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Xamanismo a Arte Do Extase

Xamanismo a Arte Do Extase

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1

eBooksBrasil
2

Xananisno, a Aric do E×iasc
Ana Viioria Vicira Moniciro

Vcrsao ¡ara cDool
cDoolsDrasil.con


Fonic Digiial.
Docuncnio da Auiora

Co¡yrigIi
© 2000-2006 Ana Viioria Vicira Moniciro
narala¸zaz.con.lr

3

ÍNDICE
Xananisno, a Aric do E×iasc ÷ 5
Agradccincnios ÷ 6
Dcdicaioria ÷ 7
Iniroduçao da Auiora ÷ 8
Concçando ÷ 12
A Eסcricncia E×iaiica c o Tcairo ÷ 13
A Iluninaçao c o Ccrclro Hunano Modcrno ÷ 16
O Xananisno Arcaico ÷ 20
Pajc ÷ Xana Classico ÷ 25
No Final, So os Mcsiiços Vao Alraçar o VclIo
Dcnónio ÷ 29
MulIcr Naiiva Torna-sc Caciquc ÷ 30
Xananisno dc Planias dc Podcr ÷ 32
Planias quc Pcrdcran o Podcr ÷ 35
As Planias quc Nao Dcgcncraran ÷ 37
Princí¡io Aiivo da AyaIuasla ÷ 41
Voliar do Transc ÷ 43
Qucn c o Xana? ÷ 45
Ovnis ÷ 48
Xananisno Nao c Fcligiao nas o Princí¡io
Ins¡irador Dclas ÷ 52
Don ou Psiquisno ÷ 59
Ti¡os dc Paranornalidadc ÷ 62
Os Elcncniais ÷ 64
ºEs¡íriio" ou Encrgia Au×iliar ÷ 67
Duscar o Aninal dc Podcr ÷ 70
Os Monsiros Inicriorcs c a Criaçao ÷ 73
4
Fin do Sacrifício dos Aninais ÷ 75
O Dalanço Vindo do Mar ÷ 77
Adcndo ÷ 79
O Dalanço ÷ 83
En Tcn¡o ÷ 93
Conclusao ÷ 97
Drcvc Hisiorico Dc Ana Viioria ÷ 98

5

Xamanismo,
a Arte do Êxtase

Ana Vitória Vieira Monteiro
6


AGRADECIMENTOS
Scria in¡ossívcl fazcr csic iralalIo scn a
colaloraçao dcdicada dc algunas ¡cssoas quc
fclizncnic cruzaran os ncus caninIos.
Allcyona
Joaquin dc Can¡os Sallcs
LucinIa Luz
Fogcrio Ciryllo Fcis
PIiloncna Laccrda Moniciro ÷
ninIa qucrida nac
7


DEDICATÓRIA
Dcdico csic livro ao
gru¡o POFTA do SOL,
ninIa razao c noiivaçao
¡ara a claloraçao dcsic livro.

8


INTRODUÇÃO
da
AUTORA

O cnigna da vida c da noric scn¡rc nc
fascinou. Vivcr ¡ara nin c scr criaiiva, scn¡rc
soulc quc a ninIa vida dc¡cndc dcsia qualidadc.
Pcrgunio-nc. ¡or quc una idcia nova cn aric ou
cicncia ºsalia" do inconscicnic, nun dcicrninado
noncnio? Qual c a rclaçao cnirc ialcnio c aio
criaiivo, cnirc criaiividadc c noric? Quais foran
as ¡rinciras idcias criaiivas do scr Iunano? Con
quc rccurso ou iccnica coniou o nosso
anic¡assado? Con a ¡alavra do Divino? Cono os
nossos anic¡assados cniraran cn coniaio con o
Divino, scgundo indicaçõcs dc scus ic×ios, quc o
afirnan con iania scgurança? O Divino vcio
nuna navc do ccu? Ou foi no ccu dc sua ncnic?
Muiias ¡crgunias, nuiias dcsconfianças. Dcvido
a csic cs¡íriio dc ¡csquisadora fui luscar
rcs¡osias nais ¡rccisas, ¡ois foi ¡cla c×isicncia
dcsias crcnças quc as insiiiuiçõcs naiaran c
ioriuraran duranic nilcnios, afirnando o quc
ºDcus dissc". Pcrgunio. dissc ¡ara qucn, cono c
cn quc circunsiancias? Os livros nao ¡ossucn as
rcs¡osias quc ¡rocurci c ¡rocuro.
9
No alvorcccr dc una nova cra, cn quc a
iccnologia nos ¡crniic ir à LUA, cnviar fogucics
iclcguiados a Ju¡iicr, c anuncia a ncdicina das
clonagcns c das inicrfcrcncias no DNA, dos
gcnonas, dos irans¡lanics, dos alincnios
iransgcnicos, indicando quc csianos
iransccndcndo liniics anics nunca ¡cnsados.
O SEF HUMANO criando novos Iunanos ÷
crcnos quc da ncsna forna cono fonos criados
un dia ÷ c a naiuridadc da raça Iunana
nosirando sua ca¡acidadc fccunda, a dc CFIAF
raças. Ao cIanarnos DEUS dc Criador, scra o
Dcus conIccido ou Dcus c nais, iransccndc a
criaçao Iunana, scndo causa ¡rincira dc algo
quc ncn sonIanos? A Hunanidadc csia cn
vcs¡cras dc rc¡cnsar suas crcnças.
A FÉ nao c alsiraia, cla c calcada cn ¡rovas
concrcias, c c a lusca dcsia FÉ ¡crdida cn
algun lugar dc nosso ¡assado quc nos
in¡ulsiona a rciornarnos ao conIccincnio dc
FAIZ, ¡ara acIarnos cono iudo ¡odc icr
concçado. Pois a ¡ior coisa do nundo quc ¡odc
aconicccr a una ¡cssoa c scr cnganada cn sua
crcnça no Divino.
O ×ananisno, na figura do ×ana ou ¡ajc, c
un luscador, scndo o ¡rcdcccssor do
¡cnsancnio cicniífico. Esia ¡cssoa csia longc dc
scr ingcnua, scus nciodos c rccursos sao claros c
sin¡lcs, Ia nuiio csiuda solrc os nisicrios
insondavcis da ncnic c do cs¡íriio, coniando a
10
qucn quiscr ouvir quc iodos icnos ca¡acidadcs
ncniais c iniclcciuais quc vao alcn das quc
csianos usando. Cono arguncnio logico lasia
olscrvarnos quc o scu ¡cnsancnio sulsisic
dcsdc os ¡rinordios aic os nossos dias, scn quc
os ncsnos iivcsscn fciio qualqucr rcligiao ¡ara
¡cr¡ciua-lo, a¡csar das consianics ¡crscguiçõcs
ocorridas na Iisioria do nundo civilizado.
Esic livro foi cscriio a ¡rincí¡io cono una
a¡osiila ¡ara csiudanics dc un gru¡o dc csiudos
da AFTE DO EXTASE, voliado ¡ara o auio
conIccincnio, ¡ara quc os ncsnos iivcsscn una
idcia faciliiada da Iisioria da iransiçao do
×ananisno da florcsia ¡ara o sisicna urlano na
Ancrica do Sul c cs¡ccialncnic no Drasil.
As anoiaçõcs cn forna dc a¡osiila
iransfornaran-sc nun saiic, quc una vcz na
nci, foi acciio ¡or nilIarcs dc ¡cssoas da língua
¡oriugucsa. A idcia dc condcnsa-lo cn un livro
cdiiado no nundo viriual foi una qucsiao quasc
naiural.
O¡ici ¡rincirancnic ¡or iirar as foios do
saiic c soncnic dci×ci as ncccssarias ¡ara o
cnicndincnio do ic×io, cono ianlcn acIci
dcsncccssario nanicr algunas ¡aginas quc so
icn significado no ¡ro¡rio saiic. O fornaio dc
livro ficou con naior fluidcz dc lciiura, cn quc
con¡ariilIo con o lciior dirciancnic, scn quc
Iaja inicrru¡çao dc nudanças dc ¡aginas, ncn a
¡rcssao da lciiura ra¡ida. Na nci a infornaçao
11
dircia c con inagcns c nais dcscjada, cnquanio
quc no livro, ncsno scndo viriual, icnos nais
icn¡o ¡ara raciocinar c a¡rofundar o icna
cscolIido.
Crcio quc ncsno quc vocc ja icnIa visiiado o
ncu saiic, ira gosiar dc lcr solrc o ncsno icna
con o icn¡o suficicnic quc clc ¡cdc, ¡ois icnIo a
cs¡crança dc ¡odcr con¡ariilIar dc un
conIccincnio aniigo quasc ¡crdido, naio ao scr
Iunano.
Anu Vítò¡íu Vící¡u Montcí¡o

12


COMEÇANDO

Quando NOS dIstancIamos demaIs do prInc¡pIo
é bora de voItar para a orIgem da questão.
Estudar o XamanIsmo, é conbecer a RAI2.

Aric do E×iasc ou "c× siasis", icrno grcgo,
significa liicralncnic ÷ "ficar fora" ÷, "lilcriar-
sc" da dicoionia da naior ¡aric das aiividadcs
Iunanas. E×iasc c o icrno c×aio ¡ara a
inicnsidadc dc conscicncia quc ocorrc no aio
criaiivo. Nao c irracional, c su¡ra-racional, unc o
dcscn¡cnIo das funçõcs iniclcciuais, voliiivas c
cnoiivas; a cסcricncia con o LUMINOSO, a
CONTEMPLAÇÃO do TODO, UNIDADE,
ENCONTFO.
O EXTASE clinina a sc¡araçao cnirc oljcio c
sujciio, alargando as froniciras da conscicncia
Iunana, lcvando o sujciio à CFIATIVIDADE.
No cnianio a vida c dinanica, nao c×iaiica, c
novincnio ¡uro. A Iu¡noníu cnt¡c o cxtutíco c o
nouíncnto c o ¡onto du qucstuo.

13


A EXPERIÊNCIA EXTÁTICA
e o
TEATRO

O quc icn cn conun o TEATFO c a
cסcricncia c×iaiica? ÷ O son, a ¡alavra, a
ca¡acidadc dc rc¡rcscniar cnoçõcs ¡clo don da
linguagcn da voz Iunana.
Transiio ianio na Florcsia
Anazónica, cono csiudiosa do
×ananisno, cono no Tcairo cono
cscriiora; c ¡crccli con alcgria a
scnclIança dc inicnçõcs dc un c dc
ouiro. Nao icnIo iniuiio dc cnsinar (nada
dc novo dcscolri}, ou dc in¡or faios quc
fundancnicn ncu ¡cnsancnio, nas
a¡cnas dc rclaiar cסcricncias inconuns
aos csiudiosos dcsia igualncnic
inconun cסrcssao Iunana ÷ a AFTE.
Naiivos sul ancricanos, Ialiianics da
florcsia do Anazonas, criaran a sua AFTE
¡ro×ina ao quc conIcccnos cono cסrcssao
icairal, cono una forna dc iransniiir scus
scniincnios ¡ara o gru¡o, usando a aric ¡ara
nao ofcndcr a scnsililidadc dc scu ¡ro×ino.
14
Criaran nascaras usadas cn dias cs¡cciais c
soncnic cn dcicrninadas rcuniõcs. Dançan c
canian cn iransc, ondc a criaiividadc aflora c os
lcva a rcclanar ou clogiar uns aos ouiros, usando
danças c canios lclíssinos. É a aric dcsia
dclicada nancira dc scr naiiva ÷ o quc
cIananos dc Tcairo clcs cIanan dc A CASA
DAS MÁSCAFAS, o lugar nais in¡orianic c
sagrado da aldcia naiiva.
Na Crccia Aniiga as cסcricncias do c×iasc
cran cIanadas dc cסcricncias "c×iaiicas" c
csiavan vinculadas às dcclaraçõcs ¡rofciicas,
¡rinci¡alncnic no Oraculo do Tcn¡lo dc Dclfos,
cono ianlcn nos icn¡los ronanos c cgí¡cios,
assin cono nos dcrvi×cs do Isla, cn algunas
sciias crisias inglcsas c nos ºranicr" (riios dc falar
con c×aliaçao}.
O dcus nascido duas vczcs, DIONÍSIO,
airavcs do iransc gcrado ¡clo VINHO NOVO,
criou a AFTE da FEPFESENTAÇÃO DIVINA, ¡ara
divulgar AS DOAS NOVAS c cnsinar à
Iunanidadc as coisas do ccu c da icrra.
Aos quc nao iinIan accsso ao c×iasc, à
cסcricncia c×iaiica, aic cniao ¡raiicada dcniro
das cavcrnas ¡cla cliic dc saccrdoics c lacanics,
foi criado o TEATFO, aric ¡raiicada aic os nossos
dias, rcflciindo o scr Iunano cn sua lclcza c
divcrsidadc, usada ianlcn ¡or insiiiuiçõcs
rcligiosas c ¡olíiicas, ¡ara cnsinar c in¡or
idionas, filosofia, cosiuncs, cic...
15
É incviiavcl ¡cnsar nos naiivos con sua Casa
das Mascaras, scus dcuscs da florcsia quc
cnsinan iudo o quc ¡rccisan salcr c falan ¡cla
loca dc un ¡ajc cn iransc. Da ncsna forna quc
na aniiga Crccia, ondc Dionísio falava airavcs dc
scus saccrdoics cn iransc, criando assin o
Tcairo.
Nos dois casos icnos a ¡rcscnça do iransc
¡roduzido ¡or una lclcragcn, das nascaras c
do icairo, con iniciados rc¡rcscniando scus
¡a¡cis, c airavcs dclcs fazcndo suas rcclanaçõcs,
cסondo suas dorcs ou cnsinando algo
in¡orianic. Ou ainda, cn siiuaçõcs dc crisc
colciiva divcriindo a iodos, fazcndo-os rir ou voar
airavcs da inaginaçao do quc c rc¡rcscniado con
AFTE.
Podcnos csiudar cono csics faios sc dao
Iojc, na iniocada iradiçao indígcna da Florcsia
Anazónica. Faiorcs cn conun ainda solrcvivcn,
cnsinando a ncsna coisa, airavcs da unica forna
dc scr criaiiva, a AFTE.

16


A ILUMINAÇÃO
e o
CÉREBRO HUMANO MODERNO

Para sc cnicndcr quc os naiivos, salcdorcs c
doninadorcs das iccnicas do c×iasc, nao criaran
una civilizaçao da forna cono cnicndcnos,
¡rccisanos con¡rccndcr cono scus ccrclros
funcionavan (salcr o quc conian, quais cran
suas ¡lanias ¡rcdilcias, c quais ¡arics dc scu
ccrclro cran usadas Ia nilcnios airas ÷ icnos
¡isias dci×adas cono docuncnios nas suas
AFTES}. Cono salcnos, vivcran c solrcvivcran
scn ncccssidadc dc garaniir a ¡ro¡ria
SODFEVIVENCIA cono nos; csiavan saiisfciios
con a sua forna dc vida naiural c colciiva ncnos
ansiosa, cicnic dc quc cun¡rian sua nissao con
a Iunanidadc. A sua iradiçao dizia scrcn clcs os
guardiõcs do rcsio do ¡lancia c quc quando clcs
acalasscn o ¡lancia acalaria ianlcn.
Nun dado noncnio, scrcs vindos dc ouiro
lugar ¡ara as Ancricas, con iodas as
caracicrísiicas dc conquisiadorcs, in¡uscran scu
nodo dc vida, criando nuiias civilizaçõcs, con
cidadcs c csiradas ÷ cono os Incas, os CIan-
CIan, os Maias c os Asiccas. A naioria dos
17
naiivos na c¡oca dcsias conquisias, ianio das
civilizaçõcs ciiadas cono das quc vicran dc¡ois
da conquisia curo¡cia, ja falavan varias línguas.
Da ncsna forna c difícil nos dias aiuais acIar
un naiivo quc nao falc ¡clo ncnos quairo línguas
difcrcnics, iodos icn c×cclcnic ncnoria ¡ois a
sua culiura c oral. Nao sc ¡crdcn nos caninIos
da naia, viajando ¡or longas disiancias, sao
oiinos anfiiriõcs c icn nuiio lon Iunor.
Influcnciaran o nundo cnsinando o colonizador
a ionar lanIos diarios. En suas aldcias
ningucn ¡assava fonc ou nao iinIa ondc norar.
Sao ¡cssoas gcniis, sofisiicadas cn suas rclaçõcs
Iunanas, janais cnvcrgonIando o scu
scnclIanic con ¡alavras ou aios.
Os ×anas ou ¡ajcs naniivcran sua
idcniidadc a¡csar das novas culiuras quc
cIcgavan. ConIccian as crvas quc iinIan cfciio
dc aniilioiico c ancsicsico, fazian ¡cqucnas
cirurgias ÷ cono ianlcn conIccian as arics do
¡laniio dc ¡lanias concsiívcis c vcncnosas.
TinIan culiura.
Suas crcnças c o csiado ncnial do
funcionancnio dc scus ccrclros foran faiorcs
dcicrninanics no scu con¡oriancnio social, ¡ois
vivian cn un univcrso ncnial dc ¡cr¡ciua
¡aranornalidadc, ondc o su¡ra-rcal cra nais
in¡orianic quc o rcal. Acrcdiio quc dcvian
funcionar nuiio no csiado ALFA c ¡ouco cn
18
DETA, ao conirario dc nos, quc vivcnos a naior
¡aric do icn¡o cn DETA c nuiio ¡ouco cn ALFA.
A naioria dos ¡ovos da florcsia vivc ¡ara
cun¡rir una dcicrninaçao divina c ¡inia-sc ¡ara
sc a¡rcscniar lclo ¡ara o nundo divino, cono os
aninais.
Hojc salcnos quc a iluninaçao ¡arccc
¡roduzir una rcnodclaçao no ccrclro, rc-
concciando ¡arics dcs-concciadas do sisicna
ncrvoso. Quando o liniar c irans¡osio, Ia
nudanças na lioquínica cclular, rcsuliando na
criaçao dc novas icrninaçõcs ncrvosas,
sur¡rccndcndo, acordando c rcligando iudo nun
unico sisicna ncnial rccsiruiurado. Con a
cסcricncia da iluninaçao a¡rcndc-sc cn ¡oucos
ninuios nuiio nais do quc cn ncscs ou anos dc
csiudo.
A Iisioria do ×ananisno no Drasil vcn
cnfaiicancnic cvidcnciar, nosirando Ioncns
conuns quc iornaran-sc MESTFES urlanos c
influcnciaran nilIarcs dc ¡cssoas dc¡ois dc
cסcrincniar o c×iasc, ¡rovocando Iojc una
vcrdadcira iransfornaçao culiural nos lugarcs
¡or ondc ¡assaran. Oljciivaran scus dcscjos,
iransfcrindo ¡ara o nundo naicrial o quc vian
no asiral, a¡rcndcndo con o quc vian c
sonIavan, scn ncdo dc crrar c cסcrincniar,
¡ara qucn salc, un dia accriar.

