Federação Espírita Brasileira

Estudo Sistematizado da

Doutrina Espírita

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Estudo Sistematizado da

Doutrina Espírita
Programa Fundamental
Tomo I

Federação Espírita Brasileira

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Apresentação

A Campanha do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita ESDE foi lançada, em Brasília-DF, na reunião anual do Conselho Federativo Nacional de novembro de 1983, em atendimento às expectativas do Movimento Espírita. Esta Campanha, efetivada na forma de seis apostilas de estudo, representativas de níveis graduais e seqüenciais de aprendizado doutrinário, utilizou a técnica do trabalho em grupo como diretriz pedagógica. A sistematização do estudo espírita buscou, por outro lado, apoio nas seguintes orientações de Allan Kardec: “um curso regular de Espiritismo seria professado com o fim de desenvolver os princípios da ciência e difundir o gosto pelos estudos sérios [...]”. (*) Ao avaliar os resultados positivos apresentados pelo Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, ao longo dos anos, sobretudo em relação ao trabalho de unificação do Movimento Espírita e à união dos espíritas, percebemos que a aquisição do conhecimento doutrinário deve seguir o método indicado pelo próprio Codificador, conforme expressam estas suas palavras: “Acrescentemos que o estudo de uma doutrina, qual a Doutrina Espírita, que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova quão grande, só pode ser feito com utilidade por homens sérios, perseverantes, livres de prevenções e animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado. Não sabemos como dar esses qualificativos aos que julgam a priori, levianamente, sem tudo ter visto; que não imprimem a seus estudos a continuidade, a regularidade e o recolhimento indispensáveis. [...] O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá.

(*) Obras Póstumas: Projeto 1868.

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[...] Quem deseje tornar-se versado numa ciência tem que a estudar metodicamente, começando pelo princípio e acompanhando o encadeamento e o desenvolvimento das idéias. (**)” Mantendo-se fiel no propósito de difundir o Espiritismo em todos os seus aspectos, com base nas obras da Codificação de Allan Kardec e no Evangelho de Jesus Cristo, a Federação Espírita Brasileira disponibiliza ao Movimento Espírita novo programa do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita. Trata-se de um programa mais compacto, adequado às exigências da vida atual, cujos assuntos, distribuídos objetivamente em dois níveis de aprendizado – Programa Fundamental e Programa Complementar –, contém 27 módulos de estudo. Em face do exposto, contamos com uma boa receptividade dos interessados por este tipo de trabalho.

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(**) O Livro dos Espíritos: Introdução, item 8.

A formatação pedagógica-doutrinária utiliza. b) um formulário de sugestões didáticas que indica como aplicar e avaliar o assunto de forma dinâmica e diversificada. também com nove módulos de estudo. o sistema de módulos para agrupar assuntos semelhantes. A duração mínima prevista para a execução do Curso é de dois anos letivos. os objetivos específicos e o conteúdo básico.Explicações Necessárias O novo curso do Estudo Sistematizado da Doutrina EspíritaESDE oferece uma visão panorâmica e doutrinária do Espiritismo. regular e contínua. O objetivo fundamental deste Curso. assim especificado: Programa Fundamental – subdividido em dois tomos. fundamentada na ordem dos assuntos existentes em O Livro dos Espíritos. tendo como base as obras codificadas por Allan Kardec e o Evangelho de Jesus. Programa Complementar – constituído de um único tomo. ser desenvolvido numa reunião semanal de 1 hora e 30 minutos. Cada roteiro de estudo deve. em ambos os programas. norteador do assunto a ser desenvolvido em cada reunião. conforme os esclarecimentos prestados na apresentação. é propiciar condições para estudar o Espiritismo de forma séria. os quais são desenvolvidos em unidades básicas denominadas roteiros de estudo. como do anterior. em princípio. existentes em número variável segundo a com- 7 . onde estão definidos o número e o nome do módulo. c) formulários de subsídios. cada um contendo nove módulos de estudo. Todos os roteiros contêm: a) uma página de rosto. O seu conteúdo doutrinário está distribuído em dois programas.

8 . evitando a monotonia e o cansaço. glossários ou notas de rodapé. redigidos em linguagem didática de acordo com os objetivos específicos e o conteúdo básico do roteiro. d) formulário de referências bibliográficas. o trabalho em grupo. Sugere-se que as reuniões semanais enfoquem. bem como recomendações de atividades extraclasse. na medida do possível.plexidade do assunto. Alguns roteiros contam também com anexos.

................. 42 Rot.... 102 Rot... 168 Rot.................................... 3 – Tríplice aspecto da Doutrina Espírita .................................... 2 – Origem e natureza do Espírito ....................... 12 Rot........... 3 – Metodologia e critérios utilizados na Codificação Espírita ............... 36 Módulo II – A Codificação Espírita .................................. 67 Rot................................. 162 Rot.................................... 1 – Influência dos Espíritos em nossos pensamentos e atos............ 29 Rot..... 4 – A providência divina ...................................................... 154 Módulo V – Comunicabilidade dos Espíritos ...................................... 130 Rot............................ e nos acontecimentos da vida ......... 2 – Espiritismo ou Doutrina Espírita: conceito e objeto .... 4 – Pontos principais da Doutrina Espírita ................................ 161 Rot................................. 145 Rot........................ 24 Rot................................................ 11 Rot.................................... 124 Rot....Sumário Módulo I – Introdução ao Estudo do Espiritismo ............... 2 – Mediunidade e médium .. 3 – Provas da existência e da sobrevivência do Espírito ..................... 2 – Allan Kardec: o professor e o codificador .............. 4 – Progressão dos Espíritos ..... 95 Rot......... 41 Rot.............. 50 Rot.................................. 1 – Existência de Deus ... 3 – Atributos da divindade ..... 123 Rot.............................. 96 Rot...................................................... 1 – Fenômenos mediúnicos que antecederam a Codificação: Hydesville e mesas girantes ......... 1 – O contexto histórico do século XIX na Europa ..................... 79 Módulo III – Deus ................... 116 Módulo IV – Existência e Sobrevivência do Espírito ...... 173 9 ..... 3 – Mediunidade com Jesus ................................ 4 – Obras básicas ............ 2 – Provas da existência de Deus ................ 1 – Perispírito: conceito .................................................................... 108 Rot..................

.. 305 Módulo IX – Lei de Adoração ......................... 287 Módulo VIII – Lei Divina ou Natural .............. 245 Rot....... vegetal...... 313 Rot................ 256 Rot....... 5 – Retorno à vida corporal: a infância ......... eficácia e ação .... 274 Rot........................................................ 294 Rot.. 1 – Fundamentos e finalidades da reencarnação ........................... 281 Rot...................... 5 – Diferentes categorias de mundos habitados ... 6 – Encarnação nos diferentes mundos .. 200 Rot.................... 2 – O bem e o mal ............. 212 Rot.................................................................................. 180 Rot.............................................. 6 – O esquecimento do passado: justificativas da sua necessidade .......................... 1 – Adoração: significado e objetivo ........................... 236 Rot...................................... 1 – O fluido cósmico universal ....................... 2 – Provas da reencarnação .................. 3 – Formação dos mundos e dos seres vivos .................. 4 – Retorno à vida corporal: união da alma ao corpo ...................... 190 Rot.................... 4 – Os reinos da natureza: mineral................................ 1 – Lei natural: definição e caracteres ........... 3 – Evangelho no lar .... 314 Rot................................ 328 10 .......................... 179 Rot................... 221 Rot......................... 2 – Elementos gerais do universo: espírito e matéria ................Módulo VI – Reencarnação .. 3 – Retorno à vida corporal: o planejamento reencarnatório ............................................................ 320 Rot...................... 2 – A prece: importância........................................................................................................................ 293 Rot..... 7 – A Terra: mundo de expiação e provas .............................................. 228 Módulo VII – Pluralidade dos Mundos Habitados ...................... animal e hominal ................... 235 Rot...................... 264 Rot.............................

PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO I Introdução ao Estudo do Espiritismo OBJETIVO GERAL Propiciar conhecimentos gerais sobre a Doutrina Espírita .

Jesus. encaminhando todos os países para reformas úteis e preciosas [.. ora esmagadas..]..]. insurreições. Conteúdo básico ■ O século XIX desenrolava uma torrente de claridades na face do mundo. No século XIX as [. Emmanuel: A caminho da luz. na sua magnanimidade. 23. quase todas feitas em favor da liberdade. porque nenhum – até agora – foi tão fértil em levantes. 23. René Rémond: O século 19 – Introdução. da independência ou unidade nacionais. Esse século. Cap.. repartiria o pão sagrado da esperança e da crença com todos os corações. da democracia política ou social.] lições sagradas do Espiritismo iam ser ouvidas pela Humanidade sofredora.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO I – Introdução ao Estudo do Espiritismo ROTEIRO 1 Objetivo específico O contexto histórico do século XIX na Europa Identificar o contexto histórico do século XIX na Europa.. ora vitoriosas. Essas revoluções têm como ponto comum o fato de serem quase todas dirigidas contra a ordem estabelecida [. por ocasião do surgimento da Doutrina Espírita.. pode ser chamado o século das revoluções. Emmanuel: A caminho da luz. Cap. guerras civis. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita ■ ■ 12 . por direito.

esclarecendo possíveis dúvidas.3 – Manifestações artísticas e culturais do século XIX. científicas e sociais do século XIX). Grupo 2 Leitura. lápis. políticas. Desenvolvimento Pedir aos participantes que formem grupos para a realização das seguintes atividades. destacando as idéias introdutórias dos subsídios deste Roteiro. por meio da técnica expositiva. ■ Solicitar aos relatores dos grupos que façam a leitura do resumo. em plenária. os quais tiveram o poder de influenciar as gerações posteriores. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes demonstrarem interesse e desenvolverem as tarefas com entusiasmo. comentários e resumo escrito do item 1.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 1 Sugestões Introdução didáticas ■ Iniciar a reunião fazendo uma apresentação geral do tema. tendo como base os subsídios: Grupo 1 Leitura. Técnica(s): Exposição. papel. comentários e resumo escrito do item 1. religiosas. Grupo 3 Leitura. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 13 . ■ Destacar pontos fundamentais da apresentação dos relatores. Utilizar projeções ou cartazes. destacando os principais pontos constantes do item 1. Recurso(s): Cartazes ou transparências. trabalho em pequenos grupos.4 dos subsídios (manifestações filosóficas. subsídios deste Roteiro.1– A Revolução Francesa e as suas conseqüências. comentários e resumo escrito do item 1. ■ Conclusão ■ Fazer o fechamento do assunto.2 – A Revolução Industrial e as suas repercussões.

foram eles os instrumentos ativos do mundo espiritual. Assim é que. Diderot [1713-1784]. acendendo o [. implantaram a economia liberal e extinguiram o antigo sistema colonial. Vamos encontrar nessa plêiade de reformadores os vultos veneráveis de Voltaire [1694. os [. constituíram a base para que fossem combatidos. denominados iluministas e enciclopedistas. em nome do qual se cometiam todas as barbaridades. movimentos esses apoiados nas idéias renovadoras da Filosofia e da Ciência.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 1 Subsídios 14 O século XIX representou uma dessas épocas em que fomos especialmente abençoados pela bondade superior. é o século que dá início aos grandes movimentos revolucionários europeus que derrubaram o absolutismo.. depois do ex- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . Rousseau [17121778]. fazendo soçobrar os princípios do direito divino. humilhados pelas mais prementes dificuldades. materializado no mundo físico pelo trabalho inestimável do professor francês Hippolyte Léon Denizard Rivail que. ao codificar a Doutrina Espírita. Enfatiza. Quesnay [1694-1774].. de acordo com o Espírito Emmanuel. ainda.] erros da sociedade e da política.] foi dos sacrifícios desses corações generosos que se fez a fagulha divina do pensamento e da liberdade. A independência americana repercutiu intensamente na França. Além das enormes contribuições culturais recebidas. Entretanto. modelo dos códigos democráticos do futuro 15.] mais vivo entusiasmo no ânimo dos franceses.. fomos imensamente distinguidos pelo advento do Espiritismo. como em todo o mundo. adotou o pseudônimo de Allan Kardec. Os Estados Unidos foram a primeira nação a absorver efetivamente o pensamento renovador dos iluministas. Tais idéias. a Constituição de Filadélfia. substância de todas as conquistas sociais de que se orgulham os povos modernos 14. os americanos proclamam a sua independência política. tendo sido organizada. Emmanuel que [.. após alguns incidentes com a metrópole – Grã-Bretanha –. no século XIX. Montesquieu [1689-1755]. em 4 de julho de 1776. divulgadas no século XVIII por Espíritos reformadores. para regeneração das coletividades terrestres 14. Entre cintilações do sentimento e do gênio.. a despeito de todas as dificuldades assinaladas nesse período. D´Alembert [1717-1783].. posteriormente.1778]. Suas lições generosas repercutem na América do Norte.

representava 2% da população total e era isento de impostos. Os sucessivos progressos culturais em todos os campos do saber humano. Os burgueses tinham poder econômico. de origem plebéia. cognominado de Primeiro Estado. às atividades industriais e financeiras. médicos).]. A sociedade francesa está constituída de três grupos sociais básicos: o clero. marcado por um período de profundas transformações político-sociais e econômicas. as quais tiveram o poder de influenciar gerações posteriores. foram tão marcantes que o século XIX entrou para a história como sendo o Século da Razão. Havia um grande desnível entre o alto clero. é ainda um país agrário. o período compreendido entre o fim das guerras napoleônicas e o início do primeiro conflito mundial [. os artesãos.5% de uma população de 23 milhões de habitantes. é um dos séculos mais complexos [. a Contemporânea. banqueiros. de origem burguesa. A nobreza. que ocupava os altos postos administrativos. a nobreza e a burguesia. e em nobreza burocrática.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 1 travagante reinado de Luís XV 16. comerciantes. No contexto da história da civilização ocidental européia [. e o baixo clero.] 7. o proletariado industrial e os camponeses. considerada o marco que separa a Idade Moderna da atual. das pensões reais e dos cargos na corte. Cerca de 95% da população – que incluia desde ricos comerciantes até camponeses – formavam o Terceiro Estado. igualada ao povo. assim como o século XVIII é denominado o Século das Luzes. No entanto. que possuía direitos de senhorio e de exploração agrícola. tal como os historiadores o delimitam. Em conseqüência. O contexto histórico europeu do século XIX 1. principalmente. com industrialização incipiente. a burguesia não tinha direito de participação Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 15 .. conhecida como Segundo Estado. de origem nobre e possuidor de grandes rendimentos originários das rendas eclesiásticas..1 A Revolução Francesa e as suas conseqüências No apagar das luzes do século XVIII.. em nobreza rural.. fazia parte dos 2. devido. desencadeou-se um poderoso movimento revolucionário em 1789 – a Revolução Francesa –. a França. que englobava a burguesia (fabricantes. 1. advogados. Não pagava impostos e tinha acesso aos cargos públicos.] o século XIX. reduzido à própria subsistência. cujos rendimentos provinham dos tributos senhoriais. uma monarquia governada por Luiz XVI. ou seja.. desencadeados pela Revolução Francesa. Subdividia-se em alta nobreza.. O clero.

separando-o... lembra-nos Emmanuel que [. um dos grandes chefes militares da História. Os sublimes ideais da Revolução Francesa foram desvirtuados. são por ela conduzidos às plagas da América. Numerosas caravanas de seres flagelados.. promulga uma nova Constituição. Com as suas vitórias. Sua história está igualmente cheia de traços brilhantes e escuros. garantia a integridade do solo francês. Entre o final do século XVIII e o início do século XIX (1799 a 1815).. Com a influência inglesa.. Foi essa situação que desencadeou uma série de conflitos. para o mundo.] Também no mundo espiritual reúnem-se os gênios da latinidade. o direito à propriedade privada.. mas espalhava a miséria e a ruína no seio de outros povos. no final do século XVIII. organizava-se o Código Civil. demonstrando que a sua personalidade de general manteve-se oscilante entre as forças do mal e do bem. embora traído em suas próprias forças [. a igualdade perante a lei. A despeito dos inegáveis benefícios sociais e políticos produzidos pela Revolução Francesa.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 1 16 política nem de ascensão social. com o movimento dos seus exércitos na absorção e anexação de vários povos. mas difundiam-se a pilhagem e o insulto à sagrada emancipação de outros. que culminaram com a Revolução Francesa. Sua fronte de soldado pode ficar laureada. Segundo Emmanuel. estabelecendo as mais belas fórmulas do direito. [. administrador talentoso. reestrutura o aparelho burocrático. No que diz respeito às ações deste imperador francês. e verdade é que ele foi um missionário do Alto. de tradições gloriosas.. da religião. fora do cárcere material. declara leigo o Estado. cria o ensino controlado pelo Estado (ensino público). de paz e de liberdade 17. confortando as almas aflitas e aclarando novos caminhos. a política européia está centrada na figura carismática de Napoleão Bonaparte. organiza-se a primeira coligação européia contra o nobre país [França]. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . No cumprimento da sua tarefa. sob a bênção de Jesus. a [. de 14 de julho de 1789 3. seguiram-se anos de terror. implorando a sua proteção e misericórdia para a grande nação transviada.] França atraía para si as mais dolorosas provações coletivas nessa torrente de desatinos. que. assim.] 18. entre eles a célebre Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. entre outras reformas civis. promulga o Código Napoleônico – que garante a liberdade individual. o divórcio – e adota o primeiro Código Comercial 3. que favoreceram o golpe de estado executado por Napoleão Bonaparte..] as atividades de Napoleão pouco se aproximaram das idéias generosas que haviam conduzido o povo francês à revolução. naqueles anos de terror. Aquela que fora a corajosa e singela filha de Domrémy [Joanna D´Arc] volta ao ambiente da antiga pátria. para as reencarnações regeneradoras. à frente de grandes exércitos de Espíritos consoladores. em razão do abuso do poder exercido por aqueles que assumiram o governo do país.

Assim.. essencialmente. Os principais desequilíbrios produzidos pela Revolução Industrial são. acarretou profundas transformações na sociedade.] vários princípios liberais da Revolução foram adotados. em especial o marítimo e o aéreo. Chateaubriand torna-se liberal. as questões mais importantes são as de ordem política: o partido liberal exige a aplicação da Carta (Constituição) e um alargamento da liberdade que ela garante. Lamartine e Víctor Hugo são eleitos deputados. e prevê o advento da Democracia 9. resignando-se com a nova situação 19. no entanto. tais como a igualdade dos cidadãos perante a lei.. se se considerar o relativo atraso moral da nossa Humanidade. são anticlericais. a Revolução Industrial. Muitos desses escritores. resultando no aumento das faixas da sobrevida humana 4. modificando a feição das relações humanas dentro e fora dos países. reconheceu a limitação dos seus poderes junto das massas. comerciais e políticas. . a liberdade de cultos. Serviu de alavanca para o progresso tecnológico que presenciamos nos dias atuais. principalmente pelo emprego inteligente da energia elétrica e da eletrônica.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 1 1. um regime de responsabilidade individual no mecanismo de todos os departamentos do Estado. tornando-se o próprio Lamartine – que muito contribuiu para o advento da República – chefe do governo provisório. produziu igualmente várias distorções e malefícios. Ampliou os meios de transportes. Os liberais. uma vez que [. numerosos escritores se engajam na luta política e social.2 A Revolução Industrial e as suas repercussões Outra revolução. O movimento democrático na França mistura política e literatura. a par de todas as conquistas políticas e sociais. pela invenção de máquinas e de equipamentos cada vez mais sofisticados. Sob o regime da Restauração. militam na causa republicana ou socialista 8. A própria Igreja. habituada a todas as arbitrariedades na sua feição dogmática. de certa forma esperados. a França passa por um novo período de transformações históricas. Desenvolveu a rede de comunicações de curta e de longa distância. através de suas obras e ação. infelizmente Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 17 Após Napoleão. em especial nas áreas econômicas. como Stendhal e PaulLouis Courier. Favoreceu as pesquisas médico-sanitárias voltadas para o controle das doenças epidêmicas. iniciada na Inglaterra em meados do século XVIII. Conduziu à urbanização de ajuntamentos humanos e à construção de modernos cercamentos (propriedades rurais). transformando o mundo numa aldeia global. A Revolução Industrial. decorrentes das relações trabalhistas. Propiciou o desenvolvimento das relações internacionais. Desse modo. como Zola. estabelecendo-se.

sobressai. o poeta Göethe (1749-1832). A inspiração do artista romântico era buscada junto das pessoas simples. um dos líderes da Revolução Francesa. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . Na França. numa manifestação antielitista e antiaristocrática. têm como exemplos mais importantes o Arco do Triunfo e as colunas existentes em Paris. o sangue derramado nas batalhas e até as dificuldades encontradas nas disputas amorosas 5. como ninguém até então fizera. associando as manifestações românticas aos ideais de liberdade. em decorrência das contínuas mudanças no campo das idéias. denuncia. que ocupa lugar excepcional na história das letras francesas. das planificações educativas. As obras românticas de caráter épico destacam o heroísmo. 1. estimulando revoluções liberais. tema repetido em seus demais trabalhos 5. Em Os Miseráveis. como um rastilho de pólvora. e pelos sentimentos humanos. Víctor Hugo critica o governo de Napoleão III. por todo o continente europeu. esculturas e peças musicais. inspiradas no classicismo greco-romano. construídas por ordem de Napoleão Bonaparte. na Alemanha. As artes plásticas. enaltece a liberdade individual. O romantismo influencia as idéias políticas e sociais abraçadas pela burguesia revolucionária da primeira metade do século. destaca-se a figura de Víctor Hugo. o estado de penúria dos pobres 13. Jacques-Louis David (1746-1828) legou à posteridade famoso quadro sobre o assassinato de Jean-Paul Marat. nobres e simples que ela canta. igualdade e fraternidade. No livro Napoleão.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 1 caracterizadas pela exploração do trabalho e pelas deficientes condições de segurança e higiene laborais. na organização das instituições. afetando o cotidiano das pessoas. dos questionamentos religiosos e filosóficos. É oportuno considerar que os ideais da Revolução Francesa e os princípios da Revolução Industrial se espalharam. A Europa do século XIX assemelha-se a um caldeirão em constante ebulição. Pesquisava-se a cultura popular e o folclore para a produção de pinturas. o Pequeno. na definição das formas de governo. O ideário artístico estava diretamente relacionado à realidade das lutas políticas e sociais da época: os sacrifícios da população. que incitavam a burguesia e os trabalhadores a ações contra o poder constituído. das conquistas científicas e tecnológicas. e em virtude dos embates político-sociais. Grande parte de sua obra é popular pelas idéias sociais que difunde.3 Manifestações artísticas e culturais do século XIX 18 As atividades artísticas e culturais do século XIX revelam uma preferência predominantemente romântica. ocorridas em gradações diversas 4. em Fausto – uma de suas mais importantes obras –. No que diz respeito à produção literária. que.

à luz das teorias sociais ou fisiológicas. escreveram romances com pretensões científicas. de Liszt (1811-1886). a pintura européia passa por uma verdadeira transformação. Um dos compositores que demonstra de forma notável essa relação é Richard Wagner (1813-1883). não toleraram as ciências da alma o ascen- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 19 O pintor francês Eugène Delacroix (1798-1863) – líder do movimento romântico na pintura francesa – retrata no quadro A Liberdade uma mulher que. mas um meio de comunicação com o estado de alma. guia o povo nas dramáticas jornadas revolucionárias 5. A Rapsódia Húngara. Beethoven (1770-1827) homenageia Napoleão Bonaparte em sua Nona Sinfonia. A composição musical Lohengrin revela a forte influência dos socialistas utópicos e dos revolucionários da época. O surgimento dessa forma de ópera determina a passagem da música de câmara para a música dos grandes teatros. religiosas. Na segunda metade do século XIX. buscando registrar nas telas as impressões dos efeitos da luz sobre a cena desejada. Cézanne (1839 1906) e Degas (1834-1917) 5. O virtuosismo do século anterior é substituído por interpretações musicais de forte colorido emocional. o [. Bellini (1801-1835) e Verdi (1813-1901). de Chopin (1810-1849). Ao idealismo romântico contrapõe-se o Realismo. transmite um apelo pungente à unificação da Itália.] campo da Filosofia não escapou a essa torrente renovadora. Claude Monet (1840-1926). na produção das óperas de Rossini (1792-1868)..4 Manifestações filosóficas. que professa o respeito pelos fatos materiais. Renoir (1841-1920). No campo das composições musicais ocorre uma reviravolta. Os pintores mais importantes desse movimento foram Édouard Manet (1832-1883). Os grandes compositores românticos captam e executam peças musicais que destacam o momento político. Escritores realistas como Stendhal.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 1 1. 12. Balzac. desencadeada pelo movimento chamado Impressionismo. O nacionalismo. Flaubert. políticas. segurando a bandeira tricolor francesa. . Zola imita o método científico experimental do biólogo Claude Bernard 10. e as Polonaises. e naturalistas como Zola. A música para os românticos não era só uma obra de arte. onde um grande número de pessoas poderia ter acesso aos espetáculos artísticos 5. e estuda o homem segundo o seu comportamento e em seu meio. Os pintores impressionistas procuram captar o cotidiano da vida urbana e do campo. sociais e científicas do século XIX Para Emmanuel. são verdadeiros panfletos de manifestações nacionalistas.. Aliando-se às ciências físicas.

atormentadas e divididas. também chamada de Coletivismo. e propõe a revolução universal sustentada pelos camponeses (campesinato). De acordo com o Positivismo de Auguste Comte. Em fins do século XVIII. aplicando às suas manifestações os mesmos princípios da ciência racional e materialista. No século XIX surgem duas correntes principais do Anarquismo. então. como sabemos. Considera o Estado uma força coercitiva que impede os indivíduos de usufruir liberdade plena. As confissões cristãs. Este entusiasmo é revelado na conhecida obra literária de Renan: L´Avenir de la Science (O Futuro da Ciência) 12. A Filosofia recolheu-se. Em relação às idéias anarquistas e às ideologias socialistas da sociedade da época. no seu negativismo transcendente. Longe de exemplificarem aquela fraternidade do Divino Mestre. afirma que a sociedade deve estruturar sua produção e seu consumo em pequenas associações baseadas no auxílio mútuo entre as pessoas. Schoupenhauer [1788-1860] é uma demonstração eloqüente do seu pessimismo e as teorias de Spencer [1820-1903] e de Comte [1798-1857] esclarecem as nossas assertivas. essas concepções ainda repercutem nos dias atuais. as mudanças sociais são feitas com base na fraternidade e na cooperação. O russo Mikhail Bakunin (1814-1876) é um dos principais pensadores da outra corrente. Segundo essa teoria. em que a fé na Ciência se torna a verdadeira fé. fundados numa certeza racional e científica. O Anarquismo. na obra Enquiry Concerning Political Justice. Os trabalhadores espanhóis e italianos são bastante influenciados por Bakunin.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 1 20 dente dos dogmas absurdos da Igreja. caracterizado pelo sucesso dos conhecimentos positivos. William Godwin (1756-1836) desenvolve o pensamento anárquico. viviam nos seus templos um combate de morte. O russo Peter Kropotkin (1842-1876) é Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . Afirma que as reformas só podem ocorrer depois que o sistema social existente for destruído. representa um conjunto de doutrinas que preconizam a organização da sociedade sem nenhuma forma de autoridade imposta. não obstante a sinceridade com que foram lançadas no vasto campo das idéias 21. a humanidade ultrapassou o estado teológico e o estado metafísico ao penetrar o estado positivo. A concepção moderna de anarquismo nasce com a Revolução Industrial e com a Revolução Francesa. mas o movimento anarquista nesses países é esmagado pelo surgimento do Fascismo. entregavam-se a todos os excessos do espírito de seita. elucidar todos os mistérios do mundo. Tais idéias conduzem aos exageros do cientificismo. Acredita-se que ela vá resolver todos os problemas. de ação marcante na mentalidade dos povos. tornar inúteis a religião e a metafísica. A primeira encabeçada pelo francês PierreJoseph Proudhon (1809-1865). Defende a utilização de meios mais violentos nos processos de transformação da sociedade.

o Manifesto do Partido Comunista. os marxistas prevêem um estágio intermediário de organização. conforme os ensinos do Evangelho. transforma-se em crítico do regime capitalista. tendo como base o materialismo histórico 8. de socialismo científico. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 21 . Assim. no entanto. Na verdade. que. Para chegar ao Comunismo. e pela religião. equívoco que ainda norteia o pensamento religioso da maioria dos europeus dos dias atuais. Lacordaire e Mont´Alembert se submetem sem abandonar a ação generosa (caridade e justiça) 11. Nesse contexto. dogma considerado imprescindível à experiência religiosa de cada pessoa e à necessidade social que o homem tem de crer em Deus e de senti-lo. de autoria dos alemães Karl Marx (18181883) e Friedrich Engels (1820-1895). em 1848. que buscava um ideal de caridade e de justiça. Essas idéias resultaram no surgimento do Marxismo. que instauraria uma ditadura do proletariado para garantir a transição. afirma que o comunismo seria a etapa final da organização político-econômica humana. A fragilidade demonstrada pela Igreja Católica. estava ocorrendo desde o século XVI. a partir daquele momento histórico. Sua tese é conhecida como anarco-comunista e se fundamenta na abolição de todas as formas de governo. aproxima-se em demasia das necessidades políticas da nobreza reinante na Europa. e até a um estudo crítico da razão de ser do Cristianismo. conduziram teólogos e intelectuais protestantes do século XIX a um reexame dos textos bíblicos. abriu espaço à expansão das doutrinas divulgadas pelas igrejas reformadas. Lamennais rompe com a Igreja e se torna abertamente socialista. surge o Catolicismo Social. Essa aproximação com o poder real trouxe conseqüências desastrosas. as teorias sobre a salvação pela fé. em favor de uma sociedade comunista regulada pela cooperação mútua dos indivíduos. Os questionamentos levantados sobre o papel da religião. Esses movimentos políticos também confrontam as práticas religiosas conduzidas pela Igreja Católica que. a propagação do Protestantismo na Europa e na América – da mesma forma que a multiplicidade de interpretações doutrinárias surgidas ao longo de sua evolução histórica –.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 1 considerado o sucessor de Bakunin. desviada dos princípios morais do estabelecimento de um império espiritual no coração dos homens. sem divisão de classes e sem a presença de um Estado coercitivo. movimento criado por Lamennais. num período em que a sociedade estava submetida a um racionalismo dominante. em vez da oriunda das instituições governamentais. o Socialismo. considerada como sinônimo de movimento religioso de igreja – católica ou reformada –. A sociedade viveria em um coletivismo. abrindo espaço a discussões sobre o papel desempenhado pela Igreja em particular. Nasciam. frente aos contumazes ataques que recebia.

. com cuja inspiração os autores pintam a insolência de seus privilegiados ou a miséria de suas vítimas 12. esse período. força política e social. todavia. os estudos de Pierre e Marie Curie no campo das energias emitidas pelo rádio.] confronto com todas as épocas precedentes. encaminhando todos os países para as reformas úteis e preciosas. Jesus. Falamos da revolução moral proposta pelo Espiritismo nascente: O século XIX desenrolava uma torrente de claridades na face do mundo. os trabalhos de Louis Pasteur sobre microbiologia. O desenvolvimento da indústria e sua concentração progressiva levam a um aumento considerável do proletariado urbano e da acuidade das questões sociais. mas em todos os departamentos da atividade intelectual do século XIX 20. ao estímulo da Revolução Industrial. na sua magnanimidade.. cuja ação regeneradora não se manifestaria tão-somente nos problemas de ordem doutrinária. Deveu-se. O dinheiro é tema literário de primeiro plano. é importante assinalar que uma revolução diferente marcou. A burguesia rica acelera sua ascensão e torna-se a classe dominante. As conquistas desse período não só foram mais numerosas mas também devassaram mais profundamente os segredos das coisas e revelaram a natureza do mundo e do homem. Em [... à elevação do padrão de vida e ao desejo de conforto e prazer 6. Allan Kardec. fazia-se acompanhar de uma plêiade de companheiros e colaboradores. repartiria o pão sagrado da esperança e da crença com todos os corações. as mudanças foram significativas.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 1 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 22 No campo da Ciência. fundamentais ao progresso científico e tecnológico dos dias futuros: a descoberta do planeta Netuno por Leverrier. As lições sagradas do Espiritismo iam ser ouvidas pela Humanidade sofredora. O surgimento da máquina a vapor revoluciona os meios de transportes.. projetando sobre ela uma luz até então insuspeitada [. e a teoria da origem e evolução das espécies. O fenomenal progresso científico dessa época resultou de vários fatores. o período que vai de 1830 a 1914 assinala o apogeu do progresso científico. de Charles Darwin.]. O movimento industrial necessita de operações bancárias e permite a edificação de novas fortunas. na sua missão de esclarecimento e consolação. também. Todavia. até certo ponto.

______. Les grands auteurs français du programme. XIXe Siècle. 33. 197. (Revolução francesa). BURNS. 185. 196. São Paulo: USE. p. Cap. 34. vol. p. Enciclopédia mirador internacional. 13.]. p. (Revolução industrial). ______. p. (Le réalisme). 1948. 20. p. Os componentes sucessivos. RÉMOND. ______. p. História da civilização ocidental. Tradução de Frederico Pessoa de Barros. p. 14. ______. 1975. O espiritismo e os problemas humanos. p. p. São Paulo: Cultrix.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 1 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 23 1. 1985. 19. [et al. 192-193. 23 (Depois da revolução). 187. Laurent. René. 186. Progresso intelectual e artístico durante a época da democracia e do nacionalismo. 8. ______. Cap. 15. 12. F. 153. 9. p. 3. p. Rio de Janeiro: Mundo Espírita. p. (As ciências sociais). ______. p. Cap. ______. 661. p. Victor Hugo. 9852-9859. O espiritismo e os problemas humanos. 1964. 21 (Época de transição). AMORIM. vol. XAVIER. (Contra os excessos da revolução). p. p. ______. (Napoleão Bonaparte). Transição inevitável. ______. 10. 2006. Jesus S. 4. ed. 8. Edward McNall. (Le progrès scientifique et industriel). (A independência americana). 9877-9881. 12. LAGARDE. 18. 7-8. p. ______. ______. 23. Item III. ______. 9. ______. 17. 11. Paris: Bordas. (Allan Kardec e os seus colaboradores). 16. p. Cap. Introduction (Le mouvement démocratique). item: Os enciclopedistas. ed. Deolindo. 11. ______. 6. O século XIX. Rio de Janeiro: FEB. 5. Pelo Espírito Emmanuel. 21. 2. 13. . AMARAL. p. São Paulo: 1995. p. Porto Alegre: Globo. 8. André et MICHARD. 18. A caminho da luz. (Le socialisme). 198-199. p. 7. Francisco Cândido. 170. 3. 5. 189. 792. 22 (A revolução francesa). ______. ed.

Conteúdo básico ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Diremos [. o objeto especial do Espiritismo é o conhecimento das leis do princípio espiritual. item 16. ■ ■ ■ 24 . O livro dos espíritos – Introdução. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos. O Espiritismo é. Cap. 1. Allan Kardec: A gênese. origem e destino dos Espíritos.] que a Doutrina Espírita ou o Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível. destacando o seu objeto.. os espiritistas. Allan Kardec. como filosofia. item 1. bem como de suas relações com o mundo corporal. ao mesmo tempo. Assim como a Ciência propriamente dita tem por objeto o estudo das leis do princípio material.. compreende todas as conseqüências morais que dimanam dessas mesmas relações. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas. se quiserem. uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza. ou. Allan Kardec: O que é o espiritismo – Preâmbulo. Allan Kardec: O que é o espiritismo – Preâmbulo.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO I – Introdução ao Estudo do Espiritismo ROTEIRO 2 Objetivo específico Espiritismo ou Doutrina Espírita: conceito e objeto Conceituar Doutrina Espírita.

colando cada tira de cartolina em um dos cartazes afixados. a cada participante. Verificar se a montagem do texto está correta. assim. aleatoriamente. cola ou fita adesiva. Avaliação O Estudo será considerado satisfatório se: a) os participantes selecionarem. referentes ao conceito e ao objeto do Espiritismo. sem consulta ao texto lido. Explicar também que essa montagem deve ser auxiliada por um colega. Recurso(s): subsídios deste Roteiro. Pedir aos participantes que. solicitando às duplas breves comentários a respeito das frases que lhes couberam. formando. tiras de cartolinas com frases copiadas dos subsídios. os objetivos do tema. individual e silenciosamente. montagem de texto. no início da reunião. as frases das tiras de cartolina que deverão ser coladas nos cartazes. acertadamente.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 2 Sugestões Introdução didáticas ■ Apresentar. entregar. leiam os subsídios deste Roteiro. . b)os comentários das duplas refletirem entendimento do assunto. Técnica(s): leitura. Pedir à turma que. Em seguida. respectivamente: a) Conceito de Espiritismo. Desenvolvimento ■ ■ ■ ■ Conclusão ■ Após os comentários. reali■ zando breves comentários a respeito. uma tira de cartolina contendo frases copiadas dos subsídios. destacando pontos relevantes. afixar no mural da sala de aula dois cartazes intitulados. duplas para a troca de idéias e realização do trabalho. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 25 Enquanto os participantes realizam a leitura recomendada. cartazes. assinalando com um traço as idéias que melhor correspondem ao conceito e objeto da Doutrina Espírita. faça a montagem do mesmo. b) Objeto do Espiritismo. fazer considerações sobre o trabalho realizado.

Conceito de Espiritismo O termo Espiritismo foi criado por Allan Kardec pelas razões que ele mesmo explica na Introdução de O Livro dos Espíritos: Para se designarem coisas novas são precisos termos novos. empregamos. é espiritualista. os termos espírita e espiritismo. para indicar a crença a que vimos de referir-nos. porém. por meio de provas irrecusáveis. Em vez das palavras espiritual. deixando ao vocábulo espiritualismo a acepção que lhe é própria. a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo. que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível. como a fonte de uma imensidade de fenômenos até hoje incompreendidos Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 26 . como filosofia.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 2 Subsídios 1. não mais como coisa sobrenatural. Kardec: O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens. por isso mesmo. Em o Evangelho segundo o Espiritismo. espiritualista. se quiserem. que a doutrina espírita ou o Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível. o espiritualismo é o oposto do materialismo. ao mesmo tempo. ou. para aplicá-los à doutrina dos Espíritos. espiritualismo têm acepção bem definida. ao contrário. Podemos defini-lo assim: O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza. ainda. Com efeito. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas. Ele nolo mostra. ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos. compreende todas as conseqüências morais que dimanam dessas mesmas relações. Diremos. O Espiritismo é. bem como de suas relações com o mundo corporal 5. uma ciência de observação e uma doutrin filosófica. cuja forma lembra a origem e o sentido radical e que. apresentam a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis. para evitar a confusão inerente à variedade de sentidos das mesmas palavras. Assim o exige a clareza da linguagem. porém. pois. origem e destino dos Espíritos. Dar-lhes outra. Os vocábulos espiritual. espiritualismo. Como ciência prática. os espiritistas 4. Quem quer que acredite haver em si alguma coisa mais do que matéria. assinala. fora multiplicar as causas já numerosas de anfibologia. Não se segue daí. como uma das forças vivas e sem cessar atuantes da Natureza.

ainda nesta referência (A gênese). o objeto especial do Espiritismo é o conhecimento das leis do princípio espiritual. vir depois da elaboração delas. O Espiritismo não descobriu. com tudo quanto surge antes do tempo 2. de observação em observação. de pensamento. O Espiritismo é a chave com o auxílio da qual tudo se explica de modo fácil 1. Elemento material e elemento espiritual. estudou-o.] fatos ou fenômenos espíritas. os [. cujo objeto é o estudo e conhecimento desses fenômenos. Em suma. mas. nasceu pela força mesma das coisas. por provas inconcussas. segue-se que o conhecimento de um não pode estar completo sem o conhecimento do outro. só podia. Se o Espiritismo tivesse vindo antes das descobertas científicas. a matéria. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 27 .] 6. sem a Ciência. faltariam apoio e comprovação. carecendo de vida. isto é. é inerte. Pela união indissolúvel deles. porque a matéria é que primeiro fere o sentidos. portanto. relegados para o domínio do fantástico e do maravilhoso. produzidos por Espíritos desencarnados.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 2 e. por isso. analisou-o e tornoulhe evidente a ação. foi o primeiro a demonstrar-lhe. mas. de sentimento.. Mais adiante. Ao elemento material. ao Espiritismo. esses os dois princípios. as duas forças vivas da Natureza. precisa estar unida ao princípio espiritual. chegou à concepção de um só elemento gerador de todas as transformações da matéria. acrescenta Kardec: A Ciência moderna abandonou os quatro elementos primitivos dos antigos e. se acha na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria. a reagir incessantemente sobre o princípio material e reciprocamente. Ora. tendo por objeto o estudo de um dos elementos constitutivos do Universo. O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente. a Ciência. nem inventou este princípio. facilmente se explica uma multidão de fatos até então inexplicáveis. para fixação das leis que os regem [. por si só. sem o Espiritismo. O estudo das leis da matéria tinha que preceder o da espiritualidade. É a essas relações que o Cristo alude em muitas circunstâncias e daí vem que muito do que ele disse permaneceu ininteligível ou falsamente interpretado.. juntou ele o elemento espiritual. 2.. como este último princípio é uma das forças da Natureza. são a substância mesma da Ciência Espírita. teria abortado.. pela impossibilidade de tudo se explicar com o auxílio apenas das leis da matéria 3. O Espiritismo. toca forçosamente na maior parte das ciências. Objeto do Espiritismo Assim como a Ciência propriamente dita tem por objeto o estudo das leis do princípio material. a existência.

Segunda parte. 48. ed. 13. 6. (O espiritismo científico). 5. item 16. ed. Tradução de Guillon Ribeiro. 2002. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 28 . 4. 86.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 2 Referência 1. O livro dos espíritos. 103. Allan. Rio de Janeiro: FEB. p. p. BARBOSA. item 5. 21. 50. 5. 2005. Item 1. 56-57. Item 18. 53. Rio de Janeiro: FEB. ed. Cap. ______. Preâmbulo. 2. Rio de Janeiro: FEB. 3. p. O que é o espiritismo. 1. p. ______. p. Espiritismo básico. Tradução de Guillon Ribeiro. ed. Rio de Janeiro: FEB. 2005. Introdução. ed. ______. Tradução de Guillon Ribeiro. ______. p. O Evangelho segundo o espiritismo. Rio de Janeiro: FEB. 22. Bibliográfica 1. 2005. Pedro Franco. A gênese. Cap. 2005. 124. KARDEC.

nenhum tomou. filosófico e religioso do Espiritismo.. a alma e a vida futura. a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo. por meio de provas irrecusáveis. sobretudo Espírito. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo – Cap. não é uma religião constituída. [.. pelo que forçosamente vai ter às bases fundamentais de todas as religiões: Deus. ■ O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens. O [. O Espiritismo é uma doutrina filosófica de efeitos religiosos. entre seus adeptos. Allan Kardec: Obras póstumas – Ligeira resposta aos detratores do espiritismo. 3. o que lhe confere também o caráter científico. fortalecê-los nos que os tenham vacilantes.. item 24. embora seus princípios sejam comprovados experimentalmente.] Espiritismo repousa sobre as bases fundamentais da religião e respeita todas as crenças.. de sua origem. de sua destinação. nem recebeu o título de sacerdote ou de sumo-sacerdote. 1. como qualquer filosofia espiritualista. nem rito. O Espiritismo é uma doutrina essencialmente filosófica.] um de seus efeitos é incutir sentimentos religiosos nos que os não possuem.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO I – Introdução ao Estudo do Espiritismo ROTEIRO 3 Objetivo específico Conteúdo básico Tríplice Aspecto da Doutrina Espírita Identificar os aspectos científico.. Mas. nem templos e que. de seus problemas. visto que não tem culto. Allan Kardec: O livro dos médiuns – Primeira parte. item 5.. Pedro Franco Barbosa: Espiritismo básico – Segunda parte – O espiritismo filosófico. portanto. ■ ■ ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 29 . no estudo que faz do Homem. [. Cap.] O caráter filosófico do Espiritismo está.

porque é a Doutrina que funda os vínculos da fraternidade e da comunhão de pensamentos. e resumo escrito do item 2 dos subsídios (O aspecto científico). troca de idéias. Fazer correlação entre essas imagens e o significado do tríplice aspecto da Doutrina Espírita. troca de idéias. destacando os pontos mais importantes das conclusões. ■ Ouvir os relatos dos grupos. três imagens (ou ícones) que Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita ■ caracterizem. a Filosofia e a Religião. tendo como base os subsídios do Roteiro. como incentivo inicial.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 3 ■ No sentido filosófico. Observação: Cada grupo deve indicar um participante para resumir as conclusões e um relator para apresentá-las em plenário. troca de idéias. orientando-os na realização das seguintes atividades: a) Grupo 1 – leitura. no início da reunião. c) Grupo 3 – leitura. e resumo escrito do item 4 dos subsídios (O aspecto religioso). Dezembro de 1868 – discurso de abertura pelo senhor Allan Kardec. Allan Kardec: Revista espírita. o Espiritismo é uma religião. b) Grupo 2 – leitura. mas sobre bases mais sólidas: as próprias leis da natureza. e nós nos vangloriamos por isto. respectivamente. Desenvolvimento: ■ Dividir a turma em três grupos. não sobre uma simples convenção. e resumo escrito do item 3 dos subsídios (O aspecto filosófico). 30 . Sugestões Introdução: didáticas ■ Projetar. a Ciência.

de número 2: O Espiritismo é. ou. lápis/ caneta. Subsídios 1. estudo em pequenos grupos. Atividade extraclasse para a próxima reunião de estudo Solicitar aos participantes a leitura do item 6. ele compreende todas as conseqüências morais que dimanam dessas mesmas relações 6. O tríplice aspecto da Doutrina Espírita O tríplice aspecto da Doutrina Espírita ressalta da própria conceituação que lhe dá Allan Kardec. três classes. retroprojetor. transparências. Os Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 31 O Estudo será considerado satisfatório se os relatos das conclusões do trabalho em grupo indicarem que houve entendimento do tríplice aspecto do Espiritismo. três graus de adeptos: 1º. Como ciência prática.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 3 Conclusão: ■ Concluir o estudo apresentando. em transparências de retro- projetor. O Espiritismo se apresenta sob três aspectos diferentes: [é ainda Kardec quem afirma] o das manifestações. . da introdução de O Livro dos Espíritos – que trata dos pontos principais da Doutrina Espírita –. como filosofia. ao mesmo tempo. papel. segundo a orientação kardequiana (veja referências bibliográficas 1 a 7). ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos. o dos princípios e da filosofia que delas decorrem e o da aplicação desses princípios. Daí. e o resumo por escrito dos pontos assinalados por Allan Kardec. Recurso(s): subsídios deste roteiro. conforme citação feita no roteiro anterior. Avaliação Técnica(s): exposição. antes. as características do tríplice aspecto da Doutrina Espírita. uma ciência de observação e uma doutrina filosófica.

mas que não impedem o intercâmbio. para fixação das leis que os regem. Os fatos ou fenômenos espíritas. como em um ponto conhecido. Qualquer que seja o ponto de vista. Gabriel Delanne. Assim. consoante as palavras de Kardec. b) filosófico – respeitante aos princípios. o Espiritismo é uma ciência experimental.. 3º. . porque. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 32 2. de idéias que surge e da qual não pode deixar de resultar uma profunda modificação no estado da Humanidade e compreendem igualmente que essa modificação não pode deixar de operar-se no sentido do bem 4. ele a aceitará 2. o Espiritismo jamais será ultrapassado. sem exceção de nenhuma. científico ou moral. O aspecto científico Nenhuma ciência existe que haja saído prontinha do cérebro de um homem. Os que lhe percebem as conseqüências morais.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 3 que crêem nas manifestações e se limitam a comprová-las. Todas. Se uma verdade nova se revelar. inclusive morais. são a substância mesma da Ciência Espírita. cujo objeto é o estudo e conhecimento desses fenômenos.] Caminhando de par com o progresso. [. com relação ao Espiritismo. são fruto de observações sucessivas. sob que considerem esses estranhos fenômenos. quando diz: O Espiritismo é uma ciência cujo fim é a demonstração experimental da existência da alma e sua imortalidade. todos compreendem constituírem eles uma ordem. Daí o ser gradativo o ensino que ministram 1. isto é. segundo a terminologia usual 9. que sempre houve. entre os vivos e os mortos. Os que praticam ou se esforçam por praticar essa moral. podemos identificar o tríplice aspecto do Espiritismo: a) científico – concernente às manifestações dos Espíritos. em que se assenta a sua doutrina. para chegar ao desconhecido. não estabelece com o princípio absoluto senão o que se acha evidentemente demonstrado. produzidos por espíritos desencarnados. ou o que ressalta logicamente da observação. se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer. ele se modificaria nesse ponto. pois. 2º. apoiadas em observações precedentes. c) religioso – relativo à aplicação desses princípios. Foi assim que os Espíritos procederam.. O caráter científico deflui ainda das seguintes conclusões de Allan Kardec: O Espiritismo. por meio de comunicações com aqueles aos quais impropriamente têm sido chamados mortos 11. em sua obra O Fenômeno Espírita também salienta o papel científico do Espiritismo. de características diferentes. Eles constituem o meio de comunicação entre o nosso mundo físico e o mundo espiritual. inteiramente nova. para esses.

a primeira obra do Espiritismo. que mostra o que são as coisas e porque são as coisas o que são. inteligentemente – DEUS.] Espiritismo é uma doutrina essencialmente filosófica. dotados de sentimento. o [. uma regra moral de vida e comportamento para os seres da Criação. o Homem quer justificar-se a si mesmo e ao mundo em que vive. de seus problemas. embora seus princípios sejam comprovados experimentalmente. razão e consciência 8. portanto. e demonstra a existência. no apelo que dirige à razão. O caráter filosófico do Espiritismo está. Sua força está na sua filosofia. de sua destinação. de algo que tudo cria e tudo comanda. ao qual reage e do qual recebe contínuos impactos. Quando o Homem pergunta. Em verdade. pelo que forçosamente vai ter às bases fundamentais de todas as religiões: Deus. portanto. dos fatos. se lhe terá minado a base. interroga... a alma e a vida futura.. Definindo as responsabilidades do Espírito – quando encarnado (alma) e também do desencarnado.. inquestionável.] 3. como qualquer filosofia espiritualista. obstando-se a tais manifestações.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 3 Sendo assim. ao bom senso [.. Kardec enfatiza: Falsíssima idéia formaria do Espiritismo quem julgasse que a sua força lhe vem da prática das manifestações materiais e que. estabelecendo as bases desse permanente relacionamento. 4. Esse estudo leva ao conhecimento do mecanismo das relações dos Homens que vivem na Terra com aqueles que já se despediram dela. nasce a FILOSOFIA. o Espiritismo é Filosofia.] Ciência Espírita se classifica [. procura compreender como as coisas e os fatos se ordenam. comprova-os 10. o que lhe confere também o caráter científico.. temporariamente. Mas. no estudo que faz do Homem. pela morte. quando Allan Kardec classifica a nova doutrina de Filosofia Espiritualista. faz experiências. porque observa e examina os fenômenos mediúnicos.] entre as ciências positivas ou experimentais e se utiliza do método analítico ou indutivo. dos acontecimentos. de sua origem. não é uma religião Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 33 . O aspecto religioso O Espiritismo [diz Allan Kardec] é uma doutrina filosófica de efeitos religiosos. cogita. quer saber o «como» e o «porquê» das coisas. em suma. deseja conhecer sempre mais e mais.. Na conclusão dessa mesma obra. 3. a [. sobretudo Espírito. De fato.. O aspecto filosófico O aspecto filosófico do Espiritismo vem destacado na folha de rosto de O Livro dos Espíritos.

a fraternidade e a solidariedade. entre seus adeptos. que liga os corações. e não somente o fato de compromissos materiais. e nós nos vangloriamos por isto. não sobre uma simples convenção. a Religião é o ângulo divino que a liga ao céu.] essencialmente moral. nenhum tomou. Em suma.] 5. Se o Espiritismo se dissesse uma religião. que identifica os pensamentos. a certa altura: O laço estabelecido por uma religião. No seu aspecto científico e filosófico. não podia nem devia enfeitar-se com um título sobre cujo valor inevitavelmente se teria equivocado. se se quiser. a palavra religião é inseparável da de culto. sim. Eis por que simplesmente se diz: doutrina filosófica e moral 7. afirma. o público não veria aí mais que uma nova edição. declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Em razão de não haver senão uma palavra para exprimir duas idéias diferentes. senhores! No sentido filosófico. No discurso de abertura da Sessão Anual Comemorativa dos Mortos. A Ciência e a Filosofia vinculam à Terra essa figura simbólica. como outros movi- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . uma variante. perguntarão. Não tendo o Espiritismo nenhum dos caracteres de uma religião. ou da realização de fórmulas que falam mais aos olhos do que ao espírito. que o Espiritismo não tem. simbolizado [. nem templos e que. na acepção usual da palavra. que se rompem à vontade.. como conseqüência da comunhão de vistas e de sentimentos. porém. publicado na Revista Espírita de dezembro de 1968. uma casta sacerdotal com seu cortejo de hierarquias. Allan Kardec.] como um triângulo de forças espirituais. concluimos com Emmanuel: Podemos tomar o Espiritismo. mas sobre bases mais sólidas: as próprias leis da Natureza.. na opinião geral. dos princípios absolutos em matéria de fé.. as aspirações. não o separaria das idéias de misticismo e dos abusos contra os quais tantas vezes a opinião se levantou. porque desperta exclusivamente uma idéia de forma. a religião da família. e que. Se é assim.. Por que.. a doutrina será sempre um campo nobre de investigações humanas. nem recebeu o título de sacerdote ou de sumo sacerdote [. nem rito. É nesse sentido que também se diz: a religião da amizade. o Espiritismo é uma religião. então.. respondendo à pergunta O Espiritismo é uma Religião?. a indulgência e a benevolência mútuas.Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 3 34 constituída. de cerimônias e de privilégios. O efeito desse laço moral é o de estabelecer entre os que ele une. na Sociedade de Paris. sem dúvida. então o Espiritismo é uma religião? Ora. visto que não tem culto. seja qual for o seu objetivo é [. porque é a Doutrina que funda os vínculos da fraternidade e da comunhão de pensamentos.

Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 3

mentos coletivos, de natureza intelectual que visam ao aperfeiçoamento da Humanidade. No aspecto religioso, todavia, repousa a sua grandeza divina, por constituir a restauração do Evangelho de Jesus Cristo, estabelecendo a renovação definitiva do homem, para a grandeza do seu imenso futuro espiritual 12.

Referência Bibliográfica

1. KARDEC, Allan. A gênese. Tradução de Guillon Ribeiro. 48. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. 1, item 54, p. 42. 2. ______. Item 55, p. 44. 3. ______. Conclusão 6, p. 484. 4. ______. O livro dos espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 86. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Conclusão 7, p. 486-487. 5. ______. Obras póstumas. Tradução de Guillon Ribeiro. 38. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. (Ligeira resposta aos detratores do espiritismo). Primeira parte, p. 260-261. 6. ______. O que é o espiritismo. 53. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Preâmbulo, p. 50. 7. ______. Revista espírita. Jornal de estudos psicológicos. Ano 1868. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Poesias traduzidas por Inaldo Lacerda Lima. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Ano 11. Dezembro de 1868. Nº 12. Item: Discurso de abertura pelo senhor Allan Kardec: O espiritismo é uma religião?, p. 490491. 8. BARBOSA, Pedro Franco. Espiritismo básico. 5. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. (O espiritismo filosófico). Segunda parte, p. 101. 9. ______. p. 103. 10. ______. p. 104. 11. DELANNE, Gabriel. O fenômeno espírita. Tradução de Francisco Raymundo Ewerton Quadros. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Prefácio, p. 13. 12. XAVIER, Francisco Cândido. O consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Definição, p. 19-20.

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
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PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO I – Introdução ao Estudo do Espiritismo

ROTEIRO 4
Objetivo específico

Pontos principais da Doutrina Espírita

Apresentar os pontos principais da Doutrina Espírita, de acordo com o resumo existente na Introdução de O livro dos espíritos.

Conteúdo básico

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita

Os pontos principais da Doutrina Espírita são: Deus, criador do Universo; o mundo espírita, habitado pelos Espíritos desencarnados; a encarnação e reencarnação dos Espíritos na Terra e em outros mundos; o melhoramento progressivo dos Espíritos, que passam pelos diversos graus da hierarquia espírita até atingirem a perfeição moral; a relação constante dos Espíritos desencarnados com os homens (Espíritos encarnados); a existência do perispírito, como envoltório semimaterial do Espírito, e os ensinos morais dos Espíritos Superiores, que podem ser sintetizados, como os do Cristo, na máxima evangélica fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem. Allan Kardec: O livro dos espíritos. Introdução – item 6.

Sugestões Introdução didáticas ■ Introduzir o tema, esclarecendo que uma doutrina (científica, filosófica ou religiosa), para ser considerada como tal, deve conter princípios norteadores dos seus ensinamentos. Similarmente, o Espiritismo também os possui, identificados por Allan Kardec como pontos principais da Doutrina. Acrescentar que, tendo como base esses pontos principais, Allan Kardec codificou a Doutrina transmitida pelos Espíritos Superiores, no século XIX.

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Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 4

Desenvolvimento

Em seguida, solicitar aos participantes que façam leitura silenciosa dos pontos principais do Espiritismo, por eles resumidos na atividade extraclasse. Aproveitar o período de tempo da leitura para afixar, no mural da sala de aula, três folhas de papel pardo. A primeira dessas folhas deve conter o registro de alguns pontos principais da Doutrina Espírita, identificados pelo Codificador do Espiritismo e inseridos na introdução 6 de O Livro dos Espíritos. Pedir à turma que, individualmente ou em grupo, escreva nas folhas em branco os demais pontos principais da Doutrina que estão faltando no cartaz parcialmente preenchido. Verificar, junto com os participantes, se todos os pontos assinalados por Kardec estão registrados nos demais cartazes, acrescentando os que faltam ou eliminando os repetidos.

Conclusão

Fazer o fechamento da reunião indicando, nos registros, os pontos principais da Doutrina Espírita que estão mais relacionados às nossas necessidades de aprendizado no plano físico.

Avaliação
O Estudo será considerado satisfatório se: a) a maioria dos participantes realizar atividade extraclasse; b) os registros nos cartazes indicarem que houve correto entendimento do assunto.

Técnica(s): exposição; leitura. Recurso(s): O Livro dos Espíritos; cartazes; pncéis hidrográficos
de cores variadas; folhas de papel pardo; fita adesiva.

Subsídios

Allan Kardec, na Introdução de O Livro dos Espíritos, item 6, trata dos pontos principais dos ensinos transmitidos pelos Espíritos Superiores. Ressalta, primeiramente, que [...] os próprios seres que se comunicam se designam a si mesmos pelo nome de Espíritos

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Programa Fundamental • Módulo I • Roteiro 4

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ou Gênios, declarando, alguns, pelo menos, terem pertencido a homens que viveram na Terra. Eles compõem o mundo espiritual, como nós constituímos o mundo corporal durante a vida terrena1. Passa, em seguida, a resumir esses pontos principais: Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. Criou o Universo, que abrange todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais. Os seres materiais constituem o mundo visível ou corpóreo, e os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, isto é, dos Espíritos. O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo. O mundo corporal é secundário; poderia deixar de existir, ou não ter jamais existido, sem que por isso se alterasse a essência do mundo espírita. Os Espíritos revestem temporariamente um invólucro material perecível, cuja destruição pela morte lhes restitui a liberdade. Entre as diferentes espécies de seres corpóreos, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos Espíritos [...] 1. A alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório. Há no homem três coisas: 1º. o corpo ou ser material, análogo aos animais e animado pelo mesmo princípio vital; 2º. a alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo; 3º, o laço que prende a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito. [...] O laço ou perispírito, que prende ao corpo o Espírito, é uma espécie de envoltório semimaterial. A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro. O Espírito conserva o segundo, que lhe constitui um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, porém que pode tornar-se acidentalmente visível e mesmo tangível, como sucede no fenômeno das aparições 2. O Espírito não é, pois, um ser abstrato, indefinido, só possível de conceber-se pelo pensamento. É um ser real, circunscrito, que, em certos casos, se torna apreciável pela vista, pelo ouvido e pelo tato. Os Espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais, nem em poder, nem em inteligência, nem em saber, nem em moralidade. Os da primeira ordem são os Espíritos superiores, que se distinguem dos outros pela sua perfeição, seus conhecimentos, sua proximidade de Deus, pela pureza de seus sentimentos e por seu amor do bem: são os anjos ou puros Espíritos. Os das outras classes se acham cada vez mais distanciados dessa perfeição, mostrando-se os das categorias inferiores, na sua maioria, eivados das nossas paixões: o ódio, a inveja, o ciúme, o orgulho, etc 3. Os Espíritos não ocupam perpetuamente a mesma categoria. Todos se melhoram, passando pelos diferentes graus de hierarquia espírita. Esta melhora se efetua por meio da encarnação, que é imposta a uns como expiação, a outros como missão. A vida material é uma prova que lhes cumpre sofrer repetidamente, até que hajam atingido a absoluta perfeição moral 3.

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Deixando o corpo, a alma volve ao mundo dos Espíritos, donde saíra, para passar por nova existência material, após um lapso de tempo mais ou menos longo, durante o qual permanece em estado de Espírito errante 3. Tendo o Espírito que passar por muitas encarnações, segue-se que todos nós temos tido muitas existências e que teremos ainda outras, mais ou menos aperfeiçoadas, quer na Terra, quer em outros mundos 4. A encarnação dos Espíritos se dá sempre na espécie humana; seria erro acreditar-se que a alma ou Espírito possa encarnar no corpo de um animal 4. As diferentes existências corpóreas do Espírito são sempre progressivas e nunca regressivas; mas, a rapidez do seu progresso depende dos esforços que faça para chegar à perfeição. [...] Os Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do Universo. Os não encarnados ou errantes não ocupam uma região determinada e circunscrita; estão por toda parte no espaço e ao nosso lado, vendo-nos e acotovelando-nos de contínuo. É toda uma população invisível, a mover-se em torno de nós 4. Os Espíritos exercem incessante ação sobre o mundo moral e mesmo sobre o mundo físico. Atuam sobre a matéria e sobre o pensamento e constituem uma das potências da Natureza, causa eficiente de uma multidão de fenômenos até então inexplicados ou mal explicados e que não encontram explicação racional senão no Espiritismo 4. As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os maus nos impelem para o mal; é-lhes um gozo ver-nos sucumbir e assemelhar-nos a eles 5. As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As ocultas se verificam pela influência boa ou má que exercem sobre nós, à nossa revelia. Cabe ao nosso juízo discernir as boas das más inspirações. [...] Os Espíritos se manifestam espontaneamente ou mediante evocação. [...] Os Espíritos são atraídos na razão da simpatia que lhes inspire a natureza moral do meio que os evoca. Os Espíritos Superiores se comprazem nas reuniões sérias, onde predominam o amor do bem e o desejo sincero, por parte dos que as compõem, de se instruírem e melhorarem. A presença deles afasta os Espíritos inferiores que, inversamente, encontram livre acesso e podem obrar com toda a liberdade entre pessoas frívolas ou impelidas unicamente pela curiosidade e onde quer que existam maus instintos [...] 6. Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil. Os Espíritos superiores usam constantemente de linguagem digna, nobre, repassada da mais alta moralidade [...]. A dos Espíritos inferiores, ao contrário, é inconseqüente, amiúde, trivial e até grosseira 6.

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Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita

A moral dos Espíritos superiores se resume, como a do Cristo, nesta máxima evangélica: Fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem, isto é, fazer o bem e não o mal. Neste princípio encontra o homem uma regra universal de proceder, mesmo para as suas menores ações. [...] Ensinam, finalmente que, no mundo dos Espíritos, nada podendo estar oculto, o hipócrita será desmascarado e patenteadas todas as suas torpezas; que a presença inevitável, e de todos os instantes, daqueles para com quem houvermos procedido mal constitui um dos castigos que nos estão reservados; que ao estado de inferioridade e superioridade dos Espíritos correspondem penas e gozos desconhecidos na Terra. Mas, ensinam também não haver faltas irremissíveis, que a expiação não possa apagar. Meio de consegui-lo encontra o homem nas diferentes existências que lhe permitem avançar, conformemente aos seus desejos e esforços, na senda do progresso, para a perfeição, que é o seu destino final 7. Eis, assim, os pontos principais da Doutrina Espírita, que serão desenvolvidos no transcorrer deste Curso.

Referência 1. KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 86. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Introdução, Bibliográfica
item 6, p. 23. 2. ______. p. 23-24. 3. ______. p. 24. 4. ______. p. 25. 5. ______. p. 25-26. 6. ______. p. 26. 7. ______. p. 27.

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PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO II A Codificação Espírita OBJETIVO GERAL Favorecer a compreensão do surgimento da Doutrina Espírita e da missão de Allan Kardec .

O acontecimento de Hydesville [. empolgaram a população do vilarejo.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO II – A Codificação Espírita ROTEIRO 1 Fenômenos mediúnicos que antecederam a Codificação: Hydesville e mesas girantes Objetivo específico ■ Justificar a importância dos fenômenos de Hydesville e das mesas girantes para o surgimento do Espiritismo. principalmente. as primeiras demonstrações públicas. Zêus Wantuil e Francisco Thiesen: Allan Kardec. em 31 de março de 1848. Pedro Barbosa: O espiritismo básico. residência da família Fox. 1. Às vezes surgia uma que outra pretenciosa explicação. Quase ninguém se aprofundava no estudo da causa de tais manifestações extraordinárias. Conteúdo básico ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Em março de 1848. O episódio de Hydesville. Os acontecimentos a partir do primeiro diálogo com o Espírito. com as irmãs Fox.] repercutiria na Europa. Cap. Estado de Nova Iorque. que logo era desprezada. no humilde vilarejo de Hydesville. por não poder satisfazer aos fatos observados. 2. Zêus Wantuil: As mesas girantes e o espiritismo. em novembro de 1849.. A fagulha da renovação.. Os fenômenos constituíam para a generalidade dos assistentes um passatempo como qualquer outro. Cap. item 2. vol. surgindo.. despertando as consciências e. prepararia o advento do Espiritismo.. Tais fenômenos ocorreram numa tosca cabana. a recreação mais palpitante e mais original era a das mesas girantes [. Em Paris de 1853.]. o que resultou na formação do primeiro núcleo de estudantes do espiritualismo moderno. ao lado dos fenômenos das mesas girantes. 1. ■ ■ 42 . surgiram fenômenos mediúnicos que abalaram a opinião pública da época.

se o grupo preferir.] Espíritos. . Allan Kardec. ■ Após essa tarefa. aproveitando-se da onda de curiosidade que invadira todas as plagas [as nações européias e alhures]. (Veja: As Mesas Girantes e o Espiritismo. dos assuntos que giram em torno dela e do seu Codificador. Grupo III:fazer a síntese do item 2 (As mesas girantes). Em breve exposição. p. figuras ilustrativas dos dois fenômenos. fazendo breves comentários sobre cada um deles. 10. ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 43 rita – as cinco obras básicas –. e comentá-los de modo sucinto. explicar aos participantes que em meados do século XIX houve uma série de fenômenos considerados extraordinários. nelas também se movimentaram intensamente. ou. por exemplo. pedir aos grupos que apresentem as conclusões. dramatizar o diálogo de Kate e Margareth Fox com o Espírito batedor.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 1 ■ Os [. propor-lhes a realização das tarefas abaixo descritas: Grupo I: narrar.. vol. os subsídios deste Roteiro. no grandioso e abençoado objetivo de despertamento progressivo dos homens para as realidades vivas da vida póstuma. tendo mesmo atingido os intelectuais da época: os fenômenos de Hydesville e as mesas girantes. Cap. e que causaram forte impacto na opinião pública. 7 e Allan Kardec.) Mostrar. silenciosamente. p. Grupo II: retirar dos subsídios . então. de forma resumida. Zêus Wantuil: As mesas girantes e o espiritismo. os aspectos que o grupo julgar mais importantes. Sugestões Introdução didáticas ■ Informar à turma que o Módulo II trata da Codificação Espí■ ■ Desenvolvimento Em seqüência.. item 1 (Os fenômenos de Hydesville). 52. os episódios de Hydesville. dividir a turma em quatro grupos e solicitarlhes que leiam. 2. ■ Terminada a leitura.

Atividade extraclasse para a próxima reunião de estudo Informar à turma que o roteiro seguinte – Allan Kardec: o professor e o codificador – será estudado por meio de um simpósio. primeiros estudos. o ensino intuitivo. leitura silenciosa. 2º expositor: o professor Rivail: as obras didáticas. o Instituto de Yverdon. anotando as respostas no quadro-de-giz / quadro branco ou no flip-chart. pedindo a colaboração de quatro alunos. o trabalho em grupo e participarem efetivamente da explosão de idéias. 3º expositor: Kardec 44 . afixar em lugar visível a todos um cartaz contendo a seguinte pergunta: Qual a importância dos fenômenos de Hydesville e das mesas girantes. o exercício das funções diretivas e educativas. Recurso(s): subsídios do Roteiro. explosão de idéias. quadro-de-giz / quadro branco / flip-chart. roteiro para o trabalho em grupo. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os alunos realizarem. Fazer breves comentários sobre as idéias emitidas pelos participantes. cartaz.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 1 ■ ■ ■ A seguir. com vistas à chegada de uma Era Nova para a Humanidade. da seguinte maneira: 1º expositor: o menino Hyppolyte – nascimento. estudo em grupo. Conclusão ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Considerando o objetivo da aula. para o surgimento do Espiritismo? Com o auxílio da técnica explosão de idéias. Explicar resumidamente a técnica. de forma correta. que deverão preparar os temas (10 minutos para a cada exposição). pedir aos alunos que respondam à pergunta do cartaz. destacar a importância do papel dos fenômenos que antecederam a Codificação: “invasão organizada” pela Espiritualidade Superior. Técnica(s): exposição.

Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 1 e a missão: os primeiros contatos com os fenômenos mediúnicos. os primeiros estudos sérios de Espiritismo. três. Apesar das mais numerosas pesquisas. logo. residente em Hydesville. o que os tornará seguros e motivados para a execução da tarefa. . em geral. foi perturbada por estranhas manifestações. a casa [uma tosca cabana] de um certo John Fox [e sua mulher Margareth]. travando-se um diálogo com o que todos julgavam fosse o diabo: — Senhor Pé-rachado. causaram forte impacto na opinião pública. eram médiuns. Imediatamente se ouviram pancadas. disse. com ressonância no mundo intelectual da época: os fenômenos de Hydesville. quando as pancadas (em inglês chamadas raps) se tornaram mais persistentes e fortes. Margareth e Kate e ainda a mais velha. As filhas do casal Fox. por sua vez: — Agora faça exatamente como eu. casada. ruídos inexplicáveis faziam-se ouvir com tal intensidade que essa família não pôde mais repousar. pelo caráter ostensivo e intencional. pequena cidade do Estado de New York. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 45 Em meados do século XIX. as obras espíritas. Os fenômenos de Hydesville Em 1847. com os expositores para prestar-lhes esclarecimentos a respeito do trabalho. Margareth. se notou que a causa produtora parecia ser inteligente 4. quatro. resolveu desafiar o mistério. em número igual ao das palmas. porém. Solicitar à turma que leia com atenção os subsídios do roteiro 2. Subsídios 1. a atuação de Kardec na codificação da Doutrina Espírita. fenômenos que. que. Reunir-se. 4º expositor: Kardec e as obras espíritas: o nome Allan Kardec. para participar com proveito do simpósio. Conte um. notícias e desempenho da missão. de 11 anos. A Sra. no dia 31 de março de 1848. faça o que eu faço. ao lado das mesas girantes. surgiram na América. não se pôde encontrar o autor dessa bulha insólita. dois. animada. Kate. contribuiriam efetivamente para o surgimento do Espiritismo. oportunamente. Lia. batendo palmas.

