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Rede de Ensino DOCTUM Núcleo de Educação a Distância - NEaD Disciplina: METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO Professor Responsável: Msc.

Fabrício Emerick Soares

METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTÍFICO
(Conteúdo das Aulas)

Caratinga 2014 1

“A vida sem ciência é uma espécie de morte” (Sócrates)

Jornal da Ciência nº 643, 30/04/2009.

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APRESENTAÇÃO
Caro acadêmico(a), Seja muito bem vindo ao curso da disciplina Metodologia do Trabalho Científico na modalidade EaD (Educação a Distância) da Rede Doctum de Ensino. A disciplina Metodologia do Trabalho Científico, embora pouco pareça, é mais prática e menos teórica, pois, deve estimular os discentes na busca de motivações para levantar questionamentos e problemas e procurar-lhes respostas. Contudo, essa busca-procura deverá seguir o princípio científico e sua apresentação deverá ser feita através das normas acadêmicas vigentes, pois a inserção do aluno no espaço da Universidade pressupõe o ingresso no campo da elaboração do trabalho científico. Este tem como principal elemento norteador à pesquisa. Sendo assim, parece-nos evidente que a Metodologia do Trabalho Científico não é simples conteúdo a ser decorado pelos alunos. Trata-se, na verdade, de fornecer aos discentes um instrumental importante para a boa realização do trabalho científico através da organização e da disciplina. Nestes termos, consideramos bastante relevante o lugar ocupado na Universidade pela disciplina de Metodologia do Trabalho Científico, pois, em se tratando de curso superior, espaço no qual o aluno busca incessantemente o saber científico, é de fundamental importância o entendimento de que a Metodologia Científica é o estudo dos caminhos do saber, pois “método” quer dizer caminho e “logia” quer dizer estudo e ciência. Também é muito importante lembrar neste momento que você está iniciando um curso com uma metodologia totalmente diferente e nova para a maioria das pessoas. Trata-se de um curso a distância - EaD, onde você não terá um professor a discorrer sobre o conteúdo da disciplina. Portanto, o seu desempenho dependerá muito de quanto tempo você dispõe para dedicar-se ao curso, dependerá de sua autodisciplina, dedicação, compreensão de familiares, capacidade de organizar o seu tempo e de seguir um cronograma preestabelecido por você na execução de suas tarefas (Agenda Pedagógica). Em contrapartida, uma das características mais importantes na Educação a Distância – EaD é a flexibilidade de local e tempo de 3

sendo reservado para o mesmo o papel ativo na construção e reconstrução do conhecimento.DOU de 13/12/2004. disponibilizando ao discente. 2 – Tutoria: para o desenvolvimento das atividades da disciplina de Metodologia do Trabalho Científico. em linhas gerais. em número total de 10. a Rede Doctum de Ensino. em sintonia com as diretrizes da educação para o século XXI e implementando um projeto pegagógico inovador. As indicações de descrição. Para tanto. que estabelece em linhas 4 . disponibilizadas no Portal Universitário Doctum. p. além de vídeos que complementam as temáticas principais de cada aula e sugestões de bibliografia de pesquisa. duração e valoração em notas das atividades a distância e presenciais encontram-se bem definidas na Agenda Pedagógica da disciplina. 3 – Avaliação da Aprendizagem: o processo avaliativo da disciplina de Metodologia do Trabalho Científico. Seção 1. uma estrutura/organização acadêmica que contempla: 1 – Conteúdo da Disciplina: todo o conteúdo programático da disciplina de Metodologia do Trabalho Científico foi organizado em aulas. além dos tutores presenciais. uma vez que o discente é o protagonista de sua aprendizagem. responsáveis pela materialidade da disciplina e pela organização dos encontros presenciais. contam com as atividades de verificação da aprendizagem (VA). Por fim. período. numa iniciativa nova e ousada. quanto aos apsectos legais da oferta da disciplina de Metodologia do Trabalho Científico na modalidade EaD. propõe a oferta da disciplina Metodologia do Trabalho Científico na modalidade EaD. conteúdos em forma de esquemas explicativos e textos de apoio. sinalizamos a Portaria nº 4. conforme Agenda Pedagógica. aplicado ao final do semestre letivo. quanto as avaliações presenciais (AP) são em número de duas. de 10 de dezembro de 2004 .estudo. O discente também conta com o exame especial (EE). as aulas contam com objetivos bem definidos de aprendizagem. conta com atividades a distância (AD) e atividades presenciais (AP). 34. o discente conta com o apoio de tutores à distância – responsáveis por todo o processo comunicativo/interacional entre a disciplina (Portal Universitário) e os discentes. as atividades a distância. o discente deverá fazer o estudo de cada aula indicada nas respectivas etapas de notas.059.

1: As instituições de ensino superior poderão introduzir.. a saber: Art.gerais. integral ou parcialmente. desde que esta oferta não ultrapasse 20 % (vinte por cento) da carga horária total do curso.394.996. caracteriza-se a modalidade semi-presencial como quaisquer atividades didáticas. Fabrício Emerick Soares 5 . § 2. a oferta de disciplinas integrantes do currículo que utilizem modalidade semi-presencial. Poderão ser ofertadas as disciplinas referidas no caput. Professor Msc. 81 da Lei n. módulos ou unidades de ensino-aprendizagem centrados na auto-aprendizagem e com a mediação de recursos didáticos organizados em diferentes suportes de informação que utilizem tecnologias de comunicação remota. e no disposto nesta Portaria.. de 1. na organização pedagógica e curricular de seus cursos superiores reconhecidos. 9. § 1 Para fins desta Portaria. Bom semestre letivo para todos. com base no art.

VA 4. 03. 05 e 06). VA 3. avaliação individual.Atividades propostas para a disciplina Aulas 1ª Etapa de Notas – 01/08/2013 até 20/09/2013 Aula 01 Aula 02 Aula 03 Aula 04 Aula 05 Aula 06 AD – VA 1 . 02. aplicada entre os dias 18 até 22/11/2013. 09 e 10). 09 e 10) PRAZO FINAL PARA A POSTAGEM DAS AD-VA – 01/11/2013 AP 1 – Valor: 20 pontos (avaliação individual .AD . VA 5 e VA 6: Valor Total: 30 pontos – 01 ponto cada questão (Aulas 01. com questões objetivas e com consulta ao material das aulas 07.VA AD – VA 7. TOTAL 100 pontos 6 . 08. 03. com questões objetivas e com consulta ao material das aulas 01. 05 e 06) PRAZO FINAL PARA A POSTAGEM DAS AD-VA – 20/09/2013 2ª Etapa de Notas – 21/09/2013 até 01/11/2013 Aula 07 Aula 08 Aula 09 Aula 10 3ª Etapa de Notas – 02/11/2013 até 06/12/2013 Exame Especial Atividade a Distância – Verificação de Aprendizagem . 04.VA 2. VA 8. sem consulta ao material das aulas. aplicada entre os dias 23 até 27/09/2013. EE – Valor: 100 pontos 50 pontos Avaliação Presencial – AP 50 pontos Exame Especial – EE (aplicado de 11 até 17/12/2013). AP 2 – Valor: 30 pontos (avliação individual . 02. VA 9 e VA 10: Valor Total: 20 pontos -– 01 ponto cada questão (Aulas 07. 04. 08.

nada lhe dirá respeito. possibilitando o desenvolvimento de uma vida intelectual disciplinada e sistematizada. sua direção e seus propósitos. organização de seminários. e um deles é o aspecto acadêmico. ou o “caminho que conduz ao conhecimento de algo”. Simplesmente quer dizer que ela explica algo através da observação. permitindo melhor convivência acadêmica entre professores e alunos. de pensar sobre sua identidade..AULA 01: Metodologia do Trabalho Científico – organização e disciplina da vida de estudos na universidade OBJETIVOS: * Apresentar os fundamentos conceituais da metodologia. mas inter-relacionadas: 7 . ela se opõe a opinião. Os significados de metodologia mudaram ao longo de milhares de anos. Ciência refere-se a qualquer conhecimento. Já no sentido estrito. o conhecimento dos instrumentos de trabalho científico. * Relembrar a importância dos hábitos de estudo científico. Identificar suas resistências e suas afinidades. * Caracterizar e aplicar os processos da técnica de leitura analítica para análise e interpretação de textos teóricos e científicos. dentre outros. e. seu estar no mundo. no século XXI. Sem esse começar. análise e interpretação de textos. Antes de iniciar a jornada pela metodologia. Refletir sobre sua opção e escolha: qual meta eu quero atingir em minha vida? • • • • • Sinceridade: consigo mesmo. a metodologia tem hoje um amplo domínio. nada lhe interessará e você passará como branca nuvem. * Compreender a importância do conhecimento para o desenvolvimento pessoal e profissional. “odos” (caminho) e “logos” (discurso. estudo). com pelo menos três áreas distintas... Etimologicamente vem do verbo “saber”. seus desejos. tudo será vazio. bem como fornecer os pressupostos básicos da pesquisa e do trabalho científico. Motivar-se: porque desejo o que desejo? Metodologia: do grego “meta” (ao largo). abordando a filosofia e a história da ciência. sem aproveitar sua vida nos aspectos mais valiosos. começar em si mesmo um processo gradual de descoberta. * Organizar a vida de estudos na universidade. Consciência da entrada em uma nova etapa da vida: a formação acadêmica. com o rápido desenvolvimento das ciências (e da tecnologia) e do ensino superior. CONTEÚDO: Para começar bem a metodologia é preciso começar de si mesmo. Questionar-se sobre seus motivos e identidade. através do conhecimento das diretrizes de uma boa leitura. a superstição..

das questões cruciais vividas nas disciplinas. De um modo amplo e geral. reflexões e 8 . um estudo e uma prática cujos objetivos são as próprias ciências particulares. monta apostilas). * a articulação entre hábitos de pesquisa e estudo com a criatividade e a apresentação formal (as regras técnicas). * Metodologia da pesquisa: procura apresentar e aperfeiçoar as diversas maneiras de se empreender pesquisas que tenham um cunho acadêmico e científico. das teorias. os limites da linguagem. dos métodos disponíveis. assistematicamente. mesmo sem o saberem. que é a sala de aula. entrevista etc. para preparar uma aula. * Um “fio” desligado da “tomada”. procurando os fundamentos do saber das diversas ciências. embora estas devam existir. Qual o maior desafio ao trilhar os caminhos da Metodologia? * o uso de processos metodológicos de seu raciocínio lógico. a importância da normalização e formalização dos trabalhos como fator de qualidade da produção acadêmica. não deveria ser? * Um amontoado de técnicas.* Metodologia científica ou da ciência (filosofia da ciência) : preocupa-se com as reflexões epistemológicas sobre os caminhos das diversas ciências. quanto a utilização. isto é. Outras vezes retira de sua própria experiência. b) Integra os conhecimentos a respeito dos métodos em vigor nas diferentes disciplinas científicas ou filosóficas. O que a Metodologia procura e o que não procura? a) Não procura soluções. O que a Metodologia Científica não é e. dos conceitos. o professor pesquisa. todos os dias. uma bibliografia (seleciona livros. na vida cotidiana. em alguns casos. apresenta os instrumentais de pesquisa (questionário. e) Auxilia e orienta no processo de investigação para tomar decisões oportunas. Assim. ou seja. * Metodologia do trabalho acadêmico: apresenta os principais tipos de trabalho acadêmico. Como assim? De um modo geral. ou seja. exemplos práticos. textos. os professores já fazem pesquisa. d) Em um nível aplicado. avalia e identifica as limitações. a metodologia pode ser chamada de “metaciência”. c) Estuda. examina e avalia as técnicas de pesquisa bem como a geração ou verificação de novos métodos que conduzem à captação e processamento de informações com vistas à resolução de problemas de investigação. um estudo que tem por objeto a própria ciência e as técnicas específicas de cada ciência. mas escolhe as maneiras de encontrá-las. Chamamos esse processo de pesquisa assistemática. entre outros procedimentos comuns.) disponíveis e as formas de analisar os dados obtidos por meio desses instrumentos.

Muitas vezes.”. dos “apetrechos” que precisamos usar para a caminhada.constatações: “ turma X é assim”. elaboram-se novas maneiras de avaliar. porque detalhista.. Os “apetrechos” são as regras. ou seja. Organização e Disciplina na vida acadêmica: A inserção do aluno no espaço da Universidade pressupõe o ingresso no campo da elaboração do trabalho científico. porque não. Dele se extraem conceitos e definições. Consideradas pelo prisma “formal”. o estudo das metodologias é considerado inútil. Há duas formas de apresentar a metodologia: Há diversas maneiras de abordar e apresentar as metodologias. os livros. e as experiências do dia-a-dia. Por organização entende-se o bom aproveitamento do tempo. Aplicamse conhecidas formas de avaliação. 9 . vem à tona a questão da utilidade e da importância das metodologias. Apresentamos. de forma inovadora. em mestrados e doutorados. A partir das experiências empíricas. tais como. a duração das aulas. equipamentos e recursos disponibilizados para o estudo. e a partir dela mergulha-se nas metodologias e nas pesquisas. as questões cotidianas. de buscar conhecimentos. E mais importante é a disposição de ”caminhar”. em associações científicas. pois afinal. sabendo beneficiarse o máximo possível da vida universitária para sua formação humana e profissional. as normas e técnicas. a “vida é assim”. em seminários. os apetrechos servem para ajudar.. que tem como principal elemento norteador à pesquisa. duas formas distintas: Formal – abre-se um “velho” manual. tornam-se propulsores dos caminhos que queremos trilhar. Por disciplina entende-se a dedicação do aluno ao estudo. e. aplicam-se. procura-se “reproduzir” o que se leu e aprendeu. os interesses mais próximos de nós. computadores e também os docentes. como preferem os lingüistas. conhecidas formas de avaliação. Mas a ciência precisa de rigor para fazer qualquer generalização. essa questão tende a ser respondida de forma negativa. “o perfil do aluno do curso tal é assim.. os laboratórios e bibliotecas. do espaço e dos instrumentos.. Para uma boa realização do trabalho científico recomenda-se a organização e a disciplina. Na maneira “vital”. E temos aqueles que já fazem trabalhos e estudos organizados e trabalham com grupos de estudo. empreendemos a generalização ou sinédoque. Vital – abre-se a vida. que escrevem livros etc. especificamente.

depois procure o significado deles. dicas e orientações como poderão lidar com as exigências próprias da produção do trabalho científico. 2º passo: questionar o que se lê. fazer grifos. Mas não basta apenas a consulta das palavras. organização de horários. A expressão “papel social”. faz-se a procura de termos próximos (por exemplo. podem ser procuradas “razão”. levantamento de termos à medida que se lê. sumário.. mas é indispensável o uso de dicionários específicos (Filosofia. subtítulos. Entretanto. identificação das referências históricas e filosóficas contidas no texto. a seguir. “objetividade” e “ciência”) ou termos da mesma família lingüística (sociologia. ou escrever perguntas no papel sobre o texto. 4º passo: identificar o contexto e as referências históricas. diversificação dos tipos textuais. filosofia). até o item seguinte. Posição corporal. sociedade e socialização) ou pela origem etimológica (sociologia: do latim socius = sociedade e do grego logia / lógos = tratado. questionamento do que se lê. 3º passo: estudo do vocabulário: dicionários específicos (sociologia. embora nada impeça que o aluno crie sua estratégia própria de organização. para criticar-se um posicionamento? • • • • • • • • 10 . Condições para iniciar a Metodologia: Leitura: organização de horários. pois. uma técnica é dar títulos. Um dicionário comum ajuda. desde que não comprometa o processo de sua boa formação acadêmica. interpretar itálicos etc. finalidade da disciplina de Metodologia do Trabalho Científico auxiliar aos alunos a organizarem-se melhor nesse espaço escolar no qual se encontram e através de recomendações. etc. por exemplo. Cinco passos básicos para uma boa leitura: 1º passo: leitura elementar ou global: folhear e refletir sobre capa. esboçando-se. transformam-se os títulos/subtítulos em perguntas. início de cada capítulo. sem parar a leitura.. à medida que se lê. pelo menos. realize o levantamento de termos ou palavras não compreendidas em uma folha. Na pesquisa de vocabulário. filosóficas. será encontrada em um dicionário de Sociologia. estudo do vocabulário do texto. Diretrizes para a Leitura. respostas. psicologia. estudo).É. Diversificação de fontes. sublinhamento de palavras-chave e idéias principais. rascunhar perguntas a lápis no texto. para o termo “racionalidade”. é preciso identificar-se o contexto em que são empregadas: a palavra está sendo usada para discutir-se uma proposição. conclusão. postura corporal adequada. Sociologia) para o bom entendimento de um texto. a leitura é o ponto de partida para a realização de qualquer trabalho científico. análise e interpretação de textos: Indiscutivelmente. introdução. Leitura contínua. Ainda nesse passo. a leitura realizada com a finalidade de se elaborar um trabalho científico requer algumas condições como ambiente adequado. Psicologia.

deve-se atentar para a posição. resumos.]” (GENRO. ao estudar. Leitura contínua para a aquisição da prática: quem não possui hábito da leitura.  Definição mais ampla: todo trabalho em forma de documento produzido no âmbito do Ensino Superior. para um bom aproveitamento das disciplinas. Diversificação das fontes de leitura para que se consiga “navegar” pelos diferentes tipos de textos. Posição corporal adequada: mesmo sendo-se malabarista. embora etc. para uma boa pesquisa. o que permite a visualização imediata das idéias principais. Reconstituição do texto. aquela que norteia os argumentos do autor. Pré-condições do Trabalho Acadêmico: Diante da exigência de trabalhos acadêmicos. muitos não conseguem separar o que é importante do que é acessório. relatórios (dos mais variados aspectos e formas). Cuidado para não grifar tudo. • • • • •       11 . não se deve pensar que tudo é importante. Observações: Faça pausas na leitura. Organização de horários para estudo e leitura. 66). é preciso relembrar as pré-condições para uma boa vida acadêmica.. projetos. Quais seriam: Ambiente adequado. segundo a ABNT é:  Um documento que resulta de um estudo e que expressa um conjunto de conhecimentos construídos e adquiridos nas disciplinas.  Nessa definição entram resenhas.• 5º passo: sublinhar apenas palavras chave. ler devagar ou precisar de reler o texto várias vezes. Deve-se ter sempre presente: o que o autor quer dizer com tal texto? Identificação da tese do autor: todo texto tem uma proposição central. Recomenda-se que a cada 50 minutos. baseando-se nas palavras e expressões sublinhadas. Por exemplo. Descanso: a cada hora de estudo 10 minutos de intervalo. Avaliação das idéias expostas: os argumentos do autor estão bem articulados? Que falhas existem na exposição das idéias? Elas estão estreitamente relacionadas entre si? Só se devem sublinhar aspectos essenciais. elementos de coesão que criem idéia de oposição (mas.). O trabalho acadêmico. 2000. se faça uma pausa de 10 minutos. p. Veja-se um exemplo de texto sublinhado: “A pergunta crucial do nosso tempo é se as formas de resistência atuais dos setores e classes sociais que estão sendo dilacerados pelo sistema têm outras alternativas. correta e confortável. Uma saída não conservadora que possa aprofundar a democracia e retomar a inclusão social como essência do desenvolvimento [.. nos cursos e programas desenvolvidos.

não saberá tomar apontamentos e. abrindo cada vez mais os horizontes do saber. É preciso ler e principalmente. os mestres apresentam criteriosa bibliografia. entre os tratados gerais de consulta obrigatória. apenas. é preciso ler. aos livros. Devemos temer o homem de um livro só. é necessário ir às fontes. É muito importante participar das aulas. Ler bem é o ponto fundamental para os que quiserem ampliar e desenvolver as orientações e aberturas das aulas. alguns livros são básicos. Aliás. Quem lê constrói sua própria ciência. ser indicado um. aos autores. elas não circunscrevem. ler bem. ao menos. Durante as primeiras aulas de qualquer disciplina.Forma e da estrutura – ABNT:  Os elementos da forma dizem respeito à apresentação gráfica. não seria igualmente impossível pensar em fazer um bom curso sem ter à mão boas fontes de leitura? É possível que se pretenda fazer um curso universitário sem freqüentar bibliotecas ou sem adquirir. para quem quer colher todo fruto das aulas. principalmente. que o aluno não pode ater-se exclusivamente a ele. não saberá estudar. A estrutura dos trabalhos. Diremos. ler muito e. não limitam. a como o trabalho deve ser digitado. * Elementos textuais (o texto) * Elementos pós-textuais (vêm após o texto). e pode. abrem horizontes para as grandes caminhadas do aluno que leva a sério seus estudos e quer atingir resultados plenos de seus cursos. Elementos da estrutura do trabalho: O trabalho acadêmico é dividido em três partes básicas: * Elementos pré-textuais (antecedem o texto). como livro de texto. quem não lê memoriza elementos de um todo 12 . disciplinando a mente e alargando a consciência pelo contato com formas e ângulos diferentes sob os quais o mesmo problema pode ser considerado. ao contrário. outros são mais especializados ou se concentram em algum item do programa. ler bem. os livros básicos para cada programa? A leitura amplia e integra os conhecimentos. diziam os antigos. finalmente. dizem respeito aos itens obrigatórios e essenciais. TEXTOS COMPLEMENTARES: TEXTO 01: O DESAFIO DA LEITURA Não basta ir às aulas para garantir pleno êxito nos estudos. ou de leitura obrigatória. É necessário abeberar-se de outras fontes mais amplas mais especializadas sobre cada tema ou sobre cada pormenor dos programas. quase todas as cadeiras desenvolvem programas de pesquisa bibliográfica para que o aluno desenvolva temas e reconstrua ativamente o que outros já construíram. Quem não sabe ler não saberá resumir. Para elaborar trabalhos de pesquisa. enriquecendo o vocabulário e a facilidade de comunicação. desonerando a memória. A indicação do livro de texto tem vantagens e inconvenientes cuja a análise ultrapassaria os limites que este compêndio impõe. “Timeo Hominem Unius Libri”. Se não é possível pensar em fazer um bom curso sem descobrir ou fazer aparecer espaços de tempo para o estudo extra-aula e se é necessário programar criteriosamente a utilização desse tempo.

1998). o crescimento cultural tem crises como o crescimento físico. ao terminar um curso superior. Nessa perspectiva permite-nos dizer que o leitor competente é aquele que é capaz de selecionar e utilizar dos mais variados textos que circulam socialmente e que consegue entender o que ler. É preciso sentir atração pelo saber. antecipação. do sistema de escrita: decodificando-a letra por letra. não um pequeno depósito de conhecimentos. é capaz de ler além do texto. ler é um processo de interação entre o leitor e o texto. deveríamos não só estar capacitados a repetir o que foi aprendido na faculdade. aplicar os conhecimentos obtidos com a leitura na realização de um trabalho. pois dá ao homem direito à opção. É preciso ler. quem não sente apetite não deve deixar de alimentar-se. através de pesquisas. Leitura é também construção de sentidos. como também estar habilitados a desenvolver. Também na leitura trabalhada devemos ser perseverantes. inferência e verificação. de tudo o que se sabe sobre a língua: características do gênero. ou mero encanamento por onde as coisas apenas passam. E. Trata-se de uma atividade que implica necessariamente. sem as quais não é possível rapidez e proficiência. comprometeria sua saúde. Esta afirmação implica em várias conseqüências. informar-se sobre um determinado fato. palavra por palavra. De acordo com Isabel Solé. pois exige que o leitor mobilize diferentes tipos de conhecimentos para realizá-la. só esta perseverança garantirá aquela espécie de saltos de integração de dados. "(PCNs. depois vem a existência de um objetivo para guiar a leitura. devanear. que se vão acumulando e associando como frutos da leitura continuada.que não se atingiu. ler bem. Qualquer leitor experiente que consegue analisar sua própria leitura constatará que a decodificação é apenas um dos procedimentos que utiliza quando lê: a leitura fluente envolve uma série de outras estratégias como seleção. temas nunca abordados em aulas. mas isso só é possível a partir do momento em que o sujeito compreende o que lê. 1987). precisamos entender o que é ler e porque a leitura é uma atividade complexa que envolve vários aspectos. ou seja. O universo de objetivos e finalidades que levam um leitor a um texto é amplo e variado. (Solé. e encontrar onde buscá-lo. A Leitura tem uma função crítica e social muito importante. compreensão na qual os sentidos começam a ser construídos antes da leitura propriamente dita. Os PCNs em um trecho dizem que: "A Leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção de significados do texto. É necessário iniciar este trabalho com determinação e perseverar nele. confirmar ou refutar sobre um conhecimento prévio. sobre o leitor. preencher um momento de lazer. do seu conhecimento sobre o assunto. buscar informações concretas. a um posicionamento próprio da realidade. quer dizer uma finalidade. Deveríamos ser uma pequena fonte. Podemos considerar que há finalidade da leitura que fazem parte das perspectivas gerais do individuo: 13 . ler muito. TEXTO 02: A IMPORTÂNCIA DA LEITURA Antes de evidenciarmos a importância da leitura. a partir dos seus objetivos. Primeiro envolve a presença de um leitor ativo que processa e examina o texto. A Leitura constitui um importante escudo contra o processo de alienação. do portador.

LEITURA RECOMENDADA: ALVES. LIBANIO. 2001. São Paulo. A aula e o seminário. 14 . Porto Alegre: Artes Médicas. São Paulo: Loyola. uma educação que se queira libertadora. Apresentação de Trabalhos Acadêmicos: normas e técnicas. J. SILVEIRA. O amor que acende a lua. B. Belo Horizonte: UFMG. E na organização de uma sociedade mais justa e mais democrática que vise a ampliar as oportunidades de acesso ao saber. pelo caminho da Leitura. Rubem. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Emerson Sena.. DIONE. Cortez. humanizante e transformadora passa necessariamente. Princípio científico e educativo. 1999. SILVA. José Maria. Permitir a compreensão do processo comunicativo da linguagem. não se pode desconhecer a importante contribuição política da leitura. Juiz de Fora: Juizforana. São Paulo: Papirus. Dessa forma. 8ª ed.     Ampliar a visão do mundo. LAVILLE. Inserir o indivíduo na cultura letrada. 1999. Introdução à vida intelectual. C. J. Pedro. Favorecer o processo de humanização e interagir nas relações sociais de seu tempo. 2002. Possibilitar a vivência de emoções. 2001. In: __________. DEMO.

      Nesta etapa. b) anotação resumida: colocação das idéias principais. 15 . • Podem ser utilizadas duas maneiras: a) anotação esquemática: um esquema numerado das idéias principais. um relatório etc. reler.. sublinhar e rascunhar as anotações. Sociologia). Na busca da essência do texto.. caracterizar e diferenciar os principais tipos de trabalho acadêmico e os elementos constitutivos dos mesmos. os subtítulos. Resumos e Resenhas. d) Deve-se ter sempre presente: o que o autor quer dizer com tal texto? e) Avaliação das idéias expostas: os argumentos do autor estão bem articulados? Que falhas existem na exposição das idéias? Elas estão estreitamente relacionadas entre si? Organização da leitura • Ao se ler um livro ou qualquer texto para um resumo. registrando-se detalhes. a conclusão e a lista das fontes de pesquisa. é essencial que se façam anotações por escrito. c) Conhecimento dos argumentos do autor (refutação. a introdução. uma monografia. mas é indispensável o uso de dicionários específicos (Filosofia. Psicologia. levantar informações importantes para a compreensão do que se lê. * Identificar.AULA 02: Elaborando os Trabalhos Acadêmicos OBJETIVOS: * Apresentar os principais tipos de trabalho acadêmico tanto do ponto de vista dos conceitos. Um dicionário comum ajuda.. rascunhadas (a lápis). * Apontar as diversas técnicas de documentação para elaboração do trabalho acadêmico e Identificar as características da linguagem científica. b) Não perder tempo. comprovação ou questionamento). Realizar um levantamento de termos não compreendidos. Questionamento do que se lê: faz-se uma série de perguntas ao texto. Relembrando os passos básicos da leitura: Visão global: toma-se o livro ou texto. quanto das normas técnicas. Identificação das referências históricas e sociais contidas. CONTEÚDO: Elaborando Fichamentos. para que o contexto seja esclarecido. as “orelhas”. faz-se a leitura e a reflexão sobre o sumário. o leitor tenta identificar as idéias principais. • Para realizá-las. uma prova. são exigências: a) A apreensão das principais proposições do autor. é necessário: ler o texto sem interrupção.