19


SALVE PFESENÇAS
SACFADAS
SALVE FILHOS DO SOL
E DA LUZ
O MOMENTO DO EN-
CONTFO CHECOU!
VEIO AQUI TFAZEF SEU
FEINO DE PAZ E AMOF!

20

O XAMANISMO ARCAICO

A FAIZ DA PALAVFA XAMÃ ÷ dcriva da
língua dos ¡ovos Tugus, da Silcria, adoiada
an¡lancnic ¡clos aniro¡ologos ¡ara sc rcfcrircn
a ¡cssoas dc una grandc varicdadc dc culiuras
arcaicas, quc anics cran conIccidas ¡or. ¡ajcs,
curandciros, nagos, vidcnics. Enlora ncn iodo
vidcnic, curandciro, nago ou ¡ajc, scja un ×ana.
"Arcaico" vcn do grcgo ÷ significa dc ºÉ¡oca
Aniiga". A¡onia a anicrioridadc c a aniiguidadc
dc un ¡rincí¡io inaugural dc cסcricncia
Iunana.
ConIcccr a Iisioria aniiga da icrra c
conIcccr a ¡ro¡ria Iisioria, scndo assin dc viial
in¡oriancia ¡ara o Drasil ¡rcscrvar o
conIccincnio ×ananico cono ¡aric da csiruiura
gcnciica, ¡ois o salcr Icrdado faz ¡aric do
conIccincnio do scr c aiua vivo na ncnoria
gcnciica aic os nossos dias.
O dcscjo consianic dc alcançar a AFTE do
salcr c da lclcza rcflcic-sc Iojc cn Drasília, a
ca¡iial do Drasil, ¡rofciizada nuiio icn¡o anics
dc sua consiruçao ¡or Don Dosco na Iialia,
considcrada ¡clos laiinos cono a cidadc nodcrna
nais nísiica da Ancrica Laiina. Possui inuncros
TEMPLOS dc iodas as dcnoninaçõcs rcligiosas
¡ossívcis (os culios Iolísiicos sao os nais
21
a¡rcciados}, dcsiinados a un ¡ovo dc varias
origcns; ncsno quc ¡rofcsscn socialncnic
crcdos radicais, no inconscicnic colciivo ainda
csiao ¡rcscnics as crcnças vindas da África c da
Florcsia.
A Florcsia Anazónica c un LIVFO DE
FOLHAS SOLTAS c dcvc scr lido, ¡ois c ncla quc
csiao, nao so a nais rica rcscrva liologica do
¡lancia Tcrra, nas a nossa Iisioria anccsiral,
ainda c×isicn ¡ovos indígcnas quc nao foran
coniaiados ¡clo Ioncn urlano. No Drasil
convivcn aiuando na ncnic do scu ¡ovo o
uliranodcrno c o arcaico, c×igindo Iojc quc sc
cricn soluçõcs inicligcnics ¡ara csia rcalidadc
social.
A ¡raiica ×ananica sc dcu ¡cla ¡rincira vcz
nos scrcs Iunanos anics ncsno quc o Ioncn
¡riniiivo doninassc con¡lciancnic a ¡alavra,
usando soncnic vogais. Por csia razao una das
caracicrísiicas dcsia aric c a ¡ocsia caniada, quc
narca a oralidadc da ¡ro¡ria concc¡çao da
linguagcn ¡ociica, ¡rcscnic ianio nas cançõcs
dos vclIos ×anas cono nos icn¡los dc A¡olo.
Os ×anas salian quc a ¡alavra caniada icn
un scniido dc ¡rcscniificaçao, iornando ¡ossívcl
ron¡cr os liniics dc suas ¡ossililidadcs físicas
dc novincnio c visao, cnirando assin cn coniaio
con novos faios c nundos, quc iornavan-sc
audívcis, visívcis c ¡rcscnics airavcs do ¡odcr dc
scu canio.
22
Esialclcccran ¡clo ¡odcr da ¡alavra, una
rclaçao suiil cn divcrsos ¡lanos, cnirc o nonc c a
coisa noncada, irazcndo a ¡ro¡ria ¡rcscnça dos
scrcs visualizados; ¡assando ou rciornando a
nívcis dc conscicncia quc rc¡orian ¡ara o
¡rincí¡io da Criaçao, ondc iudo c ¡az.
Con a conunicaçao iclc¡aiica cnirc os scrcs
inaicriais, cIcga-sc à iransccndcncia. No
dccorrcr do icn¡o c ¡ossívcl doninar csic
¡roccsso, iornando o caninIo un conjunio dc
varias arics cono. a con¡cicncia dc curar, dc
o¡crar nilagrcs, a ¡ocsia, a nusica, a filosofia,
cnvolvcndo ianlcn a funçao saccrdoial c a
nísiica.
Na Culiura XAMÃNICA nao Ia qualqucr
disiinçao cnirc o valor dc ajudar os ouiros c
ajudar a si ¡ro¡rio, rcsuliando nuna grandc
avcniura ncnial c cnocional ondc iodos os
¡rcscnics fican cnvolvidos cn iransccndcr a
noçao nornal c conun quc icn accrca da
rcalidadc (¡ois scnicn quc o quc aconiccc con
UM rcflcic no OUTFO, gcrando una grandc
rcaçao cn cadcia}. Variando dc acordo con o
indivíduo, assin cono no ncsno indivíduo, cn
ocasiõcs difcrcnics.
No cnianio, O CONHECIMENTO XAMÃNICO
so ¡odc scr adquirido airavcs da cסcricncia
individual, scndo ncccssario a¡rcndcr os nciodos
a fin dc uiiliza-los.
23
E×isicn a¡cnas duas vias, c no Drasil csias
duas vias sao nuiias claras, con irajciorias
nuiio disiinias, scndo as vias do
Xananisno Classico
c do
Xananisno dc Plania dc Podcr
O Xananisno Classico vcn dc lugarcs ondc a
florcsia nao c iao fccIada cono a Florcsia
Anazónica, nais ¡crio do nar, das nonianIas.
Scu uso no ncio indígcna c nilcnar, c scn¡rc
voliado ¡ara as soluçõcs dc docnças c ¡rollcnas
¡síquicos dos naiivos, ncsno nas irilos ondc o
¡ajc usa alguna Plania dc Podcr. O ncsno nao
sc da con o rcsio do ¡ovo ali c×isicnic, c algo
nais rcsiriio c nuiias vczcs sccrcio, soncnic
nisso difcrc dos ×anas da florcsia.
A organizaçao consisic cn varios ×anas ¡ajcs
da ncsna irilo, dc difcrcnics idadcs c graus dc
salcdoria. En gcral clcs sao os guardiõcs das
nusicas c das Iisiorias ¡assadas dc gcraçao ¡ara
gcraçao, solrc o nascincnio dc sua raça.
O ¡cnsancnio ×ananico sc iniroduziu no
sisicna urlano a ¡ariir da cnirada dc
¡csquisadorcs na florcsia, lcvando o iclcgrafo.
Cono foi o caso do MarccIal Fondon, no ciclo da
lorracIa na c¡oca dc Cciulio Vargas.
Esic faio nao foi dc iodo iranquilo, causou
cs¡anio c sur¡rcsa naquclcs quc sc vian
cIanados ¡ara csias ¡raiicas, quc aic cniao nao
fazian ¡aric dc scu coiidiano dc cducaçao
24
curo¡cia. Ao ncsno icn¡o cn quc os ×anas
nascidos na Florcsia c nas nonianIas sc vian
con¡clidos a csiudar c a¡rcndcr as arics
alicrnaiivas dc cura, cono os idionas nodcrnos,
¡ara falarcn cn consclIos inicrnacionais dc
×ananisno.
Esic c rcalncnic o naior fcnóncno dos
uliinos icn¡os ncsia arca dc Salcr. a inicgraçao
naiural das culiuras nodcrnas c arcaicas. E o
nais faniasiico c quc o conIccincnio nao csia sc
¡crdcndo c ncn virando ouira coisa, coniinua
scndo o quc scn¡rc foi, dcvido à incnsa
ca¡acidadc dc ada¡iaçao c a¡rcndizado, nao
scndo rígido cono o conIccincnio dc nossos
anic¡assados curo¡cus.

25

PAJÉ ¬ XAMÃ CLÁSSICO

Nuna dc ninIas viagcns ao csiado do Tocaniins iivc a
o¡oriunidadc dc ir à IlIa do Dananal. ConIcci csic ¡ajc, quc nc
dissc. ºquando vi iodas as laranjciras da aldcia nurcIarcn, scnii
quc a NATUFEZA assinalou quc o ncu ¡ovo csiava con os dias
coniados... ÷ ¡ois 'os lrancos' fazcn coisas invcniivas c os
naiivos icn a convicçao dc quc csias novidadcs so irazcn
sofrincnio, ¡orianio nao dcscjan sc aliar a csic ii¡o dc coisas
novas."

Esic c nos nossos dias o ¡cnsancnio do Pajc
dos "Canoas Javacs" quc conIcci, na irilo naiiva
da Anazónia. Un dos 64 solrcvivcnics dc un
gru¡o quc ja foi un dos nais nuncrosos da
Ancrica Laiina. No ano cn quc o Drasil
concnorou 500 anos, isio c ircs anos dc¡ois
dcsia foio, clcs cran soncnic 14 ¡cssoas. Ccniis,
inicligcnics, falando varias línguas naiivas,
inclusivc o ¡oriugucs, viajando nuiio ¡clo
icrriiorio nacional. Aiualncnic ¡araran dc
¡rocriar.
26
O Pajc quc foi ¡or nin foiografado c
¡rofundo conIcccdor dc ¡lanias, raízcs c crvas;
fica csiarrccido dianic das docnças quc
dcsconIccc c aiingcn o scu ¡ovo, naiando-os dia
a dia, cono a iulcrculosc c as docnças
sc×ualncnic iransnissívcis; csiao infcciados ¡or
causa das cidadcs quc cada vcz cIcgan nais
¡crio.
Esic ¡ajc, con suas iaiuagcns irilais
narcando scu rosio, sc csquiva scniindo-sc
dcscsiinulado a ¡rocurar c dcscolrir ¡lanias quc
os curcn das novas docnças, ¡or vcr-sc
ridicularizado ¡clos douiorcs quc vao ajuda-los, c
¡clos ¡rofcssorcs c nissionarios quc ¡rcgan quc
o quc clc faz nao funciona, fazcndo os naiivos
acrcdiiarcn soncnic nos rcncdios alo¡aiicos,
quc nao sao suficicnics ¡ara iodos.
Ao acciiar as ¡rofccias dc scus aniigos,
¡crccli quc os naiivos ianlcn ¡ossucn a
CFENÇA dc un a¡ocali¡cc incviiavcl, quc ¡ara
clcs ja cIcgou con a ¡rcscnça do Ioncn
civilizado. Nao ¡udc dci×ar dc ¡cnsar nos
curo¡cus ou dcsccndcnics dclcs, ianlcn
cs¡crando un final, algun dia con una ¡osicrior
Salvaçao. É nuiio cIocanic salcr quc do ¡onio
dc visia dcsics naiivos nos lrancos sonos o nal
a scr cviiado c o scu ¡ro¡rio fin. Qucn csia
ccrio?
Conscgui ¡clo ncnos vc-lo caniar, c ncsic
canio ¡udc noiar quc la csiao ioda a sua raíz c o
27
scu conIccincnio, quc clc cnsinou-nc con
AFTE. Fiquci rcconIccida ¡cla dclicadcza do
gcsio.
Uma história:
E×isicn nuiias conirovcrsias solrc o quc c
Xananisno Classico.Tcniarci rcsunir ÷ clc c o
quc alandonou o uso dc ¡lanias dc ¡odcr nuiio
anics dc Calral cIcgar ncsias icrras.

Ha dois nil anos airas c×isiiu un Icroi
civilizador Tu¡i cIanado Sunc, quc rccclcu
nuiios noncs. o ¡rinciro dclcs foi Agna; cnirc os
Cuarani c cIanado dc Nadru-Mlaccuaa, os
Tu¡inanla o cIanan dc Uinc ou Sunc.
Enirc ouiras coisas, iniroduziu o Xananisno
Classico ncsics ¡ovos isio c. aloliu o uso dc
Planias dc PODEF c csiinulou o ¡ovo a soncnic
usar a força ncnial, os naracas c os ianlorcs,
¡ois as irilos ¡or ondc ¡assava usavan ¡lanias
quc cran c×ircnancnic ¡rcjudiciais à saudc,
scn ¡rovciio ¡raiico ¡ara o dia-a-dia, algunas
aic vcncnosas.
O Mcsirc Sunc avisou solrc o "Crandc
Dalanço" c quc csic rcalncnic viria. O Crandc
Dalanço ao qual clc sc rcfcriu foi a cIcgada dc
una nova civilizaçao ncsic coniincnic. Hojc
noianos quc clc icniou ¡rc¡arar o ¡ovo ¡ara csia
virada quando cnsinou a iodos o ¡odcr ncnial c
iniroduziu o Xananisno Classico. Mcsno assin
28
nao conscguiu in¡cdir o ¡ovo dc cn¡rccndcr a
caninIada à TEFFA SEM MALES, nun suicídio
colciivo janais visio anics ÷ irajcio quc
con¡rccndc dcsdc o Paraguai aic o liioral
lrasilciro dc Sao Viccnic cn Sao Paulo. Hojc cn
dia c fciio un riiual Cuarani ¡ara rccordar csic
cvcnio cIanado dc ºA CFANDE CAMINHADA à
Tcrra Scn Malcs", quc con¡rccndc dcsdc a aldcia
cn ParclIciros aic a aldcia dc Mongagua,
conIccido cono ºO CaninIo Sagrado da Scrra do
Mar".
Tcn¡os dc¡ois o anunciado ºDalanço"
finalncnic cIcgou ¡clo nar, con nuiias
caravclas c naus, irazcndo soldados, saccrdoics c
narinIciros con una Nova Ordcn. No cnianio os
naiivos quc ficaran ja salian quc scrian
suljugados, nuiios sc naiaran c nais alguns
coniinuan fazcndo isso aic Iojc.
A crcnça do c×icrninador c conun cn iodos
os ¡ovos, crisiaos ou nao; ¡arccc scr algo
inconscicnic na ncnoria colciiva dc ioda a
Iunanidadc. Ou ialvcz csia crcnça ¡crsisia
¡orquc algucn a ¡rofciizou un dia?
Scn¡rc Ia un fin nas scn¡rc Ia un novo
concço. Sc fin ou concço dc¡cndc do lado cn
quc sc csia, nas o ºDalanço" cIcgou ¡ara iodos.

29


NO FINAL, SÓ OS MESTIÇOS
VÃO ABRAÇAR O VELHO
DEMÔNIO

No dia 25 dc scicnlro dc 1991, na Iora zcro,
cu csiava con Kala Wcra TcIularranac c nais
vinic Cuaranis da Aldcia do Jaragua, quando
inicianos o "Jcroly" ÷ A Ccrinónia dc Pcrdao ÷
no ncio do Valc do AnIangalau cn Sao Paulo.
Mcnlros da Aunlandan da casa dc Xangó junio
con os Tu¡y-Cuaranis c QuícIuas conccdcn a
Dcnçao aos scus o¡rcssorcs do ¡assado; ao
ncsno icn¡o cn quc sc rcunian cn Sao Paulo,
na igrcja Sao Dcnio, varias linIas rcligiosas. No
ncsno dia crguc-sc una landcira nundial.
Judcus c ¡alcsiinos assinan o acordo dc Paz.
Assin foi dado o uliino ¡asso dc una aniiga
dança quc narcou dcfiniiivancnic a ¡assagcn do
Xananisno Classico Drasilciro ¡ara o
Xananisno UFDANO.