. como esta a seguir: “Caros amigos. numerosas e precisas. como era de se esperar. deveis proclamar ao Mundo estas verdades. com o quase linchamento das jovens Fox. Não se pôde descobrir a causa real daquelas singulares manifestações. Foi através desse processo — o uso do alfabeto na telegrafia espiritual — que os Espíritos enviaram mensagens reveladoras dos desígnios superiores. ficou descoberta a telegrafia espiritual. então. Foi assassinado nesta casa? Duas pancadas estrepitosas se fizeram ouvir 3. chamado Isaac Post. teve a idéia de nomear em voz alta as letras do alfabeto. outro aspecto. É a aurora de uma nova era. dê duas batidas. faziam-se ouvir na mesa. atraídos por esses fenômenos novos. Chamados os vizinhos. Mas a perseguição traz. Deus vos protegerá. e os bons Espíritos velarão por vós 12. em seguida. em vez de se produzirem sobre as paredes e sobre o assoalho. o aumento do número de adeptos para as idéias que combate.” Os Fox. não se contentaram mais com perguntas e respostas. Se for. As experiências seguiram-se. oferecer-se para mostrar publicamente os fenômenos à população reunida no Corynthian-Hall. Todos os meios de vigilância foram postos em ação para a descoberta do invisível batedor. não se fez esperar. Essas apresentações. grande foi o tumulto. foram declaradas verdadeiras. poucos anos depois. A resposta. em torno da qual estavam reunidos os experimentadores. Um deles. As mesas girantes É necessário dizer-se que o fenômeno tomou. afirmativa. Desde esse dia. pedindo ao Espírito para bater uma pancada quando a letra entrasse na composição das palavras que quisesse fazer compreender. Este modo de proceder fora indicado pelos próprios Espíritos 7. este processo é o que vemos aplicado nas mesas girantes 5. estes foram testemunhas dos mesmos fenômenos. mas o inquérito da família e o de toda a vizinhança foi inútil. e. vítimas da intolerância e do fanatismo dos conservadores da fé. e não deveis tentar ocultá-la por mais tempo. Quando houverdes cumprido o vosso dever. As pancadas. — É um espírito? perguntou. — Se for um espírito assassinado. o maior salão da cidade de Rochester. após passarem pelo exame rigoroso de três comissões. 2. dê duas batidas. Os curiosos.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 1 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 46 Logo se fizeram ouvir as pancadas correspondentes. em seguida. já havia alguns milhares de seguidores do espiritualismo moderno nos Estados Unidos 6. Assim. resolveram. como conseqüência.

em pouco tempo. o sábio químico Chevreul. A precisão das respostas e a correlação que denotavam com as perguntas causaram espanto. A notícia dos fenômenos misteriosos que se produziam na América suscitou na França viva curiosidade e. O ser misterioso que assim respondia. então o mais ilustre representante da teologia e da filosofia católicas 14. em vez disso. declararam a veracidade dos fatos. a Europa inteira tinha as atenções gerais convergidas para o fenômeno das chamadas mesas girantes e dançantes. a moda era interrogá-las sobre as mais fúteis questões. conforme fora convencionado. interrogado sobre a sua natureza. portadoras de mensagens vindas do mundo espiritual 8. Este fenômeno. propagou-se rapidamente pela Europa e pelas outras partes do mundo 1. As primeiras manifestações inteligentes se produziram por meio de mesas que se levantavam e. dentre outros.. a não ser o grande físico inglês Faraday. a uma pergunta feita.. Em seguida. muitos intelectuais. aproximaram-se das novas idéias com o objetivo de esclarecer as pessoas quanto à ilusão em que estavam imersas. recuando honestamente em seus propósitos. davam certo número de pancadas. Vale enfatizar que. ou – não.]. que parece ter sido notado primeiramente na América [. tais como ruídos insólitos. respondendo desse modo – sim. o célebre professor Roberto Hare. Designaram-no vulgarmente pelo nome de mesas girantes ou dança das mesas. os sábios. A imprensa informava e tecia largos comentários acerca das estranhas manifestações. Há aqui uma circunstância muito importante. porquanto bem podiam crer que tudo fosse obra do acaso. o sábio Robert Dale Owen. como o juiz John W. Nos salões. Obtiveram-se depois respostas mais desenvolvidas com o auxílio das letras do alfabeto: dando o móvel um número de pancadas correspondente ao número de ordem de cada letra. Mapes. com um dos pés. aumentando ainda mais o interesse pelas manifestações mediúnicas. Era um passatempo de nova espécie e que fez furor 9. se produziu rodeado de circunstâncias estranhas. foi o próprio fenômeno que revelou a palavra 2.mo Padre Ventura de Raulica. o professor James J. Em 1853. É que ninguémimaginou os Espíritos como meio de explicar o fenômeno.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 1 O primeiro fato observado foi o da movimentação de objetos diversos. Até aí nada de convincente havia para os cépticos. o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 47 . a experiência das mesas girantes atingiu grau extraordinário. Mas. chegava-se a formar palavras e frases que respondiam às questões propostas. 11. declinou um nome e prestou diversas informações a seu respeito. eles. pancadas sem nenhuma causa ostensiva. a propósito dessas manifestações novas na América. declarou que era Espírito ou Gênio. considerado o maior acontecimento do século pelo Rev. e. que se deve assinalar. Edmonds.

assim. Veio o Santo Ofício e. programada pelos Espíritos Superiores. E Paris inteira assistia. diante da demonstração irrefragável dos novos fatos [manifestações de Espíritos]. em explicá-las. A Imprensa francesa. Voltando aos dias da tumultuosa França de meados de 1853. mas que a realidade impunha aos mais cépticos e frívolos..Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 1 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 48 conde de Gasparin. atônita e estarrecida. o abade Moigno..]. vemos que grupos e mais grupos de experimentadores curiosos se haviam organizado num fechar de olhos. com vistas à chegada de uma nova era de progresso para os homens 10. condenou os fenômenos em voga. só alucinadas imaginações poderiam criar. para a maioria. . em 4 de agosto de 1856. dizendo serem conseqüência de hipnotismo e magnetismo (já que pouca gente acreditava em peripécias do diabo). cumprido o papel dos fenômenos dessa fase inicial — invasão organizada. franqueou mais amplamente suas colunas ao noticiário a respeito. a maioria dos acadêmicos olhando os fenômenos com superioridade e desdém 15.. Babinet e alguns outros eminentes homens de ciência. bem poucos se importavam em descobrir-lhes as causas. no dizer do escritor inglês Arthur Conan Doyle —. o marquês de Mirville.. Arago. Estava. e tachava de hereges as pessoas por intermédio das quais eles eram produzidos 16. a este turbilhão feérico de fenômenos imprevistos que. Mas as mesas continuaram. A maravilhosa loucura do século XIX já se havia infiltrado no cérebro da Humanidade [. que saltavam aos olhos de todos. dessa forma ateando mais fogo nos debates e controvérsias que então se levantaram entre os observadores menos superficiais 13.

Allan Kardec. (O episódio de Hydesville). O livro dos espíritos. 15. p. BARBOSA. Zêus. p. Tradução de Guillon Ribeiro. 2005. Item 4. 12. p. 25-26. Rio de Janeiro: FEB. p. Pedro Franco. Allan. 16. . S/d. Francisco. 1. p. 9. Cap. 57. Cap.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 1 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 49 1. 7. Arthur Conan. 13. 2005. 56-57. 2005. 23. ______. 42. O fenômeno espírita. DELANNE. Zêus e THIESEN. As mesas girantes e o espiritismo. ed. p. ______. História do espiritismo. p. Rio de Janeiro: FEB. ______. p. Cap. 8. 6. 3. Rio de Janeiro: FEB. Grabriel. São Paulo: Pensamento. ed. 33. 8. Introdução. 1. 11. 5. ______. 5. p. 6-7. 4. Parte primeira. Primeira parte. Cap. Espiritismo básico. ______. p. 27. 29-33. ed. ______. 17. Cap. 4. 24. ______. DOYLE. 20. 6. 2. ______. item 3. p. 57. WANTUIL. WANTUIL. ed. p. 9. 2002. ______. 59-60. p. KARDEC. 38. 14. 1996. 2. 86. 2. cap. Tradução de Júlio Abreu Filho. ed. Rio de Janeiro: FEB. Tradução de Francisco Raymundo Ewerton Quadros. p. p. 4. 2 (Na américa). p. Rio de Janeiro: FEB. ______. 10. 120-128. vol.

22. Allan Kardec: Obras póstumas. tornou-se muito conhecido pelas obras didáticas publicadas e pelo trabalho realizado no campo da Educação. a 3 de outubro de 1804. Biografia de Allan Kardec. Cap. como professor. a observação. Desde a primeira juventude. ■ ■ 50 .PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO II – A Codificação Espírita ROTEIRO 2 Allan Kardec: o professor e o codificador Objetivos ■ Evidenciar os aspectos mais importantes da vida de Allan específicos Kardec e os traços marcantes da sua personalidade. Emmanuel: A caminho da luz. Conteúdo básico ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Nascido em Lião [França]. Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail) não seguiu essas carreiras. exercitou a paciência. ■ Destacar a missão de Allan Kardec. Mais tarde. Zêus Wantuil: Grandes espíritas do Brasil. sentiu-se inclinado ao estudo das ciências e da filosofia. o trabalho. de uma família antiga que se distinguiu na magistratura e na advocacia. Allan Kardec renasceu [.. a fim de melhor poder desempenhar a gloriosa missão que lhe estava reservada.] com a sagrada missão de abrir caminho ao Espiritismo. a grande voz do Consolador Prometido ao mundo pela misericórdia de Jesus Cristo. Homenagem especial a Allan Kardec. Através de sua carreira pedagógica.. a força de vontade e o amor às boas causas. a abnegação.

e encerrar o simpósio. Esclarecer. Após isso. é o próprio monitor da turma). Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 51 haveria um simpósio sobre o assunto: Allan Kardec . 2003) Apresentar os quatro simposistas. edição FEB. Explicar sucintamente a técnica. papel. ou simposistas (os alunos convidados). que. procedendo de igual modo com relação aos demais. com vistas à formulação de perguntas a serem posteriormente encaminhadas aos expositores. Recurso(s): subsídios do Roteiro. e. a saber: o coordenador do simpósio (que. . Avaliação O estudo será considerado satisfatório se as exposições estiverem dentro dos objetivos propostos. descrita ao final do roteiro 1. durante as apresentações. e as respostas forem esclarecedoras. encaminhá-las aos respectivos expositores para as respostas. (Veja a técnica de simpósio na apostila Técnicas Pedagógicas. para que ele desenvolva a sua parte. os participantes anotarão suas dúvidas. de acordo com o seu conteúdo.o professor e o codificador. fazer a exposição final (síntese das idéias desenvolvidas pelos simposistas). isto é. os expositores. que ■ ■ Desenvolvimento ■ ■ Em seqüência.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 2 Sugestões Introdução didáticas ■ Iniciar a aula retomando o que foi dito na anterior. indicando a parte do tema que cada um deles irá desenvolver. definindo a função de cada um dos seus participantes. lápis/ caneta. e os participantes do auditório (os próprios alunos). recursos visuais. passar a palavra ao primeiro expositor. Conclusão ■ Terminadas as perguntas e esgotado o tempo. ainda. de acordo com o previsto na atividade extraclasse. convidar o auditório a formular perguntas. no caso. Técnica(s): simpósio.

imitado. 1. Foram seus pais Jean-Baptiste Antoine Rivail. situada na extremidade S.]. citado. Grande número de seus antepassados se tinham distinguido na advocacia.. Destacaremos. a escola modelo da Europa 15. 52 . denotando franca inclinação para as ciências e para os assuntos filosóficos.. os aspectos mais importantes de sua luminosa trajetória pela Terra. cujo verdadeiro nome é Hippolyte Léon Denizard Rivail. e Jeanne Louise Duhamel [. a segunda. como o consagrado professor Rivail. seus pais o enviam a Yverdon (ou Yverdun). sendo educado dentro de severos princípios de honradez e retidão moral. O menino Hippolyte 1.. do lago Neuchâtel e na foz do Thiele. na magistratura e até mesmo no trato dos problemas educacionais. O futuro codificador do Espiritismo recebeu um nome querido e respeitado e todo um passado de virtudes. cidade suíça do cantão de Vaud. É de se presumir que a influência paterna e materna tenham sido das mais benéficas na sua infância. era. numa palavra. sua cidade natal. o menino se revelou altamente inteligente e agudo observador. O Instituto de Yverdon Conforme nos conta Henri Sausse [biógrafo de Kardec].]. a seguir. de honra e probidade. de nobres e dignas tradições. pelo professor-filantropo João Henrique Pestalozzi [. no seio de antiga família lionesa. como o Codificador do Espiritismo. Freqüentado todos os anos por grande número de estrangeiros. Bem cedo. constituindo-se em fonte de nobres sentimentos.2 Primeiros estudos. a fim de completar e enriquecer sua bagagem escolar no célebre Instituto de Educação ali instalado em 1805. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 1. Com a idade de dez anos. O. Rivail realizou seus primeiros estudos em Lião. a 3 de outubro de 1804. nasceu na cidade de Lião (França).1 Nascimento Allan Kardec.. descrito. como se fora um adulto 12.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 2 Subsídios Duas são as fases em que se pode dividir a vida de Allan Kardec: a primeira. compenetrado de seus deveres e responsabilidades. magistrado íntegro.

e primava pela simplicidade e clareza. e para preparar o seu primeiro livro didático 17. com apenas dezoito anos de idade [.]. D. até mesmo aquele bom-senso. chegando à capital da França. assentando-o em bases pestalozzianas. O professor Rivail 2. mas com muitas idéias originais e práticas do próprio autor. segundo o método de Pestalozzi. Denizard Rivail logo se pôs a exercer o magistério. a futura imperatriz do Brasil. o czar da Rússia. lançou o Curso Prático e Teórico de Aritmética. os reis da Baviera e de Wurtemberg. que Flammarion com felicidade aplicou a Rivail. onde também lhe desabrocharam as idéias que mais tarde o colocariam na classe dos homens progressitas e dos livres-pensadores 13. O método por ele empregado desenvolve gradualmente Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 53 Altas personalidades políticas. A obra em questão era recomendada aos institutores e às mães de família que desejassem dar aos seus filhos as primeiras noções de Aritmética. e por ela também se interessaram Göethe. Possuidor de inteligência penetrante e alto espírito de observação. foi cultivado e avigorado com as lições e os exemplos recebidos no Instituto de Yverdon. Louvaram o criador dessa obra revolucionária. o imperador da Áustria. eficiente colaborador. literárias e filantrópicas voltavam maravilhadas de suas visitas ao famoso Instituto... . Leopoldina de Áustria. aliás. e. Aliás. e muitos expoentes da nobreza européia e do mundo cultural 16. com modificações.]. aproveitando as horas vagas para traduzir obras inglesas e alemãs. ao qual os destinos reservariam sublime missão.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 2 2.. o principal mérito de todas as publicações de Rivail-Kardec. Frederico Guilherme III. deste se tornando. empregara esforços e talento na preparação do utilíssimo livro. científicas. pouco depois. logo se revelou um dos discípulos mais fervorosos do insigne pedagogista suíço [. Alexandre I. inclinado naturalmente para a solução dos importantes problemas do ensino e para o estudo das ciências e da filosofia. Assim é que em dezembro de 1823.. ainda mais. qualidades estas que são. – Rivail cativou a simpatia e a admiração do velho professor. O futuro Codificador do Espiritismo.1 As obras didáticas Sem dúvida. e sua esposa Luísa. o rei Carlos IV da Espanha. O Cours d´Arithmétique (Curso de Aritmética) constituiu a primeira obra de cunho pedagógico e a primeira entre todas as demais dadas a público por Rivail. O menino Denizard Rivail. Os exemplos de amor ao próximo fornecidos por Pestalozzi [para quem o amor é o eterno fundamento da educação] norteariam para sempre a vida do futuro Codificador do Espiritismo. o rei da Prússia.

provavelmente) 14. a Instituição Rivail 20. A base da instrução elementar de Pestalozzi – afirmou Jullien de Paris – é a INTUIÇÃO.3 O exercício das funções diretivas e educativas Tendo fundado em 1826. ou antes). Além dessa obra. aos quais ele carinhosa- . e a intuição sensível é somente a sua realização concreta. Qual o Sistema de Estudos Mais em Harmonia com as Necessidades da Época? (1831). as seguintes obras: Curso Completo Teórico e Prático de Aritmética (1845). pelas representações gráficas. da maneira mais natural . no dizer de Wantuil e Thiesen 22. operando sobre todas as faculdades da criança. processo didático preconizado por Pestalozzi e. recorrendo-se aos exercícios de intuição sensível (educação dos sentidos). numa verdadeira fertilidade pedagógica. A idéia existe originariamente na criança. Soluções dos Exercícios e Problemas do Tratado Completo de Aritmética (1847). único meio de a idéia se tornar compreensível. O ensino intuitivo se funda na substituição do verbalismo e do ensino livresco pela observação. pelas experiências. Gramática Normal dos Exames (com Lévi-Alvarès – 1849).Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 2 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 54 as faculdades intelectuais do aluno. Manual dos Exames para os Títulos de Capacidade (1846). Este não se limita a reter as fórmulas pela memória: penetra-lhes a essência. bem como planos e projetos dirigidos à reforma do ensino francês. em Paris. 2. o jovem professor aí exerceu funções diretivas e educativas. porque se encontra como força modeladora que vive e atua na criança.2 O ensino intuitivo Como não podia deixar de ser. a atualização da idéia. Gramática Francesa Clássica (1831). 2. dentre outras. Ditados da Primeira e da Segunda Idade (1850). Rivail publicou numerosos livros didáticos.. Química. Astronomia e Fisiologia (1849. etc. se transmite ao educando a realização. Projeto de Reforma no tocante aos Exames e aos Educandários para meninas (1847). Catecismo Gramatical da Língua Francesa (1848). por assim dizer 18. Plano Proposto para a Melhoria da Educação Pública (1828). que ele considera como o fundamento geral de nossos conhecimentos e o meio mais adequado para desenvolver as forças do espírito huma19 no. segundo o qual. Rivail utilizou-se do ensino intuitivo. Programa dos Cursos Usuais de Física. Memória sobre a Instrução Pública (1831). desenvolvendo notável trabalho de aprimoramento da inteligência de centenas de educandos. Curso de Cálculo Mental (1845. Ditados Normais dos Exames (1849). Destacaremos. com passagem natural a atividades mentais que preludiam a intuição intelectual.

permita que eu não veja no caso mais do que um conto para fazer-nos dormir em pé 2. no conceito do povo francês e no respeito de autoridades e professores. como em muitos outros de seus empreendimentos. em meados do século XIX as mesas girantes revolucionaram a Europa. antes mesmo que o Espiritismo lhe popularizasse e imortalizasse o pseudônimo Allan Kardec. não só se consegue que uma mesa se mova. — Isto agora. Ainda nada vira.1 Os primeiros contatos com os fenômenos mediúnicos Conforme já foi comentado no item dois do roteiro um deste Módulo. ignorando a causa e a lei do fenômeno. com o seu nome inscrito em importantes obras bibliográficas 23. Até lá. Interrogada. Eu estava. que negam porque apenas vêem um fato que não compreendem 3. Foi no decorrer de sua carreira de instrutor-filantropo que Rivail exercitou a paciência. muito singular. é outra questão. A missão 3. Fortier. estudioso do magnetismo. a abnegação. Rivail pôde contar com o apoio e a dedicação da Profª Amélie-Gabrielle Boudet. Encontrei um dia o magnetizador. Era lógico este raciocínio: eu concebia o movimento por efeito de uma força mecânica. mas. nem observara. Senhor Fortier. chamando a atenção de toda a sociedade. aparentemente contrário às leis da Natureza e que a minha razão repelia. O fluido magnético. as Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 55 . Só acreditarei quando o vir e quando me provarem que uma mesa tem cérebro para pensar. repliquei-lhe.. como também que fale. que é uma espécie de eletricidade. a respeito dos novos fatos: Foi em 1854 que pela primeira vez ouvi falar das mesas girantes. sobretudo a França.. que me disse: Temos uma coisa muito mais extraordinária. a força de vontade e o amor às boas causas. pois. ela responde. a observação. — É. o trabalho. Deve-se ressaltar que tanto na Instituição. 3.] Algum tempo depois. a fim de melhor poder desempenhar a gloriosa missão que lhe estava reservada 23. mas. a quem eu conhecia desde muito tempo e que me disse: Já sabe da singular propriedade que se acaba de descobrir no Magnetismo? Parece que já não são somente as pessoas que se podem magnetizar. assim se expressa. com efeito.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 2 mente chamava meus amigos 21. magnetizando-a. Assim. diante de um fato inexplicado. Achava-me na posição dos incrédulos atuais. pode perfeitamente atuar sobre os corpos inertes e fazer que eles se movam. O professor Rivail. conseguindo-se que elas girem e caminhem à vontade. mas também as mesas. isso não me parece radicalmente impossível. [. encontrei-me novamente com o Sr. com quem se casara em 1832 21. respondi. a sua reputação de distinguido mestre da Pedagogia moderna. inclusive da imprensa. afiguravase-me absurdo atribuir-se inteligência a uma coisa puramente material. a rigor. já havia Rivail firmado bem alto. nervos para sentir e que possa tornar-se sonâmbula.

Pâtier e a Sra. como que a revelação de uma nova lei. de uma mesa falante ainda não me entrara na mente 4. isenta de todo entusiasmo.]. confirmavam a minha opinião. a intervenção de uma inteligência estranha 6. que residia então à rua Rechechouart..Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 2 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 56 experiências. presenciei o fenômeno das mesas que giravam. Plainemaison. O Sr. quanto à possibilidade do efeito puramente material. Plainemaison. 3. tive ensejo de ver comunicações contínuas e respostas a perguntas formuladas. até. que acusavam. sua linguagem pausada. quando me convidou a assistir às experiências que se realizavam em casa da Sra. aceitei imediatamente [. Baudin me convidou para assistir às sessões hebdomadárias que se realizavam em sua casa e às quais me tornei desde logo muito assíduo. porém. em condições tais que não deixavam lugar para qualquer dúvida. Foi aí que. Pâtier era [. no passatempo que faziam daqueles fenômenos..2 Os primeiros estudos sérios de Espiritismo Foi nessas reuniões [na casa da família Baudin] que comecei os meus estudos sérios de Espiritismo. No ano seguinte. do que de observações. produziu em mim viva impressão e.. O Sr. [. seu magnetizador. com o auxílio de uma cesta. Carlotti se pronunciara. que daqueles fenômenos me falaram no mesmo sentido em que o Sr. Eu entrevia. Bem depressa. amigo de 25 anos. que tomei a mim estudar a fundo. Carlotti. saltavam e corriam. com o entusiasmo que consagrava a todas as idéias novas [. Passado algum tempo. pela primeira vez. muito imperfeitos. a idéia. ocasião se me ofereceu de observar mais atentamente os fatos. de modo evidente. Fortier. Roger.. realizadas em presença de pessoas honradas e dignas de fé. chamada carrapeta e que se encontra descrita em O Livro dos Médiuns. naquelas aparentes futilidades. em companhia do Sr. algumas vezes. Lá encontrei o Sr. Aí. 18. Assisti então a alguns ensaios. . a perguntas mentais. por meio de revelações. fui à casa da sonâmbula Sra. que me falou daqueles fenômenos durante cerca de uma hora. Minhas idéias estavam longe de precisar-se. que escreviam numa ardósia com o auxílio de uma cesta.] Os médiuns eram as duas senhoritas Baudin... como ainda o não fizera.. mas em tom muito diverso. Esse processo. pelo mês de maio de 1855. Plainemaison. frio e calmo. mas havia ali um fato que necessariamente decorria de uma causa. menos. Numa das reuniões da Sra.] 5. de escrita mediúnica numa ardósia. qualquer coisa de sério. travei conhecimento com a família Baudin. estávamos em começo de 1855. à rua GrangeBatelière. exclui toda possibilidade de intromissão das idéias do médium. encontrei-me com o Sr.] muito instruído.. ainda. que exige o concurso de duas pessoas. de caráter grave.

peço-te. para não me deixar iludir 7. Compete ao observador formar o conjunto. O segundo ponto. provava a existência do mundo invisível ambiente. como sabes. em suma. de adiantamento. andar com a maior circunspeção e não levianamente.. era que aquela comunicação permitia se conhecessem o estado desse mundo. a solução que eu procurara em toda a minha vida. Estabeleceu-se. em virtude da sua posição pessoal e de seus conhecimentos. naqueles fenômenos. se assim nos podemos exprimir. a chave do problema tão obscuro e tão controvertido do passado e do futuro da Humanidade. Era. Um dos primeiros resultados que colhi das minhas observações foi que os Espíritos. ser positivista e não idealista. que o saber de que dispunham se circunscrevia ao grau. Conduzi-me. não podendo um só. eu desejara saber o que pensas da missão que alguns Espíritos me assinalam. informar-nos de tudo. portanto. Reconhecida desde o princípio. Para mim. como houvera feito com homens. então. .. não menos importante.. o professor Rivail dirige-se ao Espírito Verdade com a intenção de obter mais informações acerca da missão que alguns Espíritos já lhe haviam apontado: missionário-chefe da nova doutrina. a gravidade da exploração que ia empreender. seus costumes.. que haviam alcançado. pois. meios de me informar e não reveladores predestinados 8. percebi. um imenso campo aberto às nossas explorações. nada mais sendo do que as almas dos homens. individualmente. nem a ciência integral. o maior desejo de contribuir para a propagação Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 57 [. esta verdade me preservou do grave escolho de crer na infalibilidade dos Espíritos e me impediu de formular teorias prematuras. eles foram.3 Notícias e desempenho da missão Em 12 de junho de 1856. por meio dos documentos colhidos de diferentes lados. com os Espíritos. Vi logo que cada Espírito. Dize-me. toda uma revolução nas idéias e nas crenças. me desvendava uma face daquele mundo. tendo por base o que fora dito por um ou alguns deles. o diálogo que segue: Pergunta (à Verdade) – Bom Espírito. interrogando habitantes seus de todas as classes. O simples fato da comunicação com os Espíritos.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 2 3. antes de tudo. fazia-se mister. Tenho. não possuíam nem a plena sabedoria. pela mediunidade da senhorita Aline C. a chave de inúmeros fenômenos até então inexplicados.] Compreendi. se é uma prova para o meu amor-próprio. Já era um ponto essencial. do menor ao maior. do mesmo modo que se chega a conhecer o estado de um país. colecionados. dissessem eles o que dissessem. e que a opinião deles só tinha o valor de uma opinião pessoal. coordenados e comparados uns com outros..

ver-teás a braços com a malevolência. visto que Ele abate os orgulhosos. Se a cumprires. mas. no sentido de me ajudarem e ampararem na minha tarefa. numa palavra: terás de sustentar uma luta quase contínua. sem isso. Tomarás mais tarde conhecimento de coisas que te explicarão o que ora te surpreende. com sacrifício de teu repouso. mas. de preferência a tantos outros que possuem talento e qualidades de que não disponho. fales da tua missão. mas será inútil se. pois. em vez de uma estrada florida. a missão dos reformadores é prenhe de escolhos e perigos. só vêem sob os passos urzes. porquanto se trata de abalar e transformar o mundo inteiro. — Não. da tua tranqüilidade. Tens que expor a tua pessoa. Resposta – Confirmo o que te foi dito. do papel de simples trabalhador ao de missionário-chefe. Nesse caso. com a calúnia. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . Também são de necessidade prudência e tato. com a traição mesma dos que te parecerão os mais dedicados. que ela disponha de mim. R. cedo ou tarde. Não esqueças que podes triunfar. dois livros. Nunca. outro te substituiria. são indispensáveis coragem. a fim de conduzir as coisas de modo conveniente e não lhes comprometer o êxito com palavras ou medidas intempestivas. Ora bem! não poucos recuam quando. não basta a inteligência. se quiseres sair-te bem. mas recomendo-te muita discrição. as tuas melhores instruções serão desprezadas e falseadas. perseverança e inabalável firmeza. pois. a distância é grande e não percebo o que possa justificar em mim graça tal.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 2 58 da verdade. Para tais missões. humildade. de teu lado. primeiramente. Previno-te de que é rude a tua. reclamo a tua assistência e a dos bons Espíritos. viverias muito mais tempo. porquanto os desígnios de Deus não assentam na cabeça de um homem. — Nenhum desejo tenho certamente de me vangloriar de uma missão na qual dificilmente creio. os homens saberão reconhecê-lo. Nenhum homem é constrangido a fazer coisa alguma. pedras agudas e serpentes. — Que causas poderiam determinar o meu malogro? Seria a insuficiência das minhas capacidades? R. Neste último caso. — A nossa assistência não te faltará. seria a maneira de a fazeres malograr-se. como podes falir. modéstia e desinteresse. visto que pelos frutos é que se verifica a qualidade da árvore. inimigos encarniçados se conjurarão para tua perda. Se estou destinado a servir de instrumento aos desígnios da Providência. não fizeres o que for necessário. P. do qual podes usar como o entenderes. Para lutar contra os homens. dez livros. para em seguida ficares tranqüilamente em casa. Não suponhas que te baste publicar um livro. P. Ela somente pode justificar-se pela obra realizada e tu ainda nada fizeste. Faz-se mister. Tens o teu livre-arbítrio. os presunçosos e os ambiciosos. Suscitarás contra ti ódios terríveis. da tua saúde e até da tua vida. por mais de uma vez sucumbirás sob o peso da fadiga. para agradar a Deus.

No que diz respeito ao teor do diálogo travado com o Espírito Verdade. revelando humildade e total submissão aos desígnios superiores. Segundo a comunicação do Espírito de Verdade. Andei em luta com o ódio de inimigos encarniçados. tudo envidarei para corresponder aos teus desígnios 10. com a injúria. Ampara-me nos momentos difíceis e. abnegação e disposição a todos os sacrifícios. também. pagaram-me com a ingratidão aqueles a quem prestei serviços. A Sociedade de Paris se constituiu foco de contínuas intrigas urdidas contra mim por aqueles mesmos que se declaravam a meu favor e que. pois experimentei todas as vicissitudes que me foram preditas. Reconheço a minha fraqueza diante de tão grande tarefa. faça-se a tua vontade! Está nas tuas mãos a minha vida. Graças. mais de uma vez sucumbi ao excesso de trabalho. no desempenho da minha tarefa. traíram-me aqueles em quem eu mais confiança depositava. a calúnia. vendo a obra crescer de maneira tão prodigiosa! Com que compensações deliciosas foram pagas as minhas tribulações! Que de bênçãos e de provas de real simpatia recebi da parte de muitos aflitos a quem a Doutrina consolou! Este resultado não mo anun- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 59 . libelos infames se publicaram contra mim. Vês. porém. devotamento. Senhor! Pois que te dignaste lançar os olhos sobre mim para cumprimento dos teus desígnios. Mas. de boa fisionomia na minha presença. tive abalada a saúde e comprometida a existência. tenho a ventura de reconhecer que nunca senti o menor desfalecimento ou desânimo e que prossegui. Após o diálogo com o Espírito Verdade. dez anos e meio depois que me foi dada a comunicação acima e atesto que ela se realizou em todos os pontos. eu tinha de contar com tudo isso e tudo se verificou. dez anos depois. Rivail elevou a Deus uma prece. porém. a inveja e o ciúme. a par dessas vicissitudes. Disseram que os que se me conservavam fiéis estavam à minha soldada e que eu lhes pagava com o dinheiro que ganhava do Espiritismo. à proteção e assistência dos bons Espíritos que incessantemente me deram manifestas provas de solicitude. Supre a minha deficiência.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 2 Exigem-se. Kardec registra. a minha boa-vontade não desfalecerá. pelas costas me golpeavam. com o teu auxílio e dos teus celestes mensageiros. por fim. estando mais lúcido sobre o que lhe competiria fazer daí para diante. as forças. Nunca mais me foi dado saber o que é o repouso. sem me preocupar com a maldade de que era objeto. sempre com o mesmo ardor. dá-me as forças físicas e morais que me forem necessárias. as seguintes observações: Escrevo esta nota a 1º de janeiro de 1867. que de satisfações experimentei. assim. as minhas melhores instruções foram falseadas. talvez me traiam. que a tua missão está subordinada a condições que dependem de ti 9. dispõe do teu servo.

confiando-a à memória de seus discípulos. * Druidas: Sacerdotes dos gauleses e dos celtas. 3. foi publicado em 1890. em virtude dos seus trabalhos anteriores. 32]. Após a sua desencarnação. A Gênese (16 de janeiro de 1868). apenas me mostrara as dificuldades do caminho. segundo lhe revelara o guia. Quando me sobrevinha uma decepção. porquanto o bem. uma contrariedade qualquer. O Evangelho segundo o Espiritismo (abril de 1864). porque não a escreveram. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 60 . as misérias da vida deslizavam por sobre mim sem me atingirem. donde divisava o da minha chegada. o livro Obras Póstumas – coletânea de escritos do Codificador do Espiritismo. Tão habitual se me tornara esse modo de proceder. a minha ingratidão. G. reuniam-se nos bosques e veneravam certas plantas. refiro-me às satisfações morais. Kardec escreveu muitas outras obras espíritas. ou com um pseudônimo. Sausse [na obra Biographie d´Allan Kardec 4ª edição. Acreditavam na imortalidade da alma e na metempsicose (transmigração da alma em corpos de animais). se com seu nome – Hippolyte Léon Denizard Rivail. segundo se depreende das palavras do biógrafo: No momento de publicá-lo – diz H. ele tivera ao tempo dos druidas* [nas Gálias. O Livro dos Médiuns (15 de janeiro de 1861). eu me elevava pelo pensamento acima da Humanidade e me colocava antecipadamente na região dos Espíritos e desse ponto culminante. O Céu e o Inferno (agosto de 1865). Não tinham templos. o autor se viu diante de um sério problema: como assinar o trabalho? E mais uma vez prevaleceu o bom senso do professor Rivail. tais como o visco e o carvalho. O que é o Espiritismo (julho de 1859). não estaria com a verdade. em Paris. se me queixasse! Se dissesse que há uma compensação entre o bem e o mal. das quais se destacam: A Revista Espírita (1º de janeiro de 1858). e podendo originar confusão. hoje França] 24.5 As obras espíritas Além de O Livro dos Espíritos. saído a lume em 18 de abril de 1857. p. [Zéfiro]. que os gritos dos maus jamais me perturbaram 11.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 2 ciou o Espírito de Verdade que. Sua filosofia é quase desconhecida. Leymarie. por P. Qual não seria. pois. ele adotou o alvitre de o assinar com o nome Allan Kardec.4 O nome Allan Kardec Quando da publicação de O Livro dos Espíritos. 3. nome que. sem dúvida intencionalmente. Sendo o seu nome muito conhecido do mundo científico. talvez mesmo prejudicar o êxito do empreendimento. o Autor ficou muito embaraçado em resolver como o assinaria. sobrelevaram de muito o mal.

abrindo às almas aflitas e torturadas as ridentes e doces perspectivas da vida supraterrestre 26. ainda mais. abrangendo variados ramos do conhecimento humano. Morreu conforme viveu: trabalhando. Allan Kardec sucumbiu. Wantuil e Thiesen fazem os seguintes comentários: Conquanto Kardec sempre repetisse que o mérito da obra cabia todo aos Espíritos que a ditaram. as paráfrases e conclusões. tendo sua tarefa ido muito além da coleta e seleção do material.] por consolar. satisfazer e instruir. sábios. esforçando-se [. desde longos anos. pessoas de todas as condições e de todos os lugares. das mensagens recebidas do mundo espiritual. ou que aguardavam oportunidade para vir a lume. eclesiásticos. a extensão e o poder das suas concepções. as observações e anotações. o carinho e a diligência com que ele se houve no afanoso trabalho que se comprometera a publicar. A distribuição didática das matérias encerradas no texto. sempre o primeiro a tomar da obra e o último a deixála. extraindo do amontoado caótico de mensagens mediúnicas os princípios fundamentais com que elaborou uma nova doutrina filosófica. claro e inteligível para todos. quando se preparava para uma mudança de local. não é menos verdadeiro que a ele é que coube a ingente tarefa de organizar e ordenar as perguntas (e que perguntas!) sobre os assuntos mais simples aos mais complexos.6 A atuação de Kardec na codificação da Doutrina Espírita É voz geral entre os estudiosos da Doutrina Espírita – no que diz respeito ao trabalho da codificação – que Kardec não foi simples compilador. de caráter científico e de conseqüências morais ou religiosas 25. os quais primam pela concisão e pela clareza com que foram expostos. e bem assim a sua notável «Introdução» – tudo isto atesta a grande cultura de Kardec. A desencarnação Trabalhador infatigável. que só podia ser combatida por meio do repouso intelectual e Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 61 . mediante a qual Kardec estabeleceu contato com escritores. 4. a redação dos comentários às respostas dos Espíritos.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 2 Não menos importante é a correspondência. imposta pela extensão considerável de suas múltiplas ocupações. de uma enfermidade do coração. Sobre este assunto.. políticos. sempre profundas e incisivas. a precisão com que intitula capítulos e subcapítulos. Kardec fez o que ninguém ainda havia feito: foi o primeiro a formar com os fatos observados um corpo de doutrina metódico e regular. 3. Sofria. demonstrarão um dia. Diversas obras que ele estava quase a terminar. as elucidações complementares de sua autoria. a 31 de março de 1869. isto é..

como simples homem do povo. que. Consagrado. escreve o Irmão X [Espírito Humberto de Campos]: [.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 2 pequena atividade material. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 62 .. todo inteiro à sua obra. será considerada em todos os quadrantes do orbe como a sublime renascença da luz para o mundo inteiro 27. porém. gradativamente. muita vez atormentado e desiludido.. recusava-se a tudo o que pudesse absorver um só que fosse de seus instantes. Acerca da luminosa existência do mestre lionês. deu integral cumprimento à divina missão que trazia à Terra. à custa das suas ocupações prediletas. apagando a própria grandeza.] Allan Kardec. inaugurando a era espírita-cristã. na humildade de um mestre-escola. Deu-se com ele o que se dá com todas as almas de forte têmpera: a lâmina gastou a bainha 1.

. 283-285.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 2 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 63 1. Cap. XAVIER. 38 (Fim da primeira fase). 17. item 6. p.). p. p. 265. 269. Cap. p. p. 10. 26-29. p. 2. ______. p. cap. 8. Cap. 17. p. p. . p. 10. 2002. 21. 32-33. 4. 20. 33. 265-266. Allan Kardec. 11. p. WANTUIL. 85.. 110111. 5. I (A fagulha da renovação). 189. ______. 1. Allan Kardec. Item 7. 266. 13.. p. Rio de Janeiro: FEB. 18. 14. ______. Cap. ______. Cap. 84-85. Francisco Cândido. Cap. 112. Zêus e THIESEN. p. 19 (Instituições pestalozzianas em Paris). ed. 16. Zêus. 268.). Biografia de Allan Kardec. 127. ______. p. 17. p. 3. 7. 201. ______. ______. 266-267. 24. Rio de Janeiro: FEB. p. ______. cap. ______. Rio de Janeiro: FEB. p. Item: A minha primeira iniciação no espiritismo. Cap. ed. 182. ______. vol. 4. ______. p. 38. ______. Vol. 2005. p. ______. 15. Francisco. ed. ______. 74. 6. 5. 28. p. ______. 27. Obras póstumas. 267-268. ______. Tradução de Guillon Ribeiro. 88-89. 22. 99. Pelo Espírito Irmão X. WANTUIL. 2. 2002. 19. item 5. Cartas e crônicas. 2 (Formação escolar de Rivail. p. p. 1999. 3. 14 (Seu primeiro livro). ______. p. p. ______. KARDEC. p. Allan. 23. Segunda parte. Grandes espíritas do Brasil. 9. p. 16 (Princípios enunciados. ______. 37 (Fertilidade pedagógica). ______. ______. Rio de Janeiro: FEB. ed. p. 283. 15. ______. 26. 12. Item: Minha missão. ______.. 281-283. 25.

IX – Ao saber é preciso aliar a ação. IV – Em cada matéria. II – A linguagem deve estar ligada à intuição. e daí continuar gradualmente. novos ensaios e experiências realizados em Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 64 (*) WANTUIL. por séries psicologicamente encadeadas. v. Francisco. devem ser fundadas no amor e por ele governadas. Rio de Janeiro: FEB. o savoirfaire [saber fazer]. Cap. junto dos colaboradores. Ademais. X – As relações entre mestre e aluno. 15. . VI – O ensino deve seguir a via do desenvolvimento e jamais a da exposição dogmática. H. Acontece que a experiência de Pestalozzi em Berthoud. XI – A instrução deve constituir o escopo superior da educação. sumariou-lhe assim os princípios pedagógicos: I – A intuição é o fundamento da instrução. VII – A individualidade do aluno deve ser sagrada para o educador. de acordo com o desenvolvimento da criança. 4. V – Deve-se insistir bastante tempo em cada ponto da lição. isto é.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 2 Anexo Esboço do Sistema Pestalozziano (*) Analisando o livro de Pestalozzi – Como Gertrudes ensina seus filhos (1801). modificaria em alguns pontos o seu método. VIII – O principal fim do ensino elementar não é sobrecarregar a criança de conhecimentos e talentos. mas desenvolver e intensificar as forças de sua inteligência. I. Allan Kardec. considerado o autor de uma das melhores biografias do mestre zuriquense. 2002. Morf. a fim de que a criança adquira sobre ela o completo domínio e a livre disposição. sobretudo no que concerne à disciplina. p. aos conhecimentos. 96-97. o ensino deve começar pelos elementos mais simples. Zêus & THIESEN. III – A época de ensinar não é a de julgar e criticar. ed.

dispondo-se esses materiais com ordem. Denizard Rivail relaciona em seis itens os princípios que lhe parecem mais adequados ao ensino à criança. os princípios basilares da educação pestalozziana: desenvolvimento da atenção. observando um comportamento que habilite o aluno a descobrir por si mesmo as regras. P. I. Para Pestalozzi a arte da educação devia aproximar-se da natureza. O acadêmico lusitano Sousa Costa enunciou. Pestalozzi achava que todo bom método devia partir do conhecimento dos fatos adquiridos pela observação. sem lacuna. Zêus & THIESEN. 4. como era de se esperar de um discípulo do mestre suíço. alguns dos quais o guiariam. harmoniosamente. p. o que faria um crítico dizer. Daí a razão das dificuldades a que aludimos. a desenvolver e desdobrar sua doutrina pedagógica. Pompée. 3º – Proceder sempre do conhecido para o desconhecido. 15. para daí se extraírem. nos estudos e nas pesquisas espíritas e bem assim na Codificação da Doutrina: 1º – Cultivar o espírito natural de observação das crianças. os resultados e se chegar a enunciados gerais que possam servir de base ao raciocínio. formação da consciência. pela experiência e pela analogia. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 65 . 2002. Rio de Janeiro: FEB. do simples para o composto. bem mais tarde. Segundo o biógrafo P. que. enobrecimento do coração. e o melhor método de ensino seria aquele que dela se aproximasse. 2º – Cultivar a inteligência. Allan Kardec. Cap. com evidente exagero. o maior mérito de Pestalozzi foi não ter tido ele método. 98. v. dirigindo-lhes a atenção para os objetos que as cercam. em poucas palavras. por indução. Princípios enunciados e seguidos pelo discípulo (*) Logo em sua primeira obra. (*) WANTUIL. sob o ponto de vista do método. Francisco.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 2 Yverdon levariam-no a reformular conceitos. fazendo-o em harmonia com o sistema pestalozziano. Eis os princípios que o nortearam na elaboração do seu Cours d´Arithmétique [Curso de Aritmética]. ed.

Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 2 4º – Evitar toda atitude mecânica (mécanisme). Este princípio forma. 5º – Conduzi-lo a apalpar com os dedos e com os olhos todas as verdades. 6º – Só confiar à memória aquilo que já tenha sido apreendido pela inteligência. levando o aluno a conhecer o fim e a razão de tudo o que faz. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 66 . a base material deste curso de aritmética. de algum modo.

. Cap. Conteúdo básico ■ ■ ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 67 .] As ciências só fizeram progressos importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método experimental. Allan Kardec: A gênese. sem a Ciência. 1. acreditou-se que esse método também só era aplicável à matéria. O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente. Como meio de elaboração. sem o Espiritismo. o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas. nem a reencarnação.] Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida. Introdução.. Item 2. até então. se acha na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria. Uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos: a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente..PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO II – A Codificação Espírita ROTEIRO 3 Metodologia e critérios utilizados na Codificação Espírita Objetivos ■ Justificar a importância da aplicação do método experimenespecíficos tal para a elaboração da Doutrina Espírita. assim. ao Espiritismo. Cap. faltariam apoio e comprovação. [.. ■ Explicar por que a generalidade e a concordância se constituem na garantia dos ensinos dos Espíritos. servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares. procedendo de igual maneira quanto aos outros princípios. [. item 16. ao passo que o é também às coisas metafísicas. quando essa existência ressaltou evidente da observação dos fatos. concluiu pela existência dos Espíritos. aplicando o método experimental. item 14. nem qualquer dos princípios da doutrina. a Ciência. não apresentou como hipóteses a existência e a intervenção dos Espíritos. Allan Kardec: A gênese. nem o perispírito. 1. Allan Kardec: O Evangelho segundo o espiritismo.

um segundo. Dar continuidade à aula. dividir a turma em quatro grupos para a realização das tarefas que seguem: . Esgotado o tempo. Agir de igual modo quanto aos terceiro e quarto cartazes. expor o conteúdo do primeiro parágrafo dos subsídios. Dar tempo necessário para que os alunos leiam a síntese. ressaltando as condições indispensáveis ao espírito científico. conforme orientação a seguir: afixar. expor o assunto correspondente e esclarecer possíveis dúvidas. dar tempo para a leitura. contendo a síntese do conteúdo do item 2. Destinar cinco minutos para essa atividade. esclarecendo possíveis dúvidas. afixar em lugar visível a todos um cartaz contendo a síntese do conteúdo do item 1 dos subsídios (Ver anexo 2). Em seqüência. é que constitui a força da Doutrina Espírita e lhe assegura a perpetuidade.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3 ■ Essa coletividade concordante da opinião dos Espíritos. passada ao demais pelo critério da lógica. Introdução. expor o assunto correspondente. Em seqüência. Allan Kardec: A gênese. Finda a leitura. pedir à turma que leia silenciosa e atentamente os subsídios do roteiro (10 minutos). agindo como no passo anterior. Sugestões Introdução didáticas ■ Iniciar a aula escrevendo no quadro-de-giz / quadro branco a ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita ■ seguinte pergunta: Pelo fato de ter a Doutrina Espírita aspecto científico. de forma que todos os itens sejam explanados. Desenvolvimento ■ ■ ■ 68 A seguir. atribuídas a Kardec. ao lado do primeiro cartaz. justificando a resposta. pode-se deduzir que Allan Kardec seja um cientista? Propor aos alunos – utilizando a técnica explosão de idéias – que respondam à questão. fora mister que a universalidade dos Espíritos mudasse de opinião e viesse um dia dizer o contrário do que o dissera. Para que ela mudasse.

cartazes. quadro-de-giz / quadro branco. mural. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os alunos realizarem. para a elaboração da Doutrina Espírita. ■ Proceder à apresentação dos resultados do estudo em grupo. leitura silenciosa. dispostos em ordem. papel. lápis / caneta. trabalho em grupo. e da adoção dos critérios de generalidade e concordância dos ensinos dos Espíritos na elaboração da Doutrina Espírita. orientação para o trabalho em grupo. prestando esclarecimentos cabíveis. Grupo I Conclusão ■ Encerrar a aula enfatizando a importância da aplicação do método experimental. Recurso(s): subsídios do Roteiro. ■ Fazer a integração do assunto. com respeito ao método experimental por ele utilizado: Não foram os fatos que vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio subseqüentemente explicar e resumir os fatos. com base nos cartazes que estão afixados. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 69 . formando um mural. Técnica(s): explosão de idéias. o trabalho em grupo. a aplicação do método experimental? Grupo III Explicar por que a generalidade e a concordância se constituem na garantia dos ensinos dos Espíritos. de forma correta. na investigação e comprovação do fato mediúnico. exposição.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3 Explicar as palavras de Kardec. (Veja item 2 dos subsídios) Grupo II Responder à pergunta: Por que foi importante.

o domínio próprio. antes e acima de tudo 11 .. como se sabe. sem o Espiritismo. interessado na procura da verdade. são duas constantes da realidade universal. no cumprimento da sua missão de Codificador da Doutrina Espírita. num de seus artigos dedicados ao Codificador. espírito científico.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3 Subsídios Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Allan Kardec. sem tirar nem pôr. a serenidade com que encarou os fatos mediúnicos. Assim. não era um cientista no sentido profissional. em quinto lugar. mas. se acha na impossi- 70 . Todas as condições indispensáveis ao espírito científico nele estão. A propósito deste assunto. mas tinha cultura científica. expresso em A Gênese: Assim como a Ciência propriamente dita tem por objeto o estudo das leis do princípio material. em segundo lugar. Ora. como diz o jargão habitual: em primeiro lugar. o escritor e jornalista espírita Deolindo Amorim. que é também uma condição do espírito científico. o cuidado na seleção das comunicações. completamse reciprocamente. segue-se que o conhecimento de um não pode estar completo sem o conhecimento do outro. O Espiritismo e a Ciência 1. com equilíbrio imperturbável. a prudência nas declarações. Espiritismo e Ciência não são forças antagônicas.. segundo o pensamento de Kardec. O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente. a Ciência. a fim de não se entusiasmar com os primeiros resultados. a reagir incessantemente sobre o princípio material e reciprocamente. assim se expressa: Allan Kardec revela-se. sem negar nem afirmar aprioristicamente. como este último princípio é uma das forças da Natureza. a humildade. em terceiro lugar. em quarto lugar.1 Espiritismo e Ciência se completam Espírito e matéria. um homem de espírito científico pela sua própria natureza. de especialista neste ou naquele ramo da Ciência. sempre com a preocupação de evitar divulgação precipitada de fatos ainda não de todo examinados e comprovados. de acordo com a Doutrina Espírita. 1. E foi esse espírito científico que o secundou. todo o tempo. ao contrário. finalmente. o objeto especial do Espiritismo é o conhecimento das leis do princípio espiritual. em tudo e por tudo.

nem o perispírito. incompetente para se pronunciar na questão do Espiritismo: não tem que se ocupar com isso e qualquer que seja o seu julgamento.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3 bilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria. 2. ao referir-se às ciências ordinárias. portanto. no entanto. não apresentou como hipóteses a existência e a intervenção dos Espíritos. ele os observa. analisa e. Se o Espiritismo tivesse vindo antes das descobertas científicas. o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas. àquela a competência para se pronunciar em questão de Doutrina Espírita. As ciências ordinárias assentam nas propriedades da matéria. com respeito a este assunto. comparação. nem a reencarnação. Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida. depois. O método de investigação científica dos fenômenos espíritas O método adotado por Allan Kardec na investigação e comprovação do fato mediúnico — instrumento comprobatório da existência e comunicabilidade do Espírito — é o experimental. ao Espiritismo. fundamentado na observação. remontando dos efeitos às causas.2 O Espiritismo não é da alçada da Ciência O fato de a Ciência oferecer ao Espiritismo apoio e confirmação não garante. Querer submetê-las aos processos comuns de investigação é estabelecer analogias que não existem. compara. como ciência. Biologia e Sociologia. que se pode experimentar e manipular livremente. assim. chega à lei que os rege. São suas palavras: Como meio de elaboração. aplicando o método experimental. nenhum peso poderá ter 9. Física. análise sistemática e conclusão. nem qualquer dos princípios da doutrina. deduz-lhes as conseqüências e busca as aplicações úteis. porque a matéria é que primeiro fere os sentidos. Fatos novos se apresentam. concluiu pela existên- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 71 . teria abortado. os fenômenos espíritas repousam na ação de inteligências dotadas de vontade própria e que nos provam a cada instante não se Acharem subordinadas aos nossos caprichos. 1. pois. Kardec fazia alusão às ciências positivas. requerem condições especiais e outro ponto de partida. Eis os argumentos apresentados pelo Codificador. É importante considerar-se que. classificadas por Augusto Comte em: Matemática. que não podem ser explicados pelas leis conhecidas. A Ciência. Astronomia. O estudo das leis da matéria tinha que preceder o da espiritualidade. como tudo quanto surge antes do tempo 8. sem a Ciência. favorável ou não. As observações não podem. Química. ser feitas da mesma forma. faltariam apoio e comprovação. é. aplicado às ciências positivas. propriamente dita.

até então. observava cuidadosamente. deduzia conseqüências. 3. É. dos efeitos procurava remontar às causas. não admitindo por válida uma explicação. por dedução e pelo encadeamento lógico dos fatos.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3 cia dos Espíritos. Foi assim que procedeu Kardec em relação à Doutrina Espírita. Apliquei a essa nova ciência. observava cuidadosamente. procedendo de igual maneira quanto aos outros princípios. Herculano Pires. As idéias do homem estão na razão do que ele sabe. dos efeitos. quando essa existência ressaltou evidente da observação dos fatos. infere que é a partir da observação dos fatos positivos que o Espiritismo chega às realidades extrafísicas 14. como todas as descobertas impor- (*) Veja método indutivo. anexo. pois. já que o método científico exige que se combinem indução e dedução. Fica. diz-nos o Codificador: Não foram os fatos que vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio subseqüentemente explicar e resumir os fatos 7. o processo dedutivo(**) está igualmente consagrado na Doutrina Espírita 13. nunca elaborei teorias preconcebidas. A respeito do caminho das induções – percorrido pela Doutrina Espírita –. rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação. (**) Veja método dedutivo. O Espiritismo e a lógica indutiva Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 72 Na indução científica(*). a estrutura lógica do Espiritismo caracterizada como de natureza indutiva 13. Em A Gênese. como o fizera até então. em seu livro O Espírito e o Tempo. comparava. o método experimental. colocando-a confortavelmente entre as demais ciências. procurava remontar às causas. assim. No entanto. não admitindo por válida uma explicação. acreditou-se que esse método também só era aplicável à matéria. . Esse tipo de lógica exige observações repetidas de uma experiência ou de um acontecimento. senão quando resolvia todas as dificuldades da questão 10. deduzia conseqüências. ao passo que o é também às coisas metafísicas 7. São palavras de Kardec: Nunca elaborei teorias preconcebidas. senão quando resolvia todas as dificuldades da questão 10. por dedução e pelo encadeamento lógico dos fatos. anexo. Da observação de muitos exemplos diferentes [partes] os cientistas podem tirar uma conclusão geral 12. As ciências só fizeram progressos importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método experimental. Não foram os fatos que vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio subseqüentemente explicar e resumir os fatos. chega-se à generalização pela análise das partes. comparava.

partindo do conhecido. O controle universal dos ensinos dos Espíritos Dois importantes critérios. Toda teoria em manifesta contradição com o bom senso. Esses critérios. podem queimarse os livros. sem conferir a ninguém o privilégio de lhes ouvir a palavra. por mais respeitá- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 73 . isto quer dizer que. não mais lhe pode servir. não será um homem. Tomando-se por base a natureza deste último e os atributos divinos. pela razão mesma de não estar na Terra. manifestando-se por toda a parte. pode enganar-se a si mesmo. chega-se a uma conclusão. atinge-se o desconhecido por uma dedução lógica. Não será à opinião de um homem que se aliarão os outros. a da constituição dos mundos [por exemplo] deveria imprimir-lhes outro curso. Quis Deus que a sua lei assentasse em base inamovível e por isso não lhe deu por fundamento a cabeça frágil de um só 5. sob a influência desses conhecimentos novos. Incumbiu. deve ser rejeitada. essa a sua força. pois? E ante esta questão emudecem todas as religiões. mas não se podem queimar os Espíritos. pode fazer-se que desapareça um homem. igualmente tomados à metodologia científica. os Espíritos de levá-la de um pólo a outro. Ora. Esse o caráter essencial da Doutrina Espírita. que fundará a ortodoxia espírita. por ordem de Deus. o da razão. Um homem pode ser ludibriado. como não será – qualquer outro. foram adotados por Kardec na difícil tarefa de reunir informações para a elaboração da Doutrina Espírita: a generalidade (ou universalidade) e a concordância dos ensinos dos Espíritos. mas não se pode fazer que desapareçam as coletividades. pois. mas à voz unânime dos Espíritos. sem falar das observações diretas que o Espiritismo faculta 1.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3 tantes. com uma lógica rigorosa e com os dados positivos já adquiridos. ao qual cumpre se submeta. Onde está ele. sem contradita. tudo o que venha dos Espíritos. O primeiro exame comprobativo [das mensagens dos Espíritos] é. Ao demais. de surgir em todos os lugares e de poderem todos dessedentar-se nela 2. as crenças se modificaram. 4. a sua autoridade. queimassem-se todos os livros e a fonte da doutrina não deixaria de conservar-se inexaurível. Constitui isso uma garantia para cada um e para todos. sem exceção. como podemos constatar na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo: Quis Deus que a nova revelação chegasse aos homens por mais rápido caminho e mais autêntico. pois. O Espiritismo vem resolvêla demonstrando o verdadeiro destino do homem. tampouco será um Espírito que se venha impor a quem quer que seja: será a universalidade dos Espíritos que se comunicam em toda a Terra. o Céu foi deslocado e a região estelar. com o suporte do uso da razão. quando milhões de criaturas vêem e ouvem a mesma coisa. já não será assim. do bom senso e da lógica rigorosa emprestam à Doutrina Espírita força e autoridade. sendo ilimitada.

Aí é que. ficará esse exame em muitos casos. aos nossos próprios olhos. somente a coincidência lhes imprime gravidade.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3 74 vel que seja o nome que traga como assinatura. Incompleto. que são os primeiros a nos fornecer os meios de consegui-lo 3. quando formulamos um princípio da doutrina. que ele tende a entrar por um novo caminho e que lhe chegou o momento de dar um passo para diante. Essa observação é que nos tem guiado até hoje e é a que nos guiará em novos campos que o Espiritismo terá de explorar. que pode ser verdadeira ou falsa. disseminados pelos mais diversos pontos da Terra. feitas muitas vezes com palavras veladas. ele exprime a verdade. Não nos arvoramos. para nós. O que deu lugar ao êxito da doutrina exposta em O Livro dos Espíritos e em O Livro dos Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . que hão de fazer aqueles que não depositam confiança absoluta em si mesmos? Buscar o parecer da maioria e tomar por guia a opinião desta. por efeito da falta de luzes de certas pessoas e das tendências de não poucas a tomar as próprias opiniões. de uma opinião pessoal. cada um se lembrará de haver obtido instruções no mesmo sentido. Depois. Essa [concordância] a base em que nos apoiamos. em árbitro supremo da verdade e a ninguém dizemos: «Crede em tal coisa. elas. Porque. Essas revelações. Na posição em que nos encontramos. como juízes únicos da verdade. estudando atentamente as comunicações vindas tanto da França como do estrangeiro. chegado o momento de serem entregues à publicidade. porém. se encontrará o critério da verdade. De tal modo é que se deve proceder em face do que digam os Espíritos. hão freqüentemente passado despercebidas a muitos dos que as obtiveram. porque somos nós que vo-lo dizemos. a receber comunicações de perto de mil centros espíritas sérios. Esse movimento geral. Assim sendo. pela natureza toda especial das revelações. mas porque recebeu a sanção da concordância. é que nos auxilia a julgar da oportunidade de fazermos ou não alguma coisa. reconhecemos. com a assistência dos nossos guias espirituais. Essa verificação universal constitui uma garantia para a unidade futura do Espiritismo e anulará todas as teorias contraditórias. visto não nos considerarmos mais infalível do que qualquer outro. servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares 3. Uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos: a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente. Outros julgaram-se os únicos a possuí-las. Tomadas insuladamente. para nós. no porvir. Também não é porque um princípio nos foi ensinado que. nenhum valor teriam. Não é porque esteja de acordo com as nossas idéias que o temos por verdadeiro.» A nossa opinião não passa. absolutamente. que observamos e estudamos. achamonos em condições de observar sobre que princípio se estabelece a concordância.

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Médiuns foi que em toda a parte todos receberam diretamente dos Espíritos a confirmação do que esses livros contêm 4. Retomando, em A Gênese, esse assunto, Kardec assim se expressa: Generalidade e concordância no ensino, esse o caráter essencial da doutrina, a condição mesma da sua existência, donde resulta que todo princípio que ainda não haja recebido a consagração do controle da generalidade não pode ser considerado parte integrante dessa mesma doutrina. Será uma simples opinião isolada, da qual não pode o Espiritismo assumir a responsabilidade. Essa coletividade concordante da opinião dos Espíritos, passada, ao demais, pelo critério da lógica, é que constitui a força da Doutrina Espírita e lhe assegura a perpetuidade. Para que ela mudasse, fora mister que a universalidade dos Espíritos mudasse de opinião e viesse um dia dizer o contrário do que dissera. Pois que ela tem sua fonte de origem no ensino dos Espíritos, para que sucumbisse, seria necessário que os Espíritos deixassem de existir. É também o que fará que prevaleça sobre todos os sistemas pessoais, cujas raízes não

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Referência Bibliográfica

se encontram por toda parte, como com ela se dá 6. 1 . KARDEC, Allan. O céu e o inferno. Tradução de Manuel
Justiniano Quintão. 58. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. 1ª parte. Cap. 3, item 4, p. 29. 2. ______. O evangelho segundo o espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 124. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Introdução, p. 29. 3. ______. p. 31. 4. ______. p. 32-33. 5. ______. p. 36. 6. ______. A gênese. Tradução de Guillon Ribeiro. 48. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Introdução, p. 11. 7. ______. Cap. 1, item 14, p. 20. 8. ______. Item 16, p. 21. 9. ______. O livro dos espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 86. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Introdução, p. 28-29. 10. ______. Obras póstumas. Tradução de Guillon Ribeiro. 38. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Segunda parte. (A minha primeira iniciação no Espiritismo), p. 268. 12. AMORIM, Deolindo. Análises espíritas. Compilação de Celso Martins. 2. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995. (Allan Kardec e o espírito científico), p. 133-134. 13. ENCICLOPÉDIA DELTA UNIVERSAL. Rio de Janeiro: Delta S.A., 1980, vol. 4, p. 2043. 13. PIRES, J. Herculano. O espírito e o tempo. 7. ed. Sobradinho: Edicel, 1995. 3ª parte. Cap. 1 (O triângulo de Emmanuel), p. 136.

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Anexo 1

14. ______. Cap. 2 (A Ciência admirável), p. 139.

«A Experimentação Científica (*) é um método empregado para testar idéias e descobrir os fatos sobre qualquer coisa que um cientista possa controlar e observar. Os cientistas utilizam-no para estudar os seres vivos ou brutos, em vários campos das ciências físicas e da vida. [...] Qualquer experimento científico válido deve ser capaz de ser repetido, não só pelo pesquisador original, mas por outros cientistas. Se eles concordam com as conclusões, atribui-se ao pesquisador original o crédito de ter feito uma importante descoberta.»

Método indutivo (**) é o processo de raciocínio pelo qual de uma experiência particular se passa a generalizações. Pode-se começar com ‘Todas as maçãs que comi são doces’. A partir dessa constatação, conclui-se que ‘As maçãs são doces’. Mas a

(*) Enciclopédia Delta Universal, v. 6, p. 3154. (**) ______. v. 10, p. 5257.

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Método dedutivo (**) é o processo de raciocínio pelo qual tiramos conclusões por inferência lógica de premissas dadas. Se começamos aceitando as proposições ‘Todos os gregos têm barba’ e ‘Zenão é grego’, podemos concluir validamente que «Zenão tem barba». Referimo-nos às conclusões do raciocínio dedutivo como válidas, ao invés de verdadeiras, porque precisamos distinguir claramente entre aquilo que se depreende logicamente de outras afirmações e aquilo que efetivamente é. As premissas iniciais podem ser artigos de fé ou suposições. Antes de podermos considerar as conclusões tiradas dessas premissas como válidas, precisamos demonstrar que elas são coerentes entre si e com a premissa original. A matemática e a lógica são exemplos de disciplinas que utilizam muito o método dedutivo. O método científico exige uma combinação de dedução e indução.»

Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 3

maçã seguinte pode não ser doce. O método indutivo leva a probabilidades, não a certezas. É a base do senso comum, segundo o qual uma pessoa age. É também empregado na descoberta científica. Os cientistas utilizam a indução e a dedução. Na dedução, o cientista começa com generalizações. Ele deduz afirmativas particulares a partir delas. Pode testar suas suposições pela experimentação, confirmá-las, revisá-las ou rejeitar suas generalizações originais. Usando apenas a dedução, o homem ignora a experiência. Empregando apenas a indução, ignora as relações entre os fatos. Pela combinação destes métodos, a ciência estabelece uma união entre a teoria e a prática.»

Sugestões de sínteses para os cartazes

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Espírito e matéria, segundo o Espiritismo, são duas constantes da realidade universal. Assim, Espiritismo e Ciência se completam reciprocamente. A Ciência, no entanto, é «incompetente para se pronunciar na questão do Espiritismo.»

O método adotado por Kardec na investigação e comprovação do fato mediúnico é o experimental, aplicado às ciências positivas, fundamentado na observação, comparação, análise sistemática e conclusão.

A estrutura lógica do Espiritismo é de natureza indutiva, pois é a partir das observações dos fatos positivos que ele chega à realidade extrafísica. No entanto, o processo dedutivo está também consagrado na Doutrina Espírita.

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Dois importantes critérios científicos foram adotados por Kardec, na tarefa de reunir informações para a elaboração da Doutrina Espírita: a generalidade (universalidade) e a concordância dos ensinos dos Espíritos.

PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO II – A Codificação Espírita

ROTEIRO 4

Obras básicas

Objetivos ■ Elaborar o resumo de cada obra básica, a partir dos conteúespecíficos dos apresentados nos subsídios.

Correlacionar cada parte de O Livro dos Espíritos com a correspondente obra da Codificação. Reconhecer a importância das obras básicas do Espiritismo na formação moral-intelectual do ser humano. A Codificação Espírita compreende as seguintes obras, obedecendo à ordem de publicação: O Livro dos Espíritos (18 de abril de 1857); O Livro dos Médiuns (janeiro de 1861); O Evangelho Segundo o Espiritismo (abril de 1864); O Céu e o Inferno (agosto de 1865); A Gênese (janeiro de 1868). O Livro dos Espíritos trata dos princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da Humanidade – Folha de rosto. O livro dos espíritos. O Livro dos Médiuns contém o ensino especial dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo – Folha de rosto. O livro dos médiuns . O Evangelho Segundo o Espiritismo oferece a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida – Folha de rosto. O Evangelho segundo o espiritismo. O Céu e o Inferno apresenta um [...] exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre

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Conteúdo básico

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as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., e exemplos sobre as diferentes situações nos Espíritos desencarnados – Folha de rosto. O céu e o inferno.

Em A Gênese consta que a Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza – Folha de rosto. A gênese.

Sugestões Introdução didáticas ■ Apresentar à turma as obras da Codificação, na ordem em

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que foram publicadas. Para isso, pedir auxílio a cinco participantes, que, de pé e diante dos colegas, as exibirão. Informar à classe que esses cinco livros – o pentateuco espírita – são as obras básicas do Espiritismo. Realizar, a seguir, uma enquete relâmpago, para verificar, entre os alunos, o grau de conhecimento das obras básicas. Perguntar-lhes, então: Quem já leu O Livro dos Espíritos, ou parte dele? Fazer a mesma pergunta em relação às demais obras da Codificação. Registrar cada manifestação no quadro/flip-chart. Terminada essa etapa, fazer a contagem dos pontos referentes a cada livro e apresentar o resultado da enquete.

Desenvolvimento

Em seqüência, dividir a turma em cinco grupos para leitura dos subsídios correspondente a cada uma das obras básicas. Por exemplo, o grupo número um ler o item 2.1 dos subsídios, referente a O Livro dos Espíritos. E assim, sucessivamente, com os demais subitens. Oferecer aos participantes folhas de papel-pardo, canetas hidrográficas e o roteiro do trabalho em grupo, para a elaboração das seguintes tarefas: 1. fazer a leitura silenciosa do subitem dos subsídios, indicado para cada grupo;

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em local visível a todos. Pedir a um aluno que leia. o texto de Emmanuel. orientação para o trabalho em grupo. afixá-lo. quadro-de-giz/flip-chart.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4 2. Dar continuidade à aula. em voz alta e de forma expressiva. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 81 Encerrar a aula enfatizando a importância das obras básicas para o progresso intelecto-moral da Humanidade. canetas hidrográficas. expondo o conteúdo do item 3 dos subsídios. juntamente com os alunos. Conclusão ■ Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os alunos realizarem. 3. papel. subsídios do Roteiro. os resumos por eles elaborados. apoiando-se no esquema inserido no anexo. exposição. . trabalho em pequenos grupos. elaborar o resumo do conteúdo desse subitem. ■ ■ Em prosseguimento. Técnica(s): enquete relâmpago. examinar. enfim. em seguida. folhas de papel pardo. colocado ao final dos subsídios. de forma correta. lápis / caneta. verificando. suprindo detalhes. se as idéias mais importantes foram consideradas. Recurso(s): os livros da Codificação. o estudo em grupo e participarem com interesse da exposição que trata da conexão entre O Livro dos Espíritos e as demais obras da Codificação. transcrever esse resumo para a folha de papel pardo. completando informações. 4.

A obra. nesta edição. Cada obra contém a matéria exatamente necessária ao seu entendimento à época. de 1018 questões. mas. Receberam as mensagens as jovens médiuns Caroline e Julie Baudin . havendo um de seus elaboradores concretizado a parte que lhe cabia desempenhar. notas aditivas e comentários 26. a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens. sazonado e bendito. A 1ª edição. A Codificação Espírita compreende as seguintes obras.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4 Subsídios 1. estes são complementados por estudos posteriores. Este livro. Na segunda edição. apresenta: ■ 82 Introdução. As Obras Básicas 2. com 501 questões. a primeira obra da Codificação. outros médiuns são utilizados. as leis morais. obedecendo à ordem de publicação: O Livro dos Espíritos (18 de abril de 1857). de um plano arquitetado na Espiritualidade. aí estão exarados os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma. sem que nada se modifique nos alicerces doutrinários expostos pelos Espíritos e por Kardec 32. como a Doutrina é progressiva. assim como a senhorita Japhet e outros médiuns. criados por Kardec para indicar a .] foi o fruto.1 – O Livro dos Espíritos O Livro dos Espíritos. embora os ensinamentos básicos perdurem. se compõe. O Céu e o Inferno (agosto de 1865). bem mais desenvolvida. já encarnado na Terra: Allan Kardec 31. espiritista e Espiritismo. que Kardec considerava definitiva. É aí que aparecem os termos espírita. encerra as bases fundamentais do Espiritismo.. composta de 17 itens. contém uma síntese da Doutrina Espírita. A Gênese (janeiro de 1868). em sua estrutura geral. De acordo com a folha de rosto. a Codificação [. O Livro dos Médiuns (janeiro de 1861). a vida presente. O Evangelho segundo o Espiritismo (abril de 1864). contém o ensino dado pelos Espíritos. liderados pelo Espírito de Verdade.. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 2. a vida futura e o porvir da Humanidade – segundo os ensinos dados por Espíritos superiores com o concurso de diversos médiuns – recebidos e coordenados por Allan Kardec 11. A Codificação Espírita Verdadeira enciclopédia de ensinamentos transcendentais.

Parte terceira — Leis Morais: Lei divina ou natural. Parte da planta a que se cortou o caule e que permanece viva no solo. e trechos das mensagens transmitidas a Kardec sobre a sua missão de escrever O Livro dos Espíritos 14. mas. de acordo com a tábua das matérias a saber: Parte primeira — Causas primárias: Deus. extinta a vida corpórea. a autoria e finalidade do livro. A pluralidade das existências. começam por especulações na ordem transcendental. justiça. composta de nove itens. A perfeição moral. As ocupações e missões dos Espíritos. dá harmonioso arremate à obra 16. encimados pela cepa(**) desenhada pelos próprios Espíritos. que. Prefácio. ao contrário. trabalho. dão a conhecer a maneira como foi revelada a Doutrina. ■ Conclusão. Princípio Vital. amor e caridade. Penas e gozos futuros 12. Criação.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4 (*) Prolegômenos: Introdução geral de uma obra. retomando os conceitos básicos da Doutrina Espírita. A emancipação da alma. ■ Corpo da obra. sociedade. conservação. Elementos gerais do Universo. os Espíritos que concorreram para a execução da obra. ■ Prolegômenos (*). dividido em quatro partes. seqüência de pensamento. denota correspondência lógica. Leis de adoração. igualdade. (**) Cepa – Tronco de videira. de igual modo. liberdade. Parte segunda — Mundo espírita ou mundo dos Espíritos: Os Espíritos. reprodução. na qual o Codificador mostra as conseqüências futuras dos atos da nossa vida presente e. Conforme se pode observar. à vida espiritual. . a divisão das matérias não foi feita de modo arbitrário. A volta do Espírito. Parte quarta — Esperanças e consolações: Penas e gozos terrenos. destruição. As matérias aí contidas. Os três reinos. indo até aos problemas práticos. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. A vida espírita. A encarnação dos Espíritos. A intervenção dos Espíritos no mundo corporal. partem das questões mais gerais para as especiais e. próprios da natureza humana 23. progresso. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 83 crença na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo corporal 13. distribuídas em ordem metodológica. A volta do Espírito à vida corporal.