16 . Defende que é preciso superar a crença de que o cientista. no exemplo abaixo). Brasiliense: São Paulo. Eles podem ser feitos no computador. SARAIVA. Petrópolis: Vozes. Brasiliense: São Paulo.FICHAMENTOS DE LEITURAS: • Os fichamentos destinam-se ao registro da leitura. P. Folha de S. p. em relação a outras pessoas comuns.: a ficha de bibliografia pode ser prolongada indefinidamente e deve passar por uma constante atualização. Revista Científica da REDE DOCTUM. artigos e outras fontes sobre um tema.: Colocar o número da página da qual se extraiu a citação é essencial. • Os tipos básicos de fichamentos são: a) Fichamento de bibliografia: levantamento de livros. ed. Um título genérico deve indicar o assunto que se está fichando (Cultura e violência. Obs. 2. Cultura e violência 1 MOESCH. p. Metodologia da ciência 1 ALVES. São Paulo. O mundo da violência. J. 2003.” c) Fichamento de resumo: resume-se o conteúdo da leitura (partes ou todo). N. Metodologia da ciência 1 ALVES. ou mesmo em folhas de ofício comuns (ou caderno. Bernardo. 15. essencial ao trabalho acadêmico (MEDEIROS. mas sem picote). v. P. 2009. Caratinga. Havendo necessidade de mais de uma ficha. elas serão numeradas no canto direito superior. 15. ed. Rubem. em fichas de papel com pauta. pensa mais e melhor. Mais!. O novo mundo digital. capítulo 01. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. Brasil: exclusão. 1992. Usam-se aspas e registra-se a página de onde foi retirada a citação. porque ele induz o comportamento e inibe o pensamento. b) Fichamento de citação: transcrevem-se os trechos essenciais do livro ou texto. abr.“O cientista virou um mito. 12 junho 2003. ano 23. E todo mito é perigoso. 1992. 11 . Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. Obs. Cuidado com o recorte de frases! Atentar para o contexto no qual elas estão inseridas. Paulo. SARAMAGO. Rubem. 2000). direito e violência. 3. 03-05 – Esse texto reflete sobre a relação de semelhança entre senso-comum e a ciência. Analisa as imagens mais comuns sobre a ciência e o cientista. 34-56.

com a mesma formatação. a seguir.Conclusão: síntese ou elaboração de um texto que expresse de forma sintética as idéias originais.  Autor: nome de quem fez a resenha. em geral. Situase o autor em um contexto. peças teatrais. livros literários (romance. 12. separado do título por dois pontos. sem negrito. O subtítulo (se houver) deve subordinar-se ao título. tamanho 12. termos empregados. 3 . livros acadêmico-científicos. analisando-o (não usa ADJETIVOS ou “Eu acho”).5). com o breve relato das credenciais do autor da resenha. as conclusões/metodologia do autor.RESENHA: O que é resenha. comenta as fontes. na 3ª linha. centralizadas. Há dois tipos de resenha: descritiva e avaliativa.). negritadas e entrelinhamento 1. O resenhista posiciona-se. A resenha compõe-se de 3 partes básicas: 1. artigos etc. estudam-se conceitos. deixa-se uma linha em branco de espaçamento (tamanho 12 e entrelinhamento 1.Apreciação crítica: avaliação da qualidade/consistência. com entrelinhamento 1. teorias e autores mencionados. explicitando-se as teorias e os dados nos quais o autor se baseou. sendo a resenha realizada por especialistas da área em questão. Seu tamanho. seguido de uma nota de rodapé na primeira página. Análise temática: responde-se às seguintes questões: sob qual perspectiva o texto trata dos assuntos? Que problema o autor enfoca? Como soluciona? Que posição assume? Como demonstra o raciocínio? Análise interpretativa: apresenta-se uma posição a respeito das idéias do texto. Podem ser resenhados filmes. entre o título/subtítulo e o autor. varia de três a seis páginas. dados históricos e teorias usadas. exigente e criativo” (MEDEIROS. O segundo é mais específico. A crítica deve seguir dois caminhos: a) interna (conteúdo da obra e significado analisados). É opcional a recomendação da leitura.5. político). aparece em jornais e revistas de grande circulação. poesia etc. 2000). respondendo-se às seguintes questões: qual a coerência/originalidade do texto? Qual a contribuição que apresenta? O autor atinge o objetivo proposto? O que deixou de ser abordado? A abordagem foi adequada? A resenha é digitada com as seguintes regras:  Título: a resenha PODE (ou não) ter título próprio digitado em letras maiúsculas.5). aparecendo em revistas acadêmico-científicas. 17 .  Nome do autor digitado com recuo esquerdo de 8 cm (letras normais. A resenha deve fazer três tipos de análise: Análise textual: pesquisa do vocabulário e sondagem dos fatos apresentados e autoridade dos autores citados. elabora-se um rascunho. identifica os diversos tipos de contexto nos quais a obra está inserida: (histórico. b) externa (obra analisada nos contextos cultural e social nos quais foi produzida). 2 . O primeiro tipo é geral. afinal? A resenha é um “trabalho crítico.social.Breve resumo inicial: apresentam-se o autor e o livro.

 O texto da resenha é escrito em letras normais. 1 Mestre em Administração. porém peca ao não citar as fontes. p. dissertações e teses). São Paulo: Graal. ed. professor da Rede Doctum ou Aluno do 2º período do curso de Administração das Faculdades Doctum de Caratinga. para dizer o mínimo. Análise. deixa-se uma linha em branco de espaçamento. a linguagem científica exigida em um assunto tão importante. a família patriarcal tradicional está emda obra. 2000. não é inversão da ordem da frase. (notas e comunicações. tornar-se-ia uma resenha. indicado por uma nota de rodapé na primeira página. Haverá um futuro para a família tradicional? Renato Emílio1 Nome do resenhista. 40 páginas. alinhadas à esquerda. artigos e trabalhos de conclusão. Exemplo: CILENE. A família patriarcal é fonte de neuroses e acumuladora de capital. entrelinhamento simples. 3. Introdução: panorama Segundo Cilene. Conclusão: posição e recomendação. o livro é perturbador. ressaltando a progressão e a articulação entre elas” (MEDEIROS. é preciso ler com cuidado. ele não deve apresentar crítica. constante e irremediável declínio. O livro é escrito em uma postura ofensiva. Emile. “orelhas” de livros. justificadas e com entrelinhamento 1. entre o nome do autor da resenha e a referência. apreciação ou desenvolvimento. 123). nesse caso. ISBN 309868-89. A falência do modelo patriarcal de família. não é substituição de um termo ou outro. Digitado em bloco único. pois falta ao autor. constatação que aparece ao longo dos dez capítulos da obra. Referência com os dados completos Título de apresentação da resenha (opcional) Apresentação do autor e do livro. Por fim. O que não é resumir? Resumir não é cópia. Pesquisando estatísticas e desenvolvendo análises longitudinais. Os resumos são classificados em dois tipos básicos: Resumo indicativo: resumo da idéia principal. 14 x 21 cm. tamanho 12. é criativo. Emile Cilene. Referência: letra tamanho 12. relatórios técnicocientíficos. 2009. RESUMO: O que é um resumo? Ele pode ser definido como “uma apresentação sintéti ca e seletiva das idéias de um texto. pesquisadora e socióloga francesa radicada no Brasil é considerada um das melhores estudiosas da sociologia da família. a família patriarcal é demolida a golpes de psicanálise e sociologia. sem atentar para a linguagem científica. o mesmo espaçamento entre a referência e o início do texto. Nos capítulos iniciais. Escrito originalmente na década de 1979. apesar de ser um clássico na sociologia das famílias. pois. 18 . ____________________________ Credenciais do resenhista. Portanto.5.

”) ou impessoal (“busca-se apresentar neste trabalho. plágio significa “Assinar ou apresentar como seu (obra artística ou científica de outrem)”. cenoura e nabo. metodologia. José foi a feira comprar batata. As palavras são substituídas por termos equivalentes. a elaboração de um texto pessoal.. Quais são os passos do resumo? PRIMEIRO . ou inverte-se a ordem da frase. Na construção da redação final do resumo.Sublinhar as palavras-chave. formação etc) e do livro (exposição geral das idéias importantes e da estrutura do livro ou obra). TERCEIRO – Aplicar. Como deve ser um bom resumo? Ao se resumir um livro (ou partes). Evite a paráfrase de simples substituição.Introdução: apresentação do autor do livro ou texto (credenciais. que significa trapaceiro (. um artigo etc.. resultados e conclusões. Quais são os principais itens de um resumo? Para que seja inteligível. 151)..Enxugamento: cortar todas as palavras não essenciais ou que não interfiram no sentido do texto. 2000.. José comprou legumes na feira. 19 .Desenvolvimento: assunto do texto. o resumo deve conter três partes: 1 . o texto deve ser redigido como um todo. Essa paráfrase é pobre. caso seja possível. Pode chegar à cerca de 15% do texto completo. A origem etimológica da palavra ilustra o conceito que ela carrega: vem do grego (através do latim) plagios. 2 .. todavia) 2 – Generalização: trocar elementos particulares por um elemento geral. O principal instrumento disso é a paráfrase. chuchu. 3 itens: 1. 2. O que é paráfrase? É traduzir “as palavras de um texto por outras de sentido equivalente.) (FERREIRA.Resumo informativo: expõe finalidades. Qual poderia ser o estilo de redação do resumo? Pode-se: a) Usar linguagem pessoal (“busco apresentar neste trabalho. (cuidado com palavras de oposição: mas. não saber se vão ou não ser realizadas. não é realizar ou não as reformas.”). 3 . é quase plágio. desde que ela seja uniforme ao longo de todo o trabalho. mas como realizá-las”. portanto. com poucas divisões internas e sem se imitarem as divisões de capítulos/itens do livro ou do texto. Exemplo: “O problema. Não usar adjetivos! Resumir comporta duas partes: 1. contudo. mantendo as idéias originais” (MEDEIROS. metodologia. SEGUNDO .. a idéia do autor do texto original surge reelaborada. Exemplo: Em um dia de domingo.Conclusão: síntese dos principais argumentos do autor.Ler atentamente: uma leitura de folheio e outra mais profunda (vocabulário).. 2004). Paráfrase pobre: O problema é como realizarem-se as reformas. p. Segundo o dicionário Aurélio. muito comum. a compreensão do texto original. critérios utilizados e a articulação das idéias. podendo substituir a consulta ao texto original. objetivo.

O ideal é que todos leiam integralmente o texto e.3 – Seleção: o texto é relido e seleciona-se os termos definitivos. apresentação das questões norteadoras. diversificados quanto à maneira de abordagem do tema. 1999). os quais todos os participantes devem ler. Um seminário sobre violência. símbolos etc.Depois se compara com o original. 2 . escrito e distribuído com antecedência aos participantes (pelo menos uma semana antes). Quais os procedimentos importantes para a boa realização de um seminário? Cada equipe do seminário tenha no máximo 5 ou 6 integrantes. QUARTO – Rascunho: elabora-se um rascunho sem ler o original. A lista das fontes precisa ser bem selecionada. discutam. O texto deve ter: apresentação geral (resumo do tema). para que ocorra um bom debate. Diretrizes para a realização de um Seminário: O que é um seminário? O seminário é um procedimento que usa dinâmica de grupo para estudo e pesquisa. QUINTO .Seminário temático: os participantes apresentam trabalhos.   O professor poderá intervir nas exposições e debates sempre que julgar necessário. artigo etc. pois o seminário é como juntar as peças de um grande quebra-cabeça: cada um tem um pedacinho. pode apresentar e discutir visões diferentes acerca do tema. entre outras). Qualquer um do grupo pode fazer a pergunta inicial.  O coordenador do seminário e distribui o tempo da apresentação de cada grupo (máximo 20 minutos) e realiza intervenções oportunas.) desde que não exceda o tempo de apresentação do grupo.  A arrumação do local deve permitir o diálogo coletivo (disposição circular é uma alternativa. É um círculo de debates para o qual todos devem estar suficientemente preparados. Não é recomendável a divisão de páginas de leitura ou capítulos de uma mesma obra entre os membros do grupo. por exemplo. murais. que sirva de base às discussões. depois. 20 . pode-se lançar mão de outros recursos (vídeo.. amplo debate acerca do tema e breve conclusão. Qual seu objetivo? Ele visa a aprofundar a reflexão sobre determinado problema a partir da utilização de textos/equipes. mas convergentes na temática. O tempo deve ser dividido de forma a se contemplarem os seguintes momentos: breve apresentação inicial do tema. corrigi-se e se faz o definitivo. esquema (tópicos). Pode incluir o uso de recursos visuais Existem diverso tipos de seminário? Sim. Isso dificulta a visão do todo.  É necessário um texto-roteiro. nesse caso. A equipe deve reunir-se algumas vezes antes da apresentação.Seminário de leitura/estudo de textos: escolhem-se diversos textos por tema. para melhor preparar o seminário. questões para debate (2 ou 3) e o trecho de um livro. entre eles: 1. O professor funciona apenas como juiz da partida (ALVES.

Achar que tudo o que ouvimos é verdadeiro. É mais uma conseqüência dessa visão neoliberal de que todos têm liberdade de expressar uma opinião. sem a menor vigilância epistêmica de quem os coloca no ar. de tanto lixo e "ruído" sem significado científico que nos são transmitidos diariamente por blogs. M.. escolhida.] Há 500 anos nós.administrador e economista. 1995. MARCONI. Porto Alegre: Artes Médicas. 21 . ouvimos e aprendemos de outros seres humanos. aquela parte da filosofia que nos propõe indagar o que é real.htm TEXTO 02: ERA DA INFORMAÇÃO OU DO LIXO ELETRÔNICO? Stephen Kanitz . com sérias conseqüências para nossa vida profissional. que nunca há uma segunda intenção do interlocutor. nossas universidades não ensinam epistemologia. Infelizmente. Juiz de Fora: Juizforana. é viver ingenuamente. LAVILLE. E. José Maria. Discordo profundamente desses gurus. M. livres-docentes e doutores. J. Fonte do texto: Revista VEJA. essa elite não é mais lida. como se opiniões não precisassem de rigor científico e epistemológico antes de ser emitidas. estamos na "Era da Desinformação" porque perdemos nossa vigilância epistêmica. lógica. LEITURA RECOMENDADA: DEMO. 1992. 2007. Belo Horizonte: UFMG. Embora o ser humano nunca tenha tido tanto conhecimento como agora.br/CCIVIL/Leis/L9610. Metodologia Científica em Ciências Sociais. para não sermos enganados. LAKATOS.gov. SILVA. MORIN. Ninguém nos ensina nem nos ajuda a separar o joio do trigo. Itália e Inglaterra no século XIV criaram as várias universidades com catedráticos escolhidos criteriosamente. nos preocupamos com o método científico. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Significa não acreditar em tudo o que é escrito e é dito por aí. "Vigilância epistêmica" é a preocupação que todos nós devíamos ter com relação a tudo o que lemos. entrevistada nem ouvida em primeiro lugar. E. está lentamente desaparecendo. ano 40. Ciência com consciência. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil. C. n º 39. 1999. Pedro. justamente para servir de filtros [. DIONE. 2002. 1996.. e assim por diante. 20. prestigiada. estatísticas de todos os tipos. São Paulo: Abril. 3ª edição. antes de sair proclamando "verdades" ao grande público. chats.TEXTOS COMPLEMENTARES: TEXTO 01: http://www. professores titulares. São Paulo: Atlas. Pelo contrário. a análise dos fatos usando critérios científicos. SILVEIRA. Metodologia do trabalho científico. Hoje. Emerson Sena. estamos na realidade na "Era da Desinformação"... p. Apresentação de Trabalhos Acadêmicos: normas e técnicas. edição 2028. São Paulo: Atlas. 3 de out. Foi por isso que as "elites" intelectuais da França.planalto. inclusive em salas de aula. com sérias conseqüências. o que dá para ser mensurado ou não. podcasts e internet.

AULA 03: A Ciência e o Conhecimento nas suas múltiplas interações – Apontamentos sobre o Conhecimento Humano OBJETIVOS: * Reconhecer a importância do conhecimento para o desenvolvimento pessoal e profissional. * Identificar a importância do conhecimento para o desenvolvimento de uma nação. * Identificar os tipos de conhecimento existentes diferenciando-os do conhecimento científico a partir da caracterização dos mesmos; * Compreender os conceitos dos tipos de conhecimento e sua aplicabilidade na construção da ciência O Conhecimento Humano e seu Foco Histórico... Antes de tudo, é necessária a compreensão de que o conhecimento é a incorporação de uma explicação nova, ou original, ou a revisão de alguma outra explicação sobre um determinado fato, fenômeno ou evento. Disto decorre que o conhecimento não nasce do vazio, mas das atividades humanas, de suas experiências cotidianas. Por isso o homem é o único ser capaz de criar, produzir e transformar conhecimento, bem como aplicá-lo em diferentes meios e situações visando a melhoria da condição humana. Nesse processo, criamos sistemas simbólicos, como a linguagem, do qual nos utilizamos para registrar nossas próprias experiências e repassá-las aos outros. Por essa razão, o conhecimento científico deve ser entendido como uma forma de conhecimento, mas não a única, pois se trata de uma linguagem (ou sistema simbólico) própria para o registro e transmissão das experiências humanas. Os Tipos de Conhecimento... Conhecer é atividade fundamental e importante para as ciências em geral, para os homens, para as organizações. Na vida pessoal e profissional. Mas como se conhece? Com o é possível ter certezas sobre o que se conhece? Quais são os tipos de conhecimento? São perguntas importantes para adentrar na metodologia, ou seja, no caminho que conduz ao conhecimento.

POR ONDE A GENTE APRENDE E CONHECE?

Pense nas situações abaixo:

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Um grupo de guerreiros indígenas toma cuidado quando colocam a canoa na água porque crêem que se ela balançar não terão êxito na pesca;  Um homem anda pelo mato, corta um galho na forma da letra V, levando-o suspenso acima do solo procurando fontes de água;  Um médico percorre as páginas de um livro de Dermatologia tentando identificar uma erupção na pele de um paciente; Cada uma dessas pessoas procura solução e explicação. Suas fontes de "verdade". E, em termos metodológicos, quais poderiam ser as fontes da verdade ou das verdades? Intuição: qualquer lampejo de introvisão (certa ou errada) cuja fonte o receptor não pode ou não consegue identificar/explicar totalmente. Ex.: Galeno, médico grego do século II d. C.. Preparou um mapa do corpo humano que mostrava onde poderia ser penetrada a pessoa humana que houvesse ferimento fatal. Como sabia? Apenas sabia. Autoridade: legitima a massa de experiência e de conhecimento. Ex.: Galeno, médico grego foi citado e usado como fonte verdadeira até cerca de 1800 pelos médicos. Outra autoridade na área dos conhecimentos em geral foi Aristóteles. Uma autoridade não descobre novas verdades, mas pode sufocar ou impedir a investigação e a descoberta de outras. Ex: A Inquisição Católica, O Partido Comunista etc. Mas a autoridade é um ponto de referência. Por quê? Grande quantidade de conhecimentos = os indivíduos não dominam todo conteúdo = os especialistas que coletaram conhecimento em determinado campo. Autoridade pode ser: Autoridade religiosa ou sagrada, que surge da fé, da tradição ou de documentos sagrados: Bíblia, Alcorão ou Tradição oral; Autoridade secular, que surge do acúmulo da tradição não-religiosa por meio da literatura ou das comprovadas investigações científicas. Subdividida em: científica secular e humanista secular. a) Tradição e costumes: Caracteriza-se pelo acúmulo de experiências e informações. Porém preserva tanto sabedoria como informações inúteis. b) Bom senso: podem ser definidas como um grupo de idéias formuladas pela observação e experiência assistemática, sem controle científico. Elas frequentemente

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resultam em auto-engano, pois alega-se que não precisam de provas ou então que já forma provadas. Não resistem a uma análise científica mais eficaz. Leia os exemplos:  O caráter de uma pessoa transparece no rosto;  Quem trapaceia nas cartas trapaceia nos negócios;  A literatura pornográfica encoraja crimes e perversões sexuais; Esses ditados populares são apenas impressões, pois a investigação científica constata que:  Não existe correlação definida entre as características faciais e as da personalidade  A honestidade em uma situação pouco diz sobre o comportamento de uma pessoa em outra  Não existe correlação entre o consumo de literatura pornográfica e comportamento sexual socialmente desaprovado.  Bom senso e tradição estão juntas e formam o saber tradicional de um povo. O chamado conhecimento popular ou senso comum. A distinção entre os dois tipos de fontes de verdade é a seguinte: a primeira seriam as “verdades” aceitas sem critica (recentes ou antigas) e a segunda seriam as “verdades” que a muito tempo se acreditam que sejam assim. O bom senso reúne observações práticas da vida social. Muitas vezes se baseiam em ignorância, preconceito e interpretação errônea. Ex.: o europeu medieval observando que os pacientes febris estavam livres de piolhos, o que não ocorria com os outros tiraram conclusões do bom senso de que o piolho curava a febre e por isso salpicavam de piolhos a cabeça dos pacientes febris. CONSTRUINDO CONCEITOS A PARTIR DOS TIPOS DE CONHECIMENTO: Conhecimento Popular Valorativo Reflexivo Assistemático Verificável Falível Inexato Fonte: (TRUJILLO,1974) Conhecimento Filosófico Valorativo Racional Sistemático Não verificável Infalível Exato Conhecimento Religioso (Teológico) Valorativo Inspiracional Sistemático Não verificável Infalível exato Conhecimento Científico Real (factual) Contingente Sistemático Verificável Falível Aproximadamente exato

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p. 2010. do particular ao universal (CERVO.06). conhecimento do mundo material exterior em que se acha inserida e de um certo número de pessoas. Parte-se do concreto material para o concreto supramaterial. 2010. objetos. lembra-se delas. p. tirado de uma religião positiva (CERVO.08) O que funda o conhecimento religioso é a fé. os conhecimentos são transmitidos de uma pessoa a outra e de uma geração a outra. Reflete a crença de um grupo de pessoas que são os filósofos. tendências e sentimentos. SILVA apud IBE. ora aprendendo. Pela vivência coletiva. 2010. (IBE. de suas ideias. p. perceptíveis pelos sentidos ou por instrumentos. tem explicações concernentes à razão de ser das coisas e das pessoas. A postura destes é especulativa diante dos fenômenos gerando conceitos subjetivos. em um intenso processo de interação humana e social. é sorvido dos outros e das tradições da coletividade ou. sendo de ordem material e física. apud IBE. Eles dão sentido aos fenômenos gerais do universo. Vê essas pessoas no momento presente. prevê o que poderão fazer e ser no futuro. Cada qual se serve da experiência do outro ora ensinando. BERVIAN. não sensíveis.05). Para (SOUZA. pois.Conhecimento Popular: Pelo conhecimento empírico. Não é preciso ver para crer e devemos crer mesmo que as evidências apontem para o contrário do que a religião nos ensina. por esse motivo. 2010. partir dos dados materiais e sensíveis (ciência) para se elevar aos dados de ordem metafísica. são consideradas infalíveis e indiscutíveis. p. SILVA apud IBE. tem. por serem de ordem suprassensíveis.05) Conhecimento Filosófico: Distingue-se do conhecimento científico pelo objeto de investigação e pelo método. razão última da existência dos entes em geral (filosofia). ultrapassando os limites formais da ciência. 2010. sem dúvida. As “verdades” religiosas estão registradas em livros sagrado ou são 25 . entretanto. A pessoa comum. fatos e fenômenos e sua ordem aparente. a pessoa percebe entes. ainda. p. de experiências vivenciadas pela pessoa em seu cotidiano e de investigações pessoais feitas ao sabor das circunstâncias da vida. seus semelhantes. imediatos. BERVIAN. ultrapassam a experiência. imperceptíveis aos sentidos e que. que não precisa operacionalizar métodos e técnicas científicas para a construção de seu conhecimento. Esse conhecimento é constituído de interações. (IBE. com as quais convive. 08) o conhecimento filosófico se caracteriza pelo esforço da razão em questionar os problemas humanos. O objeto das ciências são os dados próximos. A ordem natural do procedimento é. por terem sido reveladas pelo sobrenatural e que. FIALHO. O objeto da filosofia é constituído de realidades mediatas. são suscetíveis de experimentação. Tem consciência de si mesma. OTONI. Conhecimento Religioso ou Teológico: Apoia-se em doutrinas que contêm proposições sagradas (valorativas).

teológico. duvidar de si e buscar novas perguntas. as causas e a lógica de sua ocorrência. a testagem e a verificação. Nesse sentido. portanto.  O fiel acredita no mito de sua religião. mas da verdade. O conhecimento científico. a minha crença e meu conhecimento são verdadeiros e. Essas verdades são em geral tidas como definitivas e não permitem revisão mediante a reflexão ou a experiência.. (IBE. a ciência se faz. por exemplo. sempre? O problema é quando este argumento. No entanto. o conhecimento científico deve ser justificado e é sempre passível de revisão. além do próprio fenômeno. é racional. santos ou profetas.. 2010. popular. desde que se possa provar sua inexatidão. teorias crescentemente explicativas e bem formuladas. Conhecimento Científico: Ultrapassa os limites do conhecimento empírico na medida em que procura evidenciar.08). tradicional) é capaz de se repensar e pensar. sujeito a uma futura superação. Para o conhecimento científico a única autoridade é a reflexão. diversificados e abrangentes [.. podemos classificar sob esse título os conhecimentos ditos místicos ou espirituais (MATTAR apud IBE. pontos de vista intelectuais sempre mais flexíveis. 09). não devemos esquecer que a Matemática.. inclusive pensando que não se trata de mito. Entretanto. “Os mitos são as crenças e os conhecimentos dos outros. mesmo se aplicadas contra ela mesma. p. é considerada por muitos uma ciência. apesar de grande parte de seus conhecimentos não se referir diretamente à realidade e não poderem ser por ela provados ou refutados.reveladas pelos deuses (ou outros seres espirituais) por meio de alguns iluminados. Aliás. assim como o filosófico. é invocado para desqualificar indivíduos ou grupos. Algum outro tipo de conhecimento (religioso. a consciência que tem do caráter acientífico da ciência..   26 .”. p. fora de dúvida e questão. mas tem a pretensão de ser sistemático e de revelar aspectos da realidade. mesmo os cientistas e professores-pesquisadores podem usá-lo.. é isso a principal diferença do conhecimento científico para outros tipos de conhecimento: a capacidade de colocar o conhecimento como algo provisório. 2010. a critica. sobretudo. As noções de experiência e verificação são essenciais nas ciências. o da confiança e da autoridade. Para José Carlos Rodrigues: o que faz do cientista um cientista é. utilizando a própria debilidade como força maior.] Criticando-se continuamente. Ele não acredita no mito da ciência e é exatamente essa desconfiança o que lhe permite exigir métodos cada vez mais rigorosos.

uma mitologia. Nada na razão humana garante (100%) que não vá aparecer ou que não exista um pato com bolinhas roxas. TERCEIRO: as relações entre os conhecimentos são complexas.. como a do médico espanhol Miguel de Servet diante de Calvino. Quanto a Marx e a Freud. Em outras palavras. um dos líderes da Reforma Protestante.. não são de total negação e conflito e também de total aprovação e harmonia. os conhecimentos travam violenta disputa. análise com a descoberta de padrões e posterior generalização que se torna “lei”) é falho. Por isso. que via no conhecimento científico a suprema realização do homem e a necessidade deste de subjugar os outros tipos. a tentativas de refutação. Suponha-se que se observem e se analisem patos. a testes rigorosos. Para ele. SEGUNDO: o positivismo. O que hoje se pensa a respeito dessa diversidade de conhecimentos? PRIMEIRO: não há hierarquia de fato. Outros pensadores surgiram e golpearam as idéias dos três homens mencionados acima. a ciência não se move nas certezas. Mas basta aparecer um com bolinhas roxas (e de repente. ou seja. por exemplo: a condenação de Galileu perante o papado em Roma ou uma. O que quer dizer essa palavra complexa? Quer dizer que não podem ser submetidos a uma prova de refutação. de golpes e contragolpes vive a Ciência. meta-narrativas ou outra coisa (menos ciência) por que não são FALSIFICÁVEIS. são crenças: ou se acredita ou não se acredita. um não é “superior” ao outro. E aqui vale uma lição dos livros de investigação policial: o improvável não é impossível. mas um tipo de saber. Todos os mil patos observados durante a experiência eram brancos com bolinhas pretas. mais outro. mas nas PROBABILIDADES. No entanto. todos são formas de compreender a complexa realidade que envolve todos os seres humanos. quanto nas ciências naturais. acabou sendo questionado tanto nas ciências humanas. o método indutivo.) que a teoria dos patos vai precisar ser revisada. em alguns momentos na história e nas sociedades. Mais ou menos como um “credo religioso”. menos conhecida. base da Ciência Moderna (observação de fatos particulares. experimentos e fazendo reverificações) conclui-se: os patos são brancos com bolinhas pretas. Com base nessas premissas (aplicando testes.      27 . mais outro. Por exemplo: Karl Popper. Popper diz que muitos (não todos) de seus postulados não são conhecimentos científicos. embora haja grupos que consideram um ou outro “melhor”. em outras palavras.