30


MULHER NATIVA TORNA-SE
CACIQUE

No dia do "Jcroly" foi cnircguc, ¡cla ¡rincira
vcz, o cocar dc Caciquc a una nulIcr, nac dc
nuiios filIos con nuiios ¡ais, dando o ¡rinciro
¡asso dc una nova dança conuniiaria no início
da Era dc Aquario. Esia Fcsia indica quc os
valorcs Iunanos sao cicrnos. Esia naiiva
insiiniivancnic ºsalc" quc dcvc ¡rcscrvar a sua
dcsccndcncia dc forna iao Icroica, iornando-sc a
CFANDE MÃE ¡ara o ¡ovo Cuarani, cono cn
iodas as iradiçõcs naiivas cn quc a dcsccndcncia
c dc linIagcn naicrna.
"TODOS OS LOUVOFES AOS QUE JÁ
DEFAM c aos quc darao OS OUTFOS PASSOS
DESTA DANÇA" ÷ ¡alavras dc KaKa Wcra.
Hojc, dc¡ois dc scic anos, concçanos a ouvir
suas nusicas, as suas Iisiorias c scus cnsinos.
Os quc fizcran isso nais rcccnicncnic foran as
crianças Cuarani, gravando suas cançõcs.
Os Xavanics c os Dororos ja Iavian fciio o
ncsno, icniando csialclcccr un coniaio
Iarnónico airavcs da aric. Sulindo cn aviõcs,
a¡rcndcndo o ¡oriugucs, usando sa¡aios c
rou¡as dc lranco c dcscolrindo o valor do
dinIciro. Ncsic noncnio o naiivo concça a
31
dcscolrir o nundo urlano. AcIando quc sonos
nuiios ncnos ¡crigosos do quc ¡cnsavan, nais
víiinas dc nosso ¡ro¡rio sisicna; c, ¡cnalizados
dc nos vcrcn csircssados, docnics, qucrcn nos
ajudar. Salcn quc os nossos anic¡assados, cono
os dclcs, fizcran coisas uns aos ouiros quc
anlos qucrcn csqucccr, ¡ois nos sonos scus
dcsccndcnics ianlcn. Divcricn-sc ¡rocurando
no nosso con¡oriancnio vcsiígios dc ¡arcnicsco,
c quando acIan sc alcgran c fcsicjan, cono
qucn acolIc un filIo ¡rodigo. Esia c a soluçao
¡ara a convivcncia ¡acífica.

32


XAMANISMO
de
PLANTAS DE PODER

As Planias dc Podcr ou as folIas da Árvorc da
Salcdoria quc oricnian scn quc o cnsinado sc
sinia cul¡ado ¡or salcr, sao aquclas quc
¡rovocan a iransccndcncia c lcvan ao E×iasc.
Duranic nilcnios clas foran guardadas cono
o nais ¡rccioso scgrcdo dos saccrdoics c a
divulgaçao dcsias ¡lanias sao un fcnóncno
cs¡ccífico dc nossa Era.
É do cosiunc indígcna rccclcr ou iniuir os
canios, quc nos cnicndcnos ¡or aiivaçao
nolccular c c×irafísica noiivada ¡or una Plania
dc Podcr, caniado cn siiuaçõcs difíccis, ou
cs¡cciais.
Tanio c vcrdadc quc csics canios no univcrso
urlano sao cIanados dc ºrccclidos", nunca
ºcon¡osios" ¡or algucn. Nuna aldcia naiiva iudo
vcn dos ºcs¡íriios" nada c dc dirciio dclcs
¡ro¡rios.
A Ancrica do Sul, scn duvida alguna, dcicn
un viriual nono¡olio dc ¡lanias quc ¡roduzcn,
induzcn c alicran o csiado da conscicncia; scndo
33
iao divcrsificado o scu uso quc nao icríanos
cono rclaiar nuna sin¡lcs narraçao.
O conIccincnio do ×ana a rcs¡ciio dcsias
¡lanias nao ¡odc dc forna alguna scr ignorado.
En varios lugarcs do nundo clas c×isicn, c
scn¡rc nos sur¡rccndcnos con a divcrsidadc dc
scu uso ¡clos naiivos.
Cada gru¡o icn una ¡lania dc ¡odcr,
dc¡cndcndo da rcgiao cn quc vivc, difcrindo no
uso do nonc dos ouiros gru¡os, c csic icn sido o
scu scgrcdo. Muiios ¡ovos janais vao conia-lo dc
forna ncnIuna, ¡ois csia aí o scgrcdo dc suas
vidas c o ¡orquc dc una culiura ¡crnancccr
ianio icn¡o convivcndo con as divcrgcncias do
nundo aiual.
En alguns casos ncsno quc a ¡lania scja
rcvclada, a sua nísiica nao c, cono ¡or c×cn¡lo
a WaicIuna, quc nascc nos Andcs. Difcrc das
dcnais ¡or nao º¡cdir" son, canios, ¡alavras,
cono a AyaIuasla, naiural da Florcsia Tro¡ical
Anazónica.

O quc clas cnsinan afinal?

Esias ¡lanias no scu gcral nosiran dc forna
clara quc o nundo csia scn¡rc cn ¡cr¡ciua
iransfornaçao, quc o scr Iunano icn una
funçao cs¡ccial ncsic ¡lancia, c nos dao a
rcfcrcncia dc quc un dia iodos scrcnos lcvados
dc volia ¡ara nosso lugar dc origcn cs¡iriiual.
34
É quasc a ncsna coisa quc as rcligiõcs
ocidcniais ¡rcgan, con una difcrcnça. ÷ Os quc
dclas sc scrvcn SADEM QUE NÃO SÃO OS
ÚNICOS CONHECEDOFES DA VEFDADE, csia
infornaçao ¡odc scr cnconirada ¡or iodos. E ¡or
csia razao nao sacn cn ¡rcgaçao ¡clo nundo.

35


PLANTAS QUE PERDERAM O
PODER

Por quc una ¡lania ¡crdc scu Podcr? ÷
Porquc ¡crdc scu riio, ou scja, sua iradiçao, o
scu canio original. No uso diario indiscrininado,
cn quc o cor¡o assinila c rcsisic ao scu cfciio
iransccndcnial, ¡assando a alicrar soncnic o
Iunor c a sua dis¡osiçao gcral.
Dcsgasia-sc, ¡crdcndo o Podcr
iransccndcnial ao scr doncsiicada c nisiurada
con ouiras coisas, iornando-sc salorosa ao
¡aladar. Cono o Cafc, quc aiualncnic ¡odc scr
ingcrido cn grandc quaniidadc causando, no
na×ino, insónia c c×ciiaçao.
O Talaco c o CIa naic ¡crdcran ianlcn
sua força. Quando csiivc cn Cula ¡udc vcr a
inagcn sínlolo dos naiivos quc culiivavan o
ialaco c foran c×icrninados. Dc¡ois disso a
Iunanidadc ¡assou a scr cscrava dc algo a
¡rincí¡io sagrado, quc iornou-sc un vício norial,
¡rcço ¡ago ¡cla violaçao, cono a coca nos Andcs
c o açucar. O ncsno ocorrcu con as folIas dc
Louro, iao ¡o¡ularcs nos Tcn¡los dc A¡olo,
usadas ¡clas Piionisas. O uliino a usa-las
adcquadancnic foi Nosiradanus. Hojc cn dia
sao uiilizadas a¡cnas cono condincnio nas
36
cozinIas dc iodo o nundo, assin cono a casca
da Noz Moscada. Qucn salia cono usar c
invocar o scu Podcr, ¡rcscnic nos idos dc 1500,
cran os naiivos, naiuralncnic.
Na ncsna c¡oca, os Alquinisias, aninados
con os ¡rogrcssos quc alcançaran, criaran o
Álcool Dcsiilado, na lusca dc acIar algo nagico.
Da ncsna forna cono Iojc os cicniisias csiao
airas dc criarcn ariificialncnic algo
iransccndcnial c acalaran criando os graos
iransgcnicos, quc nao sc rc¡roduzcn cono os
graos naiurais.

37


AS PLANTAS QUE NÃO
DEGENERARAM

As ¡lanias dc Podcr quc nao dcgcncraran
(nao sao nuiias} difcrcn cn nuiio dos
alucinogcnos criados ¡clos laloraiorios quínicos
c×isicnics no nundo urlano, ¡or varias razõcs. A
¡rinci¡al dclas c o riio, a ¡rcscnça dclc, a forna
cono c fciio, clininando qualqucr ¡rcjuízo a
qucn dclas sc scrvc corrciancnic ÷ c o quc
dcicrnina ou nao o sagrado c os cnsinancnios
¡rovcnicnics dc scu auioconirolado uso, ncsno
¡or naiivos na sclva, scndo quc ncn iodos clcs
¡odcn ionar. En algunas irilos soncnic o ¡ajc;
cn ouiras clc c os scus anigos, c nas nais
lilcrais soncnic os Ioncns. O ×ananisno
inovou no sisicna urlano ao ¡crniiir a ¡rcscnça
das nulIcrcs.
Mcsno quc un ¡rincí¡io aiivo dc una ¡lania
csicja coniido nun ¡roduio quínico, clc ¡odcra
agir quasc igual a ¡lania, nas nao fara o ncsno
cfciio, ¡clo sin¡lcs faio quc TFANSE c
ALUCINAÇÃO sao coisas difcrcnics. O ¡rinciro
iraz infornaçõcs vcrdadciras c uicis; o scgundo
a¡cnas nosira inagcns c sons fora dc sinionia
con a rcalidadc, criados ¡cla inaginaçao.
38
Alguns aniilioiicos ¡roduzcn alucinaçõcs (o
¡rincí¡io aiivo ¡rcscnic às vczcs c scnclIanic ao
da ¡lania, nas no caso dos rcncdios sao
nisiurados con ouiros con¡oncnics quínicos no
ncsno ¡rc¡arado, nudando iudo. Por isso os
cIananos dc drogas, ncsno quc ncccssarias,
drogas dc drogaria dc farnacia}. É o caso dos
analolisanics, quc crian dc¡cndcncia; scdaiivos
c csiinulanics ÷ sao DFOCAS quando
nisiuradas con alcool, iornando-sc fonic dc dor
c sofrincnio ¡ara nuiias ¡cssoas.
Poucos cicniisias c ¡csquisadorcs Iojc cn
dia conIcccn os scgrcdos das Planias dc Podcr.
Scus canios, sons c gcsios, ¡arcccn funcionar
cono cIavcs ¡ara alrir os POFTAIS da ncnic,
quando csia sc cnconira cn csiado Alfa. Esianos
a¡rcndcndo o quc fazcr con clas, colciando
dados dc olscrvadorcs dcdicados c ca¡azcs dc
fazcr una analisc oljciiva. Muiias infornaçõcs
dcvcrao scr irocadas ¡or nais uns 10 anos, c nao
¡odcnos ¡rcscindir das infornaçao do ×ana.
Traiando-sc dc ¡lanias cs¡cciais, ¡ois
o¡cran nun nívcl nais suiil da naiurcza, o
cuidado do naiivo c rcdolrado; colIcndo c
¡rc¡arando dc nancira cs¡ccial, cono os
¡roduios Honco¡aiicos c os Florais dc DacI.
Lcnlro-nc quc ncu lisavó rccciiava Honco¡aiia
no ¡rincí¡io do scculo ¡assado c cra cIanado dc
ºncdico cs¡íriia". O quc ja nao aconiccc Iojc cn
dia, quando ianio a Honco¡aiia cono a
39
Psicologia c a Acu¡uniura sao rcconIccidas cono
Cicncia.
A cncrgia das Planias dc Podcr, dc forna
gcral, icn a ca¡acidadc dc cסclir do cor¡o
Iunano sulsiancias csiranIas a clc.
Enicndcndo cono csiranIa qualqucr cniidadc ou
cncrgia quc nao faça ¡aric do univcrso naiural do
cor¡o Iunano.
A naiurcza das Planias dc Podcr c
csscncialncnic iransfornadora, agindo dc forna
irí¡licc. Assin c no ¡lano naicrial, inaicrial ÷
asiral, cicrco ÷ fluído, invisívcl; cnsinando a
rcgcncraçao do scr Iunano no ¡lano cs¡iriiual,
forialcccndo a voniadc, c cnolrcccndo iodas as
faculdadcs anínicas. Tao uicis c ncccssarias
cono as Planias dc Podcr Alincniar, ca¡azcs dc
iransfornar cn Ioras a quínica do cor¡o.
Ha nuiio ¡ouco icn¡o a ¡olíiica dc ¡csquisa
no Drasil vcn sc dcscnvolvcndo, dando aicnçao à
sua rcscrva florcsial cono un DEM, quc o naiivo
vc cono VALOF (icnos dc nos orgulIar ¡or clcs
icrcn ¡rcscrvado csic conIccincnio...} ¡ara nos.
Isso scn falar das ¡lanias quc crcsccn no fundo
das cavcrnas, dos rios c dos narcs. Muiio ainda
icrcnos quc APFENDEF cn cono nos
rclacionarnos con PODEFOSO FEINO
VECETAL.
O ×ananisno dc Plania dc Podcr cs¡iriiual c
nuiio variado, scndo in¡ossívcl cnuncra-lo.O
40
dado nais in¡orianic c o quc sc rcfcrc à
linguagcn caniada, c à língua cn quc c caniada.
Vanos nos dcicr a¡cnas na AYAHUASKA,
quc c a ¡lania MESTFA dc iodas as ¡lanias da
Florcsia Anazónica (a¡csar dc c×isiir ouira, nas
quc ainda ¡crnanccc sccrcia, c acrcdiio ficar
assin ¡or nais icn¡o do quc inaginanos
¡cnsar}.
PLANTA MESTFA c a quc icn o Podcr dc
rcvclar (coniar, falar, conunicar} ao ×ana cono
agcn ouiras ¡lanias quando nisiuradas a cla.
Jusiifica-sc csic rcs¡ciio una vcz quc a sclva c
cIcia dc nil ¡lanias vcncnosas c c a AyaIuasla
quc faz o ¡a¡cl do laloraiorio dc analisc
avançada, ajudando a disiinguir as ¡lanias dc
cura c as concsiívcis, daquclas noriais.
Daí vcn o Ialiio (assinilado ¡clo caloclo ao
vcr o ×ana nisiurar ¡lanias no cIa da
AyaIuasla}, dc fazcr o ncsno. Mas os caloclos
nao salian, cono a naioria coniinua nao
salcndo, quc cssa açao consisic a¡cnas nun
icsic, nao scndo una norna ¡ara iodos c ncn
una ¡raiica usual...

41


PRINCÍPIO ATIVO DA
AYAHUASKA

O ci¡o, Hunístc¡ío¡sís Cuu¡í. Conicn. lcia-
carlolina, Iarnina, Iarnalina, c
iciraIidroIarnina .
A cIacrona, Ps¸cIot¡íus, c Dí¡íotcs cuI¡cunu.
Conicn. Alcaloidc alucinogcno N-
dinciiliri¡anina DMT, sulsiancia quc ionada
sozinIa ou ¡or via oral c inaiiva dcvido à aiuaçao
da Monoanina O×idassc MAO. As analiscs
nosiran quc, cnlora as lcia-carlolinas
cnconiradas nos ¡rc¡aros csicjan cn doscs
dcnasiadancnic lai×as ¡ara nosirarcn suas
¡ro¡ricdadcs alucinogcnas, clas ¡arcccn
dcscn¡cnIar un ¡a¡cl na iniliçao da MAO,
livrando assin o DMT dc sua açao c ¡crniiindo-
lIc nanifcsiar suas ¡ro¡ricdadcs ¡sicoiro¡icas.
Podcnos noiar ¡cla con¡osiçao das ¡lanias
quc a AYAHUASKA cura a dc¡rcssao.
AyaIuasla nao vicia c ncn cria dc¡cndcncia
física ou ¡síquica, cono os rcncdios ¡ara
convulsõcs ou aniidc¡rcssivos.
Nao Ia ncnIun in¡cdincnio lcgal ¡or ¡aric
da SECFETAFIA da SAÚDE.
O cIa da cIacrona c do ci¡o agc cono
faciliiador, colocando o ccrclro ¡ronio ¡ara
42
iralalIar con vclocidadc na×ina, cn csiado
CONSCIENTE ALFA.

