erá ent%o necessário entrevistar os pais e fazer um estudo mais minucioso e individual de cada um. segundo o material pro etivo dos testes e da entrevista de devolu!%oC Tma estratégia para usar determinados instrumentos diagnósticos seguindo uma determinada ordem. Gsto significa que nessa primeira etapa teremos recebido o telefonema do paciente ou o pedido de um profissional para realizar o estudo de um paciente determinado. Em alguns casos é bom trabalhar praticamente às cegas. .F # O PRI?/IRO CONTATO NA CONS>2TA Apesar de ter afirmado que o processo psicodiagnóstico consta de vários passos <e estes de fato ocorrem=.udo depende de diversas raz"es. e(plicitando a raz%o. com dados m#nimos de identidade do grupo familiar. Qamos relembrarI $ primeiro consiste na primeira tomada de contato. @uma consulta dessa natureza tentaremos reduzir a entrevista inicial ao m#nimo poss#vel. . :. e muito especificamente o motivo que levou o terapeuta a solicitar o estudo. nosso papel ficara restrito basicamente à aplica!%o de testes pertinentes. :eria prefer#vel que a devolu!%o <que é um dos passos finais do processo= fosse feita pelo próprio terapeuta na medida e no momento que considerasse adequado.@estes casos pode acontecer que n%o se inclua o contato individual nem a rela!%o transfer>ncia-contratransfer>ncia. detectando precocemente a patologia. :e a primeira entrevista cumpriu sua finalidade. . e esta é uma técnica e(tremamente 6til. :e estivermos trabalhando em escolas. é muito importante detectar patologias sérias e posteriormente.

é necessário partir de um enquadre. @o caso contrário. 5 # O /NU>ADR/ NO PROC/SSO PSICODIAGNÓSTICO Em todas as atividades cl#nicas. 'odemos ent%o prolongá-la ou fazer mais de uma entrevista inicial. enquanto que outros sentir%o nossas interven!"es como interfer>ncias . Gsto acontece frequentemente com os pais de uma crian!a. mais permeável ou mais plástico. conforme a sua forma!%o. 5eve ser complementado com orienta!%o dos pais. menos tensos. 7onclu#mos ent%o que a 8primeira entrevista9 é um conceito referente à primeira etapa diagnóstica. Tma pessoa absolutamente dependente e(igirá esclarecimentos permanentes do que deve ou n%o fazer. 7ada caso implica diferentes graus de plasticidade. A qualidade e o grau da patologia do cliente nos obrigam a adaptar o enquadre a cada caso. torna-se aconselhável chamá-los novamente. :e o n#vel de ansiedade <persecutória.rigatoria($nt$ no in0"io do pro"$!!o diagn !ti"o. a situa!%o é pouco promissora e seria aconselhável pensar que a terapia individual do filho e(clusivamente n%o é o mais adequado. que tem um ob etivo espec#fico. no entanto. vincular. /( "ir"un!t-n"ia! $!p$"iai! pod$(o! o. encerra uma falácia. familiar. Qaria de acordo com o enfoque teórico que serve como marco referencial predominante para o profissional. mais amplo. além das variáveis que possa introduzir no caso. 7ada profissional assume um sistema de trabalho que o caracteriza. será importante continuar com mais uma entrevista. Em circunst&ncias especiais podemos obter dados após a aplica!%o dos testes. e entre elas se inclui o psicodiagnóstico. etc. menos defensivos. com um psicótico ou com um psicopata grave. @%o é poss#vel trabalhar da mesma forma com um paciente neurótico. Alguns profissionais afirmam que trabalham sem enquadre. conforme as diferentes modalidades do trabalho individual ou conforme as normas da institui!%o na qual se trabalhe. em todo caso do tipo laisse"/faire. ou indica!%o de terapia de casal. pois geralmente na segunda entrevista est%o mais tranq?ilos.A$tivo $!p$"0'i"o) (a! não !igni'i"a <u$ d$v$ !$r ! u(a n$( <u$ d$v$ !$r r$aliCada o. mais recuperados e melhor situados. pois essa posi!%o de n%o-enquadre á é por si mesma uma forma de enquadre. pois cinq?enta minutos podem ser insuficientes para todo esse trabalho. mas n%o significa que deve ser só uma nem que deve ser realizada obrigatoriamente no in#cio do processo diagnóstico. depressiva ou confusional= dos pais tornar dif#cil manter um clima adequado. suas caracter#sticas pessoais e também conforme as caracter#sticas do cliente. Esta afirma!%o. A @pri($ira $ntr$vi!taD + u( "on"$ito r$'$r$nt$ L pri($ira $tapa diagn !ti"a) <u$ t$( u( o.:e n%o for poss#vel atingir os ob etivos. $ enquadre pode ser mais estrito. e n%o no in#cio da consulta.t$r dado! ap ! a apli"ação do! t$!t$!) $ não no in0"io da "on!ulta.