. Em se tratando do conhecimento científico. Newton ou Einstein. embora não sejam de todo alcançáveis. a realidade o ponto focal do processo de construção do conhecimento. Nesse sentido. Disso decorre que o conhecimento sobre um determinado objeto pode ter diversas versões. Os Níveis de Conhecimento. seja passando por Descartes. dependem da temporalidade sócio-históricas em que o sujeito se insere. opções e propostas. realidade e sujeitos se constroem mutuamente e pela relação que se estabelece entre eles. é porque se faz um esforço de pesquisa e de reflexão sobre as práticas diárias. mas sempre desdogmatizando-se. quanto social. seja no campo das ciências sociais. é preciso compreender o que é a realidade enquanto objeto de estudo. pois. pois ela não é algo que se constrói fora da relação com o sujeito.  28 . social e historicamente determinado. Por isso. muitas vezes. Marx. na emancipação do sujeito (contribuir efetivamente para que as pessoas sejam autônomas social e politicamente) e na mudança social (atuar na busca do desenvolvimento social e econômico para todos). Ele é uma forma de compreender e significar o mundo e a vida. Numa via de mão dupla. seja no campo das ciências da natureza.  Alguns dizem que a ciência deve ser engajada nas mudanças: deve dizer o que fazer. Outros pensam que ela deve buscar objetividade e neutralidade. Se o movimento de trânsito é percebido. Assim. o nível epistemológico ou das teorias do conhecimento e o nível metodológico. podemos dizer que o conhecimento é social e historicamente construído. TEXTOS COMPLEMENTARES: TEXTO 01: A realidade como ponto de partida para a construção do conhecimento É. cada sujeito a representa de forma diferenciada. por sua conta e risco. passamos de um para o outro sem perceber. para se permitir construir outros conhecimentos necessários à compreensão da realidade. dependendo de quem o conhece. Seja passando por Aristóteles. promover a diminuição da des igual distribuição da tecnologia). Weber ou Freud. Tem-se. é na interação com o sujeito que ela é significada.. identificamos pelo menos três níveis para sua abordagem: o nível ontológico ou cosmogológico. O ponto comum entre eles é a interrogação incessante na busca de compreensão da realidade. deve assumir uma postura real e ajudar na socialização dos conhecimentos (evitar ou diminuir a formação de “elites do saber”. como ponto de partida. É o que pode ser lido na história da ciência. pois as interações não se repetem.QUARTO: são conhecimentos simultâneos e. Ao contrário. A interrogação sobre a realidade é sempre feita a partir de um ponto de vista. quando o conhece e para busca conhecê-lo. um ponto de vista sobre o qual se exerce uma ação reflexiva utilizando-se de informações teóricas já produzidas. e que os cientistas é que devem fazer. tanto natural. portanto. na produção do conhecimento.

o misticismo e a ciência. 1999). A pesquisa é a atividade básica da ciência na sua indagação e construção da realidade. não lhes restava outra alternativa. promover a construção do conhecimento comprometido com os problemas sociais. uma questão. Lusia Pereira e VIEIRA. uma pergunta. a comunidade acadêmica. Assim. circulação e utilização de conhecimento é. as tempestades podiam ser fruto de uma ira divina. aos pontos de vistas é. portanto. o início da investigação: uma dúvida. TEXTO 02: A Ciência Do medo à Ciência A evolução humana corresponde ao desenvolvimento de sua inteligência. nasceu a ciência metódica. Como não conseguiam compreender o que se passava diante deles. Martha Lourenço. Isso significa romper com a representação segundo a qual o lugar de produção. senão o medo e o espanto daquilo que presenciavam. É a pesquisa que alimenta a construção do conhecimento e o atualiza frente à realidade do mundo. Como afirma Einstein a formulação de um problema é mais essencial que sua solução. culturais. econômicos e políticos do contexto vivido. sem dúvida. O problema. Sendo assim. uma evolução já que tentavam explicar o que viam. das crenças e das superstições. traduzindo-o em produtos e processos úteis para a sociedade em geral. as desgraças ou as fortunas do casamento do humano com o mágico. mas lançar perguntas para resignificá-la. b) O misticismo: Num segundo momento. a inteligência humana evoluiu do medo para a tentativa de explicação dos fenômenos através do pensamento mágico. essencialmente. que demanda a criação de novos referenciais. a boa colheita da benevolência dos mitos. a) O medo: Os seres humanos pré-históricos não conseguiam entender os fenômenos da natureza. Por este motivo. que 29 .Estar atento às perguntas. suas reações eram sempre de medo: tinham medo das tempestades e do desconhecido. Isto porque a ciência não tem por finalidade descrever a realidade. Desta forma. (RIBEIRO. Fazer pesquisa é um problema? Belo Horizonte: Lápis Lazuli. é portanto. Sendo assim podemos definir três níveis de desenvolvimento da inteligência dos seres humanos desde o surgimento dos primeiros hominídeos: o medo. o ato de pesquisar é direcionado pela aquisição de um conhecimento que possibilita a solução e a explicação de fenômenos e problemas práticos da realidade cotidiana vivenciada pelo homem. a base. Era. c) A ciência: Como as explicações mágicas não bastavam para compreender os fenômenos os seres humanos finalmente evoluíram para a busca de respostas através de caminhos que pudessem ser comprovados.

através de seu Discurso sobre o método. Mas. ou seja. na Idade Média. Esta característica permite que os seres humanos sejam capazes de refletir sobre o significado de suas próprias experiências. Com isso surgiu o Iluminismo. O conhecimento histórico dos seres humanos sempre teve uma forte influência de crenças e dogmas religiosos. Assim sendo. aproveita-se deste saber para somar outro. principalmente nas áreas de matemática. Já no fim do período do Renascimento. O ser humano é o único animal na natureza com capacidade de pensar. os seres humanos retomaram o prazer de pensar e produzir o conhecimento através das idéias. René Descartes defendeu o método dedutivo como aquele que possibilitaria a aquisição do conhecimento através 30 . caracterizando um pensamento não descritivo da realidade. Voltaire. mas criador de uma realidade ideal. Francis Bacon pregava o método indutivo como meio de se produzir o conhecimento.procura sempre uma aproximação com a lógica. Lembremonos de que foi neste período que ocorreu a Revolução Francesa em 1789. por sua vez. A Nova Atlântica. que. O desenvolvimento do conhecimento humano está intrinsecamente ligado à sua característica de viver em grupo. logo existo". o saber de um indivíduo é transmitido a outro. tomaram um impulso significativo. Por outro lado. é capaz de novas descobertas e de transmiti-las a seus descendentes. segundo alguns historiadores. mas os gregos foram provavelmente os primeiros a buscar o saber que não tivesse. já que os documentos para consulta estavam presos nos mosteiros das ordens religiosas. O Método Científico surgiu como uma tentativa de organizar o pensamento para se chegar ao meio mais adequado de conhecer e controlar a natureza. A população não participava do saber. corrente filosófica que propôs "a luz da razão sobre as trevas dos dogmas religiosos". Francis Bacon. geometria e na medicina. O pensador René Descartes mostrou ser a razão a essência dos seres humanos. aproximadamente entre o séculos XV e XVI (anos 1400 e 1500) que. surgindo a frase "penso. Neste período Michelangelo Buonarrote esculpiu a estátua de David e pintou o teto da Capela Sistina. de uma forma geral. Assim evolui a ciência. Micrômegas. No século XVII e XVIII (anos 1600 e 1700) a burguesia assumiu uma característica própria de pensamento tendendo para um processo que tivesse imediata utilização prática. na Itália. No aspecto político o movimento Iluminista expressou-se pela necessidade do povo escolher seus governantes através de livre escolha da vontade popular. Este método entendia o conhecimento como resultado de experimentações contínuas e do aprofundamento do conhecimento empírico. Thomas Morus escreveu A Utopia (utopia é um termo que deriva do grego onde u = não + topos = lugar e quer dizer em nenhum lugar). Neste período as artes. Tomaso Campanella escreveu A Cidade do Sol. a Igreja Católica serviu de marco referencial para praticamente todas as idéias discutidas na época . do dever ser. A evolução da Ciência Os egípcios já tinham desenvolvido um saber técnico evoluído. Foi no período do Renascimento. A preocupação dos precursores da filosofia (filo = amigo + sofia (sóphos) = saber e quer dizer amigo do saber) era buscar conhecer o porque e o para que de tudo o que se pudesse pensar. uma relação com atividade de utilização prática. necessariamente.

Convite à filosofia. manter-se afastado de sua própria história de vida? Ou ao contrário. Luiz Gonzaga.. 31 . 6 ed. Metodologia científica: a construção do conhecimento. Na sociologia Augusto Comte desenvolveu sua explicação de sociedade. fazendo da Igreja e do pensamento religioso razão de ser dos estudos científicos. 2 ed. Se Nicolau Copérnico. SANTOS. A neutralidade científica É sabido que. Metodologia científica. A ciência passou a assumir uma posição quase que religiosa diante das explicações dos fenômenos sociais. BERVIAN. SILVA. São Paulo. Metodologia da pesquisa para o professor pesquisador. dos.htm. criando o Positivismo. Princípio científico e educativo. Rio de Janeiro: Lamparina. Herivelto. Mas.br/met00. resultando no MaterialismoDialético. http://www. A. Karl Marx procurou explicar a relações sociais através das questões econômicas. Pedro. No século XIX (anos 1800) a ciência passou a ter uma importância fundamental.da elaboração lógica de hipóteses e a busca de sua confirmação ou negação. CALEFFE. Como se o que não fosse científico não correspondesse a verdade. antropológicos. na Economia. vindo logo após outros pensadores. Parecia que tudo só tinha explicação através da ciência. em função de suas idéias sobre as coisas do mundo.. PEDAGOGIA EM FOCO. com a Teoria da Hereditariedade das Espécies ou Teoria da Evolução. 2001. Charles Darwin revolucionou a Antropologia. Galileu Galilei. R. religiosa. Marilena. um pesquisador ateu abordar um tema religioso sem um conseqüente envolvimento ideológico nos caminhos de sua pesquisa? Provavelmente a resposta seria não. 2008. Pedro A. 2007.pro. a consciência desta realidade pode nos preparar para trabalhar esta variável de forma que os resultados da pesquisa não sofram interferências além das esperadas. Rio de Janeiro: DP & A. 2004. Giordano Bruno. Mas será isso possível? Seria possível um padre. ao analisar a evolução histórica da Igreja. 1993. a ciência tomou a frente deste processo. cultural e de sua carga de valores para que os resultados da pesquisa não sejam influenciados por eles além do aceitável. MOREIRA. ao mesmo tempo. A Ciência na história. A Igreja e o pensamento mágico cederam lugar a um processo denominado. de "laicização da sociedade". foram perseguidos pela Igreja. Roberto da. São Paulo: Ática. físicos e naturais. DEMO. In:_____.pedagogiaemfoco. entre outros. para se fazer uma análise desapaixonada de qualquer tema. por alguns historiadores. 6. Cortez. Se a Igreja trazia até o fim da Idade Média a hegemonia dos estudos e da explicação dos fenômenos relacionados à vida. Disponível em LEITURA RECOMENDADA: CERVO. o século XIX serviu como referência de desenvolvimento do conhecimento científico em todas as áreas. é necessário que o pesquisador mantenha uma certa distância emocional do assunto abordado. É preciso que o pesquisador tenha consciência da possibilidade de interferência de sua formação moral. São Paulo: Pearson Prentice Hall. biológicos. 8 ª ed. ferindo os dogmas sacralizados pela religião. CHAUÍ. Amado L. ed.

Aqui. que se formaram ao longo das experiências.. na vida acadêmica e também na ciência. no sentido de levantar perguntas e problemas e buscar-lhes respostas/explicações. Sócrates acendeu uma chama que percorre continuamente a história humana. que realizou o parto da ciência ou então do método científico. E respostas que sejam “verdadeiras” e não “falsas”. * Identificar os variados tipos e concepções de ciência estabelecendo diferenças e semelhanças entre suas abordagens. ou melhor. fatos e eventos presentes em nossa realidade. Nicolau Copérnico. Porque Sócrates? Ele foi o primeiro a introduzir um método com base na razão. pois essa categoria dever ser compreendida enquanto uma definição filosóficoabstrata ligada à concepção de ciência da qual. compreensão. Charles Darwin e Albert Einstein. Alguns atribuem a Sócrates a frase: “Sem pensar na vida não vale a pena viver”. O que é a verdade? Na história do Ocidente. Mas pensar de qualquer jeito? Não. * Estabelecer as diferenças entre a ciência e o senso-comum. dos métodos científicos.. começar de qualquer jeito. continuar de qualquer jeito não vale a pena. OBJETIVOS: * Reconhecer a importância da ciência para o desenvolvimento humano a partir da história do progresso científico. desde a Grécia. o pesquisador parte para realizar seus estudos. * Caracterizar o conhecimento científico e sua aplicabilidade na prática universitária. Por isso método é o caminho escolhido para se alcançar conhecimento. Essa atitude foi levada adiante por pensadores e cientistas do porte de Leonardo da Vinci.AULA 04: A Ciência e o Conhecimento nas suas múltiplas interações – Apontamentos sobre a Ciência.500 anos na Grécia. questionando mitos. Há 2. Na vida profissional. a “coisa” fica complicada. CONTEÚDO: Pode-se afirmar ter sido a intrínseca inquietude/curiosidade humana em relação aos fenômenos. reflexões e pesquisas das civilizações e povos: 32 . O que se procura? • • Respostas para determinados tipos de pergunta.. verdade. também grandes líderes como Gandhi e Martin Luther King. pessoal. Mas não só. Não de qualquer jeito ou qualquer maneira. Pensar com método. existem três concepções de “verdade” distintas.

Essas concepções se entrelaçaram na história das ciências. O impacto negativo é a confiança absoluta no conhecimento como espelho da realidade. Opõe-se ao falso. mas aproximada. recusando-se a atribuir à dimensão sobrenatural (de qualquer espécie) a causa da realidade. apresenta impactos “positivos” e “negativos”.). mas aquilo que se manifesta ao corpo e a alma. pastor. dos templos. a exatidão de um relato. escrituras sagradas. A verdade é o espelho da realidade. Um exemplo são empresas que anunciam em propagandas produtos com depoimentos de “cientistas” ou de “pesquisas”: 33 . etc. pois se confia e se espera. Tais noções se misturam tanto.  Na concepção hebraico-cristã: o impacto positivo é a possibilidade de construir comunidades e consensos mais duradouros e estáveis. Concepção latina (veritas) – relaciona-se ao rigor. aos detalhes. Cada uma dessas concepções pode-se dizer. do guru. na realidade. e não no sujeito. O impacto negativo é a crença de que a linguagem é independente da realidade e que basta falar para acontecer. do próprio cientista e de suas próprias instituições. elas possuem diferenças e podem entrar em conflito.Concepção grega (aletheia) . tirar os véus que a ocultam. o que hoje as teorias e práticas científicas têm mostrado é que a teoria não é espelho da realidade. A realidade corresponde ao que dela se diz. é depositária da confiança (sacerdotes em geral. a verdade está no mundo e é preciso descobri-la. do sacerdote. que é difícil dizer onde começa uma e termina outra. A autoridade faz o pacto. a questão entre o “criacionismo” (o mundo foi criado: verdade como emunah) e o “evolucionismo” (o mundo decorre de uma evolução: verdade como aletheia). A verdade está na linguagem e depende da forma como se enuncia. apontados a seguir:  Na concepção grega: o impacto positivo é a necessidade de investigar a realidade para desvelá-la.  Na concepção latina: o impacto positivo é a preocupação com a memória e a exatidão da linguagem usada para descrever a realidade. por exemplo. Muitos paradigmas e metodologias têm como pressuposto “oculto” uma ou várias dessas concepções. Por isso a idéia central é a revelação: a verdade é revelada.. retomada pelo cristianismo – relaciona-se a confiança e ao pacto.o que não é oculto. do mercado etc. não há correspondência perfeita. entre teoria e realidade. Concepção hebraica (emunah).. das igrejas. Apesar de semelhantes. dissimulado. pois a verdade e o verdadeiro estão nas coisas. Depende da memória.. O impacto negativo é o bloqueio da crítica e da investigação devido a uma confiança absoluta em algum tipo de autoridade (refratária à autocrítica e a outros pontos de vista que não o sancionado como legítimo): do padre. das instituições. Em outras palavras.

busca separar emoção da racionalidade e colocar o foco na compreensão ou na explicação. mas também semelhanças. uma emergência. que “caem” sobre o colo dos consumidores. p.  34 . O que isso quer dizer? O que isso oculta? PRIMEIRO: O uso do termo no singular e em letra maiúscula significa um tipo de conhecimento na história do homem como um conhecimento que PRODUZ resultados. apenas celebramos.. mostra.  Talvez a chave para superar as resistências e as incompreensões que a ciência e a metodologia sofrem algumas vezes entre alunos e mesmo professores é partir das semelhanças. 1992. é supersticioso. os velhos manuais sempre insistem na enorme distância entre as duas formas de pergunta e de busca de respostas: da ciência e do senso-comum.. com homens de “jaleco branco”: químicos. E mais adiante: “Quem não é capaz de perceber e formular problemas com clareza. a pergunta é motivada por algo que não funciona... DIFERENÇAS: 1 – o senso comum acredita em magia. objetivo. Existem diferenças profundas. pois quando não há problemas. Filosofia da Ciência. não é capaz de fazer ciência” (ALVES. de forma lúdica. aparente. vitaminas. suplementos alimentares e pasta de dente. No entanto. 23) “É o defeito que faz a gente pensar”. racional e legítimo. Nas palavras de Rubem Alves (1992. às vezes.  No senso-comum.UMA CURIOSIDADE Já reparou que a propaganda de alguns produtos usa o argumento da autoridade e da confiança a partir da própria ciência e do cientista? As propagandas de sabão em pó. algo que QUEBRA a continuidade.. BUSCANDO AS MESMAS COISAS: CIÊNCIA E SENSO-COMUM Depois dos tipos de verdade. vêm. odontólogos. é seguro. calçados em porcentagens e estatísticas. um imprevisto. das coisas. 2 – a ciência não crê em magia. procura explicar tudo com base na razão. que os processos de busca e procura da ciência e da “sabedoria popular” ou do chamado senso-comum. são basicamente os mesmos.. um acidente. subjetivo e emotivo. quais os tipos de pergunta são fundamentais para a busca do “verdadeiro”? E aqui o livro de Rubem Alves. A Ciência é usada no singular e em letra maiúscula.. p. 23). médicos.

ao mesmo tempo. lançando mão de instrumentos qualitativos e quantitativos.  35 .  Concepção Construtivista – (construção de modelos aproximativos da realidade)  Baseia-se na conjugação/combinação dos métodos anteriores. assim como esta a realidade. políticos. Exemplo: matemática. ou seja.  Inicia-se com a medicina grega de Galeno e atinge o ápice no século XIX. mas é possível lançar noções sobre ela. no máximo. A ciência é conhecimento em que há perfeita correspondência entre verdade e Realidade. com a noção de que a realidade é algo sobre o que se pode. as intenções e significados que os homens atribuem aos fatos. houve uma divisão defendida por muitos cientistas: a suposta e radical separação entre ciências humanas e exatas/naturais. construir modelos aproximativos de compreensão e nunca modelos perfeitos e acabados. a teoria científica explica e representa a realidade tal como ela é. Existem três concepções de ciência: Concepção Racionalista – (busca da objetividade) Inicia-se com os gregos e tem seu auge no século XVII. culturais) em que o homem é sujeito/objeto. A história é longa. além do que é preciso levar em conta. Baseia-se no método dedutivo.  A representação da realidade nunca será um retrato exato. As primeiras: Lidariam com fenômenos (sociais. na análise.  Tem início a partir das críticas aos modelos anteriores e começa no século XX.  A realidade pode mudar a teoria científica.  Baseia-se no método indutivo.  Também possui a idéia de que a teoria explica e representa a realidade tal como ela é.  Procurariam mais do que explicar.SEGUNDO: Essa condição esconde que a Ciência possui uma história com uma enorme pluralidade interna.     Concepção Empirista – (busca da verificação) A ciência é uma forma de conhecimento baseada em experiências controladas e em observações sistemáticas. No século XIX. procurariam compreender os atos e os fatos humanos: qualquer fenômeno humano/social contém muitas possibilidades de interpretação.

As segundas:  Lidariam com fatos, dados e fenômenos que ocorrem independente do homem, valendo, portanto, a divisão entre sujeito e objeto;  Procurariam explicar as causas supostamente objetivas dos fenômenos, lançando mão de instrumentos quantitativos.  Na história das ciências, temos grandes revoluções ou mudanças radicais de paradigmas e postulados. Quando isso ocorre, um “mundo” ou a “realidade” parece desaparecer sob um cataclismo ou terremoto. Assim ocorreu com Newton, com Galileu com Einstein. Hoje, a grande revolução é motivada pela mudança de ênfase proporcionada pela física moderna e pela teoria da linguagem. E no que consiste? A teoria quântica e a física da relatividade trouxeram de volta da Grécia a idéia de indeterminação, do acaso e do caos. Em resumo: o princípio da indeterminação, criado pelo físico Heisenberg diz que é impossível, no nível das partículas, conhecer-se o estado seguinte da matéria baseado na observação do estado atual. Um golpe no determinismo científico. CIÊNCIA BÁSICA E APLICADA. Para cada ramo da ciência, é possível dispor de um exemplo específico. Mas tome-se um exemplo das ciências humanas e sociais aplicadas.  Básica (sociologia, por exemplo): Quais as causas do aumento de homicídios entre jovens moradores de grandes e médias cidades brasileiras? Essa pergunta gera a pesquisa básica. Com os dados da pesquisa básica, posso reunir condições para planejar e intervir sobre a realidade;  Aplicada (administração pública ou gestão, por exemplo): Como diminuir as taxas de homicídio entre jovens moradores de grandes e médias cidades brasileiras? Essa pergunta, a partir dos dados da pesquisa básica, gera a pesquisa aplicada, fundamento do desenvolvimento tecnológico em geral. Formuladas as questões, os cientistas sociais elaboram hipóteses ou respostas provisórias que são submetidas a “testagem” ou ao processo de verificação. No caso da Ciência básica:    Hipótese 1- O aumento do desemprego , Hipótese 2 – O aumento de conflitos intra-familiares, Hipótese 3 – Desemprego e conflitos intra-familiares.

No caso da Ciência Aplicada:  Hipótese 1 – Aumentar a oferta de empregos poderá diminuir o índice de homicídios,  Hipótese 2 – Prender os jovens e aumentar o rigor das penas.

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Para “testar” as hipóteses, os cientistas escolhem estratégias e, dentro delas, instrumentos metodológicos: questionários, entrevistas e outros... Os problemas e hipóteses das ciências básicas e aplicadas guardam uma diferença, pela própria natureza e direção da pergunta que dá fundamento a elas.   Na ciência básica o móvel é o conhecimento da realidade; Na ciência aplicada, o móvel é a intervenção na realidade...

Somente a partir do final do século XIX a ciência passou a ser fonte de conhecimentos do mundo social.

Assim foi com o método científico que houve uma explosão de conhecimentos, de modo que em trezentos anos ficamos sabendo muito mais do que em dez mil anos. O que torna a ciência tão produtiva? Por outro lado pode ser colocada a questão: Ciência, para que? A serviço de que e de quem? Ela deveria, por exemplo, ter um compromisso social? Ela é realmente neutra? CARACTERÍSTICAS DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO: Evidência verificável: significa que a ciência se baseia em observações fatuais concretas que outros = ver, pesar, medir, contar ou verificar. Mas o que é um fato? Torna-se difícil discernir entre um fato e uma ilusão ou um preconceito compartilhado. Suponha que fato = enunciado descritivo sobre o qual observadores estão de acordo. Nesta definição fantasmas e bruxas podem ser um fato, pois diversas pessoas afirmam ter visto. A ciência só pode tratar de questões que tenham evidência em si mesmas. Perguntas como: Deus existe, Qual o propósito da raça humana, não são questões passíveis de tratamento científico. São importantes, mas o método científico não dispõe de instrumentos para analisá-las. Os cientistas sociais podem estudar as crenças a respeito de Deus, do destino humano, mas é o máximo onde podem chegar. A ciência não tem respostas para tudo, mas é uma das fontes confiáveis na busca pela “verdade”. A ciência não opta por verdades absol utas. Cada conclusão científica representa a interpretação mais razoável e racional. Algumas conclusões científicas, no entanto são escoradas por uma grande quantidade de evidencias que fica difícil derrubá-las por novas evidências. Ex.: os impulsos humanos inatos são condicionados culturalmente. O problema é manter-se aberto para analisar. Até mesmo cientistas colegas de Thomas Edson, o grande cientista e inventor norte-americano disseram que o fonógrafo era um embuste porque a voz humana não podia ser gravada. Neutralidade ética: a ciência pode responder a questões de fato, mas não tem maneira de provar que um valor é melhor que outro.

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Existe um agudo debate se a ciência deve estudar ou deve orientar-se também para a consecução se metas sociais.  Deve um sociólogo mostrar a um governo opressivo como manter seu povo em ordem?  Deve o turismólogo colocar seus conhecimentos a serviço participar de um “esquema” eticamente condenável? (ex.: livros para a prostituição voltada para turistas estrangeiros que alguns hotéis guardam ou um grande empreendimento hoteleiro próxima a uma área de preservação que vai trazer sérias conseqüências ecológicas...). TEXTOS COMPLEMENTARES: TEXTO 01: Einstein deu o “golpe de misericórdia”. Todo conhecimento da ciência moderna baseia-se na suposta e evidente divisão entre sujeito e objeto (o fenômeno permanece o mesmo independente do observador, e o observador tem acesso à realidade como ela é). Como ele deu o golpe? Fazendo experiências e observações com coisas simples, como o desvio da luz em relação à gravidade dos planetas e outros. Como assim? Um exemplo simples: imagine-se um vagão de trem em movimento e um sujeito X com uma pedra na mão e um sujeito Y fora do trem em terra que observa o tem se movimentar. O sujeito X deixa cair essa pedra: para ele a pedra “cai reta”, mas para o sujeito Y ela cai numa ligeira “curva”. Quem tem a verdade? Quem diz a verdade? O sujeito X (a pedra cai reta) ou o Y (a pedra faz uma curva)? Enfim, a realidade e a verdade dependem do observador e do observado. E, por fim, a teoria do caos, nascida com a revolução da informática: pressupõe que o número de variáveis que influencia uma realidade é de tal ordem e magnitude que é impossível esgotar sua enumeração, embora se possa conhecer alguns padrões. Há uma popularização da teoria do caos expressa na frase: “o bater de asas de uma borboleta no Japão pode causar um ciclone no Brasil”. Um modo mais simples de entender isso é observar o comportamento “irracional” dos mercados: subidas e descidas repentinas do dólar, motivadas pela fala de pela suspeita de uma gripe no ministro da economia, etc. De um sistema racional e determinístico aplicado à realidade (por exemplo, os controles monetários), pode-se obter como resultado um padrão aleatório ou um outro padrão de realidade muito diferente do original ou das intenções de quem aplicou o sistema. O Caos não á “bagunça” ou ausência completa de ordem, mas, numa linguagem técnica, sistemas aleatórios não-determinísticos. Segundo certos teóricos, os modelos matemáticos e deterministas da economia clássica não mais dão conta de explicar a quantidade e a profundidade da influência das variáveis. A interdependência entre culturas e economias tornou tão complexa a realidade que Edgar Morin, sociólogo e filósofo francês, propôs uma “religação” dos saberes.

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Quando soube daquele oráculo.. principalmente aos seus próprios. mentira. por fim. que quererá ele. Examinai por que vos conto eu esse fato. metem-se a interrogar os outros. suponho que descobrem uma multidão de pessoas que supõem saber alguma coisa. Atenienses a impressão que me ficou do exame da conversa que tive com ele. Ao retira-me. então.. não obstante.. muito contra meu gosto. respondeu a Pítia que não havia ninguém mais sábio.) 39 . mas ele supõe saber alguma coisa e não sabe. achei que ele passava por sábio aos olhos de muita gente. também ali me tornei odiado dele e de muitos outros. (Querofonte) arriscou essa consulta ao oráculo – repito. (Platão. porquanto. Por longo tempo fiquei nessa incerteza sobre o sentido. (. São Paulo: Abril Cultural. mas não o era. Parece que sou um nadinha mais sábio do que ele exatamente em não supor que saiba o que não sei”. a explicar-lhe que supunha ser sábio mas não o era. os das famílias mais ricas – sentem prazer em ouvir o exame dos homens. não parei. certa vez. Daí fui ter com outro um dos que passam por ainda mais sábio e tive a mesmíssima impressão. nessas ocasiões. com mágoa e apreensões. Defesa de Sócrates. um grande miserável. decidi-me por uma investigação. os moços que espontaneamente me acompanham – que são os que dispõe de mais tempo. portanto. não está mentindo. porque ele já morreu. Meti-me. Coleção Os Pensadores. a própria construção do que é verdadeiro e real dependem muito mais da comunicação humana e da estrutura lingüística do que se podia imaginar.. se havia lugar. então. é para explicar a procedência da calúnia. 14. empresa.Afinal. que corrompe a mocidade. os que eles examinam se exasperam contra mim e não contra se mesmos e propalam que existe um tal Sócrates. embora sentisse. Para testemunhar isso. era um dos políticos. por que isto lhe é impossível”.) Além disso.) tem o controle da tal “globalização”! A teoria da linguagem mostra que as noções de verdade. não vos amotineis – ele perguntou se havia alguém mais sábio do que eu. Texto 02: Ciência e Missão de Sócrates Ora. ninguém sabe com certeza para onde vamos e ninguém (país. pus-me a refletir assim: “Que quererá dizer ó Deus? Que sentido oculto pôs na resposta? Eu cá não tenho consciência de ser nem muito sábio nem pouco. eles próprios imitam-me muitas vezes. quanto tu disseste que eu o era!” Submeti a exame essa pessoa – é escusado dizer o seu nome. parecia-me imperioso dar a máxima importância ao serviço do deus. mostraria ao deus: “eis aqui um mais sábio que eu. se não sei. Cumpria-me. A conseqüência foi tornar-me odiado dele e de muitos dos circunstantes. p. significar declarando-me o mais sábio? Naturalmente. para rebater o oráculo. Fui ter com um dos que passam por sábio. Depois disso. mas pouco sabem. tendeis aí o irmão dele. é bem provável que nenhum de nós saiba nada de bom. senhores. Eis. 1972. indo a Delfos. ia concluindo de mim para comigo: “mais sábio do que esse homem eu sou. Em conseqüência. era ali que. ir ter com todos os que passavam por senhores de algum saber. qui çá nada. enquanto eu. que passo a expor. tampouco suponho saber. que me ia tornando odiado. para averiguar o sentido do oráculo.

). Ciência com consciência. 1995. MORIN. São Paulo: Atlas. Porto Alegre: Artes Médicas. cultura e subjetividade. C. 1996. Epistemologia da complexidade. A. Pesquisa em ciências humanas e sociais. 2001. São Paulo: Cortez. Métodos e técnicas de pesquisa social. Novos paradigmas. In: SCHNITMAN. 5. 1996.LEITURA RECOMENDADA: CHIZOTTI. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil. A. GIL. D. (Org. ______. E. ed. 40 .

* Identificar os variados métodos científicos estabelecendo diferenças e semelhanças em suas abordagens e sua utilidade na construção do conhecimento científico. Sobre o que se volta a observação? Sobre a evidência. O preço da exatidão é a verificação. Exemplo: “A proporção de famílias nucleares brasileiras. * Perceber as possíveis relações entre a ética e o conhecimento científico na atualidade através do trabalho do pesquisador-cientista. * Caracterizar o conhecimento científico e sua aplicabilidade na prática universitária. Em algumas regiões da África essa cifra atinge cerca de 41 .  Precisão. a cada momento nasce um”.. tornou-se um procedimento comum de busca de respostas a respeito da “verdade” ou das “verdades”. Qual é a Técnica básica do método científico? A observação. baseado na experimentação e na observação.AULA 05: A Ciência e o Conhecimento nas suas múltiplas interações – Apontamentos sobre a Ciência e o Método Científico. OBJETIVOS: * Reconhecer a importância da ciência através dos seus variados métodos para o desenvolvimento humano a partir da história do progresso científico. Tome por exemplo a afirmação: “ As famílias são menores do que costumavam ser” é de baixa exatidão. reverificação para obtenção de proposições cuidadosamente enunciadas. com quatro ou mais membros diminuiu em relação à década de 1990 ”. Por causa dessa característica a linguagem científica evita os adjetivos. A observação refere-se ao grau ou medida. Essa afirmação é mais exata que a primeira. com quatro ou mais membros diminuiu cerca de 3 % em relação à década de 80.. ou seja. ser o mais preciso possível na observação. vivendo em áreas urbanas. A descrição precisa corresponder à realidade. Que tamanho e onde são maiores? Quando? Mudando para: “A proporção de famílias nucleares brasileiras. Repare como difere a redação literária difere da redação científica: “A cada momento morre um homem. e 6 % em relação a década de 60”. de acordo com as cifras de 1980. Para iniciar: que conceito de família se está trabalhando. A observação científica busca:  “Exatidão”. os relatos votados para a persuasão emocional. vivendo em áreas urbanas. somente a partir dos últimos trezentos ou duzentos anos é que o método científico. Frase do escritor de Alfred Tennyson. Em que ponto a observação científica difere do “olhar” as coisas? Porém. CONTEÚDO: O MÉTODO CIENTÍFICO. morrem de subnutrição 120 meninos de 0 a 7 anos por mil habitantes. “Na África.

desejos ou valores do observador. Suponha o seguinte problema: “Qual a relação entre a taxa de desistência de estudantes das faculdades DOCTUM que se casam ainda na faculdade e a de desistentes solteiros?”. Conclusões baseadas em recordações casuais não são confiáveis. Uma pessoa poderia tentar lembrar dos estudantes que conheceu. não deve ser afetadas pela própria crença. mas não servem como base para conclusão. No campo da observação social a necessidade de observação registrada é pouco compreendida. Objetividade. Suponha que um professor tivesse de dizer “Numerosos estudantes do sexo feminino se graduaram na DOCTUM e. mas a amostra seria pequena demais e não se lembraria de todos os estudantes. sujeita a reformulações constantes.” Trecho do Relato da ONU em 2002. os dados que não são registrados perdem confiabilidade. preferências.150 mortes por mil habitantes. Registro. sua afirmação é vaga DEMAIS. Podem até inspirar hipótese. crenças. A investigação científica define um problema e depois traça um plano organizado para coletar fatos ao seu respeito. Por isso registrar é importante.  Quanto de precisão necessita a observação científica? Depende do que se está estudando. hábitos e valores. As concepções baseadas em recordação informal podem ser as piores.” O que este professor está exatamente dizendo? A menos que tenha registros da média das notas e do sexo. Significa que a observação tanto quanto seja possível. pois geralmente expressam os preconceitos do observador. a fim de se ajustar nossas preferências. o pensamento tendencioso e a atitude habitual distorcem as observações. Outra importante característica do conhecimento científico: Sistema. é provável que tendamos a ver de acordo com essas mesmas emoções e preferências. mascarados como conclusão científica. A memória humana é falha. O preconceito. em média não alcançam os estudantes do sexo masculino. Na observação de fenômenos sociais necessita-se de precisão nos termos e conceitos empregados para descrever as atividades sociais observadas. Em qualquer assunto em que estejam envolvidas nossas emoções. embora alguns executem trabalho excelente. A observação científica é objetiva. 42 .

cumprimente cada convidado com um sorriso e diga: “É uma pena que você esteja aqui esta noite”.  ATENÇÃO! A mais pesada de todas as obrigações científicas é procurar a objetividade. o viés. sinceridade e vigilância na observação. que “era onde devia estar” segundo a crença e valores de alguns.  Viés é uma tendência. realizado em 1947 (ALLPORT e POTSMAN) demonstrou isso. Nele se mostrou a muitos observadores uma pequena imagem: um homem branco. serenidade. acabou distorcendo o relato da observação. mas é necessário honestidade. é relativa! Um famoso experimento. solicitou-se que descrevessem para terceiros a cena vista. 43 .  Nesta mesma pesquisa as crianças pobres atribuíam geralmente maior tamanho às moedas que as crianças de mais abastadas. Diversas pessoas afirmaram que este mesmo disco era maior do que os outros.  Quem está propenso a duvidar da existência do viés. necessitando por isso de uma constante vigilância. mal vestido. com bastante tempo para ver o quadro. na qual você tenha possa realizá-la. Por exemplo: Numa pesquisa realizada nos EUA foram dados diversos discos brancos todos do mesmo tamanho a diversos observadores. Outro perigo na observação científica é o viés ou bias. Alguns perceberam corretamente. Depois. Embora observassem em condições de calma. pois afeta as observações cotidianas e corriqueiras. da educação incutida. Por isso a expressão contra fatos não há argumentos. mudou-se completamente o quadro. em conseqüência de hábitos. A navalha acabou aparecendo nas mãos do homem negro.A questão da interferência das emoções e valores é tão profunda. e despeça -se com “Muito contente de que você tenha que ir tão cedo!” sem o tom de ironia. de interesses e valores. geralmente inconsciente de ver os fatos de uma determinada maneira. atitudes inconscientes. Muitos ouvirão o que esperam ouvir e não o que foi dito. faça uma experiência muito simples. Em um deles estava escrito o nome Kennedy. Sabe-se que a absoluta objetividade é impossível. segurando uma navalha e discutindo violentamente com um homem negro bem vestido e com postura de paz. Raramente os fatos são indiscutíveis.  Numa festa. Mas quando a descrição é passada adiante.