43


VOLTAR DO TRANSE

É ¡ossívcl inicrron¡cr o ¡roccsso ccrclral
lloqucando a ONDA ALFA, airavcs dc c×crcícios
dc aicnçao ao nundo c×icrior con o lalançar do
naraca (Iojc na cidadc ¡odc scr a ¡alavra cscriia
no ¡a¡cl dos Iinarios}, rcs¡irando
¡rofundancnic c voliando cn cia¡as ncniais
(algunas vczcs ansiosos sc ¡rojcian nuiio ra¡ido
¡ara nívcis ¡rofundos c nao conian quc dcvcrian
fazcr o caninIo dc volia lcniancnic}.
Esia c una das razõcs ¡cla qual o ×ana nao
aconsclIa a nisiurar ncnIuna ouira ¡lania ao
cIa. O idcal ncsno c o jcjun c csiar
acon¡anIado dc algucn cn qucn sc ¡ossa
confiar (o ×ana cn gcral icn scn¡rc ircs ou
quairo anigos ¡or ¡crio}, cn lugar scguro c
iranquilo, c con a firnc inicnçao c dcscjo dc
ºATFAVESSAF A PONTE", quc a¡os a iravcssia
ira scr QUEIMADA. O iniciado dcvc icr
conscicncia dc quc sc iraia dc un caninIo scn
volia.
No ×ananisno arcaico Ia un Ialiio
foricncnic cnraizado cn iodos os ×anas. o dc
nao rcvclar nada cnquanio a ouira ¡cssoa nao
¡crguniar dirciancnic, dci×ando o a¡rcndiz
dcscolrir sozinIo; aic quc csic icnIa a
44
Iunildadc dc sc colocar clarancnic cono una
¡cssoa quc DESEJA APFENDEF.
Quando isso ocorrc clc acciia o a¡rcndiz, c
cnirc clcs ira sc csialclcccr una cun¡licidadc
gcrada na confiança nuiua. Qualqucr quclra dc
¡osiura ciica do a¡rcndiz con o scu MESTFE
lcvara ao afasiancnio auionaiico, scn naiorcs
cסlicaçõcs.
O ×ana salc quc as ¡cssoas sao o quc sao,
sc for ¡ossívcl Iavcr alguna iransfornaçao
¡rofunda c soncnic ¡orquc a ¡cssoa cn qucsiao
FEALMENTE dcscja.

45


QUEM É O XAMÃ?

O XAMÃ c aquclc quc conscguc cnirar,
nanicr-sc, c sair dos csiados alicrados dc
conscicncia; irazcndo cnsinancnios c curas ¡ara
si c ¡ara os ouiros, con iccnicas c×clusivas,
icndo à sua dis¡osiçao cs¡íriios, scrcs ou
cniidadcs, quc quando cIanados o aicndan
¡roniancnic.
ConIccc a Lci do Son, das vogais conuns a
ioda a Iunanidadc, cono força criadora dc iudo
o quc c×isic na Tcrra. FcconIccc a cvoluçao da
linguagcn cono ncio dc conunicaçao, lcvando à
con¡rccnsao da rcalidadc, an¡liando os liniics
das froniciras da ncnic.
Nao sc nascc Xana ÷ iorna-sc, ¡ois nao c
una ¡rofissao, cono scr ncdico, cn quc sc ¡odc
dcsisiir quando qucira. Nao sc c ×ana ¡or
indicaçao, conviic ou o¡oriunisno, na rcalidadc
nao sc dccidc scr ×ana.
E×isicn algunas rcfcrcncias naiurais cono
jusiificaiivas quc o confirncn.
1 ÷ Tcr anic¡assados con csic don (cnicndo
quc dcva o candidaio icr naior ¡rolalilidadc ¡cla
força da gcnciica}, quc no dccorrcr da vida dcvcra
sc nanifcsiar, confirnando-o cono Icrdciro do
DOM;
46
2 ÷ É considcrado cono sinal quando o
naiivo sc auio-curc ao ¡assar ¡or una docnça
gravc.
3 ÷ Scr acciio cono discí¡ulo dc un ¡ajc ou
×ana nais vclIo, quc ira lIc cnsinar algunas
iccnicas.
Scr un ×ana nao c, cono cn nossa
socicdadc urlana, scr un ¡rofcssor, icra¡cuia,
un ncdico cs¡ccialisia quc faz diagnosiicos c
rccciia crvas, indo dc¡ois da consulia ¡ara casa
ou clulc do lairro, ou ainda un lon ouvinic
dando ¡al¡iics. O XAMÃ CUFA algo cs¡ccífico
con un don (¡ara-nornal}, icn una aric c a
donina.
Esiava cu cn Tocaniins visiiando a rcscrva
indígcna quando un anigo ncncionou quc la
vivia un ¡ajc nuiio lon. Quis conIccc-lo.
CIcguci na sua casa, ¡crio dc una arvorc
frondosa c nuiio aniiga. Pcrguniou-nc. O quc
vocc qucr? Fcs¡ondi. dcscjo nc lilcriar dc un
¡cnsancnio insisicnic, quc nc iira a ¡az (una
¡ai×ao nao corrcs¡ondida}. O ¡ajc sorriu, ¡cgou o
narala, cIacoalIou varias vczcs cn volia da
ninIa calcça c dissc. Esia ¡ronio, ¡odc ir.
Pcrgunici. ºSo isso?" Fcs¡ondcu. ºSo". ÷ E
nunca nais ¡cnsci cn ial ¡cssoa ÷ O don dclc
cra csic, iirar coisas da calcça dos ouiros.
Nuna ouira vcz rcccli cn ninIa casa a
visiia dc un ×ana andino da AyaIuasla. Enirc
una convcrsa c ouira ncncionci a clc quc iodas
47
as vczcs cn quc ionava o ºcIa" scniia un ccrio
ncdo c isso nc inconodava nuiio. Elc sorriu c
dissc. ÷ ºNao c nada." En scguida scniou-sc no
cIao c caniou una lrcvc cançao, con ¡alavras
cn ¡oriugucs, cIi¡iu, iu¡i c quícIua ÷ nunca
nais scnii cssc ncdo.
Con csics c×cn¡los dcnonsiro scr o grandc
×ana aquclc quc icn un don cs¡ccífico, ¡cssoal
c iniransfcrívcl, o quc o difcrc das nossas
¡rofissõcs acina c×cn¡lificadas. Na nossa
culiura o quc nais sc a¡ro×ina dclc c o ncdiun,
o ¡ara-nornal, nas ncsno assin c difcrcnic,
¡ois o ×ana nao dc¡cndc soncnic dos cs¡íriios
ou clcncniais, clc os inicrioriza iornando-os
¡aric dc scu scr, cono qualidadcs SUAS.
Convcn ciiar quc nuna aldcia c×isicn, alcn
do ×ana ou ¡ajc, os raizciros, c ianlcn os
a¡rcndizcs dc raizciros c anigos do ×ana, assin
cono c×isicn os nuiio vclIos quc soncnic
iralalIan sc quiscrcn c sao consuliados cn
alguna dificuldadc. Inicrcssanic quc quando
norrcn, ncnIun naiivo diz quc norrcran, nas
quc viajaran c vao dcnorar a voliar.

48


OVNIS

Tcn¡os dc¡ois surgiu un scgundo conviic
¡ara ir ¡assar uns dcz dias nuna irilo indígcna
da IlIa do Dananal, quando cu csiava na ca¡iial
dc Tocaniins, cun¡rindo un calcndario dc
¡alcsiras c oficinas solrc criaiividadc.
Acciici ¡roniancnic, ¡rinciro ¡or ¡odcr rcvcr
o ncu anigo ¡ajc, dc¡ois ¡or lcnlrar-nc dc
ninIa infancia, quando ouvi falar ¡cla ¡rincira
vcz dcsia ilIa ÷ foi no jornal, o ¡rcsidcnic
Juscclino KulicIcl iinIa ido visiia-la, con o
rc¡oricr infornando cn dcsiaquc quc csia cra a
naior ilIa fluvial do nundo. Alguna coisa no
ncu ¡ciio ¡al¡iiou, a scnsaçao dc csiar no
coraçao gcografico do Drasil fascinou-nc, faio
quc Iavia csquccido da ¡rincira vcz cn quc la
csiivc.
A viagcn foi dc carro, ¡ariinos da ca¡iial
Tocaniins, cIcia dc ¡o vcrnclIo, rcccn
consiruído; o icrnónciro assinalando nais dc
40° graus dc icn¡craiura. O inicrior da
Anazónia, con arvorcs frondosas c rios dc aguas
crisialinas nc ¡arccia rcalncnic o ¡araíso.
Ficanos acan¡ados nuna ¡cqucna ilIa
dcniro da grandc ilIa, cn frcnic à aldcia, o quc
nuiio ¡rcocu¡ou o caciquc, ¡ois cu nao salia
49
nadar c dcsia vcz a icn¡orada scria naior. O rio
cIcio dc jacarcs, ¡iranIas c loios ÷ cra la quc os
loios iinIan scus filIos, clcs ficavan quicios o
dia iodo c à noiic caniavan ou griiavan scn
¡arar. Tudo nuiio lindo nao fossc a ¡rcscnça dos
nosquiios quc invariavclncnic cIcgavan ao fin
da iardc cn landos c acalavan dc ¡assar so
dc¡ois das 21Ioras, ¡icando a iodos. Tcnici usar
urucun, un rc¡clcnic naiural naiivo ÷ nao dcu.
Lancci nao dos ariificiais quc Iavia irazido
conigo ÷ nao adianiou. Tudo o quc conscgui foi
ficar con a ¡clc vcrnclIa cono a dos naiivos,
quc nao iinIan duvidas do ncu ¡arcnicsco con
os Mudurucus, o quc nuiio nc divcriia c
faciliiava a vida la, ¡ois assin cu cra acciia cono
un dclcs. Un dcialIc. iodas as vczcs quc vou a
una irilo icnIo o cuidado dc ¡iniar ncu calclo
dc ¡rcio ¡ara nao ficar nuiio difcrcnic do clina
da noda local; da ncsna forna clarcio nais os
calclos quando vou à Euro¡a. Cono un
canalcao quc nuda dc cor, cono diria ninIa
nac.
Dc¡ois do janiar, cono cosiunc local, iodos
nos fonos nos dciiar no cIao dc larriga ¡ra cina
olIando o ccu, quc csiava colcrio dc csirclas, c
convcrsavanos un ¡ouco, coisas iriviais. Nun
dado noncnio nao nc coniivc c ¡crgunici ao
caciquc, quc csiava scniado nun ioco ao ncu
lado.
50
÷ ºTodos os dias voccs fican vcndo as
csirclas aqui?"
Fcs¡ondcu.
÷ ºSin c nuiio lon isso."
Coniinuci confianic.
÷ ºDa ¡ara vcr iudo o quc sc ¡assa no ccu,
aic os aviõcs, nao c?"
Indifcrcnic clc rcs¡ondcu.
÷ ºÉ".
Coniinuci.
÷ ºO scnIor ja viu alguna coisa lrilIanic dc
varias corcs ¡iscando la cn cina?"
Scn sc alicrar clc dissc.
÷ ºJa".
Incrcdula c ra¡ida.
÷ ºDisco voador?"
Elc. ÷ "É".
Eu. ÷ ºO scnIor ja viu disco voador?"
Elc. ÷ ºJa, (a¡oniando ¡ara a curva do rio}
clcs gosian dc a¡arcccr la, dc nadrugada."
Nao ¡rccisa ncn dizcr quc ¡assci a noiic na
curva do rio. O ¡ajc quc nc fcz con¡anIia
coniou quc os OVNIS cvcniualncnic dcsccn nas
aldcias irazcndo scncnics ¡ara clcs jogarcn na
sclva, quc sao nuiio ¡arccidos con os Iunanos c
falan a língua dclcs. Noici quc os naiivos nao os
confundcn con dcuscs vindos do cs¡aço, na
rcalidadc os vccn cono anigos quc nunca fazcn
nal a clcs (difcrindo dos naiivos lrancos do
¡lancia}. Pcrgunici solrc a razao das scncnics,
51
clc dissc acIar quc clas sao ¡ara cura dc
docnças. Insisii ¡ara quc clc nc nosirassc una,
alcgando quc sofria dc aririic c dcscjava scr
curada. No dia scguinic clc foi conigo aic ¡crio
dc una arvorc, cavou un luraco ¡cgando una
raíz c nc cnsinou a fazcr un cIa.
Vcnccndo ninIa iinidcz ¡crgunici ¡clo ¡ajc
Canoa-Javac c soulc quc ja iinIa ido cnlora
dali.
Quando cIcguci cn Sao Paulo fiz o cIa cono
clc nc cnsinou c ionci cn doscs diarias. Nada
alicrou dc faio, iivc quc adniiir ¡ara os ncus
filIos c anigos scr una ¡cssoa nuiio crcdula c
csqucci o faio, ¡ois coniinuci scniindo os
¡rogrcssos da docnça. Algun icn¡o dc¡ois
a¡aguci csic faio da ncnoria, ncsno a¡os os
sinionas icrcn dcsa¡arccido. Fui fazcr c×anc
ncdico dc roiina c ¡or curiosidadc ¡cdi ¡ara
vcrificar cono csiava a lcndiia aririic. O c×anc
dcnonsirou quc cu nada iinIa, csiava curada,
dc¡ois dc quairo anos da convcrsa na curva do
rio.

52


XAMANISMO NÃO É RELIGIÃO
MAS O PRINCÍPIO INSPIRADOR
DELAS

O ×ananisno sc ¡cr¡ciuou ¡or nunca icr
saído da idcia original quc o gcrou,
¡crnancccndo FIEL, nao cs¡crando fidclidadc
nas scndo clc ¡ro¡rio FIEL à crcnça quc
alraçou. É considcrado cono ¡raiica doninanic
cn iodos os lugarcs ondc a cסcricncia do c×iasc
c rcalizada cono una cסcricncia rcligiosa ¡or
c×cclcncia.
FILOSOFIA XAMÂNICA
Cada irilo indígcna icn sua Iisioria a
rcs¡ciio dc scu nascincnio na TEFFA, cada una
dclas salc soncnic dc sua ¡ro¡ria origcn, scn
univcrsaliza-la, ficando rcsiriia à fanília daquclc
gru¡o dc ¡cssoas, con os ncsnos Ialiios c a
ncsna língua.
Os ×anas sao guardiõcs do cun¡rincnio
dcsia dcicrninaçao nilcnar. Podcnos cnicndcr
ianlcn ¡orquc surgcn c dcsa¡arcccn.
Quando algucn oriundo dc un ¡ovo ncsiiço
cono o Ancricano, Icrdciro dc varias culiuras,
dcscja voliar-sc ¡ara o ×ananisno, c naiural quc
53
qucira salcr qual c a sua vcrdadcira origcn, sua
nissao na icrra. Para os ×anas cssc
aconiccincnio c un faio novo, c ianlcn clcs
dcscjan salcr cono isso vai ficar.
Dizcn quc isso faz ¡aric do DALANÇO
naiural, o quc nos lcva a crcr quc scja
cquivalcnic ao scniido quc danos ao
APOCALIPSE ÷ iransfornaçao dc una forna dc
¡cnsar, dc scr c dc vivcr. Nao sao iao ronaniicos
a ¡onio dc acIar quc DEUS vira nuna nuvcn dc
fogo julgando a iudo c a iodos; crccn quc o
DALANÇO sc concrciiza aos ¡oucos, ¡ois a
naiurcza Iunana nao da salios ncn ¡ula cia¡as.
Salcn quc nao sao soncnic clcs quc irao dci×ar
dc scr ncccssarios na TEFFA. Muiias ouiras
civilizaçõcs c línguas ianlcn csiao
dcsa¡arcccndo diariancnic, cono foi un dia con
o laiin, o grcgo arcaico, cic..., scn¡rc foi assin
cn iodas as nudanças anicriorcs ¡clas quais o
nundo ¡assou.
O novo nundo coniinuara a sc fazcr dcvido
ao SOM. Esia nudança csia scndo ¡roccssada a
¡ariir dos SONS cniiidos ¡clos SEFES
HUMANOS, quc sao vcrdadciros POFTAIS dc un
nundo dc LÁ c dc CÁ ÷ do conscicnic c do
inconscicnic ÷ do nanifcsio c do inanifcsio ÷
do visívcl c do invisívcl.
Por csia razao os canios indígcnas sao iao
in¡orianics. (Os naiivos salcn quc as ¡alavras
sao cncrgias iransccndcnics. Ao analisar o scu
54
significado, salcndo dc qual irilo vicran, clcs
con¡rccndcn qual scra a iónica cs¡iriiual dcsia
nova ordcn}. É naravilIoso quc o scu SOM
coniinuc sc inicgrando UNIVEFSALMENTE ÷
¡ois dcsia forna scnicn quc csiao dando sua
coniriluiçao ao nundo c garaniindo o fuiuro dc
novas gcraçõcs na TEFFA.
INTRODUÇÃO ao PENSAMENTO ARCAICO ¬ a LEI
O ×ananisno arcaico c a nais aniiga das
AFTES. Cono AFTE? Pcrgunianos cs¡aniados ÷
c o vclIo ×ana rcs¡ondc quc o ×ananisno c
AFTE ¡orquc unc iccnica, ins¡iraçao, iniuiçao c
lclcza, c quc ficou conIccida cono a AFTE do
EXTASE rcgida ¡cla LEI.
A LEI da NATUREZA
Tudo quc nascc, norrc c sc iransforna ÷
ningucn csca¡a a csia LEI.
Podcnos nos ¡rc¡arar duranic a vida iodos
os dias ¡ara acciiarnos o incviiavcl, nas c ccrio
quc vanos iodos norrcr. A as¡iraçao na×ina do
×ana c fazcr csia ¡assagcn conscicnic c cn ¡az.
Elc acrcdiia na iransnigraçao da alna, o quc fica
cvidcnic airavcs dc scus conios iradicionais.