Zêus Wantuil e Francisco Thiesen: Allan Kardec.)... Por outro lado. veio a lume – em janeiro de 1861 – para [. Cap. que as questões e as dúvidas sejam levantadas do ponto de vista humano. o ensino [. . de acordo com a sua folha de rosto. ou Guia dos médiuns e dos evocadores. e os meios de desenvolver a faculdade mediadora com os médiuns. para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional.] fazer seqüência a O Livro dos Espíritos 36. pois. conquistas e realizações. Nada contém que não seja a expressão do pensamento deles e que não tenha sido por eles examinado. consciente e preestabelecida coordenação de esforços entre as duas faces da vida – a encarnada e a desencarnada 33. não é intenção dos mensageiros espirituais – ao que parece – ditar um trabalho pronto e acabado.] 34. O Livro dos Espíritos é um repositório de princípios fundamentais de onde emergem inúmeras «tomadas» para outras tantas especulações. É preciso. Em nenhum outro cometimento humano vê-se tão claramente os sinais de uma inteligente. contém. p... Nele estão os germes de todas as grandes idéias que a humanidade sonhou pelos tempos afora. de cima para baixo. Foi escrito por ordem e mediante ditado de Espíritos superiores.] é um diálogo no qual o homem encarnado busca aprender com irmãos mais experimentados novas dimensões da verdade. isenta dos preconceitos do espírito de sistema.. Tendo englobado a Instrução Prática sobre as Manifestações Espíritas (*).. 2. mas os Espíritos não realizam por nós o nosso trabalho. v.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 84 Quanto à autoria de O Livro dos Espíritos. muito mais completo.. como um «flash» divino. para que o mundo espiritual as esclareça na linguagem simples da palestra [. 15. assim como as notas e a forma de algumas partes da redação. Eis o que nos afirma nos Prolegômenos: Este livro é o repositório de seus ensinos. I (A Doutrina Espírita ou Espiritismo. O Livro dos Médiuns.. Em suma. mas o plano geral da sua apresentação aos homens. Só a ordem e a distribuição metódica das matérias.] especial dos (*) Instrução Prática sobre as Manifestações Espíritas – com a exposição completa das condições necessárias para se comunicar com os Espíritos. constituem obra daquele que recebeu a missão de os publicar 15. Deixam a Kardec [naturalmente inspirado por eles] a iniciativa de elaborar as perguntas e conceber não a essência do trabalho.2 – O Livro dos Médiuns Segunda obra da Codificação. Kardec a atribui aos Espíritos. obra publicada em 1858. afirma Hermínio Miranda... III. A obra [. 28 O Livro dos Médiuns.

era chegado o momento de estudar e expor aos homens os aspectos experimentais implícitos na Doutrina dos Espíritos [. se a negasse ou a repudiasse. sobretudo no que diz respeito à prática da mediunidade.. entre os que se ocupam com o Espiritismo. das condições psíquicas alteradas daqueles que. à normalidade. que seria apenas um espiritualismo irreal e duvidoso. levando-os a tirar proveito dos nossos longos e laboriosos estudos. material ou visível e o incorpóreo. que a elas se dedicam. porque vão muito além do ensino da técnica de comunicação com os Espíritos. Esta obra se destina a lhes achanar o caminho. Essa comunicação. produziu frutos e que à leitura desta obra devem muitos o terem logrado evitá-los.. Enganar-se-ia igualmente quem supusesse encontrar nesta obra uma receita universal e Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 85 . com que muitos topam na prática do Espiritismo. importante contribuição dos espíritas. as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do Espiritismo 17. saber colocar os dedos sobre uma mesa. em trinta e dois capítulos. o corporal. mostrando-lhes que: Todos os dias a experiência nos traz a confirmação de que as dificuldades e os desenganos.. a fim de fazê-la mover-se. os meios de comunicação com o mundo invisível. ele chama a atenção dos que com esta se ocupam. as manifestações espíritas. A comunicação entre os dois mundos. constituindo-se a primeira das noções preliminares. sem dúvida. desde que apliquemos à técnica de sua realização os ensinamentos de Allan Kardec contidos em O Livro dos Médiuns 29. o mais importante desses aspectos. em quatro capítulos. porquanto muito falsa idéia formaria aquele que pensasse bastar. pode ser conseguida e mantida. por ser o instrumento de comunicação entre os dois mundos 35. disciplinada e orientada para suas verdadeiras finalidades. para se considerar perito nesta matéria. procuram. é uma premissa básica do Espiritismo. ou segurar um lápis. o desejo de poderem pôr-se em comunicação com os Espíritos. Terminado o trabalho de construção da coluna central da Codificação Espírita – O Livro dos Espíritos –. agoniados. a fim de escrever. Esses ensinamentos de Kardec são verdadeiramente preciosos. ou são a eles encaminhados.] é a fonte primordial dos ensinamentos da Doutrina.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4 Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações. imaterial ou invisível. É que. os centros espíritas.]35. As matérias aí estão organizadas em duas partes. A propósito de que nos diz Pedro Barbosa: A mediunidade [. enleados nas tramas da obsessão disfarçada e tenaz. ao tratar o assunto «prática mediúnica». Natural é. enquanto que a segunda enfeixa. o desenvolvimento da mediunidade. à consolidação da fé raciocinada e ao retorno. e suas tarefas constituem. hoje. feito com o objetivo de precaver os adeptos contra os escolhos de um noviciado.. se originam da ignorância dos princípios desta ciência e feliz nos sentimos de haver podido comprovar que o nosso trabalho.

as palavras que foram tomadas pela Igreja para fundamento de seus dogmas. em particular. e os doutrinadores encontram em suas páginas abundantes ensinamentos.3 – O Evangelho segundo o Espiritismo Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 86 Este livro – com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida 2 – foi publicado em abril de 1864..Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4 infalível para formar médiuns. A introdução contém quatro itens. preciosos e seguros. constitui aquele Código uma regra de proceder que abrange todas as circunstâncias da vida privada e da vida pública. que se constitui de uma mensagem assinada pelo Espírito da Verdade e que. Assim argumentando. porém. tais qualidades existem em graus muito diferentes e o seu desenvolvimento depende de causas que a ninguém é dado conseguir se verifiquem à vontade 18. que a todos habilitam à nobre tarefa de comunicação com os Espíritos. 2. de acordo com a nota de rodapé colocada pela editora (FEB). sem os perigos da improvisação. e o ensino moral. das crendices e do empirismo rotineiro.] 5. surge com o novo nome – O Evangelho segundo o Espiritismo 30. que sempre e por toda a parte se originaram das questões dogmáticas. É. em 1865.] 3. [. Diante desse Código Divino. a última. resume a um tempo o caráter do Espiritismo e a finalidade desta obra [. fruto do comodismo e da fuga ao estudo 29. Podem dividir-se em cinco partes as matérias contidas nos Evangelhos: os atos comuns da vida do Cristo. o Codificador justifica a escolha do ensino moral do Cristo para .. Contém ele um índice de referências bíblicas. É terreno onde todos os cultos podem reunir-se. e o corpo da obra vinte e oito capítulos. a própria incredulidade se curva.. O Livro dos Médiuns é ainda o roteiro seguro para médiuns e dirigentes de sessões práticas. estandarte sob o qual podem todos colocar-se. quaisquer que sejam suas crenças. Eis as impressões de um deles: Mais de cem anos depois de publicado. as predições. conservou-se constantemente inatacável. finalmente e acima de tudo. A partir da 2ª edição. o roteiro infalível para a felicidade vindoura [. porquanto jamais ele constituiu matéria das disputas religiosas. o prefácio.] Para os homens.. Muitos estudiosos do Espiritismo – encarnados ou desencarnados – têmse manifestado quanto à importância e atualidade desta obra. com o título Imitação do Evangelho segundo o Espiritismo... os milagres. o princípio básico de todas as relacões sociais que se fundam na mais rigorosa justiça. As quatro primeiras têm sido objeto de controvérsias. Se bem cada um traga em si o gérmen das qualidades necessárias para se tornar médium.

. Em continuidade à tarefa. o objetivo do livro. os princípios da moral evangélica em objeto exclusivo desta obra 6.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4 a elaboração do livro. intitulada Doutrina. as penas e as recompensas futuras. de modo que decorram umas das outras 7. e que demonstram não só o seu lado ilógico. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 87 . seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte 1. constituindo-se. sobre as penas. contém o exame comparado das diversas crenças sobre o céu e o inferno. sobre os anjos e demônios. É constituído de duas partes. com o título O Céu e o Inferno. A primeira parte desta obra. mas a sua impossibilidade material. Com esse material didaticamente organizado. Aí reunimos todos os elementos próprios para esclarecer o homem sobre o seu destino 21. tendo a primeira – intitulada Doutrina – onze capítulos e a segunda – denominada Exemplos – oito capítulos. tendo em vista a aplicação dos ensinos a todas as condições de vida. etc. naturalmente. ou a Justiça Divina segundo o Espiritismo. já assinalado centenas de vezes. São suas palavras: O título desta obra indica claramente o seu objetivo. ao fazer a apresentação de O Céu e o Inferno. Com as penas eternas caem. Foi publicado em 1º agosto de 1865. informa. Kardec parte para a explicação das passagens obscuras e o desdobramento de todas as conseqüências. as conseqüências que se acreditava delas poder tirar. os anjos e os demônios. Kardec. as máximas são grupadas e classificadas metodicamente. as matérias e a forma como aí foram organizadas. e utilizando-se da chave que o Espiritismo lhe oferece – a realidade do mundo espiritual e suas relações com o mundo corporal –. principalmente. 2. de acordo com a sua natureza – e não mais em ordem cronológica –. então. o dogma das penas eternas aí é encarado de maneira especial e refutado por argumentos tirados das próprias leis da Natureza.4 – O Céu e o Inferno Pode-se ler na folha de rosto desse livro o seguinte: Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual. facultando compreensão do verdadeiro sentido dos pontos ininteligíveis dos Evangelhos. permite se rasguem horizontes novos para o futuro. Em artigo publicado na Revista Espírita de setembro de 1865. ao mesmo tempo que faculta a projeção de luz não menos viva sobre os mistérios do passado 8. sobre as penalidades e recompensas futuras. E essa chave. da Bíblia e dos autores sacros.

até então tão obscura e tão temida. pois não há centro espírita que não os possa fornecer em notável contingente. A caridade. porquanto. Além disso. este livro fecha o ciclo das obras da Codificação Espírita. O Espiritismo atualmente entra numa nova fase. e a passagem. no sentido de que a Doutrina está hoje bem firmada do ponto de vista moral e religioso. melhor. o espírito liberal dele farão o traço de união das almas fortes. os milagres. o passado e o futuro são o presente 9. do XIII ao XV capítulo. a solidariedade. do XVI ao XVIII capítulo 10. Para evitar repetições fastidiosas.5 – A Gênese Publicado em janeiro de 1868. o estudo de três pontos. e as predições. a progressão. do I ao XII capítulo. a ciência. É o guia do viajor. como em moralidade. Seja qual for a direção que tome doravante. Cada um desses exemplos é um estudo em que todas as palavras têm o seu alcance para quem quer que as medite com atenção. cada um aí colherá novos motivos de esperança e de consolação. da vida corporal à vida espiritual. como um vasto panorama. poderiam ser consideradas como produto de uma mesma influência. Colhem sua teoria na diversidade dos tempos e lugares onde foram obtidas. Em mensagem datada de dezembro de 1867. em ciência e em filosofia. referindo-se ao livro que estava prestes a surgir. ou. Esses exemplos poderiam ter sido multiplicados ao infinito. para que ninguém possa temer se desvie ela de sua rota. A vida de além-túmulo aí se desdobra sob todos os seus aspectos. Para Deus. Em sua folha de rosto está escrito: A Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. 2. conforme o título indica. que serviram para estabelecer a teoria. colhemna na sua concordância com o que diariamente se obtém em toda parte onde se ocupam das manifestações espíritas de um ponto de vista sério e filosófico. dele fez o laço das almas eternas. sua base inabalável. . e novos suportes para firmar a fé no futuro e na justiça de Deus 22. assim se expressa: Esta obra vem a propósito. se emanassem de uma única fonte. O objeto desta obra é. tem raízes muito profundas no coração dos adeptos. a saber: a gênese. tivemos de fazer uma escolha entre os mais instrutivos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Ao atributo de consolador alia o de instrutor e diretor do espírito. o Espírito São Luís. porque de cada lado jorra uma luz sobre a situação da alma depois da morte. antes de entrar num país novo. com o nome de A Gênese – os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo. propriamente dita.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 88 A segunda parte encerra numerosos exemplos em apoio da teoria.

com [. de penetrar em ínvios terrenos antes reservados à Teologia ou à Filosofia [. sob a tua bandeira. datada de setembro de 1867. por sua vez... A primeira. tratados. segunda (capítulos IX. . do capítulo VI ao XI..Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4 3. interessar a todos os espíritos sérios.. III e IV). Concordância de princípios nas Obras da Codificação – unidade doutrinária Existe uma concordância de princípios nas obras da Codificação Espírita. a par da satisfação daqueles a quem ela transformará.. Por esse livro. muitos ficaram realmente abalados pelos novos estudos e. A parte quarta («Das esperanças e consolações») fornece subsídios para o livro O Céu e o Inferno. me alegra são as conseqüências que produzirá sobre as massas.. respectivamente. sem deixar. de forma que. duas mensagens – endereçadas a Kardec pelos Espíritos que o secundaram na sua elaboração – merecem destaque. No que se refere à importância e oportunidade da obra.. para acabar de esclarecer o juízo humano sobre a nova doutrina 20.] 38. X e XI) e terceira (capítulos IV e V). de acordo com a afirmativa do Espírito São Luís: [. estou satisfeito com o trabalho [de elaboração de A Gênese].. afirma: Está apenas em começo a impulsão que A Gênese produziu e muitos elementos. A Introdução e os Prolegômenos de O Livro dos Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 89 [. A segunda. A parte terceira («Das leis Morais»).. É que. sobretudo. diz o seguinte: Pessoalmente. abalados por ela. A Gênese. por isso.] o seu livro A Gênese. tem como fonte as partes primeira (capítulos II. com data de julho de 1868.. «Das causas primárias» e do «mundo espírita». o Codificador abria uma brecha seriíssima em vastos domínios da Ciência.] A questão de origem que se liga à Gênese é para todos apaixonante. tanto no espaço. como vos disse. surgiram importantes pesquisas.] 37. Outras obras sérias também aparecerão. Um livro escrito sobre esta matéria deve. O que. como conseqüência. em O Livro dos Espíritos – a primeira obra básica publicada – há um núcleo central e conceitos espíritas que compreende as partes primeira e segunda (até o capítulo VI). Conforme foi previsto nessas mensagens. em conseqüência. livros.] cada coisa deve vir a seu tempo 38. constitui a fonte de O Livro dos Médiuns.. e que tratam.. A parte segunda. se colocarão. dentro em pouco. quanto na Terra 19. marcas da fase nova na qual entrara o Espiritismo. origina o Evangelho segundo o Espiritismo.] o Espiritismo entra numa nova fase e esta preparará as vias da fase que se abrirá mais tarde [. o Espiritismo entra numa nova fase e esta preparará as vias da fase que se abrirá mais tarde [. mas a minha opinião pouco vale.

. Foi citada para indicar a sua origem 27. no campo do espírito. por isso mesmo. estando todas as obras da Codificação interligadas. seria inconveniente fazer um estudo exclusivo de O Livro dos Espíritos.. Esta obra. mas porque nele estão inseridos os ensinos básicos da Doutrina.ia a visão de conjunto. não só porque foi a primeira obra a ser publicada. Essa concordância revela a unidade doutrinária do Espiritismo. possuindo a Doutrina Espírita três aspectos fundamentais – científico. mas também para que tenhamos. elaboradas pelo supremo equilíbrio das Leis de Deus 39. e assim por diante. porque. conforme registra Deolindo Amorim. Todos os demais livros da Codificação contêm o desdobramento desses ensinos. por fim. consoante as normas de Eterna Justiça. ou de O Evangelho segundo o Espiritismo. que a força da Doutrina Espírita está. filosófico e religioso –. justamente. sob pena de se quebrar a referida unidade doutrinária. constituindo com O Livro dos Espíritos um corpo de doutrina. devidamente ajustada aos impositivos da Vida Universal Perfeita.] os princípios codificados por Allan Kardec abrem uma nova era para o Espírito humano. Concluindo com Emmanuel. na verdade. não poderiam esses ser estudados ou desenvolvidos de modo unilateral. não apenas para que tenhamos na Terra uma vida social dignificante. pode-se dizer que [. na segurança de sua unidade 25. Assinala ainda o mencionado autor que. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 90 . e explicam que o Espiritismo. no reajuste dos caminhos traçados por Jesus ao verdadeiro progresso da alma. indispensável à sua compreensão. é o disciplinador de nossa liberdade. perder-se. uma vida individual harmoniosa. Ressalta. Do mesmo modo. Diz este eminente pensador espírita que O Livro dos Espíritos é a coluna central do Espiritismo.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4 Espíritos originou a obra O que é o Espiritismo. em que todas as partes se ajustam de forma harmônica e interdependente. em seus Cadernos Doutrinários. compelindo-o à auscultação de si mesmo. não faz parte do chamado pentateuco kardequiano. Veja esquema em anexo.

Tradução de Guillon Ribeiro. 26-27. 6. 2005. O livro dos médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro. p. 48. 8. 2005. 2005. 9. Caderno nº 5. 12. KARDEC. ______. p. A gênese. (Meus trabalhos pessoais. ______. 2005. p. 1. 2000. Poesias traduzidas por Inaldo Lacerda Lima. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. p. 23. Rio de Janeiro: FEB. Segunda parte. ______. Folha de rosto.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4 Referência Bibliográfica 1. ______. 477-494. p. Rio de Janeiro: FEB. ______. Tradução de Guillon Ribeiro. ______. ed. 76. AMORIM. ______. 38. 14. 377. Tradução de Guillon Ribeiro. setembro de 1865. Deolindo. Rio de Janeiro: FEB. Folha de rosto. Jornal de estudos psicológicos. Rio de Janeiro: FEB. 2005. 4. 13-14. 16. 2005. 2005. ______. Obras póstumas. Cadernos doutrinários. O céu e o inferno. Salvador: Circulus. Revista espírita. Nº 9. p. Folha de rosto. 5. 3. ed. p. 26. (Origem. (Minha nova obra sobre a gênese). Folha de rosto. Rio de Janeiro: FEB. 49. ______. 335. ______. Prolegômenos. ed. plano e conteúdo geral de O livro dos espíritos). p. p. ______. Ano 8. 9. Allan. ed. 18. Conselhos diversos).27. 20. Introdução. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 91 . ed. ______. 22. 7. 124. p. 15. 10. Prefácio. p. 109-120. ed. p. p. 19. Folha de rosto. 21. Tradução de Manuel Justiniano Quintão. ______. 13. O livro dos espíritos. p. p. p. Rio de Janeiro: FEB. Introdução. ______. p. ______. ______. Ano 1865. ______. 58. Tábua das matérias. ed. 13. 7-12. 11. ______. 86. 23. ______. 25-26. Tradução de Guillon Ribeiro. 332. 17. 25. ______. ______. 380-381. 48-50. Introdução. Rio de Janeiro: FEB. 2. Introdução. O evangelho Segundo o espiritismo. p.

36. ______. ______. 117. Pelo Espírito André Luiz. 4. 7.). vol. 35. p. p. 1. BARBOSA. 5. ed. Rio de Janeiro: FEB. 1998. p. 28. XAVIER. p. ed. 2006. 27. Reformador. Rio de Janeiro: FEB. ano 90. 31. p. 2002. 112. 1972. ______. p. Hermínio C. Allan Kardec. Ante o centenário (introdução de Emmanuel). 118.. ______. ______. Pedro. cap. Ação e reação. 127. Rio de Janeiro: FEB. 126. 10. 142-144. 34. ______. MIRANDA. p. Cap. Francisco Cândido. p. Rio de Janeiro: FEB. p. 3. 119. 2. 6 (Conclusões). ______. p. 38. 25. p. 27. p. 29. 30. 115-116. ______. Cap. ______. p. 32. 26. 33. ______. Zêus & THIESEN. 286-289. 37. ______. p. nº 3. 39. . 8. 290. 8. Francisco. 114-115. WANTUIL. I (As obras espíritas de Allan Kardec). março. p. O espiritismo básico. ______. A obra de Kardec e Kardec diante da obra. p. 15.Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 92 24. Cap. Segunda parte (Análise sintética das obras. (Unidade da doutrina). ed..

10 e 11. capítulos 2. Parte Quarta (Esperanças e consolações). capítulos 1 ao 12. Parte Segunda (Mundo espírita).Programa Fundamental • Módulo II • Roteiro 4 O Livro dos Espíritos Núcleo Central: Parte Primeira – Causas primárias – capítulos 1 ao 4. capítulos 9. Parte Primeira (Causas primárias). BASE PARA A CONSTRUÇÃO DE O QUE É O ESPIRITISMO BASE PARA A CONSTRUÇÃO DE O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO BASE PARA A CONSTRUÇÃO DE A GÊNESE Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 93 Parte Terceira (Leis Morais). Parte Segunda – Mundo espírita ou mundo dos Espíritos – capítulos 1 ao 6. capítulos 4 e 5. Parte Segunda (Mundo espírita). Introdução e Prolegômenos BASE PARA A CONSTRUÇÃO DE O LIVRO DOS MÉDIUNS BASE PARA A CONSTRUÇÃO DE O CÉU E O INFERNO. Parte Terceira (Leis Morais). capítulos 6 ao 11. 3 e 4. . capítulos 1 e 2.

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PROGRAMA FUNDAMENTAL M Ó D U L O III Deus OBJETIVO GERAL Apresentar Deus como a inteligência suprema e a causa primeira de todas as coisas. .

Léon Denis: O grande enigma. que todos os homens trazem em si. instintivamente. questão 5.. específicos ■ Conceituar Deus à luz da Doutrina Espírita. de todas as filosofias. se não tivesse uma base? É ainda uma conseqüência do princípio — não há efeito sem causa. Allan Kardec: O livro dos espíritos. e decorre do axioma de que não há efeito sem causa.. Deus é a inteligência suprema. Foi por este motivo que Kardec perguntou aos Espíritos Superiores: — «Que dedução se pode tirar do sentimento instintivo. causa primária de todas as coisas. 5. de todas as crenças. da existência de Deus?» A resposta foi a seguinte: — «A de que Deus existe.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO III – Deus ROTEIRO 1 Existência de Deus Objetivos ■ Explicar a necessidade da crença em Deus para o homem. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita ■ ■ 96 . fora e acima de todos os sistemas. A necessidade da crença em Deus está. Conteúdo básico ■ A idéia de Deus [. Cap.] se afirma e se impõe.» Allan Kardec: O livro dos espíritos. pois. donde lhes viria esse sentimento. questão 1. alojada na mente humana.

mas que se expressa de acordo com a experiência evolutiva de cada um. salientando a importância da crença em Deus. dividir a turma em pequenos grupos e pedir que realizem a seguinte tarefa: 1. Em seqüência. Técnica(s): estudo em duplas. um ao outro. analisar as conseqüências da idéia de Deus para a Humanidade. trabalho em pequenos grupos. Dividir a turma em duplas. exposição. 4. emitir um conceito de Deus. utilizando as próprias palavras. confor■ me consta deste Roteiro. tendo como base a leitura realizada. escrever o conceito num cartaz. a sua idéia a respeito da crença em Deus. emitindo um conceito espírita de Deus. lápis e papel. Avaliação O Estudo será considerado satisfatório se os participantes explicarem corretamente a necessidade da crença em Deus para o homem. 3. solicitando aos integrantes que expliquem. Recurso(s): subsídios do Roteiro. Explicar que a crença em Deus está presente no homem desde a sua origem. Desenvolvimento ■ ■ Ouvir as respostas das duplas. comentando-as ligeiramente. Ouvir a leitura dos cartazes. a ser posteriormente afixado na parede da sala de aula. ■ ■ Conclusão ■ Ao término. prestando os esclarecimentos que se fizerem necessários. ler os subsídios do roteiro. papel pardo / cartolina. fazer uma síntese do assunto estudado. 2.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 1 Sugestões Introdução didáticas ■ Iniciar a aula apresentando o assunto e os objetivos. emitindo um conceito de Deus segundo o estudo realizado. 97 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita .

e se arrisca a morrer de miséria diante da porta que lhe está aberta e pela qual tudo o convida a entrar 11. O homem [. com estes característicos majestosos. não em uma Bíblia escrita há séculos. mas em uma bíblia que se escreve todos os dias. essa opinião. esse é comparável a um indigente que habita ao lado de palácios. o sentimento instintivo de crer em Deus nos prova que Deus existe.] se afirma e se impõe. O conhecimento da verdade sobre Deus. A opinião que tem sobre a causa. cheios de tesouros. imperiosa.. A crença em Deus está instintivamente impressa na mente humana.. A crença em Deus [. quer saiba ou não. porque existiria nos vossos selvagens esse sentimento? 3 Opinando a respeito.. E fala. de maneira restrita. em toda a sua vida pública ou particular 7. O homem vive. qual é a causa. como nos ensinam os Espíritos Superiores. quer ele queira ou não. Kardec nos elucida: Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse tão-somente produto de um ensino. ao problema da vida individual e da vida social 4. esclarecem os Espíritos da Codificação. Poder-se-ia argumentar que a crença em Deus resulta da educação recebida.] assim fosse.] não se pode desinteressar dela porque o homem é um ser [pensante].. À medida que o homem evolui. que se chamam Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . não seria universal e não existiria senão nos que houvessem podido receber esse ensino. ao problema do ser humano e de seu destino. que socorros d´Ele promanam.. conforme se dá com as noções científicas 3. sobre o mundo e a vida é o que há de mais essencial. de todas as crenças 4. se [. Deus nos fala por todas as vozes do Infinito. A questão de Deus é o mais grave de todos os problemas suspensos sobre nossas cabeças e cuja solução se liga. qual é a lei da vida. apura-se também a crença em Deus.. que recursos. e importa-lhe saber qual é a fonte. de todas as filosofias. Dessa forma. Entretanto. fora e acima de todos os sistemas. conseqüência das idéias adquiridas. nos inspira e nos dirige. sobre a lei do Universo. É também [..Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 1 Subsídios 98 O homem que desconhece Deus e não quer saber que forças. mesmo à nossa revelia 5. de mais necessário..] uma conseqüência do princípio – não há efeito sem causa 2. se reflete em seus atos. porque é Ele que nos sustenta.

doces e graves. do progresso. enfim. A história da idéia de Deus mostra-nos que ela sempre foi relativa ao grau intelectual dos povos e de seus legisladores. A idéia de Deus liga-se a todas as noções indispensáveis à ordem. desprezar a crença em Deus e a comunhão do pensamento que a Ele se liga [. montanhas e astros do céu. à florescência de diferentes povos. o real. e. Essa voz sai da profundeza da consciência e nos fala dos deveres. desconhecer o que há de maior. aos progressos espirituais da Humanidade. ser identificada sempre.. que. Seria calcar aos pés nossa própria felicidade. pois.] estreitamente à idéia de Lei. a grande voz desperta e se faz ouvir. nossa ventura 11. então a voz interior. Eis por que. desaparecem. esse gérmen divino. A idéia de Deus impõe-se por todas as faculdades do nosso Espírito. às vezes fulgurante e outras vezes eclipsada. de amor. a razão pela qual os seres e os mundos se sentem viver. pode. a nossa consciência. de virtude. que sobem do imo da Terra ou descem dos espaços etéreos. o visível e o invisível. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 99 . por toda lei superior 10. à presunção. Liga-se [. escondido em toda Alma humana 9. Há em nós uma espécie de retiro íntimo. assistimos sucessivamente aos desfalecimentos e tergiversações dessa idéia imperecível. e desprezar as potências interiores que fazem a nossa verdadeira riqueza. é sempre o centro. sob todos esses nomes. é omitir o evidente.] seria. tudo que pode fazer nossa elevação. nossa glória. de luz.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 1 oceanos. à elevação dos seres e das sociedades.. da ascensão da criatura. correspondendo aos movimentos civilizadores. Viver sem a crença em um ser superior é negar a obra da Criação. que se venera sob tantas denominações. nas horas de silêncio e de meditação. negar a realidade que está ao alcance de todos. é. A inteligência suprema revela a causa eterna. Descendo pelo curso dos tempos. Quando os ruídos discordantes da vida material se calam. o Espírito Potente. por todas as harmonias. Ali se manifesta esse reflexo. na qual todos os seres vêm haurir a força. a lei viva. mas. principalmente. é alimentar o nosso orgulho. e assim à de dever e de sacrifício. às raças. se renovam e elevam 8. por toda direção.. todas essas noções se debilitam. uma fonte profunda de onde podem jorrar ondas de vida. é permanecer no estado de ignorância em que ainda nos encontramos. ao ódio por toda autoridade. Aí está o Espírito Divino. em suma. à poesia dos climas. ao mesmo tempo. se conhecem. Diremos. nos fastos da Humanidade 13. logo que a idéia de Deus se enfraquece. pouco a pouco. pois tudo no Universo.. nos fala de um Ser superior. para dar lugar ao personalismo. que desconhecer. todavia. à harmonia. a luz e a vida. ao mesmo tempo que nos fala aos nossos olhos os esplendores do Universo.Fala ainda no santuário do ser.

Assim. os Espíritos Superiores trazem.. do fundo do mundo invisível. na medida de suas faculdades crescentes e de sua elevação. para a harmonia do conjunto 12. O Ser que enche o tempo e o espaço não será jamais medido por seres limitados pelo tempo e pelo espaço. [. causa primária [primeira] de todas as coisas1. Deus impõe-se ao nosso Espírito.. oposto à idéia de um deus antropomórfico. parcial e vingador. Eles dizem que essa Inteligência se revela mais brilhante e mais sublime à medida que se escalam os degraus da vida espiritual 6.. são unânimes em afirmar. Para resumir. atrasadas. sustentado nossos desfalecimentos. Verdade é que nem todos os Espíritos são igualmente aptos a tratar dessas questões.].Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 1 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 100 A crença em Deus é. em repetir. Entretanto.. porém. tudo o que pensamos referente a Deus. não chegaram todos ao mesmo grau de evolução. em seguida. há Espíritos eminentes. temos o ensino daqueles que deixaram a Terra. apresentado pelas religiões de um modo geral.] Nem todos estão igualmente desenvolvidos. a apreciação das Almas que. um novo conceito de Deus para a Humanidade. que dizem esses Espíritos sobre a questão de Deus? A existência da Potência Suprema é afirmada por todos os Espíritos elevados 6. Querer definir Deus seria circunscrevê-lo e quase negá-lo [. da multidão das Almas obscuras.] Acima. porém escapa a toda análise. Todos [. a Consciência em sua plenitude. descidos das esferas [superiores] para esclarecer e guiar a Humanidade. seus conselhos. tendo franqueado o túmulo. seus apelos. para elucidar esse assunto de tão magna importância. [. além disso... tanto quanto podemos. a fraqueza humana aparece.. É a comunhão universal. É a causa eternamente operante de tudo o que existe. nos esclarecem os Espíritos Superiores na primeira questão de O Livro dos Espíritos: Que é Deus? Deus é a inteligência suprema. Afirmando a existência de uma causa primeira no Universo. suas exortações. a fim de. a Razão. Pode-se levar mais longe do que temos feito a definição de Deus? Definir é limitar.] temos agora recursos mais elevados que os do pensamento humano.. diremos que Ele é a Vida. .. concorrer. mitigado nossas misérias. ignorantes. nos fazem ouvir. dessa forma.] aqueles cujos ensinamentos têm reconfortado as nossas almas.. questão essencial para o entendimento da Doutrina Espírita. Em face deste grande problema. onde cada ser vai sorver a existência. Ora. [. em reconhecer a alta Inteligência que governa os seres e os mundos.

9. Questão 1. 5. ______. 14. Questão 6. Tradução de João Lourenço de Souza. Cap. 4. ______. 70-71.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 1 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 101 1. 86. p. Rio de Janeiro: FEB. Deus na natureza. 52. 7. cap. ed. 8. 7 (A idéia de Deus e a experimentação psíquica). 121-122. ______. 69. Camille. 5 (Necessidade da idéia de Deus). ______. p. Léon. Rio de Janeiro: FEB. p. 82. FLAMMARION. 25. O grande enigma. ______. ______. Cap. Tradução de Guillon Ribeiro. p. 10. 11. 9 (O universo e Deus). ______. 8 (Ação de Deus no mundo e na História). p. Primeira parte. 13. p. p. . 2005. Depois da morte. ______. KARDEC. Cap. 95. p. 2005. 51. Questão 5. ______. O livro dos espíritos. 7. 82-83. p. p. ed. 3. 2002. 6 (As leis universais). 385. 2005. 2. p. Parte segunda. 12. 72. p. p. ______. 98. DENIS. 6. ed. Tomo 5 (Deus). 52. Rio de Janeiro: FEB. Cap. Tradução de Manuel Quintão. 70. Allan. ed. Rio de Janeiro: FEB.

2. Os povos selvagens nenhuma revelação tiveram. crêem instintivamente na existência de um poder sobre-humano. Conteúdo básico ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita A prova da existência de Deus. item 6. Allan Kardec: O livro dos espíritos. item 7. Deus não se mostra. ■ ■ 102 . mas se revela pelas suas obras.] axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO III – Deus ROTEIRO 2 Objetivo específico ■ Provas da existência de Deus Citar e analisar provas da existência de Deus. como dizem os Espíritos. Allan Kardec: A gênese. Cap. questão 4. uma realidade comprovada não só pela revelação [dos Espíritos Superiores] como pela evidência material dos fatos.. entretanto. pois. 2. A existência de Deus é. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá. Cap. Allan Kardec: A gênese.. pode ser encontrada num [.

103 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Em seguida. 2. citar provas da existência de Deus. Técnica(s): explosão de idéias. Em seqüência. Desenvolvimento ■ ■ ■ ■ Conclusão ■ Fazer uma análise geral das conclusões apresentadas pelos relatores. lápis. em voz alta. flip-chart / quadro de giz / pincel. considerando esta afirmativa de Kardec: Não há efeito sem causa. da página do Espírito Meimei inserida em anexo. assim como do conteúdo da mensagem de Meimei. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes souberem relacionar e analisar corretamente as provas da existência de Deus. — Como interpretar a existência de Deus. texto. . trabalho em pequenos grupos. questões 5 e 6). Solicitar a um dos participantes a leitura. exposição.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 2 Sugestões Introdução didáticas ■ Apresentar à turma a seguinte questão. anotar em destaque as idéias emitidas pelos participantes. convidar os relatores que apresentem as conclusões em plenária. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá. no início da aula. cartaz. 3. dividir a turma em pequenos grupos e pedir-lhes que realizem a tarefa que se segue. destacando a idéia espírita de que a existência de Deus é instintiva no ser humano e independe da educação (O Livro dos Espíritos. Recurso(s): subsídios do Roteiro. analisando-as. ler os subsídios do Roteiro. Concluído o trabalho em grupo. papel. trocar opiniões a respeito do texto lido. 1.

deduz-se que hábil atirador o alvejou. Nem sempre. é o de que todo efeito inteligente tem que decorrer de uma causa inteligente. Basta elevarmo-nos acima das teorias e dos sistemas. se faz necessário vejamos uma coisa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e declarar que o nada pode fazer alguma coisa. cada teoria o descreve a seu modo. para sabermos que ela existe. um caos inextricável. Outro princípio igualmente elementar e que. pode ser encontrada em um [. soberanamente inteligente 9. que pensaríamos de quem respondesse que ele se fez a si mesmo? Quando se contempla uma obraprima da arte ou da indústria. E de tudo isso resulta uma confusão.] explica Deus à sua maneira. que ultrapassam todas as combinações humanas. observando os efeitos é que se chega ao conhecimento das causas 1... uma solicitude. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá 6. Constitui princípio elementar que pelos seus efeitos é que se julga de uma causa. para os explicar. diz-se que há de tê-la produzido um homem de gênio.. de tão verdadeiro. até a lei que rege os mundos que circulam.. Em tudo. ainda que este último não seja visto. [. pois. Se perguntassem qual o construtor de certo mecanismo engenhoso. pois.] Tais efeitos absolutamente não se produzem ao acaso.. para o declarar «incognoscível». Não há efeito sem causa. tudo atesta uma idéia diretora. passou a axioma.] axioma que aplicais às vossas ciências. A causa é. Vemos constantemente uma imensidade de efeitos. os ateus têm tirado argumentos para negar a existência de Deus. os positivistas.] Dessa confusão. Como remediar tal desordem? Como escapar a essas contradições? Da mais simples maneira. Se. sequer.. como dizem os Espíritos Superiores. pois que a Humanidade é impotente para produzi-los. uma combinação. [. Basta elevarmo-nos até à grande Causa. na qual tudo se resume e tudo se explica 10. bastante alto para as ligar em seu conjunto e pelo que têm de comum.. mesmo quando ela se conserve oculta. fortuitamente e em desordem. uma previdência. fendendo os ares. no Espaço. cuja causa não está na Humanidade. ou. porque só uma alta inteligência poderia concebê- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita .Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 2 Subsídios 104 Cada religião [. um pássaro é atingido por mortífero grão de chumbo.. Desde a organização do mais pequenino inseto e da mais insignificante semente. A prova da existência de Deus.

que ela é obra de um homem. a ninguém acudirá a idéia de dizer que saiu do cérebro de um idiota ou de um ignorante. uma inteligência superior à Humanidade. A harmonia existente no mecanismo do Universo patenteia combinações e desígnios determinados e. ou produto do acaso 2. Pois bem! Lançando o olhar em torno de si. pois que o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. a menos que se sustente que há efeitos sem causa 3. revela um poder inteligente. é que elas são produto de uma inteligência superior à Humanidade. Um acaso inteligente já não seria acaso 7. crêem instintivamente na existência de um poder sobre-humano. uma realidade comprovada não só pela revelação. Não demonstram raciocinar com mais lógica do que os que pretendem que tais coisas se fizeram a si mesmas? 5 . ainda menos.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 2 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 105 -la. seja qual for o nome que lhe dêem 8. ela própria tem uma causa e. pois. notando a providência. no entanto. quanto maior for o que opere. sobre as obras da Natureza. reconhece o observador não haver nenhuma que não ultrapasse os limites da mais portentosa inteligência humana. Reconhece-se. Quaisquer que sejam os prodígios que a inteligência humana tenha operado. Eles vêem coisas que estão acima das possibilidades do homem e deduzem que essas coisas provêm de um ente superior à Humanidade. Deus não se mostra. por isso mesmo. Os povos selvagens nenhuma revelação tiveram. que é trabalho de um animal. nem. por se verificar que não está acima da capacidade humana. conseguintemente. como pela evidência material dos fatos. Atribuir a formação primária ao acaso é insensatez. mas se revela pelas suas obras 4. A existência de Deus é. desde que o homem não as pode produzir. tanto maior há de ser a causa primária [primeira]. Não podendo nenhum ser humano criar o que a Natureza produz. Aquela inteligência superior é que é a causa primária [primeira] de todas as coisas. Ora. a sabedoria. a causa primária [primeira] é. a harmonia que presidem a essas obras. entretanto. mas.

5. A gênese. p. Rio de Janeiro: FEB. 2005. p. Item 5. Cap. ______. 9. Profissão de fé espírita raciocinada. ______. p. Questão 8. ed. p. Questão 9. ______. ed. 8. 14. p. Allan. Rio de Janeiro: FEB. 106 . Primeira Parte. 54. Rio de Janeiro: FEB. 55-56. 2. O livro dos espíritos. p. 55. Cap. 31. Primeira parte. item 1. p. p. Item 6. Tradução de Guillon Ribeiro. 2005. 48. 3. Tradução de Guillon Ribeiro. 7. 53-54.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 2 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 1. item 2. ed. Item 7. 86. 53. KARDEC. Tradução de Guillon Ribeiro. ______. ed. 9 (Objeções e contradições). Rio de Janeiro: FEB. Item 3. ______. ______. 6. Cap. p. Obras póstumas. 52. 38. 110-111. 53. 1 (Deus). 2005. ______. Léon. Questão 4. 2005. p. 53. O grande enigma. DENIS. 10. 4. 2. ______.

lá em cima. 2006. O empregado sorriu e acrescentou: — Quando ouve passos de animais.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 2 Anexo Provas da Existência de Deus Existência de Deus * Conta-se que um velho árabe analfabeto orava com tanto fervor e com tanto carinho. * XAVIER. ed. I. — Quando o senhor recebe uma jóia. Pai nosso. um cavalo ou um boi? — Pelos rastros — respondeu o chefe. Francisco Cândido. aqueles sinais. exclamou. que. O servo humilde explicou-se: — Quando o senhor recebe uma carta de pessoa ausente. se foi um carneiro. o rico chefe de grande caravana chamou-o à sua presença e lhe perguntou: — Por que oras com tanta fé? Como sabes que Deus existe. mostrando-lhe o céu onde a lua brilhava. depois. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 107 . admirado. como é que se informa quanto ao autor dela? — Pela marca do ourives. — Como assim? — indagou o chefe. Então. ajoelhou-se na areia e começou a orar também. 27. de olhos lacrimosos. o orgulhoso caravaneiro. como reconhece quem a escreveu? — Pela letra. Pelo Espírito Meimei. surpreendido. quando nem ao menos sabes ler? O crente fiel respondeu: — Grande senhor. ao redor da tenda. conheço a existência de Nosso Pai Celeste pelos sinais dele. como sabe. cercada por multidões de estrelas. cada noite. cap. respeitoso: — Senhor. o velho crente convidou-o para fora da barraca e. certa vez. Rio de Janeiro: FEB. não podem ser dos homens! Nesse momento.

Se estivesse sujeito a mudanças.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO III – Deus ROTEIRO 3 Atributos da divindade Objetivos ■ Citar os atributos da divindade. porque um só é o vosso Pai. A sabedoria providencial das leis divinas se revela. o qual está nos céus. • É único. não haveria unidade de vistas. que então não teria feito todas as coisas. ou. teria saído do nada. assim nas mais pequeninas coisas. segundo o Espiritismo.) ■ 108 . • É soberanamente justo e bom. ■ Destacar a idéia de Deus ensinada por Jesus. • É onipotente. Quer isto dizer que a sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. as leis que regem o Universo nenhuma estabilidade teriam. Conteúdo básico ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Deus é eterno. 23:9. então. algo haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto ele. questão 13 – comentário. Se muitos Deuses houvesse. analiespecíficos sando-os. Ele o é. como nas maiores. Se tivesse tido princípio. Allan Kardec: O livro dos espíritos. Se não dispusesse do soberano poder. também teria sido criado por um ser anterior. • É imaterial. e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade de Deus. E a ninguém na terra chameis vosso pai. • É imutável. nem unidade de poder na ordenação do Universo. (Mateus. porque é único.

Grupo III: 1. ler os subsídios do Roteiro. 3. elaborar um texto que analise o atributo estudado. 2. Interpretar. 3. Grupo IV: 1. 3. ler os subsídios do Roteiro. Grupo VI: 1. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 109 . elaborar um texto que analise o atributo estudado. 2. estudar os atributos divinos unicidade e onipotência. que deverá ser lida em voz alta por um voluntário. estudar o atributo divino suprema e soberana inteligência. elaborar um texto que analise o atributo estudado. 2. ler os subsídios do Roteiro. estudar o atributo divino eternidade. os textos elaborados. estudar os atributos divinos soberana justiça e bondade.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 3 Sugestões Introdução didáticas ■ Apresentar o assunto e os objetivos da aula. ler os subsídios do Roteiro. elaborar um texto que analise o atributo estudado. ■ ■ Em seguida. ler os subsídios do Roteiro. estudar o atributo divino perfeição infinita. Grupo II: 1. 2. ler os subsídios do Roteiro. elaborar um texto que analise o atributo estudado. em conjunto com a turma. 2. estudar os atributos divinos imutabilidade e imaterialidade. entregar a cada participante uma cópia da poesia Deus. de Antero de Quental. (Veja anexo). as idéias do autor expressas na poesia. Desenvolvimento ■ ■ Dividir a turma em seis pequenos grupos. 2. 3. em voz alta. Solicitar aos representantes dos grupos que leiam. 3. 3. Grupo I: 1. elaborar um texto que analise o atributo estudado. Grupo V: 1.

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Recurso(s): subsídios do Roteiro. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes citarem corretamente os atributos da divindade. trabalho em pequenos grupos. poesia. identificando no texto os atributos da divindade. 110 .Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 3 ■ Prestar os esclarecimentos necessários. analisando cada um deles. Conclusão ■ Pedir aos participantes que releiam a poesia entregue no início da aula. Técnica(s): análise de texto (poesia).

temos idéia completa de seus atributos? 12 A este questionamento de Allan Kardec responderam os Espíritos Superiores: Do vosso ponto de vista. as quais a vossa linguagem. ao infinito 2. imaterial. Se a supuséssemos limitada num ponto qualquer. houvera saído do nada. nem compreender. porquanto. mas. sim. por conseguinte. tudo o que existe. nesse caso. infinito. não seria. Se estivesse sujeito a mudanças. Deus é imutável. Sabei. então. e assim por diante. onipotente. ainda que sempre incompleta. porém. porque credes abranger tudo. tem que ser infinita. Deus. Ora. Para estar acima de todas as coisas. seu pensamento penetra melhor no âmago das coisas. mais conforme à sã razão 11. vos diz que Deus deve possuir em grau supremo essas perfeições. até ao infinito 1. Se tivesse tido princípio. poderíamos conceber outro ser mais inteligente. único. Se lhe supuséssemos um começo ou fim. cujas imperfeições lhe atribui. Na infância da Humanidade. já ele não seria superior a tudo. soberanamente justo e bom. Deus tem que se achar isento de qualquer vicissitude e de qualquer das imperfeições que a imaginação possa conceber 12. É limitada a inteligência do homem. pois que não pode fazer. à medida que nele se desenvolve o senso moral. capaz de compreender e fazer o que o primeiro não faria e assim por diante. coisa nenhuma pode produzir. não sendo o nada coisa alguma. faz idéia mais justa da Divindade e. A de Deus. se uma lhe faltasse. teria sido criado por outro ser anterior e. ou não fosse infinita. restrita às vossas idéias e sensações. abrangendo o infinito. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 111 . A razão. com efeito. Deus é a suprema e soberana inteligência. Quando dizemos que Deus é eterno. Deus é eterno. que há coisas que estão acima da inteligência do homem mais inteligente.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 3 Subsídios A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. o homem o confunde muitas vezes com a criatura. isto é. então. este ser é que seria Deus. Ou. não teve começo e não terá fim. imutável. não tem meios de exprimir. poderíamos conceber uma entidade existente antes dele e capaz de lhe sobreviver. nenhuma estabilidade teriam as leis que regem o Universo 3.

já não seria soberanamente bom 6. sem o que seria matéria. ele necessariamente tem de ser infinitamente bom. nada mais conhecendo além de si mesmo. deixar de ser ou infinitamente bom ou infinitamente mau. toma a si próprio por termo de comparação para tudo o que não compreende. porque esta a apoucaria ou anularia. visto que. não podendo ser ao mesmo tempo bom e mau sem deixar de ser Deus.á que. em conseqüência. sem o que não seria Deus. Daí a lhe emprestarem as paixões humanas e a fazerem-no um Deus colérico e cioso. Dizemos: a mão de Deus.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 3 112 Deus é imaterial. Deus é onipotente. exclui a possibilidade de uma qualidade contrária. nem de um branco absoluto com a mais pequenina mancha preta. pois estaria sujeito às transformações da matéria. nem de diminuição. Esse então é que seria Deus 5. se ele procedesse injustamente ou com parcialidade numa só circunstância que fosse. já não haveria Deus. pois. a sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. De outro modo. não permitindo essa sabedoria que se duvide da sua justiça. Ora. a boca de Deus. todas as coisas estariam sujeitas ao seu capricho e para nenhuma haveria estabilidade. não possuindo qualquer dessas duas qualidades no grau supremo. não seria Deus. Se lhe tirassem a qualquer dos atributos a mais mínima parcela. porque o homem. Deus carece de forma apreciável pelos nossos sentidos. pois sempre se poderia conceber um ser que possuísse o que lhe faltasse. os atributos de Deus não são suscetíveis nem de aumento. com a mais ligeira nuança de branco. Deus é infinitamente perfeito. não seriam infinitos e Deus não seria perfeito. Um ser infinitamente bom não poderia conter a mais insignificante parcela de malignidade. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . sempre se poderia conceber uma entidade mais poderosa e assim por diante. Deus. A soberana bondade implica a soberana justiça. porquanto. ou com relação a uma só de suas criaturas. Se não possuísse o poder supremo. O fato de ser infinita uma qualidade. nem da sua bondade. Têm o inconveniente de rebaixar o Ente supremo até às mesquinhas proporções da Humanidade. concluir-se. como nas maiores. Deus é soberanamente justo e bom. Para que nenhum ser possa ultrapassá-lo. do contrário. não seria imutável. porque então. nem o ser infinitamente mau conter a mais insignificante parcela de bondade. não poderia ser simultaneamente bom e mau. faz-se mister que ele seja infinito em tudo. como suas obras dão testemunho da sua sabedoria. São ridículas essas imagens em que Deus é representado pela figura de um ancião de longas barbas e envolto num manto. da sua bondade e da sua solicitude. Não poderia ele. não vai mais que um passo 4. É impossível conceber-se Deus sem o infinito das perfeições. do mesmo modo que um objeto não pode ser de um negro absoluto. já não seria soberanamente justo e. o olho de Deus. por conseguinte. até chegar-se ao ser cuja potencialidade nenhum outro ultrapassasse. A providencial sabedoria das leis divinas se revela nas mais pequeninas coisas. Sendo infinitos. isto é. pois que poderia existir um ser mais perfeito 7.

Criador dos homens. em no-lo revelando Pai amoroso e justo. uma mesma vontade. quanto à identidade. o Cristo nos esclarece que todos [. A vida só será realmente bela e gloriosa. soberanamente justo e bom.. Jesus não [. eterno. Com essa afirmativa. é único.. é que seria o verdadeiro Deus. de braços abertos. A mais elevada concepção de Deus que podemos abrigar no Santuário do Espírito é aquela que Jesus nos apresentou. para a suprema felicidade no eterno bem!.. na Terra.. Se cada um tivesse atribuições especiais. imaterial. Para Ele.. um seria inferior ao outro. à espera dos nossos testemunhos de compreensão e de amor 13. das estrelas e das flores. Deus é. não existiria igualdade perfeita entre eles. um mesmo pensamento. chamou-lhe simplesmente «Nosso Pai». Jesus igualmente nos explicou que somos no mundo uma só família e que. sim. Deus não pode ser Deus.] somos irmãos. pois que nenhum possuiria a autoridade soberana 8. é nosso Pai. não seria Deus. Senhor dos céus e da Terra. indicando os deveres de amor e reverência com que nos cabe contribuir na extensão e no aperfeiçoamento da Obra Divina 14. por simples dedução lógica se chega a determinar os atributos que o caracterizam 9. comprovada pelas suas obras a existência de Deus. Se sentirmos Deus como Nosso Pai. um mesmo poder. A unicidade de Deus é conseqüência do fato de serem infinitas as suas perfeições. Confundidos assim. por isso. porquanto o ser que o excedesse no que quer que fosse. que nos aguarda sempre. imutável. isso equivaleria a existir. mais que um único Deus. filhos de um só Pai. reconheceremos que os nossos irmãos se encontram em toda parte e estaremos dispostos a ajudá-los. então. não haveria. infinito em todas as perfeições. Para que tal não se dê. em realidade. pois. com o dever de ajudar-nos uns aos outros [. então. Não poderia existir outro Deus. todos somos irmãos. devemos seguir-lhe o exemplo. onipotente. acima de tudo. É assim que.. a inteligência suprema e soberana. e não pode ser diverso disso 10. Em resumo. Na condição de aprendizes do nosso Divino Mestre. todos somos filhos abençoados... subordinado ao poder desse outro e. Por este ensinamento. visto que. se houvesse entre eles a mais ligeira diferença. a fim de sermos ajudados. ainda que apenas na grossura de um cabelo. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 113 .]. salvo sob a condição de ser igualmente infinito em todas as coisas.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 3 Deus é único. um não faria o que o outro fizesse. de toda eternidade. 16 O Mestre queria dizer-nos que Deus. Se houvesse entre ambos igualdade absoluta.] se sentou na praça pública para explicar a natureza de Deus e. quando pudermos aceitar por nossa grande família a Humanidade inteira 15. mas. indispensável se torna que ele seja infinito em tudo. senão sob a condição de que nenhum outro o ultrapasse. mais cedo ou mais tarde.

2005. Questão 13. 57. ______. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 3 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 1. O livro dos espíritos. Item 18. 2. 6. Rio de Janeiro: FEB. ______. Rio de Janeiro: FEB. ______. ______. ______. 71-72. 8. 2002. Tradução de Guillon Ribeiro. 11. Item 15. ed. Palavras de Emmanuel. ed. p. cap. 54. 59. 4. Francisco Cândido. 14. 8. Item 1. 12. ______. 2004. 7. Item 14. 57. Item 11. 11. Cap. 56. cap. Item 16. Pelo Espírito Emmanuel. p. 54. p. p. 60. Allan. p. 16. p. 57. ______. ______. 57. 10. 40 (Ante o infinito). p. 5. Roteiro. p. p. 2. 86. p. Tradução de Guillon Ribeiro. 11. 169. Pelo Espírito Meimei. ______. 13. 58-59. p. 27. XAVIER. A gênese. Questão 11. ______. Item 12. ______. p. 57-58. ed. ______. 9. 2005. Rio de Janeiro: FEB. 15. 3. Pelo Espírito Emmanuel. 59. ______. Pai nosso. 48. item 9. p. 2006. p. 72. p. Item 19. KARDEC. ed. ______. 114 . p. Item 10. Item 13. 14. ed.

O espaço e o tempo. as amplidões e as eras. Que a luz. Rio de Janeiro: FEB. 2006. p.. senão ELE.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 3 Anexo Deus * Antero de Quental Quem. Diversos Espíritos. Suprema paz. Francisco Cândido. 90.. E que habita na eterna claridade Das torrentes da Luz e da Harmonia! * XAVIER. (Pelo Espírito Antero de Quental). o Impenetrável. Parnaso de além-túmulo. somente o Eterno. criou obra tamanha. Onde se agitam turbilhões de esferas. 18. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 115 . intérmina piedade. fez a esfinge estranha No segredo inviolável das moneras.. No coração do mar e da montanha?! Deus!.. a excelsa luz. No coração dos homens e das feras. aquece e banha? Quem. ed. senão Deus. Poderia criar o imensurável E o Universo infinito criaria!.

Conteúdo básico ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita A providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas. item 24. Para estender a sua solicitude a todas as criaturas. item 20. Allan Kardec: A gênese. tudo vê. Ele está em toda parte. específicos ■ Explicar como se realiza a ação providencial de Deus para com as criaturas. os nossos pensamentos repercutem nele. É nisto que consiste a ação providencial. 2. não precisam transpor o espaço. pois que. Cap. não precisa Deus lançar o olhar do Alto da imensidade. para que ele as ouça. As nossas preces. que fazem vibrar todas as moléculas do ar ambiente. estando de contínuo ao nosso lado. Allan Kardec: A gênese. mesmo às coisas mais mínimas. Cap. 2. ■ 116 . nem ser ditas com voz retumbante.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO III – Deus ROTEIRO 4 A providência divina Objetivos ■ Conceituar providência divina. Os nossos pensamentos são como os sons de um sino. a tudo preside.

retornar aos objetivos do roteiro. Conclusão ■ Concluir a aula. em seguida destacando que a solicitude de Deus para com os seres da Criação é dada de acordo com as necessidades de sua subsistência. esclarecendo a forma como ela se manifesta. Solicitar à turma que. exposição. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 117 Mostrar em transparências. trabalho em plenária. Recurso(s): cartaz/transparência. responda às seguintes perguntas: • Como se manifesta a providência de Deus entre os seres inferiores da criação? • Como se realiza a ação providencial de Deus para com os seres humanos? Ouvir as respostas das duplas. os versículos 19 a 21 e 25 a 31 do capítulo 6 de Mateus. ou cartaz. Pedir a um ou outro participante que relatem uma experiência que fique demonstrada a ação providencial de Deus. . em duplas. (Veja anexo) Pedir a um ou mais participantes que leiam o texto evangélico em voz alta. texto evangélico. Técnica(s): estudo em duplas. estabelecendo uma ligação com os assuntos estudados. ■ ■ ■ ■ Desenvolvimento ■ ■ Em conjunto com os participantes. conceituar Providência Divina. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes souberem conceituar Providência Divina e explicar a ação providencial de Deus para com as criaturas.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 4 Sugestões Introdução didáticas ■ Citar os objetivos da aula.

às quais toda criatura se acha submetida na esfera de suas atividades. Se simples Espíritos têm o Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . que ela se exerça sobre as leis gerais do Universo. imiscuir-se em pormenores ínfimos. concluindo por dizer que. inundando o Universo com seus eflúvios. tudo vê. não precisam transpor o espaço. constantemente. quanto à sua ação.] é o farol aceso no meio da noite. o zelo ininterrupto. preocupar-se com os menores atos e os menores pensamentos de cada indivíduo? Esta a interrogação que a si mesmo dirige o incrédulo. Como pode Deus. um centro de ação. admitida a existência de Deus. a tudo preside. um foco principal a irradiar incessantemente. sendo também provável que percorra constantemente as regiões do espaço sem fim. nem ser ditas com voz retumbante. os nossos pensamentos repercutem nele. É nisto que consiste a ação providencial. para que ele as ouça. como não o está a sua ação. mesmo às coisas mais mínimas. não se acha fixado em determinado ponto. tão grande. segundo a palavra do Cristo. o amor divino derramando-se a flux sobre suas criaturas 8.. o nosso pensamento está em contato ininterrupto com o seu pensamento.. para o princípio da soberana inteligência. para a salvação dos que erram sobre o mar tempestuoso da vida. tão superior a tudo. é o anjo velando sobre o infortúnio. Achamo-nos então. havendo. sem que haja mister a intervenção incessante da Providência 2. só se pode admitir. pois. As nossas preces.. É a suprema sabedoria com que o Criador conduz todas as coisas. Provavelmente. é o cuidado constante. A Providência é.tão poderoso.. principalmente. [. não precisa Deus lançar o olhar do Alto da imensidade. Nada obsta a que se admita. como o Sol com a sua luz. nenhuma das nossas ações lhe podemos subtrair ao olhar. como ele está em nós.] está em toda parte.] é o espírito superior.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 4 Subsídios 118 A Providência é a solicitude de Deus para com as suas criaturas 1. em presença da Divindade. Estamos nele. pois que. [. ainda. Deus [. Mas onde esse foco? É o que ninguém pode dizer. que fazem vibrar todas as moléculas do ar ambiente 3. Os nossos pensamentos são como os sons de um sino. Para estender a sua solicitude a todas as criaturas. estando de contínuo ao nosso lado. que este funcione de toda a eternidade em virtude dessas leis.. é o consolador invisível.. razão para dizer-se que Deus vê os mais profundos refolhos do nosso coração.

que esse foco não precisa transportar-se.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 4 dom da ubiqüidade. que Deus se ocupa com todos os seres que criou. filha do Amor. por se formar em todas as partes onde a soberana vontade julga conveniente que ele se produza. só nos devemos queixar de nós mesmos. em Deus há de ser sem limites essa faculdade. Nada. por mais pequeninos que sejam. estamos vinculados aos resultados do nosso livre-arbítrio. procurando extinguir as condições inferiores da Humanidade. a título de hipótese. que desse modo nos fazemos os causadores da nossa felicidade. em silêncio. portanto. poder-se-ia ainda admitir. inclusive os últimos vermes que rastejam no chão. Fontes alimentam a terra seca.. em todas as direções. Cachoeiras cobrem abismos.. para a sua bondade. as situações deprimentes da natureza. Se sofremos as conseqüências dessa violação. Pais transfigurados em gênios de ternura. mas a justiça. mas induzindo-o a sustentar os seres que ainda jazem colados à crosta do Planeta. desejará estender sempre o braço que salva. ou da nossa infelicidade futuras 7. entretanto. Astros clareiam o céu noturno. medita na Providência Divina que honra o Sol. filha da Lei. Professores desfazendo as sombras da ignorância. todas [. Almas generosas socorrendo a necessidade 9. Devemos. na grandeza do Espaço. porque a [.. No campo de pensamento em que estagias. a despeito da ação providencial de Deus para com todas as suas criaturas. considerar que. surpreenderás esse mesmo Infinito Amor. por mais insignificante que nos pareça. assim. A ação providencial de Deus pode ser percebida nas seguintes palavras de Emmanuel: Se acreditas que o hálito das entidades angélicas bafeja exclusivamente os cultivadores da virtude. e reconhecerás o Amor Infinito buscando suprimir. Flores valorizam espinheirais. Entendemos. Enchendo Deus o Universo. não prescinde da ação que retifica. Dessa forma. Médicos a sanarem doenças.] nossas ações estão submetidas às leis de Deus. que a Providência Divina se manifesta duplamente: sob a forma de misericórdia e de justiça. que não possa ser uma violação daquelas leis. Contempla os quadros que te circundam. donde o poder dizer-se que está em toda parte e em parte nenhuma 4.. Fica claro. Haverá recursos da misericórdia para as situações mais deplo- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 119 .] compaixão. é destituído de valor 6. Nenhuma há.

considera a quota das bênçãos que te rodeiam. da realidade. a ordem legal do Universo cumprir-se-á. reconhecerás que a Divina Providência está agindo contigo e por teu intermédio. É infinitamente justo e bom: essa a sua essência.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 4 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 120 ráveis. pode ele querer. em meio dos problemas que te marcam a estrada. donde se segue que devemos confiar nele: é o essencial. escorando-te na fé e na paciência. Entretanto. A tudo se estende a sua solicitude: compreendemo-lo. Só o nosso bem. . como nos esclarece o benfeitor Emmanuel: Em todas as provas que te assaltem os dias. Diante desses problemas insondáveis. assim. sustentando-te. cumpre que a nossa razão se humilhe. e. Quanto ao mais. As provações da vida representam. portanto. pois. esperemos que nos tenhamos tornado dignos de o compreender 5. Em virtude. Deus existe: disso não poderemos duvidar. para doar-lhes a solução 11. os cuidados de Deus para com todos os seus filhos. é justo que cada filho de Deus assuma responsabilidades e tome resoluções por si mesmo 10. oferecendo-lhes benditas oportunidades de progresso espiritual. invariavelmente.

Cap. Tradução de Guillon Ribeiro. Tradução de João Lourenço de Souza. 11. Justiça divina. ______. questão 964. XAVIER. ed. O livro dos espíritos. 2006. Tradução de Guillon Ribeiro. 25. 243. ed. 9 (Louvor e gratidão). 8. 3 (Provas e bênçãos). . p. 447-448. 60. 5. Depois da morte. 2002. ed. ______. ______. Cap. 11. Rio de Janeiro: FEB. 6. Item 24. p. Rumo certo. 60-61. ______. Allan. 7. 2. Rio de Janeiro: FEB. 9. Pelo Espírito André Luiz. 86. 22. Rio de Janeiro: FEB. p. 97-98. 48. DENIS. 62-63. p. KARDEC. Rio de Janeiro: FEB. 2005. 2006. item 20. Pelo Espírito Emmanuel. 9.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 4 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 121 1. Léon. 40 (Livrearbítrio e providência). 10. ______. p. Item: Divino amparo. questão 963. Pelo Espírito Emmanuel. p. p. Cap. ed. ______. ed. 2. 31. 65. 2005. p. ______. Francisco Cândido. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. Item 30. Obreiros da vida eterna. 4. A gênese. 64-65. ed. 172. p. ______. p. Cap. 3. 2006. questão 447. Item 29.

porque andais solícitos? Olhai para os lírios do campo. não trabalham. com todos os seus cuidados. E eu vos digo que nem mesmo Salomão. inquietos. nem ajuntam em celeiros. onde nem a traça nem a ferrugem consomem. pelo dia de amanhã.Programa Fundamental • Módulo III • Roteiro 4 Anexo Observai os pássaros do céu * Não ajunteis tesouros na terra.) Decerto. mas buscai primeiro o Reino de Deus. não vos vestirá muito mais a vós. pois. e onde os ladrões minam e roubam. e vosso Pai celestial as alimenta. Porque onde estiver o vosso tesouro. vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas essas coisas. e onde os ladrões não minam. porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. que não semeiam. . se vestiu como qualquer deles. homens de pequena fé? Não andeis. nem segam. Basta a cada dia o seu mal. se Deus assim veste a erva do campo. pois. Pois. que hoje existe e amanhã é lançada no forno. acrescentar um côvado à sua estatura? E. 6: 19-21 e 25-34. aí estará também o vosso coração. quanto ao vestuário. Mas ajuntai tesouros no céu. e a sua justiça. Não vos inquieteis.. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá. como eles crescem. nem fiam. mais do que a vestimenta? Olhai para as aves do céu. pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 122 * Mateus. onde a traça e a ferrugem tudo consomem. pelo que haveis de vestir. nem quanto ao vosso corpo. [. vos digo: não andeis cuidadosos quanto à vossa vida.] Por isso.. e o corpo. e todas essas coisas vos serão acrescentadas. Não é a vida mais do que o mantimento. nem roubam. dizendo: Que comeremos ou que beberemos ou com que nos vestiremos? (Porque todas essas coisas os gentios procuram. em toda a sua glória.

PROGRAMA FUNDAMENTAL M Ó D U L O IV Existência e sobrevivência do Espírito OBJETIVO GERAL Propiciar conhecimento a respeito da existência e da sobrevivência do Espírito .

A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro [corpo físico]. questão 93 – comentário. item 6. que prende ao corpo o Espírito. Introdução. Allan Kardec: O livro dos espíritos. do mesmo modo.. 124 . se pode chamar perispírito. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita ■ O laço ou perispírito. uma substância que. há o perisperma. serve de envoltório ao Espírito propriamente dito. por comparação. é uma espé- cie de envoltório semimaterial. Allan Kardec: O livro dos espíritos. invisível para nós no estado normal [. O Espírito conserva o segundo. Conteúdo básico ■ Envolvendo o gérmen de um fruto..].PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO IV – Existência e sobrevivência do Espírito ROTEIRO 1 Objetivo específico ■ Perispírito: conceito Conceituar perispírito. que lhe constitui um corpo etéreo.

Recurso(s): figuras. ■ Desenvolvimento ■ ■ Conclusão ■ Fazer a integração do tema. ou matriz. de acordo com o número de participantes. e na figura apresentada no início da reunião. do perispírito e do Espírito. devido à importância do tema. uma cartolina. pincéis atômicos. de forma que todos possam ler à distância. deve fazer a leitura do texto e apresentar o conceito de perispírito elaborado pelo grupo.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 1 Sugestões Introdução didáticas ■ Apresentar à turma uma figura esquemática do corpo físico. tendo como base as idéias expressas no texto lido. cartolinas. fita adesiva. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 125 Dividir a turma em grupos. em plenário. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os grupos elaborarem conceitos corretos de perispírito. d)afixação da cartolina no mural da sala de aula. a partir dos textos estudados. pincéis atômicos. esclarecendo possíveis dúvidas. e) indicação de um relator que. denominado perispírito. textos. e as seguintes instruções: a) leitura do texto e troca de idéias sobre o assunto. questões 93 e 135 – comentário). Cada grupo recebe um pequeno texto. O Livro dos Espíritos. elaborando conceitos. b elaboração de um conceito de perispírito. o perispírito será estudado em outros roteiros. c) registro escrito do conceito de perispírito na folha de cartolina. . fita adesiva. Técnica(s): exposição. Ouvir os resultados do trabalho dos grupos. explicando que o corpo físico é construído pelo Espírito a partir do molde. Esclarecer que. cabendo a este apenas a sua conceituação. (Veja anexo). fundamentando-se nas citações 2 e 3 da referência bibliográfica deste roteiro (O Livro dos Espíritos.

Quando encarnado o Espírito. Tais. O perispírito faz. Mas. está sempre envolto numa substância qualquer? A que os Espíritos respondem: Envolve-o uma substância. Isto se deve entender com relação ao Espírito propriamente dito. Espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação.] é uma espécie de envoltório semimaterial. para nós. que lhe constitui um corpo etéreo. espírito) para designar esse envoltório do Espírito. 3º – o princípio intermediário. em torno. 2º – a alma. A morte é a destruição do invólucro mais grosseiro. por si só. o perispírito.. parte integrante do Espírito. a idéia de forma é inseparável da de Espírito e não concebemos uma sem a outra. num fruto. a que se não poderia atribuir forma determinada. Hão dito [afirma Kardec] que o Espírito é uma chama. mas ainda bastante grosseira para nós. De sorte que. Comentando essa resposta. como pretendem alguns. portanto. assaz vaporosa.. porquanto o perispírito não pensa. que envolve o gérmen do fruto 2.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 1 Subsídios 126 Allan Kardec indaga aos Espíritos Superiores: O Espírito. Porém. à medida que ele se depura e se eleva na hierarquia espiritual. Ele é para o Espírito o que o corpo é para o homem: o agente ou instrumento de sua ação 4.. Esse laço [. análogo ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital. nenhuma cobertura tem. ou perispírito. invisível para nós no estado normal [. o perisperma e a casca 3. propriamente dito. vaporosa para os teus olhos. qualquer que seja o grau em que se encontre. O homem é. e do latim spiritus. o perispírito é o laço que o prende ao corpo físico.. ou perispírito. ou. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . formado de três partes essenciais: 1º – o corpo ou ser material. por comparação com o perisperma. como o corpo o faz do homem. entretanto. como princípio intelectual e moral.] 1. Kardec cria a palavra perispírito (do grego peri. o gérmen. não é o Espírito. alma. substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo. para poder elevar-se na atmosfera e transportar-se aonde queira 2. O Espírito conserva o segundo. uma centelha. do mesmo modo que só o corpo não constitui o homem. cuja natureza se eteriza. o Espírito está sempre revestido de um envoltório. portanto.

. ZIMMERMANN.] Seria mais exato reservar a palavra alma para designar o princípio inteligente. 155. Primeira parte. É oportuno ressaltar que o perispírito tem tido outras denominações. no uso. p. (Ernani G.. corpo fluídico (Leibniz).. 1 (Conceito e natureza). Referência 1. Rio de Janeiro: FEB. O livro dos espíritos. Questão 93. das quais destacamos: corpo espiritual ou psicossoma (Espírito André Luiz). Bibliográfica 24. 72-73. 2005. 76. item 6.. porém. é essencial fazer-se a diferença 5. e modelo organizador biológico. e o termo Espírito para o ser semimaterial formado desse princípio e do corpo fluídico. 23-24. Introdução. ______. O que é o espiritismo. 2005. Tradução de Guillon Ribeiro. cap. 2005. como não se pode conceber o princípio inteligente isolado da matéria. item 55. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 127 . mas. ed. 3. Rio de Janeiro: FEB. p. Rio de Janeiro: FEB. p. mediador plástico (Cudworth). 1. p. 85. 104-105. 4. as palavras alma e Espírito são. ______. Andrade) 6. nem o perispírito sem ser animado pelo princípio inteligente. 2. 53. filosoficamente. ed. Cap. indiferentemente empregadas uma pela outra [. 2. ed. Zalmino. p. p. ed. 2002. Cap. Perispírito. 2. item 14. Allan. 5. ______.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 1 A respeito do uso dos termos alma e Espírito. 86. ______. Kardec assinala: [. 6. Questão 135. Campinas: Centro Espírita Allan Kardec.]. KARDEC. O livro dos médiuns. Tradução de Guillon Ribeiro.

» (Divaldo P. demorando-se na região que lhe é própria. quanto evoluído seja o Espírito que dele se utiliza. corpo organizado que.] essencial do complexo humano. irradiando-se como energia específica ou aura. ainda animalizado ou enfermiço. Também considerado corpo astral. além do sepulcro. exterioriza-se através e além do envoltório carnal.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 1 Anexo Textos para conceituação de perispírito 1. 31-32. Nas mentes primitivas. de conformidade com o seu peso específico. acentuar que o poder apenas existe onde prevaleçam a agilidade e a habilitação que só a experiência consegue conferir. Organismo delicado. decorrentes da energia universal primitiva de que se compõe cada Orbe. 6. porém. o perispírito ou psicossoma se constitui de variados fluidos que se agregam. É necessário. porque.. tanto quanto ele próprio. semelhante vestidura se caracteriza pela feição pastosa. Por Joanna de Ângelis. é tanto mais denso ou sutil. é preciso considerar. verdadeira continuação do corpo físico.) 3.] Revestimento temporário. ainda. imprescindível à encarnação e à reencarnação.. modifica-se sob o comando do pensamento.. alterando-se. de alguma sorte. na realidade. de acordo com o padrão vibratório do campo interno. que se transforma em mediador plástico entre o Espírito e o corpo físico. antes de tudo. Formado por substâncias químicas que transcendem a série estequiogenética conhecida até agora pela ciência terrena. representando o molde fundamental da existência para o homem. 4. FEB. Cap. Por Emmanuel.Considerado parte «[. [.«Para definirmos. Cap. é o corpo físico que o reflete.. p. subsiste. p. que ele não é reflexo do corpo físico. com extremo poder plástico.«O perispírito é.» (Francisco Cândido Xavier: Roteiro. Franco: Estudos espíritas. 39). FEB. retrata em si o corpo mental [envoltório sutil da mente] que lhe preside a formação. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 128 2. ignorantes e ociosas. gerando uma matéria hiperfísica. o corpo espiritual. Do ponto de vista da constituição e função em que se . o corpo espiritual. é aparelhagem de matéria rarefeita.

após a morte. FEB.) Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 129 . depois do estágio berço-túmulo. de acordo. p.]. Por André Luiz..29-30. Todas as alterações que apresenta. é o corpo espiritual o veículo físico por excelência.. com sua estrutura eletromagnética.» (Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira: Evolução em dois mundos. porém.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 1 caracteriza na esfera imediata ao trabalho do homem. 2. Primeira Parte. com as aquisições da mente que o maneja. verificam-se na base da conduta espiritual da criatura [. cap. algo modificado no que tange aos fenômenos genésicos e nutritivos.