o que abre uma perspectiva mais favorável. o papel que cabe a cada um. enquanto que o do paciente é o de quem n%o sabe. Em primeiro lugar. devemos e(plicar-lhe que mesmo que ele n%o acredite faremos alguns testes para poder enviar ao médico uma resposta conforme o que ele espera de nós. . . $ psicótico e(ige de nossa parte uma total concentra!%o. @o psicodiagnóstico isto se aplica principalmente à entrevista inicial. estou muito nervoso. e depois refletiremos sobre como e por que trabalhamos daquela forma. s%o indicadores que nos a udam a resolver que tipo de enquadre usaremos. o que pensa. muitas vezes acontecerá que a refle(%o vem a posteriori da prática cl#nica. . 4uando alguém chega pela primeira vez. sentaremos para brincar no ch%o se ela assim solicitar. principalmente. :e o médico nos enviou seu paciente e espera receber um informe psicológico. mas também cuidado e protegido e também precisamos proteger-nos. suas rea!"es. a freq?>ncia dos encontros. o lugar. eu n%o acredito nessas coisas9. seu discurso. Acha que o médico esta certoS9 sua resposta pode ser afirmativa. $ que marca a assimetria de papéis é que o psicólogo disp"e de conhecimentos e instrumentos de trabalho para a udar o paciente a decifrar os seus problemas. 'erguntar#amosI 8mas voc>. os horários. a primeira entrevista nos dará subs#dios que facilitar%o o enquadre a ser escolhido. :e a resposta forI 8Qenho porque estou preocupado. 4uando questionados sobre o enquadre que usamos. ou pode responderI 8@%o.desagradáveis. sabemos que precisamos ser mais tolerantes quanto à sua freq?>ncia. $ papel do psicólogo n%o é o de quem sabe. 5ei(amos escutá-la até ele dizer que podemos come!ar. foi o médico que me mandou porque estou com 6lcera e ele diz que é psicológico9. com um adulto ou com os pais de uma crian!a.alvez queiram antes acabar de escutar uma m6sica em seu mpU. ent%o sim. n%o nos provoca a mesma rea!%o do que se o indiv#duo respondesseI 8@%o sei. é aconselhável tomar notas e pensar sobre o ocorrido. sua pontualidade e suas resist>ncias para realizar certos testes dos quais 8n%o gostam9. n%o consigo dormir. :e a com um adolescente. perguntamosI 8Em que posso a udá-loS9 e com a resposta obtemos a primeira chave sobre a forma de encarar o caso. A idade do paciente também influi no enquadre escolhido. 7om uma crian!a pequena. a encontrar uma e(plica!%o para os seus conflitos e para aconselhá-lo sobre a maneira mais eficiente de resolv>-los. Ambos sabem algo e ambos desconhecem muitas coisas que ir%o descobrindo untos. mas n%o e(iste um 6nico enquadre. $ enquadre inclui n%o somente o modo formula!%o do trabalho. 7onclus%oI é imposs#vel trabalhar sem um enquadre. mas também o ob etivo do mesmo. Essa resposta dei(a pouqu#ssima margem para encarar qualquer tipo de trabalho. Aion recomenda trabalhar com absoluta aten!%o flutuante e liberdade. agimos. Tm psicopata precisa ser limitado constantemente.alvez também fizéssemos o mesmo com uma crian!a ou com um adulto psicótico. 7om adolescentes. os honorários e. e depois de terminada a sess%o. @as seguintes á é necessário agir de outra forma para atingir nosso ob etivo. :eu comportamento. se mais estrito ou mais permissivo. 'recisa ser limitado. n%o me concentro no trabalho e n%o sei porque isso acontece9.