÷ 1 ÷

O LIVFO SACFADO ×ananico c a NATUFEZA
÷ A culiura ×ananica sc lascia na NATUFEZA c
55
os scus sinais sao lidos c inicr¡rciados cono
sinais da voniadc divina, icndo o SEF HUMANO
cono ¡aric da criaçao dcsia ncsna NATUFEZA,
ondc nada c lon ou nau ÷ soncnic É, c sc o É,
c ¡or scr ncccssario, ¡ois a NATUFEZA janais c
inuiil.
A jusiiça c fciia airavcs dc un conjunio dc
LEIS quc luscan nanicr a Iarnonia. A infraçao
da Iarnonia gcra o caos (cono a dcsiruiçao c o
aluso do uso sisicnaiico das arvorcs c dos
aninais, quc ¡rcjudican o ar rcs¡irado c o
¡lancia, iransfcrindo a naiurcza dcsics ¡ara o
nosso cor¡o}.Isso coloca a nossa dcsccndcncia no
¡crigo da auiodcsiruiçao, una conscqucncia da
voniadc Iunana.
Esia qucsiao csclarccc algo nuiio in¡orianic
solrc o ¡cnsancnio arcaico do ×ana Sul
Ancricano. Elc nao ¡rcicndc csialclcccr una
nova ordcn no nundo, nas ¡rcscrvar a ordcn ja
c×isicnic.
Esialclccc rclaçao con a NATUFEZA c
rcs¡ciia as LEIS, (causa c cfciio ÷ airaçao c
rc¡ulsao ÷ dc scnclIança ÷ dc o¡osiçao} cono
naiurais da Criaçao no Plancia Tcrra; iniuindo c
¡crcclcndo o cfciio da rcal-idadc do PODEF da
NATUFEZA c da sua LIDEFDADE ¡ara agir.
Dianic disso, as socicdadcs arcaicas no
corrcr dos Tcn¡os, ao fazcr agru¡ancnios
organizados con cIcfias conIccidas, criaran a
rcligiao da DEUSA (da Tcrra}, iniroduzindo rcgras
56
criicriosas (as rcgras acina ncncionadas}, ¡ara
as rclaçõcs cs¡iriiuais às açõcs voluniarias do scr
Iunano. Os naiivos andinos adoraran a nac
Tcrra aic a cIcgada dos Incas, quc iniroduziran
a adoraçao ao Sol cono Dcus unico, urlanizando
os naiivos andinos. A culiura Inca iinIa na
¡alavra o scniido do Podcr, ¡ois soncnic os
coricsõcs íniinos dos Incas salian a língua da
casa in¡crial c con clcs falavan, quc nao cra o
QuícIua conun ÷ língua quc in¡uscran ao
¡ovo conquisiado.
Da ncsna forna Pizarro in¡ós a língua
cs¡anIola dc¡ois, criando a rcligiao do DEUS
ccnirado no scr Iunano, con rcgras dc
difcrcnics criicrios ¡ara as rclaçõcs naicriais,
lascados na linguagcn, iniciando un novo
nundo, o da civilizaçao da ¡alavra cscriia, ondc a
aric dc raciocinar c rcduzida à linguagcn. Con
divcrgcncias rcligiosas ou filosoficas, dcvido à
corru¡çao insialada no scio dos saccrdoics,
gcrando aniagonisnos c lcvando às nais crucis
gucrras rcligiosas.
Aiualncnic icnos un novo c Iisiorico
dcsafio, "o conlaic à corru¡çao", ou à ¡alavra
ncniirosa, (¡ara os Incas ncniir cra crinc
¡assívcl dc ¡cna dc noric}. Provavclncnic
icrcnos ouiros nais, cono ¡or c×. a¡rcndcr qual
scra a linguagcn dos scrcs quc incviiavclncnic
cnconirarcnos no cs¡aço airavcs das navcs quc
solcn das csiaçõcs dc lançancnio dos fogucics.
57
A linguagcn, a conunicaçao ÷ scra novancnic
faior dcicrninanic, c csics novos sons irao
an¡liar a nossa conscicncia, dando novas
dincnsõcs à csiruiura do ¡cnsancnio Iunano.

÷ 2 ÷

LEI DA MISEFICÓFDIA SEM CAUSA ÷ quc
nos lcva a rccclcr, ncsno scn quc icnIanos
ncriio algun, soncnic ¡orquc o DIVINO qucr.
Esia LEI c lascada na auscncia dc
julgancnios, lasiando o scr Iunano c×crccr o
scu Divino dirciio dc sc rcndcr, cnircgando-sc ao
scu Criador, c ¡cdir, quc iudo lIc scra dado.

÷ 3 ÷

As uliinas culiuras arcaicas csiao finalncnic
sc inicgrando ao sisicna urlano c vicc c vcrsa,
anlas concçaran a iransfornar-sc no alvorcccr
dcsia nova EFA, o quc dcvcra gcrar una nova
culiura, lascada nuna nova filosofia ÷ a FÉ c o
anor à vcrdadc.
Muiias aguas AQUAFIANAS vao rolar aic quc
os ¡ci×cs quc as Ialiian sc nulii¡liqucn c as
aguas coniidas ncsic AQUÁFIO scjan dcvolvidas
ao rio, fazcndo sua irajcioria c inicgrando-sc no
nar. Dc¡ois iniciando iudo ouira vcz, irazcndo
novas rcvclaçõcs.
58
Enquanio isso o ×ana aiual coniinuara
luscando no iransc a¡rcndcr qual lci rcgc o
nundo. Dc¡ois dcsia inicrninavcl lusca, ira
accndcr una fogucira c sc aconcIcgar no
EXTASE dc adoraçao à DIVINA NATUFEZA dc
D"EUS"A...quc iudo criou.
Por csia lusca o ¡cnsancnio ×ananico nao
norrc, ¡ois c culiuado no Tcn¡lo da NATUFEZA,
c indcsiruiívcl. O SOL oni¡rcscnic iudo vc,
invocado ¡clo ×ana cono icsicnunIa naiural dc
quc csia c a LEI.

59


DOM
ou
PSIQUISMO

Tcrno usado ¡ara dcsignar, dc nodo vago,
iodo ii¡o dc fcnóncno ncnial, isio c, a
ncdiunidadc, a scnsililidadc, a rccc¡iividadc.
O ¡rinciro dc iodos os dons c O CANTO, quc
c O SÍMDOLO DA LETFA QUE UNE A POTENCIA
CFIADOFA À SUA CFIAÇÃO.
Dcus criou o nundo con o SOM
Os scrcs Iunanos sao iguais na sua
condiçao Iunana; difcrcnics na nanifcsiaçao dc
scus ialcnios c na o¡çao quc fazcn ao usar o
SOM dc sua voz, icndo scnclIanics facilidadcs
¡ara sc cסrcssar.
Qual força nolilizou o Ioncn arcaico a
coniar cn vcrso c dcscnIar as Iisiorias dos
dcuscs? Su¡cr QI, gcnialidadc ou
¡aranornalidadc? Quc o lcvou a invocar, caniar,
¡rcscniificar con ¡alavras caniadas as forças
vindas, nuiias vczcs dc "lugarcs" quc sao
"cIavcs", vcrdadciros signos-sinais quc
dcscncadcian ou rc¡clcn?
Solrc a MEDIUNIDADE. O ncdiun CIico
Xavicr dando cnircvisia na iclcvisao dissc algo.
60
"÷ Pcrgunici ao ncu ncnior ¡orquc cu
ncdiunisava ÷ o ncnior rcs¡ondcu ÷ Sc
¡crguniarnos à laranjcira ¡or quc cla da
laranjas, cla vai ¡arar ¡ara icniar acIar a
rcs¡osia c ¡rovavclncnic nunca nais dara
laranjas."
Pcrgunio. Para alcn do nornal, un ailcia
olín¡ico c un ¡aranornal?
Un cicniisia, un ariisia c un ¡aranornal?


FOTO KIRLIAN de uma PARANORMAL
PAFANOFMALIDADE, ianlcn dcnoninada dc ncdiunidadc,
Ii¡crscnsililidadc; c una faculdadc scnsiiiva, c×irafísica ou
Ii¡crfísica. Fcfcrc-sc à ¡crcc¡çao das coisas,frcqucncias,
csiínulos ou fcnóncnos do ¡lano asiral, ncnial, ou aic ncsno do
naicrial, quc nao scjan ca¡iados ¡clos orgaos físicos cono visao,
audiçao, iaio cic.

SENSITIVO ÷ conIccido ainda cono
¡aranornal, ncdiun ou Ii¡crfísico. É iodo o
indivíduo quc, dc alguna forna, dcscnvolvcu a
61
sua ca¡acidadc dc ¡crcc¡çao, ulira¡assando os
liniics conuns.
A ¡aranornalidadc ¡odc scr dc caraicr
iransiiorio ou ¡crnancnic ÷ Podc scr conscicnic,
scniconscicnic ou inconscicnic ÷ O scnsiiivo
¡odc doninar iodo o ¡roccsso sozinIo, cono
a¡cnas ¡aric dclc, ou ainda ¡odc aconicccr dc o
conirolc da nanifcsiaçao csiar nas naos dc
ouiras ¡cssoas.

62


TIPOS DE PARANORMALIDADE

Os naiivos icn csics dons nuiio aiivados ÷
scn clcs nao ¡odcrian icr solrcvivido no
anlicnic sclvagcn da florcsia

Tclc¡aiia ÷ Faculdadc ondc o scnsiiivo
nanicn conunicaçao con ouira ¡cssoa à
disiancia. Podc ianlcn sc conunicar con
cs¡íriios, clcncniais ou "coisas". Na rcalidadc
cnicndc a linguagcn do ¡cnsancnio alIcio c
¡odc dialogar con cla.
Clariaudicncia ÷ c a ca¡iaçao Ii¡crfísica nos
ouvidos Iunanos, ¡odcndo scrcn ouvidos aic
sons dc ouiras gala×ias.
Clarividcncia ÷ O scnsiiivo conscguc vcr o
quc sc ¡assa cn ouiros ¡lanos, cono scrcs ou
"coisas" quc dclc sc a¡ro×inan no can¡o asiral.
Psiconciria ÷ Ca¡iaçao ¡clo ioquc das naos
cn qualqucr oljcio ou su¡crfícic.
Ins¡iraçao ÷ O scnsiiivo conscguc ca¡iar
idcias quc flucn ¡clo cs¡aço, dcniro dc una
vilraçao scnclIanic à sua.
Iniuiçao ÷ É a nanifcsiaçao vinda do Mcsirc
Inicrior.
Incor¡oraçao ÷ Manifcsia-sc ouiro scr
airavcs do novincnio do cor¡o, ¡odcndo Iavcr
63
ianlcn una nanifcsiaçao sinulianca dc
clariaudicncia c dc clarividcncia.
Dcsdolrancnio ÷ Saída do cor¡o físico.
Dilocaçao ÷ Dcsdolrancnio visívcl cn dois
lugarcs.
Ti¡iologia ÷ Conunicaçao con ouiros ¡lanos
airavcs dc laiidas c sons nao c×isicnics no local.
Lcviiaçao ÷ Lcvaniar-sc do cIao.
Trans¡oric ÷ Loconoçao dc coisas dc un
univcrso ¡ara ouiro, ou dc un lugar ¡ara ouiro.
Transfiguraçao ÷ Mudança dc as¡ccio físico
OFIENTAÇÃO c ADIVINHAÇÃO ÷ Aric
csscncialncnic arcaica dc diagnosiico gcral c
oricniaçao ou auio-oricniaçao, na qual consulia-
sc o oraculo ¡ara una infinidadc dc qucsiõcs;
dcsdc dccidir sc una nulIcr icn cIancc dc
cngravidar aic rcsoluçõcs dc gucrras ÷ c×isicn
nil nanciras dc sc conIcccr una ¡cssoa c a vida
quc cla icn, icvc c icra.
LEITUFA COFPOFAL ÷ Airavcs dc scus
iraços, gcsios, gosio no vcsiir c nodo dc falar.
FOLHAS ÷ Lciiura a ¡ariir do nodo cono sc
dis¡õcn as folIas ao scrcn jogadas.
O nais aniigo dclcs c a lciiura a ¡ariir das
vísccras dc aninais.

64


OS ELEMENTAIS

Sao forças da naiurcza, iodas clas, ianio
vcgciais cono nincrais c ianlcn scus
clcncnios. fogo, icrra, ar c agua, iodos icn
inicligcncia c olcdcccn a una ordcn cs¡ccífica.
Por csia razao conscgucn sc conunicar con a
ncnic Iunana quando csia sc cnconira
concciada a clcs cn un nívcl dc onda con¡aiívcl.
O conjunio dcsics ELEMENTOS con iodas as
suas inuncras fornas dc difcrcnciaçao cIana-sc
ELEMENTAIS.
AS PEDFAS ¡cricnccn ao ELEMENTO
TEFFA ÷ FESPONDEM TUDO O QUE LHES FOF
PEFCUNTADO.
PEDFA DE PODEF ÷ Pcdra lruia caída do
ccu. Sao ¡cdras quc irazcn una ou varias
ncnsagcns, ¡or isso sao cIanadas dc "falanics".
A ¡cdra cónica rc¡rcscnia o ¡odcr nasculino
÷ A ¡cdra culica rc¡rcscnia o ¡odcr fcninino.
Fazcr riio con una Pcdra dc Podcr c
conunicar-sc con a divindadc do lugar dc ondc
aqucla ¡cdra vcio, scndo cIanada dc Pcdra da
Tcrra Mac.
Muiios ¡ovos icn na sua Tradiçao a crcnça
dc quc sao dcsccndcnics da ¡cdra caída do ccu.
65
Ncsics casos, csia ¡cdra fica ¡laniada dclai×o do
Toicn.
As ¡cdras dc Quarizo sao insiruncnios dc
clarividcncia dos ×anas, iornando-sc oraculos.
Os ALIADOS dos rcinos da naiurcza c×iracn scu
¡odcr do SOL.
Cono qualqucr forna dc vida, as ¡cdras icn
son (linguagcn}. Aic ncsno as fornas do nundo
inorganico ÷ os crisiais ÷ ¡ossucn son, ¡ois
suas csiruiuras sao doninadas ¡or nuncros, quc
¡odcn fornar consonancias inaudívcis aos
ouvidos Iunanos, quc ainda nao dis¡õcn dc
iccnologia suficicnic ¡ara ouvi-los...
É cono no ¡assado falar-sc dc lacicrias,
quando ainda nao Iavian invcniado o
nicrosco¡io. O sin¡lcs aio dc lavar as naos
anics c dc¡ois dc una cirurgia lcvou icn¡o ¡ara
scr in¡laniado no ncio ncdico. O quc nao
in¡cdiu Paracclso (nascido cn 1493 na Suíça
con o nonc dc PIili¡¡us Tco¡Irasius dc
HoIcnIcin ÷ a¡csar dc scr nulIcr, cono ficou
con¡rovado no c×anc dc scu cadavcr ÷ ncdico,
¡rofcssor dc ncdicina, rcs¡onsavcl ¡or sc¡arar a
aric dc curar da su¡crsiiçao ¡o¡ular, norrcu cn
24 dc scicnlro dc 1541} dc criar o Mcriiolaic c o
iodo, o quc rcsuliou nuna grandc indusiria anics
dc 1500, quando o avanço iccnologico nodcrno
cra a dcscolcria da caravcla.
Cono un adolcsccnic conun iria falar dc
rcalidadcs cono os sulnarinos, ónilus cs¡aciais,
66
lonla aiónica, DNA, gcnona, irans¡lanics dc
orgaos cn Iunanos, clonagcn dc aninais,
con¡uiador c inicrnci, dirciios iguais dos
iralalIadorcs, das nulIcrcs, dos Ionossc×uais
÷ scn quc isso ¡arcccssc nagia ncgra ou
loucura ¡ara un salio curo¡cu cicniisia ou FEI
daqucla c¡oca?
Qucn iria ouvi-lo con aicnçao?
Provavclncnic o alquinisia, o nago, ou o ×ana; o
quc nc lcva a acrcdiiar quc a rcalidadc oljciiva,
vcrdadcira c logica c una qucsiao dc lugar c
icn¡o. Qualqucr avanço Iojc c olsolcio cn
c¡ocas vindouras, scn¡rc foi assin.

67


"ESPÍRITO"
ou
ENERGIA AUXILIAR

A PEDFA dc PODEF nais usada no
×ananisno c o crisial dc quarizo, considcrada
una ¡cdra viva, quc c usada nos rclogios c nas
navcs cs¡aciais quc nandanos ao cs¡aço. É
in¡orianic cnconirar a Pcdra dc PODEF ¡cssoal,
aqucla quc faz difcrcnça na vida. Esia ¡cdra
rc¡rcscniara o Es¡íriio Au×iliar, scn¡rc dis¡osio
a ajudar.
LIMPEZA
PAFA MANTEF a PEDFA conicnic, nolIa-sc
nas ircs aguas ÷ dos rios, dos narcs c da cIuva.
Podc-sc cnicrrar algunas ¡cdras, soncnic as
usando cn siiuaçao quc jusiifiquc o iralalIo dc
dcscnicrra-las. As lolas dc crisiais dcvcn ficar
longc do Sol c das ¡cssoas.
O crisial c un cnlriao; clc nascc da icrra, da
rocIa. Scgundo a nincralogia indiana clc sc
disiinguc do diananic ¡clo scu grau dc
naiuridadc cnlriologica. Fc¡rcscnia un ¡lano
inicrncdiario cnirc o visívcl c o invisívcl, sínlolo
dc adivinIaçao. Tanlcn cIanada ºPcdra dc
LUZ", ¡ois faciliia o iransc.
68
O crisial csia ¡rcscnic cn iodos os riios dc
origcn ×ananica.