Objeto: Material: aquilo que se pretende estudar. Mas ele conta com um aliado poderoso: seus colegas. Para que a observação obtenha um grau de sofisticação é necessário leitura. As condições da observação precisam ser controladas. os negociantes fraudulentos e os policiais brutais raramente percebe qualquer coisa que esteja em conflito com suas expectativas. podemos dizer que a ciência tem duas dimensões: 1 . só deixa passar aquilo que se supõe deva passar. Esses realizam a crítica e a discussão do trabalho.  Viés é como uma peneira.Objetivo ou finalidade. os judeus agressivos. interpretação. Objetivo: descrição. precisam ser conhecidas para que se evite interferências. permitem interpretação e explicação adequada dos fenômenos. Tudo acaba confirmando sua visão. Assim é necessário um treinamento rigor e uma consciência crítica. Por fim. Divisão da ciência: a) Formais – plano das idéias: lógica.Por isso quem está convicto de que os pretos são preguiçosos. Deve-se deixar de lado atitudes crédulas. b) Factuais – plano dos fatos.Função 3 . explicação e verificação mais precisa.  Quem não consegue nem por um momento suspender em tese suas mais íntimas convicções. Condições controladas.Compreensiva – contextual ou de conteúdo e 2 . abrangendo os aspectos lógicos e técnicos.  O cientista por outro lado não está isento de viés. Um bom exemplo disso são as pesquisas realizadas em laboratório. verificação dos fenômenos – observação ou experimentação e o estabelecimento de princípios. Nas ciências sociais freqüentemente o pesquisador necessitará ir até o fenômeno que quer investigar para aplicar questionários. 44 . Observação treinada. Componentes da ciência: 1 . matemática outras. treino e uma atitude científica. Logicidade – procedimentos/operações que possibilitam a observação racional e controlam os fatos. 2 .Metodológica – operacional. Entretanto grande arte dos fenômenos não pode ser testada no laboratório. pode incapacitar-se de observar com objetividade a realidade. entrevistar. sociais ou naturais. Aspectos: Lógico: construção de proposições e enunciados. analisar. bajuladoras e assumir posturas honestas e sinceras. observar. ou seja. Formal: enfoque específico.

fenômenos. princípio da contradição (toda realidade contém dentro de si sua própria negação).  Método fenomenológico: parte da subjetividade. até mesmo. está em constante e permanente mudança e é um processo (e não uma coisa pronta e acabada.  Método estruturalista: delineamento de estruturas subjacentes que influenciam o comportamento dos sujeitos e da própria história. natural. A comparação é feita a partir da escolha de critérios. O que são os métodos? Os métodos consistem em princípios e procedimentos. aplicados para a construção do saber. Diferenças entre os tipos de ciências: Objeto: as formais – enunciados. dependendo do tipo de ciência ou área em que estejam alocados: ciências naturais.  Método funcionalista: função dos elementos. da mudança qualitativa (a quantidade implica sim em mudança qualitativa. coisas. busca da harmonia. como: a função do Estado está para a sociedade. Método: formais . entrar em conflito.interpretação/análise/síntese. realidades. ou exatas (Matemática. Esse método se origina dos estudos iniciais da lingüística com Saussure e a “descoberta” de padrões lingüísticos “inconscientes” aos falantes da língua. da ação recíproca (toda ação implica necessariamente em outras) e da conexão universal. social. administração turismo.. um objeto ou pacote).b.) é complexa. Eles têm muitas variações.). humanas e sociais (básicas ou aplicadas). indicadas e explicadas pela estatística.objetos empíricos. as factuais .. continuando com antropólogos e sociólogos. assim como a do cérebro para o corpo humano. que é a estrutura fundamental da percepção da realidade..lógica. biologia etc.1) sociais: sociologia.  Métodos de procedimento  Método comparativo: comparação de estruturas. Física etc. química. que sofrem um processo de debate e cujos conceitos são clarificados..). factuais naturais . b.2) naturais: física.experimentação/refutação e factuais sociais . 45 . Métodos de Abordagem: Método estatístico: quantificação dos fenômenos para se extraírem análises a partir das técnicas de amostragem. processos. UMA VISÃO GERAL DOS MÉTODOS Apresenta-se uma visão bem ampla sobre os diversos tipos de métodos das ciências. Essas variações podem conviver harmoniosamente ou. pois ambos se implicam e se fundem “no final das contas”. O método funcionalista parte do princípio da analogia entre princípios biológicos e sociais. aprovados e legitimados pela comunidade científica.  Método dialético: a realidade (humana. psicologia etc. Foi muito criticado por outros métodos por não levar em conta as mudanças históricas e as dinâmicas positivas do conflito. critica a separação ente sujeito e objeto.

a do valor absoluto. ou seja. pensar que essa realidade é “geometrizável” ou que ela pode ser deduzida de teoremas. observação. um fato. 4 – elaboração da teoria A CIÊNCIA E A ÉTICA – REFLEXÕES NECESSÁRIAS. naquele momento. ou seja.. Para citar alguns sistemas éticos. ou seja. de modo controlado e sistemático. Adequada é a ética kantiana. físicas etc. a verdade. Se todas as premissas são verdadeiras. Existe também o conflito entre éticas religiosas e princípios da pesquisa. afirmações gerais e abrangentes. experimentação).  Método hipotético-dedutivo: raciocínio lógico ponderado por hipóteses e acionado por perguntas. Método experimental: realizam-se experiências. Observam-se fenômenos ou fazem-se experiências. com a finalidade de se obterem dados. para se chegar a proposições gerais. tomemos dois:  A ética de valores ou ética kantiana: existem princípios de valor absoluto e que. destacam-se as seguintes:  Método indutivo: parte-se dos dados particulares para se chegar aos princípios universais. O método experimental é um dos mais usados nas ciências. Comum na matemática. 3 – testes de falseamento (verificação. Baseado na lógica formal. Existem diversas formas de abordar um fenômeno.problema (que em geral surge a partir do conflito entre o que se espera da realidade e da teoria e o que realmente acontece).  A ética da responsabilidade: existem situações práticas que devem ser analisadas e levadas em conta no contexto. O problema é derivar o método para a complexa realidade social e humana. devem estar acima de tudo. particularmente na psicologia. um objeto. nas ciências biológicas. o conteúdo está implícito e precisa ser demonstrado. isso não quer dizer que necessariamente a conclusão será verdadeira. A reflexão sobre a ética é parte indispensável da pesquisa e da ciência. E aqui a coisa se complica: De qual ética se fala? Há inúmeros sistemas e princípios de ética e não apenas uma. à tentativa de eliminação de erros. a partir dos quais se estabelecem relações e de onde são extraídas premissas. 2 – hipótese proposta (solução provisória proposta e que consiste numa conjectura). Suas etapas são: 1 . Por exemplo: a vida. Há o conflito entre princípios éticos e aspectos da realidade social e econômica.  Método dedutivo: parte-se de premissas gerais para se confrontarem os dados particulares. 46 . mas que provavelmente o será. sendo necessárias outras atitudes. químicas. não importa a situação.. Dentre as mais comuns. um princípio absoluto pode não ser plenamente satisfatório naquela situação. É mais comum nas ciências da natureza e as biológicas. As hipóteses são submetidas à análise. na geometria euclidiana e nas áreas das chamadas ciências formais. a honestidade. etc. organizadas geralmente por grupos de controle.

Os engenheiros e urbanistas dizem como devem ser nossas cidades. quando dois princípios éticos entram em choque ou quando uma decisão.] Afinal de contas. TEXTO COMPLEMENTAR: O CIENTISTA VIROU UM MITO O cientista virou um mito... Debater as decisões e desdobramentos da pesquisa com a sociedade. O fato de uma pessoa ser muito boa para jogar xadrez não significa que ela seja mais inteligente do que os não-jogadores [. respeitar os protocolos das áreas médicas e da saúde. Se existe uma classe especializada em pensar de maneira correta (os cientistas). Honestidade e a atitude de buscar a verdade.. poderá causar um impacto grande ou ainda. Compromisso com o rigor científico. alguns princípios éticos são fundamentais: Respeito às fontes: citar e referenciar todos os dados. em nome de uma ética de valor absoluto se cometem erros. Avaliação dos impactos das decisões: aspectos positivos e negativos. com os grupos pesquisados. para que serve nossa cabeça? Ainda podemos pensar? Adianta pensar? Antes de tudo é necessário acabar com o mito de que o cientista é uma pessoa que pensa melhor que as outras. Por exemplo.. retorno do pesquisador para a comunidade pesquisada. você faz perguntas? Sabe como os medicamentos funcionam? Será que você pergunta ao médico como os medicamentos funcionam? Ela manda. Retomando a pesquisa científica e a educação. O que eu disse dos médicos você pode aplicar a tudo. etc.. Não precisamos pensar. Não pensamos. desde a escolha dos instrumentos até a divulgação dos resultados. entre outros aspectos. garantia do sigilo e anonimato das fontes vivas. explicação da finalidade da pesquisa. quando. Quando o médico lhe dá uma receita. a gente compra e toma.] Cientistas são como pianistas que resolvem especializar-se numa        47 . mesmo que seja para discordar e criticar. rigor na análise dos impactos. conceitos usados. porque acreditamos que há indivíduos especializados e competentes em pensar. mesmo que ela contrarie as expectativas e certos interesses econômicos ou sociais que sejam contrários ou prejudiciais. que aos olhos dos que os cometem estão justificados. Em caso de pesquisa de campo. Pagamos para que eles pensem por nós. Os economistas tomam decisões e temos de obedecer. baseada na ética. [. a sobriedade. Em caso de pesquisa com seres humanos: submeter a um comitê de ética os projetos. respeito à pessoa humana e a sua dignidade. E todo mito é perigoso porque ele induz o comportamento... E depois ainda dizem por aí que vivemos numa civilização científica. Obedecemos. a serenidade. e assim acontece. os outros indivíduos são liberados da obrigação de pensar e podem simplesmente fazer o que os cientistas mandam.E aqui podem surgir dilemas insolúveis dentro do quadro fornecido por essa ética.. Este é um dos resultados engraçados (e trágicos) da ciência.

Belo Horizonte: UFMG. Antônio Raimundo dos. Metodologia Científica. O que ocorre frequentemente é que cada músico é surdo para o que os outros estão tocando. Chrstian e DIONNE. química. Regina Leite (org. São Paulo: Atlas. Metodologia Científica e a Construção do Conhecimento. 2003. Rio de Janeiro: DP&A Editora. imagine um animal especializado somente na visão. 2003. psicologia. um refinamento de potenciais comuns a todos [. p. Introdução à Metodologia do Trabalho Científico: Elaboração de Trabalhos na Graduação.). São Paulo: Cortez. SANTOS. LAVILLE. In: GARCIA.. 1992. [. São Paulo: Atlas..] a especialização pode tornar-se numa perigosa fraqueza. Físicos não entendem os sociólogos. 1997. Método. Isto não ocorreu. A Construção do saber.] o que desejo que você entenda é o seguinte: a ciência é uma especialização. Métodos e Contramétodos. Maria Margarida de. Jean. E os odores e sons? Isso pode significar ser caçado.. RUIZ.] A aprendizagem da ciência é um processo de desenvolvimento progressivo do senso-comum. NAJMANOVICH... Autor: Rubem Alves. LEITURA RECOMENDADA: ANDRADE.técnica só. 2000. sociologia – como técnicas especializadas. O Feitiço do Método. biologia. No início pensava-se que tais especializações produziriam miraculosamente uma sinfonia.. 1999. que não saem traduzir as afirmações dos biólogos [. 48 . Imagine as várias divisões da ciência – física. Denise. 50. João Álvaro.

no Brasil. Formatação: a ABNT e as normas. é responsável pela normalização técnica no país. Mas o que é a ABNT? Um pouco de contextualização é importante. O crescimento dos estudos. A ABNT é a única e a exclusiva representante. Desde os anos 1970. a normalização é apontada como fator de eficiência na transferência da informação. Lembre-se que as regras formais são um meio para comunicar e apresentar a pesquisa ou o trabalho acadêmico. competitividade e humanidade. ABNT. pode-se perguntar: porque escrever nas regras da ABNT. * Mostrar a importância das citações de fontes de estudo. monografias.. Essa cobrança vem seguida de um nome.. * Identificar as características da linguagem científica. Entidade reconhecida como Fórum Nacional de Normalização através da Resolução do CONMETRO (1992). É membro fundador da ISO (International Organization for Standardization).      49 . órgão reconhecido (1940). norma tão “cultuada” por empresas e gestores. Capacidade de crítica e autocrítica.. papers). artigos. a universalidade e a padronização dos trabalhos produzidos nas faculdades e universidades. A velha divisão entre pesquisa e leitura não pode mais ser sustentada se o desejo é qualidade. Criatividade.AULA 06: A Estrutura e a Forma dos Trabalhos Acadêmicos: As Fontes de Estudo e as Citações OBJETIVOS: * Abordar as regras da ABNT para a formatação do trabalho acadêmico. O domínio das regras de comunicação formal dos produtos e processos da pesquisa (relatórios. ou Associação Brasileira de Normas e Técnicas? A ABNT. É comum cobrar as técnicas formais da apresentação do trabalho acadêmico.. * Caracterizar os diferentes tipos de citações de fontes de estudo operacionalizando seu uso na construção dos variados trabalhos acadêmicos. e não um fim em si mesmo.. CONTEÚDO: COMO FAZER UM BOM TRABALHO ACADÊMICO: Quais os critérios para um bom trabalho acadêmico? Capacidade de pesquisa.. Da mesma forma. o acúmulo de pesquisas e relatórios exigiu formas de apresentação que garantissem a uniformidade. dessas entidades internacionais.

Estudos nos vários campos do conhecimento “indicaram a qualidade formal como fator determinante para aceitação ou rejeição de trabalhos para publicação. versatilidade na discussão temática. A tabela abaixo mostra que itens são obrigatórios. opcionais e quais não são necessários aos diversos tipos de trabalho. 21-25) traduz esse binômio como: qualidade política e qualidade formal. A estrutura dos trabalhos. manuseio e uso de dados. representado uma mera formalidade acadêmica. DEMO (1992. textuais e pós-textuais). p. dizem respeito aos itens obrigatórios e essenciais (pré-textuais. Alguns comentários importantes sobre a normalização dos trabalhos acadêmicos:  A falta de conhecimento sobre a importância da normalização de textos científicos faz com que essa etapa do trabalho acadêmico seja vista de forma reducionista. mas sim como um processo necessário ao sucesso da ação de aprender e ensinar. o que amplia o valor da normalização na comunicação científica”. a como o trabalho deve ser digitado. em determinada Ciência. ESTRUTURA E FORMA DOS TRABALHOS ACADÊMICOS: Os elementos da forma dizem respeito à apresentação gráfica.  Qualidade política: a pertinência de uma contribuição científica para preencher lacunas existentes no quadro geral do conhecimento.  A normalização não deve ser encarada como uma amarra à criatividade. Qualidade formal: a capacidade de usar regras e técnicas adequadas. dentro dos ritos acadêmicos: domínio de técnicas de coleta. a tradução dos conceitos utilizados pela comunidade científica e sua disponibilidade em meios de comunicação. A qualidade política coloca a questão dos fins. Elementos obrigatórios e opcionais para os diversos tipos de trabalho PROJETO MONOGRAFIA RELATÓRIO ARTIGO  ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS Capa obrigatória Folha de Rosto obrigatória Ficha Catalográfica não tem Resumo e Palavras-Chave em não tem Língua nacional Resumo e Palavras-Chave em não tem Língua nacional Lista de Abreviaturas opcional Lista de ilustrações opcional obrigatória obrigatória opcional obrigatória obrigatória opcional opcional obrigatória obrigatória opcional obrigatória opcional opcional opcional não tem não tem não tem obrigatória obrigatória não tem não tem 50 . capacidade de manipular bibliografias. a circulação social do saber científico.

Devem ser também contadas (sem aparecer os números) desde a folha de rosto até o sumário (exceção: errata). sem traços (pontos ou parênteses). notas de rodapé (tamanho 10). paginação e legendas de ilustrações e tabelas (tamanho 11). capítulos e conclusão . Exceções: citações com mais de três linhas. • O parágrafo: início a 1. • O espaço entre as linhas do texto: 1. o desenvolvimento e a conclusão são digitados com alinhamento justificado (exceto: títulos das seções primárias . • Tamanho da fonte do texto em geral: 12 (há exceções). notas de rodapé (espaço simples) e as referências bibliográficas (espaço simples na mesma referência e 1. entre os títulos dos capítulos e seus textos. deve-se deixar 2 linhas em branco de espaçamento. 51 . • A numeração das páginas: margem direita superior. Os números aparecem digitados a partir da introdução até a última folha digitada. • A ABNT recomenda letra menor em citações diretas com mais de três linhas (por exemplo. Também. centralizados na terceira linha e digitados em letras maiúsculas negritadas.Lista de Gráficos Lista de Quadros TEXTUAIS Introdução Desenvolvimento Cronograma Considerações finais Bibliografia ou referências bibliográficas PÓS-TEXTUAIS Apêndice Anexos Índice Folha final opcional opcional opcional opcional opcional opcional não tem não tem obrigatória obrigatória obrigatória obrigatória obrigatória obrigatória obrigatória não tem obrigatória obrigatória obrigatória obrigatória não tem obrigatória obrigatória obrigatória obrigatória não tem obrigatória obrigatória opcional opcional opcional obrigatória opcional opcional opcional obrigatória opcional opcional opcional não tem não tem não tem não tem obrigatória DIGITAÇÃO DO TRABALHO ACADÊMICO: • A digitação: cor preta. utilizando apenas um lado da folha.25 cm da margem esquerda. legendas de ilustrações e tabelas. tamanho 11).5 entre as referências). • Os títulos dos capítulos (seções primárias) sempre ficam em uma nova folha. • O tipo da letra: Times New Roman ou Arial. ficha catalográfica e notas de apresentação da folha de rosto e da folha de aprovação (espaço simples).introdução. formato A4. • Distribuição do texto na página (ou alinhamento): a introdução.5. • A impressão: papel branco.que devem ser centralizados). sendo que os números das páginas devem vir em algarismos arábicos (tamanho 11). • Os subtítulos: distanciar-se do texto anterior e do posterior a 2 linhas em branco de espaçamento e com alinhamento de texto justificado.

 No trabalho escrito devem-se apresentar os próprios argumentos. conclusão. Caso não se faça. há dois sistemas de citação. Recomenda-se expressamente:  O tamanho de cada citação deve ser o menor possível. dedicatória e epígrafe.1. 1.). as citações são apenas um meio auxiliar. que você praticamente “copiou” as idéias de outros autores.2. que não possam ser incluídos no texto (não devem ser longas e são colocadas em seqüência numérica na parte inferior da página em que foram inseridas. 1. conceitos e informações. após a digitação. os leitores de seu trabalho concluirão que o seu texto tem pouco a oferecer.. lista de símbolos. esclarecimentos ou explanações. 52 .3 ou 1. nos projetos ou em outros trabalhos acadêmicos. As monografias. não seja possível acrescentar 2 linhas em branco de espaçamento e mais três linhas de texto. AS FONTES DE ESTUDO – CONSTRUINDO AS CITAÇÕES.2 etc. Em geral. • Sem título e sem indicativo numérico: folha de aprovação. Dois extremos devem ser evitados: Citar outros autores com exagero ou não citar / citar muito pouco. anexo(s) e índice(s). que varia conforme as normas internas das faculdades. introdução.5 cm. ou apropriação indevida da autoria intelectual. resumo (em português e outro idioma). 2) explicativas: comentários. • Observação: As notas de rodapé: 1) de referência: indicam fontes consultadas ou remetem a outras obras onde o assunto em questão foi abordado de forma mais aprofundada. lista de ilustrações. e não recebem numeração: agradecimentos.1. monografias e projetos etc. comete-se o plágio. eles serão transportados para o início da página seguinte (não precisa de espaçamento). dissertações e outras sofrem encadernação dura. notarão que os argumentos utilizados carecem de sustentação ou que não têm relação com outras pesquisas e livros. apêndice(s). bibliografia.1. 1. No primeiro caso.. os títulos dos capítulos e os subtítulos. separados por um espaço de 0. tamanho 10.  Nunca construa o trabalho remendando citações.) DEVEM citar as fontes das quais se extraíram idéias. 2. quando for o caso. • Encadernação: os trabalhos da graduação e especialização. uma após outra. à sua esquerda. sumário. No segundo caso. • Recebem numeração (1. lista de abreviaturas e siglas. 3 ou 1.• Se. devem ter encadernação transparente (folha inicial) e preta (proteção final). Quando e quanto citar? Seja nas monografias. glossário. separadas entre si por uma linha em branco de espaçamento. Os trabalhos acadêmicos em geral (artigos.1. é importante saber em que medida se devem fazer citações.

território e dinheiro. A5. projeto etc. (Org. 449-489. Império. as citações de autores serão feitas indicando-se o número correspondente ao autor citado. 1992. ou acima da linha do texto. seguida das referências completas. A lista das fontes. são as permitidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (2002b): na mesma linha do texto. Folha de S.). 12 abr. 1999. deverá ser ordenada pelo sistema alfabético: 31 REFERÊNCIAS ALVES. artigo. SARAMAGO. colocam-se os números atribuídos no decorrer do texto em ordem numérica. Alves (1) critica o mito do cientista como alguém eu pensa melhor do que outras pessoas. 2 A lista das fontes deverá ser ordenada pelo sistema numérico. Caderno Mais! São Paulo. Paulo. apresentadas nos exemplos abaixo. 2009. Segundo Alves (1992). L. seguido da data e ao final. no final do trabalho (monografia. 53 . ed. J.O SISTEMA ALFABÉTICO.). 15. da primeira à última. TAVARES. NUMÉRICO. serão numeradas seqüencialmente (na ordem em que aparecem no texto) de forma crescente. O mito do cientista como alguém que pensa melhor pode ser criticado. na bibliografia ou nas referências. J. Maria da Conceição. Observação: As duas formas de número. A caverna de Platão. Se no texto for utilizado o sistema autor-data de citações. Rio de Janeiro: Paz e Terra. coloca-se os dados completos. Brasiliense: São Paulo. p. as referências. In: FIORI. Estados e moedas no desenvolvimento das nações. R. ou seja. Utiliza-se apenas o sobrenome do autor. No texto. p. entre parênteses. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. Se no texto for utilizado o sistema numérico de citações. a solução do problema é ponte entre o lugar onde você está e o lugar que você tem vontade de ir. na lista das fontes. Se o sistema utilizado for o numérico.

pois o ano da obra e. entre parênteses. Em nota de rodapé. 2. Ou seja. OBSERVAÇÕES IMPORTANTES! A) Recomenda-se a utilização do sistema alfabético. da C. 2002a). (Org. território e dinheiro. Acesso em: 8 mar.aguaforte.htm>. M. Exceção das abreviaturas latinas que indicam seqüência. às vezes. Rio de Janeiro: Paz e Terra.  Citação de informação verbal: Informações verbais (palestras. 15. B) Áreas acadêmicas específicas. em: 3 TAVARES. aulas etc. se a opção for pelo sistema numérico de citação.com/homem. utilizada na citação de citação). J. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. enfermagem etc.). 1992. = e outros) e a expressão apud (= citado por. como no sistema alfabético. 2 AMARAL. O homem urbano. pois as numerações se confundiriam (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. fisioterapia. 1999. 1999. 54 . o trabalho não poderá ter notas de rodapé (nem de referência nem explicativas). logo após a menção.) podem ser citadas. L.31 REFERÊNCIAS 1 ALVES. Estados e moedas no desenvolvimento das nações. Disponível <http://www. = e outras coisas / et al. comunicações. e autor-data. Regras gerais para as citações (de todos os tipos)  Palavras ou expressões em língua estrangeira de pouco uso devem ser digitadas em itálico. para as citações. Excetuam-se os casos em que exista uma exigência institucional para que se use o numérico.O sistema numérico desvia por demais o leitor do texto principal. para a lista das fontes. Essas expressões em latim SÓ PODEM ser usadas no sistema numérico.). explicitados no texto do trabalho. preferem adaptar seus artigos científicos às normas do Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas (Vancouver Style). In: FIORI. debates. É necessário indicar o fato (informação verbal) no próprio texto. continuidade (etc. Brasiliense: São Paulo. principalmente as Ciências da Saúde (medicina. seu autor. ed. Essa recomendação justifica-se por duas razões principais: 1 . não estão.Não se pode utilizar concomitantemente notas de rodapé e o sistema numérico de citação no texto. Esses editores recomendam a utilização do sistema numérico para a citação de autores no texto do trabalho. Império. R. R. p. 449-489.

.. 1995) ou (ALVES. 2001). as aspas vêm depois do ponto. 1996).. publicadas em anos diferentes e citadas simultaneamente. em ordem alfabética e sem espacejamento.  Diferentes obras. SILVEIRA. 2003). Caso se faça. de letras minúsculas. Isso é válido tanto para a lista das fontes.. data etc. Não se recomenda o uso. SILVEIRA. Se mesmo assim continuar a coincidência. indicando-se essa alteração com a expressão “grifo nosso” (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.. da disciplina de Filosofia do Direito. ou minha tradução. C. 1991. colocando-se os autores entre parênteses. 1986.  Não fazer citações em outros idiomas. COMO FAZER CITAÇÕES INDIRETAS. quando citadas simultaneamente. as iniciais de seus prenomes. Mais de três autores entre parênteses .  Citação de obras sem autoria. p. do curso de Direito. cada uma com autoria diferente. Ex. (2001) .. 1991). acrescentam-se. as aspas vêm antes dele. p. (SILVA. 1989. Dois ou três autores entre parênteses . das Faculdades Integradas de Caratinga). HORTA.  Citação de obra com mais de um autor. professor. curso. após o ano.: A globalização une e separa (SILVA.  Se na lista das fontes houver autores com sobrenomes iguais. 3). nas citações.. negrito ou itálico.: Informação obtida em março de 2004.  Diferentes páginas de uma mesma obra são separadas por vírgula: Alves (1989. podendo-se condensar (síntese) o texto ou então parafraseá-lo. 49). na aula do professor Arlindo de Souza. as chamadas são feitas pelo título e somente entre parênteses.  Citação de obras de mesmo autor e mesmo ano. (SILVA et al. Horta e Silveira (1996) ..: A globalização une e separa (SILVA. 1995). 5. Josué. 1984. 49) ou (ALVES..esclarecem-se os dados disponíveis: palestrante. DIRETAS E CITAÇÃO DE CITAÇÃO (APUD)? O que são citações indiretas? São citações em que se reproduzem as idéias.  Ênfases ou destaques devem ser feitos através de grifo. Mais de três autores incluídos na sentença Silva et al. 1991. Esse recurso somente pode ser utilizado. Exemplos: Dois ou três autores incluídos na sentença Segundo Silva. Se não. disciplina. em ordem alfabética: (ALVES. O ponto final: se o texto citado terminar com ponto final. p. devem ser separadas por ponto-e-vírgula. Ex. Nas obras sem autoria... (Ex.. deve-se traduzir o texto e colocar ao seu final. SILVA. 2001). 2002b. sem se transcreverem as palavras do autor. colocam-se os prenomes por extenso. 55 . entre parênteses.  Diferentes obras de um mesmo autor. 1989. a expressão tradução nossa. têm as suas datas separadas por vírgula: Alves (1989. 5. finalizando. Diversos documentos de um mesmo autor e publicados em um mesmo ano devem ter o acréscimo.