A época e o modo por que essa formação se operou é que são desconhecidos. porque. como se processa a evolução do princípio inteligente.. Conteúdo básico ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita ■ ■ 130 . 11. seespecíficos gundo a Doutrina Espírita.] Espíritos são imateriais? Imaterial não é bem o termo. É aí que a alma se ensaia para a vida e desenvolve. questão 82 – comentário. em linhas gerais. ■ Explicar. Cap. diferem de tudo o que conhecemos sob o nome de matéria. Allan Kardec: A gênese. mas sem analogia para vós outros. e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos. como os corpos são a individualização do princípio material. passando pelos diversos graus da animalidade. Dizemos que os Espíritos são imateriais. o Espírito há de ser alguma coisa. questão 79. Allan Kardec: O livro dos espíritos. pela sua essência.. item 23. incorpóreo seria mais exato. É a matéria quintessenciada. se individualiza e se elabora. O [. pelo exercício. questão 82. pois deves compreender que. Os [. Os Espíritos são a individualização do princípio inteligente.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO IV – Existência e sobrevivência do Espírito ROTEIRO 2 Origem e natureza do Espírito Objetivos ■ Informar a respeito da origem e da natureza do Espírito. distinto do princípio material. Allan Kardec: O livro dos espíritos. suas primeiras faculdades..] princípio inteligente.. sendo uma criação. Allan Kardec: O livro dos espíritos.

em uma de suas faces. enfatizando o seguinte: a evolução do princípio inteligente. estando. • escrever no verso da ficha o entendimento do grupo a respeito da questão proposta. explicando em linhas gerais: a) a origem e ■ a natureza do Espírito. . as questões propostas. realizando breves comentários sobre as respostas dadas. Sendo assim. Projetar. fazer aos participantes perguntas objetivas a respeito do conteúdo exposto. se necessário. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 131 Dividir a turma em quatro grupos. tornando-se Espírito. • escolher o relator que deverá apresentar as conclusões da atividade. Cada grupo recebe uma ficha que contém. e expressas nos relatos subseqüentes. à medida que os relatores apresentam as conclusões do trabalho em grupo. ocorrendo nos dois planos de vida. uma questão (ver exemplos no anexo 1). a modelagem do perispírito atinge o ápice da escala anímica. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se as explicações dadas pelos grupos às questões propostas na fichas. b) a diferença que existe entre princípio inteligente e Espírito. segundo a Doutrina Espírita. Em seguida. em plenário. quando o princípio inteligente se individualiza.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 2 Sugestões Introdução didáticas ■ Introduzir o tema. é necessária para a construção do veículo perispiritual e do corpo físico. demonstrarem que houve entendimento do tema. Orientar os grupos na realização das seguintes atividades: • ler e debater a questão constante da ficha recebida. então. preparado para produzir o corpo humano. em transparência. extraída do item 2 dos subsídios (Evolução do princípio inteligente). Dirimir possíveis dúvidas. Desenvolvimento ■ ■ ■ ■ Conclusão ■ Fazer as considerações finais do assunto.

Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 2 Técnica(s): exposição. dê um exemplo do que você entende por prova da sobrevivência ou da não-sobrevivência do Espírito. retroprojetor. Atividade extraclasse para a próxima reunião de estudo Solicitar aos participantes que façam uma pesquisa junto a familiares. lápis/caneta. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 132 . Recurso(s): subsídios do Roteiro. Observação: As respostas devem ser tabuladas para a apresentação na próxima reunião de estudo. pedindo a essas pessoas que respondam às seguintes perguntas: ■ Você acredita na sobrevivência do Espírito? Sim ( ) Não ( ) ■ Considerando a resposta anterior. transparências (ou cartazes). fichas de estudo. amigos ou colegas de trabalho. fichas contendo questões.

4. tanto é empregada para designar o princípio inteligente do Universo. a palavra Espírito. de certo modo. Deus cria o Espírito pela sua vontade.. Entra então no período da humanização. ensaiando-se para a vida. como o da germinação. passa por um processo de elaboração e individualização até transformar-se no ser denominado Espírito. sendo a inteligência seu atributo essencial 7.. existências essas onde o princípio inteligente passa a primeira fase do seu desenvolvimento.] por assim dizer. Origem do Espírito Ensina a Doutrina Espírita que o espírito (escrito em letra minúscula) é o [. O Espírito é a individualização do princípio inteligente assim como o corpo é a individualização do princípio material11. uma emanação ou uma porção da Divindade.] princípio inteligente do Universo (6).Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 2 Subsídios 1.] elemento inteligente universal 21. à espera da criação da Terra para começa- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 133 . por efeito do qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito.. não é o próprio homem 10. [. 23 Assim. ou em outros planetas. [. Evolução do princípio inteligente A propósito. que tem sua origem no [... Esse princípio inteligente. começando a ter consciência do seu futuro. É. quanto para designar esse mesmo princípio após a sua individualização. um trabalho preparatório. a criação dos Espíritos é permanente 12. Esse seria para o Espírito. O Espírito (princípio inteligente individualizado) é criado por Deus.. Essa individualização do princípio inteligente se efetua numa série de existências que precedem o período da Humanidade 22. ensinam os Espíritos Superiores que os elementos orgânicos formadores dos germens que propiciaram a união do princípio inteligente à matéria achavam-se.. Não é. capacidade de distinguir o bem do mal e a responsabilidade dos seus atos 23. A máquina é obra do homem. como o faz em relação a tudo no Universo 13. no meio dos Espíritos. É sua obra. no estado de fluido no Espaço. por assim dizer. porém.. o seu período de incubação4.] exatamente qual a máquina o é do homem que a fabrica. Como Deus jamais deixou de criar. 2.

nos labirintos de uma escalada ininterrupta..] 24. No seu desfile... no animal. às manifestações crescentes da vida. Na planta.. criando-lhes. a inteligência dormita. devem dotar [. Esses inúmeros avatares. manipular a matéria. o pensamento. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 134 . Cada elo dessa cadeia representa uma forma da existência que conduz a uma forma superior. para a liberdade. a partir da idade primária aos nossos dias..] Não foi o acaso que gerou essas espécies animais e vegetais. e torna-se consciente [. sob a pressão dos instintos e a sevícia de forças inverossímeis. só no homem acorda. para que o Espírito possa operar sem o entrave dos liames terrestres. possui-se.] vai tendendo para a luz. de modo inconsciente. a consciência e a liberdade só aparecem passados muitos graus. através das mais bizarras formas.] 25..] [o princípio inteligente] de todas as forças que lhe hajam de servir mais tarde. um dia. a fim de atingir gradativamente a humanidade. em milhares de organismos diferentes. Depois de criada a Terra.]. até nós.. [.. a um organismo mais rico. desdobrando-se em panorama de renovadas perspectivas. [. dar-lhe a necessária plasticidade. esses germens ficaram aguardando as condições propícias para se desenvolverem no planeta 8. para chegar ao homem. a cadeia das espécies [diferentes manifestações do princípio inteligente] tem-se desenrolado através de séries variadas.. mas. Eles têm por objeto desenvolver o envoltório fluídico. Assim.. para um futuro sempre melhor. [. Quanta majestade nessas fases de transição! Que grandeza nessa marcha lenta. boiando à flor das águas. podemos dizer que o princípio inteligente se individualiza [. Desde a célula verde. é que vemos a inapreciável riqueza nelas contida.. Quem recusará ver nos milhões de existências a palpitarem no Planeta a elaboração sublime da inteligência. sonha. mediante o qual possam. a conseqüente possui sempre algo mais que a antecedente e. magnífica jóia que resume e sintetiza todo o progresso.. Através de mil modelos inferiores. [. conhece-se. um tesouro [potencial].] lentamente por um processo de elaboração das formas inferiores da natureza. mais bem adaptado às necessidades. prosseguindo incessante na extensão indefinita do tempo e do espaço? São as eternas leis da evolução que arrastam o princípio inteligente a destinos cada vez mais altanados. para a consciência esclarecida. na escala da evolução. porém firme. florescência da força criadora. a ampliar-se sempre.. desde o embrião errante. assim. Tudo no Universo está submetido à lei do progresso. fixando nele as leis cada vez mais complexas que regem as formas vivas..Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 2 rem existência nova em novo globo 9. quando a Ciência nos desvenda os quadros sucessivos dessas transmutações.

do instinto. aos trilobites e cistídeos. descendentes dos pterossaurios. canídeos. nos rinocerotídeos. precursores da fauna atual da Terra. aos cefalópodes. foraminíferos e radiolários dos terrenos silurianos. Estagiando nos marsupiais e cetáceos do eoceno médio. que antecederam as embrionárias civilizações paleolíticas. verte o princípio inteligente. arquegossauros e labirintodontes para culminar nos grandes lacertinos e nas aves estranhas. Viajando sempre. a mônada vertida do Plano Espiritual sobre o Planeta Físico atravessou os mais rudes crivos da adaptação e seleção. Dessa geléia cósmica. proboscídeos e antropóides inferiores do mioceno e exteriorizando-se nos mamíferos mais nobres do plioceno. que operavam no orbe nascituro. no jurássico superior. cervídeos. antilopídeos. da percepção e da preservação própria. penetran- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 135 .] dera nascimento à província terrestre.. são descritos pelo Espírito André Luiz da seguinte maneira: A matéria elementar. esboçando a estrutura esquelética.. até atingir a sua individualização plena. pelos operários espirituais que lhes magnetizam os valores.. e. entre os quais ensaiou.. no transcurso de milênios. eqüídeos. alcançando os pitecantropóides da era quaternária. sucessivos. vemos o seio da Terra recoberto de mares mornos. A imensa fornalha atômica estava habilitada a receber as sementes da vida e. invadido por gigantesca massa viscosa a espraiar-se no colo da paisagem primitiva. assim como o processo evolutivo desse mesmo princípio inteligente.]. o princípio espiritual [ou princípio inteligente] atingiu os espongiários e celenterados da era paleozóica. as mônadas celestes [princípio inteligente] exprimem-se no mundo através da rede filamentosa do protoplasma de que se lhes derivaria a existência organizada no Globo constituído. o sistema vascular e o nervoso. [. chegando à época supracretácea para entrar na classe dos primeiros mamíferos. Trabalhadas. das algas e dos vegetais do período pré-câmbrico aos fetos e às licopodiáceas. sob a ação do calor interno e do frio exterior. no Estado Solar a que pertencemos [. das bactérias e das amebas..Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 2 A união do princípio inteligente à matéria.. Séculos de atividade silenciosa perpassam. assimilando os valores múltiplos da organização..26 [através dos quais o princípio inteligente faz seu longo percurso pelos reinos da natureza até atingir a faixa da razão]. adquire entre os dromatérios e anfitérios os rudimentos das reações psicológicas superiores. em suas primeiras manifestações. incorporando as conquistas do instinto e da inteligência 27. sob o impulso dos Gênios Construtores. caminhou na direção dos ganóides e teleósteos. da sensibilidade. da memória. Avançando pelos equinodermos e crustáceos.. da reprodução. permutando-os entre si. durante milênios. procedentes dos répteis teromorfos. Das cristalizações atômicas e dos minerais. dos vírus e do protoplasma. incorpora aquisições de importância entre os megatérios e mamutes.

antes se aprimora. conforme deflui do seguinte ensino de Kardec: O corpo é. por representarem estágios da consciência fragmentária fora do campo carnal propriamente dito. constituído de matéria . ao longo das eras.] 2. através do nascimento e morte da forma. tem. à medida que experimenta a necessidade de manifestar novas faculdades. que o princípio divino aportou na Terra. nas regiões extrafísicas. razão pela qual variados elos da evolução fogem à pesquisa dos naturalistas. é incorpóreo. emanando da Esfera Espiritual. rudimentares a princípio. mas também o seu envoltório fluídico. Por isso é que reveste um envoltório adequado ao seu estado de infância intelectual. cabe-lhe a ele empregá-los [. o princípio inteligente vai modelando. esse também se modifica com o progresso moral que o Espírito realiza em cada encarnação 5. Compreendendo-se. Como se vê. que fazer uso de suas faculdades. talha-o de acordo com a sua inteligência. Dizem os Espíritos Superiores que o Espírito – na sua condição de princípio inteligente individualizado –. o envoltório e o instrumento do Espírito e. assim. à medida que este adquire novas aptidões. reveste outro invólucro apropriado ao novo gênero de trabalho que lhe cabe executar. por tudo que foi exposto. Desde que um Espírito nasce para a vida espiritual. porém. 3. até tornar-se Espírito e estar apto para ingressar no período da Humanidade. Para ser mais exato. tal qual se faz com o operário. à proporção que ele se vai mostrando apto a executar obra mais bem cuidada 1. Quanto ao envoltório fluídico do Espírito. por adiantar-se. envoltório que ele abandona para tomar outro. Natureza do Espírito Existem poucas informações a respeito da natureza do Espírito.. a quem é dado instrumento menos grosseiro. em que essa mesma consciência incompleta prossegue elaborando o seu veículo sutil. porquanto. não podemos circunscrever-lhe a experiência ao plano físico simplesmente considerado. trazendo em seu mecanismo o arquétipo a que se destina. numa palavra. nas faixas inaugurais da razão 28. pelas vias da inteligência mais completa e laboriosamente adquirida. sofre constantes modificações nos dois planos em que se manifesta. Deus lhe fornece os materiais. então classificado como protoforma humana. contudo. pois. não se interrompe aí. à proporção que se lhe aumentam as forças 3. não só as suas estruturas físicas. correspondente ao grau evolutivo em que se encontra 29.. em seu processo de individualização. pela evolução do Espírito.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 2 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 136 do. qual a bolota de carvalho encerrando em si a árvore veneranda que será de futuro. é preciso dizer que é o próprio Espírito que modela o seu envoltório e o apropria às suas novas necessidades. Esse processo de modelagem. aperfeiçoa-o e lhe desenvolve e completa o organismo.

20. assim. para nós. O seu poder de irradiação se amplia. 18. à medida que evolui. consistindo. de acordo com a sua menor ou maior pureza 15. Podemos compreendê-lo como uma chama. qual a do rubi. podendo. ainda sem analogia para nós 14. ou a uma centelha. A sua forma é também. sem se dividir. tendo uma coloração que vai do escuro e opaco a uma cor brilhante. indefinida. Em virtude da sua natureza. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 137 . nisso. sem que a matéria mais densa lhe ofereça qualquer obstáculo 17. o chamado dom de ubiqüidade dos Espíritos 19. um clarão. 16. o Espírito pode transportar-se com a rapidez do pensamento. projetar-se para diversos pontos ao mesmo tempo.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 2 quintessenciada.

item: Elos desconhecidos da evolução. item 10. 4. 2005. 8. 26. Item 23. Item 11. 2005. O problema do ser. item: Dos artrópodos aos dromatérios e anfitérios. 84. 18. Rio de Janeiro: FEB. item: Primórdios da vida. 40. ______. ______. ______. p. p. ed. 21. 216. ______. 23. ______. 66. item: A Evolução da alma. p. ed. 2005. 37-38. Questão 92-a. p. ______. 11. p. 22. Evolução em dois mundos. ______. 19. ______. 84. ______. 11. 48. Questão 607-a. 16. KARDEC. Questão 92. p. 81. Cap. 25. KARDEC. 12. p. Questão 44. p. 41. p. Rio de Janeiro: FEB. do destino e da dor. 299. 10. 82. p. ______. de Guillon Ribeiro. A gênese. Item 12. 83. p. 86. 65. Rio de Janeiro: FEB. ______. p. ______. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . ______. Cap. ______. Cap. p. DELANNE. Questão 80. Questão 24. item: Faixas inaugurais da razão. 81. ed. 27. 59. 13. p. ______. ed. 11. O livro dos espíritos. 15. Questão 91. p. DENIS. 2 (A alma animal). 84. ______. p. 14. 5. ______. 84. Allan. 29. ______. 2. de Guillon Ribeiro. Allan. ______. p. Pelo Espírito André Luiz. 28. 6. item 10. Questão 77. ______. 3. 41-42. p. 20. ed. p. ______. p. Cap. 28. Questão 607. p. 299. 7. 80. Questão 88. Questão 606. Francisco Cândido. XAVIER. 17. Trad. Gabriel. 2005.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 2 Referência Bibliográfica 138 1. A evolução anímica. 14. p. 3 (Evolução e corpo espiritual). ______. Cap. ______. ______. 9 (A evolução e finalidade da alma). p. p. 2005. Rio de Janeiro: FEB. Questão 45. 211. 23. 83. Trad. Questão 82. p. 9. Léon. 59. Questão 79. 279. p. 24. Questão 81. 75-77. 122-123. 210-211. Rio de Janeiro: FEB. p. 211. 81. Questão 88-a. Tradução de Manuel Quintão. p. Primeira parte. Questão 23. Questão 89.

2. Depois de criada a Terra.. item: A evolução da alma) Responder: 1.]. ou em outros planetas. esses germens (ou elementos) ficaram aguardando as condições propícias para se desenvolverem no planeta (obra citada. para a consciência esclarecida. nos labirintos de uma escalada ininterrupta. questão 45). para a liberdade. A imensa fornalha atômica estava habilitada a receber as sementes da vida e.] dera nascimento à província terrestre. vemos o seio da terra recoberto de ma- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 139 .. para começarem existência nova em novo globo (O Livro dos Espíritos..] através de mil modelos inferiores. sob a pressão dos instintos e a sevícia de forças inverossímeis [. assim a individualização do princípio inteligente que passa [.. à espera da criação da Terra. (A evolução anímica.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 2 Anexo 1 Questões retiradas dos subsídios para o trabalho em grupo Podemos dizer que os elementos necessários à vida estavam dispersos.] no estado de fluido no Espaço..] lentamente por um processo de elaboração das formas inferiores da natureza.. [. Começa.. Onde se encontravam os elementos necessários à vida? 2. através das mais bizarras formas. no meio dos Espíritos. Cap.. assim como o processo evolutivo desse mesmo princípio inteligente até atingir a sua individualização plena. sob o impulso dos Gênios Construtores.... no Estado Solar a que pertencemos [. questão 44).] vai tendendo para a luz. é descrita assim pelo Espírito André Luiz: A matéria elementar [. Onde e como se inicia o processo de individualização do princípio inteligente? 1 2 A união do princípio inteligente à matéria. que operavam no orbe nascituro.. a fim de atingir gradativamente a humanidade [.

da percepção e da preservação própria. 3). Cap. Quais são as principais conquistas do princípio inteligente ao longo das etapas evolutivas até as faixas inaugurais da razão? 140 . dos vírus e do protoplasma. em suas primeiras manifestações. verte o princípio inteligente. das algas e dos vegetais (obra citada).Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 2 res mornos. Dessa geléia cósmica.. nos transcursos dos milênios.. penetrando. pelas vias da inteligência mais completa e laboriosamente adquirida... o princípio inteligente incorpora as conquistas [. as mônadas celestes [ou princípio inteligente] exprimem-se no mundo através da rede filamentosa do protoplasma de que se lhes derivaria a existência organizada no Globo constituído. da sensibilidade.. assim. das bactérias e das amebas. 3) Responder: 1. invadindo por gigantesca massa viscosa a espraiarse no colo da paisagem primitiva. nas faixas inaugurais da razão (obra citada).] da memória. dos invertebrados e dos vertebrados. (Evolução em dois mundos. (Evolução em dois mundos. sob ação do calor interno e do frio exterior. Cap. De que forma o princípio inteligente surge em suas primeiras manifestações na Terra? Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 3 Trabalhadas. Das cristalizações atômicas e dos minerais. permutando-os entre si. sucessivos. do instinto. pelos operários espirituais que lhes magnetizam os valores.. Responder: 1. Séculos de atividade silenciosa perpassam.

. sofre constantes modificações nos dois planos em que se manifesta (obra citada). . na concepção espírita? Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 141 Alcançando [. Acrescentamos que o princípio inteligente.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 2 4 Responder: 1. No plano espiritual o princípio inteligente continua o processo evolutivo. que antecederam as embrionárias civilizações paleolíticas. porquanto. manifestou-se na Terra para sua culminância na humanização. através do nascimento e morte da forma. Não podemos circunscreverlhe a experiência ao plano físico simplesmente considerado. oriundo da Esfera Espiritual e cumprindo um planejamento divino. elaborando o veículo sutil (perispírito). Como se operou o processo de evolução humana.] os pitecantropóides [símios] da era quartenária. 3) organiza a forma humana. a mônada [ou princípio inteligente] vertida do Plano Espiritual sobre o Planeta Físico (Evolução em dois mundos. até atingir a culminância no ser humano. necessário à formação do corpo físico das diferentes espécies. Cap..

camarões e lagostas). Antilopídeos Antropóides Canídeos Cefalópodes Arquegossauros Lagartos primitivos que precederam às primeiras aves. Mamíferos ruminantes providos de chifres em forma de galho. Mamíferos aos quais pertencem o cavalo e a zebra. extintos com a chegada dos répteis carnívoros. que deram origem aos mamíferos com membrana abdominal (marsupiais) e aos mamíferos placentários. Animais de estrutura radiada. Plantas da família das criptogâmicas. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 142 Celenterados Cervídeos Cistídeos Crustáceos Dromatérios Eoceno Eqüídeos Equinodermos Espongiários Fetos Foraminíferos Era Quaternária Última era geológica. cujo tipo representativo é a esponja. Macacos dos tipos chimpanzés. situada entre os equinodermos e os pólipos. de simetria radiada. Animais de esqueleto externo e respiração branquial (caranguejos. medusas e corais). orangotangos e gorilas. a raposa e o chacal. . O segundo período da Era Cenozóica. Animais mamíferos a que pertencem o veado. com uma cavidade para digestão e circulação (pólipos. Grupo primitivo de equinodermos (estrela-do-mar). em que ocorreu a expansão dos mamíferos. Animais marinhos. o cabrito-montês e o antílope. que têm os órgãos reprodutores ocultos. o lobo. tais como a gazela. Classe de infusórios. Animais marinhos de estrutura rudimentar. Animais marinhos que apresentam cabeça proeminente e tentáculos (lulas e polvos). o alce e a rena.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 2 Anexo 2 Anfitérios Glossário Designação dos mamíferos primitivos sem placenta. com espinhos (ouriço-do-mar). ou Terciária. Mamíferos carnívoros a cujo grupo pertencem o cão. importante pelo surgimento do homem. Répteis vegetarianos que existiram no período triássico da Era Mesozóica.

mem (hominídeos). e as primeiras plantas. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 143 . siluriano. Quarto período da Era Cenozóica. marinhos. no qual surgiram os hominídeos. Mamíferos que possuem bolsa formada de pele abdominal. Proboscídeos Protoplasma Pterossauros Mamíferos que têm o focinho em forma de tromba (elefante e tamanduá). Período mediano da Era Mesozóica. e como unidade física básica. Paleozóica Pitecantropóides: Antropóides fósseis intermediários entre o macaco e o hoPlioceno: Quinto período da Era Cenozóica. Substância gelatinosa na qual estão inseridos todos os corpúsculos responsáveis pelas funções vitais da célula. carbonífero e permiano). cujas folhas miúdas se assemelham a escamas.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 2 Ganóides Jurássico Labirintodontes Lacertinos Licopodiáceas Mamutes Marsupiais Megatérios Mioceno Mônada Peixes cartilaginosos. em que surgiram os antropóides. devoniano. Répteis primitivos voadores. com escamas. denominada marsúpio. Era Primária. Entendida como princípio inteligente. Pré-câmbrico ou Período extenso da Era Arqueozóica. Nome genérico dos anfíbios primitivos. Plantas rasteiras. caracterizado pela proliferação dos dinossauros e das primeiras aves. que dá origem à matéria (protoplasma). em que surgem os animais invertebrados e vertebrados primitivos. Mamíferos fósseis que deram origem ao elefante. da América do Sul (tamanduá). ou Secundária. Animais com características de lagarto. formada de seis períodos (cambriano. ou espiritual (mônada celeste). Grandes mamíferos fósseis desdentados. ordoviciano. caracterizada pela forpré-cambriano mação e consolidação do planeta e pelo surgimento da vida.

caracterizada por uma membrana quitinosa. Supracretácea Teleósteos Fase do período cretáceo da Era Mesozóica. chifres no focinho. que habitaram a Era Paleozóica. no meio do protoplasma. 144 . com dedos em forma de casco e dois Siluriano Um dos períodos da Era Paleozóica. ou seres unicelulares.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 2 Radiolários Classe de protozoários. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Teromorfos Trilobites ou trilobitas Répteis existentes no período permiano da Era Paleozóica. caracterizado pelo surgimento dos insetos e das plantas terrestres. Grupo extinto de artrópodes (insetos). e rodeada por pseudópodes radiantes (gregorinas – conchas marinhas). Rinocerotídeos Animais quadrúpedes. Peixes com barbatanas e esqueleto ósseo.

Allan Kardec: Obras póstumas.. pelas comunicações espíritas. item 6. Primeira parte. Essas qualidades. Que ela independe da matéria está demonstrado de modo patente pelos fenômenos espíritas que a mostram agindo por si mesma [.. item 7. ■ A alma do homem sobrevive ao corpo e conserva a sua individualidade após a morte deste. Sua individualidade é demonstrada pelo caráter e pelas qualidades peculiares a cada um. Allan Kardec: Obras póstumas. ■ ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 145 . ou aparições. tão freqüentes e autênticas. Provam a existência da alma os atos inteligentes do homem..PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO IV – Existência e sobrevivência do Espírito ROTEIRO 3 Objetivo específico Conteúdo básico Provas da existência e da sobrevivência do Espírito ■ Citar provas da existência e da sobrevivência do Espírito.]. há também a prova material das manifestações visuais. Primeira parte. item 7. A sobrevivência desta [da alma] à morte do corpo está provada de maneira irrecusável e até certo ponto palpável. por isso eles hão de ter uma causa inteligente e não uma causa inerte.] Além dessas provas inteligentes. que não é lícito pô-las em dúvida. Allan Kardec: Obras póstumas. [. que distinguem umas das outras as almas. lhes constituem a personalidade. Primeira parte..

se o número de respondentes que acreditam na sobrevivência do Espírito é significativo. etc.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 3 Sugestões Introdução didáticas ■ Iniciar a reunião com a apresentação dos resultados – previamente tabulados – da pesquisa indicada. dupla nº 7 – textos: experiência de quase morte e visões no leito da morte. dupla nº 6 – textos: xenoglossia e transcomunicação instrumental. A organização das duplas é a seguinte: • dupla nº 1 – texto: fenômeno de exteriorização da alma. dupla nº 2 – texto: casas mal-assombradas. em plenário. dupla nº 3 – textos: fenômeno de mesas girantes e manifestação dos Espíritos pela audição e pela palavra. por exemplo. após a leitura de texto específico dos subsídios. dupla nº 4 – texto: manifestação dos Espíritos pela escrita. fazer comentários gerais a respeito das apresentações. as provas da existência e sobrevivência do Espírito. como atividade extraclasse. quais foram as melhores provas apresentadas. Pedir às duplas que citem. dupla nº 5 – texto: aparições e materializações dos Espíritos. utilizando as idéias constantes da primeira página dos subsídios deste Roteiro. retiradas do texto lido. • Aumentar ou diminuir a quantidade de duplas de acordo com o número de participantes. Cada dupla tem a incumbência de fornecer provas da existência e sobrevivência do Espírito. Desenvolvimento ■ ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita ■ Fazer comentários pertinentes aos resultados apresentados. Em seguida. pedir à turma que se organize em oito duplas. 146 . Conclusão ■ Para fechar a reunião. A atividade pode ser realizada também em grupos de três ou mais pessoas. destacando. dupla nº 8 – texto: fenômenos que demonstram a reencarnação. na semana anterior. ■ Passar a palavra a cada participante para apresentação do seu trabalho.

além da matéria. dizem eles. Subsídios À pergunta .a ciência responde talvez. na fria noite do túmulo? 17 A primeira refutação a esse pensamento de que o Espírito – ou a alma – se origina da matéria vem do raciocínio lógico de Descartes: cogito. demonstrarem que houve comprovação da existência e sobrevivência do Espírito. grande número de materialistas se refugiam em uma última negativa. subsídios do Roteiro. a admitir uma força diretriz no homem. logo existo). essa resultante vital. cessa com a causa que a produz. morto o homem. pela evidência dos fatos. Recurso(s): questões e dados da pesquisa. não restará verdadeiramente senão um cadáver destinado a desagregar-se. do que foi um homem. ergo sum (penso. está aniquilada a alma. logo existe em mim. Técnica(s): pesquisa. Constrangidos. e nisso confirmam todas as deduções da filosofia e as afirmações da consciência. papel. a alma. lentamente. algo que é o agente do meu pensamento. que poderia ser entendido assim: a matéria por si mesma não pensa. Será possível? Não seremos mais que um simples conglomerado vulgar de moléculas sem solidariedade umas com as outras? Deve desaparecer para sempre nossa individualidade cheia de amor e. Como todas as forças físicas e químicas. sustentando que essa energia se extingue com o corpo.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 3 Avaliação O estudo será considerado satisfatório se as provas apresentadas pelos participantes. de que ela não era senão uma emanação. do hipnotismo e da anestesia dizem que sim.existe a alma? [ou Espírito] . a partir da pesquisa realizada e do trabalho desenvolvido pelas duplas. os fenômenos do magnetismo. como o fígado segrega a bílis? Seria isso ilógico con- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 147 . Poder-se-ia admitir que é o cérebro que segrega esse pensamento. lápis/ caneta. estudo em duplas.

fosse produto de um sistema.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 3 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 148 siderarmos que. e nos livros santos de todas as religiões conhecidas? É.. que resolve tudo o que as filosofias até agora não puderam resolver 2. viaja. não reclamaria a existência de uma causa também inteligente? Allan Kardec assinala que a [. Digam-nos. não apresentam todos os caracteres de uma lei admirável. [. paredes ou portas. Os fenômenos que evidenciam a existência e a sobrevivência do Espírito vêm sendo pesquisados. – Conheceis. no que concerne à existência dos Espíritos. merecer a suspeita de ilusória. porventura. vê e ouve através dos obstáculos materiais. que não é. sendo o pensamento um efeito inteligente. A pesquisa existente a respeito desse assunto é muito rica.] O ser fluídico se desloca. Acompanhai a Doutrina Espírita e vede se todos os elos. assiste a uma multidão de cenas. desde todos os tempos. são figurados como seres à parte na criação e de cuja existência não está demonstrada a necessidade. [. estando fechados os olhos. . a crença neles necessariamente se funda na existência de um princípio inteligente fora da matéria..] e tudo isso se realiza sem a intervenção dos sentidos materiais. paira sobre a Natureza. podemos verificar que um ser vela e age em nós. nem pode ser uma destas leis. por que com ela deparamos tão vivaz entre todos os povos. porém. tem como causa primária a ignorância acerca da verdadeira natureza deles.. [. antigos e modernos. por pessoas sérias e conceituadas em vários países. e os ouvidos nada percebendo 18.. porque. o homem teve o gosto do maravilhoso. ligados uniformemente à cadeia. – Que entendeis por sobrenatural? – O que é contrário às leis da Natureza. que entendeis por maravilhoso? – O que é sobrenatural. – Mas... respondem os críticos. Geralmente. Fenômeno de exteriorização da alma Durante o sono [. tão bem essas leis.. e a qualquer distância..] dúvida.] Seja qual for a idéia que dos Espíritos se faça.. Se a crença nos Espíritos e nas suas manifestações – afirma ainda Kardec – representasse uma concepção singular.] quando o corpo descansa e os sentidos estão inativos. Essa crença é incompatível com a negação absoluta deste princípio 1. com visos de razão.. que possais marcar limite ao poder de Deus? Pois bem! Provai então que a existência dos Espíritos e suas manifestações são contrárias às leis da Natureza. sobretudo a partir do século XIX. Citaremos aqui apenas algumas modalidades desse trabalho investigativo. poderia.

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 149 . para indicar esta espécie de fenômenos 3. a visão à distância e através dos corpos opacos exclui a possibilidade do uso dos órgãos ordinários da vista 12. É sabido que neste caso a visão não se efetua por meio dos olhos que. caem pedras lançadas do exterior por uma força desconhecida. rumores diversos. É a alma que confere ao sonâmbulo as maravilhosas faculdades de que ele goza 13. Em certas habitações. a designação de mesas girantes prevaleceu. Numerosíssimos são os lugares malassombrados. consciência do que escreve 9. em cujas paredes e em cujos soalhos e móveis se ouvem ruídos e pancadas.]. gritos. b)Psicografia direta ou manual: obtida pelo próprio médium sob a influência dos Espíritos. se conservam. e as tribulações da família Fox. As manifestações da casa de Hydesville. (Veja o roteiro 1 do Módulo II).Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 3 Kardec denomina este fenômeno. Casas mal-assombradas e transportes de objetos O fenômeno das casas mal-assombradas é um dos mais conhecidos e freqüentes. assim visitada. que incomodam e atemorizam as pessoas impressionáveis 20. 8. são bem conhecidas 19. Manifestação dos Espíritos pela escrita Variadas são as formas de comunicação dos Espíritos pela escrita. A história do moderno Espiritualismo [Espiritismo] começou por um caso de natureza mal-assombrada. Este efeito igualmente se produz com qualquer outro objeto. ou não. Ao demais. as percepções que se verificam no estado sonambúlico não podem ser transmitidas pelos mesmos órgãos. cestas e mesinhas às quais se adapta um lápis 7. Encontramo-lo um pouco por toda a parte. as casas. pela sua comodidade. fechados [. a saber: a) Psicografia indireta: obtida por meio de pranchas. de clarividência sonambúlica. ouvem-se estrépitos de louça a quebrar-se. em 1848. mais se tem procedido a tais experiências.. podendo aquele ter. mas sendo a mesa o móvel com que. em geral. aliás. os objetos se deslocam sem contato. Assim se expressa o Codificador do Espiritismo: Sendo de natureza diversa das que ocorrem no estado de vigília.. Fenômeno das mesas girantes Mesas girantes são o nome dado às comunicações dos Espíritos por meio do movimento circular que eles imprimem a uma mesa 3. que nela residia.

análoga à plumbagina. Apresentam-se. e sob o império de certas circunstâncias. Em alguns casos. o que possibilita a este manter com eles conversação regular 10. a ponto de se tornar possível fazer-se da aparição uma descrição completa 4. distinguindo-se os menores traços da fisionomia. se a pessoa estiver nas devidas condições. nem do lápis. aos seus conhecimentos e..] diz coisas completamente estranhas às suas idéias habituais. o que não impede que a tangibilidade se desvaneça com a rapidez do relâmpago. ao ponto de causar completa ilusão e dar a crer. isto é. Nesses casos. Feito isso. Basta tomar-se de uma folha de papel branco. sentir. palavras.. possível se torna ao observador tocar. frases e até dissertações.. mesmo.. que têm adiante de si um ser corpóreo. freqüentemente. [. sob uma forma vaporosa e diáfana.] quando o vidente se acha em estado de vigília e no gozo da plena e inteira liberdade das suas faculdades... [. palpar. Dado se possa atribuir à ilusão ou a uma espécie de fascinação a aparição simplesmente visual.. o médium transmite as idéias dos Espíritos muitas vezes sem ter consciência do que está falando e. de igual modo. tinta de imprimir 6. com todas as aparências de um corpo sólido. tinta comum e. aos que observam a aparição. Podem... encontrar-se-ão. já não é somente com o olhar que se nota a presença do Espírito.] uma forma ainda mais precisa. nem da mão do médium. quando ela própria segura o observador e o abraça. Nesse caso. o mesmo calor que num corpo vivo.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 3 c) Escrita direta ou pneumatografia: produzida [. doutras vezes com lápis vermelho. sinais diversos. finalmente. letras. sem o concurso. as formas se mostram nitidamente acentuadas.. traçados no papel. o Espírito se apresenta sob [. palpá-la. a tangibilidade se pode tornar real.. ao cabo de mais ou menos longo tempo. mas também pelo sentido tátil. atuar sobre os seus órgãos da palavra. em geral. na aparição.] dobrá-la e depositá-la em qualquer parte. fora do alcance de sua inteligência 11. até. ou simplesmente sobre um móvel. circunstâncias em que nenhuma . a mesma resistência.] Doutras vezes. Manifestação dos Espíritos pela audição e pela palavra Os Espíritos podem-se comunicar pelo aparelho auditivo do médium.] espontaneamente. numa gaveta. Por vezes. o mesmo já não ocorre quando se consegue segurá-la.. as mais das vezes com uma substância acizentada. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 150 Aparições e materializações de Espíritos Dão-se as aparições dos Espíritos [. [. às vezes vaga e imprecisa.

fax. se juntam às demais provas da sobrevivência do Espírito nas diversas existências corporais. Transcomunicação Instrumental (TCI) Experiência de quase morte É o estado de morte clínica que uma pessoa experimenta durante alguns instantes. após o que retorna à vida física. tais como.] 16. formulando observações originais. se mostraram com todas as aparências da realidade 5. telefone e. Visões no leito da morte No momento da morte. provam e explicam o que a história refere acerca de pessoas que. do Módulo VI. a fim de despedir-se deles.. gravador. Os relatos feitos pelas pessoas que passaram por essa experiência coincidem com os ensinamentos do Espiritismo e das religiões que aceitam a reencarnação14. Fenômenos que demonstram a reencarnação Esses fenômenos. secretária eletrônica. Xenoglossia Por fenômenos de xenoglossia entendem-se os casos em que o médium não só fala ou escreve em línguas que ignora.. que serão vistos no roteiro 2. computador. . ou conversando com os presentes [. mas fala ou escreve nessas línguas.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 3 dúvida mais é lícita. os que se têm dado [. inclusive. depois de mortas. são comuns percepções do mundo espiritual e dos Espíritos. porém.] pela influência de alguns médiuns de grande poder e absolutamente autenticados por testemunhos irrecusáveis. podendo. televisão. TV-fone (uma composição de aparelhos que possibilita à entidade espiritual aparecer no monitor de TV e falar simultaneamente pelo telefone)23. mais recentemente. Investigações criteriosas têm demonstrado que esses fenômenos não são mera alucinação 15.. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 151 Esse fenômeno abrange a manifestação dos Espíritos através de meios técnicos. rádio. aquele que está em processo de desencarnação visitar parentes e amigos. Os fatos de aparições tangíveis [materializações] são os mais raros..

e a alma humana se afirma em sua imperecedoura realidade 22.. a noção de imortalidade se destaca pouco a pouco das sombras acumuladas pelos sofismas e negações. seria capaz de explicar o conjunto dos fenômenos. com inteligência e perseverança. Em resumo. leva-nos a dizer com Léon Denis [. Essa gama de fenômenos. podemos dizer que são copiosas as provas da sobrevivência para aqueles que as procuram de ânimo sincero. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 152 . Crookes repetia: O Espiritismo está cientificamente demonstrado 21. E W. Russel Wallace o disse: O Espiritismo está tão bem demonstrado como a lei de gravitação. Assim. como dissemos.] que a sobrevivência está amplamente demonstrada. apenas explicados integralmente pelo Espiritismo. a não ser a da intervenção dos sobrevivos.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 3 As modalidades de fenômenos que referimos são. Alf. Nenhuma outra teoria. em suas variadas formas.. apenas ilustrativas do grande acervo de fatos que têm sido observados ao longo do tempo por eminentes pesquisadores de diversas nacionalidades.

8. Rio de Janeiro: FEB. 139. 9. 21. ______. Tradução de Guillon Ribeiro. 201. 7. Rio de Janeiro: FEB. Cap. ed. 186. Causa e natureza da clarividência sonambúlica (Explicação do fenômeno da lucidez). ed. item 157. 1. 141-142. Terceira parte. Tradução de Leopoldo Cirne. ed. ______. 5. Xenoglossia. 2005. KARDEC. DELANNE. Tradução de Guillon Ribeiro. ______. p. 17. 23. O Espiritismo perante a ciência. p. ______. ______. ______. 194. p. 12. p. item 60. Cap. 16. 209-210. roteiro 5. ______. ______. Segunda parte. ______. Curso de estudo e prática da mediunidade. (Casos de xenoglossia obtidos com o automatismo escrevente). Allan. FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA. 4. Item 104. 82. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 153 . Hernani Guimarães. p. Ernesto. 10. p. BOZZANO. p. Cap. 16. ______. Obras póstumas. Cap. 200-201. ______. item 165. 19-20. 2. ______. 1 (Provas da imortalidade da alma pela experiência). DENIS. Tradução de Guillon Ribeiro. Morte: Uma luz no fim do túnel. 2. Cap. p. Prefácio. ed. 8. 15. 18. 210. Cap. 166. 12. módulo 5. 16. 2. 13. 27-28. 20. 19. ______. 23. 4. 317. 3. p. p. Cap. ______. 11. Cap. Programa 2. item 1. Gabriel. Item 156. p. Cap. 2004. Léon. Cap. Rio de Janeiro: FEB. p. item 152. ed. p. 14. p. 6. 198. 93. Primeira parte. 2. 132-133. Cap. 2005. p. 60. 8. 76. Cap. 314. 1999. 5. 29. 22. 2005. ______. ______. 14. ANDRADE. p. item 7. São Paulo: FE. Rio de Janeiro: FEB. 6. ed. Primeira parte. p. p. p. 13. Cap. No invisível. 38. 95. item 102. p. 2005. Segunda parte. p. p. p. Item 166. item 127.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 3 Referência Bibliográfica 1. 21. ______. 3. O livro dos médiuns. 147. 338. Tradução de Carlos Imbassahy. Rio de Janeiro: FEB.

PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO IV – Existência e sobrevivência do Espírito ROTEIRO 4 Progressão dos Espíritos Objetivos ■ Explicar. Conteúdo básico ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Os Espíritos são bons ou maus por natureza. Allan Kardec: O livro dos espíritos.. Pertencerão à terceira os que ainda se acham na parte inferior da escala: os Espíritos imperfeitos. questão 97. específicos ■ Identificar a hierarquia dos Espíritos. Todavia. melhorando-se. Formam a segunda os que chegaram ao meio da escala: o desejo do bem é o que neles predomina. Na primeira.. em linhas gerais.] ilimitadas em número. questão 96. conforme o grau de perfeição que tenham alcançado. A ignorância. porque entre elas não há linhas de demarcação traçadas como barreiras.. de sorte que as divisões podem ser multiplicadas ou restringidas livremente. o desejo do mal e todas as paixões más que lhes retardam o progresso.] ordens. colocar-se-ão os que atingiram a perfeição máxima: os puros Espíritos. Allan Kardec: O livro dos espíritos. ■ ■ 154 . questão 114. elas podem reduzir-se a três principais. ou são eles mesmos que se melhoram? São os próprios Espíritos que se melhoram e. As ordens ou graus de perfeição dos Espíritos são [. como se dá a progressão dos Espíritos. Allan Kardec: O livro dos espíritos. Os Espíritos são classificados em [. segundo a escala espírita. eis o que os caracteriza.. passam de uma ordem inferior para outra mais elevada. considerando-se os caracteres gerais dos Espíritos.

pedindo-lhes que leiam as características dos Espíritos. redistribuindoas entre os grupos. as do grupo 2. recolher as folhas de papel. em linhas gerais. em voz alta e seqüencialmente.3 dos subsídios). o item 2 (dois) dos subsídios. estabelecer a média de 2 minutos. d)recolher as anotações. c) continuar na execução do rodízio. registradas pelos grupos e identificadas por Allan Kardec na escala espírita (questões 100 a 107 de O Livro dos Espíritos).Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 4 Sugestões Introdução didáticas ■ Explicar. as do grupo 3. ■ Solicitar a formação de três grupos de estudo. Observação: O controle do tempo é fundamental na execução dessa atividade.1 dos subsídios). segundo a ordem da escala espírita que têm em mãos. repetindo o procedimento descrito no item «b». como num rodízio: as anotações do grupo 1 vão para o grupo 2. para o grupo 3. solicitar a presença de três voluntários à frente da turma (cada voluntário deve representar um grupo). o grupo 2 escreve duas características dos Espíritos da Segunda ordem: Bons Espíritos (item 2. o grupo 3 escreve duas características dos Espíritos da primeira ordem: Espíritos puros (item 2. Esclarecer que o trabalho em grupo deve ser realizado assim: a) o grupo 1 escreve numa folha de papel em branco duas características dos Espíritos da terceira ordem da escala espírita: Espíritos imperfeitos (item 2. até que todas as características dos Espíritos tenham sido registradas nas folhas de papel. Sendo assim.2 dos subsídios). b) terminada essa etapa do trabalho. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 155 . Pedir aos grupos que escrevam mais duas características dos Espíritos. nos grupos de até 8 participantes (turma de 24 pessoas). entregando folhas de papel em branco e lápis/caneta a cada equipe. para o grupo 1. por rodízio. como se dá a progressão dos Espíritos (primeira página dos subsídios) Desenvolvimento ■ Pedir aos participantes que leiam. de forma que todos possam contribuir com a leitura de um pequeno trecho.

folhas de papel em branco. rodízio de textos. para aproximá-los de si. lápis/caneta. em razão de ter sido a mediunidade o instrumento pelo qual a revelação espírita chegou até nós. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Recurso(s): subsídios do Roteiro. necessárias ao seu progresso 13. pela falta em que desse modo incorrem. Passando pelas provas que Deus lhes impõe é que os Espíritos adquirem aquele conhecimento. Subsídios 1. Uns aceitam submissos essas provas e chegam mais depressa à meta que lhes foi assinada. com o fim de esclarecê-los e de os fazer chegar progressivamente à perfeição. permanecem afastados da perfeição e da prometida felicidade 13. Outros só a suportam murmurando e. ressaltando a importância do próximo módulo (Comunicabilidade dos Espíritos). fazendo as correções necessárias. na folha de papel. isto é. escrevendo. leitura seqüencial. portanto. pelo conhecimento da verdade. Nesta perfeição é que eles encontram a pura e eterna felicidade. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes executarem a atividade com ordem e entusiasmo. as características dos Espíritos. Os Espíritos. Progressão dos Espíritos Ensina a Doutrina Espírita que Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes. sem [nenhum] saber. Todos tiveram como ponto de partida a simplicidade e a ignorância. chegando à perfeição por meio das provas que lhes são impostas por Deus para atingi-la. Encerrar a reunião. de acordo com a escala espírita. Essas provas são por eles enfrentadas durante as reencarnações. Técnica(s): exposição.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 4 Conclusão: ■ Verificar se alguma característica importante foi excluída. não foram criados uns bons e outros maus. 156 . A cada um deu determinada missão.

os matizes se apagam. em sua origem. Mas. nas influências a que cede em virtude da sua livre vontade. a encarnação. como nas cores do arco-íris. ou. Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Acrescentam os Espíritos Superiores que essas influências acompanham o Espírito [. como poderiam esses Espíritos. a bem deles.. É o que se contém na grande figura emblemática da queda do homem e do pecado original: uns cederam à tentação. Os que. Escala Espírita Assinala o Codificador que a [. tal seja a obstinação que demonstrem. outros resistiram 15. como nos diferen- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 157 A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir. formulada por Kardec aos Espíritos Superiores. aliás. como primeira experiência do uso que farão do livre-arbítrio. É uma tarefa que Deus lhes impõe.. como nos reinos da natureza. as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de proceder. Diferentes ordens de Espíritos. podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação [. também. De um grau a outro a transição é insensível e. por meio de uma ação material.. Apenas no seu conjunto cada categoria apresenta caráter definido.] classificação dos Espíritos se baseia no grau de adiantamento deles. os desígnios cuja execução Deus lhes confia.] até que haja conseguido tanto império sobre si mesmo. para todos os Espíritos. quando iniciam a vida. A causa não está nele.] 1.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 4 2. Deflui desses ensinos a importância do livre-arbítrio para a progressão dos Espíritos. nas qualidades que já adquiriram e nas imperfeições de que ainda terão de despojar-se. Sendo soberanamente justo. usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e.. visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. Qualquer privilégio seria uma preferência. recebeu desses a seguinte resposta: O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire a consciência de si mesmo.. ao contrário. . a mesma aptidão. Já não haveria liberdade.. nada tem de absoluta. é apenas um estado transitório. assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida. uma injustiça. Contudo. escolher entre o bem e o mal? Haveria neles algum princípio ou alguma tendência que os encaminhasse para um caminho em relação a outro? Essa pergunta. Esta classificação. Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos. está fora dele. desde que a escolha fosse determinada por uma causa independente da vontade do Espírito. nos limites extremos. É-lhes necessária. que os maus desistem de obsidiá-lo 16. quando ainda não possuem consciência de si mesmos.

compreende os Espíritos puros. Tendo realizado alguns progressos sob diversos pontos de vista. Nona classe. A esta classe pertencem os Espíritos vulgarmente tratados de duendes. admitem três categorias principais. formar-se maior ou menor número de classes. pois.. São ignorantes. dão conselhos pérfidos. de que fazem o objeto de suas preocupações. a que fica na parte inferior da escala. crêem saber mais do que realmente sabem. ou três grandes divisões. que podem ser mais ou menos completos. como veremos a seguir. a fim de induzi-los à perdição. Espíritos levianos. os que atingiram o grau supremo da perfeição 3. Podem. irrefletidos e zombeteiros. quer no que toca à inteligência. por meio de mistificações e de espertezas. a tudo respondem. diabretes 5. Pendem tanto para um como para o outro e não ultrapassam a condição comum da Humanidade. sopram a discórdia e a desconfiança e se mascaram de todas as maneiras para melhor enganar. porém. 2. nem bastante maus para fazerem o mal. Sejam. Espíritos impuros. satisfeitos com o conseguirem retardar-lhes o adiantamento. de natureza a iludir com respeito às suas capacidades e luzes 6. maus gênios. Sétima classe. de cujas grosseiras alegrias sentem saudades 7. Dá-se aqui o que se dá com todos os sistemas de classificação científica. Espíritos pseudo-sábios. Espíritos do mal 4. Nem bastante bons para fazerem o bem. Apegam-se às coisas deste mundo. conforme o ponto de vista donde se considere a questão. a linguagem deles aparenta um cunho de seriedade. quais forem. fazendo-os sucumbir nas provas por que passam. quer no que concerne ao moral. mais ou menos racionais. porém. mais ou menos cômodos para a inteligência. maliciosos. caracterizados pela predominância da matéria sobre o espírito e pela propensão para o mal. finalmente. de induzir maldosamente em erro.1 – Terceira ordem – Espíritos imperfeitos Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 158 ■ ■ ■ ■ Décima classe. sem se incomodarem com a verdade. Os Espíritos. estão os Espíritos imperfeitos. Espíritos neutros. trasgos..Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 4 tes períodos da vida do homem. Ligam-se aos homens de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões. em geral. Como Espíritos.) Alguns povos os arvoraram em divindades maléficas. Os da segunda se caracterizam pela predominância do espírito sobre a matéria e pelo desejo do bem: são os bons Espíritos. gnomos. Dispõem de conhecimentos bastante amplos. Oitava classe. Na última. Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias. Metem-se em tudo. Essas três categorias principais ou ordens podem ser subdivididas em classes. de intrigar. São inclinados ao mal. outros os designam pelos nomes de demônios. em nada alteram as bases da ciência 2. A primeira. (. .

Manifestam geralmente sua presença por efeitos sensíveis e físicos. Limitados.2 – Segunda ordem – Bons Espíritos ■ ■ ■ ■ 2. agitação do ar. porém. Distinguem-se pela amplitude de seus conhecimentos. Terceira classe.3 – Primeira ordem – Espíritos puros ■ Primeira classe. porque não se acham submetidos às necessidades. Sem possuírem ilimitados conhecimentos. não têm mais que sofrer provas.. Esses em si reúnem a ciência. porém. nem às vicissitudes da vida Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 159 Quinta classe. propriamente falando. Da linguagem que empregam se exala sempre a benevolência. Hão progredido mais no sentido moral do que no sentido intelectual 9. Espíritos superiores. elevada e. daqueles a quem só a curiosidade impele. fogem à prática do bem. são os seus conhecimentos. Quarta classe. Apraz-lhes prestar serviço aos homens e protegê-los. encarnam na Terra.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 4 ■ Sexta classe. Os Espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. [. do que com as de natureza científica. dentro dos limites do que é permitido ao homem saber. A bondade é neles a qualidade dominante. . muitas vezes. é para cumprir missão de progresso e então nos oferecem o tipo da perfeição a que a Humanidade pode aspirar neste mundo 12.]. por influência da matéria. Espíritos de sabedoria. a sabedoria e a bondade. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura. são dotados de uma capacidade intelectual que lhes faculta juízo reto sobre os homens e as coisas 11. Espíritos batedores e perturbadores. realizam a vida eterna no seio de Deus. Entretanto. Gozam de inalterável felicidade. Sua superioridade os torna mais aptos do que os outros a nos darem noções exatas sobre as coisas do mundo incorpóreo. Espíritos benévolos. Espíritos sábios. Preocupam-se menos com as questões morais. nem expiações..] Afastam-se. não formam uma classe distinta pelas suas qualidades pessoais [. As qualidades morais da ordem mais elevada são o que os caracteriza. ou que. Segunda classe. para as quais têm maior aptidão. etc 8. movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos. sublime. Classe única. como pancadas... Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis. Quando. é uma linguagem invariavelmente digna. só encaram a ciência do ponto de vista da sua utilidade e jamais dominados por quaisquer paixões próprias dos Espíritos imperfeitos 10. 2. por exceção. Estes Espíritos.

Questão 108.. Questão 122. 11. 92. 97. p. p. Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 1. ed. 94. Questão 103. 13. 94-95. ______. ______. 91. 2005. 160 . p. Rio de Janeiro: FEB. cujas ordens executam para manutenção da harmonia universal. 94. ______. p. Questão 122-b. p. 88. ______.. Questão 104.Programa Fundamental • Módulo IV • Roteiro 4 material. Cap. 86. 124. Questão 105. ______. p. 7. 10. ed. 2005. 93. 95. ______. 5. p. porém. ______. ______. Questão 115. 4. 15. 12. item 25. p. ______. ______. O evangelho segundo o espiritismo. Questão 102. Questão 113. 16. ______. 14. 98. ______. [. Questão 111. O livro dos espíritos. 6. 94. 94-95. 91. ______. arcanjos ou serafins 13. Rio de Janeiro: FEB. Questão 109.] São designados às vezes pelos nomes de anjos. ______. KARDEC. p. p. 2. Tradução de Guillon Ribeiro. a transcorrer em perpétua contemplação. Essa felicidade. p. Tradução de Guillon Ribeiro. 92. Questão 106. p. Allan. ______. Questão 100. 8. p. p. Eles são os mensageiros e os ministros de Deus. p. 90-91. p. Questão 110. 9. 87. 4. não é a de ociosidade monótona. 3.

.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO V Comunicabilidade dos Espíritos OBJETIVO GERAL Possibilitar entendimento do processo de comunicação dos Espíritos com o mundo corporal.

pela escrita. e nos acontecimentos da vida. [. Allan Kardec: O livro dos espíritos. item 14. Allan Kardec: O livro dos espíritos. Influem a tal ponto.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO V – Comunicabilidade dos Espíritos ROTEIRO 1 Influência dos Espíritos em nossos pensamentos e atos.]. questão 469. ■ ■ Explicar como se processa essa influência. Allan Kardec: O livro dos espíritos. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Conteúdo básico ■ Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? Muito mais do que imaginais. são eles que vos dirigem. Como distinguirmos se um pensamento sugerido procede de um bom Espírito ou de um Espírito mau? Estudai o caso. por todos os meios que sirvam a pô-los em comunicação com os homens. pela transmissão do pensamento. etc. ■ ■ ■ 162 . pela música. quais os ruídos e a movimentação de objetos. Os bons Espíritos só para o bem aconselham. e nos acontecimentos da vida Objetivos ■ Identificar a natureza da influência dos Espíritos em nossos específicos pensamentos e atos. Indicar a forma de neutralizar as más influências espirituais. pela audição.. de ordinário. pela visão. Atuando sobre a matéria.. que. Compete-vos discernir. Primeira parte – Manifestações dos Espíritos. questão 459. podem os Espíritos manifestar-se de muitas maneiras diferentes: por efeitos físicos. pela palavra. Numa palavra. pelo desenho. Por que meio podemos neutralizar a influência dos maus Espíritos? Praticando o bem e pondo em Deus toda a vossa confiança. questão 464. Allan Kardec: Obras póstumas. pelo tato.

e solicitar aos participantes que. em conjunto com os participantes. fazendo uma leitura em voz alta da mesma.Programa Fundamental • Módulo V • Roteiro 1 Sugestões Introdução didáticas ■ Apresentar o assunto e os objetivos da aula. Ler os subsídios do roteiro. então. prestando-lhes os esclarecimentos necessários. ■ Distribuir entre os participantes cópias da narrativa do Espírito Neio Lúcio intitulada O poder das trevas (Jesus no Lar. que deverão realizar as seguintes tarefas: 1. item 39). expliquem o conteúdo da referida questão. a questão 459 de O Livro dos Espíritos. em grupos de três. deveremos adotar para atrair a atenção dos bons Espíritos? ■ Ouvir o relato dos grupos. ■ Mostrar. em transparência ou cartaz. Que procedimentos. ■ Explicar como se processa a influência dos Espíritos em nossos pensamentos e atos. pontos significativos da narrativa. Responder às seguintes perguntas: a) Como distinguir se um pensamento que nos é sugerido procede de um bom Espírito ou de um Espírito imperfeito? b)Qual a relação entre a nossa conduta moral e a natureza da influência que recebemos dos Espíritos? c) Dizem os Espíritos Superiores que temos a liberdade de seguir os bons Espíritos ou os Espíritos imperfeitos. ■ Dividir a turma em pequenos grupos. comentando-as. . ■ Destacar. e nos acontecimentos da vida. Desenvolvimento ■ Ouvir as idéias expostas pelos grupos. Ressal- Conclusão ■ Concluir a aula ressaltando a determinação dos Espíritos imperfeitos no sentido de nos atrair para o mal e a vigilância Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 163 tar que a possibilidade de os Espíritos nos dirigirem está subordinada ao acolhimento que lhes damos em nossos pensamentos. 2.

Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes realizarem corretamente os trabalhos de grupo. os quais. papel. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Subsídios 164 Allan Kardec pergunta aos Espíritos Superiores: Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? Muito mais do que imaginais. leitura reflexiva. somos alvo não só da atenção de Benfeitores e Amigos Espirituais — incluindo entre eles os parentes e amigos desta e de outras reencarnações. pois. Recurso(s): cartaz/transparência.Programa Fundamental • Módulo V • Roteiro 1 que devemos ter. exposição. naturalmente. de ordinário. Assim. são eles que vos dirigem 2. pelo simples fato de terem deixado o invólucro carnal. Técnica(s): zum-zum. das quais recebemos influenciação por meio das idéias que exteriorizam e dos exemplos que nos dão. Influem a tal ponto. pois são eles os seres humanos desencarnados que. lápis/caneta. com os habitantes do mundo espiritual. do mesmo modo que as influenciamos com as nossas idéias e com a nossa conduta. trabalho em pequenos grupos. não mudaram as características de sua personalidade ou a sua maneira de pensar. chegaremos à conclusão de que vivemos em permanente sintonia com as pessoas que nos rodeiam. O mesmo ocorre. vencendo o túmulo. que. familiares ou não. A resposta dada pelos Espíritos não nos deve causar estranheza. desejam prosseguir auxiliando-nos — como também daqueles outros a quem prejudicamos com atos de maior ou menor gravi- . sobre nós mesmos. se analisarmos o assunto fazendo uma comparação com o que sucede em nossas relações sociais. textos. a fim de neutralizarlhes a ação e não perder as oportunidades de progresso que as leis divinas nos oferecem.

Sua natureza etérea [do perispírito] não é que a isso obstaria.]. Essa influência tem origem na possibilidade de transmissão do pensamento. ele é o veículo do pensamento. pois. de encarnado para desencarnado. tudo. e que nos procuram para cobrar a dívida que com eles contraímos. os Espíritos produzem certos efeitos físicos [. nesta ou em anteriores existências. quais os ruídos e a movimentação de objetos. pela transmissão do pensamento. que ocupa o espaço.. como o ar o é do som. transmitindo de um ao outro o pensamento. por meio da transmissão de pensamento e por sua ação direta no mundo material. a fim de que não atendamos aos alvitres dos Espíritos imperfeitos. podem os Espíritos manifestar-se de muitas maneiras diferentes: por efeitos físicos. por todos os meios que sirvam a pô-los em comunicação com os homens 8. A resposta dos Benfeitores da Humanidade é um apelo ao nosso bom sen- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 165 .] 7. como o ar transmite o som 1.. pois..] precisamos conceber mergulhados no fluido universal. Dirigido. tal qual nos achamos. encarnados e desencarnados. pois se sabe que os mais poderosos motores se nos deparam nos fluidos mais rarefeitos e nos mais imponderáveis. Para que entendamos como o pensamento se transmite. com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas. é preciso saber identificar a natureza dessa influência. pela audição. etc.] do perispírito é que os Espíritos atuam sobre a matéria inerte [. pela visão. o pensamento para um ser qualquer. Portanto. Como distinguirmos se um pensamento sugerido procede de um bom Espírito ou de um Espírito mau? — indaga Kardec aos Espíritos Superiores.. são eles que nos dirigem2. [.. uma corrente fluídica se estabelece entre um e outro. Deflui desses ensinamentos que os Espíritos exercem influência nos acontecimentos da vida.. no entanto. todos os seres. intercâmbio esse real e constante.Programa Fundamental • Módulo V • Roteiro 1 dade. Numa palavra. O Espiritismo torna compreensível o processo pelo qual se dá a influência dos Espíritos no mundo corporal.. motivo de espanto quando. Atuando sobre a matéria. pela palavra. Se a influência dos Espíritos em nossos pensamentos é de tal intensidade que. ao passo que as do fluido universal se estendem ao infinito. Ensina ainda a Doutrina Espírita que por meio [. dentro da atmosfera. com essa alavanca [o perispírito]. ordinariamente. na Terra ou no espaço. dentro das leis da Natureza 6. ou vice-versa. Não há. neste mundo. Esse fluido recebe da vontade uma impulsão. pelo tato. a resposta dos Espíritos a Kardec nos dá uma noção exata do intercâmbio existente entre os Espíritos desencarnados e encarnados. pelo desenho. pela escrita. pela música..

Os Espíritos imperfeitos são instrumentos próprios a pôr em prova a fé e a constância dos homens na prática do bem. logo que desejes praticá-lo. Daí o passares pelas provas do mal. que sopram a discórdia entre vós outros e que vos insuflam as paixões más. para que não nos desviemos do caminho que nos compete seguir rumo à perfeição. Guardai-vos de atender às sugestões dos Espíritos que vos suscitam maus pensamentos. vos ensinou a dizer: Senhor! Não nos deixes cair em tentação. terás em torno de ti uma nuvem de Espíritos a te alimentarem no íntimo esse pendor. o que restabelece o equilíbrio da balança e te deixa senhor dos teus atos. é preciso aprender a disciplinar os nossos pensamentos. Os Espíritos Superiores são bastante claros ao nos indicarem o meio para isso: Praticando o bem e pondo em Deus toda a vossa confiança. e pleno de realizações espirituais. outros também te cercarão. Desse modo. a fim de atrairmos os bons Espíritos. repelireis a influência dos Espíritos inferiores e aniquilareis o império que desejem ter sobre vós. compete exclusivamente a nós neutralizar a influência dos Espíritos imperfeitos. mas livra-nos do mal 5. que nos auxiliarão a percorrer esse caminho. Como Espírito que és. . que é a nossa meta. Só quando queiras o mal. pois que esses vos assaltam pelo lado fraco. A nossa missão consiste em te colocarmos no bom caminho. é que as atrais. tens que progredir na ciência do infinito. Compete-vos discernir 3. podem eles ajudar-te para a prática do mal. Assim. para chegares ao bem. na oração dominical. esforçando-se por te influenciarem para o bem. É assim que Deus confia à nossa consciência a escolha do caminho que devamos seguir e a liberdade de ceder a uma ou outra das influências contrárias que se exercem sobre nós 4. Mas. desejando o mal. tornando-o menos árido. Desconfiai especialmente dos que vos exaltam o orgulho.Programa Fundamental • Módulo V • Roteiro 1 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 166 so. Dizem eles: Estudai o caso. porquanto os Espíritos inferiores correm a te auxiliar no mal. Se fores propenso ao assassínio. Desde que sobre ti atuam influências más. Essa a razão por que Jesus. O Espiritismo trouxe ensinamentos preciosos sobre a importância da nossa atitude mental no sentido do bem. Os bons Espíritos só para o bem aconselham.

______. 124. item 13. 267. 246. 2. Questão 469. p. p. ed. Cap. 248. 4. 2005. ______. 38. 247. O evangelho segundo o espiritismo. p. Primeira parte. 7. Allan. 8. Tradução de Guillon Ribeiro. p. ed. 46. 1. Obras póstumas. Manifestações dos Espíritos. 86. ______. ______. KARDEC.Programa Fundamental • Módulo V • Roteiro 1 Referência Bibliográfica 1. p. O livro dos espíritos. Rio de Janeiro: FEB. 2005. Questão 459. Rio de Janeiro: FEB. Questão 464. 27. item 10. ed. 3. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 167 . Questão 525-a. Rio de Janeiro: FEB. Tradução de Guillon Ribeiro. Item 14. Tradução de Guillon Ribeiro. 248-249. p. ______. Cap. 373. ______. Questão 466. p. 6. p. 5. ______. 46. 2005.

de que qualquer homem pode ser dotado. por esse fato. para os fortificar no bem. Segunda parte. como da de ver. mas aquele que é simpático aos bons Espíritos e somente deles tem assistência. o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva.. a influência dos Espíritos é. ■ 168 . um privilégio exclusivo. aos retos. portanto.] mediunidade é inerente a uma disposição orgânica. em geral. É apenas uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos dúctil aos Espíritos. [. não é aquele que comunica facilmente. a fim de que os Espíritos possam trazer a luz a todas as camadas. 14. específicos ■ Esclarecer a finalidade da mediunidade. 24.. Conteúdo básico ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita A [. aos viciosos para os corrigir.. Todavia.. Essa faculdade é inerente ao homem. de certa intensidade.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO V – Comunicabilidade dos Espíritos ROTEIRO 2 Mediunidade e médium Objetivos ■ Emitir conceito de mediunidade e de médium. Cap. raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. num grau qualquer.. pois. [. Pode. Allan Kardec. mais ou menos. médium. ao pobre como ao rico. de falar. Por isso mesmo.. item 12. usualmente. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. a todas as classes da sociedade. O bom médium. não constitui.] A mediunidade não implica necessariamente relações habituais com os Espíritos superiores. pois. assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes. Todo aquele que sente. Cap. item 159. médiuns. O livro dos médiuns. dizer-se que todos são.] A mediunidade é conferida sem distinção. de ouvir.

Em seqüência. 3. dar tempo razoável para a resposta. · Fazer a correção das respostas em conjunto com a turma. Dar um conceito de médium.). Qual a finalidade da mediunidade? Observação: Após cada questão. livremente. Desenvolvimento ■ ■ ■ Dupla 1 Dupla 2 resposta 1 resposta 2 resposta 3 resposta 4 resposta 5 resposta 1 resposta 2 resposta 3 resposta 4 resposta 5 (E assim por diante) ■ Depois de serem afixadas todas as tiras. não deve haver consulta aos subsídios do Roteiro. Por que a mediunidade não implica relações habituais com os Espíritos Superiores? 5. 4. Comentar a seguinte assertiva.. prestando os esclarecimentos devidos. ■ ■ Solicitar aos participantes que se organizem. Entregar a cada dupla cinco tiras de papel (tamanho 21cm x 10cm. conforme o exemplo abaixo: . Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 169 Pedir às duplas que leiam atentamente os subsídios do Roteiro. caneta hidrográfica. lendo-as a seguir. cujas respostas deverão ser escritas nas tiras de papel recebidas (uma resposta em cada tira): 1. pedir a um representante de cada dupla que afixe as referidas tiras de papel à vista de todos. e a finalidade da mediunidade. Nesta fase da tarefa. pedir a dois participantes que marquem as respostas que julgarem adequadas. aproximadamente).. constante nos subsídios: A mediunidade é concedida sem distinção (.Programa Fundamental • Módulo V • Roteiro 2 Sugestões Introdução didáticas ■ Apresentar o assunto e os objetivos da aula. Que se entende por mediunidade? 2. em duplas. Conclusão ■ Concluir a aula reforçando os conceitos de mediunidade e de médium. Quando todas as respostas tiverem sido dadas. propor-lhes as questões a seguir.

em sua bondade. canetas hidrográficas. a palavra senão aos incapazes de proferirem coisas más. são de natureza a impressioná-lo de modo mais vivo. por exemplo. o limite entre a dignidade e a indignidade? A mediunidade é conferida sem distinção. nenhuma há de que o homem. Não são estes últimos os doentes que necessitam de médico? Por que Deus. que a mediunidade é inerente a uma disposição orgânica. Recurso(s): subsídios do Roteiro. para lhe poupar o trabalho de ir buscá-la longe. a todas as classes da sociedade. aos viciosos para os corrigir. como da de ver. ao demais. ouvido com seus próprios ouvidos. Deus outorgou faculdades ao homem e lhe dá a liberdade de usá-las. Subsídios 170 Digamos. para os fortificar no bem. maior seria o número dos mudos do que o dos que falam. nas mãos lhe coloca a luz. quem ousaria pretendê-la? Onde. aos retos. ao pobre como ao rico. o privaria do socorro que o pode arrancar ao lameiro? Os bons Espíritos lhe vêm em auxílio e seus conselhos. e pronunciando com a própria boca a sua condenação? Se não aproveitar. Ora. Não será ele bem mais culpado. dados diretamente. por efeito do seu livre-arbítrio. de falar.Programa Fundamental • Módulo V • Roteiro 2 Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes souberem emitir conceitos corretos de mediunidade e de médium. Técnica(s): exposição. quando ele mesmo haja escrito com suas mãos. se não a quiser ver? Poderá desculpar-se com a sua ignorância. e esclarecer a finalidade da mediunidade. que não quer a morte do pecador. mural. de ouvir. tiras de papel. Deus. não possa abusar. visto com seus próprios olhos. e se Deus não houvesse concedido. Se só aos mais dignos fosse concedida a faculdade de comunicar com os Espíritos. do que se os recebesse indiretamente. mas não deixa de punir o que delas abusa. trabalho em duplas. questões. será Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . a fim de que os Espíritos possam trazer a luz a todas as camadas. antes de tudo. de que qualquer homem pode ser dotado.

Por isso mesmo. assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes. Note-se.. patrimônio da alma imortal. se tem os seus percalços e as suas lutas dolorosas. a [. escritas.] Sendo luz que brilha na carne.. é o indivíduo que serve de traço de união aos Espíritos. a influência dos Espíritos é. a mediunidade é atributo do Espírito. A mediunidade não implica necessariamente relações habituais com os Espíritos superiores. sem prejuízo das aflições reais com que Deus castiga os servidores indignos e os corações que o orgulho e o egoísmo endureceram. Todavia.] mediunidade é aquela luz que seria derramada sobre toda carne e prometida pelo Divino Mestre aos tempos do Consolador. todo [. num grau qualquer... o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva 3.] bom médium [. Mediunidade [é ainda Emmanuel quem o diz] é talento do céu. para que estes possam comunicar-se facilmente com os homens: Espíritos encarnados. para o serviço de renovação do mundo. é indispensável nutrir com ela a sublime luz do amor. para todos os que nos cercam 8. mais ou menos. não há comunicações tangíveis. mas aquele que é simpático aos bons Espíritos e somente deles tem assistência. médium. físicas.Programa Fundamental • Módulo V • Roteiro 2 então punido pela perda ou pela perversão da faculdade que lhe fora outorgada e da qual.. se aproveitam os maus Espíritos para o obsidiarem e enganarem. que nos cabe acender. enriquecendo todos os seus valores no capítulo da virtude e da inteligência. não constitui. Por conseguinte. nesse caso. médiuns. é uma das mais belas oportunidades de progresso e de redenção concedidas por Deus aos seus filhos misérrimos 6.. de qualquer natureza que seja 4. raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. entretanto. pois. sem médium. um privilégio exclusivo. Essa faculdade é inerente ao homem. Pode. portanto. é [.] o ser.. atualmente em curso na terra. a irradiar-se em caridade e compreensão. que o [. Por outro lado. por esse fato. em geral 1.] aquele que sente. É apenas uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos dúctil aos Espíritos. Unicamente neste sentido é que a excelência das qualidades morais se torna onipotente sobre a mediunidade 2.] não é aquele que comunica facilmente.. usualmente. elemento renovador da posição moral da criatura terrena. assim. O médium. de certa intensidade. mentais. sempre que se encontre ligada aos princípios evangélicos na sua trajetória pela face do mundo 7.. Lâmpada. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 171 . [. Segundo Emmanuel.. A missão mediúnica.. aproveitando o óleo da humildade. dizer-se que todos são..

item 236. 14. 203. 3.Programa Fundamental • Módulo V • Roteiro 2 Assim é que os [. O evangelho segundo o espiritismo. 26. conselhos e exortações que favorecem a definitiva integração a programas emancipadores. 8. Estudando a mediunidade. Cap. 24. p. ed. 213. ed. 22. Por diversos Espíritos. Verbete: Mediunidade. item 159. p. Segunda parte. Pelo Espírito Emmanuel. 2004. item 12. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB. enriquecendo o Mundo com novas revelações. 5. KARDEC. p.. p. Francisco Cândido. p. p. Dicionário da alma. Rio de Janeiro: FEB. 255. O livro dos médiuns. 4. 6. pelo Espírito Emmanuel. 213-214.. 352. ed. 5. p. O consolador. ______. XAVIER. ed. 351-352. 76. for a bússola de todas as realizações 5. Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 1. repleto de fraternidade e sabedoria. Rio de Janeiro: FEB. 2004. Rio de Janeiro: FEB. ed. Cap. ______. 124. Rio de Janeiro: FEB. p. 2. 2005. ______. ______. 29. 2005. Tudo isso pode o mediunismo conseguir se o pensamento de Nosso Senhor. 2006.] grandes Instrutores da Espiritualidade utilizam-se dos médiuns para a transmissão de mensagens edificantes. 300-301. 7. PERALVA. Tradução de Guillon Ribeiro. ______. Cap. Allan. Questão 382. 24. 172 . Martins. 159. Cap.