69


Un dos 362 aliarcs dc riio dos naiivos quc circundan a Ca¡iial
INCA, cnconirado acidcnialncnic, ¡ois nao fazia ¡aric cn 1984 do
circuiio iurísiico.
A auiora ca¡iando a ncnoria da Pcdra do Valc da Lua, nos
arrcdorcs dc Cusco. Ao dciiar-nc na ¡cdra iivc un grandc ¡razcr
dc csiar ali; ianio, quc scnii quc ¡odcria norrcr fcliz naqucla
Iora. En volia dcsia ¡cdra c×isic un ¡cqucno anfiicairo cn
scnicírculo, c alguns luracos ao lado, scnclIanics a iunulos.
Esic lugar daia dc una culiura anicrior à conquisia dos Incas
ncsic icrriiorio, ondc cran fciios sacrifícios Iunanos no fin dc
cada ciclo Lunar (ncnsal} ÷ rcduzidos ¡clos Incas a una vcz ao
ano.

70


BUSCAR O ANIMAL DE PODER

Enicnda quc Aninal dc Podcr significa
cncrgia viial, força, saudc, dis¡osiçao, alcgria. A
¡crda dcsias qualidadcs lcvan o naiivo a
consuliar o scu ¡ajc ou ×ana, ¡ois clc cnicndc
quc a auscncia dcsias forças indica quc dcniro dc
¡ouco icn¡o ficara docnic c ¡odcra norrcr.
En gcral, dc¡ois dcsic cnconiro a saudc fica
forialccida. A forna dc agradar scu Aninal dc
Podcr c dançando ¡ara clc, usando naracas,
cIocalIos, c caniando a sua cançao dc Podcr.
A IMPOFTÃNCIA DO ANIMAL DE PODEF c
viial c a sua força c cnornc. Tanio quc ×ana
ncnIun FEVELA QUAL É O SEU ANIMAL DE
PODEF A NINCUÉM ÷ ncsno quc csic algucn
diga quc isio c lcsicira c quc nao icn
in¡oriancia, c aic ncsno rcvclc o scu ¡ro¡rio ÷
o ×ana NÃO DIZ, c sc for forçado a dizcr clc fala
qualqucr ouira coisa, nas nao rcvcla, ncsno
cnirc anigos dc confiança.
A iíiulo dc curiosidadc, nos cursos c
vivcncias quc sao ninisirados ¡clo nundo, os
¡rofcssorcs, ¡or ¡rccauçao, so ncncionan os
ANIMAIS DE PODEF dos quairo clcncnios,
consagrados nos quadros dcnonsiraiivos da
71
culiura CHINESA, ECÍPCIA c INDIANA, cono as
colras, aguias cic.
Poucos rcalncnic conscgucn icr dc faio scu
Aninal dc Podcr ao scu lado vcrdadcirancnic.
A RELAÇÃO COM O SEU ANIMAL DE PODER
Dançar ¡criodicancnic, iocar ianlor, andar
con clc ao lado, dar ¡cqucnas iarcfas c vcr cono
clc as cun¡rc, convcrsar c ouvir o quc clc diz;
¡cdir ¡ara clc dcscrcvcr o quc aconiccc cn
dcicrninado local. Lcnlrando quc o Aninal dc
Podcr ¡rccisa scr ircinado c acosiunado a vocc.
O Aninal dc Podcr Ialiia o nundo dos
cncaniados, nao c a alna dc un aninal dc
csiinaçao norio. Porianio csic aninal do nundo
do cncaniado vivc da cncrgia do Sol, cono os
Iunanos. Elc sc alincnia c vivc soncnic da
cncrgia dc csca¡c quc vocc doa ao dançar c sc
novincniar ¡ara clc. Elc ¡odc lIc cnsinar una
cançao quc o agradc c sc scniira fcliz sc vocc
caniar ¡ara clc quando dançar.
A LINGUAGEM DOS ANIMAIS
O ×ana conIccc a linguagcn "sccrcia" dos
aninais, o quc cquivalc, cn qualqucr ¡aric do
nundo, a conIcccr os scgrcdos da naiurcza,
iornando-sc ca¡az dc ¡rofciizar, sinaliza o scu
donínio solrc csia cncrgia.
A PEFDA DO ANIMAL DE PODEF cquivalc à
¡crda da cncrgia VITAL.
72
SINAL DE ALAFME c csiar. PEFDIDO,
VAZIO, PFECISANDO SE ACHAF, ou con "na
voniadc" dc vivcr. CUIDADO, ¡ois ¡odc ja csiar
¡crdcndo o scu Aninal dc Podcr. Olscrvc sc vocc
csia acordando no ncio da noiic con dc¡rcssao,
sc surgiu alguna alcrgia nova ou sc csia nuiio
dcsaninado, scn auio confiança, csquccido, ou
concçando a ncniir.
Fcs¡ondcu sin ÷ cniao vocc ja ¡crdcu o scu
Aninal dc Podcr. O quc fazcr? Dancc ¡ara scu
Aninal dc Podcr ÷ nao dcu ccrio ÷ va falar con
un ×ana cn caraicr dc urgcncia, ¡or favor.
OS MESTRES ESPIRITUAIS e os ANIMAIS
Naçõcs iniciras no nundo iodo adoraran
scus aninais dc PODEF, o Egiio clcvou ao nívcl
dc dcuscs o Jacarc c o Caio. Os iluninados foran
sinlolizados con os scus aninais. Esia crcnça
coniinuou cs¡alIando-sc dcvido à asirologia
cIincsa c à asirologia dc Zoroasiro. Crisio ÷ O
¡ci×c c o cordciro ÷ KrisIna ÷ A vaca

73


OS MONSTROS INTERIORES
e a
CRIAÇÃO

Os nonsiros inicriorcs quc ¡ovoan as
calcças dc iodos os scrcs Iunanos c os fazcn
scniir un aninal irracional icn sido oljcio dc
aicnçao dc nos iodos, dcsdc o ZEUS niiologico
aic o nago nodcrno, iodos icnian a ncsna coisa
÷ a¡risionar csics nonsiros.
Scn duvida alguna a cncrgia quc confcrc à
força da inaginaçao criar csias coisas c dar-lIcs
vida, c a gcradora dcsias fornas ¡cnsancnio.
Por quc a¡risionar os nonsiros, c nao naia-
los? Porquc csia cncrgia c inorial. Scgundo A
TFADIÇÃO a cncrgia do ¡cnsancnio Iunano
csia scn¡rc gcrando ¡cr¡ciuo CAOS. Qucn
quiscr scr Criaiivo incviiavclncnic ira sc
dcfroniar con os nonsiros inicriorcs gcrados no
CAOS dc scu SEF. A açao conscicnic dc nanda-
los dc volia à alguna rcgiao ondc o CAOS sc
novincnia, foi cIanada dc Conlaic Asiral.O
ariisia criador iransforna-sc cn caçador dc si, dc
scus ¡cnsancnios c dc iodas a suas vidas vividas
no ¡lancia Tcrra.
74
Os vclIos ×anas dc disianics aldcias
¡rcfcrcn fazcr scu local dc noradia lcn cncina
da conflucncia dc linIas icluricas, ou scja, nos
caninIos nagnciicos da Tcrra (rios
sulicrrancos}. Tais locais sao a rc¡rcscniaçao do
Ccniro do Mundo. Nos sulicrrancos cnconira-sc
invariavclncnic a cIanada "Fonic do Dragao",
sínlolo do nar ¡rincvo Ialiiado ¡cla níiica
scr¡cnic dcsdc o ¡rincí¡io das coisas. Porianio a
casa do ×ana ncsic local iorna-sc sagrada.

75


FIM DO SACRIFÍCIO DOS
ANIMAIS

Aic os nossos dias os aninais sao
sacrificados, ianio ¡ara o Ioncn cono ¡ara os
dcuscs concrcn. Esia scra una das grandcs
iransfornaçõcs da EFA dc AQUÁFIO. Iavcra o
uliino aninal sacrificado, cniao o dcus nao
acciiara nais csia ofcria dos Ioncns, scnclIanic
ao quc ocorrcu na cnirada da Era dc PEIXES.
Crisio ofcrcccu-sc cono o uliino sacrifício
Iunano acciio ¡or Dcus, ¡ondo fin ao Ialiio
nilcnar dc sacrificar ncninos c ncninas aos
dcuscs. Essc aio foi un narco da difcrcnça nos
Ialiios dc ioda a Iunanidadc, a¡csar dcsia
larlaric ainda c×isiir cn alguns ¡onios do
¡lancia.
O ncsno dar-sc-a con os aninais. No fuiuro
scra una larlaric sacrifica-los, c ianlcn conc-
los. É a cvoluçao naiural do ¡lancia, quc ¡assa a
¡rcscrvar a raça aninal, valorizando nais a vida!
A Iisioria do ×ananisno no Drasil c a
Iisioria dc scu ¡ovo, ou scja, dc ircs raças. a
vcrnclIa, a ncgra c a lranca, a irí¡licc força
culiural.
Anics dc CADFAL rcvclar ÷ ¡ariilIando con
o nundo civilizado ÷ o Drasil, a raça vcrnclIa
76
quc aqui Ialiiava ja iinIa aiingido o scu a¡ogcu
c cnconirava-sc cn franco dcclínio. Dos lados do
Occano Pacífico, PIZAFFO cnconirou una ouira
raça lranca (os INCAS} quc ja doninava os ¡ovos
vcrnclIos quc la noravan dc¡ois do Diluvio. Sua
cIcgada confundiu os naiivos, quc os julgaran
igualncnic "dcuscs".
Mas no lado do Occano Ailaniico iudo foi
difcrcnic, os naiivos Tu¡inanlas salian quc os
lrancos nao cran dcuscs, so nao salian quc
scrian os scus conquisiadorcs... c quc clcs irian
¡assar ¡or un NOVO DALANÇO...
ASSIM SENDO...
Tcvc un noncnio cn quc o ×ananisno no
Drasil ¡assou ¡or nudanças significaiivas, dcvido
à ¡rcssao da nova culiura, a da raça lranca, quc
cIcgava cn scu icrriiorio, olrigando a culiura ja
c×isicnic a sc ada¡iar ¡ara solrcvivcr. Os
naiivos, curiosos, conIcccran cniao o
caiolicisno.

77


O BALANÇO
vindo do
MAR

A¡os a cIcgada da landcira da Sania
Inquisiçao, a¡oiada ¡clo govcrno nonarquico
¡oriugucs, Iouvc a fragncniaçao do ¡cnsancnio
do ¡ro¡rio ¡oriugucs, sinuliancancnic ao da
raça vcrnclIa c icn¡os dc¡ois da raça ncgra. A
igrcja caiolica ronana afirnava quc os ncgros c
os vcrnclIos nao iinIan alna, quc cran cono
os aninais; c quc, ¡orianio, clcs csiavan fazcndo
un cnornc lcn cn crisiianiza-los, salvando suas
alnas ¡clo laiisno, clininando con isso os scus
noncs dc origcn, iirando assin suas idcniidadcs.
Esics Ioncns c nulIcrcs, quc ¡ara as suas
naçõcs csiavan icndo o casiigo ncrccido dc
vcncidos nas gucrras (una vcz quc a cscravidao
¡or gucrra cra Ialiio conun cnirc os naiivos,
quc vcndian os scus dcrroiados aos lrancos,
scndo ¡or duas vczcs IunilIados}; cran iraiados
cono aninais dos dois lados. A¡avorados,
agarraran-sc à sua fc, nuiios nal disscran-sc
¡cla na soric quc iivcran; csiavan cnircgucs ao
TEMPO, scn salcr quc cran scncnics dc una
nova culiura.
78
A¡csar da can¡anIa dc fragncniaçao
dcscncadcada solrc suas ncnics ¡clo flagclo da
ioriura da du¡la cscravidao (cvidcnciada ¡clas
visõcs fragncniadas cono un calcidosco¡io
visias ¡cla ¡cssoa quc ingcrc una Plania dc
Podcr}, cvidcncia-sc o faio dc icrcn a ¡siquc
foric; ncsno dc¡ois da noric dc scus saccrdoics
c ¡ajcs ¡risionciros (scndo quc alguns ¡ajcs
foran vcndcdorcs dc cscravos naiivos, c cran
nuiio icnidos c rcs¡ciiados, cono foi o caso dc
Carailclc no sul do ¡aís; a iraduçao dc scu nonc
significa O Sanio quc voa scndo quc iodos sc
dcslocavan ¡ara ondc qucr quc clc csiivcssc a
¡rocura dc cura ou dc lcnçao}. Os quc
solrcvivcran sc agarraran ao quc rcsiou c
¡crnancccran FIÉIS aos scus ¡rincí¡ios,
cnsinando oralncnic c sccrciancnic a ¡clo
ncnos una ¡cssoa a sua TFADIÇÃO anics dc
norrcr. Assin a ¡ro¡ria Iisioria do ¡ovo foi
¡rcscrvada airavcs dc scus canios na língua
naiiva c csia corrcnic nao sc ¡crdcu dc iodo.
Foi dc ial forna quc iudo sc dcu, quc
assinilanos cnquanio ¡ovo a ¡alavra SAUDADES
÷ saudadcs do quc nao foi visio, do quc nao
salcnos, c icnos irisicza so dc ¡cnsar.

79


ADENDO


Tanio os ncgros cono os naiivos nao
cnicndian quando cran cIanados dc "idolairas",
¡ois cn sua fc culiuavan a naiurcza, c nada
ncsic nundo ¡odcria fazcr con quc acrcdiiasscn
quc algun Dcus, ncsno o Dcus dos crisiaos,
¡udcssc casiiga-los iao durancnic ¡or isso,
considcrando quc nao fazian inagcns ou
dcscnIos dc suas divindadcs, o scu Dcus cra
rc¡rcscniado ¡or alguna arvorc ou arlusio c
¡clas nascaras, quc cran naiorcs ou ncnorcs
scgundo a inicligcncia ou os airiluios do Dcus
rc¡rcscniado.
O cs¡anio dos índios foi rcgisirado nos
¡cqucnos vcrsos do canio iu¡i-guarani.
ºDc quc ¡araíso Azul, foi quc vocc vcio?
Diga ¡ara nin, diga ¡ara nin!"
Mas ncn iodos sc cs¡aniaran, ianio quc
c×isiiu un ¡odcroso ¡ajc cIanado Maracanan
80
(scu nonc foi cicrnizado nun csiadio dc fuiclol
nais iardc} quc lancniavclncnic colalorou
aiivancnic con a vcnda dc cscravos, scus
ininigos irilais, ¡ara os colonizadorcs, da ncsna
forna quc ccrios cIcfcs ncgros na África (quc
foran lcn ¡agos ¡or isso}, o quc vcio a rcsuliar
cn a¡ro×inadancnic 300 anos dc violcnia
rc¡rcssao. Mas isio nao foi o suficicnic ¡ara quc o
conIccincnio dc anlos fossc csquccido ou
norrcssc na ncnoria dc scus dcsccndcnics. Os
cscravos iivcran jogo dc ciniura suficicnic ¡ara
concordar con os curo¡cus ÷ scn acciiar dc faio
o quc cra in¡osio ÷ narca da ¡crsonalidadc do
lrasilciro, ºdcsconfiado, qucrcndo salcr scn¡rc o
quc csia ¡or iras dc un faio, acrcdiiando scn
acrcdiiar nuiio".
O colonizador lranco nao ¡odia ncn dc longc
sus¡ciiar quc aquclas ¡cssoas sol sua iuicla
fosscn culias a ¡onio dc clalorar qualqucr
¡cnsancnio solrc o divino.
No ¡roccsso dc urlanizaçao do Drasil o
×ananisno rcs¡ondcu nuiio lcniancnic às
nudanças, quc nao foran ra¡idas ncn iao ¡ouco
¡rogranadas, aconicccran lcniancnic, novidas
a¡cnas ¡clas forças do asiral c ¡cla voniadc
Divina.
A iransfornaçao sc dcu con a lilcriaçao dos
cscravos ncgros no ano dc 1888, vindos dc varias
naçõcs da África, ¡orianio con difcrcnça dc
culiuras, no cnianio con a ncsna crcnça nos
81
Ori×as. Calc una ¡crgunia. Por quc nao
rcagiran?
Princiro, ¡orquc ianio os ncgros cono os
naiivos vcrnclIos, anics dc scrcn vcndidos cono
cscravos aos ¡oriugucscs, foran ¡risionciros dc
gucrra cnirc naçõcs rivais, c cono ial foran
ncgociados.
Scgundo, ¡orquc os naiivos vcrnclIos
consianicncnic vcndian scus ¡risionciros dc
gucrra ¡ara qucn os quiscssc con¡rar.
Posicriorncnic, quando viran o rcsuliado disso,
¡araran con csia ¡raiica, nas ja cra iardc, clcs
¡assaran a scr caçados na florcsia ¡clos
landciranics.
Dc¡ois quc a con¡ra dc cscravos foi
dininuindo, iornou-sc ¡raiica dos colonizadorcs
fazcr dos filIos dclcs un lon concrcio,
csiinulando o crcscincnio da ¡o¡ulaçao ncgra
cscrava. Foi a¡rovada cniao a Lci do Vcnirc Livrc,
no cnianio nacs c ¡ais coniinuavan cscravos,
cnquanio scus filIos cran jogados na rua ¡or
scus donos, ianio quc Don Pcdro II criou o
¡rinciro orfanaio do ¡aís cn funçao dcsic Iorror.
As crianças, scn ¡ai ncn nac c scn ncnIun
conIccincnio c ncn dirciio a clc, quando
conscguian cIcgar na idadc adulia, csiavan
a¡aiicas, nao iinIan ncn un c ncn ouiro dcus.
Foi ncsic insianic quc os guardiõcs das
TFADIÇÕES vicran ¡ara as cidadcs, ¡ara
lcnlra-los dc quc nao csiavan iao alandonados
82
assin. Nao acciiaran a cvangclizaçao caiolica
quc os laiizava con noncs curo¡cus, rcsisiindo
¡ara nao ¡crdcrcn sua origcn. Concçando o
fanoso jogo dc ciniura do lrasilciro, cn quc,
nuna unica fanília, Ia nisiura dc divcrsas
raças, surgindo un filIo lranco, ouiro ncgro c
ouiro nulaio, con iraços indígcnas.
Con a lilcrdadc conquisiada a duras ¡cnas,
o ×ananisno foi aos ¡oucos sc urlanizando, nos
anos scguinics da virada do scculo dc 1800 ¡ara
1900. Passado o DALANÇO...