e ent%o aparecem com clareza. 5o contrário. quase é conveniente colocar que. sendo assim também o será a entrevista.. Aleger.--J=. 5entro deste enquadre inclui-se n%o somente a atitude técnica e o papel do entrevistador como o temos descrito. :abemos em que tanto o profissional como o paciente. :e o contrato do psicodiagnóstico é feito sobre a base dos aspectos infantis de ambos. das condi!"es em que os fatos se repetem com maior freq?>ncia. e a observa!%o deve se estender do campo espec#fico e(istente a cada momento à continuidade e sentido dessas mudan!as. trazem para o encontro um aspecto mais infantil e outro mais maduro. o que á era do conhecimento de Neráclito. mas também os ob etivos. . $ individual n%o e(clui o geral nem a possibilidade de introduzir abstra!%o e categorias de análise. mas din&mico. é muito dif#cil realizar o psicodiagnóstico e. o que significa que está su eito a uma mudan!a permanente. e no transcurso da entrevista verificar e retificar as hipóteses durante o seu próprio transcurso em fun!%o das observa!"es subseq?entes que. $ campo da entrevista também n%o é fi(o. mesmo que ele fa!a de boa vontade o que lhe pedirmos. $bservar. pensar e imaginar coincidem totalmente e fazem parte de um 6nico processo dialético.. tanto como o próprio entrevistado.. por sua vez.. e a entrevista de devolu!%o poderia tornar-se uma espécie de desafio no qual queremos convenc>-lo de algo que ele se nega a aceitar. v%o ser enriquecidas pelas hipóteses previas. porque a entrevista é realizada em um lugar diferente= essa modifica!%o deve ser considerada como uma variável su eita à observa!%o. os resultados ser%o negativos e perigosos. $ paciente está esperando furioso. as conclus"es que obtivermos n%o ter%o valor nenhum para ele. mas isso n%o se aplica somente aos fenBmenos humanos. :e n%o houvesse surgido esta 8ruptura9 do enquadre. o prorrogaremos até que ele sinta a necessidade de faz>-lo. mas também aos fenBmenos da natureza. devemos contar com um enquadre fi(o que consiste na transforma!%o de certo con unto de variáveis em constantes. quase o insulta e grita 8porque o senhor deve estar aqui quando eu chego9. ou se a. $ enquadre funciona como um tipo de padroniza!%o da situa!%o est#mulo para ele. essa rea!%o teria permanecido sempre encoberta pela seriedade do comportamento do terapeuta. até que um dia um problema no tr&nsito o obriga a chegar vinte minutos mais tarde. citado por Arzeno <. 7ada entrevista possui um conte(to definido <con unto de constantes e variáveis= devido ao qual ocorrem os emergentes e estes só fazem sentido e s%o significativos em rela!%o e devido a esse conte(to. o lugar e a dura!%o da entrevista.@%o sendo assim. coloca em seu artigo 6a entrevista psicológica <publica!%o interna da Kaculdade de Kilosofia e )etras da Tniversidade de Auenos Aires=I 'ara obter o campo particular da entrevista que descrevemos. Esta originalidade de cada acontecimento n%o impede o estabelecimento de constantes gerais. mas que dei(e de oscilar como variável para o entrevistador. até que este a convencido de que seu médico esta com raz%o. Alguns autores afirmam que e(istem certos aspectos do enquadre que permanecem 8mudos9 até que alguma circunst&ncia nos obriga a romp>-los. :uponhamos que o terapeuta tenha sido sempre pontual. 7ada situa!%o humana é sempre 6nica e original. a forma de observar bem é ir formulando hipóteses enquanto se observa. :e o enquadre sofre alguma modifica!%o <por e(emplo.

@o caso de um psicodiagnóstico podemos fazer uso destes conceitos. para o paciente. :egundo Aleger. $ enquadre. etc. inventar algumas histórias. $ mesmo acontece no momento de aplicar os testes. 5urante a hora do ogo diagnóstico e das entrevistas familiares diagnósticas. o enquadre seria o fundo ou a base. o que se modifica. Apesar da interven!%o drástica. ponto de partida de import&ncia decisiva para o processo psicodiagnóstico. trazem um lado infantil e ou outro mais maduro. 4uando estiver prevista uma entrevista familiar. precisamos observar o indiv#duo para fazer um diagnóstico correto. enquanto com outros deveremos ser mais drásticos. 5evemos ter certeza de que aquilo que surgir será material do paciente <variáveis por ele introduzidas= e n%o nosso. unindo ambos os conceitos <enquadre e processo= configurariam a situa!%o terap>utica. é aconselhável marcar mais de uma ou duas entrevistas. é muito dif#cil assimilar toda a informa!%o que temos para dar-lhe. 4uando. e que logo após nos reunimos para conversar sobre os resultados. $ enquadre seria o fator constante. A situa!%o n%o é a terap>utica. nosso papel será o de um observador n%o participante. 'or isso. da mesma forma. a ética profissional orienta-nos a dizer a verdade. Gsso contribui para uma melhor observa!%o. advertimos sobre o risco de que se estabele!am situa!"es nas quais s%o colocadas em ogo as partes infantis <primitivas e onipotentes= de cada um. A recomenda!%o da estratégia terap>utica mais adequada deve ser formulada e devidamente fundamentada pelo profissional. $s clientes ou seus responsáveis precisam de tempo para pensar. :omente após colher a produ!%o espont&nea do indiv#duo deveremos intervir mais ao fazer algum inquérito e inclusive algum e(ame de limites. M muito dif#cil definir o papel do psicólogo no momento da devolu!%o de informa!%o.7omo vemos. e o processo psicodiagnóstico. @osso papel é muito mais ativo durante a entrevista final. tanto pelos pais quanto pelo filho. e se em determinados casos precisarmos posicionar-nos dessa maneira. 'erto do final da primeira entrevista. 7om alguns adultos ou adolescentes poderemos trabalhar com elasticidade e plasticidade. costumamos e(plicar ao paciente <ou aos seus pais= que deverá fazer alguns desenhos. porque para isso somos consultados. Pas. dada a autoridade que o seu papel lhe confere. inclusive do próprio profissional. para . Puitas vezes o processo psicodiagnóstico n%o acaba com a aceita!%o fácil de nossas conclus"es. Heralmente n%o há resist>ncia quando é dito que dese amos conhecer como é a fam#lia quando est%o todos untos. na qual o esperado é ustamente que demos a nossa opini%o sobre o que ocorre. devemos também adverti-lo com o tempo. tanto o terapeuta como o paciente. tanto como para o terap>utico. e também por nós mesmos. $ processo seria aquilo que é variável. Gsto é o que e(plica de que forma vai se desenvolvendo o processo terap>utico. 7omo colocamos anteriormente. Aleger enfatiza a import&ncia do enquadre para manter o campo da entrevista de forma que uma série de variáveis <aquelas que dependem do entrevistador= se mantenham constantes. se torna ainda mais complicado quando consideramos que cada um dos pais e filhos também trazem ambos os aspectos. o que n%o é processo. é imprescind#vel faz>-lo. a imagem do que.