. Cap. não tem o direito de vendê-lo. desviá-la do seu providencial objetivo. Tal a razão por que a mediunidade não constitui privilégio e se encontra por toda parte. item 9. Cap. ainda que pobres. Deus quer que a luz chegue a todos. A par da questão moral. nem de seus trabalhos pessoais. pois. Allan Kardec: O evangelho segundo espiritismo.. apresenta-se uma consideração efetiva não menos importante. [. que entende com a natureza mesma da faculdade. religiosamente. Os médiuns atuais [. nem de suas pesquisas. para lhes mostrar o caminho do bem e conduzi-los à fé. 26. que deve ser praticada santamente. Cap. para instrução dos homens...PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO V – Comunicabilidade dos Espíritos ROTEIRO 3 Objetivo específico Conteúdo básico Mediunidade com Jesus ■ Enumerar as características da mediunidade com Jesus. [.. ■ Restituí a saúde aos doentes. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. 26.] O médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. fugidia e mutável. não para lhes vender palavras que não lhes pertencem.] É que se trata de uma faculdade essencialmente móvel. Fazê-la paga seria. 10:8. nada cobravam pelas curas que operavam. Mediunidade é coisa santa.] igualmente receberam de Deus um dom gratuito: o de serem intérpretes dos Espíritos. curai os leprosos. ressuscitai os mortos. visto que não são fruto de suas concepções. ninguém pode contar. ■ ■ ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 173 . não quer que o mais pobre fique dela privado [. item 10. Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido..]. com cuja perenidade. Jesus e os apóstolos.. pois. a eles médiuns. Mateus. expulsai os demônios. Se há um gênero de mediunidade que requeira essa condição de modo ainda mais absoluto é a mediunidade curadora. item 7. 26..

■ Ao final da tarefa. prestando os esclarecimentos necessários. Não comentar as idéias emitidas. ■ A seguir. destacar o grupo ou os grupos que mais acertaram. se necessário. de graça dai”. os pontos ganhos pelas respostas certas (um ponto para cada acerto). Conclusão ■ Voltar à citação evangélica apresentada na introdução. O mesmo procedimento deverá ser adotado em relação aos outros grupos. Em seqüência. dirigidas aos demais grupos (uma pergunta para cada grupo). oportunamente. 174 . trocar idéias a respeito do conteúdo lido. tendo por base os subsídios e a referência bibliográfica do roteiro. 2. expulsai os demônios. ler os subsídios do Roteiro. um dos participantes. Observação: À medida que os grupos vão respondendo às perguntas. solicitar ao representante do grupo 1 que dirija as perguntas formuladas pelo seu grupo aos demais. ressuscitai os mortos. no quadro de giz ou flip-chart. 3. pedindo esclarecimentos ao monitor. que serão. ■ Desenvolvimento ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Dividir a turma em grupos de cinco participantes para a realização da seguinte tarefa: 1. Em seguida.” (Mateus. ou cartaz. fazer uma exposição sobre as características da mediunidade com Jesus. 10:8). elaborar quatro perguntas. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes conseguirem caracterizar a mediunidade com Jesus. marcará.Programa Fundamental • Módulo V • Roteiro 3 Sugestões Introdução didáticas ■ Apresentar em transparência. ressaltando o significado das palavras de Jesus: “De graça recebestes. limpai os leprosos. de graça dai. as seguintes palavras de Jesus: “Curai os enfermos. escolhido pelo monitor. de graça recebestes. solicitar aos participantes que manifestem seu entendimento sobre esse ensino.

] conhece as condições em que os bons Espíritos se comunicam. lápis/ caneta. Se há um gênero de mediunidade que requeira essa condição de modo ainda mais absoluto é a mediunidade curadora. Jesus. nem de meio de vida 1. feitos. nem de especulação.. isto é. O médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos.» diz Jesus a seus discípulos. nem de suas pesquisas. o que eles haviam recebido gratuitamente era a faculdade de curar os doentes e de expulsar os demônios. Tal a razão por que a mediunidade não constitui privilégio e se encontra por toda parte.. pois. que a [. pois. O médico dá o fruto de seus estudos.. nem de seus trabalhos pessoais. a eles médiuns. para instrução dos homens.] receberam de Deus um dom gratuito: o de serem intérpretes dos Espíritos. desviá-la do seu providencial objetivo 2.. os maus Espíritos.. recomendava-lhes que não fizessem dele objeto de comércio.. Ressalta dessas palavras do Cristo. prescreve que ninguém se faça pagar daquilo por que nada pagou. à custa de sacrifícios penosos. não tem o direito de vendê-lo. ainda que pobres.Programa Fundamental • Módulo V • Roteiro 3 Técnica(s): torneio entre grupos. por vezes até a sua saúde. quem [. visto que não são fruto de suas concepções. transparência/cartaz. Com essa recomendação. Jesus e os apóstolos. que deve ser praticada santamente. papel.. Os médiuns [. Recurso(s): subsídios do Roteiro. Subsídios «Daí gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido. Podem pôr-lhes preço.] mediunidade é coisa santa. Fazê-la paga seria. O magnetizador dá o seu próprio fluido. religiosamente. não quer que o mais pobre fique dela privado [. giz/pincel atômico. para alívio dos que sofrem e como meio de propagação da fé. quadro de giz / flip-chart. Além disso. e sabe quão pouca coisa se faz mister para que Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 175 . exposição. nada cobravam pelas curas que operavam 5. Esse dom Deus lhes dera gratuitamente. Ora. a repulsão que sentem por tudo o que é de interesse egoístico. para lhes mostrar o caminho do bem e conduzi-los à fé. Deus quer que a luz chegue a todos..]. muita vez. não para lhes vender palavras que não lhes pertencem.

Todos os homens têm o seu grau de mediunidade. já não há mediunidade. Essa idéia causa instintiva repugnância 4. apresenta-se uma consideração efetiva não menos importante. que ele põe a preço de moeda. entretanto. Daí vem não haver no mundo um único médium capaz de garantir a obtenção de qualquer fenômeno espírita em dado instante. de natureza a poder faltar-lhe no momento exato em que mais necessária lhe fosse. pois. fugidia e mutável. porém. para o explorador. portanto. ao seu possuidor. Na atualidade. representa uma propriedade da qual naturalmente lícito é. a mediunidade é uma faculdade concedida para o bem e os bons Espíritos se afastam de quem pretenda fazer dela um degrau para chegar ao que quer que seja. Note-se. Explorar alguém a mediunidade é. Constituiria. mas o seu exercício se anula. conseguintemente. pelo que não pode tornar-se uma profissão. nas mais variadas posições evolutivas. dispor de uma coisa da qual não é realmente dono. Há mais: não é de si próprio que o explorador dispõe. A mediunidade séria não pode ser e não o será nunca uma profissão. que não corresponda às vistas da Providência 6. que médiuns interesseiros [. faltando estes. com cuja perenidade. não é uma arte. que entende com a natureza mesma da faculdade. ainda. pelo trabalho e que.. o interesse nem sempre se traduz pela esperança de um ganho material. a alvorada de novas percepções para o homem do futuro. temos de reconhecer que no campo imenso das potencialidades psíquicas do homem existem os médiuns com tarefa definida. Em resumo. tirar partido. como também porque um obstáculo a isso se opõe. quando. uma fonte absolutamente incerta de receitas. jamais poderá admitir que os Espíritos superiores estejam à disposição do primeiro que apareça e os convoque a tanto por sessão 3. por essa razão mesma. Ela não existe sem o concurso dos Espíritos.] não são apenas os que porventura exijam uma retribuição fixa. porém. É esse um dos defeitos de que os Espíritos zombeteiros sabem muito bem tirar partido e de que se aproveitam com uma habilidade. A mediunidade. das almas dos mortos. Pode subsistir a aptidão. identificada para logo com a dos ledores da boa-sorte. as criaturas humanas verão alargar-se a janela acanhada dos seus cinco sentidos. uma astúcia verdadeiramente notáveis. A par da questão moral. nem um talento. sobre as quais se fundem esperanças pessoais.Programa Fundamental • Módulo V • Roteiro 3 176 eles se afastem. precursores das Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . Afirmar o contrário é enganar a quem paga.. É que se trata de uma faculdade essencialmente móvel. é do concurso dos Espíritos. Coisa diversa é o talento adquirido pelo estudo. pelo avanço da mentalidade do mundo. e esse atributo do espírito representa. mas também pelas ambições de toda sorte. não só porque se desacreditaria moralmente. embalando com falaciosas ilusões os que desse modo se lhes colocam sob a dependência. ninguém pode contar.

com segurança. o médium [.Programa Fundamental • Módulo V • Roteiro 3 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 177 novas aquisições humanas... a oscilações vibratórias. a pensamentos e desejos inadequados. sobremaneira. pois. É certo que essas tarefas reclamam sacrifícios e se constituem. sujeita. multiplicados. em detrimento de sua missão. preparando o seu caminho de elevação para o Céu. o curso das leis divinas e que resgatam. todavia. Estará. Quando médium guarda a noção de fragilidade e pequenez. pelo trabalho e pelo estudo. O seu pretérito. os talentos que por empréstimo lhe foram confiados. é ele o trabalhador que faz jus ao acréscimo de misericórdia prometido pelo Mestre a todos os discípulos de boa-vontade 9. está-se preparando. muitas vezes. no silêncio de suas dores e de seus sacrifícios. 7 . de provações ásperas. se encontra enodoado de graves deslizes e erros clamorosos.] que vigia a própria vida.. podemos dizer que a [. estará. 10 Em suma. Devemos ter sempre na lembrança a palavra de Emmanuel: Os médiuns. em sua generalidade. o passado obscuro e delituoso.. lembrando sempre de que é uma criatura humana. poderá esbarrar sempre com o fantasma do personalismo. cultiva as virtudes cristãs e oferece ao Senhor.] primeira necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo antes de se entregar às grandes tarefas doutrinárias..] não deve descurar-se da própria vigilância. são almas que fracassaram desastradamente. para o triunfo nas lides do Espírito Eterno 8. exercendo a mediunidade com Jesus. não são missionários na acepção comum do termo. disciplina as emoções.. de outro modo. pela convicção de que é uma alma em processo de redenção e aperfeiçoamento. por isso. Mesmo o médium sob excelente assistência espiritual [. se o operário busca a substância evangélica para a execução de seus deveres. sem dúvida. que contrariaram. Assim. sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades. muitas vezes.

Allan. 26. 10. 2005. 366. Estudando a mediunidade. item 306. 2005. ______. Cap. 1. item 2. 2006. ______. p. ed. Item 7. 8. 365-366. p. Francisco Cândido. p. ______. 45. 367. O livro dos médiuns. 4. Martins. Cap. Item 9. 410. ed. O evangelho segundo o espiritismo. 16. 7. 124. Pelo Espírito Emmanuel. Cap. 9. Item 10. Item 8. 2. Questão 383. 76. ______. Cap. 363. ______. Rio de Janeiro: FEB. PERALVA. 3. p. p. 7. XAVIER. p.Programa Fundamental • Módulo V • Roteiro 3 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 1. ______. 6. ed. KARDEC. ed. p. Rio de Janeiro: FEB. 2004. ______. Rio de Janeiro: FEB. p. 178 . Rio de Janeiro: FEB. p. 214. 28. p. 366-367. 215. 5. O consolador. Questão 387. 26. Tradução de Guillon Ribeiro. 24. Tradução de Guillon Ribeiro.

PROGRAMA FUNDAMENTAL M Ó D U L O VI Reencarnação OBJETIVO GERAL Possibilitar entendimento da reencarnação sob a ótica da Doutrina Espírita .

a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças. porque em todas as coisas a causa deve preceder ao efeito [. onde a justiça? Allan Kardec: O livro dos espíritos. Sem isto. ■ ■ 180 . isto é.. é a única que corresponde à idéia que formamos da justiça de Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior. deve achar-se antes desta. a que consiste em admitir para o Espírito muitas existências sucessivas.. questão 171 – comentário. Cap.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO VI – Reencarnação ROTEIRO 1 Fundamentos e finalidade da reencarnação Objetivos ■ Relacionar a doutrina da reencarnação com a manifestação específicos da justiça divina. pois que nos oferece os meios de resgatarmos os nossos erros por novas provações. Citar as finalidades da reencarnação. melhoramento progressivo da Humanidade. ■ ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Conteúdo básico ■ A doutrina da reencarnação. e se esta causa não se encontra na vida presente. questão 167. Esclarecer como atingir essas finalidades. A razão no-la indica e os Espíritos a ensinam. 3 – O homem durante a vida terrena. Allan Kardec: O que é o espiritismo. Qual o fim objetivado com a reencarnação? Expiação. Allan Kardec: O livro dos espíritos. Se admitimos a justiça de Deus. não podemos deixar de admitir que esse efeito tem uma causa. ■ Explicar a relação de causa e efeito no processo reencarnatório. item 134.].

o de nº 1 tem maior importância que o de nº 4). pedir à turma que evite o recurso do voto. após a leitura. por consenso grupal.. d) seleção. item 24.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 1 ■ A obrigação que tem o Espírito encarnado de prover ao alimento do corpo. coletivamente. de 3 itens considerados como finalidades da reencarnação. de forma equilibrada. Desenvolvimento ■ Propor à turma. portanto. Útil. 11. Cap. os objetivos específicos do tema. tendo em vista a necessidade de desenvolver as idéias expressas nos objetivos. ao seu bem-estar. f) na busca do consenso. c) recebimento de uma listagem de 10 itens. para ser lida.]. Fazer releitura do texto dos subsídios. O importante é que o grupo aprenda a discutir. do meio. relacionados ao conteúdo da aula. comentando-os rapidamente. segundo a importância atribuída a cada um deles (assim. [. Sugestões Introdução didáticas ■ Apresentar. ceder ou defender pontos de vista. Allan Kardec: A gênese. fundamentado na técnica buscando o consenso. a exercitá-las e desenvolvê-las. b)formação de grupos. se necessário. e de 1 item entendido como sendo fundamento da reencarnação.. ao seu adiantamento é a sua união com a matéria. silenciosa e individual. Daí o constituir uma necessidade a encarnação. em seguida.termo ou da imposição da vontade. a realização de um exercício. do item 2 dos subsídios (Finalidades da reencarnação). o força a empregar suas faculdades em investigações. no início da reunião. em cada grupo (veja anexo). Explicar que a correta execução da tarefa requisita a aplicação das seguintes regras: a) leitura. e) enumeração dos itens selecionados de 1 a 4 – também por consenso do grupo –. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 181 . à sua segurança.

Emitir comentários sobre as conclusões apresentadas. comentados no início da aula. buscando o consenso. 182 . as conclusões do trabalho. em plenário. folhas de papel pardo. as finalidades da reencarnação. fazendo os possíveis ajustes. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes souberem selecionar corretamente os fundamentos e as finalidades da reencarnação.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 1 ■ ■ ■ Pedir aos grupos que apresentem. Técnica(s): exposição. assim como as justificativas que serviram de base para a seleção e a enumeração dos itens. a relação de causa e efeito que ocorre no processo reencarnatório. Colocar pincéis atômicos e folhas de papel pardo à disposição dos grupos. para serem utilizados nas apresentações. destacando: a relação que existe entre a doutrina da reencarnação e a justiça divina. pincéis atômicos. Recurso(s): subsídios do Roteiro. Conclusão ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Retomar os objetivos do tema. como atingir essas finalidades. tendo como base o texto dos subsídios e as idéias expressas pelo monitor no início da reunião. listagem de itens sobre fundamentos e finalidades da reencarnação.

a que consiste em admitir para o Espírito muitas existências sucessivas. Assim. nem consegue impor-se a inteligências de escol.» Não obraria Deus com eqüidade. na verdade. de uma crença muito antiga. aceita pelos homens mais eminentes.. em novas existências. obstáculos ao seu melhoramento. Fundamentos da Reencarnação Em resposta dada pelos Espíritos Superiores a Kardec. cuja origem se perde no tempo. na questão 171 de O Livro dos Espíritos. o que não padece dúvida é que uma idéia não atravessa séculos e séculos.] Portanto. Trata-se.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 1 Subsídios 1. . «o que não puderam fazer ou concluir numa primeira prova. Sua justiça. A doutrina da reencarnação. os Espíritos renovam uma doutrina que teve origem nas primeiras idades do mundo e que se conservou no íntimo de muitas pessoas. isto é. ou por intuição? Ignoramo-lo. oriundos do próprio meio onde foram colocados e alheios à vontade que os animava.. porém. seria prova a seu favor.ensinando o dogma da pluralidade das existências corporais. Seja. De que modo a adquiriram? Por uma revelação. A idéia da transmigração das almas formava. a afirmação de que a idéia da reencarnação está fundamentada na justiça de Deus e na revelação. encontramos. em vez de ser uma objeção. Se a sorte do homem se fixasse irrevogavelmente depois da morte. Simplesmente. uma crença vulgar. a ancianidade desta doutrina. lhes concede realizar. se não contiver algo de sério.] os Espíritos tendem para a perfeição e Deus lhes faculta os meios de alcançá-la.. visto que todos [. eles a apresentam de um ponto de vista mais racional. pois. nem de acordo com a sua bondade. se condenasse para sempre os que talvez hajam encontrado. não seria uma única a balança em que Deus pesa as ações de todas as criaturas e não haveria imparcialidade no tratamento que a todas dispensa. despindo-a de todos os acessórios da superstição 13. mais acorde com as leis progressivas da Natureza e mais de conformidade com a sabedoria do Criador. porém. proporcionando-lhes as provações da vida corporal. [.. como for. é a única que corresponde à idéia que formamos da justiça de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 183 A idéia da reencarnação não é recente nem foi inventada pelo Espiritismo. até aos nossos dias.

A este raciocínio serve de base algum sistema. proposição inconciliável com a idéia de uma justiça soberana 8. acrescentemos que nenhuma conexão haveria entre elas.] é uma das mais importantes leis reveladas pelo Espiritismo. as que nascem hoje são tão novas. do que as que precederam? Por que têm aquelas melhor compreensão? Por que possuem instintos mais apurados.Será racional preferir-se as que não explicam àquela que explica?14 O princípio da reencarnação é uma conseqüência necessária da lei de progresso. Por que. sem a reencarnação. as diferenças de posição social. a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças. de acordo com os tempos e lugares.sem as haverem aprendido? Duvidamos de que alguém saia desses dilemas. natural e lógica. pela ancianidade do Espírito que mais ou menos aprendeu e progrediu. pois que nos oferece os meios de resgatarmos os nossos erros por novas provações. quanto as que viviam há mil anos. A razão no-la indica e os Espíritos a ensinam 12. então. 3:1-12 – diálogo entre Jesus e Nicodemos . em sua justiça. nenhuma relação necessária. e traz. Partimos de um fato patente.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 1 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 184 Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior. tornariam inúteis à alma as existências breves. Com a pluralidade das existências... como se explicaria a diferença que existe entre o presente estado social e o dos tempos de barbárie? Se as almas são criadas ao mesmo tempo que os corpos. Sem a reencarnação. a menos admita que Deus cria almas de diversas qualidades. cujo princípio o Cristo estabeleceu no Evangelho * [. alguma suposição gratuita? Não. incontestável: a desigualdade das aptidões e do desenvolvimento intelectual e moral e verificamos que nenhuma das teorias correntes o explica. tão primitivas. a desigualdade que notamos nada mais apresenta em oposição à mais rigorosa eqüidade: é que apenas vemos o presente e não o passado. seriam de todo estranhas umas às outras. as de hoje haviam de ser melhor dotadas por Deus. A pluralidade das existências. a desigualdade de aptidões intelectuais e morais. pois que lhe demonstra a realidade e a necessidade para o progresso. Com esta lei. as mortes prematuras que. João. não pode ter criado almas desigualmente perfeitas. Deus. ao passo que uma outra teoria lhe dá explicação simples. o homem explica todas as aparentes anomalias da vida humana. nascendo. costumes mais brandos? Por que têm a intuição de certas coisas. o que adquiriu em suas existências anteriores 5.

o bem tem um objetivo e o mal. livre ou escravo. por conseguinte. tanto no mundo espiritual como no corporal. ao progresso moral pela necessidade recíproca dos homens entre si. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. a reencarnação funda numa lei da Natureza o princípio da fraternidade universal. na sua sabedoria.o da liberdade 7. missão. Deste modo. «têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal»: nisso é que está a expiação. melhoramento progressivo da Humanidade. A vida social é a pedra de toque das Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 185 Com a doutrina da criação da alma no instante do nascimento. daquele ponto de vista. para alcançarem essa perfeição. tudo se encadeia. concorrendo para a obra geral. A encarnação é necessária ao duplo progresso moral e intelectual do Espírito: ao progresso intelectual. para outros. para os Espíritos Superiores. homem ou mulher.tudo é solidário na Natureza 10. quis que nessa mesma ação eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximar dele. Sem isto. em cada mundo. que constitui para o homem a âncora de salvação que Deus. vem-se a cair no sistema das criações privilegiadas. como as suas relações se perpetuam. Com a reencarnação. É assim que. as ordens de Deus. que é altamente consoladora e conforme à mais rigorosa justiça. por uma admirável lei da Providência. ele próprio se adianta 9. nada os liga. Mas.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 1 2. os seres humanos não são solidários no futuro. lhe concedeu 15. chefe ou subordinado. pois o mesmo Espírito pode tornar a nascer rico ou pobre. é expiação. Pela reencarnação. Para uns. se mantém inexplicável.] Se. portanto. onde a Justiça? 10 Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. a fraternidade tem por base as próprias leis da Natureza. toma o Espírito um instrumento.. desaparecem os preconceitos de raças e de castas. os homens são estranhos uns aos outros. Deus. pode ser resumido no seguinte esclarecimento: Expiação. capitalista ou proletário. Finalidades da Reencarnação O fim objetivado da reencarnação. são solidários no passado e no futuro e. a fim de aí cumprir. [. de harmonia com a matéria essencial desse mundo. todas as relações cessam com a vida. pela atividade obrigatória do trabalho. com a doutrina do nada após a morte. A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo. Reconheçamos. porém. conseqüências inevitáveis 6. sem ela. em resumo. por misericórdia. pois. . que só a doutrina da pluralidade das existências explica o que. os laços de família são puramente carnais. também funda na mesma lei o da igualdade dos direitos sociais e. não são de nenhum modo solidários com um passado em que não existiam. Para executá-la é que..

o egoísmo.o bem de si mesmo se anularia. é também nesse estado que se prepara para novas lutas e toma as resoluções que há de pôr em prática na sua volta à Humanidade [reencarnação] 4. a hipocrisia.] O progresso intelectual e o progresso moral raramente marcham juntos. assim. acelerando ou retardando o progresso e. o orgulho. [. a própria felicidade. a doçura. segundo sua vontade. Cada existência é.. alcança em outro.] estado corporal é transitório e passageiro.. a humildade. em uma palavra. como são livres. por conseguinte. entretanto.. preservando-se do mal pelo insulamento. dando por isso maior apreço à felicidade conquistada. mas o que o Espírito não consegue em dado tempo. a benevolência. tudo o que constitui o homem de bem ou o perverso tem por móvel. a franqueza. por alvo e por estímulo as relações do homem com os seus semelhantes. que o Espírito colhe os frutos do progresso realizado pelo trabalho da encarnação. É importante considerar. sobretudo. Eis por que se vêem muitas vezes homens inteligentes e instruídos pouco adiantados moralmente. a caridade. a violência. «Para o homem que vivesse insulado não haveria vícios nem virtudes. Uma só existência corporal é manifestadamente insuficiente para o Espírito adquirir todo o bem que lhe falta e eliminar o mal que lhe sobra.. de modo que os dois progressos acabam por atingir o mesmo nível. [. [. assim como o que se adianta tem o mérito exclusivo do seu esforço. e vice-versa 1.. trabalham no seu adiantamento com maior ou menor atividade. a má-fé. em aptidões.. um passo avante no caminho do progresso 3.] Para cada nova existência de permeio à matéria. . a maldade. A bondade.. a avareza. mas. com mais ou menos negligência. a sinceridade. inteligência e moralidade.] Todo Espírito que se atrasa não pode queixarse senão de si mesmo. É no estado espiritual. conhecimentos intuitivos. que o [.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 1 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 186 boas ou más qualidades.. a lealdade.2» O progresso nos Espíritos é o fruto do próprio trabalho. entra o Espírito com o cabedal adquirido nas anteriores.

32-33. ______. 3. ______. 103. Cap. p. 14. p. 30-31. questão 132. Primeira parte. Item 36. 32. ______. 86. p. 7. p. 103. Item 9. Rio de Janeiro: FEB. 121. p. Questão 222. ______. Questão 132. ______. p. 4. ed. ed. ______. 30-31. . ______. p. item 7. 8. ______. Tradução de Guillon Ribeiro. p. Questão 171. 2005. ______.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 1 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 187 1. 48. 121-122. 31. Questão 167. Cap. p. 2005. 222. ______. p. 15. ______. ______. 11. ______. p. 12. 1. 143-144. 6. A gênese. Item 35. comentário. 11. Tradução de Manuel Justiniano Quintão. p. 31. 10. item 33. 30. Item 8. p. 149. O céu e o inferno. p. KARDEC. Cap. 13. ed. ______. 153. 9. Tradução de Guillon Ribeiro. 3. Rio de Janeiro: FEB. item 34. Item 10. 58. 2005. p. 2. Rio de Janeiro: FEB. O livro dos espíritos. Allan. 5.

III. Pelo «[. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 188 . onde a justiça?» Allan Kardec: O livro dos espíritos. VI. Os Espíritos Superiores esclarecem que há expiação nas diferentes existências no plano material. «Mediante as diversas existências corpóreas é que os Espíritos se vão expungindo.. introdução 6. sobre a matéria. 24. IV. ao seu adiantamento é a sua união com a matéria. É assim que.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 1 Anexo Listagem de itens sobre fundamentos e finalidades da reencarnação «A obrigação que tem o Espírito encarnado de prover ao alimento do corpo. «As diferentes existências corpóreas do Espírito são sempre progressivas e nunca regressivas [. Todos se melhoram passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Como expiações..] trabalho inteligente que ele [o Espírito] executa em seu proveito. «Os Espíritos não ocupam perpetuamente a mesma categoria. 5.» Allan Kardec: A gênese. ao seu bem-estar. II. [.» Allan Kardec: O livro dos espíritos.. portanto. 25. de suas imperfeições. cap. Útil.]. V. p. Sem isto. p. o força a empregar suas faculdades em investigações. item 24. tendo em vista o «melhoramento progressivo da Humanidade. 11. cap. da qual se torna fator inconsciente.» Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. questão 167. pouco a pouco. quando bem suportadas. item 10.. colabora na obra do Criador. As provações da vida os fazem adiantar-se. à sua segurança.» Allan Kardec: A gênese. a exercitá-las e desenvolvê-las.» Allan Kardec: O livro dos espíritos. São o remédio que limpa as chagas e cura o doente. item 24.. cap. elas apagam as faltas e purificam. progredindo. até que hajam atingido a absoluta perfeição moral. 11. introdução 6.. auxilia a transformação e o progresso material do globo que lhe serve de habitação.] A vida material é uma prova que lhes cumpre sofrer repetidamente. I.

item 25. cap.» Allan Kardec: O livro dos espíritos. questão 171 – comentário. item 6. «A doutrina da reencarnação. pois que nos oferece os meios de resgatarmos os nossos erros por novas provações.» Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. «A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir. que é o seu destino final. p. X. desde que se admita um Deus justo. 27.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 1 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 189 VII. isto é. é a única que corresponde à idéia que formamos da justiça de Deus para com os homens que se acham em condição moral inferior. visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência. 5. por meio de uma ação material. VIII. IX.» Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. . por virtude do axioma segundo o qual todo efeito tem uma causa. na senda do progresso. a bem deles.» Allan Kardec: O livro dos espíritos. para a perfeição. cap. introdução 6. «Todavia. Os Espíritos Superiores ensinam «não haver faltas irremissíveis que a expiação não possa apagar. tais misérias são efeitos que hão de ter uma causa e. a única que pode explicar o futuro e firmar as nossas esperanças. Meio de consegui-lo encontra o homem nas diferentes existências que lhe permitem avançar. A razão no-la indica e os Espíritos a ensinam. a que consiste em admitir para o Espírito muitas existências sucessivas. essa causa também há de ser justa. conformemente aos seus desejos e esforços. os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária. 4.

As lembranças espontâneas ou provocadas de existências passadas são evidências da reencarnação.. Conteúdo básico ■ As qualidades inatas que as pessoas [. Os casos espontâneos de lembranças reencarnatórias.]. chega sempre que a criatura se faz credora de um benefício como esse. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita ■ ■ ■ 190 . item 13. 3. questão 370. como pode pensar-se.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO VI – Reencarnação ROTEIRO 2 Objetivo específico ■ Provas da reencarnação Citar provas da reencarnação.. 1 – Casos resolvidos e não-resolvidos. por sua vez. Emmanuel: O consolador.. O conhecimento do pretérito. Cap. Hernani Guimarães Andrade: Reencarnação no Brasil. fenômenos de quase-morte e de transcomunicação instrumental. A reencarnação pode ainda ser comprovada por outros meios. manifestados por crianças e adultos. através das revelações ou das lembranças.] trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso.. não são raros. de responsabilidades muito grandes no plano do conhecimento [. Cap. o qual se faz acompanhar. tais como: ditados mediúnicos.

e) indicação de relator que deverá apresentar as conclusões. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 191 . a explicação sucinta do fato ou evidência assinalada. Desenvolvimento Pedir à turma que colabore no desenvolvimento do tema da reunião. provas ou evidências da reencarnação. buscar orientação no cartaz afixado pelo monitor). ■ Apresentar um cartaz com duas colunas. Neste sentido. na primeira etapa.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 2 Sugestões Introdução didáticas ■ Introduzir o tema. citadas e explicadas nos subsídios. Caso contrário. uma tarefa individual e uma tarefa grupal. explicando. respectivamente. c) desenvolvimento de tarefa cooperativa que pressupõe: troca de idéias. esclarecer que os participantes devem realizar. em linhas gerais. Segunda etapa – trabalho em grupo a) integração num grupo de até seis pessoas. fazer as correções devidas. d)elaboração de um relatório conclusivo do grupo. seleção e complementação do que foi realizado. b)registro escrito dos fatos que comprovam a reencarnação em cada texto lido (se necessário. verificando se todas as provas. foram atendidas. individualmente. A primeira coluna deve conter uma listagem de provas ou evidências da reencarnação (veja subsídios deste Roteiro). ■ Conclusão ■ Ouvir os relatos com atenção. contendo: os fatos ou evidências que comprovam a reencarnação. de acordo com o seguinte roteiro: Primeira etapa – trabalho individual a leitura de pequenos textos (veja anexo). b)leitura da síntese do Roteiro. A segunda coluna traz esclarecimentos ou exemplos de cada prova ou evidência citada.

Com a pluralidade das existências. em certo dia. estudo cooperativo. instruídos uns. trazem os homens a intuição do que aprenderam antes: São mais ou menos adiantados. textos. suponde que um véu encubra todos os dias precedentes ao em que os reunistes e que. folhas de papel. Perguntareis naturalmente como é que uns são grandes e outros pequenos. vierdes a saber que todos hão vivido mais ou menos tempo. outros ainda ignorantes. onde cada um terá desenvolvimento proporcionado ao número de anos que tenha vivido. as provas da reencarnação. o gérmen das suas imperfeições. dissipando-se a nuvem que lhes oculta o passado. Deus. porém. Ao nascerem. dos defeitos de que se não corrigiu e que se traduzem pelos instintos naturais e pelos pendores para tal ou tal vício 1. cartaz. Subsídios Provas da Reencarnação As provas ou evidências da reencarnação baseiam-se. Recurso(s): subsídios do Roteiro. Se. o que os anos são para a do corpo.. acreditais que todos nasceram na mesma ocasião.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 2 Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes citarem corretamente. tudo se vos tornará explicado. no relatório. Reuni. em conseqüência. Dá-se aí exatamente o que se observa numa reunião de indivíduos de todas as idades. lápis/caneta.] homem traz. um milheiro de indivíduos de um a oitenta anos. Técnica(s): exposição. não pode ter criado almas desigualmente perfeitas. essencialmente: Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 192 Nas idéias inatas O [.. conforme já estejam mais ou menos afastados do ponto de partida. As existências sucessivas serão. em sua justiça. para a vida da alma. conforme o número de existências que contem. «ao renascer». a desigualdade que notamos nada mais apresenta em oposição à mais rigorosa eqüidade: é que ■ . uns velhos e jovens outros.

a pessoa se vê envolvida por uma sensação de algo conhecido. Hernani Guimarães de Andrade. ou visto (dejá vu). Será racional preferir-se as que não explicam àquela que explica? 3 As idéias inatas podem ser observadas na infância. a consciência é a mesma. elas são mais facilmente identificadas a partir da adolescência. naturalmente. ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 193 apenas vemos o presente e não o passado.. reavendo o patrimônio das realizações e das dívidas que acumulou. por lhe ser isso útil. natural e lógica. na estrutura psicológica do destino. como pode pensar-se.. O [. Entretanto.. e verificamos que nenhuma das teorias correntes o explica. Neste estado. sobretudo quando o Espírito recorda experiências desagradáveis. [. do passado poderia turbá-lo e lhe criar embaraços. a rigor. as vantagens e as dificuldades. ao passo que uma outra teoria lhe dá explicação simples. alguma suposição gratuita? Não. não são tão raros.] A moldura social ou doméstica.] aos amargores de uma nova existência. a lembrança.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 2 Nas lembranças das existências pretéritas As lembranças das existências pretéritas podem ser espontâneas ou provocadas. apenas cerca de 5% podem ser considerados suficientemente fortes e representando evidências seguras em apoio à tese da reencarnação 11. porém. período que o [. no estado de vigília ou durante o sono. muitas vezes. muitas vezes aflitiva e humilhante. A este raciocínio serve de base algum sistema. incontestável: a desigualdade das aptidões e do desenvolvimento intelectual e moral. Partimos de um fato patente. As lembranças espontâneas aparecem...] Espírito reencarnado retoma a herança de si mesmo..] Espírito retoma a natureza que lhe é própria e se mostra qual era 4. as simpatias e as aversões.. com a obrigação de aprimorar-se. com as quais se ache afinizado ou comprometido. os [. essa intuição é como a lembrança de um sonho fugitivo 2. manifestados por crianças e adultos. e reencontrando as pessoas e as circunstâncias. experimentado. Segundo o estudioso espírita brasileiro e pesquisador rigoroso deste tipo específico de lembranças pretéritas. a se lhe regravarem no ser. Ele apenas se lembra do que aprendeu.] casos espontâneos de lembranças reencarnatórias.. Adicionada [. em forma de tendências inatas. ante a bênção de Deus. mas podem ocorrer flashs (clarões) de memória que permitem recordações mais completas. . na maioria das vezes. é diferente. Se às vezes lhe é dado ter uma intuição dos acontecimentos passados. mas no quadro do trabalho e da luta. para a luta da imortalidade 14.. Em geral. não sendo possível a identificação da causa desencadeadora das mesmas. surgem sob a forma de imagens fragmentárias.. Nem sempre as lembranças espontâneas não são cercadas de detalhes.

e que sofre justamente. mesmo entre os adeptos do Espiritismo. É que. essas reminiscências costumam constituir um privilégio doloroso. a lembrança não se apaga senão durante a vida exterior de relação. se os soube aproveitar 8. tal como ocorre nos processos obsessivos. chega sempre que a criatura se faz credora de um benefício como esse.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 2 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 194 As lembranças provocadas ocorrem por indução de Espíritos desencarnados ou encarnados. porquanto. durante o sono do corpo.] somente depois da morte que o Espírito recobra a lembrança de seu passado. Pode dizer-se que não a perde jamais. cujos caracteres e hábitos se conhecem. No segundo caso as lembranças provocadas por médicos ou psicólogos têm representado. porque. de que eles ainda não tiveram tempo de despojar-se. através das revelações ou das lembranças. em que alega que não é [.] conhecimento do pretérito. de 1865. o Espírito tem consciência de seus atos anteriores. para Emmanuel. por sua vez. com efeito. que lhe poderia ser penosa e prejudicar suas relações sociais. no ambiente das inquietações e ilusões da Terra 12.. de responsabilidades muito grandes no plano do conhecimento. entretanto.. Kardec nos dá oportuno esclarecimento a respeito do assunto em artigo da Revista Espírita. no mundo atual. os Espíritos não nos trazem um ato de notoriedade e sabe-se com que facilidade alguns dentre eles tomam nomes que nunca lhes pertenceram. Muito mais fácil de se comprovar é a identidade. sabe por que sofre. No primeiro caso a ação pode estar relacionada a um fim útil e bom. ■ . tornando-se muitas vezes impossível. aure novas forças nos instantes de emancipação da alma. Nas comunicações mediúnicas As comunicações mediúnicas oferecem duas grandes contribuições em apoio à tese reencarnacionista: a informação da identidade de Espíritos que viveram experiências reencarnatórias e a revelação de vidas passadas de pessoas que ainda estão encarnadas. [.] A identidade dos Espíritos das personagens antigas é a mais difícil de se conseguir. são que os fazem reconhecíveis e desde logo dizemos que isso constitui um dos sinais mais seguros de identidade 6. o qual se faz acompanhar. em falta de uma lembrança precisa.. precisamente. esses hábitos. quando goza de certa liberdade. para muitos. o [. uma ferramenta de auxílio terapêutico a pessoas portadoras de distúrbios psíquicos. quando se trata de Espíritos contemporâneos.. tanto assim que. A questão da identidade dos Espíritos é uma das mais controvertidas. pelo que ficamos adstritos a uma apreciação puramente moral 5. mesmo na encarnação... Finalmente. Mas. pode estar vinculada a propósitos inferiores.

Devemos entender. Aliás. não o permite nunca para satisfação de vã curiosidade. devem ser identificados por suas idéias e pela essência espiritual de suas palavras.. Vaidadezinha que serve de divertimento aos Espíritos brincalhões. tanto quanto para os homens [.. não encontram senão um material deficiente que as obriga tão-só ao indispensável. destacamos a pergunta número quinze. o que. essa não é a regra geral. por meio de pretendidas origens. Há médiuns e crentes que aceitam como boa moeda o que lhes é dito a esse respeito e que não vêem que o estado atual de seus Espíritos em nada justifica a categoria que pretendem ter ocupado. b) Assim como não podemos conhecer a nossa individualidade anterior. Nas manifestações de toda natureza. das virtudes e dos defeitos que em nós predominaram? Não.]. do item 290 de O Livro dos Médiuns. a) Por que é que alguns Espíritos nunca se recusam a fazer esta espécie de revelações? São Espíritos brincalhões. isso pode ser revelado. pelo menos. todas as revelações desta natureza que não tenham um fim eminentemente sério e útil. e as respectivas respostas que os Espíritos Superiores deram a Allan Kardec: Podem os Espíritos dar-nos a conhecer as nossas existências passadas? Deus algumas vezes permite que elas vos sejam reveladas.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 2 Em relação às revelações mediúnicas de vidas passadas. seja no fenômeno literário. com tarefa especializada. estudando o vosso presente. guardando-se muito cuidado no capítulo dos nomes ilustres que porventura as subscrevam. Para Emmanuel. contudo. muitas vezes. que a linguagem do Espírito é universal.. Se for para vossa edificação e instrução. através das organizações mediúnicas. Em geral.] Espíritos que se revelam. nas equações da ciência. nesse caso. todavia. Aos Espíritos zombeteiros apraz lisonjear o amor-próprio. as revelações serão verdadeiras e. podeis vós mesmos deduzir o vosso passado 7. deveis considerar falsas. porque dessas revelações podeis tirar proveito para vos melhorardes. que se divertem à vossa custa. pelos fios invisíveis do pensamento. Determinados médiuns. porém. o crente ou o estudioso do proble- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 195 . não invalida a necessidade de um estudo atento acerca de todas as idéias lançadas nas mensagens medianímicas. ou. feitas quase sempre espontaneamente e de modo inteiramente imprevisto.. porém. da posição social que ocupamos. no que se refere à comunicação. Ele. podem ser auxiliares preciosos à identificação pessoal. salientando-se que as entidades espirituais. suspeitas. segue-se que também nada podemos saber do gênero de existência que tivemos. aliás. os [. conforme o objetivo. ou satisfazendo a certos requisitos da investigação.

de si ou de outrem. Os relatos do que se passou. Entre essas ocorrências. Essas pessoas relatam a ocorrência de acontecimentos semelhantes. feitos aos médicos e enfermeiras. coincidem com o que diz o Espiritismo e demais religiões reencarnacionistas 9. Tal como ocorre nas comunicações mediúnicas. afirmam encontrar. Nos fenômenos de transcomunicação instrumental A transcomunicação instrumental – que é a forma de os Espíritos se comunicarem por meio de aparelhos ou equipamentos eletrônicos – representa igualmente mais uma evidência da reencarnação. Weiss. Reencarnação baseada nos fatos. por indivíduos de várias culturas e credos. ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 196 Nos fenômenos das experiências de quase-morte A chamada Experiência de Quase-Morte é o estado de morte clínica experimentado durante alguns momentos. propriamente ditas. vividos nos breves instantes entre uma parada cardíaca mais prolongada e a ressuscitação corporal. editora O Clarim. editora Salamandra. Muitas Vidas Muitos Mestres. editora Edicel. os Espíritos podem dar informações a respeito de encarnações anteriores. editora Nórdica. seres de luz que as acolhem carinhosamente.. 20 Casos sugestivos de Reencarnação. A Vida pretérita e futura. de Brian L. editora Difusora Cultural. Banarjee. de Hernani Guimarães de Andrade. Recomendamos a leitura da seguintes obras: Reencarnação. editora FEB. de H.. Devem ser dispensados aos fenômenos de transcomunicação instrumental os mesmos cuidados indicados para a análise e divulgação das mensagens provenientes das práticas mediúnicas. subseqüente. existe uma significativa produção de livros espíritas e nãoespíritas que trazem boas contribuições à tese reencarnacionista. N. após a travessia de um túnel ou de outras passagens. Atualmente. após os quais a pessoa retorna à vida do corpo físico. ■ . de Karl E. de Ian Stevenson. Reencarnação no Brasil.]10. Muller.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 2 ma da identificação não pode dispensar aquele sentido espiritual de observação que lhe falará sempre no imo da consciência 13. É freqüente a recepção pelos parentes e amigos falecidos [. de Gabriel Delanne.

______. 10. O livro dos espíritos. Item: Esquecimento e reencarnação. ______. Morte: uma luz no fim do túnel. 3. 9. 11. Jornal de estudos psicológicos. Francisco Cândido. p. Religião dos espíritos. Reencarnação no Brasil. Rio de Janeiro: FEB. Allan. p. 7. Ano 8. 76. ______. 26. ed. Ano 1865. 12. questão 370. p. Rio de Janeiro: FEB. ______. Revista espírita. 2. ______. 8. questão 222. p. p. O consolador. 32. ed. 11. item 255. KARDEC.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 2 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 197 1. 211-212. Tradução de Guillon Ribeiro. p. ______. ______. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 2. 24. 1. 1999. A gênese. p. p. p. ______. 384-385. Rio de Janeiro: FEB. ed. 324-325. 18. 2005. Item: Educação de um surdo-mudo encarnado. 86. Rio de Janeiro: FEB. Nº 1. Pelo Espírito Emmanuel. Matão: 1988. 39-40. . ______. Tradução de Guillon Ribeiro. São Paulo: FÉ. O livro dos médiuns. Prefácio de Carlos Eduardo Noronha Luz. Pelo Espírito Emmanuel. 4. 26. Rio de Janeiro: FEB. p. Tradução de Guillon Ribeiro. ed. Cap. ANDRADE. janeiro de 1865. 112-113. 208. Prefácio de José de Freitas Nobre. 5. 18. p. Cap. Item 257. p. Hernani Guimarães. 215-216. XAVIER. Rio de Janeiro: FEB. 327. ______. Cap. pergunta 15. ed. 6. ed. item 290. 148-149. p. 2005. item 21. 16. ______. item 38. 48. 2005. p. 2005. Questão 379. 7. 2006. 2006. 211. 14. 13. Poesias traduzidas por Inaldo Lacerda Lima. Questão 385. Cap.

tornando-se muitas vezes impossível. do cálculo. também.... Contudo. [. quando se trata de Espíritos contemporâneos. de fitas magnéticas. parecem ter a intuição de certos conhecimentos.» Hernani Guimarães de Andrade: A transcomunicação através dos tempos. Cap. Se se lhes permitisse dizê-lo abertamente. por telefone (secretária eletrônica).] Espíritos não nos trazem um ato de notoriedade e sabe-se com que facilidade alguns dentre eles tomam nomes que nunca lhes pertenceram. por via mediúnica. sem estudo prévio. II.» Allan Kardec: O livro dos espíritos. pelo que ficamos adstritos a uma apreciação puramente moral..» Allan Kardec: O livro dos médiuns. progresso anterior da alma. questão 219. 4) Os Espíritos podem comunicar-se por diversas «[. por computador e. extraordinárias revelações fariam sobre o passado. [. precisamente..] A identidade dos Espíritos das personagens antigas é a mais difícil de se conseguir. 3) «Os [. porque.] Muito mais fácil de se comprovar é a identidade. itens 255 e 257..» Allan Kardec: O livro dos espíritos. muitos sabem o que foram e o que faziam. cap.. etc?» — «Lembrança do passado.São Paulo: FÉ.] maneiras: por meio de gravadores. mas de que ela não tem consciência.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 2 Anexo Provas da reencarnação 1) «Qual a origem das faculdades extraordinárias dos indivíduos que. esses hábitos. questão 395. são que os fazem reconhecíveis e desde logo dizemos que isso constitui um dos sinais mais seguros de identidade. de que eles ainda não tiveram tempo de despojar-se. 24. 2) «Podemos ter algumas revelações a respeito de nossas vidas anteriores?» — «Nem sempre. 1997. o das línguas. cujos caracteres e hábitos se conhecem.. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 198 .

Rio de Janeiro: FEB. coincidem com o que diz o Espiritismo e demais religiões reencarnacionistas. . os quadros que se foram!. feitos aos médicos e enfermeiras. controlando a própria emoção: — Sim. Por meio da movimentação fluídica e indução verbal. após os quais a pessoa retorna à vida do corpo físico.. acariciou-lhe a fronte.] é o estado de morte clínica experimentado durante alguns momentos.» Francisco Cândido Xavier: Entre a terra e o céu. 2005. cap... Os conflitos no Paraguai!. 6) O fenômeno de quase-morte «[. e repetiu: — Lembre-se! lembre-se!... Bafejada pelo poder de Irmã Clara. Uma chácara em Luque!. 1999. num gesto que nos era conhecido. hoje Mário.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 2 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 199 5) No auxílio a Espíritos presos a idéias fixas. a família ao abandono!..... Os relatos do que se passou. a orientadora. sou eu a cantora! Revejo.» Hernani Guimarães de Andrade: Morte: uma luz no fim do túnel.. p.. é possível fazê-los recordar traumas. em determinados centros da memória. de leve. Antonina fez-se pálida e exclamou.. José Esteves. 16. por meio de indivíduos de várias culturas e credos... o Espírito André Luiz nos traz um exemplo: «Ante a surpresa que se estampou no semblante da interpelada. No livro Entre a Terra e o Céu. 39. dentro de mim. São Paulo: FÉ. os benfeitores espirituais podem atuar no centro da memória desses infelizes sofredores. nas operações magnéticas de Clarêncio.

questão 262. porém. senhor de proceder à escolha [. ■ 200 . pouco a pouco. cap.. na maioria das ocasiões.] escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio... Na outra situação.] podem plasmar por si mesmos [.. Entre ambas as classes.] o corpo em que continuarão as futuras experiências [.] em moldes inteiramente dependentes da hereditariedade [.. Os Espíritos categoricamente inferiores. questão 258. o planejamento reencarnatório pode ser concebido pelo próprio Espírito que deseja reencarnar ou por Espíritos mais esclarecidos. porém. o Espírito [.].. Allan Kardec: O livro dos espíritos. Allan Kardec: O livro dos espíritos. Deixa-o.. contamos com milhões de Espíritos medianos na evolução.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO VI – Reencarnação ROTEIRO 3 Objetivo específico Conteúdo básico ■ Retorno à vida corporal: o planejamento reencarnatório Explicar como é realizado o planejamento reencarnatório... traçando-lhe o caminho que deve seguir. Na primeira situação.. cuja reencarnação exige cautela de preparo e esmero de previsão..]. André Luiz: Evolução em dois mundos. Primeira parte. 19 – particularidades da reencarnação. à medida que o seu livre-arbítrio se desenvolve.]. Cada entidade reencarnarnante apresenta particularidades essenciais na recorporificação a que se entrega na esfera física [.] entram em simbiose fluídica com as organizações femininas a que se agregam [.. ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita De acordo com a Doutrina Espírita. portadores de créditos apreciáveis e dívidas numerosas..]. Deus lhe supre a inexperiência.. Os Espíritos categoricamente superiores [. [. especialmente designados para esta tarefa..... como fazeis com a criancinha.

b)anotações ou destaques que facilitem a compreensão do texto. assim. que cada relator apresente somente a resposta de uma ou de duas perguntas do questionário. destacando as impressões que o caso despertou na turma. no início da reunião. d)respostas ao questionário inserido no anexo 2. enriquecendo. Sugere-se. Observação: É importante que essas apresentações não fiquem repetitivas nem monótonas.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 3 Sugestões Introdução didáticas ■ Apresentar. anotando os pontos relevantes. É importante que esta exposição seja objetiva e que destaque os principais pontos necessários à compreensão do tema. para a realização das seguintes tarefas: a) leitura do caso: A história de Stella (veja anexo 1). ■ ■ Conclusão Fazer considerações sobre o trabalho realizado. atentamente. formados por afinidade. como exemplo de dinamização. utilizar projeções ou outro recurso que auxilie a transmissão das idéias. tendo como base os subsídios. solicitar à turma que se organize em grupos. Ouvir. as respostas dadas pelos grupos. em plenário. comentando-os rapidamente. as conclusões do trabalho em grupo. c) troca de idéias entre os colegas do grupo a respeito de pontos que revelam a ocorrência de planejamento reencarnatório para os personagens citados no texto lido. ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 201 . Os demais relatores participam com idéias complementares. os objetivos específicos do tema. Em seguida. a apresentação dos colegas. Desenvolvimento ■ Explicar como é realizado o planejamento reencarnatório. Se possível. e) indicação de um participante para apresentar.

por exemplo. e lhe reanima a coragem a idéia de que aquela inferioridade não o deserda eternamente Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . texto: A história de Stella. questionário. Sua justiça. tendo em vista o progresso espiritual da criatura humana. em novas existências. estudo de caso (simplificado). ocorrem-nos automaticamente algumas indagações: Quando é definido o momento da reencarnação? Quais são as condições que determinam que é chegada a hora do retorno à vida corporal? Podemos selecionar as provas ou experiências que vivenciaremos no plano físico? Que critérios são utilizados. compreendemos que não há improvisação nos procedimentos que antecedem as experiências reencarnatórias. aos filhos. Subsídios 202 Todos os Espíritos tendem para a perfeição e Deus lhes faculta os meios de alcançá-la.transparências. uma planificação fundamentada na lógica e na moralidade. Técnica(s): exposição. Sustém-no.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 3 Avaliação O estudo será considerado satisfatório se houve entendimento no assunto estudado. folha de papel.não pode contar que venha a achar-se. Existe. lhes concede realizar. haure consoladora esperança na doutrina da reencarnação. o que não puderam fazer ou concluir numa primeira prova 1.porém. ou da cidade e país em que renasceremos? Como são definidas questões relativas ao casamento. retroprojetor. Partindo desta assertiva. a escolha das provas no planejamento reencarnatório merece cuidados especiais por parte dos Espíritos planejadores. à profissão? A Doutrina Espírita coloca ao nosso dispor esclarecidas respostas para essas e outras questões: O homem. em pé de igualdade com os que mais fizeram do que ele. para sempre. Se crê na justiça de Deus. lápis/caneta. na verdade. porém. proporcionando-lhes as provações da vida corporal. Conscientes das implicações desses esclarecimentos. Recurso(s): subsídios do Roteiro. que tem consciência da sua inferioridade. para a escolha dos nossos pais e demais familiares. Neste sentido.

dado lhe será conquistá-lo. ser delegado a um Espírito esclarecido. [. sabe. mas ignora se se verificará este ou aquele êxito. como o do mal. no momento. Neste assunto. portanto. Deus lhe deixa a inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüências que estes tiverem. porém. A reencarnação. por exemplo. Se. ao percorreres uma rua. abertos se lhe acham. condições para planejar a própria reencarnação. se fores bastante prudente. caso o reencarnante não ofereça. Os acontecimentos secundários se originam das circunstâncias e da força mesma das coisas. não creias que estava escrito. Os Orientadores Espirituais nos esclarecem: Escolhestes apenas o gênero das provações. Se vier a sucumbir. os que influem no destino.. Este planejamento pode ser elaborado pelo próprio Espírito que deseja ou necessita reencarnar. Nada ocorre sem a permissão de Deus. mesmo em se tratando das reencarnações mais simples. O Espírito mais adiantado em moralidade e em conhecimento [. Previstos só são os fatos principais. porquanto foi Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo. escolhendo tal caminho. desde que ele tenha condições morais e intelectuais para tanto. porque há muitas probabilidades de caíres. ao cabo da sua carreira. em geral.] Dando ao Espírito a liberdade de escolher. o caminho do bem. assim. O planejamento.] escolhe o gênero de provas por que há de passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio 3. sabia o Espírito a que arrastamentos se expunha. muitas vezes. restar-lhe-á a consolação de que nem tudo se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liberdade de recomeçar o que foi mal feito 4. mediante novos esforços. o Espírito a utilizará em nova existência 2.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 3 do supremo bem e que. não deplora haver tão tarde ganho uma experiência de que já não mais pode tirar proveito? Entretanto. Escolhendo. em que ponto cairás e bem pode suceder que não caias. sabemos que não existe livre-arbítrio absoluto. como em outros. de que natureza serão as vicissitudes que se lhe depararão. É importante destacar que o planejamento reencarnatório prevê. Esses atos resultam do exercício da sua vontade. não dispensa planejamento. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 203 . contudo. segundo vulgarmente se diz 6. apenas os principais acontecimentos que poderão ocorrer no mundo físico 5... no entanto. ignorava. Se tomares uma estrada cheia de sulcos profundos. terá que sustentar lutas de determinada espécie. são. pode. uma telha te cair na cabeça. quais os atos que viria a praticar.. essa experiência tardia não fica perdida. As particularidades correm por conta da posição em que vos achais. ignoras. conseqüências das vossas próprias ações. Quem é que. ou opinar sobre a mesma. sabes que terás de andar cautelosamente. mesmo em se tratando de Espíritos verdadeiramente superiores. nascer entre malfeitores. porém. Nada lhe estorva o futuro. ou do seu livre-arbítrio. Sabe o Espírito que.

ou ainda lançar-se a todos os gozos da sensualidade 7. repetidamente utilizado de forma incorreta. larga internação em zonas compatíveis com o estado espiritual que demonstram 13.].] haver Espíritos que desde o começo tomam um caminho que os exime de muitas provas.. a aflorarem. e os viciados de toda sorte [. sofre a alma culpada minucioso processo de purgação. assim. pedir a riqueza e ser-lhe esta concedida..]. mais se lhe agravam os remorsos.. não há garantias de que esse planejamento será cumprido. todos eles. total ou parcialmente. Aquele.. depois do túmulo. poderá tornar-se avaro ou pródigo. Caluniadores que aniquilaram a felicidade alheia vivem pesadelos espantosos. corre todos os perigos que o inçam.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 3 204 Independentemente de um Espírito ter elaborado ou participado efetivamente do próprio planejamento reencarnatório. agora acolhido em outros setores pela encorajadora conva- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . Percebe-se.. as cenas degradantes em que arruinaram a vida íntima [.] tão logo revele os primeiros sinais de positiva renovação para o bem. regravando nas telas da memória os padecimentos das vítimas [.. apóiam os serviços da Luz Divina onde a ignorância e a crueldade se transviam na sombra. logo após a morte do corpo físico. definindo critérios norteadores do planejamento reencarnatório que nos cabe. Criminosos que mal ressarciram os débitos contraídos. que. antes e depois da desencarnação. que a questão do planejamento reencarnatório está ligada às conseqüências do uso do livre-arbítrio. abençoadas depurações terão sido feitas. Então. situação que sempre reflete o nosso nível de evolução moral e intelectual. Tiranetes diversos volvem a sentir nos tecidos da própria alma os golpes que desferiram nos outros... por recalcados na consciência. plasmam. ocorrido após a desencarnação..]. tanto mais produtivo quanto mais se lhe exteriorize a dor do arrependimento. Pode um Espírito.. Passado esse período de perturbação espiritual. que se deixa arrastar para o mau caminho.. restringe a nossa capacidade de opinar em um novo planejamento.. Se a moléstia experimentada na veste somática foi longa e difícil. É por esta razão que os Espíritos dedicados a esse gênero de tarefa consideram todas as ações que executamos. As vítimas do remorso padecem. por agentes inúmeros. em torno de si mesmos. pois. pelo ensejo de auto-exame [. por exemplo. Efetivamente. apenas depois disso. por tempo correspondente às necessidades de reajuste. instados pelo próprio arrependimento. se essa operação natural não foi possível no círculo carnal.] experimentam agoniada insatisfação.... através de reflexão [.. regista [o Espírito] o auxílio das Esferas Superiores. Todavia. qual ocorre também aos desequilibrados do sexo [. porém. Qual doente. egoísta ou generoso. Sabemos [. e [. e. consegue elevar-se a esferas de reconforto e reeducação.].]. conforme o seu caráter. O livre-arbítrio.

todavia. tomando o mau caminho. Muita vez. nas quais recolhem mais altas noções da vida. Nesses casos.. perderam temporariamente a faculdade de resolver quanto à sorte que lhes convém no espaço de tempo em que se lhes perdura a enfermidade ou em que se mantenham sob as determinações da justiça. Deixa-o. à medida que o seu livre-arbítrio se desenvolve. e quando vê que tal existência servirá para a purificação e o progresso do Espírito. as lembranças dos erros voluntários. a fim de que haja conjugação de todos os fatores. por desatender os conselhos dos bons Espíritos 8. Como o Espírito não tem condições de programar a sua reencarnação. Deus lhe supre a inexperiência [no caso do Espírito simples e ignorante]. providências essas comparáveis às que assumimos no mundo com enfermos e criminosos que. não se mostra apto a compreender o que lhe seria mais útil. como fazeis com a criancinha.] quando este. ascendem a escolas beneméritas. ao mesmo tempo que lhe sirva de expiação 9. Nesta situação. melhorando os próprios créditos. em se reconhecendo necessitados de promoção a níveis mais nobres. São os problemas especiais. pela própria condição ou conduta. traçando-lhe o caminho que deve seguir. pela sua inferioridade ou má-vontade.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 3 lescença de que dá testemunho. merece a criatura os cuidados preparatórios da nova tarefa em vista. Entretanto. muita vez. aprimoram-se na instrução. Os Espíritos no início do processo evolutivo. ou portadores de marcante perturbação espiritual. a escolha da experiência é mais que legítima.].» de vez que eles mesmos. sopesando os males e sofrimentos de que se fez responsável [.. aos que necessitam segregação em certas lutas no plano físico. o devedor desfruta suficiente serenidade para rever os compromissos assumidos na encarnação recentemente deixada. porém. sem qualquer consulta. aperfeiçoam impulsos e exercem preciosas atividades. e pelos títulos adquiridos nos trabalhos que abraça. Deus impõe ainda a tutela de um Espírito esclarecido sobre outro [. reencarnações se processam. no plano extrafísico. entranham-se-lhes no Espírito por «sementes de destino. junto aos quais se redima perante a Lei 14. apresentando características de compulsoriedade. para que reencontre os credores ou as circunstâncias imprescindíveis. a experiência reencarnatória é tutelada por um Espírito esclarecido. efetuada nas regiões retificadoras. ainda mesmo quando as suas vítimas tenham já superado todas as seqüelas dos golpes sofridos. através da limpeza de limiar.porquanto. ou ainda que demonstram persistente estado de rebeldia perante a Lei de Deus.. pouco a pouco. pedem novas reencarnações com as provas de que carecem para se quitarem consciencialmente consigo próprios. estão temporariamente impedidos de opinar no próprio planejamento reencarnatório. senhor de proceder à escolha e só então é que muitas vezes lhe acontece extraviar-se. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 205 ..

Sabe-se. por exemplo. O que motiva um Espírito a fazer a escolha de suas provações. Cada entidade reencarnante apresenta particularidades essenciais na recorporificação a que se entrega na esfera física. com a preguiça e o trabalho.] a natureza de suas faltas. formamos novas causas. experimentando o definhamento do corpo espiritual [. podem plasmar por si mesmos.. interferindo nas essências cromossômicas. para a reencarnação que lhes toca. muitos. com a colaboração de instrutores da Vida Maior.] soubermos. podemos afirmar que os planejamentos reencarnatórios são muito diversificados. O certo é que se [. com a prudência e a imprudência. suar no trabalho honesto. pelos abusos e má aplicação a que podem dar lugar. Os Espíritos categoricamente superiores. as que o levem à expiação destas e a progredir mais depressa.. porque diversas são as necessidades humanas. não precisaremos suar e chorar no resgate justo. sendo inelutavelmente atraídos ao vaso uterino. quase sempre.]. Depende do grau de entendimento de cada um. refazendo o destino 16. o corpo em que continuarão as futuras experiências. Os Espíritos categoricamente inferiores. melhoramos ou agravamos a nossa situação. em ligação sutil com a mente materna que lhes oferta guarida.. com o bem e o mal. porém. ao lado daqueles que lhe devem abnegação e carinho 15.. porém.. com vistas às tarefas que lhes cabem desempenhar. muito mais perigosas. em circunstâncias adequadas. Uns. reconhecendo-se que todo dia. portanto... porque. E não se diga que todos os infortúnios da marcha de hoje estejam debitados a compromissos de ontem. no exercício de nossa vontade. entram em simbiose fluídica com as organizações femininas a que se agregam. que o Espírito leva mais tempo para fazer a escolha das suas provas quando acredita na eternidade das penas após a desencarnação 10. se decidem a experimentar suas forças nas lutas que terão de sustentar em contato com o vício 11.]. pelas paixões inferiores que [. objetivando suportá-las com coragem. quando cada pessoa expõe características diferentes quando se rende ao processo liberatório.. impõem a si mesmos uma vida de misérias e privações. é [. padecendo monoideísmo tiranizante.. na maioria das ocasiões. não raro. finalmente.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 3 206 em que a individualidade renasce de cérebro parcialmente inibido ou padecendo mutilações congênitas. em moldes inteiramente dependentes da hereditariedade [.] desenvolvem. outros preferem experimentar as tentações da riqueza e do poder. e. não obstante o nascimento e a morte parecerem iguais. ou concordar com a escolha feita por outro Espírito. Entre ambas as classes. contamos com Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . Em suma.. O momento preciso para iniciar um planejamento reencarnatório é infinitamente variável de Espírito para Espírito.

existe o Departamento de Reencarnação localizado no extremo da Colônia.. capítulos 12 e 13. cuja reencarnação exige cautela de preparo e esmero de previsão 17. segundo as informações que fazem parte do livro Memórias de um Suicida. segunda parte. o planejamento reencarnatório está afeto ao Ministério do Auxílio 20.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 3 milhões de Espíritos medianos na evolução. portadores de créditos apreciáveis e dívidas numerosas. 19. do mesmo autor espiritual). sobre a existência de um Instituto de Serviço para Reencarnação no plano espiritual 18. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 207 . edição FEB 12. capítulos 16 a 26.. No Livro de André Luiz E a vida continua. obra mediúnica de Yvonne do Amaral Pereira. Na colônia Nosso Lar (livro Nosso lar. psicografia de Francisco Cândido Xavier. Os livros Missionários da luz. trazem relatos elucidativos sobre o planejamento reencarnatório e as condições de execução das reencarnações 18. e E a vida continua. há o relato. no início do capítulo vinte e seis. Na Colônia Correcional Maria de Nazaré.. voltada para atendimento aos suicidas.

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Referência Bibliográfica

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita

1. KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 86. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005, questão 171, comentário, p. 121. 2. ______. p. 122. 3. ______. Questão 258, p. 171. 4. ______. Questão 258-a, p. 171. 5. ______. Questão 259, p. 171. 6. ______. p. 171-172. 7. ______. Questão 261, p. 172-173. 8. ______. Questão 262, p. 173. 9. ______. Questão 262-a, p. 173. 10. ______. Questão 263, p. 173. 11. ______. Questão 264, p. 174. 12. PEREIRA, Yvonne do Amaral. Memórias de um suicida. 25. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2003. Segunda parte. Item: Prelúdios da reencarnação, p. 377. 13. XAVIER, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo. Evolução em dois mundos. Pelo Espírito André Luiz. 23. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Primeira parte, cap. 19 (Alma e reencarnação), item: Depois da morte, p. 187-188. 14. ______. Item: Sementes de destino, p. 189-190. 15. ______. Item: Reencarnações especiais, p. 190-191. 16. ______. Item: Reencarnação e evolução, p. 193. 17. ______. Item: Particularidades da reencarnação, p. 194. 18. XAVIER, Francisco Cândido. E a vida continua... Pelo Espírito André Luiz. 31. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Capítulos 16 a 26, p. 155-296. 19. ______. Missionários da luz. Pelo Espírito André Luiz. 40. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. 12 (Preparação de experiências), p. 195-226. Cap. 13 (Reencarnação), p. 227-296. 20. ______. Nosso lar. Pelo Espírito André Luiz. 55. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. 8, p. 55-56.

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Anexo 1

Estudo de caso simplificado: A História de Stella
A seguinte história foi relatada por Edgar Cayce, notável médium americano, cuja última encarnação ocorreu no período de 1877-1945. Stela Kirby, uma senhora simpática, tranqüila e algo tímida, sempre teve vida difícil, sobretudo depois que, por motivos conjugais e financeiros, se viu na contingência de educar a única filha às próprias custas. Amigos aconselharam-na, então, a trabalhar na área de enfermagem. Tempos depois, Stella foi encaminhada a uma família rica que procurava alguém para cuidar de um parente enfermo. No acerto das condições de trabalho, ficou estipulado que Stella receberia bom salário e local para morar com a filha, em aposentos próprios, na residência dos seus empregadores. Quando Stella viu, pela primeira vez, o enfermo do qual deveria cuidar, quase desmaiou, chocada com a situação do mesmo. Tratava-se de um homem de 57 anos, em completo estado de retardamento mental. Sua cama era cercada por uma jaula de ferro. O doente ficava, a maior parte do dia, sentado, rasgando a roupa que lhe vestiam; recusava-se a comer, mantendo-se em permanente estado de imundície, devido à falta de controle das funções fisiológicas; o olhar era vago, perdido em si mesmo; a inexpressividade ao falar indicava que não tinha a menor consciência do que ocorria à sua volta. Tomada de coragem, Stella entrou na jaula para cuidar do seu paciente, mas, devido às condições reinantes, passou tão mal que teve que correr ao banheiro, por não poder controlar as náuseas. Presa de angustiante sentimento de desânimo, imaginou que a tarefa poderia ser superior às suas forças. Entretanto, ao buscar auxílio junto aos benfeitores espirituais, por intermédio da mediunidade de Edgar Cayce, estes esclareceram [...] que já duas vezes no passado os caminhos de Stella e daquele homem se haviam cruzado. No Egito, ele havia sido filho dela; o asco que ora sentia por ele, no entanto, provinha de uma existência no Oriente Médio, na qual ele fora um rico filantropo que, no entanto, levava uma vida de devassidão, numa espécie de harém, onde praticava abusos de toda sorte. Stella fora, então, uma

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das infelizes que tinham de se submeter aos seus caprichos. (*) O reencontro de ambos, na presente reencarnação, visava ao perdão mútuo, reajustando-os perante a Lei de Deus. Stella foi também esclarecida por Cayce que, se soubesse agir com afeto, o doente responderia aos seus cuidados. Cabia-lhe, portanto, aprender a amar o enfermo, disposta a reparar o passado desditoso. Abandoná-lo não seria [...] solução, porque a ligação entre os dois continuaria em suspenso, a invadir os domínios de futuras existências. Stella jamais ouvira falar de reencarnação. Cayce lhe disse, ainda, que numa outra existência, na Palestina, ela cuidara de crianças defeituosas e que, portanto, estava habilitada ao trabalho junto ao paciente. Ela voltou à tarefa com nova carga de coragem e nova compreensão dos seus problemas. Para encurtar a história: o pobre homem de fato respondeu ao tratamento carinhoso de Stella; começou a alimentar-se espontaneamente, a conservar-se limpo e vestido. Com o olhar pacificado ele seguia Stella, sem perdê-la de vista um minuto. (*)

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Anexo 2

Estudo de caso simplificado: Questionário
1. Onde, na história, encontramos evidências de um planejamento reencarnatório? 2. Que idéias o texto oferece para justificar as evidências indicadas na resposta anterior? 3. Que trecho da história indica que, efetivamente, não há improvisação nos procedimentos que antecedem as experiências reencarnatórias? 4. Seria correto afirmar que todos os personagens citados na história conceberam, por livre iniciativa, o próprio planejamento reencarnatório? Por quê?

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(*) Hermínio C. Miranda. Reencarnação e imortalidade. 5. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. Cap. 21, p.244-245. (História adaptada).

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5. Tendo como referência as informações que os Espíritos transmitiram a Cayce, que hipóteses poderiam ser concebidas para justificar o estado de debilidade mental do enfermo? 6. Por que o afeto de Stella, em especial, teve o poder de melhorar as condições espirituais do doente? 7. Por que outras pessoas, inclusive os familiares do enfermo, não conseguiram obter os resultados alcançados por Stella? 8. Um ponto – que não escapa à história – diz respeito ao enfermo: ter renascido em uma família rica, a qual poderia assegurar-lhe conforto e recursos materiais. Que explicação espírita poderíamos dar para tal fato, considerando a exposição que foi realizada pelo monitor no início da aula? 9. Será que o médium Edgar Cayce estaria, de alguma forma, vinculado à problemática evidenciada na história? Justifique a resposta. 10. E os pais do enfermo? Teriam eles alguma ligação com Stella? Por que tiveram que passar pela provação de receber aquele Espírito, em especial, como filho?

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PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO VI – Reencarnação

ROTEIRO 4
Objetivo específico Conteúdo básico

Retorno à vida corporal: união da alma ao corpo
Explicar o processo da união da alma ao corpo.

Em que momento a alma se une ao corpo? A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 344. Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que mais não é do que uma expansão do seu perispírito, o liga ao gérmen que o atrai por uma força irresistível, desde o momento da concepção. À medida que o gérmen se desenvolve, o laço se encurta. Sob a influência do princípio vito-material do gérmen, o perispírito, que possui certas propriedades da matéria [do plano físico], se une, molécula a molécula, ao corpo em formação, donde o poder dizer-se que o Espírito, por intermédio do seu perispírito, se enraíza, de certa maneira, nesse gérmen, como uma planta na terra. Quando o gérmen chega ao seu pleno desenvolvimento, completa é a união; nasce então o ser para a vida exterior. Allan Kardec: A gênese, cap. 11, item 18. A partir do instante da concepção, começa o Espírito a ser tomado de perturbação, que o adverte de que lhe soou o momento de começar nova existência corpórea. Essa perturbação cresce de contínuo até o nascimento. Nesse intervalo, seu estado é quase idêntico ao de um Espírito encarnado durante o sono. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 351. Em [...] milhares de renascimentos, na Terra, os princípios embriogênicos funcionam, automáticos, cada dia. A lei de causa

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e efeito executa-se sem necessidade de fiscalização da nossa parte. Na reencarnação, basta o magnetismo dos pais, aliado ao forte desejo daquele que regressa ao campo das formas físicas. André Luiz: Entre a terra e o céu. Cap. 28.

O útero funciona [...] como um vaso anímico de elevado poder magnético ou um molde vivo destinado à fundição e refundição das formas, ao sopro criador da Bondade Divina [...]. André Luiz: Entre a terra e o céu. Cap. 28.