83


O BALANÇO

Un ¡ouco dc rciros¡cciiva Iisiorica...
Tcn¡os dc¡ois do Crandc Diluvio ou do
¡rinciro Dalanço, quando os ¡ovos Tu¡is ja
Iavian sc dividido c ouiros ¡ovos surgiran
ncsias icrras, o scgundo "Crandc Dalanço" sc
dcu, a¡ro×inadancnic a ¡ariir do ano dc 1 500,
con as Crandcs navcgaçõcs ¡oriugucsas c
cs¡anIolas, quando a Iunanidadc dos ¡ovos
indígcnas nao cra rcconIccida (so o foi no ano dc
1537 ¡clo o Pa¡a Paulo II}, dcz anos dc¡ois quc o
calcndario Crcgoriano (criado ¡clo Pa¡a Crcgorio
XIII} foi csialclccido, soncnic cn 1582, ¡orianio
a coniagcn dc icn¡o cn rclaçao as daias
anicriorcs sofrcu significaiivas variaçõcs.
Os naiivos c ×anas nao olIan ¡ara csic
calcndario quando qucrcn salcr dc cvcnios
significaiivos, olIan ¡ara o ccu c consulian o
novincnio das csirclas, nao sc confundindo con
os nuncros c noncs das ¡alavras cscriias.
DOMINAÇÃO DOS NATIVOS
Na c¡oca cn quc os navcganics ¡oriugucscs
cIcgaran à cosia lrasilcira, cun¡riu-sc a
¡rofccia dos Pajcs solrc a cIcgada do Tcn¡o dc
nais un "CFANDE DALANÇO".
84
Con o Dalanço vcio o in¡rcvisívcl. a
fragncniaçao ncnial da raça, ou scja, a
dcsirilalizaçao dos dcsccndcnics dos iu¡is ÷ os
Tu¡i-guaranis ÷ quc foran nassacrados,
doninados c cscravizados. Con a iniroduçao dc
una nova língua nudou-sc o nodo dc ¡cnsar c o
con¡oriancnio dc nais dc 5 nilIõcs dc naiivos,
con¡oriando nais dc nil fanílias linguísiicas.
DOMINAÇÃO DOS AFRICANOS
Enirc 1530 c 1850 do ncsno nodo, o ¡ovo
da raça ncgra foi ianlcn cscravizado ou
"rcsgaiado", ao scrcn irazidos da cosia ¡ara
Ancrica, a¡ro×inadancnic 4 nilIõcs dclcs.
Esia fusao dc duas raças fragncniadas
ncnialncnic ÷ as raças VcrnclIa c a Ncgra ÷
foi a scncnic do clcncnio ¡rcdoninanic no
surgincnio dc un novo faio Iisiorico, A
CFIAÇÃO E O FOFTALECIMENTO DE UMA
NOVA FOFÇA.
A UNIÃO ESPIRITUAL DE DUAS RAÇAS + UMA
Tanio os Pajcs quanio os zcladorcs dc Ori×a
÷ quc iinIan o culio das folIas dc PODEF cn
conun ÷ salian quc quando un ¡ovo ¡crdc scu
runo, o nclIor quc sc ¡odc fazcr c voliar ¡ara o
início das coisas c concçar iudo dc novo. As duas
raças Iavian ¡crdido o runo dc suas vidas c a
lilcrdadc, nas nao a sua língua, ¡rcscrvada nos
85
canios da TFADIÇÃO oral c nas folIas das
arvorcs dc Podcr.
Fcsisiindo à lavagcn ccrclral da c¡oca,
vcrgaran c rccrgucran-sc cono folIas dc ca¡in
ao vcnio, soliando scncnics cnquanio o vcnio
so¡rava foric, gcrninando cn iodos os lugarcs.
VERMELHO e NEGRO e mestiços
Esia fusao ocorrcu dc¡ois do CFANDE
DALANÇO. Os saccrdoics dos Ori×as c dos
Naiivos uniran-sc ¡ara ¡rcscrvar a TFADIÇÃO
DO SADEF, conun a anlos ÷ Aunlandan ÷
quc coniou con a vinculaçao do Mcsirc Es¡iriiual
Sunc, o FlccIa Dourada, no ¡lano asiral, vindo a
sonar con os Ori×as.
Aunlandan foi un fcnóncno ii¡icancnic
lrasilciro, quc narcou a uniao dc duas culiuras,
a africana c a iu¡y-guarany, con iraços da
culiura do lranco, gcrando a UMDANDA cono
una nova rcligiao, Iojc cn dia cסandida ¡ara
nuiios ¡aíscs do nundo iodo.
OS NATIVOS QUE RECUARAM PARA A FLORESTA
Aquclcs quc nao foran cscravizados ou
norios fugiran ¡ara dcniro da florcsia, c ali
ficaran duranic nuiio icn¡o, ligados soncnic
¡cla força dc sua nissao c ¡clo scu
conIccincnio.
Os índios sc auio dcnoninan guardiõcs das
riquczas da Tcrra ÷ das arvorcs, rios, c aninais
86
÷ c dizcn quc. O DIA EM QUE NÃO HOUVEF
MAIS CUAFDIÕES, NÃO HAVEFÁ MAIS TEFFA.
Aic Iojc c×isicn no Drasil índios quc sc
¡rcscrvan, rcsisiindo ao coniaio con o lranco.
Elcs sao as ncnorias vivas da TEFFA c da
Iunanidadc. Mas con ccricza salcn o quc
aconiccc no nundo, conIcccn as csirclas c scu
novincnio, olscrvan as corcs c scu lrilIo, vccn
¡assar aviõcs c saicliics; iudo graças ao Ialiio dc
sc dciiar dc cosias no cIao à noiic c olIar o ccu,
scn ncnIun cs¡anio, sorrindo dianic das nossas
¡rcocu¡açõcs.
LINGUAGEM ¬ PENSAMENTO
Dcvido à fragncniaçao da linguagcn (quc
¡rovocou a dcscsiruiura do ¡cnsancnio naiivo}
na c¡oca da colonizaçao das Ancricas, os
¡cnsancnios c as cnoçõcs naiuralncnic sc
fragncniaran ianlcn, causando grandc dano
ncnial c cnocional a anlos os lados.
Princi¡alncnic aos quc foran colonizados c aos
scus dcsccndcnics, os "ncsiiços", quc ¡or sua vcz
nisiuraran-sc con ouiros ¡ovos vindos dc
ouiros lugarcs c sc viran nais divididos quc os
dcnais.
Scndo quc os varios SONS ou linguagcns
cniiidos no conjunio dc ¡alavras fornan,
cvocan c ¡rcscniifican dcicrninadas cncrgias
quc dclas fazcn ¡aric, o quc os lcvou a
¡acicnicncnic dcscolrir o significado dclas.
87
Quais os cfciios dcsia fragncniaçao c cono
agiran cn longo ¡razo? Parccc quc aiuan nas
Ioras ncnos ¡rcvisívcis, icn voniadc ¡ro¡ria
dcniro do EU. Pcnso scr o VEFDO cn csiado
caoiico ¡rocurando sc aconodar na nova ordcn
ncnial da nisiura das lciras, gcradas no
nccanisno auionaiico do ¡cnsancnio.
Vanos cniao ao incviiavcl. acciiar
doncsiicar, ou cסclir o novo SOM ÷ quc virou
forna ÷ dc dcniro dc nos, nuna nova nancira
dc falar c aconodar os icrnos dc iodas as
vcricnics, cnriqucccndo a língua ¡rcdoninanic
(ou a nais foric} con novas fornas c cnoçõcs,
quc dao as caracicrísiicas cs¡cciais dc
icn¡crancnio a un ¡ovo.
÷ Qucn salc lidar con isso?
Hojc ainda nos ¡crgunianos, afinal iraian-sc
dc fornas da EMOÇÃO quc nao sao do
PENSAMENTO, nas, dcs¡rcndidas c airaídas
¡cla EMOÇÃO, ganIan vida ¡cla ¡alavra. Parccc
nao scr ¡ossívcl idcniifica-las, ¡ois sc alojan na
csiruiura da ¡crsonalidadc ÷ do ¡cnsancnio ÷
do cu ÷ do cgo ÷ c sc confundcn con o scr
Iunano quc cniiiu o SOM c as airaiu, gcrando
nuiias ouiras novas ¡alavras quc ainda csiao ¡or
vir.
Mas os MONSTFOS sao o quc figuradancnic
¡odcnos cIanar dc li×o das ¡alavras, quc
solraran no ¡lano ncnial colciivo dc¡ois da
nisiura. Acrcdiio quc o ncsno dcva aconicccr
88
con iodos os ¡ovos cn quc a culiura icnIa
¡assado ¡or influcncia csirangcira ÷ cIcganos
ao "olvio", quc soa cono o "ovo dc Colonlo".
Esias "coisas" nao falan. gruncn, gcncn
coisas inariiculadas, aiuan na vida das ¡cssoas.
Nao icn voniadc ¡ro¡ria, nas qucrcn vivcr, sao
fornas liniiadas dc una ¡ariícula
¡odcrosancnic inicligcnic quc faz ¡aric dc nos c
novc iais scniincnios. Tcnos quc convivcr con
isso, ¡ois scn¡rc foi assin, lasia olIar a Iisioria
dos ¡ovos.
A PRIMEIRA RELIGIÃO TEM COMO GUIA ESPIRITUAL O
ANCESTRAL DA RAÇA VERMELHA ¬ TUPÃ
Con forics caracicrísiicas do Xananisno
Classico, a UMDANDA vcio da ¡alavra
"Aunlandan", quc qucr dizcr Tradiçao dc Salcr
÷ surgiu cn 1889 scndo oficializada cn 1903,
iralalIando csscncialncnic con o iransc
cs¡onianco, un ano dc¡ois da lilcriaçao dos
cscravos no Drasil. Esia nova rcligiao scgurou a
¡siquc do ¡ovo, quc Iojc rcssurgc inicgrado na
Culiura Drasilcira, conIccida nos ¡rinordios
cono DAFATZIL, quc significa Tcrra das Esirclas
DAFA ÷ Tcrra ÷ TZIL ÷ Luz, cn linguagcn
NIccngaiu ou Língua Doa, TUPÃ ÷ Tu qucr dizcr
adniraçao, PÃ c una ¡crgunia, quc icn o
significado. O quc c isso? Mas ianlcn qucr dizcr
aquclc quc govcrna o nundo.
89
Corrcnics cs¡iriiuais da raça VcrnclIa. O
PAI VELHO c a MÃE VELHA ÷ cIanados ¡cla
¡o¡ulaçao nao iniciada dc ºncgros vclIos". Os
CADOCLOS ¯ndasI; sao os naiivos da raça, ou
scja os ÍNDIOS c as CUFUMINS, cnfin, os scrcs
quc csiao no nundo do ENCANTADO, scndo
conIccidos cono a ºLinIa dc Caloclo".
Corrcnics cs¡iriiuais da raça ncgra. ÷
Ori×ala ÷ Ogun ÷ O×ossi ÷ Xangó ÷ Yorina ÷
Yori ÷ Ycnanja.
O fcnóncno do surgincnio da Unlanda
rcgisira o fanoso jogo dc ciniura lrasilciro, ¡ois,
¡ara nao scrcn ¡crscguidos c dizinados, os
ncgros c os índios, cviiando nais iorncnia,
criaran o sincrciisno con os Sanios da Igrcja
Caiolica, fazcndo as fcsias no ncsno dia dos
Sanios.
Uniran ¡osicriorncnic na Unlanda as
corrcnics cs¡iriiuais das raças DFANCA ÷
NECFA ÷ VEFMELHA c AMAFELA, quc foran,
cn riino acclcrado, dcsfragncniando as
ncnialidadcs divididas ¡clo Iorror da gucrra dc
donínio racial.
A uniao das culiuras Dranca, VcrnclIa c
Ncgra, icn rcflciido a culiura do Drasil c das
Ancricas, cono guardia das Doas Palavras, ondc
sc cania cn guarani, nagó c ¡oriugucs.

Linguagcn da AUM-DAN-DAN
90
A noninaçao ¡rcscrvada na linguagcn
rcligiosa ¡crniic ¡csquisarnos as suas origcns,
Na Unlanda vanos cnconirar icrnos cn
QuícIua (língua dos Incas}, Yorula c
AlanIccnga, ou scja, Tu¡y-nanla arcaico.
A ¡alavra rcfcrcnic à divindadc su¡rcna nas
difcrcnics culiuras raciais, rccclcu noncs
difcrcnics, scndo DEUS na raça lranca ÷ TUPAN
na raça vcrnclIa c ZAMDY na raça ncgra ÷
iodos os ircs usados igualncnic na Unlanda.
Quando adolcsccnic frcqucniava o Tcrrciro
do Pai Ulirajara. Volici naqucla casa nuiias
vczcs ao longo dc ninIa vida, aic quando cla
fccIou dcvido a ¡assagcn dcsic nundo do
scnIor Francisco, o dirigcnic. Foi la quc vi ¡cla
¡rincira vcz o sincrciisno rcligioso ÷ ianio sc
rczava o Pai Nosso, cono sc caniava os ¡onios
africanos c ¡onios dc cIanada dos índios, cono
ianlcn dava-sc ¡asscs cs¡íriias. MinIa avo dizia
quc isso c coisa dc lrasilciro. Hojc cnicndo quc
nosso ¡ovo niscigcnou nao so as raças, nas o
CONHECIMENTO cs¡iriiual.
ConIcci ouiros Tcrrciros cono os dc
Candonllc, con suas folIas sagradas; fui às
ncsas lrancas cs¡íriias, c cn iodos os lugarcs
¡udc noiar o cvidcnic a¡oio aos quc sofrcn c
scnicn-sc dcsan¡arados ¡cla soric. MinIas
rcs¡ciiosas saudaçõcs a OXALÁ ÷ scnIor do
Plancia Tcrra ÷ c TUDACUAÇUS ÷ ScnIorcs do
Drasil.
91
A SEGUNDA RELIGIÃO BRASILEIRA
O Drasil acalara dc lilcriar os cscravos
ncgros cn 1888, ncsia coniurlada c¡oca da
Iisioria, cnirc o fin do rcginc nonarquisia c a
Proclanaçao da Fc¡ullica cn 1889. O csiado do
Acrc foi inicgrado ao Drasil cn 1903. No início
dividido cn quairo ¡arics. Alio Acrc, Alio Purus,
Alio Jua c Alio Turauaca, unificado cn 1907 a
75°Ocsic dc CrccnwicI, fuso dc ncnos dc 5
Ioras CM. Na ncsna c¡oca cn quc o Ccncral
Fondon csicndc naquclc icrriiorio linIas
iclcgraficas, c c consiruída a csirada dc fcrro
Madcira Manorc dc 366ln, nao scn nuiio
dcrranancnio dc sanguc, con dis¡uias arnadas
dc ¡aric à ¡aric, ligando os icrriiorios dc
Fondónia, Acrc c Dolívia. A csirada Iavia acalado
dc scr consiruída, c ¡ara iralalIar ncla vicran
nuiios ncgros dc 1n90cn à 2n dc aliura.
Un dcsics ncgros, ncio dc cscravos, con (20}
vinic anos dc idadc, cIcgou do MaranIao ¡ara
iralalIar nos scringais do Pcru c na fcrrovia,
vindo a conIcccr una lclida cIanada
AyaIuasla.
Dcz anos dc¡ois, quando coniava con (30}
irinia anos, inicia o quc scria no fuiuro o Culio
do Sanio Dainc, ligando dcfiniiivancnic a raça
ncgra à vcrnclIa c à lranca, ¡cla culiura da
PLANTA DE PODEF, quc os cnsinou a caniar,
dançar c falar corrciancnic, a icr scgurança
¡cssoal clcvando sua auio-csiina dc forna
92
¡acífica, ins¡irada ¡cla cniidadc cs¡iriiual
dcnoninada dc ºClara" c do Inca Huaslar. Essa
culiura vai sc solidificar cn 1931, quando Mcsirc
Irincu Scrra sc iorna ¡ocia, rccclcndo scus
Hinarios c acciiando nos TFADALHOS cs¡iriiuais
a ¡rcscnça fcninina, o quc foi inovador ¡ara scu
icn¡o.
Nasccu assin a scgunda rcligiao lrasilcira dc
raiz ×ananica, no Dairro dc Vila Ivoncic, vindo
icn¡os dc¡ois a sc iransfcrir ¡ara o lairro do
Alio Sanio no Esiado do Acrc, na cidadc dc Fio
Dranco, sua ca¡iial. Ccrou a ¡ariir disso ouiras
ranificaçõcs, nas scn¡rc con o uso das ncsnas
Planias dc Podcr.