O tipo d$ . Pas o tipo de bateria a ser usada e a sua seq?>ncia é de responsabilidade e(clusiva dos psicólogos.A$tivo do ($!(o) a 'r$<VHn"ia do! $n"ontro!) o lugar) o! *orErio!) o! *onorErio! $) prin"ipal($nt$) o pap$l <u$ "a.+( o o.al*o) (a! ta(. ou realmente n%o acreditem que possam ser a udados por um psicólogo.$ a "ada u(. Agora vamos dedicar um breve espa!o ao enquadre no &mbito institucional. Puitas vezes também.at$ria a !$r u!ada $ a !ua !$<VHn"ia + d$ r$!pon!a. 5o contrário. Tma segunda consulta pode ser o mais indicado para encontrar os indiv#duos menos tensos e mais colaboradores. podem ocorrer situa!"es rid#culas. a situa!%o será menos alentadora. Gsto n%o significa que deva necessariamente ser uma só. O $n<uadr$ in"lui não !o($nt$ o (odo 'or(ulação do tra.assimilar o que lhes foi dito. @esses casos. para eles. conhecer-nos e comprovar que n%o iremos acusá-los de seus fracassos e erros. /( toda! a! atividad$! "l0ni"a!) $ $ntr$ $la! !$ in"lui o p!i"odiagn !ti"o) + n$"$!!Erio partir d$ u( $n<uadr$. 'or e(emplo. 5e modo que algumas vezes é necessário modificar o enquadre inicial no que se refere ao n6mero de entrevistas e dei(ar mais espa!o para concluir o processo com maior clareza. o tipo de informe final. etc.alvez o ob etivo desse primeiro encontro se a. depressiva ou confusional=. .!0dio! <u$ 'a"ilitarão o $n<uadr$ a !$r $!"ol*ido. . que possui diversos ob etivos. o tipo de diagnóstico que se espera. iatrog>nicas e até legalmente ob etáveis.alvez tenham passado por uma e(peri>ncia anterior muito negativa. . nós precisamos de tempo para ratificar e retificar as nossas hipóteses. S$u "o(porta($nto) !$u di!"ur!o) !ua! r$aç%$!) !ão indi"ador$! <u$ no! aAuda( a r$!olv$r <u$ tipo d$ $n<uadr$ u!ar$(o!) !$ (ai! $!trito ou (ai! p$r(i!!ivo. S$Aa "o( u( adol$!"$nt$) "o( u( adulto ou "o( o! pai! d$ u(a "riança) a pri($ira $ntr$vi!ta no! darE !u. a primeira entrevista pode ser mais curta e centralizada na descri!%o daquilo que causa preocupa!%o no momento. :e isso n%o ocorrer. Eles decidir%o de comum acordo o modus operandi. torna-se dif#cil manter um clima ideal de trabalho. a dura!%o de cada entrevista. o modo de dei(ar registrado e arquivado o material. 7omo á dissemos anteriormente.uiç%$! Tt$i! para a r$aliCação da pri($ira $ntr$vi!ta "o( o "li$nt$ A primeira entrevista é a primeira etapa do processo psicodiagnóstico.ilidad$ $1"lu!iva do! p!i" logo! 19 # Algu(a! "ontri. se o n#vel de ansiedade dos pais ou de um adulto for muito alto ao chegar para a primeira entrevista <se a essa ansiedade persecutória. 7ada institui!%o pode <e deve= fi(ar os limites dentro dos quais vai se desenvolver o trabalho do psicólogo.