Segundo. ou ele fica entre parêntesis. IPEA? Cita-se normalmente. SOUZA. em geral. a autoria é da instituição. Caso se opte pela menção. o uso exagerado e frequente dessas expressões. cada uma com autoria diferente. Nas ciências humanas. 1986.  Diferentes obras. em ordem alfabética: (SENA. As regras gerais a todas as citações indiretas são:  Transcrição sem destaques (aspas. talvez resida aí a explicação original e primária para o processo de globalização (MARTINS. dois tipos de autoria de textos.  Alguns preferem o uso do autor entre parêntesis. teremos as mesmas normas do exemplo acima. quando citadas simultaneamente. pois o autor é justamente uma instituição. que. colocando-se os autores entre parênteses. fazendo com que perca a qualidade.  Exemplos: Como lembra Martins (1984). tornam o texto maçante. SILVA. é geralmente preferível a uma longa citação direta. itálico etc. citá-las indiretamente. Esse recurso somente pode ser utilizado. 1984. 56 .  Existem BASICAMENTE. ou seja. Todavia. usam-se as expressões: Como.O que é paráfrase? Paráfrase é a expressão da idéia de outro. principalmente. preferindo parafraseá-las.  Autor institucional incluído na sentença Segundo o Instituto de Pesquisas Aplicadas (2000). No primeiro caso. devem ser separadas por ponto-e-vírgula.: pessoal (pessoa física) e institucional. o futuro desenvolvimento da informação está cada dia mais dependente do plano unificado de normalização. ela deve vir logo após a data. da associação ou outro tipo de organização. pois somente as idéias foram citadas e não as palavras do autor. Citação indireta de autor pessoal  Existem duas formas de citar o autor: ou ele fica incluído na sentença. Então. Porém. 1974). deve ser feito ao final da frase ou do parágrafo. tipo IBGE. os estudiosos reproduzem com pouca freqüência as fontes de forma direta. mantendo-se aproximadamente o mesmo tamanho do texto original.  É opcional colocar a página da obra de onde a idéia foi extraída. precedida por vírgula. livros etc. 1991). 2002).  Autor institucional entre parênteses O crescimento econômico será retomado em 2010 (Instituto de Pesquisas Aplicadas.). E se o autor for uma instituição. Conforme. Quando fiel à fonte. 2010 será um ano de retomada do crescimento econômico. ou A necessidade de aproximação vem desde os tempos remotos.

. válida para todos os casos. 77). “O que é senso comum? Essa expressão não foi inventada pelas pessoas de senso comum. p. 1992. válida para todos os casos.5) antes e depois desse parágrafo. Observe os exemplos abaixo:  Autor pessoal incluído na sentença (ver Exemplo 1) e Autor pessoal entre parênteses (ver Exemplo 2).. Como saber que um texto citado tem até três linhas ou mais? Digitar primeiramente e. Deve-se deixar uma linha de espaçamento em branco (tamanho 12 e entrelinhamento 1. itálico etc. p.O que são citações diretas? São citações em que se reproduzem as idéias.  Partes do texto citado (início. p. Exemplo 1 Para Alves (1992. 13).. de forma literal. 50). colocam-se reticências entre colchetes: [. (Exemplo 2 abaixo) Exemplo 1 A expressão senso-comum “foi criada por pessoas que se julgam acima do senso comum” (HALL. devem vir entre colchetes. itálico etc. Quando o texto a ser citado tem até três linhas digitadas. 57 . E quando a citação direta tem mais de três linhas? O texto citado é digitado sem aspas. segue as mesmas regras dos exemplos dados. em parágrafo próprio. 2004. 50). utilizandose das próprias palavras do autor. Esta experiência de universalidade tem a ver com a exigência de ordem [.  Autor pessoal incluído na sentença Segundo Alves (1992.  Autor pessoal entre parênteses (ver Exemplo 1 abaixo).). Produto Interno Bruto foi criada em 1947 “no contexto de uma enorme mudança cíclica” (IBGE.. sem destaques (negrito. dentro do próprio parágrafo.. 2002. 2). (ALVES. Uma teoria científica tem sempre a pretensão de oferecer uma receita universalmente válida. Em seu lugar.) e com entrelinhamento simples. Esta experiência de universalidade tem a ver com a exigência de ordem [. depois. Exemplo 2 A expressão PIB. Exemplo 2 Observa-se que Uma teoria científica tem sempre a pretensão de oferecer uma receita universalmente válida. p. Em relação à autoria institucional. existem regras próprias. P. sem destaques (negrito.  Acréscimos ou comentários ao texto citado.]. medir. em letras tamanho 11. meio ou fim de uma frase) podem ser suprimidas.. As regras gerais adequadas a todas as citações diretas são:  É obrigatória a menção à página onde se encontra o texto citado. recuado a 4 cm da margem esquerda.]. sem recuo de parágrafo na primeira linha.”.]. O texto citado é digitado entre aspas duplas.

p. Introdução à Metodologia do Trabalho Científico: Elaboração de Trabalhos na Graduação. 1992. 1992. Diretas com mais de três linhas A validade Do meu conhecimento acerca da vida cotidiana é simplesmente aceita. Diretas até três linhas Kuhn (apud ALVES. a astronomia ptolomaica é ainda largamente usada hoje. São Paulo: Atlas. pois a transformação social vem em ondas impulsionadas pela globalização (GIDDENS apud ALVES. em relação aos planetas. afirma que “nenhum outro sistema antigo foi ta bom. como aproximação.” Diretas com mais de três linhas Kuhn (apud ALVES.  Autor pessoal entre parênteses Indiretas A mesma coisa ocorre na ciência.]” (GIDDENS apud ALVES. as predições de Ptolomeu eram tão boas quantos as de Copérnico.br/portalagir/sites/default/files/cartilha_autoria__digital. p. 2003.O que é citação de citação? É o famoso apud (ou citado por). até que aparece um problema que não pode ser resolvido segundo suas instruções. 1992. 1992). a cuja obra original não se teve acesso. Maria Margarida de.uff. É a citação direta ou indireta de um texto. sem qualquer dúvida.  Autor pessoal dentro do parágrafo Indiretas Polya (apud LAVES. pois a transformação social expande-se por ondas planetárias [. 15).proppi. 49) TEXTO COMPLEMENTAR: Cartilha: nem tudo que parece é: entenda o que é Plágio http://www.. (BERGER. 50). afirma que Em relação às estrelas. Diretas até três linhas Ocorre na ciência “a mesma coisa. Deve ser evitada ao máximo! Somente se usa em casos que a obra original esteja esgotada. indisponível ou em outra língua. 58 . 1992. É quando você toma emprestado de um livro ou autor uma citação que está no texto desse autor.pdf LEITURA RECOMENDADA: ANDRADE. p. 1992) afirma que é tolo responder uma questão que você não entende. p.. 50). LUCKMANN apud ALVES. É uma “carona”.

São Paulo: Atlas. Metodologia Científica em ciências sociais. 2002. Pedro. Emerson Sena. J. Belo Horizonte: UFMG. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. 1999. SILVEIRA. 1992. LAVILLE. Juiz de Fora: Juizforana. DIONE. MARCONI.DEMO. São Paulo: Atlas. 3ª ed. C. M. E.. M. Apresentação de Trabalhos Acadêmicos: normas e técnicas. Metodologia do trabalho científico. 59 . 1995. José Maria. SILVA.. Porto Alegre: Artes Médicas. LAKATOS.

dissertações. Se for usado o sistema alfabético. O que as referências devem conter? As informações essenciais das fontes consultadas (elementos obrigatórios) e. De modo geral.  No fim de texto ou de capítulo. que podem se aplicar a todos os livros da lista. Por exemplo. *Caracterizar os diferentes tipos de referências bibliográficas. opcionalmente. se for adequada a elas. CONTEÚDO: CONSTRUINDO AS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. ou seja. a montagem da lista final das fontes. Na mesma referência. e a mudar de linha. Não dispensa. * Mostrar a importância da elaboração correta das referências bibliográficas das fontes de estudo. O que se recomenda? Apenas o uso dos elementos essenciais. operacionalizando seu uso na construção dos variados trabalhos acadêmicos. o espaço é simples.AULA 07: A Estrutura e a Forma dos Trabalhos Acadêmicos: As Referências Bibliográficas e a Digitação dos Trabalhos Acadêmicos (Normas Técnicas).  No rodapé. se é acrescentado algum elemento complementar em uma referência. na seguinte ordem:    60 .. OBJETIVOS: * Abordar as regras da ABNT para a formatação do trabalho acadêmico no que se refere à construção das referências bibliográficas. contudo. Remete o leitor às obras que aprofundam mais o tema em questão. inicia-se pela margem. O que é Referências Bibliográficas ou Bibliografia? É a relação de livros. TODAS as demais devem também conter tal informação. utilizado mais como complementação de informações acerca do assunto e/ou idéia tratados em uma página específica. as informações essenciais (de uso obrigatório) e complementares (de uso opcional) devem figurar. o número de páginas de um livro. A referência das fontes pode aparecer em 3 momentos:  Em lista de referências. usar as seguintes regras: A lista começa pelo ultimo nome do autor e organizada por ordem alfabética Alinhamento a esquerda.. OBSERVAÇÃO IMPORTANTE! A lista das fontes deve estar padronizada. * Apresentar os elementos essenciais para a digitação dos variados trabalhos acadêmicos através da exemplificação dos mesmos. projetos e artigos científicos. as informações complementares (elementos que ajudam a melhor caracterizar a obra referenciada). nas referências. usadas ao final das monografias. artigos e outras fontes do trabalho acadêmico.

com. 2000. pessoa física ou jurídica responsável pela publicação da obra. hotbook. cidade (local). manuais. Quando não se identificar o local. Educação ambiental crítica: princípios teóricos e metodológicos. guias. Acesso em: 8 mar. dissertações de mestrado etc. Consumo. São Paulo: Brasiliense. v. Mas ele pode ser considerado uma extensão do título.br/sma/entendendo /atual. Livro Online com autoria pessoal identificada: LOUREIRO. Rio de Janeiro: Hotbook. No caso da editora. l. sem local. O ano da edição de ser o ano da obra que é efetivamente utilizada pelo estudante e/ou pesquisador. Exemplos práticos: Livro em papel impresso: ZACARIAS. autor ou 61 . C.org. separado por vírgula). lixo e educação ambiental: uma abordagem crítica.bdt. editora e ano. Os elementos essenciais são: autor (sobrenome em letras maiúsculas. 2009. catálogos. 1 . tipo google. não é necessário incluir a palavra editora. em seguida a expressão: “Acesso em:”. sine loco. separado por dois pontos sem negrito) edição (só aparece a partir da segunda.Livros. resto em letras normais.htm>. 1999. teses de doutorado. seguida do endereço eletrônico específico (do texto. enciclopédias. Entendendo o meio ambiente.Os exemplos de referências que se encontram a seguir não pretendem esgotar as possibilidades das fontes existentes. separado por vírgula). Observações: Colocar sempre a expressão: “Disponível em:”. br>. podendo e devendo. Os exemplos são apenas indicativos. ou seja. resto em letras normais. 1999. não pode ser o endereço geral. Acesso em: 10 set. Rachel. ed. título (em negrito) e subtítulo (se houver. coloca-se a expressão: (S. a expressão “In” referenciando de onde a parte foi extraída. a não ser que ela faça parte do nome da instituição responsável. ser utilizados e adaptados aos diferentes tipos de referências. título da parte ou do capítulo. seguida da data. 15. Livro Online com autoria identificada: entidade: SÃO PAULO (Estado).). dicionários. 1. e é abreviada somente por pontos). São Paulo. 2 – Partes de livros: quando se pega um capítulo ou um trecho para ser citado. 2002. Elementos essenciais: do autor do capítulo ou da parte (sobrenome em letras maiúsculas. Disponível em: <www. no lugar dele. Observações: A ABNT (2002a) inclui o subtítulo entre os elementos complementares.com) sem destaque nenhum e sem estar na forma de link. Juiz de Fora: Feme. ALVES. inclusive. Disponível em: <http://www. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. Rubem. 1992. Secretaria do Meio Ambiente.

Partes de livro Online: SÃO PAULO (Estado). o resto em letras normais). edição. Entendendo o meio ambiente.)” esclarece a responsabilidade intelectual pela organização do livro. subtítulo se houver (sem negrito). d) O título do livro é que deve estar em negrito e não o título do capítulo. teses e trabalhos de conclusão de curso. (Org. expressão In. Tratados e organizações ambientais em matéria de meio ambiente. autor-organizador ou autor-editor do dicionário ( mesmas regras de autorias de livro).Partes de dicionários. cuja função é substituir o nome repetido mantendo-se. In: ______ (Org. J. São Paulo. Disponível em: <http://www. 1999. número de folhas. e) É necessário informar. Petrópolis: Vozes. b) O sobrenome composto deve ser todo ele transcrito em letras maiúsculas. A identidade nacional. a paginação onde se encontra o capítulo. Lisboa: Priberam informática. 3 . p. P. substitui-se o nome do organizador por seis caracteres de traço sublinear (6 toques). 415-447. Elementos essenciais: autor do verbete (sobrenome em letras maiúsculas. Dicionários em papel impresso: HOLANDA FERREIRA. tipo de produção (tese. In: DICIONÁRIO da língua portuguesa. p. org. Secretaria do Meio Ambiente. Acesso em: 8 mar. Em papel impresso: SAMPAIO NETO. Petrópolis: Vozes. título do dicionário (em negrito).bdt. Elementos essenciais: autor (mesmas regras pra livros). local. de A. FIORI. Estado e desenvolvimento.pt/dlDLPO>. v. L. Estados e moedas no desenvolvimento das nações.). título (negrito).priberam. ano da defesa. 1999. Aurélio Buarque de.organizador do livro um livro organizado(mesma regra de autoria). a expressão “(Org. Dicionário Online: POLÍTICA. editora e ano.). logo a seguir.Dissertações.)”. Disponível em: <http://www. In: ______. c) A expressão “(Org. título do livro (em negrito) e subtítulo (se houver. 1999. e é abreviada somente por pontos). editora e data.br/sma/entendendo/atual. nome do verbete. htm>. In: FIORIM J. 62 . p. 1998. Turismo. Observações: a) Se o autor do capítulo for também o organizador do livro. 1975. Acesso em: 8 mar. 1421. 4 . 1999. Estado desenvolvimentista. 1. Novo dicionário Aurélio. 1999. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 49-85. In: ______. após o ano. cidade (local). separado por dois pontos sem negrito) edição (só aparece a partir da segunda.

entre outros. data (como são publicações periódicas. n. com sobrenome em letra maiúscula e resto em letra normal).Publicações periódicas: Jornais e revistas – científicas e informativas (artigos científicos. 256. depois a universidade ou faculdade. n. Expedito. a referência foi iniciada com o título. 2003. Universalidade cristã? Análise do discurso do papa Bento XI. 63 . 74-77. Informativas em papel impresso: matéria com autoria: CARE. número. Rever. L. entre parêntesis a área da produção.epoca.br>. Acesso em: 22 set. São Paulo. 5 . O mundo dos Adventistas: abordagens. Informativas em papel impresso com matéria sem autoria Pela impossibilidade de se identificar o autor da matéria. 2009.Folhetos. 3. 2002. n. manual de orientação aos turistas. cidade em que ela é publicada. Os elementos essenciais são: autor do artigo (editorial etc. São Paulo. 2003. Dissertação (Mestrado em Ciência da Religião) – ICH. O governo está em alta. manual de vestibular. 3. reportagens etc. 3.. com. p.). 2009. são exemplos). DF.jun. ano 38. Brasília.. p. 1993. 2009. 2002. editoriais. Geralmente são normas e/ou orientações cuja impressão e distribuição são de responsabilidade da entidade organizadora (manual do aluno. nome da revista (em negrito). Acesso em: 17 abr.dissertação ou monografia). sendo a primeira palavra digitada em letras maiúsculas. 2000. Numen. Emerson. José. Informativas online (matéria com autoria): SILVA. Disponível em: <http://www. Em papel impresso: SENA. v. seções. Disponível em: <http://www. volume. jan. Época. 6 . 14 abr. Universidade Federal de Juiz de Fora. Gabriela. Juiz de Fora. O Brasil não-imperialista.) Científicas em papel impresso: RIVER. CAMARO. título do artigo. São Paulo. coloca-se o período: semestral quadrimestral etc. 19 fev. página inicial e final do artigo. Juiz de Fora. local e ano. Científicas online: SENA.pucsp. br/rever>. matérias jornalísticas. 135-149. Veja. Manual de normas de editoração do IBICT. A identidade cultural do catolicismo.1 Partes de revistas. n. Gerson. 6. 7. 175 f. Em papel impresso: IBICT.

Acesso em: 18 abr. São Paulo. Online: matéria com autoria: SARA. quer 64 . 7. Em papel impresso: matéria sem autoria: UNESCO cria fundo cultural para Iraque. 2001. Veja. número. Disponível em: <http://www. De modo geral. Elementos essenciais: autor do artigo (editorial etc. Os ateus do Estado. São Paulo. Em papel impresso: matéria com autoria: SARA. 56. caderno ou sessão. com sobrenome em letra maiúscula e resto em letra normal). p.com. São todos essenciais os elementos presentes nos exemplos sugeridos a seguir. p. 2003. ano 36. comunicação ou trabalho que consta nos anais ou registros do evento. A 10.2 Parte de Jornais. Guerra na América. Guerra na América.) reúne os documentos diversos apresentados durante sua realização. Acesso em: 19 set. data. Partes de eventos. Três. Folha de S. Acesso em: 25 fev. Paulo. Paulo.folha. 2003.). São Paulo. 18 abr. Quando se referenciam jornais no todo. 19 fev. seguido de ponto. 2001. Online: matéria sem autoria: UNESCO cria fundo cultural para Iraque.br>.. Os ateus do Estado.veja. n. São Paulo. Silvia. expressão “In:”.folha.br>. de pequena circulação. Paulo. deve ser sempre o primeiro elemento da referência. Disponível em: <http:// www. o título. São Paulo. Observar: a) o nome das editoras das revistas informativas deve ser copiado de seus créditos da forma que lá estiver escrito (Ed. Folha de S. 2003. p. Paulo. São Paulo. O produto final do evento (atas. Silvia. proceedings etc. 2003. 19 set. ano 36. Elementos essenciais: autor do artigo. 19 set. ano também deve ser informado. 18 abr. com. 2003. página. 8. título do artigo ou reportagem. edições de jornais com uma só temática são muito raras. resultados. cidade. 7. 19 fev.BARRIGUDOS pela bolsa.Eventos. Folha de S. em letras maiúsculas. 8. 7 .br>. Veja. n. Especial. 2003. 6. após o nome do evento.com. Especial. Folha de S. 2001. Disponível em: <http://www. título. Números temáticos ou especiais são mais comuns nos jornais alternativos. tíutlo do evbto em letras em letras maiúsculas. anais. Editora Abril etc. Informativas online: matéria sem autoria: A CORÉIA DO NORTE como problema. p. b) quando a numeração da revista começar e terminar em um mesmo ano. nome do jornal tal como grafado (negrito).

São Paulo. 4. p. São Paulo: Associação dos Advogados do Brasil. negritado e seguido por reticências (procedimento abreviativo). 8. p. Brasília. R. 1997. Poder Executivo. Porto Alegre. R. v. 1996. Medida provisória nº 1569-9.452.. 2002. Decreto-lei nº. Online: SILVA. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. São Paulo: Saraiva. Lex: coletânea de legislação: edição federal.br/anais/anais/educ/ce04. Medida provisória em papel impresso: BRASIL. 14 dez. 1994.. Súmula nº 14. p. título do documento. S. 16-30. Códigos em papel impresso: BRASIL.. Seção 1. p.. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988. In: ______. 1943. 1996.propesq. 65 . In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE TURISMO DA REDE MERCOCIDADES. Anais eletrônicos. de 20 de janeiro de 2008. 16. Lex: coletânea de legislação e jurisprudência. Decreto estadual em papel impresso: MINAS GERAIS. Porto Alegre: Rede Mercocidades.. 234. segmentação de mercado e o turismólogo. Decreto nº 42. Minas Gerais. de 1 de maio de 1943. p. 2002.2 Jurisprudências (súmulas. sentenças e demais decisões judiciais): Súmulas em papel impresso: BRASIL. 8 . Globalização. Código civil. Supremo Tribunal Federal. N. jurisprudências (decisões judiciais) e doutrinas (interpretação dos textos legais). da. 48.htm>. Recife: UFPe. Os elementos essenciais estão na ordem dos exemplos abaixo: 8. Constituição (1988). Exemplos: Em Papel impreso: SILVA. DF. M. enunciados. ano e a cidade. v. 29514. 2005. OLIVEIRA. n. In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe.822. de 11 de dezembro de 1997. responsabilidade e data de publicação do produto final do evento.1 Legislações: Constituição em papel impresso: BRASIL. DF: Senado. Recife. São as legislações.. Os limites pedagógicos do paradigma da qualidade total na educação.ufpe. local. acórdãos.Documentos jurídicos.. da. 4. referem-se ao ano e local de realização do evento. J. 213-220. 2008. SILVEIRA. 7. 45. Acesso em: 21 jan. 5. E. Brasília. 4. 1997.dizer que edição do encontro. ed. Decreto federal em papel impresso: BRASIL. Anais. Súmulas. Disponível em: <http://www.

São Paulo. 1998. 53-72. transparências. D2. Doença dos xavantes. data e especificação do suporte. cartazes etc. Rio de Janeiro: Prefeitura Municipal. Direção: Walter Salles Júnior. em razão de idade. 1 bobina cinematográfica. Súmula nº 14. diretor.Doutrinas em papel impresso. Caderno 2. Os elementos essenciais são: título. 1 fotografia. Foto apresentada no projeto ABRA/Coca-cola. inscrição para concurso em cargo público. produtor. 1 fotografia. 1 fotografia. Não é admissível. V. 1 CD-ROM. ago. 139. Riofilme. Fotografias em CD-ROM: LOPES. 66 . fotografias. papers (pequeno textoresumo do que vai ser apresentado) etc. por ato administrativo. Supremo Tribunal Federal.truenetm. local.Súmulas online: BRASIL. p&b. data e especificação do suporte. Acesso em: 29 nov. título (quando não existir um título. MACT Productions. atribui-se uma denominação ou acrescenta-se a expressão [Sem título] entre colchetes). desenhos técnicos. 19. gravuras. Produção: Martire de Clermont-Tonnerre e Arthur Cohn. artigos de periódicos. 10 . Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados. n.com. Visuais. Memória fotográfica do Rio de Janeiro. Incluem pinturas. A sua referência deve acompanhar as regras do tipo de publicação em que estiverem inseridas (monografias. 8. 9 . Fotografias em jornal: FRAIP. restringir. 30 nov. Inclui toda e qualquer discussão técnica sobre questões legais. ilustrações. produtora. por exemplo). diapositivos (slides. L.Imagem em movimento. p&b. Ministério Público: sua legitimação frente ao Código do Consumidor.]: Le Studio Canal. diafilmes. Os elementos essenciais são: autor.Documentos iconográficos. Em cinema CENTRAL do Brasil. v. O Estado de São Paulo. 1980.). 16 cm x 56 cm. [S. p. materiais estereográficos. E. 1998.3 . color. 1998.html>. K. Disponível em: <http://www.. 1995. p. Amílcar. São Paulo. Filmes. E. Raimundo Gomes de. BARROS. l. Fotografias em papel: KOBAYASHI.br/jurisnet/sumusSTF.

com/g/d2002/1nw/20255.. 11 . Faixa 7.html>. As margens superior e esquerda devem ser formatadas com 3 cm. DIGITAÇÃO DOS TRABALHOS ACADÊMICOS: Exemplificações Gerais e aplicadas caso a caso. Os documentos sonoros considerados no todo devem ser referenciados com os seguintes elementos essenciais: compositor(es) ou intérprete(s).Fotografias online: STOCKDALE. 1 fotografia. Intérprete: Simone. dentro do padrão de margem. SILVA. S. Partes de CDs COSTA. A. com 2 cm.. Face a face. Considere-se os exemplos a seguir. título. rolos etc. tamanho de letra trabalhados no item digitação de trabalhos acadêmicos. que estão a título de ilustração.. cassetes. gravadora (ou equivalente). 3 cm 25 3 cm 2 cm 2 cm 3 cm 67 . Acesso em: 13 jan. Jura secreta. color. When’s recess? [2002]. data e especificação do suporte. René. webshots. local.Documentos sonoros: Incluem os discos. enquanto a inferior e a direita. Disponível em: <http://www. 2001. As exemplificações a seguir seguem como ilustrações. folha. 1 CD. 1977. CDs. Todas as páginas devem possuir o seguinte padrão de margens. Rio de Janeiro: Emi-Odeon Brasil. In: SIMONE.

Folha de Rosto – Obrigatória . Relatórios e Trabalhos em Geral: 68 . Projetos. entrelinhamento simples. b) O espaço deve ser PROPORCIONAL entre todos os elementos. citação diretas com mais de 3 linhas.Monografias. exceto: notas de rodapé.5. espaço 1. e) A página não é contada e nem numerada. c) Se houver mais de um autor. O espaço entre a data e o também é simples. digitar os nomes com simples.1 . Cidade e ano: letras normais.Capa – Obrigatória: Monografias. Título: maiúsculas e negrito. Projetos.5. entrelinhamento 1. subtítulo: letras normais e negrito. sem negrito. ambos com espaço 1. 2 . Instituição e faculdade (opcional): maiúsculas e negrito. numeração da página e legendas de tabelas e quadros. d) Teses e dissertações de doutorado cumprem as mesmas regras aqui expostas. Autor: maiúsculas e negrito. ATENÇÃO: O tamanho da fonte é SEMPRE 12.5. Relatórios e Trabalhos em geral: FACULDADES DOCTUM DIREITO Mariana Ayres Souza O DIREITO EMPRESARIAL NA DÉCADA DE 1990: Abordagem hermenêutica dos pressupostos jurídicos Juiz de Fora 2009 a) Todos os elementos devem estar centralizados e ser proporcionalmente distantes.

d) algumas instituições pedem a ficha catalográfica. Dr. É responsabilidade da biblioteca a disponibilização da ficha catalográfica. entre o título/subtítulo e local/data. sem recuo de parágrafo. c) A página é contada. canto direito. alinhamento justificado. neste caso. fica sem negrito. mas não é numerada.FACULDADES DOCTUM DIREITO Mariana Sodré Ayres O DIREITO EMPRESARIAL NA DÉCADA DE 1990: Abordagem hermenêutica dos pressupostos jurídicos Monografia apresentada ao Curso de Direito . Reinaldo Henrique de Macedo Juiz de Fora 2009 As mesmas regras da capa. Orientador: Prof. b) a nota de apresentação. letras normais. 3 . espaço simples. sem negrito.Faculdade do Sudeste Mineiro. exceto duas coisas: a) o subtítulo. que deve ser confeccionada segundo o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente.Folha de Aprovação – Obrigatória para Monografias e Relatórios: 69 .

aprovada pelos seguintes examinadores: Prof. 4 .) e suas respectivas instituições (com 1 linha em branco de espaço 1. Mariana Silveira Faculdades Doctum de Guarapari Prof. TODOS os elementos devem ser distribuídos proporcionalmente na página. f) A página é contada. O espaço das linhas entre local e data: 1. Francis Silva José (Orientador) Faculdades Doctum de Juiz de Fora Profa. tamanho 12. sem negrito. espaço 1.Mariana Sodré Ayres O DIREITO EMPRESARIAL NA DÉCADA DE 1990: Abordagem hermenêutica dos pressupostos jurídicos Monografia apresentada ao Curso de Direito das Faculdades Doctum.5. centralizados.5). b) Título principal: negrito. d) Os nomes dos examinadores: centralizados.5. mas não é numerada. sem recuo de parágrafo.5. letras normais. Dr. centralizado. e) Local e Data: cidade da defesa e dia/mês/ano com letras normais.Dedicatória – Opcional – Monografias: 70 . constando a titulação (Dr. ou Ms. Aline Silva Galvão Universidade Federal de Juiz de Fora Juiz de Fora 15 / 10 / 2009 a) Autor: centralizado. c) Nota de apresentação: espaço simples. espaço 1. Dr.4. Ms. maiúsculas. centralizado. Subtítulo secundário: letras normais. recuo esquerdo de mais ou menos 8 cm. negrito. alinhamento justificado. negrito. espaço 1.

Opcional – Monografias: AGRADECIMENTOS Não foram poucos os que me ajudaram na longa jornada. a) Dedicatória: equivale a uma homenagem. sem recuo de parágrafo. centralizado. c) A página é contada. mas não é numerada. Minha adorada família. b) O texto. mas não é numerada. Projetos e outros: 71 .Somente e opcional para Monografias. 6 . distante 2 linhas em branco da margem superior.Modelo de Epígrafe . negrito. Dr. a) O título Agradecimento (s): escrito em maiúsculas. dos meus tempos de ausência. Silva. mesmo que dentro de suas possibilidades. pela compreensão. letras normais. A professora Vera Lúcia. com espaço 1.5 no canto direito. digitado na parte inferior da margem. sem negrito. Ao Prof.Agradecimento . meu orientador.5. agradeço o estímulo constante. alinhamento justificado e espaço 1. digitado em letras normais. com recuo de aproximadamente 8 cm. justificadas. 5 . b) Texto.Para minhas filhas. Não se coloca o título Dedicatória. Mônica e Luciana. sem recuo de parágrafo. A página é contada.

separado do resumo com espaço 1. 7 . a metodologia adotada e as conclusões. por meio de suas atividades e. A tradução é colocada em página distinta (conta. As palavras são separadas por pontos No máximo 250 palavras para monografias e 500 para teses. o problema. Que mediações podem ser encontradas entre os atores religiosos. mas não numera). música. constata-se que os fluxos e fronteiras entre mídia. mas não é numerada. que apresenta ao leitor o tema. o objetivo. LIBÂNIO O que são os séculos perto do momento em que dois seres se reconhecem e se aproximam? HOELDERLIN a) Pensamentos e idéias retirados de um autor. negrito. As palavras-chave são separadas por ponto. segue o título Palavras-Chave. deixar espaço de 1 linha em branco de espaçamento 1. Comunidade religiosa.Resumo e Palavras-Chave .Obrigatório .5. O título Resumo. e) Em seguida o sobrenome do autor. letras maiúsculas. f) A página é contada. a partir do estudo de uma comunidade católico-carismática de estrato popular. com espaço 1. O resumo é um texto breve. centralizado. letras normais.5. consumo e carismatismo católico colocam em pauta novas formas de hibridação e mediações entre religião (“popular” e institucional) e mundo pós-moderno. poema. letra maiúscula. 72 . a dimensão das forças midiáticas e do mercado de consumo? Partindo dessa pergunta. espaço simples.5.A verdadeira dificuldade não está em aceitar idéias novas. centralizada. letra maiúsculas. relatórios (TCC ou TC): RESUMO Pensar as implicações da cultura de consumo e da mídia sobre os atores religiosos populares. Atores religiosos populares. justificado. PALAVRAS-CHAVE: Midiático-consumerismo católico. sem recuo na primeira linha. Está em escapar das idéias antigas. Em seguida. c) O alinhamento é justificado. b) Não se coloca o Título Epígrafe. Deve ser digitado: a) Em bloco único. negrito. com recuo de aproximadamente 8 cm.Monografias. alinhado à esquerda. sem parágrafo. entre uma epígrafe e outra. Página contada. seguidos da autoria. mas não numerada. d) O texto.