Sugestões Introdução didáticas ■ Apresentar, no início da reunião, o objetivo do roteiro, reali-

Desenvolvimento

■ ■

Dividir a turma em quatro grupos, orientando-os na realização das seguintes atividades: Grupo 1 – leitura, troca de idéias e resumo escrito do item 1 dos subsídios (União da alma ao corpo), até o primeiro parágrafo da continuação 1; Grupo 2 – leitura, troca de idéias e resumo escrito do item 1 dos subsídios (União da alma ao corpo), a partir do segundo parágrafo, subitens a, b, c, d; Grupo 3 – leitura, troca de idéias e resumo escrito do item 1.1 dos subsídios (O processo da concepção ou fecundação); Grupo 4 – leitura, troca de idéias e resumo escrito do item 1.2 dos subsídios (Gravidez ou gestação). Cada grupo deve indicar um participante para apresentar as conclusões em plenário. Ouvir os relatos dos grupos, destacando os pontos mais importantes.

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zando breves comentários a respeito do processo de união da alma ao corpo.

no sentido de que outro Espírito não poderia substituir o que está designado para aquele corpo. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se as conclusões do trabalho em grupo indicarem que houve correto entendimento do assunto.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 4 Conclusão ■ Retomar o objetivo. Em tal caso. É definitiva a união. a união então é completa e definitiva 9. União da alma ao corpo 214 A união começa na concepção. Desde o instante da concepção.] Este laço se estreita cada vez mais. como os laços que ao corpo o prendem são ainda muito fracos. o Espírito sente uma perturbação que cresce sempre. Recurso(s): Subsídios do Roteiro.. facilmente se rompem e podem romper-se por vontade do Espírito. referências bibliográficas Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita indicadas. apresentado no início da reunião. [. ocasião em que ela se torna completa. Desde esse momento. Técnica(s): leitura. explicando o processo de união da alma ao corpo.. a criança não vinga 6. o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico. Mas. a partir do momento em que a criança começa a respirar. . de acordo com a orientação constante da referência bibliográfica 2. à medida que o corpo se vai desenvolvendo. 5.] o adverte de que lhe soou o momento de começar nova existência corpórea. o Espírito perde a consciência de si e não recobra as idéias senão gradualmente. se este recua diante da prova que escolheu. mas só é completa por ocasião do nascimento. ao aproximar-se do nascimento. Subsídios 1.. 11 e 12 deste Roteiro. 7.. trabalho em grupo. que cada vez mais se vai apertando até ao instante em que a criança vê a luz 5. A perturbação que acompanha o Espírito [. porém.

desde o momento da concepção. Enquanto aquele se acha unido ao corpo. nessa circunstância. e a partir do capítulo dezesseis de E a Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 215 . sem perder as faculdades. um laço fluídico. Sob a influência do princípio vito-material do gérmen. Assim. Quando o gérmen chega ao seu pleno desenvolvimento. que haviam ficado temporariamente em estado de latência e que.] jamais presencia o seu nascimento. nesse gérmen. o traço de união entre o Espírito e a matéria. as quais atuam sob a impulsão da sua vontade e para fazer que repercutam no Espírito as sensações que os agentes exteriores produzam. por intermédio do seu perispírito. que mais não é do que uma expansão do seu perispírito. molécula a molécula. Essa lembrança.]. completa é a união. no telégrafo.. Dessa forma. nasce então o ser para a vida exterior 2. do qual deixa de ter consciência na condição de homem. Servem-lhe de fios condutores os nervos como. ao mesmo tempo que o Espírito recobra a consciência de si mesmo.. O laço fluídico que prende o Espírito ao corpo é o próprio perispírito. ele é extraído do fluido cósmico universal que. como sabemos. serve-lhe ele de veículo ao pensamento. que. isto é. À medida que o gérmen se desenvolve. seu estado é quase idêntico ao de um Espírito encarnado durante o sono. perde a lembrança do seu passado. de certa maneira. As elucidativas informações sobre a reencarnação de Segismundo e a de Mancini. o liga ao gérmen que o atrai por uma força irresistível.] O fluido perispirítico constitui. se une.. respectivamente. Quando a criança respira. voltando à atividade. o Espírito [. vão ajudá-lo a fazer mais e melhor do que antes. um novo degrau a subir 4. sofre uma modificação especial. Mas. ao fluido elétrico serve de condutor o fio metálico 1.. pois. [. para transmitir o movimento às diversas partes do organismo. se enraíza. as qualidades e as aptidões anteriormente adquiridas. À medida que a hora do nascimento se aproxima. lhe volta pouco a pouco ao retornar ao estado de Espírito 7. suas idéias se apagam. donde o poder dizer-se que o Espírito.. pertence à matéria pela sua origem e à espiritualidade pela sua natureza etérea. porém. Como toda matéria. logo que entra na vida. assim como a lembrança do passado. relatadas pelo Espírito André Luiz.] o Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação. que se desenvolvem à proporção que se formam e consolidam os órgãos que lhes hão de servir às manifestações 3.. é semimaterial [. como uma planta na terra. o seu renascimento lhe é um novo ponto de partida. quando [. ao corpo em formação. começa o espírito a recobrar as faculdades. Nesse intervalo.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 4 Essa perturbação cresce de contínuo até ao nascimento.. que possui certas propriedades da matéria. Ele renasce qual se fizera pelo seu trabalho anterior. o perispírito.. nos capítulos treze e catorze do livro Missionários da Luz. o laço se encurta.

imaginando a necessidade de tornar-se criança. em semelhante imperativo das leis divinas para o serviço de reprodução das formas... tem como base os processos de magnetização e mentalização. mas também no ambiente geral a que foi chamado a viver. Ao mesmo tempo. não devemos ver a subversão dos princípios de liberdade espiritual. significa estágio preparatório para nova reencarnação 10. Há companheiros de grande elevação que... como também a lembrar-se da organização fetal. o [. b) O processo de redução.] 18. requisitando esforço geral dos colaboradores para a redução necessária16.] Tomará todas as providências indispensáveis à harmoniosa organização fetal.. nem altamente bons. Depois desse período. as segundas resultam do labor individual da alma encarnada.. Traduz expressão simbólica da maioria dos fatos dessa natureza. que lhes entretêm a vida e lhes criam os caracteres com o próprio sangue. após o renascimento. nem conscientemente maus 17.] até que ele atinja os sete anos.. Resumidamente. desde os primeiros dias de luta. representam fontes de conhecimentos sobre o assunto. o Espírito em vias de reencarnar é induzido a mentalizar a forma pré-infantil e o retorno ao útero materno. ocorrido no [. nem simples.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 4 216 Vida Continua. na defesa. contudo. Por isso mesmo. d) Em relação à herança genética. seja auxiliando o reencarnante.. aprimorando-se. ocasião em que o processo reencarnacionista estará consolidado.. porquanto o nosso irmão pertence à enorme classe média dos Espíritos que habitam a Crosta. necessitam de cooperação muito mais complexa que a exercida no caso de Segismundo. provém do corpo dos pais. procedentes de zonas inferiores.] organismo dos nascituros. em sua expressão mais densa... visto que seguirá o nosso irmão em sentido mais distante. todavia. seja defendendo o templo maternal contra o assédio de forças menos dignas [. Essa tarefa não é curta. As primeiras cercam o homem que renasce. c) Um colaborador espiritual é designado para acompanhar a reencarnação do Espírito [.] Plano Espiritual. Outros irmãos nossos. não só em seu corpo transitório. ao voltarem à esfera mais densa em apostolado de serviço e iluminação. André Luiz nos informa o seguinte: a) Os processos de reencarnação estão subordinados à evolução do Espírito reencarnante. [. miniaturização ou restringimento do perispírito. [. executada por Espíritos Construtores. A tarefa de redução perispiritual. edu- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . quase dispensam o nosso concurso.. a criatura terrena herda tendências e não qualidades.] A reencarnação de Segismundo obedece às diretrizes mais comuns. a sua tarefa de amigo e orientador será amenizada.. O Espírito submetido a esses processos desenvolve uma palidez característica no perispírito e significativa diminuição da lucidez mental. imanente na ordem da Criação Infinita...

o auxílio afetuoso das entidades amigas que visitarão constantemente o reencarnante. ele podia ver as disposições cromossômicas de todos os princípios masculinos em movimento. o útero funciona como [. [. basta o magnetismo dos pais. É oportuno considerar que. dirigia os serviços graves da ligação primordial [concepção]. a atuação do próprio interessado. aliado ao forte desejo daquele que regressa ao campo das formas físicas. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 217 . Segundo depreendi – esclarece André Luiz –. ao sopro criador da Bondade Divina. em toda parte. invisíveis ao olhar terrestre.. no tempo e no espaço..] um vaso anímico de elevado poder magnético ou um molde vivo destinado à fundição e refundição das formas. reproduzindo-lhe o corpo denso.. Na reencarnação.] De modo geral. 11.] 20. Em relação à influência genética no corpo de Segismundo. o concurso dos Espíritos Construtores. Maternidade é sagrado serviço espiritual em que a alma se demora séculos.] milhares de renascimentos. estimulada pelo magnetismo do solo. que. incentivada pelo magnetismo da carne. presidindo ao trabalho prévio de determinação do sexo do corpo a organizar-se. em atendimento a certas imposições do planejamento reencarnatório. automáticos. nos oferece recursos ao desenvolvimento para a Sabedoria e para o Amor. Esse vaso atrai a alma sequiosa de renascimento e que lhe é afim. que agirão como funcionários da natureza divina.. a existência corpórea germina de novo. a influência dos moldes mentais de Raquel [genitora de Segismundo]. como a terra engole a semente para doar-lhe nova germinação. os princípios embriogênicos funcionam. qual se refaz uma grande floresta.. atentamente. nos meses de formação do novo corpo.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 4 cação e aperfeiçoamento de si mesma nos círculos benditos da experiência 19.. depois de haver observado.. A sementeira cresce. [. Nesse sentido. cada dia.. porém. A lei de causa e efeito executa-se sem necessidade de fiscalização da nossa parte. na Terra.1 O processo da concepção ou fecundação Nos [.] em vista de ser o missionário mais elevado do grupo em operação de auxílio. Na reencarnação de Segismundo temos a informação de que o benfeitor Alexandre. o futuro óvulo materno..] Milhões de destinos se reestruturam dessa forma. o processo de fecundação pode ser conduzido por orientadores espirituais altamente qualificados.. [. Após acompanhar. e poderá fazer uma idéia do que vem a ser o templo físico que ele possuirá [.. a maioria das almas que reencarnam satisfazem à fome inquietante de recomeço.. consoante os princípios que encerra. na maioria das vezes aperfeiçoando qualidades do sentimento 12.. adicione.. 1. a esse fator primordial. encontramos os seguintes esclarecimentos do benfeitor Alexandre a André Luiz: A forma física futura de nosso amigo Segismundo dependerá dos cromossomos paternos e maternos.

atuará como ímã entre limalhas de ferro. pelo seu nascimento. A criança vive vida animal.. se completam com a vida espiritual 8. e impedindo a intromissão de qualquer outro dos competidores. cerrando os poros tenuíssimos [. Ambas as forças. RNA e proteínas. condensado e inativo. que se interpenetrava com o organismo perispirítico de Raquel. O homem tem a vida vegetal e a vida animal que. convertendo-se ao meu olhar em tenuíssimo foco de luz. dando forma consistente à sua futura manifestação no cenário da Crosta 22. gastando pouco mais de quatro minutos para alcançar o seu núcleo.. Alexandre ajustou a forma reduzida de Segismundo. aguardando o raio vitalizante. de modo singular. O organismo maternal fornecerá todo o alimento para a organização básica do aparelho físico. fixando nele o seu potencial magnético. enquanto a forma reduzida [do Espírito reencarnante] [. e enrijeceu-se.]..].] conservando a atitude do cirurgião seguro de si.* [. tanto o embrião quanto o feto têm uma vida semelhante à [. A célula feminina que.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 4 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 218 profundamente absorto no serviço. A cromatina sexual ou corpúsculo de Barr é uma estrutura formada de cromossomo X. formavam agora uma só. O elemento focalizado por ele ganhou nova energia sobre os demais e avançou rapidamente na direção do alvo. sobre aquele microscópico globo de luz. na técnica operatória. encontrada apenas nas células das mulheres e demais mamíferos do sexo feminino. impregnado de vida... mantendo-se no serviço de divisão da cromatina. amido e proteínas.. 1. identificou o mais apto. O meu orientador. composta de DNA.. tocou a pequenina forma com a destra. em face do microscópico projetil espermático. e observei que essa vida latente começou a movimentar-se 21. Sempre sob o influxo luminoso-magnético de Alexandre. Em seguida.2 A gravidez ou gestação Durante a vida intra-uterina. o elemento vitorioso prosseguiu a marcha. . * Cromatina: substância constituinte do cromossomo de todas as células evolutivamente superiores (células eucariotas). depois de atravessar a periferia do óvulo. absolutamente entregue ao seu trabalho. masculina e feminina.] da planta que vegeta. que haviam perdido a primeira posição na grande prova. dando-me a idéia de que o ajudava a desembaraçar-se dos companheiros para que fosse o primeiro a penetrar a pequenina bolsa maternal. se assemelhava a um pequeno mundo arredondado de açúcar. sofreu a dilaceração da cutícula. a marcha dos minúsculos competidores que constituíam a substância fecundante. à maneira de pequenina embarcação torpedeada..

Certos estados íntimos da mulher alcançam.] o serviço de segmentação celular e ajustamento dos corpúsculos divididos ao molde do corpo perispirítico. é indiscutível. [...A organização feminina. A corrente de troca entre mãe e filho não se circunscreve à alimentação de natureza material. durante a gestação. envolvem-na totalmente. nessas circunstâncias. A gestante é uma criatura hipnotizada a longo prazo. em estação de esperanças e alegrias intraduzíveis [. e isso acontece quase sempre.. estará transmitindo opiniões e sensações da entidade que a empolga 15.. obedecendo a disposições naturais do campo orgânico. de algum modo. sofre verdadeira enxertia mental. o princípio fetal. por isso mesmo. [. era francamente mecânico. dando-me a idéia de que toda a célula-filha era convenientemente preparada para sustentar a tarefa da iniciação do aparelho futuro 23.] As mentes de um e de outro como que se justapõem. requisitando. é igualmente constrangida a suportar-lhe o contato espiritual. É comum a verificação de exagerada sensibilidade na mulher que engravida.. Tem o campo psíquico invadido pelas impressões e vibrações do Espírito que lhe ocupa as possibilidades para o serviço de reincorporação no mundo. Se o filho é senhor de larga evolução e dono de elogiáveis qualidades morais. porque. além da prestação de serviço orgânico à entidade que se reencarna. [. marcando-o para a existência inteira.] 13. a mente maternal é suscetível de registrar os mais estranhos desequilíbrios. mantendo-se em permanente comunhão. De semelhante associação.. A mulher grávida. estende-se ao intercâmbio constante das sensações diversas. que sempre constitui um sacrifício quando se trata de alguém com escuros débitos de consciência. em redução.. É que o trabalho da maternidade assemelha-se a delicado processo de modelagem. habitualmente dolorosa. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 219 .. consegue auxiliar o campo materno. Quando o futuro filho não se encontra suficientemente equilibrado diante da Lei. André Luiz reconhece que. Os pensamentos do ser que se acolhe ao santuário íntimo. até que a Natureza complete o serviço que lhe cabe no tempo.] A explicação é muito clara. após a fecundação ocorrida sob a direção de Alexandre. procedem os chamados «sinais de nascença». à maneira de um médium. muita cautela e harmonia para que a tarefa seja perfeita 14. determinando significativas alterações em seu cosmo biológico. mas toda a entidade microscópica do desenvolvimento da estrutura celular recebia o toque magnético das generosas entidades em serviço. Nesse caso. prodigalizando-lhe sublimadas emoções e convertendo a maternidade. A transformação do sistema nervoso.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 4 Retornemos ao exemplo da reencarnação de Segismundo.

16. 22. Cap. ______. 13. Cap. p. Rio de Janeiro: FEB. 292-294. 3. 86. 30. p. ______. 9. 277. p. p. 200-201. p. ______. Questão 345. 17. Cap. 269271. O que é o espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB. p. ed. 162 (nota de rodapé). p. 2004. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro:FEB. ______. 215.. 48.. Pelo Espírito André Luiz. ______. p. 5. 21. 199. p. Cap. 187. ______. ed. ______. ______. Cap. ______. ______. ______. 10. 276. 19. 3 (O homem durante a vida terrena). 2004. O livro dos espíritos. ______. p. Item 18. 11. Item 20. 14. E a vida continua. ______. Cap. 2. 11. 20. 7. ed. 16. 294. 2005. 22. Rio de Janeiro: FEB.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 4 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 1. 13 (Reencarnação). p. Tradução de Guillon Ribeiro. 220 . p. 39. Rio de Janeiro: FEB. Pelo Espírito André Luiz. 8. 2005. 229. p. ______. p. 15. ______. ed. 12. p. item 17. XAVIER. 6. 53. p. p. 30. ed. ______. 272. 199. ______. ______. 213-214. 28. 4. Pelo Espírito André Luiz. 285. 298. Francisco Cândido. Cap. 23. 197. Missionários da luz. p. ______. 214. ______. ed. KARDEC. Item 21. A gênese. 18. p. 2005. Questão 351. p. p. Questão 354. Entre a terra e o Céu. Allan. 215. 14. p. 201. ______. 242. questão 344. p. pergunta 116. 241. 228-229. 2005.

Allan Kardec: O livro dos espíritos. com o objetivo de se aperfeiçoar. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. item 4. Cap. por se acharem ainda adormecidas as idéias que lhe formam o fundo do caráter. ■ ■ A partir do nascimento. pelo que se pode dizer que. suas idéias [do Espírito] tomam gradualmente impulso. capazes de lhe auxiliarem o adiantamento. . 8. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 221 Qual. durante este período. o Espírito. à medida que os órgãos se desenvolvem. o Espírito é verdadeiramente criança. para este [o Espírito]. é mais acessível às impressões que recebe. no curso dos primeiros anos. a utilidade de passar pelo estado de infância? Encarnando. questão 383. para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO VI – Reencarnação ROTEIRO 5 Objetivo específico Conteúdo básico ■ Retorno à vida corporal: união da alma ao corpo Justificar a passagem do Espírito pelo estado de infância.

Técnica(s): leitura individual e debate.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 5 Sugestões Introdução didáticas ■ Introduzir o tema por meio de uma pergunta: — Por que te■ mos que passar pelo estado de infância? Projetar. levando a uma ampla discussão do assunto. 222 . uma imagem de crianças brincando com alegria e descontração. 199. Para melhor condução do debate. ter como referência as questões 183. em seguida. 383 e 385 de O Livro dos Espíritos. transparência e subsídios do Roteiro. retroprojetor. demonstrando entendimento das idéias desenvolvidas no estudo. simultaneamente. o monitor deverá reagrupar as idéias dispersas. Propor. Desenvolvimento ■ ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita ■ Anotar no quadro as colocações feitas pelos participantes com referência à pergunta. realizando um fechamento do assunto. a leitura individual do subsídios. Recurso(s): quadro de giz ou pincel. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes debaterem o assunto com interesse. para posterior discussão em plenária. Conclusão ■ Ao final. Conduzir o debate de forma a possibilitar a participação de todos. e o item 4 do capítulo VIII de O Evangelho segundo o Espiritismo.

A infância começa com o nascimento. iniciado no parto e completado com a chegada das primeiras manifestações da puberdade. É um período de repouso do Espírito 7. As transformações neurofisiológicas e bioquímicas do corpo físico seguem as leis da genética. Renasce para a vida maior. pouco a pouco a consciência de si mesmo.] corresponde a uma necessidade. por certo tempo. o que torna mais fácil a tarefa que incumbe aos pais 2.. por se acharem ainda adormecidas as idéias que lhe formam o fundo do caráter. ficando. pelo que se pode dizer que. Durante o tempo em que seus instintos se conservam amodorrados. A partir do nascimento. As diferenças individuais observadas nas crianças resultam da carga genética herdada dos pais. durante esse período. como revela características individuais. da educação recebida. tudo aquilo que a possa entravar.. com o objetivo de se aperfeiçoar. Durante o período de infância a criança não só muda com a idade.. mais acessível às impressões capazes de lhe modificarem a natureza e de fazê-lo progredir. É necessário esse estado de transição para que o Espírito tenha um novo ponto de partida e para que esqueça. à medida que os órgãos se desenvolvem.. está na ordem da natureza e de acordo com as vistas da Providência. Encarnando. ele é mais maleável e. o Espírito é verdadeiramente criança. suas idéias tomam gradualmente impulso. em sua nova existência. capazes de lhe auxiliarem o adiantamento. marco inicial da adolescência.] aproximar-se-lhe a encarnação. numa espécie de sono. moral e intelectualmente. sustentado e secundado pela intuição que conserva da experiência adquirida. o Espírito entra em perturbação e perde. Para o Espiritismo. tendo em vista a moldagem da personalidade infantil prevista no planejamento Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 223 . para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo 8. cujo ritmo varia de indivíduo para indivíduo. por isso mesmo. reage o passado. Compreende o período de desenvolvimento da personalidade. mais forte. no curso dos primeiros anos.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 5 Subsídios Ao [. das tendências instintivas e das idéias inatas que o Espírito traz ao renascer. é mais acessível às impressões que recebe. durante o qual todas as suas faculdades permanecem em estado latente. o Espírito. no entanto. infância é um estado que [. Sobre ele.

outorgou-nos Deus. a fim de reparar o mal que lhes haja feito. foi também e sobretudo por seus pais. Ainda quando se trata de uma criança de maus pendores. nasce qual se fez. julgando seus filhos bons e dóceis. Ora.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 5 224 reencarnatório. a fim de que o Espírito possa melhor aproveitar os benefícios objetivados pela reencarnação. em cada existência. nenhum traço mais conservará. Para nos melhorarmos. É importante destacar que a memória integral das experiências reencarnatórias encontra-se bloqueada. esse amor se enfraqueceria grandemente à vista de um caráter áspero e intratável. de cujo amor necessita a fraqueza que as caracteriza. propicia condições ao desenvolvimento intelecto-moral e à explicitação de conquistas evolutivas anteriormente adquiridas pelo Espírito. traz o homem consigo o que adquiriu. Priva-nos do que nos seria prejudicial. então. em certos casos. ou fator cultural. precisamente. As crianças são os seres que Deus manda a novas existências. Pouco lhe importa saber o que foi antes: se se vê punido. As tendências instintivas e as idéias inatas surgem sob a forma de lembranças fragmentárias das conquistas e dos fracassos que o Espírito traz consigo à luta reencarnatória. os pais lhes dedicam toda a afeição e os cercam dos mais minuciosos cuidados. daquilo de que se haja corrigido completamente. Se reconhecesse nelas as a quem odiara. cobrem-se-lhe as más ações com a capa da inconsciência. As boas resoluções que tomou são a voz da consciência. o conseqüente castigo exclusivamente sobre elas recai. ele se sentiria humilhado em presença daquelas a quem houvesse ofendido. ao passo que. A educação. não. Com efeito. por elas somente que Deus lhes deu esse aspecto de inocência. ou. o de que necessitamos e nos basta: a voz da consciência e as tendências instintivas. quiçá o ódio se lhe despertaria outra vez no íntimo. é que praticou o mal. acarretaria inevitável perturbação nas relações sociais. os filhos não mais precisam da proteção e assistência que lhes foram dispensadas durante quinze ou vinte anos. Para que não lhe possam imputar excessiva severidade.exaltar-nos o orgulho e. todavia. dá-lhes ele todos os aspectos da inocência. a lembrança traria gravíssimos inconvenientes. Poderia. Suas atuais tendências más indicam o que lhe resta a corrigir em si próprio e é nisso que deve concentrar-se toda a sua atenção. se não o são. o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu. assim. Em todas as circunstâncias. humilhar-nos singularmente. Ao nascer. porquanto. tem um novo ponto de partida. porém. Não foi. estabelecendo de novo relações com as mesmas pessoas. advertindo-o do que é bem e do que é mal e dando-lhe forças para resistir às tentações 1. É a imagem do que deveriam ser e. surge- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . De todo modo. Freqüentemente. entravar o nosso livre-arbítrio. Desde que. Essa inocência não constitui superioridade real com relação ao que eram antes.

mas dos de suas existências anteriores. Não se vêem crianças dotadas dos piores instintos. que o torna propício a todas as impressões. obraram sem discernimento. Nesse sentido. Tal o dever que Deus impôs aos pais. necessária. Deus colocou o filho sob a tutela dos pais. Assim. Sofrem então. as conseqüências.. suportarão os desgostos resultantes dessa queda e partilharão dos sofrimentos do filho na vida futura. Se este vier a sucumbir por culpa deles. para se melhorarem. Por outro lado. mas. sempre irisados de matizes que a primeira infância manteve ocultos 9. não obstante os bons exemplos que de todos os lados se lhes dão? A lei civil as absolve de seus crimes. a fim de que estes o dirijam pela senda do bem.. a sua responsabilidade quanto ao futuro. tanto a paternidade quanto a maternidade são consideradas uma verdadeira missão. elas obram mais por instinto do que intencionalmente.]. por não terem feito o que lhes estava ao alcance para que ele avançasse na estrada do bem 11. Aliás. não é racional considerar-se a infância como um estado normal de inocência. não devem sentir-se responsáveis pelo transviamento deste.. a perfídia. e lhes facilitou a tarefa dando àquele uma organização débil e delicada.] Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 225 . diz ela. indispensável. Nessa fase é que se lhes pode reformar os caracteres e reprimir os maus pendores. A infância ainda tem outra utilidade. Donde.. Conservam-se bons. até pendor para o roubo e para o assassínio. É ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve [. no entanto. a felonia. Assim é que a lei é uma só para todos e que todos são atingidos pela justiça de Deus 5. porque. do que de formar o caráter de seu filho.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 5 lhes o caráter real e individual em toda a nudez. porque. acessíveis aos conselhos da experiência e dos que devam fazê-los progredir. provirão instintos tão diversos em crianças da mesma idade. senão da inferioridade do Espírito. uma vez que a educação em nada contribuiu para isso? As que se revelam viciosas. que mais cuidam de aprumar as árvores do seu jardim e de fazê-las dar bons frutos em abundância. A delicadeza da idade infantil os torna brandos. [. mas também conseqüência natural das leis que Deus estabeleceu e que regem o Universo 10. é porque seus Espíritos muito pouco hão progredido. de fato. Muitos há. por efeito dessa falta de progresso. educadas em condições idênticas e sujeitas às mesmas influências? Donde a precoce perversidade. mais do que o pensa o homem. os pais que dispensaram todos os cuidados na educação do filho. Os Espíritos só entram na vida corporal para se aperfeiçoarem. porém. numa idade em que ainda nenhuma influência pode ter tido a educação? Algumas não há que parecem trazer do berço a astúcia. missão sagrada de que terão de dar contas. a infância é não só útil. se eram fundamentalmente bons. não dos atos que praticam na infância. Tem razão a lei. portanto.

por ocasião do nascimento. é importante saber que justificativa o Espiritismo apresenta para a elevada mortalidade infantil existente no nosso planeta. a que se vê submetida a outra metade? Semelhante ordem de coisas não corresponderia à justiça de Deus. é claro que. a igualdade é real para todos. sua sorte ficasse decidida para a eternidade.. porque. em toda parte. . da que morre na infância. também não raro. qual seria o mérito de metade do gênero humano. da felicidade eterna e com que direito se acharia isenta das condições. mas não é. o complemento de existência precedentemente interrompida antes do momento em que devera terminar.. como tem deles a responsabilidade 5. com o desenvolvimento dos órgãos 6. recebeu o seguinte esclarecimento: Em toda parte a infância é uma transição necessária. se conseguirem desviá-lo do mau caminho 12. Com a reencarnação. em especial nos países de condições sócio-econômicas precárias. quanto piores forem as propensões do filho. Para os Espíritos Orientadores. tão obtusa como no vosso mundo 3. Durante a infância não há possibilidade da livre manifestação do Espírito. enquanto a idade lhe não amadurece a razão. o Espírito passa por nova infância? 3 Como resposta. quando Allan Kardec perguntou aos Espíritos Superiores: Indo de um mundo para outro. Este. O estado de infância parece ser uma lei de ocorrência universal nos diferentes mundos habitados. Se uma única existência tivesse o homem e se. para o Espírito que a animava.. O futuro a todos toca sem exceção e sem favor para quem quer que seja. efetivamente. pois. não podem os órgãos da inteligência dar toda a intuição própria de um adulto ao Espírito que a anima. Só gradualmente se dissipa. e sua morte. a [. extinguindo-se-lhe ela. Forçoso é que o homem tenha o merecimento de seus atos. às vezes tão duras. tem. Os retardatários só de si mesmos se podem queixar. sem esforços. tanto mais pesada é a tarefa e tanto maior o mérito dos pais. para gozar. porque. limitada a inteligência. Finalmente.. constitui «provação ou expiação para os pais» 4. A perturbação que o ato da encarnação produz no Espírito não cessa de súbito.] que se trate de uma criança.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 5 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 226 porém. desde [. não estando ainda nela desenvolvidos.] curta duração da vida da criança pode representar.

7. p. 210. 2005.124. O evangelho segundo o espiritismo. p. 10. 86. 211. ed. ed. Rio de Janeiro: FEB. p. 11. Cap. 9. ______. p. Questão 582. ______. 2. Tradução de Guillon Ribeiro. Questão 383. ______. 8. Questão 382. Questão 199-a. 6. questão 183. 5. 288. ______. Questão 199. Cap. ______. p. Questão 380. Questão 385. 5. p. Rio de Janeiro: FEB. ______. 8. 4. 213. 289. 148-149. Allan. p. ______. p. p. 133. p. ______. 126. ______. 3. item 4.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 5 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 227 1. 2005. ______. p. 211. KARDEC. p. 211-212. ______. O livro dos espíritos. . Questão 583. 104-105. 134. 12. Tradução de Guillon Ribeiro. item 11.

. ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita ■ 228 . sendo as nossas tendências instintivas uma reminiscência do passado.].. Não temos. ■ Por que perde o Espírito encarnado a lembrança do seu passado? Não pode o homem. Em todas as circunstâncias. entravar o nosso livre-arbítrio. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo.]. questão 393 – comentário. lembrança exata do que fomos e do que fizemos em anteriores existências. Esquecido de seu passado ele é mais senhor de si. a lembrança traria gravíssimos inconvenientes. acarretaria inevitável perturbação nas relações sociais. Com efeito. durante a vida corpórea. mas temos de tudo isso a intuição. Allan Kardec: O livro dos espíritos. Allan Kardec: O livro dos espíritos.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO VI – Reencarnação ROTEIRO 6 Objetivo específico Conteúdo básico O esquecimento do passado: justificativas da sua necessidade ■ Justificar a necessidade do esquecimento do passado. saber tudo. então. questão 392. ou. Em vão se objeta que o esquecimento constitui obstáculo a que se possa aproveitar da experiência de vidas anteriores [. em certos casos. assim. Cap. exaltar-nos o orgulho e. humilhar-nos singularmente. é certo. Poderia. nem deve. 5... Deus assim o quer em sua sabedoria [. item 11.

entregar aos participantes um texto contendo uma síntese dos conteúdos das referências bibliográficas 2. a pergunta 392 de O Livro dos Espíri■ ■ tos. Fazer as intervenções consideradas úteis ao bom desenvolvimento do trabalho. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 229 Dividir a turma em dois grandes grupos. anteriormente. 3 e 7. em plenário. a que foi dada a Kardec pelos Espíritos Superiores. Ouvir as respostas. no cartaz. no trabalho em plenário. no cartaz. Pedir aos grupos que afixem os cartazes no mural da sala de aula e que defendam. sugerir à turma que faça: • uma avaliação dos pontos de vista emitidos. • possíveis correções nas idéias anotadas nos cartazes. orientando-os na realização das seguintes atividades: a) Grupo 1 – recebimento de uma folha de papel pardo e de alguns pincéis atômicos. em outra transparências. Desenvolvimento ■ ■ ■ ■ ■ Conclusão ■ Encerrar o estudo apresentando a orientação que o Espírito Emmanuel dá sobre o tema. Em seguida. Prestar esclarecimentos a respeito dessas orientações. Pedir aos participantes que respondam à indagação. adequando-as ao pensamento espírita. em transparência. Terminada a leitura. emitindo livremente opiniões. Os participantes deste grupo devem escrever. apresentando. o capítulo XIV. as idéias anotadas. justificativas sobre a importância do esquecimento das experiências reencarnatórias anteriores. editora FEB). . Solicitar a leitura silenciosa e atenta da síntese.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 6 Sugestões Introdução didáticas ■ Projetar. b) Grupo 2 – recebimento de uma folha de papel pardo e de alguns pincéis atômicos. justificativas sobre a importância de se recordar experiências reencarnatórias anteriores. e que consta de sua mensagem Olvido temporário (veja no livro Emmanuel. psicografia de Francisco Cândido Xavier. Os participantes deste grupo devem escrever.

defesa e avaliação de idéias.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 6 Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes demonstrarem aceitação e entendimento das idéias que tratam da necessidade do esquecimento do passado. mediante a humilhação de uma exis- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . provas com relação ao futuro. Técnica(s): explosão de idéias. a lembrança de suas existências anteriores. Depuram-nos e elevam-nos. Assim. textos. tendo a secundá-la os Espíritos superiores que o assistem. Bastará então julgar do que foi. Recurso(s): cartazes. As vicissitudes da vida corpórea constituem expiação das faltas do passado e. o orgulhoso será castigado no seu orgulho. pincel atômico. não pelo que é. A natureza dessas vicissitudes e das provas que sofremos também nos podem esclarecer acerca do que fomos e do que fizemos. O homem não conhece os atos que praticou em suas existências pretéritas.. do mesmo modo que neste mundo julgamos dos atos de um culpado pelo castigo que lhe inflige a lei. idéia que é a voz da consciência. se as suportamos resignados e sem murmurar. pelas suas tendências. se atende às boas inspirações que lhe dão. O esquecimento das faltas praticadas não constitui obstáculo à melhoria do Espírito. não menos certo é que a circunstância de as ter conhecido na erraticidade e de haver desejado repará-las o guia por intuição e lhe dá a idéia de resistir ao mal. se é certo que este não se lembra delas com precisão. que. sim. porquanto. como se um véu as cobrisse. mesmo em certas circunstâncias. momentaneamente. lhe podem ser reveladas.]. mas pode sempre saber qual o gênero das faltas de que se tornou culpado e qual o cunho predominante do seu caráter.. conserva algumas vezes vaga consciência dessas vidas. Esta revelação. só os Espíritos superiores espontaneamente lha fazem. Todavia. Subsídios 230 Mergulhado na vida corpórea. perde o Espírito. simultaneamente. nunca para satisfazer a vã curiosidade [. com um fim útil. porém.

pela ingratidão de seus filhos. etc 3. exaltar-nos o orgulho e. mesmo encarnado. nasce qual se fez. Em vão se objeta que o esquecimento constitui obstáculo a que se possa aproveitar da experiência de vidas anteriores. nenhum traço mais conservará. portanto. Mas. em certos casos. adormecido o corpo. As boas resoluções que tomou são a voz da consciência. a fim de reparar o mal que lhes haja feito. pois que. quiçá o ódio se lhe despertaria outra vez no íntimo. o mau rico. pela miséria. o de que necessitamos e nos basta: a voz da consciência e as tendências instintivas. o mau filho. porquanto. que no esquecimento do passado [. se os sabe aproveitar 1. o Espírito tem consciência de seus atos anteriores. ele se sentiria humilhado em presença daquelas a quem houvesse ofendido.] a bondade do Criador se manifesta. o tirano. advertindo-o do que é bem e do que é mal e dando-lhe forças para resistir às tentações. da vida de relação. Percebemos. dessa forma. por um trabalho forçado. Ao nascer. pela escravidão. nos recordemos do que tenhamos feito na véspera e nos dias precedentes. pelas crueldades que sofrerá.. como a experiência o demonstra. o preguiçoso. daquilo de que se haja corrigido completamente. em cada existência. é que praticou o mal. Freqüentemente. Havendo Deus entendido de lançar um véu sobre o passado. outorgou-nos Deus. a lembrança traria gravíssimos inconvenientes. Suas atuais tendências más indicam o que lhe resta a corrigir em si próprio e é nisso que deve concentrar-se toda a sua atenção. do que uma interrupção temporária. Pouco lhe importa saber o que foi antes: se se vê punido. no dia seguinte. adicionada aos amargores de uma nova exis- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 231 . Com efeito. que lhe poderia ser penosa e prejudicá-lo nas suas relações sociais. é que há nisso vantagem. assim. readquire o Espírito a lembrança do passado. semelhante à que se dá na vida terrestre durante o sono. o esquecimento ocorre apenas durante a vida corpórea. o avarento. Volvendo à vida espiritual. acarretaria inevitável perturbação nas relações sociais. nada mais há. estabelecendo de novo relações com as mesmas pessoas. De todo modo. a qual não obsta a que. ocasião em que goza de certa liberdade. Para nos melhorarmos. porquanto. forças novas haure ele nesses instantes de emancipação da alma.. o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 6 tência subalterna. Poderia. sabe por que sofre e que sofre com justiça. Pode dizer-se que jamais a perde. traz o homem consigo o que adquiriu. Priva-nos do que nos seria prejudicial. o que foi cruel para os outros. Aliás. tem um novo ponto de partida. humilhar-nos singularmente. A lembrança unicamente se apaga no curso da vida exterior. na falta de uma recordação exata. Em todas as circunstâncias. entravar o nosso livre-arbítrio. então. E não é somente após a morte que o Espírito recobra a lembrança do passado. Se reconhecesse nelas as a quem odiara. precisamente. ou.

Necessita de nova virgindade. pode esse problema ser estudado atenciosamente. aversões antigas. parece que a alma encarnada ouve o tropel das lembranças que passam em revoada. auxiliado pelas suas aquisições precedentes 2. dos seus defeitos. a lembrança muitas vezes aflitiva e humilhante. representa a diminuição do estado vibratório do Espírito. uma sensação indefinível. das suas vicissitudes nos pretéritos tenebrosos. tais fatos são vulgares nos seres evolvidos. Adota novos processos. faz-se mister que assim seja. Precisa abandonar a bagagem dos seus vícios. amores santificantes. sobre quem a carne já não exerce atuação invencível. que a persegue nas suas meditações. Daí. uma luz vaga da subconsciência atravessa a câmara de sombras. o sensório limita as percepções do Espírito. em contato com a matéria. a exigüidade das suas percepções visuais e auditivas. Esse olvido é necessário. é uma saudade vaga e incompreensível. através dessa luz coada. experimenta a alma. é uma vocação inata que a impele para esse ou aquele caminho. faz-se mister olvidar o passado para que se alcance êxito na luta 6. do passado. de tudo aparece uma fração no seu mundo consciente. e. por mais antigo que seja como Espírito. e. a alma tem necessidade de adaptar-se a esse instrumento. um instrumento virgem lhe é então fornecido. afastando-se os benefícios espirituais que essa questão implica. Se às vezes lhe é dado ter uma intuição dos acontecimentos passados. [.. Todavia. pode o ser reconstruir o seu destino. Os neurônios desse novo cérebro fazem a função de aparelhos quebradores da luz. em relação ao número inconcebível de vibrações que o cercam 5. Para que o homem colha benefícios da sua vida temporária. [. são os fenômenos introspectivos. Ei-lo. Assim como as fibras do cérebro são as últimas a se consolidarem no veículo físico em que encarnamos Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita .. das suas lembranças nocivas. O esquecimento do passado.. somente assim. às vezes. que a assediam freqüentemente. Nesses momentos. novo homem. à luz das concepções científicas. Sua consciência é apenas a parte emergente da sua consciência espiritual. Tomando um novo corpo. a nitidez das lembranças acompanha o nosso progresso espiritual.] obedecendo às leis superiores que presidem ao destino.] dentro dessa obscuridade requerida pela sua necessidade de estudo e desenvolvimento. impostas pelas células cerebrais. e.. por lhe ser isso útil. É oportuno lembrar que – conforme nos esclarece o Espiritismo –. essa intuição é como a lembrança de um sonho fugitivo. seus sentidos constituem apenas o necessário à sua evolução no plano terrestre.. gostos aprimorados. Nesses vagos instantes.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 6 232 tência. pois. Ele apenas se lembra do que aprendeu. poderia turbálo [o Espírito] e lhe criar embaraços. mas. como o esquecimento não é absoluto. entra o Espírito em vaga relação com o seu passado longínquo..

depois de sofrida a pena.. as nossas vítimas de outrora. que.. serem perseguidos pela desconfiança universal. O nosso passado guarda as suas manchas e nódoas. algumas vezes. os criminosos célebres estariam marcados a ferro em brasa por toda a eternidade. . Libertos apenas ontem da barbaria. o entrecho de nossa própria história. nossa memória gradativamente converte-se em visão imperecível.. Todavia. de ascensão em ascensão. nos livre de um remorso incessante. reconhecer-nos-iam e estariam a perseguir-nos com sua vingança. bastantes iniqüidades. ao cortejo dos nossos males atuais. no Planeta. ainda se encontra em fases iniciais de desenvolvimento. os grandes culpados. Percorrendo a série dos tempos. repelidos com horror por uma sociedade que lhes recusa lugar em seu seio.] esquecimento do passado é a condição indispensável de toda prova e de todo progresso. As inimizades perpetuar-se-iam. Bom é que o véu do esquecimento nos oculte uns aos outros. ainda mais o seria se. acrescesse a memória dos sofrimentos ou das vergonhas passadas.7 Léon Denis assinala que o [.. O conhecimento das nossas faltas e suas conseqüências. a memória perfeita é o derradeiro altar que instalamos. a serviço de nosso espírito imortal. paralisaria os nossos esforços. e que. Que seria se os crimes do passado longínquo se desenhassem aos olhos de todos? Quase todos temos necessidade de perdão e de esquecimento. Os nossos inimigos.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 6 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 233 na Terra. A sombra que oculta as nossas fraquezas e misérias conforta-nos o ser. A recordação de nossas vidas anteriores não estaria também ligada à do passado dos outros? Subindo a cadeia de nossas existências. atravessando as idades de brutalidade. apagando momentaneamente de nossa memória penosas recordações. devemos ter acumulado bastantes faltas. no templo de nossa alma. e assim muitas vezes os atira ao exército do mal.. de século em século. Vemos os condenados da justiça humana. Sem o esquecimento. erguendo-se diante de nós como ameaça medonha e perpétua. de existência a existência. É por isso que nossas recordações são fragmentárias. encontraríamos o vestígio das ações de nossos semelhantes. os ódios e as discórdias agravar-se-iam de vida em vida.. o peso dessas recordações seria acabrunhador para nós. difícil de suportar. A vida terrestre é. as rivalidades. tornando-nos menos penosa a reparação 4. tornaria estéril e insuportável a nossa vida. em definitivo.

Cap. Pelo Espírito André Luiz. p. ______. 124. ______. ed. 2005. 68-69. p. Léon. p. Tradução de Guillon Ribeiro. Pelo Espírito Emmanuel. O evangelho segundo o espiritismo. 4. p. Rio de Janeiro: FEB. 2005. 2005. 25. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. 7. 104-105. ed. 2005. Emmanuel. 86. ed. Rio de Janeiro: FEB. Cap. 146-147. 215-216. 14 (Objeções). Francisco Cândido. 5. Entre a terra e o céu. ed. 83. Item: As recordações. 6. A gênese. ed. Tradução de Guillon Ribeiro. KARDEC. XAVIER. Rio de Janeiro: FEB. item 11. Cap. Tradução de João Lourenço de Souza. ed. Item: O olvido temporário. 2005. 48. 219-220. p. Tradução de Guillon Ribeiro. item 21. 234 . 23. 8 (Deliciosa excursão). 82-83. 11. p. 25. 2. Allan. 3______. DENIS. 2005. Depois da morte.Programa Fundamental • Módulo VI • Roteiro 6 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 1. 14 (A subconsciência nos fenômenos psíquicos). Rio de Janeiro: FEB. p. Parte segunda (Os grandes problemas). 5. questão 399. ______. cap. O livro dos espíritos. Cap.

da formação e das diversas categorias de mundos habitados.PROGRAMA FUNDAMENTAL M Ó D U L O VII Pluralidade dos Mundos Habitados OBJETIVO GERAL Possibilitar conhecimento a respeito da existência. .

O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível. ou fluido elétrico animalizado. Ela é a mãe fecunda de todas as coisas. Allan Kardec: O livro dos espíritos. O fluido vital. consecutivo àquele. ele assume dois estados distintos: o de eterização ou imponderabilidade. as leis imutáveis e necessárias que regem o mundo.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO VII – Pluralidade dos Mundos Habitados ROTEIRO 1 O fluido cósmico universal Objetivos ■ Explicar o que é fluido cósmico universal. fluídicos e vitais de todos os universos que estadeiam suas magnificências diante da eternidade. específicos ■ Esclarecer a respeito do fluido vital. cap. e o de materialização ou de ponderabilidade. cap. Conteúdo básico ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Há um fluido etéreo que enche o espaço e penetra os corpos. 14. É o que chamais fluido magnético. a primeira avó e. que é. Esse fluido é o éter ou matéria cósmica primitiva. Allan Kardec: A gênese. de certa maneira. sobretudo. São-lhe inerentes as forças que presidiram às metamorfoses da matéria. geradora do mundo e dos seres. item 2. que se pode considerar o primitivo estado normal. Allan Kardec: A gênese. cap. a eterna geratriz. existente em todos os corpos vivos da Natureza. […] tem por fonte o fluido universal. ■ ■ ■ 236 . 6. Allan Kardec: A gênese. item 17. questão 65. item 10. Como princípio elementar do Universo. A matéria cósmica primitiva continha os elementos materiais. 6.

c) indicação de um colega para apresentar. trabalho em grupo. transparência ou cartaz. justificando a escolha. . Recurso(s): questões. esclarecendo possíveis dúvidas. fazer as considerações finais. b)seleção do texto cujas idéias mais se relacionam à questão apresentada. Ouvir as conclusões. • as características dos dois estados apresentados por este fluido. Desenvolvimento ■ ■ ■ Conclusão ■ Terminadas as apresentações. • o que se deve entender por fluido vital. de forma que fique especificado: • o que é fluido cósmico universal. Técnica(s): exposição. projetando em transparência ou cartaz. a questão e os textos estudados em cada grupo e a respectiva chave de correção (anexo 2). as conclusões do trabalho em grupo. textos. orientar os grupos na realização das seguintes atividades: a) discussão das idéias evidenciadas na questão e nos textos.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 1 Sugestões Introdução didáticas ■ Fazer breve exposição sobre as idéias existentes no conteúdo básico deste roteiro. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 237 Dividir a turma em grupos de acordo com o número de participantes. Em seguida. correlação de idéias. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes souberem selecionar o texto cujas idéias mais se relacionem à questão apresentada. Cada grupo recebe um envelope contendo uma questão e dois textos com idéias afins (veja anexo 1). em plenária.

Logo. Ela é a mãe fecunda de todas as coisas. não há. Essas múltiplas forças. ou matéria cósmica dos uranógrafos 1. geradora de todos os corpos. também todas essas forças dependem de uma lei universal diversificada em seus efeitos e que. indefinidamente variadas segundo as combinações da matéria. a primeira avó e. Absolutamente não desapare- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . também as várias combinações da matéria não podiam deixar de ser ilimitadas. as leis imutáveis e necessárias que regem o mundo. foi soberanamente imposta à criação. assim como só há uma substância simples. a eterna geratriz. luz. para lhe imprimir harmonia e estabilidade 2. Os movimentos vibratórios do agente são conhecidos sob os nomes de som.. Esclarecem ainda os Espíritos Superiores que a matéria cósmica primitiva continha os elementos materiais. A grande diversidade de corpos materiais existentes no Universo. cuja grandeza tão incapazes somos de avaliar.. forças em número indefinido se têm desenvolvido numa escala inimaginável. Ora. atração.. quer revista os caracteres e as propriedades ordinárias da matéria. [.. na imensa amplidão dos céus. quer a substância que se considere pertença aos fluidos propriamente ditos.] é porque. aos corpos imponderáveis. etc. no fundo do oceano. mas diversificada em suas combinações. primitiva. Esse fluido é o éter ou matéria cósmica primitiva. senão uma única substância primitiva. diversificadas em seus modos de ação. fluídicos e vitais de todos os universos que estadeiam suas magnificências diante da eternidade. isto é. segundo as circunstâncias e os meios. Em outros mundos. como o é o crustáceo. eletricidade ativa. coesão. localizadas segundo as massas. são conhecidas na Terra sob os nomes de gravidade. pelos desígnios eternos. magnetismo. São-lhe inerentes as forças que presidiram às metamorfoses da matéria. elas se apresentam sob outros aspectos. geradora do mundo e dos seres.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 1 Subsídios 238 Os Espíritos Superiores nos esclarecem que há [. revelam outros caracteres desconhecidos na Terra e. o cosmo. calor. em todo o Universo. inclusive no nosso planeta.] um fluido etéreo que enche o espaço e penetra os corpos. para apreender a universalidade dos fenômenos terrestres. afinidade. sobretudo. sendo em número ilimitado as forças que hão presidido às suas transformações e as condições em que estas se produziram.

operam as Inteligências Divinas a Ele agregadas. que é.].. que se difunde pelos espaços interplanetários. O Espírito André Luiz elucida que no fluido cósmico. naturalmente. e o de materialização ou de ponderabilidade. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 239 .] Nessa substância original. donde a Natureza há tirado todas as coisas 3.. qualificados de fenômenos espirituais ou psíquicos. de conformidade com os desígnios do Todo-Misericordioso.. mais ou menos condensado onde o céu astral ainda não brilha. hausto do Criador ou força-nervosa do Todo-Sábio. opulentas de aglomerações de estrelas. O fluido cósmico. mais ou menos modificado por diversas combinações. como peixes no oceano. a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contato. [. o homem somente pode perceber os fenômenos psíquicos que se prendem à vida corpórea. Mas. entendido como sendo o plasma divino [. de certa maneira. os outros.]. mundos e seres. incessantemente.] vibram e vivem constelações e sóis.. mais ou menos rarefeito.. consecutivo àquele. os chamados fenômenos materiais. porém.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 1 ceu essa substância donde provêm as esferas siderais.. em serviço de Co-Criação em plano maior. esse fluido cósmico que enche o mundo. a fenômenos especiais: ao segundo pertencem os do mundo visível e ao primeiro os do mundo invisível. nada mais é do que a substância primitiva onde residem as forças universais. A substância etérea. dá à luz novas criações e incessantemente recebe. porque se ligam de modo especial à existência dos Espíritos. os do domínio espiritual escapam aos sentidos materiais e só podem ser percebidos no estado de Espírito 4. pois que ainda. O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível. não morreu essa potência.. Uns. de acordo com as localidades da extensão.] dois estados distintos: o de eterização ou imponderabilidade. são da alçada da Ciência propriamente dita. ao influxo do próprio Senhor Supremo.. em processo de comunhão indescritível [. nas regiões imensas. reconstituídos. ainda aí. que faz deles agentes orientadores da Criação Excelsa 12. entendido como sendo o princípio elementar do Universo. os fenômenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultaneamente. que se pode considerar o primitivo estado normal.. demonstra possuir propriedades «sui generis» assumindo [. Como. não há transição brusca. No estado de encarnação. porquanto podem considerar-se os nossos fluidos imponderáveis como termo médio entre os dois estados. cabem nas atribuições do Espiritismo. [. os princípios dos mundos que se apagam do livro eterno. extraindo desse hálito espiritual os celeiros da energia com que constroem os sistemas da Imensidade.. mais ou menos rarefeita. Cada um desses dois estados dá lugar.

nos parece oportuno esclarecer a respeito de um subproduto do fluido cósmico. O princípio vital é [. a ação destes entretém e desenvolve a atividade daquele agente. são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível.. um efeito que se produz achando-se a matéria em dadas circunstâncias 7.. Em falta de observação direta. é encontrado em todos os corpos vivos da Natureza 8. Essas modificações constituem fluidos distintos que. 11. [. Devido à natureza e o tipo de forças que atuam na vida extra-fisica. quase como sucede com o atrito. ainda que por processos diferentes 5.] Para uns é uma propriedade da matéria. que deles só podemos fazer idéia mediante comparações tão imperfeitas como aquelas mediante as quais um cego de nascença procura fazer idéia da teoria das cores. quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados e são. sem deixar de ser etéreo. esses fluidos têm para os Espíritos. O princípio vital – também chamado de fluido magnético ou fluido elétrico animalizado –. Podemos então dizer que o princípio ou fluido vital [.] é a força motriz dos corpos orgânicos. desde as plantas até o homem.] o princípio da vida material e orgânica. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . embora procedentes do mesmo princípio.. porque está nele a chave de uma imensidade de fenômenos que não se conseguem explicar unicamente com as leis da matéria 6. para eles. o que são para nós as substâncias do mundo terrestre. que. fluido que jamais se viu. Finalmente. o fluido cósmico não é uniforme.. de certa forma. pertencem ao meio terreno. entre tais fluidos. Ao mesmo tempo que o agente vital dá impulsão aos órgãos. como fazem os homens com os seus materiais. Mas. sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria tangível.] ele que lhes dá movimento e atividade e os distingue da matéria inerte [. É essencial esse estudo.. os elementos fluídicos do mundo espiritual escapam aos nossos instrumentos de análise e à percepção dos nossos sentidos. Modificado segundo as espécies. Alguns há.. uma aparência tão material.] 9. que também são fluídicos. podendo-se adquirir sobre a natureza deles conhecimentos de alguma precisão. pertencentes a um meio diverso a tal ponto do nosso. Pois que pode haver vida com exclusão da faculdade de pensar.. Trata-se do fluido ou princípio vital. que desenvolve o calor 10. Dentro da relatividade de tudo. é [. como se observam os do fluido do imã. e tendo como fonte o fluido cósmico universal. qualquer que seja a fonte donde promane. o princípio vital é coisa distinta e independente.. seus efeitos podem observar-se. feitos para perceberem a matéria tangível e não a matéria etérea. existente em todos os seres vivos.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 1 240 No estado de eterização.. princípio esse comum a todos os seres vivos. há os tão intimamente ligados à vida corporal. Eles os elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos..

______. 2005. Item 10. cap. ______. Cap. XAVIER. 23. Questão 67. p. 10. O livro dos espíritos. 275. 86. Allan. ______.21. p. p. 4. 109. 15. 75. 9. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 241 1. ______. Questão 427. Evolução em dois mundos. ed. 6. Rio de Janeiro: FEB. item 2. 12. Introdução. p. p. Rio . Item 3. A gênese. p. ______.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 1 Referência Bibliográfica de Janeiro: FEB.Pelo Espírito André Luiz. 14. Tradução de Guillon Ribeiro. ed. 1 (Fluido cósmico). 11. Item 17. ______. 111-112. ______.Tradução de Guillon Ribeiro. ed. 2. KARDEC. 2005. 3. Questão 65. p. 5. p. Item 4. Cap. Questão 66. p. 75. 114. item 7. Francisco Cândido e VIEIRA. 7. item 2. Rio de Janeiro: FEB. p. 2005. p. 8. 274. Pri meira parte. 6. Waldo. ______. 274-275. ______.232. ______. 48. 76-comentário. p.

podem ser considerados como sendo uma matéria tangível. hidrogênio e nitrogênio são exemplos de gases existentes na atmosfera do nosso planeta. (se necessário. e a matéria tangível. fluídicos e vitais de todos os universos que estadeiam suas magnificências diante da eternidade. devido às suas propriedades. os Sistemas da Imensidade se construíram. de conformidade com os desígnios do Todo-Poderoso. 3 e 12 citadas no subsídios) Questão 2. Eles devem ser considerados fluidos imponderáveis. consultar as referências 2.Sendo assim. e o de materialização ou de ponderabilidade. De onde se originam os corpos materiais existentes no Universo? Textos a) Sob a orientação das Inteligências Divinas. em serviço de Co-Criação em plano maior. éter ou matéria cósmica primitiva. O fluido cósmico é o princípio elementar do Universo.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 1 Anexo 1 Correlação de assuntos doutrinários (exemplos) Questão 1. b)Há um fluido etéreo que enche o espaço e penetra os corpos. Nesta substância primordial. é correto afirmar: Textos a) A atmosfera da Terra é formada de diferentes gases. os quais. chamado fluido. (se necessário. propriamente dito. Ele assume dois estados distintos: o de eterização ou imponderabilidade. consultar as referências 4 e 5 citadas no subsídios) Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 242 . encontramos os elementos materiais. b) O oxigênio. elementos de transição entre o fluido cósmico.

fluido elétrico animalizado. (se necessário.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 1 Questão 3. éter ou matéria cósmica primitiva. É também conhecido como: Textos a) Princípio vital. 9. fluido luminoso. e o de materialização ou de ponderabilidade. hidrogênio e nitrogênio são exemplos de gases existentes na atmosfera do nosso planeta. encontramos os elementos materiais. b) Fluido elétrico. 10 e 11 citadas no subsídios) Anexo 2 Chave de correção Questão 1. Nesta substância primordial. é correto afirmar: Texto ■ Oxigênio. O fluido cósmico é o princípio elementar do Universo. O fluido que dá vitalidade aos corpos orgânicos tem como fonte o fluido universal. fluido magnético. consultar as referências 8. De onde se originam os corpos materiais existentes no Universo? Texto ■ Há um fluido etéreo que enche o espaço e penetra os corpos. Questão 2. Eles devem ser conside- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 243 . Sendo assim. chamado fluido. fluídicos e vitais de todos os universos que estadeiam suas magnificências diante da eternidade. Ele assume dois estados distintos: o de eterização ou imponderabilidade. fluido calorífico.

Questão 3. É também conhecido como: Texto ■ Princípio vital. e a matéria tangível. fluido elétrico animalizado.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 1 rados fluidos imponderáveis. O fluido que dá vitalidade aos corpos orgânicos tem como fonte o fluido universal. fluido magnético. elementos de transição entre o fluido cósmico. propriamente dito. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 244 .

por demais grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela. mas. Allan Kardec: O livro dos espíritos. . o pai de todas as coisas. Mas. Allan Kardec: O livro dos espíritos. ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 245 Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito? Sim e acima de tudo Deus. ou é apenas uma propriedade desta. Allan Kardec: O livro dos espíritos. Deus. ■ ■ A matéria é o laço que prende o Espírito. a união do Espírito e da matéria é necessária para intelectualizar a matéria. questão 27. que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita. exerce sua ação. questão 25. o criador. como as cores o são da luz e o som o é do ar? São distintos um do outro. é o instrumento de que este se serve e sobre o qual. a trindade universal. à luz do entendimento espírita. ao elemento material se tem que juntar o fluido universal. espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe. ao mesmo tempo. O espírito [ou princípio inteligente] independe da matéria.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO VII – Pluralidade dos Mundos Habitados ROTEIRO 2 Objetivo específico Conteúdo básico ■ Elementos gerais do universo: matéria e espírito Explicar matéria e espírito. questão 22-a.

Grupo 2 a) leitura dos subsídios deste Roteiro. ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Conclusão ■ 246 Encerrar o assunto com apresentação. as seguintes expressões: PRINCÍPIO MATERIAL OU MATÉRIA ■ PRINCÍPIO INTELIGENTE OU ESPÍRITO Realizar breve exposição sobre o assunto. realizando as devidas correções. explicando aos participantes por que. do teor das questões 18 e 28 de O Livro dos Espíritos. por um colega indicado pelo grupo. ■ Ouvir as apresentações dos relatores dos grupos. d)apresentação da síntese. item 2 (Formação do princípio inteligente). em plenário. por um colega indicado pelo grupo. respectivamente: primeiro. b)troca de idéias sobre o assunto lido. Grupo 1 a) leitura dos subsídios deste Roteiro. ora escrito em letra maiúscula. c) realização de uma síntese que explique o que é princípio inteligente. ora em minúscula. em O Livro dos Espíritos. as quais revelam. em cartaz ou transparência. contendo. orientando-os na realização das atividades que se seguem. respectivamente. c) realização de uma síntese que explique o que é matéria ou elemento material. à luz do entendimento espírita. item 1 (Formação da matéria). que as nossas limitações evolutivas dificultam o real entendimento da origem e . d) apresentação da síntese. em plenário. b)troca de idéias sobre o assunto lido. se necessário. à luz do entendimento espírita.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 2 Sugestões Introdução didáticas ■ Apresentar aos participantes dois cartazes ou transparências. Desenvolvimento Dividir a turma em dois grupos de estudo. o vocábulo Espírito aparece.

Segundo. a propósito.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 2 formação dos dois elementos gerais do Universo. permanece oculto. que designa a individualidade humana. Formação da matéria A matéria tem origem no fluido cósmico universal. o pai de todas as coisas. a trindade universal 8. também conhecido como éter ou matéria cósmica primitiva. o criador. (Veja. Importa considerar que o elemento geral espírito — escrito com e minúsculo. 1. difere de Espírito (palavra escrita com E maiúsculo). ao influxo do próprio Senhor Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 247 síntese. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes elaborarem corretamente a síntese. explicando o que é espírito (princípio inteligente) e matéria (princípio material). [.] acima de tudo Deus.] substância original. O Livro dos Espíritos. Deus. Subsídios Ensina o Espiritismo que há dois elementos gerais do Universo: matéria e espírito e. também chamado princípio inteligente do Universo. Técnica(s): exposição. as questões 23 a 28 e 76 a 81 de O Livro dos Espíritos). subsídios deste Roteiro.. dotada de razão. O aprimoramento moral e intelectual propicia compreensão de tudo aquilo que.. espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe. não nos basta o conhecimento científico sobre o princípio das coisas. trabalho em grupo com realização de Recurso(s): cartaz ou projeção. conforme vimos no roteiro anterior deste módulo3. sem que tenha ocorrido o aprimoramento moral do nosso Espírito.. . por enquanto. Sabemos também que nessa [. uma vez que Deus estabelece limites que não podem ser ultrapassados..

em toda parte. São estes que. assim. contudo.. principalmente no que se refere à elaboração da luz. Esse processo de Co-criação em plano maior resultou na produção de variados tipos de matéria no cosmos. sem perda de movimento. mesmo assim tenderá sempre para a unidade Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . confessamos com humildade que não sabemos ainda. a luz e o calor. em cujo seio as mônadas celestes [princípio inteligente] encontrarão adequado berço ao desenvolvimento 13. Todavia.. Na verdade.. sendo que os seus noventa primeiros elementos são classificados como de ocorrência natural no nosso planeta. na mais vasta expressão de diversidade. que faz deles agentes orientadores da Criação Excelsa 12. excitados na íntima estrutura. congregam-se os átomos em colméias imensas. Emmanuel nos esclarece que [. que podem ser reduzidas. observamos que as nossas análises químicas apontam para a existência de [. definindo a natureza corpuscular do calor e da luz. compelindo-os a produzir irradiações capazes de lançar ondas no Universo com a velocidade de 300. no mundo. insuspeitadas por nós. aquém do [espectro] infravermelho e além do ultravioleta.] a Química necessita apresentar essa divisão de elementos para a catalogação dos valores educativos. As substâncias químicas restantes foram produzidas pela inteligência humana (veja anexo). para que se transformem na massa nuclear adensada. são controladamente reduzidas as áreas espaciais intra-atômicas. não obstante tatearmos com relativa segurança as realidades da matéria. o hálito divino do Criador 14. os grandes Devas da teologia hindu ou os Arcanjos da interpretação de variados templos religiosos. com a obrigação de estudarmos e progredirmos sempre. completamente fora da zona de nossas percepções. operam as Inteligências Divinas a Ele agregadas. na vastidão universal. com vistas às investigações de natureza científica. sob a pressão. despedem as ondas eletromagnéticas.000 quilômetros por segundo. em serviço de Co-criação em plano maior. em processo de comunhão indescritível. a atual tabela periódica é formada por cerca de 103 elementos químicos.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 2 248 Supremo. Para se ter uma idéia da grandiosidade do processo. preferindo reconhecer. espiritualmente dirigida. se na sua base estão os átomos. aproximadamente. extraindo desse hálito espiritual os celeiros de energia com que constroem os sistemas da Imensidade. que teoricamente classificamos entre as irradiações nascidas dos átomos supridos de energia..] cerca de um quarto de milhão de substâncias da Terra. de conformidade com os desígnios do Todo-Misericordioso. Temos. Sob a orientação das Inteligências Superiores. como originárias de noventa elementos [naturais da tabela periódica] 15. de que se esculpem os planetas. de ondas eletromagnéticas. e embora saibamos que outras oscilações eletromagnéticas se associam. qual seja a força que provoca a agitação inteligente dos átomos. e.

em todo o Universo. Se se observa tão grande diversidade na matéria. de fato. constatamos que [. podemos estabelecer como princípio absoluto que todas as substâncias.. mesmo sem representação inteligível para nós. já conheceis que o hidrogênio. Entre os objetos que a Arte ou a Natureza nos fazem passar diariamente ante o olhar. Formação do princípio inteligente Os Espíritos Orientadores da Codificação Espírita afirmam que não é fácil analisar a natureza íntima do espírito — aqui entendido como princípio inteligente — pela nossa linguagem. também as várias combinações da matéria não podiam deixar de ser ilimitadas. apenas modos diversos sob que a matéria se apresenta. Observando a matéria existente no nosso planeta. haverá duas que revelem perfeita identidade. sendo em número ilimitado as forças que hão presidido às suas transformações e as condições em que estas se produziram. Aliás. quer revista os caracteres e as propriedades ordinárias da matéria. ou. em se tratando das individuações químicas [acrescenta o benfeitor]. de onde partem as demais individuações no mecanismo evolutivo da matéria. não há. e que. porque composto de um só elétron. Logo. paridade de composição? Quanta dessemelhança. é o elemento mais simples de todos.. Espíritos possuidores de esclarecimento superior 4. entre os gases atmosféricos e um filete de ouro entre a molécula aquosa da nuvem e a do mineral que forma a carcaça óssea do globo! Que diversidade entre o tecido químico das variadas plantas que adornam o reino vegetal e o dos representantes não menos numerosos da animalidade na Terra! Entretanto. quer do ponto de vista da constituição íntima. sequer. o «cosmo». quer pelo prisma de suas ações recíprocas.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 2 2.em suas expressões rudimentares 16. Seu átomo é a forma primordial da matéria planetária.] não há o que pareça tão profundamente variado. no quadro dos conhecimentos terrestres. em remontando com as verdades espirituais às suas fontes de origem. nem tão essencialmente distinto como as diversas substâncias que compõem o mundo. variedades em que ela se transforma sob a direção das forças inumeráveis que a governam 1. Informam também que a inteligência é um atributo essencial do espírito. . ou «matéria cósmica» dos uranógrafos 2. aos corpos imponderáveis. constituindo-se do sistema absolutamente simplificado. sob os aspectos da solidez. mas não é o próprio princípio inteligente. da compressibilidade. isto é. senão uma única substância primitiva. conhecidas e desconhecidas. quer a substância que se considere pertença aos fluidos propriamente ditos. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 249 substancial. uma vez que esse princípio. por mais dessemelhantes que pareçam. é porque. significa alguma coisa para eles. são. do peso e das múltiplas propriedades dos corpos.

Por outro lado. uma discussão) à categoria das coisas intelectuais. No entanto. «intelligenter» ou «inteligenciar». informam que [. de forma que novos aprendizados ocorram igualmente no princípio inteligente e este pos- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . vimos que no original francês está escrito «intelligenter la matière». ao contrário. Refletindo a respeito. intelligentia) de diferentes significados. é a habilidade em tirar partido das circunstâncias. podemos facilmente confundir o atributo com a causa. Etimologicamente. frase que Guillon Ribeiro traduziu por intelectualizar a matéria. a ação dos Espíritos Superiores faz que também sejam repercutidas no princípio inteligente os ajustes e organizações impressos na matéria. para a Psicologia é a capacidade de apreender e organizar os dados de uma situação. à capacidade ou à habilidade de o princípio inteligente conhecer ou compreender a matéria. imprime-lhe ajustes e organizações. A ligação matéria-princípio inteligente é conduzida pela ação dos Espíritos Crísticos diretamente ligados à Inteligência Divina. o aprendizado e o hábito. Na verdade. respectivamente. uma vez que na nossa Língua não existe o verbo «inteligenciar». discernimento. Em outro sentido.. juízo. penetração do espírito.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 2 250 devido à limitação dos nossos conhecimentos. é a substância espiritual e abstrata considerada como fonte de toda a intelectualidade. os quais retiram do fluido cósmico universal os elementos necessários à formação de novas substâncias e novos corpos materiais. e. conjunto de funções psíquicas e psicofisiológicas que contribuem para o conhecimento ou compreensão das coisas e significado dos fatos. Compreendemos então que os Espíritos Orientadores criaram um neologismo na tentativa de melhor explicar o assunto. de aprender. o verbo intelectualizar origina-se de intelecto (intellectus do latim) e quer dizer: dar caráter intelectual a. que intelectualizar a matéria está relacionada. também não existe o verbo «intelligenter» na Língua Francesa. de conhecer.. dar forma ou conteúdo racional. quando em contato com esta. ainda na Psicologia.] a união do espírito e da matéria é necessária para intelectualizar a matéria 6. no francês ou no português. de compreender. elevar algo (um sentimento. caso existissem. tantas quantas forem necessárias. Entendemos. em circunstâncias para as quais de nada servem o instinto. originaria do vocábulo inteligência (do latim. assim. para a Metafísica.Citemos alguns: inteligência é um substantivo que pode ser entendido como faculdade de entender. perguntamos: qual é o verdadeiro significado da expressão «intelectualizar a matéria?» Como é que uma matéria pode ser intelectualizada? Realizando uma pesquisa mais aprofundada. distintos um do outro. sendo.5 Os Espíritos Orientadores afirmam que o espírito ou princípio inteligente independe da matéria. em última análise.

As orientações da Revelação Espírita indicam. é fluido. também. o pai de todas as coisas.] e acima de tudo Deus. o criador. Está colocado entre o espírito e a matéria.. como a matéria é matéria. Acreditamos que este foi um dos motivos que levou Kardec a perguntar aos Espíritos Superiores: Essa união é igualmente necessária para a manifestação do espírito? (Entendemos aqui por espírito o princípio da inteligência. não apenas condições intelectivas adiantadas. uma organização física mais especializada.) É necessária [dizem eles] a vós outros. de certo ponto de vista. Inteligências Superiores ou Espíritos Crísticos Princípio inteligente ou espírito União Princípio material ou matéria Novos elementos materiais Princípio inteligente ou espírito Matérias mais Complexas Existe uma certa dificuldade em concebermos os princípios material e inteligente atuando. na Natureza. razão não haveria para que também o espírito não o fosse. O seguinte esquema resume estas idéias.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 2 sa gerar. mais aprofundada. que há dois elementos gerais do Universo: matéria e espírito. sucessivamente. Embora. isoladamente. Se o fluido universal fosse positivamente matéria. que desempenha o papel de intermediário entre o espírito [princípio inteligente] e a matéria propriamente dita. de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 251 . pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do espírito. dos dois princípios gerais existentes no Universo. A isto não são apropriados os vossos sentidos 7. por demais grosseira para que o espírito possa exercer ação sobre ela. Mas. espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe. abstração feita das individualidades que por esse nome se designam. Parece que a compreensão do assunto requer. em síntese. Deus. ao elemento material se tem que juntar o fluido universal. seja lícito classificá-lo com o elemento material. a trindade universal. Esta resposta nos faz concluir que a nossa condição evolutiva representa um impedimento natural à percepção. e suscetível. [.. porque não tendes organização apta a perceber o espírito sem a matéria. ele se distingue deste por propriedades especiais. matérias em níveis de complexidade inimagináveis. mas.

respectivamente. equívocos de interpretação. Kardec até sugeriu denominar os elementos gerais do Universo. Vemos.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 2 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 252 conheceis uma parte mínima. lhe responderam dizendo: As palavras pouco nos importam. ou se é uma propriedade. se a inteligência tem existência própria. quase sempre. ou primitivo. se há pontos de contato entre ambas. é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá 9. O certo mesmo é o que constata admiravelmente o lúcido Codificador do Espiritismo: Um fato patente domina todas as hipóteses: vemos matéria destituída de inteligência e vemos um princípio inteligente que independe da matéria. . daí o considerarmo-las formando os dois princípios constitutivos do Universo. uma inteligência que domina todas as outras. de matéria inerte e de matéria inteligente. se é mesmo. acima de tudo isso. sendo o agente de que o espírito se utiliza. conforme à opinião de alguns. um efeito. Reconhecemos. A origem e a conexão destas duas coisas nos são desconhecidas. por ser incompleta a vossa linguagem para exprimir o que não vos fere os sentidos 10. Se promanam ou não de uma só fonte. porém. A essa inteligência suprema é que chamamos Deus 11. que as governa. uma emanação da Divindade. ignoramos. que os vocábulos matéria e espírito produzem. de não vos entenderdes acerca dos termos que empregais. com o Codificador. na nossa linguagem. ou elementar. As vossas controvérsias provêm. Elas se nos mostram como sendo distintas. Compete-vos a vós formular a vossa linguagem de maneira a vos entenderdes. Esse fluido universal. Os Espíritos Superiores. Aliás. que se distingue delas por atributos essenciais.

p. 23. Questão 25. Item: Luz e calor. O consolador. 59. ______. Rio de Janeiro: FEB. 2006. 86.109. 12. 9. Item 7. 8. Questão 27. questão 23-a. 14. Cap. comentário. p. ed. Questão 27. KARDEC. 2005.111. Pelo Espírito André Luiz. 3.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 2 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 253 1. ed. . ______. O livro dos espíritos. 15. 5. ed. item: Co-criação em plano maior. Allan. 25. Francisco Cândido e VIEIRA. cap. Item: Forças atômicas. XAVIER. p. p. 26. ______. 25-26. 10. 24-25. Rio de Janeiro: FEB. 2005. p. 1 (Fluido cósmico). Pelo espírito Emmanuel. 60. 16. 6. 24. 59. Tradução de Guillon Ribeiro. ______. Rio de Janeiro: FEB. 13. 11.107. questão 4. p. ______. Item 10. XAVIER. p. 2. ______. 59. Primeira parte.______. p. p. Questão 25-a. ed. 59. 59-60. ______. 4. Francisco Cândido. Evolução em dois mundos. ______. p. p. ______. Questão 28. 60-61. p. ______. ______. p. 59. 7. p. 21. p. Waldo. A gênese. Questão 24. Tradução de Guillon Ribeiro. 6. 48. 2005. Rio de Janeiro: FEB. ______. p. item 3.