evitando assim que o estudo precise ser interrompido mais adiante. ou se a. $ motivo da consulta vai guiar a nossa busca. devemos tomar cuidado para que esta 6ltima n%o se a t%o intensa ao ponto de impedir o nosso trabalho. @estas circunst&ncias.alvez. Tma vez que sabemos da presen!a constante da transfer>ncia positiva e da transfer>ncia negativa no psicodiagnóstico. profiss%o. constela!%o familiar primária e atual. Em geral. e é conveniente e(plorar detalhadamente todas as áreas com ele relacionadas. confundindo o paciente. etc. para n%o transformar o primeiro encontro em um inquérito t%o entediante quanto persecutório. pode ser a seguinte perguntaI 8Em que posso a udá-loS9 e adequar-se à resposta recebida para decidir a estratégia seguinte. @o se trata de negar ou diluir a transfer>ncia negativa. outras perguntas que vierem a surgir. 4uando se trata de um paciente de outro profissional. o psicólogo deve controlar a sua curiosidade e manter uma dist&ncia ideal que possibilite um clima agradável para trabalhar. ao ter mais confian!a. a primeira entrevista pode-se ter uma breve conversa sobre dados de filia!%o. M aquilo que está mais pró(imo da consci>ncia e o que o indiv#duo prefere mencionar em primeiro lugar. mas e mant>-la controlada para facilitar um clima de rapport aceitável. nossas perguntas devem ser m#nimas. A palavra estratégia n%o se refere a um plano r#gido nem a uma din&mica de entrevista previamente plane ada. sem fomentar falsas e(pectativas no sentido de criar um v#nculo que muito brevemente será interrompido. Ao contrário.Este é um ponto no qual devemos deter-nos todo o tempo necessário. depois de um primeiro contato telefBnico com alguém que inicia a consulta diretamente conosco. Estabelece-se assim um diálogo e n%o um monólogo. :e o cliente tem conhecimento do motivo pelo qual foi enviado e se á fez algo semelhante antes. tal como ela é realizada em termos gerais. Oetomando agora o assunto da primeira entrevista. e devemos evitar que se transforme em um relato detalhado e prolongado da história da vida do paciente. após as respectivas apresenta!"es. mas à medida que formos elaborando hipóteses presuntivas sobre o que estiver ocorrendo será imprescind#vel fazer comentários e perguntas pertinentes. refere-se a resposta a essa pergunta que vai dar uma pauta que dirigirá a nossa aten!%o para um ou outro caminho. dei(ando para uma entrevista ulterior. para dar mais liberdade ao su eito ou casal de pais. . Esse momento deve levar entre dez e quinze minutos. dando-nos a possibilidade de fazermos novas perguntas. Tma forma delicada e adequada de 8abrir9 essa entrevista. venha a mencionar outros motivos de . bastam alguns assinalamentos ou comentários para consegui-lo. @o in#cio da primeira entrevista. á que é isso que tende a estabelecer um v#nculo transferencial que interfere naquele estabelecido previamente com o seu terapeuta. :erá considerado o motivo manifesto da consulta a resposta da nossa primeira pergunta nessa entrevista inicial.

a critério do profissional. A preocupa!%o do paciente. . que há algo mal e causa dor. desenha. Arzeno aponta que s%o dois conceitos distintos. mesmo a n#vel inconsciente. chamaremos provisoriamente 8sintoma9 àquilo que o paciente traz como motivo manifesto da solicita!%o de psicodiagnóstico. Estes s%o chamados de motivo latente ou inconsciente da consulta. á que a maioria das crian!as respondem que est%o bem e n%o sabem o que ocorre com elas. mas também cada um dos pais e o psicólogo possuem as suas. 4uanto ao motivo manifesto da consulta e consci>ncia de doen!a poder#amos estabelecer um paralelo entre ambos os conceitos. deveria ser considerado como consci>ncia da doen!aI ele sabe que algo esta mal e o descreve como pode. no entanto. qual é a sua fantasia de doen!a e cura. mostrando. sem saber.preocupa!%o mais dif#ceis de comunicar. M nesse momento que o paciente. ustamente para detectar este matéria. poderemos falar sobre a n%o consci>ncia da doen!a. Heralmente s%o os pais que fazem essa parte. Anna Kreud estava certa. o adolescente ou adulto. 'ara sermos bem precisos. o que ele considera sintoma preocupante. essa atividade pode ser complementada com o 5esenho )ivre. e assim o coloca deste o in#cio. As crian!as <e os outros também= só conseguem falar de seus conflitos quando á entraram na etapa final do tratamento. associa. @o que se refere a consci>ncia de doen!a e fantasia inconsciente de doen!a. Gsso fica. M e(cepcional que possam relatar sintomas e mostrar preocupa!%o ou sofrimento pelos mesmos. quando à consci>ncia de doen!a original tenham sido incorporados aspectos importantes que pertenciam ao plano mais inconsciente. 'oder#amos agora acrescentar que n%o somente o su eito que consulta tem a sua própria fantasia inconsciente de doen!a. mal-estar. e isso é um dos elementos que indicam ustamente o >(ito do mesmo e a pro(imidade de seu fim. ou quando este á está bem adiantado. . Gsto significa que todo aquele que consulta percebe.alvez isso n%o apare!a e(atamente na primeira hora de ogo e pode ser necessária outra hora para isso. devemos esclarecer que e(iste uma dist&ncia enorme entre o grau de consci>ncia de doen!a com o qual o paciente chega para a primeira entrevista e aquele que é obtido no in#cio do tratamento. 7om crian!as. modela e brinca. 7omo á foi colocado anteriormente. dramatizando-o ou visualizando-o como um sonho. :e ele n%o registrar nenhum desconforto. poderá falar de seus conflitos. etc. :obre o motivo latente da consulta e fantasia de doen!a e cura observamos que á na primeira hora de ogo a crian!a dramatiza. Pas estamos falando de 8consci>ncia de doen!a9. que poderá surgir à medida que formos realizando o estudo. ou se a. depois de tornar consciente o que era inconsciente. a crian!a. e será ou n%o transmitido ao paciente dependendo das circunst&ncias. Tma grande parte das discuss"es entre Anna Kreud e Pelanie Llein sobre a crian!a tem ou n%o consci>ncia de doen!a foi devido ao fato de que elas falavam de duas idéias diferentes.