Resumo e palavras-chave . tese etc.5.Traduzido – Obrigatório . Religious Community. Popular Religious actors. negrito..Monografias. retratos.2006 --------------------------------------------------------. fotos. Tabelas e Abreviaturas. e com a página correspondente. o espaço deve ser de 1. espanhol. f) Entre cada item. todas devem vir em páginas distintas.MG -------------------------------------------------.8 . 9 . d) Indica-se o tipo. consumption and charismatic catholic put in stave new forms of hibridation and mediation between religion (“popular” and institutional) and pos-modern world. g) No texto. etc.5. seguido de numeração de acordo com o seu aparecimento no texto da monografia.37 Foto 1 – Banco Popular – Juiz de Fora ----------------------------------------------------------------.39 a) A ordem das listas é: Ilustrações. based in the study of a Charismatic-Catholic Community of popular stratum. KEY WORDS: Catholic Midiatics-consumption.5. esquemas. espaço 1.35 Gráfico 2 – Empréstimos de crédito pessoal . mas não numeradas. What the mediations will to be able to meet between the religious actors and the midiatics force dimension and of the consumption market? Parting this question. c) Títulos: letra maiúscula. a ilustração ou tabela deve aparecer desta forma: 73 . dissertações e teses (exceto relatórios): ABSTRACT Think the consumption culture implications and of the media about the Popular Religious actors. italiano e alemão. idem se for apenas uma lista. contadas. As mesmas regras do resumo. projeto. ATENÇÃO! O que estiver escrito na lista deve corresponder ao que está na página do texto. a tradução é feita para duas línguas.Listas: Ilustrações/Tabelas e Quadros/Abreviaturas e Siglas – Opcionais: LISTA DE ILUSTRAÇOES Gráfico 1 – Subida da inflação – 2000. Se o trabalho possuir essas três listas. francês. distante da margem superior da lista 2 linhas em branco de espaço e distante do início da lista também 2 linhas em branco de espaço 1. centralizada. As línguas mais adotadas são: inglês. b) Ilustrações podem ser: gráficos. Para teses de doutorado. Observe-se que a faculdade deve adotar como padrão uma língua. the flow and frontier between media. desenhos.

35 As novas visões do Direito Empresarial -----------------------------------------------------.11 Histórico do Direito Empresarial --------------------------------------------------------------. se tiver terciário. seguida da indicação da fonte.1 3. teses e dissertações: SUMÁRIO INTRODUÇÃO ---------------------------------------------------------------------------------------------. negrito. sem negrito. indicando a página.23 As limitações práticas ---------------------------------------------------------------------------. Não colocar a palavra capítulo na frente do número. negrito.1 1.De acordo com o IBGE.2 a) Palavra Sumário: letra maiúscula. 2006. p. centralizado.40 CONCLUSÃO -----------------------------------------------------------------------------------------------. centralizada.2006 Fonte: IBGE. Os títulos secundários: letras normais. seria letra normal e sem negrito.9 1 DIREITO EMPRESARIAL ------------------------------------------------------------------------------.23 Os problemas conceituais ----------------------------------------------------------------------. negrito.16 2 AS LIMITAÇÕES DO DIREITO EMPRESARIAL -----------------------------------------------------. relatórios. Os números dos capítulos não recebem traço/ponto após e nem são negritados. o gráfico a seguir mostra a história da inflação no Brasil: Gráfico 01 . essencial.5 em branco antes da margem e depois.50 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS-----------------------------------------------------------53 ANEXOS----------------------------------------------------------------------------------------------55 1. b) Os títulos principais: maiúsculas.Subida da inflação – 2000.2 2. 10 -Sumário – Obrigatório .27 3 AS MUDANÇAS RECENTES NO DIREITO EMPRESARIAL ---------------------------------------. 2 linhas de espaço 1.2 3.Monografias. Espaço ente títulos 74 .35 Os conflitos de interpretação mais recentes ----------------------------------------------. espaço simples.11 A Codificação do Direito Empresarial--------------------------------------------------------. 23 Observe que a legenda deve ter tamanho 11.1 2.

5 ou simples. d) NUNCA DEIXE DE CITAR FONTES EM SEU TRABALHO.6 1. Não colocar capítulos com apenas um sub-capítulo ou um capítulo com muitos sub-capítulos.1 Objetivo Geral ----------------------------------------------------------------------------------------.35 4 PROBLEMAS E HIPÓTESES ----------------------------------------------------------------------------.35 6 CRONOGRAMA ------------------------------------------------------------------------------------------.35 APÊNDICE – Sumário provisório ----------------------------------------------------------------------.5 1. 11 . letras maiúsculas. É recomendável equilíbrio na distribuição de capítulos e sub-capítulos. Os títulos secundários letra minúscula.Sumário – Modelo Obrigatório para Projetos de Pesquisa e outros projetos: SUMÁRIO INTRODUÇÃO ----------------------------------------------------------------------------------------------4 1 OBJETIVOS------------------------------------------------------------------------------------------------.35 ANEXOS -----------------------------------------------------------------------------------------------------.35 REFERÊNCIAS OU BIBLIOGRAFIA ---------------------------------------------------------------------. negritos e com alinhamento justificados.35 5 METODOLOGIA -----------------------------------------------------------------------------------------. Espaço entre as subdivisões do mesmo título: 1. negrito e centralizado.Corpo de Texto – Obrigatória a todos os trabalhos acadêmicos: a) Os títulos no corpo do texto devem seguir rigorosamente os títulos que estão no sumário.7 2 JUSTICATIVA ---------------------------------------------------------------------------------------------.2 Objetivos Específicos --------------------------------------------------------------------------------. O alinhamento do sumário: justificado. Use o sistema alfabético ou numérico. b) As distâncias entre um título e outro devem ser respeitadas na forma como está no exemplo. 75 . ATENÇÃO para a ORDEM LÓGICA no SUMÁRIO.35 12 .8 3 REFERENCIAL OU MARCO TEÓRICO----------------------------------------------------------------. c) Os títulos principais sempre iniciam em nova folha.principais: duplo.

Suplemento.5) O início de uma legislação empresarial pode ser rastreado em 1876. com o surgimento das leis antitrustes nos EUA (SILVA. 1995. São Paulo.452. ou seja. Mas para Silveira (2000) é somente a partir da segunda metade do século XX é que a legislação específica irá surgir. p. Ministério Público: sua legitimação frente ao Código do Consumidor. 19. a unidade básica de proteção média dava-se no âmbito das empresas. 7. ago.5) 1 A ORIGEM DO DIREITO EMPRESARIAL NO BRASIL (2 linhas em branco de espaçamento 1. de 1 de maio de 1943.Modelo de Referências Bibliográficas – Obrigatória – Monografia. 76 . BRASIL. 2000). após a margem 1.5) INTRODUÇÃO (2 linhas em branco de espaçamento 1. v. v. n. antes de 1930. artigo. Decreto-lei nº 5. (2 linhas em branco de espaçamento 1. Raimundo Gomes de. Lex: coletânea de legislação: edição federal. 1943.5) É importante assinalar também que. 53-72. Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados. 13 . Projeto etc: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BARROS.(limite da margem superior) (2 linhas em branco de espaçamento. São Paulo. 139.10 ------------------------------------------------. possuíam certa autonomia.

truenetm.br/jurisnet/sumusSTF. p. 2001. 2002. quando se escreve outra referência. p. Época.5 e 2 linhas em branco antes do início das referencias.5. J.BRASIL. no caso. Brasília. br/rever>. SILVA. São Paulo. Súmula nº 14. centralizado e maiúsculas. O direito empresarial no Brasil. São Paulo.epoca.pucsp. Gerson. Acesso em: 29 nov. 2003. 14 abr. distante da margem superior 2 linhas em branco de espaço 1. BRASIL. Disponível em: <http://www. SAMPAIO. 62. em razão de idade. de 20 de janeiro de 1998. 4. Lex: coletânea de legislação e jurisprudência. Não é admissível. o espaço é 1. n. O governo está em alta. 256. Poder Executivo. a) O título principal: negrito. d) O espaço entre as linhas da mesma referência é simples. São Paulo. Acesso em: 22 fev. da. Decreto nº 42. São Paulo: Saraiva: Feme.822. Rachel. b) A ordem dos sobrenomes: alfabética. Disponível em: <http://www. Expedito. 3. inscrição para concurso em cargo público. com. de 11 de dezembro de 1997. restringir.br>. 77 . n. Supremo Tribunal Federal. 2003. M. v. 29514. 217-220.com. 14 dez. DF. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. SÃO PAULO (Estado).html>. por ato administrativo. 1998. Acesso em: 17 abr. sem recuo quando mudarem de linha. Medida provisória nº 1569-9. c) As referências bibliográficas: alinhadas à esquerda. Seção 1. CAMAROTTI. Rever. n. 1998. A identidade no mundo das religiões. Disponível em: <http://www. SILVA. 2000. 1997.

União Livre 3) Idade (anos completos) 4) Nível educacional: ___________________________ 5) Renda mensal familiar: 1 S. DIAS. b) Todo questionário deverá conter um cabeçalho explicativo. 1) Sexo: 1. responda com sinceridade e objetividade. Por favor. por exemplo. São Paulo: Atlas. 2 a 4 S. Repensando a Pesquisa Jurídica: teoria e prática.Monografia e Projetos: ANEXO QUESTIONÁRIO SOBRE MARGINALIZAÇÃO SÓCIO-ECONÔMICA Prezado (a). Casado 3. GUSTIN.14 . Metodologia Científica em ciências sociais. ele só consta da listagem do projeto. 2ª edição. a) Título principal centralizado. é preciso colocar os modelos em anexo.Opcional . 2006. 1995. esse questionário visa sonda sua opinião sobre alguns temas. Instruções: Anote na casa à direita o número que corresponda ou mais se aproxima. cartas e outras estruturas elaboradas pelo autor do projeto ou da monografia. Miracy Barbosa de Souza. Nesse caso. O SUMÁRIO PROVISÓRIO de um projeto é um bom exemplo de Apêndice.M. 3ª ed. negrito. Se o projeto também optar por mais de um instrumento como entrevista (aberta. Solteiro 2. Masculino 2. Pedro. 2) Estado Civil: 1. 78 . Divorciado 5. LEITURA RECOMENDADA: DEMO.M. c) O Apêndice se usa no caso. caixa alta. de textos. Belo Horizonte: Del Rey. Sua identidade será mantida em sigilo e as informações restritas. Feminino. Maria Tereza Fonseca.Apêndice/Anexo . fechada ou semi-aberta) e questionários. Viúvo 4.

. E. M. Metodologia do trabalho científico. C. Emerson Sena. Apresentação de Trabalhos Acadêmicos: normas e técnicas. Juiz de Fora: Juizforana. 1999. José Maria. SILVA. 1992. 2002. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. São Paulo: Atlas. SILVEIRA. MARCONI.. Porto Alegre: Artes Médicas.LAVILLE. J. LAKATOS. DIONE. 79 . M. Belo Horizonte: UFMG.

a que as metodologias permitem acesso. selecionar.. * Capacitar para o tratamento e interpretação de informações conducentes à solução de problemas. das imagens. levar seus colegas a serem alunos-pesquisadores. A pesquisa não deve ser colocada como algo inalcançável ou reservado apenas aos cientistas. “testar” suas crenças sem medo de perder ou de perder-se. não ter medo de passá-las por sobre o crivo da razão. conhecendo as diversas estratégias: elabora caminhos próprios ao caminhar. a atitude de “testar” suas crenças. * Compreender a utilidade das diferentes técnicas de pesquisa e os fatores que influenciam na escolha das mesmas.. * Compreender a responsabilidade do pesquisador diante da sociedade. em outras palavras. aquele que. dos questionários para uma prática real. o mais importante é a atitude adotada perante a realidade: Questionar sempre. é ser “dono de seu próprio intelecto”.      80 . Não sacrificar a razão para valores outros. Desarmar-se e despir-se de atitudes “fechadas” e dogmáticas. mais ainda. mas um produtor. * Desenvolver habilidades relativas à definição clara de problemas de pesquisa. De posse do instrumental simples. Por isso: Duvidar e expressar de forma clara suas dúvidas. um parâmetro a ser buscado nas instituições e na prática docente.  Por isso. A direção é apontada pela questão do “artesão” intelectual:  Aquele que não é um repetidor. OBJETIVOS: * Identificar a relevância da pesquisa científica no processo de construção e reconstrução do conhecimento. fenômeno ou evento presente na realidade. mas um convite que pode ser integrado à forma e a maneira como o professor “ministra” o conteúdo de sua disciplina. significa um convite (inclui a noção de liberdade.. No entanto... O sentido é a busca de um estado ideal. CONTEÚDO: Conceito de Pesquisa.. a pesquisa é emancipação. Esse levar a pesquisa. estar disponível e abrir-se a outros pontos de vista. Não ter medo de questionar suas próprias convicções e crenças.) feito ao aluno. E aqui a reflexão se dá em torno de como sair dos livros. analisar/interpretar e comunicar informações sobre um fato. das fórmulas de amostragem. ou pelo menos determinados tópicos.. bem como a consolidação de conclusões.. o aluno pode tornar-se um aluno-pesquisador sistemático e. seja de que tipo forem. Podemos definir a pesquisa como sendo uma ação investigativa que visa levantar.AULA 08: A Pesquisa enquanto princípio Científico e Educativo: Horizontes Múltiplos da Pesquisa.

Tipologia de alguns tipos de Pesquisa: Pesquisa Construção do conhecimento Pesquisa de Mercado Pesquisa Acadêmica Pesquisas de opnião Pesquisa incidental Surveys Projetos de pesquisa Monografias Teses e dissertações Pesquisa de tendência Problema Hipótese Métodos Pesquisa por painel Enquetes Problema Hipótese Métodos Problema Hipótese Métodos Repare que a figura aponta a existência de dois tipos básicos de pesquisa: A Pesquisa acadêmica. levantar dados para o lançamento de produtos etc. A Pesquisa de Mercado. é comum ouvir: Pesquisas de mercado. A diversificação dos tipos de pesquisa é enorme e com reflexos para a metodologia. Surveys ou pesquisas quantitativas. verificar tendências.. que objetiva sondar opiniões. aplicar um modelo teórico. p. Pesquisa clínica e Pesquisa social. ou seja. 51).. • • • • • 81 . aquela desenvolvida no âmbito da faculdade e que objetiva debater a teoria. Trás liberdade e. Pesquisas de marketing. investigar de forma ampla a realidade. Por isso. segundo Demo (2001. Pesquisa longitudinal (de longo período). Horizontes Múltiplos da Pesquisa. “sem pesquisa não há verdadeira aprendizagem”.

Procedimentos de coleta. A pesquisa pode contar com importantes instrumentos auxiliares na construção do conhecimento: entrevista. A pesquisa como princípio científico: Já dissemos que a pesquisa é o principal elemento norteador da produção do trabalho científico. Em relação às metodologias de análise. Pesquisa aplicada: visa ao aprofundamento de um determinado tema de uma área científica específica (por exemplo. para além dessas divisões. E a divisão básica dos tipos de pesquisa está relacionada à sua função. especialmente no tocante às estratégias. Contudo. quanto se aprende. 25) fornece TRÊS critérios para identificar a natureza metodológica dos trabalhos de pesquisa: 1 – Objetivos. È. dentre os quais se destaca a pesquisa. Educar pela pesquisa é desenvolvermos o questionamento reconstrutivo. Quantitativa: visa a mensurar numérica ou estatisticamente os fenômenos. a pesquisa sobre remédios) com o desenvolvimento de PRODUTOS e PROCESSOS tecnológicos. fenômeno ou evento da realidade. do objeto.. sociais e culturais.É necessário. 2 . (BEAUCLAIR. Níveis de Pesquisa. a pesquisa pode ser: Qualitativa: visa à interpretação do problema. Santos (2004. cujo emprego correto e adequado deve se constituir preocupação central do aluno. retomar os princípios básicos e perceber que. essencial à prática educativa que deve estar sempre a serviço da emancipação humana. Pesquisa básica: base da investigação acadêmica. em se tratando de Ciência essa ação é o caminho para se chegar à elaboração do conhecimento científico. A pesquisa como princípio educativo: Em sua condição de principio educativo a pesquisa é instrumento por meio do qual. pois a prática educativa pressupõe uma série de saberes ou exigências. presente nas fases iniciais da academia (a pesquisa que dará origem ao TCC é um bom exemplo). afinal ensinar no século XXI é educar pela pesquisa.. Pesquisar é o mesmo que buscar ou procurar resposta para compreensão de algum fato. do fato. no desenvolvimento dessa ação que se dá a utilização de diferentes instrumentos para se atingir o objetivo proposto. porém. questionário. 2008). tanto se ensina. análise de discurso etc. o fundamento das pesquisas é comum. pois. p. por isso. 82 . é ação investigativa. Logo. Esses instrumentos serão definidos pelo próprio pesquisador para atingir os resultados ideais. é promover espaços de diálogos entre o já constituído e o que precisa ser construído (ou reconstruído).

Qualidade das Fontes de Pesquisa. canções. Pesquisa bibliográfica e documental: Dentro os tipos de pesquisa. internet.Pesquisa bibliográfica: Essa pesquisa consiste no “conjunto de materiais escritos/gravados. O informativo: é aquele que vai fornecer apenas informações e dados sobre o fato/fenômeno a ser investigado. relatórios. ofícios. objetos de arte. mecânica ou eletronicamente. 2004.As fontes. p. segundo esses critérios. levando em conta sua qualidade de conservação e pertinência de informações sobre o tema ou objeto. telegramas.. periódicos (revistas. entrevistas. auxiliado por metodologias de interpretação e análise dos dados. bem como livros embasados em métodos científicos e legitimados pela comunidade acadêmica. ou seja. fotografias. podem-se enumerar alguns tipos básicos de pesquisa. Aqui estão as revistas semanais como Veja e outras.. que contêm informações já elaboradas/publicadas por outros autores” (SANTOS. fitas de áudio e vídeo. ao tema e objeto pesquisado. cartas. revistas. sobre fontes escritas e a documental. testamentos. participante Fontes de informações Laboratorial/Arquivista Campo Bibliografia Assim. Aluno deve lançar mão desses dois tipos. jornais).3 . o material no qual se coletam dados e obtêm-se informações. Quanto à qualidade: O formativo: fornece conceitos/categorias para se analisar o material de pesquisa (fundamento ou referencial teórico). 83 . processos criminais. Essas informações podem estar em livros (comuns ou dicionários). e “não-material”: memória. Fonte de pesquisa é todo o material que nos conecta direta ou indiretamente. há dois dos mais fundamentais: a bibliográfica. etc. utensílios domésticos. ou seja. 1 . filmes. As fontes primárias podem ser de ordem material: atas. É importante escolher bem o material. sobre documentos de modo geral. inventários. Encontra-se em revistas consideradas acadêmicas e científicas. de um modo geral. Objetivos Exploratórias Descritivas Explicativas Procedimentos de coletas Experimental Levantamento de informações Estudo de caso Bibliográfica Documental Pesquisa-ação. as fontes do qual se servirá o pesquisador. é preciso distinguir qualidade e tratamento. 29). Com relação às fontes pesquisadas.

portanto.. tratamento analítico e publicação” (SANTOS. Para uma boa pesquisa bibliográfica.Uma crítica que pode muito bem ser feita é sobre a maneira como elas divulgam resultados e descobertas científicas (dá para fazer uma boa pesquisa sobre isso. da área. c) abrangência (as fontes e textos “cobrem” de fato os principais pontos da área.  Houve a proliferação de sites e portais divulgando informações. p. Uma nova realidade. tema?). ATENÇÃO! Opte sempre por fontes primárias. deve-se classificar as fontes e selecionar os textos de acordo com critérios específicos: a) “cientificidade” (a fonte e os textos realmente passam pelo crivo exigido pelas ciências?). b) Documentos arquivados em órgãos públicos. esse nível deve ser evitado. passando por repositórios de notícias. 2004. c) Diários. do processo de produção e disseminação do conhecimento e informações. No entanto.  A sociedade da informação: conseqüência da aceleração do desenvolvimento de novas tecnologias.Pesquisa documental: É aquela que toma por base fontes e dados que não “receberam organiza ção. associações e sindicatos. de páginas pessoais a portais de fofocas. Relatórios. o repertório é muito vasto: a) Cartas.. que foram escritos diretamente pelo autor (obviamente um professor-pesquisador. trabalhos acadêmicos e informações oficiais. Secundário: escritos e documentos de autores originais comentados por seguidores ou outros intelectuais que querem apresentar o pensamento e as idéias do autor original. a possibilidade de distorção das idéias é muito alta e. 84 .. Pesquisas em Ambiente Virtuais:  O advento da Internet e a chamada "sociedade da Informação" no fim do século XX tiveram seu impacto sobre as pesquisas em ambientes virtuais. Imagens e outros. Fotos. Recorra às fontes secundárias apenas em caso de necessidade.. b) representatividade (as fontes e textos escolhidos são realmente representativos do assunto. redução dos custos operacionais e aumento da velocidade da transmissão de dados. assunto. intelectual da área) tomado como referência.) Quanto ao tratamento: Primário: escritos e documentos originais. é esse o nível que acaba sendo usado em muitas salas de aula. 2 . tais como fichas de trabalho. de óbito. E aqui. Terciário: são comentários dos comentários – aqui. professor. 29). ou seja. de filiação partidária... do tema?).

quando se tratar de uma pesquisa acadêmica que requeira informações mais precisas e de maior credibilidade. Os “metabuscadores” (buscadores de buscadores). trabalham acessando diversos bancos de dados simultaneamente na busca de respostas aos termos solicitados. ou seja.  Apesar de ser ainda bem grande o preconceito em meio acadêmico com relação às fontes de pesquisas eletrônicas.  Nem sempre o resultado da pesquisa aponta para o documento em si e sim para alguma página que indica onde a informação está. distribuídos em mais de 138 milhões de domínios registrados somente até 2007. o espaço a ser pesquisado é muito vasto e está em constante atualização. requerendo maior critério na escolha das palavras utilizadas. som. encontrá-las dependerá de como será formulada a pesquisa e definido o tipo de item a ser encontrado .  Desta data em diante. Para uma pesquisa mais simples. cadastro e organização das páginas . texto. Existem alguns tipos básicos de páginas de busca: os que utilizam “robôs” (um programa que fica percorrendo a Internet pesquisando documentos novos para serem armazenados em um banco de dados) e os que utilizam diretórios e catálogos (possuem uma equipe de busca. Estimativas apontam que mais de 500 bilhões de documentos estejam disponíveis na Internet. com a diferença de não haver um padrão de palavras-chave ou um tesauro com termos a serem pesquisados. num processo interminável. cresce o número de informações circulando. os sites de busca atendem prontamente. outros milhares de documentos foram anexados e a cada dia. Altavista. é importante:  Saber pesquisar e avaliar as fontes disponíveis. o que é fundamental para se conseguir identificar as informações mais relevantes. entre outros) funciona como um catálogo de Biblioteca.      85 . as páginas apresentam ligações (links) para outras páginas com outras informações que podem apresentar mais ligações com outras páginas. A Internet apresenta buscadores específicos: Verticais e Temáticos. há dois grandes problemas:  Os documentos disponíveis não são lineares.fornecendo resultados organizados e uma busca "filtrada"). Prefeituras.imagem. Yahoo. portanto. deve-se reportar aos sites de entidades governamentais que apresentam dados e informações oficiais como: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). porém. Por isso. uma página de busca (Google. milhares de sites deixaram de existir. estados e Governo Federal com seus ministérios e secretarias (endereços governamentais OFICIAIS normalmente apresentam a extensão: “gov”).  As informações estão publicadas em diversos locais. Junto a isso. arquivo. Mecanismos de busca na Internet Em princípio.

entidade.google.intercom.portcom. domínio.wikipedia.org. que apresentam itens em todas as áreas do conhecimento publicados em periódicos e instituições de diversos países. de fofocas. por exemplo. uma enciclopédia de conteúdo livre. Psicologia (PePSIC . foram desenvolvidas ferramentas de busca específicas para literatura acadêmica.bdjur. biblioteca digital.Para uma boa pesquisa em ambiente virtual:  Pesquisar nas bibliotecas digitais. órgão governamental.www. referências utilizadas.gov. site de instituição de ensino e/ou pesquisa. ou de uma nova tecnologia.pepsic. disponibilizando os resumos e os textos completos.stj. como a "Domínio Público".br).br). um fórum de discussão. BIREME e CNPq).  Pesquisar em repositórios específicos para publicações científicas.org. Muitos têm acesso livre. "OASIS. "Scielo.org). site pessoal.com" (da FAPESP. "BDTD" (da USP/IBICT). Direito (BDJur/STJ . principalmente artigos de periódicos.br). construída continuamente. portal especializado. Seu site é hospedado e financiado pela Wikimedia Foundation (organização norte-      86 .  Como exemplo de sites que disponibilizam informações científicas no Brasil temos os portais "Periódicos" e "Banco de Teses" da CAPES. um blog (anônimo ou de autoridade).br).bve. repositório de trabalhos acadêmicos.  Existe também uma série de outros portais de pesquisa acadêmica e repositórios.Br" do IBICT (comentados mais adiante). por exemplo: a) OpenDOAR (indica o endereço dos repositórios digitais de acesso livre no mundo todo). ressalva seja feita a Wikipédia (www. Além destes. institucional ou de empresa especializada no ramo pesquisado. Saúde (BVS/Scielo .inep. nome completo. mas de acesso restrito aos professores e alunos de determinadas instituições cadastradas.  Dificilmente um “blog” de um anônimo será a fonte inicial para a divulgação da cura do câncer.bvs-psi.com). O que NÃO POSSO DEIXAR de observar numa pesquisa virtual on line?  As informações fornecidas pelo próprio site e/ou e-mail. teses e dissertações em todas as áreas do conhecimento.scholar.cibec. c) Google Scholar (em português: www. b) Microsoft Live Search Academic. entre outros.bireme.  Observar a data de publicação da informação e de atualização do site (indicadores de atualidade e manutenção da fonte encontrada).gov.reposcom.br). Tecnologia. bastante útil.  Verificar o tipo e o perfil da fonte: agência de notícias.  Dentre essas fontes de informação cooperativas. Comunicação (REPOSCOM . existem também uma série de repositórios e sites especializados em algumas áreas como: Educação (BVE do INEP . Com o aumento desse tipo de material e de pesquisas acadêmicas na Internet.

Rio de Janeiro: Record.br/portugues/index. uma organização cujo objetivo é desenvolver projetos de conteúdo livre em diversos idiomas.php?cat=ccn LEITURA RECOMENDADA: GIL. São Paulo: Atlas. GUSTIN. Repensando a Pesquisa Jurídica: teoria e prática.jsp Bibliotecas Virtuais Temáticas: http://prossiga. LIBANIO.periodicos. 1995. C.br/secao. Belo Horizonte: Del Rey. 2001. M. B. J. 1997. 2ª edição. Maria Tereza Fonseca.unicamp.ibict. impedindo que os famosos “hoaxes” (“lendas da internet”) tenham destaque em sua página.br/secao. Introdução à vida intelectual. 1992. Métodos e técnicas de pesquisa social.br Scielo (multidisciplinar): http://www.scielo. uma vez que todos os itens publicados podem ser conferidos.ibict..br Biblioteca do CEFET Campos: http://www. DIAS.gov. tendo seus conteúdos disponibilizados ao público livre de encargos financeiros. A arte de pesquisar.br Programa de Comutação Bibliográfica: http://www. Metodologia do trabalho científico. 87 . A. através do sistema colaborativo. São Paulo: Atlas.cefetcampos.capes. GOLDENBERG. M. com a não incorporação de pesquisas inéditas.ibict. M.php?cat=COMUT Catálogo Coletivo Nacional: http://www.ibict. LAKATOS. Miracy Barbosa de Souza.br/biblioteca Biblioteca Digital da Unicamp: http://libdigi. MARCONI. mas confiável). 2006.br/bibliotecas Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações: http://bdtd. São Paulo: Loyola. E. TEXTO COMPLEMENTAR: SUGESTÃO DE SITES PARA PESQUISA Portal: Periódicos da Capes: http://www.  O conteúdo é desenvolvido por voluntários a partir da diretriz de verificabilidade.americana sem fins lucrativos). As informações não verificáveis estão sujeitas à remoção (o que não a torna "infalível".