93


EM TEMPO

Mcsirc Irincu, ao concciar scu Mcsirc
Es¡iriiual c dclc rccclcr insiruçõcs ¡ara fazcr da
AyaIuasla un novo uso, uniu o CaninIo
Profundo (iclurico} ao CaninIo Cosnico dc
Iniciaçao, icndo o ncriio dc INOVAF, fazcndo a
¡rincira ¡onic dc ¡assagcn ¡ara o Xananisno
Urlano dc Planias dc Podcr. Dcu o nonc dc
SANTO DAIME, culio quc cnicndcnos scr ¡ara
fins dc rccsiruiuraçao ncnial c cs¡iriiual dc un
¡ovo. Cono a Unlanda, quc csia icndo nuiios
adc¡ios cn ouiros ¡ovos, quc luscan igualncnic
nclIor sc csiruiurar ¡ara una nova ordcn quc
sc a¡ro×ina ra¡idancnic no nundo da alia
iccnologia.
Hojc as duas rcligiõcs csiao cs¡alIadas ¡clo
Drasil iniciro, ¡cla Ancrica Laiina c ¡clo nundo,
¡ois nao Ia lugar ondc as ¡cssoas nao csicjan
sofrcndo algun ii¡o dc dcscsiruiuraçao, acrcdiio
quc dcvido a ianias docnças c¡idcnicas, às
gucrras dc arnas c concrciais, lcvando à
iransfornaçõcs sociais violcnias, vindas
dccorrcnics dc nudanças filosoficas c ¡olíiicas
anicriorcs.
A NATUFEZA c a naior forna dc cסrcssao
dc DEUS c c ncla quc a Iunanidadc vai luscar
94
SALVAÇÃO, ncla cnconiranos a naicria-¡rina
¡ara su¡crar iodos os nalcs, cla c o nodclo, a
nairiz nac, ¡orianio csia FAÍZ nao ¡odc scr
c×iir¡ada, dcvc scr ¡rcscrvada.
Florcsias iniciras sc acalan con o FOCO.
Scra quc vanos vivcr ¡ara cun¡rir a ¡rofccia
DÍDLICA dc un novo A¡ocali¡sc ¡or causa disso,
ou ºalgucn" vai criar una NAVE con o nonc dc
Arca dc Noc ¡ara salvar os ºaninais" da c×iinçao?
Mcsno a aniiga Arca soncnic lcvou algunas
cs¡ccics, dci×ando os ºagiganiados ou grandcs"
¡crcccrcn ¡ara scn¡rc.
Vivcnos noncnios níiicos in¡orianics, scn
os quais ncnIuna naçao sc iorna foric. Sc Ia
¡odcr no ccu Ia ¡odcr na TEFFA, c crcio quc un
¡ovo soncnic c foric quando o PODEF Divino
iorna-sc conscicnic na nísiica do dia-a-dia dc
scus Ialiianics.
Ouvi falar a ¡rincira vcz cn Planias dc Podcr
nun icrrciro dc candonllc, na ninIa casa o
assunio cra ialu. Noici quc nao cra soncnic la,
nas cn iodos os lugarcs ondc ia. Aic quc, nos
anos 80, no Pcru, conIcci a AyaIuasla. Dc¡ois,
cono icra¡cuia acu¡uniurisia conIcci naiivos
×anas dc varias irilos do Drasil c dc fora dclc.
Acalci cnirando cn coniaio con a UDV c o Sanio
Dainc. Acrcdiio nuiio na in¡oriancia dcsias
duas corrcnics rcligiosas gcnuinancnic
lrasilciras, quc csiao ins¡irando nusicos, ¡ocias
c arquiicios a fazcrcn olras criaiivas c originais.
95
QUAL É A DIFERENÇA NO SISTEMA URBANO DO
XAMANISMO?
Dc¡ois dc analisar o ×ananisno dcsias duas
corrcnics quc rcsuliaran nas rcligiõcs lrasilciras,
c incviiavcl ¡cnsar quc sc o ×ananisno c iao
lon, ¡or quc nao ¡roduziu una cidadc, a roda, a
cscriia no ¡a¡cl, ou ouiras invcnçõcs? ÷
Olscrvanos quc a nudança ¡ara o sisicna
urlano sc dcu nun noncnio cn quc o govcrno
do Drasil csiava ¡assando ¡or nuiias alicraçõcs
¡olíiicas, ¡ois saía do sisicna dc Fcinado ¡ara a
Fc¡ullica, o quc favorcccu novas culiuras no
¡aís. Esias duas rcligiõcs quc nascian nuiio
ajudaran no dcscnvolvincnio dos lugarcs cn quc
sc insialaran, con fornaçao dc cidadcs, con
iralalIos sociais c culiurais.
Noianos quc o naiivo icn soncnic
con¡ronisso con o scu aio criaiivo no can¡o
cs¡iriiual, ianio quc Orlando Vilas Doas,
conIccido scrianisia, dcclarou quc o naiivo vivc
no nundo cs¡iriiual,cnquanio quc soncnic csias
rcalidadcs sao rcalidadcs ¡al¡avcis dc faio.
O ×ananisno urlano irou×c algo novo. o
Con¡ronisso con o nundo da naicria, icniando
iransfcrir o conIccincnio do nundo asiral ¡ara
lcncficiar o nundo naicrial, divcrsificando o quc
foi fragncniado.
Foi o COMPFOMISSO auio assunido dc una
idcia quc fcz a difcrcnça, os fundadorcs das duas
rcligiõcs iivcran o con¡ronisso cs¡iriiual c
96
social dc fundir culiuras, ¡rcscrvando a quc
csiava cn ¡crigo dc c×iinçao, dando nodcrnidadc
às ¡cssoas ¡ara irazc-las aic os nossos dias,
nclIorando o csqucna ncnial das ¡cssoas quc
os ccrcavan, usando un criicrio sin¡lcs ÷ sc foi
lon ¡ara nin, dcvc scr ianlcn ¡ara os dcnais.
Hojc os novos ×anas scnicn quc ja c Iora dc
assunir novos con¡ronissos, rcvcr concciios, c
a¡rcndcr a usar una nova linguagcn ¡ara coniar
vclIas Iisiorias. O ×ana salc nais coisas Iojc
quc onicn, ja dcsnisiificou crcnças aniigas,
a¡csar dc salcr quc cn ouira c¡oca clas foran
ncccssarias, ¡ois csia cra a unica nancira dc
dizcr coisas con¡licadas solrc as auio
¡rogranaçõcs ncniais. Salc ianlcn quc
DESTINO cIana-sc DNA, cono salc solrc a
ca¡acidadc inicligcnic das cclulas.
Hojc o ×ana aicndc a una cIanada
iclcfónica ¡clo cclular cncaniado con a nova
invcnçao, icn con¡uiador, cnira na inicrnci,
iona aviao c da ¡alcsiras ¡clo nundo iodo, nao
cnconira dificuldadcs cn acIar un cdiior ¡ara
scus livros, os cdiiando aic viriualncnic, c c lido
¡or iodo nundo.
Quanio às Planias dc Podcr, csiou
convcncida dc quc iodos os ×anas c ¡ajcs as
uiilizan aic Iojc, con c×ccçao daquclcs quc nao
sao ×anas dc faio, nas usan iccnicas do
×ananisno ncscladas con o cs¡iriiisno.

97


CONCLUSÃO

A idcia dcsic ¡cqucno livro c discuiir as
origcns ×ananicas das duas rcligiõcs lrasilciras,
quc nos scus dcsdolrancnios vcn rccclcndo
inuncras influcncias; c dcnonsirar a
ncccssidadc culiural da c¡oca cn quc surgiran,
assin cono a in¡oriancia dc un ¡ovo quc
cnicndo fazcr ¡aric da gcncsc do lrasilciro.
Visando coniriluir con o conIccincnio solrc
as origcns do ¡cnsancnio nísiico lrasilciro,
¡csquisci na inicrnci ¡ara icr os dados dc daias
solrc o ¡rinciro ccniro dc Unlanda rcgisirado
no Drasil no siic Oficial da UMDANDA c o ncsno
solrc o Dainc dc Mcsirc Irincu no siic do
CEFLUFIS.
Quanio aos dados solrc ×ananisno naiivo,
foran colIidos cn convcrsas infornais dc
anizadc quc fui fazcndo ao longo da vida, cono
ficou dcnonsirado.
Solrc as origcns do ¡cnsancnio do
×ananisno classico, colIi dados no Livro do Dr.
Lauro dos Sanios Lina ÷ ºFlccIa Dourada, o
gucrrciro do Arco-Íris", da cdiiora Nova Trilo
Culiural.

98


BREVE HISTÓRICO DE ANA
VITÓRIA


Pcricnço à 4° gcraçao dc csiudiosos do
cs¡iriiualisno, cono dizia ninIa anada c
saudosa avo naicrna Mirciia Laccrda, os dons
¡ara-nornais csiao na nossa gcnciica c o gosio
¡clo csiudo dc ¡csquisa a¡rcndi na convivcncia
diaria con cla, quc nc alfalciizou aos cinco anos
dc idadc, quando iodas as crianças concçavan a
lcr aos scic anos. Ela oricniou as ninIas
¡rinciras c scgundas lciiuras. Dc¡ois ºassalici" a
lillioicca dc ninIa nac PIiloncna (assin con
PH, cono gosia dc lcnlrar}, quc os naniinIa
irancados, ¡ois salcndo do ncu gosio ¡or livros
acIava quc cu iinIa ¡ouca idadc ¡ara os dcvorar,
no cnianio dci×ava à visia as falulas dc Eso¡o c
as niiologias grcgas, quc rclcio aic Iojc. Mcu ¡ai,
no cnianio, lia c rclia ¡ara nin os livros dc
iniciaçao csoicrica c dc alquinia, concniando
99
longancnic a cada ¡aragrafo. Airas da ¡oria
assisiia às scçõcs cs¡íriias dc ninIa iia Dcni,
irna nais nova dc ninIa avo.
Crcsci nun univcrso dc ¡cssoas scn¡rc cn
qucsiionancnio filosoficos, quc colocavan à
¡rova iudo quc rccclian do nundo asiral. Conia-
sc quc ncu lisavó Eloi Laccrda ¡cdia o cndcrcço
dos cs¡íriios rcccn cncarnados, quc sc
conunicavan cn suas scçõcs cs¡íriias, c dc¡ois
ia confcrir a vcracidadc dos faios. Do lado
¡aicrno os Vicira Moniciro cran crisiaos
caiolicos, dc¡ois dcsiludiran-sc con o Dis¡o dc
Sao Carlos ¡clos idos dc 1945, ficando alcn das
alcgrcs foguciras das fcsias juninas o nonc dos
a¡osiolos dado ¡ara os scus filIos. Mcu ¡ai
cIanava-sc Pcdro c dcscnvolvcu o gosio ¡clo
csoicrisno dcvido a un ¡rcscnic dc una ¡cssoa
quc dcu a clc una lola dc crisial ¡uríssino c un
livro da Cruz dc Caravaca, cono dcnonsiraçao dc
graiidao ¡or un favor rccclido, quc nc foi
ofcriado ¡ouco anics dc sua ¡assagcn dcsic
nundo.
Princira filIa dc ncus ¡ais, nasci cn
2/2/45. Dcvido à viioria dos aliados na gucrra
rcccli o nonc dc VITÓFIA, na cidadc dc Sao
Carlos. Aos 5 anos ncus ¡ais sc sc¡araran c con
ninIa a fanília (nac c dois irnaos} vicnos ¡ara
Sao Paulo ondc ¡crnancci, csiudci ¡iano, fiz os
csiudos ¡rinarios c sccundarios no lairro da
PcnIa.
100
Aos 16 anos FUI iralalIar no jornal da PcnIa
ondc iinIa una coluna ¡ara jovcns, ninIa nac
casou-sc novancnic c ganIci nais un irnao,
ncu ¡ai ianlcn casou. Pariici¡ci dos
novincnios dos jovcns daqucla c¡oca, frcqucnici
¡asscaias, ouvi Elvis c Villa Lolos no Tcairo
Munici¡al dc Sao Paulo c una vcz ¡or ano dc
fcrias íanos ao Fio dc Janciro.
FUI ¡ara a Fadio Marconi, casci con o
radialisia c jornalisia Cil Concs, indo norar no
Jardin da Saudc. Tivcnos ircs filIos; csiudci
asirologia, ¡iniura c ia¡cçaria cs¡anIola duranic
14 anos, dc¡ois nos sc¡aranos. Esiudci cniao
acu¡uniura, sIiaisu, doin c ¡ara¡sicologia,
alrindo a Clínica Viialisia Paracclso cono
icra¡cuia acu¡uniurisia.
Fcconccci a cscrcvcr cdiiando jornais
alicrnaiivos, ¡ariici¡ci dc novincnios dc
Ecologia, dc ¡rcscrvaçao aninal c vcgcial, dci
¡alcsiras ¡or iodo o Drasil.
Tornci a nc rclacionar anorosancnic,
cnconirci Marcos, un quironancisia inigualavcl
quc dc¡ois dc dois anos, sc naiou ¡or salcr scr
¡oriador dc una docnça incuravcl.
FccIci o consuliorio dc¡ois dc 12 anos c FUI
cn lusca dc rcalizar ncu sonIo.
Scr ESCFITOFA.
Mudci dc casa, nudci dc vida, nudci dc
calcndario ÷ o Maia. Fornci un gru¡o dc
101
csiudos ×ananicos soncnic con ariisias.
Con¡us ¡ocsias c nusicas.
Mas o ¡rinogcniio CuilIcrnc Cil Concs,
dc¡ois dc ¡crdcr sua filIa ¡or incon¡cicncia
ncdica na Iora do nascincnio, algun icn¡o
dc¡ois, vcio a falcccr ¡rcnaiurancnic dc Ic¡aiiic
C, dc¡ois dc anos dc luia conira csic grandc nal
quc o aiorncniou nos uliinos anos dc vida.
Danicl cnirou ¡ara a faculdadc dc dirciio c sc
casou , dcu-nc ircs ncias sc iornou ¡asior da
Igrcja Fcnasccr.
Vilna sc fornou advogada, alriu cscriiorio c
casou c vcio norar conigo.
Enirci ¡ara o nundo VIFTUAL, crici un saiic
c ¡assci a rcs¡ondcr inconiavcis c-nails ¡or dia
÷ dcscolri un novo nundo dc nuiias janclas.
Enlalada ¡or in¡ulsos inicriorcs iivc a
loucura dc nao dcsisiir aic quc ncu sonIo
virassc rcalidadc! Escrcvi ¡ara TEATFO as ¡cças
÷ O DISCO SOLAF ÷ CHICO MENDES c o
ENCANTADO ÷ DFASIL OUTFOS 500 ÷ A
VIZINHA dc NOÉ ÷ E ouiros ic×ios incdiios ÷
MÃE da MINHA MÃE ÷ PFATOS LIMPOS ÷
FOCO ETEFNO ÷ CASACO DE ANTÍLOPE ÷ o
nonologo FENIX.
MinIa Iisioria c as Iisiorias quc cscrcvo
ainda nao acalaran, ¡ois a vida quc vivo
coniinua no nundo naicrial, no nundo icairal c
no nundo viriual, a¡csar dos quc anci icrcn sc
iransfcrido ¡ara o no nundo cs¡iriiual.
102
Fcionci algunas aiividadcs, cono a
asirologia, a ¡iniura c a ia¡cçaria cono forna dc
lazcr. E cscrcvo, cscrcvo c cscrcvo... ¡cnso cn
foiografar Sao Paulo, o quc c un vclIo ¡lano
ncu, nosirar a cidadc a scus Ialiianics airavcs
dc ncus olIos.
FUI

103


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