o que passa por bai(o do n#vel consciente. perguntaremos se isto interfere ou n%o nas rela!"es se(uais do casal e finalmente indagaremos se.A fantasia inconsciente de doen!a é aquilo que o su eito sente. etc. 'erguntaremos ent%o se na fam#lia há algum membro enurético. 'orém. :e tiverem mencionado que o levam para a cama do casal porque assim ele n%o urina. isso e(plicaria por que n%o consultaram antes. seus segredos. a vergonha do menino encobre os seus sentimentos de culpa por ser um terceiro inclu#do no casal ao qual realmente separa. A fantasia inconsciente de doen!a está correlacionada com o conceito de fantasia de cura. tentando fazer com que estes se am amenos e. suas tradi!"es. se os pais dizem que a crian!a de sete anos ainda molha a cama à noite. faremos perguntas sobre tudo o que possa estar relacionado com ele. Pesmo tendo que fazer uso do inquérito. e por isso é imprescind#vel incluir alguns deles na bateria de testes. que mantenha certa lógica em rela!%o ao assunto que está sendo tratado. perguntaremos se ele tem um sono muito pesado. em geral. que implica aquilo que o su eito poderia imaginar como a solu!%o para os seus problemas. Tma vez conhecido o motivo manifesto da consulta. principalmente. Aqui. estaremos a caminho de descobrir algo sobre a sua fantasia inconsciente de doen!a. mais importante que o registro cronológico dos fatos de tr>s gera!"es é a reconstru!%o do 8romance familiar9 com seus mitos. A fantasia inconsciente de análise é um terceiro conceito que untamente com os dois anteriores. se bebe muito liquido antes de dormir.em rela!%o com o sentimento de responsabilidade e compromisso com o sintoma descrito consciente e se refere ao que está mal e à sua causa. qual é a atitude deles diante desse acontecimento. 7omo dito anteriormente. Ao mesmo . sem dar-se conta disso. 'or e(emplo. se o menino está preocupado ou n%o com a sua enurese e aos poucos iremos entrando em n#veis mais profundos. o ob etivo primordial da primeira entrevista é conhecer a história do su eito e de sua fam#lia. o levam para a sua cama para preencher um vazio que e(iste no casal e essa super-estimula!%o provoca o sintoma. :e assim for. Pas se agora. 'oder#amos dizer. pelo contrário. $ desfecho dos testes pro etivos verbais com histórias é um elemento que dá uma informa!%o valiosa a respeito. aparece ent%o. configuraria uma espécie de tripé de grande import&ncia quando se pretende iniciar um trabalho terap>utico com um su eito. quando o menino se quei(a de que assim n%o pode acampar nem dormir na casa de algum amigo. :e o paciente diz queI 8Estou me sentindo mal porque n%o consigo me concentrar9 e nós perguntarmos o que ele acha sobre esse problema de n%o conseguir concentrar-se. principalmente sobre fatos que os pais ou o próprio su eito nos relataram. a fantasia de doen!a é um n6cleo enquistado. que as fantasias iniciais de cura possuem um marcante toque mágico onipotente que v%o adquirindo caracter#sticas mais realistas e menos onipotentes à medida que o su eito amadurece. o motivo manifesto e o motivo latente da consulta. . com o qual a pessoa mantém um determinado tipo de rela!%o. Heralmente.