Obs: Variável é tudo que pode ter ou assumir diferentes valores. São utilizados amplamente em experimentos físicos. químicos. diferentes aspectos. ou seja. * Compreender a técnica de pesquisa estatística e suas diferentes utilizações na pesquisa científica. Quais os instrumentos básicos? Aplicação de questionários. telefone. desvio padrão. média. Na pesquisa quantitativa. a preocupação com a precisão científica é muito importante. amostra). análise regressiva.  Delineamento de perfis sócio-econômicos. os fenômenos e questões estudadas são numericamente medidos a partir de critérios pré-definidos. segundo os casos particulares ou segundo as circunstâncias. em marketing ou mercado. formulários e entrevistas sejam corretamente aplicados sem que se gerem distorções. internet etc. Os métodos quantitativos procuram conhecer a realidade a partir de mensuração de variáveis. * Desenvolver habilidades relativas à definição clara dos variados instrumentos de pesquisa e sua posterior utilidade para a construção das fontes de pesquisa. * Apresentar alguns princípios básicos de metodologias de análise das variadas fontes (dados) de pesquisa. Estes dados são transformados em informação a partir de técnicas estatísticas apoiadas em softwares específicos para esta função. mediana. Na Pesquisa Quantitativa: Tudo pode ser quantificável.     88 .AULA 09: A Diversidade das Abordagens Metodológicas na Pesquisa Científica OBJETIVOS: * Caracterizar as pesquisas quantitativas e qualitativas diferenciando seus variados métodos de abordagem. entre outras. sondagem de opinião por correio. CONTEÚDO: Pesquisa Quantitativa: Onde se usa a Pesquisa quantitativa? Usada. biológicos e estudos sociais. Deve-se dar atenção à correta aplicação dos métodos estatísticos e aos termos a ela relacionados (moda. O que é necessário para se fazer uma pesquisa quantitativa? Conhecer os métodos de amostragem. margem de erro. na:  Identificação de opiniões e preferências (algumas pesquisas são chamadas de surveys). para que questionários.

por exemplo.Permite análises comparativas temporais.As pesquisas quantitativas são melhores do que outras? As pesquisas quantitativas ganharam status de serem mais rigorosas metodologicamente do que as metodologias qualitativas. não são pesquisados todos os integrantes da população estudada. Contudo. que é obtida mediante cálculos estatísticos”. ATENÇÃO: a amostra deve ser representativa do que ela pretende estudar.Registro preciso do método e repetição deste se necessário. pode-se fazer um estudo em todas as residências do bairro (censo) ou sortear apenas uma amostra destas residências (survey). o que pode distorcer os resultados. . desde que a equipe de pesquisadores esteja treinada e o trabalho de campo seja realizado em curto espaço de tempo. . seleciona-se.Rapidez na execução das pesquisas. p. Desvantagens: Os levantamentos recolhem dados referentes à percepção que as pessoas têm acerca de si mesmas. pois as próprias pessoas expressam suas crenças e opiniões. Principais tipos de Pesquisas Quantitativas: Existem muitos tipos. A Pesquisa de Survey (ou Levantamento) é utilizada quando se deseja obter informação de um grande número de pessoas (população ou universo) e utiliza-se uma amostra representativa deste grupo. Pouca profundidade no estudo da estrutura e dos processos sociais. Economia e rapidez. uma amostra significativa de todo o universo. Os dados obtidos mediante levantamentos podem ser agrupados em tabelas. percebeu-se que em vários casos somente os métodos qualitativos eram capazes de compreender alguns fenômenos e de abordar algumas questões até então não desvendadas pelos cientistas.       89 . Antes. mas um dos principais são as Pesquisas de Levantamento (Survey). uma fotografia que não permite apreender o processo de mudança. se deseja conhecer o perfil sócio-econômico de determinado bairro de uma cidade. mediante procedimentos estatísticos. 76-77) afirma: “Na maioria dos levantamentos. O levantamento proporciona uma visão estática do fenômeno estudado. Gil (1994. por serem um método mais antigo e reconhecido pelas associações científicas há muitas décadas. Outras características da Pesquisa Quantitativa: . As conclusões obtidas a partir desta amostra são projetadas para a totalidade do universo. Vantagens e Desvantagens das Pesquisas de Levantamento (Surveys): Vantagens: Conhecimento direto da realidade. . que é tomada como objeto de investigação.Pode-se fazer inferências sobre grandes populações utilizando critérios estatísticos. possibilitando sua análise estatística. levando em consideração a margem de erro. Se. isto é.

mas produzidos. a relação sujeito-objeto é dinâmica. Os fatos não existem de forma independente do meio pelo qual são interpretados [. Não utiliza critério de representatividade amostral. apreendendose a realidade como contradição.  O fenomenológico (considera-se a imersão na experiência e no cotidiano como dados essenciais e perante os quais o sujeito-professor-pesquisador precisa de esforçar-se para ultrapassar as aparências. próxima das lógicas reais. May (2004. sentimentos. leis e fenômenos.]". valores. Os métodos qualitativos visam a entender como e por que grupos de pessoas se comportam em relação a determinadas questões. Dentro os métodos que podem ser usados. Permite perceber tendências e manifestações consensuais. sensível ao contexto no qual ocorrem os eventos estudados. crenças. 13) afirma: "os dados não são coletados. sensações e atitudes.Pesquisa Qualitativa: A Pesquisa Qualitativa é um instrumento científico de apreensão aprofundada da realidade ou como os fenômenos. mensurando-os “matematicamente”) nas ciências humanas e sociais. mudança e transformação). as pesquisas QUANTITATIVAS foram questionadas quanto aos seus limites: segurança e neutralidade. caso contrário podem servir a propósitos de manipulação. Busca informações profundas. opiniões e atitudes são construídos. entre outros aspectos).. dificilmente obtidas de outra forma. A metodologia quantitativa procura mensurar fenômenos e sua magnitude. Depois da vigência do “positivismo” (corrente filosófico -metodológica que postula a possibilidade da neutralidade. a capacidade de se conhecer. citam-se:  O dialético (nesse método. de conceitos. objetivamente.. Em geral. a pesquisa qualitativa está direcionada para a análise minuciosa da complexidade. A pesquisa qualitativa possui alguns aspectos essenciais:  Com relação ao problema da pesquisa e sua formulação/delimitação: o problema não é algo definido. Outras características da Pesquisa Qualitativa:      Trabalha cultura. fechado e acabado. Possui diferentes formas de coleta e análise de dados. atenta aos fenômenos de exclusão e de marginalização. ATENÇÃO! Os números só adquirem significado quando colocados dentro de uma teoria. até o final da década de 1970. p. 90 .

avaliam-se e constroem-se os resultados.  O problema decorre da observação/interação com o universo a ser pesquisado. Portanto. Um tópico essencial. com o respectivo Relatório de Pesquisa. com os envolvidos. coletando-se os dados... na qual o professor-pesquisador toma contato com a realidade e com os pesquisados. as informações são apresentadas de forma tão incompleta que se torna difícil ”acreditar”. dos problemas. A hipótese é usada apenas como um indicativo e vai sendo aperfeiçoada durante o processo. quando se querem analisar pesquisas quantitativas são: a) Quem é que diz isso? b) Em que contexto ele diz isso? c) Como é que ele sabe? d) O que está faltando? e) Alguém mudou de assunto? f) Isso faz sentido? Essas perguntas introduzem o elemento da qualidade na análise dos dados. 2001. depois. Fases da pesquisa qualitativa: 1ª) exploratória. discutem-se os problemas com os envolvidos. dos pesquisados. As noções apresentadas aqui são provenientes do livro "Como Mentir com Estatística". Aqui se realiza uma pesquisa exploratória: definição da área. p. As perguntas básicas. Em muitas estatísticas veiculadas ao público. pesquisas quantitativas e qualitativas não são opostas. ser construído. O problema é inicialmente formulado de maneira ampla para. 3ª) Define-se. analisam-se os mesmos. de Darrell Huff. na qual o professor-pesquisador vai elaborando a análise do “material”. As Pesquisas Quantitativas e Qualitativas e a construção e análise das Estatísticas. 2ª) envolvimento. supostamente científicas. coletam-se os dados. mas COMPLEMENTARES. do conjunto de técnicas a serem utilizadas etc. 81).  A delimitação do problema não é preconcebida: o professor-pesquisador mergulha na vida. 4ª) Executam-se as estratégias. uma estratégia que ajude a responder aos problemas. OBSERVE A EXEMPLIFICAÇÃO DAS PERGUNTAS 91 . “no passado e nas circunstâncias presentes que condicionam o problema” (CHIZOTTI. 5ª) Finalização. que ouvimos todos os dias. em meio à verdadeira enxurrada de estatísticas. Define-se o campo. na qual se aprofunda a partilha de conhecimento com os pesquisados e a observação de seu comportamento e atitudes.

Os especialistas concluíram em que havia muito mais árvores em 1994 do que houvera em 1894... pronto.) e 2) o critério de árvore (consideraram árvores desde mudas recém-plantadas em todo e qualquer lugar até árvores centenárias. Sem considerar condições sociais e culturais isso é ERRO grosseiro. os números daqueles que respondem de fato costuma ser reduzido. 92 . consciente ou inconscientemente colocados). mas com mudanças culturais e sociais (delegacia de mulheres.. acabou a legitimidade da pesquisa.Quem é que diz isso? E Em que contexto ele diz isso? É muito importante saber quem está divulgando a estatística e o contexto da divulgação (uma empresa no meio de uma negociação de salários. Nesse procedimento. Assim. Isso quer dizer que os resultados não podem ser considerados representativos. Um exemplo do livro de Duff: Um jornal afirmou que a safra do ano de 1990 foi quatro vezes maior do que de 1989. E ainda pode ocorrer a omissão de dados importantes como as condições da pesquisa. O seguinte exemplo aconteceu no Brasil: uma empresa. completamente enviesado. sob duas formas: 1) a fonte era a uma associação de madeireiras (quer dizer. se deseja fazer uma pesquisa sobre o nível de renda de um pequeno bairro e se sorteia a amostra. ainda que pequena. Isso não quer dizer que a violência aumentou... pois se ocultam as margens de erro e a probabilidade.. uma empresa pouco antes de uma licitação do governo. Observe outro exemplo interessante: em 1994 foi divulgado um relatório muito otimista sobre o número de árvores nos Estados Unidos. Um outro tipo de erro cometido: forçar comparações sem atentar para condições sociais. Um caso muito comum de amostra “viciada” são as feitas pelo correio (o pesquisador envia questionários aos entrevistados). Um exemplo intrigante para nós: o resultado de uma pesquisa eleitoral. Seus salários subiram e isso foi “usado” para mostrar que houve aumento. sindicato. Uma forma muito comum de confundir os leitores: suprimir números brutos e mostrar apenas os percentuais ou o contrário. mas o jornal “esqueceu” de dizer que em 1989 houve inundações que afetaram 80% da safra prevista. DETALHE: A pesquisa foi divulgada em meio a uma campanha contra o desmatamento. um laboratório "independente" que precisa mostrar resultados.. Uma grosseira manipulação. Em pequenas amostras. o cuidado deve ser maior porque o resultado obtido pode ter ocorrido POR ACASO. por exemplo) o número de denúncias aumentou.). Exemplo: há erro na afirmativa que diz: "Pode-se mensurar o aumento da violência pela comparação entre o número de estupros de hoje e o de trinta anos atrás". promovida por Ongs. com base em correta aplicação de amostras e estatística declarou que os salários no segundo semestre do ano X estavam muito acima daqueles pagos no início do ano e assim negou o pedido de aumento do sindicato.. Como? Talvez o número de estupros fosse maior há trinta anos: as mulheres não denunciavam por medo. Mas como? E aqui é que está o viés (ou fatores que distorcem o resultado... Como é que ele sabe? É preciso atentar para a maneira como a amostra foi obtida.). e ela recair apenas sobre uma classe social. Mas é só isso mesmo? A empresa "esqueceu" um fato: no início do ano X havia enorme quantidade de trabalhadores de meio-período e que passaram a cumprir turno integral. de que o valor "verdadeiro" do percentual não esteja naquele intervalo apresentado...... Isso poderia passar a “prova” d a produtividade. O que é que está faltando? Acontece frequentemente que o tamanho da amostra utilizada ou o perfil dos elementos não é divulgado. culturais e econômicas.

mudou-se de assunto e de foco. o estilo e as eventuais contradições da fala. Que é muito comum. leigos ou especialistas. Outro exemplo: se é feita uma pesquisa entre médicos e eles afirmam que são mal remunerados. independentemente da pesquisa ser quantitativa ou qualitativa. mediante um plano prévio de tópicos a serem observados. desde que assentido pelo(s) entrevistado(s). haveria 30 milhões de diabéticos. alguns instrumentos metodológicos são muito usados. a definição de "família padrão" continua válida hoje? E por fim. diga-se de passagem. muda-se o foco. do ponto de vista metodológico.  A inserção do pesquisador no grupo a ser estudado é resultado de uma negociação. a aplicação do questionário exige a participação do respondente. comete-se erro MONUMENTAL. elaboradas para que sejam respondidas. para uma população de 150 milhões de habitantes.Alguém mudou de assunto? Essa prática é a “preferida” dos jornais. atentando-se para sua fidelidade e pertinência. É possível afirmar (em certas condições) que o Brasil de 1988 é o mesmo Brasil de 2008? Por exemplo. Porém. a fim de se recolherem. mas em quem elas dizem que vão votar naquele MOMENTO. observadas em épocas anteriores à época atual. usar tendências antigas. da forma como são divulgadas. o pesquisador pode aplicar. Na verdade. Isso faz sentido? Perguntar sobre o sentido é fundamental! Por isso. 2 – Questionários: Os questionários são um conjunto de questões. do próprio ambiente etc. Deve-se transcrever as respostas. informações/dados dos atores inseridos em seu ambiente. mudando-se uma palavra. é redundar em ERRO. tem alguns princípios básicos:  Baseia-se no contato direto do pesquisador com o fenômeno observado. dois têm diabetes”. essas pesquisas não indicam em quem as pessoas realmente vão votar. Por exemplo: se um jornalista constata que o número de casos comunicados da doença “Gripe” X aumentou e ao falar na TV diz que o número de casos ocorridos da doença Gripe aumentou. sem que o respondente utilize-se do formulário.  Exige-se detalhada descrição e cuidado no registro de dados. procura-se obter informações junto às pessoas. respeitando-se o vocabulário. 3 . mas divulga-se que os profissionais liberais são mal remunerados. Muito usada na Antropologia. entre eles: 1 – Entrevistas: Por meio de um gravador ou vídeo. podem fazer nenhum sentido! Divulgada em grandes jornais e TVs no ano de 2000. Instrumentos de Pesquisa: Nas ciências humanas e sociais aplicadas.Observação sistemática ou observação participante. um exemplo de como algumas estatísticas. com ou sem um roteiro prévio (que consiste numa série de tópicos relacionados à pesquisa a serem abordados na entrevista). Isso significaria dizer que. uma espécie de formulário. Em geral. havia a seguinte Manchete: “Para cada dez brasileiros. na qual o primeiro deve deixar claros os propósitos de sua pesquisa. perguntar ao respondente e anotar as respostas no formulário. Aqui temos a resposta para o enigma das pesquisas eleitorais: por mais bem conduzidas. Caso seja verdade. A 93 . possivelmente não há insulina suficiente para tratar tanta gente.

 A inserção no meio em que se vai dar a observação deve ser feita atentando-se para a ética e procurando-se a interação com o meio e as pessoas/grupos que vão ser pesquisados.observação participante exige a manutenção de um diário de campo. cuidar para que não haja distorções ou vieses. A qualidade dos dados obtidos deve ser boa: nas metodologias quantitativas. sem a devida metodologia. Cuidado: não GENERALIZAR. bem como desvios estatísticos e outros vícios. Não são em apenas dois dias ou em uma semana que se faz uma observação participante rigorosa e acadêmica. Essas técnicas passaram também a ser utilizadas amplamente para compreender as transformações nas instituições sociais. O processo deve ser feito com rigor e precedido de um roteiro para se nortear a construção da história de vida.  Comparar com teorias e autores.  A observação participante geralmente exige um tempo mais longo de um olhar atento. impressões e descrições.    Nas pesquisas qualitativas:  Observar regularidades e irregularidades. na família. os dados devem ser analisados e aqui existem alguns princípios básicos. Pode ser um discurso livre de impressões subjetivas ou pode-se apelar a fontes documentais. cuidar da reflexão crítica e na forma de obtenção dos dados.História ou relato de vida. para serem analisadas. 4 . principalmente os que se formavam nas grandes cidades. no qual são anotados os dados observados. Análise das Pesquisas: Depois de obtidos. Consiste na coleta de informações contidas na vida pessoal de um ou vários informantes. 94 . no trabalho. crônicas ou retratos de homens que por si ou por terceiros relatam os feitos e experiências vividas”. Decomporem-se os dados em “unidades”. bem como na pesquisa dos mais diversos agrupamentos sociais. para embasamento de relatos pessoais. Investigar o significado dos conceitos envolvidos. São utilizadas também em pesquisas de mercado e opinião pública. referências. Na pesquisas quantitativas: Tabular os dados do questionário ou das entrevistas Usar técnicas estatísticas: agrupamento. as informações obtidas com essa técnica. dentre as muitas metodologias de análise:     Procurar compreender criticamente o sentido da comunicação. na educação. O relato pode ser autobiográfico. em partes. comparação. Nas metodologias qualitativas. cruzamento de variáveis. no qual o autor expõe suas impressões/reflexões/experiências ou “pode ter a forma literária tradicional como: memórias. latente ou manifesto. segundo categorias criadas ou adaptadas pelo pesquisador.

contêm reflexos do ambiente político. os símbolos etc. Imagens (e sons). são versões da realidade. do ator. ou seja. vamos dar apontamentos gerais da pesquisa e de como pesquisar: A imagem e o som devem ser “tipologizados”. bem como “externa” e social (os significados atribuídos.). cartazes. material. qualidade.  A pesquisa em novos materiais se tornou mais presente nas universidades e faculdades mais recentemente.           95 . essas imagens são construções da realidade ou ainda são a realidade “filtrada/fabricada” pelas lentes da câmera. filmes e pinturas ou sons (músicas. Um exemplo: a idéia e a imagem de infância como de crianças brincando e se vestindo mais ou menos da forma como se vestem hoje. UM EXEMPLO: O historiador Phillipe Arries estudou documentos e ao mesmo tempo pesquisou pinturas dos séculos XV. gravuras. a gravação de imagens em vídeo ou DVD é um instrumento também de pesquisa de cunho qualitativo. social e econômico da história e das sociedades. especialmente filmes e pinturas. vestimentas e imagens próprias separadas do mundo adulto. Não é correto usar o termo infância como sinônimo universal de criança. estético. mesmo filmes ou imagens que se insiste serem “reconstituições históricas” ou com fama de serem “retratos da realidade” (como o premiado filme brasileiro Tropa de Elite). filmes. há novos instrumentos de pesquisa: som. execução etc. Abaixo. inclusive. trabalhavam como adultos etc. Pensar a “estrutura interna” e técnica (os sinais e códigos. Em outras palavras. Imagens e sons são parte integrante da sociedade e das relações sociais. As pesquisas com imagens e sons são fundamentais em meio à profusão tecnológica dos dias atuais. do autor. do diretor. histórico. Imagens como fotografias. XVI e XVII e nelas pesquisou a representação da infância. Propôs a tese de que a infância. Escolher o instrumental de pesquisa e análise: semiótico. a derrubar mitos e esclarecer conceitos. de que tipo se trata? Pinturas. músicas (tipo. os tons. como uma fase separada com cuidados especiais.TEXTO COMPLEMENTAR: CRIATIVIDADE E NOVAS TÉCNICAS DE PESQUISA Hoje. as cores. quanto qualitativas. portanto. propagandas. Tratar os contextos e os meios em que elas surgem: social. é fruto de uma invenção histórica ocidental a partir do século XX. Nelas. as crianças apareciam vestidas como os adultos se vestiam. tornaram-se fonte de pesquisa. histórico. as inhas. sociológico. Essas pesquisas ajudaram. Hoje. imagem e outros.). ruídos e barulhos). as posturas corporais). e nunca “a” realidade tal como ela existiu ou existe. antes desprezados. tanto quantitativas.

2. cinema. diz que a representação (imagem. A. Uma introdução a pesquisa qualitativa.enfim. o historiador francês Alain Corbin. São Paulo: Atlas. métodos e processos. mas nunca a “prova” cabal e verdadeira dessa prática.) pode ser um modelo de prática real (social. MARCONI. ideológica. Pesquisa social: questões. ed. E. 2004. 1992. 2001. São Paulo: Atlas. Metodologia do trabalho científico. Porto Alegre: ArtMed. MAY. etc. Porto Alegre: Bookman. A. estética etc. LAKATOS. Métodos e técnicas de pesquisa social. passa pela sociologia e antropologia e vai até a semiótica.. U.  Toda imagem e som têm múltiplas dimensões inter-relacionadas: política. 1995. psicossocial). por uma série de mediações que existem entre aquele que assiste e aquele que produz. FLICK. São Paulo: Cortez. mesmo que seus autores insistam em dizer que se trata apenas de ficção. C. LEITURA RECOMENDADA: CHIZOTTI. ed.. 5. 2004 96 .  Selecionar a literatura acadêmico-científica sobre imagens e sons: o leque vai da psicanálise. Um dos maiores especialistas em análise desse material. 3. M. T. M. Pesquisa em ciências humanas e sociais. ed. som. GIL. cultural.

O que é um projeto de pesquisa? É uma atividade de planejamento. do método a ser seguido.) são definidos por cada instituição de ensino. de tempo. devendo ser abarcados como fases de um único processo investigativo: o Projeto de Pesquisa e o Trabalho de Conclusão de Curso. Em que se baseia o projeto de pesquisa? A pesquisa científico-acadêmica baseia-se numa atividade racional de reflexão. organização e busca dos dados necessários à compreensão/interpretação dos problemas que exigem uma análise. rumo ao TC ou TCC. o TCC. Isso proporcionará tempo e tranqüilidade maiores para a pesquisa. 97 . importância e estrutura. O projeto não é a pesquisa. Trabalho de Conclusão. * Apresentar os elementos obrigatórios do projeto de pesquisa. engloba o penúltimo e o último semestres letivos cursados na Faculdade. composição de uma possível banca interna etc. CONTEÚDO: Projeto de Pesquisa: conceito. As técnicas de pesquisa/redação são importantes naquela que vem sendo chamada a “era da informação”.AULA 10: Projetos e Relatórios de Pesquisa OBJETIVOS: * Compreender a importância do projeto de pesquisa para a realização do trabalho científico. não havendo necessidade de se esperar o penúltimo semestre do curso.. Quais são os critérios e meios de aprovação do projeto de pesquisa? Os critérios e meios de avaliação (data de entrega. * Identificar as formas de comunicação de resultados de uma pesquisa científica. Apesar de escolhidas livremente. Para que ser um projeto de pesquisa? Para produzir um conhecimento sistemático e não repetitivo sobre um assunto. viabilidade (considerarem-se as demandas financeiras. mas a intenção de executá-la. estar relacionadas à área cursada e às predileções do aluno/pesquisador. as temáticas devem ter relevância. Uma observação: O projeto de pesquisa deve ser construído e submetido à aprovação dos Departamentos das diferentes Faculdades. de deslocamento etc. das hipóteses. das perguntas. desenvolvido em duas etapas distintas. É como se fosse um “mapa” do que se vai estudar..). Qual é o sentido do projeto de pesquisa? Na maioria das academias. Outra observação: A escolha do tema deve ser feita com antecedência. * Caracterizar os diferentes tipos de relatórios de pesquisa com ênfase no aprendizado da monografia.

ou de forma conjunta com as hipóteses) HIPÓTESE(S) (evidente(s) na quantitativa. discussões polêmicas e teóricas.) PROBLEMA (pode ser colocado de forma separada. podendo ser formulada na maneira de uma ou várias perguntas.Pesquisa Empírica: relacionada ao levantamento de dados empíricos para a comprovação ou não de uma hipótese. cabendo às instituições de ensino. nãopermanente e recursos humanos) ESQUEMA PROVISÓRIO REFERÊNCIAS (quantitativa e qualitativa) APÊNDICE(S) (opcional) (quantitativa e qualitativa) ANEXO(S) (opcional) (quantitativa e qualitativa) Quais são os elementos obrigatórios de um projeto? Algumas partes seguem normas gerais. onde o pesquisador. com sua base científica. os objetivos. acrescentar ou omitir alguns dos itens elencados:                   INTRODUÇÃO 1 OBJETIVO GERAL 1. 2002. e deve contemplar: material permanente.Pesquisa Teórica: quando o objetivo é desvendar conceitos.Pesquisa-Ação: é uma pesquisa que tem um cunho social. 3 . utilizando a cooperação ou a participação da sociedade. p. 4.33). 98 . 2 .2 Operacionalização das variáveis (evidente na quantitativa) 6. Quais os principais itens de um projeto de pesquisa? Os itens e subitens propostos constituem o básico. o tema e sua delimitação. de modo breve.Pesquisa Experimental: “há a manipulação das variáveis independentes (causas) para observar e interpretar as reações e as modificações ocorridas no objeto de estudo (variável independente)” (BARROS & LEHFELD. como aqui. o problema (a questão colocada.3 Coleta dos dados (quantitativa e qualitativa) 6.  Introdução: Apresentar.4 Tabulação dos dados (evidente na quantitativa) CRONOGRAMA (quantitativa e qualitativa) ORÇAMENTO (opcional. outras podem ser acrescentadas/regulamentadas de acordo com as normas de cada instituição. Explora e observa os fatos diretamente no local em que eles ocorrem ou surgem. 5 .1 Objetivos Específicos JUSTIFICATIVA REFERENCIAL ou MARCO TEÓRICO (evidente na pesquisa qualitativa. menos evidente(s) na qualitativa) METODOLOGIA (quantitativa e qualitativa) 6.Pesquisa Metodológica: aquela que volta-se ao estudo de métodos ou de questões metodológicas.1 Instrumentos e tipo de amostragem (evidente na quantitativa) 6. resolve algum problema social ou mesmo procura melhorar algo para a sociedade.E quais são os tipos de pesquisa mais comuns para um projeto de pesquisa? 1.

interpretar. Ou ainda. O problema não 99 . profissionais etc. recomenda-se a forma interrogativa. a formulação do problema fica em termos gerais. Pode ser formulada de maneira afirmativa (a relação entre a exposição à TV e atitudes agressivas na infância) ou de maneira interrogativa (qual é a relação entre a exposição à TV e as atitudes agressivas na infância?). dificultando-se uma filiação a uma linha específica. diferenciar. organizar. conforme se avança na pesquisa. Em faculdades ou programas de pós-graduação. A introdução deve ser a última parte a ser escrita. debater. mudar a questão “como aumentar o índice de ocupação do Hotel X?” para “quais as causas do baixo índice de ocupação do Hotel X?”. quadro conceitual ou marco teórico: Graduações e Pós-graduações. O referencial teórico é a linha ou a escola de pensamento com a qual o projeto vai-se identificar ou a ela filiar. clara e perceptível aos leitores. entretanto. Para isso. os autores e livros usados para dar base ao projeto. iluminar. avaliar. Os objetivos devem ser elaborados de acordo com essas dimensões. da relevância/importância de se pesquisar o tema escolhido e da contribuição do projeto ao tema escolhido e ao campo de estudos onde está inserido. de linhas e abordagens de outros campos do saber. Mas podem ser transformadas em problemas de pesquisa. concluir. citar. Os objetivos específicos podem ser vistos também como as ações (do conhecimento) indispensáveis para se atingir o objetivo geral.  Problemas e Hipóteses: Problematizar é levantar perguntas a partir da literatura existente sobre o assunto. podem exigir o referencial teórico. comparar. deduzir. Por exemplo. do tipo: Qual a receita para se obter sucesso? A problematização passa por um questionamento que o pesquisador se faz e faz aos leitores. O problema da pesquisa é uma questão cuja resposta se desconhece e se necessita conhecer. examinar.com uma breve referência a livros/autores). relatar. Objetivos (geral e específicos): É o que se quer atingir. empregar.  Justificativa: É a exposição dos motivos profissionais e teóricos para a execução da pesquisa. do verbo levantar. Para iniciantes. especialmente se as pesquisas adotarem metodologias qualitativas. É preciso cuidado na escolha dos objetivos: eles devem ser adequados à pesquisa. apesar de ser a primeira a aparecer no texto digitado. conhecer. o problema começa a ser proposto cada vez mais clara e precisamente. desenvolver.) não se constituem problemas de pesquisa. Há que se observar que os objetivos específicos podem ser transformados em futuros capítulos da monografia. Para pesquisadores iniciantes. definir. que remete à dimensão exploratória. é fundamental situar o projeto numa dessas linhas. construir. A delimitação do tema é algo que se faz na introdução. O problema da pesquisa é diferente dos problemas práticos. enquanto o específico é auxiliar. escolher. privilegiando-se uma delas. contrastar. diferenciar. traçar. Exemplos de verbos usados para definir objetivos: apontar. Na prática. a perspectiva adotada remete a um quadro multi ou interdisciplinar. praticar. Analisar tem uma dimensão de profundidade e extensão diferente. discutir. dissertação ou tese. compor. medir. O objetivo geral é vértebra da pesquisa. criticar. Há que se ter cuidado na utilização. em determinados cursos de graduação. é necessário retirar o "como" e inserir os "porquês". de experiências pessoais.  Referencial teórico. Não é colocar questões práticas. ou uma identificação explícita. Questões de ordem prática (como obter sucesso com a marca de um produto etc.

ou seja. surveys (pesquisas de opinião) etc. Se. Se define. não-confirmadas ou parcialmente confirmadas. E as hipóteses? Para algumas áreas científicas e em determinadas metodologias de pesquisa. estudos de caso. em geral. pois é necessário testar o mesmo. Mas o que são hipóteses? São respostas provisórias às questões/problemas que a pesquisa e as intuições do pesquisador propõem. Uma observação: problemas relacionados a crenças e valores como são polêmicos e não passíveis de uma verificação científica aceita pela Comunidade dos Cientistas. bem como sua forma de aplicação. Observam-se termos variáveis que se relacionam a cada uma das hipóteses sugeridas. por parte da família. H 3 = A Desestruturação familiar. pode-se dividi-la em fases (duas. em cada fase. a quem e a quantas pessoas serão aplicados os instrumentos de coleta de dados (questionário. quantitativo. devem-se enfatizar análises de cunho interpretativo. Por isso. formulário). Nas abordagens qualitativas. Se. das fases/atividades da pesquisa (da escolha oficial do tema até a defesa da monografia ou TCC). três ou mais). no sentido do desenvolvimento da investigação. as hipóteses podem servir de guia. Por exemplo. Nos outros tipos de pesquisa. é possível o uso de hipóteses. ao longo de uma linha temporal. é exigência prever o pré-teste do mesmo. os instrumentos a serem aplicados devem ser detalhados. Por isso. observação participante etc. buscando-se possíveis significados objetivos e subjetivos do assunto em questão. Nos dois últimos casos. ao construir as hipóteses.nasce pronto (caso das pesquisas qualitativas) mas é construído ao longo de um processo. pela teoria da amostragem. Para facilitar-se a explicitação da metodologia.) se debruçarão. No caso de instrumentos como questionário (quantitativos). histórias de vida. São sobre essas variáveis que as técnicas de pesquisa (questionário. No caso de um projeto de pesquisa. uma variável fundamental seria a renda econômica. os fenômenos ou eventos que interferem diretamente no tema estudado. é preciso explicar o porquê da não-confirmação. hábitos comportamentais paternos. coletando as informações necessárias à pesquisa ou a monografia. entrevista. a ênfase é sobre dados empíricos: coletas estatísticas (amostras). a fase inicial da pesquisa é tão importante. é necessário inventariar e definir as VARIÁVEIS.  Metodologia: É a descrição. Diz respeito 100 . no caso da H2. no problema de pesquisa: quais são as razões do abandono. entrevista etc. do conjunto das atividades e instrumentos a serem desenvolvidos para a aquisição dos dados (teóricos ou de campo) com os quais se desenvolverá a questão da pesquisa. No caso da H1. por extenso. Deve-se definir se o procedimento será qualitativo ou quantitativo. sendo que. Os instrumentos utilizados serão entrevistas.  Cronograma: Consiste na distribuição. não se trabalham com hipóteses. de menores na cidade de Juiz de Fora? Podemos ter: H 1 (hipótese um ou primeira) = O grau de extrema pobreza das famílias. baseadas na observação e leitura de teorias acerca dos fenômenos a serem investigados. as hipóteses podem ser totalmente “confirmadas”. H 2 = O alcoolismo paterno. Essa metodologia de pesquisa trabalha com uma que serve de fio condutor para a busca do pesquisador. qualitativo.