Assim obtemos: ■ sua massa atômica. ■ eletronegatividade. facilmente identificamos sua localização na tabela periódica. encontramos: ■ ponto de fusão e ebulição. o que facilita os trabalhos de pesquisa e análise químicas. aqueles que fazem parte da mesma família apresentam propriedades químicas muito semelhantes. ■ potencial de ionização. Em tabelas sofisticadas. Geralmente. de onde retiramos importantes informações dos elemen- 254 . etc. ■ sua distribuição eletrônica.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 2 Anexo Tabela periódica atual de elementos químicos Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Legenda: Hidrogênio Metais Semi-metais Não-metais Gases nobres Pelo número atômico. Cada coluna vertical da tabela periódica agrupa uma família de elementos. Por meio da tabela periódica. ■ densidade. tomamos conhecimento das propriedades químicas e físicas dos elementos.Em resumo: a tabela periódica é o «dicionário da química».

br/elementos/ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 255 .Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 2 tos para usá-las adequadamente. cujos propósitos básicos são a montagem de fórmulas e a elaboração e uso das equações químicas. conforme os parâmetros da linguagem da ciência química.usp. Veja informações mais detalhadas sobre cada um dos elementos químicos da Tabela no site: http://www.sc.cdcc.

Allan Kardec: A gênese. Questão 42. Cap. item 17.. Conteúdo básico ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita A matéria cósmica primitiva continha os elementos materiais.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO VII – Pluralidade dos Mundos Habitados ROTEIRO 3 Objetivo específico ■ Formação dos mundos e da Terra Explicar.. ■ ■ 256 .].].. 7. item 1.. a criação dos mundos e do planeta Terra. por exemplo? Nada te posso dizer a respeito. nada mais é do que a substância primitiva onde residem as forças universais. sobretudo.] A substância etérea.. opulentas de aglomerações de estrelas [. a eterna geratriz. esse fluido cósmico que enche o mundo. porque só o Criador o sabe [. Ela é a mãe fecunda de todas as coisas. Allan Kardec: O livro dos espíritos. Poder-se-á conhecer o tempo que dura a formação dos mundos: da Terra. a primeira avó e... [. à luz dos ensinamentos espíritas. que se difunde pelos espaços interplanetários. nas regiões imensas. A história da formação da Terra está escrita nas camadas geológicas [. mais ou menos rarefeita..6.]. Cap. donde a Natureza há tirado todas as coisas. Allan Kardec: A gênese. mais ou menos rarefeito. fluídicos e vitais de todos os universos que estadeiam suas magnificências diante da eternidade.

d)escolher um relator para apresentar em plenário as conclusões do trabalho em grupo. item 2 (Formação da Terra). E houve luz. as conclusões do trabalho em grupo. a seguinte pergunta de Kardec aos Espíritos Superiores (O Livro dos Espíritos. esclarecendo pontos que não ficaram claros.” (Gênesis. d)escolher um relator para apresentar em plenário. c) registrar num cartaz as idéias principais relativas à formação da Terra. 1:3) Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 257 . Desenvolvimento Dividir a turma em dois grupos. solicitando-lhes a realização das seguintes tarefas: Grupo 1: a) ler os subsídios. item 1 (Formação dos mundos). b)trocar opiniões a respeito do assunto lido. c) registrar num cartaz as idéias principais relativas à formação dos mundos. Grupo 2: a) ler os subsídios. num cartaz. pedir a um dos participantes que leia a resposta dada pelos Espíritos. Ouvir as respostas e. em seguida. as seguintes palavras contidas na resposta à questão 38 citado no início da aula: “E disse Deus: haja luz. questão 38): Como criou Deus o Universo? Solicitar aos participantes que respondam a essa pergunta segundo os seus próprios conhecimentos. ■ ■ ■ ■ Mostrar. b)trocar opiniões a respeito do assunto lido. Fazer os esclarecimentos cabíveis. em cartaz. ■ Ouvir os relatos.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 3 Sugestões Introdução didáticas ■ Apresentar o assunto e o objetivo da aula. ■ Conclusão ■ Fazer a integração do assunto apresentando.

Subsídios 1. pincéis de cores variadas. concreta e fundamental. substância. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. haverá sempre. de esterilidade fria e egoísta para o Espírito de amor e vivificação. nos apresenta os esclarecimentos que se seguem. há de ser obra de Deus 8. as volições infinitas teriam permanecido sepultadas em muda letargia inativa e infecunda. ouvindo os Espíritos Superiores. cartazes. por mais longínqua que seja a época a que recuemos. além desse limite. uma eternidade de morte aparente para o Pai eterno que dá vida aos seres. Técnica(s): trabalho em grupo. todos os astros que se movem no espaço. Recurso(s): subsídios do Roteiro. Kardec. todos os seres animados e inanimados. assim como os fluidos que o enchem 7. de mutismo indiferente para o Verbo que os governa. Deus criou desde toda eternidade e não poderia ser de outro modo. uma eternidade [. visto que. Formação dos mundos Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Allan Kardec assinala em O Livro dos Espíritos: O Universo abrange a infinidade dos mundos que vemos e dos que não vemos. Como. Diz-nos a razão [continua Kardec] não ser possível que o Universo se tenha feito a si mesmo e que. realidade permanente.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 3 Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes explicarem corretamente a formação dos mundos e da Terra. por sua natureza. pela imaginação.] durante a qual as divinas hipóstases(*). . terá Deus criado o Universo? Allan.) para os pensadores da Antigüidade.. desde toda a eternidade. os supostos limites da criação. não podendo também ser obra do acaso.. Existindo. exposição. entretanto. segundo o Espiritismo. 258 (*) Hipóstase: (Fil.

mas. nas regiões incomensuráveis da amplidão. não. diversos centros de criações simultâneas ou sucessivas. Em virtude das forças que predominaram sobre um ou sobre outro deles e das circunstâncias ulteriores que presidiram aos seus desenvolvimentos. O começo absoluto das coisas remonta. ao Fiat lux! [faça-se a luz!] do início 2. se encontraram de súbito no seio das vácuos infinitos. produziu notas harmoniosamente variadas. para irem vibrar juntas e modular o concerto dos céus imensos! O mundo. que toda criatura venera e estima como a de uma mãe. sob outros olhares. nossos predecessores na carreira humana. a aparição do Sol dá nascimento instantâneo a ondas de luz que se vão espalhando por todos os lados.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 3 Compreendamos melhor a grandeza da ação divina e a sua perpetuidade sob a mão do Ser absoluto! Deus é o Sol dos seres. é a Luz do mundo. no nascedouro. As sucessivas aparições delas no domínio da existência constituem a ordem da criação perpétua. como todas as coisas. a matéria cósmica primitiva fez que sucessivamente nascessem turbilhões. menos disseminados no espaço e mais ricos em princípios e em forças atuantes. os outros. não se apresentou assente na sua virilidade e na plenitude da sua vida. a Deus. em que nenhuma das maravilhas do Universo atual existia. para formar o templo da Natureza. que as produções opulentas de uma natureza desconhecida e os maravilhosos fenômenos do céu desdobram. o Universo nasceu criança. ocupando ilimitada extensão. quando aquela voz misteriosa. Que mortal poderia dizer das magnificências desconhecidas e soberbamente veladas sob a noite das idades que se desdobraram nesses tempos antigos. Que digo! Já deixaram de existir es- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 259 . os quadros da imensa criação. O poder criador nunca se contradiz e. que mesmo o nosso sistema solar ainda não começou as evoluções da vida planetária. Revestido das leis mencionadas acima e da impulsão inicial inerente à sua formação mesma. entretanto. que. aglomerações desse fluido difuso. cresceram com lentidão extrema. ou de novo se dividiram em outros centros secundários 3. tendo-se feito ouvir a voz do Senhor. Transportando-nos a alguns milhões de séculos somente. na extensão. começaram desde logo a sua particular vida astral. acima da época atual. nascido do Eterno. Do mesmo modo. verificamos que a nossa Terra ainda não existe. já esplêndidos sóis iluminam o éter. pois. Ora. o Universo. amontoados de matéria nebulosa que se cindiram por si próprios e se modificaram ao infinito para gerar. os materiais que no futuro haviam de agregarse por si mesmos e simetricamente. já planetas habitados dão vida e existência a uma multidão de seres. esses centros primitivos se tornaram focos de uma vida especial: uns. nessa época primitiva em que. remonta aos períodos inimagináveis do infinito de duração.

anteriores e ulteriores. a primeira avó e. reconstituídos. A matéria cósmica primitiva continha os elementos materiais. donde a Natureza há tirado todas as coisas 5. compreendamos melhor a Natureza. atração.]que presidiram às metamorfoses da matéria. os princípios dos mundos que se apagam do livro eterno. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . outras. mais ou menos condensado onde o céu astral ainda não brilha. Saibamos que atrás de nós.. A substância etérea. coesão. pois que ainda. igualmente chamado de matéria cósmica primitiva. eletricidade ativa. dá à luz novas criações e incessantemente recebe. que o espaço é teatro de inimaginável sucessão e simultaneidade de criações. segundo as circunstâncias e os meios. que a criação universal não se acha restrita a nós. pobres seres pequeninos. opulentas de aglomerações de estrelas. encontramos no fluido cósmico as forças inerentes [. Podemos então afirmar. que não nos é lícito aplicar essa expressão à formação isolada do nosso pequenino globo 4. afinidade. mais ou menos modificado por diversas combinações. a eterna geratriz. que Deus criou o Universo e os seres pela sua Vontade 9. etc 1. luz. de acordo com as localidades da extensão.. mais ou menos rarefeito. diversificadas em seus modos de ação. A base de construção dos mundos e dos corpos materiais é o fluido cósmico universal. finalmente. sob o pensamento da potência infinita! E nós. que viemos após uma eternidade de vida. também estamos no meio de uma dupla infinidade de durações. calor. nada mais é do que a substância primitiva onde residem as forças universais. Saibamos que. magnetismo. que se difunde pelos espaços interplanetários. nós nos cremos contemporâneos da criação! Ainda uma vez. como nos esclarecem os Espíritos Superiores. como à nossa frente. Conforme estudamos no roteiro 1 deste Módulo. tais outras são vias-lácteas de mundos habitados. mais ou menos rarefeita. as leis imutáveis e necessárias que regem o mundo. nas regiões imensas. sedes de catástrofes e de deperecimento. fluídicos e vitais de todos os universos que estadeiam suas magnificências diante da eternidade. assim como estamos colocados no meio de uma infinidade de mundos. está a eternidade. são aglomerados de sóis em vias de formação. esse fluido cósmico que enche o mundo. sobretudo. Absolutamente não desapareceu essa substância donde provêm as esferas siderais. Ela é a mãe fecunda de todas as coisas. Tais nebulosas.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 3 260 plendores que muito antes fizeram palpitar o coração de outros mortais. indefinidamente variáveis segundo as combinações da matéria. Essas múltiplas forças. são conhecidas na Terra sob os nomes de gravidade. Os movimentos vibratórios do agente [ou dessas forças] são conhecidos sob os nomes de som. que mal percebemos nos mais longínquos pontos do céu. incessantemente. localizadas segundo as massas [atômicas]. não morreu essa potência.

temos informações sobre a formação do Planeta.000 quilô- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 261 . de maneira bem mais certa do que nos livros preconcebidos.000 quilômetros e deslocando-se no espaço com a velocidade diária de 2. se formam [. e a segunda. por milênios de milênios? Distanciando do Sol cerca de 149.] apenas já se reuniu. as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródromos da vida na matéria em ignição. assim.[. que se põe a nu. o homem conhece hoje a história da sua habitação. A primeira.500. a fim de que se lançassem.. no Tempo e no Espaço. Formação da Terra Rezam as tradições do mundo espiritual que [. da qual é Jesus um dos membros divinos.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 3 Os mundos.] Sem as descobertas da Geologia. nenhuma dúvida se justifica. quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra. porque é a própria Natureza que fala... por duas vezes no curso dos milênios conhecidos. A história da formação da Terra está escrita nas camadas geológicas. conferindo-lhe um conjunto de leis matemáticas. 2. para não mais tornar a erguer-se a estrutura de fábulas que lhe rodeavam o berço 6. dentro das quais se iam manifestar todos os fenômenos inteligentes e harmônicos de sua vida. O conjunto desses estudos forma a ciência chamada Geologia. há o resultado rigoroso da observação dos fatos e. tendo desmoronado. [.] pela condensação da matéria disseminada no Espaço 10.] existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo. destacada do núcleo central do sistema. como sem as da Astronomia.. Neste ponto. sob a direção de Jesus – o governador espiritual da Terra – e seus propostos divinos. Acompanhamse-lhe as fases com precisão matemática.. não há simples hipótese.600. em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias. Essa comunidade de seres angélicos e perfeitos. a Gênese do mundo ainda estaria nas trevas da lenda. nos diferentes terrenos que lhe constituem o arcabouço.. A Terra conserva em si os traços evidentes da sua formação.. diante dos fatos. nas proximidades da Terra para a solução de problemas decisivos da organização e da direção do nosso planeta. ciência nascida deste século (XIX) e que projetou luz sobre a tão controvertida questão da origem do globo terreno e da dos seres vivos que o habitam. do planeta. Graças a elas. e não a imaginação dos homens a criar sistemas. Assim. trazendo à família humana a lição imortal do seu Evangelho de amor e redenção 11. Que força sobre-humana pôde manter o equilíbrio da nebulosa terrestre. verificou-se quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar..

dando origem ao hidrogênio. Na grande oficina surge. As vastidões atmosféricas são amplo repositório de energias elétricas e de vapores que trabalham as substâncias torturadas no orbe terrestre. As descargas elétricas. As mãos de Jesus haviam descansado. cuja formação se processa nas oficinas do Infinito 12. imaginemos a sua composição nos primeiros tempos de existência. que se projeta nesse novo teatro de evolução e vida. porém. É o primeiro descanso das tumultuosas comoções geológicas do globo. a superfície do planeta.000 graus de calor. incandescente. a diferenciação da matéria ponderável. como planeta. A atmosfera está carregada de vapores aquosos e as grandes tempestades varrem. em todas as direções. para examinar-se a sua qualidade e possibilidades na edificação da nova escola dos seres. onde a água tépida sofre pressão difícil de descreverse. fixando a luz solar. . o conflito das forças telúricas e das energias físico-químicas opera as grandiosas construções do teatro da vida.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 3 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 262 metros. O frio dos espaços atua. Laboratório de matérias ignescentes. Formam-se os primitivos oceanos. no imenso cadinho onde a temperatura se eleva. sobre esse laboratório de energias incandescentes e a condensação dos metais verifica-se com a leve formação da crosta solidificada. em proporções jamais vistas da Humanidade. após o longo período de confusão dos elementos físicos da organização planetária 13. então. estivesse sendo submetida aos mais diversos ensaios. despertam estranhas comoções no grande organismo planetário. em torno do grande astro do dia. a 2. mas sobre a Terra o caos fica dominado como por encanto. como se a matéria colocada num forno. por vezes. As paisagens aclaram-se.

Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 3

Referência Bibliográfica

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
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1. KARDEC, Allan. A gênese. Tradução de Guillon Ribeiro. 48. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Cap. 6, item 10, p. 111. 2. ______. Item 14, p. 113-114. 3. ______. Item 15, p. 114. 4. ______. Item 16, p. 115. 5. ______. Item 17, p. 115-116. 6. ______. Cap. 7, item 1, p. 141-142. 7. ______. O livro dos espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 86. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. Parte primeira. Cap. 3. (Formação dos mundos), p. 64. 8. ______. Questão 37 - comentário, p. 64. 9. ______. Questão 38, p. 64. 10. ______. Questão 39, p. 65. 11. XAVIER, Francisco Cândido. A caminho da luz. Pelo Espírito Emmanuel. 33. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006. Cap. 1 (A gênese planetária), item: A comunidade dos Espíritos puros, p. 17-18. 12. ______. Item: Os primeiros tempos do orbe terrestre, p. 19. 13. ______. Item: A solidificação da matéria, p. 20-21.

PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO VII – Pluralidade dos Mundos Habitados

ROTEIRO 4
Objetivo específico

Os reinos da natureza: mineral, vegetal, animal e hominal
Caracterizar os reinos da natureza, segundo a interpretação espírita.

Conteúdo básico

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita

Do ponto de vista material, apenas há seres orgânicos e inorgânicos. Do ponto de vista moral, há evidentemente quatro graus. Esses quatro graus apresentam, com efeito, caracteres determinados, muito embora pareçam confundir-se nos seus limites extremos. A matéria inerte, que constitui o reino mineral, só tem em si uma força mecânica. As plantas, ainda que compostas de matéria inerte [mineral], são dotadas de vitalidade. Os animais, também compostos de matéria inerte e igualmente dotados de vitalidade, possuem, além disso, uma espécie de inteligência instintiva, limitada, e a consciência de sua existência e de suas individualidades. O homem, tendo tudo o que há nas plantas e nos animais, domina todas as outras classes por uma inteligência especial, indefinida, que lhe dá a consciência do seu futuro, a percepção das coisas extramateriais e o conhecimento de Deus. Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 585 e questão 585 – comentário.

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Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 4

Sugestões Introdução didáticas ■ Citar o objetivo da aula.

Explicar que o assunto deste Roteiro será apresentado por meio de uma exposição, ao final da qual os participantes terão oportunidade de fazer perguntas.

Desenvolvimento
■ ■

Fazer uma exposição detalhada do conteúdo do Roteiro, usando os recursos disponíveis: cartazes/transparências/data show. Em seguida, abrir espaço para que sejam feitas as perguntas dos alunos, previamente elaboradas durante a explanação do assunto. Esclarecer outras questões colocadas pelos participantes até que o assunto esteja bem compreendido.

Conclusão

Encerrar o estudo, enfatizando o seguinte conteúdo, existente no final dos subsídios deste Roteiro: [...] que os reinos vegetal, animal e hominal existem em todos os mundos destinados à encarnação dos Espíritos. [...] As plantas, porém, são sempre plantas, como os animais sempre animais e os homens sempre homens.

Atividade extraclasse para a próxima reunião

Pesquisar na internet, em livros, em revistas etc, os resultados mais recentes da Ciência acerca da existência de vida em outros planetas, em especial os relacionados ao planeta Marte.

Avaliação
O estudo será considerado satisfatório se ao final do estudo, os participantes demonstrarem compreensão das características dos reinos da natureza, segundo o Espiritismo.

Técnica(s): exposição. Recurso(s): cartazes / transparência /data show / e perguntas.

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
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Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 4

Subsídios

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Allan Kardec faz a seguinte pergunta aos Espíritos Superiores: Que pensais da divisão da Natureza em três reinos, ou melhor, em duas classes: a dos seres orgânicos e a dos inorgânicos? Segundo alguns, a espécie humana forma uma quarta classe. Qual destas divisões é preferível 13? Respondem os Instrutores da Humanidade: Todas são boas, conforme o ponto de vista. Do ponto de vista material,apenas há seres orgânicos e inorgânicos. Do ponto de vista moral, há evidentemente quatro graus 13. Comentando a resposta dos Espíritos, assinala o Codificador: Esses quatro graus apresentam, com efeito, caracteres determinados, muito embora pareçam confundir-se no seus limites extremos. A matéria inerte, que constitui o reino mineral, só tem em si uma força mecânica. As plantas, ainda que compostas de matéria inerte [mineral], são dotadas de vitalidade. Os animais, também compostos de matéria inerte e igualmente dotados de vitalidade, possuem, além disso, uma espécie de inteligência instintiva, limitada, e a consciência de sua existência e de suas individualidades. O homem, tendo tudo o que há nas plantas e nos animais, domina todas as outras classes por uma inteligência especial, indefinida, que lhe dá a consciência do seu futuro, a percepção das coisas extramateriais, e o conhecimento de Deus 13. A propósito dessa vitalidade de que são dotados os seres orgânicos, assinala Kardec: Sem falar do princípio inteligente, que é questão à parte, há, na matéria orgânica, um princípio especial, inapreensível e que ainda não pode ser definido: o princípio vital. Ativo no ser vivente, esse princípio se acha extinto no ser morto; mas nem por isso deixa de dar à substância propriedades que a distinguem das substâncias inorgânicas. A Química, que decompõe e recompõe a maior parte dos corpos inorgânicos, também conseguiu decompor os corpos orgânicos, porém jamais chegou a reconstituir, sequer, uma folha morta, prova evidente de que há nestes últimos o que quer que seja, inexistente nos outros 3. Será o princípio vital alguma coisa particular, que tenha existência própria? Ou, integrado no sistema da unidade do elemento gerador, apenas será um estado especial, uma das modificações do fluido cósmico, pela qual este se torne princípio

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita

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1. Os seres orgânicos
1.1. Os vegetais Ensina a Doutrina Espírita que as plantas não têm consciência de que existem, uma vez que não pensam; [...] só têm vida orgânica 14. Recebem impressões físicas que atuam sobre a matéria, mas não têm percepções. Conseguintemente, não têm a sensação da dor 15. A força que as atrai umas às outras é apenas [...] uma força mecânica da matéria, que atua sobre a matéria, sem que elas possam a isso

Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
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de vida, como se torna luz, fogo, calor, eletricidade? [...] Seja, porém, qual for a opinião que se tenha sobre a natureza do princípio vital, o certo é que ele existe, pois que se lhe apreciam os efeitos. Pode-se, portanto, logicamente, admitir que, ao se formarem, os seres orgânicos assimilaram o princípio vital, por ser necessário à destinação deles; ou, se o preferirem, que esse princípio se desenvolveu em cada indivíduo, por efeito mesmo da combinação dos elementos, tal como se desenvolvem, dadas certas circunstâncias, o calor, a luz e a eletricidade 4. (Veja Roteiro 1 deste módulo) A classificação dos seres existentes na Natureza em orgânicos e inorgânicos está relacionada à presença, ou não, de fluido vital em seus organismos. Assim, os [...] seres orgânicos são os que têm em si uma fonte de atividade íntima que lhes dá vida. Nascem, crescem, reproduzem-se por si mesmos e morrem. São providos de órgãos especiais para a execução dos diferentes atos da vida, órgãos esses apropriados às necessidades que a conservação própria lhes impõe. Nessa classe estão compreendidos os homens, os animais e as plantas. Seres inorgânicos são todos os que carecem de vitalidade, de movimentos próprios e que se formam apenas pela agregação da matéria. Tais são os minerais, a água, o ar, etc 12. O aparecimento dos seres vivos [orgânicos] na Terra em determinada época, por sua vez, deveu-se ao fato de que o nosso planeta [...] lhes continha os germens, que aguardavam momento favorável para se desenvolverem. Os princípios orgânicos se congregaram, desde que cessou a atuação da força que os mantinha afastados, e formaram os germens de todos os seres vivos. Estes germens permaneceram em estado latente de inércia, como a crisálida e as sementes das plantas, até o momento propício ao surto de cada espécie. Os seres de cada uma destas se reuniram, então, e se multiplicaram 6. Esses elementos orgânicos, antes da formação da Terra se achavam, [...] por assim dizer, em estado de fluido no Espaço, no meio dos Espíritos, ou em outros planetas, à espera da criação da Terra, para começarem existência nova em novo globo 7.

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Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita
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opor-se 16. Algumas [...] plantas, como a sensitiva e a dionéia, por exemplo, executam movimentos que denotam grande sensibilidade e, em certos casos, uma espécie de vontade, conforme se observa na segunda, cujos lóbulos apanham a mosca que sobre ela pousa para sugá-la, parecendo que urde uma armadilha com o fim de capturar e matar aquele inseto 17. Podem ser, essas espécies, consideradas uma transição entre a natureza vegetal e a animal, porque tudo [...] em a Natureza é transição, por isso mesmo que uma coisa não se assemelha a outra e, no entanto,todas se prendem umas às outras 17. Contudo, carecem de vontade própria, porque não pensam. [...] Nem a ostra que se abre, nem os zoófitos pensam: têm apenas um instinto cego e natural 17. Entretanto, não [...] haverá nas plantas, como nos animais, um instinto de conservação que as induza a procurar o que lhes possa ser útil e a evitar o que lhes possa ser nocivo ? 18 A essa pergunta de Kardec, respondem os Espíritos Superiores: Há, se quiserdes, uma espécie de instinto, dependendo isso da extensão que se dê ao significado desta palavra. É, porém, um instinto puramente mecânico. Quando, nas operações químicas, observais que dois corpos se reúnem, é que um ao outro convém; quer dizer: é que há entre eles afinidade. Ora, a isto não dais o nome de instinto 19. Atualmente, entendemos melhor as leis de afinidade e repulsão moleculares, em decorrência dos avanços significados da Química. 1.2. Os animais Kardec pergunta aos Espíritos Superiores se os animais possuem algum princípio independente da matéria, que lhes sobreviva ao corpo, e se esse princípio seria semelhante à alma humana.26, 27 E os Espíritos afirmam: É também uma alma, se quiserdes, dependendo isto do sentido que se der a esta palavra. É, porém, inferior à do homem. Há entre a alma dos animais e a do homem distância equivalente à que medeia entre a alma do homem e Deus 27. Após a morte, a alma dos animais conserva a sua individualidade, mas não a consciência do seu eu. A vida inteligente lhe permanece em estado latente 28. A progressão dos animais, por outro lado, não se dá, como no homem, por ato de vontade própria, mas sim pela [...] força das coisas, razão por que não estão sujeitos à expiação 29. O Espírito André Luiz nos esclarece que na [...] moradia de continuidade para a qual se transfere, encontra, pois, o homem as mesmas leis de gravitação que controlam a Terra, com os dias e as noites marcando a conta do tempo, embora os rigores das estações estejam suprimidos pelos fatores de ambiente que asseguram a

porquanto não há aí progresso que lhe seja próprio. desenvolvimento. a solução de diferentes problemas que lhes dizem respeito. como os animais sempre animais e os homens sempre homens 20. volvem também à leira do homem comum. alguns animais praticam atos combinados. A cria. criam. não deixa por isso de construir o seu ninho de perfeita conformidade com os seus maiores. é devido à ação do homem sobre uma natureza maleável. mas muitos deles denotam acentuada vontade. animal e hominal existem em todos os mundos destinados à encarnação dos Espíritos. que se mostram suscetíveis de certa educação. pois. porém. finalmente. ao fim dos quais regressam aos seus núcleos de origem no solo terrestre. não tarda que o animal volte a encerrar-se nos limites que lhe traçou a Natureza 22. favorecendo. retificando automaticamente os excessos de influenciação com que se dividem. Sobre a relação entre o instinto e a inteligência nos animais. nem pior. que os reinos vegetal. durante milênios. com os benefícios das chamadas mutações espontâneas. nem melhor. Ressalte-se. visto que. porém. atendem. são sempre plantas. sem exigir maior sacrifício dos habitantes em sua conservação 30. como se os equinócios e solstícios entrelaçassem as próprias forças. aliás. os animais e os homens. neles. entregue a si mesmo. mais tarde. As plantas. As plantas.Plantas e animais domesticados pela inteligência humana. A maioria dos animais obra por instinto. porém. O desenvolvimento intelectual de alguns. embora limitada 22. separada dos de sua espécie.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 4 harmonia da Natureza. entretanto. Nos mundos superiores. sem que tenha recebido nenhum ensino. revelando sua inteligência. de maneira espontânea. Nada. estabelecendo clima quase constante e quase uniforme. Kardec comenta: Não se poderia negar que. podem ser aí aclimatados e aprimorados. Mesmo o progresso que realizam pela ação do homem é efêmero e puramente individual. compensados com valiosas aquisições de acrisolamento. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 269 . segundo formas e proporções constantes e invariáveis. para que avancem na romagem evolutiva. mas cujo exercício quase que se circunscreve à utilização dos meios de satisfazerem às suas necessidades físicas e de proverem à conservação própria. pela configuração celular mais simples. pelas quais auxiliam a flora e a fauna habituais à Terra. no plano extrafísico. que denunciam vontade de operar em determinado sentido e de acordo com as circunstâncias. tudo é mais perfeito: as plantas. nem melhora alguma realizam. além de possuírem o instinto. por determinados períodos de existência. que não pode ultrapassar acanhados limites. Há.Qualquer que seja a arte com que executem seus trabalhos. uma espécie de inteligência. fazem hoje o que faziam outrora e o fazem. aí deixando descendentes que. à reprodução limitada.

Pode ser também que tenham na água um veículo próprio para a transmissão de certas vibrações. Possuiriam. para satisfação de suas necessidades e para sua conservação. Todavia. emigram em cardumes. é como os animais e menos bem dotado do que muito destes. Como quer que seja. 1. [. Deflui desses ensinos que os animais têm inteligência.] 24. Os [. uma vez espalhados pela Terra. nesse aspecto. absorveram em si mesmos os elementos necessários à sua própria formação. o [. Pelo físico. A Natureza lhes deu tudo o que o homem é obrigado a inventar com a sua inteligência. como supondes. obedientes ao guia que os conduz. É possível que disponham de uma vista mais penetrante e esta lhes permita perceber os sinais que mutuamente façam. conquanto limitada.. de se entenderem e combinarem. assim. a liberdade de ação. para os transmitir segundo as leis da reprodução.] Reconhecei o homem pela faculdade de pensar em Deus 21. A liberdade.para praticar os seus atos? Kardec fez essa indagação aos Instrutores Espirituais. mas ao seu Espírito está assinado um destino que só ele pode compreender. possuem-na restrita aos atos da vida material 25. como as andorinhas. É difícil estabelecer-se um limite entre os animais e o homem.] homem é um ser à parte. demonstram vontade própria e se comunicam entre si. o que é incontestável é que lhes não falecem meios de se entenderem [. que desce muito baixo algumas vezes e que pode também elevar-se muito alto. essa mesma linguagem de que dispõem é restrita às necessidades. como o dos animais..3. devem ter meios de se advertirem. Mas.. porque só ele é inteiramente livre. porque alguns animais demonstram. como restritas também são as idéias que podem ter 23.. [comenta Kardec] os peixes que. Contudo. não têm os mesmos deveres que ele. no tocante à estrutura orgânica. Sendo muitíssimo inferiores a este. Efetivamente. embora não tenham uma linguagem formada de palavras.. livre-arbítrio.. obtendo desses a seguinte resposta: Os animais não são simples máquinas. é limitada pelas suas necessidades e não se pode comparar à do homem.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 4 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 270 Os animais. Dizem uns aos outros muito mais coisas do que imaginais [ensinam os Espíritos Superiores]. uma visível superioridade sobre o homem.] homens. A espécie humana A respeito da espécie humana. O mesmo se deu com as diferentes espécies de seres vivos 9. . é certo.. possuem meios de se comunicarem. de que desfrutam.. Seu corpo se destrói. esclarece a Doutrina Espírita que os seus germens também se encontravam entre os elementos orgânicos existentes na Terra e que o homem veio a seu tempo 8.

em certa região. É tão grande a analogia que se estudam as suas funções orgânicas. em nada se assemelharão. Desses elementos..] homem. vegetais e animais. do [. vão formar outros corpos minerais. Dá-se aí o que se dá com dois filhos de uma mesma mãe que. educados longe um do outro e de modos diferentes. vive e morre nas mesmas condições e.. A lei que preside à formação dos minerais conduz naturalmente à formação dos corpos orgânicos. como tudo o que vive. com mais razão. ao morrer. O Espiritismo no ensina. tais como os minerais – inclusive a água – as rochas e os cristais. de secreção. da vida e dos costumes. que o [. em seus ossos. como houvera sucedido se o homem não existisse na Terra senão a partir da época indicada para a existência de Adão. quando morre. cuja tradição se conservou sob o nome de Adão. A análise química mostra que todas as substâncias vegetais e animais são compostas dos mesmos elementos que os corpos inorgânicos.. Muitos. consideraram Adão um mito ou uma alegoria que personifica as primeiras idades do mundo 10. Como estes. restitui à terra o oxigênio. e se constituiu tronco de uma das raças que atualmente o povoam. [. Os seres inorgânicos Os seres inorgânicos são também conhecidos como seres inertes (sem vida). prega que a origem da espécie humana está em Adão. de reprodução.. na sua carne. quando as experiências não podem ser feitas nele próprio 5. Ele nasce.] ponto de vista corpóreo e puramente anatômico. A religião cristã. seu corpo se decompõe. o azoto e o carbono os que desempenham papel principal. . porém. em seu sangue. a alguns dos grandes cataclismos que revolveram em diversas épocas a superfície do globo.. quanto ao moral 11. Os outros entram acessoriamente. de respiração.] clima. o azoto [nitrogênio] e o carbono que se haviam combinado para formá-lo. por meio de novas combinações.. os mesmos órgãos. por influência do judaísmo. a diferença de proporções na combinação dos referidos elementos produz todas as variedades de substâncias or- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 271 Com efeito. em certos animais. e esses elementos. o homem pertence à classe dos mamíferos.. As diferenças físicas e morais que distinguem as raças humanas na Terra estão relacionadas à ação do [. o hidrogênio. são o oxigênio. Como no reino mineral.] se tenham realizado em alguns séculos. a mesma composição de todos os animais.. foi dos que sobreviveram. Quanto ao mais. As leis da Natureza se opõem a que os progressos da Humanidade. dos quais unicamente difere por alguns matizes na forma exterior. um átomo diferente dos que se encontram no corpo dos animais.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 4 2. as mesmas funções e os mesmos modos de nutrição. o hidrogênio. Não há.

a pirâmide. ao estado sólido. nos vegetais. o rombóide. (*) Cândi ou cande: é o açúcar que resulta da cristalização da sacarose e que apresenta grandes cristais prismáticos. sob a forma de agulhas prismáticas 1. que varia de acordo com a natureza da substância. nos animais. tais como o prisma. É açúcar de farmácia.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 4 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 272 gânicas e suas diversas propriedades. ou gasoso. Assim. as essências. a seiva. que consiste na forma regular que assumem certas substâncias. os nervos. os ossos. são prismas de seis faces que terminam em pirâmide igualmente hexagonal. o sangue. na formação dos animais e das plantas. as folhas. etc. . Toda gente conhece os cristais de açúcar cândi*. os cristais de rocha. ao passarem do estado líquido. ou sílica cristalizada. Essa forma. um dos mais notáveis fenômenos é o da cristalização. a bílis. a matéria cerebral.. Na formação dos corpos sólidos. os frutos. as resinas. os óleos. o cubo. a gordura. O diamante é carbono puro. tais como: os músculos. ou carvão cristalizado. nenhum corpo especial entra que igualmente não se encontre no reino mineral 2. Os desenhos que no inverno se produzem sobre as vidraças são devidos à cristalização do vapor dágua durante a congelação. é geralmente a de sólidos geométricos. a madeira.

21. 13. (Alma e fluidos). 24. Questão 47. 7. . 296. p. Questão 45. 203. 292. ______. ed. p. 20.comentário. 48. 17. p. Primeira parte. ______. ______. p. ______. p. Questão 602. Tradução de Guillon Ribeiro. FEB. ______. Questão 588. Questão 590. ______. Cap. cap. A gênese. 194-195. ______. 12. 23. 291. Item 16. Questão 589. 293. p. 74. Questão 51 – comentário. 10. Introdução ao capítulo 4 (Do princípio vital). p. 294. 18. p. 15. Questão 590. 295. 65-66. 2. p. Questão 594 . 2005. Questão 597-a. 23. p. p. ______. Questão 591. Rio de Janeiro: FEB. 96. ______. ______. ______. 8. 19. ______.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 4 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 273 1. Questão 49. 25. p. ______. Questão 594. 296. p. Allan. Francisco Cândido e VIEIRA. 292. Pelo Espírito André Luiz. Questão 593. 67. ______. ed. 22. 67-68. Item 12. 5. Questão 595. 10. 14. 293. 3. 28. KARDEC. item: Vida na espiritualidade. ______. p. Item 26. 2005. p. Questão 597. 198. ______. 16. 2005. ______. ed. Questão 586. p. ______. Questão 585 p. Questão 52. Rio de Janeiro: FEB. ______. 6. p. Rio de Janeiro. 297. p. 67. ______. 29. ______. p. Questão 592. p. 295. Evolução em dois mundos. ______. Tradução de Guillon Ribeiro. ______. 4. p. Waldo. 294. p. 68. p. 197-198. p. ______. 293. 194. ______. Questão 598. questão 44. 26. 30. XAVIER. 66. p. item 11. p. ______. ______. Questão 587. p. 291. 86. 296. ______. 13. 292. 292. O livro dos espíritos. 27. p. 9. p. 11. Item 17.

PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO VII – Pluralidade dos Mundos Habitados ROTEIRO 5 Diferentes categorias de mundos habitados Objetivos ■ Relacionar o ensino dos Espíritos sobre as diferentes categoespecíficos rias de mundos habitados com a expressão evangélica há muitas moradas na casa de meu Pai.]. ■ Enumerar as diferentes categorias de mundos habitados.. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. reinam soberanas as paixões. Há muitas moradas na casa de meu Pai. quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes [. João. Allan Kardec: O livro dos espíritos. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Conteúdo básico ■ São habitados todos os globos que se movem no espaço? Sim e o homem terreno está longe de ser. À medida que esta se desenvolve. a vida é. toda espiritual. item 3. o primeiro em inteligência. 14:2.. aos Espíritos que neles encarnam. moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos. nos mundos mais adiantados. Muito [.] diferentes umas das outras são as condições dos mundos. Cap. em bondade e em perfeição. sendo quase nula a vida moral. Nos mundos inferiores. diminui a influência da matéria... A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem. ■ ■ ■ 274 . de tal maneira que. por assim dizer. como supõe. segundo o Espiritismo. 3. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. 3. Cap. a existência é toda material. caracterizando-os. questão 55. item 2.

De acordo com a classificação dada por Kardec. segundo o grau de adiantamento da maioria dos que os habitam. Cap. enfatizando os Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 275 .] primitivos. respondendo à pergunta. habitações de Espíritos depurados. relacionar o ensino de Jesus com o do Livro dos Espíritos.3. destinados às primeiras encarnações da alma humana. ■ Sugestões Introdução didáticas ■ Mostrar um cartaz com a seguinte pergunta: Existe vida em ■ ■ outros planetas? Solicitar à turma que. troque idéias a respeito do assunto. Desenvolvimento ■ ■ Exibir dois cartazes com os seguintes conteúdos: 1º cartaz: “Não se turbe o vosso coração. juntamente com os participantes. em bondade e em perfeição. repousando das fadigas da luta. item 4. item 4. onde exclusivamente reina o bem.” (João. 3. mundos de regeneração. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. em grupos de três.. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. predominando um ou outro. mundos celestes ou divinos. se não fosse assim. mundos de expiação e provas. misturam-se o bem e o mal. Cap. Ouvir as respostas dos grupos. mundos ditosos. crede em Deus. Na casa de meu Pai há muitas moradas. crede também em mim. onde o bem sobrepuja o mal. nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças. pois vou preparar-vos lugar. como supõe. o primeiro em inteligência.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 5 ■ Nos mundos intermédios. questão 55) Em seguida. (O Livro dos Espíritos.. eu vo-lo teria dito. os mundos podem ser: [. 14:1-2) 2º cartaz: São habitados todos os globos que se movem no espaço? Sim e o homem terreno está longe de ser. onde domina o mal.

no resultado da atividade extraclasse. trabalho em pequenos grupos. folha de papel pardo ou cartolina. especificamente. 276 .Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 5 ■ ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita ■ ■ seguintes tópicos: a) a semelhança desses ensinos. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes souberem: a) relacionar os ensinos de Jesus com o dos Espíritos. colocado em local visível a todos. ainda não detectadas pelos instrumentos da nossa Ciência. Pedir aos representantes dos grupos que leiam os resumos elaborados. cada grupo deverá preparar um resumo referente à categoria de mundo que lhe coube estudar. FEB). baseando-se. cartazes. Trocar idéias com os participantes a respeito das pesquisas científicas em torno deste assunto. Recurso(s): subsídios do Roteiro. pincel atômico. Prestar os comentários cabíveis. Conclusão ■ Pedir aos participantes que enumerem as diferentes categorias de mundos habitados. questões 56 e 57). ed. b) a diferença da constituição física desses diversos mundos e a conseqüente diversidade de organização dos seres que os habitam (O Livro dos Espíritos. textos/figuras da internet/ revistas. devendo cada um deles estudar uma categoria de mundo habitado. solicitando a um voluntário que as escreva num cartaz. ressaltando as diferenças de manifestação da vida no Universo. lápis/ caneta. Dividir a turma em cinco grupos para a leitura dos subsídios do Roteiro. às informações transmitidas pelo Espírito Humberto de Campos sobre o planeta Marte (Novas Mensagens. papel. inclusive. Técnica(s): zum-zum. exposição dialogada. Em seqüência. Referir-se. b) enumerar e caracterizar as diferentescategorias de mundos habitados.

quando o Cristo afirma: há muitas moradas na casa de meu Pai 1. mundos de expiação e provas. dos diversos mundos. moradas correspondentes ao adiantamento dos mesmos Espíritos 2. destinados às primeiras encarnações da alma humana. de modo geral. Acreditar que só os haja no planeta que habitamos fora duvidar da sabedoria de Deus.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 5 Subsídios Ensina o Espiritismo que são habitados todos os mundos que existem no Universo [.. Embora se não possa fazer. A propósito dessa expressão evangélica. em virtude do estado em que se acham e da destinação que trazem. nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças. a esses mundos há de ele ter dado uma destinação mais séria do que a de nos recrearem a vista. segundo o grau de adiantamento da maioria dos que os habitam. a existência é toda material... mundos de regeneração.. resulta que muito diferentes umas das outras são as condições dos mundos. Aliás. nem no volume. sendo quase nula a vida moral. Do ensino dado pelos Espíritos. que não fez coisa alguma inútil. nem na posição. repousando das fadigas da luta. Certo. mun- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 277 . que possa induzir à suposição de que ela goze do privilégio de ser habitada. onde domina o mal. nem na constituição física da Terra. tomando por base os matizes mais salientes. predominando um ou outro.] Nos mundos inferiores. de tal maneira que. reinam soberanas as paixões.] o primeiro em inteligência. diminui a influência da matéria.. Kardec faz o seguinte comentário: A casa do Pai é o Universo. pode-se contudo. em bondade e em perfeição 11. toda espiritual 3. nos mundos mais adiantados. Comentando esse assunto. quanto ao grau de adiantamento ou de inferioridade dos seus habitantes. Nos mundos intermédios. misturam-se o bem e o mal. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem. À medida que esta se desenvolve. aos Espíritos que neles encarnam. [. Ensinamento semelhante se encontra no Evangelho. a vida é. com exclusão de tantos milhares de milhões de mundos semelhantes 11.. concorrendo todos esses seres para o objetivo final da Providência.] e o homem terreno está longe de ser [. uma classificação absoluta. como segue: mundos primitivos. nada há. diz Allan Kardec: Deus povoou de seres vivos os mundos. por assim dizer. dividi-los.

mas sem nenhuma beleza. no fundo das trevas da inteligência jaz. restos do estado primitivo do nosso orbe. mais ou menos desenvolvida. destinados aos espíritos que necessitam expiar as faltas cometidas em suas encarnações anteriores. a única lei.] mas revelando todos. pode-se fazer idéia do estado de um mundo inferior. como caráter comum. ao mesmo tempo. Nesses mundos. Mundos de Expiação e Provas São mundos onde domina o mal. isenta do orgulho que impõe silêncio ao coração. passam a vida na conquista de alimentos. Deus.. A variedade desses mundos é infinita.habitações de Espíritos depurados. Sem dúvida. com a perversidade dos homens e com a inclemência da Natureza. A força bruta é. onde exclusivamente reina o bem 4. nem as noções do justo e do injusto. o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. mundos celestes ou divinos. Carentes de indústrias e de invenções. [. onde o bem sobrepuja o mal. por isso. a Humanidade experimenta as vossas sensações e desejos.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 5 dos ditosos. Mundos de Regeneração ou Regeneradores Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes. Esses Espíritos têm aí de lutar. em tais mundos o homem ainda se acha sujeito às leis que regem a matéria. do ódio que a sufoca. todavia. entretanto. sujeito às vicissitudes de que . O homem lá é ainda de carne e.duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência 8. Seus instintos não têm a abrandá-los qualquer sentimento de delicadeza ou de benevolência. A alma penitente encontra neles a calma e o repouso e acaba por depurar-se. da inveja que a tortura. a vaga intuição. ainda não existe a felicidade perfeita. mas a aurora da felicidade.. a nenhuma de suas criaturas abandona. Em todas as frontes. Mundos Primitivos Tomada a Terra por termo de comparação. todos reconhecem Deus e tentam caminhar para Ele. mas liberta das paixões desordenadas de que sois escravos. supondo os seus habitantes na condição das raças selvagens ou das nações bárbaras que ainda entre nós se encontram. latente. perfeita eqüidade preside às relações sociais. 3. vê-se escrita a palavra amor. cumprindo-lhe as leis. Revestem a forma humana. 1. Nos mais atrasados. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 278 2. são de certo modo rudimentares os seres que os habitam. de um Ente supremo 5. entre eles.

]. [. nem às doenças ou deteriorações que a predominância da matéria provoca. podem. Ainda tem de suportar provas. A autoridade merece o respeito de todos. sobretudo. porém. A leveza específica do corpo permite locomoção rápida e fácil: em vez de se arrastar penosamente pelo solo. é considerada uma transformação feliz.]. Nesses mundos venturosos. as condições da vida moral e material são muitíssimo diversas [.. ou plana na atmosfera.. a vida é proporcionalmente muito mais longa do que na Terra.] como os homens à Terra. sujeito às necessidades. sempre amistosas entre os povos... O progresso é lei da Natureza.. sem as pungentes angústias da expiação 9.]. A pouca resistência que a matéria oferece a Espíritos já muito adiantados torna rápido o desenvolvimento dos corpos e curta ou quase nula a infância. por isso que lá não existe a dúvida sobre o porvir 6. aqueles que atingiram a perfeição. mas embelezada.] Lá. Em princípio. Como por toda parte. purificada. [.. desliza. melhor do que os outros. os sentidos são aptos a percepções a que neste mundo a grosseria da matéria obsta. jamais são perturbadas pela ambição.. longe de causar pavor.. animados e inanimados. da parte de qualquer deles. Em lugar de semblantes descorados.. Mundos Ditosos ou Felizes Nos mundos que chegaram a um grau superior..Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 5 libertos só se acham os seres completamente desmaterializados. sem qualquer outro esforço além do da vontade [. 5. A morte de modo algum acarreta os horrores da decomposição. as relações. Mais apurados.. Não ficam. porque somente ao mérito é conferida e se exerce sempre com justiça.] um laço de amor e fraternidade prende uns aos outros todos os homens [.] 7. a longevidade guarda proporção com o grau de adiantamento dos mundos. pela superfície. conseguintemente. aperfeiçoada e. O corpo nada tem da materialidade terrestre e não está. Mundos Celestes ou Divinos Esses mundos são habitados pelos Espíritos puros. estar em toda parte 12. esses Espíritos presos à sua habitação. [. de escravizar o seu vizinho. contudo. foram submetidos pela bondade de Deus. que quer que tudo se engran- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 279 . a inteligência e a vida cintilam com o fulgor que os pintores hão figurado no nimbo ou auréola dos santos. abatidos pelos sofrimentos e paixões.. 4. A essa lei todos os seres da Criação. nem pela guerra que daí decorre.. a forma corpórea aí é sempre a humana. Isenta de cuidados e angústias. todos os sentimentos delicados e elevados da natureza humana se acham engrandecidos e purificados. a bem dizer. [..

Item 4. 2005. Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 1. Allan. 78-79. ed. 3. ______. 75-76. 12. Item 3. p. 127-128. 72. Item 8. ______. Item 10. [. Rio de Janeiro: FEB. 280 . 11. 76. (Santo Agostinho). 72-73. ______. Questão 55. ______. 71. p. 10. 2005. 81. ______. ______. 2.. p. Item 15. ______. Item 2. Tradução de Guillon Ribeiro. (Santo Agostinho). O evangelho segundo o espiritismo. 69. 7. p. ______. 86. Quem pudesse acompanhar um mundo em suas diferentes fases. ______. ed. 74-75. progridem materialmente os mundos em que eles habitam. 71. O livro dos espíritos. Cap. p. 6. e a oferecer aos seus habitantes uma morada cada vez mais agradável. ______. 3. KARDEC. p. 4.] Ao mesmo tempo que todos os seres vivos progridem moralmente. p.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 5 deça e prospere. à medida que eles próprios avançam na senda do progresso 10. 8. Tradução de Guillon Ribeiro. 5. item 1. p. Item 17. 79-80. p. mas de degraus imperceptíveis para cada geração. p. p. desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos destinados a constituí-lo. ______. Item 9. 9. vê-lo-ia a percorrer uma escala incessantemente progressiva. Rio de Janeiro: FEB.. Item 19.124. Questão 188. p.

item 5. na população de um deles. item 37. vindo misturar-se às existentes. ■ ■ Da mesma forma que diariamente ocorrem partidas e chegadas de Espíritos entre os planos material e espiritual.. Cap.. donde resulta a introdução. até que cheguem ao estado de puros Espíritos. 11. . para atingir a perfeição. em um mundo. passam para outro mais adiantado.] igualmente [essa movimentação] se efetua entre os mundos. quer individualmente. nem nele atravessam todas as fases do progresso que lhes cumpre realizar. constituem novas raças de homens. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO VII – Pluralidade dos Mundos Habitados ROTEIRO 6 Objetivo específico Conteúdo básico Encarnação nos diferentes mundos ■ Esclarecer a respeito das encarnações nos diferentes mundos. [. de elementos inteiramente novos. eles alcançam o grau de adiantamento que esse mundo comporta. Quando. em circunstâncias especiais. promovendo renovações intelecto-morais.. Novas raças de Espíritos. 3. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 281 Os Espíritos que encarnam em um mundo não se acham a ele presos indefinidamente. Cap.] emigrações e imigrações coletivas de um mundo para outro. nas condições normais. quer por massas. e assim por diante.. Allan Kardec: A gênese. Há [.

que nos aguardam após cumprirmos os nossos compromissos com a Terra. Esclarecer que as comunicações em referência se baseiam na interpretação dos Espíritos informantes. usando os recursos disponíveis: cartazes/ transparências / flip-chart / quadro de giz / pincel etc. Observação: Se não for possível colocar à disposição dos grupos a obra em referência. as quais. devem ser acolhidas como material de estudo. embora não contradizendo o ensino geral contido na Codificação Espírita. fazer perguntas – tipo «pinga-fogo» – a respeito do conteúdo da exposição. fazer uma exposição dialogada com base nos subsídios e na referência bibliográfica do roteiro. ressaltando que alguns Espíritos já nos trouxeram informações a respeito da vida nesse planeta e em outros: Júpiter. muitas são orbes venturosos. ler a mensagem do Espírito Humberto de Campos supracitada. prestando os esclarecimentos necessários. listar as principais características da vida em Marte. ressaltando que. dentre as diversas moradas da Casa do Pai. entregar a cada um deles uma cópia da mencionada comunicação. ■ Em seguida. . 2.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 6 Sugestões Introdução didáticas ■ Referir-se à mensagem do Espírito Humberto de Campos – citada na aula anterior – sobre Marte. ■ Ouvir as respostas dos grupos. ■ Logo após. conforme descrito pelo referido autor espiritual. sujeito sempre à comprovação. ■ Desenvolvimento Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Dividir a turma em pequenos grupos para realizarem a seguinte tarefa: 1. prestando os esclarecimentos cabíveis. Ouvir as respostas. ■ Conclusão ■ 282 Apresentar uma foto ou desenho contendo uma visão parcial do Universo. de 1858). por exemplo (Revista Espírita de março/abril/maio/agosto/setembro.

passar pela imensa variedade de mundos existentes no Universo. segue-se que todos nós temos tido muitas existências e que teremos ainda outras. uma vez que muitos desses mundos pertencem ao mesmo grau da escala evolutiva.. mais ou menos aperfeiçoadas. quer em outros mundos 4. Para chegarem à perfeição. entretanto. tendo [..] posição diferente das anteriores e nessas diversas posições se lhe deparam outras tantas ocasiões de adquirir experiência 6. que é o seu destino final.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 6 Observação: ■ Pinga-fogo: trata-se de uma técnica objetiva de perguntas e respostas concisas. no entanto. cartazes / trans- Subsídios De acordo com o ensinamento da Doutrina Espírita.. ao se retirarem de um deles. . Por outro lado. Técnica(s): exposição. papel. e os Espíritos. nada aprenderiam nos outros que se lhe assemelhassem 5. Recurso(s): subsídios do Roteiro. quadro de giz / pincel / flip-chart /retroprojetor. Podem. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os alunos participarem ativamente da aula e responderem corretamente às perguntas do «pinga-fogo». Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 283 parências. a pluralidade das existências de um Espírito num mesmo orbe se explica pela necessidade de ele ocupar. que concorram para o seu adiantamento 7. encarnar num mundo em que já viveram para desempenhar missões. exposição dialogada. trabalho em pequenos grupos. quer na Terra. [.livros / textos. lápis / caneta.. os Espíritos não precisam.] o Espírito que passar por muitas encarnações. de cada vez. «pinga-fogo».

passam para outro mais adiantado. de elementos inteiramente novos. vindo misturar-se às existentes. constituem novas raças de homens. só necessitam de que novos corpos sejam criados para serem por eles usados. e assim. terrestre e espiritual.. para atingir a perfeição. em relação ao mundo em que estavam encarnados. Não Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . Essa transfusão. comparemos essa transmigração de um mundo a outro à que se dá com as desencarnações e reencarnações na Terra. consigo trazem eles sempre a inteligência e a intuição dos conhecimentos que possuem. Note-se. deságuam incessantemente uma na outra.. em um mundo.] a inteligência não se perde. as duas populações... Há. Assim é que no [. Uma vez que a espécie corporal existe.] Espíritos podem conservar-se estacionários.] intervalo de suas existências corporais. em cada uma das quais se lhes deparam elementos de progresso apropriados ao adiantamento que já conquistaram. em circunstâncias especiais. os Espíritos se encontram no estado de erraticidade e formam a população espiritual ambiente da Terra. porém. como é um castigo o prolongarem a sua permanência em um mundo desgraçado. até que cheguem ao estado de puros Espíritos. igualmente se efetua entre outros mundos. acontecer que ele não disponha dos mesmos meios para manifestá-la. os [. na população de um deles. Para isso.. eles encontram sempre corpos prontos para os receber. mas não retrogradam 8. Ora. São outras tantas estações. conserva o Espírito a sua inteligência. quer individualmente. que se efetua entre a população encarnada e desencarnada de um planeta. É-lhes uma recompensa ascenderem a um mundo de ordem mais elevada. Há. Pode. como os Espíritos nunca mais perdem o que adquiriram.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 6 284 Ao passar de um planeta para outro. Dessa forma.. uma vez que [. dependendo isto da sua superioridade e das condições do corpo que tomar 9. nas condições normais. Para melhor compreensão desse processo. a propósito. Novas raças de Espíritos. emigrações do mundo corpóreo para o mundo espiritual e imigrações deste para aquele: é o estado normal 2. pode ser individual ou coletiva. Quando. eles alcançam o grau de adiantamento que esse mundo comporta. pois. que os [. diariamente. Pelas mortes e pelos nascimentos. emigrações e imigrações coletivas de um mundo para outro. ou serem relegados para outro ainda mais infeliz do que aquele a que se vêem impedidos de voltar quando se obstinaram no mal 1.. Essa passagem dos Espíritos para um outro planeta mais ou menos adiantado.] Espíritos que encarnam em um mundo não se acham a ele presos indefinidamente. pois. nem nele atravessam todas as fases do progresso que lhes cumpre realizar. quer por massas. por diante.. donde resulta a introdução. o que faz que imprimam o caráter que lhes é peculiar à raça corpórea que venham animar.

. Lá.] conforme o grau de pureza a que chegaram os Espíritos. Mais longa que a nossa. depois. à medida que o ser se eleva e acabam por desaparecer. [.] 14. Em chegando à Terra.. Sendo assim. desloca-se de um lugar para outro com muita facilidade.] e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo que para vós – dizem os Instrutores da Codificação – é como se não existisse. [... o corpo que o reveste se aproxima igualmente da natureza espírita. Há mesmo mundos em que o Espírito deixa de revestir corpos materiais. portanto. tendo por base a mais pura moral. Os males por esta originados atenuam-se. a existência aí se passa no estudo. conseguintemente. Quanto mais puro o Espírito. nos diferentes mundos. do que novos habitantes. só tendo por envoltório o perispírito [. Tornar-se-á um paraíso. por um estado inferior e a própria Terra sofrerá idêntica transformação. menos grosseiras se lhe fazem as necessidades físicas. sendo.. o que é perfeitamente racional. Quanto menos material o corpo. o Espírito se reveste da matéria própria desse outro [. parece guardar proporção com o grau de superioridade física e moral de cada um. integram-lhe. Isto posto. Aliás. estão sujeitos à lei do progresso.... menos paixões a miná-lo11. a população espiritual.. [. a princípio.. a amizade e a fraternidade 15. . como o vosso [ensinam os Espíritos Superiores]. mas também a substância do perispírito não é a mesma em todos os mundos.] Passando de um mundo a outro. Torna-se-lhe menos densa a matéria. É isso o que assinala a diferença entre os mundos que temos de percorrer. nas [. Vê com os olhos do corpo o que só pelo pensamento entrevemos. porquanto muitas moradas há na casa de nosso Pai. O Espírito se acha mais livre e tem.] Todos começaram. As necessidades corpóreas são quase nulas e os trabalhos rudes. o respeito aos direitos de todos. quando os homens se houveram tornado bons 12. de muitos graus essas moradas 10. menos sujeito às vicissitudes que o desorganizam. Por sua vez..] A duração da vida. não só o corpo material. como os outros 3. os corpos que servem de instrumentos aos Espíritos em suas encarnações nos diferentes mundos são mais ou menos materiais. Esse o estado dos Espíritos puros 13. À medida que o Espírito se purifica. na participação das obras de uma civilização aperfeiçoada. como tudo no Universo. deixa de rastejar penosamente pela superfície do solo. não mais sendo preciso que os seres vivos se destruam mutuamente para se nutrirem.] esferas superiores à Terra o império da matéria é menor. podemos dizer que os mundos. o ser humano não mais se arrasta penosamente sob a ação de pesada atmosfera.. das coisas longínquas. encarnam. [...Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 6 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 285 são mais. desconhecidos. percepções que desconhecemos.

ed. ______. 12. Cap. 127. 48. 124. 13. 286 . p. ed. Questão 182 – comentário – p. Questão 187. p. 3. DENIS. 124. item 35. 2005. 127. item 6. Rio de Janeiro: FEB. 2005. p. 5. Questão 177-a. 221. Rio de Janeiro: FEB. 25. A gênese. 125-126. ______. Tradução de Guillon Ribeiro. ______. 10. Item 37. Depois da morte. p. 86. Tradução de João Lourenço de Souza. ______. ______. KARDEC. ______. ______. ______. 15. 3. 2005. p. item 5. p. Rio de Janeiro: FEB. 14. 226. O evangelho segundo o espiritismo. 124. 73. Questão 181. p. 4. p. Questão 186. Questão 178-a. 25. ______. 11. Tradução de Guillon Ribeiro. ______. p. Questão 180. 124. Tradução de Guillon Ribeiro. Allan. p. p. 7. 2005. 35 (A vida superior). 11. ed. 124. 9. Rio de Janeiro: FEB. ed. 125. ______. 127. 2. 8. Cap. 225.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 6 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 1. 6. O livro dos espíritos. 125. Cap. p. p. Questão 177. p. Introdução. Questão 178. Léon. Questão 185. ______. ______.

em grande número dos seus habitantes. Para que na Terra sejam felizes os homens. item 4. Cap. grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal. destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador. a paz e a fraternidade. serão excluídos [da Terra] (. Mas. até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso. já não sendo dignos do planeta transformado. ■ ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 287 .PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO VII – Pluralidade dos Mundos Habitados ROTEIRO 7 A Terra: mundo de expiação e provas Objetivos ■ Identificar a Terra como mundo de expiação e provas. os quais. 3. Havendo chegado o tempo. item 13. indica que a Terra não é um mundo primitivo. Cap. A superioridade da inteligência. preciso é que somente a povoem Espíritos bons. 3. específicos ■ Explicar como a Terra se transformará num mundo melhor. também.). Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. encarnados e desencarnados. razão por que aí vive o homem a braços com tantas misérias. Por isso os colocou Deus num mundo ingrato. ainda não tocados pelo sentimento do bem. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. mediante penoso trabalho e misérias da vida. que somente ao bem se dediquem. Allan Kardec: A gênese. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. que farão reinem em seu seio a justiça.. para expiarem aí suas faltas. 18.. Substituí-los-ão Espíritos melhores. Conteúdo básico ■ A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas. os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral. Cap. item 27.

responder às seguintes perguntas: a) O que é expiação e o que são provas? b) Que razões nos levam a considerar a Terra um mundo de expiação e provas? c) De que forma a Terra se transformará num mundo melhor? Ouvir as respostas dos representantes dos grupos. item 27. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo. ler os subsídios do Roteiro. Cap.. Na oportunidade. item 2 do trabalho de grupo. identificarem a Terra como mundo de expiação e provas. Allan Kardec: A gênese. escrevendo as idéias apresentadas no quadro de giz ou flip-chart (não fazer comentários no momento). 2. no trabalho em grupo. 18. 288 . Conclusão ■ Encerrar a aula destacando a nossa responsabilidade no processo de ascensão da Terra na hierarquia dos mundos. Prestar os esclarecimentos necessários à boa compreensão do assunto. e explicarem como o nosso planeta se transformará num mundo melhor. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes.] não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Desenvolvimento ■ ■ ■ Dividir a turma em pequenos grupos para realizarem a seguinte tarefa: 1. Sugestões Introdução didáticas ■ Sondar o entendimento dos participantes a respeito das expressões final dos tempos e fim do mundo. sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 7 ■ A Terra [. fazer a correlação entre as idéias apresentadas na introdução da aula e as respostas dadas à pergunta da letra «c»..

porém. Recurso(s): subsídios do Roteiro. vêem-se reunidas todas as torpezas. que é a população da Terra. das mais materiais e das mais distantes da perfeição 8.] são. O período da humanização começa.. quadro de giz / flip-chart. em face da população total desses mundos? Muito menos que a de uma aldeia. trabalho em pequenos grupos. são Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 289 .] Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. Deve-se considerar que na Terra não está a Humanidade toda. mas apenas uma pequena fração da Humanidade.. Muitos se admiram de que na Terra haja tanta maldade e tantas paixões grosseiras. tantas misérias e enfermidades de toda natureza. Faria dos habitantes de uma grande cidade falsíssima idéia quem os julgasse pela população dos seus quarteirões mais ínfimos e sórdidos.. razão por que aí vive o homem a braços com tantas misérias 1. em sua maioria. lápis / caneta. Provém esse juízo do acanhado ponto de vista em que se colocam os que o emitem e que lhes dá uma falsa idéia de conjunto.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 7 Técnica(s): explosão de idéias. A situação material e moral da Humanidade terrena nada tem que espante. A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas. os habitantes. e daí concluem que a espécie humana bem triste coisa é. Num hospital. geralmente. a espécie humana abrange todos os seres dotados de razão que povoam os inúmeros orbes do Universo. em confronto com a de um grande império. As nossas existências no orbe terráqueo [. ninguém vê senão doentes e estropiados. desde que se leve em conta a destinação da Terra e a natureza dos que a habitam 2.. Ora. Subsídios Ensina a Doutrina Espírita que a [. todos os vícios. papel. em mundos ainda inferiores à Terra 9. numa penitenciária. Com efeito. exposição. nas regiões insalubres.

de vocações inatas. Semelhante anomalia. no mecanismo da justiça divina. mediante penoso trabalho e misérias da vida. de valores naturais e espontâneos. porque considerada tão-só do ponto de vista da vida presente. entretanto. Por isso os colocou Deus num mundo ingrato. só existe na aparência. pelo pensamento. até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso 4.. verá que a cada um é atribuída a parte Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . a incapacidade intelectual do homem físico tem sua origem na sua própria situação. contudo. Ora. Pois bem: figure-se a Terra como um subúrbio. que a [. do mesmo modo que do hospital saem os que se curaram e da prisão os que cumpriram suas penas. franzinos e enfermiços. um sítio malsão. Note-se. destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador. o homem deixa a Terra.. porquanto não se mandam para o hospital os que se acham com saúde.. a que chamais subconsciência. uma penitenciária. Aquele que se elevar. Os elos da reencarnação fazem o papel de quebra-luz sobre todas as conquistas anteriores do Espírito reencarnado. a população não se encontra toda nos hospitais ou nas prisões. e compreender-se-á por que as aflições sobrelevam aos gozos. E. as anomalias que apresenta a distribuição da ventura e da desventura entre os bons e os maus neste planeta. os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral. como mundo expiatório. onde o Espírito em queda tem de valorizar as suas realizações de trabalho 12. para expiarem aí suas faltas. O cérebro humano é um aparelho frágil e deficiente. reside o acervo de lembranças vagas. Nessa sombra.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 7 290 pálidos. indica que a Terra não é um mundo primitivo. em grande número dos seus habitantes.] capacidade intelectual do homem terrestre é excessivamente reduzida. O homem comum é uma representação parcial do homem transcendente.. Aliás. e ela é simultaneamente tudo isso. de maneira a apreender toda uma série de existências. Mas. nem os hospitais e as casas de correção se podem ter por lugares de deleite. que será reintegrado nas suas aquisições do passado. nem para as casas de correção os que nenhum mal praticaram. assim como. de numerosas experiências. um hospital. quando está curado de suas enfermidades morais 3. também [. também. depois de haver cumprido a prova ou a missão exigidas pelas suas condições morais. caracterizada pela necessidade de provas amargas. Por outro lado.] se explicam pela pluralidade das existências e pela destinação da Terra. em face dos elevados poderes da personalidade espiritual independente dos laços da matéria. A superioridade da inteligência. conforme assinala Emmanuel. também na Terra não está a Humanidade inteira. numa cidade. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso.

a expiação serve sempre de prova. Em cada criança que nascer. constitui expiação de determinada falta cometida em pregressas reencarnações.] bem reinará na Terra quando. porém. Provas e expiações. Por meio do progresso moral e praticando as leis de Deus é que o homem atrairá para a Terra os bons Espíritos e dela afastará os maus. Irão expiar o endurecimento de seus corações. o [. senão quando daí estejam banidos o orgulho e o egoísmo 10. porque. sem prejuízo da que lhe tocará no mundo dos Espíritos. fonte do bem e da felicidade. os bons predominarem. Nem todo o sofrimento suportado na Terra. tendo por missão fazê-las avançar. serão excluídos. virá um Espírito mais adiantado e propenso ao bem 7. porém. solicitar uma missão. quanto mais rude haja sido a luta 6. ainda não tocados pelo sentimento do bem. porque. Muitas vezes são simples provas buscadas pelo Espírito para concluir a sua depuração e ativar o seu progresso. Tudo.. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo. encarnados e desencarnados. os quais. Pode. como sói acontecer. pois. sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas. pela qual tanto mais recompensado será. uma tarefa a executar. Assim. se processará exteriormente. no dizer dos Espíritos. outros em raças terrestres ainda atrasadas. senão. grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal. mas nem sempre a prova é uma expiação. a paz e a fraternidade. equivalentes a mundos daquela ordem. Havendo chegado o tempo.. que somente ao bem se dediquem. já não sendo dignos do planeta transformado. desejoso de adiantar-se mais. porquanto o que é perfeito não precisa ser provado.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 7 que lhe compete. entre os Espíritos que a vêm habitar. e verá que a justiça de Deus nunca se interrompe 5. então. todavia. preciso é que somente a povoem Espíritos bons. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 291 . mas capital diferença de que uma parte dos Espíritos que encarnavam na Terra aí não mais tornarão a encarnar. Substituí-los-ão Espíritos melhores. lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculo ao progresso. A Terra. uns em mundos inferiores. farão que aí reinem o amor e a justiça. nada obstante. que farão reinem em seu seio a justiça. são sempre sinais de relativa inferioridade. com a única. não a deixarão. se sair vitorioso. Para que na Terra sejam felizes os homens. um Espírito haver chegado a certo grau de elevação e. não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. pois. Estes. Dessa forma. em vez de um Espírito atrasado e inclinado ao mal. que antes nela encarnaria. aos quais levarão os conhecimentos que hajam adquirido.

p. que constituirão na Terra uma geração nova. Cap. p. Pelo Espírito Emmanuel. pois que viriam a estar deslocados entre os homens de bem. O livro dos espíritos. e da conseqüente ascensão da Terra na hierarquia dos mundos. 18. e todos os que tentem deter a marcha das coisas serão daí excluídos. 12. Item 13. O evangelho segundo o espiritismo. ed. p. item 27. 77-78. p. 5. ______. Questão 1018. cuja felicidade perturbariam 11. Questão 205. 74. Francisco Cândido. 300. ______. 6. ______. 2006. 10. 2005. 8. Rio de Janeiro: FEB. ______. 48. ______. p. Cap. 122. p. 26. avizinha-se o momento da transformação moral da Humanidade. ed. p. 73-74. Tradução de Guillon Ribeiro. os Espíritos dos maus. ed. Tradução de Guillon Ribeiro. ______. Rio de Janeiro: FEB. 123. que a morte vai ceifando dia a dia. Essa transformação se verificará por meio da encarnação de Espíritos melhores. 2005. Item 9. 5. 7. O consolador. A gênese. ed. item 4. Questão 607-b. 4. XAVIER. 11. Rio de Janeiro: FEB. p. item 6. Allan. KARDEC. ______. Cap. p. como vimos. 476. 292 . p. p. 102. 3.Programa Fundamental • Módulo VII • Roteiro 7 Assim. ______. Item 7. 124. p. item 7. 2005. 475-476. ______. Questão 172. Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 1. 9. 418. 103. Tradução de Guillon Ribeiro. Então. 86. Rio de Janeiro: FEB. 2. 3. 73. ______.

PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO VIII Lei Divina ou Natural OBJETIVO GERAL Propiciar entendimento da lei divina ou natural. .

Entre as leis divinas. questão 615. específicos ■ ■ Identificar as características fundamentais da lei natural. Citar a classificação da lei natural. Allan Kardec: O livro dos espíritos. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Conteúdo básico ■ A lei natural é a lei de Deus.. Allan Kardec: O livro dos espíritos. umas regulam o movimento e as relações da matéria bruta: as leis físicas. A Lei Natural tem como características ser eterna e imutável como o próprio Deus. Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer e ele só é infeliz quando dela se afasta. pois que Deus é o autor de tudo. Allan Kardec: O livro dos espíritos. questão 617 – comentário. questão 614.] Natureza são leis divinas. Contêm as regras da vida do corpo. bem como as da vida da alma: são as leis morais. ■ ■ ■ 294 . As outras dizem respeito especialmente ao homem considerado em si mesmo e nas suas relações com Deus e com seus semelhantes. cujo estudo pertence ao domínio da Ciência. Todas as leis da [.. questão 617.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO VIII – Lei Divina ou Natural ROTEIRO 1 Lei natural: definição e caracteres Objetivos ■ Definir lei natural. Allan Kardec: O livro dos espíritos. segundo a Codificação Espírita. É a única verdadeira para a felicidade do homem.

Solicitar aos relatores que apresentem os resultados do trabalho. e) indicação de um representante para relatar. Atividade extraclasse para a próxima reunião de estudo: Solicitar aos participantes leitura do texto: A luta contra o mal. no texto lido.Programa Fundamental • Módulo VIII • Roteiro 1 Sugestões Introdução didáticas ■ Introduzir o tema da reunião. evitando repetir informações anteriormente prestadas pelos demais representantes dos grupos. características e classificação da Lei Divina. em plenário. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 295 Em seguida. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes souberem selecionar corretamente. então. se necessário. nos subsídios. transmitindo aos participantes informações gerais sobre a definição e as características fundamentais da lei natural. e a realização do exercício proposto. Fazer. do Espírito Humberto de Campos (anexo 2). cartaz ou projeção. orientando-os na realização das seguintes atividades: a) leitura dos subsídios deste Roteiro. Recurso(s): subsídios do Roteiro. em cartaz ou projeção. d)transcrição das idéias selecionadas para um formulário. o formulário (anexo 1) corretamente preenchido. as idéias selecionadas pelo grupo. às características e à classificação da lei natural. as idéias referentes à definição. Técnica(s): exposição. trabalho em pequenos grupos. b)troca de opiniões sobre o assunto. dividir a turma em pequenos grupos. formulário de Compreensão da Lei Divina ou Natural. c) seleção. . de idéias relacionadas à definição. entregue pelo monitor pós a conclusão da etapa «c» (veja anexo 1). alguns ajustes nas conclusões apresentadas. Desenvolvimento ■ ■ ■ Conclusão ■ Apresentar. para que os participantes o comparem com as suas respostas.