. de maneira que o psicólogo disp"e agora de vários esquemas referenciais entre os quais poderá escolher o mais convincente. sobre o nome e sobrenome de cada progenitor. desde o in#cio. e(cessivamente r#gidos e obsessivos. idade atual. +.intoma e)pressa algo no n vel familiar( a entrevista familiar diagnóstica nos dará maior informa!%o em rela!%o a esse aspecto do que a entrevista inicial. que lembran!as t>m do v#nculo com os seus pais e irm%os. deveremos estar alertas para captar sinais referentes a isso. . surge com e para outro. que o su eito irá cooperar no trabalho do psicodiagnóstico e no tratamento posterior. . 5evem também ser e(plorados o conte(to atual e a história familiar dentro dos quais ela surgiu. os pais trazem como motivo a enurese do filho. ou para o adulto que está consultando.odo o resto é importante. 5 sintoma apresenta um aspecto din4mico( mostra e esconde ao mesmo tempo um dese o inconsciente que entra em oposi!%o com uma proibi!%o do superego. mas ao pedir descri!"es podemos descobrir. 5 sintoma apresenta um aspecto fenomenológico( nesse sentido devemos perguntar minuciosamente tudo àquilo que se refere ao mesmo.. !odo sintoma causa um beneficio secundário' sendo importante ent%o calcular o que esse su eito obtém nesse sentido e o que ele perderia no caso de que abandonasse o sintoma. assim como a história e todos os detalhes do ou dos nomes escolhidos para o filho que foi trazido para consultar. . $ sintoma esta e(pressando algo que n%o foi dito. a repulsa e o pudor s%o elementos que indicam a e(ist>ncia de um conflito intraps#quico. . e que a patologia é predominantemente neurótica. A vergonha. $s pais dizem. ele ocupa o lugar dessa verdade n%o dita. familiar. talvez. :eria in6til. mas mesmo assim. 8é teimoso9. 'or e(emplo. torna-se imprescind#vel interrogar. mas deve ser perguntado como complemento o assunto anterior. como foi a inf&ncia de cada um. se os encontros com esses s%o freq?entes ou n%o e como é a rela!%o. Gsso nos a udará a medir as resist>ncias que ele colocará para a supera!%o do mesmo. mas logo a seguir colocam as suas próprias cartas sobre a mesa. 'or isso é importante perguntar como a crian!a ou o adolescente reagem diante dos sintomas descritos pelos pais. que se a uma conduta de reafirma!%o muito madura de um menino que n%o se submete a seus pais. se o pai e a m%e vivem ou s%o falecidos <quando e por qual motivo=. sem omitir essa perspectiva t%o importante na atualidade.ambém ser%o feitas perguntas sobre os irm%os de cada um e as suas idades. etc.tempo. dirigir nossas perguntas lembrando o seguinteI 7. assim. M como se nos dissessemI 8Qiemos devido aos nossos conflitos se(uais9. U. M essencial que o profissional esgote todas as perguntas que possam ter rela!%o com este assunto. 'oder#amos.ambém os psicanalistas decidiram usar esse novo enfoque. ent%o procurar a etiologia da doen!a e(clusivamente dentro do su eito. durante a primeira entrevista. sem dar nada por sabido. . :eguindo esse enfoque.

'resente ou passado. e(iste outro n#vel de registro com o qual o psicólogo pode contarI seu registro contratransferencial. . . mas a observa!%o atenta que serve ao psicólogo como fonte de coleta de dados. poderemos utilizá-lo como um guia ideal pra saber quais as informa!"es devemos colher na entrevista inicial e nas posteriores. 'or e(emploI foi um filho . Nistória prévia do su eito <se a ela real ou fantasiada=C U.. adolescente ou adulto consultam. lapsos. Oecordando o esquema freudiano. cabe resumir o seguinteI .A Escola Krancesa nos proporciona também outra hipótese de grande valor para compreender o g>nese de muitos problemasI o qual é o lugar do filho no dese o de seus paisI é um prolongamento narcis#stico ou falo da m%eS $u é reconhecido como um-$utro com autonomia e vontade própriasS Gsso n%o pode ser ob eto de um inquérito direto.odo sintoma implica o fracasso ou a ruptura do equil brio intraps#quico prévio. . Neran!a e constitui!%o <ou se a. a comunica!%o verbal é a via essencial para tal ob etivo. 'ara que ele se a confiável. pois n%o s%o produtos de um discurso plane ado. que é o momento da despedida desse primeiro encontro entre os pais ou o adulto e o psicólogo. que possuem um valor inestimável. a história dos seus antepassados=C . Estes fatores contribuem para a cria!%o de um conflito interno que provoca ang6stia e mobiliza defesas. $ momento no qual os pais de uma crian!a.. e a estrutura familiar balan!a. etc. cairá no erro de come!ar pelo passado. U. $ registro do n%o verbal também é essencial e por isso o psicólogo deve ser um ouvinte atento a gestos. mas de um discurso do inconsciente.. M mais fácil que se a observado nas entrevistas familiares. os quais. J. é indicado combinar os passos que ser%o seguidos. assim como esclarecer também quais ser%o os honorários e a forma de pagamento dos mesmos. é indicado realizar uma entrevista vincular m%e-filho e outra para pai-filho. o psicólogo deve ter realizado uma boa psicanálise de forma a n%o confundir aquilo que ele registra como algo do outro com efeitos das suas interven!"es em áreas n%o resolvidas e si mesmo. os horários das consultas posteriores. @este momento n%o é o inquérito. atua!"es. como afirmamos anteriormente. Kinalmente. :e tivermos d6vidas. para registrar fatos que nos tragam informa!"es a esse respeito. ser%o o motivo tanto manifesto como latente da consulta. :itua!%o desencadeante <individual e familiar=. além da familiar. :em d6vida. é quando é quando o sintoma á n%o mantém o equil#brio familiar ou n%o basta... @o encerramento da primeira entrevista. Em rela!%o aos recursos de que disp"e o psicólogo para registrar tudo o que é necessário desde a entrevista inicial. $ su eito entra ent%o num quadro neurótico com forma!%o e sintomas. por onde come!arS:e o psicólogo aplicar mecanicamente a técnica habitual do inquérito.