X X X Versão final /Correção X X Defesa da monografia (TC) X  Esquema provisório: Seria a ‘estruturação’ do trabalho.1 Origem dos passos e das técnicas de dança 2.3 A importância social da dança Hip-Hop para a juventude Obs. A delimitação da Pesquisa e de outros trabalhos: O que é delimitar um tema para projeto de pesquisa. Temas abrangentes não permitem uma monografia séria. Por isso. O cronograma exemplificado deve ser adaptado (cada pesquisa é específica). Um Sumário provisório (porque pode e deve ser mudado até a monografia) pode ser: 1 ORIGEM E HISTÓRIA DO HIP-HOP 1. musica e cor 2 O HIP-HOP COMO DANÇA E ARTE 2. o aluno deverá: 101 . Nessa estrutura só vai a divisão provisória dos capítulos. auxilia no direcionamento da futura monografia. E vamos delimitar: A prática do Hip-Hop entre jovens de baixa renda em Manhuaçu. não entra introdução. conclusão etc.2 O Hip-Hop e suas técnicas corporais: ritmo. construído junto com o professor orientador.C. monografia ou artigo científico? Ao iniciar a confecção do projeto de monografia esteja atento para a delimitação do tema.2 Evolução da dança Hip-Hop 3 O HIP-HOP NAS COMUNIDADES DA CIDADE DE JUIZ DE FORA 3.2 A Cidade de Manhuaçu e a prática do Hip-Hop 3.1 O Hip-Hop nos EUA: dança como protesto social 1. PROJETO Mês Mês Mês Mês Mês Mês Mês Mês Mês Mês Atividades Ano Ano Ano Ano Ano Ano Ano Ano Ano Ano Escolha do tema / Levantamento das fontes de X pesquisa Elaboração da versão inicial X X Aplicação dos instrumentos de X X coleta Análise dos resultados X X Versão Final X Adequação do projeto às recomendações da banca X Revisão da literatura X X Elaboração da versão inicial do T. É fundamental demarcar-se as fronteiras da pesquisa. Um ESQUEMA PROVISÓRIO.ao futuro. Vamos supor um tema geral como a dança e a juventude.1 A expansão do Hip-Hop pelo mundo: globalização e dança 3.

Quais os tipos de relatório? 1 . Fazerem-se esboços escritos do ESQUEMA PROVISÓRIO. desenhos etc.      Procurar profissionais ou professores que tenham conhecimentos/experiências na área a ser pesquisada. importância e estrutura. artigos. indicando-se a data. a duração. Geralmente. é acompanhado de documentos demonstrativos como tabelas. documentos e idéias relevantes para a investigação do assunto e do problema). escrevendo-o de modo claro e objetivo. realizados. quantidade.Relatório técnico-científico: é o documento pelo qual se faz a difusão das informações correntes. Realizar levantamento bibliográfico (selecionar autores. investigações. métodos e análises. os objetivos e as atividades desenvolvidas. Quais as ações que devo fazer para atingir? Justificativa: Quais os motivos que levaram a realização dessa pesquisa? Qual a importância da pesquisa? Qual a Marco teórico: Em quais estudos e autores estou baseando os argumentos usados no projeto? Quais são as principais idéias destes estudos e autores? Problemas e Hipóteses: Qual é a pergunta chave da pesquisa? Quais são as hipóteses (ou respostas provisórias) a essa pergunta? Metodologia: quais os instrumentos (tipo.. os participantes. processos. livros. ou se explana a execução de serviços. bibliografia etc. Organizar-se e analisar-se o material selecionado. para que o ajudem a discutir o assunto. com quem) que vou usar para pesquisar? De que forma eles serão usados? Contribuição da pesquisa? Cronograma: em quanto tempo cada atividade será desempenhada? Bibliografia: quais as fontes (corretamente citadas) que consultei ou que vou consultar sobre o tema do projeto? Relatório de Pesquisa: conceito. sendo ainda o registro permanente dessas informações.. palestras. até se chegar a um bom esquema. experiências. Recorrer-se a um referencial teórico (conjunto teorias e metodologias que definem uma área do conhecimento). Tornar acessível a qualquer leitor o texto.Relatório de viagem: documentadas por escrito as informações sobre a viagem realizada. sugerir hipóteses. É utilizado para se descreverem experiências. O que é um RELATÓRIO? Relatório é uma exposição escrita onde se descrevem fatos verificados mediante pesquisa. gráficos. o destino. eventos etc. 102 . para limitar a abrangência do tema. Como estruturar um Projeto de Pesquisa?        Delimitação do tema: O que vai ser pesquisado? Quais os aspectos? Como? Objetivos: O que ser quer atingir? (verbos no infinitivo). fotografias. 2 ..

as falhas. que resulte de pesquisa científica.. Como deve se redigir o relatório? O relatório deve ser redigido na forma de texto. conclusão). Folha de rosto. conciso.). ou seja.Relatório administrativo: é uma comunicação escrita. a relação interpessoal. 103 . apêndices (comentários ou propostas pessoais) e anexos (fotos. com poucos tópicos.). um relatório de estágio é orientado por um professor e exige alguns procedimentos formais (carta de solicitação de orientação. a maneira como as tarefas são realizadas etc. Qual deve ser a estrutura de um relatório? O relatório deve possuir a seguinte estrutura: Capa. gráficos ou tabelas). emitirem-se recomendações ou sugestões para aperfeiçoamento. Listas (caso haja fotos. O que é uma monografia? Segundo Salomon (2000).).). contêm: 1) Introdução: situa o leitor no contexto. gráficos etc. a viagem. inclusive. opcionalmente. conforme origem histórica possui sentido lato e estrito. com o escopo de apresentar uma contribuição relevante ou original/pessoal à ciência (teses de doutorado etc. (pode conter fotos.Relatório de estágio: são registradas por escrito as atividades desenvolvidas pelo estagiário. 3) Conclusão: finaliza o relatório. Algumas faculdades estabelecem bancas para a avaliação do relatório de estágio. Construindo o Relatório de Pesquisa – a MONOGRAFIA. relatando-se a atuação administrativa. Em alguns casos existe o RELATÓRIOMONOGRÁFICO. que faz a junção entre relatório e monografia. Seu principal elemento é a capacidade de observação sistemática. Quais as partes de um relatório? Em geral. sem adjetivos e contemplando o que foi solicitado pela instituição (ou pelo professor). identifica-se com o tratamento escrito de um tema específico. E como funciona um relatório? De maneira geral.). carta de aceite da orientação etc. local e tempo em que ocorreu a experiência. Sumário. No lato. capacidade de se descreverem em conceitos e termos adequados o local. Corpo do texto (introdução. Resumo e palavras-chave em português.. podendo. 2) Desenvolvimento ou discussão: descreve e disserta sobre a viagem. reforma etc. fazendo dele um Trabalho de Conclusão. diz respeito a todo trabalho científico que resulte de pesquisa (dissertações de mestrado. Lista das fontes utilizadas ou bibliografia (relatórios técnico-científicos) e. Folha de aprovação. 4 . geralmente. desenvolvimento. o evento. as pessoas. submetida a uma autoridade superior.3 . No estrito. período de duração da visita ou do estágio e local. o termo monografia. o local no qual se estagiou etc. monografia acadêmica de final de curso etc. gráficos etc. ao término de um exercício.

A construção de um TCC exige rigor e método. de formular um argumento novo. é o “Trabalho de Conclusão de Curso” (TCC) ou TC. Mesmo que não existam livros e artigos escritos relacionados diretamente. é possível o estudo sistemático pelo entrecruzamento de determinadas áreas de conhecimento. quadro conceitual ou referencial teórico. Procurar referências atualizadas. em que a reflexão seja a tônica.O que é Monografia de conclusão de curso? Para a formação de bacharel. existência de bibliotecas. As que são avaliadas como conclusão de curso variam aproximadamente entre 30 e 90 páginas. A monografia acadêmica não precisa. Qual é o desenvolvimento lógico de uma monografia? Seguem-se algumas etapas: PRIMEIRA ETAPA: escolha do assunto: envolve especificação e preferência (SALOMOM. Quais são os principais tipos de monografia? Tachizawa e Mendes (1999) apontam três tipos: 1 . 104 . como “o valor da globalização”. O orientador auxiliará na indicação de livros e autores. TERCEIRA ETAPA: estudo sistemático do assunto. QUARTA ETAPA: elaboração e confecção da monógrafa. O primeiro é um processo científico-metodológico. Qual o tamanho máximo? O tamanho varia muito. reter e analisar. e o segundo está ligado a tendências pessoais. com a adoção das regras da ABNT ou da faculdade. sua contribuição reside na releitura de fontes de conhecimento e na reflexão sobre um determinado tema. Outro elemento importante a ser considerado é o quadro teórico. A escolha deve levar em conta três aspectos fundamentais: tempo disponível. devido à sua extensão e generalidade. que é a linha ou a abordagem teórica com a qual a monografia se identifica ou a que se filia. QUINTA ETAPA: Defesa da monografia. não permite um tratamento sério e profundo. e possibilidade de se consultarem especialistas e outras fontes de informação sobre o assunto. É um processo que deve ser acompanhado pelo orientador. ajudando também na explicitação dos aspectos do campo teórico que o TCC deve rever. é necessária uma monografia ou outro tipo de trabalho definido pela instituição de ensino. sendo a expressão geral à qual o tema está vinculado. necessariamente. Quais as principais características da monografia? A monografia que aqui interessa é aquela que se caracteriza pelo tratamento escrito e aprofundado de um só assunto. cujo objetivo é a iniciação do aluno nas atividades profissionais. fontes de consulta. 272). 2000. de maneira descritiva e analítica. SEGUNDA ETAPA: delimitação do assunto: a escolha não deve recair sobre temas genéricos. esse tema.monografia de análise teórica: estruturada em torno de idéias e conceitos a partir de uma lista de fontes bem elaborada e de qualidade acadêmico-científica comprovada. p. As variações de TCC estão ligadas às diferenças existentes entre as diversas áreas acadêmicas. ampliando-se competências específicas na área cursada.

Optar por fontes primárias. Os dados obtidos em conversas informais servem apenas como levantamento de informações. inclusive partindo de outras teorias ou modelos existentes. As orações sejam construídas na ordem direta (sujeito + verbo + objeto). livros. Colocar os verbos na ordem lógica (em vez de: “ele s iam fazer uma recomendação”. As mídias informativas (revistas. não servem para corroborar hipóteses ou afirmações de cunho científico. a redação e a estrutura da monografia:  Procurar clareza. Dicas essenciais para a monografia:   Fontes de pesquisa: para o esclarecimento de qualquer assunto. seria melhor: “eles recomendaram”). evitando expressões repetitivas (pro exemplo. monografia de estudo de caso: estudo exaustivo de um caso específico (evento. Evitar o uso de frases estereotipadas (“por sinal”). reportagens em que os autores exponham e debatam diretamente suas idéias.) podem servir como fontes auxiliares de informação. devem-se explicitar os instrumentos utilizados (questionário. Encadear o assunto de forma lógica. Mesmo que o tema esteja estreitamente ligado a uma determinada disciplina. sem “truncar” (mudar bruscamente) a seqüência dos parágrafos e das idéias. tratados e analisados tais como fichas de óbito. organização.).monografia de análise teórico-empírica: baseada em uma interpretação de dados primários ligados a um tema específico. Dicas sobre o estilo. Elaborar parágrafos que não sejam curtos demais nem longos (mais de 10 linhas).          105 . fenômeno). “uma pequena parte”) e o uso excessivo da voz passiva (será feito. certidões etc. fotografias. aumentada à medida que a monografia vai sendo escrita. 3 . jornais etc. Se a monografia se baseia em pesquisa empírica. uma das bases da monografia.) e/ou em dados secundários (obtidos de obras e pesquisas já realizadas). o uso de expressões indefinidas (“a maioria”. modelos ou teorias. é preciso uma lista prévia de fontes. Também mapas. ou seja. Essa monografia pode ser baseada em dados primários (obtidos durante a pesquisa de campo ou que não foram. Esse cruzamento será bastante frutífero e enriquecedor para os objetivos da pesquisa. Não deixar repetições exageradas. fitas e outras fontes são materiais complementares e devem aparecer sempre ligados a outras fontes. apresentar a testagem de hipóteses. foi realizada). ainda.2 . concisão e simplicidade. As fontes secundárias são aquelas nas quais alguém comenta e analisa as idéias de outros. evitar clichês e gírias. “há a possibilidade de que o problema da logística esteja se agravando”. é indispensável a consulta às demais áreas afins do conhecimento. No entanto. o melhor seria: “pode ser que o problema logístico se agrave”). pessoas e autores. Revistas especializadas e científicas são excelentes fontes para a pesquisa. colocando-se o modelo e a pauta usada em apêndice. Deve-se ter cuidado com a forma de apresentação dos dados.análise crítica ou comparativa de obras (literárias ou científicas). não se devendo utilizá-los como provas conclusivas. artigos. entrevista etc.

Pelo fato de refletir o que virá a seguir.  As evidências devem ser precisas. dados e informações extraídas para fundamentar o argumento da monografia. Em relação ao número de capítulos que uma monografia deve ter. corrigir e pesquisar. a delimitação do tema etc. o tema. há que se considerar a área. idéias e autores utilizados e analisados). exemplos. Isso porque e forem usados muitos capítulos. questionáveis e de difícil fundamentação. Colocam-se. a indispensável revisão ortográfica. a sua delimitação. Deve conter a fundamentação teórica (conceitos. O argumento deve ser preciso. haverá muita dispersão do assunto e você terá que gastar mais tempo para escrever. apesar de ser a primeira a aparecer no texto digitado. eliminando-se erros e contradições do texto. 106 . De forma geral. as fontes devem ser citadas. em linhas gerais. realizada por um especialista. Cuidado com a exatidão: tanto os dados mais importantes quanto os detalhes como título. é preciso realizar uma calma e atenta revisão. colocá-lo a par da relevância do problema e do método de abordagem. o tema. especialmente conceitos. Um pesquisador iniciante deve ter cuidado com afirmações categóricas e genéricas do tipo “é assim”. a descrição dos dados e a forma como esses foram obtidos. Deve-se situar o leitor no estado da questão. É necessário atenção na forma como se desenvolvem os argumentos. construídos de acordo com a proposta do projeto de pesquisa.  Por fim. os objetivos e a metodologia usada na monografia. sugere-se uma estrutura com três capítulos. pois elas são arrogantes. que constituem o núcleo da monografia.  Antes da entrega do texto final da monografia. Quais são as partes indispensáveis de uma monografia? Introdução. devem corresponder ao conteúdo. Compõe-se de capítulos e subcapítulos. a introdução deve ser a última parte a ser escrita. cada um deles com respectivas subdivisões. Durante o desenvolvimento dos capítulos da monografia. capa etc. Os capítulos devem estar bem redigidos. Desenvolvimento. “todos”. com argumentos fundamentados e consistentes.

2 A expansão da pedagogia empresarial 1.1 História da pedagogia empresarial 1. TEXTOS COMPLEMENTARES: Texto 01: O Artigo Científico O que é um artigo científico? É um trabalho científico que exige a revisão de literatura (síntese de livros.1 Os aspectos problemáticos 2. expressos em livros e textos.3 A pedagogia empresarial nos dias atuais 2 A PEDAGOGIA NA PEQUENA EMPRESA 2. necessariamente. aqui apresentadas. monografias e outras fontes acadêmicas existentes sobre o assunto escolhido).1 Limites da aplicação em pequenas empresas 3. pesquisa e rigor intelectual. foram regulamentadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (2003). respeitar a ordem cronológica das publicações onde estão tais idéias e conceitos).2 Os aspectos práticos 2. 107 . artigos.Exemplo geral de uma estrutura de monografia INTRODUÇÃO 1 A PEDAGOGIA EMPRESARIAL 1. teses.3 Os aspectos administrativos 3 IMPASSES DA PEDAGOGIA EMPRESARIAL NAS PEQUENAS EMPRESAS 3. As específicas são elaboradas por Conselhos Editoriais e devem ser consultadas nos diversos periódicos. Os artigos obedecem a normas gerais e específicas. As gerais.3 Os resultados concretos na empresa X CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS Considerações finais: É a síntese das conclusões a que se chegou com a pesquisa e a explicitação de novas questões que surgiram e que poderão ser tratadas em estudos posteriores.2 Possibilidades de aplicação 3. Como fazer revisão de literatura? Existem duas formas de revisão de literatura: a tópica (conceitos e idéias dos autores. são colocados na ordem de publicação dos mesmos) e a orgânica (conceitos e idéias são agrupados em torno de temáticas sem.

centralizadas. O vocabulário do texto do artigo deve ser peculiar da área de pesquisa. deve ser clara.  Subtítulo: se houver.5). Como dar os primeiros passos? Este primeiro passo deve ser realizado com flexibilidade. cursos. analisa e discute informações já publicadas e 2) artigo original: parte de uma publicação que apresenta temas ou abordagens originais. tabelas são considerados como figuras e devem ser criteriosamente distribuídos no texto.     108 . tendo suas fontes citadas. São os relatos de experiência de pesquisa. desde a faculdade. isso porque a maioria das revistas acadêmicas e cientificas adota o padrão que será exposto a seguir. não sendo permitidas utilizações de gírias. O tamanho da letra será 12. exceto para nota de rodapé. porém dentro de um ponto de vista científico. negrito e entrelinhamento 1. afastar as expressões: “eu penso”. objetiva. etc. digitado abaixo dele. deve conter: Impessoalidade: redigir o trabalho na 3ª pessoa do singular. Objetividade: a linguagem objetiva. estudo de caso. não há muito material teórico produzido? Qual o assunto que sempre me interessou. por ser um texto acadêmico. típicas de contextos informais de uso da língua. Estilo científico: a linguagem científica é informativa. artigos. sites. Como iniciar um artigo? Inicie o Artigo Científico pela definição do tema.5). desenhos. negrito e entrelinhamento 1. firmada em dados concretos. racional.? Qual o conjunto de questões mais me inquieta no meu trabalho? Qual o assunto foco de minhas leituras? Como deve ser a linguagem do artigo? A linguagem científica. em livros. centralizadas. revistas.5 na 3ª linha (antes dele. b) identifique questões mais específicas. Os itens abaixo constituem as exigências da linguagem científica que seu artigo científico. detectando focos mais estreitos relacionados a possíveis temas. palestras. Dica: a) verbalizar e anotar suas idéias sobre o tema pode te ajudar neste processo. duas linhas em branco de espaçamento. 3) partir de algumas questões: este tema pode ser interessante para minha vida pessoal e profissional? Onde quero chegar analisando o tema escolhido? Há material teórico (livros. liberdade e criatividade. que dão margem a interpretações simplórias e sem valor científico.)? Ou. etc. e com entrelinhamento 1. tamanho 10. onde podem ser apresentados argumentos de ordem subjetiva. Elementos pré-textuais:  Título: letras maiúsculas. Com formatar o artigo? Os dados básicos da formatação foram adaptados da ABNT. “eu acho”. especializada. antecedido de dois pontos (letras normais. que deve ser utilizada para a construção de seu artigo. palavras coloquiais.Quais os tipos de artigo que existem? A Associação Brasileira de Normas Técnicas (2003) divide os artigos científicos em duas categorias: 1) artigo de revisão: parte de uma publicação que resume. Os recursos ilustrativos como gráficos estatísticos.

Contém a exposição ordenada e pormenorizada do assunto tratado. objetivos da pesquisa e situação atual do tema. justificadas. entrelinhamento 1. vindo normalmente após o item anterior. que variam em função da abordagem do tema e do método.5) de espaçamento. sem negrito e entrelinhamento 1. antes e depois dos títulos das seções e subseções. Resumo e palavras-chave na língua do texto: (vide regras gerais de formatação da monografia) Elementos textuais: letras normais. o nome é seguido de chamada para nota de rodapé na primeira página. deixam-se duas linhas em branco (entrelinhamento 1. onde se explica e se debate o assunto.   Elementos pós-textuais  Referências e fontes consultadas: vide regras gerais na exemplificação. entre o título (ou subtítulo) e o autor.5). Divide-se em seções e subseções. letra tamanho 10.5). as referências não iniciam em nova página.   Introdução: breve exposição inicial. onde se apresentam as conclusões correspondentes aos objetivos e hipóteses. não iniciam em nova página. É a exposição sintética dos resultados a que se chegou.5.5 e recuo de parágrafo de 1. Autor(es): à direita da página (recuo esquerdo de 8 cm).5). saltam-se duas linhas em branco (entrelinhamento 1. as seções e subseções devem ser separadas entre si por duas linhas em branco (entrelinhamento 1. onde estarão as credenciais do autor (no rodapé: espaço simples. no caso dos artigos. fazendo-se a revisão de literatura. 109 . justificado). delimitação do assunto. entre o autor e o início do resumo. justificativa. salta-se uma linha em branco (entrelinhamento 1. as seções primárias. Desenvolvimento: a principal parte. No caso específico dos artigos científicos. letras normais. 25 cm. Considerações Finais: parte final.

Philipe Souza Aguiar 1 RESUMO Este artigo analisa.. Politics.. Autor: filiação.com. 10). p. Behavior. Apresentação geral do artigo INTRODUÇÃO As questões políticas definem parte do campo religioso. problema e hipótese. curso de Direito. referencial. atraente.. Numeração da páginapágina Subtítulo: subordinado. titulação e outros dados. 1 RELIGIÃO E POLÍTICA Primeiro item do artigo Segundo Silva (2004). o problema permanece. Desenvolvimento das questões Subdivisões: didáticas e poucas. em geral. 110 . diz que: “90% da população brasileira é cristã”.1 Os paradoxos do campo religioso O IBGE (2007. __________________ 1 Doutor em sociologia pela PUC-RJ. Citação indireta no sistem autor-data. PALAVRAS-CHAVE: Etimologia. para o inglês. KEY WORDS: Tourism religious. Crítica. Tradução do resumo e palavras-chave. Turismo religioso.. professor da REDE DOCTUM – Guarapari. ABSTRACT This is article… Resumo e palavras-chave: contexto. 2. a vida religiosa é importante para a identidade.br. E-mail: aguiarsouza@terra. 2 2 LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA Abordada a religião.VISUALIZAÇÃO DO ARTIGO 1 PARADOXOS NO CAMPO RELIGIOSO? Religião e política Título: claro. conciso.

logo após a manifestação de cada um. 3 (três) professores (Mestrado) e 5 (cinco) professores (Doutorado). quando chamado. religião e comportamento partidário se mesclam na política. alcance do objetivo. sem. 5. dois professores) compor a banca. qualquer pessoa pode assistir e é precedida de edital publicado nas dependências ou na página eletrônica da faculdade ou universidade. Turismo religioso. o público assistente se retira para a deliberação da aprovação ou não do aluno pelos professores. De qualquer forma. 15 CONSIDERAÇÕES FINAIS Assim. Texto 02: A defesa da Monografia O que é defender uma monografia? Em muitas faculdades a monografia precisa ser defendida perante uma Banca Examinadora. Campinas: Alínea. usados. Finalizando.. Reinaldo. retornando em seguida. Emerson J. A identidade no mundo das religiões: a região fronteiriça. Ela é pública. em geral). Horizonte. um professor. Como o aluno deve-se portar? O aluno pode optar por responder em bloco aos professores após as manifestações de todos eles ou. José Maria da. resposta a pergunta. Para que a banca? Para avaliar o trabalho. o presidente (um dos examinadores) passa a palavra ao aluno para uma apresentação oral resumida de sua pesquisa (15 minutos. Siga estes 111 . Professores convidados de outras Instituições podem (Graduação) e devem (Mestrado. Sena da. É a chamada defesa oral do trabalho. Belo Horizonte. REFERÊNCIAS DIAS. SILVA. deve o aluno anotar detalhadamente os pontos abordados pelo professor.Conclusão: revisão dos pontos. cada um dos professores (pela ordem: examinador(es) convidado(s) e orientador) faz seus comentários/indagações ao aluno (15 minutos em geral). 2003. Lista das fontes: artigos. Como funciona uma banca de monografia? Depois de abrir oficialmente a banca. individualmente. 2004. livros. v.. n. Existe um roteiro para apresentação da monografia? Sim e ele é simples. A seguir. SILVEIRA. O aluno deve estar atento para separar bem o que é uma questão daquilo que é apenas um comentário do professor. tentando ao máximo perceber quais são as questões feitas. Esta última é a opção mais recomendada. no artigo. As bancas são compostas de 2 (dois) ou 3 (três) professores (Graduação). para ouvir a leitura oficial da ata e presenciar sua assinatura. Doutorado. sob a forma autor-data. 2. 3. Fundamental é a resposta às questões formuladas.

2004. até a leitura de um texto-resumo previamente preparado é permitido). 18ª ed. considerações finais: diante do estudo. isso proporcionará maior segurança na exposição. pausas e lances de olhar aos membros (evite monotonia). metodologia utilizada: a) instrumentos usados. Assista outras apresentações de defesa para observar o funcionamento. São Paulo: Martins Fontes 2001. Délcio Vieira. Por exemplo. C. foi usada apenas a teoria Y”. Preste atenção à formulação do argumento. esclarecimentos complementares. leia o roteiro escrito (em casos extremos de nervosismo. gentilmente. SALOMON. devido às exigências da delimitação. b) métodos escolhidos para analisar o material. 5. mas ela não foi delimitada na monografia. Como se faz uma tese. mas o faça com modulações na voz. pode ser dito a ele que “a questão é interessante. T. TACHIZAWA. Solicite. 4. Caso não se sinta seguro. mostre a ele que aquele não foi o seu objeto de pesquisa. chegue antes da hora marcada e teste os equipamentos. MENDES. M. São Paulo: Atlas. Humberto. Monografia: a engenharia da produção acadêmica. 4. Como fazer uma Monografia. ed. educadamente. c) hipótese inicial (se houve). somente se concluir que isso poderá ajudar. sugestões de possíveis futuros desdobramentos da pesquisa. o uso de equipamentos. Existem mais dicas práticas para a defesa? Sim. São Paulo: Perspectiva. C. retroprojetor. Como fazer monografia na prática. exposição da pesquisa realizada: a) tema. se não entendeu alguma das questões formuladas. 3. aos membros da banca e às pessoas e/ou instituições que contribuíram efetivamente para a realização do trabalho. 1999. GIL. 3. 2003. d) justificativas teóricas e empíricas. Como elaborar projetos de pesquisa. o contato com os membros da banca. iniciar com agradecimentos. data-show ou outro recurso tecnológico. 112 . ed. A. se o professor disser que “gostaria de ouvir sobre a teoria X”. b) problema. Se usar. Use slides. Tenha sempre à mão um roteiro escrito da apresentação. na seguinte ordem: ao orientador. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas. pedindo informações além do que foi proposto. o tempo previsto para apresentação. G. 2. Caso a pergunta do professor fuja à delimitação do tema.. Ei-las: Certifique-se das regras da instituição quanto a número de cópias da monografia a ser entregue. 1991 LIMA.passos: 1. entretanto. Prepare um roteiro escrito. São Paulo: Saraiva. síntese do conteúdo dos capítulos: dar ênfase às idéias relevantes.         LEITURA RECOMENDADA: ECO.

C. Pesquisa social: questões. 1991. São Paulo: Martins Fontes. imagem e som: um manual prático. Petrópolis: Vozes. GUSMÃO. FLICK. Porto Alegre: ArtMed. C. J. U. S. 2004. REA. Louis M. MEDEIROS. 9. Metodologia científica: a construção do conhecimento. Rio de Janeiro. ed. CARVALHO. 21. Eduardo de F. ed.. ed. 17. A. 2000. 4. Richard A. Caxambu. ed. São Paulo: Atlas. Pesquisa qualitativa com texto. Anais. Belo Horizonte. ed. SEABRA. et al. Os caminhos da pesquisa em Ciências Humanas.. 2002b. 2001.. 2002a. Gilberto B. parte III. v. SALOMON. Aprendendo metodologia científica: uma orientação para os alunos de graduação. Pesquisa em ciências humanas e sociais. ed. SANTOS.. 2. 3. 2001. Metodologia do trabalho científico. Redação científica: a prática de fichamentos. Monografia: a engenharia da produção acadêmica. N. A. LAKATOS. M. 1996. (Dir. Petrópolis: Vozes. Giovanni de Farias. E. 2. M. G. 3. São Paulo: Atlas.. COUTINHO. S. C. Rio de Janeiro: DP & A. Suzana Ezequiel da. ed. 175-179. LIMA. Rio de Janeiro: José Olympio.. 22. 11. Porto Alegre: Bookman. BAUER. ed. J. n. A. COUTINHO.BIBLIOGRAFIA: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. R. SALGADO. Brasília: UnB. Raúl Rojas.. 2. Revista de Medicina de Minas Gerais. 2000. Educação Médica. Metodologia da pesquisa: do planejamento à execução. GIL. CUNHA. MUCCHIELI. CABRAL. 2004. SILVEIRA. 1992. MARCONI. resumos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: O Nome da Rosa. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. 2001. 2001. p. A literatura no Brasil. M. D. 2000. C. A.). R. A. v. ______. WILLIAMS. Afranio. G. W. Rio de Janeiro. CHIZOTTI. ed. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. São Paulo: Saraiva. 2001. GASKELL. Metodologia do trabalho científico. PARKER. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. B. Uma introdução a pesquisa qualitativa. SORIANO. SEVERINO. A.. COLIN. Niterói: UFF. n. 2001. 2004. A pesquisa na rede: problemas metodológicos e avanços nos levantamentos sociais no ciberespaço. Caxambu: ANPOCS.. COLOMB. da Cunha. M. 113 . métodos e processos.. MAY. 2004. 2003.. In: CONGRESSO DA ANPOCS. 3.). Como fazer uma monografia. Pesquisa científica: o método em questão. M. São Paulo: Martins Fontes. 2004. Rio de Janeiro. São Paulo: Pioneira. Rio de Janeiro. ed. G. 2003. V. São Paulo: Cortez. ______. Maria T. 2004. 1986. ______. A. ed. 2000. VI. J. 2006. (Dir. Manual de Pesquisa Social. A arte da pesquisa. resenhas. São Paulo: Atlas. São Paulo: Cortez. 3. 5. BOOTH. Paris: Payot.Belo Horizonte: PUCMinas. ed. 6. 2. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação. T. COUTINHO. Dictionnaire des méthodes qualitatives en sciences humaines et sociales. 2003. dos.

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