Todavia.. o homem de bem estuda e pratica as da alma 5. todos [. porquanto forçoso é que o progresso se efetue 7..Programa Fundamental • Módulo VIII • Roteiro 1 Subsídios 296 A lei natural é a lei de Deus. O sábio estuda as leis da matéria. São Espíritos superiores. porque é passível de ser esquecida e desprezada pelo ser humano.. assim. É a única verdadeira para a felicidade do homem. a lei natu- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita .. mas nem todos a compreendem. entretanto. cujo estudo pertence ao domínio da Ciência. A lei de Deus está escrita na consciência 8. afinal.] da Natureza são leis divinas. grandes verdades muitas vezes se encontram 11. Todas as leis [. ensinado por Jesus. homens de gênio. é um preceito que resume a lei de Deus.. Os homens de bem e os que se decidem a investigá-la são os que melhor a compreendem. podem ser influenciados pela vida no plano físico e. pois que Deus é o autor de tudo.. Entre as leis divinas. cometendo enganos. quando encarnados. Todos. a compreenderão um dia.] podem conhecê-la. Em razão disto. Quis.. do contrário deixarão de cumpri-lo.. As outras dizem respeito especialmente ao homem considerado em si mesmo e nas suas relações com Deus e com seus semelhantes. que encarnam com o fim de fazer progredir a Humanidade 10. Demais. bem como as da vida da alma: são as leis morais 6. Cumpre. não obstante estar ela escrita na consciência.. A lei de Deus é continuamente revelada aos homens. São características fundamentais da lei de Deus: a eternidade e a imutabilidade. Contêm as regras da vida do corpo. induzem a Humanidade a se transviar por princípios falsos. Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer e ele só é infeliz quando dela se afasta 3. que a criou 4. O amor ao próximo. [.. umas regulam o movimento e as relações da matéria bruta: as leis físicas. Esses missionários. Certamente [. se lhes mostre a aplicação que comporta. tomaram sobre si um encargo que lhes não fora cometido. Deus que ela fosse sempre lembrada 9. Isso aconteceu com [. porém. porém. mesmo entre os erros que ensinaram. atributos do próprio Deus.] Em todos os tempos houve homens que tiveram essa missão. como eram.] aqueles que não eram inspirados por Deus e que. como o fazem presentemente. por ambição.] esse preceito encerra todos os deveres dos homens uns para com os outros.

. igualdade.. de que no concerto admirável da Criação. compreendendo as leis de adoração. pois. imanente em todos os seres e em todas as coisas. visto que resume todas as outras 13. . nosso desequilíbrio no mal pode comprometer todo o sistema em que as Leis Divinas se expressam. o Criador se manifesta a nós outros – criaturas conscientes..]. os preceitos gerais e muito vagos deixam grande número de portas abertas à interpretação 12. liberdade e. tanto [. amor e caridade [. que todos dependem do prisma pelo qual se considere o que quer que seja. como não o tem nenhum dos outros sistemas de classificação. por isso... através do trono sublime da natureza [. Por extensão.. apesar da grandeza cósmica. conservação. A vivência da lei de Deus conduz o homem ao bem. reconhece-se [...] 15. Podes. Dessa forma. a lei natural pode se dividida [. tenha qualquer coisa de absoluta. sociedade.] o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más 2. E o [. adotá-la. por fim. reprodução. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 297 ral abrange todas as circunstâncias da vida e esse preceito compreende só uma parte da lei. destruição. pois. de amor e de caridade.Programa Fundamental • Módulo VIII • Roteiro 1 * Essas leis serão estudadas nos módulos subseqüentes. Lembremo-nos..] em dez partes.. por ser a que faculta ao homem adiantar-se mais na vida espiritual. mas não nos esqueçamos de que. Para que seja mais bem explicitada. * Essa divisão da lei de Deus em dez partes é a de Moisés e de natureza a abranger todas as circunstâncias da vida..] quanto podemos perceber o Pensamento Divino. sem que. A última lei é a mais importante. mas imperfeitas – através de leis que Lhe expressam os objetivos no rumo do Bem Supremo 14. Aos homens são necessárias regras precisas. somente será possível regenerar e burilar a nós mesmos para que a vida imperecível em nós se retrate vitoriosa.] verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça. progresso. trabalho.. o que é essencial. a de justiça. na sua maior pureza 1.

p. Questão 623. item 3. p. ed. Tradução de Guillon Ribeiro. Questão 621. 307. p. 315. Rio de Janeiro: FEB. Pelo Espírito Emmanuel. p. Inspiração. 9. 306. 86. Cap. ed. ______. questão 614. ______. Pelo Espírito Emmanuel. O evangelho segundo o espiritismo. Questão 622. Questão 647. ______. 307. 307. ______. Questão 615. 2005. p. 276. Questão 619. ______. 298 . Tradução de Guillon Ribeiro. ed. (Nas leis do destino). p. 14. 11. ______. p. 2. ______. ______. ______. 307. 11. 305. 1978. 306. Questão 648. ______. XAVIER. ______. KARDEC. 2006. Justiça divina. 17. p. 119. ______. p. Questão 617-a. (Diante do universo). p. Francisco Cândido. 5. 2005. 305. São Bernardo do Campo: Grupo Espírita Emmanuel. ed. 314. Allan. 8. Rio de Janeiro: FEB. 10. 124. 3. 272. 4. 306. 12. O livro dos espíritos. p. 13. 15. p. p. Questão 621-a. Rio de Janeiro: FEB. Questão 617. p. Item 4. 6. 7. 72-73. ______. 1.Programa Fundamental • Módulo VIII • Roteiro 1 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 1. p.

Programa Fundamental • Módulo VIII • Roteiro 1 Anexo 1 Conceito Exercício de compreensão da Lei Divina ou Natural Características Classificação Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 299 .

a fim de que. Tadeu era o que mais se deixava impressionar por aquelas cenas dolorosas. uma pobre demente lhe foi trazida. Aguçavamlhe. pela sua autoridade. para que pudessem dominar os adversários da causa divina? Se era tão fácil a Jesus a cura integral dos endemoninhados. Entretanto. que deveriam caracterizar as atividades dos adeptos do Evangelho. maravilhado de seus feitos. todos os maus sentimentos que dificultavam o acesso das almas à aceitação da Boa Nova e todos os homens de vida perversa. anulasse a atuação dos Espíritos perturbadores que a subjugavam.Programa Fundamental • Módulo VIII • Roteiro 1 Anexo 2 Atividade extraclasse: leitura de texto e exercício A LUTA CONTRA O MAL*. dessa forma. Dentre os companheiros do Messias. Quando os pobres obsidiados deixavam escapar um suspiro de alívio. automaticamente. sobremaneira. ao anoitecer. Certo dia em que o Senhor se retirara. fossem defi- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 300 . foi possível à infeliz dementada recuperar o senso de si mesma. que contrariavam os propósitos da existência pura. A palavra «diabo» era então compreendida na sua justa acepção. Tadeu volvia os olhos para Jesus. Humberto de Campos De todas as ocorrências da tarefa apostólica. os encontros do Mestre com os endemoninhados constituíam os fatos que mais impressionavam os discípulos. Somente no dia imediato. Por que razão o Mestre não lhes transmitia. que se afastavam de suas vítimas sob a amorosa determinação do Mestre Divino. a curiosidade de homem. simbolizando o termo. com Tiago e João. apesar de todos os esforços de sua boa-vontade. o poder de expulsar os demônios malfazejos. por que motivo não provocava ele de vez a aproximação geral de todos os inimigos da luz. Tadeu não conseguiu modificar a situação. os gritos desesperados dos Espíritos malfazejos. para os lados de Cesaréia de Filipe. Tadeu caiu em sério e profundo cismar. Observando o fato. era ele o adversário do bem. Segundo o sentido exato da expressão. na presença confortadora do Messias. a fim de que ele. Tadeu.

não desdenhes a boa luta pela vitória do bem. como Deus nunca entra em luta com seus filhos.. Abraça sempre o teu irmão. Acaso poderias duvidar disso? O discípulo do Evangelho não combate propriamente o seu irmão. junto da humanidade inteira. — Mas. Se o mundo Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 301 .. como o Pai que trabalha incessantemente pela vitória do seu amor. qual o principal objetivo das atividades de tua vida? Como se recebesse uma centelha de inspiração superior. Os que vestem a túnica do mal envergarão um dia a da redenção pelo bem. — Toda a criação é de Deus. Se o adversário do reino te provoca ao esclarecimento de toda a verdade.Programa Fundamental • Módulo VIII • Roteiro 1 nitivamente convertidos ao reino de Deus? Com o cérebro torturado por graves cogitações e sonhando possibilidades maravilhosas para que cessassem todos os combates entre os ensinamentos do Evangelho e os seus inimigos. teríamos nós uma substância de amor mais sublime e mais forte que a do seu coração paternal? Tadeu. perguntoulhe Jesus. admirado. respondeu o discípulo com sinceridade: — Mestre. encarando qualquer posição difícil como ensejo sagrado para revelares a tua fidelidade a Deus. depois de lhe escutar as ponderações. aquele apenas combate toda manifestação de ignorância. pois não nos consta que Deus abandonasse as suas atividades divinas para impor a renovação moral dos filhos ingratos.. o discípulo inquieto procurou avistar-se particularmente com o Senhor. sem se surpreender com essa observação. jamais olvidemos o bom combate. indispensáveis se faz reconheçamos que todos somos irmãos no mesmo caminho!. com certa convicção – convocarmos todos os gênios malfazejos para que se convertessem à verdade dos céus? O Mestre. por que a reclamas no adversário em primeiro lugar? Seria justo esqueceres as tuas próprias necessidades nesse sentido? Se buscamos atingir o infinito da sabedoria e do amor em Nosso Pai. não seria justo – ajuntou o discípulo.. — Senhor. * Numa noite tranqüila. não desprezes a hora de trabalhar pela vitória da luz. que se rebelaram na sua casa. Se alguém te convoca ao labor ingrato da má semente. de modo a exporlhe com humildade suas idéias íntimas. mas segue o teu caminho no mundo atento aos teus próprios deveres. os espíritos do mal são também nossos irmãos? – inquiriu. em tom austero: — Tadeu. o apóstolo. disse: — Por que motivo não procede Deus assim?. estou procurando realizar o reino de Deus no coração. Porventura. — Se procuras semelhante realidade.

Programa Fundamental • Módulo VIII • Roteiro 1 302 parece povoar-se de sombras. Os inimigos do reino se empenham em batalhas sangrentas? Não olvides o teu próprio trabalho. é preciso reconhecer que as leis de Deus são sempre as mesmas. Os grandes patrimônios da vida não pertencem às forças da Terra. Tadeu contemplou o Mestre. sob as vistas amoráveis de Nosso Pai. nunca. no plano geral. O homem que dominasse o mundo inteiro com a sua força teria de quebrar a sua espada sangrenta. embora não o tenha convocado. por isso. de que Deus nos julga dignos. O adversário é sempre um necessitado que comparece ao banquete das nossas alegrias e. vossos raciocínios me iluminam o coração. sempre que fores julgado digno dela e não te esqueças. — Senhor – disse ele –. de sua companheira. em todas as latitudes da vida. mas precisamos compreender que não se deve tentar a Deus. Que diríamos de um rei justo e sábio que perguntasse a um só de seus súditos pela justiça e pela sabedoria do reino inteiro? Entretanto. terei errado externando meus sentimentos de piedade pelos Espíritos malfazejos? Não devemos. ante os direitos inflexíveis da morte. Nunca reuni o colégio dos meus companheiros para provocar as manifestações dos que se comprazem na treva. convocá-los ao bom caminho? — Toda intenção excelente – redargüiu Jesus – será levada em justa conta no céu. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita . então. unicamente. de seus filhos e irmãos. E. pelo mundo interior que te pertence a ti mesmo. suplicando para o nosso esforço a inspiração sagrada do TodoPoderoso. os simples e os de boa-vontade. Lançam a perseguição contra a verdade? Tens contigo a verdade divina que o mundo não te poderá roubar. convidando somente os aflitos. de que construir é sempre melhor. reuni-os. mas às do Céu. ninguém te perguntará pelas obrigações que tocam a Deus. Tenho aceitado a luta como o Pai ma envia e tenho esclarecido que a cada dia basta o seu trabalho. Seus esclarecimentos lhe caíam no espírito como gotas imensas de uma nova luz. mas. Padecem no inferno das ambições desmedidas? Caminha para Deus. sendo também justo se lhe pergunte pelo que foi feito de seus pais. nunca lhe fechei as portas do coração. é natural que o súdito seja inquirido acerca dos trabalhos que lhe foram confiados. em todas as circunstâncias. encarando a sua vinda como uma oportunidade de trabalho. Andas assim tão esquecido desses problemas fáceis e singelos? Aceita a luta. além desta vida. tomado de profunda admiração. em todas as circunstâncias e oportunidades. É indispensável meditar na lição de Nosso Pai e não estacionar a meio do caminho que percorremos. mas.

procurando. desejando destacar. sem olvidares que Deus cuida de todos. para retirar de sua substância o mais elevado proveito no futuro. a necessidade de cada qual se atirar ao esforço silencioso pela sua própria edificação evangélica. No dia seguinte.. para isso. Tadeu guardou os esclarecimentos de Jesus. de que necessitarei para afastar as entidades da sombra. assim. como se encontra dentro da narrativa de Lucas: — «Quando o espírito imundo sai do homem. ao início das nossas explicações – retrucou Jesus –. Capacita-te de que ninguém pode dar a outrem aquilo que ainda não possua no coração.» Então. acha-a varrida e adornada. ao chegar. . Zela por ti e ama a teu próximo. dispensando os longos discursos. entretanto. sendo este o objetivo de tua vida. pois. Rio de Janeiro: FEB. vai e leva mais sete Espíritos piores do que ele. O reino de Deus. todos os ouvintes das pregações do lago compreenderam que não bastava ensinar o caminho da verdade e do bem aos Espíritos perturbados e malfazejos. e não o achando diz: — Voltarei para a casa de donde saí. e. que indispensável era edificasse cada um a fortaleza luminosa e sagrada do reino de Deus. perante a comunidade dos seus seguidores. Depois. é a edificação divina da luz. Vai! Trabalha sem cessar pela tua grande vitória. acobertando penosas necessidades. e o último estado daquele homem fica sendo pior do que o primeiro.Programa Fundamental • Módulo VIII • Roteiro 1 * XAVIER. preocupado com a impossibilidade em que se via de atender eficazmente à vítima que o procurara: — Senhor. Só a luz do amor divino é bastante forte para converter uma alma à verdade. anda por lugares áridos. Boa nova. 35. porém acrescentou. Elas podem ser um recurso fácil da indiferença ou uma túnica brilhante. que ali entram e habitam. dentro de si mesmo. necessitas da edificação do reino no âmago do teu espírito. p.. ed. — Voltamos. Francisco Cândido. o Mestre esclareceu ao seus apólogos singelos. E a luz ilumina. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 303 O apóstolo humilde sorriu. Pelo Espírito Humberto de Campos. porém. 50-55. saciado em sua fome de conhecimento. vossas palavras são sempre sábias. quando o seu império se estabeleça nas almas?!. Já viste algum contendor da Terra convencer-se sinceramente tão-só pela força das palavras do mundo? As dissertações filosóficas não constituem toda a realização. 2006.

notícia da salvação do mundo por Jesus Cristo. O principal objetivo das atividades da vida é a) procurar realizar o reino de Deus no coração.) compreenderam que não bastava ensinar o caminho da verdade e do bem aos Espíritos perturbados e malfazejos. i) aquilo que ainda não possua no coração. b) é a edificação da fortaleza luminosa e sagrada do reino de Deus.Programa Fundamental • Módulo VIII • Roteiro 1 Anexo 3 Exercício de interpretação de texto I.. O discípulo do Evangelho não combate 9. h) são os Espíritos perturbadores ou obsessores. Considerando o título do artigo – A luta contra o mal –. combate toda manifestação da ignorância. as palavras da coluna da esquerda às da direita. c) é um símbolo do adversário do bem. e) propriamente o seu irmão. que indispensável era edificasse cada um a fortaleza luminosa e sagrada do reino de Deus. f) é qualquer oposição ao bem. Os que vestem a túnica do mal envergarão um dia a da redenção pelo bem. Boa Nova 2. . Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 304 II. d) significa notícia feliz. interprete as seguintes palavras do último parágrafo do texto: Então todos os ouvintes (. tendo como base a leitura do texto (veja o exemplo): 1. Bem 5. g) é sempre um necessitado.. Ligue. O adversário 7. dentro de si mesmo. Demônios malfazejos 4. O mal 8. dentro de si mesmo. Diabo 3. Evangelho de Jesus. Capacita-te de que ninguém pode dar a outrem 6. na listagem abaixo.

tudo o que lhe é contrário. questão 637. fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus. Assim. questão 636. se tornam menos repreensíveis.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO VIII – Lei Divina ou Natural ROTEIRO 2 O bem e o mal Objetivos ■ Conceituar o bem e o mal. Assim. Allan Kardec: O livro dos espíritos. ■ ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 305 O bem é tudo o que é conforme à lei de Deus. quanto melhor sabe o que faz. específicos ■ Esclarecer por que o homem instruído tem mais responsabilidade em praticar o bem. aos olhos de Deus. o mal depende principalmente da vontade que se tenha de o praticar. O bem é sempre o bem e o mal sempre o mal. As circunstâncias dão relativa gravidade ao bem e ao mal. do que o selvagem ignorante que se entrega aos seus instintos. qualquer que seja a posição do homem. Diferença só há quanto ao grau da responsabilidade. Allan Kardec: O livro dos espíritos. . Fazer o mal é infringi-la. nem por serem conseqüência da posição em que a sociedade o colocou. Conteúdo básico ■ ■ A lei de Deus é a mesma para todos. mais culpado é. que. questão 630. Tanto mais culpado é o homem. comete o homem faltas. porém. questão 637 – comentário. o mal. Mas. a sua responsabilidade é proporcionada aos meios de que ele dispõe para compreender o bem e o mal. Muitas vezes. Allan Kardec: O livro dos espíritos. o homem instruído que pratica uma simples injustiça. Allan Kardec: O livro dos espíritos.

proposto no anexo 3 do Roteiro 1. o texto A luta contra o mal. Mostrar. b)realização do exercício de interpretação de leitura. Os demais participantes – os que receberam número par – devem complementar a explicação do colega. uma caixa que deverá circular pelo grupo. breve exposição sobre o conceito espírita de bem e de mal. pedindo à turma que forme um grande círculo. nas quais estão escritas frases com conceitos de bem e de mal. dividir a turma em pequenos grupos. Em seguida. entregar a cada participante um número. se for preciso. Solicitar aos representantes que apresentem o resultado do exercício desenvolvido no trabalho em grupo. é de bem ou de mal. silenciosa e individualmente. então. Desenvolvimento ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita ■ ■ ■ ■ Terminada a leitura. Esclarecer que a caixa contém tiras de papel. 306 . e explicar se o conceito. extraídas dos subsídios. prestando esclarecimentos doutrinários. aí existente. Conclusão ■ Realizar. esclarecendo que o homem instruído tem mais responsabilidade em praticar o bem. Informar que os participantes que receberam número ímpar devem retirar uma tira de papel da caixa. como fechamento do estudo. c) indicação de um colega para representar o grupo e relatar. ler a frase em voz alta.Programa Fundamental • Módulo VIII • Roteiro 2 Sugestões Introdução didáticas ■ Solicitar aos participantes que releiam. indicado na atividade extraclasse da reunião anterior (veja o anexo 2 do roteiro 1). É importante que a realização deste exercício tenha. Observação: o monitor deve ficar atento às colocações da turma. as conclusões do trabalho. como base. em plenária. Orientar-se pelo conteúdo dos subsídios deste Roteiro. as contribuições individuais previstas na atividade extraclasse. orientando-os na realização das seguintes atividades: a) troca de opiniões sobre o assunto desenvolvido no texto.

considerando os filhos transviados como incursos em vastas experiências. pois. mais do que em Deus. Vede. exercício de interpretação de texto (anexo 3 do roteiro 1). Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 307 Subsídios Sendo Deus o princípio de todas as coisas e sendo todo sabedoria. Todavia.Programa Fundamental • Módulo VIII • Roteiro 2 Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes realizarem corretamente o exercício de interpretação de leitura e explicarem corretamente os conceitos de bem e de mal. a fim de que a Humanidade siga retamente no seu verdadeiro caminho para Deus 21. todo justiça. subsídios deste Roteiro. justo e bom nada pode produzir que seja ininteligente. e eles próprios instituem as tarefas contra o desvio das criaturas humanas. todo bondade. . uma intervenção indébita na harmonia divina. tudo o que dele procede há de participar dos seus atributos. efetuando. Eis o resgate. Urge recompor os elos sagrados dessa harmonia sublime. o [. focalizam os prejuízos do mal com a força de suas responsabilidades educativas... discussão circular. Eis o mal. em virtude de representar um desvio do homem. trabalho em pequenos grupos. porquanto o que é infinitamente sábio. O Criador é sempre o Pai generoso e sábio. essencialmente considerado. sendo zero na Sabedoria e na Providência Divinas.] determinismo divino se constitui de uma só lei. confiando em si mesmo. exposição. frases-conceito de bem e de mal. Recurso(s): texto do Espírito Humberto de Campos: A luta contra o mal. esclarece Emmanuel. o homem transforma a sua fragilidade em foco de ações contrárias a essa mesma lei. não pode existir para Deus. Mas. que é a do amor para a comunidade universal. mau e injusto. que o mal. como Jesus e os seus prepostos são seus cooperadores divinos. Com efeito. desse modo. justo e amigo. O mal que observamos não pode ter nele a sua origem 1. Técnica(s): interpretação de texto.

o egoísmo. Fazer o mal é infringi-la 7. neste sentido. Muitas vezes. quanto melhor sabe o que faz 13. Mas. mais culpado é. comete o homem faltas. qualquer que seja a posição do homem. Dizem os Espíritos Superiores que essa [. tudo o que lhe é contrário. o mal depende principalmente da vontade que se tenha de o praticar... o orgulho. ou... evitaria a maior parte dos males. cuja culpa lança à Natureza 11. A lei natural. Aquele que induz o seu semelhante a praticar o mal pela posição em que o coloca tem mais responsabilidade do que este último. O bem é sempre o bem e o mal sempre o mal. é punido pelo sofrimento. quando. As circunstâncias dão relativa gravidade ao bem e ao mal. Basta. aos olhos de Deus. nas guerras. porque melhor o compreende 14. quando. a sua responsabilidade é proporcionada aos meios de que ele dispõe para compreender o bem e o mal. por exemplo. nas situações de legítima defesa. o homem instruído que pratica uma simples injustiça. Essa compreensão se expressa. podem levar o homem a destruir o seu semelhante. De igual modo. Tanto mais culpado é o homem.] necessidade desaparece. Diferença só há quanto ao grau da responsabilidade 12.. De toda forma. Se atendesse sempre à voz que lhe diz – basta. como explicam os Espíritos Superiores: Quando comeis em excesso. o mal recai sempre sobre o seu causador. mas também pelo mal a que tenha dado lugar 15.] regra do bem e do mal. o mal. nem por serem conseqüência da posição em que a sociedade o colocou. É importante que o homem conheça os seus limites. procede com sentimento de humanidade 18. fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus.] bem é tudo o que é conforme à lei de Deus.Programa Fundamental • Módulo VIII • Roteiro 2 308 Dessa forma.. Então. que a [. Assim... que. se tornam menos repreensíveis. Tudo se resume nisso 9. que se poderia chamar de reciprocidade ou de solidariedade.] quando crê em Deus e o quer saber. Em tudo é assim. para isso. que aplique a si mesmo o preceito de Jesus [. quando o pratica..] cada um será punido. Quando excedeis dessa medida. Se ele ultrapassa esse limite. porque [. sois punidos. Deus lhe deu a inteligência para distinguir um do outro8. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita .] vede o que queríeis que vos fizessem ou não vos fizessem. o [. entretanto. não só pelo mal que haja feito. o agredido busca salvar a sua vida 17. passando de uma a outra existência. ainda. é inaplicável ao proceder pessoal do homem para consigo mesmo 10. à medida que a alma se depura. A lei de Deus é a mesma para todos. porém... entretanto. Assim.. é-lhe guia seguro desse proceder. Não é difícil ao homem distinguir o bem do mal [. entre outras paixões inferiores. do que o selvagem ignorante que se entrega aos seus instintos 13. A lei natural traça para o homem o limite das suas necessidades. A ambição desvairada. Note-se. Pois bem. mais culpado é o homem. é Deus quem vos dá a medida daquilo de que necessitais. verificais que isso vos faz mal.

embora não praticando o mal. os males a que se acha exposto são um estimulante para o exercício da sua inteligência. Talvez não fosse capaz de praticá-lo. A consciência lhe traça a rota. achando-o feito. Deus lha lembra constantemente por intermédio de seus messias e profetas. que afligem a Humanidade. Se ele nada houvesse de temer. nada inventaria. sempre por efeito do seu livre-arbítrio. Entretanto. pois. é por virtude do seu livre-arbítrio: sofre então as conseqüências do seu proceder 4. para ser mais feliz. Deus promulgou leis plenas de sabedoria.. Um momento chega em que o excesso do mal moral se torna intolerável e impõe ao homem a necessidade de mudar de vida. formam duas categorias que importa distinguir: a dos males que o homem pode evitar e a dos que lhe independem da vontade. ao demais. uma vez que aproveitar [. Em si mesmo encontra o homem tudo o que lhe é necessário para cumpri-las. da opressão do fraco pelo forte. é por sua vontade e porque reconheceu os inconvenientes do outro. o constrange a melhorar-se moralmente. do seu egoísmo. se aproveita do mal praticado por outrem. ele se sente compelido a procurar no bem o remédio. do mesmo modo que o constrangeu a melhorar as condições materiais da sua existência 5. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 309 . da maior parte. ou se ousara 16. da sua cupidez. é tão culpado quanto este. Entre os últimos cumpre se incluam os flagelos naturais 2. nem descobriria. se pudera. os males mais numerosos são os que o homem cria pelos seus vícios. Se o homem se conformasse rigorosamente com as leis divinas. a lei divina lhe está gravada no coração e. das enfermidades. Se assim não procede. de todas as suas faculdades físicas e morais. Instruído pela experiência. pela multidão dos Espíritos desencarnados que se manifestam em toda parte. nenhuma necessidade o induziria a procurar o melhor.Programa Fundamental • Módulo VIII • Roteiro 2 aquele que. é que o aprova.] do mal é participar dele.. na senda do progresso 3.. Tendo o homem que progredir. das dissensões. Quando toma melhor caminho. o espírito se lhe entorpeceria na inatividade. Pode-se dizer que os [. pôs o remédio ao lado do mal. todo bondade. os que provêm do seu orgulho. A dor é o aguilhão que o impele para a frente. incitando-o a procurar os meios de evitá-los. Deus. de todos os Espíritos encarnados que trazem a missão de o esclarecer. físicos ou morais. afinal. não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra. nestes últimos tempos. moralizar e melhorar e. da sua ambição.. das injustiças. desde que. Porém. faz que do próprio mal saia o remédio. A necessidade. de seus excessos em tudo. é que o teria praticado. isto é. mas. tendo por único objetivo o bem. Aí a causa das guerras e das calamidades que estas acarretam.] males de toda espécie. dele tira partido.

. diremos que [. a sensibilidade. da experiência e do amor 20. Por toda a parte. como o frio é a ausência do calor. não há mal absoluto no Universo. mas em toda a parte a realização vagarosa e progressiva de um ideal superior. só do homem procede o mal. tendo simultaneamente o livre-arbítrio e por guia as leis divinas. forçosamente existe o mal. o sentimento. também o mal não é atributo distinto.Programa Fundamental • Módulo VIII • Roteiro 2 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 310 Pode dizer-se que o mal é a ausência do bem. em toda a parte se exerce a ação de uma força. Se na criação houvesse um ser preposto ao mal. um é o negativo do outro. a vontade. ninguém o poderia evitar. pois. nos atrai e arrasta para um estado melhor. evitá-lo-á sempre que o queira 6. para as assinalar com o sinete da fraternidade. a grande lida dos seres trabalhando para desenvolver em si.. o amor! 19 Em suma. determinismo que absorve todas as ações humanas. de um poder. tendo o homem a causa do mal em «si mesmo». Deus somente quer o bem. O mal não tem. Onde não existe o bem.] o bem é o único determinismo divino dentro do Universo. mas. Não praticar o mal já é um princípio do bem. de uma coisa que. existência real. conquanto nos deixe livres.. Assim como o frio não é um fluido especial. à custa de imensos esforços.

______. p. 16. p. 18 (Justiça e responsabilidade. Questão 748. 11. 72. Pelo Espírito Humberto de Campos. 19. ______. Questão 640. Léon. p. ______. 352. p. pátria do evangelho. Segunda parte. 2005. 310. Questão 639. p. ______. O livro dos espíritos. 128-129. 17. ______. p. Rio de Janeiro: FEB. ______. p. 293-294. Pelo Espírito Emmanuel. ed. p. ______. ed. Francisco Cândido. 10. 312. 312. ed. 72. Brasil. item 1. Questão 630. p. ______. ______. 8. cap. 313. p. . Item 7. p. 5. ______. p. Questão 632. DENIS. p. 71. 4. O problema do mal). 311. 12. ______. O consolador. p. 310-311. ______. p. Rio de Janeiro: FEB. Questão 637. Rio de Janeiro: FEB. A gênese. Rio de Janeiro: FEB. p. 352. 313. Questão 638. 71. questão 135. p. Item 8. 2005. 48. Questão 636 p. p. 312. 69. 6. coração do mundo. ed. Item 6. ______.Programa Fundamental • Módulo VIII • Roteiro 2 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 311 1. 310. O problema do ser do destino e da dor. 3. Questão 631. 2005. p. ______. Questão 749. 18. 310. KARDEC. 13. ______. 21. 3. Tradução de Guillon Ribeiro. 70. 28. ______. p. Questão 633. XV (A revolução francesa). Tradução de Guillon Ribeiro. 14. 86. Allan. 2006. Item 5. Item 3. ed. 30. ______. Rio de Janeiro: FEB. Cap. ______. 9. XAVIER. 26. 86-87. cap. 2004. 20. 15. 7. 2.

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PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO IX Lei de Adoração OBJETIVO GERAL Entender o significado e o objetivo da lei de adoração .

Em todas as vossas ações. pois resulta de um sentimento inato no homem.. questão 653. A adoração verdadeira é do coração. Allan Kardec: O livro dos espíritos. É hipócrita aquele cuja piedade se cifra nos atos exteriores. questão 649. Deste. Allan Kardec: O livro dos espíritos. aproxima o homem sua alma. questão 654.] na elevação do pensamento a Deus. A adoração está na lei natural. Mau exemplo dá todo aquele cuja adoração é afetada e contradiz o seu procedimento. Allan Kardec: O livro dos espíritos. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita ■ ■ ■ 314 . Allan Kardec: O livro dos espíritos. se bem que sob formas diferentes. Conteúdo básico ■ A adoração consiste [.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO IX – Lei de Adoração ROTEIRO 1 Adoração: significado e objetivo Objetivos ■ Dizer em que consiste a adoração.. Por essa razão é que existe entre todos os povos. pela adoração. lembrai-vos sempre de que o Senhor tem sobre vós o seu olhar. específicos ■ Explicar a maneira de adorar a Deus segundo o Espiritismo. questão 652.

porque é resultante de um sentimento inato no homem. pois. Entretanto. com o avanço científico. esclarecendo sobre diversas formas de adoração conhecidas. Ouvir as respostas das duplas. intelectual e moralmente. de acordo com o progresso humano. seria possível demonstrar a inutilidade do poder divino na resolução dos problemas humanos. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 315 . o significado de adoração. Explicar também que a adoração é uma das leis naturais. em seguida. sociais ou espirituais. na década de 60. segundo as possibilidades de cada um. mais se aperfeiçoam a sua concepção de Deus e a forma de adorá-lo. vimos que a Ciência vem se revelando incapaz de atender as necessidades crescentes do homem. Persiste.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 1 Sugestões Introdução didáticas ■ No início da reunião. segundo a Doutrina Espírita. ■ Desenvolvimento ■ ■ ■ ■ ■ Pedir. Quanto mais este evolui. Conclusão ■ Concluir a aula. emocionais. em plenário. lembrar que. em diversos jornais e revistas. sejam elas físicas. Por esse motivo é que todos os povos sempre adoraram a Deus. reforçando a idéia de que o processo de adoração acompanha a evolução do homem. em seguida. com o passar do tempo. a importância da crença em Deus e a necessidade de adorá-Lo. foram publicados artigos que decretavam a morte de Deus. Deus estava morto porque. afetivas. e. Solicitar à turma que leia os dois últimos parágrafos dos subsídios. esclarecendo possíveis dúvidas. emitam um conceito de adoração. informe. no século XX. aos participantes que. os homens estavam tão inebriados com o progresso científico que. Explicar em que consiste a adoração segundo o Espiritismo. Ouvir as interpretações dos participantes. em duplas. embora de formas diferentes.

entre os antigos. Por essa razão é que existe entre todos os povos. pela adoração. culto que se rende a alguém ou algo considerado divindade. Técnica(s): exposição. em cujo louvor o fogo divino ardia constantemente na lareira ou nos altares dos templos que lhes eram dedicados.. Ora. uma personificação do Senhor da Natureza.] palavra deus tinha. acepção muito ampla. trabalho em pequenos grupos. tendo-lhes as manifestações espíritas revelado Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 316 . nos trabalhos realizados. Não indicava.. que se dava a todo ser existente fora das condições da Humanidade. que está intimamente relacionado à palavra veneração. souberem conceituar adoração e explicar a maneira de adorar a Deus segundo o Espiritismo.. Tempos houve em que cada família. Recurso(s): subsídios do Roteiro. No sentido vulgar do termo. segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. cada cidade e cada raça tinha os seus deuses particulares.. É importante destacar que a [. aproxima o homem sua alma 1.] elevação do pensamento a Deus. os deuses tudo faziam pelos seus adoradores. se bem que sob formas diferentes 2. Retribuindo essas homenagens (assim se acreditava). Esclarecem também que a [. lápis/caneta. ajudando-as em guerras defensivas ou de conquista 8.] adoração está na lei natural. papel.. chegando até a se postar à frente dos exércitos das comunas ou das nações a que pertenciam. ato ou efeito de adorar. como presentemente. Deste. Todavia. adorar traduz-se como prestar culto à divindade.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 1 Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes. Era uma qualificação genérica.. pois resulta de um sentimento inato no homem. cada tribo. Subsídios O vocábulo adoração significa. estudo em duplas. afirmam os Espíritos Superiores que adoração consiste na [.

o estado físico em que se encontram nos mundos superiores. precisamos reconhecer que esta acompanha o processo evolutivo da criatura humana. aperfeiçoa também sua concepção de Deus e a sua forma de adorá-lo.] iluminar o mundo com a sua divina luz. lembra-nos que nos [.. na ignorância em que se achavam. mercê de um estudo mais sério. É oportuno assinalar que vindo [. Pura questão de palavras. os povos do hemisfério ocidental abraçam as idéias cristãs. enquanto os povos do hemisfério oriental se mantêm presos às tradições religiosas do seu passado remoto. Quanto aos Espíritos. Orientou. eles erigiram templos e altares muito lucrativos a tais deuses. Enquanto para a religião essas manifestações eram fenômenos miraculosos. Muitas interpretações religiosas ainda trazem o ranço das manifestações ritualísticas. mais ou menos perfeitas e despidas de seus invólucros terrestres. para os incrédulos sempre foram embustes. visíveis nos seus cerimoniais de culto externo. conforme preconiza o Espiritismo. foram interpretadas de maneiras diferentes e muitas vezes exploradas sob o prestígio do mistério. reconheceremos. o Cristianismo não se propôs destruir uma coisa que está na Natureza.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 1 a existência de seres incorpóreos a atuarem como potência da Natureza. a despeito de ainda presos às manifestações de culto exterior. todas as propriedades do perispírito e os papéis que desempenham nas coisas da Terra 6. a propósito. estabelecida pelo surgimento do Cristianismo. porém. ao passo que hoje os consideramos simples criaturas como nós. Para entendermos a adoração. a lembrança deles se há perpetuado. que nunca deixaram de produzir-se.. feito à luz meridiana. todos os de que vemos dotados os Espíritos nos diferentes graus da escala espírita. alcançamos significativo progresso religioso com o monoteísmo. nos revela um dos maiores e mais sublimes princípios da Natureza 7. como lhes damos atualmente o de Espíritos. Hoje.] tempos primevos. Nesse ponto da história religiosa do Planeta. mantida intencionalmente pelos que nisso tinham interesse. e suas manifestações. a nossa rota evolutiva abre-se em uma bifurcação. escoimado das idéias supersticiosas que o ensombraram durante séculos... Assim. a adoração para Aquele a quem é devida. e lembrando a mensagem cristã. conforme os povos. o Espiritismo. como na atu- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 317 . uma vez que. como o homem evolui intelectual e moralmente. a esses seres deram eles o nome de deuses. acompanhar com nitidez a transformação histórica da idéia de Deus ocorrida na nossa humanidade: partindo das primitivas idéias politeístas. Devemos considerar. Se estudarmos atentamente os diversos atributos das divindades pagãs. no entanto. sem esforço. que longe ainda nos encontramos de adorar Deus em espírito e verdade. com a única diferença de que. Podemos. Emmanuel. sob diversos nomes. então.

duro e implacável para com outrem. do que o selvagem ignorante [. perdoá-lo-eis.. Declaro-vos que somente nos lábios e não na alma tem religião aquele que professa adorar o Cristo. nos vossos tempos de egoísmo utilitário. mas que é orgulhoso. E como tal será tratado no dia da justiça. dirá: o que conhece a verdade é cem vezes mais culpado do mal que faz. a quem se pode peitar com bajulação e promessa.. que apenas conheciam os instintos nas suas manifestações. Todos os homens são irmãos e filhos de Deus. se alguma forma de adoração há que mais convenha. os que somente por afetação e amor-próprio o fazem. Na verdade. lembrai-vos sempre de que o Senhor tem sobre vós o seu olhar 3.. Mau exemplo dá todo aquele cuja adoração é afetada e contradiz o seu procedimento. Deus prefere os que o adoram do fundo do coração. . invejoso e cioso.] adoração verdadeira é do coração. ao passar.. Deus é considerado como poderoso magnata. Ele atrai a si todos os que lhe obedecem às leis. fazendo o bem e evitando o mal. com sinceridade. mau exemplo dão e não imaginam o mal que causam 4. a adoração aos seres invisíveis que personificavam os seus deuses era feita de sacrifícios inadmissíveis em vossa época. que tudo vê. se for um homem que enxerga perfeitamente bem. Os Espíritos Orientadores da Codificação Espírita nos esclarecem que [. o homem teve uma concepção antropomórfica de Deus.] se não consistir num vão simulacro.. [. pois. aos que julgam honrá-lo com cerimônias que os não tornam melhores para com os seus semelhantes. no seio de muitas doutrinas religiosas 9. Ainda uma vez vos digo: até ele não chegam os cânticos.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 1 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 318 alidade. ou ambicioso dos bens deste mundo. Não pergunteis. É sempre útil dar um bom exemplo. Se um cego. Deus. Mas. Hodiernamente.. porque equivaleria a perguntardes se mais agrada a Deus ser adorado num idioma do que noutro.]. desmentindo com o proceder a aparente piedade. senão quando passam pela porta do coração 5. qualquer que seja a forma sob que as exprimam. continuam elucidando os Espíritos Codificadores. queixar-vos-eis e com razão. como preponderavam as leis de força bruta e a Humanidade era uma aglomeração de seres que nasciam da brutalidade e da aspereza. É hipócrita aquele cuja piedade se cifra nos atos exteriores. Nos períodos primários da Civilização. Em todas as vossas ações. vos derriba. Esclarecem igualmente que a adoração exterior será útil.

Questão 654. Questão 668. ed. 2005. CALLIGARIS. 5. O livro dos espíritos. Pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB. As leis morais. p. ______. ______. p. 6. p. ______. Questão 653. p. KARDEC. p. 317. 46. ed. ______. Questão 652. Questão 653-a. 317. p. 86. 9. 316. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 319 . (Como adorar a Deus?). 4. Rio de Janeiro: FEB. Rodolfo. ______. 11. Tradução de Guillon Ribeiro. 25. ______. Cap. 317-318. ed. 316. Allan.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 1 Referência Bibliográfica 1. 8. 323. 2005. 324. p. XAVIER. 2. 2004. p. 3. 7. Emmanuel. Questão 649. 15 (O antropomorfismo). 87. p. Rio de Janeiro: FEB. Francisco Cândido.

Cap. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar. inútil se torna expor-lhas [.. item 10. Pela prece. nada mais seria o homem do que instrumento passivo. questão 659. vai grande distância. Há quem conteste a eficácia da prece. quer no em que apenas lhe chegue o nosso pensamento. 27. daí a crer-se que todas as circunstâncias da vida estão submetidas à fatalidade. 27. eficácia e ação Objetivos ■ Conceituar prece. Orar a Deus é pensar nele. Se assim fosse.]. conhecendo Deus as nossas necessidades. Sem dúvida alguma. pedir. mas. há leis naturais e imutáveis que não podem ser ab-rogadas ao capricho de cada um. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe idéias sãs. é aproximar-se dele.. 27. Cap. ■ ■ ■ 320 .. Cap. específicos ■ ■ Justificar a importância da prece. é pôr-se em comunicação com ele. com fundamento no princípio de que.]. Conteúdo básico ■ Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita A prece é um ato de adoração. agradecer.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO IX – Lei de Adoração ROTEIRO 2 A prece: importância. item 6. item 11. O Espiritismo torna compreensível a ação da prece. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. explicando o modo de transmissão do pensamento. Explicar a eficácia e a ação da prece. Allan Kardec: O livro dos espíritos.. Allan Kardec: O evangelho segundo o espiritismo. sem livre-arbítrio e sem iniciativa [. quer no caso em que o ser a quem oramos acuda ao nosso apelo.

que atingiram os objetivos propostos no roteiro. 6:9-13). 2. exposição. indicar um relator para apresentar as conclusões do trabalho em grupo. dirigindo-lhes algumas questões. trabalho em pequenos grupos. eficácia e ação da prece. ler o conteúdo básico dos itens 2 e 3 dos subsídios. 3. Recurso(s): subsídios do roteiro. Ouvir os relatos.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 2 Sugestões Introdução didáticas ■ Apresentar um cartaz no qual estão escritas as palavras: orar e ■ ■ rezar. que deverá ser lida por um dos participantes. em plenária. 321 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Em seguida. Favorecer a participação dos alunos. prece: Pai Nosso. assinalando os pontos de maior relevância. durante a exposição. fazer uma exposição dialogada a respeito do conceito de prece. cartaz / transparência. trocar idéias entre si a respeito da importância. esclarecendo possíveis dúvidas. pela participação na aula. Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes demonstrarem. de acordo com o item 1 dos subsídios do roteiro. . Desenvolvimento ■ ■ ■ ■ Conclusão ■ Encerrar a aula com a apresentação – em cartaz ou transparência – da prece Pai Nosso (Mateus. Pedir aos participantes que façam distinção entre os dois vocábulos. Ouvir as respostas. Técnica(s): exposição dialogada. esclarecendo pontos que não ficaram claros na interpretação dos alunos. Organizar os participantes em pequenos grupos para a realização da seguinte tarefa: 1.

Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 2 Subsídios 1. quan- Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 322 . com os seus guias. Quando alguém ora a outros seres que não a Deus. a intercessores. com profundeza. no contato com eles. de transfigurar-se.. para lhe recomendar a vossa fraqueza.]. porquanto nada sucede sem a vontade de Deus 2. se faça mister vos recolhais ao vosso oratório. um dever que cumpris e que vos pesa como qualquer dever? A prece do cristão. indulgência e misericórdia. A prece é um ato de adoração 9. Deve ser profunda. mediante a qual o homem entra. para haurir. É [. mais força e perseverança. Conceito de prece O Espírito Manod.. Deve ela subir humilde aos pés do Senhor. deve ele dizê-la logo que o Espírito haja retomado o jugo da carne. as que se dirigem aos bons Espíritos são reportadas a Deus.. fá-lo recorrendo a intermediários. o primeiro ato que deve assinalar a sua volta à vida ativa de cada dia. fazendo disso um hábito.. para lhe suplicar amparo. sem que. do espírita. a fim de lá chegar nívea e radiosa de esperança e de amor 5. afirma: O dever primordial de toda criatura humana. seja qual for o seu culto. pelos vivos ou pelos mortos. As preces feitas a Deus escutam-nas os Espíritos incumbidos da execução de suas vontades. é a prece. mas quão poucos são os que sabem orar! Que importam ao Senhor as frases que maquinalmente articulais umas às outras. Não é ato de amor a Deus assistirdes os vossos irmãos numa necessidade. num ímpeto de reconhecimento por todos os benefícios recebidos até àquele dia. para isso. moral ou física? Não é ato de reconhecimento o elevardes a ele o vosso pensamento. em comunicação com o ser a quem se dirige [. qualquer que seja a natureza deles. ainda que sem consciência disso. como Jesus no Tabor. sem exceção de nenhum. É ainda o Espírito Manod que nos aconselha: Deveis orar incessantemente. A prece do dia é o cumprimento dos vossos deveres. porquanto é a vossa alma que tem de elevar-se para o Criador. Quase todos vós orais.] uma invocação. pela noite transcorrida e durante a qual lhe foi permitido. pelo pensamento. em mensagem existente em O Evangelho segundo o Espiritismo. ou vos lanceis de joelhos nas praças públicas. deve elevar-se aos pés da Majestade Divina com humildade. Podemos orar por nós mesmos ou por outrem. ir ter com os seus amigos.

geralmente. Como o vedes. todo o bálsamo para as nossas feridas. um colóquio solitário. dai-me forças para não falir de novo e coragem para a reparação da minha falta?! Isso independe das preces regulares da manhã e da noite e dos dias consagrados. quando mesmo uma simples contrariedade apenas vos roça a alma.. por egoísmo. erguemo-nos menos tristes. o sentido profundo que encerram as poucas palavras de que ela se compõe escapa à maioria das pessoas. ou por falta de caridade). E. fez despontar nela a esperança 10. pedir ao Senhor que vos abrevie as provas. traz-nos a coragem. meu Pai?! Não é ato de contrição o vos humilhardes diante do supremo Juiz. ainda que somente por um pensamento fugaz. portanto. Daí vem o dizerem-na. em intenção de alguém. Quem a diga. pois pequei (por orgulho.] prece deve ser uma expansão íntima da alma para com Deus. Léon Denis analisa que a [. então.. ela resume todos os deveres do homem para com Deus. seus desânimos. a prece pode ser de todos os instantes. Inútil. indulgência. É. desde que vos não esqueçais de exclamar: Sede bendito. em virtude mesmo da sua brevidade. dos corações magoados. sem que os pensamentos se detenham sobre as aplicações de cada uma de suas partes 8. contém os três pontos considerados objeto da prece: um pedido. um agradecimento. toda a luz para as nossas incertezas. então.. implora socorro. que vos dê alegrias e Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 323 . Contudo. Com efeito. Encerra uma profissão de fé. quem não achou na prece a calma. quando sentis que falistes. É importante destacar que o Pai Nosso. pede para este o que pediria para si. a submissão. sem nenhuma interrupção acarretar aos vossos trabalhos 7. um ato de adoração e de submissão. para lhe dizerdes: Perdoai-me. meu Deus. O Pai Nosso representa [.. uma meditação sempre útil. um raio de sol divino luziu em nossa alma.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 2 do uma felicidade vos advém. menos atormentados. ou uma glorificação 9. uma voz secreta responde: É a voz dAquele donde dimana toda a força para as lutas deste mundo. E essa voz consola. Nas horas de acabrunhamento. o refúgio dos aflitos. persuade. E. de pesar íntimo e de desespero. no santuário da consciência. reanima.] o mais perfeito modelo de concisão. o reconforto e o alívio a seus males? Um diálogo misterioso se estabelece entre a alma sofredora e a potência evocada. apoio. verdadeira obra-prima de sublimidade na simplicidade. sob a mais singela forma. por excelência. oração ensinada por Jesus (Mateus. a resignação estóicas. 6:9-13). A alma expõe suas angústias. Os Espíritos Superiores nos esclarecem a respeito da forma correta de agir quanto às petições que fazemos durante as nossas preces: A vossa prece deve conter o pedido das graças de que necessitais. muitas vezes fecunda. para consigo mesmo e para com o próximo. mas de que necessitais em realidade. o pedido das coisas necessárias à vida e o princípio da caridade. quando evitais um acidente.

. cuja realização nos pode ser funesta. 2. para que aquele tenha a responsabilidade dos seus atos e o mérito da escolha entre o bem e o mal.» Insensatos! Ingratos! Se descêsseis ao fundo da vossa consciência. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 324 . mas conservando a liberdade de segui-los. Não digais. que vos possais melhorar e vereis que torrente de graças e de consolações se derramará sobre vós 6. apenas evitam que as infrinjamos. vê arruinada a sua saúde. na maioria dos casos. nem suspendem o curso das leis da Natureza.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 2 riquezas. Pedi. Por esse meio. se deste se afastou. Admitamos.] facilmente se concebe a ação da prece. Nesse caso. males que não se encontram relacionados à imprevidência ou aos excessos humanos. porquanto Deus não me atende. pode também desviar de si os males que atrairia pelas suas próprias faltas. se não obtiver a cura que deseja? Não. Rogai-lhe que vos conceda os bens mais preciosos da paciência. por exemplo. Ele adquire. Pela prece. antes de tudo. o que eles fazem não é afastar de nós o mal. uma vida de sofrimento: terá ele o direito de queixar-se. Um homem. O que preferentemente vos lembrais de pedir é o bom êxito para os vossos empreendimentos terrenos e haveis com freqüência exclamado: «Deus não se ocupa conosco. em vós mesmos. contudo. da resignação e da fé. entretanto. de maneira imperceptível. sim. se se ocupasse. Importância da prece A prece se reveste de importância capital em qualquer situação. Agem. granjear deles força para resistir aos maus pensamentos. pois que houvera podido encontrar na prece a força de resistir às tentações 3. até o termo de seus dias. à nossa revelia. bem poucas vezes o tendes feito. Nessa situação. porém. a força moral necessária a vencer as dificuldades e a volver ao caminho reto. desse modo.. em conseqüência de excessos a que se entregou. dirigindo o nosso livre-arbítrio. com o ponto de partida dos males de que vos queixais. quase sempre depararíeis. [. não se verificariam tantas injustiças. eles em nada obstam ao cumprimento dos decretos de Deus. para nos não subjugar a vontade. pois. desviar-nos a nós do mau pensamento que nos pode causar dano. em especial. visto ter por efeito atrair a salutar inspiração dos Espíritos bons. É isso o que o homem pode estar sempre certo de receber. pedis a Deus? Já vos tendes lembrado de pedir-lhe a vossa melhoria moral? Oh! Não. O homem se acha então na posição de um que solicita bons conselhos e os põe em prática. e arrasta. como o fazem muitos: «Não vale a pena orar. ou não. que o homem nada possa fazer para evitar a ocorrência de certos males da vida. Quer Deus que seja assim. obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe idéias sãs.» Que é o que.

. não poderá modificar o curso das leis. Os crentes oram a Deus. auxiliando-nos a organização de novo roteiro para a caminhada segura 11. Orar é sentir. Os crentes oram. não há modelo que o plasme.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 2 3. não há molde que o guarde... poder.] movimento mecânico de lábios. a prece não deve traduzir-se como [. mas. valendo não só como abençoada plantação de solidariedade em nosso benefício. A oração é o poder dos fiéis. como sucede à voz do sino que no espaço se espraia e morre. Semelhante estado psíquico descortina forças ignoradas.] é sempre um atestado de boa vontade e compreensão.. inútil se torna expor-lhas. a isso que se podem sobretudo aplicar estas palavras: «Pedi e obtereis 4». o Espírito. Difícil é compreender-se o crente em seus colóquios com a Divindade. Além disso. imagens e idéias. pode emitir raios de espantoso poder 12. É produzir eco que a brisa dissipa. [. com fundamento no princípio de que. Não há fórmula que o contenha. O sentimento é intraduzível.. desfazendo empecilhos. quando rezam. Em qualquer situação. diante das quais nos fazemos réus sujeitos a penas múltiplas. Eficácia e ação da prece Há quem conteste a eficácia da prece. E acrescentam Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 325 se o pedir com fervor. invariavelmente. nem disco de fácil repetição no aparelho da mente.. Não há palavra que o defina com absoluta precisão. admirados. firmando desse modo nossa comunhão com Ele. A prece [. Rezar é repetir palavras segundo fórmulas determinadas. conhecendo Deus as nossas necessidades. revela a nossa origem divina e coloca-nos em contato com as fontes superiores. A oração é divina voz do espírito no grande silêncio. O mais rico vocabulário do mundo é pobre para traduzir a grandeza de um sentimento. pois. no testemunho da nossa condição de Espíritos devedores. limpando estradas. mas renova-nos o modo de ser. realiza trabalhos de inexprimível significação. dirigem-se à sociedade em cujo meio vivem. a prece faculta-nos a aproximação com os grandes benfeitores que nos presidem os passos. É vibração. mobilizando as próprias forças.. em qualquer forma. Os impostores e os supersticiosos rezam. mas também como vacina contra a reincidência no mal.. Os fariseus rezavam em público para serem vistos. . A importância da prece é facilmente evidenciada quando aprendemos a fazer distinções entre rezar e orar. Sem dúvida.] Orar é irradiar para Deus. é prodigioso poder espiritual comunicando emoções e pensamentos. Os hipócritas. energia. sendo. louvados 16. Nem sempre se caracteriza por sons articulados na conceituação verbal. Dentro dessa realização. reformando concepções e melhorando o quadro mental em que nos cabe cumprir a tarefa a que o Pai nos convoca 15. A criatura que ora.

Toda vez que o Espírito se coloca nessa atitude mental. edificando-nos as esperanças divinas.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 2 326 os que assim pensam que. e aos demais. expedidos pela oração santificadora. assim. no intenso desejo de servir com o Senhor 14. filha do amor. sem cogitar de evitá-los. fluem. conseqüências subordinadas ao que ele faz ou não. Há. cumprindo-nos advertir que os maus respondem aos maus nos planos inferiores. Não há prece sem resposta. venha de donde vier. encaminharse-á para o Além em sentido vertical. porém.. estabelece um laço de correspondência entre ele e o Além. delas recebe resposta imediata.] que a rogativa maléfica conta. Sobre os que oram nessas tarefas benditas. contagiados de nosso magnetismo pessoal. Possível é.. Os [. nada mais seria o homem do que instrumento passivo. daí a crer-se que todas as circunstâncias da vida estão submetidas à fatalidade. pois.. para ficar inativo. não podem as nossas súplicas mudar os decretos de Deus. transforma-se. entrelaçando-se mentalmente uns com os outros. igualmente. só lhe caberia curvar a cabeça ao jugo dos acontecimentos. achando-se tudo no Universo encadeado por leis eternas. Sendo livre o homem de agir num sentido ou noutro. do mesmo modo que o avanço ou o atraso do ponteiro de um relógio não anula a lei do movimento sobre a qual se funda o mecanismo. para que ele as deixasse sem serventia. Acresce notar. E a oração. O [. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita .] trabalho da prece é mais importante do que se pode imaginar no círculo dos encarnados. mas. em foco irradiante de energias da Divindade 13. É razoável. porém. sucessos que forçosamente escapam à fatalidade e que não quebram a harmonia das leis universais.. e se exteriorizam. para não querer. não é apenas súplica. com o devido equilíbrio do sentimento. seus atos lhe acarretam. subordinada sempre essa anuência à sua vontade 1. os elementos-força que vitalizam nosso mundo interior. que Deus aceda a certos pedidos.] raios divinos. a vontade. não devera ter procurado desviar o raio. sem livre-arbítrio e sem iniciativa. Percebe-se a eficácia e a ação da prece nos efeitos ou resultados obtidos. a atividade. devidos à sua iniciativa. das esferas mais altas. em seguida.. buscando as bênçãos da vida superior. sem perturbar a imutabilidade das leis que regem o conjunto. convertem-se em fatores adiantados de cooperação eficiente e definitiva na cura do corpo. [. o mais poderoso influxo magnético que conhecemos.. com enorme potencial de influenciação. na renovação da alma e iluminação da consciência. em nome de Deus. gradativamente. constituindo. vai grande distância. Deus não lhe outorgou a razão e a inteligência. destacar que toda prece impessoal dirigida às Forças Supremas do Bem. Nessa hipótese. Sem dúvida alguma. Se assim fosse. Toda prece elevada é manancial de magnetismo criador e vivificante e toda criatura que cultiva a oração. portanto. há leis naturais e imutáveis que não podem ser ab-rogadas ao capricho de cada um. É comunhão entre o Criador e a criatura. Se a oração traduz atividade no bem divino.

Item 22. Questão 659. Rio de Janeiro: FEB. 2005. Quinta parte. 381-382. 4. p. 375. ______. Ação e reação. ______. 2005. Rio de Janeiro: FEB. ed. ed. 10. ______. 7. ______. ed. 319. 9. Rio de Janeiro: FEB. ed. 12. 14. 159-160. p. Allan. 13. Cap. ______. 25 (Efeitos da oração). 381. Tradução de Guillon Ribeiro. Francisco Cândido. p. 6 (A oração). Rio de Janeiro: FEB. p. 327. 16. 2. O livro dos espíritos. ed. Vinha de luz. 2004. DENIS. Missionários da luz. Tradução de Guillon Ribeiro. p. 11. p.124. Cap. p. 370-371. Pelo Espírito Emmanuel. Depois da morte. ______. 2005. 295. 2006. Cap. item 9. Pelo Espírito André Luiz. p. ed. ______. p. ______. Item 11. ______. Tradução de João Lourenço de Souza. 5. 2006. Os mensageiros. item 6. 3. ______. 51 (A prece). 2005. ed. 15. 222. Cap. ed. Rio de Janeiro: FEB. 86. p. 84. Léon. 25. 387. Rio de Janeiro: FEB. XAVIER. 374. p. Item 12. p. p. Nas pegadas do mestre. 24. ______. (Rezar e orar). 98 (A prece recompõe). 8. p. KARDEC. 19 (Sanções e auxílios). 373. item 2. 6. p. Cap. 135. 83. 2004. cap. 38. p. Rio de Janeiro: FEB. Pelo Espírito André Luiz. VINÍCIUS. . 10. O evangelho segundo o espiritismo. 382. 28. Pelo Espírito André Luiz. Cap. 40.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 2 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 327 1. ______. 27. Rio de Janeiro: FEB. 27.

à luz do Espiritismo.PROGRAMA FUNDAMENTAL MÓDULO IX – Lei de Adoração ROTEIRO 3 Evangelho no lar Objetivos ■ Identificar. começa nossa missão no mundo. e sob a assistência dos Benfeitores Espirituais. O Lar é o coração do organismo social. FEB. 1. Em casa. Explicar como deve ser realizada a reunião de Evangelho no lar. É uma necessidade em toda parte onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação. Entre as paredes do templo familiar. ■ ■ ■ ■ 328 . cap.) Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome. na reunião de Evangelho no lar. previamente marcado. Emmanuel: Luz no lar. Scheilla: Luz no lar. um ato de adoraespecíficos ção a Deus. em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade porque o Pai procura a tais que assim o adorem. cap. Folheto do Evangelho no Lar. com o objetivo de reunir a família em torno dos ensinamentos evangélicos. ■ ■ Destacar a importância dessa reunião. preparamo-nos para a vida com todos. e agora é. aí estou eu no meio deles. (João. 18:20.) O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. Organizemos o nosso agrupamento doméstico do Evangelho. 9. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Conteúdo básico ■ Mas a hora vem. (Mateus. O culto ou estudo do Evangelho no lar é um encontro semanal. 4:23.

entregar a cada participante uma cópia do roteiro para a reunião do Evangelho no lar (veja subsídios. esclarecendo possíveis dúvidas. psicografada por Francisco Cândido Xavier (veja anexo). apresentar as etapas de uma reunião do Evangelho no lar. orientando-se pelas seguintes questões: • O que é Evangelho no lar? • Qual a importância do Evangelho no lar? • Que livros devem ser estudados nessa reunião? • Qual o tempo de duração da reunião? • É conveniente a manifestação de Espíritos? • Pode-se colocar água para ser magnetizada? • Pode-se aplicar passe nas pessoas antes do encerramento da reunião? Terminada a exposição. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 329 Fazer uma breve exposição sobre a reunião do Evangelho no lar. se necessário. Fonte Viva etc.) e do Evangelho segundo o Espiritismo. Pinto. Em seguida. do Espírito Irene S. tendo como base as instruções contidas no roteiro que lhes foi entregue. Ouvir as explicações. Não ultrapassar o tempo de 15 minutos na simulação. .Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 3 Sugestões Introdução didáticas ■ Pedir à turma que leia e explique o significado da poesia Jesus ■ em casa. Pedir-lhes que façam uma simulação do culto do Evangelho no lar. Desenvolvimento ■ ■ ■ ■ ■ Conclusão ■ Fazer comentários pertinentes. Observações: Colocar à disposição dos participantes exemplares de livros de mensagens espíritas (tipo Pão Nosso. item 3) para leitura e troca de idéias.

realizando-a corretamente a tarefa proposta. é aproximar-se dele. interpretados à luz da Doutrina Espírita. a residência das almas. agradecer 2. Técnica(s): análise de texto. mas.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 3 Avaliação O estudo será considerado satisfatório se os participantes seguirem o roteiro de realização do Evangelho no lar. Por isso mesmo. Sendo assim. espíritas.. simulação de uma reunião do Evangelho no lar. pelas claridades espirituais que acende em torno. na qual se utiliza a prece como instrumento de ligação com o Senhor da Vida. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar.. em outras palavras.] 10. Nunca poderemos enumerar todos os benefícios da oração. O santuário doméstico que encontre criaturas amantes da oração e dos sentimentos elevados converte-se em campo sublime das mais belas florações e colheitas espirituais 9.. exposição. O Evangelho segundo o Espiritismo e outras obras espíritas de mensagens.. Recurso(s): poesia. Podemos dizer.] reunião da família em dia e hora certos. O homem que ora traz consigo inalienável couraça. entendemos que o [. mas também processo avançado de defesa exterior. Toda vez que se ora num lar. acima de tudo. que é uma reunião familiar de estudo e reflexão dos ensinamentos de Jesus. a reunião ou culto do Evangelho no lar é uma [. Nós. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 330 .. O Evangelho no lar é um ato de adoração a Deus Os Espíritos Superiores nos esclarecem que a [.] prece é um ato de adoração. para estudo do Evangelho e oração em conjunto 3. prepara-se a melhoria do ambiente doméstico.. subsídios deste Roteiro.] lar não é somente a moradia dos corpos. O lar que cultiva a prece transformase em fortaleza [. Orar a Deus é pensar nele. é pôrse em comunicação com ele. Cada prece do coração constitui emissão eletromagnética de relativo poder... Subsídios 1. pedir. o culto familiar do Evangelho não é tão-só um curso de iluminação interior.

veio cumpri-la. isto é. de forma clara e inequívoca. sob o teto simples de Nazaré e. praticando a fraternidade e crescendo em amor e sabedoria. A maldade não encontra brechas para insinuar-se. Sustentemos em casa a chama de nossa esperança. dar-lhe o verdadeiro sentido e adaptá-la ao grau de adiantamento dos homens. com os quais devemos atender às obrigações que nos competem no tempo. a importância do Evangelho no lar. amanhã e sempre 7. A BoaNova seguiu da Manjedoura para a praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação no Pentecostes. A palavra do Senhor soou. os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum. estudando a Revelação Divina. se a ventania nos compele a pausas de repouso. no círculo dos nossos familiares e afeiçoados. Quando o ensinamento do Mestre vibre entre as quatro paredes de um templo doméstico.. A observação impensada é ouvida sem revolta. de novo. a lei de Deus. os princípios dos deveres para com Deus e para com o próximo. mas. porque segundo a promessa do Evangelho Redentor.. O estudo do Evangelho no lar sob a orientação da verdade espírita conduz-nos ao entendimento da Lei de Deus porque Jesus não veio destruir a lei. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 331 O Evangelho no lar é também considerado um ato de adoração a Deus porque não [. amparando-nos para a ascensão à Luz Celestial. por nosso intermédio. [. não admitamos o bolor do desânimo nos serviços iniciados.] há serviço da fé viva. e acrescentando: aí estão todas as leis e os profetas 1. hoje. antes de tudo.. se fará ouvir. base da sua doutrina. por mais radical reforma não podia fazê-la passar. desenvolvê-la. Se possível.. continuemos trabalhando sob a tormenta. Por isso é que se nos depara. nessa lei.] Combatendo constantemente o abuso das práticas exteriores e das falsas interpretações. É uma necessidade em toda parte onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação. suportando. A calúnia é isolada no algodão do silêncio. com heroísmo. sem aquiescência e concurso do coração. «onde estiverem dois ou três corações reunidos em Seu nome» aí estará Jesus. isto é. O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. primeiramente. do que as reduzindo a esta última prescrição: «Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a si mesmo». Importância do Evangelho no lar A seguinte mensagem do Espírito Emmanuel destaca. certo. removendo os espinheiros da discórdia ou transformando as pedras do mal em flores de compreensão. . o clima de sacrifício.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 3 2. O erro alheio encontra compaixão. A enfermidade é recebida com calma.

. da conversação espírita e da prece em casa. porque. assim. é aconselhável se reúna com os familiares ou com alguns parentes. à luz do Evangelho do Cristo e sob a cobertura moral da oração. principalmente os que remanescem das tarefas de enfermagem espiritual no grupo. há outros irmãos já desenfaixados da veste física. vinculada ao amor que o Amigo Celeste nos legou. embora devamos o esclarecimento amigo e o conselho santificante aos companheiros da romagem humana. o coração está realmente habilitado para distribuir o pão divino da Boa-Nova. a benefício deles e dos outros. onde nos cabe o exemplo de paciência. fé e bom ânimo.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 3 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 332 E aí. que constituem o Testamento da Luz. Os benfeitores espirituais acorrem ao nosso lar. a despeito da simplicidade que encerra. consolação e alívio. Os espíritas. auxiliando-nos no que for possível. em torno dos estudos da Doutrina Espírita. em todas as circunstâncias. o sorriso é a sombra de cada um e a palavra permanece revestida de luz. os impositivos da aplicação com o Cristo. Pelo menos. a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus. Trata-se. que deve ser caracterizada pela seriedade e continuidade. dentro desse paraíso que alguns já estão edificando. serviço. compreensão. afastando entidades . mas vivo e atuante. sob o reinado legítimo do amor. aberta ao olhar e à apreciação de todos. o estímulo é um cântico de solidariedade incessante.] compreender a necessidade do culto do Evangelho no lar. junto da multidão. Somente depois da experiência evangélica do lar.. a gentileza é inspiração de todas as horas. Não olvidemos. semanalmente. a bondade é uma fonte inexaurível de paz e entendimento. fraternidade. em particular. que estamos escrevendo com os próprios testemunhos. capazes de entender a importância da iniciativa. Além dos companheiros desencarnados que estacionam no lar ou nas adjacências dele. estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos. em geral. em conjunto. que recolhem amparo e ensinamento. sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação 6. participar desses momentos de paz. e os participantes de grupos mediúnicos. 3. o quinto Evangelho inacabado. no santuário familiar. Roteiro para o estudo do Evangelho no lar Na reunião do Evangelho e oração em família evocamos a presença de benfeitores espirituais. cada um de nós. O culto do Evangelho no abrigo doméstico equivale a lâmpada acesa para todos os imperativos do apoio e do esclarecimento espiritual 5. de uma modalidade de reunião espírita. familiares e demais Espíritos amigos para. na verdade. somos. precisam [.

Recomendações a) o tempo de duração do Culto não deve ultrapassar uma hora. que se revelam sensíveis às vibrações e elucidações que o serviço religioso do Evangelho no lar propicia 8. história ou narrativa de fatos reais. 3. amparando os Espíritos mais necessitados. conforme o caso. e sob a assistência de benfeitores espirituais. f) a presença de visita não deverá ser motivo para a não realização do Culto. 4. b)leitura e comentário de página evangélica com a participação de todos os presentes. d)pode-se colocar água para ser fluidificada [magnetizada] pelos Benfeitores Espirituais. amigos. c) abster-se de manifestações de Espíritos. b)recomenda-se a leitura de «O Evangelho segundo o Espiritismo». 1. Participantes Poderão participar do Culto [ou da Reunião] todas as pessoas integrantes do lar. convidando-se os visitantes a dele participarem 4. A reunião pode ser enriquecida. do «Evangelho em Casa» e outras páginas evangélicas. Desenvolvimento a) prece inicial. e) é conveniente que a reunião seja semanal.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 3 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 333 perturbadoras do reduto doméstico. 2. Finalidade: trata-se de uma reunião com o objetivo de reunir a família em torno dos ensinamentos evangélicos à luz da Doutrina Espírita. . vizinhos etc). inclusive as crianças. c) prece de encerramento (ocasião em que se pode orar pelos que não puderam estar presentes: parentes. com poesia.

Rio de Janeiro: FEB. 86. Pelo Espírito André Luiz. Cap. p. 65-66. Missionários da luz. 2005. Rio de Janeiro: FEB. ______. O livro dos espíritos. CONSELHO FEDERATIVO NACIONAL. E a vida continua. 1. mensagem do Espírito Emmanuel). 1996. Rio de Janeiro: FEB. Cap. 2005. p. 70. ed. item 12. 6. 2. 26. Rio de Janeiro: FEB. O evangelho segundo o espiritismo. 4. 4. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. 37 (No santuário doméstico). cap. XAVIER.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 3 Referência Bibliográfica Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 1. Cap. cap. Tradução de Guillon Ribeiro. 80. p. ed. ______. 13. item 3. 124. 2006. 10. KARDEC. ______. p. 29. ed. p. ______. 239. 39. ed. ed. Luz no lar. Os mensageiros. Tradução de Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB. 319. 6 (A oração). Francisco Cândido. 11-12. 10. ed. 9 (Luz no lar. p. 33-34. Allan. ed. Pelo Espírito André Luiz. 7. Desobsessão. ed. 334 . 42. Cap. 9. mensagem do Espírito Scheilla). 65. p. Cap. p. ______. 1 (Culto cristão no lar. Por diversos Espíritos. Orientação ao centro espírita. Pelo Espírito André Luiz. ______. ______. 2004. 8. 2003. 3. 2004. Rio de Janeiro: FEB. 232. 5. 55. p. 128-129. Pelo Espírito André Luiz. Questão 659. 2006. p.

Cap. Luz no lar. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 335 . Ouvida a bênção da prece. Na sala doce e tranqüila. perdoa. A lição do bem cintila Como um poema a brilhar. 10. A frase é contente e boa. A maldade escuta e pensa É o vício da rebeldia Perde a máscara sombria.. Quem sofre. Vozes brandas falam calmas. 2. O dever governa a vida. ed. Quem guarda ofensas. em casa.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 3 Anexo JESUS EM CASA * Irene S. O verbo humano enaltece A caridade e a esperança.. Pinto O culto do Mestre. É a glória de Deus que vaza O Dom da Graça Divina.. Por diversos Espíritos. Que regenera e ilumina O templo do coração. Toda névoa faz-se luz! Na casa fortalecida Por semelhante alimento. 2006. 13-14. Tudo é bendita mudança No plano familiar. Anula-se a malquerença. Francisco Cândido. Rio de Janeiro: FEB.. Tudo vibra entendimento Sublime e renovador. agradece à cruz. É novo sol que irradia A música da alegria Em santa e bela canção. É Jesus chamando as almas Ao Reino do Eterno Amor! * XAVIER. p.

tais como: Deus. a essa compreensão. o bem e o mal. certamente. comunicabilidade dos Espíritos. Os primeiros passos começam aqui. a lei de adoração. Porque é importante saber de onde viemos. quando tomamos conhecimento das orientações básicas que os Espíritos Superiores transmitiram a Allan Kardec. nesta apostila. O estudo da Doutrina Espírita nos conduz. entre outras. Espírito. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita 336 . reencarnação. matéria. pluralidade dos mundos habitados. o que fazemos aqui e qual será a nossa destinação espiritual.Programa Fundamental • Módulo IX • Roteiro 3 Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita Estudar o Espiritismo? Por quê? Porque temos necessidade de ser felizes.

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