. .111. assinalamos que o mais conveniente é come!ar pelo motivo manifesto da consulta passando por todas as áreas que possam ter cone(%o com o mesmo. para logo investigar as outras cautelosamente sem descartá-las sob nenhuma hipótese. á que podem surgir dados muito valiosos. . Auenos AiresI 'aidós. 4uando notarmos que é imposs#vel para o paciente desprender-se do passado ou do presente. 4uando tratamos com um adulto. chegarem muito angustiados por algum fato recente. . QE "ont$Tdo! (ai! di'0"$i! d$ "o(uni"ar !ão "*a(ado! d$ (otivo lat$nt$ ou in"on!"i$nt$. Paur#cio. L@$AE). . 'orto AlegreI Artes Pédicas :ul.-2. 'sicodiagnóstico 7l#nicoI novas contribui!"es. notamos a facilidade com que ele responde às perguntas sobre o que está acontecendo no presente. Panual de 'sicodiagnóstico e diagnóstico diferencial.. Gsabel. isso seria contraproducente e até poder#amos pensar que é uma defesa do profissional para impedir a sua ang6stia. 7T@NA. 'or isso. é contraproducente remet>-los ao passado. 4uando o su eito ou os pais chegam angustiados demais pelo presente.$n$'i"io !$"undErioB Sinto(a $1pr$!!a algo no n0v$l 'a(iliarB Todo !into(a i(pli"a o 'ra"a!!o ou a ruptura do $<uil0. 'etrópolisI Qozes.rio intrap!0<ui"o pr+vio. S$rE "on!id$rado o (otivo (ani'$!to da "on!ulta a r$!po!ta da no!!a pri($ira p$rgunta na $ntr$vi!ta ini"ial. devemos dei(ar essa etapa da história.. .rar: O !into(a apr$!$nta u( a!p$"to '$no($nol gi"oB O !into(a apr$!$nta u( a!p$"to din-(i"oB Todo !into(a "au!a u( . 'siquiatria Gnfantil 'sicodin&mica.estes de 5iagnóstico 'sicológico. . Auenos AiresI 'aidós.-J-. OA'A'$O. 'orto AlegreI Artes Pédicas. 11 # R/=/RXNCIA PIP2IOGRY=ICA A5OA5$:. 2$(.dese adoS 7omo foi a gravidezS E o partoS Koi com fórceps ou n%oS Koi com anestesiaS Entre outros.. Paria Esther Harcia. que ficou incompleta. $7AP'$. para uma pró(ima entrevista. .-2. . :e os pais <ou o adulto=. AOYE@$. $ processo psicodiagnóstico e as técnicas pro etivas. 5avid. Paria )uiza :iquier e 7ol. Durema Alcides. :%o 'auloI Partins Kontes.ambém pode ocorrer o postoI ficam presos à primeira inf&ncia e parece imposs#vel que consigam descrever o filho como o v>em nesse momento.--J. evitando assim a press%o para obter uma informa!%o que possivelmente acabara chegando mais adiante.-//. 'sicodiagnóstico Q.

:%o 'auloC 7asa do 'sicólogo 0 7onselho Kederal de 'sicologia.-2+.. Zalter.OG@7A.E'I manual. :%o 'auloI E'T. :olange Puglia. . GnI 'A:4TA)G. 5iagnóstico psicológicoI a prática cl#nica. ZE7N:)EO.écnicas de E(ame 'sicológico X . . 'rinc#pios éticos e deontológicos na avalia!%o psicológica.11. )uiz. . .